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Relatório e Contas 2025

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Relatório e Contas 2025
Índice
01. Enquadramento .................................. 5
1.1. Mensagem do Presidente ...............................................................................6
1.2. A Glintt Global .........................................................................................7
1.3. Sociedades e Órgãos Sociais. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18
1.4. Principais Indicadores .................................................................................19
02. Relatório Consolidado de Gestão .................. 21
2.1. Contexto macroeconómico .............................................................................22
2.2. Desempenho em 2025 e perspetivas futuras .............................................................23
2.3. Modelo de governação .................................................................................24
2.4. Relato de Sustentabilidade .............................................................................24
2.5. Informação privilegiada ................................................................................61
2.6. Proposta de aplicação dos resultados ....................................................................61
2.7. Declaração dos responsáveis sobre a conformidade da informação financeira apresentada .....................62
2.8. Agradecimentos ......................................................................................63
2.9. Anexos ao relatório consolidado de gestão ...............................................................64
03. Governo da Sociedade ........................... 67
Relatório do governo societário 2025 ........................................................................68
04. Demonstrações Financeirase Notas às Contas ......131
4.1. Demonstrações financeiras consolidadas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 132
4.2. Demonstrações financeiras individuais ..................................................................204
05. Anexos ........................................253
5.1. Certificação legal e relatório de auditoria ................................................................254
5.2. Relatório e parecer do conselho fiscal ...................................................................270
5.3. Declaração dos responsáveis sobre a conformidade da informação financeira apresentada ....................272

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01. Enquadramento
Relatório e Contas 2025

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01. Enquadramento
Relatório e Contas 2025
6
1.1.
Mensagem
do Presidente
Em 2025, a Glintt Global manteve uma trajetória de cres-
cimento e rentabilidade, com uma evolução muito positi-
va dos principais indicadores operacionais e financeiros.
O desempenho refletiu a execução disciplinada do plano
estratégico, a proximidade aos clientes e a capacidade de
entrega das equipas, em Portugal e Espanha, num contexto
de mercado exigente e em transformação.
Demonstrámos a solidez de uma organização que soube
evoluir, adaptar-se e crescer de forma sustentada, manten-
do-se próxima do mercado e com uma visão clara sobre o
futuro.
Iniciámos o ano de 2026 com a nomeação de uma nova
Comissão Executiva para o mandato 2026-2028. Assumi
este desafio com a convicção de que a excelência se cons-
trói todos os dias, através das pessoas, das equipas e das
decisões que tomamos em conjunto. Temos talento e equi-
pas comprometidas, o que nos permite criar valor de forma
consistente, em conjunto com os nossos clientes e parcei-
ros, e continuar a crescer e a evoluir.
Para 2026, a Comissão Executiva reafirma o compromis-
so com o crescimento sustentável e com a criação de valor
para os acionistas, assente em três prioridades: (i) reforço
da integração ibérica e otimização da eficiência operacio-
nal, (ii) aprofundamento da relação com clientes e aumento
de recorrência, e (iii) aceleração da inovação, com o reforço
do investimento em inteligência artificial e melhoria contí-
nua das soluções próprias.
Num contexto de incerteza, manteremos uma gestão pru-
dente do risco e uma disciplina financeira rigorosa, preser-
vando liquidez e flexibilidade para capturar oportunidades.
A nossa ambição é continuar a melhorar a rentabilidade,
com foco em execução, qualidade de entrega e reforço das
nossas ofertas, transformando e consolidando a Glintt Glo-
bal como uma organização cada vez mais global, mais for-
te, mais ágil e mais preparada para responder aos desafios
dos setores críticos onde atua.
Por fim, quero deixar uma palavra de agradecimento a
todos os nossos clientes, parceiros e stakeholders, bem
como de reconhecimento a todas as equipas da Glintt Glo-
bal. É o empenho e a dedicação das nossas pessoas que
tornam possível continuar este caminho de crescimento e
evolução.
Seguimos em frente, juntos.
Eduardo Antunes
Presidente da Comissão Executiva da Glintt Global

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01. Enquadramento
Relatório e Contas 2025
7
1.2.
A Glintt Global
Empresa e Equipa
A Glintt Global, S.A., é uma multinacional de origem portuguesa, líder tecnológica, cotada na Euronext de Lisboa.
Encontra-se sediada em Portugal e com filiais em Espanha e Angola, contando com cerca de 1.200 colaboradores.
Com mais de 30 anos de experiência, a Glintt Global é uma empresa líder em tecnologia, que apoia a vida quotidiana e
abraça o que mais importa.
O ano de 2025 foi o ano de consolidação da nova imagem e marcas. A Glintt Global é cada vez mais, Global nas tecnologias,
Global nas geografias, Global nas indústrias.
Através da Glintt Life e da Glintt Next, concentramo-nos em proporcionar estabilidade numa sociedade em constante
mudança. Estamos focados numa transformação tecnológica que procura resultados em vez de produtos e que resiste a
todos os desafios.
A Glintt Life é líder ibérica em healthtech dedicada à criação, desenvolvimento e reinvenção de soluções inovadoras. O nos-
so compromisso com um ecossistema global de cuidados conectados reflete a nossa ambição de ter um impacto positivo
na saúde global da sociedade.
Na Glintt Life abraçamos o mundo da proteção e do cuidar. Comprometidos com a saúde global e conectada, apoiamos os
profissionais de saúde a cumprir o seu propósito. Com mais de 30 anos de experiência e um portfólio 360º nos setores far-
macêutico e hospitalar, temos um conhecimento amplo e profundo que nos permite reinventar soluções que impulsionam a
transformação digital no mundo da saúde. A inovação está no nosso ADN e é esta vontade de crescer que faz bater o nosso
coração. Porque a saúde é tudo, e tudo na saúde deve estar conectado.
As suas soluções são utilizadas em mais de 420 Hospitais e 15 500 Farmácias em Portugal e Espanha.
A Glintt Next é a consultora tecnológica multissetorial. Criamos e gerimos tecnologia que põe em prática as ambições dos
nossos clientes.
Colaboramos com algumas das maiores e mais competitivas entidades públicas e privadas, presentes em vários países da
Europa, na área dos Serviços Financeiros, Telecomunicações e Administração Pública, nas quais executa projetos transfor-
macionais de elevada complexidade e serviços de gestão aplicacional e de infraestruturas.
Na Glintt Next abraçamos o mundo da transformação digital. Somos uma consultora tecnológica multissectorial que pre-
para os nossos clientes para um novo amanhã. Com uma perspetiva nova e imparcial, desenvolvemos soluções de mudança

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01. Enquadramento
Relatório e Contas 2025
8
únicas para setores altamente especializados, que transformam ambições em verdades tangíveis. A proximidade e a parti-
lha de ideias com os nossos parceiros permite-nos encontrar e entregar as novidades tecnológicas que melhor se adaptam
a cada negócio. Num mundo que muda mais rápido do que o tempo, antecipamos as tendências e criamos valor que seja
capaz de ultrapassar o amanhã, maximizando a transformação digital dos nossos clientes.
A equipa da Glintt Global é uma combinação de fortes competências em Saúde, Farmácia, Enfermagem, Biomédica, Tec-
nologia e Sistemas de Informação, Matemática e Gestão, garantindo aos clientes e parceiros de negócio o know-how ne-
cessário para responder aos seus desafios. Acreditamos ainda que a ligação dos canais físicos e digitais, através de uma
experiência de utilização transparente e sem barreiras, é uma das chaves na retenção e captura de novos clientes.
Hoje, mais do que nunca, o mundo precisa de pensadores multidisciplinares que se sintam confortáveis em enfrentar de-
safios complexos e capazes de pensar na intersecção entre tecnologia, ciência e mercados. Precisamos de indivíduos que
se tornem verdadeiramente conectores inteligentes nestes domínios, liderando equipas diversificadas com o objetivo cons-
tante de se tornarem maiores do que a soma das suas partes.
Em resultado do compromisso com a excelência e o elevado investimento em I&D, promovido não só por iniciativas autó-
nomas, como em parceria com universidades e consórcios internacionais, a Glintt Global orgulha-se de deter um notável
portfólio de propriedade intelectual, reconhecido pelo Sistema Científico e Tecnológico Português e certificado por várias
entidades nacionais e estrangeiras. A Glintt Global conta com 5 centros de excelência em I&D de Software, situados em
Lisboa, Porto, Dénia, Valência e Madrid.
Modelo Operativo
O Modelo Operativo da Glintt Global visa fomentar a visão de ser líder em tecnologia, capaz de conectar ambições, pessoas
e uma rede digital em evolução.
“Nada verdadeiramente grande se constrói sem uma base sólida.”
Assim, orienta a oferta em 4 pilares de negócio de valor acrescentado, estrategicamente organizados em: Farmácias Portu-
gal, Farmácias Espanha, Hospitais e Serviços de Consultoria Multissetorial.
Este modelo permite um maior foco nos seguintes factores-chave: Crescimento sustentável | Rentabilidade | Clientes |
Pessoas.
care for
tomorrow
the new
with you
we
think
tech

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01. Enquadramento
Relatório e Contas 2025
9
Estrutura Organizacional
A estrutura organizacional da Glintt Global garante a existência de Unidades com foco eminentemente comercial (Mercados) e Unida-
des de Negócio focadas na entrega de produtos, serviços e gestão da oferta. Este modelo pretende potenciar um maior foco nas neces-
sidades dos nossos clientes e uma maior qualidade e eficiência na entrega dos nossos produtos e serviços. Transversalmente, existem
Unidades Corporativas que asseguram o funcionamento dos serviços da Organização e uma melhor gestão e organização interna.
Executive Board
Eduardo Antunes (CEO) Pedro Matos (CFO)
Glintt Life
Miguel Leocádio
Multisector Technology Consulting
Luís Esgueva
Pharmacies Spain
Eduardo Antunes
Hospitals
João Paulo Cabecinha
Pharmacies Portugal
Corporate Services Group
Corporate Services Glintt Global
Consulting & Pharma Services
Ricardo Ferreira
Pharma Solutions
Salvador Solaz, José Travé
Strategy
Hélder Silva
SW & Data Intelligence
Hugo Dias
Architecture & Design
Santiago Falcon
Partnerships & Fundings
Hélder Silva
Architecture & Robotics
João Abreu
Equipment, Automation &
Digital Services
Jorge Blanco
Customer Success
Hélder Silva
Customer Support & IT Equipment
Sérgio Cruz
Technology
Nuno Jesus
Operations
Mário Gil
Services
Nuno Jesus
Quality & Customer Loyalty
Nuno Morgado
Data Intelligence
Diogo Reis
New Business
Carlos Silva
Healthy Systems
Rui Teixeira
Life Hospitals Spain
Carlos Tercero
Market & Client Experience Solutions
Pedro Roma
Market & Distribution
Jorge Blanco
Market
Ricardo Afoito
Digital Transformation
Orlindo Santos
Marketing & Innovation
Raquel Madureira Pi
res
People
Inês Pina Pereira
Quality, Risk & Sustainability
Telma Loureiro
Strategy, Planning & Control
Vítor Silva
Finance PT
Elsa Abrantes
Finance ES
Enrique Pellejero Herraiz
Custom App Development
Mécio
Afonseca
Low
-
Code & Integration
Pedro Amaral
Tech Consulting & Data
Paulo Figueiredo
Commercial Officer PT
Manuel Costa
Country Lead Spain
Gabriel Pazos
International Business Lead
Gabriel Pazos
Glintt
Next
ttnilG labolG
Legal
Daniela Gago
Pharmacies Spain
Luis Esgueva
Hospitals
Eduardo Antunes
Pharmacies Portugal
João Paulo Cabecinha
Corporate Services
Eduardo Antunes (CEO)
Multisector Technology Consulting
Miguel Leocádio
Custom App Development
Mécio Afonseca
Low-Code & Integration
Pedro Amaral
Tech Consulting & Data
Paulo Figueiredo
Consulting & Pharma Services
Ricardo Ferreira
SW & Data Intelligence
Hugo Dias
Architecture & Robotics
João Abreu
Operations
Mário Gil
Customer Support & IT Equipment
Sérgio Cruz
Market & Client Experience Solutions
Pedro Roma
Gerente & Business
Development
Jorge Blanco
Strategy
Partnerships & Fundings
Customer Succ ess
Hélder Silva
Technology
Services
Nuno Jesus
Healthy Systems
Rui Teixeira
Life Hospitals Spain
Carlo s Tercero
Digital Transformation
Orlindo Santos
Legal
Daniela Gago
People
Inês Pina Pereira
Marketing & Innovation
Raquel Pires
Strategy, Planning & Control
Vítor Silva
Financial PT
Elsa Abrantes
Directors
Data Intelligence
Diogo Reis
Market
Ricardo Afoito
Pedro Matos (CFO)
Executive board
Quality, Risk & Sustainability
Telma Loureiro

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01. Enquadramento
Relatório e Contas 2025
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Mercados
A Glintt Global opera nos mercados que se encontram representados na imagem abaixo:
Pharmacies PT
Market & Client Experience Solutions:
Atua no mercado das farmácias, gerindo a relação com os clientes atuais e fazendo prospeção e abordagens a potenciais
clientes.
Missão/Visão Glintt Life Pharma:
z Ajudar os profissionais de saúde a cumprir o seu propósito, através da tecnologia
z Tornar-se a principal referência da farmácia e dos stakeholders no sector (associações, distribuidores, indústria, gru-
pos, administração pública)
Consulting & Pharma Services:
A unidade dedica-se à prestação de serviços de consultoria de negócio, estratégica e operacional às farmácias e indústria
farmacêutica, segundo uma abordagem modular, de acordo com as necessidades especificas do negócio.
Efetua também a gestão do software Sifarma.
SW & Data Intelligence:
A unidade dedica-se, entre outras áreas, à manutenção e evolução do produto Sifarma, de acordo com as orientações defi-
nidas pela ANF. Coopera com outras UN Pharma na criação de soluções com valor acrescentado, conjugando e maximizando
as várias valências Glintt numa única solução (consultoria, equipamentos e software).

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01. Enquadramento
Relatório e Contas 2025
11
Architecture & Robotics:
A unidade é responsável pela gestão, desenho e conceção de layout, imagem de espaços físicos e robótica para farmácias e clínicas.
Customer Support & IT Equipment:
A Unidade disponibiliza um suporte em aplicações e posto de trabalho com um ponto único de contacto, de forma transver-
sal a todos os clientes Glintt.
Divide-se nas seguintes áreas:
● Logística & Setup:
● Logística & Compras
● Oficina & Setup
● Suporte
● Qualidade Serviço & Formação
● Gestão de Produto
Operations:
A Unidade tem como foco elevar os padrões da experiência do cliente, acompanhando-o na sua viagem com a Glintt Life,
desde a sua decisão de investimento nas nossas soluções até ao respetivo uso e fruição.
Envolvida nas instalações mais simples ou nos projetos mais complexos e transformadores, coordena a entrega das múl-
tiplas ofertas de produtos e serviços Glintt Life, otimizando as operações e colocando a formação inicial como contributo
indispensável para a plena utilização das soluções.
Quality & Customer Loyalty:
A área tem os seguintes âmbitos de atuação:
Qualidade (Customer Experience)
Assegurar a conformidade com os padrões de qualidade estabelecidos, de forma a reduzir os eventuais problemas e de-
feitos de produtos ou serviços e criar uma experiência positiva que fidelize os clientes e os transforme em defensores da
marca.
Provedoria
Atuar como intermediário entre a empresa e os clientes, garantindo que as reclamações e sugestões são tratadas de forma
justa e imparcial e supervisionar e garantir o total cumprimento dos padrões de qualidade estabelecidos.
New Business:
Dedica-se à pesquisa de novas áreas de negócio, com desenvolvimento dos respetivos Planos de Negócios, através da cria-
ção de parcerias para novas áreas de atividade da Glintt Life.

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01. Enquadramento
Relatório e Contas 2025
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Hospitals
Especialistas em soluções que respondem aos requisitos críticos de todos os serviços de uma unidade hospitalar, desde a
admissão do utente, da prescrição ao registo de dados e medicamentos, até à relação do utente com a unidade de saúde.
PORTUGAL
SPAIN
Markets
Unit
Strategy
Unit
Partnerships &
Fundings Unit
Customer
Success Unit
Technology
Unit
Services
Unit
Data
Intelligence
Unit
Healthy
Systems
Multisector Technology Consulting
Especialistas reconhecidos em serviços de tecnologia, como desenvolvimento de aplicações personalizadas, integração
low-code, data & IA.
A transformação digital é apenas uma ilusão até que a façamos acontecer. Criamos e gerimos tecnologia que põe em prática
as ambições dos nossos clientes.
Apoiamos grandes empresas a entrar na jornada da transformação tecnológica, com uma ambição ágil que supera as com-
plexidades dos futuros que estão por vir.
Com um portfólio de soluções emergentes diversificadas estabelecemos parcerias com empresas de toda a Península Ibé-
rica, em indústrias especializadas como telecomunicações, serviços financeiros, energia ou administração pública.
Custom
Application
Development
Net,
Java,
C++,
Phyton
React
Mobile apps:
Ionic
Flutter React
Native
Data Cloud
& AI
Cloud: Azure,
Google, AWS
Data: Power BI,
Qlikview, Spark
AI: Open AI,
LLMs, RAG
Langchain,
IBM Watsonx,
Python
Architecture
& Integration
Mulesoft,
Oracle SOA
RedHat
Microsoft IS
Business
Process
Automation
DPA: IBM BAM, Appian
RPA: UiPath
ITSM: BMC, EasyVista
Low-Code
OutSystems
Power Apps
Oracle APEX
Turnkey projects
Squads / Teams aumentation
IT services contracts

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01. Enquadramento
Relatório e Contas 2025
13
Corporate Services Group
As Direções Corporativas do Grupo estão organizadas em:
Digital Transformation:
Definir, implementar, manter e operar os sistemas de informação corporativos do Grupo ANF, garantindo a sua permanente
atualização tecnológica e adaptação às necessidades de negócio, suportando todo o processo de Transformação Digital do
Grupo ANF e respetivas empresas / Áreas de Negócio.
DMO (Data Management Officer):
● Caracterização dos dados existentes no ecossistema Sifarma, alargando posteriormente, para outros softwares farma-
cêuticos e hospitalares;
● Definição dos conceitos de dado chave, caracterização dos seus atributos e sua origem. A análise focar-se-á nos con-
ceitos de dados chave na saúde, independentemente de residirem em sistemas internos ao Grupo ANF ou externos;
● Identificação de outros conceitos chave, e sua caracterização, que possam contribuir para a correta implementação de
uma estrutura e indicadores-chave dos cuidados com a saúde baseados em valor (VBHC);
● Caracterização das atuais fontes de dados para os conceitos dicionarizados, identificação de possíveis medidas de me-
lhoria e criação de iniciativas para sua concretização;
● Identificação de potenciais fontes de dados para dados inexistentes nos sistemas internos do Grupo ANF e implemen-
tação de medidas que conduzam à sua obtenção;
● Implementação de medidas de governação de dados que garantam a gestão dos conceitos de dados chave, a sua inte-
gridade, qualidade, disponibilidade, segurança e sua utilização legal e ética.
Corporate Services Glintt
As Direções Corporativas da Glintt Global estão organizadas em:
People (HR):
A Direção de Recursos Humanos tem como principais responsabilidades os seguintes âmbitos de atuação: Gestão de Car-
reiras, Recrutamento, Formação, Política Retributiva, Gestão da Performance e Desenvolvimento e Mobilidade.
Quality, Risk & Sustainability:
A Quality, Risk & Sustainability (QRS) é uma Unidade dedicada à excelência operacional, à gestão proativa de riscos e à pro-
moção de práticas sustentáveis. Com foco na melhoria contínua, atua para garantir que os processos, produtos e decisões
estejam alinhados com os mais altos padrões de qualidade, segurança e responsabilidade ambiental.
A missão integra três pilares — Qualidade, Risco e Sustentabilidade — de forma estratégica, contribuindo para a resiliência
organizacional, a conformidade regulatória e o impacto positivo a longo prazo.

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01. Enquadramento
Relatório e Contas 2025
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Marketing & Innovation:
A Direção de Marketing & Innovation atua nas seguintes vertentes:
● Innovation & Product: Posicionar a Glintt Global como uma empresa inovadora, assegurar a capacidade de resposta às
necessidades dos diferentes mercados onde atua, implementando estratégias de marketing, inovação e comunicação
focados nos nossos produtos e serviços e conectar pessoas, competências, produtos e serviços contribuindo para o
alcance dos resultados da empresa
● Marketing & Communication: Incorpora a comunicação interna, institucional e gestão de eventos Glintt Global.
Strategy, Planning & Control:
A Direção de Strategy, Planning & Control é a ferramenta corporativa que monitoriza os objetivos operacionais e estratégi-
cos da organização, auxiliando-a na tomada de decisão.
Principais vertentes de atuação: planeamento, orçamentação, contabilidade analítica, medição e controlo de desvios, ve-
rificação de indicadores quantitativos e qualitativos para avaliação do desempenho das Unidades e relatórios de controlo
orçamental.
A área de Strategy tem como vertente a gestão da estratégia organizacional, tendo como base o Plano estratégico, bem
como processos de M&A.
Finance:
Tem como principais áreas de atuação:
Collections and Credit Control: atua essencialmente na garantia de que a organização concede crédito apenas aos clientes
que apresentam indicadores de que cumprirão as suas responsabilidades para com o Grupo, onde se inclui a aprovação e
atribuição de créditos e de limite de crédito. Efetua os contactos com os clientes para cobrança dos valores em dívida, de
modo a garantir que não haja atrasos significativos nos recebimentos. Efetua também a análise das moras mais significati-
vas, encaminhando estes casos, quando necessário, para o Departamento Jurídico.
Banks and Treasury: inclui essencialmente o controlo do cash flow do Grupo, garantindo uma boa gestão entre as cobranças
e os pagamentos a fornecedores, colaboradores e outras entidades. Efetua a gestão dos diversos produtos financeiros, com
vista ao controlo dos níveis de endividamento do Grupo. Relacionamento com as diversas entidades bancárias.
Billing: tem como maior foco a emissão de faturação, garantindo a conformidade de toda a documentação respetiva às
propostas em análise.
Consolidation & Support: apoio à atividade da direção financeira, elaboração das contas consolidadas do Grupo, reporting
e Tax.
Gabinete de Apoio à Comissão Executiva:
O Gabinete de Apoio à Comissão Executiva atua em três vertentes: Secretariado de Administração, Secretariado Geral e
Gestão de Serviços Externos.

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01. Enquadramento
Relatório e Contas 2025
15
Legal:
Tem como objetivo apoiar todas as diligências internas e externas necessárias ao desenrolar da atividade das empresas
Glintt Global, tendo como áreas de atuação processos de pré-contencioso e contencioso, gestão dos assuntos corporativos
do Grupo Glintt, elaboração, revisão e validação de contratos e parcerias, entre outras.
Esta Direção acumula funções no âmbito do Regime Geral do Cumprimento Normativo (RCN – Responsável pelo cumpri-
mento normativo; RPPR -Responsável pelo Plano de Prevenção de Riscos e Canal de denúncias).
Visão, missão e valores
A Glintt Global tem um legado de mais de 30 anos de tecnologias significativas, profundamente integradas no tecido da vida
quotidiana. A nossa equipa destaca-se por proporcionar transformações digitais, desde os cuidados de saúde até aos mais
diversos setores empresariais. Criamos tecnologia que faz a diferença real, oferecendo aos nossos clientes ferramentas
que são simultaneamente significativas e práticas. A Glintt Life é líder ibérica em healthtech dedicada à criação, desenvol-
vimento e reinvenção de soluções inovadoras que apoiam os profissionais de saúde no seu propósito de abraçar o mundo
da proteção e do cuidar. A Glintt Next desenvolve soluções de futuro em tecnologias emergentes, que permite antecipar as
tendências e entregar as novidades tecnológicas que melhor se adaptam a cada negócio e que mais contribuem para a sua
evolução. Com uma mentalidade sempre voltada para o futuro, fundimos a inteligência com a vida quotidiana, enfrentando
desafios com espírito inovador e compromisso com a excelência.
Na Glintt Global:
● Incentivamos uma cultura de inovação
● Abraçamos a adaptabilidade
● Fomentamos uma cultura de empatia
● Proporcionamos oportunidades para aprendizagem contínua e partilha de conhecimento
missão
visão
valores
Ser líder em
tecnologia, capaz
de conectar ambições,
pessoas
e uma rede digital
em evolução.
Nada verdadeiramente
grandioso se constrói
sem uma base forte
Humano
Conhecimento
Compromisso
Ambição
Abraçar o mundo
através da tecnologia

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01. Enquadramento
Relatório e Contas 2025
16
Na Glintt Global temos um compromisso com a:
● Diversidade, equidade e inclusão
● Responsabilidade social corporativa
O nosso objetivo:
01.
ENQUADRAMENTO
RELATÓRIO & CONTAS 2023
15
O nosso objetivo:
Inovação e empreendedorismo
Glintt Global na liderança da Inovação
Na Glintt Global, a Inovação e o Empreendedorismo são parte integrante do nosso ADN. Cultivamos
diariamente um ambiente que fomenta o espírito crítico e a procura constante por novas soluções. Em
consonância com esta visão, destacamos a nossa participação ativa em projetos financiados, bem como
na criação do nosso Centro de Excelência em Inteligência Artificial. Este centro, é o palco onde
convergem o conhecimento, a tecnologia e a criatividade, impulsionando-nos na vanguarda da inovação.
Combinando os esforços dos nossos especialistas com o apoio de parcerias estratégicas, desenvolvemos
e implementamos soluções revolucionárias que moldam não só o presente, mas também o futuro dos
setores em que atuamos.
Projetos financiados
Com uma visão voltada para o futuro e um compromisso inabalável com a excelência, a empresa tem
desenvolvido uma série de projetos financiados que representam o seu empenho em criar soluções
inteligentes e eficazes para os desafios do mundo moderno.
Cada projeto que empreendemos é uma oportunidade de transformação, onde aplicamos a tecnologia
de forma proativa e colaboramos estreitamente com os nossos clientes e parceiros. Este compromisso
com a Inovação e o Empreendedorismo permeia todas as vertentes da nossa organização, desde a
promoção do conhecimento em novas tecnologias até à participação ativa em projetos de investigação.
Em 2023, testemunhámos a presença marcante da Inovação ao concluir uma série de projetos
inovadores que demonstram o seu compromisso com a excelência e a inovação. Um desses projetos é
o WoW, que introduziu uma nova arquitetura centrada em adesivos de biomonitorização para pacientes,
oferecendo uma abordagem revolucionária para o acompanhamento médico. Outro exemplo é o
Inovação e empreendedorismo
Glintt Global na liderança da Inovação
Na Glintt Global, acreditamos que a Inovação e o Empreendedorismo são mais do que motores de crescimento – são parte
integrante da nossa missão e da forma como contribuímos para a transformação sustentável dos vários setores em que
atuamos. Com uma presença multissetorial e uma visão orientada ao futuro, cultivamos diariamente uma cultura organiza-
cional que incentiva o pensamento crítico, a experimentação, a colaboração e a procura constante por soluções diferencia-
doras, capazes de responder de forma inteligente e eficaz aos desafios do presente e do futuro.
Na Glintt Global, estamos comprometidos em contribuir para o bem-estar da sociedade. Temos o conhecimento e as tecnologias
de ponta para fazer acontecer e uma rede alargada de colaboradores, clientes e parceiros especializados, que nos permitem ma-
ximizar o financiamento dos projetos através da participação em programas nacionais e europeus de apoio à inovação.
Estes programas não só reforçam o nosso compromisso com a excelência e a inovação, mas também nos permitem criar um
impacto positivo e duradouro na vida das pessoas.
Reforçámos esta ambição através de uma aposta estratégica em projetos de inovação aberta e colaborativa e no apro-
fundamento de competências internas, com destaque para o nosso Centro de Excelência em Inteligência Artificial – uma
estrutura transversal, que alavanca sinergias entre as diferentes unidades de negócio da Glintt Global. Este centro reflete
o nosso compromisso em criar valor através da tecnologia, com soluções que impactam positivamente clientes e parceiros
em áreas tão distintas como saúde, energia, serviços financeiros e administração pública.
A nossa dedicação à inovação materializa-se não só na contínua aposta em talento e tecnologia, mas também na participa-
ção ativa em projetos de elevado impacto, muitos deles com financiamento nacional e europeu.

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01. Enquadramento
Relatório e Contas 2025
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Projetos financiados: inovação com propósito
A Glintt Global tem vindo a integrar um portefólio estratégico de projetos de I&D que, em 2025, continuaram a assumir um
papel central no desenvolvimento de soluções tecnológicas aplicadas à saúde.
Mantivemos um forte posicionamento no ecossistema europeu de inovação, com destaque para projetos que exploram o
potencial da tecnologia na promoção da saúde, do bem-estar e da longevidade. Estes projetos reforçam o nosso compro-
misso com soluções centradas no utilizador, sustentadas por parcerias estratégicas e uma abordagem multidisciplinar.
Dos vários projetos em execução, destacamos:
● CHAngeing, que transforma centros de excelência em Portugal e na Grécia em polos de investigação dedicados à lon-
gevidade e à prevenção de disfunções cerebrovasculares associadas ao envelhecimento;
● DigiHealthPT, um centro de inovação digital orientado à transformação do setor da saúde, com apoio direto a startups,
PMEs e entidades públicas, promovendo o teste, a qualificação e o financiamento de novas soluções digitais;
● HfPT – Health from Portugal, que visa afirmar o país como hub internacional em saúde digital, com iniciativas como o
Clinical Data Repository (CDR), o desenvolvimento de soluções Smart Health e a valorização do ecossistema nacional
através da promoção de standards como HL7/FHIR e modelos de Value-Based Healthcare;
● Connected Health, focado na criação de plataformas interoperáveis que integram dispositivos e ferramentas digitais
para contextos clínicos, farmacêuticos e domiciliários.
Estes projetos refletem a visão de futuro da Glintt Global e o seu compromisso ativo com a cocriação de soluções tecnoló-
gicas sustentáveis, escaláveis e com impacto real na vida das pessoas – capazes de responder aos desafios reais da socie-
dade e de elevar os padrões de qualidade nos vários setores onde atuamos.
Centro de excelência em inteligência artificial: Consolidar e evoluir
Já no que respeita ao Centro de Excelência em Inteligência Artificial da Glintt Global, o mesmo é uma referência no apoio
à transformação digital de múltiplos setores. Este centro mantém-se como motor de desenvolvimento e criação de valor,
integrando uma equipa especializada com competências nas áreas de dados, business intelligence, analytics, machine
learning e Gen-AI, oferecendo soluções inteligentes e adaptadas à realidade dos nossos clientes e também apoiando a
transformação de processos de negócio da própria Glintt Global.
Através desta estrutura, desenvolvemos modelos preditivos, motores de recomendação, ferramentas de sumarização clíni-
ca e visões integradas do cliente, potenciando decisões mais informadas e eficientes, tanto em ambiente hospitalar como
em outros contextos de negócio.
Compromisso com o futuro
A Glintt Global encerra 2025 com a firme convicção de que o investimento em inovação e conhecimento é essencial para
enfrentar os desafios de um mundo em constante transformação. Com uma abordagem colaborativa, tecnológica e orien-
tada à excelência, continuaremos a desenvolver soluções que respondem às necessidades dos setores onde operamos.
Guiados por uma visão sustentável e por um propósito claro, queremos continuar a impulsionar valor para os nossos clien-
tes e parceiros, contribuindo ativamente para uma sociedade mais inteligente, eficiente e conectada. Acreditamos que o
futuro se constrói com conhecimento, ousadia e propósito – e é esse o compromisso que renovamos, ano após ano.

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01. Enquadramento
Relatório e Contas 2025
18
1.3.
Sociedades e Órgãos Sociais
O Grupo
O Grupo Glintt Global engloba dentro da sua estrutura, um conjunto de 20 empresas:
1. Glintt Global, S.A. 11. Pulso Informatica, SLU
2. Glintt - Healthcare Solutions, S.A. 12. Qwerty Informática, S.L.
3. Glintt INOV, S.A. 13. Alpes Informática
4. Glintt Açores, S.A. 14. LOGINFAR S.L
5. HLTSYS - HealthySystems, Lda 15. Glintt Healthcare, SLU
6. Prológica-Sistemas Informáticos, S.A. 16. Concep, S.L.
7. Sol-S e Solsuni - Tecnologias de Informação, S.A. 17. Cogifar Tech
8. Glintt España, SL 18. CSYM, S.L.
9. Consoft, SA 19. Glintt Angola, Lda
10. Farmasoft, SL 20. Solservice Angola, Lda
Órgãos Sociais
Conselho de Administração Revisor Oficial de Contas
Presidente Paulo Jorge Vieira de Almeida Gouveia Efetivo Oliveira, Reis & Associados, SROC, Lda.,
Vogal Rahim Sacoor Akbar Ali representada por Carlos Manuel Charneca Moleirinho Grenha
Vogal Paula Inês Moreira Dinis Suplente João Carlos Cruzeiro da Silva
Vogal Diana Amaral Correia Costa da Silva
Vogal Tiago Alexandre Mendes Ramos Bartolomeu
Mesa da Assembleia Geral
Vogal Joana Rita Pinho Resende Presidente Célia Jaquelina da Câmara Leme Vieira de Freitas
Vogal Maria Margarida Ramalho Bajanca Secretário Patrícia Isabel Antunes Dias Mendes
Vogal Eduardo José Biscaia Antunes
Vogal João Paulo Coelho Cabecinha
Secretário da Sociedade
Vogal Miguel Nuno da Silva Leocádio Secretário Daniela Gomes Ferreira Mendes Gago
Vogal Luís Santos Esgueva Perez Suplente Márcia Raquel Cavaleiro Sardinha
Vogal Pedro Emanuel Machado de Matos
Comissão de Vencimentos
Comissão Executiva
Presidente Paulo Jorge Barradas de Oliveira Rebelo
Presidente executivo Eduardo José Biscaia Antunes Vogal Jorge Manuel Lourenço Marques Esgalhado
Administrador executivo João Paulo Coelho Cabecinha Vogal Victor Réfega Fernandes
Administrador executivo Miguel Nuno da Silva Leocádio
Administrador executivo Luís Santos Esgueva Perez
Representante para as Relações com o Mercado
Administrador executivo Pedro Emanuel Machado de Matos Elsa Maria dos Santos Abrantes
Conselho Fiscal
Presidente Luis Pedro Pinto Caiano Pereira
Vogal Luis Filipe Vieira Coradinho Alves
Vogal Ana Sofia Salgueiro do Nascimento Ferreira
Vogal suplente Lara Marcos Nicolau Saraiva Mendes

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01. Enquadramento
Relatório e Contas 2025
19
1.4.
Principais Indicadores
Gastos com pessoal e FSE (M€)
Pessoal
Equipa de profissionais
12.491
2024
FSE
13.833
2025
22.956
2024
28.033
2025
48.526
2024 2023 2024 2025
55.873
2025
1.153
1.086
1.106
Faixa Etária Género Modelo de trabalho
Subcontratos Gastos com pessoal
37%
Feminino
63%
Masculino
15%
Presencial
85%
Teletrabalho
4,1% +60
24,2%
20 a 29
20,1%
50 a 59
28,2%
30 a 39
23,4%
40 a 49

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02. Relatório Consolidado de Gestão
Relatório e Contas 2025

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02. Relatório Consolidado de Gestão
Relatório e Contas 2025
22
2.1.
Contexto
macroeconómico
O ano de 2025 foi um ano de crescimento moderado, mas
resiliente, num contexto de elevada incerteza estrutural,
marcado por tensões geopolíticas persistentes, políticas
comerciais mais restritivas e acentuada volatilidade nos
mercados financeiros.
A economia portuguesa cresceu 1,9% em 2025. Um resul-
tado sólido, mas ligeiramente abaixo das previsões iniciais
do Governo e do Banco de Portugal. O dinamismo do con-
sumo privado e o desempenho do setor do turismo conti-
nuaram a ser os pilares que impulsionaram o crescimento.
A taxa de inflação média anual em Portugal em 2025 si-
tuou-se nos 2,3%, refletindo um abrandamento face ao
ano anterior.
Para 2026, a economia global deverá continuar a registar
um crescimento moderado. Segundo o FMI, a atividade
mundial deverá expandir-se 3,3%, apoiada pelo aumento
do investimento em tecnologia e por condições financeiras
mais favoráveis, apesar da continuidade das tensões co-
merciais e dos riscos de natureza geopolítica.
Em 2026, o progresso tecnológico assume um papel ainda
mais determinante no desenvolvimento económico global,
consolidando se como um dos principais motores de trans-
formação estrutural das organizações. A rápida evolução
da Inteligência Artificial, agora considerada uma infraes-
trutura estratégica de escala mundial, continuará a influen-
ciar profundamente os modelos de negócio, exigindo das
empresas uma capacidade acrescida de adaptação e mo-
dernização num ambiente marcado por mudança acelera-
da e crescente complexidade operacional.
Os principais pilares de progressão para 2026 são:
1) Escala e Maturidade da Inteligência Artificial. A IA
passou de tecnologia inovadora para infraestrutura eco-
nómica essencial, impulsionando produtividade e efi-
ciência em novos modelos de negócio.
2) Expansão da Infraestrutura Tecnológica e Compu-
tacional. O investimento em data centers e hardware
avançado continua a aumentar, posicionando 2026
como um ano crucial para reforço de capacidade tec-
nológica.
3) Integração Humano Máquina e Automação Avança-
da. A combinação entre talento humano e sistemas de
IA torna-se fundamental para a competitividade, per-
mitindo maior agilidade e menos divergências graças à
utilização de ferramentas de produtividade avançada.
4) Segurança Digital e “AI Security” como Prioridade
Estratégica. Com o crescimento exponencial da IA,
cresce também a necessidade de reforçar a segurança.
Tendências como plataformas de segurança para IA e
proteção de dados sensíveis tornam-se pilares funda-
mentais para garantir confiança e continuidade opera-
cional.
5) Governança e Uso Responsável da Tecnologia. A
adoção de IA em larga escala exige modelos formais
de governação, reforçando em 2026 a necessidade de
políticas claras de IA responsáveis por garantir confor-
midade, transparência e mitigação de riscos.
6) Modelos de Negócio Flexíveis e Estratégias Adapta-
tivas. A rápida evolução tecnológica torna insuficien-
te os modelos tradicionais de planeamento, exigindo
medidas mais ajustadas que articulem investimento,
agilidade e execução.
7) Crescimento da Competição e Pressão sobre Talento
Especializado. A escassez de talento tecnológico limi-
ta o crescimento, é essencial atrair, reter e qualificar
equipas para sustentar a inovação e maximizar o retor-
no tecnológico.
Num contexto global desafiante, a capacidade de adaptação,
inovação e eficiência tecnológica continuará a determinar a
competitividade das empresas em 2026.

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02. Relatório Consolidado de Gestão
Relatório e Contas 2025
23
2.2.
Desempenho em
2025 e perspetivas
futuras
O ano de 2025 decorreu num contexto de incerteza global,
com uma revisão em baixa das previsões de crescimento
económico, em grande parte devido à introdução de tarifas
comerciais impostas pelos Estados Unidos, mas também
pela situação geopolítica na Europa e no Médio Oriente. Es-
tes acontecimentos reduzem a confiança dos consumidores e
empresas, com impactos no investimento.
Apesar deste contexto, a Glintt Global fechou o exercício de
2025 num contexto de forte crescimento dos seus indicado-
res financeiros de referência, nomeadamente Volume de Ne-
gócios e Resultado Líquido, como reflexo do sucesso da estra-
tégia seguida nos últimos anos.
Na prossecução das linhas de orientação definidas de reforço
de competências estratégicas, a Glintt Global procedeu, em
fevereiro de 2025, à aquisição da totalidade do capital social
da empresa Prológica – Sistemas Informáticos, S.A., o que
veio permitir reforçar a Glintt Life Hospitals com novas com-
petências, nomeadamente na área de Dados e da utilização
de Inteligência Artificial no ecossistema da Saúde.
Em junho de 2025, e conforme aprovação em Assembleia
Geral Anual, a Glintt Global procedeu ao pagamento dos di-
videndos referentes ao exercício de 2024, no montante de
3,750 mil euros, o valor mais elevado de sempre, mantendo
assim o seu compromisso de remuneração aos acionistas.
A Glintt Global fechou o ano de 2025 alcançando o maior Vo-
lume de Negócios e o maior Resultado Líquido da sua história,
mantendo o nível de EBITDA.
Em Assembleia Geral Extraordinária, ocorrida em 19 de de-
zembro de 2025, foram eleitos os novos Órgãos Sociais para
o triénio de 2026-2028. Em 7 de janeiro de 2026, foi eleita a
nova Comissão Executiva, para o mesmo triénio.
Para 2026, a Administração da Glintt Global mantém a con-
vicção de um crescimento dos seus principais indicadores,
em linha com o cumprimento dos objetivos definidos para
este exercício, mantendo o foco na satisfação dos seus clien-
tes e na eficiência operacional.
A atual situação no Médio Oriente irá impactar a economia
mundial, nomeadamente com o aumento do preço do pe-
tróleo e consequentemente das matérias-primas. O seu
verdadeiro impacto resultará da duração do conflito, e na-
turalmente a Administração da Glintt Global irá manter-se
atenta aos seus efeitos, não sendo expectável, para já, que
possa afetar significativamente a sua atividade.
A Inovação irá manter-se como uma prioridade, procuran-
do-se soluções inovadoras e disruptivas aplicadas à área
da saúde, quer em Portugal, quer em Espanha. A Inteligên-
cia Artificial, nomeadamente com a utilização de soluções
baseada em agentes, é outra área de relevância, integran-
do em novas soluções que permitam a automatização de
processos e o aumento da eficiência na utilização dos re-
cursos.
A Administração da Glintt Global acredita que a empresa con-
tinua a desenvolver com sucesso a estratégia definida, visível
nos resultados obtidos, criando uma empresa em crescimen-
to, robusta, atrativa e competitiva, para todos os stakeholders
envolvidos.

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02. Relatório Consolidado de Gestão
Relatório e Contas 2025
24
2.3.
Modelo de
governação
A Glintt Global é uma holding cotada na Euronext Lisbon
e adotou um modelo de governação onde o Conselho de
Administração desempenha um papel ativo no acompa-
nhamento da gestão operacional de cada uma das socie-
dades participadas. O modelo de governação da sociedade
é detalhadamente descrito no Relatório de Governo da So-
ciedade, o qual é parte integrante do presente relatório (ver
por favor, capítulo 3).
2.4.
Relato de
Sustentabilidade
2.4.1. Enquadramento
A decisão da Glintt Global em manter um reporte de Sus-
tentabilidade rigoroso, assume um carácter distintivo pe-
rante o novo quadro jurídico da Diretiva (UE) 2026/470,
de 24 de fevereiro. Embora esta Diretiva tenha introduzido
medidas de simplificação e o adiamento de obrigatorieda-
des de relato para diversas Organizações, a Glintt Global
optou por manter a sua intenção de reporte.
Esta postura reafirma a visão da Glintt Global de que a
transparência não é um mero cumprimento de prazos le-
gais, mas uma vantagem competitiva deliberada. Ao re-
jeitar a facilidade do adiamento e antecipar as melhores
práticas europeias, é assegurada uma gestão de impactos,
riscos e oportunidades (IROs) mais robusta, garantindo a fi-
dedignidade do valor da Organização perante investidores,
Clientes e parceiros num mercado em profunda transição.
Este relato foi elaborado em conformidade com o Regulamen-
to Delegado (UE) 2023/2772, da Comissão, de 31 de julho de
2023, que estabelece as Normas de Relato de Sustentabili-
dade (ESRS). Adicionalmente, a Glintt Global considerou as
orientações técnicas e de interpretação mais recentes cons-
tantes nas ESRS publicadas pelo EFRAG, em novembro de
2025, por entender que estas refletem as melhores práticas e
a visão atualizada do regulador para o setor.
Neste âmbito, a Organização adota uma interpretação evo-
lutiva das normas, assumindo que a sua aplicação voluntá-
ria de requisitos de sustentabilidade em ciclos anteriores
não prejudica o uso das isenções regulamentares vigentes,
nem antecipa obrigatoriamente o cronograma de introdu-

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02. Relatório Consolidado de Gestão
Relatório e Contas 2025
25
ção progressiva (phase-in) previsto no quadro legal. Esta
abordagem assegura a proporcionalidade do relato e o foco
nos impactos, riscos e oportunidades que efetivamente
acrescentam valor à compreensão do desempenho da Glintt
Global, garantindo que a informação é concisa, fidedigna e
útil para todos os seus utilizadores.
A implementação integral dos requisitos de divulgação está
a ser executada de forma progressiva, através da aplicação
das disposições transitórias previstas nas ESRS. Sempre
que se verifique a omissão de um requisito de divulgação, a
respetiva fundamentação encontra-se centralizada na Lista
de Requisitos de Divulgação (ver Capítulo 2.4.15), basean-
do-se na salvaguarda técnica acima descrita.
O presente Relato de Sustentabilidade de 2025 foi elabo-
rado numa base consolidada, coincidindo o seu perímetro
com o das demonstrações financeiras da Glintt Global, S.A.
Esta abordagem garante uma visão integral dos impactos,
riscos e oportunidades em todas as geografias e subsidiá-
rias onde o Grupo opera, no período compreendido entre 1
de janeiro de 2025 e 31 de dezembro de 2025.
Para o ciclo de 2025, a Glintt Global optou por manter a
continuidade de reporte sobre os eixos prioritários esta-
belecidos na sua primeira matriz de materialidade, em
2024. Reconhecendo a rápida evolução das exigências de
mercado e regulatórias, a Organização encontra-se agora
a aperfeiçoar o seu modelo de avaliação da materialidade
de impacto e financeira, introduzindo um novo patamar de
detalhe e densidade metodológica. Este exercício de ama-
durecimento permitirá uma integração ainda mais robusta
entre a estratégia de Sustentabilidade e a gestão de impac-
tos, riscos e oportunidades, assegurando um acompanha-
mento transparente da dinâmica de transformação digital
e os desafios emergentes nos próximos ciclos de reporte.
A Glintt Global encara a definição de objetivos e metas de
Sustentabilidade, bem como a respetiva alocação de recur-
sos financeiros, como um compromisso de longo prazo que
exige uma base de dados sólida e representativa. Nesse
sentido, a Organização optou por não estabelecer metas
quantitativas definitivas nem especificar os montantes fi-
nanceiros afetos a ações de Sustentabilidade no presente
ciclo de reporte, aguardando pela consolidação de um his-
tórico de informação a três anos.
Esta abordagem prudente visa garantir, que tanto os objeti-
vos a publicar como os indicadores financeiros associados,
sejam não só ambiciosos, mas tecnicamente robustos e
baseados em tendências de desempenho consistentes. A
Glintt Global considera que o período de três anos é o inter-
valo necessário para estabilizar as métricas e aperfeiçoar a
segregação contabilística de recursos, assegurando que o
relato futuro reflita com precisão a realidade operacional
da empresa e o seu investimento real em impacto positivo.
Desta forma, o foco atual reside no reforço dos sistemas de
recolha e monitorização de dados — incluindo a conectivida-
de entre indicadores de Sustentabilidade e as demonstrações
financeiras — preparando o caminho para que os compromis-
sos e recursos a assumir nos próximos ciclos sejam acompa-
nhados de uma trajetória de progresso clara e plenamente
integrada na estratégia de Sustentabilidade da Organização.
Esclarecimentos relacionados com o Relatório de Susten-
tabilidade de 2025 da Glintt Global ou outras questões e/
ou sugestões em matéria de Sustentabilidade, deverão ser
endereçadas através do seguinte contacto: Sustentabilida-
de@glinttglobal.com.
2.4.2. Modelo de Governança
A Glintt Global é uma holding cotada na Euronext Lisbon
e adotou um modelo de governança no qual o Conselho
de Administração desempenha um papel ativo no acom-
panhamento da gestão operacional de cada uma das
sociedades participadas. Este modelo, detalhadamente
descrito no Relatório de Governo da Sociedade, o qual é
parte integrante do presente relatório (Capítulo 3), cons-
titui a base sobre a qual assentam as decisões estratégi-
cas da Glintt Global.

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02. Relatório Consolidado de Gestão
Relatório e Contas 2025
26
Neste contexto, a Sustentabilidade não é encarada como
um pilar isolado, mas como uma componente intrínseca à
forma de gerir o negócio da Glintt Global. Sob a supervisão
direta dos órgãos de administração, foi consolidada uma
estrutura que assegura a integração de critérios ambien-
tais, sociais e de ética empresarial em todas as operações
do Grupo:
● Supervisão Estratégica: O Conselho de Administração
é o órgão máximo de supervisão, sendo composto por
12 membros. À data deste relato, este órgão integra 2
membros independentes (16,7%) e apresenta uma di-
versidade de género de 33,3% (correspondente a 4 mu-
lheres), não existindo representação de empregados ou
de outros trabalhadores na sua composição. O Conselho
de Administração detém a responsabilidade última pela
supervisão dos temas de Sustentabilidade, assegurando
que estes estão alinhados com a visão de longo prazo da
empresa. A gestão corrente é assegurada pela Comis-
são Executiva, órgão composto por 5 dos 12 membros
do Conselho de Administração, que operacionaliza esta
estratégia, integrando-a no modelo de negócio e nas de-
cisões diárias;
● Coordenação Central: A partir de setembro de 2025, a
responsabilidade direta pela gestão e monitorização da
Sustentabilidade passou da anterior unidade Strategy,
Risk & ESG para a unidade Organizational Development,
agora designada de Quality, Risk & Sustainability;
● Apoio Operacional (Comité de Sustentabilidade): O Co-
mité de Sustentabilidade é composto por uma equipa
multidisciplinar de diferentes áreas de negócio e depar-
tamentos corporativos. Este Comité reúne-se trimes-
tralmente para acompanhar o progresso das iniciativas,
discutir tendências e garantir a capilaridade da estratégia
em toda a Organização.
Em 2025, o Comité de Sustentabilidade da Glintt Global,
manteve-se como fundamento estratégico para a imple-
mentação e consolidação da visão de Sustentabilidade nos
pilares ESG (Environmental/ Ambiental, Social/ Social, Go-
vernance/ Governança). Com uma equipa multidisciplinar
que abrange diversas áreas da empresa, tanto de negócios
quanto corporativas, este Comité tem como missão impul-
sionar a integração da Sustentabilidade na estratégia e nas
operações da empresa, assumindo as seguintes responsa-
bilidades:
1) Promover a consciencialização sobre questões de Sus-
tentabilidade entre os colaboradores;
2) Incentivar a inovação sustentável em produtos, servi-
ços e operações da empresa;
3) Integrar em processos de tomada de decisão conside-
rações de Sustentabilidade em toda a Organização;
4) Acompanhar KPIs relacionados à Sustentabilidade
para medir o progresso em relação às metas definidas;
5) Estimular parcerias com organizações externas, para
promover iniciativas de responsabilidade social corpo-
rativa;
6) Partilha de novas tendências e melhores práticas em
Sustentabilidade.
Durante o ano, ocorreram 2 reuniões de Comité de Sus-
tentabilidade, tendo as mesmas sido centradas na tran-
sição da estrutura organizacional da Glintt Global em
matéria de Sustentabilidade.
O modelo de governança para a Sustentabilidade está
sustentado por um compromisso formalizado pela Glintt
Global através da sua Política de Sustentabilidade (ver-
são 4 à data deste relatório), um documento interno que
reflete o propósito maior da Glintt Global de criar valor
partilhado e duradouro:
1. Objetivos Gerais
A Glintt Global estabelece como objetivo central a utiliza-
ção da tecnologia como um motor de mudança positiva,
visando não apenas o sucesso dos seus Clientes, mas tam-
bém a preservação do meio ambiente e o desenvolvimen-
to das comunidades onde opera. A política funciona como
um guia estratégico para assegurar que o crescimento da
empresa ocorra em harmonia com princípios éticos, sociais
e ambientais, integrando a Sustentabilidade na missão de
conectar ambições pessoais através de uma rede digital
em evolução. Entre as metas principais figuram a adoção
de práticas que gerem valor duradouro para a sociedade, a
promoção da inovação responsável e a garantia de que to-
das as decisões empresariais sejam conduzidas com inte-

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02. Relatório Consolidado de Gestão
Relatório e Contas 2025
27
gridade, transparência e cumprimento rigoroso das normas
regulatórias e de cibersegurança.
2. Âmbito
Esta política aplica-se a todas as empresas e operações
do grupo, tanto a nível nacional como internacional. O
documento estipula que o alinhamento com estes princí-
pios deve estender-se a todos os níveis da Organização,
englobando desde os órgãos de administração e gesto-
res até cada colaborador individual nas suas atividades
diárias. Numa perspetiva de cadeia de valor, a política
contempla todas as etapas operacionais, exigindo que
fornecedores, parceiros e demais partes interessadas
alinhem igualmente as suas práticas com os padrões de
Sustentabilidade definidos pela Glintt Global.
3. Impactos, Riscos e Oportunidades
A política visa minimizar o impacto ambiental das opera-
ções e da oferta (eficiência no uso de recursos, redução
de emissões e gestão de resíduos) e garantir que as prá-
ticas respeitem e promovam o bem-estar dos colabora-
dores, a diversidade e a inclusão. Inclui o cumprimento
rigoroso das normas regulatórias, a gestão de riscos e a
proteção da segurança cibernética, sob pena de compro-
meter a confiança dos clientes e parceiros. Refere ain-
da riscos associados à obsolescência tecnológica num
período temporal cada vez menor. Identifica a tecnolo-
gia como um agente de mudança positiva e a inovação
sustentável como motor para a criação de valor a longo
prazo. Destaca a oportunidade de desenvolver soluções
tecnológicas que suportem os Clientes a reduzir a sua
própria pegada de carbono.
4. Partes Interessadas Afetadas
A Glintt Global define as partes interessadas como to-
dos os indivíduos ou grupos que podem afetar ou ser
afetados pela atividade da empresa. Internamente, o
compromisso envolve a Comissão Executiva, responsá-
vel por assegurar os recursos necessários, o Comité de
Sustentabilidade, que atua como agente de mudança
transversal, e os colaboradores, que incorporam estes
princípios no quotidiano. Externamente, a política foca-
-se na colaboração estreita com fornecedores e Clientes
para promover práticas sustentáveis em toda a cadeia
de valor, além de manter um compromisso estrito com
as entidades reguladoras e legislação aplicável. A em-
presa ambiciona ainda contribuir positivamente para o
bem-estar das comunidades locais onde marca presen-
ça, utilizando a sua experiência para apoiar a construção
de sociedades melhores.
Esta Política sofreu duas alterações ao longo de 2025,
relacionadas com ajustes expectáveis tendo em conta a
mudança do nome da unidade para Quality, Risk & Sus-
tainability.
No que respeita à integração da performance de susten-
tabilidade nos mecanismos de incentivo à gestão e à pro-
moção de uma cultura de mérito alinhada com os obje-
tivos de longo prazo, a Glintt Global dispõe do seguinte:
● Política de Remuneração Variável (versão 13.0 à data
deste Relatório): Este instrumento, essencial para a
gestão das condições económicas e motivação da for-
ça de trabalho, estrutura-se da seguinte forma:
● Objetivos Gerais: Incentivar o alcance de metas
ambiciosas e o sucesso da Organização através do
reconhecimento do desempenho individual e cole-
tivo, funcionando como uma ferramenta de melho-
ria do pacote salarial e de fomento da cultura de
mérito;
● Âmbito: Aplica-se a todos os colaboradores da
Glintt Global, abrangendo tanto as operações na-
cionais como internacionais;
● Impactos, Riscos e Oportunidades: A política atua
na mitigação do risco de perda de talento e na ges-
tão do impacto relacionado com a equidade inter-
na. Oferece a oportunidade de alinhar os interes-
ses dos colaboradores com a estratégia de longo
prazo da empresa através de quatro níveis de indi-
cadores (Global, Unidade, Área e Individual);
● Partes Interessadas Afetadas: Os colaboradores
da Glintt Global são os principais beneficiários,
sendo a política gerida pela Direção de People com
a supervisão e aprovação da Comissão Executiva.

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02. Relatório Consolidado de Gestão
Relatório e Contas 2025
28
Atualmente, o apuramento dos bónus anuais permane-
ce predominantemente dependente de indicadores de
performance financeira e da concretização de objetivos
individuais. Esta abordagem é assumida como uma fase
de transição necessária para consolidar os sistemas de
monitorização, permitindo que a Organização prepare a
futura introdução de indicadores ESG quantitativos que
sejam fidedignos e verificáveis.
2.4.3. Dever de Diligência
A Glintt Global tem consolidado o seu compromisso com
a integridade e a responsabilidade corporativa através de
uma abordagem estruturada ao dever de diligência, sus-
tentada por compromissos internacionais e normativos in-
ternos robustos.
A adesão ao UN Global Compact reflete a determinação da
Glintt Global em alinhar as suas operações e estratégias
com os princípios universalmente aceites nas áreas dos di-
reitos humanos, trabalho, ambiente e anticorrupção. Este
compromisso é visível na integração da Sustentabilidade
como um vetor de crescimento no nosso plano estratégico,
visando criar valor a longo prazo para todos os Stakehol-
ders.
Para materializar estes compromissos e garantir que os
princípios éticos guiam a atuação diária de todos os cola-
boradores e parceiros, a Glintt Global instituiu o seu Código
de Conduta e Ética Profissional (versão 2 à data deste rela-
tório). Este documento constitui a trave-mestra do quadro
normativo do Grupo, definindo as regras de integridade e
os padrões de comportamento exigíveis em toda a Orga-
nização. É através deste instrumento que a Glintt Global
operacionaliza o seu dever de diligência, assegurando me-
canismos de prevenção e resposta, como o Canal de De-
núncias, que garantem a transparência e a conformidade
legal em todas as geografias onde a empresa opera.
Desta forma, apresentam-se de seguida os eixos funda-
mentais que compõem esta Política e que regem a conduta
ética da Organização:
1. Objetivos Gerais
Divulga princípios orientadores fundamentais, estabelece
regras de conduta éticas e deontológicas, promove a inte-
gridade nas relações internas e externas, fortalece a ima-
gem institucional e assegura o cumprimento de obrigações
legais, como o Regime Geral de Prevenção da Corrupção.
2. Âmbito
Aplica-se a todas as entidades da Glintt Global, indepen-
dentemente da geografia. Abrange operações próprias e
estende-se à cadeia de valor, incluindo prestadores de ser-
viços, mandatários e fornecedores.
3. Impactos, Riscos e Oportunidades
Visa a mitigação do risco de práticas ilícitas (corrupção,
fraude, suborno) e infrações ambientais. Procura transfor-
mar a ética numa oportunidade de criação de valor susten-
tável e reforço da confiança perante os stakeholders.
4. Partes Interessadas Afetadas
Membros dos órgãos sociais, colaboradores (independen-
temente do vínculo contratual), acionistas, Clientes, forne-
cedores, parceiros e a comunidade em geral.
Complementarmente a este quadro ético, e para garantir que
o Dever de Diligência se estende de forma rigorosa às transa-
ções comerciais e à gestão da cadeia de fornecimento, a Glintt
Global dispõe de uma Política de Compras (versão 1.2 à data
deste relatório). Esta Política assegura que os critérios de Sus-
tentabilidade e ética são integrados na seleção de parceiros,
mitigando riscos operacionais e reputacionais.
Desta forma, apresentam-se de seguida os eixos funda-
mentais que compõem esta Política e que regem a conduta
ética da Glintt Global:
1. Objetivos Gerais
Divulgação dos princípios orientadores fundamentais e es-
tabelecimento das regras de conduta éticas e deontológi-

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02. Relatório Consolidado de Gestão
Relatório e Contas 2025
29
cas que devem nortear todos os processos de aquisição,
garantindo a segregação de funções e o rigor nos níveis de
aprovação. O seu propósito central é promover a integrida-
de nas relações internas e externas, fortalecer a imagem
institucional da Glintt Global e assegurar o cumprimento
rigoroso de todas as obrigações legais, com especial enfo-
que no Regime Geral de Prevenção da Corrupção e demais
normas de conformidade aplicáveis.
2. Âmbito
Esta Política aplica-se a todas as entidades que compõem
a Glintt Global, independentemente da geografia onde
operam. O seu alcance abrange não apenas as operações
próprias da Organização, mas estende-se obrigatoriamente
a toda a sua cadeia de valor, incluindo prestadores de ser-
viços, mandatários e todos os fornecedores que colaborem
com a Glintt Global.
3. Impactos, Riscos e Oportunidades
A implementação desta política visa, prioritariamente, a
mitigação do risco de ocorrência de práticas ilícitas, tais
como a corrupção, a fraude e o suborno, bem como a pre-
venção de infrações ambientais na cadeia de fornecimen-
to. Simultaneamente, a Organização procura transformar
o rigor ético numa oportunidade de criação de valor sus-
tentável, reforçando a confiança e a solidez da reputação
perante todos os seus Stakeholders.
4. Partes Interessadas Afetadas
Esta Política impacta diretamente os membros dos órgãos
sociais e todos os colaboradores, independentemente do
seu vínculo contratual. Estende-se ainda aos acionistas,
clientes, fornecedores e parceiros de negócio, gerando be-
nefícios e responsabilidades partilhadas com a comunida-
de em geral ao garantir um ecossistema de negócio trans-
parente e responsável.
2.4.4. Gestão de Riscos
A Glintt Global adotou uma abordagem proativa e rigorosa
na identificação e mitigação de riscos que possam compro-
meter a sua solidez financeira, reputação ou continuidade
operacional. No centro desta estratégia encontra-se sua
Política de Gestão de Riscos (versão 5 à data deste Rela-
tório).
Apresentam-se, de seguida, os eixos centrais que estrutu-
ram esta Política:
1. Objetivos Gerais
Estabelecer uma abordagem proativa para identificar, mi-
tigar e gerir riscos, transformando incertezas em oportuni-
dades para impulsionar o sucesso sustentável da empresa.
O documento visa garantir a continuidade dos negócios,
proteger os interesses dos stakeholders e promover o cres-
cimento a longo prazo, procurando simultaneamente for-
talecer uma cultura de risco sólida em toda a Organização
através de normas comportamentais e da segregação de
responsabilidades.
2. Âmbito
Aplica-se de forma transversal a toda a Organização, sendo
da responsabilidade de todos os envolvidos, desde o Con-
selho de Administração aos colaboradores. O documento
abrange as operações internas da Glintt Global e, desde
2023, integra uma abordagem holística que inclui os riscos
gerados pela atividade sobre o meio ambiente, as comuni-
dades locais e a sociedade em geral.
3. Impactos, Riscos e Oportunidades
Esta Política prevê a avaliação sistemática de impactos
operacionais, económico-financeiros e sociais, incluindo o
bem-estar dos colaboradores e os efeitos das atividades da
Organização no ecossistema externo.

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02. Relatório Consolidado de Gestão
Relatório e Contas 2025
30
Neste contexto, em 2025 a Glintt Global assumiu os se-
guintes riscos críticos da sua atividade:
● Atraso no roadmap do desenvolvimento do Sifarma
● Perda de clientes com Sifarma
● Aumento da concorrência em Pharmacies PT
● Atraso na conversão tecnológica do Nixfarma
● Atraso na conversão tecnológica para a Mozy
● Perda de vendas nos clientes hospitalares portugueses
com CDM
● Falta de vendas de produtos próprios de Hospitals
● Baixa adesão do mercado à nova oferta AI
● Inviabilidade das parcerias internacionais Glintt Next
● Perda de talento em PT nomeadamente em IT
● Dificuldade na atração de talento
● Retração do investimento dos clientes pelo contexto
macroeconómico instável
4. Partes Interessadas Afetadas
No plano interno, incluem o Conselho de Administração,
enquanto órgão máximo de comprometimento, a Comis-
são Executiva, responsável pela decisão e supervisão, as
unidades corporativas como Quality, Risk & Sustainability
e Strategy, Planning & Control, bem como os Risk Officers
das Unidades de Negócio e todos os colaboradores da Or-
ganização. Externamente, a política impacta acionistas,
Clientes, parceiros, fornecedores, comunidades locais, au-
toridades reguladoras e a sociedade em geral.
Esta política traduz-se num processo cíclico e contínuo, que
viabiliza tratar eficazmente a incerteza, através da identifi-
cação de riscos, da definição das respetivas estratégias de
resposta, da gestão do tratamento dos riscos e também do
controlo da gestão de risco implementada.
Esta Política sofreu apenas uma alteração ao longo de
2025, relacionada com ajustes expectáveis tendo em conta
a mudança do nome da área para Quality, Risk & Sustaina-
bility.
Este processo baseia-se numa cultura de responsabilidade
partilhada por todos os colaboradores, sustentada por uma
estrutura clara de supervisão e execução:
● Conselho de Administração: Atua como o órgão máxi-
mo de comprometimento, sendo o responsável final
pela supervisão do sistema, embora delegue poderes
de execução na Comissão Executiva;
● Comissão Executiva: Compete-lhe promover a cultura
de risco, decidir e controlar a gestão, monitorizando os
sistemas de controlo interno. Pode solicitar estudos
específicos ou auditorias externas para fundamentar
ajustes e novas medidas;
● Conselho Fiscal: Exerce a função de fiscalização dos
sistemas, avaliando a eficácia do controlo de risco e da
auditoria interna, e emitindo recomendações à Comis-
são Executiva;
● Quality, Risk & Sustainability: Dedica-se à excelência
operacional, à gestão proativa de riscos e à promoção
de práticas sustentáveis. Com foco na melhoria contí-
nua, atua para garantir que os processos, produtos e
decisões estejam alinhados com os mais altos padrões
de qualidade, segurança e responsabilidade ambiental.
A missão da unidade integra três pilares — Qualidade,
Risco e Sustentabilidade — de forma estratégica, con-
tribuindo para a resiliência organizacional, a conformi-
dade regulatória e o impacto positivo a longo prazo.
● Controlo de Gestão: Assume a responsabilidade espe-
cífica pela identificação e controlo de riscos de nature-
za operacional e financeira;
● Unidades de Negócio: Através de um Risk-officer no-
meado, gerem localmente os riscos não prioritários
e comunicam alterações relevantes na atividade que
possam constituir novas ameaças à Organização.
.

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02. Relatório Consolidado de Gestão
Relatório e Contas 2025
31
2.4.5. Estratégia
A Glintt Global opera num modelo de negócio resiliente e
orientado para a inovação, estruturado através das marcas
Glintt Life (especializada em healthtech para farmácias e
hospitais) e Glintt Next (consultoria tecnológica multisse-
torial).
Em 2025, a Sustentabilidade consolidou-se como um pilar
central da estratégia corporativa 2025-2029, deixando de
ser uma área isolada para se tornar um motor de competi-
tividade e criação de valor.
A estratégia da empresa assenta na digitalização ética da
saúde e na modernização tecnológica de setores críticos. A
manutenção dos eixos estratégicos de 2024 demonstra uma
escolha estratégica por estabilidade e profundidade, permi-
tindo que a Organização foque os seus recursos na execução
de planos de ação concretos, como a descarbonização ope-
rativa e o reforço da maturidade ESG da sua cadeia de valor.
No que respeita à implementação da estratégia ESG, desta-
cam-se três marcos fundamentais ao longo de 2025:
1) Maturidade ESG dos fornecedores – A Glintt Global
expandiu significativamente o alcance desta inicia-
tiva, o que resultou na obtenção do dobro das res-
postas aos questionários enviados quando compa-
rado com 2024, demonstrando a intenção da Glintt
Global de conhecer com maior profundidade toda a
sua cadeia de valor a montante. À semelhança de
2024, a recolha de informação foi realizada através
de um questionário online que abordou temas consi-
derados críticos, incluindo a gestão das emissões de
GEE, e a implementação de políticas de diversidade
e inclusão, práticas éticas e de conformidade, bem
como iniciativas associadas à inovação sustentável.
O propósito deste projeto é compreender o grau de in-
tegração dos princípios ESG nas práticas dos nossos
parceiros, permitindo mapear o nível de maturidade
ESG da cadeia de fornecimento, definir prioridades
para iniciativas futuras e estimular a adoção de com-
portamentos mais responsáveis.
2) Relato de Sustentabilidade 2024 - O ano de 2025 fi-
cou marcado pelo lançamento do primeiro relatório de
Sustentabilidade do grupo Glintt Global. Embora seja
um documento que continua num processo de aper-
feiçoamento e consolidação, representa um passo
importante no reforço da confiança junto de Clientes
e demais Stakeholders, ao tornar mais transparente a
atividade e o desempenho ambiental, social e de go-
vernança relatado no Relatório e Contas;
3) Associado GRACE – A Glintt Global reforçou o seu
compromisso com a responsabilidade social ao inte-
grar o GRACE – Empresas Responsáveis, passando a
fazer parte de uma rede de organizações que promo-
vem práticas empresariais éticas, sustentáveis e com
impacto positivo na sociedade. Esta associação repre-
senta mais um passo na implementação da estratégia
de Sustentabilidade da Organização, alinhada com a
convicção de que a cooperação entre diferentes en-
tidades é essencial para o sucesso das estratégias e
para a criação de valor duradouro junto de clientes, co-
laboradores, parceiros e da comunidade em geral.
2.4.6. Modelo de Negócio
A informação encontra-se relatada no Capítulo 1.2,
“Modelo Operativo”.
2.4.7. Mercado
A informação encontra-se relatada no Capítulo 1.2,
“Mercados”.

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02. Relatório Consolidado de Gestão
Relatório e Contas 2025
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2.4.8. Cadeia de Valor
Cadeia de Valor a Montante
Como parte do compromisso da Glintt Global com uma ca-
deia de valor mais sustentável, e tal como referido no capí-
tulo 2.4.5., foi lançado em 2024 um projeto de levantamen-
to da maturidade ESG dos seus fornecedores.
O projeto consistiu na auscultação direta dos fornecedores
através de um questionário online enviado aos parceiros
selecionados, tendo em 2024, a Glintt Global auscultou 23
fornecedores estratégicos, selecionados com base no peso
que os seus fornecimentos representam no volume de ne-
gócios da empresa.
Em 2025, a Glintt Global expandiu significativamente o al-
cance desta iniciativa com o envio de 162 questionários,
demonstrando a intenção de conhecer com maior profun-
didade toda a sua cadeia de valor a montante.
Esta evolução permite à Glintt Global compreender o nível
de integração dos princípios ambientais, sociais e de gover-
nança nas práticas dos seus fornecedores, facilitando a de-
finição de prioridades para futuras iniciativas e fomentando
práticas empresariais mais responsáveis em toda a rede de
abastecimento.
Cadeia de Valor a Jusante
A Glintt Global, através da sua estrutura com a Glintt Life
(HealthTech) e Glintt Next (Consultoria Tecnológica), define
a sua cadeia a jusante como o ecossistema de utilização
das suas soluções:
● Clientes Abrangidos: as soluções são utilizadas em
mais de 430 hospitais e 14.000 farmácias em Portugal
e Espanha (Glintt Life) e por entidades em Serviços Fi-
nanceiros, Telecomunicações e Administração Pública
(Glintt Next);
● Relação Contínua: a gestão de Customer Success e a
medição do Net Promoter Score (NPS) por pilar de ne-
gócio (com NPS Portugal de 34 e NPS Espanha de 40,
em 2025) demonstram um controlo da relação e expe-
riência a jusante com o Cliente e utilizador.
A cobertura da cadeia de valor a jusante é, assim, o reflexo
da ambição da Glintt Global de ser uma empresa com uma
missão clara: liderar a transformação tecnológica em seto-
res críticos para a sociedade.
A principal manifestação do impacto a jusante é vista na
contribuição da oferta da Glintt Global para a Sustentabi-
lidade dos seus Clientes, alinhada com os objetivos da Ta-
xonomia da UE:
● Vendas com Foco em Adaptação Climática: a Glintt
Global acompanha o volume de negócios gerado por
serviços que ajudam os Clientes a reduzir a sua pegada
de carbono e aumentar a resiliência das suas opera-
ções. Em 2025, 8% das vendas totais da Glintt Global
foram atribuídas a esta categoria;
● Eficiência Energética e Renováveis: esta categoria de
vendas a jusante inclui a instalação, manutenção e re-
paração de equipamentos dotados de eficiência ener-
gética (ex: iluminação LED, sistemas AVAC em farmá-
cias) e tecnologias de energia de fontes renováveis (ex:
painéis solares fotovoltaicos);
● Produto como Serviço (Renting): a Glintt Global esten-
de o modelo de economia circular aos seus Clientes.
Cerca de 54% dos computadores vendidos às farmá-
cias são fornecidos em regime de renting, o que garan-
te a renovação, reutilização ou reciclagem dos disposi-
tivos;
● Pegada no Uso dos Produtos Vendidos: a Glintt Global
reconhece que o uso de produtos vendidos é uma ca-
tegoria do Âmbito 3 da pegada de carbono que é rele-
vante para a sua cadeia a jusante, mas que ainda apre-
senta desafios na fiabilidade da recolha de dados.

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02. Relatório Consolidado de Gestão
Relatório e Contas 2025
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2.4.9. Partes Interessadas
A Glintt Global reconhece que o diálogo estruturado com
os seus principais intervenientes é um pilar fundamental
para a identificação e gestão dos seus impactos, riscos e
oportunidades materiais.
Nesse sentido, a empresa mantém um processo contínuo
de auscultação para assegurar que os interesses e as pers-
petivas das partes interessadas informam diretamente o
seu modelo de negócio e estratégia de Sustentabilidade.
Este processo de envolvimento é desenhado para captar a
visão de grupos distintos — desde trabalhadores e Clientes
até entidades governamentais e investidores — utilizando
canais de comunicação específicos para a natureza de cada
relação.
Através destas interações, a Glintt Global não só cumpre o
seu dever de diligência ao identificar potenciais impactos
negativos na sua cadeia de valor, como também fortalece a
confiança e a colaboração necessárias para potenciar opor-
tunidades de inovação e resiliência financeira.
A tabela seguinte detalha as metodologias de auscultação
aplicadas e as finalidades de cada interação permitindo à
Glintt Global identificar os temas e interesses prioritários
de cada grupo de partes interessadas:
Parte Interessada Tipo de Auscultação Finalidade
Conselho de Administração Reuniões de Conselho de Administração Identificar riscos financeiros de curto/ longo prazo
Acionistas Assembleias Gerais Apreciação crítica e deliberação da gestão da sociedade
Colaboradores Inquérito clima Avaliar a perceção do ambiente de trabalho
Clientes Público/ Privado Inquérito de satisfação de Clientes Acompanhar e fidelizar os Clientes
Fornecedores Questionário online Perceber o nível de maturidade ESG
Denunciantes Canal de Denúncias Identificar situações anómalas na atividade da Organização
2.4.10. Impactos, Riscos
e Oportunidades Materiais
e a sua Interação com a
Estratégia e Modelo de
Negócio e Efeitos Financeiros
A estratégia da Glintt Global, focada na liderança tecnoló-
gica e na digitalização de setores críticos como a Saúde, é
o ponto de origem tanto dos principais impactos como das
oportunidades.
Identificou-se que a transição para soluções de saúde digi-
tal e infraestruturas cloud de alta eficiência é o motor que
permite à Glintt Global mitigar riscos ambientais e, simulta-
neamente, responder à crescente procura do mercado por
soluções sustentáveis.
Os riscos e oportunidades materiais da Glintt Global esten-
dem-se ao longo de toda a sua cadeia de valor. A montan-
te, é monitorizada a resiliência e a ética dos parceiros de
hardware e serviços de dados, garantindo que interrupções
na cadeia de abastecimento não comprometem a continui-
dade operacional da empresa. A jusante, as soluções de
software têm um papel transformador, permitindo que os
seus Clientes otimizem recursos e reduzam a sua própria
pegada carbónica.
As conclusões retiradas deste diálogo foram integralmen-
te consideradas na determinação dos Impactos, Riscos e
Oportunidades (IROs) e nas respetivas ações de melhoria
detalhadas ao longo dos capítulos 2.4.12, 2.4.13 e 2.4.14

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02. Relatório Consolidado de Gestão
Relatório e Contas 2025
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A Glintt Global tem respondido a estes desafios integrando
critérios ESG nas suas decisões de investimento. Exemplo
disso é a aposta estratégica na cibersegurança e na prote-
ção de dados, áreas onde os riscos materiais são elevados,
tornando-se numa vantagem competitiva através da certi-
ficação e do reforço da confiança junto das partes interes-
sadas.
À data de fecho do presente relatório, os mecanismos de
segregação de fluxos financeiros específicos para temas de
Sustentabilidade ainda não atingiram o nível de maturidade
necessário para garantir a fidedignidade e verificabilidade
exigidas pela ESRS 2. Como tal, e para evitar a divulgação
de dados imprecisos que possam induzir o utilizador em
erro, a empresa optou por omitir a componente quantitati-
va. A Glintt Global prevê a plena operacionalização destes
indicadores no próximo ciclo de relato.
A oportunidade material de apoiar a transição digital dos
Clientes (nomeadamente no setor da Saúde) deverá poten-
ciar os fluxos de caixa futuros. Espera-se que a procura por
soluções que otimizem recursos hospitalares gere um cres-
cimento nas receitas. Do lado operacional, a migração para
infraestruturas Cloud mais eficientes tem um efeito posi-
tivo antecipado na redução dos custos fixos com energia
(FSE), embora a quantificação exata da poupança ESG não
seja ainda isolada dos contratos globais de energia.
Em linha com o seu Plano Estratégico 2025-2029, a Glintt
Global está atualmente a robustecer o seu modelo de reco-
lha de dados. A realização de testes de resiliência por ce-
nários exige um nível de modelação e dados históricos que
a Organização está ainda a consolidar para garantir que as
conclusões sejam fidedignas e úteis para os investidores
2.4.11. Gestão de Impactos,
Riscos e Oportunidades
Materiais
Dando continuidade ao percurso iniciado em 2024, a Glintt
Global encontra-se numa fase de transição metodológica
para a consolidação do princípio da Dupla Materialidade.
Este processo de amadurecimento está a ser desenvolvido
de forma faseada:
1. Identificação de Impactos, Riscos e Oportunida-
des (IROs)
Esta etapa permitiu mapear um universo alargado de te-
mas de Sustentabilidade, recorrendo a três fontes funda-
mentais:
● Benchmarking setorial, tendo sido analisadas as me-
lhores práticas de empresas congéneres e documen-
tos de referência do setor tecnológico e da saúde, as-
segurando que os temas prioritários para o mercado
global estão integrados neste processo;
● Lista de questões de Sustentabilidade abrangidas pe-
las ESRS temáticas;
● Auscultação das Partes Interessadas, baseada nos gru-
pos previamente definidos no âmbito da Estratégia Cor-
porativa da Glintt Global, o que permitiu enriquecer o pro-
cesso com diferentes perspetivas. Para assegurar uma
seleção representativa, solicitou-se às diferentes áreas,
de negócio e corporativas, a definição de critérios espe-
cíficos para a escolha de cada grupo de Stakeholders.
Este exercício foi centrado nos Stakeholders em Portugal,
dada a semelhança entre as operações de Portugal e Es-
panha, o que permitiu focar recursos e reduzir a comple-
xidade do processo, mantendo a robustez e fiabilidade
dos resultados. Ainda assim, está previsto o alargamento
da auscultação aos stakeholders em Espanha numa fase
posterior;
● Gestão de Risco, através da revisão anual de riscos e
oportunidades organizacionais, efetuada pela unidade de

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02. Relatório Consolidado de Gestão
Relatório e Contas 2025
35
Quality, Risk & Sustainability. Esta prática garante que a
identificação de IROs assenta em informações internas
razoáveis e suportáveis, capturando eventos que podem
influenciar a curto, médio ou longo prazo a posição finan-
ceira e os fluxos de caixa da Organização.
O processo de identificação dos IROs em matéria de Susten-
tabilidade está fortemente suportado pelo Sistema de Gestão
Integrado da Glintt Global, o qual incorpora vários referenciais
internacionais reconhecidos. Estes referenciais asseguram
que os processos críticos são identificados e avaliados de for-
ma sistemática, documentada e sujeita a melhoria contínua,
o que alimenta e reforça o processo de dupla materialidade:
● A certificação do Sistema de Gestão da Qualidade (NP EN
ISO 9001:2015) garante a existência de procedimentos
formais de planeamento, controlo e monitorização da
qualidade, em particular no segmento de Healthcare,
permitindo identificar e mitigar riscos operacionais e de
conformidade, bem como oportunidades de melhoria
com impacto nos Clientes e demais partes interessadas;
● De igual modo, o Sistema de Gestão da Segurança da Infor-
mação (ISO/IEC 27001:2022) assegura uma abordagem
estruturada à identificação, avaliação e tratamento de riscos
relacionados com a confidencialidade, integridade e dispo-
nibilidade da informação, incluindo dados pessoais, contri-
buindo para a gestão de impactos e riscos em matéria de
proteção de dados e cibersegurança;
● No domínio da saúde, a certificação em Dispositivos Mé-
dicos – Sistemas de Gestão da Qualidade (NP EN ISO
13485:2017) reforça o controlo de riscos ao longo do ci-
clo de vida dos produtos e serviços fornecidos ao setor,
garantindo requisitos acrescidos de segurança e desem-
penho e apoiando a identificação de potenciais impactos
sobre os utilizadores finais e pacientes;
● A certificação do Sistema de Gestão de Serviços de Tec-
nologias de Informação (NP ISO/IEC 200001:2018)
estabelece práticas consistentes de gestão de serviços,
alinhadas com necessidades e expectativas dos Clientes,
permitindo uma avaliação mais rigorosa de riscos de con-
tinuidade, desempenho e qualidade dos serviços digitais;
● A Declaração de Avaliação de Benchmark CMMI V3.0
ao Nível de Maturidade 3 evidencia que os processos
são definidos, documentados e continuamente me-
lhorados, o que favorece uma identificação mais sis-
temática de riscos e oportunidades tecnológicos, bem
como dos respetivos impactos associados à inovação,
eficiência e segurança das soluções desenvolvidas.
2. Avaliação da Materialidade de Impacto e Financeira
Após a consolidação do seu universo de IROs, a Glintt Glo-
bal avançou para a fase de avaliação e priorização.
Este processo de avaliação segue os critérios de severida-
de — escala, âmbito e carácter irremediável — para a mate-
rialidade de impacto, e a análise de magnitude e probabili-
dade para a materialidade financeira.
Esta avaliação permite priorizar os temas com impacto sig-
nificativo na sociedade e no ambiente, bem como aqueles
com relevância crítica para a resiliência e Sustentabilidade
financeira da Organização.
3. Matriz de Dupla Materialidade
A Glintt Global encontra-se atualmente a consolidar os re-
sultados da fase 2 para a construção da sua Matriz de Dupla
Materialidade.
Enquanto este exercício de refinamento técnico decorre — vi-
sando a máxima precisão na priorização dos temas — o pre-
sente relato foca-se nos eixos estratégicos já consolidados
em 2024, e a seguir listados, assegurando a continuidade da
transparência e a monitorização dos compromissos assumi-
dos perante as partes interessadas da Glintt Global.
Ambiente:
● Adaptação e Mitigação das Mudanças Climáticas;
● Eficiência Energética e Economia Circular, incluindo os
indicadores financeiros da Taxonomia da UE.
Social:
● Condições de Trabalho e Bem-Estar;
● Igualdade de Oportunidades;
● Compromisso com a Comunidade.
Governança:
● Cultura Ética e Conduta Empresarial;
● Proteção de Dados e Cibersegurança.

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02. Relatório Consolidado de Gestão
Relatório e Contas 2025
36
2.4.12. Ambiente
A gestão da dimensão ambiental na Glintt Global é vista como uma garantia da viabilidade futura da empresa. Esta visão
traduz-se num foco rigoroso na mitigação das mudanças climáticas, onde a eficiência energética assume um papel central
não apenas na redução de emissões, mas na otimização da intensidade energética operacional.
Complementarmente, a Glintt Global reconhece que a Sustentabilidade depende da capacidade de dissociar o crescimento
económico do consumo de matérias-primas, o que leva a priorizar a utilização responsável de recursos e a economia circu-
lar como alavancas de inovação.
Ao integrar este tema, a abordagem da Glintt Global assegura que a sua pegada ambiental é gerida de forma transparente,
respondendo tanto aos desafios climáticos globais como à necessidade de uma gestão eficiente e circular da sua cadeia de
valor.
2.4.12.1 Adaptação e Mitigação das Mudanças Climáticas e Eficiência Energética
Este tema implica a adoção de medidas para reduzir emissões de gases com efeito de estufa, bem como a adaptação a
novos desafios, internos e dos Clientes, impostos pelas alterações climáticas.
A eficiência energética surge como um fator-chave na otimização do consumo de energia, contribuindo para uma operação
mais sustentável e alinhada com boas práticas ambientais.
Em linha com a abordagem de amadurecimento progressivo da informação adotada para o presente ciclo de reporte, a Glintt
Global utiliza atualmente uma metodologia de base qualitativa para identificar e avaliar a exposição e sensibilidade das suas
atividades. No que respeita aos riscos de transição, a avaliação foca-se nas mudanças estruturais da economia, nomeada-
mente a evolução regulatória e as expectativas de mercado por serviços tecnológicos de baixo impacto carbónico, enquanto
a análise de riscos físicos incide sobre a continuidade operacional da infraestrutura crítica face a perigos climáticos agudos.
A resiliência da estratégia e do modelo de negócio da Glintt Global face a estas alterações é assegurada pela agilidade ine-
rente à sua matriz tecnológica, profundamente assente na transformação digital e em soluções cloud, que permitem uma
adaptação rápida e minimizam a dependência de ativos físicos vulneráveis. Não obstante esta flexibilidade operacional,
a Organização reconhece que uma demonstração plena de resiliência exige a condução de análises formais baseadas em
cenários climáticos quantitativos.
Por entender que tais modelações e metodologias de avaliação devem ser sustentadas por dados fidedignos, a Glintt Glo-
bal optou por não apresentar, neste ciclo, cálculos de sensibilidade financeira ou projeções de cenários, aguardando pela
consolidação de uma série histórica de três anos. Este compromisso de amadurecimento metodológico garantirá que, em
ciclos futuros, o reporte inclua avaliações técnicas e geoespaciais rigorosas, plenamente auditáveis e integradas na gestão
global de riscos e oportunidades financeiras do Grupo.

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02. Relatório Consolidado de Gestão
Relatório e Contas 2025
37
Políticas
A gestão estratégica das questões climáticas e energéticas na Glintt Global está ancorada na sua Política de Sustentabili-
dade (capítulo 2.4.2).
No âmbito específico deste tema material, a Política orienta a Organização para a mitigação da sua pegada de carbono ope-
racional, com foco prioritário na eficiência energética da frota e das infraestruturas.
Adicionalmente, estabelece o compromisso de utilizar a inovação tecnológica como alavanca para a descarbonização, não
apenas interna, mas também através da oferta de soluções que promovam a resiliência climática dos seus Clientes e a mo-
nitorização rigorosa da maturidade ESG na cadeia de fornecimento.
Métricas e Resultados
Métrica Resultado Informação Contextual
Consumo total de energia em megawatts-hora
relacionado com as suas operações próprias
(MWh)
6140
Em 2024, não foi reportada esta métrica.
Os consumos de energia foram obtidos através dos valores indicados nas faturas dos
operadores de energia respetivos (eletricidade, gasóleo e gasolina), relativos a todas
as instalações das empresas da Glintt Global, com exceção da Glintt Healthcare e a
Qwerty.
Para as instalações do Saldanha, foi determinado o consumo total de energia a partir
do custo médio por kWh à data do relatório.
Consumo total de energia de fontes fósseis (MWh) 5022
Em 2024, não foram reportadas estas métricas.
Estes consumos foram calculados considerando a média dos mix energéticos
apresentados nas faturas de eletricidade correspondentes às instalações da Glintt
Global, com exceção das instalações do Saldanha e instalações em Espanha, onde
não foi possível obter esta informação em tempo útil.
Consumo total de energia de fontes nucleares
(MWh)
81
Consumo total de energia de fontes renováveis
(MWh)
364
Produção de energia não renovável e a sua
produção de energia renovável (MWh)
-- Esta métrica não é aplicável à atividade da Glintt Global.
Emissões de GEE totais (tCO2eq)
2024: 2777
2025: 6606
Em 2024, foi considerado o somatório das emissões de GEE determinadas em
todas as instalações da Glintt Global. No âmbito 2, houve um erro de cálculo na
determinação destas emissões, visto que o valor correto foi de 152 tCO2eq, havendo
um acréscimo de 44 tCO2eq em relação ao valor reportado em 2024.
Em 2025, foi considerado o somatório das emissões de GEE determinadas em todas
as instalações da Glintt Global, com exceção da Glintt Healthcare e a Qwerty, para
as quais apenas foram calculadas as emissões de âmbito 3 para as categorias 6 e 7,
no caso da Glintt Healthcare, e categoria 7, no caso da Qwerty. No caso da Concep,
apurou-se o âmbito 1 e 2, e do âmbito 3, apenas a categoria 7.
A subida acentuada das emissões de GEE em relação a 2024 deve-se ao reporte de
mais categorias de âmbito 3 em 2025, nomeadamente, 1, 2, 4, 9 e 11.
Emissões de GEE de âmbito 1(tCO2eq)
2024: 1382
2025: 1370
Em 2024, foram considerados os consumos da frota (própria e leasing) e as emissões
de GEE resultantes de fugas de gases refrigerantes de todas as empresas da Glintt
Global.
Em 2025, foi adotada a mesma metodologia abrangendo todas as empresas da Glintt
Global, com exceção da Glintt Healthcare e a Qwerty.
% de emissões de GEE de âmbito 1 provenientes
do Sistema de Comércio de Licenças de Emissão
da UE (CELE/EU ETS)
-- Esta métrica não é aplicável à atividade da Glintt Global.
Emissões de GEE de âmbito 2 (baseadas no
mercado) (tCO2eq)
2024: 152
2025: 173
Em 2024, foi considerado o somatório das emissões de GEE determinadas em todas
as instalações da Glintt Global, com exceção das instalações do Saldanha. Houve
igualmente um erro de cálculo na determinação destas emissões, visto que o valor
correto foi de 152 tCO2eq, havendo um acréscimo de 44 tCO2eq em relação ao valor
reportado em 2024.
Em 2025, já se consideraram as instalações do Saldanha, tendo sido considerado
para cálculo das emissões das mesmas, o fator de emissão para a produção de
eletricidade (valor médio) indicado pela APA para Portugal Continental (2025). Não
foram contabilizadas as emissões de GEE referentes à Glintt Healthcare e à Qwerty.

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02. Relatório Consolidado de Gestão
Relatório e Contas 2025
38
Métrica Resultado Informação Contextual
Emissões de GEE de âmbito 2 (baseadas na
localização) (tCO2eq)
121
Em 2024, não foi reportada esta métrica.
Considerados os fatores de emissão para a produção de eletricidade (valor médio)
indicado pela APA para Portugal Continental e Açores (2025).
Emissões de GEE de âmbito 3 totais (tCO2eq)
2024: 1243
2025:5062
Em 2024, foram reportadas as categorias 3, 5, 6 e 7, enquanto que em 2025 foram
reportadas, além das categorias anteriores, as categorias 1, 2, 4, 9 e 11, o que
justifica o aumento acentuado desta tipologia de emissões.
Categoria 1 – Compra de Bens e Serviços (tCO2eq) 2906
Em 2024, não foi reportada esta métrica.
A metodologia adotada foi a Spend-based, de acordo com o GHG Protocol, com
exceção do consumo da Cloud, cujos dados foram fornecidos pelo fornecedor.
Utilizada uma base de dados EEIO, tal como definido no GHG Protocol.
Foram considerados apenas os dados referentes às empresas da Glintt Global, em
Portugal.
Categoria 2 – Bens de Capital (tCO2eq) 55
Em 2024, não foi reportada esta métrica.
A metodologia adotada foi a recolha de dados junto dos fornecedores, com exceção
de alguns equipamentos para os quais não foi possível obter informação, tendo-se
utilizado a metodologia Spend-based, de acordo com o GHG Protocol.
Utilizada uma base de dados EEIO, tal como definido no GHG Protocol.
Foram considerados os dados referentes a todas as empresas da Glintt Global, com
exceção da Glintt Healthcare e a Qwerty.
Categoria 3 – Atividades Relacionadas com
Combustível e Energia (tCO2eq)
2024:
375
2025:
363
Em 2024, a metodologia adotada foi a Location-Based, considerando o mix de
produção da rede elétrica nacional. Foi utilizada a base de dados da IEA (fatores de
emissão WTT).
Em 2025, a metodologia adotada foi a Average-Data, de acordo com o GHG
Protocol. Como base de dados para os combustíveis, foi utilizado o relatório JEC
Well-To-Wheels v5. Para a eletricidade, foram utilizados dados do IPCC/ Entidades
Governamentais.
Em 2024, foram considerados os dados referentes a todas as empresas da Glintt
Global.
Em 2025, foram considerados os dados referentes a todas as empresas da Glintt
Global, com exceção da Glintt Healthcare e a Qwerty.
Categoria 4 – Transporte e Distribuição (Upstream)
(tCO2eq)
0,02
Em 2024, não foi reportada esta métrica.
A metodologia adotada foi a recolha de dados junto dos fornecedores, tendo sido
possível obter informação apenas para os robots. Para os restantes produtos, não foi
possível obter resultados consolidados em tempo útil para este período de reporte.
Foram considerados apenas os dados referentes às empresas da Glintt Global, em
Portugal.
Categoria 5 – Resíduos Gerados nas Operações
(tCO2eq)
2024:
132
2025:
58
Considerados os dados constantes do MIRR de 2024 e 2025 (instalações de Sintra).
Em 2024, foi utilizada a base de dados DEFRA, 2024. Em 2025, foi utilizada uma
base de dados EEIO, tal como definido no GHG Protocol.
Em 2024, foram considerados os dados referentes a todas as empresas da Glintt
Global.
Em 2025, foram considerados os dados referentes a todas as empresas da Glintt
Global, com exceção da Glintt Healthcare e a Qwerty.
Categoria 6 – Viagens de Negócios (tCO2eq)
2024:
243
2025:
251
A metodologia adotada, quer em 2024, quer em 2025, foi a Distance-Based, de
acordo com o GHG Protocol.
Como base de dados, em 2024 foi utilizada a base de dados DEFRA, 2024. Em 2025,
foi utilizado o EEA Report 14/2021.
Em 2024, foram considerados os dados referentes a todas as empresas da Glintt
Global.
Em 2025, foram considerados os dados referentes a todas as empresas da Glintt
Global, com exceção da Glintt Healthcare, a Qwerty e a Concep.
Categoria 7 – Deslocação de Colaboradores
(tCO2eq)
2024:
493
2025:
139
A metodologia adotada, quer em 2024, quer em 2025, foi a Distance-Based, de
acordo com o GHG Protocol.
Como base de dados, em 2024 foi utilizada a base de dados DEFRA, 2024. Em 2025,
foi utilizado o EEA Report 14/2021.
Em 2024, foram considerados os dados referentes a todas as empresas da Glintt
Global.
Em 2025, foram considerados os dados referentes a todas as empresas da Glintt
Global, com exceção da Glintt Healthcare e a Qwerty.

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02. Relatório Consolidado de Gestão
Relatório e Contas 2025
39
Métrica Resultado Informação Contextual
Categoria 8 – Ativos Arrendados (Upstream)
(tCO2eq)
--
Esta métrica não é aplicável à atividade da Glintt Global pois a mesma não tem ativos
arrendados.
Categoria 9 – Transporte e Distribuição
(Downstream) (tCO2eq)
9
Em 2024, não foi reportada esta métrica.
A metodologia adotada foi a Distance-Based, de acordo com o GHG Protocol.
Como base de dados, foi utilizado o GLEC Framework v3.2.
Foram considerados apenas os dados referentes às empresas da Glintt Global, em
Portugal.
Categoria 10 – Processamento de Produtos
Vendidos (tCO2eq)
--
Esta métrica não é aplicável à atividade da Glintt Global pois a mesma não vende
produtos intermédios.
Categoria 11 – Uso de Produtos Vendidos
(tCO2eq)
1282
Em 2024, não foi reportada esta métrica.
A metodologia adotada foi a Spend-Based, de acordo com o GHG Protocol.
Utilizada uma base de dados EEIO, tal como definido no GHG Protocol, para os
setores a jusante, relacionada com bens materiais.
Foram considerados apenas os dados referentes às empresas da Glintt Global, em
Portugal.
Categoria 12 – Tratamento de Fim de Vida de
Produtos (tCO2eq)
--
Em 2024, não foi reportada esta métrica. Em 2025, não foi possível obter resultados
consolidados em tempo útil para este período de reporte.
Categoria 13 – Ativos Arrendados (Downstream)
(tCO2eq)
--
Esta métrica não é aplicável à atividade da Glintt Global pois a mesma não tem ativos
arrendados.
Categoria 14 – Franchises (tCO2eq) --
Em 2024, não foi reportada esta métrica.
Esta métrica não é aplicável à atividade da Glintt Global pois a mesma opera
exclusivamente através de um modelo de gestão direta das suas unidades de
negócio e subsidiárias, não detendo quaisquer contratos de franquia (franchising) ou
operações geridas por terceiros sob este regime no seu perímetro de consolidação.
Categoria 15 – Investimentos (tCO2eq) --
Em 2024, não foi reportada esta métrica. Em 2025, não foi possível obter resultados
consolidados em tempo útil para este período de reporte.
Ações
● Objetivo e Descrição Geral: Implementação de iniciativas estratégicas para a redução das emissões de Gases de Efeito
de Estufa (GEE), com foco na eficiência energética e na descarbonização;
● Âmbito de Atividade e Operação: O âmbito operacional destas ações abrange a otimização de infraestruturas tecnológi-
cas e físicas nas operações próprias para reforçar a eficiência energética, a descarbonização da frota através de inves-
timentos em ativos locais e o desenvolvimento de soluções tecnológicas na cadeia de valor a jusante para viabilizar a
transição energética e a mobilidade sustentável em larga escala na Península Ibérica;
● Ação-Chave 1: Migração de 100% dos dados para a Cloud. Esta medida permite reduzir a necessidade de refrigeração
e alimentação energética de data centers internos;
● Ação-Chave 2: Redução da pegada física da Sede através de uma reorganização dos escritórios, tendo em conta a im-
plementação do modelo de trabalho híbrido;
● Ação-Chave 3: Desenvolvimento de um grupo de trabalho para elaboração do plano de eletrificação da frota da Glintt
Global, tendo sido assegurada a instalação de 50 postos de carregamento para veículos elétricos (20 nas instalações
em Sintra e 30 nas instalações do Porto);
● Ação-Chave 4: Desenvolvimento de uma plataforma tecnológica inovadora que reforçará a implementação da rede
de carregamento rápido e ultrarrápido da Iberdrola | bp pulse para veículos elétricos em Portugal e Espanha. Esta fer-
ramenta foi concebida para enfrentar o desafio de planear uma rede pública de carregamento que antecipe a procura
de veículos elétricos, garantindo eficiência e cobertura. A fase piloto teve início em Madrid e será em breve alargada a
outras regiões da Península Ibérica;

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02. Relatório Consolidado de Gestão
Relatório e Contas 2025
40
● Cronograma e Horizonte Temporal: As ações 1 e 2 representam um contínuo de iniciativas iniciadas em 2023 e concluí-
das em 2025. As ações 3 e 4 iniciaram em 2025 e encontram-se em curso não se prevendo data para a sua conclusão;
● Classificação na Hierarquia de Mitigação: As iniciativas são classificadas predominantemente como medidas de redu-
ção;
● Natureza Colaborativa: A ação 1 caracteriza-se como uma ação de natureza colaborativa com parceiros tecnológicos
externos para a gestão eficiente da infraestrutura de dados. A ação 2 está articulada com os colaboradores da Glintt
Global. A ação 3 caracteriza-se pela simbiose entre a Glintt Global e os seus investidores, visto que o proprietário das
instalações é acionista da Glintt Global. A ação 4 resulta da união de esforços entre a Glintt Global, através da marca
Glintt Next, e a Iberdrola | bp.
2.4.12.2 Utilização de Recursos e Economia Circular
A Glintt Global assume a utilização de recursos e a economia circular nos seus compromissos ESG, refletindo a forma
responsável como gere os seus ativos – em particular os eletrónicos – e maximiza o ciclo de vida dos equipamentos que
suportam a sua atividade tecnológica.
Políticas
A abordagem da Glintt Global à gestão de recursos está fundamentada na sua Política de Sustentabilidade (capítulo 2.4.2),
que estabelece o consumo responsável como um princípio de atuação transversal.
No âmbito da Economia Circular, esta política orienta a Organização para a minimização do desperdício e para a otimização
do ciclo de vida dos ativos tecnológicos. Este compromisso reflete-se na priorização de processos que visam reduzir a pro-
dução de resíduos na origem e promover a sua correta valorização.
Adicionalmente, a política sustenta a integração de critérios de Sustentabilidade na seleção de parceiros, fomentando uma
cadeia de valor alinhada com práticas de circularidade e gestão eficiente de materiais.
Métricas e Resultados
Métrica Resultado Informação Contextual
Peso total de todas as matérias-primas principais -- Dada a natureza da sua atividade principal centrada na prestação de serviços
tecnológicos e consultoria aplicacional e de infraestruturas, a utilização de
matérias-primas físicas é residual e está essencialmente circunscrita à aquisição de
equipamentos de suporte tecnológico. No presente ciclo de reporte, a Organização
não dispõe de sistemas de inventariação que permitam isolar e quantificar as
matérias-primas principais ou detalhar a presença de matérias-primas críticas e
estratégicas nos ativos adquiridos.
Peso de cada matéria-prima principal ou % do
peso total de todas as matérias-primas principais
--
Peso dos recursos secundários utilizados ou % do
peso total das matérias-primas principais
--

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02. Relatório Consolidado de Gestão
Relatório e Contas 2025
41
Métrica Resultado Informação Contextual
% de produtos principais reparáveis -- A oferta principal da Glintt Global é constituída por soluções tecnológicas, consultoria
e serviços de software, possuindo, por natureza, uma dimensão imaterial que
impossibilita a aplicação direta de métricas de durabilidade física, reparabilidade
ou taxas de reciclabilidade concebida. No que respeita à componente de hardware
que suporta as suas soluções ou que é comercializada de forma complementar, a
Organização atua essencialmente como integradora de tecnologias desenvolvidas por
parceiros externos. Por conseguinte, a informação técnica sobre o ciclo de vida físico
destes equipamentos reside na esfera de responsabilidade dos fabricantes originais,
não sendo ainda possível, no atual ciclo de reporte, consolidar estes dados de forma
agregada e fidedigna para todo o portefólio.
Durabilidade dos principais produtos --
Reparabilidade dos principais produtos --
Taxa de reciclabilidade concebida dos principais
produtos
--
Peso total de resíduos gerados 12,22
Em 2024, não foram reportadas estas métricas.
Considerados os valores constantes no MIRR de 2025 relativo às instalações
de armazenamento da Glintt Global, em Portugal (Sintra). Restantes instalações
produzem resíduos sólidos urbanos não sendo passíveis de controlo quantitativo
% do total de resíduos perigosos gerados
desviados da eliminação
0
% do total de resíduos não perigosos gerados
desviados da eliminação
100
% do total de resíduos para reutilização desviados
da eliminação
0
% do total de resíduos para reciclagem desviados
da eliminação
0
% do total de resíduos para outras operações de
valorização desviados da eliminação
100
% do total de resíduos perigosos gerados
destinados à eliminação
0
% do total de resíduos não perigosos gerados
destinados à eliminação
0
% do total de resíduos para incineração 0
% do total de resíduos para aterro 0
% do total de resíduos para outras operações de
eliminação
0
% do total de resíduos gerados para os quais o
destino final é desconhecido
0
Quantidade de resíduos radioativos gerados 0
Ações
● Objetivo e Descrição Geral: Implementação de iniciativas estratégicas voltadas para a economia circular e gestão res-
ponsável de ativos tecnológicos, focadas na maximização do ciclo de vida dos equipamentos e na redução do desper-
dício eletrónico;
● Âmbito de Atividade e Operação: Compreendem a implementação de modelos de negócio circulares e a gestão respon-
sável do ciclo de vida de ativos tanto em operações próprias como na cadeia de valor a jusante, visando o prolongamen-
to da vida útil de equipamentos e a otimização da triagem de resíduos nas instalações de Sintra e Saldanha;
● Ação-Chave 1: Adoção de um modelo de renting para 98% dos computadores internos e 54% dos equipamentos ven-
didos a Clientes. Esta medida garante a renovação contínua de hardware e assegura que os dispositivos antigos sejam
integralmente reutilizados ou reciclados;
● Ação-Chave 2: Venda de parte dos equipamentos de escritório resultante da reorganização física dos escritórios per-
mitindo a recuperação de parte do investimento e a promoção da circularidade dos equipamentos;
● Ação-Chave 3: Disponibilização de equipamentos excedentes aos colaboradores da Glintt Global com vista ao prolon-

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02. Relatório Consolidado de Gestão
Relatório e Contas 2025
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gamento do tempo de vida útil destes equipamentos;
● Ação-Chave 4: Colocação de ecopontos nas áreas comuns das instalações de Sintra e escritório do Saldanha, como
forma de garantir uma separação mais eficaz de resíduos;
● Cronograma e Horizonte Temporal: A ação 1 é revista anualmente e as ações 2 a 4 foram iniciadas e concluídas em
2025, com exceção da colocação de ecopontos nas instalações do Saldanha, que teve o seu término já em 2026;
● Classificação na Hierarquia de Mitigação: As iniciativas são classificadas como medidas de redução, reutilização e re-
ciclagem;
● Natureza Colaborativa: A ação 1 possui uma forte natureza colaborativa, dependendo de parcerias estratégicas com
empresas de renting. A gestão circular de resíduos nas instalações de Sintra, indicada na ação 4 é reforçada pela
colaboração com o proprietário das instalações, que assegurou a disponibilização de ecopontos nos escritórios, de-
monstrando o alinhamento de parceiros da cadeia de valor com a estratégia de redução do impacto ambiental da Glintt
Global.
2.4.12.3 Taxonomia
Este capítulo integra as divulgações quantitativas exigidas pelo Artigo 8.º do Regulamento (UE) 2020/852, de 18 de junho,
permitindo aferir de que forma as atividades económicas da Glintt Global estão alinhadas com os objetivos ambientais
previstos no seu artigo 9º.
Para a elaboração do presente exercício, a Glintt Global adotou as simplificações metodológicas introduzidas pelo Regula-
mento Delegado (UE) 2026/73, de 4 de julho de 2025. Ao abrigo do seu artigo 2.º, n.ºs 1-A a 1-D, a Glintt Global exerceu
a faculdade de não realizar a avaliação técnica detalhada de elegibilidade e alinhamento para atividades cujo contributo
individual e cumulativo fosse inferior a 10% do denominador dos respetivos Indicadores-Chave de Desempenho (ICD).
Esta abordagem de simplificação foi aplicada aos indicadores de Volume de Negócios e de Despesas Operacionais (OpEx),
cujas atividades elegíveis totalizam, respetivamente, 6,86% e 0,84% dos seus denominadores totais, sendo elas as seguin-
tes:
● Serviços Digitais e Infraestrutura (Setor TIC): Incluem-se aqui as atividades de Tratamento de dados e alojamento (8.1),
focadas na prestação de serviços de Cloud e infraestrutura tecnológica, bem como o desenvolvimento de Soluções
baseadas em dados para a redução de emissões (8.2), nomeadamente através do desenvolvimento de soluções como
aplicações e softwares;
● Eficiência Energética e Renováveis (Instalações): O Grupo mantém intervenções na Instalação e manutenção de equi-
pamentos de eficiência energética (7.3), como a implementação de iluminação LED e manutenção de sistemas de
climatização (AVAC), além da Instalação de tecnologias de energia renovável (7.6), especificamente através de painéis
fotovoltaicos em infraestruturas do Grupo ou de clientes;
● Economia Circular: É contemplada a categoria de Produto como serviço (5.5), que engloba modelos de negócio orienta-
dos para resultados e utilização circular, reforçando a transição do Grupo para serviços de subscrição e reutilização de
ativos em detrimento da venda linear de hardware.

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02. Relatório Consolidado de Gestão
Relatório e Contas 2025
43
Por serem consideradas não significativas face à dimensão financeira das operações do Grupo, estas parcelas são reporta-
das de forma agregada na coluna “Atividades não avaliadas consideradas não significativas”, da tabela seguinte, asseguran-
do-se a transparência necessária sem comprometer a eficiência do relato.
Exercício financeiro 2025
Desagregação por objetivos ambientais das
atividades alinhadas pela taxonomia
ICD
Total (k€)
Proporção de atividades
elegíveis para taxonomia
Atividades alinhadas pela
taxonomia (k€)
Proporção de atividades
alinhadas pela taxonomia
Mitigação das alterações
climáticas
Adaptação às alterações
climáticas
Recursos hídricos
Economia circular
Poluição
Biodiversidade
Proporção de atividades
capacitantes
Proporção de atividades de
transição
Atividades não avaliadas não
consideradas significativas
Atividades alinhadas pela
taxonomia no exercício
financeiro anterior (N-1)(k€)
Proporção das atividades
alinhadas pela taxonomia no
exercício financeiro anterior
(N-1)
Volume de Negócios 139 362 0% 0 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 6,86% 139 0,11%
CapEx 3 203 12,41% 397 12,41% 12% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 12% 0% 0 0%
OpEx 69 706 0% 0 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0,84% 0 0%
Inversamente, e tal como indicado na tabela anterior, as Despesas de Capital (CapEx) foram classificadas como significa-
tivas, uma vez que o investimento na descarbonização da frota automóvel (Atividade 6.5 — Transporte Rodoviário) atingiu
12,41% do total investido pela Glintt Global. Superando o limiar de significância de 10%, esta atividade foi alvo de uma
análise integral de alinhamento, confirmando-se que cumpre integralmente os critérios de contributo substancial para a Mi-
tigação das Alterações Climáticas, o respeito pelo princípio de “Não Prejudicar Significativamente” (DNSH) e a observância
das salvaguardas sociais mínimas.
Para efeitos de comparabilidade, a Glintt Global reporta que o Volume de Negócios alinhado no exercício anterior de 2024
se fixou em 0,11% (139 k€). A evolução positiva registada no alinhamento do CapEx em 2025, materializa a estratégia de
transição climática da Glintt Global, evidenciando a canalização de capital para ativos que contribuem efetivamente para
uma economia neutra em carbono.
ICD relacionado (CapEx)
Exercício financeiro 2025
Objetivo ambiental das atividades alinhadas pela
taxonomia
Atividades Económicas Código
ICD elegíveis para
taxonomia (Proporção
do volume de negócios
elegível para taxonomia)
ICD alinhado pela
taxonomia (Proporção do
volume de negócios) (%)
ICD alinhado pela
taxonomia (Valor
monetário do volume de
negócios alinhados pela
taxonomia) (k€)
Mitigação das alterações
climáticas
Adaptação às alterações
climáticas
Recursos hídricos
Economia circular
Poluição
Biodiversidade
Atividades capacitantes
Atividades de transição
Proporção das atividades
alinhadas pela taxonomia
em relação às atividades
elegíveis para taxonomia
6.5 - Transporte em motociclos,
veículos ligeiros de passageiros e
veículos comerciais ligeiros
CCM
6.5
12% 12% 397 12% 0% 0% 0% 0% 0% T 100%
Soma do alinhamento por objetivo 12,41% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00%
ICD total (volume de negócios) 12% 12,41% 397 12,41% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 100%

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02. Relatório Consolidado de Gestão
Relatório e Contas 2025
44
A tabela anterior relativa às despesas de capital (CapEx) evidencia a materialização da estratégia de descarbonização da
Glintt Global no exercício de 2025, estabelecendo uma ligação direta entre a afetação de recursos financeiros e a melhoria
do desempenho ambiental. Com um investimento de 397 k€ destinado especificamente à atividade de transporte rodoviá-
rio (seção 6.5 da Taxonomia), o Grupo canalizou 12,41% do seu CapEx total para a aquisição e locação de viaturas elétricas
e híbridas.
Este esforço financeiro foi integralmente validado como alinhado pela taxonomia, cumprindo os rigorosos critérios técnicos
de contributo substancial para a Mitigação das Alterações Climáticas (CCM) e observando o princípio de não prejudicar os
restantes objetivos ambientais.
2.4.13. Social
Na Glintt Global, é reconhecido que o sucesso e a Sustentabilidade da Organização estão profundamente ligados ao bem-
-estar das pessoas e ao impacto positivo que geramos na sociedade.
Os temas identificados nesta dimensão refletem áreas de atuação fundamentais: Condições de Trabalho e Bem-Estar dos
Colaboradores, Tratamento e Oportunidades Iguais para Todos e Compromisso com a Comunidade, refletindo cada um, a
nossa ambição de criar valor de forma ética, inclusiva e duradoura, em linha com a cultura que promovemos — uma cultura
onde cada colaborador se sente parte de um propósito único e global.
2.4.13.1 Condições de Trabalho e Bem-Estar dos Colaboradores
A Glintt Global tem vindo a consolidar uma cultura organizacional centrada nas pessoas, promovendo o seu bem-estar, o
desenvolvimento contínuo e a valorização do seu potencial.
Políticas
A gestão das condições de trabalho, direitos e bem-estar na Glintt Global é sustentada por um conjunto de políticas e nor-
mas internas que asseguram um ambiente de trabalho justo, seguro e meritocrático:
● Política de Sustentabilidade: Define o compromisso estratégico com o pilar “People”, priorizando o bem-estar e a
retenção de talento. O resumo detalhado desta política, incluindo o seu âmbito e modelo de governo, encontra-se dis-
ponível no capítulo 2.4.2.
● Código de Conduta e Ética Profissional: Estabelece os princípios fundamentais de não discriminação e respeito pelos
direitos humanos, proibindo o assédio e a violência. A aplicação destes princípios é reforçada pelo Canal de Denúncias,
cujos procedimentos e garantias estão resumidos no capítulo 2.4.3. A eficácia do canal de denúncias é avaliada perio-
dicamente através da análise do número de denúncias recebidas. São igualmente considerados os tempos de resposta
e de resolução, cumprimento dos prazos legais e adequação das medidas adotadas, bem como ações de sensibilização
e o grau de conhecimento e confiança dos colaboradores no canal, permitindo identificar oportunidades de melhoria.

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02. Relatório Consolidado de Gestão
Relatório e Contas 2025
45
● Política de Remuneração Variável: Esta Política, cujo resumo se encontra disponível no capítulo 2.4.2, constitui um
pilar estratégico na gestão das condições de trabalho ao operacionalizar o princípio fundamental de “Reconhecer e Re-
compensar”. Aplicável a todos os colaboradores, com exceção de estagiários, este instrumento promove o bem-estar e
a motivação através de um sistema de retribuição trimestral assente na justiça, equidade e paridade remuneratória de
género;
● Política de Prevenção do Assédio (versão 1 à data deste Relatório): Este instrumento, criado em 2025, é crucial para a
salvaguarda da dignidade humana e para a manutenção de um ambiente de trabalho saudável e produtivo, estruturan-
do-se da seguinte forma:
● Objetivos Gerais: Estabelecer uma cultura de “tolerância zero” perante o assédio e comportamentos discrimina-
tórios. Visa prevenir, identificar e punir práticas de assédio moral ou sexual, garantindo a proteção da integridade
física e psicológica dos profissionais e o cumprimento das obrigações legais e éticas da Organização.
● Âmbito: É extremamente abrangente, aplicando-se não só a todos os colaboradores (independentemente do vín-
culo ou posição hierárquica), mas também a candidatos a emprego, estagiários, prestadores de serviços, fornece-
dores, Clientes e quaisquer outros parceiros que interajam com o Grupo Glintt Global. O âmbito estende-se a todas
as interações no local de trabalho, em viagens, eventos sociais da empresa ou comunicações digitais.
● Impactos, Riscos e Oportunidades: Atua na mitigação de riscos psicossociais graves, como o burnout, ansiedade
e degradação do clima organizacional, além de prevenir riscos jurídicos e reputacionais. Oferece a oportunidade
de fortalecer a segurança psicológica e a equidade, funcionando como um mecanismo de retenção de talento e
promoção do bem-estar, ao garantir canais de denúncia seguros e processos de averiguação imparciais.
● Partes Interessadas Afetadas: Os principais beneficiários são os colaboradores e a força de trabalho externa (sub-
contratados e consultores). A política é gerida de forma partilhada pela Direção de People e pela Responsável pelo
Cumprimento Normativo, com a supervisão final do Conselho de Administração e o apoio operacional do Comité de
Gestão de Denúncias.
Este enquadramento demonstra uma abordagem holística à gestão do capital humano, onde a segurança (física, digital e
psicológica) e o mérito são os eixos centrais da experiência do colaborador.
Métricas e Resultados
Métrica Resultado Informação Contextual
N.º total de trabalhadores por contagem de
indivíduos (headcount) e detalhamentos por
género e por país para os países nos quais
tenha 50 ou mais trabalhadores e que sejam os
dez maiores países em termos de número de
trabalhadores
Total 2024: 1100
Mulheres: 407
Homens: 693
Total 2025: 1232
Mulheres: 457
Homens: 775
Portugal: 1013
(Mulheres: 376; Homens: 637)
Espanha: 219
(Mulheres:81; Homens: 138)
Em 2024, não foi reportado o n.º de trabalhadores por geografia e,
dentro desta, por género.
Considerados os dados referentes a todas as empresas da Glintt
Global.
A métrica baseia-se na recolha de dados primários reportados
individualmente por cada entidade do Grupo. Os valores foram
compilados centralmente, garantindo o alinhamento das
definições e a agregação aritmética dos totais.
N.º total por contagem individual ou equivalente a
tempo inteiro (ETI) de empregados permanentes,
com desagregação por género
--
Esta omissão, quer em 2024 quer em 2025, deve-se a limitações
técnicas nos sistemas atuais de extração de dados (dashboards),
que ainda não permitem a segregação automática exigida com a
fiabilidade necessária.
N.º total por contagem individual ou equivalente a
tempo inteiro (ETI) de empregados temporários,
com desagregação por género
--
N.º total por contagem individual ou equivalente a
tempo inteiro (ETI) de empregados com horários
não garantidos, com desagregação por género
--

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02. Relatório Consolidado de Gestão
Relatório e Contas 2025
46
Métrica Resultado Informação Contextual
Taxa de rotatividade (turnover) de trabalhadores
no período de relato
15,5%
Em 2024, não foi reportada esta métrica.
Considerados os dados referentes a todas as empresas da Glintt
Global.
A métrica baseia-se na recolha de dados primários reportados
individualmente por cada entidade do Grupo. Os valores foram
compilados centralmente, garantindo o alinhamento das
definições e a agregação aritmética dos totais.
N.º total de trabalhadores não empregados na
própria força de trabalho da empresa
154
% do total de empregados abrangidos por
acordos de negociação coletiva
0
A Glintt Global não está filiada em associações de empregadores
signatárias de contratos coletivos. As condições de trabalho
são determinadas individualmente, assegurando sempre o
cumprimento estrito da legislação laboral vigente.
% global dos seus trabalhadores abrangidos por
esse(s) acordo(s) para cada país em que tenha
uma presença significativa de trabalhadores
0
% de trabalhadores abrangidos por
representantes dos trabalhadores
0
Valor resultante da inexistência de acordos de negociação coletiva
aplicáveis à Glintt Global no período de referência.
Distribuição de género em número (contagem de
indivíduos/headcount) e em % no nível da gestão
de topo
Mulheres: 7 (39%)
Homens: 11 (61%)
Em 2024, não foram reportadas estas métricas.
Considerados os dados referentes a todas as empresas da Glintt
Global.
A métrica baseia-se na recolha de dados primários reportados
individualmente por cada entidade do Grupo. Os valores foram
compilados centralmente, garantindo o alinhamento das
definições e a agregação aritmética dos totais.
% de pessoas com deficiência entre os seus
trabalhadores, sem prejuízo das restrições legais
à recolha de dados
1,2
% de trabalhadores que participaram em
revisões formalizadas de desempenho e de
desenvolvimento de carreira
97
N.º médio de horas de formação por trabalhador 24,8
Em 2024, não foi reportada esta métrica.
Considerados os dados referentes às empresas da Glintt Global,
em Portugal.
% de pessoas da sua própria força de trabalho
que estão abrangidas pelo sistema de gestão de
saúde e segurança no trabalho da empresa
100
Em 2024, não foram reportadas estas métricas.
Considerados os dados referentes a todas as empresas da Glintt
Global.
A métrica baseia-se na recolha de dados primários reportados
individualmente por cada entidade do Grupo. Os valores foram
compilados centralmente, garantindo o alinhamento das
definições e a agregação aritmética dos totais.
Número de mortes resultantes de acidentes
de trabalho registáveis entre todas as pessoas
da própria força de trabalho da empresa, bem
como entre trabalhadores que trabalham nas
instalações da empresa, mas que não fazem parte
da sua própria força de trabalho
0
Número de mortes resultantes de doenças
profissionais registáveis entre os seus
trabalhadores (empregados)
0
% de trabalhadores com direito a gozar licença
por motivos familiares durante o período de relato
4,06
Rácio da remuneração total anual do indivíduo
mais bem pago em relação à mediana
da remuneração total anual de todos os
trabalhadores (excluindo o indivíduo mais bem
pago)
4,05
N.º de incidentes de discriminação no trabalho
por motivos de género, origem racial ou étnica,
nacionalidade, religião ou crença, deficiência,
idade, orientação sexual ou outras formas
pertinentes de discriminação, incluindo o assédio,
identificados no período de relato
0
Em 2024, não foram reportadas estas métricas.
Valores obtidos através da informação recolhida junto do Canal de
Denúncias.
N.º de incidentes de direitos humanos
relacionados com a sua própria força de trabalho
identificados no período de relato
0
Montante total de coimas, sanções e
indemnizações por danos reconhecidos durante o
período de relato nas demonstrações financeiras
por incidentes de discriminação e outros
incidentes de direitos humanos
0

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02. Relatório Consolidado de Gestão
Relatório e Contas 2025
47
Ações
● Objetivo e Descrição Geral: Implementação de práticas estratégicas de gestão de capital humano para posicionar a
empresa como empregador de referência, focando-se na evolução dos modelos de desempenho, carreiras, formação
personalizada e reforço do compromisso (engagement);
● Âmbito de Atividade e Operação: As ações concentram-se nas operações próprias da Glintt Global, abrangendo a tota-
lidade dos colaboradores e as estruturas de gestão de talento e recursos humanos da Organização;
● Ação-Chave 1: Criação da Política de Prevenção do Assédio permitindo a deteção, prevenção e erradicação de todas
as situações suscetíveis de serem qualificadas como assédio, bem como a deteção, prevenção e correção de qualquer
prática inadequada ou contrária aos valores e princípios éticos proclamados pela Glintt Global, que possa ocorrer no
âmbito das relações laborais;
● Ação-Chave 2: Realização do Estudo de Clima Organizacional, que registou um índice de satisfação geral de 76% por
parte dos Colaboradores, mantendo o valor de 2024;
● Ação-Chave 3: Avaliação de desempenho, estruturado com base na Glintt Global Framework, reforçando de forma con-
sistente a ligação entre as aspirações individuais de cada colaborador e o suporte do líder na sua concretização. Este
processo promove uma abordagem contínua de acompanhamento e desenvolvimento, com foco na evolução individual
e no alinhamento com as prioridades da organização. No mesmo âmbito, o novo Modelo de Carreiras (versão 1 à data do
relatório) continuou em vigor, contribuindo para maior equidade e justiça interna, bem como para maior transparência
nas oportunidades de progressão profissional, através de critérios e percursos mais claros e consistentes;
● Ação-Chave 4: Definição e acompanhamento de planos de desenvolvimento individuais, suportados pela platafor-
ma LMS. Esta ferramenta permite identificar necessidades de desenvolvimento de forma estruturada e contínua, bem
como facilitar o acesso a conteúdos ajustados ao perfil de cada colaborador, potenciando o crescimento técnico e com-
portamental. Paralelamente, são dinamizados programas transversais orientados para o reforço de competências-cha-
ve, fomentando uma cultura de aprendizagem integrada e alinhada com os objetivos estratégicos da empresa;
● Ação-Chave 5: Desenvolvimento do Plano de Proximidade e Engagement, que integra um conjunto de iniciativas orien-
tadas para a promoção da saúde financeira, do bem-estar geral, da celebração de datas comemorativas e do apoio
à parentalidade. Ao longo de 2025, foram dinamizadas diversas iniciativas, nomeadamente webinares dedicados ao
investimento e à literacia financeira, workshops de apoio à saúde mental, momentos de convívio como lanches come-
morativos, a entrega de cabazes de Natal e iniciativas de apoio à parentalidade, através da entrega de kits para recém-
-nascidos. Através deste conjunto de ações, a Glintt Global pretende reforçar os laços internos, promover o sentimento
de pertença e contribuir para uma experiência de trabalho positiva, inclusiva e motivadora.
● Cronograma e Horizonte Temporal: A ação 1 iniciou em 2024 e terminou em 2025. As ações 2, 3, 4 e 5 iniciaram em
2024, 2013, 2025 e 2024, respetivamente, e ocorrem anualmente.
● Natureza Colaborativa: Caracteriza-se pelo envolvimento bidirecional e contínuo entre a gestão e a própria mão de obra,
promovendo uma cultura de parceria em que as perspetivas dos trabalhadores, recolhidas através de estudos de clima
e avaliações de desempenho, influenciam diretamente a estratégia organizacional.
2.4.13.2 Tratamento e Oportunidades Iguais para Todos
Na Glintt Global, a promoção da igualdade de género, da diversidade e da inclusão é um foco estratégico, alinhado com a
nossa visão de uma Organização mais justa, representativa e humana. Acreditamos que o desenvolvimento económico só

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02. Relatório Consolidado de Gestão
Relatório e Contas 2025
48
é verdadeiramente sustentável quando assente no respeito pelos direitos humanos, na promoção do bem-estar coletivo e
na inclusão social.
Conscientes dos desafios do setor tecnológico, historicamente dominado por profissionais do género masculino, assumi-
mos como prioridade a criação de um ambiente de trabalho equitativo, onde todos tenham as mesmas oportunidades de
desenvolvimento e sucesso.
Políticas
A Glintt Global assegura a promoção da igualdade, diversidade e inclusão através de um conjunto de políticas e normas in-
ternas que orientam a cultura organizacional e garantem que todos os colaboradores têm acesso às mesmas oportunidades
de desenvolvimento e reconhecimento:
● Política de Sustentabilidade: Estabelece o compromisso estratégico com a criação de um ambiente de trabalho inclu-
sivo e a valorização do capital humano. O resumo desta política, incluindo o seu âmbito e modelo de governo, encontra-
-se disponível no capítulo 2.4.2.
● Código de Conduta e Ética Profissional: Esta norma interna constitui o pilar de proteção contra a discriminação, proi-
bindo expressamente qualquer diferenciação baseada em fatores como género, idade, raça, orientação sexual ou re-
ligião. A eficácia destes princípios é reforçada pelo Canal de Denúncias, cujos procedimentos de remediação estão
detalhados no capítulo 2.4.3.
● Política de Remuneração Variável: Atua como um instrumento prático de equidade, garantindo que a progressão eco-
nómica é baseada em indicadores de desempenho objetivos e transparentes, mitigando riscos de disparidade salarial.
O resumo estruturado desta política (objetivos, âmbito, IRO e partes interessadas) encontra-se detalhado no capítulo
2.4.13.1.
Este conjunto de políticas e normas permite à Glintt Global gerir de forma integrada os seus impactos materiais no que
toca à igualdade de tratamento, assegurando que os processos de decisão são isentos de enviesamentos e promovem uma
cultura de mérito.
Métricas e Resultados
Ver Métricas, Resultados e Metas constantes no capítulo 2.4.13.1.
Ações
● Objetivo e Descrição Geral: Implementação do Plano para a Igualdade de Género, focado na estruturação de ações
concretas de recrutamento, formação, conciliação e prevenção da discriminação, visando um ambiente de trabalho
pautado pela meritocracia e equidade;
● Âmbito de Atividade e Operação: Foca-se na gestão estratégica da própria mão de obra, promovendo a igualdade de
género e o equilíbrio entre a vida profissional e pessoal através de programas de capacitação de talento, monitorização
do clima organizacional inclusivo e avaliação da eficácia dos mecanismos de denúncia para garantir a equidade e o
respeito pelos direitos humanos em todas as unidades da organização;
● Ação-Chave 1: Revisão do Plano para a Igualdade de Género, permitindo uma análise das ações propostas para o
período de 2024/2025 e definição de novas ações para o período 2025/2026. A distribuição de género mantém-se

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02. Relatório Consolidado de Gestão
Relatório e Contas 2025
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globalmente estável desde 2019 e, no que respeita às admissões, 40% das novas entradas foram mulheres (42% em
2023), evidenciando a continuidade do esforço para promover maior equilíbrio na representatividade, particularmente
em áreas tradicionalmente mais masculinizadas;
● Ação-Chave 2: Desenvolvimento e capacitação de talento desde as fases iniciais do percurso profissional, nomeada-
mente através da Glintt Global Academy, onde, em 2025, 48% dos participantes foram mulheres, refletindo um con-
texto de participação equilibrada no acesso a oportunidades de desenvolvimento. Complementarmente, a Glintt Global
disponibiliza formações específicas em igualdade, diversidade e inclusão;
● Ação-Chave 3: Condições de trabalho que promovem o equilíbrio entre a vida profissional e pessoal, nomeadamente
através de políticas de teletrabalho, flexibilidade de horários e apoio à parentalidade;
● Ação-Chave 4: Realização do Estudo de Clima Organizacional, tendo-se registado que 85% dos colaboradores reco-
nhecem que a Glintt Global promove um ambiente inclusivo e 87% afirmam sentir-se tratados de forma justa, indepen-
dentemente das suas características pessoais. As perceções de igualdade de oportunidades mantêm-se igualmente
expressivas, com 84% dos colaboradores a referirem que essa igualdade é assegurada entre géneros, 79% no que
respeita à localização geográfica e 81% relativamente à idade. Estes resultados evidenciam a consistência do trabalho
desenvolvido nesta matéria e o impacto das políticas implementadas. Ainda assim, reconhece-se que a promoção da
diversidade e da igualdade é um processo contínuo, que exige compromisso permanente e ação estruturada;
● Ação-Chave 5: Avaliação periódica da eficácia do Canal de Denúncias através da análise do número de denúncias rece-
bidas. São igualmente considerados os tempos de resposta e de resolução, cumprimento dos prazos legais e adequa-
ção das medidas adotadas, bem como ações de sensibilização e o grau de conhecimento e confiança dos colaboradores
no canal, permitindo identificar oportunidades de melhoria;
● Cronograma e Horizonte Temporal: A ação 1 foi iniciada em 2019 e ocorre anualmente. A ação 2 iniciou em 2016 e as
ações 4 e 5 iniciaram em 2024, ocorrendo anualmente. A ação 3 iniciou em 2019 e ocorre em contínuo ou sempre que
necessário.
● Natureza Colaborativa: Todas as ações necessitaram do envolvimento ativo e da cooperação transversal entre diferen-
tes departamentos e colaboradores.
2.4.13.3 Compromisso com a Comunidade
O compromisso com o bem comum está enraizado na identidade da Glintt Global. Desde a sua génese, ao combinar saúde
e tecnologia, o seu modelo de negócio posiciona-se como um agente de impacto positivo nas comunidades onde atuamos,
promovendo o acesso mais justo e eficiente aos cuidados de saúde e ao digital.
Políticas
A Glintt Global assegura o seu compromisso com o desenvolvimento social e o apoio às comunidades onde opera, através
de diretrizes fundamentadas nas suas políticas e normas internas, que orientam a criação de valor social:
● Política de Sustentabilidade: Define o compromisso estratégico de gerar um impacto positivo na sociedade, assu-
mindo a tecnologia como um agente de mudança e a comunidade como uma parte interessada prioritária. Esta política
orienta o investimento social para iniciativas que promovam a criação de valor partilhado, estando o seu resumo deta-
lhado disponível no capítulo 2.4.2;

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02. Relatório Consolidado de Gestão
Relatório e Contas 2025
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● Código de Conduta e Ética Profissional: Esta norma interna estabelece os princípios de integridade e respeito pelos
direitos humanos que devem pautar todas as interações da organização com as comunidades locais e entidades exter-
nas. Garante que a atuação da Glintt Global respeita os direitos fundamentais e os interesses legítimos das populações
locais. O cumprimento ético destas diretrizes é monitorizado através do Canal de Denúncias, detalhado no capítulo
2.4.3.
Este conjunto de políticas e normas internas permite à Glintt Global gerir de forma responsável os seus impactos sociais,
assegurando que o crescimento do negócio contribui para o bem-estar e resiliência das comunidades envolventes.
Métricas e Resultados
Métrica Resultado Informação Contextual
Incidentes de direitos humanos relacionados
com as comunidades afetadas identificados no
período de relato
0
A identificação de incidentes baseia-se em queixas submetidas
através do canal de denúncias interno, bem como em queixas
formais e processos judiciais ou extrajudiciais iniciados perante
tribunais e outras autoridades competentes.
% de colaboradores que avaliaram positivamente
o compromisso da Glintt Global com iniciativas de
responsabilidade social junto da Comunidade
2024: 70
2025: 70
Resultado decorrente do Estudo de Clima Organizacional que
envolveu todos os colaboradores da Glintt Global.
Ações
● Objetivo e Descrição Geral: Implementação de iniciativas de investimento social e voluntariado que utilizam o conhe-
cimento tecnológico e os recursos da empresa para promover a inclusão digital, a mobilidade e o apoio a populações
vulneráveis.
● Âmbito de Atividade e Operação: Foca-se na cadeia de valor a jusante e no investimento em comunidades afetadas,
utilizando as competências tecnológicas e de consultoria da organização para gerar impacto social sistémico. As ati-
vidades abrangem o desenvolvimento de soluções digitais acessíveis e inovadoras para o setor social e da saúde, a
capacitação tecnológica de futuros profissionais e estudantes universitários, e o apoio direto a populações em situação
de vulnerabilidade através de programas de voluntariado e campanhas de solidariedade que mobilizam a própria mão
de obra;
● Ação-Chave 1: Adesão da Glintt Global, através da marca Glintt Life, ao DigiHealth PT, a um pólo de inovação digital
reconhecido pelo IAPMEI, I.P. - Agência para a Competitividade e Inovação, que se dedica a impulsionar a transforma-
ção digital no setor da saúde. Esta iniciativa é uma referência na inovação digital em saúde, concentrando-se em Smart
Health e eHealth. O projeto tem como objetivo fornecer um portfolio de serviços personalizados para start-ups, PMEs e
setor público, com o intuito de acelerar a inovação e transição digital para beneficiar os sistemas nacionais de saúde e
os cidadãos;
● Ação-Chave 2: Apoio à Operação Nariz Vermelho através do desenvolvimento de uma aplicação móvel inovadora para
apoiar a equipa de angariação de donativos. Com esta ferramenta, é possível otimizar a gestão dos contactos, aumentar
a eficácia das campanhas “Face to Face” e, acima de tudo, amplificar a missão de levar alegria e humanização às crian-
ças hospitalizadas em todo o país;
● Ação-Chave 3: Desenvolvimento, através da Glintt Next, para a Fundación ONCE de uma solução totalmente acessível
na plataforma OutSystems, modernizando a gestão interna de serviços numa organização dedicada à inclusão social e
profissional de pessoas cegas ou com deficiência visual. A nova aplicação digitaliza e automatiza processos, reduzindo
em 85% os tempos de processamento e em 70% os erros e intervenções manuais. Com conformidade total com os

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02. Relatório Consolidado de Gestão
Relatório e Contas 2025
51
princípios de acessibilidade, a plataforma assegura que todos os colaboradores, independentemente das suas capaci-
dades, utilizem as ferramentas de trabalho em condições de igualdade;
● Ação-Chave 4: Através da unidade de Consulting & Pharmacies Services foram promovidas várias ações de formação
gratuitas nas aulas práticas do curso de Ciências Farmacêuticas, apresentando o software Sifarma em cinco universida-
des de norte a sul do país. Esta iniciativa contribui para uma preparação mais sólida dos futuros profissionais de saúde,
aproximando-os da realidade operacional das farmácias comunitárias e facilitando a sua integração no mercado de
trabalho;
● Ação-Chave 5: Desenvolvimento de um workshop de low-code aos alunos do 3º ano de Engenharia de Sistemas do
Instituto Superior de Engenharia do Porto. Durante a sessão, os estudantes desenvolveram a sua primeira aplicação
na plataforma OutSystems, tendo assim um primeiro contacto prático com esta abordagem de desenvolvimento de
software e com uma das tecnologias low-code mais relevantes do mercado;
● Ação-Chave 6: Realização, no âmbito da Glintt Global Academy, de uma atividade de voluntariado em parceria com
a Youth Coop. Os 25 academistas tiveram a oportunidade de conhecer o trabalho da cooperativa e visitar o Centro de
Economia Circular, participando numa sessão de sensibilização sobre o impacto do plástico no meio ambiente e numa
componente prática de triagem, separação e trituração de vários tipos de plástico. Estes materiais foram reutilizados
pela cooperativa na fabricação de produtos, cuja venda dos mesmos reverte para as receitas da instituição. A iniciativa
terminou com um momento de reflexão sobre o tema;
● Ação-Chave 7: Realização da 2.ª edição da campanha de Natal “Pedalar para Transformar Vidas”, que voltou a mobili-
zar os colaboradores da Glintt Global em torno de uma causa solidária comum. Graças ao esforço coletivo, foi possível
assegurar a medicação anual de 90 beneficiários em situação de vulnerabilidade, contribuindo de forma direta para a
melhoria da sua qualidade de vida. Como novidade desta edição, foi aceite o convite da Comunidade Vida e Paz para
apoiar a recolha de meias destinadas a pessoas em situação de sem-abrigo. A adesão dos colaboradores permitiu an-
gariar mais de 260 pares de meias, reforçando o impacto social da iniciativa;
● Ação-Chave 8: Desenvolvimento de soluções que garantem a eficiência e cobertura da rede de carregamento público
apoiando assim a mobilidade sustentável das comunidades locais em Portugal e Espanha. Para uma descrição detalha-
da, consulte a Ação-Chave 4, constante no capítulo 2.4.12.1.
● Cronograma e Horizonte Temporal: As ações 1, 2, 6 7 iniciaram em 2025, 2024, 2021 e 2024, respetivamente, ocorren-
do anualmente. A ação 3 iniciou em 2025, sendo dado em contínuo apoio na manutenção. A ação 4 iniciou em 2025 e
está prevista a sua conclusão em 2026. A ação 5 iniciou e concluiu em 2025.
● Natureza Colaborativa: As ações têm uma natureza profundamente colaborativa, estabelecendo dinâmicas com os Co-
laboradores da Glintt Global, e parcerias com entidades tão diversas como o IAPMEI, I.P. - Agência para a Competitivi-
dade e Inovação, a Operação Nariz Vermelho, a Cruz Vermelha, a Fundación ONCE, a Iberdrola, Instituições Universitá-
rias, a Youth Coop e a Comunidade Vida e Paz).

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02. Relatório Consolidado de Gestão
Relatório e Contas 2025
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2.4.14. Governança
A Glintt Global acredita que a solidez da sua atuação assenta em princípios robustos de governança, que asseguram integri-
dade, transparência e Sustentabilidade em todas as vertentes do negócio.
Neste contexto, a Cultura Ética com Impacto nos Stakeholders e a Proteção de Dados e Cibersegurança, foram considerados
críticos para o reforço da confiança junto de colaboradores, parceiros, Clientes, acionistas e restantes partes interessadas.
2.4.14.1 Cultura Ética com Impacto nos Stakeholders
Na Glintt Global, a ética não é encarada apenas como um requisito de conformidade, mas sim como o alicerce central sobre
o qual se constroem relações de confiança duradouras com todos os intervenientes.
Políticas
A Organização reconhece que uma cultura organizacional íntegra constitui um fator distintivo de competitividade e um ga-
rante da Sustentabilidade do negócio a longo prazo. Para operacionalizar este compromisso, a Glintt Global dispõe de uma
estrutura normativa robusta que assegura que os seus valores estratégicos se traduzem em ações concretas e transversais.
● Política de Sustentabilidade: Define a visão estratégica da Glintt Global de integrar a ética e a transparência como pi-
lares centrais da governança, assegurando que o crescimento do negócio ocorra em harmonia com as expectativas dos
diversos Stakeholders. Esta política identifica a “Cultura Ética com Impacto nos Stakeholders” como uma prioridade
ESG fundamental, orientando a Organização para uma conduta íntegra que minimize riscos reputacionais e potencie a
criação de valor sustentável a longo prazo. O seu resumo detalhado, incluindo o modelo de governo associado, encon-
tra-se disponível no capítulo 2.4.2.
● Código de Conduta e Ética Profissional: Constitui o referencial ético obrigatório que estabelece os padrões de in-
tegridade, honestidade e respeito mútuo exigidos em todas as interações com acionistas, Clientes, fornecedores e
parceiros. Esta norma garante que a atuação da Glintt Global se pauta pela isenção, pela prevenção de conflitos de
interesses e pelo combate rigoroso à corrupção, protegendo a reputação institucional perante o mercado e a socieda-
de. O cumprimento efetivo destas diretrizes é reforçado por mecanismos de controlo e pelo Canal de Denúncias, cujos
procedimentos de proteção e sigilo estão detalhados no capítulo 2.4.3.
● Política Anticorrupção (versão 1 à data deste Relatório): Este instrumento preventivo, criado em 2025, reforça o com-
promisso da Organização com a legalidade ao estabelecer uma política de “tolerância zero” para qualquer forma de
corrupção, suborno ou fraude, concretizando os princípios de ética e integridade da Glintt Global.
● Objetivos Gerais: Promover uma cultura de integridade e transparência no relacionamento com entidades públicas
e privadas, estabelecendo normas que previnam conflitos de interesses e garantam o estrito cumprimento das
obrigações legais de prevenção da corrupção.
● Âmbito: Aplica-se a todas as entidades do Grupo Glintt Global, abrangendo trabalhadores, voluntários, estagiários,
membros de órgãos sociais e quaisquer prestadores de serviços ou parceiros que atuem em nome da Organização,
em todas as jurisdições onde opera.
● IRO (Impactos, Riscos e Oportunidades): Atua na mitigação de riscos penais, civis e reputacionais associados a
atos ilícitos, protegendo a empresa de sanções e da quebra de confiança dos investidores. Oferece a oportunidade

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02. Relatório Consolidado de Gestão
Relatório e Contas 2025
53
de fortalecer a responsabilidade ética, assegurando que a recusa de práticas corruptas não prejudique o percurso
profissional do colaborador e que a transparência se torne uma vantagem competitiva sustentável.
● Partes Interessadas Afetadas: Administração, colaboradores de todas as áreas, Clientes, fornecedores, parceiros
de negócio, funcionários públicos, autoridades reguladoras e o Mecanismo Nacional Anticorrupção.
● Política de Gestão (versão 10.0 à data deste Relatório): Documento aprovado pela Comissão Executiva que cristaliza
os compromissos da administração para com a excelência ética e operacional.
● Objetivos Gerais: Garantir a rentabilidade do negócio e a qualidade do serviço através de uma gestão eficiente e
ética dos recursos, orientada para a satisfação das necessidades dos Clientes e acionistas.
● Âmbito: Estratégico e transversal, servindo de base para todos os processos, objetivos e metas do Sistema de Ges-
tão da Glintt Global.
● IRO: Foca na mitigação de falhas e erros operacionais através de um controlo rigoroso e da melhoria contínua. A
oportunidade reside na diferenciação pelo rigor ético e pela capacidade de proporcionar vantagens competitivas
sustentáveis aos Clientes.
● Partes Interessadas Afetadas: Clientes, colaboradores, acionistas, parceiros e fornecedores.
● Política de Compras: Esta política não se limita a regular processos de aquisição, funcionando como a espinha dorsal
do dever de diligência em matéria de sustentabilidade ao longo de toda a cadeia de valor a montante. Através dela, a or-
ganização assegura que os seus padrões éticos, integridade e transparência — devidamente formalizados no Código de
Conduta e Ética Profissional — são replicados e observados pelos seus parceiros de negócio. O seu resumo detalhado,
encontra-se disponível no capítulo 2.4.3.
Métricas e Resultados
Métrica Resultado Informação Contextual
N.º de condenações e sanções, incluindo o
montante total das coimas, por violação das leis
de combate à corrupção e ao suborno durante o
período de relato
0
Em 2024, não foi reportada esta métrica.
Não se registam condenações deste tipo.
Valor monetário total das contribuições políticas,
financeiras e em espécie, efetuadas direta e
indiretamente pela empresa, agregadas por país
ou área geográfica, se pertinente, bem como o
tipo de destinatário/beneficiário
0
Em 2024, não foi reportada esta métrica.
Não se registam condenações deste tipo.
% dos seus pagamentos que estão em
conformidade com esses prazos padrão
80
Em 2024, não foi reportada esta métrica.
Considerou-se o total de faturas pagas dentro do prazo padrão
comparativamente com o total de faturas pagas no período de
reporte, contemplando todas as empresas da Glintt Global.
N.º de processos judiciais atualmente pendentes
por atrasos de pagamento
0
Em 2024, não foi reportada esta métrica.
Não existem processos judiciais relacionados com atraso nos
pagamentos.
NPS Portugal
2025: 34
2024: 29
2023: 28
Em 2024 foi reportado o máximo valor de NPS obtido, 47, no
entanto, o valor a considerar é o valor médio, 29. Por esse motivo,
é apresentado o valor de 2024 devidamente corrigido.
NPS Espanha
2025: 40
2024: 40
Em 2024 foi reportado o máximo valor de NPS obtido, 50, no
entanto, o valor a considerar é o valor médio, 40. Por esse motivo,
é apresentado o valor de 2024 devidamente corrigido. Em 2023,
esta métrica não foi apurada.

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02. Relatório Consolidado de Gestão
Relatório e Contas 2025
54
Métrica Resultado Informação Contextual
Satisfação dos Colaboradores
2025: 75,6%
2024: 76,4%
2023: 64,4%
Resultado decorrente do Estudo de Clima Organizacional que
envolveu todos os colaboradores da Glintt Global.
Para garantir total independência e rigor na construção e
gestão deste estudo, o mesmo foi efetuado por uma entidade
independente.
Ações
● Objetivo e Descrição Geral: Consolidação de uma cultura ética e de transparência através do reforço do Programa de
Cumprimento Normativo e da implementação de mecanismos sistemáticos de escuta ativa de todos os grupos de inte-
resse (Stakeholders);
● Âmbito de Atividade e Operação: Focadas na integridade e resiliência institucional, estas ações abrangem a gestão ética
da cadeia de abastecimento, o reforço do cumprimento normativo e legal e a transparência no diálogo com clientes e
colaboradores para consolidar resultados sustentáveis perante os acionistas;
● Ação-Chave 1: Internalização do processo de gestão de compras, resultante da revisão dos serviços partilhados entre
empresas da Glintt Global, assumindo esta a responsabilidade direta pela integridade das suas relações comerciais;
● Ação-Chave 2: Reforço do investimento em formação, nomeadamente: a realização do workshop interno “Como ala-
vancar a sustentabilidade na minha empresa?”, em parceria com a Global Compact Network Portugal, destinado a sen-
sibilizar os colaboradores para a importância da contribuição individual e coletiva na construção de uma organização
mais sustentável; no âmbito do Regime Geral de Prevenção da Corrupção (RGPC), a Glintt Global deu continuidade à
implementação do Programa de Cumprimento Normativo, fortalecendo os mecanismos internos de prevenção e con-
trolo. No final do ano, 81% dos colaboradores já tinham concluído a formação obrigatória sobre o RGPC — um aumento
de 23% face ao ano anterior;
● Ação-Chave 3: A Glintt Global demonstrou um elevado compromisso com a integridade institucional ao atingir um grau
de execução de 95% do seu Plano Anual de Compliance em 2025, reforçando a eficácia dos seus mecanismos internos
de prevenção e controlo;
● Ação-Chave 4: Realização de um inquérito anual de satisfação junto dos Clientes da Glintt Global, o Net Promoter Score
(NPS), por pilar de negócio e recolha de feedback em momentos-chave, como o fecho de tickets de suporte hospitalar,
a conclusão de projetos tecnológicos ou o encerramento de obras em farmácias. No segmento das farmácias, são ain-
da conduzidos inquéritos trimestrais por amostragem e recolhido feedback no final das chamadas ao help desk. Esta
auscultação contínua permite identificar oportunidades de melhoria e reforça o compromisso da Glintt Global com um
serviço de excelência;
● Ação-Chave 5: Avaliação regular da satisfação das equipas, promovendo uma cultura participativa, transparente e
alinhada com os valores do grupo;
● Ação-Chave 6: Distribuição de dividendos aos acionistas, posicionando a Glintt Global como uma empresa madura,
capaz de gerar lucros sustentáveis e comprometida em recompensar quem nela investe;
● Ação-Chave 7: Implementação e monitorização contínua do Plano de Prevenção de Riscos de Corrupção e Infrações
Conexas (versão 2 à data deste Relatório), que atua como o instrumento central do Programa de Cumprimento Normati-
vo do grupo. Através de uma metodologia rigorosa de avaliação de riscos inerentes e residuais, a Glintt Global identifica
e classifica situações de potencial exposição a atos ilícitos em todas as suas áreas de negócio e suporte. Esta ação ga-
rante o reforço da integridade institucional através de mecanismos de prevenção, deteção e correção — como canais de
denúncia seguros com assessoria jurídica externa e a inclusão de cláusulas anticorrupção em contratos — assegurando
uma cultura de transparência e “tolerância zero” que protege e gera valor para todos os seus Stakeholders;

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02. Relatório Consolidado de Gestão
Relatório e Contas 2025
55
● Ação-Chave 8: Implementação do Regulamento dos Canais de Denúncia Interna e de Participação de Irregularidades
(versão 1 à data deste Relatório), assegurando um ambiente seguro e confidencial para o reporte de violações éticas ou
legais. Esta ação operacionaliza o compromisso da Glintt Global com a proteção do denunciante, garantindo a proibição
de retaliação e o tratamento independente das participações através de uma assessoria jurídica externa. Ao disponibi-
lizar canais acessíveis a colaboradores e partes interessadas, o grupo reforça a sua Cultura Ética, permitindo a identifi-
cação precoce de riscos e a implementação de medidas corretivas que salvaguardam a integridade das operações e a
confiança de todos os Stakeholders;
● Cronograma e Horizonte Temporal: A ação 1 iniciou em 2025, tendo entrado em implementação em 2026. A ação 2 tem
sido recorrente desde 2024 prevendo-se a sua continuidade em 2026. A ação 3 iniciou em 2024, ocorrendo anualmen-
te. A ação 4 relativa às equipas em Portugal iniciou em 2014 enquanto que em Espanha iniciou em 2025. Esta ação
ocorre anualmente. A ação 5 iniciou em 2024, ocorrendo anualmente. A ação 6 iniciou em 2024 não sendo possível
prever uma data para conclusão, dada a tipologia da ação. A ação 7 iniciou em 2023, ocorrendo em contínuo. A ação 8
iniciou em 2024 e ocorre de forma contínua;
● Natureza Colaborativa: Baseia-se num envolvimento bidirecional e transparente, onde parcerias estratégicas para a ca-
pacitação em Sustentabilidade e a auscultação contínua de clientes e equipas asseguram que o feedback dos Stakehol-
ders oriente a melhoria dos processos e a integridade institucional. Promove-se uma cultura de co-responsabilização
pelo cumprimento normativo e prevenção da corrupção, alinhando a participação ativa dos colaboradores com os valo-
res do grupo e a confiança dos investidores.
2.4.14.2 Proteção de Dados e Cibersegurança
Na Glintt Global, a proteção de dados e a cibersegurança são temas críticos para garantir a confiança dos Clientes, par-
ceiros, colaboradores e restantes partes interessadas. A empresa está comprometida em adotar as melhores práticas de
segurança da informação, assegurando a confidencialidade, integridade e disponibilidade dos dados que gere.
Políticas
● Política de Sustentabilidade: Define a Proteção de Dados e Cibersegurança como uma prioridade estratégica no pilar
da Governança. Esta política assume o compromisso de salvaguardar os dados da empresa e dos Clientes contra amea-
ças cibernéticas, reconhecendo que a integridade dos dados é fundamental para manter a confiança dos Stakeholders.
O seu resumo detalhado encontra-se disponível no capítulo 2.4.2.
● Código de Conduta e Ética Profissional: Estabelece as pautas comportamentais obrigatórias para todos os colabora-
dores, reforçando o dever de sigilo absoluto e o respeito pela privacidade. Dedica secções específicas à segurança da
informação e à proteção de dados pessoais, assegurando o cumprimento rigoroso do RGPD através da nomeação de um
Encarregado de Proteção de Dados (DPO). O seu resumo detalhado encontra-se disponível no capítulo 2.4.3.
● Política de Gestão: Consolida os compromissos de topo da Organização, onde a segurança e a privacidade surgem
como princípios de gestão fundamentais. Neste documento, a Administração compromete-se a respeitar as melhores
práticas internacionais na proteção de ativos digitais e na garantia da continuidade do negócio. O seu resumo detalhado
encontra-se disponível no capítulo 2.4.14.1.
● Política de Gestão do Risco: Fornece o enquadramento metodológico para tratar a incerteza associada aos ativos
tecnológicos. Integra os riscos de segurança (nomeadamente de dados de terceiros) na matriz de riscos críticos da Or-
ganização, permitindo uma abordagem holística e proativa na mitigação de falhas de sistemas. O seu resumo detalhado
encontra-se disponível no capítulo 2.4.4.

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02. Relatório Consolidado de Gestão
Relatório e Contas 2025
56
● Política de Segurança da Informação (versão 2 à data deste Relatório, tendo esta revisão ocorrido em 2025): Ins-
trumento que estabelece a base comum para a gestão da segurança, promovendo a adoção de padrões transversais e
homogéneos baseados na norma internacional ISO/IEC 27001:2022.
● Objetivos Gerais: Garantir que o tratamento e proteção da informação cumprem os mais elevados padrões inter-
nacionais, assegurando a continuidade do negócio e a proteção de um dos principais ativos da Organização através
dos pilares da confidencialidade, integridade e disponibilidade.
● Âmbito: Aplica-se a todos os processos de recolha, captação, armazenamento, tratamento, partilha e destruição da
informação, abrangendo todos os suportes (digital, impresso ou oral) e ativos que os sustentam.
● IRO (Impactos, Riscos e Oportunidades): Mitiga riscos cibernéticos críticos, como o roubo de informação, acessos
indevidos e quebras de integridade que podem comprometer a reputação e as obrigações perante terceiros. Ofere-
ce a oportunidade de melhoria e evolução da atividade, garantindo que os processos operam conforme o esperado
através de uma avaliação de risco contínua que prioriza as ações de mitigação e os controlos adequados.
● Partes Interessadas Afetadas: Todos os colaboradores da Glintt Global (incluindo estagiários), fornecedores, con-
sultores externos, subcontratados e demais Stakeholders com acesso à informação da Organização.
Métricas e Resultados
Métrica Resultado Informação Contextual
Grau de Cobertura da certificação na Norma ISO/
IEC 27001, Sistemas de Gestão da Segurança,
em termos de colaboradores/ unidades
2025: 20%
2024: 20%
Para a contabilização destas métricas, foram contempladas todas
as empresas da Glintt Global.
Admissões com formação de Segurança
2025: 68%
2024: 60%
N.º de incidentes de segurança reportados e
tratados
2025: 0
2024: 0
Ações
● Objetivo e Descrição Geral: Reforço da resiliência tecnológica e da proteção de dados através do alargamento da cer-
tificação internacional ISO 27001, assegurando que a gestão da segurança da informação abrange toda a Organização
e geografias;
● Âmbito de Atividade e Operação: A ação concentra-se nas operações próprias, expandindo o atual perímetro (Transfor-
mação Digital e Glintt Life Hospitals) para toda a estrutura corporativa e áreas de negócio do Grupo;
● Ação-Chave 1: Implementação e Extensão da Norma ISO 27001 com o apoio de serviços externos de CISO e Com-
pliance, fortalecendo os mecanismos internos de controlo e assegurando a conformidade contínua com os requisitos
da norma ISO 27001;
● Cronograma e Horizonte Temporal: Esta ação iniciou em 2024, prevendo-se o seu término em 2027;
● Natureza Colaborativa: A ação implica uma colaboração estreita entre a nova estrutura de CSO, as direções de Transfor-
mação Digital e os organismos de certificação externos, assegurando o alinhamento com as melhores práticas interna-
cionais.

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02. Relatório Consolidado de Gestão
Relatório e Contas 2025
57
2.4.15. Lista de Requisitos de Divulgação
Norma Requisito de Divulgação
Localização
no Relatório
(Capítulo/
Secção)
Observações
ESRS 2
BP-1 – Bases de preparação das demonstrações de
Sustentabilidade
2.4.1 --
ESRS 2
BP-2 – Informações específicas caso a empresa utilize opções de
introdução progressiva (phasing-in)
2.4.1 --
ESRS 2
GOV-1 – O papel dos órgãos de administração, gestão e
fiscalização em relação à Sustentabilidade
2.4.2 e Capítulo
3
--
ESRS 2
GOV-2: Informação fornecida e questões de sustentabilidade
tratadas pelos órgãos administrativos, de gestão e de fiscalização
2.4.2 --
ESRS 2
GOV-3 – Integração do desempenho relacionado com a
Sustentabilidade em regimes de incentivos
2.4.2 --
ESRS 2 GOV-4 – Declaração sobre o dever de diligência (due diligence) 2.4.3 --
ESRS 2
GOV-5 – Gestão de riscos e controlos internos sobre o relato de
Sustentabilidade
2.4.4 --
ESRS 2 SBM-1 – Estratégia, modelo de negócio e cadeia de valor 2.4.5 a 2.4.8 --
ESRS 2
SBM-2 – Interesses e pontos de vista das partes interessadas
(Stakeholders)
2.4.9 --
ESRS 2
SBM-3 – Interação dos impactos, riscos e oportunidades
materiais com a estratégia e o modelo de negócio, e efeitos
financeiros
2.4.10 ---
ESRS 2
IRO-1 – Descrição do processo de identificação e avaliação
de impactos, riscos e oportunidades materiais e informações
materiais a reportar
2.4.11 --
ESRS 2
IRO-2 – Impactos, riscos e oportunidades materiais e requisitos
de divulgação incluídos nas demonstrações de Sustentabilidade
2.4.12 a 2.4.15 --
ESRS 2 Requisito Geral de Divulgação para políticas – GDR-P 2.4.12 a 2.4.14 --
ESRS 2 Requisito Geral de Divulgação para ações e recursos – GDR-A 2.4.12 a 2.4.14
Omissão parcial de recursos financeiros
quantitativos ao abrigo da salvaguarda do
Cap. 2.4.1. A segregação contabilística de
recursos encontra-se em fase de maturação
para garantir o rigor exigido no ciclo de reporte
de 2027.
ESRS 2 Requisito Geral de Divulgação para métricas – GDR-M 2.4.12 a 2.4.14 --
ESRS 2 Requisito Geral de Divulgação para metas – GDR-T --
Omissão ao abrigo da salvaguarda do Cap.
2.4.1. A definição de metas quantitativas
está programada para 2027. A Organização
assegura, contudo, o acompanhamento da
eficácia das políticas através dos Sistemas de
Gestão Certificados (ISO e CMMI) e KPIs de
desempenho.
ESRS E1
E1-1 – Plano de transição para a mitigação das alterações
climáticas
--
Omissão formal ao abrigo da salvaguarda
descrita no Cap. 2.4.1. A trajetória de
descarbonização é, contudo, evidenciada pelas
ações de mitigação (migração para Cloud
e eletrificação da frota) detalhadas no Cap.
2.4.12.1

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02. Relatório Consolidado de Gestão
Relatório e Contas 2025
58
Norma Requisito de Divulgação
Localização
no Relatório
(Capítulo/
Secção)
Observações
ESRS E1
E1-2 – Identificação de riscos relacionados com o clima e análise
de cenários
2.4.12.1 --
ESRS E1 E1-3 – Resiliência em relação às alterações climáticas 2.4.12.1 --
ESRS E1
E1-4 – Políticas relacionadas com a mitigação e adaptação às
alterações climáticas
2.4.12.1 --
ESRS E1
E1-5 – Ações e recursos em relação à mitigação e adaptação às
alterações climáticas
2.4.12.1 2.4.12.3 --
ESRS E1 E1-6 – Metas relacionadas com as alterações climáticas --
Omissão ao abrigo da salvaguarda do Cap.
2.4.1. A definição de metas quantitativas de
redução de emissões está programada para
o ciclo de 2027, após a consolidação de um
histórico de 3 anos (2024-2026) que permita
fixar um baseline fidedigno e ambicioso.
ESRS E1 E1-7 – Consumo de energia e cabaz energético 2.4.12.1 --
ESRS E1 E1-8 – Emissões brutas de GEE de âmbito 1, 2 e 3 2.4.12.1 --
ESRS E1
E1-9 – Remoções de GEE e projetos de mitigação de GEE
financiados através de créditos de carbono
--
Não existem projetos de remoção de GEE em
curso.
ESRS E1 E1-10 – Preço interno do carbono --
Não existem projetos de remoção de GEE em
curso.
ESRS E1
E1-11 – Efeitos financeiros previstos decorrentes de riscos
físicos e de transição materiais e potenciais oportunidades
relacionadas com o clima
2.4.12.1
Omissão de dados quantitativos ao abrigo
da salvaguarda do Cap. 2.4.1. A Organização
privilegia a exposição qualitativa dos riscos
enquanto consolida os modelos de análise
de cenários climáticos necessários para uma
quantificação fidedigna.
ESRS E5
E5-1 – Políticas relacionadas com a utilização de recursos e
economia circular
2.4.12.2 --
ESRS E5
E5-2 – Ações e recursos relacionados com a utilização de
recursos e economia circular
2.4.12.2 --
ESRS E5
E5-3 – Metas relacionadas com a utilização de recursos e
economia circular
--
Omissão ao abrigo da salvaguarda do Cap.
2.4.1. A fixação de metas quantitativas para a
economia circular (reutilização e reciclagem)
está programada para o ciclo de 2027, após
a consolidação de um histórico de 3 anos que
permita monitorizar com rigor os fluxos físicos
de resíduos e recursos.
ESRS E5 E5-4 – Entradas de recursos --
Omissão ao abrigo da salvaguarda do Cap.
2.4.1. A Organização está a densificar o
levantamento detalhado da composição e
origem dos materiais adquiridos, visando o
reporte fidedigno até 2027.
ESRS E5 E5-5 – Saídas de recursos 2.4.12.2
Divulgação parcial (Resíduos). Reporte
quantitativo de resíduos operacionais,
omitindo-se o detalhe técnico de materiais em
produtos vendidos ao abrigo da salvaguarda do
Cap. 2.4.1.
ESRS S1 S1-1 – Políticas relacionadas com a mão de obra própria 2.4.13.1 2.4.13.2 --
ESRS S1
S1-2 – Diálogo com a mão de obra própria e com os
representantes dos trabalhadores, existência de canais para a
mão de obra própria expressar preocupações ou necessidades e
abordagens de reparação
2.4.9 --

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02. Relatório Consolidado de Gestão
Relatório e Contas 2025
59
Norma Requisito de Divulgação
Localização
no Relatório
(Capítulo/
Secção)
Observações
ESRS S1 S1-3 – Ações e recursos relacionados com a mão de obra própria 2.4.13.1 --
ESRS S1 S1-4 – Metas relacionadas com a mão de obra própria --
Omissão ao abrigo da salvaguarda do Cap.
2.4.1. A definição de metas está programada
para 2027. A eficácia das políticas é
monitorizada através do Estudo de Clima
Organizacional e do Plano para a Igualdade de
Género.
ESRS S1
S1-5 – Características dos trabalhadores assalariados da
empresa
2.4.13.1 --
ESRS S1
S1-6 – Características dos trabalhadores não assalariados na
mão de obra própria da empresa
2.4.13.1 --
ESRS S1 S1-7 – Cobertura por negociação coletiva e diálogo social 2.4.13.1 --
ESRS S1 S1-8 – Métricas de diversidade 2.4.13.1 --
ESRS S1 S1-9 – Salários adequados 2.4.13.1 --
ESRS S1 S1-10 – Proteção social 2.4.13.1 --
ESRS S1 S1-11 – Pessoas com deficiência 2.4.13.1 --
ESRS S1
S1-12 – Métricas de formação e desenvolvimento de
competências
2.4.13.1 --
ESRS S1 S1-13 – Métricas de saúde e segurança 2.4.13.1 --
ESRS S1
S1-14 – Métricas de equilíbrio entre a vida profissional e a vida
privada
2.4.13.1 --
ESRS S1 S1-15 – Métricas de remuneração 2.4.13.1 --
ESRS S1
S1-16 – Incidentes de discriminação e outros incidentes de
direitos humanos
2.4.13.1 --
ESRS S3 S3-1 – Políticas relacionadas com as comunidades afetadas 2.4.13.3 --
ESRS S3
S3-2 – Diálogo com as comunidades afetadas, existência
de canais para as comunidades afetadas expressarem
preocupações ou necessidades e abordagens de reparação
2.4.9 --
ESRS S3
S3-3 – Ações e recursos relacionados com as comunidades
afetadas
2.4.13.3 --
ESRS S3 S3-4 – Metas relacionadas com as comunidades afetadas --
Omissão ao abrigo da salvaguarda do Cap.
2.4.1. A definição de metas quantitativas está
programada para 2027, após a consolidação
de uma base de dados de 3 anos que permita
medir com rigor o impacto social das ações
descritas no Cap. 2.4.13.3.
ESRS G1 G1-1 – Políticas relacionadas com a conduta empresarial 2.4.14.1 2.4.14.2 --
ESRS G1 G1-2 – Ações relacionadas com a conduta empresarial 2.4.14.1 2.4.14.2 --

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02. Relatório Consolidado de Gestão
Relatório e Contas 2025
60
Norma Requisito de Divulgação
Localização
no Relatório
(Capítulo/
Secção)
Observações
ESRS G1 G1-3 – Metas relacionadas com a conduta empresarial --
Omissão ao abrigo da salvaguarda do Cap.
2.4.1. A eficácia da conduta ética é garantida
pela execução de 95% do Plano Anual de
Compliance e pela monitorização do Plano de
Prevenção da Corrupção. Metas quantitativas
formais previstas para 2027.
ESRS G1 G1-4 – Métricas relacionadas com corrupção ou suborno 2.4.14.1 --
ESRS G1
G1-5 – Métricas relacionadas com influência política, incluindo
atividades de lobby
--
Não se verificaram atividades de lobbying.
Nenhum membro dos órgãos de administração
ou fiscalização ocupou cargos comparáveis na
administração pública nos últimos dois anos.
ESRS G1 G1-6 – Métricas relacionadas com práticas de pagamento 2.4.14.1
A Organização reporta a % de pagamentos em
conformidade com os prazos padrão, omitindo
metas quantitativas ao abrigo da salvaguarda
do Cap. 2.4.1.

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02. Relatório Consolidado de Gestão
Relatório e Contas 2025
61
2.5.
Informação privilegiada
Sumário
Durante o exercício de 2025, foi divulgada pela Sociedade a seguinte informação privilegiada:
● 19-12-2025 | Deliberações da Assembleia Geral Extraordinária
● 28-11-2025 | Divulgação do Calendário Financeiro de 2025
● 29-10-2025 | Divulgação dos Resultados Consolidados do 3º Trimestre de 2025
● 02-10-2025 | Atualização do Calendário Financeiro de 2025
● 04-09-2025 | Divulgação dos Resultados Consolidados do 1º Semestre de 2025
● 21-07-2025 | Atualização do Calendário Financeiro de 2025
● 21-05-2025 | Deliberações da Assembleia Geral Anual
● 21-05-2025 | Divulgação dos Resultados Consolidados do 1º Trimestre de 2025
● 16-04-2025 | Atualização do Calendário Financeiro de 2025
● 03-04-2025 | Divulgação dos Resultados Consolidados de 2024
2.6.
Proposta de aplicação dos resultados
O Conselho de Administração da Glintt Global, S.A., nos termos e para os efeitos do disposto na alínea b) do nº 1 do artigo
376º do Código das Sociedades Comerciais e de acordo com o Relatório de Gestão propõe que ao resultado líquido positivo
da Sociedade no exercício de 2025, no montante de 8.359.368 Euros (contas individuais), seja dada a seguinte aplicação:
● Dividendos – 5 800 000 Euros
● Reserva Legal – 417.968 Euros
● Resultados Retidos de Exercícios Anteriores – 2.141.400 Euros

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02. Relatório Consolidado de Gestão
Relatório e Contas 2025
62
2.7.
Declaração dos responsáveis sobre a
conformidade da informação financeira
apresentada
De acordo com o disposto na alínea c) do nº 1 do artigo 245º do Código dos Valores Mobiliários, os membros do Conselho
de Administração da Glintt Global, S.A. declaram que, tanto quanto é do seu conhecimento, a informação constante do re-
latório de gestão, as contas anuais, a certificação legal de contas e os demais documentos de prestação de contas exigidos
por lei ou regulamento, foram elaborados em conformidade com as normas contabilísticas aplicáveis, dando uma imagem
verdadeira e apropriada do ativo e do passivo, da situação financeira e dos resultados da emitente Glintt Global e das em-
presas incluídas no perímetro da consolidação, e que o relatório de gestão expõe fielmente a evolução dos negócios, do
desempenho e da posição da emitente Glintt Global e das empresas incluídas no perímetro da consolidação, contendo uma
descrição dos principais riscos e incertezas com que se defrontam.
Beloura, 30 de abril de 2026.
Presidente Paulo Jorge Vieira de Almeida Gouveia
Vogal Rahim Sacoor Akbar Ali
Vogal Paula Inês Moreira Dinis
Vogal Diana Amaral Correia Costa da Silva
Vogal Tiago Alexandre Mendes Ramos Bartolomeu
Vogal Joana Rita Pinho Resende
Vogal Maria Margarida Ramalho Bajanca
Vogal Eduardo José Biscaia Antunes
Vogal João Paulo Coelho Cabecinha
Vogal Miguel Nuno da Silva Leocádio
Vogal Luís Santos Esgueva Perez
Vogal Pedro Emanuel Machado de Matos

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02. Relatório Consolidado de Gestão
Relatório e Contas 2025
63
2.8.
Agradecimentos
A Glintt Global agradece aos seus Acionistas e Clientes, a confiança demonstrada durante o ano de 2025. Agradece também
aos seus Parceiros Estratégicos a colaboração prestada no desenvolvimento de projetos comuns, bem como a capacidade
de criação de novos negócios. Agradecemos igualmente a todos os Colaboradores pelo empenho e compromisso manifes-
tados em 2025, em especial no apoio à prossecução das medidas estratégicas definidas, as quais têm sido fundamentais
para que a Glintt Global seja uma líder tecnológica em Portugal e Espanha no setor da Saúde, bem como uma referência em
consultoria tecnológica.
Beloura, 30 de abril de 2026.
O Conselho de Administração
Presidente Paulo Jorge Vieira de Almeida Gouveia
Vogal Rahim Sacoor Akbar Ali
Vogal Paula Inês Moreira Dinis
Vogal Diana Amaral Correia Costa da Silva
Vogal Tiago Alexandre Mendes Ramos Bartolomeu
Vogal Joana Rita Pinho Resende
Vogal Maria Margarida Ramalho Bajanca
Vogal Eduardo José Biscaia Antunes
Vogal João Paulo Coelho Cabecinha
Vogal Miguel Nuno da Silva Leocádio
Vogal Luís Santos Esgueva Perez
Vogal Pedro Emanuel Machado de Matos

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02. Relatório Consolidado de Gestão
Relatório e Contas 2025
64
2.9.
Anexos ao relatório consolidado de
gestão
Ações detidas pelos membros dos órgãos sociais
Participação dos Membros dos Órgãos de Administração e Fiscalização na Sociedade e em Sociedades em relação de do-
mínio ou de grupo (Artigo 447º do Código das Sociedades Comerciais) e Transações de Dirigentes (nº 7 do Artigo 14º do
Regulamento da CMVM).
Conselho de Administração
Nº Títulos
31/dez/24
Nº Títulos
31/dez/25
Aquisições Alienações
Preço
Unit.€
Data
Paulo Jorge Vieira de Almeida Gouveia - - - - - -
Rahim Sacoor Akbar Ali - - - - - -
Paula Inês Moreira Dinis - - - - - -
Diana Amaral Correia Costa da Silva - - - - - -
Rui Manuel Assoreira Raposo - - - - - -
Joana Rita Pinho Resende - - - - - -
Maria Margarida Ramalho Bajanca - - - - - -
Eduardo José Biscaia Antunes - - - - - -
João Paulo Cabecinha - - - - - -
Miguel Nuno da Silva Leocádio - - - - - -
Luís Santos Esgueva Perez - - - - - -
Pedro Emanuel Machado de Matos (b) - - - - - -
Luís Paulo Reis Cocco (a) - - - - - -
Conselho Fiscal
Nº Títulos
31/dez/24
Nº Títulos
31/dez/25
Aquisições Alienações
Preço
Unit.€
Data
Luis Pedro Pinto Caiano Pereira 30 30 - - - -
Luís Filipe Vieira Coradinho Alves - - - - - -
Ana Filipa dos Santos Rosmaninho (a) -
Ana Sofia Salgueiro do Nascimento Ferreira (b) - - - - - -
Lara Marcos Nicolau Saraiva Mendes - - - - - -
(a) À data de cessação de funções – 31 dezembro 2025
(b) À data de início de funções – 01 janeiro 2026

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02. Relatório Consolidado de Gestão
Relatório e Contas 2025
65
Participações qualificadas
Para efeitos da alínea c) do nº 1 do artigo 9º do Regulamento 5/2008 da CMVM, apresenta-se a lista de titulares de participa-
ções qualificadas comunicadas à Sociedade até 31 de dezembro de 2025 e calculadas nos termos do artigo 20º do Código
dos Valores Mobiliários.
Nº DE AÇÕES % CAPITAL % DIREITOS DE VOTO
ASSOCIAÇÃO NACIONAL DAS FARMÁCIAS
Diretamente 0 0 0
Através da Farminveste Investimentos, Participações e Gestão, S.A. 66 443 564 76,4045% 76,4045%
Total Imputável 66 443 564 76,4045% 76,4045%
José Ribeiro Gomes
Diretamente 2 600 000 2,98% 2,98%
Total Imputável 2 600 000 2,98% 2,98%
Total Imputável 69 043 564 79,3845% 79,3845%
Transações de ações próprias
A Glintt Global mantém as ações próprias adquiridas em dezembro de 2022 - 2.868 ações ao preço médio de 0,226€.

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03. Governo da Sociedade
Relatório e Contas 2025

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03. Governo da Sociedade
Relatório e Contas 2025
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Relatório do governo societário 2025
GLINTT GLOBAL, S.A.
Sociedade aberta
Advertências:
● Salvo indicação em contrário ou quando do contexto resulte diferentemente, as informações são prestadas por referên-
cia ao último dia do exercício económico a que o relatório diz respeito, ou seja, a 31 de dezembro de 2025;
● Consideram-se feitas para o Código dos Valores Mobiliários todas as referências a artigos sem indicação do respetivo
diploma legal.
Parte I
Informação obrigatória sobre estrutura acionista,
organização e governo da sociedade
A. Estrutura acionista
I. Estrutura de capital
1. Estrutura de capital (capital social, número de ações, distribuição do capital pelos acionistas, etc.), incluindo indi-
cação das ações não admitidas à negociação, diferentes categorias de ações, direitos e deveres inerentes às mesmas
e percentagem de capital que cada categoria representa (Art.º. 245.º-A, n.º 1, al. a)).
O capital social da Glintt é de € 60.874.007,60, sendo composto por 86.962.868 ações, todas da mesma categoria, com o
valor nominal de € 0,70, e encontrando-se totalmente disperso em bolsa, na Euronext Lisbon.
2. Restrições à transmissibilidade das ações, tais como cláusulas de consentimento para a alienação ou limitações à
titularidade de ações (art. 245.º-A, n.º 1, al. b)).
Não existem restrições à transmissibilidade das ações.
3. Número de ações próprias, percentagem de capital social correspondente e percentagem de direitos de voto a que
corresponderiam as ações próprias (art. 245.º-A, n.º 1, al. a)).
A Glintt Global tem 2.868 ações próprias, a que corresponde 0,033% do capital social e igual percentagem de direitos de
voto.

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03. Governo da Sociedade
Relatório e Contas 2025
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4. Acordos significativos de que a sociedade seja parte e que entrem em vigor, sejam alterados ou cessem em caso de
mudança de controlo da sociedade na sequência de uma oferta pública de aquisição, bem como os efeitos respetivos,
salvo se, pela sua natureza, a divulgação dos mesmos for seriamente prejudicial para a sociedade, exceto se a socie-
dade for especificamente obrigada a divulgar essas informações por força de outros imperativos legais (art. 245.º-A,
n.º 1, al. j)).
A Glintt Global não é parte em acordos que refiram a mudança de controlo na sequência de uma oferta pública de aquisição.
5. Regime a que se encontre sujeita a renovação ou revogação de medidas defensivas, em particular aquelas que
prevejam a limitação do número de votos suscetíveis de detenção ou de exercício por um único acionista, de forma
individual ou em concertação com outros acionistas.
Na Glintt Global não existem medidas defensivas, bem como não existe qualquer regime para a sua renovação ou revoga-
ção, caso existissem.
6. Acordos parassociais que sejam do conhecimento da sociedade e possam conduzir a restrições em matéria de
transmissão de valores mobiliários ou de direitos de voto (art. 245.º-A, n.º 1, al. g)).
A Glintt Global não tem conhecimento de acordos parassociais.
II. Participações sociais e obrigações detidas
7. Identificação das pessoas singulares ou coletivas que, direta ou indiretamente, são titulares de participações qua-
lificadas (art. 245.º-A, n.º 1, als. c) e d) e art. 16.º), com indicação detalhada da percentagem de capital e de votos
imputável e da fonte e causas de imputação.
Nº DE AÇÕES % CAPITAL % DIREITOS DE VOTO
ASSOCIAÇÃO NACIONAL DAS FARMÁCIAS
Diretamente 0 0 0
Através da Farminveste Investimentos, Participações e Gestão, S.A. 66 443 564 76,4045% 76,4045%
Total Imputável 66 443 564 76,4045% 76,4045%
José Ribeiro Gomes
Diretamente 2 600 000 2,98% 2,98%
Total Imputável 2 600 000 2,98% 2,98%
Total Imputável 69 043 564 79,3845% 79,3845%
8. Indicação sobre o número de ações e obrigações detidas por membros dos órgãos de administração e de fiscalização.
Participação dos Membros dos Órgãos de Administração e Fiscalização na Sociedade e em Sociedades em relação de do-
mínio ou de grupo (artigo 447.º do Código das Sociedades Comerciais) e Transações de Dirigentes (n.º 7 do artigo 14.º do
Regulamento da CMVM).

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03. Governo da Sociedade
Relatório e Contas 2025
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Conselho de Administração
Nº Títulos
31/dez/24
Nº Títulos
31/dez/25
Aquisições Alienações
Preço
Unit.€
Data
Paulo Jorge Vieira de Almeida Gouveia - - - - - -
Rahim Sacoor Akbar Ali - - - - - -
Paula Inês Moreira Dinis - - - - - -
Diana Amaral Correia Costa da Silva - - - - - -
Rui Manuel Assoreira Raposo - - - - - -
Joana Rita Pinho Resende - - - - - -
Maria Margarida Ramalho Bajanca - - - - - -
Eduardo José Biscaia Antunes - - - - - -
João Paulo Cabecinha - - - - - -
Miguel Nuno da Silva Leocádio - - - - - -
Luís Santos Esgueva Perez - - - - - -
Pedro Emanuel Machado de Matos (b) - - - - - -
Luís Paulo Reis Cocco (a) - - - - - -
Conselho Fiscal
Nº Títulos
31/dez/24
Nº Títulos
31/dez/25
Aquisições Alienações
Preço
Unit.€
Data
Luis Pedro Pinto Caiano Pereira 30 30 - - - -
Luís Filipe Vieira Coradinho Alves - - - - - -
Ana Filipa dos Santos Rosmaninho (a) -
Ana Sofia Salgueiro do Nascimento Ferreira (b) - - - - - -
Lara Marcos Nicolau Saraiva Mendes - - - - - -
(a) À data de cessação de funções – 31 dezembro 2025
(b) À data de início de funções – 01 janeiro 2026
9. Poderes especiais do órgão de administração, nomeadamente no que respeita a deliberações de aumento do capi-
tal (art. 245.º-A, n.º 1, al. i)), com indicação, quanto a estas, da data em que lhe foram atribuídos, prazo até ao qual
aquela competência pode ser exercida, limite quantitativo máximo do aumento do capital social, montante já emitido
ao abrigo da atribuição de poderes e modo de concretização dos poderes atribuídos.
Nos termos do n.º 2 do artigo 4.º dos Estatutos, o Conselho de Administração poderá, quando o julgar conveniente e obtido
o parecer favorável do Conselho Fiscal, aumentar o capital social da sociedade por entradas em dinheiro, por uma ou mais
vezes, até ao limite máximo global de € 10.000.000.
Porém, durante o exercício de 2025, o Conselho de Administração não entendeu ser necessário aumentar o capital social,
pelo que não solicitou qualquer parecer ao Conselho Fiscal para o efeito.
10. Informação sobre a existência de relações significativas de natureza comercial entre os titulares de participações
qualificadas e a sociedade.
As relações de natureza comercial entre os titulares de participações qualificadas e a sociedade são as que se divulgam no
ponto 92.

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03. Governo da Sociedade
Relatório e Contas 2025
71
B. Órgãos sociais e comissões
I. Assembleia geral
A) Composição da mesa da assembleia geral*
*ao longo do ano de referência
11. Identificação e cargo dos membros da mesa da assembleia geral e respetivo mandato (início e fim).
A Mesa da Assembleia Geral da Glintt é constituída por um Presidente e um Secretário:
● Célia Jaquelina da Câmara Leme Vieira de Freitas (Presidente);
● Rita Dinis Carvalha (Secretária).
A Presidente da Mesa da Assembleia Geral foi eleita a 10 de janeiro de 2023 para um mandato de 3 anos, 2023/2025.
A Secretária da Mesa da Assembleia Geral foi eleita a 10 de janeiro de 2023 para o período remanescente do mandato em
curso de 2023/2025.
Através da coordenação da Secretário da Sociedade, Daniela Gomes Ferreira Mendes Gago, a Glintt Global disponibiliza à
Presidente da Mesa da Assembleia Geral todos os recursos humanos e logísticos de apoio, por esta considerados adequa-
dos ao desempenho independente e competente das suas funções e às respetivas necessidades.
B) Exercício do direito de voto
12. Eventuais restrições em matéria de direito de voto, tais como limitações ao exercício do voto dependente da titu-
laridade de um número ou percentagem de ações, prazos impostos para o exercício do direito de voto ou sistemas de
destaque de direitos de conteúdo patrimonial (Art. 245.º-A, n.º 1, al. f)).
Na Glintt Global, não existem restrições em matéria de direito de voto. A cada ação corresponde um voto.
Nos termos regulados pelos Estatutos da Sociedade, o direito de voto pode ser exercido por correspondência postal ou eletrónica
e pode abranger todas as matérias constantes da convocatória. O exercício de voto por qualquer destas vias deve ser efetuado
nos termos e prazos e pelos mecanismos detalhadamente fixados na convocatória de modo a incentivar a participação acionista.
Não foi adotada qualquer medida que tivesse por efeito exigir pagamentos ou a assunção de encargos pela Sociedade, em caso
de transição de controlo ou de mudança da composição do órgão de administração, e que se afigurem suscetíveis de prejudicar a
livre transmissibilidade das ações e a livre apreciação pelos acionistas do desempenho dos titulares do órgão de administração.
13. Indicação da percentagem máxima dos direitos de voto que podem ser exercidos por um único acionista ou por
acionistas que com aquele se encontrem em alguma das relações do n.º 1 do art. 20.º.
100%.
14. Identificação das deliberações acionistas que, por imposição estatutária, só podem ser tomadas com maioria qua-
lificada, para além das legalmente previstas, e indicação dessas maiorias.
Para além das legalmente previstas, não existem deliberações acionistas que, por imposição estatutária, só possam ser
tomadas com maioria qualificada.

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03. Governo da Sociedade
Relatório e Contas 2025
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II. Administração e supervisão
a) Composição*
*ao longo do ano de referência
15. Identificação do modelo de governo adotado.
A Glintt Global é governada por um Conselho de Administração, que delegou a gestão corrente da Sociedade numa Comis-
são Executiva.
16. Regras estatutárias sobre requisitos procedimentais e materiais aplicáveis à nomeação e substituição dos mem-
bros do Conselho de Administração (art. 245.º-A, n.º 1, al. h)).
Não existem regras estatutárias sobre requisitos procedimentais e materiais aplicáveis à nomeação e substituição dos
membros do Conselho de Administração.
17. Composição do Conselho de Administração, com indicação do número estatutário mínimo e máximo de membros,
duração estatutária do mandato, número de membros efetivos, data da primeira designação e data do termo de man-
dato de cada membro.
Nos termos dos Estatutos da Glintt Global, a Sociedade é administrada por um Conselho de Administração composto por
um número, par ou ímpar, de membros, no mínimo de dois e no máximo de doze, conforme deliberação dos acionistas que
designará igualmente o respetivo Presidente.
Os membros do Conselho de Administração podem ser acionistas ou não e são eleitos por períodos de três anos, sendo
permitida a sua reeleição por triénios sucessivos, sem qualquer limitação.
A Sociedade tem presente o princípio de que a seleção dos membros do Conselho de Administração deve obedecer a um
processo de seleção eficiente e objetivo, que avalia a adequação dos candidatos, tendo em conta a sua experiência profis-
sional, diversidade de conhecimentos e de género, as competências legais e estatutárias deste órgão social e as especifici-
dades do negócio da Sociedade.
O Conselho de Administração da Glintt Global era composto pelos seguintes doze membros efetivos, nos seguintes termos:
● Presidente Paulo Jorge Vieira de Almeida Gouveia
● Vogal Rahim Sacoor Akbar Ali
● Vogal Paula Inês Moreira Dinis
● Vogal Diana Amaral Correia Costa da Silva
● Vogal Rui Manuel Assoreira Raposo
● Vogal Joana Rita Pinho Resende
● Vogal Maria Margarida Ramalho Bajanca
● Vogal Luís Paulo Reis Cocco
● Vogal João Paulo Coelho Cabecinha
● Vogal Eduardo José Biscaia Antunes
● Vogal Luís Santos Esgueva Perez
● Vogal Miguel Nuno da Silva Leocádio

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03. Governo da Sociedade
Relatório e Contas 2025
73
Foi a seguinte a data da primeira designação de cada um dos membros do Conselho de Administração que exerceram fun-
ções ao longo do ano de 2025:
● Presidente Paulo Jorge Vieira de Almeida Gouveia: 2023-01-10
● Vogal Rahim Sacoor Akbar Ali: 2023-01-10
● Vogal Paula Inês Moreira Dinis: 2023-01-10
● Vogal Diana Amaral Correia Costa da Silva: 2023-01-10
● Vogal Rui Manuel Assoreira Raposo: 2021-11-27, com efeitos 2022-01-01
● Vogal Joana Rita Pinho Resende: 2023-01-10
● Vogal Maria Margarida Ramalho Bajanca: 2023-01-10
● Vogal Luís Paulo Reis Cocco: 2011-01-21
● Vogal João Paulo Coelho Cabecinha: 2017-05-24
● Vogal Eduardo José Biscaia Antunes: 2023-01-10
● Vogal Luís Santos Esgueva Perez: 2023-01-10
● Vogal Miguel Nuno da Silva Leocádio: 2023-01-10
18. Distinção dos membros executivos e não executivos do Conselho de Administração e, relativamente aos membros
não executivos, identificação dos membros que podem ser considerados independentes.
18.1. A independência dos membros do Conselho Geral e de Supervisão e dos membros da Comissão de Auditoria afere-se
nos termos da legislação vigente e, quanto aos demais membros do Conselho de Administração, considera-se independente
quem não esteja associado a qualquer grupo de interesses específicos na sociedade nem se encontre em alguma circunstân-
cia suscetível de afetar a sua isenção de análise ou de decisão, nomeadamente em virtude de:
a. Ter sido colaborador da sociedade ou de sociedade que com ela se encontre em relação de domínio ou de grupo, nos últi-
mos três anos;
b. Ter, nos últimos três anos, prestado serviços ou estabelecido relação comercial significativa com a sociedade ou com so-
ciedade que com esta se encontre em relação de domínio ou de grupo, seja de forma direta ou enquanto sócio, administrador,
gerente ou dirigente de pessoa coletiva;
c. Ser beneficiário de remuneração paga pela sociedade ou por sociedade que com ela se encontre em relação de domínio ou
de grupo, além da remuneração decorrente do exercício das funções de administrador;
d. Viver em união de facto ou ser cônjuge, parente ou afim na linha reta e até ao 3.º grau, inclusive, na linha colateral, de
administradores ou de pessoas singulares titulares direta ou indiretamente de participação qualificada;
e. Ser titular de participação qualificada ou representante de um acionista titular de participação qualificada.

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03. Governo da Sociedade
Relatório e Contas 2025
74
No Conselho de Administração da Sociedade, a 31 de dezembro de 2025, estavam em funções:
● Cinco membros executivos:
● Vogal Luís Paulo Reis Cocco (Presidente da Comissão Executiva)
● Vogal João Paulo Coelho Cabecinha
● Vogal Eduardo José Biscaia Antunes
● Vogal Miguel Nuno da Silva Leocádio
● Vogal Luís Santos Esgueva Perez
● Sete membros não executivos:
● Presidente Paulo Jorge Vieira de Almeida Gouveia
● Vogal Rahim Sacoor Akbar Ali
● Vogal Paula Inês Moreira Dinis
● Vogal Diana Amaral Correia Costa da Silva
● Vogal Rui Manuel Assoreira Raposo
● Vogal Joana Rita Pinho Resende
● Vogal Maria Margarida Ramalho Bajanca
19. Qualificações profissionais e outros elementos curriculares relevantes de cada um dos membros do Conselho de
Administração.
PAULO JORGE VIEIRA DE ALMEIDA GOUVEIA
● Qualificações Profissionais:
● Licenciatura em Ciências Farmacêuticas pela Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra (1999)
● Pós-Graduação em Gestão Empresarial pelo INDEG/ISCTE (2005)
● Pós-Graduação em Pharmacy and Health Leadership pela Nova School of Business (2019)
● Leadership of Boards - Corporate Governance (2022)
● Percurso Profissional:
● Gerente de duas farmácias, sendo Diretor-Técnico de uma delas (Algarve)
● Delegado de Círculo da ANF entre 2013 e 2021
● Secretário da Assembleia Geral da Farmacoope - Cooperativa Nacional das Farmácias, C.R.L.
● Membro da Direção da Associação Nacional das Farmácias, com os Pelouros da Área Empresarial e da Área Finan-
ceira, desde 2021.
● Desde 2023 assume funções de Presidente do Conselho de Administração da Glintt Global, S.A.
● Desde 2021 assume funções de secretário da Mesa da Assembleia Geral da Farmacoope – Cooperativa Nacional
das Farmácias CRL.

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03. Governo da Sociedade
Relatório e Contas 2025
75
RAHIM SACOOR AKBAR ALI
● Qualificações profissionais:
● Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas na Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa (FFUL) (2011).
● Mestrado em Gestão na London Business School (2012).
● Advanced Management Program na Kellogg School of Management - Northwestern University e na Católica Lisbon
School of Business & Economics (2024).
● Percurso Profissional:
● Farmacêutico, proprietário de uma Farmácia e coproprietário de duas Farmácias
● Entre 2013 e 2015: Senior Associate Consultant na Bain & Company, no Brasil. Participação em projetos de de-
finição de estratégia corporativa e de crescimento de unidade de negócios, melhoria de supply chain, desenho
organizacional e otimização de operações de serviços e extração de valor, em áreas como a indústria farmacêutica,
a banca e o agronegócio.
● Membro da Direção da Associação Nacional das Farmácias, desde junho de 2021, com os Pelouros da Área Empre-
sarial e da Área Financeira.
PAULA INÊS MOREIRA DINIS
● Qualificações Profissionais:
● Licenciatura em Ciências Farmacêuticas, pela Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra, desde 1991.
● Percurso Profissional:
● Proprietária Farmácia Alva (Côja)
● Proprietária Farmácia Afonso (Avô).
● Sócia-gerente Paula Inês Moreira Dinis, Lda.
● Vice-presidente da Câmara Municipal de Arganil e Vereadora com competências delegadas na área da Saúde, desde 2009.
● Vice-presidente da Associação Nacional de Farmácias, desde junho de 2021, e Presidente da Direção da Associa-
ção Dignitude.
● Vice-presidente da Assembleia Geral da Farmacoope - Cooperativa Nacional das Farmácias, C.R.L.
● Vice-presidente da Assembleia Geral da Plural – Cooperativa Farmacêutica, C.R.L.
● Foi delegada do Círculo da Estrutura Associativa da Associação Nacional das Farmácias e membro da Direção da
Delegação Centro.
DIANA AMARAL CORREIA COSTA DA SILVA
● Qualificações Profissionais:
● Licenciada em Ciências Farmacêuticas pela Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto

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03. Governo da Sociedade
Relatório e Contas 2025
76
● Percurso Profissional:
● Proprietária e Diretora-Técnica de uma farmácia em Braga.
● Entre 2001 e 2015 desempenhou funções de Farmacêutica Adjunta e Diretora Técnica em 3 farmácias.
● Membro da Direção da Associação Nacional das Farmácias, com os Pelouros da Comunicação e Farmácias, desde 2021.
● É Secretária da Assembleia Geral da Farmacoope - Cooperativa Nacional das Farmácias, C.R.L.
● É, desde 2022, membro do Conselho de Administração do Infosaúde – Instituto de Formação e Inovação em Saúde, S.A.
RUI MANUEL ASSOREIRA RAPOSO
● Qualificações profissionais:
● Licenciado em Farmácia, no ano de 1982, pela Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto, com a Especiali-
dade em Indústria Farmacêutica, pela Ordem dos Farmacêuticos em Portugal. Formação Pós-Graduada em Gestão,
Liderança e Estratégia pelo IMD Lausanne/Suíça e pela AESE Business School/Portugal.
● Percurso profissional nos últimos 5 anos:
● Administrador da Hmr Health Market Research International, S.A., desde 2023
● Presidente do Conselho de Administração da Alloga Logifarma, S.A., desde 2022
● Gerente da Hmr - Health Market Research Portugal, Unipessoal, Lda., desde 2022
● Administrador da Farminveste - Investimentos, Participações e Gestão, S.A., desde 2021
● Diretor Executivo da Associação Nacional das Farmácias até 2021
● Administrador da Farminveste - S.G.P.S., S.A., desde 2021
● Chief Operations Officer da Health Market Research, entre 2019 e 2021
● Administrador da Alliance Healthcare, S.A., desde 2019
● Administrador Executivo da José de Mello Saúde, S.A., entre 1998 a 2019, tendo sido CEO e Administrador das
principais Unidades Hospitalares privadas e públicas em Portugal
● Administrador da SPSI – Sociedade Portuguesa de Serviços de Apoio e Assistência a idosos S.A.;
● Membro do Conselho Fiscal da CUF S.A. e da CUF SGPS S.A.
JOANA RITA PINHO RESENDE
● Qualificações Profissionais:
● Concluiu o Título de Agregado em Provas de agregação em Economia em 2018 pela Universidade do Porto Facul-
dade de Economia.
● Doutoramento em Economia em 2009 pela Université Catholique de Louvain - Center for Operations Research and
Econometrics e pela Universidade do Porto (Joint Degree).
● Licenciatura em Economia em 2004 pela Universidade do Porto - Faculdade de Economia.

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03. Governo da Sociedade
Relatório e Contas 2025
77
● Percurso Profissional:
● Vice-Reitora da Universidade do Porto com os Pelouros do Empreendedorismo, Valorização do Conhecimento e
Planeamento Estratégico desde 2022.
● Presidente da UPTEC – Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto desde 2021.
● Responsável, desde 2021, pela coordenação da participação da Universidade do Porto European University Allian-
ce for Global Health, com assento do Conselho Executivo da aliança (assegurando a presidência deste órgão em
2025).
● Professora Catedrática da Faculdade de Economia do Porto desde 2023.
● Pró-Reitora na Universidade do Porto ente 2018-2022.
● Investigadora no CEFUP - Centro de Economia e Finanças da Universidade do Porto, (com funções de Research
Director entre 2017-2021).
● Member of the Scientific Committee of the PhD Programme in Economics na Universidade do Porto até 2022.
● Na qualidade de Vice-Reitora da Universidade do Porto, é Membro do Conselho Geral do INESC TEC - Instituto de
Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (desde 2020) e Membro do Conselho de Adminis-
tração do CeNTI – Centro de Nanotecnologia e Materiais Técnicos, Funcionais e Inteligente (desde 2025), tendo
presidido à Assembleia Geral deste Centro entre 2018 e 2024. É Membro não executivo do Conselho de Adminis-
tração da Fundação da Juventude.
● É Membro do External Advisory Board do Interuniversitary Research Center of Galiza Economic and Business Ad-
ministration for Society (ECOBAS).
● Entre 2020 e 2022, exerceu funções de vogal da Direcção da UPTEC - Parque de Ciência e Tecnologia da Universi-
dade do Porto.
● É Investigadora no CEFUP - Centro de Economia e Finanças da Universidade do Porto, tendo assumindo o papel de
Research Director, entre 2017 e 2020. Colabora na rede de peritos da empresa Lisbon Economics, participando em
equipas de peritos dedicadas a investigação aplicada nas áreas da economia digital.
MARIA MARGARIDA RAMALHO BAJANCA
● Qualificações Profissionais:
● Licenciada em Economia pela Nova School of Business and Economics em 1989.
● Várias Pós-Graduações na área da Gestão Executiva, Marketing, Coaching e Planeamento.
● A frequentar o programa de doutoramento em Administração Pública, vertente de Políticas Públicas (2024-2027)
no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP).
● Percurso Profissional:
● Durante 22 anos integrou a Deloitte como responsável pelas áreas do Setor Público e Saúde em Portugal e Angola.
● Foi responsável pela liderança da área de Public Sector Technology na European and Middle-East Area.
● Em 2018 fundou a New Angle, empresa consultora de referência em Portugal nas áreas da Saúde e do Setor Público.
● Sócia da sociedade Outubro Rupestre, Lda. desde 2024.
● Presidente da Associação PWF Portugal que apoia jovens africanos a estudar em Portugal.

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03. Governo da Sociedade
Relatório e Contas 2025
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LUÍS PAULO REIS COCCO
● Qualificações profissionais:
● Licenciatura em Administração e Gestão de Empresas, pela Universidade Católica Portuguesa de Lisboa. Master em
Business Administration, pela Harvard Business School, EUA.
● Percurso profissional nos últimos 5 anos:
● Administrador Executivo da Glintt Global S.A. entre 2011 e 2021.
● Presidente da Comissão Executiva da Glintt Global S.A. de 2022 a 2025.
JOÃO PAULO COELHO CABECINHA
● Qualificações profissionais:
● Licenciado em Engenharia Eletrotécnica e de Computadores pelo Instituto Superior Técnico (IST). MBA pelo ISC-
TE – Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa. Exponential Innovation in Medicine - Singularity
University.
● Percurso profissional nos últimos 5 anos:
● Administrador Executivo da Glintt Global, desde 2016.
● Membro do Conselho Geral e de Supervisão da Vortal SGPS, entre 2011 e 2016.
● Administrador da PT Sistemas de Informação, entre 2011 e 2014.
● Membro do Conselho de Gerência da Infonet Portugal, entre 2011 e 2014.
● Liderou o processo de transformação do segmento Corporativo da Oi - operador de telecomunicações Brasileiro
entre 2011-2015 e a estruturação do negócio B2B em várias Operadoras Internacionais, nomeadamente CTM
(Macau) e CVT (Cabo Verde).
● Ocupou diferentes posições de Direção no Grupo Portugal Telecom (posteriormente, Altice Portugal)
● Membro do Conselho de Gerência da Infonet Portugal, entre 2011 e 2014.
● Foi Senior Manager na AD Little na prática de TIME (Telecommunications, Information, Media and Electronics).
● Administrador da Sensing Evolution S.A., durante o período de 8 novembro de 2021 a 23 agosto de 2022.
EDUARDO JOSÉ BISCAIA ANTUNES
● Qualificações Profissionais:
● Formação Académica, em Licenciatura em Informática, pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.
● Formação em Informática, Carreira de Tecnologias de Informação, pela Escola de Formação de Oficiais da Força
Aérea Portuguesa.
● Percurso Profissional:
● Com uma experiência profissional superior a 30 anos na área das Tecnologias de Informação.
● Iniciou a sua carreira na Força Aérea Portuguesa, como Oficial, na área dos Sistemas de Informação, passando pela
Academia da Força Aérea, Base das Lajes, entre outras.

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03. Governo da Sociedade
Relatório e Contas 2025
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● Em 2000, ingressou na consultora Andersen Consulting (mais tarde Accenture) tendo assumido funções de con-
sultoria e de direção e onde foi responsável por diversos projetos de transformação digital, em setores como a
Modernização Administrativa ou Justiça, entre outros.
● Em 2013, assumiu na Glintt a Direção da Unidade de Consultoria em Saúde e, mais tarde, a Direção da Unidade de
Consultoria em TI.
● Entre 2018 e 2022, durante 5 anos, fez parte da Comissão Executiva da Microsoft Portugal, onde assumiu a Direção Executiva
da unidade de Serviços e Consultoria e, mais tarde, a Direção Executiva da unidade de Sector Público, Saúde e Educação.
● Membro da Direção do Health Cluster Portugal.
● Desde 2023, é Administrador Executivo da Glintt Global, S.A..
MIGUEL NUNO DA SILVA LEOCÁDIO
● Qualificações Profissionais:
● Licenciado em Engenharia e Gestão Industrial pelo Instituto Superior Técnico (1997).
● Mestre em Engenharia e Gestão de Tecnologia pelo Instituto Superior Técnico (2004).
● Percurso Profissional:
● Entre 2018-2019, foi Associate Executive na NOVABASE, liderando o negócio nas indústrias da Administração Pública,
Transportes e Energia em Portugal e Reino Unido, responsável pelo P&L, gestão de contas e equipas comerciais.
● Em 2020, assumiu as funções de Associate Executive na Axians Portugal (Vinci Energies), responsável pelo P&L e equipa
comercial em Portugal e Reino Unido, para todo o negócio da área de Consultoria.
● Em 2021-2022, passou a Diretor Executivo na Axians Portugal (Vinci Energies), responsável pelo perímetro Administra-
ção Pública, Saúde e Transportes na área Digital Consulting.
● É Vice-presidente da Associação Portugal Agora, uma plataforma da sociedade civil e think tank, para pensar e mobilizar
propostas para o desenvolvimento económico e social do país.
● Desde 2023, é Administrador Executivo da Glintt Global, S.A.
LUÍS SANTOS ESGUEVA PEREZ
● Qualificações Profissionais:
● Licenciado em Direito pela CEU University.
● Mestrado em Economia na Universiteit van Amsterdam.
● Executive Masters em General Management pela IESE Business School , em Madrid e pela IMD Lausanne.
● Percurso Profissional:
● General Manager da Divisão Internacional e como Business Development And Innovation Director no COFARES Group.
● Desempenhou ainda funções de gestão de topo na Hemsleyfraser/Demos Group e no Addeco Group.
● Country Manager Spain na Glintt desde o início de 2022.
● Desde 2023, é Administrador Executivo da Glintt Global, S.A.

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Relatório e Contas 2025
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20. Relações familiares, profissionais ou comerciais, habituais e significativas, dos membros do Conselho de Adminis-
tração com acionistas a quem seja imputável participação qualificada superior a 2% dos direitos de voto.
● Vogal Paulo Jorge Vieira de Almeida Gouveia
Membro da Direção da Associação Nacional das Farmácias
● Vogal Rahim Sacoor Akbar Ali
Membro da Direção da Associação Nacional das Farmácias
● Vogal Paula Inês Moreira Dinis
Vice Presidente da Associação Nacional das Farmácias
● Vogal Diana Amaral Correia Costa da Silva
Membro da Direção da Associação Nacional das Farmácias
● Vogal Rui Manuel Assoreira Raposo
Administrador da Farminveste - Investimentos, Participações e Gestão, S.A. Administrador da Hmr Health Market Research
International, S.A.
Gerente da Hmr - Health Market Research Portugal, Unipessoal, Lda. Administrador da Farminveste - S.G.P.S., S.A.
Administrador da Alliance Healthcare, S.A.
Presidente do Conselho de Administração da Alloga Logifarma, S.A.
● Vogal Joana Rita Pinho Resende
Nada a registar
● Vogal Maria Margarida Ramalho Bajanca
Nada a registar
● Vogal Luís Paulo Reis Cocco
Nada a registar
● Vogal João Paulo Coelho Cabecinha
Nada a registar
● Vogal Eduardo José Biscaia Antunes
Nada a registar
● Vogal Miguel Nuno da Silva Leocádio
Nada a registar
● Vogal Luís Santos Esgueva Perez
Nada a registar

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21. Organogramas ou mapas funcionais relativos à repartição de competências entre os vários órgãos sociais, comis-
sões e/ou departamentos da sociedade, incluindo informação sobre delegações de competências, em particular no
que se refere à delegação da administração quotidiana da sociedade.
CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
SECRETÁRIO DA SOCIEDADE
COMISSÃO EXECUTIVA
ASSEMBLEIA GERAL
COMISSÃO DE VENCIMENTOS R.O.C. CONSELHO FISCAL
b) Funcionamento
22. Existência e local onde podem ser consultados os regulamentos de funcionamento do Conselho de Administração.
O Conselho de Administração da Glintt tem um regulamento de funcionamento, que pode ser consultado no site da Sociedade.
https://www.glinttglobal.com/governo-da-sociedade/
Em linha com as recomendações e boas práticas adotadas pela Sociedade, o Regulamento do Conselho de Administração
regula, designadamente, o exercício das atribuições, a presidência, a periodicidade de reuniões, o funcionamento e o qua-
dro de deveres dos membros deste órgão.
Nos termos do Regulamento do Conselho de Administração da Sociedade, no exercício dos respetivos deveres e funções, os
Administradores obterão informação sobre o curso da atividade da Sociedade, solicitando a informação em cada momento
necessária ou conveniente para o bom desempenho do seu cargo e para melhor prossecução do interesse social.
Salvo em situações de carácter urgente, os Administradores que, conjunta ou isoladamente, incluindo Administradores
Não-Executivos, pretendam aceder a informação incluída no âmbito dos poderes delegados na Comissão Executiva, pode-
rão solicitá-la diretamente ao Presidente da mesma ou ao Presidente do Conselho de Administração.

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03. Governo da Sociedade
Relatório e Contas 2025
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23. Número de reuniões realizadas e grau de assiduidade de cada membro do Conselho de Administração às reuniões
realizadas.
O Conselho de Administração realizou 7 (sete) reuniões em 2025, com a seguinte assiduidade:
Conselho de Administração
Assiduidade às reuniões do
Conselho de Administração
Paulo Jorge Vieira de Almeida Gouveia Presidente 7 P
Rahim Sacoor Akbar Ali Vogal 6 P e 1 PR
Paula Inês Moreira Dinis Vogal 3 P e 4 PR
Diana Amaral Correia Costa da Silva Vogal 3 P 4 PR
Rui Manuel Assoreira Raposo Vogal 7 P
Joana Rita Pinho Resende Vogal 7 P
Maria Margarida Ramalho Bajanca Vogal 7 P
Luís Paulo Reis Cocco Vogal 7 P
João Paulo Coelho Cabecinha Vogal 7 P
Eduardo José Biscaia Antunes Vogal 7 P
Miguel Nuno da Silva Leocádio Vogal 7 P
Luís Santos Esgueva Perez Vogal 7 P
P – Presencial PR – Por Representação A – Ausente
24. Indicação dos órgãos da sociedade competentes para realizar a avaliação de desempenho dos administradores
executivos.
O Conselho de Administração assegura uma competente e independente avaliação do desempenho dos Administradores
Executivos e do seu próprio desempenho global.
O desempenho do Conselho de Administração é avaliado pelos Acionistas a todo o tempo e também, nomeadamente, quan-
do reunidos na Assembleia Geral Anual.
Deste modo, e atendendo igualmente à dimensão da Sociedade, bem como à escassez dos recursos postos pelos Acionistas
à sua disposição, a Glintt Global entende que não se mostra necessária nem prioritária a criação adicional de comissões
destinadas especificamente à avaliação dos Administradores Executivos.
Para além de efetuarem a referida avaliação dos Administradores Executivos, o Conselho de Administração, a Comissão
Executiva e também os Acionistas reunidos em Assembleia Geral refletem sobre o sistema, a estrutura e as práticas de
governo adotadas, verificando a sua eficácia e, se necessário, propondo aos órgãos competentes as medidas a executar
tendo em vista a sua melhoria. Deste modo, e atendendo igualmente à dimensão da Sociedade, bem como à escassez dos
recursos postos pelos Acionistas à sua disposição, a Glintt entende que não se mostra necessária nem prioritária a criação
adicional de comissões destinadas especificamente a refletir sobre a estrutura e as práticas de governo adotadas.
25. Critérios pré-determinados para a avaliação de desempenho dos administradores executivos.
O cumprimento dos objetivos fixados no orçamento anual aprovado pelo Conselho de Administração.

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Relatório e Contas 2025
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26. Disponibilidade de cada um dos membros do Conselho de Administração, com indicação dos cargos exercidos em
simultâneo em outras empresas, dentro e fora do grupo, e outras atividades relevantes exercidas pelos membros da-
queles órgãos no decurso do exercício.
Paulo Jorge Vieira de Almeida Gouveia
● Grupo Glintt:
● Nada a registar.
● Extra Grupo Glintt:
● Gerente e diretor-técnico de farmácia
● Membro da Direção da ANF
Rahim Sacoor Akbar Ali
● No Grupo Glintt
● Nada a registar.
● Extra Grupo Glintt
● Farmacêutico, proprietário de uma farmácia e coproprietário de duas Farmácias.
● Membro da Direção da Associação Nacional das Farmácias, desde junho de 2021, com os Pelouros da Área Empre-
sarial e da Área Financeira.
Paula Inês Moreira Dinis
● No Grupo Glintt
● Nada a registar.
● Extra Grupo Glintt
● Sócio-gerente da empresa Paula Inês Moreira Dinis, Lda.
● Vice-presidente da Câmara Municipal de Arganil e Vereadora com competências delegadas na área da Saúde, des-
de 2009.
● Vice-presidente da Associação Nacional de Farmácias, desde junho de 2021, e Presidente da Direção da Associa-
ção Dignitude.
● Vice-presidente da Assembleia Geral da Farmacoope - Cooperativa Nacional das Farmácias, C.R.L.
● Vice-presidente da Assembleia Geral da Plural – Cooperativa Farmacêutica, C.R.L..

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03. Governo da Sociedade
Relatório e Contas 2025
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Diana Amaral Correia Costa da Silva
● Grupo Glintt:
● Nada a registar
● Extra Grupo Glintt:
● Proprietária e Diretora-Técnica de uma farmácia em Braga.
● Membro da Direção da Associação Nacional das Farmácias, com os Pelouros da Comunicação e Farmácias, desde 2021.
● Secretária da Assembleia Geral da Farmacoope - Cooperativa Nacional das Farmácias, C.R.L..
Rui Manuel Assoreira Raposo
● No Grupo Glintt:
● Nada a registar.
● Extra Grupo Glintt:
● HMR – Health Market Research International, S.A.: Presidente do Conselho de Administração
● HMR - Health Market Research Portugal, Unipessoal, Lda.: Gerente
● Farminveste – SGPS, S.A.: Vogal Conselho Administração
● Farminveste – Investimentos, Participações e Gestão, S.A.: Vogal do Conselho Administração
● Alliance Healthcare, S.A.: Vogal do Conselho de Administração
● Alloga Logifarma, S.A.: Presidente do Conselho de Administração.
Joana Rita Pinho Resende
● No Grupo Glintt
● Nada a registar.
● Extra Grupo Glintt
● Vice-Reitora da Universidade do Porto com os Pelouros do Empreendedorismo, Valorização do Conhecimento e Planea-
mento Estratégico.
● Presidente da UPTEC – Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto.
● Responsável pela coordenação da participação da Universidade do Porto na European University Alliance for Global
Health, com o assento no Conselho Executivo.
● Professora Catedrática da Faculdade de Economia da UPorto.
● Investigadora no CEFUP - Centro de Economia e Finanças da Universidade do Porto, assumindo o papel de Research
Director.
● Membro do Conselho Geral do INESC TEC ( Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência).
● Membro do Conselho de Administração (cargo não executivo) da Fundação da Juventude.
● Presidente da Mesa da Assembleia Geral do CeNTI (Centre for Nanotechnology and Advanced Materials).

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Maria Margarida Ramalho Bajanca
● Grupo Glintt:
● Nada a registar
● Extra Grupo Glintt:
● New Angle, empresa consultora de referência em Portugal nas áreas da Saúde e do Setor Público.: Sócia-gerente
● Amphorica Portugal, Lda.: Sócia-gerente
● 25 Moda e Design, Lda.: Sócia-gerente
● Associação PWF Portugal: Presidente
● Sócia da sociedade Outubro Rupestre, Lda. desde 2024.
Luís Paulo Reis Cocco
● No Grupo Glintt:
● Glintt – Healthcare Solutions, S.A.: Presidente do Conselho de Administração
● Glintt Inov, S.A.: Presidente do Conselho de Administração
● SOL-S e Solsuni – Tecnologias de Informação, S.A.: Presidente do Conselho de Administração
● Glintt Açores, S.A.: Presidente do Conselho de Administração
● HLTSYS – Healthysystems, Lda.: Presidente do Conselho de Gerência
● Prológica – Sistemas Informáticos S.A.: Presidente do Conselho de Administração
● Glintt España, S.L.: Administrador
● Farmasoft – Informática y Servicios, S.L.: Presidente do Conselho de Administração
● Consoft, S.A.: Presidente do Conselho de Administração
● Pulso Informática, S.L.: Presidente do Conselho de Administração
● Qwerty Informatica, S.L.U.: Administrador
● Alpes Informática, S.L.: Administrador
● Loginfar, S.L.: Administrador
● CSYM, S.L.: Administrador
● Extra Grupo Glintt:
● Member of the Board of Directors of St. Julians School desde 2022.
João Paulo Coelho Cabecinha
● No Grupo Glintt:
● Glintt – Healthcare Solutions, S.A.: Vogal do Conselho de Administração
● Glintt Inov, S.A.: Vogal do Conselho de Administração
● Glintt Açores, S.A.: Vogal do Conselho de Administração
● SOL-S e Solsuni – Tecnologias de Informação, S.A.: Vogal do Conselho de Administração

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03. Governo da Sociedade
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● Prológica – Sistemas Informáticos S.A.: Vogal do Conselho de Administração
● Glintt España, S.L.: Administrador
● Pulso Informática, S.L.: Vogal do Conselho de Administração
● Consoft, S.A.: Vogal do Conselho de Administração
● Farmasoft – Informática y Servicios, S.L.: Vogal do Conselho de Administração
● Qwerty Informatica, S.L.U.: Administrador
● Alpes Informática, S.L.: Administrador
● Loginfar, S.L.: Administrador
● Cogifar Tech, S.A.: Vice-Presidente do Conselho de Administração
● Concep Arquitectura y Diseño de Farmacias Rentables, S.L.: Presidente do Conselho de Administração
● Sensing Evolution S.A.: administrador durante o período de 8 novembro de 2021 a 23 agosto de 2022
● Extra Grupo Glintt:
● Nada a registar.
Eduardo José Biscaia Antunes
● Grupo Glintt:
● Glintt – Healthcare Solutions, S.A.: Vogal do Conselho de Administração
● Glintt Inov, S.A.: Vogal do Conselho de Administração
● Glintt Açores, S.A.: Vogal do Conselho de Administração
● SOL-S e Solsuni – Tecnologias de Informação, S.A.: Vogal do Conselho de Administração
● HLTSYS – Healthysystems, Lda.: Vogal do Conselho de Gerência
● Prológica – Sistemas Informáticos S.A.: Vogal do Conselho de Administração
● Glintt España, S.L.: Administrador
● Extra Grupo:
● Nada a registar.
Miguel Nuno da Silva Leocádio
● Grupo Glintt:
● Glintt – Healthcare Solutions, S.A.: Vogal do Conselho de Administração
● Glintt Inov, S.A.: Vogal do Conselho de Administração
● Glintt Açores, S.A.: Vogal do Conselho de Administração
● SOL-S e Solsuni – Tecnologias de Informação, S.A.: Vogal do Conselho de Administração
● Glintt España, S.L.: Administrador
● Extra Grupo Glintt:
● Nada a registar.

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Luís Santos Esgueva Perez
● Grupo Glintt:
● Glintt – Healthcare Solutions, S.A.: Vogal do Conselho de Administração
● Glintt Inov, S.A.: Vogal do Conselho de Administração
● Glintt Açores, S.A.: Vogal do Conselho de Administração
● SOL-S e Solsuni – Tecnologias de Informação, S.A.: Vogal do Conselho de Administração
● Glintt España, S.L.: Administrador
● Cogifar Tech, S.A. – Vice-Presidente do Conselho de Administração
● Concep Arquitectura y Diseño de Farmacias Rentables, S.L. – Presidente do Conselho de Administração
● Pulso Informática, S.L.: Administrador
● Consoft, S.A.: Administrador
● Farmasoft – Informática y Servicios, S.L.: Administrador
● Qwerty Informatica, S.L.U.: Administrador
● Alpes Informática, S.L.: Administrador
● Loginfar, S.L.: Administrador
● CSYM, S.L.: Administrador
● Extra Grupo Glintt:
● Nada a registar
De acordo com o regulamento do Conselho de Administração, tendo em vista a prevenção de conflitos de interesses, os
Administradores informam o Presidente do Conselho de Administração, que informa todo o Conselho de Administração,
sempre que exista uma situação de potencial ou efetivo conflito de interesses de um Administrador, por conta própria ou de
terceiro, com os interesses da Sociedade.
Estabelece, ainda, o regulamento do Conselho de Administração que, nas situações anteriormente descritas, caso o Con-
selho de Administração ou o Administrador em causa concluam pela verificação de um conflito de interesses, este não
participará na discussão nem exercerá o respetivo direito de voto nas deliberações em causa.
C) Comissões no seio do Órgão de Administração e Administradores Delegados
27. Identificação das comissões criadas no seio do Conselho de Administração e local onde podem ser consultados os
regulamentos de funcionamento.
Existe uma comissão criada no seio do Conselho de Administração: a Comissão Executiva.
O regulamento de funcionamento não é disponibilizado para consulta externa porque, no entendimento da Glintt Global,
não tem relevância substantiva, dado ser um conjunto de regras meramente processuais.

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28. Composição, se aplicável, da comissão executiva e/ou identificação de administrador(es) delegado(s).
A Comissão Executiva tem a seguinte composição:
● Presidente Luís Paulo Reis Cocco
● Vogal João Paulo Coelho Cabecinha
● Vogal Eduardo José Biscaia Antunes
● Vogal Miguel Nuno da Silva Leocádio
● Vogal Luís Santos Esgueva Perez
Não existe qualquer Administrador Delegado.
29. Indicação das competências de cada uma das comissões criadas e síntese das atividades desenvolvidas no exer-
cício dessas competências.
O Conselho de Administração da Glintt delegou na Comissão Executiva os seguintes poderes:
a. Gestão corrente da Sociedade.
b. Preparação e elaboração da proposta de orçamento a ser submetido à aprovação do CA.
c. Controlo da execução do orçamento aprovado pelo CA.
d. Constituição de mandatários e procuradores.
e. Contratação e dispensa de pessoal (efetivo, a prazo, outsourcing ou qualquer outro regime), aplicação das políticas
remunerativas: remuneração (fixa, variável, despesas motivacionais, atribuição de viaturas, outros fringe benefits e pré-
mios), plano de carreiras e promoções, sempre de acordo com o orçamento aprovado e com as políticas previamente
aprovadas pelo CA.
f. Representação da Sociedade, em juízo e fora dele.
g. Comunicação, imagem e marketing da Sociedade.
h. Organização interna, incluindo a elaboração e aprovação de regulamentos internos relativos ao funcionamento da Em-
presa e do Grupo, de acordo com os princípios definidos pelo CA, no âmbito da competência reservada prevista nas
respetivas alíneas o) e p) infra.
i. Abertura e movimentação de contas.
j. Gestão financeira, administrativa e patrimonial.
k. Realização de pagamentos e de recebimentos, emissão de cheques, quitações.
l. Contratos de arrendamento, locação financeira, leasing, aluguer de longa duração e renting de bens móveis de acordo
com os respetivos regimes jurídicos.
m. Contratação de seguros relativos à atividade do Grupo.
n. Aquisição e alienação de bens móveis e contratação, junto de terceiros, dos serviços necessários ao regular e normal
funcionamento do Grupo.
o. Execução de programas de aquisição e alienação de ações próprias, nas condições deliberadas pelo CA e nos termos da
competente autorização concedida pela Assembleia Geral.

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p. Negociação e contratação de linhas de crédito e de financiamentos incluindo a emissão de papel comercial.
q. Concessão de créditos e suprimentos a sociedades participadas.
r. Prestação de serviços técnicos de administração e gestão a sociedades do Grupo e fixação dos respetivos valores nos
termos permitidos pela lei.
s. Estabelecimento de parcerias de colaboração que não envolvam participação em capital social.
t. Designação do representante da Sociedade nas Assembleias Gerais das participadas.
u. Acordos e transações, sejam judiciais, extrajudiciais ou arbitrais.
v. Exercer o poder disciplinar em relação aos trabalhadores da Sociedade.
Tendo o Conselho de Administração reservado para si as seguintes matérias:
a. Convocação da Assembleia Geral.
b. Aprovação dos relatórios e contas anuais.
c. Aprovação dos planos estratégicos e das políticas gerais de MLP da Sociedade e do Grupo.
d. Aprovação do orçamento anual, incluindo o enquadramento das contratações de pessoal.
e. Cooptação de Administradores.
f. Aquisição, alienação e oneração de bens imóveis.
g. Prestação de cauções e garantias pessoais ou reais pela Sociedade.
h. Apresentação de propostas de emissão de obrigações pela Sociedade, incluindo obrigações convertíveis.
i. Celebração de negócios entre a Sociedade e os seus Administradores.
j. Mudança de sede da Sociedade.
k. Constituição ou participação no capital social de outras sociedades e celebração, neste âmbito, de acordos parasso-
ciais.
l. Aquisição e alienação de participações sociais noutras sociedades.
m. Aprovação de projetos de fusão, cisão e de transformação da Sociedade.
n. Aprovação de programas de aquisição e alienação de ações próprias, para execução nos termos da competente autori-
zação concedida pela Assembleia Geral.
o. Aprovação da estrutura empresarial do Grupo.
p. Extensão ou redução da atividade do Grupo e modificações relevantes na sua organização.
q. Composição dos órgãos sociais das sociedades participadas e designação dos respetivos membros.
Em síntese, a Comissão Executiva faz a gestão diária da Sociedade, dentro dos poderes que lhe foram delegados pelo
Conselho de Administração. Para estes efeitos, não são considerados gestão corrente e não foram como tal delegados
pelo Conselho de Administração, designadamente: i) a definição da estratégia e das principais políticas da sociedade; ii) a
organização e coordenação da estrutura empresarial; iii) as matérias que devam ser consideradas estratégicas em virtude
do seu montante, risco ou características especiais.

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Considerando as regras internas da Sociedade e a prática por esta seguida, a Glintt Global tem mecanismos adequados a
assegurar, de forma atempada e adequada, o fluxo de informação necessário ao exercício das competências legais e esta-
tutárias de cada um dos órgãos e comissões criados.
Os Administradores que exercem funções executivas, quando solicitados por outros membros dos órgãos sociais, prestam,
em tempo útil e de forma adequada ao pedido, todas as informações por aqueles requeridas.
O Presidente da Comissão Executiva remete a todos os membros do Conselho de Administração e do Conselho Fiscal as
convocatórias e as atas das respetivas reuniões.
O Secretário da Sociedade remete ao Presidente do Conselho de Administração as convocatórias, atas e documentação de
suporte às deliberações da Comissão Executiva, sem prejuízo de outra informação que o Conselho de Administração possa
entender solicitar àquele, para o exercício das suas competências, em particular a supervisão da administração executiva,
nos termos previstos no Regulamento do Conselho de Administração.
III. Fiscalização
a) Composição*
*ao longo do ano de referência
30. Identificação do órgão de fiscalização correspondente ao modelo adotado.
Conselho Fiscal.
31. Composição do Conselho Fiscal, com indicação do número estatutário mínimo e máximo de membros, duração
estatutária do mandato, número de membros efetivos, data da primeira designação e data do termo de mandato de
cada membro.
Estatutariamente, o Conselho Fiscal é composto por um número mínimo de três membros efetivos e um ou dois suplentes,
não sendo fixado um número máximo de membros.
O mandato do Conselho Fiscal tem a duração estatutária de três anos.
O Conselho Fiscal da Glintt Global, eleito para o mandato 2023/2025, era composto por três membros efetivos e um mem-
bro suplente, nos seguintes termos:
● Presidente Luis Pedro Pinto Caiano Pereira (eleito, em AG datada de 27.06.2024, como Presidente do Conselho Fiscal,
na sequência da renúncia ao mandato pela Presidente Cessante Ana Cristina Doutor Simões, em 30.04.2024)
● Vogal Luís Filipe Vieira Coradinho Alves
● Vogal Ana Filipa dos Santos Rosmaninho
● Vogal Suplente Lara Marques Nicolau Saraiva Mendes

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Foi a seguinte a data da primeira designação dos membros do Conselho Fiscal:
● Presidente Cessante Ana Cristina Doutor Simões: 6 de dezembro de 2019
● Presidente Atual Luis Pedro Pinto Caiano Pereira: 27 de junho de 2024
● Vogal Luís Filipe Vieira Coradinho Alves: 10 de janeiro de 2023
● Vogal Ana Filipa dos Santos Rosmaninho: 10 de janeiro de 2023
● Vogal Suplente Lara Marques Nicolau Saraiva Mendes: 10 de janeiro de 2023
32. Identificação dos membros do Conselho Fiscal que se considerem independentes, nos termos do art. 414.º, n.º 5 CSC.
O Presidente Luis Pedro Pinto Caiano Pereira, o Vogal Luís Filipe Vieira Coradinho Alves e a Vogal Ana Filipa dos Santos Ros-
maninho consideram-se independentes, nos termos do art. 414.º, n.º 5 do Código das Sociedades Comerciais.
Qualificações profissionais, consoante aplicável, de cada um dos membros do Conselho Fiscal e outros elementos
curriculares relevantes.
Presidente Luis Pedro Pinto Caiano Pereira
● Qualificações profissionais:
● Licenciatura em Organização e Gestão de Empresas, ISCTE, 1990
● Curso de especialização em Contabilidade e Auditoria, CCA – Caiano Pereira, Consultores Associados, Lda. 1991
● Pós-graduação em Contabilidade Financeira Avançada, INDEG/ISCTE, 1999/2000
● Cursos de atualização ministrados pela Ordem dos Revisores Oficiais de Contas, APOTEC, APECA.
● Inscrição na Ordem dos Revisores Oficiais de Contas
● Percurso profissional nos últimos 5 anos:
● Revisor Oficial de Contas desde 1993, tendo exercido tal atividade em regime de exclusividade como sócio da Caiano
Pereira, António e José Reimão, SROC, posteriormente designada Caiano, Pereira, Ana Santos, Sousa Gois, SROC, entre
1993 e 2022, e após tal data até julho de 2025 como sócio da Moore Stephens & Associados, SROC, Lda.
● Ao longo de 30 anos exerceu funções de Fiscal Único, membro do Conselho Fiscal e/ou Revisor Oficial de Contas em
empresas de diversos setores e dimensão, entidades públicas e entidades do terceiro setor.
Vogal Luís Filipe Vieira Coradinho Alves
● Qualificações profissionais:
● Licenciado em Auditoria (1993) pelo ISCAL - Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Lisboa
● Pós-graduado (2008) em Auditoria e Revisão de Contas pela Business School OVERGEST do ISCTE – Instituto Su-
perior Ciências do Trabalho e da Empresa.
● Mestre (2011) em Contabilidade pela Business School INDEG_Graduate do ISCTE – Instituto Superior Ciências do
Trabalho e da Empresa.
● Em 2016 terminou o Curso de preparação para Revisor Oficial de Contas (Statutory auditor training program-Re-
cognised Qualifying Body).

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03. Governo da Sociedade
Relatório e Contas 2025
92
● Percurso profissional nos últimos 5 anos:
● Vasta carreira na Administração Pública
● Desde 2018 Revisor Oficial de Contas – Partner na ABC - Azevedo Rodrigues, Batalha, Costa & Associados, Sroc, Lda.
Vogal Ana Filipa dos Santos Rosmaninho
● Qualificações profissionais:
● Licenciada em Ciências Farmacêuticas (2008) pela Universidade Pessoa, tendo finalizado o Programa Avançado
PH+ na Nova School of Business and Economics em 2019.
● Percurso profissional nos últimos 5 anos:
● Desde 2013, Diretora Técnica da Farmácia Rosmaninho, onde até então desempenhava o cargo de Farmacêutica
Substituta.
● Desde 2017 tem funções associativas na ANF como Delegada de Zona.
● Desde janeiro 2024 de Presidente da Direção do Centro de Bem Estar Social de Barqueiros
Vogal Suplente Lara Marcos Nicolau Saraiva Mendes
● Qualificações profissionais:
● Licenciada em Ciências Farmacêuticas pela Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa.
● Pós-graduada em Seguimento Farmacoterapêutico (2004) pela Universidade Lusófona
● Pós-graduada em Gestão de Farmácia (2009) e em Desenvolvimento de Competências de Gestão e Liderança para
Executivos (2017) pela Universidade Católica Portuguesa.
● Percurso profissional nos últimos 5 anos:
● Proprietária e Diretora-Técnica de uma farmácia na Lourinhã.
● Entre 2007 e 2009 foi suplente da Direção da Codifar.
● Desempenhou funções, entre 2009 e 2012 como Secretária da Mesa da Assembleia Geral da ANF.
● Suplente do Conselho Disciplinar da ANF entre 2012 e 2021.
● É, desde 2021, Membro do Conselho Disciplinar da ANF.
b) Funcionamento
33. Existência e local onde podem ser consultados os regulamentos de funcionamento do Conselho Fiscal.
O regulamento de funcionamento do Conselho Fiscal da Glintt está disponível para consulta no site da Sociedade. https://
www.glinttglobal.com/governo-da-sociedade/
Em linha com as recomendações e boas práticas adotadas pela Sociedade, este Regulamento regula, designadamente, o
exercício das atribuições, a presidência, a periodicidade de reuniões, o funcionamento e o quadro de deveres dos membros
do Conselho Fiscal.

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03. Governo da Sociedade
Relatório e Contas 2025
93
O Conselho Fiscal obtém da Administração informações necessárias ao exercício da sua atividade, designadamente sobre
a evolução operacional e financeira da Sociedade, as alterações de composição do seu portfólio, os termos das operações
realizadas e o conteúdo das deliberações tomadas.
O Conselho Fiscal, sempre que o considere necessário, poderá solicitar aos responsáveis pelas diversas Direções, as infor-
mações que entenda necessárias ao desempenho das suas funções.
O Conselho Fiscal, sempre que entender necessário, solicita ao Presidente do Conselho de Administração: a) as atas das
reuniões da Comissão Executiva, bem como de quaisquer relatórios por esta preparados; e b) as convocatórias, as atas do
Conselho de Administração e respetiva documentação de suporte.
34. Número de reuniões realizadas e grau de assiduidade às reuniões realizadas de cada membro do Conselho Fiscal.
O Conselho Fiscal realizou 10 (dez) reuniões em 2025, com a seguinte assiduidade:
Conselho Fiscal
Assiduidade às reuniões do
Conselho Fiscal
Luis Pedro Pinto Caiano Pereira Presidente 10 P
Luís Filipe Vieira Coradinho Alves Vogal 10 P
Ana Filipa dos Santos Rosmaninho Vogal 3 P+7A
Lara Marques Nicolau Silveira Mendes Vogal Suplente 0 P
P – Presencial, PR – Por Representação, A - Ausente
35. Disponibilidade de cada um dos membros do Conselho Fiscal, com indicação dos cargos exercidos em simultâneo
em outras empresas, dentro e fora do grupo, e outras atividades relevantes exercidas pelos membros daqueles órgãos
no decurso do exercício.
Presidente Luis Pedro Pinto Caiano Pereira
● No Grupo Glintt:
● Não exerce outras funções.
● Extra Grupo Glintt:
● Revisor Oficial de Contas, exercendo atividade em regime de exclusividade, como Fiscal Único, membro de órgão
de fiscalização e Revisor Oficial de Contas em diversas empresas e instituições.
● Sócio da Magro, Roque, Amaral & Associados, SROC.
Vogal Luís Filipe Vieira Coradinho Alves
● No Grupo Glintt:
● Não exerce outras funções.
● Extra Grupo Glintt:
● Vasta carreira na Administração Pública
● Desde 2018 Revisor Oficial de Contas – Partner na ABC - Azevedo Rodrigues, Batalha, Costa & Associados, Sroc, Lda.

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03. Governo da Sociedade
Relatório e Contas 2025
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Vogal Ana Filipa dos Santos Rosmaninho
● No Grupo Glintt:
● Não exerce outras funções.
● Extra Grupo Glintt:
● Desde 2013, Diretora Técnica da Farmácia Rosmaninho, onde até então desempenhava o cargo de Farmacêutica
Substituta.
● Desde 2017 tem funções associativas na ANF como Delegada de Zona.
Vogal Suplente Lara Marques Nicolau Saraiva Mendes
● No Grupo Glintt:
● Não exerce outras funções
● Extra Grupo Glintt:
● Proprietária e Diretora-Técnica de uma farmácia na Lourinhã.
● Entre 2007 e 2009 foi suplente da Direção da Codifar.
● Desempenhou funções, entre 2009 e 2012 como Secretária da Mesa da Assembleia Geral da ANF.
● Suplente do Conselho Disciplinar da ANF entre 2012 e 2021.
● É, desde 2021, Membro do Conselho Disciplinar da ANF.
De acordo com o regulamento do Conselho Fiscal, os seus membros deverão enviar ao Presidente do Conselho Fiscal,
após a sua designação, as declarações sobre requisitos de independência e sobre incompatibilidades, conforme modelos
aprovados pelo Conselho e comunicar ao Presidente do Conselho Fiscal, de imediato, qualquer facto ou circunstância que
afete ou que possa vir a afetar a sua independência ou que determine uma incompatibilidade legal para o exercício do cargo.
c) Competências e funções
36. Descrição dos procedimentos e critérios aplicáveis à intervenção do órgão de fiscalização para efeitos de contra-
tação de serviços adicionais ao auditor externo.
No exercício das suas funções e sempre que considerar necessário, o Conselho Fiscal valida todas e quaisquer contratações
de serviços adicionais, a prestar pelo Auditor Externo ou por entidades em relação direta com este, garantindo a manuten-
ção da relação de independência indispensável ao exercício das funções deste último.
37. Outras funções do órgão de fiscalização.
De acordo com o respetivo Regulamento, o Conselho Fiscal dispõe das competências e poderes previstos nas disposições
legais e estatutárias aplicáveis, conforme expresso designadamente nos Artigos 420º a 421º do Código das Sociedades
Comerciais, nomeadamente:
a. Fiscalizar a Administração da Sociedade;
b. Vigiar pela observância da lei e do contrato de sociedade;

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03. Governo da Sociedade
Relatório e Contas 2025
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c. Elaborar anualmente relatório sobre a sua ação fiscalizadora e dar parecer sobre o Relatório, Contas e propostas apre-
sentados pela Administração;
d. Fiscalizar a eficácia do sistema de gestão de riscos, de controlo interno e de auditoria interna;
e. Receber as comunicações de irregularidades apresentadas por Acionistas, Colaboradores da Sociedade ou outros;
f. Fiscalizar o processo de preparação e de divulgação da informação financeira;
g. Propor à Assembleia Geral a nomeação do Revisor Oficial de Contas efetivo e suplente;
h. Fiscalizar a revisão de contas aos documentos de prestação de contas da Sociedade;
i. Fiscalizar e avaliar a independência do Revisor Oficial de Contas, nomeadamente no que concerne à prestação de ser-
viços adicionais.
Através de reuniões regulares com o Conselho de Administração, o órgão de fiscalização acompanha, avalia e pronuncia-se
sobre as linhas estratégicas e a política de risco definidas pelo órgão de administração.
Sempre que entender necessário, o Conselho Fiscal solicita ao Presidente do Conselho de Administração informação sobre
as convocatórias, as atas dos Conselho de Administração e respetiva documentação de suporte.
IV. Revisor oficial de contas
38. Identificação do revisor oficial de contas e do sócio revisor oficial de contas que o representa.
O Revisor Oficial de Contas é a Oliveira, Reis & Associados, SROC, Lda., representada por Carlos Manuel Charneca Moleiri-
nho Grenha (ROC n.º 1266).
39. Indicação do número de anos em que o revisor oficial de contas exerce funções consecutivamente junto da socie-
dade e/ou grupo.
O Revisor Oficial de Contas exerce funções na Sociedade desde 2016, tendo sido designado, pela primeira vez, na Assem-
bleia Geral de 17 de maio de 2016.
40. Descrição de outros serviços prestados pelo ROC à sociedade.
O Revisor Oficial de Contas é simultaneamente o Auditor Externo do Grupo, cujos serviços e funções se detalham nos pon-
tos abaixo.
Além de todas as competências e deveres legalmente previstos, o Revisor Oficial de Contas verifica ainda a aplicação das
políticas e sistemas de remunerações dos órgãos sociais, a eficácia e o funcionamento dos mecanismos de controlo interno
reportando quaisquer deficiências ao Conselho Fiscal com quem colabora numa perspetiva de proximidade e a quem pres-
ta informação sobre quaisquer irregularidades relevantes para o desempenho das funções do órgão de fiscalização, assim
como quaisquer dificuldades com que se tenha deparado no exercício das suas funções.

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03. Governo da Sociedade
Relatório e Contas 2025
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V. Auditor externo
41. Identificação do auditor externo designado para os efeitos do art. 8.º e do sócio revisor oficial de contas que o re-
presenta no cumprimento dessas funções, bem como o respetivo número de registo na CMVM.
O Revisor Oficial de Contas é a Oliveira, Reis & Associados, SROC, Lda., registada na CMVM sob o número 20161381, repre-
sentada por Carlos Manuel Charneca Moleirinho Grenha (ROC n.º 1266).
42. Indicação do número de anos em que o auditor externo e o respetivo sócio revisor oficial de contas que o represen-
ta no cumprimento dessas funções exercem funções consecutivamente junto da sociedade e/ou do grupo.
O Auditor Externo exerce funções na Sociedade desde 2016, tendo sido designado na Assembleia Geral de 17 de maio
desse ano. O representante exerce funções na Sociedade desde 2019, tendo sido designado na Assembleia Geral de 6 de
dezembro desse ano.
43. Política e periodicidade da rotação do auditor externo e do respetivo sócio revisor oficial de contas que o represen-
ta no cumprimento dessas funções.
O mandato do Auditor Externo é anual, pelo que a política de rotação do Auditor Externo e do respetivo sócio Revisor Oficial de
Contas que o representa no cumprimento dessas funções consiste na sua rotação anual, caso a avaliação efetuada anualmente
conclua haver vantagem para a Glintt Global na rotação do Auditor Externo e do respetivo sócio Revisor Oficial de Contas.
44. Indicação do órgão responsável pela avaliação do auditor externo e periodicidade com que essa avaliação é feita.
O órgão responsável pela avaliação do Auditor Externo é o Conselho Fiscal, que efetua essa avaliação anualmente – in-
clusivamente propondo ao órgão competente a sua destituição ou a resolução do contrato de prestação dos seus serviços
sempre que se verifique justa causa para o efeito, o que não sucedeu em 2025.
É o Conselho Fiscal que propõe aos Acionistas a eleição do Revisor Oficial de Contas.
Em 2025, o Conselho Fiscal foi o interlocutor principal do Auditor Externo e o primeiro destinatário dos respetivos relatórios,
tendo zelado para que lhe fossem asseguradas dentro da Glintt Global as condições adequadas à prestação dos serviços.
45. Identificação de trabalhos, distintos dos de auditoria, realizados pelo auditor externo para a sociedade e/ou para
sociedades que com ela se encontrem em relação de domínio, bem como indicação dos procedimentos internos para
efeitos de aprovação da contratação de tais serviços e indicação das razões para a sua contratação.
Em 11 de abril de 2025, o Conselho Fiscal da Glintt Global recebeu uma comunicação do auditor externo, solicitando a
aprovação prévia do órgão de fiscalização da Glintt Global para “Validação de despesas para o projeto subsidiado, “HfPT -
Health from Portugal - Agenda Mobilizadora para a Inovação Empresarial”, da GLINTT - HEALTHCARE SOLUTIONS, S.A.”.
Em 21 de abril de 2025, o Conselho Fiscal da Glintt Global recebeu uma comunicação do auditor externo, solicitando a apro-
vação prévia do órgão de fiscalização da Glintt Global para “Validação de despesas para o projeto subsidiado, “HfPT - Health
from Portugal - Agenda Mobilizadora para a Inovação Empresarial”, da Prológica – Sistemas Informáticos, S.A.”.

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03. Governo da Sociedade
Relatório e Contas 2025
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Em 29 de abril de 2025, o Conselho Fiscal da Glintt Global recebeu uma comunicação do auditor externo, solicitando a apro-
vação prévia do órgão de fiscalização da Glintt Global para “Validação de despesas para o projeto subsidiado, “HfPT - Health
from Portugal - Agenda Mobilizadora para a Inovação Empresarial”, da HLTSYS - HEALTHYSYSTEMS, LDA.”.
Em 30 de maio 2025, o Conselho Fiscal da Glintt Global recebeu uma comunicação do auditor externo, solicitando a apro-
vação prévia do órgão de fiscalização da Glintt Global para “Certificação de cálculos a apresentar pela Farminveste IPG aos
Bancos, no âmbito do Acordo Quadro, para o ano de 2024”.
Em 15 de julho de 2025, o Conselho Fiscal da Glintt Global recebeu uma comunicação do auditor externo, solicitando a
aprovação prévia do órgão de fiscalização da Glintt Global para “validação de despesas para o projeto subsidiado, “HfPT -
Health from Portugal – Agenda Mobilizadora para a Inovação Empresarial”, da GLINTT - HEALTHCARE SOLUTIONS, S.A.”.
Em 22 de julho de 2025, o Conselho Fiscal da Glintt Global recebeu uma comunicação do auditor externo, solicitando a
aprovação prévia do órgão de fiscalização da Glintt Global para “validação de despesas para o projeto subsidiado, “HfPT -
Health from Portugal – Agenda Mobilizadora para a Inovação Empresarial”, da Prológica – Sistemas de Informação, S.A.”.
Em 28 de julho de 2025, o Conselho Fiscal da Glintt Global recebeu uma comunicação do auditor externo, solicitando a
aprovação prévia do órgão de fiscalização da Glintt Global para “validação de despesas para o projeto subsidiado, “HfPT -
Health from Portugal – Agenda Mobilizadora para a Inovação Empresarial”, da HLTSYS - HEALTHYSYSTEMS, LDA.”.
Em 13 de outubro 2025, o Conselho Fiscal da Glintt Global recebeu uma comunicação do auditor externo, solicitando a
aprovação prévia do órgão de fiscalização da Glintt Global para “Validação de preços de mercado para o projeto subsidiado,
“HfPT - Health from Portugal – Agenda Mobilizadora para a Inovação Empresarial”, da GLINTT INOV, S.A..”.
Em 22 de outubro de 2025, o Conselho Fiscal da Glintt Global recebeu uma comunicação do auditor externo, solicitando a
aprovação prévia do órgão de fiscalização da Glintt Global para “validação de despesas para o projeto subsidiado, “HfPT -
Health from Portugal – Agenda Mobilizadora para a Inovação Empresarial”, da GLINTT - HEALTHCARE SOLUTIONS, S.A.”.
Em 22 de outubro de 2025, o Conselho Fiscal da Glintt Global recebeu uma comunicação do auditor externo, solicitando a
aprovação prévia do órgão de fiscalização da Glintt Global para “validação de despesas para o projeto subsidiado, “HfPT -
Health from Portugal – Agenda Mobilizadora para a Inovação Empresarial”, da Prológica – Sistemas de Informação, S.A.”.
46. Indicação do montante da remuneração anual paga pela sociedade e/ou por pessoas coletivas em relação de do-
mínio ou de grupo ao auditor e a outras pessoas singulares ou coletivas pertencentes à mesma rede e discriminação
da percentagem respeitante aos seguintes serviços (Para efeitos desta informação, o conceito de rede é o decorrente
da Recomendação da Comissão Europeia n.º C (2002) 1873, de 16 de maio):
O valor dos honorários contratados pela sociedade para o exercício de 2025 são os que se resumem na tabela abaixo::
Montante 2025 % Montante 2024 %
Serviços de revisão legal de contas 139 354 90% 133 804 95%
Serviços de garantia de fiabilidade decorrentes da função de ROC 15 900 10% 7 700 5%
Total de Serviços de Auditoria 155 254 100% 141 504 100%
Outros Serviços 0 0% 0 0%
Total de Outros Serviços 0 0% 0 0%
155 254 100% 141 504 100%

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03. Governo da Sociedade
Relatório e Contas 2025
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C. Organização interna
I. Estatutos
47. Regras aplicáveis à alteração dos estatutos da sociedade (art. 245.º-A, n.º 1, al. H)).
Para além das normas supletivas legais, os Estatutos da Glintt referem o seguinte, no n.º 1 e no n.º 2 do artigo 13.º:
«UM – As deliberações da Assembleia Geral serão tomadas por maioria simples dos votos presentes, salvo disposição legal
ou estatutária que exija maioria qualificada.
DOIS – As deliberações relativas à alteração do Contrato de Sociedade, fusão, cisão, transformação, dissolução da socieda-
de ou outros assuntos para os quais a lei exija maioria qualificada, sem a especificar, só poderão ser tomadas quando na
Assembleia Geral, em primeira convocatória, estiverem presentes ou representados, pelo menos, um terço do capital social,
exigindo-se sempre maioria qualificada de dois terços de votos emitidos, quer na primeira quer na segunda convocatória,
para aprovar deliberações sobre tais matérias.»
II. Comunicação de irregularidades
48. Meios e política de comunicação de irregularidades ocorridas na sociedade.
Na Glintt Global, a comunicação de irregularidades tem como destinatário o Conselho Fiscal – ver pontos 30 a 38.
Compete ao Conselho Fiscal a receção, registo e tratamento das comunicações de indícios de irregularidades ocorridas na
Glintt Global ou nas sociedades que integram o respetivo grupo, bem como a prática de outros atos que, com aquelas atri-
buições, estejam necessariamente relacionados.
Uma vez concluído o processo de investigação, o Conselho Fiscal elaborará um relatório fundamentado sobre os factos
objeto de análise contendo a sua decisão e proporá ao Conselho de Administração a(s) medida(s) que considerar mais
ajustada(s).
Em 2025, o Conselho Fiscal não recebeu qualquer comunicação de irregularidades.
III. Controlo interno e gestão de riscos
49. Pessoas, órgãos ou comissões responsáveis pela auditoria interna e/ou pela implementação de sistemas de con-
trolo interno.
A gestão de risco é uma área considerada fundamental pela Sociedade, na medida em que permite identificar de forma clara
as situações que constituem uma ameaça suscetível de afetar os objetivos do negócio.
Numa primeira fase, as diferentes unidades de negócio identificam e priorizam os riscos internos e externos que podem afe-
tar de forma materialmente relevante a prossecução dos objetivos estratégicos da Sociedade, atribuem uma probabilidade
de ocorrência de cada fator de risco e estimam o impacto da respetiva ocorrência, com base na ponderação média do grau
de impacto em cada um dos seguintes vetores: a) impacto no resultado do ano; b) impacto na estratégia de médio/longo
prazo e; c) impacto no clima organizacional.

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03. Governo da Sociedade
Relatório e Contas 2025
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Com base nesta informação, o Conselho de Administração debate e aprova, anualmente, mediante proposta da Comissão
Executiva, a Política de Risco da Sociedade, na qual são identificados os riscos principais que podem afetar a prossecução
dos objetivos estratégicos da Sociedade, os indicadores desses mesmos riscos (Key Risk Indicators – “KRI”), a probabilida-
-de da sua ocorrência, os respetivos limites de tolerância e formas de mitigação.
No âmbito das suas funções, quer o departamento de Quality, Risk & Sustainability quer o departamento Strategy, Planning
& Control, sob a coordenação dos respetivos Administradores executivos, têm como responsabilidade i) a prossecução de
medidas de controlo e supervisão dos sistemas e processos, com vista a aferir de forma regular e atempada quanto à fiabili-
dade e eficiência na produção de informação e tratamentos de dados críticos para o negócio, e ii) a realização de auditorias
específicas que permitam identificar riscos críticos passíveis de afetar a estratégia da sociedade, propondo nomeadamente
medidas corretivas quer aos sistemas quer aos processos de suporte envolvidos, em articulação com as diversas unidades
operacionais e corporativas.
O Conselho de Administração e a Comissão Executiva asseguram que a Política de Risco da Sociedade é do conhecimento
das diferentes unidades de negócio, que se mantém uma monitorização rigorosa dos riscos com maior probabilidade de
ocorrência e impacto nas operações da Sociedade e que existe uma comunicação permanente com o Conselho Fiscal a este
nível.
O Conselho Fiscal, no desempenho das respetivas funções, acompanha a identificação, avaliação, controlo e gestão de
riscos, assim como a avaliação do grau de cumprimento interno da Política de Risco da Sociedade, em articulação com o
Conselho de Administração e a Comissão Executiva, solicitando às diferentes unidades de negócio e aos departamentos
supra-mencionados a informação considerada relevante para o efeito e propondo os ajustes que entende necessários.
No decurso do exercício, a Comissão Executiva partilha e debate, periodicamente, com o Conselho de Administração e com
o Conselho Fiscal os resultados da implementação da Política de Risco, as suas conclusões sobre a materialização dos re-
feridos riscos e a forma como estão a ser geridos e mitigados.
Sempre que se revela necessário, a Comissão Executiva ou os Administradores responsáveis pela coordenação dos depar-
tamentos de Quality, Risk & Sustainability e Strategy, Planning & Control determinam o estudo de determinadas matérias
ou revisão de áreas potencialmente com risco, garantindo assim através desses trabalhos a adequada robustez dos proce-
dimentos internos implementados e respetivos mecanismos de controlo.
Pontualmente e sempre que se justifique, a Comissão Executiva, ou diretamente cada um dos Administradores responsáveis
pela coordenação dos departamentos referidos no parágrafo anterior, poderá determinar a subcontratação de tais estudos
e análises a empresas externas, com independência e capacidade para em tempo útil emitir opinião sobre tais matérias.
Anualmente, o Conselho de Administração avalia o grau de cumprimento interno e de desempenho da Política de Risco e
dos sistemas de controlo implementados nesta área.
A monitorização dos riscos assegura a eficácia da atuação sobre os riscos identificados, tanto no que respeita ao controlo e
reporte periódico da posição ao nível dos vários fatores de risco, como no que respeita à efetiva implementação das políti-
cas, normas e procedimentos estabelecidos para a gestão do risco.
A Sociedade acompanha, assim, em permanência, a adequação do seu modelo de gestão de risco, tendo concluído, até à
data, que o mesmo se tem vindo a revelar totalmente adequado face à sua estrutura organizativa.

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03. Governo da Sociedade
Relatório e Contas 2025
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50. Explicitação, ainda que por inclusão de organograma, das relações de dependência hierárquica e/ou funcional
face a outros órgãos ou comissões da sociedade.
Cabe ao Conselho Fiscal avaliar o funcionamento dos mecanismos de gestão de risco, e é a este órgão que são reportados
os procedimentos de controlo considerados adequados à respetiva mitigação.
O departamento de Quality, Risk & Sustainability, em 2025, reportou hierárquica e funcionalmente ao Presidente da Comis-
são Executiva.
O departamento Strategy, Planning & Control reporta hierárquica e funcionalmente ao Presidente da Comissão Executiva.
O Auditor Externo, no exercício das suas funções, verifica a adequação dos mecanismos e procedimentos em causa, asse-
gurando o reporte das suas conclusões ao Conselho Fiscal.
Ao Conselho de Administração cabe a responsabilidade de monitorizar tais mecanismos e procedimentos.
51. Existência de outras áreas funcionais com competências no controlo de riscos.
Conforme referido no ponto 51., os sistemas de controlo interno e de gestão de riscos da Sociedade são da responsabili-
dade do Conselho de Administração e estão delegados na Comissão Executiva, sendo objeto da fiscalização por parte do
Conselho Fiscal.
Por sua vez, quer as direções de Finance e Strategy, Planning & Control, ambas, em 2025, com reporte hierárquico e fun-
cional ao Presidente da Comissão Executiva assumem, no âmbito das suas funções, responsabilidade pela identificação e
controlo de riscos, nomeadamente operacionais e financeiros.
52. Identificação e descrição dos principais tipos de riscos (económicos, financeiros e jurídicos) a que a sociedade se
expõe no exercício da atividade.
Os principais riscos económicos são os que resultam do enquadramento macroeconómico de 2025 e das perspetivas para
2026, descritos detalhadamente supra na Parte 1 do presente Relatório & Contas. Os principais riscos financeiros são o
risco de crédito, o risco de liquidez e o risco de fluxos de caixa associados à taxa de juro e à exposição cambial.
As principais fontes de risco de crédito são caixa e equivalentes de caixa e exposição de crédito a clientes: a nível de bancos
e instituições financeiras, a empresa seleciona as contrapartes com quem desenvolve negócios atendendo à credibilidade
das entidades; em relação a clientes, a Glintt Global não tem concentrações de risco de crédito significativas e tem políticas
que asseguram que as vendas e prestações de serviços são efetuadas a clientes com um histórico de crédito apropriado,
que limitam o montante de crédito ao qual os seus clientes têm acesso.
A gestão do risco de liquidez implica a manutenção da caixa e depósitos bancários a um nível suficiente, a viabilidade da
consolidação da dívida flutuante através de um montante adequado de facilidades de crédito e a capacidade de liquidar
posições de mercado. Relacionado com a dinâmica dos negócios subjacentes, a tesouraria da empresa pretende manter a
flexibilidade da dívida flutuante, mantendo as linhas de crédito disponíveis.
A exposição da empresa ao risco da taxa de juro advém de aplicações em instituições financeiras e empréstimos obtidos. As
aplicações em instituições financeiras assumem a natureza de curto prazo, pelo que os riscos de fluxos de caixa decorrentes
de alterações na taxa de juro não assumem um carácter relevante.

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03. Governo da Sociedade
Relatório e Contas 2025
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Os empréstimos obtidos estão, de forma direta ou indireta, indexados a uma taxa de juro de referência, facto que expõe a
entidade a riscos de cash flow. A exposição ao risco é analisada de forma dinâmica, realizando-se testes de sensibilidade às
variações da taxa de juro, fundamentalmente à euribor, sendo que alterações na taxa de juro do mercado afetam ganhos ou
perdas de instrumentos financeiros.
De entre riscos jurídicos da atividade da empresa, destaca-se a eventualidade de poderem surgir potenciais problemas com
clientes e trabalhadores, os quais são controlados nomeadamente ao nível da gestão e controlo dos projetos.
53. Descrição do processo de identificação, avaliação, acompanhamento, controlo e gestão de riscos.
Ver Pontos 50 a 52.
54. Principais elementos dos sistemas de controlo interno e de gestão de risco implementados na sociedade relativa-
mente ao processo de divulgação de informação financeira (art. 245.º-A, n.º 1, al. m).
De acordo com a responsabilidade que lhe foi atribuída, a Comissão Executiva tem promovido uma cultura de controlo,
com vista a assegurar a fiabilidade da informação financeira do Grupo. Nesse contexto, tem defendido a prossecução das
seguintes medidas:
a) Definição/revisão, publicação e supervisão de políticas adequadas que garantam a fiabilidade da informação;
b) Definição e implementação de sistemas de suporte ao registo, gestão e controlo das operações, garantindo, por um
lado, que a assunção de encargos para o Grupo só é efetuada quando devidamente autorizada e, por outro, antecipando
eventuais debilidades em processos que considera críticos para a prossecução da sua estratégia de gestão.
Os riscos que afetam o processo de divulgação de informação financeira são também mitigados por um adequado sistema
de reporting, o qual envolve por um lado boas práticas ao nível da segregação de funções e por outro a limitação ao nível
dos acessos, para realização de determinadas práticas ou assunção de responsabilidades.
Mais ainda, são desenvolvidas e implementadas, pelo departamento de Strategy, Planning & Control, políticas de reporte
e supervisão da informação financeira e de gestão, que permitem à Comissão Executiva obter informação analítica relativa
ao desempenho e evolução da performance das diversas unidades, bem como receber atempado reporte sobre desvios
existentes face aos objetivos propostos e previamente aprovados.
IV. Apoio ao investidor
55. Serviço responsável pelo apoio ao investidor, composição, funções, informação disponibilizada por esses serviços
e elementos para contacto.
O Gabinete de Relações com os Investidores da Glintt Global tem como função assegurar um adequado relacionamento da
Sociedade com o Mercado, incluindo os acionistas, os investidores, os analistas e toda a comunidade financeira.
Assim, o Gabinete de Relações com os Investidores tem uma dupla vertente: por um lado, é através do Gabinete de Rela-
ções com os Investidores que a Glintt Global comunica ao Mercado toda a informação de divulgação obrigatória, bem como
outra informação cuja divulgação a Sociedade considere pertinente; e, por outro lado, é também o Gabinete de Relações
com os Investidores o meio privilegiado de o Mercado aceder à Glintt Global.

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03. Governo da Sociedade
Relatório e Contas 2025
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Este contacto permanente com o Mercado é efetuado de forma a respeitar o princípio da igualdade dos Acionistas e visa
prevenir assimetrias no acesso à informação por parte dos investidores.
O responsável pelo Gabinete de Relações com os Investidores (Investor Relations) é a Dra. Elsa Abrantes.
56. Representante para as relações com o mercado.
O Representante para as Relações com o Mercado e a CMVM é a Dra. Elsa Abrantes, Diretora Financeira e responsável pelo
Gabinete de Relações com os Investidores (Investor Relations).
57. Informação sobre a proporção e o prazo de resposta aos pedidos de informação entrados no ano ou pendentes de
anos anteriores.
A Sociedade possui um registo de todos os pedidos de informação e respetivo tratamento de dados. Em 2025, deu entrada
de 6 pedidos de informação, os quais foram respondidos em quarenta e oito horas. De 2025 para 2026, não transitou qual-
quer pedido de informação por responder.
V. Sítio de internet
58. Endereço(s).
● E-mail: investor.relations@glinttglobal.com
● Telefone: +351 219 100 200
● Fax: +351 219 100 299
● Morada: Beloura Office Park, Edifício 10, Quinta da Beloura, 2710-693 Sintra, Portugal
● Internet: https://www.glinttglobal.com/escritorio-de-relacoes-com-investidores/
59. Local onde se encontra informação sobre a firma, a qualidade de sociedade aberta, a sede e demais elementos
mencionados no artigo 171.º do Código das Sociedades Comerciais.
https://www.glinttglobal.com/governo-da-sociedade/
60. Local onde se encontram os estatutos e os regulamentos de funcionamento dos órgãos e/ou comissões.
https://www.glinttglobal.com/governo-da-sociedade/
Regulamentos:
https://www.glinttglobal.com/governo-da-sociedade/

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03. Governo da Sociedade
Relatório e Contas 2025
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61. Local onde se disponibiliza informação sobre a identidade dos titulares dos órgãos sociais, do representante para
as relações com o mercado, do Gabinete de Apoio ao Investidor ou estrutura equivalente, respetivas funções e meios
de acesso.
Órgãos sociais e representante para as relações com o mercado:
https://www.glinttglobal.com/governo-da-sociedade/
Gabinete de Relações com os Investidores:
https://www.glinttglobal.com/escritorio-de-relacoes-com-investidores/
62. Local onde se disponibilizam os documentos de prestação de contas, que devem estar acessíveis pelo menos
durante cinco anos, bem como o calendário semestral de eventos societários, divulgado no início de cada semestre,
incluindo, entre outros, reuniões da assembleia geral, divulgação de contas anuais, semestrais e, caso aplicável, tri-
mestrais.
Documentos de prestação de contas:
https://www.glinttglobal.com/pt/informacao-financeira/
Calendário de eventos societários:
https://www.glinttglobal.com/pt/comunicados-a-cmvm/
63. Local onde são divulgados a convocatória para a reunião da assembleia geral e toda a informação preparatória e
subsequente com ela relacionada.
https://www.glinttglobal.com/pt/assembleias-gerais/
64. Local onde se disponibiliza o acervo histórico com as deliberações tomadas nas reuniões das assembleias gerais
da sociedade, o capital social representado e os resultados das votações, com referência aos 3 anos antecedentes.
https://www.glinttglobal.com/pt/assembleias-gerais/
D. Remunerações
I. Competência para a determinação
65. Indicação quanto à competência para a determinação da remuneração dos órgãos sociais, dos membros da comis-
são executiva ou administrador delegado e dos dirigentes da sociedade.
A determinação da remuneração dos órgãos sociais, incluindo a dos membros da Comissão Executiva, compete aos Acio-
nistas, que na Assembleia Geral designaram para o efeito uma Comissão de Vencimentos.
A Comissão de Vencimentos submetia anualmente à Assembleia Geral uma declaração sobre política de remunerações dos
membros dos órgãos sociais, ao abrigo do disposto no artigo 2.º, n.º 1 da Lei n.º 28/2009, de 19 de junho. Com as alterações
introduzidas pela Lei nº 50/2020, de 25 de agosto, compete à Comissão de Vencimentos submeter uma proposta de política
de remuneração à aprovação da Assembleia Geral, tendo esta Comissão submetido à aprovação dos acionistas a referida
proposta na Assembleia Geral realizada a 27 de maio de 2021.

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03. Governo da Sociedade
Relatório e Contas 2025
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II. Comissão de remunerações
66. Composição da comissão de vencimentos, incluindo identificação das pessoas singulares ou coletivas contratadas
para lhe prestar apoio e declaração sobre a independência de cada um dos membros e assessores.
A Comissão de Vencimentos da Sociedade, eleita a 10 de janeiro de 2023, para o mandato 2023/2025, tinha a seguinte
composição:
● Presidente Paulo Barradas
● Vogal Jorge Esgalhado
● Vogal Victor Réfega Fernandes
Todos os membros da Comissão de Vencimentos eleitos para o mandato 2023/2025 eram independentes relativamente
aos membros do órgão de administração.
A fim de prestar informações ou esclarecimentos aos acionistas, o presidente ou, no seu impedimento, outro membro da
comissão de remunerações está sempre presente na assembleia geral anual e em qualquer outra em que seja discutida a
remuneração dos membros dos órgãos e comissões da sociedade ou se tal presença tiver sido requerida pelos acionistas.
A Comissão de Vencimentos poderá contratar, a expensas da Sociedade, consultores externos especializados em diversas
áreas, sempre que o necessite. Os referidos consultores externos são selecionados pela Comissão de Vencimentos, asse-
gurando que tais serviços são prestados com independência, por consultores que não prestam outros serviços à Sociedade
ou a outras sociedades do grupo.
Durante o ano de 2025, a Comissão de Vencimentos não contratou qualquer pessoa singular ou coletiva para prestar apoio
no cumprimento da sua missão.
67. Conhecimentos e experiência dos membros da comissão de remunerações em matéria de política de remunerações.
Os três membros da Comissão de Vencimentos eleitos para o mandato 2023/2025 tinham adequados conhecimentos e
experiência em matéria de política de remunerações, fruto da atividade profissional que desenvolvem diariamente:
● Presidente Paulo Barradas
● Vogal do Conselho de Administração da Luzitin, S.A.
● Acionista e Administrador (CEO) do Grupo Bluepharma;
● Acionista e Gerente do Grupo IPBR, GEST SGPS;
● Fundador e Gerente do Torre de Palma Wine Hotel;
● Presidente do Conselho Fiscal da Fundação Bissaya Barreto;
● Presidente do Núcleo de ACEGE de Coimbra e membro da Comissão Diocesana Justiça e Paz;
● Foi Diretor Técnico nas Farmácias Baeta Rebelo e Estádio;
● Foi Presidente da Direção da Cooperativa de Distribuição Farbeira;
● Foi Membro dos órgãos sociais da Ordem dos Farmacêuticos e da Associação Nacional de Farmácias.

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03. Governo da Sociedade
Relatório e Contas 2025
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● Foi Presidente do Conselho Fiscal da Associação Nacional de Farmácias.
● Vogal Jorge Esgalhado
● Sócio-Gerente de uma farmácia em Lisboa.
● Desempenhou funções de gestão e direção em empresas de vários setores, nomeadamente hotelaria e turismo.
● Membro da Associação de Antigos Alunos do Colégio Militar e da Associação de Antigos Alunos da Universidade Católica.
● Desde 2021 é vogal do Conselho Fiscal da ANF e do Conselho Fiscal da Farmacoope.
● Vogal Victor Réfega Fernandes
● Presidente da Mesa da Assembleia Geral:
● Alliance Healthcare, S.A.
● Proconfar – Produtos de Consumo e Farmacêuticos, S.A.
● Vice-Presidente da Mesa da Assembleia Geral:
● Farminveste SGPS, S.A.
III. Estrutura das remunerações
68. Descrição da política de remuneração dos órgãos de administração e de fiscalização
As linhas gerais da política de remunerações dos órgãos de administração e de fiscalização são as seguintes:
A. Remuneração dos membros do Conselho de Administração
I. Remuneração dos membros não executivos do Conselho de Administração
Em conformidade com as recomendações constantes do Código de Governo das Sociedades do IPCG - Instituto Português
de Corporate Governance, nesta matéria, a Comissão de Vencimentos da Sociedade determinou que a remuneração dos
Administradores Não Executivos da Sociedade seja exclusivamente composta por uma componente fixa determinada pela
Comissão de Vencimentos, a abonar doze vezes por ano.
II. Remuneração dos membros executivos do Conselho de Administração
A remuneração dos Administradores Executivos será composta por uma componente fixa e uma componente variável.
a. Remuneração Fixa
Durante o mandato de 2023-2025, os Administradores Executivos tiveram direito a uma remuneração fixa em dinheiro, a
abonar catorze vezes por ano.
Adicionalmente, os Administradores Executivos têm direito a uma remuneração fixa em espécie, sob a forma de seguro de
capitalização.

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03. Governo da Sociedade
Relatório e Contas 2025
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A remuneração fixa dos Administradores Executivos, nas duas referidas vertentes, é diferenciada em função dos pelouros
atribuídos.
b. Remuneração Variável
(i) Princípio geral
Para além da remuneração fixa, cada membro da Comissão Executiva terá direito individualmente a uma remuneração va-
riável, calculada nos termos seguintes:
a. 25% da remuneração anual fixa acrescidos de 1% do Resultado Antes de Impostos Consolidado do respetivo ano;
b. O Resultado Antes de Impostos Consolidado é calculado antes da dedução da remuneração variável;
c. O Resultado Antes de Impostos Consolidado previsto no orçamento deverá ser acrescido da dotação nele considerada
para a remuneração variável da Comissão Executiva;
d. A remuneração variável, prevista na alínea a) não poderá, quanto ao Presidente da Comissão Executiva, ultrapassar
50% da respetiva remuneração anual fixa, quanto ao Vogal Eduardo Antunes, ultrapassar 45% da respetiva remunera-
ção anual fixa e, quanto a cada um dos restantes Vogais da Comissão Executiva, ultrapassar 40% da respetiva remu-
neração anual fixa.
e. Se a soma dos resultados líquidos consolidados da Sociedade nos exercícios de 2023, 2024 e 2025 for igual ou superior
a 13.000.000,00 €, o Presidente da Comissão Executiva terá direito a receber um prémio de mandato de 100.000,00€.
O montante do referido prémio não contará para efeitos do limite fixado na anterior alínea d).
(ii) Critérios de atribuição da Remuneração Variável
Para efeitos do cálculo da remuneração variável atender-se-á aos seguintes critérios, com os limites estabelecidos na alínea
d) do ponto anterior:
a. O cálculo da retribuição variável passará a ter em conta a avaliação de desempenho referente a 4 indicadores de ges-
tão (o RAI – KPI 1 - é comum a todos os membros da CE, os KPIs 2,3 e 4 são específicos de cada membro da CE e são
definidos anualmente pelo Presidente do Conselho de Administração):
● KPI1 - Resultado Antes de Imposto Consolidado – 50%
● KPI2 – 20%
● KPI3 – 20%
● KPI4 – 10%
b. Se o Resultado Antes de Impostos Consolidado anual da Sociedade for inferior a 80% do previsto no orçamento apro-
vado pelo Conselho de Administração, a Comissão Executiva não tem direito a remuneração variável nesse ano.
c. Se o Resultado Antes de Impostos Consolidado anual da Sociedade for igual ou superior a 80% do previsto no orça-
mento aprovado pelo Conselho de Administração, a percentagem da remuneração variável referida em (i) a) a distribuir
a cada um dos membros da Comissão Executiva, será a indicada no quadro seguinte:

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03. Governo da Sociedade
Relatório e Contas 2025
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Resultado anual antes de impostos Remuneração variável (%)
< 80% 0%
≥ 80% Percentagem de remuneração variável calculada como resultado da média
ponderada das percentagens de concretização de cada um dos 4 KPIs,
estando a ponderação de cada KPI definida em (i) a).
Aplicar-se-ão os seguintes intervalos:
Avaliação global (AG) % variável
AG < 80% 0%
80% ≤ AG < 90% 60%
90% ≤ AG < 95% 80%
95% ≤ AG < 100% 90%
Se a avaliação global for igual ou superior a 100%, a % variável será igual à
% da avaliação global, desde que não ultrapasse os limites fixados para cada
administrador executivo conforme disposto nos nºs (i) d) e (ii) b)
Assim, a remuneração variável a atribuir a cada membro do CE será determinada em função do grau de cumprimento dos
objetivos fixados para cada exercício e no respeito pelo disposto no (i) d) e (ii). b).
A acumulação das remunerações estará sempre sujeita ao limite estabelecido na alínea d) do (i)
III. Alinhamento dos interesses dos Administradores com o interesse da Sociedade
Conforme decorre do acima exposto, a remuneração variável dos Administradores Executivos encontra-se dependente do
desempenho destes e do seu contributo para a obtenção dos melhores resultados para a Sociedade.
Por outro lado, a estrutura da remuneração visa assegurar um nível remuneratório competitivo, suscetível de atrair e reter
os mais qualificados quadros profissionais capazes de dar resposta aos desafios que a Sociedade enfrenta.
Nesta esteira, os Administradores Executivos que não vejam o seu mandato renovado (por iniciativa da Sociedade) e não
retomem o seu anterior vínculo contratual à Glintt Global ou a uma das sociedades suas participadas ficam investidos no
direito a uma compensação igual a seis meses de remuneração fixa e variável, considerando-se, para estes efeitos, a última
remuneração fixa e a remuneração variável do ano civil anterior.
Os Administradores executivos poderão adicionalmente ter direito a uma parte da remuneração variável após o termo do
mandato, se e enquanto continuarem adstritos à obrigação de não-concorrência.
B. Remuneração dos membros do Conselho Fiscal e do Revisor Oficial de Contas
A remuneração dos membros do Conselho Fiscal é exclusivamente composta por uma componente fixa, a abonar anual-
mente. Os montantes pagos ao Presidente e aos Vogais deste órgão variam entre si em virtude das funções desempenhadas.
De igual modo, a remuneração do Revisor Oficial de Contas é exclusivamente composta por uma componente fixa deter-
minada pelo Conselho Fiscal, a abonar anualmente, estando a determinação do seu montante em linha com as práticas e
condições normais para serviços similares.

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69. Informação sobre o modo como a remuneração é estruturada de forma a permitir o alinhamento dos interesses dos
membros do órgão de administração com os interesses de longo prazo da sociedade, bem como sobre o modo como é
baseada na avaliação do desempenho e desincentiva a assunção excessiva de riscos.
Por decisão dos Acionistas, a remuneração dos membros do Conselho de Administração está confiada a uma Comissão de Vencimentos.
O meio de alinhamento dos interesses dos Administradores com os interesses de longo prazo da Sociedade - desincentivando a assunção
excessiva de riscos – e, bem assim, de avaliação do desempenho dos Administradores, adotado pela Comissão de Vencimentos da Socie-
dade, foi o de estruturar a remuneração baseada na avaliação do desempenho, de modo que, para além de estabelecer uma remuneração
fixa, a Comissão de Vencimentos fixou igualmente uma remuneração variável para os membros da Comissão Executiva atribuída em fun-
ção do grau de cumprimento dos objetivos previstos no orçamento aprovado pelo Conselho de Administração da Sociedade.
A remuneração dos Administradores não executivos consiste numa quantia fixa.
Os membros do órgão de administração não celebraram contratos, quer com a sociedade, quer com terceiros, que tivessem por efeito
mitigar o risco inerente à variabilidade da remuneração que lhes foi fixada pela sociedade.
Quando a destituição de administrador não decorre de violação grave dos seus deveres nem da sua inaptidão para o exercício normal das
respetivas funções, mas, ainda assim, é reconduzível a um inadequado desempenho, a sociedade encontra-se dotada dos instrumentos
jurídicos adequados e necessários para que qualquer indemnização ou compensação, além da legalmente devida, não seja exigível.
O auditor externo, no âmbito das suas competências, verifica a aplicação das políticas e sistemas de remunerações dos órgãos sociais, a
eficácia e o funcionamento dos mecanismos de controlo interno, reportando igualmente quaisquer deficiências ao órgão de fiscalização
da Sociedade, o que não sucedeu em 2025.
70. Referência, se aplicável, à existência de uma componente variável da remuneração e informação sobre eventual
impacto da avaliação de desempenho nesta componente.
Existe uma componente variável da remuneração, nos termos referidos no ponto 69, supra.
71. Diferimento do pagamento da componente variável da remuneração, com menção do período de diferimento.
O pagamento da componente variável da remuneração relativa a um exercício é diferido para o ano seguinte.
72. Critérios em que se baseia a atribuição de remuneração variável em ações bem como sobre a manutenção, pelos
administradores executivos, dessas ações, sobre eventual celebração de contratos relativos a essas ações, designa-
damente contratos de cobertura (hedging) ou de transferência de risco, respetivo limite, e sua relação face ao valor da
remuneração total anual.
Não existe remuneração em ações.
73. Critérios em que se baseia a atribuição de remuneração variável em opções e indicação do período de diferimento
e do preço de exercício.
Não existe remuneração em opções.

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03. Governo da Sociedade
Relatório e Contas 2025
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74. Principais parâmetros e fundamentos de qualquer sistema de prémios anuais e de quaisquer outros benefícios
não pecuniários.
Não existe um sistema de prémios anuais, apenas remuneração fixa e variável.
75. Principais características dos regimes complementares de pensões ou de reforma antecipada para os adminis-
tradores e data em que foram aprovados em assembleia geral, em termos individuais.
Não existem regimes complementares de pensões ou de reforma antecipada, nem qualquer sistema de benefícios de refor-
ma estabelecidos a favor dos membros dos órgãos sociais.
IV. Divulgação das remunerações
76. Indicação do montante anual da remuneração auferida, de forma agregada e individual, pelos membros do órgão
de administração da sociedade, proveniente da sociedade, incluindo remuneração fixa e variável e, relativamente a
esta, menção às diferentes componentes que lhe deram origem.
Executivos Remuneração fixa Remuneração variável Total
Luís Paulo Reis Cocco 212 013 105 000 317 013
João Paulo Coelho Cabecinha 163 013 64 400 227 413
Eduardo José Biscaia Antunes 175 953 75 600 251 553
Luís Santos Esgueva Perez 21 000 58 800 79 800
Miguel Nuno da Silva Leocádio 161 383 54 881 216 264
733 362 358 681 1 092 043
Não Executivos Remuneração fixa
Paulo Jorge Vieira de Almeida Gouveia -
Rahim Sacoor Akbar Ali -
Paula Inês Moreira Dinis -
Diana Amaral Correia Costa da Silva -
Rui Manuel Assoreira Raposo -
Joana Rita Pinho Resende (a) 14 951
Maria Margarida Ramalho Bajanca 15 000
29 951
a) Remuneração associada a Despesas de Representação

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03. Governo da Sociedade
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77. Montantes a qualquer título pagos por outras sociedades em relação de domínio ou de grupo ou que se encontrem
sujeitas a um domínio comum.
Administrador
Remunerações Pagas (euros)
Total
Componente Fixa Componente Variável
Luís Santos Esgueva Perez 125 925 - 125 925
Total 125 925 - 125 925
78. Remuneração paga sob a forma de participação nos lucros e/ou de pagamento de prémios e os motivos porque tais
prémios e/ou participação nos lucros foram concedidos.
Não foram pagos quaisquer valores desta natureza.
79. Indemnizações pagas ou devidas a ex-administradores executivos relativamente à cessação das suas funções
durante o exercício.
No exercício de 2025, foi efetuado o pagamento de 142.500 euros ao Administrador Luís Cocco, a título de compensação
pela não renovação de mandato.
80. Indicação do montante anual da remuneração auferida, de forma agregada e individual, pelos membros do órgão
de fiscalização da sociedade.
Órgão de Fiscalização Total
Luis Pedro Pinto Caiano Pereira 7 200
Luís Filipe Vieira Coradinho Alves 5 000
Ana Filipa dos Santos Rosmaninho 5 000
17 200
A remuneração auferida pelo Revisor Oficial de Contas encontra-se descrita no ponto 47, supra.
81. Indicação da remuneração no ano de referência do presidente da mesa da assembleia geral.
Assembleia Geral Total
Presidente da Mesa 3 000
Secretária da Mesa 1 500
4 500
V. Acordos com implicações remuneratórias
82. Limitações contratuais previstas para a compensação a pagar por destituição sem justa causa de administrador e
sua relação com a componente variável da remuneração.
Não existem.

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03. Governo da Sociedade
Relatório e Contas 2025
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83. Referência à existência e descrição, com indicação dos montantes envolvidos, de acordos entre a sociedade e os
titulares do órgão de administração e dirigentes, na aceção do n.º 3 do artigo 248.º-B do Código dos Valores Mobiliá-
rios, que prevejam indemnizações em caso de demissão, despedimento sem justa causa ou cessação da relação de
trabalho na sequência de uma mudança de controlo da sociedade. (art. 245.º-A, n.º 1, al. l).
Não existem.
VI. Planos de atribuição de ações ou opções sobre ações (‘stock options’)
84. Identificação do plano e dos respetivos destinatários.
Não existe qualquer plano de atribuição de ações ou opções sobre ações.
85. Caraterização do plano (condições de atribuição, cláusulas de inalienabilidade de ações, critérios relativos ao pre-
ço das ações e o preço de exercício das opções, período durante o qual as opções podem ser exercidas, características
das ações ou opções a atribuir, existência de incentivos para a aquisição de ações e/ou o exercício de opções).
Não existe qualquer plano de atribuição de ações ou opções sobre ações.
86. Direitos de opção atribuídos para a aquisição de ações (‘stock options’) de que sejam beneficiários os trabalhado-
res e colaboradores da empresa.
Não existe qualquer plano de atribuição de ações ou opções sobre ações.
87. Mecanismos de controlo previstos num eventual sistema de participação dos trabalhadores no capital na medida
em que os direitos de voto não sejam exercidos diretamente por estes (art. 245.º-A, n.º 1, al. e)).
Não existe qualquer plano de atribuição de ações ou opções sobre ações.
E. Transações com partes relacionadas
I. Mecanismos e procedimentos de controlo
88. Mecanismos implementados pela sociedade para efeitos de controlo de transações com partes relacionadas (Para
o efeito remete-se para o conceito resultante da IAS 24).
Os negócios da sociedade com acionistas titulares de participação qualificada, ou com entidades que com eles estejam em
qualquer relação, nos termos do artigo 20.º do Código dos Valores Mobiliários, são realizados em condições normais de mercado.
Todas as transações comerciais são registadas nos sistemas informáticos desenvolvidos pelo Grupo, e que cobrem todas as fases
do negócio, nomeadamente: 1) negociação; 2) adjudicação; 3) execução; 4) faturação e cobrança e 5) aceitação da entrega.
89. Indicação das transações que foram sujeitas a controlo no ano de referência.
Todas as operações havidas durante o ano de 2025 com partes relacionadas foram objeto de análise, justamente seguindo
as mesmas metodologias definidas e implementadas para as demais operações comerciais levadas a cabo pelo Grupo.

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03. Governo da Sociedade
Relatório e Contas 2025
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90. Descrição dos procedimentos e critérios aplicáveis à intervenção do órgão de fiscalização para efeitos da avalia-
ção prévia dos negócios a realizar entre a sociedade e titulares de participação qualificada ou entidades que com eles
estejam em qualquer relação, nos termos do artigo 20.º do Código dos Valores Mobiliários.
O Conselho Fiscal estabeleceu os procedimentos e critérios necessários para a definição do nível relevante de significância dos
negócios com acionistas titulares de participação qualificada – ou com entidades que com eles estejam em qualquer uma das
relações previstas no n.º 1 do artigo 20.º do Código dos Valores Mobiliários – ficando a realização de negócios de relevância sig-
nificativa dependente de parecer prévio daquele órgão.
Estes procedimentos e critérios são essencialmente de natureza económica, e aplicam-se, de maneira geral, às compras e ven-
das que o Grupo pretenda efetuar com qualquer acionista titular de participação qualificada, devendo ser obtida validação prévia
do órgão de fiscalização sempre que o contrato a celebrar supere determinados limites económicos.
Assim, consideram-se operações de natureza relevante, e como tal sujeitas a validação prévia do órgão de fiscalização, i) os
contratos de natureza continuada cujo volume de transação mensal supere 0,5% do volume de negócios do ano anterior, e ii) os
contratos relativos a operações pontuais ou avulsas cujo volume da transação supere 1% do volume de negócios do ano anterior.
II. Elementos relativos aos negócios
91. Indicação do local dos documentos de prestação de contas onde está disponível informação sobre os negócios com
partes relacionadas, de acordo com a IAS 24, ou, alternativamente, reprodução dessa informação.
Durante o ano de 2025, os saldos e transações havidos com partes relacionados, são os que se resumem na tabela abaixo.
De entre os principais negócios realizados durante o ano de 2025, destacam-se os seguintes: a) manutenção e gestão de
infraestrutura tecnológica; b) Implementação de serviços de garantia de continuidade de negócio, nomeadamente aqueles
que dizem respeito à salvaguarda dos acessos lógicos (soluções de armazenamento e backup de dados); c) prestação de
serviços de call center para prestação de apoio na utilização de sistemas informáticos; d) serviços de consultoria relaciona-
dos com desenvolvimento de sítios web institucionais e respetivas manutenções; e) serviços de consultoria aplicacional; f)
fornecimento de licenças de Software e respetivas manutenções e g) prestação de serviços administrativos de contabilida-
de e gestão administrativa de recursos humanos.

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03. Governo da Sociedade
Relatório e Contas 2025
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Transações com partes relacionadas:
2025
Ent. Relacionada Vendas
Prestação de
Serviços
FSE Juros
Outros Ganhos /
Perdas
ANF 2 110 714 360 - - -
Farminveste SGPS - 2 180 - - -
Farminveste - IPG, SA - 2 480 605 (1 704 366) 1 682 -
A Ver Navios Em Santa Catarina 13 827 68 868 (292 701) - -
Grupo hmR - 1 301 524 (1 612) 17 135 3 042
Interfundos - - (301 741) - -
Finanfarma-Soc.Factoring, S.A. 802 370 665 (182 681) - -
Grupo Alliance 63 393 1 711 269 (546) - -
Infosaude 54 540 1 031 224 (100 093) - -
Associação Dignitude 115 58 689 (13 575) - (12 375)
Plataforma Saude 207 530 - - -
Globalvet 3 622 1 478 - - -
Go Far Insurance - 4 520 - - -
Farmacoope - 1 665 - - -
Farmácias - 431 108 - - -
Cogifar 645 485 241 679 - - -
784 101 8 420 364 (2 597 313) 18 817 (9 333)
2024
Ent. Relacionada Vendas
Prestação de
Serviços
FSE Juros
Outros Ganhos /
Perdas
ANF 3 901 667 470 (1 485) 176 -
Farminveste SGPS - 360 - - -
Farminveste - IPG, SA 68 291 2 597 525 (2 162 631) 12 041 20 457
Grupo hmR 76 1 729 597 (6 607) 32 896 26 222
Interfundos - - (403 552) - 31 146
Finanfarma-Soc.Factoring, S.A. 425 189 279 (172 448) - 21 358
Grupo Alliance 27 486 1 556 169 - - -
Infosaude 14 514 316 212 (9 679) 18 436
Associação Dignitude - 22 637 (1 200) - -
Plataforma Saude - 775 - - -
Globalvet - 3 010 - - -
Go Far Insurance - 2 110 - - -
Farmacoope 841 5 602 - - -
Sensing Evolution, Lda. - 296 - - -
Farmácias - 116 643 - - -
Cogifar 562 467 265 136 - - -
677 999 7 472 820 (2 757 601) 45 132 99 619

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03. Governo da Sociedade
Relatório e Contas 2025
114
Saldos com partes relacionadas:
2025
Ent. Relacionada
Outras Contas a
Receber
Acréscimos &
Diferimentos Ativos
Outras Contas
a Pagar
Acréscimos &
Diferimentos Passivos
ANF 210 906 - 1 485 (94 377)
Farminveste SGPS 407 - - -
Farminveste - IPG, SA 52 381 - 4 541 (79 579)
A Ver Navios Em Santa Catarina 93 668 - 306 121 (10 088)
Grupo hmR 388 425 11 683 10 109 (114 071)
Finanfarma-Soc.Factoring, S.A. 23 696 - - (24 506)
Grupo Alliance 154 938 - 312 (135 226)
Infosaude 895 245 - 119 487 (86 592)
Associação Dignitude 27 753 - - (4 343)
Plataforma Saude - - - (191)
Globalvet 990 - - (579)
Go Far Insurance 3 603 - - (856)
Farmacoope 518 - - (620)
Sensing Evolution, Lda. 22 741 - - -
Farmácias 55 857 - - -
Cogifar 250 277 - - -
2 181 403 11 683 442 057 (551 028)
2024
Ent. Relacionada
Outras Contas a
Receber
Acréscimos &
Diferimentos Ativos
Outras Contas
a Pagar
Acréscimos &
Diferimentos Passivos
ANF 248 810 - 1 485 (4 738)
Farminveste SGPS 194 - - (68)
Farminveste - IPG, SA 794 372 6 169 380 011 (148 697)
Grupo hmR 1 022 681 15 210 8 127 (34 407)
Finanfarma-Soc.Factoring, S.A. 23 710 - - (8 854)
Grupo Alliance 131 291 - - (77 280)
Infosaude 140 211 - 40 069 (32 391)
Associação Dignitude 3 151 - - (2 456)
Plataforma Saude 155 - - (56)
Globalvet 3 188 - - (1 626)
Go Far Insurance 155 507 - -
Farmacoope 1 822 - - (1 116)
Sensing Evolution, Lda. 26 178 - - -
Farmácias 6 516 - - -
Cogifar 827 314 209 351 - -
3 229 747 231 238 429 691 (311 690)

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03. Governo da Sociedade
Relatório e Contas 2025
115
Parte II
Avaliação do governo societário
1. Identificação do Código de governo das sociedades adotado
Em conformidade com o disposto no número 1 do artigo 2.º do Regulamento da CMVM n.º 4/2013, em matéria de governo
das sociedades, informa-se que a Glintt Global adota as Recomendações constantes do Código de Governo das Sociedades
do IPCG - Instituto Português de Corporate Governance de 2018, revisto em 2023 («Código de Governo das Sociedades»).
2. Análise de cumprimento do Código de Governo das Sociedades adotado
A Glintt Global acolhe as recomendações do IPCG sobre o Governo das Sociedades, tendo o presente Relatório sido orga-
nizado de acordo com o disposto no artigo 1.º, n.º 4 do Regulamento da CMVM n.º 4/2013, obedecendo, assim, ao modelo
constante do Anexo I do referido regulamento.
Apresenta-se, em seguida, a remissão para o(s) Ponto(s) da Parte I do presente Relatório em que essa matéria seja aborda-
da e ainda a respetiva justificação relativamente àquelas que não foram adotadas pela Sociedade em 2025.
I. PARTE GERAL
I.1. No relatório anual, o órgão de administração explicita em que termos a estratégia procura assegurar o cumpri-
mento dos seus objetivos de longo prazo e quais os principais contributos daí resultantes para a comunidade em geral.
Adotada.
Pontos 21, 50 e 54.
I.2 No relatório anual, o órgão de administração identifica as principais políticas e as principais medidas adotadas no que
respeita ao cumprimento dos seus objetivos ambientais e no que respeita ao cumprimento dos seus objetivos sociais.
Adotada.
Ponto 21 e pontos 2.4.1 e 2.4.2 do relatório de gestão.
II.1.1 A sociedade institui mecanismos que assegurem, de forma adequada e rigorosa, a atempada circulação ou di-
vulgação da informação necessária aos seus órgãos, ao secretário da sociedade, aos acionistas, aos investidores, aos
analistas financeiros, às demais partes interessadas e ao mercado em geral.
Adotada.
Pontos 29, 55, 56, 57 e 58.
II.2.1 As sociedades estabelecem, previamente e em abstrato, critérios e requisitos relativos ao perfil de membros dos órgãos da
sociedade adequados à função a desempenhar, considerando, designadamente, atributos individuais (como competência, inde-
pendência, integridade, disponibilidade e experiência) e requisitos de diversidade (com particular atenção à igualdade entre ho-
mens e mulheres), que possam contribuir para a melhoria do desempenho do órgão e para o equilíbrio na respetiva composição.
Adotada.
Pontos 16 e 17.

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03. Governo da Sociedade
Relatório e Contas 2025
116
II.2.2 O órgão de administração, o órgão de fiscalização e as comissões internas dispõem de regulamentos - nomeada-
mente sobre o exercício das respetivas atribuições, presidência, periodicidade de reuniões, funcionamento e quadro
de deveres dos seus membros – divulgados na íntegra no sítio da internet da sociedade. Devem ser elaboradas atas
das reuniões do órgão de administração, bem como do órgão de fiscalização e das comissões internas.
Adotada.
Pontos 22, 27 e 34.
II.2.3. A composição dos órgãos de administração, de fiscalização e das suas comissões internas são divulgados atra-
vés do sítio da Internet da sociedade, bem como o número de reuniões em cada ano dos órgãos de administração, de
fiscalização e das suas comissões internas são divulgados através do sítio da Internet da sociedade.
Adotada.
Pontos 23 e 35.
II.2.4 As sociedades adotam uma política de comunicação de irregularidades (whistleblowing) que explicite as princi-
pais regras e procedimentos a serem seguidos perante cada comunicação e um canal de denúncia interno que inclua
o acesso também por não trabalhadores, nos termos previstos na lei aplicável.
Adotada.
Ponto 49.
II.2.5 As sociedades dispõem de comissão especializada em matéria de governo societário, de remunerações, nomea-
ções de membros dos órgãos da sociedade e em matéria de avaliação de desempenho.
Adotada.
Pontos 27, 66 e 67.
II.3.1 Os estatutos ou outras vias equivalentes adotadas pela sociedade estabelecem mecanismos para garantir que,
dentro dos limites da legislação aplicável, seja permanentemente assegurado aos membros dos órgãos de adminis-
tração e de fiscalização o acesso a toda a informação necessária para a avaliação do desempenho, da situação e das
perspetivas de desenvolvimento da sociedade, incluindo, designadamente, as atas, a documentação de suporte às
decisões tomadas, as convocatórias e o arquivo das reuniões do órgão de administração executivo, sem prejuízo do
acesso a quaisquer outros documentos ou pessoas a quem possam ser solicitados esclarecimentos.
Adotada.
Pontos 22, 29 e 34.
II.3.2. Cada órgão e comissão da sociedade assegura, de forma atempada e adequada, o fluxo interorgânico da infor-
mação necessária ao exercício das competências legais e estatutárias de cada um dos restantes órgãos e comissões.
Adotada.
Pontos 29 e 38.

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03. Governo da Sociedade
Relatório e Contas 2025
117
II.4.1. Por regulamento interno ou via equivalente, os membros dos órgãos de administração e de fiscalização e das
comissões internas ficam vinculados a informar o respetivo órgão ou comissão sempre que existam factos que possam
constituir ou dar causa a um conflito entre os seus interesses e o interesse da sociedade.
Adotada.
Pontos 26 e 36.
II.4.2 A sociedade adota procedimentos que garantam que o membro em conflito não interfere no processo de deci-
são, sem prejuízo do dever de prestação de informações e esclarecimentos que o órgão, a comissão ou os respetivos
membros lhe solicitem.
Adotada.
Ponto 26.
II.5.1 O órgão de administração divulga, no relatório de governo ou por outra via publicamente disponível, o procedi-
mento interno de verificação das transações com partes relacionadas.
Adotada.
Ponto 91.
III.1 A sociedade não deve fixar um número excessivamente elevado de ações necessárias para conferir direito a um
voto, e informa no relatório de governo sobre a sua opção sempre que a cada ação não corresponda um voto.
Não aplicável.
Ponto 12.
III.2. A sociedade que tenha emitido ações com direito especial ao voto plural identifica, no relatório de governo, as
matérias que, por previsão dos estatutos da sociedade, estão excluídas do âmbito do voto plural.
Não aplicável.
III.3. A sociedade não deve adotar mecanismos que dificultem a tomada de deliberações pelos seus acionistas, desig-
nadamente fixando um quórum deliberativo superior ao previsto por lei.
Adotada.
Ponto 1.
III.4 A sociedade implementa os meios adequados para a participação não presencial dos acionistas na Assembleia
Geral, em termos proporcionais à sua dimensão.
Adotada.
Ponto 1.
III.5. A sociedade implementa igualmente os meios adequados para o exercício não presencial do direito de voto,
incluindo por correspondência e por via eletrónica.
Adotada.
Ponto 12.

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03. Governo da Sociedade
Relatório e Contas 2025
118
III.6 Os estatutos da sociedade que prevejam a limitação do número de votos que podem ser detidos ou exercidos por
um único acionista, de forma individual ou em concertação com outros acionistas, devem prever igualmente que, pelo
menos de cinco em cinco anos, seja sujeita a deliberação pela assembleia geral a alteração ou a manutenção dessa
disposição estatutária — sem requisitos de quórum agravado relativamente ao legal — e que, nessa deliberação, se
contam todos os votos emitidos sem que aquela limitação funcione.
Não aplicável.
Ponto 13.
III.7. Não devem ser adotadas medidas que determinem pagamentos ou a assunção de encargos pela sociedade em
caso de transição de controlo ou de mudança da composição do órgão de administração e que se afigurem suscetíveis
de prejudicar o interesse económico na transmissão das ações e a livre apreciação pelos acionistas do desempenho
dos administradores.
Adotada.
Pontos 2, 4 e 5.
IV.1.1 O órgão de administração assegura que a sociedade atua de forma consentânea com o seu objeto e não delega
poderes, designadamente, no que respeita a: i) definição da estratégia e das principais políticas da sociedade; ii) or-
ganização e coordenação da estrutura empresarial; iii) matérias que devam ser consideradas estratégicas em virtude
do seu montante, risco ou características especiais.
Adotada.
Ponto 29.
IV.1.2 O órgão de administração aprova, através de regulamento ou mediante via equivalente, o regime de atuação
dos administradores executivos aplicável ao exercício por estes de funções executivas em entidades fora do grupo.
Não adotada. Na prática, apesar de não existir norma escrita, os administradores executivos não exercem funções execu-
tivas fora do grupo.
IV.2.1 Sem prejuízo das funções legais do presidente do conselho de administração, se este não for independente, os
administradores independentes – ou, não existindo estes em número suficiente, os administradores não executivos
– designam entre si um coordenador para, nomeadamente, (i) atuar, sempre que necessário, como interlocutor com o
presidente do conselho de administração e com os demais administradores, (ii) zelar por que disponham do conjunto
de condições e meios necessários ao desempenho das suas funções, e (iii) coordená-los na avaliação do desempenho
pelo órgão de administração prevista na recomendação VI.1.1.; em alternativa, pode a sociedade fixar outro mecanis-
mo equivalente que assegure aquela coordenação.
Não aplicável.
IV.2.2. O número de membros não executivos do órgão de administração deve ser adequado à dimensão da sociedade
e à complexidade dos riscos inerentes à sua atividade, mas suficiente para assegurar com eficiência as funções que
lhes estão cometidas, devendo constar do relatório de governo a formulação deste juízo de adequação.
Adotada.
Pontos 17, 18, 29 e 31.

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03. Governo da Sociedade
Relatório e Contas 2025
119
IV.2.3. O número de administradores não executivos é superior ao de administradores executivos.
Adotada.
Pontos 18, 24, 25, 69 e 77
IV.2.4. O número de administradores não executivos que cumpram os requisitos de independência deve ser plural
e não pode ser inferior a um terço do número total de administradores não executivos. Para efeitos desta recomen-
dação, considera-se independente a pessoa que não esteja associada a qualquer grupo de interesses específicos na
sociedade, nem se encontre em alguma circunstância suscetível de afetar a sua isenção de análise ou de decisão,
nomeadamente em virtude de:
i) Ter exercido durante mais de doze anos, de forma contínua ou intercalada, funções em qualquer órgão da sociedade,
sendo este prazo contado independentemente de coincidir, ou não, com o termo do mandato;
ii) Ter sido colaborador da sociedade ou de sociedade que com ela se encontre em relação de domínio ou de grupo nos
últimos três anos;
iii) Ter, nos últimos três anos, prestado serviços ou estabelecido relação comercial significativa com a sociedade ou com
sociedade que com esta se encontre em relação de domínio ou de grupo, seja de forma direta ou enquanto sócio, admi-
nistrador, gerente ou dirigente de pessoa coletiva;
iv) Ser beneficiário de remuneração paga pela sociedade ou por sociedade que com ela se encontre em relação de domínio
ou de grupo para além da remuneração decorrente do exercício das funções de administrador;
v) Viver em união de facto ou ser cônjuge, parente ou afim na linha reta e até ao 3.º grau, inclusivé, na linha colateral, de
administradores da sociedade, de administradores de pessoa coletiva titular de participação qualificada na sociedade
ou de pessoas singulares titulares direta ou indiretamente de participação qualificada;
vi) Ser titular de participação qualificada ou representante de um acionista titular de participações qualificadas.
Não adotada. A inexistência, no Conselho de Administração, de administradores não executivos que possam, num critério
meramente formal, ser qualificados como independentes, é motivada pela circunstância de o acionista maioritário deter
cerca de 76% do capital.
Os membros do Conselho de Administração foram eleitos sem votos contra.
IV.2.5. O disposto no parágrafo (i) da recomendação anterior não obsta à qualificação de um novo administrador como
independente se, entre o termo das suas funções em qualquer órgão da sociedade e a sua nova designação, tiverem,
entretanto, decorrido pelo menos três anos (cooling-off period).
Não aplicável.
V.1. Com respeito pelas competências que lhe são conferidas por lei, o órgão de fiscalização toma conhecimento das
linhas estratégicas, previamente à sua aprovação final pelo órgão de administração. Com respeito pelas competências
que lhe são conferidas por lei, o órgão de fiscalização avalia e pronuncia-se sobre a política de risco, previamente à sua
aprovação final pelo órgão de administração.
Adotada.
Ponto 38.

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03. Governo da Sociedade
Relatório e Contas 2025
120
V.2. O número de membros do órgão de fiscalização e o número de membros da comissão para as matérias financeiras
deve ser adequado à dimensão da sociedade e à complexidade dos riscos inerentes à sua atividade, mas suficiente
para assegurar com eficiência as funções que lhes estão cometidas, devendo constar do relatório de governo a formu-
lação deste juízo de adequação. O número de membros da comissão para as matérias financeiras.
Adotada.
Pontos 17, 18, 29 e 31.
VI.1.1. O órgão de administração – ou comissão com competências na matéria, composta por maioria de membros não
executivos – avalia anualmente o seu desempenho, tendo em conta o cumprimento do plano estratégico da sociedade
e do orçamento, a gestão de riscos, o seu funcionamento interno e o contributo de cada membro para o efeito, assim
como o relacionamento entre órgãos e comissões da sociedade, bem como o desempenho da comissão executiva / dos
administradores executivos e desempenho das comissões da sociedade.
Adotada.
Pontos 24, 25, 29, 69, 70 e 71.
VI.2.1. A sociedade constitui uma comissão de remunerações, cuja composição assegure a sua independência em face
da administração, podendo tratar-se da comissão de remunerações designada nos termos do artigo 399.º do Código
das Sociedades Comerciais.
Adotada.
Pontos 66 e 67.
VI.2.2. A fixação das remunerações dos membros dos órgãos de administração e de fiscalização e das comissões da
sociedade compete à comissão de remunerações ou à assembleia geral, sob proposta daquela comissão.
Adotada.
Pontos 66 e 67.
VI.2.3. A sociedade divulga no relatório de governo, ou no relatório de remunerações, a cessação de funções dos mem-
bros de órgãos ou comissões da sociedade, indicando os montantes de todos os encargos da sociedade relacionados
com a cessação de funções, a qualquer título, no exercício em causa.
Adotada.
Pontos 77 e seguintes.
VI.2.4. A fim de prestar informações ou esclarecimentos aos acionistas, o presidente ou outro membro da comissão de
remunerações deve estar presente na assembleia geral anual e em quaisquer outras se a respetiva ordem de trabalhos
incluir assunto conexo com a remuneração dos membros dos órgãos e comissões da sociedade, ou se tal presença tiver
sido requerida por acionistas.
Adotada.
Ponto 67.

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03. Governo da Sociedade
Relatório e Contas 2025
121
VI.2.5. Dentro das limitações orçamentais da sociedade, a comissão de remunerações pode decidir livremente a con-
tratação, pela sociedade, dos serviços de consultoria necessários ou convenientes para o exercício das suas funções.
Adotada.
Ponto 67.
VI.2.6. A comissão de remunerações assegura que aqueles serviços são prestados com independência.
Adotada.
Ponto 67.
VI.2.7. Os prestadores desses serviços não serão contratados, pela própria sociedade ou por outras que com ela se en-
contrem em relação de domínio ou de grupo, para a prestação à sociedade de quaisquer outros serviços relacionados
com as competências da comissão de remunerações, sem que haja autorização expressa da comissão.
Adotada.
Ponto 67.
VI.2.8. Tendo em vista o alinhamento de interesses entre a sociedade e os administradores executivos, uma parte
da remuneração destes tem natureza variável que reflita o desempenho sustentado da sociedade e não estimule a
assunção de riscos excessivos.
Adotada.
Pontos 69 e 70.
VI.2.9. Uma parte significativa da componente variável é parcialmente diferida no tempo, por um período não inferior
a três anos, associando-a, em termos definidos na política de remunerações da sociedade, à confirmação da susten-
tabilidade do desempenho.
Não adotada. A Sociedade entende haver vantagem em que a avaliação de desempenho seja efectuada numa base anual,
assim como o pagamento da correspondente eventual remuneração variável. Isto porque a Sociedade funciona numa lógica
anual: o orçamento é anual e a gestão presta contas aos Acionistas todos os anos. Por tais razões, a remuneração variável é
integralmente paga no exercício seguinte àquele a que respeita.
Ponto 69.
VI.2.10. Quando a remuneração variável compreender opções ou outros instrumentos direta ou indiretamente depen-
dentes do valor das ações, o início do período de exercício é diferido por um prazo não inferior a três anos.
Não aplicável.
Ponto 74.
VI.2.11. A remuneração dos administradores não executivos não inclui nenhuma componente cujo valor dependa do
desempenho da sociedade ou do seu valor.
Adotada.
Ponto 69.

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03. Governo da Sociedade
Relatório e Contas 2025
122
VI.3.1. A sociedade promove, nos termos que considere adequados, mas de forma suscetível de demonstração, que as
propostas para eleição dos membros dos órgãos da sociedade sejam acompanhadas de fundamentação a respeito da
adequação de cada um dos candidatos à função a desempenhar.
Parcialmente adotada. É comum a manutenção nos cargos durante diversos mandatos, pelo que a adequação, conhecimen-
tos e currículo estão por natureza confirmados.
Pontos 17 a 19.
VI.3.2. A comissão de nomeações de membros de órgãos sociais inclui uma maioria de administradores independentes.
Não aplicável.
Inexiste uma comissão de nomeações.
VI.3.3. A não ser que a dimensão da sociedade o não justifique, a função de acompanhamento e apoio às designações
de quadros dirigentes é atribuída a uma comissão de nomeações.
Não aplicável. A dimensão da sociedade não justifica a existência de uma comissão de nomeações.
VI.3.4. A comissão de nomeações de quadros dirigentes disponibiliza os seus termos de referência e promove, na
medida das suas competências, a adoção de processos de seleção transparentes que incluam mecanismos efetivos de
identificação de potenciais candidatos, e que sejam propostos para seleção os que apresentem maior mérito, melhor
se adequem às exigências da função e promovam, dentro da organização, uma diversidade adequada incluindo quan-
to à igualdade entre homens e mulheres.
Não aplicável. Inexiste uma comissão de nomeações.
VII.1. O órgão de administração debate e aprova o plano estratégico, bem como a política de risco da sociedade, a qual
inclui a fixação de limites em matéria de assunção de riscos.
Adotada.
Pontos 29, 38 e 50 a 55.
VII.2. A sociedade dispõe de uma comissão especializada ou de um comité composto por especialistas em matéria de
risco que reporta regularmente ao órgão de administração.
Adotada.
Ponto 50 e seguintes.
VII.3. O órgão de fiscalização organiza-se internamente, implementando mecanismos e procedimentos de controlo
periódico, com vista a garantir que os riscos efetivamente incorridos pela sociedade são consistentes com os objetivos
fixados pelo órgão de administração.
Adotada.
Pontos 38 e 50 a 55.

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03. Governo da Sociedade
Relatório e Contas 2025
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VII.4. O sistema de controlo interno, compreendendo as funções de gestão de riscos, compliance e auditoria interna,
é estruturado em termos adequados à dimensão da sociedade e à complexidade dos riscos inerentes à sua atividade,
devendo o órgão de fiscalização avaliá-lo e, no âmbito da sua competência de fiscalização da eficácia deste sistema,
propor os ajustamentos que se mostrem necessários.
Adotada.
Pontos 38 e 50 a 55.
VII.5. A sociedade estabelece procedimentos de fiscalização, avaliação periódica e de ajustamento do sistema de
controlo interno, incluindo uma avaliação anual do grau de cumprimento interno e do desempenho desse sistema,
bem como da perspetiva de alteração do quadro de risco anteriormente definido.
Adotada.
Pontos 38 e 50 a 55.
VII.6. Tendo por base a sua política de risco, a sociedade institui uma função de gestão de riscos, identificando os
principais riscos a que se encontra sujeita no desenvolvimento da sua atividade, a probabilidade de ocorrência dos
mesmos e o respetivo impacto, os instrumentos e medidas a adotar tendo em vista a respetiva mitigação e os procedi-
mentos de monitorização, visando o seu acompanhamento.
Adotada.
Pontos 50 a 55.
VII.7. A sociedade institui processos para coligir e processar dados relacionados com a sustentabilidade ambiental e
social, para alertar o órgão de administração acerca dos riscos em que a sociedade esteja a incorrer e propor estraté-
gias para a sua mitigação.
Adotada.
A Glintt Global instituiu processos para a recolha e tratamento de dados relacionados com a sustentabilidade ambiental e
social através da sua Política de Sustentabilidade, que define diretrizes claras para a gestão de riscos ESG.
A Direção de Quality, Risk & Sustainability, com reporte direto à Comissão Executiva, é responsável pelo acompanhamento
e reporte dos riscos e oportunidades ESG. Paralelamente, o Comité de Sustentabilidade, composto por representantes de
diversas áreas da empresa, assegura a integração da sustentabilidade na estratégia e nas operações.
De acordo com a sua Política de Sustentabilidade, a Glintt Global adota um processo de avaliação de dupla materialidade,
que permite identificar tanto os impactos da organização no meio ambiente e na sociedade como os riscos associados para
a empresa. Esta avaliação fornece informações essenciais para a tomada de decisão e possibilita alertar a administração
sobre potenciais riscos, propondo estratégias para a sua mitigação.
Por fim, a sustentabilidade passou a estar integrada como um vetor de crescimento no plano estratégico 2025-2029, refor-
çando o compromisso da empresa com práticas responsáveis.
Divulgado no capítulo 2.4.2. do Relatório de Gestão.

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03. Governo da Sociedade
Relatório e Contas 2025
124
VII.8. A sociedade informa sobre o modo como as alterações climáticas são consideradas na organização e sobre a
forma como pondera, nos processos de decisão, a análise do risco climático.
Adotada.
As alterações climáticas são consideradas na Glintt Global como tema material da estratégia ESG.
A avaliação de riscos climáticos é realizada no contexto da dupla materialidade, permitindo à Glintt Global identificar os
impactos diretos e indiretos nas alterações climáticas pelo seu modelo de negócio.
A consideração do risco climático também é revelada no levantamento da maturidade ESG dos nossos fornecedores, incen-
tivando a colaboração para as preocupações ESG ao longo da cadeia de valor.
Divulgado no capítulo 2.4.5. do Relatório de Gestão.
VII.9. A sociedade informa, no relatório de governo, sobre os termos em que mecanismos de inteligência artificial
hajam sido utilizados como instrumento de tomada de decisões pelos órgãos sociais.
Não adotada.
VII.10. O órgão de fiscalização pronuncia-se sobre os planos de trabalho e os recursos afetos aos serviços do sistema
de controlo interno, incluindo às funções de gestão de riscos, compliance e auditoria interna, podendo propor os ajus-
tamentos que se mostrem necessários.
Adotada.
Pontos 37, 38 e 50.
VII.11. O órgão de fiscalização é destinatário dos relatórios realizados pelos serviços de controlo interno, incluindo as
funções de gestão de riscos, compliance e auditoria interna, pelo menos quando estejam em causa matérias relacio-
nadas com a prestação de contas, a identificação ou a resolução de conflitos de interesses e a deteção de potenciais
irregularidades.
Adotada.
Pontos 37, 38 e 50.
VIII.1.1. O regulamento do órgão de fiscalização impõe que este fiscalize a adequação do processo de preparação e
de divulgação de informação pelo órgão de administração, incluindo a adequação das políticas contabilísticas, das
estimativas, dos julgamentos, das divulgações relevantes e sua aplicação consistente entre exercícios, de forma devi-
damente documentada e comunicada.
Adotada.
Ponto 38.

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03. Governo da Sociedade
Relatório e Contas 2025
125
VIII.2.1. Através de regulamento, o órgão de fiscalização define, nos termos do regime legal aplicável, os procedimen-
tos de fiscalização destinados a assegurar a independência do revisor oficial de contas.
Parcialmente adotada. Está em curso a sistematização destes procedimentos.
Pontos 34, 37 e 38.
VIII.2.2. O órgão de fiscalização é o principal interlocutor do revisor oficial de contas na sociedade e o primeiro desti-
natário dos respetivos relatórios, competindo-lhe, designadamente, propor a respetiva remuneração e zelar para que
sejam asseguradas, dentro da empresa, as condições adequadas à prestação dos serviços.
Adotada.
Ponto 45.
VIII.2.3. O órgão de fiscalização avalia anualmente o trabalho realizado pelo revisor oficial de contas, a sua indepen-
dência e adequação para o exercício das funções e propõe ao órgão competente a sua destituição ou a resolução do
contrato de prestação dos seus serviços sempre que se verifique justa causa para o efeito.
Adotada.
Pontos 44 e 45.
Parte II
Informação sobre remunerações
Nos termos do disposto do artigo 26.º- G do Código de Valores Mobiliários, a Sociedade deve elaborar um relatório claro e
compreensível, que proporcione uma visão abrangente das remunerações, incluindo todos os benefícios, independente-
mente da sua forma, atribuídas ou devidas durante o último exercício a cada membro dos órgãos de administração e fisca-
lização, em conformidade com a Política de Remunerações aprovada nos termos legais.
A Política de Remunerações da Sociedade foi definida pela sua Comissão de Vencimentos e aprovada na Assembleia Geral
realizada a 27 de maio de 2021.
a) A remuneração total discriminada pelos diferentes componentes, incluindo a proporção relati-
va da remuneração fixa e da remuneração variável de cada membro do órgão de administração e
fiscalização.
i. Remuneração dos Membros do Órgão de Administração
A política de remuneração aplicável para 2025 define uma estrutura com uma remuneração fixa para os membros não exe-
cutivos do Conselho de Administração, calculada com base no seu trabalho exclusivamente como Administradores.
Já a remuneração dos membros executivos do Conselho de Administração é composta por uma componente fixa e uma
componente variável.

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03. Governo da Sociedade
Relatório e Contas 2025
126
A componente fixa da remuneração dos membros executivos do Conselho de Administração assume as seguintes duas
vertentes, sendo diferenciada em função dos pelouros atribuídos: a) remuneração fixa em dinheiro, a abonar catorze vezes
por ano; b) remuneração fixa em espécie, sob a forma de seguro de capitalização.
A componente variável da remuneração dos membros executivos do Conselho de Administração tem a natureza de incenti-
vo de desempenho ligado a objetivos financeiro fixados em cada ano, sendo calculada da seguinte forma:
a) 25% da remuneração anual fixa acrescidos de 1% do Resultado Antes de Impostos Consolidado do respetivo ano;
b) O Resultado Antes de Impostos Consolidado é calculado antes da dedução da remuneração variável;
c) O Resultado Antes de Impostos Consolidado previsto no orçamento deverá ser acrescido da dotação nele considerada
para a remuneração variável da Comissão Executiva;
d) A remuneração variável, prevista na alínea a) não poderá, quanto ao Presidente da Comissão Executiva, ultrapassar
50% da respetiva remuneração anual fixa, quanto ao Vogal Eduardo Antunes, ultrapassar 45% da respetiva remunera-
ção anual fixa e, quanto a cada um dos restantes Vogais da Comissão Executiva, ultrapassar 40% da respetiva remu-
neração anual fixa.
e) Se a soma dos resultados líquidos consolidados da Sociedade nos exercícios de 2023, 2024 e 2025 for igual ou superior
a 13.000.000,00 €, o Presidente da Comissão Executiva terá direito a receber um prémio de mandato de 100.000,00€.
O montante do referido prémio não contará para efeitos do limite fixado na anterior alínea d).
Para efeitos do cálculo da remuneração variável, são considerados os seguintes critérios:
a. a. O cálculo da retribuição variável passará a ter em conta a avaliação de desempenho referente a 4 indicadores de
gestão (o RAI – KPI 1 - é comum a todos os membros da CE, os KPIs 2,3 e 4 são específicos de cada membro da CE e
são definidos anualmente pelo Presidente do Conselho de Administração):
● KPI1 - Resultado Antes de Imposto Consolidado – 50%
● KPI2 – 20%
● KPI3 – 20%
● KPI4 – 10%
b. Se o Resultado Antes de Impostos Consolidado anual da Sociedade for inferior a 80% do previsto no orçamento apro-
vado pelo Conselho de Administração, a Comissão Executiva não tem direito a remuneração variável nesse ano.
c. Se o Resultado Antes de Impostos Consolidado anual da Sociedade for igual ou superior a 80% do previsto no orçamen-
to aprovado pelo Conselho de Administração, a percentagem da remuneração variável referida em a) a distribuir a cada
um dos membros da Comissão Executiva, será a indicada no quadro seguinte:

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03. Governo da Sociedade
Relatório e Contas 2025
127
Resultado anual antes de impostos Remuneração variável (%)
<80% 0%
≥ 80% Percentagem de remuneração variável calculada como resultado da média
ponderada das percentagens de concretização de cada um dos 4 KPIs,
estando a ponderação de cada KPI definida em (i) a).
Aplicar-se-ão os seguintes intervalos:
Avaliação global (AG) % variável
AG < 80% 0%
80% ≤ AG < 90% 60%
90% ≤ AG < 95% 80%
95% ≤ AG < 100% 90%
Se a avaliação global for igual ou superior a 100%, a % variável será igual à
% da avaliação global, desde que não ultrapasse os limites fixados para cada
administrador executivo conforme disposto nos nºs (i) d) e (ii) b)
Assim, a remuneração variável a atribuir a cada membro do CE será determinada em função do grau de cumprimento dos
objetivos fixados para cada exercício e no respeito pelo disposto anteriormente.
Executivos Remuneração fixa Remuneração variável Total
Luís Paulo Reis Cocco 212 013 105 000 317 013
João Paulo Coelho Cabecinha 163 013 64 400 227 413
Eduardo José Biscaia Antunes 175 953 75 600 251 553
Luís Santos Esgueva Perez 21 000 58 800 79 800
Miguel Nuno da Silva Leocádio 161 383 54 881 216 264
733 362 358 681 1 092 043
Não Executivos Remuneração fixa
Paulo Jorge Vieira de Almeida Gouveia -
Rahim Sacoor Akbar Ali -
Paula Inês Moreira Dinis -
Diana Amaral Correia Costa da Silva -
Rui Manuel Assoreira Raposo -
Joana Rita Pinho Resende (a) 14 951
Maria Margarida Ramalho Bajanca 15 000
29 951
a) Remuneração associada a Despesas de Representação

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03. Governo da Sociedade
Relatório e Contas 2025
128
ii. Remuneração dos Membros do Conselho Fiscal
A remuneração dos membros do Conselho Fiscal é exclusivamente composta por uma componente fixa, abonada anual-
mente. Os montantes pagos ao Presidente e aos Vogais deste órgão variam entre si em virtude das funções desempenhadas.
Valores de 2025
A tabela seguinte contém a indicação dos montantes pagos pela Sociedade, a título de remuneração fixa, aos membros do
Conselho Fiscal (eur):
Nome / Cargo Remuneração fixa ilíquida
Luis Pedro Pinto Caiano Pereira 7 200
Luís Filipe Vieira Coradinho Alves 5 000
Ana Filipa dos Santos Rosmaninho 5 000
17 200
Conselho Fiscal
A remuneração do Revisor Oficial de Contas é exclusivamente composta por uma componente fixa, abonada anualmente,
estando a determinação do seu montante em linha com as práticas e condições normais para serviços similares.
Valores de 2025
A tabela seguinte contém a indicação do valor dos honorários pagos pela Sociedade ao Revisor Oficial de Contas (eur):
Serviço Montante 2025
Serviços de revisão legal de contas 139 254
Serviços de garantia de fiabilidade decorrentes da função de ROC 15 900
155 254
b) Alinhamento da aplicação da remuneração com a Política de Remunerações adotada. Contri-
buição da Política de Remunerações para o desempenho a longo prazo da Sociedade e critérios
tidos em conta.
As remunerações foram atribuídas de acordo com os critérios e os princípios definidos e divulgados na Política de Remu-
nerações aprovada em Assembleia Geral, em 27 de maio de 2021. A Sociedade acredita que o sistema remuneratório em
vigor permite (i) atrair e reter o mais elevado talento profissional para as funções de gestão e de supervisão, (ii) retribuir, em
condições competitivas de mercado, as competências exercidas e os resultados atingidos na actividade societária, tendo
em conta as especiais responsabilidades inerentes aos cargos desempenhados e (iii) assegurar um crescimento sustentado
da eficiência, da produtividade e dos resultados da actividade. No que respeita, especificamente, à remuneração dos mem-
bros executivos do Conselho de Administração, a dependência da atribuição de uma componente variável do desempenho
conjunto daqueles e a existência de critérios claros para a determinação do respectivo montante, asseguram um alinha-

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03. Governo da Sociedade
Relatório e Contas 2025
129
mento dos interesses dos membros executivos do órgão de administração com os interesses da Sociedade, incentivando o
crescimento sustentável, sem a assunção excessiva de riscos.
c) Variação anual da remuneração, do desempenho da sociedade e da remuneração média de
trabalhadores em termos equivalentes a tempo inteiro da sociedade, excluindo os membros dos
órgãos de administração e de fiscalização, durante os últimos cinco exercícios, apresentadas em
conjunto e de modo a permitir a sua comparação.
i. A tabela abaixo evidência a variação anual da remuneração dos administradores, do desempenho da
sociedade e do valor médio da remuneração dos colaboradores nos últimos cinco exercícios:
Alteração Anual
2021 vs
2020
2021 vs
2020
2022 vs
2021
2022 vs
2021
2023 vs
2022
2023 vs
2022
2024 vs
2023
2024 vs
2023
2025 vs
2024
2025 vs
2024
Administradores Executivos
Luís Paulo Reis Cocco 4 013 1,72% 19 437,04 8,17% 42 644 16,58% 17 119 5,71% 0 0,00%
João Paulo Coelho Cabecinha 6 463 3,18% 2 937,00 1,40% 4 269 2,01% 2 694 1,24% 8 050 3,67%
Eduardo José Biscaia Antunes (1) - - - - 169 347 - 82 206 48,54% 0 0,00%
Luís Esgueva (1) - - - - 163 268 - 35 298 21,62% 7 159 3,61%
Miguel Nuno da Silva Leocádio (1) - - - - 153 867 - 60 864 39,56% 1 532 0,71%
Administradores Não Executivos
Joana Rita Pinho Resende - - - - 6 188 - 8 655 139,87% 108 0,72%
Margarida Bajanca (2) - - - - 14 625 - 375 2,56% 0 0,00%
Desempenho da Sociedade
Resultado Líquido do Exercício 341 766 27,07% 1 612 407 100,51% 813 592 25,29% 1 003 223 24,89% 2 695 881 53,56%
EBITDA 1 782 998 13,88% 3 858 703 26,38% 1 547 612 8,37% 159 688 0,80% -220 421 -1,09%
Remuneração média numa base de equivalência a tempo inteiro de trabalhadores
Trabalhadores da Sociedade 735 2,51% 2 671 8,90% 644 1,97% 2 014 6,05% 2 110 5,97%
(1) Membro do Conselho de Administração desde 10 de janeiro de 2023
(2) Referente a despesas de representação

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03. Governo da Sociedade
Relatório e Contas 2025
130
ii. A tabela abaixo evidência a variação anual da remuneração dos membros do Conselho Fiscal, do desem-
penho da sociedade e do valor médio da remuneração dos colaboradores nos últimos cinco exercícios:
Alteração Anual 2021 vs 2020 2022 vs 2021 2023 vs 2022 2024 vs 2023 2025 vs 2024
Luís Pedro Pinto Caiano Pereira (1) - - - 100% 169%
Luís Filipe Vieira Coradinho Alves (2) - - 100% - 67%
Ana Filipa dos Santos Rosmaninho (2) - - 100% - 67%
Desempenho da Sociedade
Resultado Líquido do Exercício 27,1% 100,5% 25,3% 24,9% 53,6%
EBITDA 13,9% 26,4% 8,4% 0,8% -1,1%
Remuneração média numa base de equivalência a tempo inteiro de trabalhadores
Trabalhadores da Sociedade 2,5% 8,9% 2,0% 6,0% 6,0%
(1) Membro do Conselho Fiscal desde 27.06.2024
(2) Membro do Conselho Fiscal desde 01.01.2023
d) Remunerações pagas por outras sociedades do grupo
Ver ponto 77.
e) Planos de atribuição de ações e/ou planos de opções de compra de ações
A Sociedade não possui quaisquer Planos de Atribuição de Ações e/ou Planos de Opção de Compra de Ações.
f) Restituição de uma remuneração variável
A Política de Remunerações em vigor não prevê a restituição de uma remuneração variável.
g) Conformidade com a Política de Remunerações
A Política de Remunerações em vigor foi aplicada sem exceções, desde a sua aprovação.

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04. Demonstrações Financeiras
e Notas às Contas
(valores em euros)
Relatório e Contas 2025

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04. Demonstrações Financeiras e Notas às Contas
Relatório e Contas 2025
132
4.1
Demonstrações financeiras consolidadas
1. Demonstração da Posição Financeira Consolidada
ATIVO 31/12/2025 31/12/2024 Variação (%)
Não corrente
Ativos fixos tangíveis 7 7 231 565 7 242 846 -0,16%
Goodwill 8 94 167 307 91 882 313 2,49%
Ativos Intangíveis 9 31 379 837 33 657 050 -6,77%
Outros Investimentos Financeiros 10 570 963 539 376 5,86%
Contas a receber de clientes e outros devedores 11 3 193 539 3 854 963 -17,16%
Ativos por Impostos Diferidos 12 869 482 925 871 -6,09%
137 412 693 138 102 419 -0,50%
Corrente
Inventários 13 2 507 208 2 126 331 17,91%
Contas a receber de clientes e outros devedores 11 26 841 477 26 461 444 1,44%
Caixa e equivalentes de caixa 14 14 885 243 12 659 744 17,58%
Acréscimos e diferimentos ativos 15 9 585 669 7 041 762 36,13%
Ativos operações descontinuadas 16 175 103 287 137 -39,02%
53 994 700 48 576 419 11,15%
Total do Ativo 191 407 393 186 678 837 2,53%
CAPITAL PRÓPRIO
Capital e reservas atribuíveis aos detentores do capital
Capital social 17 60 874 008 60 874 008 0,00%
Prémios de emissão 17 10 255 221 10 255 221 0,00%
Ações Próprias 17 (648) (648) 0,00%
Outras reservas 18 31 262 751 30 730 789 1,73%
Reservas de conversão cambial 18 (3 021 582) (3 246 477) -6,93%
Resultados retidos de exercícios anteriores 18 (20 205 564) (20 979 557) -3,69%
Resultados retidos no exercício 18 7 729 335 5 038 453 53,41%
Capital Próprio atribuível a acionistas 86 893 520 82 671 789 5,11%
Interesses que não controlam 18 1 559 543 1 429 236 9,12%
Total do Capital Próprio 88 453 063 84 101 025 5,17%
PASSIVO
Não corrente
Contas a pagar a fornecedores, outros credores e outros passivos Financeiros 19 1 770 676 2 635 240 -32,81%
Empréstimos 20 25 064 385 22 626 618 10,77%
Empréstimos Locação 20 3 276 409 3 500 619 -6,40%
Provisões para outros passivos e encargos 22 550 199 527 799 4,24%
Passivos por Impostos Diferidos 23 7 113 992 7 287 991 -2,39%
37 775 661 36 578 267 3,27%
Corrente
Contas a pagar a fornecedores, outros credores e outros passivos Financeiros 19 23 131 658 23 052 890 0,34%
Empréstimos 20 11 030 641 15 358 755 -28,18%
Empréstimos Locação 20 2 604 539 2 520 015 3,35%
Acréscimos e diferimentos passivos 21 28 160 785 24 632 118 14,33%
Passivos operações descontinuadas 16 251 046 435 766 -42,39%
65 178 669 65 999 545 -1,24%
Total do Passivo 102 954 330 102 577 813 0,37%
Total do Capital Próprio e Passivo 191 407 393 186 678 837 2,53%


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04. Demonstrações Financeiras e Notas às Contas
Relatório e Contas 2025
133
2. Demonstração dos Resultados Consolidados
2025 2024 Variação Variação (%)
Vendas 24 39 429 808 33 967 185 5 462 623 16,1%
Prestação de serviços 24 99 931 730 88 362 908 11 568 822 13,1%
Total das Vendas e Prestação de Serviços 139 361 538 122 330 093 17 031 445 13,9%
Custo das vendas 25 (25 115 469) (21 446 488) (3 668 981) 17,1%
Subcontratos 26 (28 032 579) (22 956 290) (5 076 289) 22,1%
Margem Bruta 86 213 490 77 927 315 8 286 175 10,6%
Fornecimentos e serviços externos 27 (13 833 284) (12 491 035) (1 342 249) 10,7%
Gastos com pessoal 28 (55 872 583) (48 526 194) (7 346 389) 15,1%
Outros ganhos e perdas - líquidas 29 3 437 963 3 234 018 203 944 6,3%
Ganhos/perdas imputados de associadas 35 28 798 50 699 (21 902) -43,2%
Resultado operacional bruto 19 974 383 20 194 804 (220 421) -1,1%
Depreciações e amortizações 30 (5 554 237) (7 508 854) 1 954 617 -26,0%
Provisões 22 35 115 34 041 1 074 3,2%
Perdas por imparidade 31 (341 979) (717 243) 375 264 -52,3%
Resultado operacional 14 113 282 12 002 748 2 110 534 17,6%
Resultados financeiros 32 (2 500 943) (3 399 699) 898 756 -26,4%
Resultados antes de impostos das operações continuadas 11 612 339 8 603 049 3 009 290 35,0%
Imposto sobre lucros 33 (3 229 696) (2 792 644) (437 052) 15,7%
Resultados depois de impostos das operações continuadas 8 382 643 5 810 406 2 572 237 44,3%
Perdas com operações descontinuadas 34 205 458 (20 727) 226 185 -1091,3%
Resultado antes dos interesses que não controlam 8 588 101 5 789 679 2 798 422 48,3%
Resultado atribuível a interesses que não controlam 858 766 751 226 107 540 14,3%
Resultado líquido do exercício 7 729 335 5 038 453 2 690 881 53,4%
3. Demonstração Consolidada do Rendimento Integral
31/12/2025 31/12/2024
Operações continuadas
Resultado Líquido do Período (Antes de Interesses que não controlam e descontinuadas) 8 382 643 5 810 406
Alterações aos resultados transitados 17 304 39 268
Rendimento reconhecido diretamente no capital próprio 17 304 39 268
Rendimento Integral do período operações continuadas 8 399 947 5 849 674
Operações descontinuadas
Resultado Operações descontinuadas 205 458 (20 727)
Diferenças de conversão cambial (IAS 21) 224 895 83 144
Rendimento Integral do período operações descontinuadas 430 353 62 417
Rendimento Integral total do período 8 830 300 5 912 092
Atribuível aos acionistas 7 971 534 5 160 866
Atribuível aos Interesses que não controlam 858 766 751 226


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04. Demonstrações Financeiras e Notas às Contas
Relatório e Contas 2025
134
4. Demonstração Consolidada das Alterações do Capital Próprio
Capital
social
Ações
próprias
Prémios de
emissão de
ações
Outras
reservas
Reservas
Conversão
Cambial
Resultados
retidos
Interesses
que não
controlam
Total
Capital
Próprio
Saldo em 1 de janeiro de 2024 60 874 008 (648) 10 255 221 30 304 993 (3 289 949) (17 593 170) 1 340 898 81 891 352
Aplicação resultado exercício anterior - - - 425 796 - (425 796) - -
Distribuição Dividendos - - - - - (2 999 859) - (2 999 859)
Out. ganhos /perdas reconh. diret. no
capital próprio
- - - - 43 472 39 268 (662 888) (580 148)
Resultado integral do ano - - - - - 5 038 453 751 226 5 789 679
Saldo em 31 de dezembro de 2024 60 874 008 (648) 10 255 221 30 730 789 (3 246 477) (15 941 104) 1 429 236 84 101 025
Saldo em 1 de janeiro de 2025 60 874 008 (648) 10 255 221 30 730 789 (3 246 477) (15 941 104) 1 429 236 84 101 025
Aplicação resultado exercício anterior - - - 531 962 - (531 962) - -
Distribuição Dividendos - - - - - (3 749 802) - (3 749 802)
Out. ganhos /perdas reconh. diret. no
capital próprio
- - - - 224 895 17 304 (728 458) (486 259)
Resultado integral do ano - - - - - 7 729 335 858 766 8 588 101
Saldo em 31 de dezembro de 2025 60 874 008 (648) 10 255 221 31 262 751 (3 021 582) (12 476 229) 1 559 543 88 453 063


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04. Demonstrações Financeiras e Notas às Contas
Relatório e Contas 2025
135
5. Demonstração dos Fluxos de Caixa
31/12/2025 31/12/2024
Atividades Operacionais
Recebimentos de clientes 165 704 934 149 356 133
Pagamentos a fornecedores (78 805 478) (71 238 876)
Pagamentos ao pessoal (50 562 097) (45 457 152)
Fluxo gerado pelas operações 36 337 358 32 660 105
Pagamentos / recebimentos imposto s/ rendimento (2 900 901) (2 073 176)
Out. pagamentos / recebimentos ativ. operacionais (14 537 172) (14 713 654)
(17 438 073) (16 786 830)
Fluxo de atividades operacionais 18 899 285 15 873 275
Atividades de Investimento
Recebimentos provenientes de:
Investimentos financeiros 93 750 93 750
Ativos tangíveis 2 768 12 185
Subsídios de investimento - 77 794
Juros e proveitos similares 36 946 189 397
Dividendos 66 993 43
200 456 373 169
Pagamentos respeitantes a:
Investimentos financeiros (2 331 000) -
Ativos fixos tangíveis (364 045) (142 543)
Ativos intangíveis (40 175) (850 701)
Dividendos (728 459) (662 888)
(3 463 679) (1 656 131)
Fluxo atividades de investimento (3 263 223) (1 282 962)
Atividades de Financiamento
Recebimentos provenientes de:
Empréstimos obtidos 40 751 340 44 570 000
Outros passivos Financeiros - 3 500 000
40 751 340 48 070 000
Pagamentos respeitantes a:
Empréstimos obtidos (43 117 604) (43 237 332)
Amortização locação operacional - IFRS 16 (3 202 204) (3 149 695)
Amortização contratos locação financeira (13 312) (8 790)
Juros e custos similares (2 183 265) (2 947 681)
Juros Locação Operacional - IFRS 16 (267 056) (239 771)
Dividendos (3 749 802) (2 999 859)
Outros Passivos Financeiros (2 825 000) (1 950 000)
(55 358 244) (54 533 128)
Fluxo atividades de Financiamento (14 606 904) (6 463 128)
Efeito em caixa e seus equivalentes de alteração de perímetro 1 196 340 -
Variações de caixa e seus equivalentes 2 225 498 8 127 186
Caixa e seus equivalentes - início do exercício 12 659 744 4 532 559
Caixa e seus equivalentes - fim do exercício 14 14 885 243 12 659 744


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04. Demonstrações Financeiras e Notas às Contas
Relatório e Contas 2025
136
Notas às Demonstrações Financeiras Consolidadas
Ano de 2025
(valores em euros)

1. Informação Geral
A Glintt Global, SA (empresa mãe) e as suas filiais (Grupo ou Glintt Global) é
uma empresa de matriz portuguesa, líder
tecnológica, com mais de 30 anos de experiência a desenvolver, implementar e apoiar soluções e serviços em indústrias
essenciais centradas na vida e que permitem a transformação digital.
O Grupo conta com mais de 1.207 profissionais mul-
tidisciplinares.
A Glintt Global, S.A. é uma sociedade anónima, estabelecida em Portugal, com sede no
Beloura Office Park, Edifício 10, na
Quinta da Beloura, em Sintra.

A Sociedade encontra-se cotada na Euronext Lisbon desde junho de 1999.
Na prossecução das linhas de orientação definidas de reforço de competências estratégicas, a Glintt Global procedeu, em
fevereiro de 2025, à aquisição da totalidade do capital social da empresa Prológica – Sistemas Informáticos, S.A., o que
veio permitir reforçar a Glintt Life Hospitals com novas competências, nomeadamente na área de Dados e da utilização de
Inteligência Artificial no ecossistema da Saúde.
Também no início de 2025, ocorreu uma fusão por incorporação da empresa Monsegur na sociedade Control de sistemas y
microinformática, S.L.(CS&M), mediante a qual o Grupo através da Glintt España, passou a deter 30% da CS&M.
As demonstrações financeiras consolidadas foram aprovadas pelo Conselho de Administração em 25 de março de 2026.
Estas demonstrações financeiras consolidadas serão aprovadas pela Assembleia Geral de Acionistas.

As Demonstrações Financeiras da Glintt Global têm vindo a ser consolidadas no grupo ANF desde 2015, cuja entidade mãe
é a Associação Nacional das Farmácias, com sede em Rua Marechal Saldanha, n.º 1, 1249-069 Lisboa. É ainda consolidada
na Farminveste SGPS, detida a 87,5% pela ANF e na Farminveste IPG, que detém desde 2016, 76,4045% do capital da
Glintt Global.



2. Sumário das políticas contabilísticas mais significativas

2.1. Bases de preparação
As demonstrações financeiras consolidadas do Grupo Glintt foram preparadas em conformidade com as Normas Interna-
cionais de Relato Financeiro adotadas pela União Europeia, emitidas pelo International Accounting Standards Board (IASB)
e com as Interpretações do International Financial Reporting Interpretation Committee (IFRIC) ou pela anterior Standing
Interpretations Committee (SIC) emitidas e vigentes à data da preparação das demonstrações financeiras.




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04. Demonstrações Financeiras e Notas às Contas
Relatório e Contas 2025
137






Os principais critérios contabilísticos aplicados na elaboração destas demonstrações financeiras consolidadas estão des-
critos abaixo. Estas políticas contabilísticas foram consistentemente aplicadas aos períodos aqui apresentados, salvo indi-
cação contrária, não existindo erros materiais relativos a exercícios anteriores.


As demonstrações financeiras consolidadas do Grupo, foram preparadas de acordo com os princípios contabilísticos ge-
ralmente aceites em Portugal até 31 de dezembro de 2004. Em 2009, as empresas incluídas na consolidação adotaram as
IFRS na preparação das suas demonstrações financeiras individuais.
As empresas sediadas em Espanha e Angola preparam as suas demonstrações financeiras de acordo com os normativos
em vigor no país. Esses métodos de contabilização e valorização são alterados sempre que necessário, para cumprir com
os IFRS.
Estas demonstrações financeiras consolidadas foram preparadas no pressuposto de continuidade das operações e de acor-
do com o princípio do custo histórico, modificado pela reavaliação dos ativos financeiros disponíveis para venda, e pelos
ativos financeiros e passivos financeiros valorizados pelo justo valor.

A preparação das demonstrações financeiras exige a utilização de estimativas contabilísticas. A Administração necessita
também de exercer julgamento sobre o processo de aplicação dos princípios contabilísticos da empresa. As áreas que
envolvem maior grau de complexidade e julgamento ou as áreas sobre as quais os pressupostos e as estimativas são mais
significativos são divulgadas na nota 4.

2.2. Alterações significativas durante o exercício
Aquisição da empresa Prológica – Sistemas Informáticos, S.A.
Em fevereiro de 2025, concretizou-se a aquisição da totalidade do capital social da empresa Prológica – Sistemas Informá-
ticos, S.A..
Fusão Monsegur - CSYM
Com data efeito de janeiro 2025, ocorreu a fusão da Monsegur na sociedade CSYM, resultando uma participação financeira
de 30% nesta sociedade.
Recuperabilidade de Ativos por Impostos Diferidos
No exercício de 2025, foi efetuada análise à recuperabilidade dos Ativos por impostos diferidos, tendo por base os planos
de negócio numa ótica individual para os próximos 5 anos, assumindo a constituição do RETGS, conforme descrito abaixo.

Classificação da Glintt Angola como “Operações descontinuadas”
No exercício de 2022, a Administração decidiu o encerramento da filial sediada em Angola, pelo que foi considerada como
Operações descontinuadas, estando em curso as operações necessárias para o encerramento da filial. Os valores regista-
dos nas rúbricas de “Operações descontinuadas” em 2025, referem-se essencialmente a esta filial.



2.3. Novas normas contabilísticas e seu impacto nas demonstrações financeiras
Normas, interpretações, emendas e revisões que entraram em vigor no exercício




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04. Demonstrações Financeiras e Notas às Contas
Relatório e Contas 2025
138


Ocorreram em 2025, um conjunto de alterações às IAS/IFRS, as quais apresentamos de seguida, que não tiveram qualquer
impacto nas políticas contabilísticas ou nas demonstrações financeiras apresentadas a 31 de dezembro de 2025.
Impacto da adoção de novas normas, alterações às normas que se tornaram efetivas para os períodos anuais que se inicia-
ram em 1 de janeiro de 2025:
IAS 21 (Alteração - Efeitos das alterações das taxas de câmbio: Falta de permutabilidade)
A IAS 21 define a taxa de câmbio que uma entidade deve utilizar quando relata transações em moeda estrangeira ou trans-
põe os resultados de uma operação estrangeira, quando a sua moeda funcional é diferente da moeda de apresentação do
grupo.
A IAS 21 inclui orientações sobre a taxa de câmbio a utilizar quando a falta de permutabilidade das moedas é temporária,
mas é omissa quando se verifica a falta de permutabilidade por um longo período.
Esta alteração visa clarificar:
i) as circunstâncias em que se considera que uma moeda é passível de troca (permutável);
ii) como deve ser determinada a taxa de câmbio à vista quando se verifica a falta de permutabilidade de uma moeda, por
um período longo.
A IAS 21 exige também a divulgação de informação que permita compreender como é que a moeda que não pode ser tro-
cada por outra moeda afeta, ou se espera que afete, o desempenho financeiro, a posição financeira e os fluxos de caixa da
entidade, para além da taxa de câmbio à vista utilizada na data de relato e a forma como foi determinada.
Esta alteração não é de aplicação retrospetiva, devendo o impacto da transposição da informação financeira ser registada
em resultados transitados (se conversão de moeda estrangeira para moeda funcional) ou em reserva cambial (se conversão
de moeda funcional para moeda de apresentação) na data da primeira aplicação.
Sem impacto nas demonstrações financeiras do Grupo.
Normas (novas e alterações) publicadas, cuja aplicação é obrigatória para períodos anuais que se iniciem em ou após 1 de
janeiro de 2026, e que a União Europeia já endossou:
IFRS 9 e IFRS 7 (Alteração) - Alteração à classificação e mensuração de instrumentos financeiros
As alterações efetuadas à IFRS 9 resultam do processo de revisão pós-implementação ao capítulo de “Classificação e men-
suração”, no âmbito do qual a IASB identificou alguns aspetos a clarificar para melhorar a sua compreensão. As alterações
efetuadas referem-se a:
a) clarificação do conceito da data de reconhecimento e desreconhecimento de alguns ativos e passivos financeiros, in-
troduzindo uma nova exceção para passivos financeiros liquidados através de um sistema eletrónico de pagamentos;
b) clarificação e exemplificação sobre quando um ativo financeiro cumpre com o critério dos cash flows contratuais cor-
responderem “apenas ao pagamento de principal e juros” (SPPI), tais como:
i) ativos financeiros cuja componente de juro corresponde à de um empréstimo básico; cash flows contingentes ou
associados a metas ESG;




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04. Demonstrações Financeiras e Notas às Contas
Relatório e Contas 2025
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ii) ativos com características “sem recurso”; e
iii) instrumentos contratualmente associados;
c) novos requisitos de divulgação para instrumentos com termos contratuais que podem alterar os fluxos de caixa em
termos de período e valor;
d) novas divulgações exigidas para os instrumentos de capital designados ao justo valor através do outro rendimento
integral.
Sem impacto nas demonstrações financeiras do Grupo.
IFRS 9 e IFRS 7 (Alteração - Contratos relativos a eletricidade dependente da natureza)
As alterações propostas resultam do facto de os contratos de compra e venda de eletricidade gerada a partir de fontes
renováveis terem-se tornado dominantes na estratégia de mitigação das emissões de carbono. Por a sua geração estar de-
pendente de condições naturais não controláveis, estes contratos estão sujeitos à variabilidade da quantidade gerada, pelo
que poderão existir diferenças entre as quantidades geradas e as necessidades de consumo, levando à venda de parte da
eletricidade adquirida. As alterações à IFRS 9 e IFRS 7 incluem:
a) clarificação da aplicação da isenção do “uso próprio” estabelecida na IFRS 9: uma entidade deve aplicar a isenção
de “uso próprio” dependendo da finalidade do contrato, design e estrutura. É permitido a uma entidade aplicar a referi-
da isenção a um acordo “comprador-líquido” de eletricidade obtida a partir de fontes renováveis e às características do
mercado obrigam à venda da eletricidade não consumida;
b) permissão da classificação como instrumento de cobertura: os contratos de compra e venda de eletricidade gerada
a partir de fontes renováveis podem ser designados como instrumentos de cobertura, para efeitos de aplicação da con-
tabilidade de cobertura de fluxos de caixa, se o item coberto corresponder ao volume de eletricidade nominal variável
das transações estimadas e este esteja alinhado com o volume variável de eletricidade renovável, que se espera que
seja entregue no âmbito do contrato, presumindo-se que as transações estimadas são altamente prováveis;
c) novos requisitos de divulgação da IFRS 7: para os contratos contabilizados como “uso próprio”, exigência de divulgar
os termos e condições dos contratos que expõem a entidade à variabilidade dos volumes entregues e ao risco de ter de
adquirir eletricidade em períodos de não consumo, os fluxos de caixa estimados para os compromissos assumidos e
ainda não realizados e os efeitos financeiros destes contratos no desempenho financeiro. Relativamente aos contratos
designados como instrumentos de cobertura, estes estão sujeitos à divulgação separada de informação sobre os ter-
mos e condições associadas.
Sem impacto nas demonstrações financeiras do Grupo.
Apesar destas normas já terem sido aprovadas/endossadas pela União Europeia, as mesmas ainda não foram adotadas pelo
Grupo Glintt Global na preparação das suas demonstrações financeiras com referência a 31 de dezembro de 2025, dado
que a sua aplicação não é ainda obrigatória.
Normas (novas e alterações) publicadas, cuja aplicação é obrigatória para períodos anuais que se iniciem em ou após 1 de
janeiro de 2026, mas que a União Europeia ainda não endossou:




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04. Demonstrações Financeiras e Notas às Contas
Relatório e Contas 2025
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IAS 21 (alteração - Conversão para uma moeda de apresentação hiperinflacionária)
Esta norma especifica os procedimentos de conversão para uma entidade cuja moeda de apresentação é a de uma econo-
mia hiperinflacionária. A entidade aplica as alterações se:
● a sua moeda funcional é de uma economia não hiperinflacionária e estiver a converter os seus resultados e posição
financeira para a moeda de apresentação de uma economia hiperinflacionária;
● estiver a converter para a moeda de uma economia hiperinflacionária os resultados e a posição financeira de uma ope-
ração estrangeira cuja moeda funcional é de uma economia não hiperinflacionária.
Assim, os resultados e a posição financeira da entidade devem ser convertidos para a moeda de apresentação através da
conversão de todos os montantes (sejam ativos, passivos, itens de capital próprio, rendimentos e gastos) à taxa de câmbio
à vista da data de relato.
Relativamente aos comparativos, no primeiro caso é adotado o mesmo procedimento de conversão para o período de relato
e para o comparativo; no segundo caso (operações estrangeiras) os comparativos têm de ser reexpressos aplicando a varia-
ção do índice geral de preços, conforme previsto na IAS 29 – Relato financeiro de economias hiperinflacionárias.
Quando a economia cuja moeda, a moeda de apresentação da entidade deixa de ser hiperinflacionária e a moeda funcional
da entidade continua a ser a de uma economia não hiperinflacionária, a entidade deixa de aplicar de forma prospetiva o
regime geral de conversão cambial da IAS 21, sem reexpressar os comparativos.
São exigidas divulgações específicas relativamente à aplicação dos princípios acima identificados.
Sem impacto nas demonstrações financeiras do Grupo.
IFRS 18 Apresentação e divulgação nas demonstrações financeiras
A IFRS 18 que substitui a IAS 1 na apresentação das demonstrações financeiras, tem por objetivo melhorar a divulgação
do desempenho financeiro das entidades e promover a prestação de informação mais transparente e comparável. Sendo
mantida uma parte substancial dos princípios de aplicação da IAS 1, e efetuada a transferência de alguns princípios para a
IAS 8 e a IFRS 7, o principal impacto da aplicação da IFRS 18 refere-se à apresentação da Demonstração dos resultados.
A Demonstração dos resultados passa a ser apresentada, com a classificação dos gastos e dos rendimentos do exercício,
em três categorias: operacional, investimento e financiamento, existindo ainda a categoria do imposto sobre o rendimento
e das Unidades operacionais descontinuadas. Para a classificação nas categorias tipificadas, as entidades devem determi-
nar se têm como atividade empresarial principal específica o investimento em ativos e/ou a concessão de financiamento
a clientes. Esta estrutura de apresentação por categorias concorre para a determinação dos rendimentos e gastos que
devem ser acumulados nos subtotais adicionais obrigatórios, como são o “Resultado operacional” e o “Resultado antes
de financiamento e impostos”. Em complemento a estas alterações, a IFRS 18 estabelece ainda requisitos de agregação e
desagregação de informação nas demonstrações financeiras principais e nas respetivas notas do anexo.
A IFRS 18 introduz, ainda, melhorias aos requisitos de divulgação das medidas de desempenho da gestão, exigindo a divul-
gação das bases de cálculo dos indicadores incluídos no relatório de gestão e nos comunicados públicos efetuados, bem
como a sua reconciliação com os subtotais apresentados nas demonstrações financeiras ou definidos na IFRS 18 como não
sendo medidas de desempenho da gestão.




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04. Demonstrações Financeiras e Notas às Contas
Relatório e Contas 2025
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A IFRS 18 introduz também alterações à IAS 7 – Demonstração dos fluxos de caixa, sendo a alteração mais relevante o
modo de preparação da demonstração dos fluxos de caixa pelo método indireto, a qual terá de passar a ser iniciada com
base no saldo do “Resultado operacional” e não com base no saldo do “Resultado líquido o exercício”. As alterações efetua-
das às restantes demonstrações financeiras principais são pouco significativas.
Sem impacto nas demonstrações financeiras do Grupo.
IFRS 19 (Alteração - Subsidiárias não sujeitas à prestação pública de informação financeira: Divulgações)
A IFRS 19 tem como objetivo permitir, às entidades consideradas elegíveis, a preparação de demonstrações financeiras em
IFRS com requisitos de divulgação mais reduzidos do que os exigidos pelas IFRS, mantendo-se, contudo, a obrigação de
aplicar todos os requisitos de mensuração e reconhecimento das IFRS, em geral.
A redução de divulgações definida pela IFRS 19 abrange a generalidade das IAS/IFRS, à exceção da IFRS 8 – Segmentos
operacionais; IFRS 17 – Contratos de seguro; e IAS 33 – Resultados por ação.
São consideradas elegíveis as entidades que:
i) sejam subsidiárias de um grupo que prepara demonstrações financeiras consolidadas em IFRS para prestação pública;
e
ii) não estão sujeitas à obrigação de prestação pública de informação financeira, porque não têm títulos de dívida ou de
capital cotados, não estão em processo de cotação, nem têm como atividade principal a guarda de ativos a título fidu-
ciário.
As entidades elegíveis, que constituem holdings intermédias não sujeitas à obrigação de prestação pública de informação
financeira, podem aplicar a IFRS 19 nas suas demonstrações financeiras separadas, mesmo que não as apliquem nas de-
monstrações financeiras consolidadas.
Sem impacto nas demonstrações financeiras do Grupo.
IFRS 19 (Alteração - Alteração aos requisitos de divulgação)
Na prossecução do objetivo de simplificar os requisitos de divulgação aplicáveis às subsidiárias que não estão sujeitas à
prestação pública, a IFRS 19 foi alterada para incluir a redução de requisitos de divulgação relativamente a novas normas
e alterações às normas decorrentes de projetos que se encontravam em curso ou em fase de conclusão, à data da sua pu-
blicação.
Assim, as alterações efetuadas visam reduzir os requisitos de divulgação para as alterações às normas e novas normas
emitidas entre fevereiro de 2021 e maio de 2024, nomeadamente:
● IFRS 18: Apresentação e divulgação nas demonstrações financeiras;
● Alterações à IAS 7 – Acordos de financiamento de Fornecedores;
● IAS 12 – Reforma fiscal internacional – Regras do modelo do Pilar 2;
● Alterações à IAS 21 – Efeitos das alterações das taxas de câmbio: Falta de permutabilidade.




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04. Demonstrações Financeiras e Notas às Contas
Relatório e Contas 2025
142





O IASB irá considerar efetuar alterações à IFRS 19 sempre que uma norma seja revista.
Sem impacto nas demonstrações financeiras do Grupo.


2.4. Consolidação
2.4.1. Subsidiárias
Subsidiárias são todas as entidades sobre as quais o Grupo tem o poder de decisão sobre as políticas financeiras e ope-
racionais, geralmente representado por mais de metade dos direitos de voto. A existência e o efeito dos direitos de voto
potenciais que sejam correntemente exercíveis ou convertíveis são considerados quando se avalia se o Grupo detém o
controlo sobre outra entidade. As subsidiárias são consolidadas, pelo método integral, a partir da data em que o controlo é
transferido para o Grupo, sendo excluídas da consolidação a partir da data em que o controlo cessa.
É usado o método da compra para contabilizar a aquisição das subsidiárias pelo Grupo. O custo de uma aquisição é mensu-
rado pelo justo valor dos bens entregues, instrumentos de capital emitidos e passivos incorridos ou assumidos na data de
aquisição. Os ativos identificáveis adquiridos, os passivos e passivos contingentes assumidos numa concentração empre-
sarial são mensurados inicialmente ao justo valor na data de aquisição, independentemente da existência de interesses que
não controlam, podendo ser objeto de revisão num período de 12 meses após aquela data. O excesso do custo de aquisição
relativamente ao justo valor da parcela do Grupo dos ativos e passivos identificáveis adquiridos é registado como goodwill.
Se o custo de aquisição for inferior ao justo valor dos ativos líquidos da subsidiária adquirida, a diferença é reconhecida
diretamente na demonstração dos resultados do período (ver nota 2.4.4).
Os custos de transação diretamente atribuíveis às combinações empresariais são imediatamente reconhecidos nos resul-
tados.
Os interesses que não controlam incluem a proporção dos terceiros no justo valor dos ativos e passivos identificáveis à data
de aquisição das subsidiárias.
Os resultados das filiais adquiridas ou vendidas durante o exercício estão incluídos nas demonstrações de resultados desde
a data da sua aquisição ou até à data da sua venda.
As transações intragrupo, os saldos e ganhos não realizados em transações entre empresas do Grupo e os dividendos
distribuídos entre empresas do Grupo são eliminados no processo de consolidação. As perdas não realizadas são também
eliminadas, exceto se a transação revelar evidência de imparidade de um ativo transferido (ver nota 2.9).
As políticas contabilísticas de subsidiárias foram alteradas, sempre que necessário, de forma a garantir consistência com
as políticas adotadas pelo Grupo.



2.4.2. Associadas e participadas
Associadas são todas as entidades sobre as quais o Grupo exerce influência significativa, mas não possui controlo, geral-
mente com participações entre 20% e 50% dos direitos de voto. Os investimentos em associadas são contabilizados pelo





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04. Demonstrações Financeiras e Notas às Contas
Relatório e Contas 2025
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método da equivalência patrimonial, quando não existe controlo. Existindo acordos internos que conduzem à obtenção de
controlo, é efetuada consolidação proporcional, na percentagem de detenção da participação financeira.
As participações financeiras em empresas participadas (empresas em que o grupo não tem influência significativa nem
controlo, normalmente quando detém menos de 20%), são registados ao justo valor ou ao custo de aquisição, nos casos em
que não têm capital cotado e o justo valor não pode ser mensurado com fiabilidade.
A participação do Grupo nos ganhos e perdas das suas associadas após a aquisição é reconhecida na demonstração dos
resultados e a quota-parte nos movimentos das reservas, após a aquisição, é reconhecida em reservas, por contrapartida
do valor contabilístico do investimento financeiro. Quando a participação do Grupo nas perdas da associada iguala ou ultra-
passa o seu investimento na mesma, incluindo contas a receber não cobertas por garantias, o Grupo deixa de reconhecer
perdas adicionais exceto se tiver incorrido em obrigações ou efetuado pagamentos em nome da associada.
Os ganhos não realizados em transações com as associadas são eliminados até ao limite da participação do Grupo nas as-
sociadas. As perdas não realizadas são também eliminadas, exceto se a transação revelar evidência de imparidade de um
ativo transferido (ver nota 2.9).






2.4.3. Concentração de atividades empresariais
As aquisições de subsidiárias e de negócios são registadas utilizando o método da compra. O correspondente custo é de-
terminado como o agregado, na data da aquisição, de: (a) justo valor dos ativos entregues ou a entregar; (b) justo valor de
responsabilidades incorridas ou assumidas; e (c) justo valor de instrumentos de capital próprio emitidos pelo Grupo em
troca da obtenção de controlo sobre a subsidiária. Os gastos relacionados com concentrações de atividades empresariais
são registados em resultados quando são incorridos.
O montante dos pagamentos contingentes futuros, caso existam, é reconhecido como passivo no momento da aquisição do
controlo pelo seu justo valor, sendo que qualquer alteração ao valor reconhecido inicialmente é registada por contrapartida
da quantia escriturada do goodwill, desde que ocorra dentro do período de remensuração (12 meses após a data da aqui-
sição) e se estiver relacionada com eventos anteriores à data de aquisição. Caso contrário, será registada por contrapartida
de resultados.




2.4.4. Goodwill

As diferenças entre o custo de aquisição das subsidiárias e o justo valor dos ativos e passivos identificáveis dessas empre-
sas à data da sua aquisição (ou durante um período de 12 meses após aquela data), se positivas, são registadas na rubrica
de Goodwill (caso respeite a empresas do Grupo) ou incluídas na rubrica de participações financeiras em empresas associa-
das (caso respeite a empresas associadas), se negativas, são registadas de imediato em resultados do exercício.

O Goodwill originado em aquisições anteriores à data de transição para IFRS, foi mantido pelos valores apresentados de
acordo com os princípios contabilísticos geralmente aceites em Portugal (“deemed cost”) àquela data, e foi objeto de testes
de imparidade à data das demonstrações financeiras. O “Goodwill” deixou de ser amortizado a partir daquela data, sendo,
contudo, sujeito, pelo menos anualmente, a um teste de imparidade para verificar se existem perdas de imparidade.
O Goodwill é sujeito a testes de imparidade, numa base anual e é relevado ao custo, deduzido de perdas de imparidade
acumuladas. Ganhos ou perdas decorrentes da venda de uma entidade incluem o valor do goodwill referente à mesma.







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04. Demonstrações Financeiras e Notas às Contas
Relatório e Contas 2025
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Qualquer perda por imparidade é registada imediatamente na demonstração da posição financeira como dedução ao valor
do ativo e na demonstração de resultados na rubrica de Amortizações, depreciações e perdas por imparidade, não sendo
posteriormente revertida.
Para efeitos de realização de testes de imparidade o goodwill é alocado às unidades geradoras de fluxos de caixa a que
respeita. Cada uma dessas unidades geradoras de fluxos de caixa representa o investimento, do Grupo, em cada uma das
áreas de negócio em que a mesma opera (ver nota 2.9), sendo o valor de uso determinado pela atualização dos fluxos de
caixa futuros estimados para cada unidade geradora de caixa.





2.5. Relato por segmentos
Um segmento operacional é um grupo de ativos e operações envolvidos no fornecimento de produtos ou serviços num am-
biente económico particular sujeitos a riscos e benefícios que são diferentes de outros segmentos.
Os segmentos operacionais reportados são consistentes com o reporte interno, produzido e disponibilizado aos Órgãos de
Gestão do Grupo, designadamente à Comissão Executiva e Conselho de Administração.
É com base no reporte supra referido que os Órgãos de Gestão avaliam a performance operacional de cada segmento e
tomam decisões sobre a imputação de recursos a cada segmento.
Em 2015, na sequência da reorganização estratégica, a administração definiu dois segmentos operacionais, mais em linha
com um conceito sectorial ou de mercado, a saber: i) Saúde e Outros Mercados.
As políticas contabilísticas do relato por segmentos são as utilizadas pelo Grupo, sendo que todos os réditos intrasegmen-
tais são a preços de mercado e objeto de eliminação na consolidação.
A informação relativa aos segmentos identificados encontra-se detalhada na nota 5.

2.6. Conversão cambial

2.6.1. Moeda funcional e de relato
Os elementos incluídos nas demonstrações financeiras de cada uma das entidades do Grupo são mensurados utilizando a
moeda do ambiente económico em que a entidade opera (“moeda funcional”). As demonstrações financeiras consolidadas
são apresentadas em euros, sendo esta a moeda funcional e de apresentação da empresa mãe.

2.6.2. Transações e saldos
As transações em moedas diferentes do euro são convertidas em moeda funcional utilizando as taxas de câmbio à data das
transações. Os ganhos ou perdas cambiais resultantes da liquidação das transações e da conversão, pela taxa à data do ba-
lanço, dos ativos e dos passivos monetários denominados em moeda diferente do euro, são reconhecidos na demonstração
dos resultados, exceto quando diferido em capital próprio, se se qualificarem como coberturas de fluxos de caixa.

2.6.3. Empresas do Grupo
Os resultados e a posição financeira de todas as entidades do Grupo que possuam uma moeda funcional diferente da sua
moeda de relato são convertidas para a moeda de relato como segue:



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04. Demonstrações Financeiras e Notas às Contas
Relatório e Contas 2025
145


● Os ativos e passivos de cada Balanço são convertidos à taxa de câmbio em vigor na data das Demonstrações Financei-
ras, sendo as respetivas diferenças de câmbio reconhecidas como componente separada no Capital Próprio, na rubrica
reservas de conversão cambial.
● Os rendimentos e os gastos de cada Demonstração de Resultados são convertidos pela taxa de câmbio média do perío-
do de reporte, a não ser que a taxa média não seja uma aproximação razoável do efeito cumulativo das taxas em vigor
nas datas das transações, sendo neste caso os rendimentos e os gastos convertidos pelas taxas de câmbio em vigor
nas datas das transações.
O goodwill e ajustamentos ao justo valor resultantes da aquisição de uma entidade estrangeira são tratados como ativos ou
passivos da entidade estrangeira e convertidos à taxa de câmbio da data de encerramento.
2.6.4. Tabelas Conversão
31/12/2025 31/12/2024
Câmbio final do mês
EUR/AOA 1071,93610 947,47680
USD/AOA 912,28604 912,00000
EUR/USD 1,17500 1,0389
EUR/GBP 0,8726 0,82918


2.7. Ativos fixos tangíveis
Os ativos fixos tangíveis são compostos, essencialmente, por edifícios, equipamento básico e administrativo. Os ativos fixos
tangíveis são relevados ao custo de aquisição, líquido das depreciações acumuladas. Considera-se como custo de aquisi-
ção, os custos diretamente atribuíveis à aquisição dos ativos (soma do respetivo preço de compra com os gastos suportados
direta ou indiretamente para o colocar no seu estado atual).
Os custos subsequentes são incluídos no valor contabilístico do ativo ou são reconhecidos como um ativo separadamente,
apenas quando seja provável a existência de benefícios económicos futuros associados ao bem e quando o custo puder ser
fiavelmente mensurado.
Todas as outras despesas de manutenção, conservação e reparação são registadas na demonstra-
ção dos resultados durante o período financeiro em que são incorridas.

As depreciações são calculadas pelo método da linha reta, durante as suas vidas úteis estimadas como se segue:
● Edifícios e outras construções: 5 a 50 anos
● Equipamento básico: 3 a 10 anos
● Equipamento de transporte: 3 a 6 anos
● Equipamento administrativo: 3 a 10 anos
● Outras imobilizações corpóreas: 3 a 10 anos
O valor residual de um ativo e a sua vida útil são revistos e ajustados, caso necessário, na data de cada balanço.

Quando a quantia registada de um ativo é superior ao seu valor recuperável, esta é ajustada imediatamente para o seu valor
recuperável (ver nota 2.9)
Os ganhos e as perdas nas alienações são determinados pela comparação do valor da venda com o montante líquido regis-
tado e são incluídos no resultado do período.



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04. Demonstrações Financeiras e Notas às Contas
Relatório e Contas 2025
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2.8. Ativos intangíveis
2.8.1. Intangíveis desenvolvidos internamente
As despesas de investigação, efetuadas na procura de novos conhecimentos técnicos ou científicos ou na busca de soluções
alternativas, são reconhecidas em resultados quando incorridas. As despesas de desenvolvimento são reconhecidas como
ativos intangíveis, quando: i) for demonstrável a exequibilidade técnica do produto ou processo em desenvolvimento, ii) o
Grupo tiver a intenção e a capacidade de completar o seu desenvolvimento, iii) a viabilidade comercial esteja assegurada e
iv) o seu custo possa ser fiavelmente mensurado.
As despesas de desenvolvimento anteriormente registadas como custo, não são reconhecidas como um ativo no período
subsequente. Os custos de desenvolvimento que têm uma vida útil finita, e foram capitalizados, são amortizados desde o
momento da sua comercialização, pelo método da linha reta, pelo período de benefício económico esperado que por norma
não excede os cinco anos.
Os principais intangíveis desenvolvidos internamente estão relacionados com o desenvolvimento de produtos de software
considerado identificável e único, controláveis pelo Grupo, e que se espera venham a gerar benefícios económicos, por um
período de mais de um ano, superiores ao investimento efetuado.
Os gastos capitalizados nesta rubrica são valorizados em função dos gastos com mão-de-obra direta bem como os gastos
diretamente associados aos mesmos e, os gastos incorridos com subcontratações de entidades externas.

2.8.2. Ativos Intangíveis – Vida útil e métodos de amortização
Propriedade intelectual e outros direitos - Estes ativos encontram-se registados ao custo de aquisição. A rubrica de proprie-
dade intelectual e outros direitos tem uma vida útil definida e é contabilizada ao custo deduzido de amortizações acumula-
das. As amortizações são calculadas usando o método da linha reta por um período de 3 anos.
Intangíveis adquiridos como parte de uma concentração de Atividades Empresariais - Em 2010, e conforme divulgado no
relatório e contas daquele exercício, resultante da aquisição da sociedade Consoft, a Glintt Global reconheceu separada-
mente no balanço consolidado, o valor dos ativos identificáveis à data da aquisição, os quais configuram ativos intangíveis,
a saber:
i) O Software aplicacional para gestão de farmácias “Farmatic” e,
ii) A respetiva Carteira de Clientes.
Estes ativos permitirão gerar benefícios económicos futuros sendo o seu custo mensurado com fiabilidade pelo justo valor,
apurado através do desconto dos fluxos de caixa líquidos futuros estimado pela Administração.
Relativamente ao Software “Farmatic”, os fluxos de caixa futuros que lhe estão associados são os contratos de utilizador
final (contratos novos), e os contratos de atualização do Software, relativos a clientes/instalações surgidas após a data de
aquisição daquela sociedade.
Relativamente à Carteira de Clientes, os fluxos de caixa futuros estão associados aos contratos de atualização de Software
relativos à Carteira de Clientes/Instalações, existentes no momento da aquisição da sociedade.




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Para a definição da vida útil destes ativos foram ponderados os seguintes fatores:
i) Estabilidade do sector em que o ativo opera;
ii) Os ciclos de vida típicos para o ativo e a informação pública sobre estimativas de vida útil de ativos semelhantes que
sejam usados de forma semelhante;
iii) O nível do dispêndio com manutenção/atualização exigido para obter os benefícios económicos futuros esperados do
ativo e a capacidade e intenção para atingir esse nível; e
iv) O período de controlo sobre o ativo e limites legais sobre o seu uso.
Tendo em conta os fatores acima mencionados, foi definido para o Software aplicacional “Farmatic”, uma vida útil finita de
10 anos, sendo o seu valor depreciado ao longo desse período, mediante aplicação do método da linha reta. Anualmente, o
período e o método de amortização poderão ser revistos.
Ativos Intangíveis de vida útil definida Nº anos de amortização
Propriedade inteletual e outros direitos 3 - 5
Intangíveis adquiridos concentração atividades (Software “Farmatic”) 10
Relativamente à Carteira de Clientes, este ativo é objeto de testes de imparidade anualmente ou sempre que exista indi-
cação de que possa estar em imparidade. Para a realização dos testes de imparidade anual, consideramos como base, a
proporção das instalações perdidas em cada ano face às instalações totais adquiridas.
Nos exercícios de 2017, 2018 e 2019 resultante da aquisição das sociedades Qwerty Informática, SL, Alpes Informática,
SL e Monsegur Informatica S.L.U, respectivamente, a Glintt Global reconheceu separadamente no balanço consolidado,
um novo ativo identificável à data da aquisição, o que se consubstancia na sua “Carteira de Clientes”. Decorrente da fusão
ocorrida na Monsegur, foi desreconhecido no exercício de 2025, o valor liquido remanescente deste ativo.
No exercício de 2024, o Grupo reforçou o número de clientes, através da aquisição de uma nova carteira de clientes “Far-
mabrain”.
A avaliação destes ativos, seguiu os mesmos pressupostos, que os que se verificaram aquando da aquisição da empresa
Consoft, nomeadamente:
● Estes ativos permitirão gerar benefícios económicos futuros sendo o seu custo mensurado com fiabilidade pelo justo
valor, apurado através do desconto dos fluxos de caixa líquidos futuros estimado pela Administração.
● Para a definição da vida útil destes ativos foram ponderados os seguintes fatores:
● Estabilidade do sector em que o ativo opera;
● Os ciclos de vida típicos para o ativo e a informação pública sobre estimativas de vida útil de ativos semelhantes
que sejam usados de forma semelhante;
● O nível do dispêndio com manutenção/atualização exigido para obter os benefícios económicos futuros esperados
do ativo e a capacidade e intenção para atingir esse nível; e
● O período de controlo sobre o ativo e limites legais sobre o seu uso.




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Relatório e Contas 2025
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2.9. Imparidade de ativos
Os ativos que não têm uma vida útil definida não estão sujeitos a amortização, mas são objeto de testes de imparidade
anuais. Os ativos que são sujeitos a amortização são revistos quanto à imparidade sempre que os eventos ou alterações
nas circunstâncias indicarem que o valor pelo qual se encontram relevados possa não ser recuperável. Uma perda por
imparidade é reconhecida pelo montante do excesso da quantia relevada do ativo face ao seu valor recuperável. A quantia
recuperável é a mais alta de entre justo valor do ativo, menos os gastos de realização, e o seu valor de uso. Para realização
de testes de imparidade, os ativos são agrupados pelo menor grupo identificável de ativos que geram influxos de caixa de-
rivados do uso continuado e que sejam, em larga medida, independentes dos influxos de caixa de outros ativos ou grupo de
ativos (unidades geradoras de fluxos de caixa).
A reversão de perdas por imparidade reconhecidas em períodos anteriores é registada quando se concluir que as perdas
por imparidade reconhecidas já não existem ou diminuíram (com exceção das perdas de imparidade do goodwill – ver Nota
2.4.4). Esta análise é efetuada sempre que existem indícios que a perda por imparidade anteriormente reconhecida tenha
revertido.
A reversão de perdas por imparidade é reconhecida na demonstração de resultados na rubrica de Perdas por Imparidade.
Contudo, a reversão de perda por imparidade é efetuada até ao limite da quantia que estaria reconhecida (líquida de amor-
tização ou depreciação) caso a perda por imparidade não se tivesse registado em períodos anteriores.




2.10. Inventários

Os inventários, incluindo principalmente mercadorias, matérias-primas e subsidiárias, são registados ao mais baixo valor
entre o custo e o seu valor realizável líquido. O custo dos inventários inclui todos os custos de compra, custos de conversão
e outros custos incorridos para os colocar no seu local e na sua condição atual.
Os custos de financiamento são excluídos.
O valor realizável líquido é o preço da venda estimado de acordo com as ativida-
des normais de negócio, menos as despesas de venda imputáveis.

O método de custeio adotado para valorização das saídas de armazém é o custo médio ponderado.





2.11. Contas a receber de clientes e outros devedores

As contas a receber de clientes e outros devedores são reconhecidas inicialmente ao justo valor, sendo subsequentemente
mensuradas ao custo amortizado, utilizando o método da taxa efetiva, deduzido das perdas por imparidade (se aplicável).

As perdas por imparidade das contas a receber são registadas com base no modelo simplificado previsto na IFRS 9, regis-
tando-se as “perdas esperadas” até à maturidade. As perdas esperadas são determinadas tendo por base a experiência de
perdas reais históricas ao longo de um período estatisticamente relevante e representativas das características específicas
do risco de crédito subjacente.
Para os valores a receber que apresentam risco de cobrabilidade e antiguidade significativa, o Grupo analisa a imparidade
numa ótica individual e regista uma perda por imparidade com base no valor recuperável estimado, não sendo aplicado para
estes casos o modelo simplificado.







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Na análise do risco de crédito sobre os valores a receber, o Grupo considera todas as informações razoáveis e sustentáveis
que estão disponíveis à data de relato, as quais incluem análises quantitativas e qualitativas, baseadas em informação his-
tórica e prospetiva.
O valor da perda por imparidade é reconhecido na demonstração dos resultados.


Os ativos e passivos financeiros são compensados se a Glintt tiver um direito legalmente executável de compensação e se
existir intenção de os liquidar numa base líquida ou de realizar o ativo e passivo em simultâneo.



2.12. Caixa e equivalentes de caixa
A caixa e equivalentes de caixa incluem caixa, depósitos bancários, outros investimentos de curto prazo, de liquidez elevada
e com maturidade inicial até 3 meses e descobertos bancários.
Os descobertos bancários são apresentados no balanço, no passivo corrente, na rubrica “Empréstimos”.





2.13. Capital social
As ações ordinárias são classificadas no capital próprio.
Os custos diretamente atribuíveis à emissão de novas ações ou opções são apresentados como uma dedução, líquida de
impostos, ao valor recebido resultante desta emissão.
Quando a empresa ou as suas filiais adquirem ações próprias da empresa mãe, o montante pago é deduzido ao total dos
capitais próprios atribuível aos acionistas, e apresentado como ações próprias, até à data em que estas são canceladas, ree-
mitidas ou vendidas. Quando tais ações são subsequentemente vendidas ou reemitidas, o montante recebido é novamente
incluído nos capitais próprios atribuíveis aos acionistas.




2.14. Empréstimos
Os empréstimos obtidos são inicialmente reconhecidos ao justo valor, líquido de custos de transação incorridos. Os emprés-
timos são subsequentemente apresentados ao custo amortizado; qualquer diferença entre os recebimentos (líquidos de
custos de transação) e o valor amortizado é reconhecida na demonstração dos resultados ao longo do período do emprés-
timo, utilizando o método da taxa efetiva.
Os empréstimos obtidos são classificados no passivo corrente, exceto se o Grupo possuir um direito incondicional de diferir
a liquidação do passivo por, pelo menos, doze meses após a data do balanço, sendo neste caso classificado no passivo não
corrente.
Os encargos financeiros relacionados com empréstimos são reconhecidos como gastos financeiros, de acordo com o prin-
cípio da especialização dos exercícios.



2.15. Impostos sobre o rendimento
O imposto sobre o rendimento inclui imposto corrente e imposto diferido. O imposto corrente sobre o rendimento é deter-
minado com base nos resultados líquidos, ajustados em conformidade com a legislação fiscal vigente à data do balanço,
considerando para os períodos intercalares a taxa anual efetiva de imposto estimada.



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Os impostos diferidos são calculados com base na responsabilidade de balanço, sobre as diferenças temporárias entre a
base fiscal de ativos e passivos e os seus valores contabilísticos nas demonstrações financeiras consolidadas. Os impostos
diferidos são determinados pelas taxas fiscais (e leis) decretadas ou substancialmente decretadas na data do balanço e,
que se espera, sejam aplicáveis no período de realização do imposto diferido ativo ou de liquidação do imposto diferido
passivo.
São reconhecidos impostos diferidos ativos sempre que exista razoável segurança de que serão gerados lucros futuros con-
tra os quais poderão ser utilizados. Os impostos diferidos ativos são revistos periodicamente e reduzidos sempre que deixe
de ser provável que os mesmos possam ser utilizados.
Os impostos diferidos são registados como custo ou proveito do exercício, exceto se resultarem de valores registados dire-
tamente em capital próprio, situação em que o imposto diferido é também registado na mesma rubrica.
O Grupo não compensa saldos ativos e passivos relacionados com impostos diferidos, por não cumprir os critérios previstos
na norma.

2.16. Provisões
São constituídas provisões no balanço sempre que: i) o Grupo tenha uma obrigação presente, legal ou construtiva, resultan-
te de um acontecimento passado; ii) seja provável que um exfluxo, razoavelmente estimável, de recursos incorporando be-
nefícios económicos será exigida para liquidar esta obrigação e; iii) que o seu valor seja fiavelmente estimável. As provisões
são revistas à data do balanço e ajustadas para refletir a melhor estimativa corrente. Se deixar de ser provável que um ex-
fluxo de recursos que incorporem benefícios económicos, seja necessário para liquidar a obrigação, a provisão é revertida.
Não são reconhecidas provisões para perdas operacionais futuras.

2.17. Subsídios Governamentais e de outras entidades públicas
Os subsídios são reconhecidos quando existe segurança de que o Grupo cumprirá as obrigações inerentes e o subsídio será
recebido.
Os subsídios à exploração são reconhecidos na demonstração dos resultados de forma sistemática durante o período em
que são reconhecidos os custos que eles visam compensar.
Os subsídios relativos a investimentos em ativos fixos tangíveis são incluídos nos passivos não - correntes, como subsídios
do estado diferidos, e são reconhecidos em resultados, numa base sistemática durante o período esperado de vida dos
ativos correspondentes.

2.18. Reconhecimento do rédito
Os rendimentos decorrentes da venda de bens ou prestação de serviços são reconhecidos na demonstração de resultados
de acordo com os princípios introduzidos pela IFRS 15.



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O rédito deve refletir a transferência de bens e serviços contratados para os clientes, pelo montante correspondente à con-
traprestação que a entidade espera receber como contrapartida da entrega desses bens ou serviços, com base num modelo
que contempla 5 fases, nomeadamente:
● identificação de um contrato com um cliente;
● identificação das obrigações de performance;
● determinação de um preço de transação;
● alocação do preço de transação; e
● reconhecimento do rédito.
O rédito compreende o justo valor dos serviços prestados, líquido de impostos e descontos.

De acordo com este modelo, o reconhecimento do rédito depende se as obrigações de performance são satisfeitas ao longo
do tempo (“over time”) ou se, pelo contrário, o controlo sobre os bens ou serviços são transferidos num determinado mo-
mento (“point in time”), sendo mensurados pela consideração que a entidade espera ter direito a receber como contrapar-
tida da entrega desses bens ou serviços.
Assim, no início de cada contrato, a Entidade avalia os bens ou serviços prometidos e identifica, como obrigação de perfor-
mance, cada promessa de transferência para o cliente de qualquer bem ou serviço distintos (por si só ou em conjunto). Estas
promessas em contratos com clientes podem ser explícitas ou implícitas, desde que tais promessas criem uma expectativa
válida no cliente de que a entidade transferirá um bem ou serviço para o cliente, com base em políticas publicadas, decla-
rações específicas ou práticas comerciais habituais da entidade.
Na determinação e alocação do preço da transação de cada obrigação de performance, a Entidade utiliza os preços inde-
pendentes (“stand-alone”) dos produtos e serviços prometidos, à data da celebração do contrato com o cliente.
O reconhecimento do rédito ocorre no momento do cumprimento de cada obrigação de performance.
Os réditos da Entidade provêm de: (a) vendas de equipamentos, (b) vendas de licenças de software, (c) prestação de servi-
ços, (d) juros e (e) dividendos. O reconhecimento do rédito por tipo de rédito é detalhado de seguida:
(a) Venda de equipamentos:
O rédito proveniente da venda de equipamentos é reconhecido na demonstração dos resultados quando são satisfeitas as
seguintes condições: i) os riscos e vantagens significativos da propriedade do bem tiverem sido transferidos pela empresa
para o comprador; ii) o controlo efetivo dos bens vendidos passar a ser do comprador e a empresa deixa de ter envolvimen-
to continuado de gestão num grau geralmente associado com a posse; iii) o montante do rédito possa ser razoavelmente
quantificado; iv) for provável que os benefícios económicos associados à transação fluam para a empresa; e v) os custos
incorridos ou a incorrer com a transação possam ser fiavelmente mensurados.
(b) Venda de licenças de software:
O rédito proveniente da venda de licenças de propriedade intelectual (ie. software) é reconhecido na demonstração de re-
sultados de acordo com os dois conceitos previstos na IFRS 15, nomeadamente:



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i) Direito de acesso: Uma licença fornece um direito de acesso quando o cliente está exposto aos efeitos positivos e/ou
negativos decorrentes de eventuais alterações (exemplo: atualizações de parametrizações ou inputs. Nestes casos, o
cliente não é capaz de obter controlo pleno sobre a propriedade intelectual em um determinado momento, mas obtém
controlo ao longo do período da licença. Nesta conformidade, perante um direito de acesso, o rédito deverá ser reco-
nhecido ao longo do período da licença, por norma ao longo dos contratos de manutenção (software as a service).
ii) Direito de uso: Uma licença fornece um direito de uso quando o cliente adquire o controlo sobre esse ativo no início do
período para o qual tem direito a usar a licença, não estando sujeito ao impacto de eventuais alterações que ocorram à
licença adquirida. Neste caso, a propriedade intelectual à qual o teve direito é estática, e o direito de uso é concedido ao
cliente num determinado momento. Nesta conformidade, perante um direito de uso o rédito é reconhecido num dado
momento aquando da venda.
De notar que em ambos os casos, a Entidade leva em linha de conta a existência ou não a um direito a pagamento exigível,
casos os pagamentos sejam faseados ao longo do período das licenças concedidas aos clientes.
(c) Prestação de serviços
O rédito proveniente da prestação de serviços é reconhecido na demonstração dos resultados quando são satisfeitas as
seguintes condições: i) o montante do rédito pode ser mensurado com fiabilidade; ii) é provável que benefícios económicos
futuros associados à transação fluam para o Grupo; iii) a fase do cumprimento da obrigação de performance à data de relato
pode ser fiavelmente mensurada; e iv) os custos incorridos e a incorrer com a prestação de serviços podem ser mensurados
com fiabilidade.
Na Glintt, este rédito diz respeito a serviços de implementação e contratos de manutenção.
Os réditos dos serviços de implementação são reconhecidos na data da prestação dos serviços, uma vez que é esse o
momento em que os benefícios da obrigação de desempenho são transferidos para o cliente (o cliente recebe e consome
simultaneamente os bens e serviços fornecidos).
Os réditos dos serviços de remodelação de farmácias são reconhecidos, em cada exercício, de acordo com a obrigação de
performance a que respeitam, em função da percentagem de acabamento dos mesmos. Ou seja, no que respeita a cada
obrigação de desempenho, o Grupo reconhece o rédito ao longo do tempo através da mensuração do progresso no sentido
do cumprimento total de tal obrigação de performance.
Os réditos dos contratos de manutenção são reconhecidos como uma única obrigação de desempenho de forma linear pelo
período do contrato. No que respeita aos contratos back to back, é efetuado o reconhecimento do rédito e do gasto associa-
dos, uma vez que a Glintt age como principal, assumindo os riscos associados aos mesmos.
Nos casos em que se comprova que o cliente não recebeu nem consumiu os bens e serviços ao longo do tempo, a Entidade
não reconhece qualquer rédito, reconhecendo apenas aquando da satisfação da obrigação de performance. A avaliação do
grau de cumprimento de cada obrigação de desempenho é revista periodicamente tendo em consideração os mais recentes
indicadores dos responsáveis técnicos de cada projeto e sujeita a revisão adicional por parte dos respetivos controllers.
Os montantes faturados ao abrigo dos contratos com clientes cuja obrigação de desempenho não se encontra satisfeita são
reconhecidos em “rendimentos diferidos”. As obrigações de desempenho satisfeitas cuja faturação ainda não ocorreu ao
abrigo dos contratos são reconhecidas nos resultados por contrapartida dos “acréscimos de rendimento”.



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Relatório e Contas 2025
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(c) Juros:
Os juros recebidos são reconhecidos pelo princípio do regime do acréscimo, tendo em consideração o montante em dívida
e a taxa efetiva durante o período até à maturidade.


(d) Dividendos:
Os dividendos são reconhecidos quando o direito dos acionistas ao seu recebimento já estiver devidamente estabelecido e
comunicado.







2.19. Direitos de uso e responsabilidades por locações


O Grupo reconhece um direito de uso de um ativo e um passivo de locação na data de início do contrato de arrendamento/
aluguer. O direito de uso do ativo é inicialmente mensurado ao custo, que compreende o valor inicial da responsabilidade
de locação ajustada por quaisquer pagamentos de locação feitos em ou antes da data de início, além de quaisquer custos
diretos iniciais incorridos, assim como uma estimativa dos custos de desmantelamento e remoção do ativo subjacente (caso
aplicável), deduzido de qualquer incentivo concedido.


A responsabilidade da locação é inicialmente reconhecida pelo valor presente das rendas ainda não pagas à data do contra-
to de locação, descontando os juros a uma taxa de juro implícita na locação, ou no caso em que não seja possível determinar
esta taxa facilmente, utilizando a taxa de juro incremental da Empresa.
Após a data de início da locação, o valor do passivo da locação aumenta de modo a refletir o acréscimo de juros e reduz pe-
los pagamentos efetuados. A responsabilidade da locação é remensurada aquando da ocorrência de certos eventos (como
sejam a mudança do período da locação, uma alteração nos pagamentos futuros que resultem de uma alteração do índice
de referência ou da taxa usada para determinar esses pagamentos). Quando a remensuração do passivo da locação é reco-
nhecida, o valor do direito de uso é também ajustado.


Locações de curto prazo ou locações de ativos de baixo valor
A Empresa não reconhece como direitos de uso de ativos ou responsabilidade de locações, os contratos de locação de dura-
ção inferior a 12 meses ou locações de baixo valor. A Empresa reconhece os dispêndios associados a estas locações, como
um custo do exercício durante o período de vida dos contratos.
Amortização
O direito de uso do ativo é amortizado através do método de amortização linear, com base no mais baixo de entre a vida útil
do ativo do direito de uso ou o fim do prazo da locação. A vida útil estimada dos ativos do direito de uso é determinada na
mesma base que para os restantes ativos tangíveis.

O Grupo apresenta os direitos de uso de ativos (Nota 7) e as responsabilidades por locações (Nota 20) em rubricas devida-
mente segregadas nas notas da demonstração da posição financeira.



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04. Demonstrações Financeiras e Notas às Contas
Relatório e Contas 2025
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2.20. Férias, Subsídio de férias
De acordo com a legislação vigente, os trabalhadores têm, anualmente, direito a 22 dias úteis de férias, bem como a um
mês de subsídio de férias, direito esse adquirido no ano anterior ao do seu pagamento. Assim, estas responsabilidades são
registadas no período em que os trabalhadores adquirem o respetivo direito, por contrapartida da demonstração de resul-
tados, independentemente da data do seu pagamento, e o saldo por liquidar à data de balanço está relevado na rubrica de
Valores a pagar correntes.




2.21. Encargos Financeiros com empréstimos obtidos
Os encargos financeiros com empréstimos obtidos são registados como gasto financeiro de acordo com o princípio da es-
pecialização dos exercícios.
Os encargos financeiros, resultantes de empréstimos contraídos para financiar os investimentos em ativos fixos, são impu-
tados a ativos fixos em curso, na proporção dos gastos totais incorridos naqueles investimentos líquidos de recebimentos
de subsídios ao investimento, até à entrada em funcionamento dos mesmos, sendo os restantes reconhecidos na rubrica
de gastos financeiros na demonstração de resultados do exercício. Os eventuais proveitos por juros obtidos com emprésti-
mos diretamente relacionados com o financiamento de ativos fixos em construção são deduzidos aos encargos financeiros
capitalizáveis.
Os encargos financeiros incluídos nos ativos fixos são amortizados de acordo com o período de vida útil dos bens respetivos.




2.22. Ativos e Passivos contingentes
Os passivos contingentes em que a possibilidade de uma saída de fundos afetando benefícios económicos futuros seja
apenas possível, não são reconhecidos nas demonstrações financeiras consolidadas, sendo divulgados nas notas, a menos
que a possibilidade de se concretizar a saída de fundos afetando benefícios económicos futuros seja remota, caso em que
não são objeto de divulgação.
Os ativos contingentes não são reconhecidos nas demonstrações financeiras consolidadas, mas são divulgados no anexo
quando é provável a existência de um benefício económico futuro.

2.23. Eventos subsequentes
Os eventos após a data do balanço que proporcionem informação adicional sobre condições que existiam à data do balanço
são refletidos nas demonstrações financeiras consolidadas.
Os eventos após a data do balanço que proporcionem informação sobre condições que ocorram após a data do balanço são
divulgados no anexo às demonstrações financeiras consolidadas, se materiais.


2.24. Ativos não correntes detidos para venda e operações descontinuadas
Ativos não correntes são classificados como detidos para venda se o respetivo valor for realizável através da sua venda, ao
invés de o ser através do seu uso continuado. Considera-se que esta situação se verifica apenas quando:





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● A venda é altamente provável;
● O ativo está disponível para venda imediata nas suas atuais condições;
● A gestão está comprometida com um plano de venda;
● É expectável que a venda se concretize num prazo de doze meses
Operação descontinuada é uma componente ou uma unidade de negócio que compreende operações e fluxos de caixa
que podem ser claramente distinguidos operacionalmente do restante do Grupo. A classificação de uma operação como
descontinuada ocorre mediante a alienação, ou quando a operação atende aos critérios para ser classificada como mantida
para venda.
Em 31 de dezembro de 2020 a Glintt Global classificou como operações descontinuadas a empresa Solservice Angola, S.A.,
cujos negócios foram descontinuados no exercício de 2015.
Durante o ano de 2022, a Glintt Global classificou como operações descontinuadas as empresas Glintt Angola e Contraço.
No que respeita à Glintt Angola, continuam os procedimentos para o encerramento da filial. Relativamente à Contraço, esta
sociedade foi dissolvida em outubro de 2023.
Ativos não correntes classificados como detidos para venda ou operações descontinuadas são mensurados ao menor custo
entre o valor contabilístico ou respetivo justo valor deduzido dos custos a incorrer na venda.





2.25. Impostos diferidos
Os impostos diferidos referem-se a diferenças temporárias entre os montantes dos ativos e passivos relevados contabilis-
ticamente e os respetivos montantes para efeitos de tributação.
Os ativos e passivos por impostos diferidos são calculados, e periodicamente avaliados, utilizando as taxas de tributação
aprovadas à data de balanço, não se procedendo ao respetivo desconto.
Os ativos por impostos diferidos são reconhecidos somente quando for provável que lucros tributáveis estarão disponíveis
contra os quais as diferenças temporárias dedutíveis possam ser utilizadas. Na data de cada balanço, é efetuada uma rea-
preciação das diferenças temporárias subjacentes aos ativos por impostos diferidos no sentido de as reconhecer ou ajustar,
em função da expectativa atual da sua recuperação futura.


2.26. Acréscimos ativos e passivos
O Grupo regista os seus rendimentos e gastos de acordo com o regime do acréscimo, pelo qual os rendimentos e gastos são
reconhecidos à medida que são gerados, independentemente do momento em que são recebidos ou pagos. As diferenças
entre os montantes recebidos e pagos e os correspondentes rendimentos e gastos são registados nas rubricas de “Acrésci-
mos ativos” e “Acréscimos passivos”.
2.27. Diferimentos ativos e passivos
Estas rubricas refletem as transações e outros acontecimentos relativamente aos quais não é adequado o seu integral
reconhecimento nos resultados do período em que ocorrem, mas que devam ser reconhecidos nos resultados de períodos
futuros.



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04. Demonstrações Financeiras e Notas às Contas
Relatório e Contas 2025
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2.28. Contas a pagar a fornecedores e outros credores
As contas a pagar a fornecedores e outros credores, são registadas pelo seu valor nominal, que é substancialmente equiva-
lente ao seu justo valor e, subsequentemente são mensuradas ao custo.

2.29. Passivos Financeiros

Os passivos financeiros são classificados de acordo com a substância contratual, independentemente da sua forma legal.
São desreconhecidos apenas quando extintos, isto é, quando a obrigação é liquidada, cancelada ou expirada. Os passivos
financeiros do Grupo incluem empréstimos obtidos, fornecedores, outras contas a pagar e outros passivos financeiros. São
classificados na demonstração da posição financeira como passivos não correntes se a maturidade remanescente for supe-
rior a 12 meses e como passivo corrente se a sua maturidade for inferior a 12 meses.
Os ativos e passivos financeiros são compensados se o Grupo tiver um direito legalmente executável de compensação e se
existir intenção de os liquidar numa base líquida ou de realizar o ativo e passivo em simultâneo.


2.30. Demonstração dos fluxos de caixa
A Demonstração dos fluxos de caixa é apresentada pelo método direto, pelo qual são divulgados os fluxos de caixa brutos
das atividades operacionais e financeiras.


2.31. Gastos com Pessoal
Os custos com o pessoal nomeadamente remunerações, salários, contribuições para a segurança social, férias anuais e
baixa por doença, gratificações e benefícios não monetários são reconhecidos no exercício em que os serviços associados
são prestados pelos empregados da Glintt Global.
Ao abrigo da política atualmente adotada, a remuneração dos órgãos sociais da Glintt Global inclui todas as remunerações
devidas pelo exercício de cargos em sociedades do Grupo e as especializações dos custos relativos a valores a imputar a
este período.
As indeminizações a pagar aos colaboradores pela rescisão de um contrato de trabalho são reconhecidas como gasto quan-
do a entidade se compromete com tal despesa e não pode recuar na oferta desses benefícios.
A Glintt Global reconhece na rubrica “Gastos com o pessoal” os custos com indemnizações a empregados.




3. Gestão do risco financeiro
As atividades do Grupo estão expostas a uma variedade de fatores de risco financeiro: risco de crédito, risco de liquidez e
risco de fluxos de caixa associados à taxa de juro.
3.1. Risco de crédito
As principais fontes de risco de crédito do Grupo são: caixa e equivalentes de caixa e exposição de crédito a clientes.



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04. Demonstrações Financeiras e Notas às Contas
Relatório e Contas 2025
157

A nível de bancos e instituições financeiras, o Grupo seleciona as contra partes com quem faz negócio atendendo à credi-
bilidade das entidades.
Em relação a clientes, o Grupo não tem concentrações de risco de crédito significativas e tem políticas que asseguram que
as vendas e prestações de serviços são efetuadas a clientes com um histórico de crédito apropriado que limitam o montante
de crédito a que têm acesso os seus clientes.
Em 31 de dezembro de 2025, os saldos a receber de clientes representavam a seguinte estrutura de antiguidade:
31/12/2025 31/12/2024
Valores Não Vencidos 11 126 329 11 353 858
de 1 a 180 dias 10 901 988 10 214 036
de 181 a 360 dias 316 409 755 046
de 361 a 720 dias 204 122 399 979
a mais de 721 dias 1 036 039 1 361 246
23 584 887 24 084 165
Imparidades (1 335 804) (1 267 448)
Saldo Líquido de Clientes 22 249 084 22 816 716
Os valores evidenciados no quadro acima correspondem aos valores em aberto face às respetivas datas de vencimento.
Apesar de se constatar a existência de atrasos na liquidação de alguns valores, face às referidas datas de vencimento, tal
facto não se traduz em situações de imparidade, para além das registadas pelo Grupo no valor de 1.335.804 euros.
Total saldo clientes Saldo sem imparidade Saldo em imparidade Valor da imparidade Saldo Líquido clientes
Valores Não Vencidos 11 126 329 11 125 096 1 233 1 233 11 125 096
de 1 a 180 dias 10 901 988 10 780 227 121 761 92 669 10 809 318
de 181 a 360 dias 316 409 157 057 159 353 144 746 171 663
de 361 a 720 dias 204 122 - 204 122 187 476 16 646
a mais de 721 dias 1 036 039 1 131 1 034 907 864 747 171 292
Imparidade Coletiva - - - 44 931 (44 931)
23 584 887 22 063 511 1 521 376 1 335 804 22 249 084
Para efeitos da determinação da imparidade de cada ativo, a Glintt Global considerou a seguinte informação:
i) Fornecida pela equipa interna de cobranças e controlo de crédito, a qual contacta diretamente os nossos clientes, e
identifica o momento em que se produzirá ou não, um influxo monetário por parte daqueles, para liquidação as quantias
vencidas.
ii) Fornecida por parte da equipa de diretores e gestores de cliente, os quais, em virtude do feedback recebido por parte
dos clientes relativamente ao negócio / operação que originou o débito dos montantes faturados, consegue transmitir
o seu grau de conforto / desconforto, relativamente à evolução de cada contrato/fatura em mora.
iii) Nos saldos não vencidos foi aplicada a IFRS 9, tendo sido calculado um montante de 44.931 euros de estimativa de
default para faturas ainda não vencidas (nota 2.11).
Dos valores em aberto, cerca de 5,5 milhões de euros traduzem a faturação emitida a entidades públicas.



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04. Demonstrações Financeiras e Notas às Contas
Relatório e Contas 2025
158


3.2. Risco de liquidez
A gestão do risco de liquidez implica a manutenção da caixa e depósitos bancários a um nível suficiente, a viabilidade da
consolidação da dívida flutuante através de um montante adequado de facilidades de crédito e a capacidade de liquidar
posições de mercado. Relacionado com a dinâmica dos negócios subjacentes, a tesouraria do Grupo pretende manter a
flexibilidade da dívida flutuante, mantendo as linhas de crédito disponíveis.
A liquidez dos passivos financeiros remunerados, bem como a liquidez inerente aos contratos de locação financeira opera-
cional, originará os seguintes fluxos monetários:
2025 2024
Até 1 ano 1 a 5 anos Até 1 ano 1 a 5 anos
Dividas a instituições de crédito 11 030 641 23 729 131 15 358 755 21 291 364
Locação Operacional 2 604 539 3 276 409 2 520 015 3 500 619
Outros credores - 1 335 254 - 1 335 254
Total Financiamentos 13 635 180 28 340 794 17 878 770 26 127 238
Explorer 875 000 1 750 000 2 825 000 2 625 000
Total Passivos Financeiros 875 000 1 750 000 2 825 000 2 625 000
TOTAL 14 510 180 30 090 794 20 703 770 28 752 238
As dívidas a instituições financeiras dizem respeito nomeadamente a empréstimos de MLPrazo e a Papel Comercial.
Assim, a 31 de dezembro de 2025, os passivos correntes refletidos no balanço eram superiores aos ativos correntes em
cerca de 11.184 mil euros, no entanto a empresa possui linhas de crédito contratadas e não usadas, de montante superior.
As linhas de crédito e outros produtos de natureza financeira (Factoring e Confirming) representam reservas de liquidez de
curto prazo, e os montantes são os que se detalham:
Montante Contratado Montante Utilizado Montante Disponivel
Linhas de crédito 7 000 000 - 7 000 000
Factoring 3 400 000 - 3 400 000
Confirming 3 500 000 - 3 500 000
PPC 17 200 000 8 200 000 9 000 000
31 100 000 8 200 000 22 900 000
Ainda que o factoring e o confirming possam ser consideradas fontes de financiamento de curto prazo, a utilização destas no
futuro está dependente de operações que o Grupo realize com terceiros para que possam as mesmas ser ativadas.

3.3. Risco de fluxos de caixa e de justo valor associados à taxa de juro
A exposição do Grupo ao risco da taxa de juro, advém essencialmente dos financiamentos obtidos (MLP e Papel Comercial)
e demais produtos de tesouraria, como sejam as linhas de apoio a fornecedores e factoring, os quais tendo associado uma
taxa de juro de referência, expõem o grupo a riscos de cash-flow.



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04. Demonstrações Financeiras e Notas às Contas
Relatório e Contas 2025
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A exposição ao risco é analisada de forma dinâmica, realizando-se testes de sensibilidade a variações da taxa de juro,
fundamentalmente à euribor, sendo que alterações na taxa de juro do mercado afetam ganhos ou perdas de instrumentos
financeiros.
Baseadas nas simulações efetuadas a 31 de dezembro de 2025, uma subida ou descida de 50 pontos base nas taxas de
juro teria um impacto negativo ou positivo nos resultados antes de impostos, mantendo tudo o resto constante, de cerca de
174 mil euros.

3.4. Risco de capital
O Grupo procura manter um nível de capitais próprios adequado que lhe permita não só assegurar a sua continuidade e
desenvolvimento, como também proporcionar uma adequada remuneração para os seus acionistas e a otimização do custo
de capital.
O equilíbrio da estrutura de capital é monitorizado com base no rácio de solvabilidade, calculado de acordo com a seguinte
fórmula: Capital Próprio / Passivo.
Os rácios de solvabilidade em 31 de dezembro de 2025 e 31 de dezembro de 2024, são como seguem:
31/12/2025 31/12/2024
Rácio de Solvabilidade 0,86 0,82
A definição da estratégia a adotar em termos de gestão de capital é da competência do Conselho de Administração.




4. Estimativas contabilísticas e pressupostos críticos
A preparação das demonstrações financeiras em conformidade com os princípios contabilísticos geralmente aceites requer o uso
de estimativas e pressupostos que afetam as quantias reportadas de ativos e passivos, assim como as quantias reportadas de
proveitos e custos durante o período de relato. Apesar destas estimativas serem baseadas no melhor conhecimento da gestão
em relação aos eventos e ações correntes, os resultados finais podem, em última instância, diferir destas estimativas.
Os principais juízos de valor e estimativas efetuadas na preparação das demonstrações financeiras anexas foram os seguintes:
4.1. Vidas úteis dos ativos fixos tangíveis e intangíveis
O Grupo revê as vidas úteis estimadas dos seus ativos tangíveis e intangíveis em cada data de relato. As vidas úteis dos
ativos dependem de diversos fatores relacionados quer com a utilização dos mesmos, quer com as decisões estratégicas
do órgão de gestão.
4.2. Estimativa da imparidade do Goodwill e carteiras de clientes
O Grupo testa o goodwill e carteiras de clientes, pelo menos anualmente, com o objetivo de verificar se os mesmos estão
em imparidade, de acordo com as políticas referidas na Nota 2.4.4. e 2.9. O cálculo dos valores recuperáveis das unidades
geradoras de caixa envolve julgamento e reside substancialmente na análise da Gestão em relação à evolução futura dos
fluxos de caixa esperados.




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04. Demonstrações Financeiras e Notas às Contas
Relatório e Contas 2025
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Na avaliação subjacente aos cálculos efetuados são utilizados pressupostos baseados na informação disponível quer do
negócio, quer do enquadramento macroeconómico. As variações destes pressupostos poderão ter impactos ao nível dos
resultados e no consequente registo de imparidades.
4.3. Imparidade em contas a receber
As perdas de imparidade em contas a receber são apuradas conforme indicado na Nota 2.11. Deste modo, a determinação
da imparidade através da análise individual corresponde ao julgamento do Grupo quanto à situação económica e financeira
dos seus clientes e à sua estimativa sobre o valor atribuído a eventuais garantias existentes, com o consequente impacto
nos fluxos de caixa futuros esperados. Por outro lado, as perdas de imparidade esperadas no crédito concedido (imparidade
coletiva) são apuradas tendo em conta um conjunto de informação histórica e de pressupostos, as quais podem ser diferen-
tes das perdas por imparidade efetivamente ocorridas.
4.4. Provisões
O desfecho dos processos judiciais e fiscais em curso, bem como a respetiva necessidade de constituição de provisões, é
estimado tendo por base a opinião dos advogados e jurídicos do Grupo. Os advogados e jurídicos da Entidade possuem as
competências técnicas e o conhecimento detalhado dos processos que lhes permitem fazer face à incerteza inerente ao
desfecho de processos desta natureza. Desse modo, qualquer variação nas circunstâncias relacionadas com este tipo de
provisões poderá ter um efeito significativo no montante da provisão registada.
4.5. Mensuração e reconhecimento de impostos diferidos
O reconhecimento de ativos por impostos diferidos pressupõe a existência de resultados e de matéria coletável positiva
futura. Estes são determinados com base na interpretação da legislação fiscal em vigor. Deste modo, alterações na legis-
lação fiscal ou na sua interpretação por parte das autoridades competentes podem ter impacto no montante dos impostos
diferidos reconhecidos.
Até 2022, a recuperação dos ativos por impostos diferidos dependia do desempenho das várias entidades incluídas no
perímetro de consolidação da Farminveste IPG.
No exercício de 2025, foi efetuada análise à recuperabilidade dos Ativos por impostos diferidos, tendo por base os planos
de negócio numa ótica individual para os próximos 5 anos, assumindo a constituição do RETGS. Encontra-se em curso um
pedido de adesão a um novo RETGS a vigorar a partir de 1 de janeiro de 2024, no qual a Glintt Global será a sociedade do-
minante. Os impactos decorrentes desta análise estão incluídos na nota 12.
De modo a atenuar o grau de incerteza associado a estas estimativas, em particular no tocante à interpretação da legislação
fiscal aplicável, o Grupo recorre aos serviços de consultores fiscais externos especializados.
4.6. Vidas úteis dos direitos de uso e taxas descontos dos passivos locação
O apuramento dos valores residuais dos ativos, estimativa das vidas úteis e taxas de desconto têm por base premissas dos
contratos de locação (ou ativos similares) e são definidos baseados no julgamento da gestão .




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04. Demonstrações Financeiras e Notas às Contas
Relatório e Contas 2025
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4.7. Rédito
O reconhecimento do rédito pelo Grupo Glintt é proveniente de diversas fontes de rédito, conforme divulgado na nota 24.
Os réditos provenientes dos serviços de implementação e dos serviços de remodelação de farmácias requerem o uso de jul-
gamentos, desde logo na aplicação do modelo das cinco etapas estabelecido na IFRS 15, nomeadamente na identificação
das obrigações de performance e na alocação do preço da transação às obrigações de performance definidas, com base nos
“stand-alone prices” (quando aplicável).
Adicionalmente, o órgão de gestão procede a análises e estimativas no que concerne ao desenvolvimento atual e futuro dos
projetos relacionados com as referidas fontes de rédito, as quais podem vir a ter um desenvolvimento futuro diferente do
orçamentado à data de relato pelos responsáveis técnicos de cada projeto. Eventuais alterações de estimativa iriam influen-
ciar as rubricas de “Acréscimos de rendimentos e gastos” e de “Diferimento de rendimentos e gastos” relacionados com o
negócio na demonstração da posição financeira e “Vendas e Prestação de serviços” e “Custo das vendas e Subcontratos” na
demonstração dos resultados, contudo, historicamente, não se têm verificado desvios materiais nas estimativas de custos
a incorrer nos projetos em curso que transitam de ano nem no desfecho da transação.
4.8. Contratos de Construção
Sempre que o desfecho dos contratos de construção possa ser fiavelmente estimado, o rédito do contrato e os gastos do
contrato associados, são reconhecidos com referência à fase de acabamento da atividade do contrato, à data do balanço.
Quando for provável que os custos totais do contrato excedam o rédito total do mesmo, a perda esperada é reconhecida
como um gasto.
Em 31 de dezembro de 2025, os contratos de construção em curso, advêm essencialmente dos projetos afetos à área de
infraestruturas e suporte, sendo que:
● Os gastos reconhecidos ascendiam a 4.999.869 euros; 4.179.370 euros em 2024
● Os ganhos reconhecidos ascendiam a 7.310.150 euros; 6.440.115 euros em 2024, e
● Não foram recebidos quaisquer adiantamentos ou efetuadas quaisquer retenções.
4.9. Perdas por imparidade em ativos não financeiros
Na sequência das mais recentes condições macroeconómicas, a Glintt Global efetuou testes de imparidade para estimar o
valor recuperável dos ativos não financeiros, dos quais se destacam o Goodwill e os Ativos Intangíveis, os quais tiveram por
base pressupostos de longo prazo e o orçamento aprovado pelo Conselho de Administração para o ano 2026. Os detalhes
destas análises estão incluídos nas notas 8 e 9.
4.10. Recuperabilidade de ativos por impostos diferidos
O Grupo procedeu à revisão das posições dos ativos por impostos diferidos de forma a garantir a sua recuperabilidade atra-
vés de lucros tributáveis futuros. Os impactos decorrentes desta análise estão incluídos na nota 12.




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04. Demonstrações Financeiras e Notas às Contas
Relatório e Contas 2025
162
5. Informação por segmentos
A IFRS 8 – Segmentos Operacionais, vem estabelecer os princípios para divulgação de informação sobre os segmentos ope-
racionais de uma entidade, assim como dos seus produtos e serviços, dos seus mercados geográficos e dos seus principais
clientes, de aplicação obrigatória após 1 de janeiro de 2009, substituindo a IAS 14 – Relato por Segmentos, sendo que as
alterações introduzidas apesar de conduzirem a divulgação adicional de informação sobre cada segmento de negócio, não
alteraram significativamente a forma como têm vindo a ser apresentados os segmentos operacionais do Grupo.
Este normativo internacional impõe a identificação e reporte operacional, atendendo aos segmentos cujos resultados ope-
racionais são regularmente revistos pelo principal responsável pela tomada de decisões da entidade para efeitos da tomada
de decisões sobre a imputação de recursos ao segmento e da avaliação do seu desempenho.
O grupo está organizado em três mercados, Pharmacies, Hospitals e Glintt Next, os quais para efeito de reporting se organi-
zam em dois segmentos operacionais, definidos numa lógica de destinatários da solução ou cliente final:
● Saúde
● Outros Mercados
De acordo com a alínea b) do parágrafo 22 da IFRS 8, uma entidade deve divulgar os tipos de produtos e serviços a partir
dos quais cada segmento relatável obtém os seus réditos.
Desta forma, e de maneira não exaustiva, referimos que os produtos e serviços alocados a cada segmento relatável são os
seguintes:
Saúde
i) Dispõe de uma oferta global de soluções para farmácia, a qual engloba nomeadamente:
● Venda de equipamentos, mobiliário, consumíveis e soluções de robótica;
● Desenvolvimento de projetos de arquitetura, desenho e conceção de lay-out e imagem para farmácias, formação,
manutenção de equipamentos e realização de projetos de consultoria, serviços estes, pensados para criar espaços
de saúde onde a arquitetura comercial e a rentabilidade coexistam com as novas tecnologias.
ii) Dispõe igualmente uma oferta global e integrada de serviços de consultoria e fornecimento de software de gestão para
o sector da saúde, a qual engloba nomeadamente:
● Licenciamento de soluções de software próprias para os diversos prestadores de cuidados de saúde, quer sejam
clínicas, hospitais, farmácias e outros organismos do ministério da saúde;
● Prestação de serviços de consultoria, desenvolvimento, implementação, e manutenção de software para o sector
da saúde.
Outros Mercados
i) Dispõe de uma oferta diversificada de serviços de consultoria tecnológica, implementação de ERPs, integração de sis-
temas, desenvolvimento de aplicações à medida, assentes num vasto portfólio de soluções próprias.
ii) Implementação, desenvolvimento e integração de plataformas de parceiros com especial relevo para o BPM, ERP, BI e
soluções de Mobilidade.


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04. Demonstrações Financeiras e Notas às Contas
Relatório e Contas 2025
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iii) Integração de Infraestruturas de IT, bem como o seu suporte, nomeadamente nas áreas de networking, segurança,
sistemas de storage e database management.
A informação solicitada no parágrafo 129 da IAS 36 encontra-se reportada na linha “Outros items materiais que não dão
origem a fluxos de caixa”, sendo que os valores que constam nessa rubrica correspondem ao montante das imparidades
registadas (nota 31).
Relativamente ao parágrafo 34 da IFRS 8, entendemos não ser o mesmo aplicável à emitente, uma vez que não existe de-
pendência desta relativamente aos seus principais clientes, pois não existem réditos provenientes das transações com um
único cliente externo que representem 10% ou mais dos réditos totais.
Saúde Outros Mercados Total
31/12/2025 31/12/2024 31/12/2025 31/12/2024 31/12/2025 31/12/2024
Réditos Operacionais
Externos 102 333 600 92 012 755 37 027 938 30 317 337 139 361 538 122 330 093
Intra-Segmentos 177 776 1 114 - - 177 776 1 114
102 511 376 92 013 869 37 027 938 30 317 337 139 539 314 122 331 207
Gastos Operacionais 0
Externos 90 973 358 81 981 514 34 274 898 28 345 830 125 248 256 110 327 345
Intra-Segmentos - - 177 776 1 114 177 776 1 114
90 973 358 81 981 514 34 452 674 28 346 944 125 426 032 110 328 458
Resultado Operacional Segmento 11 538 018 10 032 355 2 575 264 1 970 393 14 113 282 12 002 748
Ganhos Financeiros 110 421 112 894 24 646 22 173 135 067 135 067
Perdas Financeiras 2 155 015 2 954 492 480 995 580 274 2 636 010 3 534 766
Ganhos em empresas do Grupo - - - - - -
Resultados antes de impostos das operações continuadas 9 493 424 7 190 757 2 118 915 1 412 292 11 612 339 8 603 049
Imposto sobre lucros (2 640 370) (2 334 198) (589 326) (458 445) (3 229 696) (2 792 644)
Resultados depois de impostos das operações continuadas 6 853 054 4 856 559 1 529 589 953 847 8 382 643 5 810 406
Perdas com operações descontinuadas - - - - 205 458 (20 727)
Resultado antes dos interesses que não controlam 6 853 054 4 856 559 1 529 589 953 847 8 588 101 5 789 679
Resultado atribuível a interesses que não controlam 858 766 751 226 - - 858 766 751 226
Resultado líquido do exercício 5 994 288 4 105 333 1 529 589 953 847 7 729 335 5 038 453
Outras Informações (demonstração de resultados)
Depreciações e Amortizações (5 554 237) (7 508 854)
Out. Itens materiais que não dão origem a fluxos de caixa (306 864) (683 202)
Outras Informações (posição financeira)
Ativos do Segmento 162 027 505 159 390 135 29 204 785 27 001 565 191 232 290 186 391 700
Ativos Operações Descontinuadas 175 103 287 137
Total do Ativo Consolidado 191 407 393 186 678 837
Investimentos em ativos tangíveis 3 203 383 3 734 269 2 248 565 2 037 484 5 451 948 5 771 753
Investimentos em ativos intangíveis 845 543 1 779 838 - - 845 543 1 779 838
Passivos do Segmento 83 513 114 84 944 249 19 190 170 17 202 797 102 703 283 102 147 046
Passivos Operações Descontinuadas 251 046 435 766
Total do Passivo Consolidado 102 954 330 102 582 813

























Os resultados, ativos e passivos de cada segmento correspondem aos que lhes são diretamente atribuídos, bem como aos
que lhes são atribuídos numa base razoável de imputação.


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04. Demonstrações Financeiras e Notas às Contas
Relatório e Contas 2025
164
Relativamente às áreas geográficas, foram identificados os seguintes segmentos:
2025 Portugal Espanha Total
Réditos 93 104 883 46 256 654 139 361 538
Ativos não correntes
Ativos fixos tangíveis 5 047 553 2 184 012 7 231 565
Goodwill 87 242 414 6 924 894 94 167 307
Ativos intangíveis 941 198 30 438 639 31 379 837
Ativos por impostos diferidos 824 689 44 793 869 482
2024 Portugal Espanha Total
Réditos 82 536 598 39 793 495 122 330 093
Ativos não correntes
Ativos fixos tangíveis 5 005 129 2 237 717 7 242 846
Goodwill 86 156 620 5 725 693 91 882 313
Ativos intangíveis 1 916 531 31 740 519 33 657 050
Ativos por impostos diferidos 888 583 37 288 925 871

6. Empresas incluídas e excluídas na consolidação
As empresas incluídas na consolidação pelo método integral à data de 31 de dezembro de 2025, eram as seguintes:
2025
Empresa Holding, empresas filiais e associadas Sede Social Capital Social %
Glintt Global, S.A. Sintra 60 874 008 -
Glintt - Healthcare Solutions, SA Porto 2 988 000 95,63
Sol-S e Solsuni - Tecnologias de Informação, SA Lisboa 5 000 000 100
Pulso Informatica, SLU Valência 10 818 100
Solservice Angola, Lda Luanda 5 000 USD 100
Glintt Angola, Lda Luanda 5 001 USD 100
Consoft, SA Alicante 217 562 100
Farmasoft, SL Madrid 48 081 55
Glintt España, SL Madrid 1 500 000 100
Glintt INOV, SA Porto 50 000 100
Qwerty Informática, S.L. Valencia 3 245 100
Alpes Informática San Sebastian 19 833 100
Glintt Açores Praia da Vitória 50 000 100
LOGINFAR S.L Barcelona 3 005 100
HLTSYS - HealthySystems, Lda Porto 11 600 51
Concep, S.L. Zaragoza 300 000 51
Glintt Healthcare, S.L.U Madrid 3 005 100
Prológica Sistemas Informaticos, SA Porto 2 250 000 100
Control de Sistemas y Microinformática, S.L. (CSYM) Barcelona 5 109 30



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04. Demonstrações Financeiras e Notas às Contas
Relatório e Contas 2025
165

Em fevereiro de 2025, concretizou-se a aquisição da totalidade do capital social da empresa Prológica – Sistemas Informá-
ticos, S.A..
Com data efeito de janeiro 2025, ocorreu a fusão da Monsegur na sociedade CSYM, resultando uma participação financeira
de 30% nesta sociedade
2024
Empresa Holding, empresas filiais e associadas Sede Social Capital Social %
Glintt Global, S.A. Sintra 60 874 008 -
Glintt - Healthcare Solutions, SA Porto 2 988 000 88,42
Sol-S e Solsuni - Tecnologias de Informação, SA Lisboa 5 000 000 100
Pulso Informatica, SLU Madrid 10 818 100
Solservice Angola, Lda Luanda 5 000 USD 100
Glintt Angola, Lda Luanda 5 001 USD 100
Consoft, SA Madrid 217 562 100
Farmasoft, SL Madrid 48 081 55
Glintt España, SL Madrid 1 500 000 100
Glintt INOV, SA Porto 50 000 100
Qwerty Informática, S.L. Valencia 3 245 100
Alpes Informática San Sebastian 19 833 100
Glintt Açores Praia da Vitória 50 000 100
LOGINFAR S.L Barcelona 3 005 100
Monsegur Informática, S.L Barcelona 3 005 100
HLTSYS - HealthySystems, Lda Porto 11 600 51
Concep, S.L. Zaragoza 300 000 51
Glintt Healthcare, S.L.U Bilbao 3 005 100




7. Ativos fixos tangíveis

31/12/2025 31/12/2024
Custo Amortizações Acumuladas Valor Líquido Custo Amortizações Acumuladas Valor Líquido
Edifícios e out. construções 1 660 538 1 081 654 578 884 1 635 333 1 021 795 613 538
Edifícios e out. construções - direito de uso 2 747 691 1 468 994 1 278 696 2 796 510 1 272 750 1 523 761
Equipamento básico 4 003 856 3 891 243 112 613 4 013 027 3 914 989 98 038
Equipamento de transporte 253 192 164 035 89 157 266 403 219 857 46 546
Equipamento de transporte - direito de uso 8 437 031 3 706 669 4 730 362 8 007 853 3 360 231 4 647 622
Equip. administrativo 3 592 776 3 281 742 311 034 3 457 601 3 261 787 195 813
Outras imob. corpóreas 371 039 240 220 130 819 395 675 278 147 117 528
21 066 123 13 834 558 7 231 565 20 572 401 13 329 555 7 242 846



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04. Demonstrações Financeiras e Notas às Contas
Relatório e Contas 2025
166


Saldo em 31/12/2024 Variações de perimetro Aquisições / dotações P.imparidade / abates/ transferências Saldo em 31/12/2025
Custo
Edifícios e outras construções 1 635 333 - 40 843 (15 638) 1 660 538
Edifícios e outras construções - direito de uso 2 796 510 - 921 774 (970 594) 2 747 691
Equipamento básico 4 013 027 33 775 52 951 (95 896) 4 003 856
Equipamento de transporte 266 403 2 163 62 727 (78 101) 253 192
Equipamento de transporte - direito de uso 8 007 853 - 2 026 594 (1 597 415) 8 437 031
Equipamento administrativo 3 457 601 15 046 185 450 (65 322) 3 592 776
Outras imobilizações corpóreas 395 675 8 876 14 458 (47 969) 371 039
20 572 401 59 860 3 304 796 (2 870 935) 21 066 123
Amortizações acumuladas
Edifícios e outras construções 1 021 795 - 65 440 (5 581) 1 081 654
Edifícios e outras construções - direito de uso 1 272 750 - 1 140 160 (943 915) 1 468 994
Equipamento básico 3 914 989 30 732 40 937 (95 414) 3 891 243
Equipamento de transporte 219 857 1 252 21 028 (78 101) 164 035
Equipamento de transporte - direito de uso 3 360 231 - 1 943 853 (1 597 415) 3 706 669
Equipamento administrativo 3 261 787 20 177 62 882 (63 105) 3 281 742
Outras imobilizações corpóreas 278 147 - 5 698 (43 625) 240 220
13 329 555 52 161 3 279 998 (2 827 156) 13 834 558
Saldo em 31/12/2023 Aquisições / dotações P.imparidade / abates Saldo em 31/12/2024
Custo
Edifícios e outras construções 1 691 880 6 806 (63 353) 1 635 333
Edifícios e outras construções - direito de uso 3 939 239 1 455 770 (2 598 498) 2 796 510
Equipamento básico 3 991 562 35 718 (14 252) 4 013 027
Equipamento de transporte 333 576 - (67 173) 266 403
Equipamento de transporte - direito de uso 7 686 751 2 155 986 (1 834 884) 8 007 853
Equipamento administrativo 3 416 756 76 732 (35 887) 3 457 601
Outras imobilizações corpóreas 396 345 3 256 (3 926) 395 675
21 456 106 3 734 269 (4 617 974) 20 572 401
Amortizações acumuladas
Edifícios e outras construções 1 013 715 64 492 (56 412) 1 021 795
Edifícios e outras construções - direito de uso 1 874 551 1 119 566 (1 721 366) 1 272 750
Equipamento básico 3 891 453 38 003 (14 467) 3 914 989
Equipamento de transporte 268 022 18 730 (66 895) 219 857
Equipamento de transporte - direito de uso 3 247 872 1 947 243 (1 834 884) 3 360 231
Equipamento administrativo 3 231 930 71 947 (42 089) 3 261 787
Outras imobilizações corpóreas 276 446 5 160 (3 459) 278 147
13 803 989 3 265 139 (3 739 573) 13 329 555




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04. Demonstrações Financeiras e Notas às Contas
Relatório e Contas 2025
167


8. Goodwill
O valor de Goodwill existente à data de 31 de dezembro de 2025 ascende a 94.167 mil euros líquidos dizendo respeito às
seguintes operações:
31/12/2025 31/12/2024
Custo Imparidades Valor líquido Custo Imparidades Valor líquido
Goodwill 96 617 307 2 450 000 94 167 307 94 332 313 2 450 000 91 882 313
31/12/2025 31/12/2024
Custo Imparidades Valor líquido Custo Imparidades Valor líquido
Saúde 75 420 420 1 750 000 73 670 420 75 420 420 1 750 000 73 670 420
Outros Mercados 12 338 113 - 12 338 113 12 338 113 - 12 338 113
Loginfar 1 326 313 - 1 326 313 1 326 313 - 1 326 313
HLTSYS 148 087 - 148 087 148 087 - 148 087
Concep 1 047 087 - 1 047 087 1 047 087 - 1 047 087
Farmatools 3 352 293 - 3 352 293 3 352 293 - 3 352 293
Prológica SI 1 085 794 - 1 085 794 - - -
CSYM 1 199 201 - 1 199 201 - - -
95 917 308 1 750 000 94 167 307 93 632 313 1 750 000 91 882 313

O goodwill é alocado às Unidades Geradoras de Caixa (UGC), identificadas de acordo com a forma como a Glintt monitoriza
as suas atividades operacionais. O valor contabilístico dos ativos líquidos operacionais inclui o valor do goodwill, ativos fixos
tangíveis, ativos intangíveis, acréscimos e diferimentos, existências e contas a receber e a pagar alocadas a cada uma das
Unidades Geradoras de Caixa..
Goodwill Saúde e Outros Mercados
Cada um destes segmentos constitui uma unidade geradora de caixa, sendo o apuramento do valor presente dos fluxos de
caixa futuros, aquele que se resume na seguinte tabela:
(em milhares de euros)
Cenários C1 C2 C3
WACC 2025 8,202% 9,330% 9,344%
Ativos liquidos operacionais - Saúde 66 697 66 697 66 697
Valor de Uso Saúde 2025 128 046 107 526 107 312
Imparidade (<0) 0 0 0
Ativos liquidos operacionais - Outros Mercados 6 290 6 290 6 290
Valor de Uso Outros Mercados 2025 31 568 26 348 26 294
Imparidade (<0) 0 0 0
Imparidade a reconhecer FY`25 0 0 0



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04. Demonstrações Financeiras e Notas às Contas
Relatório e Contas 2025
168

Sendo o valor recuperável de uma unidade geradora de caixa baseado no cálculo do valor em uso, concluímos que confrontando o
valor contabilístico com o valor em uso de cada unidade, é expectável a recuperação daqueles montantes.
O apuramento do valor presente dos fluxos de caixa de cada unidade segue a seguinte metodologia:
● Aferição dos resultados previsionais de cada área, antes de impostos, e das respetivas necessidades de fundo de ma-
neio; preparados a partir de projeções financeiras elaboradas e apresentadas pela Administração ao longo de um pe-
ríodo de cinco anos.
● Aferição do valor presente dos fluxos de caixa futuros, determinado com base num crescimento em perpetuidade de
2%. Em linha com a inflação prevista a longo prazo.
● Aferição do valor de uso de cada unidade, considerando 3 cenários distintos para o cálculo do WACC
Os resultados previsionais de cada área são projetados em linha com as orientações estratégicas do Grupo, quer em termos de
crescimento do volume de negócio, quer em termos da consolidação e preservação de adequados níveis de rentabilidade opera-
cional (EBITDA).
Neste contexto, cada mercado ou segmento operacional, tem presente um plano de desenvolvimento próprio em linha com o seu
estágio de maturidade e crescimento, como aliás se compreende pelas taxas de perpetuidade escolhidas para apuramento dos
cash-flows descontados futuros.
Assim, os responsáveis pelo segmento da saúde traduzem no seu plano de negócios um conjunto de medidas e iniciativas que
refletem a sua ambição de manter a atual posição de liderança no mercado em que atuam e que passam pelo investimento contí-
nuo em inovação tecnológica, pela procura de soluções diferenciadoras e com maior foco no utilizador final, dedicando igualmente
esforço na gestão das equipas que diariamente promovem e pensam a melhoria contínua dos níveis de serviço que são prestados,
promovendo um investimento seletivo em projetos de I & D com o contínuo desenvolvimento de soluções próprias que lhes per-
mitem diferenciação e maior aporte de valor para o utilizador final;
O segmento “Outros Mercados” pelo conjunto de valências e competências tecnológicas que agrega tem permitido ao grupo es-
tabelecer relações duradouras e de parceria, junto de clientes dos diversos sectores, desde as telecomunicações, à banca e à
administração pública, sendo a sua ambição o crescimento em volume de negócios e margem EBITDA. Nesta medida, os planos
de negócios deste segmento refletem um conjunto de medidas, tais como, maior investimento em recursos humanos, quer pela via
da contratação quer pela via da capacitação técnica; investimento no mercado internacional, com seleção cuidada das geografias
e modelos que incluem soluções de Near Shore. O crescimento do segmento está assente na constante atualização do modelo de
negócio, com uma aposta em tecnologias emergentes e na transformação digital dos clientes.
Neste contexto, foram projetados para o período de 2026 a 2030, crescimentos médios anuais do volume de negócios na ordem
dos 3,8% para o segmento de Saúde e de 6,9% para o segmento Outros Mercados.
No que diz respeito à atualização dos fluxos de caixa operacionais de cada unidade, a Glintt Global preparou três cenários distintos
para cálculo da WACC, pois considera esta taxa, um elemento-chave na determinação dos Fluxos de Caixa Futuros, e consequente
aferição de eventual imparidade do Goodwill.
Assim, foram preparados três cenários distintos para determinação da WACC, a saber:
Pressupostos C1:
1) Taxa de colocação de Obrigações do Tesouro a 10 anos de Portugal (última emissão de 11/02/2026; IGCP).
2) Prémio de risco do mercado ibérico (fonte: Damodaran).
3) Custo médio contratualizado da Dívida bancária da GLINTT em 2025 (Gastos financeiros/Dívida média).
4) Leverage financeiro pelas contas consolidadas preliminares da GLINTT de 2025, excluindo filiais.




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04. Demonstrações Financeiras e Notas às Contas
Relatório e Contas 2025
169



Pressupostos C2:
1) Taxa das Obrigações do Tesouro a 10 anos da Alemanha no fecho do dia 27/03/2026 (fonte: investing.com).
2) Prémio de risco do mercado ibérico (fonte: Damodaran), acrescido do spread das Obrigações do Tesouro a 10 anos de
Portugal sobre as da Alemanha em 27/3/2026, com adicional de 100 pb.
3) Custo médio contratualizado da Dívida bancária da GLINTT em 2025 (Gastos financeiros/Dívida média).
4) Leverage financeiro pelas contas consolidadas preliminares da GLINTT de 2025, excluindo filiais.
Pressupostos C3:
1) Taxa das Obrigações do Tesouro a 10 anos de Portugal no fecho do dia 27/03/2026 (fonte: investing.com), acrescida de
crp (country risk premium) ibérico de 1,552% (fonte: (Damodaram)
2) Prémio de risco do país do mercado ibérico (fonte: Damodaran).
3) Custo médio contratualizado da Dívida bancária da GLINTT em 2025 (Gastos financeiros/Dívida média).
4) Leverage financeiro pelas contas consolidadas preliminares da GLINTT de 2025, excluindo filiais.
As variáveis introduzidas na WACC apurada no Cenário 2 e que serviram de base à determinação do Custo de Oportunidade
do Capital Próprio foram as seguintes:
● Taxa de juro sem risco a longo prazo de 3,0985%
● Unlevered Beta do setor de Computer Services do mercado europeu
● Prémio de risco do mercado de 5,782%
Foi considerado um Custo do Capital Alheio de 5,925% e o nível de Leverage Financeiro com base no Balanço de 2025.
A tabela abaixo resume os pressupostos e valores utilizados nos três cenários:
Descrição Cenários
1 2 3
rf + crp Taxa de juro sem risco longo prazo (1) 3,1420% 3,0985% 5,1630%
bu Unlevered Beta 0,84 0,84 0,84
bL Levered Beta 1,35 1,35 1,35
D/E Levered Contabilístico 0,770 0,770 0,770
(rm-rf) Prémio de Risco do Mercado (2) 5,782% 7,295% 5,782%
re Custo de Oportunidade do Capital Próprio (CAPM) 10,938% 12,934% 12,959%
rd Custo da Dívida (3) 5,925% 5,925% 5,925%
L Leverage Financeiro (4) 0,435 0,435 0,435
t taxa de imposto 21,50% 21,50% 21,50%
Custo médio ponderado de capital (WACC) 8,202% 9,330% 9,344%
Goodwill Loginfar
O Grupo Glintt concretizou em 2019 a aquisição de 100% do capital da Loginfar.
No seguimento desta operação de concentração não foram identificadas diferenças significativas entre o justo valor dos ati-
vos e passivos detidos pela adquirida e o respetivo valor contabilístico. O diferencial positivo entre o custo de aquisição e o
justo valor dos ativos e passivos da entidade adquirida e do valor atribuído aos interesses que não controlam foi reconhecido
como goodwill, no montante de 1.326.313 Euros.





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04. Demonstrações Financeiras e Notas às Contas
Relatório e Contas 2025
170


(em milhares de euros)
Preço de aquisição 1 172
Justo valor dos ativos e passivos (154)
Goodwill 1 326
Em 31 de dezembro de 2019, existiam contas a pagar decorrentes desta aquisição, no montante de 50.000 euros, os quais
foram liquidados em 2020.
A aquisição da Loginfar, sendo considerada uma unidade geradora de caixa autónoma, o apuramento do valor presente dos
fluxos de caixa futuros, é o que se resume na seguinte tabela:
(em milhares de euros)
WACC 2025 8,49%
Tx crescimento na perpetuidade 2,00%
Ativos Líquidos Operacionais + Goodwill 1 199
Valor de Uso 2025 3 427
Imparidade (<0) 0
Imparidade a reconhecer FY`25 0
Sendo o valor recuperável de uma unidade geradora de caixa baseado no cálculo do valor em uso, conclui-se que, confron-
tando o valor contabilístico com o valor em uso, é expectável a recuperação daquele montante.
Goodwill HealthySystems
O Grupo Glintt concretizou em 2020 a aquisição de 51% do capital da HLTSYS.
No seguimento desta operação de concentração não foram identificadas diferenças significativas entre o justo valor dos ati-
vos e passivos detidos pela adquirida e o respetivo valor contabilístico. O diferencial positivo entre o custo de aquisição e o
justo valor dos ativos e passivos da entidade adquirida e do valor atribuído aos interesses que não controlam foi reconhecido
como goodwill, no montante de 148.087 Euros.
(em milhares de euros)
Preço de aquisição 422
Justo valor dos ativos e passivos 274
Goodwill 148
Em 31 de dezembro de 2025 não existem contas a pagar decorrentes desta aquisição.
(em milhares de euros)
WACC 2025 8,516%
Tx crescimento na perpetuidade 2,00%
Ativos Líquidos Operacionais + Goodwill 501
Valor de Uso 2025 3 168
Imparidade (<0) 0
Imparidade a reconhecer FY`25 0
Sendo o valor recuperável de uma unidade geradora de caixa baseado no cálculo do valor em uso, conclui-se que, confron-
tando o valor contabilístico com o valor em uso, é expectável a recuperação daquele montante.




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04. Demonstrações Financeiras e Notas às Contas
Relatório e Contas 2025
171


Goodwill Concep
O Grupo Glintt concretizou em 2021 a aquisição de 51% do capital da Concep.
No seguimento desta operação de concentração não foram identificadas diferenças significativas entre o justo valor dos ati-
vos e passivos detidos pela adquirida e o respetivo valor contabilístico. O diferencial positivo entre o custo de aquisição e o
justo valor dos ativos e passivos da entidade adquirida e do valor atribuído aos interesses que não controlam foi reconhecido
como goodwill, no montante de 1.047.087 Euros.
(em milhares de euros)
Preço de aquisição 800
Justo valor dos ativos e passivos (247)
Goodwill 1 047
Em 31 de dezembro de 2025 não existem contas a pagar decorrentes desta aquisição.
(em milhares de euros)
WACC 2025 8,353%
Tx crescimento na perpetuidade 2,00%
Ativos Líquidos Operacionais + Goodwill 1 276
Valor de Uso 2025 4 995
Imparidade (<0) 0
Imparidade a reconhecer FY`25 0
Sendo o valor recuperável de uma unidade geradora de caixa baseado no cálculo do valor em uso, conclui-se que, confron-
tando o valor contabilístico com o valor em uso, é expectável a recuperação daquele montante.
Goodwill Glintt Healthcare
O Grupo Glintt concretizou em 2021 a aquisição de 100% do capital da Glintt Healthcare.
No seguimento desta operação de concentração não foram identificadas diferenças significativas entre o justo valor dos ati-
vos e passivos detidos pela adquirida e o respetivo valor contabilístico. O diferencial positivo entre o custo de aquisição e o
justo valor dos ativos e passivos da entidade adquirida e do valor atribuído aos interesses que não controlam foi reconhecido
como goodwill, no montante de 3.352.292 Euros.
(em milhares de euros)
Preço de aquisição 4 100
Justo valor dos ativos e passivos 748
Goodwill 3 352
(em milhares de euros)
WACC 2025 7,537%
Tx crescimento na perpetuidade 2,00%
Ativos Líquidos Operacionais + Goodwill 4 765
Valor de Uso 2025 16 989
Imparidade (<0) 0
Imparidade a reconhecer FY`25 0
Sendo o valor recuperável de uma unidade geradora de caixa baseado no cálculo do valor em uso, conclui-se que, confron-
tando o valor contabilístico com o valor em uso, é expectável a recuperação daquele montante.




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04. Demonstrações Financeiras e Notas às Contas
Relatório e Contas 2025
172


Goodwill Prológica
O Grupo Glintt concretizou em 2025 a aquisição de 100% do capital da Prológica – Sistemas Informáticos, S.A..
No seguimento desta operação de concentração não foram identificadas diferenças significativas entre o justo valor dos ativos e
passivos detidos pela adquirida e o respetivo valor contabilístico. O diferencial positivo entre o custo de aquisição e o justo valor
dos ativos e passivos da entidade adquirida e do valor atribuído aos interesses que não controlam foi reconhecido como goodwill,
no montante de 1.085.794 Euros.
(em milhares de euros)
Preço de aquisição 2 231
Justo valor dos ativos e passivos 1 145
Goodwill 1 086
Em 31 de dezembro de 2025, encontra-se ainda pendente de liquidação o montante de 500 mil euros, referente à última tranche do
plano de pagamento
(em milhares de euros)
WACC 2025 8,49%
Tx crescimento na perpetuidade 2,00%
Ativos Líquidos Operacionais + Goodwill 2 011
Valor de Uso 2025 2 643
Imparidade (<0) 0
Imparidade a reconhecer FY`25 0
Sendo o valor recuperável de uma unidade geradora de caixa baseado no cálculo do valor em uso, conclui-se que, confron-
tando o valor contabilístico com o valor em uso, é expectável a recuperação daquele montante.
Goodwill CSYM
O Grupo Glintt concretizou em 2025, a operação de fusão por incorporação da sociedade Monsegur na sociedade Control de Sistemas y
Microinformática, S.L. (CSYM), ambas as sociedades sediadas em Espanha. Desta operação, resultou uma participação de 30% na CSYM.
No seguimento desta operação de concentração não foram identificadas diferenças significativas entre o justo valor dos ativos e
passivos detidos pela adquirida e o respetivo valor contabilístico. O diferencial positivo entre o custo de aquisição e o justo valor
dos ativos e passivos da entidade adquirida e do valor atribuído aos interesses que não controlam foi reconhecido como goodwill,
no montante de 1.199.201 Euros.
(em milhares de euros)
Preço de aquisição 1 575
Justo valor dos ativos e passivos 375
Goodwill 1 200
(em milhares de euros)
WACC 2025 8,52%
Tx crescimento na perpetuidade 2,00%
Ativos Líquidos Operacionais + Goodwill 2 083
Valor de Uso 2025 4 206
Imparidade (<0) 0
Imparidade a reconhecer FY`25 0





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04. Demonstrações Financeiras e Notas às Contas
Relatório e Contas 2025
173



Sendo o valor recuperável de uma unidade geradora de caixa baseado no cálculo do valor em uso, conclui-se que, confron-
tando o valor contabilístico com o valor em uso, é expectável a recuperação daquele montante







9. Ativos Intangíveis

31/12/2025 31/12/2024
Custo Amortizações Acumuladas Valor Líquido Custo Amortizações Acumuladas Valor Líquido
Intangíveis desenvolvidos internamente 24 207 776 21 534 938 2 672 838 36 039 416 31 954 889 4 084 527
Programas de Computador 844 286 591 854 252 432 826 294 548 000 278 294
Propriedade intelectual e outros direitos 441 598 440 621 976 1 464 727 1 457 286 7 441
Intangíveis adquiridos concentração atividades (vida útil indefinida) 32 174 323 3 720 732 28 453 591 33 182 906 3 896 117 29 286 789
Intangíveis adquiridos concentração atividades (vida útil finita) 2 142 857 2 142 857 - 2 142 857 2 142 857 -
59 810 839 28 431 003 31 379 837 73 656 201 39 999 150 33 657 050
Saldo em 31/12/2024 Variações de perimetro Aquisições / dotações Abates/ transferências Perdas por imparidades Saldo em 31/12/2025
Custo
Intangíveis desenvolvidos internamente 36 039 416 8 968 813 169 (12 653 777) - 24 207 776
Programas de Computador 826 294 - 17 992 - - 844 286
Propriedade intelectual e outros direitos 1 464 727 11 904 14 382 (1 049 415) - 441 598
Intangíveis adquiridos concentração atividades (vida útil indefinida) 33 182 906 (1 008 583) - - - 32 174 323
Intangíveis adquiridos concentração atividades (vida útil finita) 2 142 857 - - - - 2 142 857
73 656 200 (987 712) 845 543 (13 703 193) - 59 810 839
Amortizações e imparidades acumuladas
Intangíveis desenvolvidos internamente 31 954 889 6 232 2 203 279 (12 629 462) - 21 534 938
Programas de Computador 548 000 - 43 320 534 - 591 854
Propriedade intelectual e outros direitos 1 457 286 - 27 640 (1 044 305) - 440 621
Intangíveis adquiridos concentração atividades (vida útil indefinida) 3 896 117 (383 392) - - 208 007 3 720 732
Intangíveis adquiridos concentração atividades (vida útil finita) 2 142 857 - - - - 2 142 857
39 999 150 (377 161) 2 274 240 (13 673 233) 208 007 28 431 003




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Relatório e Contas 2025
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Saldo em 31/12/2023 Aquisições / dotações P.imparidade / abates/ transferências Saldo em 31/12/2024
Custo
Intangíveis desenvolvidos internamente 41 342 552 967 782 (6 270 918) 36 039 416
Programas de Computador 729 916 98 528 (2 150) 826 294
Propriedade intelectual e outros direitos 1 462 908 4 677 (2 857) 1 464 727
Intangíveis adquiridos concentração atividades (vida útil indefinida) 33 037 806 145 100 - 33 182 906
Intangíveis adquiridos concentração atividades (vida útil finita) 2 142 857 - - 2 142 857
78 716 039 1 216 087 (6 275 925) 73 656 201
Amortizações e imparidades acumuladas
Intangíveis desenvolvidos internamente 34 040 058 4 172 976 (6 258 145) 31 954 889
Programas de Computador 522 426 38 953 (13 379) 548 000
Propriedade intelectual e outros direitos 1 427 796 31 783 (2 292) 1 457 286
Intangíveis adquiridos concentração atividades (vida útil indefinida) 3 581 209 - 314 909 3 896 117
Intangíveis adquiridos concentração atividades (vida útil finita) 2 142 853 4 - 2 142 857
41 714 342 4 243 715 (5 958 907) 39 999 150

No exercício de 2025, procedeu-se ao abate dos ativos intangíveis que se encontravam totalmente amortizados, e que já
não eram geradores de benefícios económicos.
Em 2010, e conforme divulgado no relatório e contas daquele exercício, resultante da aquisição da sociedade Consoft, a
Glintt Global reconheceu separadamente no balanço consolidado, o valor dos ativos identificáveis à data da aquisição, os
quais configuram ativos intangíveis, a saber:
● O Software aplicacional para gestão de farmácias “Farmatic” e,
● A respetiva Carteira de Clientes.
Estes ativos permitirão gerar benefícios económicos futuros sendo o seu custo mensurado com fiabilidade pelo justo valor,
apurado através do desconto dos fluxos de caixa líquidos futuros estimados pela Administração.
Relativamente ao Software “Farmatic”, os fluxos de caixa futuros que lhe estão associados são os contratos de utilizador
final (contratos novos), e os contratos de atualização do Software, relativos a clientes/instalações surgidas após a data de
aquisição daquela sociedade.
Para a definição da vida útil destes ativos foram ponderados os seguintes fatores:
i) Estabilidade do sector em que o ativo opera;
ii) Os ciclos de vida típicos para o ativo e a informação pública sobre estimativas de vida útil de ativos semelhantes que
sejam usados de forma semelhante;
iii) O nível do dispêndio com manutenção/atualização exigido para obter os benefícios económicos futuros esperados do
ativo e a capacidade e intenção para atingir esse nível; e



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04. Demonstrações Financeiras e Notas às Contas
Relatório e Contas 2025
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iv) O período de controlo sobre o ativo e limites legais sobre o seu uso.
Tendo em conta os fatores acima mencionados, foi definido para o Software aplicacional “Farmatic”, uma vida útil finita de
10 anos, sendo o seu valor depreciado ao longo desse período, mediante aplicação do método da linha reta. Anualmente, o
período e o método de amortização poderão ser revistos.
De forma a dar cumprimento à alínea c) do parágrafo 134 da IAS 36 informa-se que, para o apuramento do valor dos ativos
intangíveis com vida útil indefinida, o seu custo foi mensurado com fiabilidade pelo justo valor, apurado através do desconto
dos fluxos de caixa líquidos futuros estimados pela Administração. Estes fluxos de caixa líquidos futuros estão associados
aos contratos de atualização de software, relativos à carteira de clientes/instalações existentes à data.
O valor registado como intangível de vida útil indefinida, no montante de 30.000.000 euros, corresponde ao reconhecimen-
to dos ativos identificáveis à data de aquisição da empresa espanhola Consoft, nomeadamente ao valor atribuído à carteira
de clientes. A estes, estão associados os contratos de atualização de software, relativos à carteira de clientes/instalações
existentes.
Este ativo é objeto de teste de imparidade anualmente, ou sempre que existam indícios de que o mesmo possa estar em
imparidade. Considera-se como base a proporção das instalações perdidas em cada ano face às instalações totais adquiri-
das, as quais se resumem abaixo:
Valor de Imparidade (em euros) Nº Perda de instalações
2011 a 2022 2 667 283 481
2023 338 262 61
2024 188 540 34
2025 182 994 33
No que respeita à carteira de clientes da empresa Qwerty, adquirida em 2017 foi atribuído um justo valor de 1.325.600,
referente a 757 instalações. Anualmente é objeto de teste de imparidade cujos resultados são os seguintes:
Valor de Imparidade (em euros) Nº Perda de instalações
2018 a 2022 168 101 96
2023 12 257 7
2024 21 013 12
2025 21 013 12
Na sequência da aquisição da Alpes Informática em 2018, foi atribuído um justo valor de 703.623 euros à carteira de clien-
tes, referente a 222 instalações, tendo sido registado um ganho no período de 238 mil euros pelo facto do justo valor ser
superior ao custo de concentração. Este ativo é objeto de teste de imparidade realizado anualmente, os quais se resumem
abaixo:
Valor de Imparidade (em euros) Nº Perda de instalações
2019 a 2022 109 762 34
2023 0 0
2024 9 508 3
2025 0 0




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Relatório e Contas 2025
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Em 2024, foi adquirida pela Pulso e Consoft uma carteira de clientes “Farmabrain”, com um valor de aquisição de 145.100
euros. A esta carteira corresponde um total de 79 clientes.

No ano de 2025, foram efetuados testes de imparidade, registando-se:
Valor de Imparidade (em euros) Nº Perda de instalações
Pulso 1 600 1
Consoft 2 400 1

A alínea b) do parágrafo 134 da IAS 36 requer a divulgação das quantias escrituradas de ativos intangíveis com vidas úteis
indefinidas imputadas a cada unidade geradora de caixa.
No quadro abaixo, detalha-se a imputação dos ativos intangíveis com vidas úteis indefinidas às unidades geradoras de caixa:
2025
Saúde Outros mercados Total
Goodwill 81 829 194 12 338 113 94 167 307
Intangíveis c/vida útil indefinida (2010) 26 622 921 - 26 622 921
Intangíveis c/vida útil indefinida (2017) 1 103 217 - 1 103 217
Intangíveis c/vida útil indefinida (2018) 586 353 - 586 353
Intangíveis c/vida útil indefinida (2019) 0 - 0
Intangíveis c/vida útil indefinida (2024) 141 100 - 141 100
110 282 785 12 338 113 122 620 898
2024
Saúde Outros mercados Total
Goodwill 79 544 197 12 338 116 91 882 313
Intangíveis c/vida útil indefinida (2010) 26 805 915 - 26 805 915
Intangíveis c/vida útil indefinida (2017) 1 124 230 - 1 124 230
Intangíveis c/vida útil indefinida (2018) 586 353 - 586 353
Intangíveis c/vida útil indefinida (2019) 625 191 - 625 191
Intangíveis c/vida útil indefinida (2024) 145 100 - 145 100
108 830 986 12 338 116 121 169 102
Não se verificou durante o exercício de 2025, nenhuma alteração de nenhum pressuposto-chave, pelo que não foram feitas
divulgações adicionais a este respeito.
Em fevereiro de 2025, concretizou-se a aquisição da totalidade do capital social da empresa Prológica – Sistemas Informáticos, S.A..
Com data efeito de janeiro 2025, ocorreu a fusão da Monsegur na sociedade CSYM, resultando uma participação financeira
de 30% nesta sociedade.
Quantia do dispêndio de pesquisa e desenvolvimento reconhecido como gasto
O montante reconhecido em gastos do exercício, referente a horas dedicadas a pesquisa e desenvolvimento ascende a
cerca 2.038 mil euros.




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04. Demonstrações Financeiras e Notas às Contas
Relatório e Contas 2025
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Intangíveis desenvolvidos internamente
Na rubrica de intangíveis desenvolvidos internamente, a 31 de dezembro de 2025 e 2024, encontram-se relevados os pro-
jetos relacionados com o desenvolvimento interno de produtos próprios, conforme se descreve abaixo:
31/12/2025 31/12/2024
Projetos Investimento Am. Acumuladas / Imparidade V. liquido Investimento Am. Acumuladas / Imparidade V. liquido
Pharmacy - Equipamentos 57 830 57 830 - 128 474 128 474 -
Pharmacy - Soft. Easygest 47 275 47 275 - 47 275 47 275 -
Energy - Smart Metering 50 000 50 000 - 50 000 50 000 -
Profiler 62 823 62 823 - 62 823 62 823 -
Finance Glintt - - - 70 000 70 000 -
Projeto Fusão de Tenants 163 731 163 731 - 163 731 163 731 -
Soft. Gestão Hospitalar 17 927 403 17 000 793 926 610 25 491 198 23 695 286 1 795 913
Sifarma Angola 326 329 326 329 - 326 329 326 329 -
Poseidon - - - 974 716 974 716 -
Portopia - - - 738 188 738 188 -
Safepec - - - 392 793 392 793 -
Glintt Signature - - - 10 625 10 625 -
Wise Waste 57 864 57 864 - 57 864 57 864 -
Appolo - - - 316 903 316 903 -
Glintt Finance Care 153 460 153 460 - 153 460 153 460 -
GX BPM - - - 1 574 165 1 574 165 -
gmac2 1 587 374 1 587 374 - 1 587 374 1 587 374 -
Plataforma de beneficios 58 122 58 122 - 58 122 58 122 -
Adjust - - - 56 811 56 811 -
OCM Oracle Cloud Machine 108 006 108 006 - 108 006 108 006 -
Glintt Content Management 15 000 15 000 - 35 000 35 000 -
Migração OCI 226 406 226 406 - 226 406 226 406 -
Cross-Vision 83 532 83 532 - 83 532 83 532 -
Projeto Accelarate Pharma 214 790 214 790 - 214 790 214 790 -
Game4life - - - 43 000 43 000 -
Helios 136 078 136 078 - 136 078 136 078 -
Register 152 205 152 205 - 152 205 152 205 -
Tothem 182 837 182 837 - 182 837 182 837 -
Dias 340 523 340 523 - 340 523 227 015 113 508
Obscare 67 641 67 641 - 67 641 45 094 22 547
Farmatools 1 271 483 275 568 995 915 1 271 483 19 669 1 251 814
Pulso 892 085 148 686 743 399 892 085 - 892 085
Concep 24 979 18 065 6 913 24 979 16 317 8 662
24 207 776 21 534 938 2 672 838 36 039 416 31 954 889 4 084 527
Apesar de à data de 31 de dezembro de 2025, existirem projetos já totalmente amortizados, os mesmos continuam a ser
relevados em balanço, por continuarem a consubstanciar unidades geradoras de caixa.



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04. Demonstrações Financeiras e Notas às Contas
Relatório e Contas 2025
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No exercício de 2025, foram capitalizados 813.169 euros, relacionados com os seguintes projetos:
Projetos Investimento dezembro 2025 Investimento dezembro 2024
Soft. Gestão Hospitalar 813 169 713 433
Pulso - 254 350
813 169 967 782
Os aumentos do período estão essencialmente relacionados com upgrades de versões já existentes e/ou desenvolvimento
de novas aplicações conforme se detalhe de seguida.
Os gastos capitalizados em 2025, estão relacionados com gastos com pessoal no valor de 810.495 euros (nota 29) e Mate-
riais ou Serviços adquiridos / prestados por terceiros no valor de 2.674 euros.
O Grupo reviu a sua política de investimento, reduzindo os montantes capitalizados. No exercício de 2025, foi efetuada uma
amortização extraordinária do Globalcare no montante de 1.003 mil euros, ficando este ativo totalmente amortizado.
Soluções Glintt Life Hospitals
Enquadramento
A Glintt Life Hospitals tem vindo a consolidar o seu posicionamento como parceiro tecnológico estratégico na transforma-
ção digital do setor hospitalar, através do desenvolvimento e evolução de soluções que suportam os processos clínicos,
operacionais e administrativos das instituições de saúde.
Neste contexto, a estratégia da organização tem sido orientada para a modernização progressiva do seu portefólio tecnológico,
assegurando a transição da plataforma legacy Globalcare para uma nova geração mais flexível, modular e interoperável, a Mozy.
A plataforma Mozy assume um papel central nesta estratégia, constituindo a base tecnológica para a evolução das soluções hospita-
lares da Glintt Life. A sua arquitetura foi concebida para responder às necessidades atuais e futuras do setor da saúde, promovendo
maior capacidade de integração entre sistemas, escalabilidade tecnológica e suporte à tomada de decisão baseada em dados.
Durante 2025, a Glintt Life Hospitals manteve o foco na consolidação desta plataforma, dando prioridade à construção de
soluções na área da Enfermagem e Hospital de Dia, assim como conclusão das soluções da área da Farmácia Hospitalar e
Circuito do Medicamento, consideradas um domínio estratégico para a organização, quer pela sua relevância operacional
nas instituições de saúde, quer pelo seu impacto na diferenciação da oferta tecnológica da empresa.
Plataforma Mozy
Objetivos e milestones alcançados em 2025
O ano de 2025 ficou marcado pela conclusão do ciclo de transformação das soluções da área da Farmácia Hospitalar e
Circuito do Medicamento na plataforma Mozy, representando um marco relevante na execução da estratégia tecnológica da
Glintt Life Hospitals.



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04. Demonstrações Financeiras e Notas às Contas
Relatório e Contas 2025
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Esta área constitui um dos principais pilares da oferta da organização e representa um domínio de elevada criticidade para
o funcionamento das instituições hospitalares, assegurando a gestão integrada dos processos associados à prescrição,
dispensa, distribuição e monitorização da terapêutica farmacológica.
Ao longo do ano foram desenvolvidas e disponibilizadas mais de 80 soluções, reforçando a maturidade funcional da plata-
forma e permitindo alargar a cobertura dos processos associados ao circuito do medicamento.
Este conjunto de desenvolvimentos permitiu consolidar a Mozy enquanto plataforma tecnológica preparada para suportar
os processos críticos da Farmácia Hospitalar, assegurando elevados níveis de rastreabilidade, segurança e eficiência ope-
racional.
A conclusão desta fase de desenvolvimento constituiu igualmente um passo fundamental para permitir o início do processo
de transição dos clientes de Globalcare para Mozy.
Transição Globalcare – Mozy
Após a consolidação das soluções da área da Farmácia Hospitalar e Circuito do Medicamento na plataforma Mozy, teve início
em 2025, o programa de transição de SGICM-F/P para a nova plataforma Mozy.
Este programa representa um passo estruturante na estratégia de modernização da base instalada da Glintt Life Hospitals,
permitindo substituir progressivamente os módulos legacy por soluções da Mozy, sendo esta uma plataforma mais moder-
na, modular e preparada para responder aos desafios atuais do setor da saúde.
O planeamento do programa de transição teve início no final do terceiro trimestre de 2025, tendo a implementação das
soluções arrancado no último trimestre do mesmo ano.
No âmbito deste programa foram identificadas e estruturadas as diferentes tarefas necessárias, bem como definido um
plano de evolução, garantindo uma abordagem planeada e controlada à transição tecnológica.
Certificações e Compliance Tecnológica
No âmbito da evolução da plataforma Mozy e do reforço das boas práticas de desenvolvimento tecnológico, a Glintt Life
Hospitals deu continuidade, em 2025, ao fortalecimento do seu enquadramento de compliance tecnológica, qualidade de
software e conformidade regulamentar, elementos essenciais para assegurar a fiabilidade, segurança e sustentabilidade
das soluções desenvolvidas para o setor da saúde.
Neste contexto, foram desenvolvidas iniciativas com dois objetivos principais: por um lado, assegurar o alinhamento da
plataforma com os requisitos regulamentares associados a software com potencial classificação como dispositivo médico
e, por outro, reforçar a maturidade dos processos de engenharia e desenvolvimento de software da organização.
Relativamente ao enquadramento regulatório de dispositivos médicos, deu-se continuidade ao processo de estruturação
e implementação do modelo necessário à certificação de componentes da plataforma Mozy como Software as a Medical
Device (SaMD), em particular funcionalidades associadas a mecanismos de apoio à decisão clínica, calculadoras clínicas e
algoritmos de avaliação de risco, associados à prescrição terapêutica.



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04. Demonstrações Financeiras e Notas às Contas
Relatório e Contas 2025
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Este processo envolveu a definição da estratégia, a implementação de processos de gestão da qualidade e gestão de risco,
bem como o desenvolvimento de atividades relacionadas com arquitetura de software, testes, validação, avaliação clínica
e preparação da documentação técnica exigida pelas entidades reguladoras. No final de 2025, o projeto apresentava um
nível global de execução estimado em cerca de 65%, encontrando-se em curso a preparação da documentação necessária
para futura submissão regulatória.
Paralelamente, em 2025 a Glintt Life Hospitals obteve a certificação CMMI – Capability Maturity Model Integration, Maturity
Level 3, no âmbito do modelo CMMI V3.0 for Development, através do método de avaliação Benchmark Appraisal Method
(MDD V3.0).
Esta certificação reconhece que os processos de desenvolvimento de software associados às soluções e serviços da área
Glintt Life Hospitals atingiram um nível elevado de maturidade organizacional, caracterizado pela existência de processos
definidos, padronizados e sistematicamente aplicados ao longo do ciclo de desenvolvimento.
Estas iniciativas reforçam o compromisso da Glintt Life Hospitals com a adoção de boas práticas internacionais de desen-
volvimento de software, segurança e conformidade regulamentar, fatores críticos para garantir a confiança das instituições
de saúde que utilizam as suas soluções.
Perspetivas e objetivos para 2026
Para 2026, a Glintt Life Hospitals prevê dar continuidade à sua estratégia de transformação tecnológica, consolidando a
plataforma Mozy enquanto base estruturante da sua oferta para o setor hospitalar.
Principais objetivos estratégicos:
● Substituição progressiva dos módulos legacy Globalcare, assegurando a evolução das funcionalidades essenciais para
a plataforma Mozy;
● Conclusão do ciclo de desenvolvimento na área da Farmácia Hospitalar e Circuito do Medicamento;
● Reforço das soluções de Logística Hospitalar;
● Consolidação das soluções da área da Farmácia e Circuito do Medicamento, assegurando a estabilização das funciona-
lidades já implementadas;
● Integração de componentes avançadas de AI, Data & Analytics.




10. Outros Investimentos Financeiros
Entidade Sede Social % 31/12/2025 31/12/2024
SENSING EVOLUTION, LDA Leiria 12,67% 4 048 4 048
COGIFAR TECH S.L. Espanha 50,00% 165 790 136 992
PCTA-PARQUE DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO ALENTEJO, SA Évora 7,00% 40 000 40 000
MANTELNOR EGAP Espanha 5,00% 3 000 3 000
Fundo Compensação Trabalho 358 126 355 336
570 963 539 376


Os Outros Investimentos Financeiros estão mensurados ao custo de aquisição.







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04. Demonstrações Financeiras e Notas às Contas
Relatório e Contas 2025
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11.Contas a receber de clientes e outros devedores

31/12/2025 31/12/2024
Não corrente
Clientes 536 772 552 180
Outros devedores 3 878 739 4 457 599
Perdas por imparidade (1 221 972) (1 154 816)
3 193 539 3 854 963
Corrente
Clientes de conta corrente 23 048 115 23 531 985
Perdas por imparidade (913 832) (912 635)
22 134 283 22 619 350
Pessoal 2 987 4 373
Adiantamento a fornecedores 54 595 15 601
Impostos 773 308 614 205
Outros devedores 3 876 305 3 207 915
4 707 194 3 842 093
26 841 477 26 461 444

De acordo com informação divulgada no relatório e contas de 2011, encontravam-se em curso naquele exercício dois proces-
sos de contencioso, entre a Glintt Business Solutions, Lda., a Restelo Imobiliária SA (RIP) e os Hotéis Alexandre Almeida (HAA).
Em 21 de dezembro de 2012 a Glintt, a RIP e os HAA, puseram termo ao diferendo entre as partes por meio de acordo nos
termos do qual fixaram o valor em dívida e estabeleceram a forma de pagamento. Desse acordo decorre o valor total da rúbrica
de Outros Devedores (não corrente), o qual não se encontra relevado ao custo amortizado, uma vez que nos termos do acordo,
são calculados e debitados juros anuais. Os juros debitados até ao encerramento do presente exercício ascendem a 3.313
mil euros e em 2024, 3.047 mil euros. Em 2020 e decorrente dos impactos significativos da pandemia covid-19 no setor da
hotelaria/turismo, a Glintt Global formalizou um aditamento aos referidos contratos, prevendo um reforço das prestações a
receber, no período de 2022 a 2026.

A perda por imparidade resulta de análises detalhadas, segundo as quais determinados valores em divida, poderão não vir a
ser recebidos na sua totalidade.
O valor contabilístico desta rubrica acrescida do saldo de ‘Acréscimos e diferimentos ativos (ver nota 15) representa a exposi-
ção máxima ao risco de crédito.
Movimentos ocorridos na rubrica de “Perdas por imparidade”.
31/12/2025 31/12/2024
Saldo inicial 2 067 450 1 760 015
Variações de Perímetro 69 298 -
Reforço 451 518 593 247
Redução (393 984) (251 986)
Utilização (58 478) (33 826)
Saldo final 2 135 804 2 067 450







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04. Demonstrações Financeiras e Notas às Contas
Relatório e Contas 2025
182


Os saldos em aberto que não se encontram em imparidade incluem:
31/12/2025 31/12/2024
Entidades públicas 5 544 019 2 637 657
Garantia 908 096 2 489 096
Planos de pagamento 552 876 555 414
Entidades relacionadas 2 181 403 3 229 747
9 186 394 8 911 914
O valor da garantia é constituído por uma garantia bancária relacionada com a dívida não corrente anteriormente referida
das empresas RIP e HAA.





12.Ativos por Impostos Diferidos
O imposto sobre o rendimento das pessoas coletivas (IRC) é auto liquidado pelas empresas que constituem o Grupo e, de
acordo com a legislação em vigor, as declarações fiscais estão sujeitas a revisão e correção por parte das autoridades fiscais
durante um período de quatro anos. Contudo, no caso de serem apresentados prejuízos fiscais estas podem ser sujeitas
à revisão pelas autoridades fiscais por um período de 10 anos. A Administração entende que as correções resultantes de
revisões/inspeções por parte das autoridades fiscais às declarações de impostos não deverão ter um efeito significativo nas
demonstrações financeiras consolidadas em 31 de dezembro de 2025.
O Grupo tem vindo a apresentar candidaturas ao SIFIDE ao longo dos últimos anos, pelo que se encontram constituídos
Ativos por Impostos Diferidos dos montantes já certificados e ainda não utilizados.
A decomposição do montante registado em Ativos por Impostos Diferidos, bem como os anos limite para a sua dedução
são os seguintes:
31/12/2025 31/12/2024
Impostodiferido ativo Impostodiferido ativo Ano limite p/ dedução
Prejuízos fiscais dedutíveis
2020 - 7 258 Sem limite
2021 44 336 44 759 Sem limite
44 336 52 017
Beneficios fiscais
SIFIDE 2017 113 620 113 620 2027
SIFIDE 2019 78 303 78 303 2029
SIFIDE 2020 56 079 56 079 2030
SIFIDE 2021 260 761 260 761 2031
SIFIDE 2022 158 687 158 687 2032
SIFIDE 2023 154 301 203 009 2033
CFEI 2021 3 396 3 396
825 146 873 854
869 482 925 871



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Relatório e Contas 2025
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Prejuízos fiscais dedutíveis
31/12/2025 31/12/2024
Saldo inicial 52 017 266 545
Reforço - -
Regularizações - 210 519
Redução (7 681) (425 047)
Saldo final 44 336 52 017
Beneficios fiscais
31/12/2025 31/12/2024
Saldo inicial 873 854 506 936
Reforço 147 381 560 569
Regularizações (126 681) (111 852)
Redução (69 408) (81 799)
Saldo final 825 146 873 854
Movimentos IDA
31/12/2025 31/12/2024
Saldo inicial 925 871 773 481
Reforço 147 381 560 569
Regularizações (126 681) 98 666
Redução (77 089) (506 846)
Saldo final 869 482 925 871
Até 31 de dezembro de 2017, a Glintt Global era a empresa dominante do Grupo Glintt no âmbito do RETGS. A partir de 1 de
janeiro de 2018 o Grupo Glintt passou a estar incluído no RETGS da Farminveste IPG e os prejuízos fiscais que foram apu-
rados pelo Grupo Glintt até 2017 (inclusive), ficaram disponíveis para reporte numa ótica individual de entidade a entidade
e não numa ótica de Grupo.
Decorrente desta situação, em 2018 a Glintt Global enquanto empresa dominante do “antigo” grupo fiscal reverteu os
impostos diferidos ativos pertencentes às restantes empresas, deixando apenas reconhecido nas suas contas os prejuízos
fiscais gerados na sua esfera individual. Nesta conformidade, as restantes empresas do “antigo” grupo fiscal passaram a
reconhecer os seus ativos por impostos diferidos sobre os prejuízos fiscais apurados numa ótica individual.
Em 2022 e assumindo o término do RETGS da Farminveste IPG, foi efetuada a reversão dos prejuízos fiscais gerados na
esfera deste regime entre os anos de 2018 e 2022.
A sociedade tem em curso um pedido de adesão a um novo RETGS a vigorar a partir de 1 de janeiro de 2024, no qual será
a sociedade dominante (Glintt Global). Este pedido encontra-se pendente de decisão no Tribunal Administrativo e Fiscal de
Sintra.
De acordo com a legislação mais recente, os prejuízos ativos a 01.01.2023 deixarão de ter um prazo limite de reporte, mas,
em contrapartida, baixa de 70% para 65% o montante que poderá ser deduzido ao Lucro Tributável em cada exercício.
Em 2024, a Glintt Global submeteu a declaração Modelo 22 referente ao exercício de 2023, não tendo sido possível a uti-
lização dos prejuízos fiscais reportados, por não estarem disponíveis no sistema informático. A Glintt Global apresentou



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Relatório e Contas 2025
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Reclamação Graciosa da liquidação de 2023, encontrando-se a aguardar decisão, que espera favorável. Por esta razão, o
valor utilizado na estimativa de 2023, foi revertido e mantém-se disponível para utilização.
A Glintt procedeu à revisão das posições dos ativos por impostos diferidos de forma a garantir a sua recuperabilidade atra-
vés de lucros tributáveis futuros, tendo em conta as expectativas do desempenho futuro das entidades do Grupo Glintt (ou
seja, plano de negócios), e tais ativos só são reconhecidos se houver expectativa de recuperação futura.
A taxa de imposto considerada é a que se encontra em vigor em cada uma das geografias, sendo em Portugal de 20% e em
Espanha de 25%.
Os saldos referentes a SIFIDE (Sistema de Incentivos Fiscais à Investigação & Desenvolvimento Empresarial) correspon-
dem aos créditos a título deste benefício fiscal que se encontravam disponíveis nos períodos em causa.





13.Inventários

31/12/2025 31/12/2024
Mercadorias 2 931 092 2 538 938
Matérias-primas, subsidiárias e de consumo 147 791 159 068
3 078 883 2 698 006
Perda por imparidade (571 675) (571 675)
2 507 208 2 126 331

As mercadorias dizem respeito essencialmente a equipamentos e mobiliário para farmácia, outros equipamentos informá-
ticos para farmácia e demais clientes da área de Managed Services, os quais se destinam quer à venda quer à incorporação
em contratos de manutenção / prestação de serviços.
Movimentos ocorridos na rubrica de “Perdas por Imparidade”:
31/12/2025 31/12/2024
Saldo inicial 571 675 527 327
Reforço (Nota 31) - 149 234
Reversão (Nota 31) - (104 886)
Saldo final 571 675 571 675




14.Caixa e equivalentes de caixa
31/12/2025 31/12/2024
Caixa 5 993 5 211
Depósitos bancários de curto prazo 7 904 250 6 679 533
Outros Instrumentos Financeiro 6 975 000 5 975 000
14 885 243 12 659 744




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Relatório e Contas 2025
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15. Acréscimos e diferimentos ativos
31/12/2025 31/12/2024
Acréscimos de rendimentos
Outros Acréscimos Rendimento 905 178 526 928
Projetos em curso 2 677 575 2 585 596
3 582 752 3 112 523
Gastos diferidos
Seguros 134 478 141 677
Publicidade 80 721 61 831
Trabalhos especializados 10 993 21 306
Conservação 11 253 16 757
Outros custos diferidos 359 574 291 825
Projetos em curso 5 405 897 3 395 843
6 002 917 3 929 239
9 585 669 7 041 762
Os principais montantes relativos às rúbricas de acréscimos de rendimentos e gastos diferidos estão relacionados com a
natureza dos contratos celebrados no grupo, os quais se resumem na seguinte tabela:
Outros Mercados Saúde Total
2025 2024 2025 2024 2025 2024
Remodelações Farmácia - - 821 438 294 530 821 438 294 530
Serviços Implementação 126 798 181 459 1 304 070 1 991 197 1 430 868 2 172 656
Contratos de manutenção 91 272 50 226 333 997 68 184 425 269 118 410
Acréscimos de Rendimentos 218 070 231 685 2 459 505 2 353 911 2 677 575 2 585 596
Remodelações Farmácia - - 122 134 71 917 122 134 71 917
Serviços Implementação 347 670 197 668 184 114 88 995 531 784 286 664
Contratos de manutenção 2 393 030 1 853 361 2 358 949 1 183 902 4 751 979 3 037 262
Gastos Diferidos 2 740 701 2 051 029 2 665 197 1 344 814 5 405 897 3 395 843
Na linha de oferta da Consultoria, existente em ambos os segmentos – Saúde e Outros Mercados, existem contratos que se
materializam durante mais do que um período, e cujos eventos de faturação ou pagamento a terceiros, estão calendarizados
em momentos específicos, não sincronizados com estes.
Assim, no segmento da Saúde estas situações ocorrem maioritariamente nos projetos de consultoria e obras para Farmácia
e nos projetos de Consultoria e Implementação de Software para o Sector da Saúde. Por sua vez no segmento dos Outros
Mercados, estas situações são visíveis em projetos relativos a contratos de manutenção e licenciamento, onde o licencia-
mento é adquirido a terceiros num momento inicial, e o seu gasto vai sendo reconhecido durante o período da licença, em
paralelo com o reconhecimento do rédito global associado a uma prestação de serviços única de licenciamento e manu-
tenção, ocorrendo a faturação em momentos distintos durante a vida do contrato, bem como nos projetos de consultoria
tecnológica, onde a tipologia dos contratos estabelecidos com clientes, produz impacto essencialmente ao nível da rúbrica
de acréscimos de rendimentos, com o reconhecimento do rédito realizado de acordo com a evolução dos serviços apresen-
tados, e os eventos de faturação calendarizados em função da concretização de determinados eventos do projeto.



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Relatório e Contas 2025
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16. Ativos de operações descontinuadas e passivos relacionados
Ativos de operações descontinuadas 31/12/2025 31/12/2024 Variação
Não corrente
Ativos fixos tangíveis - 95 883 (95 883)
- 95 883 (95 883)
Corrente
Contas a receber de clientes e outros devedores 33 474 41 913 (8 438)
Caixa e equivalentes de caixa 141 629 174 206 (32 577)
Acréscimos e diferimentos ativos - (24 864) 24 864
175 103 191 254 (16 151)
Ativos operações descontinuadas 175 103 287 137 (112 034)
Passivos de operações descontinuadas 31/12/2025 31/12/2024 Variação
Corrente
Contas a pagar a fornecedores e outros credores 1 046 6 131 (5 085)
Acréscimos e diferimentos passivos 250 000 429 635 (179 635)
251 046 435 766 (184 720)
Passivos operações descontinuadas 251 046 435 766 (184 720)
Demonstração dos Fluxos de Caixa Consolidados das operações descontinuadas:
31/12/2025 31/12/2024 Variação
Fluxo de actividades operacionais (32 577) (25 108) 7 469
Variação de caixa e equivalentes (32 577) (25 108) 7 469
Caixa e seus equivalentes - Inicio do excercício 174 206 199 314 25 108
Caixa e seus equivalentes - Fim do excercício 141 629 174 206 32 577





17. Capital social
Nº de ações Capital Social Prémio de emissão Ações Próprias Total
Em 31 de dezembro de 2024 86 962 868 60 874 008 10 255 221 (648) 71 128 580
Redução de capital para cobrir prejuízos - - - - -
Aquisição de ações próprias - - - - -
Em 31 de dezembro de 2025 86 962 868 60 874 008 10 255 221 (648) 71 128 580
O capital social, integralmente subscrito e realizado, é representado por 86.962.868 ações ordinárias de valor nominal de
0,70 cêntimos, detido pelas seguintes entidades:
Acionistas Nº de Ações % do capital % dos direitos de voto
Farminveste IPG 66 443 564 76,40 76,40
José Ribeiro Gomes 2 600 000 2,99 2,99
Restantes acionistas 17 919 304 20,61 20,61




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Relatório e Contas 2025
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18. Reservas e resultados acumulados

Reserva legal Outras reservas Reservas Conversão Cambial Resultados retidos Interesses que não controlam Total
Em 1 de janeiro de 2024 2 816 319 27 488 673 (3 289 949) (17 593 170) 1 340 898 10 762 772
Aplicação resultado exercício anterior 425 796 - - (425 796) - -
Distribuição Dividendos - - - (2 999 859) - (2 999 859)
Out.ganhos/perdas reconhecidos diret. capital próprio - - 43 472 39 268 (662 888) (580 148)
Resultado liquido do ano - - - 5 038 453 751 226 5 789 679
Em 31 de dezembro de 2024 3 242 116 27 488 673 (3 246 477) (15 941 104) 1 429 236 12 972 444
Em 1 de janeiro de 2025 3 242 116 27 488 673 (3 246 477) (15 941 104) 1 429 236 12 972 444
Aplicação resultado exercício anterior 531 962 - - (531 962) - -
Distribuição Dividendos - - - (3 749 802) - (3 749 802)
Out.ganhos/perdas reconhecidos diret. capital próprio - - 224 895 17 304 (728 458) (486 259)
Resultado liquido do ano - - - 7 729 335 858 766 8 588 101
Em 31 de dezembro de 2025 3 774 078 27 488 673 (3 021 582) (12 476 229) 1 559 543 17 324 483



De acordo com a legislação em vigor, as empresas sediadas em Portugal são obrigadas a transferir para a rubrica de Reserva legal
um mínimo de 5% do resultado líquido anual, até que a mesma atinja 20% do capital social. Esta reserva não pode ser distribuída
aos acionistas, podendo, no entanto, ser utilizada para absorver prejuízos ou ser incorporada no capital social.
As outras reservas respeitam a reservas livres constituídas através das transferências de resultados líquidos de exercícios anteriores.
Na rúbrica Reservas de Conversão Cambial, está relevado o montante resultante da variação em moeda nacional da conversão
das demonstrações financeiras das filiais expressas em moeda estrangeira, decorrente de alteração do câmbio respetivo.






19. Contas a pagar a fornecedores e outros credores e outros passivos financeiros
31/12/2025 31/12/2024
Não corrente
Outros credores 20 676 10 240
Outros passivos Financeiros 1 750 000 2 625 000
1 770 676 2 635 240
Corrente
Fornecedores 14 790 838 13 513 223
Estado e outros entes públicos 6 668 112 6 392 557
Adiantamento de Clientes 24 098 23 348
Colaboradores 116 260 141 029
Outros credores 657 350 157 732
Outros passivos Financeiros 875 000 2 825 000
23 131 658 23 052 890
O montante referente à rubrica de Estado e outros entes públicos respeita essencialmente a IVA a pagar (2.731.224 euros),
a retenções de IRS e TSU (2.733.777 euros) e a IRC (342.066 euros).
Não existem dívidas em mora ao estado (Autoridade Tributária e Segurança Social) em 31 de dezembro de 2025.





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Relatório e Contas 2025
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Em 22/12/2020 a Glintt aprovou o aumento do capital social da Glintt HS para o montante de 2.664.300€, o qual foi aumentado
em 672.300€ que corresponde a 135.000 novas ações com um valor nominal de 4,98€/cada ação. As novas ações são ações pre-
ferenciais classificadas como ações de Categoria B, sem direito de voto, às quais foram atribuídos os seguintes direitos especiais:
● Reembolso prioritário do valor nominal das ações e de quaisquer prestações acessórias realizadas pelo acionista titular
de categoria B, em caso de liquidação da Sociedade.
● Dividendo prioritário correspondente a 15% do valor nominal de cada nova ação.
O aumento de capital foi integralmente subscrito pelo novo acionista Explorer Growth Fund II (fundo de capital de risco),
representado pela Explorer Investments – Sociedade de Capital de Risco, S.A, na qualidade de gestora do fundo. No mesmo
dia, foi deliberado também em decisão acionista a realização de prestações acessórias a favor da Glintt HS no montante de
5.327.700€, a efetuar até 31.12.2020 também pelo novo acionista.
Na sequência do aumento de capital e prestações acessórias na Glintt HS, a Explorer e a Glintt celebraram um acordo de
investimento em que a Glintt confere à Explorer direitos potestativos de venda (put option) e que a Explorer confere à Glintt
direitos potestativos de compra (call option) a realizar em dinheiro sobre as novas ações e prestações acessórias, com data
futura e a um preço específico acordado. Nestas circunstâncias, o valor em causa é reconhecido como um outro passivo
financeiro mensurado ao custo amortizado até à extinção das referidas opções ou reembolso.
Em 13/12/2021 a Glintt aprovou o novo aumento do capital social da Glintt HS para o montante de 2.813.700€, o qual foi au-
mentado em 149.400€ que corresponde a 30.000 novas ações com um valor nominal de 4,98€/cada ação. O aumento de capital
foi integralmente subscrito pelo acionista Explorer Growth Fund II (fundo de capital de risco), representado pela Explorer Invest-
ments – Sociedade de Capital de Risco, S.A, na qualidade de gestora do fundo. No mesmo dia, foi deliberado também em decisão
acionista a realização de prestações acessórias a favor da Glintt HS no montante de 2.850.600€, a efetuar até 31.12.2021. Nes-
tas circunstâncias, a Explorer e a Glintt celebraram um novo acordo de investimento, onde o valor em causa é reconhecido como
um outro passivo financeiro mensurado ao custo amortizado até à extinção das referidas opções ou reembolso.
Adicionalmente, e à semelhança do verificado nos exercícios de 2021, 2022, 2023 e 2024 a Explorer acionou os direitos potestati-
vos de venda (put option), onde a Glintt Global adquiriu novas ações e prestações acessórias da Glintt HS no montante de 1.950.00€,
no âmbito dos acordos de investimento celebrados com a Explorer Growth Fund II (fundo de capital de risco) em 2020 e 2021.
Também no exercício de 2025, a Explorer acionou os direitos potestativos de venda (put option), onde a Glintt Global (na
sequência da fusão ocorrida em dezembro de 2023) adquiriu novas ações e prestações acessórias da Glintt HS no montante
de 1.950.00€, no âmbito dos acordos de investimento celebrados com a Explorer Growth Fund II (fundo de capital de risco)
em 2020 e 2021. Ainda no âmbito deste acordo, em 2025 a Glintt pagou à Explorer 100.652€ a título de dividendo/juro, em
2024 260.931€, em 2023 354.809€, em 2022 226.500€ e em 2021 185.038€.
Em 22 de fevereiro de 2024, Glintt Global aprovou um aumento do capital social da Glintt HS no montante de 174.300€, o
qual foi integralmente subscrito pelo Explorer Growth Fund II e Explorer Growth Fund III (fundos de capital de risco), re-
presentado pela Explorer Investments – Sociedade de Capital de Risco, S.A, na qualidade de gestora do fundo. Na mesma
data, foi deliberado também a realização de prestações acessórias a favor da Glintt HS no montante de 3.325.700€. Em
fevereiro de 2025, a Explorer acionou os direitos potestativos de venda (put option), onde a Glintt Global adquiriu novas
ações e prestações acessórias da Glintt HS no montante de 875.000€.
Os saldos referentes à Explorer estão classificados em Outros passivos financeiros, ascendendo a 1.750 mil euros em Não
corrente e 875 mil euros em Corrente.




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04. Demonstrações Financeiras e Notas às Contas
Relatório e Contas 2025
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20. Empréstimos
31/12/2025 31/12/2024
Não corrente
Dividas a instituições de crédito 23 729 131 21 291 364
Outros credores 1 335 254 1 335 254
Responsabilidade Locação Operacional 3 276 409 3 500 619
28 340 794 26 127 238
Corrente
Dividas a instituições de crédito 10 940 524 15 308 314
Credores por locação financeira 90 117 50 441
Responsabilidade Locação Operacional 2 604 539 2 520 015
13 635 180 17 878 770


Os valores constantes da rubrica “dívidas a instituições financeiras” são essencialmente referentes a linhas de crédito au-
torizadas que não se encontram totalmente utilizadas e empréstimos de MLP.
O valor registado na rubrica de Outros Credores é referente a subsídios ao investimento na Glintt Healthcare, SL, na parte
que é reembolsável.

O montante em dívida para com as instituições financeiras teve o movimento que se segue:
31/12/2025 31/12/2024
Saldo Inicial 36 599 678 34 940 405
Reforços 41 072 816 44 921 537
Amortizações (43 002 839) (43 262 264)
Saldo Final 34 669 655 36 599 678

As variações ocorridas em 2025 decorrem fundamentalmente da amortização de MLP e contratação de novos financiamentos.
Durante o exercício de 2025, foram contratados alguns financiamentos, que permitiram o aumento da maturidade da dívida,
bem como a redução do custo da dívida, pela obtenção de condições mais favoráveis. Os financiamentos contratados foram os
seguintes:
● Abanca, no montante de 6 milhões de euros pelo prazo de 5 anos. Esta contratação implicou a liquidação antecipada do
empréstimo em curso no montante de 1.969 mil euros;
● BBVA, no montante de 2 milhões de euros pelo prazo de 5 anos;
● CEMG, no montante de 4 milhões de euros pelo prazo de 4 anos;
● Caja Rura del Sûr, no montante de 1 milhão de euros pelo prazo de 5 anos.
Com o objetivo de obtenção de liquidez, foram contratados Programas de emissão de papel comercial junto de instituições de
crédito, sendo que a 31 de dezembro de 2025, a empresa mantém os seguintes programas:
● Banco Invest, programa no montante de 5 milhões de euros, sem valores emitidos;
● CCCAM, programa no montante de 3 milhões de euros, com emissão de 1,2 milhões de euros;
● Banco Santander Totta, programa no montante de 3 milhões de euros, com emissão de 2,25 milhões de euros;





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04. Demonstrações Financeiras e Notas às Contas
Relatório e Contas 2025
190




● Banco Santander Totta, programa no montante de 5 milhões de euros, com emissão no montante de 4,75 milhões de
euros;
● Abanca, programa no montante de 4 milhões de euros, sem valores emitidos.
Em junho de 2024, a Glintt Global procedeu à emissão de Obrigações no montante de 10 milhões de euros, com uma maturidade
de 4 anos. O plano de reembolso é semestral, após um período de carência de 12 meses. O saldo atual ascende a 7,143 milhões
de euros.

A média das taxas de juro efetivas à data do balanço eram as seguintes:
31/12/2025 31/12/2024
Dividas a instituições de crédito 4,10% 5,20%
Credores por locação financeira 4,15% 4,15%










21. Acréscimos e diferimentos passivos


31/12/2025 31/12/2024
Corrente
Acréscimo de gastos
Gastos com pessoal 9 343 693 7 148 796
Projetos em curso 3 052 081 2 698 556
Trabalhos especializados 744 585 638 345
Rendas - 9 584
Juros bancários 554 411 817 604
Comunicações 16 176 15 340
Seguros a liquidar - 21 939
Outros 384 996 157 897
14 095 942 11 508 061
Rendimentos diferidos
Projetos em curso 13 466 489 12 269 872
Outros rendimentos diferidos 598 354 854 185
14 064 843 13 124 058
28 160 785 24 632 118



A rubrica de Gastos com pessoal refere-se aos montantes a liquidar referentes a férias, subsídios de férias e bónus (con-
forme Nota 2.20).



Os Rendimentos diferidos derivam essencialmente da tipologia de contratos, onde há lugar a faturação e pagamento ante-
cipado, com referência à data da realização dos trabalhos que ocorre em momento posterior. São exemplos, os contratos
de prestação de serviços de consultoria, comumente faturados em determinada percentagem do seu valor global aquando
da adjudicação, bem como na área de Managed Services, onde há lugar à faturação antecipada de alguns contratos de ma-
nutenção anual.


Por sua vez, os acréscimos de gastos, surgem sobretudo na área dos Managed Services dado que grande parte dos gastos
a incorrer resultam de trabalhos efetuados por entidades externas (contratos de manutenção back-to-back), os quais são
faturados e pagos à posteriori.


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04. Demonstrações Financeiras e Notas às Contas
Relatório e Contas 2025
191


Na seguinte tabela resumem-se os montantes por tipologia de projeto e segmento operacional:
Outros Mercados Saúde TOTAL
2025 2024 2025 2024 2025 2024
Remodelações Farmácia - - 363 963 868 773 363 963 868 773
Serviços Implementação 2 847 557 3 863 114 1 470 689 742 573 4 318 246 4 605 687
Contratos de manutenção 2 686 855 2 220 777 6 097 426 4 574 635 8 784 281 6 795 412
Rendimentos Diferidos 5 534 412 6 083 891 7 932 078 6 185 981 13 466 489 12 269 872
Remodelações Farmácia - - 1 028 211 1 012 477 1 028 211 1 012 477
Serviços Implementação 69 659 73 580 149 367 149 435 219 026 223 015
Contratos de manutenção 286 405 271 399 1 518 439 1 191 664 1 804 844 1 463 063
Acréscimos de Gastos 356 064 344 979 2 696 017 2 353 577 3 052 081 2 698 556




22. Provisões para outros passivos e encargos
Saldo 31 dezembro 2024 Reversão Recondicionamentos Saldo 31 dezembro 2025
Outros Riscos e Encargos
Recond. Viaturas - IFRS 16 527 799 (35 115) 57 515 550 199
527 799 (35 115) 57 515 550 199
527 799 (35 115) 57 515 550 199
Saldo 31 dezembro 2023 Reversão Recondicionamentos Saldo 31 dezembro 2024
Outros Riscos e Encargos
Garantia empréstimo sensing 30 000 (30 000) - -
Recond. Viaturas - IFRS 16 523 599 (4 041) 8 241 527 799
553 599 (34 041) 8 241 527 799
553 599 (34 041) 8 241 527 799



23. Passivos por Impostos Diferidos
No que respeita a Passivos por Impostos Diferidos, os movimentos ocorridos no exercício foram os seguintes:
31/12/2025 Saldo Inicial Reclass. Efeitos em resultados Saldo final
Dif. entre criterio fiscal e contabilistico - Ativos Tangíveis 2 585 - (1 324) 1 261
Dif. entre criterio fiscal e contabilistico - Consoft 6 701 478 - (45 749) 6 655 729
Dif. entre criterio fiscal e contabilistico - Qwerty 281 042 - (5 253) 275 789
Dif. entre criterio fiscal e contabilistico - Alpes 146 588 - - 146 588
Dif. entre criterio fiscal e contabilistico - Monsegur 156 297 (156 297) - -
Dif. entre criterio fiscal e contabilistico - Pulso - - 34 624 34 624
7 287 991 (156 297) (17 702) 7 113 992



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04. Demonstrações Financeiras e Notas às Contas
Relatório e Contas 2025
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31/12/2024 Saldo Inicial Efeitos em resultados Saldo final
Dif. entre criterio fiscal e contabilistico - Ativos Tangíveis 4 280 (1 695) 2 585
Dif. entre criterio fiscal e contabilistico - Consoft 6 748 613 (47 135) 6 701 478
Dif. entre criterio fiscal e contabilistico - Qwerty 286 295 (5 253) 281 042
Dif. entre criterio fiscal e contabilistico - Alpes 148 965 (2 377) 146 588
Dif. entre criterio fiscal e contabilistico - Monsegur 180 259 (23 962) 156 297
7 368 413 (80 422) 7 287 991



24. Rédito das Vendas e dos Serviços Prestados
2025 2024
Venda de bens
Mercado interno 20 971 549 19 923 222
Mercado comunitário 18 458 259 14 043 964
Mercado extracomunitário - -
39 429 808 33 967 185
Prestação de serviços
Mercado interno 67 076 065 59 597 284
Mercado comunitário 32 722 889 28 650 003
Mercado extracomunitário 132 775 115 620
99 931 730 88 362 908
Total vendas e prestação de serviços 139 361 538 122 330 093
Apresenta-se abaixo o detalhe por mercado e tipologia de produto/serviço:
Quadros por Mercado / Tipologia 2025 Venda Licenças Software Venda de Bens Serviços Implementação Remodelações Farmácia Contratos de manutenção
Venda de Bens 39 429 808 6 315 617 25 600 227 283 490 7 230 474 -
Mercado Interno 20 971 549 4 157 305 16 527 963 283 490 2 792 -
Mercado Comunitário 18 458 259 2 158 313 9 072 264 - 7 227 682 -
Mercado extracomunitário - - - - - -
Prestação de Serviços 99 931 730 - 102 593 60 013 638 7 290 872 32 524 627
Mercado Interno 67 076 065 - - 42 298 160 7 290 676 17 487 230
Mercado Comunitário 32 722 889 - 102 593 17 621 068 196 14 999 033
Mercado extracomunitário 132 775 - - 94 410 - 38 365
Total Vendas e Prestação de Serviços 139 361 538 6 315 617 25 702 820 60 297 127 14 521 346 32 524 627



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Relatório e Contas 2025
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Quadros por Mercado / Tipologia 2024 Venda Licenças Software Venda de Bens Serviços Implementação Remodelações Farmácia Contratos de manutenção
Venda de Bens 33 967 185 6 668 740 20 905 170 - 6 393 275 -
Mercado Interno 19 923 222 4 072 447 15 847 218 - 3 557 -
Mercado Comunitário 14 043 964 2 596 294 5 057 952 - 6 389 718 -
Mercado extracomunitário - - - - - -
Prestação de Serviços 88 362 908 - 1 470 49 720 625 6 429 900 32 210 913
Mercado Interno 59 597 284 - - 35 629 026 6 429 900 17 538 358
Mercado Comunitário 28 650 003 - 1 470 14 028 244 - 14 620 290
Mercado extracomunitário 115 620 - - 63 355 - 52 265
Total Vendas e Prestação de Serviços 122 330 093 6 668 740 20 906 640 49 720 625 12 823 175 32 210 913
O Volume de negócios do Grupo pode também ser analisado por mercado e área de negócio, como se segue:
Resumo por Oferta Venda de Bens Prestação de Serviços
Mercado Interno Mercado Comunitário Mercado extracomunitário Mercado Interno Mercado Comunitário Mercado extracomunitário
Business Consulting 526 692 - - 3 879 547 - -
Corporate Services Group - - - 3 927 484 - -
Equipment & Automation 9 982 878 9 151 913 - 2 286 475 5 824 944 -
Nexllence 3 313 690 - - 22 189 053 6 685 762 94 410
Healthcare Solutions 572 913 - - 13 354 413 8 896 -
Healthy Systems 55 000 - - 987 784 - -
Farmatools - - - - 6 544 097 -
Pharma Solutions 160 875 2 277 - 2 153 173 - 38 365
Physical Design 2 792 8 300 616 - 7 290 676 659 669 -
Support Services 6 356 708 1 003 452 - 11 007 462 12 999 520 -
Total 20 971 549 18 458 259 - 67 076 065 32 722 889 132 775



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04. Demonstrações Financeiras e Notas às Contas
Relatório e Contas 2025
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Resumo por Segmento 2025 2024
Mercado / Oferta Vendas Prestação de Serviços Vendas Prestação de Serviços
Outros Mercados 2 437 563 35 280 449 1 537 926 27 185 480
Business Consulting - 750 - -
Corporate Services Group - 3 927 484 - 4 149 015
Equipment & Automation 109 019 1 451 284 875 2 911
Nexllence 1 397 615 28 530 173 1 234 032 21 361 900
Healthcare Solutions - 1 001 - -
Healthy Systems - 2 400 - -
Pharma Solutions 37 312 1 830 723 17 855 1 318 108
Physical Design 23 209 25 920 - 178 191
Support Services 870 409 960 548 1 165 175 354
Saúde 36 992 244 64 651 281 32 429 259 61 177 427
Business Consulting 526 692 3 878 797 - 3 380 029
Corporate Services Group - - - 14 139
Equipment & Automation 19 025 773 8 109 968 14 132 107 7 879 349
Nexllence 1 916 075 439 051 1 801 546 470 927
Healthcare Solutions 572 913 13 362 308 813 998 12 485 186
Healthy Systems 55 000 985 384 140 875 743 617
Farmatools - 6 544 097 - 5 808 697
Internacional - - - 377
Pharma Solutions 125 840 360 816 291 210 807 854
Physical Design 8 280 199 7 924 426 7 521 033 6 790 413
Support Services 6 489 752 23 046 434 7 728 490 22 796 839
Total 39 429 808 99 931 730 33 967 185 88 362 908


25. Custo das Vendas
2025 2024
Saldo Inicial 2 126 331 2 770 130
Variações de Perímetro 371 892 -
Compras 20 410 297 15 962 479
Movimentos de Acréscimos 4 714 158 4 840 210
Saldo final 2 507 208 2 126 331
Custo das mercadorias vendidas e das matérias consumidas 25 115 469 21 446 488

26. Subcontratos
2025 2024
Serviços profissionais 10 552 643 9 571 733
Serviços de suporte e manutenção 4 673 933 4 912 234
Outros subcontratos 12 806 003 8 472 323
28 032 579 22 956 290

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04. Demonstrações Financeiras e Notas às Contas
Relatório e Contas 2025
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27. Fornecimentos e serviços externos
2025 2024
Trabalhos especializados 5 667 421 5 146 596
Transportes, desloc. e representação 1 989 162 1 672 453
Rendas e alugueres 1 529 151 1 211 372
Eletricidade, água, combustíveis 997 542 1 018 650
Publicidade e propaganda 1 407 515 1 254 754
Conservação e reparação 760 096 723 422
Comunicação 409 064 426 405
Comissões e honorários 317 039 425 716
Outros fornecimentos e serviços 756 293 611 665
13 833 284 12 491 035


28. Gastos com o pessoal
2025 2024
Remunerações dos orgãos sociais 1 509 824 1 335 879
Remunerações dos colaboradores 43 227 805 36 886 609
Encargos sobre remunerações 9 184 619 8 137 405
Outros gastos com o pessoal 1 449 767 975 223
Encargos com indemnizações 500 568 1 191 078
55 872 583 48 526 194
O Grupo tinha ao seu serviço, a 31 de dezembro de 2025, 1.207 colaboradores.
Em 31 de dezembro de 2024, o número de colaboradores era de 1.086.





29. Outros ganhos e perdas - líquidas
2025 2024
Trabalhos para a própria empresa 810 495 1 114 943
Rendimentos suplementares 242 572 354 444
Subsídios à exploração 2 019 835 1 296 898
Resultados na venda de ativos fixos 15 136 16 106
Impostos (26 867) (37 132)
Out. ganhos/perdas líquidos 376 791 488 759
3 437 963 3 234 018


A rubrica de Trabalhos para a própria empresa originou o reconhecimento de ativos intangíveis, conforme detalhado na nota
9 (Intangíveis desenvolvidos internamente).



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04. Demonstrações Financeiras e Notas às Contas
Relatório e Contas 2025
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30. Depreciações e amortizações
2025 2024
Ativos fixos tangíveis
Edifícios e outras construções 65 440 64 492
Equipamento básico 40 937 38 003
Equipamento de transporte 21 028 18 730
Equipamento administrativo 62 882 71 947
Outras imobilizações corpóreas 5 698 5 160
Edifícios e outras construções - Direito Uso 1 140 160 1 119 566
Equipamento transporte - Direito Uso 1 943 853 1 947 243
3 279 998 3 265 139
Ativos intangíveis
Propriedade industrial e outros direitos 27 640 31 783
Intangiveis desenvolvidos internamente 2 203 279 4 172 976
Programas de computador 43 320 38 953
Intangíveis adquiridos concentração atividades (vida útil finita) - 4
2 274 240 4 243 715
5 554 237 7 508 854

31. Perdas por Imparidade
2025 2024
Intangíveis adquiridos concentração actividades (vida útil indefinida) 208 007 314 909
Clientes (Nota 11) 57 534 141 261
Outros devedores (Nota 11) - 200 044
Dívidas Incobráveis 76 439 16 681
Inventários - 44 348
341 979 717 243









32. Resultados financeiros
2025 2024
Juros obtidos 217 053 321 307
Diferenças de câmbio favorável 86 609 295 563
Outros ganhos financeiros 37 587
Juros suportados (1 990 344) (2 938 743)
Diferenças de câmbio desfavorável (301 198) (369 457)
Outras perdas financeiras (513 100) (708 956)
(2 500 943) (3 399 699)



Os juros decorrentes dos passivos de locação (IFRS 16) totalizam 204.604 euros em 2025 e 239.771 euros em 2024.


A rubrica de “Outras perdas financeiras” diz essencialmente respeito a custos de gestão de Factoring e comissões de contas
corrente caucionadas.




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04. Demonstrações Financeiras e Notas às Contas
Relatório e Contas 2025
197
33. Impostos sobre resultados
O Grupo apresenta um resultado contabilístico antes de impostos no montante de 11.612 mil euros, tendo sido apurado um
valor de imposto de 3.230 mil euros.
O montante de imposto contabilizado em 2025 e 2024 tem a seguinte decomposição:
Decomposição imposto do exercicio
2025 2024
Imposto a pagar 3 112 979 2 883 357
Impostos Diferidos Ativos 70 292 (53 723)
Impostos Diferidos Passivos (52 002) (80 422)
Excesso estimativa 98 427 43 432
3 229 696 2 792 644
A taxa média efetiva de imposto difere da taxa nominal, nomeadamente devido a:
2025 2024
Resultado antes de impostos 11 612 339 8 603 049
Taxa nominal de imposto 20,00% 21,00%
Imposto esperado 2 322 468 1 806 640
Diferença taxa imposto 475 438 340 040
Diferenças permanentes (a) 16 109 171 386
Diferenças temporárias 101 074 359 897
Impacto operações descontinuadas com efeito fiscal - -
Ajustamentos à colecta:
- Derrama sobre Lucro Tributável 81 224 52 250
- Tributações autónomas 64 664 72 720
- Beneficios fiscais 70 292 (53 722)
- Excesso/Insuficiência de estimativa 98 427 43 432
3 229 696 2 792 644
Taxa efectiva de imposto 27,81% 32,46%
O imposto sobre o rendimento do período tem a seguinte composição:
Imposto corrente 3 112 979 2 883 357
Imposto diferido 18 290 (134 145)
IRC exercicios anteriores - -
Excesso/Insuficiência de estimativa 98 427 43 432
3 229 696 2 792 644
(a) Este valor respeita essencialmente a :
Amortizações, provisões e imparidades (50 938) 694 507
Correcções relativas a exercícios anteriores 50 451 41 996
Insuficiencia/Excesso de estimativa para impostos 98 427 43 432
Multas, coimas, juros compensatórios 1 536 17 024
Beneficios Fiscais (24 540) (4 437)
Outros 5 611 23 603
80 546 816 125
Impacto fiscal 16 109 171 386
A linha da diferença de taxa de imposto deve-se à existência de filiais em Espanha, onde a taxa de imposto é superior – 25%.


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04. Demonstrações Financeiras e Notas às Contas
Relatório e Contas 2025
198

34. Perdas com operações descontinuadas
2025 2024 Variação
Prestação de serviços - 755 (755)
Total das Vendas e Prestação de Serviços - 755 (755)
Subcontratos - (516) 516
Margem Bruta - 238 (238)
Fornecimentos e serviços externos 79 947 (14 676) 94 623
Outros ganhos e perdas - líquidas 23 753 (4 826) 28 579
Resultado operacional bruto 103 699 (19 264) 122 963
Depreciações e amortizações (1 946) (3 142) 1 195
Provisões (nota 22) 100 000 - 100 000
Perdas por imparidade 2 301 - 2 301
Resultado operacional 204 054 (22 406) 226 460
Resultados financeiros 1 403 1 679 (276)
Resultados antes de impostos das operações descontinuadas 205 458 (20 727) 226 185
Imposto sobre lucros - - -
Resultados depois de impostos das operações descontinuadas 205 458 (20 727) 226 185


35. Ganhos/perdas imputados de associadas
O valor registado no montante de 28.798 euros, corresponde à aplicação do Método de equivalência patrimonial na COGIFAR.



36. Resultados por ação
Básico
O cálculo do resultado básico por ação baseia-se no lucro atribuível aos acionistas ordinários dividido pela média ponderada
de ações ordinárias no período, excluindo ações ordinárias compradas pelo Grupo e detidos como ações próprias.

2025 2024
Resultado líquido do exercício atribuível aos acionistas ordinários 7 729 335 5 038 453
Nº médio ponderado de ações ordinárias 86 962 868 86 962 868
Resultado por ação - básico - euros 0,089 0,058
Diluído
O resultado diluído por ação é igual ao resultado básico por ação, devido à inexistência de instrumentos financeiros que
venham a originar a diluição do capital social no futuro.



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04. Demonstrações Financeiras e Notas às Contas
Relatório e Contas 2025
199
37. Compromissos
Os compromissos financeiros que não figuram no balanço referentes a garantias bancárias prestadas a terceiros destinadas
a servir de caução aos projetos em curso, são discriminados como segue:
2025 2024
Agência para a Modernização Administrativa IP 774 722 702 479
Santa Casa da Misericórdia de Lisboa 514 594 514 594
SPMS -Serviços Partilhados do Ministério da Saúde, E.P.E 105 101 247 893
Instituto dos Registos e do Notariado, IP 79 573 79 573
Banco de Portugal 55 000 55 000
Gebalis EM, S.A. 26 419 26 419
HPP Saúde - Parcerias Cascais, S.A. - 25 000
Banco Português de Fomento 67 444 24 750
Agência para o Desenvolvimento e Coesão 48 446 -
Petróleos de Portugal - Petrogal, S.A. 19 230 19 230
Outras garantias 191 983 81 376
Total garantias prestadas 1 882 511 1 776 312

38. Eventos após a data de balanço
À data de emissão deste relatório, não são conhecidos eventos subsequentes suscetíveis de divulgação, concluindo a Ad-
ministração que o pressuposto de continuidade utilizado na preparação das demonstrações financeiras permanece apro-
priado.


39. Partes relacionadas
● Transações relevantes com entidades relacionadas
As transações e saldos entre a Glintt Global e as empresas do Grupo, que são partes relacionadas, foram eliminadas no
processo de consolidação, não sendo objeto de divulgação na presente nota.


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04. Demonstrações Financeiras e Notas às Contas
Relatório e Contas 2025
200
Durante os exercícios de 2025 e 2024 foram efetuadas transações com outras partes relacionadas, que envolveram as
seguintes entidades e montantes:
2025
Ent. Relacionada Vendas Prestação de Serviços FSE Juros Outros Ganhos / Perdas
ANF 2 110 714 360 - - -
Farminveste SGPS - 2 180 - - -
Farminveste - IPG, SA - 2 480 605 (1 704 366) 1 682 -
A Ver Navios Em Santa Catarina 13 827 68 868 (292 701) - -
Grupo hmR - 1 301 524 (1 612) 17 135 3 042
Interfundos - - (301 741) - -
Finanfarma-Soc.Factoring, S.A. 802 370 665 (182 681) - -
Grupo Alliance 63 393 1 711 269 (546) - -
Infosaude 54 540 1 031 224 (100 093) - -
Associação Dignitude 115 58 689 (13 575) - (12 375)
Plataforma Saude 207 530 - - -
Globalvet 3 622 1 478 - - -
Go Far Insurance - 4 520 - - -
Farmacoope - 1 665 - - -
Farmácias - 431 108 - - -
Cogifar 645 485 241 679 - - -
784 101 8 420 364 (2 597 313) 18 817 (9 333)
2024
Ent. Relacionada Vendas Prestação de Serviços FSE Juros Outros Ganhos / Perdas
ANF 3 901 667 470 (1 485) 176 -
Farminveste SGPS - 360 - - -
Farminveste - IPG, SA 68 291 2 597 525 (2 162 631) 12 041 20 457
Grupo hmR 76 1 729 597 (6 607) 32 896 26 222
Interfundos - - (403 552) - 31 146
Finanfarma-Soc.Factoring, S.A. 425 189 279 (172 448) - 21 358
Grupo Alliance 27 486 1 556 169 - - -
Infosaude 14 514 316 212 (9 679) 18 436
Associação Dignitude - 22 637 (1 200) - -
Plataforma Saude - 775 - - -
Globalvet - 3 010 - - -
Go Far Insurance - 2 110 - - -
Farmacoope 841 5 602 - - -
Sensing Evolution, Lda. - 296 - - -
Farmácias - 116 643 - - -
Cogifar 562 467 265 136 - - -
677 999 7 472 820 (2 757 601) 45 132 99 619


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04. Demonstrações Financeiras e Notas às Contas
Relatório e Contas 2025
201
Os serviços prestados à Farminveste IPG referem-se essencialmente ao desenvolvimento do Sifarma e suporte e manuten-
ção de aplicações, nomeadamente o SAÚDA, suporte e manutenção da aplicação (Portal de Compras).
No que respeita aos serviços prestados ao Grupo Alliance, HMR e Infosaúde, os mesmos são referentes a prestação de
serviços e consultoria informática.
Os serviços prestados pela Farminveste IPG à Glintt, registados em FSE`s, são essencialmente referentes às áreas admi-
nistrativas e englobam a prestação de serviços de contabilidade, payroll, gestão de frota, gestão de compras, entre outros.
Os serviços prestados pelo Interfundos à Glintt, registados em FSE’s, são referentes à renda do edifício.
Os saldos a 31 de dezembro 2025 e 2024 eram os seguintes:
2025
Ent. Relacionada Outras Contas a Receber Acréscimos & Diferimentos Ativos Outras Contas a Pagar Acréscimos & Diferimentos Passivos
ANF 210 906 - 1 485 (94 377)
Farminveste SGPS 407 - - -
Farminveste - IPG, SA 52 381 - 4 541 (79 579)
A Ver Navios Em Santa Catarina 93 668 - 306 121 (10 088)
Grupo hmR 388 425 11 683 10 109 (114 071)
Finanfarma-Soc.Factoring, S.A. 23 696 - - (24 506)
Grupo Alliance 154 938 - 312 (135 226)
Infosaude 895 245 - 119 487 (86 592)
Associação Dignitude 27 753 - - (4 343)
Plataforma Saude - - - (191)
Globalvet 990 - - (579)
Go Far Insurance 3 603 - - (856)
Farmacoope 518 - - (620)
Sensing Evolution, Lda. 22 741 - - -
Farmácias 55 857 - - -
Cogifar 250 277 - - -
2 181 403 11 683 442 057 (551 028)


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04. Demonstrações Financeiras e Notas às Contas
Relatório e Contas 2025
202

2024
Ent. Relacionada Outras Contas a Receber Acréscimos & Diferimentos Ativos Outras Contas a Pagar Acréscimos & Diferimentos Passivos
ANF 248 810 - 1 485 (4 738)
Farminveste SGPS 194 - - (68)
Farminveste - IPG, SA 794 372 6 169 380 011 (148 697)
Grupo hmR 1 022 681 15 210 8 127 (34 407)
Finanfarma-Soc.Factoring, S.A. 23 710 - - (8 854)
Grupo Alliance 131 291 - - (77 280)
Infosaude 140 211 - 40 069 (32 391)
Associação Dignitude 3 151 - - (2 456)
Plataforma Saude 155 - - (56)
Globalvet 3 188 - - (1 626)
Go Far Insurance 155 507 - -
Farmacoope 1 822 - - (1 116)
Sensing Evolution, Lda. 26 178 - - -
Farmácias 6 516 - - -
Cogifar 827 314 209 351 - -
3 229 747 231 238 429 691 (311 690)
● Remunerações de Administradores e Diretores
A política de remunerações da Glintt encontra-se divulgada no Relatório sobre o Governo da Sociedade, capítulo II.29 e
seguintes.
No exercício de 2025, as remunerações pagas a Administradores e Diretores foram as seguintes:
2025 2024 2025 2024 2025 2024
Glintt Global Rem. Fixas Rem. Fixas Rem. Variáveis Rem. Variáveis Indemnizações Indemnizações
Administradores executivos 733 362 733 355 358 681 341 756 142 500 -
Administradores não executivos 29 951 29 843 - - - -
Diretores 610 672 579 169 123 982 126 118 999 1 591
Total 1 373 985 1 342 367 482 663 467 874 143 499 1 591
Grupo / Subsidiárias
Orgão executivo 247 972 234 058 12 308 11 709 - -
Diretores 361 413 328 844 73 937 43 251 - -
Total 609 385 562 902 86 245 54 960 - -



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04. Demonstrações Financeiras e Notas às Contas
Relatório e Contas 2025
203
40. Informações exigidas por diplomas legais
A Administração informa que as empresas do grupo não apresentam dívidas ao Estado em situação de mora, nos termos do
Decreto-Lei 534/80, de 7 de novembro.
Dando cumprimento ao estipulado no Decreto nº 411/91, de 17 de outubro, a Administração informa que a situação das
empresas do Grupo perante a Segurança Social se encontra regularizada, dentro dos prazos legalmente estipulados.
Para efeitos da alínea d) do n.º 5 do Artigo 66º do Código das Sociedades Comerciais, durante o exercício de 2022, o Grupo
efetuou aquisição de 2.868 ações próprias, sendo este o n.º de ações próprias detidas em 31 de dezembro de 2025.
Não foram concedidas quaisquer autorizações nos termos do Artigo 397º do Código das Sociedades Comerciais, pelo que
nada há a indicar para efeitos do n.º 2, alínea e) do Artigo 66º do Código das Sociedades Comerciais.
Os honorários totais suportados nos exercícios de 2025 e 2024 com o Revisor Oficial de Contas relativamente à Revisão
legal das contas consolidadas ascenderam a 22.000 euros em 2025 e 22.000 euros em 2024.


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04. Demonstrações Financeiras e Notas às Contas
Relatório e Contas 2025
204
4.2.
Demonstrações financeiras individuais
1. Demonstração Individual da Posição Financeira
ATIVO 31/12/2025 31/12/2024
Não corrente
Ativos fixos tangíveis 6 4 110 628 3 981 846
Goodwill 7 68 890 650 68 890 650
Ativos intangíveis 8 - -
Participações financeiras em subsidiárias 9 63 174 507 58 103 915
Outros investimentos financeiros 10 291 139 296 998
Ativos por impostos diferidos 11 3 396 3 396
Contas a receber de clientes e outros devedores 13 2 813 690 3 390 750
Total do ativo não corrente 139 284 009 134 667 556
Corrente
Inventários 12 1 924 775 1 598 810
Contas a receber de clientes e outros devedores 13 25 830 753 23 825 441
Acréscimos e diferimentos ativos 15 8 951 997 6 759 683
Caixa e depósitos bancários 14 9 667 025 8 158 008
Ativos operações descontinuadas 16 369 248 632 967
Total do ativo corrente 46 743 797 40 974 909
Total do ativo 186 027 806 175 642 465
CAPITAL PRÓPRIO
Capital e reservas atribuíveis aos detentores de capital
Capital social 17 60 874 008 60 874 008
Ações (quotas) próprias 17 (648) (648)
Prémios de emissão 17 10 255 221 10 255 221
Outras reservas 18 5 071 339 4 711 658
Resultados transitados 18 11 068 132 7 988 993
Resultado retidos no período 18 8 359 368 7 188 566
Total do capital próprio 95 627 419 91 017 798
PASSIVO
Não corrente
Provisões 30 583 963 495 191
Outras contas a pagar a fornecedores e outros credores 19 5 620 374 5 605 124
Empréstimos 20 24 983 618 21 387 582
Total do passivo não corrente 31 187 955 27 487 896
Corrente
Outras contas a pagar a fornecedores e outros credores 19 23 603 518 24 053 024
Empréstimos 20 12 273 547 15 599 819
Acréscimos e diferimentos passivos 21 22 817 017 16 632 040
Passivos operações descontinuadas 16 518 352 851 888
Total do passivo corrente 59 212 434 57 136 771
Total do passivo 90 400 388 84 624 668
Total do capital próprio e do passivo 186 027 806 175 642 465

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04. Demonstrações Financeiras e Notas às Contas
Relatório e Contas 2025
205
2. Demonstração Individual dos Resultados
2025 2024
Vendas 22 20 266 594 18 790 956
Prestação serviços 22 56 817 079 48 459 078
Total das Vendas e Prestação de serviços 77 083 673 67 250 034
Custo das Vendas 23 (14 148 464) (12 859 840)
Subcontratos 24 (22 506 149) (18 080 830)
Margem bruta 40 429 060 36 309 364
Fornecimentos e serviços externos 25 (8 048 842) (7 710 244)
Gastos com pessoal 26 (27 277 875) (23 743 847)
Outros ganhos e perdas líquidas 27 2 580 652 2 694 816
Resultado operacional bruto 7 682 995 7 550 089
Depreciações e amortizações 28 (2 119 782) (2 085 718)
Imparidades 29 (449 981) (298 762)
Provisões (aumentos / reduções) 30 (36 913) (50 950)
Resultado operacional 5 076 318 5 114 659
Resultados Financeiros 31 3 690 396 3 110 598
Resultados antes de impostos e antes de alienação de operações descontinuadas 8 766 714 8 225 258
Imposto sobre resultados 32 (740 913) (936 280)
Resultados depois de impostos e antes de alienação de operações descontinuadas 8 025 801 7 288 977
Perdas com operações descontinuadas 33 333 567 (100 411)
Resultado líquido do período 8 359 368 7 188 566
Resultado por ação (eur)
Resultados básicos 34 0,096 0,083
Resultados diluídos 34 0,096 0,083
3. Demonstração Individual do Rendimento Integral
31/12/2025 31/12/2024
Operações continuadas
Resultado operações continuadas 8 025 801 7 288 977
Gasto reconhecido diretamente no capital próprio - 21 012
Rendimento Integral do período operações continuadas 8 025 801 7 309 989
Operações descontinuadas
Resultado Operações descontinuadas 333 567 (100 411)
Rendimento reconhecido diretamente no capital próprio
Rendimento Integral do período operações descontinuadas 333 567 (100 411)
Rendimento Integral total do período 8 359 368 7 209 578
Atribuível aos accionistas 8 359 368 7 209 578

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04. Demonstrações Financeiras e Notas às Contas
Relatório e Contas 2025
206
4. Demonstração das Alterações do Capital Próprio
Capital social
Ações
próprias
Prémios de
emissão de
ações
Reservas
legais
Outras
reservas
Resultados
Retidos
Total Capital
Próprio
Saldo a 1 janeiro de 2025 60 874 008 (648) 10 255 221 4 138 745 572 913 15 177 560 91 017 798
Resultado liquido do ano - - - - - 8 359 368 8 359 368
Dividendos Ações Próprias - - - - 55 - 55
Distribuição dividendos - - - - - (3 749 802) (3 749 802)
Aplicação resultado exercício anterior - - - 359 428 198 (359 626) -
Saldo em 31 de dezembro de 2025 60 874 008 (648) 10 255 221 4 498 173 573 166 19 427 500 95 627 419
Saldo a 1 janeiro de 2024 60 874 008 (648) 10 255 221 3 893 790 572 729 11 212 937 86 808 036
Resultado liquido do ano - - - - - 7 188 566 7 188 566
Dividendos Ações Próprias - - - - 43 - 43
Correções relativas a exercícios
anteriores
- - - - - 21 012 21 012
Distribuição dividendos - - - - - (2 999 859) (2 999 859)
Aplicação resultado exercício anterior - - - 244 955 141 (245 096) -
Saldo em 31 de dezembro de 2024 60 874 008 (648) 10 255 221 4 138 745 572 913 15 177 560 91 017 798

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04. Demonstrações Financeiras e Notas às Contas
Relatório e Contas 2025
207
5. Demonstração dos Fluxos de Caixa
31/12/2025 31/12/2024
Atividades Operacionais
Recebimentos de clientes 88 955 367 81 925 296
Pagamentos a fornecedores (47 605 910) (42 326 251)
Pagamentos ao pessoal (24 862 656) (22 481 903)
Fluxo gerado pelas operações 16 486 802 17 117 142
Pagamentos / recebimentos imposto s/ rendimento (753 999) (167 732)
Out. pagamentos / recebimentos ativ. operacionais (8 252 812) (7 816 638)
(9 006 812) (7 984 370)
Fluxo de atividades operacionais 7 479 990 9 132 772
Atividades de Investimento
Recebimentos provenientes de:
Ativos tangíveis 2 768 6 458
Juros e proveitos similares 36 946 181 488
Dividendos 6 417 201 6 664 092
6 456 914 6 852 038
Pagamentos respeitantes a:
Investimentos financeiros (4 556 000) (1 950 000)
Ativos tangíveis (114 361) (3 349)
(4 670 361) (1 953 349)
Fluxo atividades de investimento 1 786 554 4 898 689
Atividades de Financiamento
Recebimentos provenientes de:
Empréstimos obtidos 40 450 000 41 935 000
Recebimentos Empréstimos Grupo 21 018 946 20 856 874
61 468 946 62 791 874
Pagamentos respeitantes a:
Dividendos (Interesses que não controlam) (3 749 802) (2 999 859)
Empréstimos obtidos (40 362 136) (38 723 927)
Contratos Locação financeira (1 959 925) (1 897 326)
Pagamentos Empréstimos Grupo (21 128 500) (22 696 500)
Juros e custos similares (1 859 918) (2 516 608)
Juros Locação Operacional - IFRS 16 (166 192) (146 852)
(69 226 473) (68 981 072)
Fluxo atividades de Financiamento (7 757 527) (6 189 197)
Variações de caixa e seus equivalentes 1 509 017 7 842 264
Caixa e seus equivalentes - início do exercício 8 158 008 315 744
Caixa e seus equivalentes - fim do exercício 9 667 025 8 158 008

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04. Demonstrações Financeiras e Notas às Contas
Relatório e Contas 2025
208
Notas às Demonstrações Financeiras Individuais
Ano de 2025
(valores em euros)
1. Informação Geral
A Glintt Global, S.A., foi constituída em dezembro de 1995 com o objetivo de definir, rever, e controlar a missão e as linhas
de orientação estratégica do Grupo, tendo sido até abril de 2012 uma sociedade gestora de participações sociais (SGPS). A
partir daquela data a Glintt Global deixou de ter a natureza de sociedade gestora de participações sociais e passou a desen-
volver diretamente a atividade de consultoria em Tecnologias de Informação, em especial nos sectores da Banca, Seguros,
Administração Pública e Utilities.
A empresa tem a sua sede na Quinta da Beloura – Beloura Office Park, Edifício 10, em Sintra, e encontra-se registada na
Conservatória do Registo Comercial de Sintra, com o nº único de contribuinte 503 541 320.
A sociedade encontra-se cotada na Euronext Lisbon, desde junho de 1999, tendo presença em dois continentes, Europa e África.
A Glintt Global é a empresa-mãe do subgrupo Glintt e prepara demonstrações financeiras consolidadas. Na sequência da
oferta pública de aquisição de ações lançada pela Farminveste 3, SGPS, Lda, em 15 de setembro de 2015, esta entidade
passou a deter em 31 de dezembro de 2015 cerca de 73% das ações representativas do capital social da Glintt (esta parti-
cipação passou em 2016 para 76,4045%), razão pela qual as Demonstrações Financeiras da Glintt Global foram em 2015
consolidadas pela primeira vez na esfera da ANF, com sede em Rua Marechal Saldanha, n.º 1, 1249-069 Lisboa.
2. Sumário das políticas contabilísticas mais significativas
2.1. Bases de preparação
Estas demonstrações financeiras referem-se à empresa em termos individuais e foram preparadas nos termos legais para
aprovação em Assembleia Geral de Acionistas, tendo os investimentos financeiros sido registados ao valor de aquisição, tal
como explicado na Nota 2.3. A empresa irá preparar e apresentar em separado as demonstrações financeiras consolidadas
nas quais vão ser incluídas as demonstrações financeiras das empresas em que participa maioritariamente ou detém o
controlo de gestão.
Os principais critérios contabilísticos aplicados na elaboração destas demonstrações financeiras estão descritos abaixo.
Estas políticas contabilísticas foram consistentemente aplicadas aos períodos aqui apresentados, salvo indicação contrária.
Em 2009, a Glintt Global passou a elaborar as suas demonstrações financeiras individuais em conformidade com IAS/IFRS,
tal como adotadas pela União Europeia.
As demonstrações financeiras individuais da Glintt Global foram preparadas em conformidade com as Normas Internacio-
nais de Contabilidade e de Relato Financeiro (IAS/IFRS) adotadas pela União Europeia, emitidas pelo International Accoun-
ting Standards Board (IASB) e com as Interpretações do International Financial Reporting Interpretation Committee (IFRIC)
ou pela anterior Standing Interpretations Committee (SIC) emitidas e vigentes à data da preparação das demonstrações
financeiras.

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04. Demonstrações Financeiras e Notas às Contas
Relatório e Contas 2025
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A preparação das demonstrações financeiras requer o uso de estimativas e pressupostos que afetam as quantias reporta-
das de ativos e passivos, assim como as quantias reportadas de proveitos e custos durante o período de relato. Apesar de
estas estimativas serem baseadas no melhor conhecimento da gestão em relação aos eventos e ações correntes, os resul-
tados finais podem, em última instância, diferir destas estimativas.
2.2. Alterações significativas durante o exercício
Aquisição da sociedade Prológica – Sistemas Informáticos, S.A.
Na prossecução das linhas de orientação definidas de reforço de competências estratégicas, a Glintt Global procedeu, em
fevereiro de 2025, à aquisição da totalidade do capital social da empresa Prológica – Sistemas Informáticos, S.A., o que
veio permitir reforçar a Glintt Life Hospitals com novas competências, nomeadamente na área de Dados e da utilização de
Inteligência Artificial no ecossistema da Saúde.
Classificação da Glintt Angola como “Operações descontinuadas”
No exercício de 2022, a Administração decidiu o encerramento da filial sediada em Angola, pelo que foi considerada como
Operações descontinuadas, estando em curso as operações necessárias para o encerramento da filial. Os valores regista-
dos nas rúbricas de “Operações descontinuadas” em 2025, referem-se essencialmente a esta filial.
2.3. Investimentos financeiros
Os investimentos nas empresas subsidiárias nas quais se detém o controlo, em empresas associadas, nas quais existe
influência significativa e os outros investimentos são registados pelo valor do custo, reduzido das perdas de imparidade
acumuladas.
As participações financeiras em empresas encontram-se detalhadas na Nota 9.
Os dividendos recebidos das empresas subsidiárias são registados como ganhos financeiros.
2.4. Conversão cambial
As transações em moedas diferentes do euro são convertidas em moeda funcional utilizando as taxas de câmbio à data das
transações. Os ganhos ou perdas cambiais resultantes da liquidação das transações e da conversão, pela taxa à data do ba-
lanço, dos ativos e dos passivos monetários denominados em moeda diferente do euro, são reconhecidos na demonstração
dos resultados, exceto quando diferido em capital próprio, se se qualificarem como coberturas de fluxos de caixa.
31/12/2025 31/12/2024
Câmbio final do mês
EUR/AOA 1071,93610 947,47680
USD/AOA 912,28604 912,00000
EUR/USD 1,17500 1,03890
EUR/GBP 0,87260 0,82918

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Relatório e Contas 2025
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2.5. Ativos fixos tangíveis
Os ativos fixos tangíveis são compostos por equipamento administrativo e básico. Os ativos fixos tangíveis são relevados ao
custo de aquisição, líquido das depreciações acumuladas. Considera-se como custo de aquisição, os custos diretamente
atribuíveis à aquisição dos ativos (soma do respetivo preço de compra com os gastos suportados direta ou indiretamente
para o colocar no seu estado atual).
Os custos subsequentes são incluídos no valor contabilístico do ativo ou são reconhecidos como um ativo separadamente,
apenas quando seja provável a existência de benefícios económicos futuros associados ao bem e quando o custo puder ser
fiavelmente mensurado. Todas as outras despesas de manutenção, conservação e reparação são registadas na demonstra-
ção dos resultados durante o período financeiro em que são incorridas.
As depreciações são calculadas pelo método das quotas constantes, durante as suas vidas úteis estimadas como se segue:
● Equipamento administrativo : 3 a 10 anos
● Equipamento básico: 3 anos
O valor residual de um ativo e a sua vida útil são revistos e ajustados, caso necessário, na data de cada balanço.
Quando a quantia registada de um ativo é superior ao seu valor recuperável, esta é ajustada imediatamente para o seu valor
recuperável.
Os ganhos e as perdas nas alienações são determinados pela comparação do valor da venda com o montante líquido regis-
tado e são incluídos no resultado do período.
2.6. Ativos intangíveis
Os ativos intangíveis encontram-se registados ao custo de aquisição deduzido das amortizações e das perdas por impari-
dade acumuladas. Os ativos intangíveis só são reconhecidos se for provável que deles advenham benefícios económicos
futuros para a entidade, sejam controláveis pela entidade e se possa medir razoavelmente o seu valor.
As despesas de investigação, efetuadas na procura de novos conhecimentos técnicos ou científicos ou na busca de soluções
alternativas, são reconhecidas em resultados quando incorridas. As despesas de desenvolvimento são reconhecidas como
ativos intangíveis, quando: i) for demonstrável a exequibilidade técnica do produto ou processo em desenvolvimento, ii) o
Grupo tiver a intenção e a capacidade de completar o seu desenvolvimento, iii) a viabilidade comercial esteja assegurada e
iv) o seu custo possa ser fiavelmente mensurado.
As despesas de desenvolvimento anteriormente registadas como custo, não são reconhecidas como um ativo no período
subsequente. Os custos de desenvolvimento que têm uma vida útil finita, e foram capitalizados, são amortizados desde o
momento da sua comercialização, pelo método da linha reta, pelo período de benefício económico esperado que por norma
não excede os cinco anos.
As amortizações são calculadas após o início de utilização dos bens, pelo método das quotas constantes em conformidade
com o período de vida útil estimado (genericamente 3 a 5 anos).

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Os principais intangíveis desenvolvidos internamente estão relacionados com o desenvolvimento de produtos de software
considerado identificável e único, controláveis pela Entidade, e que se espera venham a gerar benefícios económicos, por
um período de mais de um ano, superiores ao investimento efetuado.
Os gastos capitalizados nesta rubrica são valorizados em função dos gastos com mão-de-obra direta bem como os gastos
diretamente associados aos mesmos e, os gastos incorridos com subcontratações de entidades externas.
2.7. Goodwill
O goodwill representa o excesso do custo de aquisição face ao justo valor dos ativos e passivos identificáveis da subsidiária/
associada na data de aquisição.
O goodwill é apurado na data de aquisição numa base provisória e os justos valores dos ativos e passivos adquiridos e do
custo de aquisição podem ser alterados até ao fim do exercício seguinte à data da aquisição.
O goodwill é sujeito a testes de imparidade, numa base anual e é relevado ao custo, deduzido de perdas de imparidade acu-
muladas. Ganhos ou perdas decorrentes da venda de uma entidade incluem o valor do goodwill referente à mesma.
2.8. Inventários
Os inventários, incluindo principalmente mercadorias, matérias-primas e subsidiárias, são registados ao mais baixo valor
entre o custo e o seu valor realizável líquido. O custo dos inventários inclui todos os gastos de compra, gastos de conversão
e outros gastos incorridos para os colocar no seu local e na sua condição atual.
Os gastos de financiamento são excluídos. O valor realizável líquido é o preço da venda estimado de acordo com as ativida-
des normais de negócio, menos as despesas de venda imputáveis.
O método de custeio adotado para valorização das saídas de armazém é o custo médio ponderado.
2.9. Imparidade de ativos
Os ativos que não têm uma vida útil definida não estão sujeitos a amortização, mas são objeto de testes de imparidade
anuais. Os ativos que são sujeitos a amortização são revistos quanto à imparidade sempre que os eventos ou alterações
nas circunstâncias indicarem que o valor pelo qual se encontram relevados possa não ser recuperável. Uma perda por
imparidade é reconhecida pelo montante do excesso da quantia relevada do ativo face ao seu valor recuperável. A quantia
recuperável é a mais alta de entre justo valor do ativo, menos os custos de realização, e o seu valor de uso. Para realização
de testes de imparidade, os ativos são agrupados pelo menor grupo identificável de ativos que geram influxos de caixa de-
rivados do uso continuado e que sejam, em larga medida, independentes dos influxos de caixa de outros ativos ou grupo de
ativos (unidades geradoras de fluxos de caixa).
A reversão de perdas por imparidade reconhecidas em períodos anteriores é registada quando se concluir que as perdas por
imparidade reconhecidas já não existem ou diminuíram (com exceção das perdas de imparidade do goodwill). Esta análise é
efetuada sempre que existem indícios que a perda por imparidade anteriormente reconhecida tenha revertido.

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A reversão de perdas por imparidade é reconhecida na demonstração de resultados como outros ganhos e perdas operacio-
nais. Contudo, a reversão de perda por imparidade é efetuada até ao limite da quantia que estaria reconhecida (líquida de
amortização ou depreciação) caso a perda por imparidade não se tivesse registado em períodos anteriores.
2.10. Contas a receber de clientes e outros devedores
As contas a receber de clientes e outros devedores são reconhecidas inicialmente ao justo valor, sendo subsequentemente
mensuradas ao custo amortizado, utilizando o método da taxa efetiva, deduzido das perdas por imparidade (se aplicável).
As perdas por imparidade das contas a receber são registadas com base no modelo simplificado previsto na IFRS 9, regis-
tando-se as “perdas esperadas” até à maturidade. As perdas esperadas são determinadas tendo por base a experiência de
perdas reais históricas ao longo de um período estatisticamente relevante e representativas das características específicas
do risco de crédito subjacente.
Para os valores a receber que apresentam risco de cobrabilidade e antiguidade significativa, a Entidade analisa a imparidade
numa ótica individual e regista uma perda por imparidade com base no valor recuperável estimado, não sendo aplicado para
estes casos o modelo simplificado.
Na análise do risco de crédito sobre os valores a receber, a Entidade considera todas as informações razoáveis e sustentá-
veis que estão disponíveis à data de relato, as quais incluem análises quantitativas e qualitativas, baseadas em informação
histórica e prospetiva.
O valor da perda por imparidade é reconhecido na demonstração dos resultados.
Os ativos e passivos financeiros são compensados se a Glintt tiver um direito legalmente executável de compensação e se
existir intenção de os liquidar numa base líquida ou de realizar o ativo e passivo em simultâneo.
2.11. Acréscimos ativos e passivos
A Entidade regista os seus rendimentos e gastos de acordo com o regime do acréscimo, pelo qual os rendimentos e gastos
são reconhecidos à medida que são gerados, independentemente do momento em que são recebidos ou pagos. As dife-
renças entre os montantes recebidos e pagos e os correspondentes rendimentos e gastos são registados nas rubricas de
“Acréscimos ativos” e “Acréscimos passivos”.
2.12. Diferimentos ativos e passivos
Estas rubricas refletem as transações e outros acontecimentos relativamente aos quais não é adequado o seu integral reconheci-
mento nos resultados do período em que ocorrem, mas que devam ser reconhecidos nos resultados de períodos futuros.
2.13. Caixa e equivalentes de caixa
A caixa e equivalentes de caixa incluem caixa, depósitos bancários, outros investimentos de curto prazo de liquidez elevada
e com maturidade inicial até 3 meses e descobertos bancários.
Os descobertos bancários são apresentados no balanço, no passivo corrente, na rubrica “Empréstimos”.

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2.14. Capital social
As ações ordinárias são classificadas no capital próprio.
Os custos diretamente atribuíveis à emissão de novas ações ou opções são apresentados como uma dedução, líquida de
impostos, ao valor recebido resultante desta emissão.
Quando a empresa adquire ações próprias, o montante pago é deduzido ao total dos capitais próprios atribuível aos acio-
nistas, e apresentado como ações próprias, até à data em que estas são canceladas, reemitidas ou vendidas. Quando tais
ações são subsequentemente vendidas ou reemitidas, o montante recebido é novamente incluído nos capitais próprios
atribuíveis aos acionistas.
2.15. Empréstimos
Os empréstimos obtidos são inicialmente reconhecidos ao justo valor, líquido de custos de transação incorridos. Os emprés-
timos são subsequentemente apresentados ao custo amortizado; qualquer diferença entre os recebimentos (líquidos de
custos de transação) e o valor amortizado é reconhecida na demonstração dos resultados ao longo do período do emprés-
timo, utilizando o método da taxa efetiva.
Os empréstimos obtidos são classificados no passivo corrente, exceto se possuir um direito incondicional de diferir a li-
quidação do passivo por, pelo menos, doze meses após a data do balanço, sendo neste caso classificado no passivo não
corrente.
Os encargos financeiros relacionados com empréstimos são reconhecidos como gastos financeiros, de acordo com o prin-
cípio da especialização dos exercícios.
2.16. Impostos sobre o rendimento
O imposto sobre o rendimento inclui imposto corrente e imposto diferido. O imposto corrente sobre o rendimento é deter-
minado com base nos resultados líquidos, ajustados em conformidade com a legislação fiscal vigente à data do balanço,
considerando para os períodos intercalares a taxa anual efetiva de imposto estimado.
Os impostos diferidos são calculados com base na responsabilidade de balanço, sobre as diferenças temporárias entre a
base fiscal de ativos e passivos e os seus valores contabilísticos nas demonstrações financeiras consolidadas. Os impostos
diferidos são determinados pelas taxas fiscais (e leis) decretadas ou substancialmente decretadas na data do balanço e,
que se espera, sejam aplicáveis no período de realização do imposto diferido ativo ou de liquidação do imposto diferido
passivo.
São reconhecidos impostos diferidos ativos sempre que exista razoável segurança de que serão gerados lucros futuros con-
tra os quais poderão ser utilizados. Os impostos diferidos ativos são revistos periodicamente e reduzidos sempre que deixe
de ser provável que os mesmos possam ser utilizados.
Os impostos diferidos são registados como custo ou proveito do exercício, exceto se resultarem de valores registados dire-
tamente em capital próprio, situação em que o imposto diferido é também registado na mesma rubrica.

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2.17. Ativos por impostos diferidos
Os impostos diferidos referem-se a diferenças temporárias entre os montantes dos ativos e passivos relevados contabilis-
ticamente e os respetivos montantes para efeitos de tributação.
Os ativos e passivos por impostos diferidos são calculados, e periodicamente avaliados, utilizando as taxas de tributação
aprovadas à data de balanço, não se procedendo ao respetivo desconto.
Os ativos por impostos diferidos são reconhecidos somente quando for provável que lucros tributáveis estarão disponíveis
contra os quais as diferenças temporárias dedutíveis possam ser utilizadas. Na data de cada balanço, é efetuada uma rea-
preciação das diferenças temporárias subjacentes aos ativos por impostos diferidos no sentido de as reconhecer ou ajustar,
em função da expectativa atual da sua recuperação futura.
2.18. Contas a pagar a fornecedores e outros credores
As contas a pagar a fornecedores e outros credores, são registadas pelo seu valor nominal, que é substancialmente equiva-
lente ao seu justo valor e, subsequentemente são mensuradas ao custo.
Os ativos e passivos financeiros são compensados se a Glintt tiver um direito legalmente executável de compensação e se
existir intenção de os liquidar numa base líquida ou de realizar o ativo e passivo em simultâneo.
2.19. Provisões
São constituídas provisões no balanço sempre que: i) a entidade tenha uma obrigação presente, legal ou construtiva, re-
sultante de um acontecimento passado; ii) seja provável que um exfluxo, razoavelmente estimável, de recursos incorpo-
rando benefícios económicos será exigida para liquidar esta obrigação e; iii) que o seu valor seja fiavelmente estimável. As
provisões são revistas à data do balanço e ajustadas para refletir a melhor estimativa corrente. Se deixar de ser provável
que um exfluxo de recursos que incorporem benefícios económicos, seja necessário para liquidar a obrigação, a provisão é
revertida.
Não são reconhecidas provisões para perdas operacionais futuras.
2.20. Reconhecimento do rédito
O rédito compreende o justo valor da consideração recebida ou a receber pela prestação de serviços decorrentes da ati-
vidade normal da Entidade. O rédito é reconhecido líquido do Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA), abatimentos e
descontos.
O reconhecimento do rédito da Entidade é baseado no modelo de cinco etapas estabelecido pela IFRS 15:
● identificação de um contrato com um cliente;
● identificação das obrigações de performance;
● determinação do preço da transação;
● alocação do preço da transação a obrigações de performance; e
● reconhecimento do rédito quando ou à medida que a entidade satisfaz uma obrigação de performance.

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De acordo com este modelo, o reconhecimento do rédito depende se as obrigações de performance são satisfeitas ao longo
do tempo (“over time”) ou se, pelo contrário, o controlo sobre os bens ou serviços são transferidos num determinado mo-
mento (“point in time”), sendo mensurados pela consideração que a entidade espera ter direito a receber como contrapar-
tida da entrega desses bens ou serviços.
Assim, no início de cada contrato, a Entidade avalia os bens ou serviços prometidos e identifica, como obrigação de perfor-
mance, cada promessa de transferência para o cliente de qualquer bem ou serviço distintos (por si só ou em conjunto). Estas
promessas em contratos com clientes podem ser explícitas ou implícitas, desde que tais promessas criem uma expectativa
válida no cliente de que a entidade transferirá um bem ou serviço para o cliente, com base em políticas publicadas, decla-
rações específicas ou práticas comerciais habituais da entidade.
Na determinação e alocação do preço da transação de cada obrigação de performance, a Entidade utiliza os preços inde-
pendentes (“stand-alone”) dos produtos e serviços prometidos, à data da celebração do contrato com o cliente.
O reconhecimento do rédito ocorre no momento do cumprimento de cada obrigação de performance.
Os réditos da Entidade provêm de: (a) vendas de equipamentos, (b) vendas de licenças de software, (c) prestação de servi-
ços, (d) juros e (e) dividendos. O reconhecimento do rédito por tipo de rédito é detalhado de seguida:
(a) Venda de equipamentos:
O rédito proveniente da venda de equipamentos é reconhecido na demonstração dos resultados quando são satisfeitas as
seguintes condições: i) os riscos e vantagens significativos da propriedade do bem tiverem sido transferidos pela empresa
para o comprador; ii) o controlo efetivo dos bens vendidos passar a ser do comprador e a empresa deixa de ter envolvimen-
to continuado de gestão num grau geralmente associado com a posse; iii) o montante do rédito possa ser razoavelmente
quantificado; iv) for provável que os benefícios económicos associados à transação fluam para a empresa; e v) os custos
incorridos ou a incorrer com a transação possam ser fiavelmente mensurados.
(b) Venda de licenças de software:
O rédito proveniente da venda de licenças de propriedade intelectual (ie. software) é reconhecido na demonstração de re-
sultados de acordo com os dois conceitos previstos na IFRS 15, nomeadamente:
i) Direito de acesso: Uma licença fornece um direito de acesso quando o cliente está exposto aos efeitos positivos e/ou
negativos decorrentes de eventuais alterações (exemplo: atualizações de parametrizações ou inputs. Nestes casos, o
cliente não é capaz de obter controlo pleno sobre a propriedade intelectual em um determinado momento, mas obtém
controlo ao longo do período da licença. Nesta conformidade, perante um direito de acesso, o rédito deverá ser reco-
nhecido ao longo do período da licença, por norma ao longo dos contratos de manutenção (software as a service).
ii) Direito de uso: Uma licença fornece um direito de uso quando o cliente adquire o controlo sobre esse ativo no início do período
para o qual tem direito a usar a licença, não estando sujeito ao impacto de eventuais alterações que ocorram à licença adquirida.
Neste caso, a propriedade intelectual à qual o teve direito é estática, e o direito de uso é concedido ao cliente num determinado
momento. Nesta conformidade, perante um direito de uso o rédito é reconhecido num dado momento aquando da venda.
De notar que em ambos os casos, a Entidade leva em linha de conta a existência ou não a um direito a pagamento exigível,
casos os pagamentos sejam faseados ao longo do período das licenças concedidas aos clientes.

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(c) Prestação de serviços
O rédito proveniente da prestação de serviços é reconhecido na demonstração dos resultados quando são satisfeitas as seguin-
tes condições: i) o montante do rédito pode ser mensurado com fiabilidade; ii) é provável que benefícios económicos futuros
associados à transação fluam para o Grupo; iii) a fase do cumprimento da obrigação de performance à data de relato pode ser fia-
velmente mensurada; e iv) os custos incorridos e a incorrer com a prestação de serviços podem ser mensurados com fiabilidade.
Na Glintt, este rédito diz respeito a serviços de implementação e contratos de manutenção.
Os réditos dos serviços de implementação são reconhecidos na data da prestação dos serviços, uma vez que é esse o momento
em que os benefícios da obrigação de desempenho são transferidos para o cliente (o cliente recebe e consome simultaneamente
os bens e serviços fornecidos).
Os réditos dos serviços de remodelação de farmácias são reconhecidos, em cada exercício, de acordo com a obrigação de perfor-
mance a que respeitam, em função da percentagem de acabamento dos mesmos. Ou seja, no que respeita a cada obrigação de
desempenho, o Grupo reconhece o rédito ao longo do tempo através da mensuração do progresso no sentido do cumprimento
total de tal obrigação de performance.
Os réditos dos contratos de manutenção são reconhecidos como uma única obrigação de desempenho de forma linear pelo pe-
ríodo do contrato. No que respeita aos contratos back to back, é efetuado o reconhecimento do rédito e do gasto associados, uma
vez que a Glintt age como principal, assumindo os riscos associados aos mesmos.
Nos casos em que se comprova que o cliente não recebeu nem consumiu os bens e serviços ao longo do tempo, a Entidade não
reconhece qualquer rédito, reconhecendo apenas aquando da satisfação da obrigação de performance. A avaliação do grau de
cumprimento de cada obrigação de desempenho é revista periodicamente tendo em consideração os mais recentes indicadores
dos responsáveis técnicos de cada projeto e sujeita a revisão adicional por parte dos respetivos controllers.
Os montantes faturados ao abrigo dos contratos com clientes cuja obrigação de desempenho não se encontra satisfeita são reco-
nhecidos em “rendimentos diferidos”. As obrigações de desempenho satisfeitas cuja faturação ainda não ocorreu ao abrigo dos
contratos são reconhecidas nos resultados por contrapartida dos “acréscimos de rendimento”.
(d) Juros:
Os juros recebidos são reconhecidos pelo princípio do regime do acréscimo, tendo em consideração o montante em dívida
e a taxa efetiva durante o período até à maturidade.
(e) Dividendos:
Os dividendos são reconhecidos quando o direito dos acionistas ao seu recebimento já estiver devidamente estabelecido e
comunicado.
2.21. Férias, Subsídio de férias
De acordo com a legislação vigente, os trabalhadores têm, anualmente, direito a 22 dias úteis de férias, bem como a um
mês de subsídio de férias, direito esse adquirido no ano anterior ao do seu pagamento. Assim, estas responsabilidades são
registadas no período em que os trabalhadores adquirem o respetivo direito, por contrapartida da demonstração de resul-
tados, independentemente da data do seu pagamento, e o saldo por liquidar à data de balanço está relevado na rubrica
Acréscimos e Diferimentos Passivos.

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2.22. Ativos e Passivos contingentes
“Os passivos contingentes em que a possibilidade de uma saída de fundos afetando benefícios económicos futuros seja apenas
possível, não são reconhecidos nas demonstrações financeiras, sendo divulgados nas notas, a menos que a possibilidade de se
concretizar a saída de fundos afetando benefícios económicos futuros seja remota, caso em que não são objeto de divulgação.”
Os ativos contingentes não são reconhecidos nas demonstrações financeiras individuais, mas são divulgados no anexo quando é
provável a existência de um benefício económico futuro.
2.23. Eventos subsequentes
Os eventos após a data do balanço que proporcionem informação adicional sobre condições que existiam à data do balanço
são refletidos nas demonstrações financeiras.
Os eventos após a data do balanço que proporcionem informação sobre condições que ocorram após a data do balanço são
divulgados no anexo às demonstrações financeiras, se materiais.
2.24. Direitos de uso e responsabilidades por locações
A Entidade reconhece um direito de uso de um ativo e um passivo de locação na data de início do contrato de arrendamento/
aluguer. O direito de uso do ativo é inicialmente mensurado ao custo, que compreende o valor inicial da responsabilidade
de locação ajustada por quaisquer pagamentos de locação feitos em ou antes da data de início, além de quaisquer custos
diretos iniciais incorridos, assim como uma estimativa dos custos de desmantelamento e remoção do ativo subjacente (caso
aplicável), deduzido de qualquer incentivo concedido.
A responsabilidade da locação é inicialmente reconhecida pelo valor presente das rendas ainda não pagas à data do contra-
to de locação, descontando os juros a uma taxa de juro implícita na locação, ou no caso em que não seja possível determinar
esta taxa facilmente, utilizando a taxa de juro incremental da Empresa.
Após a data de início da locação, o valor do passivo da locação aumenta de modo a refletir o acréscimo de juros e reduz pe-
los pagamentos efetuados. A responsabilidade da locação é remensurada aquando da ocorrência de certos eventos (como
sejam a mudança do período da locação, uma alteração nos pagamentos futuros que resultem de uma alteração do índice
de referência ou da taxa usada para determinar esses pagamentos). Quando a remensuração do passivo da locação é reco-
nhecida, o valor do direito de uso é também ajustado.
Locações de curto prazo ou locações de ativos de baixo valor
A Empresa não reconhece como direitos de uso de ativos ou responsabilidade de locações, os contratos de locação de dura-
ção inferior a 12 meses ou locações de baixo valor. A Empresa reconhece os dispêndios associados a estas locações, como
um custo do exercício durante o período de vida dos contratos.
Amortização
O direito de uso do ativo é amortizado através do método de amortização linear, com base no mais baixo de entre a vida útil
do ativo do direito de uso ou o fim do prazo da locação. A vida útil estimada dos ativos do direito de uso é determinada na
mesma base que para os restantes ativos tangíveis.

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A Entidade apresenta os direitos de uso de ativos (Nota 6) e as responsabilidades por locações (Nota 20) em rubricas devi-
damente segregadas nas notas da demonstração da posição financeira.
2.25. Ativos não correntes detidos para venda (Operações descontinuadas)
Ativos não correntes são classificados como detidos para venda se o respetivo valor for realizável através da sua venda, ao
invés de o ser do seu uso continuado. Considera-se que esta situação se verifica apenas quando:
● A venda é altamente provável;
● O ativo está disponível para venda imediata nas suas atuais condições;
● A gestão está comprometida com um plano de venda;
● É expectável que a venda se concretize num prazo de doze meses
Operação descontinuada é um componente ou uma unidade de negócio que compreende operações e fluxos de caixa que
podem ser claramente distinguidos operacionalmente do restante da Entidade. A classificação de uma operação como
descontinuada ocorre mediante a alienação, ou quando a operação atende aos critérios para ser classificada como mantida
para venda.
Em 31 de dezembro de 2025 a Glintt considerou como operações descontinuadas as empresas Solservice e Glintt Angola.
Ativos não correntes classificados como detidos para venda ou operações descontinuadas são mensurados ao menor custo
entre o valor contabilístico ou respetivo justo valor deduzido dos custos a incorrer na venda.
2.26. Subsídios Governamentais e de outras entidades públicas
Os subsídios são reconhecidos quando existe segurança de que a empresa cumprirá as obrigações inerentes e o subsídio
será recebido.
Os subsídios à exploração são reconhecidos na demonstração dos resultados de forma sistemática durante o período em
que são reconhecidos os custos que eles visam compensar.
Os subsídios relativos a investimentos em ativos fixos tangíveis e ativos intangíveis são incluídos nos passivos, como sub-
sídios do estado diferidos, e são reconhecidos em resultados, numa base sistemática durante o período esperado de vida
dos ativos correspondentes.
2.27. Demonstração dos fluxos de caixa
A Demonstração dos fluxos de caixa é apresentada pelo método direto, pelo qual são divulgados os fluxos de caixa brutos
das atividades operacionais e financeiras.
2.28. Gastos com Pessoal
Custos com o pessoal
Remunerações, salários, contribuições para a segurança social, férias anuais e baixa por doença, gratificações e benefícios não
monetários são reconhecidos no exercício em que os serviços associados são prestados pelos empregados da Glintt Global.

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04. Demonstrações Financeiras e Notas às Contas
Relatório e Contas 2025
219
Remuneração dos órgãos sociais
Ao abrigo da política atualmente adotada, a remuneração dos órgãos sociais da Glintt Global inclui todas as remunerações
devidas pelo exercício de cargos em sociedades do Grupo e as especializações dos custos relativos a valores a imputar a
este período.
Indemnizações
As indeminizações a pagar aos colaboradores pela rescisão de um contrato de trabalho são reconhecidas como gasto quan-
do a entidade se compromete com tal despesa e não pode recuar na oferta desses benefícios.
A Glintt reconhece na rubrica “Gastos com o pessoal” os custos com indemnizações a empregados.
2.29. Novas normas contabilísticas e seu impacto nas demonstrações financeiras
Normas, interpretações, emendas e revisões que entraram em vigor no exercício
Ocorreram em 2025 um conjunto de alterações às IAS/IFRS, as quais apresentamos de seguida, que não tiveram qualquer
impacto nas políticas contabilísticas ou nas demonstrações financeiras apresentadas a 31 de dezembro de 2025.
Impacto da adoção de novas normas, alterações às normas que se tornaram efetivas para os períodos anuais que se inicia-
ram em 1 de janeiro de 2025:
IAS 21 (Alteração - Efeitos das alterações das taxas de câmbio: Falta de permutabilidade)
A IAS 21 define a taxa de câmbio que uma entidade deve utilizar quando relata transações em moeda estrangeira ou trans-
põe os resultados de uma operação estrangeira, quando a sua moeda funcional é diferente da moeda de apresentação do
grupo.
A IAS 21 inclui orientações sobre a taxa de câmbio a utilizar quando a falta de permutabilidade das moedas é temporária,
mas é omissa quando se verifica a falta de permutabilidade por um longo período.
Esta alteração visa clarificar:
i) as circunstâncias em que se considera que uma moeda é passível de troca (permutável);
ii) como deve ser determinada a taxa de câmbio à vista quando se verifica a falta de permutabilidade de uma moeda, por
um período longo.
A IAS 21 exige também a divulgação de informação que permita compreender como é que a moeda que não pode ser tro-
cada por outra moeda afeta, ou se espera que afete, o desempenho financeiro, a posição financeira e os fluxos de caixa da
entidade, para além da taxa de câmbio à vista utilizada na data de relato e a forma como foi determinada.
Esta alteração não é de aplicação retrospetiva, devendo o impacto da transposição da informação financeira ser registada
em resultados transitados (se conversão de moeda estrangeira para moeda funcional) ou em reserva cambial (se conversão
de moeda funcional para moeda de apresentação) na data da primeira aplicação.

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04. Demonstrações Financeiras e Notas às Contas
Relatório e Contas 2025
220
Sem impacto nas demonstrações financeiras da Glintt Global.
Normas (novas e alterações) publicadas, cuja aplicação é obrigatória para períodos anuais que se iniciem em ou após 1 de
janeiro de 2026, e que a União Europeia já endossou:
IFRS 9 e IFRS 7 (Alteração) - Alteração à classificação e mensuração de instrumentos financeiros
As alterações efetuadas à IFRS 9 resultam do processo de revisão pós-implementação ao capítulo de “Classificação e men-
suração”, no âmbito do qual a IASB identificou alguns aspetos a clarificar para melhorar a sua compreensão. As alterações
efetuadas referem-se a:
a) clarificação do conceito da data de reconhecimento e desreconhecimento de alguns ativos e passivos financeiros, in-
troduzindo uma nova exceção para passivos financeiros liquidados através de um sistema eletrónico de pagamentos;
b) clarificação e exemplificação sobre quando um ativo financeiro cumpre com o critério dos cash flows contratuais cor-
responderem “apenas ao pagamento de principal e juros” (SPPI), tais como:
i) ativos financeiros cuja componente de juro corresponde à de um empréstimo básico; cash flows contingentes ou
associados a metas ESG;
ii) ativos com características “sem recurso”; e
iii) instrumentos contratualmente associados;
c) novos requisitos de divulgação para instrumentos com termos contratuais que podem alterar os fluxos de caixa em
termos de período e valor;
d) novas divulgações exigidas para os instrumentos de capital designados ao justo valor através do outro rendimento
integral.
Sem impacto nas demonstrações financeiras da Glintt Global.
IFRS 9 e IFRS 7 (Alteração - Contratos relativos a eletricidade dependente da natureza)
As alterações propostas resultam do facto de os contratos de compra e venda de eletricidade gerada a partir de fontes
renováveis terem-se tornado dominantes na estratégia de mitigação das emissões de carbono. Por a sua geração estar de-
pendente de condições naturais não controláveis, estes contratos estão sujeitos à variabilidade da quantidade gerada, pelo
que poderão existir diferenças entre as quantidades geradas e as necessidades de consumo, levando à venda de parte da
eletricidade adquirida. As alterações à IFRS 9 e IFRS 7 incluem:
a) clarificação da aplicação da isenção do “uso próprio” estabelecida na IFRS 9: uma entidade deve aplicar a isenção
de “uso próprio” dependendo da finalidade do contrato, design e estrutura. É permitido a uma entidade aplicar a referi-
da isenção a um acordo “comprador-líquido” de eletricidade obtida a partir de fontes renováveis e às características do
mercado obrigam à venda da eletricidade não consumida;
b) permissão da classificação como instrumento de cobertura: os contratos de compra e venda de eletricidade gerada
a partir de fontes renováveis podem ser designados como instrumentos de cobertura, para efeitos de aplicação da con-
tabilidade de cobertura de fluxos de caixa, se o item coberto corresponder ao volume de eletricidade nominal variável
das transações estimadas e este esteja alinhado com o volume variável de eletricidade renovável, que se espera que
seja entregue no âmbito do contrato, presumindo-se que as transações estimadas são altamente prováveis;

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04. Demonstrações Financeiras e Notas às Contas
Relatório e Contas 2025
221
c) novos requisitos de divulgação da IFRS 7: para os contratos contabilizados como “uso próprio”, exigência de divulgar
os termos e condições dos contratos que expõem a entidade à variabilidade dos volumes entregues e ao risco de ter de
adquirir eletricidade em períodos de não consumo, os fluxos de caixa estimados para os compromissos assumidos e
ainda não realizados e os efeitos financeiros destes contratos no desempenho financeiro. Relativamente aos contratos
designados como instrumentos de cobertura, estes estão sujeitos à divulgação separada de informação sobre os ter-
mos e condições associadas.
Sem impacto nas demonstrações financeiras da Glintt Global.
Apesar destas normas já terem sido aprovadas/endossadas pela União Europeia, as mesmas ainda não foram adotadas pela
Glintt Global na preparação das suas demonstrações financeiras com referência a 31 de dezembro de 2025, dado que a sua
aplicação não é ainda obrigatória.
Normas (novas e alterações) publicadas, cuja aplicação é obrigatória para períodos anuais que se iniciem em ou após 1 de
janeiro de 2026, mas que a União Europeia ainda não endossou:
IAS 21 (alteração - Conversão para uma moeda de apresentação hiperinflacionária)
Esta norma especifica os procedimentos de conversão para uma entidade cuja moeda de apresentação é a de uma econo-
mia hiperinflacionária. A entidade aplica as alterações se:
● a sua moeda funcional é de uma economia não hiperinflacionária e estiver a converter os seus resultados e posição
financeira para a moeda de apresentação de uma economia hiperinflacionária;
● estiver a converter para a moeda de uma economia hiperinflacionária os resultados e a posição financeira de uma ope-
ração estrangeira cuja moeda funcional é de uma economia não hiperinflacionária.
Assim, os resultados e a posição financeira da entidade devem ser convertidos para a moeda de apresentação através da
conversão de todos os montantes (sejam ativos, passivos, itens de capital próprio, rendimentos e gastos) à taxa de câmbio
à vista da data de relato.
Relativamente aos comparativos, no primeiro caso é adotado o mesmo procedimento de conversão para o período de relato
e para o comparativo; no segundo caso (operações estrangeiras) os comparativos têm de ser reexpressos aplicando a varia-
ção do índice geral de preços, conforme previsto na IAS 29 – Relato financeiro de economias hiperinflacionárias.
Quando a economia cuja moeda, a moeda de apresentação da entidade deixa de ser hiperinflacionária e a moeda funcional
da entidade continua a ser a de uma economia não hiperinflacionária, a entidade deixa de aplicar de forma prospetiva o
regime geral de conversão cambial da IAS 21, sem reexpressar os comparativos.
São exigidas divulgações específicas relativamente à aplicação dos princípios acima identificados.
Sem impacto nas demonstrações financeiras da Glintt Global.

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04. Demonstrações Financeiras e Notas às Contas
Relatório e Contas 2025
222
IFRS 18 Apresentação e divulgação nas demonstrações financeiras
A IFRS 18 que substitui a IAS 1 na apresentação das demonstrações financeiras, tem por objetivo melhorar a divulgação
do desempenho financeiro das entidades e promover a prestação de informação mais transparente e comparável. Sendo
mantida uma parte substancial dos princípios de aplicação da IAS 1, e efetuada a transferência de alguns princípios para a
IAS 8 e a IFRS 7, o principal impacto da aplicação da IFRS 18 refere-se à apresentação da Demonstração dos resultados.
A Demonstração dos resultados passa a ser apresentada, com a classificação dos gastos e dos rendimentos do exercício,
em três categorias: operacional, investimento e financiamento, existindo ainda a categoria do imposto sobre o rendimento
e das Unidades operacionais descontinuadas. Para a classificação nas categorias tipificadas, as entidades devem determi-
nar se têm como atividade empresarial principal específica o investimento em ativos e/ou a concessão de financiamento
a clientes. Esta estrutura de apresentação por categorias concorre para a determinação dos rendimentos e gastos que
devem ser acumulados nos subtotais adicionais obrigatórios, como são o “Resultado operacional” e o “Resultado antes
de financiamento e impostos”. Em complemento a estas alterações, a IFRS 18 estabelece ainda requisitos de agregação e
desagregação de informação nas demonstrações financeiras principais e nas respetivas notas do anexo.
A IFRS 18 introduz, ainda, melhorias aos requisitos de divulgação das medidas de desempenho da gestão, exigindo a divul-
gação das bases de cálculo dos indicadores incluídos no relatório de gestão e nos comunicados públicos efetuados, bem
como a sua reconciliação com os subtotais apresentados nas demonstrações financeiras ou definidos na IFRS 18 como não
sendo medidas de desempenho da gestão.
A IFRS 18 introduz também alterações à IAS 7 – Demonstração dos fluxos de caixa, sendo a alteração mais relevante o
modo de preparação da demonstração dos fluxos de caixa pelo método indireto, a qual terá de passar a ser iniciada com
base no saldo do “Resultado operacional” e não com base no saldo do “Resultado líquido o exercício”. As alterações efetua-
das às restantes demonstrações financeiras principais são pouco significativas.
Sem impacto nas demonstrações financeiras da Glintt Global.
IFRS 19 (Alteração - Subsidiárias não sujeitas à prestação pública de informação financeira: Divulgações)
A IFRS 19 tem como objetivo permitir, às entidades consideradas elegíveis, a preparação de demonstrações financeiras em
IFRS com requisitos de divulgação mais reduzidos do que os exigidos pelas IFRS, mantendo-se, contudo, a obrigação de
aplicar todos os requisitos de mensuração e reconhecimento das IFRS, em geral.
A redução de divulgações definida pela IFRS 19 abrange a generalidade das IAS/IFRS, à exceção da IFRS 8 – Segmentos
operacionais; IFRS 17 – Contratos de seguro; e IAS 33 – Resultados por ação.
São consideradas elegíveis as entidades que:
i) sejam subsidiárias de um grupo que prepara demonstrações financeiras consolidadas em IFRS para prestação pública;
e
ii) não estão sujeitas à obrigação de prestação pública de informação financeira, porque não têm títulos de dívida ou de
capital cotados, não estão em processo de cotação, nem têm como atividade principal a guarda de ativos a título fidu-
ciário.

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04. Demonstrações Financeiras e Notas às Contas
Relatório e Contas 2025
223
As entidades elegíveis, que constituem holdings intermédias não sujeitas à obrigação de prestação pública de informação
financeira, podem aplicar a IFRS 19 nas suas demonstrações financeiras separadas, mesmo que não as apliquem nas de-
monstrações financeiras consolidadas.
Sem impacto nas demonstrações financeiras da Glintt Global.
IFRS 19 (Alteração - Alteração aos requisitos de divulgação)
Na prossecução do objetivo de simplificar os requisitos de divulgação aplicáveis às subsidiárias que não estão sujeitas à
prestação pública, a IFRS 19 foi alterada para incluir a redução de requisitos de divulgação relativamente a novas normas
e alterações às normas decorrentes de projetos que se encontravam em curso ou em fase de conclusão, à data da sua pu-
blicação.
Assim, as alterações efetuadas visam reduzir os requisitos de divulgação para as alterações às normas e novas normas
emitidas entre fevereiro de 2021 e maio de 2024, nomeadamente:
● IFRS 18: Apresentação e divulgação nas demonstrações financeiras;
● Alterações à IAS 7 – Acordos de financiamento de Fornecedores;
● IAS 12 – Reforma fiscal internacional – Regras do modelo do Pilar 2;
● Alterações à IAS 21 – Efeitos das alterações das taxas de câmbio: Falta de permutabilidade.
O IASB irá considerar, efetuar alterações à IFRS 19 sempre que uma norma seja revista.
Sem impacto nas demonstrações financeiras da Glintt Global.
3. Políticas contabilísticas, alterações nas estimativas contabilísticas, erros e reexpressões efe-
tuadas
No ano de 2025 não existiram movimentos que justifiquem a reexpressão e reclassificação de quantias comparativas, deste
modo não existe alterações aos comparativos apresentados nas demonstrações financeiras.
4. Gestão do risco financeiro
As atividades da empresa estão expostas a uma variedade de fatores de risco financeiro: risco de crédito, risco de liquidez
e risco de fluxos de caixa associados à taxa de juro.
4.1. Risco de crédito
As principais fontes de risco de crédito são: caixa e equivalentes de caixa e exposição de crédito a clientes.
A nível de bancos e instituições financeiras, a empresa seleciona as contrapartes com quem faz negócio atendendo à cre-
dibilidade das entidades.

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04. Demonstrações Financeiras e Notas às Contas
Relatório e Contas 2025
224
Em 31 de dezembro de 2025 e 2024, os saldos a receber de clientes representavam a seguinte estrutura de antiguidade:
31/12/2025 31/12/2024
Valores Não Vencidos 7 286 682 6 189 718
de 1 a 180 dias 3 452 539 3 231 581
de 181 a 360 dias 178 916 336 700
de 361 a 720 dias 127 733 58 497
a mais de 721 dias 948 878 1 221 336
11 994 748 11 037 831
Imparidades (934 958) (821 346)
Saldo Líquido de Clientes 11 059 790 10 216 485
2025
Total saldo
clientes
Saldo sem
imparidade
Saldo em
imparidade
Valor da
imparidade
Saldo Líquido
clientes
Valores Não Vencidos 7 286 682 7 285 449 1 233 1 233 7 285 449
de 1 a 180 dias 3 452 539 3 423 560 28 979 10 240 3 442 299
de 181 a 360 dias 178 916 93 953 84 963 84 181 94 735
de 361 a 720 dias 127 733 93 721 34 012 28 050 99 683
a mais de 721 dias 948 878 -3 171 952 049 793 759 155 119
Imparidade Coletiva - - - 17 497 (17 497)
11 994 748 10 893 511 1 101 236 934 958 11 059 790
2024
Total saldo
clientes
Saldo sem
imparidade
Saldo em
imparidade
Valor da
imparidade
Saldo Líquido
clientes
Valores Não Vencidos 6 189 718 6 189 718 - - 6 189 718
de 1 a 180 dias 3 231 581 3 227 581 4 000 3 342 3 228 239
de 181 a 360 dias 336 700 294 456 42 244 34 950 301 750
de 361 a 720 dias 58 497 3 556 54 941 39 732 18 765
a mais de 721 dias 1 221 336 265 656 955 680 728 295 493 041
Imparidade Coletiva - - - 15 027 (15 027)
11 037 831 9 980 966 1 056 865 821 346 10 216 485
Os valores evidenciados no quadro anterior correspondem aos valores em aberto face às respetivas datas de vencimento.
Os saldos aqui apresentados incluem os saldos com partes relacionadas.
4.2. Risco de liquidez
A gestão do risco de liquidez implica a manutenção da caixa e depósitos bancários a um nível suficiente, a viabilidade da
consolidação da dívida flutuante através de um montante adequado de facilidades de crédito e a capacidade de liquidar
posições de mercado. Relacionado com a dinâmica dos negócios subjacentes, a tesouraria da empresa pretende manter a
flexibilidade da dívida flutuante, mantendo as linhas de crédito disponíveis.
A liquidez dos passivos financeiros remunerados originará os seguintes fluxos monetários:

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04. Demonstrações Financeiras e Notas às Contas
Relatório e Contas 2025
225
31/12/2025
Até 1 ano 1 a 5 anos
Dividas a instituições de crédito 10 569 695 23 061 428
Passivos direiro de uso 1 703 851 1 922 190
12 273 547 24 983 618
31/12/2024
Até 1 ano 1 a 5 anos
Dividas a instituições de crédito 13 990 257 19 482 772
Passivos direiro de uso 1 609 562 1 904 810
15 599 819 21 387 582
4.3. Risco de fluxos de caixa e de justo valor associados à taxa de juro
A exposição da empresa ao risco da taxa de juro, advém de aplicações em instituições financeiras e empréstimos obtidos.
As aplicações em instituições financeiras assumem a natureza de curto prazo, pelo que os riscos de fluxos de caixa decor-
rentes de alterações na taxa de juro não assumem um carácter relevante.
Os empréstimos obtidos estão, de forma direta ou indireta, indexados a uma taxa de juro de referência, facto que expõe a
entidade a riscos de cash-flow.
A exposição ao risco é analisada de forma dinâmica, realizando-se testes de sensibilidade a variações da taxa de juro,
fundamentalmente à euribor, sendo que alterações na taxa de juro do mercado afetam ganhos ou perdas de instrumentos
financeiros.
Baseadas nas simulações efetuadas a 31 de dezembro de 2025, uma subida ou descida de 50 pontos base nas taxas de
juro teria um impacto negativo ou positivo nos resultados antes de impostos, mantendo tudo o resto constante, de cerca de
169 mil euros.
4.4. Risco de capital
O Grupo e a Empresa procuram manter um nível de capitais próprios adequado que lhe permita não só assegurar a sua
continuidade e desenvolvimento, como também proporcionar uma adequada remuneração para os seus acionistas e a oti-
mização do custo de capital.
O equilíbrio da estrutura de capital é monitorizado com base no rácio de solvabilidade, calculado de acordo com a seguinte
fórmula: Capital Próprio / Passivo.
Os rácios de solvabilidade em 31 de dezembro de 2025 e 31 de dezembro de 2024, são como seguem:
31/12/2025 31/12/2024
Rácio Solvabilidade 1,06 1,08
A definição da estratégia a adotar em termos de gestão de capital é da competência do Conselho de Administração.

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04. Demonstrações Financeiras e Notas às Contas
Relatório e Contas 2025
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5. Estimativas contabilísticas e pressupostos críticos
A preparação das demonstrações financeiras em conformidade com os princípios contabilísticos geralmente aceites requer o uso
de estimativas e pressupostos que afetam as quantias reportadas de ativos e passivos, assim como as quantias reportadas de
rendimentos e gastos durante o período de relato. Apesar destas estimativas serem baseadas no melhor conhecimento da gestão
em relação aos eventos e ações correntes, os resultados finais podem, em última instância, diferir destas estimativas.
Os principais juízos de valor e estimativas efetuadas na preparação das demonstrações financeiras anexas foram os seguintes:
a) Rédito:
O reconhecimento do rédito pela Glintt é proveniente de diversas fontes de rédito, conforme divulgado na nota 22. Os
réditos provenientes dos serviços de implementação e dos serviços de remodelação de farmácias requerem o uso de jul-
gamentos, desde logo na aplicação do modelo das cinco etapas estabelecido na IFRS 15, nomeadamente na identificação
das obrigações de performance e na alocação do preço da transação às obrigações de performance definidas, com base nos
“stand-alone prices” (quando aplicável).
Adicionalmente, o órgão de gestão procede a análises e estimativas no que concerne ao desenvolvimento atual e futuro dos
projetos relacionados com as referidas fontes de rédito, as quais podem vir a ter um desenvolvimento futuro diferente do
orçamentado à data de relato pelos responsáveis técnicos de cada projeto. Eventuais alterações de estimativa iriam influen-
ciar as rubricas de “Acréscimos de rendimentos e gastos” e de “Diferimento de rendimentos e gastos” relacionados com o
negócio na demonstração da posição financeira e “Vendas e Prestação de serviços” e “Custo das vendas e Subcontratos” na
demonstração dos resultados, contudo, historicamente, não se têm verificado desvios materiais nas estimativas de custos
a incorrer nos projetos em curso que transitam de ano nem no desfecho da transação.
b) Vidas úteis dos ativos fixos tangíveis e intangíveis
A Entidade revê as vidas úteis estimadas dos seus ativos tangíveis e intangíveis em cada data de relato. As vidas úteis dos
ativos dependem de diversos fatores relacionados quer com a utilização dos mesmos, quer com as decisões estratégicas
do órgão de gestão.
c) Imparidade do goodwill
A Entidade testa o goodwill, pelo menos anualmente, com o objetivo de verificar se o mesmo está em imparidade, de acordo
com a política referida na Nota 2.7. O cálculo dos valores recuperáveis das unidades geradoras de caixa envolve julgamento
e reside substancialmente na análise da Gestão em relação à evolução futura da respetiva participada.
Na avaliação subjacente aos cálculos efetuados são utilizados pressupostos baseados na informação disponível quer do
negócio, quer do enquadramento macroeconómico. As variações destes pressupostos poderão ter impactos ao nível dos
resultados e no consequente registo de imparidades.
Na sequência das mais recentes condições macroeconómicas, a Glintt efetuou testes de imparidade para estimar o valor
recuperável dos ativos não financeiros, dos quais se destacam o Goodwill e os Ativos Intangíveis, os quais tiveram por base
pressupostos de longo prazo e o orçamento aprovado pelo Conselho de Administração para o ano 2025. Os detalhes destas
análises estão incluídos na nota 7.

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04. Demonstrações Financeiras e Notas às Contas
Relatório e Contas 2025
227
d) Imparidade em contas a receber
As perdas de imparidade em contas a receber são apuradas conforme indicado na Nota 2.9. Deste modo, a determinação
da imparidade através da análise individual corresponde ao julgamento do Grupo quanto à situação económica e financeira
dos seus clientes e à sua estimativa sobre o valor atribuído a eventuais garantias existentes, com o consequente impacto
nos fluxos de caixa futuros esperados. Por outro lado, as perdas de imparidade esperadas no crédito concedido (imparidade
coletiva) são apuradas tendo em conta um conjunto de informação histórica e de pressupostos, as quais podem ser diferen-
tes das perdas por imparidade efetivamente ocorridas.
e) Provisões
O desfecho dos processos judiciais e fiscais em curso, bem como a respetiva necessidade de constituição de provisões, é
estimado tendo por base a opinião dos advogados e jurídicos da Entidade. Os advogados e jurídicos da Entidade possuem
as competências técnicas e o conhecimento detalhado dos processos que lhes permitem fazer face à incerteza inerente ao
desfecho de processos desta natureza. Desse modo, qualquer variação nas circunstâncias relacionadas com este tipo de
provisões poderá ter um efeito significativo no montante da provisão registada.
f) Mensuração e reconhecimento de impostos diferidos
O reconhecimento de ativos por impostos diferidos pressupõe a existência de resultados e de matéria coletável positiva
futura. Estes são determinados com base na interpretação da legislação fiscal em vigor. Deste modo, alterações na legis-
lação fiscal ou na sua interpretação por parte das autoridades competentes podem ter impacto no montante dos impostos
diferidos reconhecidos.
De modo a atenuar o grau de incerteza associado a estas estimativas, em particular no tocante à interpretação da legislação
fiscal aplicável, a Entidade recorre aos serviços de consultores fiscais externos especializados.
A Glintt procedeu à revisão das posições dos ativos por impostos diferidos de forma a garantir a sua recuperabilidade atra-
vés de lucros tributáveis futuros. Os impactos decorrentes desta análise estão incluídos na nota 11.
g) Vidas úteis dos direitos de uso e taxas descontos dos passivos locação
O apuramento dos valores residuais dos ativos, estimativa das vidas úteis e taxas de desconto têm por base premissas dos
contratos de locação (ou ativos similares) e são definidos baseados no julgamento da gestão.

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04. Demonstrações Financeiras e Notas às Contas
Relatório e Contas 2025
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6. Ativos fixos tangíveis
31/12/2025 31/12/2024
Custo Amortizações
Acumuladas
Valor Líquido Custo Amortizações
Acumuladas
Valor Líquido
Edifícios e outras construções 478 254 (329 740) 148 514 478 254 (315 173) 163 081
Equip. Básico 3 242 566 (3 238 067) 4 500 3 258 016 (3 244 870) 13 146
Equip. de transporte 55 420 (41 830) 13 590 55 420 (31 637) 23 782
Equip. administrativo 2 491 971 (2 392 364) 99 608 2 415 136 (2 384 066) 31 070
Edifícios e outras construções - IFRS16 1 414 218 (609 078) 805 139 946 583 (278 511) 668 072
Equip. de transporte - IFRS16 5 539 836 (2 597 378) 2 942 458 5 311 448 (2 325 573) 2 985 875
Outros ativos tangíveis 270 627 (173 807) 96 820 270 627 (173 807) 96 820
13 492 892 (9 382 264) 4 110 628 12 735 484 (8 753 638) 3 981 846
Saldo em
01/01/2025
Aumentos Abates/ Alienações/
Regularizações/
Transferências
Saldo em
31/12/2025
Custo
Edifícios e outras construções 478 254 - - 478 254
Equip. Básico 3 258 016 - (15 450) 3 242 566
Equip. de transporte 55 420 - - 55 420
Equip. administrativo 2 415 136 83 170 (6 335) 2 491 971
Edifícios e outras construções - IFRS16 946 583 921 774 (454 139) 1 414 218
Equip. de transporte - IFRS16 5 311 448 1 243 621 (1 015 233) 5 539 836
Outros ativos tangíveis 270 627 - - 270 627
12 735 484 2 248 565 (1 491 156) 13 492 892
Amortizações acumuladas
Edifícios e outras construções 315 173 14 567 - 329 740
Equip. Básico 3 244 870 8 646 (15 450) 3 238 067
Equip. de transporte 31 637 10 192 - 41 830
Equip. administrativo 2 384 066 14 633 (6 335) 2 392 364
Edifícios e outras construções - IFRS16 278 511 784 706 (454 139) 609 078
Equip. de transporte - IFRS16 2 325 573 1 287 037 (1 015 233) 2 597 378
Outros ativos tangíveis 173 807 - - 173 807
8 753 638 2 119 782 (1 491 156) 9 382 264

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04. Demonstrações Financeiras e Notas às Contas
Relatório e Contas 2025
229
Saldo em
01/01/2024
Aumentos Abates/ Alienações/
Regularizações/
Transferências
Saldo em
31/12/2024
Custo
Edifícios e outras construções 478 254 - - 478 254
Equip. Básico 3 258 016 - - 3 258 016
Equip. de transporte 55 420 - - 55 420
Equip. administrativo 2 428 121 8 249 (21 235) 2 415 136
Edifícios e outras construções - IFRS16 2 168 063 946 583 (2 168 063) 946 583
Equip. de transporte - IFRS16 5 198 940 1 082 652 (970 145) 5 311 448
Outros ativos tangíveis 270 627 - - 270 627
13 857 442 2 037 484 (3 159 443) 12 735 484
Amortizações acumuladas
Edifícios e outras construções 300 605 14 567 - 315 173
Equip. Básico 3 236 177 8 693 - 3 244 870
Equip. de transporte 21 445 10 192 - 31 637
Equip. administrativo 2 383 212 22 088 (21 235) 2 384 066
Edifícios e outras construções - IFRS16 1 094 872 735 950 (1 552 310) 278 511
Equip. de transporte - IFRS16 2 002 020 1 293 698 (970 145) 2 325 573
Outros ativos tangíveis 173 278 529 - 173 807
9 211 608 2 085 718 (2 543 690) 8 753 638
7. Goodwill
O Goodwill registado nas contas a 31 de dezembro de 2025 e 2024, diz respeito a:
Empresas 31/12/2025 31/12/2024
Bytecode 6 310 267 6 310 267
EHC 1 472 460 1 472 460
Eurociber 18 098 386 18 098 386
WEN 9 368 062 9 368 062
Glintt BS (Consiste) 32 796 604 32 796 604
Vanity 844 871 844 871
68 890 650 68 890 650
Reconhecimento
O montante de Goodwill registado respeita às aquisições efetuadas ao longo dos tempos e que foram sendo incorporadas
na Glintt Global.
Imparidade
O valor contabilístico do Goodwill é alocado à respetiva UGC. O valor recuperável é estimado para a UGC à qual pertence. A
metodologia do valor em uso é usada para determinar o valor recuperável. O valor em uso representa o fluxo de caixa futuro
esperado da UGC, descontado a uma taxa de desconto apropriada que reflete os riscos específicos da UGC. O valor contabi-
lístico do Goodwill é testado anualmente por imparidades, conforme divulgado na nota 8 do Relatório e Contas Consolidado.

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04. Demonstrações Financeiras e Notas às Contas
Relatório e Contas 2025
230
8. Ativos intangíveis
31/12/2025 31/12/2024
Custo Amortizações
Acumuladas
Valor Líquido Custo Amortizações
Acumuladas
Valor Líquido
Intang. desenv. Internam. 2 886 213 (2 886 213) - 4 948 550 (4 948 550) -
Programas de computador 235 267 (235 267) - 235 267 (235 267) -
Propriedade Industrial e outros direitos - - - 1 035 993 (1 035 993) -
3 121 480 (3 121 480) - 6 219 810 (6 219 810) -
Saldo em 01/01/2025 Aumentos Abates/ Alienações/
Regularizações
Saldo em 31/12/2025
Custo
Intang. desenv. Internam. 4 948 550 - (2 062 337) 2 886 213
Programas de computador 235 267 - - 235 267
Propriedade Industrial e outros direitos 1 035 993 - (1 035 993) -
6 219 810 - (3 098 330) 3 121 480
Depreciações acumuladas
Intang. desenv. Internam. 4 948 551 - (2 062 336) 2 886 213
Programas de computador 235 267 - - 235 267
Propriedade Industrial e outros direitos 1 035 993 - (1 035 993) -
6 219 810 - (3 098 329) 3 121 480
Saldo em 01/01/2024 Aumentos Abates/ Alienações/
Regularizações
Saldo em 31/12/2024
Custo
Intang. desenv. Internam. 4 948 550 - - 4 948 550
Programas de computador 235 267 - - 235 267
Propriedade Industrial e outros direitos 1 035 993 - - 1 035 993
6 219 810 - - 6 219 810
Depreciações acumuladas
Intang. desenv. Internam. 4 948 550 - - 4 948 551
Programas de computador 235 267 - - 235 267
Propriedade Industrial e outros direitos 1 035 993 - - 1 035 993
6 219 810 - - 6 219 810
Os ativos intangíveis registados por referência a 31 de dezembro 2025 dizem respeito essencialmente a projetos desenvol-
vidos internamente, dos quais se encontram totalmente amortizados.
No exercício de 2025, procedeu-se ao abate dos ativos intangíveis que se encontravam totalmente amortizados, e que já
não eram geradores de benefícios económicos.
9. Investimentos em Associadas e Subsidiárias
A Glintt Global, na elaboração das suas demonstrações financeiras individuais contabiliza os seus investimentos financeiros
ao custo, reduzido de perdas por imparidade acumuladas.

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04. Demonstrações Financeiras e Notas às Contas
Relatório e Contas 2025
231
2025
Empresas Custo País da Sede % Capitais detidos
Sol-S e Solsuni - Tecnologias de Informação, SA 3 597 497 Portugal 100%
Consoft, SA 20 000 000 Espanha 100%
Glintt España, SL 976 422 Espanha 100%
Glintt INOV, SA - Portugal 100%
Sensing Evolution, Lda 4 047 Portugal 12,67%
Glintt Açores, SA 69 543 Portugal 100%
Cogifar Tech S.L. 165 790 Espanha 50%
Prológica - Sistemas Informáticos, S.A. 2 231 000 Portugal 100%
Glintt Healthcare Solutions, SA 31 256 868 Portugal 95,63%
Pulso Informatica, SLU 4 873 341 Espanha 100%
63 174 507
2024
Empresas Custo País da Sede % Capitais detidos
Sol-S e Solsuni - Tecnologias de Informação, SA 3 597 497 Portugal 100%
Consoft, SA 20 000 000 Espanha 100%
Glintt España, SL 976 422 Espanha 100%
Glintt INOV, SA 83 748 Portugal 100%
Sensing Evolution, Lda 4 047 Portugal 12,67%
Cogifar Tech S.L. 136 992 Espanha 50%
Glintt Healthcare Solutions, SA 28 431 868 Portugal 88,42%
Pulso Informatica, SLU 4 873 341 Espanha 100%
58 103 915
Os testes de imparidade são detalhados na nota 9 do grupo 4.1. (contas consolidadas).
2025
Participações Financeiras Saldo Inicial Adições/ Anulações Aquisição Perdas por
imparidade
reconhecidas
Saldo Final
Sol-S e Solsuni - Tecnologias de
Informação, SA
3 597 497 - - - 3 597 497
Consoft, SA 20 000 000 - - - 20 000 000
Glintt España, SL 976 422 - - 976 422
Glintt INOV, SA 83 748 - - (83 748) -
Sensing Evolution, Lda 4 047 - - - 4 047
Glintt Açores, SA - 300 000 - (230 457) 69 543
Cogifar Tech S.L. 136 992 28 798 - - 165 790
Prológica - Sistemas Informáticos, S.A. - - 2 231 000 - 2 231 000
Glintt Healthcare Solutions, SA 28 431 868 2 825 000 - - 31 256 868
Pulso Informatica, SLU 4 873 341 - - - 4 873 341
58 103 915 3 153 798 2 231 000 (314 205) 63 174 507

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04. Demonstrações Financeiras e Notas às Contas
Relatório e Contas 2025
232
2024
Participações Financeiras Saldo Inicial Adições/ Anulações Dissolução Vanity Perdas por
imparidade
reconhecidas
Saldo Final
Sol-S e Solsuni - Tecnologias de
Informação, SA
3 597 497 - - - 3 597 497
Consoft, SA 20 000 000 - - - 20 000 000
Glintt España, SL 976 422 - - - 976 422
Glintt INOV, SA 151 376 - - (67 628) 83 748
Sensing Evolution, Lda 4 047 - - - 4 047
Glintt Açores, SA 538 - - (538) -
Cogifar Tech S.L. 86 293 50 699 - - 136 992
Vanitymeridian, Unipessoal, LDA 1 340 000 - (1 340 000) - -
Glintt Healthcare Solutions, SA 26 481 868 1 950 000 - - 28 431 868
Pulso Informatica, SLU 4 873 341 - - - 4 873 341
57 511 382 2 000 699 (1 340 000) (68 166) 58 103 915
No presente exercício, a Glintt Global procedeu à constituição de prestações acessórias na Glintt Açores, no montante de
300 mil euros, por transformação de empréstimos concedidos. Esta operação teve como objetivo, o reforço dos capitais
próprios dessa sociedade
10. Outros Investimentos financeiros
A 31 de dezembro de 2025 a rubrica de “Outros investimentos financeiros” era composta por uma participação de 6,96%,
no valor de 40.000 euros, na Sociedade Parque Ciência e Tecnologia do Alentejo, S.A., e por 251.139 euros que respeitam
às comparticipações para o Fundo de Compensação do trabalho, de acordo com legislação laboral em vigor desde 2013.
Relativamente às comparticipações para o Fundo de Compensação do trabalho, as mesmas cessaram em abril de 2023,
sendo que o saldo a favor das empresas poderá ser reembolsado através da aplicação do mesmo em determinados gastos,
durante o período de 2024 a 2026 e sujeito a pedido de reembolso.
Entidade Sede Social % 31/12/2025 31/12/2024
Parque Ciência e Tecnologia do Alentejo, S.A. Évora 6,96% 40 000 40 000
OUTRAS- Fundo Compensação do Trabalho 251 139 256 998
291 139 296 998
11. Ativos por impostos diferidos
A 31 de dezembro de 2025 encontra-se registado o montante de 3.396 euros, o qual apresenta a seguinte decomposição:
31/12/2025 31/12/2024
Imposto diferido ativo Imposto diferido ativo Ano limite p/ dedução
CFEI II
2021 3 396 3 396
3 396 3 396 2026
3 396 3 396

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04. Demonstrações Financeiras e Notas às Contas
Relatório e Contas 2025
233
Até 31 de dezembro de 2017, a Glintt Global era a empresa dominante do Grupo Glintt no âmbito do RETGS. A partir de 1 de janeiro
de 2018 o Grupo Glintt passou a estar incluído no RETGS da Farminveste IPG e os prejuízos fiscais que foram apurados pelo Grupo
Glintt até 2017 (inclusive), ficaram disponíveis para reporte numa ótica individual de entidade a entidade e não numa ótica de Grupo.
Decorrente desta situação, em 2018 a Glintt Global enquanto empresa dominante do “antigo” grupo fiscal reverteu os impostos
diferidos ativos pertencentes às restantes empresas, deixando apenas reconhecido nas suas contas os prejuízos fiscais gerados na
sua esfera individual. Nesta conformidade, as restantes empresas do “antigo” grupo fiscal passaram a reconhecer os seus ativos por
impostos diferidos sobre os prejuízos fiscais apurados numa ótica individual.
Em 2022 e com o término do RETGS da Farminveste IPG, foi efetuada a reversão dos prejuízos fiscais gerados na esfera deste re-
gime entre os anos de 2018 e 2022, permanecendo apenas ativos os prejuízos fiscais gerados na esfera individual da Glintt Global,
anteriores a 2017.
De acordo com a legislação mais recente, os prejuízos ativos a 01.01.2023 deixarão de ter um prazo limite de reporte, mas, em con-
trapartida, baixa de 70% para 65% o montante que poderá ser deduzido ao Lucro Tributável em cada exercício.
Em 2024, a empresa submeteu a declaração Modelo 22 referente ao exercício de 2023, não tendo sido possível a utilização dos
prejuízos fiscais reportados, por não estarem disponíveis no sistema informático. A Glintt Global apresentou Reclamação Graciosa
da liquidação de 2023, encontrando-se a aguardar decisão, que espera favorável. Por esta razão, o valor utilizado na estimativa de
2023, foi revertido e mantém-se disponível para utilização.
12. Inventários
31/12/2025 31/12/2024
Mercadorias 2 146 293 1 809 051
Matérias Primas 147 791 159 068
Imparidades Inventários (369 309) (369 309)
1 924 775 1 598 810
13. Contas a receber de clientes e outros devedores
31/12/2025 31/12/2024
Não correntes:
Clientes 536 772 552 180
Outros devedores 3 498 889 3 993 386
Perdas por imparidade (1 221 972) (1 154 816)
2 813 690 3 390 750
Correntes:
Clientes de conta corrente 9 932 398 8 322 912
Clientes de conta corrente - Partes Relacionadas 1 525 578 2 162 739
Perdas por imparidade (512 986) (466 530)
10 944 989 10 019 121
Outros devedores - Partes Relacionadas 12 470 033 11 771 517
Impostos 437 165 286 712
Outros devedores 1 833 104 1 632 088
Fornecedores (Devedores) 145 461 116 002
14 885 763 13 806 320
25 830 753 23 825 441

Graphics
04. Demonstrações Financeiras e Notas às Contas
Relatório e Contas 2025
234
Movimentos ocorridos na rubrica Perdas por imparidade
31/12/2025 31/12/2024
Saldo Inicial 1 621 346 1 386 747
Reforço e Reversão(Nota 29) 130 457 180 173
Imparidade coletiva (Nota 29) 2 470 5 541
Dissolução Vanity (incorporação do ativo) - 48 885
Utilização (19 315) -
Saldo Final 1 734 958 1 621 346
Na rubrica de outros devedores encontra-se espelhada a divida dos Hotéis Alexandre Almeida e Restelo Imobiliária. O saldo acu-
mulado da imparidade ascende a 800 mil euros, não tendo ocorrido qualquer reforço no exercício de 2025.
A imparidade coletiva acumulada (IFRS9) registada em 31.12.2025 teve um aumento de 2.470, sendo de 17.497. Em 2024
verificou-se um aumento de 5.541 euros, sendo o valor de 15.027.
14. Caixa e equivalentes de caixa
31/12/2025 31/12/2024
Caixa 1 649 1 300
Depósitos bancários de curto prazo 9 665 375 8 156 708
9 667 025 8 158 008
15. Acréscimos e diferimentos ativos
31/12/2025 31/12/2024
Acréscimos de rendimentos
Projetos em curso 2 019 889 881 877
Faturas a emitir- Partes relacionadas 1 784 212 1 931 891
Outros 635 734 490 763
4 439 834 3 304 530
Gastos a reconhecer
Projetos em curso 4 368 457 3 247 318
Projetos em curso - Partes relacionadas - 13 640
Serviços especializados 639 831
Seguros 90 023 75 383
Juros e Comissões 45 459 96 840
Outros 7 585 21 141
4 512 163 3 455 153
8 951 997 6 759 683
O montante referente a Acréscimos de rendimentos – Projetos em curso – respeita aos serviços prestados, mas que à data
de reporte ainda não se encontravam faturados.
O valor referente a Gastos a reconhecer – Projetos em curso – diz respeito a projetos cujo reconhecimento do rédito ainda
não ocorreu.
O montante em acréscimos de rendimentos referente a “Faturas a emitir – Partes relacionadas” respeita aos serviços pres-
tados (fees corporativos), mas que à data de reporte ainda não se encontravam faturados.

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04. Demonstrações Financeiras e Notas às Contas
Relatório e Contas 2025
235
16. Ativos / Passivos Operações Descontinuadas
Ativos operações descontinuadas
Entidades 31/12/2024 Atualização cambial Utilização 31/12/2025
Valor Bruto
Glintt Angola 1 225 603 (143 720) (120 000) 961 883
Solservice 706 057 - - 706 057
1 931 660 (143 720) (120 000) 1 667 941
Imparidades
Glintt Angola (615 232) - - (615 232)
Solservice (683 461) - - (683 461)
(1 298 693) - - (1 298 693)
Total 632 967 (143 720) (120 000) 369 248
Entidades 31/12/2023 Atualização cambial 31/12/2024
Valor Bruto
Glintt Angola 1 183 330 42 273 1 225 603
Solservice 683 461 22 596 706 057
1 866 791 64 869 1 931 660
Imparidades
Glintt Angola (615 232) - (615 232)
Solservice (683 461) - (683 461)
(1 298 693) - (1 298 693)
Total 568 098 64 869 632 967
Passivos operações descontinuadas
Entidades 31/12/2024 Reversão Aumentos Utilização 31/12/2025
Valor Bruto
Glintt Angola (814 782) 333 567 - (31) (481 246)
Solservice (37 105) - - - (37 105)
Total (851 888) 333 567 - (31) (518 352)
Entidades 31/12/2023 Reclassificação Aumentos Utilização 31/12/2024
Valor Bruto
Glintt Angola (714 362) (10) (100 411) - (814 782)
Solservice (37 105) - - - (37 105)
Total (751 467) (10) (100 411) - (851 888)

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04. Demonstrações Financeiras e Notas às Contas
Relatório e Contas 2025
236
17. Capital social
A estrutura do capital social não sofreu alterações no exercício findo em 31 de dezembro de 2025. O capital social, integral-
mente subscrito e realizado, está representado por 86.962.868 ações com o valor nominal de 0,70€ cada.
Nº de ações Capital Social Ações Próprias Prémio de emissão Total
Em 31 de dezembro de 2024 86 962 868 60 874 008 (648) 10 255 221 71 128 581
Aumento capital em espécie - - - - -
Redução de capital para cobrir prejuízos - - - - -
Aquisição de ações próprias - - - - -
Renominalização do nº de ações - - - - -
Em 31 de dezembro de 2025 86 962 868 60 874 008 (648) 10 255 221 71 128 581
O capital da Empresa em 31 de dezembro de 2025 encontrava-se totalmente subscrito e realizado, sendo as participações
qualificadas comunicadas as seguintes:
Associação Nacional de Farmácias Nº de Ações % Capital % Direitos de voto
Diretamente - - -
Através da Farminveste Investimentos, Participações e Gestão, S.A. 66 443 564 76,4045% 76,4045%
Total Imputável 66 443 564 76,4045% 76,4045%
José Ribeiro Gomes
Diretamente 2 600 000 2,98% 2,98%
Total Imputável 2 600 000 2,98% 2,98%
Total Imputável 69 043 564 79,3845% 79,3845%
Na sequência da fusão de sociedades, mediante a transferência global do património da Farminveste 3 – Gestão de Par-
ticipações, SGPS, Lda. para a Farminveste IPG, SA, cujo registo foi publicado a 15 de janeiro de 2021, pela Conservatória
do Registo Comercial competente, a participação direta da Farminveste na Glintt, correspondente a 76,4045% das ações
representativas do capital social da Glintt Global, que já era imputável indiretamente à Farminveste IPG, transmitiu-se para
esta, pelo que a Farminveste IPG passa a deter a referida participação na Glintt Global de forma direta.
Continua deste modo a ser imputável à Farminveste IPG, agora de forma direta, a participação na Glintt Global de 66.443.564
ações ordinárias, correspondente a 76,4045% dos direitos de voto correspondentes ao capital social da Glintt Global, cal-
culada nos termos do artigo. 20.º do CVM.
18. Reservas e resultados acumulados
Reserva legal Outras Reservas Resultados retidos Total
Em 31 de dezembro de 2024 4 138 745 572 913 15 177 560 19 889 218
Dividendos Ações Próprias - 55 - 55
Distribuição dividendos - - (3 749 802) (3 749 802)
Aplicação resultado exercício anterior - 198 (359 626) (359 428)
Resultado retido no exercício 359 428 - 8 359 368 8 718 796
Em 31 de dezembro de 2025 4 498 173 573 166 19 427 500 24 498 839

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04. Demonstrações Financeiras e Notas às Contas
Relatório e Contas 2025
237
19. Contas a pagar a fornecedores e outros credores
31/12/2025 31/12/2024
Não correntes
Outras contas a pagar - Partes relacionadas 5 620 374 5 605 124
5 620 374 5 605 124
Correntes
Outras contas a pagar - Partes relacionadas 8 998 406 8 916 061
Fornecedores 9 951 062 9 232 012
Fornecedores - Partes relacionadas 498 398 2 402 874
Estado e outros entes públicos 3 240 358 2 865 005
Pessoal 51 096 42 290
Clientes (credores) 864 196 594 783
23 603 518 24 053 024
29 223 892 29 658 147
20. Empréstimos
31/12/2025 31/12/2024
Não corrente
Dívidas a instituições de crédito 23 061 428 19 482 772
Credores por direitos de uso 1 922 190 1 904 810
24 983 618 21 387 582
Corrente
Dívidas a instituições de crédito 10 569 695 13 990 257
Credores por direitos de uso 1 703 851 1 609 562
12 273 547 15 599 819
37 257 165 36 987 401
O montante em dívida para com os bancos teve o movimento que se segue:
31/12/2025 31/12/2024
Saldo inicial 33 473 028 30 292 586
Reforços 40 450 000 41 935 000
Amortizações (40 291 904) (38 754 557)
Saldo final 33 631 123 33 473 028
A média das taxas de juro efetivas à data do balanço eram as seguintes:
31/12/2025 31/12/2024
Dívidas a instituições de crédito 4,14% 5,21%
Adiantamento de Factoring - 2,00%
Credores por locação financeira 4,15% 4,15%

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04. Demonstrações Financeiras e Notas às Contas
Relatório e Contas 2025
238
Durante o exercício de 2025, foram contratados alguns financiamentos, que permitiram o aumento da maturidade da dívida,
bem como a redução do custo da dívida, pela obtenção de condições mais favoráveis. Os financiamentos contratados foram
os seguintes:
● Abanca, no montante de 6 milhões de euros pelo prazo de 5 anos. Esta contratação implicou a liquidação antecipada do
empréstimo em curso no montante de 1.969 mil euros;
● BBVA, no montante de 2 milhões de euros pelo prazo de 5 anos;
● CEMG, no montante de 4 milhões de euros pelo prazo de 4 anos;
● Caja Rura del Sûr, no montante de 1 milhão de euros pelo prazo de 5 anos.
Programa de Papel Comercial
Com o objetivo de obtenção de liquidez, foram contratados Programas de emissão de papel comercial junto de instituições
de crédito, sendo que a 31 de dezembro de 2025, a empresa mantém os seguintes programas:
● Banco Invest, programa no montante de 5 milhões de euros, sem valores emitidos;
● CCCAM, programa no montante de 3 milhões de euros, com emissão de 1,2 milhões de euros;
● Banco Santander Totta, programa no montante de 3 milhões de euros, com emissão de 2,25 milhões de euros;
● Banco Santander Totta, programa no montante de 5 milhões de euros, com emissão no montante de 4,75 milhões de
euros;
● Abanca, programa no montante de 4 milhões de euros, sem valores emitidos.
Obrigações
Em junho de 2024, a Glintt Global procedeu à emissão de Obrigações no montante de 10 milhões de euros, com uma ma-
turidade de 4 anos. O plano de reembolso é semestral, após um período de carência de 12 meses. O montante em dívida, à
data de 31 de dezembro de 2025, é de 7.143 mil euros.

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04. Demonstrações Financeiras e Notas às Contas
Relatório e Contas 2025
239
21. Acréscimos e diferimentos passivos
31/12/2025 31/12/2024
Acréscimos de gastos
Remunerações a liquidar 6 359 196 4 668 857
Serviços especializados - 2 700
Projetos em curso 1 809 229 1 614 869
Juros bancários 458 623 720 694
Faturas a receber- Partes Relacionadas 1 522 571 436 514
Formação 479 134 393 793
Outros 65 253 123 346
10 694 006 7 960 773
Rendimentos a reconhecer
Projetos em curso 9 960 356 8 428 078
Projetos em curso - Partes relacionada 1 849 000 -
Seguros - 2 517
Outros 313 656 240 673
12 123 012 8 671 267
22 817 017 16 632 040
O valor referente a Acréscimos de gastos – projetos em curso – diz respeito a projetos cujo reconhecimento do rédito já
ocorreu, mas ainda não foram faturados pelos fornecedores.
O montante relativo a Rendimentos a reconhecer – projetos em curso – diz respeito a faturação antecipada, em que o reco-
nhecimento do rendimento só ocorrerá no futuro.
22. Rédito das Vendas e dos Serviços Prestados
31/12/2025 31/12/2024
Venda de bens
Mercado interno 20 258 737 18 787 272
Mercado comunitário 7 857 3 684
Mercado extracomunitário - -
20 266 594 18 790 956
Prestação de serviços
Mercado interno 51 773 579 45 517 048
Mercado comunitário 5 005 281 2 934 869
Mercado extracomunitário 38 218 7 160
56 817 079 48 459 078
Total vendas e prestação de serviços 77 083 673 67 250 034

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04. Demonstrações Financeiras e Notas às Contas
Relatório e Contas 2025
240
Glintt Global 2025 SW Bens
Serviços
Implementação
Remodelações
Farmácia
Contratos de
manutenção
Venda de Bens 20 266 594 230 910 19 498 088 527 733 9 864 -
Mercado Interno 20 258 737 230 910 19 497 487 527 733 2 608 -
Mercado Comunitário 7 857 - 601 - 7 256 -
Mercado extracomunitário - - - - - -
Prestação de Serviços 56 817 079 - 60 40 218 127 7 290 872 9 308 020
Mercado Interno 51 773 579 - 60 35 174 823 7 290 676 9 308 020
Mercado Comunitário 5 005 281 - - 5 005 085 196 -
Mercado extracomunitário 38 218 - - 38 218 - -
Total Vendas e Prestação de Serviços 77 083 673 230 910 19 498 148 40 745 859 7 300 736 9 308 020
Glintt Global 2024 SW Bens
Serviços
Implementação
Remodelações
Farmácia
Contratos de
manutenção
Venda de Bens 18 790 956 232 416 17 493 942 1 059 464 5 134 -
Mercado Interno 18 787 272 232 416 17 493 689 1 058 425 2 742 -
Mercado Comunitário 3 684 - 253 1 039 2 392 -
Mercado extracomunitário - - - - - -
Prestação de Serviços 48 459 078 - 1 384 32 215 125 6 429 900 9 812 669
Mercado Interno 45 517 048 - 1 384 29 273 095 6 429 900 9 812 669
Mercado Comunitário 2 934 869 - - 2 934 869 - -
Mercado extracomunitário 7 160 - - 7 160 - -
Total Vendas e Prestação de Serviços 67 250 034 232 416 17 495 326 33 274 589 6 435 034 9 812 669
2025 Venda de Bens Prestação de Serviços
Glintt Global Mercado
Interno
Mercado
Comunitário
Mercado
extracomunitário
Mercado
Interno
Mercado
Comunitário
Mercado
extracomunitário
Business Consulting 526 692 - - 3 872 767 - -
Corporate Services Group - - - 4 028 230 - -
Equipment & Automation 9 815 878 20 - 2 247 031 - -
Nexllence 1 401 608 - - 22 000 678 5 005 085 38 218
Healthcare Solutions - - - 96 240 - -
Intragrupo 1 989 000 - - 368 897 - -
Healthy Systems - - - - - -
Internacional - - - - - -
Pharma Solutions 161 095 2 277 - 861 599 - -
Physical Design 2 708 5 559 - 7 290 676 196 -
Support Services 6 361 756 - - 11 007 462 - -
Total 20 258 737 7 857 - 51 773 579 5 005 281 38 218

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04. Demonstrações Financeiras e Notas às Contas
Relatório e Contas 2025
241
2024 Venda de Bens Prestação de Serviços
Glintt Global Mercado
Interno
Mercado
Comunitário
Mercado
extracomunitário
Mercado
Interno
Mercado
Comunitário
Mercado
extracomunitário
Business Consulting - - - 3 380 029 - -
Corporate Services Group - - - 4 239 863 - -
Equipment & Automation 9 113 898 160 - 1 904 352 - -
Nexllence 2 715 764 1 133 - 17 619 121 2 934 869 7 160
Healthcare Solutions - - - 2 582 - -
Intragrupo 308 167 - - 503 529 - -
Healthy Systems - - - - - -
Internacional - - - - - -
Pharma Solutions 257 483 - - 990 140 - -
Physical Design 3 557 2 392 - 6 429 900 - -
Support Services 6 388 404 - - 10 447 533 - -
Total 18 787 272 3 684 - 45 517 048 2 934 869 7 160
23. Custo das Vendas
31/12/2025 31/12/2024
Saldo inicial 1 598 810 2 412 042
Compras 9 865 135 7 428 165
Movimentos de Acréscimos 4 609 294 4 618 442
Saldo final 1 924 775 1 598 810
Custo das mercadorias vendidas e das matérias consumidas 14 148 464 12 859 840
24. Subcontratos
31/12/2025 31/12/2024
Serviços profissionais 10 103 827 9 016 450
Serviços de suporte e manutenção 5 671 853 4 839 661
Outros subcontratos 6 730 469 4 224 719
22 506 149 18 080 830

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04. Demonstrações Financeiras e Notas às Contas
Relatório e Contas 2025
242
25. Fornecimentos e serviços externos
31/12/2025 31/12/2024
Trabalhos especializados 4 075 089 4 003 413
Rendas e alugueres 480 515 243 643
Deslocações e estadas 747 976 533 332
Publicidade e propaganda 350 783 437 488
Conservação e reparação 485 721 469 020
Energia e fluídos 725 235 738 265
Seguros 220 769 252 963
Materiais 118 796 202 788
Transportes e representação 290 966 246 607
Despesas bancárias 72 649 35 700
Comunicação 224 065 255 324
Contencioso e notariado 5 108 11 566
Vigilância 38 498 46 275
Outros fornecimentos e serviços externos 212 673 233 861
8 048 842 7 710 244
26. Gastos com pessoal
31/12/2025 31/12/2024
Remunerações do pessoal 21 056 870 17 676 232
Encargos sobre remunerações 3 985 200 3 614 285
Remunerações dos orgãos sociais 1 249 543 1 090 112
Custos Reestruturação 441 118 744 170
Outros gastos com pessoal 545 143 619 049
27 277 875 23 743 848
A empresa tinha ao seu serviço, a 31 de dezembro de 2025 e 2024, 608 e 554 colaboradores, respetivamente.
27. Outros ganhos e perdas líquidos
31/12/2025 31/12/2024
Proveitos suplementares 2 120 467 2 238 174
Correções relativas a exercícios anteriores 78 414 (2 072)
Outros ganhos/perdas líquidas 352 973 408 015
MEP Cogifar 28 798 50 699
2 580 652 2 694 816
Os proveitos suplementares dizem respeito, essencialmente aos Fees de Gestão a faturar às empresas do grupo.

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04. Demonstrações Financeiras e Notas às Contas
Relatório e Contas 2025
243
28. Depreciações e amortizações
31/12/2025 31/12/2024
Ativos fixos tangíveis
Equipamento administrativo 14 633 22 088
Equipamento transporte 10 192 10 192
Edifícios e outras construções 14 567 14 567
Equipamento básico 8 646 8 693
Outras imobilizações corpóreas - 529
Equipamento transporte - IFRS16 1 287 037 1 293 698
Edifícios e outras construções - IFRS16 784 706 735 950
Ativos intangíveis
Intangíveis desenvolvidos Internamente - -
2 119 782 2 085 718
29. Imparidades
A empresa efetua anualmente testes de imparidade, para se assegurar que o valor dos ativos registados corresponde ao
seu valor recuperável líquido.
Após a elaboração dos referidos testes, foram identificadas as seguintes imparidades a registar:
31/12/2025 31/12/2024
Inventários - (44 348)
Clientes e Outros Devedores - Imparidade (Nota 13) (132 927) (185 714)
Clientes - Incobráveis (2 848) (519)
Outros - (15)
Investimentos Financeiros (Nota 9) (314 206) (68 166)
(449 981) (298 762)
30. Provisões
Saldo 1 janeiro
2025
Reforço Reversão Recondicionamentos
Saldo 31
dezembro 2025
Outros riscos e encargos
Recondicionamento viaturas 396 200 - (21 058) 51 858 427 000
Glintt INOV - 57 972 - - 57 972
Glintt Açores 98 991 - - - 98 991
495 191 57 972 (21 058) 51 858 583 963
Saldo 1 janeiro
2024
Reforço Reversão Recondicionamentos
Saldo 31
dezembro 2024
Outros riscos e encargos
Garantia empréstimo Sensing 30 000 - (30 000) - -
Recondicionamento viaturas 380 800 - (18 041) 33 441 396 200
Glintt Açores - 98 991 - - 98 991
410 800 98 991 (48 041) 33 441 495 191

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04. Demonstrações Financeiras e Notas às Contas
Relatório e Contas 2025
244
31. Resultados financeiros
31/12/2025 31/12/2024
Diferenças de câmbio desfavorável/favorável (130 825) 68 514
Dividendos obtidos 6 417 201 6 664 092
Outros ganhos/perdas financeiras 286 836 355 719
Juros suportados (2 882 817) (3 977 727)
3 690 396 3 110 598
Os dividendos obtidos em 2025, e 2024 tiveram o seguinte detalhe:
Sociedade 2025 2024
Consoft 5 391 531 5 398 565
Glintt Espanha 409 677 75 687
Pulso 615 993 1 189 841
6 417 201 6 664 092
Os juros decorrentes dos passivos de locação (IFRS 16) totalizam 166.192 e 146.852 euros respetivamente em 2025 e 2024.
32. Impostos sobre resultados
A empresa apresenta um resultado antes de imposto positivo de 8.766.714 Euros, tendo sido apurado um valor de imposto
de 740.913 Euros, que se decompõe conforme segue:
Decomposição imposto do exercicio
31/12/2025 31/12/2024
Imposto corrente 650 434 519 218
IDA - 425 047
IRC ex anteriores - -
Excesso/Insuf. estimativa 90 479 (7 984)
740 913 936 280
No que respeita aos Impostos diferidos ativos, os movimentos ocorridos foram os seguintes:
Movimentos IDA
31/12/2025 31/12/2024
Saldo inicial 3 396 218 427
Reforço - -
Regularizações - 210 016
Redução - (425 047)
Saldo final 3 396 3 396
Reconciliação entre a taxa média efetiva de imposto e a taxa nominal

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04. Demonstrações Financeiras e Notas às Contas
Relatório e Contas 2025
245
A taxa média efetiva de imposto difere da taxa nominal, nomeadamente devido a:
31/12/2025 31/12/2024
Resultado antes de impostos 8 766 714 8 225 258
Taxa nominal de imposto 20,00% 21,00%
Imposto esperado 1 753 343 1 727 304
Diferenças permanentes (a) (1 264 097) (1 326 904)
Prejuizo Fiscal
Diferenças temporárias 38 753 16 350
Ajustamentos à colecta:
- Derrama sobre Lucro Tributável 76 019 44 304
- Tributações autónomas 46 416 58 163
- Prejuízos Fiscais/Beneficios fiscais - 425 047
- IRC exercicios anteriores - -
- Excesso/Insuf de estimativa 90 479 (7 984)
740 913 936 280
Taxa efectiva de imposto 8,45% 11,38%
O imposto sobre o rendimento do período tem a
seguinte composição:
Imposto corrente 650 434 519 218
Imposto diferido - 425 047
IRC exercicios anteriores - -
Excesso/Insuf de estimativa 90 479 (7 984)
740 913 936 280
Amortizações, provisões, imparidade e reversões 21 495 305 490
Correcções relativas a exercícios anteriores - 25 425
Excesso/Insuf de estimativa 90 479 (7 984)
Multas, coimas, juros compensatórios 1 442 17 024
Beneficios fiscais (22 040) (2 617)
Dividendos (6 417 201) (6 664 092)
Gastos financeiros liquidos - -
Outros 5 342 8 165
(6 320 483) (6 318 591)
Impacto fiscal (a) (1 264 097) (1 326 904)
33. Resultados Operações Descontinuadas
31/12/2025 31/12/2024
Perdas e ganhos com operações descontinuadas
Provisões
Glintt Angola (333 567) 100 411
(333 567) 100 411
(333 567) 100 411

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04. Demonstrações Financeiras e Notas às Contas
Relatório e Contas 2025
246
34. Resultados por ação
Básico
O cálculo do resultado básico por ação baseia-se no lucro atribuível aos acionistas ordinários, dividido pela média pondera-
da de ações ordinárias no período, excluindo ações ordinárias compradas e detidas como ações próprias.
31/12/2025 31/12/2024
Resultado líquido do exercício atribuível aos acionistas ordinários 8 359 368 7 188 566
Nº médio ponderado de ações ordinárias 86 962 868 86 962 868
Resultado por ação - básico - euros 0,096 0,083
Diluído
O resultado diluído por ação é igual ao resultado básico por ação, devido à inexistência de instrumentos financeiros que
venham a originar a diluição do capital social no futuro.
35. Compromissos
Em dezembro de 2012, a empresa contraiu um empréstimo de 19,5 milhões de euros junto do Novo Banco (Antigo BES).
Este foi concedido com a finalidade de amortizar totalmente os restantes empréstimos que a empresa detinha com o Novo
Banco e o restante para apoio ao investimento. Por garantia deste financiamento, foram dadas de penhor as ações da
Consoft, empresa espanhola adquirida em 2011 pela Glintt. O empréstimo em questão encontra-se liquidado mediante
formalização, a 17 de março de 2017 de novo empréstimo de MLP junto da mesma instituição, tendo sido liberto o penhor
sobre as ações da Consoft a partir daquela data. A operação formal de libertação de penhor encontra-se concretizada e o
empréstimo MLP ficou totalmente amortizado no decorrer do exercício de 2025.
Os compromissos financeiros que não figuram no balanço, nomeadamente garantias bancárias prestadas a favor de tercei-
ros, são as que a seguir se detalham:
31/12/2025 31/12/2024
Agência para a Modernização Administrativa IP 774 722 702 479
Santa Casa Misericordia Lisboa 191 263 191 263
Instituto dos Registos e do Notariado, IP 79 573 79 573
Banco de Portugal 55 000 55 000
Gebalis EM, S.A. 26 419 26 419
Banco Português de Fomento 67 444 24 750
Petróleos de Portugal - Petrogal, S.A. 19 230 19 230
Metropolitano de Lisboa E.P.E. 16 836 16 836
Serviço de Saúde da Região Autónoma da Madeira, E.E.P. 12 384 12 384
Assembleia da República 11 750 11 750
AT - Autoridade Tributária e Aduaneira 121 503 10 450
Agência para o Desenvolvimento e Coesão 48 446 -
Outras garantias 17 060 17 506
Total garantias prestadas 1 441 629 1 167 639

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04. Demonstrações Financeiras e Notas às Contas
Relatório e Contas 2025
247
Adicionalmente, importa também referir que em 22/12/2020 e em 13/12/2021 Glintt BS (enquanto acionista da Glintt HS)
aprovou o aumento do capital social da Glintt HS no montante de 672.300€ e 149.400 euros, respetivamente, do qual foi
integralmente subscrito pelo novo acionista Explorer Growth Fund II (fundo de capital de risco), representado pela Explorer
Investments – Sociedade de Capital de Risco, S.A, na qualidade de gestora do fundo. Nas mesmas datas, foi deliberado tam-
bém a realização de prestações acessórias a favor da Glintt HS no montante de 5.327.700€ e 2.850.600€, respetivamente.
Na sequência dos aumentos de capital e prestações acessórias na Glintt HS, a Explorer e a Glintt celebraram um acordo
de investimento no ano de 2020 no montante de 6.000.000€ e um novo acordo em 2021 no montante de 3.000.000€, em
que a Glintt BS confere à Explorer direitos potestativos de venda (put option) e que a Explorer confere à Glintt BS direitos
potestativos de compra (call option) a realizar em dinheiro sobre as novas ações e prestações acessórias, com data futura
e a um preço específico acordado.
Os valores em causa são reconhecidos em passivos financeiros nas Demonstrações Financeiras Consolidadas do Grupo
Glintt mensurado ao custo amortizado até à extinção das referidas opções ou reembolso.
Nos exercícios de 2021 a 2025, a Explorer acionou os direitos potestativos de venda (put option), onde a Glintt adquiriu
novas ações e prestações acessórias da Glintt HS no montante de 1.200.000€ (2021) e 1.950.00€ (em 2022, 2023, 2024
e 2025), no âmbito dos acordos de investimento celebrados com a Explorer Growth Fund II (fundo de capital de risco) em
2020 e 2021.
Em 22 de fevereiro de 2024, Glintt Global aprovou um aumento do capital social da Glintt HS no montante de 174.300€, o
qual foi integralmente subscrito pelo Explorer Growth Fund II e Explorer Growth Fund III (fundos de capital de risco), repre-
sentado pela Explorer Investments – Sociedade de Capital de Risco, S.A, na qualidade de gestora do fundo. Na mesma data,
foi deliberado também a realização de prestações acessórias a favor da Glintt HS no montante de 3.325.700€.
No exercício de 2025, a Explorer Growth Fund II e Explorer Growth Fund III aciononaram os direitos potestativos de venda
(put option), onde a Glintt adquiriu novas ações e prestações acessórias da Glintt HS no montante de 875.000€.
Os acordos de investimento apresentam o seguinte detalhe com referência a 31.12.2025:
Anos Saldo inicial Aumento de Capital
Realização Prest.
Acessórias
Reembolsos Saldo final
2020 - 672 300 5 327 700 - 6 000 000
2021 6 000 000 149 400 2 850 600 (1 200 000) 7 800 000
2022 7 800 000 - - (1 950 000) 5 850 000
2023 5 850 000 - - (1 950 000) 3 900 000
2024 3 900 000 174 300 3 325 700 (1 950 000) 5 450 000
2025 5 450 000 - - (2 825 000) 2 625 000

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04. Demonstrações Financeiras e Notas às Contas
Relatório e Contas 2025
248
36. Entidades relacionadas
Durante os exercícios de 2025 e 2024 foram efetuadas transações com entidades relacionadas, que envolveram as seguin-
tes entidades e montantes:
Saldos com partes relacionadas 2025
Entidades relacionadas Clientes
Outras contas
a receber
(corrente)
Fornecedores
Outras contas
a pagar
(corrente)
Outras contas
a pagar
(não corrente)
Acréscimos &
Diferimentos
Ativo
Acréscimos &
Diferimentos
Passivo
Grupo Glintt:
Glintt HS - - - (4 082 254) (710 644) 895 298 (1 888 119)
Glintt INOV - - (62 316) - - - -
Glintt Sol-S - 14 237 - - - - -
Glintt España 149 110 10 873 493 - - - 76 665 (932 807)
Glintt Açores SA - 1 582 159 - - - 23 870 -
Loginfar - - - - - 50 799 -
HLTYS 1 125 144 - - - 28 254 -
Consoft - - - (3 725 718) (4 500 000) 323 438 -
Pulso - - - (33 503) - 125 081 -
Farmasoft - - - - (409 730) - -
Qwerty Inf. - - - - - 86 488 -
Alpes - - - - - 34 441 -
Prológica - - (1 156 931) - - -
Glintt Healthcare 6 478 - - - - 137 126 -
Subtotal 156 714 12 470 033 (62 316) (8 998 406) (5 620 374) 1 781 460 (2 820 926)
Outras partes relacionadas:
Farminveste IPG 247 - - - - - (79 579)
A Ver Navios Em Santa
Catarina
93 668 - (304 688) - - - (10 088)
Farminveste SGPS 407 - - - - - -
ANF - Associação Nacional
das Farmácias
194 937 - (1 485) - - - (93 993)
Alliance Healthcare, S.A. 110 701 - (312) - - - (124 460)
Alphega, Lda. - - - - - - (10 767)
Infosaúde-Inst.Form.Inv.
Saúde,Unip,Lda
562 681 - (119 487) - - - (86 592)
Finanfarma 17 435 - - - - - (24 506)
Associação Dignitude 27 753 - - - - - (4 343)
HMR PT 334 494 - (10 109) - - - (35 404)
HMR - Health Market
Research International,
S.A.
- - - - - - (78 667)
HMR Irlanda - - - - - 2 752 -
Globalvet 990 - - - - - (579)
Go Far Insurance - - - - - - (856)
Farmácias 25 034 - - - - - -
Plataforma Saúde - - - - - - (191)
Farmacoope 518 - - - - - (620)
Subtotal 1 368 864 - (436 082) - - 2 752 (550 644)
TOTAL 1 525 578 12 470 033 (498 398) (8 998 406) (5 620 374) 1 784 212 (3 371 571)

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04. Demonstrações Financeiras e Notas às Contas
Relatório e Contas 2025
249
Saldos com partes relacionadas 2024
Entidades relacionadas Clientes
Outras contas
a receber
(corrente)
Fornecedores
Outras contas
a pagar
(corrente)
Outras contas
a pagar
(não corrente)
Acréscimos &
Diferimentos
Ativo
Acréscimos &
Diferimentos
Passivo
Grupo Glintt:
Glintt HS - - (1 360 320) (5 806 465) (710 644) 1 019 238 (124 825)
Glintt INOV - - (618 353) - - 5 271 -
Glintt Sol-S - 12 927 - - - - -
Glintt España 86 019 10 288 815 - - - 45 108 -
Glintt Açores SA - 1 469 631 - - - 23 601 -
Loginfar - - - - - 41 727 -
HLTYS 20 331 144 - - - 27 222 -
Consoft - - - (3 082 747) (4 500 000) 368 184 -
Pulso - - - (26 848) - 157 394 -
Farmasoft - - - - (394 479) - -
Qwerty Inf. - - - - - 72 566 -
Alpes - - - - - 27 832 -
Glintt Healthcare - - - - - 136 944 -
Monsegur - - - - - 10 653 -
Subtotal 106 349 11 771 517 (1 978 674) (8 916 061) (5 605 124) 1 935 740 (124 825)
Outras partes relacionadas:
Farminveste IPG 539 072 - (374 519) - - 6 169 (148 697)
Farminveste SGPS 194 - - - - - (68)
ANF - Associação Nacional
das Farmácias
245 909 - (1 485) - - - (4 738)
Alliance Healthcare, S.A. 130 343 - - - - - (77 280)
Infosaúde-Inst.Form.Inv.
Saúde,Unip,Lda
135 044 - (40 069) - - - (32 391)
Finanfarma 21 663 - - - - - (8 854)
Associação Dignitude 3 151 - - - - - (2 456)
HMR PT 930 183 - (8 127) - - - (34 407)
HMR - Health Market
Research International,
S.A.
38 538 - - - - - -
HMR Irlanda - - - - - 3 114 -
Sensing Evolution, Lda. 1 234 - - - - - -
Globalvet 3 188 - - - - - (1 626)
Go Far Insurance - - - - - 507 -
Farmácias 5 896 - - - - - -
Plataforma Saúde 155 - - - - - (56)
Farmacoope 1 822 - - - - - (1 116)
Subtotal 2 056 390 - (424 200) - - 9 790 (311 690)
TOTAL 2 162 739 11 771 517 (2 402 874) (8 916 061) (5 605 124) 1 945 531 (436 514)

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04. Demonstrações Financeiras e Notas às Contas
Relatório e Contas 2025
250
Transações com partes relacionadas 2025
Entidades relacionadas Vendas
Prest.
Serviço
CMVMC Subcontratos FSE´s Dividendos Juros
Outros
ganhos/
perdas
Empresas do Grupo
Glintt HS 141 958 332 707 - (2 997 306) - - (46 661) 891 655
Glintt INOV - 17 052 - (65 762) - - - -
HLTSYS - - - - - - - 29 169
Qwerty Inf. - - - - - - - 88 099
Pulso - - - - - 615 993 (52 648) 167 458
Consoft - - - - - 5 391 531 (415 295) 406 519
Glintt Healthcare - - - - - - - 143 604
Alpes - - - - - - - 34 757
Glintt Açores - - - (154 115) - - - 23 870
Glintt España - 14 176 - - - 409 677 - 80 697
Longifar - - - - - - - 51 431
Farmasoft - - - - - - (15 251) -
Glintt Angola 5 192 - - - - - - 7 200
Subtotal 147 150 363 935 - (3 217 183) - 6 417 201 (529 854) 1 924 459
Outras partes relacionadas
ANF - Associação Nacional
das Farmácias
2 110 685 988 - - - - -
Infosaude 54 540 750 137 - (100 093) - - -
Finanfarma 365 574 - (182 681) - - -
Interfundos - - - (301 741) - - -
Associação Dignitude - 58 689 - (13 575) - - (12 375)
Plataforma Saúde - 530 - - - - -
Go Far Insurance - 4 520 - - - - -
Farminveste SGPS - 2 180 - - - - -
Farminveste IPG - 1 153 045 - (1 698 768) - 1 177 -
A Ver Navios Em Santa
Catarina
13 827 68 868 - (291 221) - - -
Globalvet 3 622 1 478 - - - - -
Farmácias - 430 964 - - - - -
Farmacoope - 1 665 - - - - -
Grupo HmR - 1 167 980 - (1 612) - 16 237 3 042
Alliance Healthcare, S.A. 63 393 1 669 423 - (546) - - -
Subtotal 137 491 6 361 041 - - (2 590 236) - 17 414 (9 333)
Total 284 642 6 724 976 - (3 217 183) (2 590 236) 6 417 201 (512 440) 1 915 126

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04. Demonstrações Financeiras e Notas às Contas
Relatório e Contas 2025
251
Transações com partes relacionadas 2024
Entidades relacionadas Vendas
Prest.
Serviço
CMVMC Subcontratos FSE´s Dividendos Juros
Outros
ganhos/
perdas
Empresas do Grupo
Glintt HS 308 167 483 130 (308 167) (1 876 230) - - (54 763) 1 001 955
Glintt INOV - - - (80 228) - - - 5 271
HLTSYS - - - - - - - 27 222
Qwerty Inf. - - - - - - - 72 566
Pulso - - - - - 1 189 841 (105 058) 157 394
Consoft - - - - - 5 398 565 (549 091) 368 184
Glintt Healthcare - 20 399 - - - - - 116 545
Alpes - - - - - - - 27 832
Glintt Açores - - - (136 303) - - - 23 601
Glintt España 2 392 - - - - 75 687 - 43 200
Longifar - - - - - - - 41 727
Farmasoft - - - - - - (19 230) -
Monsegur - - - - - - - 10 653
Subtotal 310 558 503 529 (308 167) (2 092 762) - 6 664 092 (728 142) 1 896 150
Outras partes relacionadas
ANF - Associação Nacional
das Farmácias
3 901 646 007 - - (1 485) - 143 -
Infosaude 14 514 305 527 - - (9 679) - - 436
Finanfarma - 184 287 - - (172 448) - - 21 358
Interfundos - - - - (403 552) - - 31 146
Associação Dignitude - 22 637 - - (1 200) - - -
Plataforma Saúde - 775 - - - - - -
Go Far Insurance - 2 110 - - - - - -
Farminveste SGPS - 360 - - - - - -
Farminveste IPG 68 291 1 636 555 - - (2 156 519) - 8 243 20 457
Globalvet - 3 010 - - - - - -
Farmácias - 116 139 - - - - - -
Farmacoope - 5 602 - - - - - -
Grupo HmR - 1 594 311 - - (6 607) - 31 319 26 222
Alliance Healthcare, S.A. 27 486 1 553 931 - - - - - -
Subtotal 114 190 6 071 250 - - (2 751 490) - 39 705 99 619
Total 424 749 6 574 779 (308 167) (2 092 762) (2 751 490) 6 664 092 (688 437) 1 995 769

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04. Demonstrações Financeiras e Notas às Contas
Relatório e Contas 2025
252
37. Remuneração dos Órgãos de Gestão
No exercício de 2025 e 2024, as remunerações pagas a Administradores e Diretores foram as seguintes:
Remunerações Fixas Remunerações Variáveis Indemnização
31/12/2025 31/12/2024 31/12/2025 31/12/2024 31/12/2025 31/12/2024
Administradores executivo 733 362 733 355 358 681 341 756 142 500 -
Diretores 610 672 579 169 123 982 126 118 999 1 591
Administradores não executivo 29 951 29 843 - - - -
1 373 985 1 342 367 482 663 467 874 143 499 1 591
38. Aprovação das demonstrações financeiras
As demonstrações financeiras individuais foram aprovadas pelo Conselho de Administração a 25 de março de 2026.
39. Eventos após a data de balanço
À data de emissão deste relatório, não são conhecidos eventos subsequentes adicionais suscetíveis de divulgação, con-
cluindo a Administração que o pressuposto de continuidade utilizado na preparação das demonstrações financeiras perma-
nece apropriado.
40. Informações exigidas por diplomas legais
A Administração informa que a Empresa não apresenta dívidas ao Estado em situação de mora, nos termos do Decreto-Lei
534/80, de 7 de novembro.
Dando cumprimento ao estipulado no Decreto nº 411/91, de 17 de outubro, a Administração informa que a situação da
Empresa perante a Segurança Social se encontra regularizada, dentro dos prazos legalmente estipulados.
Para efeitos da alínea d) do n.º 5 do Artigo 66º do Código das Sociedades Comerciais, durante o exercício de 2024, a Em-
presa não adquiriu ações próprias.
Não foram concedidas quaisquer autorizações nos termos do Artigo 397º do Código das Sociedades Comerciais, pelo que
nada há a indicar para efeitos do n.º 2, alínea e) do Artigo 66º do Código das Sociedades Comerciais.
Os honorários totais suportados nos exercícios de 2025 e 2024 com o Revisor Oficial de Contas relativamente à Revisão
legal das contas individuais ascenderam a 26.800€ em 2025 e 26.800€ em 2024.
O CONTABILISTA CERTIFICADO A ADMINISTRAÇÃO

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05. Anexos
Relatório e Contas 2025

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05. Anexos
Relatório e Contas 2025
254
5.1.
Certificação legal e relatório de auditoria
Contas Consolidadas
Inscrita na OROC sob o n.º 23
Inscrita na CMVM sob o n.º 20161381
Capital Social € 15000
N.º de Matrícula/NIPC 501266259
Conservatória do Registo Comercial de Lisboa
Centro Empresarial Capitólio
Av. de França, 256, 6.º, Sala 6.4
4050-276 Porto, Portugal
T: +351 228 324 132
Avenida 22 de Maio, n.º 24, Escritório 3
2415-396 Leiria, Portugal
T: +351 244 822 175
SEDE · HEAD OFFICE
Avenida Columbano Bordalo Pinheiro, nº 75,
8º piso, Fração 8.02
1070-061 Lisboa, Portugal
JOAQUIM OLIVEIRA DE JESUS
CARLOS MANUEL GRENHA
JOÃO CARLOS CRUZEIRO
PEDRO MIGUEL MANSO
MARIA BALBINA CRAVO
PEDRO CORREIA PROENÇA
MANUELA GUERRA OLIVEIRA
FREDERICO AMANTE RASQUILHA
MÓNICA SOFIA CUNHA
1 de 8
CERTIFICAÇÃO LEGAL DAS CONTAS e RELATÓRIO DE AUDITORIA
RELATO SOBRE A AUDITORIA DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
O
PINIÃO
Auditámos as demonstrações financeiras consolidadas anexas de GLINTT GLOBAL, S.A. (o Grupo), que
compreendem a demonstração consolidada da posição financeira consolidado em 31 de dezembro de 2025
(que evidencia um total de 191.407.393 euros e um total de capital próprio de 88.453.063 euros, incluindo um
resultado líquido de 7.729.335 euros), a demonstração consolidada dos resultados por naturezas, a
demonstração consolidada do rendimento integral, a demonstração consolidada das alterações no capital
próprio e a demonstração consolidada dos fluxos de caixa relativas ao ano findo naquela data, e as notas anexas
às demonstrações financeiras consolidadas que incluem um resumo das políticas contabilísticas significativas.
Em nossa opinião, as demonstrações financeiras consolidadas anexas apresentam de forma verdadeira e
apropriada, em todos os aspetos materiais, a posição financeira consolidada de GLINTT GLOBAL, S.A. em 31
de dezembro de 2025 e o seu desempenho financeiro e fluxos de caixa consolidados relativos ao ano findo
naquela data de acordo com as Normas Internacionais de Relato Financeiro (IFRS) tal como adotadas na União
Europeia.
B
ASES PARA A OPINIÃO
A nossa auditoria foi efetuada de acordo com as Normas Internacionais de Auditoria (ISA) e demais normas e
orientações técnicas e éticas da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas. As nossas responsabilidades nos
termos dessas normas estão descritas na secção “Responsabilidades do auditor pela auditoria das
demonstrações financeiras consolidadas” abaixo. Somos independentes das entidades que compõem o Grupo
nos termos da lei e cumprimos os demais requisitos éticos nos termos do código de ética da Ordem dos
Revisores Oficiais de Contas.
Estamos convictos de que a prova de auditoria que obtivemos é suficiente e apropriada para proporcionar uma
base para a nossa opinião.

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05. Anexos
Relatório e Contas 2025
255
2 de 8

MATÉRIAS RELEVANTES DE AUDITORIA
As matérias relevantes de auditoria são as que, no nosso julgamento profissional, tiveram maior importância na
auditoria das demonstrações financeiras consolidadas do ano corrente. Essas matérias foram consideradas no
contexto da auditoria das demonstrações financeiras consolidadas como um todo, e na formação da opinião, e
não emitimos uma opinião separada sobre essas matérias.

Reconhecimento do rédito
(Divulgações relacionadas com as notas 2.18, 4.7 e 24 das notas às demonstrações financeiras consolidadas)

Descrição dos riscos de distorção material mais significativos
O Grupo apresenta diversas fontes de rédito sendo as políticas
contabilísticas de reconhecimento do rédito distintas para cada
uma delas. Em 31 de dezembro de 2025, esta rubrica ascendia a
139.362 milhares de euros (2024: 122.330 milhares de euros). A
política contabilística de reconhecimento do rédito dos serviços
de implementação e dos contratos de manutenção, os quais
representam uma parte significativa do negócio do Grupo (2025:
66%; 2024: 67%), requerem o uso de julgamentos que assentam
em fatores qualitativos, tais como a estimativa de faturação e a
orçamentação dos gastos a incorrer em cada projeto. As
divulgações relacionadas com esta matéria são apresentadas nas
notas anexas às demonstrações financeiras 2.18, 4.7 e 24.

A materialidade do valor e o nível de julgamento relacionado
com fatores qualitativos utilizados no reconhecimento do rédito,
em particular dos serviços de implementação e dos contratos de
manutenção, levam-nos a considerar este tema uma matéria
relevante na nossa auditoria.

Síntese da abordagem de auditoria

Os nossos procedimentos relativos a esta matéria relevante de
auditoria incluem, entre outros:
i) entendimento do processo de reconhecimento do rédito e
teste à eficácia operacional dos controlos relevantes
implementados pela gestão;

ii) procedimentos substantivos analíticos sobre as rubricas de
resultados que impactam na margem bruta do negócio do
Grupo;

iii) testes de detalhe a uma seleção de projetos com valores
significativos reconhecidos nas rubricas de acréscimos e
diferimentos relacionados com o negócio, por forma a
identificar e testar o risco de fraude e de eventual
derrogação aos controlos implementados;

iv) procedimentos de circularização de saldos de clientes e
testes de detalhe sobre as notas de crédito emitidas em
2026, para as amostras selecionadas;

v) verificação da plenitude e consistência das divulgações nas
demonstrações financeiras, de acordo com as IFRS.

Ativos intangíveis com vida útil indefinida reconhecidos no âmbito de concentrações de atividades empresariais e Goodwill
(Divulgações relacionadas com as notas 2.4.4, 2.8.2, 4.2, 8 e 9 das notas às demonstrações financeiras consolidadas)

Descrição dos riscos de distorção material mais significativos

Em 31 de dezembro de 2025, o valor contabilístico do goodwill
e dos ativos intangíveis com vida útil indefinida reconhecidos no
âmbito de concentrações de atividades empresariais ascendiam
a 94.167 milhares de euros (2024: 91.882 milhares de euros) e a
28.454 milhares de euros (2024: 29.287 milhares de euros),
respetivamente, representando cerca de 64% (2024: 65%) do
ativo total do Grupo.

Conforme indicado nas notas 2.4.4, 2.8.2, 4.2, 8 e 9, estes ativos
estão sujeitos a testes de imparidade anualmente ou sempre que
exista indicação de que possam estar em imparidade. O Grupo
reconhece perdas de imparidade quando o valor de recuperação
de um dado ativo ou conjunto de ativos se demonstra inferior ao

Síntese da abordagem de auditoria

Os nossos procedimentos relativos a esta matéria relevante de
auditoria incluem, entre outros:

i)
avaliação dos critérios definidos pelo Grupo para a
determinação das unidades geradoras de caixa;

ii) obtenção dos modelos de imparidade utilizados pelo Grupo
para determinar a quantia recuperável de cada unidade
geradora de caixa e teste à correção aritmética dos referidos
modelos;

iii)
avaliação dos pressupostos subjacentes aos modelos,
nomeadamente, as taxas de desconto, taxas de crescimento,

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05. Anexos
Relatório e Contas 2025
256
3 de 8

seu valor contabilístico. Os testes de imparidade efetuados pelo
Grupo incorporam julgamentos complexos, materializados em
planos de negócio, que têm por base diversos pressupostos,
associados a taxas de desconto, taxas de crescimento e margens
perspetivadas.

A materialidade do valor, a complexidade dos julgamentos
relacionados com os pressupostos utilizados na preparação dos
planos de negócio, justificam que este tema tenha sido
considerado como uma matéria relevante na nossa auditoria.
perpetuidade e margens perspetivadas;

iv) indagação junto dos órgãos de gestão e seus representantes
quanto à adequabilidade dos modelos e pressupostos
utilizados;

v) verificação da plenitude e consistência das divulgações nas
demonstrações financeiras, de acordo com as IFRS.

R
ESPONSABILIDADES DO ÓRGÃO DE GESTÃO E DO ÓRGÃO DE FISCALIZAÇÃO PELAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
CONSOLIDADAS

O órgão de gestão é responsável pela:
- preparação de demonstrações financeiras consolidadas que apresentem de forma verdadeira e
apropriada a posição financeira consolidada, o desempenho financeiro consolidado e os fluxos de caixa
consolidados do Grupo de acordo com as Normas Internacionais de Relato Financeiro (IFRS) tal como
adotadas na União Europeia
- elaboração do relatório consolidado de gestão, relatório de governo societário, demonstração não
financeira consolidada e relatório sobre remunerações nos termos legais e regulamentares aplicáveis;
- criação e manutenção de um sistema de controlo interno apropriado para permitir a preparação de
demonstrações financeiras isentas de distorção material devido a fraude ou a erro;
- adoção de políticas e critérios contabilísticos adequados nas circunstâncias; e
- avaliação da capacidade do Grupo de se manter em continuidade, divulgando, quando aplicável, as
matérias que possam suscitar dúvidas significativas sobre a continuidade das atividades.
O órgão de fiscalização é responsável pela supervisão do processo de preparação e divulgação da informação
financeira do Grupo.

R
ESPONSABILIDADES DO AUDITOR PELA AUDITORIA DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
A nossa responsabilidade consiste em obter segurança razoável sobre se as demonstrações financeiras
consolidadas como um todo estão isentas de distorções materiais devido a fraude ou a erro, e emitir um relatório
onde conste a nossa opinião. Segurança razoável é um nível elevado de segurança mas não é uma garantia de
que uma auditoria executada de acordo com as ISA detetará sempre uma distorção material quando exista. As
distorções podem ter origem em fraude ou erro e são consideradas materiais se, isoladas ou conjuntamente, se

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05. Anexos
Relatório e Contas 2025
257
4 de 8

possa razoavelmente esperar que influenciem decisões económicas dos utilizadores tomadas com base nessas
demonstrações financeiras consolidadas.
Como parte de uma auditoria de acordo com as ISA, fazemos julgamentos profissionais e mantemos ceticismo
profissional durante a auditoria e também:
- identificamos e avaliamos os riscos de distorção material das demonstrações financeiras consolidadas,
devido a fraude ou a erro, concebemos e executamos procedimentos de auditoria que respondam a
esses riscos, e obtemos prova de auditoria que seja suficiente e apropriada para proporcionar uma base
para a nossa opinião. O risco de não detetar uma distorção material devido a fraude é maior do que o
risco de não detetar uma distorção material devido a erro, dado que a fraude pode envolver conluio,
falsificação, omissões intencionais, falsas declarações ou sobreposição ao controlo interno;
- obtemos uma compreensão do controlo interno relevante para a auditoria com o objetivo de conceber
procedimentos de auditoria que sejam apropriados nas circunstâncias, mas não para expressar uma
opinião sobre a eficácia do controlo interno do Grupo;
- avaliamos a adequação das políticas contabilísticas usadas e a razoabilidade das estimativas
contabilísticas e respetivas divulgações feitas pelo órgão de gestão;
- concluímos sobre a apropriação do uso, pelo órgão de gestão, do pressuposto da continuidade e, com
base na prova de auditoria obtida, se existe qualquer incerteza material relacionada com
acontecimentos ou condições que possam suscitar dúvidas significativas sobre a capacidade do Grupo
para dar continuidade às suas atividades. Se concluirmos que existe uma incerteza material, devemos
chamar a atenção no nosso relatório para as divulgações relacionadas incluídas nas demonstrações
financeiras ou, caso essas divulgações não sejam adequadas, modificar a nossa opinião. As nossas
conclusões são baseadas na prova de auditoria obtida até à data do nosso relatório. Porém,
acontecimentos ou condições futuras podem levar a que o Grupo descontinue as suas atividades;
- avaliamos a apresentação, estrutura e conteúdo global das demonstrações financeiras consolidadas,
incluindo as divulgações, e se essas demonstrações financeiras consolidadas representam as transações
e acontecimentos subjacentes de forma a atingir uma apresentação apropriada;
- planeámos e executamos a nossa auditoria para obtermos prova de auditoria suficiente e apropriada
relativa à informação financeira das entidades ou unidades dentro do Grupo como base para formar
uma opinião sobre as demonstrações financeiras consolidadas. Somos responsáveis pela orientação,
supervisão e revisão do desempenho do trabalho efetuado para efeitos da auditoria do Grupo e somos

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05. Anexos
Relatório e Contas 2025
258
5 de 8

os responsáveis finais pela nossa opinião de auditoria;
- comunicamos com os encarregados da governação, incluindo o órgão de fiscalização, entre outros
assuntos, o âmbito e o calendário planeado da auditoria, e as conclusões significativas da auditoria
incluindo qualquer deficiência significativa de controlo interno identificada durante a auditoria;
- das matérias que comunicamos aos encarregados da governação, incluindo o órgão de fiscalização,
determinamos as que foram as mais importantes na auditoria das demonstrações financeiras
consolidadas do ano corrente e que são as matérias relevantes de auditoria. Descrevemos essas
matérias no nosso relatório, exceto quando a lei ou regulamento proibir a sua divulgação pública;
- declaramos ao órgão de fiscalização que cumprimos os requisitos éticos relevantes relativos à
independência e comunicamos todos os relacionamentos e outras matérias que possam ser
percecionadas como ameaças à nossa independência e, quando aplicável, quais as medidas tomadas
para eliminar as ameaças ou quais as salvaguardas aplicadas.
A nossa responsabilidade inclui ainda a verificação da concordância da informação constante do relatório
consolidado de gestão com as demonstrações financeiras consolidadas, e as verificações previstas nos números
4 e 5 do artigo 451.º do Código das Sociedades Comerciais em matéria de governo das sociedades, bem como
a verificação de que a demonstração não financeira consolidada e o relatório de remunerações foram
apresentados.

RELATO SOBRE OUTROS REQUISITOS LEGAIS E REGULAMENTARES

S
OBRE O RELATÓRIO CONSOLIDADO DE GESTÃO
Dando cumprimento aos artigos 451.º, n.º 3, al. e) e 508.º- D, n.º 3, ambos do Código das Sociedades Comerciais,
somos de parecer que o relatório consolidado de gestão foi preparado de acordo com os requisitos legais e
regulamentares aplicáveis em vigor, a informação nele constante é concordante com as demonstrações
financeiras consolidadas auditadas e, tendo em conta o conhecimento e apreciação sobre o Grupo, não
identificámos incorreções materiais. Conforme previsto no artigo 451.º, n.º 7 do Código das Sociedades
Comerciais este parecer não é aplicável à demonstração não financeira consolidada incluída no relatório
consolidado de gestão.



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05. Anexos
Relatório e Contas 2025
259
6 de 8

SOBRE O RELATÓRIO DE GOVERNO SOCIETÁRIO
Dando cumprimento ao artigo 451.º, n.º 4, do Código das Sociedades Comerciais, somos de parecer que o
relatório de governo societário inclui os elementos exigíveis ao Grupo nos termos do artigo 29.º-H do Código
dos Valores Mobiliários, não tendo sido identificadas incorreções materiais na informação divulgada no mesmo,
cumprindo o disposto nas alíneas c), d), f), h), i) e l) do n.º1 do referido artigo.

S
OBRE A DEMONSTRAÇÃO NÃO FINANCEIRA CONSOLIDADA
Dando cumprimento ao artigo 451.º, n.º 6, do Código das Sociedades Comerciais, informamos que o Grupo
incluiu no seu relatório consolidado de gestão, capítulo "2.4 Relato de Sustentabilidade", a demonstração não
financeira consolidada prevista no artigo 508.º-G do Código das Sociedades Comerciais.

S
OBRE O RELATÓRIO DE REMUNERAÇÕES
Dando cumprimento ao artigo 26.º-G, n.º 6, do Código dos Valores Mobiliários, informamos que o Grupo incluiu
em capítulo autónomo, no seu relatório sobre o governo das sociedades, as informações previstas no n.º 2 do
referido artigo.

S
OBRE OS ELEMENTOS ADICIONAIS PREVISTOS NO ARTIGO 10º DO REGULAMENTO (UE) N.º 537/2014
Dando cumprimento ao artigo 10.º do Regulamento (UE) n.º 537/2014 do Parlamento Europeu e do Conselho,
de 16 de abril de 2014, e para além das matérias relevantes de auditoria acima indicadas, relatamos ainda o
seguinte:
- Fomos nomeados auditores da GLINTT GLOBAL, S.A. pela primeira vez na assembleia geral de
acionistas realizada em 17 de maio de 2016 para um mandato compreendido entre 2016 e 2017. Fomos
nomeados na assembleia geral de acionistas realizada em 24 de maio de 2018 para um segundo
mandato compreendido entre 2018 e 2019. Fomos nomeados na assembleia geral de acionistas
realizada em 6 de dezembro de 2019 para o mandato que compreendeu o ano de 2020. Fomos
nomeados na assembleia geral de acionistas realizada em 27 de maio de 2021 para o mandato que
compreendeu o ano de 2021. Fomos nomeados na assembleia geral de acionistas realizada em 26 de
maio de 2022 para o mandato que compreendeu o ano de 2022. Fomos nomeados na assembleia geral
de acionistas realizada em 10 de janeiro de 2023 para o mandato que compreendeu o ano de 2023.


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05. Anexos
Relatório e Contas 2025
260
7 de 8

Fomos nomeados na assembleia geral de acionistas realizada em 23 de maio de 2024 para o mandato
que compreendeu o ano de 2024. Fomos nomeados na assembleia geral de acionistas realizada em 21
de maio de 2025 para o atual mandato que compreendeu o ano de 2025.
- O órgão de gestão confirmou-nos que não tem conhecimento da ocorrência de qualquer fraude ou
suspeita de fraude com efeito material nas demonstrações financeiras consolidadas. No planeamento
e execução da nossa auditoria de acordo com as ISA mantivemos o ceticismo profissional e concebemos
procedimentos de auditoria para responder à possibilidade de distorção material das demonstrações
financeiras consolidadas devido a fraude. Em resultado do nosso trabalho não identificámos qualquer
distorção material nas demonstrações financeiras consolidadas devido a fraude.
- Confirmamos que a opinião de auditoria que emitimos é consistente com o relatório adicional que
preparámos e entregámos ao órgão de fiscalização da Entidade em 28 de abril de 2026;
- Declaramos que não prestámos quaisquer serviços proibidos nos termos do nº 1, do artigo 5º, do
Regulamento (EU) nº 537/2014 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 16 de abril de 2014 e que
mantivemos a nossa independência face ao Grupo durante a realização da auditoria.
- Informamos que, para além da auditoria, prestámos ao Grupo os seguintes serviços permitidos pela lei
e regulamentos em vigor:
• Três relatórios de procedimentos acordados relacionados com o mapa de despesas de investimento
do projeto n.º 41 - HfPT - Health from Portugal - Agenda Mobilizadora para a Inovação Empresarial
da GLINTT - HEALTHCARE SOLUTIONS, S.A.;
• Dois relatórios de procedimentos acordados relacionados com o mapa de despesas de investimento
do projeto n.º 41 - HfPT - Health from Portugal - Agenda Mobilizadora para a Inovação Empresarial
e declaração de preços de mercado da GLINTT INOV, S.A.;
• Três relatórios de procedimentos acordados relacionados com o mapa de despesas de investimento
do projeto n.º 41 - HfPT - Health from Portugal - Agenda Mobilizadora para a Inovação Empresarial
da HLTSYS - HEALTHYSYSTEMS, LDA.;
• Quatro relatórios de procedimentos acordados relacionados com o mapa de despesas de
investimento do projeto n.º 41 - HfPT - Health from Portugal - Agenda Mobilizadora para a
Inovação Empresarial da PROLÓGICA - SISTEMAS INFORMÁTICOS S.A.



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05. Anexos
Relatório e Contas 2025
261
8 de 8

FORMATO ELETRÓNICO ÚNICO EUROPEU (ESEF)
As demonstrações financeiras consolidadas da GLINTT GLOBAL, S.A. referentes ao exercício findo em 31 de
dezembro de 2025 têm de cumprir os requisitos aplicáveis estabelecidos no Regulamento Delegado (UE)
2019/815 da Comissão, de 17 de dezembro de 2018 (Regulamento ESEF).
O órgão de gestão é responsável pela elaboração e divulgação do relatório anual em conformidade com o
Regulamento ESEF.
A nossa responsabilidade consiste em obter segurança razoável sobre se as demonstrações financeiras
consolidadas, incluídas no relatório anual estão apresentadas em conformidade com os requisitos estabelecidos
no Regulamento ESEF.
Os nossos procedimentos tomaram em consideração o Guia de Aplicação Técnica da Ordem dos Revisores
Oficiais de Contas sobre o relato em ESEF e incluíram, entre outros:
- a obtenção da compreensão do processo de relato financeiro, incluindo a apresentação do relatório
anual no formato XHTML válido; e
- a identificação e avaliação dos riscos de distorção material associados à marcação das informações das
demonstrações financeiras, em formato XBRL utilizando a tecnologia iXBRL. Esta avaliação baseou-se
na compreensão do processo implementado pelo Grupo para marcar a informação.
Em nossa opinião, as demonstrações financeiras consolidadas, incluídas no relatório anual estão apresentadas,
em todos os aspetos materiais, em conformidade com os requisitos estabelecidos no Regulamento ESEF.

Lisboa, 28 de abril de 2026
OLIVEIRA, REIS & ASSOCIADOS, SROC, LDA.
Representada por



Carlos Manuel Grenha, ROC n.º 1266,
Registado na CMVM sob o nº 20160877



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05. Anexos
Relatório e Contas 2025
262
Certificação legal e relatório de auditoria
Contas Individuais
Inscrita na OROC sob o n.º 23
Inscrita na CMVM sob o n.º 20161381
Capital Social € 15000
N.º de Matrícula/NIPC 501266259
Conservatória do Registo Comercial de Lisboa
Centro Empresarial Capitólio
Av. de França, 256, 6.º, Sala 6.4
4050-276 Porto, Portugal
T: +351 228 324 132
Avenida 22 de Maio, n.º 24, Escritório 3
2415-396 Leiria, Portugal
T: +351 244 822 175
SEDE · HEAD OFFICE
Avenida Columbano Bordalo Pinheiro, nº 75,
8º piso, Fração 8.02
1070-061 Lisboa, Portugal
JOAQUIM OLIVEIRA DE JESUS
CARLOS MANUEL GRENHA
JOÃO CARLOS CRUZEIRO
PEDRO MIGUEL MANSO
MARIA BALBINA CRAVO
PEDRO CORREIA PROENÇA
MANUELA GUERRA OLIVEIRA
FREDERICO AMANTE RASQUILHA
MÓNICA SOFIA CUNHA
1 de 7
CERTIFICAÇÃO LEGAL DAS CONTAS E RELATÓRIO DE AUDITORIA
RELATO SOBRE A AUDITORIA DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
O
PINIÃO
Auditámos as demonstrações financeiras anexas de GLINTT GLOBAL, S.A. (a Entidade), que compreendem a
demonstração da posição financeira em 31 de dezembro de 2025 (que evidencia um total de 186.027.806
euros e um total de capital próprio de 95.627.419 euros, incluindo um resultado de 8.359.368 euros), a
demonstração dos resultados por naturezas, a demonstração do rendimento integral, a demonstração das
alterações no capital próprio e a demonstração dos fluxos de caixa relativas ao ano findo naquela data, e as
notas anexas às demonstrações financeiras consolidadas que incluem um resumo das políticas contabilísticas
significativas.
Em nossa opinião, as demonstrações financeiras anexas apresentam de forma verdadeira e apropriada, em
todos os aspetos materiais, a posição financeira de GLINTT GLOBAL, S.A. em 31 de dezembro de 2025 e o
seu desempenho financeiro e fluxos de caixa relativos ao ano findo naquela data de acordo com as Normas
Internacionais de Relato Financeiro (IFRS) tal como adotadas na União Europeia.
B
ASES PARA A OPINIÃO
A nossa auditoria foi efetuada de acordo com as Normas Internacionais de Auditoria (ISA) e demais normas e
orientações técnicas e éticas da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas. As nossas responsabilidades nos
termos dessas normas estão descritas na secção “Responsabilidades do auditor pela auditoria das
demonstrações financeiras” abaixo. Somos independentes da Entidade nos termos da lei e cumprimos os
demais requisitos éticos nos termos do código de ética da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas.
Estamos convictos de que a prova de auditoria que obtivemos é suficiente e apropriada para proporcionar
uma base para a nossa opinião.

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05. Anexos
Relatório e Contas 2025
263
2 de 7

MATÉRIAS RELEVANTES DE AUDITORIA
As matérias relevantes de auditoria são as que, no nosso julgamento profissional, tiveram maior importância
na auditoria das demonstrações financeiras do ano corrente. Essas matérias foram consideradas no contexto
da auditoria das demonstrações financeiras como um todo, e na formação da opinião, e não emitimos uma
opinião separada sobre essas matérias.
Reconhecimento do rédito
(Divulgações relacionadas com as notas 2.20, 5, 15, 21 e 22 das notas às demonstrações financeiras individuais)
Descrição dos riscos de distorção material mais
significativos

A Entidade apresenta diversas fontes de rédito sendo as
políticas contabilísticas de reconhecimento do rédito
distintas para cada uma delas. Em 31 de dezembro de
2025, esta rubrica ascendia a 77.084 milhares de euros
(2024: 67.250 milhares de euros).
A política contabilística de reconhecimento do rédito da
venda de bens e serviços de implementação, os quais
representam uma parte significativa do negócio da
Entidade (2025: 78%; 2024: 75%), requerem o uso de
julgamentos que assentam em fatores qualitativos, tais
como a estimativa de faturação e a orçamentação dos
gastos a incorrer em cada projeto. As divulgações
relacionadas com esta matéria são apresentadas nas
notas anexas às demonstrações financeiras 2.20, 5, 15,
21 e 22.

A materialidade do valor e o nível de julgamento
relacionado com fatores qualitativos utilizados no
reconhecimento do rédito, em particular dos serviços de
implementação, levam-nos a considerar este tema uma
matéria relevante na nossa auditoria.
Síntese da abordagem de auditoria

Os nossos procedimentos relativos a esta matéria
relevante de auditoria incluem, entre outros:
i) entendimento do processo de reconhecimento do
rédito e teste à eficácia operacional dos controlos
relevantes implementados pela gestão;

ii) procedimentos substantivos analíticos sobre as
rubricas de resultados que impactam na margem
bruta do negócio da Entidade;

iii) testes de detalhe a uma seleção de projetos com
valores significativos reconhecidos nas rubricas de
acréscimos e diferimentos relacionados com o
negócio, por forma a identificar e testar o risco de
fraude e de eventual derrogação aos controlos
implementados;

iv) procedimentos de circularização de saldos de clientes
e testes de detalhe sobre as notas de crédito emitidas
em 2026, para as amostras selecionadas;

v) verificação da plenitude e consistência das
divulgações nas demonstrações financeiras, de
acordo com as IFRS.


Participações financeiras em subsidiárias e Goodwill
(Divulgações relacionadas com as notas 2.3, 2.7, 5, 7 e 9 das notas às demonstrações financeiras individuais)
Descrição dos riscos de distorção material mais
significativos
Em 31 de dezembro de 2025, o valor contabilístico das
participações financeiras em subsidiárias ascendia a
63.175 milhares de euros (2024: 58.104
milhares de
euros) e o do goodwill a 68.891
milhares de euros
(2024: 68.891 milhares de euros), representando cerca
de 71% (2024: 72%) do ativo total da Entidade.
Conforme indicado nas notas 2.3, 2.7, 5, 7 e 9, a
Síntese da abordagem de auditoria
Os nossos procedimentos relativos a esta matéria
relevante de auditoria incluem, entre outros:
i) obtenção das últimas demonstrações financeiras e
relatórios de auditoria disponíveis das participadas;

ii) avaliação da necessidade de constituir e/ou manter as
imparidades e provisões para fazer face a eventuais
responsabilidades, decorrentes de algumas
participadas não terem capacidade de solver os seus

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05. Anexos
Relatório e Contas 2025
264
3 de 7

Participações financeiras em subsidiárias e Goodwill
(Divulgações relacionadas com as notas 2.3, 2.7, 5, 7 e 9 das notas às demonstrações financeiras individuais)
Entidade reconhece perdas de imparidade quando o
valor de recuperação de um dado ativo ou conjunto de
ativos se demonstra inferior ao seu valor contabilístico.
Os testes de imparidade efetuados pela Entidade
incorporam julgamentos complexos, materializados em
planos de negócio, que têm por base diversos
pressupostos, associados a taxas de desconto, taxas de
crescimento e margens perspetivadas.

A materialidade do valor e a complexidade dos
julgamentos relacionados com os pressupostos
utilizados na preparação dos planos de negócio levam-
nos a considerar este tema uma matéria relevante na
nossa auditoria.

compromissos;

No que diz respeito à avaliação do valor do goodwill, a
nossa análise incluiu:
iii) avaliação dos critérios definidos pela Entidade para a
determinação das unidades geradoras de caixa;

iv) obtenção dos modelos de imparidade utilizados pela
Entidade para determinar a quantia recuperável de
cada unidade geradora de caixa e teste à correção
aritmética dos referidos modelos;

v) avaliação dos pressupostos subjacentes aos modelos,
nomeadamente, as taxas de desconto, taxas de
crescimento, perpetuidade e margens perspetivadas;

vi) indagação junto dos órgãos de gestão e seus
representantes quanto à adequabilidade dos modelos
e pressupostos utilizados;

vii) verificação da plenitude e consistência das
divulgações nas demonstrações financeiras, de
acordo com as IFRS.

R
ESPONSABILIDADES DO ÓRGÃO DE GESTÃO E DO ÓRGÃO DE FISCALIZAÇÃO PELAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
O órgão de gestão é responsável pela:
- preparação de demonstrações financeiras que apresentem de forma verdadeira e apropriada a
posição financeira, o desempenho financeiro e os fluxos de caixa da Entidade de acordo com as
Normas Internacionais de Relato Financeiro (IFRS) tal como adotadas na União Europeia;
- elaboração do relatório de gestão, relatório de governo societário e relatório sobre remunerações nos
termos legais e regulamentares aplicáveis;
- criação e manutenção de um sistema de controlo interno apropriado para permitir a preparação de
demonstrações financeiras isentas de distorção material devido a fraude ou a erro;
- adoção de políticas e critérios contabilísticos adequados nas circunstâncias; e
- avaliação da capacidade da Entidade de se manter em continuidade, divulgando, quando aplicável, as
matérias que possam suscitar dúvidas significativas sobre a continuidade das atividades.
O órgão de fiscalização é responsável pela supervisão do processo de preparação e divulgação da informação
financeira da Entidade.

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05. Anexos
Relatório e Contas 2025
265
4 de 7

RESPONSABILIDADES DO AUDITOR PELA AUDITORIA DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
A nossa responsabilidade consiste em obter segurança razoável sobre se as demonstrações financeiras como
um todo estão isentas de distorções materiais devido a fraude ou a erro, e emitir um relatório onde conste a
nossa opinião. Segurança razoável é um nível elevado de segurança mas não é uma garantia de que uma
auditoria executada de acordo com as ISA detetará sempre uma distorção material quando exista. As
distorções podem ter origem em fraude ou erro e são consideradas materiais se, isoladas ou conjuntamente,
se possa razoavelmente esperar que influenciem decisões económicas dos utilizadores tomadas com base
nessas demonstrações financeiras.
Como parte de uma auditoria de acordo com as ISA, fazemos julgamentos profissionais e mantemos ceticismo
profissional durante a auditoria e também:
- identificamos e avaliamos os riscos de distorção material das demonstrações financeiras, devido a
fraude ou a erro, concebemos e executamos procedimentos de auditoria que respondam a esses
riscos, e obtemos prova de auditoria que seja suficiente e apropriada para proporcionar uma base
para a nossa opinião. O risco de não detetar uma distorção material devido a fraude é maior do que o
risco de não detetar uma distorção material devido a erro, dado que a fraude pode envolver conluio,
falsificação, omissões intencionais, falsas declarações ou sobreposição ao controlo interno;
- obtemos uma compreensão do controlo interno relevante para a auditoria com o objetivo de
conceber procedimentos de auditoria que sejam apropriados nas circunstâncias, mas não para
expressar uma opinião sobre a eficácia do controlo interno da Entidade;
- avaliamos a adequação das políticas contabilísticas usadas e a razoabilidade das estimativas
contabilísticas e respetivas divulgações feitas pelo órgão de gestão;
- concluímos sobre a apropriação do uso, pelo órgão de gestão, do pressuposto da continuidade e, com
base na prova de auditoria obtida, se existe qualquer incerteza material relacionada com
acontecimentos ou condições que possam suscitar dúvidas significativas sobre a capacidade da
Entidade para dar continuidade às suas atividades. Se concluirmos que existe uma incerteza material,
devemos chamar a atenção no nosso relatório para as divulgações relacionadas incluídas nas
demonstrações financeiras ou, caso essas divulgações não sejam adequadas, modificar a nossa
opinião. As nossas conclusões são baseadas na prova de auditoria obtida até à data do nosso
relatório. Porém, acontecimentos ou condições futuras podem levar a que a Entidade descontinue as
suas atividades;


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05. Anexos
Relatório e Contas 2025
266
5 de 7

- avaliamos a apresentação, estrutura e conteúdo global das demonstrações financeiras, incluindo as
divulgações, e se essas demonstrações financeiras representam as transações e acontecimentos
subjacentes de forma a atingir uma apresentação apropriada;
- comunicamos com os encarregados da governação, incluindo o órgão de fiscalização, entre outros
assuntos, o âmbito e o calendário planeado da auditoria, e as conclusões significativas da auditoria
incluindo qualquer deficiência significativa de controlo interno identificada durante a auditoria;
- das matérias que comunicamos aos encarregados da governação, incluindo o órgão de fiscalização,
determinamos as que foram as mais importantes na auditoria das demonstrações financeiras do ano
corrente e que são as matérias relevantes de auditoria. Descrevemos essas matérias no nosso
relatório, exceto quando a lei ou regulamento proibir a sua divulgação pública;
- declaramos ao órgão de fiscalização que cumprimos os requisitos éticos relevantes relativos à
independência e comunicamos todos os relacionamentos e outras matérias que possam ser
percecionadas como ameaças à nossa independência e, quando aplicável, quais as medidas tomadas
para eliminar as ameaças ou quais as salvaguardas aplicadas.
A nossa responsabilidade inclui ainda a verificação da concordância da informação constante do relatório de
gestão com as demonstrações financeiras, e as verificações previstas nos números 4 e 5 do artigo 451.º do
Código das Sociedades Comerciais na matéria de governo societário, bem como a verificação de que a
demonstração não financeira e o relatório de remunerações foram apresentados.

RELATO SOBRE OUTROS REQUISITOS LEGAIS E REGULAMENTARES
S
OBRE O RELATÓRIO DE GESTÃO
Dando cumprimento ao artigo 451.º, n.º 3, al. e) do Código das Sociedades Comerciais, somos de parecer que
o relatório de gestão foi preparado de acordo com os requisitos legais e regulamentares aplicáveis em vigor, a
informação nele constante é concordante com as demonstrações financeiras auditadas e, tendo em conta o
conhecimento e apreciação sobre a Entidade, não identificámos incorreções materiais.

SOBRE O RELATÓRIO DE GOVERNO SOCIETÁRIO
Dando cumprimento ao artigo 451.º, n.º 3, al. e) do Código das Sociedades Comerciais, somos de parecer que
o relatório de governo societário inclui os elementos exigíveis à Entidade nos termos do artigo 29.º-H do
Código dos Valores Mobiliários, não tendo sido identificadas incorreções materiais na informação divulgada
no mesmo, cumprindo o disposto nas alíneas c), d), f), h), i) e l) do n. º1 do referido artigo.

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05. Anexos
Relatório e Contas 2025
267
6 de 7

SOBRE O RELATÓRIO DE REMUNERAÇÕES
Dando cumprimento ao artigo 26.º-G, n.º 6, do Código dos Valores Mobiliários, informamos que a Entidade
incluiu em capítulo autónomo, no seu relatório sobre o governo das sociedades, as informações previstas no
n.º 2 do referido artigo.

S
OBRE OS ELEMENTOS ADICIONAIS PREVISTOS NO ARTIGO 10.º DO REGULAMENTO (UE) N.º 537/2014
Dando cumprimento ao artigo 10.º do Regulamento (UE) n.º 537/2014 do Parlamento Europeu e do
Conselho, de 16 de abril de 2014, e para além das matérias relevantes de auditoria acima indicadas, relatamos
ainda o seguinte:
- Fomos nomeados auditores da GLINTT GLOBAL, S.A. pela primeira vez na assembleia geral de
acionistas realizada em 17 de maio de 2016 para um mandato compreendido entre 2016 e 2017.
Fomos nomeados na assembleia geral de acionistas realizada em 24 de maio de 2018 para um
segundo mandato compreendido entre 2018 e 2019. Fomos nomeados na assembleia geral de
acionistas realizada em 6 de dezembro de 2019 para o mandato que compreendeu o ano de 2020.
Fomos nomeados na assembleia geral de acionistas realizada em 27 de maio de 2021 para o mandato
que compreendeu o ano de 2021. Fomos nomeados na assembleia geral de acionistas realizada em 26
de maio de 2022 para o mandato que compreendeu o ano de 2022. Fomos nomeados na assembleia
geral de acionistas realizada em 10 de janeiro de 2023 para o mandato que compreendeu o ano de
2023. Fomos nomeados na assembleia geral de acionistas realizada em 23 de maio de 2024 para o
mandato que compreendeu o ano de 2024. Fomos nomeados na assembleia geral de acionistas
realizada em 21 de maio de 2025 para o atual mandato que compreendeu o ano de 2025.
- O órgão de gestão confirmou-nos que não tem conhecimento da ocorrência de qualquer fraude ou
suspeita de fraude com efeito material nas demonstrações financeiras. No planeamento e execução
da nossa auditoria de acordo com as ISA mantivemos o ceticismo profissional e concebemos
procedimentos de auditoria para responder à possibilidade de distorção material das demonstrações
financeiras devido a fraude. Em resultado do nosso trabalho não identificámos qualquer distorção
material nas demonstrações financeiras devido a fraude.
- Confirmamos que a opinião de auditoria que emitimos é consistente com o relatório adicional que
preparámos e entregámos ao órgão de fiscalização da Entidade em 28 de abril de 2026;
- Declaramos que não prestámos quaisquer serviços proibidos nos termos do nº 1, do artigo 5º, do
Regulamento (EU) nº 537/2014 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 16 de abril de 2014 e que

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05. Anexos
Relatório e Contas 2025
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mantivemos a nossa independência face à Entidade durante a realização da auditoria.
- Informamos que, para além da auditoria, prestámos às entidades sob o controlo da Entidade, os
seguintes serviços permitidos pela lei e regulamentos em vigor:
• Três relatórios de procedimentos acordados relacionados com o mapa de despesas de
investimento do projeto n.º 41 - HfPT - Health from Portugal - Agenda Mobilizadora para a
Inovação Empresarial da GLINTT - HEALTHCARE SOLUTIONS, S.A.;
• Dois relatórios de procedimentos acordados relacionados com o mapa de despesas de
investimento do projeto n.º 41 - HfPT - Health from Portugal - Agenda Mobilizadora para a
Inovação Empresarial e declaração de preços de mercado da GLINTT INOV, S.A.;
• Três relatórios de procedimentos acordados relacionados com o mapa de despesas de
investimento do projeto n.º 41 - HfPT - Health from Portugal - Agenda Mobilizadora para a
Inovação Empresarial da HLTSYS - HEALTHYSYSTEMS, LDA.;
• Quatro relatórios de procedimentos acordados relacionados com o mapa de despesas de
investimento do projeto n.º 41 - HfPT - Health from Portugal - Agenda Mobilizadora para a
Inovação Empresarial da PROLÓGICA - SISTEMAS INFORMÁTICOS S.A.

Lisboa, 28 de abril de 2026
OLIVEIRA, REIS & ASSOCIADOS, SROC, LDA.
Representada por



Carlos Manuel Grenha, ROC n.º 1266,
Registado na CMVM sob o nº 20160877

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05. Anexos
Relatório e Contas 2025
270
5.2.
Relatório e parecer do conselho fiscal
Senhores Acionistas,
Nos termos legais e estatutários aplicáveis, nomeadamente do Código das Sociedades Comerciais e dos Estatutos da Socie-
dade, vimos apresentar o nosso Relatório sobre a ação fiscalizadora exercida sobre a Glintt Global, S.A (Glintt), bem como
o Parecer sobre os documentos de prestação de contas consolidadas e individuais do período findo em 31 de dezembro de
2025, emitidos sob a responsabilidade do Conselho de Administração da Glintt Global, S.A.
ÂMBITO E METODOLOGIA DA ACÇÃO FISCALIZADORA
O Conselho Fiscal desempenhou com regularidade as funções que lhe foram confiadas, tendo procedido às verificações
adequadas no âmbito das suas competências legais e estatutárias.
No exercício das suas funções, o Conselho Fiscal:
a) Acompanhou a gestão da Sociedade, tendo recebido da Administração e dos Serviços, com os quais manteve contactos
regulares, os esclarecimentos e a informação que entendeu necessários e convenientes;
b) Verificou a regularidade dos registos contabilísticos e dos documentos que lhes servem de suporte;
c) Analisou as políticas contabilísticas adotadas e a sua conformidade com as Normas Internacionais de Relato Financeiro
(IFRS);
d) Manteve com a Sociedade de Revisores Oficiais de Contas — Oliveira, Reis & Associados, SROC, Lda. — contactos regu-
lares no âmbito da sua atuação, tomando conhecimento dos trabalhos realizados e das conclusões alcançadas;
e) Zelou pela observância da lei e dos estatutos da Sociedade.
As reuniões e outros contactos foram realizados quer presencialmente quer por via telemática, tendo sido privilegiada a
reunião presencial para discussões mais alargadas e a comunicação telemática para maior celeridade e desde que consi-
derado conveniente.
Examinámos o Relatório Consolidado de Gestão, o Relatório de Governo Societário e as Demonstrações Financeiras conso-
lidadas e individuais que incluem as Demonstrações das Posições Financeiras consolidada e individual em 31 de dezembro
de 2025, as Demonstrações dos Resultados consolidados e individuais, as Demonstrações do Rendimento Integral conso-
lidado e individual, as Demonstrações das Alterações do Capital Próprio consolidados e Individuais e as Demonstrações
dos Fluxos de Caixa consolidados e individuais, e correspondentes Notas às Demonstrações Financeiras consolidadas e
individuais, para o período findo naquela data.
O resultado líquido consolidado do período de 2025 ascendeu a 7.729.335 euros. O resultado líquido individual do mesmo
período de 2025 ascendeu a 8.359.368 euros.

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05. Anexos
Relatório e Contas 2025
271
O nosso Parecer teve igualmente em consideração a Certificação Legal das Contas e Relatório de Auditoria sobre as De-
monstrações Financeiras consolidadas, expressando opinião sem reservas e sem ênfases, e pela Certificação Legal das
Contas e Relatório de Auditoria sobre as Demonstrações Financeiras individuais, expressando opinião sem reservas e sem
ênfases, documentos emitidos pelo Revisor Oficial de Contas em 28 de abril de 2026, com cujo conteúdo e conclusões
concordamos integralmente.
CONCLUSÕES
Em nossa opinião, o relatório consolidado de gestão e o relatório de governo societário descrevem adequadamente a ati-
vidade desenvolvida pela Glintt Global, SA e suas subsidiárias no período em análise, os principais factos ocorridos, bem
como a gestão exercida e a organização existentes na empresa e no grupo.
Em cumprimento do disposto na al. a) do n.º 3 do art.º 3.º da Lei n.º 148/2015, de 9 de setembro, alterada pela Lei n.º
35/2018, de 20 de julho e pela Lei n.º 99-A/2021, de 31 de dezembro, referimos ainda que a revisão legal de contas contri-
buiu para a integridade do processo de preparação e divulgação de informação financeira.
PARECER
Face ao exposto e tendo em conta toda a informação obtida, as verificações efetuadas e o teor do Relatório Adicional diri-
gido ao Órgão de Fiscalização emitido nos termos do artigo 11.º do Regulamento (UE) n.º 537/2014, o Conselho Fiscal é de
Parecer favorável a que:
a) Sejam aprovados o Relatório Consolidado de Gestão e as Demonstrações Financeiras consolidadas e individuais do
exercício de 2025;
b) Seja aprovada a proposta de aplicação dos resultados, nos termos em que foi apresentada pelo Conselho de Adminis-
tração.
Expressamos ao Conselho de Administração e aos Serviços o nosso apreço pela colaboração recebida no exercício das
nossas funções.
Sintra, 29 de abril de 2026
Luis Pedro Pinto Caiano Pereira
Luís Filipe Coradinho Alves
Ana Sofia Salgueiro do Nascimento Ferreira

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05. Anexos
Relatório e Contas 2025
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5.3.
Declaração dos responsáveis
sobre a conformidade da
informação financeira apresentada
Senhores Acionistas,
De acordo com o disposto no n.º 1, alínea c) do artigo 29.º-G do Código dos Valores Mobiliários, os membros do Conselho
Fiscal da “Glintt Global, S.A” declaram que, tanto quanto é do seu conhecimento, a informação constante do relatório de
gestão, as contas anuais, a certificação legal das contas e os demais documentos de prestação de contas exigidos por lei ou
regulamento foram elaborados em conformidade com as normas contabilísticas aplicáveis, dando uma imagem verdadeira
e apropriada do ativo e do passivo, da situação financeira e dos resultados da emitente Glintt Global e das empresas incluí-
das no perímetro de consolidação, e que o relatório de gestão expõe fielmente a evolução dos negócios, do desempenho e
da posição da emitente Glintt Global e das empresas incluídas no perímetro da consolidação, contendo uma descrição dos
principais riscos e incertezas com que se defrontam.
Sintra, 29 de abril de 2026
Luís Pedro Pinto Caiano Pereira
Luis Filipe Vieira Coradinho Alves
Ana Sofia Salgueiro do Nascimento Ferreira

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Glintt Global, S.A.
Sociedade Aberta
Beloura Office Park
Edf 10, Quinta da Beloura,
2710-693 Sintra, Portugal www.glinttglobal.com