549300ZSZ6VJXXCVUM492021-12-31iso4217:EUR549300ZSZ6VJXXCVUM492020-12-31549300ZSZ6VJXXCVUM492021-01-012021-12-31549300ZSZ6VJXXCVUM492020-01-012020-12-31iso4217:EURxbrli:shares549300ZSZ6VJXXCVUM492019-12-31ifrs-full:IssuedCapitalMember549300ZSZ6VJXXCVUM492019-12-31ifrs-full:SharePremiumMember549300ZSZ6VJXXCVUM492019-12-31ifrs-full:StatutoryReserveMember549300ZSZ6VJXXCVUM492019-12-31ifrs-full:AdditionalPaidinCapitalMember549300ZSZ6VJXXCVUM492019-12-31ifrs-full:OtherReservesMember549300ZSZ6VJXXCVUM492019-12-31greenvolt:ResultadoLiquidoDoExercicioMember549300ZSZ6VJXXCVUM492019-12-31ifrs-full:EquityAttributableToOwnersOfParentMember549300ZSZ6VJXXCVUM492019-12-31ifrs-full:NoncontrollingInterestsMember549300ZSZ6VJXXCVUM492019-12-31549300ZSZ6VJXXCVUM492020-01-012020-12-31ifrs-full:IssuedCapitalMember549300ZSZ6VJXXCVUM492020-01-012020-12-31ifrs-full:SharePremiumMember549300ZSZ6VJXXCVUM492020-01-012020-12-31ifrs-full:StatutoryReserveMember549300ZSZ6VJXXCVUM492020-01-012020-12-31ifrs-full:AdditionalPaidinCapitalMember549300ZSZ6VJXXCVUM492020-01-012020-12-31ifrs-full:OtherReservesMember549300ZSZ6VJXXCVUM492020-01-012020-12-31greenvolt:ResultadoLiquidoDoExercicioMember549300ZSZ6VJXXCVUM492020-01-012020-12-31ifrs-full:EquityAttributableToOwnersOfParentMember549300ZSZ6VJXXCVUM492020-01-012020-12-31ifrs-full:NoncontrollingInterestsMember549300ZSZ6VJXXCVUM492020-12-31ifrs-full:IssuedCapitalMember549300ZSZ6VJXXCVUM492020-12-31ifrs-full:SharePremiumMember549300ZSZ6VJXXCVUM492020-12-31ifrs-full:StatutoryReserveMember549300ZSZ6VJXXCVUM492020-12-31ifrs-full:AdditionalPaidinCapitalMember549300ZSZ6VJXXCVUM492020-12-31ifrs-full:OtherReservesMember549300ZSZ6VJXXCVUM492020-12-31greenvolt:ResultadoLiquidoDoExercicioMember549300ZSZ6VJXXCVUM492020-12-31ifrs-full:EquityAttributableToOwnersOfParentMember549300ZSZ6VJXXCVUM492020-12-31ifrs-full:NoncontrollingInterestsMember549300ZSZ6VJXXCVUM492021-01-012021-12-31ifrs-full:IssuedCapitalMember549300ZSZ6VJXXCVUM492021-01-012021-12-31ifrs-full:SharePremiumMember549300ZSZ6VJXXCVUM492021-01-012021-12-31ifrs-full:StatutoryReserveMember549300ZSZ6VJXXCVUM492021-01-012021-12-31ifrs-full:AdditionalPaidinCapitalMember549300ZSZ6VJXXCVUM492021-01-012021-12-31ifrs-full:OtherReservesMember549300ZSZ6VJXXCVUM492021-01-012021-12-31greenvolt:ResultadoLiquidoDoExercicioMember549300ZSZ6VJXXCVUM492021-01-012021-12-31ifrs-full:EquityAttributableToOwnersOfParentMember549300ZSZ6VJXXCVUM492021-01-012021-12-31ifrs-full:NoncontrollingInterestsMember549300ZSZ6VJXXCVUM492021-12-31ifrs-full:IssuedCapitalMember549300ZSZ6VJXXCVUM492021-12-31ifrs-full:SharePremiumMember549300ZSZ6VJXXCVUM492021-12-31ifrs-full:StatutoryReserveMember549300ZSZ6VJXXCVUM492021-12-31ifrs-full:AdditionalPaidinCapitalMember549300ZSZ6VJXXCVUM492021-12-31ifrs-full:OtherReservesMember549300ZSZ6VJXXCVUM492021-12-31greenvolt:ResultadoLiquidoDoExercicioMember549300ZSZ6VJXXCVUM492021-12-31ifrs-full:EquityAttributableToOwnersOfParentMember549300ZSZ6VJXXCVUM492021-12-31ifrs-full:NoncontrollingInterestsMember
   
GREENVOLT - ENERGIAS RENOVÁVEIS, S.A.
Sociedade Aberta
Sede: Rua Manuel Pinto de Azevedo 818, 4100-320 Porto, Portugal
NIF: 506 042 715
Capital social: 267.099.997,50 Euros
Relatório de
01
__Relatório de Gestão
A GreenVolt
Desempenho por Área de Negócio
www.greenvolt.pt5
1.
MENSAGEM DA PRESIDENTE
DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
Clara Raposo
A GreenVolt foi concebida como um agente de mudança para a sociedade. Uma mudança no sentido
certo: que contribua para o combate às alterações climáticas, que contribua para a neutralidade
carbónica ao nível da produção energética, que promova uma transição energética mais justa e
democrática através da oferta de soluções concretas, soluções estas que permitam às famílias e às
empresas mitigar o efeito da subida do custo energético e que, através da utilização de resíduos
florestais para produção energética, seja também um agente mitigador do risco de incêndios florestais
que bem conhecemos.
O exercício de 2021 foi marcante para a GreenVolt. A companhia foi reformulada e logo cotada em
bolsa, no dia 15 de julho de 2021, na sequência de uma bem-sucedida Oferta Pública Inicial (IPO).
A GreenVolt desenhou e implementa uma estratégia diferenciadora no setor energético. Estamos a
construir um portfólio singular de áreas de negócio com o intuito de garantir o interesse económico do
conjunto da atividade da companhia e de, simultaneamente, contribuir para a sustentabilidade global
na sua aceção mais lata.
O progresso tecnológico dos últimos anos levou a que a geração de eletricidade através de fontes
renováveis – solar e eólica – tenha atingido os custos totais mais baixos de entre o atual espetro de
tecnologias de produção energética. A expansão das fontes de produção renováveis contribui, assim,
para a redução dos preços da energia. Porém, vão sempre surgindo desafios a que estamos atentos,
como, a título de exemplo, a disponibilidade de terrenos ou a morosidade inerente a processos de
licenciamento.
Através da valorização energética renovável de biomassa residual, a GreenVolt está a contribuir
ativamente para a criação de um mercado de resíduos florestais em Portugal, o que incentiva
financeiramente os pequenos proprietários florestais do interior do país a limparem as suas florestas.
Neste sentido, a GreenVolt é também um agente com impacte na coesão territorial.
Quanto à geração de eletricidade renovável através de fontes solares e eólicas, a GreenVolt está hoje
presente em diversos países europeus no desenvolvimento de projetos de larga escala e,
www.greenvolt.pt6
complementarmente, atua também no segmento de geração distribuída de base solar, vocacionada
para autoconsumo. Assim, para além do papel de agente de mudança na transição energética para
uma economia descarbonizada, temos também a ambição de sermos um agente de mudança no
paradigma energético, desenvolvendo soluções de autoconsumo de pequena escala e com impactes
imediatos na redução da fatura energética.
Acreditamos que a transição energética, para além de rápida, deve ser inclusiva e democrática. A
GreenVolt procura estar do lado certo da História todos os dias e é essa a motivação principal para
apresentar soluções inovadoras para as causas do nosso tempo.
Termino esta mensagem com um agradecimento muito sentido a todas as pessoas que fazem parte
da GreenVolt. São incansáveis, todos os dias, na prossecução dos grandes objetivos desta
companhia. Este agradecimento é extensível a todas as entidades financeiras que nos apoiam
diariamente, bem como a outras instituições e organizações com quem interagimos, nas mais
diversas geografias. Certamente, este ano de 2021 será especialmente recordado por todos nós.
Estamos agora focados nos desafios do novo ano.
www.greenvolt.pt7
ENTREVISTA AO CEO
  João Manso Neto
O ano de 2021 foi um ano de mudança para a GreenVolt. Como descreve este exercício?
O ano de 2021 foi, a todos os níveis, histórico para a GreenVolt. A companhia foi reformulada,
definimos um posicionamento de mercado inovador, que se consubstanciou numa estratégia
diferenciadora com uma trajetória de crescimento ambiciosa, mas realista. O reconhecimento do
mercado materializou-se no sucesso da nossa entrada em bolsa, através do IPO bem-sucedido na
bolsa portuguesa, e da rápida promoção da GreenVolt ao seu índice de referência, o PSI-20.
Este ano ficou marcado pela materialização da estratégia que definimos, tendo sido realizadas várias
aquisições e acordos de parceria que permitiram expandir a presença da GreenVolt no mercado
europeu e levaram à entrada no mercado americano.
Os primeiros passos estão dados. E os resultados começam a ser visíveis: a companhia registou um
forte crescimento do seu volume de negócios, quase duplicou o seu EBITDA ajustado e apresentou
aos acionistas um resultado líquido ajustado positivo de 11,9 milhões de Euros.
Estes números, os quais não seria possível alcançar sem uma equipa de brilhantes profissionais, com
anos de experiência no negócio das energias renováveis, são a prova para os nossos investidores de
uma estratégia bem pensada, delineada e que continuará a ser implementada.
O reconhecimento está à vista através da forte valorização que a GreenVolt registou desde a entrada
em bolsa, apresentando uma valorização de mais de 30% até ao final de 2021, mas também do
sucesso que tem obtido no financiamento nos mercados de capitais, com recurso à “dívida verde”.
Fomos das primeiras empresas portuguesas a emitir green bonds, tendo realizado em 2021 a nossa
segunda emissão, de 100 milhões de Euros, com uma procura que superou a oferta inicialmente
pensada em mais de 50%.
Quais são os principais pilares da estratégia diferenciadora da GreenVolt?
A estratégia da GreenVolt assenta em três eixos primordiais: biomassa residual renovável,
desenvolvimentos de projetos de energia solar e eólica e geração distribuída.
www.greenvolt.pt8
Quanto à biomassa residual renovável – trata-se da génese da GreenVolt – é um segmento de
mercado onde a companhia tem um histórico de mais de 15 anos, sendo líder de mercado em
Portugal e um operador de referência à escala europeia. A biomassa residual é um combustível
renovável que faz sentido usar na produção de energia elétrica e que gera externalidades muito
positivas para as comunidades onde as unidades industriais se localizam e para o país como um
todo: por um lado, cria incentivos para a limpeza das florestas, através do desenvolvimento de
mercados locais de biomassa e, por outro lado, ao contribuir para práticas silvícolas mais adequadas,
é um poderoso agente mitigador dos incêndios florestais sazonais que assolam Portugal todos os
verões.
Para além da biomassa, a GreenVolt está presente no segmento de mercado mais tradicional das
energias renováveis – solar e eólico – mas optou por operar primordialmente na parte mais a
montante da cadeia de valor: o desenvolvimento de projetos. Esta área de atuação, baixa em termos
de intensidade de capital, mas muito exigente em termos de know-how e expertise, abarca todas as
atividades desde a conceção de um projeto até à sua autorização ou construção.
A geração distribuída é uma área em que identificamos um elevado potencial de crescimento para a
GreenVolt. Portugal tem dos níveis de irradiação solar mais altos da Europa e das taxas de
penetração de geração distribuída mais baixas, pelo que faz todo o sentido apostar nesta área de
geração de energia através de fontes solares fotovoltaicas vocacionada essencialmente para o
autoconsumo, utilizando um conjunto de espaços muito abundante e praticamente inutilizado: os
telhados.
Existe um debate ao nível europeu sobre a classificação dos tipos de biomassa. Que tipos de
biomassa são utilizadas pela GreenVolt?
A GreenVolt tem um princípio absolutamente inamovível: só utilizamos biomassa residual para a
produção de energia elétrica. Em Portugal utilizamos biomassa florestal residual e no Reino Unido
biomassa residual urbana. Penso que a biomassa é uma tecnologia que faz sentido e que tem futuro
desde que se use a biomassa correta – que é aquela que não tem outro uso e que, inclusive, a sua
não utilização para produção de energia elétrica pode acarretar consequências muito graves.
Reafirmo, portanto, que a biomassa residual, quer florestal quer urbana, faz todo o sentido.
A discussão que está atualmente a decorrer a nível europeu, prende-se, em larga medida, com este
conceito de resíduo, e que nos parece fazer sentido: a biomassa usada para a produção de energia
elétrica não deve ter uma alternativa de maior valor acrescentado – princípio da cascata de valor da
biomassa – e deve ser um agente gerador de externalidades positivas, tendo em conta as
especificidades de cada região ou país – no caso de Portugal, o combate ao flagelo dos fogos é a
mais importante externalidade, enquanto no caso do Reino Unido, onde os aterros serão proibidos a
partir de 2025, a utilização de biomassa para produção de energia elétrica permite a valorização de
um subproduto inútil.
www.greenvolt.pt9
A GreenVolt adquiriu a Tilbury Green Power (TGP) no Reino Unido. Qual o racional
estratégico? E como está a evoluir o negócio?
Ao nível da biomassa, a GreenVolt é um operador de referência à escala europeia. Recordo que a
experiência ao nível da operação de centrais de biomassa remonta a 2006, quando foi adquirida, em
parceria com a EDP, a central de biomassa de Mortágua. Desde 2006 até 2018 foram construídas
mais quatro centrais de biomassa em Portugal, sendo a última das quais – a SBM – uma das centrais
mais eficientes da Europa.
Ao longo de todos estes anos a equipa da GreenVolt foi acumulando uma valiosa experiência ao nível
da operação, manutenção e conceção de centrais de biomassa. Este conhecimento foi sendo
aplicado de forma consecutiva, sendo que cada novo projeto era melhor que o anterior. Por outro
lado, entre 2006 e 2018, a gestão das centrais de biomassa foi realizada em parceria com a EDP.
Assim, a nossa excelência operacional, a experiência de gestão de parcerias e a nossa convicção de
que a utilização de biomassa residual para produção de energia elétrica faz sentido, levou-nos a
considerar que a internacionalização seria criadora de valor.
Fizemos uma análise de mercado assente em critérios rigorosos, onde o mais importante se prende
com a capacidade de melhorar a eficiência operacional recorrendo ao nosso saber e experiência
acumulados. A central de Tilbury (TGP) encaixa-se perfeitamente nestes critérios.
Adquirimos a referida central no dia 30 de junho de 2021 em parceria com o fundo de infraestruturas
britânico Equitix tendo a GreenVolt a responsabilidade pela operação. Estamos muito satisfeitos com
a forma como a atividade tem evoluído e temos à nossa frente um ambicioso plano de melhorias que
esperamos implementar nos próximos anos.
Em resumo, a nossa experiência na operação de centrais de biomassa residual em Portugal levou-
nos a considerar que um processo de internacionalização criterioso, onde pudéssemos acrescentar o
nosso valor, seria um desenvolvimento óbvio.
A GreenVolt está atenta a novas oportunidades no negócio da biomassa?
A biomassa foi o core business da companhia durante muitos anos e o investimento que efetuámos
em Tilbury deixa-nos, como já referi, muito satisfeitos.
Em termos domésticos, estamos disponíveis para analisar oportunidades pontuais de projetos de raiz
(greenfield) que cumpram os nossos critérios de investimento e de rentabilidade.
Em termos internacionais, analisaremos ad hoc as oportunidades que forem surgindo e que se
enquadrem no nosso racional estratégico de gestão, operação e rentabilidade.
www.greenvolt.pt10
Ao nível da energia solar fotovoltaica e eólica, como referiu, a GreenVolt escolheu um
segmento da cadeia de valor mais a montante, operando através da V-Ridium, empresa que
também foi adquirida em 2021. Qual o racional de operar nesta parte da cadeia de valor e qual
a ambição da GreenVolt neste segmento?
A cadeia de valor das renováveis começa no desenvolvimento dos projetos, desde a sua conceção
até à sua execução, passando pela construção e terminando na operação dos respetivos parques.
Analisando do fim para o início, constata-se que a rentabilidade e o nível de investimento requeridos
são inversamente proporcionais à fase de maturidade do projeto. Assim, um parque em operação tem
um nível de rentabilidade baixo e uma necessidade de investimento de aquisição muito elevado,
enquanto um projeto na fase de desenvolvimento tem uma necessidade de capital muito baixa e uma
rentabilidade esperada muito alta.
Tendo em conta esta análise, pareceu-nos fazer todo o sentido escolher a fase de desenvolvimento e
promoção de projetos como o segmento da cadeia de valor onde queríamos estar presentes.
No entanto, nesta fase, mais importante do que os ativos, são os recursos humanos, que com a sua
experiência e envolvimento permitem levar os projetos até à fase de operação. Assim, a aquisição da
V-Ridium, através de um aumento de capital em espécie, foi a forma de poder operar no segmento de
mercado que tínhamos identificado como o mais interessante com uma das melhores e mais
experientes equipas a nível europeu.
Recordo que as pessoas que fundaram a V-Ridium têm uma experiência total acumulada de mais de
200 anos, com um total de mais de 17 GW desenvolvidos e cerca de 2,5 mil milhões de Euros de
montante total acumulado transacionado.
Através da V-Ridium, posso afirmar sem qualquer reserva que a GreenVolt é atualmente um dos
maiores promotores de projetos de energia renovável eólica e fotovoltaica a nível europeu!
A nossa ambição é a de continuar a crescer e de aumentar consecutivamente o pipeline de projetos
em desenvolvimento em várias geografias. Para isso, temos vindo a desenvolver acordos de co-
desenvolvimento com promotores que se querem associar à GreenVolt.
Este é outro dos eixos fundamentais que caracteriza a GreenVolt: a gestão de parcerias. Temos uma
conceção colaborativa do mercado, o que nos permite acelerar o crescimento e partilhar ganhos. Este
é um conceito que considero ser absolutamente determinante para o sucesso da GreenVolt – através
da colaboração conseguimos chegar muito mais longe e muito mais depressa.
Toda a agenda europeia passa pela transição energética e pela neutralidade carbónica a médio
prazo. No entanto, o licenciamento de projetos solares fotovoltaicos e eólicos é cada vez mais
complexo. Este paradoxo aparente é resolúvel?
Acredito piamente que é resolúvel! A geração distribuída e o autoconsumo são uma das chaves para
acelerar a transição energética e a mudança necessária à sociedade. No entanto, não defendo que
sejam alternativas mutuamente exclusivas.
www.greenvolt.pt11
A complementaridade entre os parques solares e eólicos de larga escala e as soluções de pequena
dimensão, vocacionadas para o autoconsumo residencial e comercial, parece-me ser o caminho a
seguir. Esta é uma dinâmica a que já estamos a assistir. Não é uma ideia futurista. É o presente.
Por outro lado, a geração distribuída, enquanto fator de desintermediação e de autonomia energética,
permite níveis muito atrativos de poupança na fatura energética. No contexto atual, de altos preços de
energia, mais relevante é a solução de produção energética renovável através de geração distribuída.
Desde a sua génese que a GreenVolt considera a geração distribuída como um dos seus eixos
estratégicos. Assim, durante este exercício adquirimos a maioria do capital de uma das mais bem-
sucedidas empresas portuguesas deste segmento – a Profit Energy – que opera no segmento de
comércio e indústria e uma participação na empresa espanhola Perfecta Energía, que opera no
segmento residencial.
Uma vez mais quero sublinhar esta noção de parceria e de colaboração como forma de chegar mais
longe, mais depressa e com pessoas que pensam como nós.
Qual a estratégia de ESG (Environmental, Social and Governance) da companhia? Tem algum
pilar prioritário?
A GreenVolt tem a sustentabilidade no seu ADN e tem como pilares quatro eixos fundamentais:
Planeta, Pessoas, Responsabilidade e Ética e Sustentabilidade Financeira.
Queremos aumentar a quota de produção energética renovável no mundo, contribuindo deste modo
para a neutralidade carbónica. O nosso objetivo passa por facilitar a participação de todos na
transição energética através de energia renovável a preços acessíveis.
Atingir estes objetivos envolve um forte compromisso de investimento. Essa é uma das razões para
termos sido uma das primeiras empresas portuguesas a emitir green bonds, tendo realizado em 2021
a nossa segunda emissão, com um rating atribuído por uma entidade internacional de referência, a
Sustainalytics.
Mas é também um trabalho que só se faz com pessoas. Para nós, as pessoas são a mais valiosa
fonte da energia que precisamos para assegurar a transição para um sistema energético de baixo
carbono. É por isso que, numa empresa defensora da igualdade de oportunidades, inclusiva e
diversa, procuramos atrair os melhores talentos, oferecendo aos nossos colaboradores um ambiente
de trabalho positivo, energético e saudável, mas assegurando, ao mesmo tempo, o tão importante
equilíbrio entre a vida profissional e pessoal, dando-lhes assim os motivos para desenvolverem a sua
carreira connosco.
Na GreenVolt, acreditamos na liderança pelo exemplo. Ao nível do governo da sociedade, temos
implementado um modelo que garante as melhores práticas de gestão, com foco na ética,
transparência, governo, gestão de risco, combate à corrupção e avaliação contínua da cadeia de
fornecimento. Desta forma é possível crescer em conjunto e estabelecer relações duradouras e de
confiança com todos os stakeholders, baseadas em princípios de negócio responsável, tanto social
como ambientalmente.
www.greenvolt.pt12
O ESG é, como vê, de extrema importância para a GreenVolt. Assumimos em 2021 o compromisso
com o Pacto Global das Nações Unidas, e estamos a trabalhar, no nosso dia-a-dia, para contribuir de
forma relevante para atingir os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável. Acreditamos que somos
capazes de os atingir e até de os superar, estando mesmo em estudo a adoção de critérios de ESG
na componente remuneratória.
Sendo as pessoas um fator essencial para o sucesso da GreenVolt, qual é a política que a
companhia tem para atrair o talento?
As pessoas são verdadeiramente um dos fatores mais críticos de sucesso em qualquer organização.
O nosso projeto tem vindo a ser capaz de atrair excelentes profissionais nas mais diversas áreas.
Temos hoje uma equipa – que continua a crescer – de muita qualidade, seja em Portugal, seja em
todos os mercados onde estamos presentes. É o seu talento que tem permitido à companhia um
rápido crescimento e uma expansão assinalável a nível internacional, atingindo um patamar de
referência internacional em poucos meses de atividade.
Recentemente assinámos a Carta Portuguesa para a Diversidade, porque quisemos materializar
publicamente o compromisso assumido pela GreenVolt com a criação de um ambiente diverso e
multicultural.
Quais são as perspetivas da GreenVolt a curto e a longo prazo?
A GreenVolt traçou um plano aquando do IPO. O que prometemos aos investidores é exatamente o
que vamos cumprir, passo a passo. Esse plano passa pelo desenvolvimento da aposta nas energias
renováveis nos três eixos que já identifiquei.
Continuaremos atentos a oportunidades que possam surgir, seja para aquisições, seja de parcerias,
desde que a GreenVolt sinta que pode criar valor acrescentado com o enorme conhecimento que os
seus profissionais aportam.
Acreditamos que esta estratégia, assente num investimento global entre 1,5 e 1,8 mil milhões de
Euros até 2025, vai traduzir-se em cada vez mais energia renovável produzida, colocando a
GreenVolt cada vez mais à frente nesta mudança de paradigma de um mundo dependente dos
combustíveis fósseis para um planeta mais verde, mais sustentável. Estamos seguros de que vamos,
simultaneamente, entregar os resultados estimados, aumentando o volume de negócios, o EBITDA e
o resultado líquido.
Tanto o EBITDA como o resultado líquido da GreenVolt deverão apresentar um crescimento médio
anual de cerca de 40% até 2025, isto ao mesmo tempo que a companhia mantém um perfil
conservador em termos de endividamento. Queremos ser financeiramente sustentáveis, como disse,
pelo que o rácio entre a dívida e o EBITDA deverá rondar os 3,5 a 4 vezes no final de 2025.
www.greenvolt.pt13
2.
2021 EM NÚMEROS
PRÉMIOS
INICIATIVAS
GOVERNO
Prémio Emitente do Ano
(Euronext Lisbon Awards)
Adesão ao Pacto Global das
Nações Unidas
Constituição do Comité de
Ética e Sustentabilidade
Prémio Investment Award
2021 (Reino Unido)
Adesão à Carta Portuguesa
para a Diversidade
AMBIENTAL
SOCIAL
FINANCEIRO
42.488 tCO2e
169
100 € Milhões
Total emissões scope 1 e 2
Colaboradores
Emissão de Green Bonds
0,038 tCO2/MWh
66
56,5 € Milhões
Intensidade carbónica
Mulheres (39%)
EBITDA
88%
103
Resíduos valorizados
Homens (61%)
6
36%
Centrais de biomassa
Mulheres nos órgãos sociais
(5 PT + 1 UK)
TAXONOMIA VERDE
9
178,4 € Milhões
142,1 MW
Geografias
CAPEX
100.5 MW PT + 41.585 MW UK
(78% do Capex total)
Capacidade total instalada
(Pela licença)
874.843 MWh
7,0 € Milhões
713.035 MWh PT + 161.808 MWh UK
OPEX
Eletricidade injetada na rede
(70% do Opex total)
31,5 MWp + 4,5 MWp
139,9 € Milhões
2021 PF: Profit Energy PT + Perfecta
Energia ES
Receitas Verdes
(99% das Receitas totais)
MW Instalados – Geração
distribuída
www.greenvolt.pt14
3.
ABORDAGEM AO RELATÓRIO
O ano de 2021 marcou o arranque da Greenvolt – Energias Renováveis S.A., um projeto
transformador, assente exclusivamente no desenvolvimento e gestão de projetos de energias
renováveis, com o firme propósito de contribuir para um futuro mais sustentável.
O relatório anual materializa o compromisso da GreenVolt em comunicar com total transparência com
os seus stakeholders, evidenciando a sua visão estratégica, as suas diferentes áreas de atividade e
os principais marcos da Companhia em 2021, num único documento.
Este relatório está organizado em quatro partes.
Na primeira parte, para além da descrição do que mais relevante aconteceu em 2021, apresentam-
se e descrevem-se as várias áreas de negócio da Companhia, nomeadamente a Biomassa, a
geração de eletricidade em larga escala com recurso às energias solar e eólica e a geração
energética distribuída, procurando dar uma visão de conjunto da atividade da companhia e que a
torna única.
Neste capítulo sintetizam-se também as linhas estratégicas de médio e longo prazo e o desempenho
alcançado no exercício.
A segunda parte integra os temas relacionados com o Governo da Sociedade, elaborados de acordo
com as disposições constantes do Código das Sociedades Comerciais e do Código dos Valores
Mobiliários, bem como dos Regulamentos da CMVM n.º 4/2013 e n.º 7/2018, e constituindo a
expressão descritiva do posicionamento adotado, sob o princípio comply or explain, pela Sociedade
quanto às recomendações de bom governo divulgadas pelo Instituto Português de Corporate
Governance em 2020.
Na terceira parte endereçam-se os temas ligados à sustentabilidade, comunicando a estratégia e
contributo do Grupo GreenVolt para o desenvolvimento sustentável no que respeita aos pilares
económico, ambiental e social, procurando responder às expectativas e interesses das diferentes
partes interessadas.
O relatório de Sustentabilidade segue as orientações das Diretrizes de Elaboração de Relatórios de
Sustentabilidade da GRI (“Global Reporting Initiative”).
Na quarta e última parte do relatório são publicadas as demonstrações financeiras individuais e
consolidadas respeitantes ao exercício de 2021. Estas foram preparadas no pressuposto da
continuidade das operações a partir dos registos contabilísticos das empresas incluídas na
consolidação, de acordo com as Normas Internacionais de Relato Financeiro (IFRS – International
Financial Reporting Standards), tal como adotadas na União Europeia.
Os documentos que integram o presente Relatório e Contas foram preparados sob o Formato ESEF e
em conformidade com as especificações previstas no Regulamento Delegado (UE) 2018/815 da
Comissão, de 17 de dezembro de 2018, e nos termos das alterações subsequentes, tendo
www.greenvolt.pt15
igualmente em conta os guidances disponibilizados pela Autoridade Europeia dos Valores Mobiliários
e dos Mercados (ESMA) através da versão atualizada do ESEF Reporting Manual, bem como a
informação divulgada pela CMVM a respeito das regras aplicáveis ao novo formato eletrónico de
divulgação de informação financeira.
As demonstrações financeiras foram auditadas pela Deloitte & Associados SROC, S.A.
www.greenvolt.pt16
4.
A GREENVOLT
4.1.Perfil e Estrutura
HISTÓRIA
1999
2002
2006
2009
2018
2019
Inauguração da
Central
Termoelétrica de
Mortágua
Constituição
da Bioelétrica
da Foz
Arranque da
central de
biomassa de
Ródão
Arranque da
central de
biomassa em
Constância e da
primeira central
na Figueira da
Foz
Aquisição da
totalidade do
capital da
Bioelétrica da
Foz pela Altri
Arranque da
nova central de
biomassa na
Figueira da Foz
(Sociedade
Biolétrica do
Mondego)
2021
Março
Junho
Julho
Julho
Agosto
Outubro
Rebranding da
GreenVolt
Aquisição de
51% do
capital da
TGP
Aquisição da
V-Ridium
Power Group
Dispersão do
Capital da
GreenVolt no
mercado
Euronext
Lisboa
Aquisição de
70% da Profit
Energy
Aquisição de
42,19% da
Perfecta
Energía
MISSÃO
VISÃO
Acreditamos num mundo movido por
soluções de energia sustentáveis,
socialmente responsáveis, e
tecnologicamente inovadoras.
Ser parte liderante da transformação
global na produção de energia, para um
futuro mais sustentável e saudável.
A GreenVolt é hoje a principal referência em termos de produção de energia a partir de biomassa
residual florestal em Portugal. Tem ainda uma central de produção de energia elétrica através de
biomassa residual urbana no Reino Unido, a Tilbury Green Power.
www.greenvolt.pt17
Para além da biomassa, a GreenVolt é já uma das maiores empresas da Europa no segmento do
desenvolvimento de projetos solares e eólicos "utility-scale", com um pipeline de cerca de 5,8 GW,
dos quais cerca de 4,0 GW estão em fase avançada, estando presente em nove mercados,
nomeadamente Portugal, Reino Unido, Espanha, Polónia, Grécia, Itália, França, Roménia e Bulgária.
Já em 2022, o Grupo entrou na Sérvia e Estados Unidos da América.
Complementarmente ao desenvolvimento destes projetos de grande dimensão, a GreenVolt aposta
na geração distribuída de energia, sendo este um dos eixos principais da transição energética e um
instrumento de redução dos custos da fatura energética. Em Portugal atua no segmento Business-to-
Business (“B2B”) através da Profit Energy e em Espanha no segmento de Business-to-Consumer
(“B2C”), através da sua participada Perfecta Energía.
www.greenvolt.pt18
ESTRUTURA ACIONISTA A 31 DE DEZEMBRO DE 2021 (1)
(1) De acordo com as notificações recebidas na sede da GreenVolt reportadas a 31 de dezembro de 2021
ESTRUTURA SOCIETÁRIA
Uma empresa centrada nas pessoas
www.greenvolt.pt19
Onde estamos e quem somos?
No final de 2021, a GreenVolt registava um total de 169 colaboradores distribuídos por diferentes
países como Portugal, Espanha, Polónia, França, Itália e Bulgária, sendo a maioria (53% – 89
colaboradores) pertencente ao segmento de negócio “Eólica e solar” fruto da composição da empresa
V-Ridium.
Noutro pilar-chave para o negócio destacamos a produção de energia através de geração distribuída,
que integra as empresas Profit Energy em Portugal e Perfecta Energía em Espanha, representando
27% do total de colaboradores do Grupo.
Em termos de representatividade de género, existe uma maior predominância do género masculino
(61%) em comparação com 39% do género feminino.
31.12.2021
Eólica e Solar
Geração Distribuída
TOTAL
Estrutura
GreenVolt
V-Ridium
Profit Energy
Perfecta Energía
Tipo de contrato, por género
Total de Colaboradores (n.º)
34
89
25
21
169
Em 2021, registámos um total de 97 admissões, valor representativo da estratégia de crescimento e
expansão do negócio e em que podemos destacar a presença de mais de dez nacionalidades entre
os nossos colaboradores e formações de base totalmente distintas.
De destacar que o talento da GreenVolt é muito jovem, com uma percentagem significativa dos
colaboradores (56%) na faixa etária dos 30 a 50 anos, sendo ainda de referir que cerca de 32% dos
nossos colaboradores tem idade inferior a 30 anos.
Distribuição global de colaboradores por género
Distribuição global de colaboradores por faixa etária
www.greenvolt.pt20
O que nos diferencia?
A equipa GreenVolt destaca-se pelo respeito para com todos os seus stakeholders, trabalhando
diariamente com parceiros e tendo, dessa forma, um know-how local que a diferencia dos demais. A
companhia acredita que só trabalhando em equipa, percebendo as várias perspetivas e valências de
cada pessoa, pode ter êxito. Os colaboradores da GreenVolt são flexíveis e gostam de resolver
problemas rapidamente sempre com ética e uma atitude positiva face aos desafios.
Como resultado de uma análise de clima feita internamente, foi possível concluir que os
colaboradores acreditam que estão no local ideal para aprender e desenvolverem competências, e
sublinhando que o ambiente de trabalho e o impacte que podem ter nesta transição energética são
fatores-chave para uma experiência positiva na companhia.
4.2. Enquadramento
4.2.1. Tendências Globais e Regulação
Contexto
Em termos de mercado, durante o ano de 2021 assistiu-se a um forte aumento do preço da energia
elétrica, intensificando assim a procura, por parte de empresas, de acordos bilaterais de longo prazo
através de Power Purchase Agreements (PPA). Por outro lado, o mercado de geração distribuída está
a registar um crescimento exponencial, consubstanciado no crescimento das instalações de
autoconsumo através de energia solar fotovoltaica.
O segmento de geração distribuída é um dos sectores de energias renováveis mais dinâmico, tendo o
mercado global crescido 1,8x entre 2018 e 2020. Em termos ibéricos, onde os níveis de irradiação
são dos mais elevados da Europa, o nível de instalação de geração distribuída per capita é dos mais
baixos da Europa. Por esta razão e pela constância de preços continuadamente altos, a GreenVolt
considera esta área de negócio como estratégica, ambicionando reforçar a sua quota de mercado a
nível europeu, na medida em que o autoconsumo é uma solução óbvia para uma redução efetiva da
fatura energética.
A necessidade da transição e de autonomia energéticas nas várias geografias do continente europeu
foi reforçada pelos dramáticos eventos que ocorreram em março de 2022 na Ucrânia, alvo de invasão
por parte da Federação Russa.
As mudanças regulatórias que têm vindo a ser implementadas na Europa também têm tido um
grande impacte na estratégia desenvolvida pela GreenVolt.
www.greenvolt.pt21
Principais desenvolvimentos no quadro regulamentar da União Europeia
O ano de 2021 trouxe desenvolvimentos positivos relevantes ao panorama regulamentar da UE em
matéria de energias renováveis. A lei climática europeia foi adotada a 9 de julho de 2021,
estabelecendo o compromisso de a UE atingir a neutralidade carbónica até 2050, introduzindo
também um objetivo intermédio de reduzir as emissões líquidas de gases com efeito estufa em pelo
menos 55% até 2030, em comparação com os níveis de 1990. Para atingir estes objetivos, e em
conformidade com a estratégia definida no Pacto Ecológico Europeu, a Comissão apresentou em
julho e dezembro de 2021 o pacote Fit For 55. Este pacote engloba uma série de propostas
legislativas e não legislativas, incluindo uma revisão das metas de energia e clima da UE para 2030,
com alterações à legislação sobre redução dos gases com efeito estufa, uso do solo e florestas,
energias renováveis, eficiência energética, emissões de CO2 dos automóveis e veículos comerciais,
bem como a revisão da Diretiva de Tributação da Energia. Estas várias propostas terão ainda de ser
negociadas pelo Conselho Europeu e Parlamento Europeu ao longo de 2022 antes de serem
adotadas.
A GreenVolt está a acompanhar de perto a evolução destes processos e, em particular, a proposta de
alteração da Diretiva das Energias Renováveis de 2018. Trata-se de um instrumento legislativo
fundamental da UE para impulsionar os Estados-membros e investidores a cumprirem as ambiciosas
metas de energias renováveis previstas nos Planos Nacionais de Energia e Clima. A este respeito, a
proposta vem fortalecer a estratégia da GreenVolt focada no desenvolvimento, por um lado, de
projetos de energias renováveis mais económico-eficientes (por exemplo, com tecnologias solar e
eólica) bem como a sua aposta no segmento de energia descentralizada. Exemplos de algumas
destas medidas positivas são o aumento da meta europeia de consumo de energias renováveis para
2030 (que passa de 32% para 40%), as iniciativas para incentivar uma maior utilização de Contratos
de Longo Prazo para aquisição de energia das Empresas (Corporate PPAs) complementado com o
reforço do Sistema de Garantias de Origem, bem como a introdução de metas setoriais de consumo
de energia renovável na indústria e nos edifícios.
No que respeita ao negócio de biomassa, a proposta da Comissão introduz um quadro regulamentar
mais restritivo à atividade das florestas e à valorização da energia a partir da biomassa florestal. Tal
inclui, por exemplo, restrições aos apoios para a produção de energia a partir de biomassa
proveniente de florestas primárias e ricas em biodiversidade. Os Estados-membros devem também
desenhar os seus regimes de apoio à produção de energia respeitando o princípio da cascata na
utilização da biomassa.
Neste contexto, embora apoiando a proposta da Comissão, a GreenVolt defende uma maior
flexibilidade ao quadro projetado, para permitir a sua articulação com outros objetivos nacionais tais
como a prevenção de incêndios florestais, que é manifestamente um dos grandes desafios dos
países do Sul da Europa, como consequência das alterações climáticas.
Em 2021 foram também tomadas medidas adicionais no sentido de aumentar a transparência na
divulgação de atividades ambientalmente sustentáveis. O Ato Delegado do Clima previsto no
Regulamento da Taxonomia foi publicado em dezembro de 2021 e aplica-se a partir de 1 de janeiro
de 2022. Neste diploma definem-se os critérios técnicos de avaliação das atividades económicas que
podem ser classificadas como dando um contributo substancial para a mitigação ou adaptação das
www.greenvolt.pt22
alterações climáticas sem prejudicar significativamente outros objetivos ambientais. Assim, de 2022
em diante a GreenVolt irá avaliar as suas atividades e investimentos à luz destes novos critérios.
Aquelas que cumprirem os critérios técnicos de avaliação poderão ser classificadas como
"Ambientalmente Sustentáveis". Em julho de 2021, a Comissão também publicou a proposta de um
Regulamento relativo às Obrigações Verdes Europeias, estabelecendo uma norma de obrigações
verdes de elevada qualidade, com o objetivo de facultar aos investidores uma forma robusta que lhes
permita demonstrar que estão a financiar projetos que possam ser legitimamente classificados como
verdes. Um dos critérios propostos é que as receitas das obrigações sejam totalmente afetadas a
investimentos que estejam alinhados com o Regulamento da Taxonomia da UE.
Outra evolução positiva para as energias renováveis diz respeito à comunicação da Comissão relativa
às orientações sobre os auxílios estatais para a proteção do clima e ambiente e a energia. Estas
foram atualizadas no final de 2021, tendo sido feitos ajustamentos importantes para alinhar as regras
com as prioridades estratégicas da Comissão, em particular as estabelecidas no Pacto Ecológico
Europeu. Tendo em conta os investimentos massivos em energia limpa que serão necessários para
cumprir a neutralidade climática da UE, trata-se de um instrumento crítico para permitir que os
Estados-membros apoiem os investimentos verdes e assim ajudem a cumprir as metas incluídas nos
Planos Nacionais de Energia e Clima. As novas regras permitem que de forma geral os apoios
possam ascender a 100% do “défice de financiamento”, nomeadamente quando a ajuda é concedida
na sequência de um processo de licitação competitivo. As novas regras incluem também medidas
para facilitar a participação das comunidades de energias renováveis e das PME na transição para a
energia limpa.
4.2.2 Posicionamento estratégico (Estratégia de Negócio)
A GreenVolt é uma companhia de referência no importante mercado de energia gerada a partir de
fontes renováveis, com uma experiência na operação de centrais de biomassa residual florestal que
remonta a 1999, ano em que entrou em funcionamento a central de Mortágua. As suas operações
estão assentes em três eixos fundamentais: biomassa residual renovável, desenvolvimentos de
projetos de energia solar e eólica e geração energética distribuída.
Biomassa Residual
A biomassa residual renovável, que está na génese da GreenVolt, é um segmento de mercado onde
a companhia conta com um histórico de mais de uma década e meia, sendo líder de mercado em
Portugal e um operador de referência reconhecido a nível internacional.
Para além das operações em Portugal, onde detém cinco centrais, a GreenVolt concretizou, em 30 de
junho de 2021, a aquisição de uma central de energia renovável a biomassa (TGP), situada no Porto
de Tilbury, Essex, Inglaterra. A TGP opera aquela que é uma das maiores centrais do Reino Unido de
produção energética através de biomassa proveniente de resíduos lenhosos urbanos. A totalidade
das necessidades de fornecimento dos resíduos necessário ao pleno funcionamento da central
encontram-se integralmente cobertas por um contrato em vigor até 2037.
www.greenvolt.pt23
Deste modo, as centrais detidas pela GreenVolt têm uma capacidade total de injeção de cerca de 142
MW, conforme segue:
Central
País
Capacidade de
injeção (MW) (1)
Fim do período
de tarifa
Mortágua
Portugal
10 MW
agosto de 2024
Constância
Portugal
13 MW
julho de 2034
Figueira da Foz I
Portugal
30 MW
abril de 2034
Ródão Power
Portugal
13 MW
novembro de 2031
Figueira da Foz II (SBM)
Portugal
34,5 MW
julho de 2044
TGP
Reino Unido
41,6 MW
março de 2037
(1) De acordo com a respetiva licença
No seu conjunto, as centrais detidas pela GreenVolt produzem anualmente um total de cerca de 875
GWh (dos quais 713 GWh em Portugal e 162 GWh no Reino Unido) a partir de resíduos florestais e
agrícolas. É feita uma valorização destes resíduos ao mesmo tempo que se fomenta a limpeza das
florestas, contribuindo, deste modo, para a mitigação do risco de incêndios.
A GreenVolt está atenta ao mercado e preparada para analisar oportunidades que surjam no mercado
português, mas que obedeçam a critérios de rentabilidade compatíveis com a sua estratégia de
negócio. A nível internacional, a companhia está igualmente atenta às oportunidades que possam
surgir. Seguindo uma lógica de conjunto, serão analisadas ad hoc as oportunidades que forem
surgindo e que se enquadrem no racional estratégico de gestão, operação e rentabilidade definidos
pela GreenVolt.
Energia Solar e Eólica Utility Scale
Prosseguindo a estratégia de desenvolvimento na área das energias renováveis, a GreenVolt está
também enfocada no negócio da energia solar e eólica, essencial para o processo de transição
energética, operando neste segmento através da sua subsidiária integral V-Ridium.
O posicionamento estratégico da GreenVolt encontra-se, maioritariamente, na fase de
desenvolvimento e promoção de projetos. Esta área de atuação tem a vantagem de requerer um
menor investimento financeiro do que as fases subsequentes mas, em contrapartida, obriga a que a
companhia invista em capital humano de grande qualidade, quer ao nível dos mercados onde opera,
quer com capacidade e vasta experiência na gestão de projetos desde a sua conceção até à sua
autorização ou construção.
Neste segmento, que deverá registar um forte crescimento ao longo dos próximos anos, estimando-
se um aumento de 79% na capacidade instalada de energia solar e de 62% na eólica, até 20301, a
GreenVolt está já presente em vários mercados europeus. Os mercados são escolhidos de forma
criteriosa, onde seja possível encontrar oportunidades de investimento geradoras de valor,
normalmente numa política assente na cooperação com parceiros locais.
www.greenvolt.pt24
1 IRENA (International Renewable Energy Agency); EU-28 (including UK)
Sendo um dos maiores promotores de projetos à escala europeia, com 4,0 GW em ready to build, em
construção ou fase avançada e um pipeline de 5,8 GW, a GreenVolt deu, já no início de 2022, mais
um passo na sua estratégia, entrando no mercado americano: através da V-Ridium, procedeu à
aquisição de recursos da Oak Creek Energy Systems (OCES), uma empresa com sede na Califórnia
e que tem vindo a desenvolver, desde 1982, projetos de energia renovável, nomeadamente eólica,
nos Estados Unidos.
A GreenVolt continuará a explorar oportunidades de crescimento neste importante segmento do
mercado, privilegiando acordos de codesenvolvimento com promotores que se querem associar à
nossa missão. Acreditamos que esta conceção colaborativa do mercado permitirá à GreenVolt
acelerar o seu crescimento e partilhar os ganhos.
Produção Energética Distribuída
A geração de energia distribuída assume-se como uma das áreas de negócio que maior potencial de
crescimento deverá apresentar, especialmente no mercado ibérico2.
Capacidade Solar Distribuída Projetada (GW)
www.greenvolt.pt25
2 Fonte: Power Europe, Global Solar Atlas, Monitor Deloitte
Com o preço médio da eletricidade no MIBEL (Mercado Ibérico de Eletricidade) em níveis
historicamente altos, prevê-se que a procura de soluções de autoconsumo aumente
significativamente nos próximos anos.
Para dar corpo ao posicionamento estratégico da GreenVolt no segmento de geração distribuída,
foram adquiridas a Profit Energy (70%) em Portugal e a Perfecta Energía (42,19%), em Espanha,
havendo no caso da Perfecta a opção de compra do capital remanescente, que poderá ser exercida
em determinadas condições.
A Profit Energy, fundada em 2017, é uma empresa que atua no segmento B2B, especializada no
desenvolvimento, construção, manutenção e financiamento de projetos de produção de energia
através de fontes renováveis e eficiência energética com soluções de financiamento que não
implicam qualquer investimento inicial através de contratos ESCO (Energy Service Company), num
modelo de partilha de poupanças geradas.
A empresa portuguesa conta com mais de 70 megawatts-pico (MWp) instalados, com 140 mil painéis
solares aplicados em Portugal, tendo também instalado 50 mil equipamentos LED que, pela sua
elevada eficiência, permitem economias de até 80% no consumo energético.
A Perfecta Energía é uma empresa de geração energética descentralizada que opera no segmento
residencial (B2C) em Espanha. Recorrendo a uma solução de financiamento sem qualquer custo
inicial para os clientes, tem vindo rapidamente a conquistar o mercado, tendo mais do que triplicado a
capacidade instalada entre 2020 e 2021, para mais de 4,5 MWp. Conta já com uma carteira de
encomendas de 2,5 MWp para 2022.
Estas soluções, vocacionadas para o autoconsumo, apresentam-se como um dos vetores de
crescimento da GreenVolt. Sendo uma área com um dinamismo crescente, a GreenVolt encontra-se a
analisar diversas oportunidades de crescimento noutros mercados.
4.3. Perspetivas futuras
Durante o exercício de 2022 a GreenVolt continuará a aprofundar a concretização dos seus eixos
estratégicos, quer através de medidas de índole orgânico, quer através de operações de carácter
exógeno.
Em termos de iniciativas orgânicas, sublinhe-se o aprofundamento da política de melhoria contínua e
de digitalização ao nível das centrais de biomassa, bem como a análise de projetos que visem
reforçar a eficiência operativa, em particular na central de TGP, a mais recente central de biomassa
residual do universo GreenVolt.
Relativamente ao segmento de desenvolvimento de projetos do tipo utility scale, prevê-se que,
durante o exercício de 2022, se concretizem os primeiros processos de venda de ativos na Polónia.
Por outro lado, em Portugal, entrará em funcionamento a central de energia solar fotovoltaica de
Tábua, com cerca de 48 MWp, e as Unidades de Pequena Produção, com cerca de 14 MWp.
www.greenvolt.pt26
A necessidade da transição e de autonomia energéticas nas várias geografias do continente europeu
foi recentemente reforçada pelos dramáticos eventos que ocorrem na Ucrânia, alvo de invasão por
parte da Federação Russa. A GreenVolt continuará a ampliar o seu portfólio de projetos em vários
países europeus, com o objetivo de acelerar a entrada em operação dos projetos. Já durante o ano
em curso, a GreenVolt adquiriu uma participação de 35% na MaxSolar, um promotor de referência no
mercado alemão, e estabeleceu um acordo de codesenvolvimento com um dos mais antigos e
consagrados promotores portugueses, a Infraventus.
De referir que a GreenVolt não espera efeitos adversos materiais face à dramática situação que se
vive na Ucrânia, apesar de a V-Ridium ter atividade significativa em países vizinhos como sejam a
Polónia e a Roménia.
No que concerne ao segmento de Geração Distribuída, setor estratégico para a GreenVolt, estima-se
que o mercado aprofunde a tendência de crescimento que tem vindo a sentir-se, na medida em que o
autoconsumo é uma solução óbvia para uma redução efetiva da fatura energética. Assim, a GreenVolt
acredita que durante o exercício de 2022 se materializem projetos de tipo orgânico e potenciais
aquisições.
Ao nível orgânico, será lançada, a muito curto prazo, uma nova área de negócio da Perfecta Energía
(que atualmente se dedica apenas ao segmento residencial) dirigida ao segmento comercial e
industrial.
www.greenvolt.pt27
5.
PRINCIPAIS ACONTECIMENTOS
DESTAQUES DE 2021
O ano de 2021 foi um ano histórico para a GreenVolt, marcado pela sua internacionalização, bem
como pela entrada em bolsa, destacando-se os seguintes acontecimentos:
•Aquisição de 51% da central de biomassa Tilbury Green Power (Tilbury), no Reino Unido,
em parceria com fundo de investimento Equitix (Closing em 30 de junho de 2021);
•Aquisição, através de aumento de capital em espécie, de 100% da V-Ridium, promotor de
projetos de energia solar e eólica de abrangência pan-europeia, atualmente com portfolio de
projetos na Polónia, Grécia, Itália, Roménia, França, Bulgária, Estados Unidos da América e
Sérvia (Closing em 14 de julho de 2021);
•IPO da GreenVolt, cuja admissão à cotação na Euronext Lisboa ocorreu no dia 15 de julho
de 2021, com um preço por ação de 4,25€;
•Assinatura de Contrato de Compra de Ações de 70% da Profit Energy, empresa de geração
energética distribuída, que opera no mercado português, no segmento empresarial e
comercial (Closing em 24 de agosto de 2021);
•Assinatura do Contrato de Compra de uma participação acionista de 42,19% na Tresa
Energía S.L. (“Perfecta Energía”), empresa espanhola de geração energética distribuída que
opera no segmento residencial (Closing em 25 de outubro de 2021);
•No decorrer do quarto trimestre, a GreenVolt concretizou a emissão de um empréstimo
obrigacionista verde (Green Bonds), no montante de 100 milhões de Euros com uma
maturidade de sete anos e um cupão fixo de 2,625%.
www.greenvolt.pt28
6.
DESEMPENHO FINANCEIRO
Milhares de Euros
2021
2020
Δ %
Δ Abs.
Receitas totais
141.507
90.100
57%
51.406
Custos operacionais totais
84.965
57.079
49%
27.886
EBITDA
56.541
33.021
71%
23.520
EBIT
30.561
27.208
12%
3.353
Resultado Líquido Consolidado do exercício
12.810
17.926
(29)%
(5.116)
Atribuível a:
Detentores de capital próprio da empresa-mãe
8.016
17.934
(55)%
(9.918)
Interesses sem controlo
4.794
(9)
—
4.802
Demonstração de resultados
As receitas totais atingiram os 141,5 milhões de Euros, representando um crescimento de 57% face
ao ano de 2020, sendo que o EBITDA incluindo custos de transação aumentou 23,5 milhões de Euros
face ao ano anterior, ascendendo assim a 56,4 milhões de Euros em 2021 (crescimento de 71%).
Excluindo os custos de transação incorridos em 2021, o EBITDA teria sido de 61,6 milhões de Euros.
O segmento da biomassa, que inclui as centrais em Portugal, os custos de estrutura e a central de
Tilbury, foi, durante o ano de 2021, o que mais contribuiu para os resultados consolidados do Grupo,
situação expectável face à maturidade deste negócio.
De facto, o segmento de biomassa e estrutura registou receitas totais de 131,3 milhões de Euros,
refletindo um crescimento de 46% face ao ano anterior, enquanto o EBITDA ascendeu a cerca de
59,5 milhões de Euros, o que se traduz num crescimento de 80% face ao mesmo período de 2020.
No segmento de energia renovável solar fotovoltaica e eólica, o Grupo tem reforçado o seu pipeline,
através maioritariamente da sua subsidiária V-Ridium, consolidada desde 30 de junho de 2021, e que
detém projetos em localizações como Polónia, Itália, Roménia, Grécia, entre outros. As receitas totais
deste segmento ascenderam a 1,8 milhões de Euros, e o EBITDA foi negativo em 2,9 milhões de
Euros, para os quais a V-Ridium contribuiu apenas com seis meses.
Por último, no segmento de geração distribuída, que inclui as subsidiárias Profit Energy e Perfecta
Energía, o contributo para o EBITDA anual foi residual (32 mil Euros negativos), o que é expectável
dada a fase de ramp-up em que se encontra esta área de negócio, bem como o facto de apenas
contribuírem com quatro e dois meses de atividade para as contas consolidadas, respetivamente.
Os custos operacionais registaram um aumento de cerca de 49%, maioritariamente explicados pelo
aumento dos Fornecimentos e serviços externos, bem como os Custos com o pessoal (inexistentes
no ano de 2020). Refira-se que a rubrica de Fornecimentos e serviços externos inclui custos de
transação, não recorrentes, que ascenderam a cerca de 5 milhões de Euros.
www.greenvolt.pt29
A variação dos resultados face ao ano de 2020 é assim maioritariamente explicada por todas as
aquisições efetuadas pela GreenVolt durante o ano de 2021, salientando-se as aquisições da central
de biomassa Tilbury Green Power, da V-Ridium, da Profit Energy e da Perfecta Energía, bem como o
reforço da equipa de colaboradores da GreenVolt.
O EBIT de 2021 aumentou cerca de 12% face ao período homólogo. Refira-se que o EBIT do ano de
2020 foi positivamente impactado pela reversão de uma imparidade referente às centrais de Ródão,
Constância e Mortágua. Caso este efeito não fosse considerado no ano de 2020, o crescimento do
EBIT ajustado2, em 2021, seria de cerca de 71%.
O aumento das amortizações face ao período homólogo está essencialmente associado à aquisição
de TGP, efeito este que inclui também o aumento decorrente do exercício de Purchase Price
Allocation na TGP (reavaliação dos ativos fixos tangíveis e intangíveis ao seu justo valor), concluído
no final do ano e que também impactou a linha de Imposto sobre o rendimento.
O Resultado Líquido ajustado atribuível à GreenVolt atingiu assim os 11,9 milhões de Euros, o que
traduz um crescimento de cerca de 3% face ao Resultado Líquido ajustado atribuível à GreenVolt de
2020.
Os interesses sem controlo aumentaram face ao período homólogo, estando a variação
essencialmente relacionada com TGP.
Dívida financeira líquida
A dívida financeira líquida da GreenVolt no final de dezembro de 2021 ascendia a 146,2 milhões de
Euros, sendo que as linhas de Caixa e equivalentes eram de 258,8 milhões de Euros.
Durante o ano de 2021, a GreenVolt levantou, no mercado bancário Português e no mercado de
capitais de dívida, cerca de 475 milhões de Euros, dos quais 205 milhões de Euros foram contratados
após o IPO. A GreenVolt realizou com sucesso, no mês de novembro, a emissão de um Green Bond,
no montante de 100 milhões de Euros, com uma maturidade de sete anos e um cupão fixo de
2,625%.
Registe-se que, já no decurso de 2022, a GreenVolt emitiu um novo Empréstimo Obrigacionista no
montante de 15 milhões de Euros.
A evolução da dívida financeira face ao ano de 2020 é ainda fortemente marcada pelo investimento e
aquisições da GreenVolt, tendo em conta a expansão da atividade que marcou o ano de 2021.
www.greenvolt.pt30
Evolução do preço da ação
A cotação bolsista da GreenVolt encerrou o ano de 2021 nos 6,35 Euros por ação, comparando com
o preço de entrada em bolsa de 4,25 Euros por ação.
Durante o ano de 2021, as ações da GreenVolt foram transacionadas a uma cotação máxima de 7,24
Euros por ação e a mínimos de 4,48 Euros por ação. No total, foram transacionadas cerca de 30,1
milhões de ações da GreenVolt entre o IPO e o dia 31 de dezembro de 2021.
www.greenvolt.pt31
7.
INDICADORES OPERACIONAIS
   
BIOMASSA
875 GWh
142 MW
Energia Exportada
Capacidade Total
6 centrais
5 em Portugal (100 MW) + 1 no Reino Unido
DESENVOLVIMENTO EÓLICO E SOLAR UTILITY-SCALE
5,8 GW
10
170 MW
Pipeline
Geografias
Projetos eólicos e solares em
construção na Europa
 
GERAÇÃO DISTRIBUÍDA
PORTUGAL
18,5 MWp
Instalados
ESPANHA
4,5 MWp
1.491
Instalados
Projetos
www.greenvolt.pt32
8.
DESEMPENHO POR ÁREA DE NEGÓCIO
8.1. Biomassa
A GreenVolt opera cinco centrais de biomassa em Portugal e uma no Reino Unido, com uma potência
instalada de injeção de 142 MW[1]. Em Portugal as centrais da Figueira da Foz, Mortágua, Constância
e Ródão utilizam exclusivamente biomassa proveniente de resíduos florestais e agro-florestais,
enquanto no Reino Unido, a energia é produzida a partir de desperdícios urbanos provenientes da
atividade de demolições e construção.
As centrais de biomassa em Portugal e no Reino Unido injetaram na rede 875 GWh[2] de energia
elétrica, mais 19% do que em 2020, apesar da paragem de aproximadamente cinco meses da central
de Ródão, devido a intervenções de modernização e de geração de eficiência. Considerando TGP
durante todo o ano de 2021, a energia total injetada pelas centrais de Biomassa em 2021 atingiu
1026 GWh.
Na valorização de resíduos e na concretização da economia circular, as cinco unidades de produção
em Portugal e a central de Tilbury foram responsáveis pelo aproveitamento de 1.261 mil[2] toneladas
de desperdícios florestais.
A disponibilidade média das centrais alcançou os 93%[2] se excluirmos a central de Ródão, que
registou uma paragem programada de manutenção de cerca de cinco meses e visou a substituição
da turbina, onde a disponibilidade se situou em 53%. No ano de 2021 foi efetuado um conjunto de
melhorias contínuas, de modo a incrementar a eficiência operacional, de que é exemplo o aumento
de injeção na rede por parte da central de Constância, que aumentou 1,1 GWh face a 2020.
Em 2021, iniciou-se o projeto de armazenamento de energia na central da Sociedade Bioelétrica do
Mondego (SBM), na Figueira da Foz, que permitirá um aumento de 1,5 MW de potência injetável, o
qual se estima estar operacional no último trimestre de 2023.
Em termos de paragens programadas para manutenção das centrais portuguesas, são como segue:
Central
Paragens programadas
no ano 2021
Paragens programadas
no ano 2022
Constância
fev/21
fev/22
Mortágua
out/21
out/22
Figueira da Foz I
mar/21
jun/22
Ródão Power
set/21
set/22
Figueira da Foz II (SBM)
n.a.
mar/22
[1] Capacidade instalada de acordo com a respetiva licença de injeção.
[2] Contabilizando apenas o segundo semestre no caso da central de Reino Unido (após a data de aquisição).
www.greenvolt.pt33
8.2 Desenvolvimento de projetos eólicos e solares – Utility Scale
A GreenVolt é hoje um dos mais relevantes players europeus na promoção e desenvolvimento de
projetos de produção de energia eólica e solar, com presença e equipas próprias em nove mercados
europeus incluindo Portugal, Polónia, Grécia, Itália, França, Bulgária e Roménia. Já no ano de 2022,
o Grupo iniciou atividade na Sérvia e Alemanha, juntamente com uma presença local nos Estados
Unidos da América, detendo atualmente um pipeline de cerca de 5,8 GW dos quais 4,0 GW em fase
avançada de desenvolvimento.
O portfólio de projetos do tipo utility scale da GreenVolt detalha-se como segue:
País
Portfólio de
projetos (MW)
Solar
Wind
Storage
Polónia
2.621,7
731,2
478,5
1.412,0
Grécia
691,1
519,8
171,3
0,0
Itália
301,3
301,3
0,0
0,0
Bulgária
50,0
0,0
50,0
0,0
Portugal (1)
352,0
352,0
0,0
0,0
Total em fase adiantada
4.016,1
1.904,3
699,8
1.412,0
Polónia
391,2
152,0
239,2
0,0
Grécia
8,9
8,9
0,0
0,0
Roménia
270,0
145,0
125,0
0,0
Sérvia (2)
458,5
0,0
458,5
0,0
Itália
33,0
33,0
0,0
0,0
Portugal
600,0
600,0
0,0
0,0
Outros
1.761,6
938,9
822,7
0,0
Total
5.777,7
2.843,2
1.522,5
1.412,0
(1) Inclui portfólio da Infraventus
(2) Acordo de codesenvolvimento assinado no início de 2022
O portfólio na Polónia em fase adiantada inclui os dados referentes à empresa KSME, adquirida em
2021 e em que a V-Ridium detém uma percentagem de 51%, que possui um portfólio de
desenvolvimento de 5,6 GW, dos quais 1,4 GW com direitos de conexão à rede. Esta aquisição
permite à empresa a possibilidade de combinar projetos eólicos ou fotovoltaicos com
armazenamento.
Ainda no mercado polaco, foi iniciada a construção de nove projetos de energias renováveis com 106
MW de capacidade instalada, em parceria com a KGAL, dos quais 56 MW solar e 50 MW eólico.
A estratégia da GreenVolt para este setor de atividade passa por reforçar a presença da empresa nos
mercados onde já opera (Grécia, Itália, Polónia e Portugal), com preferência por projetos de menor
dimensão com um time-to-market rápido, interligação segura e em codesenvolvimento. Na Sérvia a
estratégia passa por ser um early-mover num mercado ainda pouco procurado pela concorrência.
Em Portugal, a GreenVolt também tem estado ativa no desenvolvimento de projetos, sobretudo de
solar fotovoltaico onde a companhia detém 709 MW de pipeline. O projeto solar de Tábua e as
unidades de pequena produção (num total de 62 MW) já iniciaram a sua construção, enquanto os
www.greenvolt.pt34
restantes se encontram em fases diferentes de desenvolvimento, com 47 MW já numa fase mais
avançada.
O desenvolvimento de projetos renováveis continuará a ser o grande catalisador de atuação da
GreenVolt, contribuindo para o combate às alterações climáticas e indo de encontro àquelas que são
as metas da política energética internacional, nomeadamente na União Europeia.
8.3 Geração energética distribuída
O ano de 2021 foi um ano de grande crescimento em Portugal, especialmente através da Profit
Energy, quer na vertente financeira e operacional quer no aumento da sua capacidade para
desenvolver e implementar projetos fotovoltaicos de produção de energia distribuída e de eficiência
energética.
O mercado nacional tem vindo a registar um forte incremento na procura das soluções que a
GreenVolt implementa, tendo em conta os custos cada vez mais elevados da energia, bem como a
cada vez maior importância que a redução da pegada de carbono é atribuída pelas empresas.
A empresa assinou, em 2021, 92 contratos que representam uma capacidade de produção total de 50
MWp, duplicando a sua carteira de projetos face ao ano anterior. Simultaneamente a Profit Energy
implementou em todo o território nacional e regiões autónomas 48 projetos, com uma capacidade de
18,5 MWp, duplicando de igual forma a performance alcançada um ano antes.
A Perfecta Energía é a empresa da GreenVolt no mercado espanhol dedicada à promoção,
desenvolvimento e implementação de projetos de autoconsumo residencial em Espanha.
Em 2021, a Perfecta Energía obteve um desempenho encorajador, com o número de instalações a
atingir as 1.491, um valor que compara com 361 instalações verificadas um ano antes. A capacidade
instalada representa uma produção de 4,5 MWp, valor que compara com 1,1 MWp um ano antes. No
exercício a Perfecta Energía assinou 2.171 contratos de instalação e manutenção.
A baixa penetração, quer em Espanha quer em Portugal, do autoconsumo doméstico abre excelentes
oportunidades de desenvolvimento e de contribuir, por um lado, para aliviar o peso da fatura
energética nas famílias e, por outro lado, contribuir para a aceleração da transição energética para
um modelo descarbonizado.
www.greenvolt.pt35
9.
PROPOSTA DE APLICAÇÃO DE RESULTADOS
O Conselho de Administração propõe à Assembleia Geral que, nos termos legais e estatutários
aplicáveis, os resultados do exercício, no montante de 2.439.252,54 Euros (dois milhões,
quatrocentos e trinta e nove mil, duzentos e cinquenta e dois euros e cinquenta e quatro cêntimos),
sejam aplicados da seguinte forma:
•Reserva Legal: 121.962,63 Euros (cento e vinte e um mil novecentos e sessenta e dois euros
e sessenta e três cêntimos);
•Resultados Transitados: 2.317.289,91 Euros (dois milhões trezentos e dezassete mil
duzentos e oitenta e nove euros e noventa e um cêntimos).
www.greenvolt.pt36
10.
EVENTOS SUBSEQUENTES
No primeiro trimestre de 2022 a GreenVolt entrou nos EUA, com base numa estratégia de baixo
capital intensivo e oportunística, tendo formalizado um acordo de aquisição de recursos da Oak Creek
Energy Systems (“Oak Creek”), empresa com sede na Califórnia que tem vindo a desenvolver, desde
1982, projetos de energia renovável, nomeadamente eólica, nos Estados Unidos.
Também já em 2022, a GreenVolt concretizou a sua entrada no mercado alemão, com a assinatura
do contrato de aquisição de uma participação acionista de 35% na MaxSolar GmbH (“MaxSolar”),
empresa de desenvolvimento de projetos de energia solar fotovoltaica (sujeita ao cumprimento das
habituais condições suspensivas, nomeadamente a aprovação da Autoridade da Concorrência), que
conta com um pipeline de projetos de 3,2 GW, dos quais 800 MW em fase avançada. Esta
participação é reforçada por direitos de intervenção ativa na gestão, tendo a GreenVolt também o
direito de, no futuro, reforçar o seu nível de participação acionista.
Também no primeiro trimestre de 2022 foi estabelecido um acordo de co-desenvolvimento de projetos
solares fotovoltaicos em Portugal com a Infraventus, um promotor de referência no mercado
português, com um pipeline de 243 MW. De salientar que a GreenVolt detém 50% desta parceria.
No dia 24 de fevereiro de 2022 a Federação da Rússia lançou uma invasão não provocada e
injustificada da Ucrânia, país vizinho da Polónia e Roménia, geografias nas quais a GreenVolt,
através da sua subsidiária V-Ridium, tem uma atividade significativa. Não obstante este ser um
evento dramático, o Grupo não antecipa impactos significativos na sua atividade, não se esperando
efeitos adversos materiais no mercado de energia. De facto, estes acontecimentos reforçaram a
necessidade de expansão das energias renováveis, setor onde a GreenVolt opera. Não obstante,
salienta-se que desde o início do conflito, verificam-se alterações no mercado laboral polaco, com
vários trabalhadores ucranianos a regressarem ao seu país de origem para combater, o que poderá
originar ligeiros atrasos na conclusão dos parques fotovoltaicos. Adicionalmente, são perspetivados
impactos ao nível da desvalorização cambial, nomeadamente do zloti polaco, mas cujos efeitos não
se perspetivam significativos ao nível do Grupo. Assim, pelos elementos disponíveis, a Polónia e a
Roménia continuam a ser países atrativos para os investidores em energias renováveis, não estando
afetadas as perspetivas de monetização dos ativos que venham a ser originados.
www.greenvolt.pt37
11.
ANEXOS
11.1.
Declaração nos Termos do Art.º 29-G, 1. C) do Código
de Valores Mobiliários
Para efeitos do disposto na alínea c) do número 1 do artigo 29.º-G do Código dos Valores Mobiliários,
os membros do Conselho de Administração da Greenvolt – Energias Renováveis, S.A. declaram que,
tanto quanto é do seu conhecimento, o relatório de gestão, as contas anuais individuais e
consolidadas, a certificação legal de contas e demais documentos de prestação de contas (i) foram
elaborados em conformidade com as normas contabilísticas aplicáveis, dando uma imagem
verdadeira e apropriada do ativo e do passivo, da situação financeira e dos resultados da Greenvolt –
Energias Renováveis, S.A. e das empresas incluídas no respetivo perímetro de consolidação, (ii)
expõem fielmente a evolução dos negócios, do desempenho e da posição da Greenvolt – Energias
Renováveis, S.A. e das empresas incluídas no perímetro de consolidação e (iii) contêm uma
descrição dos principais riscos com que a Greenvolt – Energias Renováveis, S.A. se defronta na sua
atividade.
www.greenvolt.pt38
O Conselho de Administração
Clara Patrícia Costa Raposo
Paulo Jorge dos Santos Fernandes
João Manuel Matos Borges de Oliveira
Ana Rebelo de Carvalho Menéres de Mendonça
Pedro Miguel Matos Borges de Oliveira
Domingos José Vieira de Matos
Clementina Maria Dâmaso de Jesus Silva Barroso
Céline Dora Judith Abecassis-Moedas
António Jorge Viegas de Vasconcelos
José Armindo Farinha Soares de Pina
João Manuel Manso Neto
www.greenvolt.pt39
11.2.
Artigo 447.º do Código das Sociedades Comerciais
Divulgação do número de ações e de outros valores mobiliários emitidos pela Sociedade que sejam
detidos por membros dos órgãos de administração e fiscalização:
Paulo Jorge dos Santos Fernandes (imputação via ACTIUM CAPITAL, S.A.)
13/jul/2021
IPO
1.176.470
4,250000
Euronext Lisbon (IPO)
1.176.470
20/jul/2021
Div. Espécie
485.033
-
Fora de bolsa
1.661.503
9/set/2021
Compra
352.352
5,850000
Euronext Lisbon
2.013.855
9/set/2021
Compra
350.000
5,850000
Euronext Lisbon
2.363.855
9/set/2021
Compra
150.000
5,850000
Euronext Lisbon
2.513.855
9/set/2021
Compra
100.000
5,850000
Euronext Lisbon
2.613.855
9/set/2021
Compra
103.234
5,760000
Euronext Lisbon
2.717.089
10/set/2021
Compra
209.531
5,978000
Fora de bolsa
2.926.620
10/set/2021
Compra
1.228
5,920000
Euronext Lisbon
2.927.848
10/set/2021
Compra
188
5,920000
Euronext Lisbon
2.928.036
10/set/2021
Compra
788
5,920000
Euronext Lisbon
2.928.824
10/set/2021
Compra
732
5,920000
Euronext Lisbon
2.929.556
10/set/2021
Compra
5.000
5,920000
Euronext Lisbon
2.934.556
10/set/2021
Compra
217
5,920000
Euronext Lisbon
2.934.773
10/set/2021
Compra
222
5,920000
Euronext Lisbon
2.934.995
10/set/2021
Compra
24
5,920000
Euronext Lisbon
2.935.019
10/set/2021
Compra
1.299
5,930000
Euronext Lisbon
2.936.318
10/set/2021
Compra
226
5,930000
Euronext Lisbon
2.936.544
10/set/2021
Compra
2.500
5,930000
Euronext Lisbon
2.939.044
10/set/2021
Compra
2.467
5,930000
Euronext Lisbon
2.941.511
10/set/2021
Compra
2.961
5,930000
Euronext Lisbon
2.944.472
10/set/2021
Compra
2.072
5,930000
Euronext Lisbon
2.946.544
10/set/2021
Compra
1.073
5,950000
Euronext Lisbon
2.947.617
10/set/2021
Compra
3.000
5,950000
Euronext Lisbon
2.950.617
10/set/2021
Compra
5
5,950000
Euronext Lisbon
2.950.622
10/set/2021
Compra
1.333
5,950000
Euronext Lisbon
2.951.955
10/set/2021
Compra
4.556
5,950000
Euronext Lisbon
2.956.511
10/set/2021
Compra
444
5,950000
Euronext Lisbon
2.956.955
10/set/2021
Compra
556
5,950000
Euronext Lisbon
2.957.511
13/set/2021
Compra
1.837
6,120000
Euronext Lisbon
2.959.348
13/set/2021
Compra
1.698
6,120000
Euronext Lisbon
2.961.046
13/set/2021
Compra
295
6,120000
Euronext Lisbon
2.961.341
13/set/2021
Compra
170
6,120000
Euronext Lisbon
2.961.511
13/set/2021
Compra
196
6,150000
Euronext Lisbon
2.961.707
13/set/2021
Compra
3.000
6,130000
Euronext Lisbon
2.964.707
13/set/2021
Compra
93
6,140000
Euronext Lisbon
2.964.800
13/set/2021
Compra
6.532
6,150000
Euronext Lisbon
2.971.332
13/set/2021
Compra
2.000
6,150000
Euronext Lisbon
2.973.332
13/set/2021
Compra
75
6,150000
Euronext Lisbon
2.973.407
Data
Natureza
Volume
Preço (€)
Local
N.º ações
www.greenvolt.pt40
13/set/2021
Compra
1.206
6,150000
Euronext Lisbon
2.974.613
13/set/2021
Compra
707
6,150000
Euronext Lisbon
2.975.320
13/set/2021
Compra
1.024
6,140000
Euronext Lisbon
2.976.344
13/set/2021
Compra
1.420
6,140000
Euronext Lisbon
2.977.764
13/set/2021
Compra
105
6,150000
Euronext Lisbon
2.977.869
13/set/2021
Compra
565
6,160000
Euronext Lisbon
2.978.434
13/set/2021
Compra
750
6,160000
Euronext Lisbon
2.979.184
13/set/2021
Compra
98
6,160000
Euronext Lisbon
2.979.282
13/set/2021
Compra
148
6,160000
Euronext Lisbon
2.979.430
13/set/2021
Compra
1.439
6,160000
Euronext Lisbon
2.980.869
13/set/2021
Compra
410
6,160000
Euronext Lisbon
2.981.279
13/set/2021
Compra
112
6,170000
Euronext Lisbon
2.981.391
13/set/2021
Compra
680
6,170000
Euronext Lisbon
2.982.071
13/set/2021
Compra
372
6,170000
Euronext Lisbon
2.982.443
13/set/2021
Compra
90
6,170000
Euronext Lisbon
2.982.533
13/set/2021
Compra
2.336
6,170000
Euronext Lisbon
2.984.869
13/set/2021
Compra
430
6,140000
Euronext Lisbon
2.985.299
13/set/2021
Compra
900
6,140000
Euronext Lisbon
2.986.199
13/set/2021
Compra
63
6,140000
Euronext Lisbon
2.986.262
13/set/2021
Compra
2.896
6,150000
Euronext Lisbon
2.989.158
13/set/2021
Compra
300
6,150000
Euronext Lisbon
2.989.458
13/set/2021
Compra
1.471
6,150000
Euronext Lisbon
2.990.929
13/set/2021
Compra
33
6,150000
Euronext Lisbon
2.990.962
13/set/2021
Compra
1.800
6,150000
Euronext Lisbon
2.992.762
13/set/2021
Compra
607
6,140000
Euronext Lisbon
2.993.369
13/set/2021
Compra
4.887
6,140000
Euronext Lisbon
2.998.256
13/set/2021
Compra
666
6,140000
Euronext Lisbon
2.998.922
13/set/2021
Compra
200
6,140000
Euronext Lisbon
2.999.122
13/set/2021
Compra
1.134
6,140000
Euronext Lisbon
3.000.256
13/set/2021
Compra
404
6,140000
Euronext Lisbon
3.000.660
13/set/2021
Compra
404
6,140000
Euronext Lisbon
3.001.064
13/set/2021
Compra
305
6,140000
Euronext Lisbon
3.001.369
13/set/2021
Compra
45
6,150000
Euronext Lisbon
3.001.414
13/set/2021
Compra
209
6,150000
Euronext Lisbon
3.001.623
13/set/2021
Compra
760
6,150000
Euronext Lisbon
3.002.383
13/set/2021
Compra
3.000
6,150000
Euronext Lisbon
3.005.383
13/set/2021
Compra
186
6,150000
Euronext Lisbon
3.005.569
13/set/2021
Compra
1.000
6,150000
Euronext Lisbon
3.006.569
13/set/2021
Compra
113
6,150000
Euronext Lisbon
3.006.682
13/set/2021
Compra
18
6,150000
Euronext Lisbon
3.006.700
13/set/2021
Compra
811
6,150000
Euronext Lisbon
3.007.511
13/set/2021
Compra
126
6,150000
Euronext Lisbon
3.007.637
13/set/2021
Compra
365
6,150000
Euronext Lisbon
3.008.002
13/set/2021
Compra
290
6,150000
Euronext Lisbon
3.008.292
13/set/2021
Compra
41
6,150000
Euronext Lisbon
3.008.333
13/set/2021
Compra
7
6,150000
Euronext Lisbon
3.008.340
Data
Natureza
Volume
Preço (€)
Local
N.º ações
www.greenvolt.pt41
13/set/2021
Compra
90
6,150000
Euronext Lisbon
3.008.430
13/set/2021
Compra
500
6,150000
Euronext Lisbon
3.008.930
13/set/2021
Compra
670
6,150000
Euronext Lisbon
3.009.600
13/set/2021
Compra
1.692
6,150000
Euronext Lisbon
3.011.292
13/set/2021
Compra
706
6,160000
Euronext Lisbon
3.011.998
13/set/2021
Compra
3.000
6,160000
Euronext Lisbon
3.014.998
13/set/2021
Compra
1.315
6,160000
Euronext Lisbon
3.016.313
13/set/2021
Compra
1.979
6,160000
Euronext Lisbon
3.018.292
13/set/2021
Compra
1.339
6,160000
Euronext Lisbon
3.019.631
13/set/2021
Compra
161
6,160000
Euronext Lisbon
3.019.792
13/set/2021
Compra
800
6,150000
Euronext Lisbon
3.020.592
13/set/2021
Compra
16
6,150000
Euronext Lisbon
3.020.608
13/set/2021
Compra
784
6,150000
Euronext Lisbon
3.021.392
13/set/2021
Compra
13
6,150000
Euronext Lisbon
3.021.405
13/set/2021
Compra
800
6,150000
Euronext Lisbon
3.022.205
13/set/2021
Compra
800
6,150000
Euronext Lisbon
3.023.005
13/set/2021
Compra
419
6,150000
Euronext Lisbon
3.023.424
13/set/2021
Compra
418
6,150000
Euronext Lisbon
3.023.842
13/set/2021
Compra
3.000
6,160000
Euronext Lisbon
3.026.842
13/set/2021
Compra
1.297
6,160000
Euronext Lisbon
3.028.139
13/set/2021
Compra
3
6,160000
Euronext Lisbon
3.028.142
13/set/2021
Compra
1.165
6,180000
Euronext Lisbon
3.029.307
13/set/2021
Compra
131
6,180000
Euronext Lisbon
3.029.438
13/set/2021
Compra
3.000
6,180000
Euronext Lisbon
3.032.438
13/set/2021
Compra
40
6,180000
Euronext Lisbon
3.032.478
13/set/2021
Compra
1.664
6,180000
Euronext Lisbon
3.034.142
13/set/2021
Compra
3.000
6,160000
Euronext Lisbon
3.037.142
13/set/2021
Compra
3.000
6,160000
Euronext Lisbon
3.040.142
13/set/2021
Compra
140
6,160000
Euronext Lisbon
3.040.282
13/set/2021
Compra
549
6,160000
Euronext Lisbon
3.040.831
13/set/2021
Compra
2.311
6,160000
Euronext Lisbon
3.043.142
13/set/2021
Compra
3.000
6,170000
Euronext Lisbon
3.046.142
13/set/2021
Compra
636
6,170000
Euronext Lisbon
3.046.778
13/set/2021
Compra
462
6,170000
Euronext Lisbon
3.047.240
13/set/2021
Compra
1.902
6,170000
Euronext Lisbon
3.049.142
13/set/2021
Compra
126
6,180000
Euronext Lisbon
3.049.268
13/set/2021
Compra
546
6,180000
Euronext Lisbon
3.049.814
13/set/2021
Compra
1.897
6,180000
Euronext Lisbon
3.051.711
13/set/2021
Compra
2.381
6,180000
Euronext Lisbon
3.054.092
13/set/2021
Compra
3.000
6,170000
Euronext Lisbon
3.057.092
13/set/2021
Compra
419
6,170000
Euronext Lisbon
3.057.511
31/dez/2021
-
-
-
-
3.057.511
Data
Natureza
Volume
Preço (€)
Local
N.º ações
João Manuel Matos Borges de Oliveira (imputação via CADERNO AZUL, S.A.)
13/jul/2021
IPO
1.176.470
4,250000
Euronext Lisbon (IPO)
1.176.470
Data
Natureza
Volume
Preço (€)
Local
N.º ações
www.greenvolt.pt42
20/jul/2021
Div. Espécie
563.636
-
Fora de bolsa
1.740.106
31/dez/2021
-
-
-
-
1.740.106
Domingos José Vieira de Matos (imputação via LIVREFLUXO, S.A.)
Data
Natureza
Volume
Preço (€)
Local
N.º ações
13/jul/2021
IPO
1.176.470
4,250000
Euronext Lisbon (IPO)
1.176.470
20/jul/2021
Div. Espécie
484.891
-
Fora de bolsa
1.661.361
8/out/2021
Compra
300.000
5,750000
Euronext Lisbon
1.961.361
8/out/2021
Compra
70.134
5,750000
Euronext Lisbon
2.031.495
11/out/2021
Compra
1.825
5,800000
Fora de bolsa
2.033.320
11/out/2021
Compra
196
5,800000
Fora de bolsa
2.033.516
11/out/2021
Compra
432
5,800000
Fora de bolsa
2.033.948
11/out/2021
Compra
148
5,800000
Fora de bolsa
2.034.096
11/out/2021
Compra
275
5,800000
Fora de bolsa
2.034.371
11/out/2021
Compra
1.080
5,800000
Fora de bolsa
2.035.451
11/out/2021
Compra
177
5,800000
Fora de bolsa
2.035.628
11/out/2021
Compra
363
5,800000
Fora de bolsa
2.035.991
11/out/2021
Compra
317
5,800000
Fora de bolsa
2.036.308
11/out/2021
Compra
406
5,800000
Fora de bolsa
2.036.714
11/out/2021
Compra
354
5,800000
Fora de bolsa
2.037.068
11/out/2021
Compra
14
5,800000
Fora de bolsa
2.037.082
11/out/2021
Compra
101
5,800000
Fora de bolsa
2.037.183
11/out/2021
Compra
803
5,800000
Fora de bolsa
2.037.986
11/out/2021
Compra
160
5,800000
Fora de bolsa
2.038.146
11/out/2021
Compra
170
5,800000
Fora de bolsa
2.038.316
11/out/2021
Compra
106
5,800000
Fora de bolsa
2.038.422
11/out/2021
Compra
3.903
5,820000
Fora de bolsa
2.042.325
11/out/2021
Compra
1.555
5,820000
Fora de bolsa
2.043.880
11/out/2021
Compra
1.179
5,820000
Fora de bolsa
2.045.059
11/out/2021
Compra
1.179
5,820000
Fora de bolsa
2.046.238
11/out/2021
Compra
1.730
5,820000
Fora de bolsa
2.047.968
11/out/2021
Compra
2.196
5,820000
Fora de bolsa
2.050.164
11/out/2021
Compra
3.903
5,820000
Fora de bolsa
2.054.067
11/out/2021
Compra
3.101
5,820000
Fora de bolsa
2.057.168
11/out/2021
Compra
2.694
5,820000
Fora de bolsa
2.059.862
11/out/2021
Compra
1.302
5,820000
Fora de bolsa
2.061.164
11/out/2021
Compra
1.079
5,820000
Fora de bolsa
2.062.243
11/out/2021
Compra
1.052
5,820000
Fora de bolsa
2.063.295
11/out/2021
Compra
943
5,820000
Fora de bolsa
2.064.238
11/out/2021
Compra
1.096
5,820000
Fora de bolsa
2.065.334
11/out/2021
Compra
1.117
5,820000
Fora de bolsa
2.066.451
11/out/2021
Compra
1.043
5,820000
Fora de bolsa
2.067.494
11/out/2021
Compra
1.059
5,820000
Fora de bolsa
2.068.553
11/out/2021
Compra
1.146
5,820000
Fora de bolsa
2.069.699
11/out/2021
Compra
5.000
5,820000
Fora de bolsa
2.074.699
11/out/2021
Compra
1.807
5,845000
Fora de bolsa
2.076.506
Data
Natureza
Volume
Preço (€)
Local
N.º ações
www.greenvolt.pt43
11/out/2021
Compra
514
5,845000
Fora de bolsa
2.077.020
11/out/2021
Compra
1.860
5,850000
Fora de bolsa
2.078.880
11/out/2021
Compra
1.477
5,850000
Fora de bolsa
2.080.357
11/out/2021
Compra
3.903
5,850000
Fora de bolsa
2.084.260
11/out/2021
Compra
1.860
5,845000
Fora de bolsa
2.086.120
11/out/2021
Compra
343
5,850000
Fora de bolsa
2.086.463
11/out/2021
Compra
513
5,855000
Fora de bolsa
2.086.976
11/out/2021
Compra
512
5,860000
Fora de bolsa
2.087.488
11/out/2021
Compra
614
5,855000
Fora de bolsa
2.088.102
11/out/2021
Compra
1.241
5,850000
Fora de bolsa
2.089.343
11/out/2021
Compra
1.506
5,850000
Fora de bolsa
2.090.849
11/out/2021
Compra
1.246
5,850000
Fora de bolsa
2.092.095
11/out/2021
Compra
3.232
5,850000
Fora de bolsa
2.095.327
11/out/2021
Compra
1.219
5,850000
Fora de bolsa
2.096.546
11/out/2021
Compra
2.037
5,850000
Fora de bolsa
2.098.583
11/out/2021
Compra
1.129
5,850000
Fora de bolsa
2.099.712
11/out/2021
Compra
1.094
5,850000
Fora de bolsa
2.100.806
11/out/2021
Compra
1.062
5,850000
Fora de bolsa
2.101.868
11/out/2021
Compra
205
5,860000
Fora de bolsa
2.102.073
11/out/2021
Compra
413
5,860000
Fora de bolsa
2.102.486
11/out/2021
Compra
315
5,860000
Fora de bolsa
2.102.801
11/out/2021
Compra
1.123
5,860000
Fora de bolsa
2.103.924
11/out/2021
Compra
1.070
5,860000
Fora de bolsa
2.104.994
11/out/2021
Compra
1.066
5,860000
Fora de bolsa
2.106.060
11/out/2021
Compra
1.071
5,860000
Fora de bolsa
2.107.131
11/out/2021
Compra
176
5,870000
Fora de bolsa
2.107.307
11/out/2021
Compra
658
5,870000
Fora de bolsa
2.107.965
11/out/2021
Compra
250
5,870000
Fora de bolsa
2.108.215
11/out/2021
Compra
238
5,870000
Fora de bolsa
2.108.453
11/out/2021
Compra
250
5,870000
Fora de bolsa
2.108.703
11/out/2021
Compra
6
5,870000
Fora de bolsa
2.108.709
11/out/2021
Compra
250
5,870000
Fora de bolsa
2.108.959
11/out/2021
Compra
702
5,870000
Fora de bolsa
2.109.661
11/out/2021
Compra
250
5,870000
Fora de bolsa
2.109.911
11/out/2021
Compra
702
5,870000
Fora de bolsa
2.110.613
11/out/2021
Compra
250
5,870000
Fora de bolsa
2.110.863
11/out/2021
Compra
125
5,870000
Fora de bolsa
2.110.988
11/out/2021
Compra
750
5,870000
Fora de bolsa
2.111.738
11/out/2021
Compra
793
5,880000
Fora de bolsa
2.112.531
11/out/2021
Compra
1.141
5,880000
Fora de bolsa
2.113.672
11/out/2021
Compra
1.084
5,880000
Fora de bolsa
2.114.756
11/out/2021
Compra
1.093
5,880000
Fora de bolsa
2.115.849
11/out/2021
Compra
1.019
5,880000
Fora de bolsa
2.116.868
11/out/2021
Compra
1.156
5,860000
Fora de bolsa
2.118.024
11/out/2021
Compra
1.222
5,860000
Fora de bolsa
2.119.246
11/out/2021
Compra
3.269
5,860000
Fora de bolsa
2.122.515
Data
Natureza
Volume
Preço (€)
Local
N.º ações
www.greenvolt.pt44
11/out/2021
Compra
1.180
5,860000
Fora de bolsa
2.123.695
11/out/2021
Compra
1.141
5,860000
Fora de bolsa
2.124.836
11/out/2021
Compra
2.369
5,860000
Fora de bolsa
2.127.205
11/out/2021
Compra
1.315
5,860000
Fora de bolsa
2.128.520
11/out/2021
Compra
1.124
5,860000
Fora de bolsa
2.129.644
11/out/2021
Compra
1.062
5,860000
Fora de bolsa
2.130.706
11/out/2021
Compra
99
5,860000
Fora de bolsa
2.130.805
11/out/2021
Compra
2.419
5,860000
Fora de bolsa
2.133.224
11/out/2021
Compra
1.179
5,860000
Fora de bolsa
2.134.403
11/out/2021
Compra
1.170
5,860000
Fora de bolsa
2.135.573
11/out/2021
Compra
880
5,860000
Fora de bolsa
2.136.453
11/out/2021
Compra
1.346
5,860000
Fora de bolsa
2.137.799
11/out/2021
Compra
500
5,860000
Fora de bolsa
2.138.299
11/out/2021
Compra
500
5,860000
Euronext Lisbon
2.138.799
11/out/2021
Compra
19
5,860000
Euronext Lisbon
2.138.818
11/out/2021
Compra
129
5,860000
Euronext Lisbon
2.138.947
11/out/2021
Compra
371
5,860000
Euronext Lisbon
2.139.318
11/out/2021
Compra
329
5,860000
Euronext Lisbon
2.139.647
11/out/2021
Compra
175
5,860000
Euronext Lisbon
2.139.822
11/out/2021
Compra
325
5,860000
Euronext Lisbon
2.140.147
11/out/2021
Compra
2.773
5,860000
Euronext Lisbon
2.142.920
11/out/2021
Compra
127
5,860000
Euronext Lisbon
2.143.047
11/out/2021
Compra
9
5,870000
Euronext Lisbon
2.143.056
11/out/2021
Compra
3.788
5,870000
Euronext Lisbon
2.146.844
11/out/2021
Compra
203
5,870000
Euronext Lisbon
2.147.047
11/out/2021
Compra
7
5,870000
Euronext Lisbon
2.147.054
12/out/2021
Compra
25
5,900000
Fora de bolsa
2.147.079
12/out/2021
Compra
679
5,900000
Fora de bolsa
2.147.758
12/out/2021
Compra
25
5,900000
Fora de bolsa
2.147.783
12/out/2021
Compra
296
5,900000
Fora de bolsa
2.148.079
12/out/2021
Compra
25
5,900000
Fora de bolsa
2.148.104
12/out/2021
Compra
535
5,900000
Fora de bolsa
2.148.639
12/out/2021
Compra
25
5,900000
Fora de bolsa
2.148.664
12/out/2021
Compra
239
5,900000
Fora de bolsa
2.148.903
12/out/2021
Compra
25
5,900000
Fora de bolsa
2.148.928
12/out/2021
Compra
25
5,900000
Fora de bolsa
2.148.953
12/out/2021
Compra
25
5,900000
Fora de bolsa
2.148.978
12/out/2021
Compra
25
5,900000
Fora de bolsa
2.149.003
12/out/2021
Compra
25
5,900000
Fora de bolsa
2.149.028
12/out/2021
Compra
25
5,900000
Fora de bolsa
2.149.053
12/out/2021
Compra
25
5,900000
Fora de bolsa
2.149.078
12/out/2021
Compra
25
5,900000
Fora de bolsa
2.149.103
12/out/2021
Compra
25
5,900000
Fora de bolsa
2.149.128
12/out/2021
Compra
25
5,900000
Fora de bolsa
2.149.153
12/out/2021
Compra
25
5,900000
Fora de bolsa
2.149.178
12/out/2021
Compra
25
5,900000
Fora de bolsa
2.149.203
Data
Natureza
Volume
Preço (€)
Local
N.º ações
www.greenvolt.pt45
12/out/2021
Compra
25
5,900000
Fora de bolsa
2.149.228
12/out/2021
Compra
25
5,900000
Fora de bolsa
2.149.253
12/out/2021
Compra
25
5,900000
Fora de bolsa
2.149.278
12/out/2021
Compra
25
5,900000
Fora de bolsa
2.149.303
12/out/2021
Compra
25
5,900000
Fora de bolsa
2.149.328
12/out/2021
Compra
25
5,900000
Fora de bolsa
2.149.353
12/out/2021
Compra
25
5,900000
Fora de bolsa
2.149.378
12/out/2021
Compra
25
5,900000
Fora de bolsa
2.149.403
12/out/2021
Compra
16
5,900000
Fora de bolsa
2.149.419
12/out/2021
Compra
9
5,900000
Fora de bolsa
2.149.428
12/out/2021
Compra
16
5,900000
Fora de bolsa
2.149.444
12/out/2021
Compra
25
5,900000
Fora de bolsa
2.149.469
12/out/2021
Compra
25
5,900000
Fora de bolsa
2.149.494
12/out/2021
Compra
25
5,900000
Fora de bolsa
2.149.519
12/out/2021
Compra
25
5,900000
Fora de bolsa
2.149.544
12/out/2021
Compra
25
5,900000
Fora de bolsa
2.149.569
12/out/2021
Compra
25
5,900000
Fora de bolsa
2.149.594
12/out/2021
Compra
25
5,900000
Fora de bolsa
2.149.619
12/out/2021
Compra
25
5,900000
Fora de bolsa
2.149.644
12/out/2021
Compra
25
5,900000
Fora de bolsa
2.149.669
12/out/2021
Compra
25
5,900000
Fora de bolsa
2.149.694
12/out/2021
Compra
25
5,900000
Fora de bolsa
2.149.719
12/out/2021
Compra
25
5,900000
Fora de bolsa
2.149.744
12/out/2021
Compra
25
5,900000
Fora de bolsa
2.149.769
12/out/2021
Compra
25
5,900000
Fora de bolsa
2.149.794
12/out/2021
Compra
25
5,900000
Fora de bolsa
2.149.819
12/out/2021
Compra
25
5,900000
Fora de bolsa
2.149.844
12/out/2021
Compra
25
5,900000
Fora de bolsa
2.149.869
12/out/2021
Compra
25
5,900000
Fora de bolsa
2.149.894
12/out/2021
Compra
25
5,900000
Fora de bolsa
2.149.919
12/out/2021
Compra
25
5,900000
Fora de bolsa
2.149.944
12/out/2021
Compra
25
5,900000
Fora de bolsa
2.149.969
12/out/2021
Compra
25
5,900000
Fora de bolsa
2.149.994
12/out/2021
Compra
25
5,900000
Fora de bolsa
2.150.019
12/out/2021
Compra
25
5,900000
Fora de bolsa
2.150.044
12/out/2021
Compra
25
5,900000
Fora de bolsa
2.150.069
12/out/2021
Compra
25
5,900000
Fora de bolsa
2.150.094
12/out/2021
Compra
25
5,900000
Fora de bolsa
2.150.119
12/out/2021
Compra
25
5,900000
Fora de bolsa
2.150.144
12/out/2021
Compra
25
5,900000
Fora de bolsa
2.150.169
12/out/2021
Compra
25
5,900000
Fora de bolsa
2.150.194
12/out/2021
Compra
975
5,900000
Fora de bolsa
2.151.169
12/out/2021
Compra
509
5,900000
Fora de bolsa
2.151.678
12/out/2021
Compra
25
5,900000
Fora de bolsa
2.151.703
12/out/2021
Compra
509
5,900000
Fora de bolsa
2.152.212
12/out/2021
Compra
509
5,900000
Fora de bolsa
2.152.721
Data
Natureza
Volume
Preço (€)
Local
N.º ações
www.greenvolt.pt46
12/out/2021
Compra
1.844
5,900000
Fora de bolsa
2.154.565
12/out/2021
Compra
25
5,890000
Fora de bolsa
2.154.590
12/out/2021
Compra
25
5,890000
Fora de bolsa
2.154.615
12/out/2021
Compra
150
5,895000
Fora de bolsa
2.154.765
12/out/2021
Compra
510
5,890000
Fora de bolsa
2.155.275
12/out/2021
Compra
25
5,880000
Fora de bolsa
2.155.300
12/out/2021
Compra
235
5,885000
Fora de bolsa
2.155.535
12/out/2021
Compra
368
5,885000
Fora de bolsa
2.155.903
12/out/2021
Compra
199
5,900000
Fora de bolsa
2.156.102
12/out/2021
Compra
323
5,900000
Fora de bolsa
2.156.425
12/out/2021
Compra
659
5,950000
Fora de bolsa
2.157.084
12/out/2021
Compra
498
5,960000
Fora de bolsa
2.157.582
12/out/2021
Compra
498
5,970000
Fora de bolsa
2.158.080
12/out/2021
Compra
498
5,980000
Fora de bolsa
2.158.578
12/out/2021
Compra
193
5,950000
Fora de bolsa
2.158.771
12/out/2021
Compra
512
5,950000
Fora de bolsa
2.159.283
12/out/2021
Compra
1.000
5,950000
Fora de bolsa
2.160.283
12/out/2021
Compra
1.000
5,950000
Fora de bolsa
2.161.283
12/out/2021
Compra
545
5,950000
Fora de bolsa
2.161.828
12/out/2021
Compra
470
5,960000
Fora de bolsa
2.162.298
12/out/2021
Compra
750
5,970000
Fora de bolsa
2.163.048
12/out/2021
Compra
674
5,970000
Fora de bolsa
2.163.722
12/out/2021
Compra
2.000
5,970000
Fora de bolsa
2.165.722
12/out/2021
Compra
2.094
5,970000
Fora de bolsa
2.167.816
12/out/2021
Compra
2.000
5,970000
Fora de bolsa
2.169.816
12/out/2021
Compra
350
5,980000
Fora de bolsa
2.170.166
12/out/2021
Compra
1.000
5,980000
Fora de bolsa
2.171.166
12/out/2021
Compra
1.500
5,980000
Fora de bolsa
2.172.666
12/out/2021
Compra
12.295
5,980000
Fora de bolsa
2.184.961
12/out/2021
Compra
7.705
5,980000
Fora de bolsa
2.192.666
12/out/2021
Compra
268
5,980000
Fora de bolsa
2.192.934
12/out/2021
Compra
2.000
5,980000
Fora de bolsa
2.194.934
12/out/2021
Compra
25
5,980000
Fora de bolsa
2.194.959
12/out/2021
Compra
269
6,030000
Fora de bolsa
2.195.228
12/out/2021
Compra
498
6,040000
Fora de bolsa
2.195.726
12/out/2021
Compra
316
6,040000
Fora de bolsa
2.196.042
12/out/2021
Compra
400
6,030000
Fora de bolsa
2.196.442
12/out/2021
Compra
750
6,040000
Fora de bolsa
2.197.192
12/out/2021
Compra
2.876
6,040000
Fora de bolsa
2.200.068
12/out/2021
Compra
2.155
6,040000
Fora de bolsa
2.202.223
12/out/2021
Compra
108
6,040000
Fora de bolsa
2.202.331
12/out/2021
Compra
417
6,040000
Fora de bolsa
2.202.748
12/out/2021
Compra
525
6,040000
Fora de bolsa
2.203.273
12/out/2021
Compra
155
6,040000
Fora de bolsa
2.203.428
12/out/2021
Compra
525
6,040000
Fora de bolsa
2.203.953
12/out/2021
Compra
2.472
6,040000
Fora de bolsa
2.206.425
Data
Natureza
Volume
Preço (€)
Local
N.º ações
www.greenvolt.pt47
12/out/2021
Compra
163
5,980000
Fora de bolsa
2.206.588
12/out/2021
Compra
210
5,980000
Fora de bolsa
2.206.798
12/out/2021
Compra
231
5,990000
Fora de bolsa
2.207.029
12/out/2021
Compra
1.000
5,990000
Fora de bolsa
2.208.029
12/out/2021
Compra
338
6,000000
Fora de bolsa
2.208.367
12/out/2021
Compra
500
5,990000
Fora de bolsa
2.208.867
12/out/2021
Compra
1.000
5,990000
Fora de bolsa
2.209.867
12/out/2021
Compra
19
6,000000
Fora de bolsa
2.209.886
12/out/2021
Compra
1.000
6,000000
Fora de bolsa
2.210.886
12/out/2021
Compra
2.033
6,000000
Fora de bolsa
2.212.919
12/out/2021
Compra
650
6,000000
Fora de bolsa
2.213.569
12/out/2021
Compra
260
6,000000
Fora de bolsa
2.213.829
12/out/2021
Compra
88
6,000000
Fora de bolsa
2.213.917
12/out/2021
Compra
177
6,000000
Fora de bolsa
2.214.094
12/out/2021
Compra
525
6,000000
Fora de bolsa
2.214.619
12/out/2021
Compra
4.475
6,000000
Fora de bolsa
2.219.094
12/out/2021
Compra
176
6,000000
Fora de bolsa
2.219.270
12/out/2021
Compra
349
6,000000
Fora de bolsa
2.219.619
12/out/2021
Compra
8.057
6,000000
Fora de bolsa
2.227.676
12/out/2021
Compra
487
6,000000
Fora de bolsa
2.228.163
12/out/2021
Compra
38
6,000000
Fora de bolsa
2.228.201
12/out/2021
Compra
61
6,000000
Fora de bolsa
2.228.262
12/out/2021
Compra
500
6,000000
Euronext Lisbon
2.228.762
12/out/2021
Compra
210
6,000000
Euronext Lisbon
2.228.972
12/out/2021
Compra
500
6,000000
Euronext Lisbon
2.229.472
12/out/2021
Compra
500
6,000000
Euronext Lisbon
2.229.972
12/out/2021
Compra
106
6,000000
Euronext Lisbon
2.230.078
12/out/2021
Compra
92
6,000000
Euronext Lisbon
2.230.170
12/out/2021
Compra
302
6,000000
Euronext Lisbon
2.230.472
12/out/2021
Compra
191
6,000000
Euronext Lisbon
2.230.663
12/out/2021
Compra
53
6,000000
Euronext Lisbon
2.230.716
12/out/2021
Compra
923
6,000000
Fora de bolsa
2.231.639
12/out/2021
Compra
388
6,000000
Fora de bolsa
2.232.027
12/out/2021
Compra
1.995
6,000000
Fora de bolsa
2.234.022
12/out/2021
Compra
500
6,000000
Fora de bolsa
2.234.522
12/out/2021
Compra
1.415
6,000000
Fora de bolsa
2.235.937
12/out/2021
Compra
99
6,000000
Fora de bolsa
2.236.036
12/out/2021
Compra
401
6,000000
Fora de bolsa
2.236.437
12/out/2021
Compra
1.602
6,000000
Fora de bolsa
2.238.039
12/out/2021
Compra
500
6,000000
Fora de bolsa
2.238.539
12/out/2021
Compra
2.972
6,000000
Fora de bolsa
2.241.511
12/out/2021
Compra
99
6,000000
Fora de bolsa
2.241.610
12/out/2021
Compra
401
6,000000
Fora de bolsa
2.242.011
12/out/2021
Compra
1.499
6,000000
Fora de bolsa
2.243.510
12/out/2021
Compra
500
6,000000
Fora de bolsa
2.244.010
12/out/2021
Compra
599
6,000000
Fora de bolsa
2.244.609
Data
Natureza
Volume
Preço (€)
Local
N.º ações
www.greenvolt.pt48
12/out/2021
Compra
500
6,000000
Fora de bolsa
2.245.109
12/out/2021
Compra
4.122
6,000000
Fora de bolsa
2.249.231
12/out/2021
Compra
500
6,000000
Fora de bolsa
2.249.731
12/out/2021
Compra
3.834
6,000000
Fora de bolsa
2.253.565
12/out/2021
Compra
306
6,005000
Fora de bolsa
2.253.871
12/out/2021
Compra
810
6,005000
Fora de bolsa
2.254.681
12/out/2021
Compra
176
6,010000
Fora de bolsa
2.254.857
12/out/2021
Compra
666
6,020000
Fora de bolsa
2.255.523
12/out/2021
Compra
498
6,030000
Fora de bolsa
2.256.021
12/out/2021
Compra
1.000
6,020000
Fora de bolsa
2.257.021
12/out/2021
Compra
750
6,030000
Fora de bolsa
2.257.771
12/out/2021
Compra
1.083
6,030000
Fora de bolsa
2.258.854
12/out/2021
Compra
700
6,030000
Fora de bolsa
2.259.554
12/out/2021
Compra
207
6,030000
Fora de bolsa
2.259.761
12/out/2021
Compra
91
6,040000
Fora de bolsa
2.259.852
12/out/2021
Compra
122
6,050000
Fora de bolsa
2.259.974
12/out/2021
Compra
300
6,050000
Fora de bolsa
2.260.274
12/out/2021
Compra
1.500
6,040000
Fora de bolsa
2.261.774
12/out/2021
Compra
2.500
6,040000
Fora de bolsa
2.264.274
12/out/2021
Compra
1.000
6,040000
Fora de bolsa
2.265.274
12/out/2021
Compra
7.500
6,040000
Fora de bolsa
2.272.774
12/out/2021
Compra
100
6,050000
Fora de bolsa
2.272.874
12/out/2021
Compra
2.500
6,050000
Fora de bolsa
2.275.374
12/out/2021
Compra
1.000
6,050000
Fora de bolsa
2.276.374
12/out/2021
Compra
140
6,050000
Fora de bolsa
2.276.514
12/out/2021
Compra
550
6,050000
Fora de bolsa
2.277.064
12/out/2021
Compra
3.000
6,050000
Fora de bolsa
2.280.064
12/out/2021
Compra
600
6,060000
Fora de bolsa
2.280.664
12/out/2021
Compra
2.074
6,060000
Fora de bolsa
2.282.738
12/out/2021
Compra
2.000
6,060000
Fora de bolsa
2.284.738
12/out/2021
Compra
2.000
6,060000
Fora de bolsa
2.286.738
12/out/2021
Compra
1.697
6,070000
Fora de bolsa
2.288.435
12/out/2021
Compra
650
6,070000
Fora de bolsa
2.289.085
12/out/2021
Compra
2.074
6,070000
Fora de bolsa
2.291.159
12/out/2021
Compra
600
6,070000
Fora de bolsa
2.291.759
12/out/2021
Compra
1.131
6,080000
Fora de bolsa
2.292.890
12/out/2021
Compra
559
6,080000
Fora de bolsa
2.293.449
12/out/2021
Compra
10.000
6,080000
Fora de bolsa
2.303.449
12/out/2021
Compra
1.000
6,080000
Fora de bolsa
2.304.449
12/out/2021
Compra
1.000
6,080000
Fora de bolsa
2.305.449
12/out/2021
Compra
5.090
6,080000
Fora de bolsa
2.310.539
12/out/2021
Compra
2.225
6,080000
Fora de bolsa
2.312.764
12/out/2021
Compra
750
6,080000
Fora de bolsa
2.313.514
12/out/2021
Compra
500
6,080000
Fora de bolsa
2.314.014
12/out/2021
Compra
213
6,090000
Fora de bolsa
2.314.227
12/out/2021
Compra
498
6,100000
Fora de bolsa
2.314.725
Data
Natureza
Volume
Preço (€)
Local
N.º ações
www.greenvolt.pt49
12/out/2021
Compra
128
6,090000
Fora de bolsa
2.314.853
12/out/2021
Compra
89
6,080000
Fora de bolsa
2.314.942
12/out/2021
Compra
1.089
6,080000
Fora de bolsa
2.316.031
12/out/2021
Compra
172
6,090000
Fora de bolsa
2.316.203
12/out/2021
Compra
750
6,090000
Fora de bolsa
2.316.953
12/out/2021
Compra
450
6,090000
Fora de bolsa
2.317.403
12/out/2021
Compra
10.000
6,090000
Fora de bolsa
2.327.403
12/out/2021
Compra
200
6,090000
Fora de bolsa
2.327.603
12/out/2021
Compra
1.500
6,090000
Fora de bolsa
2.329.103
12/out/2021
Compra
16.000
6,090000
Fora de bolsa
2.345.103
12/out/2021
Compra
712
6,090000
Fora de bolsa
2.345.815
12/out/2021
Compra
16
6,100000
Fora de bolsa
2.345.831
12/out/2021
Compra
1.000
6,100000
Fora de bolsa
2.346.831
12/out/2021
Compra
225
6,100000
Fora de bolsa
2.347.056
12/out/2021
Compra
1.600
6,100000
Fora de bolsa
2.348.656
12/out/2021
Compra
1.200
6,100000
Fora de bolsa
2.349.856
12/out/2021
Compra
550
6,100000
Fora de bolsa
2.350.406
12/out/2021
Compra
950
6,100000
Fora de bolsa
2.351.356
12/out/2021
Compra
139
6,100000
Fora de bolsa
2.351.495
12/out/2021
Compra
48
6,090000
Fora de bolsa
2.351.543
12/out/2021
Compra
498
6,100000
Fora de bolsa
2.352.041
12/out/2021
Compra
1.361
6,100000
Fora de bolsa
2.353.402
12/out/2021
Compra
1.000
6,100000
Fora de bolsa
2.354.402
12/out/2021
Compra
547
6,100000
Fora de bolsa
2.354.949
12/out/2021
Compra
32
6,100000
Fora de bolsa
2.354.981
12/out/2021
Compra
500
6,100000
Fora de bolsa
2.355.481
12/out/2021
Compra
1.500
6,100000
Fora de bolsa
2.356.981
12/out/2021
Compra
845
6,100000
Fora de bolsa
2.357.826
12/out/2021
Compra
100
6,100000
Fora de bolsa
2.357.926
12/out/2021
Compra
18
6,100000
Fora de bolsa
2.357.944
12/out/2021
Compra
712
6,100000
Fora de bolsa
2.358.656
13/out/2021
Compra
476
6,100000
Euronext Lisbon
2.359.132
13/out/2021
Compra
500
6,100000
Euronext Lisbon
2.359.632
13/out/2021
Compra
24
6,100000
Euronext Lisbon
2.359.656
13/out/2021
Compra
76
6,100000
Euronext Lisbon
2.359.732
13/out/2021
Compra
128
6,100000
Euronext Lisbon
2.359.860
13/out/2021
Compra
872
6,100000
Euronext Lisbon
2.360.732
13/out/2021
Compra
4.795
6,100000
Euronext Lisbon
2.365.527
13/out/2021
Compra
891
6,090000
Euronext Lisbon
2.366.418
13/out/2021
Compra
109
6,090000
Euronext Lisbon
2.366.527
13/out/2021
Compra
31
6,090000
Euronext Lisbon
2.366.558
13/out/2021
Compra
140
6,090000
Euronext Lisbon
2.366.698
13/out/2021
Compra
200
6,090000
Euronext Lisbon
2.366.898
13/out/2021
Compra
660
6,090000
Euronext Lisbon
2.367.558
13/out/2021
Compra
184
6,090000
Euronext Lisbon
2.367.742
13/out/2021
Compra
844
6,090000
Euronext Lisbon
2.368.586
Data
Natureza
Volume
Preço (€)
Local
N.º ações
www.greenvolt.pt50
13/out/2021
Compra
156
6,090000
Euronext Lisbon
2.368.742
13/out/2021
Compra
688
6,090000
Euronext Lisbon
2.369.430
13/out/2021
Compra
660
6,090000
Euronext Lisbon
2.370.090
13/out/2021
Compra
340
6,090000
Euronext Lisbon
2.370.430
13/out/2021
Compra
1.000
6,090000
Euronext Lisbon
2.371.430
13/out/2021
Compra
65
6,090000
Euronext Lisbon
2.371.495
13/out/2021
Compra
88
6,100000
Fora de bolsa
2.371.583
14/out/2021
Compra
395
6,200000
Euronext Lisbon
2.371.978
14/out/2021
Compra
1.000
6,200000
Euronext Lisbon
2.372.978
14/out/2021
Compra
480
6,200000
Euronext Lisbon
2.373.458
14/out/2021
Compra
67
6,200000
Euronext Lisbon
2.373.525
14/out/2021
Compra
1
6,200000
Euronext Lisbon
2.373.526
14/out/2021
Compra
750
6,210000
Euronext Lisbon
2.374.276
14/out/2021
Compra
1.000
6,210000
Euronext Lisbon
2.375.276
14/out/2021
Compra
619
6,210000
Euronext Lisbon
2.375.895
14/out/2021
Compra
500
6,210000
Euronext Lisbon
2.376.395
14/out/2021
Compra
1.990
6,210000
Euronext Lisbon
2.378.385
14/out/2021
Compra
8
6,220000
Euronext Lisbon
2.378.393
14/out/2021
Compra
20
6,220000
Euronext Lisbon
2.378.413
14/out/2021
Compra
556
6,220000
Euronext Lisbon
2.378.969
14/out/2021
Compra
2.500
6,220000
Euronext Lisbon
2.381.469
14/out/2021
Compra
159
6,220000
Euronext Lisbon
2.381.628
14/out/2021
Compra
521
6,220000
Euronext Lisbon
2.382.149
14/out/2021
Compra
850
6,220000
Euronext Lisbon
2.382.999
14/out/2021
Compra
2.068
6,220000
Euronext Lisbon
2.385.067
14/out/2021
Compra
2.000
6,220000
Euronext Lisbon
2.387.067
14/out/2021
Compra
300
6,220000
Euronext Lisbon
2.387.367
14/out/2021
Compra
3.000
6,220000
Euronext Lisbon
2.390.367
14/out/2021
Compra
2.000
6,220000
Euronext Lisbon
2.392.367
14/out/2021
Compra
2.796
6,230000
Euronext Lisbon
2.395.163
14/out/2021
Compra
277
6,230000
Euronext Lisbon
2.395.440
14/out/2021
Compra
268
6,230000
Euronext Lisbon
2.395.708
14/out/2021
Compra
290
6,230000
Euronext Lisbon
2.395.998
14/out/2021
Compra
787
6,230000
Euronext Lisbon
2.396.785
14/out/2021
Compra
1.000
6,230000
Euronext Lisbon
2.397.785
14/out/2021
Compra
4.000
6,230000
Euronext Lisbon
2.401.785
14/out/2021
Compra
1.000
6,230000
Euronext Lisbon
2.402.785
14/out/2021
Compra
2.068
6,230000
Euronext Lisbon
2.404.853
14/out/2021
Compra
15.200
6,230000
Euronext Lisbon
2.420.053
14/out/2021
Compra
2.000
6,230000
Euronext Lisbon
2.422.053
14/out/2021
Compra
2.000
6,240000
Euronext Lisbon
2.424.053
14/out/2021
Compra
43.672
6,240000
Euronext Lisbon
2.467.725
14/out/2021
Compra
1.350
6,240000
Euronext Lisbon
2.469.075
14/out/2021
Compra
1.765
6,240000
Euronext Lisbon
2.470.840
14/out/2021
Compra
743
6,240000
Euronext Lisbon
2.471.583
15/out/2021
Compra
28
6,340000
Euronext Lisbon
2.471.611
Data
Natureza
Volume
Preço (€)
Local
N.º ações
www.greenvolt.pt51
15/out/2021
Compra
1.000
6,340000
Euronext Lisbon
2.472.611
15/out/2021
Compra
54
6,340000
Euronext Lisbon
2.472.665
15/out/2021
Compra
637
6,340000
Euronext Lisbon
2.473.302
15/out/2021
Compra
614
6,340000
Euronext Lisbon
2.473.916
15/out/2021
Compra
450
6,340000
Euronext Lisbon
2.474.366
15/out/2021
Compra
12
6,340000
Euronext Lisbon
2.474.378
15/out/2021
Compra
1
6,340000
Euronext Lisbon
2.474.379
15/out/2021
Compra
2.499
6,340000
Euronext Lisbon
2.476.878
15/out/2021
Compra
1.933
6,340000
Euronext Lisbon
2.478.811
15/out/2021
Compra
814
6,340000
Euronext Lisbon
2.479.625
15/out/2021
Compra
1.686
6,340000
Euronext Lisbon
2.481.311
15/out/2021
Compra
464
6,340000
Euronext Lisbon
2.481.775
15/out/2021
Compra
2.036
6,340000
Euronext Lisbon
2.483.811
15/out/2021
Compra
449
6,340000
Euronext Lisbon
2.484.260
15/out/2021
Compra
2.485
6,340000
Euronext Lisbon
2.486.745
15/out/2021
Compra
15
6,340000
Euronext Lisbon
2.486.760
15/out/2021
Compra
2.470
6,340000
Euronext Lisbon
2.489.230
15/out/2021
Compra
1.000
6,340000
Euronext Lisbon
2.490.230
15/out/2021
Compra
1.500
6,340000
Euronext Lisbon
2.491.730
15/out/2021
Compra
54
6,340000
Euronext Lisbon
2.491.784
15/out/2021
Compra
1.157
6,340000
Euronext Lisbon
2.492.941
15/out/2021
Compra
963
6,340000
Euronext Lisbon
2.493.904
15/out/2021
Compra
326
6,340000
Euronext Lisbon
2.494.230
15/out/2021
Compra
938
6,340000
Euronext Lisbon
2.495.168
15/out/2021
Compra
1.415
6,340000
Euronext Lisbon
2.496.583
15/out/2021
Compra
1.000
6,340000
Euronext Lisbon
2.497.583
15/out/2021
Compra
54
6,340000
Euronext Lisbon
2.497.637
15/out/2021
Compra
1.000
6,340000
Euronext Lisbon
2.498.637
15/out/2021
Compra
2.000
6,340000
Euronext Lisbon
2.500.637
15/out/2021
Compra
239
6,340000
Euronext Lisbon
2.500.876
15/out/2021
Compra
707
6,340000
Euronext Lisbon
2.501.583
15/out/2021
Compra
1.778
6,340000
Euronext Lisbon
2.503.361
15/out/2021
Compra
6.847
6,350000
Euronext Lisbon
2.510.208
15/out/2021
Compra
50
6,350000
Euronext Lisbon
2.510.258
15/out/2021
Compra
2.000
6,350000
Euronext Lisbon
2.512.258
15/out/2021
Compra
100
6,350000
Euronext Lisbon
2.512.358
15/out/2021
Compra
6.000
6,350000
Euronext Lisbon
2.518.358
15/out/2021
Compra
2.000
6,350000
Euronext Lisbon
2.520.358
15/out/2021
Compra
400
6,350000
Euronext Lisbon
2.520.758
15/out/2021
Compra
50
6,350000
Euronext Lisbon
2.520.808
15/out/2021
Compra
508
6,350000
Euronext Lisbon
2.521.316
15/out/2021
Compra
179
6,350000
Euronext Lisbon
2.521.495
15/out/2021
Compra
1.800
6,350000
Euronext Lisbon
2.523.295
15/out/2021
Compra
254
6,350000
Euronext Lisbon
2.523.549
15/out/2021
Compra
339
6,350000
Euronext Lisbon
2.523.888
15/out/2021
Compra
473
6,350000
Euronext Lisbon
2.524.361
Data
Natureza
Volume
Preço (€)
Local
N.º ações
www.greenvolt.pt52
15/out/2021
Compra
4.761
6,350000
Euronext Lisbon
2.529.122
15/out/2021
Compra
79
6,350000
Euronext Lisbon
2.529.201
15/out/2021
Compra
339
6,350000
Euronext Lisbon
2.529.540
15/out/2021
Compra
508
6,360000
Euronext Lisbon
2.530.048
15/out/2021
Compra
2.000
6,360000
Euronext Lisbon
2.532.048
15/out/2021
Compra
36
6,360000
Euronext Lisbon
2.532.084
15/out/2021
Compra
1.000
6,360000
Euronext Lisbon
2.533.084
15/out/2021
Compra
2.000
6,360000
Euronext Lisbon
2.535.084
15/out/2021
Compra
339
6,360000
Euronext Lisbon
2.535.423
15/out/2021
Compra
13.800
6,360000
Euronext Lisbon
2.549.223
15/out/2021
Compra
1.000
6,360000
Euronext Lisbon
2.550.223
15/out/2021
Compra
480
6,360000
Euronext Lisbon
2.550.703
15/out/2021
Compra
1.700
6,370000
Euronext Lisbon
2.552.403
15/out/2021
Compra
1.000
6,370000
Euronext Lisbon
2.553.403
15/out/2021
Compra
450
6,370000
Euronext Lisbon
2.553.853
15/out/2021
Compra
860
6,370000
Euronext Lisbon
2.554.713
15/out/2021
Compra
7.289
6,370000
Euronext Lisbon
2.562.002
15/out/2021
Compra
338
6,370000
Euronext Lisbon
2.562.340
15/out/2021
Compra
3.000
6,370000
Euronext Lisbon
2.565.340
15/out/2021
Compra
500
6,380000
Euronext Lisbon
2.565.840
15/out/2021
Compra
1.000
6,380000
Euronext Lisbon
2.566.840
15/out/2021
Compra
350
6,380000
Euronext Lisbon
2.567.190
15/out/2021
Compra
1.700
6,380000
Euronext Lisbon
2.568.890
15/out/2021
Compra
1.634
6,380000
Euronext Lisbon
2.570.524
15/out/2021
Compra
1.059
6,380000
Euronext Lisbon
2.571.583
24/nov/2021
Compra
950
5,940000
Euronext Lisbon
2.572.533
24/nov/2021
Compra
1.000
5,940000
Euronext Lisbon
2.573.533
24/nov/2021
Compra
657
5,940000
Euronext Lisbon
2.574.190
24/nov/2021
Compra
1.000
5,940000
Euronext Lisbon
2.575.190
24/nov/2021
Compra
100
5,940000
Euronext Lisbon
2.575.290
24/nov/2021
Compra
1.024
5,940000
Euronext Lisbon
2.576.314
24/nov/2021
Compra
400
5,960000
Euronext Lisbon
2.576.714
24/nov/2021
Compra
1.000
5,960000
Euronext Lisbon
2.577.714
24/nov/2021
Compra
100
5,960000
Euronext Lisbon
2.577.814
24/nov/2021
Compra
840
5,950000
Euronext Lisbon
2.578.654
24/nov/2021
Compra
160
5,950000
Euronext Lisbon
2.578.814
24/nov/2021
Compra
824
5,950000
Euronext Lisbon
2.579.638
24/nov/2021
Compra
1.000
5,950000
Euronext Lisbon
2.580.638
24/nov/2021
Compra
1.321
5,950000
Euronext Lisbon
2.581.959
24/nov/2021
Compra
1.000
5,950000
Euronext Lisbon
2.582.959
24/nov/2021
Compra
1.321
5,950000
Euronext Lisbon
2.584.280
24/nov/2021
Compra
535
5,950000
Euronext Lisbon
2.584.815
24/nov/2021
Compra
465
5,950000
Euronext Lisbon
2.585.280
24/nov/2021
Compra
311
5,950000
Euronext Lisbon
2.585.591
24/nov/2021
Compra
690
5,950000
Euronext Lisbon
2.586.281
24/nov/2021
Compra
310
5,950000
Euronext Lisbon
2.586.591
Data
Natureza
Volume
Preço (€)
Local
N.º ações
www.greenvolt.pt53
24/nov/2021
Compra
741
5,950000
Euronext Lisbon
2.587.332
24/nov/2021
Compra
7.500
5,960000
Euronext Lisbon
2.594.832
24/nov/2021
Compra
259
5,950000
Euronext Lisbon
2.595.091
24/nov/2021
Compra
26
5,990000
Euronext Lisbon
2.595.117
24/nov/2021
Compra
750
6,010000
Euronext Lisbon
2.595.867
24/nov/2021
Compra
181
6,010000
Euronext Lisbon
2.596.048
24/nov/2021
Compra
1.000
6,010000
Euronext Lisbon
2.597.048
24/nov/2021
Compra
69
6,010000
Euronext Lisbon
2.597.117
24/nov/2021
Compra
974
6,000000
Euronext Lisbon
2.598.091
24/nov/2021
Compra
26
6,000000
Euronext Lisbon
2.598.117
24/nov/2021
Compra
765
6,000000
Euronext Lisbon
2.598.882
24/nov/2021
Compra
235
6,000000
Euronext Lisbon
2.599.117
24/nov/2021
Compra
235
6,000000
Euronext Lisbon
2.599.352
24/nov/2021
Compra
235
6,000000
Euronext Lisbon
2.599.587
24/nov/2021
Compra
530
6,000000
Euronext Lisbon
2.600.117
24/nov/2021
Compra
159
6,000000
Euronext Lisbon
2.600.276
24/nov/2021
Compra
452
6,000000
Euronext Lisbon
2.600.728
24/nov/2021
Compra
548
6,000000
Euronext Lisbon
2.601.276
24/nov/2021
Compra
183
6,000000
Euronext Lisbon
2.601.459
24/nov/2021
Compra
280
6,000000
Euronext Lisbon
2.601.739
24/nov/2021
Compra
720
6,000000
Euronext Lisbon
2.602.459
24/nov/2021
Compra
500
6,000000
Euronext Lisbon
2.602.959
24/nov/2021
Compra
500
6,000000
Euronext Lisbon
2.603.459
24/nov/2021
Compra
213
6,000000
Euronext Lisbon
2.603.672
24/nov/2021
Compra
500
6,000000
Euronext Lisbon
2.604.172
24/nov/2021
Compra
163
6,000000
Euronext Lisbon
2.604.335
24/nov/2021
Compra
750
6,010000
Euronext Lisbon
2.605.085
24/nov/2021
Compra
1.289
6,030000
Euronext Lisbon
2.606.374
24/nov/2021
Compra
267
6,030000
Euronext Lisbon
2.606.641
24/nov/2021
Compra
444
6,030000
Euronext Lisbon
2.607.085
24/nov/2021
Compra
1.723
6,050000
Euronext Lisbon
2.608.808
24/nov/2021
Compra
2.000
6,050000
Euronext Lisbon
2.610.808
24/nov/2021
Compra
1.000
6,050000
Euronext Lisbon
2.611.808
24/nov/2021
Compra
213
6,050000
Euronext Lisbon
2.612.021
24/nov/2021
Compra
110
6,050000
Euronext Lisbon
2.612.131
24/nov/2021
Compra
110
6,050000
Euronext Lisbon
2.612.241
24/nov/2021
Compra
9.500
6,060000
Euronext Lisbon
2.621.741
24/nov/2021
Compra
472
6,060000
Euronext Lisbon
2.622.213
24/nov/2021
Compra
750
6,070000
Euronext Lisbon
2.622.963
24/nov/2021
Compra
500
6,070000
Euronext Lisbon
2.623.463
24/nov/2021
Compra
9.780
6,090000
Euronext Lisbon
2.633.243
24/nov/2021
Compra
1.000
6,090000
Euronext Lisbon
2.634.243
24/nov/2021
Compra
2.000
6,090000
Euronext Lisbon
2.636.243
24/nov/2021
Compra
480
6,090000
Euronext Lisbon
2.636.723
24/nov/2021
Compra
216
6,090000
Euronext Lisbon
2.636.939
24/nov/2021
Compra
750
6,150000
Euronext Lisbon
2.637.689
Data
Natureza
Volume
Preço (€)
Local
N.º ações
www.greenvolt.pt54
24/nov/2021
Compra
199
6,150000
Euronext Lisbon
2.637.888
24/nov/2021
Compra
1.000
6,150000
Euronext Lisbon
2.638.888
24/nov/2021
Compra
656
6,150000
Euronext Lisbon
2.639.544
24/nov/2021
Compra
395
6,150000
Euronext Lisbon
2.639.939
24/nov/2021
Compra
750
6,140000
Euronext Lisbon
2.640.689
24/nov/2021
Compra
1.000
6,150000
Euronext Lisbon
2.641.689
24/nov/2021
Compra
458
6,150000
Euronext Lisbon
2.642.147
24/nov/2021
Compra
550
6,150000
Euronext Lisbon
2.642.697
24/nov/2021
Compra
205
6,160000
Euronext Lisbon
2.642.902
24/nov/2021
Compra
750
6,160000
Euronext Lisbon
2.643.652
24/nov/2021
Compra
81
6,160000
Euronext Lisbon
2.643.733
24/nov/2021
Compra
750
6,160000
Euronext Lisbon
2.644.483
24/nov/2021
Compra
292
6,160000
Euronext Lisbon
2.644.775
24/nov/2021
Compra
712
6,180000
Euronext Lisbon
2.645.487
24/nov/2021
Compra
99
6,180000
Euronext Lisbon
2.645.586
24/nov/2021
Compra
43
6,180000
Euronext Lisbon
2.645.629
24/nov/2021
Compra
43
6,180000
Euronext Lisbon
2.645.672
24/nov/2021
Compra
199
6,180000
Euronext Lisbon
2.645.871
24/nov/2021
Compra
304
6,180000
Euronext Lisbon
2.646.175
24/nov/2021
Compra
5.000
6,130000
Euronext Lisbon
2.651.175
24/nov/2021
Compra
1.000
6,120000
Euronext Lisbon
2.652.175
24/nov/2021
Compra
750
6,140000
Euronext Lisbon
2.652.925
24/nov/2021
Compra
167
6,140000
Euronext Lisbon
2.653.092
24/nov/2021
Compra
699
6,140000
Euronext Lisbon
2.653.791
24/nov/2021
Compra
236
6,140000
Euronext Lisbon
2.654.027
24/nov/2021
Compra
43
6,140000
Euronext Lisbon
2.654.070
24/nov/2021
Compra
102
6,140000
Euronext Lisbon
2.654.172
24/nov/2021
Compra
42
6,140000
Euronext Lisbon
2.654.214
24/nov/2021
Compra
412
6,140000
Euronext Lisbon
2.654.626
24/nov/2021
Compra
251
6,140000
Euronext Lisbon
2.654.877
24/nov/2021
Compra
54
6,140000
Euronext Lisbon
2.654.931
24/nov/2021
Compra
433
6,140000
Euronext Lisbon
2.655.364
24/nov/2021
Compra
750
6,140000
Euronext Lisbon
2.656.114
24/nov/2021
Compra
107
6,140000
Euronext Lisbon
2.656.221
24/nov/2021
Compra
489
6,140000
Euronext Lisbon
2.656.710
24/nov/2021
Compra
218
6,140000
Euronext Lisbon
2.656.928
24/nov/2021
Compra
192
6,140000
Euronext Lisbon
2.657.120
24/nov/2021
Compra
600
6,140000
Euronext Lisbon
2.657.720
24/nov/2021
Compra
334
6,140000
Euronext Lisbon
2.658.054
24/nov/2021
Compra
458
6,140000
Euronext Lisbon
2.658.512
24/nov/2021
Compra
391
6,140000
Euronext Lisbon
2.658.903
24/nov/2021
Compra
248
6,140000
Euronext Lisbon
2.659.151
24/nov/2021
Compra
750
6,140000
Euronext Lisbon
2.659.901
24/nov/2021
Compra
24
6,140000
Euronext Lisbon
2.659.925
24/nov/2021
Compra
203
6,140000
Euronext Lisbon
2.660.128
24/nov/2021
Compra
528
6,140000
Euronext Lisbon
2.660.656
Data
Natureza
Volume
Preço (€)
Local
N.º ações
www.greenvolt.pt55
24/nov/2021
Compra
404
6,140000
Euronext Lisbon
2.661.060
24/nov/2021
Compra
225
6,140000
Euronext Lisbon
2.661.285
24/nov/2021
Compra
1.554
6,150000
Euronext Lisbon
2.662.839
24/nov/2021
Compra
1.000
6,150000
Euronext Lisbon
2.663.839
24/nov/2021
Compra
43
6,150000
Euronext Lisbon
2.663.882
24/nov/2021
Compra
44
6,150000
Euronext Lisbon
2.663.926
24/nov/2021
Compra
98
6,150000
Euronext Lisbon
2.664.024
24/nov/2021
Compra
310
6,150000
Euronext Lisbon
2.664.334
24/nov/2021
Compra
8
6,150000
Euronext Lisbon
2.664.342
24/nov/2021
Compra
308
6,150000
Euronext Lisbon
2.664.650
24/nov/2021
Compra
60
6,150000
Euronext Lisbon
2.664.710
24/nov/2021
Compra
253
6,150000
Euronext Lisbon
2.664.963
24/nov/2021
Compra
214
6,150000
Euronext Lisbon
2.665.177
24/nov/2021
Compra
497
6,150000
Euronext Lisbon
2.665.674
24/nov/2021
Compra
98
6,150000
Euronext Lisbon
2.665.772
24/nov/2021
Compra
2.811
6,140000
Euronext Lisbon
2.668.583
24/nov/2021
Compra
63
6,140000
Euronext Lisbon
2.668.646
24/nov/2021
Compra
129
6,140000
Euronext Lisbon
2.668.775
24/nov/2021
Compra
59
6,140000
Euronext Lisbon
2.668.834
24/nov/2021
Compra
15
6,140000
Euronext Lisbon
2.668.849
24/nov/2021
Compra
98
6,140000
Euronext Lisbon
2.668.947
24/nov/2021
Compra
750
6,140000
Euronext Lisbon
2.669.697
24/nov/2021
Compra
855
6,140000
Euronext Lisbon
2.670.552
24/nov/2021
Compra
750
6,140000
Euronext Lisbon
2.671.302
24/nov/2021
Compra
281
6,140000
Euronext Lisbon
2.671.583
26/nov/2021
Compra
365
5,990000
Euronext Lisbon
2.671.948
26/nov/2021
Compra
400
5,990000
Euronext Lisbon
2.672.348
26/nov/2021
Compra
735
5,990000
Euronext Lisbon
2.673.083
26/nov/2021
Compra
471
6,020000
Euronext Lisbon
2.673.554
26/nov/2021
Compra
1.029
6,020000
Euronext Lisbon
2.674.583
26/nov/2021
Compra
455
6,020000
Euronext Lisbon
2.675.038
26/nov/2021
Compra
1.484
6,020000
Euronext Lisbon
2.676.522
26/nov/2021
Compra
16
6,020000
Euronext Lisbon
2.676.538
26/nov/2021
Compra
44
6,020000
Euronext Lisbon
2.676.582
26/nov/2021
Compra
1.484
6,020000
Euronext Lisbon
2.678.066
26/nov/2021
Compra
16
6,020000
Euronext Lisbon
2.678.082
26/nov/2021
Compra
16
6,020000
Euronext Lisbon
2.678.098
26/nov/2021
Compra
1.484
6,020000
Euronext Lisbon
2.679.582
26/nov/2021
Compra
1.500
6,020000
Euronext Lisbon
2.681.082
26/nov/2021
Compra
3.585
6,020000
Euronext Lisbon
2.684.667
26/nov/2021
Compra
517
6,030000
Euronext Lisbon
2.685.184
26/nov/2021
Compra
207
6,030000
Euronext Lisbon
2.685.391
26/nov/2021
Compra
152
6,030000
Euronext Lisbon
2.685.543
26/nov/2021
Compra
195
6,030000
Euronext Lisbon
2.685.738
26/nov/2021
Compra
310
6,030000
Euronext Lisbon
2.686.048
26/nov/2021
Compra
990
6,030000
Euronext Lisbon
2.687.038
Data
Natureza
Volume
Preço (€)
Local
N.º ações
www.greenvolt.pt56
26/nov/2021
Compra
629
6,030000
Euronext Lisbon
2.687.667
26/nov/2021
Compra
209
6,010000
Euronext Lisbon
2.687.876
26/nov/2021
Compra
970
6,030000
Euronext Lisbon
2.688.846
26/nov/2021
Compra
30
6,030000
Euronext Lisbon
2.688.876
26/nov/2021
Compra
1.291
6,010000
Euronext Lisbon
2.690.167
26/nov/2021
Compra
750
6,020000
Euronext Lisbon
2.690.917
26/nov/2021
Compra
417
6,020000
Euronext Lisbon
2.691.334
26/nov/2021
Compra
324
6,020000
Euronext Lisbon
2.691.658
26/nov/2021
Compra
499
6,010000
Euronext Lisbon
2.692.157
26/nov/2021
Compra
208
6,020000
Euronext Lisbon
2.692.365
26/nov/2021
Compra
2.000
6,020000
Euronext Lisbon
2.694.365
26/nov/2021
Compra
1.417
6,020000
Euronext Lisbon
2.695.782
26/nov/2021
Compra
144
6,020000
Euronext Lisbon
2.695.926
26/nov/2021
Compra
253
6,020000
Euronext Lisbon
2.696.179
26/nov/2021
Compra
24
6,030000
Euronext Lisbon
2.696.203
26/nov/2021
Compra
990
6,030000
Euronext Lisbon
2.697.193
26/nov/2021
Compra
71
6,030000
Euronext Lisbon
2.697.264
26/nov/2021
Compra
50
6,030000
Euronext Lisbon
2.697.314
26/nov/2021
Compra
128
6,030000
Euronext Lisbon
2.697.442
26/nov/2021
Compra
366
6,030000
Euronext Lisbon
2.697.808
26/nov/2021
Compra
288
6,030000
Euronext Lisbon
2.698.096
26/nov/2021
Compra
500
6,040000
Euronext Lisbon
2.698.596
26/nov/2021
Compra
387
6,040000
Euronext Lisbon
2.698.983
26/nov/2021
Compra
750
6,040000
Euronext Lisbon
2.699.733
26/nov/2021
Compra
396
6,040000
Euronext Lisbon
2.700.129
26/nov/2021
Compra
244
6,040000
Euronext Lisbon
2.700.373
26/nov/2021
Compra
1.000
6,050000
Euronext Lisbon
2.701.373
26/nov/2021
Compra
397
6,050000
Euronext Lisbon
2.701.770
26/nov/2021
Compra
497
6,060000
Euronext Lisbon
2.702.267
26/nov/2021
Compra
407
6,060000
Euronext Lisbon
2.702.674
26/nov/2021
Compra
487
6,060000
Euronext Lisbon
2.703.161
26/nov/2021
Compra
1.967
6,060000
Euronext Lisbon
2.705.128
26/nov/2021
Compra
1.000
6,060000
Euronext Lisbon
2.706.128
26/nov/2021
Compra
405
6,070000
Euronext Lisbon
2.706.533
26/nov/2021
Compra
1.000
6,070000
Euronext Lisbon
2.707.533
26/nov/2021
Compra
2.000
6,070000
Euronext Lisbon
2.709.533
26/nov/2021
Compra
2.000
6,070000
Euronext Lisbon
2.711.533
26/nov/2021
Compra
1.000
6,060000
Euronext Lisbon
2.712.533
26/nov/2021
Compra
1.000
6,060000
Euronext Lisbon
2.713.533
26/nov/2021
Compra
984
6,060000
Euronext Lisbon
2.714.517
26/nov/2021
Compra
2.000
6,060000
Euronext Lisbon
2.716.517
26/nov/2021
Compra
1.425
6,060000
Euronext Lisbon
2.717.942
26/nov/2021
Compra
2.000
6,060000
Euronext Lisbon
2.719.942
26/nov/2021
Compra
1.425
6,060000
Euronext Lisbon
2.721.367
26/nov/2021
Compra
216
6,060000
Euronext Lisbon
2.721.583
29/nov/2021
Compra
872
6,050000
Euronext Lisbon
2.722.455
Data
Natureza
Volume
Preço (€)
Local
N.º ações
www.greenvolt.pt57
29/nov/2021
Compra
608
6,050000
Euronext Lisbon
2.723.063
29/nov/2021
Compra
1.000
6,050000
Euronext Lisbon
2.724.063
29/nov/2021
Compra
1.481
6,050000
Euronext Lisbon
2.725.544
29/nov/2021
Compra
125
6,050000
Euronext Lisbon
2.725.669
29/nov/2021
Compra
798
6,050000
Euronext Lisbon
2.726.467
29/nov/2021
Compra
278
6,050000
Euronext Lisbon
2.726.745
29/nov/2021
Compra
25
6,050000
Euronext Lisbon
2.726.770
29/nov/2021
Compra
47.903
6,060000
Euronext Lisbon
2.774.673
29/nov/2021
Compra
487
6,060000
Euronext Lisbon
2.775.160
30/nov/2021
Compra
320
6,030000
Euronext Lisbon
2.775.480
30/nov/2021
Compra
1.000
6,030000
Euronext Lisbon
2.776.480
30/nov/2021
Compra
250
6,040000
Euronext Lisbon
2.776.730
30/nov/2021
Compra
454
6,040000
Euronext Lisbon
2.777.184
30/nov/2021
Compra
454
6,040000
Euronext Lisbon
2.777.638
30/nov/2021
Compra
1.170
6,050000
Euronext Lisbon
2.778.808
30/nov/2021
Compra
1.960
6,050000
Euronext Lisbon
2.780.768
30/nov/2021
Compra
485
6,050000
Euronext Lisbon
2.781.253
30/nov/2021
Compra
2.000
6,050000
Euronext Lisbon
2.783.253
30/nov/2021
Compra
2.000
6,050000
Euronext Lisbon
2.785.253
30/nov/2021
Compra
750
6,060000
Euronext Lisbon
2.786.003
30/nov/2021
Compra
484
6,060000
Euronext Lisbon
2.786.487
30/nov/2021
Compra
993
6,060000
Euronext Lisbon
2.787.480
30/nov/2021
Compra
2.000
6,060000
Euronext Lisbon
2.789.480
30/nov/2021
Compra
2.000
6,060000
Euronext Lisbon
2.791.480
30/nov/2021
Compra
1.960
6,070000
Euronext Lisbon
2.793.440
30/nov/2021
Compra
765
6,070000
Euronext Lisbon
2.794.205
30/nov/2021
Compra
12.693
6,070000
Euronext Lisbon
2.806.898
30/nov/2021
Compra
4.762
6,160000
Euronext Lisbon
2.811.660
30/nov/2021
Compra
1.960
6,170000
Euronext Lisbon
2.813.620
30/nov/2021
Compra
451
6,170000
Euronext Lisbon
2.814.071
30/nov/2021
Compra
750
6,180000
Euronext Lisbon
2.814.821
30/nov/2021
Compra
117
6,120000
Euronext Lisbon
2.814.938
30/nov/2021
Compra
185
6,120000
Euronext Lisbon
2.815.123
30/nov/2021
Compra
222
6,120000
Euronext Lisbon
2.815.345
30/nov/2021
Compra
61
6,120000
Euronext Lisbon
2.815.406
30/nov/2021
Compra
900
6,130000
Euronext Lisbon
2.816.306
30/nov/2021
Compra
205
6,130000
Euronext Lisbon
2.816.511
30/nov/2021
Compra
1.000
6,130000
Euronext Lisbon
2.817.511
30/nov/2021
Compra
445
6,130000
Euronext Lisbon
2.817.956
30/nov/2021
Compra
1.960
6,130000
Euronext Lisbon
2.819.916
30/nov/2021
Compra
750
6,140000
Euronext Lisbon
2.820.666
30/nov/2021
Compra
2.000
6,140000
Euronext Lisbon
2.822.666
30/nov/2021
Compra
2.000
6,140000
Euronext Lisbon
2.824.666
30/nov/2021
Compra
365
6,150000
Euronext Lisbon
2.825.031
30/nov/2021
Compra
1.960
6,150000
Euronext Lisbon
2.826.991
30/nov/2021
Compra
570
6,160000
Euronext Lisbon
2.827.561
Data
Natureza
Volume
Preço (€)
Local
N.º ações
www.greenvolt.pt58
30/nov/2021
Compra
2.000
6,160000
Euronext Lisbon
2.829.561
30/nov/2021
Compra
2.000
6,160000
Euronext Lisbon
2.831.561
30/nov/2021
Compra
826
6,160000
Euronext Lisbon
2.832.387
30/nov/2021
Compra
2.472
6,160000
Euronext Lisbon
2.834.859
30/nov/2021
Compra
413
6,180000
Euronext Lisbon
2.835.272
30/nov/2021
Compra
1.960
6,190000
Euronext Lisbon
2.837.232
30/nov/2021
Compra
811
6,190000
Euronext Lisbon
2.838.043
30/nov/2021
Compra
750
6,200000
Euronext Lisbon
2.838.793
30/nov/2021
Compra
820
6,200000
Euronext Lisbon
2.839.613
30/nov/2021
Compra
1.960
6,210000
Euronext Lisbon
2.841.573
30/nov/2021
Compra
908
6,210000
Euronext Lisbon
2.842.481
30/nov/2021
Compra
850
6,210000
Euronext Lisbon
2.843.331
30/nov/2021
Compra
750
6,220000
Euronext Lisbon
2.844.081
30/nov/2021
Compra
1.494
6,220000
Euronext Lisbon
2.845.575
30/nov/2021
Compra
929
6,220000
Euronext Lisbon
2.846.504
30/nov/2021
Compra
22.552
6,220000
Euronext Lisbon
2.869.056
30/nov/2021
Compra
785
6,170000
Euronext Lisbon
2.869.841
30/nov/2021
Compra
182
6,170000
Euronext Lisbon
2.870.023
30/nov/2021
Compra
538
6,170000
Euronext Lisbon
2.870.561
30/nov/2021
Compra
750
6,180000
Euronext Lisbon
2.871.311
30/nov/2021
Compra
272
6,180000
Euronext Lisbon
2.871.583
31/dez/2021
-
-
-
-
2.871.583
Data
Natureza
Volume
Preço (€)
Local
N.º ações
Ana Rebelo Menéres de Mendonça (imputação via PROMENDO INVESTIMENTOS, S.A.)
Data
Natureza
Volume
Preço (€)
Local
N.º ações
13/jul/2021
IPO
1.176.470
4,250000
Euronext Lisbon (IPO)
1.176.470
20/jul/2021
Div. Espécie
696.273
-
Fora de bolsa
1.872.743
31/dez/2021
-
-
-
-
1.872.743
Pedro Miguel Matos Borges de Oliveira (imputação via 1 THING, INVESTMENTS, S.A.)
Data
Natureza
Volume
Preço (€)
Local
N.º ações
13/jul/2021
IPO
588.235
4,250000
Euronext Lisbon (IPO)
588.235
20/jul/2021
Div. Espécie
373.476
-
Fora de bolsa
961.711
31/dez/2021
-
-
-
-
961.711
Nota: nos termos combinados do art.º 20.º, n.º 1, alíneas b), d), j), o somatório dos direitos de voto imputáveis às participações detidas, direta ou
indiretamente, pelos acionistas referidos nas alíneas a) a e) anteriores, é superior a 50% (cinquenta por cento) da totalidade dos direitos de voto
da Sociedade.
www.greenvolt.pt59
11.3.
Participações qualificadas
Em cumprimento do disposto na alínea b) do número 1 do artigo 8.º do Regulamento da CMVM n.º
5/2008, presta-se a seguinte informação respeitante às participações qualificadas detidas por
acionistas no capital social da GreenVolt em 31 de dezembro de 2021, identificando a respetiva
imputação de direitos de voto nos termos do número 1 do artigo 20.º do Código dos Valores
Mobiliários.
Ações detidas pelos órgãos sociais da Empresa
Nome
N.º de
ações
detidas
Ana Rebelo de Carvalho Menéres de Mendonça (a)
1.872.743
João Manuel Matos Borges de Oliveira (b)
1.740.106
Paulo Jorge dos Santos Fernandes (c)
3.057.511
Domingos José Vieira de Matos (d)
2.871.583
Pedro Miguel Matos Borges de Oliveira (e)
961.711
(a) As 1.872.743 ações correspondem ao total das ações da Greenvolt – Energias Renováveis, S.A. detidas pela sociedade PROMENDO
INVESTIMENTOS, S.A., da qual a administradora Ana Rebelo de Carvalho Menéres de Mendonça é administradora e acionista dominante.
(b) As 1.740.106 de ações correspondem ao total das ações da Greenvolt – Energias Renováveis, S.A. detidas pela sociedade CADERNO
AZUL, S.A., da qual o administrador João Manuel Matos Borges de Oliveira é administrador e acionista dominante.
(c) As 3.057.511 ações correspondem ao total das ações da Greenvolt – Energias Renováveis, S.A. detidas pela sociedade ACTIUM CAPITAL,
S.A., da qual o administrador Paulo Jorge dos Santos Fernandes é administrador e acionista dominante.
(d) As 2.871.583 ações correspondem ao total das ações da Greenvolt – Energias Renováveis, S.A. detidas pela sociedade LIVREFLUXO,
S.A., da qual o administrador Domingos José Vieira de Matos é administrador e acionista dominante.
(e) As 961.711 ações correspondem ao total das ações da Greenvolt – Energias Renováveis, S.A. detidas pela sociedade 1 THING,
INVESTMENTS, S.A., cujo Conselho de Administração integra o membro do Conselho de Administração da Greenvolt – Energias Renováveis,
S.A.
Nota: nos termos combinados do art.º 20.º, n.º 1, alíneas b), d), j), o somatório dos direitos de voto imputáveis às participações detidas, direta
ou indiretamente, pelos acionistas referidos nas alíneas a) a e) anteriores, é superior a 50% (cinquenta por cento) da totalidade dos direitos de
voto da Sociedade.
Participações qualificadas no capital social da empresa:
Superior a 50% dos direitos de voto
N.º de
ações
detidas
% direta de
direitos de
voto
Altri, SGPS, S.A.
71.270.366
58,72%
Diretamente
52.523.229
43,27%
Através da Caima Energia – Empresa de Gestão e Exploração de Energia, S.A.
18.750.000
15,45%
Superior a 5% dos direitos de voto
N.º de
ações
detidas
% direta de
direitos de
voto
V-RIDIUM EUROPE SP. Z O. O.
11.200.000
9,23%
www.greenvolt.pt60
Superior a 2% dos direitos de voto
N.º de
ações
detidas
% direta de
direitos de
voto
NATIONALE-NEDERLANDEN
3.423.529
2,82%
Através do fundo OFE
3.107.200
2,56%
Através do fundo DFE
105.880
0,09%
Através do fundo FZD
210.449
0,17%
Através do fundo FZD25
3.065
Através do fundo FZD30
15.727
Através do fundo FZD35
32.014
Através do fundo FZD40
45.428
Através do fundo FZD45
48.003
Através do fundo FZD50
36.466
Através do fundo FZD55
22.024
Através do fundo FZD60
7.587
Através do fundo FZD65
135
SANTANDER ASSET MANAGEMENT, S.A. SGIIC
3.168.627
2,61%
Através do fundo Santander Small Caps España, FI
878.431
0,72%
Através do fundo Santander Sostenible Acciones, FI
690.196
0,57%
Através do fundo Santander Sostenible 1, FI
815.686
0,67%
Através do fundo Santander Sostenible 2, FI
784.314
0,65%
ACTIUM CAPITAL, S.A. (a)
3.057.511
2,52%
(a) As 3.057.511 ações da Greenvolt – Energias Renováveis, S.A. detidas pela
sociedade ACTIUM CAPITAL, S.A. consideram-se imputáveis a Paulo Jorge dos
Santos Fernandes, seu administrador e acionista dominante.
LIVREFLUXO, S.A. (b)
2.871.583
2,37%
(b) As 2.871.583 ações da Greenvolt – Energias Renováveis, S.A. detidas pela
sociedade LIVREFLUXO, S.A. consideram-se imputáveis a Domingos José Vieira de
Matos, seu administrador e acionista dominante.
Fonte: últimas comunicações recebidas dos titulares de participações qualificadas dirigidas à Sociedade por referência a 31
de dezembro de 2021.
www.greenvolt.pt61
11.4.
Glossário
•Receitas totais = Vendas + Prestações de serviços + Outros rendimentos
•Custos de transação = Custos de transação não recorrentes, essencialmente relacionados
com concentrações de atividades empresariais
•EBITDA = Resultados antes de impostos e CESE, Resultados financeiros e Amortizações e
depreciações
•EBITDA ajustado = EBITDA excluindo custos de transação
•Margem EBITDA ajustada = EBITDA ajustado / Receitas totais
•EBIT excluindo items não recorrentes (EBIT ajustado) = EBIT excluindo custos de transação
e reversões de perdas de imparidade não recorrentes
•Margem EBIT excluindo items não recorrentes = EBIT excluindo items não recorrentes /
Receitas totais
•EBIT = Resultados antes de impostos e CESE e Resultados financeiros
•Margem EBIT = EBIT / Receitas totais
•Resultado Líquido ajustado = Resultado líquido excluindo (i) custos de transação e respetivo
impacte fiscal e (ii) reversões de perdas de imparidade não recorrentes
•Dívida financeira líquida: Empréstimos bancários (valores nominais) + Empréstimos
obrigacionistas (valores nominais) + Outros empréstimos (valores nominais) – Caixa e
equivalentes de caixa
www.greenvolt.pt62
02
__Relatório de Governo da Sociedade
Nota Introdutória65
Parte I – Informação sobre estrutura acionista, organização66
A. Estrutura acionista66
I.Estrutura de capital66
II.Participações sociais e obrigações detidas67
B. Órgãos sociais e comissões90
I.Assembleia Geral90
II.Administração e supervisão93
III.Fiscalização114
IV.Revisor oficial de contas119
V.Auditor externo120
C. Organização interna123
I.Estatutos123
II.Comunicação de Irregularidades123
III.Controlo interno e gestão de riscos124
IV.Apoio ao investidor130
V.Sítio de Internet131
D. Remunerações132
I.Competência para a determinação132
II.Comissão de remunerações132
III.Estrutura das remunerações133
IV.Divulgação das remunerações141
V.Acordos com implicações remuneratórias143
VI.Planos de atribuição de ações ou opções sobre ações (‘Stock options’)144
E. Transações com partes relacionadas145
I.Mecanismos e procedimentos de controlo145
II.Elementos relativos aos negócios146
Parte II – Avaliação do Governo Societário147
1. Identificação do código de governo das sociedades adotado147
2. Análise de cumprimento do código de governo das sociedades adotado147
3. Anexos174
www.greenvolt.pt64
NOTA INTRODUTÓRIA
A Greenvolt – Energias Renováveis, S.A. admitiu o seu capital social à negociação em mercado
regulamentado no dia 15 de julho de 2021. Este Relatório de Governo apresenta uma visão
contemporânea da evolução governativa da Sociedade durante o exercício de 2021, que se inicia
com um modelo de governo monista com um fiscal único e transita, em Assembleia Geral realizada
no dia 24 de junho de 2021, preparatória da futura nova condição de entidade de interesse público
por efeito da admissão a negociação dos seus valores mobiliários, para um modelo de governo
monista com estrutura de fiscalização reforçada em que a estrutura de administração reside num
Conselho de Administração com um Administrador Delegado, e a estrutura de fiscalização reforçada é
composta por um Conselho Fiscal e por um Revisor Oficial de Contas.
Dando cumprimento ao disposto no Regulamento da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários n.º
4/2013, e no art.º 29.º H do Código dos Valores Mobiliários, este Relatório contém um descritivo
detalhado sobre a estrutura e as práticas de governo societário que têm vindo a ser progressivamente
adotadas pela Sociedade desde 15 de julho de 2021 para adequação do seu modelo de governo à
sua nova condição de entidade de interesse público, bem como expressa a declaração de
compromisso da administração GreenVolt quanto à implementação continuada das necessárias
medidas de governo para cumprimento integral, sob o princípio comply or explain, das
Recomendações do Código de Governo do Instituto Português de Corporate Governance 2018
(revisão de 2020).
www.greenvolt.pt65
PARTE I
INFORMAÇÃO SOBRE ESTRUTURA ACIONISTA,
ORGANIZAÇÃO E GOVERNO DA SOCIEDADE
A.ESTRUTURA ACIONISTA
I.ESTRUTURA DE CAPITAL
1.Estrutura de capital
O capital social da Greenvolt – Energias Renováveis, S.A. (daqui em diante abreviadamente
designada por “GreenVolt” ou “Sociedade”) é de 267.099.997,50 Euros (duzentos e sessenta e sete
milhões noventa e nove mil novecentos e noventa e sete euros e cinquenta cêntimos), integralmente
subscrito e realizado, sendo representado por 121.376.470 (cento e vinte e um milhões trezentas e
setenta e seis mil quatrocentas e setenta) ações sem valor nominal.
A distribuição do capital e respetivos direitos de voto pelos acionistas titulares de participações
qualificadas encontra-se discriminada no ponto II.7.
A totalidade das ações representativas do capital social está admitida à negociação no mercado
regulamentado Euronext Lisbon.
2.Restrições à transmissibilidade das ações e à titularidade de ações
As ações da Sociedade não têm nenhuma restrição quanto à sua transmissibilidade ou titularidade.
3.Ações próprias
A 31 de dezembro de 2021, a Sociedade não detinha, direta ou indiretamente, qualquer percentagem
de ações próprias representativas do seu capital.
4.Acordos Significativos de que a Sociedade seja parte e que entrem em vigor, sejam
alterados ou cessem em caso de mudança de controlo da Sociedade na sequência de uma
oferta pública de aquisição, bem como os efeitos respetivos, salvo se, pela sua natureza, a
divulgação dos mesmos for seriamente prejudicial para a Sociedade, exceto se a
Sociedade for especificamente obrigada a divulgar essas informações por força de outros
imperativos legais
Em sede de contratação de dívida alheia pela Sociedade, por via de contratos de financiamento ou
emissão de valores mobiliários representativos de dívida, a Sociedade adere a cláusulas de alteração
de controlo que constituem prática aceite e exigida pelo mercado bancário português como condição
www.greenvolt.pt66
de essência para a disponibilização de fundos. Sendo a contratação de capitais alheios um
instrumento habitual da gestão para suportar o desenvolvimento competitivo da atividade da
Sociedade, não se relevam tais disposições contratuais como suscetíveis de prejudicar o interesse
económico na transmissão das ações da Sociedade.
Para além do disposto no parágrafo anterior, não existem acordos significativos celebrados pela
Sociedade que entrem em vigor, sejam alterados ou cessem em caso de mudança de controlo da
Sociedade na sequência de uma oferta pública de aquisição.
5.Regime a que se encontre sujeita a renovação ou revogação de medidas defensivas, em
particular aquelas que prevejam a limitação do número de votos suscetíveis de detenção
ou de exercício por um único acionista de forma individual ou em concertação com outros
acionistas
Não foram adotadas quaisquer medidas defensivas.
6.Acordos parassociais que sejam do conhecimento da Sociedade e possam conduzir a
restrições em matéria de transmissão de valores mobiliários ou de direitos de voto
O Conselho de Administração desconhece a existência de quaisquer acordos parassociais tendo por
objeto a Sociedade.
II.PARTICIPAÇÕES SOCIAIS E OBRIGAÇÕES DETIDAS
7.Participações qualificadas
Em cumprimento do disposto na alínea b) do número 1 do artigo 8.º do Regulamento da CMVM n.º
5/2008, presta-se a seguinte informação respeitante às participações qualificadas detidas por
acionistas no capital social da GreenVolt em 31 de dezembro de 2021, identificando a respetiva
imputação de direitos de voto nos termos do número 1 do artigo 20.º do Código dos Valores
Mobiliários.
Nome
N.º de
ações
detidas
Ana Rebelo de Carvalho Menéres de Mendonça (a)
1.872.743
João Manuel Matos Borges de Oliveira (b)
1.740.106
Paulo Jorge dos Santos Fernandes (c)
3.057.511
Domingos José Vieira de Matos (d)
2.871.583
Pedro Miguel Matos Borges de Oliveira (e)
961.711,00
www.greenvolt.pt67
(a) As 1.872.743 ações correspondem ao total das ações da Greenvolt – Energias Renováveis, S.A. detidas pela sociedade
PROMENDO INVESTIMENTOS, S.A., da qual a administradora Ana Rebelo de Carvalho Menéres de Mendonça é administradora e
acionista dominante.
(b) As 1.740.106 de ações correspondem ao total das ações da Greenvolt – Energias Renováveis, S.A. detidas pela sociedade
CADERNO AZUL, S.A., da qual o administrador João Manuel Matos Borges de Oliveira é administrador e acionista dominante.
(c) As 3.057.511 ações correspondem ao total das ações da Greenvolt – Energias Renováveis, S.A. detidas pela sociedade ACTIUM
CAPITAL, S.A., da qual o administrador Paulo Jorge dos Santos Fernandes é administrador e acionista dominante.
(d) As 2.871.583 ações correspondem ao total das ações da Greenvolt – Energias Renováveis, S.A. detidas pela sociedade
LIVREFLUXO, S.A., da qual o administrador Domingos José Vieira de Matos é administrador e acionista dominante.
(e) As 961.711 ações correspondem ao total das ações da Greenvolt – Energias Renováveis, S.A. detidas pela sociedade 1 THING,
INVESTMENTS, S.A., cujo Conselho de Administração integra o membro do Conselho de Administração da Greenvolt – Energias
Renováveis, S.A.
Nota: nos termos combinados do art.º 20.º, n.º 1, alíneas b), d) e j) do Código dos Valores Mobiliários, o somatório dos direitos de voto
imputáveis às participações detidas, direta ou indiretamente, pelos acionistas referidos nas alíneas a) a e) anteriores, é superior a 50%
(cinquenta por cento) da totalidade dos direitos de voto da Sociedade.
Participações qualificadas no capital social da empresa:
Superior a 50% dos direitos de voto
N.º de
ações
detidas
% direta de
direitos de
voto
Altri, SGPS, S.A.
71.270.366
58,72%
Diretamente
52.523.229
43,27%
Através da Caima Energia – Empresa de Gestão e Exploração de Energia, S.A.
18.750.000
15,45%
Superior a 5% dos direitos de voto
N.º de
ações
detidas
% direta de
direitos de
voto
V-RIDIUM EUROPE SP. Z O. O.
11.200.000
9,23%
Superior a 2% dos direitos de voto
N.º de
ações
detidas
% direta de
direitos de
voto
NATIONALE-NEDERLANDEN
3.423.529
2,82%
Através do fundo OFE
3.107.200
2,56%
Através do fundo DFE
105.880
0,09%
Através do fundo FZD
210.449
0,17%
Através do fundo FZD25
3.065
Através do fundo FZD30
15.727
Através do fundo FZD35
32.014
Através do fundo FZD40
45.428
Através do fundo FZD45
48.003
Através do fundo FZD50
36.466
Através do fundo FZD55
22.024
Através do fundo FZD60
7.587
Através do fundo FZD65
135
SANTANDER ASSET MANAGEMENT, S.A. SGIIC
3.168.627
2,61%
Através do fundo Santander Small Caps Espanã, FI
878.431
0,72%
www.greenvolt.pt68
Através do fundo Santander Sostenible Acciones, FI
690.196
0,57%
Através do fundo Santander Sostenible 1, FI
815.686
0,67%
Através do fundo Santander Sostenible 2, FI
784.314
0,65%
ACTIUM CAPITAL, S.A. (a)
3.057.511
2,52%
(a) As 3.057.511 ações da Greenvolt – Energias Renováveis, S.A. detidas pela sociedade ACTIUM
CAPITAL, S.A. consideram-se imputáveis a Paulo Jorge dos Santos Fernandes, seu administrador e
acionista dominante.
LIVREFLUXO, S.A. (b)
2.871.583
2,37%
(b) As 2.871.583 ações da Greenvolt – Energias Renováveis, S.A. detidas pela sociedade LIVREFLUXO,
S.A. consideram-se imputáveis a Domingos José Vieira de Matos, seu administrador e acionista
dominante.
Fonte: últimas comunicações recebidas dos titulares de participações qualificadas dirigidas à Sociedade por referência a 31 de
dezembro de 2021.
Esta informação encontra-se igualmente vertida em anexo ao Relatório Anual de Gestão.
A informação atualizada sobre participações qualificadas está disponível para consulta no site da
Sociedade em https://www.greenvolt.pt/pt/investidores/informacao-acionista.
8.Número de ações e obrigações detidas por membros dos órgãos de administração e de
fiscalização, nos termos do n.º 5 do artigo 447.º do Código das Sociedades Comerciais
(CSC)
Divulgação do número de ações e de outros valores mobiliários emitidos pela Sociedade que sejam
detidos por membros dos órgãos de administração e fiscalização
Paulo Jorge dos Santos Fernandes (imputação via ACTIUM CAPITAL, S.A.)
13/jul/2021
IPO
1.176.470
4,250000
Euronext Lisbon (IPO)
1.176.470
20/jul/2021
Espécie
485.033
-
Fora de bolsa
1.661.503
9/set/2021
Compra
352.352
5,850000
Euronext Lisbon
2.013.855
9/set/2021
Compra
350.000
5,850000
Euronext Lisbon
2.363.855
9/set/2021
Compra
150.000
5,850000
Euronext Lisbon
2.513.855
9/set/2021
Compra
100.000
5,850000
Euronext Lisbon
2.613.855
9/set/2021
Compra
103.234
5,760000
Euronext Lisbon
2.717.089
10/set/2021
Compra
209.531
5,978000
Fora de bolsa
2.926.620
10/set/2021
Compra
1.228
5,920000
Euronext Lisbon
2.927.848
10/set/2021
Compra
188
5,920000
Euronext Lisbon
2.928.036
10/set/2021
Compra
788
5,920000
Euronext Lisbon
2.928.824
10/set/2021
Compra
732
5,920000
Euronext Lisbon
2.929.556
10/set/2021
Compra
5.000
5,920000
Euronext Lisbon
2.934.556
10/set/2021
Compra
217
5,920000
Euronext Lisbon
2.934.773
10/set/2021
Compra
222
5,920000
Euronext Lisbon
2.934.995
Data
Natureza
Volume
Preço (€)
Local
N.º ações
www.greenvolt.pt69
10/set/2021
Compra
24
5,920000
Euronext Lisbon
2.935.019
10/set/2021
Compra
1.299
5,930000
Euronext Lisbon
2.936.318
10/set/2021
Compra
226
5,930000
Euronext Lisbon
2.936.544
10/set/2021
Compra
2.500
5,930000
Euronext Lisbon
2.939.044
10/set/2021
Compra
2.467
5,930000
Euronext Lisbon
2.941.511
10/set/2021
Compra
2.961
5,930000
Euronext Lisbon
2.944.472
10/set/2021
Compra
2.072
5,930000
Euronext Lisbon
2.946.544
10/set/2021
Compra
1.073
5,950000
Euronext Lisbon
2.947.617
10/set/2021
Compra
3.000
5,950000
Euronext Lisbon
2.950.617
10/set/2021
Compra
5
5,950000
Euronext Lisbon
2.950.622
10/set/2021
Compra
1.333
5,950000
Euronext Lisbon
2.951.955
10/set/2021
Compra
4.556
5,950000
Euronext Lisbon
2.956.511
10/set/2021
Compra
444
5,950000
Euronext Lisbon
2.956.955
10/set/2021
Compra
556
5,950000
Euronext Lisbon
2.957.511
13/set/2021
Compra
1.837
6,120000
Euronext Lisbon
2.959.348
13/set/2021
Compra
1.698
6,120000
Euronext Lisbon
2.961.046
13/set/2021
Compra
295
6,120000
Euronext Lisbon
2.961.341
13/set/2021
Compra
170
6,120000
Euronext Lisbon
2.961.511
13/set/2021
Compra
196
6,150000
Euronext Lisbon
2.961.707
13/set/2021
Compra
3.000
6,130000
Euronext Lisbon
2.964.707
13/set/2021
Compra
93
6,140000
Euronext Lisbon
2.964.800
13/set/2021
Compra
6.532
6,150000
Euronext Lisbon
2.971.332
13/set/2021
Compra
2.000
6,150000
Euronext Lisbon
2.973.332
13/set/2021
Compra
75
6,150000
Euronext Lisbon
2.973.407
13/set/2021
Compra
1.206
6,150000
Euronext Lisbon
2.974.613
13/set/2021
Compra
707
6,150000
Euronext Lisbon
2.975.320
13/set/2021
Compra
1.024
6,140000
Euronext Lisbon
2.976.344
13/set/2021
Compra
1.420
6,140000
Euronext Lisbon
2.977.764
13/set/2021
Compra
105
6,150000
Euronext Lisbon
2.977.869
13/set/2021
Compra
565
6,160000
Euronext Lisbon
2.978.434
13/set/2021
Compra
750
6,160000
Euronext Lisbon
2.979.184
13/set/2021
Compra
98
6,160000
Euronext Lisbon
2.979.282
13/set/2021
Compra
148
6,160000
Euronext Lisbon
2.979.430
13/set/2021
Compra
1.439
6,160000
Euronext Lisbon
2.980.869
13/set/2021
Compra
410
6,160000
Euronext Lisbon
2.981.279
13/set/2021
Compra
112
6,170000
Euronext Lisbon
2.981.391
13/set/2021
Compra
680
6,170000
Euronext Lisbon
2.982.071
13/set/2021
Compra
372
6,170000
Euronext Lisbon
2.982.443
13/set/2021
Compra
90
6,170000
Euronext Lisbon
2.982.533
13/set/2021
Compra
2.336
6,170000
Euronext Lisbon
2.984.869
13/set/2021
Compra
430
6,140000
Euronext Lisbon
2.985.299
13/set/2021
Compra
900
6,140000
Euronext Lisbon
2.986.199
13/set/2021
Compra
63
6,140000
Euronext Lisbon
2.986.262
13/set/2021
Compra
2.896
6,150000
Euronext Lisbon
2.989.158
13/set/2021
Compra
300
6,150000
Euronext Lisbon
2.989.458
13/set/2021
Compra
1.471
6,150000
Euronext Lisbon
2.990.929
Data
Natureza
Volume
Preço (€)
Local
N.º ações
www.greenvolt.pt70
13/set/2021
Compra
33
6,150000
Euronext Lisbon
2.990.962
13/set/2021
Compra
1.800
6,150000
Euronext Lisbon
2.992.762
13/set/2021
Compra
607
6,140000
Euronext Lisbon
2.993.369
13/set/2021
Compra
4.887
6,140000
Euronext Lisbon
2.998.256
13/set/2021
Compra
666
6,140000
Euronext Lisbon
2.998.922
13/set/2021
Compra
200
6,140000
Euronext Lisbon
2.999.122
13/set/2021
Compra
1.134
6,140000
Euronext Lisbon
3.000.256
13/set/2021
Compra
404
6,140000
Euronext Lisbon
3.000.660
13/set/2021
Compra
404
6,140000
Euronext Lisbon
3.001.064
13/set/2021
Compra
305
6,140000
Euronext Lisbon
3.001.369
13/set/2021
Compra
45
6,150000
Euronext Lisbon
3.001.414
13/set/2021
Compra
209
6,150000
Euronext Lisbon
3.001.623
13/set/2021
Compra
760
6,150000
Euronext Lisbon
3.002.383
13/set/2021
Compra
3.000
6,150000
Euronext Lisbon
3.005.383
13/set/2021
Compra
186
6,150000
Euronext Lisbon
3.005.569
13/set/2021
Compra
1.000
6,150000
Euronext Lisbon
3.006.569
13/set/2021
Compra
113
6,150000
Euronext Lisbon
3.006.682
13/set/2021
Compra
18
6,150000
Euronext Lisbon
3.006.700
13/set/2021
Compra
811
6,150000
Euronext Lisbon
3.007.511
13/set/2021
Compra
126
6,150000
Euronext Lisbon
3.007.637
13/set/2021
Compra
365
6,150000
Euronext Lisbon
3.008.002
13/set/2021
Compra
290
6,150000
Euronext Lisbon
3.008.292
13/set/2021
Compra
41
6,150000
Euronext Lisbon
3.008.333
13/set/2021
Compra
7
6,150000
Euronext Lisbon
3.008.340
13/set/2021
Compra
90
6,150000
Euronext Lisbon
3.008.430
13/set/2021
Compra
500
6,150000
Euronext Lisbon
3.008.930
13/set/2021
Compra
670
6,150000
Euronext Lisbon
3.009.600
13/set/2021
Compra
1.692
6,150000
Euronext Lisbon
3.011.292
13/set/2021
Compra
706
6,160000
Euronext Lisbon
3.011.998
13/set/2021
Compra
3.000
6,160000
Euronext Lisbon
3.014.998
13/set/2021
Compra
1.315
6,160000
Euronext Lisbon
3.016.313
13/set/2021
Compra
1.979
6,160000
Euronext Lisbon
3.018.292
13/set/2021
Compra
1.339
6,160000
Euronext Lisbon
3.019.631
13/set/2021
Compra
161
6,160000
Euronext Lisbon
3.019.792
13/set/2021
Compra
800
6,150000
Euronext Lisbon
3.020.592
13/set/2021
Compra
16
6,150000
Euronext Lisbon
3.020.608
13/set/2021
Compra
784
6,150000
Euronext Lisbon
3.021.392
13/set/2021
Compra
13
6,150000
Euronext Lisbon
3.021.405
13/set/2021
Compra
800
6,150000
Euronext Lisbon
3.022.205
13/set/2021
Compra
800
6,150000
Euronext Lisbon
3.023.005
13/set/2021
Compra
419
6,150000
Euronext Lisbon
3.023.424
13/set/2021
Compra
418
6,150000
Euronext Lisbon
3.023.842
13/set/2021
Compra
3.000
6,160000
Euronext Lisbon
3.026.842
13/set/2021
Compra
1.297
6,160000
Euronext Lisbon
3.028.139
13/set/2021
Compra
3
6,160000
Euronext Lisbon
3.028.142
13/set/2021
Compra
1.165
6,180000
Euronext Lisbon
3.029.307
Data
Natureza
Volume
Preço (€)
Local
N.º ações
www.greenvolt.pt71
13/set/2021
Compra
131
6,180000
Euronext Lisbon
3.029.438
13/set/2021
Compra
3.000
6,180000
Euronext Lisbon
3.032.438
13/set/2021
Compra
40
6,180000
Euronext Lisbon
3.032.478
13/set/2021
Compra
1.664
6,180000
Euronext Lisbon
3.034.142
13/set/2021
Compra
3.000
6,160000
Euronext Lisbon
3.037.142
13/set/2021
Compra
3.000
6,160000
Euronext Lisbon
3.040.142
13/set/2021
Compra
140
6,160000
Euronext Lisbon
3.040.282
13/set/2021
Compra
549
6,160000
Euronext Lisbon
3.040.831
13/set/2021
Compra
2.311
6,160000
Euronext Lisbon
3.043.142
13/set/2021
Compra
3.000
6,170000
Euronext Lisbon
3.046.142
13/set/2021
Compra
636
6,170000
Euronext Lisbon
3.046.778
13/set/2021
Compra
462
6,170000
Euronext Lisbon
3.047.240
13/set/2021
Compra
1.902
6,170000
Euronext Lisbon
3.049.142
13/set/2021
Compra
126
6,180000
Euronext Lisbon
3.049.268
13/set/2021
Compra
546
6,180000
Euronext Lisbon
3.049.814
13/set/2021
Compra
1.897
6,180000
Euronext Lisbon
3.051.711
13/set/2021
Compra
2.381
6,180000
Euronext Lisbon
3.054.092
13/set/2021
Compra
3.000
6,170000
Euronext Lisbon
3.057.092
13/set/2021
Compra
419
6,170000
Euronext Lisbon
3.057.511
31/dez/2021
-
-
-
-
3.057.511
Data
Natureza
Volume
Preço (€)
Local
N.º ações
João Manuel Matos Borges de Oliveira (imputação via CADERNO AZUL, S.A.)
13/jul/2021
IPO
1.176.470
4,250000
Euronext Lisbon (IPO)
1.176.470
20/jul/2021
Espécie
563.636
-
Fora de bolsa
1.740.106
31/dez/2021
-
-
-
-
1.740.106
Domingos José Vieira de Matos (imputação via LIVREFLUXO, S.A.)
Data
Natureza
Volume
Preço (€)
Local
N.º ações
13/jul/2021
IPO
1.176.470
4,250000
Euronext Lisbon (IPO)
1.176.470
20/jul/2021
Espécie
484.891
-
Fora de bolsa
1.661.361
8/out/2021
Compra
300.000
5,750000
Euronext Lisbon
1.961.361
8/out/2021
Compra
70.134
5,750000
Euronext Lisbon
2.031.495
11/out/2021
Compra
1.825
5,800000
Fora de bolsa
2.033.320
11/out/2021
Compra
196
5,800000
Fora de bolsa
2.033.516
11/out/2021
Compra
432
5,800000
Fora de bolsa
2.033.948
11/out/2021
Compra
148
5,800000
Fora de bolsa
2.034.096
11/out/2021
Compra
275
5,800000
Fora de bolsa
2.034.371
11/out/2021
Compra
1.080
5,800000
Fora de bolsa
2.035.451
11/out/2021
Compra
177
5,800000
Fora de bolsa
2.035.628
11/out/2021
Compra
363
5,800000
Fora de bolsa
2.035.991
11/out/2021
Compra
317
5,800000
Fora de bolsa
2.036.308
11/out/2021
Compra
406
5,800000
Fora de bolsa
2.036.714
11/out/2021
Compra
354
5,800000
Fora de bolsa
2.037.068
11/out/2021
Compra
14
5,800000
Fora de bolsa
2.037.082
Data
Natureza
Volume
Preço (€)
Local
N.º ações
www.greenvolt.pt72
11/out/2021
Compra
101
5,800000
Fora de bolsa
2.037.183
11/out/2021
Compra
803
5,800000
Fora de bolsa
2.037.986
11/out/2021
Compra
160
5,800000
Fora de bolsa
2.038.146
11/out/2021
Compra
170
5,800000
Fora de bolsa
2.038.316
11/out/2021
Compra
106
5,800000
Fora de bolsa
2.038.422
11/out/2021
Compra
3.903
5,820000
Fora de bolsa
2.042.325
11/out/2021
Compra
1.555
5,820000
Fora de bolsa
2.043.880
11/out/2021
Compra
1.179
5,820000
Fora de bolsa
2.045.059
11/out/2021
Compra
1.179
5,820000
Fora de bolsa
2.046.238
11/out/2021
Compra
1.730
5,820000
Fora de bolsa
2.047.968
11/out/2021
Compra
2.196
5,820000
Fora de bolsa
2.050.164
11/out/2021
Compra
3.903
5,820000
Fora de bolsa
2.054.067
11/out/2021
Compra
3.101
5,820000
Fora de bolsa
2.057.168
11/out/2021
Compra
2.694
5,820000
Fora de bolsa
2.059.862
11/out/2021
Compra
1.302
5,820000
Fora de bolsa
2.061.164
11/out/2021
Compra
1.079
5,820000
Fora de bolsa
2.062.243
11/out/2021
Compra
1.052
5,820000
Fora de bolsa
2.063.295
11/out/2021
Compra
943
5,820000
Fora de bolsa
2.064.238
11/out/2021
Compra
1.096
5,820000
Fora de bolsa
2.065.334
11/out/2021
Compra
1.117
5,820000
Fora de bolsa
2.066.451
11/out/2021
Compra
1.043
5,820000
Fora de bolsa
2.067.494
11/out/2021
Compra
1.059
5,820000
Fora de bolsa
2.068.553
11/out/2021
Compra
1.146
5,820000
Fora de bolsa
2.069.699
11/out/2021
Compra
5.000
5,820000
Fora de bolsa
2.074.699
11/out/2021
Compra
1.807
5,845000
Fora de bolsa
2.076.506
11/out/2021
Compra
514
5,845000
Fora de bolsa
2.077.020
11/out/2021
Compra
1.860
5,850000
Fora de bolsa
2.078.880
11/out/2021
Compra
1.477
5,850000
Fora de bolsa
2.080.357
11/out/2021
Compra
3.903
5,850000
Fora de bolsa
2.084.260
11/out/2021
Compra
1.860
5,845000
Fora de bolsa
2.086.120
11/out/2021
Compra
343
5,850000
Fora de bolsa
2.086.463
11/out/2021
Compra
513
5,855000
Fora de bolsa
2.086.976
11/out/2021
Compra
512
5,860000
Fora de bolsa
2.087.488
11/out/2021
Compra
614
5,855000
Fora de bolsa
2.088.102
11/out/2021
Compra
1.241
5,850000
Fora de bolsa
2.089.343
11/out/2021
Compra
1.506
5,850000
Fora de bolsa
2.090.849
11/out/2021
Compra
1.246
5,850000
Fora de bolsa
2.092.095
11/out/2021
Compra
3.232
5,850000
Fora de bolsa
2.095.327
11/out/2021
Compra
1.219
5,850000
Fora de bolsa
2.096.546
11/out/2021
Compra
2.037
5,850000
Fora de bolsa
2.098.583
11/out/2021
Compra
1.129
5,850000
Fora de bolsa
2.099.712
11/out/2021
Compra
1.094
5,850000
Fora de bolsa
2.100.806
11/out/2021
Compra
1.062
5,850000
Fora de bolsa
2.101.868
11/out/2021
Compra
205
5,860000
Fora de bolsa
2.102.073
11/out/2021
Compra
413
5,860000
Fora de bolsa
2.102.486
11/out/2021
Compra
315
5,860000
Fora de bolsa
2.102.801
Data
Natureza
Volume
Preço (€)
Local
N.º ações
www.greenvolt.pt73
11/out/2021
Compra
1.123
5,860000
Fora de bolsa
2.103.924
11/out/2021
Compra
1.070
5,860000
Fora de bolsa
2.104.994
11/out/2021
Compra
1.066
5,860000
Fora de bolsa
2.106.060
11/out/2021
Compra
1.071
5,860000
Fora de bolsa
2.107.131
11/out/2021
Compra
176
5,870000
Fora de bolsa
2.107.307
11/out/2021
Compra
658
5,870000
Fora de bolsa
2.107.965
11/out/2021
Compra
250
5,870000
Fora de bolsa
2.108.215
11/out/2021
Compra
238
5,870000
Fora de bolsa
2.108.453
11/out/2021
Compra
250
5,870000
Fora de bolsa
2.108.703
11/out/2021
Compra
6
5,870000
Fora de bolsa
2.108.709
11/out/2021
Compra
250
5,870000
Fora de bolsa
2.108.959
11/out/2021
Compra
702
5,870000
Fora de bolsa
2.109.661
11/out/2021
Compra
250
5,870000
Fora de bolsa
2.109.911
11/out/2021
Compra
702
5,870000
Fora de bolsa
2.110.613
11/out/2021
Compra
250
5,870000
Fora de bolsa
2.110.863
11/out/2021
Compra
125
5,870000
Fora de bolsa
2.110.988
11/out/2021
Compra
750
5,870000
Fora de bolsa
2.111.738
11/out/2021
Compra
793
5,880000
Fora de bolsa
2.112.531
11/out/2021
Compra
1.141
5,880000
Fora de bolsa
2.113.672
11/out/2021
Compra
1.084
5,880000
Fora de bolsa
2.114.756
11/out/2021
Compra
1.093
5,880000
Fora de bolsa
2.115.849
11/out/2021
Compra
1.019
5,880000
Fora de bolsa
2.116.868
11/out/2021
Compra
1.156
5,860000
Fora de bolsa
2.118.024
11/out/2021
Compra
1.222
5,860000
Fora de bolsa
2.119.246
11/out/2021
Compra
3.269
5,860000
Fora de bolsa
2.122.515
11/out/2021
Compra
1.180
5,860000
Fora de bolsa
2.123.695
11/out/2021
Compra
1.141
5,860000
Fora de bolsa
2.124.836
11/out/2021
Compra
2.369
5,860000
Fora de bolsa
2.127.205
11/out/2021
Compra
1.315
5,860000
Fora de bolsa
2.128.520
11/out/2021
Compra
1.124
5,860000
Fora de bolsa
2.129.644
11/out/2021
Compra
1.062
5,860000
Fora de bolsa
2.130.706
11/out/2021
Compra
99
5,860000
Fora de bolsa
2.130.805
11/out/2021
Compra
2.419
5,860000
Fora de bolsa
2.133.224
11/out/2021
Compra
1.179
5,860000
Fora de bolsa
2.134.403
11/out/2021
Compra
1.170
5,860000
Fora de bolsa
2.135.573
11/out/2021
Compra
880
5,860000
Fora de bolsa
2.136.453
11/out/2021
Compra
1.346
5,860000
Fora de bolsa
2.137.799
11/out/2021
Compra
500
5,860000
Fora de bolsa
2.138.299
11/out/2021
Compra
500
5,860000
Euronext Lisbon
2.138.799
11/out/2021
Compra
19
5,860000
Euronext Lisbon
2.138.818
11/out/2021
Compra
129
5,860000
Euronext Lisbon
2.138.947
11/out/2021
Compra
371
5,860000
Euronext Lisbon
2.139.318
11/out/2021
Compra
329
5,860000
Euronext Lisbon
2.139.647
11/out/2021
Compra
175
5,860000
Euronext Lisbon
2.139.822
11/out/2021
Compra
325
5,860000
Euronext Lisbon
2.140.147
11/out/2021
Compra
2.773
5,860000
Euronext Lisbon
2.142.920
Data
Natureza
Volume
Preço (€)
Local
N.º ações
www.greenvolt.pt74
11/out/2021
Compra
127
5,860000
Euronext Lisbon
2.143.047
11/out/2021
Compra
9
5,870000
Euronext Lisbon
2.143.056
11/out/2021
Compra
3.788
5,870000
Euronext Lisbon
2.146.844
11/out/2021
Compra
203
5,870000
Euronext Lisbon
2.147.047
11/out/2021
Compra
7
5,870000
Euronext Lisbon
2.147.054
12/out/2021
Compra
25
5,900000
Fora de bolsa
2.147.079
12/out/2021
Compra
679
5,900000
Fora de bolsa
2.147.758
12/out/2021
Compra
25
5,900000
Fora de bolsa
2.147.783
12/out/2021
Compra
296
5,900000
Fora de bolsa
2.148.079
12/out/2021
Compra
25
5,900000
Fora de bolsa
2.148.104
12/out/2021
Compra
535
5,900000
Fora de bolsa
2.148.639
12/out/2021
Compra
25
5,900000
Fora de bolsa
2.148.664
12/out/2021
Compra
239
5,900000
Fora de bolsa
2.148.903
12/out/2021
Compra
25
5,900000
Fora de bolsa
2.148.928
12/out/2021
Compra
25
5,900000
Fora de bolsa
2.148.953
12/out/2021
Compra
25
5,900000
Fora de bolsa
2.148.978
12/out/2021
Compra
25
5,900000
Fora de bolsa
2.149.003
12/out/2021
Compra
25
5,900000
Fora de bolsa
2.149.028
12/out/2021
Compra
25
5,900000
Fora de bolsa
2.149.053
12/out/2021
Compra
25
5,900000
Fora de bolsa
2.149.078
12/out/2021
Compra
25
5,900000
Fora de bolsa
2.149.103
12/out/2021
Compra
25
5,900000
Fora de bolsa
2.149.128
12/out/2021
Compra
25
5,900000
Fora de bolsa
2.149.153
12/out/2021
Compra
25
5,900000
Fora de bolsa
2.149.178
12/out/2021
Compra
25
5,900000
Fora de bolsa
2.149.203
12/out/2021
Compra
25
5,900000
Fora de bolsa
2.149.228
12/out/2021
Compra
25
5,900000
Fora de bolsa
2.149.253
12/out/2021
Compra
25
5,900000
Fora de bolsa
2.149.278
12/out/2021
Compra
25
5,900000
Fora de bolsa
2.149.303
12/out/2021
Compra
25
5,900000
Fora de bolsa
2.149.328
12/out/2021
Compra
25
5,900000
Fora de bolsa
2.149.353
12/out/2021
Compra
25
5,900000
Fora de bolsa
2.149.378
12/out/2021
Compra
25
5,900000
Fora de bolsa
2.149.403
12/out/2021
Compra
16
5,900000
Fora de bolsa
2.149.419
12/out/2021
Compra
9
5,900000
Fora de bolsa
2.149.428
12/out/2021
Compra
16
5,900000
Fora de bolsa
2.149.444
12/out/2021
Compra
25
5,900000
Fora de bolsa
2.149.469
12/out/2021
Compra
25
5,900000
Fora de bolsa
2.149.494
12/out/2021
Compra
25
5,900000
Fora de bolsa
2.149.519
12/out/2021
Compra
25
5,900000
Fora de bolsa
2.149.544
12/out/2021
Compra
25
5,900000
Fora de bolsa
2.149.569
12/out/2021
Compra
25
5,900000
Fora de bolsa
2.149.594
12/out/2021
Compra
25
5,900000
Fora de bolsa
2.149.619
12/out/2021
Compra
25
5,900000
Fora de bolsa
2.149.644
12/out/2021
Compra
25
5,900000
Fora de bolsa
2.149.669
12/out/2021
Compra
25
5,900000
Fora de bolsa
2.149.694
Data
Natureza
Volume
Preço (€)
Local
N.º ações
www.greenvolt.pt75
12/out/2021
Compra
25
5,900000
Fora de bolsa
2.149.719
12/out/2021
Compra
25
5,900000
Fora de bolsa
2.149.744
12/out/2021
Compra
25
5,900000
Fora de bolsa
2.149.769
12/out/2021
Compra
25
5,900000
Fora de bolsa
2.149.794
12/out/2021
Compra
25
5,900000
Fora de bolsa
2.149.819
12/out/2021
Compra
25
5,900000
Fora de bolsa
2.149.844
12/out/2021
Compra
25
5,900000
Fora de bolsa
2.149.869
12/out/2021
Compra
25
5,900000
Fora de bolsa
2.149.894
12/out/2021
Compra
25
5,900000
Fora de bolsa
2.149.919
12/out/2021
Compra
25
5,900000
Fora de bolsa
2.149.944
12/out/2021
Compra
25
5,900000
Fora de bolsa
2.149.969
12/out/2021
Compra
25
5,900000
Fora de bolsa
2.149.994
12/out/2021
Compra
25
5,900000
Fora de bolsa
2.150.019
12/out/2021
Compra
25
5,900000
Fora de bolsa
2.150.044
12/out/2021
Compra
25
5,900000
Fora de bolsa
2.150.069
12/out/2021
Compra
25
5,900000
Fora de bolsa
2.150.094
12/out/2021
Compra
25
5,900000
Fora de bolsa
2.150.119
12/out/2021
Compra
25
5,900000
Fora de bolsa
2.150.144
12/out/2021
Compra
25
5,900000
Fora de bolsa
2.150.169
12/out/2021
Compra
25
5,900000
Fora de bolsa
2.150.194
12/out/2021
Compra
975
5,900000
Fora de bolsa
2.151.169
12/out/2021
Compra
509
5,900000
Fora de bolsa
2.151.678
12/out/2021
Compra
25
5,900000
Fora de bolsa
2.151.703
12/out/2021
Compra
509
5,900000
Fora de bolsa
2.152.212
12/out/2021
Compra
509
5,900000
Fora de bolsa
2.152.721
12/out/2021
Compra
1.844
5,900000
Fora de bolsa
2.154.565
12/out/2021
Compra
25
5,890000
Fora de bolsa
2.154.590
12/out/2021
Compra
25
5,890000
Fora de bolsa
2.154.615
12/out/2021
Compra
150
5,895000
Fora de bolsa
2.154.765
12/out/2021
Compra
510
5,890000
Fora de bolsa
2.155.275
12/out/2021
Compra
25
5,880000
Fora de bolsa
2.155.300
12/out/2021
Compra
235
5,885000
Fora de bolsa
2.155.535
12/out/2021
Compra
368
5,885000
Fora de bolsa
2.155.903
12/out/2021
Compra
199
5,900000
Fora de bolsa
2.156.102
12/out/2021
Compra
323
5,900000
Fora de bolsa
2.156.425
12/out/2021
Compra
659
5,950000
Fora de bolsa
2.157.084
12/out/2021
Compra
498
5,960000
Fora de bolsa
2.157.582
12/out/2021
Compra
498
5,970000
Fora de bolsa
2.158.080
12/out/2021
Compra
498
5,980000
Fora de bolsa
2.158.578
12/out/2021
Compra
193
5,950000
Fora de bolsa
2.158.771
12/out/2021
Compra
512
5,950000
Fora de bolsa
2.159.283
12/out/2021
Compra
1.000
5,950000
Fora de bolsa
2.160.283
12/out/2021
Compra
1.000
5,950000
Fora de bolsa
2.161.283
12/out/2021
Compra
545
5,950000
Fora de bolsa
2.161.828
12/out/2021
Compra
470
5,960000
Fora de bolsa
2.162.298
12/out/2021
Compra
750
5,970000
Fora de bolsa
2.163.048
Data
Natureza
Volume
Preço (€)
Local
N.º ações
www.greenvolt.pt76
12/out/2021
Compra
674
5,970000
Fora de bolsa
2.163.722
12/out/2021
Compra
2.000
5,970000
Fora de bolsa
2.165.722
12/out/2021
Compra
2.094
5,970000
Fora de bolsa
2.167.816
12/out/2021
Compra
2.000
5,970000
Fora de bolsa
2.169.816
12/out/2021
Compra
350
5,980000
Fora de bolsa
2.170.166
12/out/2021
Compra
1.000
5,980000
Fora de bolsa
2.171.166
12/out/2021
Compra
1.500
5,980000
Fora de bolsa
2.172.666
12/out/2021
Compra
12.295
5,980000
Fora de bolsa
2.184.961
12/out/2021
Compra
7.705
5,980000
Fora de bolsa
2.192.666
12/out/2021
Compra
268
5,980000
Fora de bolsa
2.192.934
12/out/2021
Compra
2.000
5,980000
Fora de bolsa
2.194.934
12/out/2021
Compra
25
5,980000
Fora de bolsa
2.194.959
12/out/2021
Compra
269
6,030000
Fora de bolsa
2.195.228
12/out/2021
Compra
498
6,040000
Fora de bolsa
2.195.726
12/out/2021
Compra
316
6,040000
Fora de bolsa
2.196.042
12/out/2021
Compra
400
6,030000
Fora de bolsa
2.196.442
12/out/2021
Compra
750
6,040000
Fora de bolsa
2.197.192
12/out/2021
Compra
2.876
6,040000
Fora de bolsa
2.200.068
12/out/2021
Compra
2.155
6,040000
Fora de bolsa
2.202.223
12/out/2021
Compra
108
6,040000
Fora de bolsa
2.202.331
12/out/2021
Compra
417
6,040000
Fora de bolsa
2.202.748
12/out/2021
Compra
525
6,040000
Fora de bolsa
2.203.273
12/out/2021
Compra
155
6,040000
Fora de bolsa
2.203.428
12/out/2021
Compra
525
6,040000
Fora de bolsa
2.203.953
12/out/2021
Compra
2.472
6,040000
Fora de bolsa
2.206.425
12/out/2021
Compra
163
5,980000
Fora de bolsa
2.206.588
12/out/2021
Compra
210
5,980000
Fora de bolsa
2.206.798
12/out/2021
Compra
231
5,990000
Fora de bolsa
2.207.029
12/out/2021
Compra
1.000
5,990000
Fora de bolsa
2.208.029
12/out/2021
Compra
338
6,000000
Fora de bolsa
2.208.367
12/out/2021
Compra
500
5,990000
Fora de bolsa
2.208.867
12/out/2021
Compra
1.000
5,990000
Fora de bolsa
2.209.867
12/out/2021
Compra
19
6,000000
Fora de bolsa
2.209.886
12/out/2021
Compra
1.000
6,000000
Fora de bolsa
2.210.886
12/out/2021
Compra
2.033
6,000000
Fora de bolsa
2.212.919
12/out/2021
Compra
650
6,000000
Fora de bolsa
2.213.569
12/out/2021
Compra
260
6,000000
Fora de bolsa
2.213.829
12/out/2021
Compra
88
6,000000
Fora de bolsa
2.213.917
12/out/2021
Compra
177
6,000000
Fora de bolsa
2.214.094
12/out/2021
Compra
525
6,000000
Fora de bolsa
2.214.619
12/out/2021
Compra
4.475
6,000000
Fora de bolsa
2.219.094
12/out/2021
Compra
176
6,000000
Fora de bolsa
2.219.270
12/out/2021
Compra
349
6,000000
Fora de bolsa
2.219.619
12/out/2021
Compra
8.057
6,000000
Fora de bolsa
2.227.676
12/out/2021
Compra
487
6,000000
Fora de bolsa
2.228.163
12/out/2021
Compra
38
6,000000
Fora de bolsa
2.228.201
Data
Natureza
Volume
Preço (€)
Local
N.º ações
www.greenvolt.pt77
12/out/2021
Compra
61
6,000000
Fora de bolsa
2.228.262
12/out/2021
Compra
500
6,000000
Euronext Lisbon
2.228.762
12/out/2021
Compra
210
6,000000
Euronext Lisbon
2.228.972
12/out/2021
Compra
500
6,000000
Euronext Lisbon
2.229.472
12/out/2021
Compra
500
6,000000
Euronext Lisbon
2.229.972
12/out/2021
Compra
106
6,000000
Euronext Lisbon
2.230.078
12/out/2021
Compra
92
6,000000
Euronext Lisbon
2.230.170
12/out/2021
Compra
302
6,000000
Euronext Lisbon
2.230.472
12/out/2021
Compra
191
6,000000
Euronext Lisbon
2.230.663
12/out/2021
Compra
53
6,000000
Euronext Lisbon
2.230.716
12/out/2021
Compra
923
6,000000
Fora de bolsa
2.231.639
12/out/2021
Compra
388
6,000000
Fora de bolsa
2.232.027
12/out/2021
Compra
1.995
6,000000
Fora de bolsa
2.234.022
12/out/2021
Compra
500
6,000000
Fora de bolsa
2.234.522
12/out/2021
Compra
1.415
6,000000
Fora de bolsa
2.235.937
12/out/2021
Compra
99
6,000000
Fora de bolsa
2.236.036
12/out/2021
Compra
401
6,000000
Fora de bolsa
2.236.437
12/out/2021
Compra
1.602
6,000000
Fora de bolsa
2.238.039
12/out/2021
Compra
500
6,000000
Fora de bolsa
2.238.539
12/out/2021
Compra
2.972
6,000000
Fora de bolsa
2.241.511
12/out/2021
Compra
99
6,000000
Fora de bolsa
2.241.610
12/out/2021
Compra
401
6,000000
Fora de bolsa
2.242.011
12/out/2021
Compra
1.499
6,000000
Fora de bolsa
2.243.510
12/out/2021
Compra
500
6,000000
Fora de bolsa
2.244.010
12/out/2021
Compra
599
6,000000
Fora de bolsa
2.244.609
12/out/2021
Compra
500
6,000000
Fora de bolsa
2.245.109
12/out/2021
Compra
4.122
6,000000
Fora de bolsa
2.249.231
12/out/2021
Compra
500
6,000000
Fora de bolsa
2.249.731
12/out/2021
Compra
3.834
6,000000
Fora de bolsa
2.253.565
12/out/2021
Compra
306
6,005000
Fora de bolsa
2.253.871
12/out/2021
Compra
810
6,005000
Fora de bolsa
2.254.681
12/out/2021
Compra
176
6,010000
Fora de bolsa
2.254.857
12/out/2021
Compra
666
6,020000
Fora de bolsa
2.255.523
12/out/2021
Compra
498
6,030000
Fora de bolsa
2.256.021
12/out/2021
Compra
1.000
6,020000
Fora de bolsa
2.257.021
12/out/2021
Compra
750
6,030000
Fora de bolsa
2.257.771
12/out/2021
Compra
1.083
6,030000
Fora de bolsa
2.258.854
12/out/2021
Compra
700
6,030000
Fora de bolsa
2.259.554
12/out/2021
Compra
207
6,030000
Fora de bolsa
2.259.761
12/out/2021
Compra
91
6,040000
Fora de bolsa
2.259.852
12/out/2021
Compra
122
6,050000
Fora de bolsa
2.259.974
12/out/2021
Compra
300
6,050000
Fora de bolsa
2.260.274
12/out/2021
Compra
1.500
6,040000
Fora de bolsa
2.261.774
12/out/2021
Compra
2.500
6,040000
Fora de bolsa
2.264.274
12/out/2021
Compra
1.000
6,040000
Fora de bolsa
2.265.274
12/out/2021
Compra
7.500
6,040000
Fora de bolsa
2.272.774
Data
Natureza
Volume
Preço (€)
Local
N.º ações
www.greenvolt.pt78
12/out/2021
Compra
100
6,050000
Fora de bolsa
2.272.874
12/out/2021
Compra
2.500
6,050000
Fora de bolsa
2.275.374
12/out/2021
Compra
1.000
6,050000
Fora de bolsa
2.276.374
12/out/2021
Compra
140
6,050000
Fora de bolsa
2.276.514
12/out/2021
Compra
550
6,050000
Fora de bolsa
2.277.064
12/out/2021
Compra
3.000
6,050000
Fora de bolsa
2.280.064
12/out/2021
Compra
600
6,060000
Fora de bolsa
2.280.664
12/out/2021
Compra
2.074
6,060000
Fora de bolsa
2.282.738
12/out/2021
Compra
2.000
6,060000
Fora de bolsa
2.284.738
12/out/2021
Compra
2.000
6,060000
Fora de bolsa
2.286.738
12/out/2021
Compra
1.697
6,070000
Fora de bolsa
2.288.435
12/out/2021
Compra
650
6,070000
Fora de bolsa
2.289.085
12/out/2021
Compra
2.074
6,070000
Fora de bolsa
2.291.159
12/out/2021
Compra
600
6,070000
Fora de bolsa
2.291.759
12/out/2021
Compra
1.131
6,080000
Fora de bolsa
2.292.890
12/out/2021
Compra
559
6,080000
Fora de bolsa
2.293.449
12/out/2021
Compra
10.000
6,080000
Fora de bolsa
2.303.449
12/out/2021
Compra
1.000
6,080000
Fora de bolsa
2.304.449
12/out/2021
Compra
1.000
6,080000
Fora de bolsa
2.305.449
12/out/2021
Compra
5.090
6,080000
Fora de bolsa
2.310.539
12/out/2021
Compra
2.225
6,080000
Fora de bolsa
2.312.764
12/out/2021
Compra
750
6,080000
Fora de bolsa
2.313.514
12/out/2021
Compra
500
6,080000
Fora de bolsa
2.314.014
12/out/2021
Compra
213
6,090000
Fora de bolsa
2.314.227
12/out/2021
Compra
498
6,100000
Fora de bolsa
2.314.725
12/out/2021
Compra
128
6,090000
Fora de bolsa
2.314.853
12/out/2021
Compra
89
6,080000
Fora de bolsa
2.314.942
12/out/2021
Compra
1.089
6,080000
Fora de bolsa
2.316.031
12/out/2021
Compra
172
6,090000
Fora de bolsa
2.316.203
12/out/2021
Compra
750
6,090000
Fora de bolsa
2.316.953
12/out/2021
Compra
450
6,090000
Fora de bolsa
2.317.403
12/out/2021
Compra
10.000
6,090000
Fora de bolsa
2.327.403
12/out/2021
Compra
200
6,090000
Fora de bolsa
2.327.603
12/out/2021
Compra
1.500
6,090000
Fora de bolsa
2.329.103
12/out/2021
Compra
16.000
6,090000
Fora de bolsa
2.345.103
12/out/2021
Compra
712
6,090000
Fora de bolsa
2.345.815
12/out/2021
Compra
16
6,100000
Fora de bolsa
2.345.831
12/out/2021
Compra
1.000
6,100000
Fora de bolsa
2.346.831
12/out/2021
Compra
225
6,100000
Fora de bolsa
2.347.056
12/out/2021
Compra
1.600
6,100000
Fora de bolsa
2.348.656
12/out/2021
Compra
1.200
6,100000
Fora de bolsa
2.349.856
12/out/2021
Compra
550
6,100000
Fora de bolsa
2.350.406
12/out/2021
Compra
950
6,100000
Fora de bolsa
2.351.356
12/out/2021
Compra
139
6,100000
Fora de bolsa
2.351.495
12/out/2021
Compra
48
6,090000
Fora de bolsa
2.351.543
12/out/2021
Compra
498
6,100000
Fora de bolsa
2.352.041
Data
Natureza
Volume
Preço (€)
Local
N.º ações
www.greenvolt.pt79
12/out/2021
Compra
1.361
6,100000
Fora de bolsa
2.353.402
12/out/2021
Compra
1.000
6,100000
Fora de bolsa
2.354.402
12/out/2021
Compra
547
6,100000
Fora de bolsa
2.354.949
12/out/2021
Compra
32
6,100000
Fora de bolsa
2.354.981
12/out/2021
Compra
500
6,100000
Fora de bolsa
2.355.481
12/out/2021
Compra
1.500
6,100000
Fora de bolsa
2.356.981
12/out/2021
Compra
845
6,100000
Fora de bolsa
2.357.826
12/out/2021
Compra
100
6,100000
Fora de bolsa
2.357.926
12/out/2021
Compra
18
6,100000
Fora de bolsa
2.357.944
12/out/2021
Compra
712
6,100000
Fora de bolsa
2.358.656
13/out/2021
Compra
476
6,100000
Euronext Lisbon
2.359.132
13/out/2021
Compra
500
6,100000
Euronext Lisbon
2.359.632
13/out/2021
Compra
24
6,100000
Euronext Lisbon
2.359.656
13/out/2021
Compra
76
6,100000
Euronext Lisbon
2.359.732
13/out/2021
Compra
128
6,100000
Euronext Lisbon
2.359.860
13/out/2021
Compra
872
6,100000
Euronext Lisbon
2.360.732
13/out/2021
Compra
4.795
6,100000
Euronext Lisbon
2.365.527
13/out/2021
Compra
891
6,090000
Euronext Lisbon
2.366.418
13/out/2021
Compra
109
6,090000
Euronext Lisbon
2.366.527
13/out/2021
Compra
31
6,090000
Euronext Lisbon
2.366.558
13/out/2021
Compra
140
6,090000
Euronext Lisbon
2.366.698
13/out/2021
Compra
200
6,090000
Euronext Lisbon
2.366.898
13/out/2021
Compra
660
6,090000
Euronext Lisbon
2.367.558
13/out/2021
Compra
184
6,090000
Euronext Lisbon
2.367.742
13/out/2021
Compra
844
6,090000
Euronext Lisbon
2.368.586
13/out/2021
Compra
156
6,090000
Euronext Lisbon
2.368.742
13/out/2021
Compra
688
6,090000
Euronext Lisbon
2.369.430
13/out/2021
Compra
660
6,090000
Euronext Lisbon
2.370.090
13/out/2021
Compra
340
6,090000
Euronext Lisbon
2.370.430
13/out/2021
Compra
1.000
6,090000
Euronext Lisbon
2.371.430
13/out/2021
Compra
65
6,090000
Euronext Lisbon
2.371.495
13/out/2021
Compra
88
6,100000
Fora de bolsa
2.371.583
14/out/2021
Compra
395
6,200000
Euronext Lisbon
2.371.978
14/out/2021
Compra
1.000
6,200000
Euronext Lisbon
2.372.978
14/out/2021
Compra
480
6,200000
Euronext Lisbon
2.373.458
14/out/2021
Compra
67
6,200000
Euronext Lisbon
2.373.525
14/out/2021
Compra
1
6,200000
Euronext Lisbon
2.373.526
14/out/2021
Compra
750
6,210000
Euronext Lisbon
2.374.276
14/out/2021
Compra
1.000
6,210000
Euronext Lisbon
2.375.276
14/out/2021
Compra
619
6,210000
Euronext Lisbon
2.375.895
14/out/2021
Compra
500
6,210000
Euronext Lisbon
2.376.395
14/out/2021
Compra
1.990
6,210000
Euronext Lisbon
2.378.385
14/out/2021
Compra
8
6,220000
Euronext Lisbon
2.378.393
14/out/2021
Compra
20
6,220000
Euronext Lisbon
2.378.413
14/out/2021
Compra
556
6,220000
Euronext Lisbon
2.378.969
14/out/2021
Compra
2.500
6,220000
Euronext Lisbon
2.381.469
Data
Natureza
Volume
Preço (€)
Local
N.º ações
www.greenvolt.pt80
14/out/2021
Compra
159
6,220000
Euronext Lisbon
2.381.628
14/out/2021
Compra
521
6,220000
Euronext Lisbon
2.382.149
14/out/2021
Compra
850
6,220000
Euronext Lisbon
2.382.999
14/out/2021
Compra
2.068
6,220000
Euronext Lisbon
2.385.067
14/out/2021
Compra
2.000
6,220000
Euronext Lisbon
2.387.067
14/out/2021
Compra
300
6,220000
Euronext Lisbon
2.387.367
14/out/2021
Compra
3.000
6,220000
Euronext Lisbon
2.390.367
14/out/2021
Compra
2.000
6,220000
Euronext Lisbon
2.392.367
14/out/2021
Compra
2.796
6,230000
Euronext Lisbon
2.395.163
14/out/2021
Compra
277
6,230000
Euronext Lisbon
2.395.440
14/out/2021
Compra
268
6,230000
Euronext Lisbon
2.395.708
14/out/2021
Compra
290
6,230000
Euronext Lisbon
2.395.998
14/out/2021
Compra
787
6,230000
Euronext Lisbon
2.396.785
14/out/2021
Compra
1.000
6,230000
Euronext Lisbon
2.397.785
14/out/2021
Compra
4.000
6,230000
Euronext Lisbon
2.401.785
14/out/2021
Compra
1.000
6,230000
Euronext Lisbon
2.402.785
14/out/2021
Compra
2.068
6,230000
Euronext Lisbon
2.404.853
14/out/2021
Compra
15.200
6,230000
Euronext Lisbon
2.420.053
14/out/2021
Compra
2.000
6,230000
Euronext Lisbon
2.422.053
14/out/2021
Compra
2.000
6,240000
Euronext Lisbon
2.424.053
14/out/2021
Compra
43.672
6,240000
Euronext Lisbon
2.467.725
14/out/2021
Compra
1.350
6,240000
Euronext Lisbon
2.469.075
14/out/2021
Compra
1.765
6,240000
Euronext Lisbon
2.470.840
14/out/2021
Compra
743
6,240000
Euronext Lisbon
2.471.583
15/out/2021
Compra
28
6,340000
Euronext Lisbon
2.471.611
15/out/2021
Compra
1.000
6,340000
Euronext Lisbon
2.472.611
15/out/2021
Compra
54
6,340000
Euronext Lisbon
2.472.665
15/out/2021
Compra
637
6,340000
Euronext Lisbon
2.473.302
15/out/2021
Compra
614
6,340000
Euronext Lisbon
2.473.916
15/out/2021
Compra
450
6,340000
Euronext Lisbon
2.474.366
15/out/2021
Compra
12
6,340000
Euronext Lisbon
2.474.378
15/out/2021
Compra
1
6,340000
Euronext Lisbon
2.474.379
15/out/2021
Compra
2.499
6,340000
Euronext Lisbon
2.476.878
15/out/2021
Compra
1.933
6,340000
Euronext Lisbon
2.478.811
15/out/2021
Compra
814
6,340000
Euronext Lisbon
2.479.625
15/out/2021
Compra
1.686
6,340000
Euronext Lisbon
2.481.311
15/out/2021
Compra
464
6,340000
Euronext Lisbon
2.481.775
15/out/2021
Compra
2.036
6,340000
Euronext Lisbon
2.483.811
15/out/2021
Compra
449
6,340000
Euronext Lisbon
2.484.260
15/out/2021
Compra
2.485
6,340000
Euronext Lisbon
2.486.745
15/out/2021
Compra
15
6,340000
Euronext Lisbon
2.486.760
15/out/2021
Compra
2.470
6,340000
Euronext Lisbon
2.489.230
15/out/2021
Compra
1.000
6,340000
Euronext Lisbon
2.490.230
15/out/2021
Compra
1.500
6,340000
Euronext Lisbon
2.491.730
15/out/2021
Compra
54
6,340000
Euronext Lisbon
2.491.784
15/out/2021
Compra
1.157
6,340000
Euronext Lisbon
2.492.941
Data
Natureza
Volume
Preço (€)
Local
N.º ações
www.greenvolt.pt81
15/out/2021
Compra
963
6,340000
Euronext Lisbon
2.493.904
15/out/2021
Compra
326
6,340000
Euronext Lisbon
2.494.230
15/out/2021
Compra
938
6,340000
Euronext Lisbon
2.495.168
15/out/2021
Compra
1.415
6,340000
Euronext Lisbon
2.496.583
15/out/2021
Compra
1.000
6,340000
Euronext Lisbon
2.497.583
15/out/2021
Compra
54
6,340000
Euronext Lisbon
2.497.637
15/out/2021
Compra
1.000
6,340000
Euronext Lisbon
2.498.637
15/out/2021
Compra
2.000
6,340000
Euronext Lisbon
2.500.637
15/out/2021
Compra
239
6,340000
Euronext Lisbon
2.500.876
15/out/2021
Compra
707
6,340000
Euronext Lisbon
2.501.583
15/out/2021
Compra
1.778
6,340000
Euronext Lisbon
2.503.361
15/out/2021
Compra
6.847
6,350000
Euronext Lisbon
2.510.208
15/out/2021
Compra
50
6,350000
Euronext Lisbon
2.510.258
15/out/2021
Compra
2.000
6,350000
Euronext Lisbon
2.512.258
15/out/2021
Compra
100
6,350000
Euronext Lisbon
2.512.358
15/out/2021
Compra
6.000
6,350000
Euronext Lisbon
2.518.358
15/out/2021
Compra
2.000
6,350000
Euronext Lisbon
2.520.358
15/out/2021
Compra
400
6,350000
Euronext Lisbon
2.520.758
15/out/2021
Compra
50
6,350000
Euronext Lisbon
2.520.808
15/out/2021
Compra
508
6,350000
Euronext Lisbon
2.521.316
15/out/2021
Compra
179
6,350000
Euronext Lisbon
2.521.495
15/out/2021
Compra
1.800
6,350000
Euronext Lisbon
2.523.295
15/out/2021
Compra
254
6,350000
Euronext Lisbon
2.523.549
15/out/2021
Compra
339
6,350000
Euronext Lisbon
2.523.888
15/out/2021
Compra
473
6,350000
Euronext Lisbon
2.524.361
15/out/2021
Compra
4.761
6,350000
Euronext Lisbon
2.529.122
15/out/2021
Compra
79
6,350000
Euronext Lisbon
2.529.201
15/out/2021
Compra
339
6,350000
Euronext Lisbon
2.529.540
15/out/2021
Compra
508
6,360000
Euronext Lisbon
2.530.048
15/out/2021
Compra
2.000
6,360000
Euronext Lisbon
2.532.048
15/out/2021
Compra
36
6,360000
Euronext Lisbon
2.532.084
15/out/2021
Compra
1.000
6,360000
Euronext Lisbon
2.533.084
15/out/2021
Compra
2.000
6,360000
Euronext Lisbon
2.535.084
15/out/2021
Compra
339
6,360000
Euronext Lisbon
2.535.423
15/out/2021
Compra
13.800
6,360000
Euronext Lisbon
2.549.223
15/out/2021
Compra
1.000
6,360000
Euronext Lisbon
2.550.223
15/out/2021
Compra
480
6,360000
Euronext Lisbon
2.550.703
15/out/2021
Compra
1.700
6,370000
Euronext Lisbon
2.552.403
15/out/2021
Compra
1.000
6,370000
Euronext Lisbon
2.553.403
15/out/2021
Compra
450
6,370000
Euronext Lisbon
2.553.853
15/out/2021
Compra
860
6,370000
Euronext Lisbon
2.554.713
15/out/2021
Compra
7.289
6,370000
Euronext Lisbon
2.562.002
15/out/2021
Compra
338
6,370000
Euronext Lisbon
2.562.340
15/out/2021
Compra
3.000
6,370000
Euronext Lisbon
2.565.340
15/out/2021
Compra
500
6,380000
Euronext Lisbon
2.565.840
15/out/2021
Compra
1.000
6,380000
Euronext Lisbon
2.566.840
Data
Natureza
Volume
Preço (€)
Local
N.º ações
www.greenvolt.pt82
15/out/2021
Compra
350
6,380000
Euronext Lisbon
2.567.190
15/out/2021
Compra
1.700
6,380000
Euronext Lisbon
2.568.890
15/out/2021
Compra
1.634
6,380000
Euronext Lisbon
2.570.524
15/out/2021
Compra
1.059
6,380000
Euronext Lisbon
2.571.583
24/nov/2021
Compra
950
5,940000
Euronext Lisbon
2.572.533
24/nov/2021
Compra
1.000
5,940000
Euronext Lisbon
2.573.533
24/nov/2021
Compra
657
5,940000
Euronext Lisbon
2.574.190
24/nov/2021
Compra
1.000
5,940000
Euronext Lisbon
2.575.190
24/nov/2021
Compra
100
5,940000
Euronext Lisbon
2.575.290
24/nov/2021
Compra
1.024
5,940000
Euronext Lisbon
2.576.314
24/nov/2021
Compra
400
5,960000
Euronext Lisbon
2.576.714
24/nov/2021
Compra
1.000
5,960000
Euronext Lisbon
2.577.714
24/nov/2021
Compra
100
5,960000
Euronext Lisbon
2.577.814
24/nov/2021
Compra
840
5,950000
Euronext Lisbon
2.578.654
24/nov/2021
Compra
160
5,950000
Euronext Lisbon
2.578.814
24/nov/2021
Compra
824
5,950000
Euronext Lisbon
2.579.638
24/nov/2021
Compra
1.000
5,950000
Euronext Lisbon
2.580.638
24/nov/2021
Compra
1.321
5,950000
Euronext Lisbon
2.581.959
24/nov/2021
Compra
1.000
5,950000
Euronext Lisbon
2.582.959
24/nov/2021
Compra
1.321
5,950000
Euronext Lisbon
2.584.280
24/nov/2021
Compra
535
5,950000
Euronext Lisbon
2.584.815
24/nov/2021
Compra
465
5,950000
Euronext Lisbon
2.585.280
24/nov/2021
Compra
311
5,950000
Euronext Lisbon
2.585.591
24/nov/2021
Compra
690
5,950000
Euronext Lisbon
2.586.281
24/nov/2021
Compra
310
5,950000
Euronext Lisbon
2.586.591
24/nov/2021
Compra
741
5,950000
Euronext Lisbon
2.587.332
24/nov/2021
Compra
7.500
5,960000
Euronext Lisbon
2.594.832
24/nov/2021
Compra
259
5,950000
Euronext Lisbon
2.595.091
24/nov/2021
Compra
26
5,990000
Euronext Lisbon
2.595.117
24/nov/2021
Compra
750
6,010000
Euronext Lisbon
2.595.867
24/nov/2021
Compra
181
6,010000
Euronext Lisbon
2.596.048
24/nov/2021
Compra
1.000
6,010000
Euronext Lisbon
2.597.048
24/nov/2021
Compra
69
6,010000
Euronext Lisbon
2.597.117
24/nov/2021
Compra
974
6,000000
Euronext Lisbon
2.598.091
24/nov/2021
Compra
26
6,000000
Euronext Lisbon
2.598.117
24/nov/2021
Compra
765
6,000000
Euronext Lisbon
2.598.882
24/nov/2021
Compra
235
6,000000
Euronext Lisbon
2.599.117
24/nov/2021
Compra
235
6,000000
Euronext Lisbon
2.599.352
24/nov/2021
Compra
235
6,000000
Euronext Lisbon
2.599.587
24/nov/2021
Compra
530
6,000000
Euronext Lisbon
2.600.117
24/nov/2021
Compra
159
6,000000
Euronext Lisbon
2.600.276
24/nov/2021
Compra
452
6,000000
Euronext Lisbon
2.600.728
24/nov/2021
Compra
548
6,000000
Euronext Lisbon
2.601.276
24/nov/2021
Compra
183
6,000000
Euronext Lisbon
2.601.459
24/nov/2021
Compra
280
6,000000
Euronext Lisbon
2.601.739
24/nov/2021
Compra
720
6,000000
Euronext Lisbon
2.602.459
Data
Natureza
Volume
Preço (€)
Local
N.º ações
www.greenvolt.pt83
24/nov/2021
Compra
500
6,000000
Euronext Lisbon
2.602.959
24/nov/2021
Compra
500
6,000000
Euronext Lisbon
2.603.459
24/nov/2021
Compra
213
6,000000
Euronext Lisbon
2.603.672
24/nov/2021
Compra
500
6,000000
Euronext Lisbon
2.604.172
24/nov/2021
Compra
163
6,000000
Euronext Lisbon
2.604.335
24/nov/2021
Compra
750
6,010000
Euronext Lisbon
2.605.085
24/nov/2021
Compra
1.289
6,030000
Euronext Lisbon
2.606.374
24/nov/2021
Compra
267
6,030000
Euronext Lisbon
2.606.641
24/nov/2021
Compra
444
6,030000
Euronext Lisbon
2.607.085
24/nov/2021
Compra
1.723
6,050000
Euronext Lisbon
2.608.808
24/nov/2021
Compra
2.000
6,050000
Euronext Lisbon
2.610.808
24/nov/2021
Compra
1.000
6,050000
Euronext Lisbon
2.611.808
24/nov/2021
Compra
213
6,050000
Euronext Lisbon
2.612.021
24/nov/2021
Compra
110
6,050000
Euronext Lisbon
2.612.131
24/nov/2021
Compra
110
6,050000
Euronext Lisbon
2.612.241
24/nov/2021
Compra
9.500
6,060000
Euronext Lisbon
2.621.741
24/nov/2021
Compra
472
6,060000
Euronext Lisbon
2.622.213
24/nov/2021
Compra
750
6,070000
Euronext Lisbon
2.622.963
24/nov/2021
Compra
500
6,070000
Euronext Lisbon
2.623.463
24/nov/2021
Compra
9.780
6,090000
Euronext Lisbon
2.633.243
24/nov/2021
Compra
1.000
6,090000
Euronext Lisbon
2.634.243
24/nov/2021
Compra
2.000
6,090000
Euronext Lisbon
2.636.243
24/nov/2021
Compra
480
6,090000
Euronext Lisbon
2.636.723
24/nov/2021
Compra
216
6,090000
Euronext Lisbon
2.636.939
24/nov/2021
Compra
750
6,150000
Euronext Lisbon
2.637.689
24/nov/2021
Compra
199
6,150000
Euronext Lisbon
2.637.888
24/nov/2021
Compra
1.000
6,150000
Euronext Lisbon
2.638.888
24/nov/2021
Compra
656
6,150000
Euronext Lisbon
2.639.544
24/nov/2021
Compra
395
6,150000
Euronext Lisbon
2.639.939
24/nov/2021
Compra
750
6,140000
Euronext Lisbon
2.640.689
24/nov/2021
Compra
1.000
6,150000
Euronext Lisbon
2.641.689
24/nov/2021
Compra
458
6,150000
Euronext Lisbon
2.642.147
24/nov/2021
Compra
550
6,150000
Euronext Lisbon
2.642.697
24/nov/2021
Compra
205
6,160000
Euronext Lisbon
2.642.902
24/nov/2021
Compra
750
6,160000
Euronext Lisbon
2.643.652
24/nov/2021
Compra
81
6,160000
Euronext Lisbon
2.643.733
24/nov/2021
Compra
750
6,160000
Euronext Lisbon
2.644.483
24/nov/2021
Compra
292
6,160000
Euronext Lisbon
2.644.775
24/nov/2021
Compra
712
6,180000
Euronext Lisbon
2.645.487
24/nov/2021
Compra
99
6,180000
Euronext Lisbon
2.645.586
24/nov/2021
Compra
43
6,180000
Euronext Lisbon
2.645.629
24/nov/2021
Compra
43
6,180000
Euronext Lisbon
2.645.672
24/nov/2021
Compra
199
6,180000
Euronext Lisbon
2.645.871
24/nov/2021
Compra
304
6,180000
Euronext Lisbon
2.646.175
24/nov/2021
Compra
5.000
6,130000
Euronext Lisbon
2.651.175
24/nov/2021
Compra
1.000
6,120000
Euronext Lisbon
2.652.175
Data
Natureza
Volume
Preço (€)
Local
N.º ações
www.greenvolt.pt84
24/nov/2021
Compra
750
6,140000
Euronext Lisbon
2.652.925
24/nov/2021
Compra
167
6,140000
Euronext Lisbon
2.653.092
24/nov/2021
Compra
699
6,140000
Euronext Lisbon
2.653.791
24/nov/2021
Compra
236
6,140000
Euronext Lisbon
2.654.027
24/nov/2021
Compra
43
6,140000
Euronext Lisbon
2.654.070
24/nov/2021
Compra
102
6,140000
Euronext Lisbon
2.654.172
24/nov/2021
Compra
42
6,140000
Euronext Lisbon
2.654.214
24/nov/2021
Compra
412
6,140000
Euronext Lisbon
2.654.626
24/nov/2021
Compra
251
6,140000
Euronext Lisbon
2.654.877
24/nov/2021
Compra
54
6,140000
Euronext Lisbon
2.654.931
24/nov/2021
Compra
433
6,140000
Euronext Lisbon
2.655.364
24/nov/2021
Compra
750
6,140000
Euronext Lisbon
2.656.114
24/nov/2021
Compra
107
6,140000
Euronext Lisbon
2.656.221
24/nov/2021
Compra
489
6,140000
Euronext Lisbon
2.656.710
24/nov/2021
Compra
218
6,140000
Euronext Lisbon
2.656.928
24/nov/2021
Compra
192
6,140000
Euronext Lisbon
2.657.120
24/nov/2021
Compra
600
6,140000
Euronext Lisbon
2.657.720
24/nov/2021
Compra
334
6,140000
Euronext Lisbon
2.658.054
24/nov/2021
Compra
458
6,140000
Euronext Lisbon
2.658.512
24/nov/2021
Compra
391
6,140000
Euronext Lisbon
2.658.903
24/nov/2021
Compra
248
6,140000
Euronext Lisbon
2.659.151
24/nov/2021
Compra
750
6,140000
Euronext Lisbon
2.659.901
24/nov/2021
Compra
24
6,140000
Euronext Lisbon
2.659.925
24/nov/2021
Compra
203
6,140000
Euronext Lisbon
2.660.128
24/nov/2021
Compra
528
6,140000
Euronext Lisbon
2.660.656
24/nov/2021
Compra
404
6,140000
Euronext Lisbon
2.661.060
24/nov/2021
Compra
225
6,140000
Euronext Lisbon
2.661.285
24/nov/2021
Compra
1.554
6,150000
Euronext Lisbon
2.662.839
24/nov/2021
Compra
1.000
6,150000
Euronext Lisbon
2.663.839
24/nov/2021
Compra
43
6,150000
Euronext Lisbon
2.663.882
24/nov/2021
Compra
44
6,150000
Euronext Lisbon
2.663.926
24/nov/2021
Compra
98
6,150000
Euronext Lisbon
2.664.024
24/nov/2021
Compra
310
6,150000
Euronext Lisbon
2.664.334
24/nov/2021
Compra
8
6,150000
Euronext Lisbon
2.664.342
24/nov/2021
Compra
308
6,150000
Euronext Lisbon
2.664.650
24/nov/2021
Compra
60
6,150000
Euronext Lisbon
2.664.710
24/nov/2021
Compra
253
6,150000
Euronext Lisbon
2.664.963
24/nov/2021
Compra
214
6,150000
Euronext Lisbon
2.665.177
24/nov/2021
Compra
497
6,150000
Euronext Lisbon
2.665.674
24/nov/2021
Compra
98
6,150000
Euronext Lisbon
2.665.772
24/nov/2021
Compra
2.811
6,140000
Euronext Lisbon
2.668.583
24/nov/2021
Compra
63
6,140000
Euronext Lisbon
2.668.646
24/nov/2021
Compra
129
6,140000
Euronext Lisbon
2.668.775
24/nov/2021
Compra
59
6,140000
Euronext Lisbon
2.668.834
24/nov/2021
Compra
15
6,140000
Euronext Lisbon
2.668.849
24/nov/2021
Compra
98
6,140000
Euronext Lisbon
2.668.947
Data
Natureza
Volume
Preço (€)
Local
N.º ações
www.greenvolt.pt85
24/nov/2021
Compra
750
6,140000
Euronext Lisbon
2.669.697
24/nov/2021
Compra
855
6,140000
Euronext Lisbon
2.670.552
24/nov/2021
Compra
750
6,140000
Euronext Lisbon
2.671.302
24/nov/2021
Compra
281
6,140000
Euronext Lisbon
2.671.583
26/nov/2021
Compra
365
5,990000
Euronext Lisbon
2.671.948
26/nov/2021
Compra
400
5,990000
Euronext Lisbon
2.672.348
26/nov/2021
Compra
735
5,990000
Euronext Lisbon
2.673.083
26/nov/2021
Compra
471
6,020000
Euronext Lisbon
2.673.554
26/nov/2021
Compra
1.029
6,020000
Euronext Lisbon
2.674.583
26/nov/2021
Compra
455
6,020000
Euronext Lisbon
2.675.038
26/nov/2021
Compra
1.484
6,020000
Euronext Lisbon
2.676.522
26/nov/2021
Compra
16
6,020000
Euronext Lisbon
2.676.538
26/nov/2021
Compra
44
6,020000
Euronext Lisbon
2.676.582
26/nov/2021
Compra
1.484
6,020000
Euronext Lisbon
2.678.066
26/nov/2021
Compra
16
6,020000
Euronext Lisbon
2.678.082
26/nov/2021
Compra
16
6,020000
Euronext Lisbon
2.678.098
26/nov/2021
Compra
1.484
6,020000
Euronext Lisbon
2.679.582
26/nov/2021
Compra
1.500
6,020000
Euronext Lisbon
2.681.082
26/nov/2021
Compra
3.585
6,020000
Euronext Lisbon
2.684.667
26/nov/2021
Compra
517
6,030000
Euronext Lisbon
2.685.184
26/nov/2021
Compra
207
6,030000
Euronext Lisbon
2.685.391
26/nov/2021
Compra
152
6,030000
Euronext Lisbon
2.685.543
26/nov/2021
Compra
195
6,030000
Euronext Lisbon
2.685.738
26/nov/2021
Compra
310
6,030000
Euronext Lisbon
2.686.048
26/nov/2021
Compra
990
6,030000
Euronext Lisbon
2.687.038
26/nov/2021
Compra
629
6,030000
Euronext Lisbon
2.687.667
26/nov/2021
Compra
209
6,010000
Euronext Lisbon
2.687.876
26/nov/2021
Compra
970
6,030000
Euronext Lisbon
2.688.846
26/nov/2021
Compra
30
6,030000
Euronext Lisbon
2.688.876
26/nov/2021
Compra
1.291
6,010000
Euronext Lisbon
2.690.167
26/nov/2021
Compra
750
6,020000
Euronext Lisbon
2.690.917
26/nov/2021
Compra
417
6,020000
Euronext Lisbon
2.691.334
26/nov/2021
Compra
324
6,020000
Euronext Lisbon
2.691.658
26/nov/2021
Compra
499
6,010000
Euronext Lisbon
2.692.157
26/nov/2021
Compra
208
6,020000
Euronext Lisbon
2.692.365
26/nov/2021
Compra
2.000
6,020000
Euronext Lisbon
2.694.365
26/nov/2021
Compra
1.417
6,020000
Euronext Lisbon
2.695.782
26/nov/2021
Compra
144
6,020000
Euronext Lisbon
2.695.926
26/nov/2021
Compra
253
6,020000
Euronext Lisbon
2.696.179
26/nov/2021
Compra
24
6,030000
Euronext Lisbon
2.696.203
26/nov/2021
Compra
990
6,030000
Euronext Lisbon
2.697.193
26/nov/2021
Compra
71
6,030000
Euronext Lisbon
2.697.264
26/nov/2021
Compra
50
6,030000
Euronext Lisbon
2.697.314
26/nov/2021
Compra
128
6,030000
Euronext Lisbon
2.697.442
26/nov/2021
Compra
366
6,030000
Euronext Lisbon
2.697.808
26/nov/2021
Compra
288
6,030000
Euronext Lisbon
2.698.096
Data
Natureza
Volume
Preço (€)
Local
N.º ações
www.greenvolt.pt86
26/nov/2021
Compra
500
6,040000
Euronext Lisbon
2.698.596
26/nov/2021
Compra
387
6,040000
Euronext Lisbon
2.698.983
26/nov/2021
Compra
750
6,040000
Euronext Lisbon
2.699.733
26/nov/2021
Compra
396
6,040000
Euronext Lisbon
2.700.129
26/nov/2021
Compra
244
6,040000
Euronext Lisbon
2.700.373
26/nov/2021
Compra
1.000
6,050000
Euronext Lisbon
2.701.373
26/nov/2021
Compra
397
6,050000
Euronext Lisbon
2.701.770
26/nov/2021
Compra
497
6,060000
Euronext Lisbon
2.702.267
26/nov/2021
Compra
407
6,060000
Euronext Lisbon
2.702.674
26/nov/2021
Compra
487
6,060000
Euronext Lisbon
2.703.161
26/nov/2021
Compra
1.967
6,060000
Euronext Lisbon
2.705.128
26/nov/2021
Compra
1.000
6,060000
Euronext Lisbon
2.706.128
26/nov/2021
Compra
405
6,070000
Euronext Lisbon
2.706.533
26/nov/2021
Compra
1.000
6,070000
Euronext Lisbon
2.707.533
26/nov/2021
Compra
2.000
6,070000
Euronext Lisbon
2.709.533
26/nov/2021
Compra
2.000
6,070000
Euronext Lisbon
2.711.533
26/nov/2021
Compra
1.000
6,060000
Euronext Lisbon
2.712.533
26/nov/2021
Compra
1.000
6,060000
Euronext Lisbon
2.713.533
26/nov/2021
Compra
984
6,060000
Euronext Lisbon
2.714.517
26/nov/2021
Compra
2.000
6,060000
Euronext Lisbon
2.716.517
26/nov/2021
Compra
1.425
6,060000
Euronext Lisbon
2.717.942
26/nov/2021
Compra
2.000
6,060000
Euronext Lisbon
2.719.942
26/nov/2021
Compra
1.425
6,060000
Euronext Lisbon
2.721.367
26/nov/2021
Compra
216
6,060000
Euronext Lisbon
2.721.583
29/nov/2021
Compra
872
6,050000
Euronext Lisbon
2.722.455
29/nov/2021
Compra
608
6,050000
Euronext Lisbon
2.723.063
29/nov/2021
Compra
1.000
6,050000
Euronext Lisbon
2.724.063
29/nov/2021
Compra
1.481
6,050000
Euronext Lisbon
2.725.544
29/nov/2021
Compra
125
6,050000
Euronext Lisbon
2.725.669
29/nov/2021
Compra
798
6,050000
Euronext Lisbon
2.726.467
29/nov/2021
Compra
278
6,050000
Euronext Lisbon
2.726.745
29/nov/2021
Compra
25
6,050000
Euronext Lisbon
2.726.770
29/nov/2021
Compra
47.903
6,060000
Euronext Lisbon
2.774.673
29/nov/2021
Compra
487
6,060000
Euronext Lisbon
2.775.160
30/nov/2021
Compra
320
6,030000
Euronext Lisbon
2.775.480
30/nov/2021
Compra
1.000
6,030000
Euronext Lisbon
2.776.480
30/nov/2021
Compra
250
6,040000
Euronext Lisbon
2.776.730
30/nov/2021
Compra
454
6,040000
Euronext Lisbon
2.777.184
30/nov/2021
Compra
454
6,040000
Euronext Lisbon
2.777.638
30/nov/2021
Compra
1.170
6,050000
Euronext Lisbon
2.778.808
30/nov/2021
Compra
1.960
6,050000
Euronext Lisbon
2.780.768
30/nov/2021
Compra
485
6,050000
Euronext Lisbon
2.781.253
30/nov/2021
Compra
2.000
6,050000
Euronext Lisbon
2.783.253
30/nov/2021
Compra
2.000
6,050000
Euronext Lisbon
2.785.253
30/nov/2021
Compra
750
6,060000
Euronext Lisbon
2.786.003
30/nov/2021
Compra
484
6,060000
Euronext Lisbon
2.786.487
Data
Natureza
Volume
Preço (€)
Local
N.º ações
www.greenvolt.pt87
30/nov/2021
Compra
993
6,060000
Euronext Lisbon
2.787.480
30/nov/2021
Compra
2.000
6,060000
Euronext Lisbon
2.789.480
30/nov/2021
Compra
2.000
6,060000
Euronext Lisbon
2.791.480
30/nov/2021
Compra
1.960
6,070000
Euronext Lisbon
2.793.440
30/nov/2021
Compra
765
6,070000
Euronext Lisbon
2.794.205
30/nov/2021
Compra
12.693
6,070000
Euronext Lisbon
2.806.898
30/nov/2021
Compra
4.762
6,160000
Euronext Lisbon
2.811.660
30/nov/2021
Compra
1.960
6,170000
Euronext Lisbon
2.813.620
30/nov/2021
Compra
451
6,170000
Euronext Lisbon
2.814.071
30/nov/2021
Compra
750
6,180000
Euronext Lisbon
2.814.821
30/nov/2021
Compra
117
6,120000
Euronext Lisbon
2.814.938
30/nov/2021
Compra
185
6,120000
Euronext Lisbon
2.815.123
30/nov/2021
Compra
222
6,120000
Euronext Lisbon
2.815.345
30/nov/2021
Compra
61
6,120000
Euronext Lisbon
2.815.406
30/nov/2021
Compra
900
6,130000
Euronext Lisbon
2.816.306
30/nov/2021
Compra
205
6,130000
Euronext Lisbon
2.816.511
30/nov/2021
Compra
1.000
6,130000
Euronext Lisbon
2.817.511
30/nov/2021
Compra
445
6,130000
Euronext Lisbon
2.817.956
30/nov/2021
Compra
1.960
6,130000
Euronext Lisbon
2.819.916
30/nov/2021
Compra
750
6,140000
Euronext Lisbon
2.820.666
30/nov/2021
Compra
2.000
6,140000
Euronext Lisbon
2.822.666
30/nov/2021
Compra
2.000
6,140000
Euronext Lisbon
2.824.666
30/nov/2021
Compra
365
6,150000
Euronext Lisbon
2.825.031
30/nov/2021
Compra
1.960
6,150000
Euronext Lisbon
2.826.991
30/nov/2021
Compra
570
6,160000
Euronext Lisbon
2.827.561
30/nov/2021
Compra
2.000
6,160000
Euronext Lisbon
2.829.561
30/nov/2021
Compra
2.000
6,160000
Euronext Lisbon
2.831.561
30/nov/2021
Compra
826
6,160000
Euronext Lisbon
2.832.387
30/nov/2021
Compra
2.472
6,160000
Euronext Lisbon
2.834.859
30/nov/2021
Compra
413
6,180000
Euronext Lisbon
2.835.272
30/nov/2021
Compra
1.960
6,190000
Euronext Lisbon
2.837.232
30/nov/2021
Compra
811
6,190000
Euronext Lisbon
2.838.043
30/nov/2021
Compra
750
6,200000
Euronext Lisbon
2.838.793
30/nov/2021
Compra
820
6,200000
Euronext Lisbon
2.839.613
30/nov/2021
Compra
1.960
6,210000
Euronext Lisbon
2.841.573
30/nov/2021
Compra
908
6,210000
Euronext Lisbon
2.842.481
30/nov/2021
Compra
850
6,210000
Euronext Lisbon
2.843.331
30/nov/2021
Compra
750
6,220000
Euronext Lisbon
2.844.081
30/nov/2021
Compra
1.494
6,220000
Euronext Lisbon
2.845.575
30/nov/2021
Compra
929
6,220000
Euronext Lisbon
2.846.504
30/nov/2021
Compra
22.552
6,220000
Euronext Lisbon
2.869.056
30/nov/2021
Compra
785
6,170000
Euronext Lisbon
2.869.841
30/nov/2021
Compra
182
6,170000
Euronext Lisbon
2.870.023
30/nov/2021
Compra
538
6,170000
Euronext Lisbon
2.870.561
30/nov/2021
Compra
750
6,180000
Euronext Lisbon
2.871.311
Data
Natureza
Volume
Preço (€)
Local
N.º ações
www.greenvolt.pt88
30/nov/2021
Compra
272
6,180000
Euronext Lisbon
2.871.583
31/dez/2021
-
-
-
-
2.871.583
Data
Natureza
Volume
Preço (€)
Local
N.º ações
 
Ana Rebelo Menéres de Mendonça (imputação via PROMENDO INVESTIMENTOS, S.A.)
Data
Natureza
Volume
Preço (€)
Local
N.º ações
13/jul/2021
IPO
1.176.470
4,250000
Euronext Lisbon (IPO)
1.176.470
20/jul/2021
Espécie
696.273
-
Fora de bolsa
1.872.743
31/dez/2021
-
-
-
-
1.872.743
Pedro Miguel Matos Borges de Oliveira (imputação via 1 THING, INVESTMENTS, S.A.)
Data
Natureza
Volume
Preço (€)
Local
N.º ações
13/jul/2021
IPO
588.235
4,250000
Euronext Lisbon (IPO)
588.235
20/jul/2021
Espécie
373.476
-
Fora de bolsa
961.711
31/dez/2021
-
-
-
-
961.711
Esta informação encontra-se igualmente vertida em anexo ao Relatório Anual de Gestão.
9.Competência do Conselho de Administração em sede de aumentos do capital
Nos termos do artigo 4.º, n.º 2 dos Estatutos da Sociedade, o Conselho de Administração pode, nos
termos legais aplicáveis, deliberar o aumento do capital social da Sociedade, por uma ou mais vezes,
até ao limite de setenta e cinco milhões de euros, estabelecendo nessa deliberação as condições de
subscrição, as eventuais categorias de ações a emitir, de entre as existentes, e os demais termos e
condições aplicáveis ao aumento.
10.Relações significativas de natureza comercial entre os(as) titulares de participações
qualificadas e a Sociedade
Não existem relações significativas de natureza comercial entre titulares de participações qualificadas
notificadas à Sociedade e esta.
A informação sobre os negócios entre a Sociedade e as partes relacionadas pode ser consultada na
nota 29 do Anexo às Contas Consolidadas e na nota 31 do Anexo às contas individuais da Sociedade
referentes a transações com partes relacionadas.
www.greenvolt.pt89
B.ÓRGÃOS SOCIAIS E COMISSÕES
I.ASSEMBLEIA GERAL
a)Composição da Mesa da Assembleia Geral de Acionistas
11.Identificação e mandato dos membros da Mesa da Assembleia Geral
Na Assembleia Geral de 24 de junho de 2021 foram eleitos os membros da Mesa para o mandato
2021-2023:
                           
Mesa da Assembleia Geral
António Bernardo Aranha da Gama Lobo Xavier, Presidente
Raquel Rocha Carvalho, Secretária*
*Renunciou ao exercício de funções no dia 1 de dezembro de 2021.
Durante o exercício de 2021 não foi convocada qualquer Assembleia Geral da Sociedade após 15 de
julho de 2021, data da admissão a negociação dos valores mobiliários da Sociedade, razão pela qual
não foi atribuída qualquer remuneração ao Presidente da Mesa enquanto membro remunerado da
mesa que aufere 5.000,00 € por reunião da Assembleia Geral em que participe.
b)Exercício do direito de voto
12.Eventuais restrições em matéria de direito de voto
O capital social da Sociedade é representado, na sua totalidade, por uma única categoria de ações,
ordinárias, correspondendo a cada ação um voto. Não existem quaisquer limitações estatutárias ao
exercício do direito de voto.
O bloqueio das ações não é condição de participação na Assembleia Geral, sendo a “Data de
Registo” o momento relevante para a comprovação da qualidade de acionista e para o exercício dos
correspondentes direitos de participação e votação em Assembleia Geral, em conformidade com o
disposto no número 1 do artigo 23.º-C do Código dos Valores Mobiliários. A “Data de Registo” é
também o momento temporal relevante para a participação e votação dos acionistas que a título
profissional detenham ações em nome próprio, mas por conta de clientes.
Em cumprimento do disposto no art.º 23.º-C do Código dos Valores Mobiliários:
•os acionistas apenas podem participar, discutir e votar na Assembleia Geral, pessoalmente ou
através de representante, se, na “Data de Registo”, correspondente às 0 horas (TMG) do 5.º
dia de negociação anterior à data da realização da Assembleia Geral, forem titulares de, pelo
menos, uma ação que lhe confiram, segundo a lei e os Estatutos, pelo menos um voto;
www.greenvolt.pt90
•a participação na Assembleia Geral depende igualmente da manifestação por escrito do
acionista nesse sentido, que deve ser enviada ao Presidente da Mesa da Assembleia Geral e
ao intermediário financeiro junto do qual a conta de registo individualizado esteja aberta, até
ao final do 6.º dia de negociação anterior à data da realização da Assembleia Geral, podendo,
para o efeito, utilizar o correio eletrónico indicado na convocatória;
•a prova da titularidade das ações é feita através do envio ao Presidente da Mesa da
Assembleia Geral, até ao fim do 5.º dia de negociação anterior ao da realização da
Assembleia Geral, de declaração emitida pelo intermediário financeiro onde a conta de
registo individualizado esteja aberta, da qual conste informação sobre o número de ações
registadas, assim como a data de registo, podendo, para o efeito, utilizar o correio eletrónico
indicado na convocatória da Assembleia Geral;
•os acionistas que tenham declarado a intenção de participar em Assembleia Geral, e tenham
transmitido a titularidade das ações entre o 5.º dia de negociação anterior à data da
realização da Assembleia Geral e o fim da mesma, devem comunicá-lo imediatamente ao
Presidente da Mesa da Assembleia Geral e à CMVM, tal não prejudicando o exercício do seu
direito a participar e votar na Assembleia Geral.
As convocatórias das Assembleias Gerais detalham a forma de exercício do direito de voto por
representação, em conformidade com os preceitos legais aplicáveis e os Estatutos da Sociedade.
Os acionistas podem fazer-se representar na Assembleia Geral mediante documento de
representação escrito, dirigido e rececionado pelo Presidente da Mesa da Assembleia Geral até ao
final do terceiro dia útil anterior à data da Assembleia Geral, indicando o nome, o domicílio do
representante e a data da reunião da Assembleia Geral, por via postal ou por correio eletrónico, caso
em que poderá para o efeito ser utilizado o endereço de correio eletrónico indicado na convocatória
da Assembleia Geral. Se o instrumento de representação for enviado por correio eletrónico, deve o
original, em observância do disposto no n.º 4 do art.º 12.º dos Estatutos, ser entregue ao Presidente
da Mesa no dia da Assembleia Geral.
Um acionista pode nomear diferentes representantes relativamente às ações detidas em diferentes
contas de valores mobiliários, sem prejuízo do princípio da unidade de voto, nos termos do artigo
385.º do CSC, e da votação em sentido diverso permitida, de acordo com o n.º 6 do art.º 23.ºC do
Código dos Valores Mobiliários, aos acionistas que a título profissional detenham ações em nome
próprio mas por conta dos clientes.
Nos termos legais aplicáveis, e dentro dos prazos legais estabelecidos, a Sociedade deve
disponibilizar informação adequada para que os acionistas que pretendam ser representados,
forneçam instruções de voto aos seus representantes, através da divulgação das propostas a serem
submetidas à Assembleia Geral e de formulários de documento de representação e de voto por
correspondência, todos disponíveis na página da internet da Sociedade.
Os acionistas podem votar por correspondência em todas as matérias sujeitas à apreciação da
Assembleia Geral. Sem prejuízo da obrigatoriedade da prova da qualidade acionista, serão
considerados os votos por correspondência recebidos na sede da Sociedade, por meio de carta
registada com aviso de receção ou com entrega protocolada na sede social até ao final do 3.º dia útil
www.greenvolt.pt91
anterior à data da Assembleia Geral em questão, salvo se prazo superior consta da convocatória,
com identificação do remetente e dirigida ao Presidente da Mesa da Assembleia Geral. O direito de
voto poderá igualmente ser exercido por via eletrónica, de acordo com requisitos que assegurem a
sua autenticidade, nos termos definidos pelo Presidente da Mesa na convocatória da respetiva
Assembleia Geral.
A declaração de voto deverá, no caso de ser enviada através de carta registada, ser assinada pelo
titular das ações, ou pelo seu representante legal, devendo o acionista, se pessoa singular,
acompanhar a declaração de cópia autenticada do seu documento de identificação nacional ou de
passaporte ou, alternativamente, nos termos e para os efeitos do n.º 2 do art.º 5.º da Lei n.º 7/2007,
de 5 de fevereiro, conter a mesma declaração a assinatura reconhecida nos termos legais aplicáveis,
e, se pessoa coletiva, ser a assinatura reconhecida com menção da qualidade e poderes para o ato.
Compete ao Presidente da Mesa da Assembleia Geral, ou ao seu substituto, verificar da
conformidade das declarações de voto por correspondência, valendo como não emitidos os votos
correspondentes às declarações não aceites.
.
13.Percentagem máxima dos direitos de voto que podem ser exercidos por um único
acionista ou por acionistas que com aquele se encontrem em alguma das relações do n.º 1
do artigo 20.º do Código dos Valores Mobiliários
Não existe qualquer limitação estatutária ao exercício do direito de voto, designadamente não
existindo qualquer limitação no número de votos que pode ser detido ou exercido por um único
acionista ou grupo de acionistas.
14.Deliberações acionistas que, por imposição estatutária, só podem ser tomadas com
maioria qualificada, para além das legalmente previstas
De acordo com os Estatutos da Sociedade, as deliberações sociais são tomadas por maioria dos
votos emitidos, seja qual for a percentagem do capital social representado na Assembleia Geral, salvo
disposição legal ou estatutária que exija maioria qualificada.
A Sociedade não adotou imposição estatutária para reforço de quórum deliberativo.
www.greenvolt.pt92
II. ADMINISTRAÇÃO E SUPERVISÃO
a)Composição
15.Identificação do modelo de governo adotado
A Sociedade foi admitida a negociação no dia 15 de julho de 2021, tendo, em Assembleia Geral
realizada no dia 24 de junho de 2021 com a finalidade de adaptar a governança da Sociedade à sua
nova condição de sociedade com valores mobiliários admitidos a negociação, deliberado adotar um
modelo de governo monista, sendo a estrutura de administração atribuída ao Conselho de
Administração, e a estrutura de fiscalização, com natureza reforçada, composta pelo Conselho Fiscal,
conforme disposto na alínea a) do número 1 do artigo 278.º do CSC e pelo Revisor Oficial de Contas,
em observância do disposto na alínea a) do número 2 do artigo 413.º do CSC, por referência do
número 3 do artigo 278.º do CSC.
O modelo de governo adotado mostra-se adequado ao exercício das competências de cada um dos
órgãos sociais da Sociedade, harmonizando o equilíbrio governativo das funções de supervisão com
as funções de gestão, através da composição do Conselho de Administração com membros
independentes, que também integram comissões especializadas de suporte ao seu processo de
decisão, e da existência de procedimentos de atuação dialética entre o Conselho de Administração, o
Administrador Delegado, o Conselho Fiscal e o Revisor Oficial de Contas.
A Sociedade, através dos órgãos de administração e fiscalização, avalia em permanência a
adequação do modelo vigente à dimensão da sociedade e à complexidade dos riscos inerentes à sua
atividade, promovendo a melhoria contínua dos seus procedimentos e regulamentos internos.
16.Regras estatutárias de designação e de substituição dos administradores
A eleição de membros para integrarem o Conselho de Administração da Sociedade cabe aos
acionistas, por deliberação tomada em Assembleia Geral. Os membros são eleitos para mandatos
correspondentes a períodos de três anos, podendo a sua reeleição ser deliberada por uma ou mais
vezes, nos termos dos Estatutos da Sociedade.
Ainda em matéria de eleição de membros para integrarem o Conselho de Administração, importa
referir a regra estatutária constante do artigo 14.º dos Estatutos, nos termos da qual na Assembleia
Geral eleitoral proceder-se-á à eleição isolada de um administrador, entre pessoas propostas em
listas subscritas por grupos de acionistas desde que nenhum desses grupos possua ações
representativas de mais de vinte por cento e de menos de dez por cento do capital social. Havendo
propostas nesse sentido, a eleição será efetuada isoladamente antes da eleição dos demais
administradores. Cada uma das listas referidas anteriormente deverá propor pelo menos duas
pessoas elegíveis por cada um dos cargos a preencher. Nenhum acionista poderá subscrever mais
do que uma das referidas listas.
Os Estatutos estabelecem, em conformidade com a lei, que em caso de morte, renúncia ou
impedimento, temporário ou definitivo, de qualquer Administrador, o Conselho de Administração
providenciará a sua substituição por via de cooptação, ficando esta designação sujeita a ratificação
pelos acionistas na Assembleia Geral seguinte.
www.greenvolt.pt93
17.Composição do Conselho de Administração, com indicação do número estatutário mínimo
e máximo de membros, duração estatutária do mandato, número de membros efetivos,
data da primeira designação e data do termo de mandato de cada membro
Nos termos estatutários, o Conselho de Administração pode ser composto por um número par ou
ímpar de membros, entre um mínimo de três e um máximo de quinze, eleitos pelos acionistas em
Assembleia Geral de Acionistas.
Em Assembleia Geral realizada no dia 24 de junho de 2021 foram eleitos para integrar o Conselho de
Administração da Sociedade, para o triénio de 2021 a 2023, em antecipação da futura admissão à
negociação da Sociedade, os seguintes membros:
•Clara Raposo (Presidente, independente)
•Paulo Fernandes (não independente)
•João Borges de Oliveira (não independente)
•Ana Mendonça (não independente)
•Pedro Borges de Oliveira (não independente)
•Domingos de Matos (não independente)
•Clementina Barroso (independente)
•Céline Abecassis-Moedas (independente)
•Jorge Vasconcelos (independente)
•José Soares de Pina (não independente)
•João Manso Neto (não independente)
Todos os membros do Conselho de Administração foram designados como administradores da
Sociedade, pela primeira vez, na referida Assembleia Geral, com exceção de:
•José Soares de Pina, nomeado pela primeira vez por deliberação da assembleia geral de
acionistas de 14 de julho de 2020, para o mandato de 2020-2022, a cujas funções renunciou
em 23 de junho de 2021; e de
•João Manso Neto, nomeado pela primeira vez por deliberação da assembleia geral de
acionistas de 18 de março de 2021, para o mandato de 2020-2022, a cujas funções
renunciou no dia 23 de junho de 2021.
A Comissão de Retribuições e Nomeações tem a competência de propor ao Conselho de
Administração a definição de critérios de seleção, composição, e das competências necessárias às
estruturas e órgãos internos da Sociedade e das sociedades do Grupo GreenVolt, incluindo em sede
do exercício do direito de cooptação de membros do Conselho de Administração, bem como de
outras entidades em relação às quais a Sociedade tenha o direito de indicar os titulares dos órgãos
sociais, e suas repercussões na respetiva composição, elaborando os instrumentos e políticas que
reflitam esses critérios, promovendo o mérito, adequação à função e diversidade.  Adicionalmente, e
em colaboração com a Comissão de Vencimentos, a Comissão de Retribuições e Nomeações poderá
www.greenvolt.pt94
induzir, na medida das suas competências, processos de seleção transparentes dos membros dos
órgãos de administração, orientados por princípios de meritocracia, adequação funcional e promoção
da diversidade, incluindo de género, considerando que, no enquadramento jurídico português, a
competência para selecionar e designar ou eleger os membros dos órgãos de administração e de
fiscalização das sociedades comerciais compete exclusivamente à Assembleia Geral de Acionistas.
Na seleção dos membros dos órgãos sociais que integrariam o primeiro mandato da Sociedade como
sociedade com valores admitidos a negociação os acionistas da Sociedade tiveram a especial
preocupação de recompor todos os órgãos sociais promovendo a diversidade de composição com
base em critérios de independência, integridade, experiência, competência e género. A diversidade e
a experiência profissional dos membros do Conselho de Administração e do Conselho Fiscal
encontram-se descritas no Anexo I ao presente Relatório.
A expressão da posição do Grupo GreenVolt em matéria de diversidade encontra-se publicamente
divulgado no seu Plano para a Igualdade de Género, disponível em www.cmvm.pt desde 15 de
setembro de 2021, e aplicável aos colaboradores e membros dos órgãos sociais da GreenVolt.
18.Distinção dos membros executivos e não executivos do Conselho de Administração e,
relativamente aos membros não executivos, identificação dos membros que podem ser
considerados independentes
O Conselho de Administração da Sociedade designado para o triénio 2021-2023 é composto por onze
membros, dos quais apenas um, Dr. João Manso Neto, exerce funções executivas, na qualidade de
Administrador Delegado, pela experiência profissional, capacidade de gestão, e integridade do perfil
pessoal, amplamente reconhecido pelos pares como uma referência do setor das energias
renováveis.
A Sociedade considera que os administradores não executivos são em número suficiente para
garantir um acompanhamento efetivo, bem como uma verdadeira supervisão e fiscalização, à
atividade desenvolvida pelo Administrador Delegado, sobretudo tendo em conta que a Sociedade
desenvolveu mecanismos tendentes a permitir aos administradores não executivos a tomada de
decisão independente e informada, nomeadamente através da adoção dos seguintes procedimentos:
•A coordenação, quer no seio do Conselho de Administração, quer nas respetivas comissões
especializadas deste órgão das quais fazem parte, do exercício das funções do Administrador
Delegado, de modo a assegurar a existência de condições reforçadas para o exercício das
suas competências de forma independente e informada, em consonância com as melhores
práticas de governo societário;
•A partilha continuada, atempada e completa, pelo Administrador Delegado aos restantes
órgãos sociais e comissões, de informação relativa à gestão corrente da Sociedade, no
exercício das suas competências delegadas;
O Conselho de Administração inclui quatro membros independentes: Clara Raposo, Clementina
Barroso, Céline Abecassis-Moedas e Jorge Vasconcelos. A Sociedade procura, assim, assegurar um
equilíbrio na composição do Conselho de Administração através da integração de administradores
www.greenvolt.pt95
não executivos e de administradores independentes, a par do Administrador Delegado. A qualificação
da independência dos administradores é feita por declaração individual dos próprios, renovada
periodicamente, atestando o cumprimento dos critérios estabelecidos pela Recomendação III.4 do
Código de Governo das Sociedades do IPCG (2018 revisto em 2020).
19.Qualificações profissionais dos membros do Conselho de Administração
A informação curricular dos membros que integram o Conselho de Administração é apresentada no
anexo I ao presente Relatório.
20.Relações familiares, profissionais ou comerciais, habituais e significativas, dos membros
do Conselho de Administração com acionistas a quem seja imputável participação
qualificada superior a 5% dos direitos de voto
Em 31 de dezembro de 2021, o vogal do Conselho de Administração da Sociedade, Paulo Jorge dos
Santos Fernandes era, também, administrador e acionista dominante da sociedade ACTIUM
CAPITAL, S.A., sociedade detentora de 13,23% do capital da ALTRI, SGPS, S.A., acionista de
controlo da GreenVolt (“Altri”).
O administrador João Manuel Matos Borges de Oliveira era, na mesma data, administrador e
acionista da sociedade CADERNO AZUL, S.A., sociedade detentora de uma participação de 15,11%
do capital da ALTRI.
O administrador Pedro Miguel Matos Borges de Oliveira é Presidente do Conselho de Administração
da sociedade 1 THING, INVESTMENTS, S.A., sociedade detentora de uma participação de 10,01%
do capital da ALTRI e é irmão do administrador João Manuel Matos Borges de Oliveira.
O administrador Domingos José Vieira de Matos é administrador e acionista dominante da
LIVREFLUXO, S.A., sociedade detentora de uma participação de 13,00% do capital da ALTRI.
A administradora Ana Rebelo de Carvalho Menéres de Mendonça é administradora e acionista
dominante da sociedade PROMENDO INVESTIMENTOS, S.A., sociedade detentora de uma
participação de 18,67% do capital da ALTRI.
21.Organigramas ou mapas funcionais relativos à repartição de competências entre os vários
órgãos sociais, comissões e/ou departamentos da sociedade, incluindo informação sobre
delegações de competências, em particular no que se refere à delegação da administração
quotidiana da Sociedade
O seguinte organigrama representa a repartição de competências entre os vários órgãos sociais,
comissões e Direções da Sociedade à data de divulgação do presente Relatório e que foi objeto de
implementação progressiva durante o decurso do exercício de 2021 e até à presente data:
www.greenvolt.pt96
www.greenvolt.pt97
Delegação de Poderes do Administrador Delegado
O Conselho de Administração, mediante deliberação tomada em 28 de junho de 2021, delegou no
Administrador Delegado a gestão corrente da Sociedade, em conformidade com o art.º 407.º, n.º 4 do
CSC.
Nos termos do referido instrumento, são atribuídos ao Administrador Delegado os poderes
necessários para:
•Gerir os negócios sociais e praticar todos os atos e operações relativos ao objeto social da
mesma, com respeito pelas competências atribuídas a outros órgãos da Sociedade e pelos
limites estabelecidos na lei;
•Identificar, avaliar, controlar e gerir os riscos inerentes à atividade da Sociedade, estabelecer
objetivos em matéria de risco, definir o perfil de risco da Sociedade e assegurar a
coordenação das decisões referentes a tal gestão;
•Aprovar a celebração e celebrar contratos de financiamento, contratos de aquisição de bens e
serviços e contratos de natureza comercial;
•Aprovar a emissão de garantias;
•Indicar os membros dos órgãos sociais das sociedades dominadas pela Sociedade; e,
•Em geral, exercer todas as competências, poderes e faculdades que lhe sejam atribuídas por
lei ou acometidas pelo Conselho de Administração da Sociedade.
No exercício das suas competências delegadas, o Administrador Delegado articula-se com os
membros não executivos do Conselho de Administração, nomeadamente os que integram a
Comissão de Acompanhamento Estratégico Operacional da Sociedade, à qual compete acompanhar
o desempenho e performance do Administrador Delegado e emitir parecer prévio para a prática de
determinados atos, pelo Administrador Delegado, dentro dos limites estabelecidos na delegação de
competências.
www.greenvolt.pt98
Sem prejuízo dos poderes conferidos ao Administrador Delegado:
•A delegação de poderes não exclui a competência do Conselho de Administração para tomar
resoluções sobre os mesmos assuntos; e
•Os administradores não executivos devem monitorizar a atuação do Administrador Delegado,
podendo, nomeadamente, rever o âmbito da delegação de poderes.
Assessoria de Coordenação de Engenharia e Procurement
A Assessoria de Coordenação de Engenharia e Procurement presta apoio ao Administrador
Delegado, através do desenvolvimento de estudos e emissão de pareceres de natureza técnica no
âmbito de especialidade de forma a produzir e operacionalizar soluções que contribuam para a
concretização dos objetivos definidos para a Sociedade.
Assessoria de Projetos Transversais
A Assessoria de Projetos Transversais tem a missão de apoiar o Administrador Delegado em
processos de Due Diligence no contexto da aquisição de participações em empresas, no quadro dos
objetivos de expansão da GreenVolt.
Assessoria de Estratégia Executiva e Investimento
A Assessoria de Estratégia Executiva e Investimento ocupa-se da coordenação e monitorização da
atividade de originação da GreenVolt em projetos de vento, sol e armazenamento, cujas atividades
estão assentes nos seguintes eixos:
•Estratégia: apoio ao Administrador Delegado no estabelecimento, desenvolvimento e
execução da estratégia empresarial e do Plano de Negócios;
•Planeamento de negócios: apoio ao Administrador Delegado durante a fase de Planeamento
Empresarial e Orçamento na montagem e validação dos dados operacionais, nomeadamente
as datas de COD por parque eólico e a evolução das condutas;
•Atividade de M&A: desafiar as oportunidades de M&A identificadas pela Unidade de Negócio.
Apoiar os Gestores dos Países a avançar com as que se enquadrem na estratégia da
GreenVolt's/V-Ridium através da fase de análise e aprovação. Apoiar a integração de novos
negócios, nomeadamente no que respeita ao recrutamento de Equipas de Desenvolvimento e
Gestão de Projetos, bem como Processos de Desenvolvimento de Negócios. Acompanhar as
relações com os parceiros locais, lideradas pelos Gestores dos Países. Originação de
oportunidades de M&A, complementadas como identificadas pelas Empresas e exploração de
novos mercados e tecnologias; e
•Representação Institucional: substituir ou representar o Administrador Delegado ou a
Empresa em Instituições, Associações ou Eventos; Gestão direta de atividades em alguns
países definidos pelo Administrador-Delegado.
www.greenvolt.pt99
Além das Assessorias acima elencadas, de apoio direto ao Administrador Delegado, foram
implementadas Direções, com reporte direto ao Administrador Delegado, designadamente as
seguintes:
Direção de Gestão de Risco
A Direção de Gestão de Risco tem as seguintes responsabilidades:
•Desenvolver e apoiar, de modo transversal e integrado, a definição da estratégia de gestão
de risco e do quadro de apetite ao risco da Sociedade;
•Definir e desenvolver a política de gestão de riscos, os processos associados e os
mecanismos necessários ao funcionamento do sistema de gestão de riscos;
•Assessorar as áreas na identificação dos riscos, na avaliação da probabilidade e do impacto,
na definição da estratégia de tratamento dos riscos;
•Apoiar ações que permitam a disseminação consciente da cultura de gestão de risco, para
que os colaboradores possam desempenhar as respetivas funções em harmonia com a
estratégia de risco e o modelo de gestão de risco definido;
•Desenvolver e manter mecanismos de gestão para obter uma visão agregada e holística
sobre todos os riscos inerentes à atividade da Sociedade, nas diversas geografias e áreas de
negócio.
Direção Financeira
A Direção Financeira, dada a sua visão integrada e transversal a nível de todas as sociedades do
Grupo, é responsável por:
•Definir a política financeira do Grupo;
•Assegurar a ligação com os mercados de capitais, de dívida e bancários; 
•Assegurar a ligação com a CMVM, Euronext e Interbolsa;
•Desenvolver os mecanismos necessários à implementação de estratégias e políticas de
gestão do risco e de gestão de tesouraria;
•Apoiar na execução de transações nos mercados monetários e nos mercados de derivados;
•Apoiar na alocação de capitais e suportar as temáticas de corporate finance no seio do
Grupo;
•Analisar e acompanhar a gestão do Fundo de Pensões;
•Implementar a política financeira delineada, alicerçada nos princípios de sustainable finance,
otimizando as condições de financiamento e liquidez necessárias para suportar o crescimento
sustentado do Grupo;
•Reporte das contas consolidadas trimestrais, semestrais e anuais.
www.greenvolt.pt100
Direção de Consolidação e Assessoria Fiscal
A Direção de Consolidação e Assessoria Fiscal tem as seguintes responsabilidades:
•Definição e análise de políticas contabilísticas do Grupo, incluindo aplicação de novas normas
e alterações;
•Acompanhamento de transações complexas para efeitos de definição de adequado
tratamento contabilístico de acordo com as IFRS-EU;
•Supervisão do exercício de consolidação, incluindo revisão de demonstrações financeiras
consolidadas e notas anexas;
•Revisão do relatório de gestão e sua ligação com as demais peças financeiras, incluindo o
acompanhamento da definição de APM e sua reconciliação para as demonstrações
financeiras consolidadas;
•Revisão de comunicados com informação financeira ao mercado;
•Elaboração de respostas a questões do regulador sobre demonstrações financeiras
consolidadas;
•Ponto de contacto com o auditor externo do Grupo e revisão de conclusões do processo de
auditoria;
•Comunicação com o Conselho Fiscal;
•Acompanhamento das due diligence financeiras e fiscais efetuadas por entidades externas,
em processos de aquisição;
•Definição de políticas de Preços de transferência em linha com os guidelines da OCDE e
gestão de dossiers de preços de transferência;
•Análise de processos de estruturação societária e seus impactos fiscais;
•Controlo e monitorização de todos os procedimentos fiscais e garantia do cumprimento das
obrigações fiscais;
•Acompanhamento de contingências fiscais existentes e comunicação com especialistas
externos; e
•Colaboração na definição da estratégia e da política fiscal.
Direção de Planeamento e Controlo de Gestão
A Direção de Planeamento e Controlo de Gestão tem as seguintes responsabilidades:
•Monitorização da execução operacional e financeira do orçamento e do plano de negócios de
cada unidade de negócio, em linha com o definido no plano estratégico do Grupo;
•Definição e manutenção da estrutura analítica de contabilidade, em coordenação com as
áreas implicadas, e controlo da sua correta aplicação aquando dos registos contabilísticos;
www.greenvolt.pt101
•Apoio na definição e controlo dos processos associados à elaboração do orçamento e plano
estratégico do Grupo e de cada unidade de negócio do Grupo;
•Preparação, monitorização e reporte da informação de gestão, tanto operacional como
financeira, do grupo e de cada unidade de negócio, numa base mensal, trimestral e anual,
providenciado informação relevante para as discussões e decisões da equipa de gestão do
Grupo;
•Discussão com as unidades de negócio sobre os principais indicadores de performance, tanto
operacionais como financeiros, promovendo uma melhoria contínua dos negócios;
•Controlo das necessidades de tesouraria de cada unidade de negócio e discussão com os
restantes departamentos sobre a alocação de capital para novas oportunidades; e
•Monitorização do capital investido em cada projeto e dos retornos gerados nesses mesmos
projetos.
Direção de M&A e Investors Relations
A Direção de M&A e Investors Relations tem as seguintes responsabilidades:
•Originação e execução de processos de aquisição e venda de empresas e ativos, permitindo
ao grupo executar o seu plano estratégico;
•Gerir o processo de fusões, aquisições e alienações, incluindo originação, identificação de
alvos, avaliação, due diligence e negociação de termos e condições comerciais;
•Coordenação de consultores em processos de due diligence nos processos de M&A
(financeiros, fiscais, legais, comerciais, técnicos, entre outros);
•Análise do impacto e avaliação de riscos dos processos das aquisições;
•Definição e adaptação do plano de negócios e da equity story de acordo com o plano
estratégico definido para o grupo;
•Desenvolver relações comerciais com os principais intervenientes no mercado de Fusões e
Aquisição e no setor de energia, assegurando um amplo acesso às melhores oportunidades
no mercado;
•Trabalhar em colaboração com a equipa de Relações com Investidores para alinhar a
comunicação com o mercado com a equity story e os principais passos a seguir;
•Análise de previsões através da recolha de informação sobre o mercado de energia.
Esta Direção inclui, ainda, o desiderato de preparar, gerir e coordenar todas as atividades
necessárias para que as suas interações com acionistas, investidores institucionais e analistas sejam
bem-sucedidas, exercendo uma comunicação que proporcione uma visão coerente e integral da
GreenVolt, contribuindo assim para facilitar o processo de decisão de investimento e a criação
sustentada de valor para o acionista. Adicionalmente, a Direção desempenha um papel ativo na
elaboração de benchmarchs e na definição da estratégia de investimentos da GreenVolt.
www.greenvolt.pt102
A Direção integra uma responsável de Investor Relations que tem como principais funções:
•Atuar como interlocutora da GreenVolt junto de acionistas, investidores e analistas
financeiros;
•Assegurar à equipa de gestão informações recebidas dos investidores institucionais,
nomeadamente no que se refere a questões de natureza operacional e/ou estratégica, e sua
potencial implementação;
•Monitorizar o conteúdo dos researchs de analistas com o objetivo de assegurar uma correta
avaliação da estratégia e dos resultados da empresa, bem como uma coerente valorização
do título;
•Atrair o interesse de investidores institucionais potenciais, bem como de um maior número de
analistas financeiros.
Direção de IT e Processos
A Direção de IT e Processos tem as seguintes responsabilidades:
•Definição e revisão dos processos do grupo, promovendo a harmonização, otimização e
melhoria contínua dos mesmos;
•Implementação e gestão dos sistemas de informação transversais ao grupo, incluindo gestão
de mudança, acompanhamento e suporte aos colaboradores para assegurar a correta
utilização dos sistemas implementados;
•Promover a digitalização para melhorar a eficiência dos processos e qualidade de informação
de gestão;
•Desafiar e suportar a implementação de sistemas específicos das unidades de negócio,
assegurando o alinhamento com processos, políticas e necessidades de informação do
grupo;
•Implementação da política de cibersegurança e respetivos procedimentos definidos; e
•Fornecimento de infraestruturas, equipamentos de IT e softwares necessários ao
desempenho de funções, incluindo suporte remoto aos utilizadores.
Direção de Sustentabilidade
A Direção de Sustentabilidade tem as seguintes responsabilidades:
•Suporte à definição da estratégia de sustentabilidade da GreenVolt, coordenando a respetiva
implementação e gestão junto das diversas direções e áreas de negócio, nomeadamente nas
várias geografias onde a empresa atua;
•Apoio no alinhamento e integração dos compromissos de sustentabilidade com o plano
estratégico da Sociedade, tendo em vista a criação de valor sustentável. Nesta premissa,
contribui para a identificação de temas materiais Environmental, Social and Governance
www.greenvolt.pt103
(ESG), para os stakeholders e para a organização, e de riscos e oportunidades relevantes
para o negócio, contribuindo para a tomada de decisão de forma informada;
•Articulação e coordenação com a Comissão de Ética e Sustentabilidade e com o
Administrador Delegado no que respeita a todas as ações relevantes para a concretização da
estratégia de sustentabilidade, incluindo temas de ética e conduta relacionados;
•Monitorizar e acompanhar diretrizes, políticas, tendências e melhores práticas de reporte de
sustentabilidade, assegurar o envolvimento e comunicação com stakeholders relevantes, e
representar a empresa em grupos e fóruns de sustentabilidade.
Direção de Recursos Humanos
A Direção de Recursos Humanos tem as seguintes responsabilidades:
•Atrair, desenvolver e reter os melhores talentos sempre numa ótica de diversidade, estando a
sua política delineada em cinco eixos estratégicos nos diferentes países nos quais a
GreenVolt está presente, designadamente os seguintes:
◦Definir uma política de recursos humanos focada nas pessoas, de forma a atrair os
melhores, através de uma estratégia de recrutamento integrada com os valores do
grupo;
◦Desenvolver os colaboradores de forma sistemática, através de uma estratégia de
gestão de desempenho, formação e feedback contínuo;
◦Reconhecer e recompensar comportamentos e desempenhos através de uma política
equitativa de salários e benefícios para todo o grupo;
◦Dar motivos aos nossos colaboradores para continuarem a crescer no grupo através
de uma estratégia de gestão de talentos adequada e incentivando a mobilidade
interna e externa; e
◦Promover a cultura GreenVolt com a participação ativa dos colaboradores na vida da
sociedade, o trabalho em equipa, o rigor e a flexibilidade, respeitando diferenças e
pontos de vista.
Direção Legal
A Direção Legal tem as seguintes responsabilidades:
•Assessorar, do ponto de vista jurídico, o Conselho de Administração, respetivas comissões
internas e o Administrador Delegado, nos processos de tomada de decisão;
•Prestar apoio jurídico permanente à Sociedade e suas subsidiárias, com acompanhamento
do seu crescimento orgânico e gestão corrente, quer na vertente nacional quer na vertente
internacional;
•Assessoria jurídica às operações de M&A de base nacional e internacional;
www.greenvolt.pt104
•Promover a adoção das melhores práticas de Governo das Sociedades;
•Assegurar a relação institucional com as diversas entidades supervisoras e reguladoras, com
os acionistas e stakeholders da Sociedade;
•Secretariado da Sociedade, em exercício das competências legais aplicáveis.
Direção de Gestão de Energia
A Direção de Gestão de Energia tem as seguintes responsabilidades:
•Gerir a venda de energia do portefólio de ativos renováveis em operação na Península Ibérica
através da celebração de contratos bilaterais ou venda no mercado spot, bem como garantir a
operacionalização e monitorização desses ativos de modo a otimizar a sua performance
técnica e financeira;
•Apoiar a direção de desenvolvimento de projetos greenfield e na participação em
procedimentos concorrenciais;
•Apoiar a direção de M&A em processos de aquisição de projetos em desenvolvimentos;
•Participação ativa no processo de decisão da estratégia para a venda da energia dos ativos a
entrar em operação;
•Supervisão do desenvolvimento de projetos em desenvolvimento e durante a sua construção;
•Gestão do portefólio de ativos em operação e principais Key Performance Indicators (KPI)
desde a sua entrada em operação, nomeadamente o controlo da produção, performance,
disponibilidade, preços de mercado (spot), e a liquidação mensal da energia com as
respetivas contrapartes;
•Gestão e coordenação da operação e manutenção dos ativos, gestão de contratos, garantias
e outros temas administrativos (seguros, O&M, segurança, entre outros); e
•Comunicação e cooperação com outros departamentos para garantir que os resultados da
operação estão alinhados com o planeamento, propondo medidas de mitigação/melhoria
sempre que necessário.
Direção de Regulação
A Direção de Regulação tem as seguintes responsabilidades:
•Acompanhar as iniciativas políticas e legislativas europeias e nacionais nos setores de
energia e clima, de modo a identificar potenciais riscos e oportunidades para a GreenVolt,
nomeadamente nas várias geografias onde atua;
•Apoio na definição da estratégia da GreenVolt, ajudando-a a preparar-se atempadamente
para os desafios identificados, e contribuindo para a tomada de decisões de forma informada;
•Interação com os stakeholders institucionais relevantes, tanto externos como internos, assim
como monitorizar, selecionar e analisar a informação pertinente por forma a comunicar de
www.greenvolt.pt105
modo eficaz os seus potenciais impactos e contribuir para soluções que melhor se adaptem à
realidade da GreenVolt;
•Contacto permanente e transversal com os vários departamentos da empresa, para
assegurar que são recolhidos os contributos necessários na avaliação e propostas de
iniciativas legislativas.
Direção Técnica
A Direção Técnica tem as seguintes responsabilidades:
•Correta operação e manutenção dos ativos de produção, nomeadamente as Centrais de
Biomassa, gerindo riscos e oportunidades de inovação tecnológica;
•Desenvolvimento de projetos e implantação de novos ativos, nomeadamente de tecnologia
solar-fotovoltaica;
•Definição do plano anual de atividades, incluindo os planos de manutenção programada,
orçamentos de exploração e manutenção, propostas de projetos de investimento, e promoção
de iniciativas de melhoria contínua;
•Gestão do conhecimento técnico da organização, promovendo o desenvolvimento de
competências técnicas e humanas core dos colaboradores;
•Apoiar a definição de políticas de manutenção, IT, segurança e ambiente;
•Apoiar a definição da estratégia tecnológica em conjunto com as equipas de desenvolvimento
de cada projeto, definindo ferramentas e procedimentos de que garantam a qualidade e a
utilização das melhores práticas disponíveis;
•Avaliar os riscos técnicos e estabelece planos de mitigação;
•Avaliar equipas de projeto e desenvolvimento, fornecedores e prestadores de serviço,
identificando pontos fortes, áreas problemáticas e desenvolvendo planos para melhorar o
desempenho;
•Explorar e avaliar novas tecnologias e ferramentas como oportunidades de inovação e
excelência no desenvolvimento;
•Garantir a qualidade do processo de documentação do projeto técnico;
•Estabelecer e dinamizar o cumprimento de indicadores de performance chave de operação,
manutenção, segurança e ambiente (KPI);
•Fornecer informações para as outras áreas organizativas, incluindo dados operacionais,
avaliações técnicas e cronogramas de atividades; e
•Representar a organização em contactos com instituições e autoridades públicas e outros
stakeholders.
www.greenvolt.pt106
Direção de Novos Negócios
A Direção de Novos Negócios tem as seguintes responsabilidades:
•Estudo e conceção para o desenvolvimento de novos projetos de energia;
•Estudo de localizações;
•Estudo de diferentes tecnologias;
•Estudo de potencial de geração da energia;
•Reuniões e relações com potenciais partners de tecnologia;
•Estabelecimento de acordos com parceiros tecnológicos;
•Elaboração de modelos de negócio;
•Desenvolvimento de projetos de energia em Portugal;
•Licenciamento dos projetos;
•Título de Reserva de Capacidade / Acordo com Operador de Rede;
•Estudos de Impacte Ambiental e Declaração de Impacte Ambiental;
•Licença de Produção;
•Licença de Exploração;
•Licença de Construção;
•Contactos de desenvolvimento com instituições públicas portuguesas (Ministério do
Ambiente, Secretarias de Estado, REN, DGEG, E-Redes, APA, ICNF, CCDR, Câmaras
Municipais);
•Contratação e gestão dos terrenos (central de energia e linha elétrica);
•Prospeção de negócios;
•Reuniões e relações com empresas portuguesas com projetos/centrais de energia em
operação;
•Relação entidades;
•Relação com associações do setor ou similar (APE, APREN, AP2H2, etc.);
•Relação com instituições públicas/governamentais; e
•Representação em eventos do setor.
www.greenvolt.pt107
b)Funcionamento
22.Existência e local onde podem ser consultados os regulamentos de funcionamento do
Conselho de Administração
O regulamento de funcionamento do Conselho de Administração encontra-se disponível para consulta
na página na internet da Sociedade.
23.Número de reuniões realizadas e grau de assiduidade de cada membro do Conselho de
Administração às reuniões realizadas
Os Estatutos da Sociedade estabelecem, no número 1 do seu artigo 16.º, que o Conselho de
Administração reunirá sempre que for convocado pelo seu presidente, por iniciativa deste ou a pedido
de quaisquer dois administradores e, pelo menos, uma vez por trimestre.
O quórum necessário à realização de qualquer reunião do Conselho de Administração considera-se
constituído desde que a maioria dos seus membros esteja presente ou devidamente representada.
Durante o ano de 2021, o Conselho de Administração reuniu quinze vezes, com uma assiduidade de
100% em todas as reuniões, tendo sido elaboradas atas de todas as reuniões.
As reuniões do Conselho de Administração são agendadas e preparadas com antecedência, sendo
disponibilizada documentação de suporte às propostas que integram a ordem de trabalhos,
assegurando a criação das condições ao pleno exercício das funções e à adoção de deliberações de
forma amplamente informada.
De igual modo as respetivas convocatórias e, posteriormente, as atas das reuniões, são enviadas ao
presidente do Conselho Fiscal, num fluxo regular de informação, que potencia o exercício de uma
fiscalização ativa e permanente.
24.Indicação dos órgãos da sociedade competentes para realizar a avaliação de desempenho
dos administradores executivos
A Comissão de Vencimentos é a comissão de competência especializada responsável pela
aprovação das remunerações dos membros dos órgãos sociais, competindo-lhe preparar a proposta
de política de remuneração e submetê-la à aprovação da Assembleia Geral, em observância do
disposto no número 1 do art.º 26.º-B do CVM e da Recomendação V.2.2. do Código de Governo das
Sociedades do IPCG.
Cabe à Comissão de Vencimentos, para efeitos da fixação da remuneração variável, avaliar
anualmente o desempenho individual do Administrador Delegado, incluindo nessa avaliação o
contributo daquele para o modo de funcionamento do Conselho de Administração e do
relacionamento entre os vários órgãos da Sociedade, sendo para o efeito considerado o parecer da
Comissão de Acompanhamento Estratégico e Operacional, constituída no seio do Conselho de
Administração, e sendo consultados os membros não executivos do Conselho de Administração.
www.greenvolt.pt108
Adicionalmente, em cumprimento da Recomendação V.1.1. do IPCG o Conselho de Administração
deve avaliar anualmente o seu desempenho, bem como o desempenho das suas comissões e do
Administrador Delegado, tendo em conta o cumprimento do plano estratégico da Sociedade, do
orçamento, gestão de riscos, o seu funcionamento interno e contributo de cada membro, bem como o
relacionamento entre o Conselho de Administração e as comissões.
25.Critérios pré-determinados para a avaliação de desempenho dos administradores
executivos
A avaliação de desempenho do Administrador Delegado tem por base critérios pré-determinados,
assentes em indicadores de desempenho objetivamente fixados para cada mandato, os quais se
encontram alinhados com a estratégia de médio/longo prazo de desempenho da Sociedade e de
crescimento do negócio.
Os referidos indicadores são constituídos por KPIs (Key Performance Indicators) qualitativos e
quantitativos, associados ao desempenho individual e ao desempenho da Sociedade. 
Os critérios predeterminados para a avaliação de desempenho do Administrador Delegado decorrem
da aplicação da Política de Remuneração aprovada pela Assembleia Geral sob proposta da
Comissão de Vencimentos e encontram-se descritos no Relatório sobre Remunerações que constitui
o Anexo II ao presente Relatório de Governo.
26.Disponibilidade de cada um dos membros do Conselho de Administração com indicação
dos cargos exercidos em simultâneo em outras empresas, dentro e fora do grupo, e
outras atividades relevantes exercidas pelos membros daqueles órgãos no decurso do
exercício
O compromisso dos administradores da Sociedade com a natureza e exigência das funções que
assumiram é total. Neste sentido, a gestão de topo da Sociedade é uma gestão presente, próxima
das pessoas e do negócio.
Sem prejuízo, alguns administradores exercem cargos noutras empresas dentro e fora do grupo e
exercem outras atividades que podem ser consideradas relevantes para efeitos de reporte no
presente Relatório. Essa informação está descrita no Anexo I.
www.greenvolt.pt109
c)Comissões no seio do órgão de administração ou supervisão e administradores
delegados
27.Identificação das comissões criadas no seio do Conselho de Administração e local onde
podem ser consultados os regulamentos de funcionamento
Foram constituídas pelo Conselho de Administração as seguintes comissões:
i.Comissão de Retribuições e Nomeações;
ii.Comissão de Auditoria, Risco e de Partes Relacionadas;
iii.Comissão de Acompanhamento Estratégico e Operacional;
iv.Comissão de Ética e Sustentabilidade.
Os regulamentos de funcionamento destas Comissões podem ser consultados em https://
www.greenvolt.pt/pt.
28.Identificação de administrador delegado
Conforme descrito no Ponto 21 do presente Relatório de Governo, o Conselho de Administração
delegou poderes de gestão corrente da Sociedade num só Administrador Delegado, Dr. João Manso
Neto, nos termos e para os efeitos estabelecidos na respetiva delegação de poderes e com os limites
previstos no artigo 407.º, n.º 4, do Código das Sociedades Comerciais.
29.Indicação das competências de cada uma das comissões criadas e síntese das atividades
desenvolvidas no exercício dessas competências
As competências de cada uma das comissões especializadas ou de acompanhamento criadas pelo
Conselho de Administração constam dos respetivos regulamentos internos, os quais podem ser
consultados em https://www.greenvolt.pt/pt.
Comissão de Retribuições e Nomeações
Compete a esta Comissão elaborar as políticas de recrutamento e retribuição, fixa e variável, de
colaboradores da Sociedade, acompanhar a implementação das referidas políticas e verificação e
avaliação do seu cumprimento, propor ao Conselho de Administração a definição de critérios de
seleção, composição, e das competências necessárias às estruturas e órgãos internos da Sociedade,
colaborar com a Comissão de Vencimentos da Sociedade e, ainda, assistir o Conselho de
Administração na identificação e seleção de potenciais candidatos para integrar a lista das pessoas
recomendadas para nomeação como membros do Conselho de Administração a apresentar à
Assembleia Geral, promovendo a substituição ou o preenchimento dos lugares vagos nos órgãos
sociais da Sociedade.
O regulamento de funcionamento da Comissão de Retribuição e Nomeações encontra-se disponível
no seguinte endereço eletrónico: https://www.greenvolt.pt/pt.
www.greenvolt.pt110
A Comissão de Retribuições e Nomeações é constituída por três membros designados pelo Conselho
de Administração, sendo todos membros não executivos do Conselho de Administração, os quais se
identificam na tabela abaixo:
Comissão de Retribuições e Nomeações
João Borges de Oliveira
Não Executivo
Não Independente
Paulo Fernandes
Não Executivo
Não Independente
Céline Abecassis-Moedas
Não Executivo
Independente
Esta Comissão reúne pelo menos duas vezes por ano.
São exaradas atas das reuniões desta Comissão, as quais são distribuídas aos restantes membros
do Conselho.
No exercício de 2021, realizaram-se 2 (duas) reuniões e a taxa de comparência foi de 100%.
Comissão de Auditoria, Risco e Partes Relacionadas
Compete à Comissão de Auditoria, Risco e Partes Relacionadas rever as demonstrações financeiras
anuais e intercalares e os documentos de resultados, aconselhar o Conselho de Administração sobre
os seus relatórios dirigidos aos acionistas e aos mercados financeiros, sobre a adequação e
qualidade da informação fornecida pelos Administradores, e os sistemas e normas de controlo interno
e gestão de riscos aplicados pela Sociedade, assim como relativamente à identificação e resolução
de conflitos de interesses. Cabe-lhe ainda, entre outros, acompanhar a atividade da auditoria interna
em sintonia com os planos de trabalho validados pelo Conselho Fiscal, assegurar a interação com o
Conselho Fiscal, zelar pela observância das políticas de governo societário adotadas pela Sociedade,
elaborar a Política sobre Transações com Partes Relacionadas, com a definição dos princípios e
procedimentos com partes relacionadas e verificação do seu cumprimento/implementação transversal
pela Sociedade e emitir parecer sobre transações de relevância significativa realizadas pela
Sociedade com partes relacionadas.
A Comissão de Auditoria, Risco e Partes Relacionadas é constituída por três membros designados
pelo Conselho de Administração, sendo todos membros não executivos do Conselho de
Administração e administradores independentes, os quais se identificam na tabela abaixo:
Comissão de Auditoria, Risco e Partes Relacionadas
Clara Raposo
Presidente
Não Executivo                                                     
Independente
Clementina Barroso
Vice Presidente
Não Executivo                                                     
Independente
Jorge Vasconcelos
Não Executivo                                                       
Independente                                                 
www.greenvolt.pt111
O regulamento de funcionamento da Comissão de Auditoria, Risco e Partes Relacionadas encontra-
se disponível no seguinte endereço eletrónico: https://www.greenvolt.pt/pt.
Esta Comissão reúne pelo menos uma vez em cada trimestre.
São exaradas atas das reuniões desta Comissão, as quais são distribuídas aos restantes membros
do Conselho.
No exercício de 2021, realizaram-se 3 (três) reuniões e a taxa de comparência foi de 100%.
Comissão de Acompanhamento Estratégico e Operacional
Compete à Comissão de Acompanhamento Estratégico e Operacional emitir parecer sobre o
desempenho e performance do Administrador Executivo da Sociedade a submeter à Comissão de
Vencimentos, e que será tido em conta na fixação da remuneração variável desse Administrador por
aquela Comissão; emitir parecer, em relação à Sociedade ou às sociedades suas subsidiárias, sobre 
o Orçamento Anual e respetivas alterações, o Plano Estratégico de Médio Prazo, a execução dos
Planos de Negócio, Planos de Investimento e dos Planos de Atividade, os Orçamentos anuais da
Sociedade, a assunção de custos ou a realização de investimentos fora do Orçamento; apoiar e
colaborar com a Comissão de Ética e Sustentabilidade, relativamente à apreciação e avaliação do
modelo, práticas, políticas e normas de governo societário e de sustentabilidade adotadas pela
Sociedade, incluindo a fiscalização da sua implementação e a apresentação de propostas de revisão;
à avaliação das práticas de gestão e conduta e procedimentos internos adotados na Sociedade,
apreciando o cumprimento das normas legais e regulamentares, bem como das recomendações e
orientações emitidas pelas autoridades competentes, incluindo a apresentação de propostas de
revisão.
A Comissão de Acompanhamento Estratégico e Operacional é constituída por quatro membros
designados pelo Conselho de Administração, três dos quais são administradores não executivos, não
independentes, e um dos quais é administrador executivo, passando-se a identificar:
Comissão de Acompanhamento Estratégico e Operacional
Paulo Fernandes
Não Executivo
Não Independente
João Borges de Oliveira
Não Executivo
Não Independente
João Manso Neto
Executivo
José Soares de Pina
Não Executivo
Não Independente
O regulamento de funcionamento da Comissão de Acompanhamento Estratégico e Operacional
encontra-se disponível no seguinte endereço eletrónico: https://www.greenvolt.pt/pt.
Esta Comissão reúne pelo menos uma vez em cada trimestre.
São exaradas atas das reuniões desta Comissão, as quais são distribuídas aos restantes membros
do Conselho.
No exercício de 2021, realizaram-se 7 (sete) reuniões e a taxa de comparência foi de 100%.
www.greenvolt.pt112
Comissão de Ética e Sustentabilidade
A Comissão de Ética e Sustentabilidade tem por missão coadjuvar o Conselho de Administração no
desenvolvimento e implementação de políticas, práticas e iniciativas ESG (Environmental, Social and
Governance) em alinhamento com a Estratégia de Sustentabilidade do Grupo GreenVolt, promovendo
uma abordagem transversal a toda a Sociedade, bem como a prossecução de objetivos e metas
estratégicas comuns, através da integração dos princípios de sustentabilidade nos processos de
gestão, incorporando compromissos, objetivos e metas ESG no negócio do Grupo GreenVolt, da
promoção de boas práticas do setor em todas as suas atividades, com vista à criação de valor de
longo prazo.
Os Administradores Não Executivos exerceram, de forma autónoma e permanente, quer enquanto
membros do Conselho de Administração, quer enquanto membros das comissões especializadas de
suporte à atividade do Conselho de Administração, a supervisão da atividade do Administrador
Delegado, intervieram no processo de tomada de decisões estratégicas e estruturantes,
nomeadamente na definição da estratégia corporativa e das principais políticas, incluindo a política de
gestão de risco, acompanhando o respetivo cumprimento, bem como participaram na elaboração e na
divulgação das demonstrações financeiras nos termos descritos no ponto 55.
O Administrador Delegado, no decurso de 2021, foi responsável pela gestão quotidiana da
Sociedade, acompanhando a atividade dos negócios no âmbito da delegação de poderes que lhe
foram atribuídos pelo Conselho de Administração, e executou as decisões estratégicas e a
implementação das políticas aprovadas. O Administrador Delegado reportou ao Conselho de
Administração e aos demais órgãos e entidades fiscalizadoras a atividade desenvolvida ao longo do
exercício social, disponibilizando informação sobre o teor das deliberações tomadas e as principais
ações desenvolvidas para a concretização das suas competências e deveres e para cumprimento da
estratégia e políticas aprovadas pelo Conselho de Administração.
A Comissão de Ética e Sustentabilidade é constituída por três membros designados pelo Conselho de
Administração, dois dos quais são administradores não executivos, independentes, os quais se
identificam na tabela abaixo:
Comissão de Ética e Sustentabilidade
Céline Abecassis-Moedas
Presidente
Não Executivo
Independente
Clementina Barroso
Não Executivo
Independente
João Manso Neto
Executivo
O regulamento de funcionamento da Comissão de Ética e Sustentabilidade encontra-se disponível no
seguinte endereço eletrónico https://www.greenvolt.pt/pt.
Esta Comissão reúne, se necessário, uma vez em cada trimestre.
São exaradas atas das reuniões desta Comissão, as quais são distribuídas aos restantes membros
do Conselho.
No exercício de 2021, realizou-se 1 (uma) reunião e a taxa de comparência foi de 100%.
www.greenvolt.pt113
III.FISCALIZAÇÃO
a)Composição
30.Identificação do órgão de fiscalização correspondente ao modelo adotado
A fiscalização é exercida por um Conselho Fiscal e por um Revisor Oficial de Contas, em
cumprimento do disposto na alínea b), do número 1 e da alínea a) do número 2 do art.º 413.º do CSC.
31.Composição do Conselho Fiscal, com indicação do número estatutário mínimo e máximo
de membros, duração estatutária do mandato, número de membros efetivos, data da
primeira designação e data do termo de mandato de cada membro
O Conselho Fiscal é eleito pela Assembleia Geral, para mandatos com duração de três anos,
renováveis por uma ou mais vezes. É composto por três membros e um ou dois suplentes,
assumindo, em pleno, as funções que lhe estão atribuídas por lei, nas quais se inclui a proposta de
designação do Revisor Oficial de Contas ou Sociedade de Revisores Oficiais de Contas, nos termos
da alínea b) do número 2 do artigo 420.º do CSC.
Durante o exercício de 2021, a partir da sua eleição a 24 de junho de 2021, esta foi a composição do
Conselho Fiscal:
Conselho Fiscal
Pedro João Reis de Matos Silva
Presidente
Independente
Francisco Domingos Ribeiro
Nogueira Leite
Vogal
Independente
Cristina Isabel Linhares Fernandes
Vogal
Independente
André Seabra Ferreira Pinto
Suplente
Todos os membros do Conselho Fiscal foram eleitos pela primeira vez em 24 de junho de 2021, para
o triénio de 2021-2023, terminando, portanto, o seu mandato em 31 de dezembro de 2023.
32.Identificação dos membros do Conselho Fiscal que se considerem independentes, nos
termos do artigo 414.º, n.º 5, do CSC
Os membros do Conselho Fiscal confirmam periodicamente, através de declaração que
individualmente subscrevem e entregam à Sociedade, a sua condição de independentes em
cumprimento do disposto no n.º 5 do artigo 414.º, bem como a inexistência de incompatibilidades
aferidas de acordo com a definição do n.º 1 do artigo 414.º-A, ambos do CSC.
O Presidente do Conselho Fiscal é um membro independente, cumprindo-se, assim o disposto na
alínea c) do n.º 2 do art.º 3ª da Lei n.º 148/2015, de 9 de setembro, na sua redação atual.
www.greenvolt.pt114
33.Qualificações profissionais de cada um dos membros do Conselho Fiscal e outros
elementos curriculares relevantes
Todos os membros que integram o Conselho Fiscal da Sociedade dispõem da formação, competência
e experiência necessárias ao pleno exercício das funções, em linha com o disposto no n.º 4 do art.º
414.º do CSC e no n.º 2 do art.º 3.º da Lei n.º 148/2015, de 9 de setembro, na sua redação atual.
No Anexo I ao presente Relatório são apresentadas as qualificações profissionais e as demais
atividades exercidas pelos membros do Conselho Fiscal.
b)Funcionamento
34.Existência e local onde podem ser consultados os regulamentos de funcionamento do
Conselho Fiscal
O regulamento de funcionamento do Conselho Fiscal está disponível para consulta em https://
www.greenvolt.pt/pt.
35.Número de reuniões realizadas e grau de assiduidade às reuniões realizadas de cada
membro do Conselho Fiscal
Nos termos previstos no seu Regulamento, o Conselho Fiscal reúne, pelo menos, todos os trimestres
e, para além disso, sempre que o Presidente o convocar (ou por convocatória de dois dos seus
membros) por iniciativa própria ou a pedido do presidente do Conselho de Administração e pelo
Revisor Oficial de Contas.
As deliberações são tomadas por maioria, devendo ser registados os motivos dos votos discordantes.
Durante o ano de 2021 o Conselho Fiscal da Sociedade reuniu sete vezes, tendo correspondido a tais
reuniões um grau de assiduidade correspondente a 100%. As atas das mencionadas reuniões
encontram-se registadas no livro de atas do Conselho Fiscal, em cumprimento do disposto no n.º 3 do
art.º 423.º do CSC.
36.Disponibilidade de cada um dos membros do Conselho Fiscal com indicação dos cargos
exercidos em simultâneo em outras empresas, dentro e fora do grupo, e outras atividades
relevantes exercidas
A informação relativa a outros cargos exercidos, qualificações e experiência profissional dos membros
do Conselho Fiscal encontra-se detalhada no Anexo I ao presente Relatório.
www.greenvolt.pt115
c)Competências e funções
37.Descrição dos procedimentos e critérios aplicáveis à intervenção do órgão de fiscalização
para efeitos de contratação de serviços adicionais ao auditor externo
Compete ao Conselho Fiscal aprovar a prestação de serviços distintos dos serviços de auditoria a
prestar pelo Revisor Oficial de Contas, com o objetivo de fiscalizar a independência do auditor
externo, nos termos do art.º 5.º do Regulamento (UE) n.º 537/2014, do Parlamento Europeu e do
Conselho, de 16 de abril de 2014, do art.º 3.º, n.º 3, alínea e) da Lei n.º 148/2015, de 9 de setembro,
na sua redação atual, da Recomendação VII.2.1. do IPCG e do Regulamento do Conselho Fiscal.
Para os referidos efeitos, foi deliberado na reunião do Conselho Fiscal do dia 9 de setembro de 2021,
que o Conselho Fiscal deve analisar e dar parecer prévio sobre os serviços distintos de auditoria a
prestar pelo Auditor Externo ou pelo Revisor Oficial de Contas em funções. Através deste
procedimento de controlo prévio o Conselho Fiscal assegura:
i.que os serviços distintos dos serviços de auditoria são prestados com elevada qualidade,
autonomia e independência;
ii.que a contratação de serviços distintos dos serviços de auditoria não afeta a independência
do Auditor Externo e representam uma ponderação adequada face ao conjunto dos serviços
prestados;
iii.que os outros serviços distintos dos serviços de auditoria, devidamente enquadrados, não
constituem serviços proibidos nos termos da legislação da União Europeia.
38.Outras funções dos órgãos de fiscalização
O Conselho Fiscal, na execução das suas funções estatutárias e legalmente atribuídas, tem,
nomeadamente, as seguintes atribuições:
a.Fiscalizar a administração da sociedade;
b.Vigiar pela observância da lei e do contrato de sociedade;
c.Elaborar anualmente relatório sobre a sua ação fiscalizadora e dar parecer sobre o relatório,
contas e propostas apresentados pela administração;
d.Convocar a Assembleia Geral, quando o presidente da respetiva mesa o não faça, devendo
fazê-lo.
e.Fiscalizar a eficácia do sistema de gestão de riscos, do sistema de controlo interno e do
sistema de auditoria interna, se existentes;
f.Receber as comunicações de irregularidades apresentadas por acionistas, colaboradores da
sociedade ou outros;
www.greenvolt.pt116
g.Contratar a prestação de serviços de peritos que coadjuvem um ou vários dos seus membros
no exercício das suas funções, devendo a contratação e a remuneração dos peritos ter em
conta a importância dos assuntos a eles cometidos e a situação económica da sociedade;
h.Cumprir as demais atribuições constantes da lei ou do contrato de sociedade;
i.Fiscalizar o processo de preparação e de divulgação de informação financeira;
j.Propor à Assembleia Geral a nomeação do Revisor Oficial de Contas;
k.Fiscalizar a revisão de contas aos documentos de prestação de contas da sociedade;
l.Fiscalizar a independência do Revisor Oficial de Contas, designadamente no tocante à
prestação de serviços adicionais.
Para o desempenho destas funções, o Conselho Fiscal:
a.Obtém da Administração, as informações necessárias ao exercício da sua atividade,
designadamente à evolução operacional e financeira da empresa, às alterações de
composição do seu portfólio, termos das operações realizadas e conteúdo das deliberações
tomadas;
b.Acompanha e aprecia o sistema de gestão de risco e controlo interno, valida os planos de
trabalho das auditorias internas, analisa os relatórios realizados pelos serviços de controlo
interno, incluindo as funções de gestão de riscos, compliance e auditoria interna, pelo menos
quando estejam em causa matérias relacionadas com a prestação de contas, a identificação
ou a resolução de conflitos de interesses e a deteção de potenciais irregularidades,
elaborando anualmente um relatório de apreciação e recomendações dirigido à
Administração, caso existam matérias que o justifique;
c.Recebe, com uma antecedência mínima de cinco dias sobre a data da sua reunião, os
documentos de prestação de contas, individuais e consolidadas, e os respetivos relatórios da
Administração, analisando, designadamente, as principais variações, as transações
relevantes e os correspondentes procedimentos contabilísticos e esclarecimentos obtidos da
Administração, nomeadamente através do Conselho de Administração e do auditor externo, e
emite as suas apreciações e deliberações;
d.Presta conhecimento à Administração das verificações, fiscalizações e diligências que tenha
efetuado e do resultado das mesmas;
e.Assiste às Assembleias Gerais, bem como às reuniões do Conselho de Administração para
que seja convocado ou em que se apreciem as contas do exercício;
f.Efetua anualmente uma autoavaliação da sua atividade e desempenho, incluindo a revisão
do respetivo regulamento, tendo em vista o desenvolvimento e implementação de melhorias
no seu funcionamento;
g.Desenvolve os demais deveres de vigilância que lhe são impostos por lei.
www.greenvolt.pt117
Adicionalmente, o Conselho Fiscal:
a.Representa a Sociedade junto do Auditor Externo e Revisor Oficial de Contas, competindo-lhe
propor o prestador destes serviços e a respetiva remuneração, e verificar que sejam
cumpridas, dentro do Grupo, as condições adequadas à prestação daqueles serviços;
b.Recebe e analisa os relatórios emitidos pelo Auditor Externo e Revisor Oficial de Contas, e,
simultaneamente, assegura a relação do Grupo com aquelas entidades e pronuncia-se sobre
projetos relevantes e planos de trabalhos e sobre a adequação dos recursos afetos à
execução desses projetos;
c.Elabora relatório anual sobre a sua ação fiscalizadora e emite parecer sobre o relatório e
contas e propostas apresentadas pela administração, bem como fiscalizar a eficácia do
sistema de gestão de risco e de controlo interno;
d.Analisa e supervisiona regularmente a elaboração e divulgação da informação financeira, em
articulação com o Conselho de Administração; 
e.Emite pareceres em conformidade com a Política de Transações com Partes Relacionadas.
O Revisor Oficial de Contas e Auditor Externo, enquanto parte do órgão de fiscalização da Sociedade,
no âmbito do processo de auditoria anual:
a.Analisa o funcionamento de mecanismos de controlo interno e reporta deficiências
identificadas;
b.Verifica se os principais elementos dos sistemas de controlo interno e gestão de risco
implementados na Sociedade relativamente ao processo de divulgação de informação
financeira são apresentados e divulgados na informação anual sobre o Governo das
Sociedades; e
c.Emite uma certificação legal das contas e Relatório de Auditoria, atestando se aquele relatório
divulgado sobre a estrutura e as práticas de governo societário inclui os elementos referidos
no artigo 66.º-B e artigo 508º-D do CSC na sua atual redação ou, não incluindo, assegurando
que essa informação consta de relatório separado igualmente disponibilizado aos acionistas,
se cumpre as disposições do artigo 29.º-H do CVM, se obedece à estrutura do Regulamento
da CMVM número 4/2013 e ainda se contempla na informação constante do mesmo, uma
declaração sobre o cumprimento do Código de Governo das Sociedades do IPCG.
Durante o exercício de 2021, o Revisor Oficial de Contas acompanhou o desenvolvimento da
atividade da Sociedade e procedeu aos exames e verificações por si considerados necessários à
revisão e as certificações legais das contas, individuais e consolidadas, em interação com o Conselho
Fiscal, contando sempre com a colaboração plena do Conselho de Administração, no acesso às
informações solicitadas.
www.greenvolt.pt118
IV.REVISOR OFICIAL DE CONTAS
39.Identificação do revisor oficial de contas e do sócio revisor oficial de contas que o
representa
O Revisor Oficial de Contas da Sociedade para o mandato correspondente ao ano de 2021 foi a
Deloitte & Associados, SROC S.A., representada por Nuno Miguel Santos Figueiredo, registado sob o
n.º 1272 na CMVM.
40.Indicação do número de anos em que o revisor oficial de contas exerce funções
consecutivamente junto da sociedade e/ou grupo
A Deloitte & Associados, SROC, S.A. foi nomeada como Revisor Oficial de Contas da Sociedade, pela
primeira vez, em 24 de junho de 2021, para o exercício do mandato de 2021.
41.Descrição de outros serviços prestados pelo ROC à sociedade
O Revisor Oficial de Contas é, simultaneamente, Auditor Externo da Sociedade conforme detalhado
nos pontos abaixo.
www.greenvolt.pt119
V.AUDITOR EXTERNO
42.Identificação do auditor externo designado para os efeitos do artigo 8.º e do sócio revisor
oficial de contas que o representa no cumprimento dessas funções, bem como o respetivo
número de registo na CMVM
O Auditor Externo da Sociedade, designado nos termos e para os efeitos do artigo 8.º do CVM é a
Deloitte & Associados, SROC S.A., representada por Nuno Miguel Santos Figueiredo, registado sob o
n.º 1272 na CMVM.
43.Indicação do número de anos em que o auditor externo e o respetivo sócio revisor oficial
de contas que o representa no cumprimento dessas funções exercem funções
consecutivamente junto da sociedade e/ou do grupo
Na sequência da aprovação das alterações aos estatutos da Sociedade na reunião da Assembleia
Geral de 24 de junho de 2021, a Sociedade nomeou, nos termos e para os efeitos da alínea b) do
número 1 do art.º 413.º do CSC e do art.º 19.º dos estatutos, na sua nova redação, a sociedade de
revisores oficiais de contas Deloitte & Associados, SROC, S.A. para o exercício das funções de
Revisor Oficial de Contas e do sócio Nuno Miguel Santos Figueiredo como respetivo representante do
Revisor Oficial de Contas, durante o ano 2021.
44.Política e periodicidade da rotação do auditor externo e do respetivo sócio revisor oficial
de contas que o representa no cumprimento dessas funções
Desde 1 de janeiro de 2016 que a política e periodicidade da rotação do auditor externo e do
respetivo sócio revisor oficial de contas é determinada pela base legal estabelecida pelo artigo 54.º da
Lei nº 140/2015, de 7 de setembro, de acordo com a redação que a cada momento esteja em vigor.
Em conformidade com o dispositivo legal, o Auditor Externo está sujeito a regras de rotatividade, e,
em particular, a rotatividade no final de dez anos, contados após a data de admissão à negociação do
capital social da GreenVolt , i.e. 15 de julho de 2021. O sócio revisor oficial de contas que o
representa no cumprimento das funções não poderá ser o mesmo após sete anos, podendo vir a ser
novamente designado depois de decorrido um período mínimo de três anos.
45.Indicação do órgão responsável pela avaliação do auditor externo e periodicidade com
que essa avaliação é feita
O Conselho Fiscal, no exercício das suas funções, acompanha e supervisiona, ao longo do exercício,
o desempenho das funções do Auditor Externo, bem como efetua anualmente uma avaliação da
independência do mesmo. Igualmente, aprova antecipadamente o âmbito e a remuneração dos
trabalhos adicionais a prestar por aquele ou por sociedades da sua rede. Adicionalmente, o Conselho
Fiscal promove, sempre que necessário ou adequado em função dos desenvolvimentos da atividade
www.greenvolt.pt120
da Sociedade ou de exigências legais ou de mercado, uma reflexão sobre a adequação do Auditor
Externo ao nível que se exige para o exercício das suas funções.
46.Identificação de trabalhos, distintos dos de auditoria, realizados pelo auditor externo, bem
como indicação dos procedimentos internos para efeitos de aprovação da contratação de
tais serviços e indicação das razões para a sua contratação
Foram prestados, durante o exercício de 2021, pelo Auditor Externo, serviços distintos dos de
auditoria, nomeadamente, após o reconhecimento da Greenvolt como entidade de interesse público
foram prestados serviços de: (i) verificação independente do Relatório de Sustentabilidade referente
ao exercício de 2021; (ii) verificação independente da informação incluída nos relatórios de alocação
e impacto das obrigações verdes relativos ao Green Bond Framework da Sociedade Bioelétrica do
Mondego, S.A., subsidiária da subsidiária da Sociedade e Green Bond Framework da Sociedade, e
(iii) aconselhamento no processo de implementação da Taxonomia Verde Europeia para a Sociedade.
Conforme referido no ponto 47 abaixo, até à data de reconhecimento da Sociedade como Entidade
de Interesse Público foram prestados outros serviços, destacando-se os serviços prestados pela
Deloitte associados ao processo de admissão à negociação das ações da Sociedade, e processos de
due diligence de diversas sociedades, nomeadamente da Tilbury Green Power e da Profit Energy.
www.greenvolt.pt121
47.Indicação do montante da remuneração anual paga ao auditor e a outras pessoas
singulares ou coletivas pertencentes à mesma rede e discriminação da percentagem
respeitante aos seguintes serviços:
Em 2021, os honorários da Deloitte & Associados, SROC S.A., relativos a serviços de auditoria externa
e revisão legal de contas anuais de todas as empresas portuguesas que integram o Grupo GreenVolt
ascenderam a 220.700 Euros. Os honorários globais da Deloitte & Associados, SROC S.A.
relativamente a outros serviços de garantia de fiabilidade que incluem outros serviços que não sejam
de revisão ou auditoria a empresas portuguesas que integram o Grupo GreenVolt ascenderam a
402.500 Euros, incluindo os processos de revisão limitada, a emissão de cartas de conforto associadas
ao processo de admissão à negociação das ações da GreenVolt, os serviços de garantia de fiabilidade
associados ao Relatório de Sustentabilidade e às obrigações verdes.
Adicionalmente, os serviços prestados pela Deloitte & Associados, SROC S.A. ou por sociedades
pertencentes à rede Deloitte em Portugal ou no estrangeiro à Sociedade ou a sociedades em relação
de domínio ou de grupo são os que a seguir se elencam:
Auditoria
Serviços de
garantia de
fiabilidade
Consultoria
fiscal
Outros
serviços
TOTAL
Total do exercício
Pela sociedade
170.200,00€
396.000,00€
93.000,00€
244.375,00€
903.575,00€
18,8%
43,8%
10,3%
27,0%
100,0%
Por sociedades que integrem o grupo
131.500,00 €
17.500,00€
104.500,00€
148.647,00€
402.147,00€
32,7%
4,4%
26,0%
37,0%
100,0%
Total
301.700,00€
413.500,00€
197.500,00€
393.022,00€
1.305.722,00€
23,1%
31,7%
15,1%
30,1%
100,0%
Dos quais até à data de admissão à
negociação, excluindo serviços de auditoria
Pela sociedade
335.000,00€
93.000,00€
199.375,00€
627.375,00€
Por sociedades que integrem o grupo
6.500,00€
104.500,00€
52.972,00€
163.972,00€
Dos quais após a data de admissão à
negociação,  excluindo serviços de
auditoria
Pela sociedade
61.000,00€
0
45.000,00€
106.000,00€
Por sociedades que integrem o grupo
11.000,00€
0
95.675,00€
106.675,00€
Notas:
a) O valor dos honorários relativos a serviços de auditoria e a serviços de garantia de fiabilidade são apresentados com base no exercício a que
respeitam, independentemente de serem ou não faturados no próprio exercício, sendo que os restantes são apresentados com base na faturação
efetuada.
b) Os honorários acima consideram 203.369 € relativos a serviços prestados à Altri, SGPS, S.A., enquanto empresa do grupo, relativos a serviços
de consultoria fiscal (104.500 € integralmente prestados em data anterior à admissão à negociação da GreenVolt) e outros serviços (98.869 €, dos
quais 3.194 € prestados em data anterior à admissão à negociação da GreenVolt).
www.greenvolt.pt122
C.ORGANIZAÇÃO INTERNA
I.ESTATUTOS
48.Regras aplicáveis à alteração dos Estatutos da Sociedade
Nos termos estabelecidos no art.º 13.º, n.º 2 e n.º 3 dos Estatutos, as alterações estatutárias exigem
como quórum deliberativo a maioria de dois terços dos votos emitidos para a aprovação dessa
deliberação e como quórum constitutivo um terço do capital social da Sociedade.
II.COMUNICAÇÃO DE IRREGULARIDADES
49.Meios e política de comunicação de irregularidades ocorridas na sociedade
A Sociedade dispõe de um Código de Ética e de Conduta que promove a adoção das melhores
práticas de atuação norteadas por ética pessoal e profissional que todos os seus colaboradores,
independentemente do cargo ou função que desempenhem, devem respeitar, e que integra também
uma política relativa à comunicação de irregularidades, em observância da Recomendação I.2.4 do
Código de Governo das Sociedades do IPCG. O Código de Ética e Conduta está publicado em
https://www.greenvolt.pt/pt.
Adicionalmente, a Sociedade reforçou o seu compromisso de transparência em sede de denúncia de
irregularidades com a criação de uma Comissão de Ética e Sustentabilidade, à qual foram atribuídas
competências para implementar um canal de denúncias do Grupo GreenVolt, definindo os
procedimentos para receber, registar e processar toda a informação, comunicações e denúncias que
respeitem a alegadas irregularidades ou infrações ao estipulado no Código de Ética e de Conduta ou
de normas que o desenvolvam ou que versem sobre os temas nele elencados, assim como
desenvolver mecanismos necessários para garantir a sua investigação rigorosa e tratamento justo, e
providenciar pela adoção das medidas adequadas para a imediata regularização das irregularidades
ou infrações e penalização dos infratores.
O Conselho de Administração aprovou, já em 2022, uma política de denúncia interna em antecipação
à entrada em vigor da Lei n.º 93/2021, de 20 de dezembro.
Importa referir que, ao longo do exercício de 2021 não foram rececionadas quaisquer comunicações
de irregularidades.
www.greenvolt.pt123
III.CONTROLO INTERNO E GESTÃO DE RISCOS
50.Pessoas, órgãos ou comissões responsáveis pela auditoria interna e/ou pela
implementação de sistemas de controlo interno
O Conselho de Administração da Sociedade é o órgão responsável por definir o sistema de controlo
interno e de gestão de risco necessário, para dar suporte aos órgãos de gestão da Sociedade e das
suas subsidiárias no alcance dos objetivos estratégicos e de negócio. Adicionalmente, enquanto
órgão responsável pela definição das políticas estratégicas gerais e, em especial, pela aprovação do
plano estratégico ou de negócio, dos objetivos de gestão, de orçamentos e projeções financeiras,
realiza o acompanhamento periódico da implementação do sistema de controlo interno e de gestão
de riscos permitindo identificar e atuar na gestão eficaz dos riscos, em conjunto com as competentes
direções.
O Conselho Fiscal da Sociedade é o órgão responsável pela fiscalização da eficácia do sistema de
controlo de interno, de gestão de risco e do processo de preparação e de divulgação de informação
financeira.
A Direção de Gestão de Risco é a direção de apoio ao Administrador Delegado com responsabilidade
sobre, entre outras, o desenvolvimento e atualização da política de gestão de risco, identificação dos
riscos críticos, definição de indicadores de risco e desenvolvimento, bem como a implementação de
ações de mitigação e a criação e manutenção de processos e metodologias de gestão de risco. 
Durante o decurso do exercício de 2022, a Sociedade pretende reforçar a estrutura de fiscalização
com a criação de uma área funcional com competências específicas de auditoria interna.
A Sociedade assume um compromisso com a integridade, com os valores éticos, bem como com a
disseminação da cultura de riscos a todos os colaboradores. Adicionalmente, o órgão de gestão da
Sociedade ainda estabelece que todos os colaboradores, nos diferentes níveis da organização,
possuem deveres e responsabilidades pela qualidade na implementação do sistema de controlo
interno, de gestão de riscos e do processo de preparação e de divulgação de informação financeira,
devendo assim contribuir para uma gestão de controlo eficiente e eficaz.
51.Explicitação das relações de dependência hierárquica e/ou funcional face a outros órgãos
ou comissões da sociedade
Ao Conselho Fiscal da Sociedade são apresentadas as estratégias de tratamento para os riscos que
possuem potencial de impactar o negócio. É, assim, responsabilidade deste órgão a supervisão das
ações desencadeadas na Sociedade nesta matéria e a verificação regular de que os riscos
efetivamente incorridos pela Sociedade são consistentes com o definido pelo Conselho de
Administração.
O Conselho de Administração e a Comissão de Auditoria, Risco e Partes Relacionadas, no exercício
das suas funções, verifica a adequação dos mecanismos implementados no sistema de controlo
interno, de gestão de risco e do processo de preparação e de divulgação de informação financeira,
assegurando de forma periódica o reporte das suas conclusões ao Conselho Fiscal.
www.greenvolt.pt124
Ao Conselho de Administração cabe a responsabilidade de monitorizar o funcionamento dos
mecanismos implementados e processos instituídos.
O Conselho de Administração possui os seguintes objetivos e responsabilidades, no processo de
acompanhamento da gestão de risco:
a.Conhecer os riscos que afetam a Sociedade e suas Subsidiárias, principalmente os mais
relevantes e com maior impacto no negócio;
b.Assegurar a existência de níveis apropriados de conhecimento dos riscos que afetam as
operações e a forma de os tratar;
c.Assegurar a divulgação do sistema de gestão de risco implementado a todos os níveis
hierárquicos, principalmente aqueles com poder de tomada de decisão;
d.Assegurar a existência de mecanismos que permitam minimizar a probabilidade de
ocorrência dos eventos de risco e o respetivo impacto dos riscos no negócio;
e.Assegurar que o processo de gestão de risco é adequado e que possui os recursos
necessários para o seu desenvolvimento; e
f.Assegurar uma comunicação direta e regular com o Conselho Fiscal, dando-lhe a conhecer o
apetite ao risco, a tolerância ao risco, o nível de exposição do risco e o tratamento de
resposta do risco. Solicitando ainda, sempre que necessário, os pareceres deste órgão que
considerar necessários à tomada de decisões, assegurando que os riscos identificados e as
políticas definidas são analisadas sob as perspetivas multidisciplinares que norteiam a
atuação da Sociedade.
As Subsidiárias gerem os riscos, dentro dos critérios e delegações estabelecidos.
52.Existência de outras áreas funcionais com competências no controlo de riscos
Para além das áreas mencionadas nos pontos 50 e 51, a Sociedade possui uma Direção de Gestão
de Risco que assessora as demais direções, departamentos e equipas operacionais existentes na
atividade de identificação e gestão de risco.
Todos os participantes envolvidos na gestão de risco, e principalmente aqueles com
responsabilidades na tomada de decisão, são competentes na identificação, na avaliação e na
definição de estratégias de mitigação dos riscos que constituem ameaças suscetíveis de afetar a
concretização dos objetivos estratégicos e de negócio. As ações desenvolvidas na matéria de gestão
de risco são realizadas pelas direções, departamentos e equipas operacionais em conformidade com
as orientações e decisões do Conselho de Administração e do Administrador Delegado com a
assessoria da Direção de Gestão de Risco.
O Conselho de Administração da Sociedade ciente das suas responsabilidades, da evolução e
dinâmica do negócio e da estratégia de negócio definida, pretende que a gestão de risco na
Sociedade evolua para um nível superior de maturidade, com a criação de um departamento com
www.greenvolt.pt125
competências e capacidades de implementação de estratégias e recursos na matéria de controlo
interno e gestão de risco.
Esta ação tem por objetivo ser mais um vetor no processo de transformação e de criação de valor
para os acionistas e todos os demais stakeholders.
53.Identificação e descrição dos principais tipos de riscos (económicos, financeiros e
jurídicos) a que a sociedade se expõe no exercício da atividade
O Conselho de Administração considera que a Sociedade se encontra exposta aos riscos normais e
usuais decorrentes do exercício da sua atividade. Destacam-se os seguintes riscos que, até à data,
são considerados os de maior relevância no contexto da Sociedade:
Risco de Taxa de Juro
O Risco de taxa de juro está associado com as flutuações das taxas de mercado nos encargos
financeiros dos financiamentos contratados. Nas situações em que o Grupo entenda que exista risco
de flutuação de taxa de juro associado aos contratos de financiamento de longo prazo, este risco é
mitigado pela contratação de instrumentos financeiros derivados de taxa de juro para cobertura dos
fluxos de caixa associados.
Risco de Taxa de Câmbio
A Sociedade está sujeita ao risco de taxa de câmbio na medida em que opera e realiza investimentos
em transacional, ficando sujeito às flutuações cambiais que podem ocorrer quando incorre em
receitas numa moeda e custos noutra, ou os seus ativos ou passivos são denominados em moeda
estrangeira, e há uma flutuação cambial adversa no valor dos ativos, da dívida ou dos rendimentos
denominados em moeda estrangeira.
Risco de Inflação
O Grupo está exposto ao risco de inflação no desenvolvimento da sua atividade. A gestão do risco de
inflação é efetuada em todas as operações, com implementação de medidas de mitigação por forma
a reduzir eventuais impactos negativos no poder de compra devido a variação da inflação.
Risco de Liquidez
O principal objetivo da política de gestão de risco de liquidez é garantir que o Grupo tem disponível, a
todo o momento, os recursos financeiros necessários para fazer face às suas responsabilidades e
prosseguir as estratégias delineadas, honrando todos os compromissos assumidos com terceiros,
quando se tornam devidos, através de uma adequada gestão da maturidade dos financiamentos.
Risco de Crédito
O Grupo está exposto ao risco de crédito no âmbito da sua atividade operacional corrente. A
avaliação do risco de crédito é efetuada numa base regular, tendo em consideração as condições
correntes de conjuntura económica e a situação específica do crédito de cada uma das empresas,
sendo adotados procedimentos corretivos sempre que tal se julgue conveniente
www.greenvolt.pt126
Risco dos preços do mercado de eletricidade
O Grupo está exposto ao risco dos preços do mercado de eletricidade. Apesar de haver uma
componente de variação do preço de eletricidade indexado ao preço de mercado em Inglaterra
(“Brown Power”), a grande maioria das receitas provenientes da produção de energia (segmento de
biomassa residual) em Portugal e no Reino Unido inclui principalmente contratos de aquisição de
energia (“Power Purchase Agreements”) com tarifas fixas, regimes de Feed-in-tariff (FiT) e
Certificados de Obrigações Renováveis (ROCs).
Risco de Gestão de Capital
A GreenVolt tem uma abordagem para gerir o capital próprio que se baseia na salvaguarda da
capacidade do Grupo de continuar a operar numa base de continuidade, crescer de forma sólida para
cumprir os objetivos de crescimento estabelecidos e manter uma estrutura de capital próprio ideal
para reduzir o custo do capital. A GreenVolt monitoriza periodicamente a sua estrutura de capital,
identificando riscos, oportunidades e as medidas de ajustamento necessárias para alcançar os
objetivos definidos.
Riscos Legais, Fiscais e Regulatórios
A Sociedade encontra-se exposta a riscos legais, fiscais e regulatórios, sendo mitigado pela
assessoria legal, fiscal e regulatória permanente, em articulação com as áreas de negócio,
assegurando preventivamente, com vista à proteção dos interesses da Sociedade e suas
Subsidiárias, o cumprimento escrupuloso das disposições legais aplicáveis às áreas de negócio e
geografias em que a Sociedade atua.
54.Descrição do processo de identificação, avaliação, acompanhamento, controlo e gestão
de riscos
O Conselho de Administração da Sociedade entende que a gestão de risco é uma matéria
fundamental na Sociedade e que é essencial a implementação de sistemas que permitam à gestão
da Sociedade e suas Subsidiárias (i) identificar os riscos existentes nas áreas em que atua; (ii)
mensurar a probabilidade e o impacto no desempenho financeiro e no valor da Sociedade; e (iii)
monitorizar a evolução dos riscos identificados.
Assim, encontram-se implementados na Sociedade mecanismos de controlo interno que pretendem
gerir e minimizar a probabilidade e o impacto dos riscos existentes.
O fluxo processual estabelecido para identificação e avaliação, acompanhamento, controlo e gestão
de riscos funciona com o seguinte modelo:
a.Numa primeira fase são identificados e priorizados, junto da gestão da Sociedade, os riscos
internos e exógenos que podem afetar, de forma materialmente relevante, a prossecução dos
objetivos estratégicos e de negócio da Sociedade e suas Subsidiárias;
b.São identificados os responsáveis pela avaliação dos riscos relevantes e são identificados os
fatores de risco e eventos que podem afetar as operações e atividades da Sociedade, assim
como os processos e mecanismos de controlo implementados;
www.greenvolt.pt127
c.Adicionalmente são mensurados o impacte e a probabilidade de ocorrência de cada evento
de risco e, consoante o nível de exposição, é avaliado e definido o tratamento de resposta
adequada ao risco (eliminar, reduzir, transferir ou aceitar);
d.É realizado o acompanhamento das ações de resposta ao risco que ficaram definidas na fase
anterior, monitoriza-se a evolução do nível de exposição aos riscos críticos e identificam-se
novos fatores de riscos. Esta fase contempla a adoção de mecanismos internos de
informação e comunicação sobre as diversas componentes do sistema de gestão de riscos;
e.Os resultados e informação gerada pelo sistema de gestão de riscos implementado são
utilizados, quando aplicável, para comunicação ao mercado e aos acionistas dos fatores de
risco críticos que podem afetar as operações e atividades da Sociedade.
Pela relevância que a matéria de gestão de risco possui na Sociedade, o Conselho de Administração,
em conjugação com o órgão de gestão da Sociedade e suas Subsidiárias, tem vindo a implementar
estratégias adicionais de gestão de risco que visam garantir que os sistemas e procedimentos de
controlo e as políticas instituídas permitem responder às expectativas dos acionistas e demais
stakeholders. Dentre estas estratégias podem ser destacadas as seguintes, que estão alinhadas com
as boas práticas de mercado, nomeadamente o modelo internacional Internal Control – Integrated
Framework, emitido pelo COSO (Committee of Sponsorship Organizations of the Treadway
Commission):
a.Eficácia e eficiência das operações, assegurando que os recursos são usados de forma
eficiente e para o seu devido propósito;
b.Fiabilidade da informação financeira e não financeira, assegurando que são completas,
seguras e reportadas regularmente;
c.Cumprimento de leis, normas e regulamentos aplicáveis, assegurando que os aspetos
materialmente relevantes estão refletidos na informação interna e que é de conhecimento das
áreas impactadas.
O Conselho de Administração considera que ao adotar as medidas de controlo interno e gestão de
risco o valor para o acionista é maximizado.
Assim, o Conselho de Administração da Sociedade monitoriza regularmente a adequação e o seu
modelo de sistema de controlo interno, de gestão de risco e do processo de preparação e de
divulgação de informação financeira. Sempre que se julgar necessário, as melhores práticas em
matérias de controlo interno e gestão de riscos, que são relevantes e essenciais, são incorporadas
para continuação de criação de valor para os órgãos de gestão, acionistas e demais stakeholders.
Com base neste modelo, a Sociedade tem vindo a conseguir uma maior consciencialização e poder
na tomada das decisões em todos os níveis da organização, atendendo à responsabilidade inerente
de todos os colaboradores, o que contribui para que as pessoas se sintam envolvidas no processo de
gestão de risco e com uma participação ativa no desempenho da Sociedade.
www.greenvolt.pt128
55.Principais elementos dos sistemas de controlo interno e de gestão de risco
implementados na sociedade relativamente ao processo de divulgação de informação
financeira
O processo de preparação e de divulgação de informação financeira é acompanhado pelo órgão de
administração e pelo órgão de fiscalização da Sociedade, nos termos do disposto no Regulamento do
Conselho de Administração e do Conselho Fiscal, sendo os documentos elaborados pela área
financeira com base nas informações disponibilizadas pelas unidades de negócio e serviços
corporativos. Antes da sua divulgação ao mercado, os documentos são submetidos à apreciação do
Conselho Fiscal e aprovados pelo Conselho de Administração.
O processo de fecho de contas e divulgação de informação financeira considera a avaliação de risco
realizada pela Sociedade, sendo concluído pelo correto desenho e eficácia do sistema de controlo
interno associado a este ciclo, nomeadamente em relação a prazos, requerimentos e obrigações do
reporte financeiro. São ainda definidas e comunicadas tarefas, responsabilidades e eventos entre as
pessoas envolvidas para elaboração de toda a documentação. A aprovação deste reporte inclui a
revisão de políticas contabilísticas utilizadas, de transações relevantes ou não usuais, sendo sempre
identificadas quais as divulgações necessárias a incluir no relato financeiro, além da documentação
para transações que requerem julgamento ou estimativas, pressupostos e outras informações que
possam ser relevantes. Estão ainda definidos e documentados os níveis de aprovação de todas as
operações em função da sua materialidade, de acordo com as competências das pessoas envolvidas.
De acordo com os mecanismos de controlo instituídos na Sociedade, o acesso a informação de
suporte para preparação e divulgação de informação financeira está restrito a um conjunto de
colaboradores que possuem as competências e conhecimentos necessários para realização do
presente processo.
Adicionalmente, o órgão de administração e o órgão de fiscalização acompanham e monitorizam as
recomendações identificadas e comunicadas nas ações de auditorias realizadas pelo Revisor Oficial
de Contas, se existentes, assim como o cumprimento de toda a regulamentação relevante.
www.greenvolt.pt129
IV.APOIO AO INVESTIDOR
56.Serviço responsável pelo apoio ao investidor, composição, funções, informação
disponibilizada por esses serviços e elementos para contacto
Em observância das disposições legais aplicáveis, bem como dos regulamentos da CMVM nesta
matéria, a Sociedade assegura, sempre em primeira mão, a divulgação aos seus acionistas e ao
mercado em geral, de todas as informações relativas ao negócio das empresas do grupo que se
enquadram no conceito de informação privilegiada. Desta forma a Sociedade tem vindo a assegurar,
de forma permanente e tempestiva, a divulgação de informação aos seus acionistas e ao mercado
em geral, no preciso momento em que a mesma assume a natureza de informação privilegiada.
A Sociedade dispõe de um Gabinete de Apoio ao Investidor do qual fazem parte o Representante
para as Relações com o Mercado e o Investor Relations.
Os contactos com vista à obtenção de informações por parte de investidores poderão ser efetuados
pelas seguintes vias:
Ana Fernandes
Rua Luciana Stegagno Picchio, 3
1549-023 Lisboa Portugal
E-mail: ana.fernandes@greenvolt.pt
T. (+351) 21 330 77 11
Através da sua página oficial na Internet, a Sociedade disponibiliza informação financeira
relativamente à sua atividade individual e consolidada, bem como das suas subsidiárias. Este website
é igualmente utilizado pela empresa para divulgação de comunicados previamente divulgados no
Sistema de Difusão de Informação da CMVM e posterior e eventualmente efetuados à imprensa, com
indicação sobre quaisquer factos relevantes para a vida societária. Nesta página encontram-se
igualmente disponíveis os documentos de prestação de contas do grupo para os últimos exercícios. A
generalidade da informação é disponibilizada pela Sociedade em português e inglês.
57.Representante para as relações com o mercado
As funções de representante para as relações com o mercado são desempenhadas por Miguel
Valente.
58.Informação sobre a proporção e o prazo de resposta aos pedidos de informação entrados
no ano ou pendentes de anos anteriores
Sempre que necessário, o Representante para as Relações com o Mercado assegura a prestação de
toda a informação relevante no tocante a acontecimentos marcantes, factos enquadráveis como
factos materialmente relevantes, divulgação trimestral de resultados e resposta a eventuais pedidos
de esclarecimento por parte dos investidores ou público em geral sobre informação financeira de
carácter público. Todas as informações solicitadas por parte dos investidores são analisadas e
respondidas num prazo máximo de cinco dias úteis.  A Sociedade considera que o prazo referido é
www.greenvolt.pt130
proporcional e adequado face ao volume de pedidos de informação dirigidos à Sociedade. Mais se
refere que em 2021 nenhum pedido de informações se encontra pendente de resposta por referência
ao termo do exercício.
V.SÍTIO DE INTERNET
59.Endereço(s)
A Sociedade tem disponível uma página na internet com a informação sobre a Sociedade.
O endereço é www.greenvolt.pt.
60.Local onde se encontra informação sobre a firma, a qualidade de sociedade aberta, a sede
e demais elementos mencionados no artigo 171.º do Código das Sociedades Comerciais
https://www.greenvolt.pt/pt/investidores/governance
61.Local onde se encontram os Estatutos e os regulamentos de funcionamento dos órgãos e/
ou comissões
https://www.greenvolt.pt/pt/investidores/governance
62.Local onde se disponibiliza informação sobre a identidade dos titulares dos órgãos
sociais, do representante para as relações com o mercado, do Gabinete de Apoio ao
Investidor ou estrutura equivalente, respetivas funções e meios de acesso
https://www.greenvolt.pt/pt/investidores/governance
63.Local onde se disponibilizam os documentos de prestação de contas, que devem estar
acessíveis pelo menos durante cinco anos, bem como o calendário semestral de eventos
societários, divulgado no início de cada semestre, incluindo, entre outros, reuniões da
assembleia geral, divulgação de contas anuais, semestrais e, caso aplicável, trimestrais
https://www.greenvolt.pt/pt/investidores/relatorios-e-apresentacoes
https://www.greenvolt.pt/pt/investidores/assembleias-gerais
64.Local onde são divulgados a convocatória para a reunião da assembleia geral e toda a
informação preparatória e subsequente com ela relacionada
https://www.greenvolt.pt/pt/investidores/assembleias-gerais
65.Local onde se disponibiliza o acervo histórico com as deliberações tomadas nas reuniões
das assembleias gerais da sociedade, o capital social representado e os resultados das
votações, com referência aos três anos antecedentes
https://www.greenvolt.pt/pt/investidores/assembleias-gerais
www.greenvolt.pt131
D.REMUNERAÇÕES
I.COMPETÊNCIA PARA A DETERMINAÇÃO
66.Indicação quanto à competência para a determinação da remuneração dos órgãos sociais
A Comissão de Vencimentos é o órgão responsável pela aprovação das remunerações dos membros
dos órgãos sociais da Sociedade, em representação dos acionistas, nos termos da Política de
Remuneração e Regulamento da Comissão de Vencimentos.
II.COMISSÃO DE REMUNERAÇÕES
67.Composição da comissão de remunerações, incluindo identificação das pessoas
singulares ou coletivas contratadas para lhe prestar apoio e declaração sobre a
independência de cada um dos membros e assessores
A Sociedade tem, atualmente, nomeada uma Comissão de Vencimentos, eleita em reunião da
Assembleia Geral de acionistas para um mandato de três anos, com início em 2021 e termo em 2023,
e cuja composição é a seguinte:
Comissão de Vencimentos
      Fernanda Luísa Zambujo Carapuço Vieira de Moura, Presidente
      Francisco Nogueira Leite, Vogal
Todos os membros da Comissão de Vencimentos são independentes em relação aos membros do
Conselho de Administração e a qualquer outro grupo de interesse, dado que Francisco Nogueira Leite
exerce funções no Conselho Fiscal também com natureza independente, confirmado periodicamente
por declaração do próprio em conformidade com os arts. 414.º n.º 5 e 414.º-A do Código das
Sociedades Comerciais.
Como garantia da transparência e do cumprimento do dever de informação à Assembleia Geral,
compete à Comissão de Vencimentos, nos termos do seu regulamento de funcionamento, estar
representada pelo seu presidente, ou, no seu impedimento, por outro membro, e prestar informações
ou esclarecimentos solicitados pelos acionistas na Assembleia Geral Anual e em quaisquer outras se
a respetiva ordem de trabalhos incluir assunto conexo com a remuneração dos membros dos órgãos
e comissões da Sociedade ou se tal presença tiver sido requerida por acionistas.
Quanto à identificação das pessoas singulares ou coletivas contratadas para prestar apoio a esta
Comissão, importa referir que cabe nas suas atribuições a autonomia de, a expensas da Sociedade e
em observância de critérios de razoabilidade no que a esta matéria diz respeito, contratar prestadores
de serviços externos que, com independência, possam levar a cabo avaliações, estudos e à
elaboração de relatórios que possam coadjuvar aquela comissão no exercício pleno e cabal das suas
funções, nos termos melhor explicitados no ponto 68 infra.
www.greenvolt.pt132
De entre as competências desta Comissão inclui-se, nos termos e para os efeitos do art.º 26.º-B e
seguintes do CVM, a obrigação de assegurar a revisão atualizada da Política de Remuneração, em
conformidade com as melhores práticas em empresas de igual relevo e dimensão, a ser aprovada
pela Assembleia Geral.
Durante o exercício de 2021, não foram contratadas quaisquer pessoas ou entidades para apoiar as
suas tomadas de decisão.
68.Conhecimentos e experiência dos membros da comissão de remunerações em matéria de
política de remunerações
A Sociedade considera que a experiência e percurso profissionais dos membros que integram a
Comissão de Remunerações são plenamente adequados ao exercício das funções que lhe estão
acometidas, permitindo-lhes exercê-las com o rigor e com a eficácia que se exige.
A experiência e as qualificações profissionais dos membros da Comissão de Vencimentos constam
dos respetivos curricula disponíveis em anexo a este Relatório.
Adicionalmente, e em complemento do que já se referiu no ponto 67 supra, sempre que tal se revele
necessário, aquela comissão pode recorrer a recursos especializados, internos ou externos, para
suportar as suas deliberações.
O valor da remuneração atribuída aos membros da Comissão de Vencimentos para o exercício de
2021 é de:
Membros da Comissão de Vencimentos
Remuneração Fixa*
Fernanda Luísa Zambujo Carapuço Vieira de Moura
(Presidente)
12.986,11 €
        Francisco Nogueira Leite
5.194,44 €
* Corresponde ao período de exercício de 24 de junho de 2021 a 31 de dezembro de 2021.
III.ESTRUTURA DAS REMUNERAÇÕES
69.Descrição da política de remuneração dos órgãos de administração e de fiscalização a que
se refere o artigo 2.º da Lei n.º 28/2009, de 19 de junho
A GreenVolt foi admitida a negociação em mercado regulamentado no dia 15 de julho de 2021.
Enquanto sociedade emitente de ações admitidas a negociação em mercado regulamentado, a
política de remuneração dos seus órgãos sociais passa a estar sujeita às disposições constantes dos
artigos 26º-A a 26º-F do  CVM, estando acometida à Comissão de Vencimentos a obrigação de, nos
termos do n.º 1 do art.º 26.º-B do CVM, submeter uma proposta de política de remuneração dos
órgãos sociais, à aprovação da Assembleia Geral, pelo menos de quatro em quatro anos e sempre
que ocorra uma alteração relevante da política de remuneração.
www.greenvolt.pt133
Por ocasião da convocação da primeira Assembleia Geral dirigida à nova base acionista resultante do
processo de oferta pública de valores mobiliários da Sociedade, na Assembleia Geral de 2022, a
Política de Remuneração, aprovada enquanto sociedade fechada no dia 28 de junho de 2021, será
revisita à luz da nova condição de entidade de interesse público da Sociedade e colocada à
consideração dos acionistas, em prol da transparência do posicionamento da Sociedade nesta
matéria.
A Política de Remuneração foi desenhada por referência às melhores práticas de governo nesta
matéria, norteando-se por princípios de adequação retributiva da competência e disponibilidade,
alinhamento de interesses de longo prazo com incentivo à sustentabilidade de atuação da Sociedade,
meritocracia e orientação para o desempenho. A Política de Remuneração dos órgãos sociais da
GreenVolt assenta no pressuposto de que a competência, dedicação e disponibilidade são elementos
determinantes de um bom desempenho, e que só com um bom desempenho é possível assegurar a
execução da estratégia empresarial em alinhamento com os interesses da Sociedade, assim como
com os interesses dos seus acionistas e demais stakeholders.
A Política de Remuneração tem por objetivos:
a.Competitividade – Atrair e reter os melhores profissionais para as funções a desempenhar,
em alinhamento competitivo com as práticas dos setores de atividade e geografias em que a
Sociedade opera, proporcionando as necessárias condições de estabilidade no exercício das
funções;
b.Preservação de Interesses de Longo Prazo – Premiar o desempenho gerador de valor de
longo prazo com desincentivo à assunção excessiva de risco;
c.Compromisso com o Resultado – Recompensar o compromisso com os objetivos
estratégicos da Sociedade com foco na melhoria contínua;
d.Cultura de Sustentabilidade – Os indicadores de desempenho (KPI) devem traduzir o
compromisso de desenvolvimento sustentável, em especial no âmbito da sustentabilidade
ambiental, medido por “critérios ESG” – Environmental, Social and Governance – indicadores
ambientais, sociais e de governo corporativo, sob a égide dos valores e princípios éticos da
Sociedade que constituem uma pedra angular na forma como esta se estrutura e relaciona
com todos os stakeholders;
Na definição dos parâmetros quantitativos e qualitativos que derivam da Política são considerados os
seguintes fatores:
a.Responsabilidade inerente às funções desempenhadas – As funções desempenhadas e
as responsabilidades assumidas por cada membro dos órgãos sociais, considerando,
nomeadamente, responsabilidades diferenciadas, alocação temporal, complexidade e
amplitude associadas às funções desempenhadas na Sociedade e nas suas subsidiárias;
b.Dimensão e Capacidade da Sociedade – A definição das remunerações pondera
permanentemente a dimensão e capacidade económica da Sociedade, não deixando de se
assegurar a adequada e justa remuneração;
www.greenvolt.pt134
c.Condições de emprego e de remuneração dos trabalhadores – As remunerações
definidas terão em consideração as condições de emprego e de remuneração dos
trabalhadores da Sociedade, o que é alcançado através de um exercício comparativo com o
mercado de referência nacional e internacional, tendo por referência funções equivalentes,
por forma a garantir a equidade interna e um elevado nível competitivo.
As componentes remuneratórias dos membros dos órgãos sociais são as seguintes:
a.Assembleia Geral – Atendendo ao nível de complexidade e responsabilidade dos membros
da Mesa da Assembleia Geral, e tendo por base os princípios e critérios acima referidos,
entende-se que a remuneração dos membros da mesa da Assembleia Geral será
exclusivamente constituída por uma componente fixa, seguindo-se as práticas de mercado e
os valores habitualmente considerados para este tipo de funções, sendo o respetivo montante
pago por cada reunião de Assembleia Geral em que o respetivo membro da Mesa esteja.
b.Conselho de Administração
i.Administradores Não Executivos – Caso sejam remunerados, a remuneração dos
administradores não executivos corresponde exclusivamente a uma componente fixa,
a ser paga em duodécimos, cujo montante é determinado pela Comissão de
Vencimentos, e revista periodicamente, se necessário, tendo em consideração as
melhores práticas de mercado para o exercício de funções equivalentes em
empresas comparáveis por segmento de atividade e geografia.
Sem prejuízo da natureza fixa, a remuneração atribuída aos administradores não
executivos poderá ser diferenciada em função: i) do valor que aportam à Sociedade
por efeito da experiência adquirida ao longo dos anos em funções executivas
exercidas anteriormente na Sociedade ou noutras sociedades similares; ii) do nível
de conhecimento e know-how dos negócios da Sociedade que lhes seja reconhecido;
e ainda iii) da assunção de responsabilidades que venham a ter lugar em Comissões
designadas pelo Conselho para acompanhamento da atividade de gestão corrente.
ii.Administradores Executivos – A remuneração dos administradores executivos integra
duas componentes: (1) uma componente fixa, correspondente a um valor pago em
duodécimos, a ser alinhada com a remuneração base praticada por empresas
comparáveis, considerando a capitalização bolsista, dimensão e perfil de risco, por
referência ao setor e geografia onde a Sociedade opera, e ponderada pela base
remuneratória média dos trabalhadores GreenVolt; (2) uma componente variável, que
inclui:
◦um prémio variável de curto prazo, atribuído anualmente e pago no primeiro
semestre do ano seguinte ao ano da atribuição, após o apuramento das
contas do exercício, o qual não pode ser superior à remuneração fixa anual;
este prémio é apurado com o desempenho individual de cada administrador
executivo, tendo em conta a respetiva avaliação individual anual, de acordo
com os indicadores-chave de desempenho anual fixados para o exercício de
2021, ano de lançamento da GreenVolt, nos seguintes termos: i) de natureza
www.greenvolt.pt135
quantitativa  (60%) – indicadores ESG (5%), Net Profit (15%), EBITDA (40%)
– ii) e, de natureza qualitativa (40%) – gestão de equipas, gestão de
stakeholders, trabalho em equipa, implementação do plano de negócios
anual;
◦um prémio variável de médio prazo, configurado sob a forma de “phantom
shares”, sendo atribuído um valor fixado a priori  às ações por referência à
cotação de fecho do dia da admissão à negociação das ações da Sociedade
em mercado regulamentado (Euronext Lisbon) – 15 de julho de 2021 –
podendo ser exercido pelo montante máximo de 50% (cinquenta por cento)
no prazo de 3 (três) anos a contar da sua atribuição e pelo montante máximo
de 50% (cinquenta por cento) no prazo de 4 (quatro) anos, também a contar
da sua atribuição, sem qualquer limitação temporal, mediante a verificação e
cumprimento de objetivos de desempenho quantitativo associados ao Total
Shareholder Return, razão pela qual o seu pagamento não se encontra
garantido. As “phantom shares”, permitem correlacionar o desempenho dos
administradores executivos com interesses de longo prazo da Sociedade
associados à sua rentabilidade e desenvolvimento, sem que haja uma
transferência de propriedade de ações para a esfera dos administradores
executivos.
À remuneração dos administradores aplicam-se as seguintes regras:
i.A remuneração global fixa do Conselho de Administração, nela se incluindo a
remuneração que as sociedades participadas paguem aos membros que integrem o
Conselho de Administração, não pode exceder os 3.500.000 Euros por ano;
ii.A componente variável da remuneração, uma vez determinada, atribuída e paga, não
é passível de ser restituída pelo administrador executivo que a tenha recebido,
mesmo em caso de cessação antecipada, por qualquer causa, das suas funções,
sem prejuízo do direito indemnizatório geral da Sociedade em caso de danos
causados pela atuação dos administradores executivos, no qual se inclui o direito de
retenção de montantes atribuídos, mas ainda não pagos, a título de componente
variável da remuneração;
iii.O processo de avaliação de desempenho individual de cada administrador é anual,
devendo estar suportado em evidências concretas, disponibilizadas à Comissão de
Vencimentos da GreenVolt pela Comissão de Acompanhamento Estratégico e
Operacional e/ou por outras Comissões de apoio ao Conselho de Administração a
quem a Comissão de Vencimentos possa solicitar as informações que entender
pertinentes;
iv.Em face das diferentes áreas de negócio abrangidas pela Sociedade, julga-se
adequado que o pagamento da remuneração dos administradores executivos, na
componente fixa e/ou na componente variável, possa, se aplicável, ser repartido
entre a Sociedade e sociedades subsidiárias cujos órgãos de administração sejam
www.greenvolt.pt136
por eles integrados, de acordo com os termos que venham a ser propostos pela
Comissão de Vencimentos da GreenVolt e aprovados pelos órgãos sociais
competentes de cada uma das Sociedades envolvidas nessa repartição.
c.Conselho Fiscal – Os membros do Conselho Fiscal terão uma remuneração fixa, de acordo
com honorários adequados ao exercício das suas funções e de acordo com a prática do
mercado.
d.Revisor Oficial de Contas – O Revisor Oficial de Contas terá uma remuneração fixa, de
acordo com honorários adequados ao exercício das suas funções e de acordo com a prática
do mercado. A remuneração será estabelecida no respetivo contrato de prestação de serviços
a celebrar para o efeito, sob a supervisão do Conselho Fiscal.
São também atribuídos os seguintes benefícios aos administradores executivos:
•Direito a participação em fundo de pensões para o qual a GreenVolt realiza uma contribuição
por participante variável de acordo com os resultados do grupo e da antiguidade do
trabalhador;
•Pagamento de prémio anual de Seguro de Saúde, extensível a cônjuge e filhos, de acordo
com as práticas adotadas por referência às apólices em vigor na GreenVolt;
•Pagamento de prémio anual de Seguro de Vida e também de Seguro de Acidentes Pessoais
de acordo com as práticas adotadas por referência às apólices em vigor na GreenVolt;
•Utilização de viatura, nos termos das práticas adotadas pela GreenVolt para viaturas de
serviço, a qual incluirá a atribuição de motorista e o pagamento de custos e despesas
relacionadas com a viatura e a sua utilização.
O montante global dos benefícios atribuídos aos administradores executivos não representa mais do
que 5% da remuneração fixa anual. Não existem quaisquer bónus ou benefícios atribuídos aos
demais membros dos órgãos de administração ou de fiscalização.
Nos termos conjugados do disposto na alínea e) do número um do artigo décimo primeiro e do artigo
vigésimo segundo dos estatutos da Sociedade, cabe à Comissão de Vencimentos eleita pela
Assembleia Geral da Sociedade a fixação de todas as quantias a serem atribuídas ou pagas a título
de remuneração a qualquer membro dos órgãos sociais, assim como a atribuição de qualquer outro
tipo de benefício que constitua remuneração, com exceção do Revisor Oficial de Contas cuja
remuneração é estabelecida no respetivo contrato de prestação de serviços a celebrar para o efeito,
sob a supervisão do Conselho Fiscal. A Comissão de Vencimentos, tendo a Política de Remuneração
e os critérios quantitativos e qualitativos que a densificam, reunirá ordinariamente no encerramento
de cada exercício social, para proceder à determinação das remunerações que devam ser pagas com
base anual e que dependam de um trabalho de análise e avaliação de desempenho, sendo as suas
deliberações tomadas por unanimidade.
Caso existam contratos celebrados com os membros dos órgãos de administração ou fiscalização
para a regulação contratual, os mesmos não terão uma duração superior ao mandato de exercício de
funções sem prejuízo do princípio de renovação contratual concomitantemente à renovação de
www.greenvolt.pt137
mandato, e sem períodos de pré-aviso especificamente aplicáveis. Não existem atualmente, nem
virão a existir condições compensatórias adicionais às legalmente estabelecidas em caso de
cessação antecipada do termo do mandato, ou no termo do mandato, para qualquer membro dos
órgãos de administração ou de fiscalização. Todos os contratos que venham a ser celebrados após
aprovação da Política de Remuneração apenas poderão conter uma derrogação a estas regras se a
Comissão de Vencimentos assim o aprovar previamente, o que lhe deverá ser solicitado juntamente
com a indicação dos factos ou circunstâncias particulares que justifiquem tal derrogação.
Não existem, na presente data, quaisquer regimes de pensão complementar ou de reforma
antecipada.
A Comissão de Vencimentos é também competente para identificar e dirimir quaisquer situações de
conflito de interesses que possam existir relacionados com a Política de Remuneração e quaisquer
das pessoas ou entidades por ela abrangidas. Qualquer situação de conflito de interesses que seja
identificada pela Comissão de Vencimentos e que esta não consiga solucionar em tempo razoável
atendendo às circunstâncias, deverá ser submetida à apreciação e decisão da Assembleia Geral da
Sociedade, depois de ouvida a Comissão de Ética e Sustentabilidade da Sociedade.
A Política de Remuneração aplica-se não só às remunerações pagas diretamente pela GreenVolt,
mas também a todas as remunerações que sejam pagas aos membros dos órgãos sociais da
GreenVolt por sociedades direta ou indiretamente controladas pela GreenVolt, na aceção
estabelecida no artigo 21.º do Código dos Valores Mobiliários.
Compete à Assembleia Geral da Sociedade aprovar a Política de Remuneração da Sociedade e
quaisquer alterações à mesma, sob proposta da Comissão de Vencimentos.
A Política de Remuneração vigora por períodos de três anos, coincidentes com os mandatos sociais.
70.Informação sobre o modo como a remuneração é estruturada de forma a permitir o
alinhamento dos interesses dos membros do órgão de administração com os interesses
de longo prazo da sociedade, bem como sobre o modo como é baseada na avaliação do
desempenho e desincentiva a assunção excessiva de riscos
A remuneração dos membros do Conselho de Administração está estruturada de modo a permitir o
alinhamento dos seus interesses com os interesses de longo prazo da Sociedade, conforme descrito
ponto 69.
Com efeito, aos Administradores Não Executivos atribui-se uma remuneração fixa que, todavia,
poderá ser diferenciada em função de determinados fatores relacionados com a participação de cada
administrador na vida da Sociedade. Já os Administradores Executivos, para além de uma
remuneração fixa que tem em conta, entre outros fatores, a base remuneratória média dos
trabalhadores da GreenVolt por forma a que o gap médio de peso ponderado entre a remuneração
dos administradores Executivos e a remuneração média dos trabalhadores seja competitivamente
comparável com o posicionamento de mercado para empresas do mesmo setor e geografia. 
www.greenvolt.pt138
Adicionalmente, a remuneração dos Administradores Executivos é baseada na avaliação do
desempenho e desincentiva a assunção excessiva de riscos. Por um lado, o prémio variável de curto
prazo não pode ser superior à remuneração fixa anual. Por outro lado, a estrutura do prémio variável
de médio prazo está configurada por forma a que a sua base de cálculo integre uma exposição
capeada pela variação do título da Sociedade definida por um valor pré-fixado de número de ações,
assumindo um investimento máximo de dois milhões de euros em ações da Sociedade.
71.Referência à existência de uma componente variável da remuneração e informação sobre
eventual impacto da avaliação de desempenho nesta componente
A política de remuneração dos Administradores Executivos do Conselho de Administração da
Sociedade obedece a um plano composto por: (i) uma componente fixa e (ii) uma componente
variável, com uma componente de curto prazo e uma componente de médio prazo, paga a título de
prémio de performance, tendo em consideração a evolução do seu desempenho individual e o
desempenho da própria empresa, baseada em critérios definidos, de natureza quantitativa e
qualitativa, os quais, relativamente à componente de curto prazo, são objeto de revisão anual pela
Comissão de Vencimentos.
A avaliação do desempenho de curto prazo compreende duas componentes: a avaliação quantitativa,
medida através do cumprimento de métricas indexadas ao Plano Estratégico da Sociedade e que são
declinadas em metas anuais, fixadas no início de cada ciclo de avaliação; e a avaliação qualitativa,
que resulta de uma avaliação individual discricionária da responsabilidade da Comissão de
Vencimentos, sob parecer da Comissão de Acompanhamento Estratégico e Operacional, como
anteriormente descrito no ponto 69 deste Relatório.
O pagamento da remuneração variável de curto prazo aos Administradores Executivos pressupõe a
observância de duas condições cumulativas: o atingimento dos objetivos financeiros pré-definidos e o
atingimento satisfatório da avaliação qualitativa individual, podendo resultar num valor de payout que
varia entre um percentual mínimo de 40% e máximo de 70% da remuneração fixa anual, predefinidos.
A remuneração variável de médio prazo – “phantom shares” – é ponderada, durante o decurso do
prazo de diferimento que decorre entre o ano da sua atribuição (2021) e os três a quatro anos de data
de exercício de 50% (cinquenta por cento) do seu valor total, respetivamente, pela evolução do KPI
de longo prazo – Total Shareholder Return – que constitui uma métrica de avaliação da
sustentabilidade do desempenho de médio a longo prazo da Sociedade na medida em que traduz a
criação de valor acionista por decurso temporal do período de investimento, remunerando o
desempenho da administração executiva em termos diretamente comparáveis com o aporte de valor
acionista.
A remuneração variável anual relativa ao exercício de 2021 tem como target 40% da remuneração
base anual de cada Administrador Executivo. Logo, num cenário de 100% de atingimento dos
objetivos aplicáveis à remuneração variável anual, cada Administrador Executivo terá direito a
remuneração variável anual em numerário no valor de 40% da respetiva remuneração fixa anual.
Sendo os objetivos superados acima deste target, o valor máximo da remuneração variável anual
atribuível a cada Administrador executivo é de 70% da respetiva remuneração base anual.
www.greenvolt.pt139
72.Diferimento do pagamento da componente variável da remuneração, com menção do
período de diferimento
Não existe um período de diferimento de pagamento da remuneração variável. Ver ponto 69.
73.Critérios em que se baseia a atribuição de remuneração variável em ações
A estrutura de remuneração variável dos Administradores Executivos não inclui a atribuição de ações,
mas apenas “phantom shares”, as quais permitem correlacionar o desempenho dos Administradores
Executivos com interesses de longo prazo da Sociedade associados à sua rentabilidade e
desenvolvimento, sem que haja uma transferência de propriedade de ações para a esfera dos
administradores.
74.Critérios em que se baseia a atribuição de remuneração variável em opções
A estrutura de remuneração variável dos Administradores Executivos não inclui a atribuição de
opções.
75.Principais parâmetros e fundamentos de qualquer sistema de prémios anuais e de
quaisquer outros benefícios não pecuniários
Os principais parâmetros e fundamentos do sistema de prémios anuais encontram-se descritos no
ponto 71.
Nos termos constantes da Política de Remuneração, os Administradores Executivos têm direito, de
acordo com as políticas e práticas estabelecidas pela empresa e que se enquadram nas melhores
práticas pessoais, à utilização de viatura de serviço, seguro de saúde, seguro de vida e seguro de
acidentes pessoais.
76.Principais características dos regimes complementares de pensões ou de reforma
antecipada para os administradores e data em que foram aprovados em assembleia geral,
em termos individuais
A Sociedade não tem regimes complementares de pensões ou de reforma antecipada para os
membros dos órgãos de administração e fiscalização.
www.greenvolt.pt140
IV.DIVULGAÇÃO DAS REMUNERAÇÕES
77.Indicação do montante anual da remuneração auferida, de forma agregada e individual,
pelos membros dos órgãos de administração da sociedade, proveniente da sociedade,
incluindo remuneração fixa e variável e, relativamente a esta, menção às diferentes
componentes que lhe deram origem
A remuneração efetivamente atribuída a cada um dos administradores  pela GreenVolt por referência
ao exercício de 2021 encontra-se descrita na seguinte tabela:
Administradores Não
Executivos
Remuneração Fixa*
Remuneração Variável de
Curto Prazo
Remuneração Variável de
Médio Prazo
Clara Raposo***
(Presidente, independente)
N/A
N/A
N/A
Paulo Fernandes
(não independente)
51.944,42 €
N/A
N/A
João Borges de Oliveira
(não independente)
51.944,42 €
N/A
N/A
Ana Mendonça
(não independente)
23.375,00 €
N/A
N/A
Pedro Borges de Oliveira
(não independente)
23.375,00 €
N/A
N/A
Domingos de Matos
(não independente)
23.375,00 €
N/A
N/A
Clementina Barroso
(não independente)
24.933,33 €
N/A
N/A
Céline Abecassis-Moedas
(independente)
27.270, 83 €
N/A
N/A
Jorge Vasconcelos
(independente)
24.933,33 €
N/A
N/A
José Soares de Pina
(não independente)
N/A
N/A
N/A
Administradores Executivos
Remuneração Fixa
Remuneração Variável de
Curto Prazo
Remuneração Variável de
Médio Prazo
João Manso Neto
416.660,00 €
350.000,00 €
Diferida para 2024 e 2025**
*No caso dos administradores não executivos corresponde ao período de exercício de 24 de junho de 2021 a 31 de dezembro
de 2021. No caso do Administrador Delegado corresponde ao período de exercício de 18 de março de 2021 a 31 de dezembro
de 2021.
**De acordo com o descrito supra nos pontos 69 e 70, este administrador executivo tem atribuídas “phantom shares”
correspondentes à valorização de um investimento de dois milhões de euros por referência à cotação de fecho do título
GreenVolt à data do IPO – dia 15 de julho de 2021 – passível de exercício em 50% do seu montante global a partir de 2024 e
2025, respetivamente.
*** A Presidente do Conselho de Administração renunciou a remuneração durante o exercício de 2021, apenas passando a ser
remunerada no exercício de 2022.
78.Montantes a qualquer título pagos por outras sociedades em relação de domínio ou de
grupo ou que se encontrem sujeitas a um domínio comum
A remuneração de cada um dos Administradores da GreenVolt, atribuída pelas sociedades
dominadas e em relação de grupo, por referência ao exercício de 2021, encontra-se descrita na
tabela seguinte:
www.greenvolt.pt141
Administradores Não Executivos
Remuneração Fixa
Remuneração Variável
Paulo Fernandes (não independente)
490.310,00 €
N/A
João Borges de Oliveira (não independente)
490.310,00 €
N/A
Ana Mendonça (não independente)
109.900,00 €
N/A
Pedro Borges de Oliveira (não independente)
282.500,00 €
N/A
Domingos de Matos (não independente)
282.500,00 €
N/A
José Soares de Pina (não independente)
450.000,00 €
350.000,00 €
79.Remuneração paga sob a forma de participação nos lucros e/ou de pagamento de prémios
e os motivos por que tais prémios e ou participação nos lucros foram concedidos
Durante o exercício não foram pagas quaisquer remunerações a título de participação nos lucros ou
sob a forma de prémios.
80.Indemnizações pagas ou devidas a ex-administradores executivos relativamente à
cessação das suas funções durante o exercício
Durante o exercício não foram pagos nem são devidos quaisquer montantes relativos a
indemnizações a administradores cujas funções tenham cessado.
81.Indicação do montante anual da remuneração auferida, de forma agregada e individual,
pelos membros dos órgãos de fiscalização da sociedade
Nome
Remuneração fixa
Pedro João Reis de Matos Silva (Presidente)
15.583,33€
Francisco Domingos Ribeiro Nogueira Leite (Vogal)
5.194,44€
Cristina Isabel Linhares Fernandes (Vogal)
5.194,44€
A remuneração auferida pelo revisor oficial de contas encontra-se descrita no ponto 47 supra.
82.Indicação da remuneração no ano de referência do presidente da mesa da assembleia
geral
A remuneração do presidente da mesa da assembleia-geral relativa ao exercício findo em 31 de
dezembro de 2021 ascendeu a 5.000,00 Euros e a secretária da mesa não foi remunerada.
www.greenvolt.pt142
V.ACORDOS COM IMPLICAÇÕES REMUNERATÓRIAS
83.Limitações contratuais previstas para a compensação a pagar por destituição sem justa
causa de administrador e sua relação com a componente variável da remuneração
De acordo com a Política de Remuneração não existem compensações estabelecidas, adicionais às
que possam estar legalmente estabelecidas, em caso de destituição sem justa causa de qualquer
membro dos órgãos sociais.
84.Referência à existência e descrição, com indicação dos montantes envolvidos, de acordos
entre a sociedade e os titulares do órgão de administração e dirigentes, na aceção do n.º 3
do artigo 248.º-B do Código dos Valores Mobiliários, que prevejam indemnizações em
caso de demissão, despedimento sem justa causa ou cessação da relação de trabalho na
sequência de uma mudança de controlo da sociedade
Não existem quaisquer acordos desta natureza celebrados entre a Sociedade e os titulares do órgão
de administração ou outros dirigentes da Sociedade, na aceção do n.º 3 do artigo 29.º-T do CVM,
antigo artigo do n.º 3 do artigo 248.º-B do CVM que prevejam indemnizações em caso de pedido de
demissão, despedimento sem justa causa ou cessação da relação de trabalho na sequência de uma
mudança de controlo da Sociedade. Não existem também quaisquer acordos celebrados com os
administradores no sentido de assegurar um direito a compensação em caso de não recondução no
mandato.
www.greenvolt.pt143
VI.PLANOS DE ATRIBUIÇÃO DE AÇÕES OU OPÇÕES SOBRE AÇÕES
(‘STOCK OPTIONS’)
85.Identificação do plano e dos respetivos destinatários
A Sociedade não possui qualquer plano de atribuição de ações ou de opções sobre ações aos
membros dos órgãos sociais, nem aos seus trabalhadores.
86.Caracterização do plano
A Sociedade não possui qualquer plano de atribuição de ações ou de opções sobre aquisição de
ações.
87.Direitos de opção atribuídos para a aquisição de ações (‘stock options’) de que sejam
beneficiários os trabalhadores e colaboradores da empresa
Não existem quaisquer direitos de opção atribuídos para a aquisição de ações de que sejam
beneficiários os trabalhadores e colaboradores da Sociedade.
88.Mecanismos de controlo previstos num eventual sistema de participação dos
trabalhadores no capital na medida em que os direitos de voto não sejam exercidos
diretamente por estes
Não aplicável, conforme exposto acima.
www.greenvolt.pt144
E. TRANSAÇÕES COM PARTES RELACIONADAS
I.MECANISMOS E PROCEDIMENTOS DE CONTROLO
89.Mecanismos implementados pela sociedade para efeitos de controlo de transações com
partes relacionadas
A Sociedade adotou uma Política de Transações com Partes Relacionadas em conformidade com os
arts. 29.º-S a 29.º-V do CVM.
As Transações com Partes Relacionadas podem ter natureza corrente ou não corrente:
i.São transações correntes as que sejam realizadas, cumulativamente, no âmbito da atividade
corrente da Sociedade e em condições de mercado, estando somente sujeitas às regras de
comunicação, registo e análise, previstas na Política;
ii.São transações não correntes as que não sejam realizadas no âmbito da atividade corrente
da Sociedade ou não sejam realizadas em condições de mercado, encontrando-se sujeitas
adicionalmente às regras de comunicação, registo e análise, previstas na Política, a um
procedimento de aprovação e divulgação também ali previsto.
Todas as transações com partes relacionadas são avaliadas pela Direção de Consolidação e
Assessoria Fiscal, com apoio da Direção Legal, para averiguação do caráter corrente ou não
corrente, nos termos acima explicitados, sendo, em qualquer um dos casos, sujeitas a regras de
comunicação, registo e análise.
A Comissão de Auditoria, Risco e de Partes Relacionadas, em articulação com a Direção de
Consolidação e Assessoria Fiscal, mantém um registo de todas as transações com partes
relacionadas, incluindo toda a documentação e informação relativa às mesmas, o qual é revisto com
periodicidade trimestral. O órgão de fiscalização da Sociedade tem acesso a toda a documentação e
informação relativa às transações com partes relacionadas, ajuizando também o caráter corrente ou
não corrente das transações, o que indica e inclui no relatório que anualmente prepara e apresenta
ao Conselho de Administração.
90.Indicação das transações que foram sujeitas a controlo no ano de referência
A informação sobre os negócios entre a Sociedade e as partes relacionadas pode ser consultada na
nota 29 do Anexo às Contas Consolidadas e na nota 31 do Anexo às contas individuais da Sociedade
referentes a transações com partes relacionadas.
Durante o exercício de 2021, nenhuma das transações em referência foi objeto de parecer prévio do
Conselho Fiscal, tendo sido realizadas em condições de mercado e na linha de outras transações
realizadas com diversas entidades contratantes nacionais e internacionais.
www.greenvolt.pt145
91.Descrição dos procedimentos e critérios aplicáveis à intervenção do órgão de fiscalização
para efeitos da avaliação prévia dos negócios a realizar entre a Sociedade e titulares de
participação qualificada ou entidades que com eles estejam em qualquer relação
Os procedimentos aplicáveis às transações que sejam realizadas entre a Sociedade e titulares de
participações qualificadas ou entidades que com eles estejam em qualquer relação observam o
quadro legal aplicável estabelecido pelos arts. 29.º-S a 29.º-V do CVM, e encontram-se refletidos na
Política de Transações com Partes Relacionadas adotada pela Sociedade com parecer prévio
vinculativo do Conselho Fiscal.
No decurso do exercício de 2021, não ocorreram quaisquer transações que tivessem determinado a
necessidade do parecer prévio do Conselho Fiscal em execução da referida Política de Transações
com Partes Relacionadas.
II.ELEMENTOS RELATIVOS AOS NEGÓCIOS
92.Indicação do local dos documentos de prestação de contas onde está disponível
informação sobre os negócios com partes relacionadas
A informação sobre os negócios entre a Sociedade e as partes relacionadas pode ser consultada na
nota 29 do Anexo às Contas Consolidadas e na nota 31 do Anexo às contas individuais da Sociedade
referentes a transações com partes relacionadas.
www.greenvolt.pt146
PARTE II
AVALIAÇÃO DO GOVERNO SOCIETÁRIO
1.Identificação do Código de Governo das Sociedades adotado
O Relatório de Governo da Sociedade (doravante o “Relatório”) apresenta a descrição da estrutura de
governo societário vigente na Sociedade, bem como das políticas adotadas nesta matéria, em linha
com as melhores práticas do mercado.
A estrutura do Relatório observa o disposto pelo Regulamento da Comissão do Mercado de Valores
Mobiliários (doravante “CMVM”) n.º 4/2013, e cumpre os deveres de informação impostos pelo art.º
447.º do Código das Sociedades Comerciais, pelo art.º 29.º H do Código dos Valores Mobiliários
(doravante “CVM”), e pelo Regulamento n.º 7/2018 da CMVM.
O Relatório divulga, sob o princípio comply or explain, o grau de observância das Recomendações do
Código de Governo do Instituto Português de Corporate Governance (doravante “IPCG”) 2018
(revisão de 2020).
Todas as disposições legais e regulamentares mencionadas no presente Relatório podem ser
consultadas em www.cmvm.pt e as Recomendações constantes do Código de Governo do IPCG
podem ser consultadas em https://cgov.pt/.
Este Relatório deve ser lido como parte integrante do Relatório Anual de Gestão e Demonstrações
Financeiras Individuais e Consolidadas relativas ao exercício social de 2021, e todas as remissões
aqui contidas devem ser consideradas por referência ao próprio, salvo onde for expressamente
indicado o contrário.
2.Análise de cumprimento do Código de Governo das Sociedades adotado
CAPÍTULO I
PARTE GERAL
Princípio geral:
O governo societário deve promover e potenciar o desempenho das sociedades, bem como do
mercado de capitais, e sedimentar a confiança dos investidores, dos trabalhadores e do público em
geral na qualidade e transparência da administração e da fiscalização e no desenvolvimento
sustentado das sociedades.
www.greenvolt.pt147
I.1. Relação da sociedade com investidores e informação
Princípio:
As sociedades e, em particular, os seus administradores devem tratar de forma equitativa os
acionistas e restantes investidores, assegurando designadamente mecanismos e procedimentos para
o adequado tratamento e divulgação da informação.
Recomendação:
I.1.1. A sociedade deve instituir mecanismos que assegurem, de forma adequada e rigorosa, a
atempada divulgação de informação aos seus órgãos sociais, aos acionistas, aos investidores e
demais stakeholders, aos analistas financeiros e ao mercado em geral.
Recomendação Integralmente Adotada
A Sociedade assegura a adoção integral da Recomendação I.1.1. do IPCG, através de dois eixos: (i)
a criação de departamentos com competências específicas no âmbito da sua estrutura organizativa;
(ii) a efetiva e atempada divulgação de informação através do seu website e de canais de
comunicação específicos.
A Direção de M&A e Investor Relations integra um responsável que tem como principais funções,
entre outras descritas no Ponto 21 do Relatório de Governo, atuar como interlocutora da GreenVolt
junto de acionistas, investidores e analistas financeiros. Adicionalmente, o Representante para as
Relações com o Mercado assegura a prestação de toda a informação relevante no tocante a
acontecimentos marcantes, factos materialmente relevantes, divulgação trimestral de resultados e
resposta a eventuais pedidos de esclarecimento por parte dos investidores ou público em geral sobre
informação financeira de carácter público. O Representante para as Relações com o Mercado e o
Representante para o Investor Relations integram o Gabinete de Apoio ao Investidor.
No que toca ao segundo eixo, a Sociedade disponibiliza todos os regulamentos de funcionamento do
Conselho de Administração e respetivas comissões, bem como todas as políticas aprovadas, em
https://www.greenvolt.pt/pt.
Referência: Pontos 15, 21, 22, 27, 29, 56 a 58 do Relatório.
I.2. Diversidade na composição e funcionamento dos órgãos da sociedade
Princípio:
I.2.A As sociedades asseguram a diversidade na composição dos respetivos órgãos de governo e a
adoção de critérios de mérito individual nos respetivos processos de designação, os quais são da
exclusiva competência dos acionistas.
www.greenvolt.pt148
I.2.B As sociedades devem ser dotadas de estruturas decisórias claras e transparentes e assegurar a
máxima eficácia do funcionamento dos seus órgãos e comissões.
I.2.C As sociedades asseguram que o funcionamento dos seus órgãos e comissões é devidamente
registado, designadamente em atas, que permitam conhecer não só o sentido das decisões tomadas,
mas também os seus fundamentos e as opiniões expressas pelos seus membros.
Recomendações:
I.2.1. As sociedades devem estabelecer critérios e requisitos relativos ao perfil de novos membros
dos órgãos societários adequados à função a desempenhar, sendo que, além de atributos individuais
(como competência, independência, integridade, disponibilidade e experiência), esses perfis devem
considerar requisitos de diversidade, dando particular atenção ao do género, que possam contribuir
para a melhoria do desempenho do órgão e para o equilíbrio na respetiva composição.
Recomendação Integralmente Adotada
Compete à Comissão de Retribuições e Nomeações propor ao Conselho de Administração a
definição de critérios de seleção, composição, e das competências necessárias às estruturas e
órgãos internos da Sociedade e das sociedades do Grupo GreenVolt, incluindo em sede do exercício
do direito de cooptação de membros do Conselho de Administração, bem como de outras entidades
em relação às quais a Sociedade tenha o direito de indicar os titulares dos órgãos sociais, e suas
repercussões na respetiva composição, elaborando os instrumentos e políticas que reflitam esses
critérios, promovendo o mérito, adequação à função e a diversidade.
Adicionalmente, e em colaboração com a Comissão de Vencimentos, a Comissão de Retribuições e
Nomeações poderá induzir, na medida das suas competências, processos de seleção transparentes
dos membros dos órgãos de administração e fiscalização, orientados por princípios de meritocracia,
adequação funcional e promoção da diversidade, incluindo de género, considerando que, no
enquadramento jurídico português, a competência para selecionar e designar ou eleger os membros
dos órgãos de administração e de fiscalização das sociedades comerciais compete exclusivamente à
Assembleia Geral de Acionistas.
Na seleção dos membros dos órgãos sociais que integrariam o primeiro mandato da Sociedade como
sociedade com valores admitidos a negociação, os acionistas da Sociedade tiveram a especial
preocupação de recompor todos os órgãos sociais promovendo a diversidade de composição com
base em critérios de independência, integridade, experiência, competência e género.
Cumpre igualmente destacar que a Sociedade dispõe de um Plano para a Igualdade de Género,
concebido e aprovado nos termos da Lei n.º 62/2017, de 01 de agosto, ao abrigo do qual a Sociedade
deve implementar medidas com vista a assegurar a igualdade de tratamento e de oportunidades
entre homens e mulheres.
Referência: Pontos 16 a 19, Ponto 26, Pontos 31 e 33, e Anexo I ao Relatório.
www.greenvolt.pt149
I.2.2. Os órgãos de administração e de fiscalização e as suas comissões internas devem dispor de
regulamentos internos — nomeadamente sobre o exercício das respetivas atribuições, presidência,
periodicidade de reuniões, funcionamento e quadro de deveres dos seus membros — divulgados na
íntegra no sítio da internet da sociedade, devendo ser elaboradas atas das respetivas reuniões.
Recomendação Integralmente Adotada
O Conselho de Administração da Sociedade, as suas comissões internas e o Conselho Fiscal
dispõem de regulamentos internos aprovados em estrito cumprimento desta Recomendação e que se
encontram divulgados em https://www.greenvolt.pt/pt. Todas as reuniões do Conselho de
Administração e das respetivas comissões especializadas e do Conselho Fiscal se encontram
devidamente lavradas em ata.
Referência: Pontos 22, 23 27, 34, 35 e 61 deste Relatório.
I.2.3. A composição e o número de reuniões anuais dos órgãos de administração, de fiscalização e
das suas comissões internas devem ser divulgados através do sítio internet da sociedade.
Recomendação Integralmente Adotada
A informação relativa à composição e número de reuniões anuais do Conselho de Administração e
das respetivas comissões internas, do Conselho Fiscal, está plasmada no Relatório de Governo
Societário, o qual é aprovado pela Assembleia Geral de Acionistas e, igualmente, disponibilizado no
site da Sociedade.
Referência: Pontos 22, 23, 27, 29, 34 e 35 deste Relatório.
I.2.4. Deve ser adotada uma política de comunicação de irregularidades (whistleblowing) que garanta
os meios adequados para a comunicação e tratamento das mesmas com salvaguarda da
confidencialidade das informações transmitidas e da identidade do transmitente, sempre que esta
seja solicitada.
Recomendação Integralmente Adotada
A Sociedade dispõe de um Código de Ética e de Conduta que promove a adoção das melhores
práticas de atuação norteadas por ética pessoal e profissional que todos os seus colaboradores,
independentemente do cargo ou função que desempenhem, devem respeitar, e que integra também
uma política relativa à comunicação de irregularidades, em observância da Recomendação I.2.4 do
Código de Governo das Sociedades do IPCG. O Código de Ética e de Conduta está publicado em
https://www.greenvolt.pt/pt. 
Adicionalmente, a Sociedade reforçou o seu compromisso de transparência em sede de denúncia de
irregularidades com a criação de uma Comissão de Ética e Sustentabilidade, à qual foram atribuídas
www.greenvolt.pt150
competências para implementar um canal de denúncias do Grupo GreenVolt, definindo os
procedimentos para receber, registar e processar toda a informação, comunicações e denúncias que
respeitem a alegadas irregularidades ou infrações ao estipulado no Código de Ética e de Conduta ou
de normas que o desenvolvam ou que versem sobre os temas nele elencados, assim como
desenvolver mecanismos necessários para garantir a sua investigação rigorosa e tratamento justo, e
providenciar pela adoção das medidas adequadas para a imediata regularização das irregularidades
ou infrações e penalização dos infratores.
O Conselho de Administração aprovou, já em 2022, uma política de denúncia interna em antecipação
à entrada em vigor da Lei n.º 93/2021, de 20 de dezembro, que estabeleceu o regime geral de
proteção de denunciantes de infrações, no quadro da Diretiva (UE) 2019/1937 do Parlamento
Europeu e do Conselho, de 23 de outubro de 2019.
Nos termos da referida política, foi designado pela Sociedade um Responsável pelo Canal de
Denúncia, ao qual foi atribuída função de receção das comunicações de irregularidades.
Importa referir que, ao longo do exercício de 2021 não foram rececionadas quaisquer comunicações
de irregularidades.
Referência: Pontos 38 e 49 deste Relatório.
I.3. Relação entre órgãos da sociedade
Princípio:
Os membros dos órgãos sociais, mormente os administradores, deverão criar as condições para que,
na medida das responsabilidades de cada órgão, seja assegurada a tomada de medidas ponderadas
e eficientes e, de igual modo, para que os vários órgãos da sociedade atuem de forma harmoniosa,
articulada e com a informação adequada ao exercício das respetivas funções.
Recomendações:
I.3.1. Os estatutos ou outras vias equivalentes adotadas pela sociedade devem estabelecer
mecanismos para garantir que, dentro dos limites da legislação aplicável, seja permanentemente
assegurado aos membros dos órgãos de administração e de fiscalização o acesso a toda a
informação e colaboradores da sociedade para a avaliação do desempenho, da situação e das
perspetivas de desenvolvimento da sociedade, incluindo, designadamente, as atas, a documentação
de suporte às decisões tomadas, as convocatórias e o arquivo das reuniões do órgão de
administração executivo, sem prejuízo do acesso a quaisquer outros documentos ou pessoas a quem
possam ser solicitados esclarecimentos.
Recomendação Integralmente Adotada
www.greenvolt.pt151
O Presidente do Conselho de Administração, bem como os presidentes de cada uma das comissões
constituídas no seio do Conselho de Administração e o Conselho Fiscal da Sociedade, cumprem com
as disposições legais e regulamentares que lhes são aplicáveis no contexto da disponibilização da
documentação societária, a saber, convocatórias, atas e demais documentação de suporte às
deliberações tomadas por cada um dos referidos órgãos, a qual se encontra permanentemente
disponível no site da Sociedade.
Paralelamente, a coordenação, quer no seio do Conselho de Administração quer nas respetivas
comissões especializadas deste órgão das quais fazem parte, do exercício das funções do
Administrador Delegado, permite assegurar a existência de condições reforçadas para o exercício
das suas competências de forma independente e informada, em consonância com as melhores
práticas de governo societário. O Administrador Delegado está também obrigado a partilhar, de forma
continuada, atempada e completa, com os restantes órgãos sociais e comissões, toda a informação
relativa à gestão corrente da Sociedade, no exercício das suas competências delegadas.
Referência: Pontos 18, 38 e 61 deste Relatório.
I.3.2. Cada órgão e comissão da sociedade deve assegurar, atempada e adequadamente, o fluxo de
informação, desde logo das respetivas convocatórias e atas, necessário ao exercício das
competências legais e estatutárias de cada um dos restantes órgãos e comissões.
Recomendação Integralmente Adotada
Reitera-se a informação constante da Recomendação anterior, tendo os membros de cada órgão
social e comissões da Sociedade acesso às necessárias informações para o cabal exercício das
respetivas competências.
Referência: Ponto 18 deste Relatório.
I.4. Conflitos de interesses
Princípio:
Deve ser prevenida a existência de conflitos de interesses, atuais ou potenciais, entre os membros de
órgãos ou comissões societárias e a sociedade. Deve garantir-se que o membro em conflito não
interfere no processo de decisão.
Recomendações:
I.4.1. Por regulamento interno ou via equivalente, os membros dos órgãos de administração e de
fiscalização e das comissões internas ficam vinculados a informar o respetivo órgão ou comissão
sempre que existam factos que possam constituir ou dar causa a um conflito entre os seus interesses
e o interesse social.
www.greenvolt.pt152
Recomendação Integralmente Adotada
A Sociedade dispõe de um Código de Ética e de Conduta nos termos do qual é expresso o valor da
integridade, que implica correção total na relação com os outros e com a empresa, pressupõe
lealdade e transparência nos comportamentos. O Código de Ética e de Conduta é aplicável, entre
outros, aos membros que integram os órgãos sociais e as comissões da Sociedade, impondo que (i)
os mesmos se abstenham de agir, incluindo em processos de tomada de decisão, em função das
suas próprias motivações e que não deem prioridade aos seus próprios interesses ou de terceiros,
sempre que com isso estejam a pôr em causa interesses da Sociedade, e (ii) comuniquem à
Sociedade qualquer facto que possa constituir conflito de interesses ou a estar na sua origem.
Por outro lado, a Sociedade dispõe de uma Política de Transações com Partes Relacionadas que
reflete todos os imperativos legais previstos no CVM e no CSC, prevendo procedimentos específicos
destinados ao controlo prévio deste tipo de transações que são aplicáveis também quando a
contraparte da Sociedade é membro do órgão de administração.
A política e os regulamentos suprarreferidos encontram-se disponíveis no site da Sociedade.
Referência: Ponto 29, 49, 54, 89 deste Relatório.
I.4.2. Deverão ser adotados procedimentos que garantam que o membro em conflito não interfere no
processo de decisão, sem prejuízo do dever de prestação de informações e esclarecimentos que o
órgão, a comissão ou os respetivos membros lhe solicitarem.
Recomendação Integralmente Adotada
Com vista a garantir que um membro de um órgão estatutário da Sociedade não interfere num
processo deliberativo nos casos em que se encontre em conflito de interesses, foi implementado no
Código de Ética e de Conduta da Sociedade o seguinte procedimento:
a.Dever de informação – da existência atual ou potencial do conflito de interesses;
b.Dever de abstenção – direta ou indiretamente, no processo de tomada de decisões.
Para reforço de ação nesta matéria, a Sociedade dotou, adicionalmente, o Conselho Fiscal e a
Comissão de Auditoria, Risco e Partes Relacionadas de especiais competências em sede de
identificação e resolução de conflitos de interesses, devendo a Comissão de Auditoria, Risco e Partes
Relacionadas recomendar ao Conselho de Administração os necessários procedimentos a adotar.
A Sociedade considera que o referido procedimento é adequado a garantir que um membro de um
órgão social em conflito de interesses não interfere em processos de decisão.
Referência: Ponto 29, 54, 89 deste Relatório.
www.greenvolt.pt153
I.5. Transações com partes relacionadas
Princípio:
Pelos potenciais riscos que comportam, as transações com partes relacionadas devem ser
justificadas pelo interesse da sociedade e realizadas em condições de mercado, sujeitando-se a
princípios de transparência e a adequada fiscalização.
Recomendações:
I.5.1. O órgão de administração deve divulgar, no relatório de governo ou por outra via publicamente
disponível, o procedimento interno de verificação das transações com partes relacionadas.
Recomendação Integralmente Adotada
A Sociedade dispõe de uma Política sobre Transações com Partes Relacionadas, em cumprimento do
enquadramento legal aplicável, imposto pelos arts. 29.º-S a 29.º-V do CVM. 29.º, que inclui um
procedimento interno de verificação das transações com partes relacionadas. A Política encontra-se
publicada no site da Sociedade.
A informação sobre os negócios entre a Sociedade e as partes relacionadas pode ser consultada na
nota 29 do Anexo às Contas Consolidadas e na nota 31 do Anexo às contas individuais da Sociedade
referentes a transações com partes relacionadas.
Referência: Pontos 89 e 91 deste Relatório.
I.5.2. O órgão de administração deve comunicar ao órgão de fiscalização os resultados do
procedimento interno de verificação das transações com partes relacionadas, incluindo as transações
objeto de análise, com periodicidade pelo menos semestral.
RECOMENDAÇÃO NÃO APLICÁVEL*
*De acordo com a Nota n.º 3 sobre Interpretação do Código de Governo das Sociedades IPCG 2018 (revisto em 2020), emitida
pela Comissão de Acompanhamento e Monitorização.
A política de Transações com Partes Relacionadas, dando cumprimento ao previsto nos artigos 29.º-S
a 29.º-V do CVM, estabelece um fluxo de reporte informativo periódico entre a Direção de
Consolidação e Assessoria Fiscal, o Conselho Fiscal e a Comissão de Auditoria, Risco e Partes
Relacionadas.
Referência: Pontos 89 e 91 deste Relatório.
www.greenvolt.pt154
CAPÍTULO II
ACIONISTAS E ASSEMBLEIA GERAL
Princípios:
II.A O adequado envolvimento dos acionistas no governo societário constitui um fator positivo de
governo societário, enquanto instrumento para o funcionamento eficiente da sociedade e para a
realização do fim social.
II.B A sociedade deve promover a participação pessoal dos acionistas nas reuniões da Assembleia
Geral, enquanto espaço de comunicação dos acionistas com os órgãos e comissões societários e de
reflexão sobre a sociedade.
II.C A sociedade deve implementar meios adequados para a participação e o voto à distância dos
acionistas na assembleia.
Recomendações:
II.1. A sociedade não deve fixar um número excessivamente elevado de ações necessárias para
conferir direito a um voto, devendo explicitar no relatório de governo a sua opção sempre que a
mesma implique desvio ao princípio de que a cada ação corresponde um voto.
Recomendação Integralmente Adotada
A cada ação da Sociedade corresponde nos termos estatutários um voto, assim se incentivando a
participação de todos os acionistas nas Assembleias Gerais.
Referência: Ponto 12 deste Relatório.
II.2. A sociedade não deve adotar mecanismos que dificultem a tomada de deliberações pelos seus
acionistas, designadamente fixando um quórum deliberativo superior ao previsto por lei.
Recomendação Integralmente Adotada
De acordo com os Estatutos da Sociedade, as deliberações sociais são tomadas por maioria dos
votos emitidos, exceto quando seja exigida por lei uma maioria mais exigente.
O quórum deliberativo da Assembleia Geral está em conformidade com o disposto no CSC, não tendo
a Sociedade, portanto, adotado mecanismos que dificultem a tomada de deliberações pelos seus
acionistas, designadamente fixando um quórum deliberativo superior ao previsto por lei.
Referência: Pontos 12 e 14 deste Relatório.
www.greenvolt.pt155
II.3 A sociedade deve implementar meios adequados para a participação dos acionistas na
Assembleia Geral à distância, em termos proporcionais à sua dimensão.
Recomendação Integralmente Adotada com Justificação do Acolhimento
A Sociedade foi cotada apenas no dia 15 de julho de 2021, sendo a Assembleia Geral Anual de
Acionistas de 2022, a primeira Assembleia a ser organizada para a nova base acionista de natureza
pública. A Sociedade pretende disponibilizar aos acionistas os meios necessários ao exercício do voto
por correspondência postal e por via eletrónica, mas considera que o esforço da implementação de
meios telemáticos para participação poderá ser desproporcional face ao potencial nível e tipo de
participação, que só ficará a conhecer em detalhe após a realização desta primeira Assembleia Geral.
Sem prejuízo do que antecede, a Sociedade propõe-se avaliar o resultado do nível de participação na
Assembleia Geral de 2022, e compromete-se a implementar um sistema de participação à distância
na Assembleia Geral de 2023, depois que seja aferida a natureza do tipo de participação pretendida
pela sua nova base acionista.
Referência: Pontos 12 e 14 deste Relatório.
II.4. A sociedade deve ainda implementar meios adequados para o exercício do direito de voto à
distância, incluindo por correspondência e por via eletrónica.
Recomendação Integralmente Adotada
A Sociedade dispõe dos mecanismos necessários ao exercício do direito de voto por correspondência
e por via eletrónica.
Referência: Ponto 12 deste Relatório.
II.5. Os estatutos da sociedade que prevejam a limitação do número de votos que podem ser detidos
ou exercidos por um único acionista, de forma individual ou em concertação com outros acionistas,
devem prever igualmente que, pelo menos de cinco em cinco anos, seja sujeita a deliberação pela
assembleia geral a alteração ou a manutenção dessa disposição estatutária – sem requisitos de
quórum agravado relativamente ao legal – e que, nessa deliberação, se contam todos os votos
emitidos sem que aquela limitação funcione.
Recomendação Não Aplicável
Os Estatutos da Sociedade não preveem qualquer limitação ao número de votos que podem ser
detidos ou exercidos por um único acionista, de forma individual ou em concertação com outros
acionistas.
Referência: Ponto 13 deste Relatório.
www.greenvolt.pt156
II.6. Não devem ser adotadas medidas que determinem pagamentos ou a assunção de encargos pela
sociedade em caso de transição de controlo ou de mudança da composição do órgão de
administração e que se afigurem suscetíveis de prejudicar o interesse económico na transmissão das
ações e a livre apreciação pelos acionistas do desempenho dos administradores.
Recomendação Integralmente Adotada
Para além das cláusulas de alteração de controlo que constituem prática aceite e exigida pelo
mercado bancário português como condição de essência da concessão de financiamento, não
existem acordos significativos celebrados pela Sociedade que entrem em vigor, sejam alterados ou
cessem em caso de mudança de controlo da Sociedade na sequência de uma oferta pública de
aquisição.
Referência: Ponto 4 deste Relatório.
CAPÍTULO III
ADMINISTRAÇÃO NÃO EXECUTIVA E FISCALIZAÇÃO
Princípios:
III.A Os membros de órgãos sociais com funções de administração não executiva e de fiscalização
devem exercer, de modo efetivo e criterioso, uma função fiscalizadora e de desafio à gestão
executiva para a plena realização do fim social, devendo tal atuação ser complementada por
comissões em áreas centrais do governo da sociedade.
III.B A composição do órgão de fiscalização e o conjunto dos administradores não executivos devem
proporcionar à sociedade uma equilibrada e adequada diversidade de competências, conhecimentos
e experiências profissionais.
III.C O órgão de fiscalização deve desenvolver uma fiscalização permanente da administração da
sociedade, também numa perspetiva preventiva, acompanhando a atividade da sociedade e, em
particular, as decisões de fundamental importância para a sociedade.
Recomendações:
III.1. Sem prejuízo das funções legais do presidente do conselho de administração, se este não for
independente, os administradores independentes devem designar entre si um coordenador para,
designadamente, (i) atuar, sempre que necessário, como interlocutor com o presidente do conselho
de administração e com os demais administradores, (ii) zelar por que disponham do conjunto de
condições e meios necessários ao desempenho das suas funções; e (iii) coordená-los na avaliação
do desempenho pelo órgão de administração prevista na recomendação V.1.1.
Recomendação Não Aplicável
www.greenvolt.pt157
A Presidente do Conselho de Administração da Sociedade é um membro independente, pelo que não
foi, por referência ao mandato em curso, designado qualquer coordenador para cumprimento das
funções referidas na presente recomendação.
Referência: Ponto 21 deste Relatório.
III.2. O número de membros não executivos do órgão de administração, bem como o número de
membros do órgão de fiscalização e o número de membros da comissão para as matérias financeiras
deve ser adequado à dimensão da sociedade e à complexidade dos riscos inerentes à sua atividade,
mas suficiente para assegurar com eficiência as funções que lhes estão cometidas, devendo constar
do relatório de governo a formulação deste juízo de adequação.
Recomendação Integralmente Adotada
Os poderes de gestão corrente da Sociedade encontram-se atualmente concentrados no
Administrador Delegado, não exercendo nenhum dos outros dez membros do Conselho de
Administração quaisquer funções de natureza executiva, pelo que a Sociedade considera a
Recomendação plenamente adotada dado o rácio alargado entre o número de membros executivos e
não executivos.
O número de membros que compõe o Conselho Fiscal e as comissões especializadas criadas pelo
Conselho de Administração, considerando a dimensão da Sociedade e a complexidade dos riscos
inerentes à atividade da Sociedade, revela-se equilibrado face à prática de mercado em empresas
comparáveis do setor. 
Referência: Pontos 17, 18, 21 e 31 deste Relatório.
III.3. Em todo o caso, o número de administradores não executivos deve ser superior ao de
administradores executivos.
Recomendação Integralmente Adotada
O Conselho de Administração é composto por um total de onze membros, dos quais dez são não
executivos.
Referência: Pontos 17 e 18 deste Relatório.
www.greenvolt.pt158
III.4. Cada sociedade deve incluir um número não inferior a um terço, mas sempre plural, de
administradores não executivos que cumpram os requisitos de independência. Para efeitos desta
recomendação, considera-se independente a pessoa que não esteja associada a qualquer grupo de
interesses específicos na sociedade, nem se encontre em alguma circunstância suscetível de afetar a
sua isenção de análise ou de decisão, nomeadamente em virtude de:
a.Ter exercido durante mais de doze anos, de forma contínua ou intercalada, funções em
qualquer órgão da sociedade;
b.Ter sido colaborador da sociedade ou de sociedade que com ela se encontre em relação de
domínio ou de grupo nos últimos três anos;
c.Ter, nos últimos três anos, prestado serviços ou estabelecido relação comercial significativa
com a sociedade ou com sociedade que com esta se encontre em relação de domínio ou de
grupo, seja de forma direta ou enquanto sócio, administrador, gerente ou dirigente de pessoa
coletiva;
d.Ser beneficiário de remuneração paga pela sociedade ou por sociedade que com ela se
encontre em relação de domínio ou de grupo para além da remuneração decorrente do
exercício das funções de administrador;
e.Viver em união de facto ou ser cônjuge, parente ou afim na linha reta e até ao 3.º grau,
inclusive, na linha colateral, de administradores da sociedade, de administradores de pessoa
coletiva titular de participação qualificada na sociedade ou de pessoas singulares titulares
direta ou indiretamente de participação qualificada;
f.Ser titular de participação qualificada ou representante de um acionista titular de
participações qualificadas.
Recomendação Integralmente Adotada
O Conselho de Administração da Sociedade é composto por onze membros, de entre os quais dez
são membros não executivos e  quatro são independentes, pelo que o Conselho é composto em mais
do que um terço por membros independentes.
A manutenção das condições de independência é aferida periodicamente, estando os
Administradores independentes adstritos ao dever de comunicação imediata da ocorrência de
qualquer facto que determine a perda desta qualidade, aferida nos termos da presente
recomendação.
Referência: Pontos 17 e 18 deste Relatório.
www.greenvolt.pt159
III.5. O disposto no parágrafo (i) da recomendação III.4 não obsta à qualificação de um novo
administrador como independente se, entre o termo das suas funções em qualquer órgão da
sociedade e a sua nova designação, tiverem entretanto decorrido pelo menos três anos (cooling-off
period).
Recomendação Não Aplicável
Na Sociedade não existe qualquer administrador classificado como independente no contexto de um
período de cooling-off.
Referência: Ponto 17 deste Relatório.
III.6. Com respeito pelas competências que lhe são conferidas por lei, o órgão de fiscalização avalia e
pronuncia-se sobre as linhas estratégicas e a política de risco, previamente à sua aprovação final
pelo órgão de administração.
Recomendação Integralmente Adotada
O órgão de fiscalização fiscaliza a eficácia do sistema de gestão de riscos, do sistema de controlo
interno e do sistema de auditoria interna, se existentes, bem como, quando considerem conveniente,
apresentam recomendações dirigido ao Conselho de Administração, entre outras, em matéria de
apreciação do sistema de gestão de risco e de controlo interno.
Referência: Pontos 37, 38, 50, 51 e 55 deste Relatório.
III.7. As sociedades devem dispor de comissões especializadas em matéria de governo societário,
nomeações e avaliação de desempenho, separada ou cumulativamente. No caso de ter sido criada a
comissão de remunerações prevista pelo artigo 399.º do Código das Sociedades Comerciais, e de tal
não ser proibido por lei, esta recomendação pode ser cumprida mediante a atribuição a esta
comissão de competência nas referidas matérias.
Recomendação Integralmente Adotada
O Conselho de Administração instituiu quatro comissões internas especializadas que exerceram
continuamente as suas atribuições ao longo de todo o exercício, com o propósito de assessorar e
reforçar a qualidade da respetiva atividade. Encontram-se instituídas as seguintes comissões: (i) a
Comissão de Auditoria, Risco e Partes Relacionadas; (ii) a Comissão de Retribuições e Nomeações;
(iii) a Comissão de Acompanhamento Estratégico e Operacional; e (iv) a Comissão de Ética e
Sustentabilidade.
A Sociedade tem ainda constituída uma Comissão de Vencimentos, criada nos termos e para os
efeitos do artigo 399.º do CSC, com a competência de avaliar o desempenho dos administradores e
de fixar as respetivas remunerações, de acordo com a Política de Remuneração, bem como dos
www.greenvolt.pt160
demais membros dos órgãos sociais, com exceção da remuneração do Revisor Oficial de Contas,cuja
remuneração é estabelecida no respetivo contrato de prestação de serviços a celebrar para o efeito,
sob a supervisão do Conselho Fiscal.
Referência: Ponto 29 deste Relatório.
CAPÍTULO IV
ADMINISTRAÇÃO EXECUTIVA
Princípios:
IV.A Como forma de aumentar a eficiência e a qualidade do desempenho do órgão de administração
e o adequado fluxo de informação para este órgão, a gestão corrente da sociedade deve pertencer a
administradores executivos com as qualificações, competências e a experiência adequadas à função.
À administração executiva compete gerir a sociedade, prosseguindo os objetivos da sociedade e
visando contribuir para o seu desenvolvimento sustentável.
IV.B Na determinação do número de administradores executivos, devem ser ponderados, além dos
custos e da desejável agilidade de funcionamento da administração executiva, a dimensão da
empresa, a complexidade da sua atividade e a sua dispersão geográfica.
Recomendações:
IV.1. O órgão de administração deve aprovar, através de regulamento interno ou mediante via
equivalente, o regime de atuação dos administradores executivos aplicável ao exercício por estes de
funções executivas em entidades fora do grupo.
Recomendação Integralmente Cumprida
O Conselho de Administração tem apenas um único administrador nomeado com funções executivas,
na qualidade de Administrador Delegado, função que exerce com natureza exclusiva para efeito da
delegação de poderes que lhe foi conferida.
Referência: Ponto 21 deste Relatório.
IV.2. O órgão de administração deve assegurar que a sociedade atua de forma consentânea com os
seus objetivos e não deve delegar poderes, designadamente, no que respeita a: i) definição da
estratégia e das principais políticas da sociedade; ii) organização e coordenação da estrutura
empresarial; iii) matérias que devam ser consideradas estratégicas em virtude do seu montante, risco
ou características especiais.
Recomendação Integralmente Cumprida
www.greenvolt.pt161
O Conselho de Administração delegou poderes num único administrador executivo, tendo, todavia,
reservado para sua decisão matérias consideradas estratégicas, nas quais se inclui a definição da
estratégia e das principais políticas da Sociedade, a organização e coordenação da estrutura
empresarial decisória da Sociedade e outras matérias consideradas pelo órgão de administração
como estratégicas, em virtude do seu montante, risco ou características especiais. 
Referência: Ponto 21 deste Relatório.
IV.3. No relatório anual, o órgão de administração explicita em que termos a estratégia e as principais
políticas definidas procuram assegurar o êxito a longo prazo da sociedade e quais os principais
contributos daí resultantes para a comunidade em geral.
Recomendação Integralmente Adotada
Remete-se o detalhe do cumprimento da presente Recomendação para o conteúdo do Relatório
Anual de Gestão, com especial destaque para o anexo relativo à sustentabilidade.
Referência: Relatório Anual de Gestão e Relatório de Sustentabilidade.
CAPÍTULO V
AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO, REMUNERAÇÕES E NOMEAÇÕES
V.1 Avaliação Anual de Desempenho
Princípio:
A sociedade deve promover a avaliação do desempenho do órgão executivo e dos seus membros
individualmente e ainda do desempenho global do órgão de administração e das comissões
especializadas constituídas no seu seio.
Recomendação:
V.1.1. O órgão de administração deve avaliar anualmente o seu desempenho, bem como o
desempenho das suas comissões e dos administradores executivos, tendo em conta o cumprimento
do plano estratégico da sociedade e do orçamento, a gestão de riscos, o seu funcionamento interno e
o contributo de cada membro para o efeito, e o relacionamento entre órgãos e comissões da
sociedade.
Recomendação Integralmente Adotada
O Conselho de Administração da Sociedade propõe-se fazer o balanço do modelo governativo
adotado para a Sociedade, avaliando o desempenho do coletivo, das comissões em articulação e do
www.greenvolt.pt162
Administrador Delegado após perfazer o seu primeiro ano de atividade completo após à admissão a
negociação em mercado regulamentado.
Referência: Pontos 15, 21, e 29 deste Relatório.
V.2 Remunerações
Princípios:
V.2.A. A política de remuneração dos membros dos órgãos de administração e de fiscalização deve
permitir à sociedade atrair, a um custo economicamente justificável pela sua situação, profissionais
qualificados, induzir o alinhamento de interesses com os dos acionistas – tomando em consideração
a riqueza efetivamente criada pela sociedade, a situação económica e a do mercado – e constituir um
fator de desenvolvimento de uma cultura de profissionalização, de sustentabilidade, de promoção do
mérito e de transparência na sociedade.
V.2.B. Os administradores devem receber uma remuneração: i) que retribua adequadamente a
responsabilidade assumida, a disponibilidade e a competência colocadas ao serviço da sociedade; ii)
que garanta uma atuação alinhada com os interesses de longo prazo dos acionistas e promova a
atuação sustentável da sociedade; e iii) que premeie o desempenho.
Recomendações:
V.2.1. A sociedade deve constituir uma comissão de remunerações, cuja composição assegure a sua
independência em face da administração, podendo tratar-se da comissão de remunerações
designada nos termos do artigo 399.º do Código das Sociedades Comerciais.
Recomendação Integralmente Adotada
A Comissão de Vencimentos que integra a estrutura governativa da Sociedade, nos termos do art.º
399.º do CSC, é composta por dois membros independentes, atuando nessa qualidade, e estando
assim reunidas as necessárias condições de independência na atuação dos membros em face da
administração da Sociedade.
Referência: Ponto 67 deste Relatório.
V.2.2. A fixação das remunerações deve competir à comissão de remunerações ou à assembleia
geral, sob proposta daquela comissão.
Recomendação Integralmente Adotada
As remunerações dos membros dos órgãos sociais, com a exceção do Revisor Oficial de Contas,
cuja remuneração é estabelecida no respetivo contrato de prestação de serviços a celebrar para o
www.greenvolt.pt163
efeito, sob a supervisão do Conselho Fiscal, são determinadas pela Comissão de Vencimentos, eleita
pela Assembleia Geral, em observância da Política de Remuneração também aprovada pela
Assembleia Geral em conformidade com o art.º 26.º-B do CVM.
Referência: Pontos 66 e 67 deste Relatório.
V.2.3. Para cada mandato, a comissão de remunerações ou a assembleia geral, sob proposta
daquela comissão, deve igualmente aprovar o montante máximo de todas as compensações a pagar
ao membro de qualquer órgão ou comissão da sociedade em virtude da respetiva cessação de
funções, procedendo-se à divulgação da referida situação e montantes no relatório de governo ou no
relatório de remunerações.
Recomendação Integralmente Adotada
A Sociedade deliberou não atribuir condições compensatórias adicionais às que possam estar
legalmente estabelecidas para qualquer causa de cessação de funções, conforme resulta da Política
de Remuneração.
Referência: Ponto 69 deste Relatório.
V.2.4. A fim de prestar informações ou esclarecimentos aos acionistas, o presidente ou, no seu
impedimento, outro membro da comissão de remunerações deve estar presente na assembleia geral
anual e em quaisquer outras se a respetiva ordem de trabalhos incluir assunto conexo com a
remuneração dos membros dos órgãos e comissões da sociedade ou se tal presença tiver sido
requerida por acionistas.
Recomendação Integralmente Adotada
Nos termos do seu regulamento de funcionamento, a Comissão de Vencimentos designa o membro
que a representa junto de cada Assembleia Geral.
Referência: Ponto 67 deste Relatório.
V.2.5. Dentro das limitações orçamentais da sociedade, a comissão de remunerações deve poder
decidir livremente a contratação, pela sociedade, dos serviços de consultadoria necessários ou
convenientes para o exercício das suas funções.
Recomendação Integralmente Adotada
www.greenvolt.pt164
A Comissão de Vencimentos pode decidir livremente a contratação, pela Sociedade, dos serviços de
consultadoria necessários ou convenientes para o exercício das suas funções.
Remissão: Ponto 67 do presente Relatório.
V.2.6. A Comissão de remunerações deve assegurar que os serviços são prestados com
independência e que os respetivos prestadores não serão contratados para a prestação de quaisquer
outros serviços à própria sociedade ou a outras que com ela se encontrem em relação de domínio ou
de grupo sem autorização expressa da Comissão.
Recomendação Integralmente Adotada
No exercício da seleção de prestadores de serviços de apoio ao exercício das competências da
Comissão de Vencimentos, esta Comissão faz determinar como critério  essencial da adjudicação dos
serviços a garantia da independência necessária para dar cumprimento ao objetivo para o qual são
contratados e, em particular, que a independência dos prestadores de serviços não é prejudicada
pela prestação de serviços significativos à Sociedade ou a quaisquer sociedades que com esta se
encontrem em relação de domínio ou de grupo.
Remissão: Ponto 67 do presente Relatório.
V.2.7. Tendo em vista o alinhamento de interesses entre a sociedade e os administradores
executivos, uma parte da remuneração destes deve ter natureza variável que reflita o desempenho
sustentado da sociedade e não estimule a assunção de riscos excessivos.
Recomendação Integralmente Adotada
A remuneração variável do Administrado Delegado contém uma componente de curto prazo, cuja
atribuição está dependente de critérios de desempenho, com natureza qualitativa e quantitativa, em
que se incluem também fatores “ESG”, bem como uma componente de médio prazo baseada em
“phantom shares” com exercício deferido em 50% do seu valor total, respetivamente, a partir de 2024
e de 2025, cuja pagamento também está dependente de uma avaliação positiva em termos de Total
Shareholder Return.
Referência: Ponto 69 deste Relatório.
V.2.8. Uma parte significativa da componente variável deve ser parcialmente diferida no tempo, por
um período não inferior a três anos, associando-a, necessariamente, à confirmação da
sustentabilidade do desempenho, nos termos definidos em regulamento interno da sociedade.
www.greenvolt.pt165
Recomendação Integralmente Adotada
A remuneração variável de médio prazo – “phantom shares” – é ponderada, durante o decurso do
prazo de diferimento que decorre entre o ano da sua atribuição (2021) e os 3 a 4 anos de data de
exercício de 50% (cinquenta por cento) do seu valor total, respetivamente, pela evolução do KPI de
longo prazo – Total Shareholder Return – que constitui uma métrica de avaliação da sustentabilidade
do desempenho de médio a longo prazo da Sociedade na medida em que traduz a criação de valor
acionista por decurso temporal do período de investimento, remunerando o desempenho da
administração executiva em termos diretamente comparáveis com o aporte de valor acionista.
Referência: Ponto 69 deste Relatório.
V.2.9. Quando a remuneração variável compreender opções ou outros instrumentos direta ou
indiretamente dependentes do valor das ações, o início do período de exercício deve ser diferido por
um prazo não inferior a três anos.
Recomendação Integralmente Adotada
A remuneração variável não compreende opções. A remuneração variável de médio prazo contempla
“phantom shares”, como anteriormente explicitado na Recomendação V.II.7.
Referência: Ponto 69 deste Relatório.
V.2.10. A remuneração dos administradores não executivos não deve incluir nenhuma componente
cujo valor dependa do desempenho da sociedade ou do seu valor.
Recomendação Integralmente Adotada
A remuneração dos Administradores Não Executivos integra apenas uma componente fixa,
correspondente a uma retribuição mensal, cujo montante é determinado pela Comissão de
Vencimentos.
Referência: Ponto 69 deste Relatório.
V.3 Nomeações
Princípio:
Independentemente do modo de designação, o perfil, conhecimentos e currículo dos membros dos
órgãos sociais e dos quadros dirigentes devem adequar-se à função a desempenhar.
www.greenvolt.pt166
Recomendações:
V.3.1. A sociedade deve, nos termos que considere adequados, mas de forma suscetível de
demonstração, promover que as propostas para eleição dos membros dos órgãos sociais sejam
acompanhadas de fundamentação a respeito da adequação do perfil, conhecimentos e currículo à
função a desempenhar por cada candidato.
Recomendação Integralmente Adotada
Na recomposição dos órgãos sociais da GreenVolt, por ocasião da preparação do modelo de governo
da Sociedade para a sua admissão a negociação em mercado regulamentado, consta do prospeto do
IPO informação detalhada sobre o nível de adequação do perfil, conhecimentos e currículo de cada
um dos membros dos órgãos sociais para as respetivas funções a desempenhar, como evidência da
especial preocupação da Sociedade e da sua base acionista de controlo nesta matéria, conforme
informação disponível em www.greenvolt.pt/fileManager/comunicados/pdf_pt_32.pdf.
Referência: Ponto 69 deste Relatório.
V.3.2. A não ser que a dimensão da sociedade o não justifique, a função de acompanhamento e
apoio às designações de quadros dirigentes deve ser atribuída a uma comissão de nomeações.
Recomendação Não Aplicável
A Sociedade não tem quadros dirigentes passíveis de serem designados enquanto tal nos termos e
para os efeitos do art.º 3.º, n.º 1, parágrafo 25 do Regulamento (EU) n.º 596/2014, relativo ao abuso
de mercado, uma vez que o processo de tomada de decisões de gestão se encontra concentrado no
seu Administrador Delegado.
Referência: Ponto 18 deste Relatório.
V.3.3. Esta comissão inclui uma maioria de membros não executivos independentes.
Recomendação Não Aplicável
A Sociedade não tem designada nenhuma comissão com competência para a designação de quadros
dirigentes dado o modelo governativo adotado com concentração decisória exclusiva no seu
Administrador Delegado.
Referência: Ponto 18 deste Relatório.
www.greenvolt.pt167
V.3.4. A comissão de nomeações deve disponibilizar os seus termos de referência e deve induzir, na
medida das suas competências, processos de seleção transparentes que incluam mecanismos
efetivos de identificação de potenciais candidatos, e que sejam escolhidos para proposta os que
apresentem maior mérito, melhor se adequem às exigências da função e promovam, dentro da
organização, uma diversidade adequada incluindo de género.
Recomendação Não Aplicável
*De acordo com a Nota n.º 3 sobre Interpretação do Código de Governo das Sociedades IPCG 2018 (revisto em 2020), emitida
pela Comissão de Acompanhamento e Monitorização.
Em consistência com a justificação dada para as Recomendações V.3.2, V.3.3 V.3.4, esta
recomendação considera-se não aplicável.
Referência: Ponto 18 deste Relatório.
CAPÍTULO VI
CONTROLO INTERNO
Princípio:
Tendo por base a estratégia de médio e longo prazo, a sociedade deverá instituir um sistema de
gestão e controlo de risco e de auditoria interna que permita antecipar e minimizar os riscos inerentes
à atividade desenvolvida.
Recomendações:
VI.1. O órgão de administração deve debater e aprovar o plano estratégico e a política de risco da
sociedade, que inclua a fixação de limites em matéria de assunção de riscos.
Recomendação Integralmente Adotada
O Conselho de Administração da Sociedade é o órgão responsável por definir, entre outras matérias,
a gestão de risco necessário, no contexto do alcance dos objetivos estratégicos e de negócio da
Sociedade. Nas suas competências inclui-se também a definição das políticas estratégicas gerais e,
em especial, a aprovação do plano estratégico e de negócio, com acompanhamento periódico, por
reporte do Administrador Delegado, da implementação do sistema de controlo interno e de gestão de
riscos.
Referência: Ponto 50 deste Relatório.
www.greenvolt.pt168
VI.2. O órgão de fiscalização deve organizar-se internamente, implementando mecanismos e
procedimentos de controlo periódico com vista a garantir que os riscos efetivamente incorridos pela
sociedade são consistentes com os objetivos fixados pelo órgão de administração.
Recomendação Integralmente Adotada
Nos termos estabelecidos pelo seu regulamento de funcionamento, em conformidade com os
preceitos legais aplicáveis, o Conselho Fiscal da Sociedade é o órgão responsável, entre outras
matérias, pela fiscalização da eficácia do sistema de controlo de interno, gestão de risco e do
processo de preparação e divulgação de informação financeira, em interação com o Conselho de
Administração através da Comissão de Auditoria, Risco e Partes Relacionadas, composta
integralmente por administradores não executivos independentes.
Referência: Pontos 38, 50 e 51 deste Relatório.
VI.3. O sistema de controlo interno, compreendendo as funções de gestão de riscos, compliance e
auditoria interna, deve ser estruturado em termos adequados à dimensão da sociedade e à
complexidade dos riscos inerentes à sua atividade, devendo o órgão de fiscalização avaliá-lo e, no
âmbito da sua competência de fiscalização da eficácia deste sistema, propor os ajustamentos que se
mostrem necessários.
Recomendação Integralmente Adotada
A Sociedade possui uma Direção de Gestão de Risco que assessora as demais direções,
departamentos e equipas operacionais existentes na atividade de identificação e gestão de risco.
Sem prejuízo, todos os participantes envolvidos na gestão de risco, e principalmente aqueles com
responsabilidades na tomada de decisão, são competentes na identificação, na avaliação e na
definição de estratégias de mitigação dos riscos que constituem ameaças suscetíveis de afetar a
concretização dos objetivos estratégicos e de negócio. As ações desenvolvidas na matéria de gestão
de risco são realizadas pelas direções, departamentos e equipas operacionais em conformidade com
as orientações e decisões do Conselho de Administração e do Administrador Delegado com a
assessoria da Direção de Gestão de Risco. Durante o decurso do exercício de 2022, a Sociedade
pretende reforçar a estrutura de fiscalização com a criação de uma área funcional com competências
específicas de auditoria interna.
Referência: Pontos 21, 50 a 52 deste Relatório.
VI.4. O órgão de fiscalização deve pronunciar-se sobre os planos de trabalho e os recursos afetos
aos serviços do sistema de controlo interno, incluindo às funções de gestão de riscos, compliance e
auditoria interna, podendo propor os ajustamentos que se mostrem necessários.
Recomendação Integralmente Adotada
www.greenvolt.pt169
Entre outros, é competência do Conselho Fiscal, tal como se encontra previsto no regulamento deste
órgão, validar os planos de trabalho das auditorias internas, acompanhar e apreciar o sistema de
gestão de riscos e controlo interno.
Referência: Pontos 30, 50 a 52 deste Relatório.
VI.5. O órgão de fiscalização deve ser destinatário dos relatórios realizados pelos serviços de controlo
interno, incluindo as funções de gestão de riscos, compliance e auditoria interna, pelo menos quando
estejam em causa matérias relacionadas com a prestação de contas, a identificação ou a resolução
de conflitos de interesses e a deteção de potenciais irregularidades.
Recomendação Integralmente Adotada
As competências e responsabilidades previstas na presente recomendação estão acauteladas pelo
respetivo regulamento de funcionamento.
Referência: Pontos 30, 50 a 52, e 91 deste Relatório.
VI.6. Tendo por base a sua política de risco, a sociedade deve instituir uma função de gestão de
riscos, identificando (i) os principais riscos a que se encontra sujeita no desenvolvimento da sua
atividade, (ii) a probabilidade de ocorrência dos mesmos e o respetivo impacto, (iii) os instrumentos e
medidas a adotar tendo em vista a respetiva mitigação e (iv) os procedimentos de monitorização,
visando o seu acompanhamento.
Recomendação Integralmente Adotada
A Sociedade tem os adequados sistemas internos de controlo para uma sociedade admitida à
negociação em mercado regulamentado há menos de um ano, a serem objeto de adaptação
contínua, progressiva e proporcional ao crescimento da Sociedade.
Referência: Pontos 50 a 54 deste Relatório.
VI.7. A sociedade deve estabelecer procedimentos de fiscalização, avaliação periódica e de
ajustamento do sistema de controlo interno, incluindo uma avaliação anual do grau de cumprimento
interno e do desempenho desse sistema, bem como da perspetiva a de alteração do quadro de risco
anteriormente definido.
Recomendação Integralmente Adotada
www.greenvolt.pt170
A Sociedade é dotada de procedimentos de fiscalização, avaliação e ajustamento do sistema de
controlo de riscos, executados pela Direção de Gestão de Risco com reporte funcional ao
Administrador Delegado, sem prejuízo das competências legais que nesta matéria pertencem
também ao órgão de fiscalização.
Referência: Pontos 38, 50 a 55 deste Relatório.
CAPÍTULO VII
INFORMAÇÃO FINANCEIRA
VII.1 Informação financeira
Princípios:
VII.A O órgão de fiscalização deve, com independência e de forma diligente, assegurar-se de que o
órgão de administração cumpre as suas responsabilidades na escolha de políticas e critérios
contabilísticos apropriados e no estabelecimento de sistemas adequados para o reporte financeiro,
para a gestão de riscos, para o controlo interno e para a auditoria interna.
VII.B O órgão de fiscalização deve promover uma adequada articulação entre os trabalhos da
auditoria interna e da revisão legal de contas.
Recomendação:
VII.1.1. O regulamento interno do órgão de fiscalização deve impor que este fiscalize a adequação do
processo de preparação e de divulgação de informação financeira pelo órgão de administração,
incluindo a adequação das políticas contabilísticas, das estimativas, dos julgamentos, das
divulgações relevantes e sua aplicação consistente entre exercícios, de forma devidamente
documentada e comunicada.
Recomendação Integralmente Adotada
O Regulamento do Conselho Fiscal impõe ao órgão a fiscalização da adequação do processo de
preparação e de divulgação de informação financeira pelo Conselho de Administração, incluindo a
adequação das políticas contabilísticas, das estimativas, dos julgamentos, das divulgações relevantes
e sua aplicação consistente entre exercícios, de forma devidamente documentada e comunicada.
Referência: Pontos 34 e 38 deste Relatório.
www.greenvolt.pt171
VII.2 Revisão legal de contas e fiscalização
Princípio:
Cabe ao órgão de fiscalização estabelecer e monitorizar procedimentos formais, claros e
transparentes sobre o relacionamento da sociedade com o revisor oficial de contas e a fiscalização do
cumprimento por este das regras de independência que a lei e as normas profissionais lhe impõem.
Recomendações:
VII.2.1. Através de regulamento interno, o órgão de fiscalização deve definir, nos termos do regime
legal aplicável, os procedimentos de fiscalização destinados a assegurar a independência do revisor
oficial de contas.
Recomendação Integralmente Adotada
Aquando da contratação de serviços adicionais ao do Revisor Oficial de Contas, o Conselho Fiscal
implementa o procedimento interno aprovado na reunião de 9 de setembro de 2021.
Referência: Ponto 37 deste Relatório.
VII.2.2. O órgão de fiscalização deve ser o principal interlocutor do revisor oficial de contas na
sociedade e o primeiro destinatário dos respetivos relatórios, competindo-lhe, designadamente,
propor a respetiva remuneração e zelar para que sejam asseguradas, dentro da empresa, as
condições adequadas à prestação dos serviços.
Recomendação Integralmente Adotada
É da competência do Conselho Fiscal propor a designação e a destituição do Revisor Oficial de
Contas, sendo o primeiro destinatário e interlocutor do resultado do exercício da atividade do Revisor
Oficial de Contas, competindo-lhe ainda supervisionar a atividade e a independência do Revisor
Oficial de Contas da Sociedade, em que se inclui também a apreciação da manutenção da sua
independência ponderada pela proporcionalidade e adequação da remuneração atribuída ao Revisor
Oficial de Contas para o exercício das suas competências. 
Referência: Pontos 37 e 38 deste Relatório.
VII.2.3. O órgão de fiscalização deve avaliar anualmente o trabalho realizado pelo revisor oficial de
contas, a sua independência e adequação para o exercício das funções e propor ao órgão
competente a sua destituição ou a resolução do contrato de prestação dos seus serviços sempre que
se verifique justa causa para o efeito.
Recomendação Integralmente Adotada
www.greenvolt.pt172
A avaliação da atividade desenvolvida pelo Revisor Oficial de Contas da Sociedade pode ser
consultada na informação constante do Relatório Anual e Parecer do Conselho Fiscal, o qual
contempla uma análise à independência e adequação do Revisor Oficial de Contas para o exercício
das respetivas funções.
Referência: Pontos 37 e 38 deste Relatório; Relatório Anual e Parecer do Conselho Fiscal.
www.greenvolt.pt173
3.Anexos
Anexo I
Qualificações Profissionais e Elementos Curriculares
CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
Clara Patrícia
Costa Raposo
FUNÇÃO
Presidente do
Conselho de
Administração
ESTATUTO
Independente
COMISSÕES
Comissão de
Auditoria, Risco
e Partes
Relacionadas
Chairwoman da Greenvolt – Energias Renovávies, S.A., Clara Raposo é Doutorada em Finance pela London
Business School (1998), Mestre em Economics pelo Queen Mary & Westfield College, University of London
(1994, Distinction) e Licenciada em Economia pela Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa
(1992, Prémio Banco de Portugal ao/à Melhor Aluno/a).
É Presidente do ISEG Lisbon School of Economics & Management da Universidade de Lisboa desde julho de
2018, onde é Professora Catedrática de Finanças desde 2010. Foi Professora Associada e Professora Auxiliar no
ISCTE-IUL (2000-2010), Lecturer in Finance na Saïd Business School da University of Oxford (1998-2000) e
Tutorial Fellow em Management Studies no college St. Edmund Hall da University of Oxford (1998-2000). O seu
trabalho académico tem sido publicado nas melhores revistas científicas internacionais (The Journal of Finance,
Journal of Financial Economics, Small Business Economics e International Journal of Central Banking). Foi, e
atualmente é, Investigadora Principal de projetos financiados pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia e pela
Fundação Francisco Manuel dos Santos. Tem extensa experiência de ensino em todos os níveis de estudo. Em
mais de uma ocasião, recebeu o prémio de melhor professor/a.
Foi eleita membro (Sócio Correspondente) da Academia das Ciências de Lisboa em 2019. É vogal do Conselho
Consultivo do BCSD Portugal, vogal do Conselho de Administração do IPCG e foi Membro não executivo e
independente do Board da Interbolsa, S.A.
www.greenvolt.pt174
OUTROS CARGOS EM EXERCÍCIO
Grupo Altri
N.A.
Fora do Grupo Altri
2018 – presente
Presidente, ISEG Lisbon School of Economics & Management, Universidade de Lisboa
2010 – presente
Professora Catedrática de Finanças, ISEG Lisbon School of Economics & Management, Universidade de Lisboa
2021 – presente
Membro do Conselho Estratégico ESG Fórum Prémio Nacional de Sustentabilidade 2030, promovido pelo Jornal
de Negócios e pela Deloitte
Membro do Conselho Consultivo Internacional, EM Normandie Business School
Membro do Conselho Consultivo Internacional, Rabat Business School
2020 – presente
Membro do Conselho Consultivo, BCSD Portugal, Conselho Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável
Membro do Conselho Consultivo para a Europa, AACSB
Membro do Conselho Consultivo Internacional, University of Maastricht School of Business and Economics
Coordenadora do Master in Management, ISEG Lisbon School of Economics & Management, Universidade de
Lisboa
2019 – presente
Vogal da Direção, IPCG, Instituto Português de Corporate Governance
EXPERIÊNCIA  ANTERIOR
2022
Membro do Conselho Consultivo Internacional, Building the Future 2022 – Microsoft
2018 – 2021
Vogal (não-executiva) e Independente do Conselho de Administração, Interbolsa, S.A.
2017 – 2019
Coordenadora, Painel de Avaliação de Candidaturas a Bolsa de Doutoramento em Economia e Gestão da FCT
(Fundação para a Ciência e a Tecnologia)
2016
Membro do Painel de Avaliação de Candidaturas a Bolsa de Doutoramento em Economia e Gestão da FCT
(Fundação para a Ciência e a Tecnologia
2011 – 2019
Vogal da Comissão de Auditoria da Fundbox, SGFIM.
2012 – 2016
Vogal da Comissão de Auditoria da Fundbox, SGFII
2011 – 2018
Coordenação, Mestrado em Finanças, ISEG, Universidade de Lisboa
2011 – 2014
Presidente do Conselho Fiscal, IDEFE, S.A.
www.greenvolt.pt175
2009 – 2010
Professora Associada com Agregação, Finanças, ISCTE, Instituto Universitário de Lisboa
2006 – 2009
Professora Associada, Finanças, ISCTE, Instituto Universitário de Lisboa
2004 – 2010
Diretora do Mestrado Executivo (Pós-Graduação) em Corporate Finance, INDEG-ISCTE, Instituto Universitário
de Lisboa
2001 – 2003
Membro da Comissão Executiva do Departamento de Finanças e Contabilidade, ISCTE, Instituto Universitário de
Lisboa
2000 – 2007
Diretora do Mestrado em Finanças, ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa
2000 – 2006
Professora Auxiliar, Finanças, ISCTE, Instituto Universitário de Lisboa
1998 – 2000
University Lecturer, Finanças, Said Business School, University of Oxford
1998 – 2000
Tutorial Fellow of Management, Gestão, St. Edmund Hall college, University of Oxford
1992 – 1993
Assistente Estagiária, Nova SBE, Universidade Nova de Lisboa
EDUCAÇÃO
1994 – 1998
Doutoramento em Finanças, London Business School, University of London
1993 – 1994
Mestrado em Economia, Queen Mary & Westfield College, University of London
1988 – 1992
Licenciatura em Economia, Nova SBE, Universidade Nova de Lisboa
www.greenvolt.pt176
Paulo Jorge
dos Santos
Fernandes
FUNÇÃO
Vogal do Conselho
de Administração
ESTATUTO
Não Independente
COMISSÕES
Comissão de
Acompanhamento
Estratégico e
Operacional
Comissão de
Retribuições e
Nomeações
Enquanto um dos fundadores, promoveu o Initial Public Offering (IPO) da subsidiária da ALTRI, então
denominada Bioelétrica da Foz, atualmente, GREENVOLT, através de uma operação extraordinariamente bem-
sucedida e com contornos singulares no mercado de capitais português. É também acionista e administrador.
Este grupo dedica-se à produção de energias renováveis a partir de biomassa, sol, vento e descentralizado.
É um dos fundadores da RAMADA INVESTIMENTOS E INDÚSTRIA, atual holding do grupo Ramada, grupo que
foi adquirido na década de 90, do qual é acionista e administrador desde então. A atividade da Ramada
Investimentos inclui, dentro da área industrial, que é a sua área core de atividade, os aços, a maquinação e
fabricação de estruturas para moldes e a trefilaria. Desenvolve ainda uma forte atividade na área de Imobiliário,
vocacionada para a gestão de ativos imobiliários, em especial, florestais e na atividade de gestão de
investimentos financeiros.
É também um dos fundadores da COFINA, grupo do qual é acionista e administrador, tendo estado diretamente
envolvido, sempre com funções executivas (Chairman e CEO), na construção e gestão do grupo desde a sua
criação, que é uma referência no setor dos media em Portugal. 
É igualmente um dos fundadores da ALTRI, que resultou de um processo de cisão da Cofina, sendo também
acionista e administrador (Vice-Presidente), assumindo funções executivas na construção do grupo desde a sua
fundação, grupo que registou um crescimento assinalável através da concretização de grandes e complexas
operações de M&A. As suas unidades industriais são hoje benchmark mundial de tecnologia e inovação e
operam no setor da produção de fibras celulósicas e no setor de energias renováveis de base florestal,
nomeadamente a cogeração industrial através de licor negro e biomassa.
CARGOS EM EXERCÍCIO
Grupo Altri
Vice Presidente do Conselho de Administração, Altri S.G.P.S., S.A.
Fora do Grupo Altri
2016 – presente
www.greenvolt.pt177
Membro do Conselho de Administração, A Nossa Aposta – Jogos e Apostas On-Line, S.A.
2008 – presente
Membro do Conselho de Administração, Ramada Investimentos e Indústria, S.A.
Membro do Conselho de Administração, Actium Capital, S.A.
2006 – presente
Membro do Conselho de Administração, Elege Valor, Lda.
2005 – presente
Membro do Conselho de Administração, Cofihold II, S.A.
2004 – presente
Membro do Conselho de Administração, F. Ramada II Imobiliária, S.A.
2002 – presente
Membro do Conselho de Administração, Préstimo – Prestígio Imobiliário, S.A.
1997 – presente
Membro do Conselho de Administração, Articulado – Actividades Imobiliárias, S.A.
Membro do Conselho de Administração, Cofihold, S.A.
Membro do Conselho de Administração, Ramada Aços, S.A.
1992 – presente
Membro do Conselho de Administração, Cofina Media, S.A.
1990 – presente
Membro do Conselho de Administração, Cofina, S.G.P.S, S.A.
1984 – presente
Membro da Gerência, Santos Fernandes & Vieira Matos, Lda.
EXPERIÊNCIA  ANTERIOR
2016
Membro do Conselho de Administração, CELPA – Associação da Indústria Papeleira
2006
Membro do Conselho Consultivo em Engenharia e Gestão do IST
2013 – 2016
Presidente da Mesa do Conselho Fiscal, BCSD
2005
Membro do Conselho Superior da Associação do Antigos Alunos de MBA
2000-2001
Administrador, SIC
1997
Presidente do Conselho de Administração, ATLANTIS – Cristais de Alcobaça, S.A.
Administrador, Grupo Vista Alegre, S.A.
1995
Administrador, CRISAL – Cristais De Alcobaça, S.A.
1991 – 1993
Membro do Conselho Consultivo, Assoc. Ind. Portuense
1989 – 1994
Presidente da FEMB (Fédération Européene de Mobilier de Bureau) para Portugal
www.greenvolt.pt178
1989 – 1990
Presidente da Assembleia Geral, Assoc. Industr. Águeda
1989 – 1994
Presidente do Conselho de Administração, CORTAL
1986 – 1989
Diretor Geral, CORTAL
1982 – 1984
Adjunto do Diretor de Produção, CORTAL
EDUCAÇÃO
1984
MBA, Universidade Nova de Lisboa
1982
Licenciatura em Engenharia Eletrónica, Universidade do Porto
www.greenvolt.pt179
João Manuel
Matos Borges
de Oliveira
FUNÇÃO
Vogal do Conselho
de Administração
ESTATUTO
Não Independente
COMISSÕES
Comissão de
Acompanhamento
Estratégico e
Operacional
Comissão de
Retribuições e
Nomeações
Em 2021, esteve ativamente envolvido na preparação do bem-sucedido IPO da Greenvolt, (subsidiária da Altri),
da qual é acionista e administrador.
É um dos fundadores da Altri, Ramada Investimentos e Cofina, tendo estado diretamente envolvido na sua
gestão desde o início, sendo também acionista e administrador dos três grupos. Assume funções executivas
como Chairman e CEO da Ramada Investimentos.
CARGOS EM EXERCÍCIO
Grupo Altri
2014 – presente
Vice Presidente do Conselho de Administração, Altri S.G.P.S., S.A.
Fora do Grupo Altri
2008 – presente
Presidente do Conselho de Administração, Ramada Investimentos e Indústria, S.A.
2007 – presente
Membro do Conselho de Administração, Caderno Azul, S.A.
2006 – presente
Membro da Gerência, Elege Valor, Lda.
2005 – presente
Membro do Conselho de Administração, Cofihold II, S.A.
2004 – presente
Membro do Conselho de Administração, F. Ramada II Imobiliária, S.A.
www.greenvolt.pt180
2002 – presente
Membro do Conselho de Administração, Préstimo – Prestígio Imobiliário, S.A.
1997 – presente
Presidente do Conselho de Administração, Ramada Aços, S.A.
Membro do Conselho de Administração, Cofihold, S.A.
1992 – presente
Membro do Conselho de Administração, Cofina Media, S.A.
1990 – presente
Membro do Conselho de Administração, Cofina, S.G.P.S., S.A.
EXPERIÊNCIA  ANTERIOR
2018 – presente
Membro do Conselho de Remunerações da Fundação de Serralves
2011 – 2013
Membro do ISCTE-IUL CFO Advisory Forum
2008 – 2011
Membro (não executivo) do Conselho de Administração, Zon Multimédia, SGPS, S.A.
2008 – 2015
Presidente do Conselho Fiscal, Porto Business School
1998 –1999
Membro do Conselho de Administração, Efacec Capital, S.G.P.S., S.A.
1997 – 2000
Membro (não executivo) do Conselho de Administração, Vista Alegre, S.A.
1996 – 2000
Membro (não executivo) do Conselho de Administração, Atlantis, S.A.
1995 – 2004
Presidente do Conselho Fiscal, Associação Industrial do Distrito de Aveiro
1992 – 1994
Vice-presidente da Assembleia Geral, Associação Industrial de Águeda
1989 – 1994
Membro do Conselho de Administração, Seldex
1989 – 1995
Vice-presidente do Conselho de Administração, Cortal
www.greenvolt.pt181
1989 – 1994
Diretor Geral, Cortal
1987 – 1989
Diretor de Marketing, Cortal
1984 – 1985
Diretor de Produção, Cortal
1982 – 1983
Adjunto do Diretor de Produção, Cortal
EDUCAÇÃO
1986
MBA, INSEAD
1982
Licenciatura em Engenharia Química, Universidade do Porto
www.greenvolt.pt182
Ana Rebelo de
Carvalho
Menéres de
Mendonça
FUNÇÃO
Vogal do Conselho
de Administração
ESTATUTO
Não Independente
OUTROS CARGOS EM EXERCÍCIO
Grupo Altri
2014 – presente
Membro do Conselho de Administração, Altri S.G.P.S., S.A.
Fora do Grupo Altri
2017 – presente
Membro do Conselho de Administração, Cofihold II, S.A.
2016 – presente
Membro do Conselho de Administração, F. Ramada II Imobiliária, S.A
2014 – presente
Membro do Conselho de Administração, Cofihold, S.A.
2009 – presente
Membro do Conselho de Administração, Cofina, S.G.P.S., S.A
Membro do Conselho de Administração, Préstimo – Prestígio Imobiliário, S.A
Membro do Conselho de Administração, Ramada Aços, S.A.
Membro do Conselho de Administração, Ramada Investimentos e Indústria, S.A.
2008 – presente
Membro do Conselho de Administração, Promendo Investimentos, S.A.
www.greenvolt.pt183
EXPERIÊNCIA ANTERIOR
2009 – 2018
Membro do Conselho de Administração, Promendo, S.G.P.S., S.A
1996 – 2018
Membro do Conselho de Administração, Promendo, S.A.
1994 – 1995
Departamento Comercial, Citibank
1993 – 1994
Jornalista na área de economia, jornal Semanário Económico
EDUCAÇÃO
1987 – 1993
Licenciatura em Economia, Universidade Católica Portuguesa em Lisboa
www.greenvolt.pt184
Pedro Miguel
Matos Borges
de Oliveira
FUNÇÃO
Vogal do Conselho
de Administração
ESTATUTO
Não Independente
OUTROS CARGOS EM EXERCÍCIO
Grupo Altri
2014 – presente
Membro do Conselho de Administração, Altri S.G.P.S., S.A.
Fora do Grupo Altri
2015 – presente
Membro do Conselho de Administração, 1 Thing, Investments, S.A.
2014 – presente
Membro do Conselho de Administração, Cofihold, S.A.
2013 – presente
Membro do Conselho de Administração, Título Singular, S.A.
2009 – presente
Membro do Conselho de Administração, Cofina, S.G.P.S., S.A.
Membro do Conselho de Administração, F. Ramada II Imoiliária, S.A.
Membro do Conselho de Administração, Préstimo – Prestígio Imobiliário, S.A.
Membro do Conselho de Administração, Ramada Aços, S.A.
Membro do Conselho de Administração, Ramada Investimentos e Indústria, S.A.
2008 – presente
Membro do Conselho de Administração, Cofihold II, S.A.
Membro do Conselho de Administração, Valor Autêntico, S.A.
2006 – presente
Membro do Conselho de Administração, Universal – Afir, S.A.
www.greenvolt.pt185
EXPERIÊNCIA ANTERIOR
2009
Membro do Conselho de Administração, F. Ramada – Investimentos, S.G.P.S., S.A.
2006
Membro do Conselho de Administração, Universal Afir, Aços Especiais e Ferramentas, S.A.
2000
Diretor do Departamento de Serras e Ferramentas, F. Ramada, Aços e Indústrias, S.A.
1999 – 2000
Adjunto de Direção do Departamento de Serras e Ferramentas, F. Ramada, Aços e Indústrias, S.A.
1997 – 1999
Assistente de Direção, GALAN, Lda.
1992
Gerente, Bemel, Lda.
1986 – 2000
Assessor de gerência, Ferágueda, Lda.
EDUCAÇÃO
2009
Curso de Avaliação de Empresas, EGE- Escola de Gestão Empresarial
2000
Executive MBA, Instituto Empresarial Portuense / ESADE-Business School de Barcelona
1996
Licenciatura em Gestão Financeira, Instituto Superior de Administração e Gestão do Porto
www.greenvolt.pt186
Domingos José
Vieira de Matos
FUNÇÃO
Vogal do Conselho
de Administração
ESTATUTO
Não Independente
OUTROS CARGOS EM EXERCÍCIO
Grupo Altri
2005 – presente
Membro do Conselho de Administração, Altri, S.G.P.S., S.A.
Membro do Conselho de Administração, Sociedade Imobiliária Porto Seguro – Investimentos Imobiliários, S.A.
Fora do Grupo Altri
2008 – presente
Membro do Conselho de Administração, Livrefluxo, S.A.
Membro do Conselho de Administração, Ramada Investimentos e Indústria, S.A.
2006 – presente
Membro do Conselho de Administração, Elege Valor, Lda.
2005 – presente
Membro do Conselho de Administração, Cofihold II, S.A.
2004 – presente
Membro do Conselho de Administração, F. Ramada II Imobiliária, S.A.
2002 – presente
Membro do Conselho de Administração, Préstimo – Prestígio Imobiliário, S.A.
1997 – presente
Membro do Conselho de Administração, Cofihold, S.A.
Membro do Conselho de Administração, Ramada Aços, S.A.
1990 – presente
Membro do Conselho de Administração, Cofina, S.G.P.S., S.A.
1984 – presente
Membro do Conselho de Administração, Santos Fernandes & Vieira Matos, Lda.
1974  presente
Membro do Conselho de Administração, Universal – Afir, S.A
www.greenvolt.pt187
EXPERIÊNCIA ANTERIOR
1998 – 2000
Membro do Conselho de Administração, Electro Cerâmica, S.A.
1978 – 1994
Membro do Conselho de Administração, Cortal, S.A.
EDUCAÇÃO
1974
Licenciatura em Economia, Faculdade de Economia da Universidade do Porto
www.greenvolt.pt188
Clementina
Maria Dâmaso
de Jesus Silva
Barroso
FUNÇÃO
Vogal do Conselho
de Administração
ESTATUTO
Independente
COMISSÕES
Comissão de Ética e
Sustentabilidade
Comissão de Auditoria,
Risco e Partes
Relacionadas
OUTROS CARGOS EM EXERCÍCIO
Grupo Altri
N.A.
Fora do Grupo Altri
2015 – presente
Membro (não executivo) do Conselho de Administração, da Comissão de Auditoria e da Comissão de
Remunerações, Banco CTT, S.A.
2016 – presente
Vogal da Direção, Instituto Português de Corporate Governance
2011 – presente
Membro do Conselho Consultivo da IJC (ISCTE Junior Consulting)
1982 – presente
Professora do Departamento de Finanças, ISCTE Business School
EXPERIÊNCIA ANTERIOR
2018 – 2021
Membro do Conselho Geral e de Supervisão (Comissão de Matérias Financeiras/Comissão de Auditoria), EDP –
Energias de Portugal, S.A.
2014 – 2020
Presidente da Mesa da Assembleia Geral, Science 4 YOU, S.A.
2012 – 2016
Membro (não executivo) do Conselho de Administração e da Comissão de Auditoria, FundBox – SGFII, SA,
Sociedade Gestora de Fundos de Investimento Imobiliário, S.A
www.greenvolt.pt189
2011 – 2016
Membro (não executivo) do Conselho de Administração e da Comissão de Auditoria, FundBox – SGFIM, SA,
Sociedade Gestora de Fundos de Investimento Mobiliário, S.A.
2016 – 2019
Membro (não executivo) do Conselho de Administração e Presidente da Comissão de Auditoria, FundBox –
SGFIM, SA, Sociedade Gestora de Fundos de Investimento Mobiliário, S.A.
2001 – 2013
Membro da Direção, INDEG/PROJETOS- Instituto para o Desenvolvimento da Gestão Empresarial/Projetos
1999 – 2013
Diretora Geral e membro da Direção, INDEG / ISCTE – Instituto para o Desenvolvimento da Gestão Empresarial/
ISCTE
EDUCAÇÃO
2015
Doutoramento em Gestão Empresarial Aplicada, ISCTE_IUL
1990
Revisora Oficial de Contas (ROC), registada na Ordem dos Revisores Oficiais de Contas
1984 – 1985
Mestrado em Organização e Gestão de Empresas (parte escolar), ISE
1982
Contabilista Certificada inscrita na Ordem dos Contabilistas Certificados
1981
Licenciatura em Organização e Gestão de Empresas, ISCTE
www.greenvolt.pt190
Céline Dora
Judith
Abecassis-
Moedas
FUNÇÃO
Vogal do Conselho
de Administração
ESTATUTO
Independente
COMISSÕES
Comissão de Ética e
Sustentabilidade
Comissão de
Retribuições e
Nomeações
OUTROS CARGOS EM EXERCÍCIO
Grupo Altri
N.A.
Fora do Grupo Altri
2021 – presente
Membro (não executivo) do Conselho de Administração, Lectra (France)
2020 – presente
Membro (não executivo) do Conselho de Administração, Vista Alegre Atlantis
2019 – presente
Directora da Formação de Executivos, Universidade Católica Portuguesa
2016 – presente
Membro (não executivo) do Conselho de Administração, CUF
2019 – presente
Professora Associada com Agregação, fundadora e diretora académica do Center for Technological Innovation &
Entrepreneurship, Universidade Católica Portuguesa
EXPERIÊNCIA ANTERIOR
2016 – 2020
Membro (não executivo) do Conselho de Administração, CTT
2012 – 2019
Membro (não executivo) do Conselho de Administração, Europac
2013 – 2015
Professora Associada de Strategy & Innovation, Universidade Católica Portuguesa
2014 – 2019
Professora de Strategy & Innovation e Diretora Académica de 'Fashion & Technology’, Lectra Chair, ESCP
Business School, Paris
www.greenvolt.pt191
2011 – 2012
Visiting professor, Sloan School of Management, MIT
2005 – 2013
Professora Assistente de Strategy, Universidade Católica Portuguesa
2002 – 2005
Professora Assistente de Strategy, School of Business and Management, Queen Mary University of London
2000 – 2002
Consultora de Gestão, AT Kearney, London
1999 – 2000
E-Business Product Manager, Lectra, Nova Iorque
1996 – 1999
Assistente de Investigação, Orange Labs, Paris
EDUCAÇÃO
2019
Curso “Advanced Financial Statement Analysis”, Amsterdam Institute of Finance
2017
Curso “International Directors Programme”, Certified IDP-C in Corporate Governance, INSEAD
2014
Curso “Strategy of Leadership”, Kellogg School of Management, Northwestern University
1999
Doutoramento em Estudos de Gestão (com distinção), Ecole Polytechnique, Paris
1996
Mestrado em Métodos Científicos de Gestão (DEA), Dauphine University, Paris
1994
Licenciatura em Gestão e Economia, Ecole Normale Supérieure de Cachan / La Sorbonne
www.greenvolt.pt192
António Jorge
Viegas de
Vasconcelos
FUNÇÃO
Vogal do Conselho
de Administração
ESTATUTO
Independente
COMISSÕES
Comissão de Auditoria,
Risco e Partes
Relacionadas
OUTROS CARGOS EM EXERCÍCIO
Grupo Altri
N.A.
Fora do Grupo Altri
2020 – presente
Membro do Conselho Fiscal, Econnext GmbH & Co. KGaA
2019 – presente
Membro do Conselho Consultivo de Negócios, INESCTEC
Acionista e membro do conselho de Administração, FF New Energy Ventures, S.A.
2018 – presente
Diretor do curso “Regulatory Delivery”, European University Institute, Florence School of Regulation;
Professor part-time, European University Institute
Membro do Stakeholder and Innovation Council of EDSO (European Distribution System Operators)
2017 – presente
Membro do Conselho Consultivo da SOFID (instituição financeira de desenvolvimento que apoia projetos de
investimento de empresas portuguesas em países em desenvolvimento)
Co-fundador e presidente da Assembleia Geral da Associação Portuguesa de Direito da Energia (APDEN)
Membro fundador e presidente honorário, European Federation of Energy Law Associations (EFELA)
Presidente do Conselho Consultivo, IASS (Institute for Advanced Sustainability Studies), Potsdam
2013 – presente
Professor convidado, WU Vienna, Executive master on Energy Management
Membro do Conselho Consultivo, Official Monetary and Financial Institutions Forum
2012 – presente
Acionista, Intelligent Sensing Anywhere, S.A.
2007 – presente
Membro do Conselho Consultivo, APREN (Associação Portuguesa de Energias Renováveis)
Presidente do Conselho de Administração, NEWES, New Energy Solutions
Consultor de diversas organizações nacionais e internacionais (Comissão Europeia, Banco Mundial, etc.)
www.greenvolt.pt193
2006 – presente
Membro honorário, CEER
2003 – presente
Fundador e membro do Comité Executivo da Florence School of Regulation (joint venture entre o CEER,
Comissão Europeia e European University Institute).
EXPERIÊNCIA ANTERIOR
2017 – 2020
Acionista e membro do Conselho de Administração, Homing Homes
2017 – 2018
Membro do Comité de pilotage do Comité de Prospective CRE (Comissão Reguladora de Energia Francesa)
2016 – 2017
Consultor do Presidente da Comissão europeia em temas energéticos
2015 – 2018
Co-fundador e primeiro Presidente, Associação Portuguesa de Economia da Energia (APEEN – IAEE Associada)
2014
Presidente, Comissão para a Reforma da Fiscalidade Verde criada pelo governo Português
2013 – 2015
Membro do “Wise men Group” do governo Português sobre uso de fundos europeus para o período de
2014-2020
2013 – 2016
Membro do Conselho Geral, Universidade de Coimbra
2012 – 2016
Presidente, Associação Portuguesa de Veículos Elétricos
2012 – 2014
Membro do Conselho de Administração, ISA
2011
Membro do Comité Consultivo da Comissão Europeia sobre o “Energy Roadmap 2050”
2010 – 2012
Conselheiro especial do Comissário Andris Piebalgs sobre questões energéticas para a política de
desenvolvimento
2010 – 2018
Membro suplente do Conselho de Administração, ACER (Agência de Cooperação dos Reguladores da Energia)
nomeado pelo Parlamento Europeu
2007 – 2008
Membro da NovenergiaII (fundo de capital privado para as energias renováveis na Europa)
2007 – 2010
Membro do Conselho Consultivo, Programa de Economia Ambiental de Harvard
2003 – 2005
Presidente, Grupo Europeu de Reguladores da Eletricidade e do Gás (ERGEG), criado pela Comissão Europeia
2000
Co-fundador, Associação Ibero-Americana de Autoridades Reguladoras da Energia (ARIAE)
www.greenvolt.pt194
2000 – 2006
Co-fundador e Vice-Presidente, Centro de Estudos de Direito Público e Regulação (CEDIPRE)
2000 – 2005
Co-fundador e co-presidente, Mesa Redonda das Entidades Reguladoras da Energia da UE/EUA
Co-fundador e Presidente, Conselho dos Reguladores Europeus da Energia (CEER), uma associação voluntária
de reguladores europeus da energia com sede em Bruxelas
1997
Nomeado pelo Governo Português como Presidente da ERSE
1996
Convidado pelo Governo Português a criar a Entidade Reguladora do Sector Eléctrico (ERSE)
1990 – 1991
Professor Convidado, Universidade de Pavia (Itália)
1989 – 1996
Secretário-Geral Adjunto, EURELECTRIC (associação europeia de empresas de eletricidade)
1985 – 1989
Responsável pelo desenvolvimento do programa de simulação dinâmica de sistemas no departamento de redes
elétricas da AEG (Frankfurt); também responsável pela introdução da engenharia de software no mesmo
departamento
1982 – 1985
Assistente de Investigação, Erlangen- Universidade de Nuremberga
1982
Monitor, Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto
1980
Estágio, Hoesch (Dortmund)
EDUCAÇÃO
1992 – 1985
Doutoramento, Universidade de Erlangen-Nuremberga
1977 – 1982
Licenciatura em Engenharia Eletrotécnica, Universidade do Porto
www.greenvolt.pt195
José Armindo
Farinha Soares
de Pina
FUNÇÃO
Vogal do Conselho
de Administração
ESTATUTO
Não Independente
COMISSÕES
Comissão de
Acompanhamento
Estratégico e
Operacional
CARGOS EM EXERCÍCIO
Grupo Altri
2021 – presente
Membro do Conselho de Administração, Biogama, S.A.
2020 – presente
Membro do Conselho de Administração e CEO, Altri, S.G.P.S., S.A.
Membro do Conselho de Administração, Altri Abastecimento de Madeira, S.A.
Membro do Conselho de Administração, Altri Florestal, S.A.
Membro do Conselho de Administração, Biotek, S.A.
Membro do Conselho de Administração, Caima – Indústria de Celulose, S.A.
Membro do Conselho de Administração, Caima Energia – Empresa de Gestão e Exploração de Energia, S.A.
Membro do Conselho de Administração, Celulose Beira Industrial (CELBI), S.A.
Membro do Conselho de Administração, Florestsul, S.A.
Fora do Grupo Altri
N.A.
EXPERIÊNCIA ANTERIOR
2017 – 2020
Diretor Corporativo de Estratégia e Desenvolvimento de Negócios para a região Ásia Pacífico, Dow, China
2014 – 2017
Vice-Presidente do Conselho de Administração, CropLife Asia
Presidente da Divisão de Ciências Agrícolas e Biotecnologia para a Ásia, Dow, China,
2010 – 2014
Presidente e Diretor Geral Global da AgroFresh Inc., EUA
2008 – 2010
Diretor Global de Estratégia e Desenvolvimento de Negócios da Divisão de Materiais Químicos Especializados,
Dow, Suíça
2005 – 2007
Diretor Geral Global, ADC Inc. (unidade de materiais elásticos não tecidos), Alemanha
www.greenvolt.pt196
2005 – 2008
Diretor Global da Unidade de Polímeros, Saúde e Higiene, Dow, EUA
1996 – 2010
Membro do Conselho de Administração, World Monuments Fund para Portugal
1995 – 2005
Várias posições de gestão comercial e de marketing para a Europa, Medio Oriente e África, nas divisões de
Materiais para a Construção e de Polímeros, Dow, baseado em Portugal, Alemanha e Suíça
EDUCAÇÃO
2008
Programa avançado de Gestão de Empresas, INSEAD, França
2005
Programa avançado de Gestão de Empresas, Universidade de Indiana, EUA
2000
Programa de Gestão de Empresas, INSEAD, França
1995
Pós-Graduação em Gestão de Construção, Instituto Superior Técnico
1993
Licenciatura em Engenharia Civil, Instituto de Tecnologia de Nova Jersey, EUA
www.greenvolt.pt197
João Manuel
Manso Neto
FUNÇÃO
Administrador
Delegado
ESTATUTO
Não Independente
COMISSÕES
Comissão de Ética e
Sustentabilidade
Comissão de
Acompanhamento
Estratégico e
Operacional
CARGOS EM EXERCÍCIO
Grupo Altri
2021 – presente
Membro da gerência, Track Profit Energy, Lda.
Presidente do Conselho de Administração, Energia Unida, S.A.
Consejero Delegado, Tresa Energia SL
Presidente do Conselho de Administração, Sustainable Energy One, S.L.
Vice Presidente do Conselho de Administração, V-ridium Power Group sp. z o.o.
Fora do Grupo Altri
2021 – presente
Advisor, Beaufort Investment Limited
Advisor, IGE Investment Limited
EXPERIÊNCIA ANTERIOR
2006 – 2021
Presidente do Conselho de Administração, EDP – Gestão de Produção de Energia, S.A.
Membro (executivo) do Conselho de Administração, EDP, Energias de Portugal, S.A.
Vice-Presidente do Conselho de Administração, EDP Renováveis, S.A.
Presidente da Comissão Executiva, EDP Renováveis, S.A.
Membro do Conselho de Administração, Operador del Mercado Ibérico de Energia Polo Español (OMEL)
Membro do Conselho de Administração, Mercado Ibérico – OMIP (Portugal)
Membro do Conselho de Administração, MIBGAS
Consejero Delegado, Hidrocantábrico
Membro do Conselho de Administração, Naturgás Energia Grupo, S.A.
2003 – 2006
Diretor Geral, EDP – Energias de Portugal, S.A.
Membro do Conselho de Administração, EDP – Gestão de Produção de Energia, S.A.,
www.greenvolt.pt198
Consejero Delegado, Hidrocantábrico
Membro do Conselho de Administração, Naturgás Energia Grupo, S.A.
2002 – 2003
Membro de Conselhos de Administração do Grupo Banco Português de Negócios
1985 – 1993 (não continuo)
Professor, Faculdade de Economia, Universidade Nova de Lisboa
1981 – 2002
Diretor da Divisão de Crédito Internacional, Banco Português do Atlântico
Diretor Geral (com a responsabilidade do pelouro financeiro e retalho da região Sul), Banco Português do
Atlântico
Diretor Geral de Tesouraria, BCP
Membro do Conselho de Administração, BCP Banco de Investimento
1981 – 2002
Diversas funções junto do Big Bank Gdansk, Polónia
.
EDUCAÇÃO
1988
Advanced Management Program for Overseas Bankers, Wharton School, Estados Unidos
1982 – 1985
Componente académica do Mestrado em Economia, Universidade Nova de Lisboa
1981 – 1982
Pós-graduação em Economia Europeia, Universidade Católica Portuguesa
1976 – 1981
Licenciatura em Económicas, Instituto Superior de Economia
www.greenvolt.pt199
CONSELHO FISCAL
Pedro João Reis
de Matos Silva
FUNÇÃO
Presidente do
Conselho Fiscal
ESTATUTO
Independente
OUTROS CARGOS EM EXERCÍCIO
Grupo Altri
N.A.
Fora do Grupo Altri
2019 – presente
Membro da Assembleia Representativa da Ordem dos Revisores Oficiais de Constas
1987 – presente
Sócio fundador da Sociedade de Revisores Oficiais de Contas, M. Silva, P. Caiado, P. Ferreira & Associados,
SROC Lda.
1981 – presente
Revisor Oficial de Contas
EXPERIÊNCIA ANTERIOR
2016 – 2018
Membro do Conselho Superior da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas
2012 – 2014
Membro da Comissão de Auditoria do Banco Espírito Santo
2005 – 2010
Presidente do Conselho Fiscal da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas
1993 – 1995
Presidente do Conselho Fiscal do Banco Português do Atlântico
1987 – 1991
Assessor Económico do Primeiro-Ministro
www.greenvolt.pt200
1975 – 1986
Técnico Especialista e Chefe de Divisão e Director de Serviços, IAPMEI – Instituto de Apoio às Pequenas e
Médias Empresas Industriais
1974
Auditor em Empresa Internacional, A. Andersen
1972 – 1974
Consultor, Associação Industrial Portuguesa
1971 – 1974
Oficial da Reserva Naval. Serviço Militar na Marinha, Administração Naval
1972 – 1992
Professor convidado, Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG)
1976
Monitor do curso “A técnica contabilística/os instrumentos de gestão/os meios de controlo”, INI
EDUCAÇÃO
1980
Fellow of the Economic Development Institute, Banco Mundial
Curso de Análise de Projetos Industriais, Economic Development Institute, Banco Mundial                 
1976
Curso de Direção de Empresas, Módulos: Controlo de Gestão na Empresa, Gestão Financeira e dos
Investimentos, Métodos de Análise de Custos
1974
Curso de Auditoria e Contabilidade, Centre D’Enseignement Superieur des Affaires (CESA) Versailles, França
1971
Licenciatura em Finanças, Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras
1958 – 1965
Colégio Militar
www.greenvolt.pt201
Francisco
Domingos
Ribeiro
Nogueira Leite
FUNÇÃO
Vogal do Conselho
Fiscal
ESTATUTO
Independente
COMISSÕES
Comissão de
Vencimentos
OUTROS CARGOS EM EXERCÍCIO
Grupo Altri
N.A.
Fora do Grupo Altri
2019 – presente
Assessor do Conselho de Administração, CP-Comboios de Portugal, E.P.E.
Administrador Único, ECOSAÚDE – Educação, Investigação e Consultoria em Trabalho, Saúde e Ambiente, S.A.
Administrador Único, FERNAVE- Formação Técnica, Psicologia Aplicada e Consultoria em Transporte e
Portos, S.A.
Gerente da SAROS – Sociedade de Mediação de Seguros, Lda.
EXPERIÊNCIA ANTERIOR
2012 – 2019
Presidente do Conselho de Administração, Parvalorem, S.A.
Vogal do Conselho de Administração, Parparticipadas SGPS, S.A.
Vogal do Conselho de Administração, Parups, S.A.
Presidente do Conselho de Administração, Imofundos – Sociedade Gestora de Fundos de Investimento
Imobiliário, S.A.
Presidente do Conselho de Administração, BPN Serviços – Serviços Administrativos, Operacionais
e Informáticos ACE
Presidente do Conselho de Administração, Banco EFISA, S.A.
2010 – 2012
Presidente do Conselho de Administração, ECOSAÚDE, S.A
2003 – 2007
Administrador Executivo, Fernave, S.A.
1994 – 1995
Presidente, SIJE, S.A.
www.greenvolt.pt202
1991 – 1992
Membro Conselho Fiscal, Euroshore, S.A.
1989 – 1992
Secretário-Geral, Sociedade Geral de Projetos Industriais e Serviços, S.A. – IPE
2012 – 2014
Presidente do Conselho de Administração, BPN Crédito – Instituição Financeira de Crédito, S.A.
2012 – 2013
Presidente do Conselho de Administração, BPN (IFI) Cabo Verde
Presidente do Conselho de Administração, Real Vida Seguros, S.A.
1988 – presente
Advogado
EDUCAÇÃO
Licenciatura em Direito, Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa           
www.greenvolt.pt203
Cristina Isabel
Linhares
Fernandes
FUNÇÃO
Vogal do Conselho
Fiscal
ESTATUTO
Independente
OUTROS CARGOS EM EXERCÍCIO
Grupo Altri
N.A.
Fora do Grupo Altri
2017 – presente
Fiscal Único da Never Lose, S.A.
Fiscal Único da MDM Imobiliária S.A
Fiscal Único da Base Item – Actividades Imobiliárias, S.A.
Fiscal Único da Título Singular, S.A
2016 – presente
Responsável pela execução da contabilidade e pela área financeira da APAF – Engineering Services, Lda.
Fiscal Único da IT-Peers Serviços de Tecnologia de Informação, S.A.
2012 – presente
Presidente do Conselho Fiscal da Associação de Pesquisa e de Investigação Histórica e Arqueológica – Alcaides
de Faria
2008 – presente
Revisora Oficial de Contas da Sociedade Comercial de Plásticos Chemieuro Unipessoal Lda.
2007 – presente
Revisora Oficial de Contas e consultora em nome individual
EXPERIÊNCIA ANTERIOR
2008 – 2010
Vogal do Conselho Fiscal da Celulose da Beira Industrial (Celbi), S.A
2007 – 2008
Vogal do Conselho Fiscal da Tertir – Terminais de Portugal, S.A
2007 – 2013
Vogal do Conselho Fiscal da Altri, SGPS, S.A
www.greenvolt.pt204
Vogal do Conselho Fiscal da Cofina, SGPS, S.A
Vogal do Conselho Fiscal da F..Ramada Investimentos, SGPS, S.A
2007 – 2010
Vogal do Conselho Fiscal da Celulose do Caima, SGPS, S.A
2005 – 2006
Senior Manager da divisão de auditoria da Deloitte, Luanda
2002 – 2005
Manager da divisão de auditoria da Deloitte, Porto
1999 – 2001
Sénior da divisão de auditoria da Arthur Andersen, Porto
1996 – 1998
Assistente na divisão de auditoria da Arthur Andersen, Porto
EDUCAÇÃO
2006 – 2007
MBA executivo – EGP – Escola de Gestão do Porto
2000
Pós Graduação em Fiscalidade - Instituto Superior de Administração e Gestão do Porto
1991 - 1996
Licenciatura em Economia, Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra
www.greenvolt.pt205
COMISSÃO DE VENCIMENTOS
Fernanda Luíza
Z. V. Vieira de
Moura
FUNÇÃO
Presidente da
Comissão de
Vencimentos
ESTATUTO
Independente
OUTROS CARGOS EM EXERCÍCIO
Grupo Altri
N.A.
Fora do Grupo Altri
2021 – presente
Psicoterapeuta e Coach: Executivos, Carreira, Lifecoaching
Formadora e produtora de conteúdos de Formação (Consultora independente)
EXPERIÊNCIA ANTERIOR
2012 – 2021
Diretora Corporativa de Recursos Humanos, Grupo Elevo
1997 – 2012
Diretora Corporativa de Recursos Humanos, Grupo Edifer
1990 – 1997
Consultora Sénior, EGOR PORTUGAL
1988 – 1990
Consultora de Recrutamento e Seleção Profissional, CONSENSO
1987 – 1990
Psicóloga Clínica, Monitora e Formadora FREELANCER
1984 – 1987
Psicóloga em Instituição Pública de Solidariedade Social, Voluntárias Sociais da Bahia (Brasil)
www.greenvolt.pt206
EDUCAÇÃO
2020
Pós-Graduação em Coaching Psicológico, Faculdade de Psicologia de Lisboa
2018
Certificação em Coaching Executivo – Coach graduate by accredited Coach Training program
2007
Formação em Gestão Global – Nova Fórum, Universidade Nova de Lisboa
1998
Pós-Graduação em Organização e Avaliação da Formação, Faculdade de Psicologia de Lisboa (em colaboração
com a Universidade de Pierre Mendes de Grenoble)
1979-1984
Licenciatura em Psicologia - Ramo Psicoterapia e Aconselhamento, Faculdade de Psicologia de Lisboa de
Lisboa
www.greenvolt.pt207
Francisco
Domingos
Ribeiro
Nogueira Leite
FUNÇÃO
Vogal do Conselho
Fiscal
ESTATUTO
Independente
COMISSÕES
Comissão de
Vencimentos
OUTROS CARGOS EM EXERCÍCIO
Grupo Altri
N.A.
Fora do Grupo Altri
2019 – presente
Assessor do Conselho de Administração, CP-Comboios de Portugal, E.P.E.
Administrador Único, ECOSAÚDE – Educação, Investigação e Consultoria em Trabalho, Saúde e Ambiente, S.A.
Administrador Único, FERNAVE- Formação Técnica, Psicologia Aplicada e Consultoria em Transporte e
Portos, S.A.
Gerente da SAROS – Sociedade de Mediação de Seguros, Lda.
EXPERIÊNCIA ANTERIOR
2012 – 2019
Presidente do Conselho de Administração, Parvalorem, S.A.
Vogal do Conselho de Administração, Parparticipadas SGPS, S.A.
Vogal do Conselho de Administração, Parups, S.A.
Presidente do Conselho de Administração, Imofundos – Sociedade Gestora de Fundos de Investimento
Imobiliário, S.A.
Presidente do Conselho de Administração, BPN Serviços – Serviços Administrativos, Operacionais
e Informáticos ACE
Presidente do Conselho de Administração, Banco EFISA, S.A.
2010 – 2012
Presidente do Conselho de Administração, ECOSAÚDE, S.A
2003 – 2007
Administrador Executivo, Fernave, S.A.
www.greenvolt.pt208
1994 – 1995
Presidente, SIJE, S.A.
1991 – 1992
Membro Conselho Fiscal, Euroshore, S.A.
1989 – 1992
Secretário-Geral, Sociedade Geral de Projetos Industriais e Serviços, S.A. – IPE
2012 – 2014
Presidente do Conselho de Administração, BPN Crédito – Instituição Financeira de Crédito, S.A.
2012 – 2013
Presidente do Conselho de Administração, BPN (IFI) Cabo Verde
Presidente do Conselho de Administração, Real Vida Seguros, S.A.
1988 – presente
Advogado
EDUCAÇÃO
Licenciatura em Direito, Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa           
www.greenvolt.pt209
Anexo II
Relatório de Remuneração
1.Introdução
Nos termos e para os efeitos do art.º 26.º-G do Código dos Valores Mobiliários, na sua redação atual
(doravante “CVM”), e em conformidade com a política de remuneração dos órgãos sociais da
Sociedade em vigor (doravante “Política de Remuneração”), o Conselho de Administração da
Greenvolt – Energias Renováveis, S.A. (doravante “GreenVolt” ou “Sociedade”) elaborou o presente
relatório de remuneração (doravante “Relatório” ou “Relatório de Remuneração”) com o propósito de
proporcionar a todos os seus destinatários uma visão abrangente da remuneração atribuída aos
membros dos órgãos de administração e fiscalização da GreenVolt durante o exercício social de
2021.
2. Princípios da Política de Remuneração da Sociedade
A política de remuneração dos órgãos sociais da GreenVolt foi aprovada, enquanto sociedade
fechada, por deliberação unânime da sua Assembleia Geral de Acionistas, tomada no dia 28 de junho
de 2021, com declaração de adesão aos preceitos legais aplicáveis a entidades de interesse público -
arts. 26.ºA a 26.º F do CVM -  em antecipação da admissão à negociação da Sociedade, o que viria a
acontecer no dia 15 de julho de 2021.
De entre os princípios adotados pela política, em conformidade com as melhores práticas de governo
destaca-se:
a.Critérios de mercado
A observância de regras de mercado, através de um exercício comparativo (“benchmark”), é
essencial para retribuir adequadamente e de forma competitiva, tendo em consideração a
prática do mercado de referência (a nível nacional e internacional), a atividade desenvolvida e
os resultados obtidos.
b.  Alinhamento de interesses da gestão com os objetivos estratégicos da Sociedade
A definição das remunerações deve assentar em critérios de avaliação de desempenho e de
objetivos, de natureza financeira e não financeira, alinhados com a estratégia empresarial da
Sociedade e que assegurem a efetiva sustentabilidade da Sociedade no longo prazo.
      c.  Compromisso de Sustentabilidade
Os objetivos associados à definição das remunerações a atribuir estão diretamente
associados ao desempenho de sustentabilidade da Sociedade, que será medido por
indicadores ambientais, sociais e de governo corporativo, traduzindo o compromisso de
desenvolvimento sustentável, em especial no âmbito da sustentabilidade ambiental, bem
como o permanente cumprimento dos valores e princípios éticos da Sociedade e que
www.greenvolt.pt210
constituem uma pedra angular na forma como esta se estrutura e relaciona com todos os
stakeholders.
        d.  Condições de emprego e de remuneração dos trabalhadores
As remunerações definidas terão em consideração as condições de emprego e de
remuneração dos trabalhadores da Sociedade, o que é alcançado através de um exercício
benchmark com o mercado de referência nacional e internacional, tendo por referência
funções equivalentes, por forma a garantir a equidade interna e um elevado nível competitivo.
3. Componentes Remuneratórias dos Membros dos Órgãos Sociais
3.1 Assembleia Geral
Atendendo ao nível de complexidade e responsabilidade dos membros da Mesa da Assembleia
Geral, e tendo por base os princípios e critérios acima referidos, entende-se que a remuneração dos
membros da mesa da Assembleia Geral será exclusivamente constituída por uma componente fixa,
seguindo-se as práticas de mercado e os valores habitualmente considerados para este tipo de
funções, sendo o respetivo montante pago por cada reunião de Assembleia Geral em que o respetivo
membro da Mesa esteja.
3.2 Conselho de Administração
3.2.1 Administradores Não Executivos
Caso sejam remunerados, a remuneração dos administradores não executivos corresponde
exclusivamente a uma componente fixa, a ser paga em duodécimos, cujo montante é determinado
pela Comissão de Vencimentos, e revista periodicamente, se necessário, tendo em consideração as
melhores práticas de mercado para o exercício de funções equivalentes em empresas comparáveis
por segmento de atividade e geografia.
Sem prejuízo da natureza fixa, a remuneração atribuída aos administradores não executivos poderá
ser diferenciada em função: i) do valor que aportam à Sociedade por efeito da experiência adquirida
ao longo dos anos em funções executivas exercidas anteriormente na Sociedade ou noutras
sociedades similares; ii) do nível de conhecimento e know-how dos negócios da Sociedade que lhes
seja reconhecido; e ainda iii) da assunção de responsabilidades que venham a ter lugar em
Comissões designadas pelo Conselho para acompanhamento da atividade de gestão corrente.
3.2.2 Administradores Executivos
A remuneração dos administradores executivos integra duas componentes: (1) uma componente fixa,
correspondente a um valor pago em duodécimos, a ser alinhada com a remuneração base praticada
por empresas comparáveis, considerando a capitalização bolsista, dimensão e perfil de risco, por
referência ao setor e geografia onde a Sociedade opera, e ponderada pela base remuneratória média
dos trabalhadores GreenVolt; (2) uma componente variável, que inclui:
•um prémio variável de curto prazo, atribuído anualmente e pago no primeiro semestre do ano
seguinte ao ano da atribuição, após o apuramento das contas do exercício, o qual não pode
www.greenvolt.pt211
ser superior à remuneração fixa anual; este prémio é apurado com o desempenho individual
de cada administrador executivo, tendo em conta a respetiva avaliação individual anual, de
acordo com o nível de desempenho apurado por indicadores-chave definidos pela Comissão
de Vencimentos para o exercício de 2021 nos seguintes termos: i) de natureza quantitativa
(pesando 60% sobre a avaliação anual global) - indicadores ESG (5%); Net Profit (15%);
EBITDA (40%); e ii) de natureza qualitativa (pesando 40% sobre a avaliação anual global ) –
gestão de equipas, gestão de stakeholders, trabalho em equipa, implementação do plano de
negócios anual;
•um prémio variável de médio prazo, configurado sob a forma de “phantom shares”, sendo
atribuído um valor fixado a priori  às ações por referência à cotação de fecho do dia da
admissão à negociação das ações da Sociedade em mercado regulamentado (Euronext
Lisbon) – 15 de julho de 2021 – podendo ser exercido pelo montante máximo de 50%
(cinquenta por cento) no prazo de 3 (três) anos a contar da sua atribuição e pelo montante
máximo de 50% (cinquenta por cento) no prazo de 4 (quatro) anos, também a contar da sua
atribuição, sem qualquer limitação temporal, mediante a verificação e cumprimento de
objetivos de desempenho quantitativo associados ao Total Shareholder Return, razão pela
qual o seu pagamento não se encontra garantido. As “phantom shares”, permitem
correlacionar o desempenho dos administradores executivos com interesses de longo prazo
da Sociedade associados à sua rentabilidade e desenvolvimento, sem que haja uma
transferência de propriedade de ações para a esfera dos administradores executivos.
A componente variável da remuneração, uma vez determinada, atribuída e paga, não é passível de
ser restituída pelo administrador executivo que a tenha recebido, mesmo em caso de cessação
antecipada, por qualquer causa, das suas funções, sem prejuízo do direito indemnizatório geral da
Sociedade em caso de danos causados pela atuação dos administradores executivos, no qual se
inclui o direito de retenção de montantes atribuídos, mas ainda não pagos, a título de componente
variável da remuneração.
São também atribuídos os seguintes benefícios aos administradores executivos:
•Direito a participação em fundo de pensões para o qual a GreenVolt realiza uma contribuição
por participante variável de acordo com os resultados do grupo e da antiguidade do
trabalhador;
•Pagamento de prémio anual de Seguro de Saúde, extensível a cônjuge e filhos, de acordo
com as práticas adotadas por referência às apólices em vigor na GreenVolt;
•Pagamento de prémio anual de Seguro de Vida e também de Seguro de Acidentes Pessoais
de acordo com as práticas adotadas por referência às apólices em vigor na GreenVolt;
•Utilização de viatura, nos termos das práticas adotadas pela GreenVolt para viaturas de
serviço, a qual incluirá a atribuição de motorista e o pagamento de custos e despesas
relacionadas com a viatura e a sua utilização.
www.greenvolt.pt212
O montante global dos benefícios atribuídos aos administradores executivos não representa mais do
que 5% da remuneração fixa anual. Não existem quaisquer bónus ou benefícios atribuídos aos
demais membros dos órgãos de administração ou de fiscalização.
Não existem, na presente data, quaisquer regimes de pensão complementar ou de reforma
antecipada, nem quaisquer planos de atribuição de ações ou de opções sobre ações.
3.2.3. Conselho Fiscal
Os membros do Conselho Fiscal terão uma remuneração fixa, de acordo com honorários adequados
ao exercício das suas funções e de acordo com a prática do mercado.
3.2.4 Revisor Oficial de Contas
O Revisor Oficial de Contas terá uma remuneração fixa, de acordo com honorários adequados ao
exercício das suas funções e de acordo com a prática do mercado. A remuneração será estabelecida
no respetivo contrato de prestação de serviços a celebrar para o efeito, sob a supervisão do Conselho
Fiscal.
4. Determinação da remuneração dos membros dos órgãos de administração e fiscalização
Nos termos conjugados do disposto na alínea e) do número um do artigo décimo primeiro e do artigo
vigésimo segundo dos estatutos da Sociedade, a Comissão de Vencimentos é a entidade
responsável pela aprovação das remunerações dos órgãos sociais da Sociedade, com exceção da
remuneração do Revisor Oficial de Contas, cuja remuneração é estabelecida no respetivo contrato de
prestação de serviços a celebrar para o efeito, sob a supervisão do Conselho Fiscal. A Comissão é
eleita pela Assembleia Geral de Acionistas e desenvolve a sua atividade em observância da Política
de Remuneração também aprovada pela Assembleia Geral.
O processo de avaliação de desempenho individual de cada administrador é anual, devendo estar
suportado em evidências concretas, disponibilizadas à Comissão de Vencimentos da GreenVolt pela
Comissão de Acompanhamento Estratégico e Operacional e/ou por outras Comissões de apoio ao
Conselho de Administração a quem a Comissão de Vencimentos possa solicitar as informações que
entender pertinentes.
5. Divulgação de Remunerações dos Órgãos Sociais relativas ao exercício de 2021
5.1 Assembleia Geral
Durante o exercício de 2021 não foi convocada qualquer Assembleia Geral da Sociedade após 15 de
julho de 2021, data da admissão a negociação dos valores mobiliários da Sociedade, razão pela qual
não foi atribuída qualquer remuneração ao Presidente da Mesa enquanto membro remunerado da
mesa que aufere 5.000,00 € por reunião da Assembleia Geral em que participe.
www.greenvolt.pt213
5.2 Conselho de Administração
Clara Raposo***
(Presidente, independente)
N/A
N/A
N/A
Paulo Fernandes
(não independente)
51.944,42 €
N/A
N/A
João Borges de Oliveira
(não independente)
51.944,42 €
N/A
N/A
Ana Mendonça
(não independente)
23.375,00 €
N/A
N/A
Pedro Borges de Oliveira
(não independente)
23.375,00 €
N/A
N/A
Domingos de Matos
(não independente)
23.375,00 €
N/A
N/A
Clementina Barroso
(independente)
24.933,33 €
N/A
N/A
Céline Abecassis-Moedas
(independente)
27.270, 83 €
N/A
N/A
Jorge Vasconcelos
(independente)
24.933,33 €
N/A
N/A
José Soares de Pina
(não independente)
N/A
N/A
N/A
Administradores Executivos
Remuneração Fixa
Remuneração Variável
de Curto Prazo
Remuneração Variável
de Médio Prazo
João Manso Neto
416.660,00 €
350.000.00 €
Diferida para 2024 e
2025**
Administradores Não
Executivos
Remuneração Fixa*
Remuneração Variável
de Curto Prazo
Remuneração Variável
de Médio Prazo
*No caso dos administradores não executivos corresponde ao período de exercício de 24 de junho de 2021 a 31 de dezembro
de 2021. No caso do Administrador Delegado corresponde ao período de exercício de 18 de março de 2021 a 31 de dezembro
de 2021.
**Este administrador executivo tem atribuídas “phantom shares” correspondentes à valorização de um investimento de dois
milhões de euros por referência à cotação de fecho do título GreenVolt à data do IPO – dia 15 de julho de 2021 – passível de
exercício em 50% do seu montante global a partir de 2024 e 2025, respetivamente.
*** A Presidente do Conselho de Administração renunciou a remuneração durante o exercício de 2021, apenas passando a ser
remunerada no exercício de 2022.
De acordo com a avaliação da Comissão de Vencimentos, suportada pelos elementos de informação
fornecidos pela Comissão de Acompanhamento Estratégico e Operacional da GreenVolt, o
Administrador Delegado atingiu plenamente os indicadores-chave de desempenho no exercício de
2021, tendo-lhe sido atribuído o valor máximo da componente variável de curto-prazo no montante de
€350.000, que representa o máximo payout relativo de 70%, assumindo como denominador a
remuneração fixa equivalente para um ano completo de exercício, no montante de €500.000,00.
A remuneração de cada um dos Administradores da GreenVolt, atribuída pelas sociedades
dominadas e em relação de grupo, por referência ao exercício de 2021, encontra-se descrita na
tabela seguinte:
Administradores Não Executivos
Remuneração Fixa
Remuneração Variável
Paulo Fernandes (não independente)
490.310,00 €
N/A
João Borges de Oliveira (não independente)
490.310,00 €
N/A
Ana Mendonça (não independente)
109.900,00 €
N/A
Pedro Borges de Oliveira (não independente)
282.500,00 €
N/A
www.greenvolt.pt214
Domingos de Matos (não independente)
282.500,00 €
N/A
José Soares de Pina (não independente)
450.000,00 €
350.000,00 €
5.3 Conselho Fiscal
Membro do Conselho Fiscal
Remuneração fixa
Pedro João Reis de Matos Silva (Presidente)
15.583,33€
Francisco Domingos Ribeiro Nogueira Leite (Vogal)
5.194,44€
Cristina Isabel Linhares Fernandes (Vogal)
5.194,44€
5.4 Revisor Oficial de Contas
Em 2021, os honorários da Deloitte & Associados, SROC S.A., relativos a serviços de auditoria
externa e revisão legal de contas anuais de todas as empresas portuguesas que integram o Grupo
GreenVolt ascenderam a 220.700 Euros. Os honorários globais da Deloitte & Associados, SROC S.A.
relativamente a outros serviços de garantia de fiabilidade que incluem outros serviços que não sejam
de revisão ou auditoria a empresas portuguesas que integram o Grupo GreenVolt ascenderam a
402.500 Euros, incluindo os processos de revisão limitada, a emissão de cartas de conforto
associadas ao processo de admissão à negociação das ações da GreenVolt, os serviços de garantia
de fiabilidade associados ao Relatório de Sustentabilidade e às obrigações verdes.
Adicionalmente, os serviços prestados pela Deloitte & Associados, SROC S.A. ou por sociedades
pertencentes à rede Deloitte em Portugal ou no estrangeiro à Sociedade ou a sociedades em relação
de domínio ou de grupo são os que a seguir se elencam:
www.greenvolt.pt215
Auditoria
Serviços de
garantia de
fiabilidade
Consultoria
fiscal
Outros
serviços
TOTAL
Total do exercício
Pela sociedade
170.200,00€
396.000,00€
93.000,00€
244.375,00€
903.575,00€
18,8%
43,8%
10,3%
27,0%
100,0%
Por sociedades que integrem o grupo
131.500,00 €
17.500,00€
104.500,00€
148.647,00€
402.147,00€
32,7%
4,4%
26,0%
37,0%
100,0%
Total
301.700,00€
413.500,00€
197.500,00€
393.022,00€
1.305.722,00€
23,1%
31,7%
15,1%
30,1%
100,0%
Dos quais até à data de admissão à
negociação, excluindo serviços de auditoria
Pela sociedade
335.000,00€
93.000,00€
199.375,00€
627.375,00€
Por sociedades que integrem o grupo
6.500,00€
104.500,00€
52.972,00€
163.972,00€
Dos quais após a data de admissão à
negociação,  excluindo serviços de
auditoria
Pela sociedade
61.000,00€
0
45.000,00€
106.000,00€
Por sociedades que integrem o grupo
11.000,00€
0
95.675,00€
106.675,00€
Notas:
a) O valor dos honorários relativos a serviços de auditoria e a serviços de garantia de fiabilidade são apresentados com base no exercício a que
respeitam, independentemente de serem ou não faturados no próprio exercício, sendo que os restantes são apresentados com base na faturação
efetuada.
b) Os honorários acima consideram 203.369 € relativos a serviços prestados à Altri, SGPS, S.A., enquanto empresa do grupo, relativos a serviços
de consultoria fiscal (104.500 € integralmente prestados em data anterior à admissão à negociação da GreenVolt) e outros serviços (98.869 €,
dos quais 3.194 € prestados em data anterior à admissão à negociação da GreenVolt).
6. Variação anual da remuneração, do desempenho da sociedade e da remuneração média dos
trabalhadores
Por se tratar do primeiro ano de exercício enquanto sociedade emitente de valores mobiliários
admitidos a negociação, não existe termo de comparação prévio para formação da análise da
variação anual da remuneração, do desempenho da sociedade e da remuneração média de
trabalhadores em termos equivalentes a tempo inteiro da sociedade, excluindo os membros dos
órgãos de administração e de fiscalização. No reporte do exercício de 2022 será apresentada a
informação em questão por comparação ao exercício de 2021 que, para os efeitos presentes,
constituirá o ano de referência.
7. Afastamento de procedimentos e derrogação da Política de Remuneração dos Órgãos
Sociais durante o exercício de 2021
No exercício de 2021, a Política de Remuneração foi integralmente aplicada, sem derrogação dos
seus termos e sem afastamento dos seus procedimentos.
www.greenvolt.pt216
º
03
__Relatório de Sustentabilidade
1. Sobre este Relatório                                                                             219
2. A GreenVolt e a Sustentabilidade                                                          220
2.1. Enquadramento                                                                   220
2.2. Princípios e Compromissos                                                                   221
2.3. Negócio resiliente e sustentável                                              222
3. Estratégia de Sustentabilidade                                                                       224
3.1. Matriz de Materialidade                                                          225
3.2. Eixos Estratégicos                                                                 226
3.3. Envolvimento com stakeholders                                            230
4. Compromisso com o Planeta                                                                    233
4.1. Energia e Clima                                                                      233
4.2. Outras emissões                                                                    238
4.3. Biodiversidade                                                                        239
4.4. Uso responsável de recursos                                                241
4.5. Gestão ambiental integrada                                                      243
5. Compromisso com as nossas Pessoas                                                244
5.1. Desafios e ambição                                                                244
5.2. Perfil das nossas pessoas                                                         245
5.3. Reconhecimento e talento                                                        247
5.4. Formação aos colaboradores                                                   249
5.5. Diversidade e inclusão                                           249
5.6. Segurança, saúde e bem-estar                                                  251
5.7. Direitos humanos                                                                    254
6. Gestão Responsável e Ética                                                                    255
6.1. Modelo de Governo                                                                 255
6.2. Ética e Transparência                                                               256
6.3. Combate à corrupção e suborno                                        258
6.4. Práticas fiscais responsáveis                                                    259
6.5. Cadeia de fornecimento responsável                                          261
7. Sustentabilidade Financeira                                                    263
7.1. Política Financeira Sustentável                                                        263
7.2. Taxonomia Europeia                                          266
8. Anexos                                                                                              271
Anexo I: Tabela GRI                                               271
Anexo II: Tabela de Correspondência com os requisitos DL n.º 89/2017     278       
Anexo III: Relatórios Green Bonds                                                    281
Anexo IV: Cartas de Verificação Externa                           306   
Anexo V: Notas Metodológicas           308
www.greenvolt.pt218
1.
SOBRE ESTE RELATÓRIO
O relatório de sustentabilidade da GreenVolt tem como objetivo partilhar, com os seus stakeholders e
sociedade em geral, a estratégia e desempenho consolidado do Grupo nas dimensões económica,
ética, ambiental e social.
Incide sobre a atividade da GreenVolt no período compreendido entre 1 de janeiro e 31 de dezembro
de 2021, e contém informações sobre todas as empresas incluídas no perímetro de consolidação do
Grupo GreenVolt. Exceções a esta regra, se houver, são mencionadas no corpo do Relatório.
O Relatório está integralmente inserido no Relatório Anual, que agrega os demais âmbitos de
prestação de contas anuais do Grupo, e foi elaborado de acordo com as normas internacionalmente
reconhecidas da Global Reporting Initiative (GRI), as GRI Standards, para o nível “In accordance-core”,
encontrando-se na Tabela GRI a respetiva correspondência.
Pretende ainda responder aos requisitos do Decreto-Lei n.º 89/2017 de 28 de julho de 2017, referente à
divulgação de informações não financeiras e de informações sobre a diversidade em grandes
empresas e grupos, e evidenciar a atuação da GreenVolt ao nível dos Objetivos do Desenvolvimento
Sustentável (ODS) e dos Dez Princípios do Pacto Global das Nações Unidas.
A sua estrutura segue os resultados da análise de materialidade realizada em 2021, desenvolvida na
secção “3. Estratégia de Sustentabilidade”, que permitiu identificar os tópicos mais relevantes, tanto
para a GreenVolt, como para os seus stakeholders. Os tópicos materiais encontram-se organizados por
quatro eixos estratégicos, apresentando-se para cada um deles o desempenho da GreenVolt e as
principais iniciativas desenvolvidas.
A informação de sustentabilidade integrada neste Relatório foi sujeita a uma verificação independente,
por uma entidade externa, conforme relatório da Deloitte & Associados, SROC, S.A., em anexo. Esta
verificação analisou a conformidade e a fiabilidade da informação disponibilizada, de acordo com as
GRI Standards, de modo a proporcionar uma garantia adicional sobre se a mesma reflete de forma
apropriada, equilibrada e transparente a atuação e o desempenho do Grupo nas diferentes dimensões
da sustentabilidade, com foco nos temas materiais.
Qualquer dúvida ou comentário
sobre o relatório, por favor contacte:
Carla Sampaio
Direção de Sustentabilidade
sustainability@greenvolt.pt
www.greenvolt.pt219
2.
A GREENVOLT E A SUSTENTABILIDADE
A sustentabilidade está no centro de tudo o que fazemos
2.1. Enquadramento
Com um core business por si só sustentável, a GreenVolt assume-se como agente ativo na transição
energética, contribuindo para a resolução dos desafios ambientais e sociais mais prementes dos
nossos dias, tais como a adaptação e mitigação das alterações climáticas, a escassez de recursos
naturais e o aumento das desigualdades económicas e sociais.
A missão definida pela Empresa, a par com uma visão ambiciosa e um sentido de propósito
mobilizador, que energiza tudo e todos, servem de linhas orientadoras para todas as ações e
decisões.
Missão
Visão
Ambição
Existimos, porque
acreditamos num mundo
movido por soluções de
energia sustentáveis,
socialmente responsáveis,
e tecnologicamente
inovadoras.
Ser parte liderante da
transformação global na
produção de energia, para um
futuro mais sustentável e
saudável.
Liderar a produção de energia
a partir de fontes renováveis,
contribuindo para o combate
às alterações climáticas e
para a promoção de um
mundo mais equilibrado e
sustentável a nível ambiental,
social e económico.
A sustentabilidade é entendida como uma prioridade global, que exige uma abordagem multissetorial
e colaborativa na resposta aos riscos globais ESG (Environmental, Social and Governance), os quais
são complexos, inter-relacionados e agnósticos ao setor. A descarbonização é urgente, o que se tem
traduzido em novas estratégias para assegurar uma economia de baixo carbono até 2050 e em
regulamentação cada vez mais exigente.
O ano de 2021 trouxe desenvolvimentos importantes e positivos no panorama regulamentar das
energias renováveis da União Europeia, os quais podem ser consultados com maior detalhe no
Relatório de Gestão e na Nota 2 do Anexo às Demonstrações Financeiras Consolidadas.
www.greenvolt.pt220
De acordo com a publicação “Key Trends that will drive the ESG Agenda in 2022”, da S&P Global, fica
claro que após a elevada dinâmica do mercado e de políticas ESG verificadas em 2021, os
investidores, gestores e líderes governamentais têm vindo a aumentar as suas expectativas no que
respeita aos compromissos climáticos assumidos pelas empresas nos próximos anos. Para além da
preocupação evidente com as alterações climáticas, outros temas revelam cada vez mais importância
e estão regularmente presentes na agenda ESG – a proteção da biodiversidade e a preservação do
ambiente num sentido mais lato, mas também questões sociais relacionadas com a diversidade, a
equidade e inclusão, e o bem-estar dos colaboradores.
Também o relatório “The Global Risks Report 2021”, do Fórum Económico Mundial, refere que as
alterações climáticas – a quem ninguém é imune – continua a ser um risco catastrófico. O documento
indica que no top 5 dos riscos com maior probabilidade de ocorrência, quatro lugares são ocupados
por riscos ambientais (i.e. extreme weather; climate action failure; human environmental damage and
biodiversity loss), e apenas por 1 risco social (i.e. infectious diseases).  No que diz respeito aos riscos
com maior impacte, os riscos de natureza ambiental continuam a ter um lugar de destaque, ocupando
3 posições (i.e. climate action failure; biodiversity loss; natural resources crises) no top 5.
Na GreenVolt acompanhamos a evolução destes desafios, estudamos as tendências e agimos em
conformidade. A Empresa tem uma visão de longo prazo na forma como conduz as suas atividades e
se relaciona com os diferentes stakeholders, comprometendo-se a criar um impacte positivo no
desenvolvimento económico e progresso social, mas sobretudo na qualidade de vida das pessoas e
no planeta.
2.2. Princípios e compromissos
Os princípios que a GreenVolt subscreve, e que explicita nas suas políticas e compromissos, têm
subjacentes linhas de ação para assegurar uma gestão responsável nas dimensões ambiental, social,
ética, ajudando a concretizar a missão da Empresa e a estratégia de sustentabilidade definida. Neste
percurso destacamos:
•Política de Sustentabilidade
•Pacto Global das Nações Unidas
•Objetivos do Desenvolvimento Sustentável
•Business Council for Sustainable Development Portugal
•Carta Portuguesa para a Diversidade
www.greenvolt.pt221
2.3. Negócio resiliente e sustentável
A GreenVolt gere um portfólio resiliente e apresenta um crescimento acelerado, com um perfil de risco
equilibrado, o que lhe permite manter uma posição competitiva forte e uma estrutura de capital sólida,
que utiliza na procura constante de oportunidades com valor acrescentado.
Líder no uso de biomassa para produção de energia elétrica
A GreenVolt opera no segmento da produção de energia elétrica através de biomassa sustentável,
estando atualmente presente em duas geografias: Portugal e Reino Unido.
Portugal
Em Portugal, produz energia elétrica, há mais de vinte anos, exclusivamente a partir de biomassa
florestal residual, não sendo aceite nas suas unidades industriais qualquer material cuja proveniência
resulte do abate de árvores efetuado com este objetivo.
As suas cinco centrais de biomassa detêm uma capacidade instalada total de cerca de 100 MW. Em
2021, foram responsáveis pela injeção na rede elétrica nacional de, aproximadamente, 713 GWh de
eletricidade renovável.
A valorização energética da biomassa florestal residual tem um papel muito relevante na
sustentabilidade da floresta. Sem as centrais de biomassa, estes resíduos seriam encaminhados para
aterro ou deixados ao abandono, pelo que a sua utilização para conversão em energia elétrica
contribui para a prevenção de incêndios florestais, em linha com o Plano Nacional de Defesa da
Floresta contra Incêndios (PNDFCI).
Para além de induzir boas práticas de gestão florestal, a valorização energética da biomassa florestal
residual é fundamental para o cumprimento dos objetivos climáticos e para a redução de emissões de
CO2, tendo ainda um impacte positivo na economia local e no emprego.
Reino Unido
Em 2021, através da incorporação da central Tilbury Green Power, localizada perto do centro de
Londres, a GreenVolt reforçou o seu posicionamento de liderança na produção de energia elétrica
através de biomassa sustentável. Com uma capacidade de injeção de até 41.6 MW, a produção de
energia elétrica nesta central é alimentada exclusivamente através de resíduos de madeira
proveniente de demolições e construções urbanas, contribuindo para a sua reciclagem e
aproveitamento e, consequentemente para a promoção da economia circular. Em 2021, foram
utilizadas mais de 256 mil toneladas de resíduos e produzidos 313.5 GWh de eletricidade renovável.
Emissões evitadas
A produção de energia elétrica a partir da biomassa e venda à rede evitou a emissão de 161.428 tCO2
de gases com efeito de estufa. Estas emissões são as correspondentes às emissões que ocorreriam
caso a eletricidade produzida resultasse do sistema energético de cada país, utilizando-se como
referência o fator de emissão da rede correspondente.
Pipeline sólido no segmento de energia renovável solar fotovoltaica e eólica
www.greenvolt.pt222
Pipeline sólido no segmento de energia renovável solar fotovoltaica
Através da aquisição da V-Ridium, sociedade sediada na Polónia e de abrangência pan-europeia, a
GreenVolt posicionou-se no mercado como um dos maiores promotores de projetos à escala
europeia, atuando no segmento mais rentável e de menos capital intensivo do setor de energias
renováveis do tipo utility-scale – o segmento mais a montante da cadeia de valor, designadamente a
fase de desenvolvimento e promoção de projetos.
A GreenVolt está a desenvolver, em mercados estratégicos e de elevado potencial – Polónia, Grécia,
França, Roménia, Itália, Portugal, Bulgária e Sérvia –, projetos de solar fotovoltaico, eólicos e de
baterias num total de 5.8 GW, dos quais estão atualmente em Ready to Build ou já em construção
cerca de 4.0 GW em estado avançado de desenvolvimento (dos quais 1.4 GW de baterias).
Este é um contributo substancial para o cumprimento dos objetivos climáticos de cada país e da
União Europeia.
Estratégia líder no segmento da produção descentralizada
Os investimentos realizados em 2021 no segmento da produção energética descentralizada, através
da aquisição da Profit Energy e da Perfecta Energía, refletem a visão sobre a evolução natural do
mercado e da importância cada vez maior deste segmento para um processo de transição energética
rápido e equitativo, contribuindo de forma inequívoca para a redução da fatura energética de
empresas e famílias.
No final de 2021, a Profit Energy concluiu a instalação de 18.5 MWp e tem atualmente adjudicados/
em construção mais de 40 MWp, em mais de 30 clientes do segmento empresarial, que irão produzir
60 GWh/ano, o equivalente a 12.310 toneladas de emissões evitadas de CO2.
No mesmo período, a Perfecta Energía instalou 4.5 MWp e tem atualmente assegurados cerca de 2.5
MWp, em mais de 800 clientes residenciais. Em termos de emissões evitadas, as instalações
efetuadas representam aproximadamente 2700 toneladas de CO2 evitadas por ano.
www.greenvolt.pt223
3.
ESTRATÉGIA DE SUSTENTABILIDADE
A nossa abordagem à sustentabilidade é suportada pela nossa Política
de Sustentabilidade e foca-se na criação de valor partilhado.
A GreenVolt tem como preocupação focar a sua Estratégia de Sustentabilidade no que a cada
momento é mais relevante para o negócio e para os seus stakeholders. Define um modelo de gestão
assente em ciclos de sustentabilidade alinhados com os ciclos de planeamento estratégico do Grupo,
fortalecendo a integração das questões ambientais, sociais e éticas na visão global e gestão do
negócio. A definição do primeiro ciclo estratégico de sustentabilidade do Grupo, referente ao período
2022-2025, seguiu uma abordagem de evolução contínua e focada na criação de valor, assente em
cinco etapas:
1. Identificar
2. Priorizar
3. Integrar
4. Reportar
5. Alinhar
O quê?
Analisar o contexto
(interno e externo) e
tendências, para
identificar tópicos
ESG, direta ou
indiretamente
associados ao
negócio da
GreenVolt e aos
seus impactes
(riscos e
oportunidades),
bem como aos
interesses dos seus
stakeholders.
Segmentar temas
por relevância/
materialidade
numa matriz de
materialidade,
onde os limiares
de relevância
foram
estabelecidos
tendo em conta o
posicionamento
nos quadrantes da
matriz.
Definir estratégia,
incluindo
compromissos e
metas, para dar
resposta aos
temas materiais de
sustentabilidade, e
promover a
integração nas
práticas de gestão
e negócio da
Empresa.
Focar o reporte
ESG da Empresa
em linha com a
materialidade
definida e com as
melhores práticas
de reporte,
comunicando o
contributo da
atividade para os
Objetivos do
Desenvolvimento
Sustentável
(ODS).
Alinhar a
Estratégia com os
ODS,
identificando
aqueles para os
quais o nosso
contributo é mais
relevante. 
Como?
Avaliação de
práticas ESG de
pares; da agenda
setorial ESG; do
contexto legal e
regulamentar; das
prioridades dos
investidores; da
estratégia de
negócio e
compromissos ou
iniciativas
subscritas pela
organização; riscos
e oportunidades do
negócio; entre
outras fontes de
informação.
Estratégia de
diálogo e
proximidade com
stakeholders
(incluindo gestão
de topo) e
exercício de
auscultação
dirigido aos
stakeholders
estratégicos
(realizado no final
de 2021) para
conhecer as suas
principais
preocupações e
expectativas.
Desenvolver
planos de ação e
comunicação,
identificando
responsabilidades,
compromissos e
metas ESG
acionáveis e
mensuráveis.
Promover o
reporte periódico e
atualizado da
estratégia e
desempenho de
sustentabilidade.
Definir métricas
chave para medir
o contributo para
os ODS
prioritários e
interligados com
o negócio.
www.greenvolt.pt224
O processo iniciou-se com uma reflexão alargada para identificar os temas e drivers de
sustentabilidade mais relevantes no contexto da nossa atividade e para os nossos stakeholders,
seguida de um exercício de auscultação para conhecer e responder de forma efetiva às suas
principais preocupações e expectativas.
Os resultados obtidos permitiram definir a matriz de materialidade, pilar central da Estratégia de
Sustentabilidade. Por este motivo, para garantir a adequabilidade da Estratégia definida, é realizada
uma avaliação anual da matriz, de forma a garantir que a GreenVolt continua a dirigir o seu
compromisso ESG na direção correta, ajustando compromissos e planos de ação sempre que
necessário e em conjunto com as áreas envolvidas.
3.1. Matriz de Materialidade
A análise de materialidade fornece as orientações que irão impactar o conteúdo do reporte de
sustentabilidade no ciclo 2022-2025 e, de modo mais imediato, os temas materiais que constituirão o
foco estratégico ESG durante a vigência do ciclo.
www.greenvolt.pt225
Interpretação da matriz de materialidade
Do processo resultou a identificação, em alinhamento com os critérios sugeridos pelas GRI
Standards, de doze tópicos prioritários (Nível 1) que são considerados os mais materiais por serem
simultaneamente importantes para os stakeholders e para o sucesso do negócio. Estes tópicos estão
intimamente ligados ao negócio e à estratégia ESG 2022-2025 da GreenVolt.
Os tópicos no Nível 2 (“Relevantes”) são também importantes para a criação de valor a médio e longo
prazo, constituindo, também, peças-chave da nossa abordagem de gestão à sustentabilidade e por
isso alguns foram incorporados nas prioridades estratégicas. Neste contexto, destacamos o tema do
financiamento sustentável e do desempenho económico, de elevada relevância para a Empresa,
constituindo um pilar fundamental da estratégia – “Sustentabilidade Financeira”. Os restantes temas
já são endereçados de forma robusta pelas nossas políticas e práticas de gestão e reporte.
Os tópicos posicionados no quadrante de “importância relativa” (Nível 3), incluem tópicos de cariz
mais genérico, pelo que, de forma geral, não são tratados enquanto prioridades estratégicas ESG. A
GreenVolt dispõe de políticas e processos de monitorização e gestão contínua para a maioria destes
temas. Assinalamos, como exceção, o tema “Modelo de Governo”, intimamente ligado ao pilar
estratégico “Responsabilidade e Ética”.
3.2. Eixos Estratégicos
A estratégia de sustentabilidade 2022-2025, ponto de partida para o primeiro ciclo estratégico de
sustentabilidade da GreenVolt, está organizada em torno de quatro eixos estratégicos de atuação
ESG e respetivos compromissos e metas. O posicionamento estratégico foi definido considerando os
resultados da matriz de materialidade, ponderando também o estado de maturidade da Empresa nas
várias dimensões de sustentabilidade e a visão do Grupo para os próximos anos.
Através da sua atuação, a Empresa contribui de forma considerável para a concretização dos ODS
das Nações Unidas. Nesta medida, a estratégia apresentada está alinhada com os ODS identificados
como estratégicos para o negócio e para os stakeholders, e sobre os quais pode ter um impacte mais
relevante.
www.greenvolt.pt226
Criar um futuro mais sustentável
Transformacional
IMPACTE POSITIVO
Estrutural
BASES SÓLIDAS
Planeta
Pessoas
Responsabilidade e ética
Sustentabilidade Financeira
Como empresa que opera no
setor das energias
renováveis, ambicionamos
ter um impacte positivo e
transformador no Planeta.
Reconhecemos as nossas
pessoas como a fonte de
energia mais valiosa.
Perseguimos a nossa
ambição com ética e
responsabilidade, liderando
como exemplo e
assegurando que as nossas
práticas de gestão refletem
os compromissos de
sustentabilidade assumidos.
Norteamos os nossos
objetivos de crescimento
através de uma política
financeira sólida e resiliente,
promotora de projetos e
atividades económicas
sustentáveis, suportada por
instrumentos de financiamento
verde com vista à promoção
da transformação energética.
•Portfólio sustentável
•Cadeia de valor de baixo
carbono
•Biodiversidade
•Diversidade e inclusão
•Talento e reconhecimento
•Segurança, saúde e bem-
estar
•Direitos humanos
•Governance, ética e
transparência
•Combate à corrupção e ao
suborno
•Cadeia de fornecimento
responsável
•Financiamento Sustentável
•Desempenho económico
Core Business
Impacte direto
 
       
Atributos da Estratégia de Sustentabilidade
Na vida das pessoas
e do planeta.
Todas as atividades e
geografias, em conjunto
com os nossos
fornecedores e parceiros.
Integrar a sustentabilidade
no negócio, projetos e
decisões. 
Colaboradores envolvidos
e mobilizados.
Para cada um dos quatro eixos estratégicos, assumiram-se metas de sustentabilidade que refletem o
nosso compromisso com a implementação de um modelo de desenvolvimento sustentável.
www.greenvolt.pt227
Planeta
Portfólio
Sustentável*
Crescimento na produção de energias renováveis
•Capacidade operacional em balance sheet acima de 1 GW em 2025 (vs 143 MW em 2021)
•Desenvolver pipeline da GreenVolt em 5.6 GW (excluindo capacidade instalada atual) até 2025
Cadeia de Valor de
baixo carbono*
Reduzir a pegada de carbono das nossas operações
•Reduzir a intensidade carbónica das operações próprias em 40% até 2025 (em comparação
com 2021)
Contabilizar emissões da GEE na cadeia de valor
•Estabelecer um plano de ação, nos próximos 2 anos, para concluir o inventário de emissões de
âmbito 3
Definir roadmap para a neutralidade carbónica:
•Explorar possíveis caminhos para a GreenVolt atingir a neutralidade carbónica, em linha com as
melhores práticas internacionais
Divulgar riscos e oportunidades climáticas
•Identificar e avaliar riscos e oportunidades relacionados com as alterações climáticas
•Melhorar a divulgação de informações financeiras relacionadas ao clima
•Participar do programa CDP Climate Change
Eficiência
energética
Ecoeficiência nas Operações
•Reduzir em 1,0% os consumos próprios de energia das centrais de biomassa
•Integrar o fator eficiência energética na análise de todos os projetos e operações da GreenVolt.
Biodiversidade*
Integrar a biodiversidade na estratégia de negócios
•Desenvolver uma Estratégia Corporativa Global para a Biodiversidade
•Estabelecer parcerias com stakeholders – autoridades locais, ONG, comunidades locais –  para
apoiar projetos de biodiversidade até 2025
Biomassa
Sustentável
Alinhamento com os mais altos padrões de sustentabilidade
•Garantir que a eletricidade renovável produzida pela GreenVolt a partir da biomassa é
certificada de acordo com os requisitos RED II
Economia circular
Promover a economia circular
•Desenvolver diretrizes para priorizar a utilização de materiais reciclados no desenvolvimento de
projetos de energia renovável
Pessoas
Diversidade e
Inclusão*
Aumentar a diversidade e a inclusão
•Desenvolver um Plano Global de Diversidade e Inclusão, considerando as especificidades
locais
•Formar 100% dos colaboradores no tema Diversidade e Inclusão
•Estabelecer parcerias e/ou programas para promover a Diversidade de Género
Talento e
Reconhecimento*
Investir na atração e desenvolvimento de talento
•Desenvolver uma estratégia integrada people oriented para desenhar e implementar Políticas
de Recursos Humanos para o Grupo GreenVolt
•Medir a satisfação dos colaboradores e definir plano de ação para melhorar resultados
•Garantir que são implementadas as ferramentas de IT necessárias para que os colaboradores
estejam digitalmente habilitados a realizar o seu trabalho
Segurança, Saúde
e Bem-estar*
Garantir uma cultura saudável e de segurança
•100% das centrais de biomassa certificadas de acordo com padrões reconhecidos de ambiente,
segurança e saúde até 2025
•Certificação das operações da Perfecta Energía e Profit Energy com padrões reconhecidos de
ambiente, segurança e saúde até 2025
•Desenvolver uma Política Global de Segurança, Saúde e Bem-estar
•Estabelecer procedimentos e monitorizar métricas de Saúde e Segurança, incluindo
subcontratados
Fortalecer o envolvimento dos colaboradores
•Desenvolver e implementar uma estratégia de responsabilidade social e/ou voluntariado
V  Valorizar o equilíbrio entre vida profissional e pessoal
•Lançar, até 2025, duas iniciativas para promover o equilíbrio e a flexibilidade da vida
profissional
Comunidades
Transição energética justa e responsável
•Até 2025, implementar 50MW de projetos de comunidades de energia, permitindo a redução de
custos com energia e as emissões de CO2 dos participantes (empresas e famílias)
•Assegurar uma contribuição específica (monetária ou in-kind) à comunidade onde um novo
projeto de energias renováveis esteja a ser desenvolvido e/ou implementado pela GreenVolt
Pilar
Tópico
Compromissos e Metas 2025
www.greenvolt.pt228
Responsabilidade e
Ética
Governance, ética
e transparência*
Agir com ética e responsabilidade
•Formar 100% dos colaboradores em ética, direitos humanos e em políticas relacionadas
•Avaliar indexar remuneração executiva a métricas de desempenho ESG e divulgar informação
relacionada na Política de Remuneração da Empresa
•Melhorar continuamente a divulgação de informação sobre práticas fiscais
Anticorrupção e
suborno*
Combater a corrupção e o suborno
•Desenvolver e implementar programas de combate à corrupção, suborno e branqueamento de
capitais, em linha com códigos de conduta específicos
•Comunicar proativamente os processos internos de denúncia interna a 100% dos
colaboradores
•Formar 100% dos colaboradores no combate à corrupção, suborno e branqueamento de
capitais
Cadeia de
fornecedores
responsável*
Alavancar a sustentabilidade através da cadeia de fornecedores
•Desenvolver uma política global de compras sustentáveis
•Elaborar um plano para implementar um software que centralize o controlo da matriz de
fornecedores do Grupo
•Definir um plano para integrar princípios ESG mínimos nos processos de compras
Sustentabilidade
Financeira
Financiamento
verde
Acelerar a transformação verde
•Compromisso de aumentar os instrumentos de financiamento verde (designadamente, green
bonds), para catalisar a transformação para um sistema energético de baixo carbono
•Alinhar as atividades de negócio e de reporte de acordo com as boas práticas de Taxonomia
Europeia
•Investir, até 2025, cerca de €1.5-1.8 mil milhões em projetos verdes e em linha com o plano de
negócios aprovado e divulgado ao mercado.
* Tópico material de nível 1
Pilar
Tópico
Compromissos e Metas 2025
Em 31 de dezembro de 2021, a GreenVolt, enquanto empresa subsidiária, contribuiu ainda para o
Compromisso 2030 do Grupo Altri, especificamente para as seguintes metas de natureza ambiental:
a.Aumentar em pelo menos 60% a quantidade de energia elétrica renovável injetada na Rede
Elétrica Nacional (GWh);
b.Valorizar ou reutilizar 100% dos resíduos processuais.
Para maior detalhe sobre o Compromisso 2030, e respetivo grau de concretização das metas
assumidas, consultar o Relatório de Sustentabilidade 2021 da Altri.
www.greenvolt.pt229
3.3. Envolvimento com stakeholders
Com o objetivo de conhecer e dar resposta às preocupações e expectativas dos stakeholders é fundamental
estabelecer uma estratégia de diálogo e proximidade, que permita obter informações a ponderar no processo de
planeamento estratégico ESG. Neste sentido, a GreenVolt comunica e interage, pontual ou regularmente, com as
suas partes interessadas, mantendo com elas um envolvimento permanente e contínuo, recorrendo a diferentes
canais e mecanismos adaptados a cada grupo.
Grupos de Stakeholders
Mecanismos de comunicação transversais
Website da GreenVolt
E-mails institucionais
Redes sociais
Principais mecanismos específicos de comunicação, interação e recolha de feedback
Acionistas e
Investidores
Colaboradores
Fornecedores
Indústria
Comunidade /
ONG
Entidades
Oficiais
Clientes
Comunicação
social
•Roadshows
•Conferências de
especialidade
•Divulgação de
Resultados
•Contacto Direto
•Portal do
Colaborador
•Comunicações
Internas
•Contacto Direto
•Eventos de
Grupo
•Estudos de
satisfação
•Processo de
compras
•Participação em
associações
nacionais e
internacionais
•Reuniões e
contacto direto
•Iniciativas
dirigidas à
comunidade
•Participação em
associações
nacionais e
internacionais
•Reuniões e
contacto direto
•Surveys
•Avaliação da
satisfação (por
chamada
telefónica)
•Publicação de
artigos em
revistas da
especialidade
•Entrevistas
•Divulgação de
resultados
Auscultação de stakeholders para definição da estratégia
Em 2021, no âmbito do processo de definição da estratégia de sustentabilidade, realizámos um exercício de
auscultação junto dos principais grupos de stakeholders para o Grupo GreenVolt, o qual incluiu amostras de
colaboradores (incluindo gestão de topo), acionistas, investidores, fornecedores, entidades oficiais e
comunidade/ONG. Para além da identificação dos temas de sustentabilidade mais relevantes, foram colocadas
questões abertas para: (i) identificar sugestões de melhoria nas práticas ou iniciativas a ponderar neste domínio,
e (ii) para perceber a importância que os stakeholders atribuem aos ODS, identificando aqueles sobre os quais
consideram que a empresa possa ter um maior contributo.
www.greenvolt.pt230
47%
taxa de resposta
Objetivos
Metodologia
Da amostra inicial (213 stakeholders
selecionados) foram obtidas respostas de
100 stakeholders, correspondendo a uma
taxa de resposta de 47%.
•Identificar as
prioridades ESG (áreas
de ação e tópicos);
•Identificar
oportunidades de
melhoria;
•Identificar os ODS
prioritários.
•Questionário online
com base nos
potenciais tópicos
materiais (identificados
na fase de
mapeamento);
•Entrevistas à gestão de
topo
Através deste exercício, bem como a partir do feedback que recolhemos através de outros mecanismos de
interação regulares, conseguimos obter uma visão integrada dos principais interesses e necessidades dos
stakeholders e desenvolver iniciativas que procuram ir ao encontro das mesmas, as quais são apresentadas ao
longo deste relatório.
www.greenvolt.pt231
Tópicos mais relevantes, por dimensão ESG, e para os diferentes grupos de stakeholders
STAKEHOLDERS
Gestão de Topo
Acionistas
Colaboradores
Comunidade /
ONG
Entidades
Oficiais
Investidores
Fornecedores
Ambiente
Alterações Climáticas*
Biodiversidade
Economia Circular
Portfólio Sustentável*
Outros impactes ambientais
Eficiência Energética
Social
Segurança, saúde e bem-estar
Envolvimento com comunidades
Avaliação e desenvolvimento de carreira
Direitos Humanos
Gestão de Talento
Diversidade e Inclusão
Governance
Cadeia de Fornecimento Responsável
Ética e Transparência
Performance Económica
Modelo de Governo
Serviço ao Cliente
Práticas Fiscais Responsáveis
Inovação
Combate à corrupção e suborno*
Compliance ambiental e socioeconómica
Financiamento Sustentável
Gestão de risco e crise
Envolvimento com stakeholders
Integração da Sustentabilidade no negócio
Segurança e Privacidade
*- Temas identificados por todos os grupos
www.greenvolt.pt232
4.
COMPROMISSO COM O PLANETA
Ambicionamos ter um impacte positivo e transformador no Planeta
4.1. Energia e Clima
Nos últimos anos a crescente ocorrência de fenómenos climáticos atípicos, como temperaturas
extremas, seca, cheias, incêndios, entre outros, e respetivos impactes, têm colocado em evidência
aquela que é já considerada uma das maiores ameaças à vida terrestre como a conhecemos – as
alterações climáticas.
Com a entrada em vigor do Acordo de Paris, a comunidade internacional procurou dar uma resposta
global e eficaz à necessidade urgente de travar o aumento da temperatura média global e resolver,
com determinação, os desafios ligados às alterações climáticas. O Acordo de Paris visa alcançar a
descarbonização das economias mundiais e estabelece como um dos seus objetivos de longo prazo
limitar o aumento da temperatura média global a níveis bem abaixo dos 2ºC acima dos níveis pré-
industriais e prosseguir esforços para limitar o aumento da temperatura a 1,5ºC, reconhecendo que
isso reduzirá significativamente os riscos e impactes das alterações climáticas.
Na COP26, ocorrida em Glasgow no passado mês de novembro, foi possível testemunhar que os
atores não-governamentais – sobretudo empresas – tiveram uma atitude mais ativa do que em
qualquer outra COP anterior. Quase oito mil entidades não-governamentais afirmaram o seu
compromisso em reduzir as emissões de GEE das suas atividades em 50% até 2030.
Apesar de se ter verificado algum progresso, constatou-se que as promessas dos países continuam a
ser insuficientes para limitar o aumento da temperatura média global a 1,5ºC. O foco recai agora em
tentar atingir a ambição necessária de forma mais célere, para evitar os efeitos das alterações
climáticas e alcançar a neutralidade carbónica até 2050, sendo fundamental transitar para um setor
energético de baixo carbono (o qual representa dois terços das emissões globais). De acordo com a
International Renewable Energy Agency (IRENA) as energias renováveis, aliadas a ganhos de
eficiência energética, podem fornecer 90% das reduções de emissões de CO2 necessárias até 2050.
Para além de ambicionar um mundo movido a energia verde, a GreenVolt quer fazê-lo de uma forma
que funcione para o Planeta e para a Sociedade em geral, e assegurar que todos os atores
envolvidos estão sensibilizados para os desafios de sustentabilidade identificados nas diferentes
fases do ciclo de vida dos projetos de energia renovável que desenvolve.
Estratégia climática
A gestão da estratégia climática na GreenVolt é assegurada pelo Comité de Ética e Sustentabilidade,
órgão responsável por propor ao Conselho de Administração compromissos ESG e supervisionar o
www.greenvolt.pt233
desempenho da empresa, incluindo-se neste contexto os objetivos e metas relacionados com a
transição energética.
Através da Política de Sustentabilidade, a GreenVolt materializa o seu compromisso de combater as
alterações climáticas através da implementação de medidas de mitigação e adaptação, e procurar
influenciar positivamente toda a cadeia de valor na adoção das melhores práticas ambientais.
A preocupação com a agenda climática está intrinsecamente associada ao negócio e refletida na
estratégia de sustentabilidade definida para o ciclo 2022-2025, através dos compromissos e metas
definidas para os tópicos materiais “Portfólio Sustentável” e “Cadeia de Valor de Baixo Carbono”,
ambos integrados no eixo estratégico do Planeta (consultar secção 3.2 Eixos Estratégicos). As
iniciativas e compromissos definidos são monitorizados pela área de sustentabilidade, em articulação
com outras áreas de negócio, a qual reporta diretamente ao Administrador Delegado.
Gestão de riscos e oportunidades relacionadas com alterações climáticas
Em 2021 realizámos uma caracterização genérica de riscos e oportunidades climáticos, utilizando a
taxonomia e orientações definidas pela Task Force on Climate-related Financial Disclosures (TCFD),
preparando simultaneamente a adoção das respetivas recomendações em futuras edições dos
nossos documentos de prestação de contas.
O Grupo Altri, do qual a GreenVolt faz parte, foi distinguido em 2021 com a pontuação global A-
(escalão de desempenho Liderança) no questionário do programa CDP Climate Change que avalia,
de forma detalhada, a forma como as empresas respondem aos riscos e oportunidades que as
alterações climáticas colocam ao seu negócio.
Principais riscos e oportunidades relacionados com as alterações climáticas
1
Regulação atual –
critérios de
sustentabilidade mais
rigorosos para
biomassa
Curto prazo
Biomassa
Introdução de critérios de sustentabilidade para o uso de biomassa para
a produção de energia, através da Diretiva das Energias Renováveis da
UE (RED II). As centrais de biomassa têm que cumprir determinados
requisitos (que visam assegurar que a colheita de biomassa é realizada
de forma sustentável) para que possam receber apoio financeiro e ser
consideradas para efeitos do cumprimento das metas de energia
renovável. Estas novas regras implicam custos de conformidade mais
elevados, e a não conformidade implica risco de potencial perda do
apoio financeiro (FIT, Feed-in tariff) para as operações de biomassa.
Para mitigar este risco, a GreenVolt encontra-se atualmente a estudar a
melhor forma de proceder à certificação das suas centrais de biomassa,
por parte de organismos competentes, à luz dos critérios RED II e tendo
em conta as especificidades do mercado de abastecimento português.
Adicionalmente, a GreenVolt utiliza biomassa florestal residual, a qual é
totalmente adquirida em Portugal. A GreenVolt só trabalha com
fornecedores que possuem processos robustos para garantir a
rastreabilidade da biomassa florestal residual fornecida.
2
Regulação atual/
emergente –
Produtos e serviços
atuais
Curto – médio
prazo
Todas as
energias
renováveis
(biomassa,
eólica e solar)
O Regulamento de Taxonomia da UE, parte do Pacote de Finanças
Sustentáveis da UE, entrou em vigor a partir de dezembro de 2021 para
os objetivos de “mitigação das alterações climáticas” e “adaptação” e
entrará em vigor a partir de dezembro de 2022 para os restantes
objetivos ambientais, o que implica custos de conformidade mais
elevados para a GreenVolt. Como estratégia de mitigação, a GreenVolt
possui uma equipa dedicada ao cumprimento dos prazos de reporte da
Taxonomia da UE.
Risco
nº
Risco
Horizonte
temporal
Negócio
Principais impactes e mitigação
www.greenvolt.pt234
3
Regulamentação
emergente – Produtos
e serviços atuais
Médio prazo
Biomassa
Caso a regulamentação da UE evolua para a introdução de critérios
mais rigorosos sobre a utilização de biomassa, pode levar à
incapacidade parcial ou total da GreenVolt de desenvolver novas
centrais de biomassa. Para mitigar este risco, a GreenVolt tem vindo a
diversificar o seu portfólio de produção de energia renovável, através de
projetos de energia eólica e solar. A GreenVolt tem vários projetos
solares em desenvolvimento, incluindo a Central Solar Fotovoltaica de
Tábua, com uma potência instalada de 48MW, que entrará em
funcionamento em 2022. Através da V-Ridium Power, a GreenVolt tem
vindo a desenvolver outros projetos eólicos e solares pan-europeus,
principalmente na Polónia e na Grécia, com cerca de 2.800 MW, dos
quais mais de 1.500 MW estão em fase avançada de desenvolvimento.
Adicionalmente, em novos projetos de biomassa a GreenVolt tentará
assegurar que estas sejam sempre adaptadas ao contexto local, tanto
ao nível da disponibilidade de biomassa, como em termos do
aproveitamento da energia térmica, ou na sua contribuição para a
mitigação dos riscos de incêndio. De forma a promover uma visão de
economia circular e aproveitamento de sinergias com a comunidade
local, as novas centrais contarão com a valorização térmica do vapor
produzido, o que permite o fornecimento simultâneo de energia elétrica
para a rede pública e energia calorífica a indústrias locais. A valorização
térmica constitui uma inovação aos sistemas convencionais, pois
permite obter e valorizar energia não-elétrica.
4
Mercado – aumento da
concorrência no setor
das energias
renováveis
Médio prazo
Todas as
energias
renováveis
(biomassa,
eólica e solar)
A descarbonização levou ao surgimento de novos concorrentes (em
particular de pequena e média dimensão) nos mercados de eletricidade
verde, o que pode limitar o potencial de crescimento das receitas de
energias renováveis da GreenVolt. A crescente concorrência pode ainda
criar desafios no desenvolvimento de novos projetos devido à escassez
de capacidade da rede. Para garantir a presença da GreenVolt nos
mercados verdes, a empresa estabeleceu uma estratégia para expandir
as suas operações de produção de energia eólica, solar e biomassa. No
segmento de energia renovável solar fotovoltaica e eólica, a GreenVolt
está, essencialmente, presente no segmento mais a montante da cadeia
de valor – a fase de desenvolvimento e promoção de projetos – que é o
segmento mais rentável e menos capital intensivo do setor de energias
renováveis do tipo utility-scale, e também a área de menor concorrência.
5
Físico agudo
– aumento da
gravidade e frequência
de eventos climáticos
extremos
Longo prazo
Todas as
energias
renováveis
(biomassa,
eólica e solar)
A capacidade de produção de energia elétrica das centrais de biomassa
florestal residual em operação (Portugal e Reino Unido), e de possíveis
novas centrais a operar no futuro, pode ser interrompida devido a falhas
mecânicas e de equipamentos, mas também por acidentes como a
possível ocorrência de incêndios florestais na proximidade das mesmas. 
Adicionalmente, a disponibilidade de biomassa florestal residual para a
geração de energia renovável pode ser comprometida devido ao
aumento na frequência de ocorrência e gravidade de eventos climáticos
extremos, tais como tempestades, incêndios florestais, tremores de
terra, secas, que provocam danos nas florestas. Esta situação pode
levar a uma diminuição de receitas operacionais e a um aumento dos
custos de capital e dos prémios de seguro.
A GreenVolt procura minimizar estes riscos durante a fase de projeto e
construção com recurso à engenharia e a medidas de contingência (por
exemplo, como aplicação de novos materiais e sistemas que possam
resistir a condições climáticas adversas) e durante a vida operacional do
ativo (investindo em melhorias nos sistemas de deteção e alerta,
formação dos colaboradores, planos de emergência e melhoria de
sistemas de previsão). Complementarmente, diversifica (1) as fontes de
biomassa sustentável, designadamente recorrendo mais materialmente
aos resíduos agrícolas, e (2) a produção de energia em eólica e solar e
tem diversos projetos em desenvolvimento.
6
Físico crónico
– aumento das
temperaturas médias e
da amplitude térmica
Médio prazo
Solar
O aumento nas temperaturas médias e na amplitude térmica nas
regiões onde a GreenVolt opera pode provocar danos nos módulos
solares e componentes elétricos, o que resulta numa menor quantidade
de energia produzida. O aumento das temperaturas também pode levar
a GreenVolt a realizar inspeções de ativos de alto risco com maior
frequência, aumentando os custos operacionais. Este risco é mitigado
através programas de manutenção preventiva e identificação de novos
equipamentos com requisitos de manutenção mais baixos, ajustados às
especificidades climáticas locais.
Risco
nº
Risco
Horizonte
temporal
Negócio
Principais impactes e mitigação
www.greenvolt.pt235
Op nº.
Oportunidade
Horizonte
temporal
Negócio
Principais impactes e gestão
1
Produtos/serviços
– desenvolvimento e/
ou expansão de bens
e serviços de baixo
carbono
Médio prazo
Todas as
energias
renováveis
(biomassa,
eólico, solar)
Como resultado da regulação europeia e nacional na área das
alterações climáticas, que visa reduzir as emissões de carbono (por
exemplo, Lei Europeia do Clima, Plano Nacional Energia e Clima de
Portugal – PNEC – 2021-2030), há um aumento da necessidade de
energia renovável, o que implica um maior potencial de crescimento das
receitas futuras da GreenVolt. Para aproveitar esta oportunidade, além
das cinco centrais de biomassa que já contribuem anualmente com
cerca de 720 GWh de energia renovável produzida em Portugal, a
GreenVolt está a expandir rapidamente o seu portfólio de energia solar e
eólica, na Península Ibérica e noutras geografias (Polónia, Grécia, Itália,
Bulgária e Roménia).
2
Produtos/serviços
– alterações nas
preferências do
consumidor
Médio prazo
Produção
descentralizada
A produção descentralizada de energia apresenta grandes perspetivas
de crescimento a nível global e na Península Ibérica. Muitas empresas e
consumidores individuais procuram a sua independência energética
através do autoconsumo de soluções de comunidades de energia como
meio de redução dos seus custos com energia e da sua pegada de
carbono. Para aproveitar esta oportunidade, as operações das empresas
Profit Energy e Perfecta Energía oferecem soluções de autoconsumo
para clientes residenciais e industriais. A GreenVolt tem vindo a
expandir-se no desenvolvimento de projetos de comunidades de energia
através da Energia Unida, permitindo que clientes residenciais e
industriais partilhem a energia produzida localmente.
Consumo de energia
No ano de 2021, a aquisição da central de Tilbury Green Power permitiu à GreenVolt aumentar a
capacidade instalada nas centrais de biomassa para um total de 142,1 MW (em comparação com os
100,5 MW registados no ano anterior).
No mesmo período, a produção total de eletricidade renovável foi cerca de 1.123 GWh, registando-se
um total de eletricidade vendida de 1.027 GWh, dos quais 713 GWh foram injetados na rede elétrica
nacional (EDP Serviço Universal). O consumo total de energia foi de aproximadamente 9.874 TJ.
Consumo de energia
Consumo de combustíveis fósseis
GJ
72,556
Consumo de combustíveis renováveis
GJ
12.698.769
Consumo de energia adquirida
GJ
757,919
Energia vendida
GJ
3.695.454
Total de energia consumida na organização
GJ
9.833.790
Produção total de eletricidade
MWh
1.122.923
Total de eletricidade injetada
MWh
1.026.515
Total de autoconsumo
MWh
96,408
Eficiência energética
A Greenvolt tem uma estratégia de sustentabilidade e melhoria contínua da eficiência energética
aplicada às suas operações, constituindo estas um importante contributo para a descarbonização.
Todas as Centrais de Biomassa da Greenvolt possuem planos de melhoria contínua que, em conjunto
com a realização de auditorias energéticas periódicas, permitem identificar oportunidades e elaborar
planos de racionalização dos consumos energéticos.
www.greenvolt.pt236
Está em curso a implementação de diversas medidas de eficiência energética nas Centrais de
Biomassa em Portugal e no Reino Unido. Entre outras, algumas medidas previstas no curto e médio
prazo incluem a instalação de sistemas de iluminação mais eficientes (iluminação LED) e a instalação
e/ou substituição de equipamentos mais eficientes (por exemplo, instalação de variadores de
velocidade em motores dos ventiladores de ar primário) que reduzem consumos de energia e,
consequentemente, a sua pegada carbónica.
A GreenVolt investiu 250.000 € em iniciativas de eficiência energética durante 2021, as quais
resultarão numa redução de 2.100 MWh/ano em energia consumida.
Pegada de Carbono
Em 2021, foi realizada a quantificação das emissões de gases com efeito estufa (GEE) associadas à
operação própria da GreenVolt (emissões de âmbito 1 e 2), nos segmentos de negócio biomassa,
solar/eólico e produção descentralizada. Este é também o ano-base do seu inventário de emissões,
correspondente ao ano em que a ação GreenVolt foi admitida à cotação na Euronext Lisboa.
O inventário de emissões GEE (Pegada de Carbono GreenVolt) é elaborado de acordo com o
referencial “The GHG Protocol”, e as emissões são consolidadas de acordo com uma abordagem de
controlo financeiro. Para maior detalhe sobre a metodologia de contabilização, consultar o Anexo
“Notas Metodológicas”.
A pegada de carbono GreenVolt é dominada pelas emissões de âmbito 1 (41.476 tCO2e), as quais
representam 97,6% do total de emissões de CO2e (âmbito 1 e âmbito 2), sobretudo devido às
emissões não biogénicas de metano (CH4) e óxido nitroso (N2O) provenientes do consumo de
biomassa para a produção de eletricidade.
As emissões de âmbito 2 representam apenas 2,4% e estão associadas ao consumo de eletricidade
adquirida à rede para consumos próprios das centrais de biomassa, não satisfeitos por auto-
consumo, designadamente em situações de paragem (434 tCO2e) e consumo de vapor adquirido à
CELBI nas centrais de biomassa da Figueira da Foz (Bioelétrica da Foz e Sociedade Bioelétrica do
Mondego (577 tCO2e).
www.greenvolt.pt237
Emissões por fonte
Âmbito 1
Combustão fixa – biomassa (CH4 e N2O)
t CO2e
36,241
87,38%
Combustão fixa – combustíveis fósseis
t CO2e
4,898
11,81%
Combustão móvel – frota
t CO2e
252
0,61%
Emissões fugitivas – fugas de gases fluorados
t CO2e
86
0,21%
Total Âmbito 1
t CO2e
41,476
100%
Âmbito 2
Vapor adquirido
t CO2e
577
57,08%
Eletricidade adquirida
t CO2e
434
42,92%
Total Âmbito 2
t CO2e
1,012
100%
Emissões biogénicas CO2
Biomassa residual florestal (biogénicas)
t CO2
985,754
71,99%
Lamas biológicas do tratamento de efluentes (biogénicas)
t CO2
23,743
1,73%
Resíduos de crivagem (biogénicas)
t CO2
16,861
1,23%
Resíduos de madeira de construção/demolição (biogénicas)
t CO2
342,899
25,04%
Total Biogénicas CO2
1.369.258
100%
O rácio de intensidade carbónica da GreenVolt em 2021 foi de 0,038 (tCO2e S1+S2 / MWh
eletricidade produzida). Considerando o plano de crescimento e estimativa da produção de energia
renovável até 2025, foi definida uma meta de 40% de redução da intensidade carbónica do Grupo
(tendo por base as emissões de âmbito 1 e âmbito 2, do ano-base).
Emissões de âmbito 3
Com o objetivo de aumentar a capacidade de induzir uma redução de emissões em toda a cadeia de
valor, a GreenVolt integrou na sua estratégia o objetivo de definir uma metodologia para a
contabilização futura das emissões de âmbito 3 – emissões relevantes induzidas pela atividade a
montante e a jusante na cadeia de valor –, bem como o de estabelecer as bases de um Roteiro de
Carbono que potencie o contributo da Empresa para o objetivo global de neutralidade carbónica a
longo prazo, necessário ao cumprimento das metas do Acordo de Paris.
4.2. Outras emissões
Os processos de combustão das centrais termoelétricas resultam em algumas emissões
atmosféricas, nomeadamente partículas, óxidos de azoto (NOx) e dióxido de enxofre (SO2). A
incorreta gestão das mesmas pode afetar a qualidade do ar e contribui, entre outros efeitos, para as
chuvas ácidas e consequentemente para a acidificação do solo.
www.greenvolt.pt238
Neste contexto, é fundamental cumprir não só com os valores-limite de emissão constantes na
legislação aplicável e também garantir o cumprimento dos requisitos associados às licenças de
operação e ambientais das diferentes centrais.
A GreenVolt aposta nas melhores técnicas disponíveis para controlar e reduzir as emissões destes
poluentes, nomeadamente através da utilização de eletrofiltros e filtros de manga associados a
sistemas avançados de controlo processual.
A monitorização destas emissões está integrada nas práticas de gestão ambiental das centrais, de
acordo com planos de monitorização específicos, executados por entidades reconhecidas e
acreditadas para o efeito.
Em 2021, não foram registados valores de emissão de Partículas, NOx e SO2 acima dos valores-
limite.
4.3. Biodiversidade
A perda de biodiversidade, à semelhança das alterações climáticas, constitui duas das principais
ameaças que o planeta atualmente enfrenta. Estas ameaças estão profundamente interligadas – as
alterações climáticas são um fator significativo de perda de biodiversidade e a perda de
biodiversidade exacerba a crise climática.
O uso de energia renovável é uma das formas mais eficazes e prontamente disponíveis de reduzir as
emissões de gases com efeito estufa e limitar o aquecimento global a 1,5°C. Contudo, mesmo as
fontes de energia limpa podem ter impactes não intencionais significativos na biodiversidade e nos
serviços dos ecossistemas, se não forem geridos e mitigados adequadamente. O desenvolvimento de
energias renováveis envolve muitas vezes a destruição ou fragmentação de habitats naturais, e a
extração das matérias-primas necessárias para as tecnologias de energia renovável trazem riscos
substanciais para a biodiversidade.
www.greenvolt.pt239
Abordagem à biodiversidade e serviços dos ecossistemas 
a desenvolver em 2022 para as operações da GreenVolt
Reconhecendo que uma transição para energias renováveis que evite danos e contribua para a
conservação e promoção da natureza é essencial, a GreenVolt identificou a biodiversidade como um
tema material na sua estratégia ESG e, em 2022, dará início ao desenvolvimento de uma abordagem
de impacte positivo na natureza, a aplicar nas atividades que desenvolve.
Com base na avaliação de impactes e dependências, riscos e oportunidades das atividades da
GreenVolt na biodiversidade, serviços dos ecossistemas e capital natural, serão definidas medidas
práticas, focadas nas problemáticas da gestão de ecossistemas, baseadas na natureza e em
evidências, para proteger, conservar, restaurar e valorizar os ativos naturais no âmbito das suas
operações.
Avaliar
Integrar
Evoluir
impactes e dependências da
biodiversidade e ecossistemas
Riscos e oportunidades:
estratégia, operação, mercado
Novas ferramentas de análise
ecológica e económica
Valoração do capital natural
Transição ecológica e
climática
From business as usual to
business as natural
Pretende-se, desta forma contribuir ativamente para um impacte positivo na natureza e para uma
gestão sustentável dos territórios onde a GreenVolt está presente.
www.greenvolt.pt240
4.4. Uso responsável de recursos
Consumo de Água
A água é um recurso natural escasso, cujo consumo monitorizamos e racionalizamos nas nossas
operações.
O abastecimento de água às centrais localizadas no perímetro das instalações fabris do Grupo Altri é
efetuado a partir das infraestruturas existentes de captação, tratamento e armazenagem de água
dessas mesmas instalações. O funcionamento das centrais dá origem a um efluente resultante
fundamentalmente das purgas da caldeira e do circuito de água de arrefecimento, com uma carga
orgânica muito reduzida. Estas águas residuais são encaminhadas para tratamento na estação de
tratamento de águas residuais (ETAR) das fábricas e devolvidas ao meio ambiente após serem
devidamente tratadas, cumprindo os requisitos definidos nos Títulos Únicos de Recursos Hídricos
para cada uma das unidades industriais.
Por outro lado, a Central de Mortágua encontra-se na margem direita da Barragem da Aguieira,
inserida na sub-bacia do rio Mondego. A Central possui Licença de Utilização dos Recursos Hídricos
de Captação de Água Superficial e de Rejeição de Águas Residuais. No caso da licença de rejeição,
está implementado um programa de autocontrolo realizado por um laboratório acreditado para o
efeito que recolhe amostras e emite os respetivos boletins analíticos com os resultados de diversos
parâmetros, de acordo com o descrito no TURH, reportados à Entidade Licenciadora (APA)
periodicamente.
Já em Tilbury, a água é 100% fornecida pela rede municipal. A autorização ambiental, emitida pela
Agência do Ambiente, define os regulamentos, limites de emissões e requisitos de monitorização da
utilização da água e descarga de águas residuais.  Uma bacia de sedimentação recolhe todas as
águas residuais provenientes dos processos da central, onde o pH é ajustado e as partículas
sedimentadas, antes da descarga na rede de municipal. A monitorização continua do efluente à saída
do site realizada no ano de 2021 mostrou que todas as análises realizadas se encontravam dentro
dos parâmetros estabelecidos na licença.
Em 2021 foram consumidos, no total, 3 278 775 m3 de água nas centrais da GreenVolt, o que perfaz
um consumo específico global de 2.92m3 por MWh produzido.
Gestão de resíduos e economia circular
A produção de resíduos por parte da GreenVolt está essencialmente associada às operações das
centrais de biomassa. A gestão dos resíduos é regida por princípios adequados, que procuram
minimizar a sua produção, criar condições corretas à recolha seletiva e armazenagem temporária, e
garantir o encaminhamento adequado para destino final, dando primazia à sua valorização face à
eliminação.
Os resíduos processuais – cinzas, escórias e areias de leitos fluidizados – constituem os principais
resíduos das operações das centrais, representado cerca de 97% do total de resíduos produzidos.
www.greenvolt.pt241
No ano de 2021 foram produzidas aproximadamente 155 mil toneladas de resíduos (processuais, não
processuais e subprodutos resultantes da desclassificação de resíduos), 88% dos quais não
perigosos, e apenas 12% enviados para operações de eliminação (maioritariamente depositados em
aterro).
Resíduos não perigosos
(RnP) – ton
RnP Total
Resíduos perigosos
(RP) – ton
RP Total
Total
Eliminação
Valorização
Eliminação
Valorização
Constância
12.602,2
12.602,2
12.602,2
Bioelétrica da Foz
34.302,0
34.302,0
34.302,0
Mortágua
9,5
17.091,5
17.100,9
4,1
4,1
17.105,0
Ródão Power
6.535,9
6.535,9
6.535,9
SBM
56.943,7
56.943,7
56.943,7
Tilbury
9.285,5
9.285,5
18.171,2
18.171,2
27.456,7
Total
9,5
136760,8
136770,2
18.171,2
4,1
18.175,3
154945,5
Reutilização de areias
Em 2021, foram encaminhadas 8.401 toneladas de areias de leito fluidizado, correspondentes a 16%
do total de areias produzidas nas centrais de valorização energética de biomassa, como subproduto,
para produção de argamassas.
Os restantes 84% de areias foram encaminhados para atividades de melhoramento ambiental e para
processamento de materiais à base de resíduos de construção e demolição.
Valorização energética
Uma grande parte dos resíduos produzidos nas fábricas de produção de
pasta têm potencial para serem valorizados energeticamente. Em 2021,
mais de 14.000 toneladas de lamas biológicas de lamas primárias
resultantes do tratamento de efluentes foram valorizadas nas caldeiras
das centrais para produção de energia elétrica. Adicionalmente, foram
ainda valorizadas 10.460 toneladas de resíduos resultantes do processo
de crivagem da pasta crua (essencialmente constituídos por fibras de
madeira incozida).
138 Kg/MWh
(resíduos produzidos
por eletricidade
produzida)
Por último, através da sua central de Tilbury, a GreenVolt assume-se definitivamente como um player
ativo na promoção da economia circular, uma vez que a produção de eletricidade é alimentada
exclusivamente através de resíduos de madeira proveniente de demolições, contribuindo para a sua
valorização e aproveitamento (em 2021 foram consumidas quase 257 mil toneladas de resíduos de
madeira).
www.greenvolt.pt242
4.5. Gestão ambiental integrada
Os princípios que integram a Política de Sustentabilidade do Grupo GreenVolt contemplam as
questões ambientais associadas à sua atividade e ao setor em que se insere, estando o princípio da
precaução subjacente à sua forma de atuar.
Ao aderir ao princípio da precaução, a empresa procura minimizar os impactes ambientais
decorrentes das suas atividades, implementando práticas de gestão alinhadas com referenciais
internacionalmente aceites e que permitem a gestão dos riscos ambientais e climáticos de forma
integral, reduzir emissões, promover a economia circular e proteger a biodiversidade.
No sentido de promover a melhoria contínua, adotamos como referência a norma internacional ISO
14001:2015 na maioria das centrais, cumprindo escrupulosamente os limites definidos nos Títulos
Ambientais Únicos (TUA), em linha com as recomendações das Melhores Técnicas Disponíveis
(MTD), dos documentos de referência da União Europeia. Até 2025, a GreenVolt pretende alargar a
certificação ambiental às Centrais de Mortágua e Tilbury, mantendo até esse momento as políticas,
práticas e procedimentos já existentes.
Na GreenVolt adotamos e implementamos as melhores práticas de gestão ambiental seguindo uma
abordagem de ciclo de vida, desde a aquisição de materiais e componentes, construção e instalação,
operação e, por último, final da vida útil. Os relatórios de “Requalificação Ambiental na Desactivação
e Demolição das Centrais a Biomassa do Grupo”, específicos de cada central, integram um plano
com instruções associadas ao desmantelamento de equipamentos e infraestruturas, recolha de
materiais e produtos, descontaminação de solos eventualmente contaminados e, em geral para a
adequada reposição das condições ambientais do local, atualizando a estimativa dos custos
associados em cenários de desativação/demolição das centrais.
Certificações GreenVolt
As certificações de todas as centrais nos sites industriais são tituladas pelas empresas de pasta, em
que as centrais a biomassa são sites do certificado:
• ISO 14001 – Sistema de Gestão Ambiental
• ISO 45001 – Sistema de Gestão de Segurança e Saúde no Trabalho
Outras certificações através de empresas do Grupo Altri
•ISO 9001 – Sistema de Gestão da Qualidade
•ISO / IEC 17025 – Requisitos gerais de competência para laboratórios de ensaio e calibração
•ISO 50001 – Sistema de Gestão de Energia
•FSC® – Forest Stewardship Council
•PEFC™ – Programme for the Endorsement of Forest Certification
•EMAS – Sistema Comunitário de Ecogestão e Auditoria da União Europeia
www.greenvolt.pt243
5.
COMPROMISSO COM AS NOSSAS PESSOAS
As nossas pessoas são a fonte de energia mais valiosa
5.1. Desafios e ambição
O ano de 2021 foi um ano de mudança para o Grupo GreenVolt na medida em que passou a integrar
o PSI-20 de modo independente do Grupo Altri. Esta transição conduziu à definição de uma nova
estratégia, ao reforço da sua equipa, aquisição de novas empresas e a abraçar novos compromissos,
traduzindo-se em desafios acrescidos na gestão das suas pessoas.
A par com esta mudança, em 2021 a GreenVolt continuou a responder aos desafios da pandemia,
assumindo como prioridade a saúde, segurança e bem-estar de todos. Sempre que necessário, e em
linha com as orientações das Entidades Competentes, promoveu iniciativas para minimizar riscos e
flexibilizar as suas práticas de gestão de trabalho, procurando evitar situações de emergência e
garantir o equilíbrio pessoal e profissional de todas as suas pessoas.
Num contexto desafiante, e com a premissa de que as suas pessoas são a fonte de energia mais
valiosa para o sucesso do seu negócio, a GreenVolt encara a estratégia de recursos humanos como
um fator fundamental na construção de uma organização sustentável e um facilitador para a ambição
de crescimento e felicidade de todos os seus colaboradores, em todas as geografias e mercados
onde opera.
A estratégia global e integrada de recursos humanos, a aprofundar em 2022, representa uma
proposta de valor para todas as pessoas da GreenVolt, na medida em que estas estão no centro de
todas as decisões. Materializa-se em torno de quatro pilares fundamentais, que marcam a
experiência do colaborador ao longo do seu percurso, e pretende um alinhamento com a cultura e
propósito da organização, o negócio e a estratégia na área de pessoas, acompanhado por uma
constante comunicação entre todos.
www.greenvolt.pt244
LOOK & JOIN
DAILY LIFE
NURTURE
GROW
Assegurar uma
primeira experiência
do colaborador
positiva, através de
um processo de
onboarding cuidado e
uma integração
positiva e completa
no negócio.
Comunicar as
responsabilidades e
as diferentes áreas
da organização,
clarificando no dia-a-
dia da Organização o
papel de cada um no
Grupo GreenVolt.
Analisar os pacotes
remuneratórios de
forma contínua e
alinhar o modelo de
liderança no Grupo.
Desenvolver um
modelo de
desempenho e
feedback alinhado
com as necessidades
dos Colaboradores,
fomentando planos
de carreira que
promovam o seu
crescimento na
organização.
5.2. Perfil das nossas pessoas
No final de 2021, a GreenVolt registava um total de 169 colaboradores, a maioria (53%) pertencente
ao segmento de negócio “Eólica e solar” fruto da composição da empresa V-Ridium. A produção
descentralizada, que integra as empresas Profit Energy e Perfecta Energía, aparece na segunda
posição, representando 27% do total de colaboradores do Grupo. Em termos de representatividade
de género, existe uma maior predominância do género masculino (61%) em comparação com os 39%
do género feminino.
O nosso compromisso com políticas de empregabilidade sustentáveis é ainda traduzido pela
efetividade dos colaboradores, em que 98% possui contrato permanente e 95% de colaboradores
desempenham as suas funções a tempo inteiro.
Estrutura
Greenvolt
Eólica e Solar
Produção Descentralizada
TOTAL
V-Ridium
Profit Energy
Perfecta
Energía
Tipo de contrato, por género
Contrato Permanente (n.º)
34
89
21
21
165
Masculino
23
49
18
10
100
Feminino
11
40
3
11
65
Contrato temporário (n.º)
0
0
4
0
4
Masculino
0
0
3
0
3
Feminino
0
0
1
0
1
Total de Colaboradores (n.º)
34
89
25
21
169
Em 2021, registámos um total de 97 admissões, valor representativo da estratégia de crescimento e
expansão do negócio, e apenas 13 saídas de colaboradores, o que corresponde a uma taxa global de
admissão de 57,4% e a uma taxa global de saída de 7,7%, respetivamente.
www.greenvolt.pt245
Novas contratações
Por faixa etária
34
27
21
15
97
< 30 anos
9
14
13
4
40
Entre os 30 e os 50 anos
20
9
7
11
47
≥ 50 anos
5
4
1
0
10
Por género
34
27
21
15
97
Homens
23
14
17
8
62
Mulheres
11
13
4
7
35
Saídas
Por faixa etária
0
4
4
5
13
< 30 anos
0
3
3
2
8
Entre os 30 e os 50 anos
0
1
1
2
4
≥ 50 anos
0
0
0
1
1
Por género
0
4
4
5
13
Homens
0
0
4
1
1
Mulheres
0
4
0
4
4
Estrutura
GreenVolt
Eólica e solar
Produção Descentralizada
Total
V-Ridium
Profit Energy
Perfecta
Energía
O talento da GreenVolt é jovem, com uma percentagem significativa dos colaboradores (56%) na
faixa etária dos 30 a 50 anos, sendo ainda de destacar que cerca de 30% dos nossos colaboradores
tem idade inferior a 30 anos.
Distribuição global de colaboradores por género
Distribuição global de colaboradores por faixa etária
 
Do total de colaboradores, verifica-se que a categoria de staff / especialistas é a mais representada
(67%), seguindo-se a categoria de Gestão de Topo (14%) e, por último, as categorias de Diretores/
www.greenvolt.pt246
Heads e Managers com percentagens de representação muito semelhantes (10% e 9%,
respetivamente).
A proporção de elementos da gestão de topo contratados localmente representa os 97%, valor que
demonstra a nossa aposta no talento local das diferentes geografias onde temos atividade a decorrer.
Gestão de topo
< 30 anos
0
0
0
Entre os 30 e os 50 anos
14
3
17
≥ 50 anos
7
0
7
TOTAL
21
3
24
Diretores/Heads
< 30 anos
0
0
0
Entre os 30 e os 50 anos
6
6
12
≥ 50 anos
4
1
5
TOTAL
10
7
17
Managers
< 30 anos
0
1
1
Entre os 30 e os 50 anos
7
4
11
≥ 50 anos
1
2
3
TOTAL
8
7
15
Staff /Especialistas
< 30 anos
33
20
53
Entre os 30 e os 50 anos
29
26
55
≥ 50 anos
2
3
5
TOTAL
64
49
113
Distribuição de colaboradores por categoria profissional, género e faixa etária
Categoria profissional
Faixa etária
Homens
Mulheres
Total
Por último, em termos de diversidade dos órgãos sociais, verifica-se que 36% dos seus elementos
são do género feminino, a maioria na faixa etária dos 30 aos 50 anos.
Distribuição dos órgãos sociais por género e faixa etária
Faixa etária
Homens
Mulheres
Total
< 30 anos
0
0
0
Entre os 30 e os 50 anos
2
3
5
≥ 50 anos
5
1
6
TOTAL
7
4
11
5.3. Reconhecimento e talento
A gestão de pessoas tem um papel estratégico dentro de qualquer empresa, intrinsecamente
associado com a produtividade e sucesso no negócio. A GreenVolt sabe que para obter os melhores
resultados é crítico que as suas equipas estejam motivadas, saudáveis e felizes e, naturalmente,
equilibradas do ponto de vista pessoal, profissional e familiar.
www.greenvolt.pt247
O contexto que vivemos nos últimos dois anos acelerou, de forma inequívoca, tendências que já
vinham a influenciar e desafiar as organizações, dando mais poder aos colaboradores para decidirem
como, quando e onde querem trabalhar. Numa época de guerra pelo talento, em que os modelos
tradicionais de desenvolvimento de carreira foram postos em causa, as organizações lutam
diariamente para identificar, atrair, reter, desenvolver e motivar os colaboradores com melhor
performance e potencial, adaptando a sua cultura e ajustando as suas estratégias para proporcionar
a melhor experiência ao colaborador.
A GreenVolt não é exceção, e tem como ambição continuar a ser uma empresa de referência na área
de gestão de pessoas no setor da energia renovável. Sabendo da importância que a atribuição de
benefícios representa na atração e retenção de talento, junta ao pacote retributivo da GreenVolt
Portugal, um conjunto de benefícios e iniciativas adicionais, que incluem seguro de vida, seguro de
saúde, seguro de acidentes pessoais e cartão refeição.
A Empresa continuará a desenvolver novas formas de reconhecimento e de gestão de talento, que
permitam dar resposta ao rápido crescimento sentido e recompensar de acordo com o talento e
aspirações de cada um, mas também identificar um modelo de trabalho que seja valorizado pelas
suas pessoas, enquanto fator relevante e decisivo no processo de decisão sobre o seu futuro.
Para 2022, em linha com a Estratégia definida, focará a sua atuação na consolidação, organização e
envolvimento dos seus colaboradores em todas as políticas e procedimentos definidos em matéria de
recursos humanos. No conjunto de projetos atualmente em curso, destacam-se o nosso compromisso
com a diversidade e inclusão, a definição de um modelo de performance e feedback contínuo e ágil,
bem como o desenho de uma estratégia de compensação competitiva e equitativa. Por último, mas
não menos importante, o alinhamento com a gestão de topo, e de forma transversal, o foco na
comunicação interna e partilha de informação entre todos, são áreas em destaque para este presente
ano. A iniciativa #SharingIScaring, lançada em 2021, é um primeiro passo neste sentido.
#SharingIScaring
A rúbrica #SharingIScaring, dinamizada pela Direção de Recursos Humanos, tem como objetivo:
•partilhar, com todos os colaboradores, as novidades sobre o negócio da GreenVolt;
•assegurar a comunicação e alinhamento de todos;
•informar sobre os principais projetos e marcos relevantes da empresa e,
•celebrar, em conjunto com a Equipa diretamente envolvida.
Esta iniciativa, recebida com enorme satisfação por todos, continuará a ser desenvolvida como
veículo fundamental na mobilização e engagement dos colaboradores, na comunicação da estratégia
de negócio e sustentabilidade e na partilha de ações, iniciativas e projetos relevantes desenvolvidos
no seio do Grupo e nos mais de nove países onde a GreenVolt opera.
Ainda no âmbito da gestão de talento, foram estabelecidas parcerias com entidades externas
reconhecidas, a nível nacional e internacional, que potenciam o desenvolvimento de competências, o
reconhecimento e o crescimento profissional. A título de exemplo, destacamos o memorando de
www.greenvolt.pt248
entendimento com a Universidade Católica Portuguesa que visa o desenvolvimento de atividades
conjuntas no âmbito da INSURE Hub (Innovation in Sustainability and Regeneration Hub) para a
promoção do Conhecimento, da Inovação e do Empreendedorismo Sustentável. A atividade
desenvolvida através desta parceria ambiciona a persecução dos Objetivos do Desenvolvimento
Sustentável da ONU, da Estratégia do Pacto Ecológico Europeu e as metas definidas para a Europa
para 2030 e 2050 – contribuindo para trazer Portugal para a linha da frente de países progressivos no
seio da União Europeia.
Já no início de 2022, foi realizada a ação de formação do BCSD Portugal “Discover Sustainability”,
com a duração de duas horas.  A ação, dirigida a colaboradores da GreenVolt em Portugal e do
Grupo Altri, teve como objetivos dar a conhecer conceitos gerais de sustentabilidade e os principais
desafios, riscos e oportunidades que as empresas enfrentam nos dias de hoje nesta matéria.
5.4. Formação aos colaboradores
No quotidiano das organizações, e principalmente no contexto de constante mudança em que
vivemos atualmente, o desenvolvimento e formação dos colaboradores torna-se imprescindível. A
GreenVolt reconhece esta importância e assume o compromisso de promover o desenvolvimento de
competências diferenciadoras a todos os seus colaboradores.
Após o processo de avaliação de desempenho e feedback, a Direção de Recursos Humanos,
juntamente com os Managers de cada área, faz uma análise das necessidades formativas de cada
colaborador da empresa de forma a definir um Plano de Formação Anual, que deverá ser
implementado durante o ano em questão. No seguimento do mapeamento de talento do grupo,
formações executivas serão também analisadas para perfis específicos. 
Paralelamente, todos os colaboradores do grupo participam regularmente em ações de formação
transversais sobre Diversidade e Inclusão, Ética, e skills informáticas, de forma a desenvolver
competências que permitam ao colaborador contribuir, de forma direta e indireta, para os objetivos da
organização. Nunca esquecendo o nosso compromisso com a segurança, estas formações serão
também garantidas a todas as funções que o necessitem.
Para 2022, a GreenVolt coloca ainda como objetivo a renovação do seu processo de Onboarding,
com o intuito de proporcionar uma integração completa e experiência positiva a todos os novos
colaboradores que se juntem à empresa. A título ilustrativo, serão incluídas no plano de Onboarding
formações ligadas ao nosso negócio, nomeadamente sobre energias renováveis e uma visita a uma
das centrais de biomassa ou parque eólico/solar do grupo, e será introduzida a figura do Buddy para
apoiar o novo colaborador nas primeiras semanas na empresa.
5.5. Diversidade e inclusão
O Grupo GreenVolt reconhece o tema da diversidade e inclusão como uma vantagem competitiva
para todas as suas empresas, e estratégia prioritária no âmbito da gestão de pessoas. Nessa medida,
assume o compromisso de potenciar e valorizar as opiniões e valores de todas as pessoas no seu
www.greenvolt.pt249
ambiente de trabalho, fomentar uma cultura inclusiva, de inovação, criatividade e desenvolvimento, e
promover o equilíbrio entre a vida profissional e pessoal em todas as áreas.
Durante o ano de 2022, serão desenvolvidas as bases para a Estratégia Global de Diversidade e
Inclusão do grupo, respeitando as especificidades locais. A Direção de Recursos Humanos é a
estrutura responsável por impulsionar as políticas e programas à escala global, em todas as
empresas e países estratégicos. No entanto, a empresa acredita que é responsabilidade de todos
aplicar, nos seus comportamentos, atitudes e decisões, os princípios que valorizam as suas pessoas,
garantem a não discriminação, promovem o talento e potenciam a igualdade no acesso a
oportunidades.
É, portanto, compromisso da GreenVolt afirmar e disseminar uma cultura diversa e inclusiva, incluindo
particularmente as diferenças relativas ao sexo, identidade de género, orientação sexual, etnia,
religião, credo, território de origem, cultura, língua, nacionalidade, naturalidade, ascendência, idade,
orientação política, ideológica ou social, estado civil, situação familiar, situação económica, estado de
saúde, deficiência, estilo pessoal, experiência, formação ou outras.
Este compromisso materializa um dos eixos estratégicos da Estratégia de Sustentabilidade, e deve
ser interpretado em conjunto com os princípios e regras éticas estabelecidos no Código de Ética e
Conduta do Grupo. O ano de 2021 ficou ainda marcado pelo lançamento do Plano de Igualdade de
Género 2022, com a finalidade de implementar medidas e assegurar a igualdade de tratamento e
oportunidades entre homens e mulheres, que contribuam para eliminar a discriminação em função do
género e fomentar a conciliação entre a vida pessoal, familiar e profissional dos nossos
colaboradores. O Plano encontra-se disponível para consulta no website da GreenVolt.
A implementação, concretização e execução do Plano de Igualdade de Género, e das medidas nele
previstas, serão acompanhadas e avaliadas anualmente. Pretende-se assim assegurar uma lógica
evolutiva, com a introdução de eventuais modificações e/ou a criação de novas medidas que
alavanquem o desenvolvimento de boas práticas neste domínio, devidamente aprovadas pelo
Conselho de Administração.
Carta Portuguesa para a Diversidade
No início de 2022, a GreenVolt subscreveu voluntariamente a
Carta Portuguesa para a Diversidade, promovida pela
Associação Portuguesa para a Diversidade e Inclusão
(APPDI) e adaptada da Carta para a Diversidade da Comissão
Europeia, documento que descreve medidas concretas que
podem ser tomadas para promover a diversidade e a
igualdade de oportunidades no trabalho. As organizações
signatárias desta Carta assumem a Diversidade como um
imperativo ético, traduzindo-se num princípio basilar e
orientador da sua atuação interna e externa, fazendo parte
dos seus valores e da sua identidade institucional.
www.greenvolt.pt250
5.6. Segurança, saúde e bem-estar
Promover o equilíbrio entre a vida pessoal, familiar e profissional
A saúde e bem-estar dos colaboradores assumiu nos últimos dois anos um sentido ainda mais crítico,
pertinente e urgente em virtude do contexto pandémico. Em 2021, a GreenVolt tem vindo a identificar,
em conjunto com as suas pessoas, os fatores que têm influência na sua produtividade, mas,
sobretudo, na promoção do seu bem-estar físico, mental e social. Fruto deste trabalho, foram
introduzidas diversas melhorias na organização e gestão de trabalho com o propósito de:
•potenciar um ambiente de trabalho adequado e que contribua para uma empresa mais
saudável:
•assegurar condições de trabalho seguras, estimulantes e satisfatórias; e
•fomentar a inovação e fortalecer a sua competitividade e sustentabilidade, com a tecnologia
como fator facilitador.
Equilíbrio entre a vida pessoal e profissional
Sob o mote “Nós damos o tempo e tu, como sempre a energia”, e de forma a fomentar práticas de vida
saudáveis, destacamos algumas medidas implementadas pelas empresas do Grupo que visam promover
o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional:
•Horários flexíveis
•Dispensa no dia de aniversário, véspera de Natal, véspera de Ano Novo e dia de Carnaval
•Oferta de fruta no escritório para apoiar hábitos de alimentação saudável
•Vouchers para a prática de desporto
No próximo ano, a GreenVolt pretende continuar a evoluir no programa dedicado à saúde e bem-estar
dos colaboradores, como forma de promover a igualdade. Para o efeito, tem prevista a
implementação de novas medidas, que vão além do cumprimento da lei, nas empresas e diferentes
geografias onde está presente.
Saúde e Segurança
Em linha com a Política de Sustentabilidade, a GreenVolt procura assegurar que os trabalhadores,
fornecedores e parceiros desenvolvem as suas atividades num ambiente de trabalho saudável e
seguro, que previna os riscos, as doenças profissionais e a ocorrência de incidentes. Igualmente,
assumimos um ambicioso compromisso de atingir zero acidentes nas nossas operações, com
trabalhadores diretos e prestadores de serviço.
Na prática, os temas de saúde e segurança implicam o cumprimento da legislação laboral e de outros
requisitos de saúde e segurança aplicáveis, pelo que consideramos que o mesmo se aplica à
generalidade dos nossos trabalhadores e empresas do Grupo, por via das práticas e processos que
www.greenvolt.pt251
implementamos, de forma sistemática e abrangente, numa lógica de melhoria contínua do nosso
desempenho e das condições de segurança e saúde inerentes à atividade e infraestruturas da
empresa.
Os trabalhadores da GreenVolt realizam periodicamente consultas de Medicina do Trabalho, processo
fundamental para monitorizarem e cuidarem da sua saúde, mas sobretudo para assegurar o
cumprimento dos regimes jurídico aplicáveis para promoção da Segurança e Saúde no Trabalho.
Em 2021, não foram registados acidentes de trabalho com trabalhadores diretos da GreenVolt (com
ou sem dias perdidos), doenças profissionais e fatalidades relacionadas com o desenvolvimento da
atividade profissional nos nossos escritórios.
A GreenVolt não possui trabalhadores diretos nas centrais. As atividades de operação e manutenção
das centrais são asseguradas por empresas do Grupo Altri, em Portugal, e WBOC, no Reino Unido,
através dos seus próprios trabalhadores e subcontratados, e em linha com os contratos celebrados
com a GreenVolt para o efeito.
Com exceção das centrais de biomassa de Mortágua, em Portugal, e a Tilbury Green Power, no
Reino Unido, todas as centrais detidas pela GreenVolt possuem sistemas de gestão de segurança e
saúde no trabalho certificados pela norma ISO 45001 (Sistema de Gestão da Segurança e Saúde
Ocupacional), referenciais internacionalmente reconhecidos e garante da nossa atuação responsável
nestas matérias. Contudo, até 2025, é objetivo alargar a certificação de segurança e saúde a 100%
das suas centrais, mantendo até esse momento as políticas, práticas e procedimentos já existentes.
Os prestadores de serviço dispõem de mecanismos para reportar perigos ou situações perigosas e,
sempre que ocorre um incidente, estão preparados para iniciar os procedimentos de investigação de
incidentes, com o objetivo de pesquisar as causas e identificar as medidas preventivas e corretivas
que eliminem a possibilidade de recorrência do acidente. Os programas de identificação de perigos e
avaliação de riscos implementados incorporam todas as zonas de elevado risco das instalações,
avaliações específicas baseadas nas funções desempenhadas e análise detalhada de tarefas de alto
risco. Os riscos mais relevantes nas centrais estão relacionados com incêndio e explosão, exposição
a poeiras, movimentação de máquinas e veículos e não cumprimento de práticas de segurança
definidas.
Os responsáveis de operação e manutenção das centrais devem ainda fazer cumprir o disposto nos
regulamentos de segurança aplicáveis por força da legislação vigente, ou em vigor no perímetro
industrial, e garantir a segurança e saúde dos seus trabalhadores e subcontratados. Adicionalmente,
devem ainda:
•Estabelecer os sistemas de gestão de qualidade, ambiente e segurança e definir planos de
ação em conformidade (implementados em todas as centrais, de acordo com as normas ISO
9001 e ISO 14001, com exceção das centrais de biomassa de Mortágua, em Portugal, e a
Tilbury, no Reino Unido);
•Manter os trabalhadores treinados no combate de incêndios, primeiros socorros e
procedimentos de emergência, e demais requisitos, de acordo com os Planos de Segurança
existentes; e
www.greenvolt.pt252
•Garantir que todos os trabalhadores dispõem da formação necessária e obrigatória, sempre
que tal se revele necessário ou seja legalmente exigido, para a correta execução das suas
funções, incluindo no que respeita a segurança e saúde no trabalho, mantendo registo
dessas formações, e disponibilizando os meios e equipamentos para a sua proteção
individual.
Observações de Segurança e Saúde na central de Tilbury
A WBOC, entidade contratada para as operações de manutenção e operação da TGP, implementa na sua
atividade práticas de gestão para mitigar potenciais riscos que possam comprometer a segurança das
instalações e a saúde dos seus trabalhadores e causar danos ambientais.
Uma dessas práticas envolve o recurso ao formulário de observações, que permite o registo de ocorrências,
por qualquer trabalhador que se encontre nas instalações, sendo uma ferramenta crítica e fundamental para
a prevenção de incidentes e não conformidades na central.
Esta informação é posteriormente reportada ao Conselho de Administração, tratada e comunicada no
relatório mensal de exploração. No ano de 2021, foram registadas 20 ocorrências ambientais, de segurança
e saúde através desta ação preventiva.
A preocupação com a Segurança e Saúde também se estende às atividades de desenvolvimento de
projetos de eficiência energética, bem como de instalação de projetos solares fotovoltaicos, incluindo
o desenvolvimento de projetos de engenharia, aprovisionamento e construção (EPC) e prestação de
serviços de operação e manutenção (O&M), para clientes empresariais e residenciais.
As empresas Profit Energy e Perfecta Energía recorrem maioritariamente a entidades contratadas
para a realização das suas atividades de instalação e manutenção. Todas as entidades contratadas
assinam um contrato de prestação de serviços onde se comprometem a cumprir com todas as
normas de segurança e saúde na execução dos trabalhos, de acordo com a legislação em vigor, e
cumprindo com o Plano de Segurança e Saúde (PSS), ou equivalente, definido pelas próprias
empresas do Grupo.
Os subcontratados têm de cumprir com os procedimentos de segurança no geral, e estes não se
limitam ao PSS ou documentos elaborados pela entidade executante. O Dono de Obra também tem
requisitos que devem ser cumpridos, para minimizar os principais riscos de segurança e saúde, por
exemplo, relacionados com a realização de trabalhos em altura.
São ainda definidos mecanismos de fiscalização do cumprimento do PSS elaborado, que poderão ser
realizados por qualquer colaborador da Profit Energy ou da Perfecta Energía afeto à obra, ou por
entidade terceira contratada para o efeito. O não cumprimento de alguma cláusula do Plano poderá
dar lugar a penalizações ou à suspensão imediata dos trabalhos.
www.greenvolt.pt253
5.7. Direitos humanos
O Grupo GreenVolt promove, respeita e cumpre os direitos humanos, em linha com padrões
reconhecidos internacionalmente, tais como a Declaração Universal dos Direitos Humanos das
Nações Unidas, os dez princípios do Pacto Global das Nações Unidas, as Convenções e Declaração
da Organização Internacional do Trabalho sobre os Princípios e Direitos Fundamentais do Trabalho,
entre outras.
A GreenVolt procura atuar de forma a que nenhuma das suas ações e atividades de gestão origine,
direta ou indiretamente, abuso ou violação dos direitos humanos em qualquer localização geográfica,
contexto e realidade, nem em toda a cadeia de valor e esfera de influência em relação às partes
interessadas.
A GreenVolt repudia qualquer tipo de assédio, discriminação, coerção, abuso, violência ou
exploração, e condena veemente o trabalho infantil ou forçado, refletindo estes princípios nos
documentos fundacionais das relações contratuais que mantém com todos os fornecedores, clientes
e demais stakeholders, designadamente o Código de Ética e Conduta, a Política de Sustentabilidade,
e o Código de Ética dos Fornecedores.
Ao nível do associativismo, a liberdade de expressão a par da liberdade de associação são fatores
indutores de inovação, um dos aspetos que a Empresa procura potenciar. Os colaboradores
GreenVolt participam livre e ativamente em diversos fóruns, sejam eles de índole laboral, cultural,
ambiental, social ou de qualquer outra natureza. O Grupo incentiva a participação dos seus
colaboradores em associações e fóruns de debate, acreditando que a excelência do seu
profissionalismo e o seu empenho pessoal nas causas em que acreditam podem ser fatores
diferenciadores para que movimentos civis e profissionais que impactam positivamente a sociedade
possam beneficiar dos seus contributos.
A Empresa também avalia os seus negócios para identificar impactes e mitigar potenciais riscos que
possam afetar os Direitos Humanos. A par com a aplicação dos “Green Bond Principles”, os projetos
e transações M&A da GreenVolt são sujeitos a um processo criterioso de alinhamento com padrões
ESG, que asseguram a avaliação dos impactes da GreenVolt nestas dimensões.
Concretamente, a GreenVolt estabeleceu um Comité Green Bond, composto por elementos das
Direções de engenharia, ambiente e sustentabilidade, legal e financeiro, responsável por selecionar
os ativos elegíveis – “Eligible Green Project” –, após os projetos propostos e as transações de fusão e
aquisição (M&A) terem sido analisados pelo Grupo de Trabalho de Investimentos (Investment
Working Group). A GreenVolt analisa e realiza pré-triagem dos seus projetos, rejeitando aqueles que
não cumprem com as avaliações de risco ambiental e social, ou que demonstrem ter risco de
credibilidade.
www.greenvolt.pt254
6.
GESTÃO RESPONSÁVEL E ÉTICA
Baseamos a nossa atuação em princípios éticos
e de negócio responsável.
6.1. Modelo de Governo
Na GreenVolt entendemos que um governo de sociedade transparente, diverso, eficiente e rigoroso
representa um importante instrumento na relação com acionistas, e demais stakeholders, alinhando
interesses com a finalidade de preservar e otimizar o desenvolvimento sustentável de longo prazo da
empresa.
Se por um lado, uma boa política de governo de sociedade permite dar a conhecer uma realidade
relevante dos órgãos sociais da Empresa e dos seus colaboradores, por outro representa o fiel
compromisso da mesma no que diz respeito aos princípios pelos quais esta se rege, nomeadamente
no que toca à responsabilidade perante a comunidade onde se encontra inserida, equidade,
liderança, garantia e gestão de todos os interessados.
A GreenVolt rege-se pelas recomendações e melhores práticas nacionais e internacionais nesta área,
de forma a entregar uma proposta de valor, equilibrada e sustentável, assente na confiança dos
nossos investidores, colaboradores, clientes e público em geral. Informações mais detalhadas sobre
as nossas práticas de governo corporativo podem ser consultadas no Relatório de Governo da
Sociedade 2021.
Gestão Corporativa da Sustentabilidade
Conselho de Administração: Estabelece as orientações estratégicas e aprova o Plano Estratégico
de Sustentabilidade no Grupo GreenVolt.
Administrador Delegado: Concretiza a Estratégia de Sustentabilidade definida em termos
programáticos pelo Conselho.
Comissão de Ética e Sustentabilidade: Designada pelo Conselho de Administração (CA), tem como
missão apoiar o desenvolvimento e na implementação de políticas, práticas e iniciativas ESG, em
alinhamento com a Estratégia de Sustentabilidade definida para a Greenvolt, promovendo uma
abordagem transversal a toda a empresa, bem como a prossecução de objetivos e metas
estratégicas comuns. Entre outras funções, destacam-se as seguintes competências da Comissão:
a.Propor compromissos e metas ESG em linha com a Estratégia de Sustentabilidade definida;
b.Supervisionar a Estratégia e monitorizar o desempenho ambiental, social e ético da sociedade;
www.greenvolt.pt255
c.Supervisionar e monitorizar a implementação do Código de Ética e Conduta do Grupo
GreenVolt, e das normas internas que expressamente a ele se refiram;
d.Avaliar eventuais constrangimentos à Estratégia e definida e potencial impacte, propondo
alternativas concretas e acionáveis; e
e.Acompanhar a atividade da Direção de Sustentabilidade e ser um agente de dinamização da
gestão sustentável em toda a organização.
Comissão de Acompanhamento Estratégico e Operacional: Comissão designada pelo CA, apoia
e colabora com a Comissão de Ética e Sustentabilidade na apreciação e avaliação das práticas e
políticas de sustentabilidade adotadas pela Sociedade.
A Direção de Sustentabilidade trabalha em estreita articulação e coordenação com a Comissão de
Ética e Sustentabilidade e com o Administrador Delegado no que respeita a todas as ações
relevantes para a concretização da estratégia de sustentabilidade, incluindo temas de ética e conduta
relacionados.
As empresas que integram o Grupo GreenVolt são responsáveis pela dinamização e integração dos
princípios do desenvolvimento sustentável na sua atividade, bem como pela declinação e adoção das
políticas e objetivos considerados prioritários, monitorizando e reportando o seu desempenho.
6.2. Ética e Transparência
A Greenvolt orgulha-se de atuar no mercado e conduzir o seu negócio com base em elevados
princípios de ética, transparência, sustentabilidade, compliance e gestão de risco, os quais
asseguram um governo e controlo corretos e eficientes.
Integridade, transparência e honestidade são princípios fundamentais presentes em todos os
processos de tomada de decisão e que sustentam a ambição e os objetivos de crescimento definidos.
São eles que permitem estabelecer relações de confiança e duradouras, pautadas por critérios de
lealdade, rigor e boa-fé.
O sucesso da Estratégia que a GreenVolt quer implementar depende de decisões individuais
assertivas e íntegras no dia-a-dia, que reflitam os princípios mencionados e que sejam um exemplo
da excelência e do rigor na conduta individual e, em resultado, na conduta do Grupo. Neste contexto,
a GreenVolt conta com o compromisso de todos no cumprimento desta missão, tendo sempre em
vista o objetivo permanente de melhoria contínua e de observância dos mais elevados níveis éticos
que norteiam a conduta do Grupo GreenVolt.
Código de Ética e Conduta
O Código de Ética e Conduta (“Código”) da GreenVolt representa o conjunto de princípios e regras
que regem as relações internas e externas das empresas do Grupo com os seus stakeholders, e foi
criado com o objetivo de partilhar estes princípios e regras, promover e incentivar a sua adoção.
www.greenvolt.pt256
O Código aplica-se, independentemente da função, localização geográfica ou reporte funcional, a
todos os colaboradores do Grupo GreenVolt, incluindo Órgãos Sociais, de todas as empresas do
Grupo, bem como – com as necessárias adaptações – aos mandatários, auditores externos, clientes,
fornecedores e outras pessoas que lhes prestem serviços a qualquer título, seja permanente ou
ocasionalmente.
Neste contexto, o Código estabelece princípios gerais para os seus Colaboradores, dos quais
destacamos:
•Cumprimento rigoroso da lei, dos regulamentos, das recomendações e das disposições
estatutárias, bem como das regras internas, das políticas e das linhas de orientação do Grupo
GreenVolt;
•Cooperação e profissionalismo nas relações com os Parceiros e com as comunidades locais
em que cada empresa do Grupo GreenVolt se insere;
•Elevada consciência da necessidade de tratamento confidencial de toda a informação que se
produz ou à qual se tem acesso no exercício das funções;
•Tratamento diligente e parcimonioso de todos os instrumentos de trabalho ou bens das
empresas do Grupo GreenVolt, zelando pela sua proteção e pelo seu bom estado de
conservação abstendo-se de qualquer utilização em benefício próprio.
E enquadra temas, como por exemplo:
Conflito de interesses
Diversidade e inclusão
Repúdio do assédio
Segurança e saúde no trabalho
Associativismo
Defesa dos direitos humanos
Código de Ética
e Conduta
Prevenção da fraude e da corrupção
Responsabilidade social
Concorrência
Privacidade e dados pessoais
Proteção da informação
O Código não atua de forma isolada, mas sim em conjunto com os demais instrumentos reguladores
das Políticas assumidas pela GreenVolt, que desenvolvem e aprofundam alguns dos princípios éticos
estabelecidos, bem como com a legislação e/ou regulamentação, que seja, a cada momento,
aplicável. É comunicado a todos os Colaboradores e Parceiros, encontrando-se disponível no website
da GreenVolt.
www.greenvolt.pt257
Com o objetivo de assegurar a aplicação consistente e regular dos princípios éticos definidos, e
enquadrado na implementação da Estratégia de Sustentabilidade 2022-2025 da GreenVolt, será
definido um plano de ação para a ética, dirigido a colaboradores e parceiros, e que envolverá as
vertentes de formação e comunicação.
Comissão de Ética e Sustentabilidade
A Comissão de Ética e Sustentabilidade tem, entre outras, a tarefa de salvaguardar e monitorizar a
implementação e cumprimento do Código de Ética e de Conduta da GreenVolt, procurando:
•Acompanhar e esclarecer dúvidas sobre o Código de Ética e de Conduta, relativamente à sua
aplicação e eventuais exceções, estabelecendo orientações para o seu cumprimento pelas
entidades que integram o Grupo GreenVolt;
•Prevenir, detetar e investigar comportamentos violadores do Código e/ou de outros Códigos
adotados pela GreenVolt e dos respetivos Regulamentos que os complementam e/ou com eles
se relacionem; e
•Servir de destinatário de reporte de eventuais infrações às regras dos Códigos e Regulamentos
da GreenVolt.
A Comissão de Ética e Sustentabilidade funciona de acordo com o respetivo Regulamento Interno,
disponível em  www.greenvolt.pt. As dúvidas e preocupações que possam surgir relativamente ao
Código podem ser colocadas através do canal próprio para o efeito. A informação tratada no Comité é
confidencial e restrita.
Durante o ano de 2021, não foram registados pedidos de esclarecimento nem reportadas alegadas
irregularidades ou violações do Código de Ética e Conduta da GreenVolt.
6.3. Combate à corrupção e suborno
A GreenVolt proíbe todas as práticas de corrupção, suborno ou infração conexa, de forma ativa ou
passiva, e outras formas de influência indevida, em todas as suas relações internas e externas,
incluído quaisquer tentativas de a praticar.
As Políticas estabelecidas pela GreenVolt para combater a corrupção e suborno, incluindo a
prevenção do branqueamento de capitais e combate ao terrorismo (disponíveis no website) são as
seguintes:
•Código de Conduta em matéria de Prevenção da Corrupção e Infrações Conexas: parte
integrante do Programa de Cumprimento Normativo no âmbito do combate à corrupção e
infrações conexas. Estabelece a posição clara e inequívoca do Grupo no combate à corrupção
e infrações conexas, comprometendo-se a promover o respeito total pelo Código de Ética e
Conduta e pelas leis, e procurar as melhores práticas em termos de transparência, em linha
com os princípios definidos no Pacto Global das Nações Unidas.
www.greenvolt.pt258
•Política de Prevenção de Branqueamento de Capitais: reforça o compromisso do Grupo na
adoção das melhores práticas em matéria de prevenção de branqueamento de capitais e
combate ao terrorismo. Tem como propósito apoiar colaboradores, subcontratados e terceiros,
que atuem em nome da GreenVolt, a identificar possíveis violações nesta matéria e apoiar na
correta tomada de decisão, em linha com as orientações corporativas aqui definidas.
•Política de Denúncia Interna: define as regras e dos procedimentos a adotar relacionados
com denúncias de infrações efetuadas no seio do Grupo GreenVolt.
6.4. Práticas fiscais responsáveis
A GreenVolt compreende o papel fundamental dos impostos na sociedade e nas geografias em que
opera. Reconhecendo que as políticas fiscais a nível global estão a caminhar em direção a maiores
níveis de transparência, com padrões de reporte e comunicação cada vez mais exigentes, a
GreenVolt assume o compromisso de seguir e implementar proativamente uma política fiscal
transparente e uma ação fiscal responsável, assegurando uma abordagem apropriada e uniforme
dentro do Grupo.
Neste contexto, o cumprimento das obrigações fiscais é visto como uma componente importante do
negócio e da responsabilidade corporativa do Grupo e a GreenVolt dedicar-se-á, continuamente, à
criação de mecanismos que contribuam para a prossecução deste objetivo.
Princípios Fiscais
Os princípios pelos quais o Grupo se rege podem ser resumidos como segue:
•Cumprir as leis, regras e regulamentos fiscais de todos os países em que o Grupo está
presente – Portugal, Espanha, Reino Unido, Polónia, França, Bulgária, Roménia, Grécia, Itália,
Sérvia e Estados Unidos – e garantir que todos os impostos devidos são pagos;
•Procurar aconselhamento profissional e debater com as autoridades fiscais locais sobre áreas
em que existam incertezas ou que possam estar sujeitas a julgamento, de modo a permitir
encontrar um entendimento comum que suporte as práticas do Grupo;
•Tomar decisões informadas de modo a minimizar os riscos de litígio com as autoridades fiscais;
•Evitar o planeamento fiscal agressivo nas transações realizadas. O Grupo tem vindo a crescer
rapidamente através de aquisições em diversas jurisdições, sendo a estruturação / racional
destas aquisições sempre baseada nos drivers de negócio da GreenVolt e não na elisão fiscal;
•Assegurar que todas as transações Intra grupo são realizadas a preços de mercado,
respeitando o princípio da plena concorrência, através da implementação de uma política de
preços de transferência alinhada com as diretrizes da OCDE (Organização para a Cooperação
e Desenvolvimento Económico);
www.greenvolt.pt259
•Gerir a complexidade do enquadramento fiscal (que naturalmente decorre da presença do
Grupo em diversas jurisdições) através de uma forte comunicação e diálogo contínuo entre a
equipa fiscal central e as equipas fiscais presentes em cada geografia, criando assim uma
centralização das decisões em situações mais complexas;
•Sensibilizar os colaboradores para o compromisso do Grupo com a tomada de decisões que
previnam e reduzam os riscos fiscais, incluindo a participação em workshops sobre temas
fiscais relevantes;
•Não criar estruturas artificiais ou sem substância com o único objetivo de reduzir a carga
tributária; e
•Preparar e disponibilizar toda a informação que seja solicitada / exigida pelas autoridades
fiscais.
Gestão da Política Fiscal
A gestão deste tema é assegurada pelos seguintes elementos:
•Relativamente a situações em que existam incertezas ou questões sobre matérias fiscais, as
equipas de cada geografia devem expor a situação à equipa central, sendo definida uma
estratégia de ação em conjunto, estratégia essa que pode exigir o envolvimento dos
assessores fiscais;
•O responsável fiscal de cada jurisdição deve ser informado de quaisquer situações que
possam ter impacte fiscal, incluindo operações de M&A em curso, e deve analisar os relatórios
elaborados por consultores externos de modo a avaliar os riscos fiscais (caso existam) para o
Grupo;
•O responsável fiscal de cada jurisdição deve informar periodicamente os administradores
dessa jurisdição sobre as principais situações existentes que tenham impacte no cumprimento
das obrigações fiscais, bem como sobre quaisquer alterações relevantes que ocorram na
legislação fiscal local;
•Os responsáveis fiscais locais devem reportar periodicamente ao responsável fiscal do Grupo
sobre quaisquer situações existentes com impacte fiscal, incluindo quaisquer alterações na
legislação local. Adicionalmente, devem ser realizadas reuniões periódicas para avaliar
quaisquer melhorias que possam ser implementadas para o futuro;
•O responsável fiscal do Grupo deve informar periodicamente o CEO sobre as principais
situações existentes que tenham impacte no cumprimento das obrigações fiscais, bem como
sobre quaisquer alterações relevantes na legislação fiscal e iniciativas fiscais futuras;
•A Política Fiscal deve ser preparada pelo responsável fiscal do Grupo e revista anualmente
pelo Conselho de Administração.
www.greenvolt.pt260
6.5. Cadeia de fornecimento responsável
A GreenVolt reconhece a importância de promover a sustentabilidade em toda a sua cadeia de valor.
Os fornecedores são um elemento-chave para a Empresa garantir a qualidade, rigor e excelência das
atividades que desenvolve, e que influenciam o seu impacte e desempenho económico, social e
ambiental.
Neste âmbito a GreenVolt presta especial atenção à seleção e relação que estabelece com os seus
fornecedores, comprometendo-se a promover um diálogo aberto e transparente com todos, por forma
a trabalhar em conjunto e a apoiá-los no cumprimento do Código de Conduta para Fornecedores.
Código de Conduta para Fornecedores
O Código de Conduta para Fornecedores transmite os princípios, compromissos e padrões mínimos
de atuação no âmbito da sustentabilidade, a serem cumpridos pelos fornecedores que colaborem
com a GreenVolt, para além das leis e regulamentos aplicáveis. Esclarece a conduta esperada
relativa a matérias como a saúde e segurança no trabalho, proteção do ambiente, direitos humanos e
relações laborais, ética, entre outras. O Código de Conduta para Fornecedores está disponível no
website da GreenVolt e complementa o Código de Ética e de Conduta do Grupo.
É parte integrante de todos os contratos estabelecidos entre os Fornecedores e a GreenVolt, sendo
que todos os colaboradores dos Fornecedores envolvidos nas atividades contratualizadas pela
GreenVolt devem ter conhecimento dos requisitos aplicáveis e assegurar o seu cumprimento.
Carta de Princípios do BCSD Portugal
A adesão à Carta de Princípios do BCSD Portugal, ocorrida em 2021,
reforça e afirma publicamente o compromisso em fomentar uma
gestão íntegra e responsável nos negócios do Grupo, tanto na
perspetiva interna, como na cadeia de valor.
A Carta estabelece princípios orientadores, em linha com normas e
práticas reconhecidas internacionalmente nas dimensões ética,
ambiental e social, para serem adotados pelas empresas e
promovidos na sua esfera de influência. Os princípios estabelecidos
nesta carta abrangem os domínios da (i) conformidade legal e conduta
ética; (ii) direitos humanos; (iii) direitos laborais; (iv) prevenção, saúde
e segurança; (v) ambiente; e (vi) gestão.
www.greenvolt.pt261
Caracterização da cadeia de fornecimento
O volume de aquisições em 2021 foi ligeiramente superior a 95 milhões de Euros, dos quais 83%
relacionado com fornecedores nacionais (aquisições efetuadas a fornecedores locais de cada país).
O negócio da biomassa é o segmento com maior peso nos pagamentos a fornecedores (91%).
A biomassa residual florestal é disponibilizada pela Altri Abastecimento de Madeiras, empresa do
Grupo Altri com a missão de assegurar a venda de matérias-primas provenientes da floresta às
empresas do Grupo.
A Altri Abastecimento de Madeiras assegura a totalidade do aprovisionamento necessário, e a
responsabilidade da gestão da cadeia de abastecimento de biomassa até à entrega, devidamente
triturada. Para tal estabelece relações com outras empresas sob a forma de contratos, parcerias ou
mecanismos de colaboração para aquisição de biomassa, incluindo à Altri Florestal.
A central de Tilbury é mantida pela BWSC (fornecedor responsável pelas atividades de engenharia e
construção desta central), o qual promove a manutenção preventiva e a otimização do processo de
combustível. A qualidade do combustível, o outro elemento crítico no desempenho da central, é
especificada nos termos do acordo de fornecimento de combustível com a Stobart.
Na produção descentralizada, os fornecedores-chave estão distribuídos em diferentes categorias, tais
como instaladores, call centers e distribuidores de componentes e materiais, de extrema relevância
na promoção da relação de confiança e proximidade que estabelecem com o cliente, mas também na
qualidade dos serviços prestados.
No ciclo 2022-2025, procuraremos alavancar a sustentabilidade na cadeia de fornecimento do Grupo,
através da implementação de várias iniciativas que visam melhorar o nosso desempenho nesta
dimensão, designadamente desenvolvendo uma política global de procurement sustentável e da
definição de um plano para integrar princípios ESG nos processos de compras.
www.greenvolt.pt262
7.
SUSTENTABILIDADE FINANCEIRA
Incluímos práticas de financiamento sustentável
na Política e Estratégia Financeira.
7.1. Política Financeira Sustentável
A Política Financeira da GreenVolt tem como objetivo a definição dos princípios orientadores que
visem a otimização das condições de financiamento e liquidez necessárias para suportar o
crescimento sustentado da Empresa e do Grupo.
Nesse sentido, a GreenVolt alicerça a sua estratégia de financiamento sustentável em vários pilares
fundamentais, que passam pela diversificação das suas fontes e tipologias de financiamento, a
extensão do perfil de maturidade da dívida e o reforço da sua estrutura de capitais, para além do
investimento em projetos que melhorem o seu desempenho ambiental, promovam um
enquadramento de produção de energia limpa e renovável, fortaleçam a prevenção e controlo
integrados da poluição, e assentes na economia circular.
Por outro lado, o tema da sustentabilidade está cada vez mais presente nos mercados financeiros,
facto esse que a GreenVolt acolhe e incorpora no seu âmago, desde a primeira hora.
Com efeito, a GreenVolt está fortemente empenhada em reforçar o seu compromisso para com a
sustentabilidade e para com as finanças sustentáveis. Prova disso é o seu pioneirismo na emissão de
green bonds em Portugal (através da sua subsidiária Sociedade Bioelétrica do Mondego, S.A., em
fevereiro de 2019) e, mais recentemente, com a sua segunda emissão, em novembro de 2021,
reforçando inequivocamente o seu compromisso em integrar, na sua agenda, o conceito de
Sustainable Finance.
Emissão de Green Bonds
Para financiar os seus investimentos a Empresa realizou, no final de 2021, uma emissão
obrigacionista “verde” – GreenVolt 2021-2028 Green Bond – admitida à negociação em Portugal, no
mercado regulamentado Euronext Lisbon, num montante global de 100 milhões de euros, com uma
maturidade de sete anos e uma taxa de cupão anual fixada em 2,625%. A utilização dos recursos
decorrentes desta emissão foi alocada exclusivamente ao refinanciamento da estrutura de
financiamento implementada para financiar a aquisição da central de biomassa de Tilbury, no Reino
Unido.
www.greenvolt.pt263
Já em 2019, a Empresa tinha desenvolvido outra emissão obrigacionista verde – SBM Green Bond
2019-2029 – no montante de 50 milhões de Euros e com a taxa de cupão de 1,9%, para financiar a
central termoelétrica a biomassa de 34.5 MW, localizada no perímetro da Celbi, na Leirosa (Figueira
da Foz), e conhecida por Sociedade Bioelétrica do Mondego, S.A. (“SBM”).
Ambas as emissões realizadas estão alinhadas com as condições estabelecidas pelos Princípios de
Obrigações Verdes (“Green Bond Principles”), publicados pela International Capital Market
Association, tendo obtido Second-Party Opinions (“SPO”) positivas da empresa de rating ESG
especializada, Sustainalytics. Com o objetivo de reforçar a transparência com o mercado foi, ainda,
efetuada uma verificação externa adicional aos relatórios de alocação e impacte, por parte da Deloitte
& Associados, SROC, S.A. Os respetivos relatórios e declarações de verificação correspondentes
podem ser consultados nos anexos a este Relatório, para além de estarem também disponíveis no
sítio da internet da Sociedade (www.greenvolt.pt).
Finanças Sustentáveis
O foco financeiro da GreenVolt ao nível da sustentabilidade assenta, assim, em duas vertentes: por
um lado, orientar os fluxos financeiros para investimentos sustentáveis; por outro, apostar numa
estrutura financeira sólida e equilibrada, que vise atingir um modelo de negócios rentável.
Por conseguinte, a gestão financeira do Grupo pretende pautar-se pelos seguintes princípios:
1.Desempenho financeiro sólido e consistente
•Prossecução de uma estratégia de otimização da estrutura de capitais, recorrendo ao
mercado de capitais e ao sistema bancário.
•Cumprir com as obrigações financeiras de curto e longo prazo e garantir o acesso ao
mercado de capitais, através de uma gestão cuidada dos níveis de liquidez e da manutenção
dos níveis adequados de solvência.
•No que respeita aos financiamentos bancários e instrumentos financeiros, centralização das
contratações de forma a garantir a obtenção dos melhores termos e condições do mercado,
quer em termos de montantes, quer em termos de maturidades, dando resposta às
necessidades de funding da Empresa e do Grupo.
•Diversificação das contrapartes bancárias e das tipologias de financiamento, que incluam
green bonds, project finance, empréstimos obrigacionistas, mútuos de médio e longo prazo,
programas de papel comercial, contas correntes caucionadas, descobertos bancários,
programas de cash-pooling, estruturas de factoring e confirming, entre outros.
No que respeita às atividades de tesouraria e gestão de liquidez, a Empresa assegurará, a todo o
momento, os recursos financeiros necessários para fazer face às suas responsabilidades e
prosseguir as estratégias delineadas, honrando todos os compromissos assumidos com terceiros.
www.greenvolt.pt264
2.Geração de valor através de políticas ambientais, sociais e de governance
O objetivo da Greenvolt de crescimento sustentável deverá ser, por um lado, apoiado em fontes de
financiamento ética, ambiental e socialmente responsáveis e alinhadas com os interesses dos
diversos stakeholders, e, por outro, estimular o objetivo e vigência futura de uma sociedade neutra
em carbono, mais apoiada na eficiência dos recursos e na sustentabilidade da economia.
Tais padrões serão repercutidos no Grupo, procurando assim assegurar o seu cumprimento de forma
transversal.
3.Baixo perfil de risco
•Compromisso com notação de investimento sólida: a GreenVolt pauta-se por regras e
procedimentos de elevado rigor, transparência e disciplina financeira, procurando conciliar a
redução dos riscos financeiros com o cumprimento das responsabilidades do Grupo.
•Identificação permanente dos riscos financeiros e gestão proativa da sua mitigação.
Adequada exposição ao risco cambial, risco de taxa de juro, risco de crédito, risco de liquidez
e contratação de derivados, quando necessário.
4.Prudência na Distribuição de Dividendos
•Tendo por base um plano de negócios consistente, estrutural e financeiramente sólido, a
GreenVolt deverá compatibilizar o objetivo de alcançar um rating de investment grade, com
uma política de dividendos prudente e sustentável.
CAPEX e investimentos financeiros
•Focar o plano de investimentos em projetos sustentáveis, seguindo os critérios de regulação
da taxonomia da UE, garantindo uma composição totalmente renovável, sem descurar,
porém, a sustentabilidade do ponto de vista económico-financeiro, apresentando
rentabilidades atrativas e ajustadas ao risco. Com efeito, qualquer investimento deverá
considerar a garantia de retorno para o Grupo no futuro, bem como a criação de valor
económico para a sociedade, tendo sempre a sustentabilidade como pilar fundamental.
Os fatores ambientais e sociais são amplamente considerados pela GreenVolt no seu modelo de
negócio e estratégia de crescimento, os quais são bem visíveis nas aquisições que foram realizadas
no ano de 2021, cujo investimento ascendeu a cerca de 265 milhões de Euros e que incluíram:
•Aquisições no segmento da Biomassa, nomeadamente a central de Tilbury. O segmento da
Biomassa está na génese do Grupo e é visto como um segmento que contribui para a
economia circular, com taxas de crescimento estáveis;
•Aquisições no segmento de desenvolvimento de projetos eólicos e solares, com a entrada na
V-Ridium, o que vai  permitir a presença do Grupo em mercados com metas de energias
renováveis ambiciosas;
www.greenvolt.pt265
•Aquisições no segmento da geração descentralizada, nomeadamente a Profit Energy e a
Perfecta Energía, segmento que tem registado fortes crescimentos nos últimos anos e que
permite a obtenção de poupanças para os clientes, quer sejam famílias quer sejam indústrias.
7.2. Taxonomia Europeia
A União Europeia (UE) tem vindo a desenvolver esforços no sentido de dar resposta aos grandes
desafios ambientais mundiais e orientar a sociedade para o desenvolvimento sustentável.
A prossecução destes objetivos exige a alocação de um valor substancial de capital a projetos
sustentáveis, pelo que se deve procurar fomentar os mesmos e eliminar os obstáculos ao seu
financiamento. Adicionalmente, existe a necessidade crescente de transparência e inclusão de riscos
ambientais e sociais nos modelos de governo das empresas e de como estas dão resposta aos
mesmos.
Neste sentido, a UE envidou esforços para harmonizar os critérios que definem se uma atividade
económica é qualificada como sustentável do ponto de vista ambiental. Para o efeito, desenvolveu o
Regulamento UE 2020/852 (Taxonomia UE) que promove a harmonização e financiamento
transfronteiriço das empresas e das atividades, com o propósito de facilitar a angariação do
financiamento para projetos que cumpram os critérios mencionados. Este Regulamento estabelece
critérios uniformes de seleção dos ativos subjacentes a estes investimentos.
A Taxonomia UE apresenta-se assim como um instrumento-chave para: (1) atingir o objetivo da
neutralidade carbónica proposto pela Comissão Europeia e adotado em 2019 com o Pacto Ecológico
Europeu; (2) garantir a existência de capital que promova o desenvolvimento sustentável; e (3)
facilitar a identificação de oportunidades de investimento.
Para dar cumprimento à regulação da Taxonomia UE foram publicados em 2021 no jornal oficial da
União Europeia dois atos delegados:
a.a 9 de dezembro de 2021, o ato delegado relativo ao clima, com aplicação a partir de 1 de
janeiro de 2022. Este regula os critérios de avaliação para aferir se uma atividade é
sustentável do ponto de vista ambiental ao contribuir para os objetivos de mitigação e
adaptação às alterações climáticas, e para estabelecer se essa atividade económica não
prejudica significativamente o cumprimento de nenhum dos restantes objetivos ambientais
estabelecidos na regulação da taxonomia da União Europeia e se realiza em conformidade
com as salvaguardas mínimas sociais; e
b.a 10 de dezembro de 2021, o ato delegado relativo ao artigo 8º, com aplicação a partir de 1
de janeiro de 2022. Este regula o reporte de informação financeira ambiental para as
empresas abrangidas pela Diretiva de Relato de Informação Não Financeira (que será
substituída pela Diretiva sobre o Reporte de Sustentabilidade Corporativo), nomeadamente a
proporção da receita (volume de negócios), das despesas de capital (CapEx) e das despesas
operacionais (OpEx) que estejam associadas a atividades económicas sustentáveis do ponto
de vista ambiental.
www.greenvolt.pt266
Desde a sua constituição, a GreenVolt tem vindo a desenvolver a sua atividade de forma ética,
íntegra e transparente, proporcionando resultados que são fruto da sua visão de gestão, da eficiência
dos seus processos, da contínua inovação, do profissionalismo e competência da sua equipa, da
competitividade da sua oferta e da sua reputação no mercado. Neste sentido, pretende continuar a
desenvolver as ações necessárias para se posicionar como uma referência, garantindo o alinhamento
com macro-objetivos internacionais e mantendo a sua competitividade económica no longo prazo.
Em 2021 a GreenVolt decidiu incorporar no seu reporte anual os requisitos da Taxonomia UE,
iniciando o processo de estruturação das práticas internas que permitam cumprir com esses
requisitos e, desta forma, alinhar-se com as boas práticas de sustentabilidade e reporte de
informação.
Com referência a 31 de dezembro de 2021, a GreenVolt divulga publicamente, pela primeira vez,
neste relatório, informações sobre a Taxonomia UE no que respeita à elegibilidade das suas
atividades económicas relativamente aos objetivos climáticos, materializada pela dimensão do seu
peso nos proveitos (volume de negócios), despesas operacionais (OpEx) e despesas de capital
(CapEx), sem a necessidade de aferir os critérios técnicos de avaliação, ou seja, sem determinar o
alinhamento das referidas atividades com os objetivos climáticos, determinando apenas qual a
percentagem dos três indicadores que está associada a atividades económicas sustentáveis do ponto
de vista ambiental.
Especificação dos indicadores-chave de desempenho (ICD)
(i) Volume de negócios: A proporção do volume de negócios é calculada como a parte do volume de
negócios líquido resultante de produtos ou serviços, associada a atividades económicas elegíveis de
acordo com a taxonomia (numerador) dividida pelo volume de negócios líquido correspondente ao
rédito reconhecido de acordo com as IFRS (denominador) nas rubricas Vendas e Prestações de
serviços (Nota 22 do anexo às demonstrações financeiras consolidadas);
(ii) Despesas de capital (CapEx): O denominador abrange as adições dos ativos fixos tangíveis e
intangíveis durante o exercício, excluindo os efeitos resultantes de depreciações, amortizações e
quaisquer remensurações, nomeadamente resultantes de reavaliações, justos valores e imparidades.
O denominador abrange também as adições dos ativos fixos tangíveis e intangíveis resultantes de
concentrações de atividades empresariais (entradas de perímetro ao custo histórico). O numerador
corresponde à parte das despesas de capital incluída no denominador que:
a.esteja relacionada com ativos ou processos associados a atividades económicas
elegíveis pela taxonomia;
b.seja parte de um plano para expandir as atividades económicas elegíveis pela
taxonomia, ou para permitir que as atividades económicas elegíveis para a taxonomia
se tornem alinhadas pela taxonomia;
c.esteja relacionada com a aquisição da produção de atividades económicas elegíveis
pela taxonomia e com medidas individuais que capacitem a transformação das
atividades em causa em atividades hipocarbónicas ou que permitam reduções das
www.greenvolt.pt267
emissões de gases com efeito estufa e desde que essas medidas sejam aplicadas e
operacionais no prazo de 18 meses.
(iii) Despesas operacionais (OpEx): O denominador deve cobrir os custos diretos não capitalizados
relacionados com a investigação e desenvolvimento, as medidas de renovação de edifícios, a locação
a curto prazo, a manutenção e a reparação, bem como quaisquer outras despesas diretas
relacionadas com a manutenção diária dos ativos fixos tangíveis, pela Empresa ou por terceiros a
quem sejam subcontratadas atividades, que sejam necessárias para assegurar o funcionamento
continuado e efetivo desses ativos. O numerador corresponde à parte das despesas incluída no
denominador que:
a.esteja relacionada com ativos ou processos associados a atividades económicas
elegíveis pela taxonomia, incluindo necessidades de formação e outras necessidades
de adaptação dos recursos humanos, e custos diretos não capitalizados que
representem investigação e desenvolvimento;
b.seja parte do plano CapEx para expandir as atividades económicas elegíveis pela
taxonomia ou para permitir que as atividades económicas elegíveis para taxonomia
se tornem alinhadas pela taxonomia num calendário predefinido;
c.esteja relacionada com a aquisição da produção de atividades económicas elegíveis
pela taxonomia e com medidas individuais que capacitem a transformação das
atividades em causa em atividades hipocarbónicas ou que permitam reduções das
emissões de gases com efeito estufa, bem como com medidas individuais de
renovação de edifícios e desde que essas medidas sejam aplicadas e operacionais
no prazo de 18 meses.
Volume de negócios:
Figura 1: Percentagem do volume de negócios referente a atividades elegíveis
Atividades de negócio
Volume de
Volume de
negócios
negócios
(Euros)
(% do total)
A. Atividades elegíveis
4.1 – Produção de eletricidade a partir da tecnologia solar fotovoltaica
8.300.057
6%
4.8 – Produção de eletricidade a partir de bioenergia
130.705.666
93%
7.6 – Instalação, manutenção e reparação de tecnologias de energia de
fontes renováveis
854.455
1%
Subtotal atividades elegíveis (A)
139.860.179
99%
B. Atividades não elegíveis
Volume de negócios de atividades não elegíveis (B)
784.942
1%
Total volume de negócios consolidado (A+B)
140.645.121
100%
www.greenvolt.pt268
O volume de negócios do Grupo GreenVolt está essencialmente associado às atividades de (i)
exploração de centrais de produção de eletricidade a partir da tecnologia solar fotovoltaica (FV), (ii)
produção de eletricidade a partir de bioenergia, e (iii) instalação, manutenção e reparação de
tecnologias de energia de fontes renováveis, estando estas atividades incluídas na taxonomia dos
anexos I e II do Ato Delegado do Clima (Regulamento Delegado da Comissão – UE – 2021/2139),
contribuindo as referidas atividades para o objetivo da mitigação e da adaptação das alterações
climáticas.
Despesas de capital (CapEx):
Figura 2: Percentagem das despesas de capital referente a atividades elegíveis
CapEx
CapEx
Atividades de negócio
(Euros)
(% do total)
A. Atividades elegíveis
4.1 – Produção de eletricidade a partir da tecnologia solar fotovoltaica
7.041.943
3%
4.3 – Produção de eletricidade a partir de energia eólica
909.906
0%
4.8 – Produção de eletricidade a partir de bioenergia
170.457.635
75%
Subtotal atividades elegíveis (A)
178.409.484
78%
B. Atividades não elegíveis
Volume de negócios de atividades não elegíveis (B)
48.932.454
22%
Total CapEx consolidado (A+B)
227.341.938
100%
As despesas de capital incorridas no exercício findo em 31 de dezembro de 2021 pelo Grupo
GreenVolt estão essencialmente associadas às atividades de (i) construção ou exploração de centrais
de produção de eletricidade a partir da tecnologia solar fotovoltaica (FV), (ii) construção ou
exploração de centrais de produção de eletricidade a partir de energia eólica e (iii) produção de
eletricidade a partir de bioenergia, estando estas atividades incluídas na taxonomia dos anexos I e II
do Ato Delegado do Clima (Regulamento Delegado da Comissão (UE) 2021/2139), contribuindo as
referidas atividades para o objetivo da mitigação e adaptação das alterações climáticas. De referir
que o montante de CapEx consolidado considerado para efeitos do cálculo deste indicador-chave
encontra-se impactado por 162.879 milhares de Euros referentes à entrada no perímetro de
consolidação da empresa Tillbury Green Power e das empresas pertencentes ao Grupo V-Ridium
Power (Ver Nota 11 do Anexo às Demonstrações Financeiras Consolidadas).
www.greenvolt.pt269
Despesas operacionais (OpEx):
Figura 3: Percentagem das despesas operacionais referente a atividades elegíveis
Atividades de negócio
OpEx
OpEx
(Euros)
(% do total)
A. Atividades elegíveis
4.8 – Produção de eletricidade a partir de bioenergia
7.016.409
70%
Subtotal atividades elegíveis (A)
7.016.409
70%
B. Atividades não elegíveis
OpEx de atividades não elegíveis (B)
2.942.330
30%
Total OpEx consolidado (A+B)
9.958.739
100%
As despesas operacionais do Grupo GreenVolt estão essencialmente associadas à atividade de
produção de eletricidade a partir de bioenergia, estando esta atividade incluída na taxonomia dos
anexos I e II do Ato Delegado do Clima (Regulamento Delegado da Comissão – UE – 2021/2139),
contribuindo dessa forma para o objetivo da mitigação das alterações climáticas.
www.greenvolt.pt270
8.
ANEXOS
Anexo I: Tabela GRI
Conteúdos gerais (2016)
PERFIL ORGANIZACIONAL
102-1 Nome da organização
Greenvolt – Energias Renováveis S.A.
102-2 Atividades, marcas, produtos e
serviços
4
102-3 Localização da sede
Rua Manuel Pinto de Azevedo, n.º 818, 4100-320 Porto, Portugal
102-4 Localização das operações
No final de 2021, a GreenVolt tinha operações em nove países: Portugal; Reino
Unido; Espanha; Polónia; Grécia; Itália; França; Roménia e Bulgária.
102-5 Propriedade e natureza legal
63
102-6 Mercados servidos
4
102-7 Dimensão da organização
4
102-8 Informação sobre colaboradores
e outros colaboradores
245
8
102-9 Cadeia de fornecedores
261
8 e 16
102-10 Mudanças significativas na
organização e na sua cadeia de
fornecedores
Não aplicável. Este é o primeiro relatório de sustentabilidade do Grupo GreenVolt.
16
102-11 Princípio ou abordagem da
precaução
243
13
102-12 Iniciativas externas
221
17
102-13 Participação em associações
CBE – Centro de Biomassa para a Energia (Carlos Coelho, Vogal do Conselho de
Administração
APREN – Associação Portuguesa de Energias Renováveis (Carlos Coelho,
Órgãos Sociais)
O Grupo Altri também marca presença no mercado através da participação em
associações e organizações do setor (consultar Relatório de Sustentabilidade
2021 da Altri).
17
ESTRATÉGIA
102-14 Declaração do mais alto
executivo
4
102-15 Principais impactes, riscos e
oportunidades
4.1. Energia e Clima – Gestão de riscos e oportunidades relacionadas com as
alterações climáticas
4
63
233
13
62
102-16 Valores, princípios, normas e
códigos de comportamento
220
221
256
16
102-17 Mecanismos para orientações
e preocupações referentes a ética
256
16
GOVERNANCE
102-18 Estrutura de governança
63
255
16
Conteúdo GRI
Resposta
Pág.
ODS
www.greenvolt.pt271
ENVOLVIMENTO DE STAKEHOLDERS
102-40 Lista de grupos de
stakeholders
230
102-41 Acordos de negociação
coletiva
21 colaboradores da Perfecta Energía estão abrangidos por acordos de
negociação coletiva.
102-42 Identificação e seleção de
stakeholders
230
102-43 Abordagem para envolvimento
com stakeholders
225
230
102-44 Principais preocupações e
tópicos levantados
225
230
PRÁTICA DE RELATO
102-45 Entidades incluídas nas
demonstrações financeiras
consolidadas
311
12
102-46 Definição do conteúdo do
relatório e dos Limites de tópicos
219
225
102-47 Lista de tópicos materiais
225
102-48 Reformulações de informações
Não aplicável. Este é o primeiro relatório de sustentabilidade da GreenVolt.
102-49 Alterações no relato
Não aplicável. Este é o primeiro relatório de sustentabilidade da GreenVolt.
102-50 Período coberto pelo relatório
1 de janeiro de 2021 a 31 de dezembro de 2021
102-51 Data do relatório mais recente
Não aplicável. Este é o primeiro relatório de sustentabilidade da GreenVolt.
102-52 Ciclo de emissão de relatórios
Anual
102-53 Contato para perguntas sobre
o relatório
219
102-54 Declarações de relato em
conformidade com as Normas GRI
219
102-55 Sumário de conteúdo GRI
271
102-56 Verificação externa
219
Conteúdo GRI
Resposta
Pág.
ODS
Tópicos Materiais
SUSTENTABILIDADE FINANCEIRA
103: ABORDAGEM
DE GESTÃO (2016)
103-1 Explicação do tópico
material e seu Limite
225
263
263
266
103-2 Abordagem de gestão e
seus componentes
311
421
263
263
266
103-3 Avaliação da
abordagem de gestão
A informação associada a este tópico é divulgada através das
Demonstrações Financeiras Consolidadas e das Demonstrações
Financeiras Individuais e, ainda, do Relatório de Sustentabilidade
do Grupo GreenVolt, nomeadamente através dos conteúdos GRI
201-1 e 201-2.
Norma GRI
Conteúdo
Resposta
Pág.
ODS
www.greenvolt.pt272
201: DESEMPENHO
ECONÓMICO
(2016)
201-1 Valor económico direto
gerado e distribuído
8
201-2 Implicações financeiras
e outros riscos e
oportunidades decorrentes de
mudanças climáticas
4.1. Energia e Clima – Gestão de riscos e oportunidades
233
8
COMBATE À CORRUPÇÃO E SUBORNO
103: ABORDAGEM
DE GESTÃO (2016)
103-1 Explicação do tópico
material e seu Limite
225
258
103-2 Abordagem de gestão e
seus componentes
258
103-3 Avaliação da
abordagem de gestão
A informação associada a este tópico é divulgada no Relatório de
Sustentabilidade do Grupo GreenVolt, nomeadamente através dos
conteúdos GRI 205-1 e 205-3.
205: COMBATE À
CORRUPÇÃO
(2016)
205-1 Operações avaliadas
quanto a riscos relacionados à
corrupção
254
258
16
205-3 Casos confirmados de
corrupção e medidas tomadas
Durante o ano de 2021, não foram registados incidentes
confirmados de corrupção no Grupo GreenVolt.
256
258
16
ÉTICA E TRANSPARÊNCIA
103: ABORDAGEM
DE GESTÃO (2016)
103-1 Explicação do tópico
material e seu limite
225
256
103-2 Abordagem de gestão e
seus componentes
256
103-3 Avaliação da
abordagem de gestão
A informação associada a este tópico é divulgada no Relatório de
Sustentabilidade do Grupo GreenVolt, nomeadamente através dos
conteúdos GRI 206-1 e 415-1.
206:
CONCORRÊNCIA
DESLEAL
(2016)
206-1 Ações judiciais por
concorrência desleal, práticas
de truste
e monopólio
256
258
8 e 16
415: POLÍTICAS
PÚBLICAS
(2016)
415-1 Contribuições políticas
De acordo com as políticas e regulamentos instituídos na empresa
e de forma a promover a independência da sociedade encontram-
se proibidas as contribuições políticas.
256
258
16
CONFORMIDADE AMBIENTAL E SOCIOECONÓMICA
103: ABORDAGEM
DE GESTÃO (2016)
103-1 Explicação do tópico
material e seu limite
225
243
103-2 Abordagem de gestão e
seus componentes
243
103-3 Avaliação da
abordagem de gestão
A informação associada a este tópico é divulgada no Relatório de
Sustentabilidade do Grupo GreenVolt, nomeadamente através dos
conteúdos GRI 307-1 e 419-1.
Norma GRI
Conteúdo
Resposta
Pág.
ODS
www.greenvolt.pt273
307:
CONFORMIDADE
AMBIENTAL
(2016)
307-1 Não conformidade com
leis e regulamentos
ambientais
Em 2021, não foram registadas não conformidades relacionadas
com leis e regulamentos ambientais.
256
8 e 16
419:
CONFORMIDADE
SOCIOECONÓMICA
(2016)
419-1 Não conformidade com
leis e regulamentos na área
socioeconómica
Em 2021, não foram registadas não conformidades relacionadas
com leis e regulamentos na área socioeconómica.
256
8 e 16
CADEIA DE FORNECIMENTO RESPONSÁVEL
103: ABORDAGEM
DE GESTÃO (2016)
103-1 Explicação do tópico
material e seu limite
225
261
103-2 Abordagem de gestão e
seus componentes
261
103-3 Avaliação da
abordagem de gestão
A informação associada a este tópico é divulgada no Relatório de
Sustentabilidade do Grupo GreenVolt, nomeadamente através dos
conteúdos GRI 102-9 e 204-1.
204: PRÁTICAS DE
COMPRA
(2016)
204-1 Proporção de gastos
com fornecedores locais
261
8 e 16
PRÁTICAS FISCAIS RESPONSÁVEIS
103: ABORDAGEM
DE GESTÃO (2016)
103-1 Explicação do tópico
material e seu limite
225
259
103-2 Abordagem de gestão
e seus componentes
259
103-3 Avaliação da
abordagem de gestão
A informação associada a este tópico é divulgada no Relatório de
Sustentabilidade do Grupo GreenVolt, nomeadamente através dos
conteúdos GRI 207-1, 207-2, 207-3 e 207-4.
207: IMPOSTOS
(2019)
207-1 Abordagem tributária
259
8 e 16
207-2 Governance, controlo
e gestão de risco fiscal
259
8 e 16
207-3 Envolvimento de
stakeholders e gestão das
suas preocupações
relativas a impostos
259
8 e 16
207-4 Relato país a país
A contribuição do Grupo GreenVolt através da sua atividade para o
Estado em questões fiscais, é detalhada e analisada nas notas
anexas ao Relatório e Contas Consolidado. A GreenVolt assume o
compromisso de melhorar continuamente a divulgação de
informação sobre as práticas fiscais do Grupo.
8 e 16
PORTÓLIO DE ENERGIA RENOVÁVEL/SUSTENTÁVEL
103: ABORDAGEM
DE GESTÃO (2016)
103-1 Explicação do tópico
material e seu limite
225
222
263
266
103-2 Abordagem de gestão
e seus componentes
222
263
266
103-3 Avaliação da
abordagem de gestão
A informação associada a este tópico é divulgada no Relatório de
Sustentabilidade do Grupo GreenVolt, nomeadamente através dos
conteúdos GRI 301-1 e 301-2.
Norma GRI
Conteúdo
Resposta
Pág.
ODS
www.greenvolt.pt274
301: MATERIAIS
(2016)
301-1 Materiais utilizados,
discriminados por peso ou
volume
222
12
301-2 Matérias-primas ou
materiais reciclados utilizados
222
12
ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS E EMISSÕES DE GASES COM EFEITO ESTUFA
103: ABORDAGEM
DE GESTÃO (2016)
103-1 Explicação do tópico
material e seu limite
225
233
238
103-2 Abordagem de gestão
e seus componentes
233
238
263
266
103-3 Avaliação da
abordagem de gestão
A informação associada a este tópico é divulgada no Relatório de
Sustentabilidade do Grupo GreenVolt, nomeadamente através dos
conteúdos GRI 302-1, 305-1, 305-2, 305-3, 305-4 e 305-7.
302: ENERGIA
(2016)
302-1 Consumo de energia
dentro da organização
233
7
302-3 Intensidade energética
233
7
305: EMISSÕES
(2016)
305-1 Emissões diretas
(âmbito 1) de gases de efeito
estufa (GEE)
233
13
305-2 Emissões indiretas
(âmbito 2) de gases de efeito
estufa (GEE) provenientes da
aquisição de energia
233
13
305-3 Outras emissões
indiretas (âmbito 3) de gases
de efeito estufa (GEE)
233
13
305-4 Intensidade de
emissões de gases de efeito
estufa (GEE)
233
13
305-7 Emissões de NOX,
SOX e outras emissões
atmosféricas significativas
238
13
PROTEÇÃO DA BIODIVERSIDADE E PRESERVAÇÃO DE ECOSSISTEMAS
103: ABORDAGEM
DE GESTÃO (2016)
103-1 Explicação do tópico
material e seu limite
225
239
103-2 Abordagem de gestão
e seus componentes
239
103-3 Avaliação da
abordagem de gestão
A informação associada a este tópico é divulgada no Relatório de
Sustentabilidade do Grupo GreenVolt, nomeadamente através do
conteúdo GRI 304-2.
304-2 Impactes significativos
de atividades, produtos e
serviços na biodiversidade
Em 2022, a GreenVolt dará início ao desenvolvimento de uma
abordagem de impacte positivo na natureza, a aplicar nas
atividades que desenvolve, e que implicará a identificação de
impactes e dependências, riscos e oportunidades das atividades do
Grupo na Biodiversidade.
239
SEGURANÇA SAÚDE E BEM-ESTAR
103: ABORDAGEM
DE GESTÃO (2016)
103-1 Explicação do tópico
material e seu limite
225
251
103-2 Abordagem de gestão
e seus componentes
251
103-3 Avaliação da
abordagem de gestão
A informação associada a este tópico é divulgada no Relatório de
Sustentabilidade do Grupo GreenVolt, nomeadamente através dos
conteúdos GRI 403-1, 403-2, 403-3, 403-4, 403-5, 403-6, 403-7,
403-8, 403-9 e 403-10.
Norma GRI
Conteúdo
Resposta
Pág.
ODS
www.greenvolt.pt275
403: SAÚDE E
SEGURANÇA DO
TRABALHO
(2018)
403-1 Sistema de gestão
de saúde e segurança do
trabalho
243
251
3 e 8
403-2 Identificação de
periculosidade, avaliação
de riscos e investigação
de incidentes
251
3 e 8
403-3 Serviços de saúde
do trabalho
251
3 e 8
403-4 Participação dos
trabalhadores, consulta
e comunicação aos
trabalhadores referentes
a saúde e segurança
do trabalho
251
3 e 8
403-5 Capacitação de
trabalhadores em saúde
e segurança do trabalho
251
3 e 8
403-6 Promoção da saúde
do trabalhador
251
3 e 8
403-7 Prevenção e mitigação
de impactes de saúde e
segurança do trabalho
diretamente vinculados com
relações de negócios
251
3 e 8
403-8 Trabalhadores cobertos
por um sistema de gestão de
saúde e segurança do
trabalho
251
3 e 8
403-9 Acidentes de trabalho
Em 2021, não há registo de acidentes (com ou sem dias perdidos)
ou fatalidades relacionadas com trabalhadores diretos do Grupo
GreenVolt.
Em 2021, não foram registados acidentes com prestadores de
serviço (p.e. instaladores) no segmento da produção
descentralizada.
As atividades de operação e manutenção das centrais de biomassa
são asseguradas por empresas do Grupo Altri, em Portugal e
WBOC, no Reino Unido, através dos seus próprios trabalhadores e
subcontratados. Não ocorreram fatalidades relacionadas com
trabalho, com prestadores/subcontratados, nas diferentes
geografias onde o grupo opera.
Reino Unido
LTI (Lost Time Injury): 1
TRIR (Total Recordable Injury Rate): 9
Portugal
Indicadores de sinistralidade das empresas do grupo Altri estão
disponíveis no Relatório de Sustentabilidade o Grupo Altri 2021.
251
3 e 8
403-10 Doenças profissionais
251
3 e 8
DIREITOS HUMANOS
103: ABORDAGEM
DE GESTÃO (2016)
103-1 Explicação do tópico
material e seu limite
225
254
103-2 Abordagem de gestão
e seus componentes
254
103-3 Avaliação da
abordagem de gestão
A informação associada a este tópico é divulgada no Relatório de
Sustentabilidade do Grupo GreenVolt, nomeadamente através dos
conteúdos GRI 412-1 e 412-2.
Norma GRI
Conteúdo
Resposta
Pág.
ODS
www.greenvolt.pt276
412: AVALIAÇÃO
DE DIREITOS
HUMANOS
(2016)
412-1 Operações submetidas
a avaliações de direitos
humanos ou de impacte nos
direitos humanos
254
GESTÃO DE TALENTO
103: ABORDAGEM
DE GESTÃO (2016)
103-1 Explicação do tópico
material e seu limite
225
244
247
103-2 Abordagem de gestão
e seus componentes
244
247
249
103-3 Avaliação da
abordagem de gestão
A informação associada a este tópico é divulgada no Relatório de
Sustentabilidade do Grupo GreenVolt, nomeadamente através dos
conteúdos GRI 202-1, 202-2, 401-1, 401-2 e 404-2.
202: PRESENÇA
NO MERCADO
(2016)
202-2 Proporção de membros
da gestão de topo contratados
na comunidade local
245
8
401: EMPREGO
(2016)
401-1 Novas contratações e
rotatividade de empregados
245
8
404: CAPACITAÇÃO
E EDUCAÇÃO
(2016)
404-2 Programas para o
aperfeiçoamento de
competências dos
empregados e de assistência
para transição de carreira
246
249
8
31
103: ABORDAGEM
DE GESTÃO (2016)
103-1 Explicação do tópico
material e seu limite
225
249
5 e 10
103-2 Abordagem de gestão
e seus componentes
249
5 e 10
103-3 Avaliação da
abordagem de gestão
A informação associada a este tópico é divulgada no Relatório de
Sustentabilidade do Grupo GreenVolt, nomeadamente através dos
conteúdos GRI 202-1, 405-1 e 406-1.
5 e 10
405: DIVERSIDADE
E IGUALDADE DE
OPORTUNIDADES
(2016)
405-1 Diversidade em órgãos
de governance e
colaboradores
245
249
5 e 10
406: NÃO
DISCRIMINAÇÃO
(2016)
406-1 Casos de discriminação
e medidas corretivas tomadas
Em 2021 não foram registados casos de discriminação no Grupo
GreenVolt.
5 e 10
Norma GRI
Conteúdo
Resposta
Pág.
ODS
Outros temas relevantes
303: ÁGUA E
EFLUENTES
(2018)
303-1 Interações com a
água como um recurso
compartilhado
241
6
303-2 Gestão de impactes
relacionados ao descarte
de água
241
6
303-5 Consumo de água
241
6
306: RESÍDUOS
(2020)
306-1 Geração de resíduos
e impactes significativos
relacionados a resíduos
4.4. Uso responsável de recursos – Gestão de resíduos e economia
circular
241
12
306-2 Gestão de impactes
significativos relacionados
a resíduos
4.4. Uso responsável de recursos – Gestão de resíduos e economia
circular
241
12
306-3 Resíduos gerados
4.4. Uso responsável de recursos – Gestão de resíduos e economia
circular
241
12
Norma GRI
Conteúdo
Resposta
Pág.
ODS
*_ ODS: Objetivos do Desenvolvimento Sustentável
www.greenvolt.pt277
Anexo II: Tabela de Correspondência com requisitos DL n.º 89/2017
MODELO EMPRESARIAL
DL 89/2017 – Art°3° (Remetido para o N°2 do Art°508°- G do CSC) – Diretiva 2014/95/UE- Art. 19a (1)(a)
Modelo empresarial da
empresa
DIVERSIDADE NOS ÓRGÃOS DO GOVERNO
DL 89/2017 – Art°4° (Remetido para o Art° 245.°- N.° 1 r) e N.°2 do CVM) – Diretiva 2014/95/UE – Art. 20 (1)(g)
Política de diversidade
aplicada pela sociedade
relativamente aos seus
órgãos de administração
e de fiscalização
QUESTÕES AMBIENTAIS
DL 89/2017 – N°2 do Art°3° (Remetido para o N°2 do Art°508° do CSC) – Diretiva 2014/95/UE – Art. 19a (1) (a-e)
Políticas específicas
relacionadas com questões
ambientais
Resultados da aplicação
das políticas
Principais riscos associados
e a forma como esses
riscos são geridos
4. Compromisso com o Planeta > 4.1. Energia e Clima > Gestão de riscos e oportunidades relacionadas com
as alterações climáticas
Indicadores-chave de
desempenho
Anexo I: Tabela GRI
QUESTÕES SOCIAIS E RELATIVAS AOS TRABALHADORES
DL 89/2017 – N°2 do Art°3° (Remetido para o N°2 do Art°508° do CSC) – Diretiva 2014/95/UE – Art. 19a (1) (a-e)
Políticas específicas
relacionadas com questões
sociais e relativas aos
trabalhadores
Requisito
Resposta
www.greenvolt.pt278
Resultados da aplicação
das políticas
Principais riscos associados
e a forma como esses
riscos são geridos
Indicadores-chave de
desempenho
IGUALDADE ENTRE MULHERES E HOMENS E NÃO DISCRIMINAÇÃO
N°2 do Art°3° do DL 89/2017 (Remetido para o N°2 do Art°508° do CSC) – Diretiva 2014/95/UE – Art. 19a (1)(a-e)
Políticas específicas
relacionadas com questões
de igualdade entre
mulheres e homens e não
discriminação
Resultados da aplicação
das políticas
Principais riscos associados
e a forma como esses
riscos são geridos
Indicadores-chave de
desempenho
RESPEITO DOS DIREITOS HUMANOS
N°2 do Art°3° do DL 89/2017 (Remetido para o N°2 do Art°508° do CSC) – Diretiva 2014/95/UE – Art. 19a (1)(a-e)
Políticas específicas
relacionadas com o respeito
dos Direitos Humanos
Resultados da aplicação
das políticas
Requisito
Resposta
www.greenvolt.pt279
Principais riscos associados
e a forma como esses
riscos são geridos
Indicadores-chave de
desempenho
COMBATE À CORRUPÇÃO E TENTATIVAS DE SUBORNO
Nº2 do Artº3º do DL 89/2017 (Remetido para o n.º2 do Artº508º do CSC) – Diretiva 2014/95/UE – Art. 19a (1)(a-e)
Políticas específicas
relacionadas com o respeito
dos Direitos Humanos
Resultados da aplicação
das políticas
Principais riscos associados
e a forma como esses
riscos são geridos
Indicadores-chave de
desempenho
Requisito
Resposta
www.greenvolt.pt280
Anexo III: Relatórios Green Bonds
Anexo III (A): Relatório GreenVolt 2021-2028 Green Bond
RELATÓRIO DE ALOCAÇÃO E IMPACTE 2021
Enquadramento
A Greenvolt – Energias Renováveis, S.A. (“GreenVolt”) é uma empresa Portuguesa, que se dedica,
entre outras atividades, à promoção, desenvolvimento, operação, manutenção e gestão, de forma
direta ou indireta, em Portugal ou no estrangeiro, de centrais elétricas e outras instalações de
produção, armazenamento e venda de energia de fontes renováveis, nomeadamente de fonte
bioelétrica, solar, eólica, hídrica, resíduos urbanos ou industriais, biomassa ou de qualquer outra fonte
renovável, tendo realizado, em novembro de 2021, uma emissão obrigacionista “verde”, admitida à
negociação em Portugal, no mercado regulamentado Euronext Lisbon.
Para financiar os seus investimentos, a GreenVolt desenvolveu um Green Bond Framework, que
serviu de base à emissão do seu GreenVolt 2021-2028 Green Bond ("empréstimo obrigacionista
verde"), tendo sido emitidas 10.000 Obrigações, com o valor nominal unitário de Euro 10.000 (dez mil
euros), correspondendo a um montante nominal total de Euro 100.000.000 (cem milhões de euros), e
com uma taxa cupão de 2,625%.
A utilização dos recursos decorrentes desta primeira emissão foi alocada exclusivamente ao
refinanciamento da estrutura de financiamento implementada para financiar a aquisição da Tilbury
Green Power (TGP) – no Reino Unido – uma joint venture, em que a GreenVolt (indiretamente)
adquiriu uma participação de 51%, em junho de 2021.
A Emissão alinha-se com as condições estabelecidas pelos Princípios de Obrigações Verdes (“Green
Bond Principles”) publicados pela International Capital Market Association, tendo obtido uma Second-
Party Opinion (“SPO”) positiva da empresa de rating ESG e de research independente especializada
Sustainalytics.
Neste documento apresenta-se, conforme previsto no GreenVolt Green Bond Framework, o reporte
anual a investidores relativamente à alocação do investimento, incluindo informação relevante sobre a
aplicação dos fundos e sobre os benefícios ambientais resultantes.
A informação aqui incluída encontra-se disponível no site da GreenVolt, em https://greenvolt.pt/pt/
investidores/green-funding.
www.greenvolt.pt281
Descrição do projeto
A operação destinou-se a refinanciar a estrutura de financiamento implementada para financiar a
aquisição da Tilbury Green Power (“TGP”) – no Reino Unido – uma joint venture, em que a GreenVolt
(indiretamente) adquiriu uma participação de 51%, em junho de 2021.
A TGP trata-se de uma central de produção de energia renovável a biomassa, localizada no Porto de
Tilbury, em Essex, Inglaterra. Situada a uma distância de, aproximadamente, 40 quilómetros do
centro de Londres, encontra-se, por conseguinte, estrategicamente localizada para processar
resíduos lenhosos (“waste wood”), provenientes daquele perímetro.
A operação da Tilbury Power Plant contribui de forma ativa para a prossecução dos objetivos
climáticos do Reino Unido, designadamente, no que respeita à diminuição do efeito estufa resultante
da utilização de combustíveis fósseis, encontrando-se totalmente alinhada com os princípios da
economia circular.
A Tilbury Power Plant foi construída com base nas mais exigentes especificações técnicas, baseada
em reconhecida tecnologia de ponta mundial e é considerada uma das centrais com uma das
melhores performances do Reino Unido.
A central tem uma capacidade de injeção de 41,6 MW e iniciou a operação em janeiro de 2019.
Aplicação do Green Bond Framework:
Uso dos recursos
O objetivo principal é a utilização dos recursos em projetos verdes, que resultem
em benefícios ambientais claros. O Green Bond Framework identificou, como
critérios elegíveis, os seguintes:
1.Energia Renovável e Limpa;
2.Eficiência Energética;
3.Prevenção e Controlo Integrados da Poluição.
Avaliação e seleção de
projetos
•A GreenVolt estabeleceu um Comité Green Bond (GBC) que é composto por
membros dos seguintes departamentos: Engenharia, Sustentabilidade,
Jurídico e Financeiro. O GBC é responsável por selecionar os ativos elegíveis
após os projetos propostos e as transações de fusão e aquisição (M&A) terem
sido analisadas pelo Grupo de Trabalho de Investimentos (IWG) da GreenVolt.
•A GreenVolt analisa e realiza pré-triagem de projetos considerando riscos
ambientais e sociais. Projetos que não cumpram a avaliação de risco
ambiental e social ou tenham risco de credibilidade serão rejeitados e não
serão levados em consideração.
www.greenvolt.pt282
Gestão de fundos
•A GreenVolt administrará os recursos dos títulos numa base de portfólio,
através de um sistema de gestão interno. Este processo é supervisionado
pelo departamento financeiro.
•Todos os recursos da primeira emissão serão imediatamente destinados à
aquisição da Tilbury Green Power. Esta transação foi concluída em junho de
2021. O período de retrospetiva e o tempo de alocação estão, portanto,
alinhados com a prática de mercado.
•Até à efetiva alocação, a GreenVolt manterá e/ou investirá temporariamente
os fundos na carteira de liquidez de tesouraria (em caixa ou equivalentes), ou
em reembolso/compra de dívida existente. Os recursos não desembolsados
imediatamente não serão investidos em projetos não verdes, atividades
intensivas em GEE nem em atividades controversas.
Reporte
•A GreenVolt informará, anualmente, no seu Relatório de Sustentabilidade,
sobre a alocação e o impacte dos recursos até à alocação total. A emitente
também poderá facultar relatórios de alocação e impacte avulsos. Os
relatórios serão baseados numa abordagem de portfólio por tipo de ativo
renovável.
•O relatório de alocação incluirá uma descrição dos projetos, divulgará os
recursos emitidos, o valor total dos recursos alocados e o valor não alocado,
•O relatório de impacte incluirá indicadores como a capacidade de injeção de
energia renovável (MW), a geração anual de energia renovável esperada
(MWh), a redução de resíduos de construção e demolição valorizados na
produção de energia elétrica e a emissão anual estimada de GEE evitada ou
reduzida (tCO2e).
Relatório de alocação de recursos
Projetos verdes elegíveis
(1)
Valor
disponível
(€)
(2)
Alocação de
recursos a projetos
(3)
Valor atribuído
(€)
(4)
Valor alocado
(€)
(5)
Utilização dos
recursos do
Green Bond
(%)
(6)
1.Energia Renovável e Limpa
2.Eficiência Energética
3.Prevenção e Controlo
Integrados da Poluição
100.000.000
Aquisição da Tilbury
Green Power
103.372.653
100.000.000
100%
Total
100.000.000
100.000.000
(1) Categorias de projetos elegíveis
(2) Valor total do Green Bond
(3) Projeto a que os recursos foram alocados
(4) Valor atribuído ao projeto
(5) Valor do Green Bond alocado ao projeto
(6) Nível de utilização dos recursos do Green Bond
www.greenvolt.pt283
Relatório de indicadores de impacte ambiental (dados entre julho e dezembro de 2021)
Projetos verdes
elegíveis
(1)
Valor
disponível
(€)
(2)
Valor do
Green Bond
alocado ao
projeto
(€)
(3)
Valor
elegível
(%)
(4)
Capaci-
dade de
injeção
(MW)
(5)
Energia
renovável
injetada
(MWh)
(6)
Emissões
de CO2
evitadas
(tonCO2e)
(7)
Resíduos de
madeira
reciclados de
construção e
demolição (ton)
(8)
Aquisição da Tilbury
Green Power
100.000.000
100.000.000
100%
41,6
161.849
34.365
132.305
Total
100.000.000
161.849
34.365
132.305
(1) Identificação dos projetos enquadrados nas categorias elegíveis: 1. Energia Renovável e Limpa, 2. Eficiência Energética e 3. Prevenção e
Controlo Integrados da Poluição
(2) Valor total do Green Bond
(3) Valor do Green Bond alocado ao projeto
(4) Valor elegível
(5) Capacidade de injeção de energia renovável do projeto
(6) Total de energia renovável injetada pelo projeto no período de referência, entre julho e dezembro de 2021
(7) Emissões evitadas. As emissões evitadas são as correspondentes às emissões que ocorreriam caso a eletricidade produzida resultasse do
sistema nacional, usando-se como referência o fator de emissão da rede nacional, disponível em: https://www.gov.uk/government/
publications/greenhouse-gas-reporting-conversion-factors-2021
(8)  Biomassa consumida na Tilbury Green Power, no período de referência, entre julho e dezembro de 2021
www.greenvolt.pt284
www.greenvolt.pt285
www.greenvolt.pt286
www.greenvolt.pt287
www.greenvolt.pt288
www.greenvolt.pt289
www.greenvolt.pt290
www.greenvolt.pt291
www.greenvolt.pt292
www.greenvolt.pt293
Anexo III (B): Relatório SBM 2019-2029 Green Bond
RELATÓRIO DE ALOCAÇÃO E IMPACTE 2021
Enquadramento
A Sociedade Bioelétrica do Mondego, S.A. (“SBM”) e o Banco BPI, S.A. (“BPI”) lançaram a primeira
emissão obrigacionista “verde” admitida à negociação em Portugal no mercado não regulamentado
Euronext Access Lisbon em fevereiro de 2019.
A Sociedade Bioelétrica do Mondego, S.A. é uma empresa portuguesa, detida a 100% pela Greenvolt
– Energias Renováveis, S.A. (“GreenVolt”), que se dedica à construção, operação e manutenção de
uma central termoelétrica a biomassa, com capacidade de 34,5 MW, localizada na Figueira da Foz.
Para financiar os seus investimentos, a SBM desenvolveu um SBM Green Bond Framework, que
serviu de base à emissão do seu SBM 2019-2029 Green Bond ("empréstimo obrigacionista verde"),
por subscrição particular, no montante de Euro 50.000.000 (cinquenta milhões de euros), com a taxa
de cupão de 1,90%.
A utilização dos recursos foi alocada exclusivamente ao financiamento da central termoelétrica a
biomassa de 34,5 MW, localizada no perímetro fabril da Celbi, ainda que na fase inicial do projeto
tenha havido aporte de fundos próprios da acionista da SBM.
A Emissão alinha-se com as condições estabelecidas pelos Princípios de Obrigações Verdes (“Green
Bond Principles”) publicados pela International Capital Market Association, tendo obtido uma Second-
Party Opinion (“SPO”) positiva da empresa de rating ESG e de research independente especializada
Sustainalytics.
Neste documento apresenta-se, conforme previsto no SBM Green Bond Framework, o reporte anual
a investidores relativamente à alocação do investimento, incluindo informação relevante sobre a
aplicação dos fundos e sobre os benefícios ambientais resultantes. A informação aqui incluída
encontra-se disponível no site da GreenVolt, em https://greenvolt.pt/pt/investidores/green-funding.
Descrição do projeto
A operação destinou-se a financiar os investimentos da Sociedade Bioelétrica do Mondego, S.A., na
construção de uma nova central termoelétrica a biomassa da GreenVolt, localizada na Figueira da
Foz, contribuindo para a prossecução de uma política estruturante no campo energético, que permite
diminuir a dependência externa e o efeito estufa resultante da utilização de combustíveis fósseis. A
utilização de biomassa florestal, por outro lado, além de contribuir para a criação de emprego e para o
ordenamento da floresta, permite reduzir os riscos de incêndio, promovendo um ambiente de
produção de energia limpa e renovável, reforçando assim o compromisso de sustentabilidade da
GreenVolt.
Este investimento da SBM contribuiu para a diversificação das fontes energéticas da GreenVolt e
insere-se na estratégia definida para a política energética nacional, através da construção de uma
www.greenvolt.pt294
central de produção de eletricidade a partir de fontes não convencionais (designadamente, a
valorização energética de biomassa florestal).
A Central de Biomassa entrou em funcionamento em julho de 2019, tendo produzido no ano de 2021
um total de 291.402 MWh.
Resumo do SBM Green Bond Framework:
Uso dos recursos
O objetivo principal é a utilização dos recursos em projetos verdes, que resultem em
benefícios ambientais claros. Os critérios de elegibilidade definidos no SBM Green Bond
Framework são:
1.Energia Renovável e Limpa
2.Prevenção e Controlo Integrados da Poluição
Impactes positivos
•Eficiência energética.
•Diminuição da fatura energética nacional.
•Criação de emprego e crescimento da economia.
•Redução do risco de incêndio florestal / Gestão Sustentável da Floresta.
•Aumento da economia circular.
Avaliação e seleção de
projetos
•Os projetos da SBM são propostos ao Grupo de Trabalho sobre Investimentos, que é
formado por administradores da SBM. Esse grupo gere e revê todos os projetos
propostos.
•Os projetos elegíveis são selecionados de entre os vários setores elegíveis e resultam
da aplicação dos critérios de elegibilidade, sob responsabilidade do Comité Green Bond.
•Apenas os projetos aprovados pelo Grupo de Trabalho sobre Investimentos e pelo
Comité Green Bond serão considerados para financiamento.
•Os projetos verdes elegíveis são monitorizados e alvo de relatórios numa base anual.
Gestão de fundos
•O produto líquido do Green Bond será aplicado num único projeto / empresa.
•O Departamento Financeiro garante a alocação dos fundos segundo um procedimento
interno que visa definir o destino dos fluxos de caixa, definir contas reservadas para
valores não investidos e ajustar periodicamente os valores.
•Os recursos não desembolsados imediatamente serão mantidos e não serão investidos
em projetos não verdes, projetos intensivos em atividades com emissões de gases com
efeito estufa (GEE) ou atividades controversas: os recursos não desembolsados serão
investidos de acordo com as atividades de gestão de liquidez e/ou de
responsabilidades, seguindo as melhores práticas do mercado.
Reporte
•A SBM fornecerá uma atualização anual sobre o uso dos recursos relacionados com a
Green Bond.
•O relatório deve divulgar uma descrição dos recursos emitidos e do valor dos recursos
alocados e não alocados.
•A informação divulgada deve incluir indicadores de desempenho para permitir o acesso
ao impacte ambiental dos projetos verdes elegíveis.
•Exemplos de produtos e indicadores de impacte considerados
1.Energia Renovável e Limpa:
- Capacidade instalada de energia renovável (MW)
- Geração anual esperada de energia renovável (MWh)
- Emissão anual estimada de GEE evitada ou reduzida (tCO2e)
2.Prevenção e Controlo Integrados da Poluição:
- Redução de resíduos de biomassa na floresta
- Emissão anual estimada de GEE evitada ou reduzida (tCO2e)
www.greenvolt.pt295
Relatório de alocação de recursos
A alocação de recursos foi integralmente efetuada em 2019 (essa informação poderá ser vista em
maior detalhe no Relatório Green Bonds 2019, que foi revisto pela Sustainalytics e pela Deloitte).
Projetos verdes elegíveis
(1)
Valor
disponível
(€)
(2)
Alocação de
recursos a projetos
(3)
Valor atribuído
(€)
(4)
Peso face ao
valor do ativo 
(%)
(5)
Utilização dos
recursos do
Green Bond
(%)
(6)
1.Energia Renovável e Limpa
2.Prevenção e Controlo
Integrados da Poluição
50.000.000,00
Central de Biomassa
50.000.000,00
60%
100%
Total
50.000.000,00
50.000.000,00
(1) Categorias de projetos elegíveis
(2) Valor total do Green Bond
(3) Projeto a que os recursos foram alocados
(4) Valor alocado ao projeto
(5) Peso do valor do Green Bond no valor total do projeto
(6) Nível de utilização dos recursos do Green Bond
Relatório de indicadores de impacte ambiental (dados entre janeiro e dezembro de 2021)
Projetos verdes
elegíveis
(1)
Valor
disponível
(€)
(2)
Peso no
total do
Green
Bond
(%)
(3)
Valor
elegível
(%)
(4)
Capaci-
dade
instalada
(MW)
(5)
Produção
anual de
energia
renovável
(MWh)
(6)
Emissões
de CO2
evitadas
(tonCO2e)
(7)
Redução de
resíduos de
biomassa na
floresta
(ton)
(8)
Central de
Biomassa
50.000.000
100%
100%
34,5
291.402
39.048
420.914
Total
50.000.000
291.402
39.048
420.914
(1) Identificação dos projetos enquadrados nas categorias elegíveis: 1. Energia Renovável e Limpa e 2. Prevenção e Controlo Integrados da
Poluição
(2) Valor total do Green Bond
(3) Peso do projeto no valor total do Green Bond
(4) Valor elegível
(5) Capacidade instalada de produção de energia renovável do projeto
(6) Produção total de energia renovável pelo projeto no período de referência, entre janeiro e dezembro de 2021
(7) Emissões evitadas. As emissões evitadas são as correspondentes às emissões que ocorreriam caso a eletricidade produzida resultasse do
sistema nacional, usando-se como referência o fator de emissão da rede nacional, disponível em: https://www.apren.pt/pt/energias-
renovaveis/outros
(8) Biomassa utilizada pela Central de Biomassa
www.greenvolt.pt296
www.greenvolt.pt297
www.greenvolt.pt298
www.greenvolt.pt299
www.greenvolt.pt300
www.greenvolt.pt301
www.greenvolt.pt302
www.greenvolt.pt303
www.greenvolt.pt304
www.greenvolt.pt305
Anexo IV: Carta de Verificação Externa
www.greenvolt.pt306
www.greenvolt.pt307
Anexo V: Notas Metodológicas
Âmbito
Os indicadores reportados ao longo do Relatório de Sustentabilidade incluem as empresas incluídas
no perímetro de consolidação do Grupo GreenVolt (ver Nota 6, do anexo das demonstrações
financeiras consolidadas).
204-1 – Proporção de gastos com fornecedores locais
Para o cálculo deste indicador, é utilizada a seguinte metodologia: proporção de gastos com
fornecedores locais = montante gasto com fornecedores locais / montante total gasto com
fornecedores.
São considerados fornecedores locais qualquer organização ou pessoa que fornece um produto ou
serviço a cada uma das empresas do Grupo GreenVolt e que está localizada no mesmo mercado
geográfico (ou seja, para o qual não é feito nenhum pagamento transnacional).
Atendendo à dimensão e complexidade do perímetro da V-Ridium (segmento "Wind and Solar"), os
dados apresentados respeitam apenas às quatro empresas com dimensão mais significativa – V-
Ridium Power Group Sp. Z.o.o., V-Ridium Power Services Sp. z o.o., V-Ridium Wind (EPV 1) sp. z
o.o. e V-Ridium Solar sp. z o.o.).
No caso da Profit, os dados resultaram de uma análise high-level realizada com base nos extratos
contabilísticos das empresas.
Os Fornecedores  estrangeiros (para o segmento Biomassa e estrutura) consideram essencialmente
serviços de assessoria nas transações efetuadas pelo Grupo em 2021 (custos com transações em
várias geografias).
303 – Água
Os dados relativos ao consumo de água consideram os volumes contabilizados por contadores
específicos localizados nas centrais.
305 – Emissões
Foram contabilizadas 100% das emissões de GEE das operações sobre as quais a GreenVolt  tem
controlo financeiro. Inclui todas as subsidiárias e outras entidades do Grupo GreenVolt consolidadas
financeiramente pelo método de consolidação integral, incluindo aquelas nas quais a GreenVolt
detém, direta ou indiretamente, menos de 50% do capital, mas sobre as quais exerce controlo.
Emissões de âmbito 1
São emissões de âmbito 1 todas as emissões não biogénicas que correm em fontes que constituem
ativos detidos financeiramente pela GreenVolt (emissões diretas). Incluindo:
www.greenvolt.pt308
Combustão fixa:
•Consumo de biomassa para produção de eletricidade (emissões não-biogénicas)3 – biomassa
florestal residual; lamas biológicas do tratamento de efluentes; resíduos de crivagem; e
resíduos de construção e demolição.
•Consumo de combustíveis fósseis em centrais de biomassa: arranques (gás natural, fuelóleo
e gasóleo) geradores de emergência (gasóleo); e sistema de incêndios (gasóleo).
Combustão móvel:
•Consumo de combustíveis fósseis na frota própria: frota afeta às centrais de biomassa
(gasolina e gasóleo rodoviário); frota afeta a atividades de backoffice (gasolina e gasóleo
rodoviário).
Emissões fugitivas:
•Fugas de gases fluorados: fugas de gases fluorados com PAG, em equipamentos de
equipamentos de climatização, refrigeração, extinção de incêndios e corte elétrico existentes
em centrais.
O cálculo é feito com base em dados de atividade recolhidos mensalmente (e.g. consumo de
combustíveis, reposição de gases fluorados) e fatores de conversão (densidades, conversões
energéticas e fatores de emissão de GEE) publicados por entidades de referência e adaptados à
realidade das geografias em que a GreenVolt opera.
Emissões de âmbito 2
São contabilizadas enquanto emissões de âmbito 2 as associadas à produção de eletricidade e vapor
adquiridos a terceiros e consumida em ativos detidos financeiramente pela GreenVolt (emissões
indiretas da eletricidade e vapor), incluindo:
Eletricidade adquirida:
•Consumo de eletricidade adquirida à rede para consumos próprios de centrais de biomassa
não satisfeitos por autoconsumo, designadamente em situações de paragem.
•Consumo de eletricidade em escritórios e outras instalações (e.g. armazéns) utilizadas pela
GreenVolt, sempre que a aquisição de eletricidade seja feita diretamente a um
comercializador de energia e a empresa pague a respetiva fatura.
www.greenvolt.pt309
3 Emissões de CH4 e N2O associadas à combustão de biomassa.
•Consumo de eletricidade em veículos eletrificados da frota própria (viaturas híbridas plug-in e
viaturas 100% elétricas)4.
O cálculo é feito com base em dados de atividade recolhidos mensalmente (consumo de eletricidade
adquirida). O cálculo location-based method utiliza fatores de emissão publicados pela Agência
Europeia de Ambiente (EU) e pela UK Defra (UK). O cálculo market-based method utiliza fatores de
emissão específicos dos comercializadores de eletricidade utilizados.
Vapor adquirido:
•Consumo de vapor adquirido a terceiros em centrais de biomassa: aquisição de vapor à
CELBI nas centrais de biomassa da Figueira da Foz (Bioelétrica da Foz e Sociedade
Bioelétrica do Mondego).
O cálculo é feito com base em dados de atividade recolhidos mensalmente (consumo de vapor
adquirido à CELBI). O cálculo location-based method e market-based method utiliza um fator de
emissão específico da produção de vapor na CELBI.
Emissões biogénicas da combustão de biomassa
São emissões biogénicas as emissões diretas de CO2 provenientes da combustão dos diferentes
tipos de biomassa utilizados para a produção de eletricidade em centrais termoelétricas da GreenVolt.
De acordo com as orientações The GHG Protocol, estas emissões são obrigatoriamente calculadas,
mas devem ser reportadas separadamente (fora de âmbito) e não incluídas em âmbito 1, uma vez
que correspondem à libertação de CO2 retirado da atmosfera pelos processos de fotossíntese
necessários ao crescimento da biomassa queimada, resultando assim num balanço neutro.
As emissões de CH4 e N2O associadas à combustão desta biomassa são reportadas em âmbito 1.
Indicadores Sociais
Os indicadores sociais dizem respeito a todas as empresas do Grupo GreenVolt, sendo o número
total de colaboradores o correspondente ao registado a 31 de dezembro de 2021.
No caso da V-Ridium são considerados os colaboradores da Polónia, França e Bulgária.
401-1 – Novas contratações e rotatividade de empregados
Para o cálculo deste indicador foram consideradas as seguintes fórmulas:
•Taxa de rotatividade = número de saídas / número total de colaboradores;
•Taxa de admissão = número de admissões (novas contratações) / número total de
colaboradores.
www.greenvolt.pt310
4 Em Dezembro 2021, a GreenVolt não tinha ainda instituído os mecanismos de monitorização que permitem a contabilização e
reporte das emissões associadas ao carregamento de veículos elétricos.
403-9 – Acidentes de Trabalho
No que respeita aos acidentes de trabalho, a GreenVolt reporta o número de fatalidades relacionadas
com o trabalho, o índice de acidentes de trabalho graves (exceto óbitos) e o  índice de acidentes de
trabalho, de acordo com a seguinte metodologia de cálculo:
•Índice de acidentes de trabalho graves (exceto óbitos) = número de acidentes de trabalho
com consequências graves, exceto óbitos / número de horas trabalhadas) x 1.000.000
•Índice de acidentes de trabalho = número de acidentes de trabalho de comunicação
obrigatória / número de horas trabalhadas) x 1.000.000
São considerados acidentes de trabalho com consequência grave os que resultam em óbito ou numa
lesão da qual o trabalhador não consegue recuperar ou da qual não se espera que se recupere
plenamente em seis meses para a sua condição de saúde anterior ao acidente.
Acidente de trabalho de comunicação obrigatória são aqueles que requerem comunicação obrigatória
e que resultem em uma das seguintes possibilidades: morte, afastamento do trabalho, perda ou
redução da capacidade para o trabalho ou transferência para outra função, tratamento médico além
dos primeiros socorros ou perda da consciência; ou lesão profissional grave diagnosticada por um
médico ou outro profissional de saúde habilitado, mesmo se não resultar em morte, afastamento do
trabalho, perda ou redução da capacidade para o trabalho ou transferência de emprego, tratamento
médico além dos primeiros socorros ou perda da consciência.
www.greenvolt.pt311
04
__Demonstrações Financeiras Consolidadas
3)
4)
5)
6)
7)
11)
12)
20)
27)
30)
www.greenvolt.pt313
32)
41)
www.greenvolt.pt314
GREENVOLT – ENERGIAS RENOVÁVEIS, S.A.
DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS DA POSIÇÃO FINANCEIRA
EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021 E 2020
(montantes expressos em Euros)
ATIVO
Notas
31.12.2021
31.12.2020
ATIVOS NÃO CORRENTES:
Ativos fixos tangíveis
11
370.016.023
160.466.245
Ativos sob direito de uso
12.1
66.297.546
5.433.575
Goodwill
9
123.900.405
—
Ativos intangíveis
13
87.762.356
6.795.875
Investimentos em empreendimentos conjuntos
8
3.035.546
—
Outros investimentos
139.048
—
Outros ativos não correntes
3.699
—
Outras dívidas de terceiros
17
3.337.895
—
Instrumentos financeiros derivados
24
1.333.293
—
Ativos por impostos diferidos
15
20.473.659
1.493.924
Total de ativos não correntes
676.299.470
174.189.619
ATIVOS CORRENTES:
Inventários
14
875.469
1.108
Clientes
16
13.106.188
19.580
Ativos associados a contratos com clientes
16
28.698.328
7.476.825
Outras dívidas de terceiros
17
20.566.220
11.578
Imposto sobre o rendimento
18
679.905
387
Estado e outros entes públicos
18
3.691.332
115.287
Outros ativos correntes
19
2.283.256
506.427
Caixa e equivalentes de caixa
20
258.757.013
14.100.666
Total de ativos correntes
328.657.711
22.231.858
Total do ativo
1.004.957.181
196.421.477
CAPITAL PRÓPRIO E PASSIVO
CAPITAL PRÓPRIO:
Capital social
21
267.099.998
50.000
Prémios de emissão
21
772.612
—
Reserva legal
21
10.000
10.000
Prestações suplementares
21
—
9.583.819
Outras reservas e resultados transitados
21
33.951.246
39.718.335
Resultado líquido consolidado do exercício
8.016.098
17.934.337
Total do capital próprio atribuível aos acionistas da Empresa-Mãe
309.849.954
67.296.491
Interesses que não controlam
22
40.515.985
14.584
Total do capital próprio
350.365.939
67.311.075
PASSIVO:
PASSIVO NÃO CORRENTE:
Empréstimos bancários
23
160.576.657
—
Empréstimos obrigacionistas
23
169.646.308
48.463.769
Outros empréstimos
23
39.521.862
—
Empréstimos acionistas
29
40.826.529
—
Passivo da locação
12.2
67.071.085
5.836.636
Outras dívidas a terceiros
27
16.289.251
820.348
Outros passivos não correntes
26
389.220
611.632
Passivos por impostos diferidos
15
32.920.185
3.258.306
Provisões
25
15.866.752
11.538.164
Instrumentos financeiros derivados
24
37.458.126
—
Total de passivos não correntes
580.565.975
70.528.855
PASSIVO CORRENTE:
Empréstimos bancários
23
6.369.435
—
Empréstimos obrigacionistas
23
2.933.588
1.545.172
Outros empréstimos
23
20.490.460
40.007.311
Empréstimos acionistas
29
—
—
Passivo da locação
12.2
876.529
284.370
Fornecedores
26
17.858.390
8.537.852
Outras dívidas a terceiros
27
15.808.897
3.939.205
Imposto sobre o rendimento
18
1.213.754
3.411.514
Estado e outros entes públicos
18
1.869.726
565.732
Outros passivos correntes
26
6.301.050
290.391
Instrumentos financeiros derivados
24
303.438
—
Total de passivos correntes
74.025.267
58.581.547
Total do passivo
654.591.242
129.110.402
Total do passivo e capital próprio
1.004.957.181
196.421.477
As notas anexas fazem parte integrante das demonstrações financeiras consolidadas.
www.greenvolt.pt315
GREENVOLT – ENERGIAS RENOVÁVEIS, S.A.
DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS DOS RESULTADOS PARA OS
EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021 E 2020
(montantes expressos em Euros)
Notas
31.12.2021
31.12.2020
 
 
Vendas
30
130.709.839
89.877.619
Prestações de serviços
30
9.935.282
—
Outros rendimentos
31
861.419
222.437
Custo das vendas
14
(43.237.838)
(39.028.957)
Fornecimento de serviços externos
32
(34.272.650)
(17.920.494)
Custos com pessoal
33
(6.442.375)
—
Provisões e reversões/(perdas) por imparidades em ativos correntes
(146.885)
41
Resultados relativos a investimentos
8
(276.204)
—
Outros gastos
34
(589.411)
(129.539)
Resultado operacional antes de amortizações e
depreciações e reversões/(perdas) por imparidades em
ativos não correntes
56.541.177
33.021.107
 
Amortizações e depreciações
35
(25.980.206)
(12.148.457)
Reversões/(perdas) por imparidades em ativos não correntes
11 e 13
—
6.335.742
Resultado operacional
 
30.560.971
27.208.392
 
Gastos financeiros
36
(9.056.049)
(1.791.223)
Rendimentos financeiros
36
708.981
67
Resultado antes de impostos e CESE
 
22.213.903
25.417.236
 
Imposto sobre o rendimento
15
(8.389.145)
(6.412.734)
Contribuição extraordinária sobre o setor energético (CESE)
15
(1.015.013)
(1.078.934)
Resultado líquido consolidado do período
 
12.809.745
17.925.568
 
Atribuível a:
 
Detentores de capital próprio da empresa-mãe
37
8.016.098
17.934.337
Interesses que não controlam
22
4.793.647
(8.769)
 
12.809.745
17.925.568
Resultados por ação
 
Básico
37
0,10
334,77
Diluído
37
0,10
334,77
As notas anexas fazem parte integrante das demonstrações financeiras consolidadas.
www.greenvolt.pt316
GREENVOLT – ENERGIAS RENOVÁVEIS, S.A.
DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS DE OUTRO RENDIMENTO INTEGRAL
PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021 E 2020
(montantes expressos em Euros)
Notas
31.12.2021
31.12.2020
Resultado líquido consolidado do exercício
12.809.745
17.925.568
Outro rendimento integral:
Itens que não serão reclassificados para o resultado líquido
—
—
—
—
Itens que futuramente podem ser reclassificados para o resultado
líquido
Variação no justo valor dos derivados de cobertura dos fluxos de
caixa – valor bruto
24
(35.939.991)
—
Variação no justo valor dos derivados de cobertura dos fluxos de
caixa – imposto diferido
15
8.984.998
—
Variação de reservas de conversão cambial
1.164.342
—
(25.790.651)
—
Outro rendimento integral do período
(25.790.651)
—
Total do rendimento integral consolidado do exercício
(12.980.906)
17.925.568
Atribuível a:
Acionistas da Empresa-Mãe
(5.324.740)
17.934.337
Interesses que não controlam
(7.656.166)
(8.769)
As notas anexas fazem parte integrante das demonstrações financeiras consolidadas.
www.greenvolt.pt317
GREENVOLT – ENERGIAS RENOVÁVEIS, S.A.
DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS DAS ALTERAÇÕES NO CAPITAL
PRÓPRIO PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE
2021 E 2020
(montantes expressos em Euros)
Atribuível aos acionistas da Empresa-Mãe
Notas
Capital
social
Prémios de
emissão
Reserva
legal
Prestações
suplementares
Outras
reservas e
resultados
transitados
Resultado
líquido
Total do
capital
próprio
atribuível aos
acionistas da
Empresa-
Mãe
Interesses
que não
controlam
Total do
capital
próprio
Saldo em 1 de janeiro de 2020
21
50.000
—
10.000
13.150.000
19.772.948
6.795.387
39.778.335
13.453
39.791.788
Aplicação do resultado
consolidado de 2019
—
—
—
—
6.795.387
(6.795.387)
—
—
—
Alteração na detenção de
prestações suplementares
—
—
—
(13.150.000)
13.150.000
—
—
—
—
Constituição de prestações
suplementares
—
—
—
9.583.819
—
—
9.583.819
—
9.583.819
Entradas de capital por interesses
sem controlo
—
—
—
—
—
—
—
9.900
9.900
Total do rendimento integral
consolidado do período
—
—
—
—
—
17.934.337
17.934.337
(8.769)
17.925.568
Saldo em 31 de dezembro de 2020
21
50.000
—
10.000
9.583.819
39.718.335
17.934.337
67.296.491
14.584
67.311.075
Saldo em 1 de janeiro de 2021
21
50.000
—
10.000
9.583.819
39.718.335
17.934.337
67.296.491
14.584
67.311.075
Aplicação do resultado
consolidado de 2020
—
—
—
—
17.934.337
(17.934.337)
—
—
—
Aumento de capital social
199.499.998
—
—
—
—
—
199.499.998
—
199.499.998
Aumento de capital em espécie
47.600.000
8.400.000
—
—
—
—
56.000.000
—
56.000.000
Encargos com emissão de novas
ações
—
(7.627.388)
—
—
—
—
(7.627.388)
—
(7.627.388)
Aquisição de filiais
—
—
—
—
—
—
—
6.986.264
6.986.264
Conversão de reservas em capital
social
19.950.000
—
—
—
(19.950.000)
—
—
—
—
Conversão de prestações
suplementares em reservas
—
—
—
(9.583.819)
9.583.819
—
—
—
—
Liquidação de empresas
—
—
—
—
—
—
—
(710)
(710)
Entradas de capital por interesses
sem controlo
—
—
—
—
—
—
—
41.177.606
41.177.606
Outros
—
—
—
—
5.593
—
5.593
(5.593)
—
Total do rendimento integral
consolidado do período
—
—
—
—
(13.340.838)
8.016.098
(5.324.740)
(7.656.166)
(12.980.906)
Saldo em 31 de dezembro de 2021
21
267.099.998
772.612
10.000
—
33.951.246
8.016.098
309.849.954
40.515.985
350.365.939
As notas anexas fazem parte integrante das demonstrações financeiras consolidadas.
www.greenvolt.pt318
GREENVOLT – ENERGIAS RENOVÁVEIS, S.A.
DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS DOS FLUXOS DE CAIXA
PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021 E 2020
(montantes expressos em Euros)
Notas
31.12.2021
31.12.2020
Atividades operacionais:
Recebimentos de clientes
144.052.942
110.433.281
Pagamentos a fornecedores
(98.340.564)
(67.434.325)
Pagamentos ao pessoal
(3.706.488)
—
Outros recebimentos/pagamentos relativos à atividade operacional
(6.488.661)
(12.626.081)
Impostos sobre o Rendimento de Pessoas Coletivas
(7.313.616)
28.203.613
(1.729.279)
28.643.596
Fluxos gerados pelas atividades operacionais (1)
28.203.613
28.643.596
Atividades de investimento:
Recebimentos provenientes de:
Juros e proveitos similares
14.028
14.028
55
55
Pagamentos relativos a:
Investimentos em subsidiárias líquido de caixa e equivalentes
adquiridos
20
(176.376.463)
(821.779)
Investimentos em empreendimentos conjuntos
(571.650)
—
Empréstimos concedidos
(19.367.235)
—
Ativos fixos tangíveis
(14.951.141)
(2.955.492)
Ativos intangíveis
(24.108.406)
—
Outros ativos financeiros
—
(235.374.895)
—
(3.777.271)
Fluxos gerados pelas atividades de investimento (2)
(235.360.867)
(3.777.216)
Atividades de financiamento:
Recebimentos provenientes de:
Empréstimos obtidos
23
556.293.555
400.000.000
Empréstimos de acionistas
29
39.974.360
—
Aumentos de capital social
199.499.998
9.900
Entradas de capital por interesses sem controlo
41.177.606
—
Outras operações de financiamento
2.985.197
839.930.716
—
400.009.900
Pagamentos respeitantes a:
Juros e custos similares
(8.855.991)
(1.441.761)
Encargos com emissão de novas ações
(7.594.753)
—
Empréstimos obtidos
23
(358.119.092)
(410.000.000)
Empréstimos de acionistas
29
(1.421.363)
(14.913.000)
Passivo da locação
12.2
(2.059.341)
(528.120)
Aumentos / realizações de capital
—
—
Outras operações de financiamento
(11.160.608)
(389.211.148)
—
(426.882.881)
Fluxos gerados pelas atividades de financiamento (3)
450.719.568
(26.872.981)
Caixa e equivalentes de caixa no início do período
20
14.100.666
16.107.267
Variação de perímetro
7
1.020.787
—
Efeito das diferenças de câmbio
73.246
—
Variação de caixa e equivalentes de caixa: (1)+(2)+(3)
243.562.314
(2.006.601)
Caixa e equivalentes de caixa no fim do período
20
258.757.013
14.100.666
As notas anexas fazem parte integrante das demonstrações financeiras consolidadas.
www.greenvolt.pt319
NOTAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
1)ENQUADRAMENTO GERAL
A Greenvolt – Energias Renováveis, S.A. (adiante designada por "GreenVolt" ou "a Empresa",
até 10 de março de 2021 denominada Bioelétrica da Foz, S.A., e conjuntamente com as suas
subsidiárias, designada por “Grupo” ou “Grupo GreenVolt”) é uma sociedade anónima constituída
em 2002 em Portugal, ao abrigo da lei portuguesa, com sede na Rua Manuel Pinto de Azevedo,
Porto, em Portugal, e registada no registo comercial português sob o número 506 042 715.
No final de novembro de 2018, na sequência da aprovação por parte das autoridades
competentes e do cumprimento das demais condições necessárias à execução do contrato de
compra e venda de ações, foi concluído o acordo do grupo Altri com o grupo EDP para a
aquisição dos restantes 50% do capital da Empresa, que era detida em 50% pelo grupo Altri e
50% pelo grupo EDP.
A totalidade das ações representativas do capital social da GreenVolt foram admitidas à
negociação no Euronext Lisbon no dia 15 de julho de 2021.
Até 30 de junho de 2021, as atividades da Empresa centravam-se na promoção,
desenvolvimento e gestão, direta ou indireta, de centrais elétricas e outras instalações de
produção e venda de energia, através de fontes de resíduos e biomassa e da realização de
estudos e execução de projetos no mesmo âmbito, bem como a prestação de quaisquer outras
atividades e serviços relacionados.
Atualmente, a Empresa possui centrais de biomassa em:
Central
País
Início do
fornecimento de
eletricidade à rede
Capacidade
de injeção
(MW) (1)
Fim do período de
tarifa
Mortágua
Portugal
agosto de 1999
10 MW
agosto de 2024
Constância
Portugal
julho de 2009
13 MW
julho de 2034
Figueira da Foz I
Portugal
abril de 2009
30 MW
abril de 2034
Ródão Power
Portugal
dezembro de 2006
13 MW
novembro de 2031
Figueira da Foz II
Portugal
julho de 2019
34,5 MW
julho de 2044
Tilbury
Reino Unido
janeiro de 2019
41,6 MW
março de 2037
(1) De acordo com a respetiva licença
Durante o ano de 2021, o Grupo GreenVolt iniciou uma estratégia de crescimento assente não
só na biomassa, mas também dedicada ao desenvolvimento de projetos de energia eólica e
fotovoltaica e geração elétrica distribuída, tendo o Grupo adquirido as seguintes participações:
•Aquisição de 51% da sociedade Tilbury Green Power Holdings Limited (detentora de uma
central de biomassa no Reino Unido), no dia 30 de junho de 2021, em parceria com o fundo
Equitix;
www.greenvolt.pt320
•Aquisição de 100% da V-Ridium Power Group Sp. Z.o.o. (plataforma de desenvolvimento de
projetos solares e eólicos, sediada em Varsóvia), no dia 14 de julho de 2021;
•Aquisição de 70% das sociedades Track Profit Energy e Track Profit II Invest, que se
dedicam ao desenvolvimento de projetos de eficiência energética bem como de instalação
de projetos solares fotovoltaicos, no dia 24 de agosto de 2021;
•Aquisição de 42.19% na sociedade espanhola Tresa Energía S.L. (“Perfecta Energía” ou
“Perfecta”), que detém uma participação de 65% na sociedade Perfecta Consumer Finance.
A Perfecta Energía opera no setor das energias renováveis, na venda, instalação e
manutenção de painéis de energia solar para autoconsumo de clientes residenciais.
A GreenVolt dedica-se também à gestão de participações principalmente no setor da energia,
enquanto empresa-mãe do Grupo de empresas indicado na Nota 6.
As demonstrações financeiras consolidadas do Grupo GreenVolt foram preparadas em euros,
em montantes arredondados à unidade. Esta é a moeda utilizada pelo Grupo nas suas
transações e, como tal, é considerada como a moeda funcional. As operações das sociedades
estrangeiras cuja moeda funcional não seja o Euro são incluídas nas demonstrações financeiras
consolidadas de acordo com a política estabelecida na Nota 3.2. f).
As demonstrações financeiras foram aprovadas pelo Conselho de Administração e autorizadas
para emissão no dia 5 de abril de 2022. A sua aprovação final está ainda sujeita a concordância
da Assembleia Geral de Acionistas, sendo expectativa do Grupo e do Conselho de Administração
que as mesmas serão aprovadas sem alterações significativas.
2)ENQUADRAMENTO REGULAMENTAR
Portugal
Enquadramento geral
O quadro regulamentar do Sistema Elétrico Nacional português acompanha as políticas e a
regulamentação da União Europeia através da sua transposição para o direito nacional. O
pacote de Energias Limpas, publicado no Jornal Oficial da UE em junho de 2019, e que integra
vários atos legislativos relativos a energias renováveis, eficiência energética, governance e
desenho do mercado elétrico, serve de base à legislação e políticas que estão a ser
implementadas em Portugal.
Com efeito, a 15 de janeiro de 2022 entrou em vigor um novo diploma (Decreto-Lei n.º 15/2022,
de 14 de janeiro) que estabelece as regras de organização e funcionamento do Sistema Elétrico
Nacional. Este diploma consolida num único instrumento legislativo um vasto conjunto de
diplomas, incluindo os dois diplomas estruturais deste setor, o Decreto-Lei n.º 29/2006, de 15 de
fevereiro, e o Decreto-Lei n.º 172/2006, de 23 de agosto. Também incorpora outros regimes
jurídicos que se encontravam dispersos, tais como os relativos ao sobre-equipamento,
hibridização, o autoconsumo e as comunidades de energia. O novo diploma visa alinhar as
www.greenvolt.pt321
regras do setor elétrico com os objetivos nacionais estabelecidos no Plano Nacional de Energia e
Clima (PNEC 2030) bem como no Roteiro para a Neutralidade Carbónica 2050 (RCN 2050). Este
diploma procede ainda à transposição da Diretiva relativa a regras comuns para o mercado
interno da eletricidade e à transposição parcial da Diretiva (UE) relativa à promoção da utilização
de energia de fontes renováveis.
O PNEC 2030 foi publicado no diário oficial a 10 de julho de 2020 e constitui o principal
instrumento de política energética e climática para a próxima década. Estabelece metas e
objetivos nacionais em várias dimensões, tais como a redução das emissões de Gases de Efeito
Estufa, consumo de energias renováveis, eficiência energética, interligações e dependência
energética. O PNEC 2030 está também alinhado com o Roteiro para a Neutralidade de Carbono
2050 (RCN 2050) publicado em julho de 2019 e que prevê a descarbonização total do sistema
elétrico (100% de produção de energias renováveis em 2050) e a descarbonização quase total
do setor dos transportes, sendo a eletrificação o seu principal motor. Relativamente às energias
renováveis, o PNEC 2030 estabelece um objetivo bastante ambicioso: uma quota de 47% de
energias renováveis no consumo final de energia até 2030, 16 pontos percentuais acima da meta
de Portugal para 2020. Também estabelece um aumento para 80% da quota de eletricidade
proveniente de energias renováveis em 2030 (face a 60% em 2020) com a energia solar a
desempenhar um papel fundamental (mais 9 GW em termos de capacidade instalada). O plano
sublinha igualmente a importância da descentralização das energias renováveis para cumprir os
objetivos de descarbonização e contribuir para uma transição energética socialmente justa.
Salienta também a necessidade de fomentar a aquisição e utilização de sistemas de produção
descentralizados, acelerando a participação da pequena produção renovável nos mecanismos
de mercado e a capacitação de novos intervenientes no mercado, incluindo as comunidades
energéticas.
Principais Diplomas
A 31 de dezembro de 2021, as principais regras do Sistema Elétrico Nacional português
encontravam-se estabelecidas nos seguintes diplomas:
a.Decreto-Lei n.º 29/2006, de 15 de fevereiro (alterado pelo Decreto-Lei n.º 215-A/2012, de 8
de outubro); e
b.Decreto-Lei n.º 172/2006, de 23 de agosto (alterado pelo Decreto-Lei 215-B/2012, de 8 de
outubro e pelo Decreto-Lei 76/2019, de 2 de junho).
No que diz respeito à produção de energia renovável, para além da legislação acima referida, há
que assinalar os seguintes diplomas:
i.Decreto-Lei n.º 141/2010 (que define as metas de energias renováveis para 2020 e
transpõe parcialmente a Diretiva 2009/28/CE da UE relativa à energia proveniente de fontes
renováveis);
ii.Portaria n.º 237/2013 (estabelece o quadro jurídico do procedimento de comunicação prévia
relativo à produção de eletricidade em regime especial);
www.greenvolt.pt322
iii.Portaria n.º 243/2013 (que define os termos, condições e critérios do licenciamento de
produção de energia elétrica em regime especial com remuneração garantida).
Licenciamento e Remuneração
A atividade de produção de eletricidade está sujeita a licenciamento e é realizada num contexto
concorrencial.
Em junho de 2019, foi publicado o Decreto-Lei n.º 76/2019 introduzindo alterações significativas
ao enquadramento do setor elétrico, nomeadamente ao processo de ligação à rede de projetos
com uma capacidade superior a 1 MW. O objetivo era assegurar que a rede pudesse integrar a
crescente produção de energias renováveis. Ao abrigo deste diploma, os projetos de geração de
eletricidade devem primeiro obter junto do operador de rede um título de reserva de capacidade
(TRC) para injetar eletricidade na Rede Elétrica do Setor Público (RESP) antes de poder solicitar
uma licença de produção. A concessão de um TRC é efetuada mediante três modalidades:
i.Acesso geral: se existir capacidade disponível na RESP para integrar o projeto, o
operador de rede concede o TRC;
ii.Acordo com o Operador de Rede: se não existir capacidade de rede disponível para
integrar o projeto, o interessado e o operador de rede podem celebrar um contrato ao
abrigo do qual o candidato financiará os custos resultantes de ligar o projeto à RESP;
iii.Procedimento Concorrencial: o governo pode também realizar leilões para atribuição
dos  TRC para áreas específicas;
No que respeita a remuneração das centrais elétricas existem dois regimes: um regime ordinário
e um regime especial, sendo o último aplicável sobretudo à produção de energias renováveis. Os
procedimentos de licenciamento de ambos os regimes estão sujeitos ao mesmo enquadramento
jurídico. No entanto, enquanto a produção de energia elétrica em regime ordinário está sempre
sujeita ao regime geral de remuneração (ou seja, a venda de eletricidade a preços de mercado,
quer através de contratos bilaterais quer em mercados organizados), a produção de energia
elétrica em regime especial pode estar sujeita ao regime geral de remuneração ou ao regime de
remuneração garantida.
Ao abrigo do regime de remuneração garantida, os promotores vendem a energia elétrica
produzida ao Comercializador de Último Recurso, que é obrigado a adquirir a eletricidade a um
preço garantido durante um determinado período. Este preço pode ser fixo ou indexado a uma
taxa de referência, que pode ter limiares máximos/mínimos, dependendo da tecnologia de
produção, do quadro legal em vigor à data do licenciamento da central elétrica e das condições
contratuais em que o pedido de licenciamento foi apresentado.
Dentro do quadro legal estabelecido no Decreto-Lei n.º 172/2006, de 23 de agosto, conforme
alterado pelo Decreto-Lei n.º 76/2019, de 3 de junho, o regime de remuneração garantida só
pode ser concedido nos seguintes termos:
www.greenvolt.pt323
a.Em procedimentos concorrenciais lançados pelo governo, que determinará as condições de
remuneração;
b.Para centrais elétricas com capacidade máxima instalada até 1 MW (até um determinado
limiar publicado anualmente), como definido em Portaria publicada pelo governo;
c.Para projetos de sobre-equipamento ou híbridos, tal como definido em Portaria a aprovar
pelo governo ou em leilões lançados pelo governo.
O anterior regime de remuneração, em vigor até 2012, previa a concessão de uma tarifa
garantida (Feed-in-Tariff) aos produtores do regime especial de uma forma muito mais
generalizada. O Decreto-Lei n.º 189/88, de 27 de maio, e respetivas alterações, estabelece uma
fórmula específica para o cálculo das tarifas a pagar aos produtores de energias renováveis
(excluindo as grandes centrais hidroelétricas) que iniciaram o seu processo de licenciamento
antes da entrada em vigor do Decreto-Lei n.º 215-B/2012, de 8 de outubro. Este diploma
revogou esse regime mas manteve as tarifas garantidas aos projetos implementados até essa
data.
As centrais de biomassa exploradas direta ou indiretamente pela GreenVolt beneficiam das
tarifas garantidas concedidas ao abrigo do antigo regime, conforme indicado na tabela abaixo:
Central de Biomassa
Regime Legal Aplicável
Constância
Decreto-Lei n.º 189/88, de 27 de maio, conforme alterado pelo Decreto-Lei
n.º 225/2007 de 31 de maio
Figueira da Foz I
Decreto-Lei n.º 189/88, de 27 de maio, conforme alterado pelo Decreto-Lei
n.º 225/2007 de 31 de maio
Mortágua
Decreto-Lei n.º 189/88, de 27 de maio, conforme alterado pelo Decreto-Lei
n.º 168/99 de 18 de maio, e Decreto-Lei n.º 225/2007, de 31 de maio
Figueira da Foz II
Decreto-Lei n.º 189/88, de 27 de maio, conforme alterado pelo Decreto-Lei
n.º 225/2007, de 31 de maio e Decreto-Lei n.º 5/2011 de 10 de janeiro
Ródão
Decreto-Lei n.º 189/88, de 27 de maio, conforme alterado pelo Decreto-Lei
n.º 33-A/2005, de 16 de fevereiro
Outros Tópicos e Desenvolvimentos Relevantes
Regime de Apoio a Centrais de Biomassa próximas de Áreas Críticas com Alto Risco de Incêndio
No âmbito da estratégia nacional de combate aos incêndios florestais, o governo português
concebeu um regime de apoio a centrais de energia de biomassa localizadas perto de áreas
florestais com elevado risco de incêndio. O Decreto-Lei n.º 64/2017, de 12 de junho, concede a
certos municípios a opção de instalar e operar centrais elétricas a biomassa em determinadas
condições. O regime é limitado a uma capacidade máxima instalada de 60 MW e até 10 MW por
cada central elétrica. Este decreto-lei foi alterado pelo Decreto-Lei n.º 120/2019, de 22 de
agosto, que estabeleceu uma remuneração a atribuir até 15 anos, com base num prémio sobre o
preço de mercado, bem como na contribuição da central para a boa gestão dos incêndios rurais
e proteção das florestas. A Portaria n.º 76/2021, de 1 de abril, esclarece o procedimento de
licenciamento e o quadro aplicável ao procedimento concorrencial no caso de a procura exceder
o limiar definido.
www.greenvolt.pt324
Contribuição Extraordinária sobre o Setor Energético (CESE)
A Contribuição Extraordinária para o Sector Energético (CESE) é uma medida fiscal criada no
final de 2013 na Lei do Orçamento do Estado de 2014. A medida estabelecia uma contribuição a
pagar pelas maiores empresas de eletricidade com várias exceções (por exemplo, as centrais de
energia renovável estavam isentas exceto as grandes centrais hídricas). O governo afetaria um
terço das receitas da CESE na redução das tarifas de energia elétrica e dois terços para outras
medidas de política energética. A partir de 2019, a CESE foi alargada às centrais de energia
renovável que beneficiem de tarifas garantidas. Por sua vez, a Lei do Orçamento do Estado para
2020 alargou a isenção do pagamento da CESE às entidades com centrais elétricas até 20 MW
que beneficiem de tarifas feed-in, exceto se a potência instalada acumulada da entidade
contribuinte for superior a 60 MW.
Clawback
O Clawback é uma medida regulamentar criada em 2013 pelo Decreto-Lei n.º 74/2013 com o
objetivo de recuperar lucros não expectáveis (Windfall profits) realizados por produtores de
eletricidade a operar no mercado português na sequência da introdução em Espanha de um
imposto especial sobre os produtores de energia. Os montantes a cobrar aos produtores
portugueses baseiam-se nos resultados de um estudo a realizar anualmente pela Entidade
Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE).
O Decreto-Lei n.º 104/2019, de 9 de agosto, alterou o mecanismo de clawback, detalhando e
alargando o seu âmbito de aplicação. Em 2 de janeiro de 2020, o Secretário de Estado da
Energia emitiu a informação n.º 8/2019/SEAENE, revelando a intenção do governo de excluir
certas entidades do âmbito de aplicação do mecanismo clawback (por exemplo, projetos com
contrato de aquisição de energia a preço fixo e entrega física de energia).
Garantias de Origem
Em março de 2020 foi lançado um sistema de Garantias de Origem (GO), tendo sido a REN
(Redes Energéticas Nacionais) nomeada como gestora do sistema. Todos os produtores de
eletricidade renovável podem solicitar a emissão de GO a fim de as comercializar, exceto se
beneficiarem de tarifas garantidas. Neste caso as receitas das respetivas GO serão transferidas
para a Direção-Geral de Energia e Geologia.
Autoconsumo, Autoconsumo Coletivo e Comunidades de Energias Renováveis
O governo está também a apoiar a produção distribuída em pequena escala, promovendo o
desenvolvimento de comunidades de energia renovável e o autoconsumo.  Em outubro de 2019,
foi publicado o Decreto-Lei n.º 162/2019, de 15 de outubro, que transpõe os artigos relativos ao
Autoconsumo e Comunidades de Energias Renováveis da Diretiva UE 2018/02 (Diretiva de
Energias Renováveis). O novo quadro define os conceitos de autoconsumo individual e
autoconsumo coletivo de energias renováveis, bem como as comunidades de energia renovável.
Este diploma confere aos autoconsumidores (atuando em nome individual ou coletivamente) o
direito de consumir, produzir, armazenar, partilhar e vender energia em excesso ao mercado sem
estarem sujeitos a custos desproporcionados. Além disso, o governo publicou decisões para
www.greenvolt.pt325
deduzir, por um período de sete anos a partir do início da operação, uma percentagem dos
custos de interesse económico geral ("CIEG") incluídos nas tarifas de acesso à rede. Estas
deduções são de (50%) para o autoconsumo individual e 100% para o autoconsumo coletivo e
comunidades de energias renováveis (100%) e aplicam-se aos projetos licenciados ao abrigo do
decreto-lei acima mencionado até 31 de dezembro de 2021.
Estratégia de Hidrogénio
Portugal publicou a estratégia nacional para o hidrogénio (EN-H2) em agosto de 2020, que prevê
um papel importante para o hidrogénio verde no apoio à transição energética em setores onde a
eletrificação não é custo-eficaz, bem como para alcançar a neutralidade carbónica até 2050. A
Estratégia inclui várias metas de hidrogénio até 2030; 1,5-2% da procura energética de Portugal,
2-5% da procura energética da indústria, 3-5% da procura energética do transporte marítimo
interno, 1-5% da procura energética do transporte rodoviário e 10-15% do volume de gás
fornecido pela rede de gás natural. Tal exigiria a implementação de uma capacidade estimada de
eletrólise de 2-2,5 gigawatts (GW) fornecida por eletricidade renovável, juntamente com uma
legislação de base. A este respeito, o Decreto-Lei n.º 62/2020, de 28 de agosto, procede a uma
revisão global do enquadramento jurídico do setor do gás português. O objetivo é o de permitir a
descarbonização do setor e introduzir no sistema o gás de origem renovável e gás com baixo
teor de carbono, como o hidrogénio e o biometano, respeitando simultaneamente as limitações
técnicas e físicas do Sistema Nacional do Gás.
Plano de Recuperação e Resiliência
Em junho de 2021, a Comissão Europeia adotou uma avaliação positiva do Plano de
Recuperação e Resiliência português, no montante de 16,6 mil milhões de Euros (13,9 mil
milhões de Euros em subvenções e 2,7 mil milhões de Euros em empréstimos). As medidas de
apoio aos objetivos climáticos representam cerca de 38% do total dos fundos. Alguns dos
principais investimentos referem-se a eficiência energética em edifícios residenciais (300 milhões
de Euros), hidrogénio e gases renováveis (185 milhões de Euros), descarbonização da indústria
(715 milhões de Euros) e mobilidade sustentável (967 milhões de Euros). 
Lei Climática
A 31 de dezembro de 2021 foi publicada a Lei de Bases do Clima (Lei n.º 98/2021). Esta
consagra o compromisso nacional de alcançar a neutralidade carbónica até 2050 e estabelece
princípios orientadores sobre política e governação climática, introduzindo metas e instrumentos
focados em combater as alterações climática, assim como promover a descarbonização da
economia e o seu desenvolvimento sustentável.
O âmbito desta lei é transversal e inclui a indústria energética, o setor da construção e a
agricultura e pescas, bem como os ativos financeiros e a tributação verde. Embora já tenha
estabelecido um conjunto de objetivos específicos, a sua implementação exigirá mais legislação
complementar. O diploma inclui um enfoque específico na biomassa, assegurando que o
governo irá promover a certificação da biomassa florestal residual, e proíbe a utilização de
madeira de qualidade, biomassa de culturas energéticas e biomassa residual de territórios
distantes para a produção de energia. Estabelece também que o governo promoverá a
www.greenvolt.pt326
articulação da biomassa florestal residual para fins energéticos com instrumentos de prevenção
de incêndios rurais e de gestão territorial. O diploma prevê também que o governo deverá
promover as formas mais eficientes de tirar partido dos resíduos florestais.
Polónia
A 30 de outubro de 2021 entrou em vigor uma alteração à lei polaca relativa às fontes renováveis
de energia. Destacam-se os seguintes pontos:
•Alteração das regras de funcionamento dos atuais sistemas de apoio aos produtores de
energia renováveis, ou seja, o sistema de leilões e os sistemas de tarifas garantidas
(FIT/FIT). A possibilidade de utilizar programas de auxílios estatais foi prorrogada até 30
de junho de 2047 (em vez de 30 de junho de 2039);
•Alteração da definição de pequena instalação de produção de energia renovável,
aumentando o limiar superior até 1 MW. Isto limitará a atual obrigação dos empresários
de obterem uma concessão para a produção de eletricidade a partir de pequenas
instalações;
•Introdução da faturação líquida (Net-Billing), que consiste num sistema de valorização da
energia excedentária produzida pelos “prosumers”. As alterações introduzidas visam
implementar regras da UE que conferem aos “prosumers” o direito de receberem uma
remuneração pela energia excedentária que reflita o valor de mercado da energia. O
sistema de faturação líquida aplicar-se-á aos novos “prosumers” que submetam um
pedido de ligação à rede pública a partir de 1 de abril de 2022.
Em julho de 2016, a lei 10H (“lei da distância”) entrou em vigor, impedindo a construção de
parques eólicos a uma distância inferior a 10 vezes a altura das turbinas eólicas de propriedades
residenciais, limitando consideravelmente a implantação de novos projetos. Espera-se que esta
lei seja alterada nos próximos meses, permitindo o desenvolvimento de novos projetos.
Reino Unido
O sistema “Renewables Obligation” é um sistema de apoio à energia renovável que impõe aos
comercializadores de eletricidade do Reino Unido a obrigação de adquirir uma proporção de
eletricidade a partir de fontes renováveis, que vai aumentando de ano para ano. Para demonstrar
o cumprimento desta obrigação os comercializadores têm que apresentar certificados “ROC” ao
regulador Ofgem. Os comercializadores adquirem os ROC a produtores certificados de energia
renovável. A evolução anual dos ROC está indexada à evolução do Retail Price Index (RPI) –
acrescido de uma componente variável, que depende da evolução do preço da energia elétrica
no mercado. Para o período que decorre entre 1 de abril de 2021 e 31 de março de 2022 a
Ofgem estabeleceu o preço de compra (“buy-out price”) de £50,80 por ROC.
França
O operador francês da rede de transmissão publicou cenários a longo prazo para o mercado das
energias renováveis. Todos os cenários preveem zero emissões de carbono no sistema elétrico
até 2050. O Cenário n. M0 considera 100% de energias provenientes de fontes renováveis, com
www.greenvolt.pt327
a completa eliminação progressiva da energia nuclear. O Cenário n. N3 considera 50% de
energias provenientes de fontes renováveis/50% de energia nuclear. Todos os cenários preveem
uma implementação maciça de energias provenientes de fontes renováveis. As eleições gerais
de maio de 2022 determinarão qual o cenário que receberá mais apoio.
Roménia
Em outubro de 2021, a Roménia adotou a nova Portaria 118/2021 que contém várias medidas
para aliviar o peso do atual aumento dos preços da energia nas faturas dos consumidores, tais
como o apoio financeiro direto aos consumidores ou uma redução de impostos e taxas. Das
alterações mais relevantes trazidas pelo diploma incluem-se o imposto adicional sobre as
receitas dos produtores de eletricidade, exceções ao pagamento do preço dos certificados
verdes e os regimes de apoio aos preços da eletricidade e do gás natural.
Grécia
Em novembro de 2021, a Comissão Europeia aprovou um regime de apoio à produção de
eletricidade a partir de fontes de energia renovável e à cogeração de elevada eficiência, no valor
de 2,27 mil milhões de Euros. Tanto para a energia eólica como solar, os apoios serão
concedidos através de um leilão conjunto, organizado para aumentar a concorrência e reduzir o
custo das energias renováveis para os consumidores gregos, tanto no continente como nas
ilhas. O primeiro leilão, com uma capacidade de cerca de 600 MW, está previsto realizar-se em
março de 2022. Em 2022 espera-se a adjudicação através de leilões de um total de 1 GW e até
2025 de 4,2 GW.
Itália
A fim de mitigar os efeitos da pandemia e relançar a economia italiana, a União Europeia atribuiu
191,5 mil milhões de Euros para o "PRR" italiano (Plano Nacional de Recuperação e
Resiliência). A Itália, confirmando o seu compromisso de recuperação, ajustou o montante
concedido pela UE com um acréscimo de 30,6 mil milhões de Euros através do Plano
Complementar, diretamente financiado pelo governo. Uma parte importante – equivalente a
59,46 mil milhões de Euros (mais de 31% do total) – será atribuída ao chamado "Projeto de
Revolução Verde e Transição Ecológica".
Entre os vários investimentos previstos em energias renováveis, destacam-se os seguintes
projetos de grande importância: (i) centrais agrovoltaicas de média e grande dimensão para
promover uma agricultura sustentável e produção de energia renovável, com um montante
atribuído de 1,10 mil milhões de Euros. O objetivo é reduzir os custos de abastecimento
energético do setor e melhorar o desempenho climático e ambiental, com uma redução potencial
de 0,8 milhões de toneladas de CO2; (ii) uma intervenção destinada a apoiar as comunidades
energéticas, ou seja, comunidades organizadas de utilizadores que trabalham em conjunto para
produzir, consumir e gerir energia limpa através de uma ou mais instalações locais, com um
montante atribuído de 2,20 mil milhões de Euros.
www.greenvolt.pt328
3)PRINCIPAIS POLÍTICAS CONTABILÍSTICAS
As principais políticas contabilísticas adotadas na preparação das demonstrações financeiras
consolidadas anexas são como segue:
3.1Bases de apresentação
As demonstrações financeiras consolidadas anexas foram preparadas de acordo com as Normas
Internacionais de Relato Financeiro, tal como adotadas pela União Europeia (“IFRS-UE”) em
vigor para o exercício económico iniciado a 1 de janeiro de 2021. Estas correspondem às
Normas Internacionais de Relato Financeiro, emitidas pelo International Accounting Standards
Board (“IASB”) e interpretações emitidas pelo IFRS Interpretations Committee (“IFRS - IC”) ou
pelo anterior Standing Interpretations Committee (“SIC”), que tenham sido adotadas pela União
Europeia à data de publicação de contas.
As demonstrações financeiras consolidadas anexas foram preparadas a partir dos livros e
registos contabilísticos da Empresa e suas subsidiárias, ajustados no processo de consolidação,
no pressuposto da continuidade das operações. Na preparação das demonstrações financeiras
consolidadas o Grupo tomou por base o custo histórico, modificado, quando aplicável, pela
mensuração ao justo valor.
O Conselho de Administração procedeu à avaliação da capacidade de a Empresa e suas
subsidiárias operarem em continuidade, tendo por base toda a informação relevante, factos e
circunstâncias, de natureza financeira, comercial ou outra, incluindo acontecimentos
subsequentes à data de referência das demonstrações financeiras consolidadas, disponível
sobre o futuro. Em resultado da avaliação efetuada, o Conselho de Administração concluiu que
dispõe de recursos adequados para manter as atividades, não havendo intenção de cessar as
atividades no curto prazo, pelo que considerou adequado o uso do pressuposto da continuidade
das operações na preparação das demonstrações financeiras consolidadas.
A preparação das demonstrações financeiras consolidadas requer o uso de estimativas,
pressupostos e julgamentos críticos no processo da determinação das políticas contabilísticas a
adotar pelo Grupo, com impacte significativo no valor contabilístico dos ativos e passivos, assim
como nos rendimentos e gastos do período. Apesar de estas estimativas serem avaliadas numa
base contínua e baseadas na melhor experiência do Conselho de Administração e nas suas
melhores expectativas em relação aos eventos e ações correntes e futuras, os resultados atuais
e futuros podem diferir destas estimativas. As áreas que envolvem um maior grau de julgamento
ou complexidade, ou áreas em que os pressupostos e as estimativas sejam significativos, são
apresentadas na Nota 4.
Adicionalmente, para efeitos de relato financeiro, a mensuração a justo valor é hierarquizada em
três níveis (Nível 1, 2 e 3), os quais têm em consideração, nomeadamente, se os dados
utilizados são observáveis em mercado ativo e a significância dos mesmos ao nível da
valorização dos ativos / passivos ou na divulgação destes.
www.greenvolt.pt329
O justo valor é a quantia pela qual um ativo pode ser trocado ou um passivo liquidado, entre
partes conhecedoras e dispostas a isso, numa transação em que não exista relacionamento
entre elas, independentemente de esse preço poder ser diretamente observável ou estimado
utilizando outras técnicas de valorização. Ao estimar o justo valor de um ativo ou passivo, o
Grupo considera as características que os participantes do mercado também teriam em
consideração quando valorizassem o ativo ou passivo na data de mensuração.
Os ativos que são mensurados a justo valor após o reconhecimento inicial são agrupados em
três níveis de acordo com a possibilidade de observar no mercado o seu justo valor:
a.Nível 1: o justo valor é determinado com base em preços de mercado ativo para
idênticos ativos / passivos;
b.Nível 2: o justo valor é determinado com base em técnicas de avaliação. Os principais
inputs dos modelos de avaliação são observáveis no mercado; e
c.Nível 3: o justo valor é determinado com base em modelos de avaliação, cujos principais
inputs não são observáveis no mercado.
Novas normas contabilísticas e seu impacte nas demonstrações financeiras
consolidadas anexas do Grupo GreenVolt
Até à data de aprovação destas demonstrações financeiras, foram aprovadas (“endorsed”) pela
União Europeia as seguintes normas contabilísticas, interpretações, emendas e revisões, com
aplicação obrigatória ao exercício iniciado em 1 de janeiro de 2021:
Norma / Interpretação
Aplicável na União
Europeia nos
exercícios
financeiros iniciados
em ou após
Emenda à norma IFRS 4 Contratos
de Seguros – diferimento da
aplicação da IFRS 9
1-jan-21
Corresponde à emenda à IFRS 4 que adiou o
diferimento da aplicação da IFRS 9 para os anos
iniciados em ou após 1 de janeiro de 2023.
Emendas às normas IFRS 9, IAS
39, IFRS 7, IFRS 4 e IFRS 16 –
Reforma das taxas de juro
benchmark – Fase 2
1-jan-21
Corresponde às emendas adicionais à IFRS 9,
IAS 39, IFRS 7, IFRS 4 e IFRS 16, emitidas em
28 de agosto de 2020, relacionadas com a
segunda fase do projeto de reforma da taxa de
juro de referência (conhecida como "reforma
IBOR"), referindo-se às alterações das taxas de
juro de referência e aos impactes nas alterações
dos ativos financeiros, passivos financeiros e
passivos de locação financeira, contabilidade de
cobertura e divulgações.
Emendas à IFRS 16 Locações –
Concessões de rendas após 30 de
junho de 2021 relacionadas com a
Covid-19
1-abr-21
Estas emendas preveem isenções aplicáveis
nos reportes sobre a avaliação da modificação
dos contratos de arrendamento em resultado da
Covid-19.
www.greenvolt.pt330
Da aplicação destas normas não foram registados impactes relevantes para as demonstrações
financeiras consolidadas do Grupo GreenVolt.
As seguintes normas contabilísticas e interpretações, com aplicação obrigatória em exercícios
económicos futuros, foram, até à data de aprovação destas demonstrações financeiras
consolidadas, aprovadas (“endorsed”) pela União Europeia:
Norma / Interpretação
Aplicável na União
Europeia nos
exercícios
financeiros iniciados
em ou após
Emendas às IFRS 3 Concentração
de Atividades Empresariais; IAS 16
Ativos Fixos Tangíveis; IAS 37
Provisões, Passivos Contingentes
e Ativos Contingentes; e melhorias
anuais às normas de 2018-2020
1-jan-22
Estas alterações correspondem a um conjunto
de atualizações das várias normas
mencionadas, nomeadamente:
–IFRS 3 – atualização da referência à
estrutura concetual de 2018; requisitos
adicionais para análise das obrigações ao
abrigo da IAS 37 ou IFRIC 21 na data de
aquisição; e clarificação explícita de que os
ativos contingentes não são reconhecidos
numa combinação empresarial.
–IAS 16 – proibição de deduzir o custo de
um ativo tangível dos rendimentos
relacionados com a venda de produtos
antes de o ativo estar disponível para uso.
–IAS 37 – esclarecimento de que os custos
de cumprimento de um contrato
correspondem a custos diretamente
relacionados com o contrato.
–As melhorias anuais 2018-2020
correspondem essencialmente a emendas
a quatro normas, IFRS 1, IFRS 9, IFRS 16
e IAS 41.
IFRS 17 – Contratos de Seguro;
inclui emendas à IFRS 17
(algumas das quais não
aprovadas)
1-jan-23
Esta norma estabelece, para os contratos de
seguro no seu âmbito, os princípios para o seu
reconhecimento, medição, apresentação e
divulgação. Esta norma substitui a IFRS 4 –
Contratos de Seguro.
Emenda à norma IAS 8 Políticas
contabilísticas, alterações em
estimativas contabilísticas e erros
– Definição de estimativas
contabilísticas
1-jan-23
Esta emenda altera a definição de estimativas
contabilísticas e esclarece que as alterações
nas estimativas em resultado de novas
informações não correspondem a erros.
Emenda à norma IAS 1
Apresentação das demonstrações
financeiras e IFRS 2 Statement of
Practice – Divulgação de políticas
contabilísticas
1-jan-23
Estas emendas estabelecem critérios para a
identificação e divulgação de políticas
contabilísticas materiais.
Estas emendas, apesar de aprovadas (“endorsed”) pela União Europeia, não foram adotadas
pelo Grupo nas demonstrações financeiras consolidadas do exercício findo em 31 de dezembro
de 2021, em virtude de a sua aplicação não ser ainda obrigatória. Não se estima que da futura
adoção das referidas emendas decorram impactes significativos para as demonstrações
financeiras consolidadas.
www.greenvolt.pt331
As seguintes normas, interpretações, emendas e revisões não foram, até à data de aprovação
destas demonstrações financeiras consolidadas, aprovadas (“endorsed”) pela União Europeia:
Norma / Interpretação
Aplicável na União
Europeia nos
exercícios
financeiros iniciados
em ou após
Emenda à norma IAS 12 Imposto
sobre o rendimento – Impostos
diferidos relacionados com Ativos
e Passivos emergentes de uma
transação única
1-jan-23
Estas emendas estabelecem critérios para o
imposto diferido relacionado com ativos e
passivos decorrentes de uma única transação.
Emenda à norma IFRS 17 –
Aplicação inicial da IFRS 17 e
IFRS 9 – Informação comparativa
1-jan-23
Esta emenda introduz uma opção de transição
no que respeita à apresentação comparativa de
ativos financeiros na aplicação inicial da IFRS
17, pretendendo alinhar os requisitos relativos à
aplicação inicial e respetiva informação
comparativa da IFRS 17 e IFRS 9 (mencionada
de classification overlay).
Emenda à norma IAS 1
Apresentação das demonstrações
financeiras – Classificação de
passivos como correntes ou não
correntes
1-jan-23
Esta emenda publicada pelo IASB clarifica a
classificação dos passivos como correntes e não
correntes, analisando as condições contratuais
existentes à data de reporte.
Estas normas não foram ainda adotadas (“endorsed”) pela União Europeia e, como tal, o Grupo
não procedeu à aplicação antecipada de qualquer destas normas nas demonstrações financeiras
consolidadas do exercício findo em 31 de dezembro de 2021, em virtude de a sua aplicação não
ser obrigatória, encontrando-se em processo de análise dos efeitos previstos das referidas
normas.
As políticas contabilísticas adotadas nestas demonstrações financeiras consolidadas são
consistentes, em todos os aspetos materialmente relevantes, com as políticas utilizadas na
preparação das demonstrações financeiras consolidadas do exercício findo em 31 de dezembro
de 2020, exceto quanto à adoção de novas normas efetivas para períodos iniciados em ou após
1 de janeiro de 2021.
Não ocorreram durante o exercício alterações voluntárias de políticas contabilísticas, não tendo
igualmente sido reconhecidos erros materiais relativos a exercícios anteriores.
3.2Princípios de consolidação
Os princípios de consolidação adotados pelo Grupo na preparação das suas demonstrações
financeiras consolidadas são os seguintes:
a)Empresas subsidiárias incluídas na consolidação
As participações em subsidiárias são incluídas nas demonstrações financeiras consolidadas
pelo método de consolidação integral, correspondendo a investimentos em entidades nas
www.greenvolt.pt332
quais o Grupo detém, direta ou indiretamente, controlo. O Grupo considera que detém
controlo quando tem o poder de controlar as políticas financeiras e operacionais das
entidades, de tal modo que consiga influenciar, em resultado do seu envolvimento, o retorno
das atividades da entidade detida e a capacidade de afetar esse retorno (definição de
controlo utilizada pelo Grupo).
As subsidiárias são consolidadas a partir da data em que o controlo é transferido para a
GreenVolt, sendo excluídas da consolidação a partir da data em que esse controlo cessa.
Os resultados das subsidiárias adquiridas ou alienadas durante o exercício são incluídos na
demonstração consolidada dos resultados desde a data da sua aquisição ou até à data da
sua alienação.
Quando o Grupo possui menos de metade dos direitos de voto de uma entidade, tem poder
sobre essa entidade quando tem poder para decidir unilateralmente sobre atividades
relevantes da entidade. O Grupo considera todos os factos e circunstâncias relevantes para
avaliar se os direitos de voto sobre a entidade são suficientes para lhe conferir controlo,
nomeadamente atendendo igualmente à existência de opções de compra exercíveis ou que
se tornam exercíveis para que a Entidade possa exercer o seu poder de decisão.
O controlo é reavaliado sempre que se verifiquem factos e circunstâncias que indiquem a
ocorrência de alterações na definição de controlo referida anteriormente.
O custo de aquisição das subsidiárias é mensurado pelo justo valor dos bens entregues,
dos instrumentos de capital emitidos e dos passivos incorridos, ou assumidos na data de
aquisição. Os custos de transação incorridos são contabilizados como gasto nos períodos
em que são incorridos e os serviços são recebidos, com exceção dos custos da emissão de
valores imobiliários representativos de dívida ou de capital próprio, que são reconhecidos
em conformidade com a IAS 32 e a IFRS 9.
O capital próprio e o resultado líquido destas empresas correspondente à participação de
terceiros nas mesmas são apresentados separadamente na demonstração da posição
financeira consolidada e na demonstração dos resultados consolidada nas rubricas
“Interesses que não controlam”. As empresas incluídas nas demonstrações financeiras pelo
método de consolidação integral encontram-se detalhadas na Nota 6.
O rendimento integral total é atribuído aos proprietários da empresa-mãe e dos interesses
que não controlam, mesmo que isso resulte num saldo deficitário ao nível dos interesses
que não controlam.
Sempre que necessário, são efetuados ajustamentos às demonstrações financeiras das
subsidiárias para adequar as suas políticas contabilísticas às usadas pelo Grupo.
As transações, os saldos, fluxos de caixa e os dividendos distribuídos entre empresas do
Grupo são eliminados no processo de consolidação, bem como os ganhos não realizados
em transações entre empresas do Grupo. Perdas não realizadas são também eliminadas,
quando não evidenciem uma situação de imparidade do ativo transferido.
www.greenvolt.pt333
b)Investimentos em empreendimentos conjuntos
Os investimentos financeiros em empreendimentos conjuntos são investimentos em
entidades objeto de acordo conjunto por todos ou por parte dos seus detentores, tendo as
partes que detêm o controlo conjunto do acordo direitos sobre os ativos líquidos da
entidade. O controlo conjunto é obtido por disposição contratual e existe apenas quando as
decisões associadas têm de ser tomadas por unanimidade das partes que partilham
controlo.
Nas situações em que o investimento ou o interesse financeiro e o contrato celebrado entre
as partes permite que a entidade detenha controlo conjunto direto sobre os direitos de
detenção do ativo ou obrigações inerentes aos passivos relacionados com esse acordo,
considera-se que tal acordo conjunto não corresponde a um empreendimento conjunto, mas
sim a uma operação conjuntamente controlada. Não existem operações conjuntamente
controladas com referência à data de elaboração destas demonstrações financeiras.
Os investimentos financeiros em empreendimentos conjuntos são registados pelo método
da equivalência patrimonial.
De acordo com o método da equivalência patrimonial, estas participações financeiras são
inicialmente contabilizadas pelo custo de aquisição ou pelo justo valor caso as entidades
sejam adquiridas por via de processos de concentração de atividades empresariais. As
participações financeiras são posteriormente ajustadas pelo valor correspondente à
participação do Grupo no rendimento integral (incluindo o resultado líquido do exercício) dos
empreendimentos conjuntos, por contrapartida de outro rendimento integral do Grupo ou de
ganhos ou perdas do exercício, conforme aplicável.
Adicionalmente, os dividendos destas empresas são registados como uma diminuição do
valor do investimento, e a parte proporcional nas variações dos capitais próprios é registada
como uma variação do capital próprio do Grupo.
As diferenças entre o preço de aquisição e o justo valor dos ativos e passivos identificáveis
dos empreendimentos conjuntos na data de aquisição, se positivas são reconhecidas como
Goodwill e mantidas no valor de investimento financeiro em empreendimentos conjuntos. Se
essas diferenças forem negativas são registadas como rendimento do exercício na rubrica
“Resultados relativos a investimentos”, após reconfirmação do justo valor atribuído.
É efetuada uma avaliação dos investimentos em empreendimentos conjuntos quando
existem indícios de que o ativo possa estar em imparidade, sendo registadas como gasto as
perdas por imparidade que se demonstrem existir. Quando as perdas por imparidade
reconhecidas em exercícios anteriores deixam de existir são objeto de reversão. Quando a
proporção do Grupo nos prejuízos acumulados dos empreendimentos conjuntos excede o
valor pelo qual o investimento se encontra registado, o investimento é reportado por valor
nulo, exceto quando o Grupo tenha assumido compromissos para com o empreendimento
conjunto, registando nesses casos uma provisão para fazer face a essas obrigações.
www.greenvolt.pt334
Os ganhos não realizados em transações com os empreendimentos conjuntos são
eliminados proporcionalmente ao interesse do Grupo nas referidas entidades por
contrapartida do investimento nessa mesma entidade. As perdas não realizadas são
similarmente eliminadas, mas somente até ao ponto em que a perda não evidencie que o
ativo transferido esteja em situação de imparidade.
As políticas contabilísticas dos empreendimentos conjuntos são alteradas, sempre que
necessário, de forma a garantir que as mesmas são aplicadas de forma consistente por
todas as empresas do Grupo.
Os investimentos financeiros em empreendimentos conjuntos encontram-se detalhados na
Nota 8.
c)Outras participações de capital
As participações financeiras em outras empresas participadas (empresas em que o Grupo
não tem influência significativa nem controlo ou controlo conjunto, normalmente quando
detém menos de 20% do capital) são registados ao justo valor ou ao custo de aquisição,
nos casos em que não têm capital cotado e o justo valor não pode ser mensurado com
fiabilidade.
d)Concentrações de atividades empresariais e Goodwill
As diferenças entre o preço de aquisição dos investimentos financeiros em empresas
subsidiárias, acrescido do valor dos interesses que não controlam, e o montante atribuído
ao justo valor dos ativos e passivos identificáveis dessas empresas à data da sua aquisição,
quando positivas são registadas na rubrica “Goodwill” e quando negativas, após uma
reavaliação do seu apuramento, são registadas diretamente na demonstração dos
resultados.
As diferenças entre o custo de aquisição dos investimentos em subsidiárias sediadas no
estrangeiro e o justo valor dos ativos e passivos identificáveis dessas subsidiárias à data da
sua aquisição, são registadas na moeda de reporte dessas filiais, sendo convertidas para a
moeda de reporte do Grupo (Euro) à taxa de câmbio em vigor na data da demonstração da
posição financeira. As diferenças cambiais geradas nessa conversão são registadas na
rubrica “Reserva de conversão cambial” incluída na rubrica de capital próprio “Outras
reservas e resultados transitados”. Adicionalmente, no caso de existirem empréstimos
intragrupo cujo reembolso não seja exigido num futuro próximo, as diferenças cambiais
respetivas são reconhecidas em capitais próprios na rubrica de “Reserva de conversão
cambial”, na medida em que são entendidos como fazendo parte do investimento líquido na
subsidiária estrangeira.
O Grupo realiza o teste da concentração para avaliar se está perante uma compra de ativos
ou uma concentração de atividades empresariais. Ou seja, determina que adquiriu um
negócio quando o conjunto adquirido de atividades e ativos inclui um input e um processo
substantivo que, em conjunto, contribuem significativamente para a capacidade de criar
outputs. O processo adquirido é considerado substantivo se for considerado crítico para a
www.greenvolt.pt335
capacidade de continuar a produzir outputs, e os inputs adquiridos incluírem uma força de
trabalho organizada, com os conhecimentos ou experiência necessários para realizar esse
processo ou se contribuir significativamente para a capacidade de continuar a produzir
outputs e é considerado único ou escasso ou que não pode ser substituído sem custo,
esforço ou atraso significativo na capacidade de continuar a produzir outputs.
Quando estes critérios não se encontram cumpridos, o Grupo considera como aquisição de
um grupo de ativos, sendo reconhecido como ativo não financeiro o diferencial entre os
ativos líquidos adquiridos e o custo de aquisição.
As diferenças entre o preço de aquisição dos investimentos financeiros em
empreendimentos conjuntos e o montante atribuído ao justo valor dos ativos e passivos
identificáveis dessas empresas à data da sua aquisição, quando positivas, são mantidas na
rubrica “Investimentos em empreendimentos conjuntos” e, quando negativas, após uma
reconfirmação do justo valor atribuído, são registadas diretamente na demonstração dos
resultados, na rubrica “Resultados relativos a investimentos”.
O Grupo, numa base de transação a transação (para cada concentração de atividades
empresariais), opta por mensurar qualquer interesse sem controlo na empresa adquirida ou
pelo justo valor ou pela parte proporcional dos interesses sem controlo nos ativos líquidos
identificáveis da adquirida.
O valor dos pagamentos contingentes futuros é reconhecido como passivo no momento da
concentração empresarial de acordo com o seu justo valor, sendo que qualquer alteração ao
valor reconhecido inicialmente é registada em contrapartida do valor de “Goodwill”, mas
apenas se ocorrer dentro do período de mensuração (12 meses após a data de aquisição) e
se estiver relacionada com factos e circunstâncias que existiam à data de aquisição; caso
contrário deverá ser registada por contrapartida da demonstração dos resultados, a menos
que esse pagamento contingente esteja classificado como capital próprio, sendo que neste
caso não deve ser remensurado e, apenas aquando da sua liquidação, será reconhecido o
impacte em capital próprio.
Transações de compra ou venda de interesses em entidades já controladas, sem que tal
resulte em perda de controlo, são tratadas como transações entre detentores de capital,
afetando apenas as rubricas de capital próprio sem que exista impacte na rubrica “Goodwill”
ou na demonstração dos resultados.
O Grupo testa anualmente a existência de imparidade do Goodwill. Os valores recuperáveis
das unidades geradoras de fluxos de caixa são determinados com base no cálculo dos
valores de uso. Estes cálculos exigem o uso de pressupostos que são efetuados com base
em estimativas de circunstâncias futuras cuja ocorrência poderá vir a ser diferente da
estimada. As perdas por imparidade do Goodwill não podem ser revertidas.
e)Concentração de atividades empresariais alcançada por fases
Quando a combinação de negócios é efetuada em fases, o justo valor na data de aquisição
anterior dos interesses detidos é remensurado para o justo valor na data em que o controlo
www.greenvolt.pt336
é obtido, por contrapartida de resultados do período em que o controlo é atingido, afetando
a determinação do Goodwill ou de alocação do preço de compra. No momento em que uma
transação de venda gerar uma perda de controlo, deverão ser desreconhecidos os ativos e
passivos dessa entidade, e qualquer interesse retido na entidade alienada deverá ser
remensurado ao justo valor, e a eventual perda ou ganho apurada com a alienação é
registada na demonstração dos resultados. 
f)Conversão de demonstrações financeiras de subsidiárias expressas em moeda
estrangeira
Os ativos e passivos das demonstrações financeiras de entidades estrangeiras incluídas na
consolidação são convertidos para Euros utilizando as taxas de câmbio à data da
demonstração da posição financeira e os gastos e rendimentos, bem como os fluxos de
caixa são convertidos para Euros utilizando a taxa de câmbio média verificada no exercício.
A diferença cambial resultante é registada na rubrica “Reserva de conversão cambial”
incluída na rubrica de capital próprio “Outras reservas”.
O valor do Goodwill e ajustamentos de justo valor resultantes da aquisição de entidades
estrangeiras são tratados como ativos e passivos dessa entidade e transpostos para Euros
de acordo com a taxa de câmbio em vigor no final do exercício.
As taxas de câmbio utilizadas na conversão de saldos e transações em moedas
estrangeiras para Euros com referência a 31 de dezembro de 2021 foram como segue:
31.12.2021
Fecho do ano
Média do ano (*)
Libra Esterlina (GBP)
0,8401
0,8516
Zloti polaco (PLN)
4,5962
4,5917
(*) Média do período incluído nas demonstrações financeiras, isto é, desde a data de aquisição.
3.3Principais critérios de reconhecimento e mensuração
a)Ativos fixos tangíveis
Os ativos fixos tangíveis encontram-se registados ao custo de aquisição, deduzido das
correspondentes amortizações e das perdas por imparidade acumuladas.
O custo de aquisição inclui o preço de compra do ativo, as despesas diretamente imputáveis
à sua aquisição e os encargos suportados com a preparação do ativo para que este seja
colocado na sua condição de utilização. Os custos financeiros incorridos com empréstimos
obtidos para a construção de ativos tangíveis qualificáveis são reconhecidos como parte do
custo de construção do ativo.
www.greenvolt.pt337
As amortizações são calculadas, após a data em que os bens estejam disponíveis para
serem utilizados, pelo método das quotas constantes em conformidade com o período de
vida útil estimado para cada grupo de bens.
No caso de projetos em fase de desenvolvimento, os custos são capitalizados somente
quando for provável que o projeto seja efetivamente construído, sendo provável que deles
resultarão benefícios económicos futuros para o Grupo. Caso existam mudanças no
enquadramento regulatório ou outras circunstâncias que modifiquem a expectativa de
concretização do projeto, é efetuado o desreconhecimento dos ativos e reconhecidos os
respetivos impactes em gastos do exercício.
O custo de ativos construídos pela própria empresa inclui o custo de materiais e mão-de-
obra direta, assim como quaisquer outros custos diretamente atribuíveis para desenvolver o
ativo até à sua condição de uso ou venda.
Os custos relacionados com prospeção e angariação de novos negócios são registados
como um gasto no período em que ocorrem.
No caso dos ativos fixos tangíveis associados a centrais de biomassa, o período de vida útil
utilizado corresponde ao período da licença de exploração indicado na Nota 1.
Para os restantes ativos, as taxas de amortização utilizadas são como segue:
Anos
Terrenos e edifícios
20
Equipamento básico
4 – 24
Equipamento de transporte
5 – 6
Equipamento administrativo
4 – 8
Outros ativos fixos tangíveis
4 – 10
As despesas de conservação e reparação que não aumentem a vida útil dos ativos nem
resultem em benfeitorias ou melhorias significativas nos elementos dos ativos fixos tangíveis
são registadas como gasto do exercício em que incorridas.
No caso das manutenções periódicas programadas, algumas das quais por obrigatoriedade
regulamentar, os custos com tais operações são registados como ativo e depreciados pelo
período estimado até à próxima paragem.
Os ativos fixos tangíveis em curso representam imobilizado ainda em fase de construção,
encontrando-se registados ao custo de aquisição deduzido de eventuais perdas por
imparidade. Estes ativos fixos são amortizados a partir do momento em que estejam
disponíveis para uso e nas condições necessárias para operar de acordo com o pretendido
pela gestão.
Os gastos internos associados ao desenvolvimento de projetos são registados como custos
na demonstração dos resultados quando incorridos, exceto na situação em que estes custos
www.greenvolt.pt338
estejam diretamente associados a projetos para os quais seja provável a geração de
benefícios económicos futuros para o Grupo. Nestas situações os custos são capitalizados
como ativos fixos tangíveis.
Considerando a substância da transação, os direitos de superfície perpétuos adquiridos são
considerados como terrenos.
As mais ou menos valias resultantes da venda ou abate do ativo fixo tangível são
determinadas como a diferença entre o preço de venda e o valor líquido contabilístico na
data de alienação ou abate, sendo registadas na demonstração dos resultados nas rubricas
“Outros rendimentos” ou “Outros gastos”.
O Grupo avalia a imparidade dos ativos sempre que eventos ou circunstâncias possam
indicar que o valor contabilístico do ativo excede o seu valor recuperável e, pelo menos,
anualmente, sendo a imparidade reconhecida em resultados (quando aplicável).
b)Ativos intangíveis
Os ativos intangíveis encontram-se registados ao custo de aquisição, deduzido das
amortizações e das perdas por imparidade acumuladas. Os ativos intangíveis só são
reconhecidos se for provável que deles advenham benefícios económicos futuros para o
Grupo, sejam controláveis pelo Grupo e se possa medir razoavelmente o seu valor.
Quando adquiridos individualmente os ativos intangíveis são reconhecidos ao custo, o qual
compreende: i) o preço de compra, incluindo custos com direitos intelectuais e taxas após a
dedução de quaisquer descontos; e ii) qualquer custo diretamente atribuível à preparação
do ativo, para o seu uso pretendido.
Quando adquiridos no âmbito de uma concentração de atividades empresariais, separáveis
do Goodwill, os ativos intangíveis são inicialmente valorizados ao justo valor na data de
aquisição (que é considerado como custo), determinado no âmbito da aplicação do método
da compra, conforme previsto pela IFRS 3 Concentrações de Atividades Empresariais. Após
o reconhecimento inicial, os ativos intangíveis adquiridos numa concentração de atividades
empresariais encontram-se registados ao custo deduzido das correspondes amortizações e
perdas por imparidade acumuladas, na mesma base do intangível ativos adquiridos
separadamente.
Tendo em consideração que as IFRS-UE não tratam específica e consistentemente o
tratamento contabilístico a dar a pagamentos futuros variáveis associado à aquisição de
ativos, nas situações em que existem pagamentos futuros variáveis a suportar em resultado
da aquisição de ativos fora do âmbito de processos de concentração de atividades
empresariais, ou que foram tratados como aquisição de ativos, a GreenVolt reconhece o
valor esperado de tais pagamentos futuros pelo seu valor atualizado em função do
cumprimento, por parte de entidades terceiras, de milestones relevantes em projetos do
segmento de Desenvolvimento – Energia Solar e Eólica. Tais pagamentos são reconhecidos
como passivo na rubrica “Outras dívidas a terceiros” por contrapartida do valor contabilístico
dos ativos correspondentes.
www.greenvolt.pt339
As despesas de desenvolvimento para as quais o Grupo demonstre capacidade para
completar o seu desenvolvimento e iniciar a sua comercialização e/ou uso e relativamente
às quais seja provável que o ativo criado venha a gerar benefícios económicos futuros, são
capitalizadas. As despesas de desenvolvimento que não cumpram estes critérios são
registadas como custo no período em que são incorridas.
Os gastos internos associados à manutenção e ao desenvolvimento de software são
registados como custos na demonstração dos resultados quando incorridos, exceto na
situação em que estes custos estejam diretamente associados a projetos para os quais seja
provável a geração de benefícios económicos futuros para o Grupo. Nestas situações os
custos são capitalizados como ativos intangíveis.
As amortizações são calculadas, após os bens estarem disponíveis para uso, pelo método
das quotas constantes em conformidade com o período de vida útil estimado.
Quando a vida útil estimada é indefinida, nomeadamente no caso de licenças de ligação à
rede elétrica, os ativos intangíveis não são depreciados mas são sujeitos a testes anuais de
imparidade.
c)Direitos de Uso
O Grupo avalia, no início de cada acordo, se o acordo é, ou contém, uma locação. Isto é, se
transmite o direito de uso de um ativo ou ativos específicos por um determinado período de
tempo em troca de uma contrapartida.
Grupo como locatário
O Grupo aplica o mesmo método de reconhecimento e mensuração a todas as locações,
exceto para as locações de curto prazo e locações associadas a ativos de baixo valor. O
Grupo reconhece um passivo relativo aos pagamentos da locação e um ativo identificado
como direito de uso do ativo subjacente.
(i)Ativos sob direito de uso
À data de início da locação (isto é, data a partir da qual o ativo está disponível para uso), o
Grupo reconhece um ativo relativo ao direito de uso. Os “Ativos sob direito de uso” são
mensurados ao custo, deduzido das depreciações e perdas por imparidade acumuladas,
ajustado pela remensuração do passivo da locação. O custo compreende o valor inicial da
responsabilidade de locação ajustado por quaisquer pagamentos de locação feitos em ou
antes da data de início, além de quaisquer custos diretos iniciais incorridos, assim como
uma estimativa dos custos de desmantelamento e remoção do ativo subjacente (caso
aplicável), deduzido de qualquer incentivo concedido (caso aplicável).
O ativo sob direito de uso é depreciado por duodécimos utilizando o método de depreciação
linear, com base no prazo da locação.
www.greenvolt.pt340
Se a propriedade do ativo se transmitir para o Grupo no final do prazo da locação, ou o
custo incluir uma opção de compra, as depreciações são calculadas tendo em conta a vida
útil estimada do ativo.
Os ativos sob direito de uso são ainda sujeitos a perdas por imparidade.
(ii)Passivos da locação
À data de início da locação, o Grupo reconhece um passivo mensurado ao valor presente
dos pagamentos de rendas a efetuar ao longo do acordo. Os pagamentos de locação
incluídos na mensuração do passivo de locação incluem os pagamentos fixos, deduzidos de
quaisquer incentivos já recebidos (caso aplicável) e pagamentos variáveis associados a um
índice ou taxa. Os pagamentos incluem ainda, caso aplicável, o preço de exercício de uma
opção de compra, que será exercida pelo Grupo com uma certeza razoável, e pagamentos
de penalizações por terminar o contrato, se os termos da locação refletirem a opção de
exercício do Grupo.
O passivo da locação é mensurado pelo custo amortizado, utilizando o método do juro
efetivo, sendo remensurado quando se verificam alterações nos pagamentos futuros
derivados de uma alteração da taxa ou índice, bem como das possíveis modificações dos
contratos de locação.
Os pagamentos variáveis que não estejam associados a quaisquer índices ou taxas são
reconhecidos como gasto do exercício, no exercício em que ocorre o evento ou condição
que leva ao pagamento.
Uma vez que a taxa de juro implícita ao contrato não é prontamente determinável, o Grupo,
para o cálculo do valor presente dos pagamentos futuros da locação, usa a taxa de juro
incremental à data de início da locação. Esta taxa é determinada através da observação de
dados de mercado de curvas de taxas de juro de obrigações compostas com referência à
data de início do contrato para maturidades similares ao termo da locação. Após essa data,
o montante do passivo da locação é aumentado por acréscimo de juros e reduzido por
pagamentos de rendas efetuados. Adicionalmente, o valor é remensurado se ocorrer
alguma alteração nos termos do acordo, no valor das rendas (e.g., alterações dos
pagamentos futuros causadas por uma alteração de um índice ou taxa utilizados para
determinar esses pagamentos) ou uma alteração da avaliação de uma opção de compra
associada ao ativo subjacente.
O Grupo desreconhece um passivo financeiro (ou parte de um passivo financeiro) da sua
demonstração da posição financeira quando, e somente quando, a obrigação especificada
no contrato for extinta, cancelada ou expirada. Uma troca entre um tomador e um credor
existente de instrumentos de dívida com prazos substancialmente diferentes é contabilizada
como a extinção do passivo financeiro original e o reconhecimento de um novo passivo
financeiro. Da mesma forma, uma modificação substancial dos termos de um passivo
financeiro existente, ou parte dele, é contabilizada como extinção do passivo financeiro
original e reconhecimento de um novo passivo financeiro. A diferença entre o valor
contabilístico de um passivo financeiro (ou parte de um passivo financeiro) extinto ou
www.greenvolt.pt341
transferido para outra parte e a contraprestação paga, incluindo quaisquer ativos não
monetários transferidos ou passivos assumidos, é reconhecida da demonstração dos
resultados.
(iii)Locações de curto prazo e locações de baixo valor
O Grupo aplica a isenção de reconhecimento às suas locações de curto prazo de ativos
(i.e., locações com prazos de 12 meses ou inferiores e não contêm uma opção de compra).
O Grupo aplica igualmente a isenção de reconhecimento a locações de ativos considerados
de baixo valor. Os pagamentos de rendas de locações de curto prazo e de baixo valor são
reconhecidos como gasto do exercício, ao longo do período da locação.
d)Imparidade dos ativos não correntes, exceto Goodwill
É efetuada uma avaliação de imparidade dos ativos do Grupo à data de cada demonstração
da posição financeira e sempre que seja identificado um evento ou alteração nas
circunstâncias que indiquem que o montante pelo qual o ativo se encontra registado possa
não ser recuperável.
Sempre que o montante pelo qual o ativo se encontra registado é superior à sua quantia
recuperável, é reconhecida uma perda por imparidade, registada na demonstração dos
resultados na rubrica “Perdas por imparidade em ativos não correntes”.
A quantia recuperável é a mais alta entre o preço de venda líquido e o valor de uso. O preço
de venda líquido é o montante que se obteria com a alienação do ativo, numa transação
entre entidades independentes e conhecedoras, deduzido dos custos diretamente
atribuíveis à alienação. O valor de uso é o valor presente dos fluxos de caixa futuros
estimados que são esperados que surjam do uso continuado do ativo e da sua alienação no
final da sua vida útil. A quantia recuperável é estimada para cada ativo, individualmente ou,
no caso de não ser possível, para a unidade geradora de fluxos de caixa à qual o ativo
pertence.
A reversão de perdas por imparidade reconhecidas em exercícios anteriores é registada
quando se conclui que as perdas por imparidade reconhecidas anteriormente já não existem
ou diminuíram. A reversão das perdas por imparidade é reconhecida na demonstração dos
resultados na rubrica “Reversões de perdas por imparidades em ativos não correntes”. Esta
reversão da perda por imparidade é efetuada até ao limite da quantia que estaria
reconhecida (líquida de amortização ou depreciação) caso a perda por imparidade não se
tivesse registado em exercícios anteriores.
e)Encargos financeiros com empréstimos obtidos
Os encargos financeiros relacionados com empréstimos obtidos são geralmente
reconhecidos como custo na demonstração dos resultados do exercício de acordo com o
princípio da especialização dos exercícios.
Os encargos financeiros de empréstimos obtidos diretamente relacionados com a aquisição,
construção ou produção de ativos fixos tangíveis são capitalizados, fazendo parte do custo
www.greenvolt.pt342
do ativo. A capitalização destes encargos começa após o início da preparação das
atividades de construção ou desenvolvimento do ativo e é interrompida quando aqueles
ativos estão disponíveis para utilização ou no final da construção do ativo ou quando o
projeto em causa se encontra suspenso.
f)Subsídios governamentais ou de outras entidades
Os subsídios à exploração, nomeadamente para formação de colaboradores, são
reconhecidos na demonstração dos resultados de acordo com os gastos incorridos,
independentemente do período em que são recebidos.
Os incentivos financeiros recebidos para financiamento de ativos fixos tangíveis são
registados na demonstração da posição financeira como “Outros passivos correntes” e
“Outros passivos não correntes” relativamente às parcelas de curto prazo e de médio e
longo prazo respetivamente, e reconhecidos na demonstração dos resultados
proporcionalmente às amortizações dos ativos fixos tangíveis subsidiados.
g)Inventários
As mercadorias e as matérias-primas, subsidiárias e de consumo são valorizadas ao custo
médio de aquisição, deduzido do valor dos descontos de quantidade concedidos pelos
fornecedores, o qual é inferior ao respetivo valor de mercado.
Os produtos acabados e semiacabados, e os produtos e trabalhos em curso são valorizados
ao custo de produção, que inclui o custo das matérias-primas incorporadas, mão-de-obra e
gastos gerais de fabrico, e que é inferior ao valor de mercado. 
O Grupo procede ao registo das correspondentes perdas por imparidade para reduzir,
quando aplicável, os inventários ao seu valor realizável líquido ou preço de mercado.
h)Instrumentos financeiros
Ativos e passivos financeiros
Os ativos e passivos financeiros são reconhecidos na demonstração consolidada da
posição financeira do Grupo quando este se torna parte das disposições contratuais do
instrumento.
Os ativos e passivos financeiros são inicialmente mensurados pelo seu justo valor. Os
custos de transação diretamente atribuíveis à aquisição ou à emissão dos ativos e passivos
financeiros (que não sejam ativos ou passivos financeiros mensurados pelo justo valor
através da demonstração dos resultados) são adicionados ou deduzidos ao justo valor do
ativo ou passivo financeiro, conforme o caso, no reconhecimento inicial.
Os custos de transação diretamente atribuíveis à aquisição de ativos ou passivos
financeiros reconhecidos pelo justo valor através da demonstração dos resultados são
reconhecidos imediatamente na demonstração consolidada dos resultados.
www.greenvolt.pt343
Ativos financeiros
Todas as compras e vendas de ativos financeiros são reconhecidas à data da assinatura
dos respetivos contratos de compra e venda, independentemente da data da sua liquidação
financeira. Todos os ativos financeiros reconhecidos são mensurados subsequentemente ao
custo amortizado ou, ao seu justo valor, dependendo do modelo de negócio adotado pelo
Grupo e das características dos seus fluxos de caixa contratuais.
Classificação de ativos financeiros
(i)Instrumentos de dívida e contas a receber
Os instrumentos de dívida de rendimento fixo e as contas a receber que cumpram as
seguintes condições são mensurados subsequentemente pelo custo amortizado:
•o ativo financeiro é detido tendo em conta um modelo de negócio cujo objetivo é
mantê-lo de forma a receber os seus fluxos de caixa contratuais; e
•os termos contratuais do ativo financeiro dão origem, em datas específicas, a fluxos de
caixa que são apenas pagamentos de capital e juros sobre o valor do capital em dívida.
O método da taxa de juro efetiva é um método de calcular o custo amortizado de um
instrumento financeiro e de alocar o respetivo juro durante o período da sua vigência.
Para os ativos financeiros que não sejam adquiridos ou originados com imparidade (ou seja,
ativos com imparidade no reconhecimento inicial), a taxa de juro efetiva é a taxa que
desconta exatamente os fluxos de caixa futuros estimados (incluindo fees e comissões
pagas ou recebidas que fazem parte integrante da taxa de juro efetiva, custos de transação
e outros prémios ou descontos) durante a vida esperada do instrumento na sua quantia
escriturada bruta na data do seu reconhecimento inicial.
O custo amortizado de um ativo financeiro é o montante pelo qual o mesmo é mensurado no
reconhecimento inicial deduzido dos reembolsos de capital, mais a amortização acumulada,
utilizando o método da taxa de juro efetiva, de qualquer diferença entre esse montante
inicial e o montante do seu reembolso, ajustado por eventuais perdas por imparidade.
A receita associada aos juros é reconhecida na demonstração consolidada dos resultados
na rubrica "Rendimentos financeiros”, através do método da taxa de juro efetiva, para os
ativos financeiros registados subsequentemente pelo custo amortizado ou ao justo valor
através da demonstração dos resultados. A receita de juros é calculada aplicando-se a taxa
de juro efetiva à quantia escriturada bruta do ativo financeiro.
Os instrumentos de dívida e as contas a receber que cumpram as seguintes condições são
mensurados subsequentemente a justo valor através de outro rendimento integral:
•o ativo financeiro é detido tendo em conta um modelo de negócio cujo objetivo prevê
quer o recebimento dos seus fluxos de caixa contratuais, quer a sua alienação; e
www.greenvolt.pt344
•os termos contratuais do ativo financeiro dão origem, em datas específicas, a fluxos de
caixa que são apenas pagamentos de capital e juros sobre o valor do capital em dívida.
(ii)Instrumentos de capital designados ao justo valor através de outro rendimento integral
No reconhecimento inicial, o Grupo pode efetuar uma escolha irrevogável (instrumento
financeiro a instrumento financeiro) de designar determinados investimentos em
instrumentos de capital próprio (ações) a justo valor através do outro rendimento integral
quando eles satisfazem a definição de capital prevista na IAS 32 Instrumentos financeiros:
Apresentação e não são detidos para negociação. A classificação é determinada
instrumento a instrumento.
A designação a justo valor através de outro rendimento integral não é permitida se o
investimento for mantido para efeitos de negociação ou se resultar de uma contraprestação
contingente reconhecida no âmbito de uma concentração de atividades empresariais.
Um instrumento de capital é mantido para negociação se:
•ele for adquirido principalmente com o propósito de alienação no curto prazo;
•no reconhecimento inicial, fizer parte de uma carteira de instrumentos financeiros
identificados que o Grupo administra em conjunto e em que existe evidência de um
padrão real recente de obtenção de lucros a curto prazo; ou
•se for um instrumento financeiro derivado (exceto se se encontrar afeto a uma
operação de cobertura).
Os investimentos em instrumentos de capital próprio reconhecidos ao justo valor através de
outro rendimento integral são mensurados inicialmente pelo seu justo valor acrescido dos
custos de transação. Posteriormente, são mensurados ao seu justo valor com os ganhos e
perdas decorrentes da sua variação reconhecidos no outro rendimento integral. No
momento da sua alienação, o ganho ou a perda acumulado gerado com estes instrumentos
financeiros não é reclassificado para a demonstração consolidada dos resultados, mas sim
transferido somente para a rubrica de “Resultados transitados”, incluída na rubrica de capital
próprio “Outras reservas”.
Os dividendos associados a investimentos em instrumentos de capital próprio reconhecidos
ao justo valor através de outro rendimento integral são reconhecidos na demonstração
consolidada dos resultados no momento em que são atribuídos / deliberados, a menos que
os mesmos representem claramente uma recuperação de parte do custo do investimento.
Os dividendos são registados na demonstração consolidada dos resultados na rubrica
"Rendimentos financeiros”.
Na primeira aplicação da IFRS 9, o Grupo designou os investimentos em instrumentos de
capital próprio que não eram mantidos para negociação como valorizados ao justo valor
através de resultados.
www.greenvolt.pt345
(iii)Ativos financeiros ao justo valor através da demonstração de resultados
Os ativos financeiros que não cumpram os critérios para serem mensurados pelo custo
amortizado ou ao justo valor através de outro rendimento integral são mensurados ao justo
valor através da demonstração dos resultados. Estes ativos incluem ativos financeiros
detidos para negociação, ativos financeiros designados no momento de reconhecimento
inicial como mensurados ao justo valor através dos resultados, ou os ativos financeiros que
obrigatoriamente têm de ser mensurados ao justo valor.
Os ativos financeiros registados ao justo valor através da demonstração dos resultados são
mensurados pelo justo valor apurado no final de cada período de relato, sendo os respetivos
ganhos ou perdas reconhecidos na demonstração consolidada dos resultados, exceto se
fizerem parte de uma relação de cobertura.
Imparidade de ativos financeiros
O Grupo reconhece perdas de imparidade esperadas para instrumentos de dívida
mensurados ao custo amortizado ou ao justo valor através de outro rendimento integral,
bem como para contas a receber de clientes, de outras dívidas de terceiros, e para ativos
associados a contratos com clientes. A perda por imparidade destes ativos é registada em
função das perdas por imparidade esperadas (“expected credit losses”) daqueles ativos
financeiros. O valor da perda é reconhecido na demonstração dos resultados do exercício
em que tal situação ocorra.
A quantia de perdas esperadas de imparidade para os ativos financeiros acima referidos é
atualizada a cada data de relato de forma a refletir as alterações no risco de crédito
ocorridas desde o reconhecimento inicial dos respetivos ativos financeiros.
As perdas de imparidade esperadas para crédito concedido (contas a receber de clientes e
outras dívidas de terceiros e de ativos associados a contratos com clientes) são estimadas
utilizando uma matriz de incobrabilidade baseada no histórico creditício dos devedores do
Grupo nos últimos anos, bem como pelas condições macroeconómicas que se estimam
para o futuro.
De acordo com a abordagem simplificada prevista, o Grupo reconhece as perdas por
imparidade esperadas para a vida económica das contas a receber de clientes e outras
dívidas de terceiros (“lifetime”). As perdas esperadas sobre estes ativos financeiros são
estimadas utilizando uma matriz de imparidade baseada na experiência histórica de perdas
por imparidade do Grupo, afetada por fatores prospetivos específicos relacionados com o
risco de crédito esperado dos devedores, pela evolução das condições económicas gerais e
por uma avaliação das circunstâncias atuais e perspetivadas à data de reporte financeiro,
sempre que relevante.
Mensuração e reconhecimento de expected credit losses
A mensuração das perdas por imparidade esperadas reflete a probabilidade estimada de
default, a probabilidade de perda devido a esse default (i.e. a magnitude da perda caso
www.greenvolt.pt346
ocorra um default) e a exposição real do Grupo a esse default. O Grupo considera 60 dias
após a data de vencimento como “default”.
A avaliação da probabilidade de default e de perda devido a esse default é baseada na
informação histórica existente, ajustada de informação previsional futura conforme acima
descrito.
Quanto à exposição ao default, para ativos financeiros, a mesma é representada pelo valor
contabilístico bruto dos ativos em cada data de reporte. Para ativos financeiros, a perda por
imparidade esperada é estimada como a diferença entre todos os fluxos de caixa
contratuais devidos ao Grupo em conformidade com o acordado entre as partes e os fluxos
de caixa que o Grupo espera receber, descontados à taxa de juro efetiva original.
O Grupo reconhece ganhos e perdas relativos às imparidades na demonstração dos
resultados para todos os instrumentos financeiros, com os correspondentes ajustamentos
ao seu valor contabilístico através da rubrica de perdas por imparidade acumulada na
demonstração da posição financeira.
Fruto da rigorosa política de controlo de crédito do Grupo os créditos incobráveis têm sido
quase inexistentes.
O Grupo mantém imparidades reconhecidas em exercícios anteriores em resultado de
eventos passados específicos e com base em saldos específicos analisados de forma
casuística.
Os montantes apresentados na demonstração da posição financeira encontram-se líquidos
das perdas acumuladas por imparidade para cobranças duvidosas que foram estimadas
pelo Grupo, estando, portanto, ao seu justo valor.
Para todas as outras situações e naturezas de saldos a receber, o Grupo aplica a
abordagem geral do modelo de imparidade, avaliando a cada data de relato se existiu um
aumento significativo do risco de crédito desde a data do reconhecimento inicial do ativo. Se
não tiver existido um aumento do risco de crédito, o Grupo calcula uma imparidade
correspondente à quantia equivalente às perdas esperadas num prazo de 12 meses. Se
tiver existido um aumento do risco de crédito, o Grupo calcula uma imparidade
correspondente à quantia equivalente às perdas esperadas para todos os fluxos de caixa
contratuais até à maturidade do ativo. A avaliação do risco de crédito é efetuada de acordo
com os critérios divulgados nas políticas de gestão de risco crédito.
Desreconhecimento de ativos financeiros
O Grupo desreconhece um ativo financeiro apenas quando os direitos contratuais aos fluxos
de caixa do ativo expiram, ou quando transfere o ativo financeiro e substancialmente todos
os riscos e benefícios associados à sua propriedade para outra entidade. Quando não foram
transferidos nem retidos substancialmente todos os riscos e benefícios decorrentes da
propriedade de um ativo, nem transferido o controlo do ativo, o Grupo continua a reconhecer
o ativo transferido na medida do seu envolvimento continuado. Nesse caso, o Grupo
www.greenvolt.pt347
também reconhece o passivo correspondente, o ativo transferido e o passivo
correspondente são mensurados numa base que reflete os direitos e obrigações que o
Grupo reteve. Se o Grupo retiver substancialmente todos os riscos e benefícios associados
à propriedade de um ativo financeiro transferido, o Grupo continua a reconhecer o mesmo e
reconhece adicionalmente um empréstimo pelo montante entretanto recebido.
No desreconhecimento de um ativo financeiro mensurado ao custo amortizado, a diferença
entre a sua quantia escriturada e a soma da retribuição recebida e a receber é reconhecida
na demonstração consolidada dos resultados.
Por outro lado, no desreconhecimento de um ativo financeiro representado por um
instrumento de capital registado a justo valor através de outro rendimento integral, o ganho
ou a perda acumulado na reserva de reavaliação é reclassificado para a demonstração
consolidada dos resultados.
No entanto, no desreconhecimento de um ativo financeiro representado por um instrumento
de capital designado no reconhecimento inicial irrevogavelmente como registado a justo
valor através de outro rendimento integral, o ganho ou a perda acumulado na reserva de
reavaliação não é reclassificado para a demonstração consolidada dos resultados, mas sim
transferido para a rubrica de “Resultados transitados”.
Passivos financeiros e instrumentos de capital próprio
Classificação como passivo financeiro ou como instrumento de capital próprio
Os passivos financeiros e os instrumentos de capital próprio são classificados como passivo
ou como capital próprio de acordo com a substância contratual da transação.
Capital próprio
São considerados pelo Grupo instrumentos de capital próprio aqueles em que o suporte
contratual da transação evidencie que o Grupo detém um interesse residual num conjunto
de ativos após dedução de um conjunto de passivos.
Os instrumentos de capital próprio emitidos pelo Grupo são reconhecidos pelo montante
recebido, líquido dos custos diretamente atribuíveis à sua emissão.
As prestações suplementares são consideradas como instrumentos de capital próprio dado
que não vencem juros, não têm maturidade definida e apenas podem ser reembolsadas
pelo Grupo mediante aprovação dos acionistas e em função dos critérios legais aplicáveis.
Nas situações em que a detenção de participações suplementares é transferida para o
Grupo, a transferência é tratada como uma recompra de instrumentos de capital próprio,
sendo registadas na rubrica “Outras reservas”.
A recompra de instrumentos de capital próprio emitidos pelo Grupo (ações próprias) é
contabilizada pelo seu custo de aquisição como uma dedução ao capital próprio. Os ganhos
www.greenvolt.pt348
ou perdas inerentes à alienação de ações próprias são registados na rubrica “Outras
reservas”.
Passivos financeiros
Após o reconhecimento inicial, todos os passivos financeiros são mensurados
subsequentemente pelo custo amortizado ou ao justo valor através da demonstração dos
resultados.
(i)Passivos financeiros mensurados subsequentemente ao justo valor
Os passivos financeiros são registados ao justo valor através da demonstração dos
resultados quando:
•o passivo financeiro resultar de uma contraprestação contingente decorrente de uma
concentração de atividades empresariais;
•quando o passivo for detido para negociação; ou
•quando o passivo for designado para ser registado a justo valor através da
demonstração dos resultados.
Um passivo financeiro é classificado como detido para negociação se:
•for adquirido principalmente com o propósito de alienação no curto prazo; ou
•no reconhecimento inicial, fizer parte de uma carteira de instrumentos financeiros
identificados que o Grupo administra em conjunto e em que existe evidência de um
padrão real recente de obtenção de lucros a curto prazo; ou
•se for um instrumento financeiro derivado (exceto se se encontrar afeto a uma operação
de cobertura).
Os passivos financeiros registados ao justo valor através da demonstração consolidada dos
resultados são mensurados pelo seu justo valor com os respetivos ganhos ou perdas
decorrentes da sua variação reconhecidos na demonstração consolidada dos resultados,
exceto se estiverem afetos a operações de cobertura.
(ii)Passivos financeiros mensurados subsequentemente ao custo amortizado
Os passivos financeiros que não são designados para registo ao justo valor através da
demonstração dos resultados são mensurados subsequentemente pelo custo amortizado
utilizando-se o método da taxa de juro efetiva.
O método da taxa de juro efetiva é um método de calcular o custo amortizado de um
passivo financeiro e de alocar o respetivo juro durante o período da sua vigência.
A taxa de juro efetiva é a taxa que desconta exatamente os fluxos de caixa futuros
estimados (incluindo fees e comissões pagas ou recebidas que fazem parte integrante da
taxa de juro efetiva, custos de transação e outros prémios ou descontos) durante a vida
www.greenvolt.pt349
esperada do passivo financeiro na sua quantia escriturada na data do seu reconhecimento
inicial.
Tipologias de passivos financeiros
Os empréstimos sob a forma de emissões de papel comercial são classificados como
passivos não correntes quando têm garantia de colocação por um período superior a um
ano e é intenção do Conselho de Administração do Grupo utilizar essa fonte de
financiamento igualmente por um período superior a um ano.
Os outros passivos financeiros referem-se, essencialmente, a operações de factoring e de
passivos da locação, as quais são inicialmente registadas pelo seu justo valor. Estes
passivos financeiros são, subsequentemente ao seu reconhecimento inicial, mensurados
pelo custo amortizado, através do método da taxa de juro efetiva.
Desreconhecimento de passivos financeiros
O Grupo desreconhece passivos financeiros quando, e somente quando, as obrigações do
Grupo são liquidadas, canceladas ou expiraram.
A diferença entre a quantia escriturada do passivo financeiro desreconhecido e a
contraprestação paga ou a pagar é reconhecida na demonstração consolidada dos
resultados.
Quando o Grupo troca com um determinado credor um instrumento de dívida por outro com
termos substancialmente diferentes, essa troca é contabilizada como uma extinção do
passivo financeiro original e o reconhecimento de um novo passivo financeiro.
De igual forma, o Grupo contabiliza as modificações substanciais nos termos de uma
responsabilidade existente, ou em parte dela, como uma extinção do passivo financeiro
original e o reconhecimento de um novo passivo financeiro.
Caso a modificação não seja substancial, a diferença entre: (i) a quantia escriturada do
passivo antes da modificação; e (ii) o valor presente dos fluxos de caixa futuros após a
modificação é reconhecida na demonstração consolidada dos resultados como um ganho
ou perda da modificação.
Compensação de instrumentos financeiros
Ativos financeiros e passivos financeiros são compensados e o respetivo valor líquido é
apresentado na demonstração da posição financeira consolidada se existir um direito
presente de cumprimento obrigatório para compensar as quantias reconhecidas e existe a
intenção de ou liquidar numa base líquida, ou realizar o ativo e liquidar simultaneamente o
passivo.
www.greenvolt.pt350
Instrumentos financeiros derivados e contabilidade de cobertura
O Grupo GreenVolt utiliza instrumentos derivados na gestão dos seus riscos financeiros
como forma de garantir a cobertura desses riscos, não sendo utilizados instrumentos
derivados com o objetivo de negociação.
Os instrumentos derivados utilizados pelo Grupo definidos como instrumentos de cobertura
de fluxos de caixa respeitam a instrumentos de cobertura de taxa de juro de empréstimos
obtidos, bem como de cobertura da taxa de inflação.
A cobertura do risco é efetuada para a sua totalidade não havendo lugar à cobertura de
componentes de risco, não se encontrando definido um valor de cobertura objetivo para os
referidos riscos.
Os instrumentos financeiros derivados utilizados para fins de cobertura económica dos
riscos podem ser classificados contabilisticamente como de cobertura desde que cumpram,
cumulativamente, com as seguintes condições:
a.À data de início da transação, a relação de cobertura se encontre identificada e
formalmente documentada, incluindo a identificação do item coberto, do instrumento
de cobertura e a avaliação da efetividade da cobertura;
b.Exista a expectativa de que a relação de cobertura seja altamente efetiva, à data de
início da operação e ao longo da sua vida;
c.A eficácia da cobertura possa ser mensurada com fiabilidade à data de início da
operação e ao longo da sua vida;
d.Para operações de cobertura de fluxos de caixa, a probabilidade da sua ocorrência
deverá ser elevada.
Sempre que as expectativas de evolução de taxas de juro o justifiquem, o Grupo procura
contratar operações de proteção contra movimentos adversos, através de instrumentos
derivados, tais como, entre outros, interest rate swaps (IRS) e collars de taxa de juro.
Na seleção dos instrumentos de cobertura a utilizar são essencialmente valorizadas as suas
características em termos da cobertura dos riscos económicos que visam cobrir. São
igualmente tidas em conta as implicações da inclusão de cada instrumento adicional na
carteira de derivados existentes, nomeadamente os efeitos em termos de volatilidade nos
resultados.
No caso de instrumentos de cobertura de taxa de juro variável, os indexantes, as
convenções de cálculo, as datas de refixação das taxas de juro e os planos de reembolso
dos instrumentos de cobertura de taxa de juro são em tudo idênticos às condições
estabelecidas para os empréstimos subjacentes contratados, pelo que configuram relações
perfeitas de cobertura.
No caso de instrumentos de cobertura de taxa de inflação, a empresa considera apenas
transações específicas em que a variação de preço esteja indexada à inflação.
www.greenvolt.pt351
O instrumento de cobertura é contratado tendo por base a melhor estimativa das transações
futuras associadas e de forma a minimizar as fontes de ineficiência, decorrentes do facto de
os fluxos de caixa não ocorrerem no mesmo momento e do facto de os valores de
transações sujeitos a variação da inflação serem variáveis. À semelhança dos instrumentos
de fixação de taxa de juro a GreenVolt contrata um índice similar ao utilizado para
atualização do preço da transação coberta.
Os instrumentos de cobertura são registados pelo seu justo valor.
A determinação do justo valor destes instrumentos financeiros é efetuada com recurso a
entidades terceiras e validados por sistemas informáticos de valorização de instrumentos
derivados, tomando por base, no caso de swaps, a atualização, para a data da
demonstração da posição financeira, dos fluxos de caixa futuros do “leg” fixo e do “leg”
variável do instrumento derivado.
A contabilização de cobertura de instrumentos derivados é descontinuada quando o
instrumento se vence ou é vendido, ou quando a transação futura deixa de ser altamente
provável.
Nas situações em que o instrumento derivado deixe de ser qualificado como instrumento de
cobertura, as diferenças de justo valor acumuladas até então, que se encontram registadas
em capital próprio na rubrica “Reservas de cobertura”, são transferidas para resultados do
período, ou adicionadas ao valor contabilístico do ativo a que as transações objeto de
cobertura deram origem, e as reavaliações subsequentes são registadas diretamente nas
rubricas da demonstração dos resultados. No caso de coberturas de transações futuras
altamente prováveis, a quantia acumulada no Outro rendimento integral deve permanecer
se se esperar que os fluxos de caixa futuros cobertos ainda ocorram. Caso contrário, a
quantia acumulada é reclassificada imediatamente para a demonstração dos resultados
como um ajustamento de reclassificação. Após a interrupção, assim que os fluxos de caixa
cobertos ocorram, qualquer quantia acumulada remanescente em capital próprio na rubrica
“Reservas de cobertura” deve ser contabilizada de acordo com a natureza da transação
subjacente.
i)Provisões
As provisões são reconhecidas quando, e somente quando, o Grupo tenha uma obrigação
presente (legal ou implícita) resultante de um evento passado, seja provável que para a
resolução dessa obrigação ocorra uma saída de recursos e o montante da obrigação possa
ser razoavelmente estimado. As provisões são revistas na data de cada demonstração da
posição financeira e ajustadas de modo a refletir a melhor estimativa a essa data.
As provisões para custos de reestruturação são reconhecidas pelo Grupo sempre que exista
um plano formal e detalhado de reestruturação e que o mesmo tenha sido comunicado às
partes envolvidas.
www.greenvolt.pt352
Provisões para desmantelamento e descomissionamento de centros eletroprodutores
O Grupo constitui provisões com estes fins quando existe uma obrigação legal, contratual
ou construtiva no final da vida útil dos ativos. Consequentemente, encontram-se
constituídas provisões desta natureza nos centros eletroprodutores para fazer face às
respetivas responsabilidades relativas a despesas com a reposição dos locais e terrenos às
suas condições originais. Estas provisões são calculadas com base no valor atual das
respetivas responsabilidades futuras e são registadas por contrapartida de um aumento dos
respetivos ativos fixos tangíveis, sendo amortizadas de forma linear pelo período de vida útil
médio esperado desses ativos.
Numa base anual, as provisões são sujeitas a uma revisão de acordo com a estimativa das
respetivas responsabilidades futuras. A atualização financeira da provisão, com referência
ao final de cada período, é reconhecida em resultados.
Os dispêndios de carácter ambiental são reconhecidos como gastos no período em que são
incorridos a menos que satisfaçam os critérios necessários para serem reconhecidos como
um ativo.
j)Caixa e equivalentes de caixa
Os montantes incluídos na rubrica “Caixa e equivalentes de caixa” correspondem aos
valores de caixa, depósitos bancários, depósitos a prazo e outras aplicações de tesouraria,
vencíveis a menos de três meses, e que possam ser imediatamente mobilizáveis sem risco
significativo de alteração de valor.
Ao nível da demonstração dos fluxos de caixa, a rubrica “Caixa e equivalentes de caixa”
compreende também os descobertos bancários incluídos na rubrica do passivo corrente
“Empréstimos bancários”.
k)Demonstração dos fluxos de caixa
A demonstração dos fluxos de caixa é preparada de acordo com a IAS 7, através do método
direto.
A demonstração dos fluxos de caixa encontra-se classificada em atividades operacionais
(que englobam os recebimentos de clientes, pagamentos a fornecedores, pagamentos a
pessoal e outros relacionados com a atividade operacional), de financiamento (que incluem,
designadamente, os pagamentos e recebimentos referentes a empréstimos obtidos,
passivos da locação e pagamento de dividendos) e de investimento (que incluem,
nomeadamente, aquisições e alienações de investimentos em empresas participadas e
recebimentos e pagamentos decorrentes da compra e da venda de ativos fixos tangíveis).
www.greenvolt.pt353
l)Ativos e passivos contingentes
Os ativos contingentes são possíveis ativos que surgem de acontecimentos passados e cuja
existência somente será confirmada pela ocorrência, ou não, de um ou mais eventos futuros
incertos não totalmente sob o controlo do Grupo.
Os ativos contingentes não são reconhecidos nas demonstrações financeiras do Grupo,
sendo unicamente objeto de divulgação quando é provável a existência de um benefício
económico futuro.
Os passivos contingentes são definidos pelo Grupo como: (i) obrigações possíveis que
surjam de acontecimentos passados e cuja existência somente será confirmada pela
ocorrência, ou não, de um ou mais acontecimentos futuros incertos não totalmente sob o
controlo do Grupo; ou (ii) obrigações presentes que surjam de acontecimentos passados
mas que não são reconhecidas porque não é provável que um fluxo de recursos que afete
benefícios económicos seja necessário para liquidar a obrigação ou a quantia da obrigação
não pode ser mensurada com suficiente fiabilidade.
Os passivos contingentes não são reconhecidos nas demonstrações financeiras do Grupo,
sendo os mesmos objeto de divulgação, a menos que a possibilidade de uma saída de
fundos afetando benefícios económicos futuros seja remota, caso este em que não são
sequer objeto de divulgação.
m)Imposto sobre o rendimento
O imposto sobre o rendimento do exercício é calculado com base nos resultados tributáveis
das empresas incluídas na consolidação e considera a tributação diferida.
O imposto corrente sobre o rendimento é calculado com base nos resultados tributáveis das
empresas incluídas na consolidação de acordo com as regras fiscais em vigor.
No ano findo em 31 de dezembro de 2020 as seguintes entidades foram tributadas segundo
o regime especial de tributação de grupos de sociedades no perímetro de consolidação do
Grupo Altri: Greenvolt – Energias Renováveis, S.A., Energia Unida, S.A. (anteriormente
designada por Bioródão, S.A.), Ródão Power – Energia e Biomassa do Ródão, S.A. e
Sociedade Bioelétrica do Mondego, S.A.. Para o exercício findo em 31 de dezembro de
2021, não existe grupo fiscal.
Os impostos diferidos são calculados com base no método da responsabilidade da
demonstração da posição financeira e refletem as diferenças temporárias entre o montante
dos ativos e passivos para efeitos de reporte contabilístico e os respetivos montantes para
efeitos de tributação. Os impostos diferidos ativos e passivos são calculados e anualmente
avaliados utilizando as taxas de tributação em vigor ou substancialmente em vigor à data
expectável da reversão das diferenças temporárias.
www.greenvolt.pt354
A mensuração dos ativos e passivos por impostos diferidos:
–É efetuada de acordo com as taxas que se espera que sejam de aplicar no período em
que o ativo for realizado ou o passivo liquidado, com base nas taxas fiscais aprovadas à
data da demonstração da posição financeira; e
–Reflete as consequências fiscais decorrentes da forma como o Grupo espera, à data da
demonstração da posição financeira, recuperar ou liquidar a quantia escriturada dos
seus ativos e passivos.
Os ativos por impostos diferidos são reconhecidos unicamente quando existem expectativas
razoáveis de lucros fiscais futuros suficientes para a sua utilização, ou nas situações em
que existam diferenças temporárias tributáveis que compensem as diferenças temporárias
dedutíveis no período da sua reversão. No final de cada período é efetuada uma revisão
desses impostos diferidos, sendo os mesmos reduzidos sempre que deixe de ser provável a
sua utilização futura.
Os passivos por impostos diferidos são reconhecidos para todas as diferenças temporárias
tributáveis.
Não são reconhecidos impostos diferidos relativos às diferenças temporárias associadas
aos investimentos em associadas por se considerar que se encontram satisfeitas,
simultaneamente, as seguintes condições:
–O Grupo é capaz de controlar a tempestividade da reversão da diferença temporária; e
–É provável que a diferença temporária não se reverterá no futuro previsível.
Os impostos diferidos são registados como gasto ou rendimento do exercício, exceto se
resultarem de valores registados diretamente em capital próprio, situação em que o imposto
diferido é também registado na mesma rubrica.
n)Contribuição Extraordinária para o Setor Energético (“CESE”)
A Lei 83-C / 2013, do Orçamento do Estado de 2014 ("Lei do Orçamento do Estado 2014"),
aprovada pelo Governo Português em 31 de dezembro de 2013, introduziu uma
contribuição extraordinária aplicável à energia setor energético (CESE), com o objetivo de
financiar mecanismos que promovam a sustentabilidade sistémica do setor energético,
através da constituição de um fundo que visa contribuir para a redução da dívida tarifária e
financiar políticas sociais e ambientais no setor energético. Esta contribuição concentra-se
geralmente nos operadores económicos que desenvolvem as seguintes atividades: (i)
geração, transporte ou distribuição de energia elétrica; (ii) transporte, distribuição,
armazenamento ou fornecimento grossista de gás natural; e (iii) refino, tratamento,
armazenamento, transporte, distribuição e fornecimento por atacado de petróleo e
derivados.
A CESE é calculada com base nos ativos líquidos das empresas com referência a 1 de
janeiro de cada ano, que atendem, cumulativamente, a: (i) imobilizado; (ii) ativos intangíveis,
www.greenvolt.pt355
exceto elementos de propriedade industrial; e (iii) ativos financeiros atribuídos a concessões
ou atividades licenciadas. No caso das atividades reguladas, a CESE incide no valor dos
ativos regulados se for superior ao valor desses ativos.
O regime da CESE foi sucessivamente prorrogado e passou a ser válido para 2020 e 2021
através da Lei n.º 71/2018 de 31 de dezembro e da Lei n.º 75-B/2020 de 31 de dezembro,
respetivamente. O governo português alargou a CESE às energias renováveis. A taxa geral
é de 0,85%, que incide sobre o valor líquido dos ativos afetos à atividade (de cada central),
com referência a 1 de janeiro do respetivo ano.
Para o exercício findo em 31 de dezembro de 2021 e 2020, as centrais de biomassa com
potência inferior a 20 MW estão isentas do pagamento da CESE, razão pela qual nenhum
imposto foi apurado ou registado para as centrais cuja isenção é aplicável.
O gasto anual relativo à CESE é reconhecido como um passivo e registado como custo na
demonstração dos resultados na rubrica “Contribuição extraordinária do sector energético”,
a 1 de janeiro de acordo com a IFRIC 21 – Levies.
o)Rédito
O rédito é mensurado de acordo com a retribuição especificada nos contratos estabelecidos
com os clientes e exclui qualquer montante recebido por conta de terceiros. Deste modo, o
Grupo reconhece o rédito quando transfere o controlo sobre um determinado bem ou
serviço para o cliente.
As fontes de rédito do Grupo por segmento podem ser detalhadas como se segue:
(i)Biomassa:
1.Venda de Energia – venda de eletricidade para a rede pública nacional, com
tarifas fixas (“Feed-in-tariff”), no caso das empresas portuguesas. No caso
do Reino Unido, as receitas têm uma componente fixa - Certificados de
Obrigações Renováveis (ROCs) - e uma componente variável que depende
da evolução do preço da energia elétrica (“Brown Power”);
2.Venda de Biomassa – venda de biomassa a entidades relacionadas, tendo
apenas ocorrido em janeiro de 2020.
(ii)Desenvolvimento (energia solar e eólica):
1.Prestação de serviços de contabilidade, administrativos e asset
management;
2.Venda de projetos de energia solar e eólica, essencialmente em fase de
Ready to Build.
(iii)Geração distribuída:
1.Instalação e manutenção de unidades de produção descentralizada de
energia solar (B2B e B2C);
2.Desenvolvimento e financiamento de projetos de melhoria da eficiência
energética através de energia solar.
www.greenvolt.pt356
Natureza, obrigações de desempenho e momento de reconhecimento do rédito
O rédito associado à venda de energia é mensurado ao justo valor da retribuição recebida
ou a receber, líquida de impostos sobre o valor acrescentado, abatimentos e descontos. A
venda de energia é tratada como uma obrigação de performance única, sendo o rédito
reconhecido no momento em que o controlo é transferido para o cliente. O preço de venda é
fixo em Portugal, sendo que no Reino Unido existem parcelas variáveis de rédito que são
objeto de estimativa, em função do calendário estabelecido pelo regulador.
O rédito relacionado com a prestação de serviços é reconhecido de acordo com o previsto
na IFRS 15, tendo em conta que o cliente recebe e consome em simultâneo os benefícios
gerados pelo Grupo.
A IFRS 15 estabelece que uma entidade reconheça o rédito para refletir a transferência de
bens e serviços contratados pelos clientes, no montante que corresponda à retribuição que
a entidade espera ter direito a receber como contrapartida da entrega desses bens ou
serviços, com base no modelo de cinco passos abaixo: (i) identificação do contrato com um
cliente; (ii) identificação das obrigações de desempenho; (iii) determinação do preço da
transação; (iv) alocação do preço da transação a obrigações de desempenho; e (v)
reconhecimento do rédito quando ou à medida que a entidade satisfaz uma obrigação de
performance.
O rédito é reconhecido líquido de bonificações, descontos e impostos (exemplo: descontos
comercias e descontos de quantidade), e refere-se à consideração recebida ou a receber
dos bens e serviços vendidos em linha com as tipologias de negócio do Grupo acima
identificadas.
No que respeita ao segmento de geração distribuída, a empresa reconhece o rédito e os
gastos das obras em curso de acordo com o método do grau de acabamento, o qual é
entendido como sendo a relação entre os gastos incorridos em cada contrato até à data de
balanço e a soma destes gastos com os gastos estimados para completar a obra. A
avaliação do grau de acabamento de cada contrato é revista periodicamente tendo em
consideração os mais recentes indicadores de produção.
O Grupo considera os factos e circunstâncias quando analisa os termos de cada contrato
com clientes, aplicando os requisitos que determinam o reconhecimento e mensuração do
rédito de forma harmonizada, quando se trate de contratos com características e em
circunstâncias semelhantes.
Custos incrementais para a obtenção de um contrato
No segmento de geração distribuída (B2B), o Grupo estabelece determinados contratos
com terceiros para a promoção (venda) de serviços. Estes terceiros agem como agentes de
vendas e são remunerados através de comissões de vendas. O Grupo reconhece como
ativo os custos incrementais da obtenção de contratos com clientes, se a entidade esperar
recuperar estes custos ao longo dos respetivos contratos. Os custos que uma entidade
incorre para obter um contrato com um cliente são considerados custos incrementais
www.greenvolt.pt357
sempre que seja claro que a entidade não incorreria nestes custos se o contrato não tivesse
sido obtido (por exemplo, comissões de vendas).
Assim, o Grupo entende que os custos incrementais para obtenção de um contrato são
elegíveis para capitalização, registando um ativo na rubrica “Outros ativos correntes”, sendo
posteriormente reconhecido na demonstração dos resultados em função da instalação final
dos painéis solares, o que se estima que ocorra no prazo de três meses.
Ativos associados a contratos com clientes
Um ativo de contrato com clientes é um direito a receber uma retribuição em troca de bens
ou serviços transferidos para o cliente. 
Se o Grupo entrega os bens ou presta os serviços a um cliente antes do cliente pagar a
retribuição ou antes da retribuição ser devida, o ativo contratual corresponde ao valor da
retribuição que é condicional.
Contas a receber de clientes
Uma conta a receber representa o direito incondicional (ou seja, apenas depende da
passagem de tempo até que a retribuição seja devida) do Grupo em receber a retribuição.
Passivos associados a contratos com clientes
Um passivo de contratos com clientes é a obrigação de transferir bens ou serviços para os
quais o Grupo recebeu (ou tem direito a receber) uma retribuição de um cliente. Se o cliente
paga a retribuição antes que o Grupo transfira os bens ou serviços, um passivo contratual é
registado quando o pagamento é efetuado ou quando é devido (dependendo do que
aconteça primeiro). Os passivos contratuais são reconhecidos como rédito quando o Grupo
executa as suas obrigações de desempenho contratuais.
p)Resultados financeiros
Os resultados financeiros do Grupo incluem os juros pagos pelos empréstimos obtidos, os
juros recebidos de aplicações efetuadas, os ganhos e perdas resultantes de diferenças
cambiais e as variações de justo valor relativas a instrumentos financeiros derivados
relacionados com a sua atividade de financiamento.
Considerando o modelo de contabilização previsto na IFRS 16, os resultados financeiros
incluem também os custos com juros ("unwinding") calculados sobre os passivos de locação
(rendas vincendas de contratos de arrendamento).
www.greenvolt.pt358
q)Benefícios aos empregados
(i) Share based payments
A GreenVolt procedeu à atribuição de prémios de desempenho para alguns
colaboradores, cujo valor está indexado à evolução da cotação das ações. A data de
exercício da opção de concretização do prémio poderá ser determinada por vontade do
colaborador após três anos da sua atribuição, até um máximo de 50%, e o remanescente
poderá ser exercido por vontade do colaborador após o quarto ano de atribuição.
A liquidação de tal montante é efetuada em numerário, pelo que o valor dessas
responsabilidades é determinado no momento da sua atribuição e posteriormente
atualizado, no final de cada período de reporte, em função do número de ações, num
total de 2.650.000 ações, e do justo valor destas à data de reporte, sendo o seu justo
valor determinado com recurso à Bloomberg utilizando para o efeito do modelo de Black-
Scholes. A responsabilidade associada é reconhecida como gastos com pessoal na
proporção do tempo decorrido entre essas datas, sendo o valor não liquidado
reconhecido como “Outros passivos correntes”.
(ii) Planos de contribuição definida
A Greenvolt – Energias Renováveis, S.A. atribui aos seus colaboradores com contrato de
trabalho subordinado sem termo, um plano de pensões de contribuição definida. De
acordo com este plano, a GreenVolt atribui a cada trabalhador do quadro permanente
uma percentagem do seu salário pensionável em função do seu tempo de serviço. A
contribuição para o Fundo de Pensões varia anualmente, sendo contabilizadas como
custo no exercício as contribuições que efetua.
r)Especialização dos exercícios
As restantes receitas e despesas são registadas de acordo com o princípio da
especialização de exercícios pelo qual estas são reconhecidas à medida que são geradas
independentemente do momento em que são recebidas ou pagas. As diferenças entre os
montantes recebidos e pagos e as correspondentes receitas e despesas geradas são
registadas nas rubricas de acréscimos e diferimentos incluídas nas rubricas “Outros ativos
correntes”, “Outros passivos correntes”, “Outros ativos não correntes” e “Outros passivos
não correntes”.
s)Saldos e transações expressos em moeda estrangeira
Todos os ativos e passivos expressos em moeda estrangeira foram convertidos para Euros
utilizando as taxas de câmbio oficiais vigentes à data da demonstração da posição
financeira.
As diferenças de câmbio, favoráveis e desfavoráveis, originadas pelas diferenças entre as
taxas de câmbio em vigor na data das transações e as vigentes na data das cobranças,
pagamentos ou à data da demonstração da posição financeira, dessas mesmas transações,
www.greenvolt.pt359
são registadas como rendimentos e gastos na demonstração consolidada dos resultados do
exercício, exceto as relativas a valores não monetários cuja variação de justo valor seja
registada diretamente em capital próprio.
t)Eventos subsequentes
Os eventos ocorridos após a data da demonstração da posição financeira que proporcionem
provas ou informações adicionais sobre condições que existiam à data da demonstração da
posição financeira (“adjusting events”) são refletidos na demonstração financeira do Grupo.
Os eventos após a data da demonstração da posição financeira que sejam indicativos de
condições que surgiram após a data da demonstração da posição financeira (“non adjusting
events”), quando materiais, são divulgados no anexo às demonstrações financeiras.
u)Informação por segmentos
Em cada exercício, são identificados os segmentos relatáveis aplicáveis ao Grupo mais
adequados tendo em consideração as atividades desenvolvidas.
Um segmento operacional é um grupo de ativos e operações do Grupo cuja informação
financeira é utilizada no processo de decisão desenvolvido pela gestão do Grupo.
Os segmentos operacionais são apresentados nestas demonstrações financeiras da mesma
forma que são apresentados internamente na análise da evolução da atividade do Grupo.
As políticas contabilísticas do relato por segmentos são as utilizadas consistentemente no
Grupo.
O Conselho de Administração tem vindo a avaliar continuamente a identificação dos
segmentos operacionais de acordo com a IFRS 8, através dos quais são monitorizadas as
operações e incluídos no processo de tomada de decisões, considerando a evolução das
operações do Grupo face à sua atual estratégia de expansão.
4)JULGAMENTOS E ESTIMATIVAS
Na preparação das demonstrações financeiras consolidadas, em conformidade com o normativo
contabilístico em vigor (Nota 3.1), o Conselho de Administração do Grupo adotou certos
pressupostos e estimativas que afetam os ativos e passivos, bem como os rendimentos e gastos
incorridos relativos aos períodos reportados. Todas as estimativas e assunções efetuadas pelo
Conselho de Administração foram efetuadas com base no seu melhor conhecimento existente, à
data de aprovação das demonstrações financeiras, dos eventos e transações em curso.
Os principais juízos de valor e estimativas mais significativas efetuadas utilizadas na preparação
nas demonstrações financeiras consolidadas incluem:
www.greenvolt.pt360
(i) Valorização a justo valor de ativos, passivos e passivos contingentes em operações
de concentração de atividades empresariais (Nota 7)
De acordo com a IFRS 3 numa concentração de atividades empresariais, o adquirente
deve reconhecer e mensurar nas demonstrações financeiras consolidadas os ativos
adquiridos e passivos assumidos pelo valor justo na data da aquisição. A diferença entre o
preço de compra e o valor justo dos ativos e passivos adquiridos leva ao reconhecimento
de goodwill ou goodwill negativo. A determinação do justo valor dos ativos adquiridos e
passivos assumidos é efetuada internamente ou por avaliadores externos independentes,
utilizando o método dos fluxos de caixa descontados, utilizando o custo de reposição ou
outras técnicas de determinação do justo valor, que assentam na utilização de
pressupostos que incluem indicadores macroeconómicos como taxas de inflação, taxas de
juros, taxas de câmbio, taxas de desconto, preços de compra e venda de energia, custo
de matérias-primas, estimativas de produção, vida útil e projeções de negócios.
Consequentemente, a determinação do justo valor e de goodwill ou goodwill negativo está
sujeita a inúmeros pressupostos e julgamentos e, portanto, alterações podem resultar em
diferentes impactes nos resultados (Nota 9).
(ii) Mensuração do justo valor da retribuição contingente (“earn-outs”) (Nota 7)
A retribuição contingente, proveniente de uma combinação de negócios ou da venda de
uma participação financeira, é mensurada ao justo valor na data da transação. A
retribuição contingente é subsequentemente remensurada ao justo valor a cada data de
reporte. O justo valor é baseado em fluxos de caixa descontados. Os principais
pressupostos consideram a probabilidade de atingir cada objetivo e o fator de desconto e
correspondem às melhores estimativas da Gestão em cada data do reporte. Alterações
nos pressupostos utilizados poderiam ter impactes significativos nos valores de retribuição
contingente dos ativos e passivos reconhecidos nas demonstrações financeiras.
(iii)Testes de imparidade a ativos não correntes (Notas 11 e 13)
As análises de imparidade requerem a determinação do justo valor e / ou do valor de uso
dos ativos em questão (ou de algumas unidades geradoras de caixa). Este processo
requer um elevado número de julgamentos relevantes, nomeadamente a estimativa de
fluxos de caixa futuros associados aos ativos ou às respetivas unidades geradoras de
caixa e a determinação de uma taxa de desconto apropriada para o apuramento do valor
presente dos referidos fluxos de caixa. Neste particular, o Grupo, mais uma vez,
estabeleceu o requisito de ser utilizada a máxima quantidade possível de dados de
mercado observáveis. Estabeleceu ainda mecanismos de monitorização dos cálculos
assentes no desafio crítico da razoabilidade dos pressupostos utilizados, da sua coerência
e consistência (em situações similares). Os principais pressupostos utilizados encontram-
se resumidos na Nota 11.
(iv)Vidas úteis dos ativos fixos tangíveis e intangíveis (Notas 11 e 13)
O Grupo revê as vidas úteis estimadas dos seus ativos tangíveis e intangíveis em cada
data de relato. As vidas úteis dos ativos dependem de diversos fatores relacionados quer
www.greenvolt.pt361
com a utilização dos mesmos, quer com decisões estratégicas do Grupo, quer ainda com
a envolvente económica das várias empresas incluídas no perímetro de consolidação.
(v)Provisões para desmantelamento e descomissionamento e outras provisões (Nota
25)
O Grupo considera existirem obrigações legais, contratuais ou construtivas relativamente
ao desmantelamento e descomissionamento de ativos fixos tangíveis afetos à atividade de
produção de energia. O Grupo constitui provisões de acordo com as respetivas obrigações
existentes para fazer face ao valor presente das respetivas despesas estimadas com a
reposição dos respetivos locais e terrenos onde se encontram localizados os centros
eletroprodutores. Para efeitos do cálculo das referidas provisões são efetuadas
estimativas do valor presente das respetivas responsabilidades futuras.
A consideração de outros pressupostos nas estimativas e julgamentos referidos poderiam
originar resultados financeiros diferentes daqueles que foram considerados.
(vi)Apuramento do justo valor dos instrumentos financeiros derivados (Nota 24)
Na valorização de instrumentos financeiros não transacionados em mercados ativos foram
utilizadas técnicas de valorização assentes em métodos de fluxos de caixa descontados
ou em múltiplos de transações de mercado. A determinação do justo valor dos
instrumentos financeiros derivados é geralmente efetuada pelas entidades junto das quais
os mesmos foram contratados (contrapartes), sendo objeto de validação independente por
recurso a modelos de valorização da Bloomberg.
O Conselho de Administração do Grupo reconhece competência e objetividade às
contrapartes.
(vii)Determinação de perdas por imparidade em contas a receber (Nota 3.3. h))
As perdas de imparidade em contas a receber são apuradas conforme indicado na Nota
3.3.h). Deste modo, a determinação da imparidade através da análise individual
corresponde ao julgamento do Grupo quanto à situação económica e financeira dos seus
clientes e à sua estimativa sobre o valor atribuído a eventuais garantias existentes, com o
consequente impacte nos fluxos de caixa futuros esperados. Por outro lado, as perdas de
imparidade esperadas no crédito concedido são apuradas tendo em conta um conjunto de
informação histórica e de pressupostos, os quais poderão vir a não ser representativos da
incobrabilidade futura dos devedores do Grupo.
(viii)Entidades incluídas no perímetro de consolidação (Nota 6)
Para determinação das entidades a incluir no perímetro de consolidação, o Grupo avalia
em que medida está exposto, ou tem direito, à variabilidade nos retornos provenientes do
seu envolvimento com essa entidade e possa apoderar-se dos mesmos através do poder
que detém sobre essa entidade (controlo de facto).
www.greenvolt.pt362
Esta avaliação requer a utilização de julgamentos e pressupostos para determinar em que
medida o Grupo está exposto à variabilidade do retorno e tem a capacidade de se
apropriar desse retorno através do controlo sobre a participada.
Outros pressupostos e julgamentos poderiam levar a que o perímetro de consolidação do
Grupo fosse diferente, com impacte direto nas demonstrações financeiras consolidadas.
As estimativas e os pressupostos subjacentes foram determinados com base na melhor
informação disponível à data da preparação das demonstrações financeiras consolidadas e com
base no melhor conhecimento e na experiência de eventos passados e/ou correntes. No entanto,
poderão ocorrer situações em períodos subsequentes que, não sendo previsíveis à data, não
foram consideradas nessas estimativas. Por este motivo e dado o grau de incerteza associado
os resultados reais das transações em questão poderão diferir das correspondentes estimativas.
As alterações a essas estimativas, que ocorram posteriormente à data das demonstrações
financeiras consolidadas, serão corrigidas na demonstração dos resultados de forma prospetiva,
conforme disposto pelo IAS 8 – Políticas Contabilísticas, Alterações nas Estimativas
Contabilísticas e Erros.
5)GESTÃO DE RISCO FINANCEIRO
As empresas do Grupo GreenVolt estão expostas a uma variedade de riscos, incluindo os efeitos
das alterações nas taxas de juro, taxas de câmbio, liquidez, preços do mercado de eletricidade,
gestão de capital e os efeitos relacionados com a sustentabilidade e questões de ESG
(“Environmental, Social and Governance”, abordadas no Relatório de Sustentabilidade). A
volatilidade dos mercados financeiros é analisada continuamente. O principal objetivo do
Conselho de Administração na gestão do risco financeiro é gerir estes riscos a um nível aceitável
para conduzir as atividades do Grupo.
Esta abordagem cobre todos os riscos associados às atividades desenvolvidas pelas linhas de
negócio da GreenVolt em todas as áreas geográficas em que desenvolve a sua atividade.
Risco de taxa de juro
O objetivo da política de gestão do risco de taxa de juro visa mitigar o impacte das flutuações
das taxas de mercado nos encargos financeiros dos financiamentos contratados.
Nas situações em que o Grupo entenda que exista risco de flutuação de taxa de juro associado
aos contratos de financiamento de longo prazo, este risco é mitigado pela contratação de
instrumentos financeiros derivados de taxa de juro para cobertura dos fluxos de caixa
associados.
As contrapartes dos instrumentos de cobertura estão limitadas a instituições de crédito de
elevada qualidade creditícia, sendo política do Grupo privilegiar a contratação destes
instrumentos com entidades bancárias que formem parte das suas operações de financiamento.
www.greenvolt.pt363
Para efeitos de determinação da contraparte das operações pontuais, o Grupo solicita a
apresentação de propostas e preços indicativos a um número representativo de bancos de forma
a garantir a adequada competitividade destas operações.
O Conselho de Administração da GreenVolt aprova os termos e condições do financiamento
considerado material para o Grupo, analisando para tal a estrutura da dívida, os riscos inerentes
e as diferentes opções existentes no mercado, em particular quanto ao tipo de taxa de juro (fixa/
variável).
O objetivo da GreenVolt é limitar a volatilidade dos fluxos de caixa e dos resultados, tendo em
conta o perfil da sua atividade operacional, através da utilização de uma combinação adequada
de dívida a taxa fixa e variável.
A maior parte dos instrumentos derivados utilizados pelo Grupo na gestão do risco taxa de juro
são definidos como instrumentos de cobertura de fluxos de caixa por configurarem relações
perfeitas de cobertura. Os indexantes, as convenções de cálculos, as datas de refixação das
taxas de juro e os planos de reembolso dos instrumentos de cobertura de taxa de juro são em
tudo idênticos às condições estabelecidas para os empréstimos subjacentes contratados.
O Departamento Financeiro do Grupo efetua estimativas de sensibilidade do justo valor dos
instrumentos financeiros a variações nas taxas de juro. A 31 de dezembro de 2021, os resultados
desta análise são como segue:
31.12.2021
31.12.2020
Juros suportados (taxa variável)
1.031.316
376.099
Diminuição de 1 p.p. na taxa de juro aplicada à dívida
contratada a taxa variável
(460.662)
(412.500)
Aumento de 1 p.p. na taxa de juro aplicada à dívida
contratada a taxa variável
460.662
412.500
Risco de taxa de câmbio
A GreenVolt realiza investimentos e opera internacionalmente, estando exposta ao risco
associado à moeda transacional, bem como às flutuações cambiais que podem ocorrer quando 
incorre em receitas numa moeda e custos noutra, ou os seus ativos ou passivos são
denominados em moeda estrangeira, e há uma flutuação cambial adversa no valor dos ativos
líquidos, da dívida e dos rendimentos denominados em moedas estrangeiras, nomeadamente o
dólar americano (USD), a libra esterlina (GBP), o zloti polaco (PLN), o leu romeno (RON) e o lev
búlgaro (BGN).
A fim de mitigar este risco, a GreenVolt procura cobrir naturalmente os riscos de flutuação da
moeda, fazendo corresponder os seus custos em moeda estrangeira às receitas na mesma
moeda e realizando a contratação de dívida associada na moeda local dos investimentos. O
risco e política cambial são geridos pelo Departamento Financeiro.
www.greenvolt.pt364
Em 31 de dezembro de 2021, os saldos expressos em moeda diferente da moeda funcional,
correspondentes a saldos em aberto na Greenvolt – Energias Renováveis, S.A. e na subsidiária
V-Ridium, são como segue:
31.12.2021
Débito / (Crédito)
GBP
EUR
RON e BGN
Contas a receber
107.702.526
679.734
71.862
Contas a pagar
(289.828)
(73.572.096)
(144.215)
Depósitos bancários
—
2.804.122
316.595
107.412.698
(70.088.240)
244.242
Adicionalmente, apresentam-se de seguida os impactes decorrentes da variação da taxa de
câmbio face ao Euro das moedas indicadas em resultado da transposição de demonstrações
financeiras de operações estrangeiras.
O impacte de uma variação de 10% na taxa de câmbio nos Resultados e Capital próprio do
Grupo é como segue:
31.12.2021
Resultados
Capitais próprios
Valores em Euros
+10%
-10%
+10%
-10%
GBP
(911.774)
1.114.391
(2.230.211)
2.725.814
PLN
219.278
(268.006)
317.127
(387.599)
Total
(692.496)
846.385
(1.913.084)
2.338.215
Risco de liquidez
O principal objetivo da política de gestão de risco de liquidez é garantir que o Grupo tem
disponível, a todo o momento, os recursos financeiros necessários para fazer face às suas
responsabilidades e prosseguir as estratégias delineadas, honrando todos os compromissos
assumidos com terceiros, quando se tornam devidos, através de uma adequada gestão da
maturidade dos financiamentos.
O Grupo prossegue uma política ativa de refinanciamento orientada por dois princípios
essenciais: (i) manter um elevado nível de recursos livres e prontamente disponíveis para
responder às necessidades de curto prazo; e (ii) prorrogar ou manter a maturidade da dívida de
acordo com os fluxos de caixa esperados e a capacidade de alavancagem da sua demonstração
da posição financeira.
O Grupo tem mantido uma reserva de liquidez, sob a forma de linhas de crédito, junto dos
bancos com que se relaciona, a fim de assegurar a capacidade de cumprir os seus
compromissos sem ter de realizar refinanciamentos em condições desfavoráveis.
A GreenVolt procura também tornar as maturidades dos ativos e passivos financeiros
compatíveis, através de uma gestão otimizada das suas maturidades.
www.greenvolt.pt365
A análise de liquidez para instrumentos financeiros é apresentada junto da nota respetiva a cada
classe de passivos financeiros.
Risco dos preços do mercado de eletricidade
A 31 de dezembro de 2021, o risco dos preços do mercado de eletricidade que afeta o Grupo
GreenVolt não é significativo. Apesar de haver uma componente de variação do preço de
eletricidade indexado ao preço de mercado no Reino Unido (“Brown Power”), a grande maioria
das receitas provenientes da produção de energia (segmento de biomassa residual) em Portugal
e no Reino Unido inclui principalmente contratos de aquisição de energia (“Power Purchase
Agreements”) com tarifas fixas, regimes de Feed-in-tariff (FiT) e Certificados de Obrigações
Renováveis (ROC).
Risco de gestão de capital
A GreenVolt tem uma abordagem para gerir o capital próprio que se baseia na salvaguarda da
capacidade do Grupo de continuar a operar numa base de continuidade, crescer de forma sólida
para cumprir os objetivos de crescimento estabelecidos e manter uma estrutura de capital
próprio ideal para reduzir o custo do capital.
A GreenVolt monitoriza periodicamente a sua estrutura de capital, identificando riscos,
oportunidades e as medidas de ajustamento necessárias para alcançar os objetivos definidos.
Em 31 de dezembro de 2021 e 31 de dezembro de 2020, a GreenVolt apresenta uma
alavancagem contabilística de 249% e 89%, respetivamente.
Alavancagem = total do capital próprio (incluindo interesses sem controlo) / dívida líquida, sendo
que a dívida líquida corresponde à soma algébrica das seguintes rubricas da demonstração
consolidada da posição financeira: empréstimos bancários; empréstimos obrigacionistas; outros
empréstimos; e (-) caixa e seus equivalentes.
Risco de crédito
O Grupo está exposto ao risco de crédito no âmbito da sua atividade operacional corrente.
A avaliação do risco de crédito é efetuada numa base regular, tendo em consideração as
condições correntes de conjuntura económica e a situação específica do crédito de cada uma
das empresas, sendo adotados procedimentos corretivos sempre que tal se julgue conveniente.
O risco de crédito, mais presente no segmento de geração distribuída e desenvolvimento, é
limitado pela gestão da concentração de riscos e uma rigorosa seleção de contrapartes. No
segmento de biomassa, em que a venda de energia é realizada para a rede pública, este risco é
considerado reduzido.
www.greenvolt.pt366
Risco de inflação
O Grupo GreenVolt desenvolve as suas operações em vários países, estando sujeito ao risco de
inflação, principalmente nas operações associadas com a geração de receitas operacionais e os
respetivos custos para o desenvolvimento do negócio. O Grupo tem uma política de gestão do
risco de inflação, em que o principal objetivo é assegurar que a variação da inflação nas
geografias e no mercado onde o Grupo atua não afete de forma negativa o poder de compra.
Como estratégia de mitigação o Grupo procura (i) desenvolver o seu negócio em geografias com
taxas de inflação estáveis e (ii) contratar instrumentos financeiros de cobertura para situações
em que há uma probabilidade mais elevada de existir variação da inflação.
6)SUBSIDIÁRIAS INCLUÍDAS NA CONSOLIDAÇÃO
As empresas filiais incluídas na consolidação pelo método integral, respetivas sedes,
percentagem efetiva de participação e atividade principal desenvolvida em 31 de dezembro de
2021 e 2020 são as seguintes:
Empresa-mãe:
Greenvolt – Energias Renováveis, S.A. (a)
Portugal
Produção de energia elétrica e gestão de participações sociais
Centrais bioelétricas: Figueira da Foz; Constância e Mortágua
Subsidiárias:
Ródão Power – Energia e Biomassa do Ródão, S.A.
Portugal
100%
100%
Produção e comercialização de energia elétrica e térmica
através de cogeração
Centrais bioelétricas: Vila Velha de Ródão
Sociedade Bioelétrica do Mondego, S.A.
Portugal
100%
100%
Produção de energia elétrica através de fontes de resíduos e
biomassa
Centrais bioelétricas: Mondego (Figueira da Foz)
Energia Unida, S.A. (b)
Portugal
100%
100%
Promoção, desenvolvimento e gestão de instalações de
autoconsumo
Golditábua, S.A. (c)
Portugal
100%
100%
Produção de energia elétrica
Sociedade de Energia Solar do Alto Tejo (SESAT), Lda.
Portugal
80%
80%
Energias renováveis
Ribatejo Green, Lda. (d)
Portugal
-
70%
Produção de energia elétrica
Amieira Green, Lda. (d)
Portugal
-
70%
Produção de energia elétrica
Paraimo Green, Lda.
Portugal
70%
70%
Produção de energia elétrica
Piara Solar, Lda. (d)
Portugal
-
70%
Produção de energia elétrica
Maior Green, Lda. (d)
Portugal
-
70%
Produção de energia elétrica
Greenvolt Energias Renovaveis Holdco Limited (e)
Reino Unido
100%
-
Sociedade gestora de participações sociais
Lakeside Topco Limited (e)
Reino Unido
51%
-
Sociedade gestora de participações sociais
Lakeside Bidco Limited (e)
Reino Unido
51%
-
Sociedade gestora de participações sociais
Tilbury Green Power Holdings Limited (f)
Reino Unido
51%
-
Sociedade gestora de participações sociais
Tilbury Green Power Limited (f)
Reino Unido
51%
-
Produção de energia elétrica através de biomassa proveniente
de resíduos lenhosos urbanos
Centrais bioelétricas: Tilbury
Track Profit Energy, Lda. (h)
Portugal
70%
-
Instalação de unidades de produção descentralizada de
energia solar (B2B)
Track Profit Energy II Invest, Unipessoal, Lda. (h)
Portugal
70%
-
Desenvolvimento e financiamento de projetos de melhoria da
eficiência energética através de energia solar
Tresa Energía, S.L. (k)
Espanha
42%
-
Instalação de unidades de produção descentralizada de
energia solar (B2C)
V-Ridium Power Group Sp. Z.o.o. (g)
Polónia
100%
-
Sociedade gestora de participações sociais
V-Ridium Power Services Sp. z o.o. (g)
Polónia
100%
-
Desenvolvimento de projetos
V-Ridium Wind (EPV 1) sp. z o.o. (g)
Polónia
100%
-
Desenvolvimento de projetos de energia eólica
VRW 1 Sp. z o. o. (g)
Polónia
100%
-
Projeto de energia eólica
VRW 2 Sp. z o. o. (g)
Polónia
100%
-
Projeto de energia eólica
Denominação social
Sede
Percentagem efetiva de
participação
Atividade principal
dezembro
2021
dezembro
2020
www.greenvolt.pt367
VRW 3 Sp. z o. o. (g)
Polónia
100%
-
Projeto de energia eólica
VRW 4 Sp. z o. o. (g)
Polónia
100%
-
Projeto de energia eólica
VRW 5 Sp. z o. o. (g)
Polónia
100%
-
Projeto de energia eólica
VRW 8 Sp. z o. o. (g)
Polónia
100%
-
Projeto de energia eólica
VRW 9 Sp. z o. o. (g)
Polónia
100%
-
Projeto de energia eólica
VRW 10 Sp. z o. o. (g)
Polónia
100%
-
Projeto de energia eólica
VRW 11 Sp. z o. o. (g)
Polónia
100%
-
Projeto de energia eólica
VRW 12 Sp. z o. o. (g)
Polónia
100%
-
Projeto de energia eólica
VRW 13 Sp. z o. o. (j)
Polónia
100%
-
Projeto de energia eólica
VRW 14 Sp. z o. o. (j)
Polónia
100%
-
Projeto de energia eólica
VRW 15 Sp. z o. o. (j)
Polónia
100%
-
Projeto de energia eólica
FW Lubieszewo Sp. z o.o. (k)
Polónia
100%
-
Projeto de energia eólica
VRW 16 Sp. z o.o. (k)
Polónia
100%
-
Projeto de energia eólica
VRW 17 Sp. z o.o. (k)
Polónia
100%
-
Projeto de energia eólica
VRW 18 Sp. z o.o. (k)
Polónia
100%
-
Projeto de energia eólica
V-Ridium Solar sp. z o.o. (g)
Polónia
100%
-
Desenvolvimento de projetos de energia solar
VRS 1 Sp. zo.o. (g)
Polónia
100%
-
Projeto de energia solar
VRS 3 Sp. zo.o. (g)
Polónia
100%
-
Projeto de energia solar
VRS 6 Sp. zo.o. (g)
Polónia
100%
-
Projeto de energia solar
VRS 7 Sp. zo.o. (g)
Polónia
100%
-
Projeto de energia solar
VRS 8 Sp. zo.o. (g)
Polónia
100%
-
Projeto de energia solar
VRS 9 Sp. zo.o. (g)
Polónia
100%
-
Projeto de energia solar
VRS 10 Sp. zo.o. (g)
Polónia
100%
-
Projeto de energia solar
VRS 11 Sp. zo.o. (g)
Polónia
100%
-
Projeto de energia solar
VRS 12 Sp. zo.o. (g)
Polónia
100%
-
Projeto de energia solar
VRS 13 Sp. zo.o. (g)
Polónia
100%
-
Projeto de energia solar
VRS 14 Sp. zo.o. (g)
Polónia
100%
-
Projeto de energia solar
VRS 15 Sp. zo.o. (g)
Polónia
100%
-
Projeto de energia solar
VRS 16 Sp. zo.o. (g)
Polónia
100%
-
Projeto de energia solar
VRS 18 Sp. zo.o. (g)
Polónia
100%
-
Projeto de energia solar
VRS 19 Sp. zo.o. (g)
Polónia
100%
-
Projeto de energia solar
VRS 22 Sp. zo.o. (g)
Polónia
100%
-
Projeto de energia solar
VRS 23 Sp. zo.o. (g)
Polónia
100%
-
Projeto de energia solar
VRS 24 Sp. zo.o. (g)
Polónia
100%
-
Projeto de energia solar
VRS 25 Sp. zo.o. (g)
Polónia
100%
-
Projeto de energia solar
J&Z PV Farms Mikułowa Sp. z o.o. (i)
Polónia
100%
-
Projeto de energia solar
Merak Energia Sp. z o.o. (i)
Polónia
100%
-
Projeto de energia solar
PVE 3 Sp. z o.o. (i)
Polónia
100%
-
Projeto de energia solar
Green Venture Rotello S.r.l. (k)
Itália
100%
-
Projeto de energia solar
V-Ridium Solar Lazio 1 S.r.l. (k)
Itália
100%
-
Projeto de energia solar
V-Ridium Solar Marche 1 S.r.l. (k)
Itália
100%
-
Projeto de energia solar
V-Ridium Solar Abruzzo 1 S.r.l. (k)
Itália
100%
-
Projeto de energia solar
Green Venturo Montenero Srl (k)
Itália
100%
-
Projeto de energia solar
Green Venturo Montorio Srl (k)
Itália
100%
-
Projeto de energia solar
Rensol Energy (i)
Grécia
100%
-
Projeto de energia solar
Rensol Energy Pv1 Mike (i)
Grécia
100%
-
Projeto de energia solar
Rensol Energy Pv2 Mike (i)
Grécia
100%
-
Projeto de energia solar
Rensol Energy Pv3 Mike (i)
Grécia
100%
-
Projeto de energia solar
Rensol Energy Pv4 Mike (i)
Grécia
100%
-
Projeto de energia solar
Rensol Energy Pv5 Mike (i)
Grécia
100%
-
Projeto de energia solar
Rensol Energy Pv6 Mike (i)
Grécia
100%
-
Projeto de energia solar
Rensol Energy Pv7 Mike (i)
Grécia
100%
-
Projeto de energia solar
V-Ridium Bulgaria LTD (i)
Bulgária
100%
-
Holding, desenvolvimento de projetos
V Ridium Greece IKE (g)
Grécia
100%
-
Holding, desenvolvimento de projetos
V Ridium Renouvelables SAS (g)
França
100%
-
Holding, desenvolvimento de projetos
V-ridium Italy S.r.l. (g)
Itália
100%
-
Holding, desenvolvimento de projetos
Krajowy System Magazynów Energii sp. z o.o. (i)
Polónia
51%
-
Desenvolvimento de projetos
V-Ridium Renewables S.R.L (Romania) (k)
Roménia
100%
-
Holding, desenvolvimento de projetos
OSD V-Ridium Sp. z o.o. (k)
Polónia
100%
-
Distribuição de eletricidade
V-Ridium Inc. (k)
EUA
100%
-
Holding, desenvolvimento de projetos
V-Ridium Oak Creek Renewables, LLC (k)
EUA
80%
-
Holding, desenvolvimento de projetos
V-Ridium Oak Creek Holdings, LLC (k)
EUA
80%
-
Holding, desenvolvimento de projetos
Denominação social
Sede
Percentagem efetiva de
participação
Atividade principal
dezembro
2021
dezembro
2020
www.greenvolt.pt368
(a)Anteriormente designada por Bioelétrica da Foz, S.A.
(b)Anteriormente designada por Bioródão, S.A.
(c)Sociedade adquirida em dezembro de 2020
(d)Sociedade liquidada com efeitos a 31 de março de 2021
(e)Sociedade constituída no primeiro semestre de 2021
(f)Sociedade adquirida em 30 de junho de 2021
(g)Sociedade adquirida em 14 de julho de 2021
(h)Sociedade adquirida em 24 de agosto de 2021
(i)Sociedade adquirida após 14 de julho de 2021 (data de aquisição do grupo V-Ridium)
(j)Sociedade constituída no terceiro trimestre de 2021
(k)Sociedade constituída/adquirida no último trimestre de 2021
Estas empresas foram incluídas nas demonstrações financeiras consolidadas do Grupo
GreenVolt pelo método de consolidação integral.
7)ALTERAÇÕES OCORRIDAS NO PERÍMETRO DE CONSOLIDAÇÃO
Durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2021, foram adquiridas e constituídas as
seguintes empresas:
Empresa
Sede
Empresa detentora
Percentagem de capital
detido à data de aquisição
Direta
Efetiva
Greenvolt Energias Renovaveis Holdco
Limited (a)
Reino Unido
Greenvolt – Energias Renováveis, S.A.
100%
100%
Lakeside Topco Limited (a)
Reino Unido
Greenvolt Energias Renovaveis Holdco
Limited
51%
51%
Lakeside Bidco Limited (a)
Reino Unido
Lakeside Topco Limited
100%
51%
Tilbury Green Power Holdings Limited (b)
Reino Unido
Lakeside Bidco Limited
100%
51%
Tilbury Green Power Limited (b)
Reino Unido
Tilbury Green Power Holdings Limited
100%
51%
V-Ridium Power Group Sp. Z.o.o. (c)
Polónia
Greenvolt – Energias Renováveis, S.A.
100%
100%
Track Profit Energy, Lda. (d)
Portugal
Greenvolt – Energias Renováveis, S.A.
70%
70%
Track Profit Energy II Invest, Unipessoal,
Lda. (d)
Portugal
Track Profit Energy, Lda.
100%
70%
Tresa Energia S.L. (e)
Espanha
Greenvolt – Energias Renováveis, S.A.
42%
42%
(a) Sociedade constituída no primeiro semestre de 2021
(b) Sociedade adquirida em 30 de junho de 2021
(c) Sociedade adquirida em 14 de julho de 2021 (Nota 6)
(d) Sociedade adquirida em 24 de agosto de 2021
(e) Sociedade adquirida em 25 de outubro de 2021
a.Tilbury Green Power Holdings Limited (“Tilbury”)
A aquisição de 100% da Tilbury Green Power Holdings Limited, que detém a central de
Tilbury, através da subsidiária Tilbury Green Power Limited (“TGP”), foi efetuada pela
subsidiária Lakeside Bidco Limited. A aquisição concretizou-se no dia 30 de junho de 2021,
pelo que a 31 de dezembro de 2021 foi considerada a demonstração da posição financeira
consolidada das empresas do Reino Unido, com referência àquela data e incorporados seis
meses das transações e fluxos de caixa.
Esta central de biomassa, com cerca de 41,6 MW disponíveis para produção renovável, é
uma das maiores centrais do Reino Unido de produção energética através de biomassa
www.greenvolt.pt369
proveniente de resíduos lenhosos urbanos. A central opera com a generalidade das suas
receitas abrangidas pelo sistema de Renewables Obligation Certificates (ROC). A
componente ROC das receitas evolui de acordo com o Retail Price Index (RPI), tendo sido
celebrado um contrato derivado que fixa este crescimento anual em 3,4532% até 2037 (Nota
24). Relativamente às principais rubricas de custos – biomassa e operação e manutenção –
estão em vigor contratos de longo prazo, com fixação de condições comerciais.
A estratégia de expansão internacional do Grupo no segmento de biomassa baseia-se na
exportação das suas competências técnicas, nomeadamente a excelência operacional. Esta
aquisição enquadra-se nos pilares estratégicos da GreenVolt, nomeadamente a expansão
internacional, a diversificação dos estilos de investimento e o reforço da base de ativos e
competências.
Assim, foi acordada uma parceria com um investidor do Reino Unido (Equitix Investment
Management Ltd, “Equitix”), reservando a GreenVolt uma posição acionista de 51%.
Em consonância com os termos do acordo entre a GreenVolt e a Equitix, o Conselho de
Administração da GreenVolt considera que controla a Tilbury de acordo com os princípios da
IFRS 10. As matérias relevantes, conforme definidas pelo Conselho de Administração da
GreenVolt, são aprovadas e/ou controladas pela GreenVolt e as decisões em que a
aprovação da Equitix é necessária são consideradas como direitos protetivos da Equitix.
Desta forma, estas subsidiárias são incluídas na GreenVolt pelo método de consolidação
integral por se considerar que o Grupo controla as suas atividades relevantes.
A 30 de junho de 2021, a GreenVolt reconheceu os interesses que não controlam
considerando o aumento de capital realizado pela Equitix na Lakeside Topco, subsidiária que
detém 100% da Lakeside BidCo, no montante de 35,0 milhões de Libras (cerca de 40,8
milhões de Euros), isto é, tomando por base o justo valor de tais interesses com referência
àquela data.
Os ativos fixos tangíveis adquiridos dizem respeito na sua totalidade aos ativos afetos à
central de biomassa no Reino Unido, cuja construção ficou concluída em janeiro de 2019.
Desta forma, foi também registada uma provisão para desmantelamento e
descomissionamento da central, para fazer face às responsabilidades existentes no final de
vida útil dos ativos, relativas ao desmantelamento físico da central, recuperação do terreno e
outros custos associados. Adicionalmente, o saldo de fornecedores adquirido está
essencialmente relacionado com montantes a pagar aos fornecedores responsáveis pela
construção da central.
Em relação aos ativos sob direito de uso adquiridos, estes dizem respeito ao contrato de
locação do terreno, junto do Porto de Tilbury, que corresponde ao terreno onde se situa a
central.
Finalmente, e no âmbito da aquisição, foi adquirido um ativo intangível, que diz respeito a um
acordo suplementar face ao Power Purchase Agreement (assinado em 23 de março de 2015),
com a ESB Independent Generation Trading Limited (ESB IGT), onde são ajustados parte dos
termos do acordo, que irão beneficiar a empresa. Neste sentido, TGP efetuou um pagamento
www.greenvolt.pt370
de cerca de 17,2 milhões de Libras (20,0 milhões de Euros), que se irá refletir num aumento
da receita futura, em resultado do aumento do preço líquido de venda de energia.
No decorrer do exercício de 2021 o Grupo procedeu ao processo de alocação do preço de
aquisição, sendo que com referência a 31 de dezembro de 2021 e no seguimento do referido
exercício de valorização, existem aspetos técnicos que se encontram em análise, pelo que o
apuramento do goodwill é provisional podendo ser alterado em função da conclusão da
referida análise de valorização. Com referência a 31 de dezembro de 2021, foi alocado a
Goodwill a diferença entre o preço pago e o justo valor dos ativos adquiridos e dos passivos e
passivos contingentes assumidos.
Com referência à data de aquisição, o Grupo procedeu à determinação do justo valor dos
ativos adquiridos e dos passivos assumidos, tendo por base uma avaliação efetuada por duas
entidades externas independentes. O justo valor dos ativos e passivos identificáveis na data
de aquisição apresentam-se da seguinte forma:
Ativos líquidos adquiridos
Ativos fixos tangíveis
161.852.711
42.803.756
204.656.467
Ativos sob direito de uso
57.291.299
—
57.291.299
Ativos intangíveis
—
45.312.045
45.312.045
Ativos por impostos diferidos
10.438.568
—
10.438.568
Clientes
2.617.293
—
2.617.293
Ativos associados a contratos com
clientes
10.028.451
—
10.028.451
Outros ativos
1.974.305
—
1.974.305
Caixa e equivalentes de caixa
12.087.159
—
12.087.159
Empréstimos bancários
(109.605.501)
—
(109.605.501)
Instrumentos financeiros derivados
(8.145.161)
—
(8.145.161)
Empréstimos de acionistas
(172.588.200)
—
(172.588.200)
Passivo da locação
(57.291.299)
—
(57.291.299)
Provisões
(4.081.872)
—
(4.081.872)
Passivos por impostos diferidos
(3.261.000)
(21.546.215)
(24.807.215)
Fornecedores
(7.239.826)
—
(7.239.826)
Outros passivos
(5.462.285)
—
(5.462.285)
Total de ativos líquidos adquiridos
(111.385.358)
66.569.586
(44.815.772)
Interesses que não controlam
—
Custo de aquisição:
Pagamento das Ações
(6.531.021)
Goodwill
51.346.793
Fluxo de caixa líquido decorrente da
aquisição (Nota 20)
Pagamento das Ações
(6.531.021)
Pagamento dos Empréstimos de
acionistas
(172.588.200)
Total de pagamentos efetuados
(179.119.221)
Caixa e equivalentes de caixa
adquiridos
12.087.159
(167.032.062)
Valores em Euros
À data de aquisição
Valores
contabilísticos
Ajustamentos de
justo valor
Ativos líquidos
(justo valor)
www.greenvolt.pt371
Valores contabilísticos em Euros
Desde a data de
aquisição
12 meses (1)
Vendas e Prestações de serviços
45.324.108
67.544.759
Resultado líquido
5.843.485
38.398.281
(1) Valores não auditados, os quais têm por base as contas estatutárias individuais da TGP e TGPH,
desconsiderando quaisquer ajustamentos de consolidação e de conversão para IFRS.
O justo valor foi apurado com base na metodologia Income Approach – excess earnings,
considerada a mais apropriada para avaliação deste tipo de empresas. Abaixo detalham-se
as principais conclusões:
•Foi apurado um justo valor para os Ativos fixos tangíveis (Edifício e equipamento utilizado
na produção de energia) no valor de 204.656 milhares de Euros, tendo sido realizada uma
avaliação por um perito avaliador externo, através da metodologia Depreciated
replacement cost. Esta avaliação originou um ajustamento de justo valor no montante de
42.804 milhares de Euros e um passivo por imposto diferido associado no montante de
10.482 milhares de Euros. De referir que o Grupo procedeu à reversão das perdas por
imparidade que haviam sido reconhecidas em Tilbury, nos exercícios prévios à aquisição
por parte da GreenVolt, por entender que os motivos que haviam levado ao
reconhecimento daquelas imparidades já não se aplicavam, sendo esta reversão
suportada pela avaliação efetuada por peritos independentes, bem como pelo plano de
negócios e performance atual da central.
•Os ativos intangíveis identificados, num montante total de 45.312 milhares de Euros
consistiram nos contratos existentes de venda de energia – Power Purchase Agreements
e Renewables Obligation Certificates – os quais foram avaliados através da metodologia
Excess earnings, gerando um ajustamento de justo valor do mesmo montante, líquido de
um passivo por imposto diferido associado de 11.065 milhares de Euros. De notar que,
tendo por base o enquadramento fiscal em vigor, não foi considerado pelo avaliador o Tax
Amortisation Benefit. 
À data de aquisição foram ainda considerados os ativos por impostos diferidos relativos a
créditos fiscais anteriores da subsidiária (num total de 10.439 milhares de Euros), bem como
os passivos por impostos diferidos associados às diferenças temporárias existentes entre a
depreciação fiscal e contabilística dos ativos (num total de 3.261 milhares de Euros).
Foi assim apurado um valor de Goodwill (inerente a 100% de Tilbury, no valor de 51,3 milhões
de Euros, que se justifica pela perspetiva da operação da Central de Tilbury para além de
2037, até ao final da locação do terreno para instalação da Central em 2054) cuja realização
está suportada no plano de negócio existente para a referida Central.
b.V-Ridium Power Group Sp. Z.o.o. (“V-Ridium”)
A aquisição de 100% da V-Ridium Power Group Sp. Z.o.o. e suas subsidiárias (Nota 6) foi
efetuada pela Greenvolt – Energias Renováveis S.A. no dia 14 de julho de 2021. A operação
foi realizada através de um aumento de capital em espécie, constituído pela totalidade das
ações da V-Ridium Power Group Sp. z.o.o., e ascendeu a 56 milhões de Euros, aos quais
www.greenvolt.pt372
acresce um valor contingente de cerca de 14 milhões de Euros, que se espera ser pago na
totalidade no ano findo em 31 de dezembro de 2024, em função de indicadores diversos
relacionados com a evolução futura da subsidiária e manutenção dos key managers.
Atendendo ao acordo e natureza deste montante a pagar, foi considerado pelo Conselho de
Administração do Grupo, como parte do preço pago pelas ações, o valor atualizado para a
data de aquisição.
A GreenVolt passou assim a deter a totalidade do capital social e direitos de voto da V-Ridium
Power Group, passando por sua vez a V-Ridium Europe (anterior acionista da V-Ridium
Power Group) a ser titular de uma participação qualificada no capital social da GreenVolt.
A aquisição da V-Ridium enquadra-se na estratégia do Grupo GreenVolt em posicionar-se a
montante da cadeia de valor do segmento das energias eólicas e fotovoltaicas,
concretamente no segmento do desenvolvimento de projetos, onde a rentabilidade é mais
elevada e onde as necessidades de capital são menores.
Relativamente ao empreendimento conjunto Augusta Energy Sp. z o.o. e considerando que o
Grupo detém dez subsidiárias (incluindo a empresa-mãe), foi aplicado o método de
equivalência patrimonial sobre as demonstrações financeiras consolidadas.
Como referido, a V-Ridium dedica-se maioritariamente às atividades de desenvolvimento de
parques eólicos e solares, até à fase de Ready to Build, em que será efetuada a sua venda.
Em alguns casos, a empresa poderá também levar a cabo a construção dos parques, até que
estes atinjam a Commercial Operation Date (COD) (venda de energia à rede). A V-Ridium,
através da sua subsidiária V-Ridium Power Services, presta também serviços de Asset
Management, Contabilidade e Administrativos a entidades terceiras.
À data de aquisição, os ativos fixos tangíveis adquiridos dizem maioritariamente respeito aos
ativos em curso associados aos projetos que a V-Ridium se encontra a desenvolver. Em
relação aos ativos sob direito de uso adquiridos, estes dizem essencialmente respeito a
pagamentos para garantir os terrenos associados aos mesmos projetos.
Os investimentos em empreendimentos conjuntos são apresentados na Nota 8.
Após a aquisição da V-Ridium pelo Grupo GreenVolt, no dia 14 de julho de 2021, foi adquirido
um conjunto de subsidiárias diretamente pelo Grupo V-Ridium (Nota 6). Para as presentes
aquisições foi realizado o teste à concentração, tal como previsto na IFRS 3 – Concentrações
de atividades empresariais, tendo-se concluído que sete das subsidiárias adquiridas, devido à
natureza das transações, ao tipo de ativos adquiridos e à fase inicial de conclusão dos
projetos, correspondem a aquisições de ativos, tendo sido reconhecidos “Ativos intangíveis
em curso” nas demonstrações financeiras consolidadas. Adicionalmente, associados a estes
projetos, foram reconhecidos, aproximadamente, 12,1 milhões de Euros na rubrica “Outras
dívidas a terceiros”, relacionados com success fees a pagar a fornecedores de investimento.
A totalidade do valor foi classificado como passivo corrente, na medida em que a exigibilidade
deste passivo está sujeita ao cumprimento de um conjunto de milestones por parte de
entidades terceiras, muito embora estejam intimamente relacionados com os ativos
adquiridos e as suas características. Apesar de se estimar que estes milestones venham a
www.greenvolt.pt373
ser alcançados de forma faseada até ao exercício de 2023, os mesmos não estão sujeitos a
um direito incondicional por parte do Grupo em diferir o seu pagamento por um período
superior a 12 meses, razão pela qual foram registados em passivos correntes.
No caso das restantes subsidiárias adquiridas, concluiu-se que estamos perante
concentrações de atividades empresariais, tendo sido reconhecido Goodwill de valor residual
a 31 de dezembro de 2021, em resultado das referidas aquisições, no montante total de
339.600 Euros.
No decorrer do exercício findo em 31 de dezembro de 2021, o Grupo registou o processo de
alocação do preço de aquisição da V-Ridium de forma definitiva, tendo sido alocado a
Goodwill a diferença entre o preço pago e o justo valor dos ativos adquiridos e dos passivos e
passivos contingentes assumidos.
O justo valor dos ativos e passivos identificáveis na data de aquisição ascende a 9.639
milhares de Euros e apresenta-se da seguinte forma:
Ativos líquidos adquiridos
Ativos fixos tangíveis
1.027.663
5.080.717
6.108.380
Ativos sob direito de uso
580.894
—
580.894
Ativos intangíveis
85.387
—
85.387
Ativos por impostos diferidos
420.005
—
420.005
Clientes
424.010
—
424.010
Investimentos em empreendimentos
conjuntos (Nota 8)
1.217.186
952.767
2.169.953
Outras dívidas de terceiros
1.981.149
—
1.981.149
Estado e outros entes públicos
222.545
—
222.545
Outros ativos
324.018
—
324.018
Caixa e equivalentes de caixa
1.020.787
—
1.020.787
Passivo da locação
(580.894)
—
(580.894)
Fornecedores e outras dívidas a
terceiros
(1.606.544)
—
(1.606.544)
Passivos por impostos diferidos
(1.893)
(965.336)
(967.229)
Outros passivos
(543.435)
—
(543.435)
Total de ativos líquidos adquiridos (i)
4.570.878
5.068.148
9.639.026
Interesses que não controlam (ii)
—
Custo de aquisição (iii):
Aumento de capital em espécie
56.000.000
Passivo por pagamento contingente
13.443.992
69.443.992
Goodwill (ii)+(iii)-(i)
59.804.966
Fluxo de caixa líquido decorrente da
aquisição (Nota 20)
Pagamentos efetuados
—
Caixa e equivalentes de caixa
adquiridos
1.020.787
1.020.787
Valores em Euros
À data de aquisição
Valores
contabilísticos
Ajustamentos de
justo valor
Ativos líquidos
(justo valor)
www.greenvolt.pt374
Valores contabilísticos em Euros
Desde a data de
aquisição
12 meses (1)
Vendas, Prestações de serviços e Outros rendimentos
1.839.269
7.950.533
Resultado líquido
(2.412.057)
423.152
(1) Valores não auditados
O justo valor dos ativos adquiridos e dos passivos e passivos contingentes assumidos foi
apurado através de uma avaliação realizada internamente, tendo sido aplicada a metodologia
dos Discounted cash flows.
Foram assim estimados os fluxos de caixa associados aos ativos (tendo sido analisado o
portfólio de projetos existentes à data de aquisição), através dos preços de venda dos
projetos à data de Ready to build (valores por MW) e dos custos operacionais (gastos de
desenvolvimento) esperados até esta data. A avaliação obtida foi ponderada pela taxa de
sucesso esperada para cada projeto, atribuída em função do estado de desenvolvimento dos
mesmos (“milestones”, como sejam a obtenção de licenças ambientais, ligação à rede,
contratos de arrendamento assegurados entre outros). Os fluxos de caixa após impostos
foram posteriormente descontados a uma taxa de 7% (custo médio ponderado de capital),
que tem em conta o risco de país e o risco de negócio associado.
Foi efetuado igual exercício para efeitos da valorização da participação nas joint ventures
detidas pela V-Ridium tendo em consideração o método da soma das partes.
A determinação do justo valor dos ativos implicou o reconhecimento de passivos por impostos
diferidos no montante de 965 milhares de Euros.
Foi assim apurado goodwill, no montante de 59,8 milhões de Euros, tendo por base a
capacidade esperada de geração de projetos e da sua venda pela equipa de gestão que se
encontra constituída.
c.Track Profit Energy e Track Profit II Invest (“Profit”)
A aquisição de 70% das empresas Track Profit Energy e Track Profit II Invest foi efetuada pela
GreenVolt no dia 24 de agosto de 2021. O valor de aquisição, àquela data ascendeu a cerca
de 2,3 milhões de Euros, acrescidos de um valor contingente de cerca de 2,3 milhões de
Euros, os quais se esperam ser pagos na totalidade até ao final do ano findo em 31 de
dezembro de 2026, em função da performance da subsidiária.
A aquisição da Profit decorre da estratégia de crescimento da GreenVolt no segmento de
geração elétrica distribuída, que tem vindo a registar nos últimos anos um forte crescimento e
no qual a GreenVolt pretende ter uma presença significativa no mercado ibérico.
À data de aquisição, a GreenVolt reconheceu os interesses que não controlam, no montante
de 587.701 Euros, que corresponde à quota parte dos interesses que não controlam do justo
valor dos ativos líquidos à data de aquisição. Após a aquisição, foi realizado um aumento de
capital pelos minoritários, no montante de 330.000 Euros, que a GreenVolt acompanhou na
sua quota-parte (70%), tendo o montante total correspondido a 1.100.000 Euros, aumentando
o valor dos minoritários para o montante de 917.701 Euros.
www.greenvolt.pt375
No decorrer do exercício findo em 31 de dezembro de 2021, o Grupo registou o processo de
alocação do preço de aquisição de forma definitiva, tendo sido alocado a Goodwill a diferença
entre o preço pago e o justo valor dos ativos adquiridos e dos passivos e passivos
contingentes assumidos.
Com referência à data de aquisição, o Grupo procedeu à determinação do justo valor dos
ativos adquiridos e dos passivos assumidos, tendo determinado um justo valor dos ativos
adquiridos e dos passivos e passivos contingentes assumidos, no montante total de 1.959
milhares de Euros. Através de uma avaliação realizada internamente, foi valorizada a carteira
de encomendas e projetos existente à data de aquisição através da aplicação da margem
esperada ao backlog de contratos à data de aquisição, deduzida de uma margem habitual por
execução de obra (numa lógica de subcontratação).
A determinação do justo valor dos ativos implicou o reconhecimento de passivos por impostos
diferidos no montante de 140.669 Euros.
O justo valor dos ativos e passivos identificáveis na data de aquisição apresentam-se da
seguinte forma:
Ativos líquidos adquiridos
Ativos fixos tangíveis
476.446
—
476.446
Ativos sob direito de uso
423.268
—
423.268
Ativos intangíveis
—
625.195
625.195
Ativos por impostos diferidos
73.962
—
73.962
Clientes
1.743.812
—
1.743.812
Outros investimentos
134.518
—
134.518
Outros ativos
1.680.577
—
1.680.577
Caixa e equivalentes de caixa
529.266
—
529.266
Empréstimos bancários
(278.281)
—
(278.281)
Imposto sobre o rendimento
(89.000)
—
(89.000)
Passivo da locação
(447.255)
—
(447.255)
Fornecedores
(807.829)
—
(807.829)
Passivos por impostos diferidos
—
(140.669)
(140.669)
Outros passivos
(1.965.006)
—
(1.965.006)
Total de ativos líquidos adquiridos
1.474.478
484.526
1.959.004
Interesses que não controlam
587.701
Custo de aquisição:
Pagamento das Ações
(2.349.250)
Passivo por pagamento contingente
(2.294.796)
(4.644.046)
Goodwill
3.757.270
(484.526)
3.272.744
Fluxo de caixa líquido decorrente da
aquisição (Nota 20)
Pagamentos efetuados
(2.349.250)
Caixa e equivalentes de caixa
adquiridos
529.266
(1.819.984)
Valores em Euros
À data de aquisição
Valores
contabilísticos
Ajustamentos de
justo valor
Ativos líquidos
(justo valor)
www.greenvolt.pt376
Valores contabilísticos em Euros
Desde a data de
aquisição
12 meses (1)
Vendas e Prestações de serviços
5.369.883
10.263.547
Resultado líquido
294.116
660.558
(1) Valores não auditados
Foi assim apurado goodwill, no montante de 3,3 milhões de Euros, tendo por base a
capacidade esperada de aumento de backlog de projetos e sua instalação pela equipa de
gestão que se encontra constituída.
d.Tresa Energía e Perfecta Consumer Finance (“Perfecta”)
A aquisição de 42,19% da empresa Tresa Energía, que detém por sua vez uma participação
de 65% na Perfecta Consumer Finance foi efetuada pela GreenVolt no dia 25 de outubro de
2021. O valor de aquisição, àquela data ascendeu a cerca de 13,7 milhões de Euros.
A operação de aquisição da Perfecta Energía foi assim concluída no último trimestre de 2021,
detendo a GreenVolt uma opção de compra substantiva do capital remanescente, que poderá
ser exercida em determinadas condições, razão pela qual a subsidiária é consolidada
integralmente no perímetro.
À data de apresentação destas demonstrações financeiras consolidadas, e dado que a
aquisição foi concluída no final de outubro de 2021, o exercício de alocação de justo valor
encontra-se em curso nos termos da IFRS 3, tendo sido alocado a Goodwill a diferença que
resulta da aquisição (preço pago vs. valor dos ativos adquiridos e dos passivos e passivos
contingentes assumidos), no montante de 9.031.669 Euros. A alocação do preço de compra
irá ser realizada até conclusão do período de doze meses a contar desde a data de aquisição,
conforme permitido pela IFRS 3.
Os efeitos destas aquisições nas demonstrações financeiras consolidadas são detalhados
como segue:
www.greenvolt.pt377
Valores contabilísticos em Euros
À data de
aquisição
Ativos líquidos adquiridos
Ativos fixos tangíveis
5.158
Ativos intangíveis
85.640
Ativos por impostos diferidos
175.241
Clientes
1.377.944
Investimentos em empreendimentos
conjuntos
602.589
Outros ativos
2.115.972
Caixa e equivalentes de caixa
8.983.871
Empréstimos bancários
(250.540)
Fornecedores
(1.704.703)
Outros passivos
(389.327)
Total de ativos líquidos adquiridos
11.001.845
Interesses que não controlam
6.360.167
Custo de aquisição:
Pagamento das Ações
(13.673.348)
(13.673.348)
Goodwill
9.031.669
Fluxo de caixa líquido decorrente da
aquisição (Nota 20)
Pagamentos efetuados
(13.673.348)
Caixa e equivalentes de caixa adquiridos
8.983.871
(4.689.477)
Valores contabilísticos em Euros
Desde a data de
aquisição
12 meses (1)
Vendas e Prestações de serviços
2.945.087
9.185.799
Resultado líquido
(330.478)
(2.123.681)
(1) Valores não auditados
A aquisição da Perfecta decorre da estratégia de crescimento da GreenVolt no segmento de
geração elétrica distribuída, que tem vindo a registar nos últimos anos um forte crescimento e
no qual a GreenVolt pretende ter uma presença significativa no mercado ibérico.
A aquisição compreendeu a compra de uma participação inicial de 14,31% ao anterior
acionista Creas Impacto Fese, S.A., tendo sido posteriormente efetuada a subscrição de
novas ações através de um aumento de capital no valor de 8.673.348 Euros. À data de
aquisição, a GreenVolt reconheceu o justo valor dos interesses que não controlam, no
montante de 6.360.167 Euros, que corresponde à quota parte do justo valor dos ativos
líquidos à data de aquisição.
A Perfecta Energía detém uma participação de 65% na entidade Perfecta Consumer Finance,
a qual é reconhecida de acordo com o método de equivalência patrimonial, visto que em
consonância com os termos do acordo entre a Perfecta e o acionista minoritário da Perfecta
Consumer Finance, o Conselho de Administração da GreenVolt considera que esta empresa
é um empreendimento conjunto (Nota 8).
Os impactos decorrentes de cada uma das aquisições referidas anteriormente são como
segue:
www.greenvolt.pt378
Tilbury Green
Power
V-Ridium
Profit Energy
Perfecta
Energia
Grupo V-
Ridium (1)
Total
Goodwill
51.346.793
59.804.966
3.272.744
9.031.669
339.600
123.795.772
Investimentos em subsidiárias
líquido de caixa e equivalentes
adquiridos (Nota 20)
(167.032.062)
—
(1.819.984)
(4.689.477)
(577.438)
(174.118.961)
Caixa e equivalentes de caixa
adquiridos
—
1.020.787
—
—
—
1.020.787
(1) Aquisições efetuadas pelo Grupo V-Ridium após a aquisição pela GreenVolt
Adicionalmente, com efeitos a 31 de março de 2021, foram liquidadas as empresas Ribatejo
Green, Lda., Amieira Green, Lda., Piara Solar, Lda. e Maior Green, Lda., que representavam
um contributo residual no Grupo.
8)INVESTIMENTOS EM EMPREENDIMENTOS CONJUNTOS
Os empreendimentos conjuntos, suas sedes sociais, proporção do capital detido, atividade
desenvolvida e valor na demonstração da posição financeira em 31 de dezembro de 2021 e 31
de dezembro de 2020 eram como segue:
Denominação social
Sede
Percentagem efetiva
de participação
Valor na
Demonstração da
posição financeira
Atividade principal
dezembro
2021
dezembro
2020
dezembro
2021
dezembro
2020
Augusta Energy Sp. z o.o. Grupo
(a)
Polónia
50%
—
208.772
—
Holding, desenvolvimento
de projetos
VRW 6 Żółkiewka Sp. z o.o. (a)
Polónia
50%
—
1.389.901
—
Projeto de energia eólica
VRW 7 Kluczbork Sp. z o.o. (a)
Polónia
50%
—
107.433
—
Projeto de energia eólica
CGE 25 Sp. z o.o. (a)
Polónia
50%
—
15.657
—
Projeto de energia eólica
CGE 36 Sp. z o.o. (a)
Polónia
50%
—
103.803
—
Projeto de energia eólica
Tarnawa Solar Park Sp. z o.o. (a)
Polónia
51%
—
19.242
—
Projeto de energia solar
Perfecta Consumer Finance, S.L.
(b)
Espanha
27%
—
1.190.737
—
Desenvolvimento e
financiamento de projetos
de energia solar
3.035.046
—
(a) Sociedade adquirida via aquisição do grupo V-Ridium, em 14 de julho de 2021
(b) Sociedade adquirida na data de aquisição da Tresa Energía, S.L.
Nos investimentos em empreendimentos conjuntos apresentados, as deliberações em
Assembleia Geral são tomadas por unanimidade, e no Conselho de Administração o número de
membros é paritário ou as deliberações são tomadas por unanimidade, tendo as partes o
controlo conjunto.
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020, a informação financeira resumida dos empreendimentos
conjuntos e das empresas associadas pode ser analisada como segue:
www.greenvolt.pt379
Empreendimentos conjuntos
Augusta
Energy
CGE 25
CGE36
VRW6
VRW7
Tarnawa
Solar
V-Ridium
Renewables
srl
Perfecta
Consumer
Finance
Ativo não corrente
51.128.522
11.044
236.305
3.225.391
40.003
321.219
—
4.988.001
Ativo corrente
6.743.070
56.515
165.269
152.605
67.957
74.745
—
336.938
Passivo não corrente
52.599.020
40.153
286.923
581.651
0
396.412
—
—
Passivo corrente
4.855.028
18.244
33.603
16.543
5.333
8.451
—
31.497
Total do capital próprio
417.544
9.162
81.048
2.779.802
102.627
(8.899)
—
5.293.442
50%
50%
50%
50%
50%
51%
80%
65%
Capital próprio atribuível aos
acionistas da empresa-mãe
208.772
4.581
40.524
1.389.901
51.314
(4.538)
—
1.190.737
Goodwill
—
11.076
63.278
—
56.120
23.781
—
—
Investimento em
empreendimentos conjuntos
208.772
15.657
103.802
1.389.901
107.434
19.243
—
1.190.737
Volume de negócios
2.091
—
—
—
—
—
—
49.289
Resultados financeiros
(568.725)
(1.645)
(4.433)
(12.203)
(579)
(4.803)
(27)
—
Imposto sobre o rendimento
(gasto)
330.834
78
557
2.077
2.171
909
—
(16.292)
Resultado líquido
(520.773)
(13.311)
(11.075)
(20.587)
(6.896)
(6.225)
(307.805)
25.383
Resultado líquido atribuível
aos acionistas da empresa-
mãe
(260.386)
(6.655)
(5.538)
(10.294)
(3.448)
(3.175)
(3.207)
16.499
Em 31 de dezembro de 2021, em resultado da aplicação do método de equivalência patrimonial,
foi reconhecido na demonstração de resultados o montante de 276.204 Euros.
Relativamente à sociedade V-Ridium Renewables (sediada na Roménia), importa salientar que,
apesar de esta entidade estar incluída no perímetro de consolidação do Grupo GreenVolt com
referência a 31 de dezembro de 2021 (Nota 6), tal não se verificou durante todo o exercício, pelo
que até à data de aquisição de controlo, a participação nesta sociedade se encontrou registada
como um investimento em empreendimentos conjuntos.
Por sua vez, relativamente à Perfecta Consumer Finance, importa salientar que, apesar de a
percentagem de detenção efetiva nesta sociedade ser de 27,4%, o contributo deste
empreendimento conjunto para o consolidado foi de 65%, correspondente à percentagem de
capital detida pela Perfecta Energía nesta sociedade, sendo esta última consolidada pela
GreenVolt a 100%, conforme referido na Nota 7.
Os movimentos ocorridos no saldo desta rubrica no exercício findo em 31 de dezembro de 2021
são como segue:
31.12.2021
Saldo em 1 de janeiro
—
Alterações no perímetro da consolidação (Nota 7)
2.772.542
Aumentos
574.857
Efeitos em ganhos e perdas relativos aos
empreendimentos conjuntos
(276.204)
Efeito de variações cambiais
(35.649)
Saldo em 31 de dezembro
3.035.546
www.greenvolt.pt380
9)GOODWILL
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020, o montante registado na rubrica “Goodwill” pode ser
detalhado como segue:
 
31.12.2021
31.12.2020
Tilbury Green Power Holdings
52.441.398
—
V-Ridium Power Group
59.154.593
—
Profit Energy
3.272.744
—
Perfecta Energía
9.031.669
—
123.900.405
—
Os movimentos ocorridos no saldo desta rubrica no exercício findo em 31 de dezembro de 2021
são como segue:
31.12.2021
Saldo em 1 de janeiro
—
Apuramento de Goodwill (Nota 7)
123.795.772
Efeito de variações cambiais
104.633
Saldo em 31 de dezembro
123.900.405
As aquisições efetuadas durante o ano de 2021, e referidas na Nota 7, originaram o valor de
Goodwill a 31 de dezembro de 2021.
Como referido na Nota 7, o montante do Goodwill associado às subsidiárias Tilbury Green Power
Holdings e Perfecta Energía foi determinado provisoriamente e possivelmente sofrerá alterações
no próximo exercício.
A recuperabilidade do Goodwill nas subsidiárias é avaliada no final de cada ano,
independentemente da existência de indícios de imparidade. O valor recuperável é determinado
com base no valor de uso dos ativos, sendo calculado com recurso a metodologias de avaliação
suportadas em técnicas de fluxos de caixa descontados, considerando as condições de
mercado, o valor temporal e os riscos de negócio. As eventuais perdas por imparidade são
reconhecidas em resultados do período.
As taxas de desconto utilizadas refletem a melhor estimativa dos riscos específicos de cada
unidade geradora de caixa, variando entre 5% e 8%, em função da geografia e negócio.
No segmento da biomassa, o Grupo procedeu à avaliação dos fluxos de caixa descontados,
tendo como base os planos de negócio das centrais até ao final do período de tarifa ou vida útil
esperada da central.
Especificamente para o caso da V-Ridium, o teste de imparidade no final do exercício findo em
31 de dezembro de 2021 baseou-se na melhor informação disponível relativamente aos projetos
que o Grupo prevê que sejam desenvolvidos nos próximos anos e que tem em carteira,
www.greenvolt.pt381
ajustados pela probabilidade de os mesmos serem concluídos, mantendo as percentagens de
probabilidade (“milestones”) referidas na Nota 7.
Face às recentes aquisições das empresas Profit Energy e Perfecta Energía, os testes de
imparidade foram realizados tendo como base os planos de negócios à data de aquisição, os
quais permanecem atualizados com referência a 31 de dezembro de 2021.
10)CLASSES DE INSTRUMENTOS FINANCEIROS
De acordo com as políticas contabilísticas descritas na Nota 3.h), os instrumentos financeiros,
foram classificados como segue:
31 de dezembro de 2021
Nota
Ativos
financeiros
registados ao
custo
amortizado
Ativos
registados ao
justo valor
através de outro
rendimento
integral
Ativos
registados ao
justo valor
através de
resultados
Total
Ativos não correntes
Outras dívidas de terceiros
17
3.337.895
—
—
3.337.895
Instrumentos financeiros
derivados
24
—
1.333.293
—
1.333.293
3.337.895
1.333.293
—
4.671.188
Ativos correntes
Clientes
16
13.106.188
—
—
13.106.188
Ativos associados a
contratos com clientes
16
28.698.328
—
—
28.698.328
Outras dívidas de terceiros
17
20.556.220
—
—
20.556.220
Caixa e equivalentes de
caixa
20
258.757.013
—
—
258.757.013
321.117.749
—
—
321.117.749
324.455.644
1.333.293
—
325.788.937
31 de dezembro de 2020
Nota
Ativos financeiros
registados ao custo
amortizado
Ativos registados ao
justo valor através
de outro rendimento
integral
Ativos
registados ao
justo valor
através de
resultados
Total
Ativos correntes
Clientes
16
19.580
—
—
19.580
Ativos associados a
contratos com clientes
16
7.476.825
—
—
7.476.825
Outras dívidas de terceiros
17
11.578
—
—
11.578
Caixa e equivalentes de
caixa
20
14.100.666
—
—
14.100.666
21.608.649
—
—
21.608.649
21.608.649
—
—
21.608.649
www.greenvolt.pt382
Passivos não correntes
Empréstimos bancários
23
160.576.657
—
—
160.576.657
Empréstimos obrigacionistas
23
169.646.308
—
—
169.646.308
Outros empréstimos
23
39.521.862
—
—
39.521.862
Empréstimos acionistas
29
40.826.529
—
—
40.826.529
Passivo da locação
12.2
67.071.085
—
—
67.071.085
Outras dívidas a terceiros
27
—
—
16.289.251
16.289.251
Instrumentos financeiros
derivados
24
—
37.458.126
—
37.458.126
477.642.441
37.458.126
16.289.251
531.389.818
Passivos correntes
Empréstimos bancários
23
6.369.435
—
—
6.369.435
Empréstimos obrigacionistas
23
2.933.588
—
—
2.933.588
Outros empréstimos
23
20.490.460
—
—
20.490.460
Empréstimos acionistas
29
—
—
—
—
Passivo da locação
12.2
876.529
—
—
876.529
Fornecedores
26
17.858.390
—
—
17.858.390
Outras dívidas a terceiros
27
15.408.897
—
400.000
15.808.897
Outros passivos correntes
26
6.301.050
—
—
6.301.050
Instrumentos financeiros
derivados
24
—
303.438
—
303.438
70.238.349
303.438
400.000
70.941.787
547.880.790
37.761.564
16.689.251
602.331.605
31 de dezembro de 2021
Nota
Passivos financeiros
registados ao custo
amortizado
Passivos registados
ao justo valor
através de outro
rendimento integral
Passivos
registados ao
justo valor
através de
resultados
Total
31 de dezembro de 2020
Nota
Passivos financeiros
registados ao custo
amortizado
Passivos registados
ao justo valor
através de outro
rendimento integral
Passivos
registados ao
justo valor
através de
resultados
Total
Passivos não correntes
Empréstimos
obrigacionistas
23
48.463.769
—
—
48.463.769
Outros empréstimos
23
—
—
—
—
Passivo da locação
12.2
5.836.636
—
—
5.836.636
Outras dívidas a terceiros
27
—
—
820.348
820.348
54.300.405
—
820.348
55.120.753
Passivos correntes
Empréstimos
obrigacionistas
23
1.545.172
—
—
1.545.172
Outros empréstimos
23
40.007.311
—
—
40.007.311
Empréstimos de acionistas
29
—
—
—
—
Passivo da locação
12.2
284.370
—
—
284.370
Fornecedores
26
8.537.852
—
—
8.537.852
Outras dívidas a terceiros
27
1.681.703
—
2.257.502
3.939.205
Outros passivos correntes
26
67.979
—
—
67.979
52.124.387
—
2.257.502
54.381.889
106.424.792
—
3.077.850
109.502.642
www.greenvolt.pt383
Instrumentos financeiros mensurados ao justo valor
O quadro seguinte indica os instrumentos financeiros que são mensurados ao justo valor após o
reconhecimento inicial, agrupados em três níveis de acordo com a possibilidade de observar no
mercado o seu justo valor:
31.12.2021
Nível 1
Nível 2
Nível 3
Ativos financeiros mensurados a justo valor:
Instrumentos financeiros derivados (Nota 24)
—
1.333.293
—
Passivos financeiros mensurados a justo valor:
Instrumentos financeiros derivados (Nota 24)
—
37.761.564
—
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020 não existem ativos financeiros cujos termos tenham sido
renegociados e que caso não tivessem sido renegociados estariam vencidos ou em imparidade.
www.greenvolt.pt384
11)ATIVOS FIXOS TANGÍVEIS
Durante os exercícios findos em 31 de dezembro de 2021 e 2020 o movimento ocorrido no valor
dos ativos fixos tangíveis, bem como nas respetivas amortizações e perdas por imparidade
acumuladas, foi o seguinte:
Terrenos e
Edifícios
Equipamento
básico
Equipamento
de transporte
Equipamento
administrativo
Outros ativos
fixos tangíveis
Ativos fixos
tangíveis em
curso
Total
Ativo bruto
Saldo em 1 de janeiro de 2020
257.545
262.127.918
165.122
17.399
—
174.757
262.742.741
Adições
680.000
—
—
14.809
—
893.243
1.588.052
Transferências
—
—
—
—
—
—
—
Saldo a 31 de dezembro de
2020
937.545
262.127.918
165.122
32.208
—
1.068.000
264.330.793
Saldo em 1 de janeiro de 2021
937.545
262.127.918
165.122
32.208
—
1.068.000
264.330.793
Adições
57.956
3.401.871
33.496
68.328
5.210
12.528.625
16.095.487
Alterações no perímetro de
consolidação (Nota 7)
80.000
204.730.606
87.280
101.946
255.177
5.991.442
211.246.451
Alienações e abates
—
(277.642)
—
—
—
—
(277.642)
Efeito de variações cambiais
—
4.358.035
(1.026)
(1.644)
—
(99.616)
4.255.749
Transferências
—
4.194.707
—
—
—
(4.194.707)
—
Saldo a 31 de dezembro de
2021
1.075.501
478.535.495
284.872
200.838
260.387
15.293.744
495.650.837
Amortizações e perdas por imparidade acumuladas
Saldo em 1 de janeiro de 2020
134.138
95.632.137
157.278
9.276
—
—
95.932.829
Adições
10.355
11.677.226
2.241
2.799
—
—
11.692.622
Reforços / (reversões) de
imparidades
—
(3.760.903)
—
—
—
—
(3.760.903)
Transferências
—
—
—
—
—
—
—
Saldo a 31 de dezembro de
2020
144.493
103.548.460
159.519
12.076
—
—
103.864.548
Saldo em 1 de janeiro de 2021
144.493
103.548.460
159.519
12.076
—
—
103.864.548
Adições
10.355
21.629.164
11.916
18.894
20.055
—
21.690.384
Alterações no perímetro de
consolidação (Nota 7)
—
—
—
—
—
—
—
Efeito de variações cambiais
—
79.906
(7)
(16)
—
—
79.883
Transferências
—
—
—
—
—
—
—
Saldo a 31 de dezembro de
2021
154.848
125.257.530
171.428
30.954
20.055
—
125.634.815
Valor líquido contabilístico
Em 31 de dezembro de 2020
793.051
158.579.458
5.603
20.132
—
1.068.000
160.466.245
Em 31 de dezembro de 2021
920.653
353.277.965
113.444
169.884
240.332
15.293.744
370.016.023
Durante os exercícios findos em 31 de dezembro de 2021 e 2020, as amortizações do exercício
ascenderam a 21.690.384 Euros e 11.692.622 Euros, respetivamente, e foram registadas na
rubrica da demonstração dos resultados “Amortizações e depreciações” (Nota 35).
As alterações no perímetro de consolidação (ver Nota 7) incluem essencialmente o aumento de
204.656 milhares de Euros em resultado da aquisição de Tilbury (incluindo o efeito do exercício
de alocação do preço de compra dos ativos de Tilbury, no montante de 42.804 milhares de
Euros), e o aumento de 6.108 milhares de Euros em resultado da aquisição da V-Ridium
(incluindo o efeito do exercício de alocação do preço de compra, no montante de 5.081 milhares
de Euros). 
www.greenvolt.pt385
A rubrica “Equipamento básico” compreende os ativos associados às centrais de biomassa do
Grupo, em Portugal e no Reino Unido. Tal como referido na Nota 7, durante o exercício findo em
31 de dezembro de 2021 o Grupo adquiriu a central de Tilbury, cujos ativos líquidos ascendem a
204.656 milhares de Euros naquela data, e que se encontram em propriedade alheia através de
um contrato de locação (Nota 12). As centrais de biomassa em Portugal encontram-se
localizadas em terrenos do Grupo Altri (Nota 12), os quais se encontram refletidos na rubrica
“Ativos sob direito de uso”.
Durante o exercício findo em 31 de dezembro 2021, o Grupo procedeu à paragem de
manutenção programada da central de Ródão, tendo efetuado uma grande intervenção da
turbina, que ocorre após 100.000 horas de operação, a qual se consubstanciou num aumento do
equipamento básico no montante total de cerca de 5 milhões de Euros (incluindo os valores
registados na linha de Transferências), e que permitirá uma maior eficiência da operação.
Em 1 de janeiro de 2021, o Grupo GreenVolt alterou o reconhecimento contabilístico das
paragens das centrais de biomassa em Portugal, sendo consideradas como grandes reparações,
pois traduzem-se em benefícios económicos futuros para as centrais, passando assim a
capitalizar a reparação na data em que esta ocorre, amortizando pelo período estimado até à
próxima manutenção. Em linha com a IAS 16, o Grupo procedeu ao desreconhecimento dos
ativos substituídos, tendo sido considerado o seu custo de reposição como estimativa de valor.
Antes desta alteração, estes gastos eram reconhecidos na rubrica de “Fornecimentos e serviços
externos”. O efeito desta alteração implicou uma redução nas rubricas de “Fornecimentos e
serviços externos” e “Ativos fixos tangíveis” no montante de 2.966.663 Euros e 246.524 Euros,
respetivamente, e um aumento na rubrica de Amortizações e depreciações no montante de
3.123.523 Euros. 
Em 2020, com a aquisição da Golditábua, o Grupo adquiriu um direito perpétuo sobre o terreno,
no qual se pretende desenvolver a sua atividade operacional. Este valor foi reconhecido ao custo
na rubrica “Terrenos e edifícios” considerando a substância do contrato.
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020, a rubrica “Ativos tangíveis em curso” refere-se aos
seguintes projetos:
31.12.2021
31.12.2020
Projetos em curso (V-Ridium)
8.141.931
—
Parque fotovoltaico (Golditábua)
4.084.650
—
UPPs (GreenVolt)
854.266
—
Linha de vapor (Ródão)
797.111
—
Turbina (Ródão)
—
893.243
Outros projetos
1.415.786
174.757
15.293.744
1.068.000
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020, não foram capitalizados encargos financeiros.
Durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2020, o Grupo procedeu à reversão das perdas
por imparidade que haviam sido reconhecidas a 31 de dezembro de 2018 referentes às centrais
de Mortágua e Constância, por entender que os motivos que haviam levado ao reconhecimento
www.greenvolt.pt386
daquelas imparidades já não se aplicavam, isto é, o valor presente dos fluxos de caixa futuros
estimados para aqueles ativos eram superiores ao valor pelo qual o ativo se encontrava
registado. À data de 31 de dezembro de 2021 o Grupo efetuou nova avaliação de imparidade
para as várias centrais de biomassa em Portugal, não tendo sido detetadas imparidades. A taxa
WACC considerada neste exercício foi de 5% (5,3% em 2020), sendo que o período projetado
varia em função do período de licença de cada central.
Importa referir que em 1 de julho de 2020 foi celebrado um contrato de concessão com o
Município de Mortágua, cuja execução depende, conforme previsto no referido contrato, da
aprovação, pelas entidades competentes, dos pedidos de instalação e operacionalização da
valorização vegetal da biomassa florestal de Mortágua, nos termos do Decreto-Lei n.º 64/2017,
de 12/06 (alterado pelo Decreto-Lei n.º 120/2019, de 22/08), e que implementou o regime
especial e extraordinário para a instalação e exploração, pelos municípios, de uma nova central
de biomassa, o que se espera que trará sinergias ao projeto existente. Este facto não foi
considerado nas projeções realizadas devido à sua natureza contingente.
www.greenvolt.pt387
12)DIREITOS DE USO
12.1Ativos sob Direito de Uso
Durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2021 e 2020, o movimento ocorrido no valor
dos ativos sob direito de uso, bem como nas respetivas amortizações, foi o seguinte:
Terrenos e
Edifícios
Equipamento
de transporte
Total
Ativo bruto
Saldo em 1 de janeiro de 2020
8.375.284
—
8.375.284
Adições
32.254
—
32.254
Transferências
—
—
—
Saldo em 31 de dezembro de 2020
8.407.538
—
8.407.538
Saldo em 1 de janeiro de 2021
8.407.538
—
8.407.538
Alterações no perímetro de consolidação (Nota 7)
57.931.878
363.583
58.295.461
Adições
2.560.403
265.786
2.826.189
Efeito de variações cambiais
1.215.002
(3.448)
1.211.554
Transferências
—
—
—
Saldo em 31 de dezembro de 2021
70.114.821
625.921
70.740.742
Amortizações
Saldo em 1 de janeiro de 2020
2.637.417
—
2.637.417
Adições
336.546
—
336.546
Transferências
—
—
—
Saldo em 31 de dezembro de 2020
2.973.963
—
2.973.963
Saldo em 1 de janeiro de 2021
2.973.963
—
2.973.963
Adições
1.381.152
76.210
1.457.362
Efeito de variações cambiais
11.920
(49)
11.871
Transferências
—
—
—
Saldo em 31 de dezembro de 2021
4.367.035
76.161
4.443.196
Valor líquido contabilístico
Em 31 de dezembro de 2020
5.433.575
—
5.433.575
Em 31 de dezembro de 2021
65.747.786
549.760
66.297.546
A rubrica “Terrenos e Edifícios” inclui os contratos de arrendamento celebrados com partes
relacionadas, nomeadamente, Celulose Beira Industrial (Celbi), S.A., Caima – Indústria de
Celulose, S.A. e Biotek, S.A. (anteriormente designada por Celtejo – Empresa de Celulose do
Tejo, S.A.), sendo relativos aos terrenos onde se encontram localizadas as centrais / projetos do
Grupo em Portugal. Adicionalmente, com a aquisição de Tilbury em 2021, esta rubrica integra
57.291 milhares de Euros referentes ao contrato de arrendamento do terreno onde a central está
localizada, no porto de Tilbury.
As principais condições contratuais destes contratos de arrendamento detalham-se como segue:
Central
Figueira da Foz
Constância
Vila Velha de Ródão
Mondego (Figueira
da Foz)
Tilbury
Término
março 2034
junho 2034
dezembro 2031
julho 2044
abril 2054
Atualização anual
IPC
IPC
IPC
IPC
2% / IPC
www.greenvolt.pt388
Adicionalmente, foram reconhecidos em 2021 e 2020 os seguintes montantes de gastos
relativos a ativos sob direito de uso:
31.12.2021
31.12.2020
Depreciação de ativos sob direito de uso (Nota 35)
1.457.362
336.546
Gastos com juros relacionados com passivos de locação (Nota 36)
1.526.124
254.583
Montante total reconhecido na demonstração dos resultados
2.983.486
591.129
12.2Passivo da Locação
Durante os exercícios findos em 31 de dezembro de 2021 e 2020, os movimentos ocorridos no
valor dos passivos da locação foram como segue:
 
31.12.2021
31.12.2020
Saldo inicial
6.121.006
6.362.289
Alterações no perímetro de consolidação (Nota 7)
58.319.448
—
Adições
2.833.812
32.254
Juros (Nota 36)
1.526.124
254.583
Pagamentos
(2.059.341)
(528.120)
Efeito de variações cambiais
1.206.565
—
Saldo final
67.947.614
6.121.006
Corrente
876.529
284.370
Não corrente
67.071.085
5.836.636
O prazo de reembolso dos passivos da locação é como segue:
31.12.2021
2022
2023
2024
2025
>2025
Total
Passivo da locação
876.529
907.158
831.925
751.100
64.580.902
67.947.614
876.529
907.158
831.925
751.100
64.580.902
67.947.614
31.12.2020
2021
2022
2023
2024
>2024
Total
Passivo da locação
284.370
295.638
307.357
307.357
4.926.284
6.121.006
284.370
295.638
307.357
307.357
4.926.284
6.121.006
www.greenvolt.pt389
13)ATIVOS INTANGÍVEIS
Durante os exercícios findos em 31 de dezembro de 2021 e 2020, o movimento ocorrido no valor
dos ativos intangíveis, bem como nas respetivas amortizações e perdas por imparidade
acumuladas, foi o seguinte:
Licenças
Outros
ativos
intangíveis
Ativos
intangíveis
em curso
Total
Ativo bruto
Saldo em 1 de janeiro de 2020
20.600.276
—
—
20.600.276
Adições
—
—
2.921.894
2.921.894
Transferências
—
—
—
—
Saldo em 31 de dezembro de 2020
20.600.276
—
2.921.894
23.522.170
Saldo em 1 de janeiro de 2021
20.600.276
—
2.921.894
23.522.170
Alterações no perímetro de consolidação (Nota 7)
—
46.108.267
—
46.108.267
Adições
398.257
20.309.796
15.790.491
36.498.544
Efeito de variações cambiais
—
1.238.264
(15.154)
1.223.110
Transferências
—
—
—
—
Saldo em 31 de dezembro de 2021
20.998.533
67.656.327
18.697.231
107.352.091
Amortizações e perdas por imparidade acumuladas
Saldo em 1 de janeiro de 2020
19.181.845
—
—
19.181.845
Adições
119.289
—
—
119.289
Reforços / (reversões) de imparidades
(2.574.839)
—
—
(2.574.839)
Transferências
—
—
—
—
Saldo em 31 de dezembro de 2020
16.726.295
—
—
16.726.295
Saldo em 1 de janeiro de 2021
16.726.295
—
—
16.726.295
Aumentos
354.742
2.477.718
—
2.832.460
Efeito de variações cambiais
—
30.980
—
30.980
Transferências
—
—
—
—
Saldo em 31 de dezembro de 2021
17.081.037
2.508.698
—
19.589.735
Valor líquido contabilístico
Em 31 de dezembro de 2020
3.873.982
—
2.921.894
6.795.875
Em 31 de dezembro de 2021
3.917.496
65.147.629
18.697.231
87.762.356
Durante os exercícios findos em 31 de dezembro de 2021 e 2020, as amortizações dos ativos
intangíveis ascenderam a 2.832.460 Euros e a 119.289 Euros, respetivamente, e foram
registadas na Demonstração dos Resultados na rubrica “Amortizações e depreciações” (Nota
35).
As alterações no perímetro de consolidação em 31 de dezembro de 2021 (ver Nota 7) nos
“Outros ativos intangíveis” dizem essencialmente respeito ao exercício de alocação do preço de
compra de Tilbury, tendo sido identificados ativos intangíveis associados ao contrato de venda de
venda de energia inicial de Tilbury, tendo este contrato sido valorizado pelo montante de 45,3
milhões de Euros, tal como referido na Nota 7.
As adições verificadas nos “Outros ativos intangíveis” incluem essencialmente o aumento de
20,0 milhões de Euros em resultado da aquisição de Tilbury, associado ao contrato suplementar
de Power Purchase Agreement com a ESB Independent Generation Trading Limited (ver Nota 7).
www.greenvolt.pt390
O aumento da rubrica “Ativos intangíveis em curso” diz essencialmente respeito às aquisições de
grupos de ativos efetuadas pela V-Ridium, nomeadamente nas aquisições das empresas Merak
Energia, Rensol e KSME, os quais têm um conjunto de passivos associados dependentes da
concretização de determinadas metas a verificar no futuro, tal como referido na Nota 7.
A rubrica “Licenças” refere-se essencialmente ao justo valor apurado na aquisição da sociedade
Ródão Power – Energia e Biomassa do Ródão, S.A. Em 31 de dezembro de 2020, o aumento
em “Ativos intangíveis em curso” refere-se à aquisição da subsidiária Golditábua, S.A. Esta
transação foi contabilizada como uma aquisição de ativos, conforme indicado na Nota 3.
No exercício findo em 31 de dezembro de 2020, devido à análise de imparidade por central, foi
registada uma reversão de imparidade de 2.574.839 Euros para a licença de Ródão Power (que
havia sido reconhecida em 1 de janeiro de 2018), tendo sido aumentados os correspondentes
passivos por impostos diferidos, uma vez que o valor das consequências fiscais da imparidade
estava compensando passivos fiscais diferidos anteriormente reconhecidos. No exercício findo
em 31 de dezembro de 2021 não existem indícios de imparidade associados à licença.
No exercício findo em 31 de dezembro de 2021, em função do plano de negócios existente para
as unidades de negócio do Grupo, é entendimento do Conselho de Administração de que não
existem indícios de imparidade no Grupo. 
14)INVENTÁRIOS
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020, o montante registado na rubrica “Inventários” pode ser
detalhado como segue:
31.12.2021
31.12.2020
Mercadorias
873.562
—
Matérias-primas, subsidiárias e de consumo
1.906
1.108
875.469
1.108
Perdas por imparidade acumuladas
—
—
875.469
1.108
O aumento do montante registado nesta rubrica (comparativamente ao período homólogo) é,
essencialmente, justificado pelos inventários das empresas adquiridas pelo Grupo durante o
exercício de 2021, nomeadamente no segmento de geração distribuída. 
www.greenvolt.pt391
O custo das vendas do exercício findo em 31 de dezembro 2021 e 2020 ascendeu a 43.237.838
Euros e 39.028.957 Euros, respetivamente, e foi apurado como segue:
31.12.2021
31.12.2020
Saldo inicial
1.108
3.041.661
Alterações no perímetro de consolidação
291.100
—
Compras
43.798.544
35.988.404
Regularização de inventários
22.555
—
Saldo final
(875.469)
(1.108)
43.237.838
39.028.957
15)IMPOSTOS CORRENTES E DIFERIDOS
De acordo com a legislação portuguesa em vigor, as declarações fiscais estão sujeitas a revisão
e correção por parte das autoridades fiscais durante um período de quatro anos (cinco anos para
a Segurança Social), exceto quando tenha havido prejuízos fiscais, tenham sido concedidos
benefícios fiscais, ou estejam em curso inspeções, reclamações ou impugnações, casos estes
em que, dependendo das circunstâncias, os prazos são alargados ou suspensos. Deste modo,
as declarações fiscais do Grupo e das subsidiárias desde 2017 poderão vir ainda a ser sujeitas a
revisão.
De acordo com a legislação fiscal na Polónia, Roménia, Itália, Grécia e Bulgária, as declarações
fiscais estão sujeitas a revisão e correção por parte das autoridades fiscais durante um período
de cinco anos. Em França, a legislação prevê um período de três anos para revisão e correção
das declarações fiscais e, em Espanha, esse período é de quatro anos.
De acordo com a legislação inglesa, as declarações fiscais estão sujeitas a revisão e correção
por parte das autoridades fiscais durante um período de quatro anos.
O Conselho de Administração do Grupo entende que as eventuais correções resultantes de
revisões/inspeções por parte das autoridades fiscais àquelas declarações de impostos não terão
um efeito significativo nas demonstrações financeiras consolidadas relativas aos exercícios
findos em 31 de dezembro de 2021 e 2020.
www.greenvolt.pt392
O detalhe dos ativos e passivos por impostos diferidos em 31 de dezembro de 2021 e 2020, de
acordo com as diferenças temporárias que os geraram, é como segue:
Ativos por impostos
diferidos
Passivos por impostos
diferidos
31.12.2021
31.12.2020
31.12.2021
31.12.2020
Provisões e perdas por imparidade não aceites fiscalmente
452.840
—
—
—
Justo valor do PPA (alocação do preço de aquisição)
—
—
12.909.879
929.756
Prejuízos fiscais reportáveis
8.637.996
—
Provisão para desmantelamento
1.294.422
1.156.909
—
—
Diferenças temporárias em ativos tangíveis
—
182.468
12.619.439
2.328.550
Diferenças entre depreciações contabilísticas e fiscais
—
—
7.390.866
—
Ativos sob direito de uso
371.405
154.547
—
—
Justo valor dos instrumentos derivados
9.107.068
—
—
Outros
609.929
—
—
—
20.473.659
1.493.924
32.920.185
3.258.306
O movimento ocorrido nos ativos e passivos por impostos diferidos nos exercícios findos em 31
de dezembro de 2021 e 2020 foi como segue:
Ativos por impostos
diferidos
Passivos por impostos
diferidos
31.12.2021
31.12.2020
31.12.2021
31.12.2020
Saldo inicial
1.493.924
2.503.285
3.258.306
2.844.621
Alterações no perímetro de consolidação (Nota 7)
11.107.776
—
25.915.113
—
Efeitos na demonstração dos resultados:
Aumento/(Redução) de provisões e perdas por imparidade
413.678
(1.180.765)
—
—
Justo valor do PPA (alocação do preço de aquisição)
—
—
(639.874)
589.332
Prejuízos fiscais reportáveis
(2.237.878)
—
—
—
Provisão para desmantelamento
173.784
179.158
—
—
Diferenças temporárias em ativos tangíveis
—
(7.754)
(177.694)
(175.647)
Diferenças entre depreciações contabilísticas e fiscais
—
—
4.005.924
—
Ativos sob direito de uso
212.928
—
—
—
Outros efeitos
21.613
—
(1.863)
—
Total de efeitos na demonstração dos resultados
(1.415.875)
(1.009.361)
3.186.493
413.685
Efeitos em capitais próprios:
Justo valor dos instrumentos financeiros derivados
8.984.998
—
—
—
Total de efeitos em outro rendimento integral
8.984.998
—
—
—
Efeito de variações cambiais
302.836
—
560.273
—
Saldo final
20.473.659
1.493.924
32.920.185
3.258.306
As taxas de imposto aplicáveis nos principais países onde o Grupo GreenVolt está presente, com
referência a 31 de dezembro de 2021 e 2020, são as seguintes:
www.greenvolt.pt393
31.12.2021
31.12.2020
Portugal
21%
21%
Reino Unido
19%
n.a.
Polónia
19%
n.a.
Espanha
25%
n.a.
Itália
24%
n.a.
Grécia
22%
n.a.
Roménia
16%
n.a.
França
26.5%
n.a.
Bulgária
10%
n.a.
De acordo com a legislação em vigor em Portugal, durante os exercícios findos em 31 de
dezembro de 2021 e 2020, a derrama estadual correspondeu à aplicação de uma taxa adicional
de 3% sobre a parte do lucro tributável entre 1,5 e 7,5 milhões de Euros, de 5% sobre a parte do
lucro tributável entre 7,5 e 35 milhões de Euros e de 9% sobre o lucro tributável acima de 35
milhões de Euros. Adicionalmente, nos termos do artigo 88.º do Código do Imposto sobre o
Rendimento das Pessoas Coletivas, as Empresas portuguesas encontram-se ainda sujeitas a
tributação autónoma sobre um conjunto de encargos às taxas previstas no artigo mencionado.
Os impostos diferidos a reconhecer resultantes de prejuízos fiscais só são registados na medida
em que seja provável que ocorram lucros tributáveis no futuro e que possam ser utilizados para
recuperar as perdas fiscais ou diferenças tributárias dedutíveis. Em 2021, o Grupo registou
ativos por impostos diferidos relativos a prejuízos fiscais no montante de 8.637.996 Euros. Este
montante corresponde a cerca de 35,6 milhões de Euros de prejuízos fiscais reportáveis. Em 31
de dezembro de 2020, não foram registados ativos por impostos diferidos relativos a prejuízos
fiscais.
O detalhe dos prejuízos fiscais reportáveis que geraram ativos por imposto diferido é como
segue:
www.greenvolt.pt394
31 de dezembro de 2021
31 de dezembro de 2020
Prejuízo
fiscal
Ativos
por
impostos
diferidos
Data
limite de
utilização
Prejuízo
fiscal
Ativos
por
impostos
diferidos
Data
limite de
utilização
Com limite de data de utilização
Gerados em 2020
Polónia
407.830
77.488
2025
—
—
2025
Gerados em 2021
Portugal
210.100
44.192
2033
—
—
2033
Gerados em 2021
Polónia
1.746.325
331.802
2026
—
—
2026
2.364.255
453.481
—
—
Sem limite de data de utilização
Gerados em 2019
Espanha
960.552
144.083
—
—
Gerados em 2019
Reino Unido
8.839.141
2.209.785
—
—
Gerados em 2020
Espanha
207.719
31.158
—
—
Gerados em 2020
Reino Unido
22.617.788
5.654.447
—
—
Gerados em 2021
França
532.947
133.237
—
—
Gerados em 2021
Itália
49.190
11.806
—
—
33.207.336
8.184.515
—
—
Total
35.571.591
8.637.996
—
—
É convicção do Conselho de Administração do Grupo de que os ativos por impostos diferidos
registados em 31 de dezembro de 2021 e 2020 são recuperáveis na totalidade.
Por sua vez, o detalhe dos prejuízos fiscais reportáveis que não geraram impostos diferidos é
como segue:
31 de dezembro de 2021
31 de dezembro de 2020
Prejuízo
fiscal
Crédito
de
imposto
Data
limite de
utilização
Prejuízo
fiscal
Crédito
de
imposto
Data
limite de
utilização
Com limite de data de utilização
Gerados em 2016
Portugal
4.000
840
2030
4.000
840
2030
Gerados em 2017
Portugal
7.929
1.665
2024
7.929
1.665
2024
Gerados em 2018
Portugal
—
—
2025
—
—
2025
Gerados em 2019
Portugal
13.299
2.793
2026
15.099
3.171
2026
Gerados em 2020
Portugal
52.845
11.097
2032
54.461
11.437
2032
Gerados em 2021
Portugal
236.578
49.681
2033
—
—
2033
314.651
66.076
81.489
17.113
Sem limite de data de utilização
Gerados em 2021
Espanha
2.171.668
325.750
—
—
2.171.668
325.750
—
—
Total
2.486.319
391.826
81.489
17.113
Os impostos sobre o rendimento reconhecidos na demonstração dos resultados dos exercícios
findos em 31 de dezembro de 2021 e 2020 podem ser detalhados como segue:
31.12.2021
31.12.2020
Imposto corrente
(3.786.777)
(4.989.688)
Imposto diferido
(4.602.368)
(1.423.046)
(8.389.145)
(6.412.734)
www.greenvolt.pt395
A reconciliação do resultado antes de imposto para o imposto dos exercícios findos em 31 de
dezembro de 2021 e 2020 é como segue:
Resultados antes de impostos e CESE
22.213.903
25.417.236
Taxa teórica de imposto sobre o rendimento
21,00%
21,00%
4.664.920
5.337.620
Efeito de taxas de imposto diferentes da taxa de Portugal
(806.413)
—
Resultados relativos a empresas associadas e
empreendimentos conjuntos
54.841
—
Provisões, perdas por imparidade e amortizações não aceites
fiscalmente
674.593
—
Outros rendimentos e gastos não aceites fiscalmente
3.185.391
—
Derramas (municipal e estadual)
664.995
875.152
Tributação autónoma
134.698
—
Benefícios fiscais
(153.519)
—
(Insuficiência) / Excesso de estimativa de imposto
181
(20.191)
Diferença na taxa de cálculo dos impostos diferidos
—
81.920
Prejuízos fiscais que não originaram ativos por impostos
diferidos
125.228
16.186
Outros efeitos
(155.770)
122.047
Imposto sobre o rendimento
8.389.145
6.412.734
31.12.2021
31.12.2020
Para mais detalhe sobre as rubricas da demonstração da posição financeira relativas a imposto
sobre o rendimento a pagar e a receber, em 31 de dezembro de 2021 e 2020, ver Nota 18.
A Contribuição Extraordinária para o Setor Energético no exercício findo em 31 de dezembro de
2021 e 2020 ascendeu a 1.015.013 Euros e 1.078.934 Euros, respetivamente.
16)CLIENTES E ATIVOS ASSOCIADOS A CONTRATOS COM CLIENTES
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020 estas rubricas tinham a seguinte composição:
31.12.2021
31.12.2020
Clientes, conta corrente
13.174.592
19.580
Ativos associados a contratos com clientes
28.698.328
7.476.825
41.872.920
7.496.405
Perdas por imparidade acumuladas
(68.404)
—
41.804.516
7.496.405
Os saldos a receber de “Clientes, conta corrente” dizem maioritariamente respeito a saldos a
receber relacionados com a atividade de biomassa, no montante de 9.255.420 Euros, sendo o
acréscimo face a 31 de dezembro de 2020 justificado por um atraso de um dia no recebimento
do cliente SU Eletricidade, S.A., anteriormente denominado EDP Serviço Universal, S.A. Esta
www.greenvolt.pt396
rubrica inclui ainda 3.374.668 Euros a receber relacionados com a atividade de geração
distribuída.
O Grupo não cobra quaisquer encargos de juros enquanto os prazos de pagamento definidos
(em média 60 dias) estejam a ser respeitados. Findos esses prazos, são cobrados os juros que
estiverem definidos contratualmente, e de acordo com a lei em vigor e aplicável a cada situação,
o que tenderá a ocorrer apenas em situações extremas.
Os saldos “Ativos associados a contratos com clientes” estão essencialmente relacionados com
a energia fornecida mas ainda não faturada aos clientes do segmento de biomassa (24.276.590
Euros em 31 de dezembro de 2021 e 7.476.825 em 31 de dezembro de 2020). Em 31 de
dezembro de 2021, esta rubrica inclui também os acréscimos de rendimento decorrentes da
aplicação do método da percentagem de acabamento nas subsidiárias do segmento de geração
distribuída, no montante de 4.104.697 Euros.
O Conselho de Administração entende que as contas a receber que não se encontram vencidas
serão integralmente realizadas, tendo em conta o histórico de incobrabilidade e as
características das contrapartes. Adicionalmente, com a adoção da IFRS 9, o Grupo apura as
perdas de imparidade esperadas para as suas contas a receber de acordo com os critérios
divulgados na Nota 3.h).
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020, a antiguidade do valor líquido do saldo de Clientes, conta
corrente pode ser analisada como segue:
31.12.2021
31.12.2020
Não vencido e até 90 dias
12.647.985
19.580
90 - 180 dias
121.355
—
Mais de 180 dias
336.847
—
13.106.188
19.580
www.greenvolt.pt397
17)OUTRAS DÍVIDAS DE TERCEIROS
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020 esta rubrica tinha a seguinte composição:
31.12.2021
31.12.2020
Outras dívidas de terceiros – não corrente
Partes relacionadas
1.325.279
—
Outros valores a receber
2.034.748
—
3.360.027
—
Perdas por imparidade acumuladas
(22.132)
—
3.337.895
—
Outras dívidas de terceiros – corrente
Partes relacionadas
19.141.271
4.615
Adiantamentos a fornecedores
306.640
—
Outros
1.213.202
6.963
20.661.112
11.578
Perdas por imparidade acumuladas
(94.892)
—
20.566.220
11.578
As “Outras dívidas a terceiros – Partes relacionadas” dizem maioritariamente respeito a
empréstimos a entidades detidas pela joint venture Augusta Energy Sp. z o.o., os quais são
atribuídos para desenvolvimento da atividade operacional daquelas empresas (i.e.
desenvolvimento e construção de projetos). O Grupo analisa os indícios de imparidade destes
empréstimos, sendo considerado o risco de crédito subjacente a estes ativos e informações de
mercado que possam interferir nas probabilidades de recebimento. De referir que, a 31 de
dezembro de 2021, estes empréstimos não se encontravam vencidos.
Adicionalmente, com a adoção da IFRS 9, o Grupo apura as perdas de imparidade esperadas
para as suas contas a receber de acordo com os critérios divulgados na Nota 3.h).
Os Outros valores a receber – não correntes incluem ainda um depósito de caução efetuado pela
Golditábua em favor da Direção-Geral de Energia e Geologia, no montante de 400.000 Euros,
destinado a garantir o bom e pontual cumprimento de todas as obrigações da Golditábua, titular
da licença da Central Solar de Tábua, até à sua entrada em exploração, bem como valores a
receber de clientes da Perfecta, relativos a instalações de painéis financiadas, no montante de
153.567 Euros.
www.greenvolt.pt398
18)ESTADO E OUTROS ENTES PÚBLICOS
O detalhe dos saldos devedores e credores com o Estado e outros entes públicos em 31 de
dezembro de 2021 e 2020 é o seguinte:
 
31.12.2021
31.12.2020
Saldos devedores:
Imposto sobre o rendimento
679.905
387
Total – Imposto sobre o rendimento
679.905
387
Imposto sobre o valor acrescentado
3.691.282
115.287
Outros impostos
50
—
Total – Estado e outros entes públicos
3.691.332
115.287
Saldos credores:
Imposto sobre o rendimento
(1.213.754)
(3.411.514)
Total – Imposto sobre o rendimento
(1.213.754)
(3.411.514)
Imposto sobre o valor acrescentado
(1.451.230)
(565.732)
Retenção na fonte
(178.031)
—
Contribuições para a Segurança Social
(121.319)
—
Outros impostos
(119.146)
—
Total – Estado e outros entes públicos
(1.869.726)
(565.732)
19)OUTROS ATIVOS CORRENTES
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020 a rubrica “Outros ativos correntes” pode ser detalhada
como segue:
 
31.12.2021
31.12.2020
Gastos a reconhecer:
Seguros pagos antecipadamente
885.196
—
Juros pagos antecipadamente
184.091
—
Outros gastos pagos antecipadamente
1.213.969
506.427
2.283.256
506.427
www.greenvolt.pt399
20)CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020, o detalhe da rubrica “Caixa e equivalentes de caixa” era
como segue:
31.12.2021
31.12.2020
Depósitos bancários
258.757.013
14.100.666
Caixa e equivalentes de caixa
258.757.013
14.100.666
Em 31 de dezembro de 2021 os saldos de Caixa e equivalentes em moeda diferente do Euro
ascendem a 59.628.518 Euros (valor nulo em 31 de dezembro de 2020). Dado que estes
montantes correspondem a depósitos à ordem que são constantemente movimentados, os
efeitos resultantes de alterações de taxas de câmbio sobre caixa e seus equivalentes detidos no
início e no fim do exercício de 2021 para efeito da demonstração dos fluxos de caixa são
imateriais.
Durante os exercícios findos em 31 de dezembro de 2021 e 2020, os pagamentos relativos a
investimentos financeiros detalham-se como segue:
31.12.2021
31.12.2020
Aquisições no exercício findo em 31 de dezembro
de 2020:
Golditábua
(2.257.502)
(821.779)
(2.257.502)
(821.779)
Aquisições no exercício findo em 31 de dezembro
de 2021 (Nota 7):
Tilbury Green Power
(167.032.062)
—
Profit Energy
(1.819.984)
—
Perfecta Energía
(4.689.477)
—
Subsidiárias do grupo V-Ridium
(577.438)
—
(174.118.961)
—
(176.376.463)
(821.779)
21)CAPITAL SOCIAL E RESERVAS
Capital social
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020, o capital social da GreenVolt encontrava-se totalmente
subscrito e realizado e era composto por 121.376.470 ações ordinárias, escriturais e
nominativas, sem valor nominal.
Na Assembleia Geral, realizada a 31 de março de 2021, foi aprovado por unanimidade que (i)
"Resultados Transitados", no montante de 19.950.000 Euros, seriam incorporados como capital
www.greenvolt.pt400
social da Empresa e que (ii) os acionistas realizariam um aumento de capital social, em dinheiro,
no valor de 50.000.000 Euros.
Posteriormente, no dia 14 de julho de 2021, foi registado um aumento do capital social da
GreenVolt, no montante de 177.599.998,75 Euros, na sequência do qual foram emitidas
41.788.235 novas ações ordinárias, escriturais e nominativas, sem valor nominal, ao preço de
subscrição unitário de 4,25 Euros, passando, o capital social para um valor de 247.599.998,75
Euros, representado por 116.788.235 ações ordinárias, escriturais e nominativas sem valor
nominal. Estas ações foram subscritas:
•Por um conjunto de investidores profissionais, que subscreveram 30.588.235 ações, no
montante de 129.999.998,75 Euros;
•Pela sociedade V-Ridium Europe Sp. z.o.o., que subscreveu 11.200.000 ações, no
montante de 47.600.000 Euros (com um prémio de emissão no montante de 8.400.000
Euros), mediante a entrega de 11.200.000 ações da V-Ridium Power Group, Sp. z.o.o.,
representativas de 100% do capital social dessa sociedade, que passou a ser
integralmente detida pela GreenVolt.
No dia 26 de julho de 2021, os Joint Global Coordinators, agindo em nome e por conta dos
Managers, exerceram a Greenshoe Option, resultando na emissão por parte da GreenVolt de
4.588.235 ações adicionais, com um preço unitário de 4,25 Euros por ação. Nestes termos, a
GreenVolt deliberou o correspondente aumento de capital no valor de 19.499.998,75 Euros,
concretizado através da emissão das Novas Ações Opcionais. Desta forma, o capital social do
Grupo, que era de 247.599.998,75 Euros, é agora de 267.099.997,50 Euros, representado por
121.376.470 ações ordinárias, escriturais e nominativas sem valor nominal.
Prémio de emissão
Conforme referido anteriormente, no dia 14 de julho de 2021, a V-Ridium Europe Sp. z.o.o.
subscreveu 11.200.000 ações da GreenVolt, com um prémio de emissão no montante de
8.400.000 Euros.
Adicionalmente, conforme previsto na IAS 32, os custos de transação associados à emissão das
novas ações, no montante de 7.627.388 Euros, foram contabilizados como uma dedução ao
capital próprio, na medida em que se tratam de custos incrementais diretamente atribuíveis à
emissão das novas ações.
Reserva legal
A legislação comercial portuguesa estabelece que pelo menos 5% do resultado líquido anual tem
de ser destinado ao reforço da “Reserva legal” até que esta represente pelo menos 20% do
capital social.
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020, as demonstrações financeiras do Grupo apresentavam o
montante de 10.000 Euros relativo a reserva legal, a qual não pode ser objeto de distribuição aos
acionistas a não ser em caso de encerramento do Grupo, mas pode ser utilizada para absorver
prejuízos depois de esgotadas as outras reservas, ou incorporada no capital.
www.greenvolt.pt401
Outras reservas e resultados transitados
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020, o detalhe de "Outras reservas e resultados transitados" era
o seguinte:
31.12.2021
31.12.2020
Resultados transitados
24.558.266
26.568.335
Outras reservas
22.733.819
13.150.000
Reserva de conversão cambial
406.208
—
Justo valor dos instrumentos financeiros derivados
(13.747.047)
—
33.951.246
39.718.335
Na Assembleia Geral, realizada a 19 de março de 2021, foi aprovado por unanimidade que os
montantes de Prestações suplementares, no montante de 9.583.819 Euros, seriam transferidos
para a propriedade exclusiva e incondicional da Empresa, sendo assim classificados como
"Outras reservas", reforçando assim a posição financeira da Empresa.
A rubrica “Reservas de conversão cambial” corresponde ao montante resultante da variação em
moeda nacional dos ativos líquidos das empresas incluídas no perímetro de consolidação,
expressos em moeda estrangeira decorrente de alteração do câmbio respetivo.
Com a aquisição da Tilbury, foram colocados em vigor contratos de instrumentos financeiros
derivados associados a cobertura das variações de taxas de juro e taxa de inflação. Estes
instrumentos são registados pelo seu justo valor. Em 31 de dezembro de 2021, as alterações no
justo valor dos derivados de cobertura de fluxos de caixa foram registadas no capital próprio,
parcialmente em Grupo e parcialmente na componente afeta a interesses sem controlo de
acordo com a percentagem de interesses.
Nos termos da legislação portuguesa, o montante de reservas distribuíveis é determinado com
base nas demonstrações financeiras individuais da Greenvolt – Energias Renováveis, S.A.,
apresentadas de acordo com as Normas Internacionais de Relato Financeiro, tal como adotadas
pela União Europeia, sendo que, em 31 de dezembro de 2021, o montante de reservas
distribuíveis ascende a 44.482.354 Euros.
Resultado líquido do exercício
No resultado do exercício da Greenvolt – Energias Renováveis, S.A., no montante de 2.439.253
Euros, encontra-se refletido o montante de 760.740,00 Euros, destinado à remuneração variável
do administrador executivo e dos colaboradores da Sociedade, na modalidade de distribuição de
lucros do exercício, nos termos do n.º 2 do art.º 31.º dos Estatutos. A remuneração variável do
administrador executivo é determinada sob proposta da Comissão de Vencimentos, a quem
compete a concretização da política de remuneração aprovada na Assembleia Geral de
Acionistas, de 28 de junho de 2021, antes da admissão à negociação da Sociedade.
www.greenvolt.pt402
22)INTERESSES SEM CONTROLO
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020, esta rubrica detalha-se como segue:
31.12.2021
31.12.2020
Efeitos em resultados
4.793.647
(8.769)
Efeitos em capital e reservas
35.722.338
23.353
Saldo a 31 de dezembro de 2021
40.515.985
14.584
O movimento da rubrica “Interesses sem controlo” no exercício findo em 31 dezembro de 2021,
por segmento de negócio, é como segue:
Biomassa
Utility scale
Geração
distribuída
Total
Saldo a 31 de dezembro de 2020
14.584
—
—
14.584
Alterações no perímetro de consolidação
40.817.606
38.396
6.947.868
47.803.870
Aumentos / reduções de capital e outros
23.697
—
330.000
353.697
Instrumentos derivados
(13.207.947)
—
—
(13.207.947)
Resultados
4.913.535
(17.074)
(102.814)
4.793.647
Reservas de conversão cambial
758.117
17
—
758.134
Saldo a 31 de dezembro de 2021
33.319.592
21.339
7.175.054
40.515.985
23)EMPRÉSTIMOS
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020, o detalhe das rubricas “Empréstimos bancários”,
“Empréstimos obrigacionistas” e “Outros empréstimos” é como segue:
Valor nominal
Valor contabilístico
31.12.2021
31.12.2020
31.12.2021
31.12.2020
Corrente
Não
Corrente
Corrente
Não
Corrente
Corrente
Não
Corrente
Corrente
Não
Corrente
Empréstimos bancários
6.411.099
164.245.930
—
—
6.369.435
160.576.657
—
—
Empréstimos obrigacionistas
2.500.000
171.250.000
1.250.000
48.750.000
2.933.588
169.646.308
1.545.172
48.463.769
Papel comercial
20.500.000
40.000.000
40.000.000
—
20.490.460
39.521.862
40.007.311
—
29.411.099
375.495.930
41.250.000
48.750.000
29.793.483
369.744.827
41.552.483
48.463.769
O valor contabilístico inclui os acréscimos por especialização de juros deduzidos dos custos de
montagem de financiamentos. Estas despesas foram deduzidas ao valor nominal dos respetivos
empréstimos, encontrando-se a ser reconhecidas como encargo financeiro ao longo do período
de vida dos empréstimos a que respeitam (Nota 36).
www.greenvolt.pt403
23.1Descrição dos Financiamentos
(i)Empréstimos bancários
O montante que se encontra registado na rubrica “Empréstimos bancários” diz maioritariamente
respeito aos financiamentos contratados na Lakeside Bidco Limited (“Lakeside Bidco”) e na
Greenvolt – Energias Renováveis, S.A. (“GreenVolt”).
No exercício findo em 2021, a Lakeside Bidco contraiu um empréstimo bancário junto do Banco
Santander, S.A., London Branch no montante de 120 milhões de Libras, o qual vence juros a
uma taxa correspondente à SONIA (“Sterling Overnight Interbank Average Rate”) acrescida de
spread, com um perfil de amortização que prevê prestações semestrais, com início em dezembro
de 2021 e cujo término ocorrerá em junho de 2026. Este empréstimo, em particular, foi
contratado em regime de “Project Finance”, cujos termos incluem covenants financeiros habituais
neste tipo de financiamento, negociados de acordo com as práticas de mercado aplicáveis e que
à data do presente reporte se encontram em regular cumprimento.
Adicionalmente, em dezembro de 2021, a GreenVolt contraiu dois novos empréstimos bancários,
cujos montantes totalizam 30 milhões de Euros: o primeiro, no montante de 5 milhões de Euros,
com vencimento em 2026 e com um plano de reembolso que prevê amortizações anuais e
sucessivas de 1 milhão de Euros. O montante em dívida vencerá juros anuais à taxa equivalente
à Euribor a 12 meses acrescida de spread; o segundo, no montante de 25.000.000 Euros, com
vencimento em 2027 e com três amortizações anuais, a partir de 2024, de 4.400.000 Euros e
uma última amortização, em dezembro de 2027, pelos remanescentes 11.800.000 Euros. O
montante em dívida vencerá juros anuais à taxa equivalente à Euribor a 12 meses acrescida de
spread.
(ii)Empréstimos obrigacionistas
Em 26 de fevereiro de 2019, a Sociedade Bioelétrica do Mondego, S.A. procedeu à emissão do
empréstimo obrigacionista denominado “SOCIEDADE BIOELÉTRICA DO MONDEGO
2019-2029”, no montante de 50.000.000 Euros e taxa de cupão de 1,90%. A emissão alinhou-se
com as condições estabelecidas pelos Princípios de Obrigações Verdes (“Green Bond
Principles”) e tratou-se da primeira Emissão de Obrigações Verdes admitida à negociação em
Portugal, na Euronext Access. Durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2021, a
Empresa amortizou 1.250.000 Euros, pelo que o montante total emitido se reduziu para
48.750.000 Euros (dos quais, 2.500.000 Euros encontram-se classificados como dívida corrente,
e os remanescentes 46.250.000 Euros como dívida não corrente).
Os rendimentos decorrentes desta emissão obrigacionista destinaram-se exclusivamente ao
financiamento da central de biomassa de 34,5 MW, embora na fase inicial do projeto tivesse
havido adiantamentos de fundos próprios efetuados pela empresa-mãe da Sociedade Bioelétrica
do Mondego.
Adicionalmente, em novembro de 2021, a Greenvolt – Energias Renováveis, S.A. (“GreenVolt”)
procedeu à emissão de um empréstimo obrigacionista verde (Green Bonds) no valor global de
100.000.000 Euros, pelo prazo de sete anos, com uma taxa de juro fixa de 2,625% ao ano, cuja
www.greenvolt.pt404
admissão à negociação no mercado regulamentado Euronext Lisbon teve início em Novembro
de 2021.
A referida emissão de obrigações enquadra-se na prossecução da estratégia financeira da
GreenVolt de reforço da estrutura de capitais, de extensão do perfil de maturidade da dívida e de
diversificação das fontes e tipologias de financiamento e é realizada de acordo com o Green
Bond Framework e suportada por uma Second-Party Opinion emitida por uma empresa
independente, especializada em research, ratings e informação ESG, confirmando que o Green
Bond Framework se encontra alinhado com os Princípios de Obrigações Verdes (“Green Bond
Principles”) (versão 2021) publicados pela International Capital Market Association (ICMA).
Em dezembro de 2021, a GreenVolt procedeu à emissão de um empréstimo obrigacionista,
denominado “Greenvolt 2021/2026”, no montante de 25.000.000 Euros, com vencimento em
2026 e com duas amortizações anuais, a partir de 2024, de 5.000.000 Euros e uma última
amortização, em dezembro de 2026, pelos remanescentes 15.000.000 Euros. Este empréstimo
vence juros semestrais a uma taxa igual a Euribor a seis meses acrescida de spread.
(iii)Papel comercial
O Grupo tem contratados programas de papel comercial renováveis sem garantia de colocação
no montante máximo de 100.000.000 Euros e programas de papel comercial renováveis com
garantia de colocação no montante máximo de 180.000.000 Euros a 31 de dezembro de 2021
(100.000.000 Euros de papel comercial sem garantia de colocação a 31 de dezembro de 2020),
subscritos por diversas subsidiárias do Grupo GreenVolt, os quais vencem juros a uma taxa
correspondente à Euribor do prazo de emissão respetivo (entre 7 e 364 dias) acrescida de
spread. Em 31 de dezembro de 2021, o montante total utilizado ascende a 60.500.000 Euros
(40.000.000 Euros em 31 de dezembro de 2020).
Aquelas emissões incluem uma parcela no montante de 40.000.000 Euros classificada como
dívida não corrente, relativa a programas que não permitem a denúncia antecipada por parte da
contraparte e existe a tomada firme das emissões por parte da instituição financeira. Neste
sentido, o Conselho de Administração classificou esta dívida com base no prazo sem denúncia
destes papéis comerciais.
www.greenvolt.pt405
23.2 Evolução do Endividamento e Maturidades
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020, a reconciliação da variação da dívida bruta com os fluxos
de caixa é como segue:
 
31.12.2021
31.12.2020
Saldo em 1 de janeiro
90.016.252
99.968.755
Alterações no perímetro da consolidação (Nota 7)
110.134.322
—
Pagamento de empréstimos obtidos
(358.119.092)
(410.000.000)
Recebimento de empréstimos obtidos
556.293.555
400.000.000
Variação dos encargos com emissão de empréstimos
(1.454.184)
47.497
Efeito das variações cambiais
2.667.457
—
Variação da dívida
309.522.058
(9.952.503)
Saldo em 31 de dezembro
399.538.310
90.016.252
O prazo de reembolso dos empréstimos bancários e dos outros empréstimos é como segue:
31/12/2021
2022
2023
2024
2025
>2025
Total (valor
nominal)
Empréstimos bancários
6.411.099
8.375.545
12.855.165
13.114.689
129.900.531
170.657.029
Empréstimos obrigacionistas
2.500.000
3.750.000
11.500.000
13.000.000
143.000.000
173.750.000
Papel comercial
20.500.000
20.000.000
—
—
20.000.000
60.500.000
29.411.099
32.125.545
24.355.165
26.114.689
292.900.531
404.907.029
31/12/2020
2021
2022
2023
2024
>2024
Total (valor
nominal)
Empréstimos bancários
—
—
—
—
—
—
Empréstimos obrigacionistas
1.250.000
2.500.000
3.750.000
6.500.000
36.000.000
50.000.000
Papel comercial
40.000.000
—
—
—
—
40.000.000
41.250.000
2.500.000
3.750.000
6.500.000
36.000.000
90.000.000
Estima-se que o valor contabilístico dos empréstimos não difira significativamente do seu justo
valor. O justo valor dos empréstimos é determinado com base na metodologia de fluxos de caixa
descontados.
www.greenvolt.pt406
24)INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVADOS
Em 31 de dezembro de 2021, as empresas do Grupo GreenVolt tinham em vigor contratos
relativos a instrumentos financeiros derivados associados a cobertura das variações da taxa de
juro e taxa de inflação, sendo esses instrumentos registados de acordo com o seu justo valor,
baseado em avaliações efetuadas por entidades externas especializadas, as quais foram objeto
de validação interna.
As empresas do Grupo GreenVolt apenas utilizam derivados para cobertura de fluxos de caixa
associados às operações geradas pela sua atividade.
Em 31 de dezembro de 2021, o detalhe dos instrumentos financeiros derivados é como segue:
31.12.2021
Ativo
Passivo
Corrente
Não
corrente
Corrente
Não
corrente
Derivados de taxa de juro
—
1.333.293
191.405
—
Derivados de taxa de inflação (RPI)
—
—
112.032
37.458.126
—
1.333.293
303.438
37.458.126
(i) Derivados de taxa de juro
Decorrente da aquisição de Tilbury, foi celebrado um contrato derivado de taxa de juro, com o
objetivo de mitigar o risco de volatilidade quanto à evolução da taxa de juro do novo
financiamento constituído em 2021, no valor nominal de cerca de 120 milhões de Libras. Neste
caso, foi permutada a taxa de juro (indexante) variável “SONIA” por uma taxa de juro fixa de
0,8658%.
Este contrato foi avaliado de acordo com o seu justo valor em 31 de dezembro de 2021, tendo o
correspondente montante sido reconhecido na rubrica de “Instrumentos financeiros derivados”.
(ii) Derivados de taxa de inflação (RPI)
Como referido anteriormente, o crescimento da componente ROC da receita de Tilbury é
influenciado pelo Retail Price Index (RPI), sendo que, com o objetivo de cobrir a incerteza
associada à evolução do RPI, foi celebrado um contrato derivado de inflação, que fixou o
crescimento anual em 3,4532% até 2037.
De acordo com as políticas contabilísticas adotadas estes derivados cumprem com os requisitos
para serem designados como instrumentos de cobertura (Nota 3). O apuramento do justo valor
dos derivados contratados pelo Grupo foi efetuado pelas respetivas contrapartes (instituições
financeiras com quem foram celebrados tais contratos).
www.greenvolt.pt407
O movimento ocorrido no justo valor dos instrumentos financeiros derivados durante o exercício
findo em 31 de dezembro de 2021 pode ser detalhado como segue:
Derivados de
taxa de juro
Derivados de
inflação (RPI)
Total
Saldo inicial
—
—
—
Alterações no perímetro de consolidação (Nota 7)
(8.145.161)
—
(8.145.161)
Variação do justo valor
Efeitos em capitais próprios
1.126.583
(37.066.574)
(35.939.991)
Efeitos de conversão cambial
(46.828)
(503.584)
(550.413)
Efeitos na demonstração dos resultados
(575.696)
—
(575.696)
Efeitos no balanço
8.782.990
—
8.782.990
Saldo final
1.141.888
(37.570.158)
(36.428.271)
Remete-se para a Nota 3.3. h) para mais detalhe sobre a valorização dos instrumentos
financeiros derivados.
25)PROVISÕES
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020, o detalhe da rubrica “Provisões” é como segue:
31.12.2021
31.12.2020
Provisão para desmantelamento e descomissionamento
15.857.434
11.528.846
Outros
9.317
9.318
15.866.752
11.538.164
O movimento verificado na “Provisão para desmantelamento e descomissionamento” durante os
exercícios findos em 31 de dezembro de 2021 e 2020 pode ser detalhado como segue:
31.12.2021
31.12.2020
Saldo inicial
11.528.846
11.378.648
Alterações no perímetro de consolidação (Nota 7)
4.081.872
Aumentos
305.027
—
Utilizações
—
—
Reversões
(259.732)
—
Efeito da taxa de desconto (Nota 36)
117.933
150.198
Efeito das variações cambiais
83.488
—
Saldo final
15.857.434
11.528.846
Em 31 de dezembro de 2021, o montante apresentado em “Alterações no perímetro de
consolidação” (de aproximadamente 4,1 milhões de Euros) decorre da aquisição da Tilbury
www.greenvolt.pt408
Green Power Limited e refere-se à provisão para desmantelamento que se encontrava registada
nesta subsidiária à data de aquisição.
De acordo com o previsto nas respetivas licenças ambientais das centrais termoelétricas, ao ser
declarada a cessação de atividade de uma central, tem início a sua fase de desativação, ou seja,
o conjunto de atividades de descomissionamento, desmantelamento, demolição e requalificação
ambiental. Em conformidade com a política contabilística referida na Nota 3, estas provisões são
calculadas com base no valor atual das responsabilidades futuras e registadas por contrapartida
de um aumento dos respetivos ativos fixos tangíveis, sendo amortizados pelo período
remanescente de vida útil esperada dos respetivos ativos. O efeito da atualização financeira do
exercício é reconhecido na rubrica de gastos financeiros.
O detalhe, por geografia, dos pressupostos utilizados para estimar as provisões apresenta-se
como segue:
31 de dezembro de 2021
31 de dezembro de 2020
País
Valor
nominal
Taxa de
inflação
Taxa de
desconto
Valor
nominal
Taxa de
inflação
Taxa de
desconto
Portugal
11.319.710
1,27%
[0,00% -
0,89%]
11,422,590
1,02%
1,03%
Reino Unido
2.926.151
3,00%
1,36%
—
—
—
A taxa de juro utilizada corresponde à taxa de juro sem risco (Obrigações do Tesouro, ou “OT”)
com uma maturidade associada ao período de vida útil de cada central. Sempre que a yield da
OT é negativa, a taxa de desconto considerada foi 0%.
www.greenvolt.pt409
26)FORNECEDORES E OUTROS PASSIVOS CORRENTES
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020, estas rubricas tinham a seguinte composição:
31.12.2021
31.12.2020
Fornecedores:
Fornecedores, conta corrente
Partes relacionadas
9.008.995
5.754.675
Outros
8.361.453
1.954.382
Faturas em receção e conferência
487.942
828.795
17.858.390
8.537.852
Outros passivos correntes:
Remunerações a liquidar
1.901.668
—
Faturas por rececionar
2.030.159
—
Outros acréscimos de gastos
991.057
—
Outros
6.000
67.979
Acréscimos de gastos
4.928.884
67.979
Subsídios ao investimento
222.411
222.412
Outros rendimentos a reconhecer
1.149.755
—
Rendimentos a reconhecer
1.372.166
222.412
6.301.050
290.391
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020, a rubrica “Fornecedores” respeitava a valores a pagar
resultantes de aquisições decorrentes do curso normal das atividades do Grupo e apresentava a
seguinte maturidade:
31.12.2021
31.12.2020
0 - 90 dias
17.547.344
8.537.852
90 - 180 dias
43.367
—
Mais de 180 dias
267.679
—
17.858.390
8.537.852
De referir que os valores a pagar a Partes relacionadas dizem essencialmente respeito à
aquisição de matérias-primas e contratos de manutenção das centrais de biomassa em Portugal,
a entidades do Grupo Altri.
O Conselho de Administração entende que o valor contabilístico destas dívidas é aproximado ao
seu justo valor.
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020 a rubrica “Faturas a rececionar” diz essencialmente respeito
a despesas relacionadas com a atividade operacional já incorridas e ainda não faturadas.
Em 31 dezembro de 2021 e 2020, o montante referente a Subsídios ao investimento diz respeito
ao subsídio atribuído a fundo perdido para financiamento da Central de Mortágua. O subsídio ao
investimento encontra-se a ser reconhecido diretamente como proveito na demonstração dos
www.greenvolt.pt410
resultados (Nota 31), na proporção da parte já amortizada dos ativos fixos tangíveis subsidiados
de acordo com a política contabilística da Nota 3. A parcela não corrente, no montante de
389.220 Euros e 611.632 Euros, em 31 de dezembro de 2021 e 2020, respetivamente, encontra-
se registada na rubrica “Outros passivos não correntes”.
A rubrica “Outros rendimentos a reconhecer” respeita à aplicação do método da percentagem de
acabamento nas subsidiárias do segmento de geração distribuída.
27)OUTRAS DÍVIDAS A TERCEIROS
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020, a rubrica “Outras dívidas a terceiros” pode ser detalhada
como segue:
31.12.2021
31.12.2020
Outras dívidas a terceiros – não corrente
Valores a pagar por aquisições
16.289.251
820.348
16.289.251
820.348
Outras dívidas de terceiros – corrente
Adiantamentos de clientes
4.270
—
Valores a pagar por aquisições
400.000
2.257.502
Fornecedores de investimento
13.800.298
615.000
Outros credores
1.604.177
1.066.703
Outras dívidas a terceiros
152
—
15.808.897
3.939.205
Em 31 de dezembro de 2021, os “Valores a pagar por aquisições – não corrente” e “Valores a
pagar por aquisições – corrente” respeitam aos pagamentos contingentes associados às
aquisições da V-Ridium e Profit Energy, tal como referido na Nota 7.
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020, a maturidade dos saldos registados em “Outras dívidas de
terceiros – corrente” pode ser analisada como segue:
31.12.2021
31.12.2020
0 - 90 dias
15.807.346
3.939.205
90 - 180 dias
—
—
Mais de 180 dias
1.551
—
15.808.897
3.939.205
Em 31 de dezembro de 2021, a rubrica “Fornecedores de investimento” inclui success fees a
pagar a fornecedores de investimento no montante de 12,7 milhões de Euros, dos quais 12,1
milhões de Euros respeitam a aquisições de ativos (tal como referido na Nota 7), estando a
www.greenvolt.pt411
exigibilidade deste passivo sujeita ao cumprimento de um conjunto de milestones por parte de
entidades terceiras, muito embora estejam intimamente relacionados com os ativos adquiridos e
as suas características.
Em 31 de dezembro de 2020, a linha “Valores a pagar por aquisições – corrente”, no montante
de 2.257.502 Euros, bem como os “Outras dívidas a terceiros – não corrente”, no montante de
820.348 Euros, referem-se à aquisição da subsidiária Golditábua, S.A. (Nota 7).
28)GARANTIAS E COMPROMISSOS FINANCEIROS ASSUMIDOS
Em 31 de dezembro de 2021 e de 2020, as garantias prestadas tinham o seguinte detalhe:
31.12.2021
31.12.2020
Garantias operacionais – Descentralizado
1.397.819
—
Garantias operacionais – Solar
685.185
376.000
Garantias operacionais – Biomassa
147.200
447.200
2.230.204
823.200
Para além das garantias identificadas acima, o Grupo presta garantias operacionais relacionadas
com responsabilidades assumidas por "joint ventures", nomeadamente relacionadas com a
construção de parques eólicos detidos pela Augusta Energy Sp. z o.o.
As restantes garantias de carácter financeiro e operacional prestadas pelo Grupo estão
associadas a responsabilidades que já se encontram refletidas na Demonstração da Posição
Financeira Consolidada e/ou divulgadas nas Notas Explicativas.
Em 31 de dezembro de 2021, as obrigações contratuais para aquisições de ativos fixos
assumidas pelas empresas do Grupo GreenVolt ascendem a cerca de 400 mil Euros (2,8
milhões de Euros em 31 de dezembro de 2020).
29)PARTES RELACIONADAS
As participadas do Grupo GreenVolt têm relações entre si que se qualificam como transações
com partes relacionadas, as quais foram efetuadas a preços de mercado.
Nos procedimentos de consolidação, as transações entre empresas incluídas na consolidação
pelo método de integração global são eliminadas, uma vez que as demonstrações financeiras
consolidadas apresentam informação da detentora e das suas subsidiárias como se de uma
única empresa se tratasse, pelo que não são divulgadas nesta nota.
As transações com entidades relacionadas durante os exercícios findos em 31 de dezembro de
2021 e 2020 podem ser resumidas como segue:
www.greenvolt.pt412
Compras e serviços
obtidos
Vendas e serviços
prestados
Juros recebidos /
(suportados)
Transações
31.12.2021
31.12.2020
31.12.2021
31.12.2020
31.12.2021
31.12.2020
Empreendimentos conjuntos (a)
—
—
618.391
—
246.804
—
Outras partes relacionadas
44.280.189
45.955.216
166.908
3.013.987
(1.421.363)
(240.057)
44.280.189
45.955.216
785.299
3.013.987
(1.174.559)
(240.057)
Pagamentos de Passivos da
Locação (Nota 12.2)
Transações
31.12.2021
31.12.2020
Empreendimentos conjuntos (a)
—
—
Outras partes relacionadas
612.684
528.120
612.684
528.120
(a) Entidades consolidadas pelo método da equivalência patrimonial em 31 de dezembro de 2021 e 2020 (Nota 8)
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020, os saldos com entidades relacionadas podem ser
resumidos como segue:
Fornecedores e outras
dívidas a terceiros
Clientes e outras
dívidas de terceiros
Empréstimos de
acionistas
Saldos
31.12.2021
31.12.2020
31.12.2021
31.12.2020
31.12.2021
31.12.2020
Empreendimentos conjuntos (a)
—
—
164.085
—
—
—
Outras partes relacionadas
(9.025.648)
(8.530.617)
172.076
24.195
(40.826.529)
—
(9.025.648)
(8.530.617)
336.161
24.195
(40.826.529)
—
Empréstimos
concedidos
Imposto sobre o
rendimento
Passivo da locação
Saldos
31.12.2021
31.12.2020
31.12.2021
31.12.2020
31.12.2021
31.12.2020
Empreendimentos conjuntos (a)
20.329.191
—
—
—
—
—
Outras partes relacionadas
20.140
—
—
(3.411.127)
(7.739.171)
(6.121.006)
20.349.331
—
—
(3.411.127)
(7.739.171)
(6.121.006)
(a) Entidades consolidadas pelo método da equivalência patrimonial em 31 de dezembro de 2021 e 2020 (Nota 8)
Nas “Outras partes relacionadas” estão incluídas as subsidiárias das sociedades do Grupo Altri,
Grupo Ramada, Grupo Cofina, acionistas e outras entidades relacionadas.
A rubrica “Empréstimos de acionistas” inclui um empréstimo obtido de um acionista de uma das
subsidiárias da GreenVolt, a Lakeside Topco Limited. Este empréstimo vence juros à taxa de 7%,
sendo a data de pagamento do empréstimo no dia 31 de março de 2054. Desta forma, a
totalidade do valor nominal do empréstimo foi classificado como não corrente. Estima-se que o
valor contabilístico deste empréstimo não difira significativamente do seu justo valor. O justo
valor dos empréstimos é determinado com base na metodologia de fluxos de caixa descontados.
www.greenvolt.pt413
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020, a reconciliação da variação do saldo de “Empréstimos
acionistas” e os fluxos de caixa é como segue:
31.12.2021
31.12.2020
Saldo em 1 de janeiro
—
24.596.424
Pagamentos de empréstimos acionistas obtidos
(1.421.363)
(14.913.000)
Recebimentos de empréstimos acionistas obtidos
39.974.360
—
Conversão de empréstimos acionistas em
prestações suplementares
—
(9.583.819)
Variação dos encargos com juros
1.421.363
(99.605)
Efeito das variações cambiais
852.169
—
Variação da dívida
40.826.529
(24.596.424)
Saldo em 31 de dezembro
40.826.529
—
Na Assembleia Geral realizada a 22 de dezembro de 2020, foi aprovado por unanimidade a
acionista Caima Energia – Empresa de Gestão e Exploração de Energia, S.A. iria realizar um
aumento de capital através de prestações suplementares (mediante a conversão dos
empréstimos acionistas existentes à data), no montante de 9.583.819 Euros, com o objetivo de
reforçar o capital próprio da Empresa.
Durante os exercícios findos em 31 de dezembro de 2021 e 2020, não ocorreram transações
com os Administradores do Grupo nem lhes foram concedidos empréstimos.
30)VENDAS E SERVIÇOS PRESTADOS
O detalhe das “Vendas” e “Prestações de serviços” dos exercícios findos em 31 de dezembro de
2021 e 2020 é como segue:
31.12.2021
31.12.2020
Venda de eletricidade
130.709.839
86.854.429
Venda de biomassa
—
3.023.190
Prestações de serviços
9.935.282
—
140.645.121
89.877.619
Em janeiro de 2020, o Grupo vendeu à entidade relacionada, Altri Abastecimento de Madeira,
S.A., a totalidade dos inventários de biomassa florestal que detinha em virtude de a Altri
Abastecimento de Madeira, S.A. ter passado, desde aquela data, a ser a única compradora e
fornecedora de biomassa do Grupo, passando a ser a única detentora dos inventários de
biomassa.
Como referido anteriormente, as fontes de rédito do Grupo por segmento dividem-se em
biomassa, desenvolvimento (energia solar e eólica) e geração distribuída (Notas 3 e 38).
www.greenvolt.pt414
31)OUTROS RENDIMENTOS
A rubrica da demonstração dos resultados “Outros rendimentos” dos exercícios findos em 31 de
dezembro de 2021 e 2020 pode ser detalhada como segue:
31.12.2021
31.12.2020
Trabalhos para a própria entidade
576.646
—
Subsídios ao investimento
238.744
222.412
Outros
46.029
25
861.419
222.437
32)FORNECIMENTO DE SERVIÇOS EXTERNOS
Em 31 de dezembro 2021 e 2020 a rubrica “Fornecimento de serviços externos” apresenta o
seguinte detalhe:
31.12.2021
31.12.2020
Subcontratos
10.936.653
5.910.466
Serviços especializados
9.233.252
3.250.618
Conservação e reparação
4.159.764
2.255.631
Energia e fluidos
2.097.541
1.779.509
Custos ambientais
1.741.964
1.822.370
Seguros
1.545.240
725.117
Taxas municipais
966.882
—
Transporte de mercadorias
161.208
2.963
Rendas e alugueres
97.217
91.259
Outros
3.332.929
2.082.560
34.272.650
17.920.494
Em 31 de dezembro de 2021, a variação geral nos “Fornecimentos de serviços externos” é
essencialmente explicada pelas subsidiárias que foram adquiridas pelo Grupo no decurso do
exercício de 2021 (Nota 7), refletindo também o aumento da atividade operacional do Grupo.
A variação da rubrica “Subcontratos” face a 2020 é essencialmente explicada pelos custos de
transação não recorrentes de, aproximadamente, 5,0 milhões de Euros, relacionados
maioritariamente com as transações descritas na Nota 7.
www.greenvolt.pt415
33)CUSTOS COM PESSOAL
Em 31 de dezembro 2021 e 2020 a rubrica “Custos com pessoal” apresenta o seguinte detalhe:
31.12.2021
31.12.2020
Remunerações
5.070.389
—
Encargos sobre remunerações
739.668
—
Seguros
77.334
—
Custos com pensões
41.040
—
Outros custos com pessoal
513.944
—
6.442.375
—
34)OUTROS GASTOS
A rubrica da demonstração dos resultados “Outros gastos” dos exercícios findos em 31 de
dezembro de 2021 e 2020 pode ser detalhada como segue:
31.12.2021
31.12.2020
Gastos refaturados ou a refaturar
174.595
—
Impostos indiretos
124.022
1.034
Write-off de projetos
93.496
—
Impostos diretos
2.332
2.332
Taxas
483
46.627
Outros
194.483
79.545
589.411
129.539
35)AMORTIZAÇÕES E DEPRECIAÇÕES
A rubrica da demonstração dos resultados “Amortizações e depreciações” relativa a exercícios
findos em 31 de dezembro de 2021 e 2020 é composta como segue:
.
31.12.2021
31.12.2020
Ativos fixos tangíveis (Nota 11)
21.690.384
11.692.622
Ativo sob direito de uso (Nota 12)
1.457.362
336.546
Ativos intangíveis (Nota 13)
2.832.460
119.289
25.980.206
12.148.457
www.greenvolt.pt416
36)RESULTADOS FINANCEIROS
Os resultados financeiros dos exercícios findos em 31 de dezembro de 2021 e 2020 podem ser
detalhados como segue:
31.12.2021
31.12.2020
Gastos financeiros:
Juros suportados
3.755.047
1.086.042
Juros suportados – Partes relacionadas (Nota 29)
1.421.363
240.057
Juros suportados com passivo de locação (Nota 12.2)
1.526.124
254.583
Perdas em instrumentos derivados (Nota 24)
575.696
—
Diferenças de câmbio desfavoráveis
491.809
—
Efeito financeiro de desconto (Nota 25)
117.933
150.198
Outros gastos financeiros
1.168.077
60.343
9.056.049
1.791.223
Rendimentos financeiros:
Diferenças de câmbio favoráveis
462.116
—
Juros obtidos – Partes relacionadas (Nota 29)
246.804
—
Outros ganhos financeiros
61
67
708.981
67
A rubrica “Perdas em instrumentos derivados” corresponde a perdas resultantes de juros corridos
de instrumentos derivados (Nota 24).
37)RESULTADOS POR AÇÃO
Os resultados por ação dos exercícios findos em 31 de dezembro de 2021 e 2020 foram
calculados em função dos seguintes montantes:
31.12.2021
31.12.2020
Número de ações para efeito de cálculo do resultado
líquido básico e diluído
78.187.116
53.571
Resultado para efeito do cálculo do resultado por ação
8.016.098
17.934.337
Resultado por ação
Básico
0,10
334,77
Diluído
0,10
334,77
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020 não existem efeitos de diluição do número de ações em
circulação.
www.greenvolt.pt417
38)INFORMAÇÃO POR SEGMENTOS
O Grupo apresenta os seguintes segmentos de negócio:
1.Biomassa e outros: inclui as cinco centrais de produção de energia a partir de biomassa
florestal em Portugal, os custos de estrutura corporativa da GreenVolt, bem como a central
de Tilbury, no Reino Unido.
2.Desenvolvimento – energia solar e eólica: inclui as atividades de desenvolvimento,
construção e exploração de energia fotovoltaica e eólica.
3.Geração distribuída: inclui os contributos das subsidiárias Track Profit Energy, Track Profit II
Invest e Perfecta Energía.
Estes segmentos foram identificados tendo em consideração os seguintes critérios/condições: o
facto de serem unidades do Grupo que desenvolvem atividades onde se podem identificar
separadamente as receitas e as despesas, em relação às quais é desenvolvida informação
financeira separadamente, os seus resultados operacionais são regularmente revistos pela
gestão e sobre os quais esta toma decisões sobre, por exemplo, alocação de recursos, o facto
de terem produtos/serviços semelhantes e ainda tendo em consideração o threshold quantitativo
(conforme previsto na IFRS 8).
O Conselho de Administração irá continuar a avaliar a identificação dos segmentos operacionais
de acordo com a IFRS 8, através dos quais monitorizam as operações e incluem no processo de
tomada de decisões, considerando a evolução das operações do Grupo face à sua atual
estratégia de expansão.
O contributo dos segmentos de negócio para a demonstração consolidada dos resultados do
exercício findo em 31 de dezembro de 2021 é como segue (de referir que a 31 de dezembro de
2020 o único segmento existente era o de produção de eletricidade a partir de biomassa e
outros):
www.greenvolt.pt418
Biomassa e
outros
Desenvolvi-
mento –
energia solar
e eólica
Geração
distribuída
Total
Eliminações
Consolidado
Rendimentos operacionais:
Vendas
130.708.543
—
1.296
130.709.839
—
130.709.839
Vendas – intersegmental
—
—
—
—
—
—
Prestações de serviços
—
1.621.608
8.313.674
9.935.282
—
9.935.282
Prestações de serviços –
intersegmental
90.682
—
334.006
424.688
(424.688)
—
Outros rendimentos
222.855
217.661
16.279
456.795
—
456.795
Outros rendimentos – intersegmental
404.624
—
—
404.624
—
404.624
Total de rendimentos operacionais
131.426.704
1.839.269
8.665.255
141.931.228
(424.688)
141.506.540
Gastos operacionais:
Custo das vendas
(41.507.026)
(22.555)
(1.708.257)
(43.237.838)
—
(43.237.838)
Fornecimento de serviços externos
(26.454.777)
(1.959.255)
(6.283.370)
(34.697.403)
424.753
(34.272.650)
Custos com o pessoal
(4.120.863)
(1.897.542)
(423.970)
(6.442.375)
—
(6.442.375)
Amortizações e depreciações
(25.584.852)
(173.145)
(222.208)
(25.980.206)
—
(25.980.206)
Provisões e perdas por imparidade
—
(146.885)
—
(146.885)
—
(146.885)
Resultados relativos a investimentos
—
(292.702)
16.499
(276.204)
—
(276.204)
Outros gastos
(114.554)
(462.904)
(11.953)
(589.411)
(1)
(589.411)
Total de gastos operacionais
(97.782.072)
(4.954.988)
(8.633.259)
(111.370.322)
424.752
(110.945.569)
Resultados operacionais
33.644.632
(3.115.721)
31.996
30.560.907
64
30.560.971
Resultados financeiros
(8.347.068)
Resultado antes de impostos e CESE
22.213.903
Impostos sobre o rendimento
(8.389.145)
Contribuição extraordinária sobre o setor
energético (CESE)
(1.015.013)
Resultado líquido consolidado do período
12.809.745
Atribuível a:
Detentores de capital próprio da
empresa-mãe
8.016.098
Interesses que não controlam
4.793.647
12.809.745
39)COMPENSAÇÃO DOS GESTORES-CHAVE
As compensações atribuídas aos gestores-chave, que, dado o modelo de governação do Grupo,
correspondem aos membros do Conselho de Administração da GreenVolt, no exercício findo em
31 de dezembro de 2021, tem a seguinte composição:
31.12.2021
Remunerações fixas
416.660
Remunerações variáveis
350.000
766.660
www.greenvolt.pt419
40)HONORÁRIOS DO REVISOR OFICIAL DE CONTAS
Em 2021, os honorários das entidades do universo Deloitte relativos à auditoria e revisão legal
de contas anuais de todas as empresas que integram o Grupo GreenVolt, ascenderam a 301.700
Euros. Adicionalmente, os honorários globais da Deloitte relativamente a outros serviços de
garantia de fiabilidade que incluem outros serviços que não sejam de revisão ou auditoria
ascenderam a 1.004.022 Euros.
Em 2021, os honorários da Deloitte & Associados, SROC S.A. relativos à auditoria externa e
revisão legal de contas anuais de todas as empresas portuguesas que integram o Grupo
GreenVolt ascenderam a 220.700 Euros.
41)EVENTOS SUBSEQUENTES
Constituição da Sustainable Energy One
No dia 4 de janeiro de 2022, a GreenVolt constituiu uma sociedade de direito espanhol, a
Sustainable Energy One (doravante “SEO”), na qual a GreenVolt detém uma participação de
98,75%. A SEO irá dedicar-se à promoção, desenvolvimento e construção e venda de projetos
solares fotovoltaicos de pequena dimensão (“small utility scale”) em Espanha.
Aquisição de participação na Oak Creek
No dia 10 de janeiro de 2022, a GreenVolt, através da sua subsidiária V-Ridium, concluiu a
aquisição da Oak Creek Energy Systems (doravante “OCES”), através da sociedade criada nos
Estados Unidos V-Ridium Oak Creek Renewables (doravante “VOCR”). A OCES dedica-se à
promoção e desenvolvimento de projetos de energia renovável nos Estados Unidos e México.
Aquisição de participação na MaxSolar
No dia 28 de fevereiro de 2022, a GreenVolt anunciou a conclusão de um acordo com vista à
aquisição de uma participação de 35% na sociedade alemã MaxSolar GmbH (doravante
“MaxSolar”), uma empresa de referência no desenvolvimento, implementação e gestão de
projetos fotovoltaicos solares e projetos de armazenamento de energia, nos mercados alemão e
austríaco, pelo preço de 26 milhões de Euros. Esta participação está reforçada por direitos de
intervenção ativa na gestão, tendo a GreenVolt ainda o direito de, no futuro, vir a reforçar o seu
nível de participação acionista.
A MaxSolar tem um pipeline de projetos de 3,2 GW, dos quais 800 MW estão em estado
avançado de desenvolvimento. Para além do seu posicionamento no mercado do
desenvolvimento de projetos solares, a MaxSolar é também uma referência de mercado no
segmento de EPC (Engineering, Procurement and Construction).
www.greenvolt.pt420
Parceria estratégica com a Infraventus
Também no primeiro trimestre de 2022 foi estabelecido um acordo de codesenvolvimento de
projetos solares fotovoltaicos em Portugal com a Infraventus, um promotor de referência no
mercado português, com um pipeline de 243 MW. De salientar que a GreenVolt detém 50%
desta parceria.
Alteração da estrutura acionista (spin-off Altri)
Em linha com a informação divulgada no reporte financeiro trimestral tornado público a 18 de
novembro de 2021, o acionista Altri realizou um estudo em torno da otimização da participação
acionista por si detida no capital social da GreenVolt, tendo concluído pela viabilidade dessa
separação. O Conselho de Administração da Altri proporá, na Assembleia Geral Anual de 2022, a
distribuição aos acionistas da Altri um número máximo de ações correspondente a 52.523.229
ações da GreenVolt, e que corresponde à participação de que a Altri é atualmente detentora de
forma direta.
Conflito armado na Ucrânia
No dia 24 de fevereiro de 2022, a Federação da Rússia lançou uma invasão não provocada e
injustificada da Ucrânia, país vizinho da Polónia e Roménia, geografias nas quais a GreenVolt,
através da sua subsidiária V-Ridium, tem uma atividade significativa.
O Grupo não antecipa impactos significativos na sua atividade, não se esperando efeitos
adversos materiais no mercado de energia. De facto, estes acontecimentos reforçaram a
necessidade de expansão das energias renováveis, setor onde a GreenVolt opera. Não obstante,
salienta-se que desde o início do conflito, foram verificadas alterações no mercado laboral
polaco, com vários trabalhadores ucranianos a regressarem ao seu país de origem para
combater, o que poderá originar ligeiros atrasos na conclusão dos parques fotovoltaicos.
Adicionalmente, são perspetivados impactos ao nível da desvalorização cambial, nomeadamente
do zloti polaco, mas cujos efeitos não se perspetivam significativos ao nível do Grupo, atendendo
à análise de sensibilidade efetuada com referência a 31 de dezembro de 2021, ainda que se
tenha verificado um incremento da volatilidade do Zlóti face ao Euro após o início do conflito,
tendo o câmbio desvalorizado desde 24 de fevereiro de 2022 de 4,6172 para 4,9713 em 7 de
março de 2022, e invertendo a tendência até 4 de abril de 2022, retomando valores próximos dos
verificados em data anterior ao início do conflito (EUR/PLN 4,6201). Assim, pelos elementos
disponíveis, a Polónia e a Roménia continuam a ser países atrativos para os investidores em
energias renováveis, não estando afetadas as perspetivas de monetização dos ativos que
venham a ser originados.  
De 31 de dezembro de 2021 até à data de emissão deste relatório, não ocorreram outros factos
relevantes que possam vir a afetar materialmente a posição financeira e os resultados futuros do
Grupo GreenVolt e do conjunto das empresas subsidiárias, empreendimentos conjuntos e
associadas incluídas na consolidação.
www.greenvolt.pt421
42)APROVAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
As demonstrações financeiras foram aprovadas pelo Conselho de Administração e autorizadas
para emissão em 5 de abril de 2022. A sua aprovação final está ainda sujeita a concordância da
Assembleia Geral de Acionistas a realizar.
O Conselho de Administração
Clara Patrícia Costa Raposo
Paulo Jorge dos Santos Fernandes
João Manuel Matos Borges de Oliveira
Ana Rebelo de Carvalho Menéres de Mendonça
Pedro Miguel Matos Borges de Oliveira
Domingos José Vieira de Matos
Clementina Maria Dâmaso de Jesus Silva Barroso
Céline Dora Judith Abecassis-Moedas
António Jorge Viegas de Vasconcelos
José Armindo Farinha Soares de Pina
João Manuel Manso Neto   
www.greenvolt.pt422
05
__ Demonstrações Financeiras Individuais
Demonstração da posição financeira em 31 de dezembro de 2021 e 2020 425
Demonstração dos resultados por naturezas para os exercícios findos em 31 de dezembro
de 2021 e 2020 426
Demonstração do rendimento integral para os exercícios findos em 31 de dezembro
de 2021 e 2020 427
Demonstração das alterações no capital próprio para os exercícios findos
em 31 de dezembro de 2021 e 2020 428
Demonstração dos fluxos de caixa para os exercícios findos em 31 de dezembro
de 2021 e 2020 429
1)    Nota Introdutória 430
2)    Principais políticas contabilísticas 432
3)    Gestão de risco financeiro453
4)    Investimentos em empresas subsidiárias454
5)    Outros investimentos457
6)    Classes de instrumentos financeiros 457
7)    Ativos fixos tangíveis459
8)    Direitos de uso 461
9)    Ativos intangíveis 463
10)  Inventários463
11)  Impostos correntes e diferidos 464
12)  Clientes e ativos associados a contratos com clientes466
13)  Outras dívidas de terceiros 467
14)  Estado e outros entes públicos 467
15)  Outros ativos correntes 468
16)  Caixa e equivalentes de caixa 468
17)  Capital social e reservas469
18)  Empréstimos 470
19)  Provisões 472
20)  Fornecedores 473
21)  Outras dívidas a terceiros 474
22)  Outros passivos correntes e não correntes475
23)  Vendas e serviços prestados 475
24)  Outros rendimentos 476
25)  Fornecimento de serviços externos476
26)  Custos com pessoal 477
27)  Outros gastos 478
28)  Amortizações e depreciações478
29)  Resultados financeiros479
30)  Garantias 480
31)  Empresas do grupo e partes relacionadas480
32)  Eventos subsequentes 482
33)  Aprovação das demonstrações financeiras 483
www.greenvolt.pt424
GREENVOLT – ENERGIAS RENOVÁVEIS, S.A.
DEMONSTRAÇÕES DA POSIÇÃO FINANCEIRA
EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021 E 2020
(montantes expressos em Euros)
ATIVO
Notas
31.12.2021
31.12.2020
ATIVOS NÃO CORRENTES:
Ativos fixos tangíveis
7
65.912.518
69.079.042
Ativo sob direito de uso
8.1
4.060.607
2.256.287
Ativos intangíveis
9
150.262
—
Investimentos em empresas subsidiárias
4
114.261.644
23.353.997
Outros investimentos
5
3.956
—
Ativos por impostos diferidos
11
1.429.644
1.073.453
Total de ativos não correntes
185.818.631
95.762.779
ATIVOS CORRENTES:
Inventários
10
—
194
Clientes
12
5.207.864
19.580
Ativos associados a contratos com clientes
12
4.173.880
3.969.319
Imposto sobre o rendimento
14
301.556
—
Estado e outros entes públicos
14
—
—
Outras dívidas de terceiros
13
168.042.891
6.896
Outros ativos correntes
15
358.738
124.208
Caixa e equivalentes de caixa
16
185.612.145
1.673.983
Total de ativos correntes
363.697.074
5.794.180
Total do ativo
549.515.705
101.556.959
CAPITAL PRÓPRIO E PASSIVO
CAPITAL PRÓPRIO:
Capital social
17
267.099.998
50.000
Prémios de emissão
17
772.612
—
Reserva legal
17
10.000
10.000
Prestações suplementares
17
—
9.583.819
Outras reservas
17
44.482.354
40.430.338
Resultado líquido do exercício
2.439.253
14.418.196
Total do capital próprio
314.804.216
64.492.353
PASSIVO:
PASSIVO NÃO CORRENTE:
Empréstimos bancários
18
28.791.990
—
Empréstimos obrigacionistas
18
123.642.571
—
Outros empréstimos
18
39.521.862
—
Passivo da locação
8.2
4.230.758
2.573.460
Provisões
19
6.741.659
6.673.519
Outras dívidas a terceiros
21
16.289.251
820.348
Outros passivos não correntes
22
389.220
611.632
Total de passivos não correntes
219.607.312
10.678.959
PASSIVO CORRENTE:
Empréstimos bancários
18
958.352
—
Empréstimos obrigacionistas
18
138.416
—
Outros empréstimos
18
2.489.943
18.006.580
Passivo da locação
8.2
334.119
160.169
Fornecedores
20
6.640.473
3.815.244
Outras dívidas a terceiros
21
1.444.403
3.785.278
Estado e outros entes públicos
14
698.283
368.176
Outros passivos correntes
22
2.400.189
250.200
Total de passivos correntes
15.104.178
26.385.647
Total do passivo
234.711.489
37.064.606
Total do passivo e capital próprio
549.515.705
101.556.959
O anexo faz parte integrante destas demonstrações financeiras.
O Contabilista Certificado
O Conselho de Administração
www.greenvolt.pt425
GREENVOLT – ENERGIAS RENOVÁVEIS, S.A.
DEMONSTRAÇÕES DOS RESULTADOS PARA OS EXERCÍCIOS
FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021 E 2020
(montantes expressos em Euros)
Notas
31.12.2021
31.12.2020
Vendas
23
45.938.444
48.798.076
Prestações de serviços
23
495.306
—
Outros rendimentos
24
222.713
222.412
Custo das vendas
10
(19.322.070)
(22.559.551)
Fornecimento de serviços externos
25
(12.757.804)
(9.059.992)
Custos com pessoal
26
(4.120.863)
—
Provisões e perdas por imparidade de ativos correntes
—
41
Outros gastos
27
(77.800)
(35.251)
Resultado operacional antes de amortizações e depreciações e
reversões/(perdas) por imparidades em ativos não correntes
10.377.925
17.365.735
Amortizações e depreciações
28
(9.428.756)
(6.546.306)
Perdas por imparidade de ativos fixos não correntes (constituição/
reversão)
7
—
3.760.903
Resultado operacional
949.169
14.580.332
Perdas por imparidade de investimentos financeiros (constituição/
reversão)
4
—
5.000.000
Gastos financeiros
29
(1.846.778)
(515.741)
Rendimentos financeiros
29
4.707.159
55
Resultado antes de impostos e CESE
3.809.551
19.064.646
Imposto sobre o rendimento
11
(1.026.316)
(3.607.826)
Contribuição extraordinária sobre o setor energético
11
(343.983)
(1.038.624)
Resultado depois de impostos e CESE
2.439.253
14.418.196
Resultado líquido do exercício
2.439.253
14.418.196
O anexo faz parte integrante destas demonstrações financeiras.
O Contabilista Certificado
O Conselho de Administração
www.greenvolt.pt426
GREENVOLT – ENERGIAS RENOVÁVEIS, S.A.
DEMONSTRAÇÕES DO RENDIMENTO INTEGRAL PARA OS
EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021 E 2020
(montantes expressos em Euros)
Notas
31.12.2021
31.12.2020
Resultado líquido do exercício
2.439.253
14.418.196
Outro rendimento integral do exercício:
Itens de outro rendimento integral que poderão ser
subsequentemente reclassificados para a demonstração dos
resultados
—
—
Itens de outro rendimento integral que não serão subsequentemente
reclassificados para a demonstração dos resultados
—
—
Total do rendimento integral do exercício
2.439.253
14.418.196
O anexo faz parte integrante destas demonstrações financeiras.
O Contabilista Certificado
O Conselho de Administração
www.greenvolt.pt427
GREENVOLT – ENERGIAS RENOVÁVEIS, S.A.
DEMONSTRAÇÕES DAS ALTERAÇÕES NO CAPITAL PRÓPRIO PARA
OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021 E 2020
(montantes expressos em Euros)
Notas
Capital
social
Outros
instrumentos
de capital
próprio
Reserva
legal
Reservas
livres
Resultados
transitados
Resultado
líquido
Total do
capital
próprio
Saldo em 1 de janeiro de 2020
17
50.000
13.150.000
10.000
—
22.346.391
4.933.947
40.490.338
Aplicação do resultado líquido do
exercício de 2019
—
—
—
4.933.947
(4.933.947)
—
Alteração na detenção de
prestações suplementares
—
(13.150.000)
—
13.150.000
—
—
—
Constituição de prestações
suplementares
—
9.583.819
—
—
—
—
9.583.819
Total do rendimento integral do
exercício
—
—
—
—
—
14.418.196
14.418.196
Saldo em 31 de dezembro de 2020
17
50.000
9.583.819
10.000
13.150.000
27.280.338
14.418.196
64.492.353
Saldo em 1 de janeiro de 2021
17
50.000
9.583.819
10.000
13.150.000
27.280.338
14.418.196
64.492.353
Aplicação do resultado líquido do
exercício de 2020
—
—
—
—
14.418.196
(14.418.196)
—
Aumento de capital social
199.499.998
—
—
—
—
—
199.499.998
Aumento de capital em espécie
47.600.000
8.400.000
—
—
—
—
56.000.000
Conversão de reservas em capital
social
19.950.000
—
—
—
(19.950.000)
—
—
Conversão de prestações
suplementares em reservas
—
(9.583.819)
—
9.583.819
—
—
—
Encargos com emissão de novas
ações
—
(7.627.388)
—
—
—
—
(7.627.388)
Total do rendimento integral do
exercício
—
—
—
—
—
2.439.253
2.439.253
Saldo em 31 de dezembro de 2021
17
267.099.998
772.612
10.000
22.733.819
21.748.534
2.439.253
314.804.216
O anexo faz parte integrante destas demonstrações financeiras.
O Contabilista Certificado
O Conselho de Administração
www.greenvolt.pt428
GREENVOLT – ENERGIAS RENOVÁVEIS, S.A.
DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA PARA OS EXERCÍCIOS
FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021 E 2020
(montantes expressos em Euros)
Notas
31.12.2021
31.12.2020
Atividades operacionais:
Recebimentos de clientes
51.625.983
62.336.593
Pagamentos a fornecedores
(36.931.965)
(40.482.364)
Pagamentos ao pessoal
(2.443.896)
—
Outros recebimentos / pagamentos relativos à
atividade operacional
(3.671.766)
(5.322.196)
Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas
(2.616.039)
5.962.317
(655.321)
15.876.712
Fluxos gerados pelas atividades operacionais (1)
5.962.317
15.876.712
Atividades de investimento:
Recebimentos provenientes de:
Investimentos financeiros
3.433
—
Juros e proveitos similares
102.693
106.126
56
56
Pagamentos relativos a:
Empréstimos concedidos
—
—
Investimentos financeiros
16
(20.952.917)
(848.798)
Ativos fixos tangíveis
(5.018.376)
(53.773)
Ativos intangíveis
(151.285)
(26.122.578)
—
(902.571)
Fluxos gerados pelas atividades de investimento
(2)
(26.016.452)
(902.515)
Atividades de financiamento:
Recebimentos provenientes de:
Empréstimos obtidos
18
328.000.000
176.000.000
Empréstimos com empresas do Grupo
22.000.000
—
Aumentos de capital
17
199.499.998
549.499.998
—
176.000.000
Pagamentos respeitantes a:
Juros e gastos similares
(3.664.810)
(413.893)
Encargos com emissão de novas ações
(7.594.753)
—
Contratos de locação
8
(375.486)
(261.504)
Empréstimos com empresas do Grupo
(185.372.652)
(14.913.000)
Empréstimos obtidos
18
(148.500.000)
(345.507.701)
(180.000.000)
(195.588.397)
Fluxos gerados pelas atividades de financiamento
(3)
203.992.297
(19.588.397)
Caixa e equivalentes de caixa no início do exercício
16
1.673.983
6.288.183
Variação de caixa e seus equivalentes: (1)+(2)+(3)
183.938.162
(4.614.200)
Caixa e equivalentes de caixa no fim do exercício
16
185.612.145
1.673.983
O anexo faz parte integrante destas demonstrações financeiras.
O Contabilista Certificado
O Conselho de Administração
www.greenvolt.pt429
1)NOTA INTRODUTÓRIA
A Greenvolt – Energias Renováveis, S.A. (adiante designada por "GreenVolt" ou "a Empresa",
até 10 de março de 2021 denominada Bioelétrica da Foz, S.A.) é uma sociedade anónima
constituída em 2002 em Portugal, ao abrigo da lei portuguesa, com sede na Rua Manuel Pinto
de Azevedo, Porto, em Portugal, e registada no registo comercial português sob o número 506
042 715.
No final de novembro de 2018, na sequência da aprovação por parte das autoridades
competentes e do cumprimento das demais condições necessárias à execução do contrato de
compra e venda de ações, foi concluído o acordo do grupo Altri com o grupo EDP para a
aquisição dos restantes 50% do capital da Empresa, que era detida em 50% pelo grupo Altri e
50% pelo grupo EDP.
A totalidade das ações representativas do capital social da GreenVolt foram admitidas à
negociação no Euronext Lisbon no dia 15 de julho de 2021.
Até 30 de junho de 2021, as atividades da Empresa centravam-se na promoção,
desenvolvimento e gestão, direta ou indireta, de centrais elétricas e outras instalações de
produção e venda de energia, através de fontes de resíduos e biomassa e da realização de
estudos e execução de projetos no mesmo âmbito, bem como a prestação de quaisquer outras
atividades e serviços relacionados.
Atualmente, a Empresa possui centrais de biomassa em:
Central
País
Início do
fornecimento de
eletricidade à rede
Capacidade
de injeção
(MW) (1)
Fim do período de
tarifa
Mortágua
Portugal
agosto de 1999
10 MW
agosto de 2024
Constância
Portugal
julho de 2009
13 MW
julho de 2034
Figueira da Foz I
Portugal
abril de 2009
30 MW
abril de 2034
(1) De acordo com a respetiva licença
Adicionalmente, através das suas subsidiárias, detém participações nas seguintes centrais:
Central
País
Início do
fornecimento de
eletricidade à rede
Capacidade
de injeção
(MW) (1)
Fim do período de
tarifa
Ródão Power
Portugal
dezembro de 2006
13 MW
novembro de 2031
Figueira da Foz II
Portugal
julho de 2019
34,5 MW
julho de 2044
Tilbury
Reino Unido
janeiro de 2019
41,6 MW
março de 2037
(1) De acordo com a respetiva licença
Durante o ano de 2021, o Grupo GreenVolt, do qual a Empresa é a empresa-mãe, iniciou uma
estratégia de crescimento assente não só na biomassa, mas também dedicada ao
desenvolvimento de projetos de energia eólica e fotovoltaica e geração elétrica distribuída, tendo
o Grupo adquirido as seguintes participações:
www.greenvolt.pt430
•Aquisição de 51% da sociedade Tilbury Green Power Holdings Limited (detentora de uma
central de biomassa no Reino Unido), no dia 30 de junho de 2021, em parceria com o fundo
Equitix;
•Aquisição de 100% da V-Ridium Power Group Sp. Z.o.o. (plataforma de desenvolvimento de
projetos solares e eólicos, sediada em Varsóvia), no dia 14 de julho de 2021;
•Aquisição de 70% das sociedades Track Profit Energy e Track Profit II Invest, que se
dedicam ao desenvolvimento de projetos de eficiência energética bem como de instalação
de projetos solares fotovoltaicos, no dia 24 de agosto de 2021;
•Aquisição de 42.19% na sociedade espanhola Tresa Energía S.L. (“Perfecta Energía” ou
“Perfecta”), que detém uma participação de 65% na sociedade Perfecta Consumer Finance.
A Perfecta Energía opera no setor das energias renováveis, na venda, instalação e
manutenção de painéis de energia solar para autoconsumo de clientes residenciais.
A GreenVolt dedica-se também à gestão de participações principalmente no setor da energia,
enquanto empresa-mãe do Grupo de empresas indicado na Nota 4.
www.greenvolt.pt431
2)PRINCIPAIS POLÍTICAS CONTABILÍSTICAS
As principais políticas contabilísticas adotadas na preparação das demonstrações financeiras
anexas são como segue:
2.1)Bases de Apresentação
As demonstrações financeiras anexas foram preparadas no pressuposto da continuidade das
operações a partir dos livros e registos contabilísticos da Empresa, mantidos de acordo com as
Normas Internacionais de Relato Financeiro, tal como adotadas pela União Europeia, decorrente
do disposto no Parágrafo 3 do Artigo 4.º do Decreto-Lei n.º 158/2009 de 13 de julho, republicado
pelo Decreto-Lei n.º 98/2015, de 2 de junho. Devem entender-se como fazendo parte daquelas
normas as Normas Internacionais de Relato Financeiro (“IFRS” – International Financial
Reporting Standards) emitidas pelo International Accounting Standard Board (“IASB”), as Normas
Internacionais de Contabilidade (“IAS”), emitidas pelo International Accounting Standards
Committee (“IASC”) e respetivas interpretações – IFRIC e SIC, emitidas, respetivamente, pelo
IFRS Interpretation Committee (“IFRS-IC”) e pelo Standing Interpretation Committee (“SIC”), que
tenham sido adotadas pela União Europeia. De ora em diante, o conjunto daquelas normas e
interpretações serão designados genericamente por “IFRS”.
O Conselho de Administração procedeu à avaliação da capacidade de a Empresa operar em
continuidade, tendo por base toda a informação relevante, o apoio dos seus acionistas, factos e
circunstâncias, de natureza financeira, comercial ou outra incluindo acontecimentos
subsequentes à data de referência das demonstrações financeiras disponível sobre o futuro. Em
resultado da avaliação efetuada, o Conselho de Administração conclui que a Empresa dispõe de
recursos adequados para manter as atividades, não havendo intenção de cessar as atividades
no curto prazo, pelo que considerou adequado o uso do pressuposto da continuidade das
operações na preparação das demonstrações financeiras.
(i)Normas, interpretações, emendas e revisões que entraram em vigor no exercício
Até à data de aprovação destas demonstrações financeiras, foram aprovadas (“endorsed”) pela
União Europeia as seguintes normas contabilísticas, interpretações, emendas e revisões, com
aplicação obrigatória ao exercício iniciado em 1 de janeiro de 2021:
www.greenvolt.pt432
Norma / Interpretação
Aplicável na União
Europeia nos
exercícios
financeiros iniciados
em ou após
Emenda à norma IFRS 4 Contratos
de Seguros – diferimento da
aplicação da IFRS 9
1-jan-21
Corresponde à emenda à IFRS 4 que adiou o
diferimento da aplicação da IFRS 9 para os anos
iniciados em ou após 1 de janeiro de 2023.
Emendas às normas IFRS 9, IAS
39, IFRS 7, IFRS 4 e IFRS 16 –
Reforma das taxas de juro
benchmark – Fase 2
1-jan-21
Corresponde às emendas adicionais à IFRS 9,
IAS 39, IFRS 7, IFRS 4 e IFRS 16, emitidas em
28 de agosto de 2020, relacionadas com a
segunda fase do projeto de reforma da taxa de
juro de referência (conhecida como "reforma
IBOR"), referindo-se às alterações das taxas de
juro de referência e aos impactes nas alterações
dos ativos financeiros, passivos financeiros e
passivos de locação financeira, contabilidade de
cobertura e divulgações.
Emendas à IFRS 16 Locações –
Concessões de rendas após 30 de
junho de 2021 relacionadas com a
Covid-19
1-abr-21
Estas emendas preveem isenções aplicáveis
nos reportes sobre a avaliação da modificação
dos contratos de arrendamento em resultado da
Covid-19.
Não foram produzidos efeitos significativos nas demonstrações financeiras da Empresa no
exercício findo em 31 de dezembro de 2021, decorrente da adoção das normas, interpretações,
emendas e revisões acima referidas.
(ii)Normas, interpretações, emendas e revisões que irão entrar em vigor em exercícios
futuros
As seguintes normas contabilísticas e interpretações, com aplicação obrigatória em exercícios
económicos futuros, foram, até à data de aprovação destas demonstrações financeiras,
aprovadas (“endorsed”) pela União Europeia:
www.greenvolt.pt433
Norma / Interpretação
Aplicável na União
Europeia nos
exercícios
financeiros iniciados
em ou após
Emendas às IFRS 3 Concentração
de Atividades Empresariais; IAS 16
Ativos Fixos Tangíveis; IAS 37
Provisões, Passivos Contingentes
e Ativos Contingentes; e melhorias
anuais às normas de 2018-2020
1-jan-22
Estas alterações correspondem a um conjunto
de atualizações das várias normas
mencionadas, nomeadamente:
–IFRS 3 – atualização da referência à
estrutura concetual de 2018; requisitos
adicionais para análise das obrigações ao
abrigo da IAS 37 ou IFRIC 21 na data de
aquisição; e clarificação explícita de que os
ativos contingentes não são reconhecidos
numa combinação empresarial.
–IAS 16 – proibição de deduzir o custo de
um ativo tangível dos rendimentos
relacionados com a venda de produtos
antes de o ativo estar disponível para uso.
–IAS 37 – esclarecimento de que os custos
de cumprimento de um contrato
correspondem a custos diretamente
relacionados com o contrato.
–As melhorias anuais 2018-2020
correspondem essencialmente a emendas
a 4 normas, IFRS 1, IFRS 9, IFRS 16 e IAS
41.
IFRS 17 – Contratos de Seguro;
inclui emendas à IFRS 17
(algumas das quais não
aprovadas)
1-jan-23
Esta norma estabelece, para os contratos de
seguro no seu âmbito, os princípios para o seu
reconhecimento, medição, apresentação e
divulgação. Esta norma substitui a IFRS 4 –
Contratos de Seguro.
Emenda à norma IAS 8 Políticas
contabilísticas, alterações em
estimativas contabilísticas e erros
– Definição de estimativas
contabilísticas
1-jan-23
Esta emenda altera a definição de estimativas
contabilísticas e esclarece que as alterações
nas estimativas em resultado de novas
informações não correspondem a erros.
Emenda à norma IAS 1
Apresentação das demonstrações
financeiras e IFRS 2 Statement of
Practice – Divulgação de políticas
contabilísticas
1-jan-23
Estas emendas estabelecem critérios para a
identificação e divulgação de políticas
contabilísticas materiais.
Estas emendas, apesar de aprovadas (“endorsed”) pela União Europeia, não foram adotadas
pela Empresa nas demonstrações financeiras do período findo em 31 de dezembro de 2021, em
virtude de a sua aplicação não ser ainda obrigatória. Não se estima que da futura adoção das
referidas emendas decorram impactes significativos para as demonstrações financeiras.
(iii)Normas, interpretações, emendas e revisões ainda não adotadas pela União
Europeia
As seguintes normas, interpretações, emendas e revisões não foram, até à data de aprovação
destas demonstrações financeiras, aprovadas (“endorsed”) pela União Europeia:
www.greenvolt.pt434
Norma / Interpretação
Aplicável na União
Europeia nos
exercícios
financeiros iniciados
em ou após
Emenda à norma IAS 12 Imposto
sobre o rendimento – Impostos
diferidos relacionados com Ativos
e Passivos emergentes de uma
transação única
1-jan-23
Estas emendas estabelecem critérios para o
imposto diferido relacionado com ativos e
passivos decorrentes de uma única transação.
Emenda à norma IFRS 17 –
Aplicação inicial da IFRS 17 e
IFRS 9 – Informação comparativa
1-jan-23
Esta emenda introduz uma opção de transição
no que respeita à apresentação comparativa de
ativos financeiros na aplicação inicial da IFRS
17, pretendendo alinhar os requisitos relativos à
aplicação inicial e respetiva informação
comparativa da IFRS 17 e IFRS 9 (mencionada
de classification overlay).
Emenda à norma IAS 1
Apresentação das demonstrações
financeiras – Classificação de
passivos como correntes ou não
correntes
1-jan-23
Esta emenda publicada pelo IASB clarifica a
classificação dos passivos como correntes e não
correntes, analisando as condições contratuais
existentes à data de reporte.
Estas normas não foram ainda adotadas (“endorsed”) pela União Europeia e, como tal, não
foram aplicadas pela Empresa no exercício findo em 31 de dezembro de 2021, em virtude de a
sua aplicação não ser obrigatória, encontrando-se em processo de análise dos efeitos previstos
das referidas normas.
As políticas contabilísticas adotadas nestas demonstrações financeiras são consistentes, em
todos os aspetos materialmente relevantes, com as políticas utilizadas na preparação das
demonstrações financeiras do exercício findo em 31 de dezembro de 2020, exceto quanto à
adoção de novas normas efetivas para períodos iniciados em ou após 1 de janeiro de 2021.
Não ocorreram durante o exercício alterações voluntárias de políticas contabilísticas, não tendo
igualmente sido reconhecidos erros materiais relativos a exercícios anteriores.
www.greenvolt.pt435
2.2)Principais Critérios de Reconhecimento e Mensuração
Os principais critérios de reconhecimento e mensuração utilizados pela Empresa na preparação
das suas demonstrações financeiras são os seguintes:
a)Investimentos em empresas subsidiárias
Os investimentos em partes de capital de empresas subsidiárias e associadas são
mensurados de acordo com o estabelecido na IAS 27, ao custo de aquisição deduzido de
eventuais perdas por imparidade.
Subsidiárias são todas as entidades sobre as quais a Empresa tem o poder de decidir sobre
as políticas financeiras ou operacionais, a que normalmente está associado o controlo, direto
ou indireto, de mais de metade dos direitos de voto.
Os dividendos recebidos destes investimentos são registados como ganhos relativos a
investimentos, quando atribuídos.
A Empresa realiza testes de imparidade aos investimentos financeiros em subsidiárias e
associadas sempre que eventos ou alterações nas condições envolventes indiquem que o
valor pelo qual se encontram registados nas demonstrações financeiras não seja recuperável.
A análise de imparidade é efetuada com base na estimativa de justo valor dos ativos líquidos
da subsidiária em análise deduzido do justo valor dos passivos da subsidiária.
Qualquer variação de perdas de imparidade é reconhecida na rubrica “Perdas por imparidade
de investimentos financeiros (constituição / reversão)”.
b)Ativos fixos tangíveis
Os ativos fixos tangíveis encontram-se registados ao custo de aquisição, deduzido das
correspondentes amortizações e das perdas por imparidade acumuladas.
O custo de aquisição inclui o preço de compra do ativo, as despesas diretamente imputáveis
à sua aquisição e os encargos suportados com a preparação do ativo para que este seja
colocado na sua condição de utilização. Os custos financeiros incorridos com empréstimos
obtidos para a construção de ativos tangíveis qualificáveis são reconhecidos como parte do
custo de construção do ativo.
As amortizações são calculadas, após os bens estarem em condições de serem utilizados,
pelo método das quotas constantes em conformidade com o período de vida útil estimado
para cada grupo de bens.
As taxas de amortização utilizadas correspondem aos seguintes períodos de vida útil
estimada:
www.greenvolt.pt436
Número de anos
Equipamento básico
4 a 24
Equipamento de transporte
5 a 6
Equipamento administrativo e utensílios
4 a 8
As despesas de conservação e reparação que não aumentem a vida útil dos ativos nem
resultem em benfeitorias ou melhorias significativas nos elementos dos ativos fixos tangíveis
são registadas como gasto do exercício em que são incorridas.
No caso das manutenções periódicas programadas, algumas das quais por obrigatoriedade
regulamentar, os custos com tais operações são registados como ativo e depreciados pelo
período estimado até à próxima paragem.
Os ativos fixos tangíveis em curso representam ativos ainda em fase de construção,
encontrando-se registados ao custo de aquisição deduzido de eventuais perdas por
imparidade. Estes ativos são depreciados a partir do momento em que os ativos subjacentes
estejam em condições de serem utilizados.
A Empresa avalia a imparidade dos ativos sempre que eventos ou circunstâncias possam
indicar que o valor contabilístico do ativo excede o seu valor recuperável e, pelo menos,
anualmente, sendo a imparidade reconhecida em resultados (quando aplicável).                             
As mais ou menos valias resultantes da venda ou abate de ativos fixos tangíveis são
determinadas como a diferença entre o preço de venda e o valor líquido contabilístico na data
de alienação ou abate, sendo registadas na demonstração dos resultados nas rubricas
“Outros rendimentos” ou “Outros gastos”.
c)Ativos intangíveis
Os ativos intangíveis encontram-se registados ao custo de aquisição, deduzido das
amortizações e das perdas por imparidade acumuladas. Os ativos intangíveis só são
reconhecidos se for provável que deles advenham benefícios económicos futuros para a
Empresa, sejam controláveis pela Empresa e se possa medir razoavelmente o seu valor.
Quando adquiridos individualmente, os ativos intangíveis encontram-se registados ao custo
de aquisição, deduzido das amortizações e das perdas por imparidade acumuladas.
Os gastos internos associados à manutenção e ao desenvolvimento de software são
registados como custos na demonstração dos resultados quando incorridos, exceto na
situação em que estes custos estejam diretamente associados a projetos para os quais seja
provável a geração de benefícios económicos futuros. Nestas situações os custos são
capitalizados como ativos intangíveis.
As amortizações são calculadas, após os bens estarem disponíveis para uso, pelo método
das quotas constantes em conformidade com o período de vida útil estimado.
www.greenvolt.pt437
d)Imparidade dos ativos não correntes, exceto Goodwill
É efetuada uma avaliação de imparidade dos ativos à data de cada demonstração da posição
financeira e sempre que seja identificado um evento ou alteração nas circunstâncias que
indiquem que o montante pelo qual o ativo se encontra registado possa não ser recuperável.
Sempre que o montante pelo qual o ativo se encontra registado é superior à sua quantia
recuperável, é reconhecida uma perda por imparidade, registada na demonstração dos
resultados na rubrica “Perdas por imparidade de ativos fixos não correntes”.
A quantia recuperável é a mais alta entre o preço de venda líquido e o valor de uso. O preço
de venda líquido é o montante que se obteria com a alienação do ativo, numa transação entre
entidades independentes e conhecedoras, deduzido dos gastos diretamente atribuíveis à
alienação. O valor de uso é o valor presente dos fluxos de caixa futuros estimados que são
esperados que surjam do uso continuado do ativo e da sua alienação no final da sua vida útil.
A quantia recuperável é estimada para cada ativo, individualmente ou, no caso de não ser
possível, para a unidade geradora de fluxos de caixa à qual o ativo pertence.
Quando as perdas por imparidade, reconhecidas em exercícios anteriores, deixem de existir,
são objeto de reversão. A reversão das perdas por imparidade é reconhecida na
demonstração dos resultados na rubrica “Perdas por imparidade de ativos fixos não
correntes”. Esta reversão da perda por imparidade é efetuada até ao limite da quantia que
estaria reconhecida (líquida de amortização ou depreciação) caso a perda por imparidade
não se tivesse registado em exercícios anteriores.
e)Direitos de Uso
A Empresa avalia, no início de cada acordo, se o acordo é, ou contém, uma locação. Isto é,
se transmite o direito de uso de um ativo ou ativos específicos por um determinado período
de tempo em troca de uma contrapartida.
Empresa como locatária
A Empresa aplica o mesmo método de reconhecimento e mensuração a todas as locações,
exceto para as locações de curto prazo e locações associadas a ativos de baixo valor. A
Empresa reconhece um passivo relativo aos pagamentos da locação e um ativo identificado
como direito de uso do ativo subjacente.
(i)Ativos sob direito de uso
À data de início da locação (isto é, data a partir da qual o ativo está disponível para uso), a
Empresa reconhece um ativo relativo ao direito de uso. Os “Ativos sob direito de uso” são
mensurados ao custo, deduzido das depreciações e perdas por imparidade acumuladas,
ajustado pela remensuração do passivo da locação. O custo compreende o valor inicial da
responsabilidade de locação ajustado por quaisquer pagamentos de locação feitos em ou
antes da data de início, além de quaisquer custos diretos iniciais incorridos, assim como uma
www.greenvolt.pt438
estimativa dos custos de desmantelamento e remoção do ativo subjacente (caso aplicável),
deduzido de qualquer incentivo concedido (caso aplicável).
O ativo sob direito de uso é depreciado utilizando o método de depreciação linear, com base
no prazo da locação.
Se a propriedade do ativo se transmitir para a Empresa no final do prazo da locação, ou o
custo incluir uma opção de compra, as depreciações são calculadas tendo em conta a vida
útil estimada do ativo.
Os ativos sob direito de uso são ainda sujeitos a perdas por imparidade.
(ii)Passivos da locação
À data de início da locação, a Empresa reconhece um passivo mensurado ao valor presente
dos pagamentos de rendas a efetuar ao longo do acordo. Os pagamentos de locação
incluídos na mensuração do passivo de locação incluem os pagamentos fixos, deduzidos de
quaisquer incentivos já recebidos (caso aplicável) e pagamentos variáveis associados a um
índice ou taxa. Os pagamentos incluem ainda, caso aplicável, o preço de exercício de uma
opção de compra, que será exercida pela Empresa com uma certeza razoável, e pagamentos
de penalizações por terminar o contrato, se os termos da locação refletirem a opção de
exercício da Empresa.
O passivo da locação é mensurado pelo custo amortizado, utilizando o método do juro efetivo,
sendo remensurado quando se verificam alterações nos pagamentos futuros derivados de
uma alteração da taxa ou índice, bem como das possíveis modificações dos contratos de
locação.
Os pagamentos variáveis que não estejam associados a quaisquer índices ou taxas são
reconhecidos como gasto do exercício, no exercício em que ocorre o evento ou condição que
leva ao pagamento.
Para o cálculo do valor presente dos pagamentos futuros da locação, a Empresa usa a sua
taxa de juro incremental à data de início da locação, uma vez que a taxa de juro implícita ao
contrato não é prontamente determinável. Após essa data, o montante do passivo da locação
é aumentado por acréscimo de juros e reduzido por pagamentos de rendas efetuados.
Adicionalmente, o valor é remensurado se ocorrer alguma alteração nos termos do acordo, no
valor das rendas (e.g., alterações dos pagamentos futuros causadas por uma alteração de um
índice ou taxa utilizados para determinar esses pagamentos) ou uma alteração da avaliação
de uma opção de compra associada ao ativo subjacente.
A Empresa desreconhece um passivo financeiro (ou parte de um passivo financeiro) da sua
demonstração da posição financeira quando, e somente quando, a obrigação especificada no
contrato for extinta, cancelada ou expirada. Uma troca entre um tomador e um credor
existente de instrumentos de dívida com prazos substancialmente diferentes é contabilizada
como a extinção do passivo financeiro original e o reconhecimento de um novo passivo
financeiro. Da mesma forma, uma modificação substancial dos termos de um passivo
www.greenvolt.pt439
financeiro existente, ou parte dele, é contabilizada como extinção do passivo financeiro
original e reconhecimento de um novo passivo financeiro. A diferença entre o valor
contabilístico de um passivo financeiro (ou parte de um passivo financeiro) extinto ou
transferido para outra parte e a contraprestação paga, incluindo quaisquer ativos não
monetários transferidos ou passivos assumidos, é reconhecida da demonstração dos
resultados.
(iii)Locações de curto prazo e locações de baixo valor
A Empresa aplica a isenção de reconhecimento às suas locações de curto prazo de ativos
(i.e., locações com prazos de 12 meses ou inferiores e não contêm uma opção de compra).
A Empresa aplica igualmente a isenção de reconhecimento a locações de ativos
considerados de baixo valor. Os pagamentos de rendas de locações de curto prazo e de
baixo valor são reconhecidos como gasto do exercício, ao longo do período da locação.
f)Encargos financeiros com empréstimos obtidos
Os encargos financeiros relacionados com empréstimos obtidos são usualmente
reconhecidos como gasto na demonstração dos resultados de acordo com o princípio da
especialização dos exercícios.
Nos casos em que são contratados empréstimos com o fim específico de financiar ativos
fixos, os juros correspondentes são capitalizados, fazendo parte do custo do ativo. A
capitalização destes encargos inicia-se após o início da preparação das atividades de
construção, e cessa quando o ativo se encontra pronto para utilização ou caso o projeto seja
suspenso.
g)Subsídios Governamentais
Os subsídios à exploração, nomeadamente para formação de colaboradores, são
reconhecidos na demonstração dos resultados de acordo com os gastos incorridos,
independentemente do período em que são recebidos.
Os incentivos financeiros recebidos para financiamento de ativos fixos tangíveis são
registados na demonstração da posição financeira como “Outros passivos correntes” e
“Outros passivos não correntes” relativamente às parcelas de curto prazo e de médio e longo
prazo respetivamente, e reconhecidos na demonstração dos resultados proporcionalmente às
amortizações dos ativos fixos tangíveis subsidiados.
h)Instrumentos financeiros
Ativos e passivos financeiros
Os ativos e passivos financeiros são reconhecidos na demonstração da posição financeira da
Empresa quando este se torna parte das disposições contratuais do instrumento.
Os ativos e passivos financeiros são inicialmente mensurados pelo seu justo valor. Os custos
de transação diretamente atribuíveis à aquisição ou à emissão dos ativos e passivos
www.greenvolt.pt440
financeiros (que não sejam ativos ou passivos financeiros mensurados pelo justo valor
através da demonstração dos resultados) são adicionados ou deduzidos ao justo valor do
ativo ou passivo financeiro, conforme o caso, no reconhecimento inicial.
Os custos de transação diretamente atribuíveis à aquisição de ativos ou passivos financeiros
reconhecidos pelo justo valor através da demonstração dos resultados são reconhecidos
imediatamente na demonstração dos resultados.
Ativos financeiros
Todas as compras e vendas de ativos financeiros são reconhecidas à data da assinatura dos
respetivos contratos de compra e venda, independentemente da data da sua liquidação
financeira. Todos os ativos financeiros reconhecidos são mensurados subsequentemente ao
custo amortizado, ou ao seu justo valor, dependendo do modelo de negócio adotado pela
Empresa e das características dos seus fluxos de caixa contratuais.
Classificação de ativos financeiros
(i)Instrumentos de dívida e contas a receber
Os instrumentos de dívida de rendimento fixo e as contas a receber que cumpram as
seguintes condições são mensurados subsequentemente pelo custo amortizado:
•o ativo financeiro é detido tendo em conta um modelo de negócio cujo objetivo é mantê-
lo de forma a receber os seus fluxos de caixa contratuais; e
•os termos contratuais do ativo financeiro dão origem, em datas específicas, a fluxos de
caixa que são apenas pagamentos de capital e juros sobre o valor do capital em dívida.
O método da taxa de juro efetiva é um método de calcular o custo amortizado de um
instrumento financeiro e de alocar o respetivo juro durante o período da sua vigência.
Para os ativos financeiros que não sejam adquiridos ou originados com imparidade (ou seja,
ativos com imparidade no reconhecimento inicial), a taxa de juro efetiva é a taxa que
desconta exatamente os fluxos de caixa futuros estimados (incluindo fees e comissões pagas
ou recebidas que fazem parte integrante da taxa de juro efetiva, custos de transação e outros
prémios ou descontos) durante a vida esperada do instrumento na sua quantia escriturada
bruta na data do seu reconhecimento inicial.
O custo amortizado de um ativo financeiro é o montante pelo qual o mesmo é mensurado no
reconhecimento inicial deduzido dos reembolsos de capital, mais a amortização acumulada,
utilizando o método da taxa de juro efetiva, de qualquer diferença entre esse montante inicial
e o montante do seu reembolso, ajustado por eventuais perdas por imparidade.
A receita associada aos juros é reconhecida na demonstração dos resultados na rubrica
"Rendimentos financeiros”, através do método da taxa de juro efetiva, para os ativos
financeiros registados subsequentemente pelo custo amortizado ou ao justo valor através da
www.greenvolt.pt441
demonstração dos resultados. A receita de juros é calculada aplicando-se a taxa de juro
efetiva à quantia escriturada bruta do ativo financeiro.
Os instrumentos de dívida e as contas a receber que cumpram as seguintes condições são
mensurados subsequentemente a justo valor através de outro rendimento integral:
•o ativo financeiro é detido tendo em conta um modelo de negócio cujo objetivo prevê
quer o recebimento dos seus fluxos de caixa contratuais quer a sua alienação; e
•os termos contratuais do ativo financeiro dão origem, em datas específicas, a fluxos de
caixa que são apenas pagamentos de capital e juros sobre o valor do capital em dívida.
(ii)Instrumentos de capital designados ao justo valor através de outro rendimento integral
No reconhecimento inicial, a Empresa pode efetuar uma escolha irrevogável (instrumento
financeiro a instrumento financeiro) de designar determinados investimentos em instrumentos
de capital próprio (ações) a justo valor através do outro rendimento integral quando eles
satisfazem a definição de capital prevista na IAS 32 Instrumentos financeiros: Apresentação e
não são detidos para negociação. A classificação é determinada instrumento a instrumento.
A designação a justo valor através de outro rendimento integral não é permitida se o
investimento for mantido para efeitos de negociação ou se resultar de uma contraprestação
contingente reconhecida no âmbito de uma concentração de atividades empresariais.
Um instrumento de capital é mantido para negociação se:
•ele for adquirido principalmente com o propósito de alienação no curto prazo;
•no reconhecimento inicial, fizer parte de uma carteira de instrumentos financeiros
identificados que a Empresa administra em conjunto e em que existe evidência de um
padrão real recente de obtenção de lucros a curto prazo; ou
•se for um instrumento financeiro derivado (exceto se se encontrar afeto a uma operação
de cobertura).
Os investimentos em instrumentos de capital próprio reconhecidos ao justo valor através de
outro rendimento integral são mensurados inicialmente pelo seu justo valor acrescido dos
custos de transação. Posteriormente, são mensurados ao seu justo valor com os ganhos e
perdas decorrentes da sua variação reconhecidos no outro rendimento integral. No momento
da sua alienação, o ganho ou a perda acumulado gerado com estes instrumentos financeiros
não é reclassificado para a demonstração dos resultados, mas sim transferido somente para
a rubrica de “Resultados transitados”.
(iii)Ativos financeiros ao justo valor através da demonstração de resultados
Os ativos financeiros que não cumpram os critérios para serem mensurados pelo custo
amortizado ou ao justo valor através de outro rendimento integral são mensurados ao justo
valor através da demonstração dos resultados. Estes ativos incluem ativos financeiros detidos
para negociação, ativos financeiros designados no momento de reconhecimento inicial como
www.greenvolt.pt442
mensurados ao justo valor através dos resultados, ou os ativos financeiros que
obrigatoriamente têm de ser mensurados ao justo valor.
Os ativos financeiros registados ao justo valor através da demonstração dos resultados são
mensurados pelo justo valor apurado no final de cada período de relato, sendo os respetivos
ganhos ou perdas reconhecidos na demonstração dos resultados, exceto se fizerem parte de
uma relação de cobertura.
Imparidade de ativos financeiros
A Empresa reconhece perdas de imparidade esperadas para instrumentos de dívida
mensurados ao custo amortizado ou ao justo valor através de outro rendimento integral, bem
como para contas a receber de clientes, de outras dívidas de terceiros, e para ativos
associados a contratos com clientes. A perda por imparidade destes ativos é registada em
função das perdas por imparidade esperadas (“expected credit losses”) daqueles ativos
financeiros. O valor da perda é reconhecido na demonstração dos resultados do exercício em
que tal situação ocorra.
A quantia de perdas esperadas de imparidade para os ativos financeiros acima referidos é
atualizada a cada data de relato de forma a refletir as alterações no risco de crédito ocorridas
desde o reconhecimento inicial dos respetivos ativos financeiros.
As perdas de imparidade esperadas para crédito concedido (contas a receber de clientes e
outras dívidas de terceiros e de ativos associados a contratos com clientes) são estimadas
utilizando uma matriz de incobrabilidade baseada no histórico creditício dos devedores da
Empresa nos últimos anos, bem como pelas condições macroeconómicas que se estimam
para o futuro.
De acordo com a abordagem simplificada prevista, a Empresa reconhece as perdas por
imparidade esperadas para a vida económica das contas a receber de clientes e outras
dívidas de terceiros (“lifetime”). As perdas esperadas sobre estes ativos financeiros são
estimadas utilizando uma matriz de imparidade baseada na experiência histórica de perdas
por imparidade da Empresa, afetada por fatores prospetivos específicos relacionados com o
risco de crédito esperado dos devedores, pela evolução das condições económicas gerais e
por uma avaliação das circunstâncias atuais e perspetivadas à data de reporte financeiro,
sempre que relevante.
Mensuração e reconhecimento de expected credit losses
A mensuração das perdas por imparidade esperadas reflete a probabilidade estimada de
default, a probabilidade de perda devido a esse default (i.e. a magnitude da perda caso ocorra
um default) e a exposição real da Empresa a esse default. A Empresa considera 60 dias após
a data de vencimento como “default”.
A avaliação da probabilidade de default e de perda devido a esse default é baseada na
informação histórica existente, ajustada de informação previsional futura conforme acima
descrito.
www.greenvolt.pt443
Quanto à exposição ao default, para ativos financeiros, a mesma é representada pelo valor
contabilístico bruto dos ativos em cada data de reporte. Para ativos financeiros, a perda por
imparidade esperada é estimada como a diferença entre todos os fluxos de caixa contratuais
devidos à Empresa em conformidade com o acordado entre as partes e os fluxos de caixa
que a Empresa espera receber, descontados à taxa de juro efetiva original.
A Empresa reconhece os ganhos e perdas relativos às imparidades na demonstração dos
resultados para todos os instrumentos financeiros, com os correspondentes ajustamentos ao
seu valor contabilístico através da rubrica de perdas por imparidade acumulada na
demonstração da posição financeira.
Fruto da rigorosa política de controlo de crédito da Empresa os créditos incobráveis têm sido
quase inexistentes.
A Empresa mantém imparidades reconhecidas em exercícios anteriores em resultado de
eventos passados específicos e com base em saldos específicos analisados de forma
casuística.
Os montantes apresentados na demonstração da posição financeira encontram-se líquidos
das perdas acumuladas por imparidade para cobranças duvidosas que foram estimadas pela
Empresa, estando, portanto, ao seu justo valor.
Para todas as outras situações e naturezas de saldos a receber, a Empresa aplica a
abordagem geral do modelo de imparidade, avaliando a cada data de relato se existiu um
aumento significativo do risco de crédito desde a data do reconhecimento inicial do ativo. Se
não tiver existido um aumento do risco de crédito, a Empresa calcula uma imparidade
correspondente à quantia equivalente às perdas esperadas num prazo de 12 meses. Se tiver
existido um aumento do risco de crédito, a Empresa calcula uma imparidade correspondente
à quantia equivalente às perdas esperadas para todos os fluxos de caixa contratuais até à
maturidade do ativo. A avaliação do risco de crédito é efetuada de acordo com os critérios
divulgados nas políticas de gestão de risco crédito.
Desreconhecimento de ativos financeiros
A Empresa desreconhece um ativo financeiro apenas quando os direitos contratuais aos
fluxos de caixa do ativo expiram, ou quando transfere o ativo financeiro e substancialmente
todos os riscos e benefícios associados à sua propriedade para outra entidade. Quando não
foram transferidos nem retidos substancialmente todos os riscos e benefícios decorrentes da
propriedade de um ativo, nem transferido o controlo do ativo, a Empresa continua a
reconhecer o ativo transferido na medida do seu envolvimento continuado. Nesse caso, a
Empresa também reconhece o passivo correspondente, o ativo transferido e o passivo
correspondente são mensurados numa base que reflete os direitos e obrigações que a
Empresa reteve. Se a Empresa retiver substancialmente todos os riscos e benefícios
associados à propriedade de um ativo financeiro transferido, a Empresa continua a
reconhecer o mesmo e reconhece adicionalmente um empréstimo pelo montante entretanto
recebido.
www.greenvolt.pt444
No desreconhecimento de um ativo financeiro mensurado ao custo amortizado, a diferença
entre a sua quantia escriturada e a soma da retribuição recebida e a receber é reconhecida
na demonstração dos resultados.
Por outro lado, no desreconhecimento de um ativo financeiro representado por um
instrumento de capital registado a justo valor através de outro rendimento integral, o ganho ou
a perda acumulado na reserva de reavaliação é reclassificado para a demonstração dos
resultados.
No entanto, no desreconhecimento de um ativo financeiro representado por um instrumento
de capital designado no reconhecimento inicial irrevogavelmente como registado a justo valor
através de outro rendimento integral, o ganho ou a perda acumulado na reserva de
reavaliação não é reclassificado para a demonstração dos resultados, mas sim transferido
para a rubrica de “Resultados transitados”.
Passivos financeiros e instrumentos de capital próprio
Classificação como passivo financeiro ou como instrumento de capital próprio
Os passivos financeiros e os instrumentos de capital próprio são classificados como passivo
ou como capital próprio de acordo com a substância contratual da transação.
Capital próprio
São considerados pela Empresa instrumentos de capital próprio aqueles em que o suporte
contratual da transação evidencie que a Empresa detém um interesse residual num conjunto
de ativos após dedução de um conjunto de passivos.
Os instrumentos de capital próprio emitidos pela Empresa são reconhecidos pelo montante
recebido, líquido dos custos diretamente atribuíveis à sua emissão.
As prestações suplementares são consideradas como instrumentos de capital próprio dado
que não vencem juros, não têm maturidade definida e apenas podem ser reembolsadas pela
Empresa mediante aprovação dos acionistas e em função dos critérios legais aplicáveis.
Nas situações em que a detenção de participações suplementares é transferida para a
Empresa, a transferência é tratada como uma recompra de instrumentos de capital próprio,
sendo registadas na rubrica “Outras reservas”.
A recompra de instrumentos de capital próprio emitidos pela Empresa (ações próprias) é
contabilizada pelo seu custo de aquisição como uma dedução ao capital próprio. Os ganhos
ou perdas inerentes à alienação de ações próprias são registados na rubrica “Outras
reservas”.
Passivos financeiros
Após o reconhecimento inicial, todos os passivos financeiros são mensurados
subsequentemente pelo custo amortizado ou ao justo valor através da demonstração dos
resultados.
www.greenvolt.pt445
(i)Passivos financeiros mensurados subsequentemente ao justo valor
Os passivos financeiros são registados ao justo valor através da demonstração dos
resultados quando:
•o passivo financeiro resultar de uma contraprestação contingente decorrente de uma
concentração de atividades empresariais;
•quando o passivo for detido para negociação; ou
•quando o passivo for designado para ser registado a justo valor através da
demonstração dos resultados.
Um passivo financeiro é classificado como detido para negociação se:
▪for adquirido principalmente com o propósito de alienação no curto prazo; ou
▪no reconhecimento inicial, fizer parte de uma carteira de instrumentos financeiros
identificados que a Empresa administra em conjunto e em que existe evidência de um
padrão real recente de obtenção de lucros a curto prazo; ou
▪se for um instrumento financeiro derivado (exceto se se encontrar afeto a uma operação
de cobertura).
Os passivos financeiros registados ao justo valor através da demonstração dos resultados
são mensurados pelo seu justo valor com os respetivos ganhos ou perdas decorrentes da sua
variação reconhecidos na demonstração dos resultados, exceto se estiverem afetos a
operações de cobertura.
(ii)Passivos financeiros mensurados subsequentemente ao custo amortizado
Os passivos financeiros que não são designados para registo ao justo valor através da
demonstração dos resultados são mensurados subsequentemente pelo custo amortizado
utilizando-se o método da taxa de juro efetiva.
O método da taxa de juro efetiva é um método de calcular o custo amortizado de um passivo
financeiro e de alocar o respetivo juro durante o período da sua vigência.
A taxa de juro efetiva é a taxa que desconta exatamente os fluxos de caixa futuros estimados
(incluindo fees e comissões pagas ou recebidas que fazem parte integrante da taxa de juro
efetiva, custos de transação e outros prémios ou descontos) durante a vida esperada do
passivo financeiro na sua quantia escriturada na data do seu reconhecimento inicial.
Tipologias de passivos financeiros
Os empréstimos sob a forma de emissões de papel comercial são classificados como
passivos não correntes quando têm garantia de colocação por um período superior a um ano
e é intenção do Conselho de Administração da Empresa utilizar essa fonte de financiamento
igualmente por um período superior a um ano.
www.greenvolt.pt446
Os outros passivos financeiros referem-se, essencialmente, a operações de factoring e de
passivos da locação, as quais são inicialmente registadas pelo seu justo valor. Estes passivos
financeiros são, subsequentemente ao seu reconhecimento inicial, mensurados pelo custo
amortizado, através do método da taxa de juro efetiva.
Desreconhecimento de passivos financeiros
A Empresa desreconhece passivos financeiros quando, e somente quando, as obrigações da
Empresa são liquidadas, canceladas ou expiraram.
A diferença entre a quantia escriturada do passivo financeiro desreconhecido e a
contraprestação paga ou a pagar é reconhecida na demonstração dos resultados.
Quando a Empresa troca com um determinado credor um instrumento de dívida por outro
com termos substancialmente diferentes, essa troca é contabilizada como uma extinção do
passivo financeiro original e o reconhecimento de um novo passivo financeiro.
De igual forma, a Empresa contabiliza as modificações substanciais nos termos de uma
responsabilidade existente, ou em parte dela, como uma extinção do passivo financeiro
original e o reconhecimento de um novo passivo financeiro.
Caso a modificação não seja substancial, a diferença entre: (i) a quantia escriturada do
passivo antes da modificação; e (ii) o valor presente dos fluxos de caixa futuros após a
modificação é reconhecida na demonstração dos resultados como um ganho ou perda da
modificação.
Compensação de instrumentos financeiros
Ativos financeiros e passivos financeiros são compensados e o respetivo valor líquido é
apresentado na demonstração da posição financeira se existir um direito presente de
cumprimento obrigatório para compensar as quantias reconhecidas e existe a intenção de ou
liquidar numa base líquida, ou realizar o ativo e liquidar simultaneamente o passivo.
i)Provisões
As provisões são reconhecidas quando, e somente quando, a Empresa tenha uma obrigação
presente (legal ou implícita) resultante de um evento passado, seja provável que para a
resolução dessa obrigação ocorra uma saída de recursos e o montante da obrigação possa
ser razoavelmente estimado.
As provisões são revistas na data de cada demonstração da posição financeira e ajustadas
de modo a refletir a melhor estimativa a essa data.
As provisões para custos de reestruturação são reconhecidas pela Empresa sempre que
exista um plano formal e detalhado de reestruturação e que o mesmo tenha sido comunicado
às partes envolvidas.
www.greenvolt.pt447
Provisões para desmantelamento e descomissionamento de centros eletroprodutores
A Empresa constitui provisões com estes fins quando existe uma obrigação legal, contratual
ou construtiva de evitar, reduzir ou reparar danos ambientais no final da vida útil dos ativos.
Consequentemente, encontram-se constituídas provisões desta natureza para fazer face às
respetivas responsabilidades relativas a despesas com a reposição dos locais e terrenos
onde a central se encontra. Estas provisões são calculadas, com base na estimativa das
respetivas responsabilidades futuras e são registadas por contrapartida de um aumento dos
respetivos ativos fixos tangíveis, sendo amortizadas de forma linear pelo período de vida útil
média esperada desses ativos.
Numa base anual, as provisões são sujeitas a uma revisão de acordo com a estimativa das
respetivas responsabilidades futuras. A atualização financeira da provisão, com referência ao
final de cada período, é reconhecida em resultados.
Os dispêndios de carácter ambiental são reconhecidos como gastos no período em que são
incorridos, a menos que satisfaçam os critérios necessários para serem reconhecidos como
um ativo.
j)Caixa e equivalentes de caixa
Os montantes incluídos na rubrica “Caixa e equivalentes de caixa” correspondem aos valores
de caixa, depósitos bancários, depósitos a prazo e outras aplicações de tesouraria, vencíveis
a menos de três meses, e que possam ser imediatamente mobilizáveis sem risco significativo
de alteração de valor.
Ao nível da demonstração dos fluxos de caixa, a rubrica “Caixa e equivalentes de caixa”
compreende também os descobertos bancários incluídos na rubrica do passivo corrente
“Empréstimos bancários”.
k)Demonstração dos fluxos de caixa
A demonstração dos fluxos de caixa é preparada de acordo com a IAS 7, através do método
direto.
A demonstração dos fluxos de caixa encontra-se classificada em atividades operacionais (que
englobam os recebimentos de clientes, pagamentos a fornecedores, pagamentos a pessoal e
outros relacionados com a atividade operacional), de financiamento (que incluem,
designadamente, os pagamentos e recebimentos referentes a empréstimos obtidos, passivos
da locação e pagamento de dividendos) e de investimento (que incluem, nomeadamente,
aquisições e alienações de investimentos em empresas participadas e recebimentos e
pagamentos decorrentes da compra e da venda de ativos fixos tangíveis).
www.greenvolt.pt448
l)Ativos e passivos contingentes
Os ativos contingentes são possíveis ativos que surgem de acontecimentos passados e cuja
existência somente será confirmada pela ocorrência, ou não, de um ou mais eventos futuros
incertos não totalmente sob o controlo da Empresa.
Os ativos contingentes não são reconhecidos nas demonstrações financeiras da Empresa,
sendo unicamente objeto de divulgação quando é provável a existência de um benefício
económico futuro.
Os passivos contingentes são definidos pela Empresa como: (i) obrigações possíveis que
surjam de acontecimentos passados e cuja existência somente será confirmada pela
ocorrência, ou não, de um ou mais acontecimentos futuros incertos não totalmente sob o
controlo da Empresa; ou (ii) obrigações presentes que surjam de acontecimentos passados
mas que não são reconhecidas porque não é provável que um fluxo de recursos que afete
benefícios económicos seja necessário para liquidar a obrigação ou a quantia da obrigação
não pode ser mensurada com suficiente fiabilidade.
Os passivos contingentes não são reconhecidos nas demonstrações financeiras da Empresa,
sendo os mesmos, objeto de divulgação, a menos que a possibilidade de uma saída de
fundos afetando benefícios económicos futuros seja remota, caso este em que não são
sequer objeto de divulgação.
m)Benefícios aos empregados
(i) Share based payments
A GreenVolt procedeu à atribuição de prémios de desempenho para alguns colaboradores,
cujo valor está indexado à evolução da cotação das ações. A data de exercício da opção de
concretização do prémio poderá ser determinada por vontade do colaborador após três anos
da sua atribuição, até um máximo de 50%, e o remanescente poderá ser exercido por
vontade do colaborador após o quarto ano de atribuição.
A liquidação de tal montante é efetuada em numerário, pelo que o valor dessas
responsabilidades é determinado no momento da sua atribuição e posteriormente atualizado,
no final de cada período de reporte, em função do número de ações, num total de 2.650.000
ações, e do justo valor destas à data de reporte, sendo o seu justo valor determinado com
recurso à Bloomberg utilizando para o efeito do modelo de Black-Scholes. A responsabilidade
associada é reconhecida como gastos com pessoal na proporção do tempo decorrido entre
essas datas, sendo o valor não liquidado reconhecido como “Outros passivos correntes”.
(ii) Planos de contribuição definida
A Empresa atribui aos seus colaboradores com contrato de trabalho subordinado sem termo,
um plano de pensões de contribuição definida. De acordo com este plano, a GreenVolt atribui
a cada trabalhador do quadro permanente uma percentagem do seu salário pensionável em
função do seu tempo de serviço. A contribuição para o Fundo de Pensões varia anualmente
www.greenvolt.pt449
em função dos resultados do Grupo GreenVolt, sendo contabilizadas como custo no exercício
as contribuições que efetua.
n)Imposto sobre o rendimento
O imposto sobre o rendimento do exercício é calculado com base nos resultados tributáveis
da Empresa de acordo com as regras fiscais em vigor e considera a tributação diferida.
Os impostos diferidos são calculados com base no método da responsabilidade da
demonstração da posição financeira e refletem as diferenças temporárias entre o montante
dos ativos e passivos para efeitos de reporte contabilístico e os respetivos montantes para
efeitos de tributação. Os impostos diferidos ativos e passivos são calculados e anualmente
avaliados utilizando as taxas de tributação em vigor ou anunciadas para estarem em vigor à
data expectável da reversão das diferenças temporárias.
A mensuração dos ativos e passivos por impostos diferidos:
–É efetuada de acordo com as taxas que se espera que sejam de aplicar no período em
que o ativo for realizado ou o passivo liquidado, com base nas taxas fiscais aprovadas à
data da demonstração da posição financeira; e
–Reflete as consequências fiscais decorrentes da forma como a Empresa espera, à data da
demonstração da posição financeira, recuperar ou liquidar a quantia escriturada dos seus
ativos e passivos.
Os ativos por impostos diferidos são reconhecidos unicamente quando existem expectativas
razoáveis de lucros fiscais futuros suficientes para a sua utilização, ou nas situações em que
existam diferenças temporárias tributáveis que compensem as diferenças temporárias
dedutíveis no período da sua reversão. No final de cada período é efetuada uma revisão
desses impostos diferidos, sendo os mesmos reduzidos sempre que deixe de ser provável a
sua utilização futura.
Os passivos por impostos diferidos são reconhecidos para todas as diferenças temporárias
tributáveis.
Os impostos diferidos são registados como gasto ou proveito do exercício, exceto se
resultarem de valores registados diretamente em capital próprio, situação em que o imposto
diferido é também registado na mesma rubrica.
o)Contribuição Extraordinária para o Setor Energético (“CESE”)
A Lei 83-C / 2013, do Orçamento do Estado de 2014 ("Lei do Orçamento de Estado 2014"),
aprovada pelo Governo Português em 31 de dezembro de 2013, introduziu uma contribuição
extraordinária aplicável à energia setor energético (CESE), com o objetivo de financiar
mecanismos que promovam a sustentabilidade sistémica do setor energético, através da
constituição de um fundo que visa contribuir para a redução da dívida tarifária e financiar
políticas sociais e ambientais no setor energético. Esta contribuição concentra-se geralmente
nos operadores económicos que desenvolvem as seguintes atividades: (i) geração, transporte
www.greenvolt.pt450
ou distribuição de energia elétrica; (ii) transporte, distribuição, armazenamento ou
fornecimento grossista de gás natural; e (iii) refino, tratamento, armazenamento, transporte,
distribuição e fornecimento por atacado de petróleo e derivados.
A CESE é calculada com base nos ativos líquidos das empresas com referência a 1 de
janeiro de cada ano, que atendem, cumulativamente, a: (i) imobilizado; (ii) ativos intangíveis,
exceto elementos de propriedade industrial; e (iii) ativos financeiros atribuídos a concessões
ou atividades licenciadas. No caso das atividades reguladas, a CESE incide no valor dos
ativos regulados se for superior ao valor desses ativos.
O regime da CESE foi sucessivamente prorrogado e passou a ser válido para 2020 e 2021
através da Lei n.º 71/2018 de 31 de dezembro e da Lei n.º 75-B/2020 de 31 de dezembro,
respetivamente. O governo português alargou a CESE às energias renováveis. A taxa geral é
de 0,85%, que incide sobre o valor líquido dos ativos afetos à atividade (de cada central), com
referência a 1 de janeiro do respetivo ano.
As centrais de biomassa com potência inferior a 20 MW estão isentas do pagamento da
CESE, razão pela qual nenhum imposto foi apurado ou registado para as centrais cuja
isenção é aplicável.
O gasto anual relativo à CESE é reconhecido como um passivo e registado como custo na
demonstração dos resultados na rubrica “Contribuição extraordinária do setor energético”, a 1
de janeiro de acordo com a IFRIC 21 – Levies.
p)Rédito e especialização dos exercícios
A Empresa reconhece o rédito de acordo com a IFRS 15, que estabelece que uma entidade
reconheça o rédito para refletir a transferência de bens e serviços contratados pelos clientes,
no montante que corresponda à consideração que a entidade espera ter direito a receber
como contrapartida da entrega desses bens ou serviços, com base no modelo de cinco
passos abaixo: (i) identificação do contrato com um cliente; (ii) identificação das obrigações;
(iii) determinação do preço da transação; (iv) alocação do preço da transação a obrigações de
performance; e (v) reconhecimento do rédito quando ou à medida que a entidade satisfaz
uma obrigação de performance.
O rédito é reconhecido líquido de bonificações, descontos e impostos (exemplo: descontos
comerciais), e refere-se à consideração recebida ou a receber dos bens e/ou serviços
vendidos.
O rédito é reconhecido pelo montante da obrigação de performance satisfeita.
O rédito decorrente da produção de energia é reconhecido na demonstração de resultados
com a sua transferência para a rede pública nacional, momento em que a obrigação de
performance é satisfeita.
Relativamente ao preço da transação, o mesmo não apresenta montantes variáveis.
www.greenvolt.pt451
A Empresa considera os factos e circunstâncias quando analisa os termos de cada contrato
com clientes, aplicando os requisitos que determinam o reconhecimento e mensuração do
rédito de forma harmonizada, quando se trate de contratos com características e em
circunstâncias semelhantes.
As restantes receitas e despesas são registadas de acordo com o princípio da especialização
de exercícios pelo qual estes são reconhecidas à medida que são geradas,
independentemente do momento em que são recebidas ou pagas. As diferenças entre os
montantes recebidos e pagos e as correspondentes receitas e despesas geradas são
registadas nas rubricas de acréscimos e diferimentos incluídas nas rubricas “Outros ativos
correntes” e “Outros passivos correntes”.
Ativos associados a contratos com clientes
Um ativo de contrato com clientes é um direito a receber uma retribuição em troca de bens ou
serviços transferidos para o cliente. 
Se a Empresa entrega os bens ou presta os serviços a um cliente antes do cliente pagar a
retribuição ou antes da retribuição ser devida, o ativo contratual corresponde ao valor da
retribuição que é condicional.
q)Resultados financeiros
Os resultados financeiros da Empresa incluem os juros pagos pelos empréstimos obtidos, os
juros recebidos de aplicações efetuadas, os ganhos e perdas resultantes de diferenças
cambiais relacionados com a sua atividade de financiamento.
Considerando o modelo de contabilização previsto na IFRS 16, os resultados financeiros
incluem também os custos com juros ("unwinding") calculados sobre os passivos de locação
(rendas vincendas de contratos de arrendamento).
r)Saldos e transações expressos em moeda estrangeira
Todos os ativos e passivos expressos em moeda estrangeira foram convertidos para Euros
utilizando as taxas de câmbio oficiais vigentes à data da demonstração da posição financeira.
As diferenças de câmbio, favoráveis e desfavoráveis, originadas pelas diferenças entre as
taxas de câmbio em vigor na data das transações e as vigentes na data das cobranças,
pagamentos ou à data da demonstração da posição financeira, dessas mesmas transações,
são registadas como rendimentos e gastos na demonstração dos resultados do exercício.
s)Eventos subsequentes
Os eventos ocorridos após a data da demonstração da posição financeira que proporcionem
provas ou informações adicionais sobre condições que existiam à data da demonstração da
posição financeira (“adjusting events”) são refletidos nas demonstrações financeiras. Os
eventos após a data da demonstração da posição financeira que sejam indicativos de
condições que surgiram após a data da demonstração da posição financeira (“non adjusting
events”), quando materiais, são divulgados no anexo às demonstrações financeiras.
www.greenvolt.pt452
3)GESTÃO DE RISCO FINANCEIRO
A Empresa está exposta a uma variedade de riscos, incluindo os efeitos das alterações nas
taxas de juro, taxas de câmbio, liquidez e preços do mercado de eletricidade. A volatilidade dos
mercados financeiros é analisada continuamente. O principal objetivo do Conselho de
Administração na gestão do risco financeiro é gerir estes riscos a um nível aceitável para
conduzir as atividades da Empresa.
Os riscos considerados de maior relevância para a Empresa encontra-se descritos abaixo.
Risco de taxa de juro
O objetivo da política de gestão do risco de taxa de juro visa mitigar o impacte das flutuações
das taxas de mercado nos encargos financeiros dos financiamentos contratados.
O Conselho de Administração da Empresa aprova os termos e condições do financiamento
considerado material para a mesma, analisando para tal a estrutura da dívida, os riscos
inerentes e as diferentes opções existentes no mercado, em particular quanto ao tipo de taxa de
juro (fixa/variável).
O objetivo da GreenVolt é limitar a volatilidade dos fluxos de caixa e dos resultados, tendo em
conta o perfil da sua atividade operacional, através da utilização de uma combinação adequada
de dívida a taxa fixa e variável.
O Departamento Financeiro da Empresa efetua estimativas de sensibilidade do justo valor dos
empréstimos a variações nas taxas de juro. A 31 de dezembro de 2021, os resultados desta
análise são como segue:
31.12.2021
Juros suportados (taxa variável)
340.867
Diminuição de 1 p.p. na taxa de juro aplicada à dívida
contratada a taxa variável
(340.867)
Aumento de 1 p.p. na taxa de juro aplicada à dívida
contratada a taxa variável
725.000
Risco de taxa de câmbio
A GreenVolt realiza investimentos e opera internacionalmente, estando exposta ao risco
associado à moeda transacional, bem como às flutuações cambiais que podem ocorrer quando 
incorre em receitas numa moeda e custos noutra, ou os seus ativos ou passivos são
denominados em moeda estrangeira, e há uma flutuação cambial adversa no valor dos ativos
líquidos, da dívida e dos rendimentos denominados em moedas estrangeiras, nomeadamente a
libra esterlina (GBP) e o zloti polaco (PLN).
www.greenvolt.pt453
4)INVESTIMENTOS EM EMPRESAS SUBSIDIÁRIAS
O detalhe desta rubrica é analisado como segue:
31.12.2021
31.12.2020
Valor Bruto
Ródão Power – Energia e Biomassa do Ródão, S.A.
21.657.703
21.657.703
Sociedade Bioelétrica do Mondego, S.A.
50.000
50.000
Energia Unida, S.A.
50.000
50.000
Energia Unida – Prestações Suplementares
250.000
—
Soc. Energia Solar (SESAT)
40.000
40.000
SESAT – Prestações Suplementares
200.000
28.000
Paraimo Green, Lda
700
700
Paraimo Green – Prestações Suplementares
90.300
20.300
Golditábua, S.A.
4.863.348
3.900.048
Greenvolt HoldCo Limited
1
—
V-Ridium Power Group SP z.o.o.
69.891.992
—
Track Profit Energy, Lda
5.543.086
—
Tresa Energía S.L.
14.022.867
—
Ribatejo Green, Lda (a)
—
1.400
Amieira Green, Lda (a)
—
1.400
Piara Solar, Lda (a)
—
1.400
Maior Green, Lda (a)
—
1.400
116.659.998
25.752.351
Perdas por imparidade
Ródão Power – Energia e Biomassa do Ródão, S.A.
(2.398.354)
(2.398.354)
(2.398.354)
(2.398.354)
114.261.644
23.353.997
(a) Inclui valor referente a Prestações suplementares
A Empresa detém 100% do capital social da Ródão Power – Energia e Biomassa do Ródão,
S.A., da Energia Unida S.A. (anteriormente designada Bioródão, S.A.), da Sociedade Bioelétrica
do Mondego, S.A. e da Golditábua, S.A.
A Empresa também detém 80% do capital social da Sociedade de Energia Solar do Alto Tejo
(SESAT), Lda. e 70% do capital social da Paraimo Green, Lda.
Durante o ano de 2021 foram adquiridas e constituídas as seguintes empresas:
a.Constituição da sociedade Greenvolt Energias Renovaveis HoldCo Limited e
aquisição de 51% da Tilbury Green Power Holdings Limited
A 30 de junho de 2021, através da subsidiária Lakeside Bidco Limited (sociedade detida
pela Greenvolt Energias Renovaveis HoldCo Limited), a Empresa adquiriu 51% da
sociedade Tilbury Green Power Holdings Limited, detentora de uma central de biomassa no
Reino Unido em parceria com o fundo Equitix.
Esta central de biomassa, com cerca de 41,6 MW disponíveis para produção renovável, é
uma das maiores centrais do Reino Unido de produção energética através de biomassa
proveniente de resíduos lenhosos.
www.greenvolt.pt454
A estratégia de expansão internacional da Empresa no segmento de biomassa baseia-se na
exportação das suas competências técnicas, nomeadamente a excelência operacional. Esta
aquisição enquadra-se nos pilares estratégicos da Empresa, nomeadamente a expansão
internacional, a diversificação dos estilos de investimento e o reforço da base de ativos e
competências.
b.Aquisição de 100% da V-Ridium Power Group Sp. Z.o.o. e suas subsidiárias
A operação foi concretizada no dia 14 de julho de 2021, através de um aumento de capital
em espécie, constituído pela totalidade das ações da V-Ridium Power Group Sp. z.o.o. e
ascendeu a 56 milhões de Euros, aos quais acresce um valor contingente de cerca de 14
milhões de Euros, que se espera ser pago na totalidade no exercício findo em 31 de
dezembro de 2024, em função de indicadores diversos relacionados com a evolução futura
da atividade da subsidiária. Atendendo ao acordo e natureza deste montante a pagar, foi
considerado pelo Conselho de Administração da Empresa, como parte do preço pago pelas
ações, a totalidade do valor atualizado para a data de aquisição, tendo em consideração
que é entendimento do Conselho de Administração que tal montante será integralmente
pago. A Empresa passou assim a deter a totalidade do capital social e direitos de voto da V-
Ridium Power Group, passando, por sua vez, a V-Ridium Europe (anterior acionista da V-
Ridium Power Group) a ser titular de uma participação qualificada no capital social da
GreenVolt.
c.Aquisição de 70% da empresa Track Profit Energy e da sua subsidiária Track Profit II
Invest
A aquisição das empresas foi efetuada no dia 24 de agosto de 2021. O valor de aquisição
àquela data ascendeu a cerca de 2,3 milhões de Euros, acrescidos de um valor contingente
de cerca de 2,3 milhões de Euros, os quais se espera serem pagos na totalidade até ao final
do ano findo em 31 de dezembro de 2026, em função da performance da subsidiária.
A aquisição da Profit decorre da estratégia de crescimento da Empresa no segmento de
geração elétrica descentralizada, que tem vindo a registar nos últimos anos um forte
crescimento e no qual a Empresa pretende ter uma presença significativa no mercado
ibérico.
d.Aquisição de 42,19% na sociedade espanhola Tresa Energía S.L. (“Perfecta Energía”)
A sociedade espanhola Tresa Energía S.L. (“Perfecta Energía”), que detém uma
participação de 65% na sociedade Perfecta Consumer Finance, foi adquirida em 25 de
outubro de 2021. O valor de aquisição foi de 13,7 milhões de Euros.
A Perfecta Energía opera no setor das energias renováveis, na venda, instalação e
manutenção de painéis  de energia solar para autoconsumo de clientes residenciais.
As empresas Ribatejo Green, Lda, Amieira Green, Lda, Piara Solar, Lda e Maior Green, Lda.
foram liquidadas com efeitos a 31 de março de 2021.
www.greenvolt.pt455
Durante o exercício de 2021 foram concedidas prestações suplementares às empresas,
Golditábua, S.A., Energia Unida S.A., Sociedade Energia Solar (SESAT), Lda e Paraimo Green,
Lda.
O movimento desta rubrica nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2021 e 2020 foi como
segue:
31.12.2021
31.12.2020
Saldo inicial
23.353.997
14.430.849
Aquisições
90.421.247
3.900.048
Prestações suplementares
492.000
23.100
Diminuições
(5.600)
—
Reversão de imparidade
—
5.000.000
Saldo final
114.261.644
23.353.997
Os principais dados das empresas subsidiárias à data de 31 de dezembro de 2021 são:
31 de dezembro de 2021
Descrição
Sede
%
Custo de
aquisição
Perdas por
imparidade
Valor de
Balanço
Total do
ativo
Total do
Capital
Próprio
Rendimentos
totais (a)
Resultado
líquido do
exercício
Ródão Power –
Energia e Biomassa
do Ródão, S.A.
Vila Velha de
Ródão
100%
21.657.703
(2.398.354)
19.259.349
20.037.367
12.377.826
5.542.981
(447.260)
Sociedade
Bioelétrica do
Mondego, S.A.
Figueira da
Foz
100%
50.000
—
50.000
88.081.936
13.895.076
33.903.154
6.293.040
Energia Unida, S.A.
Figueira da
Foz
100%
50.000
—
300.000
304.440
179.981
—
(96.225)
Soc. de Energia
Solar do Alto Tejo
(SESAT), Lda.
Nisa
80%
68.000
—
240.000
78.432
(9.251)
—
(23.343)
Paraimo Green, Lda
Algés
70%
21.000
—
91.000
181.756
105.073
—
(6.220)
Golditábua, S.A.
Figueira da
Foz
100%
3.900.048
—
4.863.348
6.991.658
2.086.549
—
(70.021)
Greenvolt HoldCo
Limited
Manchester
70%
1
—
1
443.388.263
24.532.325
45.324.107
10.029.516
V-Ridium Power
Group SP z.o.o.
Varsóvia
70%
69.891.992
—
69.891.992
74.050.362
(2.380.591)
1.839.269
(2.454.048)
Track Profit Energy,
Lda
Loures
70%
5.543.086
—
5.543.086
9.668.195
3.010.218
5.691.236
407.714
Tresa Energía S.L.
Madrid
70%
14.022.867
—
14.022.867
13.067.373
10.623.380
2.945.087
(346.977)
115.204.697
(2.398.354)
114.261.644
(a)Rendimentos totais = Vendas, Prestações de serviços e Outros rendimentos
Em 31 de dezembro de 2020, a Empresa procedeu à estimativa de valorização da central de
Rodão detida pela Ródão Power – Energia e Biomassa do Ródão S.A., tendo apurado que a
valorização dos capitais próprios excedia o valor do investimento financeiro. Consequentemente,
procedeu-se à reversão da perda por imparidade anteriormente reconhecida no montante de
5.000.000 Euros. À data de 31 de dezembro de 2021 a Empresa efetuou nova avaliação de
imparidade para as várias centrais de biomassa, não tendo sido detetadas imparidades. Os
dados utilizados são como segue:
2021
2020
WACC
5,0%
5,3%
Taxa de crescimento média das vendas
1,02%
1,02%
O período projetado varia em função do período de licença de cada central (período de
remuneração).
www.greenvolt.pt456
5)OUTROS INVESTIMENTOS
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020, o detalhe da rubrica “Outros investimentos” era como
segue:
31.12.2021
31.12.2020
Valor bruto
CBE – Centro Biomassa para a Energia
153.501
153.501
Fundo de Compensação de Trabalho
3.956
157.457
153.501
Perdas por imparidade
CBE – Centro Biomassa para a Energia
(153.501)
(153.501)
(153.501)
(153.501)
3.956
—
6)CLASSES DE INSTRUMENTOS FINANCEIROS
Os instrumentos financeiros, de acordo com as políticas descritas na Nota 2, foram classificados
como segue:
Ativos financeiros:
31 de dezembro de 2021
Notas
Ativos
financeiros
registados ao
custo
amortizado
Ativos financeiros
registados ao
justo valor
através de
resultados
Total
Ativos correntes
Clientes
12
5.207.864
—
5.207.864
Ativos associados a contratos com clientes
12
4.173.880
—
4.173.880
Outras dívidas de terceiros
13
168.042.891
—
168.042.891
Outros ativos correntes
15
358.738
—
358.738
Caixa e depósitos bancários
16
185.612.145
—
185.612.145
363.395.518
—
363.395.518
31 de dezembro de 2020
Notas
Ativos
financeiros
registados ao
custo
amortizado
Ativos financeiros
registados ao
justo valor
através de
resultados
Total
Ativos correntes
Clientes
12
19.580
—
19.580
Ativos associados a contratos com clientes
12
3.969.319
—
3.969.319
Outras dívidas de terceiros
13
6.896
—
6.896
Outros ativos correntes
15
124.208
—
124.208
Caixa e depósitos bancários
16
1.673.983
—
1.673.983
5.793.986
—
5.793.986
www.greenvolt.pt457
Passivos financeiros:
31 de dezembro de 2021
Notas
Passivos
financeiros
registados ao
custo
amortizado
Passivos
financeiros
registados ao justo
valor através de
resultados
Total
Passivos não correntes
Empréstimos bancários
18
28.791.990
—
28.791.990
Empréstimos obrigacionistas
18
123.642.571
—
123.642.571
Outros empréstimos
18
39.521.862
—
39.521.862
Passivo da locação
8.2
4.230.758
—
4.230.758
Outras dívidas a terceiros
21
—
16.289.251
16.289.251
196.187.181
16.289.251
212.476.432
Passivos correntes
Empréstimos bancários
18
958.352
—
958.352
Empréstimos obrigacionistas
18
138.416
—
138.416
Outros empréstimos
18
2.489.943
—
2.489.943
Passivo da locação
8.2
334.119
—
334.119
Fornecedores
20
6.640.473
—
6.640.473
Outras dívidas a terceiros
21
1.044.403
400.000
1.444.403
11.605.706
400.000
12.005.706
31 de dezembro de 2020
Notas
Passivos
financeiros
registados ao
custo
amortizado
Passivos
financeiros
registados ao justo
valor através de
resultados
Total
Passivos não correntes
Passivo da locação
8.2
2.573.460
—
2.573.460
Outras dívidas a terceiros
21
—
820.348
820.348
2.573.460
820.348
3.393.808
Passivos correntes
Outros empréstimos
18
18.006.580
—
18.006.580
Passivo da locação
8.2
160.169
—
160.169
Fornecedores
20
3.815.244
—
3.815.244
Outras dívidas a terceiros
21
1.527.776
2.257.502
3.785.278
23.509.769
2.257.502
25.767.271
www.greenvolt.pt458
7)ATIVOS FIXOS TANGÍVEIS
Durante os exercícios findos em 31 de dezembro de 2021 e 2020 o movimento ocorrido no valor
dos ativos fixos tangíveis, bem como nas respetivas amortizações e perdas de imparidade
acumulada foi o seguinte:
2021
Valor bruto
Equipamento
básico
Equipamento
transporte
Equipamento
administrativo
Ativos fixos
tangíveis em
curso
Total
Saldo inicial
151.671.697
165.122
30.227
169.484
152.036.530
Aumentos
2.151.998
—
—
3.849.253
6.001.251
Alienações e abates
(17.908)
—
—
—
(17.908)
Transferências
—
—
—
—
—
Saldo final
153.805.787
165.122
30.227
4.018.737
158.019.873
Depreciações e Perdas por imparidade acumulada
Equipamento
básico
Equipamento
transporte
Equipamento
administrativo
Ativos fixos
tangíveis em
curso
Total
Saldo inicial
82.787.006
159.519
10.963
—
82.957.488
Depreciações do exercício (Nota 28)
9.142.489
2.241
5.137
—
9.149.867
Transferências
—
—
—
—
—
Saldo final
91.929.495
161.760
16.100
—
92.107.355
Valor líquido contabilístico
61.876.292
3.362
14.127
4.018.737
65.912.518
2020
Valor bruto
Equipamento
básico
Equipamento
transporte
Equipamento
administrativo
Ativos fixos
tangíveis em
curso
Total
Saldo inicial
151.671.697
165.122
15.419
169.484
152.021.722
Aumentos
—
—
14.808
—
14.808
Transferências
—
—
—
—
—
Saldo final
151.671.697
165.122
30.227
169.484
152.036.530
Depreciações e Perdas por imparidade acumulada
Equipamento
básico
Equipamento
transporte
Equipamento
administrativo
Ativos fixos
tangíveis em
curso
Total
Saldo inicial
80.175.826
157.278
8.243
—
80.341.347
Depreciações do exercício (Nota 28)
7.241.631
2.241
2.720
—
7.246.592
Reversão de imparidade por efeito das
depreciações (Nota 28)
(869.548)
—
—
—
(869.548)
Reversão de perdas por imparidade
(3.760.903)
—
—
—
(3.760.903)
Transferências
—
—
—
—
—
Saldo final
82.787.006
159.519
10.963
—
82.957.488
Valor líquido contabilístico
68.884.691
5.603
19.264
169.484
69.079.042
Em 1 de janeiro de 2021, a Empresa alterou o reconhecimento contabilístico das paragens das
centrais de biomassa, sendo consideradas como grandes reparações, pois traduzem-se em
benefícios económicos futuros para as centrais, passando assim a capitalizar a reparação na
data em que esta ocorre, amortizando pelo período estimado até à próxima manutenção.
www.greenvolt.pt459
Em linha com a IAS 16, a Empresa procedeu ao desreconhecimento dos ativos substituídos,
tendo sido considerado o seu custo de reposição como estimativa de valor. Antes desta
alteração, a Empresa reconhecia estes gastos na rubrica de “Fornecimentos e serviços
externos”.
O efeito desta alteração implicou um aumento da rubrica “Equipamento básico – valor bruto” e
uma redução nas rubricas de “Fornecimentos e serviços externos”, no montante de 2.151.998
Euros (Nota 25), e um aumento na rubrica de “Depreciações do exercício” no montante de
1.893.772 Euros.
Em 31 de dezembro de 2021, o valor dos “Ativos fixos tangíveis em curso”, inclui 3.776.083
Euros, correspondentes à construção de nove unidades de UPP (Unidades de pequena
produção, com recurso a tecnologia solar fotovoltaica) localizada nas instalações da Empresa do
Grupo Celulose Beira Industrial (Celbi), e cinco unidades de UPP localizada nas instalações da
Empresa do Grupo Biotek, S.A., com uma potência individual de 990 kWh.
O valor total estimado do investimento é de 9.330.192 Euros, estando previsto o início para a
injeção de eletricidade no segundo semestre de 2022.
No exercício findo a 31 de dezembro de 2018, decorrente da análise de imparidade por central,
foi registada uma perda por imparidade de 4.500.000 Euros relativamente à central de Mortágua
e 1.000.000 Euros relativamente à central de Constância.
A perda por imparidade estava a ser depreciada em função da vida útil remanescente dos bens
que se encontravam alocados a cada uma das Centrais.
Durante o exercício de 2020, em função da reavaliação dos fatores de avaliação existentes e
indicadores operacionais das centrais, foi revertida a perda de imparidade para as respetivas
centrais, tendo em conta que os fluxos de caixa provisionais atualizados para o momento
presente excediam o valor líquido contabilístico dos ativos correspondentes.
De referir ainda que foi assinado, em 1 de julho de 2020, um contrato de concessão com a
Câmara Municipal de Mortágua e cuja execução depende, como previsto no mencionado
contrato, da aprovação, pelas administrações competentes, dos pedidos de instalação e
exploração da central de valorização de biomassa florestal de Mortágua, nos termos
disciplinados pelo Decreto-Lei n.º 64/2017, de 12/06 (com a redação que lhe foi conferida pelo
Decreto-Lei n.º 120/2019, de 22/08), e que implementou o regime especial e extraordinário para
a instalação e exploração, por municípios, de novas centrais de valorização de biomassa e que
trará seguramente sinergias para o projeto existente.
www.greenvolt.pt460
8)DIREITOS DE USO
8.1Ativos sob Direito de Uso
Durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2021 e 2020 o movimento ocorrido no valor dos
ativos sob direito de uso, bem como nas respetivas amortizações, foi o seguinte:
2021
2020
Ativo bruto
Ativo bruto
Terrenos e
edifícios
Equipamento
de transporte
Total
Terrenos e
edifícios
Equipamento
de transporte
Total
Saldo inicial a 1 de janeiro
4.270.920
—
4.270.920
4.256.344
—
4.256.344
Aumentos
1.980.811
101.375
2.082.186
14.576
—
14.576
Saldo final
6.251.731
101.375
6.353.106
4.270.920
—
4.270.920
Amortizações acumuladas
Amortizações acumuladas
Terrenos e
edifícios
Equipamento
de transporte
Total
Terrenos e
edifícios
Equipamento
de transporte
Total
Saldo inicial a 1 de janeiro
2.014.633
—
2.014.633
1.845.371
—
1.845.371
Aumentos (Nota 28)
265.149
12.717
277.866
169.262
—
169.262
Saldo final
2.279.782
12.717
2.292.499
2.014.633
—
2.014.633
3.971.949
88.658
4.060.607
2.256.287
—
2.256.287
A rubrica “Terrenos e edifícios” inclui os contratos de arrendamento celebrados com as Empresas
do Grupo – Celbi, S.A. e Caima Indústria de Celulose S.A. – associados aos terrenos onde se
encontram implementadas as Centrais da Figueira da Foz e de Constância.
As principais condições contratuais destes contratos de arrendamento detalham-se como segue:
Central
Figueira da Foz
Constância
Término
março 2034
junho 2034
Atualização anual
IPC
IPC
Durante o ano de 2021 foram celebrados contratos de arrendamento com a Celbi, S.A. e com a
Biotek, S.A. associados às áreas dos prédios onde irão ser instaladas as Unidades de Pequena
Produção (“UPP”). Os contratos tiveram início em agosto 2021 e têm a duração inicial de 29
anos e 11 meses, renovando-se automaticamente por períodos adicionais de cinco anos, não
tendo sido considerados os períodos adicionais na modelização dos contratos dado que não é
provável o seu exercício.
A Empresa em abril 2021 celebrou um contrato de arrendamento com a empresa Cofina Media
para o escritório localizado em Lisboa. O contrato tem a duração de três anos, renovando-se
automaticamente e sucessivamente por períodos de um ano (Nota 31).
A rubrica “Equipamento de transporte” respeita a contratos de locação de viaturas. Os contratos
de Arrendamento incluídos na presente rubrica, apresentam uma duração média de quatro anos.
www.greenvolt.pt461
8.2Passivo da Locação
Durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2021 e 2020 o movimento ocorrido no valor dos
passivos da locação, foi o seguinte:
Movimento dos passivos de locação
31.12.2021
31.12.2020
Saldo inicial a 1 de janeiro
2.733.629
2.873.197
Aumentos
2.082.185
14.576
Juros suportados (Nota 29)
124.548
107.360
Pagamentos
(375.486)
(261.504)
Saldo final a 31 de dezembro
4.564.876
2.733.629
Corrente
334.119
160.169
Não corrente
4.230.758
2.573.460
4.564.876
2.733.629
O prazo de reembolso dos passivos da locação é como segue:
31.12.2021
2022
2023
2024
2025
>2025
Total
Passivo da Locação
334.119
337.923
262.801
239.277
3.390.756
4.564.876
334.119
337.923
262.801
239.277
3.390.756
4.564.876
31.12.2020
2021
2022
2023
2024
>2024
Total
Passivo da Locação
160.169
166.429
172.933
179.692
2.054.406
2.733.629
160.169
166.429
172.933
179.692
2.054.406
2.733.629
Para efeito de determinação da taxa de desconto foi utilizada uma taxa de juro incremental
através da observação de dados de mercado de curvas de taxas de juro de obrigações
compostas com referência à data de início do contrato, para maturidades similares ao termo da
locação.
www.greenvolt.pt462
9)ATIVOS INTANGÍVEIS
Durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2021, o movimento ocorrido no valor dos ativos
intangíveis, bem como nas respetivas amortizações e perdas de imparidade acumuladas foi o
seguinte:
2021
Valor bruto
Outros ativos
intangíveis
Ativos
intangíveis
em curso
Total
Saldo inicial
—
—
—
Aumentos
36.817
114.468
151.285
Transferências
—
—
—
Saldo final
36.817
114.468
151.285
Amortizações e perdas por imparidade
Outros ativos
intangíveis
Ativos
intangíveis
em curso
Total
Saldo inicial
—
—
—
Amortizações do exercício (Nota 28)
1.023
—
1.023
Transferências
—
—
—
Saldo final
1.023
—
1.023
Valor líquido contabilístico
35.794
114.468
150.262
A rubrica “Ativos intangíveis em curso” refere-se essencialmente ao desenvolvimento do projeto
de implementação de SAP.
10)INVENTÁRIOS
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020, o montante registado na rubrica “Inventários” pode ser
detalhado como segue:
31.12.2021
31.12.2020
Matérias-primas, subsidiárias e de consumo
—
194
—
194
O custo das vendas do exercício findo em 31 de dezembro de 2021 e 31 de dezembro de 2020
no valor de 19.322.070 Euros e 22.559.551 Euros, respetivamente, foi apurado como se segue:
www.greenvolt.pt463
2021
Matérias-primas,
subsidiárias e de
consumo
Saldo inicial
194
Compras
19.321.876
Existências finais
—
19.322.070
2020
Matérias-primas,
subsidiárias e de
consumo
Saldo inicial
2.793.734
Compras
19.766.011
Existências finais
(194)
22.559.551
Em janeiro de 2020, a Empresa vendeu à empresa do Grupo, Altri Abastecimento de Madeira,
S.A., a totalidade do stock de biomassa florestal que detinha, em virtude de a Altri Abastecimento
de Madeira ter passado, a partir de janeiro de 2020, a ser a única compradora e fornecedora de
biomassa da Empresa e das restantes empresas do grupo, tendo passado a ser a única
detentora dos stocks de biomassa.
11)IMPOSTOS CORRENTES E DIFERIDOS
De acordo com a legislação em vigor, as declarações fiscais estão sujeitas a revisão e correção
por parte das autoridades fiscais durante um período de quatro anos (cinco anos para a
Segurança Social), exceto quando tenha havido prejuízos fiscais, tenham sido concedidos
benefícios fiscais, ou estejam em curso inspeções, reclamações ou impugnações, casos estes
em que, dependendo das circunstâncias, os prazos são alongados ou suspensos. Deste modo,
as declarações fiscais da Empresa desde 2017 poderão vir ainda ser sujeitas a revisão.
A Administração da Empresa entende que as eventuais correções resultantes de revisões/
inspeções por parte das autoridades fiscais àquelas declarações fiscais não terão um efeito
significativo nas demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2021 e 2020.
Nos termos do artigo 88.º do Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas, a
Empresa encontra-se sujeita adicionalmente a tributação autónoma sobre um conjunto de
encargos às taxas previstas no artigo mencionado.
No ano de 2021, a Empresa efetua o pagamento do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas
Coletivas individualmente, enquanto em 2020 a Empresa esteve abrangida pelo Regime
Especial de Tributação de Grupos de Sociedades (“RETGS”), da Empresa mãe do Grupo, Altri
SGPS, S.A. (Nota 31).
De acordo com a legislação em vigor em Portugal, para o exercício findo em 31 de dezembro de
2021 a taxa-base de imposto sobre os rendimentos em vigor foi de 21%.
www.greenvolt.pt464
Adicionalmente, de acordo com a legislação em vigor em Portugal durante o exercício findo em
31 de dezembro de 2021 a derrama estadual correspondeu à aplicação de uma taxa adicional de
3% sobre a parte do lucro tributável entre 1,5 e 7,5 milhões de Euros, de 5% sobre a parte do
lucro tributável entre 7,5 e 35 milhões de Euros e de 9% sobre o lucro tributável acima de 35
milhões de Euros.
O imposto sobre o rendimento reconhecido na demonstração dos resultados dos exercícios
findos em 31 de dezembro de 2021 e 2020 detalha-se como se segue:
31.12.2021
31.12.2020
Imposto corrente
(1.382.507)
(2.542.829)
Imposto diferido
356.191
(1.064.997)
(1.026.316)
(3.607.826)
A reconciliação do resultado antes de imposto e da contribuição extraordinária para o setor
energético (“CESE”) para o imposto do exercício é como segue:
31.12.2021
31.12.2020
Resultado antes de imposto e CESE
3.809.551
19.064.646
Taxa de imposto
21%
21%
800.006
4.003.576
Efeito da reversão de perdas de imparidade para
investimentos financeiros não tributável
—
(1.125.000)
Derramas (municipal e estadual)
183.199
449.470
Tributação autónoma
134.352
440
Insuficiência de estimativa de imposto
29
10.351
Benefícios fiscais
(32.906)
—
Outros
(58.364)
268.989
Imposto sobre o rendimento do exercício
1.026.316
3.607.826
A Empresa regista nas suas contas o efeito fiscal decorrente das diferenças temporárias que se
verificam entre os ativos e passivos determinados numa ótica contabilística e numa ótica fiscal.
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020, os impostos diferidos detalham-se como segue:
31.12.2021
31.12.2020
Depreciações e juros associados a provisão para
desmantelamento capitalizada
1.033.010
919.314
Provisões, perdas por imparidade e amortizações não
aceites fiscalmente
242.200
—
Ativos sob direito de uso
117.867
117.867
Outros
36.567
36.272
1.429.644
1.073.453
O movimento ocorrido nos impostos diferidos em 31 de dezembro de 2021 e 2020 foi como
segue:
www.greenvolt.pt465
31.12.2021
31.12.2020
Ativos por
Impostos
Diferidos
Passivos por
Impostos
Diferidos
Ativos por
Impostos
Diferidos
Passivos por
Impostos
Diferidos
Saldo inicial
1.073.453
—
2.138.450
—
Efeitos na demonstração dos resultados:
Provisões, perdas por imparidade e
amortizações não aceites fiscalmente
356.191
—
(1.064.997)
—
1.429.644
—
1.073.453
—
Saldo final
1.429.644
—
1.073.453
—
Em 31 de dezembro de 2021, o reforço do imposto diferido do ano deve-se ao efeito da
depreciação da provisão para desmantelamento e da atualização financeira da responsabilidade,
assim como ao efeito do desreconhecimento dos ativos substituídos, das grandes reparações
das centrais não aceites fiscalmente (Nota 7).
Em 31 de dezembro de 2020, a reversão do imposto diferido do ano deve-se essencialmente ao
imposto resultante da reversão da imparidade dos ativos afetos à Empresa e da amortização da
imparidade dos ativos afetos à Empresa (Nota 7), compensada pelo efeito da componente da
depreciação da provisão para desmantelamento e da atualização financeira da responsabilidade
não aceite fiscalmente.
A Contribuição Extraordinária para o Setor Energético no exercício findo em 31 de dezembro de
2021 ascendeu a 343.983 Euros (1.038.624 Euros em 31 de dezembro de 2020).
12)CLIENTES E ATIVOS ASSOCIADOS A CONTRATOS COM CLIENTES
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020 estas rubricas tinham a seguinte composição:
31.12.2021
31.12.2020
Clientes, conta corrente
5.207.864
19.580
Ativos associados a contratos com clientes
4.173.880
3.969.319
9.381.744
3.988.899
Perdas por imparidade acumuladas
—
—
9.381.744
3.988.899
O valor a receber de “Clientes, conta corrente” em 31 de dezembro de 2021 corresponde às
vendas de eletricidade do mês de novembro das três centrais que se encontrava por receber da
SU – Eletricidade S.A, cujo recebimento ocorreu nos primeiros dias de 2022.
Por sua vez, o valor registado na rubrica de “Ativos associados a contratos com clientes” em 31
de dezembro de 2021, no montante de 4.173.880 Euros (3.969.319 Euros em 31 de dezembro
de 2020), reflete o acréscimo de rendimentos da venda de energia fornecida em dezembro e não
faturada ao cliente SU – Eletricidade S.A.
www.greenvolt.pt466
13)OUTRAS DÍVIDAS DE TERCEIROS
Nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2020 e 2019 a rubrica “Outros créditos a receber”
era composta como se segue:
31.12.2021
31.12.2020
Empresas do Grupo (Nota 31)
      Empréstimos concedidos
165.533.466
—
      Juros de empréstimos concedidos
2.443.538
      Outros
65.887
6.896
168.042.891
6.896
Em 31 de dezembro de 2021 a rubrica “Empréstimos concedidos” inclui os empréstimos
concedidos às empresas do Grupo, Greenvolt HoldCo Limited, no montante de 88.653.078
Libras esterlinas (moeda em que se encontra denominado o empréstimo), e à V-Ridium Power
Group, no montante de 60.000.000 Euros. Estes empréstimos apresentam uma duração de 7
anos e 1 ano, respetivamente, a qual é renovável.
Ambos os financiamentos vencem juros, à taxa de mercado, os quais se encontram registados
na rubrica “Juros de empréstimos concedidos”.
14)ESTADO E OUTROS ENTES PÚBLICOS
O detalhe dos saldos devedores e credores com o Estado e outros entes públicos em 31 de
dezembro de 2021 e 2020 é o seguinte:
 
31.12.2021
31.12.2020
Saldos devedores:
Imposto sobre o rendimento
301.556
—
Total – Imposto sobre o rendimento
301.556
—
Imposto sobre o valor acrescentado
—
—
Total – Estado e outros entes públicos
—
—
Saldos credores:
Imposto sobre o rendimento
—
—
Total – Imposto sobre o rendimento
—
—
Imposto sobre o valor acrescentado
(484.723)
(368.176)
Retenção na fonte
(107.900)
—
Contribuições para a Segurança Social
(105.660)
—
Total – Estado e outros entes públicos
(698.283)
(368.176)
Em 31 de dezembro de 2021, a rubrica “Imposto sobre o rendimento” inclui o valor dos
pagamentos por conta e retenções na fonte efetuados no montante de 1.684.034 Euros,
deduzidos da estimativa de imposto a pagar no montante de 1.382.478 Euros.
No ano de 2020 a Empresa esteve abrangida pelo Regime Especial de Tributação de Grupos de
Sociedades (“RETGS”), da Empresa mãe do Grupo, Altri SGPS, S.A. (Nota 31).
www.greenvolt.pt467
15)OUTROS ATIVOS CORRENTES
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020, esta rubrica tinha a seguinte composição:
31.12.2021
31.12.2020
Acréscimos de rendimentos:
      Outros acréscimos de rendimento
38.182
—
Gastos a reconhecer:
Seguros pagos antecipadamente
142.890
142.116
Juros pagos antecipadamente
177.666
—
Outros gastos pagos antecipadamente
—
(17.908)
358.738
124.208
16)CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020, o detalhe da rubrica “Caixa e equivalentes de caixa” era
como segue:
31.12.2021
31.12.2020
Depósitos bancários
185.612.145
1.673.983
185.612.145
1.673.983
Durante os exercício findo em 31 de dezembro de 2021, os pagamentos relativos a
investimentos financeiros detalham-se como segue:
31.12.2021
Soc. Energia Solar (SESAT)
(192.000)
Golditábua
(3.220.802)
Greenvolt HoldCo Limited
(1)
Profit Energy
(3.248.290)
Perfecta Energía
(13.967.867)
Paraimo Green
(70.000)
Energia Unida
(250.000)
Outros
(3.957)
(20.952.917)
www.greenvolt.pt468
17)CAPITAL SOCIAL E RESERVAS
Capital social
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020, o capital social da GreenVolt encontrava-se totalmente
subscrito e realizado e era composto por 121.376.470 ações ordinárias, escriturais e
nominativas, sem valor nominal.
Na Assembleia Geral, realizada a 31 de março de 2021, foi aprovado por unanimidade que (i)
"Resultados Transitados", no montante de 19.950.000 Euros, seriam incorporados como capital
social da Empresa e que (ii) os acionistas realizariam um aumento de capital social, em dinheiro,
no valor de 50.000.000 Euros.
Posteriormente, no dia 14 de julho de 2021, foi registado um aumento do capital social da
GreenVolt, no montante de 177.599.998,75 Euros, na sequência do qual foram emitidas
41.788.235 novas ações ordinárias, escriturais e nominativas, sem valor nominal, ao preço de
subscrição unitário de 4,25 Euros, passando, o capital social para um valor de 247.599.998,75
Euros, representado por 116.788.235 ações ordinárias, escriturais e nominativas sem valor
nominal. Estas ações foram subscritas:
•Por um conjunto de investidores profissionais, que subscreveram 30.588.235 ações, no
montante de 129.999.998,75 Euros;
•Pela sociedade V-Ridium Europe Sp. z.o.o., que subscreveu 11.200.000 ações, no
montante de 47.600.000 Euros (com um prémio de emissão no montante de 8.400.000
Euros), mediante a entrega de 11.200.000 ações da V-Ridium Power Group, Sp. z.o.o.,
representativas de 100% do capital social dessa sociedade, que passou a ser
integralmente detida pela GreenVolt.
No dia 26 de julho de 2021, os Joint Global Coordinators, agindo em nome e por conta dos
Managers, exerceram a Greenshoe Option, resultando na emissão por parte da Empresa de
4.588.235 ações adicionais, com um preço unitário de 4,25 Euros por ação. Nestes termos, a
Empresa deliberou o correspondente aumento de capital no valor de 19.499.998,75 Euros,
concretizado através da emissão das Novas Ações Opcionais. Desta forma, o capital social da
Empresa, que era de 247.599.998,75 Euros, é agora de 267.099.997,50 Euros, representado por
121.376.470 ações ordinárias, escriturais e nominativas sem valor nominal.
Prémio de emissão
Conforme referido anteriormente, no dia 14 de julho de 2021, a V-Ridium Europe Sp. z.o.o.
subscreveu 11.200.000 ações da Empresa, com um prémio de emissão no montante de
8.400.000 Euros.
Adicionalmente, conforme previsto na IAS 32, os custos de transação associados à emissão das
novas ações, no montante de 7.627.388 Euros, foram contabilizados como uma dedução ao
capital próprio, na medida em que se trata de custos incrementais diretamente atribuíveis à
emissão das novas ações.
www.greenvolt.pt469
Reserva legal
A legislação comercial portuguesa estabelece que pelo menos 5% do resultado líquido anual tem
de ser destinado ao reforço da “Reserva legal” até que esta represente pelo menos 20% do
capital social. Esta reserva não é distribuível, a não ser em caso de liquidação da Empresa, mas
pode ser utilizada para absorver prejuízos, depois de esgotadas todas as outras reservas, e para
incorporação no capital.
Outras reservas
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020, a rubrica de "Outras reservas" tinha a seguinte
composição:
31.12.2021
31.12.2020
Resultados transitados
21.748.534
27.280.338
Reservas livres
22.733.819
13.150.000
44.482.354
40.430.338
Na Assembleia Geral, realizada a 19 de março de 2021, foi aprovado por unanimidade que os
montantes de Prestações suplementares, no montante de 9.583.819 Euros, seriam transferidos
para a propriedade exclusiva e incondicional da Empresa, sendo assim classificados como
"Outras reservas", reforçando assim a posição financeira da Empresa.
18)EMPRÉSTIMOS
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020, o detalhe das rubricas “Empréstimos bancários”,
“Empréstimos obrigacionistas” e “Outros empréstimos” é como segue:
Valor nominal
Valor contabilístico
31.12.2021
31.12.2020
31.12.2021
31.12.2020
Corrente
Não
Corrente
Corrente
Não
Corrente
Corrente
Não
Corrente
Corrente
Não
Corrente
Empréstimos bancários
1.000.000
29.000.000
—
—
958.352
28.791.990
—
—
Empréstimos obrigacionistas
—
125.000.000
—
—
138.416
123.642.571
—
—
Papel comercial
2.500.000
40.000.000
18.000.000
—
2.489.943
39.521.862
18.006.580
—
3.500.000
194.000.000
18.000.000
—
3.586.711
191.956.423
18.006.580
—
O valor contabilístico inclui os acréscimos por especialização de juros deduzidos dos custos de
montagem de financiamentos, os quais se encontram a ser reconhecidos como encargos
financeiros ao longo do período de vida dos empréstimos a que respeitam.
www.greenvolt.pt470
18.1)Descrição dos Financiamentos
(i)Empréstimos bancários
No exercício findo em 31 de dezembro de 2021, a GreenVolt contraiu dois novos empréstimos
bancários, cujos montantes totalizam 30 milhões de Euros: o primeiro, no montante de 5 milhões
de Euros, com vencimento em 2026 e com um plano de reembolso que prevê amortizações
anuais e sucessivas de 1 milhão de Euros. O montante em dívida vencerá juros anuais à taxa
equivalente à Euribor a 12 meses acrescida de spread; o segundo, no montante de 25.000.000
Euros, com vencimento em 2027 e com três amortizações anuais, a partir de 2024, de 4.400.000
Euros e uma última amortização, em dezembro de 2027, pelos remanescentes 11.800.000
Euros. O montante em dívida vencerá juros anuais à taxa equivalente à Euribor a 12 meses
acrescida de spread.
(ii)Empréstimos obrigacionistas
Em novembro de 2021, a Empresa procedeu à emissão de um empréstimo obrigacionista verde
(Green Bonds) no valor global de 100.000.000 Euros, pelo prazo de 7 anos, com uma taxa de
juro fixa de 2,625% ao ano, cuja admissão à negociação no mercado regulamentado Euronext
Lisbon teve início em Novembro de 2021.
A referida emissão de obrigações enquadra-se na prossecução da estratégia financeira da
GreenVolt de reforço da estrutura de capitais, de extensão do perfil de maturidade da dívida e de
diversificação das fontes e tipologias de financiamento e é realizada de acordo com o Green
Bond Framework e suportada por uma Second-Party Opinion emitida por uma empresa
independente, especializada em research, ratings e informação ESG, confirmando que o Green
Bond Framework se encontra alinhado com os Princípios de Obrigações Verdes (“Green Bond
Principles”) (versão 2021) publicados pela International Capital Market Association (ICMA).
Em dezembro de 2021, a Empresa procedeu à emissão de um empréstimo obrigacionista,
denominado “Greenvolt 2021/2026”, no montante de 25.000.000 Euros, com vencimento em
2026 e com duas amortizações anuais, a partir de 2024, de 5.000.000 Euros e uma última
amortização, em dezembro de 2026, pelos remanescentes 15.000.000 Euros. Este empréstimo
vence juros semestrais a uma taxa igual a Euribor a seis meses acrescida de spread.
(iii)Papel comercial
A Empresa tem contratados programas de papel comercial renováveis sem garantia de
colocação no montante máximo de 100.000.000 Euros e programas de papel comercial
renováveis com garantia de colocação no montante máximo de 180.000.000 Euros a 31 de
dezembro de 2021 (100.000.000 Euros de papel comercial sem garantia de colocação a 31 de
dezembro de 2020), subscritos por diversas subsidiárias do Grupo GreenVolt, os quais vencem
juros a uma taxa correspondente à Euribor do prazo de emissão respetivo (entre 7 e 364 dias)
acrescida de spread. Em 31 de dezembro de 2021, o montante total utilizado pela Empresa
ascende a 42.500.000 Euros (18.000.000 Euros em 31 de dezembro de 2020).
Aquelas emissões incluem uma parcela no montante de 40.000.000 Euros classificada como
dívida não corrente, relativa a programas que não permitem a denúncia antecipada por parte da
www.greenvolt.pt471
contraparte e existe a tomada firme das emissões por parte da instituição financeira. Neste
sentido, o Conselho de Administração classificou esta dívida com base no prazo sem denúncia
destes papéis comerciais.
18.2)Evolução do Endividamento e Maturidades
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020, a reconciliação da variação da dívida bruta com os fluxos
de caixa é como segue:
 
31.12.2021
31.12.2020
Saldo em 1 de janeiro
18.006.580
22.000.000
Pagamento de empréstimos obtidos
(148.500.000)
(180.000.000)
Recebimento de empréstimos obtidos
328.000.000
176.000.000
Variação dos encargos com emissão de empréstimos
(1.963.446)
6.580
Variação da dívida
177.536.554
(3.993.420)
Saldo em 31 de dezembro
195.543.134
18.006.580
O prazo de reembolso dos empréstimos bancários, empréstimos obrigacionistas e dos outros
empréstimos é como segue:
31/12/2021
2022
2023
2024
2025
>2025
Total (valor
nominal)
Empréstimos bancários
1.000.000
1.000.000
5.400.000
5.400.000
17.200.000
30.000.000
Empréstimos obrigacionistas
—
—
5.000.000
5.000.000
115.000.000
125.000.000
Papel comercial
2.500.000
20.000.000
—
—
20.000.000
42.500.000
3.500.000
21.000.000
10.400.000
10.400.000
152.200.000
197.500.000
Estima-se que o valor contabilístico dos empréstimos não difira significativamente do seu justo
valor. O justo valor dos empréstimos é determinado com base na metodologia de fluxos de caixa
descontados.
19)PROVISÕES
A rubrica de Provisões é analisada como segue:
31.12.2021
31.12.2020
Provisão para desmantelamento e descomissionamento
6.732.341
6.664.201
Outros
9.318
9.318
6.741.659
6.673.519
www.greenvolt.pt472
O movimento da provisão para desmantelamento e descomissionamento é analisado como
segue:
31.12.2021
31.12.2020
Provisão para desmantelamento:
Saldo inicial
6.664.201
6.577.380
Aumento/Reversão
—
—
Atualização financeira (Nota 29)
68.140
86.821
Saldo final
6.732.341
6.664.201
De acordo com o previsto nas Licenças Ambientais das Centrais Termoelétricas, ao ser
declarada a cessação de atividade de uma central tem início a sua fase de desativação.
Entende-se por fase de desativação o conjunto de atividades de descomissionamento,
desmantelamento e demolição e requalificação ambiental.
Com o objetivo de atualizar o valor estimado para os gastos com a desativação das Centrais e,
com referência à data de 31 de dezembro de 2021, a Empresa solicitou a duas entidades
independentes dois estudos um, relativo ao apuramento dos gastos com o desmantelamento e
demolição das Centrais e um segundo referente aos gastos com a requalificação ambiental das
Centrais.
Com base nesses estudos concluiu-se que à data de 31 de dezembro de 2021 a
responsabilidade associada ao desmantelamento das Centrais ascendia a 6.732.341 Euros.
Em conformidade com a política contabilística referida na Nota 2.2 i), estas provisões são
calculadas com base no valor atual das responsabilidades futuras registadas por contrapartida
de um aumento dos respetivos ativos fixos tangíveis, sendo amortizados pelo período de vida útil
média esperada desses ativos.
O efeito da atualização financeira do período, reconhecida na rubrica de Gastos financeiros
(Nota 29) ascende a 68.140 Euros em 2021 (86.821 Euros em 2020). Os pressupostos utilizados
no cálculo tiveram por base uma taxa de inflação de 1,27% e uma taxa de desconto médio de
aproximadamente 0,88%.
20)FORNECEDORES
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020 a rubrica “Fornecedores” pode ser detalhada como segue:
31.12.2021
31.12.2020
Fornecedores, conta corrente
6.321.682
3.471.072
Fornecedores, faturas em receção e conferência
318.791
344.172
6.640.473
3.815.244
www.greenvolt.pt473
A rubrica de “Fornecedores, conta corrente” inclui saldos com partes relacionadas no montante
de 4.222.712 Euros em 31 de dezembro de 2021 (2.586.993 Euros em 31 de dezembro de
2020), que dizem respeito na sua maioria a custos com vendas de energia e outros e custos de
fornecimentos e serviços com a Celbi, S.A. (679.652 Euros em 2021 face a 828.660 Euros em
2020), com a Caima – Indústria de Celulose, S.A. (236.485 Euros em 2021 face a 378.362 Euros
em 2020) e Biotek, S.A. (137.113 Euros em 2021 face a 148.813 Euros em 2020). Esta rubrica
inclui ainda o saldo de 3.132.715 Euros (1.231.158 Euros em 2020) em divida à Altri
Abastecimento de Madeiras, pela compra da biomassa florestal (Notas 10 e 31).
21)OUTRAS DÍVIDAS A TERCEIROS
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020, a rubrica “Outras dívidas a terceiros” pode ser detalhada
como segue:
31.12.2021
31.12.2020
Outras dívidas a terceiros – não corrente
Valores a pagar por aquisições
16.289.251
820.348
16.289.251
820.348
Outras dívidas a terceiros – corrente
Valores a pagar por aquisições
400.000
500.000
Fornecedores de investimento
50.798
—
Outros credores
61.528
43.305
Empresas do Grupo (Nota 31)
Valores a pagar por aquisições
—
1.757.502
Fornecedores de investimento
932.077
—
RETGS
—
933.726
Outros
—
550.745
1.444.403
3.785.278
Aquando da aquisição das empresas V-Ridium Power Group Sp. z.o.o e Track Profit Energy, a
Empresa incorreu, respetivamente, num valor contingente de cerca de 14 milhões de Euros, que
se espera ser pago na totalidade no ano findo em 31 de dezembro de 2024, em função de
indicadores diversos relacionados com a evolução futura da subsidiária e de 2,3 milhões de
Euros, os quais se esperam ser pagos na totalidade até ao final do ano findo em 31 de dezembro
de 2026, em função da performance da subsidiária (Nota 4).
À data de 31 de dezembro de 2021, os valores acima referidos encontram-se refletidos nas
rubricas “Valores a pagar por aquisições - não corrente” e “Valores a pagar por aquisições -
corrente”.
A rubrica de “Valores a pagar por aquisições - corrente”, inclui saldos com partes relacionadas no
montante de 1.757.502 Euros. Os valores em dívida resultam da compra de 100% do capital da
www.greenvolt.pt474
empresa Golditábua, S.A., sendo que o montante em aberto a 31 de dezembro de 2020
corresponde a 50,2% do capital adquirido (Notas 4 e 31).
22)OUTROS PASSIVOS CORRENTES E NÃO CORRENTES
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020 as rubricas “Outros passivos correntes” e “Outros passivos
não correntes” podem ser detalhadas como segue:
31.12.2021
31.12.2020
Outros passivos não correntes:
Subsídios ao investimento (Nota 24)
389.220
611.632
389.220
611.632
Outros passivos correntes:
Acréscimos de gastos
Remunerações a liquidar
1.457.745
—
Faturas por rececionar
714.032
—
Outros encargos a liquidar
6.000
27.788
Proveitos a reconhecer
Subsídios ao investimento (Nota 24)
222.412
222.412
2.400.189
250.200
As rubricas de “Subsídios ao investimento” incluem o montante do subsídio atribuído a fundo
perdido para financiamento da Central de Mortágua, que está a ser amortizado através de um
proveito em resultados pelo período de vida útil do ativo a que está associado (Nota 2.2 g)).
23)VENDAS E SERVIÇOS PRESTADOS
O detalhe das “Vendas” e “Prestações de serviços” dos exercícios findos em 31 de dezembro de
2021 e 2020 é como segue:
31.12.2021
31.12.2020
Venda de eletricidade
45.938.444
46.022.156
Venda de biomassa
—
2.775.920
Prestação de serviços
495.306
—
46.433.750
48.798.076
Durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2020, a Empresa vendeu todo o inventário de
Biomassa à entidade Altri Abastecimento de Madeira (Notas 10 e 31), no montante de 2.775.920
Euros.
www.greenvolt.pt475
As Prestações de serviços do exercício findo em 31 de dezembro de 2021, no montante de
495.306 Euros, correspondem a fees por serviços prestados a Empresas do Grupo.
24)OUTROS RENDIMENTOS
A rubrica de “Outros rendimentos” dos exercícios findos em 31 de dezembro de 2021 e 2020
podem ser detalhados como segue:
31.12.2021
31.12.2020
Subsídios ao investimento
222.412
222.412
Outros
301
—
222.713
222.412
Na rubrica de subsídios ao investimento encontra-se registado o reconhecimento do ganho do
subsídio dos ativos fixos tangíveis subsidiados, que são amortizados na mesma base e às
mesmas taxas dos restantes ativos fixos tangíveis da Empresa, sendo o respetivo custo
compensado pela amortização dos subsídios efetuadas na mesma base e às mesmas taxas dos
respetivos ativos fixos tangíveis subsidiados.
25)FORNECIMENTO DE SERVIÇOS EXTERNOS
A rubrica de “Fornecimento de serviços externos” dos exercícios findos em 31 de dezembro de
2021 e 2020 podem ser detalhados como segue:
31.12.2021
31.12.2020
Serviços especializados
7.400.422
4.006.794
Subcontratos
2.808.078
2.835.795
Energia e fluidos
1.555.803
1.245.771
Materiais
377.867
511.716
Seguros
430.310
408.620
Outros
185.324
51.296
12.757.804
9.059.992
A rubrica de Subcontratos inclui os gastos com o contrato de prestação de serviços de
manutenção, operação, gestão interna de biomassa e de resíduos com a Biotek, no montante de
559.183 Euros (598.959 Euros em 2020), os gastos com o contrato de serviços de apoio de
backoffice celebrado no início do ano de 2021 com a Celbi, no montante de 525.000 Euros.
Adicionalmente esta rubrica inclui os serviços relativos à recolha, reciclagem e eliminação de
cinzas e poeiras da caldeira e os gastos com auditores, estudos e pareceres, consultores e
advogados associados à aquisição de novas empresas.
www.greenvolt.pt476
A variação desta rubrica face a 2020 é essencialmente explicada pelos custos de transação não
recorrentes de, aproximadamente, 5,0 milhões de Euros, relacionados maioritariamente com as
transações descritas na Nota 1.
Em 31 de dezembro de 2020, estavam também incluídos nesta rubrica 863.000 Euros referentes
a management fees debitados pela empresa do grupo, Altri, SGPS, S.A., que terminaram no final
do ano de 2020.
A rubrica de Subcontratos inclui os gastos com o contrato de operação, manutenção, gestão
interna de resíduos e serviços gerais celebrado com a Celbi no montante de 1.505.916 Euros
(1.505.916 Euros em 2020) e os gastos com o contrato de operação e manutenção da central de
Constância, com a Caima Indústria de Celulose, no montante de 1.003.944 Euros (1.003.944
Euros em 2020). Encontram-se também incluídos nesta rubrica os gastos com os serviços de
movimentação da biomassa.
A rubrica de “Energia e Fluidos” inclui o fornecimento de matérias necessárias ao processo
produtivo, nomeadamente vapor, gás, água e ar comprimido, sendo que o seu aumento está
diretamente relacionado com o aumento dos preços dos materiais.
A rubrica “Materiais” inclui o gasto com a aquisição de produtos químicos.
Em 2020, nas rubricas de “Serviços especializados” e “Materiais” encontravam-se também
incluídos os serviços de manutenção e conservação e o gasto com a aquisição dos materiais de
manutenção e conservação associados às paragens anuais das Centrais. Em 2021, de acordo
com a alteração do reconhecimento contabilístico das paragens das centrais de biomassa em
Portugal, sendo consideradas como grandes reparações, pois traduzem-se em benefícios
económicos futuros para as centrais, passou-se a capitalizar-se a reparação na data em que
esta ocorre (Nota 7).
26)CUSTOS COM PESSOAL
Em 31 de dezembro 2021 e 2020 a rubrica “Custos com pessoal” apresenta o seguinte detalhe:
31.12.2021
31.12.2020
Remunerações
3.502.914
—
Encargos sobre remunerações
469.934
—
Seguros
21.768
—
Custos com pensões
19.064
—
Outros gastos com pessoal
107.183
—
4.120.863
—
www.greenvolt.pt477
27)OUTROS GASTOS
A rubrica de “Outros gastos” dos exercícios findos em 31 de dezembro de 2021 e 2020 pode ser
detalhada como segue:
31.12.2021
31.12.2020
Impostos diretos
2.332
2.332
Impostos indiretos
2.282
1.034
Taxas
33.521
16.856
Outros
39.665
15.029
77.800
35.251
Em 31 de dezembro de 2021, a rubrica de “Outros” inclui quotizações no montante de 35.453
Euros (14.964 Euros em 31 de dezembro de 2020).
28)AMORTIZAÇÕES E DEPRECIAÇÕES
As amortizações e depreciações dos exercícios findos em 31 de dezembro de 2021 e 2020
podem ser detalhados como segue:
31.12.2021
31.12.2020
Ativos fixos tangíveis (Nota 7)
9.149.867
7.246.592
Ativos intangíveis (Nota 9)
1.023
—
Depreciação de perdas por imparidade – Ativos fixos
tangíveis (Nota 7)
—
(869.548)
Ativo sob direito de uso (Nota 8)
277.866
169.262
9.428.756
6.546.306
www.greenvolt.pt478
29)RESULTADOS FINANCEIROS
Os resultados financeiros dos exercícios findos em 31 de dezembro de 2021 e 2020 podem ser
detalhados como segue:
31.12.2021
31.12.2020
Rendimentos financeiros
    Juros obtidos
2.546.232
55
    Diferenças de câmbio favoráveis
2.160.927
—
4.707.159
55
Gastos financeiros
Juros suportados
722.673
315.002
Juros suportados – passivo da locação (Nota 8)
124.548
107.360
Comissões
361.528
6.240
Atualização financeira da provisão para
desmantelamento ("unwinding") (Nota 19)
68.140
86.821
Diferenças de câmbio desfavoráveis
276
—
Outros gastos financeiros
569.613
318
1.846.778
515.741
Resultados financeiros
2.860.381
(515.686)
Em 31 de dezembro de 2021 a rubrica de “Juros obtidos” inclui os juros obtidos com os
empréstimos concedidos a Empresas do Grupo, nomeadamente à Greenvolt Holdco Limited
(2.169.059 Euros), à V-Ridium Power Group SP z.o.o. (350.313 Euros) e à Sociedade Bioelétrica
do Mondego (17.188 Euros) (Nota 31).
O valor da rubrica “Diferenças de câmbio favoráveis” corresponde à atualização cambial, à data
de 31 de dezembro de 2021, do empréstimo concedido em Libras esterlinas à Empresa do
Grupo, Greenvolt Energias Renováveis HoldCo Limited (Nota 31).
À data de 31 de dezembro de 2021 as rubricas de “Comissões” e “Outros gastos financeiros”
incluem, entre outros, despesas com comissões, imposto do selo e serviços bancários
relacionados com a montagem de empréstimos, que se encontram a ser reconhecidos como
gasto ao longo do período de vida útil do respetivo empréstimo (Nota 18).
Em 31 de dezembro de 2020 a rubrica de “Juros suportados” inclui os juros suportados com os
suprimentos contraídos junto dos acionistas no montante de 240.057 Euros (Nota 31).
www.greenvolt.pt479
30)GARANTIAS
As garantias dos exercícios findos em 31 de dezembro de 2021 e 2020 são como segue:
31.12.2021
31.12.2020
Direção-Geral de Energia e Geologia
—
127.500
E-REDES (EDP Distribuição – Energia, S.A.)
522.000
522.000
522.000
649.500
31)EMPRESAS DO GRUPO E PARTES RELACIONADAS
As participadas da Empresa têm relações entre si que se qualificam como transações com
partes relacionadas, as quais foram efetuadas a preços de mercado.
Em 31 de dezembro de 2021, os principais saldos com as empresas do Grupo GreenVolt e
relacionadas, são como segue:
Saldos devedores
Saldos credores
Empresa
Clientes
Outros
devedores
(Notas 13 e
15)
Empréstimos
concedidos e
juros (Nota 13)
Fornecedores
(Nota 20)
Outros
credores
(Nota 21)
Fornecedores
investimento
(Nota 21)
RETGS
(Nota 21)
Passivo
Locação
Celulose Beira Industrial (Celbi),
S.A.
—
—
—
(679.652)
—
—
—
(2.937.690)
Caima – Indústria de Celulose,
S.A.
—
—
—
(236.485)
—
—
—
(833.271)
Biotek, S.A.
37.031
—
—
(137.113)
—
—
—
(479.001)
Altri Abastimento de Madeira,,
S.A.
—
—
—
(3.132.715)
—
—
—
—
Paraimo Green, Lda
—
65.887
—
—
—
—
—
—
Golditábua, S.A.
436.896
—
—
—
—
—
—
—
Track Profit Energy, Lda
64.575
—
—
—
—
(932.077)
—
—
Greenvolt HoldCo Limited
—
—
107.702.525
—
—
—
—
—
V-Ridium Power Group SP z.o.o.
800
—
60.274.479
—
—
—
—
—
V-Ridium Power Services SP
z.o.o.
—
38.182
—
(32.636)
—
—
—
—
Augusta Energy Sp. z o.o.
6.200
—
—
—
—
—
—
—
Cofina Media, S.A.
—
—
—
(4.112)
—
—
—
(226.033)
545.502
104.069
167.977.004
4.222.712
—
(932.077)
—
(4.475.994)
www.greenvolt.pt480
Em 31 de dezembro de 2020, os principais saldos com as empresas do Grupo GreenVolt e
relacionadas, são como segue:
Saldos devedores
Saldos credores
Empresa
Clientes
Outros
devedores
(Notas 13 e
15)
Empréstimos
concedidos e
juros (Nota 13)
Fornecedores
(Nota 20)
Outros
credores
(Nota 21)
Fornecedores
investimento
(Nota 21)
RETGS
(Nota 21)
Passivo
Locação
Altri SGPS, S.A.
—
—
—
—
(530.745)
—
(933.726)
—
Celulose Beira Industrial (Celbi),
S.A.
19.580
—
—
(828.660)
—
—
—
(1.849.382)
Caima – Indústria de Celulose,
S.A.
—
—
—
(378.362)
—
—
—
(884.247)
Biotek, S.A.
—
—
—
(148.813)
—
—
—
—
Altri Abastimento de Madeira,,
S.A.
—
—
—
(1.231.158)
—
—
—
—
Energia Solar Alto Tejo (SESAT)
—
—
—
—
(20.000)
—
—
—
Ribatejo Green, Lda
—
175
—
—
—
—
—
—
Amieira Green, Lda
—
725
—
—
—
—
—
—
Paraimo Green, Lda
—
5.095
—
—
—
—
—
—
Piara Solar, Lda
—
725
—
—
—
—
—
—
Maior Green, Lda
—
175
—
—
—
—
—
—
Actium Capital, S.A.
—
—
—
—
—
(350.100)
—
—
Caderno Azul, S.A.
—
—
—
—
—
(350.100)
—
—
Promendo Investimentos, S.A.
—
—
—
—
—
(350.100)
—
—
Livrefluxo, S.A.
—
—
—
—
—
(350.100)
—
—
1 Thing, Investments, S.A.
—
—
—
—
—
(350.100)
—
—
Cofihold, S.A.
—
—
—
—
—
(7.002)
—
—
19.580
6.896
—
(2.586.993)
(550.745)
(1.757.502)
(933.726)
(2.733.629)
As principais transações efetuadas no exercício de 2021 com as empresas do Grupo GreenVolt
e relacionadas podem ser resumidas como se segue:
Empresa
Compras
Fornecimento
de serviços
externos
Juros
suportados
(Nota 29)
Vendas e
serviços
prestados
Juros
obtidos
(Nota 29)
Ativos fixos
tangíveis
Pagamentos
Locações
Celulose Beira Industrial (Celbi), S.A.
—
3.242.101
—
—
—
—
188.296
Caima – Indústria de Celulose, S.A.
—
1.173.547
—
—
—
—
83.772
Biotek, S.A.
—
559.183
—
—
—
—
8.000
Soc. Bioelétrica do Mondego, S.A.
—
—
—
—
17.188
—
—
Altri Abastimento de Madeira, S.A.
19.158.816
—
—
—
—
—
—
Paraimo Green, Lda
—
—
—
49.424
—
—
—
Golditábua, S.A.
—
—
—
355.200
—
—
—
Track Profit Energy, Lda
—
—
—
52.500
—
3.572.077
—
Greenvolt HoldCo Limited
—
—
—
—
2.169.059
—
—
V-Ridium Power Group SP z.o.o.
—
800
—
—
350.313
—
—
V-Ridium Power Services SP z.o.o
—
—
—
38.182
—
—
—
Augusta Energy Sp. z o.o.
—
—
—
6.200
—
—
—
Cofina Media, S.A.
—
—
—
—
—
—
66.000
19.158.816
4.975.631
—
501.506
2.536.560
3.572.077
346.068
www.greenvolt.pt481
As principais transações efetuadas no exercício de 2020 com as empresas do Grupo GreenVolt
e relacionadas podem ser resumidas como se segue:
Empresa
Compras
Fornecimento
de serviços
externos
Juros
suportados
(Nota 29)
Vendas e
serviços
prestados
Juros
obtidos
(Nota 29)
Ativos fixos
tangíveis
Pagamentos
Locações
Altri SGPS, S.A.
—
863.000
—
—
—
—
—
Caima Energia, S.A.
—
—
240.057
—
—
—
—
Celulose Beira Industrial (Celbi), S.A.
—
2.566.071
—
—
—
—
177.732
Caima – Indústria de Celulose, S.A.
—
1.186.814
—
—
—
—
83.772
Biotek, S.A.
—
598.959
—
—
—
—
—
Altri Abastimento de Madeira, S.A.
19.627.197
—
—
2.766.717
—
—
—
19.627.197
5.214.844
240.057
2.766.717
—
—
261.504
Durante os exercícios findos em 31 de dezembro de 2021 e 2020, não ocorreram transações
com os Administradores e Diretores da Empresa, nem lhes foram concedidos empréstimos.
32)EVENTOS SUBSEQUENTES
Constituição da Sustainable Energy One
No dia 4 de janeiro a GreenVolt constituiu uma sociedade de direito espanhol, a Sustainable
Energy One (doravante “SEO”), na qual a GreenVolt detém uma participação de 98,75%. A SEO
irá dedicar-se à promoção, desenvolvimento e construção e venda de projetos solares
fotovoltaicos de pequena dimensão (“small utility scale”) em Espanha. 
Aquisição de participação na MaxSolar
No dia 28 de fevereiro a GreenVolt anunciou a conclusão de um acordo com vista à aquisição de
uma participação de 35% na sociedade alemã MaxSolar GmbH (doravante “MaxSolar”), uma
empresa de referência no desenvolvimento, implementação e gestão de projetos fotovoltaicos
solares e projetos de armazenamento de energia, nos mercados alemão e austríaco, pelo preço
de 26 milhões de euros. Esta participação está reforçada por direitos de intervenção ativa na
gestão, tendo a GreenVolt ainda o direito de, no futuro, vir a reforçar o seu nível de participação
acionista.
A MaxSolar tem um pipeline de projetos de 3,2 GW, dos quais 800 MW estão em estado
avançado de desenvolvimento. Para além do seu posicionamento no mercado do
desenvolvimento de projetos solares, a MaxSolar é também uma referência de mercado no
segmento de EPC (Engineering, Procurement and Construction).
Parceria estratégica com a Infraventus
Também no primeiro trimestre de 2022 foi estabelecido um acordo de codesenvolvimento de
projetos solares fotovoltaicos em Portugal com a Infraventus, um promotor de referência no
www.greenvolt.pt482
mercado português, com um pipeline de 243 MW. De salientar que a GreenVolt detém 50%
desta parceria.
Alteração da estrutura acionista (spin-off Altri)
Em linha com a informação divulgada no reporte financeiro trimestral tornado público a 18 de
novembro de 2021, o acionista Altri realizou um estudo em torno da otimização da participação
acionista por si detida no capital social da GreenVolt, tendo concluído pela viabilidade dessa
separação. O Conselho de Administração da Altri proporá, na Assembleia Geral Anual de 2022, a
distribuição aos acionistas da Altri um número máximo de ações correspondente a 52.523.229
ações da GreenVolt, e que corresponde à participação de que a Altri é atualmente detentora de
forma direta.
De 31 de dezembro de 2021 até à data de emissão deste relatório, não ocorreram outros factos
relevantes que possam vir a afetar materialmente a posição financeira e os resultados futuros da
Empresa.
33)APROVAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
As demonstrações financeiras foram aprovadas pelo Conselho de Administração e autorizadas
para emissão em 5 de abril de 2022. A sua aprovação final está ainda sujeita a concordância da
Assembleia Geral de Acionistas a realizar.
O Contabilista Certificado
O Conselho de Administração
www.greenvolt.pt483
O Conselho de Administração
Clara Patrícia Costa Raposo
Paulo Jorge dos Santos Fernandes
João Manuel Matos Borges de Oliveira
Ana Rebelo de Carvalho Menéres de Mendonça
Pedro Miguel Matos Borges de Oliveira
Domingos José Vieira de Matos
Clementina Maria Dâmaso de Jesus Silva Barroso
Céline Dora Judith Abecassis-Moedas
António Jorge Viegas de Vasconcelos
José Armindo Farinha Soares de Pina
João Manuel Manso Neto
www.greenvolt.pt484
RELATÓRIO E PARECER DO CONSELHO FISCAL
Aos Acionistas da
Greenvolt - Energias Renováveis, S.A.
Em conformidade com a legislação em vigor e com o mandato que nos foi confiado,
submetemos à vossa apreciação o Relatório e Parecer sobre o Relatório de Gestão e restantes
documentos de prestação de contas individuais e consolidadas da Greenvolt - Energias
Renováveis, S.A. (“Sociedade”), relativos ao exercício findo em 31 de dezembro de 2021, os
quais são da responsabilidade do Conselho de Administração.
1.Declaração Prévia
O Conselho Fiscal foi eleito na Assembleia Geral de 24 de junho de 2021 para o triénio de 2021
a 2023, a qual deliberou adotar um modelo do Governo Monista, (estrutura de Administração
atribuída ao Conselho de Administração e a de Fiscalização a um Conselho Fiscal e a um
Revisor Oficial de Contas. No período anterior referente a 1 de janeiro até 23 de junho de 2021
a Sociedade teve como Órgão de Fiscalização um Fiscal Único.
2. Relatório sobre a atividade desenvolvida
Ao longo dos meses de exercício de funções em 2021, nos termos da sua competência legal e
de acordo com o estabelecido no seu Regulamento, o Conselho Fiscal acompanhou
regularmente a evolução da atividade da Sociedade e das suas subsidiárias, bem como
analisou com a extensão aconselhável a atividade  do Conselho de Administração e respetivas
comissões, nomeadamente a evolução dos negócios, a qualidade do processo de preparação e
divulgação da informação financeira, das políticas contabilísticas e dos critérios de
mensuração, acompanhou a regularidade dos registos contabilísticos, o cumprimento do
normativo legal e estatutário em vigor e a eficácia e integridade dos sistemas de gestão de
riscos e de controlo interno, tendo efetuado reuniões, presenciais ou por via telemática, com a
periodicidade e extensão que considerou adequadas, designadamente tendo reunido sete 
vezes no ano de 2021, em  que,  de  acordo  com  a  natureza  dos  assuntos  a  tratar,  contou 
com  a  presença  de outros membros de órgãos ou direções da Sociedade, tais como
membros do Conselho de Administração da Sociedade, e tendo obtido da Administração e dos
Serviços da Sociedade e das suas participadas as informações e esclarecimentos solicitados.
De referir ainda que a reunião do Conselho Fiscal realizada em setembro de 2021 na Figueira
da Foz, incluiu uma visita às duas centrais de produção de energia a partir de biomassa,
pertencentes à Sociedade. Na visita realizada, o Conselho Fiscal foi acompanhado pelo Diretor
Fabril que nos apresentou em detalhe a operação destas centrais.
No que diz respeito às funções de gestão de risco, compliance e controlo interno, o Conselho
Fiscal acompanhou as linhas estratégicas adotadas pela Sociedade, que merecem a nossa
concordância, a sua estruturação e reforço de recursos humanos para uma consolidação
efetiva das mesmas, processo ainda em curso decorrente do contexto de grande
transformação da Sociedade. Procedeu à apreciação do planeamento e dos resultados da
atividade do Revisor Oficial de Contas, avaliou o processo de elaboração das contas individuais
e consolidadas, prestou ao Conselho de Administração informações relativas às conclusões e à
qualidade do processo de revisão legal de contas e a sua intervenção nesse processo.
O Conselho Fiscal desenvolveu as suas competências e inter‐relações com os demais órgãos
sociais e serviços da sociedade de acordo com os princípios e as condutas recomendadas nos
dispositivos legais e recomendatórios, não tendo recebido do Revisor Oficial de Contas
qualquer reporte relativo a irregularidades ou dificuldades no exercício das respetivas funções. 
Em particular, e no âmbito das suas competências, o Conselho Fiscal participou, por convite,
numa das reuniões da Comissão de Auditoria, Risco e Partes Relacionadas, e obteve do
Conselho de Administração, as informações necessárias ao exercício da respetiva atividade de
fiscalização e procedeu às interações necessárias ao cumprimento das competências
elencadas na lei e no respetivo Regulamento do Conselho Fiscal.
Em cumprimento do art.º 29.º- S, n.º 1, do Código dos Valores Mobiliários, na versão
introduzida pela Lei n.º 99-A/2021, de 31 de dezembro, na reunião de 11 de março de 2022, o
Conselho Fiscal emitiu parecer prévio vinculativo relativamente à revisão da política interna em
matéria de transações com partes relacionadas, política essa que foi aprovada pelo Conselho
de Administração em 15 de março de 2022. No decurso do exercício, as transações com partes
relacionadas ou acionistas qualificados enquadraram-se na atividade corrente da Sociedade,
foram realizadas em condições de mercado, cumprindo os requisitos legais e regulamentares
aplicáveis, não tendo sido identificada a presença de conflitos de interesses.
No exercício das suas competências, o Conselho Fiscal reuniu regularmente com os
representantes da Sociedade de Revisores Oficiais de Contas, no sentido de acompanhar os
trabalhos de auditoria efetuados e tomar conhecimento das respetivas conclusões, para além
de avaliar a sua independência e competência. Nesta sede, o Conselho Fiscal analisou ainda
as propostas que lhe foram presentes para prestação de serviços distintos de auditoria pela
Sociedade de Revisores Oficiais de Contas (“SROC”) tendo-as aprovado, com caráter prévio,
desde logo por respeitarem a serviços permitidos, não afetarem a independência da respetiva
SROC e cumprirem os demais requisitos legais.
No âmbito das suas atribuições, o Conselho Fiscal examinou o Relatório de Gestão, incluindo o
Relatório de Governo da Sociedade e os demais documentos de prestação de contas
individuais e consolidadas, designadamente as Demonstrações Individuais e Consolidadas da
Posição Financeira, dos Resultados, do Rendimento Integral, das Alterações no Capital Próprio
e dos Fluxos de Caixa para o exercício findo em 31 de dezembro de 2021 e os
correspondentes Anexos, preparados pelo Conselho de Administração, considerando que a
informação divulgada satisfaz as normas legais em vigor, é apropriada para a compreensão da
posição financeira e dos resultados da sociedade e do universo da consolidação. O Conselho
Fiscal entende que de facto o ano de 2021 foi um ano marcante na vida da Sociedade no que
respeita à sua reformulação e dinâmica de crescimento, sublinhando-se o IPO da Sociedade,
cuja admissão à cotação na Euronext Lisbon ocorreu em 15 de julho de 2021.
O Conselho Fiscal procedeu ainda à apreciação das respetivas Certificações Legais das
Contas e dos Relatórios de Auditoria, emitidos pela Sociedade de Revisores Oficiais de Contas,
documentos esses que foram emitidos com uma opinião não modificada e que merecem o
nosso acordo.
O Conselho Fiscal mais apreciou o Relatório do Governo da Sociedade, anexo ao Relatório de
Gestão relativo às demonstrações financeiras consolidadas, nos termos e para os efeitos do n.º
5 do art.º 420º do Código das Sociedades Comerciais, tendo analisado que o mesmo contém
os elementos referidos no art.º 29º‐H do Código dos Valores Mobiliários. 
Adicionalmente, o Conselho Fiscal participou na reunião do Conselho de Administração da
Sociedade de 5 de abril de 2022, que aprovou o relatório e as contas Individuais e
Consolidadas do exercício e teve ao longo dos meses de exercício das suas funções
disponibilidade de acesso a toda a informação documental ou pessoal que se afigurou
adequada ao exercício da sua ação fiscalizadora. 
O Conselho Fiscal analisou ainda o Relatório Adicional ao Órgão de Fiscalização que inclui
uma declaração de independência e demais documentação emitido pelo representante da
Deloitte & Associados, SROC, S.A., Revisor Oficial de Contas e Auditor Externo da Sociedade.
Note-se também que o Conselho Fiscal foi designado em cumprimento da alínea c) do n.º 2 do
art.º 3º da Lei 148/2015, sendo composto exclusivamente por membros independentes
profissionalmente habilitados ao exercício das respetivas funções.
3. Declaração de responsabilidade
De acordo com o disposto na alínea c) do número do artigo 29º- G do Código dos Valores
Mobiliários os membros do Conselho Fiscal, declaram que, tanto quanto é do nosso
conhecimento e convicção, os documentos de prestação de contas individuais e consolidados
atrás referidos, foram preparados em conformidade com as normas contabilísticas aplicáveis,
dando uma imagem verdadeira e apropriada do ativo e do passivo, da situação financeira e dos
resultados da Greenvolt – Energias Renováveis, S.A. e do Grupo por ela liderado, e que o
relatório de gestão expõe fielmente a evolução dos negócios, do desempenho e da posição do
Grupo, contendo uma adequada descrição dos principais riscos e incertezas com que se
defronta. Atesta-se ainda, que o Relatório do Governo da Sociedade, inclui os elementos
referidos no art.º 29-H do Código de Valores Mobiliários.
4. Parecer
Em face do exposto, o Conselho Fiscal é de opinião que estão reunidas as condições para que
a Assembleia Geral aprove:
a)O Relatório de Gestão;
b)As demonstrações financeiras individuais e consolidadas e os correspondentes anexos,
relativos ao exercício findo em 31 de dezembro de 2021;
c)A proposta de aplicação dos resultados apresentada pelo Conselho de Administração.
Desejamos manifestar ao Conselho de Administração e aos principais responsáveis e
colaboradores da Sociedade o nosso apreço por toda a colaboração prestada.
Porto, 7 de abril de 2022
O Conselho Fiscal
___________________________________
Pedro Matos Silva
Vogal do Conselho Fiscal
___________________________________
Cristina Linhares
Vogal do Conselho Fiscal
___________________________________
Francisco Nogueira Leite
Vogal do Conselho Fiscal