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MOTA‑ENGIL Driven by Purpose, Built with History
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O presente relatório constitui uma versão não oficial e não auditada do relatório oficial de prestação de contas individuais da Mota-Engil, SGPS, S.A. em formato ESEF, divulgado no dia xx de março de 2026 no site da CMVM e no site institucional da Mota-Engil, SGPS, S.A.. Não obstante, e embora noutro formato, esta versão é uma cópia fiel do respetivo relatório oficial. Em caso de discrepância entre as duas versões, prevalece a versão oficial em ESEF.
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Relatório e ContasIndividuais2023
RELATÓRIO INDIVIDUAL 2025
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MOTA‑ENGIL Driven by Purpose, Built with History
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Parte 1 Relatório de Gestão Individual
1. Nota introdutória
2. Evolução da atividade
3. Gestão de risco
4. Propostas de aplicação de resultados e distribuição de bens sociais
5. Atividade desenvolvida pelos membros não-executivos do Conselho de Administração
6. Perspetivas para 2026
7. Factos relevantes após o termo do exercício
8. Nota final
9. Anexos
Parte 2 Informação financeira
1. Demonstração separada dos resultados por naturezas
2. Demonstração separada do outro rendimento integral
3. Demonstração separada da posição financeira
4. Demonstração separada das alterações no capital próprio
5. Demonstração separada dos fluxos de caixa
6. Notas às demonstrações financeiras individuais
Parte 3 Relatórios de Fiscalização
1. Certificação Legal das Contas e Relatório de Auditoria
2. Relatório e Parecer do Conselho Fiscal
Índice
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MOTA‑ENGIL Driven by Purpose, Built with History
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RELATÓRIO DE GESTÃO INDIVIDUAL
Parte 1
RELATÓRIO INDIVIDUAL 2025
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MOTA‑ENGIL Driven by Purpose, Built with History
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MOTA‑ENGIL Driven by Purpose, Built with History
1. Nota introdutória
A Mota-Engil, SGPS, S.A. (Mota-Engil SGPS ou Empresa) elaborou também contas consolidadas, sobre as quais emitiu pormenorizado relatório, e das quais fará plena divulgação procedendo à sua publicação. Deste modo, para maior detalhe sobre a atividade das participadas da Empresa (quer na componente financeira, quer na componente não financeira), bem como sobre as suas políticas de gestão de risco, de sustentabilidade e de governo societário, sugere-se a consulta daquele documento.
2. Evolução da atividade
No exercício findo em 31 de dezembro de 2025, a atividade da Empresa manteve-se centrada na prestação de serviços de gestão às suas participadas, localizadas na Europa, África e América Latina, e que atuam maioritariamente na área da engenharia e construção, na área da recolha e tratamento de resíduos e na área da gestão e operação de concessões de infraestruturas. Deste modo, naquele exercício, fruto, entre outros, do aumento de atividade de algumas das suas participadas, as vendas e prestações de serviços ascenderam a 25.521 milhares de euros, um acréscimo de 12% face ao exercício de 2024.
Por outro lado, a Empresa atingiu no exercício de 2025 um resultado líquido negativo de 16.719 milhares de euros (negativo de 43.811 milhares de euros no exercício de 2024), influenciado, entre outros, pela melhoria operacional evidenciada, pela reversão de uma perda de imparidade para investimentos financeiros (19.550 milhares de euros) e pela redução dos resultados financeiros negativos, fruto em parte da redução das taxas de juro e do recebimento de dividendos por parte de algumas empresas participadas.
Relativamente às atividades de investimento, destaca-se no exercício de 2025 a constituição de prestações suplementares e a concessão de suprimentos de, aproximadamente, 157.000 e 26.000 milhares de euros à Mota-Engil Engenharia e Construção África, respetivamente, de modo a apoiar o crescimento da sua atividade.
Relativamente às atividades de financiamento, para além do aumento dos empréstimos em cerca de 253.000 milhares de euros, utilizados maioritariamente para financiar a atividade das suas participadas, destaca-se o pagamento de dividendos aos acionistas no montante de, aproximadamente, 46.000 milhares de euros.
3. Gestão de risco
A gestão de risco tem como objetivo central a criação de valor, através de processos de gestão e controlo das incertezas e ameaças que podem atingir a Empresa e as suas participadas (Grupo ou Grupo Mota-Engil), estando sempre subjacente numa perspetiva de continuidade das operações no longo prazo.
Deste modo, o Grupo Mota-Engil dispõe de diversas Comissões, que se constituem como órgãos de natureza consultiva, cuja missão consiste no acompanhamento de temas de primeira importância para o seu desenvolvimento sustentado, promovendo uma visão independente e objetiva que suporte o processo de tomada de decisão do seu Conselho de Administração.
Para informação pormenorizada sobre a política de gestão de risco do Grupo Mota-Engil deverá ser consultada a Nota 29 do Anexo às demonstrações financeiras individuais.
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MOTA‑ENGIL Driven by Purpose, Built with History
4. Propostas de aplicação de resultados e distribuição de bens sociais
O Conselho de Administração propõe à Assembleia Geral anual:
•Que seja efetuada a cobertura dos resultados transitados negativos no montante de 27.583.670 euros e 89 cêntimo através da utilização da conta de “Reservas livres”;
•Que o resultado líquido negativo apurado no montante de 16.718.547 euros e 11 cêntimos seja transferido para a conta de “Resultados transitados”; e
•Verificando-se que se mostram cumpridos os requisitos previstos nos artigos 32º e 33º do Código das Sociedades Comerciais, que se distribuam aos acionistas bens sociais, nomeadamente, a distribuição de parte das reservas livres existentes, no montante global de 53.072.239 euros e 35 cêntimos, cabendo assim, a cada ação, o valor de 17,3 cêntimos de euro, cativos de impostos.
5. Atividade desenvolvida pelos membros não-executivos do Conselho de Administração
Durante o exercício de 2025, os administradores não-executivos participaram regularmente nas reuniões do Conselho de Administração sendo que discutiram as matérias em análise e manifestaram as suas opiniões relativamente a diretrizes estratégicas e a áreas de negócio específicas. Mantiveram, sempre que necessário, contacto com as equipas do Centro corporativo e com o Centro de Serviços Partilhados, bem como com os gestores das Unidades de negócio. Conforme descrito no relatório sobre as práticas de Governo Societário, alguns administradores não-executivos participaram nas reuniões e outras atividades das comissões societárias do Grupo.
6. Perspetivas para 2026
As perspetivas do Grupo Mota-Engil para 2026, são as seguintes:
(i) Crescimento do volume de negócios de dois dígitos (10 - 15%), impulsionado pela conversão da carteira recorde e pela aceleração de projetos de grande dimensão e de longo ciclo nos mercados core;
(ii) Margem EBITDA deverá manter-se no nível estrutural alcançado em 2025, suportada por uma seleção rigorosa de projetos, por uma carteira de maior qualidade e por um contributo crescente de segmentos de maior margem;
(iii) Margem líquida sustentada à volta dos 3%, após o reposicionamento estrutural de rendibilidade atingido nos últimos anos;
(iv) Forte geração de caixa operacional mantendo o rácio Dívida líquida / EBITDA abaixo de 2x e o rácio Dívida Bruta / EBITDA abaixo de 4x;
(v) Alocação de capital orientada para o retorno, com o investimento estabilizado em cerca de 7% do volume de negócios;
(vi) Gestão eficiente do portefólio de concessões, promovendo a rotação disciplinada de ativos maduros, maximizando a criação de valor a longo prazo e reforçando a visibilidade de resultados recorrentes.
Face ao acima exposto, o Grupo entra em 2026 com uma carteira recorde, margens estruturalmente superiores e uma alavancagem controlada, posicionando-se para uma criação de valor sustentável.
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MOTA‑ENGIL Driven by Purpose, Built with History
7. Factos relevantes após o termo do exercício
Em 2026, até à data de emissão do presente relatório, destacam-se os seguintes factos relevantes cujo detalhe se encontra adequadamente divulgado como informação privilegiada nos sítios da internet da Mota-Engil e da CMVM.
“MOTA-ENGIL INFORMA SOBRE ASSINATURA DO CONTRATO DE CONCESSÃO DO TÚNEL QUE LIGARÁ AS CIDADES DE SANTOS E GUARUJÁ, NO BRASIL NO VALOR DE CERCA DE 1,2 MIL MILHÕES DE EUROS
A Mota-Engil S.G.P.S., S.A. (Mota-Engil) informa que, através da sua subsidiária Mota-Engil Latam Portugal, assinou o contrato de concessão do projeto de Parceria Público Privada (PPP) para a construção, operação e manutenção do Túnel submerso Santos-Guarajá, no Estado de São Paulo, Brasil (“Concessão”), cujo montante de investimento ascende a cerca de 7,8 mil milhões de reais, equivalente a 1,2 mil milhões de euros, dos quais até 5,1 mil milhões de reais virão de aportes públicos durante a fase de construção, divididos igualmente entre o governo de São Paulo e o governo federal, sendo o restante da responsabilidade da empresa concessionária.
O prazo da Concessão, em regime de disponibilidade, ascende a 30 anos, sendo que a mesma engloba a construção do primeiro túnel submerso no Brasil, com cerca de 1,5 quilómetros de extensão total, dos quais 870 metros submersos sob o canal de acesso ao porto de Santos, tendo a concessionária como compensação, após o início da operação, um valor de receita anual fixa equivalente a 436,1 milhões de reais. O contrato ainda antevê, durante o período de operação (25 anos), uma receita adicional estimada em cerca de 2,5 mil milhões de reais.
Por outro lado, o contrato de construção, com a duração de 5 (cinco) anos, representará um acréscimo na carteira de encomendas da Mota-Engil de cerca de 1.200 milhões de euros, contemplando a construção de um túnel com três faixas em cada sentido, com linha para Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), área dedicada a ciclovia e peões, bem como uma faixa viária que permitirá reduzir para cinco minutos a travessia que anteriormente demorava cerca de uma hora, com benefício para uma população de 720.000 pessoas que utiliza atualmente os acessos existentes, reforçando a competitividade do Porto de Santos, o maior da América Latina, dinamizando a atividade económica, tudo isto conjugado com um benefício considerável de sustentabilidade, traduzido na redução do consumo de combustíveis e na emissão de gases poluentes na região...“
“MOTA-ENGIL INFORMA SOBRE ASSINATURA DE UM CONTRATO DE COMERCIALIZAÇÃO E VENDA DE CRÉDITOS DE CARBONO
A Mota-Engil S.G.P.S., S.A. (Mota-Engil) informa que, através da sua participada Mamaland, celebrou um contrato exclusivo de comercialização e venda de créditos de carbono com a Trafigura Pte Ltd., um dos principais fornecedores e traders mundiais de commodities. Adicionalmente, este contrato prevê o pagamento de um montante inicial de até 100 milhões de dólares norte-americanos, dos quais 50% serão pagos na sequência da assinatura do mesmo, pelo direito de exclusividade e como adiantamento.
O referido contrato, com uma duração de 40 anos, abrange um portefólio de 14 florestas localizadas no Malawi, com uma área total aproximada de 550.000 hectares, exploradas ao abrigo de contratos de concessão celebrados com o Governo do Malawi. Aquelas florestas, ao longo do período de vigência do contrato, deverão gerar mais de 30 milhões de toneladas de créditos de remoção de carbono de elevada integridade, de acordo com a metodologia Verra “VM0047” e com certificação CCB (Verra ID 5730), sendo que os mesmos serão transacionados em mercado aberto, com as receitas a serem integralmente pagas à Mamaland, descontando a comissão de comercialização que a Trafigura terá direito...“
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MOTA‑ENGIL Driven by Purpose, Built with History
Por outro lado, em janeiro de 2026, a Mota-Engil, S.G.P.S., S.A. e o seu Presidente do Conselho de Administração receberam uma citação no âmbito de uma ação cível intentada num tribunal dos Estados Unidos da América, por parte de um Fundo de Investimento, em que este reclama compensação pelos alegados danos sofridos. A ação objeto da citação fundamenta-se nas declarações proferidas pelo Sr. Eng.º Carlos Mota Santos a um meio de comunicação social português, as quais foram, alegadamente, difamatórias. Adicionalmente, na mesma ação, são efetuados comentários (vagos, não suportados e, ou, infundados) sobre alguns factos / transações que envolveram o Grupo em anos anteriores, nomeadamente a entrada no seu capital social por parte da CCCC, a política de dividendos adotada e o desenvolvimento do negócio agroflorestal, entre outros. Tendo a Empresa cumprido com todos os requisitos de reporte e comunicação com os stakeholders, tanto requisitos externos (nomeadamente do foro legal e contabilístico, os quais foram objeto de apreciação sem reservas por parte do Regulador e dos Auditores), como internos (nomeadamente ao nível da sua estrutura de Governance), o Conselho de Administração está convicto, com base na opinião dos seus consultores legais, que a referida ação não será procedente, pelo que não irá incorrer em qualquer perda decorrente do desfecho da mesma. Por último, acresce referir que, quer a jurisdição, quer o próprio mérito da ação, foram objeto de impugnação por parte do Grupo em março de 2026, aguardando-se atualmente a decisão do tribunal sobre tais pretensões.
8. Nota final
Resta agradecer o empenhamento pessoal e profissional de todos os colaboradores do Grupo Mota-Engil, dos membros dos órgãos sociais, dos clientes e de todos quantos se relacionaram com as suas diversas empresas.
Porto, 23 de março de 2026
Carlos António Vasconcelos Mota dos Santos
Presidente do Conselho de Administração e
Presidente da Comissão Executiva (Chief Executive Officer)
Gonçalo Nuno Gomes de Andrade Moura Martins
Vice-presidente não executivo do Conselho de Administração
Jingchun Wang
Vice-presidente não executivo do Conselho de Administração
Manuel António da Fonseca Vasconcelos da Mota
Vice-presidente do Conselho de Administração e
Membro da Comissão Executiva (Deputy Chief Executive Officer)
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MOTA‑ENGIL Driven by Purpose, Built with History
Clare Akamanzi
Vogal não executivo e independente do
Conselho de Administração
Francisco Manuel Seixas da Costa
Vogal não executivo e independente do
Conselho de Administração
Guangsheng Peng
Vogal não executivo do Conselho de Administração
Helena Sofia Salgado Cerveira Pinto
Vogal não executivo e independente do
Conselho de Administração
Isabel Maria Pereira Aníbal Vaz
Vogal não-executivo e independente do
Conselho de Administração
José Carlos Barroso Pereira Pinto Nogueira
Vogal do Conselho de Administração e
Membro da Comissão Executiva (Chief Financial Officer)
Li Guangming
Vogal não executivo do Conselho de Administração
Maria Paula Queirós Vasconcelos Mota de Meireles
Vogal não executivo do Conselho de Administração
10
MOTA‑ENGIL Driven by Purpose, Built with History
Paulo Sacadura Cabral Portas
Vogal não executivo e independente do
Conselho de Administração
Ping Ping
Vogal não executivo do Conselho de Administração
Xiao Di
Vogal do Conselho de Administração e
Membro da Comissão Executiva
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MOTA‑ENGIL Driven by Purpose, Built with History
9. Anexos
ARTIGO 29.º - G DO CÓDIGO DOS VALORES MOBILIÁRIOS
Nos termos da alínea c) do nº 1 do Artigo 29º - G do Código dos Valores Mobiliários, os membros do Conselho de Administração declaram que, tanto quanto é do seu conhecimento, a informação financeira constante deste relatório e contas foi elaborada em conformidade com as Normas Internacionais de Relato Financeiro (IFRS) tal como adotadas pela União Europeia, dando uma imagem verdadeira e apropriada do ativo e do passivo, da situação financeira e dos resultados da Mota-Engil, SGPS, S.A. e que o relatório de gestão (e a sua remissão para o relatório de gestão consolidado) expõe fielmente a evolução dos negócios, o desempenho, a posição da Mota-Engil, SGPS, S.A. e contém uma descrição dos principais riscos e incertezas com que se defrontam.
Porto, 23 de março de 2026
Carlos António Vasconcelos Mota dos Santos
Presidente do Conselho de Administração e
Presidente da Comissão Executiva (Chief Executive Officer)
Gonçalo Nuno Gomes de Andrade Moura Martins
Vice-presidente não executivo do Conselho de Administração
Jingchun Wang
Vice-presidente não executivo do Conselho de Administração
Manuel António da Fonseca Vasconcelos da Mota
Vice-presidente do Conselho de Administração e
Membro da Comissão Executiva (Deputy Chief Executive Officer)
Clare Akamanzi
Vogal não executivo e independente do
Conselho de Administração
Francisco Manuel Seixas da Costa
Vogal não executivo e independente do
Conselho de Administração
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MOTA‑ENGIL Driven by Purpose, Built with History
Guangsheng Peng
Vogal não executivo do Conselho de Administração
Helena Sofia Salgado Cerveira Pinto
Vogal não executivo e independente do
Conselho de Administração
Isabel Maria Pereira Aníbal Vaz
Vogal não-executivo e independente do
Conselho de Administração
José Carlos Barroso Pereira Pinto Nogueira
Vogal do Conselho de Administração e
Membro da Comissão Executiva (Chief Financial Officer)
Li Guangming
Vogal não executivo do Conselho de Administração
Maria Paula Queirós Vasconcelos Mota de Meireles
Vogal não executivo do Conselho de Administração
Paulo Sacadura Cabral Portas
Vogal não executivo e independente do
Conselho de Administração
Ping Ping
Vogal não executivo do Conselho de Administração
Xiao Di
Vogal do Conselho de Administração e
Membro da Comissão Executiva
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ARTIGOS 324.º Nº 2 E 66.º Nº5 ALÍNEA D) DO CÓDIGO DAS SOCIEDADES COMERCIAIS
Dando cumprimento à legislação aplicável, declara-se que, durante o exercício de 2025, de modo a aumentar o free-float da sua ação, a Mota-Engil, SGPS, S.A. alienou a totalidade das ações próprias que detinha (6.091.581 ações próprias representativas de 1,99% do seu capital social). Assim, o detalhe das transações efetuadas sobre ações próprias no exercício findo em 31 de dezembro de 2025 pode ser discriminado como se segue (valores em euros):

Data

Compra / Venda

Bolsa /
Fora de Bolsa

Preço médio

Nº Ações

Montante
bruto de comissões

27/05/2025

Venda

Bolsa

4,5359

2.008.326

9.109.629

28/05/2025

Venda

Bolsa

4,4739

2.205.916

9.869.094

29/05/2025

Venda

Bolsa

4,4245

1.877.339

8.306.363

 

 

 

4,4791

6.091.581

27.285.086

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MOTA‑ENGIL Driven by Purpose, Built with History
ARTIGO 447.º DO CÓDIGO DAS SOCIEDADES COMERCIAIS
Divulgação de ações e outros títulos detidos por membros do Conselho de Administração, por dirigentes, por membros de outros órgãos sociais, bem como por pessoas com estes estreitamente relacionadas, e transações sobre os mesmos efetuadas no decurso do exercício.
Anexo a que se refere o Artigo 447º do Código das Sociedades Comerciais:
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MOTA‑ENGIL Driven by Purpose, Built with History
As obrigações detidas pelos membros do Conselho de Administração, por dirigentes, por membros de outros órgãos sociais, bem como por pessoas com estes estreitamente relacionadas, em 31 de dezembro de 2025, eram como se segue:

Nome

nº de obrigações

Obrigação ME 2021/2026
(VN - 250€)

Obrigação ME 2022/2027
(VN - 500€)

Obrigação ME 2023/2028
(VN - 1.000€)

Obrigação ME 2024/2029
(VN - 250€)

Obrigação ME 2025/2030
(VN - 500€)

Herdeiros de António Manuel Queirós Vasconcelos da Mota

           2.706

             543

              680

             150

             800

              533

Mota Gestão e Participações, SGPS, S.A.

           1.849

                   -  

                    -  

                    -  

           1.849

                    -  

Carlos António Vasconcelos Mota dos Santos

              669

                -  

                 60

                   -  

              134

              475

Maria Paula Queirós Vasconcelos Mota de Meireles

              541

                 40

                 40

                   -  

                   -  

              461

José Manuel Mota Neves da Costa

              359

              199

                    -  

                   -  

              140

                20

António Maria Vasconcelos Mota de Meireles

              300

              200

              100

                   -  

                   -  

                   -  

Maria Manuela Queirós Vasconcelos Mota dos Santos

              270

              140

                 10

                   -  

              120

                   -  

Gonçalo Nuno Gomes de Andrade Moura Martins

                40

                 20

                 20

                   -  

                    -  

                    -  

Maria Sílvia Fonseca Vasconcelos Mota

                 39

                 10

                 29

                    -  

-  

                    -  

José Carlos Barroso Pereira Pinto Nogueira

                 15

                   -  

                 15

                   -  

                   -  

                    -  

António Cândido Lopes Natário

                 14

                 14

                    -  

                    -  

                    -  

                    -  

VN: Valor Nominal

 

 

 

 

 

 

Adicionalmente, apresenta-se de seguida a lista dos acionistas que, em 31 de dezembro de 2025 e 2024, eram titulares de, pelo menos, 10%, 33% ou 50% do capital social da Mota-Engil SGPS:

Acionista

2025

2024

Nº de ações

% capital

Nº de ações

% capital

Mota Gestão e Participações, SGPS, S.A.

117.999.663

38,46%

117.999.663

38,46%

Epoch Capital Investments BV

99.426.974

32,41%

99.426.974

32,41%

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MOTA‑ENGIL Driven by Purpose, Built with History
PARTICIPAÇÕES QUALIFICADAS
Dando cumprimento à legislação aplicável, apresenta-se de seguida uma lista dos titulares de participações qualificadas em 31 de dezembro de 2025, com indicação do número de ações detidas e percentagem de direitos de voto correspondentes, calculada nos termos do artigo 20º do Código dos Valores Mobiliários:

Acionistas

Nº de ações

% de capital
detido

% de direitos de
voto

     Mota Gestão e Participações, SGPS, S.A. (*)

117.999.663

38,46%

38,46%

     Herdeiros de António Manuel Queirós Vasconcelos da Mota (a)

1.650.000

0,54%

0,54%

     Maria Paula Queirós Vasconcelos Mota de Meireles (**) / (***) (a)

1.444.490

0,47%

0,47%

     Maria Teresa Queirós Vasconcelos Mota Neves da Costa (***) (a)

856.300

0,28%

0,28%

     Maria Manuela Queirós Vasconcelos Mota dos Santos (***) (a)

829.530

0,27%

0,27%

     Manuel António da Fonseca Vasconcelos da Mota (**) / (***) (a)

430.000

0,14%

0,14%

     Maria Sílvia Fonseca Vasconcelos Mota (***) (a)

191.175

0,06%

0,06%

     Carlos António Vasconcelos Mota dos Santos (**) / (***)

170.000

0,06%

0,06%

     António Maria Vasconcelos Mota de Meireles (***)

76.395

0,02%

0,02%

     José Manuel Mota Neves da Costa (***)

37.000

0,01%

0,01%

     Maria Inês da Fonseca Vasconcelos da Mota Sá (****) (a)

5.000

0,00%

0,00%

Atribuível à Mota Gestão e Participações, SGPS, S.A.

123.689.553

40,32%

40,32%

     Epoch Capital Investments BV (*)

99.426.974

32,41%

32,41%

Atribuível à China Communications Construction Group

99.426.974

32,41%

32,41%

Sub-total I

223.116.527

72,73%

72,73%

Outros acionistas

83.659.423

27,27%

27,27%

Sub-total II

83.659.423

27,27%

27,27%

TOTAL

306.775.950

100,00%

100,00%

(*) Acionista direta da Empresa

 

 

 

(**) Membro do Conselho de Administração da Empresa

 

 

 

(***) Membro do Conselho de Administração da Mota Gestão e Participações, SGPS, S.A.

 

 

 

(****) Acionista da Mota Gestão e Participações, SGPS, S.A.

 

 

 

Em 31 de dezembro de 2025, a Mota Gestão e Participações, SGPS, S.A. (“MGP”) era detida a 100% pelas pessoas singulares assinaladas com (a) acima e por Maria Luísa da Fonseca Vasconcelos da Mota.
À data deste relatório, eram atribuíveis à MGP 123.689.553 ações, correspondentes a 40,32% do capital social da Mota-Engil, que conferiam 40,32% dos direitos de voto.
Não existem acionistas, ou categorias de acionistas, titulares de direitos especiais.
LEI Nº 110/2009, DE 16 DE SETEMBRO
Nos termos e para os efeitos do artigo 210º da Lei nº 110/2009, de 16 de setembro, declara-se que a Empresa não apresenta dívidas em mora à Segurança Social.
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MOTA‑ENGIL Driven by Purpose, Built with History
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INFORMAÇÃOFINANCEIRA
Parte 2
RELATÓRIO INDIVIDUAL 2025
18
MOTA‑ENGIL Driven by Purpose, Built with History
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19
MOTA‑ENGIL Driven by Purpose, Built with History
Demonstração separada dos resultados por naturezas
para o exercício findo em 31 de dezembro de 2025
(Montantes expressos em milhares de euros)

 

 

Ano

 

Notas

2025

2024

Vendas e prestações de serviços

3

25 521

22 734

Fornecimentos e serviços externos

4

(14 081)

(14 895)

Gastos com pessoal

5

(13 296)

(12 371)

Outros rendimentos / (gastos) operacionais

6

11 006

4 771

Amortizações e depreciações

7

(385)

(290)

Provisões e perdas por imparidade

8

11 242

(540)

Rendimentos e ganhos financeiros

9

14 039

12 383

Gastos e perdas financeiras

9

(59 153)

(64 364)

Aumentos / (reduções) de justo valor

 

(14)

(23)

Ganhos / (perdas) na alienação de empresas subsidiárias, empreendimentos conjuntos e associadas

10

-

9 907

Resultado antes de imposto

11

(25 122)

(42 687)

Imposto sobre o rendimento

11

8 404

(1 124)

Resultado líquido do exercício

 

(16 719)

(43 811)

O anexo faz parte integrante da demonstração separada dos resultados por naturezas para o exercício findo em 31 de dezembro de 2025

 

 

 

 

20
MOTA‑ENGIL Driven by Purpose, Built with History
Demonstração separada do outro rendimento integral
para o exercício findo em 31 de dezembro de 2025
(Montantes expressos em milhares de euros)

 

 

Ano

 

Notas

2025

2024

Resultado líquido do exercício

 

(16 719)

(43 811)

Itens de outro rendimento integral que poderão vir a ser reclassificados para a demonstração dos resultados

 

 

 

Variação, líquida de impostos, no justo valor de instrumentos financeiros derivados de cobertura de fluxos de caixa:

 

 

 

   Valor bruto

16

(3)

(1 537)

   Impostos diferidos

 

2

323

Total do outro rendimento integral

 

(1)

(1 213)

Total do rendimento integral do exercício

 

(16 720)

(45 025)

O anexo faz parte integrante da demonstração separada do outro rendimento integral para o exercício findo em 31 de dezembro de 2025

 

 

 

 

21
MOTA‑ENGIL Driven by Purpose, Built with History
Demonstração separada da posição financeira
em 31 de dezembro de 2025
(Montantes expressos em milhares de euros)

 

Notas

31.12.2025

31.12.2024

Ativo

 

 

 

Não corrente

 

 

 

Ativos fixos

12

146

149

Ativos sob direito de uso

13

795

811

Investimentos financeiros em empresas subsidiárias, empreendimentos conjuntos e associadas

14

1 501 533

1 324 558

Outros investimentos financeiros registados ao justo valor através de outro rendimento integral

 

157

118

Clientes e outros devedores

15

198 070

191 543

Ativos por impostos diferidos

11

11 769

20 667

 

 

1 712 470

1 537 847

Corrente

 

 

 

Clientes e outros devedores

15

108 455

79 238

Instrumentos financeiros derivados

16

71

74

Imposto sobre o rendimento

17

510

595

Outros ativos correntes

18

6 245

6 282

Caixa e equivalentes de caixa

19

5 575

10 843

 

 

120 856

97 032

Total do Ativo

 

1 833 326

1 634 878

 

 

 

 

Capital próprio

 

 

 

Capital social

20

306 776

306 776

Ações próprias

20

-

(10 232)

Reservas, Resultados transitados e Prémios de emissão

20

195 913

269 422

Resultado líquido do exercício

 

(16 719)

(43 811)

Total do Capital próprio

 

485 971

522 155

 

 

 

 

Passivo

 

 

 

Não corrente

 

 

 

Empréstimos

21

703 665

446 439

Passivos de locação

22

501

527

Provisões

23

8 300

-

Passivos por impostos diferidos

11

12

15

 

 

712 478

446 981

Corrente

 

 

 

Empréstimos

21

468 693

473 216

Passivos de locação

22

319

306

Fornecedores

24

7 852

5 537

Credores diversos

24

141 381

163 466

Outros passivos correntes

25

16 632

23 218

 

 

634 877

665 743

Total do Passivo

 

1 347 355

1 112 724

Total do Capital próprio e Passivo

 

1 833 326

1 634 878

O anexo faz parte integrante da demonstração separada da posição financeira em 31 de dezembro de 2025

 

 

 

 

22
MOTA‑ENGIL Driven by Purpose, Built with History
Demonstração separada das alterações no capital próprio
para o exercício findo em 31 de dezembro de 2025
(Montantes expressos em milhares de euros)

 

 

 

 

Reservas, Resultados transitados e Prémios de emissão

 

 

 

Notas

Capital social

Ações próprias

Prémios de emissão

Reserva legal

Outras reservas e resultados transitados

Subtotal

Resultado líquido do exercício

Total do capital próprio

Saldo em 1 de janeiro de 2024

 

306 776

(10 232)

107 619

59 850

194 956

362 425

(53 392)

605 577

Movimentos com detentores de capital

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Distribuição de dividendos / reservas

20

-

-

-

-

(38 397)

(38 397)

-

(38 397)

Outros movimentos

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Aplicação do resultado líquido do exercício de 2023

20

-

-

-

-

(53 392)

(53 392)

53 392

-

Outro rendimento integral do exercício de 2024

 

-

-

-

-

(1 213)

(1 213)

-

(1 213)

Resultado líquido do exercício de 2024

 

-

-

-

-

-

-

(43 811)

(43 811)

Saldo em 31 de dezembro de 2024

 

306 776

(10 232)

107 619

59 850

101 953

269 422

(43 811)

522 155

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Saldo em 1 de janeiro de 2025

 

306 776

(10 232)

107 619

59 850

101 953

269 422

(43 811)

522 155

Movimentos com detentores de capital

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Distribuição de dividendos / reservas

20

-

-

-

-

(45 924)

(45 924)

-

(45 924)

Alienação de ações próprias

20

-

10 232

-

-

16 228

16 228

-

26 460

Outros movimentos

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Aplicação do resultado líquido do exercício de 2024

20

-

-

-

-

(43 811)

(43 811)

43 811

-

Outro rendimento integral do exercício de 2025

 

-

-

-

-

(1)

(1)

-

(1)

Resultado líquido do exercício de 2025

 

-

-

-

-

-

-

(16 719)

(16 719)

Saldo em 31 de dezembro de 2025

 

306 776

-

107 619

59 850

28 444

195 913

(16 719)

485 971

O anexo faz parte integrante da demonstração separada das alterações no capital próprio para o exercício findo em 31 de dezembro de 2025

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

23
MOTA‑ENGIL Driven by Purpose, Built with History
Demonstração separada dos fluxos de caixa
para o exercício findo em 31 de dezembro de 2025
(Montantes expressos em milhares de euros)

 

Notas

2025

2024

Atividades operacionais

 

 

 

Recebimentos de clientes

 

2 008

25 379

Pagamentos a fornecedores

 

(17 106)

(16 161)

Pagamentos ao pessoal

 

(13 475)

(12 730)

Fluxos gerados pelas operações

 

(28 573)

(3 511)

(Pagamento)/recebimento de imposto sobre o rendimento

 

(636)

(771)

Outros recebimentos/(pagamentos)

 

4 591

5 230

Fluxos das atividades operacionais [1]

 

(24 618)

948

Atividades de investimento

 

 

 

Pagamentos respeitantes a:

 

 

 

Ativos fixos

 

(70)

(24)

Investimentos financeiros

28

(225 775)

(72 529)

 

 

(225 845)

(72 553)

Recebimentos provenientes de:

 

 

 

Investimentos financeiros

28

26 598

54 107

Dividendos

28

5 600

-

Juros e rendimentos similares

 

2 360

7 167

 

 

34 558

61 275

Fluxos das atividades de investimento [2]

 

(191 287)

(11 278)

Atividades de financiamento

 

 

 

Recebimentos provenientes de:

 

 

 

Empréstimos obtidos

21

2 208 791

1 167 690

Alienação de ações próprias

20

26 460

-

 

 

2 235 251

1 167 690

Pagamentos respeitantes a:

 

 

 

Empréstimos obtidos

21

(1 926 861)

(1 075 021)

Dividendos

20

(45 924)

(38 397)

Juros e gastos similares

 

(51 828)

(43 152)

 

 

(2 024 614)

(1 156 571)

Fluxos das atividades de financiamento [3]

 

210 638

11 119

 

 

 

 

Variação de caixa e equivalentes de caixa [4]=[1]+[2]+[3]

 

(5 268)

789

Caixa e equivalentes de caixa no início do exercício

 

10 843

10 053

Caixa e equivalentes de caixa no fim do exercício

19

5 575

10 843

O anexo faz parte integrante da demonstração separada dos fluxos de caixa para o exercício findo em 31 de dezembro de 2025

 

 

 

 

24
MOTA‑ENGIL Driven by Purpose, Built with History
1.Nota Introdutória
A Mota-Engil, SGPS, S.A. (Mota-Engil SGPS ou Empresa) é uma sociedade anónima, foi constituída em 10 de agosto de 1990, tem como atividade principal a gestão de participações sociais em outras sociedades e tem a sua sede social na Rua do Rego Lameiro nº 38, 4300 - 454 Porto - Portugal. As sociedades participadas pela Mota-Engil SGPS têm como atividades principais a execução de empreitadas de obras públicas e privadas e outras com elas conexas, bem como a recolha e tratamento de resíduos, sendo aquelas atividades desenvolvidas, essencialmente, em três regiões: Europa, África e América Latina. Em 31 de dezembro de 2025, nenhum acionista controla a Empresa, sendo que se apresenta na Nota 20 deste anexo a relação de acionistas detentores de mais do que 10% do seu capital social. Deste modo, as demonstrações financeiras da Empresa irão ser incluídas pelo método da equivalência patrimonial nas demonstrações financeiras consolidadas da Mota Gestão e Participações SGPS, S.A. (MGP) e da China Communications Construction Company (CCCC).
Por último, as ações e algumas obrigações da Mota-Engil SGPS encontram-se admitidas à cotação na Euronext Lisbon e uma emissão de obrigações por si emitida encontra-se admitida à cotação na Bolsa do Luxemburgo.
As demonstrações financeiras anexas encontram-se expressas em euros, dado que esta é a divisa utilizada preferencialmente no ambiente económico onde a Empresa opera, e foram aprovadas pelo Conselho de Administração em 23 de março de 2026. Contudo, as mesmas estão ainda sujeitas a aprovação pela Assembleia Geral de Acionistas nos termos da legislação comercial em vigor em Portugal.
Todos os montantes explicitados neste anexo são apresentados em milhares de euros, arredondados à unidade mais próxima, salvo se expressamente referido em contrário.
Dando cumprimento à legislação aplicável, a Mota-Engil SGPS irá elaborar e apresentar em separado demonstrações financeiras consolidadas em 31 de dezembro de 2025, de acordo com as Normas Internacionais de Relato Financeiro (IFRS), tal como adotadas pela União Europeia, as quais evidenciam um total de ativo de 8.540.124 milhares de euros, um total de passivo de 7.556.795 milhares de euros, um total de capital próprio de 983.328 milhares de euros, incluindo um resultado líquido atribuível ao Grupo de 133.121 milhares de euros e vendas e prestações de serviços de 5.301.427 milhares de euros.
2.Bases de apresentação e políticas contabilísticas materiais
2.1Bases de apresentação
As demonstrações financeiras da Empresa foram preparadas no pressuposto da continuidade das operações a partir dos seus livros e registos contabilísticos. Deste modo, o Conselho de Administração procedeu à avaliação da capacidade da Empresa operar em continuidade, tendo por base toda a informação relevante, factos e circunstâncias, de natureza financeira, comercial ou outra, incluindo acontecimentos subsequentes à data de referência das demonstrações financeiras disponíveis sobre o futuro. Em resultado da avaliação efetuada, o Conselho de Administração concluiu que a Empresa dispõe dos recursos adequados para manter as suas atividades, não havendo intenção de as cessar no curto prazo, pelo que considerou adequado o uso do pressuposto da continuidade das operações na preparação das demonstrações financeiras anexas.
Estas demonstrações financeiras foram preparadas de acordo com as Normas Internacionais de Relato Financeiro (IFRS) emitidas pelo International Accounting Standards Board (IASB) e de acordo com as interpretações emitidas pelo International Financial Reporting Interpretations Committee (IFRIC) ou pelo anterior Standards Interpretation Committee (SIC), tal como adotadas e em vigor pela União Europeia à data de 1 de janeiro de 2025.
25
MOTA‑ENGIL Driven by Purpose, Built with History
As demonstrações financeiras anexas foram preparadas com base no custo histórico, exceto para os instrumentos financeiros derivados, os quais foram mensurados ao justo valor no final de cada período de reporte, tal como explicitado nas políticas contabilísticas abaixo.
O justo valor é a quantia pela qual um ativo pode ser trocado ou um passivo liquidado, numa transação ordenada entre participantes do mercado à data da mensuração, independentemente de esse preço poder ser diretamente observável ou estimado utilizando outras técnicas de valorização. Ao estimar o justo valor de um ativo ou passivo, a Empresa considera as características que os participantes do mercado também teriam em consideração quando valorizassem o ativo ou passivo na data da mensuração.
Adicionalmente, para efeitos de relato financeiro, a mensuração a justo valor é hierarquizada em três níveis (Nível 1, 2 e 3), os quais têm em consideração, nomeadamente, se os pressupostos utilizados são observáveis em mercado ativo e a significância dos mesmos ao nível da valorização dos ativos / passivos ou na divulgação destes.
Os níveis hierárquicos atrás referidos são como seguem:
•Nível 1 – o justo valor é determinado com base em preços de mercado ativo para ativos / passivos idênticos;
•Nível 2 – o justo valor é determinado com base em outros dados que não sejam os preços de mercado identificados no Nível 1, mas que possam ser observáveis no mercado; e
•Nível 3 – o justo valor é determinado com base em modelos de avaliação cujos principais pressupostos não são observáveis no mercado.
A preparação das demonstrações financeiras separadas anexas em conformidade com as IFRS requer o uso de estimativas, pressupostos e julgamentos críticos no processo de determinação das políticas contabilísticas a adotar pela Mota-Engil SGPS, as quais têm um impacto significativo no valor contabilístico dos ativos e passivos, assim como nos rendimentos e gastos do exercício.
Apesar daquelas estimativas serem baseadas na melhor experiência do Conselho de Administração e nas suas melhores expectativas em relação aos eventos e ações correntes e futuras, os resultados atuais e futuros podem diferir daquelas estimativas. As áreas que envolvem um maior grau de julgamento ou complexidade, ou as áreas em que os pressupostos e as estimativas são mais significativos, encontram-se descritos na Nota 2.3 viii).
26
MOTA‑ENGIL Driven by Purpose, Built with History
2.2.1Normas, interpretações, emendas e revisões que entraram em vigor no exercício
As seguintes normas, interpretações, emendas e revisões adotadas (“endorsed”) pela União Europeia foram aplicadas pela primeira vez no exercício findo em 31 de dezembro de 2025:

Norma / Interpretação

Aplicável na União Europeia nos exercícios iniciados em ou após

Conteúdo

IAS 21 (alteração), Efeitos das alterações das taxas de câmbio: Falta de permutabilidade

1/jan/25

Esta alteração adiciona os requisitos para determinar se uma moeda pode ser trocada por outra moeda (permutabilidade) e definir como determinar a taxa de câmbio à vista a ser usada, quando não for possível trocar uma moeda durante um longo período. Esta alteração exige também a divulgação de informação que permita compreender como é que a moeda que não pode ser trocada por outra moeda afeta, ou se espera que afete, o desempenho financeiro, a posição financeira e os fluxos de caixa da entidade, para além da taxa de câmbio à vista utilizada na data de relato e a forma como foi determinada. Esta alteração é de aplicação retrospetiva sem a reexpressão do comparativo, devendo a transposição da informação financeira ser registada em resultados transitados (se conversão de moeda estrangeira para moeda funcional) ou em reserva cambial (se conversão de moeda funcional para moeda de apresentação).

 

 

 

No exercício findo em 31 de dezembro de 2025, não foram gerados efeitos materiais nas demonstrações financeiras anexas decorrentes da adoção das normas / interpretações / emendas e revisões acima referidas.
27
MOTA‑ENGIL Driven by Purpose, Built with History
2.2.2 Normas, interpretações, emendas e revisões que irão entrar em vigor em exercícios futuros
As seguintes normas, interpretações, emendas e revisões, com aplicação obrigatória em exercícios económicos futuros, foram, até 31 de dezembro de 2025, adotadas (“endorsed”) pela União Europeia:

Norma / Interpretação

Aplicável na União Europeia nos exercícios iniciados em ou após

Conteúdo

IAS 7 (melhorias anuais), Demonstração dos fluxos de caixa

1/jan/26

Esta melhoria refere-se ao alinhamento de designação dos métodos de mensuração dos investimentos em subsidiárias, associadas e empreendimentos conjuntos, com a IAS 27 (alteração do método de custo para custo).

IFRS 1 (melhorias anuais), Adoção pela primeira vez das IFRS

1/jan/26

Esta melhoria clarifica relativamente à contabilidade de cobertura, que as coberturas já existentes no GAAP anterior têm de ser elegíveis e de cumprir com os critérios de qualificação da IFRS 9 para serem mantidas. Caso contrário, tem de ser registada a descontinuação da contabilidade de cobertura. Não é permitido designar retrospetivamente como contabilidade de cobertura transações ocorridas antes da data de transição.

IFRS 7 (melhorias anuais), Instrumentos financeiros: Divulgações

1/jan/26

Estas melhorias referem-se: a) ao alinhamento de conceitos entre a IFRS 7 e a IFRS 13, relativamente à designação dos “inputs não observáveis” na norma e no guia de implementação IG14; b) à clarificação de que o guia de implementação não contempla todos os requisitos de divulgação da IFRS 7, entre eles a divulgação do risco de crédito para ativos adquiridos ou originados com perda de imparidade.

IFRS 9 (alteração) e IFRS 7 (alteração), Alterações à classificação e mensuração de instrumentos financiamentos

1/jan/26

As alterações efetuadas referem-se a: i) clarificação do conceito de data de reconhecimento e desreconhecimento de alguns ativos e passivos financeiros, introduzindo uma nova exceção para passivos financeiros liquidados através de um sistema eletrónico de pagamentos; ii) clarificação e exemplificação sobre quando um ativo financeiro cumpre com o critério de os cash flows contratuais corresponderem “apenas ao pagamento de principal e juros” (“SPPI”), tais como: 1) ativos financeiros cuja componente de juro corresponde à de um empréstimo básico (cash flows contingentes ou associados a metas de ESG); 2) ativos com características "sem recurso"; e 3) ativos financeiros contratualmente associados; iii) novos requisitos de divulgação para instrumentos com termos contratuais que podem alterar os fluxos de caixa em termos de período e valor; e iv) novas divulgações exigidas para os instrumentos de capital designados ao justo valor através do outro rendimento integral. Estas alterações aplicam-se na data em que se tornam efetivas sem a reexpressão do comparativo.

IFRS 9 (alteração) e IFRS 7 (alteração), Contratos relativos a eletricidade dependente da natureza

1/jan/26

As alterações pretendem melhorar o relato dos efeitos financeiros dos contratos negociados que têm por base a produção de eletricidade a partir de fontes renováveis, sujeitos a variabilidade na quantidade gerada devido ao facto de esta estar dependente de condições naturais não controláveis. Estas alterações pretendem: i) clarificar a aplicação dos requisitos da isenção de “uso próprio” da IFRS 9; ii) permitir a aplicação da contabilidade de cobertura quando os contratos de aquisição de eletricidade de fonte renovável são designados como instrumento de cobertura; e iii) adicionar novos requisitos de divulgação à IFRS 7 para uma melhor compreensão do impacto destes contratos no desempenho financeiro e nos fluxos de caixa da entidade. A isenção de "uso próprio" é de aplicação retrospetiva sem reexpressar os períodos comparativos e a designação de cobertura apenas pode ser aplicada prospetivamente para as novas relações de cobertura designadas na data ou após a primeira aplicação.

IFRS 9 (melhorias anuais), Instrumentos financeiros

1/jan/26

Estas melhorias referem-se: a) clarificação sobre a aplicação dos princípios do desreconhecimento de um passivo de locação, quando os fluxos de caixa contratuais são extintos, com o apuramento da mais ou menos valia em resultados; b) eliminação da inconsistência com a IFRS 15 relativa ao reconhecimento inicial de uma conta a receber no âmbito da IFRS 15, que não tenha uma componente de financiamento significativa, a qual deve ser registada ao valor estimado da IFRS 15 e não ao justo valor. 

IFRS 10 (melhorias anuais), Demonstrações financeiras consolidadas

1/jan/26

Esta melhoria refere-se à simplificação da definição de “de facto agent” e à exemplificação de uma situação em que essa relação é estabelecida com um investidor.

 

 

 

28
MOTA‑ENGIL Driven by Purpose, Built with History
2.2.3Normas, interpretações, emendas e revisões ainda não adotadas pela União Europeia
As seguintes normas, interpretações, emendas e revisões, com aplicação obrigatória em exercícios económicos futuros, não foram, até 31 de dezembro de 2025, adotadas (“endorsed”) pela União Europeia:

Norma / Interpretação

Aplicável na União Europeia nos exercícios iniciados em ou após

Conteúdo

IAS 21 (alteração), Conversão para uma moeda de apresentação hiperinflacionária

1/jan/27

Esta alteração especifica os procedimentos de conversão cambial para uma entidade cuja moeda de apresentação é a de uma economia hiperinflacionária. A entidade aplica as alterações se: i) a sua moeda funcional é de uma economia não hiperinflacionária e estiver a converter os seus resultados e posição financeira para a moeda de apresentação de uma economia hiperinflacionária; ou ii) estiver a converter para a moeda de uma economia hiperinflacionária os resultados e a posição financeira de uma operação estrangeira cuja moeda funcional é de uma economia não hiperinflacionária. Nestes casos, os resultados e a posição financeira devem ser convertidos para a moeda de apresentação, através da conversão de todos os montantes (ou seja, ativos, passivos, itens de capital próprio, rendimentos e gastos) à taxa de câmbio à vista da data de relato. Também os comparativos são convertidos à mesma taxa de câmbio, exceto no que se refere à conversão das operações estrangeiras, cujos comparativos têm de ser reexpressos aplicando o índice geral de preços, conforme previsto na IAS 29.

IFRS 18 (nova norma), Apresentação e Divulgação nas Demonstrações financeiras

1/jan/27

A IFRS 18 irá substituir a atual IAS 1. Mantendo muitos dos princípios existentes na IAS 1, a IFRS 18 centra-se na definição de uma estrutura para a demonstração dos resultados, composta por categorias e subtotais obrigatórios, sendo fundamental, para o efeito, a identificação da existência de algumas das atividades empresariais materiais específicas. Serão exigidos subtotais e totais específicos, sendo a principal alteração a inclusão obrigatória dos subtotais “Resultado operacional” e “Resultado antes de financiamento e impostos” na demonstração dos resultados. Esta norma inclui também novos requisitos para a divulgação das medidas de desempenho da gestão, incluindo a reconciliação com os subtotais definidos na IFRS 18. Esta norma vem prestar orientação adicional sobre os princípios de agregação e desagregação da informação constante das demonstrações financeiras e respetivas notas, com base nas suas características partilhadas. Esta norma é de aplicação retrospetiva.

IFRS 19 (nova norma), Subsidiárias não sujeitas à prestação pública de informação financeira: Divulgações

1/jan/27

A IFRS 19 é uma norma voluntária que permite às subsidiárias elegíveis utilizar as IFRS com requisitos de divulgação reduzidos. A IFRS 19 é uma norma que apenas trata de divulgações sendo aplicada em conjunto com os requisitos das restantes IFRS para efeitos de reconhecimento, mensuração e apresentação. Uma subsidiária é considerada elegível se (i) não estiver sujeita à obrigação de prestação pública de informação financeira; e (ii) a entidade-mãe prepara demonstrações financeiras consolidadas para prestação pública, conforme as IFRS. A IFRS 19 pode ser aplicada por subsidiárias elegíveis na preparação das suas próprias demonstrações financeiras consolidadas, separadas ou individuais. É obrigatória a apresentação completa da informação comparativa exceto se alguma isenção for aplicável.

IFRS 19 (alteração), Alteração aos requisitos de divulgação

1/jan/27

Esta alteração visa reduzir os requisitos de divulgação para as alterações às normas e novas normas emitidas entre fevereiro de 2021 e maio de 2024, nomeadamente: IFRS 18: Apresentação e divulgação nas demonstrações financeiras; Alterações à IAS 7 – Acordos de financiamento de Fornecedores; IAS 12 – Reforma fiscal internacional – Regras do modelo do Pilar 2; Alterações à IAS 21 – Efeitos das alterações das taxas de câmbio: Falta de permutabilidade. É obrigatória a apresentação completa da informação comparativa exceto se alguma isenção for aplicável.

 

 

 

As normas / interpretações / emendas / revisões referidas nos pontos 2.2.2 e 2.2.3 acima não foram aplicadas pela Empresa no exercício findo em 31 de dezembro de 2025. No entanto, não se estimam impactos quantitativos materiais decorrentes da sua aplicação.
29
MOTA‑ENGIL Driven by Purpose, Built with History
2.3 Políticas contabilísticas materiais
As políticas contabilísticas materiais utilizadas na preparação das demonstrações financeiras separadas da Empresa foram as seguintes:
i)Investimentos financeiros e imparidades em empresas subsidiárias, empreendimentos conjuntos e associadas
Os investimentos financeiros em empresas subsidiárias, empreendimentos conjuntos e associadas são registados ao custo de aquisição, deduzido de perdas por imparidade acumuladas.
Em cada data de relato é efetuada uma revisão às quantias escrituradas dos investimentos financeiros da Empresa com vista a determinar se existe algum indicador de que os mesmos possam estar em imparidade. Se existir algum indicador, é estimada a sua quantia recuperável a fim de se determinar a extensão da perda por imparidade (se for o caso). A quantia recuperável do investimento financeiro consiste na maior de entre: (i) o justo valor deduzido de custos para vender; ou (ii) o valor de uso. Na determinação do valor de uso, os fluxos de caixa futuros estimados são descontados utilizando uma taxa de desconto que reflita as expectativas do mercado quanto ao valor temporal do dinheiro e quanto aos riscos específicos do ativo relativamente aos quais as estimativas de fluxos de caixa futuros não tenham sido ajustadas. Sempre que a quantia escriturada do investimento financeiro for superior à sua quantia recuperável, é reconhecida uma perda por imparidade na rubrica da demonstração de resultados de “Provisões e perdas por imparidade”. A reversão de perdas de imparidade reconhecidas em exercícios anteriores só ocorre quando existe evidência de que as perdas de imparidade reconhecidas anteriormente já não existem ou diminuíram. A reversão de perdas de imparidade é reconhecida na demonstração dos resultados na rubrica de “Provisões e perdas por imparidade”.
Para além do reconhecimento de perdas de imparidade para os investimentos financeiros em empresas subsidiárias, empreendimentos conjuntos e associadas, a Empresa reconhece igualmente perdas adicionais se tiver assumido obrigações ou tiver efetuado pagamentos em benefício daquelas entidades.
Nas concentrações de atividades empresariais que resultem de transações efetuadas com entidades sob controlo comum, o custo de aquisição do respetivo investimento financeiro corresponde ao preço estabelecido contratualmente entre as empresas intervenientes.
Os dividendos de empresas subsidiárias, empreendimentos conjuntos e associadas são reconhecidos como rendimento na rubrica da demonstração dos resultados “Rendimentos e ganhos financeiros” quando é estabelecido o direito da Empresa ao seu recebimento, o que ocorre quando é deliberada a sua distribuição.
Os ganhos e perdas gerados na alienação de empresas subsidiárias, empreendimentos conjuntos e associadas são reconhecidos na demonstração dos resultados na rubrica “Ganhos / (perdas) na alienação de empresas subsidiárias, empreendimentos conjuntos e associadas”.
ii)Ativos e passivos financeiros
Os ativos e passivos financeiros são reconhecidos na demonstração da posição financeira da Empresa quando esta se torna parte das disposições contratuais do instrumento.
Os ativos e passivos financeiros são inicialmente mensurados pelo seu justo valor. Os custos de transação diretamente atribuíveis à aquisição ou à emissão de ativos e passivos financeiros (que não sejam ativos ou passivos financeiros mensurados pelo justo valor através dos resultados) são adicionados ou deduzidos ao justo valor do ativo ou passivo financeiro, conforme o caso, no reconhecimento inicial.
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Ativos financeiros
Todas as compras e vendas de ativos financeiros são reconhecidas à data da assinatura dos respetivos contratos, independentemente da data da sua liquidação financeira.
Todos os ativos financeiros reconhecidos são mensurados subsequentemente ao custo amortizado ou, ao justo valor (através do outro rendimento integral ou dos resultados), dependendo do modelo de negócio adotado pela Empresa e das características dos seus fluxos de caixa contratuais.
Classificação de ativos financeiros
(a)Instrumentos de dívida e contas a receber
Os instrumentos de dívida de rendimento fixo e as contas receber que cumpram as seguintes condições são mensurados subsequentemente pelo custo amortizado:
(i)o ativo financeiro é detido tendo em conta um modelo de negócio cujo objetivo é mantê-lo de forma a receber os seus fluxos de caixa contratuais; e
(ii)os termos contratuais do ativo financeiro dão origem, em datas específicas, a fluxos de caixa que são apenas pagamentos de capital e juros sobre o valor do capital em dívida.
O rendimento associado aos juros é reconhecido na demonstração dos resultados na rubrica "Rendimentos e ganhos financeiros” através do método da taxa de juro efetiva para os instrumentos de dívida ao custo amortizado ou ao justo valor através dos resultados e para as contas a receber. O rendimento de juros é calculado aplicando-se a taxa de juro efetiva à quantia escriturada bruta do ativo financeiro.
Os instrumentos de dívida e as contas a receber que cumpram as seguintes condições são mensurados subsequentemente a justo valor através do outro rendimento integral:
(i)o ativo financeiro é detido tendo em conta um modelo de negócio cujo objetivo prevê quer o recebimento dos seus fluxos contratuais, quer a sua alienação; e
(ii)os termos contratuais do ativo financeiro dão origem, em datas específicas, a fluxos de caixa que são apenas pagamentos de capital e juros sobre o valor do capital em dívida.
(b)Instrumentos de capital designados ao justo valor através do outro rendimento integral
No reconhecimento inicial, a Empresa pode efetuar uma escolha irrevogável (instrumento financeiro a instrumento financeiro) de designar determinados investimentos em instrumentos de capital próprio (ações) a justo valor através do outro rendimento integral.
A designação a justo valor através do outro rendimento integral não é permitida se o investimento for mantido para efeitos de negociação ou se resultar de uma contraprestação contingente reconhecida no âmbito de uma concentração de atividades empresariais.
Os investimentos em instrumentos de capital próprio reconhecidos ao justo valor através do outro rendimento integral são mensurados inicialmente pelo seu justo valor acrescido dos custos de transação. Posteriormente, são mensurados ao seu justo valor com os ganhos e perdas decorrentes da sua variação reconhecidos no outro rendimento integral. No momento da sua alienação, o ganho ou a perda acumulada gerada com estes instrumentos financeiros não é reclassificada para a demonstração dos resultados, mas sim transferida somente para a rubrica de “Outras reservas e resultados transitados”.
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(c)Ativos financeiros ao justo valor através dos resultados
Os ativos financeiros que não cumpram os critérios para serem mensurados pelo custo amortizado ou ao justo valor através do outro rendimento integral são mensurados ao justo valor através dos resultados.
Os ativos financeiros registados ao justo valor através dos resultados são mensurados pelo justo valor, apurado no final de cada período de relato, sendo os respetivos ganhos ou perdas reconhecidos na demonstração dos resultados, exceto se fizerem parte de uma relação de cobertura.
Imparidade de ativos financeiros
A Empresa reconhece perdas de imparidade esperadas para instrumentos de dívida mensurados pelo custo amortizado ou ao justo valor através do outro rendimento integral, bem como para contas a receber de clientes e para os ativos associados a contratos com clientes.
A quantia de perdas esperadas de imparidade para crédito concedido é atualizada a cada data de relato de forma a refletir as alterações no risco de crédito ocorridas desde o reconhecimento inicial dos respetivos ativos financeiros.
A Empresa reconhece perdas de imparidade esperadas para crédito concedido para toda a vida das contas a receber de clientes.
No que respeita aos saldos a receber de entidades relacionadas, que não sejam considerados parte do investimento financeiro nessas entidades, a imparidade de crédito é avaliada atendendo aos seguintes critérios: i) se o saldo a receber é imediatamente exigível (“on demand”); ii) se o saldo a receber tem baixo risco; ou iii) se tem um prazo inferior a 12 meses.
Nos casos em que o saldo a receber é imediatamente exigível e a entidade relacionada tem capacidade de o pagar, a probabilidade de incumprimento foi considerada como próxima de 0% e por isso não foi considerada qualquer imparidade. Nos casos em que o saldo a receber não seja imediatamente exigível é avaliado qual o risco de crédito da entidade relacionada e se este for “baixo” ou se o prazo for inferior a 12 meses, então a Empresa apenas avalia a probabilidade de ocorrer um incumprimento para os fluxos de caixa que se vençam nos próximos 12 meses.
Desreconhecimento de ativos financeiros
A Empresa desreconhece um ativo financeiro apenas quando os direitos contratuais aos fluxos de caixa do ativo expiram, ou quando transfere o ativo financeiro e substancialmente todos os riscos e benefícios associados à sua propriedade para outra entidade.
No desreconhecimento de um ativo financeiro mensurado ao custo amortizado, a diferença entre a sua quantia escriturada e a soma da retribuição recebida e a receber é reconhecida na demonstração dos resultados.
Por último, no desreconhecimento de um ativo financeiro representativo de um instrumento de capital próprio designado no reconhecimento inicial irrevogavelmente como registado a justo valor através do outro rendimento integral, o ganho ou a perda acumulado na reserva de reavaliação não é reclassificado para a demonstração dos resultados, mas sim transferido para a rubrica de “Outras reservas e resultados transitados”.
Passivos financeiros e instrumentos de capital próprio
Classificação como passivo financeiro ou como instrumento de capital próprio
Os passivos financeiros e os instrumentos de capital próprio são classificados como passivo ou como capital próprio de acordo com a substância contratual da transação.
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Capital próprio
Qualifica como capital próprio qualquer contrato que atribua a terceiros um interesse residual nos ativos líquidos da Empresa, sem qualquer obrigação de reembolso ou pagamento por conta da Empresa.
Os instrumentos de capital próprio emitidos pela Empresa são reconhecidos pelo montante recebido, líquido dos custos diretamente atribuíveis à sua emissão.
A recompra de instrumentos de capital próprio emitidos pela Empresa (ações próprias) é registada pelo seu custo de aquisição como uma dedução ao capital próprio. Os ganhos ou perdas inerentes à alienação de ações próprias são registados na rubrica “Outras reservas e resultados transitados”.
Passivos financeiros
Após o reconhecimento inicial, todos os passivos financeiros são mensurados subsequentemente pelo custo amortizado ou ao justo valor através dos resultados.
Os passivos financeiros registados ao justo valor através dos resultados são mensurados pelo justo valor com os respetivos ganhos ou perdas decorrentes das suas variações reconhecidos na demonstração dos resultados, exceto se estiverem afetos a operações de cobertura.
Passivos financeiros mensurados subsequentemente ao custo amortizado
Os passivos financeiros que não se qualificam para registo ao justo valor através dos resultados são mensurados subsequentemente pelo custo amortizado utilizando-se o método da taxa de juro efetiva.
O método da taxa de juro efetiva é um método de calcular o custo amortizado de um passivo financeiro e de alocar o respetivo juro durante o período da sua vigência.
A taxa de juro efetiva é a taxa que desconta exatamente os fluxos de caixa futuros estimados (incluindo fees e comissões pagas ou recebidas que fazem parte integrante da taxa de juro efetiva, custos de transação e outros prémios ou descontos) durante a vida esperada do passivo financeiro na sua quantia escriturada na data do seu reconhecimento inicial.
O custo associado aos juros dos passivos financeiros registados ao custo amortizado é reconhecido na demonstração de resultados na rubrica “Gastos e perdas financeiras”.
Os empréstimos sob a forma de emissões de papel comercial são classificados como passivos não correntes quando têm garantia de colocação por um prazo superior a um ano e o Conselho de Administração da Empresa possa utilizar essa fonte de financiamento por um período superior a um ano.
Desreconhecimento de passivos financeiros
A Empresa desreconhece passivos financeiros quando, e somente quando, as obrigações da Empresa são liquidadas, canceladas ou expiraram.
A diferença entre a quantia escriturada do passivo financeiro desreconhecido e a contraprestação paga ou a pagar é reconhecida na demonstração dos resultados.
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iii)Caixa e equivalentes de caixa
Os montantes incluídos na rubrica “Caixa e equivalentes de caixa” correspondem aos valores de caixa, depósitos bancários à ordem e a prazo e outras aplicações de tesouraria vencíveis a menos de três meses da data de emissão que possam ser imediatamente mobilizáveis com um risco de alteração de valor não significativo.
iv)Rédito
O rédito da Empresa é mensurado de acordo com a consideração especificada nos contratos estabelecidos com os seus clientes, exclui qualquer montante recebido por conta de terceiros e é reconhecido quando a Empresa transfere o controlo de um determinado bem ou presta determinado serviço aos seus clientes.
A principal fonte de rédito da Empresa consiste nos serviços de gestão prestados às suas empresas participadas. Desta forma, dado que os clientes recebem e consomem em simultâneo os benefícios económicos decorrentes do desempenho da Empresa à medida que esta desenvolve a sua atividade (serviços de gestão), a obrigação de desempenho nestes casos é satisfeita ao longo do tempo, sendo o rédito reconhecido no momento em que a Empresa presta o serviço.
v)Saldos e transações em moeda estrangeira
As transações em moeda estrangeira (moeda diferente da moeda funcional da Empresa) são registadas à taxa de câmbio em vigor na data em que ocorrem. No entanto, em cada data de relato, as quantias escrituradas dos itens monetários expressos em moeda estrangeira são atualizadas às taxas de câmbio dessa data.
As diferenças de câmbio apuradas na data de recebimento ou pagamento de transações realizadas em moeda estrangeira, bem como as resultantes das atualizações atrás referidas, são registadas na demonstração dos resultados do exercício em que são geradas.
As diferenças de câmbio relacionadas com transações operacionais são registadas numa subrubrica de “Outros rendimentos / (gastos) operacionais”.
As diferenças de câmbio relacionadas com transações de investimento / financiamento (financeiras) são registadas em subrubricas de “Rendimentos e ganhos financeiros” e “Gastos e perdas financeiras”.
vi)Imposto sobre o rendimento
O imposto sobre o rendimento do exercício registado na demonstração dos resultados corresponde à soma dos impostos correntes com os impostos diferidos. Os impostos correntes e os impostos diferidos são registados em resultados, salvo quando aqueles se relacionam com itens registados diretamente no outro rendimento integral, caso em que são registados no outro rendimento integral.
A Empresa é abrangida, desde janeiro de 2010, pelo Regime Especial de Tributação dos Grupos de Sociedades (RETGS), pelo que o imposto corrente é calculado com base nos resultados tributáveis das empresas incluídas na consolidação e no referido regime especial, de acordo com as regras do mesmo.
O RETGS engloba todas as empresas participadas direta ou indiretamente em pelo menos 75% do capital social residentes em Portugal e tributadas em sede de Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas (IRC). A estimativa de imposto sobre o rendimento de cada participada é registada nas suas demonstrações financeiras, com base nos seus resultados fiscais, representando uma conta a pagar ou a receber da Empresa. Nas situações em que existam diferenças temporárias dedutíveis na empresa participada e existam expectativas razoáveis quanto à sua recuperabilidade futura, a empresa participada regista o correspondente imposto diferido. Por último, no caso da existência de diferenças temporárias dedutíveis geradas no RETGS em que existam igualmente expectativas razoáveis quanto à sua recuperabilidade futura, o imposto diferido é registado pela Empresa.
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O lucro tributável difere do lucro contabilístico uma vez que exclui diversos gastos e rendimentos que apenas serão dedutíveis ou tributáveis em exercícios futuros, bem como gastos e rendimentos que nunca serão dedutíveis ou tributáveis.
Os impostos diferidos referem-se às diferenças temporárias existentes entre os montantes dos ativos e passivos para efeitos de relato contabilístico e os respetivos montantes para efeitos de tributação. Os ativos e os passivos por impostos diferidos são mensurados utilizando as taxas de tributação que se espera estarem em vigor à data da reversão das correspondentes diferenças temporárias, com base nas taxas de tributação (e legislação fiscal) que estejam formalmente emitidas na data de relato.
Os passivos por impostos diferidos são reconhecidos para todas as diferenças temporárias tributáveis, exceto as relacionadas com: i) o reconhecimento inicial do goodwill; ou ii) o reconhecimento inicial de ativos e passivos, que não resultem de uma concentração de atividades empresariais, que à data da transação não afetem o resultado contabilístico ou fiscal e não deem origem a diferenças tributáveis e dedutíveis equivalentes. Os ativos por impostos diferidos são reconhecidos para as diferenças temporárias dedutíveis para as quais existem expectativas razoáveis de geração de lucros fiscais futuros suficientes para as utilizar ou diferenças temporárias tributáveis que se revertam no mesmo período de reversão das diferenças temporárias dedutíveis. Em cada data de relato é efetuada uma revisão dos ativos por impostos diferidos, sendo os mesmos ajustados em função das expectativas quanto à sua recuperação futura.
O montante de imposto reconhecido nas demonstrações financeiras corresponde ao entendimento da Empresa sobre o tratamento fiscal aplicável às transações em concreto, sendo reconhecidos passivos relativos a imposto sobre o rendimento ou outro tipo de impostos com base na interpretação que é efetuada e que se entende ser a mais apropriada.
Nas situações em que tais interpretações venham a ser questionadas pelas Autoridades Fiscais, no âmbito das suas competências, pelo facto da sua interpretação ser distinta da considerada pela Empresa, tais situações são objeto de reanálise. Caso tal reanálise reconfirme o posicionamento da Empresa, concluindo-se que a probabilidade de perda de determinado processo fiscal é inferior a 50%, a Empresa enquadra a situação como um passivo contingente, não reconhecendo qualquer montante de imposto, atendendo a que a decisão mais provável é que não haja lugar ao pagamento do mesmo. Nas situações em que a probabilidade de perda é superior a 50%, é reconhecido um passivo, ou, caso tenha sido efetuado o pagamento, é reconhecido o gasto associado.
vii)Provisões
As provisões são reconhecidas quando, e somente quando, a Empresa tem uma obrigação presente (legal ou implícita) resultante de um evento passado, seja provável que para a resolução dessa obrigação ocorra uma saída de recursos e o montante da obrigação possa ser razoavelmente estimado. As provisões são revistas na data de cada demonstração da posição financeira e ajustadas de modo a refletir a melhor estimativa a essa data (valor atual esperado do exfluxo a incorrer), tendo em consideração os riscos e incertezas inerentes a tal estimativa.
viii)Julgamentos e estimativas
Na preparação das demonstrações financeiras anexas foram formulados juízos de valor e estimativas e utilizados diversos pressupostos que afetaram as quantias escrituradas dos ativos e passivos, assim como as quantias relatadas de rendimentos e gastos do exercício.
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As estimativas e os pressupostos subjacentes foram determinados por referência à data de relato com base no melhor conhecimento existente à data de emissão das demonstrações financeiras dos eventos e transações em curso, assim como na experiência de eventos passados e / ou correntes. Contudo, poderão ocorrer situações em exercícios subsequentes que, não sendo previsíveis à data de emissão destas demonstrações financeiras, não foram consideradas nessas estimativas. As alterações às estimativas que ocorram posteriormente à data das demonstrações financeiras serão corrigidas de forma prospetiva. Por este motivo e dado o grau de incerteza associado, os resultados reais das transações em questão poderão diferir das correspondentes estimativas.
As estimativas contabilísticas mais relevantes utilizadas na preparação das demonstrações financeiras no exercício findo em 31 de dezembro de 2025 incluíram:
•Análises de imparidade aos investimentos financeiros em empresas subsidiárias, empreendimentos conjuntos e associadas;
•Mensuração e recuperabilidade dos ativos por impostos diferidos;
•Imparidade de ativos financeiros, incluindo contas a receber de empresas do grupo; e
•Avaliação das contingências fiscais.
a)Análises de imparidade aos investimentos financeiros em empresas subsidiárias, empreendimentos conjuntos e associadas
As análises de imparidade requerem a determinação do justo valor dos ativos em questão. Este processo requer um elevado número de julgamentos, nomeadamente, a estimação de fluxos de caixa futuros associados aos ativos e a determinação de uma taxa de desconto apropriada para o apuramento do valor presente dos referidos fluxos de caixa. Adicionalmente, em determinadas circunstâncias, a Empresa utiliza o valor contabilístico das suas empresas participadas como “proxy” do seu justo valor. Neste particular, a Empresa estabeleceu o requisito de ser utilizada a máxima quantidade possível de dados de mercado observáveis, bem como estabeleceu ainda mecanismos de monitorização dos cálculos assentes no desafio crítico da razoabilidade dos pressupostos utilizados, da sua coerência e consistência (em situações similares).
Por outro lado, em virtude da Empresa e do Grupo onde se insere se encontrarem a desenvolver atualmente um processo conducente ao levantamento e quantificação dos riscos climáticos e de transição que impactam a sua atividade, estruturado de acordo com os guidelines do Task Force on Climate related Financial Disclosures (TCFD), não existem de momento dados suficientes e fidedignos sobre os seus impactos futuros, pelo que os mesmos não foram considerados nas análises de imparidade acima referidas.
Por último, quando aplicável, a Empresa utiliza o valor de cotação divulgado em bolsa de valores para os investimentos financeiros que detém e que são transacionados em mercado regulamentado.
A informação sobre os principais pressupostos utilizados nas análises de imparidade acima referidas encontra-se divulgada na Nota 14.
b)Mensuração e recuperabilidade dos ativos por impostos diferidos
O reconhecimento de ativos por impostos diferidos pressupõe a existência de resultados e de matéria coletável positivos no futuro. Adicionalmente, os ativos por impostos diferidos são determinados com base na interpretação da legislação fiscal em vigor. Deste modo, alterações na legislação fiscal ou na sua interpretação por parte das Autoridades competentes podem ter impacto no montante registado de impostos diferidos. Por último, a recuperação dos ativos por impostos diferidos depende ainda do desempenho da Empresa, circunstância que a mesma não controla por inteiro. De modo a atenuar o grau de incerteza associado a estas estimativas, em particular no que respeita à interpretação da legislação fiscal aplicável, a Empresa recorre aos serviços de consultores fiscais externos especializados.
A informação sobre os principais pressupostos utilizados na análise de recuperabilidade dos ativos por impostos diferidos encontra-se divulgada na Nota 11.
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c) Imparidade de ativos financeiros, incluindo contas a receber de empresas do grupo
A determinação da imparidade sobre ativos financeiros envolve estimativas significativas. Ao apurar essas estimativas, o Conselho de Administração avalia, de entre outros fatores, a maturidade e as circunstâncias específicas de cada ativo de acordo com as quais o valor recuperável do mesmo poderá ser inferior ao seu valor contabilístico. Relativamente aos saldos mantidos com empresas do Grupo, é efetuada uma análise de risco subjetiva sobre a capacidade das mesmas liquidarem a sua dívida no curto prazo, ou, se tal situação não se comprovar, sobre a probabilidade de ocorrência de um incumprimento nos próximos doze meses, assumindo-se estes elementos de avaliação como julgamentos críticos para efeitos de análise das perdas de crédito esperadas (Notas 14 e 15).
d)Avaliação das contingências fiscais
A avaliação do desfecho das contingências fiscais em que a Empresa se encontra envolvida é efetuada pelo Conselho de Administração, com o apoio de assessores legais / fiscais (internos e externos) com base na factualidade existente, na sua experiência e conhecimento, bem como na legislação fiscal em vigor (Nota 26). Deste modo, existe um grau de incerteza associado a tais avaliações que poderá impactar no futuro as demonstrações financeiras anexas.
Na data de emissão das presentes demonstrações financeiras não são antecipadas alterações relevantes às estimativas efetuadas e, consequentemente, não são esperadas variações materiais nos ativos e passivos registados com base nessas estimativas.
ix)Demonstração dos fluxos de caixa
A demonstração dos fluxos de caixa é preparada de acordo com a IAS 7 através do método direto. A Empresa classifica na rubrica “Caixa e equivalentes de caixa” os investimentos com vencimento a menos de três meses e para os quais o risco de alteração de valor é insignificante, mas exclui os valores cativos de depósitos bancários afetos ao serviço da dívida, bem como os depósitos dados em garantia ao abrigo de cláusulas contratuais. Por outro lado, os descobertos bancários não são incluídos na rubrica “Caixa e equivalentes de caixa” por não fazerem parte da gestão de tesouraria da Empresa.
As atividades operacionais englobam os recebimentos de clientes, os pagamentos a fornecedores, os pagamentos ao pessoal e outros relacionados com a atividade operacional, incluindo as locações de curto prazo e de baixo valor.
Os fluxos de caixa abrangidos nas atividades de investimento incluem, nomeadamente, aquisições e alienações de investimentos financeiros, pagamentos e recebimentos decorrentes da concessão / reembolso de empréstimos concedidos a empresas participadas e recebimento de juros e dividendos.
Os fluxos de caixa abrangidos nas atividades de financiamento incluem, designadamente, os pagamentos e recebimentos referentes a empréstimos obtidos e o pagamento de juros e dividendos.
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3.Vendas e prestações de serviços
As vendas e prestações de serviços, nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2025 e 2024, podem ser analisadas como se segue:

 

2025

2024

Prestações de serviços (Nota 27):

 

 

Mota-Engil Nigéria, Ltd. (Nigéria)

4 279

4 425

Mota-Engil Angola, S.A. (Angola)

3 547

3 761

Mota-Engil, Engenharia e Construção África, S.A. (Portugal) e suas sucursais

3 186

4 061

Mota-Engil, Engenharia e Construção, S.A. (Portugal)

2 635

3 186

Mota-Engil Côte d 'Ivoire Mining (Costa do Marfim)

2 567

1 182

Mota-Engil Peru, S.A. (Peru)

1 479

1 735

Mota-Engil Ambiente e Serviços, S.A. (Portugal)

1 250

1 250

Mota-Engil Guiné Simandou (Guiné)

985

469

Mota-Engil Engenharia e Construção África Pty (África do Sul)

980

533

Mota-Engil Senegal (Senegal)

827

-

MEIM Morila SARL (Mali)

650

-

Mota-Engil Guinee Mandiana (Guiné)

601

577

Mota-Engil Uganda (Uganda)

607

418

Outros

1 927

1 138

 

25 521

22 734

 

 

 

Nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2025 e 2024, a rubrica de “Vendas e prestações de serviços” compreendia, essencialmente, os serviços de gestão prestados a empresas do Grupo.
4.Fornecimentos e serviços externos
Os fornecimentos e serviços externos, nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2025 e 2024, podem ser analisados como se segue:

 

2025

2024

Trabalhos especializados

9 219

9 710

Deslocações e estadas

1 926

1 854

Rendas e alugueres de baixo valor ou de prazo inferior a 1 ano

818

888

Outros serviços

2 118

2 442

 

14 081

14 895

 

 

 

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5.Gastos com pessoal
Os gastos com pessoal, nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2025 e 2024, podem ser analisados como se segue:

 

2025

2024

Remunerações do pessoal

4 795

5 988

Remunerações dos órgãos sociais

3 566

3 077

Encargos sobre remunerações

948

1 004

Outros

3 987

2 302

 

13 296

12 371

 

 

 

No exercício findo em 31 de dezembro de 2025, a diminuição ocorrida na rubrica de “Remunerações do pessoal” deveu-se, maioritariamente, à atribuição em 2024 de um montante extraordinário de prémios.
Nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2025 e 2024, a rubrica de “Outros” incluía, essencialmente, os gastos suportados com subsídios de refeição e doença, com seguros de acidentes de trabalho, com pensões e com indemnizações.
No exercício findo em 31 de dezembro de 2025, o aumento ocorrido na rubrica de “Outros” deveu-se, essencialmente, a gastos com indemnizações.
O número de pessoal ao serviço da Empresa em 31 de dezembro de 2025 e 2024, pode ser analisado como se segue:

 

2025

2024

Administradores

15

19

Empregados

75

73

 

90

92

 

 

 

6.Outros rendimentos / (gastos) operacionais
Os outros rendimentos operacionais, nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2025 e 2024, podem ser analisados como se segue:

 

2025

2024

Anulação de estimativas de custos operacionais a incorrer realizadas em exercícios anteriores

8 651

1

Diferenças de câmbio favoráveis operacionais

52

2 965

Outros

3 795

3 094

 

12 499

6 059

 

 

 

Nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2025 e 2024, a rubrica de “Outros rendimentos operacionais – Outros” incluía cerca de 1.860 milhares de euros e 1.750 milhares de euros, respetivamente, de redébitos de custos efetuados a empresas participadas associados a seguros e pensões.
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Os outros gastos operacionais, nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2025 e 2024, podem ser analisados como se segue:

 

2025

2024

Impostos

723

604

Donativos

336

344

Diferenças de câmbio desfavoráveis operacionais

170

115

Outros

264

225

 

1 492

1 288

Outros rendimentos / (gastos) operacionais

11 006

4 771

 

 

 

Nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2025 e 2024, a rubrica de “Donativos” incluía 231 milhares de euros e 198 milhares de euros, respetivamente, de donativos atribuídos à Fundação Manuel António da Mota (Nota 27).
7.Amortizações e depreciações
As amortizações e depreciações, nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2025 e 2024, podem ser analisadas como se segue:

 

2025

2024

Ativos fixos (Nota 12)

42

35

Ativos sob direito de uso (Nota 13)

343

255

 

385

290

 

 

 

8.Provisões e perdas por imparidade
As provisões e perdas por imparidade, nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2025 e 2024, podem ser analisadas como se segue:

 

 

2025

 

 

Aumentos

Reversões

Líquido

Provisões (Nota 23)

 

(8 300)

-

(8 300)

Ajustamentos e perdas por imparidade:

 

 

 

 

Em investimentos financeiros (Nota 14)

 

-

19 550

19 550

Em clientes e outros devedores

 

(8)

-

(8)

Total de provisões e perdas por imparidade

 

(8 308)

19 550

11 242

 

 

2024

 

 

Aumentos

Reversões

Líquido

Ajustamentos e perdas por imparidade:

 

 

 

 

Em investimentos financeiros (Nota 14)

 

(540)

-

(540)

Total de provisões e perdas por imparidade

 

(540)

-

(540)

O aumento ocorrido no exercício findo em 31 de dezembro de 2025 na rubrica de “Provisões” destinou-se, essencialmente, a fazer face a uma contingência identificada de natureza legal.
A reversão ocorrida no exercício findo em 31 de dezembro de 2025 na rubrica de “Ajustamentos e perdas por imparidade – Em investimentos financeiros” deveu-se à valorização ocorrida no investimento financeiro detido na Mota-Engil Next, S.A. (Nota 14).
40
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9.Rendimentos e ganhos financeiros e Gastos e perdas financeiras
Os rendimentos e ganhos financeiros, nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2025 e 2024, podem ser analisados como se segue:

 

2025

2024

Ativos financeiros registados ao custo amortizado

 

 

Juros obtidos em empréstimos concedidos a empresas participadas (Nota 27)

7 183

9 031

Juros obtidos em depósitos a prazo

1 134

1 508

Diferenças de câmbio favoráveis

46

71

 

8 363

10 610

 

 

 

Outros

 

 

Rendimentos de participações de capital

5 600

-

Juros obtidos em instrumentos financeiros derivados

75

1 705

Outros

-

69

 

5 676

1 774

 

14 039

12 383

No exercício findo em 31 de dezembro de 2025, a rubrica de “Rendimentos e ganhos financeiros – Rendimentos de participações de capital” incluía, essencialmente, os dividendos recebidos das participadas Mota-Engil Mediação de Seguros e Martifer SGPS.
Os gastos e perdas financeiras, nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2025 e 2024, podem ser analisados como se segue:

 

2025

2024

Passivos financeiros registados ao custo amortizado

 

 

Juros suportados com empréstimos obtidos

43 015

42 487

Juros suportados com suprimentos (Nota 27)

10 290

14 945

Outros gastos de financiamento

5 760

6 848

Diferenças de câmbio desfavoráveis

64

64

Juros suportados com passivos de locação

23

21

 

59 153

64 364

 

 

 

Nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2025 e 2024, a rubrica de “Juros suportados com empréstimos obtidos” apresentava a seguinte composição:

 

2025

2024

Empréstimos por obrigações não convertíveis:

 

 

Empréstimos obrigacionistas

20 256

16 764

Dívidas a instituições de crédito:

 

 

Empréstimos bancários

22 759

25 723

 

43 015

42 487

 

 

 

Nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2025 e 2024, a rubrica de “Outros gastos de financiamento” incluía, essencialmente, gastos com garantias e com a montagem de empréstimos, bem como diversas comissões e custos debitados por instituições financeiras, parte dos quais se encontram a ser reconhecidos pelo método da taxa de juro efetiva.
41
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10.Ganhos / (perdas) na alienação de empresas subsidiárias, empreendimentos conjuntos e associadas
No exercício findo em 31 de dezembro de 2024, o montante registado nesta rubrica respeitou, unicamente, à mais-valia gerada com a alienação da Concessionaria Tuxpan Tampico (ver Nota 14), a qual pode ser demonstrada como se segue:

 

 

Concessionária Tuxpan Tampico

Valor do investimento financeiro alienado

 

1

Empréstimos concedidos alienados

 

3 909

Valor contabilístico dos ativos alienados

(I)

3 910

Preço de venda

(II)

13 817

Mais valia total gerada na demonstração dos resultados

(III) = (II) - (I)

9.907

11.Imposto sobre o rendimento
De acordo com a legislação em vigor, as declarações fiscais estão sujeitas a revisão e correção por parte das Autoridades Fiscais durante um período de quatro anos (cinco anos para a Segurança Social), exceto quando tenham ocorrido prejuízos fiscais, tenham sido concedidos benefícios fiscais, ou estejam em curso inspeções, reclamações ou impugnações, casos estes em que, dependendo das circunstâncias, os prazos são alargados ou suspensos. Deste modo, as declarações fiscais da Empresa dos anos de 2022 a 2025 poderão vir ainda a ser sujeitas a revisão.
No entanto, o Conselho de Administração da Empresa entende que as eventuais correções resultantes de revisões / inspeções por parte das Autoridades Fiscais àquelas declarações não terão um efeito significativo nas demonstrações financeiras de 31 de dezembro de 2025.
A Empresa é abrangida, desde janeiro de 2010, pelo Regime Especial de Tributação dos Grupos de Sociedades (RETGS), pelo que o imposto corrente é calculado com base nos resultados tributáveis das empresas incluídas na consolidação e no referido regime especial, de acordo com as regras do mesmo. O RETGS engloba todas as empresas participadas detidas, direta ou indiretamente, em pelo menos 75% do capital social, residentes em Portugal e tributadas em sede de Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas (IRC). Contudo, a estimativa de imposto sobre o rendimento de cada participada é registada nas suas demonstrações financeiras, com base nos seus resultados fiscais, representando uma conta a pagar ou a receber da Empresa.
A partir de 1 de janeiro de 2007, os municípios passaram a poder cobrar uma derrama anual até ao limite máximo de 1,5% sobre o lucro tributável sujeito e não isento de IRC. Esta disposição implicou que a Empresa fosse tributada em sede de IRC à taxa de 20% (21% no exercício de 2024), acrescida de uma derrama municipal à taxa máxima de 1,5% sobre o lucro tributável, atingindo assim uma taxa agregada de imposto máxima de cerca de 21,5% (22,5% no exercício de 2024).
Adicionalmente, os lucros tributáveis que excedam os 1.500.000 euros são sujeitos a derrama estadual, apurada nos termos do artigo 87.º-A do Código do IRC, às seguintes taxas:
•3% para lucros tributáveis entre 1.500.000 euros e 7.500.000 euros;
•5% para lucros tributáveis entre 7.500.000 euros e 35.000.000 euros; e
•9% para lucros tributáveis superiores a 35.000.000 euros.
42
MOTA‑ENGIL Driven by Purpose, Built with History
Por outro lado, nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2025 e 2024, a dedução dos gastos de financiamento líquidos na determinação do lucro tributável encontrava-se condicionada ao maior dos seguintes limites:
•1.000.000 euros;
•30% do resultado antes de depreciações, gastos de financiamento líquidos e impostos.
De igual modo, nos termos do artigo 88.º do Código do IRC, a Empresa encontra-se sujeita adicionalmente a tributação autónoma sobre um conjunto de encargos às taxas previstas no artigo atrás mencionado.
Por último, de acordo com a legislação fiscal em vigor, e desde que cumpridos determinados critérios do regime de participation exemption, os dividendos recebidos de sociedades participadas e as mais / menos valias geradas com a sua alienação encontram-se isentos de tributação.
O gasto com imposto sobre o rendimento nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2025 e 2024 pode ser analisado como se segue:

 

2025

2024

Impostos correntes:

 

 

Imposto corrente do exercício

119

102

Apropriação de prejuízos fiscais das subsidiárias incluídas no RETGS

(13 676)

(16 565)

Correções relativas a exercícios anteriores

(2 605)

(1 908)

Outros

194

564

 

(15 968)

(17 807)

Impostos diferidos:

 

 

Créditos fiscais reportáveis

5 783

18 666

Atualização da taxa de imposto

1 463

625

Outros

319

(360)

 

7 564

18 931

 

(8 404)

1 124

43
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A reconciliação entre o resultado antes de imposto e o gasto com imposto sobre o rendimento nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2025 e 2024, pode ser analisada como se segue:

 

2025

2024

Resultado antes de imposto

(25 122)

(42 687)

 

 

 

Diferenças permanentes:

 

 

Mais e menos valias contabilísticas e imparidades

-

(4 527)

Encargos financeiros não dedutíveis

48 644

49 547

Outros (*)

(18 957)

435

 

4 565

2 768

 

 

 

Taxa de imposto

20%

21%

(Ganho) / Gasto com imposto sobre o rendimento

913

581

Tributação autónoma e derrama

88

102

Ganho de imposto apropriado no âmbito do RETGS

(15 892)

2 413

Atualização da taxa de imposto

1 463

625

Correções relativas a exercícios anteriores

(2 605)

(1 908)

Créditos de dupla tributação internacional

7 117

-

Outros

513

(689)

Imposto do exercício

(8 404)

1 124

Taxa de imposto efetiva

33,45%

(2,63)%

 

 

 

(*) Inclui 19.550 milhares de euros de reversão de perdas por imparidade não tributadas.
Impostos diferidos
O detalhe dos ativos e passivos por impostos diferidos em 31 de dezembro de 2025 e 2024, de acordo com as diferenças temporárias que os geraram, é como se segue:

 

Ativos por impostos diferidos

Passivos por impostos diferidos

 

2025

2024

2025

2024

Créditos fiscais reportáveis

2 069

9 185

-

-

Diferenças temporárias na liquidação de subsidiárias

7 519

8 846

-

-

Outros

2 181

2 636

12

15

 

11 769

20 667

12

15

Nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2025 e 2024, o movimento ocorrido nos ativos e passivos por impostos diferidos foi como se segue:

 

2025

2024

 

Ativos por impostos diferidos

Passivos por impostos diferidos

Ativos por impostos diferidos

Passivos por impostos diferidos

Saldo inicial

20 667

15

35 981

338

Créditos fiscais reportáveis gerados / (utilizados) no RETGS

(7 117)

-

(15 049)

-

Diferenças temporárias na liquidação de subsidiárias

(1 327)

-

-

-

Outros

(455)

(3)

(265)

(323)

Saldo final

11 769

12

20 667

15

 

 

 

 

 

44
MOTA‑ENGIL Driven by Purpose, Built with History
Em 31 de dezembro de 2025 e 2024, foram sujeitos a avaliação os ativos por impostos diferidos reconhecidos resultantes de prejuízos e créditos fiscais reportáveis ou de outras diferenças temporárias dedutíveis. Consequentemente, os mesmos só foram registados na medida em que fosse provável, de acordo com a informação a seguir referida, que ocorressem lucros tributáveis no futuro e que os mesmos pudessem ser utilizados para recuperar perdas, créditos fiscais ou para compensar as diferenças temporárias tributáveis existentes.
Para efeitos de aferição da recuperação dos ativos por impostos diferidos gerados no consolidado fiscal da Mota-Engil SGPS, foram utilizados os planos de negócio das empresas que o compõem, nomeadamente o da Mota-Engil Engenharia e Construção e o da Mota-Engil Engenharia e Construção África.
Em 31 de dezembro de 2025, caso os lucros tributáveis considerados nos planos de negócio das empresas que compõem o consolidado fiscal da Mota-Engil SGPS fossem superiores ou inferiores a 5%, os ativos por impostos diferidos reconhecidos viriam aumentados e diminuídos em 0 milhares de euros (0 milhares de euros em 31 de dezembro de 2024) e 0 milhares de euros (0 milhares de euros em 31 de dezembro de 2024), respetivamente.
Em 31 de dezembro de 2025 e 2024, de acordo com as estimativas de imposto e as declarações fiscais submetidas pela Empresa, os créditos fiscais que deram origem ao reconhecimento de ativos por impostos diferidos eram reportáveis como se segue:

2025

Créditos fiscais

Ativos por impostos diferidos

Ano do registo:

 

 

2023

2 069

2 069

 

2 069

2 069

 

 

 

2024

Créditos fiscais

Ativos por impostos diferidos

Ano do registo:

 

 

2022

3 167

3 167

2023

6 019

6 019

 

9 185

9 185

2025

Créditos fiscais

Ativos por impostos diferidos

Data de caducidade:

 

 

2028

2 069

2 069

 

2 069

2 069

 

 

 

2024

Créditos fiscais

Ativos por impostos diferidos

Data de caducidade:

 

 

2027

3 167

3 167

2028

6 019

6 019

 

9 185

9 185

 

 

 

Em 31 de dezembro de 2025, a porção de ativos por impostos diferidos que se espera virem a ser realizados num prazo superior a 12 meses ascendia a cerca de 8.900 milhares de euros (15.105 milhares de euros em 31 de dezembro de 2024).
45
MOTA‑ENGIL Driven by Purpose, Built with History
Em 31 de dezembro de 2025 e 2024, existiam cerca de 2.000 milhares de euros e 0 milhares de euros, respetivamente, de créditos fiscais reportáveis para os quais não foram registados ativos por impostos diferidos.
Adicionalmente, a Lei n.º 24-D/2022, de 30 de dezembro, passou a prever que a dedução dos prejuízos fiscais ao lucro tributável deixe de estar limitada temporalmente, encontrando-se a dedução dos mesmos limitada a 65% do lucro tributável, com exceção da dedução dos prejuízos fiscais gerados nos exercícios de 2020 e 2021 cuja dedução está limitada a 75% do lucro tributável.
No seguimento da publicação da Lei n.º 64/2025, de 7 de novembro, foi aprovada uma alteração à taxa nominal do IRC que passará a ser de 17%. No entanto, nos termos do regime transitório previsto naquele diploma, a taxa aplicável aos períodos de tributação com início em 2026 e 2027 será de 19% e 18%, respetivamente.
Deste modo, para efeitos de apuramento de ativos / passivos por impostos diferidos, foram utilizadas, maioritariamente, as taxas de 17% para prejuízos e créditos fiscais reportáveis e 18,5% para as outras diferenças temporárias na medida em que são as taxas que se estima que estejam em vigor na data de reversão da grande maioria das respetivas diferenças temporárias.
Adicionalmente, tal como referido na Nota 26, é convicção do Conselho de Administração da Empresa, corroborada pelos seus advogados e consultores fiscais, que não existem passivos materiais associados a contingências fiscais, aferidos de acordo com a IFRIC 23 – Incertezas sobre o tratamento do imposto sobre o rendimento, que devessem originar o registo de provisões ou a necessidade de divulgações adicionais sobre os mesmos nas demonstrações financeiras anexas.
Por último, em novembro de 2024, foi publicada a Lei n.º 41/2024, a qual efetuou a transposição para a ordem jurídica interna da Diretiva (EU) 2022/2523 do Conselho, de 15 de dezembro de 2022, relativa à garantia de um nível mínimo mundial de tributação de 15%, para os grupos de empresas multinacionais e grandes grupos nacionais na União Europeia, em todas as jurisdições onde operem, cujo volume de receitas anuais consolidadas seja igual ou superior a 750 milhões de euros, aprovando o denominado Regime sobre o Imposto Mínimo Global (“RIMG”), vulgarmente denominado de “Pilar II”.
Os elementos principais do Pilar II são a regra IIR (Income Inclusion Rule - Regra de inclusão de rendimentos), a regra UTPR (Undertaxed Profit Rule - Regra dos lucros insuficientemente tributados) – operando esta como uma regra secundária e complementar da IIR - e a possibilidade de cada país também poder optar por implementar um Imposto complementar mínimo doméstico qualificado (Qualified Domestic Minimum Top-up Tax - QDMTT), o qual será compensado contra o imposto complementar resultante da aplicação da IIR.
Por outro lado, o Pilar II prevê ainda uma disposição de salvaguarda (Safe Harbour) temporária baseada na declaração da informação financeira e fiscal por país ou jurisdição (“Country-by-Country Report”, CbCR), de modo a evitar o aumento da carga administrativa para os grupos multinacionais sujeitos ao Pilar II. Esta regra de salvaguarda temporária é uma medida de curto prazo aplicável apenas até ao ano fiscal de 2026, sendo expectável a sua prorrogação para 2027 no seguimento do anúncio proferido pela OCDE, em 5 de janeiro de 2026, no denominado pacote "Side-by-Side".
Assim, o Grupo monitoriza e avalia o cumprimento das regras de salvaguarda transitórias acima referidas, tendo concluído que, na grande maioria das jurisdições em que opera, é aplicável o Safe Harbour transitório baseado no CbCR, pelo que não se antecipa a existência de qualquer imposto complementar a liquidar relativo a essas jurisdições.
Nas restantes jurisdições em que foram efetuadas estimativas de cálculo de acordo com as regras do Pilar II, com o objetivo de avaliar a eventual existência de exposição a imposto complementar, foi apenas identificada uma situação de exceção na jurisdição Nigéria. Atendendo a que esta jurisdição não implementou um QDMTT, o imposto complementar apurado deverá ser, em princípio, pago em Portugal, ao abrigo das regras aplicáveis.
Por último, à presente data, o apuramento dos ativos e passivos por impostos diferidos não contempla qualquer estimativa do impacto futuro do Pilar II.
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MOTA‑ENGIL Driven by Purpose, Built with History
12.Ativos fixos
Nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2025 e 2024, o movimento ocorrido na quantia escriturada dos ativos fixos, bem como nas respetivas depreciações e perdas por imparidade acumuladas, foi o seguinte:

2025

Edifícios e outras construções

Equipamento de transporte

Equipamento administrativo

Ativos em curso

Total

Valor bruto

 

 

 

 

 

Saldo inicial

5

634

615

17

1 271

Aquisições

-

-

19

20

39

Transferências e outros movimentos

-

-

37

               (37)

-

Saldo final

5

634

671

-

1 310

Depreciações e perdas por imparidade acumuladas

 

 

 

 

 

Saldo inicial

5

634

483

-

1 122

Depreciações do exercício

-

-

42

-

42

Saldo final

5

634

526

-

1 164

Ativos líquidos

-

-

146

-

146

2024

Edifícios e outras construções

Equipamento de transporte

Equipamento administrativo

Ativos em curso

Total

Valor bruto

 

 

 

 

 

Saldo inicial

5

634

572

17

1 228

Aquisições

-

-

43

-

43

Saldo final

5

634

615

17

1 271

Depreciações e perdas por imparidade acumuladas

 

 

 

 

 

Saldo inicial

5

634

448

-

1 086

Depreciações do exercício

-

-

35

-

35

Saldo final

5

634

483

-

1 122

Ativos líquidos

-

-

132

17

149

13.Ativos sob direito de uso
Nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2025 e 2024, o movimento ocorrido na quantia escriturada dos ativos sob direito de uso, bem como nas respetivas depreciações e perdas por imparidade acumuladas, foi o seguinte:

2025

Edifícios e outras construções

Equipamento de transporte

Total

Valor bruto

 

 

 

Saldo inicial

448

1 239

1 687

Aquisições

-

360

360

Alienações e abates

-

(164)

(164)

Saldo final

448

1 435

1 883

Depreciações e perdas por imparidade acumuladas

 

 

 

Saldo inicial

101

775

876

Depreciações do exercício

113

230

343

Alienações e abates

-

(131)

(131)

Saldo final

214

875

1 088

Ativos líquidos

234

560

795

 

 

 

 

47
MOTA‑ENGIL Driven by Purpose, Built with History

2024

Edifícios e outras construções

Equipamento de transporte

Total

Valor bruto

 

 

 

Saldo inicial

87

1 012

1 098

Aquisições

362

246

608

Alienações e abates

-

(19)

(19)

Saldo final

448

1 239

1 687

Depreciações e perdas por imparidade acumuladas

 

 

 

Saldo inicial

51

580

631

Depreciações do exercício

49

205

255

Alienações e abates

-

(10)

(10)

Saldo final

101

775

876

Ativos líquidos

347

464

811

14.Investimentos financeiros em empresas subsidiárias, empreendimentos conjuntos e associadas
Em 31 de dezembro de 2025 e 2024, o detalhe dos investimentos financeiros em empresas subsidiárias, empreendimentos conjuntos e associadas, era como se segue:

 

 

2025

2024

 

Valor bruto

Perdas por imparidade acumuladas

Saldo líquido

Valor bruto

Perdas por imparidade acumuladas

Saldo líquido

Investimentos financeiros em empresas subsidiárias

 

 

 

 

 

Mota-Engil Africa NV

91 625

(90 764)

862

91 625

(90 764)

862

Mota-Engil Capital

10 000

-

10 000

10 000

-

10 000

Mota-Engil Engenharia e Construção África

612 350

-

612 350

612 350

-

612 350

Mota-Engil Europa

31 139

-

31 139

31 139

-

31 139

Mota-Engil Global

1 426

-

1 426

1 426

-

1 426

Mota-Engil Indústria e Inovação

1 000

(1 000)

-

1 000

(1 000)

-

Mota-Engil Latam Portugal

50

-

50

50

-

50

Mota-Engil Mediação de Seguros

50

-

50

50

-

50

Mota-Engil Next

50

(50)

-

50

(50)

-

 

747 691

(91 814)

655 877

747 691

(91 814)

655 877

Investimentos financeiros em empresas associadas

 

 

 

 

 

 

Martifer SGPS

12 627

-

12 627

14 727

-

14 727

 

760 318

(91 814)

668 504

762 418

(91 814)

670 604

 

 

 

 

 

 

 

Prestações suplementares e acessórias concedidas (Nota 27)

 

 

 

 

 

 

Mota-Engil Capital

90 619

-

90 619

90 369

-

90 369

Mota-Engil Energia

2 700

-

2 700

-

-

-

Mota-Engil Engenharia e Construção África

322 576

-

322 576

166 002

-

166 002

Mota-Engil Europa

90 908

-

90 908

90 908

-

90 908

Mota-Engil Global

688

-

688

688

-

688

Mota-Engil Indústria e Inovação

2 340

(1 462)

878

2 340

(1 462)

878

Mota-Engil Latam Portugal

204 064

-

204 064

204 064

-

204 064

Mota-Engil Next

120 595

-

120 595

120 595

(19 550)

101 045

 

834 491

(1 462)

833 029

674 967

(21 012)

653 954

 

1 594 809

(93 276)

1 501 533

1 437 384

(112 826)

1 324 558

Em 31 de dezembro de 2025 e 2024, as prestações suplementares e acessórias concedidas não apresentavam prazo de reembolso definido e não venciam juros.
48
MOTA‑ENGIL Driven by Purpose, Built with History
Nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2025 e 2024, o movimento ocorrido nos investimentos financeiros, exceto nas prestações suplementares e acessórias concedidas, pode ser analisado como se segue:

2025

Saldo inicial

Aumentos

Diminuições

Transferências

Saldo final

Investimentos financeiros em empresas subsidiárias

 

 

 

 

Mota-Engil Africa NV

91 625

-

-

-

91 625

Mota-Engil Capital

10 000

-

-

-

10 000

Mota-Engil Engenharia e Construção África

612 350

-

-

-

612 350

Mota-Engil Europa

31 139

-

-

-

31 139

Mota-Engil Global

1 426

-

-

-

1 426

Mota-Engil Indústria e Inovação

1 000

-

-

-

1 000

Mota-Engil Latam Portugal

50

-

-

-

50

Mota-Engil Mediação de Seguros

50

-

-

-

50

Mota-Engil Next

50

-

-

-

50

 

747 691

-

-

-

747 691

Imparidades em investimentos financeiros em empresas subsidiárias

 

 

 

 

 

Mota-Engil África NV

(90 764)

-

-

-

(90 764)

Mota-Engil Indústria e Inovação

(1 000)

-

-

-

(1 000)

Mota-Engil Next

(50)

-

-

-

(50)

 

(91 814)

-

-

-

(91 814)

Investimentos financeiros em empresas associadas

 

 

 

 

 

Martifer SGPS

14 727

-

(2 100)

-

12 627

 

14 727

-

(2 100)

-

12 627

 

 

 

 

 

 

 

670 604

-

(2 100)

-

668 504

No exercício findo em 31 de dezembro de 2025, a redução de 2.100 milhares de euros ocorrida no investimento financeiro detido na Martifer SGPS deveu-se à revisão da estimativa do pagamento contingente a liquidar no futuro associado à aquisição em 2020 de um conjunto de créditos (posteriormente utilizados na cobertura de prejuízos) sobre aquela associada.
Até 31 de dezembro de 2024, para efeitos de determinação do pagamento contingente acima referido, a Empresa preparou projeções financeiras da Martifer SGPS utilizando o método do valor de uso e abrangendo um período até 2035, cujos principais pressupostos foram como se segue:

 

2024

Taxa de crescimento médio das vendas no período

17,94%

Taxa de crescimento médio do resultado líquido no período

13,77%

Taxa de desconto

11,81%

2024

Saldo inicial

Aumentos

Diminuições

Transferências

Saldo final

Investimentos financeiros em empresas subsidiárias

 

 

 

 

Mota-Engil Africa NV

91 625

-

-

-

91 625

Mota-Engil Capital

10 000

-

-

-

10 000

Mota-Engil Engenharia e Construção África

612 350

-

-

-

612 350

Mota-Engil Europa

31 139

-

-

-

31 139

Mota-Engil Global

1 426

-

-

-

1 426

Mota-Engil Indústria e Inovação

1 000

-

-

-

1 000

Mota-Engil Latam Portugal

50

-

-

-

50

Mota-Engil Mediação de Seguros

50

-

-

-

50

Mota-Engil Next

50

-

-

-

50

 

747 691

-

-

-

747 691

Imparidades em investimentos financeiros em empresas subsidiárias

 

 

 

 

Mota-Engil África NV

(90 764)

-

-

-

(90 764)

Mota-Engil Indústria e Inovação

(1 000)

-

-

-

(1 000)

Mota-Engil Next

(50)

-

-

-

(50)

 

(91 814)

-

-

-

(91 814)

Investimentos financeiros em empresas associadas

 

 

 

 

Martifer SGPS

14 727

-

-

-

14 727

Concessionaria Tuxpan- Tampico

1

-

(1)

-

-

 

14 728

-

(1)

-

14 727

 

670 605

-

(1)

-

670 604

49
MOTA‑ENGIL Driven by Purpose, Built with History
Genericamente, no âmbito do contrato celebrado com o anterior detentor dos créditos acima referidos, o mesmo teria o direito a receber até 2035 um pagamento contingente equivalente a 50% dos dividendos que pudessem vir a ser atribuídos à Mota-Engil SGPS, desde que o rácio de autonomia financeira (total de capital próprio / total de ativo) da Martifer SGPS fosse superior a 15%. O valor máximo daquele pagamento ascenderia ao valor nominal dos créditos adquiridos (15.000 milhares de euros).
Por último, no exercício findo em 31 de dezembro de 2025, a Empresa estabeleceu com a contraparte uma adenda ao contrato inicial, através da qual o montante do pagamento contingente foi fixado, tendo o mesmo sido integralmente liquidado durante aquele exercício.
No exercício findo em 31 de dezembro de 2025, a Empresa constituiu, através de entradas em numerário, prestações suplementares na Mota-Engil Engenharia e Construção África de 156.574 milhares de euros, na Mota-Engil Energia de 2.700 milhares de euros e na Mota-Engil Capital de 250 milhares de euros.
No exercício findo em 31 de dezembro de 2024, a Empresa alienou na totalidade o seu investimento financeiro na Concessionária Tuxpan Tampico (ver Nota 10).
Nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2025 e 2024, o movimento ocorrido nas perdas por imparidade em investimentos financeiros e em prestações suplementares e acessórias concedidas, pode ser analisado como se segue:

2025

Saldo inicial

Aumentos

Reduções

Utilizações

Saldo final

Investimentos financeiros em empresas subsidiárias

91 814

-

-

-

91 814

Prestações suplementares e acessórias concedidas

21 012

-

(19 550)

-

1 462

 

112 826

-

(19 550)

-

93 276

2024

Saldo inicial

Aumentos

Reduções

Utilizações

Saldo final

Investimentos financeiros em empresas subsidiárias

91 814

-

-

-

91 814

Prestações suplementares e acessórias concedidas

20 472

540

-

-

21 012

 

112 286

540

-

-

112 826

No exercício findo em 31 de dezembro de 2025, como resultado da valorização da participada, nomeadamente do seu negócio imobiliário, a Empresa reverteu imparidades de 19.550 milhares de euros associadas às prestações acessórias concedidas à Mota-Engil Next (Nota 8).
Para efeitos de aferição do valor recuperável da Mota-Engil Next, a Empresa considerou o valor dos capitais próprios daquela subsidiária em 31 de dezembro de 2025 e 2024, na medida em que os principais ativos da mesma se resumiam a ativos imobiliários e a participações financeiras, os quais na sua maioria já se encontravam registados ao justo valor ou para os quais existiam indicadores externos do seu justo valor (Nível 3 da IFRS – 13).
No exercício findo em 31 de dezembro de 2024, como resultado da evolução da atividade das suas participadas, a Empresa constituiu imparidades de 540 milhares de euros para reduzir a quantia escriturada do investimento financeiro detido na Mota-Engil Indústria e Inovação ao seu valor recuperável.
Por outro lado, em 31 de dezembro de 2025 e 2024, o valor de balanço da Martifer SGPS é inferior ao valor apurado através da sua cotação de fecho de 31 de dezembro de 2025 e 2024, divulgada na Euronext Lisbon, em cerca de 83 milhões de euros e 51 milhões de euros, respetivamente (utilizando as cotações de 2,55 e de 1,75 euros por ação).
50
MOTA‑ENGIL Driven by Purpose, Built with History
Por último, nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2025 e 2024, a Empresa procedeu a uma análise de imparidade à quantia escriturada dos seus investimentos financeiros. Relativamente aos investimentos financeiros detidos na Mota-Engil Engenharia e Construção África e na Mota-Engil Latam Portugal, os métodos e os principais pressupostos utilizados na elaboração dos respetivos testes de imparidade foram como se segue:

2025

Mota-Engil Engenharia e Construção África

Mota-Engil Latam Portugal

Método utilizado

Valor de uso

Valor de uso

Base utilizada

Projeções

Projeções

Período de utilização

5 anos (*)

5 anos (*)

Taxa de crescimento das vendas:

 

 

Ano N+1

Média de 12%

Média de 28%

Ano N+3

Média de 10%

Média de 9%

Taxa de desconto utilizada

Entre 11,5% e 21,5%

Entre 8,75% e 15,5%

(*) Exceto empresas concessionárias em que se utilizou o período de vigência das concessões.

2024

Mota-Engil Engenharia e Construção África

Mota-Engil Latam Portugal

Método utilizado

Valor de uso

Valor de uso

Base utilizada

Projeções

Projeções

Período de utilização

5 anos (*)

5 anos (*)

Taxa de crescimento das vendas:

 

 

Ano N+1

Média de 8%

Média de -17%

Ano N+3

Média de 5%

Média de 5%

Taxa de desconto utilizada

Entre 12,6% e 28,4%

Entre 10% e 14,75%

(*) Exceto empresas concessionárias em que se utilizou o período de vigência das concessões.
Em 31 de dezembro de 2025 e 2024, caso se utilizasse uma taxa de desconto superior em 0,5%, ou uma taxa de crescimento das vendas na perpetuidade inferior em 0,5% ou projetado cash-flows inferiores em 5%, os resultados apurados nos testes acima referidos não originariam o registo de imparidades.
Em 31 de dezembro de 2025 e 2024, a principal informação sobre os investimentos financeiros detidos pela Empresa pode ser analisada como se segue:

2025

Sede

Ativo corrente

(*)

Ativo não corrente

(*)

Passivo corrente

(*)

Passivo não corrente

(*)

Capital próprio

(*)

Total de vendas e prestações de serviços

(*)

Resultado líquido

(*)

% detida

Investimentos financeiros em empresas subsidiárias

 

 

 

 

 

 

 

Mota-Engil Africa NV

Amesterdão

926

-

86

-

840

-

(8)

100%

Mota-Engil Capital

Porto

3 485

101 838

2 029

584

102 710

1 010

(313)

100%

Mota-Engil Engenharia e Construção África

Porto

2 435 071

758 857

2 015 076

861 936

316 916

185 988

(101 962)

100%

Mota-Engil Europa

Porto

32 119

465 656

336 479

3 236

158 061

186

(22 111)

100%

Mota-Engil Global

Porto

15 692

1 289

12 478

633

3 870

28 101

14

100%

Mota Engil Indústria e Inovação

Oeiras

247

137

82

-

302

0

(117)

100%

Mota-Engil Latam Portugal

Porto

3 569

259 920

69 733

53 641

140 115

0

(8 741)

100%

Mota-Engil Mediação de Seguros

Porto

838

2 720

1 486

-

2 071

3 626

1 595

100%

Mota-Engil Next

Porto

8 349

147 503

59 053

6 541

90 258

1 785

(1 070)

100%

Investimentos financeiros em empresas associadas

 

 

 

 

 

 

 

Martifer SGPS (**)

Viseu

 

 

 

 

79 200

282 803

9 512

38%

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

(*) – Demonstrações financeiras separadas antes de integração de sucursais e da aplicação do método da equivalência patrimonial
(**) – Demonstrações financeiras consolidadas – Informação financeira provisória
51
MOTA‑ENGIL Driven by Purpose, Built with History

2024

Sede

Ativo corrente

(*)

Ativo não corrente

(*)

Passivo corrente

(*)

Passivo não corrente

(*)

Capital próprio

(*)

Total de vendas e prestações de serviços

(*)

Resultado líquido

(*)

% detida

Investimentos financeiros em empresas subsidiárias

 

 

 

 

 

 

 

Mota-Engil Africa NV

Amesterdão

926

-

78

-

848

-

(7)

100%

Mota-Engil Capital

Porto

3 105

95 361

1 346

-

97 120

472

(999)

100%

Mota-Engil Engenharia e Construção África

Porto

1 942 516

727 903

1 789 920

679 125

201 374

289 493

(49 949)

100%

Mota-Engil Europa

Porto

40 668

438 482

288 358

37 228

153 564

40

(23 035)

100%

Mota-Engil Global

Porto

16 543

944

11 744

1 887

3 856

27 286

12

100%

Mota Engil Indústria e Inovação

Oeiras

210

435

561

219

(134)

3

(855)

100%

Mota-Engil Latam Portugal

Porto

2 179

262 651

47 231

68 744

148 856

2 811

(5 525)

100%

Mota-Engil Mediação de Seguros

Porto

459

1 720

603

-

1 576

2 332

711

100%

Mota-Engil Next

Porto

8 697

145 186

56 352

6 141

91 390

1 958

(1 743)

100%

Investimentos financeiros em empresas associadas

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Martifer SGPS (**)

Viseu

225 463

126 243

153 190

114 540

83 975

254 615

23 380

38%

(*) – Demonstrações financeiras separadas antes de integração de sucursais e da aplicação do método da equivalência patrimonial
(**) – Demonstrações financeiras consolidadas
15.Clientes e outros devedores
Clientes e outros devedores
A informação relativa aos clientes e outros devedores, com referência a 31 de dezembro de 2025 e 2024, pode ser analisada como se segue:

 

Não correntes

Correntes

 

2025

2024

2025

2024

Clientes

 

 

 

 

Empresas associadas, participadas e participantes (Nota 27)

-

-

18 915

20 386

 

-

-

18 915

20 386

Outros devedores

 

 

 

 

Empresas associadas, participadas e participantes

 

 

 

 

Suprimentos e outros empréstimos concedidos (Nota 27)

143 264

136 654

-

-

Regime especial de tributação dos grupos de Sociedades (Nota 27)

-

-

47 751

30 059

 

143 264

136 654

47 751

30 059

 

 

 

 

 

Adiantamentos a fornecedores

-

-

4 536

4 527

Estado e outros entes públicos (exceto imposto sobre o rendimento)

-

-

658

237

Perdas de imparidade acumuladas

-

-

(5 080)

(4 530)

 

 

 

 

 

Outros

 

 

 

 

Valor bruto (Empresas associadas, participadas e participantes) (Nota 27)

54 806

54 889

40 961

28 396

Valor bruto (Outros)

-

-

713

163

 

54 806

54 889

41 675

28 559

Total

198 070

191 543

108 455

79 238

Em 31 de dezembro de 2025 e 2024, o saldo da rubrica de “Clientes” referia-se, essencialmente, aos débitos efetuados às empresas participadas relativamente aos serviços de gestão prestados.
52
MOTA‑ENGIL Driven by Purpose, Built with History
Em 31 de dezembro de 2025 e 2024, o detalhe por participada da rubrica de “Suprimentos e outros empréstimos concedidos” era como se segue:

 

2025

2024

 

Valor bruto

Perdas por imparidade acumuladas

Valor líquido

Valor bruto

Perdas por imparidade acumuladas

Valor líquido

Suprimentos concedidos

 

 

 

 

 

 

Mota-Engil Latam Portugal

86 436

-

86 436

87 338

-

87 338

Mota-Engil Europa

30 282

-

30 282

33 500

-

33 500

Mota-Engil Next

16 832

-

16 832

15 582

-

15 582

Mota-Engil Engenharia e Construção

6 438

-

6 438

233

-

233

Suma Tratamento

1 750

-

1 750

-

-

-

Mota-Engil Energia

1 520

-

1 520

-

-

-

Mota-Engil Engenharia e Construção África

7

-

7

-

-

-

 

143 264

-

143 264

136 654

-

136 654

Em 31 de dezembro de 2025 e 2024, os suprimentos venciam juros indexados, maioritariamente, à Euribor e tinham o seu vencimento previsto num prazo superior a 1 ano.
Em 31 de dezembro de 2025 e 2024, o detalhe por participada da rubrica de “Outros devedores - Outros” era como se segue:

 

2025

2024

Mota-Engil Real Estate, SGPS

33 128

33 100

Logz

15 830

15 830

Mota-Engil Latam Portugal

10 558

4 476

Mota-Engil Latin América BV

10 400

10 310

Mota-Engil Engenharia e Construção

8 204

5 273

Mota-Engil Next

4 322

3 042

Emerge

3 567

3 682

Mota-Engil Central Europe Management

2 028

2 025

Immo Park Gdansk

1 178

1 178

Mota-Engil Eng. Construção - Suc. Colômbia

1 073

-

Mota-Engil Colombia

645

119

Mota-Engil México

591

622

Mota-Engil Europa

501

372

Mota-Engil Energia

371

-

Suma

193

63

Outras

3 890

3 355

Outros devedores - Outros

96 480

83 448

A exposição da Empresa ao risco de crédito é atribuível, sobretudo, às contas a receber geradas na sua atividade operacional e aos empréstimos concedidos às suas empresas participadas.
No entanto, é convicção do Conselho de Administração da Empresa de que o valor pelo qual os ativos financeiros atrás referidos se encontram registados na demonstração da posição financeira se aproxima do seu justo valor.
53
MOTA‑ENGIL Driven by Purpose, Built with History
16.Instrumentos financeiros derivados
Em 31 de dezembro de 2025 e 2024, a rubrica de “Instrumentos financeiros derivados” pode ser analisada como se segue:

 

 

 

 

 

 

Justo valor

Tipo (Cobertura de fluxos de caixa)

Contraparte

Início

Nocional

Taxas

contratadas

Vencimento

2025

2024

Swap

Bank of China

jul/25

60 000

Recebe Euribor 6M - 4,50%  se Euribor 6M>4,5%, se Euribor 6M <=4,5% não há fluxos, liquida prémio de 115 milhares de euros

jan/31

71

74

 

 

 

 

 

 

71

74

Total do ativo não corrente

 

 

 

 

 

-

-

Total do ativo corrente

 

 

 

 

 

71

74

 

 

 

 

 

 

71

74

O apuramento do justo valor dos instrumentos financeiros derivados contratados pela Empresa foi efetuado pelas respetivas contrapartes, que são consideradas entidades financeiras idóneas / independentes e de reconhecido mérito. Os modelos de avaliação utilizados basearam-se no método dos fluxos de caixa descontados, utilizando par rates of swaps, cotadas no mercado interbancário e disponíveis nas páginas da Reuters e da Bloomberg para os prazos relevantes, sendo calculadas as respetivas taxas forwards e fatores de desconto que serviram para descontar os fluxos de caixa fixos (fixed leg) e os fluxos de caixa variáveis (floating leg). O somatório das duas legs apura o VAL (valor atualizado líquido). No caso das opções, foi utilizado o modelo de Black-Scholes e os valores de volatilidade disponíveis nas páginas da Reuters e da Bloomberg.
No seguimento do acima descrito, o justo valor dos instrumentos financeiros derivados contratados pela Empresa foi determinado com base em técnicas de avaliação cujos principais inputs são observáveis no mercado, pelo que o mesmo enquadra-se no nível 2 da IFRS 13.
17.Imposto sobre o rendimento
Em 31 de dezembro de 2025 e 2024, a rubrica de “Imposto sobre o rendimento” pode ser analisada como se segue:

 

2025

2024

 

Ativo

Passivo

Ativo

Passivo

Imposto sobre o rendimento das pessoas coletivas

 

 

 

 

   Imposto a receber/pagar - RETGS

(871)

-

(784)

-

   Pagamentos por conta

646

-

646

-

   Retenções na fonte

534

-

531

-

   Imposto sobre o rendimento - A recuperar

201

-

201

-

 

510

-

595

-

54
MOTA‑ENGIL Driven by Purpose, Built with History
18.Outros ativos correntes
Em 31 de dezembro de 2025 e 2024, a rubrica de “Outros ativos correntes” pode ser analisada como se segue:

 

2025

2024

Acréscimo de rendimentos

 

 

Ativos associados a contratos com clientes (Empresas associadas, participadas e participantes) (Nota 27)

3 998

2 823

Juros a receber

418

2 617

 

4 416

5 440

Gastos diferidos

 

 

Seguros

22

50

Outros gastos diferidos

1 807

792

 

1 829

842

 

6 245

6 282

Em 31 de dezembro de 2025 e 2024, o saldo da rubrica “Ativos associados a contratos com clientes” era justificado, essencialmente, por serviços prestados às empresas participadas ainda não faturados.
19.Caixa e equivalentes de caixa
Em 31 de dezembro de 2025 e 2024, a rubrica de Caixa e equivalentes de caixa pode ser analisada como se segue:

 

2025

2024

Depósitos a prazo

2 000

10 500

Depósitos à ordem

3 562

331

Caixa

13

12

 

5 575

10 843

20.Capital e reservas
Capital social
O capital social da Mota-Engil SGPS em 31 de dezembro de 2025 e 2024, totalmente subscrito e realizado, ascendia a 306.775.950 euros e encontrava-se representado por 306.775.950 ações com um valor nominal de 1 euro cada.
Nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2025 e 2024, a Empresa cumpriu com os requisitos de capital mínimo estabelecidos na legislação comercial portuguesa, nomeadamente os definidos no artigo 35º do Código das Sociedades Comerciais.
Ações próprias
Em 31 de dezembro de 2024, a Empresa detinha 6.091.581 ações próprias com um custo médio de aquisição de 1,68 euros por ação totalizando 10.232 milhares de euros.
No exercício findo em 31 de dezembro de 2025, a Empresa procedeu à alienação da totalidade das ações próprias que detinha pelo montante, líquido de comissões, de cerca de 26.500 milhares de euros. O resultado gerado nesta transação, de cerca de 16.200 milhares de euros, foi registado na rubrica de “Outras reservas e resultados transitados”.
Prémios de emissão
Os prémios de emissão correspondem a ágios obtidos com a emissão ou com aumentos de capital. De acordo com a legislação comercial portuguesa, os valores incluídos nesta rubrica seguem o regime estabelecido para a reserva legal, isto é, a não ser em caso de liquidação da Empresa, não podem ser distribuídos, mas podem ser utilizados para absorver prejuízos, depois de esgotadas todas as outras reservas, ou para incorporação no capital.
55
MOTA‑ENGIL Driven by Purpose, Built with History
Reserva legal
De acordo com a legislação comercial em vigor, pelo menos 5% do resultado líquido anual, se positivo, tem de ser destinado ao reforço da reserva legal até que esta represente 20% do capital social da Empresa. Esta reserva não é distribuível, a não ser em caso de liquidação da Empresa, mas pode ser utilizada para absorver prejuízos, depois de esgotadas todas as outras reservas, ou para incorporação no capital.
Outras reservas e resultados transitados
Esta rubrica corresponde maioritariamente a reservas livres, resultantes da aplicação de resultados líquidos passados, sendo que as mesmas poderão ser aplicadas, caso positivas, em futuros aumentos de capital da Empresa, na cobertura de prejuízos ou na distribuição de dividendos. Esta rubrica inclui igualmente reservas de justo valor associadas a instrumentos financeiros derivados de 59 milhares de euros.
Distribuições
De acordo com o aprovado na Assembleia Geral de Acionistas realizada em 15 de maio de 2025, o resultado líquido do exercício findo em 31 de dezembro de 2024 foi aplicado da seguinte forma:
•Transferência do resultado líquido negativo apurado no montante de 43.811.470 euros e 99 cêntimos para a conta de “Resultados transitados”.
Adicionalmente, na Assembleia-Geral acima referida, foi igualmente aprovado o seguinte:
•Cobertura dos resultados transitados negativos no montante de 53.392.216 euros e 1 cêntimo para a conta de “Reservas livres”; e
•Distribuição aos acionistas de bens sociais, nomeadamente de parte do montante contabilizado na conta de “Reservas Livres”, no montante global de 45.924.359 euros e 72 cêntimos, cabendo assim a cada ação o valor de 14,97 cêntimos
de euro por ação, já cativos de impostos.
De acordo com o aprovado na Assembleia Geral de Acionistas realizada em 18 de abril de 2024, o resultado líquido do exercício findo em 31 de dezembro de 2023 foi aplicado da seguinte forma:
•Transferência do resultado líquido negativo apurado no montante de 53.392.216 euros e 1 cêntimo para a conta de “Resultados transitados”.
Adicionalmente, na Assembleia-Geral acima referida, foi igualmente aprovado o seguinte:
•Cobertura dos resultados transitados negativos no montante de 17.430.287 euros e 24 cêntimos para a conta de “Reservas livres”; e
•Distribuição aos acionistas de bens sociais, nomeadamente de parte do montante contabilizado na conta de “Reservas Livres”, no montante global de 39.175.288 euros e 82 cêntimos, cabendo assim a cada ação o valor de 12,77 cêntimos
de euro por ação, já cativos de impostos.
Por último, destaca-se que do montante de dividendos distribuído, cerca de 778 milhares de euros se encontravam associados às ações próprias detidas pela Empresa.
Política de gestão de capital
A estrutura de capital da Mota-Engil SGPS, determinada pela proporção entre o capital próprio e a dívida líquida, é gerida de forma a assegurar a continuidade e o desenvolvimento das suas atividades operacionais, a maximização do retorno dos seus acionistas e a otimização dos seus custos de financiamento.
A Mota-Engil SGPS monitoriza periodicamente a sua estrutura de capital, identificando riscos, oportunidades e as necessárias medidas de ajustamento com vista à concretização dos objetivos acima referidos.
Em 31 de dezembro de 2025 e 2024, a Mota-Engil SGPS apresentava um Gearing contabilístico de 41% e 57%, respetivamente.
Gearing = total do capital próprio / dívida líquida, sendo que a dívida líquida corresponde à soma algébrica das seguintes rubricas da demonstração da posição financeira: “Empréstimos” e “Caixa e equivalentes de caixa”.
56
MOTA‑ENGIL Driven by Purpose, Built with History
Detentores de capital
Em 31 de dezembro de 2025 e 2024, as seguintes pessoas coletivas detinham participações superiores a 10% no capital social da Empresa:
2025:

Acionistas

N.º de ações

% de capital social

% de direitos de voto

Mota Gestão e Participações, SGPS, S.A.

    117.999.663

38,46%

38,46%

Epoch Capital Investments BV

      99.426.974

32,41%

32,41%

2024:

Acionistas

N.º de ações

% de capital social

% de direitos de voto

Mota Gestão e Participações, SGPS, S.A.

    117.999.663

38,46%

39,24%

Epoch Capital Investments BV

      99.426.974

32,41%

33,07%

Propostas de aplicação de resultados e distribuição de bens sociais
Do Relatório de Gestão Individual constam as seguintes propostas:
”O Conselho de Administração propõe à Assembleia Geral anual:
•Que seja efetuada a cobertura dos resultados transitados negativos no montante de 27.583.670 euros e 89 cêntimos através da utilização da conta de “Reservas livres”;
•Que o resultado líquido negativo apurado no montante de 16.718.547 euros e 11 cêntimos seja transferido para a conta de “Resultados transitados”; e
•Verificando-se que se mostram cumpridos os requisitos previstos nos artigos 32º e 33º do Código das Sociedades Comerciais, que se distribuam aos acionistas bens sociais, nomeadamente, a distribuição de parte das reservas livres existentes, no montante global de 53.072.239 euros e 35 cêntimos, cabendo assim, a cada ação, o valor de 17,3 cêntimos de euro, cativos de impostos. ”
57
MOTA‑ENGIL Driven by Purpose, Built with History
21.Empréstimos
Em 31 de dezembro de 2025 e 2024, o detalhe e a maturidade dos empréstimos era como se segue:

2025

 

 

 

 

 

 

Com vencimento

a 1 ano

(corrente)

a 2 anos

entre 2 e 5 anos

a mais de 5 anos

Total não corrente

Total

Instituições de crédito

 

 

 

 

 

 

Empréstimos bancários

126 264

67 244

170 167

44 950

282 360

408 624

Descobertos bancários

-

-

-

-

-

-

 

126 264

67 244

170 167

44 950

282 360

408 624

Mercado de valores mobiliários

 

 

 

 

 

 

Empréstimos por obrigações não convertíveis

50 768

91 651

292 716

-

384 366

435 134

Emissões de papel comercial

91 733

36 939

-

-

36 939

128 672

 

142 501

128 589

292 716

-

421 305

563 805

Entidades relacionadas

 

 

 

 

 

 

Outros empréstimos obtidos (Nota 27)

199 928

-

-

-

-

199 928

 

199 928

-

-

-

-

199 928

 

468 693

195 833

462 882

44 950

703 665

1 172 358

2024

 

 

 

 

 

 

Com vencimento

a 1 ano

(corrente)

a 2 anos

entre 2 e 5 anos

a mais de 5 anos

Total não corrente

Total

Instituições de crédito

 

 

 

 

 

 

Empréstimos bancários

139 190

99 298

45 969

-

145 267

284 458

Descobertos bancários

35

-

-

-

-

35

 

139 225

99 298

45 969

-

145 267

284 492

Mercado de valores mobiliários

 

 

 

 

 

 

Empréstimos por obrigações não convertíveis

57 630

57 982

200 500

-

258 482

316 112

Emissões de papel comercial

54 445

42 690

-

-

42 690

97 135

 

112 075

100 672

200 500

-

301 172

413 247

Entidades relacionadas

 

 

 

 

 

 

Outros empréstimos obtidos (Nota 27)

221 916

-

-

-

-

221 916

 

221 916

-

-

-

-

221 916

 

473 216

199 970

246 470

-

446 439

919 655

58
MOTA‑ENGIL Driven by Purpose, Built with History
Em 31 de dezembro de 2025 e 2024, os principais empréstimos obrigacionistas e programas de papel comercial emitidos pela Empresa eram como se segue:

2025

 

 

 

 

 

 

Tipo de emissão / Emitente

Data de emissão

Data de vencimento

Indexação

Condições de reembolso

Montante nominal atual

Prazos de emissão

Empréstimos obrigacionistas:

 

 

 

 

 

 

Mota-Engil SGPS (a)

mai/25

mai/30

Taxa fixa

4,5%

i)

123 500

 

Mota-Engil SGPS (a)

out/24

out/29

Taxa fixa

5%

i)

80 000

 

Mota-Engil SGPS (a)

jul/25

jul/29

Taxa variável Euribor 3M + Spread 2,25%

ii)

75 000

 

Mota-Engil SGPS (a)

out/22

out/27

Taxa fixa

5,75%

i)

70 000

 

Mota-Engil SGPS (b)

dez/23

dez/28

Taxa fixa

7,25%

i)

50 000

 

Mota-Engil SGPS (a)

dez/21

dez/26

Taxa fixa

4,25%

iii)

40 414

 

Emissões de papel comercial:

 

 

 

 

 

 

Mota-Engil SGPS

abr/25

dez/26

Taxa determinada por acordo entre a emitente e as entidades colocadoras

 

90 795

3 a 397 dias

Mota-Engil SGPS

mai/25

nov/26

Taxa determinada por acordo entre a emitente e as entidades colocadoras

 

36 939

7 a 364 dias

i)    Juros semestrais com reembolso único no vencimento do contrato;

ii)   Juros semestrais com reembolso em sete prestações, nos meses de janeiro e julho;

iii)  Juros semestrais com reembolso em 02/12/26;

a)   Obrigações emitidas à cotação na Euronext Lisbon;

 

b)   Obrigações emitidas à cotação na Bolsa do Luxemburgo.

2024

 

 

 

 

 

 

Tipo de emissão / Emitente

Data de emissão

Data de vencimento

Indexação

Condições de reembolso

Montante nominal atual

Prazos de emissão

Empréstimos obrigacionistas:

 

 

 

 

 

 

Mota-Engil SGPS (a)

dez/21

dez/26

Taxa fixa

4,25%

i)

113 883

 

Mota-Engil SGPS (a)

out/24

out/29

Taxa fixa

5%

ii)

80 000

 

Mota-Engil SGPS (a)

out/22

out/27

Taxa fixa

5,75%

ii)

70 000

 

Mota-Engil SGPS (b)

dez/23

dez/28

Taxa fixa

7,25%

ii)

50 000

 

Emissões de papel comercial:

 

 

 

 

 

 

Mota-Engil SGPS

jun/23

jun/25

Taxa determinada por acordo entre a emitente e as entidades colocadoras

 

53 382

3 a 397 dias

Mota-Engil SGPS

jan/23

jan/28

Taxa determinada por acordo entre a emitente e as entidades colocadoras

 

42 690

7 a 364 dias

i)   Juros semestrais com reembolso em duas prestações, 50% em 02/12/25 e 50% em 02/12/26;

 

 

ii)  Juros semestrais com reembolso único no vencimento do contrato;

 

 

 

 

a)  Obrigações emitidas à cotação na Euronext Lisbon;

 

 

 

 

 

b)  Obrigações emitidas à cotação na Bolsa do Luxemburgo.

 

 

 

 

59
MOTA‑ENGIL Driven by Purpose, Built with History
Em 31 de dezembro de 2025 e 2024, existiam operações de financiamento com compromissos de manutenção de covenants relacionados, maioritariamente, com rácios de endividamento (dívida líquida / EBITDA), determinados com base nas demonstrações financeiras consolidadas da Empresa e das suas subholdings, cujas condições foram negociadas de acordo com as práticas normais de mercado.
Em 31 de dezembro de 2025 e 2024, a Empresa encontrava-se a cumprir todos os covenants estabelecidos com as respetivas contrapartes.
Adicionalmente, em 31 de dezembro de 2025 e 2024, a maturidade média do endividamento (rubricas de empréstimos) da Empresa era de 2,5 e 2,3 anos, respetivamente.
Nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2025 e 2024, o movimento ocorrido nos empréstimos foi como se segue:

2025

 

 

 

 

 

 

 

 

Empréstimos bancários

Descobertos bancários

Contas caucionadas

Empréstimos por obrigações não convertíveis

Emissões de papel comercial

Outros empréstimos obtidos

Total

Saldo inicial em 1 de janeiro de 2025

284 458

35

-

316 112

97 135

221 916

919 655

Transações com impacto em caixa:

 

 

 

 

 

 

 

Recebimentos de empréstimos

333 554

-

84 178

198 500

437 379

1 155 180

2 208 791

Amortizações e reembolsos de empréstimos

(205 843)

(35)

(84 178)

(75 967)

(405 817)

(1 155 022)

(1 926 861)

 

127 712

(35)

-

122 532

31 562

159

281 930

Transações sem impacto em caixa:

 

 

 

 

 

 

 

Reconhecimento do custo amortizado

(3 545)

-

-

(3 510)

(26)

-

(7 082)

Encontro de contas com saldos devedores detidos pela Empresa

-

-

-

-

-

(22 146)

(22 146)

Saldo final em 31 de dezembro de 2025

408 624

-

-

435 134

128 672

199 928

1 172 358

2024

 

 

 

 

 

 

 

 

Empréstimos bancários

Descobertos bancários

Contas caucionadas

Empréstimos por obrigações não convertíveis

Emissões de papel comercial

Outros empréstimos obtidos

Total

Saldo inicial em 1 de janeiro de 2024

271 378

7

-

316 146

66 053

247 552

901 136

Transações com impacto em caixa:

 

 

 

 

 

 

 

Recebimentos de empréstimos

96 428

46 854

13 500

80 000

320 312

610 595

1 167 690

Amortizações e reembolsos de empréstimos

(84 177)

(46 826)

(13 500)

(79 154)

(289 220)

(562 144)

(1 075 021)

 

12 251

28

-

846

31 092

48 451

92 669

Transações sem impacto em caixa:

 

 

 

 

 

 

 

Reconhecimento do custo amortizado

828

-

-

(880)

(9)

-

(61)

Encontro de contas com saldos devedores detidos pela Empresa

-

-

-

-

-

(74 087)

(74 087)

Saldo final em 31 de dezembro de 2024

284 458

35

-

316 112

97 135

221 916

919 655

60
MOTA‑ENGIL Driven by Purpose, Built with History
22.Passivos de locação
Em 31 de dezembro de 2025 e 2024, as maturidades dos passivos de locação eram como se segue:

2025

 

 

 

 

 

 

Com vencimento

a 1 ano

(corrente)

a 2 anos

entre 2 e 5 anos

a mais de 5 anos

Total não corrente

Total

 

 

 

 

 

 

 

Passivos de locação

319

242

258

-

501

820

 

319

242

258

-

501

820

2024

 

 

 

 

 

 

Com vencimento

a 1 ano

(corrente)

a 2 anos

entre 2 e 5 anos

a mais de 5 anos

Total não corrente

Total

 

 

 

 

 

 

 

Passivos de locação

306

248

279

-

527

833

 

306

248

279

-

527

833

23.Provisões
A informação relativa a provisões, com referência a 31 de dezembro de 2025 e 2024, pode ser analisada como se segue:

 

 

 

 

 

2025

2024

Provisões

 

 

 

 

 

 

Provisões diversas

 

 

 

 

8 300

-

 

 

 

 

 

8 300

-

As provisões diversas, em 31 de dezembro de 2025, destinam-se, essencialmente, a fazer face a uma contingência identificada de natureza legal.
A informação relativa ao movimento das provisões, com referência aos exercícios findos em 31 de dezembro de 2025 e 2024, pode ser analisada como se segue:

 

 

 

 

 

2025

2024

Provisões

 

 

 

 

 

 

Saldo inicial

 

 

 

 

-

-

Aumentos (Nota 8)

 

 

 

 

8 300

-

 

 

 

 

 

8 300

-

61
MOTA‑ENGIL Driven by Purpose, Built with History
24.Fornecedores e credores diversos
A informação relativa aos fornecedores e credores diversos, com referência a 31 de dezembro de 2025 e 2024, pode ser analisada como se segue:

 

Correntes

 

2025

2024

Fornecedores:

 

 

Empresas associadas e outros acionistas (Nota 27)

4 544

4 067

Outros

3 308

1 470

 

7 852

5 537

 

 

 

Adiantamentos por conta de vendas de participações financeiras

646

924

Estado e outros entes públicos (exceto imposto sobre o rendimento)

545

459

Parcela variável de preço - Martifer SGPS (Nota 14)

-

10 000

Outros credores

140 191

152 083

 

141 381

163 466

 

149 233

169 003

Em 31 de dezembro de 2025 e 2024, o detalhe da rubrica de “Outros credores” era como se segue:

 

2025

2024

Empresas associadas, participadas e participantes (Nota 27):

 

 

Mota-Engil Engenharia e Construção

104 104

125 434

Mota-Engil Engenharia e Construção África

13 137

-

Mota-Engil Central Europe Management

8 031

8 031

Suma

7 169

9 769

Mota-Engil Europa

3 545

4 984

Mota-Engil Latin America BV

1 124

1 124

Mota-Engil Concessões

702

702

Outros

2 350

2 061

 

140 162

152 106

 

 

 

Outros

29

(22)

Outros credores

140 191

152 083

Em 31 de dezembro de 2025, o aumento ocorrido no saldo a pagar à Mota-Engil Engenharia e Construção África, deveu-se, essencialmente, à aquisição durante aquele exercício de créditos sobre a Mota-Engil Engenharia e Construção.
Por último, é convicção do Conselho de Administração da Empresa de que o valor pelo qual os passivos financeiros acima referidos se encontram registados na demonstração da posição financeira se aproxima do seu justo valor.
62
MOTA‑ENGIL Driven by Purpose, Built with History
25.Outros passivos correntes
A informação relativa aos outros passivos correntes, com referência a 31 de dezembro de 2025 e 2024, pode ser analisada como se segue:

 

2025

2024

Acréscimos de gastos

 

 

Encargos com férias e subsídio de férias

2 012

2 095

Juros a liquidar

10 347

11 647

Outros acréscimos de gastos (Outros)

4 273

9 476

 

16 632

23 218

26.Passivos contingentes
Em 31 de dezembro de 2025 e 2024, as garantias prestadas pela Empresa a terceiros sob a forma de garantias bancárias e de seguros caução, discriminadas por moeda, eram como se segue:

 

2025

2024

Coroas Checas

251

242

Dólares dos Estados Unidos

19 502

21 783

Euros

116 021

65 975

Nuevos Soles

6 362

8 406

 

142 136

96 406

Em 31 de dezembro de 2025 e 2024, as garantias prestadas pela Empresa a favor da administração fiscal portuguesa associadas a processos fiscais relacionados com o consolidado fiscal que encabeça ascendiam a cerca de 66.600 milhares de euros e 65.800 milhares de euros, respetivamente, ascendendo os processos fiscais em aberto a cerca de 49.000 milhares de euros e 48.700 milhares de euros, respetivamente. No entanto, a Empresa procedeu à impugnação judicial das respetivas liquidações adicionais recebidas, sendo entendimento do seu Conselho de Administração, com base no parecer dos seus assessores legais / fiscais, que as referidas impugnações judiciais serão procedentes, razão pela qual não foram registadas quaisquer provisões nas demonstrações financeiras anexas.
63
MOTA‑ENGIL Driven by Purpose, Built with History
27.Partes relacionadas
Em 31 de dezembro de 2025 e 2024 e nos exercícios findos naquelas datas, os saldos e as transações mantidas com partes relacionadas, correspondentes a empresas subsidiárias, empreendimentos conjuntos e associadas, bem como a acionistas da Empresa (com participações superiores a 10% do seu capital social), respetivos dirigentes e outras empresas por estes detidas, foram como se segue:

2025

Contas a receber e prestações suplementares

(Notas 14, 15 e 18)

Contas a pagar

 (Notas 21 e 24)

Serviços obtidos / Donativos

Juros suportados (Nota 9)

Prestação de serviços (Nota 3)

Juros obtidos (Nota 9)

Acionistas e empresas com acionistas comuns ao Grupo

123

1 458

1 457

-

-

-

Subsidiárias

1 142 460

343 176

3 563

10 290

25 111

7 183

Associadas e empreendimentos conjuntos

141

-

-

-

410

-

 

1 142 724

344 635

5 020

10 290

25 521

7 183

2024

Contas a receber e prestações suplementares

(Notas 14, 15 e 18)

Contas a pagar

 (Notas 21 e 24)

Serviços obtidos / Donativos

Juros suportados (Nota 9)

Prestação de serviços

(Nota 3)

Juros obtidos (Nota 9)

Acionistas e empresas com acionistas comuns ao Grupo

4 541

1 143

1 223

-

-

-

Subsidiárias

926 404

376 945

3 506

14 945

22 790

9 031

Associadas e empreendimentos conjuntos

744

-

-

-

(56)

-

 

931 689

378 088

4 729

14 945

22 734

9 031

Nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2025 e 2024, as prestações de serviços efetuadas a partes relacionadas foram realizadas a preços semelhantes aos praticados para as prestações de serviços efetuadas a clientes externos.
64
MOTA‑ENGIL Driven by Purpose, Built with History
A relação das principais empresas subsidiárias, empreendimentos conjuntos e associadas detidas direta ou indiretamente pela Mota-Engil SGPS com as quais esta manteve saldos e transações nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2025 e 2024, foram como se segue:

Empresas subsidiárias

 

 

 

 

 

Immo Park Gdansk Sp Zoo

 

 

 

 

 

Largo do Paço

 

 

 

 

 

Logz - Atlantic Hub

 

 

 

 

 

MECE Management SGPS

 

 

 

 

 

Mota-Engil Angola

 

 

 

 

 

Mota-Engil Capital

 

 

 

 

 

Mota-Engil Concessões

 

 

 

 

 

Mota-Engil Energia

 

 

 

 

 

Mota-Engil Europa

 

 

 

 

 

Mota-Engil Engenharia e Construção África

 

 

 

 

 

Mota-Engil Engenharia e Construção

 

 

 

 

 

Mota-Engil Global

 

 

 

 

 

Mota Internacional

 

 

 

 

 

Mota-Engil Latam Portugal

 

 

 

 

 

Mota-Engil Latin America BV

 

 

 

 

 

Mota-Engil Mediação de Seguros

 

 

 

 

 

Mota-Engil Mexico, SAPI

 

 

 

 

 

Mota-Engil Next

 

 

 

 

 

Mota-Engil Nigéria

 

 

 

 

 

Mota-Engil Peru

 

 

 

 

 

Mota-Engil Railway Engineering

 

 

 

 

 

Mota-Engil Real Estate SGPS

 

 

 

 

 

Sucursal da Colômbia da Mota-Engil Engenharia e Construção

 

 

 

 

 

Sucursal de Moçambique da Mota-Engil Engenharia e Construção África

 

 

 

 

 

Suma Tratamento

 

 

 

 

 

Empreendimentos conjuntos e associadas

 

 

 

 

 

Martifer SGPS

 

 

 

 

 

A lista completa de empresas detidas direta ou indiretamente pela Mota-Engil SGPS encontra-se divulgada no Apêndice A do Relatório e Contas consolidado.
Em 31 de dezembro de 2025 e 2024, a Mota-Engil SGPS era detida diretamente em 38,46% pela MGP e em 32,41% pela Epoch. Naquelas datas, nenhum outro acionista detinha mais de 10% do capital social da Empresa. Por outro lado, em 31 de dezembro de 2025 e 2024, a MGP era detida a 100% pelos acionistas individuais abaixo indicados. Por último, naquelas datas, a Epoch era detida em cerca de 59% pela China Communications Construction Group, cuja participação é imputada ao Estado da República Popular da China.
2025:

Herdeiros de António Manuel Queirós Vasconcelos da Mota

 

 

 

 

 

Manuel António da Fonseca Vasconcelos da Mota

 

 

 

 

 

Maria Inês da Fonseca Vasconcelos da Mota Sá

 

 

 

 

 

Maria Luísa da Fonseca Vasconcelos da Mota

 

 

 

 

 

Maria Manuela Queirós Vasconcelos Mota dos Santos

 

 

 

 

 

Maria Paula Queirós Vasconcelos Mota de Meireles

 

 

 

 

 

Maria Sílvia Fonseca Vasconcelos da Mota

 

 

 

 

 

Maria Teresa Queirós Vasconcelos Mota Neves da Costa

 

 

 

 

 

2024:

António Manuel Queirós Vasconcelos da Mota

Maria Manuela Queirós Vasconcelos Mota dos Santos

Maria Paula Queirós Vasconcelos Mota de Meireles

Maria Teresa Queirós Vasconcelos Mota Neves da Costa

65
MOTA‑ENGIL Driven by Purpose, Built with History
Adicionalmente, em 31 de dezembro de 2025 e 2024, encontravam-se incluídas na categoria “Acionistas e empresas com acionistas comuns ao Grupo” as seguintes entidades / pessoas singulares:
(i)As entidades, pessoas singulares e seus familiares diretos que sejam acionistas diretos ou indiretos da Mota-Engil SGPS;
(ii)As pessoas-chave da gerência e seus familiares diretos da Mota-Engil SGPS;
(iii)As entidades referidas em (i) onde detenham participações ou cargos de administração / gerência;
(iv)As entidades controladas pelas pessoas referidas em (ii).
Por último, em 31 de dezembro de 2025 e 2024, as principais empresas / entidades / pessoas singulares atrás referidas com as quais a Mota-Engil SGPS manteve saldos e transações naqueles exercícios, foram como segue:

Agrimota - Soc. Agric. e Florestal, S.A.

 

 

 

 

 

Antonio de Lago Cerqueira, S.A.

 

 

 

 

 

Carlos António Vasconcelos Mota dos Santos

 

 

 

 

 

CAVMS - Gestão de Participações, S.A.

 

 

 

 

 

Cuore - Investments 4 Life, Lda.

 

 

 

 

 

Dourowood -Entidade G. Florestal, S.A.

 

 

 

 

 

Emp. Agrícola Florestal Casa Costa, S.A.

 

 

 

 

 

Emp. de Gestão Florestal dos Chões, S.A.

 

 

 

 

 

Epoch Capital Investments BV

 

 

 

 

 

Ferfor Empresa Industrial, S.A.

 

 

 

 

 

Fundação Manuel António da Mota

 

 

 

 

 

José Manuel Mota Neves da Costa

 

 

 

 

 

Maria Manuela Queirós Vasconcelos Mota dos Santos

 

 

 

 

 

Mineira do Jarmelo, Lda.

 

 

 

 

 

Morada Certa, Lda.

 

 

 

 

 

Mota Gestão Concessões, SGPS, S.A.

 

 

 

 

 

Mota Gestão e Participações, SGPS, S.A.

 

 

 

 

 

Motadossantoswood, Lda.

 

 

 

 

 

Motawood - Ent. Gestão Florestal, S.A.

 

 

 

 

 

Novus Tempus, Mediação de Seguros, S.A.

 

 

 

 

 

Saiotes & Etc. - Festas Lda.

 

 

 

 

 

Sem Par-Soc. Imobiliária e Turística, S.A.

 

 

 

 

 

Vinciamo Consulting  Lda.

 

 

 

 

 

Xiao Di

 

 

 

 

 

No exercício findo em 31 de dezembro de 2025, os membros dos órgãos de administração da Mota-Engil SGPS, considerados pessoal-chave da gerência, eram como se segue:

Carlos António Vasconcelos Mota dos Santos

 

 

 

 

 

Clare Akamanzi

 

 

 

 

 

Francisco Manuel Seixas da Costa

 

 

 

 

 

Gonçalo Nuno Gomes de Andrade Moura Martins

 

 

 

 

 

Guangsheng Peng

 

 

 

 

 

Helena Sofia Salgado Cerveira Pinto

 

 

 

 

 

Isabel Maria Pereira Anibal Vaz

 

 

 

 

 

Jingchun Wang

 

 

 

 

 

José Carlos Barroso Pereira Pinto Nogueira

 

 

 

 

 

Li Guangming

 

 

 

 

 

Manuel António da Fonseca Vasconcelos da Mota

 

 

 

 

 

Maria Paula Queirós Vasconcelos Mota de Meireles

 

 

 

 

 

Paulo Sacadura Cabral Portas

 

 

 

 

 

Ping Ping

 

 

 

 

 

Xiao Di

 

 

 

 

 

66
MOTA‑ENGIL Driven by Purpose, Built with History
As remunerações atribuídas aos membros do Conselho de Administração nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2025 e 2024 ascenderam aos montantes de 4.407 milhares de euros (dos quais, 1.995 milhares de euros a título de remuneração fixa, 958 milhares de euros a título de outras remunerações, 1.089 milhares de euros a título de remuneração variável e 365 milhares de euros a título de senhas de presença) e de 4.394 milhares de euros (dos quais, 2.834 milhares de euros a título de remuneração fixa, 68 milhares de euros a título de outras remunerações, 1.121 milhares de euros a título de remuneração variável e 390 milhares de euros a título de senhas de presença), respetivamente.
As remunerações acima referidas foram determinadas pela Comissão de Vencimentos tendo em conta o desempenho individual e a evolução deste tipo de mercado de trabalho.
28.Anexo à Demonstração Separada dos Fluxos de Caixa
Os montantes relativos a investimentos financeiros liquidados / recebidos por meio de caixa e equivalentes de caixa nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2025 e 2024, foram como se segue:

 

2025

2024

Montantes pagos

 

 

Suprimentos

 

 

Mota-Engil Engenharia e Construção África

25 532

-

Mota-Engil Latam Portugal

15 450

43 602

Mota-Engil Engenharia e Construção

6 360

-

Mota-Engil Europa

5 022

25 156

Suma Tratamento

1 750

-

Mota-Engil Next

1 249

3 641

Mota-Engil Energia

1 137

-

 

 

 

Prestações suplementares

 

 

Mota-Engil Engenharia e Construção África

156 574

-

Mota-Engil Energia

2 700

-

Mota-Engil Capital

2 100

-

 

 

 

Martifer SGPS (Aquisição de créditos - Nota 14)

7 900

-

 

 

 

Outros

-

129

 

 

 

 

225 775

72 529

Montantes recebidos

 

 

Suprimentos

 

 

Mota-Engil Latam Portugal

16 352

20 100

Mota-Engil Europa

8 240

20 100

Mota-Engil Engenharia e Construção

156

-

Mota-Engil Capital

-

1 451

Mota-Engil Next

-

190

 

 

 

Prestações suplementares

 

 

Mota-Engil Capital

1 850

3 505

Mota-Engil Europa

-

28 250

 

 

 

Outros

-

611

 

 

 

 

26 598

54 107

 

 

 

67
MOTA‑ENGIL Driven by Purpose, Built with History
Nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2025 e 2024, os recebimentos provenientes de dividendos foram como se segue:

 

2025

2024

Montantes recebidos

 

 

Martifer SGPS

4 418

-

Mota-Engil Mediação de Seguros

1 100

-

Outros

83

-

 

5 600

-

29.Instrumentos financeiros
Os instrumentos financeiros, de acordo com as políticas contabilísticas descritas na Nota 2.3 (ii), foram classificados como se segue:

 

2025

2024

Ativos financeiros

 

 

Ativos financeiros registados ao custo amortizado

 

 

Caixa e equivalentes de caixa

5 575

10 843

Clientes - corrente

18 915

20 386

Outros devedores - Empresas associadas, participadas e participantes - corrente

47 751

30 059

Outros devedores - Empresas associadas, participadas e participantes - não corrente

143 264

136 654

Outros devedores - outros - corrente

41 675

28 559

Outros devedores - outros - não corrente

54 806

54 889

 

311 986

281 390

 

 

 

Outros investimentos financeiros registados ao justo valor através de outro rendimento integral

 

 

Ações

157

118

 

157

118

 

 

 

Instrumentos financeiros derivados

71

74

 

 

 

Outros ativos fora do âmbito da IFRS - 9

 

 

Ativos associados a contratos com clientes

3 998

2 823

 

3 998

2 823

Quantia escriturada dos ativos financeiros

316 212

284 406

 

2025

2024

Passivos financeiros registados ao custo amortizado

 

 

Empréstimos - corrente

468 693

473 216

Empréstimos - não corrente

703 665

446 439

Fornecedores - corrente

7 852

5 537

Credores diversos - corrente

141 381

163 466

 

1 321 591

1 088 658

Passivos financeiros fora do âmbito da IFRS - 9

 

 

Passivos de locação - corrente

319

306

Passivos de locação - não corrente

501

527

 

820

833

Quantia escriturada dos passivos financeiros

1 322 411

1 089 491

68
MOTA‑ENGIL Driven by Purpose, Built with History
Os impactos na demonstração do rendimento integral resultantes dos instrumentos financeiros acima referidos podem ser resumidos como se segue:

 

2025

2024

 

Demonstração dos resultados

Outro rendimento integral

Demonstração dos resultados

Outro rendimento integral

 

Gastos financeiros (Nota 9)

Rendimentos financeiros

(Nota 9)

Reserva de justo valor

Gastos financeiros (Nota 9)

Rendimentos financeiros

(Nota 9)

Reserva de justo valor

Ativos financeiros

 

 

 

 

 

 

Ao custo amortizado

-

8 317

-

-

10 539

-

Ao justo valor

-

75

-

-

1 705

-

 

-

8 393

-

-

12 244

-

Passivos financeiros

 

 

 

 

 

 

Ao custo amortizado

53 329

-

-

57 453

-

-

Ao justo valor

-

-

(3)

-

-

(1 213)

 

53 329

-

(3)

57 453

-

(1 213)

A Empresa está exposta, direta e/ou indiretamente através das suas empresas participadas, a uma variedade de riscos financeiros merecendo especial enfoque os riscos de taxa de juro, cambial, de liquidez e de crédito.
O processo de gestão de risco é uma parte integrante do sistema de controlo interno da Empresa que consiste no desenvolvimento de políticas e procedimentos de gestão com o objetivo de assegurar a criação de valor, a salvaguarda dos ativos, o cumprimento de leis e regulamentos e um ambiente de controlo que assegure o cumprimento dos valores éticos da Empresa e a fiabilidade da informação relatada.
Deste modo, a gestão de risco na Mota-Engil SGPS e nas suas empresas participadas (“Grupo” ou “Grupo Mota-Engil”) assenta num processo evolutivo de permanente identificação e controlo da exposição aos diferentes tipos de riscos inerentes à sua atividade, nas várias geografias e áreas de negócio em que está presente, promovendo o estudo e implementação de estratégias de mitigação dos principais riscos.
A gestão global de risco no Grupo Mota-Engil é da competência da Comissão Executiva da Mota-Engil SGPS e dos órgãos de administração e fiscalização das suas empresas participadas. Ao nível da Comissão Executiva, a responsabilidade pela área de Risco corporativo é atribuída a um administrador executivo.
O Grupo Mota-Engil, pela sua diversificação geográfica, com presença em 3 continentes e 22 países, está exposto a uma variedade de riscos financeiros, sendo que a sua política de gestão daqueles riscos visa minimizar impactos e efeitos adversos decorrentes da incerteza característica dos mercados financeiros. Esta incerteza, que se reflete em diversas vertentes, exige especial atenção e medidas concretas e efetivas de gestão.
A atividade de gestão do risco financeiro é coordenada pelas Áreas de Tesouraria Corporativa e de Controlo de Negócios, as quais coordenam e monitorizam a gestão de tesouraria e da carteira de dívida, e desenvolve-se de acordo e em conformidade com as orientações aprovadas pelo Conselho de Administração, com intervenção consultiva da Comissão de Risco e Auditoria Interna, que daquele é delegada, não deixando de ser uma responsabilidade das administrações de cada uma das unidades de negócio do Grupo.
A postura do Grupo relativamente à gestão dos riscos financeiros é conservadora, recorrendo, quando aconselhável, a instrumentos de cobertura de risco sempre na perspetiva de que estes se relacionem com a atividade normal e corrente, não assumindo nunca posições em derivados ou outros instrumentos financeiros que se revistam de caráter especulativo.
69
MOTA‑ENGIL Driven by Purpose, Built with History
Os diversos tipos de risco financeiro estão interrelacionados e as diversas medidas de gestão adotadas pretendem assegurar a prossecução do mesmo objetivo, isto é, a salvaguarda dos ativos e a diminuição da volatilidade dos fluxos de caixa e das rentabilidades esperadas.
Risco de taxa de juro
A política de gestão do risco de taxa de juro tem por objetivo a otimização do custo da dívida e a obtenção de um reduzido nível de volatilidade nos encargos financeiros, ou seja, pretende controlar e mitigar o risco de se incorrer em perdas resultantes de variações das taxas de juro a que se encontra indexada a dívida financeira da Empresa.
Nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2025 e 2024, a sensibilidade dos resultados financeiros da Empresa a alterações no indexante da taxa de juro dos empréstimos obtidos, pode ser analisada como se segue:

 

Impacto estimado

 

2025

2024

Variação nos juros suportados pela alteração de 1 p.p. na taxa de juro aplicada ao endividamento médio bruto do ano (excluíndo locações)

10 460

9 104

Blindagem por taxa fixa

(5 121)

(5 294)

Blindagem por spread fixo

(2 324)

-

Blindagem por instrumentos financeiros derivados de taxa de juro

(600)

(347)

Sensibilidade do resultado financeiro a variações da taxa de juro

2 415

3 463

As taxas de juro médias suportadas nos empréstimos obtidos pela Empresa, nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2025 e 2024, foram como se segue:

 

Taxa média (%)

 

2025

2024

Instituições de crédito

 

 

Empréstimos bancários

5,31

5,22

Mercado de valores mobiliários

 

 

Empréstimos por obrigações não convertíveis

5,58

5,77

Emissões de papel comercial

5,43

6,37

Em 31 de dezembro de 2025 e 2024, 57% e 42% da dívida bruta (correspondendo à rubrica de empréstimos) encontrava-se contratada a taxa variável e o custo médio daquela dívida ascendia a 5,3% e a 5,2%, respetivamente.
Em 31 de dezembro de 2025 e 2024, o período de repricing dos empréstimos obtidos era como se segue:

2025

Taxa

Repricing

 

Fixa

Spread

Variável

Total variável

0 - 3 meses

3 - 6 meses

6 - 12 meses

Empréstimos bancários

27 245

193 802

187 577

381 379

6 443

19 193

355 743

Descobertos bancários

-

-

-

-

-

-

-

Empréstimos por obrigações não convertíveis

356 160

38 609

40 365

78 974

-

4 963

74 011

Emissões de papel comercial

128 672

-

-

-

-

-

-

Outros empréstimos obtidos

-

-

199 928

199 928

199 928

-

-

 

512 076

232 411

427 871

660 282

206 372

24 156

429 754

2024

Taxa

Repricing

 

Fixa

Variável

0 - 3 meses

3 - 6 meses

6 - 12 meses

Empréstimos bancários

123 529

160 928

47 750

69 556

43 622

Descobertos bancários

-

35

-

35

-

Empréstimos por obrigações não convertíveis

308 703

7 410

-

7 410

-

Emissões de papel comercial

97 135

-

-

-

-

Outros empréstimos obtidos

-

221 916

221 916

-

-

 

529 367

390 289

269 666

77 001

43 622

70
MOTA‑ENGIL Driven by Purpose, Built with History
Risco de taxa de câmbio
O Grupo Mota-Engil operacionaliza os seus negócios a nível internacional através de diversas entidades em diferentes jurisdições, estando por isso exposto ao risco de taxa de câmbio.
Refira-se que ao nível do risco de taxa de câmbio existe um acompanhamento contínuo e sistemático das variações a que o Grupo está sujeito. Esse acompanhamento é efetuado pelas áreas de Tesouraria corporativa e de Controlo de Negócios da Empresa, consolidando e reportando a informação de todas as empresas presentes nas diversas geografias, quer ao nível de fluxos, saldos e dívida.
A exposição da Empresa ao risco de taxa de câmbio resulta sobretudo da presença de várias das suas participadas em diversos mercados, nomeadamente em África e na América Latina, que trazem novos desafios com a exposição a novas moedas e novas realidades económico-financeiras.
A política de gestão do risco de taxa de câmbio tem por objetivo a redução da volatilidade em investimentos e operações expressas em moeda externa (moedas que não o euro), contribuindo para uma menor sensibilidade dos resultados a flutuações cambiais.
O risco de taxa de câmbio no Grupo sintetiza-se de duas formas:
•Risco de transação – associado aos fluxos de tesouraria e aos valores dos instrumentos registados na demonstração da posição financeira, em que mudanças nas taxas de câmbio têm um impacto sobre os resultados e os fluxos de tesouraria; e
•Risco de translação – associado a flutuações no valor do capital investido nas empresas estrangeiras do Grupo, devido a alterações de taxas de câmbio.
Em termos de gestão do risco de taxa de câmbio, procura-se, sempre que possível ou aconselhável, realizar coberturas naturais de valores em exposição pelo recurso a dívida financeira denominada na moeda externa em que se expressam os valores em risco. Sempre que tal não se revele possível ou adequado, promove-se a contratação ou realização de outras operações baseadas em instrumentos financeiros derivados, estruturadas numa lógica de minimização do seu custo, nomeadamente para cobertura de riscos em transações cambiais futuras, com grande grau de certeza quanto a montante e datas de realização.
Salienta-se, por outro lado, que, principalmente nos mercados africanos, uma parte significativa dos contratos é denominada em euros ou em dólares norte-americanos, sendo, sempre que possível, indexado o câmbio ao valor do contrato registado em moeda nacional, com vista a eliminar qualquer risco de volatilidade com perda de valor.
Em 31 de dezembro de 2025 e 2024, os ativos e passivos financeiros da Empresa por moeda eram como se segue:

 

2025

2024

Moeda

Ativos

Passivos

Ativos

Passivos

Dólar dos Estados Unidos (USD)

5 108

31 024

4 907

84

Escudo de Cabo Verde (CVE)

-

1

-

1

Euro (EUR)

309 652

1 288 663

277 815

1 086 708

Forint Húngaro (HUF)

-

621

-

621

Kwanza de Angola (AON)

-

-

-

2

Libra Esterlina (GBP)

0

26

0

(1)

Peso Mexicano (MXN)

(0)

168

-

168

Real do Brasil (BRL)

-

126

-

126

Zloty Polaco (PLN)

1 452

1 782

1 684

1 781

 

316 212

1 322 411

284 406

1 089 491

71
MOTA‑ENGIL Driven by Purpose, Built with History
Nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2025 e 2024, a sensibilidade do resultado antes de imposto da Empresa (transações ocorridas no ano) a variações cambiais nas principais divisas a que esteve exposto, pode ser analisada como se segue:

Resultado antes de imposto

 

 

2025

2024

Impactos estimados pela apreciação em 1%:

 

 

 

 

do Dólar dos Estados Unidos (USD) face ao Euro (EUR)

 

 

23

33

Risco de liquidez
A gestão do risco de liquidez passa pela manutenção de um adequado nível de disponibilidades, assim como pela negociação de limites de crédito que permitam assegurar os meios financeiros necessários para solver compromissos no momento em que estes se tornam exigíveis.
A política de gestão do risco de liquidez do Grupo Mota-Engil tem por objetivo garantir que existem fundos disponíveis (saldos e fluxos financeiros de entrada) a cada momento no Grupo suficientes para que estes possam fazer face, em devido tempo, a todos os compromissos financeiros assumidos (fluxos financeiros de saída).
A obtenção de elevados níveis de flexibilidade financeira, fundamental para a gestão deste risco, tem vindo a ser prosseguida pelo recurso às seguintes medidas de gestão:
- Estabelecimento de relações de parceria com as entidades financiadoras, assegurando o seu apoio financeiro ao Grupo numa ótica de longo prazo, independentemente do contexto que possa condicionar os negócios;
- Contratação e manutenção de linhas de crédito excedentárias de curto prazo, que se constituem como reservas de liquidez, disponíveis para utilização a todo o momento;
- Realização de um rigoroso planeamento financeiro por empresa, concretizado na elaboração e revisão periódica de orçamentos de tesouraria, possibilitando a previsão antecipada de excedentes e défices futuros de tesouraria, e a otimização e gestão integrada de fluxos financeiros entre participadas do Grupo;
- Financiamento dos investimentos no médio e longo prazo, adequando as maturidades da dívida e o plano de pagamento das responsabilidades resultantes do financiamento à capacidade de geração de fluxos de caixa de cada projeto ou empresa;
- Início do processo de negociação dos refinanciamentos de empréstimos de médio e longo prazo a vencer no ano, com pelo menos um ano de antecedência sobre a respetiva maturidade;
- Contratação de financiamentos de médio e longo prazo de forma a reduzir a dependência de fundos mais voláteis de curto prazo e criando alguma imunização a fatores conjunturais dos mercados financeiros;
- Escalonamento do vencimento da dívida financeira ao longo do tempo, procurando estender a maturidade média da dívida para a tornar mais coincidente com o ciclo de libertação de meios e do grau de permanência de alguns ativos de longo prazo detidos pelo Grupo;
- Procura de novas fontes de financiamento e de novos financiadores, com o objetivo de:
•Diversificação geográfica – captação de recursos nos diversos mercados em que o Grupo desenvolve atividade;
•Diversificação de instrumentos de dívida – captação de fundos junto de fontes alternativas, reforçando o objetivo de uma maior desintermediação bancária.
72
MOTA‑ENGIL Driven by Purpose, Built with History
Em 31 de dezembro de 2025 e 2024, a posição de liquidez da Empresa (componente de capital e juros) detalha-se como se segue:

2025

< 1 ano

entre 1 e 2 anos

a mais de 2 anos

Indeterminado

Total

Ativos

 

 

 

 

 

Ativos financeiros registados ao custo amortizado

 

 

 

 

 

Caixa e equivalentes de caixa

5 575

-

-

-

5 575

Clientes

18 915

-

-

-

18 915

Outros devedores - Outros

41 675

54 806

-

-

96 480

Outros devedores - Empresas associadas, participadas e participantes

55 104

150 617

-

-

205 721

 

 

 

 

 

 

Outros investimentos financeiros registados ao justo valor

Ações

-

-

-

157

157

Instrumentos financeiros derivados

-

-

71

-

71

 

121 269

205 423

71

157

326 920

Passivos

 

 

 

 

 

Passivos financeiros registados ao custo amortizado

 

 

 

 

 

Fornecedores

7 852

-

-

-

7 852

Credores diversos

141 381

-

-

-

141 381

Empréstimos

530 059

232 666

517 668

-

1 280 393

 

 

 

 

 

 

Passivos financeiros fora do âmbito da IFRS - 9

 

 

 

 

 

Passivos de locação

343

257

266

-

865

 

679 636

232 923

517 933

-

1 430 492

 

 

 

 

 

 

 

(558 367)

(27 500)

(517 862)

157

(1 103 572)

2024

< 1 ano

entre 1 e 2 anos

a mais de 2 anos

Indeterminado

Total

Ativos

 

 

 

 

 

Ativos financeiros registados ao custo amortizado

 

 

 

 

 

Caixa e equivalentes de caixa

10 843

-

-

-

10 843

Clientes

20 386

-

-

-

20 386

Outros devedores - Outros

28 559

54 889

-

-

83 448

Outros devedores - Empresas associadas, participadas e participantes

42 827

149 422

-

-

192 249

 

 

 

 

 

 

Outros investimentos financeiros registados ao justo valor

Ações

-

-

-

118

118

Instrumentos financeiros derivados

74

-

-

-

74

 

102 689

204 311

-

118

307 118

Passivos

 

 

 

 

 

Passivos financeiros registados ao custo amortizado

 

 

 

 

 

Fornecedores

5 537

-

-

-

5 537

Credores diversos

163 466

-

-

-

163 466

Empréstimos

527 465

226 305

251 849

-

1 005 619

 

 

 

 

 

 

Passivos financeiros fora do âmbito da IFRS - 9

 

 

 

 

 

Passivos de locação

342

270

291

-

903

 

696 810

226 575

252 140

-

1 175 524

 

 

 

 

 

 

 

(594 120)

(22 264)

(252 140)

118

(868 406)

Adicionalmente, em 31 de dezembro de 2025, a Empresa mantinha linhas de crédito contratadas e não utilizadas de cerca de 106.300 milhares de euros (13.700 milhares de euros em 31 de dezembro de 2024). Por outro lado, até à data de aprovação destas demonstrações financeiras, a Empresa e o Grupo na qual se insere, já refinanciaram, ou encontram-se em processo de refinanciamento, de cerca de 397.000 milhares de euros e 290.000 milhares de euros, respetivamente.
Desta forma, o gap de liquidez a um ano remanescente será compensado pela liquidez a gerar em 2026, pelos fluxos financeiros oriundos das principais empresas participadas, para os quais não existem quaisquer restrições e pela eventual alienação de alguns ativos não estratégicos.
73
MOTA‑ENGIL Driven by Purpose, Built with History
Risco de crédito
A política de gestão do risco de crédito tem por objetivo garantir que as participadas do Grupo promovem a efetiva cobrança e recebimento dos seus créditos sobre terceiros nos prazos estabelecidos e / ou negociados para o efeito.
A mitigação deste risco é conseguida preventivamente, antes da exposição ao risco, pelo recurso a entidades fornecedoras de informação e perfis de risco de crédito que permitam fundamentar a decisão de concessão de crédito.
Posteriormente, depois de concedido o crédito, é promovida a manutenção de estruturas de controlo de crédito e cobrança implementadas ao nível de cada mercado, e, nalguns casos mais particulares, promove-se o recurso à contratação de seguros de crédito junto de reputadas companhias de seguros especializadas. Estas medidas contribuem para a manutenção dos créditos sobre clientes dentro de níveis não suscetíveis de afetar a saúde financeira das participadas do Grupo.
Adicionalmente, o desenvolvimento significativo da atividade do Grupo em África e na América Latina tem sido em parte promovido pelo desenvolvimento de uma estratégia comercial próxima e dirigida a um elevado e crescente número de clientes, espalhados por diversas áreas de negócio e polos geográficos, o que mitiga o risco.
Por outro lado, regista-se o facto de alguns dos maiores projetos que o Grupo tem em curso terem como promotores alguns dos maiores conglomerados privados a nível mundial, o que confere uma segurança acrescida ao nível da solidez financeira e de cobertura de crédito, existindo ainda de forma crescente o apoio de entidades multilaterais em África e na América Latina como financiadoras de projetos de infraestruturas promotoras do desenvolvimento económico e social em áreas como o Ambiente, a Energia e a Logística, o que assegura um conforto adicional ao nível do risco de crédito.
Apesar da tendência reforçada nos últimos anos para o desenvolvimento de projetos de dimensão superior, o Grupo tem uma dispersão muito significativa do seu relacionamento comercial, contando nestes projetos com o pagamento de adiantamentos que permitem reduzir de forma significativa o risco de crédito.
Em 31 de dezembro de 2025 e 2024, a exposição da Empresa ao risco de crédito era como se segue:

 

2025

2024

Ativos financeiros

 

 

Ativos financeiros registados ao custo amortizado

 

 

Caixa e equivalentes de caixa

5 575

10 843

Clientes - corrente

18 915

20 386

Outros devedores - Empresas associadas, participadas e participantes - corrente

47 751

30 059

Outros devedores - Empresas associadas, participadas e participantes - não corrente

143 264

136 654

Outros devedores - outros - corrente

41 675

28 559

Outros devedores - outros - não corrente

54 806

54 889

 

311 986

281 390

 

 

 

Instrumentos financeiros derivados

71

74

 

 

 

Outros ativos fora do âmbito da IFRS - 9

 

 

Ativos associados a contratos com clientes

3 998

2 823

 

3 998

2 823

Quantia escriturada dos ativos financeiros

316 055

284 288

74
MOTA‑ENGIL Driven by Purpose, Built with History
Em 31 de dezembro de 2025 e 2024, a qualidade do risco de crédito das contrapartes da Empresa, incluíndo instrumentos financeiros derivados, era como segue:

Moody's - Rating de crédito

2025

2024

A1; A2; A3

5 563

10 803

Baa1; Baa2; Baa3

53

25

Ba1; Ba2;Ba3

9

11

B1; B2; B3

3

6

Sem rating ou sem informação:

 

 

Empresas Grupo Mota-Engil

309 695

273 208

Outros

731

236

Total

316 055

284 288

O risco de crédito da Empresa, enquanto sociedade gestora de participações sociais, decorre, essencialmente, das aplicações de liquidez que mantém junto de instituições financeiras e das contas a receber e dos empréstimos concedidos às suas empresas participadas.
Em 31 de dezembro de 2025 e 2024, a antiguidade das contas a receber associadas às rubricas de “Clientes” e de “Outros devedores - Outros”, que não se encontravam em imparidade, era como se segue:

Clientes e outros devedores - outros

2025

2024

Valores Vencidos

 

 

] 0 ; 3 ] meses

3 905

4 554

] 3 ;  12] meses

23 065

7 055

] 1 ; 3 ] anos

10 118

22 302

Mais de 3 anos

70 103

64 083

 

107 191

97 996

 

 

 

Valores não vencidos

8 205

5 839

Total

115 396

103 834

Em 31 de dezembro de 2025 e 2024, mais de 99% dos saldos acima evidenciados são mantidos com empresas do Grupo, para as quais não foi identificado um risco de incumprimento nos próximos 12 meses.
75
MOTA‑ENGIL Driven by Purpose, Built with History
Justo valor
Em 31 de dezembro de 2025 e 2024, os instrumentos financeiros da Empresa registados ao justo valor eram como se segue:

2025

Custo amortizado

Justo valor

Total

Hierarquia de justo valor

Ativos

 

 

 

 

Ativos financeiros registados ao custo amortizado

 

 

 

 

Caixa e equivalentes de caixa

5 575

-

5 575

 

Clientes - corrente

18 915

-

18 915

 

Outros devedores - Empresas associadas, participadas e participantes - corrente

47 751

-

47 751

 

Outros devedores - Empresas associadas, participadas e participantes - não corrente

143 264

-

143 264

 

Outros devedores - outros - corrente

41 675

-

41 675

 

Outros devedores - outros - não corrente

54 806

-

54 806

 

 

 

 

 

 

Outros investimentos financeiros registados ao justo valor

Ações

-

157

157

Nível 3

Instrumentos financeiros derivados

-

71

71

Nível 2

 

311 986

228

312 214

 

Passivos

 

 

 

 

Passivos financeiros registados ao custo amortizado

 

 

 

 

Fornecedores

7 852

-

7 852

 

Credores diversos

141 381

-

141 381

 

Empréstimos

1 172 358

-

1 172 358

 

 

1 321 591

-

1 321 591

 

 

 

 

 

 

Outros passivos fora do âmbito da IFRS - 9

 

 

 

 

Passivos de locação

820

-

820

 

 

820

-

820

 

 

1 322 411

-

1 322 411

 

Em 31 de dezembro de 2025, o justo valor (apurado de acordo com o nível 3 da IFRS 13) dos instrumentos financeiros com taxa fixa (empréstimos bancários e empréstimos por obrigações não convertíveis), considerando para o desconto dos fluxos de caixa contratuais a taxa de juro suportada no último empréstimo de médio e longo prazo contratado pela Empresa, ascendia a cerca de 400.500 milhares de euros (383.405 milhares de euros de valor contabilístico).
76
MOTA‑ENGIL Driven by Purpose, Built with History

-2024

Custo amortizado

Justo valor

Total

Hierarquia de justo valor

Ativos

 

 

 

 

Ativos financeiros registados ao custo amortizado

 

 

 

 

Caixa e equivalentes de caixa

10 843

-

10 843

 

Clientes - corrente

20 386

-

20 386

 

Outros devedores - Empresas associadas, participadas e participantes - corrente

30 059

-

30 059

 

Outros devedores - Empresas associadas, participadas e participantes - não corrente

136 654

-

136 654

 

Outros devedores - outros - corrente

28 559

-

28 559

 

Outros devedores - outros - não corrente

54 889

-

54 889

 

 

 

 

 

 

Outros investimentos financeiros registados ao justo valor

Ações

-

118

118

Nível 3

Instrumentos financeiros derivados

-

74

74

Nível 2

 

281 390

192

281 582

 

Passivos

 

 

 

 

Passivos financeiros registados ao custo amortizado

 

 

 

 

Fornecedores

5 537

-

5 537

 

Credores diversos

153 466

10 000

163 466

Nível 3

Empréstimos

919 655

-

919 655

 

 

1 078 658

10 000

1 088 658

 

 

 

 

 

 

Outros passivos fora do âmbito da IFRS - 9

 

 

 

 

Passivos de locação

833

-

833

 

 

833

-

833

 

 

1 079 491

10 000

1 089 491

 

Em 31 de dezembro de 2024, o justo valor (apurado de acordo com o nível 3 da IFRS 13) dos instrumentos financeiros com taxa fixa (empréstimos bancários e empréstimos por obrigações não convertíveis), considerando para o desconto dos fluxos de caixa contratuais a taxa de juro suportada no último empréstimo de médio e longo prazo contratado pela Empresa, ascendia a cerca de 446.000 milhares de euros (432.232 milhares de euros de valor contabilístico).
Em 31 de dezembro de 2025 e 2024, atendendo à natureza dos ativos e passivos financeiros detidos pela Empresa, os primeiros associados, essencialmente, a contas a receber de empresas participadas e os segundos associados a operações de financiamento de curto e médio prazo, cujas taxas de juro não divergem significativamente das praticadas no mercado, o Conselho de Administração não estima diferenças materiais entre a sua quantia escriturada e o seu justo valor.
30.Eventos subsequentes
Em 2026, até à data de emissão do presente relatório, destacam-se os seguintes factos relevantes cujo detalhe se encontra adequadamente divulgado como informação privilegiada nos sítios da internet da Mota-Engil e da CMVM.
“MOTA-ENGIL INFORMA SOBRE ASSINATURA DO CONTRATO DE CONCESSÃO DO TÚNEL QUE LIGARÁ AS CIDADES DE SANTOS E GUARUJÁ, NO BRASIL NO VALOR DE CERCA DE 1,2 MIL MILHÕES DE EUROS
A Mota-Engil S.G.P.S., S.A. (Mota-Engil) informa que, através da sua subsidiária Mota-Engil Latam Portugal, assinou o contrato de concessão do projeto de Parceria Público Privada (PPP) para a construção, operação e manutenção do Túnel submerso Santos-Guarajá, no Estado de São Paulo, Brasil (“Concessão”), cujo montante de investimento ascende a cerca de 7,8 mil milhões de reais, equivalente a 1,2 mil milhões de euros, dos quais até 5,1 mil milhões de reais virão de aportes públicos durante a fase de construção, divididos igualmente entre o governo de São Paulo e o governo federal, sendo o restante da responsabilidade da empresa concessionária.
77
MOTA‑ENGIL Driven by Purpose, Built with History
O prazo da Concessão, em regime de disponibilidade, ascende a 30 anos, sendo que a mesma engloba a construção do primeiro túnel submerso no Brasil, com cerca de 1,5 quilómetros de extensão total, dos quais 870 metros submersos sob o canal de acesso ao porto de Santos, tendo a concessionária como compensação, após o início da operação, um valor de receita anual fixa equivalente a 436,1 milhões de reais. O contrato ainda antevê, durante o período de operação (25 anos), uma receita adicional estimada em cerca de 2,5 mil milhões de reais.
Por outro lado, o contrato de construção, com a duração de 5 (cinco) anos, representará um acréscimo na carteira de encomendas da Mota-Engil de cerca de 1.200 milhões de euros, contemplando a construção de um túnel com três faixas em cada sentido, com linha para Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), área dedicada a ciclovia e peões, bem como uma faixa viária que permitirá reduzir para cinco minutos a travessia que anteriormente demorava cerca de uma hora, com benefício para uma população de 720.000 pessoas que utiliza atualmente os acessos existentes, reforçando a competitividade do Porto de Santos, o maior da América Latina, dinamizando a atividade económica, tudo isto conjugado com um benefício considerável de sustentabilidade, traduzido na redução do consumo de combustíveis e na emissão de gases poluentes na região...“
“MOTA-ENGIL INFORMA SOBRE ASSINATURA DE UM CONTRATO DE COMERCIALIZAÇÃO E VENDA DE CRÉDITOS DE CARBONO
A Mota-Engil S.G.P.S., S.A. (Mota-Engil) informa que, através da sua participada Mamaland, celebrou um contrato exclusivo de comercialização e venda de créditos de carbono com a Trafigura Pte Ltd., um dos principais fornecedores e traders mundiais de commodities. Adicionalmente, este contrato prevê o pagamento de um montante inicial de até 100 milhões de dólares norte-americanos, dos quais 50% serão pagos na sequência da assinatura do mesmo, pelo direito de exclusividade e como adiantamento.
O referido contrato, com uma duração de 40 anos, abrange um portefólio de 14 florestas localizadas no Malawi, com uma área total aproximada de 550.000 hectares, exploradas ao abrigo de contratos de concessão celebrados com o Governo do Malawi. Aquelas florestas, ao longo do período de vigência do contrato, deverão gerar mais de 30 milhões de toneladas de créditos de remoção de carbono de elevada integridade, de acordo com a metodologia Verra “VM0047” e com certificação CCB (Verra ID 5730), sendo que os mesmos serão transacionados em mercado aberto, com as receitas a serem integralmente pagas à Mamaland, descontando a comissão de comercialização que a Trafigura terá direito...“
Por outro lado, em janeiro de 2026, a Mota-Engil, S.G.P.S., S.A. e o seu Presidente do Conselho de Administração receberam uma citação no âmbito de uma ação cível intentada num tribunal dos Estados Unidos da América, por parte de um Fundo de Investimento, em que este reclama compensação pelos alegados danos sofridos. A ação objeto da citação fundamenta-se nas declarações proferidas pelo Sr. Eng.º Carlos Mota Santos a um meio de comunicação social português, as quais foram, alegadamente, difamatórias. Adicionalmente, na mesma ação, são efetuados comentários (vagos, não suportados e, ou, infundados) sobre alguns factos / transações que envolveram o Grupo em anos anteriores, nomeadamente a entrada no seu capital social por parte da CCCC, a política de dividendos adotada e o desenvolvimento do negócio agroflorestal, entre outros. Tendo a Empresa cumprido com todos os requisitos de reporte e comunicação com os stakeholders, tanto requisitos externos (nomeadamente do foro legal e contabilístico, os quais foram objeto de apreciação sem reservas por parte do Regulador e dos Auditores), como internos (nomeadamente ao nível da sua estrutura de Governance), o Conselho de Administração está convicto, com base na opinião dos seus consultores legais, que a referida ação não será procedente, pelo que não irá incorrer em qualquer perda decorrente do desfecho da mesma. Por último, acresce referir que, quer a jurisdição, quer o próprio mérito da ação, foram objeto de impugnação por parte do Grupo em março de 2026, aguardando-se atualmente a decisão do tribunal sobre tais pretensões.
78
MOTA‑ENGIL Driven by Purpose, Built with History
31.Honorários pagos ao Auditor / Revisor Oficial de Contas
Remuneração Auferida pelo Auditor / Revisor Oficial de Contas
No exercício findo em 31 de dezembro de 2025, o Auditor / Revisor Oficial de Contas auferiu o montante de 428.500 euros relacionado com a Revisão legal e auditoria das contas individuais e consolidadas da Empresa (177.800 euros), bem como com a prestação de outros serviços de garantia de fiabilidade (250.700 euros).
32.Aprovação das demonstrações financeiras
Estas demonstrações financeiras foram aprovadas pelo Conselho de Administração em 23 de março de 2026. Contudo, as mesmas estão ainda sujeitas a aprovação pela Assembleia Geral de Acionistas nos termos da legislação comercial em vigor em Portugal.
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RELATÓRIOS DEFISCALIZAÇÃO
Parte 3
RELATÓRIO INDIVIDUAL 2025
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