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Graphics
TRANSPORTES AÉREOS PORTUGUESES, S.A.
2021
R
ELATÓRIO DE
G
ESTÃO
E
C
ONTAS CONSOLIDADAS

Graphics
2
RELATÓRIO DE GESTÃO
CONSOLIDADO
2021

Graphics
3
ÍNDICE

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4

1. ÓRGÃOS E CORPOS SOCIAIS

Transportes Aéreos Portugueses, S.A. (“TAP”, “TAP, S.A.”, “Empresa”, “Companhia” ou
“Sociedade”)

Quadriénio 2021-2024
Em 24 de junho de 2021 realizou-se a Assembleia Geral eletiva através da qual foram nomeados os
órgãos e corpos sociais para o Quadriénio 2021-2024.

Composição dos órgãos e corpos sociais da Sociedade à data de 31 de dezembro de 2021
Mesa da Assembleia Geral
Presidente António Macedo de Vitorino
Suplente David Fernandes de Oliveira Festas
Secretário da Sociedade Ana Maria Sirgado Malheiro

Conselho de Administração

Presidente Manuel Amaral Beja
Vogal Christine Ourmières-Widener
Vogal Ramiro José Oliveira Sequeira
Vogal Silvia Mosquera González
Vogal Alexandra Margarida Vieira Reis
Vogal Patrício Ramos Castro
Vogal Ana Teresa C. P. Tavares Lehmann
Vogal Gonçalo Neves Costa Monteiro Pires
Vogal João Pedro da Conceição Duarte
Vogal José Manuel Silva Rodrigues
O Vogal João Weber Ramos dos Reis Gameiro, nomeado a 24 de junho de 2021, apresentou renúncia com efeitos
a 30 de outubro de 2021.
O Vogal José Manuel Silva Rodrigues apresentou renúncia a 29 de dezembro de 2021, com efeitos a 31 de janeiro
de 2022.
A Vogal Alexandra Margarida Vieira Reis apresentou renúncia a 4 de fevereiro de 2022, com efeitos a 28 de
fevereiro de 2022.
O Vogal João Pedro da Conceição Duarte foi nomeado pelo Estado Português como Representante dos

Trabalhadores, tendo sido eleito previamente por sufrágio em todo o Grupo TAP.




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5

Comissão Executiva
Eleição em reunião do Conselho de Administração de 28 de junho de 2021
Presidente Christine Ourmières-Widener
Vogal Gonçalo Neves Costa Monteiro Pires
Vogal Alexandra Margarida Vieira Reis
Vogal Ramiro José Oliveira Sequeira
Vogal Silvia Mosquera González
Gonçalo Neves Costa Monteiro Pires foi nomeado para o cargo de Vogal da Comissão Executiva, com efeitos a
15 de outubro de 2021, por deliberação do Conselho de Administração, na sequência da renúncia apresentada
por João Weber Ramos dos Reis Gameiro.

Secretário da Sociedade
Eleição em reunião do Conselho de Administração de 28 de junho de 2021
Secretário da Sociedade Ana Maria Sirgado Malheiro
Secretário da Sociedade Suplente João Carlos Pugliese do Espírito Santo

Conselho Fiscal
Mandato
Posição

N
ome
Designação
Doc.
Mandatos exercidos
(Início Ǧ Fim)
Número
Data da 1ª designação
2021
-
2024
Presidente
Baker Tilly, PG & Associados, SROC,
S.A. represent
ada por
Paulo Jorge
Duarte Gil Galvão André
Assembleia Geral
3 13.Nov.2015


Vogal
Sérgio Sambade Nunes Rodrigues*
Assembleia Geral
3
13.Nov.2015

Vogal

Maria de Fátima Castanheira Cortês
Damásio Geada**
Assembleia Geral
1 24.Jun.2021

Vogal
José Manuel Fusco Gato
Assembleia Geral
1
24.Jun.2021
(*) Sérgio Sambade Nunes Rodrigues renunciou ao cargo de vogal do Conselho Fiscal com efeitos a 7 de janeiro de 2022
(**) Maria de Fátima Castanheira Cortês Damásio Geada renunciou ao cargo de vogal do Conselho Fiscal com efeitos a 31 de
dezembro de 2021

Revisor Oficial de Contas
Efetivo PricewaterhouseCoopers & Associados, SROC, Lda., representada por António
Joaquim Brochado Correia ou Hugo Miguel Patrício Dias.
Suplente Carlos Figueiredo Rodrigues


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6

Comissão de Vencimentos
Presidente Tiago Aires Mateus
Vogal Luís Manuel Delicado Cabaço Martins
Vogal Pedro Miguel Nascimento Ventura

Comissão de Monitorização dos Auxílios de Estado
Chairman Patricio Ramos Castro
Director Christine Ourmières-Widener
O Vogal João Weber Ramos dos Reis Gameiro, nomeado a 24 de junho de 2021, apresentou renúncia com efeitos
a 30 de outubro de 2021.

2. ESTRUTURA SOCIETÁRIA DA TAP, S.A. (CONTAS CONSOLIDADAS)
Em 31 de dezembro de 2021 a TAP, S.A. detinha 100% da subsidiária TAP Logistics Solutions, S.A.,
criada em 30 de dezembro de 2019 para operar no setor da carga e correio. Desta forma, as
demonstrações financeiras desta empresa foram incluídas pelo método integral nas demonstrações
financeiras consolidadas da TAP, S.A. em 31 de dezembro de 2021.

3. EVOLUÇÃO DA ATIVIDADE EM 2021
3.1. Introdução
A atividade em 2021 mostrou uma recuperação significativa, mas foi ainda impactada
pela pandemia de COVID-19, principalmente no início e no final do ano, com o
aparecimento de novas variantes. O ano de 2021 começou com restrições severas na maior
parte dos mercados onde a TAP opera, mas à medida que a vacinação progrediu, os governos
facilitaram as restrições às viagens, até dezembro, quando o setor foi de novo impactado pela
variante Omicron. Os destinos transatlânticos mais importantes para a TAP, Brasil e EUA,
apenas reabriram em setembro e novembro, respetivamente.
Os indicadores operacionais mostraram melhoria quando comparados com 2020, mas
ainda abaixo dos níveis de 2019. O número de passageiros aumentou em 25,1% para 5,8
milhões (34.2% do número de 2019) e os ASK aumentaram em 28,8% (no mês de dezembro
os ASK estavam em cerca de 72,6% do nível de 2019). O Load Factor decresceu ligeiramente
no ano para 63%.
A TAP enfrentou as restrições com o alargamento do seu portfolio de rotas introduzindo
vários destinos novos. A TAP lançou novos destinos para acelerar a recuperação (longo e
médio/pequeno curso) tais como Cancun, Punta Cana, Maceió, Zagreb, Ibiza, Fuerteventura,
Agadir, Oujda, Monastir e Djerba.

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7

A Carga manteve o seu ritmo de crescimento com a TAP a responder ao aumento da
procura durante 2021. No contexto da forte procura do segmento de carga, a TAP
acompanhou o mercado crescendo 88% YoY, aumentando o seu peso no total de receitas da
TAP para 17,0%.
Ao longo do ano, a TAP continuou a implementar todas as medidas parte do plano de
entregue à Comissão Europeia no contexto do Auxílio de Emergência. A TAP continuou
o seu trabalho de corte de custos e iniciativas de transformação com o objetivo de cumprir o
plano de negócios entregue à Comissão Europeia em dezembro de 2020 (“Plano de
Reestruturação” ou “Plano”) aprovado em dezembro de 2021.
No contexto do auxílio de reestruturação
(“Auxílio de Reestruturação”)
e compensações
por danos COVID
(“Compensações por Danos COVID”)
, foram efetuados dois aumentos
de capital (em maio e em dezembro), sendo que no final do ano o Estado Português
tornou-se acionista único da TAP, S.A.. Em maio o Estado Português aumentou a sua
participação acionista para 92% e em dezembro de 2021 para 100%. Em resultado a TAP -
Transportes Aéreos Portugueses, SGPS, S.A. (“TAP SGPS”, “Grupo TAP” ou “Grupo”), antigo
acionista da TAP S.A. tornou-se uma companhia independente da TAP, também detida em
maioria pelo Estado Português.
Em resultado do aumento da participação acionista, em junho de 2021 o Estado
Português nomeou um novo Conselho de Administração e uma nova e alargada
Comissão Executiva, trazendo novas competências à Empresa.
Em dezembro de 2021 o Plano de Reestruturação da TAP foi aprovado pela Comissão
Europeia com um Auxílio de Reestruturação total de EUR 2,55 mil milhões ao Grupo TAP dos
quais EUR 990 milhões não foram ainda recebidos, sendo que o período de reestruturação
durará até 2025. Adicionalmente, a Empresa recebeu, em 2021, Compensações por Danos
COVID num valor total de EUR 640 milhões.


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8

3.2. Enquadramento Setorial
Enquadramento Económico
Fonte: FMI (Fevereiro 2022), FMI - World Economic Outlook Update (Janeiro 2022) – World Trade Organization (Outubro 2021).
Em 2021, a economia global cresceu face ao ano anterior, sendo estimado que o PIB mundial registe
um crescimento de 5,9% (vs. um decréscimo de 3,1% em 2020). Portugal, tendo uma economia muito
dependente do turismo (setor muito afetado pela pandemia), deverá registar uma recuperação mais
lenta que a Zona Euro, sendo estimado um crescimento do PIB de 4,4%. De modo geral, o ano de
2021 foi um ano de recuperação económica, sendo expectável um crescimento de 10,8% do comércio
global, invertendo a contração registada em 2020.
Fonte: BCE (via Bloomberg), preço médio diário.
No decurso de 2021, o EUR valorizou face ao USD, com o câmbio médio a subir 3,5% face ao ano
anterior, tendo uma performance bastante forte na primeira metade de 2021 e desvalorizando na
segunda metade do ano. Ao longo do ano, a taxa de câmbio EUR/USD atingiu o mínimo de 1,1206 no
último trimestre de 2021, perto do valor registado a 31 de dezembro de 2021, com o câmbio de 1,1326.
No mesmo sentido, o EUR valorizou face ao BRL em 2021, com a taxa de câmbio EUR/BRL média a
aumentar em 8,2% face ao ano de 2020. O fraco desempenho do Real Brasileiro foi atribuído ao
cenário político instável, assim como à crise económica e de saúde pública causada pela pandemia de
COVID-19.
Fonte: Bloomberg (Brent) e Platts (Jet Fuel), preço médio diário.
Os preços do Brent continuaram a apresentar elevados níveis de volatilidade em 2021, variando entre
os 51,09 USD/bbl e 86,40 USD/bbl, tendo o preço médio aumentado em 66,5% face ao ano anterior.
Indicadores Macro
Var %
Crescimento Real do PIB
Global -3,1% 5,9% 9,0 p.p.
Zona Euro -6,3% 5,0% 11,3 p.p.
Portugal -8,4% 4,4% 12,8 p.p.
América do Norte -4,0% 6,0% 10,0 p.p.
América Latina -7,0% 6,3% 13,3 p.p.
África -1,6% 5,1%
6,7 p.p.
Médio Oriente -4,0% 2,7% 6,7 p.p.
Ásia-Pacífico -1,1% 6,5% 7,6 p.p.
Crescimento do Comércio
Global -5,3% 10,8% 16,1 p.p.
2020
2021E
2021E vs
2020
Evolução Cambial FY1T2T3T4T
FY
EUR 1 em 2020 2021 2021 2021
2021 2021
USD 1,142 1,205 1,206 1,179 1,144 1,183 3,5%
BRL 5,894 6,599 6,381 6,159 6,382 6,378 8,2%
FY2021 vs.
FY2020
Evolução do Petróleo e Derivados FY 1T 2T 3T 4T
FY
em USD 2020 2021 2021 2021 2021 2021
Brent (USD/bbl) 42,3 60,7 68,6 73,0 79,4 70,5 66,5%
Jet Fuel (USD/mT) 360,3 511,9 577,5 626,8 718,9 609,6 69,2%
FY2021 vs.
FY2020

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9

Da mesma forma, o preço médio do Jet Fuel aumentou 69,2% em relação ao preço médio de 2020.
Esta forte valorização do preço é explicada pelo aumento da procura por combustível devido à
reabertura das economias e à incerteza na procura se traduziu em desinvestimento por parte dos
produtores, que após a crise pandémica têm demonstrado dificuldade em aumentar a sua capacidade
de produção.
Setor da Aviação Comercial
Fonte: IATA - Industry Statistics (Novembro 2021), IATA - Air Passenger Market Analysis (Dezembro 2021).
O setor da aviação continuou a recuperar da forte redução na procura provocada pela pandemia
COVID-19. Ainda assim, é evidente que apesar da melhoria nas métricas de desempenho do setor no
ano de 2021, as mesmas continuam longe dos valores de referência do ano de 2019. Estima-se que
no ano de 2021, a capacidade global do setor, medida por ASK, tenha diminuído 48,8% face ao ano
de 2019 apresentando melhorias face ao ano de 2020. É notório que apesar da redução ser
significativa em todas as regiões do globo, a América do Norte destaca-se pela positiva quando
comparando com as outras regiões. O tráfego de passageiros, medido pela métrica RPK, também
apresenta um valor 58,4% abaixo do ano de 2019 embora com uma ligeira recuperação comparando
com o ano de 2020.
Fonte: IATA - Industry Statistics (Novembro 2021), IATA - Air Cargo Market Analysis (Dezembro 2021).

Regiões
Global
26,4
-137,7 -51,8
-78,2
Europa 6,5
-34,5 -20,9
-27,4
América do Norte 17,4
-35,1 -5,5
-22,9
América Latina -0,7
-11,9 -5,6
-4,9
Ásia-Pacífico 4,9
-45,6 -11,2
-16,1
África -0,3
-2,2 -1,9
-1,6
Médio Oriente -1,5
-8,5 -6,8 -5,3
Resultado Líquido, USD mil milhões
2019
2020
2021E
2021E vs
2019
vs. 2019 vs. 2019
Regiões
Global 3,4% -56,7% -48,8% 4,2% -65,9% -58,4%
Europa 3,5% -62,4% -51,9% 4,2% -69,8% -61,3%
América do Norte 2,9% -50,2% -29,9% 4,0% -65,2% -39,0%
América Latina 3,0% -58,3% -43,9% 4,2% -62,1% -47,4%
Ásia-Pacífico 4,4% -54,1% -56,7% 4,7% -62,0% -66,9%
África 4,5% -62,3% -55,1% 4,7% -69,3% -62,8%
Médio Oriente 0,1% -63,2% -55,5% 2,3% -72,1% -69,9%
Capacidade (ASK) var %
vs ano anterior
vs ano anterior
Tráfego de Passageiros (RPK) var %
2019 2020 2021E2021E2019 2020

Graphics


10

Em linha com o ano anterior, o resultado líquido estimado no setor continuou negativo, sendo
esperados resultados negativos em todas as regiões de aproximadamente USD 51,8 mil milhões, valor
que compara com USD -137,7 mil milhões em 2020.
1) Variação % dos RPK e CTK de 2021E vs. 2019.
Fonte: IATA - Industry Statistics (Novembro 2021), IATA - Air Cargo Market Analysis (Dezembro 2021).
Como referido, os principais indicadores mostram uma recuperação face ao ano de 2020, mas estão
longe do ano de referência de 2019. Estima-se que a receita global de passageiros aumente em 2021
face a 2020, continuando 62,6% abaixo quando comparada com a receita de 2019. Estima-se que a
Yield de passageiros tenha tido uma melhoria de 2,0% face ao ano de 2020, após ter caído 8,8% no
ano anterior, e o Load Factor de passageiros aumente para 67,1%, percentagem que compara com
65,1% de 2020. No segmento da carga, existiu uma performance favorável face ao ano de 2020 e
2019, tendo sido 73,6% superior à receita global ao ano de 2019. A Yield de carga aumentou 15% em
relação ao ano de 2020 e estima-se que o Load Factor tenha sido de 56,1%.

3.3. Performance Operacional e Económico-Financeira
Performance Operacional
1) Inclui Pessoal ativo e Pessoal em regime de layoff simplificado.
Os indicadores operacionais do ano de 2021 mostram uma recuperação significativa quando
comparados com os do ano 2020, nomeadamente houve uma melhoria expressiva no número de
passageiros transportados (+25,1% YoY), na procura expressa em RPK que registou um crescimento
Receita global
USD mil milhões
Passageiros
607,0 189,0 227,0
-62,6%
Yield, % YoY
-3,7% -8,8% 2,0%
n.d.
Load Factor, %
82,6% 65,1% 67,1%
-15,5 p.p.
RPK, % YoY
4,2% -65,9% 18,0%
-58,4%
1
Carga, USD mil milhões
100,8 128,8 175,0
73,6%
Yield, % YoY
-8,2% 40,0% 15,0%
n.d.
Load Factor, %
46,7% 54,5% 56,1%
9,4 p.p.
CTK, % YoY
-3,2% -8,7% 18,2%
6,9%
1
2021E vs
2019
2020
2021E
2019
Valor %
Passageiros ('000)
5.827 4.657 1.170
+25,1%
RPK (milhões)
14.917 11.876 3.041
+25,6%
ASK (milhões)
23.663 18.376 5.287
+28,8%
Load Factor (%)
63,0 64,6 -1,6 p.p.
s.s.
Block Hours
195.636 147.213 48.423
+32,9%
Número de Partidas
61.664 47.900 13.764
+28,7%
Etapa média (km)
2.147 2.044 103
+5,0%
Quadro do Pessoal Ativo (final do período)
1)
6.626 8.106 -1.480 -18,3%
FY2 0
Variação
TAP, S.A. Consolidado
FY2 1

Graphics


11

de 25,6% YoY e na capacidade (medida em ASK) que aumentou 28,8% YoY. Em oposição, o Load
Factor teve um ligeiro decréscimo em 1,6 p.p. YoY, para 63,0%.

Performance Económico-Financeira

1) EBIT Recorrente = Resultado Operacional + Custos de reestruturação + Outros itens não recorrentes.
2) EBITDA = Resultado Operacional + Depreciações, amortizações e perdas por imparidade.
3) EBITDA Recorrente = Resultado Operacional + Custos de reestruturação + Outros itens não recorrentes + Depreciações, amortizações e
perdas por imparidade.
Resultados Operacionais
2021 foi um ano de recuperação das receitas com um total de rendimentos operacionais 31% acima
do valor de 2020 alcançando EUR 1.388,5 milhões, valor impulsionado sobretudo pelos segmentos de
rendimentos de passageiros, no valor de EUR 1.067,2 milhões (+25,8% YoY), e de receitas de carga
e correio, no valor de EUR 236,2 milhões (+88,0%).
TAP, S.A. Consolidado
EUR milhões
Valor %
Rendimentos operacionais
1.388,5 1.060,2 328,4
+31,0%
Passagens 1.067,2 848,4 218,8
+25,8%
Manutenção 54,2 67,9 -13,7
-20,1%
Carga e Correio 236,2 125,7 110,5
+88,0%
Outros rendimentos 30,9 18,2 12,7
+69,4%
Gastos operacionais
2.877,2 2.024,9 852,3
+42,1%
Combustível para aeronaves 340,5 260,5 80,0
+30,7%
Custos Operacionais de Tráfego 372,2 350,8 21,4
+6,1%
Custos com o Pessoal 373,4 419,7 -46,3
-11,0%
Gastos com manutenção de aeronaves 19,4 24,4 -5,0
-20,5%
Custo dos materiais consumidos 30,2 40,3 -10,1
-25,1%
Custos comerciais, marketing e comunicação 71,4 69,2 2,2
+3,2%
Imparidade de contas a receber, inventários e Provisões 51,4 44,1 7,3
+16,7%
Outros gastos 118,3 125,0 -6,7
-5,3%
Reestruturação -14,2 96,1 -110,3
-114,8%
Outros itens não recorrentes 1.024,9 10,3 1.014,7
>+200%
Depreciações, amortizações e perdas por imparidade 489,7 584,7 -95,0
-16,2%
EBIT (Resultado Operacional)
-1.488,7 -964,8 -523,9
s.s.
Margem EBIT -107,2% -91,0% -16,2 p.p.
s.s.
EBIT Recorrente
1)
-478,0 -858,4 380,4 s.s.
Margem EBIT Recorrente -34,4% -81,0% +46,5 p.p.
s.s.
Juros e rendimentos similares obtidos 34,0 33,6 0,4
+1,2%
Juros e gastos similares suportados -293,6 -245,8 -47,8
+19,4%
Rendimenttos / Gastos de Overhedge 8,7 -165,3 174,0 +105,2%
Diferenças de câmbio líquidas -175,5 162,1 -337,6
<-200%
Resultado antes de impostos
-1.915,1 -1.180,2 -734,9
s.s.
Imposto sobre o rendimento 316,0 -50,1 366,1
>+200%
Resultado líquido do período
-1.599,1 -1.230,3 -368,9
s.s.
EBITDA
2)
-999,0 -380,1 -618,9 s.s.
Margem EBITDA -71,9% -35,9% -36,1 p.p.
s.s.
EBITDA Recorrente
3)
11,7 -273,7 285,5 s.s.
Margem EBITDA Recorrente 0,8% -25,8% +26,7 p.p. s.s.
FY2 0
Variação
FY2 1

Graphics


12

Comparado com 2020, houve uma subida generalizada da atividade de transporte aéreo em todos os
segmentos geográficos com exceção daqueles destinos em que os confinamentos e outras medidas
restritivas relacionadas com o COVID-19 duraram mais tempo nomeadamente na América Latina
(Atlântico Sul e Central), no qual o Brasil, (um mercado chave para a TAP) apenas reabriu as suas
fronteiras a restrições em setembro de 2021.
Por outro lado, as rotas para/do Norte Atlântico foram aquelas com maior percentagem de aumento
crescendo 69,7% YoY. As rotas africanas também verificaram um aumento significativo (+57,1%),
seguidas de Portugal Continental e Ilhas (+41,9% YoY). Os destinos europeus também tiveram com
boa performance crescendo 21,1% YoY, apesar de algumas medidas não generalizadas e lockdowns
ocasionais que tiveram lugar no continente ao longo do ano.
De uma perspetiva de exposição aos mercados, em 2021 a Europa (associada com Portugal
Continental e Ilhas) foi o segmento geográfico onde a maior parte dos rendimentos operacionais foi
gerado, representando 44,4% dos mesmos numa base standalone, com a Europa a representar 34,7%
dos Rendimentos de Passagens (-1,4 p.p. e -6,2 p.p. do que em 2020 e em 2019), enquanto Portugal
Continental e Ilhas tiveram 9,7% dos mesmos (+1,1 p.p. and +1,9 p.p. do que em 2020 e 2019,
respetivamente). Não obstante, as alterações mais significativas nos Rendimentos de Passagens
foram verificadas nas rotas transatlânticas com a América Latina (América do Sul e Central) a gerar
19,2% dos mesmos, uma descida de 8,0 p.p. e 6,8 p.p., comparando com 2020 e 2019,
respetivamente, enquanto o Atlântico Norte consolidou a sua importância no negócio de transporte
aéreo da TAP sendo responsável por 18,6% dos Rendimentos de Passagens uma subida de 4,8 p.p.
vs. 2019. Africa, apesar de ser a área à qual a TAP está menos exposta, ganhou peso representando
agora 17,5%, o que reflete um aumento de 3,5 p.p. e 6,7 p.p. face a 2020 e 2019, respetivamente.
Em 2021 carga e correio foram responsáveis por 17,0% dos rendimentos operacionais (vs. apenas
11,9% em 2020) atingindo EUR 236,2 milhões, um aumento de 88% YoY. A área de manutenção e
engenharia foi ainda muito impactada pela pandemia caindo pelo 2º ano consecutivo em 20,1% para
EUR 54,2 milhões, embora tenha apresentado um aumento muito encorajador de 63,7% no último
trimestre do ano.
Os gastos operacionais recorrentes ascenderam a EUR 1.866,5 milhões em 2021, o que representa
uma diminuição de EUR 52,1 milhões (-2,7%) quando comparados com o mesmo período de 2020,
começando a refletir as medidas de reestruturação implementadas pela Empresa, nomeadamente
depreciações, amortizações e perdas por imparidade (decréscimo de EUR 95,0 milhões e -16,2%
YoY), custos com pessoal (decréscimo de EUR 46,3 milhões e -11,0% YoY), gastos de manutenção
de aeronaves (decréscimo de EUR 5,0 milhões e -20,5% YoY) e custo dos materiais consumidos
(decréscimo de EUR 10,1 milhões e -25,1% YoY). A diminuição dos custos com pessoal reflete já a
diminuição (em termos líquidos) de 1.480 empregados ao longo do ano e os cortes nos salários que
começaram em março de 2021, no âmbito do Plano de Reestruturação.
Outras rubricas de gastos aumentaram em consequência da recuperação da atividade, mas todas
diminuíram em percentagem das vendas de passageiros e carga. Os maiores aumentos em valor
absoluto verificaram-se nas rubricas de custos com combustível em EUR 80,0 milhões e custos
operacionais de tráfego EUR 21,4 milhões.

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13

O EBIT recorrente aumentou EUR 380,4 milhões em 2021 para EUR -478,0 milhões de euros,
enquanto o EBITDA recorrente ascendeu a EUR 11,7 milhões (no 2º semestre de 2021, o EBITDA
recorrente foi positivo em EUR 176,4 milhões).
No último trimestre de 2021, no âmbito da aprovação Plano de Reestruturação da TAP SGPS e
respetiva reorganização, a TAP registou custos não recorrentes de EUR 1.024,9 milhões. Esta rubrica
é composta por perdas por imparidade em contas a receber da TAP SGPS no montante de EUR 884,7
milhões e pelo registo de uma provisão no montante de EUR 140,3 milhões referente à estimativa de
encargos adicionais que a TAP terá que suportar relacionados com a referida reorganização societária,
incluindo os decorrentes do processo de liquidação da TAP ME Brasil.
Desta forma, e depois do impacto dos custos não recorrentes, registou-se uma diminuição no EBITDA
de EUR 618,9 milhões, fixando-se nos EUR -999,0 milhões, e uma diminuição no resultado operacional
(EBIT) de EUR 523,9 milhões, fixando-se nos EUR -1.488,7 milhões, em 2021.
Resultados Financeiros
O aumento em juros e despesas similares em EUR 47,8 milhões YoY (+19,4%) foi na sua maioria
devido ao aumento da componente de juros associada ao empréstimo do Estado convertido em capital
no final do ano.
Resultado Líquido
A perda líquida do ano foi de EUR 1.599,1 milhões e foi negativamente impactada pelas perdas
cambiais do EUR frente ao USD sendo que beneficiou dos ativos por impostos diferidos registados em
2021. A atividade de hedging foi positiva no ano de 2021 impactado positivamente o resultado líquido.
Posição Financeira
Em 2021 a TAP teve dois aumentos de capital por injeção de fundos no contexto do Auxílio de
Reestruturação e Compensações por Danos COVID aprovadas pela Comissão Europeia
nomeadamente:
1. Aumento de capital de EUR 462 milhões em 24 maio 2021, em seguida à aprovação das
Compensações por Danos COVID sofridos entre 19 de março de 2020, e 30 de junho de 2020;
2. Aumento de capital de EUR 536 milhões em 30 dezembro 2021, em seguida às aprovações
das Compensações por Danos COVID sofridos entre 30 junho 2020 e 31 de março 2021 e do
Auxílio de Reestruturação em 21 de dezembro de 2021 (ver seção Auxílio de Reestruturação
e Compensações por Danos COVID).
TAP, S.A. Consolidado
EUR milhões Valor %
Total do Ativo 4.718,1 4.957,1 -239,0 -4,8%
Ativo não corrente 3.479,3 3.216,4 263,0 +8,2%
Ativo corrente 1.238,7 1.740,7 -502,0 -28,8%
Capital Próprio -468,1 -1.154,3 686,2 +59,4%
Total do Passivo 5.186,1 6.111,4 -925,2 -15,1%
Passivo não corrente 3.440,9 3.024,4 416,5 +13,8%
Passivo corrente 1.745,3 3.087,0 -1.341,7 -43,5%
31-Dez-21
31-Dez-20
Variação

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14

Em 30 dezembro de 2021, foram realizadas as seguintes transações no capital próprio:
1. Aumento de capital de EUR 503,5 milhões para EUR 657,8 milhões, através da conversão de
prestações suplementares num total de EUR 154,4 milhões.
2. Redução do capital social para EUR 0, para cobertura parcial de prejuízos acumulados;
3. Aumento do capital social de EUR 0 para EUR 1.794 milhões totalmente subscrito pelo Estado
Português composto por (i) EUR 1.258,1 milhões através da conversão do empréstimo no
contexto do Auxílio do Estado (incluindo juros capitalizados) e (ii) uma quantia adicional de
EUR 536 milhões.
4. O montante de EUR 1.794 milhões foi reduzido a EUR 904 milhões para cobertura parcial de
prejuízos acumulados.
Depois destas transações e da consolidação do resultado líquido do período, o capital próprio
aumentou em EUR 686,2 milhões para EUR -468,1 milhões.
Depois do aumento de capital de maio a República Portuguesa através da Direção-Geral do Tesouro
e Finanças
(“
DGTF
”)
tornou-se acionista direto da TAP com uma participação acionista de cerca de
92%, sendo os remanescentes 8% detidos pela TAP SGPS, e depois do aumento de capital de
dezembro a DGTF tornou-se acionista único da TAP.
Financiamentos e Passivos de Locação
A dívida financeira bruta (que exclui passivos de locação sem opção de compra) registou um
decréscimo de EUR 1.109,5 milhões devido à conversão em capital próprio do financiamento do Estado
Português através do Auxílio de Reestruturação aprovado pela Comissão Europeia no seu valor total
nessa data de EUR 1.258,1 milhões (incluindo capitalização de juros) em 30 de dezembro de 2021.
Os passivos com opção de compra aumentaram em EUR 105,1 milhões como resultado do
financiamento de 2 novos aviões que juntaram à frota em 2021, recorrendo a este tipo de
financiamento.
Os passivos de locação sem opção de compra aumentaram em EUR 79,9 milhões (+3,9%) durante
2021 em resultado de novos contratos para financiar novos aviões.
A rubrica de caixa e equivalentes de caixa aumentou para EUR 812,6 milhões em 31 de dezembro de
2021, valor para o qual contribuiu a injeção de caixa de 30 de dezembro de 2021 de EUR 536,0 milhões
no contexto dos Auxílios de Reestruturação e Compensações por Danos COVID aprovados em
dezembro.
TAP, S.A. Consolidado
EUR milhões Valor %
Dívida Financeira
1.480,9 2.590,4 -1.109,5 -42,8%
Empréstimos bancários e obrigacões
937,2 941,0 -3,8 -0,4%
Financiamento Estado Português
- 1.210,8 -1.210,8 s.s.
Passivos de locação com opção de compra
543,7 438,6 105,1 +24,0%
Caixa e equivalentes
812,6 518,8 293,8 +56,6%
Dívida Financeira Líquida
668,3 2.071,6 -1.403,3 -67,7%
Passivos de locação sem opção de compra
2.118,5 2.038,6 79,9 +3,9%
31-Dez-21
31-Dez-20
Variação

Graphics


15

Por último, uma referência ao rating da TAP que, em consequência da COVID-19, sofreu um
downgrade em março de 2020 tal como muitas empresas do setor aéreo. O rating de crédito de
emitente de longo prazo atribuído à
TAP pela S&P Global Ratings Europe Limited (“S&P”) passou para
B- (CreditWatch negativo) atualmente em revisão, e o Corporate Family Rating
atribuído pela Moody’s
Investors Service (“Moody’s”) para Caa2 (Outlook negativo)
, estando atualmente em revisão para
upgrade. Estas revisões ocorrem na sequência da aprovação do Plano de Reestruturação e tendo em
conta a recuperação da atividade.

3.4. Outras Informações
Rede e Frota
Em paralelo com a sua estratégia de desenvolvimento do hub de Lisboa, conectando a Europa e África
com o Brasil e os EUA, a TAP promoveu a abertura de novos destinos para acelerar a recuperação,
com diversas rotas de longo e curto/médio curso tais como: Montreal, Cancun, Punta Cana, Maceió,
Zagreb, Ibiza, Fuerteventura, Agadir, Oujda, Monastir e Djerba.
Em relação à frota, durante 2021, existiu uma redução líquida da frota operacional de 2 aviões para
94, com o phase-out de 2 Airbus A330ceo, 3 Airbus A320ce e 2 Airbus A319ceo, e o phase-in de 2
A321neo LR e 3 A320neo, com a TAP a assegurar com sucesso o financiamento destes aviões.
No final de 2021, 66% da frota operacional de médio e longo curso era constituída por aeronaves NEO-
family (comparado com 57% a 31 de dezembro de 2020 e 43% a 31 de dezembro de 2019). Os novos
aviões que entraram na frota operacional da TAP reforçam a estratégia do Grupo no que respeita à
utilização de aeronaves mais eficientes e, assim, de menor consumo de combustível, o que permite à
TAP adaptar a sua operação de acordo com o ritmo de recuperação da procura.
A TAP tem vindo a focar-se no modelo A321neo LR, cuja utilização é particularmente vantajosa num
ambiente de baixa procura. Este avião caracteriza-se por ser um narrow-body com capacidade de
realizar voos de longo curso, permitindo um menor custo por voo quando o Load Factor de passageiros
é menor, aproveitando a localização única e privilegiada de Lisboa para realizar voos transatlânticos
para a costa leste dos EUA e Canadá, bem como para o nordeste do Brasil e para África. A utilização
da frota regional da TAP também desempenhou um papel estratégico, nomeadamente durante
períodos de maior restrição fronteiriça e ciclos de menor procura. Adicionalmente, a conversão de 2
A330ceo em cargo-only tem sido crucial para responder ao aumento da procura neste segmento, que
teve um impacto significativo nos proveitos operacionais da TAP.
Antes da pandemia a TAP estava entre as companhias de aviação Europeias com frotas mais novas
na sequência do programa de renovação de frota que começou depois da privatização de novembro
de 2015. Não obstante, o impacto da pandemia de COVID-19 acelerou o processo de phase-out dos
aviões menos eficientes em toda a Indústria e a TAP não é exceção. Nas entregas de novas aeronaves,
e de acordo com o acordo alcançado com a Airbus em 2020, a TAP foi capaz de ajustar o seu
calendário de entregas em relação às famílias A320neo e A330neo, tendo atrasado um número muito
significativo de aeronaves.

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16

Composição da frota operacional
1)
da TAP a 31 de dezembro de 2021
1) a frota em operação comercial a 31 de dezembro de 2020 pode diferir da frota total por não contemplar aeronaves em
processo de phase-out / phase-in

2) Frotas da White e Portugália, em regime de wet-lease.
Transporte de Passageiros
No início de 2021, a TAP manteve o seu compromisso em aumentar a rentabilidade global da sua rede,
assegurando um crescimento sustentável, mas o surto de uma nova variante do vírus COVID-19
provocou novos encerramentos de fronteiras forçando a Empresa a repensar a sua rede. Como tal, em
fevereiro, a Companhia estava a operar apenas 11% dos ASK de 2019 com voos para dentro de
Portugal, Europa, África e América do Norte. Apesar deste contexto adverso, a Companhia manteve a
sua estratégia centrada nas Américas e África, alavancando a posição geográfica de Lisboa
estabelecendo ligações a uma maior diversidade de destinos, o que permitiu um maior controlo da
diminuição da atividade, sendo que em abril de 2021 a Companhia já estava a oferecer
aproximadamente 33% dos ASK de 2019.
No final de 2021, com a vaga da Omicron, um novo conjunto de restrições foi imposto pela maioria dos
países, na sua generalidade. Devido ao encerramento das fronteiras, as operações para Marrocos, Tel
Aviv e Moçambique foram interrompidas em dezembro de 2021.
Apesar deste ambiente desafiante, no início e novamente no final de 2021, a TAP continuou a sua
estratégia: em março lançou Cancun e em junho abriu a rota sazonal para Zagreb, Ibiza, Fuerteventura,
Monastir, Agadir, Oujda e Djerba, com vários modelos de aeronaves, desde o ATR até ao A320neo. A
11 de dezembro, a empresa abriu Punta Cana, na República Dominicana, para aumentar a sua lista
de destinos de praia. No final de 2021, a TAP já estava a voar aproximadamente 74% dos ASK de
2019.

3
19
A330neo
Wide-body
A330ceo
22
6
13
3
11
10
8
A320ceo
Narrow-body
A321neo LR
A321ceo
A321neo
A320neo
A319ceo
51
13
8
ATR
Regional
Embraer
21
2)

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17

Adicionalmente, a TAP também tomou medidas no sentido de aumentar a amplitude da sua rede, por
exemplo, o acordo com a rede ferroviária no Reino Unido, Suíça, Áustria, Itália, Bélgica, Holanda e
Alemanha.
Manutenção e Engenharia
Em 2021 a atividade da man
utenção e engenharia (“M&E”) focou
-se no retorno às operações dos
aviões parqueados, suportando a recuperação da atividade, bem como o phase-in e phase out de
aeronaves. As receitas de partes terceiras foram baixas quando comparadas com os valores pre-
pandemia embora com uma margem razoável.
Contudo, 2021 foi um ano de vários marcos nesta área de negócio dos quais se destacam a
implementação de um novo sistema de IT, AMOS, que irá constituir uma mudança estrutural na M&E
e sua performance, e a certificação para manutenção do motor LEAP 1A. Adicionalmente, importantes
projetos foram também lançados por forma a melhorar a rentabilidade da M&E como um SLA entre a
M&E e o transporte aéreo ou um novo sistema de reporte financeiro com KPI’s muito relevantes.

Carga
A TAP Cargo no ano 2021 priorizou a otimização dos voos de network, no sentido de auxiliar a retoma
dos voos de passageiros. No entanto, continuou-se a investir em voos dedicados de carga, duplicando
o número de operações com 677 Cargo Only, para mais de 30 destinos.
Numa ótica de continuo investimento na carga devido ao crescimento previsto no negócio, a TAP
realizou a conversão intermédia de duas aeronaves A332-200 para aumentar a capacidade disponível
com o intuito de responder à elevada procura do mercado.
Em conclusão, apesar dos voos Cargo Only terem tido uma contribuição muito positiva para os custos
fixos da TAP, os voos regulares da rede continuam a representar a maior parte das receitas deste
segmento, tendo a TAP Cargo registado um Load Factor e yields acima da média do mercado.
Recursos Humanos
Desde o início da pandemia, as companhias aéreas viram a sua operação reduzida a níveis muito mais
baixos, sendo a TAP uma das empresas extremamente afetada. A sobrevivência da TAP passou por
um processo de redimensionamento da Companhia, com a implementação do Plano de
Reestruturação, por forma a ajustar a capacidade e estrutura de custos a uma nova realidade.
Mediante os efeitos persistentes da pandemia, foram implementadas medidas laborais de adesão
voluntária para todos os colaboradores, que incluíam rescisões por mútuo acordo, reformas
antecipadas, pré-Reformas, trabalho a tempo parcial e licenças sem vencimento, que se traduziram no
maior desafio ao nível dos Recursos Humanos. O processo de consulta e adesão às medidas
voluntárias decorreu de 11 de fevereiro a 16 de abril de 2021.
Apesar destas medidas voluntárias, e por forma a atingir os objetivos da reestruturação, a TAP teve
que avançar com medidas unilaterais através de um procedimento de despedimento coletivo com 124
trabalhadores elegíveis (número que representa uma redução de 94% face ao número inicial exigido
pelo Plano de Reestruturação). Dos trabalhadores ilegíveis para rescisão unilateral, destaca-se que

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18

durante o processo de despedimento coletivo, a Empresa manteve as condições semelhantes às
oferecidas nas fases voluntárias para os trabalhadores que optassem por reconsiderar a sua decisão
anterior. Com estas medidas, conseguiu-se reduzir para 62 o número de trabalhadores com saída
unilateral no processo de despedimento coletivo.
A TAP recorreu ao regime de Lay-Off clássico para todos os trabalhadores com início a 1 de março de
2021 por um período previsível de 12 meses, com exceção dos trabalhadores ilegíveis para rescisão
unilateral, os quais foram retirados do processo de lay-off.
A TAP manteve os seus colaboradores em teletrabalho sempre que possível para minimizar o contágio
pela COVID-19, à exceção das áreas imprescindíveis à operação, onde foram mantidas todas as
medidas de saúde e segurança, através dos seus planos de contingência, de forma a proteger todos
os colaboradores do risco de contaminação.
O quadro de pessoal da TAP, SA à data de 31 de dezembro de 2021, era constituído por 6.803
trabalhadores, (6.626 ativos e 177 não ativos) dos quais 1.228 pertencem aos quadros do Pessoal
Navegante de Técnico, 2.384 do Pessoal Navegante de Cabine, 1.471 na Direção de Manutenção e
Engenharia e os restantes 1.720 encontram-se nas áreas de suporte e órgãos sociais.
Considerando apenas trabalhadores ativos, registou-se uma diminuição (líquida) do número de
trabalhadores face ao período homólogo de 18,3% (1.480 colaboradores).

4. AUXÍLIO DE REESTRUTURAÇÃO E COMPENSAÇÕES POR DANOS COVID
Plano de Reestruturação do Grupo TAP – Auxílios Estatais
No âmbito da Decisão da Comissão Europeia de 10 de junho de 2020 que autoriza a concessão de
um auxílio estatal a favor do único acionista da TAP S.A. nessa data, a TAP SGPS, sob a forma de um
empréstimo no montante de EUR 1,2 mil milhões ("Decisão da Comissão Europeia"), e do Acordo de
Financiamento que concretizou a concessão do referido Auxílio Estatal ao Grupo TAP, inicialmente
fixado em 10 de dezembro de 2020, sendo prorrogado se o Estado Português apresentasse um Plano
de Reestruturação do Grupo TAP à Comissão Europeia até essa data, ou seja, no prazo de 6 (seis)
meses a contar da data da Decisão da Comissão Europeia.
Neste contexto, o Estado português apresentou à Comissão Europeia, em 10 de dezembro de 2020,
uma proposta de Plano de Reestruturação para discussão e aprovação.
O Plano de Reestruturação apresentado compreendia uma transformação significativa do
funcionamento da TAP a fim de assegurar a sua viabilidade económica em 2023 e a sua
sustentabilidade em 2025. Esta reestruturação inclui medidas para melhorar a eficiência operacional,
um redimensionamento da frota e uma redução dos custos laborais com vista a assegurar a
sobrevivência e sustentabilidade do Grupo TAP, a manutenção de milhares de empregos diretos, bem
como a preservação de todo o ecossistema de fornecedores do Grupo TAP, assegurando que este
continue a contribuir para a economia portuguesa. A proposta do Plano de Reestruturação baseia-se
em quatro eixos: (i) foco nas atividades principais do negócio; (ii) ajustamento da capacidade

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19

(redimensionamento da frota e otimização da rede); (iii) otimização dos custos operacionais
(negociação de leasings, revisão dos custos com terceiros e ajustamento dos custos laborais); e (iv)
melhoria da receita (receitas de passageiros e outras receitas). Todas estas iniciativas visam alcançar
o equilíbrio dos fluxos de caixa e, consequentemente, melhorar a estrutura de capital do Grupo TAP.
Na preparação do Plano de Reestruturação, foram utilizadas as projeções atualizadas das entidades
de referência no sector, nomeadamente as projeções a IATA (cenário base), considerando a sua maior
adequação à realidade operacional da TAP S.A., com um modelo de negócio baseado em voos de
ligação e operações de longo curso, sem, contudo, negligenciar as projeções da Eurocontrol (em
conjunto, as "Projeções"). Estas projeções indicavam que os números de atividade de 2019 só seriam
alcançados novamente em 2025. O Plano de Reestruturação pressupõe uma perspetiva de
recuperação da procura, em termos de número de passageiros transportados, geralmente inferior às
previsões da IATA, sendo as projeções financeiras baseadas em pressupostos sólidos, podendo
mesmo ser consideradas conservadoras.
Neste contexto, e na perspetiva de ajustar a sua capacidade, a proposta do Plano de Reestruturação
apresentada à Comissão Europeia visa reduzir a frota do Grupo TAP, bem como otimizar vários custos
operacionais, nomeadamente com fornecedores e pessoal, em virtude do redimensionamento das
operações.
Estes ajustamentos na capacidade, frota e pessoal garantirão que o Grupo TAP, e em particular a TAP
S.A., responda à retoma da atividade, mantendo ao mesmo tempo a sua liderança do hub de Lisboa e
a sua estratégia de ligação entre a Europa, as Américas e África.
No quadro dos trabalhos relacionados com o processo de preparação do Plano de Reestruturação, foi
aprovada em 22 de dezembro de 2020 uma Resolução do Conselho de Ministros que declara a TAP
S.A. assim como a Portugália – Companhia Portuguesa de Transportes Aéreos, S.A (“Portugália”), e
Cateringpor - Catering de Portugal, S.A. (“Cateringpor”) em situação economicamente difícil, levando
à implementação da legislação aplicável, nomeadamente a redução das condições de trabalho e à não
aplicação ou suspensão total ou parcial das cláusulas dos acordos empresariais ou instrumentos de
regulamentação coletiva, com estabelecimento do respetivo regime sucedâneo (Resolução do
Conselho de Ministros n.º 3/2021, de 22 de dezembro de 2020, regulamentada através do Despacho
n.º 818-A/2021, de 14 de janeiro de 2021). O estatuto de situação económica difícil atribuído à TAP
S.A., à Portugália e Cateringpor foi renovado pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 185/2021,
de 29 de dezembro de 2021, com efeitos até 31 de dezembro de 2022.
Em conformidade com esta determinação, foi desenvolvido um processo de negociação conjunta, em
dezembro de 2020, entre sindicatos, administração e Estado Português, tendo em vista a conclusão
dos chamados "acordos de emergência", procurando-se de encontrar uma solução consensual sobre
a forma de viabilizar a reestruturação e recuperação da TAP. Este processo foi concluído
favoravelmente, tendo todos os sindicatos que representam uma vasta maioria dos trabalhadores da
TAP ratificado os acordos de emergência negociados (“Acordos de Emergência”). Os Acordos de
Emergência entraram em vigor a 1 de março de 2021, permitindo, sem prejudicar as métricas propostas
no âmbito do Plano de Reestruturação, a proteção de um maior número de postos de trabalho, quando

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comparado com o regime sucedâneo. Os trabalhadores não sindicalizados beneficiaram de um regime
sucedâneo em tudo igual aos Acordos de Emergência em vigor no seu grupo profissional.
Em paralelo, entre fevereiro e junho de 2021, a TAP desenvolveu um conjunto de medidas laborais de
adesão voluntária para os Colaboradores da TAP, que contemplavam rescisões por mútuo acordo,
reformas antecipadas, pré-reformas, trabalho a tempo parcial e licenças sem vencimento. Como
consequência das referidas medidas voluntárias, a meta inicial de redimensionamento do Plano de
Reestruturação pôde ser ajustada em baixa e permitiu que o número de trabalhadores elegíveis para
medidas unilaterais fosse reduzido para 124 trabalhadores (ou seja, cerca de menos 94% face ao
número previsto inicialmente e imposto pelo Plano de Reestruturação), tendo este número sido
reduzido para 62 trabalhadores. A continuação da execução do Plano de Reestruturação levou a que,
em 8 de julho de 2021, a TAP S.A. tivesse iniciado um procedimento de despedimento coletivo
envolvendo estes trabalhadores, o qual seguiu os seus trâmites de acordo com um calendário
indicativo. Com estas medidas, a TAP S.A. obteve o compromisso de vários sindicatos nos Acordos
de Emergência para as metas de custos laborais em 2025.
Na sequência das interações com a Comissão Europeia, a 10 de junho de 2021, o Estado Português
atualizou o Plano de Reestruturação submetido inicialmente.
No dia 16 de julho de 2021, a Comissão Europeia aprovou as seguintes duas decisões autónomas:
Re-aprovação do auxílio de emergência de EUR 1,2 mil milhões: A Comissão Europeia decidiu re-
aprovar o empréstimo de emergência de EUR 1,2 mil milhões à TAP SGPS, que já havia anteriormente
aprovado por decisão de 10 de junho de 2020, especificando a fundamentação para a aprovação do
auxílio (relacionada com a situação do Grupo TAP e dos seus acionistas em junho de 2020), conforme
exigido nos termos do acórdão do Tribunal Geral da União Europeia de 19 de maio de 2021 (processo
T465/20), que anulou a decisão inicial de auxílio de emergência, suspendendo simultaneamente os
efeitos da anulação até à adoção de uma nova decisão pela Comissão Europeia. Por conseguinte,
esta nova decisão da Comissão Europeia confirma a anterior decisão desta autoridade de 10 de junho
de 2020, que entendeu que o referido auxílio de emergência de EUR 1,2 mil milhões era compatível
com o mercado interno, nos termos do artigo 107.º, n.º 3, alínea c) do Tratado sobre o Funcionamento
da União Europeia (“TFUE”) e de acordo com os requisitos das orientações da Comissão Europeia
relativas aos auxílios estatais de emergência e à reestruturação concedidos a empresas não
financeiras em dificuldade.
Plano de Reestruturação do Grupo TAP: A Comissão Europeia decidiu dar início a um procedimento
de investigação aprofundada para complementarmente avaliar a conformidade do Plano de
Reestruturação proposto e do correspondente auxílio com as condições estabelecidas nas Orientações
da Comissão Europeia relativas aos auxílios estatais de emergência e à reestruturação concedidos a
empresas não financeiras em dificuldade.
Em novembro de 2021 foi entregue à Comissão Europeia uma nova atualização ao plano de negócios,
incluindo uma nova análise de sensibilidade.
Em 21 de dezembro de 2021, a Comissão Europeia aprovou: (i) um auxílio de EUR 2,55 mil milhões
para permitir a reestruturação do Grupo TAP e da TAP; e (ii) um auxílio de EUR 107,1 milhões para

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compensar a TAP pelos danos sofridos em consequência da pandemia do coronavírus entre 1 de julho
de 2020 e 30 de dezembro de 2020. Segundo o documento de notificação não confidencial sobre a
decisão da Comissão Europeia (60165- 2021/C (ex 2021/N), o auxílio, adequado em dimensão e forma,
é compatível com as Orientações relativas aos auxílios estatais de emergência e à reestruturação
concedidos a empresas não financeiras em dificuldade e a Comissão concluiu que os efeitos positivos
do Auxílio de Reestruturação sobre o desenvolvimento da atividade económica do transporte aéreo
que assegura a conectividade de Portugal e as atividades conexas no sector do turismo que dele
beneficiam, compensam os restantes efeitos negativos sobre a concorrência e o comércio, que não
são, portanto, afetados negativamente numa medida contrária ao interesse comum, desde que o
Estado Português assegure a implementação do Plano de Reestruturação. Os compromissos
assumidos pelo Estado Português devem, portanto, ser estabelecidos como condições para a
compatibilidade do auxílio.
Como tal, na sua apreciação global, a Comissão conclui que o Auxílio de Reestruturação está em
conformidade com o artigo 107º, n.º 3, alínea c), do TFUE, uma vez que facilita o desenvolvimento do
transporte aéreo e atividades conexas e não distorce a concorrência numa medida contrária ao
interesse comum.
Plano de Reestruturação Aprovado
O Auxílio de Reestruturação suporta a implementação do Plano de Reestruturação que abrange o
período de 2020 até ao final de 2025 (o "Período de Reestruturação"). Para este período, as projeções
de tráfego são mais conservadoras do que as previsões da IATA (cenário base) - que preveem um
volume de passageiros em 2025 igual a 109% do verificado em 2019, acima do que é considerado no
Plano – e por isso a Comissão considerou as projeções de receitas da TAP como razoáveis.
O Plano abrange a unidade económica, atualmente sob controlo exclusivo da República Portuguesa,
abrangendo a TAP SGPS e a TAP S.A., incluindo todas as suas subsidiárias controladas. O Plano de
Reestruturação inclui medidas que começaram a ser implementadas a partir de junho de 2020 ou que
serão implementadas e que se relacionam com os quatro pilares conforme segue:
Foco nas atividades principais do negócio: A lógica do Plano de Reestruturação é que o Grupo se
foque na atividade central, nomeadamente no negócio da aviação desenvolvido pela TAP e Portugália,
enquanto, em simultâneo, se desinveste nas atividades não centrais. Neste contexto, o Plano de
Reestruturação prevê que a TAP SGPS abandone progressivamente todas as outras atividades de
serviços que tem vindo a fornecer no mercado. Para o efeito, irá proceder-se à venda, alienação ou
descontinuação de três linhas de negócio, como se segue: (i) a subsidiária brasileira de manutenção
de aeronaves, M&E Brasil; (ii) o prestador de serviços de handling e assistência em terra, Groundforce;
(iii) o prestador de serviços de catering, Cateringpor.
Ajustamento da capacidade: As medidas destinadas ao redimensionamento da frota da TAP e à
otimização da rede levarão a uma composição mais homogénea da frota da TAP e a uma redução dos
custos de operação, devido ao menor consumo de combustível e às exigências de manutenção das
novas aeronaves. No que diz respeito à otimização da rede, o Plano de Reestruturação aumenta a
importância de Lisboa como hub de conetividade, o que é crucial para a sua estratégia dada a

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dimensão limitada do mercado doméstico da TAP. Finalmente, as medidas de otimização da rede
incluem uma combinação rota-aeronave mais eficiente em termos de custos e a redução de rotas não
rentáveis e com baixo valor de conectividade. No que diz respeito à presença da TAP no aeroporto de
Lisboa, a diminuição da frota da TAP reduz a sua capacidade de fornecer serviços de transporte aéreo
de passageiros sem, contudo, pôr em causa a significativa posição de mercado que a Empresa
atualmente tem e que é expectável que venha a ter no final do Período de Reestruturação no hub de
Lisboa.
Otimização dos custos operacionais: A TAP prevê a redução dos custos operacionais ao longo do
Plano de Reestruturação através da renegociação de contratos com fornecedores e locadores de
aeronaves, através de medidas de redução de custos com terceiros (poupança de custos de
combustível através da operação de aeronaves mais recentes e mais eficientes em termos energéticos,
uma melhor adequação entre rota e aeronave e a implementação de um software de otimização de
combustível). Para além disso, a TAP planeia alcançar poupanças através de renegociações de
contratos com fornecedores de determinados serviços. A terceira alavanca que conduz à redução
planeada dos custos operacionais da TAP é a redução dos custos laborais (conforme antes
mencionado).
Melhoria das receitas: A TAP espera que as suas receitas aumentem através de várias medidas e
iniciativas que têm sido implementadas.
Medidas que limitam as distorções da concorrência
Para além da venda/desinvestimento do Grupo TAP dos seus ativos não core, a versão final do Plano
impõe as seguintes medidas:
Libertação de slots: a TAP disponibilizará até 18 slots diários no aeroporto de Lisboa a uma
transportadora concorrente mediante certas condições. Esta transportadora será autorizada a
estabelecer uma nova base ou a expandir a sua base existente no aeroporto de Lisboa. Este remédio
terá início no ‘Inverno IATA 22/23’ e o comprador será aprovado pela Comissão na sequência de um
processo de seleção transparente e não discriminatório, no qual a Comissão será assistida por um
trustee. A Comissão Europeia considera que o compromisso de transferir 18 slots não compromete o
regresso da TAP à viabilidade.
Limitação à dimensão da frota: redução e congelamento da frota com um limite do número de
aeronaves durante o Período de Reestruturação.
Proibição de Aquisição & Publicidade: a TAP não pode (i) adquirir ações em qualquer empresa durante
o Período de Reestruturação, exceto se for indispensável para assegurar a sua viabilidade a longo
prazo e sujeito à aprovação da CE, nem (ii) divulgar o apoio do Estado como uma vantagem competitiva
ao comercializar os seus produtos e serviços.
Fontes de Financiamento dos Custos de Reestruturação
A Comissão considerou adequado o Auxílio de Reestruturação no valor de EUR 2,55 mil milhões, tendo
sido aprovada a implementação de medidas de aumento de capital suficientes para permitir ao Grupo

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TAP ter acesso aos mercados de capitais a fim de angariar fundos adicionais, sendo essas medidas
as seguintes:
(a) EUR 1,2 mil milhões de empréstimo de emergência a converter em capital próprio no mesmo valor
nominal acrescido dos juros acumulados; esta operação foi executada em 30 de dezembro de 2021;
(b) EUR 360 milhões garantidos na sua maioria pela República Portuguesa, sendo o restante garantido
pela TAP;
(c) EUR 1,35 mil milhões de injeção direta de capital próprio a executar pelo Estado, dos quais EUR
0,35 mil milhões foram injetados em 30 de dezembro de 2021, estando ainda de EUR 990 milhões por
injetar na Empresa.
O Estado Português informou que iria financiar as medidas diretamente a partir do Orçamento do
Estado, o que exige os atos de execução necessários, incluindo a aprovação das modificações ao
capital social e dos acordos de empréstimo e garantia a celebrar.
Adicionalmente, parte da reestruturação é financiada por medidas de contribuição própria do Grupo
TAP e dos seus vários contribuintes para os custos de reestruturação, repartidas pelo período de 2020
a 2025, sendo estas medidas já implementadas ou em vias de implementação. Baseiam-se em
compromissos vinculativos já acordados com as respetivas partes, que foram implementados com
instruções internas a serem executadas. No que respeita às medidas de reestruturação laboral, as
economias de custos baseiam-se nos Acordos de Emergência celebrados entre a TAP, Portugália e
os sindicatos de trabalhadores, após a suspensão dos acordos coletivos de trabalho que estavam
anteriormente em vigor.
Compensações por Danos COVID
No contexto do auxílio de Estado à TAP S.A., aprovado pela Comissão Europeia por decisão de 23 de
abril de 2021, a título de compensação de danos COVID-19 verificados durante o período de 19 de
março a 30 de junho de 2020, como já referido, foi realizado em 24 de maio de 2021 um aumento de
capital da TAP S.A., mediante a realização de uma entrada em dinheiro, no montante de EUR 462
milhões, pela República Portuguesa, através da Direção-Geral do Tesouro e Finanças. Na sequência
do referido aumento de capital, o capital social da TAP S.A. foi aumentado de EUR 41,5 milhões para
EUR 503,5 milhões, passando a República Portuguesa, através da DGTF, a ter uma participação social
representativa de cerca de 92% da TAP S.A., continuando os remanescentes cerca de 8% do capital
social da TAP S.A. a ser detidos diretamente pela TAP SGPS.
A 21 de dezembro de 2021, a Comissão aprovou uma medida de auxílio para compensar a TAP pelos
danos sofridos entre 1 de julho de 2020 e 30 de dezembro de 2020, ao abrigo do artigo 107(2)(b), num
montante total de EUR 107,1 milhões. Por fim, a 22 de dezembro de 2021, a Comissão aprovou um
terceiro auxílio de EUR 71, 4 milhões para cobrir os danos diretamente causados à TAP pelas
restrições COVID-19 entre 1 de janeiro de 2021 e 30 de junho de 2021.
Estes dois montantes, em conjunto com EUR 358 milhões (do Auxílio de Reestruturação) foram
injetados em numerário em 30 de dezembro de 2021, num total de EUR 536 milhões, tornando-se a
República Portuguesa o único acionista da TAP S.A. nesta data.

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5. EVENTOS SUBSEQUENTES
ALTERAÇÃO DA COMPOSIÇÃO DO CONSELHO FISCAL
Por carta dirigida ao Presidente do Conselho Fiscal da TAP, de 25 de novembro de 2021, a Dra.
Maria de Fátima Castanheira Cortês Damásio Geada apresentou renúncia ao cargo de vogal do
Conselho Fiscal da TAP, por motivos pessoais, com efeitos a 31 de dezembro de 2021. Na
impossibilidade de realizar a sua substituição direta pelo membro suplente do Conselho Fiscal da
TAP, à luz do disposto na Lei n.º 62/2017, de 1 de agosto, que determina o regime da
representação equilibrada entre mulheres e homens nos órgãos de administração e de fiscalização
das entidades do setor público empresarial e das empresas cotadas em bolsa, terá de ser
designado um novo membro feminino para o Conselho Fiscal da TAP.
Por carta dirigida à Sociedade, datada de 7 de janeiro de 2022, o Dr. Sérgio Sambade Nunes
Rodrigues apresentou renúncia ao cargo de vogal do Conselho Fiscal da TAP. Nos termos do
disposto no artigo 415.º do Código das Sociedades Comerciais, o vogal renunciante foi substituído
pelo membro suplente que se encontra nomeado, o Dr. José Manuel Fusco Gato, o qual se
manterá no cargo enquanto substituto do membro efetivo até nova designação ou até à primeira
assembleia anual na qual se proceda ao preenchimento das vagas.
RENÚNCIA DE MEMBRO DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
Alexandra Reis, vogal e membro do Conselho de Administração e Comissão Executiva da TAP,
apresentou, por carta dirigida à Sociedade no dia 4 de Fevereiro de 2022 renúncia ao cargo. Nos
termos da referida renúncia, a mesma produziu efeitos no dia 28 de fevereiro de 2022.
DECISÕES DA COMISSÃO EUROPEIA
A Comissão Europeia publicou a versão não-confidencial da Decisão SA.60165-2021/C (ex
2021/N) da Comissão, sobre os auxílios de estado para a reestruturação da TAP, datada de 21 de
dezembro de 2021 (a “Decisão”), disponível para consulta aqui:
https://ec.europa.eu/competition/state_aid/cases1/202207/SA_60165_C036DE7E-0000-C67F-
9BD8-F585BE03EBD8_300_1.pdf
Nos termos previstos na Decisão, a TAP nomeou a Alcis Advisers GmbH, representada por David
Cayet (david.cayet@alcis-advisers.com) e pelo Dr. Ulrich Puls (ulrich.puls@alcis-advisers.com),
com sede social em Fasanenstr. 73, D - 10719 Berlim, Alemanha, como Monitoring Trustee, para
monitorizar o cumprimento pela TAP dos compromissos assumidos pela República Portuguesa
perante a Comissão Europeia e fazer o devido reporte à Comissão Europeia.
A Comissão Europeia publicou a versão não-confidencial das decisões SA.63402 (2021/N) e
SA.100121 (2021/N) da Comissão, sobre compensações COVID-19, datadas de 21 e 22 de
dezembro de 2021, respetivamente, ambas disponíveis para consulta aqui:
(i) https://ec.europa.eu/competition/state_aid/cases1/202207/SA_63402_707CDD7E-0000-
CA6C-809D-D1F10FE7FD93_119_1.pdf

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(ii) https://ec.europa.eu/competition/state_aid/cases1/202207/SA_100121_4079DD7E-0000-
C66B-9F23-0A41120D99DA_50_1.pdf
CONFLITO RÚSSIA - UCRÂNIA
Em fevereiro de 2022, a Federação Russa deu início a uma ação militar no território Ucraniano que
desencadeou uma guerra em território Europeu. O referido acontecimento tem originado impactos
macroeconómicos relevantes, em particular ao nível dos mercados de financiamento
internacionais, nomeadamente de subida das taxas de juro, bem como do aumento do preço dos
combustíveis, incluindo do jet fuel, que registou um crescimento de mais de 30% desde o início do
conflito, e de um conjunto de bens e serviços o que tem originado uma crescente inflação.
Adicionalmente, o referido conflito originou restrições de circulação do espaço aéreo próximo
daquela região, restrições essas que se mantêm à data de aprovação destas demonstrações
financeiras, bem como a imposição de sanções de natureza económica, financeira e outras à
Federação Russa e a indivíduos associados ao regime Russo por parte da União Europeia, dos
Estados Unidos e outros países, com impactos ao nível da circulação de pessoas, mercadorias e
fluxos financeiros.
O referido acontecimento reveste-se de elevada incerteza quanto à sua duração, extensão e
impacto e das respetivas sanções e restrições impostas, não sendo possível prever os eventuais
efeitos que dele resultem e por quanto tempo, incluindo dos impactos na inflação e no preço dos
combustíveis nos próximos meses e anos.

6. PERSPETIVAS PARA 2022
O plano da TAP para 2022, e conforme o Plano de Restruturação, está baseado nas projeções de
recuperação da IATA, na reposição de destinos e capacidade e com uma estrutura de custos
otimizada.
Contudo, o negócio da TAP em 2022 (e do setor aéreo em geral) ficará dependente de como as
economias saiam da pandemia e enfrentem os constrangimentos do conflito recente na Ucrânia na
sequência da ação militar pela Federação Russa. Este conflito tem estado a originar impactos
macroeconómicos materiais nomeadamente no preço das Commodities bem como no preço da
energia, estando a TAP a ser já impactada pelo preço do jet fuel, apesar da sua política de hedging.
Desta forma, a duração e impacto do conflito conduzirão a evolução de pressupostos importantes como
a inflação e o preço do jet fuel.

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Transporte de Passageiros
A TAP continuará a otimizar as suas operações e rede por forma a aumentar a rentabilidade ajustando
frequências nas rotas atuais apesar da já anunciada redução de capacidade resultante do Plano de
Reestruturação.
Os planos de capacidade da TAP para 2022 refletem a intenção de um retorno sustentável às
operações sujeito à evolução da pandemia e levantamento das restrições à mobilidade. Está projetado
que 80-90% da capacidade de 2019 poderá ser alcançada no final do ano.
A TAP continuará a diversificar a sua rede sempre que possível, tirando vantagem da posição única
de Lisboa. As operações sazonais de verão para Zagreb, Djerba, Oujda, Agadir, Monastir,
Fuerteventura, Ibiza irão operar outra vez no verão 2022 otimizando capacidade disponível e
maximizando as oportunidades.
Manutenção e Engenharia
O maior desafio para 2022 é corresponder à recuperação esperada da operação em especial durante
o Verão, revisão dos Acordos Coletivos de Trabalho, a entrada em funcionamento do sistema
informático AMOS, e a certificação da nossa organização sobre o cumprimento dos novos requisitos
CAMO (Continuing Airworthiness Management Organisation) e aumento das receitas de terceiros,
executando todos estes projetos com eficiência crescente e dentro do budget.
Carga
Em 2022 espera continuar a crescer face a 2021. Apesar da oferta de capacidade de porão aumentar
no mercado, teremos duas aeronaves com conversão intermédia (Preigther) para responder a essa
procura, garantindo o serviço a clientes ancora.
Em termos de mercado, o foco será aumentar o Load Factor em rotas sub otimizadas com recurso a
parcerias estratégicas com Companhias Aéreas não concorrentes em rotas TAP, e continuar a
desenvolver o negócio de charters.


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7. GOVERNO CORPORATIVO
7.1 Participações qualificadas no capital social da Sociedade a 31 de dezembro de 2021
Artigo 245.º-A, número 1, alínea c) do Código dos Valores Mobiliários (“CVM”), aplicável ex vi artigo
245.º-A, número 6 do CVM
Titulares com participação qualificada
Capital/Direitos de Voto (%)
Nº de Ações
República Portuguesa

(através da
Direção-Geral do Tesouro e Finanças
(“DGTF”))

100%

180,865,573

7.2. Indicação do número de valores mobiliários emitidos pela TAP e por sociedades com as
quais esteja em relação de domínio ou de grupo detidos por titulares de órgãos sociais, e todas
as aquisições, onerações ou transmissões durante o período considerado
Nada a declarar.

7.3. Identificação de acionistas titulares de direitos especiais e descrição desses direitos
Artigo 245.º-A, número 1, alínea d) do CVM, aplicável ex vi artigo 245.º-A, número 6 do CVM
Nada a declarar.

7.4. Eventuais restrições em matéria de direito de voto, tais como limitações ao exercício do
voto dependente da titularidade de um número ou percentagem de ações, prazos impostos para
o exercício do direito de voto ou sistemas de destaque de direitos de conteúdo patrimonial
Artigo 245.º-A, número 1, alínea f) do CVM, aplicável ex vi artigo 245.º-A, número 6 do CVM
Nos termos do artigo 9.º, número 2 dos estatutos da Sociedade, a cada 100 (cem) ações corresponde
1 (um) voto na Assembleia Geral de acionistas, podendo os acionistas possuidores de um número
inferior a 100 (cem) ações da Sociedade agrupar-se de forma a reunirem as condições necessárias ao
exercício conjunto do direito de voto.
Além desta limitação ao exercício do voto baseada no número de ações da Sociedade, não existem
restrições ou limitações em matéria de direitos de voto, nem quaisquer sistemas de destaque de
direitos de conteúdo patrimonial.
Nos termos do artigo 9.º, número 3 dos estatutos da Sociedade, para conferir direito a voto, as ações
deverão estar averbadas em nome dos respetivos titulares no livro de registo da Sociedade pelo menos
15 (quinze) dias antes da data marcada para a reunião da Assembleia Geral.
Os acionistas poderão fazer-se representar nas reuniões da Assembleia Geral nos termos da
legislação aplicável. De acordo com o disposto no artigo 9.º, número 4 dos estatutos da Sociedade, os

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acionistas podem fazer-se representar nas reuniões da Assembleia Geral desde que o façam através
de carta dirigida ao Presidente da Mesa da Assembleia Geral até ao início dos trabalhos.
O voto por correspondência é permitido nos termos do artigo 9.º, número 10 dos estatutos da
Sociedade, podendo os acionistas exercer o seu direito de voto por correspondência mediante carta
entregue em mão ao Presidente da Mesa da Assembleia Geral ou enviada por correio registado com
aviso de receção para a sede social da Sociedade, com pelo menos 3 (três) dias úteis de antecedência
em relação à data da reunião da Assembleia Geral, salvo se prazo superior constar da convocatória
da Assembleia Geral.
Finalmente, de acordo com o disposto no artigo 9.º, número 11 dos estatutos da Sociedade, o direito
de voto pode ser exercido por via eletrónica, de acordo com requisitos que assegurem a sua
autenticidade, os quais devem ser definidos pelo Presidente da Mesa da Assembleia Geral na
convocatória da Assembleia Geral.

7.5. Regras aplicáveis à nomeação e substituição dos membros do órgão de administração e à
alteração dos estatutos da Sociedade
Artigo 245.º-A, número 1, alínea h) do CVM, aplicável ex vi artigo 245.º-A, número 6 do CVM
O Conselho de Administração da Sociedade é composto por um mínimo de 5 (cinco) e um máximo de
11 (onze) membros. Os membros do Conselho de Administração, incluindo o seu presidente, são
eleitos em Assembleia Geral, exercendo as suas funções por um período de 4 (quatro) anos, renovável
nos termos legalmente autorizados.
Nos termos do artigo 14.º, número 2 dos estatutos da Sociedade, o Conselho de Administração pode
delegar, nos limites estabelecidos na lei, a gestão corrente da Sociedade num ou mais administradores
delegados ou numa Comissão Executiva. O Conselho de Administração deliberou a constituição de
uma Comissão Executiva, composta por 5 (cinco) membros, incluindo o seu Presidente.
No que se refere à falta e substituição de administradores, o artigo 13.º, número 3 dos estatutos da
Sociedade determina que a falta de um administrador a mais de 4 (quatro) reuniões seguidas ou a 6
(seis) reuniões interpoladas do Conselho de Administração, sem justificação aceite pelos restantes
membros do Conselho de Administração, conduz à situação de falta definitiva. Faltando definitivamente
um administrador, a sua substituição deverá ser realizada nos termos da legislação aplicável,
nomeadamente de acordo com as disposições dos artigos 393.º e seguintes do Código das Sociedades
Comerciais.
Nos termos do artigo 10.º, número 2 dos estatutos da Sociedade, a Assembleia Geral só pode
deliberar, em primeira convocação, desde que se encontrem presentes ou representados acionistas
titulares de ações representativas de, pelo menos, 51% (cinquenta e um por cento) do capital social
da Sociedade. Nos termos do número 4 do artigo 10.º dos estatutos da Sociedade, as deliberações da
Assembleia Geral sobre alterações dos estatutos da Sociedade devem ser aprovadas por maioria
qualificada de dois terços dos votos emitidos, salvo se a deliberação for tomada em Assembleia Geral
reunida em segunda convocação em que estejam presentes, ou devidamente representados,
acionistas titulares de, pelo menos, metade do capital social com direito de voto, caso em que as

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referidas deliberações de alteração de estatutos da Sociedade podem ser tomadas por maioria simples
dos votos emitidos.

7.6. Poderes do órgão de administração, nomeadamente no que respeita a deliberações de
aumento do capital
Artigo 245.º-A, número 1, alínea i) do Código dos Valores Mobiliários, aplicável ex vi artigo 245.º-A,
número 6
O Conselho de Administração gere os negócios e a atividade da Sociedade, podendo decidir sobre
qualquer matéria relacionada com a gestão da Sociedade, estando vinculado pelas deliberações da
Assembleia Geral de acionistas da Sociedade nos termos dos estatutos da Sociedade e da legislação
aplicável.
Nos termos do artigo 14.º dos estatutos da Sociedade, compete especificamente ao Conselho de
Administração:
a) Gerir as atividades da Sociedade;
b) Gerir os negócios sociais e praticar todos os atos relativos ao objeto social que não caibam
na competência atribuída a outros órgãos da Sociedade;
c) Adquirir, alienar ou onerar direitos ou bens móveis e imóveis e participações sociais, nos
termos da lei;
d) Contrair empréstimos no mercado financeiro nacional ou estrangeiro;
e) Deliberar sobre a emissão de obrigações ou outros valores mobiliários, dentro dos limites
para tanto anualmente fixados pela Assembleia Geral (nos termos do disposto na alínea f)
do artigo 11.º dos estatutos da Sociedade);
f) Representar a Sociedade em juízo e fora dele, ativa e passivamente, podendo desistir,
transigir e confessar em quaisquer pleitos e, bem assim, celebrar convenções de arbitragem;
g) Estabelecer a organização técnico-administrativa da Sociedade e as normas do seu
funcionamento interno;
h) Constituir mandatários com os poderes considerados convenientes;
i) Exercer as demais competências que lhe sejam atribuídas pele lei ou pela Assembleia Geral.
Nos termos dos estatutos da Sociedade, o Conselho de Administração fixa as datas ou periodicidade
das suas reuniões, devendo reunir, pelo menos, uma vez em cada trimestre e sempre que seja
convocado pelo Presidente, por sua iniciativa e, na sua ausência ou impedimento, pelo seu substituto
ou a requerimento de dois administradores ou a pedido do órgão de fiscalização.
O Conselho de Administração não poderá deliberar sem a presença, ou a representação, da maioria
dos seus membros, salvo por motivo de urgência, como tal reconhecida pelo presidente ou pelo seu
substituto na sua ausência ou impedimento, caso em que os votos podem ser expressos por
correspondência.

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As deliberações do Conselho de Administração são tomadas por maioria dos votos dos seus membros
presentes ou representados.
Em 28 de junho de 2021 o Conselho de Administração deliberou a constituição de uma Comissão
Executiva para o quadriénio 2021-2024, tendo aprovado igualmente o seu regulamento.
Foram delegados na Comissão Executiva, de acordo com o disposto nos números 3 e 4 do artigo 407.º
do Código das Sociedades Comerciais e nos números 2 e 3 do artigo 14.º dos estatutos da Sociedade,
a gestão corrente da Sociedade, que inclui, nomeadamente, e no quadro das políticas gerais
aprovadas pelo Conselho de Administração, a prática dos seguintes atos:
1.
Preparação da proposta do plano de atividades e orçamento - incluindo o plano de investimento e
as respetivas fontes de financiamento - e os respetivos relatórios de execução trimestral, ambos a
submeter ao Conselho de Administração para aprovação em termos e periodicidade consistentes
com o enquadramento jurídico aplicável, designadamente o Decreto-Lei n.º 133/2013, de 3 de
outubro (tal como posteriormente alterado, doravante "DL 133/2013"), bem como a preparação das
atualizações ou revisões do plano de atividades e orçamento, que também serão submetidos ao
Conselho de Administração para aprovação prévia, incluindo o pressuposto das ditas atualizações
ou revisões;
2.
Preparação da nova proposta de lista de destinos de voo, numa base anual, e quaisquer alterações
significativas que ocorram nesta lista, para aprovação prévia por parte do Conselho de
Administração;
3.
Preparação da nova proposta do plano de frota a longo prazo, numa base anual, e quaisquer
alterações significativas que ocorram nesse plano, para aprovação prévia por parte do Conselho de
Administração;
4.
Sujeito às condições estabelecidas no número 5 abaixo, conduzir a gestão financeira, operacional,
administrativa e de recursos humanos da Sociedade, em conformidade com o plano de atividades
e orçamento, conforme revisto e/ou atualizado. No que respeita a compromissos/ despesas/
acordos/ transações expressamente previstas no orçamento anual (conforme atualizado e revisto),
e em conformidade com o mesmo, a Comissão Executiva pode conduzir a gestão da Sociedade
dentro dos seguintes limites, que serão interpretados como limites por operação, incluindo quando
a operação em causa corresponder a um contrato plurianual:
a) Compromissos de investimentos financeiros ou outras despesas de capital da Sociedade e/ou
das suas subsidiárias com um montante de até EUR 15 milhões;
b) Compromissos de despesas operacionais da Sociedade e/ou das suas subsidiárias, sob os
seguintes termos:
i.
Despesas com operações de voo, designadamente, combustível e contratos de
assistência, que não excederão os EUR 300 milhões;
ii.
Todos os outros contratos operacionais de voo (tais como, mas não se limitando a
catering, ATC e outros contratos de âmbito similar) com um montante de até EUR 30
milhões;

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31

iii.
Despesas de Manutenção e Engenharia até EUR 50 milhões;
iv.
Despesas empresariais (marketing e vendas, tecnologia, soluções de pagamento e
outras despesas de âmbito similar) com um montante de até EUR 15 milhões, exceto
para serviços de consultoria estratégica, cujo limite será de até EUR 1 milhão;
c) Investimentos relativos a frota de aeronaves ou despesas operacionais da Sociedade e/ou das
suas subsidiárias com um montante de até EUR 50 milhões;
d) Garantias e financiamento da Sociedade e/ou das suas subsidiárias, tais como, mas não se
limitando a, instrumentos de dívida e de cobertura, com um prazo inferior a um ano e com um
montante de até EUR 100 milhões (excluindo, em qualquer caso, a provisão de qualquer tipo
de garantias por parte da Sociedade ou das suas subsidiárias);
e) Propostas referentes a todos os instrumentos de financiamento de médio a longo prazo da
Sociedade e/ou das suas subsidiárias i. com um prazo inferior a um ano e um montante
superior a EUR 100 milhões ou ii. com um prazo de um ou mais anos, a ser submetidas por
parte da Comissão Executiva à aprovação prévia do Conselho de Administração (excluindo,
em qualquer caso, a provisão de qualquer tipo de garantias por parte da Sociedade ou das
suas subsidiárias);
f) Aquisição, ónus, alienação e/ou venda de ativos da Sociedade e/ou das suas subsidiárias com
um montante de até EUR 5 milhões;
g) Sem prejuízo dos requisitos legais nos termos do DL 133/2013, proposta de investimento e/ou
alienação de ações de sociedades incorporadas e/ou a incorporação de novas sociedades,
e/ou alterações na estrutura dos acionistas do grupo empresarial ao qual pertence a
Sociedade, a ser submetida à aprovação prévia do Conselho de Administração;
h) Proposta de transações com partes relacionadas dentro do âmbito do artigo 397.º do Código
das Sociedades Comerciais português a ser submetida para a aprovação prévia do Conselho
de Administração; Transações com subsidiárias da Sociedade não serão sujeitas à aprovação
prévia do Conselho de Administração.
5.
Os poderes conferidos à Comissão Executiva, nos termos do número 4 acima, estarão sempre em
conformidade com os requisitos estabelecidos na legislação aplicável e, em particular, estarão
sujeitos ao cumprimento das disposições do Decreto-lei n.º 133/2013, nomeadamente, que:
a) A Comissão Executiva não:
i.
Celebra qualquer acordo ou transação, nem desempenha qualquer ato legal que resulte
em responsabilidades financeiras que ultrapassem o orçamento anual ou que não
estejam previstas no plano de investimento, não obstante a possibilidade de celebrar
acordos plurianuais, desde que estes não resultem em responsabilidades que
ultrapassem os limites do orçamento de cada ano, de acordo com o respetivo orçamento
anual;
ii.
Celebra qualquer acordo ou realiza qualquer ato legal que resulte em obrigações para
a Sociedade que ultrapassem 5% dos ativos líquidos da Sociedade, sem a opinião

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32

favorável prévia do Conselho Fiscal da Sociedade (exceto se expressamente previsto
no plano de atividades e orçamento anual); e
iii.
Aprova qualquer investimento ou transação, que não esteja previsto no plano de
atividades e orçamento anual;
b) Qualquer acordo, ato ou transação com um impacto financeiro que exceda em 1% os ativos
líquidos da Sociedade será aprovado pelo membro executivo do Conselho de Administração
nomeado pelo representante do governo responsável pela área financeira.
6.
Gestão da relação institucional com trabalhadores e entidades externas, incluindo a representação
da Sociedade perante todos os Tribunais, nomeadamente, civis, criminais, administrativos, laborais
e fiscais, em todas as instâncias, nomeando um advogado quando necessário ou conveniente,
apresentando petições, pedidos, recursos, oposições, pedidos reconvencionais, apresentando
provas e preenchendo recursos tanto ordinários como extraordinários; negociando e revogando
petições em qualquer Tribunal, quer civil, criminal, administrativo, laboral ou fiscal, com os mais
amplos poderes, em nome da Sociedade.
7.
Proposta de novos acordos coletivos de trabalho e de grandes alterações estruturais aos contratos
de trabalho, a submeter à aprovação prévia do Conselho de Administração;
8.
Em situações de emergência, quando a vida de pessoas e a segurança dos ativos estiver em risco,
a Comissão Executiva deve envidar todos os esforços necessários e adequados, com a
responsabilidade de informar o Conselho de Administração sobre as justificações e todas as
medidas tomadas tão cedo quanto possível.
A Comissão Executiva reúne sempre que seja convocada pelo seu presidente ou por dois dos seus
membros. As respetivas reuniões devem ter uma frequência mínima semanal, podendo ser
estabelecido um calendário de reuniões mensal ou anual.
A Comissão Executiva não pode deliberar sem que esteja presente ou representada a maioria dos
seus membros.
Qualquer membro da Comissão Executiva pode fazer-se representar nas reuniões por
outro membro da Comissão Executiva mediante comunicação escrita dirigida ao Presidente.
As deliberações da Comissão Executiva são tomadas por maioria simples dos votos, tendo o
Presidente voto de qualidade em caso de empate.
Finalmente, no que se refere a aumentos do capital social da Sociedade, embora o artigo 456.º do
Código das Sociedades estabeleça que o contrato de sociedade pode autorizar o órgão de
administração a aprovar aumentos de capital por entradas em dinheiro aumentar o capital, os estatutos
da Sociedade não conferem tais poderes ao Conselho de Administração.

7.7. Principais elementos dos sistemas de controlo interno e de gestão de risco implementados
na Sociedade relativamente ao processo de divulgação de informação financeira
Artigo 245.º-A, número 1, alínea m) do CVM, aplicável ex vi artigo 245.º-A, número 6 do CVM

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33

É responsabilidade do Conselho de Administração garantir a divulgação de informação financeira
idónea que represente fielmente a situação financeira da Empresa em cada momento, no cumprimento
da legislação e da regulamentação aplicáveis.
No que concerne à qualidade da informação financeira que é alvo de divulgação pública, esta resulta
de um processo de reporting financeiro que é assegurado pelas áreas centrais de serviços, sujeito a
procedimentos e controlos internos da TAP, sendo monitorizado pelo Conselho de Administração e
Comissão de Finanças, Auditoria e Risco da TAP. Em particular, em relação às contas anuais e
semestrais, os documentos são enviados ao Conselho de Administração, que os aprovam, antes de
serem divulgados.
Adicionalmente, compete ao Conselho Fiscal fiscalizar a adequação do processo de preparação e de
divulgação de informação financeira pelo Conselho de Administração.

7.8. Comissões especializadas no seio do órgão de administração
No âmbito do modelo de governance da TAP, importa ainda fazer menção à existência de uma
comissão especializada – a Comissão de Finanças, Auditoria e Risco, tendo sido criada pelo Conselho
de Administração, em 27 de agosto de 2021.

8. GESTÃO DO RISCO
8.1. Sistema de Controlo Interno
A Direção de Auditoria Interna, através da monitorização dos sistemas de controlo interno, tem um
papel ativo no desenvolvimento e robustez do processo de mitigação do risco, acompanhando a sua
efetividade, eficácia, adequação e alinhamento com os objetivos estratégicos da Empresa, assim como
no desenvolvimento de novos controlos internos preventivos e reativos, de forma a fortalecer a sua
cultura de compliance.
Considerando a complexa envolvente externa da TAP, com uma multiplicidade de riscos inerentes à
sua atividade, é fundamental a implementação de sistemas de controlo interno e de gestão do risco
adequados, que mitiguem a exposição da Empresa.
O controlo interno surge assim, como um instrumento de melhoria e aperfeiçoamento de processos,
baseado nas normas, procedimentos e estruturas da TAP, que permitem à Administração gerir a sua
estratégia e objetivos de forma eficiente, otimizando os seus recursos.
O ambiente de controlo interno na TAP tem uma filosofia Top Down, com o patrocínio da gestão de
topo, sendo comunicado a todos os colaboradores a importância do cumprimento dos procedimentos
instituídos, em linha com elevados padrões de conduta, refletindo um compromisso com os valores
éticos, responsabilidades, políticas, normas e procedimentos.

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34

8.2. Principais Riscos
As organizações encontram-se constantemente sujeitas a diversos acontecimentos que as podem
favorecer ou expor a novos desafios, alguns dos quais com potenciais impactos negativos, nas mais
diversas vertentes, podendo afetar a sua atividade, os seus mercados, a sua imagem, a sua
rentabilidade e o seu valor patrimonial.
A pandemia de COVID-19 criou um enorme choque a nível global em 2020, prolongando-se para 2021,
com impactos diretos nos sistemas de saúde e económicos. Em 2021 uma das medidas mais
importantes implementadas para a mitigação da propagação do vírus, foi um programa de vacinação
em massa, que permitiu um levantamento gradual das restrições à circulação das pessoas - não tão
severas como em 2020, ainda assim em alguns países, manteve-se a aplicação de medidas de
confinamento obrigatório, com revisões periódicas. Todas as medidas adotadas influenciaram o sector
da aviação comercial.
Os riscos abordados no Relatório Global de Riscos do Fórum Económico Mundial de 2022, foram
agrupados nas seguintes categorias: (i) Social, (ii) Económico, (iii) Ambiental, (iv) Tecnológico e (v)
Geopolítico.
Estas categorias podem ser contextualizadas da seguinte forma no contexto da TAP:
Social
O impacto social resultante da pandemia foi relevante em 2021, afetando muitas empresas a nível
financeiro, obrigando a ajustamentos nos negócios, ou mesmo, em alguns casos ao encerramento da
atividade, o que resultou num aumento da taxa de desemprego, que teve um efeito social negativo,
nomeadamente nos meios de subsistência das famílias gerando algumas tensões sociais. De acordo
com as previsões de alguns especialistas da área da saúde, poderá vir a verificar-se um potencial
aumento no número de pessoas com deterioração da saúde mental, especialmente na população ativa,
devido ao isolamento imposto e ao fator de “medo” relacionado com a retoma dos contactos sociais,
com consequências diretas no mercado de trabalho.
A principal preocupação da TAP durante o ano de 2021 foi consolidar as medidas criadas em 2020,
para proteção da saúde e segurança dos seus clientes e empregados, adaptando-se aos diversos
cenários existentes ao longo do ano, influenciados por fatores como a taxa de vacinação, a evolução
pandémica e as regras emanadas pelo Serviço Nacional de Saúde.
A TAP criou um grupo de trabalho especial para acompanhamento dos seus empregados no âmbito
da saúde psicológica.
Durante o programa voluntário de redução de efetivos, existiu um acompanhamento individual por parte
da TAP para cada um dos funcionários abrangidos, com o objetivo de esclarecimento de eventuais
dúvidas sobre o programa.
Económico
Situações como a imposição de restrições à circulação das pessoas por vários países - sem existir um
critério uniforme e transversal, com revisões frequentes das regras - a redução no rendimento das

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famílias e a incerteza quanto a um futuro próximo, tiveram como consequência uma redução na procura
de serviços no sector aéreo. Associada à redução verificada na procura, culminando na diminuição de
passageiros, assistiu-se ainda a um impacto nos custos de funcionamento, impulsionado em grande
parte pelos preços das mercadorias e do combustível das aeronaves, o reembolso dos passageiros -
devido a cancelamentos derivados das restrições internacionais impostas - a rutura nas cadeias de
abastecimento, situações de dependência de fornecedor, o aumento do preço das licenças de CO
2
,
flutuações das taxas de câmbio, o risco das taxas de juro e o risco de obtenção de crédito.
Todos os fatores mencionados tiveram um impacto negativo na liquidez das companhias aéreas, o que
exigiu que algumas ações de mitigação fossem imediatamente definidas, tais como: planos de
pagamento de fornecedores foram implementados para diminuir o risco de liquidez, cláusulas
contratuais foram renegociadas e a gestão de cadeias de fornecimento e stocks, entre outras
iniciativas.
Em 2021 a TAP manteve-se concentrada num ajustamento sustentável às suas exigências de
mercado, de acordo com o plano de recuperação, que entre outras medidas envolveu uma redução da
frota e dos empregados, após um 1.º semestre de 2021 com alguns desafios. O 2.º semestre mostrou
alguns sinais de recuperação até ao aparecimento da variante Omicron em novembro.
A Comissão Europeia aceitou o Plano de Reestruturação da TAP em dezembro de 2021, permitindo à
TAP receber o auxílio financeiro, vital para impulsionar as mudanças necessárias para a sua
reestruturação.
Ambiental
É considerada a categoria de risco mais relevante, pelo Fórum Económico Mundial, mas ainda com
muitas barreiras. Durante o ano de 2020, como resultado das restrições impostas à circulação, os
valores do gás com efeito de estufa tiveram uma diminuição a nível global, mas com a recuperação
económica, a concentração voltou a aumentar, ultrapassando num curto período de tempo, os valores
médios da última década. Fica patente que as medidas económicas precedem as questões ambientais,
dificultando a meta proposta de atingir a descarbonização até ao ano 2050. Alguns dos países
participantes deixaram claro na COP26 que continuarão a depender de sectores baseados em
combustíveis fosseis, o que futuramente poderá ter impacto nos acordos comerciais e criar tensões
políticas. Importa ainda referir que, como consequência da poluição, condições meteorológicas
extremas serão cada vez mais frequentes e poderão criar perturbações no normal funcionamento das
companhias aéreas.
A indústria aeronáutica está dependente dos combustíveis fósseis, embora tenha vindo a apostar em
aviões mais eficientes como forma de combater as emissões de CO
2
, e também em combustíveis
alternativos, que poderão perfilar-se como substitutos promissores. Importa aprofundar os efeitos
secundários que as explorações dos mesmos poderão ter sobre a biodiversidade.
Os clientes, especialmente as gerações mais jovens, estão cada vez mais sensibilizadas para as
questões ambientais as quais, combinadas com um poder de mobilização, podem causar sérios
impactos na reputação das organizações.

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Nos últimos anos, a TAP renovou significativamente a sua frota, substituindo as aeronaves mais
antigas por modelos mais recentes e eficientes em termos de consumo de combustível, implementou
medidas para reduzir o ruído nos aeroportos e está atenta à implementação do mecanismo CORSIA
(Carbon Offsetting and Reduction Scheme for International Aviation) com o objetivo de controlar e
reduzir as emissões de CO
2
.
Tecnológico
Em 2021 o crescente acesso à utilização de canais digitais para teletrabalho, educação e compras on-
line generalizou-se cada vez mais (devido às restrições pandémicas), o que representou um aumento
do número de casos de fraude e intrusão digital, resultando em novos desafios para os departamentos
de TI na luta contra ciberataques, com a possibilidade de paralisação dos sistemas, roubo de dados e
manipulação de informação. Algumas das principais ameaças foram:
Phishing.
Malware (resgate, spyware, adware, malvertising).
Ataque de Negação de Serviço (DDoS Attack).
Engenharia Social.
Fraude.
A transição para um regime de trabalho remoto a partir de casa, no Grupo TAP, tem sido globalmente
positiva e com perspetivas de manutenção de um modelo híbrido, entre home-office e trabalho
presencial, considerando o bem-estar dos colaboradores. Apesar da crescente vulnerabilidade aos
ciberataques, o teletrabalho foi, e é, devidamente acompanhado e monitorizado pela área responsável
pela Segurança Informática do Grupo TAP. Os funcionários que têm acesso às infraestruturas
informáticas através de dispositivos pessoais ou canais abertos na Internet, têm várias medidas de
segurança implementadas como 2 fatores de autenticação. Existe um esforço para uma comunicação
corporativa atualizada sobre ameaças de TI e formação sobre o tema, com o objetivo de reconhecer
possíveis ameaças.
Geopolítico
Devido à pandemia, houve um esforço global de colaboração entre países para encontrar uma cura
para a COVID-19, daí resultando várias vacinas, que culminaram em programas de vacinação a nível
mundial, com o objetivo de controlar a propagação do vírus e diminuir os efeitos secundários. Contudo,
a distribuição da vacina tem sido desigual, faltando vacinas em vários dos países mais pobres. Esta
situação aliada a uma recuperação económica desigual irá criar uma pobreza extrema que poderá
levar a ondas de migração.
Todas estas questões geopolíticas têm grande impacto na abordagem do mercado de distribuição da
rede TAP a médio prazo, tais como a gestão do fluxo de passageiros de países com baixas taxas de
vacinação.
8.3. Método de análise
O processo metodológico utilizado para efetuar o Risk Assessment do Grupo TAP, traduz-se na
utilização de uma abordagem analítica - Corporate Risk Management (“CRM”), baseada na

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metodologia do Committee of Sponsoring Organizations (COSO) do Institute of Internal Auditors (IIA)
através da qual os gestores, após identificarem os riscos a que as suas áreas estão sujeitas, definem
uma estratégia para gestão dos mesmos, e que passa por:
Aceitar - caso o nível de risco monitorizado se encontre no intervalo de variação em
conformidade com o estabelecido pela organização;
Partilhar/Transferir - através da elaboração de contratos com seguradoras ou outsourcing de
funções;
Mitigar - através de procedimentos que permitam minimizar o impacto, bem como controlar o
processo no patamar de risco considerado como aceitável para a organização;
Outra estratégia possível é a de não-
aceitação, “
no go
“
do processo ou atuação, sempre que o nível
de risco não é adequado à operação pretendida e ao perfil de “apetite” ao risco da organização.

A elaboração do relatório CRM pretende dar execução às indicações fornecidas por normas e
processos internacionalmente aceites sobre gestão de risco, de que se salientam a Norma de Gestão
de Riscos (2003) da FERMA, o documento “
Enterprise Risk Management - An Integrated Framework
”
(2016) do COSO e a ISO31000:2009, “
Risk Management-Principles and Guidelines
” e insere
-se no
âmbito das melhores práticas, que auxiliam as organizações a delegar e a coordenar as tarefas
essenciais de gestão e monitorização de riscos. Este documento abrange a realidade da TAP e aplica
o instrumento metodológico denominado “Modelo das Três Linhas de Defesa”, decorrente da 8th EU
Company Law Directive da ECIIA/FERMA, recentemente atualizado para Modelo das Três Linhas (IIA
2020).
Foi criada uma matriz de risco, num esforço conjunto das áreas envolvidas no processo (conforme a
figura abaixo). Ela permite uma normalização da informação e garante assim uma análise coerente da
informação enviada pelas áreas, bem como uma comparação entre períodos homólogos.



Risco no Negócio Base
Risco Processos
Subsidiários
Riscos Isolados Riscos Contratuais Risco Jurídico Riscos Financeiros Riscos Operacionais
Restantes Riscos
Exetrnos
Riscos de Mercado
Clientes Certificações Projetos Alterações Contratuais Contencioso Ativos Incêndio e prevenção Ataque Cibernético
Atratividade do Mercado
Fornecedores Factores Técnicos Actos Ilícitos Garantias de Pagamento Organização Interna
Branqueamento de
Capitais
Manutenção Catástrofes Concorrência
Instalações Fusões e Aquisições
Compromissos
Institucionais
Corrupção Jurídico Preço Combustível Operação
Envolvente Económica e
Geopolítica
Distribuição
Marcas Próprias Indemnizações Fraude Tesouraria/ Liquidez
Saúde e Segurança
Trabalho
Envolvente Social Evolução do Sector
Marketing Informáticos
Relacionamento
Interpessoal
Tecnologias
Inform ação
Epidemias / Pandemias Normativo Legal
Produtos Infraestruturas Impostos Novas Tecnologias
Recursos Humanos Protecção de Dados
Infraestruturas
Aeroportuárias
Novos Produtos
Segurança Saúde Pública
Mudança Climáticas e
Sustentabilidade
Ambiental
Organização Comercial
Parcerias
Segurança (Security
Providers)
Supply Chain
Taxas de Câmbio
Interno Externo

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8.4. Conclusões do processo de CRM
Os riscos que se destacaram resultantes do processo de CRM em 2021 foram, a nível interno, os riscos
da operação, Recursos Humanos e Tesouraria / Liquidez. Em relação aos riscos externos, há o
surgimento da epidemia/risco pandémico e o reforço dos riscos de Ataque Cibernético, Envolvente
Económica e Geopolítica e Infraestruturas Aeroportuárias. A tabela seguinte contém o resumo dos seis
principais riscos internos e externos em 2021 e como se encontra o seu peso total em relação ao ano
anterior:
Posição

Riscos Internos
2021
2020
2019

Riscos Externos
2021
2020
2019
1


Operação

23%
16%
22%

Epidemi
as/Pandemias

10%
12%
-
2


Recursos Humanos

13%
12%
10%

Normativo Legal

10%
11%
12%
3


Tesouraria/Liquidez

6%
7%
3%

Ataque Cibernético

9%
11%
10%
4


Proteção de Dados

5%
6%
5%

Envolvente Económica e
Geopolítica
8%
10%
9%
5


Infra
estruturas
5%
5%
8%

Infraestruturas
Aeroportuárias
8%
10%
7%
6


Client
es
5%
5%
4%

Supply Chain

8%
7%
8%



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ANEXOS
I – MENÇÕES OBRIGATÓRIAS
1. Ações Próprias
(Artigos 66.º, n.º 5, alínea d) e 325.º-A n.º 1 do Código das Sociedades Comerciais)

Durante o exercício de 2021 a TAP não adquiriu nem alienou ações próprias.
A 31 de dezembro de 2021, a TAP não era detentora de ações próprias.

2. Indicação do número de ações e obrigações detidos por membros dos órgãos de
administração e de fiscalização, e todas as aquisições, onerações ou cessações de
titularidade, por qualquer causa, de ações e obrigações da Empresa e de sociedades com as
quais esteja em relação de domínio ou de grupo
(Artigo 447.º n.º 5 do Código das Sociedades Comerciais)
No decorrer do exercício de 2021, a Sociedade teve como único acionista a TAP– Transportes
Aéreos Portugueses, SGPS, S.A., detentora de 8.300.000 ações até à data de 24 de maio de 2021.
Nesta data, e no contexto do auxílio de Estado prestado à TAP, SA, e aprovado pela Comissão
Europeia, foi realizado um aumento de capital da TAP, mediante a realização de uma entrada em
dinheiro, no montante de EUR 462.000.000,00, pela República Portuguesa, através da Direção-
Geral do Tesouro e Finanças, e a subscrição, pela mesma, de 92.400.000 novas ações ordinárias
representativas do capital social da TAP. Posteriormente, em 30 de dezembro de 2021, teve lugar
uma Assembleia geral extraordinária que aprovou diversas operações de aumento e redução de
capital social da TAP ( “operação harmónio”), em consequência das quais o capital social da TAP
passou a ser de EUR 904.327.865 (novecentos e quatro milhões trezentos e vinte sete mil
oitocentos e sessenta e cinco euros), correspondendo a 180.865.573 ações, com o valor nominal
unitário de EUR 5,00, detidas integralmente pela República Portuguesa, através da Direcção-Geral
do Tesouro e Finanças.

3. Montante anual da remuneração auferida pelos membros dos órgãos de administração e
fiscalização da sociedade em 2021
(Artigo 3.º da Lei n.º 28/2009 de 19 de junho, aplicável por força do artigo 3.º do Regime Jurídico
da Supervisão de Auditoria aprovado pela Lei n.º 148/2015 de 9 de setembro)
Os membros dos órgãos de administração e de fiscalização da Sociedade são também membros
dos órgãos de administração e de fiscalização da TAP - Transportes Aéreos Portugueses, SGPS,
S.A., sendo remunerados pelo desempenho destas funções no âmbito desta última sociedade. Os
membros dos órgãos de administração e de fiscalização da Sociedade não recebem uma
remuneração adicional pelo desempenho das suas funções noutras empresas do Universo TAP
(incluindo a Sociedade).

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4. Crédito a entidades participadas e respetivas posições credoras ou devedoras
(Artigo 5.º n.º 4 do Decreto-Lei n.º 495/88 de 30 de dezembro, com a nova redação dada pelo
Decreto-Lei n.º 318/94 de 24 de dezembro)
Sobre o crédito a entidades participadas e respetivas posições credoras e devedoras deverá ser
consultada a nota 38 Partes Relacionadas das demonstrações financeiras consolidadas.
5. Autorizações concedidas a negócios entre a Sociedade e os seus administradores
(Artigo 66.º n.º 5, alínea e) e 397.º do Código das Sociedades Comerciais)
Os termos ou condições praticadas entre a Sociedade e as partes relacionadas são,
substancialmente, idênticos aos termos que normalmente seriam contratados entre entidades
independentes em operações comparáveis.
Sobre os negócios entre a Sociedade e os seus administradores deverá ser consultada a nota 38
das demonstrações financeiras consolidadas.


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41

II – DECLARAÇÃO EMITIDA NOS TERMOS DO ARTIGO 245 DO CÓDIGO DOS VALORES
MOBILIÁRIOS
Nos termos e para os efeitos do disposto no artigo 245.º, n.º 1, alínea c) do Código dos Valores
Mobiliários, os membros do Conselho de Administração da Transportes Aéreos Portugueses, S.A.,
abaixo identificados, declaram que, tanto quanto é do seu conhecimento, o relatório de gestão, as
demonstrações financeiras anuais, a certificação legal de contas e demais documentos de prestação
de contas, foram elaborados em conformidade com as normas contabilísticas aplicáveis, dando uma
imagem verdadeira e apropriada do ativo e do passivo, da situação financeira e dos resultados da
Sociedade e das empresas incluídas no perímetro da consolidação e que o relatório de gestão expõe
fielmente a evolução dos negócios, do desempenho e da posição da Sociedade e das empresas
incluídas no perímetro da consolidação, contendo uma descrição dos principais riscos e incertezas
com que a Sociedade e as empresas incluídas no perímetro da consolidação se defrontam.

Lisboa, 10 de abril de 2022

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO


___________________________________
Manuel Amaral Beja
Presidente do Conselho de Administração


___________________________________
Christine Ourmières-Widener
Vogal do Conselho de Administração e Presidente da Comissão Executiva


___________________________________
Gonçalo Neves Costa Monteiro Pires
Vogal do Conselho de Administração e Vogal da Comissão Executiva


___________________________________
Ramiro José Oliveira Sequeira
Vogal do Conselho de Administração e Vogal da Comissão Executiva



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42

___________________________________
Silvia Mosquera González
Vogal do Conselho de Administração e Vogal da Comissão Executiva


___________________________________
Patrício Ramos Castro
Vogal do Conselho de Administração


___________________________________
Ana Teresa C. P. Tavares Lehmann
Vogal do Conselho de Administração


___________________________________
João Pedro Conceição Duarte
Vogal do Conselho de Administração



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43

III - GLOSSÁRIO
ASK: Available seat kilometer/ Lugar-quilómetro; número total de lugares disponíveis para venda
multiplicado pelo número de quilómetros voados.
Block Hours
: Número de horas entre partida e chegada de um voo, medido o tempo a partir do
momento em que são retirados ou colocados os calços.
Hub: Termo utilizado para designar a base operacional de uma companhia aérea, em que chegadas e
partidas são coordenadas, por forma a reduzir ao máximo, o tempo de trânsito.
IATA: International Air Transport Association.
Load Factor
: Número total de RPK dividido pelo número total de ASK.
Regularidade: Percentagem de voos efetivamente realizados, do total de voos planeados.
RPK: Revenue passenger kilometer / Passageiro-quilómetro; número total de passageiros multiplicado
pelo número de quilómetros voados.
Wet-lease: Contrato em que uma companhia aérea disponibiliza o avião, a tripulação completa, efetua
a manutenção e suporta o seguro do avião (ACMI – Aircraft, Crew, Maintenance and Insurance),
recebendo, em contrapartida, o pagamento pelas horas operadas. A companhia que contrata esse
serviço suporta os restantes custos como combustíveis, taxas aeroportuárias e reservas.
Yield: Receita de passagens dividida pelo número total de passageiro-quilómetros (RPK), ajustada
pela etapa média.
YoY: Year over Year, ou seja, uma variação face ao período homólogo do ano anterior.


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IV –
CONFERENCE CALL
SOBRE OS RESULTADOS
A conference call sobre os Resultados de 2021 terá lugar em 11 de abril de 2022, às 16:00 (hora de
Portugal/Reino Unido). Para aceder à conference call deverá registar-se previamente através do
seguinte link:
https://www.incommglobalevents.com/registration/client/10237/tap-fy-2021-earnings-call/
Conference call
para investidores e analistas financeiros.


V – INFORMAÇÃO NÃO FINANCEIRA CONSOLIDADA
A informação não financeira não está incluída no presente relatório de gestão e será apresentada em
relatório separado a publicar em data posterior.



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45


VI – DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS





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TRANSPORTES AÉREOS PORTUGUESES, S.A.
DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
EXERCÍCIO DE 2021

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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021
2
ÍNDICE DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
DEMONSTRAÇÃO
CONSOLIDADA DA POSIÇÃO FINANCEIRA .............................................................. 4
DEMONSTRAÇÃO
CONSOLIDADA DOS RESULTADOS .......................................................................... 5
DEMONSTRAÇÃO
CONSOLIDADA DO RENDIMENTO INTEGRAL ......................................................... 6
DEMONSTRAÇÃO
CONSOLIDADA DAS ALTERAÇÕES NOS CAPITAIS PRÓPRIOS ............................ 7
DEMONSTRAÇÃO
CONSOLIDADA DOS FLUXOS DE CAIXA .................................................................. 8
NOTAS
ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS ........................................................... 9
1 I
NTRODUÇÃO ......................................................................................................................................... 9
1.1 I
MPACTO PANDEMIA COVID-19 ............................................................................................................ 19
2 R
ESUMO DAS PRINCIPAIS POLÍTICAS CONTABILÍSTICAS ........................................................................... 31
2.1. B
ASE DE PREPARAÇÃO ......................................................................................................................... 31
2.2. C
OMPARABILIDADE DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS ........................................................................ 34
2.3. P
ERÍMETRO DE CONSOLIDAÇÃO ............................................................................................................ 34
2.4. R
ELATO POR SEGMENTOS ..................................................................................................................... 36
2.5. C
ONVERSÃO CAMBIAL ........................................................................................................................... 37
2.6. A
TIVOS FIXOS TANGÍVEIS ...................................................................................................................... 37
2.7. P
ROPRIEDADES DE INVESTIMENTO ........................................................................................................ 39
2.8. A
TIVOS INTANGÍVEIS ............................................................................................................................. 39
2.9. I
MPARIDADE EM ATIVOS NÃO FINANCEIROS ............................................................................................. 39
2.10. A
TIVOS FINANCEIROS ........................................................................................................................... 40
2.11. I
NSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVADOS ............................................................................................. 42
2.12. A
TIVOS E PASSIVOS AO JUSTO VALOR .................................................................................................... 43
2.13. I
MPOSTO SOBRE O RENDIMENTO ........................................................................................................... 44
2.14. I
NVENTÁRIOS ....................................................................................................................................... 44
2.15. C
LIENTES E OUTRAS CONTAS A RECEBER .............................................................................................. 45
2.16. C
AIXA E SEUS EQUIVALENTES ............................................................................................................... 45
2.17. C
APITAL SOCIAL ................................................................................................................................... 45
2.18. P
ASSIVOS REMUNERADOS .................................................................................................................... 45
2.19. E
NCARGOS FINANCEIROS COM EMPRÉSTIMOS ........................................................................................ 46
2.20. P
ROVISÕES .......................................................................................................................................... 46
2.21. B
ENEFÍCIOS PÓS-EMPREGO AOS COLABORADORES ................................................................................ 47
2.22. O
UTRAS CONTAS A PAGAR .................................................................................................................... 48
2.23. S
UBSÍDIOS ........................................................................................................................................... 48
2.24. L
OCAÇÕES ........................................................................................................................................... 48
2.25. D
ISTRIBUIÇÃO DE DIVIDENDOS .............................................................................................................. 50
2.26. R
ÉDITO ................................................................................................................................................ 51
2.27. E
SPECIALIZAÇÃO DOS EXERCÍCIOS ........................................................................................................ 52
2.28. A
TIVOS E PASSIVOS CONTINGENTES ...................................................................................................... 52
2.29. I
TENS NÃO RECORRENTES .................................................................................................................... 53
2.30. D
EMONSTRAÇÃO CONSOLIDADA DOS FLUXOS DE CAIXA .......................................................................... 53
2.31. E
VENTOS SUBSEQUENTES .................................................................................................................... 54
2.32. E
STIMATIVAS E JULGAMENTOS .............................................................................................................. 54
3 P
OLÍTICAS DE GESTÃO DO RISCO FINANCEIRO ........................................................................................ 58
4 A
TIVOS FIXOS TANGÍVEIS ...................................................................................................................... 69
5 P
ROPRIEDADES DE INVESTIMENTO ........................................................................................................ 76
6 A
TIVOS INTANGÍVEIS ............................................................................................................................. 76
7 P
ARTICIPAÇÕES FINANCEIRAS ............................................................................................................... 77
8 O
UTROS ATIVOS FINANCEIROS .............................................................................................................. 77
9 A
TIVOS E PASSIVOS POR IMPOSTOS DIFERIDOS ...................................................................................... 77
10 O
UTRAS CONTAS A RECEBER ................................................................................................................ 81
11 I
NVENTÁRIOS ....................................................................................................................................... 84
12 I
MPOSTO SOBRE O RENDIMENTO A RECEBER/PAGAR ............................................................................... 85
13 O
UTROS ATIVOS CORRENTES E NÃO CORRENTES ................................................................................... 85
14 C
AIXA E SEUS EQUIVALENTES ............................................................................................................... 86
15 C
APITAL............................................................................................................................................... 86
16 P
RESTAÇÕES SUPLEMENTARES E RESERVAS ......................................................................................... 88
17 P
ENSÕES E OUTROS BENEFÍCIOS PÓS-EMPREGO ................................................................................... 89

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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021
3
18 PROVISÕES .......................................................................................................................................... 97
19 P
ASSIVOS REMUNERADOS E PASSIVOS DE LOCAÇÃO COM E SEM OPÇÃO DE COMPRA ............................... 99
20 O
UTRAS CONTAS A PAGAR .................................................................................................................. 104
21 O
UTROS PASSIVOS CORRENTES .......................................................................................................... 106
22 D
OCUMENTOS PENDENTES DE VOO ..................................................................................................... 107
23 I
NSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVADOS ........................................................................................... 107
24 R
ELATO POR SEGMENTOS .................................................................................................................. 108
25 O
UTROS RENDIMENTOS ...................................................................................................................... 109
26 G
ASTOS POR NATUREZA ..................................................................................................................... 109
27 C
USTOS COM O PESSOAL .................................................................................................................... 112
28 I
MPARIDADES DE CONTAS A RECEBER, INVENTÁRIOS E PROVISÕES ........................................................ 113
29 O
UTROS GASTOS ............................................................................................................................... 114
30 R
EESTRUTURAÇÃO ............................................................................................................................. 114
31 O
UTROS ITENS NÃO RECORRENTES ..................................................................................................... 115
32 D
EPRECIAÇÕES, AMORTIZAÇÕES E PERDAS POR IMPARIDADE ............................................................... 116
33 R
ESULTADOS FINANCEIROS ................................................................................................................ 117
34 I
MPOSTO SOBRE O RENDIMENTO ......................................................................................................... 117
35 R
ESULTADOS POR AÇÃO ..................................................................................................................... 119
36 C
OMPROMISSOS ................................................................................................................................ 119
37 C
ONTINGÊNCIAS ................................................................................................................................ 120
38 P
ARTES RELACIONADAS ...................................................................................................................... 120
39 A
TIVOS E PASSIVOS FINANCEIROS ....................................................................................................... 122
40 C
USTOS COM REVISÃO LEGAL DE CONTAS ........................................................................................... 124
41 E
VENTOS SUBSEQUENTES .................................................................................................................. 124

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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021
4
DEMONSTRAÇÃO CONSOLIDADA DA POSIÇÃO FINANCEIRA
O anexo faz parte integrante da demonstração consolidada da posição financeira em 31 de dezembro de
2021.
Valores em Euros
Nota 2021 2020
ATIVO
Ativo não corrente
Ativos fixos tangíveis 4 2.955.068.050 2.944.258.588
Propriedades de investimento 5 1.615.899 1.543.825
Ativos intangíveis 6 23.475.789 24.872.065
Participações financeiras 7 172.310 172.310
Outros ativos financeiros 8 488.725 488.730
Outros ativos não correntes 13 22.903.458 23.784.741
Ativos por impostos diferidos 9 363.523.138 129.070.918
Outras contas a receber 10 112.077.476 92.173.501
3.479.324.845 3.216.364.678
Ativo corrente
Inventários 11 56.556.807 80.166.181
Outras contas a receber 10 347.681.592 1.115.559.061
Imposto sobre o rendimento a receber 12 - 291.037
Outros ativos correntes 13 21.920.877 25.964.000
Caixa e seus equivalentes 14 812.578.316 518.756.607
1.238.737.592 1.740.736.886
Total do ativo 4.718.062.437 4.957.101.564
CAPITAL PRÓPRIO E PASSIVO
Capital e reservas
Capital 15 904.327.865 41.500.000
Prestações suplementares 16 - 154.353.400
Reserva legal 16 8.300.000 8.300.000
Reservas de justo valor 16 184.106 (22.921.191)
Outras reservas 16 (200.588) (200.588)
Resultados transitados 16 218.425.483 (105.028.018)
Resultado líquido do exercício (1.599.110.889) (1.230.255.776)
Total do capital próprio (468.074.023) (1.154.252.173)
Passivo não corrente
Passivos por impostos diferidos 9 34.022.773 108.025.578
Pensões e outros benefícios pós-emprego 17 89.282.130 109.569.660
Provisões 18 312.912.748 108.971.298
Provisão reestruturação 18 37.012.455 93.197.493
Passivos remunerados 19 795.737.240 596.023.660
Passivo locação com opção de compra 19 488.921.489 397.235.680
Passivo locação sem opção de compra 19 1.682.965.393 1.611.374.047
3.440.854.228 3.024.397.416
Passi vo corre nte
Passivos remunerados 19 141.456.908 1.555.785.594
Passivo locação com opção de compra 19 54.754.917 41.343.311
Passivo locação sem opção de compra 19 435.572.934 427.266.305
Outras contas a pagar 20 406.153.858 386.515.799
Imposto corrente sobre o rendimento a pagar 12 104.803 17.430
Outros passivos correntes 21 63.677.145 74.038.599
Documentos pendentes de voo 22 643.561.667 601.989.283
1.745.282.232 3.086.956.321
Total do passivo 5.186.136.460 6.111.353.737
Total do capital próprio e passivo 4.718.062.437 4.957.101.564

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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021
5
DEMONSTRAÇÃO CONSOLIDADA DOS RESULTADOS
O anexo faz parte integrante da demonstração consolidada dos resultados em 31 de dezembro de 2021.
Valores em Euros
Notas 2021 2020
Rendimentos e ganhos operacionais
Receita
Passagens 24 1.067.193.102 848.373.665
Manutenção 24 54.207.466 67.878.479
Carga e correio 24 236.236.180 125.689.785
Outros rendimentos 24 e 25 30.905.744 18.242.437
1.388.542.492 1.060.184.366
Gastos e perdas operacionais
Combustível para aeronaves 26 (340.478.438) (260.455.413)
Custos operacionais de tráfego 26 (372.176.563) (350.750.131)
Gastos com manutenção de aeronaves 26 (19.429.846) (24.426.407)
Custo dos materiais consumidos 26 (30.169.492) (40.283.352)
Custos comerciais, marketing e comunicação 26 (71.418.381) (69.204.310)
Custos com o pessoal 27 (373.397.884) (419.719.963)
Imparidade de contas a receber e inventários 28 (35.377.525) (31.839.446)
Provisões 28 (16.041.875) (12.234.448)
Outros gastos 29 (118.324.211) (124.995.579)
Reestruturação 30 14.246.279 (96.086.525)
Outros itens não recorrentes 31 (1.024.940.014) (10.279.202)
Depreciações, amortizações e perdas por imparidade 32 (489.705.211) (584.672.061)
Resultados operacionais (1.488.670.669) (964.762.471)
Juros e rendimentos similares obtidos 33 33.952.821 33.566.552
Juros e gastos similares suportados 33 (293.608.645) (245.828.552)
Rendimentos / gastos overhedge 33 8.677.082 (165.281.173)
Diferenças de câmbio líquidas 33 (175.473.763) 162.108.338
Resultados antes de impostos (1.915.123.174) (1.180.197.306)
Imposto sobre o rendimento 34 316.012.285 (50.058.470)
Resultado líquido do exercício (1.599.110.889) (1.230.255.776)
Resultado líquido atribuível aos acionistas da TAP, SA (1.599.110.889) (1.230.255.776)
Resultado líquido atribuível aos interesses que não controlam - -
Resultados por ação
Resultados básicos e diluídos por ação 35 (25,7) (148,2)

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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021
6
DEMONSTRAÇÃO CONSOLIDADA DO RENDIMENTO INTEGRAL
O anexo faz parte integrante da demonstração consolidada do rendimento integral em 31 de dezembro
de 2021.
Valores em Euros
Notas 2021 2020
Resultado líquido (1.599.110.889) (1.230.255.776)
Elementos que poderão vir a ser reclassificados subsequentemente por resultados:
Ganhos e perdas em instrumentos de cobertura de fluxos de caixa 10 e 20 29.247.212 (52.980.881)
Imposto diferido de instrumentos de cobertura de fluxos de caixa 9 (6.141.915) 13.642.490
Elementos que não serão reclassificados por resultados:
Remensurações de planos de benefícios definidos pós-emprego 17 7.371.490 (25.420.003)
Imposto diferido de remensurações 9 (1.731.976) 6.225.074
Outros rendimentos integrais líquidos de imposto 28.744.811 (58.533.319)
Rendimento integral do exercício
(1.570.366.078) (1.288.789.095)
Atribuível a:
Acionistas da TAP SA (1.570.366.078) (1.288.789.095)
Interesses que não controlam - -
(1.570.366.078) (1.288.789.095)

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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021
7
DEMONSTRAÇÃO CONSOLIDADA DAS ALTERAÇÕES NOS CAPITAIS PRÓPRIOS
*Montantes líquidos de impostos diferidos, quando aplicável.
O anexo faz parte integrante da demonstração consolidada das alterações nos capitais próprios em 31 de dezembro de 2021.
Valores em Euros
Capital próprio em 1 de janeiro de 2020 41.500.000 154.353.400 8.300.000 16.417.199 (200.588) 9.804.345 (95.637.433) 134.536.923 - 134.536.923
Aplicação do resultado líquido do exercício 2019 - - - - - (95.637.433) 95.637.433 - - -
Remensurações* 9 e 17 - - - - - (19.194.930) - (19.194.930) - (19.194.930)
Justo valor de instrumentos financeiros derivados* 9 e 23 - - - (39.338.390) - - - (39.338.390) - (39.338.390)
Resultado líquido do exercício - - - - - - (1.230.255.776) (1.230.255.776) - (1.230.255.776)
Capital próprio em 31 de dezembro de 2020 41.500.000 154.353.400 8.300.000 (22.921.191) (200.588) (105.028.018) (1.230.255.776) (1.154.252.173) - (1.154.252.173)
Aplicação do resultado líquido do exercício 2020 - - - - - (1.230.255.776) 1.230.255.776 - - -
Aumentos de capital, prestações suplementares e prémios de emissão 15 e 16 862.827.865 (154.353.400) - - - 1.548.069.763 - 2.256.544.228 - 2.256.544.228
Remensurações* 9 e 17 - - - - - 5.639.514 - 5.639.514 - 5.639.514
Justo valor de instrumentos financeiros derivados* 9 e 23 - - - 23.105.297 - - - 23.105.297 - 23.105.297
Resultado líquido do exercício - - - - - - (1.599.110.889) (1.599.110.889) - (1.599.110.889)
Capital próprio em 31 de dezembro de 2021 904.327.865 - 8.300.000 184.106 (200.588) 218.425.483 (1.599.110.889) (468.074.023) - (468.074.023)
Notas Reserva legalCapital Total
Resultados
transitados
Resultado
líquido do
exercício
Outras reservas
Reservas de
justo valor
Prestações
suplementares
Subtotal
In te re sse s nã o
controlados
(Nota 15)

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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021
8
DEMONSTRAÇÃO CONSOLIDADA DOS FLUXOS DE CAIXA
O anexo faz parte integrante da demonstração consolidada dos fluxos de caixa em 31 de dezembro de
2021.
Valores em Euros
Notas
2021 2020
ATIVIDADES OPERACIONAIS
Recebimentos de clientes 1.433.020.096 1.230.205.068
Pagamentos a fornecedores (1.070.343.039) (1.123.281.276)
Pagamentos ao pessoal (406.984.633) (437.915.431)
Pagamentos de rendas de locação de curto prazo e baixo valor (5.652.803) (6.232.806)
Fluxos gerados pelas operações
(49.960.379) (337.224.445)
(Pagamentos)/recebimentos do imposto sobre o rendimento (2.102) (323.366)
Outros (pagamentos)/recebimentos da atividade operacional 21.346.783 24.633.510
Fluxos das atividades operacionais (1) (28.615.698) (312.914.301)
ATIVIDADES DE INVESTIMENTO
Recebimentos provenientes de:
Outros ativos financeiros 8 e 10 28.033.167 16.537.385
Ativos fixos tangíveis 38.650.099 1.021.981
Subsídios de investimento - 768.708
Empréstimos concedidos 883.424.333 841.965.000
Juros e proveitos similares 35.024.720 34.598.417
985.132.319 894.891.491
Pagamentos respeitantes a:
Outros ativos financeiros 8 e 10 (100.832.594) (108.118.884)
Ativos fixos tangíveis (57.076.651) (54.507.976)
Ativos intangíveis (5.380.649) (7.875.188)
Empréstimos concedidos (930.777.737) (889.530.000)
(1.094.067.631) (1.060.032.048)
Fluxos das atividades de investimento (2) (108.935.312) (165.140.557)
ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO
Recebimentos provenientes de:
Empréstimos obtidos 19 - 1.225.011.144
Aumentos de capital 15 998.000.000 -
Passivo locação com opção de compra 19 - 16.311.909
998.000.000 1.241.323.053
Pagamentos respeitantes a:
Empréstimos obtidos 19 (16.444.966) (179.662.265)
Passivo locação com opção de compra 19 (34.369.217) (35.719.503)
Passivo locação sem opção de compra 19 (412.536.232) (213.596.674)
Juros e custos similares 19 (61.388.640) (62.017.886)
Juros de passivo locação sem opção de compra 19 (31.051.114) (32.389.843)
Derivados de combustivel em situação de overhedge 23 (11.586.309) (145.017.782)
(567.376.478) (668.403.953)
Fluxos das atividades de financiamento (3) 430.623.522 572.919.100
VARIAÇÃO DE CAIXA E SEUS EQUIVALENTES (1)+(2)+(3)
293.072.512 94.864.242
EFEITO DAS DIFERENÇAS DE CÂMBIO 749.197 (2.397.964)
CAIXA E SEUS EQUIVALENTES NO INÍCIO DO EXERCÍCIO
14 518.756.607 426.290.329
CAIXA E SEUS EQUIVALENTES NO FIM DO EXERCÍCIO
14
812.578.316 518.756.607

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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021
9
NOTAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
1
Introdução
A Transportes Aéreos Portugueses, S.A. (“TAP Air Portugal”, “TAP S.A.” ou “Empresa”) é uma sociedade
anónima que se dedica, no essencial, à exploração de serviços públicos de transporte aéreo de
passageiros, carga e correio, bem como à prestação de serviços e à realização das operações comerciais,
industriais e financeiras relacionadas direta ou indiretamente com a referida exploração.
Em 30 de dezembro de 2019, a TAP S.A. constituiu a TAP Logistics Solutions, S.A. (“TAP Logistics”; a
TAP S.A. e a TAP Logistics em conjunto designadas por “Grupo TAP S.A.” ou “Grupo”). Como tal, a TAP
S.A. apresenta demonstrações financeiras consolidadas, de acordo com o disposto no Decreto-Lei n.º
158/2009, de 13 de julho (conforme alterado).
O Grupo TAP S.A. presta serviços em Portugal (Continente e Regiões Autónomas), na Europa, em África,
na América do Norte, na América do Sul e no Médio Oriente. O Grupo TAP S.A. tem 20 representações
em países estrangeiros e 4 em Portugal.
Sede Social Edifício 25 do Aeroporto de Lisboa, 1700-008 Lisboa
Capital Social 904.327.865 Euros
N.I.P.C. 500 278 725
A Empresa encontra-se filiada na IATA – International Air Transport Association (“IATA”), entre outras
associações do setor do transporte aéreo.
Na sequência (i) do processo de privatização da TAP – Transportes Aéreos Portugueses, SGPS, S.A.
(“TAP SGPS”) – sociedade que deteve 100% do capital social da TAP Air Portugal até 24 de maio de 2021
–, que conduziu à aquisição, em novembro de 2015, pela Atlantic Gateway, SGPS, Lda. (“Atlantic
Gateway”), de uma participação de 61% no capital social da TAP SGPS, e (ii) da subsequente
renegociação da percentagem da participação detida pelo Estado Português no capital social da TAP
SGPS. em 30 de junho de 2017, através da qual se concretizou uma transmissão de participações sociais
da TAP SGPS, entre a Parpública – Participações Públicas, SGPS, S.A. (“Parpública”) e a Atlantic
Gateway, de acordo com a qual a TAP SGPS passou a ter a seguinte estrutura acionista:
A Parpública passou a deter 750.000 ações da categoria B, representativas de 50% do capital
social e dos direitos de voto e de 5% dos direitos económicos da TAP SGPS;
A Atlantic Gateway passou a deter 675.000 ações da categoria A, representativas de 45% do
capital social e dos direitos de voto e de 90% dos direitos económicos da TAP SGPS; e

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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021
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Um determinado número de acionistas passou a deter, em conjunto, um total de 75.000 ações
ordinárias, representativas de 5% do capital social, dos direitos de voto e dos direitos económicos
da TAP SGPS.
Ainda no dia 30 de junho de 2017, foi assinado o “Acordo de Adaptação e Monitorização de Passivo
Financeiro Relativo ao Grupo TAP” entre diversas entidades bancárias, a TAP SGPS, a TAP S.A. e a
Portugália – Companhia Portuguesa de Transportes Aéreos, S.A. (“Portugália”; em conjunto designadas
por “Mutuárias”), como mutuárias, e a Parpública e a Atlantic Gateway, como acionistas (“AAMPF”), tendo
as Mutuárias acordado com as entidades bancárias signatárias do AAMPF a alteração de determinadas
condições dos respetivos contratos de financiamento, bem como das disposições relativas à dívida
financeira e ao serviço da dívida do Grupo TAP.
No âmbito do referido AAMPF, as Mutuárias procederam a uma amortização antecipada voluntária parcial
de créditos e, na sequência dessa amortização, no dia 28 de fevereiro de 2020, as partes do AAMPF
celebraram o “Primeiro Aditamento ao Acordo de Adaptação e Monitorização de Passivo Financeiro
Relativo ao Grupo TAP”, para alteração de determinados termos e condições do AAMPF.
Na sequência da eclosão da pandemia da doença COVID-19 e à semelhança da generalidade das
empresas que atuam no setor da aviação, o Grupo TAP sofreu, a partir de março de 2020, uma redução
significativa da sua atividade em resultado de uma acentuada quebra da procura, da qual resultaram
elevadas perdas de exploração. Estas perdas decorreram maioritariamente da imposição, pelo Estado
Português e por muitos países de destino da TAP S.A., de restrições às viagens para limitar a propagação
da doença COVID-19.
Para fazer face ao impacto da pandemia da doença COVID-19, as Mutuárias adotaram um conjunto de
medidas ao longo do ano de 2020, tendo em vista o controle e a redução de custos, incluindo a suspensão
ou o adiamento de investimentos não críticos, a renegociação de contratos e prazos de pagamento, o corte
de despesas acessórias, a suspensão de contratações de novos trabalhadores e de progressões, e a
implementação de programas de licenças sem vencimento temporárias.
A 9 de junho de 2020, o Estado Português notificou a Comissão Europeia acerca da sua intenção de
conceder um auxílio de Estado, sob a forma de um empréstimo, a favor daquela que, a essa data, era a
acionista única da TAP S.A., a TAP SGPS, no montante de 1,2 mil milhões de Euros. Este apoio teve como
objetivo disponibilizar recursos suficientes para que a TAP SGPS pudesse fazer face às necessidades de
liquidez imediatas do Grupo TAP, tendo em vista a concretização de um plano de viabilidade de longo
prazo.
A 10 de junho de 2020, a Comissão Europeia anunciou a sua decisão de aprovar o referido auxílio do
Estado ao Grupo TAP, por entender que o mesmo era compatível com as regras da União Europeia
relativas a auxílios de Estado.

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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021
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Na sequência da referida decisão da Comissão Europeia e no seguimento das negociações realizadas
entre os representantes do Estado Português e os acionistas privados (diretos e indiretos) da TAP SGPS,
foram celebrados um conjunto de instrumentos contratuais (“Contratos”), tendo em vista, em síntese:
(i) A concessão, por parte do Estado Português, de um empréstimo remunerado a favor do Grupo
TAP, no montante de até 946 milhões de Euros (ao qual poderia acrescer um montante adicional
de 254 milhões de Euros, sem que, contudo, o Estado Português se encontrasse vinculado à sua
disponibilização), conforme aprovado pela Comissão Europeia (empréstimo esse que foi
formalizado através da celebração, em 17 de julho de 2020, de um contrato de financiamento entre
a República Portuguesa, a TAP S.A., a TAP SGPS e a Portugália, bem como de um acordo
complementar ao mesmo entre as referidas partes do contrato de financiamento, a Atlantic
Gateway e a Parpública – “Contrato de Financiamento”);
(ii) A aquisição, por parte do Estado Português, através da Direção-Geral do Tesouro e Finanças, de
participações sociais, de direitos económicos e de uma parte das prestações suplementares
detidas pela Atlantic Gateway na TAP SGPS, por forma a que o Estado Português passasse a
deter uma participação social total de 72,5% e os correspondentes direitos económicos na TAP
SGPS;
(iii) A renúncia, pela Parpública e pela Azul S.A. (“Azul”), ao respetivo direito de conversão enquanto
titulares de obrigações convertíveis emitidas pela TAP SGPS em 2016 no valor nominal,
respetivamente, de 30 milhões de Euros e de 90 milhões de Euros (o memorando de entendimento
que contempla essa renúncia foi celebrado a 15 de julho de 2020, entre a República Portuguesa,
a TAP SGPS, a Parpública, a Azul e a Azul Linhas Aéreas Brasileiras S.A.); e
(iv) A transmissão para a HPGB, SGPS, S.A. (“HPGB”) de ações representativas de 22,5% do capital
social e dos direitos de voto da TAP SGPS, bem como de prestações suplementares detidas pela
Atlantic Gateway na TAP SGPS, deixando a Atlantic Gateway de ser acionista da TAP SGPS.
Relativamente ao empréstimo remunerado por parte do Estado Português acima referido, no montante de
1,2 mil milhões de Euros, a primeira tranche (no montante de 250 milhões Euros) foi efetuada no dia 17
de julho de 2020; a segunda tranche (no montante de 224 milhões Euros) foi efetuada no dia 30 de julho
de 2020; a terceira tranche (no montante de 25 milhões Euros) foi efetuada no dia 31 de agosto de 2020;
a quarta tranche (no montante de 79,6 milhões Euros) foi efetuada no dia 30 de setembro de 2020; a quinta
tranche (no montante de 92 milhões Euros) foi efetuada no dia 5 de novembro de 2020; a sexta tranche
(no montante de 171,4 milhões de Euros) foi efetuada no dia 21 de dezembro de 2020; e a última tranche
(no montante de 358 milhões Euros) foi efetuada no dia 30 de dezembro de 2020.
Para garantia do cumprimento das obrigações que para o Grupo TAP resultavam do empréstimo
concedido pelo Estado Português, foi concedido um penhor financeiro sobre a totalidade das ações
representativas do capital social da TAP S.A. e da Portugália a favor do Estado Português.

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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021
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Na sequência da verificação de diversas condições precedentes previstas nos Contratos, no dia 2 de
outubro de 2020, ocorreu:
(i) A aquisição, por parte do Estado Português, através da Direção-Geral do Tesouro e Finanças, de
participações sociais, de direitos económicos e de uma parte das prestações suplementares
detidas pela Atlantic Gateway na TAP SGPS, passando o Estado Português a deter o controlo
efetivo sobre 72,5% do capital social da TAP SGPS, sobre igual percentagem de direitos
económicos na TAP SGPS e sobre uma parte das prestações suplementares realizadas pela
Atlantic Gateway na TAP SGPS; e
(ii) A amortização da quota detida pela HPGB na Atlantic Gateway, contra o recebimento de ações
representativas de 22,5% do capital social e dos direitos de voto da TAP SGPS e de uma parte
das prestações suplementares realizadas pela Atlantic Gateway na TAP SGPS, deixando a
Atlantic Gateway de ser acionista da TAP SGPS e passando a HPGB a deter uma participação
direta na TAP SGPS.
Neste contexto, no dia 2 de outubro de 2020, a TAP SGPS passou a ter a seguinte estrutura acionista (a
qual já sofreu alterações à presente data):
A Parpública, com 750.000 ações ordinárias, representativas de 50% do capital social e dos
direitos de voto da TAP SGPS;
O Estado Português, através da Direção-Geral do Tesouro e Finanças, titular de 337.500 ações
ordinárias, representativas de 22,5% do capital social, dos direitos de voto e dos direitos
económicos da TAP SGPS;
A HPGB com 337.500 ações ordinárias, representativas de 22,5% do capital social, dos direitos
de voto e dos direitos económicos da TAP SGPS; e
Um conjunto de acionistas com um total de 75.000 ações ordinárias, representativas de 5% do
capital social, dos direitos de voto e dos direitos económicos da TAP SGPS.
Em 24 de maio de 2021 o Estado Português, através da Direção-Geral do Tesouro e Finanças, realizou
um aumento de capital na TAP S.A. no montante de 462 milhões de Euros.
Na sequência daquele aumento de capital, a estrutura acionista da TAP S.A. passou a detalhar-se da
seguinte forma:
A República Portuguesa, através da Direção-Geral do Tesouro e Finanças, passou a deter 91,8%
das ações representativas do capital social e dos direitos de voto; e
A TAP SGPS passou a deter 8,2% das ações representativas do capital social e dos direitos de
voto da TAP S.A..

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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021
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No dia 31 de agosto de 2021, a data de reembolso do Contrato de Financiamento foi prorrogada de 1 de
setembro de 2021 para 31 de dezembro de 2021, em caso de não adoção de decisão final pela Comissão
Europeia sobre o auxílio à reestruturação ao Grupo TAP até aquela data.
Na sequência das aprovações pela Comissão Europeia, em 21 de dezembro de 2021, de auxílios de
Estado para (i) a reestruturação do Grupo TAP e (ii) para a compensação de prejuízos sofridos pela TAP
S.A. em resultado da pandemia COVID-19, no dia 30 de dezembro de 2021, foram aprovadas, em
Assembleia Geral Extraordinária da TAP S.A. e submetidas a registo junto da Conservatória do Registo
Comercial de Lisboa, as seguintes operações societárias (“Operações”):
a) O aumento do capital social da TAP S.A. de 503.500.000 Euros para 657.853.400 Euros, subscrito
integralmente pela TAP SGPS, através da conversão de prestações suplementares, no valor total
de 154.353.400 Euros;
b) A redução do seu capital social para 0,00 Euros, para cobertura parcial de prejuízos;
c) O aumento do seu capital social de 0,00 Euros para 1.794.544.230 Euros, subscrito integralmente
pela República Portuguesa, através da Direcção-Geral do Tesouro e Finanças, sendo o montante
de 1.258.544.230 Euros realizado exclusivamente por entradas em espécie, por conversão de
créditos da República Portuguesa sobre a TAP S.A. (o qual representa o valor do financiamento
acrescido dos juros incorridos até à data da conversão), e o montante de 536.000.000 Euros,
realizado por entradas em dinheiro;
d) A redução do seu capital social de 1.794.544.230 Euros para 904.327.865 Euros, para cobertura
parcial de prejuízos.
Em resultado das Operações, o capital social da TAP S.A. passou a ser de 904.327.865 Euros,
encontrando-se representado por 180.865.573 ações, com o valor nominal unitário de 5,00 Euros.
Em virtude destas Operações, a TAP S.A. passou a ter como acionista único e direto a República
Portuguesa, através da Direcção-Geral do Tesouro e Finanças, não se alterando materialmente o controlo
exercido sobre a TAP S.A., na medida em que a República Portuguesa já era o beneficiário efetivo da TAP
S.A.
As presentes demonstrações financeiras consolidadas do exercício findo em 31 de dezembro de 2021,
aprovadas em reunião do Conselho de Administração de 10 de abril de 2022 e sujeitas a aprovação da
Assembleia Geral, foram preparadas com o objetivo de apresentação aos diversos stakeholders.
Os membros do Conselho de Administração que assinam o presente relatório declaram que, tanto quanto
é do seu conhecimento, a informação nele constante foi elaborada em conformidade com as Normas
Contabilísticas aplicáveis, dando uma imagem verdadeira e apropriada do ativo e do passivo, da situação
financeira e dos resultados do Grupo.

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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021
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Plano de Reestruturação em curso do Grupo TAP – Auxílio de Estado
No âmbito da decisão da Comissão Europeia de 10 de junho de 2020 que autorizou a concessão de um
auxílio de Estado a favor da acionista única da TAP S.A. a essa data, a TAP SGPS, sob a forma de um
empréstimo, no montante de 1,2 mil milhões de Euros (“Decisão da Comissão Europeia”), e do Contrato
de Financiamento que concretizou a concessão do referido auxílio de Estado ao Grupo TAP, previa-se a
possibilidade de a data de reembolso do empréstimo concedido ao Grupo TAP, inicialmente fixada em 10
de dezembro de 2020, ser prorrogada caso o Estado Português submetesse um Plano de Reestruturação
do Grupo TAP (“Plano de Reestruturação” ou “Plano”) à Comissão Europeia até essa data, i.e. no prazo
de 6 (seis) meses contados da data da Decisão da Comissão Europeia.
Nesse contexto, o Estado Português submeteu à Comissão Europeia, no dia 10 de dezembro de 2020,
um projeto de Plano de Reestruturação com vista à sua discussão e aprovação.
No âmbito da preparação do Plano de Reestruturação que envolveu as áreas chave do Grupo TAP, foi
criado um steering committee tendo sido contratada uma consultora estratégica para auxiliar a TAP SGPS
na elaboração do Plano.
O Plano de Reestruturação apresentado incorporou uma transformação significativa da operação da TAP
S.A, de forma a garantir a sua viabilidade económica em 2023 e sustentabilidade em 2025. Esta
reestruturação engloba medidas de melhoria de eficiência operacional, um redimensionamento da frota e
de redução de despesas com pessoal.
O projeto de Plano de Reestruturação apresentado tem como objetivos assegurar a sobrevivência e a
sustentabilidade do Grupo TAP, a manutenção de cerca de 7 (sete) mil postos de trabalho diretos, bem
como a preservação de todo o ecossistema de fornecedores do Grupo TAP, garantindo que o mesmo
continua a contribuir para a economia portuguesa.
O projeto de Plano de Reestruturação assenta em quatro eixos: (i) foco no core bussiness; (ii) ajustamento
da capacidade (dimensionamento de frota e otimização de rede); (iii) otimização dos custos operacionais
(negociação de locações, revisão de custos com terceiros e ajuste dos custos laborais); e (iv) melhoria da
receita (receitas de passageiros e outras receitas). Todas estas iniciativas visam atingir o equilíbrio do
fluxo de caixa e, consequentemente, balancear a estrutura de capital do Grupo TAP.
No âmbito da preparação do Plano de Reestruturação, foram utilizadas as projeções atualizadas à data
de entidades de referência do setor, nomeadamente as projeções da IATA, considerando a sua maior
adequação à realidade operacional da TAP S.A., com um modelo de negócio alicerçado em voos de
conexão e operação de longo curso, sem, no entanto, descurar as projeções do Eurocontrol (em conjunto,
as “Projeções”). Estas Projeções indicavam que os números da atividade de 2019 só seriam atingidos

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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021
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novamente em 2025, estimando-se uma recuperação da operação de 50% em 2021 por comparação com
a operação de 2019.
Neste âmbito, e na perspetiva de ajustamento da sua capacidade, o projeto de Plano de Reestruturação
apresentado à Comissão Europeia assume como objetivo reduzir a frota do Grupo TAP para 88 aeronaves,
um número de aviões superior aos 75 aviões que compunham a sua frota em 2015.
Ao nível da otimização dos custos operacionais, previa-se 1,3 mil milhões de Euros decorrentes de
negociações relacionadas com frota, bem como 200 a 225 milhões de Euros por ano em negociações com
outros fornecedores operacionais do Grupo TAP. Do ponto de vista de custos laborais, previu-se o
redimensionamento das operações do Grupo TAP, através, entre outros, da implementação de medidas
voluntárias, como rescisões por mútuo acordo, trabalho a tempo parcial e licenças não remuneradas de
longo prazo, sem prejuízo de outros mecanismos adicionais, além de uma redução dos salários dos
trabalhadores do Grupo.
Estes ajustamentos à capacidade, à frota e ao quadro de pessoal farão com que o Grupo TAP, e em
particular a TAP S.A., possam ter uma dimensão apta a responder à retoma assim que a mesma acontecer,
mantendo a liderança no hub de Lisboa e a sua estratégia de conexão entre a Europa, as Américas e
África.
No quadro dos trabalhos relacionados com o processo de preparação do Plano de Reestruturação, foi
aprovada a 22 de dezembro de 2020, uma Resolução do Conselho de Ministros que declarou a TAP S.A.
(bem como a Portugália e a Cateringpor – Catering de Portugal, S.A.) em situação económica difícil,
atribuindo a essa declaração os efeitos previstos na legislação aplicável, nomeadamente a redução de
condições de trabalho e a não aplicação ou a suspensão, total ou parcial, das cláusulas dos acordos de
empresa ou dos instrumentos de regulamentação coletiva aplicáveis, com estabelecimento do respetivo
regime sucedâneo (Resolução do Conselho de Ministros n.º 3/2021, de 22 de dezembro de 2020,
regulamentada através do Despacho n.º 818-A/2021, de 14 de janeiro de 2021). O estatuto de situação
económica difícil atribuído à TAP S.A. (e à Portugália e Cateringpor – Catering de Portugal, S.A.) foi
renovado pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 185/2021, de 29 de dezembro de 2021, com efeitos
até 31 de dezembro de 2022.
Em conformidade com esta determinação, foi desenvolvido logo em dezembro de 2020, um processo de
negociação conjunta, entre sindicatos, administração e Governo Português, tendo em vista a celebração
dos denominados “Acordos de Emergência”, procurando-se encontrar uma solução consensual sobre o
caminho para viabilizar a reestruturação e a recuperação da TAP S.A.. Este processo concluiu-se
favoravelmente, tendo todos os sindicatos que representam uma vasta maioria dos trabalhadores da TAP
S.A. ratificado os acordos de emergência negociados (“Acordos de Emergência”). Os Acordos de
Emergência entraram em vigor no dia 1 de março de 2021, permitindo, sem prejudicar as métricas
propostas no âmbito do Plano de Reestruturação, a proteção de um maior número de postos de trabalho,

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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021
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quando comparado com o regime sucedâneo. Os colaboradores da TAP S.A. não sindicalizados
beneficiaram de um regime sucedâneo em tudo igual aos Acordos de Emergência em vigor no seu grupo
profissional.
Em paralelo, entre fevereiro e junho de 2021, a TAP S.A. desenvolveu um conjunto de medidas laborais
de adesão voluntária para os colaboradores da TAP S.A., que contemplou rescisões por mútuo acordo,
reformas antecipadas, pré-reformas, trabalho a tempo parcial e licenças sem vencimento. Como
consequência das referidas medidas voluntárias, a meta inicial de redimensionamento do Plano de
Reestruturação pôde ser ajustada em baixa e permitiu que o número de trabalhadores elegível para
medidas unilaterais fosse reduzido para 124 trabalhadores (ou seja menos cerca de 94% face ao número
inicial previsto e imposto pelo Plano de Reestruturação). A continuação da execução do Plano de
Reestruturação conduziu a que, em 8 de julho de 2021, a TAP S.A. tivesse iniciado um procedimento de
despedimento coletivo envolvendo estes 124 trabalhadores, o qual seguiu os seus trâmites de acordo com
um calendário indicativo.
Com estas medidas, a TAP S.A. obteve o compromisso de vários sindicatos nos Acordos de Emergência,
indo ao encontro dos objetivos de custos laborais incluídos no Plano de Reestruturação.
A TAP S.A. continuou a oferecer aos trabalhadores visados condições semelhantes às das fases
voluntárias para aqueles que optassem por reconsiderar a sua decisão anterior de não aderir às medidas
voluntárias, e manteve a possibilidade de candidatura às restantes vagas na Portugália e outras vagas na
TAP S.A. que foram surgindo de acordo com as necessidades da Empresa, tendo estas iniciativas reduzido
o número de trabalhadores com saídas unilaterais em processo de despedimento coletivo para 62 (Nota
1.1.3).
No contexto do auxílio de Estado à TAP S.A., aprovado pela Comissão Europeia por decisão de 23 de
abril de 2021, a título de compensação de danos COVID-19 verificados durante o período de 19 de março
a 30 de junho de 2020, como já referido, foi realizado em 24 de maio de 2021 um aumento de capital da
TAP S.A., mediante a realização de uma entrada em dinheiro, no montante de 462.000.000 Euros, pela
República Portuguesa, através da Direção-Geral do Tesouro e Finanças, e a subscrição, pela mesma, de
92.400.000 novas ações ordinárias representativas do capital social da Empresa, com o valor nominal
unitário de 5,00 Euros. Na sequência do referido aumento de capital, o capital social da TAP S.A. foi
aumentado de 41.500.000 Euros para 503.500.000 Euros, passando a República Portuguesa, através da
Direção-Geral do Tesouro e Finanças, a ter uma participação social representativa de cerca de 92% da
TAP S.A., continuando os remanescentes cerca de 8,2% do capital social da TAP S.A. a ser detidos
diretamente pela TAP SGPS. Conforme referido acima, esta estrutura acionista manteve-se até ao dia 30
de dezembro de 2021, data em que a República Portuguesa passou a ser acionista única da TAP S.A. por
força das Operações.

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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021
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Na sequência das interações com a Comissão Europeia, a 10 de junho de 2021, o Estado Português
atualizou o Plano de Reestruturação submetido inicialmente em 10 de dezembro de 2020, tendo notificado
à Comissão Europeia um auxílio à reestruturação de 3,2 mil milhões de Euros, com o objetivo de financiar
um Plano de Reestruturação do Grupo TAP, que estabelece o pacote de medidas para racionalizar as
operações da TAP S.A. e para a redução de custos (nos termos do qual, por exemplo, se prevê que a
TAP S.A. reduzirá a sua frota, racionalizará a sua rede e se adaptará à procura reduzida antes de 2023).
No dia 16 de julho de 2021, a Comissão Europeia aprovou as seguintes duas decisões autónomas:
(i) Re-aprovação do auxílio de emergência de 1,2 mil milhões de Euros
A Comissão Europeia decidiu re-aprovar o empréstimo de emergência de 1,2 mil milhões de Euros à TAP
SGPS, que já havia anteriormente aprovado por decisão de 10 de junho de 2020, especificando a
fundamentação para a aprovação do auxílio (relacionada com a situação do Grupo TAP e dos seus
acionistas em junho de 2020), conforme exigido nos termos do acórdão do Tribunal Geral da União
Europeia de 19 de maio de 2021 (processo T465/20), que anulou a decisão inicial de auxílio de
emergência, suspendendo simultaneamente os efeitos da anulação até à adoção de uma nova decisão
pela Comissão Europeia.
Por conseguinte, esta nova decisão da Comissão Europeia confirma a anterior decisão desta autoridade
de 10 de junho de 2020, que entendeu que o referido auxílio de emergência de 1,2 mil milhões de Euros
era compatível com o mercado interno, nos termos do artigo 107.º, n.º 3, alínea c) do Tratado sobre o
Funcionamento da União Europeia e de acordo com os requisitos das Orientações da Comissão Europeia
relativas aos auxílios estatais de emergência e à reestruturação concedidos a empresas não financeiras
em dificuldade.
(ii) Plano de Reestruturação do Grupo TAP
A Comissão Europeia decidiu dar início a um procedimento de investigação aprofundada para
complementarmente avaliar a conformidade do Plano de Reestruturação proposto e do correspondente
auxílio com as condições estabelecidas nas Orientações da Comissão Europeia relativas aos auxílios
estatais de emergência e à reestruturação concedidos a empresas não financeiras em dificuldade.
Na sequência das interações com a Comissão Europeia ocorridas após a data da referida decisão da
Comissão Europeia, nomeadamente no que diz respeito à obtenção de informação adicional, em 16 de
novembro de 2021, o Estado Português atualizou o Plano de Reestruturação submetido em 10 de junho
de 2021, o qual apresenta um update das projeções financeiras / análises de sensibilidade para o período
da reestruturação (até ao ano de 2025), bem como a inclusão dos anos de 2026 e 2027, as quais
incorporaram as perspetivas mais recentes do fluxo de transporte aéreo, bem como do preço de jet fuel e

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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021
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da taxa de inflação, o que gerou um aumento estimado de receitas e custos para o período de
reestruturação até 2025, não existindo variações significativas ao nível dos resultados operacionais.
Esta atualização do Plano de Reestruturação do Grupo TAP, incluindo adicionalmente os anos de 2026 e
2027, foi aprovada pelo Conselho de Administração da TAP SGPS e da TAP S.A em 3 de novembro de
2021.
Tendo por base a investigação aprofundada por parte da Comissão Europeia e das observações das
partes interessadas e do Estado Português, a Comissão Europeia aprovou o Plano de Reestruturação do
Grupo TAP em 21 de dezembro de 2021 (“Plano de Reestruturação Aprovado”), no quadro das regras da
União Europeia em matéria de auxílios estatais que se destinam a vigorar até 31 de dezembro de 2025, o
qual se encontra a ser implementado pelo Grupo TAP.
Mais concretamente, a Comissão avaliou o Plano de Reestruturação, que define um pacote de
medidas para racionalizar as operações do Grupo TAP e reduzir os custos. O plano prevê uma divisão
das atividades em i) companhias aéreas TAP S.A. e Portugália (que serão apoiadas e reestruturadas) e ii)
perímetro de ativos não essenciais a alienar ou liquidar durante a reestruturação, nomeadamente a
Groundforce, TAP ME Brasil e Cateringpor. Além disso, a TAP SGPS e a TAP S.A. ficarão inibidas de
efetuar quaisquer aquisições e reduzirão a frota até ao final do Plano de Reestruturação, racionalizando a
sua rede e ajustando-se às previsões mais recentes que estimam que a procura não irá recuperar antes
de 2023 devido à pandemia de coronavírus. Adicionalmente, a TAP S.A. disponibilizará até 18 slots por
dia no aeroporto de Lisboa a uma transportadora concorrente sendo que a Comissão Europeia considera
relevante que o compromisso de transferência dos slots não comprometa a viabilidade da TAP S.A.
Nesta base, a Comissão Europeia concluiu que o auxílio à reestruturação está em conformidade com as
regras da União Europeia, tendo sido considerado que o Plano de Reestruturação Aprovado se apresenta
como realista, coerente e credível, de forma a atingir o objetivo de garantir a viabilidade a médio/longo
prazo e solucionar os problemas de liquidez e de insolvência do Grupo TAP.
O apoio estatal aprovado pela Comissão Europeia ascende ao valor total de 3,2 mil milhões de Euros,
detalhado conforme segue:
2,55 mil milhões de Euros referente a medidas de apoio de reestruturação para permitir o regresso
à viabilidade do Grupo TAP S.A., incluindo a conversão do empréstimo de emergência de 1,2 mil
milhões de Euros em capital próprio, encontrando-se 990 milhões de Euros previstos para 2022;
640 milhões de Euros de auxílio a título de compensação de danos COVID-19 verificados durante
os anos de 2020 e 2021 entre 1 de julho de 2020 e 30 de junho de 2021.

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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021
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1.1 Impacto pandemia COVID-19
A Organização Mundial de Saúde declarou, em 11 de março de 2020, a existência de uma Pandemia
relacionada com a doença do novo coronavírus (COVID-19), em resultado da qual tem vindo a ser
estabelecido, nos mercados onde o Grupo TAP S.A. opera, um conjunto de medidas excecionais relativas
à situação epidemiológica da COVID-19 com a imposição de restrições adicionais à atividade económica
nesses mercados. A posição financeira consolidada do Grupo e os resultados do exercício findo a 31 de
dezembro de 2021, foram impactados significativamente pelos efeitos da pandemia COVID-19.
1.1.1 Impacto nos indicadores operacionais
A evolução dos principais indicadores operacionais no exercício de 2021 face a 2020 e 2019 são
detalhados conforme segue:
A quebra de atividade verificada a partir de março de 2020 em resultado da pandemia de COVID-19,
impactou significativamente a performance do Grupo nos restantes meses do exercício de 2020 e durante
o exercício de 2021, tendo sido significativamente afetada pelas medidas de contenção adotadas pelas
autoridades nacionais e internacionais que se refletiram numa acentuada quebra na procura e levaram o
Grupo a diminuir a sua capacidade operacional, traduzindo-se numa deterioração da atividade ao longo
dos anos de 2020 e 2021.
Contudo, no exercício de 2021, o número de passageiros transportados aumentou 25,1%, a capacidade
(medida em ASKs) aumentou 28,8% e a procura em termos de tráfego de passageiros (expressa em
Indicadores operacionais Abs. %
Passageiros ('000) 5.827 4.657 1.170 +25,1%
RPK (milhões) 14.917 11.876 3.041 +25,6%
ASK (milhões) 23.663 18.376 5.287 +28,8%
Load Factor 63,0% 64,6% -1,6p.p. n.a.
Block Hours 195.636 147.213 48.423 +32,9%
Número de Partidas 61.664 47.900 13.764 +28,7%
Etapa média (km) 2.147 2.044 103 +5,0%
Quadro do Pessoal (final do período) 6.626 8.106 -1.480 -18,3%
dez/21 dez/20
V
ariação
Indicadores operacionais Abs. %
Passageiros ('000) 4.657 17.052 -12.395 -72,7%
RPK (milhões) 11.876 42.065 -30.189 -71,8%
ASK (milhões) 18.376 52.527 -34.151 -65,0%
Load Factor 64,6% 80,1% -15,5p.p. n.a.
Block Hours 147.213 409.522 -262.309 -64,1%
Número de Partidas 47.900 136.705 -88.805 -65,0%
Etapa média (km) 2.044 1.956 88 +4,5%
Quadro do Pessoal (final do período) 8.106 9.006 -900 -10,0%
dez/20 dez/19
V
ariação

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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021
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RPKs) registou um acréscimo de 25,6%, quando comparado com 2020, traduzindo-se, no entanto, numa
deterioração do load factor em 1,6 p.p..
1.1.2 Impacto nos indicadores financeiros
A evolução dos principais indicadores financeiros no exercício findo em 31 de dezembro de 2021 face aos
exercícios findos em 31 de dezembro de 2020 e 2019, são detalhados como segue:
* EBITDA = Resultados Operacionais + Depreciações, amortizações e perdas por imparidade.
** EBITDA Recorrente = EBITDA – Reestruturação - Outros itens não recorrentes
Indicadores financeiros Valor %
Dados demonstração dos resultados
Rendimentos operacional 1.388.542.492 1.060.184.366 328.358.126 +31,0%
Receita de passagens 1.067.193.102 848.373.665 218.819.437 +25,8%
EBITDA *
-998.965.458 -380.090.410 -618.875.048 n.a.
Margem EBITDA -71,9% -35,9% -36,1p.p. n.a.
EBITDA Recorrente **
11.728.277 -273.724.683 285.452.960 n.a.
Margem EBITDA Recorrente 0,8% -25,8% +26,7p.p. n.a.
Resultado operacional (EBIT) -1.488.670.669 -964.762.471 -523.908.198 n.a.
Margem EBIT -107,2% -91,0% -16,2p.p. n.a.
Dados demonstração dos fluxos de caixa
Fluxos das atividades operacionais -28.615.698 -312.914.301 284.298.603 -90,9%
Fluxos das atividades de investimento -108.935.312 -165.140.557 56.205.245 -34,0%
Fluxos das atividades de financiamento 430.623.522 572.919.100 -142.295.578 -24,8%
Valor %
Dados posição financeira
Total do ativo 4.718.062.437 4.957.101.564 -239.039.127 -4,8%
Total do passivo 5.186.136.460 6.111.353.737 -925.217.277 -15,1%
Total do capital próprio -468.074.023 -1.154.252.173 686.178.150 -59,4%
dez/21 dez/20
Variação
dez/21 dez/20
Variação

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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021
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* EBITDA = Resultados Operacionais + Depreciações, amortizações e perdas por imparidade.
** EBITDA Recorrente = EBITDA – Reestruturação - Outros itens não recorrentes
A performance financeira no exercício de 2021, quando comparada com o exercício de 2020, foi
severamente impactada pela redução de atividade em resultado da pandemia COVID-19, contudo
registou-se um aumento dos rendimentos operacionais totais em 31,0% no exercício e das receitas de
passagens em 25,8% face ao exercício de 2020. O EBITDA apresentou um montante negativo de 999,0
milhões de Euros (quebra de 618,9 milhões de Euros face a 2020) e o Resultado Operacional (EBIT)
apresentou um montante negativo de 1.488,7 milhões de Euros (quebra de 523,9 milhões de Euros face
a 2020), estando estes indicadores negativamente impactados, entre outros, pelo registo de uma perda
por imparidade no montante de 884,7 milhões de Euros referente a uma conta a receber da TAP SGPS
(ver Nota 1.1.3).
Consequentemente, o EBITDA ajustado (deduzido de custos de reestruturação e de itens não recorrentes)
apresenta uma variação positiva de 285,5 milhões de Euros, explicado essencialmente pela melhoria da
atividade operacional do Grupo TAP S.A. em 2021 face a 2020 em resultado da evolução positiva da
pandemia COVID-19 em 2021, bem como à adaptação do Grupo e da sociedade à situação pandémica.
No que respeita à variação apresentada na demonstração consolidada dos fluxos de caixa, verifica-se uma
variação positiva de 284,3 milhões de Euros nos fluxos de caixa operacionais, resultante, essencialmente,
do aumento da receita do Grupo face a 2020. Nos fluxos de caixa de investimento verifica-se uma variação
positiva de 56,2 milhões de Euros em resultado, entre outros, da alienação de oito aeronaves (Nota 4). No
Indicadores financeiros Valor %
Dados demonstração dos resultados
Rendimentos operacional 1.060.184.366 3.298.753.526 -2.238.569.160 -67,9%
Receita de passagens 848.373.665 2.914.005.095 -2.065.631.430 -70,9%
EBITDA *
-380.090.410 522.926.690 -903.017.100 n.a.
Margem EBITDA -35,9% 15,9% -51,7p.p. n.a.
EBITDA Recorrente **
-273.724.683 528.410.885 -802.135.568 n.a.
Margem EBITDA Recorrente -25,8% 16,0% -41,8p.p. n.a.
Resultado operacional (EBIT) -964.762.471 47.181.525 -1.011.943.996 n.a.
Margem EBIT -91,0% 1,4% -92,4p.p. n.a.
Dados demonstração dos fluxos de caixa
Fluxos das atividades operacionais -312.914.301 337.083.803 -649.998.104 -192,8%
Fluxos das atividades de investimento -165.140.557 -134.701.648 -30.438.909 +22,6%
Fluxos das atividades de financiamento 572.919.100 15.805.992 557.113.108 +3524,7%
Valor %
Dados posição financeira
Total do ativo 4.957.101.564 5.152.800.895 -195.699.331 -3,8%
Total do passivo 6.111.353.737 5.018.263.972 1.093.089.765 +21,8%
Total do capital próprio -1.154.252.173 134.536.923 -1.288.789.096 -957,9%
dez/20 dez/19
Variação
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Variação

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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021
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que respeita aos fluxos de caixa de financiamento verifica-se uma redução de 142,3 milhões de Euros,
destacando-se a realização de aumentos de capital do Estado Português (ver Nota Introdutória).
1.1.3 Impacto nas principais estimativas (decorrente da pandemia COVID-19 e da aprovação do
Plano de Reestruturação do Grupo TAP pela Comissão Europeia)
O impacto da pandemia COVID-19 e da aprovação do Plano de Reestruturação do Grupo TAP pela
Comissão Europeia em dezembro de 2021 nas principais estimativas do Conselho de Administração,
apresenta-se abaixo detalhadamente.
É entendimento do Conselho de Administração da Empresa que a melhor estimativa, à data de 31 de
dezembro de 2021, encontra-se refletida nas projeções incluídas no Plano de Reestruturação Aprovado,
as quais foram aprovadas pelo Conselho de Administração da TAP SGPS e da TAP S.A. em 26 de maio
de 2021, atualizadas pelo Conselho de Administração em 3 de novembro de 2021 e submetidas à
Comissão Europeia, para os exercícios de 2026 e 2027.
De notar que o Plano de Reestruturação Aprovado não gerou alterações relevantes nas estimativas
utilizadas com referência a 31 de dezembro de 2021 face às utilizadas com referência a 31 de dezembro
de 2020.
Estas estimativas deverão ser contextualizadas no âmbito do Plano de Restruturação do Grupo TAP
aprovado pela Comissão Europeia em 21 de dezembro de 2021, o qual estabelece todos os pressupostos
de receitas e custos incluindo os de rede e frota. Caso a realidade divirja significativamente deste plano
nomeadamente ao nível da frota, serviço e vendas, ou caso o Grupo não implemente de forma bem-
sucedida o seu atual plano de frota e rotas e de eficiências de custos, os resultados do Grupo podem ser
negativamente impactados no futuro, o que pode gerar alterações significativas nas estimativas a utilizar
no futuro.
Provisão para reestruturação (Nota 30)
No âmbito do Plano de Reestruturação em curso, foram definidas medidas de reestruturação
organizacional e eficiência operacional, entre as quais uma redução do número de colaboradores, de forma
a garantir a sustentabilidade financeira e económica do Grupo.
Na sequência do processo de reestruturação de colaboradores embutido no Plano de Reestruturação
aprovado pelo Conselho de Administração, em 2 dezembro de 2020, e das subsequentes comunicações
efetuadas pela Administração aos seus colaboradores, foi iniciado um processo de adesão a medidas
voluntárias que contemplaram, rescisões por mútuo acordo, reformas antecipadas, pré-reformas, trabalho
a tempo parcial e licenças sem vencimento e candidaturas à Portugália.

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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021
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Durante o mês de junho de 2021, com a adesão às medidas voluntarias disponibilizadas, o
redimensionamento do número de colaboradores passou de 2.000 trabalhadores, previstos, para 124
trabalhadores, representando uma redução de cerca de 94%. Estes trabalhadores estão divididos pelos
seguintes grupos profissionais:
35 pilotos
28 tripulantes de cabina
38 trabalhadores da ME Portugal
23 trabalhadores da Sede
No segundo semestre de 2021, a TAP S.A. permitiu a alguns dos colaboradores a integração em outras
medidas de rescisão voluntárias. Assim, dos 124 colaboradores, verificou-se que:
40 aderiram às rescisões por mútuo acordo
12 foram transferidos para a Portugália com rescisão de mútuo acordo de 50%
10 não integraram qualquer medida, nem foram considerados para despedimento (esta situação
foi possível tendo em conta as necessidades da Empresa)
Ou seja, dos 124 colaboradores, ficaram em situação de despedimento coletivo 62 colaboradores,
decompostos da seguinte forma:
20 pilotos
16 tripulantes de cabina
14 trabalhadores da ME Portugal
12 trabalhadores da Sede
Consequentemente, à data de 31 de dezembro de 2021, e tendo em consideração a melhor estimativa do
Conselho de Administração quanto à conclusão dos processos de negociação em curso e os pagamentos
já efetuados durante o ano de 2021, o Grupo reviu a provisão relativa a gastos a suportar com a
reestruturação, a ser concluída em 2022, para o montante de cerca de 37,0 milhões de Euros, o qual
refere-se à estimativa de processos a concluir e a pagamentos futuros já acordados.
Outras provisões (Nota 18)
O Grupo mantém registadas provisões para diversas contingências, procedendo a Administração à
avaliação regular dos critérios usados na mensuração das mesmas.
No que se refere à provisão para custos de redelivery, porque a data de ocorrência e o valor a suportar
depende da utilização efetiva dos equipamentos (maioritariamente as aeronaves) e o seu estado de
conservação à data da entrega, o Conselho de Administração procedeu à revisão da provisão

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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021
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considerando a nova informação sobre os prazos e os custos associados ao processo de phase-out no
âmbito do Plano de Reestruturação Aprovado.
No exercício findo a 31 de dezembro de 2021, a Administração reforçou a provisão para fazer face a
encargos com o redelivery de equipamentos usados ao abrigo de contratos de locação sem opção de
compra em, aproximadamente, 54 milhões de Euros, líquido de reversões.
Em 31 de dezembro de 2021, o Grupo constituiu uma provisão no montante de 140,3 milhões de Euros,
correspondente à estimativa de encargos adicionais que a TAP S.A. terá que suportar relacionados com
a reorganização societária em curso.
Na sequência do Plano de Reestruturação Aprovado, o Conselho de Administração da TAP SGPS aprovou
em 29 de dezembro de 2021 o encerramento das operações da sua subsidiária TAP ME Brasil com vista
à sua liquidação. Nessa mesma data, e tendo igualmente em consideração o previsto no Plano de
Reestruturação Aprovado, a TAP S.A. assumiu a responsabilidade de financiar a TAP SGPS para fazer
face às contingências e responsabilidades que possam resultar do processo de liquidação,
nomeadamente, as que resultem de processos judiciais, reestruturação e impostos.
Perdas por imparidade de ativos correntes (Notas 10, 11 e 28)
O Grupo mantém registadas provisões para perdas por imparidade de alguns ativos correntes, procedendo
a Administração à avaliação regular dos critérios usados na mensuração das mesmas.
Em resultado da aprovação por parte da Comissão Europeia em 21 de dezembro de 2021 do Plano de
Reestruturação e da alteração acionista ocorrida na TAP S.A. em 2021, foi identificada pela Administração
a necessidade de reforçar as perdas por imparidade (i) do saldo a receber da TAP SGPS em 31 de
dezembro de 2021, no montante de 884,7 milhões de Euros no âmbito da reorganização societária do
Grupo TAP SGPS, (ii) de contas a receber da SPdH – Serviços Portugueses de Handling, S.A. no montante
de 10,7 milhões de Euros atendendo à situação de insolvência em que a mesma se encontra, (iii) de outras
contas a receber no montante de 5,4 milhões de Euros (Nota 10), decorrente do incremento do risco de
cobrabilidade identificado em alguns clientes, bem como (iv) dos saldos a receber da TAP ME Brasil no
montante de 6,8 milhões de Euros (4,2 milhões de Euros em clientes e 2,6 milhões de Euros em outros
devedores) decorrentes do processo de liquidação em curso na subsidiária brasileira da TAP SGPS (Nota
28), e (v) de inventários em 12,5 milhões de Euros (Nota 11), decorrente da redução da rotação e
expetativa de utilização de alguns itens usados na reparação de frota própria e de terceiros.

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Perdas por imparidade de ativos não correntes – frota aérea (Nota 4)
Em 31 de dezembro de 2021, o total de ativos consolidados, não corrente, relacionados com a frota aérea,
sujeitos a testes de imparidade nos termos da IAS 36, sempre que existam indícios de imparidade, ascende
a 2.840 milhões de Euros.
A declaração de pandemia pela Organização Mundial de Saúde resultou num conjunto de limitações à
mobilidade das populações, a que se acresceram os efeitos económicos e sociais da própria pandemia,
resultando numa forte diminuição das atividades desenvolvidas pelo Grupo, entendendo a Administração
que existe a necessidade de realizar os respetivos testes de imparidade dos ativos não correntes
relacionados com a frota aérea, à semelhança do efetuado em 31 de dezembro de 2020.
O valor recuperável dos referidos ativos é apurado tendo com base em modelos de fluxos de caixa
descontados, o qual requer a utilização de estimativas e pressupostos por parte do Conselho de
Administração, que dependem de projeções económicas e de mercado, nomeadamente no que se refere
aos cash-flows associados à atividade operacional do Grupo, taxas de câmbio, taxas de crescimento na
perpetuidade e taxas de desconto a utilizar no respetivo modelo.
Consequentemente, e tendo em consideração o Plano de Reestruturação Aprovado e a aprovação das
projeções financeiras para os anos de 2022 a 2027 pelo Conselho de Administração da TAP SGPS e da
TAP S.A. em 3 de novembro de 2021, contendo um conjunto de pressupostos de médio e longo prazo
relacionados com a evolução da frota aérea e nível de atividade e performance operacional, que
enquadram a conjuntura atual decorrente da incerteza associada à evolução futura da pandemia COVID-
19 e seus impactos na atividade do transporte aéreo, o mesmo esteve na base da análise da
recuperabilidade dos ativos fixos tangíveis e intangíveis do transporte aéreo efetuada pela Administração
do Grupo em 31 de dezembro de 2021.
É entendimento do Conselho de Administração do Grupo que a melhor estimativa, à data de 31 de
dezembro de 2021, encontra-se refletida nas projeções embutidas no teste de imparidade realizado.
Tendo em consideração que as projeções embutidas no Plano de Reestruturação ao longo deste processo
não alteraram significativamente ao nível dos resultados operacionais do Grupo TAP S.A., salienta-se que
a atualização do Plano de Reestruturação Aprovado não gerou alterações relevantes na avaliação de
imparidade aos ativos não correntes efetuada pela Grupo com referência a 31 de dezembro de 2021 face
ao estimado em 31 de dezembro de 2020.
Importa referir que eventuais variações desfavoráveis nos próximos exercícios entre os fluxos de caixa
reais e os estimados no Plano de Reestruturação Aprovado podem originar impactos relevantes no cálculo
do valor recuperável dos referidos ativos e afetar consequentemente, de forma significativa, a posição
financeira e económica do Grupo.

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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021
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Descontinuação de contabilidade de cobertura (Nota 23)
Até à eclosão da pandemia COVID-19, o Grupo tinha como política para redução do risco de volatilidade
do preço do combustível usado na atividade de transporte aéreo a contratação de derivados de jet fuel,
negociando habitualmente contratos até 12 meses e abrangendo entre 50% a 60% do consumo mensal
estimado. O Grupo usa a contabilidade de cobertura sempre que se encontrem cumpridos os requisitos
das IFRS 9.
Com a redução da atividade do transporte aéreo resultante da pandemia COVID-19 e com base na melhor
informação disponível em 2020, o Conselho de Administração reviu as premissas de curto prazo de
consumo de combustível, tendo identificado que alguns dos contratos associados a operações de
cobertura deixaram de cumprir com os requisitos da IFRS 9, por se verificar que há transações futuras que
deixaram de ser altamente prováveis. Nos termos da IFRS 9, a contabilidade de cobertura foi, nestes
casos, descontinuada. A perda associada à descontinuação foi reconhecida numa linha separada
denominada gastos de overhedge, de acordo com a política contabilística do Grupo, no montante de 165,3
milhares de Euros em 31 de dezembro de 2020.
No exercício findo em 31 de dezembro de 2021 foram registados aproximadamente 8,7 milhões
de Euros de ganhos referentes à diferença de estimativa para derivados que em 31 de dezembro de
2020 não cumpriam com os requisitos de contabilidade de cobertura, nomeadamente por variação
das quantidades efetivamente consumidas e do justo valor dos referidos derivados (Nota 33).

Impostos Diferidos (Nota 9)
O Grupo reconhece os impostos diferidos nos termos da IAS 12, procedendo ao registo de ativos por
impostos diferidos sobre prejuízos fiscais sempre que seja possível aferir sobre a sua recuperabilidade
nos termos legais.
Em resultado da pandemia COVID-19, em junho de 2020 foram aprovadas um conjunto de alterações à
legislação fiscal no âmbito do Plano de Estabilização Económica e Social, nomeadamente no que respeita
ao prazo de caducidade e percentagem de dedução dos prejuízos fiscais gerados em 2020 e 2021, bem
como o aumento do prazo de caducidade para mais 2 anos referentes aos prejuízos fiscais gerados antes
de 2020.
Em 2020, tendo em consideração que o Plano de Reestruturação se encontrava em apreciação por parte
da Comissão Europeia e a forte incerteza sobre a evolução da pandemia COVID-19, não foram registados
ativos por impostos diferidos sobre os prejuízos fiscais do próprio ano.

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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021
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Na sequência da alteração da estrutura acionista da TAP S.A. em maio de 2021 que determinou a saída
da TAP S.A. do Regime Especial de Tributação de Grupos de Sociedades (“RETGS”) os prejuízos fiscais
apurados em 2018, 2019 e 2020 deixam de ser passiveis de dedução na esfera da TAP S.A., tendo sido
desreconhecidos ativos por impostos diferidos por prejuízos fiscais relativos aos anos de 2018 e 2019 no
montante de 56,6 milhões de Euros.
Tendo por base o Plano de Reestruturação Aprovado, em 31 de dezembro de 2021, o Grupo tem
registados ativos por impostos diferidos sobre prejuízos fiscais reportados referentes aos exercícios de
2015 e de 2021, correspondentes a impostos diferidos no montante de 134,1 milhões de Euros, e para os
quais existe, por parte do Grupo, uma perspetiva de recuperação do referido montante, tendo em
consideração o prazo limite de dedução dos prejuízos fiscais (2029 e 2033 para os prejuízos fiscais
gerados em 2015 e 2021, respetivamente) bem como as projeções dos lucros tributáveis futuros a gerar
resultados fiscais no período 2022 – 2025, conforme incluído no Plano de Reestruturação Aprovado e nas
projeções de lucros fiscais aprovadas pelo Conselho de Administração Grupo TAP na análise de
sensibilidade apresentada à Comissão Europeia em novembro de 2021 para o período 2026 - 2027. Para
os períodos remanescentes, foi efetuada uma linearização dos resultados fiscais aplicando um haircut
decorrente do respetivo horizonte temporal, o qual termina em 2033.
Importa salientar que eventuais variações futuras desfavoráveis entre os resultados reais e os estimados
no Plano de Reestruturação Aprovado podem alterar significativamente o valor do registo dos impostos
diferidos ativos do Grupo.
Documentos pendentes de voo (Nota 22)
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020 o total de documentos pendentes de voo ascendia a
aproximadamente 643,6 milhões de Euros e 602,0 milhões de Euros, respetivamente. O montante de
documentos pendentes de voo foi em 31 de dezembro de 2021 e em 31 de dezembro de 2020 impactado
de forma significativa pelos efeitos da pandemia COVID-19.
Decorrente da redução da atividade após abril de 2020 e do cancelamento de voos impostos ao sector da
aviação e ao Grupo, os documentos pendentes de voo em 31 de dezembro de 2021 e em 31 de dezembro
de 2020 incluem montantes significativos referentes a voos não realizados até essa data, mantendo o
Grupo a sua responsabilidade pela prestação do serviço no futuro ou pelo seu reembolso nos termos
contratuais.
Neste enquadramento, no exercício de 2020 o Conselho de Administração reviu a política de utilização de
documentos pendentes de voos, nomeadamente no que respeita à possibilidade de remarcação de
passagens sem custos adicionais e ao reembolso das passagens em voucher com majoração e prazos de
validade alargados, o que aliado ao cancelamento de viagens devido à pandemia COVID-19, se traduziu
num incremento das responsabilidades registadas.

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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021
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Os critérios usados na estimativa de valorização dos documentos pendentes de voo foram revistos em
função da política acima mencionada, passando a incluir, entre outros, estimativas diferenciadas quanto à
utilização futura de vouchers e à utilização futura de passagens.
A estimativa de valorização dos documentos pendentes de voo em 31 de dezembro de 2021 e 2020 teve
por base a metodologia acima definida.
Eventuais alterações à política de utilização de documentos pendentes de voo e nova informação relevante
podem resultar na alteração das estimativas realizadas pela Administração sobre a valorização desta
responsabilidade.
Programa de fidelização de clientes (Nota 21)
As obrigações de desempenho associadas à atribuição de milhas aos aderentes do programa “TAP
Miles&Go”, são mensuradas, com base em informação histórica no número de milhas atribuídas e não
utilizadas nem caducadas no final de cada exercício, ajustadas da estimativa de milhas a expirar sem
utilização, e do “stand-alone price”, correspondente ao valor médio equivalente do bilhete, considerando o
histórico da redenção de milhas.
Em 2020, por forma a amenizar os impactos causados pela pandemia, a TAP S.A. prorrogou em 12 meses
a validade das milhas atribuídas a clientes, para milhas a expirar entre março e setembro de 2020 e por
prudência não alterou, com referência a 31 de dezembro de 2021 e a 31 dezembro de 2020, o “stand-
alone price” apurado em 31 de dezembro de 2019. Caso a redenção das milhas, nos próximos exercícios,
não atinja os valores históricos pré-pandemia COVID-19 e a estratégia comercial não passe pela atribuição
de novas prorrogações de validade, os resultados do Grupo podem registar um impacto positivo.
1.1.4 Medidas mitigatórias do efeito da pandemia do COVID-19
Durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2021, e na mesma linha de ação seguida desde o início
da pandemia COVID-19, o Grupo adotou medidas de proteção de liquidez, nomeadamente suspensão ou
adiamento de investimentos não críticos, renegociação de contratos e prazos de pagamento com
fornecedores e lessors, corte de despesas acessórias e ajustamento do quadro de pessoal, bem como a
manutenção do regime de layoff.
Fornecedores e lessors
Decorrente da redução da atividade e da gestão de liquidez, o Grupo continuou a reduzir a contratação de
fornecedores de serviços correntes, diminuindo as contas a pagar e renegociando, sempre que possível,
planos de pagamento com o respetivo alargamento do prazo de pagamento.

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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021
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Como consequência do abrandamento da atividade comercial e operacional, existiram também contactos
com lessors com vista à renegociação contratual de algumas condições dos contratos de locação de
aeronaves, que representam a quase totalidade da frota. Estas negociações ocorridas em 2020 e com
continuação em 2021, representando poupanças de cerca de 96 milhões de Euros, incidiram sobretudo
no decréscimo e diferimento de pagamentos de rendas e reservas de manutenção.
De referir que, tendo em consideração os efeitos da pandemia, em 2020 foi negociado um acordo com a
Airbus S.A.S. (“Airbus”) que alterou os contratos de aquisição de aeronaves das famílias A320neo e
A330neo, permitindo reduzir o CAPEX nos anos de 2020 a 2022 em aproximadamente 1.000 milhões de
dólares, por forma a alcançar um melhor alinhamento com o atual momento de mercado e as perspetivas
de retoma para os próximos anos. No que se refere ao contrato de aquisição de aeronaves da família
A320neo, procedeu-se à diminuição do número de aeronaves a entregar em 2020, adiando algumas
entregas para 2021. Adicionalmente, o acordo permitiu adiar a maioria das entregas originalmente
previstas para 2021 e 2022 para o período entre 2025 e 2027. No que se refere ao contrato de aquisição
de aeronaves A330neo, foi acordado o adiamento para 2024 relativo às 2 aeronaves com entrega
originalmente prevista para 2022, garantindo a TAP o diferimento dos compromissos com o pagamento de
Pre-Delivery Payments e a possibilidade de troca destas aeronaves por outros modelos, a avaliar em
função da retoma da procura e das necessidades futuras da Companhia.
Layoff
O ano de 2021 iniciou-se com a gestão da evolução da situação epidemiológica, com a 3ª vaga da
pandemia, em Portugal e no mundo, com os efeitos dramáticos adjacentes ao nível sanitário, humanitário,
operacional e económico.
As restrições temporárias de todas as viagens não essenciais para fora do país, bem como a proibição e
suspensão de voos nas ligações aéreas entre Portugal e alguns países, provocaram elevados e acrescidos
constrangimentos à atividade da TAP.
Neste cenário, com a redução abrupta da receita e da atividade do Grupo, entendeu o Conselho de
Administração recorrer ao Layoff clássico, nos termos dos artigos 298.º e seguintes do Código do Trabalho.
Este é um dos mecanismos de apoio ao dispor de empresas em situação económica difícil e decorreu em
paralelo com o Plano de Reestruturação em vigor.
A adesão deste regime a 1 de março de 2021 foi prolongada até 12 meses, tendo essa avaliação sido
efetuada mensalmente e individualmente, de acordo com as necessidades do Grupo.
No exercício de 2021 e 2020, e em resultado da adesão ao regime de apoio acima identificado, registou-
se uma poupança estimada dos custos com o pessoal de 26 milhões de Euros e de 127 milhões de Euros,

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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021
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respetivamente, incluindo o efeito do apoio financeiro suportado pela Segurança Social e a redução dos
custos com salário em função do regime de layoff adotado para cada trabalhador.
Apoios Governamentais
Para além de todos os apoios mencionado na Nota Introdutória decorrentes da aprovação do Plano de
Reestruturação do Grupo TAP, o Grupo aderiu a um conjunto de apoios à economia que o Governo
Português promoveu no contexto da pandemia COVID-19, nomeadamente: (i) aos mecanismos de apoio
no âmbito do estado de emergência, estabelecidos no Decreto-Lei n.º 6-E/2021, de 15 de janeiro; (ii) à
aplicação do regime excecional e temporário de suspensão de prazos judiciais, administrativos e
tributários, nos termos da Lei n.º 1-A/2020, de 19 de março, na sua redação atual, e (iii) ao regime
excecional de proteção dos créditos das empresas, no âmbito da pandemia da doença COVID-19,
constante do Decreto-Lei n.º 10- J/2020, de 26 de março, na sua redação atual. Por último, refere-se o
recurso ao layoff clássico conforme preconizado Código do Trabalho, quando aplicável.
1.1.5. Continuidade das operações
A Administração do Grupo entende que a preparação das demonstrações financeiras consolidadas do
Grupo TAP S.A. em 31 de dezembro de 2021 deve ser realizada com base no princípio da continuidade,
tendo por base (i) o Plano de Reestruturação Aprovado (Nota introdutória) o qual perspetiva um
crescimento gradual da atividade, conjugada com uma estratégia de redução de frota, de custos
operacionais e de investimento, (ii) o apoio financeiro acionista já realizado por parte do Estado Português
à TAP S.A. (no valor total de 2.198 milhões de Euros) e por realizar (no valor de 990 milhões de Euros),
constantes do Plano de Reestruturação Aprovado (Nota Introdutória), com o propósito fundamental de
assegurar a sustentabilidade financeira e económica, viabilidade e continuidade das operações do Grupo
TAP S.A., bem como (iii) a capacidade de obtenção de recursos financeiros externos.
O Conselho de Administração considera que o elevado grau de incerteza resultante da Guerra na Ucrânia,
conforme referido na Nota 41, não permite a determinação dos possíveis impactos na atividade do Grupo
em 2022, considerando que o principal efeito à data de aprovação das demonstrações financeiras poderá
advir do preço do jet fuel, para o qual o Grupo tem vindo a negociar instrumentos financeiros derivados de
cobertura de fixação do preço de uma parte do combustível necessário para a sua operação em 2022,
semelhantes aos instrumentos derivados de cobertura que tem vindo a contratar em anos anteriores (Nota
3). Adicionalmente, o Grupo encontra-se a monitorizar os impactos decorrentes da evolução da pandemia
COVID-19 no setor do transporte aéreo, nomeadamente quanto aos cenários de um eventual
agravamento, o que se afigura atualmente mais improvável face ao comportamento da pandemia nos
últimos meses.
A Administração considera que, em função dos instrumentos derivados de cobertura de jet fuel e das linhas
de financiamento e gestão de tesouraria que o Grupo tem contratadas e disponíveis, da referida situação

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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021
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não resultará nenhuma circunstância que determine dificuldades da prossecução das suas atividades.
Para tal, importa salientar que o Grupo TAP S.A. apresenta um valor de disponibilidades de 813 milhões
de Euros em 31 de dezembro de 2021 decorrente das medidas aprovadas de auxílio de Estado, tendo
ainda sido aprovado, no âmbito do Plano de Reestruturação Aprovado, um montante de 990 milhões de
Euros para injetar no Grupo durante o ano de 2022.
Tendo em consideração o referido acima, é convicção do Conselho de Administração que a continuidade
das operações e liquidez do Grupo se encontram asseguradas, tendo por base o financiamento das
necessidades de tesouraria estimadas, a esta data, para o prazo de doze meses, independentemente do
impacto a gerar na atividade operacional do Grupo decorrente dos riscos acima descritos.
Importa ainda referir que a sustentabilidade e viabilidade financeira e económica do Grupo TAP S.A. a
médio prazo se encontra dependente do cumprimento do Plano de Reestruturação Aprovado até ao ano
de 2025, bem como da gestão dos riscos de execução do Plano de Reestruturação decorrentes, entre
outros fatores, da evolução da pandemia COVID-19 e do conflito no Leste da Europa na atividade
operacional futura. A Administração encontra-se a acompanhar, de forma atenta e diligente, a atual
situação de incerteza associada aos referidos fatores e irá definir/ajustar a sua estratégia comercial aos
impactos decorrentes da atual situação, caso necessário.
Por último, salienta-se que eventuais variações futuras desfavoráveis entre os resultados reais e os
estimados no Plano de Reestruturação Aprovado podem alterar a avaliação da continuidade das
operações a cada data de fecho de exercícios futuros.
2 Resumo das principais políticas contabilísticas
As principais políticas contabilísticas aplicadas na elaboração destas demonstrações financeiras estão
descritas abaixo.
2.1. Base de Preparação
As demonstrações financeiras agora apresentadas reportam-se ao período findo em 31 de dezembro de
2021, tendo sido preparadas em conformidade com as Normas Internacionais de Relato Financeiro
adotadas pela União Europeia (“IFRS” – anteriormente designadas Normas Internacionais de
Contabilidade – “IAS”) emitidas pelo International Accounting Standards Board (“IASB”) e com as
interpretações emitidas pelo International Financial Reporting Interpretations Committee (“IFRIC”) ou pelo
anterior Standing Interpretations Committee (“SIC”), em vigor a 1 de janeiro de 2021. De ora em diante, o
conjunto daquelas normas e interpretações serão designados genericamente por “IFRS”.
As demonstrações financeiras consolidadas anexas foram preparadas no pressuposto da continuidade
das operações (Nota 1.1.5), a partir dos livros e registos contabilísticos do Grupo, e tomando por base o

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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021
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custo histórico, exceto quanto aos instrumentos financeiros derivados e propriedades de investimento, que
se encontram registados ao justo valor.
Na preparação das demonstrações financeiras, em conformidade com as IFRS, o Conselho de
Administração recorreu ao uso de estimativas, pressupostos e julgamentos críticos com impacto no valor
de ativos e passivos e no reconhecimento de rendimentos e gastos de cada período de reporte. Apesar
de estas estimativas terem por base a melhor informação disponível à data da preparação das
demonstrações financeiras, os resultados atuais e futuros podem diferir destas estimativas. As principais
asserções que envolvem um maior nível de julgamento ou complexidade, ou os pressupostos e estimativas
mais significativas para a preparação das referidas demonstrações financeiras, estão divulgados na
Nota 2.33.
Os valores apresentados, salvo indicação em contrário, são expressos em Euros.
Novas normas, alterações às normas e interpretações mandatárias a 31 de dezembro de 2021
As novas normas, interpretações e alterações a normas existentes identificadas abaixo, que se tornaram
efetivas em 1 de janeiro de 2021, são como segue:
Descrição Alteração Data efetiva
1. Novas normas, alterações às normas efetivas a 1 de janeiro de 2021
IFRS 16 – Bonificações de
rendas relacionadas com
o COVID-19
Aplicação de isenção na contabilização das bonificações
atribuídas pelos locadores relacionadas com a COVID-
19, como modificações
1 de junho de
2020
IFRS 4 – diferimento da
aplicação da IFRS 9
Fim do diferimento do início da aplicação da IFRS 9 para
as entidades com atividade seguradora, adiado para 1 de
janeiro de 2023
1 de janeiro de
2021
IFRS 9, IAS 39, IFRS 7,
IFRS 4 e IFRS 16 –
Reforma das taxas de juro
de referência – fase 2
Isenções adicionais relacionadas com os impactos da
reforma das taxas de juro referência (“IBOR”), e
especialmente a substituição de uma taxa de juro de
referência por outra alternativa nos instrumentos
financeiros negociados
1 de janeiro de
2021
2. Normas (novas e alterações) que se tornam efetivas, em ou após 1 de janeiro de 2022, já
endossadas pela EU
IAS 1 – Divulgação de
políticas contabilísticas
Requisito de divulgação de políticas contabilísticas
materiais, em detrimento de políticas contabilísticas
significativas
1 de janeiro de
2023

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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021
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Descrição Alteração Data efetiva
IAS 8 – Divulgação de
estimativas contabilísticas
Definição de estimativa contabilística. Clarificação quanto
à distinção entre alterações de políticas contabilísticas e
alterações de estimativas contabilísticas
1 de janeiro de
2023
IAS 16 – Rendimentos
obtidos antes da entrada
em funcionamento
Proibição da dedução do rendimento obtido com a venda
de itens produzidos durante a fase de testes, ao custo de
aquisição dos ativos tangíveis
1 de janeiro de
2022
IAS 37 – Contratos
onerosos – custos de
cumprir com um contrato
Clarificação sobre a natureza dos gastos a considerar
para determinar se um contrato se tornou oneroso
1 de janeiro de
2022
IFRS 3 – Referências à
Estrutura conceptual
Atualização às referências para a Estrutura Conceptual e
clarificação sobre o registo de provisões e passivos
contingentes no âmbito de uma concentração de
atividades empresariais
1 de janeiro de
2022
IFRS 16 – Bonificações de
rendas relacionadas com
o COVID-19 após 30 de
junho de 2021
Extensão do período de aplicação da isenção na
contabilização das bonificações atribuídas pelos
locadores relacionadas com a COVID-19, como
modificações, até 30 de junho de 2022
1 de abril de
2021
IFRS 17 – Contratos de
seguro
Nova contabilização para os contratos de seguro,
contratos de resseguro e contratos de investimento com
características de participação discricionária
1 de janeiro de
2023
IFRS 17 – Contratos de
seguro (alterações)
Inclusão de alterações à IFRS 17 em áreas como: i)
âmbito de aplicação; ii) nível de agregação dos contratos
de seguros; iii) reconhecimento; iv) mensuração; v)
modificação e desreconhecimento; vi) apresentação da
Demonstração da posição financeira; vii) reconhecimento
e mensuração da Demonstração dos resultados; e viii)
divulgações
1 de janeiro de
2023
Ciclo de Melhorias 2018 –
2020
Alterações específicas e pontuais à IFRS 1, IFRS 9, IFRS
16 e IAS 41
1 de janeiro de
2022

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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021
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3. Normas (novas e alterações) que se tornam efetivas, após 1 de janeiro de 2022, ainda não
endossadas pela EU
IAS 1 – Apresentação das
demonstrações financeiras
– Classificação de
passivos
Classificação de um passivo como corrente ou não
corrente, em função do direito que uma entidade tem de
diferir o seu pagamento. Nova definição de “liquidação”
de um passivo
1 de janeiro de
2023
IAS 12 – Imposto diferido
relacionado com ativos e
passivos associados a
uma única transação
Exigência de reconhecimento de imposto diferido sobre o
registo de ativos sob direito de uso/ passivo da locação e
provisões para desmantelamento / ativo relacionado,
quando o seu reconhecimento inicial dê lugar a valores
iguais de diferenças temporárias tributáveis e diferenças
temporárias dedutíveis, por não serem relevantes para
efeitos fiscais
1 de janeiro de
2023
IFRS 17 – Aplicação inicial
da IFRS 17 e IFRS 9 –
Informação Comparativa
Esta alteração permite evitar desfasamentos
contabilísticos temporários entre ativos financeiros e
passivos de contratos de seguro na informação
comparativa apresentada, na aplicação da IFRS 17 pela
primeira vez. Esta alteração permite a aplicação de um
“overlay” na classificação de um ativo financeiro para o
qual a entidade não atualize as informações
comparativas do IFRS 9.
1 de janeiro de
2023
As novas normas e alterações às normas referidas no ponto 1 acima, que entraram em vigor em 1 de
janeiro de 2021, não impactaram as demonstrações financeiras do Grupo do exercício findo em 31 de
dezembro de 2021. Relativamente às novas normas e alterações referidas no ponto 2 e 3, não se estima
que venham a ter impactos significativos nas demonstrações financeiras do Grupo.
2.2. Comparabilidade das demonstrações financeiras
As demonstrações financeiras de 31 de dezembro de 2021, apresentadas para efeitos comparativos, são
totalmente comparáveis.
2.3. Perímetro de consolidação
Subsidiárias
Subsidiárias são as entidades sobre as quais o Grupo exerce controlo.

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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021
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O Conselho de Administração considera que existe controlo sobre uma entidade quando o Grupo está
exposto e / ou tem o direito, como resultado de seu envolvimento, ao retorno das atividades da entidade e
tem capacidade para afetar esse retorno através do controlo existente, sobre essa entidade,
nomeadamente quando detém, direta ou indiretamente, mais da metade dos direitos de voto.
A existência e o efeito de possíveis direitos a voto atualmente exercíveis ou convertíveis são levados em
consideração quando o Grupo avalia se possui controlo sobre outra entidade.
A participação de terceiros no capital próprio e no resultado líquido daquelas empresas é apresentada,
separadamente, na demonstração consolidada da posição financeira e na demonstração consolidada dos
resultados, respetivamente, na rubrica de “Interesse que não controlam”.
As entidades incluídas no perímetro de consolidação são detalhadas abaixo:
Os custos diretamente associados com aquisições (serviços de consultoria, aconselhamento legal, gastos
administrativos, entre outros) são contabilizados, nas demonstrações financeiras consolidadas do Grupo,
como gastos do exercício em que a aquisição teve lugar, reconhecidos na demonstração consolidada dos
resultados.
Os ativos identificáveis adquiridos, os passivos e os passivos contingentes assumidos numa concentração
empresarial são mensurados inicialmente ao justo valor na data de aquisição, independentemente da
existência de interesses não controlados. O excesso do custo de aquisição relativamente ao justo valor da
parcela do Grupo, dos ativos e passivos identificáveis adquiridos, é registado como goodwill.
Os investimentos em subsidiárias onde o Grupo tem controlo são consolidados integralmente a partir da
data em que o Grupo assume o controlo de suas atividades financeiras e operacionais até ao momento
em que o controle deixa de existir.
Se o custo de aquisição for inferior ao justo valor dos ativos líquidos da subsidiária adquirida (goodwill
negativo), a diferença é reconhecida diretamente na demonstração consolidada dos resultados.
As transações internas, saldos, ganhos não realizados em transações e dividendos distribuídos entre
empresas do Grupo são eliminados. As perdas não realizadas são também eliminadas, exceto se a
transação revelar evidência de imparidade de um ativo transferido.
Quando, à data da aquisição do controlo, o Grupo já detém uma participação previamente adquirida, o
justo valor dessa participação concorre para a determinação do goodwill ou goodwill negativo.
Nome Sede Objeto % Participação
TAP Logistics Solutions, S.A. Lisboa 100% Serviços postais e transporte de documentos, cargas e outros
bens.

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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021
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Quando a aquisição do controlo é efetuada em percentagem inferior a 100%, na aplicação do método da
compra, os interesses que não controlam podem ser mensurados ao justo valor ou na proporção do justo
valor dos ativos e passivos adquiridos, sendo essa opção definida em cada transação.
Transações subsequentes de alienação ou de aquisição de participações a interesse que não controlam,
que não implicam alteração do controlo, não resultam no reconhecimento de ganhos, perdas ou goodwill,
sendo qualquer diferença apurada entre o valor da transação e o valor contabilístico da participação
transacionada reconhecida no capital próprio.
O capital próprio e o resultado líquido, correspondente à participação de terceiros nas empresas
subsidiárias, são apresentados separadamente na demonstração consolidada da posição financeira e na
demonstração consolidada dos resultados, respetivamente, na rubrica de interesse que não controlam. Os
prejuízos e ganhos aplicáveis aos interesses que não controlam são imputados aos mesmos.
Qualquer montante contingente a ser transferido pelo Grupo é reconhecido ao justo valor à data da
aquisição. As eventuais remensurações subsequentes não afetam os saldos de goodwill, exceto se
efetuadas até 12 meses após a data de aquisição.
As políticas contabilísticas das subsidiárias foram alteradas, sempre que necessário, de forma a garantir
consistência com as políticas adotadas pelo Grupo.
2.4. Relato por segmentos
Tal como preconizado na IFRS 8, o Grupo apresenta os segmentos operacionais baseados na informação
de gestão produzida internamente. De facto, os segmentos operacionais são reportados de forma
consistente com o modelo interno de informação de gestão, providenciado ao principal responsável pela
tomada de decisões operacionais do Grupo, o qual é responsável pela alocação de recursos ao segmento
e pela avaliação do seu desempenho, assim como pela tomada de decisões estratégicas. O Grupo não
apresenta ativos e passivos segmentais tendo em consideração que esta informação não é apresentada
ao principal responsável pela tomada de decisões operacionais.
Foram identificados dois segmentos operacionais: transporte aéreo e manutenção e engenharia. As
atividades agregadas em “Outros” não qualificam para relatar separadamente.
As políticas contabilísticas do relato por segmentos são utilizadas de forma consistente no Grupo. Todos
os réditos inter-segmentais são valorizados a preços de mercado e eliminados na consolidação. A
informação relativa aos segmentos identificados encontra-se apresentada na Nota 24.

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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021
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2.5. Conversão cambial
Moeda funcional e de apresentação
Os elementos incluídos nas demonstrações financeiras de cada uma das entidades do Grupo são
mensurados utilizando a moeda do ambiente económico em que a entidade opera (moeda funcional). As
demonstrações financeiras consolidadas são apresentadas em Euros, sendo o Euro a moeda funcional da
TAP S.A. e de apresentação do Grupo.
Saldos e transações expressos em moeda estrangeira
As transações em moedas diferentes do Euro são convertidas na moeda funcional utilizando as taxas de
câmbio à data das transações. Os ganhos ou perdas cambiais resultantes do pagamento/recebimento das
transações, bem como da conversão, pela taxa de câmbio, à data de relato, dos ativos e dos passivos
monetários denominados em moeda estrangeira, são reconhecidos na demonstração consolidada dos
resultados, na rubrica de diferenças financeiras de câmbio líquidas.
As taxas de câmbio utilizadas na conversão das demonstrações financeiras consolidadas expressas em
uma moeda diferente do Euro ou na atualização dos saldos expressos em moeda estrangeira, em 31 de
dezembro de 2021 e 2020, foram as seguintes:
2.6. Ativos fixos tangíveis
Os ativos fixos tangíveis, nomeadamente edifícios e terrenos, adquiridos até 1 de janeiro de 2004 (data de
transição para IFRS), encontram-se registados ao custo de aquisição, ou custo de aquisição reavaliado de
acordo com os princípios contabilísticos geralmente aceites em Portugal até àquela data, deduzido das
depreciações e das perdas por imparidade acumuladas.
Adicionalmente, à data da transição, a TAP S.A. aplicou a exceção prevista na IFRS 1 – Primeira Aplicação
das Normas Internacionais de Relato Financeiro, pela qual se poderá considerar como custo considerado
(deemed cost) o justo valor de algumas categorias de bens, reportado à data de transição (1 de janeiro de
2004).
Assim, com efeitos a 1 de janeiro de 2004, os bens pertencentes à categoria de edifícios da TAP S.A.,
foram revalorizados para o correspondente justo valor a essa data. O justo valor desses itens, do ativo fixo
Moeda 2021 2020 2021 2020
USD 1,1326 1,2271 1,182 1,147
CHF 1,0331 1,0802 1,080 1,071
GBP 0,8403 0,8990 0,858 0,889
BRL 6,3101 6,3735 6,379 5,999
AOA 635,75 797,13 722,25 663,60
Taxas médias

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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021
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tangível, foi determinado por um estudo de avaliação patrimonial efetuado por uma entidade especializada
independente, a qual procedeu, igualmente, à determinação do período de vida útil remanescente desses
bens, à data de transição.
Os ativos fixos tangíveis, adquiridos posteriormente à data de transição, são apresentados ao custo de
aquisição deduzido de depreciações e perdas por imparidade. O custo de aquisição inclui todos os
dispêndios diretamente atribuíveis à aquisição dos bens.
Os custos subsequentes, nomeadamente com renovações de frota e manutenção estrutural, são incluídos
no custo de aquisição do bem sempre que é provável que benefícios económicos futuros fluirão para o
Grupo. Os demais encargos com manutenção corrente são reconhecidos como um gasto do período em
que são incorridos.
As depreciações são calculadas sobre o custo de aquisição, sendo utilizado o método das quotas
constantes por duodécimos, utilizando-se as taxas que melhor refletem a sua vida útil estimada, como
segue:
Os valores residuais dos ativos e as respetivas vidas úteis são revistos e ajustados prospectivamente, se
necessário, na data de relato (Nota 4). Se a quantia escriturada é superior ao valor recuperável do ativo,
procede-se ao seu reajustamento para o valor recuperável estimado mediante o registo de perdas por
imparidade (Nota 2.10.).
Os ganhos ou perdas, provenientes do abate ou alienação, são determinados pela diferença entre os
recebimentos das alienações deduzidos dos custos de transação e a quantia escriturada dos ativos, e são
reconhecidos na demonstração consolidada dos resultados, como outros rendimentos ou outros gastos
operacionais.
Relativamente ao direito de uso consultar a Nota 2.25.
Anos de
vida útil
Valor
residual
Edifícios e outras construções 20-50 -
Equipamento básico:
Equipamento de voo:
Frota aérea 20 0-5%
Frota aérea em regime de locação com opção de compra 20 0-5%
Reatores de reserva e sobressalentes 20 5%
Reatores de reserva em regime de locação com opção de compra 20 5%
Outro equipamento básico 7-20 0-5%
Equipamento de transporte 4-10 -
Ferramentas e utensílios 8-20 0-5%
Equipamento administrativo 5-16 -
Outros ativos fixos tangíveis 10 -

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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021
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2.7. Propriedades de investimento
As propriedades de investimento são imóveis (terrenos, edifícios ou partes de edifícios) detidos com o
objetivo de valorização do capital, obtenção de rendas, ou ambas. As propriedades de investimento foram
valorizadas ao justo valor na data da transição para as IFRS, sendo valorizadas subsequentemente de
acordo com o modelo do justo valor, o qual é aplicado a todos os ativos classificados como propriedades
de investimento.
O justo valor das propriedades de investimento é determinado com base em avaliações efetuadas por
avaliadores externos tendo em consideração as condições da sua utilização ou o melhor uso, consoante
se encontre arrendado ou não.
2.8. Ativos intangíveis
A rubrica Ativos intangíveis, inclui, essencialmente, software de suporte à atividade, registado ao custo de
aquisição deduzido de amortizações e perdas por imparidade, pelo método das quotas constantes, durante
um período que varia entre 3 e 10 anos.
Os valores capitalizados como “Programas de computadores” referem-se aos valores pagos a entidades
externas para o desenvolvimento e parametrização de sistemas de informação de apoio à atividade, não
incluindo a capitalização de custos internos.
2.9. Imparidade em ativos não financeiros
Os ativos não financeiros, que não têm uma vida útil definida, não estão sujeitos a depreciação ou
amortização, mas são objeto de testes de imparidade anuais. Os ativos sujeitos a amortização/depreciação
são revistos quanto à imparidade sempre que eventos ou alterações nas circunstâncias indicarem que o
valor pelo qual se encontram escriturados possa não ser recuperável.
Sempre que o valor recuperável determinado é inferior ao valor contabilístico dos ativos, o Grupo regista
a respetiva perda por imparidade.
Uma perda por imparidade é reconhecida pelo montante do excesso da quantia escriturada do ativo face
ao seu valor recuperável. A quantia recuperável é a mais alta de entre o justo valor de um ativo, deduzido
dos gastos para venda, e o seu valor de uso.
Para a realização de testes de imparidade, os ativos são agrupados ao mais baixo nível no qual se possam
identificar separadamente fluxos de caixa (unidades geradoras de fluxos de caixa a que pertence o ativo),
quando não seja possível fazê-lo, individualmente, para cada ativo.

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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021
40
A reversão de perdas por imparidade, reconhecidas em exercícios anteriores, é registada quando se
conclui que as perdas por imparidade reconhecidas já não existem ou diminuíram.
A reversão das perdas por imparidade é reconhecida na demonstração consolidada dos resultados na
rubrica “Depreciações, amortizações e perdas por imparidade”. Contudo, a reversão da perda por
imparidade é efetuada, até ao limite da quantia que estaria reconhecida (líquida de amortização ou
depreciação), caso a perda por imparidade não tivesse sido registada em exercícios anteriores.
2.10. Ativos financeiros
Classificação
O Grupo classifica os seus ativos financeiros de acordo com as suas características e o modelo de negócio
que tem definido para gerir o recebimento dos cash flows contratuais. A classificação é determinada no
momento de reconhecimento inicial dos ativos financeiros.
Os ativos e os passivos financeiros são compensados, sendo os seus valores reportados pelo líquido na
demonstração consolidada da posição financeira, apenas quando: i) existe um direito legalmente exercível
e não oponível para compensar os referidos valores e ii) quando existe uma intenção para liquidar numa
base líquida, ou quando o ativo seja realizado simultaneamente com a liquidação do passivo. O direito
legal de compensar existe quando seja exercível a todo o momento, no decurso normal da atividade, não
sendo contingente à ocorrência de eventos futuros ou de casos de default, insolvência ou falência da
entidade.
Todas as aquisições e alienações destes investimentos são reconhecidas na data da assinatura dos
respetivos contratos de compra e venda, independentemente da data de liquidação financeira.
Instrumentos de dívida
Um ativo financeiro é mensurado ao custo amortizado se (i) é detido para recebimento dos fluxos de caixa
contratuais; e (ii) os fluxos de caixa contratuais subjacentes representam apenas o pagamento de capital
e juros. Os ativos enquadráveis nesta categoria são inicialmente reconhecidos ao seu justo valor e
subsequentemente mensurados ao seu custo amortizado.
Um ativo financeiro é mensurado ao justo valor através de outro rendimento integral se (i) o objetivo
inerente ao modelo de negócio utilizado é alcançado, quer pelo recebimento dos fluxos de caixa
contratuais, quer pela venda dos ativos financeiros; e (ii) os fluxos de caixa contratuais subjacentes
representam apenas pagamento de capital e juros. Os ativos enquadráveis nesta categoria são inicial e
subsequentemente mensurados ao seu justo valor, sendo as alterações de justo valor registadas em outro
rendimento integral, exceto no que respeita ao reconhecimento de perdas por imparidade, juros e ganhos

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ou perdas cambiais, valores que são registados diretamente na demonstração consolidada dos resultados.
Quando o ativo financeiro é desreconhecido, o ganho ou perda acumulado em outro rendimento integral é
reclassificado para resultado do período.
Os ativos financeiros que não reúnam as características para enquadramento nas situações referidas
anteriormente são classificados e mensurados ao justo valor através de resultados, categoria residual nos
termos da IFRS 9.
Instrumentos de capital próprio
Os instrumentos de capital próprio são sempre mensurados ao justo valor. Os instrumentos de capital
próprio detidos para negociação são mensurados ao justo valor por resultados. Para todos os restantes
instrumentos de capital próprio, o Grupo pode optar, instrumento a instrumento, por, no reconhecimento
inicial, apresentar as variações do seu justo valor em outro rendimento integral.
Quando o Grupo exerce opção, todas as variações de justo valor, com exceção de dividendos que
configuram retorno do investimento efetuado, são reconhecidos em outro rendimento integral. Neste caso,
na data do desreconhecimento do ativo, o ganho ou perda acumulado não é reconhecido em resultado do
período sendo, nessa altura, transferido para resultados transitados.
Imparidade de ativos financeiros
A IFRS 9 estabelece um modelo de imparidade baseado em “perdas esperadas”, de acordo com o qual a
estimativa de imparidade é avaliada desde o reconhecimento inicial, tendo em conta a avaliação do risco
de crédito.
Outras contas a receber
O Grupo utiliza a abordagem simplificada prevista na IFRS 9 no apuramento e reconhecimento de perdas
por imparidade em clientes e ativos de contratos com clientes. As perdas esperadas até à maturidade são
registadas, tendo por base a experiência de perdas reais ocorridas ao longo de um período que foi
considerado estatisticamente relevante e representativo das características especificas do risco de crédito
subjacente, ajustadas de informações prospetivas.
O ajustamento para perdas de imparidade é registado por contrapartida de resultados do período, na
rubrica “Imparidade de contas a receber e inventários”.
Outros ativos financeiros
O Grupo considera que todos os instrumentos de dívida mensurados ao custo amortizado têm um risco de
crédito nulo.

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Caso o risco de crédito de um instrumento financeiro não tenha aumentado significativamente desde o seu
reconhecimento inicial, o Grupo reconhece uma imparidade acumulada igual à expectativa de perda que
se estima poder ocorrer nos 12 meses seguintes.
Caso o risco de crédito tenha aumentado significativamente, o Grupo reconhece uma imparidade
acumulada igual à expectativa de perda que se estima poder ocorrer até à respetiva maturidade do ativo.
Qualquer perda por imparidade nestes ativos financeiros é reconhecida em resultado do período, na
rubrica “Imparidade de contas a receber e inventários”.
Desreconhecimento de ativos financeiros
O Grupo desreconhece os ativos financeiros quando, e apenas quando, os direitos contratuais aos fluxos
de caixa tiverem expirado ou tiverem sido transferidos, e o Grupo tiver transferido substancialmente todos
os riscos e benefícios decorrentes da propriedade do ativo.
2.11. Instrumentos Financeiros derivados
O Grupo utiliza derivados com o objetivo de gerir os riscos financeiros e operacionais a que se encontra
sujeito. Sempre que as expectativas de evolução de taxas de juro e do preço do jet fuel o justifiquem, o
Grupo procura contratar operações de proteção contra movimentos adversos, através de instrumentos
derivados, tais como interest rate swaps (“IRS”) e swaps de jet fuel.
Na seleção de instrumentos financeiros derivados são, essencialmente, valorizados os aspetos
económicos dos mesmos. Os instrumentos financeiros derivados são registados na demonstração
consolidada da posição financeira pelo seu justo valor.
Na medida em que sejam consideradas coberturas eficazes, as variações no justo valor das coberturas de
fluxos de caixa são, inicialmente, registadas, em outros rendimentos integrais do período a que respeitam
e posteriormente em resultados do exercício operacionais (“Combustível para aeronaves”), para os
instrumentos de jet fuel, e resultados financeiros líquidos (“Juros e rendimentos/gastos similares”) para os
instrumentos de taxa de juro, na sua data de liquidação. A parte ineficaz da cobertura é registada em
resultados operacionais ou resultados financeiros líquidos, dependo da natureza do instrumento financeiro
derivado, no momento em que ocorre.
Desta forma, e em termos líquidos, os gastos associados aos financiamentos cobertos são periodizados
à taxa inerente à operação de cobertura contratada. Os ganhos ou perdas, decorrentes da rescisão
antecipada deste tipo de instrumento, são reconhecidos em resultados, quando a operação coberta
também afetar resultados.

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Sempre que possível, o justo valor dos derivados é estimado com base em instrumentos cotados. Na
ausência de preços de mercado, o justo valor dos derivados é estimado através do método de fluxos de
caixa descontados e modelos de valorização de opções, de acordo com pressupostos geralmente
utilizados no mercado. O justo valor dos instrumentos financeiros derivados encontra-se incluído,
essencialmente, nas rubricas de “Outras contas a receber” e de “Outras contas a pagar”.
Contabilidade de cobertura
Os instrumentos financeiros derivados, utilizados para fins de cobertura, podem ser classificados
contabilisticamente como de cobertura desde que cumpram, cumulativamente, com as seguintes
condições:
À data de início da transação a relação de cobertura encontra-se identificada e formalmente
documentada, incluindo a identificação do item coberto, do instrumento de cobertura e a avaliação
da efetividade da cobertura;
Existe um alinhamento da relação de cobertura com a estratégia de gestão de risco e objetivos de
gestão;
A eficácia da cobertura possa ser mensurada com fiabilidade à data de início da transação e ao
longo da vida da operação;
Existe uma relação económica (50%) entre o item coberto e o instrumento de cobertura; e
O risco de variação de valor não é função, maioritariamente, do risco de crédito.
2.12. Ativos e passivos ao justo valor
As mensurações do justo valor e divulgações relacionadas são baseadas em uma hierarquia de justo valor.
A hierarquia categoriza as entradas usadas nas técnicas de avaliação em três níveis.
Os inputs de nível 1 são preços cotados em mercados ativos para ativos ou passivos idênticos, que o
Grupo pode aceder na data do balanço.
Os inputs de nível 2 são inputs que não os preços de mercado cotados incluídos no nível 1, que são
observáveis para o ativo ou passivo, direta ou indiretamente.
Os inputs de nível 3 não são observáveis para o ativo ou passivo. Os inputs não observáveis são usados
para mensurar o justo valor na medida em que os inputs observáveis relevantes não estejam disponíveis,
permitindo situações em que há pouca, se houver alguma, atividade de mercado para o ativo ou passivo
na data da mensuração. Uma entidade desenvolve inputs não observáveis usando as melhores
informações disponíveis nas circunstâncias, que podem incluir os próprios dados da entidade.

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2.13. Imposto sobre o rendimento
O imposto sobre o rendimento inclui imposto corrente e imposto diferido. O imposto corrente sobre o
rendimento é determinado com base nos resultados líquidos, ajustados em conformidade com a legislação
fiscal vigente à data de relato.
Os passivos por impostos diferidos são registados com base nas diferenças temporárias entre os valores
contabilísticos dos ativos e passivos e sua respetiva base tributária. Os ativos por impostos diferidos são
reconhecidos sempre que houver uma probabilidade razoável de que lucros tributáveis futuros sejam
gerados ou se houver passivos por impostos diferidos contra os quais possam ser compensados. Os ativos
por impostos diferidos são revistos periodicamente e diminuídos sempre que é provável que não serão
utilizados.
A taxa do imposto sobre o rendimento que se espera estar em vigor no período em que as diferenças
temporárias serão revertidas é usada no cálculo do imposto diferido.
O imposto diferido é registado como gasto ou rendimento do exercício, exceto se resultar de valores
registados diretamente no capital próprio, caso em que o imposto diferido também é registado na mesma
rubrica, ou seja, os valores a serem incluídos no imposto corrente e no imposto diferido, resultante de
transações e eventos reconhecidos em reservas, são registados diretamente nessas mesmas rubricas,
não afetando o lucro líquido do exercício. Deste modo, o impacto de alterações na taxa de imposto também
é reconhecido no resultado líquido, exceto quando se refere a itens reconhecidos diretamente ao capital
próprio, caso em que esse impacto também é reconhecido diretamente no capital próprio.
O registo dos impactos fiscais das transações realizadas pelo Grupo corresponde ao entendimento da
gestão sobre o tratamento fiscal aplicável à luz da legislação emitida. Nas situações em que haja lugar a
interpretação e tal venha a ser questionado pela Administração Fiscal, a gestão procede à sua reanálise,
avaliando a probabilidade (superior ou inferior ao 50%) de o tratamento fiscal adotado ser aceite, e
consequentemente determina qual o valor mais provável ou o valor esperado de ativos ou passivos por
imposto a registar.
2.14. Inventários
As mercadorias e as matérias-primas, subsidiárias e de consumo encontram-se valorizadas ao mais baixo
de entre o custo de aquisição e o valor realizável líquido. O custo de aquisição inclui as despesas incorridas
até ao armazenamento, utilizando-se o custo médio ponderado como método de custeio.
Os inventários detidos referem-se, essencialmente, a peças de manutenção de motores e de componentes
de aeronaves. O material recuperado refere-se, essencialmente, a equipamentos e sobresselentes a
serem utilizados nos aviões e motores e são valorizados ao custo.

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O valor realizável líquido corresponde ao preço de venda estimado deduzido dos custos estimados de
acabamento e de comercialização. A diferença entre o custo e o valor realizável líquido, se inferior, é
registada na rubrica “Imparidade de contas a receber e inventários”.
2.15. Clientes e outras contas a receber
Os saldos de clientes e outras contas a receber correntes são, inicialmente, contabilizados pelo valor da
contraprestação acordada, a não ser que tenham uma componente de financiamento significativa, caso
em que são contabilizados ao justo valor. O Grupo detém os saldos de clientes e outras contas a receber
correntes com o objetivo de os cobrar, sendo assim, subsequentemente mensurados ao custo amortizado,
deduzido de perdas por imparidade (Nota 10).
As perdas por imparidade são registadas tendo por base a experiência de perdas reais ao longo de um
período que foi considerado estatisticamente relevante e representativas das características específicas
do risco de crédito subjacente, ajustadas de informações prospetivas.
2.16. Caixa e seus equivalentes
A rubrica de caixa e equivalentes de caixa inclui caixa, depósitos bancários e outros investimentos de curto
prazo com maturidade inicial até 3 meses, que possam ser imediatamente mobilizáveis sem risco
significativo de flutuações de valor. Para efeitos da demonstração consolidada de fluxos de caixa esta
rubrica inclui também os descobertos bancários, os quais são apresentados na demonstração consolidada
da posição financeira, no passivo corrente, na rubrica de passivos remunerados.
2.17. Capital social
As ações ordinárias são classificadas no capital próprio (Nota 15).
Os gastos diretamente atribuíveis à emissão de novas ações ou outros instrumentos de capital próprio são
apresentados como uma dedução, líquida de impostos, ao valor recebido resultante da emissão.
Os gastos diretamente imputáveis à emissão de novas ações ou opções, para a aquisição de um negócio,
são incluídos no custo de aquisição, como parte do valor da compra.
2.18. Passivos remunerados
Os passivos remunerados e passivos de locação com opção de compra são, inicialmente, reconhecidos
ao justo valor, líquidos dos custos de transação incorridos sendo, subsequentemente, apresentados ao
custo amortizado. Qualquer diferença entre os recebimentos (líquidos dos custos de transação) e o valor
de reembolso é reconhecida na demonstração consolidada dos resultados ao longo do período da dívida,
utilizando o método da taxa de juro efetiva.

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Os passivos remunerados e os passivos de locação com opção e sem opção de compra são classificados
no passivo corrente, exceto se o Grupo possuir um direito incondicional de diferir a liquidação do passivo
por, pelo menos, 12 meses após a data da posição financeira consolidada (Nota 19).
2.19. Encargos financeiros com empréstimos
Os encargos financeiros com empréstimos genéricos e específicos, diretamente relacionados com a
aquisição, construção (caso o período de construção ou desenvolvimento exceda um ano) ou produção
de ativos fixos que demoram um período substancial de tempo a serem concluídos, são capitalizados,
fazendo parte do custo do ativo.
A capitalização destes encargos começa após o início da preparação das atividades de construção ou
desenvolvimento do ativo e é interrompida após o início de utilização ou quando a execução do projeto em
causa se encontre suspensa ou substancialmente concluída.
Os restantes encargos financeiros são reconhecidos como gastos quando incorridos.
2.20. Provisões
São reconhecidas provisões sempre que o Grupo tenha uma obrigação legal, contratual ou construtiva,
como resultado de acontecimentos passados, seja provável que uma saída de fluxos e/ou de recursos se
torne necessária para liquidar a obrigação e possa ser efetuada uma estimativa fiável do montante da
obrigação.
As provisões para processos judiciais em curso são constituídas de acordo com as avaliações de risco
efetuadas pelo Grupo e pelos seus consultores legais, baseados em taxas de sucesso históricas, por
natureza de processo e probabilidade de desfecho desfavorável para o Grupo.
O Grupo reconhece uma provisão para custos de reestruturação quando os critérios gerais de
reconhecimento de provisões estejam cumpridos, nomeadamente quando existe um plano formal
detalhado para a reestruturação e tenha sido criada uma expectativa válida nos afetados de que levará a
efeito a reestruturação ao começar a implementar esse plano ou ao anunciar as suas principais
características aos afetados por ele. Os gastos subjacentes são reconhecidos na demonstração
consolidada dos resultados na rubrica “Reestruturação”.
Não são reconhecidas provisões para perdas operacionais futuras. As provisões são revistas na data de
relato e ajustadas de modo a refletir a melhor estimativa a essa data (Nota 18).
Os custos de restauração dos aviões executados imediatamente antes da devolução ao lessor no término
do contrato de locação (definido como redelivery para fins da IFRS 16), são reconhecidos como provisão

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desde que possam ser estimados com fiabilidade. Adicionalmente, uma componente de ativo é
reconhecida, no ativo de direito de uso, que é depreciado pelo método linear pelo prazo do arrendamento.
2.21. Benefícios pós-emprego aos colaboradores
O Grupo assumiu o compromisso de pagar, aos seus empregados, prestações pecuniárias a título de
complementos de pensões de reforma, prestações de pré-reforma, cuidados de saúde e prémios de
jubilação. O Grupo constituiu fundos de pensões autónomos como forma de financiar uma parte das suas
responsabilidades por aqueles pagamentos.
A fim de estimar as suas responsabilidades com os planos de benefícios definidos acima, o Grupo obtém,
periodicamente, cálculos atuariais das responsabilidades determinadas de acordo com o “Método da
Unidade de Crédito Projetada”.
As remensurações resultantes das diferenças entre os pressupostos utilizados para fins de cálculo das
responsabilidades e que efetivamente ocorram (bem como de alterações efetuadas nos mesmos e da
diferença entre o valor esperado do retorno sobre os ativos do fundo e o retorno real) são reconhecidas
quando incorridos diretamente na demonstração consolidada do resultado integral.
As responsabilidades, reconhecidas na rubrica “Pensões e outros benefícios pós-emprego” na
demonstração consolidada da posição financeira, representam o valor atual das obrigações com os planos
de benefícios definidos, deduzido do justo valor dos ativos dos fundos.
Os planos que apresentam um excesso de financiamento são registados como um ativo, quando há uma
autorização expressa para a sua compensação com as contribuições patronais futuras, ou se o reembolso
desse excedente financeiro é expressamente autorizado ou permitido.
Os ganhos e perdas, gerados por um corte ou uma liquidação de um plano de pensões de benefícios
definidos, são reconhecidos em resultados do exercício quando o corte ou a liquidação ocorrer. Um corte
ocorre quando se verifica uma redução material no número de empregados.
Os gastos por responsabilidades passadas, que resultem da implementação de um novo plano ou
acréscimos dos benefícios atribuídos, são reconhecidos imediatamente nos resultados do Grupo. O
aumento dos gastos com serviços passados decorrente de reformas antecipadas (reformas antes do
empregado atingir a idade da reforma) ou alterações de plano é reconhecido na demonstração dos
resultados quando incorrido.
As contribuições efetuadas, no âmbito dos planos de contribuição definida, são registadas como gastos
na demonstração consolidada dos resultados na data em que as mesmas são devidas. De acordo com
estes planos, no caso do fundo não ter ativos suficientes para pagar a todos os empregados os benefícios

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relacionados com os serviços prestados no ano corrente e em anos anteriores, o patrocinador não tem a
obrigação legal ou construtiva de fazer contribuições adicionais.
2.22. Outras contas a pagar
Os saldos de fornecedores e outros valores a pagar correntes são, inicialmente, registados ao justo valor
sendo, subsequentemente, mensurados ao custo amortizado (Nota 20).
2.23. Subsídios
Os subsídios estatais só são reconhecidos após existir segurança de que o Grupo cumprirá as condições
inerentes aos mesmos e que os subsídios serão recebidos.
Os subsídios à exploração, recebidos com o objetivo de compensar o Grupo por gastos incorridos, são
registados na demonstração consolidada dos resultados de forma sistemática durante os períodos em que
são reconhecidos os gastos que aqueles subsídios visam compensar.
Os subsídios ao investimento, recebidos com o objetivo de compensar o Grupo por investimentos
efetuados em ativos tangíveis/intangíveis, são incluídos na rubrica “Outras contas a pagar” e são
reconhecidos em resultados, durante a vida útil estimada do respetivo ativo subsidiado, por dedução ao
valor das depreciações/amortizações.
2.24. Locações
O Grupo avalia se um contrato é ou contém uma locação, no início do contrato. O Grupo reconhece um
ativo de direito de uso e o correspondente passivo de locação em relação a todos os contratos de locação
em que é locatário, exceto para locações de curto prazo (definidos como locações com prazo de locação
de 12 meses ou menos) e locações de ativos de baixo valor (como tablets e computadores pessoais,
pequenos bens de mobiliário de escritório e telefones).
Para essas locações, o Grupo reconhece os pagamentos da locação como um gasto operacional de forma
linear pelo prazo da locação, a menos que outra base sistemática seja mais representativa do padrão de
tempo durante o qual os benefícios económicos dos ativos locados são gerados.
O passivo de locação é mensurado inicialmente pelo valor presente dos pagamentos não efetuados na
data de entrada em vigor de cada locação, descontados com base na taxa implícita do contrato de locação.
Se essa taxa não puder ser prontamente determinada, o Grupo utiliza a sua taxa de financiamento
incremental.

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Os pagamentos de locação incluídos na mensuração do passivo de locação incluem:
Pagamentos fixos da locação (incluindo pagamentos fixos em substância), deduzidos de
quaisquer incentivos a receber associados à locação;
Pagamentos variáveis que dependem de um índice ou de uma taxa, mensurados inicialmente com
base no índice ou taxa na data de início do contrato;
Montantes relativos a garantias de valor residual que se esperam vir a pagar;
O preço de exercício de eventuais opções de compra, se o locatário considerar razoavelmente
certo o seu exercício; e
Pagamentos de penalidades de cancelamento antecipado do contrato de locação, se o prazo do
contrato refletir o exercício de uma opção para rescindir antecipadamente o contrato.
O passivo de locação é apresentado em duas linhas separadas na demonstração consolidada da posição
financeira nas rubricas “Passivos de locação com opção de compra” e “Passivos de locação sem opção
de compra”.
O passivo de locação é mensurado subsequentemente com aumentos que refletem os juros vencidos
sobre o passivo e com reduções que refletem os pagamentos efetuados.
O Grupo remensura o passivo de locação (e faz um ajuste correspondente ao ativo de direito de uso
relacionado) sempre que:
i) O prazo da locação altera ou ocorre um evento significativo ou uma mudança nas
circunstâncias, das quais resultem uma alteração na avaliação do exercício de uma opção de
compra, caso em que o passivo da locação é remensurado através do desconto dos
pagamentos da locação revistos, utilizando uma taxa de desconto revista.
ii) Os pagamentos da locação são alterados devido a alterações num índice ou numa taxa ou a
uma alteração na expetativa de pagamento de um valor residual garantido, nesses casos, o
passivo da locação é remensurado, descontando os pagamentos da locação revistos usando
uma taxa de desconto inalterada (a não ser em circunstâncias em que alteração dos
pagamentos resulte de uma alteração na taxa de juros variável, caso em que é utilizada uma
taxa de desconto revista).
Um contrato de locação é modificado e a modificação da locação não é contabilizada como uma locação
separada, caso em que o passivo da locação é remensurado com base no prazo modificado da locação
modificada, descontando os pagamentos da locação revistos usando uma taxa de desconto revista na
data efetiva da modificação. Decorrente das renegociações dos contratos de locação sem opção de
compra o Grupo reviu a taxa de desconto aplicável a estas locações.

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Os ativos por direito de uso compreendem a mensuração inicial do passivo correspondente, os
pagamentos efetuados antes ou no dia do início da locação, deduzidos dos incentivos recebidos, e
acrescidos de quaisquer custos diretos iniciais. São subsequentemente mensurados pelo custo, deduzido
das depreciações e perdas por imparidade acumuladas.
Sempre que o Grupo incorre na obrigação de gastos para desmantelar e remover um ativo locado,
restaurar o local em que o mesmo está localizado ou restaurar o ativo subjacente à condição exigida pelos
termos e condições da locação, é reconhecida uma provisão, mensurada de acordo com o IAS 37. Na
medida em que os gastos estejam relacionados com um ativo por direito de uso, os gastos serão incluídos
no ativo por direito de uso relacionado.
Os ativos sob direito de uso são depreciados pelo período mais curto entre o prazo da locação e a vida útil
do ativo subjacente. Se uma locação transferir a propriedade do ativo subjacente ou o valor do ativo por
direito de uso reflete que o Grupo espera exercer uma opção de compra, o ativo por direito de uso
relacionado é depreciado durante a vida útil do ativo subjacente. A depreciação inicia-se na data de início
da locação. Os ativos sob direito de uso são apresentados na demonstração consolidada da posição
financeira na rubrica “Ativos fixos tangíveis”.
O Grupo aplica a IAS 36 para determinar se um ativo sob direito de uso se encontra em imparidade e
contabiliza qualquer perda por imparidade identificada, conforme descrito na política “Ativos fixos
tangíveis”.
As locações de valor variável que não dependem de um índice ou taxa não são incluídas na mensuração
do passivo de locação e do ativo sob direito de uso. Os respetivos pagamentos são reconhecidos como
gasto no período em que ocorre o evento ou condição que determina a ocorrência desses pagamentos, e
são incluídos na rubrica “Outros gastos” (Nota 29) na demonstração consolidada dos resultados.
A IFRS 16 permite que o locatário não separe os componentes que não são de locação e contabilize
qualquer locação e componentes de não locação associadas como um único contrato. O Grupo não usou
este expediente prático. Para contratos que contenham uma componente de locação e uma ou mais
componentes adicionais de locação ou não locação, o Grupo aloca a contraprestação prevista no contrato
para cada componente de locação com base no preço, independente da componente de locação, e no
preço independente dos componentes de não locação.
2.25. Distribuição de dividendos
A distribuição de dividendos aos detentores do capital é reconhecida como um passivo nas demonstrações
financeiras do Grupo no exercício em que os dividendos são aprovados pelo acionista e até ao momento
da sua liquidação.

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2.26. Rédito
A Grupo reconhece o rédito de acordo com o princípio nuclear introduzido pela IFRS 15, isto é, para refletir
a transferência de bens e serviços contratados para os clientes, num montante correspondente à
contraprestação que a entidade espera receber como contrapartida da entrega desses bens ou serviços,
com base num modelo com 5 fases, nomeadamente: (i) identificação de um contrato com um cliente; (ii)
identificação das obrigações de desempenho; (iii) determinação de um preço de transação; (iv) alocação
do preço de transação a obrigações de desempenho e (v) reconhecimento do rédito quando ou à medida
que a entidade satisfaz uma obrigação de desempenho.
O valor da venda do transporte de passageiros e carga é, no momento da venda, registado como um
passivo na rubrica “Documentos pendentes de voo”. Quando o transporte é efetuado ou o bilhete caduca,
o valor da venda é transferido desta rubrica para rendimentos do exercício ou para uma conta a pagar
consoante o transporte tenha sido: i) efetuado pelo Grupo ou o bilhete caduca sem direito a reembolso, e
ii) efetuado por outra transportadora aérea ou o bilhete caduca com direito a reembolso, respetivamente,
por um montante geralmente diferente do registado no momento da venda. São efetuadas análises
periódicas do saldo da rubrica de documentos pendentes de voo, de forma a corrigir os saldos dos bilhetes
vendidos a fim de verificar os que já foram voados ou cujos cupões perderam a validade, não podendo,
portanto, ser voados ou reembolsados.
As comissões, atribuídas a entidades terceiras pelo Grupo na venda de bilhetes, são diferidas e registadas
como gastos do exercício, de acordo com a periodização entre exercícios das respetivas receitas de
transporte.
O Grupo reconhece o rédito de contratos de manutenção de acordo com o método de cost-to-cost (também
denominado de método da percentagem de acabamento), que é definido como o rácio entre os gastos
incorridos em cada contrato até uma determinada data e os gastos estimados para completá-lo. As
diferenças obtidas entre os valores decorrentes da aplicação do método da percentagem de acabamento
ao total de rédito estimado e os valores já faturados são registados na rubrica de contas a receber, como
credores por acréscimo de rendimentos (Nota 10). Além disso, o Conselho de Administração do Grupo
considera que o método cost-to-cost é o método mais apropriado para medir o grau de cumprimento das
obrigações de desempenho nos contratos de manutenção.
Quando é provável que os gastos totais de um contrato excedam o rédito total, a perda esperada é
reconhecida imediatamente como gasto. Note-se que os contratos de manutenção geralmente têm
durações inferiores a 3 meses.
No programa passageiro frequente “TAP Miles&Go” (antigo “TAP Victoria”), o Grupo segue o procedimento
de, em condições definidas e com base nos voos efetuados, atribuir milhas aos clientes aderentes ao

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referido programa de fidelização, as quais podem, posteriormente, ser utilizadas na realização de voos
com condições preferenciais, nomeadamente tarifas reduzidas.
No momento da venda de um bilhete, o Grupo considera que tem uma obrigação de desempenho separada
correspondente aos pontos do programa “TAP Miles&Go” atribuídos. Com base no histórico do número de
milhas atribuídas e não utilizadas nem caducadas no final de cada exercício, ajustadas da estimativa de
milhas a expirar sem utilização, e na valorização unitária atribuída, o Grupo procede ao reconhecimento
do diferimento do rédito estimado como correspondente à atribuição das milhas. A valorização das milhas
é determinada usando o “stand-alone price”, que se baseia no valor médio equivalente do bilhete
considerando o histórico da redenção de milhas. O rédito é assim reconhecido quando as milhas são
utilizadas ou expiram, geralmente três anos após a data de emissão, não considerando o impacto da
prorrogação da validade das milhas ocorrida em 2020 (ver Nota 1.1.3).
O rédito é reconhecido líquido de impostos indiretos, descontos e outros custos inerentes à sua
concretização.
2.27. Especialização dos exercícios
As empresas do Grupo registam os seus rendimentos e gastos, à medida que são gerados, de acordo
com o princípio da especialização dos exercícios, independentemente do momento em que são recebidos
ou pagos.
As diferenças entre os montantes recebidos e pagos e os correspondentes rendimentos e gastos são
registadas nas rubricas de outras contas a receber, outros ativos correntes, outras contas a pagar ou
outros passivos correntes.
2.28. Ativos e passivos contingentes
Os passivos contingentes, em que a possibilidade de uma saída de fundos afetando benefícios
económicos futuros seja apenas possível, não são reconhecidos nas demonstrações financeiras
consolidadas, sendo divulgados nas Notas, a menos que a possibilidade de se concretizar a saída de
fundos, afetando benefícios económicos futuros seja remota, caso em que não são objeto de divulgação.
São reconhecidas provisões para passivos que satisfaçam as condições previstas na Nota 2.21.
Os ativos contingentes não são reconhecidos nas demonstrações financeiras consolidadas, mas são
divulgados no anexo quando é provável a existência de um benefício económico futuro.

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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021
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2.29. Itens não recorrentes
De acordo com as disposições dos parágrafos 85 e 86 na IAS 1, os itens não recorrentes refletem
rendimentos e gastos não usuais que devem ser reportados separadamente das habituais linhas da
demonstração dos resultados, dada a sua magnitude e relevância para a compreensão das operações do
Grupo. O Grupo procura apresentar uma medida de desempenho subjacente que não seja impactada por
itens não recorrentes relevantes. Os itens classificados como não recorrentes incluem eventos
significativos ou incomuns, não relacionados diretamente com a atividade operacional, nomeadamente no
que diz respeito a eventos intrínsecos ao seu negócio, a atividade de aviação, conforme descrito nas Notas
30 (“Reestruturação”) e 31 (“Itens não recorrentes”).
2.30. Demonstração consolidada dos fluxos de caixa
A demonstração consolidada dos fluxos de caixa é preparada de acordo com a IAS 7, através do método
direto. O Grupo classifica na rubrica “Caixa e seus equivalentes” os investimentos com maturidade inicial
inferior a três meses e para os quais o risco de alteração de valor é insignificante. Para efeitos da
demonstração consolidada dos fluxos de caixa, a rubrica de caixa e seus equivalentes compreende
também os descobertos bancários incluídos na demonstração consolidada da posição financeira, na
rubrica “Passivos remunerados correntes”.
Os fluxos de caixa são classificados na demonstração consolidada dos fluxos de caixa, dependendo da
sua natureza, em (1) atividades operacionais, (2) atividades de investimento e (3) atividades de
financiamento.
As atividades operacionais englobam, essencialmente, os recebimentos de clientes e os pagamentos a
fornecedores e ao pessoal. Englobam, ainda, os pagamentos de impostos indiretos líquidos, do imposto
sobre o rendimento e os pagamentos relacionados com benefícios de reforma.
Os fluxos de caixa abrangidos nas atividades de investimento incluem, nomeadamente, aquisições e
alienações de investimentos financeiros, dividendos recebidos de empresas associadas e recebimentos e
pagamentos decorrentes da compra e venda de ativos intangíveis e tangíveis.
Os fluxos de caixa relacionados com as atividades de financiamento incluem, designadamente, os
pagamentos e recebimentos referentes a empréstimos obtidos, contratos de locação, pagamentos
relacionados com juros e despesas relacionadas, a aquisição de ações próprias e pagamento de
dividendos.

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Os pagamentos de locações são apresentados na demonstração consolidada dos fluxos de caixa, como
segue:
i) Os pagamentos de locações que representam pagamentos em dinheiro da parcela principal
dos passivos locação são apresentadas como fluxos de caixa resultantes de atividades de
financiamento;
ii) Os pagamentos de locação que representam a parcela de juros também são apresentadas
como fluxos de caixa resultantes de atividades de financiamento; e
iii) Os pagamentos de locação que não foram incluídos na mensuração dos passivos de locação,
incluindo pagamentos variáveis, locações de curto prazo e locações de ativos de baixo valor,
são apresentados como fluxos de caixa operacionais.
2.31. Eventos subsequentes
Os eventos ocorridos, após a data de relato, que proporcionem informação adicional sobre condições que
existiam naquela data, são refletidos nas demonstrações financeiras consolidadas.
Os eventos ocorridos, após a data de relato, que proporcionem informação sobre condições que ocorram
após aquela data, são divulgados, se materiais, nas Notas às demonstrações financeiras consolidadas.
2.32. Estimativas e julgamentos
A preparação das demonstrações financeiras consolidadas exige que a gestão do Grupo efetue
julgamentos e estimativas que afetam os montantes de rendimentos, gastos, ativos, passivos e
divulgações à data de relato.
Estas estimativas são determinadas pelos julgamentos da gestão da TAP S.A., baseados: (i) na melhor
informação e conhecimento de eventos presentes e em alguns casos em relatos de peritos independentes
e (ii) nas ações que o Grupo considera poder vir a desenvolver no futuro. Todavia, na data de concretização
das operações, os seus resultados poderão ser diferentes destas estimativas. Conforme disposto na IAS
8, alterações a estas estimativas, que ocorram posteriormente à data das demonstrações financeiras, são
corrigidas em resultados de forma prospetiva. Em resultado da pandemia COVID-19 e do Plano de
Reestruturação Aprovado, algumas destas estimativas foram afetadas materialmente conforme descrito
na Nota 1.1.3.
As estimativas e as premissas que apresentam um risco significativo de originar um ajustamento material
no valor contabilístico dos ativos e passivos no período seguinte, são apresentadas abaixo:

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Impostos diferidos (Notas 1.1.3. e 9)
O Grupo reconhece e líquida o imposto sobre o rendimento com base nos resultados das operações
apurados de acordo com a legislação fiscal em vigor. De acordo com a IAS 12, o Grupo reconhece os
ativos e passivos por impostos diferidos com base na diferença existente entre o valor contabilístico e as
bases fiscais dos ativos e passivos. O Grupo analisa periodicamente a recuperabilidade dos ativos por
impostos diferidos com base na projeção do lucro tributável futuro e no período estimado de reversão das
diferenças temporais.
Benefícios pós-emprego (Nota 17)
O valor presente das responsabilidades com benefícios de reforma é calculado com base em metodologias
atuariais, as quais utilizam determinados pressupostos. Quaisquer alterações desses pressupostos terão
impacto no valor contabilístico das responsabilidades. Os principais pressupostos demográficos e
financeiros utilizados no cálculo das responsabilidades com benefícios de reforma estão descritos na Nota
17. O Grupo tem como política rever periodicamente os principais pressupostos demográficos e
financeiros.
Reconhecimento de provisões e imparidades (Notas 1.1.3., 10, 11 e 18)
O Grupo tem diversos processos judiciais em curso para os quais, com base na opinião dos seus
consultores legais, efetua um julgamento para determinar se deve ser registada uma provisão para essas
contingências.
As imparidades de contas a receber (Nota 10) são calculadas, com base no risco de crédito estimado para
cada perfil de cliente e na situação financeira dos mesmos.
As imparidades de inventários são calculadas com base em critérios que atendem à natureza, finalidade
de utilização, antiguidade e rotação de materiais.
Programa de fidelização de clientes (Notas 1.1.3. e 21)
O Grupo reconhece uma obrigação contratual, no âmbito do programa de fidelização de clientes “TAP
Miles&Go”, com base no valor unitário da milha, atendendo ao “stand-alone price”. Alterações nos
pressupostos utilizados pelo Grupo, no cálculo desta estimativa, podem ter um impacto significativo nas
demonstrações financeiras.
A alteração da percentagem das milhas a expirar em 10% resultaria num impacto em resultados de 4.461
milhares de Euros, e alterar o “stand-alone price” em 10% resultaria num impacto em resultados de 4.102
milhares de Euros.

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Documentos pendentes de voo (Notas 1.1.3 e 22)
O Grupo procede a uma análise periódica do saldo da rubrica “Documentos pendentes de voo” por forma
a corrigir os valores de bilhetes vendidos cujos cupões já não são válidos. A estimativa do montante desses
cupões, que não poderão ser trocados ou reembolsados, requer julgamento por parte do Conselho de
Administração, pelo que alterações nos pressupostos utilizados pelo Grupo, no cálculo desta estimativa,
podem ter um impacto significativo nas demonstrações financeiras consolidadas.
Tendo em conta o impacto da pandemia COVID-19 a Administração reviu a política de utilização de
documentos pendentes de voos, nomeadamente no que respeita à possibilidade de remarcação de
passagens sem custos adicionais e ao reembolso das passagens em voucher com majoração e prazos de
validade alargados, pelo que, na ótica da prudência, a percentagem de rédito reconhecida associada ao
histórico de bilhetes emitidos e não utilizados foi reduzida em 31 de dezembro de 2021 e 31 de dezembro
de 2020 face a 31 de dezembro de 2019 (Nota 1.1.3).
Caso essa percentagem tivesse sido reconhecida no exercício de 2021, os resultados do Grupo teriam um
impacto positivo de cerca de 45 milhões de Euros.
Vida útil e valor residual dos ativos fixos tangíveis (Nota 4)
A determinação das vidas úteis dos ativos, bem como a determinação do valor residual e o método de
depreciação a aplicar, é essencial para determinar o montante das depreciações a reconhecer na
demonstração consolidada dos resultados de cada período.
Estes parâmetros são definidos de acordo com o melhor julgamento do Conselho de Administração para
os ativos em questão, considerando também as práticas adotadas por empresas do setor ao nível
internacional.
Passivos de locação com e sem opção de compra (Notas 4 e 19)
O Grupo reconhece direito de uso de ativos e passivos de locação com e sem opção de compra (rendas
vincendas de contratos de arrendamento) sempre que o contrato preveja o direito de controlar a utilização
de um ativo identificável durante um certo período, em troca de uma retribuição. Para aferir quanto à
existência de controlo sobre a utilização de um ativo identificável, o Grupo avalia se: i) o contrato envolve
o uso de um ativo identificável; ii) tem o direito de obter substancialmente todos os benefícios económicos
do uso do ativo durante o período de locação; e iii) tem o direito de controlar o uso do ativo. A análise dos
contratos de arrendamento, nomeadamente no que respeita às opções de cancelamento e renovação
previstas nos contratos e na determinação da taxa incremental de financiamento a aplicar para cada
portfólio de locações identificado requer a utilização de julgamentos pelo Grupo.

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O Grupo determina a vida útil destes ativos com base no período não cancelável da locação e revê os
prazos de utilização dos mesmos, sempre que ocorrem alterações nos contratos de locação que
modifiquem o período não cancelável da locação.
Provisão de redelivery (Notas 1.1.3, 4 e 18)
O Grupo TAP S.A. incorre em responsabilidades por custos de manutenção em relação a aeronaves
operadas em regime de locação sem opção de compra. Estas resultam de obrigações contratuais legais
e construtivas relativas à condição da aeronave quando esta é devolvida ao locador. Para cumprir estas
obrigações, o Grupo terá normalmente de realizar intervenções de manutenção estruturais durante o
período de locação. O Grupo TAP S.A. especializa esta responsabilidade com base na utilização efetiva
da aeronave, nomeadamente horas ou ciclos voados. Na mensuração desta responsabilidade são
considerados vários pressupostos, sendo os mais relevantes: i) a utilização (horas de voo, ciclos, etc.) e
condição da aeronave, ii) os custos esperados das intervenções estruturais de manutenção no momento
em que se espera que ocorram e iii) a taxa de desconto utilizada.
Os principais pressupostos são revistos periodicamente, tendo em consideração a informação disponível,
podendo existir circunstâncias que alterem de forma significativa a referida estimativa, como por exemplo
a renegociação das condições de redelivery da aeronave, alteração significativa da utilização da aeronave
e suas condições de navegabilidade, renegociação de contratos de locação, assim como alterações no
custo das referidas manutenções estruturais. A estimativa do custo futuro da manutenção estrutural das
aeronaves requer julgamento por parte do Conselho de Administração, pelo que alterações nos
pressupostos utilizados pelo Grupo, no cálculo desta estimativa, podem ter um impacto significativo nas
demonstrações financeiras consolidadas.
Recuperabilidade de ativos fixos tangíveis e intangíveis (Notas 1.1.3 e 4)
Nos termos da IAS 36 devem ser realizados testes de imparidade anuais ou sempre que se verificarem
fortes indícios de que os ativos não correntes possam estar em situação de imparidade.
O Grupo revê numa base anual os pressupostos que estão na base do julgamento da existência ou não
de imparidade. Os pressupostos utilizados foram revistos em função da envolvente macroeconómica, dos
indicadores do setor e dos pressupostos estratégicos do Plano de Reestruturação Aprovado.
Considerando a incerteza quanto ao valor de recuperação do valor líquido contabilístico dos ativos fixos
tangíveis e intangíveis pelo facto de se basearem na melhor informação disponível à data, as alterações
dos pressupostos poderiam resultar em impactos na determinação do nível de imparidade e,
consequentemente nos resultados.

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Provisão de reestruturação (Notas 1.1.3 e 30)
Com base no Plano de Reestruturação em curso, o Grupo disponibilizou aos seus colaborados um
conjunto de medidas voluntárias das quais constam rescisões por mútuo acordo, reformas antecipadas,
pré-reformas, trabalho a tempo parcial, licenças sem vencimento e transferências para a Portugália, com
o objetivo de assegurar as métricas do equilíbrio operacional do Plano de Reestruturação.
Tendo em conta a forte adesão por parte dos colaboradores do Grupo a estas medidas voluntárias,
conjugada com uma fase final de redimensionamento, o Grupo registou uma provisão para os encargos a
incorrer com as medidas de reestruturação definidas, baseada na melhor informação disponível até à data,
tendo em consideração o universo alvo dos colaboradores e das medidas aplicáveis a cada um.
3 Políticas de gestão do risco financeiro
A gestão de risco é conduzida a nível estratégico pelo Grupo e objeto de acompanhamento permanente
por parte dos órgãos de gestão. As linhas de orientação definidas e decisões adotadas no domínio da
gestão de risco são elementos fundamentais para o posicionamento do Grupo face às ameaças externas
que os mercados e a envolvente económico-financeira colocam. Dada a multiplicidade de cenários e
desenvolvimentos possíveis, a estratégia de gestão de risco do Grupo incorpora elementos de flexibilidade
e discricionariedade que permitem adaptação em tempo útil às alterações do contexto em que opera.
As atividades do Grupo estão expostas a uma variedade de fatores de risco financeiro, incluindo efeitos
de alterações de preços de mercado, nomeadamente risco do preço do combustível e das licenças de
emissão de CO2, assim como risco cambial, risco de taxa de juro, risco de crédito e risco de liquidez.
A gestão de risco do Grupo é dirigida e acompanhada pela Comissão Executiva e pelo Conselho de
Administração sendo executada pelas áreas de gestão competentes do Grupo e, em particular, no
respeitante a instrumentos financeiros de gestão de risco, incluindo operações de derivados de
combustível, taxa de juro e cambiais, por parte do departamento de Finanças Corporativas, seguindo as
linhas de orientação e políticas definidas e divulgadas, assim como instruções específicas emitidas.
Durante o exercício de 2021, os efeitos da pandemia COVID-19 na posição económica e financeira do
Grupo foram ainda muito significativos, tendo ainda sido afetados de forma relevante, os riscos financeiros
a que o Grupo se encontra exposto no desenvolvimento da sua atividade, impactando a gestão dos
mesmos.

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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021
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Risco de mercado
O Grupo encontra-se exposto a diversos mercados geográficos, nomeadamente Europa, América do Sul,
América do Norte e África.
O mercado da aviação civil foi de forma generalizada impactado pela pandemia COVID-19 em resultado
da redução abrupta da procura, quer por motivos económicos quer por motivos de saúde pública, e da
redução do número de voos decorrente das limitações impostos pelos diversos países. De acordo com as
mais recentes previsões da IATA, não é expectável que o volume do mercado da aviação civil (medido em
RPK) recupere para os níveis pré-pandémicos (i.e., observados em 2019) antes de 2024.
A TAP S.A. tinha vindo a implementar uma estratégia de diversificação de destinos baseada no Hub de
Lisboa, sendo que mais de 70% das suas receitas resultam dos seguintes mercados internacionais: Brasil,
EUA e países da União Europeia. Estes mercados impuseram durante 2021 um conjunto de restrições à
realização de voos, o que associado a uma pior situação económica condicionou os resultados do Grupo.
Os maiores decréscimos dos rendimentos de passagens do Grupo em 2021 face a 2019, respeitam aos
mercados que tiveram grande parte do ano restrições à mobilidade, nomeadamente América do Sul (-
72,0% YoY), América do Norte (-55,1% YoY) e algumas geografias da Europa como p.e. o Reino Unido (-
67,3%).
No mercado europeu, a concorrência baseia-se em: (i) preço, nomeadamente dependendo da rota e do
tipo de cliente (lazer ou negócios) e (ii) modelos de negócio e redes de rotas que as companhias aéreas
usam para ajustar os seus serviços às necessidades dos clientes. Este produto diferenciado incorpora
elementos como a fiabilidade, regularidade, pontualidade, diversidade de horários, frequência de voos,
conforto do equipamento, qualidade dos produtos e qualidade da experiência de voo. Dada a forte
contração na procura por passagens aéreas, associada às restrições de mobilidade impostas ao longo do
ano, o Grupo adaptou continuamente a sua rede e a sua capacidade nas diferentes rotas, priorizando a
rentabilidade.
Relativamente às características dos aviões, nomeadamente o nível de conforto, modernidade, avanços
tecnológicos, economia de uso, baixo consumo, baixo ruído, baixas emissões e flexibilidade em termos de
autonomia de voo, a renovação da frota do Grupo, apresentando-se como uma das mais recentes frotas
na Europa, é uma vantagem competitiva fundamental. Apesar da enorme diminuição da atividade, no
decurso de 2021, entraram em operação 5 aviões de nova geração Airbus (2 A321neo LR e 3 A320neo)
e saíram 14 aviões (7 A319, 3 A320 e 4 A330).
Estas alterações deverão ser contextualizadas no Plano de Restruturação aprovado pela Comissão
Europeia o qual estabelece todos os pressupostos de receitas e custos incluindo os de rede e frota. Caso
a realidade divirja significativamente deste plano nomeadamente ao nível da frota, serviço e vendas, ou

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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021
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caso o Grupo não implemente de forma bem-sucedida o seu atual plano de frota, as receitas e resultados
do Grupo podem ser negativamente impactados no futuro.
Risco do preço do combustível
O combustível é um dos principais custos suportados pelo Grupo, existindo uma forte exposição a
flutuações do seu preço, a qual é habitualmente reduzida através da contratação de derivados de cobertura
de preço. Por forma a acomodar a nova realidade pós-pandemia com a maior necessidade de flexibilidade
da operação, incerteza na procura, alterações significativas no preço do combustível e outros fatores de
risco alheios ao Grupo, o Conselho de Administração encontra-se a rever a política e estratégia de
contratação de derivados de jet fuel.
Em resultado da volatilidade acrescida pela pandemia COVID-19, o preço spot do jet fuel registou uma
forte apreciação durante o exercício de 2021, tendo atingido mínimos no início de janeiro de 432,06 USD
por tonelada de jet fuel e máximos em outubro de 774,14 USD por tonelada. Em resultado desta flutuação
e subida de 62,6% face ao preço de fecho de 31 de dezembro de 2020, os derivados de jet fuel ainda
assim apresentaram uma posição desfavorável durante o primeiro trimestre de 2021 atingindo-se um
mínimo em 31 de janeiro de 2021 com um justo valor negativo em 32 milhões de Euros.
No segundo semestre de 2021 com as perspetivas de recuperação económica, os preços do jet fuel
tiveram uma grande valorização, o que contribuiu para que os seus derivados apresentassem uma posição
favorável durante o segundo semestre de 2021. Assim, em 31 de dezembro de 2021 o justo valor dos
derivados contratados é favorável em 0,2 milhões de Euros, não existindo a esta data derivados em
situação de overhedge (Nota 23).
Eventuais variações acentuadas do preço do jet fuel após 31 de dezembro de 2021 poderão vir a ter um
impacto significativo nas demonstrações financeiras consolidadas do Grupo, conforme divulgado na Nota
1.1.5. Caso os preços do jet fuel fossem os constantes das curvas forward em 24 de março de 2022, e
tendo em conta a cobertura de preços entretanto realizada pelo Grupo (hedging) em 2022, o valor
orçamentado para a rubrica custos com combustíveis no ano de 2022 sofreria um agravamento de cerca
de 12,2%.
O Grupo está atualmente sujeito a alterações dos preços das licenças de emissão de CO2, as quais são
adquiridas todos os anos para cumprir com as normas da União Europeia. Durante 2021, os preços destas
licenças oscilaram entre os 31,53 Euros e os 88,87 Euros por licença.
Risco cambial
A exposição do Grupo a variações cambiais resulta da presença em diversos mercados geográficos
afetando diversas rubricas de custos relevantes e diversos ativos e passivos. Dentro dos diversos

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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021
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mercados onde o Grupo está presente, a exposição cambial é significativa em função da operação em
mais de 80 rotas, e ainda dada à posição de relevo que existe nas rotas entre a Europa, o continente
Americano e continente Africano, em termos de atividade de transporte aéreo.
O Grupo adquire uma parte significativa dos bens e serviços de terceiros em USD, assume um conjunto
de responsabilidades em USD (Nota 19) com contratos de locação, tem alguns ativos em BRL (contas a
receber) e 44% das suas receitas foram em 2021 geradas em moedas que não o Euro (essencialmente
USD e BRL).
A instabilidade económica vivida no ano em resultado da pandemia do COVID-19 resultou numa
volatilidade acrescida nos mercados cambiais, tendo-se verificado em 31 de dezembro de 2021 uma
valorização face a 31 de dezembro de 2020 do USD e do BRL, face ao Euro, de 7,7% e 1,0%,
respetivamente.
Apesar da presença geográfica diversa do Grupo, os riscos inerentes das flutuações cambiais e as
decisões de política cambial das autoridades monetárias, os mercados como o brasileiro, norte-americano
e angolano estão dentro da parte mais significativa em que as receitas são obtidas em moeda diferente do
Euro e por isso o Grupo fica sujeito às oscilações nos custos e proveitos obtidos nos referidos mercados.
Em termos de rédito de passagens, em 2021 o share da receita do Brasil desceu cerca de 1% face a 2020
e 6% face a 2019, reflexo do longo período em que este mercado esteve fechado para voos não essenciais.
Ainda no que refere ao mercado brasileiro, merecem destaque as seguintes situações, com potencial
impacto em tesouraria por via cambial, favorável ou desfavorável: a prática de vendas parceladas e os
acordos pontualmente estabelecidos com acquirers ou bancos para a antecipação de receitas angariadas.
A volatilidade que caracteriza a moeda brasileira tem consequências a nível da política tarifária, obrigando
a grande flexibilidade na gestão da capacidade e à rápida reação na gestão de rede e pricing, no sentido
de mitigar os efeitos da concorrência e manter taxas de ocupação satisfatórias.
O mercado norte-americano representava, no final de 2021, no conjunto de vendas de passagens, cerca
de 18,6% do total, sendo que esteve a maior parte do ano com restrições, reabrindo apenas em novembro
de 2021. As perspetivas continuam a ser de aposta no mercado norte-americano, dado que a expansão
no Atlântico Norte continua a ser um elemento da estratégia comercial e uma fonte de diversificação
relevante não só em termos económicos, mas também em termos cambiais.
Outro mercado com uma expressão cambial relevante nas receitas do Grupo é o mercado angolano,
embora apenas uma parcela das receitas deste mercado seja denominada em Kwanzas. No final do ano
de 2021, os ativos denominados em Kwanzas representavam cerca de 13% do total de caixa e seus
equivalentes denominados em moeda estrangeira.

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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021
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Os diversos custos em divisas do Grupo são responsáveis pelo desequilíbrio significativo na sua balança
cambial, sendo esta deficitária em relação ao dólar. Em termos genéricos, as rubricas de custos do Grupo
são, na sua grande maioria, dependentes do euro e do dólar, tendo as restantes divisas, à exceção do real
brasileiro, uma expressão reduzida. O dólar é a moeda de referência no sector da aviação e abrange inputs
tão importantes e diversos como combustível, locação de aeronaves, materiais e serviços de manutenção,
seguros de aviação, taxas de navegação e aeroportuárias em muitas das áreas geográficas em que o
Grupo opera. No caso concreto dos combustíveis, mesmo em contratos objeto de faturação e liquidação
em Euros, designadamente no mercado português, o cálculo dos valores a cobrar é indexado, e
estabelecido por referência, à cotação do dólar face ao euro, constituindo o gasto com combustível uma
exposição quase integral ao dólar, na qual se excetuam apenas determinadas taxas e comissões
comerciais.
Também no caso de locações e wet leases o mercado é denominado em dólares, desde as rendas
mensais, às reservas de manutenção e aos depósitos de garantia. A manutenção de aeronaves é outra
fonte de exposição ao dólar que nem sempre é repercutida no cliente final em termos de faturação nessa
divisa. Os diversos materiais incorporados na frota do Grupo são também, maioritariamente, adquiridos
em dólares. A nível estritamente financeiro, dado que alguns empréstimos do Grupo são denominados em
dólares, também os respetivos juros e reembolsos de capital representam responsabilidades e exposição
adicional à divisa norte-americana. No final de 2021, cerca de 28% da dívida financeira remunerada do
Grupo estava denominada em dólares, contra 13% no final de 2020.
A exposição ao dólar tem também uma dimensão de longo prazo resultante das responsabilidades
assumidas com a compra de aeronaves no quadro atual de investimentos contratualizados com a Airbus
(Nota 36). A encomenda de aeronaves firmada com este fabricante, a serem entregues ao longo dos
próximos anos, traduz-se numa exposição ao dólar, a médio e longo prazo, de um valor muito significativo,
mas significa, ainda, no curto prazo, um esforço de investimento anual de montantes elevados, em dólares,
a título de adiantamentos pagos ao fabricante.
A exposição do Grupo ao risco de taxa de câmbio, a 31 de dezembro de 2021 e 2020, com base nos
valores da posição financeira, dos ativos e passivos financeiros do Grupo, em divisas, convertidos para
Euros aos câmbios em vigor à data de relato, apresenta-se como segue:

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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021
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No exercício de 2021 foram registadas perdas cambiais líquidas de 175,5 milhões de Euros (Nota 33), que
respeitam na sua maior parte ao impacto da valorização do USD nos passivos registados, das quais 147,1
milhões de Euros dizem respeito aos passivos de locação sem opção de compra
A volatilidade dos mercados cambiais poderá afetar de forma relevante a mensuração dos ativos e
passivos do Grupo e impactar significativamente os montantes de recebimentos e pagamentos em moeda
estrangeira.
Em 31 de dezembro de 2021, uma variação (positiva ou negativa) de 10%, de todas as taxas de câmbio
com referência ao Euro, resultaria num impacto nos resultados do exercício de, aproximadamente, 205
milhões de Euros (2020: 197 milhões de Euros).
Risco de taxa de juro
No que se refere à reforma das taxas de juro de referência, uma vez que os instrumentos financeiros
detidos pelo Grupo estão expostos apenas à Euribor, e como esta taxa de juro de referência foi
reestruturada em 2019 para se equiparar a uma taxa de juro sem risco, não se prevendo a sua substituição
nos próximos exercícios, não existem impactos a considerar na mensuração e classificação dos
instrumentos financeiros.
USD BRL AOA OUTRAS TOTAL
ATIVOS
Caixa e equivalentes de caixa (Nota 14) 12 138 715 8 324 217 5 667 594 18 321 863 44 452 389
Outros ativos financeiros (Nota 8) 455 915 - - - 455 915
Contas a receber - clientes (Nota 10) 42 523 333 79 542 547 649 558 16 781 422 139 496 860
Contas a receber - outros (Nota 10) 160 121 476 (24 099) 28 797 9 753 015 169 879 189
215 239 439 87 842 665 6 345 949 44 856 300 354 284 353
PASSIVOS
Passivos remunerados (Nota 19) 410 954 442 - - (673 762) 410 280 680
Passivos com obrigações contratuais (Nota 19) 1 923 733 085 - - - 1 923 733 085
Contas a pagar - fornecedores (Nota 20) 27 370 102 (979 042) 2 006 495 6 062 966 34 460 521
Contas a pagar - outros (Nota 20) 23 735 166 3 020 147 1 182 393 3 358 215 31 295 921
2 385 792 795 2 041 105 3 188 888 8 747 419 2 399 770 207
2021
USD BRL AOA OUTRAS TOTAL
ATIVOS
Caixa e equivalentes de caixa (Nota 14) 13.750.540 35.543.376 9.515.709 13.354.096 72.163.721
Outros ativos financeiros (Nota 8) 455.915 - - - 455.915
Contas a receber - clientes (Nota 10) 52.148.136 28.154.332 511.605 14.467.851 95.281.924
Contas a receber - outros (Nota 10) 138.881.465 1.535.727 32.081 6.815.546 147.264.819
205.236.056 65.233.435 10.059.395 34.637.493 315.166.379
PASSIVOS
Passivos remunerados (Nota 19) 336.389.636 - - (664.299) 335.725.337
Passivos com obrigações contratuais (Nota 19) 1.894.535.964 - - - 1.894.535.964
Contas a pagar - fornecedores (Nota 20) 5.674.436 1.071.506 10.811 4.085.184 10.841.937
Contas a pagar - outros (Nota 20) 35.280.243 1.760.161 1.547.152 2.928.116 41.515.672
2.271.880.279 2.831.667 1.557.963 6.349.001 2.282.618.910
2020

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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021
64
O Grupo manteve ao longo do ano de 2021 o auxílio do Estado Português de 1,2 mil milhões de Euros, o
qual foi convertido em capital em 30 de dezembro de 2021. Devido à extinção deste financiamento
remunerado a uma taxa variável, o montante de financiamento a taxa fixa no conjunto da dívida do Grupo
sofreu um aumento de cerca de 41% no final de 2020 para 78% no final de 2021. A generalidade dos
financiamentos, a taxa variável, vencem juros à Euribor, acrescida da margem contratual e, tendo este
indexante registado valores negativos para todos os prazos ao longo de 2021, o valor aplicado nas
respetivas operações foi de zero, de acordo com o floor imposto pelas entidades financiadoras. Na prática,
todos os créditos em Euros a taxa variável tiveram como custo apenas a margem contratual.
O Grupo realizou em anos anteriores a 2021, três emissões de obrigações a taxas fixas havendo por isso
uma parte muito significativa da sua divida que não está sujeita a variações da taxa de juro. Ainda assim,
e mesmo relativamente à divida com taxa variável, o risco não se tem materializado de forma significativa,
nos anos recentes dado o prolongado período de taxas de juro negativas, que se tem verificado na zona
Euro. Os impactos futuros de uma subida do nível geral das taxas de juro serão relevantes para o Grupo,
não apenas no referente à dívida existente, mas também no que se refere a valores de dívida a contratar
no futuro em resultado dos investimentos programados na frota. As taxas de juro são, ainda, um fator de
agravamento de custo nas locações, transações em que, por norma, o nível de taxas de juro de longo
prazo é repercutido na renda da aeronave.
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020, os passivos financeiros sujeitos ao risco de variação de taxa de juro
resumem-se do seguinte modo:
De salientar que a divulgação dos passivos financeiros negociados a taxas de juro fixas só são
apresentados nos quadros acima para efeitos de reconciliação com as demonstrações financeiras, uma
vez que não estão sujeitas a alteração.
< 1 ano 1 - 2 anos 3 - 5 anos 6 - 10 anos > 10 anos Total
Taxa variável
Passivos remunerados
21.902.234 43.043.678 130.469.194 43.744.749 - 239.159.855
Locações com opção de compra 14.127.714 14.264.771 54.980.395 - - 83.372.880
36.029.948 57.308.449 185.449.589 43.744.749 - 322.532.735
Taxa fixa
Passivos remunerados
119.554.672 201.099.958 377.379.667 - - 698.034.297
Locações com opção de compra 40.627.205 40.568.974 126.613.628 248.687.827 3.805.888 460.303.522
160.181.877 241.668.932 503.993.295 248.687.827 3.805.888 1.158.337.819
Total 196.211.825 298.977.381 689.442.884 292.432.576 3.805.888 1.480.870.554
% taxa fixa 82% 81% 73% 85% 100% 78%
2021
< 1 ano 1 - 2 anos 3 - 5 anos 6 - 10 anos > 10 anos Total
Taxa variável
Passivos remunerados 1.237.164.486 46.248.453 122.351.017 42.242.333 - 1.448.006.289
Locações com opção de compra 12.848.064 17.243.012 54.639.814 - - 84.730.890
1.250.012.550 63.491.465 176.990.831 42.242.333 - 1.532.737.179
Taxa fixa
Passivos remunerados 318.621.109 7.456.122 376.717.666 1.008.069 - 703.802.966
Locações com opção de compra 28.495.246 28.375.361 94.290.536 161.820.760 40.866.197 353.848.100
347.116.355 35.831.483 471.008.202 162.828.829 40.866.197 1.057.651.066
Total 1.597.128.905 99.322.948 647.999.033 205.071.162 40.866.197 2.590.388.245
% taxa fixa 22% 36% 73% 79% 100% 41%
2020

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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021
65
O Grupo utiliza a técnica da análise de sensibilidade que mede as alterações estimadas nos resultados,
de um aumento ou diminuição imediata das taxas de juro de mercado, com todas as outras variáveis
constantes. Esta análise é apenas para fins ilustrativos, já que na prática as taxas de mercado raramente
se alteram isoladamente.
A análise de sensibilidade é baseada nos seguintes pressupostos:
Alterações nas taxas de juro de mercado afetam os rendimentos ou despesas de juros de
instrumentos financeiros variáveis;
Alterações nas taxas de juro de mercado apenas afetam os rendimentos ou despesas de juros, em
relação a instrumentos financeiros com taxas de juro fixas, se estes estiverem reconhecidos ao justo
valor.
Sob estas premissas e considerando igualmente: (i) pressupostos teóricos de taxa de juro e de taxa de
câmbio EUR/USD e (ii) que o ritmo de amortização intra-anual é linear para efeito de cálculo dos juros
futuros (pressuposto simplificador), um aumento ou diminuição de 0,5% nas taxas de juro de mercado,
para todas as moedas em que o Grupo tem empréstimos com taxa variável, a 31 de dezembro de 2021,
resultaria numa diminuição ou aumento do montante dos juros vincendos de, aproximadamente, 5,5
milhões de Euros (2020: 8 milhões de Euros).
Em novembro de 2019, a TAP S.A. obteve um rating de crédito pela primeira vez junto de duas agências
de crédito internacionais, tendo-lhe sido atribuído um rating BB- (preliminar, Outlook estável) pela Standard
& Poor’s e um rating B2 (Outlook estável) pela Moody’s Investors Service. Em 2020, em resultado da
pandemia, e à semelhança da maioria das empresas do setor, a TAP viu os seus ratings de crédito alterado
para B- (Outlook negativo) e Caa2 (Outlook negativo), respetivamente. Decorrente da aprovação do Plano
de Restruturação pela Comissão Europeia, atualmente estes ratings estão em revisão com perspetiva de
upgrade.
Na Nota 19 encontra-se apresentado o detalhe da dívida remunerada.
Risco de liquidez
O risco de liquidez do Grupo é, uma confluência de fatores que resultam da exploração, do financiamento
existente e respetivo serviço da dívida, das condições de negociação de novas operações, de perdas ou
ganhos cambiais e de atividades de investimento, quando significativas. O Grupo tem que assegurar
anualmente um serviço da dívida que, embora devidamente planeado e distribuído no tempo, tem peso na
tesouraria e tem que ser regularmente avaliado face aos desenvolvimentos ocorridos no exercício.
Eventuais disfuncionalidades verificadas nos mercados financeiros, como as que ocorreram aquando da
crise das dívidas soberanas, ou choques de mercado a nível de gastos ou rendimentos correntes como os

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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021
66
que decorrem da pandemia de COVID-19, condicionam, com maior ou menor intensidade, a tesouraria, a
liquidez, o equilíbrio económico-financeiro e a prosperidade do Grupo.
Na sequência dos auxílios de Estado e compensações por danos COVID-19 aprovadas e consequentes
injeções de capital realizadas durante os anos de 2020 e 2021, o Grupo conseguiu níveis de liquidez
adequadas ao longo do ano de 2021, terminando o ano de 2021 com o maior valor de caixa de sempre, o
qual é caracterizado como representando um nível de liquidez bastante confortável. Com efeito, a Empresa
realizou ao longo de 2021 dois aumentos de capital: em maio de 2021 com a injeção de 462 milhões de
Euros e em dezembro de 2021 no valor de 536 milhões de Euros.
Consequentemente, a posição de caixa do Grupo, em 31 de dezembro de 2021, revela um acréscimo face
ao final de 2020, passando de 518,8 milhões de Euros para 812,6 milhões de Euros no final de 2021. Esta
posição de liquidez reflete o recebimento da última injeção de capital realizada em 30 de dezembro de
2021.
Importa ainda salientar que a gestão de tesouraria da TAP S.A. encontra-se a ser efetuada de uma forma
prudente desde o início da pandemia de COVID-19, através de um acompanhamento rigoroso à posição
de caixa a cada momento e sua estimativa para os meses seguintes conforme detalhadamente divulgado
na Nota 1.1.5.
No quadro abaixo, englobando capital e juros, assumiram-se pressupostos teóricos relativos a taxas de
juro de mercado e câmbio EUR/USD. Os valores de passivo expressam os valores a pagar nos prazos
indicados, incluindo a estimativa de todos os fluxos de caixa contratuais com amortização e juros, não
descontados, até ao final da vida dos empréstimos. Considerou-se um pressuposto simplificador de ritmo
de amortização intra-anual linear para efeito de cálculo dos juros futuros:
< 1 ano 1 - 2 anos 3 - 5 anos 6 - 10 anos > 10 anos Total
Outras contas a pagar 406.153.856 - - - - 406.153.856
Passivos remunerados 193.076.356 282.317.389 536.277.645 48.549.712 - 1.060.221.102
Locações com opção de compra 79.908.660 79.027.985 236.247.420 281.608.135 3.880.779 680.672.979
Locações sem opção de compra 435.572.934 325.595.955 633.116.824 647.442.684 76.809.930 2.118.538.327
Total 708.557.950 686.941.329 1.405.641.889 977.600.531 80.690.709 3.859.432.408
2021
< 1 ano 1 - 2 anos 3 - 5 anos 6 - 10 anos > 10 anos Total
Outras contas a pagar 386.515.799 - - - - 386.515.799
Passivos remunerados 1.621.706.558 86.897.951 548.966.264 47.286.307 - 2.304.857.080
Locações com opção de compra 59.329.117 63.310.005 188.014.065 190.345.928 41.984.294 542.983.409
Locações sem opção de compra 427.266.305 309.723.157 572.547.652 602.619.452 126.483.786 2.038.640.352
Total 2.108.301.980 459.931.113 1.309.527.981 840.251.687 168.468.080 4.886.480.841
2020

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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021
67
Risco de crédito
O quadro seguinte apresenta elementos relativos aos ativos do Grupo a 31 de dezembro de 2021 e 2020,
bem como saldos de contas a receber, que refletem o risco máximo de crédito nessas mesmas datas:
O Grupo aplica a abordagem simplificada prevista na IFRS 9 para mensurar as perdas de crédito
esperadas, a qual utiliza uma expectativa de perdas esperadas para todas as contas a receber. Para medir
as perdas de crédito esperadas, as contas a receber foram agrupadas com base nas características de
risco de crédito comuns e no vencimento. As taxas de perdas esperadas baseiam-se nos perfis de
pagamento das vendas e serviços prestados ao longo de um período de 36 meses antes de 31 de
dezembro de 2021 e das perdas de crédito históricas correspondentes verificadas durante este período.
Decorrente da análise realizada, e atendendo ao facto de parte substancial das receitas do Grupo ser
recebida antecipadamente, a taxa de perda de crédito esperada é muito reduzida e, consequentemente,
os impactos decorrentes imateriais.
Do valor total de contas a receber de clientes, os saldos das companhias de aviação e de agências de
viagens, conforme identificado na Nota 10, são regularizados, principalmente, através dos sistemas IATA
Billing and Settement Plan (“BSP”) e IATA Clearing House (“ICH”), o que minimiza, substancialmente, o
risco de crédito do Grupo.
No que respeita aos saldos a receber de entidades relacionadas, a imparidade de crédito é avaliada
atendendo aos seguintes critérios: i) se o saldo a receber é imediatamente exigível (“on demand”); ii) se o
saldo a receber tem baixo risco; ou iii) se tem um prazo inferior a 12 meses. Nos casos em que o valor a
receber é imediatamente exigível e a entidade relacionada tem capacidade de pagar, a probabilidade de
incumprimento é próxima de 0% e por isso a imparidade é considerada igual a zero. Nos casos em que o
saldo a receber não seja imediatamente exigível é avaliado qual o risco de crédito da entidade relacionada,
e se este for “baixo” ou se o prazo for inferior a 12 meses, então o Grupo apenas avalia a probabilidade
de ocorrer um incumprimento para os fluxos de caixa que se vencem nos próximos 12 meses.
Depois de desenvolvida esta análise, em 2021 registou-se uma imparidade para valores a receber de
entidades relacionadas no valor de 902 milhões de Euros (ver Nota 1.1.3), a qual diz respeito
essencialmente ao saldo a receber da TAP SGPS no valor de 884,7 milhões de Euros (ver Nota 38).
2021 2020
Ativos não correntes
Outros ativos financeiros (Nota 8) 488.725 488.730
Outras contas a receber (Nota 10) 112.077.476 92.173.501
Ativos correntes
Caixa e equivalentes de caixa (Nota 14) 812.578.316 518.756.607
Outras contas a receber (Nota 10) 347.681.592 1.115.559.061
1.272.826.109 1.726.977.899

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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021
68
Para todas as outras situações e naturezas de saldos a receber, o Grupo aplica a abordagem geral do
modelo de imparidade.
No desenvolvimento da sua atividade, o Grupo realizou predelivery payments à Airbus com vista à
aquisição de novas aeronaves e celebrou contratos de locação sem opção de compra para a aquisição de
aeronaves, nos quais paga aos lessors reservas de manutenção e cauções. Na análise das perdas de
crédito destes montantes, o Grupo considera a situação financeira das contrapartes, bem como todas as
transações que tem em curso com as mesmas.
Além da gestão financeira, no curto e longo prazo, e da gestão de tesouraria, também no âmbito da gestão
do ativo corrente foi sendo dado um acompanhamento rigoroso à monitorização das posições de clientes
e à repercussão dos efeitos da crise económica na qualidade creditícia destes, tendo sido possível limitar
o agravamento, por exemplo, dos ajustamentos a um valor pouco significativo para a dimensão da
atividade.
Gestão de capital
Em termos gerais, o objetivo do Grupo em relação à gestão de capital, que é um conceito mais amplo do
que o capital revelado na face da demonstração consolidada da posição financeira, é manter uma estrutura
de capital equilibrada, sendo que a contratação de dívida é analisada periodicamente através da
ponderação de fatores como o custo do financiamento, perfil de maturidade do financiamento e da dívida
existente e as necessidades de tesouraria.
Em resultado da pandemia COVID-19, a gestão de capital foi significativamente alterada, passando a
depender em larga maioria do Auxílio de Estado obtido. As alterações ao nível das rubricas de capital
próprio realizadas em 30 de dezembro de 2021 tiveram como objetivo fortalecer a estrutura de capital.
Relativamente ao passivo remunerado, corrente e não corrente, verificou-se, uma diminuição de cerca de
54% face a 2020, dado que o empréstimo de 1,2 mil milhões de Euros obtido junto do Estado Português
(acrescido de juros) foi convertido em capital em 30 de dezembro de 2021.
A dívida do Grupo tem uma medida contabilística rigorosa, que pode ser analisada e medida de forma
mais abrangente e substancial, englobando agregados cujo comportamento é, nalguns aspetos, similar a
financiamentos. Trata-se do caso das locações, especialmente de aeronaves, fruto da IFRS 16. O
incremento do conjunto de encargos com aeronaves em locação sem opção de compra corresponde a um
aumento de responsabilidades futuras significativas, na medida em que se tratam de contratos de médio
e longo prazo, que se assemelham ao pagamento faseado de dívida, embora sem risco de valor residual
do bem no termo da respetiva locação. Para além da renovação de frota, em regime de locação, será
relevante para a gestão de risco, e em termos de retorno do capital investido, o aumento futuro de dívida
que venha a ocorrer, nos próximos anos, sob a forma de financiamento, ou sob a forma de locação.

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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021 69
4 Ativos fixos tangíveis
Durante os períodos findos em 31 de dezembro de 2021 e 2020, o movimento ocorrido na rubrica Ativos fixos tangíveis, bem como nas respetivas
depreciações acumuladas e perdas de imparidade, foi como segue:
Terrenos e recursos
naturais
Edifícios e outras
construções
Equipamento básico
Equipamento de
transporte
Ferramentas e
utensílios
Equipamento
administrativo
Outros ativos fixos
tangíveis
Outros ativos
em curso
Adiantamentos por
conta de ativos fixos
tangíveis
Direito de uso de
ativos Total
Custo de aquisição
Saldo em 1 de janeiro de 2020 41.125.597 156.024.418 1.073.552.123 2.270.501 27.912.533 66.751.616 12.726.109 40.017.604 75.228.289 2.741.459.859 4.237.068.649
Aquisições - 1.047.094 251.526.999 2.417 2.156.009 666.949 171.766 8.547.154 8.617.354 379.960.050 652.695.792
Alienações - - (483.759) (18.678) (35.796) (20.106) - - - - (558.339)
Regularizações, transferências e abates - -
18.707.919 - (11.940) (14.588.333) (5.437) (26.421.566) (22.202.182)
(144.712.404) (189.233.943)
Saldo em 31 de dezembro de 2020 41.125.597 157.071.512 1.343.303.282 2.254.240 30.020.806 52.810.126 12.892.438 22.143.192 61.643.461 2.976.707.505 4.699.972.159
Aquisições - 297.441 134.325.415 42.331 640.009 232.638
326.938 2.931.175
45.007.563 214.526.311 398.329.821
Alienações - - (289.924.589) (66.250) (563.517) (215.005)
(211.729)
- - - (290.981.090)
Regularizações, transferências e abates - 2.571.257
(8.790.432) (16.316) (70.266) (132.939) (25.369) (5.655.242) (1.074)
122.806.281 110.685.900
Saldo em 31 de dezembro de 2021 41.125.597 159.940.210 1.178.913.676 2.214.005 30.027.032 52.694.820 12.982.278 19.419.125 106.649.950 3.314.040.097 4.918.006.790
Deprec. acumuladas e perdas por imparidade
Saldo em 1 de janeiro de 2020 - 84.197.625 668.354.417 2.146.265 17.476.756 63.574.525 11.221.869
--
363.768.624 1.210.740.081
Depreciações (Nota 32) - 5.522.652 74.527.228 45.302 796.512 1.330.473 282.060 -
-
486.658.675 569.162.902
Perdas por imparidade (Nota 32) - - 2.723.947 - - - - -
-
- 2.723.947
Alienações - -
(155.015) (18.678) (22.731) (20.106)
--
- -
(216.530)
Regularizações, transferências e abates - -
(11.980.438) - (5.655) (14.705.298) (5.437)
-
- -
(26.696.828)
Saldo em 31 de dezembro de 2020 - 89.720.277 733.470.139 2.172.889 18.244.882 50.179.594 11.498.492
--
850.427.299 1.755.713.572
Depreciações (Nota 32) - 5.610.824 58.290.362 64.074 803.052 728.589 264.293
- -
401.666.532 467.427.726,00
Perdas por imparidade (Nota 32) - -
5.686.331
- 1.623.663 - -
- 3.271.940 -
10.581.934
Alienações - -
(255.433.287) (64.507) (501.464) (71.034) (28.732) - - -
(256.099.024)
Regularizações, transferências e abates - -
(11.175.808) (16.316) (61.934) (134.103) (25.367) - (3.271.940) -
(14.685.468)
Saldo em 31 de dezembro de 2021
-
95.331.101 530.837.737 2.156.140 20.108.199 50.703.046 11.708.686
- -
1.252.093.831 1.962.938.740
Valor líquido a 31 de deze mbro 2020 41.125.597 67.351.235 609.833.143 81.351 11.775.924 2.630.532 1.393.946 22.143.192 61.643.461 2.126.280.206 2.944.258.588
Valor líquido a 31 de deze mbro 2021 41.125.597 64.609.109 648.075.939 57.865 9.918.833 1.991.774 1.273.592 19.419.125 106.649.950 2.061.946.266 2.955.068.050

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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021 70
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020 a rubrica Direito de uso tinha a seguinte composição:
Os terrenos e os edifícios e outras construções, da sede, foram transferidos para a propriedade do Grupo
ao abrigo do Decreto-Lei nº 351/89 de 13 de outubro.
Para garantia do pagamento dos montantes devidos ao abrigo de um contrato de mútuo, com instituição
nacional, no montante de 75 milhões de Euros, foi constituída uma hipoteca sobre um prédio urbano da
TAP S.A., composto por vinte e nove edifícios para escritório, oficinas de material de construção e outros,
sito no Aeroporto de Lisboa. Adicionalmente em fevereiro de 2020 foi efetuada uma segunda hipoteca
relativa a um financiamento no montante de 25 milhões de Euros. Em 31 de dezembro de 2021, o montante
relativo aos dois contratos mútuos ascendia a aproximadamente 92,5 milhões de Euros.
Os principais movimentos ocorridos durante o exercício findo a 31 de dezembro de 2021 detalham-se
conforme segue:
As adições de equipamento básico no montante de 134.325 milhares de Euros respeitam,
maioritariamente, a: (i) aquisição de duas aeronaves no montante de cerca de 117.715 milhares de
Euros, (ii) capitalização de despesas de manutenção estrutural aeronaves no valor de 7.807 milhares
de Euros e (iii) aquisição de equipamento de assistência a avião no valor de 6.486 milhares de Euros
(maioritariamente, estes equipamentos fazem parte de um contrato celebrado com a SPdH – Serviços
Portugueses de Handling, S.A. para aquisição de ativos no montante total de 6.970 milhares de Euros
e posterior aluguer à SPdH);
As alienações de equipamento básico no valor líquido de 34.491 milhares de Euros, respeita
essencialmente; à venda de oito aeronaves (seis A319 e duas A320), as quais geraram um ganho no
valor de 11.477 milhares de Euros e à venda à SPdH dos equipamentos adquiridos à própria SPdH no
próprio ano, os quais geraram um ganho de 794 milhares de Euros (Nota 25);
Edifícios e outras
construções
Leasing de Aviões
e Reatores
ACMI
Redelivery e
Manutenção
Equipamento de
transporte
Total
Ativo Bruto
Saldo em 1 de janeiro de 2020
1.832.381 2.167.304.777 431.433.720 139.996.692 892.289 2.741.459.859
Adições - 163.245.404 - 216.714.646 -
379.960.050
Regularizações, transferências e abates - (108.680.447) (15.808.032) (20.106.992) (116.933)
(144.712.404)
Saldo em 31 de dezembro de 2020
1.832.381 2.221.869.734 415.625.688 336.604.346 775.356 2.976.707.505
Adições - 85.812.604 - 128.713.707 -
214.526.311
Regularizações, transferências e abates - 3.623.020 136.997.556 (17.814.295) -
122.806.281
Saldo em 31 de dezembro de 2021
1.832.381 2.311.305.358 552.623.244 447.503.758 775.356 3.314.040.097
Depreciações Acumuladas
Saldo em 1 de janeiro de 2020
714.284 158.617.558 157.002.413 47.179.531 254.838 363.768.624
Depreciações (Nota 32) 710.226 246.393.959 108.526.010 130.750.527 277.953
486.658.675
Saldo em 31 de dezembro de 2020 1.424.510 405.011.517 265.528.423 177.930.058 532.791 850.427.299
Depreciações (Nota 32) 407.871 213.446.051 95.952.226 91.663.364 197.020
401.666.532
Saldo em 31 de dezembro de 2021 1.832.381 618.457.568 361.480.649 269.593.422 729.811 1.252.093.831
Valor líquido a 31 de dezembro de 2020 407.871 1.816.858.217 150.097.265 158.674.288 242.565 2.126.280.206
Valor líquido a 31 de dezembro de 2021 - 1.692.847.790 191.142.595 177.910.336 45.545 2.061.946.266

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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021 71
As adições da rubrica Direito de uso incluem, essencialmente: (i) seis novos contratos de locação sem
opção de compra (3 contratos de aeronaves e 3 contratos de reatores) no montante de 77.115 milhares
de Euros; (ii) aumento de gastos com grandes manutenções capitalizados no montante de 52.942
milhares de Euros, (iii) aumento da provisão de redelivery e capitalização de gastos com reservas de
manutenção não recuperáveis no montante de 75.772 milhares de Euros;
Adicionalmente as regularizações, transferências e abates na rubrica Direito de uso incluem,
essencialmente o aumento resultante de renegociações de contratos com lessor no montante de,
aproximadamente, 141.524 milhares de Euros e da revisão da provisão de redelivery procedeu-se a
uma redução no montante de 17.814 milhares de Euros;
As adições de outros ativos em curso no montante de 2.931 milhares Euros respeitam essencialmente
a gastos com grandes manutenções em curso, no montante de 2.780 milhares de Euros;
As adições de adiantamentos no montante de 45.008 milhares de Euros respeitam essencialmente a
pre-delivery payments;
As perdas de imparidade registadas incluem o montante de 6.016 milhares de Euros respeitante a
sobressalentes e ferramentas que se encontram obsoletas.
Os principais movimentos ocorridos durante o exercício findo a 31 de dezembro de 2020 são conforme
segue:
As adições de equipamento básico no montante de 251.527 milhares de Euros respeitam,
maioritariamente, a: (i) aquisição de duas aeronaves no montante de cerca de 200.789 milhares de
Euros, (ii) aquisição de dois reatores em regime de locação com opção de compra no valor de 27.472
milhares de Euros, e (iii) capitalização de despesas de manutenção estrutural aeronaves no valor de
9.875 milhares de Euros;
As alienações de equipamento básico no valor líquido de 329 milhares de Euros, respeita
essencialmente à venda de APU’s (A340) e de sobresselentes, as quais geraram um ganho no valor
de 28 milhares Euros;
Em 31 de dezembro de 2020 as adições da rubrica Direito de uso incluem, essencialmente: (i) cinco
novos contratos de locação sem opção de compra no montante de 159.317 milhares de Euros; (ii)
aumento de gastos com grandes manutenções capitalizados no montante de 57.430 milhares de Euros,
(iii) aumento da provisão de redelivery no montante de 106.098 milhares de Euros e (iv) aumento pela
capitalização de gastos com reservas de manutenção não recuperáveis no montante de 48.120
milhares de Euros;
Adicionalmente as regularizações, transferências e abates na rubrica Direito de uso incluem,
essencialmente: (i) redução resultante de renegociações de contratos com lessor no montante de,

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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021 72
aproximadamente, 100.622 milhares de Euros e (ii) decorrente da revisão da provisão de redelivery
procedeu-se a uma redução no montante de 36.653 milhares de Euros;
As adições de outros ativos em curso no montante de 8.547 milhares Euros respeitam, essencialmente:
(i) a um simulador de voo A330 no montante de 5.888 milhares de Euros, (ii) a gastos com grandes
manutenções em curso no montante de 1.491 milhares de Euros, e (iii) a remodelações de edifícios no
montante de 922 milhares de Euros;
A diminuição nas transferência e abates de outros ativos em curso inclui o montante de 26.750 milhares
de Euros transferidos na incorporação de duas aeronaves;
As adições de adiantamentos no montante de 8.617 milhares de Euros respeitam, essencialmente a
pre-delivery payments.
As depreciações dos ativos fixos tangíveis estão reconhecidas na rubrica Depreciações, amortizações e
perdas por imparidade da demonstração consolidada dos resultados pela sua totalidade (Nota 32).
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020 a rubrica Equipamento básico tinha a seguinte composição:
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020 a frota aérea, do Grupo, decompõe-se da seguinte forma:
A frota da TAP sofreu um ajustamento significativo ao longo de 2021 em resultado da implementação das
medidas embutidas no Plano de Reestruturação.
Valor bruto
Depreciações e
imparidades
acumuladas
Valor líquido Valor bruto
Depreciações e
imparidades
acumuladas
Valor líquido
Equipamento de voo
Frota aérea
88.158.127 (48.650.858)
39.507.269
322.921.384 (260.195.337)
62.726.047
Reatores de reserva
2.969.113 (2.319.949)
649.164
4.000.254 (2.699.214)
1.301.040
Sobressalentes
104.330.465 (68.628.122)
35.702.343
122.417.735 (78.486.005)
43.931.730
195.457.705 (119.598.929) 75.858.776 449.339.373 (341.380.556) 107.958.817
Equipamento de voo - em regime de
Locação com opção de compra
Frota aérea
783.983.286 (322.947.180)
461.036.106
693.681.606 (309.632.064)
384.049.542
Reatores de reserva
109.059.662 (17.194.713)
91.864.949
109.059.662 (12.040.881)
97.018.781
893.042.948 (340.141.893) 552.901.055 802.741.268 (321.672.945) 481.068.323
Máquinas e aparelhagem diversa 90.413.023 (71.096.915) 19.316.108 91.222.641 (70.416.638) 20.806.003
1.178.913.676 (530.837.737) 648.075.939 1.343.303.282 (733.470.139) 609.833.143
2021 2020
Propriedade
TAP
Passivo Locação
com opção de
com pra
Passivo Locação
sem opção de
com pra
ACMI Total
Propriedade
TAP
Passivo Locação
com opção de
compra
Passivo Locação
sem opção de
com pra
ACMI Total
Airbus A330
--
3 -
3
-
- 7 -
7
Airbus A330 NEO
-
3 16 -
19
-
3 16 -
19
Airbus A319
-
3 4 -
7
6
3 5 -
14
Airbus A320
-
3 12 -
15
2
3 13 -
18
Airbus A320 NEO
-
- 11 -
11
--
8 -
8
Airbus A321
-
2 1 -
3
-
2 1 -
3
Airbus A321 NEO
-
- 10 -
10
--
10 -
10
Airbus A321 NEO LR
-
2 6
-
8
--
6 -
6
Embraer 190
-- -9
9
---9
9
Embraer 195
-- -4
4
---4
4
ATR 72 - - - 8
8
---
8
8
- 13 63 21 97 8 11 66 21 106
2021 2020

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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021 73
Consequentemente, a TAP terminou o ano de 2021 com uma frota de 97 aviões (3 em processo de phase-
out), um decréscimo líquido de 9 aviões quando comparado com o final do ano de 2020, em que o Grupo
apresentava uma frota 106 aviões (10 em processo de phase-out). Para além dos 97 aviões, existe uma
aeronave cujo contrato sem opção de compra já terminou, mas a aeronave mantém-se com um contrato
de parqueamento.
No decurso de 2021, entraram em operação 5 aviões de nova geração Airbus (3 A320neo e 2 A321neo
LR) e saíram de operação 14 aviões (7 A319, 3 A320, e 4 A330).
Deste modo, da frota de 94 aviões em operação no final de 2021, 92 aviões encontravam-se disponíveis
para a operação comercial de passageiros e 2 estavam alocados exclusivamente à operação de carga.
No final de 2021, 66% da frota operacional de médio e longo curso era composta por aviões da família
NEO (comparando com 57% a 31 de dezembro de 2020).
Imparidade
No exercício findo em 31 de dezembro de 2021, decorrente dos indícios de imparidade existentes nos
ativos não correntes referentes ao transporte aéreo, em resultado da redução de atividade decorrente da
pandemia COVID-19, foi realizada uma análise de imparidade aos respetivos ativos.
Para este efeito, o valor recuperável dos referidos ativos foi apurado em modelos de fluxos de caixa
descontados para o período subsequente de 5 anos de 2022-2026, tendo por base as projeções embutidas
no Plano de Reestruturação Aprovado e utilizando uma taxa de desconto alinhada com o risco inerente ao
negócio à data de 31 de dezembro de 2021.
É entendimento do Conselho de Administração que a melhor estimativa, à data de 31 de dezembro de
2021, encontra-se refletida nas projeções embutidas no teste de imparidade realizado.
Em 31 de dezembro de 2021, a TAP S.A. procedeu ao cálculo da quantia recuperável dos ativos do
transporte aéreo, essencialmente decorrentes da frota, no valor de 2.840 milhões de Euros, através da
determinação do valor de uso alocado à unidade geradora de caixa definida (Transporte Aéreo do Grupo),
de acordo com o método dos fluxos de caixa descontados, considerando no respetivo teste de imparidade
os impactos estimados, a esta data, respeitantes à pandemia COVID-19.

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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021 74
Os principais pressupostos utilizados, para efeitos do teste de imparidade foram os seguintes:
O Plano de Reestruturação Aprovado assentou em quatro eixos: (i) foco no core business, (ii) ajustamento
da capacidade (dimensionamento de frota e otimização de rede); (iii) otimização dos custos operacionais
(negociação de locações, revisão de custos com terceiros e ajuste dos custos laborais) e (iv) melhoria da
receita (pela otimização da rede, receitas de passageiros e outras receitas).
Quanto aos gastos com combustível, encontra-se estimado um aumento em 2022, seguindo de um
decréscimo progressivo, com o preço de 2026 alinhado com o de 2019 e uma estimativa de menor
consumo por Block hour devido ao phase-in de frota NEO, por ser mais eficiente.
Relativamente à procura de passageiros, foram utilizadas as projeções atualizadas de entidades de
referência do setor, nomeadamente as projeções da International Air Transport Association (IATA),
considerando a sua maior adequação à realidade operacional da TAP S.A., com um modelo de negócio
alicerçado em voos de conexão e operação de longo curso. Com estas projeções, e decorrente do efeito
da pandemia COVID-19, estima-se que os números da atividade de 2019 só sejam atingidos novamente
em 2025, encontrando estimado um crescimento gradual entre os anos de 2022 a 2026 conforme
expetativa do mercado. Ver Nota 1.
O Conselho de Administração, suportado no valor dos fluxos de caixa descontados considerados no Plano
de Reestruturação Aprovado, à taxa considerada aplicável, concluiu que, em 31 de dezembro de 2021, o
valor contabilístico dos ativos afetos à atividade do transporte aéreo, não excede o seu valor recuperável.
Uma alteração nos principais pressupostos utilizados no cálculo do valor recuperável teria os impactos
constantes dos quadros abaixo:
2021 2020
Taxa de desconto (WACC)* 8,4% 10,0%
CAGR da receita** 0,9% -0,4%
Crescimento da perpetuidade (g) 2,0% 2,0%
Taxa de imposto 29,5% 22,5%
* Taxa de desconto líquida de impostos
** Taxa de crescimento média do volume de negócios. Em 2020 considerado o período 2019-2025 e em 2021
considerado período 2019-2026
Cenário base
Aumento da WACC
em 0,5pp
Diminuição da g
em 0,5pp
Efeito conjunto
(WACC + g)
Taxa de desconto 8,4% 8,9% 8,4% 8,9%
Crescimento da perpetuidade 2,0% 2,0% 1,5% 1,5%
Conclusões da análise de sensibilidade Sem imparidade Sem imparidade Sem imparidade Sem imparidade

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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021 75
Tendo por base os pressupostos considerados no Plano de Reestruturação Aprovado, apresentam-se
adicionalmente as seguintes análises de sensibilidade:
Cenário 1 – Recuperação mais lenta da procura (de entre -4% a -9% de passageiros para os anos de 2022
a 2026), a qual se encontra estimada no Plano de Reestruturação Aprovado de forma mais conservadora
do que o baseline das projeções da IATA acima referidas;
Cenário 2 – Aumento do preço do jet fuel (+5% a +10%);
Cenário 3 – Evolução da yield/rentabilidade operacional (-2% a -5%);
Cenário 4 – Cenário mais pessimista, considerando a ocorrência das três variáveis com parâmetros mais
stressados, acima descritos.
Importa salientar que os cenários de sensibilidade, acima apresentados, não foram considerados pelo
Conselho de Administração como o cenário base no Plano de Reestruturação, dado que os pressupostos
em causa não se estimam como prováveis, tendo por base a estratégia operacional definida no Plano de
Reestruturação Aprovado, a evolução positiva da pandemia COVID-19 durante os primeiros meses de
2022, bem como as estimativas macroeconómicas de mercado conhecidas a esta data.
A incerteza resultante da Guerra na Ucrânia (Nota 41) não permite a determinação dos possíveis impactos
na atividade do Grupo nos próximos exercícios, considerando que o principal efeito à data de aprovação
das demonstrações financeiras poderá advir do preço do jet fuel, para o qual o Grupo se encontra a
negociar instrumentos financeiros derivados de cobertura de fixação do preço de uma parte do combustível
necessário para a sua operação semelhantes aos instrumentos derivados de cobertura que tem vindo a
contratar (Nota 3).
Cenário base
Cenário 1
(-% Passageiros)
Cenário 2
(+5% +10%
Combustível)
Cenário 3
(-2% -5% Yield)
Cenário 4
(Worst case
scenario)
Taxa de desconto 8,4% 8,4% 8,4% 8,4% 8,4%
Crescimento da perpetuidade 2,0% 2,0% 2,0% 2,0% 2,0%
Conclusões da análise de sensibilidade Sem imparidade Imparidade Sem imparidade Sem imparidade Imparidade

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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021 76
5 Propriedades de investimento
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020 os movimentos registados nas propriedades de investimento foram
como segue:
Em 31 de dezembro de 2021 foi registada uma variação de 72.074 Euros relativa à atualização do justo
valor da IMOPAR em Moçambique.
6 Ativos intangíveis
Os movimentos ocorridos na rubrica “Ativos intangíveis” durante os exercícios findos em 31 de dezembro
de 2021 e 2020 detalham-se conforme segue:
Os principais movimentos ocorridos durante o exercício findo a 31 de dezembro de 2021 são conforme se
segue:
O aumento na rubrica Programas de computador no montante de 7.707 milhares de Euros refere-se,
essencialmente, a contratos de licenciamento de software.
O aumento na rubrica Ativos em curso no montante de 2.592 milhares de Euros refere-se a vários
projetos de desenvolvimento e implementações em curso de software de apoio às áreas de operações,
vendas e manutenção.
2021 2020
Saldo inicial 1.543.825 2.148.564
Variação de justo valor (Nota 25) 72.074 (604.739)
Saldo final 1.615.899 1.543.825
Propriedade
industrial e outros
direitos
Programas de
computador
Ativos
em curso
Adiantamentos por
conta de ativos
intangíveis
Total
Custo de aquisição
Saldo em 1 de janeiro de 2020 11.951.704 37.559.887 3.709.913 1.491.662 54.713.166
Aquisições -
10.432.421 3.339.740 -
13.772.161
Regularizações, transferências e abates -
3.852.337 (3.852.337)
(1.491.662)
(1.491.662)
Saldo em 31 de dezembro de 2020 11.951.704 51.844.645 3.197.316 - 66.993.665
Aquisições -
7.706.964 2.592.312 -
10.299.276
Regularizações, transferências e abates -
1.683.875 (1.683.875)
-
Saldo em 31 de dezembro de 2021 11.951.704 61.235.484 4.105.753 - 77.292.941
Amort. acumuladas e perdas por imparidade
Saldo em 1 de janeiro de 2020 (11.951.704) (17.384.685) - - (29.336.389)
Amortizações e perdas por imparidade (Nota 32) - (12.785.212) - (12.785.212)
Saldo em 31 de dezembro de 2020 (11.951.704) (30.169.897) - - (42.121.601)
Amortizações e perdas por imparidade (Nota 32) - (11.695.551) - - (11.695.551)
Saldo em 31 de dezembro de 2021 (11.951.704) (41.865.448) - - (53.817.152)
Valor líquido a 31 de dezembro de 2020 - 21.674.748 3.197.316 - 24.872.065
Valor líquido a 31 de dezembro de 2021 - 19.370.036 4.105.753 - 23.475.789

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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021 77
7 Participações financeiras
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020 a rubrica inclui o montante respeitante à participação financeira de
20% detida pelo Grupo no capital da sociedade IC SAFIT Limited.
8 Outros ativos financeiros
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020 a rubrica de outros ativos financeiros tinha a seguinte composição:
O montante apresentado relativo a SITA Group Foundation refere-se, essencialmente, a 519.778
certificados (títulos de capital não cotados) daquela empresa, entidade fundada pela Société International
de Télécommunications Aéronautiques.
O movimento ocorrido nesta rubrica, durante os exercícios findos em 31 de dezembro de 2021 e 2020, foi
como segue:
A diminuição no exercício findo em 31 de dezembro de 2020 no valor de 4.880.346 Euros, refere-se às
“Obrigações do Tesouro de Angola” subscritas no valor de 1.737.479 mil Kwanzas, correspondendo à taxa
de câmbio original de 316.909 Kwanzas por dólar, cujo vencimento ocorreu a 18 de dezembro de 2020.
9 Ativos e passivos por impostos diferidos
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020 a taxa de imposto utilizada em Portugal, para o apuramento dos
impostos diferidos ativos relativos a prejuízos fiscais reportáveis foi de 21%. Para as restantes diferenças
temporárias a taxa utilizada em 2021 foi entre 21% e 29,5%, dependendo do ano estimado da sua
realização. Acrescenta-se que não foram registados ativos por impostos diferidos sobre: (i) parte da
Corrente
Não
corrente
Corrente
Não
corrente
Depósitos bancários na Guiné Bissau - 1.738.465 - 1.661.670
SITA Group Foundation - 455.915 - 455.915
Outros - 47.368 - 47.373
- 2.241.748 - 2.164.958
Imparidades de outros ativos financeiros - (1.753.023) - (1.676.228)
- 488.725 - 488.730
2021 2020
Corrente
Não
corrente
Corrente
Não
corrente
A 1 de janeiro
- 488.730 4.880.346 481.040
Aumentos - - - 7.690
Diminuições - (5) (4.880.346) -
A 31 de dezembro - 488.725 - 488.730
2021 2020

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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021 78
imparidade sobre a conta a receber da TAP SGPS no montante de 884,7 milhões de Euros para a qual foi
registado um imposto diferido no montante de 169,9 milhões de Euros (i) a provisão para fazer face à
reorganização o societária das subsidiárias do Grupo TAP SGPS no montante de 140,3 milhões de Euros
(Nota 31), (ii) a provisão para reestruturação registada em 2020 e ainda não utilizada no ano de 2021, no
montante de 28,4 milhões de Euros (Nota 30) e (iii) a provisão relativa a indemnizações a passageiros no
montante de 7,0 milhões de euros, por se considerar que os ativos por impostos diferidos apenas são
recuperáveis até ao limite líquido de passivos por impostos diferidos, considerando as projeções de
resultados fiscais futuros.
Os benefícios fiscais, por se tratar de deduções à coleta, são considerados a 100%, sendo que em alguns
casos, a sua integral aceitação encontra-se, ainda, dependente da aprovação das autoridades
concedentes de tais benefícios fiscais. Os impostos diferidos decorrentes de benefícios fiscais são
registados quando se encontram aprovados pelas autoridades concedentes de tais benefícios.

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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021 79
As principais diferenças temporárias entre os valores contabilísticos e tributáveis, em 31 de dezembro de
2021 e 2020, os correspondentes ativos e passivos por impostos diferidos e o respetivo efeito nos
resultados dos períodos findos em 31 de dezembro de 2021 e 2020, são como segue:
Prejuízos fiscais reportáveis
Nos termos da legislação, em vigor em Portugal, os prejuízos fiscais gerados em 2014 e 2015 são
reportáveis durante um período de doze anos, e os prejuízos fiscais gerados após 2017 são reportáveis
durante um período de cinco anos, após a sua ocorrência, e suscetíveis de dedução a lucros fiscais
gerados durante esse período, até ao limite de 70% do lucro tributável. Durante o primeiro semestre de
2020 foi publicado no programa de estabilização económica e social o aumento de dois anos ao prazo de
caducidade de cada período de reporte para períodos anteriores a 2020, e o período de doze anos para
Saldo inicial
Variações com
efeitos em
resultados
(Nota 34)
Variações com
efeitos no
rendimento integral
Saldo final
Ativos por impostos diferidos
Prejuízos fiscais reportáveis 76.902.007 57.235.155 - 134.137.162
Responsabilidades com benefícios pós-emprego 32.308.940 (3.211.930) (1.731.976) 27.365.034
Perdas de imparidade em inventários 6.264.906 1.519.584 - 7.784.490
Perdas de imparidade em contas a receber 6.929.807 179.682.563 - 186.612.370
SIFIDE,CFEI e dupla tributação internacional 456.670 693.827 - 1.150.497
Outras provisões e ajustamentos não aceites fiscalmente 115.613 4.583.124 - 4.698.737
Perdas de imparidade em ativos fixos - 1.774.848 - 1.774.848
Instrumentos financeiros derivados 6.092.975 - (6.092.975) -
129.070.918 242.277.171 (7.824.951) 363.523.138
Pa ssivos por impostos di fe ri dos
Reavaliações efetuadas 17.134.632 (1.530.084) - 15.604.548
Instrumentos financeiros derivados - - 48.940 48.940
Ajustamento decorrentes do IFRS 16 90.890.946 (72.521.661) - 18.369.285
108.025.578 (74.051.745) 48.940 34.022.773
21.045.340 316.328.916 (7.873.891) 329.500.365
2021
Saldo inicial
Variações com
efeitos em
resultados
(Nota 34)
Variações com
efeitos no
rendimento integral
Saldo final
Ativos por impostos diferidos
Prejuízos fiscais reportáveis 66.242.707 10.659.300 - 76.902.007
Responsabilidades com benefícios pós-emprego 30.352.251 (4.268.385) 6.225.074 32.308.940
Perdas de imparidade em inventários 7.158.124 (893.218) - 6.264.906
Perdas de imparidade em contas a receber 7.096.835 (167.028) - 6.929.807
SIFIDE,CFEI e dupla tributação internacional - 456.670 - 456.670
Outras provisões e ajustamentos não aceites fiscalmente 127.352 (11.739) - 115.613
Perdas de imparidade em ativos fixos - - - -
Instrumentos financeiros derivados - - 6.092.975 6.092.975
110.977.269 5.775.600 12.318.049 129.070.918
Passivos por impostos diferidos
Reavaliações efetuadas 19.324.081 (2.189.449) - 17.134.632
Instrumentos financeiros derivados 7.549.515 - (7.549.515) -
Ajustamento decorrentes do IFRS 16 32.964.031 57.926.915 - 90.890.946
59.837.627 55.737.466 (7.549.515) 108.025.578
51.139.642 (49.961.866) 19.867.564 21.045.340
2020

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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021 80
caducidade dos prejuízos gerados em 2020 e 2021, bem como foi alterada a percentagem de dedução
(80%).
O Grupo considera que são recuperáveis os prejuízos fiscais reportáveis gerados em 2015 e em 2021,
através da sua utilização na redução do resultado tributável futuro (calculado com base nas demonstrações
financeiras individuais da TAP S.A., preparadas em conformidade com o SNC) considerando as projeções
de resultados fiscais futuros até 2033, tendo por base as projeções dos lucros tributáveis futuros a gerar
resultados fiscais no período 2022 – 2025, conforme incluído no Plano de Reestruturação Aprovado e nas
projeções de lucros fiscais aprovadas pelo Conselho de Administração Grupo TAP na análise de
sensibilidade apresentada à Comissão Europeia em novembro de 2021 para o período 2026 - 2027. Para
os períodos remanescentes, foi efetuada uma linearização dos resultados fiscais aplicando um haircut
decorrente do respetivo horizonte temporal, o qual termina em 2033.
De referir que, apesar do Grupo ter vindo a proceder ao exercício do seu legítimo direito de contestação,
não foram registados impostos diferidos ativos relacionados com os prejuízos fiscais reportáveis que
resultaram da operação de securitização nos anos de 2014 e 2015, no montante de 99 milhões de Euros,
atualmente em discussão em tribunal tributário.
A alteração da estrutura acionista da TAP S.A. em maio de 2021, resultante do aumento de capital
realizado (Nota 15), determinou a saída da TAP S.A. do Regime Especial de Tributação de Grupos de
Sociedades (“RETGS”) da TAP SGPS. Resulta assim, que os prejuízos fiscais apurados em 2018, 2019 e
2020 deixam de ser passiveis de dedução na esfera da TAP S.A., tendo sido desreconhecidos ativos por
impostos diferidos por prejuízos fiscais relativos aos anos de 2018 e 2019 no montante de 56,6 milhões
de Euros. Conforme acima descrito, foram reconhecidos impostos diferidos por prejuízos fiscais relativos
ao ano de 2021 no montante de 113,8 milhões de Euros.
O detalhe dos prejuízos fiscais a 31 de dezembro de 2021 é detalhado como segue:
* De acordo com o programa de estabilização económica e social.
Sem Securitização Securitização Total
Ano limite para
dedução *
2014 - 31.071.827 31.071.827 2028
2015 96.780.011 67.927.000 164.707.011 2029
2021 (estimativa) 541.968.377 - 541.968.377 2033
638.748.388 98.998.827 737.747.215

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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021 81
10 Outras contas a receber
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020 o detalhe da rubrica de outras contas a receber é como segue:
Para os períodos apresentados não existem diferenças entre os valores contabilísticos e o seu justo valor.
Clientes
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020 a rubrica de clientes detalha-se como segue:
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020 a entidade de cartões de crédito Elavon efetuou uma retenção de
cerca de 60 milhões de dólares (cerca de 53 milhões de Euros e 48 milhões de Euros, respetivamente).
A variação nesta rubrica consiste, essencialmente, do efeito da retoma parcial da atividade no exercício
findo a 31 de dezembro de 2021.
Os saldos a receber de agências de viagens e de companhias de aviação são regularizados,
essencialmente, através dos sistemas IATA Billing and Settement Plan (“BSP”) e IATA Clearing House,
que não cobre a totalidade dos riscos de falência das Agências de viagem e Companhias de Aviação.
Corrente Não corrente Corrente Não corrente
Clientes 275.737.564 - 211.852.190 -
Depósitos de garantia de contratos de locação 7.942.181 48.654.070 3.681.690 48.075.004
Reservas de manutenção recuperáveis - 62.315.215 - 43.848.514
Adiantamentos a fornecedores 15.234.138 - 21.396.362 -
Acréscimos de rendimentos 13.889.002 - 9.603.494 -
Outros devedores 1.032.803.970 3.029.579 960.406.235 2.171.371
1.345.606.855 113.998.864 1.206.939.971 94.094.889
Perdas por imparidade de contas a receber (997.925.263) (1.921.388) (91.380.910) (1.921.388)
347.681.592 112.077.476 1.115.559.061 92.173.501
2021 2020
2021 2020
Entidades privadas 148.734.668 102.562.859
Entidades relacionadas (Nota 38) 17.055.898 17.216.531
Agências de viagem 25.466.540 12.981.721
Companhias de aviação 19.129.075 11.147.484
Outros 4.832.576 7.690.122
Clientes de cobrança duvidosa 60.518.807 60.253.473
275.737.564 211.852.190
Imparidades (88.937.364) (80.535.448)
186.800.200 131.316.742

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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021 82
Depósitos de garantia de contratos de locação
Os depósitos de garantia são constituídos no âmbito dos contratos de locação sem opção de compra para
aviões e reatores que serão devolvidos, sem juros, à medida que esses aviões e reatores forem sendo
restituídos aos locadores. Adicionalmente, a 31 de dezembro de 2021 a rubrica de Gastos a reconhecer
inclui um montante de 22,9 milhões de Euros referentes ao efeito financeiro destas contas a receber, a ser
reconhecido no período dos contratos de arrendamento relacionados (Nota 13).
Reservas de manutenção recuperáveis
A rubrica Reservas de manutenção recuperáveis respeita a reservas de manutenção pagas em contratos
de locação sem opção de compra, que serão realizadas durante o período dos contratos.
Em 31 de dezembro de 2021, a rubrica inclui o montante de 8,0 milhões de Euros a receber da
Portugália (Nota 38).
Acréscimos de rendimentos
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020 a rubrica Acréscimos de rendimentos detalha-se como segue:
O aumento dos montantes de trabalhos para companhias de aviação resulta da retoma de atividade em
2021 em manutenção de aeronaves e reatores de terceiros, em consequência da pandemia COVID-19.
Adiantamento a fornecedores
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020 a rubrica de adiantamentos a fornecedores detalha-se como segue:
A rubrica “Outros” inclui adiantamentos a fornecedores de diversa natureza, nomeadamente entidades
gestoras aeroportuárias e seguradoras.
Em 31 de dezembro de 2020 a rubrica incluía um saldo de 3,3 milhões de Euros referente a
adiantamentos efetuados à SPdH, regularizado em 2021.
2021 2020
Trabalhos para companhias de aviação 10.070.865 7.007.606
Entidades relacionadas (Nota 38) 1.899.181 1.661.846
Facilidades de aeroporto - Incentivos 201.067 591.157
Outros 1.717.889 342.885
13.889.002 9.603.494
2021 2020
Entidades relacionadas (Nota 38) 516.432 3.340.117
Outros 14.717.706 18.056.245
15.234.138 21.396.362

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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021 83
Outros devedores
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020 a rubrica de outros devedores detalha-se como segue:
Em 31 de dezembro de 2021, a rubrica de outros devedores – entidades relacionadas – inclui um montante
de 921,5 milhões de Euros a receber da TAP SGPS, o qual decorre da sua gestão de participações
financeiras na TAP ME Brasil, SPdH e Portugália.
A rubrica de adiantamentos relacionados com contratos de locação corresponde a montantes antecipados
ao lessor, recuperáveis na data de entrega da aeronave.
Perdas por imparidade de contas a receber corrente
O movimento ocorrido na rubrica de perdas por imparidade de contas a receber, em 31 de dezembro de
2021 e 2020, é como segue:
Decorrente da análise à recuperabilidade de contas a receber, foram registadas no exercício de 2021 (i)
perdas por imparidade no montante de 884,7 milhões de Euros respeitantes à conta a receber da TAP
SGPS decorrente da aprovação do Plano de Reestruturação Aprovado (Nota 1.1.3), (ii) perdas por
imparidade no montante de 10,7 milhões de Euros sobre uma conta a receber da SPdH, essencialmente
referente à alienação de equipamentos de assistência a avião anteriormente adquiridos à própria SPdH
em março de 2021 e (iii) perdas por imparidade no montante de aproximadamente 6,8 milhões de Euros
em contas a receber da TAP ME Brasil.
Corrente Não corrente Corrente Não corrente
Entidades relacionadas (Nota 38) 948.181.025 - 882.666.366 -
Cauções e garantias 21.512.320 - 16.417.099 -
Faturação interline e outras entidades 18.978.784 - 14.412.247 -
Devedores de cobrança duvidosa 4.285.131 - 10.845.462 -
Pessoal 14.531.539 - 11.043.150 -
Adiantamentos relacionados com contratos de locação 6.309.157 - 14.380.537 -
IVA a receber das Representações 3.322.126 - 2.422.079 -
Derivados de Jet Fuel (Nota 23) 233.046 - - -
Outros 15.450.842 3.029.579 8.219.295 2.171.371
1.032.803.970 3.029.579 960.406.235 2.171.371
Imparidades (908.987.899) (1.921.388) (10.845.462) (1.921.388)
123.816.071 1.108.191 949.560.773 249.983
2021 2020
Clientes Outros Clientes Outros
Saldo inicial
80.535.448 10.845.462 61.755.150 4.172.605
Aumentos (Notas 28 e 31) 9.781.832 898.287.753 20.243.982 6.686.434
Reduções (Nota 28) (454.914) (56.263) (340.788) (13.577)
Utilizações (925.002) (89.053) (1.122.896) -
Saldo final 88.937.364 908.987.899 80.535.448 10.845.462
2021 2020

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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021 84
O detalhe das perdas por imparidade acumuladas referentes a partes relacionadas encontra-se divulgado
na nota 38.
11 Inventários
O detalhe dos inventários em 31 de dezembro de 2021 e 2020 é como segue:
As matérias-primas, subsidiárias e de consumo referem-se a material técnico para utilização na
manutenção e reparação de aeronaves próprias e nas obras realizadas para outras companhias de
aviação.
O movimento ocorrido na rubrica de perdas por imparidade de inventários, nos períodos findos em 31 de
dezembro de 2021 e 2020, é como segue:
O montante registado em aumento de imparidades durante o período findo em 31 de dezembro de 2021
respeita, principalmente, a itens referentes a frotas em phase-out ou com baixa rotação, nomeadamente
nas frotas A330 e A320Family, conjugado com o baixo consumo em resultado da pandemia COVID-19.
O montante registado em utilizações durante os períodos findos em 31 de dezembro de 2021 e 2020
resulta, sobretudo, de material vendido com imparidade nos montantes de 6,9 milhões de Euros e 5,6
milhões de Euros, respetivamente.
2021 2020
Matérias primas, subsidiárias e de consumo 82.944.908 101.403.150
Perdas por imparidade de inventários (26.388.101) (21.236.969)
56.556.807 80.166.181
2021 2020
Saldo inicial
21.236.969 22.724.204
Aumentos (Nota 28) 12.498.098 5.300.972
Reduções (Nota 28) (7.163) (37.577)
Utilizações (7.339.803) (6.750.630)
Saldo final 26.388.101 21.236.969

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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021 85
12 Imposto sobre o rendimento a receber/pagar
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020 os saldos relacionados com imposto sobre o rendimento a receber
ou a pagar detalham-se como segue:
Em resultado da alteração à estrutura acionista da TAP S.A. em 2021, a Empresa deixou de pertencer ao
RETGS da TAP SGPS (Nota 15).
13 Outros ativos correntes e não correntes
Os outros ativos correntes e não correntes em 31 de dezembro de 2021 e 2020 detalham-se conforme
segue:
Gastos a reconhecer
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020 a rubrica “Gastos a reconhecer” detalha-se como segue:
Ativo corrente Passivo corrente Ativo corrente Passivo corrente
RETGS: Partes relacionadas (Nota 38)
Pagamentos por conta - - 122.893 -
Retenções na fonte - - 314.356 -
Estimativa de IRC (Nota 34) - - (146.212) -
- - 291.037 -
Estado e outros entes públicos
Outros - (19.327) - (17.430)
Retenções na fonte - 28.410 - -
Estimativa de IRC (Nota 34) - (113.886) - -
- (104.803) - (17.430)
- (104.803) 291.037 (17.430)
2021 2020
Corrente Não corrente Corrente Não corrente
Gastos a reconhecer 19.313.229 22.903.458 21.935.413 23.784.741
Estado e outros entes públicos 2.607.648 - 4.028.587 -
21.920.877 22.903.458 25.964.000 23.784.741
2021 2020
Corrente Não corrente Corrente Não corrente
Depósitos de garantia (Nota 10) - 22.903.458 - 23.784.741
Partes relacionadas (Nota 38) 1.023.737 - 8.611.466 -
Comissões 13.667.982 - 6.892.747 -
Rendas e alugueres 295.000 - 894.353 -
Outros 4.326.510 - 5.536.847 -
19.313.229 22.903.458 21.935.413 23.784.741
2021 2020

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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021 86
As comissões respeitam a valores pagos a agentes por bilhetes vendidos, mas ainda não voados e não
caducados, a 31 de dezembro de 2021 e 2020, respetivamente. A sua variação deve-se ao incremento de
atividade verificado em 2021.
Estado
Nos períodos findos em 31 de dezembro de 2021 e em 2020 os saldos desta rubrica detalham-se como
segue:
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020 o saldo devedor do IVA refere-se aos pedidos de reembolsos, ainda
não recebidos.
14 Caixa e seus equivalentes
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020 o detalhe de caixa e seus equivalentes apresenta os seguintes
valores:
A posição de caixa e seus equivalentes do Grupo em 31 de dezembro de 2021, revela um acréscimo
face ao final de 2020, passando de 518,8 milhões de Euros para 812,6 milhões de Euros no final de
2021. Esta posição de liquidez reflete o recebimento da última injeção de capital realizada em 30 de
dezembro de 2021 no montante de 536 milhões de Euros.
15 Capital
A variação ocorrida nesta rubrica justifica-se pelos seguintes impactos:
Em 24 de maio de 2021 o Estado Português, através da Direção-Geral do Tesouro e Finanças, realizou
um aumento de capital na TAP S.A. no montante de 462 milhões de Euros.
2021 2020
Imposto sobre o Valor Acrescentado - IVA 1.845.986 2.395.060
Restantes impostos 761.662 1.633.527
2.607.648 4.028.587
2021 2020
Depósitos à ordem 48.256.116 504.838.428
Depósitos a prazo 764.104.851 13.807.641
Outros depósitos e títulos 176.000 93.000
Caixa 41.349 17.538
Caixa e seus equivalentes 812.578.316 518.756.607

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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021 87
Neste contexto, a estrutura acionista da TAP S.A. passou a detalhar-se da seguinte forma:
A República Portuguesa, através da Direção-Geral do Tesouro e Finanças, passou a deter 91,8%
das ações representativas do capital social e dos direitos de voto; e
A TAP SGPS passou a deter 8,2% das ações representativas do capital social e dos direitos de
voto da TAP S.A..
Na sequência das aprovações pela Comissão Europeia de auxílios de Estado para (i) a reestruturação do
Grupo TAP e (ii) para a compensação de prejuízos sofridos pela TAP S.A. em resultado da pandemia
COVID-19, no dia 30 de dezembro de 2021, foram aprovadas, em Assembleia Geral Extraordinária da
TAP S.A. e submetidas a registo junto da Conservatória do Registo Comercial de Lisboa, as seguintes
operações societárias (“Operações”):
O aumento do capital social da TAP S.A. de 503.500.000 Euros para 657.853.400 Euros, subscrito
integralmente pela TAP SGPS, através da conversão de prestações suplementares, no valor total
de 154.353.400 Euros;
A redução do seu capital social para 0 Euros, para cobertura parcial de prejuízos;
O aumento do seu capital social de 0 Euros para 1.794.544.230 Euros, subscrito integralmente
pela República Portuguesa, através da Direcção-Geral do Tesouro e Finanças, sendo o montante
de 1.258.544.230 Euros realizado exclusivamente por entradas em espécie, por conversão de
créditos da República Portuguesa sobre a TAP S.A., e o montante de 536.000.000 Euros, realizado
por entradas em dinheiro;
A redução do seu capital social de 1.794.544.230 Euros para 904.327.865 Euros, para cobertura
parcial de prejuízos.
Em resultado das Operações, o capital social da TAP S.A. passou a ser de 904.327.865 Euros,
encontrando-se representado por 180.865.573 ações, com o valor nominal unitário de 5,00 Euros.
Em virtude destas Operações, a TAP S.A. passou a ter como acionista único e direto a República
Portuguesa, através da Direcção-Geral do Tesouro e Finanças, não se alterando materialmente o controlo
exercido sobre a TAP S.A., na medida em que a República Portuguesa já era o beneficiário efetivo da TAP
S.A.
Em 31 de dezembro de 2021, o capital social da TAP S.A. encontra-se representado por 180.865.573
ações, com o valor unitário de 5 Euros. Em 31 de dezembro de 2020, encontrava-se representado por
8.300.000 ações, com o valor unitário de 5 Euros.

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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021 88
16 Prestações suplementares e reservas
Prestações suplementares
Por deliberação em Assembleia Geral de Acionistas, datada de 13 de novembro de 2015, a acionista
TAP SGPS procedeu a uma entrada em dinheiro, totalmente realizada, no montante de 29.542.000 Euros
sob a forma de prestações suplementares. Adicionalmente, em 11 de dezembro de 2015, por deliberação
social unânime por escrito, foi aprovada a realização de prestações suplementares, no montante total de
124.811.400 Euros, cuja entrada em dinheiro ocorreu ainda no mês de dezembro.
No dia 30 de dezembro de 2021, foi aprovada, em Assembleia Geral Extraordinária da TAP S.A. o aumento
do capital social da TAP S.A. de 503.500.000 Euros para 657.853.400 Euros, subscrito integralmente pela
TAP SGPS, através da conversão de prestações suplementares, no valor total de 154.353.400 Euros (Nota
15).
Reservas
Reserva legal
A legislação comercial estabelece que, pelo menos, 5% do resultado líquido anual tem de ser destinado
ao reforço da reserva legal até que esta represente pelo menos 20% do capital.
Esta reserva não é distribuível, a não ser em caso de liquidação do Grupo, mas pode ser incorporada no
capital ou utilizada para absorver prejuízos, depois de esgotadas as outras reservas.
A 31 de dezembro de 2020 a reserva legal encontra-se totalmente constituída de acordo com a legislação
comercial em vigor. Com o aumento de capital em 2021, a 31 de dezembro de 2021 a reserva legal não
se encontra ainda totalmente constituída.
Reservas de justo valor
Em 31 de dezembro de 2021, o montante de 184.106 Euros, apresentado na rubrica “Reservas de justo
valor”, corresponde ao justo valor dos instrumentos financeiros classificados como de cobertura no
montante de 233.046 Euros, líquido do imposto no montante de 48.940 Euros (Notas 9 e 10).
Outras reservas
Esta rubrica refere-se à reserva constituída em 2010 resultante da fusão por incorporação da Air Portugal
Tours, S.A.

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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021 89
Resultados transitados
A rubrica “Resultados transitados” corresponde aos resultados líquidos dos exercícios anteriores,
conforme deliberações efetuadas nas Assembleias Gerais. Encontram-se, ainda, registadas nesta rubrica
as alterações decorrentes da aplicação, pela primeira vez, das Normas Internacionais de Relato
Financeiro, bem como os ganhos ou perdas com remensurações dos benefícios pós-emprego, líquidos de
imposto e os ajustamentos decorrentes da adoção da IFRS 16.
No dia 30 de dezembro de 2021, foi aprovada, em Assembleia Geral Extraordinária da TAP S.A. uma
redução do capital social no montante total de 1.548.069.765 Euros para cobertura parcial de prejuízos
(Nota 15).
17 Pensões e outros benefícios pós-emprego
Conforme referido na Nota 2.22., a TAP S.A. é responsável pelo pagamento de benefícios pós-emprego a
empregados aposentados, pré-reformados e ainda no ativo.
Complementos de pensões de reforma e prestações de pré-reforma (VIVA)
De acordo com as normas vigentes no Grupo, esta assegura aos empregados, admitidos até 31 de maio
de 1993, a diferença entre a pensão de reforma, por limite de idade ou invalidez, atribuída pela Segurança
Social, e um montante mínimo garantido pelo Grupo. Este montante corresponde a uma percentagem fixa
de parte do vencimento pensionável (remuneração de base + anuidades), à data da reforma, por cada ano
de serviço no Grupo, até um máximo de 20 anos, conforme segue:
- Pessoal navegante (pilotos e técnicos de voo) - 3,2% por ano de serviço;
- Pessoal de terra e pessoal navegante de cabine - 4% por ano de serviço.
Adicionalmente, o Grupo assumiu responsabilidades pelo pagamento de prestações de pré-reforma, cujo
montante é fixado, de modo a que o respetivo valor líquido a receber em situação de pré-reforma, se situe
entre 75% e 100% do valor líquido que o empregado auferia no ativo na data da passagem à pré-reforma.
Em outubro de 2008 foi alterado o Acordo de Empresa da TAP S.A. com o Sindicato dos Pilotos de Aviação
Civil (“SPAC”), o qual teve como principais alterações:
- Pilotos admitidos até 31 de maio de 2007: o plano de pensões pressupõe a bonificação do tempo de
serviço garantida pelo Estado (de 15% ou 10%, conforme a data de início da carreira contributiva) e
a possibilidade de bonificação adicional (até 25% ou 30%) por opção do beneficiário na data da
passagem à reforma (esta bonificação adicional será encargo do Grupo);

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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021 90
- Pilotos admitidos a partir de 1 de junho de 2007: o plano de pensões é constituído por um regime de
contribuição definida, no montante de 7,5% da remuneração de base efetivamente auferida (14 vezes
por ano), do qual 80% é encargo do Grupo. Este plano está garantido por contratos de adesão a
fundos abertos de pensões, sendo gerido pelo Banco Português de Investimento (”BPI”). Os contratos
de adesão e a gestão são opção do SPAC, conforme previsto na regulamentação coletiva.
O Grupo tem registado, a totalidade das suas responsabilidades com serviços passados pelo pagamento
de complementos de pensões e prestações de pré-reforma, referente ao plano de benefícios definidos.
A quantificação das responsabilidades teve em devida consideração que, nos termos expressos da
regulamentação coletiva que consagra o plano de pensões referido, a pensão total garantida pelo Grupo,
ou seja, pensão da segurança social e complemento de reforma, nunca será superior ao valor da
remuneração base mensal líquida de IRS e Segurança Social no ativo. Esta premissa não é aplicável, por
não estar consagrada na regulamentação coletiva referente ao pessoal navegante técnico, para o qual
aquele limite não existe e o salário pensionável é constituído pelo vencimento base da tabela de
remunerações, adicionado do vencimento do exercício e das senioridades.
Para cobrir as responsabilidades com o plano de benefícios definidos, o Grupo celebrou um contrato de
adesão ao Fundo aberto de Pensões VIVA. A partir de 2011, o encargo com complementos de reforma,
constituídos desde 1998, é assumido pela adesão. O gasto anual com pensões é determinado de acordo
com o estudo atuarial, revisto e ajustado anualmente, em função da atualização dos salários e da evolução
do grupo participante. Os encargos com complementos de reforma, constituídos até dezembro de 1997,
com prestações de pré-reforma e com a parte dos complementos de reforma dos pilotos, que excede o
limite referido no parágrafo anterior, são assumidos diretamente pela TAP S.A. e estão cobertos por
provisão própria.
Prémio de jubilação - PNT
O Acordo de Empresa da TAP S.A., celebrado com o SPAC prevê a garantia, por parte da TAP S.A., a
favor dos pilotos admitidos até 31 de maio de 2007, para além de um plano de pensões, de um prémio de
jubilação a cada piloto, a ser pago de uma só vez no momento da reforma por velhice, cuja garantia
financeira advém dos capitais acumulados num seguro de capitalização coletiva constituído pela TAP S.A.
em nome dos pilotos. Os princípios subjacentes à apólice de reforma coletiva celebrada com a companhia
seguradora, que reproduzem este Plano de Benefícios de Reforma dos Pilotos, são como segue:
- Condições de admissão: pilotos que se encontrem em efetividade de serviço;
- Idade normal de reforma: 65 anos;
- Garantias: cada participante terá direito, na data da reforma, a um capital, mínimo, de 16 vezes o
último salário mensal declarado.

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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021 91
O financiamento do Plano de Benefícios é efetuado através da apólice, que é reforçada pelas contribuições
(prémios) efetuadas pelo Grupo e pelo rendimento obtido, a partir das aplicações financeiras realizadas
pela companhia seguradora num Fundo Autónomo, que suporta esta modalidade de seguro.
Em outubro de 2008, foi alterado o Acordo de Empresa da TAP S.A. com o SPAC, o qual teve como
principais alterações:
- Pilotos admitidos até 31 de maio de 2007: o prémio de jubilação é mantido, mas apenas será devido
no caso de, na data da reforma, estar constituído o direito à pensão completa, podendo o capital ser
aumentado por cada ano completo de prestação de serviço, após a idade de reforma antecipada,
sem penalizações e com bonificação;
- Pilotos admitidos a partir de 1 de junho de 2007: não existe direito ao prémio de jubilação.
Cuidados de Saúde
O Grupo assegura aos pré-reformados e reformados antecipadamente, que tenham idade inferior a 65
anos, um plano de saúde que lhes dá acesso a serviços médicos a uma taxa reduzida. Por outro lado, o
Grupo vem facultando aos reformados, a título de liberalidade, a possibilidade de acesso e de utilização
dos serviços médicos da UCS – Cuidados Integrados de Saúde, S.A. (“UCS”), uma empresa do Grupo
TAP SGPS, pelos quais pagarão, por cada ato clínico, uma parcela do gasto do serviço, sendo a parte
restante suportada pela TAP S.A.
O Grupo entende que, o facto de permitir aos seus ex-trabalhadores reformados a utilização dos serviços
de saúde prestados na UCS, não constitui uma obrigação, mas tão-somente uma liberalidade em cada
momento concedida, pelo que não terá que registar qualquer responsabilidade com a prestação de
cuidados de saúde, relativamente aos trabalhadores presentemente no ativo, para o período após a
cessação da sua atividade laboral no Grupo. Desta forma, a esta data, a provisão existente cobre a
totalidade das responsabilidades com atos médicos com pré-reformados, reformados antecipadamente e
reformados, tendo a referida responsabilidade sido determinada com base em estudo atuarial calculado
por entidade independente.

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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021 92
Pressupostos utilizados na avaliação das responsabilidades
As responsabilidades do Grupo foram determinadas por estudos atuariais, reportados a 31 de dezembro
de 2021 e 2020, elaborados por entidades independentes, utilizando o “Método da Unidade de Crédito
Projetada” e utilizando, essencialmente, os seguintes pressupostos financeiros e demográficos:
O Grupo procede à revisão periódica dos pressupostos atuariais sempre que ocorram eventos relevantes,
com base em informação dos mercados financeiros e informação do universo de beneficiários abrangidos
pelos planos. Em 31 de dezembro de 2021, a taxa de desconto do VIVA e Jubileu manteve-se em 0,75%.
A redução da taxa de crescimento salarial decorre da melhor estimativa à data tendo em consideração o
Plano de Reestruturação em curso no Grupo.
As responsabilidades em 31 de dezembro de 2021 e 2020 detalham-se como segue:
A melhor estimativa de contribuições para os planos de benefício de pensões, para o exercício
subsequente, é de aproximadamente de 6 milhões de Euros.
Portugal VIVA
Portugal
Jubileu
Portugal VIVA
Portugal
Jubileu
Tábua de mortalidade TV 88/90 TV 88/90 TV 88/90 TV 88/90
Tábua de invalidez EKV1980 EKV1980 EKV1980 EKV1980
Taxa de desconto 0,75% 0,75% 0,75% 0,75%
Taxa de rendimento do fundo 0,75% 1,00% 1,50% 1,50%
Taxa de crescimento
Salários
[0%(até 2024)-
1,5%(2024+)]
[0%(até 2024)-
1,5%(2024+)]
[1,5%-3%] 1,50%
Pensões 1,00% 1,00% 1,00% 1,00%
Taxa de crescimento dos custos médicos 1,50% -- 1,50% --
Idade estimada de reforma 65 65 66 65
2021 2020
Fundo Pensões Atos Prémios Representação
VIVA VIVA médicos Jubileu Inglaterra (Nota 10)
Responsabilidades por serviços passados
- Ativos
1.123.071 5.587.283 - 89.212.919 -
95.923.273
- Pré-reformados
101.613 8.191.930 412.468 - -
8.706.011
- Aposentados
10.945.948 24.615.743 2.649.744 - 33.246.064
71.457.499
Valor de mercado dos fundos
(15.032.652) - - (38.525.937) (33.297.234)
(86.855.823)
Insuficiência/(excesso) (2.862.020) 38.394.956 3.062.212 50.686.982 (51.170) 89.230.960
2021
Total
Fundo Pensões Atos Prémios Representação
VIVA VIVA médicos Jubileu Inglaterra
Responsabilidades por serviços passados
- Ativos 1.071.326 2.872.138 - 99.759.690 - 103.703.154
- Pré-reformados 69.105 14.800.491 442.757 - - 15.312.353
- Aposentados 11.679.575 28.258.481 2.765.200 - 31.073.490 73.776.746
Valor de mercado dos fundos (15.234.853) - - (36.914.250) (31.121.319) (83.270.422)
Insuficiência/(excesso) (2.414.847) 45.931.110 3.207.957 62.845.440 (47.829) 109.521.831
2020
Total

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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021 93
Em 31 de dezembro de 2021 e em 2020, os planos de benefícios definidos do Grupo, em Portugal
(excluindo a Representação de Inglaterra), abrangiam 1.302 e 1.814 beneficiários no ativo,
respetivamente. O número total de colaboradores reformados e pré-reformados com direito a um
suplemento de pensão de reforma em 31 de dezembro de 2021 e 2020 era de 632 e 652 beneficiários,
respetivamente.
Em 31 de dezembro de 2021 e em 2020, a maturidade média das responsabilidades para os planos de
benefício definido “Fundo VIVA” é de 10 anos e o “Prémios Jubileu” é de 11 anos, respetivamente.
Análises de sensibilidade
Taxa de desconto anual
O aumento (diminuição) de 0,25% na taxa de desconto anual dos planos de benefícios definidos “Plano
VIVA” e “Prémios Jubileu” corresponderia a um impacto nas responsabilidades do Grupo, a 31 de
dezembro de 2021 e 2020, conforme segue:
Taxa de crescimento dos custos médicos
Caso a taxa de crescimento dos custos com cuidados médicos registe um aumento ou decréscimo de um
ponto percentual, o respetivo impacto nas responsabilidades do Grupo, a 31 de dezembro de 2021 e 2020,
é o seguinte:
2021 Taxa Plano VIVA*
Prémio
s
Jubileu
Taxa de desconto anual das pensões
0,75%
50.565.588 89.212.919
Aumento de 0,25% na taxa de desconto
1,00%
49.484.822 86.238.083
Decréscimo de 0,25% na taxa de desconto
0,50% 51.696.467
92.323.269
* Inclui "Fundo VIVA" e "Pensões VIVA"
2020 Taxa Plano VIVA*
Prém ios
Jubileu
Taxa de desconto anual das pensões
0,75%
58.751.116 99.759.690
Aumento de 0,25% na taxa de desconto
1,00% 57.795.059
96.209.232
Decréscimo de 0,25% na taxa de desconto
0,50% 59.754.261
103.477.886
* Inclui "Fundo VIVA" e "Pensões VIVA"
Taxa 2021 2020
Taxa de crescimento anual dos custos m édicos
1,50% 3.062.212 3.207.957
Aumento de 1% na taxa de crescimento dos custos médicos 2,50%
3.304.734 3.467.511
Decréscimo de 1% na taxa de crescimento dos custos médicos 0,50%
2.847.905
2.978.852
* Inclui "Fundo VIVA" e "Pensões VIVA"

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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021 94
Taxa de crescimento das Pensões
Caso a taxa de crescimento das Pensões Plano VIVA registe um aumento ou decréscimo de 0,25 pontos
percentuais, o respetivo impacto nas responsabilidades do Grupo, a 31 de dezembro de 2021 e 2020, é o
seguinte:
Evolução das responsabilidades por serviços passados
A evolução das responsabilidades por serviços passados, refletidas na demonstração da posição
financeira, durante o período findo a 31 de dezembro de 2021 e 2020, é conforme segue:
Taxa
2021 2020
Taxa de crescimento das pensões do Plano VIVA*
1,00%
50.565.588 58.751.116
Aumento de 0,25% na taxa de crescimento pensões
1,25%
51.511.448 59.606.772
Decréscimo de 0,25% na taxa de crescimento pensões
0,75%
49.651.818 57.898.610
* Inclui "Fundo VIVA" e "Pensões VIVA"
Fundo Pensões Atos Prémios Representação
VIVA VIVA médicos Jubileu Inglaterra
Responsabilidades no início do exercício 12.820.006 45.931.110 3.207.957 99.759.690 31.073.490 192.792.253
Variação cambial - - - - 2.088.949 2.088.949
Valores registados nos resultados do exercício:
Serviços correntes
61.962 (2.031.488) - 4.577.625 -
2.608.099
Juro líquido
96.150 344.483 12.029 689.732 83.625
1.226.019
Reestruturação - cortes (Nota 30)
- - - (2.455.530) -
(2.455.530)
Ganhos e perdas atuariais
29.263 1.348.311 (157.774) (8.403.830) -
(7.184.030)
Benefícios pagos
(836.749) (7.197.460) - (4.954.768) -
(12.988.977)
Responsabilidades no fim do exercício 12.170.632 38.394.956 3.062.212 89.212.919 33.246.064 176.086.783
2021
Total
Fundo Pensões Atos Prémios Representação
VIVA VIVA médicos Jubileu Inglaterra
Responsabilidades no início do exercício 10.312.666 47.392.828 3.224.073 100.979.484 16.919.499 178.828.550
Variação cambial - - - - (84.689) (84.689)
Valores registados nos resultados do exercício:
Serviços correntes 29.993 - - 5.223.104 12.243.195 17.496.292
Juro líquido 154.690 710.892 48.363 1.483.843 450.486 2.848.274
Reestruturação - programa pré-reformas (Nota 30) - 932.552 - - - 932.552
Ganhos e perdas atuariais 3.199.986 4.405.025 (64.479) 13.247.595 4.762.912 25.551.039
Benefícios pagos (877.329) (7.510.187) - (21.174.336) (3.217.913) (32.779.765)
Responsabilidades no fim do exercício 12.820.006 45.931.110 3.207.957 99.759.690 31.073.490 192.792.253
2020
Total

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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021 95
Evolução dos fundos afetos aos planos de benefícios pós-emprego
Durante o período findo a 31 de dezembro de 2021 e 2020 a evolução do património dos fundos foi
conforme segue:
A composição dos fundos e respetiva categoria das quantias incluídas, em 31 de dezembro de 2021 e
2020, detalha-se conforme segue:
Fundo Prémios Representação
VIVA Jubileu Inglaterra
Saldo inicial 15.234.853 36.914.250 31.121.319 83.270.422
Contribuição efetuada no exercício
- 6.000.000 -
6.000.000
Juro líquido
634.548 378.995 3.344
1.016.887
Benefícios pagos
(836.749) (4.954.768) -
(5.791.517)
Remensurações
- 187.460 -
187.460
Variação cambial
- - 2.172.571
2.172.571
Saldo final 15.032.652 38.525.937 33.297.234 86.855.823
2021
Total
Fundo Prémios Representação
VIVA Jubileu Inglaterra
Saldo inicial 15.737.186 51.237.487 15.497.524 82.472.197
Contribuição efetuada no exercício
- 6.000.000 486.079 6.486.079
Juro líquido
374.996 720.063 18.598.492 19.693.551
Benefícios pagos (877.329) (21.174.336) (3.217.913) (25.269.578)
Remensurações - 131.036 - 131.036
Variação cambial - - (242.863) (242.863)
Saldo final 15.234.853 36.914.250 31.121.319 83.270.422
Total
2020
Fundo
Prémios Representação
VIVA
Jubileu Inglaterra
Ações 1 4.180.850 - 4.300.947 8.481.797
Obrigações 1 5.544.297 35.675.018 1.826.772 43.046.087
Dívida Pública 1 4.346.533 - - 4.346.533
Imobiliário 1 483.322 231.156 - 714.478
Liquidez 1 477.650 2.619.764 673.585 3.770.999
Outras aplicações correntes 1 - - 26.495.930 26.495.930
15.032.652 38.525.937 33.297.234 86.855.823
2021
Nível de justo
valor
Total

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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021 96
Gastos com pensões e outros benefícios pós-emprego
Relativamente aos gastos suportados com pensões e outros benefícios pós-emprego o detalhe é conforme
segue:
Conforme mencionado, os pilotos do Grupo, admitidos após 1 de junho de 2007, beneficiam de um plano
de contribuição definida. Foi reconhecido, durante o período findo a 31 de dezembro de 2021, um gasto
na rubrica de gastos com benefícios pós-emprego no montante de 2.489 milhares de Euros (2020: 3.042
milhares de Euros), relativo às contribuições efetuadas no ano a favor dos seus empregados (Nota 27).
Os gastos com pensões e outros benefícios pós-emprego, durante os exercícios findos a 31 de dezembro
de 2021 e 2020, encontram-se registados na rubrica de gastos com o pessoal (Nota 27).
Fundo
Prémios Representação
VIVA
Jubileu Inglaterra
Ações 1 4.136.867 - 4.019.888 8.156.755
Obrigações 1 5.619.578 36.626.319 1.707.396 43.953.293
Dívida Pública 1 4.196.773 - - 4.196.773
Imobiliário 1 479.515 - - 479.515
Liquidez 1 802.120 287.931 629.567 1.719.618
Outras aplicações correntes 1 - - 24.764.468 24.764.468
15.234.853 36.914.250 31.121.319 83.270.422
Nível de justo
valor
Total
2020
Fundo Pensões Atos Prémios Representação
VIVA VIVA médicos Jubileu Inglaterra
Serviços correntes 61.962 (2.031.488) - 4.577.625 - 2.608.099
Juro líquido (538.398) 344.483 12.029 310.737 80.281 209.132
Sub-total (Nota 27) (476.436) (1.687.005) 12.029 4.888.362 80.281 2.817.231
Reestruturação - cortes (Nota 30) - - - (2.455.530) - (2.455.530)
Total (476.436) (1.687.005) 12.029 2.432.832 80.281 361.701
2021
Total
Fundo Pensões Atos Prémios Representação
VIVA VIVA m édicos Jubileu Inglaterra
Serviços correntes 29.993 - - 5.223.104 12.243.195 17.496.292
Juro líquido (220.306) 710.892 48.363 763.780 (18.148.006) (16.845.277)
Sub-total (Nota 27) (190.313) 710.892 48.363 5.986.884 (5.904.811) 651.015
Reestruturação - programa pré-reformas (Nota 30) - 932.552 - - - 932.552
Total (190.313) 1.643.444 48.363 5.986.884 (5.904.811) 1.583.567
2020
Total

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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021 97
Ganhos/perdas com remensurações
Os ganhos/perdas com remensurações, relacionados com planos de benefício pós-emprego, detalham-se
como segue:
Os ganhos atuariais reconhecidos em 2021 decorrentes de alterações de pressupostos financeiros, no
montante total de 4.003.695 Euros, decorrem da alteração da taxa de crescimento salarial de 1,5% para
0% até 2024.
Os ganhos/perdas com remensurações foram reconhecidos diretamente no rendimento integral do Grupo.
18 Provisões
Nos períodos findos em 31 de dezembro de 2021 e 2020 a rubrica Provisões teve o seguinte movimento:
Fundo VIVA Pensões VIVA Atos médicos
Prémios
Jubileu
Representação
Inglaterra
Total
(Ganhos)/Perdas actuariais
Retorno dos ativos, excluindo montantes incluídos nos resultados
- - - (187.460) - (187.460)
- - - (187.460) - (187.460)
(Ganhos)/perdas por alteração dos pressupostos financeiros
- - - (4.003.695) - (4.003.695)
(Ganhos)/perdas de experiência
29.263 1.348.311 (157.774) (4.400.135) - (3.180.335)
29.263 1.348.311 (157.774) (8.403.830) - (7.184.030)
Total (Ganhos)/Perdas com actuariais
29.263 1.348.311 (157.774) (8.591.290) - (7.371.490)
2021
Fundo VIVA Pensões VIVA Atos médicos
Prémios
Jubileu
Representação
Inglaterra
Total
(Ganhos)/Perdas actuariais
Retorno dos ativos, excluindo montantes incluídos nos resultados
- - - (131.036) - (131.036)
- - - (131.036) - (131.036)
(Ganhos)/perdas por alteração dos pressupostos financeiros
930.980 2.174.901 - 14.940.826 - 18.046.707
(Ganhos)/perdas de experiência
2.269.006 2.230.124 (64.479) (1.693.231) 4.762.912 7.504.332
3.199.986 4.405.025 (64.479) 13.247.595 4.762.912 25.551.039
Total (Ganhos)/Perdas com actuariais
3.199.986 4.405.025 (64.479) 13.116.559 4.762.912 25.420.003
2020
Custos de
redelivery
(Nota 4)
1 de janeiro de 2020 8.715.934 404.293 68.664.627 - 77.784.854
Aumentos 1.836.833 10.410.000 109.194.100 93.197.493 214.638.426
Reversões - (12.385) (37.579.811) - (37.592.196)
Utilizações - - (44.484.268) - (44.484.268)
Juros e câmbio - - (8.178.025) - (8.178.025)
31 de dezembro de 2020 10.552.767 10.801.908 87.616.623 93.197.493 202.168.791
Aumentos 13.379.254 145.265.810 65.378.855 8.569.897 232.593.816
Reversões - (2.334.992) (10.964.710) (20.370.251) (33.669.953)
Utilizações - (6.106.506) (13.885.070) (44.384.684) (64.376.260)
Juros e câmbio - - 13.208.809 - 13.208.809
31 de dezembro de 2021 23.932.021 147.626.220 141.354.507 37.012.455 349.925.203
Processos
judiciais em
curso (Nota 28)
Outras
(Notas 28 e 31)
Total
Provisão
reestruturação
(Nota 30)

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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021 98
Processos judiciais em curso
As provisões para processos judiciais em curso são constituídas de acordo com as avaliações de risco
efetuadas pelo Grupo e pelos seus consultores legais, baseadas em taxas de sucesso históricas por
natureza de processo e probabilidade de desfecho desfavorável para o Grupo. Em 31 de dezembro de
2021, a provisão existente, no montante de 23,9 milhões de Euros, destina-se a fazer face a diversos
processos judiciais intentados contra o Grupo, em Portugal e no estrangeiro.
O aumento no montante de 13,4 milhões Euros verificado na provisão para processos judiciais em curso
inclui, entre outros, processos recebidos nos EUA e em Espanha de natureza contraordenacional
decorrentes de irregularidades operacionais.
Outras
Em 31 de dezembro de 2020 foi constituída uma provisão no montante de 10,4 milhões de Euros relativa
a indemnizações a passageiros, cujas reclamações se encontram a ser processadas pelo Grupo. Em 31
de dezembro de 2021 o saldo desta provisão ascende a 7,0 milhões de Euros.
Adicionalmente, em 31 de dezembro de 2021, foi constituída uma provisão no montante de 140,3 milhões
de Euros referente à estimativa de encargos que a TAP S.A. terá que suportar relacionados com a
reorganização societária das subsidiárias do Grupo TAP SGPS, decorrente da aprovação do Plano de
Restruturação pela Comissão Europeia em 21 de dezembro de 2021 (Nota 31). Esta provisão refere-se à
estimativa de encargos que a TAP S.A. assumirá no âmbito do financiamento do processo de liquidação
da TAP ME Brasil (Nota 1.1.3).
Custos de redelivery (Nota 1.1.3)
Os aumentos da provisão para redelivery são reconhecidos por contrapartida do direito de uso, sendo
subsequentemente sujeitos a depreciação. O aumento reconhecido face a 31 de dezembro de 2020
consiste no efeito da atualização da estimativa de redelivery efetuada em 31 de dezembro de 2021, tendo
em consideração a informação disponível nessa data (ver Nota 1.1.3.).

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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021 99
19 Passivos remunerados e Passivos de locação com e sem opção de compra
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020 os passivos remunerados e os passivos de locação com e sem opção
de compra detalham-se como segue:
Dívida líquida remunerada
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020 a dívida líquida remunerada detalha-se como segue:
Corrente Não corrente Corrente Não corrente
Apoio de Estado - - 1.200.000.000 -
Acréscimos de gastos com juros - - 10.825.439 -
Apoio de Estado - - 1.210.825.439 -
Empréstimos bancários 31.380.257 225.782.394 34.553.137 228.193.571
Acréscimos de gastos com juros 1.335.092 - 1.495.224 -
Encargos iniciais (1.173.334) (1.276.500) (1.417.234) (2.220.723)
Dívida bancária remunerada 31.542.015 224.505.894 34.631.127 225.972.848
Empréstimos obrigacionistas 118.410.509 575.000.000 321.099.187 375.000.000
Acréscimos de gastos com juros 2.526.020 - 2.602.732 -
Encargos iniciais (11.021.636) (3.768.654) (13.372.891) (4.949.188)
Empréstimos obrigacionistas 109.914.893 571.231.346 310.329.028 370.050.812
Locação com opção de compra 53.537.660 490.781.631 40.331.578 399.700.211
Acréscimos de gastos com juros 1.874.106 - 1.797.633 -
Encargos iniciais (656.849) (1.860.142) (785.900) (2.464.531)
Passivo locação com opção de compra 54.754.917 488.921.489 41.343.311 397.235.680
Passivo locação sem opção de compra 435.572.934 1.682.965.393 427.266.305 1.611.374.047
Total de passivos remunerados 631.784.759 2.967.624.122 2.024.395.210 2.604.633.387
2021 2020
2021 2020
Passivos remunerados excepto passivos de locação sem opção de compra
Não corrente 1.284.658.729 993.259.340
Corrente 196.211.825 1.597.128.905
1.480.870.554 2.590.388.245
Caixa e seus equivalentes (Nota 14)
Numerário 41.349 17.538
Depósitos bancários imediatamente mobilizáveis 48.256.116 504.838.428
Outras aplicações de tesouraria 764.280.851 13.900.641
812.578.316 518.756.607
Dívida líquida remunerada 668.292.238 2.071.631.638
Dívida líquida remunerada sem Apoio de Estado 668.292.238 860.806.199

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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021 100
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020, a dívida remunerada e os passivos de locação com opção de compra,
por maturidade e por tipo de taxa de juro, decompõe-se como segue:
Apoio de Estado
Em 31 de dezembro de 2020 esta rubrica incluía o empréstimo remunerado por parte do Estado Português
no montante de 1,2 mil milhões de Euros, distribuídos em 7 tranches até 30 de dezembro de 2020 (ver
Nota introdutória). Em 30 de dezembro de 2021, este empréstimo foi convertido em capital (Nota 15).
Empréstimos bancários
Esta rubrica inclui 147 milhões de Euros referente a um financiamento com um sindicato de bancos. De
acordo com as condições estabelecidas no Contrato de Compra de Ações, complementado com o contrato
de Reestruturação e Monitorização da dívida do Grupo TAP, referido na Nota 1, a 30 de junho de 2017, a
dívida bancária foi reestruturada, sendo as principais alterações relacionadas com as maturidades e
condições dos financiamentos, nomeadamente a taxa de juro e spread aplicável.
Em 23 de dezembro de 2019 e 12 de fevereiro de 2020, a TAP S.A. efetuou um reembolso antecipado
voluntário referente a um financiamento com um sindicato de Bancos Portugueses no montante de 47,5
milhões de Euros e 133,6 milhões de Euros, respetivamente. Na sequência do primeiro reembolso
voluntário referido, deixou de ser necessário proceder ao apuramento do Rácio Net Debt/EBITDAR para
efeitos deste financiamento.
Adicionalmente, a rubrica empréstimos bancários inclui dois financiamentos com uma instituição de crédito
nacional, no montante de 92,2 milhões de Euros, e um financiamento de uma instituição financeira
luxemburguesa no montante de 10,5 milhões de Euros.
2021 2020
Taxa variável
Até 1 ano 36.029.948 1.250.012.550
1 a 2 anos 57.308.449 63.491.465
2 a 3 anos 58.186.097 64.443.846
Mais de 3 anos 171.008.241 154.789.318
322.532.735 1.532.737.179
Taxa fixa
Até 1 ano 160.181.877 347.116.355
1 a 2 anos 241.668.932 35.831.483
2 a 3 anos 417.050.807 31.055.984
Mais de 3 anos 339.436.203 643.647.244
1.158.337.819 1.057.651.066
1.480.870.554 2.590.388.245

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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021 101
Esta rubrica inclui ainda um financiamento obtido junto do Apple Bank no montante total de 6,4 milhões de
Euros.
Empréstimos obrigacionistas
A TAP S.A. emitiu uma emissão obrigacionista por oferta particular, totalmente subscrita a 14 de janeiro
de 2019, no valor de 137,2 milhões de Euros e com vencimento a 2034. O cumprimento do pagamento do
valor subscrito e dos respetivos juros beneficia, de uma garantia do banco depositário constituída pelo
emissor para um propósito específico (apresentado na Posição Financeira como uma dedução à divida
financeira bruta) e de garantias adicionais sobre os direitos contratuais que não afetam nenhum ativo
reconhecido na posição financeira do Grupo.
A TAP S.A. fez uma oferta publica de obrigações de 4 anos com uma taxa de juros fixa de 4,375% anual,
no valor de 200 milhões de Euros, denominada Obrigações “TAP 2019-2023”. A emissão, liquidação
financeira e física da transação, bem como a admissão à negociação das obrigações, ocorreu a 24 de
junho de 2019 na Euronext Lisboa.
Em dezembro de 2019, a TAP S.A. também realizou uma oferta de obrigações a 5 anos, com a taxa de
juro fixa de 5,625% anual, no montante de 375 milhões de Euros, denominada “TAP 2019-2024 Bonds”. A
emissão, liquidação financeira e física da transação, bem como a admissão à negociação das obrigações,
ocorreu em 2 de dezembro de 2019.
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020, todos os empréstimos estão denominados em Euros.
Passivos de locação com opção de compra
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020, os passivos de locação com opção de compra (acrescidos de gastos
com juros e deduzidos de encargos iniciais), respeitam essencialmente a aeronaves e reatores.
As locações com opção de compra estão denominadas nas seguintes moedas:
2021 2020
Passivos de locação em EUR 139.439.418 106.621.809
Passivos de locação em USD 404.236.988 331.957.182
543.676.406 438.578.991

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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021 102
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020, os passivos de locação com opção de compra, por maturidade,
decompõem-se como segue:
Passivos de locação sem opção de compra
A rubrica de Passivos de locação sem opção de compra refere-se essencialmente a pagamentos não
canceláveis de contratos de locação, que variam até 14 anos e podem ser estendidos por vontade
expressa das partes contratantes, que são reconhecidos na demonstração consolidada da posição
financeira a partir de 1 de janeiro de 2019 com a adoção do IFRS 16.
Em 31 de dezembro de 2021, existem 63 aeronaves, 6 motores em contratos de locação sem opção de
compra e 21 aeronaves em ACMI (conforme Nota 4).
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020, os passivos de locação sem opção de compra, por maturidade, são
detalhados da seguinte forma:
Os passivos com locações sem opção de compra estão determinados maioritariamente em USD.
Financial covenants
Os financial covenants constantes dos contratos de locação e financiamento são os usuais em operações
desta natureza, incluindo disposições como obrigatoriedade de manutenção da atividade como operador
aéreo, compromissos de fornecimento periódico de informação financeira disponível, bem como, no caso
específico de leasings sem opção de compra, obrigações de caráter operacional relativas a registos nas
entidades oficiais, informações relativas às aeronaves em leasing, estrito cumprimento de toda a
regulamentação, procedimentos definidos pelas autoridades, entre outros.
2021 2020
Até 1 ano 54.754.917 41.343.310
1 a 2 anos 54.833.745 45.618.373
2 a 3 anos 57.082.339 47.564.335
3 a 4 anos 59.417.553 49.804.162
4 a 5 anos 65.094.130 51.561.853
Superior a 5 anos 252.493.722 202.686.958
543.676.406 438.578.991
2021 2020
Até 1 ano 435.572.934 427.266.305
1 a 2 anos 325.595.955 309.723.157
2 a 3 anos 247.457.716 223.928.336
3 a 4 anos 202.203.875 181.756.599
4 a 5 anos 183.455.233 166.862.717
Superior a 5 anos 724.252.614 729.103.238
2.118.538.327 2.038.640.352

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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021 103
Adicionalmente, na sequência da reestruturação da dívida financeira acima referida e emissão dos
empréstimos obrigacionistas, foram assumidos compromissos de acompanhamento da performance
financeira do Grupo TAP, através da análise e cumprimento de determinados rácios relacionados com as
demonstrações financeiras consolidadas do Grupo TAP, nomeadamente, com os capitais próprios,
EBITDAR, Net Debt/EBITDAR e dívida financeira líquida não garantida e valor mínimo de caixa e seus
equivalentes não restritos. Estes rácios pretendem acompanhar a situação financeira do Grupo TAP e
aferir a sua capacidade para garantir o serviço da dívida.
Em virtude da pandemia COVID-19 e da consequente deterioração do EBITDAR com a quebra de
atividade desde 2020, o Grupo incumpriu determinados covenants financeiros, nomeadamente os
referentes à manutenção de Capitais Próprios e ao cumprimento do rácio Dívida Líquida
Ajustada/EBITDAR conforme fixados em determinados financiamentos.
Relativamente ao financiamento com um sindicato dos Bancos Portugueses no montante em dívida de
147 milhões de Euros em 31 de dezembro de 2021, os covenants financeiros que têm por referência as
demonstrações financeiras nesta data são superiores aos limites contratualmente acordados. No entanto,
o seu incumprimento não gera a possibilidade de reembolso antecipado. Adicionalmente, à data de
aprovação destas demonstrações financeiras, está previsto obter o waiver relativamente ao incumprimento
dos seus covenants no período permitido.
Relativamente à emissão de obrigações por oferta particular colocada junto de investidores institucionais
estrangeiros no montante de 118,4 milhões de Euros a 31 de dezembro de 2021, o covenant financeiro do
rácio Dívida Líquida Ajustada/EBITDAR que tem por referência as demonstrações financeiras nesta data
é superior ao limite contratual acordado, havendo o Grupo classificado a dívida para passivo corrente, tal
como efetuado em 31 de dezembro de 2020. À data de aprovação destas demonstrações financeiras, está
previsto obter o waiver no período permitido.
Relativamente à oferta publica de obrigações de 4 anos denominada Obrigações “TAP 2019-2023” no
montante de 200 milhões de Euros, em 19 de julho de 2021 foi obtida a autorização para o incumprimento
do covenant financeiro do rácio Dívida Líquida Ajustada/EBITDAR até à data de maturidade das
obrigações. Consequentemente, o referido montante foi reclassificado para a situação original de passivo
não corrente em 31 de dezembro de 2021, dado que em 31 de dezembro de 2020 o mesmo se encontrava
classificado como passivo corrente.

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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021 104
Reconciliação dos fluxos de caixa de financiamento
A evolução dos passivos remunerados e dos passivos de locação com opção de compra e a sua
reconciliação com a demonstração consolidada dos fluxos de caixa é a seguinte:
Os montantes considerados em Outros, referem-se essencialmente: (i) à negociação dos prazos e
pagamentos de contratos de locação sem opção de compra, que resultaram num aumento dos passivos
de locação no montante de 142 milhões de Euros em 2021 (2020: uma diminuição de 96 milhões de Euros),
e (ii) ao impacto do reconhecimento da taxa de juro efetiva.
20 Outras contas a pagar
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020 o detalhe da rubrica de outras contas a pagar é como segue:
Fornecedores
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020 a rubrica de fornecedores apresenta a seguinte composição:
Dívida bancária
remunerada
Locações com
opção de
compra
Locações sem
opção de
compra Total
1 de janeiro de 2020 1.083.402.487 274.892.757 2.278.678.486 3.636.973.730
Recebimentos 1.225.011.144 16.311.909 - 1.241.323.053
Pagamentos (226.677.585) (50.722.069) (245.986.517) (523.386.171)
Novos contratos de locação - 248.238.399 159.316.917 407.555.316
Variação cambial 270.102 (39.493.270) (160.876.996) (200.100.164)
Outros 69.803.106 (10.648.735) 7.508.462 66.662.833
31 de dezembro de 2020 2.151.809.254 438.578.991 2.038.640.352 4.629.028.597
Recebimentos - - - -
Pagamentos (56.462.323) (55.740.491) (443.587.346) (555.790.160)
Conversão em capital próprio (Nota 15) (1.258.544.230) - - (1.258.544.230)
Novos contratos de locação - 107.245.066 218.783.591 326.028.657
Variação cambial 75.700 16.779.698 144.991.258 161.846.656
Outros 100.315.747 36.813.142 159.710.472 296.839.361
31 de dezembro de 2021 937.194.148 543.676.406 2.118.538.327 3.599.408.881
2021 2020
Acréscimos de gastos 179.861.141 185.162.637
Fornecedores 104.447.082 69.627.086
Swaps jet fuel (Nota 23) - 42.896.210
Adiantamentos de clientes 558.381 548.038
Outros 121.287.254 88.281.828
406.153.858 386.515.799
2021 2020
Fornecedores - faturas em receção e conferência 69.693.896 32.613.419
Fornecedores - conta corrente 16.624.650 30.461.814
Fornecedores - Entidades relacionadas (Nota 38) 18.128.536 6.551.853
104.447.082 69.627.086

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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021 105
O aumento ocorrido nesta rubrica resulta, essencialmente, do aumento da contratação do fornecimento de
serviços como consequência da retoma parcial da atividade em 2021.
Acréscimos de gastos
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020 a rubrica de acréscimos de gastos decompõe-se como segue:
O aumento da rubrica combustíveis de aviação e licenças e emissão CO2 explica-se, essencialmente, pela
retoma parcial da atividade em 2021 e pelo aumento do preço dos combustíveis e das licenças de CO2.
Os encargos especiais da atividade de venda referem-se a comissões atribuídas a agentes em função da
receita voada do período obtida por este canal.
A redução do acréscimo de remunerações a liquidar deve-se, essencialmente, ao decréscimo do número
de colaboradores em 31 de dezembro de 2021 face a 31 de dezembro de 2020.
O aumento na rubrica de outros acréscimos de gastos é essencialmente decorrente da retoma parcial da
atividade em 2021 e consequente incremento da contratação de serviços externos.
Outros
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020 a rubrica de outros decompõe-se como segue:
2021 2020
Remunerações a liquidar 75.766.092 99.823.149
Combustíveis de avião e licenças e emissão CO2 40.293.659 25.784.370
Seguros a liquidar 7.017.426 12.442.894
Trabalhos especializados 5.722.832 8.278.771
Partes relacionadas (Nota 38) 4.106.281 6.839.784
Assistência por terceiros 3.416.098 6.146.494
Taxas de navegação 11.615.008 5.546.989
Encargos especiais da atividade de venda 4.901.111 3.661.684
Remunerações - pessoal navegante 4.087.186 2.857.144
Outros acréscimos de gastos 22.935.448 13.781.358
179.861.141 185.162.637
2021 2020
Taxas e impostos a pagar 96.336.660 63.835.545
Fornecedores de imobilizado 3.537.233 4.577.042
Indemnizações de acidentes de trabalho 867.873 859.724
Pessoal 431.614 359.685
Partes relacionadas (Nota 38) 28.377 13.551
Outras contas a pagar 20.085.497 18.636.281
121.287.254 88.281.828

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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021 106
A rubrica de Taxas e impostos a pagar refere-se, essencialmente, a valores a pagar a diversas entidades,
relacionados com taxas cobradas aos clientes nos bilhetes emitidos. A variação face a 31 de dezembro de
2020 decorre, essencialmente, do aumento de taxas e impostos a pagar nos aeroportos e emissão de
bilhetes na sequência do incremento da atividade no segundo semestre de 2021 face ao segundo semestre
de 2020.
21 Outros passivos correntes
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020 a rubrica de outros passivos correntes respeita, essencialmente, a:
Ganhos diferidos
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020 a rubrica de ganhos diferidos decompõe-se como segue:
No âmbito da aplicação da IFRS 15 – Rédito de contratos com clientes, na atribuição de milhas aos clientes
aderentes ao programa de fidelização denominado “TAP Miles&Go”, é reconhecida uma obrigação
contratual com base no valor unitário da milha. A diminuição desta rubrica resulta, essencialmente, da
maior utilização por parte de clientes face a 2020 e de caducidades.
Estado
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020 os saldos desta rubrica detalham-se como segue:
A variação do saldo a liquidar ao Estado resulta, por um lado, da redução do quadro do pessoal e, por
outro lado, do impacto do facto do pagamento da TSU do subsídio de Natal referente ao exercício de 2021
2021 2020
Ganhos diferidos 41.340.328 53.523.983
Estado 22.336.817 20.514.616
63.677.145 74.038.599
2021 2020
Programa de fidelização de clientes 41.001.381 52.619.203
Subsídios ao investimento - 586.194
Partes relacionadas (Nota 38) 337.425 317.066
Outros ganhos diferidos 1.522 1.520
41.340.328 53.523.983
2021 2020
Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares - IRS 9.099.305 10.680.153
Contribuição para a Segurança Social 12.456.617 9.447.787
Outros 780.895 386.676
22.336.817 20.514.616

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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021 107
ter sido efetuado em janeiro de 2022, enquanto que o pagamento da TSU do subsídio de Natal referente
ao exercício de 2020 foi efetuado em dezembro 2020.
22 Documentos pendentes de voo
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020 a rubrica documentos pendentes de voo respeita ao montante da
responsabilidade do Grupo, referente a bilhetes emitidos e não utilizados, era a seguinte:
Decorrente da redução significativa da atividade após abril de 2020 e do cancelamento de voos impostos
ao sector da aviação e ao Grupo, os documentos pendentes de voo em 31 de dezembro de 2021 incluem
montantes significativos referentes a voos não realizados até essa data, mantendo o Grupo a sua
responsabilidade pela prestação do serviço no futuro ou pelo reembolso nos termos contratuais. Importa
ainda salientar que, os montantes incluídos na rubrica pendentes de voo incluem vouchers e bilhetes não
voados de voos cancelados.
23 Instrumentos financeiros derivados
Em 31 de dezembro de 2021 e em 31 de dezembro de 2020 o Grupo tinha negociado instrumentos
financeiros derivados.
A política de cobertura de risco do Grupo tem como objetivo cobrir cerca de 50% do consumo estimado de
jet fuel para os 12 meses seguintes, podendo cobrir a sua exposição para prazos até 24 meses,
dependendo das condições de mercado. A esta data, o Grupo está a rever a política de gestão de cobertura
de risco de jet fuel, tendo em consideração os impactos associados à incerteza gerada pela pandemia
COVID-19 e da Guerra na Ucrânia nas quantidades e preço de jet fuel
Em 31 de dezembro de 2021 foram registados, em resultados financeiros, aproximadamente 8,7 milhões
de Euros de ganhos referentes à diferença de estimativa para derivados que em 31 de dezembro de 2020
não cumpriam com os requisitos de contabilidade de cobertura, nomeadamente por variação das
quantidades efetivamente consumidas e do junto valor dos referidos derivados como consequência dos
impactos da pandemia COVID-19 no setor do transporte aéreo.
Para os contratos em que é possível assegurar o cumprimento dos requisitos da contabilidade de
cobertura, encontra-se registado em 31 de dezembro de 2021, na rubrica de reservas no Capital próprio,
2021 2020
Passageiros 438.687.424 319.340.615
Voucher 203.982.238 282.488.168
Carga 892.005 160.500
643.561.667 601.989.283

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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021 108
um montante de aproximadamente 0,2 milhões de Euros referentes ao justo valor dos derivados ainda em
aberto a esta data.
Em 31 de dezembro de 2021 o Grupo tinha contratado derivados sobre 31% do consumo estimado de jet
fuel do 1º semestre de 2022 cujo valor de mercado a essa data era positivo em 0,2 milhões de Euros (Nota
10) e com maturidades entre janeiro e junho de 2022.
24 Relato por Segmentos
Foram identificados os seguintes segmentos operacionais: transporte aéreo e manutenção. Os resultados
de cada segmento correspondem àqueles que lhe são diretamente atribuíveis, bem como os que, numa
base razoável, lhes podem ser atribuídos. As atividades agregadas em Outros não qualificam para relatar
separadamente.
A informação financeira, por segmentos de negócio, em 31 de dezembro de 2021 e 2020, analisa-se como
segue:
O Grupo não apresenta ativos e passivos segmentais tendo em consideração que esta informação não é
apresentada ao principal responsável pela tomada de decisões operacionais.
A rubrica Rendimentos e ganhos operacionais no exercício findo em 31 de dezembro de 2021 e 2020 é
como segue:
Transp. Aéreo
Manutenção e
engenharia
Outros Total Transp. Aéreo
Manutenção e
engenharia
Outros Total
Rendimentos e ganhos operacionais 1.319.875.550 57.149.593 11.517.349 1.388.542.492 978.937.275 72.174.412 9.072.679 1.060.184.366
Resultados operacionais (510.184.936) (19.155.759) (959.329.974) (1.488.670.669) (890.957.336) (1.751.838) (72.053.297) (964.762.471)
Resultados financeiros líquidos externos (422.595.726) (3.856.779) - (426.452.505) (210.058.959) (5.375.876) - (215.434.835)
Imposto sobre o rendimento 175.520.859 3.291.178 137.200.248 316.012.285 (49.795.708) (23.654) (239.108) (50.058.470)
Resultado líquido do exercício (757.259.803) (19.721.360) (822.129.726) (1.599.110.889) (1.150.812.003) (7.151.368) (72.292.405) (1.230.255.776)
2021 2020
Passagens Manutenção Carga e Correio Outros Total
Rédito
Vendas - 2.221.703 - 355.294
2.576.997
Serviços prestados 1.067.193.102 51.985.763 236.236.180 6.686.522
1.362.101.567
Outros rendimentos - - - 23.863.929
23.863.929
1.067.193.102 54.207.466 236.236.180 30.905.745 1.388.542.493
Passagens Manutenção Carga e Correio Outros Total
Rédito
Vendas - 1.704.737 - 39.642
1.744.379
Serviços prestados 848.373.665 66.173.742 125.689.785 6.589.277
1.046.826.469
Outros rendimentos - - - 11.613.518
11.613.518
848.373.665 67.878.479 125.689.785 18.242.437 1.060.184.366
2021
2020

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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021 109
As vendas e serviços prestados por área geográfica no exercício findo em 31 de dezembro de 2021 e 2020
são como segue:
25 Outros rendimentos
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020 a rubrica outros rendimentos é detalhada como segue:
O valor de ganhos em ativos fixos tangíveis respeita maioritariamente à mais-valia obtida na venda de
oito aeronaves da frota (Nota 4).
26 Gastos por natureza
Durante os exercícios de 2021 e 2020, os gastos operacionais por natureza são como segue:
Passagens Manutenção Carga e Correio Outros Total Passagens Manutenção Carga e Correio Outros Total
Continente e ilhas 103.568.059 17.937.053 5.592.901 5.555.028 132.653.041 72.971.361 10.713.779 5.327.783 5.638.591 94.651.514
Europa 370.067.740 27.133.415 10.103.355 966.034 408.270.544 305.647.595 47.764.393 5.660.041 637.291 359.709.320
Atlântico Sul 203.017.839 7.865.841 142.598.773 157.355 353.639.808 228.176.751 7.999.118 62.259.383 168.900 298.604.152
Atlântico Norte 198.985.223 884.194 50.531.208 161.045 250.561.670 117.282.054 124.641 26.767.305 71.325 144.245.325
Atlântico Médio 2.033.811 - 9.175.893 889 11.210.593 2.639.897 - 949.238 1.067 3.590.202
África 186.911.848 101.885 17.481.428 198.706 204.693.867 119.006.915 133.803 17.439.852 109.402 136.689.972
Outros 2.608.582 285.078 752.622 2.759 3.649.041 2.649.092 1.142.745 7.286.183 2.343 11.080.363
1.067.193.102 54.207.466 236.236.180 7.041.816 1.364.678.564 848.373.665 67.878.479 125.689.785 6.628.919 1.048.570.848
2021 2020
2021 2020
Serviços prestados 6.686.522 6.589.277
Rendas e sublocações 5.339.272 2.691.928
Material de armazém recuperado 1.575.881 2.226.856
Subsídios à exploração 1.616.589 1.302.392
Publicidade 103.232 439.481
Ganhos em ativos fixos tangíveis (Nota 4) 12.647.962 132.470
Comissão de vendas a bordo 4.368 -
Justo valor (Nota 5) 72.074 -
Outros rendimentos suplementares 2.859.844 4.860.033
30.905.744 18.242.437
2021 2020
Custos operacionais de tráfego 372.176.563 350.750.131
Combustível para aeronaves 340.478.438 260.455.413
Custos comerciais, marketing e comunicação 71.418.381 69.204.310
Custo dos materiais consumidos 30.169.492 40.283.352
Gastos com manutenção de aeronaves 19.429.846 24.426.407
833.672.720 745.119.613

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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021 110
Combustível para aeronaves
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020 a rubrica Combustível para aeronaves tem o seguinte detalhe:
O aumento nos gastos de combustível de aeronaves deve-se ao efeito combinado do aumento das
quantidades consumidas e do aumento do preço médio do combustível.
O aumento nas licenças de emissão de CO2 deve-se principalmente ao aumento do preço unitário das
licenças.
A variação nos derivados de jet fuel devem-se essencialmente ao aumento significativo do preço do jet
fuel durante o segundo semestre de 2021.
Custos operacionais de tráfego
No exercício findo em 31 de dezembro de 2021 e 2020 a rubrica Custos operacionais de tráfego tem o
seguinte detalhe:
O aumento ocorrido na maioria das rubricas resulta essencialmente do aumento da atividade do Grupo no
decorrer do exercício de 2021.
De salientar que na rubrica de irregularidades operacionais, em 2020 estão considerados 37,8 milhões de
Euros referentes à majoração atribuída aquando da emissão de vouchers como forma de compensação
por bilhetes não voados e não reembolsados (Nota 22). O decréscimo da rubrica em 2021 face a 2020
deve-se, essencialmente, à adaptação da operação do Grupo à situação pandémica.
2021 2020
Combustíveis de avião
Consumos 332.038.942 209.187.470
Derivado de jet fuel (10.985.626) 51.031.791
Licenças emissão CO2 19.425.122 236.152
340.478.438 260.455.413
2021 2020
Serviços de handling 105.825.645 80.528.273
Irregularidades operacionais 25.810.931 74.037.705
Taxas de navegação aérea 72.499.814 56.350.714
Taxas de aterragem 57.470.446 37.961.801
Despesas a bordo 41.584.799 37.788.230
Alojamento e alimentação nas escalas 14.484.352 15.217.039
Encargos com bagagem, carga e correio 19.464.765 13.715.246
Facilidades aeroportos 8.051.456 11.989.507
Taxas de controlo de tráfego aéreo 14.173.049 10.819.392
Fretamentos aviões 6.979.184 4.884.267
Despesas em terra com passageiros classe executiva 2.862.496 3.095.602
Outros custos operacionais de tráfego 2.969.626 4.362.355
372.176.563 350.750.131

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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021 111
Gastos com manutenção de aeronaves
No exercício findo em 31 de dezembro de 2021 e 2020 a rubrica Gastos com manutenção de aeronaves
tem o seguinte detalhe:
A rubrica de gastos com a manutenção de aeronaves respeita aos gastos de manutenção recorrente,
incluindo de linha, da frota TAP. A variação verificada é consequência da redução significativa na atividade
de manutenção.
Custos dos materiais consumidos
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020 a rubrica Custos dos materiais consumidos tem o seguinte detalhe:
A variação verificada é consequência da redução significativa na atividade de manutenção para terceiros
no decorrer da pandemia COVID-19.
Custos comerciais, marketing e comunicação
A rubrica Custos comerciais, marketing e comunicação, no exercício findo em 31 de dezembro de 2021 e
2020, apresenta a seguinte composição:
2021 2020
Subcontratação de manutenção de equipamento de voo TAP 10.802.116 15.761.623
Inventários consumidos 8.627.730 8.664.784
19.429.846 24.426.407
2021 2020
Inventários consumidos e vendidos 24.912.671 27.445.756
Subcontratação de manutenção de equipamento de voo de terceiros 5.256.821 12.837.596
30.169.492 40.283.352
2021 2020
Comissões 22.572.339 22.641.245
Booking fees 24.611.984 19.602.077
Publicidade 9.500.320 13.443.651
Encargos especiais de venda - transporte aéreo 9.886.413 9.496.200
Trabalhos especializados 4.780.081 3.935.475
Outros gastos comerciais, marketing e comunicação 67.244 85.662
71.418.381 69.204.310

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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021 112
27 Custos com o pessoal
A rubrica Custos com o pessoal, no exercício findo em 31 de dezembro de 2021 e 2020, teve o seguinte
detalhe:
A diminuição verificada em 31 de dezembro de 2021 face a 2020 na rubrica Gastos com o pessoal decorre,
essencialmente, da diminuição do número de colaboradores face ao período homólogo e dos cortes
salariais acordados com os colaboradores no âmbito do Plano de Reestruturação.
As remunerações atribuídas aos Órgãos Sociais e restantes gastos com pessoal, em 2021 e 2020, foram
como segue:
(*) Esta rubrica inclui exclusivamente as remunerações relativas ao Conselho fiscal, sendo que os remanescentes Orgãos
sociais se encontram a ser remunerados na TAP SGPS.
2021 2020
Remunerações fixas
218.006.813 252.698.644
Encargos sobre remunerações
66.338.766 64.823.282
Remunerações variáveis
44.128.238 54.267.178
Outros seguros de pessoal
14.719.591 17.583.045
Custos de ação social
9.153.042 8.615.083
Seguro de acidentes de trabalho
7.877.299 8.268.406
Comparticipação de refeições
4.751.034 4.704.525
Benefícios pós-emprego (Nota 17)
5.306.199 3.693.285
Instrução e recrutamento de pessoal
1.413.308 3.073.878
Uniformes e trajes de trabalho
789.244 815.192
Outros gastos com o pessoal
914.350 1.177.445
373.397.884 419.719.963
2021 2020
Remunerações
Pessoal 373.382.798 419.685.792
Órgãos sociais (*) 15.086 34.171
373.397.884 419.719.963

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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021 113
Durante 2021 e 2020, o número médio de colaboradores ao serviço do Grupo e todas as suas subsidiárias
foi 7.188 e 8.869, respetivamente:
28 Imparidades de contas a receber, inventários e provisões
Nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2021 e 2020 a rubrica Imparidades de contas a receber,
inventários e provisões detalham-se conforme segue:
2021 2020
Sede
Pessoal Navegante de Cabine 2.517 3.411
Pessoal Manutenção e Engenharia 1.558 1.844
Pessoal de Terra 1.503 1.902
Pessoal Navegante Técnico 1.287 1.355
Representações
Brasil 90 103
Estados Unidos 38 41
Espanha 34 35
França 20 22
Angola 21 23
Alemanha 18 20
Itália 23 25
Reino Unido / Irlanda 20 21
Venezuela 7 7
Suíça 4 4
Outras 48 56
7.188 8.869
2021 2020
Imparidade de inventários (Nota 11) (12.490.935) (5.263.395)
Imparidade de contas a receber (Nota 10) (22.886.590) (26.576.051)
Provisões (Nota 18) (16.041.875) (12.234.448)
(51.419.400) (44.073.894)

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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021 114
29 Outros gastos
A rubrica de outros gastos, no exercício findo em 31 de dezembro de 2021 e 2020, teve o seguinte detalhe:
A rubrica Rendas e alugueres inclui contratos de locação de curta duração relativos, essencialmente, a
imóveis e software no montante de 8,5 milhões de Euros.
30 Reestruturação
A rubrica Reestruturação, no exercício findo em 31 de dezembro de 2021 e 2020, teve o seguinte detalhe:
O impacto positivo em cerca de 12 milhões de Euros na provisão para restruturação, resulta do efeito
conjunto da redução do número de colaboradores abrangidos pelas medidas do Plano de Reestruturação
e a atualização do valor auferido por cada colaborador aquando da sua saída face ao estimado em 31 de
dezembro de 2020.
A rubrica Reestruturação – Cortes respeita a ganhos com a saída de colaboradores do plano de
benefícios pós-emprego pela adesão às medidas voluntárias contempladas no Plano de Reestruturação.
2021 2020
Trabalhos especializados e subcontratos 71.141.579 69.267.498
Rendas e alugueres 11.891.700 11.237.787
Conservação e reparação de outros ativos 6.091.538 8.274.834
Comunicação 5.960.403 8.617.367
Seguros 3.938.314 3.821.607
Vigilância e segurança 3.069.059 2.746.389
Transporte de mercadorias 2.580.196 3.256.629
Limpeza, higiene e conforto 2.393.035 1.995.621
Eletricidade 1.557.804 1.761.900
Livros e documentação técnica 1.446.945 1.735.101
Contencioso e notariado 1.092.058 943.878
Impostos 777.213 677.044
Deslocações e estadas 666.365 2.045.027
Perdas em ativos fixos 696.377 65.526
Honorários 451.471 3.243.105
Outros gastos operacionais 4.570.154 5.306.266
118.324.211 124.995.579
2021 2020
Provisão reestruturação (Nota 18) (11.800.354) 93.197.493
Indemnizações ao pessoal 9.605 1.956.480
Pré-reformas (Nota 17) - 932.552
Reestruturação - Cortes (Nota 17) (2.455.530) -
(14.246.279) 96.086.525

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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021 115
31 Outros itens não recorrentes
No exercício findo em 31 de dezembro de 2021 e 2020, a rubrica Outros itens não recorrentes, tem o
seguinte detalhe:
Imparidade de outras contas a receber e provisões para outros riscos
Dada a sua relevância e magnitude nas demonstrações financeiras do Grupo TAP S.A., atendendo às
projeções incluídas no Plano de Reestruturação Aprovado e consequente reorganização societária em
curso do Grupo TAP SGPS decorrente dessa aprovação, o Conselho de Administração procedeu ao
registo de perdas por imparidade em contas a receber da TAP SGPS no montante de 884,7 milhões de
Euros e ao registo de uma provisão no montante de 140,3 milhões de Euros referente à estimativa de
encargos adicionais que a TAP S.A. terá que suportar relacionados com a referida reorganização
societária, incluindo os decorrentes do processo de liquidação da TAP ME Brasil (Nota 1.1.3).
Dado o seu enquadramento e natureza, as referidas situações foram consideradas pelo Conselho de
Administração como não recorrentes no contexto das presentes demonstrações financeiras.
2021 2020
Anuidades - Prestações compensatórias Pessoal Navegante - 136.058
Gastos de preservação de aeronaves - 10.143.144
Imparidades de contas a receber (Nota 10) 884.671.817 -
Provisões para outros riscos (Nota 18) 140.268.197 -
1.024.940.014 10.279.202

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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021 116
32 Depreciações, amortizações e perdas por imparidade
No exercício findo em 31 de dezembro de 2021 e 2020, a rubrica Depreciações, amortizações e perdas
por imparidade decompõe-se como segue:
Tendo em consideração o início de trabalhos de phase-out de 2 aeronaves ATR em regime de ACMI em
janeiro de 2022, foram registadas no exercício findo em 31 de dezembro de 2021 depreciações não
previstas decorrentes de perdas na sua recuperabilidade, no valor de 4.451 milhares de Euros,
decomposto entre depreciações de rendas, manutenções, reservas de manutenção e redelivery.
Em 2021 foram igualmente registadas perdas por imparidade em Equipamento básico e Ferramentas e
utensílios no montante de 7.310 milhares de Euros, referentes a sobressalentes e ferramentas obsoletas.
A antecipação de entrega aos lessors de 2 aeronaves em regime de locação sem opção de compra,
contratualizada no final de 2020 no âmbito do impacto da pandemia COVID-19, foram reconhecidas, no
exercício findo em 31 de dezembro de 2020, depreciações não previstas decorrentes de perdas na sua
recuperabilidade, no valor de 37.588 milhares de Euros, decomposto entre depreciações de rendas,
manutenções, reservas de manutenção e redelivery.
2021 2020
Depreciações de ativos fixos tangíveis (Nota 4)
Edifícios e outras construções 5.610.824 5.522.652
Equipamento básico 58.290.362 74.527.228
Equipamento de transporte 64.074 45.302
Ferramentas e utensílios 803.052 796.512
Equipamento administrativo 728.589 1.330.473
Outros ativos fixos tangíveis 264.293 282.060
65.761.194 82.504.227
Direito de uso de ativos (Nota 4)
Edifícios e outras construções
407.871 710.226
Equipamento básico
401.061.641 485.670.496
Equipamento de transporte
197.020 277.953
401.666.532 486.658.675
Amortizações de ativos intangíveis (Nota 6)
Programas de computador 11.695.551 12.785.212
11.695.551 12.785.212
Perdas por imparidade em ativos tangíveis (Nota 4)
Equipamento básico
5.686.331
2.723.947
Ferramentas e utensílios
1.623.663
-
Adiantamentos por conta de ativos fixos tangíveis
3.271.940
-
10.581.934 2.723.947
Total
489.705.211 584.672.061

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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021 117
33 Resultados financeiros
A rubrica Resultados financeiros no exercício findo em 31 de dezembro de 2021 e 2020 tem o seguinte
detalhe:
As diferenças cambiais desfavoráveis ocorridas no exercício findo em 31 de dezembro de 2021
decorreram, essencialmente, da valorização do Dólar face ao Euro. O impacto desta atualização referente
aos passivos de locação, com e sem opção de compra, em 31 de dezembro de 2021 e em 31 de dezembro
de 2020 ascende a 163.941 milhares de Euros desfavoráveis e 173.408 milhares de Euros favoráveis,
respetivamente.
O aumento dos juros suportados em 31 de dezembro de 2021 deve-se, essencialmente, ao aumento da
dívida, nomeadamente decorrente do empréstimo do apoio de Estado, bem como aos contratos
de locação.
34 Imposto sobre o rendimento
A rubrica Imposto sobre o rendimento em 31 de dezembro de 2021 e 2020 tem o seguinte detalhe:
O apuramento de imposto é feito na esfera das contas individuais da TAP S.A. preparadas de acordo com
as disposições do Sistema de Normalização Contabilística (SNC).
2021 2020
Juros suportados relacionados com empréstimos bancários (92.600.310) (55.451.175)
Juros relacionados com contratos de locação com opçao de compra (23.216.966) (19.279.671)
Juros relacionados com contratos de locação sem opçao de compra (164.390.448) (157.927.401)
Outros custos e perdas financeiros (13.400.921) (13.170.305)
Juros e gastos similares suportados (293.608.645) (245.828.552)
Juros obtidos 33.952.821 33.566.552
Juros e rendimentos similares obtidos 33.952.821 33.566.552
Diferenças de câmbio líquidas (175.473.763) 162.108.338
Diferenças de câmbio líquidas (175.473.763) 162.108.338
Gastos overhedge (Nota 23) 8.677.082 (165.281.173)
Gastos
overhedge
8.677.082 (165.281.173)
Total (426.452.505) (215.434.835)
2021 2020
Imposto diferido (Nota 9) (316.328.916) 49.961.866
Imposto corrente (Nota 12) 113.886 146.212
Insuficiência/(excesso) de estimativa de imposto 202.745 (49.608)
(316.012.285) 50.058.470

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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021 118
A reconciliação da taxa de Imposto sobre o rendimento no exercício findo em 31 de dezembro de 2021 e
2020 é como segue:
No exercício findo em 31 de dezembro de 2021, as diferenças permanentes resultam essencialmente da
limitação à dedutibilidade de gastos de financiamento líquidos para efeitos de apuramento do resultado
fiscal.
Adicionalmente, por não existirem perspetivas de realização futura, em 2021 não foram registados
impostos diferidos ativos sobre algumas diferenças temporárias (Nota 9), nomeadamente: (i) a provisão
para fazer face à reorganização societária das subsidiárias do Grupo TAP SGPS no montante de 140,3
milhões de Euros (Nota 31), (ii) a reversão líquida registada em 2021 da provisão para reestruturação
(Nota 30) no montante de 11,8 milhões de Euros (constituição em 2020 no montante de 93,2 milhões de
Euros), (iii) o reforço líquido de reversões da provisão relativa a indemnizações a passageiros (Nota 18)
no montante de 2,7 milhões de Euros (10,4 milhões de Euros em 2020). Adicionalmente, pelo mesmo
motivo, apenas foi registado ativo por imposto diferido no montante de 169,9 milhões de Euros sobre a
imparidade registada em 2021 sobre a conta a receber da TAP SGPS no montante de 884,7 milhões de
Euros (Nota 31).
Acrescenta-se que, atendendo ao ano esperado para realização das diferenças temporárias para as quais
foram anteriormente registados impostos diferidos, com exceção dos impostos diferidos referentes a
prejuízos fiscais reportáveis e imparidades de contas a receber da TAP ME Brasil, foi considerada uma
taxa de imposto de 29,5%, sendo o impacto da diferença da taxa apresentado na reconciliação da taxa de
imposto na linha Diferença de taxa de 21% para 29,5%.
2021 2020
Resultado antes de impostos (1.915.123.174) (1.180.197.306)
Taxa nominal de imposto 21,0% 21,0%
Imposto esperado (402.175.867) (247.841.434)
Diferenças permanentes 11.146.295 24.982.482
Diferenças temporárias sem imposto diferido associado 43.408.519 21.757.574
Diferença de taxa de 21% para 29,5% (25.286.067) 336.968
Prejuízo fiscal sem imposto diferido associado - 250.726.276
Saída do RETGS (Nota 9) 56.578.204 -
Tributação autónoma 113.886 146.212
Insuficiência/(excesso) de estimativa de imposto 202.745 (49.608)
(316.012.285) 50.058.470
Taxa efetiva de imposto 17% (4%)

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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021 119
35 Resultados por ação
Não existem instrumentos financeiros convertíveis sobre as ações da TAP S.A., pelo que não existe
diluição de resultados. O detalhe dos resultados por ação para o exercício findo em 31 de dezembro de
2021 e 2020 é conforme segue:
36 Compromissos
Compromissos de compra
O contrato de aquisição de aeronaves com a Airbus S.A.S. (“Airbus”) para a aquisição de 53 aeronaves
(39 A320 NEO Family e 14 A330 NEO), inicialmente previstas receber entre 2018 e 2025, foi objeto de
renegociação com vista ao diferimento da entrega de algumas das aeronaves dado os impactos da
pandemia COVID-19 no sector da aviação comercial. As 2 aeronaves A330NEO não entregues à data,
foram objeto de replaneamento de 2022 para 2024. No que se refere às aeronaves A320NEO Family, 13
aeronaves inicialmente previstas para entrega no período de 2021-2022 foram objeto de replaneamento
para 2025-2027. Este contrato de aquisição decorre da novação à TAP S.A. do contrato de aquisição
previamente negociado e assinado entre a Airbus e a DGN Corporation.
Decorrente dos compromissos assumidos no contrato com a Airbus, referente à entrada futura de
aeronaves, em 2021 foi pago um total de 53,3 milhões de Dólares em pre-delivery payments. Encontra-se
previsto o pagamento faseado de 105,5 milhões de Dólares durante 2022.
Adicionalmente, encontra-se em vigor um contrato com a Rolls-Royce que engloba o suporte de
manutenção à totalidade dos reatores TRENT 7000 que equipam as aeronaves A330 NEO.
Está igualmente em vigor um contrato com a CFM International Inc., S.A. relativo à aquisição de 83
reatores LEAP-A1, incluindo 5 reatores de reserva, que equiparão e servirão a nova frota de aeronaves
A320NEO Family. De referir, que estes reatores serão adquiridos diretamente pela Airbus, com exceção
dos reatores de reserva. Relativamente aos reatores de reserva, dos 5 previstos já foram adquiridos 3.
Decorre ainda dos compromissos assumidos no contrato com a CFM, a aquisição de um reator LEAP
spare previsto para entrega em março de 2022, que resulta em pagamento de um pre-delivery payment
durante o ano de 2021.
2021 2020
Resultado atribuível ao acionista da TAP S.A. (1.599.110.889) (1.230.255.776)
Número médio ponderado de ações 62.200.000 8.300.000
Resultado básico e diluído por ação (25,7) (148,2)

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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021 120
37 Contingências
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020 o Grupo não apresenta ativos contingentes passíveis de divulgação,
e os passivos contingentes eram conforme segue:
As contingências regulatórias incluem, essencialmente, processos instaurados pelos clientes
relativamente às irregularidades da atividade. O Grupo, suportado pela opinião dos Advogados, considerou
que um resultado não favorável destes processos não é provável.
Garantias prestadas
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020 as garantias prestadas pelo Grupo decompõem-se como segue:
38 Partes relacionadas
Durante o exercício de 2021, conforme divulgado na Nota Introdutória, a estrutura acionista da TAP S.A.
sofreu alterações, com impacto na identificação das entidades relacionadas em 31 de dezembro de 2021.
Durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2021, as partes relacionadas identificadas são as
seguintes:
2021 2020
Contingências fiscais
494.207 864.894
Contingências civis
11.030.695 8.985.071
Contingências regulatórias
2.334.446 7.636.358
Total
13.859.348 17.486.323
2021 2020
Garantias bancárias prestadas pela Sede
Aeronaves 38.221.763 42.683.205
Combustíveis 882.924 814.930
Estado Português - Exploração das linhas dos Açores - 1.653.985
Aeroportos 1.019.875 942.643
Tribunal do Trabalho 450.962 540.622
Outras 4.641.556 6.228.452
Garantias bancárias prestadas pelas Representações
2.261.785 2.107.124
47.478.865 54.970.960
Aeropar SPdH - Serviços Portugueses de Handling, S.A.
Cateringpor TAP ME Brasil
Estado Português TAP SGPS
Grupo Barraqueiro TAPGER
Portugália UCS

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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021 121
No âmbito da identificação das partes relacionadas, para efeitos de relato financeiro, foram avaliados
igualmente como partes relacionadas os membros do Conselho de Administração e demais Órgãos
Sociais. Ver Relatório de Gestão.
Os saldos e transações, com entidades relacionadas em 31 de dezembro de 2021 e 2020, são como
segue:
Saldos
Clientes
(Nota 10)
Adiantamentos
a fornecedores
(Nota 10)
Acréscimos de
rendimentos
(Nota 10)
Diferimento de
gastos a
reconhecer (Nota
13)
Imposto sobre o
rendimento a
receber (Nota 12)
Direito de uso
de ativos
Outros
devedores
(Nota 10)
Reservas de
manutenção
(Nota 10)
Imparidade de
contas a receber
(Nota 10)
Total
TAP SGPS 17 - 885 - - - 921.540.227 - (884.671.817)
36.869.312
PGA 274.994 - 850.961 - - 187.329.516 229.080 7.953.186 -
196.637.737
SPdH 791.075 - - - - - 15.415.106 - (10.773.100)
5.433.081
TAP ME Brasil 15.603.355 515.432 - 1.023.737 - - 9.257.851 - (25.669.547)
730.828
Cateringpor 341.128 - 1.047.335 - - - 1.667.512 - -
3.055.975
UCS 45.329 1.000 - - - - 71.249 - -
117.578
17.055.898 516.432 1.899.181 1.023.737 - 187.329.516 948.181.025 7.953.186 (921.114.464) 242.844.511
2021 - Ativos
Clientes
(Nota 10)
Adiantamentos
a fornecedores
(Nota 10)
Acréscimos
de
rendimentos
(Nota 10)
Diferim ento de
gastos a
reconhecer
(Nota 13)
Imposto sobre o
rendim ento a
receber (Nota 12)
Direito de uso
de ativos
Outros devedores
(Nota 10)
Imparidade de
contas a receber
(Nota 10)
Total
Estado Português - - - - - - - -
-
TAP SGPS 70.812 - 810.885 - 291.037 - 874.123.772 -
875.296.506
Azul S.A. - - - - - - - -
-
TAPGER - - - - - - - -
-
PGA 1.194.164 - 850.961 1.092.006 - 116.796.416 91.282 -
120.024.829
SPdH 563.580 3.300.000 - 1.471.775 - - 391.006 -
5.726.361
TAP ME Brasil 14.034.564 39.117 - 6.047.685 - - 6.686.434 (18.877.760)
7.930.040
Cateringpor 617.784 - - - - - 1.326.501 -
1.944.285
UCS 732.394 1.000 - - - - 47.371 -
780.765
Grupo Barraqueiro 3.233 - - - - - - -
3.233
17.216.531 3.340.117 1.661.846 8.611.466 291.037 116.796.416 882.666.366 (18.877.760) 1.011.706.019
2020 - Ativos
Fornecedores
(Nota 20)
Acréscimos de
gastos (Nota 20)
Ganhos
diferidos (Nota
21)
P assi vos
remunerados
não correntes
(Nota 19)
Pa ssivos
remunerados
correntes
(Nota 19)
Outras contas a
pagar correntes
(Nota 20)
Total
TAP SGPS (59.635) - - - - (412)
(60.047)
PGA (9.715.176) (56.084) (20.144) (100.306.207) (110.739.906) 344
(220.837.173)
SPdH (4.430.291) (1.760.080) (81.794) - - 4.065
(6.268.100)
TAP ME Brasil 305.588 (12.678) - - - -
292.910
Cateringpor (4.069.068) (2.135.080) (206.504) - - -
(6.410.652)
UCS (159.954) (142.359) (28.983) - - (32.374)
(363.670)
(18.128.536) (4.106.281) (337.425) (100.306.207) (110.739.906) (28.377) (233.646.732)
2021 - Passivos
Fornecedores
(Nota 20)
Acréscimos de
gastos (Nota 20)
Ganhos
diferidos
(Nota 21)
Passivos
remunerados
não correntes
(Nota 19)
Pas s ivos
remunerados
correntes
(Nota 19)
Outras contas
a pagar
correntes
(Nota 20)
Total
Estado Português - - - - (1 210 825 439) -
(1 210 825 439)
TAP SGPS (164 851) - - - - -
(164 851)
TAPGER - - - - - -
-
PGA (3 726 749) (285 272) - (60 475 742) (70 240 234) -
(134 727 997)
SPdH 545 840 (1 358 392) (82 636) - - (82)
(895 270)
TAP ME Brasil (1 869 803) (12 552) - - - -
(1 882 355)
Cateringpor (876 421) (5 183 568) (205 447) - - -
(6 265 436)
UCS (457 472) - (28 983) - - (13 469)
(499 924)
Grupo Barraqueiro (2 397) - - - - -
(2 397)
(6 551 853) (6 839 784) (317 066) (60 475 742) (1 281 065 673) (13 551) (1 355 263 669)
2020 - Passivos

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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021 122
Transações
Os gastos operacionais com a SPdH referem-se a serviços de ground handling prestados pela SPdH para
suporte a aviões, passageiros, bagagem, carga e correio.
Estas transações são realizadas em termos e condições semelhantes aos praticados nos acordos
comerciais habitualmente celebrados com outras companhias aéreas.
39 Ativos e passivos financeiros
A política contabilística descrita na Nota 2.11 foi aplicada de acordo com as categorias apresentadas
abaixo:
Rendimentos
operacionais
Gastos
operacionais
Depreciações
de direito de uso Juros obtidos
Juros suportados e
diferenças de câmbio
Consolidado
fiscal Total
Estado Português - - - - (47.718.792) - (47.718.792)
TAP SGPS - (601.194) - 33.712.447 - - 33.111.253
PGA 3.739.151 (12.473.119) (71.899.280) - (12.098.409) - (92.731.657)
SPdH 6.919.275 (54.836.212) - - - - (47.916.937)
TAP ME Brasil 61.166 (2.051.761) - - - - (1.990.595)
Cateringpor 1.678.831 (25.121.272) - - - - (23.442.441)
UCS 830.875 (4.776.419) - - - - (3.945.544)
Grupo Barraqueiro 2.523 (479) - - - - 2.044
13.231.821 (99.860.456) (71.899.280) 33.712.447 (59.817.201) - (184.632.669)
2021
Rendimentos
operacionais
Gastos
operacionais
Depreciações
de direito de uso Juros obtidos
Juros suportados e
diferenças de câmbio
Consolidado
fiscal Total
Estado Português - - - - (10.825.439) - (10.825.439)
TAP SGPS - (1.689.519) - 32.354.967 - 49.606 30.715.054
TAPGER - (133.425) - - - - (133.425)
PGA 2.888.762 1.931.163 (78.986.913) - (10.725.788) - (84.892.776)
SPdH 5.502.691 (43.027.968) - - - - (37.525.277)
TAP ME Brasil 576.426 (605.328) - - - - (28.902)
Cateringpor 1.420.334 (20.314.928) - - - - (18.894.594)
UCS 976.408 (3.978.266) - - - - (3.001.858)
Grupo Barraqueiro 1.896 (13.863) - - - - (11.967)
11.568.561 (67.856.571) (78.986.913) 32.354.967 (21.551.227) 49.606 (124.421.577)
2020
Ati vo s e pa ssivo s
financeiros ao custo
amortizado
Ativos e pa ssivos
financeiros ao justo
valor por outro
rendimento integral
Ati vo s e pa ssivo s
financeiros ao justo
valor por resultados
Ativos e passivos
financeiros fora de
âmbito da IFRS 9
Total
Ativos
Outros ativos financeiros 488.725 - - - 488.725
Outras contas a receber 445.637.020 233.046 - 13.889.002 459.759.068
Caixa e seus equivalentes 812.578.316 - - - 812.578.316
Total Ativos 1.258.704.061 233.046 - 13.889.002 1.272.826.109
Pa ssivos
Passivos remunerados e locações com opção de compra (937.194.148) - - (543.676.406) (1.480.870.554)
Passivo locação sem opção de compra - - - (2.118.538.327) (2.118.538.327)
Outras contas a pagar (405.595.477) - - (558.381) (406.153.858)
Total Passivos (1.342.789.625) - - (2.662.773.114) (4.005.562.739)
2021

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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021 123
As seguintes tabelas apresentam os ativos e passivos mensurados ao justo valor em 31 de dezembro de
2021 e 2020, de acordo com os seguintes níveis de hierarquia de justo valor estabelecidos no IFRS 13:
Nível 1: o justo valor dos instrumentos financeiros é baseado em preços disponíveis em mercados ativos
e líquidos à data da posição financeira;
Nível 2: o justo valor dos instrumentos financeiros não é determinado com base em preços em mercados
ativos, mas através de modelos de avaliação. Os principais inputs destes modelos são informações
observáveis no Mercado; e
Nível 3: o justo valor dos instrumentos financeiros não é determinado com base em preços em mercados
ativos, mas através de modelos de avaliação, cujos inputs principais não são observáveis no mercado.
Instrumentos financeiros derivados
O justo valor dos instrumentos financeiros derivados é registado na rubrica de Outras contas a pagar
quando negativo, e na rubrica de Outras contas a receber quando positivo.
Durante 2021 e 2020, a variação do justo valor dos instrumentos financeiros derivados foi reconhecida no
capital próprio ou resultados, tendo em consideração a situação de overhedge verificada em 2020
decorrente da redução de atividade provocada pela pandemia COVID-19 (Nota 1.1.3).
Ati vo s e pa ssivo s
financeiros ao custo
amortizado
Ativos e pa ssivos
financeiros ao justo
valor por outro
rendimento integral
Ati vo s e pa ssivo s
financeiros ao justo
valor por resultados
Ativos e passivos
financeiros fora de
âmbito da IFRS 9
Total
Ativos
Outros ativos financeiros 488.730 - - - 488.730
Outras contas a receber 1.198.129.068 - - 9.603.494 1.207.732.562
Caixa e seus equivalentes 518.756.607 - - - 518.756.607
Total Ativos 1.717.374.405 - - 9.603.494 1.726.977.899
Pa ssivos
Passivos remunerados e locações com opção de compra (2.151.809.254) - - (438.578.991) (2.590.388.245)
Passivo locação sem opção de compra - - - (2.038.640.352) (2.038.640.352)
Outras contas a pagar (414.981.926) 29.014.165 - (548.038) (386.515.799)
Total Passivos (2.566.791.180) 29.014.165 - (2.477.767.381) (5.015.544.396)
2020
Nível 1 Nível 2 Nível 3
Ativos não financeiros
Propriedades de investimento -
1.615.899
-
Pa ssivos fi na nce iros
-
-
-
Nível 1 Nível 2 Nível 3
Ativos não financeiros
-
1.543.825
-
Pa ssivos fi na nce iros
- (29.014.165) -
2021
Instrumentos financeiros derivados
Instrumentos financeiros derivados
2020
Propriedades de investimento

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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021 124
O detalhe do justo valor dos instrumentos financeiros derivados é apresentado na Nota 23.
40 Custos com revisão legal de contas
Durante os exercícios findos em 31 de dezembro de 2021 e 2020, os honorários faturados pelos serviços
prestados pelo Revisor Oficial de Contas e por outras entidades pertencentes à mesma rede, detalham-
se conforme segue:
Os serviços de Revisão Limitada foram efetuados com referência ao mês de junho de 2021 e aos meses
de março e junho de 2020.
Os serviços de garantia de fiabilidade e procedimentos acordados dizem respeito a trabalhos de validação
de despesas/pagamentos no âmbito do auxílio de Estado e pedido de subsídios à União Europeia, bem
como validação de rácios financeiros no âmbito de contratos de financiamento.
41 Eventos subsequentes
Guerra na Ucrânia
Em fevereiro de 2022, a Federação Russa deu início a uma ação militar no território ucraniano que
desencadeou uma guerra em território europeu. O referido acontecimento tem originado impactos
macroeconómicos relevantes, em particular ao nível dos mercados de financiamento internacionais,
nomeadamente de subida das taxas de juro, bem como do aumento do preço dos combustíveis, incluindo
do jet fuel, que registou crescimentos superiores a 30% desde o início do conflito, e de um conjunto de
bens e serviços o que tem originado uma crescente inflação. Adicionalmente, o referido conflito originou
restrições de circulação do espaço aéreo próximo daquela região, restrições essas que se mantêm à data
de aprovação destas demonstrações financeiras, bem como a imposição de sanções de natureza
económica, financeira e outras à Federação Russa e a indivíduos associados ao regime russo por parte
da União Europeia, dos Estados Unidos e outros países, com impactos ao nível da movimentação de
pessoas, mercadorias e fluxos financeiros.
A Administração encontra-se a acompanhar o referido acontecimento, o qual se reveste de elevada
incerteza quanto à duração, extensão e impacto do referido conflito e das respetivas sanções e restrições
impostas, não sendo possível prever os eventuais efeitos que dele resultem e por quanto tempo, incluindo
dos impactos na inflação e no preço dos combustíveis nos próximos exercícios.
2021 2020
Serviços de Revisão Legal de Contas 90.450 105.750
Serviços de Revisão Limitada 45.000 75.000
Serviços de garantia de fiabilidade e procedimentos acordados 194.500 135.500
329.950 316.250

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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021 125
Encerramento das operações da TAP ME Brasil com vista à sua liquidação
Tendo em consideração o Plano de Reestruturação Aprovado e no seguimento da decisão do Conselho
de Administração da TAP SGPS em 29 de dezembro de 2021 de encerrar as operações da sua subsidiária
TAP ME Brasil (Nota 1.1.3), sociedade com a qual a TAP S.A. mantém transações na qualidade de cliente
e fornecedor (Nota 38), em janeiro de 2022 foi comunicado o procedimento com vista à liquidação da TAP
ME Brasil aos seus principais stakeholders, incluindo colaboradores, sendo que a nível operacional está
prevista a conclusão dos serviços de manutenção relativos a aeronaves já contratados e/ou em curso.

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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021 126
CONTABILISTA CERTIFICADO CONSELHO ADMINISTRAÇÃO
Ana Maria Fragueiro Navarro Manuel Amaral Beja
Presidente do Conselho de Administração
Christine Ourmières-Widener
Vogal do Conselho de Administração e Presidente da Comissão Executiva
Silvia Mosquera González
Vogal
Patrício Ramos Castro
Vogal
Ana Teresa C. P. Tavares Lehmann
Vogal
Gonçalo Neves Costa Monteiro Pires
Vogal
João Pedro Conceição Duarte
Vogal
Ramiro José Oliveira Sequeira
Vogal

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PricewaterhouseCoopers & Associados – Sociedade de Revisores Oficiais de Contas, Lda.
Sede: Palácio Sottomayor, Rua Sousa Martins, 1 - 3º, 1069-316 Lisboa, Portugal
Receção: Palácio Sottomayor, Avenida Fontes Pereira de Melo, nº16, 1050-121 Lisboa, Portugal
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Matriculada na CRC sob o NIPC 506 628 752, Capital Social Euros 314.000
Inscrita na lista das Sociedades de Revisores Oficiais de Contas sob o nº 183 e na CMVM sob o nº 20161485

PricewaterhouseCoopers & Associados – Sociedade de Revisores Oficiais de Contas, Lda. pertence à rede de entidades que são membros da PricewaterhouseCoopers International Limited,
cada uma das quais é uma entidade legal autónoma e independente.

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Relato sobre a auditoria das demonstrações financeiras consolidadas

Opinião

Auditámos as demonstrações financeiras consolidadas anexas da Transportes Aéreos Portugueses,
S.A. (o Grupo), que compreendem a demonstração consolidada da posição financeira em 31 de
dezembro de 2021 (que evidencia um total de 4.718.062 milhares de euros e um total de capital próprio
negativo de 468.074 milhares de euros, incluindo um resultado líquido negativo de 1.599.111 milhares
de euros), a demonstração consolidada dos resultados, a demonstração consolidada do rendimento
integral, a demonstração consolidada das alterações nos capitais próprios e a demonstração
consolidada dos fluxos de caixa relativas ao ano findo naquela data, e as notas anexas às
demonstrações financeiras consolidadas que incluem um resumo das políticas contabilísticas
significativas.

Em nossa opinião, as demonstrações financeiras consolidadas anexas apresentam de forma
verdadeira e apropriada, em todos os aspetos materiais, a posição financeira consolidada da
Transportes Aéreos Portugueses, S.A. em 31 de dezembro de 2021 e o seu desempenho financeiro e
fluxos de caixa consolidados relativos ao ano findo naquela data de acordo com as Normas
Internacionais de Relato Financeiro (IFRS) tal como adotadas na União Europeia.

Bases para a opinião

A nossa auditoria foi efetuada de acordo com as Normas Internacionais de Auditoria (ISAs) e demais
normas e orientações técnicas e éticas da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas. As nossas
responsabilidades nos termos dessas normas estão descritas na secção “Responsabilidades do auditor
pela auditoria das demonstrações financeiras consolidadas” abaixo. Somos independentes das
entidades que compõem o Grupo nos termos da lei e cumprimos os demais requisitos éticos nos
termos do código de ética da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas.

Estamos convictos de que a prova de auditoria que obtivemos é suficiente e apropriada para
proporcionar uma base para a nossa opinião.

Ênfase

Chamamos a atenção para o divulgado na nota 1 do anexo contendo as notas explicativas,
nomeadamente quanto (i) à aprovação do Plano de Reestruturação do Grupo TAP pela Comissão
Europeia, em 21 de dezembro de 2021, no âmbito do auxílio de Estado ao Grupo (“Plano de
Reestruturação Aprovado”), e consequente monitorização futura por parte da Comissão Europeia
quanto ao seu cumprimento e (ii) aos impactos da evolução da pandemia COVID-19 e do conflito na
Ucrânia no setor do transporte aéreo e, consequentemente, na atividade operacional futura do Grupo
TAP SA.


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Certificação Legal das Contas e Relatório de Auditoria Transportes Aéreos Portugueses, S.A.
31 de dezembro de 2021 PwC 2 de 16
Desta forma, importa salientar que a performance económica e financeira futura do Grupo poderá ser
significativamente afetada, entre outros, pelos fatores acima referidos.

A nossa opinião não é modificada em relação a esta matéria.

Matérias relevantes de auditoria

As matérias relevantes de auditoria são as que, no nosso julgamento profissional, tiveram maior
importância na auditoria das demonstrações financeiras consolidadas do ano corrente. Essas matérias
foram consideradas no contexto da auditoria das demonstrações financeiras consolidadas como um
todo, e na formação da opinião, e não emitimos uma opinião separada sobre essas matérias.
Consideramos que as matérias descritas abaixo são as matérias relevantes de auditoria a comunicar
neste relatório.

Matérias relevantes de auditoria Síntese da abordagem de auditoria

Reconhecimento do rédito, incluindo
responsabilidades com documentos
pendentes de voo e programa de fidelização
de clientes

Divulgações relacionadas com o rédito
apresentadas nas notas 1.1.3, 2.26, 2.32, 21, 22
e 24 das demonstrações financeiras
consolidadas.

Em 31 de dezembro de 2021, os rendimentos e
ganhos operacionais ascendem a 1.389 milhões
de euros, os quais correspondem,
essencialmente, ao transporte de passageiros.
Tal como divulgado na nota 2.26 das
demonstrações financeiras consolidadas, no
momento da venda do bilhete, o valor é
registado como um passivo na rubrica de
Documentos pendentes de voo, a qual, a 31 de
dezembro de 2021, ascende a 644 milhões de
euros, sendo o respetivo rédito reconhecido
apenas quando o transporte é efetuado ou no
momento da caducidade do bilhete, tendo em
consideração neste caso as condições
associadas à sua venda e respetiva estimativa
quanto à probabilidade do passageiro solicitar o
respetivo reembolso ou emissão de novo
bilhete.

Tal como divulgado nas notas 2.26 e 2.32 das
demonstrações financeiras consolidadas, a

Os procedimentos de auditoria incluíram, entre
outros, o entendimento e a avaliação dos
diversos sistemas de informação relacionados
com o reconhecimento do rédito de transporte
de passageiros, a identificação e avaliação da
eficiência operacional do sistema de controlo
interno do Grupo associado aos processos de
gestão de sistemas de informação, tendo para o
efeito recorrido a especialistas em auditoria de
sistemas de informação, bem como à avaliação
dos respetivos controlos-chave destinados a
assegurar o correto, completo e atempado
reconhecimento do rédito de transporte de
passageiros.

Procedemos à realização de testes substantivos
específicos sobre o rédito de transporte de
passageiros e o saldo da rubrica de
Documentos pendentes de voo, nomeadamente
a reconciliação de informação extraída dos
diversos sistemas de suporte com os registos
contabilísticos, a validação, por amostragem,
dos diversos inputs da listagem de documentos
pendentes de voo e a análise das reconciliações
bancárias. Efetuámos, também, procedimentos
de revisão analítica para as diversas categorias
de rédito de transporte de passageiros,
nomeadamente, tarifas, taxas e comissões.

No que respeita ao programa “TAP Miles&Go”,
os procedimentos de auditoria que

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Certificação Legal das Contas e Relatório de Auditoria Transportes Aéreos Portugueses, S.A.
31 de dezembro de 2021 PwC 3 de 16
Matérias relevantes de auditoria Síntese da abordagem de auditoria
rubrica de Documentos pendentes de voo
respeita ao saldo de voos não realizados até
essa data, correspondendo a uma obrigação de
prestação do serviço no futuro ou a uma
obrigação de reembolso do valor do bilhete
conforme definido nos termos contratuais.

Na sequência dos impactos da pandemia
COVID-19 no setor do transporte aéreo, o
Grupo sofreu uma redução significativa da sua
atividade em 2020 e 2021, em resultado de uma
acentuada quebra da procura e da imposição de
restrições governamentais à circulação aérea, o
que gerou o cancelamento de diversos voos.

Neste enquadramento, o Conselho de
Administração reviu a política de utilização de
documentos pendentes de voos,
nomeadamente no que respeita à possibilidade
de remarcação de passagens sem custos
adicionais ou de reembolso das passagens
através de exfluxo monetário ou emissão de
vouchers com majoração do valor e
alargamento dos prazos de validade para a sua
utilização.

No que respeita ao programa “TAP Miles&Go”,
tal como divulgado nas notas 2.26 e 2.32 das
demonstrações financeiras consolidadas, o
Grupo reconhece uma obrigação contratual com
base no histórico do número de milhas
atribuídas e não utilizadas nem caducadas,
ajustadas da estimativa de milhas a expirar sem
utilização. As milhas apuradas são valorizadas
de acordo com o seu stand alone price
considerando a redenção histórica de milhas. A
responsabilidade associada ao programa de
fidelização de clientes, a 31 de dezembro de
2021, ascende a 41 milhões de euros.

Tendo em consideração os impactos
decorrentes da pandemia COVID-19 na
atividade do transporte aéreo, durante 2020 o
Grupo optou por prorrogar em 12 meses a
validade das milhas atribuídas a clientes, tendo
atualizado, em conformidade, os pressupostos
associados ao cálculo desta estimativa.
desenvolvemos, incluíram, entre outros, a
apreciação da adequabilidade do modelo,
desenvolvido internamente, para a quantificação
das responsabilidades relacionados com milhas
por utilizar, assim como da razoabilidade dos
pressupostos embutidos no mesmo, e a
validação dos respetivos cálculos incorporados
para determinação do stand alone price.

Inquirimos a Gestão quanto à razoabilidade dos
pressupostos utilizados, e realizámos análises
de sensibilidade de forma a aferir os potenciais
impactos nas responsabilidades com o
programa de fidelização de clientes decorrentes
de alterações ao valor unitário da milha e da
taxa estimada de milhas a expirar.

Verificámos a adequação das divulgações
apresentadas nas demonstrações financeiras
consolidadas, tendo por base o enunciado no
normativo contabilístico aplicável e os fatores
considerados relevantes.


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Matérias relevantes de auditoria Síntese da abordagem de auditoria

O Conselho de Administração efetua análises
periódicas, quer do saldo da rubrica de
Documentos pendentes de voo, de forma a
verificar os bilhetes que já foram voados ou que
perderam validade, quer do saldo da rubrica do
programa de fidelização de clientes, de forma a
avaliar a utilização e validade das milhas.

Face à expressão dos montantes em causa,
bem como ao grau de julgamento inerente ao
reconhecimento do rédito, este tema constituiu
uma matéria relevante para efeitos da nossa
auditoria.


Estimativas associadas à manutenção e
redelivery da frota

Divulgações relacionadas com a manutenção e
redelivery da frota apresentadas nas notas
1.1.3, 2.6, 2.20, 2.32, 4, 10 e 18 das
demonstrações financeiras consolidadas.

Tal como divulgado na nota 2.32 das
demonstrações financeiras consolidadas, as
estimativas para a manutenção

e redelivery da
frota requerem a definição de um conjunto de
pressupostos significativos por parte do Grupo,
assentes em previsões com elevado grau de
julgamento, nomeadamente, a utilização das
aeronaves e as suas condições de
navegabilidade, custo das intervenções,
cláusulas contratuais e eventuais renegociações
dos contratos de locação. Estas estimativas
influenciam o registo da provisão para os
trabalhos a realizar imediatamente antes da
devolução das aeronaves em regime de locação
sem opção de compra, designados por
redelivery, a qual ascende ao montante de 141
milhões de euros em 31 de dezembro de 2021,
assim como a determinação da vida útil das
manutenções estruturais e a recuperabilidade
das reservas de manutenção entregues aos
locadores.


Desenvolvemos um conjunto de procedimentos
de auditoria com o objetivo de avaliar a
razoabilidade das estimativas para manutenção
e redelivery da frota, entre os quais, o
entendimento e apreciação dos processos e
procedimentos de controlo interno adotados
pelo Grupo no que respeita ao seu apuramento.

Obtivemos os elementos de suporte ao cálculo
das estimativas de manutenção

e redelivery,
tendo apreciado a razoabilidade dos
pressupostos assumidos, bem como a sua
consistência com as estimativas embutidas no
Plano de Reestruturação Aprovado.
Questionámos os técnicos internos da área de
manutenção e a Gestão quanto à razoabilidade
dos pressupostos utilizados e verificámos os
cálculos efetuados.

Analisámos os diferentes períodos de
intervenção considerados nas estimativas,
atendendo às especificidades de cada
aeronave, assim como a estimativa dos custos a
incorrer no futuro e a razoabilidade da taxa de
desconto utilizada, tendo por base as condições
que se encontram definidas contratualmente,
assim como a informação fornecida por
engenheiros internos com experiência
específica desta matéria.


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Matérias relevantes de auditoria Síntese da abordagem de auditoria
No que respeita à estimativa dos encargos
resultantes dos trabalhos de redelivery, estes
são reconhecidos como provisões, por
contrapartida do respetivo direito de uso das
aeronaves, o qual é depreciado linearmente ao
longo do prazo dos contratos de locação sem
opção de compra.

Relativamente às manutenções estruturais, que
incrementam a vida útil dos ativos subjacentes,
são capitalizadas e reconhecidas como um
complemento ao direito de uso dos ativos,
sendo subsequentemente depreciadas até à
ocorrência de nova manutenção. A estimativa
do prazo até à ocorrência da próxima
manutenção é definida de acordo com o melhor
julgamento do Grupo, sendo esta revista a cada
data de relato financeiro. O período estimado de
ocorrência das manutenções estruturais das
aeronaves em regime de locação sem opção de
compra, assim como a estimativa do respetivo
valor, tem impacto na utilização das reservas de
manutenção entregues aos locadores, sendo as
mesmas recuperadas através da realização das
referidas manutenções.

Face aos montantes envolvidos e ao elevado
nível de julgamento associado aos pressupostos
utilizados na estimativa para a manutenção e
redelivery da frota, este tema constituiu uma
matéria relevante para efeitos da nossa
auditoria.

Averiguámos, igualmente, a consistência
histórica das estimativas de manutenção face
aos eventos efetivamente ocorridos e a
razoabilidade da evolução da estimativa de
manutenção e redelivery em 31 de dezembro de
2021 face ao exercício homólogo, tendo em
consideração os impactos da pandemia COVID-
19 na gestão da manutenção das aeronaves e
na evolução estimada da frota aérea, conforme
definido no Plano de Reestruturação Aprovado.

Verificámos a adequação das divulgações
apresentadas nas demonstrações financeiras
consolidadas, tendo por base o enunciado no
normativo contabilístico aplicável e os fatores
considerados relevantes.


Recuperabilidade dos ativos fixos tangíveis
e intangíveis do transporte aéreo

Divulgações relacionadas com a
recuperabilidade dos ativos fixos tangíveis e
intangíveis do transporte aéreo apresentadas
nas notas 1.1.3, 2.9, 2.32, 4 e 32 das
demonstrações financeiras consolidadas.

Em 31 de dezembro de 2021, o montante de
ativos fixos tangíveis e intangíveis respeitantes
ao transporte aéreo reconhecido nas

Os procedimentos de auditoria desenvolvidos
incluíram, entre outros, a avaliação da
adequação do modelo de imparidade utilizado
pelo Conselho de Administração e a reexecução
matemática dos cálculos.

Foi apreciada a razoabilidade das estimativas e
julgamentos realizados pelo Conselho de
Administração, subjacentes aos pressupostos
relevantes utilizados no modelo do teste de
imparidade e respetivas análises de
sensibilidade.

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demonstrações financeiras consolidadas do
Grupo ascende a 2.840 milhões de euros.

De acordo com a IAS 36 – Imparidade de ativos,
e conforme divulgado nas notas às
demonstrações financeiras consolidadas, o
Grupo procede à realização de teste de
imparidade aos ativos fixos tangíveis e
intangíveis do transporte aéreo, sempre que
existam indícios que o seu valor contabilístico
possa não ser recuperável, o que se verificou no
corrente exercício tendo em consideração os
impactos da pandemia COVID-19 na atividade
de transporte aéreo.

O valor recuperável dos referidos ativos é
apurado com base em modelos de fluxos de
caixa descontados, os quais requerem a
utilização de estimativas e pressupostos
definidos pelo Conselho de Administração, com
base em projeções económicas e de mercado,
nomeadamente no que se refere aos cash-flows
associados à atividade operacional do Grupo,
taxas de câmbio, taxas de crescimento na
perpetuidade e taxas de desconto.

Conforme divulgado nas notas 1.1.3 e 4 das
demonstrações financeiras consolidadas, em 21
de dezembro de 2021 a Comissão Europeia
aprovou o Plano de Reestruturação do Grupo
TAP para os anos 2020-2025, o qual inclui as
projeções do Conselho de Administração da
TAP SA apresentadas em 10 de junho de 2021
e atualizadas em 3 de novembro de 2021, com
base num conjunto de pressupostos de médio e
longo prazo relacionados com a evolução da
frota e nível de atividade e performance
operacional, tendo em consideração a incerteza
associada à evolução futura da pandemia
COVID-19 e os seus impactos na atividade do
transporte aéreo. Os pressupostos embutidos
no Plano de Reestruturação Aprovado
estiveram na base da análise da
recuperabilidade dos ativos fixos tangíveis e
intangíveis do transporte aéreo efetuada pelo
Conselho de Administração.


Efetuámos a reconciliação das projeções dos
fluxos de caixa futuros com o Plano de
Reestruturação Aprovado. Foi igualmente
avaliada a razoabilidade da definição da
unidade geradora de caixa, ao nível da qual foi
realizado o teste de imparidade.

Inquirimos a Gestão quanto à adequação dos
pressupostos que apresentam maior
sensibilidade na determinação do valor de uso,
nomeadamente a evolução das receitas e a
margem de EBITDA. Foi igualmente realizada
uma análise à adequação da taxa de desconto e
da taxa de crescimento na perpetuidade, com
recurso a análises com comparáveis e outra
informação disponível no mercado. Foram ainda
desenvolvidas análises de sensibilidade aos
principais pressupostos de modo a determinar
qual o nível de variações que, individualmente
ou no seu conjunto, poderiam originar perdas
por imparidade nos ativos testados.

Os procedimentos acima descritos, realizados
para avaliar a razoabilidade dos pressupostos e
metodologia associada ao modelo de
imparidade utilizado pelo Grupo, foram
realizados com o apoio da nossa equipa de
peritos internos.

Foi ainda revista a adequação das divulgações
apresentadas nas demonstrações financeiras
consolidadas, em especial as que se referem às
estimativas e pressupostos que apresentam
maior sensibilidade na determinação do valor
recuperável baseado no valor de uso, tendo por
base o enunciado no normativo contabilístico
aplicável e os fatores considerados relevantes.

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Conforme igualmente divulgado na nota 1.1.3
das demonstrações financeiras consolidadas,
importa referir que eventuais variações futuras
desfavoráveis entre os fluxos de caixa reais e os
estimados no Plano de Reestruturação
Aprovado podem originar impactos relevantes
no cálculo do valor recuperável dos referidos
ativos e afetar consequentemente, de forma
significativa, a posição financeira e económica
do Grupo.

O prolongamento do conflito na Ucrânia e a
manutenção da subida dos preços dos
combustíveis e das taxas de juro nos mercados
internacionais, são um fator que está a ser
monitorizado pelo Conselho de Administração,
embora não incorporado nos testes de
imparidade realizados com referência a 31 de
dezembro de 2021, por se tratar de um evento
não ajustável.

Face aos montantes envolvidos, à
complexidade dos modelos de avaliação, aos
pressupostos utilizados, ao elevado nível de
julgamento e subjetividade que lhe estão
inerentes, tendo adicionalmente em
consideração a incerteza da evolução futura da
pandemia COVID-19 e os respetivos impactos
na atividade do transporte aéreo, este tema
constituiu uma matéria relevante para efeitos da
nossa auditoria.


Recuperabilidade de ativos por impostos
diferidos
Divulgações relacionadas com a
recuperabilidade de ativos por impostos
diferidos apresentadas nas notas 1.1.3, 2.13,
2.32, 9 e 34 das demonstrações financeiras
consolidadas.

Na posição financeira consolidada de 31 de
dezembro de 2021, os ativos por impostos
diferidos ascendem a 364 milhões de euros, dos
quais (i) 134 milhões de euros respeitam a

Os procedimentos de auditoria desenvolvidos
incluíram, entre outros, a avaliação da
adequação do modelo de análise da
recuperabilidade dos ativos por impostos
diferidos, aprovado pelo Conselho de
Administração, a razoabilidade da metodologia
utilizada e a reexecução matemática dos
cálculos.

Efetuámos a reconciliação dos resultados antes
de impostos utilizados no respetivo modelo com
(i) o Plano de Reestruturação Aprovado para os
exercícios de 2022 a 2025, (ii) com as projeções

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prejuízos fiscais gerados nos exercícios de 2015
e 2021 e (ii) 187 milhões de euros respeitam a
perdas por imparidade em contas a receber,
decorrentes essencialmente do saldo com a
TAP SGPS.

Conforme divulgado nas notas 1.1.3 e 9 das
demonstrações financeiras consolidadas, a
recuperabilidade dos ativos por impostos
diferidos foi avaliada tendo por base as
projeções de resultados fiscais futuros e o valor
de passivos por impostos diferidos à data de 31
de dezembro de 2021. Importa salientar que
não foram reconhecidos ativos por impostos
diferidos ativos, no montante estimado de 53
milhões de euros, respeitantes a diferenças
temporárias entre os valores contabilísticos e
tributáveis referentes a imparidades e provisões,
devido à incerteza quanto à sua recuperação.

De acordo com a IAS 12 – Impostos sobre o
rendimento, os ativos por impostos diferidos são
reconhecidos na medida da expetativa do
Conselho de Administração quanto à sua
recuperabilidade futura, tendo por base a
capacidade de geração de lucros tributáveis
futuros, conjugada com o horizonte temporal e o
limite anual de recuperação dos prejuízos
fiscais, bem como o período estimado de
reversão das imparidades e provisões não
aceites fiscalmente, reconhecidas a 31 de
dezembro de 2021.

A estimativa de recuperação dos referidos
ativos por impostos diferidos teve por base a
projeção dos resultados antes de impostos
embutida no Plano de Reestruturação
Aprovado, o qual inclui as projeções do
Conselho de Administração apresentadas em
10 de junho de 2021 e atualizadas em 3 de
novembro de 2021, ajustados dos respetivos
efeitos fiscais, tendo ainda em consideração
que as demonstrações financeiras individuais da
Empresa são preparadas em conformidade com
as Normas Contabilísticas e de Relato
Financeiro adotadas em Portugal através do
Sistema de Normalização Contabilística (SNC).
atualizadas pelo Conselho de Administração em
3 de novembro de 2021 e submetidas à
Comissão Europeia, para os exercícios de 2026
e 2027, e (iii) com a linearização dos referidos
resultados para os exercícios futuros tendo por
base o período de reporte de utilização dos
prejuízos fiscais em vigor à data de 31 de
dezembro de 2021 e o período estimado de
reversão das imparidades e provisões não
aceites fiscalmente, reconhecidas a 31 de
dezembro de 2021.

Avaliámos criticamente as estimativas e
julgamentos realizados pelo Conselho de
Administração, subjacentes aos pressupostos
relevantes utilizados no modelo, nomeadamente
períodos discretos utilizados, resultados antes
de impostos nos períodos de projeção e
ajustamentos fiscais que concorrem para a
determinação da estimativa dos lucros
tributáveis futuros.

Verificámos a adequação das divulgações
apresentadas nas demonstrações financeiras
consolidadas, tendo por base o enunciado no
normativo contabilístico aplicável e os fatores
considerados relevantes.


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Conforme igualmente divulgado na nota 1.1.3
das demonstrações financeiras consolidadas,
importa referir que eventuais variações futuras
desfavoráveis entre os resultados reais e os
estimados no Plano de Reestruturação
Aprovado podem originar impactos relevantes
no cálculo do valor recuperável dos referidos
ativos e afetar consequentemente, de forma
significativa, a posição financeira e económica
do Grupo.

O prolongamento do conflito na Ucrânia e a
manutenção da subida dos preços dos
combustíveis e das taxas de juro nos mercados
internacionais, são um fator que está a ser
monitorizado pelo Conselho de Administração,
embora não incorporado nos testes de
imparidade realizados com referência a 31 de
dezembro de 2021, por se tratar de um evento
não ajustável.

Face aos montantes envolvidos, aos
pressupostos utilizados e ao elevado nível de
julgamento e subjetividade que lhe estão
inerentes, tendo adicionalmente em
consideração a incerteza da evolução futura da
pandemia COVID-19 e respetivos impactos na
atividade do transporte aéreo, este tema
constituiu uma matéria relevante para efeitos da
nossa auditoria.

Gastos não recorrentes decorrentes da
aprovação do Plano de Reestruturação e
respetiva reorganização societária do Grupo
TAP

Divulgações relacionadas com os gastos não
recorrentes decorrentes da aprovação do Plano
de Reestruturação e respetiva reorganização
societária do Grupo TAP apresentadas nas
notas 1.1.3, 2.10, 2.29, 2.32, 10, 18, 31, 38 e 41
das demonstrações financeiras consolidadas.

Conforme divulgado na nota 31 das
demonstrações financeiras consolidadas, no

Os procedimentos de auditoria desenvolvidos
incluíram, entre outros, a verificação do
cumprimento dos requisitos para efeitos do
reconhecimento dos gastos como não
recorrentes em 31 de dezembro de 2021.

Analisámos a documentação inerente ao Plano
de Reestruturação, o qual foi iniciado em 10 de
junho de 2020 com subsequentes atualizações
ocorridas durante o exercício de 2021 e
aprovação final pela Comissão Europeia em 21
de dezembro de 2021, e respetiva
reorganização societária em curso do Grupo

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exercício findo em 31 de dezembro de 2021
foram registados 1.025 milhões de euros de
gastos não recorrentes resultantes de perdas
por imparidade na conta a receber da TAP
SGPS, no montante de 885 milhões de euros, e
do registo de uma provisão no montante de 140
milhões de euros referente à estimativa de
encargos adicionais que a TAP SA irá suportar
relacionados com a referida reorganização
societária do Grupo TAP, incluindo os
decorrentes do processo de liquidação da TAP
ME Brasil, nos termos do Plano de
Reestruturação Aprovado.

Conforme divulgado nas notas 1.1.3 e 10 das
demonstrações financeiras consolidadas, a
recuperabilidade do saldo a receber da TAP
SGPS em 31 de dezembro de 2021, foi avaliada
pelo Conselho de Administração do Grupo com
base na aprovação do Plano de Reestruturação,
o qual prevê a reorganização societária do
Grupo TAP que se encontra em curso.

Conforme igualmente divulgado nas notas 1.1.3
e 18 das demonstrações financeiras
consolidadas, o reconhecimento da provisão
acima referida, no montante de 140 milhões de
euros, suportada em pareceres dos assessores
jurídicos do Grupo, requer julgamento por parte
do Conselho de Administração do Grupo, tanto
ao nível da avaliação da probabilidade de
ocorrência de exfluxos de recursos, como da
mensuração do passivo referente às
responsabilidades estimadas decorrentes do
processo de liquidação em curso da TAP ME
Brasil, nomeadamente, as que resultam de
processos judiciais, reestruturação e impostos.

Face aos montantes envolvidos, à
complexidade da estimativa efetuada e ao nível
de julgamento e subjetividade que lhe está
inerente, este tema constituiu uma matéria
relevante para efeitos da nossa auditoria.
TAP, bem como as atas dos Conselhos de
Administração da TAP SA e da TAP SGPS.
Inquirimos o Conselho de Administração quanto
à recuperabilidade do saldo a receber da TAP
SGPS e ao reconhecimento da referida provisão
à luz da referida documentação.

Os procedimentos de auditoria que
desenvolvemos para efeitos de avaliação da
razoabilidade da imparidade registada sobre o
saldo a receber incluíram, de entre outros, a
análise dos impactos estimados na conta a
receber da TAP SGPS decorrentes da
reorganização societária em curso na TAP
SGPS e na TAP SA.

Os procedimentos de auditoria que
desenvolvemos para efeitos de avaliação da
razoabilidade da provisão registada incluíram,
de entre outros, a atualização do nosso
entendimento sobre os procedimentos adotados
pelo Grupo para efeitos de identificação e
avaliação das contingências associadas, a
compreensão da sua natureza e a análise da
informação constante nas confirmações
externas e pareceres dos assessores jurídicos
do Grupo.

Numa base de amostragem, foi igualmente
reconciliada, a informação considerada
relevante no modelo de cálculo para efeitos de
valorização da provisão, aprovado pelo
Conselho de Administração, com a
documentação suporte, tendo ainda procedido à
reexecução matemática dos cálculos.

Inquirimos igualmente o Conselho de
Administração, os responsáveis pela área legal
e fiscal e os assessores jurídicos do Grupo
sobre as estimativas, julgamentos e decisões
tomadas de forma a avaliarmos a adequação,
nos termos da IAS 37, da categorização das
probabilidades de desfecho dos diferentes
processos relacionados com a liquidação em
curso da TAP ME Brasil.


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Matérias relevantes de auditoria Síntese da abordagem de auditoria
Verificámos a adequação das divulgações
apresentadas nas demonstrações financeiras
consolidadas, tendo por base o enunciado no
normativo contabilístico aplicável e os fatores
considerados relevantes.


Impacto da aprovação do Plano de
Reestruturação no pressuposto da
continuidade das operações

Divulgações relacionadas com o impacto da
aprovação do Plano de Reestruturação no
pressuposto da continuidade das operações nas
notas 1.1.5 e 2.1 das demonstrações financeiras
consolidadas

A pandemia COVID-19 teve um impacto muito
significativo na indústria do transporte aéreo.
O aparecimento do surto da pandemia COVID-
19, em Portugal, em março de 2020 e novas
variantes geraram restrições de viagens
nacionais e internacionais com um forte impacto
na redução significativa na atividade operacional
e liquidez do Grupo TAP.

Na data de aprovação das demonstrações
financeiras do exercício de 2020, a continuidade
das operações encontrava-se dependente da
aprovação de um Plano de Reestruturação por
parte da Comissão Europeia, bem como da
evolução da pandemia COVID-19. Tendo em
consideração os potenciais impactos no setor
do transporte aéreo e na atividade operacional e
financeira futura do Grupo, os fatores acima
descritos representaram uma incerteza material
que podia colocar dúvidas sobre a capacidade
do Grupo em manter a continuidade das suas
operações.

Em 31 de dezembro de 2021, conforme
divulgado na nota 1.1.5 das demonstrações
financeiras consolidadas, já se encontrava
aprovado o Plano de Reestruturação pela
Comissão Europeia. No âmbito das medidas de
auxílio de Estado, o apoio financeiro acionista já

Os procedimentos de auditoria desenvolvidos
incluíram, entre outros, a avaliação da
adequação da utilização do pressuposto da
continuidade das operações, utilizado pelo
Conselho de Administração, na preparação das
demonstrações financeiras consolidadas com
base na análise de razoabilidade efetuada aos
pressupostos e metodologia associada ao
modelo de fluxos de caixa para o exercício de
2022 incluídos no Plano de Reestruturação
Aprovado.

Foram igualmente analisados cenários de
sensibilidade aos principais fatores de risco
identificados pela TAP, nomeadamente quanto
(i) à evolução da pandemia COVID-19 e seu
impacto na procura, (ii) ao impacto do aumento
da taxa de inflação e (iii) ao aumento do preço
dos combustíveis, na liquidez e desempenho
operacional do Grupo TAP SA, de modo a
determinar se as disponibilidades existentes em
31 de dezembro de 2021, acrescidas da
estimativa de entradas de capital aprovadas
pela Comissão Europeia para o ano de 2022,
serão suficientes para o cumprimento das
necessidades de tesouraria do Grupo no prazo
de doze meses.

No âmbito da análise efetuada, inquirimos o
Conselho de Administração sobre o racional e
pressupostos utilizados na avaliação dos
potenciais efeitos da evolução da pandemia
COVID-19, bem como dos atuais
desenvolvimentos do conflito na
Ucrânia e as sanções mundiais impostas em
resposta, sobre o desenvolvimento global da
economia e a evolução dos preços dos
combustíveis e respetivo impacto no

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Matérias relevantes de auditoria Síntese da abordagem de auditoria
realizado por parte do Estado Português à TAP
SA ascende ao valor de 2.198 milhões de euros,
estando prevista a realização em 2022 de um
valor adicional de 990 milhões de euros, com o
propósito fundamental de assegurar a
sustentabilidade financeira e viabilidade
económica que permita a continuidade das
operações do Grupo TAP SA.

Desta forma, o Grupo TAP SA apresenta um
valor de disponibilidades de 813 milhões de
euros em 31 de dezembro de 2021, a que irá
acrescer a contribuição de 990 milhões de euros
a realizar pelo acionista durante o ano de 2022,
conforme previsto no Plano de Reestruturação
Aprovado, pelo que é convicção do Conselho de
Administração que a continuidade das
operações e liquidez do Grupo se encontram
asseguradas, tendo por base as necessidades
de tesouraria estimadas, a esta data, para o
prazo de doze meses, independentemente dos
riscos inerentes à incerteza decorrente da
evolução da pandemia COVID-19 e do conflito
na Ucrânia e respetivo impacto na atividade
operacional e liquidez do Grupo.

Conforme divulgado na nota 1.1.5 das
demonstrações financeiras consolidadas,
importa referir que eventuais variações futuras
desfavoráveis entre os resultados reais e os
estimados no Plano de Reestruturação
Aprovado podem alterar a avaliação da
continuidade das operações a cada data de
fecho de exercícios futuros.

Face aos montantes envolvidos, ao nível de
julgamento associado aos pressupostos
utilizados no Plano de Reestruturação Aprovado
e ao impacto que os mesmos têm na análise da
liquidez e continuidade das operações, este
tema constituiu uma matéria relevante para
efeitos da nossa auditoria.

desempenho operacional e na liquidez do
Grupo.
Verificámos a adequação das divulgações
apresentadas nas demonstrações financeiras
consolidadas, tendo por base o enunciado no
normativo contabilístico aplicável e os fatores
considerados relevantes.





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Responsabilidades do órgão de gestão e do órgão de fiscalização pelas demonstrações
financeiras consolidadas

O órgão de gestão é responsável pela:

a) preparação de demonstrações financeiras consolidadas que apresentem de forma verdadeira e
apropriada a posição financeira consolidada, o desempenho financeiro e os fluxos de caixa
consolidados do Grupo de acordo com as Normas Internacionais de Relato Financeiro (IFRS) tal como
adotadas na União Europeia;

b) elaboração do relatório consolidado de gestão e demonstração não financeira consolidada nos
termos legais e regulamentares aplicáveis;

c) criação e manutenção de um sistema de controlo interno apropriado para permitir a preparação
de demonstrações financeiras consolidadas isentas de distorções materiais devido a fraude ou a erro;

d) adoção de políticas e critérios contabilísticos adequados nas circunstâncias; e

e) avaliação da capacidade do Grupo de se manter em continuidade, divulgando, quando
aplicável, as matérias que possam suscitar dúvidas significativas sobre a continuidade das atividades.

O órgão de fiscalização é responsável pela supervisão do processo de preparação e divulgação da
informação financeira do Grupo.

Responsabilidades do auditor pela auditoria das demonstrações financeiras consolidadas

A nossa responsabilidade consiste em obter segurança razoável sobre se as demonstrações
financeiras consolidadas como um todo estão isentas de distorções materiais devido a fraude ou a erro,
e emitir um relatório onde conste a nossa opinião. Segurança razoável é um nível elevado de
segurança, mas não é uma garantia de que uma auditoria executada de acordo com as ISAs detetará
sempre uma distorção material quando exista. As distorções podem ter origem em fraude ou erro e são
consideradas materiais se, isoladas ou conjuntamente, se possa razoavelmente esperar que
influenciem decisões económicas dos utilizadores tomadas com base nessas demonstrações
financeiras.

Como parte de uma auditoria de acordo com as ISAs, fazemos julgamentos profissionais e mantemos
ceticismo profissional durante a auditoria e também:

a) identificamos e avaliamos os riscos de distorção material das demonstrações financeiras
consolidadas, devido a fraude ou a erro, concebemos e executamos procedimentos de auditoria que
respondam a esses riscos, e obtemos prova de auditoria que seja suficiente e apropriada para
proporcionar uma base para a nossa opinião. O risco de não detetar uma distorção material devido a
fraude é maior do que o risco de não detetar uma distorção material devido a erro, dado que a fraude
pode envolver conluio, falsificação, omissões intencionais, falsas declarações ou sobreposição ao
controlo interno;


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b) obtemos uma compreensão do controlo interno relevante para a auditoria com o objetivo de
conceber procedimentos de auditoria que sejam apropriados nas circunstâncias, mas não para
expressar uma opinião sobre a eficácia do controlo interno do Grupo;

c) avaliamos a adequação das políticas contabilísticas usadas e a razoabilidade das estimativas
contabilísticas e respetivas divulgações feitas pelo órgão de gestão;

d) concluímos sobre a apropriação do uso, pelo órgão de gestão, do pressuposto da continuidade
e, com base na prova de auditoria obtida, se existe qualquer incerteza material relacionada com
acontecimentos ou condições que possam suscitar dúvidas significativas sobre a capacidade do Grupo
para dar continuidade às suas atividades. Se concluirmos que existe uma incerteza material, devemos
chamar a atenção no nosso relatório para as divulgações relacionadas incluídas nas demonstrações
financeiras consolidadas ou, caso essas divulgações não sejam adequadas, modificar a nossa opinião.
As nossas conclusões são baseadas na prova de auditoria obtida até à data do nosso relatório. Porém,
acontecimentos ou condições futuras podem levar a que o Grupo descontinue as suas atividades;

e) avaliamos a apresentação, estrutura e conteúdo global das demonstrações financeiras
consolidadas, incluindo as divulgações, e se essas demonstrações financeiras representam as
transações e os acontecimentos subjacentes de forma a atingir uma apresentação apropriada;

f) obtemos prova de auditoria suficiente e apropriada relativa à informação financeira das
entidades ou atividades dentro do Grupo para expressar uma opinião sobre as demonstrações
financeiras consolidadas. Somos responsáveis pela orientação, supervisão e desempenho da auditoria
do Grupo e somos os responsáveis finais pela nossa opinião de auditoria;

g) comunicamos com os encarregados da governação, incluindo o órgão de fiscalização, entre
outros assuntos, o âmbito e o calendário planeado da auditoria, e as conclusões significativas da
auditoria incluindo qualquer deficiência significativa de controlo interno identificada durante a auditoria;

h) das matérias que comunicamos aos encarregados da governação, incluindo o órgão de
fiscalização, determinamos as que foram as mais importantes na auditoria das demonstrações
financeiras consolidadas do ano corrente e que são as matérias relevantes de auditoria. Descrevemos
essas matérias no nosso relatório, exceto quando a lei ou regulamento proibir a sua divulgação pública;
e

i) declaramos ao órgão de fiscalização que cumprimos os requisitos éticos relevantes relativos à
independência e comunicamos-lhe todos os relacionamentos e outras matérias que possam ser
percecionadas como ameaças à nossa independência e, quando aplicável, quais as medidas tomadas
para eliminar as ameaças ou quais as salvaguardas aplicadas.

A nossa responsabilidade inclui ainda a verificação da concordância da informação constante do
relatório consolidado de gestão com as demonstrações financeiras consolidadas.






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Relato sobre outros requisitos legais e regulamentares

Sobre o relatório consolidado de gestão

Dando cumprimento ao artigo 451.º, n.º 3, alínea e) do Código das Sociedades Comerciais, somos de
parecer que o relatório consolidado de gestão foi preparado de acordo com os requisitos legais e
regulamentares aplicáveis em vigor, a informação nele constante é concordante com as
demonstrações financeiras consolidadas auditadas e, tendo em conta o conhecimento e a apreciação
sobre o Grupo, não identificámos incorreções materiais.

Formato Eletrónico Único Europeu (ESEF)

As demonstrações financeiras consolidadas da Entidade referentes ao exercício findo em 31 de
dezembro de 2021 têm de cumprir os requisitos aplicáveis estabelecidos no Regulamento Delegado
(UE) 2019/815 da Comissão, de 17 de dezembro de 2018 (Regulamento ESEF).

O órgão de gestão é responsável pela elaboração e divulgação do relatório anual em conformidade
com o Regulamento ESEF.

A nossa responsabilidade consiste em obter segurança razoável sobre se as demonstrações
financeiras consolidadas, incluídas no relatório anual estão apresentadas em conformidade com os
requisitos estabelecidos no Regulamento ESEF.

Os nossos procedimentos tomaram em consideração o Guia de Aplicação Técnica da OROC sobre o
relato em ESEF e incluíram, entre outros:

a) a obtenção da compreensão do processo de relato financeiro, incluindo a apresentação do
relatório anual no formato XHTML válido; e

b) a identificação e avaliação dos riscos de distorção material associados à marcação das
informações das demonstrações financeiras consolidadas, em formato XBRL utilizando a tecnologia
iXBRL. Esta avaliação baseou-se na compreensão do processo implementado pela entidade para
marcar a informação.

Em nossa opinião, as demonstrações financeiras consolidadas, incluídas no relatório anual estão
apresentadas, em todos os aspetos materiais, em conformidade com os requisitos estabelecidos no
Regulamento ESEF.

Sobre a demonstração não financeira consolidada

Dando cumprimento ao artigo 451.º, n.º 6, do Código das Sociedades Comerciais, informamos que o
Grupo irá preparar um relatório separado do relatório consolidado de gestão que inclui a demonstração
não financeira consolidada, conforme previsto no artigo 508.º-G do Código das Sociedades Comerciais,
o qual deverá ser publicado no seu sítio na Internet no prazo legal.




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Sobre os elementos adicionais previstos no artigo 10.º do Regulamento (UE) n.º 537/2014

Dando cumprimento ao artigo 10.º do Regulamento (UE) n.º 537/2014 do Parlamento Europeu e do
Conselho, de 16 de abril de 2014, e para além das matérias relevantes de auditoria acima indicadas,
relatamos ainda o seguinte:

a) Fomos nomeados auditores da Transportes Aéreos Portugueses, S.A. pela primeira vez na
assembleia geral de acionistas realizada em 17 de dezembro de 2019 para um mandato compreendido
entre 2019 e 2020. A nossa última nomeação ocorreu na assembleia geral de acionistas realizada em
24 de junho de 2021 para o mandato compreendido entre 2021 e 2024.

b) O órgão de gestão confirmou-nos que não tem conhecimento da ocorrência de qualquer fraude
ou suspeita de fraude com efeito material nas demonstrações financeiras. No planeamento e execução
da nossa auditoria de acordo com as ISAs mantivemos o ceticismo profissional e concebemos
procedimentos de auditoria para responder à possibilidade de distorção material das demonstrações
financeiras consolidadas devido a fraude. Em resultado do nosso trabalho não identificámos qualquer
distorção material nas demonstrações financeiras consolidadas devido a fraude.

c) Confirmamos que a opinião de auditoria que emitimos é consistente com o relatório adicional
que preparámos e entregámos ao órgão de fiscalização do Grupo em 11 de abril de 2022.

d) Declaramos que não prestámos quaisquer serviços proibidos nos termos do n.º 1 do artigo 5.º
do Regulamento (UE) n.º 537/2014 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 16 de abril de 2014 e
que mantivemos a nossa independência face ao Grupo durante a realização da auditoria.


11 de abril de 2022

PricewaterhouseCoopers & Associados
- Sociedade de Revisores Oficiais de Contas, Lda.
representada por:



Hugo Miguel Patrício Dias, ROC nº 1432
Registado na CMVM com o nº 20161042




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RELATÓRIO E PARECER DO CONSELHO FISCAL

(CONTAS CONSOLIDADAS)




Ao Acionista da
Transportes Aéreos Portugueses, S.A.


Em conformidade com a legislação em vigor e com o mandato que nos foi confiado, vimos submeter à Vossa
apreciação o nosso Relatório e Parecer que abrange a atividade por nós desenvolvida e os documentos de
prestação de contas consolidadas da Transportes Aéreos Portugueses, S.A. (“Empresa” ou “Grupo TAP”),
relativos ao exercício findo em 31 de dezembro de 2021, os quais são da responsabilidade do Conselho de
Administração.

Acompanhámos, com a periodicidade e a extensão que considerámos adequada, a evolução da atividade do
Grupo TAP, a regularidade dos seus registos contabilísticos e o cumprimento do normativo legal e estatutário
em vigor, tendo recebido do Conselho de Administração e dos diversos serviços da Empresa e das suas
subsidiárias, as informações e os esclarecimentos solicitados.

No âmbito das nossas funções, examinámos as demonstrações financeiras consolidadas, preparadas de
acordo com as Normas Internacionais de Relato Financeiro (IFRS) tal como adotadas na União Europeia,
que compreendem a Demonstração consolidada da Posição Financeira em 31 de dezembro de 2021, a
Demonstração consolidada dos Resultados, a Demonstração consolidada do Rendimento Integral, a
Demonstração consolidada das Alterações no Capital Próprio e a Demonstração consolidada dos Fluxos
de Caixa, relativas ao ano findo naquela data e o respectivo Anexo.

Adicionalmente, revimos o Relatório Consolidado de Gestão de 2021, preparado pelo Conselho de
Administração, tendo verificado que naquele documento, bem como no anexo às demonstrações financeiras
consolidadas, são incluídas as divulgações relevantes, nomeadamente as divulgações efectuadas na Nota 1
do anexo, sobre a aprovação do Plano de Reestruturação do Grupo TAP, por parte da Comissão Europeia,
cujo cumprimento será monitorizado por aquela entidade e os impactos da evolução do COVID-19 e da guerra
na Ucrânia na sua actividade futura.



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2

Também revimos a Certificação Legal das Contas e Relatório de Auditoria sobre as demonstrações financeiras
consolidadas, emitida pelos revisores oficiais de contas do Grupo TAP, datada de 11 de Abril de 2022, a qual
não contendo reservas, inclui na secção “Ênfase”, um parágrafo relacionado com a continuidade das
operações da Empresa, a qual está dependente da concretização do Plano de Reestruturação e da relevância
dos impactos futuros, da evolução do COVID-19 e da guerra na Ucrânia, na sua actividade.

Nos termos do nº 6 do artigo 451º, do Código das Sociedades Comerciais, o Grupo TAP irá preparar um
relatório separado do relatório consolidado de gestão, que inclui a demonstração não financeira
consolidada, nos termos do artigo 508º - G do Código das Sociedades Comerciais, o qual dentro do prazo
legal previsto, deverá ser publicado no seu sítio da Internet.

Por outro lado, tendo em consideração que a posição financeira da Empresa evidencia que as disposições
previstas no artigo 35º do Código das Sociedades Comerciais lhe são aplicáveis, é desejável que a
Administração continue a desenvolver e a implementar as medidas que se manifestem adequadas para a
inversão desta situação.

Face ao exposto, tendo em consideração a matéria descrita na secção “Ênfase” da Certificação Legal das
Contas e Relatório de Auditoria, sobre as demonstrações financeiras Consolidadas, bem como a matéria
descrita no parágrafo imediatamente anterior, deste Relatório, é nosso parecer que as demonstrações
financeiras consolidadas supra referidas e o Relatório Consolidado de Gestão, estão de acordo com as
disposições contabilísticas, legais e estatutárias aplicáveis, pelo que poderão ser aprovados em Assembleia
Geral de Acionistas.

Desejamos ainda manifestar ao Conselho de Administração e aos serviços da Empresa e suas subsidiárias, o
nosso apreço pela colaboração prestada, nomeadamente pela disponibilidade dos seus colaboradores no
esclarecimento das questões colocadas pelo Conselho Fiscal.

Lisboa, 11 de Abril de 2022



Baker Tilly, PG & Associados, SROC, Lda.
Representada por Paulo Jorge Duarte Gil Galvão André
(Presidente)

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José Manuel Fusco Gato
(Membro Vogal Efetivo)