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RAMADA INVESTIMENTOS E
INDÚSTRIA, S.A.
RELATÓRIO E CONTAS 2021
Sede: Rua Manuel Pinto de Azevedo, 818
4100-320 Porto
Capital social: 25.641.459 Euros
ÍNDICE
(SECÇÕES INCLUÍDAS NO PRESENTE DOCUMENTO)
RELATÓRIO DE GESTÃO
RELATÓRIO DE GOVERNO DA SOCIEDADE que inclui o RELATÓRIO DE
REMUNERAÇÕES
RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE
DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS E NOTAS ANEXAS
DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E NOTAS ANEXAS
CERTIFICAÇÃO LEGAL DAS CONTAS E RELATÓRIO DE AUDITORIA
PARECER DO CONSELHO FISCAL
Relatório e Contas 2021
ÍNDICE
INTRODUÇÃO .............................................................................................................
ENQUADRAMENTO ECONÓMICO ...............................................................................
EVOLUÇÃO BOLSISTA ................................................................................................
ATIVIDADE DO GRUPO ...............................................................................................
ANÁLISE FINANCEIRA ................................................................................................
GESTÃO DE RISCO .....................................................................................................
PERSPETIVAS FUTURAS ............................................................................................
RESULTADO LÍQUIDO INDIVIDUAL .............................................................................
18
DISPOSIÇÕES LEGAIS ................................................................................................
CONSIDERAÇÕES FINAIS ...........................................................................................
CÓDIGO DE VALORES MOBILIÁRIOS ..........................................................................
DECLARAÇÃO DE RESPONSABILIDADE .....................................................................
ANEXO I ......................................................................................................................
Relatório e Contas 2021 
Relatório de Gestão
5
Senhores acionistas
O Conselho de Administração da Ramada Investimentos e Indústria, S.A. (daqui em diante “Ramada Investimentos”,
“Sociedade” ou “Grupo Ramada”), em observância das disposições legais e estatutárias aplicáveis, apresenta o
Relatório e Contas relativo ao exercício de 2021, tendo, ao abrigo do número 6 do art.º 508.º – C do Código das
Sociedades Comerciais (C.S.C.), optado por apresentar um Relatório de Gestão Único, que dando cumprimento a
todas as exigências legais aplicáveis, permitirá uma análise completa prática e integrada da informação aí
disponibilizada.
INTRODUÇÃO
A Ramada Investimentos foi constituída em 2008 no âmbito de uma operação de reestruturação do Grupo Ramada.
A totalidade das ações que representam o seu capital social estão admitidas à negociação em mercado
regulamentado, na Euronext Lisbon.
A Ramada Investimentos é a sociedade-mãe de um conjunto de empresas que, no seu conjunto, exploram dois
segmentos de negócio distintos: i) Segmento Indústria, que inclui a atividade dos aços especiais e trefilaria, assim
como a atividade relacionada com a gestão de investimentos financeiros relativos a participações em que o Grupo é
minoritário; e ii) Segmento Imobiliário, vocacionado para a gestão de ativos imobiliários.
A atividade dos Aços especiais que se desenvolve, sobretudo, ao nível do subsegmento de aços para moldes, com
uma posição de destaque no mercado nacional, é desenvolvida por três Empresas: a Ramada Aços, a Universal Afir
e a Planfuro Global. A atividade de trefilaria é desenvolvida pela Socitrel que se dedica ao fabrico e comercialização
de arames de aço para aplicação nas mais diversas áreas de atividade, designadamente indústria, agricultura e
construção civil. A aquisição da Socitrel permitiu à Ramada Investimentos diversificar a sua atividade industrial,
entrando numa nova área de negócio.
Na atividade de gestão de investimentos financeiros, entre outros investimentos em carteira detidos pelo Grupo,
destaca-se a participação na CEV, S.A. e na Fisio Share – Gestão de Clínicas, S.A..
O segmento Imobiliário inclui a atividade de gestão de ativos imobiliários (compostos por ativos florestais e imóveis
do grupo) e é desenvolvido pela empresa F. Ramada ll - Imobiliária, S.A.
Relatório e Contas 2021 
Relatório de Gestão
6
A estrutura das participações do Grupo Ramada, tendo por referência a data de 31 de dezembro de 2021, pode ser
representada como segue:
Relatório e Contas 2021 
Relatório de Gestão
7
ENQUADRAMENTO ECONÓMICO
O ano de 2021 ficou marcado pela luta contra a pandemia do Covid-19 e pelo avanço do processo de vacinação em
massa nas economias desenvolvidas, o que resultou numa diminuição do número de infeções e,
consequentemente, numa diminuição das restrições, o que permitiu o crescimento da atividade económica. No
entanto, o ritmo de recuperação não foi constante, dado que o mundo esteve sempre em alerta com a possibilidade
de surgirem novas variantes infeciosas. As projeções da variação anual do PIB a preços constantes (em %) da
economia mundial andam maioritariamente na casa dos 5%: 5,5% do Banco Mundial, 5,7% da Comunidade
Europeia e 5,9% do Fundo Monetário Internacional, sendo que a OCDE é um pouco mais prudente, estimando um
crescimento de 3,8%.
Em 2022, o desenvolvimento do conflito armado no território ucraniano, que, para além do lamentável impacto social
que tem tido na vida dos cidadãos ucranianos, irá ter repercussões na economia mundial. O mundo tem tentado
responder à invasão russa com sanções económicas que terão impacto em inúmeras economias, quer
exportadoras, quer importadoras. Os impactos mais relevantes irão sentir-se nomeadamente no preço das matérias-
primas onde, por exemplo, o petróleo tem atingido novos máximos históricos. Desta forma, a inflação poderá ser um
tema particularmente relevante, dado que poderá implicar alterações importantes na política monetária. Os Bancos
Centrais poderão ter de tomar políticas monetárias mais restritivas, estrangulando a procura e, dessa forma,
provocar a desaceleração económica. Para 2022, a OCDE avança com projeções do crescimento do PIB (a preços
constantes) da economia mundial na ordem dos 3,9%. Já o Banco Mundial aponta para uma variação anual do PIB
a preços constantes de 4,1%, enquanto o FMI aponta para uma previsão superior, na ordem dos 4,8%.
A economia da Zona Euro, que em 2020 tinha registado uma queda, registou agora uma sólida recuperação em
2021, com as mais recentes estimativas da OCDE a apontarem para um crescimento de 5,2%. O consumo privado
foi dos principais responsáveis para esta recuperação. As taxas de inflação, quer a taxa global quer a taxa
subjacente, sofreram grandes aumentos, atingindo 4,1% e 2,0%, respetivamente, em outubro de 2021. Nos
próximos dois anos, prevê-se que o crescimento abrande gradualmente na ordem dos 4,3% em 2022 e dos 2,5%
em 2023. Relativamente ao desemprego, é expectável que se situe novamente em níveis pré-pandémicos e que
desça abaixo desse nível em 2023. As previsões da OCDE estimam que a taxa de desemprego na Zona Euro desça
de 7,9% em 2020 para 7,7% em 2021, 7,2% em 2022 e 7,0% em 2023. Já a inflação da Zona Euro, encerrou 2021
nos 2,4%, estimando-se 2,7% e 1,8% para 2022 e 2023.
Em relação a Portugal, as mais recentes projeções avançam com um crescimento do PIB entre 4,8% e 4,9% em
2021. O incentivo do consumo privado, após a retirada da maioria das medidas restritivas, levou a uma recuperação
da atividade económica de forma mais robusta do que o esperado no segundo e terceiro trimestres de 2021. Para
2022, a OCDE estima um crescimento do PIB de 5,8% para 2022 e de 2,8% para 2023. Simultaneamente, após ter
fechado o ano de 2020 com uma ligeira deflação de 0,1%, Portugal terá atingido níveis de inflação nos 0,9% em
2021. As projeções do Banco de Portugal (BdP) para os próximos anos apontam para uma inflação de 1,8% em
2022 e 1,1% em 2023. Relativamente ao desemprego, as estimativas do BdP e INE apontam para os 6,6% em
2021, 6,0% em 2022 e 5,7% em 2023 (valores em % da população ativa).
Fonte: IMF - Informação de Mercados Financeiros, Relatório de Enquadramento Macroeconómico em 2021 e
Cenário para 2022, 21 de março de 2022
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8
EVOLUÇÃO BOLSISTA
(Nota: O PSI foi considerado como um índice com valor inicial idêntico ao do título em análise, de forma a
possibilitar uma melhor comparação das variações das cotações)
A cotação bolsista do Grupo Ramada encerrou o ano de 2021 nos 7,08 Euros por ação, o que equivale a uma
capitalização bolsista de cerca de 181,5 milhões de Euros.
Em 2021, as ações do Grupo Ramada foram transacionadas a uma cotação máxima de 7,50 Euros por ação e a
mínimos de 4,50 Euros por ação. No total, foram transacionadas 4.405.668 ações do Grupo Ramada durante 2021.
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9
Evolução da cotação das ações da Ramada Investimentos
Seguem-se os principais eventos que marcaram a evolução da cotação das ações do Grupo Ramada durante 2021:
Através de comunicado efetuado em 18 de março de 2021, o Grupo anunciou a sua performance
financeira relativamente ao exercício de 2020, tendo o resultado líquido consolidado atingido cerca de 7,0
milhões de Euros. Por sua vez, as receitas totais2 atingiram os 103,3 milhões de Euros e o EBITDA3
consolidado cifrou-se em cerca de 13,0 milhões de Euros;
No comunicado efetuado a 4 de maio de 2021, o Grupo Ramada informou o mercado sobre os dividendos
relativos ao exercício de 2020, correspondentes a 0,60 Euros por ação, a serem pagos a partir do dia 18
de maio;
A 20 de maio de 2021, foram comunicados ao mercado os resultados do Grupo Ramada relativos ao
primeiro trimestre de 2021, tendo-se fixado o resultado líquido consolidado em cerca de 2,9 milhões de
Euros, o que corresponde a um aumento de 114.1%, relativamente ao ano anterior. O EBITDA3
consolidado atingiu 4,7 milhões de Euros e as receitas totais2 ascenderam a 32,3 milhões de Euros;
No dia 29 de julho de 2021 foram comunicados ao mercado os resultados do Grupo Ramada relativos ao
primeiro semestre de 2021, cifrando-se o resultado líquido consolidado em cerca de 6,2 milhões de Euros.
Por sua vez, as receitas totais2 atingiram os 66,4 milhões de Euros e o EBITDA3 consolidado cifrou-se em
cerca de 9,8 milhões de Euros;
Através de comunicado efetuado a 18 de novembro de 2021, o Grupo anunciou a sua performance
financeira relativamente aos primeiros nove meses do ano de 2021, cifrando-se o resultado líquido
consolidado em cerca de 10,1 milhões de Euros. O EBITDA3 consolidado cifrou-se em cerca de 15,8
milhões de Euros, tendo a margem EBITDA atingido 15,4%. As receitas totais2 atingiram os 102,6 milhões
de Euros.
________________________________________
2Receitas totais = Vendas e prestações de serviços + Outros rendimentos
3EBITDA = Resultado antes de impostos, Resultados financeiros e Amortizações e depreciações
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ATIVIDADE DO GRUPO
A Ramada Investimentos é a sociedade-mãe de um conjunto de empresas que, no seu conjunto, exploram dois
segmentos de negócio distintos:
Indústria, que inclui a atividade de Aços, a atividade de Trefilaria assim como a atividade relacionada com
a gestão de investimentos financeiros relativos a participações em que o Grupo é minoritário;
Imobiliária, vocacionada para a gestão de ativos imobiliários, dos quais se destaca um importante
conjunto de terrenos florestais.
Com mais de 80 anos de existência, a atividade de Aços tem uma posição de destaque no mercado nacional.
Os aços comercializados pelo Grupo destinam-se maioritariamente à construção de máquinas e seus componentes
e à produção de ferramentas (cunhos, cortantes e moldes), tendo como principais mercados de destino a indústria
de fabrico de moldes para plástico, de componentes para a indústria automóvel, de bens de equipamento e de
componentes para eletrodomésticos e eletrónica.
A instabilidade dos mercados nos últimos anos foi notória e as suas consequências uma incógnita que estavam
dependentes, quer da evolução da pandemia como quer da capacidade de resposta à crise sanitária e económica.
Apesar das condicionantes da pandemia e das incertezas do comportamento dos mercados, 2021 foi um dos
melhores anos do Grupo Ramada.
A atividade de Aços registou um volume de negócios significativamente superior ao do ano anterior, sendo relevante
o contributo do setor da Metalomecânica, que se destacou com índices de crescimento acentuados ao longo de todo
o ano.
Por sua vez o setor dos Moldes entrou em 2021 com dificuldades e continuou assim ao longo do primeiro semestre.
Ainda se vislumbravam algumas melhorias, mas o atraso verificado no lançamento de novos projetos para
automóveis elétricos, tiveram um efeito nefasto na indústria de moldes portuguesa, muito dependente do setor
automóvel. No terceiro trimestre este setor surpreendeu com um aumento consistente da procura de orçamentação.
Esta tendência manteve-se até ao final do ano, dando indícios que a indústria de moldes estaria em fase de
recuperação.
Este comportamento surge em concordância com as movimentações da indústria automóvel que parece ter
finalmente iniciado uma transformação rumo à eletrificação. Além do incremento do número de projetos, estes estão
a ficar pela Europa, em detrimento da produção na China, causando uma procura ainda mais elevada. Esperamos
que seja a alavancagem do setor dos Moldes que tanto se esperava.
A procura de matéria-prima disparou a meio do primeiro semestre com os alertas de constantes subidas de preços e
escassez de material que já eram notórios em alguns fornecedores. Com receio do que poderia acontecer, os
clientes tentaram prevenir e adquirir material para evitarem possíveis dificuldades no abastecimento de matéria-
prima ou subidas de preços que tivessem implicações na rentabilidade do seu negócio. Foi necessária uma gestão
consciente deste processo de forma a perceber a real necessidade da procura e não comprometer a nossa
capacidade de resposta ao longo do ano. A subida de preços e a gestão de stocks foram um dos pilares de atuação
em 2021, obrigando a uma atenção constante das movimentações do mercado.
Ao nível dos stocks foi necessária uma gestão cautelosa face à subida abrupta da sucata e do minério de ferro na
primeira metade do ano, bem como ao fecho das quotas de importação de países terceiros da União Europeia.
Também a retirada de apoios da China à exportação de uma série de aços, bem como a eliminação das taxas de
importação, aliadas à falta de contentores e aos elevados custos do transporte marítimo deixaram este mercado fora
das opções viáveis de fornecimento. Consequentemente, a procura generalizada de alternativas como a Turquia,
Ucrânia ou Rússia, geraram também dificuldades face às quotas de importação existentes que eram consumidas
rapidamente nos primeiros dias, o que representava depois um período longo sem possibilidade de entrada de
material sem pagamento de quotas. Ao longo do ano estas questões limitaram a oferta de matéria-prima
provocando subidas de preço e muitas limitações no reabastecimento dos stocks.
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11
A subida do preço da energia elétrica e do gás natural tem um impacto significativo na atividade do Grupo. De forma
a mitigar em parte este impacto e simultaneamente melhorar o desempenho ambiental, o Grupo decidiu investir
numa Central Fotovoltaica de Autoconsumo (Ramada Solar) estando o arranque da produção do primeiro Megawatt
previsto para o primeiro semestre de 2022.
Em 2021 as vendas da atividade de Aços para o mercado externo representaram 9,0% do volume de negócios,
registando um crescimento de 40,6% comparativamente com o ano de 2020. O crescimento foi notório ao longo do
ano com destaque para Espanha onde se tem conseguido consolidar o mercado, mas também para outros
mercados que aos poucos começam a ganhar relevância, como o Brasil, Alemanha e França.
A atividade de Trefilaria também registou um crescimento acentuado de vendas face ao ano anterior, em resultado
de aumentos significativos de preços e do volume de produção. Em 2021 a Socitrel iniciou a instalação de uma
Central Fotovoltaica de Autoconsumo com a potência instalada de 3 MWh, composta por 6.800 painéis fotovoltaicos
instalados na cobertura de algumas das suas naves industriais. A Central Fotovoltaica iniciou a exploração de 1MW
em maio de 2021 e dos restantes 2MW em março de 2022, tendo uma produção anual prevista de cerca de 3,6
GWh, o que equivale ao abastecimento, em média, de 1.500 habitações durante um ano, e permitirá a redução da
fatura energética da Socitrel em cerca de 20%, bem como a redução da emissão de 2.350 tons de CO2 por ano.
A atividade de Trefilaria opera essencialmente no mercado externo, que em 2021 representou 65,7% do volume de
negócios. As exportações deste setor registaram um crescimento de 85,8% face a 2020. Os principais destinos das
exportações foram Espanha, Estados Unidos e França.
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Relatório de Gestão
12
ANÁLISE FINANCEIRA
A informação financeira consolidada da Ramada Investimentos foi preparada de acordo com os princípios de
reconhecimento e mensuração das Normas Internacionais de Relato Financeiro tal como adotadas pela União
Europeia (IFRS – UE).
DEMONSTRAÇÃO CONSOLIDADA DE RESULTADOS POR NATUREZAS
A principal informação e indicadores da atividade consolidada do Grupo Ramada pode ser apresentado da seguinte
forma:
 
2021
2020
Var. %
Receitas Totais (a)
144 910
103 302
40,3 %
Custos Totais (b)
(122 759)
(90 341)
35,9 %
EBITDA (c)
22 151
12 961
70,9 %
margem EBITDA (d)
15,3 %
12,5 %
2,8 pp
Amortizações e depreciações
(3 221)
(3 192)
0,9 %
EBIT (e)
18 930
9 768
93,8 %
margem EBIT (f)
13,1 %
9,5 %
3,6 pp
Resultados relativos a investimentos
285
55
ss
Gastos Financeiros
(965)
(1 190)
-18,9 %
Rendimentos Financeiros
84
60
38,4 %
Resultado antes de impostos
18 333
8 694
110,9 %
Imposto sobre o rendimento do exercício
(3 244)
(1 705)
90,3 %
Resultado Líquido Consolidado do período
15 089
6 989
115,9 %
Resultado Líquido Consolidado atribuível a acionistas da
empresa mãe
15 089
6 989
115,9 %
Valores em milhares de Euros
(a) Receitas totais = Vendas e prestação de serviços + Outros rendimentos
(b) Custos totais = Custo das vendas e variação da produção + Fornecimentos e serviços externos + Gastos com pessoal + Outros
gastos + Provisões e Perdas por imparidade
(c) EBITDA = Resultados antes de impostos, Resultados financeiros, Amortizações e depreciações e Resultados relativos a
investimentos
(d) Margem EBITDA = EBITDA / Receitas Totais
(e) EBIT = EBITDA + Amortizações e depreciações
(f) Margem EBIT = EBIT / Receitas Totais
(g) Resultados financeiros = Rendimentos financeiros - Gastos financeiros
Relatório e Contas 2021 
Relatório de Gestão
13
As receitas totais do Grupo Ramada em 2021 ascenderam a 144.910 milhares de Euros, apresentando um
crescimento de 40,3% face às receitas totais registadas em igual período de 2020.
Os custos totais ascenderam a 122.759 milhares de Euros, registando um crescimento de 35,9% face ao ano
anterior.
O EBITDA atingiu o montante de 22.151 milhares de Euros, superior em 70,9% ao registado em 2020. A margem
EBITDA ascendeu a 15,3% apresentando um crescimento de 2,8 pontos percentuais face ao ano anterior.
O EBIT, no montante de 18.930 milhares de Euros, registou um crescimento de 93,8% face aos 9.768 milhares de
Euros em 2020.
Os resultados financeiros (rendimentos financeiros - gastos financeiros) no montante de 881 milhares de Euros,
registaram um decréscimo de 21,9% face ao ano anterior.
O resultado líquido consolidado atingiu 15.089 milhares de Euros, apresentando um crescimento de 115,9% face ao
resultado líquido do ano anterior.
Relatório e Contas 2021 
Relatório de Gestão
14
INDÚSTRIA
2021
2020
Var. %
Receitas totais (a)
137 290
95 855
43,2%
Custos totais (b)
(121 171)
(88 907)
36,3%
EBITDA (c)
16 119
6 948
132,0%
Margem EBITDA (d)
11,7%
7,2%
4,5 pp
EBIT (e)
13 074
3 982
228,3%
Margem EBIT (f)
9,5%
4,2%
5,4 pp
Resultados relativos a investimentos
285
55
ss
Resultados Financeiros (g)
(390)
(624)
-37,6%
Resultado antes de impostos
12 970
3 413
280,0%
Imposto sobre o rendimento
(1 968)
(508)
287,2%
Resultado Líquido do período
11 002
2 905
278,7%
Valores em milhares de Euros
(a) Receitas totais = Vendas e prestação de serviços + Outros rendimentos
(b) Custos totais = Custo das vendas e variação da produção + Fornecimentos e serviços externos + Custos com
pessoal + Outros gastos + Provisões e Perdas por imparidade
(c) EBITDA = Resultados antes de impostos, Resultados financeiros, Amortizações e depreciações e Resultados
relativos a investimentos
(d) Margem EBITDA = EBITDA / Receitas Totais
(e) EBIT = EBITDA + Amortizações e depreciações
(f) Margem EBIT = EBIT / Receitas Totais
(g) Resultados financeiros = Rendimentos financeiros – Gastos financeiros
Em 2021 as receitas totais do segmento Indústria ascenderam a 137.290 milhares de Euros, registando um
crescimento de 43,2% face às receitas totais de 2020.
O EBITDA do segmento Indústria ascendeu a 16.119 milhares de Euros, apresentando um crescimento de 132,0%
face aos 6.948 milhares de Euros atingidos em 2020. A margem EBITDA ascendeu a 11,7%, registando um
crescimento de 4,5 pontos percentuais face a 2020.
O EBIT, no montante de 13.074 milhares de Euros, registou um crescimento de 228,3% face aos 3.982 milhares de
Euros de 2020.
O resultado líquido do segmento Indústria, no valor de 11.002 milhares de Euros, apresentou um crescimento                 
de 278,7% face ao resultado líquido do ano anterior.
Relatório e Contas 2021 
Relatório de Gestão
15
IMOBILIÁRIO
2021
2020
Var. %
Receitas totais (a)
7 620
7 447
2,3%
Custos totais (b)
(1 588)
(1 434)
10,7%
EBITDA (c)
6 032
6 013
0,3%
EBIT (d)
5 856
5 786
1,2%
Resultados Financeiros (e)
(492)
(506)
-2,7%
Resultado antes de impostos
5 364
5 280
1,6%
Imposto sobre o rendimento
(1 277)
(1 197)
6,7%
Resultado líquido do período
4 087
4 084
0,1%
Valores em milhares de Euros
(a) Receitas totais = Vendas e prestação de serviços + Outros rendimentos
(b) Custos totais = Custo das vendas e variação da produção + Fornecimentos e serviços externos + Gastos com pessoal + Outros
gastos + Provisões e Perdas por imparidade
(c) EBITDA = Resultados antes de impostos, Resultados financeiros, Amortizações e depreciações e Resultados relativos a
investimentos
(d) EBIT = EBITDA + Amortizações e depreciações
(e) Resultados financeiros = Rendimentos financeiros - Gastos financeiros
Em 2021 as receitas totais do segmento Imobiliário foram de 7.620 milhares de Euros, apresentando um
crescimento de 2,3% face a 2020.
As rendas obtidas com o arrendamento de longo prazo de terrenos florestais representam cerca de 90% do total das
receitas do Imobiliário.
O EBITDA do segmento Imobiliário em 2021 ascendeu a 6.032 milhares de Euros, 0,3% superior ao valor registado
no ano anterior.
O EBIT ascendeu a 5.856 milhares de Euros, apresentando um crescimento de 1,2% face a 2020.
Os resultados financeiros do segmento Imobiliário foram negativos em 492 milhares de Euros, tendo apresentado
uma melhoria de 2,7% face aos 506 milhares de Euros negativos de 2020.
O resultado líquido do segmento Imobiliário ascendeu a 4.087 milhares de Euros, registando um crescimento de
0,1% relativamente a 2020.
Relatório e Contas 2021 
Relatório de Gestão
16
INVESTIMENTOS E ENDIVIDAMENTO
Os investimentos4 realizados pelo Grupo Ramada em 2021 ascenderam a, aproximadamente, 4,8 milhões de Euros.
O endividamento nominal líquido5 do Grupo Ramada, em 31 de dezembro de 2021, manteve-se ao mesmo nível do
ano anterior ascendendo a, aproximadamente, 11 milhões de Euros.
Durante o exercício de 2021, o Grupo Ramada distribuiu a título de dividendos o montante de, aproximadamente, 15
milhões de euros.
________________________________
4Investimentos – Aquisições no exercício de ativos fixos tangíveis e intangíveis relacionados com a atividade operacional do
segmento da Indústria e Imobiliária.
5Endividamento nominal líquido = Empréstimos bancários (a valores nominais) + Outros empréstimos (a valores nominais) –
Caixa e equivalentes de caixa
Relatório e Contas 2021 
Relatório de Gestão
17
ATIVIDADE DESENVOLVIDA PELOS MEMBROS NÃO EXECUTIVOS DO
CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
Durante o exercício de 2021, os administradores não executivos da Sociedade desenvolveram regular e
efetivamente as funções que lhes são legalmente atribuídas e que consistem no acompanhamento e avaliação da
atividade dos membros executivos.
Em 2021 os membros não executivos do Conselho de Administração participaram ativamente e de forma regular
nas reuniões do Conselho de Administração, tendo discutido as matérias em análise e manifestado a sua posição
relativamente a diretrizes estratégicas do Grupo e a áreas de negócio específicas. Sempre que se revelou
necessário, aqueles membros mantiveram um contacto estreito e direto com os responsáveis operacionais e
financeiros do Grupo. No exercício de 2021, e no desenrolar das reuniões do Conselho de Administração, os
Administradores executivos prestaram todas as informações que foram requeridas pelos demais membros do
Conselho de Administração.
GESTÃO DE RISCO
A Gestão do Risco tem um papel vital na estrutura de gestão do Grupo. É nosso entendimento que a gestão do risco
é um potenciador da criação de valor.
Para uma descrição mais abrangente dos riscos relacionados com as atividades do Grupo, consulte o Relatório de
Governo da Sociedade, Demonstrações Financeiras Consolidadas e notas anexas, Demonstrações Financeiras
Individuais e notas anexas e Relatório de Informação Não Financeira.
PERSPETIVAS FUTURAS
O início do ano de 2022 o Grupo Ramada registou um crescimento acentuado do volume de negócios e da
rentabilidade do segmento indústria, quando comparado com o mesmo período do ano anterior.
A guerra na Ucrânia está a causar um aumento significativo nos preços da eletricidade e do gás natural. A indústria
de aços europeia está muito dependente dos SLABS produzidos na Rússia e Ucrânia, havendo uma grande
probabilidade desses fornecimentos não acontecerem no ano de 2022. O contínuo aumento do preço da sucata e
da energia está a levar a aumentos de preços históricos em todo o tipo de aços, que terá como consequência
efeitos adversos na procura destes produtos.
O Grupo irá continuar a monitorizar os desenvolvimentos e os impactos na sua cadeia de valor, atento ao seu
caminho e objetivos de aumento de produtividade e ganhos de eficiência.
O Conselho de Administração expressa uma palavra de apreço e de agradecimento a todos os Colaboradores do
Grupo Ramada, pela dedicação e empenho no sentido de ultrapassar esta fase que atravessamos.
Remetemos para as considerações divulgadas na Nota 40. Eventos Subsequentes no anexo às demonstrações
financeiras consolidadas.
Relatório e Contas 2021 
Relatório de Gestão
18
PROPOSTA DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO PARA APLICAÇÃO DO
RESULTADO LÍQUIDO INDIVIDUAL
A Ramada Investimentos e Indústria, S.A., na qualidade de holding do Grupo, registou nas suas contas individuais
preparadas de acordo com os princípios de reconhecimento e mensuração das Normas Internacionais de Relato
Financeiro tal como adotadas pela União Europeia, um resultado líquido de 10.167.760 Euros, para o qual, nos
termos legais e estatutários, o Conselho de Administração propõe à Assembleia Geral, que seja integralmente
distribuído sob a forma de dividendos. O Conselho de Administração propõe ainda à Assembleia Geral a distribuição
de reservas livres no montante de 5.217.115 Euros, sob a forma de dividendos, a acrescer à referida distribuição de
lucros do exercício.
A distribuição de lucros do exercício e de reservas livres ora proposta implicará o pagamento de um dividendo bruto
de 0,60 Euros por ação.
Relatório e Contas 2021 
Relatório de Gestão
19
DISPOSIÇÕES LEGAIS
Ações próprias
Nos termos e para os efeitos do disposto no art.º 66, número 5, alínea d) do Código das Sociedades Comerciais,
informa-se que em 31 de dezembro de 2021 a Ramada Investimentos não detinha ações próprias, bem como não
adquiriu nem alienou quaisquer ações próprias durante o exercício.
Ações detidas pelos órgãos sociais
Nos termos e para os efeitos do disposto no art.º 447.º do Código das Sociedades Comerciais informa-se que em 31
de dezembro de 2021, os administradores da Ramada Investimentos e Indústria, S.A. detinham as seguintes ações:
João Manuel Matos Borges de Oliveira (a)
5 300 000
Ana Rebelo de Carvalho Menéres de Mendonça (b)
4 845 383
Paulo Jorge dos Santos Fernandes (c)
4 009 402
Domingos José Vieira de Matos (d)
3 118 408
(a)– as 5.300.000 ações correspondem ao total das ações da Ramada Investimentos e Indústria, S.A. detidas pela
sociedade CADERNO AZUL, S.A., da qual o administrador João Manuel Matos Borges de Oliveira é administrador e
acionista dominante.
(b)– as 4.845.383 ações correspondem ao total das ações da Ramada Investimentos e Indústria, S.A. detidas pela
sociedade PROMENDO INVESTIMENTOS, S.A., da qual a administradora Ana Rebelo de Carvalho Menéres de
Mendonça é administradora e acionista dominante.
(c)– as 4.009.402 ações correspondem ao total das ações da Ramada Investimentos e Indústria, S.A. detidas pela
sociedade ACTIUM CAPITAL, S.A., da qual o administrador Paulo Jorge dos Santos Fernandes é administrador e
acionista dominante.
(d)– as 3.118.408 ações correspondem ao total das ações da Ramada Investimentos e Indústria, S.A. detidas pela
sociedade LIVREFLUXO, S.A., da qual o administrador Domingos José Vieira de Matos é administrador e acionista
dominante.
Em 31 de dezembro de 2021, o Revisor Oficial de Contas, os membros do Conselho Fiscal e da Mesa da
Assembleia Geral não possuíam ações representativas do capital social da Ramada Investimentos.
Relatório e Contas 2021 
Relatório de Gestão
20
Participação no Capital da Sociedade
Em 31 de Dezembro de 2021 e de acordo com as notificações recebidas pela Sociedade, nos termos e para os
efeitos do disposto nos Artigos 16.º, 20.º e 29.º-R do Código de Valores Mobiliários, informa-se que as Sociedades
e/ou pessoas singulares que detêm uma participação social qualificada que ultrapasse os 2%, 5%, 10%, 15%, 20%,
25%, 33%, 50%, 66% e 90% dos direitos de voto, são como segue:
1 Thing, Investments, S.A.
N° ações detidas em
31-dez-2021
% capital social
com direito de voto
Diretamente (a)
2 565 293
10,00%
Total imputável
2 565 293
10,00%
(a) - as 2.565.293 ações correspondem ao total das ações da Ramada Investimentos e Indústria, S.A. detidas diretamente pela sociedade 1
Thing, Investments, S.A. cujo conselho de administração integra o administrador Pedro Miguel Matos Borges de Oliveira
Domingos José Vieira de Matos
N° ações detidas em
31-dez-2021
% capital social
com direito de voto
Através da sociedade Livrefluxo, S.A. (da qual é acionista dominante
e administrador)
3 118 408
12,16%
Total imputável
3 118 408
12,16%
Paulo Jorge dos Santos Fernandes
N° ações detidas em
31-dez-2021
% capital social
com direito de voto
Através da sociedade Actium Capital, S.A. (da qual é acionista
dominante e administrador)
4 009 402
15,64%
Total imputável
4 009 402
15,64%
Ana Rebelo Carvalho Menéres de Mendonça
N° ações detidas em
31-dez-2021
% capital social
com direito de voto
Através da sociedade Promendo Investimentos, S.A. (da qual é
acionista dominante e administradora)
4 845 383
18,90%
Total imputável
4 845 383
18,90%
João Manuel Matos Borges de Oliveira
N° ações detidas em
31-dez-2021
% capital social
com direito de voto
Através da sociedade Caderno Azul, S.A. (da qual é acionista
dominante e administrador)
5 300 000
20,67%
Total imputável
5 300 000
20,67%
A Ramada Investimentos não foi notificada de quaisquer participações acima de 25% dos direitos de voto.
Relatório e Contas 2021 
Relatório de Gestão
21
Política de Diversidade – Alínea q) do número 1 do artigo 29.º-H do C.V.M.
A política de diversidade não é um tema novo no seio do Grupo Ramada. Não só no Conselho de Administração,
mas também nas posições de senior and middle-management, que o Grupo, desde há já vários anos tem vindo a
definir e implementar políticas que se têm vindo a materializar numa maior paridade de género.
A Sociedade, desde cedo, potenciou a assunção de cargos de topo por mulheres, como é exemplo a eleição da Dra.
Ana Rebelo de Carvalho Menéres de Mendonça em 2014 e da Dra. Laurentina da Silva Martins, em 2020,
mantendo-se ambas em funções, num conselho composto atualmente por seis membros.
Adicionalmente, a Ramada Investimentos publicou, durante o ano de 2020, o Plano para a Igualdade de Género, a
executar durante o ano de 2021, e que tem como objetivo fundamental, nos termos e para os efeitos previstos no
artigo 7.º, n.º 1, da Lei n.º 62/2017, de 1 de agosto, contribuir, ainda mais, para alcançar uma efetiva igualdade de
tratamento e de oportunidades entre mulheres e homens, promovendo a eliminação da discriminação em função do
sexo e fomentando a conciliação entre a vida pessoal, familiar e profissional.
De igual forma, a Ramada Investimentos prosseguiu a sua atuação em observância estrita das imposições legais,
nomeadamente aquando da eleição de novos membros para integrarem os órgãos sociais, a propósito do início de
um novo mandato, o que aconteceu na Assembleia Geral Anual, realizada em 30 de abril de 2020.
O Conselho de Administração da Ramada, eleito em abril de 2020 para o mandato correspondente ao triénio
2020/2022  é composto por seis membros, de entre os quais quatro homens e duas mulheres, representando assim
um terço da composição daquele órgão. Esta composição é superior à do mandato anterior, correspondente ao
triénio 2017/2019, onde a percentagem era de 20% (e, portanto, ainda antes da entrada em vigor da Lei n.º 62/2017,
de 1 de agosto).
Os membros que integram o Conselho de Administração e que se encontram em exercício de funções têm revelado,
e têm já provas dadas nesse sentido, serem titulares das características individuais (nomeadamente competência,
independência, integridade, disponibilidade e experiência, como já referido) para o exercício pleno e cabal das
funções que lhes estão atribuídas de uma forma alinhada com os interesses da Sociedade e dos seus Acionistas,
desde logo pela sua senioridade e experiência.
Por outro lado, mas não menos relevante, a Ramada Investimentos considera que o equilíbrio de género no seio do
seu órgão de gestão, e que é anterior à entrada em vigor da Lei n.º 62/2017, de 1 de agosto, demonstra que a
política de diversidade não é um tema novo no Grupo que, fiel a princípios de verdadeira meritocracia, desde há
largos anos que atribui cargos de topo na sua gestão, a mulheres.
O Conselho de Administração, sem perder o fio condutor da meritocracia, promove políticas de diversidade a vários
níveis, tais como:
Instruções à área de recursos humanos para que:
as políticas de progressão na carreira, avaliação de desempenho e revisões salariais sejam
definidas tendo por base preocupações de promoção da diversidade;
nos processos de recrutamento, procurem promover essa diversidade, apresentando sempre listas
de potenciais trabalhadores a recrutar suficientemente representativas de ambos os géneros.
Instruções às áreas operacionais para que as equipas multidisciplinares formadas no âmbito dos mais
variados projetos sejam constituídas tendo sempre por base a preocupação de uma equilibrada
representatividade.
Na Ramada existe a convicção de que um equilíbrio de género saudável contribui decisivamente para que as
equipas sejam mais eclécticas, auto-desafiadoras e proativas, pelo que a promoção dessa diversidade é um
desígnio do Grupo.
Esta matéria encontra-se desenvolvida no Ponto 15 do Relatório de Corporate Governance.
Relatório e Contas 2021 
Relatório de Gestão
22
Informação não Financeira
Conforme imposto pela Diretiva 2014/95/UE do Parlamento Europeu e do Conselho, transposta pelo direito nacional
pelo Decreto-Lei n.º 89/2017 de 28 de julho, o Grupo deve prestar informação sobre matérias não financeiras. Tal
informação deverá ser suficiente para uma compreensão da evolução, do desempenho, da posição e do impacto
das suas atividades, referentes, no mínimo, às questões ambientais, sociais e relativas aos trabalhadores, à
igualdade entre mulheres e homens, à não discriminação, ao respeito dos direitos humanos, ao combate à
corrupção e às tentativas de suborno.
A informação não financeira prevista no Decreto-Lei n.º 89/2017 está incluída no capítulo da informação não
financeira referente ao período de 2021.
Relatório e Contas 2021 
Relatório de Gestão
23
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Não queremos concluir sem agradecer aos vários parceiros do Grupo pela confiança demonstrada na nossa
organização. Por fim, gostaríamos de expressar o nosso reconhecimento a todos os nossos colaboradores pela
dedicação e empenho.
Porto, 7 de abril de 2022
O Conselho de Administração
____________________________________
João Manuel Matos Borges de Oliveira
____________________________________
Paulo Jorge dos Santos Fernandes
____________________________________
Domingos José Vieira de Matos
____________________________________
Pedro Miguel Matos Borges de Oliveira
____________________________________
Ana Rebelo de Carvalho Menéres de Mendonça
____________________________________
Laurentina da Silva Martins
Relatório e Contas 2021 
Relatório de Gestão
24
DECLARAÇÃO NOS TERMOS DA ALÍNEA C) DO NÚMERO 1 DO ARTIGO 29 G
DO CÓDIGO DE VALORES MOBILIÁRIOS
Os signatários individualmente declaram que, tanto quanto é do seu conhecimento, o Relatório de Gestão, as
Demonstrações Financeiras Consolidadas e Individuais e demais documentos de prestação de contas exigidos por
lei ou regulamento foram elaborados em conformidade com as Normas Internacionais de Relato Financeiro (“IFRS”)
tal como adotadas pela União Europeia, dando uma imagem verdadeira e apropriada do ativo e passivo, da situação
financeira e dos resultados consolidados e individuais da Ramada Investimentos e Indústria, S.A. e das empresas
incluídas no perímetro de consolidação, e que o Relatório de Gestão expõe fielmente a evolução dos negócios, do
desempenho e da posição financeira da Ramada Investimentos e Indústria, S.A. e das empresas incluídas no
perímetro de consolidação, e contém uma descrição dos principais riscos e incertezas com que se defrontam.
DECLARAÇÃO DE RESPONSABILIDADE
Os membros do Conselho de Administração da Ramada Investimentos e Indústria, S.A. declaram assumir a
responsabilidade pela presente informação e asseguram que os elementos nela inscritos são verídicos e que não
existem omissões que sejam do seu conhecimento.
Nos termos do art.º 210.º do Código dos Regimes Contributivos do Sistema Previdencial de Segurança Social
(aprovado pela Lei n.º 110/2009, de 16 de setembro), informamos que não existem dívidas vencidas perante o
Estado, nomeadamente perante a Segurança Social.
Relatório e Contas 2021 
Relatório de Gestão
25
ANEXO I
1.Conselho de Administração
Qualificações, experiência e cargos exercidos noutras sociedades pelos membros do Conselho de
Administração:
João Manuel Matos Borges de Oliveira
É licenciado em Engenharia Química pela Universidade do Porto, tendo concluído o MBA do INSEAD.
É um dos fundadores da RAMADA INVESTIMENTOS E INDÚSTRIA, atual holding do grupo Ramada, grupo que foi
adquirido na década de 90, do qual é acionista e administrador executivo (Chairman e CEO) desde então. A
atividade da Ramada Investimentos inclui, dentro da área industrial, que é a sua área core de atividade, os aços, a
maquinação e fabricação de estruturas para moldes e a trefilaria. Desenvolve ainda uma forte atividade na área de
Imobiliário, vocacionada para a gestão de ativos imobiliários, em especial, florestais e na atividade de gestão de
investimentos financeiros.
É também um dos fundadores da COFINA, grupo do qual é acionista e administrador, tendo estado diretamente
envolvido, na construção e gestão do grupo desde a sua criação, que é uma referência no setor dos media em
Portugal. 
É igualmente um dos fundadores da ALTRI, que resultou de um processo de cisão da Cofina, sendo também
acionista e administrador (co-Vice-Presidente), assumindo funções executivas na construção do grupo desde a sua
fundação, grupo que registou um crescimento assinalável através da concretização de grandes e complexas
operações de M&A. As suas unidades industriais são hoje benchmark mundial de tecnologia e inovação e operam
no setor da produção de fibras celulósicas e no setor de energias renováveis de base florestal, nomeadamente a
cogeração industrial através de licor negro e biomassa.
Mais recentemente, e também enquanto um dos fundadores, promoveu o Initial Public Offering (IPO) da subsidiária
da ALTRI, GreenVolt, através de uma operação extraordinariamente bem-sucedida e com contornos singulares no
mercado de capitais português. É também acionista e administrador. Este grupo dedica-se à produção de energias
renováveis a partir de biomassa, sol, vento e descentralizado.
Para além das Empresas onde exerce atualmente funções de administração, a sua experiência profissional inclui:
1982/1983
Adjunto do Diretor de Produção da Cortal
1984/1985
Diretor de Produção da Cortal
1987/1989
Diretor de Marketing da Cortal
1989/1994
Diretor Geral da Cortal
1989/1995
Vice-presidente do Conselho de Administração da Cortal
1989/1994
Administrador da Seldex
1996/2000
Administrador não executivo da Atlantis, S.A.
1997/2000
Administrador não executivo da Vista Alegre, S.A.
1998/1999
Administrador da Efacec Capital, S.G.P.S., S.A.
2008/2015
Presidente do Conselho Fiscal da Porto Business School
2008/2011
Administrador não executivo da Zon Multimédia, S.G.P.S., S.A.
2011/2013
Membro do ISCTE-IUL CFO Advisory Forum
Desde 2019
Membro da Comissão de Remunerações da Fundação de Serralves
Relatório e Contas 2021
Relatório de Gestão
27
Em 31 de dezembro de 2021, as outras empresas onde desempenha funções de administração são:
Altri, S.G.P.S., S.A. (a)
Caderno Azul, S.A. (a)
Cofina, S.G.P.S., S.A. (a)
Cofina Media, S.A. (a)
Cofihold, S.A. (a)
Cofihold II, S.A. (a)
Elege Valor, Lda. (a)
F. Ramada II Imobiliária, S.A.
Greenvolt - Energias Renováveis, S.A. (a)
Indaz, S.A. (a)
Préstimo – Prestígio Imobiliário, S.A. (a)
Ramada Aços, S.A.
Universal – Afir, S.A.
a)– sociedades que, em 31 de dezembro de 2021, não podem ser consideradas como fazendo parte do Grupo Ramada
Investimentos e Indústria, S.A.
Relatório e Contas 2021
Relatório de Gestão
28
Paulo Jorge dos Santos Fernandes
É licenciado em Engenharia Eletrónica pela Universidade do Porto, tendo posteriormente concluído um MBA na
Universidade Nova de Lisboa.
É um dos fundadores da RAMADA INVESTIMENTOS E INDÚSTRIA, atual holding do grupo Ramada, grupo que foi
adquirido na década de 90, do qual é acionista e administrador desde então. A atividade da Ramada Investimentos
inclui, dentro da área industrial, que é a sua área core de atividade, os aços, a maquinação e fabricação de
estruturas para moldes e a trefilaria. Desenvolve ainda uma forte atividade na área de Imobiliário, vocacionada para
a gestão de ativos imobiliários, em especial, florestais e na atividade de gestão de investimentos financeiros.
É também um dos fundadores da COFINA, grupo do qual é acionista e administrador, tendo estado diretamente
envolvido, sempre com funções executivas (Chairman e CEO), na construção e gestão do grupo desde a sua
criação, que é uma referência no setor dos media em Portugal. 
É igualmente um dos fundadores da ALTRI, que resultou de um processo de cisão da Cofina, sendo também
acionista e administrador (co-Vice-Presidente), assumindo funções executivas na construção do grupo desde a sua
fundação, grupo que registou um crescimento assinalável através da concretização de grandes e complexas
operações de M&A. As suas unidades industriais são hoje benchmark mundial de tecnologia e inovação e operam
no setor da produção de fibras celulósicas e no setor de energias renováveis de base florestal, nomeadamente a
cogeração industrial através de licor negro e biomassa.
Mais recentemente, e também enquanto um dos fundadores, promoveu o Initial Public Offering (IPO) da subsidiária
da ALTRI, GreenVolt, através de uma operação extraordinariamente bem-sucedida e com contornos singulares no
mercado de capitais português. É também acionista e administrador. Este grupo dedica-se à produção de energias
renováveis a partir de biomassa, sol, vento e descentralizado.
Para além das Empresas onde exerce atualmente funções de administração, a sua experiência profissional inclui:
1982/1984
Adjunto do Diretor de Produção da CORTAL
1986/1989
Diretor Geral da CORTAL
1989/1994
Presidente do Conselho de Administração da CORTAL
1995
Administrador da CRISAL - CRISTAIS DE ALCOBAÇA, S.A.
1997
Administrador do Grupo Vista Alegre, S.A.
1997
Presidente do Conselho de Administração da ATLANTIS - Cristais de Alcobaça, S.A.
2000/2001
Administrador da SIC
Ao longo da sua carreira, desempenhou ainda funções em diversas associações:
1989/1994
Presidente da FEMB (Fédération Européene de Mobilier de Bureau) para Portugal
1989/1990
Presidente da Assembleia Geral Assoc. Industr. Águeda
1991/1993
Membro do Conselho Consultivo Assoc. Ind. Portuense
Desde 2005
Membro do Conselho Superior da Associação do Antigos Alunos de MBA
2013/2016
Presidente da Mesa do Conselho Fiscal do BCSD
Desde 2006
Membro do Conselho Consultivo em Engenharia e Gestão do IST
Desde 2016
Membro do Concelho da CELPA – Associação da Indústria Papeleira
Em 31 de dezembro de 2021, as outras empresas onde desempenha funções de administração são:
A Nossa Aposta – Jogos e Apostas On-Line, S.A. (a)
Actium Capital, S.A. (a)
Altri, S.G.P.S., S.A. (a)
Articulado – Actividades Imobiliárias, S.A. (a)
Relatório e Contas 2021
Relatório de Gestão
29
Cofihold, S.A. (a)
Cofihold II, S.A. (a)
Cofina, S.G.P.S, S.A. (a)
Cofina Media, S.A. (a)
Elege Valor, Lda. (a)
F. Ramada II Imobiliária, S.A.
Greenvolt - Energias Renováveis, S.A. (a)
Préstimo – Prestígio Imobiliário, S.A. (a)
Ramada Aços, S.A.
Santos Fernandes & Vieira Matos, Lda. (a)
Em 31 de dezembro de 2021, as outras empresas onde desempenha funções de fiscalização são:
Fisio Share - Gestão De Clínicas, S.A. (a)
(a)– sociedades que, em 31 de dezembro de 2021, não podem ser consideradas como fazendo parte do Grupo Ramada
Investimentos e Indústria, S.A.
Relatório e Contas 2021
Relatório de Gestão
30
Domingos José Vieira de Matos
É licenciado em Economia pela Faculdade de Economia da Universidade do Porto, tendo iniciado atividades de
gestão em 1978.
É um dos fundadores da RAMADA INVESTIMENTOS E INDÚSTRIA, atual holding do grupo Ramada, grupo que foi
adquirido na década de 90, do qual é acionista e administrador desde então. A atividade da Ramada Investimentos
e Indústria inclui, dentro da área industrial, que é a sua área core de atividade, os aços, a maquinação e fabricação
de estruturas para moldes e a trefilaria. Desenvolve ainda uma forte atividade na área de Imobiliário, vocacionada
para a gestão de ativos imobiliários, em especial, florestais e na atividade de gestão de investimentos financeiros.
É também um dos fundadores da COFINA, grupo do qual é acionista e administrador, tendo estado diretamente
envolvido na construção e gestão do grupo desde a sua fundação, que é uma referência no setor dos media em
Portugal. 
É igualmente um dos fundadores da ALTRI, que resultou de um processo de cisão da Cofina, sendo também
acionista e administrador, e tendo participando na construção do grupo desde a sua fundação, grupo que registou
um crescimento assinalável através da concretização de grandes e complexas operações de M&A. As suas
unidades industriais são hoje benchmark mundial de tecnologia e inovação e operam no setor da produção de fibras
celulósicas e no setor de energias renováveis de base florestal, nomeadamente a cogeração industrial através de
licor negro e biomassa.
Mais recentemente, e também enquanto um dos fundadores, promoveu o Initial Public Offering (IPO) da subsidiária
da ALTRI, GreenVolt, através de uma operação extraordinariamente bem-sucedida e com contornos singulares no
mercado de capitais português. É também acionista e administrador. Este grupo dedica-se à produção de energias
renováveis a partir de biomassa, sol, vento e descentralizado.
Para além das Empresas onde exerce atualmente funções de administração, a sua experiência profissional inclui:
1978/1994
Administrador da Cortal, S.A.
1983
Sócio-Fundador da Promede – Produtos Médicos, S.A.
1998/2000
Administrador da Electro Cerâmica, S.A.
Em 31 de dezembro de 2021, as outras empresas onde desempenha funções de administração são:
Altri, S.G.P.S., S.A. (a)
Cofina, S.G.P.S., S.A. (a)
Cofihold, S.A. (a)
Cofihold II, S.A. (a)
Elege Valor, Lda. (a)
F. Ramada II Imobiliária, S.A.
Greenvolt - Energias Renováveis, S.A. (a)
Livrefluxo, S.A. (a)
Préstimo – Prestígio Imobiliário, S.A. (a)
Ramada Aços, S.A.
Santos Fernandes & Vieira Matos, Lda. (a)
Sociedade Imobiliária Porto Seguro – Investimentos Imobiliários, S.A. (a)
Universal - Afir, S.A.
(a)– sociedades que, em 31 de dezembro de 2021, não podem ser consideradas como fazendo parte do Grupo Ramada
Investimentos e Indústria, S.A.
Relatório e Contas 2021
Relatório de Gestão
31
Ana Rebelo de Carvalho Menéres de Mendonça
É licenciada em Economia pela Universidade Católica Portuguesa em Lisboa.
É acionista e administradora da RAMADA INVESTIMENTOS E INDÚSTRIA, atual holding do grupo Ramada, grupo
que foi adquirido na década de 90. A atividade da Ramada Investimentos e Indústria inclui, dentro da área industrial,
que é a sua área core de atividade, os aços, a maquinação e fabricação de estruturas para moldes e a trefilaria.
Desenvolve ainda uma forte atividade na área de Imobiliário, vocacionada para a gestão de ativos imobiliários, em
especial, florestais e na atividade de gestão de investimentos financeiros.
É também acionista e administradora da COFINA, grupo que é uma referência no setor dos media em Portugal.
É igualmente acionista e administradora da ALTRI, que resultou de um processo de cisão da Cofina, grupo que
registou um crescimento assinalável através da concretização de grandes e complexas operações de M&A. As suas
unidades industriais são hoje benchmark mundial de tecnologia e inovação e operam no setor da produção de fibras
celulósicas e no setor de energias renováveis de base florestal, nomeadamente a cogeração industrial através de
licor negro e biomassa.
Mais recentemente, e enquanto uma das fundadoras, promoveu o Initial Public Offering (IPO) da subsidiária da
ALTRI, GreenVolt, através de uma operação extraordinariamente bem-sucedida e com contornos singulares no
mercado de capitais português. É também acionista e administradora. Este grupo dedica-se à produção de energias
renováveis a partir de biomassa, sol, vento e descentralizado.
Para além das empresas onde exerce atualmente funções de administração, a sua experiência profissional inclui:
1995
Jornalista na área de economia do jornal Semanário Económico
1996
Departamento Comercial do Citibank
1996
Administradora da Promendo, S.A.
2009
Administradora da Promendo, S.G.P.S., S.A.
Em 31 de dezembro de 2021, as outras empresas onde desempenha funções de administração são:
Altri, S.G.P.S., S.A. (a)
Cofihold, S.A. (a)
Cofihold II, S.A. (a)
Cofina, S.G.P.S., S.A. (a)
F. Ramada II Imobiliária, S.A.
Greenvolt - Energias Renováveis, S.A. (a)
Promendo Investimentos, S.A. (a)
Préstimo – Prestígio Imobiliário, S.A. (a)
Ramada Aços, S.A.
(a)– sociedades que, em 31 de dezembro de 2021, não podem ser consideradas como fazendo parte do Grupo Ramada
Investimentos e Indústria, S.A.
Relatório e Contas 2021
Relatório de Gestão
32
Pedro Miguel Matos Borges de Oliveira
É licenciado em Gestão Financeira pelo Instituto Superior de Administração e Gestão do Porto. Em 2000 concluiu o
Executive MBA no Instituto Empresarial Portuense em parceria com a ESADE-Business School de Barcelona,
atualmente Católica Porto Business School. Em 2009 fez o Curso de Avaliação de Empresas na EGE- Escola de
Gestão Empresarial.
É acionista e administrador da RAMADA INVESTIMENTOS E INDÚSTRIA, atual holding do grupo Ramada, grupo
que foi adquirido na década de 90. A atividade da Ramada Investimentos e Indústria inclui, dentro da área industrial,
que é a sua área core de atividade, os aços, a maquinação e fabricação de estruturas para moldes e a trefilaria.
Desenvolve ainda uma forte atividade na área de Imobiliário, vocacionada para a gestão de ativos imobiliários, em
especial, florestais e na atividade de gestão de investimentos financeiros.
É também acionista e administrador da COFINA, grupo que é uma referência no setor dos media em Portugal. 
É igualmente acionista e administrador da ALTRI, que resultou de um processo de cisão da Cofina, grupo que
registou um crescimento assinalável através da concretização de grandes e complexas operações de M&A. As suas
unidades industriais são hoje benchmark mundial de tecnologia e inovação e operam no setor da produção de fibras
celulósicas e no setor de energias renováveis de base florestal, nomeadamente a cogeração industrial através de
licor negro e biomassa.
Mais recentemente, e enquanto um dos fundadores, promoveu o Initial Public Offering (IPO) da subsidiária da
ALTRI, GreenVolt, através de uma operação extraordinariamente bem-sucedida e com contornos singulares no
mercado de capitais português. É também acionista e administrador. Este grupo dedica-se à produção de energias
renováveis a partir de biomassa, sol, vento e descentralizado.
Para além das empresas onde exerce atualmente funções de administração, a sua experiência profissional inclui:
1986/2000
Assessor de gerência de FERÁGUEDA, Lda.
1992
Gerente da Bemel, Lda.
1997/1999
Assistente de Direção da GALAN, Lda.
1999/2000
Adjunto de Direção do Departamento de Serras e Ferramentas da F. Ramada, Aços e Indústrias, S.A.
2000
Diretor do Departamento de Serras e Ferramentas de F. Ramada, Aços e Indústrias, S.A.
2006
Administrador da Universal Afir, Aços Especiais e Ferramentas, S.A.
2009
Administrador da COFINA, S.G.P.S., S.A.
2014
Administrador da Altri, S.G.P.S., S.A.
Em 31 de dezembro de 2021, as outras empresas onde desempenha funções de administração são:
Altri, S.G.P.S., S.A. (a)
Cofihold, S.A. (a)
Cofihold II, S.A. (a)
Cofina, S.G.P.S., S.A. (a)
F. Ramada II Imobiliária, S.A.
Greenvolt - Energias Renováveis, S.A. (a)
Préstimo – Prestígio Imobiliário, S.A. (a)
Ramada Aços, S.A.
Universal - Afir, S.A.
Valor Autêntico, S.A. (a)
Título Singular, S.A. (a)
1 Thing, Investments, S.A. (a)
(a) – sociedades que, em 31 de dezembro de 2021, não podem ser consideradas como fazendo parte do Grupo Ramada
Investimentos e Indústria, S.A.
Relatório e Contas 2021
Relatório de Gestão
33
Laurentina da Silva Martins
Com formação em Finanças e Administração no Instituto Superior do Porto. Foi nomeada administradora da
Sociedade em abril de 2020.
A sua experiência profissional inclui:
1965
Adjunta da Direção Financeira da Companhia de Celulose do Caima, S.A.
1990
Diretora Financeira da Companhia de Celulose do Caima, S.A.
2001
Administradora da Cofina Media, S.G.P.S., S.A.
2001
Administradora da Caima Energia – Empresa de Gestão e Exploração de Energia, S.A.
2004
Administradora da Grafedisport – Impressão e Artes Gráficas, S.A.
2005
Administradora da Silvicaima – Sociedade Silvícola do Caima, S.A. (atual Altri Florestal, S.A.)
2006
Administradora da EDP – Produção Bioeléctrica, S.A.
Em 31 de dezembro de 2021, as outras empresas onde desempenha funções de administração são:
Altri, S.G.P.S., S.A. (a)
Cofina, S.G.P.S., S.A. (a)
(a)– sociedades que, em 31 de dezembro de 2021, não podem ser consideradas como fazendo parte do Grupo Ramada
Investimentos e Indústria, S.A.
Relatório e Contas 2021
Relatório de Gestão
34
2.Conselho Fiscal
Qualificações, experiência e cargos exercidos noutras sociedades pelos membros do Conselho Fiscal:
Pedro Nuno Fernandes de Sá Pessanha Da Costa
Habilitações:
Licenciado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra em 1981
Formação complementar em gestão e análise económico financeira de empresas na Universidade
Católica Portuguesa - Escola de Direito do Porto em 1982 e 1983
Experiência profissional:
Inscrito na Ordem dos Advogados desde 1983
Presidente do conselho geral e de supervisão de sociedade aberta desde 1996 até
2010
Presidente do Conselho Fiscal do Banco Português de Investimento S.A. desde
2016 e da BPI Private Equity – Sociedade de Capital de Risco, S.A. desde 2018 até
agosto de 2019, data em que ambas as sociedades se extinguiram por fusão no
Banco BPI, S.A.
Presidente da mesa da assembleia-geral de diversas sociedades cotadas e não
cotadas em bolsa
Exercício contínuo da advocacia desde 1983, com especial dedicação ao direito
comercial e das sociedades, fusões e aquisições, investimento estrangeiro e
contratos internacionais
Co-autor do capítulo sobre Portugal no "Handbuch der Europäischen Aktien-
Gesellschaft” – Societas Europaea – de Jannot / Frodermann, publicado por C.F.
Müller Verlag
Outros cargos em exercício
Presidente do Conselho Fiscal da Altri, S.G.P.S., S.A. (a)
Vogal do Conselho Fiscal da Cofina, S.G.P.S., S.A. (a)
Vogal da Comissão de Remunerações da Altri, S.G.P.S., S.A. (a)
Vogal da Comissão de Remunerações da Cofina, S.G.P.S., S.A. (a)
Presidente da Mesa da AG da SOGRAPE, S.G.P.S., S.A. (a)
Presidente da Mesa da AG da SOGRAPE Vinhos, S.A. (a)
Presidente da Mesa da AG da SOGRAPE Distribuição S.A. (a)
Presidente da Mesa da AG da Sandeman & CA, S.A. (a)
Presidente da Comissão de Remunerações da SOGRAPE S.G.P.S., S.A. (a)
Presidente da Mesa da AG da Adriano Ramos Pinto, S.A. (a)
Presidente da Mesa da AG da Aquitex – Acabamentos Químicos Têxteis, S.A. (a)
Presidente da Mesa da AG da Stow Ovar Manufactoring, S.A. (a)
Cônsul honorário da Bélgica no Porto (a)
(a)– sociedades que, em 31 de dezembro de 2021, não podem ser consideradas como fazendo parte do grupo Ramada
Investimentos e Indústria, S.A.
Relatório e Contas 2021
Relatório de Gestão
35
António Luís Isidro de Pinho
Habilitações:
Licenciado em Economia, pelo Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa
(I.S.C.T.E.), (1973 – 1978)
Licenciado em Organização e Administração de Empresas, pelo Instituto Superior de
Ciências do Trabalho e da Empresa (I.S.C.T.E.), (1986 – 1989)
Revisor Oficial de Contas, desde 1987
Membro da Ordem dos Economistas, da Ordem dos Técnicos Oficias de Contas e da
Associação Portuguesa de Consultores Fiscais.
Experiência profissional:
Vasta experiência profissional essencialmente em auditoria externa, mas também
na direção financeira de diversas Empresas e em consultadoria de gestão.
Inicio da atividade profissional em 1976 na Lacticoop, como estagiário. Ingresso
na Gremetal, em janeiro de 1979, como quadro do departamento financeiro da
empresa, que participou na construção da refinaria de Sines.
Auditor na Arthur Andersen & Co de janeiro de 1982 até Dezembro de 1986,
desempenhando na fase final as funções de Manager de Auditoria.
De 1987 a 1991, integração nos quadros do grupo SOPORCEL, com funções de
Auditor Interno, de Diretor Financeiro da Emporsil (empresa do grupo) e de
responsável pelo seu Departamento de Aquisição de Terras.
De 1991 a 1996 membro da Direção Executiva da SOCTIP, gráfica líder no seu
segmento de mercado com cerca 200 trabalhadores, tendo a seu cargo o pelouro
da área administrativa e financeira e da empresa.
De 1996 até à data exerce funções de Revisor Oficial de Contas em full-time,
tendo inicialmente, entre outubro de 1997 e novembro de 2008, integrado os
quadros da Moore Stephens, como sócio da A. Gonçalves Monteiro & Associados,
SROC, sociedade que foi posteriormente transformada na Kreston & Associados -
SROC, Lda.
Exerce atualmente funções de Fiscal Único, membro do Conselho Fiscal ou de
Auditor Externo, em várias empresas de dimensão significativa e de diferentes
sectores de atividade, sendo, como Sócio-gerente da Kreston & Associados -
SROC, Lda, responsável pela revisão legal das contas de diversas empresas
industriais, comercias e de serviços
Além das funções técnicas de Auditor, exerce também o cargo de responsável
pelo Controlo de Qualidade da firma e de controlador-relator da Comissão de
Controlo de Qualidade da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas.
Outros cargos em exercício:
Presidente do Conselho Fiscal da Cofina, SGPS, S.A. (a)
Vogal do Conselho Fiscal da Altri, SGPS, S.A. (a)
(a)– sociedades que, em 31 de dezembro de 2021, não podem ser consideradas como fazendo parte do grupo Ramada
Investimentos e Indústria, S.A.
Relatório e Contas 2021
Relatório de Gestão
36
Ana Paula dos Santos Silva e Pinho
Habilitações:
Licenciatura em Economia pela Faculdade de Economia da Universidade do Porto
Revisor Oficial de Contas (ROC n.º 1.374)
Pós-graduação em Finanças e Fiscalidade – Porto Business School
Pós-graduação em Direito Fiscal – Faculdade de Direito da Universidade do Porto
Experiência profissional:
Entre setembro de 2001 e setembro de 2010, colaboradora do departamento de
Auditoria da Deloitte & Associados, SROC, S.A. (inicialmente como membro do staff e
desde setembro de 2007 como Manager)
Entre outubro de 2010 e outubro de 2019, Corporate Centre do Grupo Altri com
responsabilidades ao nível do reporte de informação financeira, consolidação de contas
e fiscalidade
Desde novembro de 2019, responsável pela equipa de Contabilidade do centro de
serviços partilhados da Sonae MC
Outros cargos em exercício:
                Vogal do Conselho Fiscal da Altri, S.G.P.S., S.A. (a)
                Vogal do Conselho Fiscal da Cofina, S.G.P.S., S.A. (a)
(a) – sociedades que, em 31 de dezembro de 2021, não podem ser consideradas como fazendo parte do grupo Ramada
Investimentos e Indústria, S.A.
Relatório e Contas 2021
Relatório de Gestão
37
André Seabra Ferreira Pinto
Habilitações:
Licenciatura em Economia na Universidade Portucalense
Revisor Oficial de Contas (ROC n.º 1.243)
MBA Executivo - Escola de Gestão do Porto – University of Porto Business School
Experiência profissional:
Entre setembro de 1999 e maio de 2008, colaborador do departamento de Auditoria da
Deloitte & Associados, SROC, S.A. (inicialmente como membro do staff e desde
setembro de 2004 como Manager)
Entre junho de 2008 e dezembro de 2010, Senior Manager do departamento de
Corporate Finance - Transaction Services da Deloitte Consultores
Entre janeiro de 2011 e março de 2013, diretor financeiro das empresas do Grupo
WireCoWorldGroup em Portugal (a)
Desde abril de 2013, administrador (CFO) do Grupo Mecwide (a)
Administrador da MWIDE, S.G.P.S., S.A., bem como das restantes empresas
integrantes do Grupo Mecwide (a)
Outros cargos em exercício:
Vogal da Comissão de Remunerações da Altri, S.G.P.S., S.A. (a)
Vogal da Comissão de Remunerações da Cofina, S.G.P.S., S.A. (a)
Suplente do Conselho Fiscal da Altri, S.G.P.S., S.A. (a)
Suplente do Conselho Fiscal da Cofina, S.G.P.S., S.A. (a)
(a)– sociedades que, em 31 de dezembro de 2021, não podem ser consideradas como fazendo parte do Grupo Ramada
Investimentos e Indústria, SA.
Relatório e Contas 2021
Relatório de Gestão
38
3.Comissão de Remuneração
Qualificações, experiência e cargos exercidos noutras sociedades pelos membros da Comissão de
Remunerações:
João da Silva Natária
Habilitações:
Licenciatura em Direito pela Universidade de Lisboa
Experiência profissional:
1979
Diretor-Geral da Filial de Luanda/Viana da F. Ramada, por nomeação
conjunta da Administração e do Ministério da Indústria de Angola
1983
Diretor do Departamento de Poliéster e Botões da F. Ramada, Aços e
Indústrias, S.A.
1984/2000
Diretor de Recursos Humanos da F. Ramada, Aços e Indústrias, S.A.
1993/1995
Administrador da Universal – Aços, Máquinas e Ferramentas, S.A.
2000/2018
Advogado em nome individual especializado em Direito do Trabalho e
Direito da Família
Reformado
Outros cargos em exercício:
Presidente do Conselho Fiscal da Celulose Beira Industrial (CELBI), S.A. (a)
Presidente da Comissão de Remunerações da Altri, S.G.P.S., S.A. (a)
Presidente da Comissão de Remunerações da Cofina, S.G.P.S., S.A. (a)
(a)– sociedades que, em 31 de dezembro de 2021, não podem ser consideradas como fazendo parte do grupo Ramada
Investimentos e Indústria, S.A.
Relatório e Contas 2021
Relatório de Gestão
39
Pedro Nuno Fernandes de Sá Pessanha Da Costa
Habilitações:
Licenciado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra em 1981
Formação complementar em gestão e análise económico financeira de empresas na
Universidade
Católica Portuguesa - Escola de Direito do Porto em 1982 e 1983
Experiência profissional:
Inscrito na Ordem dos Advogados desde 1983
Presidente do conselho geral e de supervisão de sociedade aberta desde 1996 até 2010
Presidente do Conselho Fiscal do Banco Português de Investimento S.A. desde 2016 e
da BPI Private Equity – Sociedade de Capital de Risco, S.A. desde 2018 até agosto de
2019, data em que ambas as sociedades se extinguiram por fusão no Banco BPI, S.A.
Presidente da mesa da assembleia-geral de diversas sociedades cotadas e não cotadas
em bolsa
Exercício contínuo da advocacia desde 1983, com especial dedicação ao direito
comercial e das sociedades, fusões e aquisições, investimento estrangeiro e contratos
internacionais
Co-autor do capítulo sobre Portugal no "Handbuch der Europäischen Aktien-
Gesellschaft” – Societas Europaea – de Jannot / Frodermann, publicado por C.F. Müller
Verlag
Outros cargos em exercício:
Presidente do Conselho Fiscal da Altri, S.G.P.S., S.A. (a)
Vogal do Conselho Fiscal da Cofina, S.G.P.S., S.A. (a)
Vogal da Comissão de Remunerações da Altri, S.G.P.S., S.A. (a)
Vogal da Comissão de Remunerações da Cofina, S.G.P.S., S.A. (a)
Presidente da Mesa da AG da SOGRAPE, S.G.P.S., S.A. (a)
Presidente da Mesa da AG da SOGRAPE Vinhos, S.A. (a)
Presidente da Mesa da AG da SOGRAPE Distribuição S.A. (a)
Presidente da Mesa da AG da Sandeman & CA, S.A. (a)
Presidente da Comissão de Remunerações da SOGRAPE S.G.P.S., S.A. (a)
Presidente da Mesa da AG da Adriano Ramos Pinto, S.A. (a)
Presidente da Mesa da AG da Aquitex – Acabamentos Químicos Têxteis, S.A. (a)
Presidente da Mesa da AG da Stow Ovar Manufactoring, S.A. (a)
Cônsul honorário da Bélgica no Porto (a)
(a)– sociedades que, em 31 de dezembro de 2021, não podem ser consideradas como fazendo parte do grupo Ramada
Investimentos e Indústria, S.A.
Relatório e Contas 2021
Relatório de Gestão
40
André Seabra Ferreira Pinto
Habilitações:
Licenciatura em Economia na Universidade Portucalense
Revisor Oficial de Contas (ROC n.º 1.243)
MBA Executivo - Escola de Gestão do Porto – University of Porto Business School
Experiência profissional:
Entre setembro de 1999 e maio de 2008, colaborador do departamento de Auditoria da
Deloitte & Associados, SROC, S.A. (inicialmente como membro do staff e desde
setembro de 2004 como Manager)
Entre junho de 2008 e dezembro de 2010, Senior Manager do departamento de
Corporate Finance - Transaction Services da Deloitte Consultores
Entre janeiro de 2011 e março de 2013, diretor financeiro das empresas do Grupo
WireCoWorldGroup em Portugal (a)
Desde abril de 2013, administrador (CFO) do Grupo Mecwide (a)
Administrador da MWIDE, S.G.P.S., S.A., bem como das restantes empresas
integrantes do Grupo Mecwide (a)
Outros cargos em exercício:
Vogal da Comissão de Remunerações da Altri, S.G.P.S., S.A. (a)
Vogal da Comissão de Remunerações da Cofina, S.G.P.S., S.A. (a)
Suplente do Conselho Fiscal da Altri, S.G.P.S., S.A. (a)
Suplente do Conselho Fiscal da Cofina, S.G.P.S., S.A. (a)
(a)– sociedades que, em 31 de dezembro de 2021, não podem ser consideradas como fazendo parte do Grupo Ramada
Investimentos e Indústria, S.A.
Relatório e Contas 2021
Relatório de Gestão
41
Artigo 447.º do Código das Sociedades Comerciais e Artigo 19.º do Regulamento (UE) n.º 596/2014 do
Parlamento Europeu e do Conselho, de 16 de Abril
Divulgação de ações e outros títulos detidos por membros do Conselho de Administração e por Dirigentes, bem
como por pessoas com estes estreitamente relacionadas, nos termos do Artigo 29.º-R do Código dos Valores
Mobiliários, e de transações sobre os mesmos efetuados no decurso do exercício:
Membro do Conselho de Administração
N° ações detidas
em 31-dez-2020
Aquisições
Alienações
N° ações detidas
em 31-dez-2021
João Manuel Matos Borges de Oliveira (imputação via
CADERNO AZUL, S.A.)
5 300 000
5 300 000
Paulo Jorge dos Santos Fernandes (imputação via ACTIUM
CAPITAL, S.A.)
4 009 402
4 009 402
Domingos José Vieira de Matos (imputação via LIVREFLUXO,
S.A.)
3 118 408
3 118 408
Ana Rebelo de Carvalho Menéres de Mendonça (imputação via
PROMENDO INVESTIMENTOS, S.A.)
4 845 383
4 845 383
Pedro Miguel Matos Borges de Oliveira (imputação via 1
THING, INVESTMENTS, S.A.)
2 565 293
2 565 293
Relatório e Contas 2021
Relatório de Gestão
42
GOVERNO DA SOCIEDADE
A RAMADA INVESTIMENTOS E INDÚSTRIA, S.A. (daqui em diante abreviadamente designada por “RAMADA
INVESTIMENTOS” ou “Sociedade”) apresenta, de seguida, aos seus Acionistas, clientes, fornecedores e demais
stakeholders e à sociedade em geral, o Relatório de Governo da Sociedade (“Relatório”).
O modelo de Relatório é o que consta do Regulamento da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM)
número 4/2013, e a informação dele constante cumpre todas as exigências legais aplicáveis, nomeadamente, mas
sem limitar, o artigo 29º-H do Código dos Valores Mobiliários (CVM).
Ao longo do exercício de 2021, a RAMADA INVESTIMENTOS prosseguiu o processo de adaptação da sua estrutura
ao cumprimento do Código de Governo das Sociedades do Instituto Português de Corporate Governance (IPCG) de
2018 e revisto em 2020 (“Código de Governo das Sociedades do IPCG”).
O seu modelo de gestão está alinhado com tal Código pelo que a RAMADA INVESTIMENTOS muito se apraz por
cumprir um tão elevado nível de observância das recomendações dele constantes.
Com equipas dimensionadas, às quais proporciona elevados níveis de formação e que consciencializa,
permanentemente, para que assentem a tomada das decisões em critérios de sustentabilidade, as equipas
trabalham, em uníssono, com o foco no alcance dos objetivos.
A RAMADA INVESTIMENTOS continuará a prosseguir a sua estratégia de negócio, assente numa gestão rigorosa e
transparente, para continuar a ser merecedora da confiança que, até hoje, os seus acionistas, demais stakeholders
e o mercado em geral, lhe têm dado e com a qual muito se congratula.
Relatório e Contas 2021
Relatório do Governo da Sociedade
44
GOVERNO DA SOCIEDADE
PARTE I – INFORMAÇÃO SOBRE ESTRUTURA ACIONISTA,
ORGANIZAÇÃO E GOVERNO DA SOCIEDADE
A.ESTRUTURA ACIONISTA
I.Estrutura de capital
1.Estrutura de capital
O capital social da RAMADA INVESTIMENTOS é de € 25.641.459, integralmente subscrito e realizado e está
representado por 25.641.459 ações, ordinárias, escriturais e nominativas, com o valor nominal de um Euro cada.
A distribuição do capital e respetivos direitos de voto pelos acionistas titulares de participações qualificadas
encontra-se espelhada em detalhe no ponto II.7.
A totalidade das ações representativas do capital social está admitida à negociação no mercado regulamentado
Euronext Lisbon, gerido pela Euronext Lisbon – Sociedade Gestora de Mercados Regulamentados, S.A.
2.Restrições à transmissibilidade das ações e à titularidade de ações
As ações da Sociedade não têm qualquer restrição quanto à sua transmissibilidade ou titularidade, uma vez que não
existem acionistas titulares de direitos especiais. Assim, as ações da Ramada Investimentos são livremente
transmissíveis de acordo com as normas legais aplicáveis.
3.Ações próprias
A Sociedade não detém quaisquer ações próprias em carteira, por referência a 31 de dezembro de 2021.
4.Acordos significativos de que a sociedade seja parte e que entrem em vigor, sejam alterados ou cessem
em caso de mudança de controlo da sociedade na sequência de uma oferta pública de aquisição, bem
como os efeitos respetivos
Não existem acordos significativos celebrados pela RAMADA INVESTIMENTOS que incluam quaisquer cláusulas
de mudança de controlo (inclusivamente na sequência de uma oferta pública de aquisição), i.e., que entrem em
vigor, sejam alterados, determinem pagamentos, assunção de encargos ou cessem nessas circunstâncias ou em
caso de mudança da composição do órgão de administração, assim como não existem quaisquer condições
específicas que limitem o exercício de direitos de voto pelos acionistas da Sociedade, suscetíveis de interferir no
êxito de Ofertas Públicas de Aquisição.
Alguns contratos de financiamento das subsidiárias da RAMADA INVESTIMENTOS, e apenas destas, contêm as
normais cláusulas tipo de reembolso antecipado em caso de alteração de controlo acionista das mesmas.
5.Regime a que se encontre sujeita a renovação ou revogação de medidas defensivas, em particular
aquelas que prevejam a limitação do número de votos suscetíveis de detenção ou de exercício por um
único acionista de forma individual ou em concertação com outros acionistas
A RAMADA INVESTIMENTOS não adotou quaisquer medidas defensivas.
6.Acordos parassociais que sejam do conhecimento da sociedade e possam conduzir a restrições em
matéria de transmissão de valores mobiliários ou de direitos de voto
Desconhece-se a existência de quaisquer acordos parassociais tendo por objeto a Sociedade.
Relatório e Contas 2021
Relatório do Governo da Sociedade
45
II.Participações Sociais e Obrigações detidas
7.Participações qualificadas
Em 31 de dezembro de 2021, nos termos e para os efeitos do disposto nos Artigos 16º, 20º e 29º-R do Código de
Valores Mobiliários, informa-se que as sociedades e/ou pessoas singulares que têm uma participação social
qualificada que ultrapasse os 2%, 5%, 10%, 15%, 20%, 25%, 33%, 50%, 66% e 90% dos direitos de voto, e de
acordo com as notificações recebidas pela Sociedade, são como segue:
1 Thing, Investments, S.A.
N° ações detidas
em 31-dez-2021
% capital social com
direito de voto
Diretamente (a)
2 565 293
10,00 %
Total imputável
2 565 293
10,00 %
(a)- as 2.565.293 ações correspondem ao total das ações da Ramada Investimentos e Indústria, S.A. detidas diretamente pela sociedade 1 Thing, Investments,
S.A. cujo conselho de administração integra o administrador Pedro Miguel Matos Borges de Oliveira
Domingos José Vieira de Matos
N° ações detidas
em 31-dez-2021
% capital social com
direito de voto
Através da sociedade Livrefluxo, S.A. (da qual é acionista dominante e
administrador)
3 118 408
12,16%
Total imputável
3 118 408
12,16%
Paulo Jorge dos Santos Fernandes
N° ações detidas
em 31-dez-2021
% capital social com
direito de voto
Através da sociedade Actium Capital, S.A. (da qual é acionista dominante e
administrador)
4 009 402
15,64%
Total imputável
4 009 402
15,64%
Ana Rebelo Carvalho Menéres de Mendonça
N° ações detidas
em 31-dez-2021
% capital social com
direito de voto
Através da sociedade Promendo Investimentos, S.A. (da qual é acionista
dominante e administradora)
4 845 383
18,90%
Total imputável
4 845 383
18,90%
João Manuel Matos Borges de Oliveira
N° ações detidas
em 31-dez-2021
% capital social com
direito de voto
Através da sociedade Caderno Azul, S.A. (da qual é acionista dominante e
administrador)
5 300 000
20,67%
Total imputável
5 300 000
20,67%
A Ramada Investimentos não foi notificada de quaisquer participações acima de 25% dos direitos de voto.
Esta matéria encontra-se igualmente tratada no Relatório Anual de Gestão.
A informação atualizada sobre participações qualificadas está acessível em http://www.ramadainvestimentos.pt/pt/
investidores/estrutura-accionista/estrutura-accionista_.html
8.Número de ações e obrigações detidas por membros dos órgãos de administração e de fiscalização, nos
termos do n.º 5 do art.º 447º do Código das Sociedades Comerciais (CSC)
As ações e obrigações detidas pelos membros dos órgãos de administração e fiscalização na Sociedade e em
sociedades em relação de domínio ou de grupo com a Sociedade, diretamente ou através de pessoas relacionadas,
encontram-se divulgadas em anexo ao Relatório Anual de Gestão nos termos exigidos pelo artigo 447.º do Código
das Sociedades Comerciais (CSC) e pelo artigo 19.º do Regulamento (UE) N.º 596/2014 do Parlamento Europeu e
do Conselho de 16 de abril de 2014.
Relatório e Contas 2021
Relatório do Governo da Sociedade
46
9.Poderes do Conselho de Administração relativos a aumentos do capital
O Conselho de Administração não dispõe de quaisquer poderes especiais, tendo as competências e poderes que
lhe são conferidos pelo CSC e pelos Estatutos da Sociedade.
Note-se que o artigo 4.º dos Estatutos da Sociedade, na redação que lhe foi dada pela última Assembleia Geral
Anual da Sociedade (30 de abril de 2021), atribuiu ao Conselho de Administração a possibilidade de deliberar o
aumento do capital social, por uma ou mais vezes, até ao limite de 35 milhões de Euros, estabelecendo nessa
deliberação as condições de subscrição e as categorias de ações a emitir, de entre as existentes.
Esta disposição estatutária, nos termos da alínea b) do número 2 do artigo 456.º do CSC, vigorará pelo prazo de
cinco anos, pelo que a 30 de abril de 2026 cessará a sua vigência, data a partir da qual tal competência passará a
residir, exclusivamente, na Assembleia Geral, caso não seja deliberada a renovação daquela cláusula estatutária.
10.Relações significativas de natureza comercial entre os titulares de participações qualificadas e a
Sociedade
No ano de 2021 não foram realizados negócios ou transações comerciais significativos entre a Sociedade e os
titulares de participações qualificadas notificadas à Sociedade, exceto os que, fazendo parte da atividade normal
desta, foram realizados em condições normais de mercado para operações semelhantes. Refira-se, no entanto, que
os montantes envolvidos não são materiais.
A informação sobre os negócios entre a Sociedade e as partes relacionadas pode ser consultada na nota 35 do
Anexo às Contas Consolidadas e na nota 24 do Anexo às contas individuais da Sociedade referentes a transações
com partes relacionadas.
B.ÓRGÃOS SOCIAIS E COMISSÕES
I.ASSEMBLEIA GERAL
a)Composição da mesa da assembleia geral
11.Identificação e cargo dos membros da mesa da assembleia geral e respetivo mandato
A mesa da Assembleia Geral da Ramada Investimentos é constituída, em observância do disposto no artigo 11.º
dos Estatutos da Sociedade e do artigo 374.º do CSC, por um presidente e por um secretário eleitos em Assembleia
Geral pelos acionistas da Sociedade, para cada mandato correspondente a três anos, coincidente com o mandato
dos órgãos sociais.
A 31 de dezembro de 2021, a Mesa da Assembleia Geral era composta pelos seguintes membros, em exercício do
segundo mandato:
Presidente: Manuel Eugénio Pimentel Cavaleiro Brandão
Secretária: Maria Conceição Henriques Fernandes Cabaços
O mandato teve início em 2020 e o seu termo em 2022.
b)Exercício do direito de voto
12.Eventuais restrições em matéria de direito de voto
Na Ramada Investimentos não existem quaisquer limitações estatutárias ao exercício do direito de voto.
Relatório e Contas 2021
Relatório do Governo da Sociedade
47
O capital social da Sociedade é integralmente representado por uma única categoria de ações, correspondendo a
cada ação um voto, não existindo, assim, limitações ao número de votos que podem ser detidos ou exercidos por
qualquer acionista.
A Sociedade não emitiu ações preferenciais sem direito a voto.
A participação dos acionistas em Assembleia Geral depende da comprovação da qualidade de acionista por
referência à “Data do Registo” nos termos legais aplicáveis e definidos no Aviso Convocatório não estabelecendo a
Sociedade qualquer exigência adicional face às exigências impostas por lei.
Importa ainda referir que, em linha com o disposto no número 2 do artigo 23.º-C do CVM, o exercício dos direitos de
participação e votação em Assembleia Geral não é prejudicado pela transmissão das ações em momento posterior
à data de registo, nem depende do bloqueio das mesmas entre aquela data e a data da Assembleia Geral.
Os acionistas individuais e as pessoas coletivas poderão fazer-se representar por quem designarem para o efeito
mediante documento de representação escrito, dirigido ao Presidente da Mesa da Assembleia Geral, por carta
entregue na sede social até ao final do terceiro dia útil anterior à data da Assembleia Geral.
Um acionista pode ainda, nos termos legais aplicáveis, designar diferentes representantes em relação às ações de
que seja titular em diferentes contas de valores mobiliários, sem prejuízo do princípio da unidade de voto e da
votação em sentido diverso legalmente prevista para os acionistas a título profissional.
Os acionistas da Sociedade podem votar por correspondência em relação a todas as matérias sujeitas à apreciação
da Assembleia Geral, por declaração escrita, com a identificação do acionista, quando pessoa singular, pelo envio
de cópia certificada do respetivo cartão de cidadão, o que é solicitado em observância do número 2 do artigo 5.º da
Lei 7/2007, de 5 de fevereiro na redação que lhe foi dada pela Lei n.º 61/2021, de 19 de agosto e, quando pessoa
coletiva, pela assinatura devidamente reconhecida, nos termos legais aplicáveis.
De acordo com os Estatutos da Sociedade:
Sem prejuízo da prova da qualidade de acionista em observância dos termos e dos prazos previstos na
lei, só serão admitidos os votos por correspondência enviados por correio registado para a sede da
Sociedade, dirigidos ao Presidente da Mesa da Assembleia Geral, e recebidos por este até ao final do
terceiro dia útil anterior à data da Assembleia Geral.
A declaração de voto deverá ser assinada pelo titular das ações ou por quem, legalmente, o represente,
devendo o acionista, caso seja pessoa singular, acompanhar a declaração de voto de cópia certificada do
seu documento de identificação e, caso seja pessoa coletiva, ser a sua assinatura reconhecida na
qualidade e com poderes para o ato.
As declarações de voto deverão (i) indicar o ponto ou pontos da ordem de trabalhos a que respeita, (ii)
indicar a proposta concreta a que se destina, com indicação do dos proponentes, bem como (iii) conter a
indicação precisa e incondicional do sentido de voto para cada proposta.
Os votos emitidos por correspondência contam para a verificação do quórum constitutivo da Assembleia
Geral, sendo o resultado da votação por correspondência relativamente a cada ponto da ordem de
trabalhos divulgado no ponto a que disser respeito.
Considera-se revogado o voto por correspondência emitido, no caso da presença, na Assembleia Geral,
do acionista que o emitiu ou de representante por ele designado.
Caso as declarações de voto omitam o sentido de voto em relação a propostas apresentadas
anteriormente à data em que esses mesmos votos tenham sido emitidos, considerar-se-á que esse
acionista se abstém relativamente a essas propostas.
Os votos exercidos por correspondência valem como votos negativos relativamente a propostas de
deliberação apresentadas posteriormente à data em que esses mesmos votos tenham sido emitidos.
Relatório e Contas 2021
Relatório do Governo da Sociedade
48
Cabe ao Presidente da Mesa da Assembleia Geral verificar da conformidade das declarações de voto por
correspondência, valendo como não emitidos os votos correspondentes às declarações não aceites.
Sem prejuízo de monitorizar em permanência a adequação do seu modelo e de dar resposta imediata a qualquer
solicitação que lhe seja dirigida em sentido diverso, a RAMADA INVESTIMENTOS tem vindo a incentivar a
participação física dos seus acionistas, por si diretamente ou através de representantes, nas suas assembleias
gerais por considerar que as mesmas são o momento, por excelência, para o contacto entre os seus Acionistas com
a equipa de gestão, aproveitando a presença dos membros que integram os demais órgãos sociais, nomeadamente
o Conselho Fiscal e o Revisor Oficial de Contas, bem como os membros da Comissão de Remunerações. Esta
interação tem-se revelado profícua no seio da Sociedade.
Neste sentido, a Sociedade não implementou os mecanismos necessários ao exercício do direito de voto por via
eletrónica, nem à participação dos acionistas na assembleia por meios telemáticos. Estas modalidades de voto e de
participação nunca foram solicitadas à Sociedade por qualquer Acionista, pelo que se considera que a ausência de
tais formas de votação e de participação não consubstanciam qualquer constrangimento ou restrição ao exercício do
direito de voto e de participação em Assembleia Geral.
De referir, ainda, que a Sociedade divulga, dentro dos prazos legais aplicáveis, e em todos os locais impostos por
lei, a convocatória das Assembleias Gerais, que contém informação sobre a forma de habilitação dos acionistas
para participação e exercício do direito de voto, bem como sobre procedimentos a adotar para o exercício do voto
por correspondência ou para designação de representante.
A Sociedade divulga ainda, nos termos legais aplicáveis, as propostas de deliberação, as informações preparatórias
exigidas por lei, as minutas de carta de representação e de boletins de voto para o exercício do voto por
correspondência, tudo no sentido de garantir, promover e incentivar a participação dos acionistas, por si ou por
representantes por si designados, nas Assembleias Gerais.
Neste contexto, a Sociedade está convicta de que o modelo vigente promove e incentiva, nos termos amplamente
descritos neste Relatório, a participação dos Acionistas em Assembleia Geral.
13.Percentagem máxima dos direitos de voto que podem ser exercidos por um único acionista ou por
acionistas que com aquele se encontrem em alguma das relações do n.º 1 do art.º 20.º do Código dos
Valores Mobiliários
Não existe qualquer limitação no número de votos que pode ser detido ou exercido por um único acionista ou grupo
de acionistas.
14.Deliberações acionistas que, por imposição estatutária, só podem ser tomadas com maioria qualificada
De acordo com os Estatutos da Sociedade, as deliberações sociais são tomadas por maioria dos votos emitidos,
seja qual for a percentagem do capital social representado na assembleia, exceto quando seja exigida por lei uma
diferente maioria.
Numa segunda convocatória, a Assembleia Geral pode deliberar independentemente do número de acionistas
presentes e do capital social que representem.
O quórum deliberativo da Assembleia Geral está em conformidade com o disposto no CSC.
II.ADMINISTRAÇÃO E SUPERVISÃO
a)Composição
15.Identificação do modelo de governo adotado
A RAMADA INVESTIMENTOS adota o modelo de governo denominado monista reforçado, que contempla um
Conselho de Administração e um Conselho Fiscal, conforme disposto na alínea a) do número 1 do artigo 278.º do
Relatório e Contas 2021
Relatório do Governo da Sociedade
49
CSC e de um Revisor Oficial de Contas, em observância do disposto na alínea a) do número 2 do artigo 413.º do
CSC, por remissão do número 3 já mencionado artigo 278.º.
O Conselho de Administração é, assim, o órgão responsável pela gestão dos negócios da Sociedade na
prossecução do objeto social, determinando a sua orientação estratégica, sem prejuízo do acompanhamento e
avaliação da gestão pelo Conselho Fiscal, no âmbito das suas competências.
A Sociedade monitoriza em permanência a adequação do modelo adotado, o qual se tem revelado perfeitamente
adequado e base essencial à boa performance do Grupo.
Em matéria de política de diversidade nos órgãos sociais, importa referir que é um tema que não é novo para o
Grupo RAMADA INVESTIMENTOS.
Na verdade, e tendo em consideração que a atividade desenvolvida pelas empresas do Grupo é uma atividade
industrial onde há uma predominância histórica do género masculino, a Sociedade, desde cedo, potenciou a
assunção de cargos de topo por mulheres, como é exemplo a eleição, em maio de 2009, da Dra. Ana Rebelo de
Carvalho Menéres de Mendonça, tendo sido eleita em 2020 a Dra. Laurentina da Silva Martins, num conselho
composto por 6 membros.
Num período temporal em que não existia qualquer imposição legal, já a RAMADA INVESTIMENTOS se encontrava
a trilhar um caminho de evolução crescente, tendo uma representatividade de género considerada expressiva na
sua organização.
E é assim porque a RAMADA INVESTIMENTOS assenta a sua cultura em critérios de verdadeira meritocracia.
Adicionalmente, a RAMADA INVESTIMENTOS publicou, durante o ano de 2021, o Plano para a Igualdade de
Género, a executar durante o ano de 2022, e que tem como objetivo fundamental, nos termos e para os efeitos
previstos no artigo 7.º, n.º 1, da Lei n.º 62/2017, de 1 de agosto, contribuir, ainda mais, para alcançar uma efetiva
igualdade de tratamento e de oportunidades entre mulheres e homens, promovendo a eliminação da discriminação
em função do sexo e fomentando a conciliação entre a vida pessoal, familiar e profissional.
De igual forma, a RAMADA INVESTIMENTOS prosseguiu a sua atuação em observância estrita das imposições
legais, nomeadamente aquando da eleição de novos membros para integrarem os órgãos sociais, a propósito do
início de um novo mandato, o que aconteceu na Assembleia Geral Anual, realizada em 30 de abril de 2020.
16.Regras estatutárias sobre requisitos procedimentais e materiais aplicáveis à nomeação e substituição
dos membros, consoante aplicável, do Conselho de Administração
A eleição de membros para integrarem o Conselho de Administração da Sociedade cabe aos Acionistas, por
deliberação tomada em Assembleia Geral. Os membros são eleitos para mandatos correspondentes a períodos de
três anos, podendo a sua reeleição ser deliberada por uma ou mais vezes. O Conselho de Administração é
constituído por um número par ou ímpar de membros, no mínimo de três e no máximo de doze, eleitos em
Assembleia Geral.
Os membros que integram o Conselho de Administração e que se encontram em exercício de funções têm revelado,
e têm já provas dadas nesse sentido, serem titulares das características individuais (nomeadamente competência,
independência, integridade, disponibilidade e experiência, como já referido) para o exercício pleno e cabal das
funções que lhes estão atribuídas de uma forma alinhada com os interesses da Sociedade e dos seus Acionistas,
desde logo pela sua senioridade e experiência.
Por outro lado, mas não menos relevante, a RAMADA INVESTIMENTOS considera que o equilíbrio de género no
seio do seu órgão de gestão, e que é anterior à entrada em vigor da Lei n.º 62/2017, de 1 de agosto, demonstra que
a política de diversidade não é um tema novo no Grupo que, fiel a princípios de verdadeira meritocracia, desde há
largos anos que atribui cargos de topo na sua gestão, a mulheres.
Relatório e Contas 2021
Relatório do Governo da Sociedade
50
O posicionamento de mercado que o Grupo tem vindo a conquistar e os resultados apresentados ao mercado
comprovam que a equipa de gestão da Sociedade tem realizado as suas funções com rigor e competência.
Ainda em matéria de eleição de membros para integrarem o Conselho de Administração, importa referir a regra
estatutária constante do artigo 15.º do Estatutos, nos termos da qual na Assembleia Geral eleitoral um administrador
poderá ser eleito, entre pessoas propostas em listas subscritas por grupos de acionistas desde que nenhum desses
grupos possua ações representativas de mais de vinte por cento e de menos de dez por cento do capital social.
Havendo propostas nesse sentido, a eleição será efetuada isoladamente antes da eleição dos demais
administradores. Cada uma das listas referidas anteriormente deverá propor pelo menos duas pessoas elegíveis por
cada um dos cargos a preencher. Nenhum acionista poderá subscrever mais do que uma das referidas listas. Se
numa eleição isolada forem apresentadas listas por mais de um grupo, a votação incide sobre o conjunto dessas
listas.
A Assembleia Geral não poderá proceder à eleição de quaisquer outros administradores enquanto não tiverem sido
eleito um administrador, em conformidade com o acima exposto, salvo se não forem apresentadas tais listas.
Faltando administrador eleito, nos termos anteriores, será chamado o respetivo suplente e, na falta deste, realizar-
se-á nova eleição, à qual serão aplicadas, com as necessárias adaptações, as regras acima descritas. No entanto, o
disposto no artigo 15.º dos Estatutos só será aplicável se, em alguma circunstância, a Sociedade vier a ser
considerada de subscrição pública, concessionária do Estado ou de entidade a ele equiparada.
17.Composição do Conselho de Administração
O Conselho de Administração, composto atualmente por seis membros, é o órgão responsável pela gestão dos
negócios da Sociedade na prossecução do objeto social, determinando a sua orientação estratégica, atuando
sempre da forma que considerar que melhor defende os interesses da Sociedade, na criação permanente de valor
para os seus acionistas e demais stakeholders.
Em 31 de dezembro de 2021 este órgão era composto pelos seguintes elementos:
João Manuel Matos Borges de Oliveira – Presidente
Paulo Jorge dos Santos Fernandes – Vogal
Domingos José Vieira de Matos – Vogal
Pedro Miguel Matos Borges de Oliveira – Vogal
Ana Rebelo de Carvalho Menéres de Mendonça – Vogal (não executiva)
Laurentina da Silva Martins  – Vogal (não executiva)
Todos os membros do Conselho de Administração foram eleitos na Assembleia Geral realizada no dia 30 de abril de
2020 para o triénio que se iniciou em 2020 e que terá o seu termo em 2022.
NOME
PRIMEIRA
NOMEAÇÃO
DATA DE TERMO DO
MANDATO
João Manuel Matos Borges de Oliveira
junho de 2008
31 de dezembro de 2022
Paulo Jorge dos Santos Fernandes
junho de 2008
31 de dezembro de 2022
Domingos José Vieira de Matos
junho de 2008
31 de dezembro de 2022
Pedro Miguel Matos Borges de Oliveira
maio de 2009
31 de dezembro de 2022
Ana Rebelo de Carvalho Menéres de Mendonça
maio de 2009
31 de dezembro de 2022
Laurentina da Silva Martins
abril de 2020
31 de dezembro de 2022
Relatório e Contas 2021
Relatório do Governo da Sociedade
51
18.Distinção dos membros executivos e não executivos do Conselho de Administração e, relativamente aos
membros não executivos, identificação dos membros que podem ser considerados independentes
Em 31 de dezembro de 2021, o Conselho de Administração incluía duas administradoras não executivas: Ana
Rebelo de Carvalho Menéres de Mendonça e Laurentina da Silva Martins.
Tomando em consideração o perfil pessoal, o percurso e a experiência profissional dos membros que integram o
Conselho de Administração da RAMADA INVESTIMENTOS, considera-se que o número de administradores não
executivos, em relação ao número total de membros que integram o órgão, se revela adequado e equilibrado face à
natureza e dimensão da Sociedade. Neste sentido, a RAMADA INVESTIMENTOS considera que dois
administradores não executivos é suficiente para garantir um acompanhamento efetivo, bem como uma verdadeira
supervisão e fiscalização, à atividade desenvolvida pelos executivos, sobretudo tendo em conta que a Sociedade
desenvolveu mecanismos tendentes a permitir aos administradores não executivos, tomadas de decisão
independentes e informadas, tais como:
Disponibilidade dos administradores executivos para o fornecimento, às administradoras não executivas,
de toda a informação adicional que esta entenda relevante ou necessária, bem como para proceder a
estudos e análises mais aprofundados em relação a todas as matérias que sejam objeto de deliberação ou
que, não o sendo, estejam em análise, de alguma forma, na Sociedade;
Envio prévio e atempado, a todos os membros que integram o Conselho de Administração, das
convocatórias das reuniões daquele órgão, incluindo ordem de trabalhos, mesmo que provisória, da
reunião, acompanhadas da demais informação e documentação relevante;
Disponibilização permanente dos livros da Sociedade e subsidiárias, nomeadamente, dos livros de atas,
livros de registo de ações, contratos e demais documentação de suporte às operações realizadas pela
Sociedade ou pelas subsidiárias, para examinação, bem como, disponibilização e promoção de um canal
direto de obtenção de informação junto dos administradores e responsáveis operacionais e financeiros das
várias empresas que integram o Grupo, sem que seja necessária qualquer intervenção dos
administradores executivos nesse processo.
A Sociedade tal como noutras, nesta matéria, também leva a cabo em permanência uma avaliação à adequação do
modelo vigente, tendo concluído que o mesmo se tem vindo a revelar adequado e eficiente.
O relatório de gestão inclui, no seu capítulo “Atividade desenvolvida pelos membros não-executivos do Conselho de
Administração”, uma descrição da atividade desenvolvida por estes durante o exercício de 2021.
19.Qualificações profissionais dos membros do Conselho de Administração
A informação curricular dos membros que integram o Conselho de Administração é apresentada no anexo I do
Relatório de Gestão.
20.Relações familiares, profissionais ou comerciais, habituais e significativas, dos membros do Conselho
de Administração com acionistas a quem seja imputável participação qualificada superior a 2% dos
direitos de voto
Em 31 de dezembro de 2021, o Presidente do Conselho de Administração João Manuel Matos Borges de Oliveira é
administrador e acionista dominante da CADERNO AZUL, S.A., sociedade detentora de uma participação de
20,67% no capital da RAMADA INVESTIMENTOS. Adicionalmente, aquele administrador é irmão do administrador
Pedro Miguel Matos Borges de Oliveira que é Presidente do Conselho de Administração da sociedade 1 THING,
INVESTMENTS, S.A., sociedade detentora de uma participação de 10,004% no capital da RAMADA
INVESTIMENTOS.
O administrador Paulo Jorge dos Santos Fernandes é administrador e acionista dominante da ACTIUM CAPITAL,
S.A., sociedade detentora de uma participação de 15,64% no capital da RAMADA INVESTIMENTOS.
Relatório e Contas 2021
Relatório do Governo da Sociedade
52
A sociedade PROMENDO INVESTIMENTOS, S.A., detentora de 18,90% do capital da RAMADA INVESTIMENTOS,
tem como administradora e acionista dominante Ana Rebelo de Carvalho Menéres de Mendonça, administradora
não executiva da RAMADA INVESTIMENTOS.
O administrador Domingos José Vieira de Matos é administrador e acionista dominante da LIVREFLUXO, S.A.,
sociedade detentora de uma participação de 12,162% no capital da RAMADA INVESTIMENTOS.
21.Organogramas ou mapas funcionais relativos à repartição de competências entre os vários órgãos
sociais, comissões e/ou departamentos da sociedade, incluindo informação sobre delegações de
competências, em particular no que se refere à delegação da administração quotidiana da sociedade
De acordo com a estrutura atual de Governo da RAMADA INVESTIMENTOS, o Conselho de Administração é o
órgão responsável pela gestão dos negócios da Sociedade na prossecução do objeto social, determinando a sua
orientação estratégica, atuando sempre da forma que considerar que melhor defende os interesses da Sociedade,
na criação permanente de valor para os seus acionistas e demais stakeholders. O Conselho de Administração é
constituído atualmente por seis membros, eleitos em Assembleia Geral, dos quais um presidente e cinco vogais,
sendo dois deles não executivos.
O Conselho de Administração, no exercício das funções que lhe estão acometidas, estabelece uma interação
permanente com o Conselho Fiscal e com o Revisor Oficial de Contas, colaborando com o órgão de fiscalização de
forma transparente e rigorosa, em observância dos respetivos regulamentos de funcionamento e das melhores
práticas de governo societário.
Não existe limitação ao número máximo de cargos acumuláveis pelos administradores em órgãos de administração
de outras sociedades, pelo que os membros do Conselho de Administração da RAMADA INVESTIMENTOS
integram, na maioria dos casos, os órgãos de administração das subsidiárias mais relevantes do Grupo,
assegurando um acompanhamento próximo e permanente das respetivas atividades.
O Conselho de Administração da RAMADA INVESTIMENTOS incentiva todas as direções e áreas operacionais a
criar equipas multidisciplinares, com vista ao desenvolvimento de projetos de relevo no Grupo, multidisciplinaridade
essa que permite assegurar a identificação de questões e a análise das formas de resolução das mesmas sob as
diferentes perspetivas, garantindo-se uma visão mais transversal sobre os temas em análise. A RAMADA
INVESTIMENTOS acredita que o estabelecimento de canais de comunicação ágeis e eficazes entre as direções da
Sociedade, entre estas e as áreas operacionais e de todas estas com os conselhos de administração de cada
subsidiária e da própria Sociedade é a forma de melhor executar os projetos, identificar os riscos associados,
desenvolver os mecanismos necessários à sua mitigação, numa perspetiva verdadeiramente abrangente e
analisada sob diversos pontos de vista.
Relatório e Contas 2021
Relatório do Governo da Sociedade
53
A RAMADA INVESTIMENTOS acredita que um fluxo de informação eficaz dentro da organização é a única forma
que permite assegurar um igualmente adequado fluxo de informação das equipas multidisciplinares aos órgãos
sociais e, consequentemente, destes em relação aos acionistas, aos investidores, aos demais stakeholders,
analistas financeiros e ao mercado em geral.
Em observância desta política do Grupo, que está perfeitamente alinhada com a recomendação I.1.1. do Código de
Governo das Sociedades do IPCG, a RAMADA INVESTIMENTOS tem assegurado a divulgação, rigorosa e
tempestiva de informação ao mercado, através do Sistema de Difusão de Informação da CMVM (SDI da CMVM),
garantindo o acesso a essa informação, aos seus acionistas, demais stakeholders e ao mercado em geral, no
mesmo momento temporal e com o mesmo nível de detalhe.
Em linha com o que se acaba de expor, a RAMADA INVESTIMENTOS apresenta de seguida as Comissões e/ou
departamentos da Sociedade e respetivas competências e atribuições:
Comissão de Remunerações
O Conselho de Administração considera que, face à sua estrutura organizativa e à dimensão e complexidade da
Sociedade (conforme, em detalhe, se explicita no ponto 28 infra), a única comissão especializada que se revela
necessária é a Comissão de Remunerações.
A Comissão de Remunerações é o órgão responsável pela avaliação de desempenho e aprovação das
remunerações dos membros do Conselho de Administração e demais órgãos sociais. É a esta comissão que cabe,
em observância do disposto nos artigos 26.º-A e seguintes do Código dos Valores Mobiliários e da recomendação
V.2.2. do Código de Governo das Sociedades do IPCG, elaborar a Declaração sobre a Política de Remuneração e
Compensação dos Órgãos Sociais bem como, através da elaboração de uma proposta de aprovação, submetê-la ao
escrutínio do órgão deliberativo por excelência para esta matéria, que é a Assembleia Geral.
Merecendo a Política de Remuneração e Compensação dos Órgãos Sociais a aprovação dos Acionistas em
Assembleia Geral, cabe a esta comissão pugnar pela aplicação da mesma, monitorizando a sua permanente
adequação à realidade da Sociedade.
Em termos de gestão corporativa, a RAMADA INVESTIMENTOS destaca as seguintes áreas:
Área de Corporate Finance
A área de Corporate Finance da RAMADA INVESTIMENTOS, dada a sua visão integrada e transversal a nível de
todas as sociedades do Grupo, é responsável, por um lado, pela definição de estratégias e políticas de gestão
financeira e, por outro, por assegurar o interface com os mercados de capitais, de dívida e bancários. Cabe-lhe
ainda o desenvolvimento dos mecanismos necessários à implementação das estratégias e políticas de gestão
financeira, delineadas.
Área de Planeamento e Controlo de Gestão
A área de planeamento e controlo de gestão da RAMADA INVESTIMENTOS presta apoio na implementação das
estratégias corporativas e/ou dos negócios seguidas pelo Grupo. Esta área prepara e analisa a informação de
gestão a nível de todas as sociedades do Grupo, bem como ao nível consolidado, seja mensal, trimestral, semestral
e anual, monitorizando desvios em relação ao orçamento e propondo as necessárias medidas corretivas. Assume
ainda a responsabilidade pela construção de planos de negócio, integrando as equipas de trabalho multidisciplinares
criadas para este efeito, atividades que vai desenvolvendo a par com a permanente realização de estudos técnicos
e de benchmarking dos negócios existentes, de modo a monitorizar a performance da RAMADA INVESTIMENTOS
tendo em conta a sua posição estratégica no mercado.
Área de Jurídico & Compliance
A área de Jurídico & Compliance presta apoio jurídico em todas as áreas de atividade do Grupo, monitorizando e
garantindo, por um lado, a legalidade das atividades desenvolvidas, e assegurando, por outro, as relações com a
Relatório e Contas 2021
Relatório do Governo da Sociedade
54
Euronext Lisbon, com a CMVM e com os acionistas sempre que em causa estejam matérias legais. Esta área é
igualmente responsável pelo acompanhamento da política de governo das sociedades com vista ao cumprimento
das melhores práticas neste domínio. Cabe-lhe ainda a responsabilidade da elaboração e/ou análise de contratos
que permitam maximizar a segurança e reduzir riscos legais e custos potenciais, a gestão dos aspetos relativos à
propriedade intelectual e industrial usados pelo Grupo, tais como marcas e patentes, logótipos, domínios e direitos
de autor, exercendo ainda as funções de secretariado societário numa permanente monitorização de conformidade
jurídica, apoiando o Conselho de Administração na implementação das suas estratégias.
Área de Relações com Investidores
A área de relações com investidores da RAMADA INVESTIMENTOS estabelece a relação entre o Grupo e a
comunidade financeira, divulgando permanentemente informação relevante e atualizada sobre a atividade do
mesmo. Cabe-lhe ainda prestar apoio ao Conselho de Administração no fornecimento de informação atualizada
sobre o mercado de capitais bem como prestar apoio à gestão das relações institucionais da RAMADA
INVESTIMENTOS, estabelecendo contacto permanente com investidores institucionais, acionistas e analistas e
representando o Grupo em associações, fóruns ou eventos (nacionais ou internacionais).
A orgânica do Conselho de Administração da RAMADA INVESTIMENTOS é a seguinte:
João Manuel Matos Borges de Oliveira – Presidente
Paulo Jorge dos Santos Fernandes – Vogal
Domingos José Vieira de Matos – Vogal
Pedro Miguel Matos Borges de Oliveira – Vogal
Ana Rebelo de Carvalho Menéres de Mendonça – Vogal (não executiva)
Laurentina da Silva Martins  – Vogal (não executiva)
Os administradores da RAMADA INVESTIMENTOS centram a sua atividade, essencialmente, na gestão das
participações do Grupo e na definição das suas linhas estratégicas. As decisões relativas a matérias estruturantes
para a atividade do Grupo são tomadas pelo Conselho de Administração enquanto órgão colegial composto pela
totalidade dos seus membros, executivos e não executivos, no normal desempenho das suas funções.
A gestão corrente das sociedades operacionais é desempenhada pela administração de cada uma das subsidiárias,
as quais integram igualmente, por regra, alguns dos administradores da RAMADA INVESTIMENTOS, para além de
outros administradores com competências e pelouros especificamente definidos.
Importa referir, que, o exercício de cargos de administração por parte dos administradores da Sociedade nas
sociedades subsidiárias materializa-se num aprofundado conhecimento do negócio, perto das operações e das
pessoas o que leva a que as decisões tomadas ao nível da holding do grupo, a RAMADA INVESTIMENTOS, sejam
assim ainda mais conscientes e informadas.
A RAMADA INVESTIMENTOS acredita que quanto mais profundo é o conhecimento dos administradores da
Sociedade, sobre as especificidades e subtilezas do negócio, mais acertadas são as decisões em relação às linhas
estratégicas e, consequentemente, ao sucesso das decisões ao nível da administração de topo.
Deste modo, e tendo em consideração o desenvolvimento da atividade dos membros do Conselho de Administração
quer na RAMADA INVESTIMENTOS quer nas respetivas subsidiárias, o organigrama funcional pode ser
apresentado do seguinte modo:
Relatório e Contas 2021
Relatório do Governo da Sociedade
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RAMADA INVESTIMENTOS E INDÚSTRIA, S.A.
João Borges de Oliveira
Paulo Fernandes
Domingos Matos
Pedro Borges de Oliveira
Ana Mendonça                                                                                                                         
Laurentina da Silva Martins
RAMADA AÇOS
João Borges de Oliveira
Paulo Fernandes
Domingos Matos
Pedro Borges de
Oliveira
Ana Mendonça
F. RAMADA II
IMOBILIÁRIA
João Borges de Oliveira
Paulo Fernandes
Domingos Matos
Pedro Borges de
Oliveira
Ana Mendonça
UNIVERSAL AFIR
João Borges de Oliveira
Domingos Matos
Pedro Borges de
Oliveira
SOCITREL
Carlos Faria
Joaquim Pereira
Alfredo Luís
Portocarrero
b)Funcionamento
22.Existência e local onde podem ser consultados os regulamentos de funcionamento do Conselho de
Administração
O regulamento de funcionamento do Conselho de Administração encontra-se disponível para consulta na página na
internet da Sociedade (www.ramadainvestimentos.pt) (separador “Investidores”, secção “Governo da Sociedade”).
23.Número de reuniões realizadas e grau de assiduidade de cada membro do Conselho de Administração
às reuniões realizadas
Os Estatutos da Sociedade estabelecem, no seu artigo 17.º, que o Conselho de Administração reunirá sempre que
for convocado pelo seu presidente, por iniciativa deste ou a pedido de quaisquer dois administradores e, pelo
menos, uma vez por trimestre.
O quórum necessário à realização de qualquer reunião do Conselho de Administração considera-se constituído
desde que a maioria dos seus membros esteja presente ou devidamente representada.
Durante o ano de 2021, o Conselho de Administração reuniu oito vezes, e a assiduidade correspondeu a 100%.
As reuniões do Conselho de Administração são agendadas e preparadas com antecedência, sendo disponibilizada
documentação de suporte às propostas que integram a ordem de trabalhos, com a antecedência considerada
necessária, assegurando a criação das condições ao pleno exercício das funções e à adoção de deliberações de
forma amplamente informada.
De igual modo as respetivas convocatórias e posteriormente as atas das reuniões, são colocadas à disposição do
presidente do Conselho Fiscal, num fluxo regular de informação, que potencia o exercício de uma fiscalização ativa
e permanente
24.Indicação dos órgãos da sociedade competentes para realizar a avaliação de desempenho dos
administradores executivos
Em linha com o que se refere no ponto 21 supra, a Comissão de Remunerações é o órgão responsável pela
avaliação de desempenho e aprovação das remunerações dos membros do Conselho de Administração e demais
órgãos sociais. É a esta comissão que cabe, em observância do disposto no artigo 26.º-A do Código dos Valores
Mobiliários e da recomendação V.2.2. do Código de Governo das Sociedades do IPCG, elaborar a Declaração sobre
a Política de Remuneração e Compensação dos Órgãos Sociais bem como, através da elaboração de uma proposta
Relatório e Contas 2021
Relatório do Governo da Sociedade
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de aprovação, a submetê-la ao escrutínio do órgão deliberativo por excelência para esta matéria, que é a
Assembleia Geral.
Pelo menos um membro da Comissão de Remunerações deve estar presente nas Assembleias Gerais Anuais onde
se delibera sobre a Declaração sobre Política de Remuneração e Compensação dos Órgãos Sociais, de forma a
assegurar o esclarecimento de quaisquer questões que, sobre a mesma, aí se possam levantar. Na Assembleia
Geral Anual realizada em 2021, encontrava-se presente um membro daquela comissão, a saber, Pedro Pessanha. 
Merecendo a Política de Remuneração e Compensação dos Órgãos Sociais a aprovação dos Acionistas em
Assembleia Geral, cabe a esta comissão pugnar pela aplicação da mesma, monitorizando a sua permanente
adequação à realidade da Sociedade.
25.Critérios pré-determinados para a avaliação de desempenho dos administradores executivos
A avaliação de desempenho dos administradores executivos tem por base critérios pré-determinados, assentes em
indicadores de desempenho objetivamente fixados para cada mandato, os quais se encontram alinhados com a
estratégia de médio/longo prazo de desempenho da Sociedade e de crescimento do negócio.
A remuneração dos membros executivos do Conselho de Administração inclui uma componente variável de médio
prazo e destina-se a alinhar de forma mais vincada os interesses dos administradores executivos com os dos
acionistas, visando aumentar a consciencialização sobre a importância do respetivo desempenho para o sucesso
global da Sociedade e será calculado cobrindo o período correspondente a um mandato, tendo como base critérios
objetivos e pré-determinados, a saber: (i) retorno total para o acionista (valorização de ação mais dividendo
distribuído); (ii) somatórios dos resultados líquidos consolidados dos 3 anos (2020 a 2022); e; (iii) evolução dos
negócios da Sociedade.
O valor total da componente de médio prazo não pode ser superior a 50% da remuneração fixa auferida durante o
período dos 3 anos.
A componente variável (de curto prazo e de médio prazo) é apurada de acordo com o desempenho individual de
cada administrador executivo, tendo em conta a respetiva avaliação individual anual, de acordo  com os objetivos
quantitativos (de natureza financeira e não financeira) e qualitativos previamente definidos. Os objetivos
quantitativos e qualitativos são, por natureza, de longo prazo e, portanto, têm um calendário que se pode estender
por um ou mais anos.
Os objetivos individuais quantitativos devem refletir o desempenho financeiro da Sociedade, nomeadamente o seu
crescimento e o retorno gerado para os acionistas. Os indicadores financeiros deverão ter em linha de conta os
objetivos estratégicos da Sociedade, em especial a evolução do volume de negócios e dos resultados da Sociedade
e a solidez financeira e de capital da Sociedade. Os objetivos individuais qualitativos devem refletir o atingimento
dos indicadores ambientais, sociais e de governo corporativo.
O processo de avaliação de desempenho individual de cada administrador executivo é anual, devendo ser
suportado em evidências concretas, disponibilizadas à Comissão de Remunerações RAMADA INVESTIMENTOS.
26.Disponibilidade de cada um dos membros do Conselho de Administração com indicação dos cargos
exercidos em simultâneo em outras empresas, dentro e fora do grupo, e outras atividades relevantes
exercidas pelos membros daqueles órgãos no decurso do exercício
O compromisso dos administradores da RAMADA INVESTIMENTOS com a natureza e exigência das funções que
assumiram é total. Neste sentido, a gestão de topo do Grupo é uma gestão presente, próxima das pessoas e do
negócio.
As suas atividades profissionais, a indicação de outras empresas onde desempenham funções de administração e a
indicação de outras atividades relevantes exercidas pelos mesmos, é apresentada no anexo I do Relatório de
Gestão.
Relatório e Contas 2021
Relatório do Governo da Sociedade
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c)Comissões no seio do órgão de administração ou supervisão e administradores delegados
27.Identificação das comissões criadas no seio do Conselho de Administração e local onde podem ser
consultados os regulamentos de funcionamento
O Conselho de Administração considera que, face à sua estrutura organizativa e à dimensão e complexidade da
Sociedade (conforme, em detalhe, se explicita no ponto 28 infra), a única comissão especializada que se revela
necessária é a Comissão de Remunerações.
A RAMADA INVESTIMENTOS tem assim formalmente constituída uma Comissão de Remunerações, eleita pela
Assembleia Geral para o mandato correspondente ao triénio que se iniciou em 2020 e que termina em 2022, e cuja
composição é a seguinte :
João da Silva Natária – Presidente
André Seabra Ferreira Pinto – Vogal
Pedro Nuno Fernandes de Sá Pessanha da Costa – Vogal
A Comissão de Remunerações dispõe de um regulamento de funcionamento válido para o mandato em curso,
aprovado em sede de reunião dessa mesma comissão, e que se encontra disponível para consulta no website da
sociedade (www.ramadainvestimentos.pt) (separador “Investidores”, secção “Governance”).
28.Composição, se aplicável, da comissão executiva e/ou identificação de administrador(es) delegado(s)
A RAMADA INVESTIMENTOS que, conforme já amplamente referido ao longo do presente Relatório, monitoriza em
permanência a adequação do modelo vigente. Nesse sentido, e dessa monitorização permanente tem resultado a
conclusão de que a sua estrutura organizativa, face à reduzida dimensão do Conselho de Administração que é
composto por seis membros, se afigura desnecessária uma designação formal de uma Comissão Executiva no seio
do Conselho de Administração.
No entanto, e tal como referido no ponto 18 do presente Relatório, dos seis membros que integram o Conselho de
Administração, 4 desempenham funções que podemos considerar de cariz executivo - mais prático ou operacional –
observando o seguinte:
envio prévio e atempado, a todos os membros que integram o Conselho de Administração, das
convocatórias das reuniões daquele órgão, incluindo ordem de trabalhos, mesmo que provisória, da
reunião, acompanhadas da demais informação e documentação relevante;
disponibilidade para o fornecimento, aos administradores ditos não executivos, de toda a informação
adicional que entendam relevante ou necessária, bem como para proceder a estudos e análises mais
aprofundados em relação a todas as matérias que sejam objeto de deliberação ou que, não o sendo,
estejam em análise, de alguma forma, na Sociedade, e ainda,
disponibilização dos livros de registo da Sociedade e subsidiárias, tais como livros de atas, livros de
registo de ações, documentos de suporte às operações realizadas na Sociedade ou nas subsidiárias, para
efeitos de controlo e verificação, bem como, disponibilização e promoção de um canal direto de obtenção
de informação junto dos administradores e responsáveis operacionais e financeiros das subsidiárias do
Grupo, sem que seja necessária qualquer intervenção dos administradores ditos executivos nesse
processo.
Desta forma, considera a Sociedade, estarem garantidas as condições necessárias para que as decisões relativas a
matérias estratégicas sejam, tal como são, tomadas pelo Conselho de Administração enquanto órgão colegial
composto pela totalidade dos seus membros, executivos e não executivos, no normal desempenho das suas
funções, de forma esclarecida e informada, totalmente focada na criação de valor para os acionistas.
Não obstante, e tal como se refere supra, o Conselho de Administração tem refletido regularmente sobre a
adequação da sua estrutura organizativa, tendo vindo sempre a resultar dessas reflexões a conclusão da
conformidade de tal estrutura com as melhores práticas de governo das sociedades, o que se tem vindo a
materializar no desempenho positivo, que no Relatório & Contas resulta espelhado, da Sociedade.
Relatório e Contas 2021
Relatório do Governo da Sociedade
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29.Indicação das competências de cada uma das comissões criadas e síntese das atividades desenvolvidas
no exercício dessas competências
Em linha com o que se refere nos pontos 21 e 24 supra, a Comissão de Remunerações é o órgão responsável pela
avaliação de desempenho e aprovação das remunerações dos membros do Conselho de Administração e demais
órgãos sociais. É a esta comissão que cabe, em observância do disposto no artigo 26.º-A do Código dos Valores
Mobiliários e da recomendação V.2.2. do Código de Governo das Sociedades do IPCG, elaborar a Declaração sobre
a Política de Remuneração e Compensação dos Órgãos Sociais bem como, através da elaboração de uma proposta
de aprovação, a submetê-la ao escrutínio do órgão deliberativo por excelência para esta matéria, que é a
Assembleia Geral.
Merecendo a Política de Remuneração e Compensação dos Órgãos Sociais a aprovação dos Acionistas em
Assembleia Geral, cabe a esta comissão pugnar pela aplicação da mesma, monitorizando a sua permanente
adequação à realidade da Sociedade.
Secretário da Sociedade
O Secretário da Sociedade exerce as competências que lhe estão atribuídas por lei, nomeadamente o disposto no
artigo 446.º B do Código das Sociedades Comerciais, e que são, entre outras, as seguintes: a) Secretariar as
reuniões dos órgãos sociais; b) Lavrar as atas e assiná-las conjuntamente com os membros dos órgãos sociais
respetivos e o presidente da mesa da assembleia geral, quando desta se trate; c)  Conservar, guardar e manter em
ordem os livros e folhas de atas, as listas de presenças, o livro de registo de ações, bem como o expediente a eles
relativo; d) Proceder à expedição das convocatórias legais para as reuniões de todos os órgãos sociais; e) 
Certificar as assinaturas dos membros dos órgãos sociais apostas nos documentos da sociedade; f)  Certificar que
todas as cópias ou transcrições extraídas dos livros da sociedade ou dos documentos arquivados são verdadeiras,
completas e atuais; g)  Satisfazer, no âmbito da sua competência, as solicitações formuladas pelos acionistas no
exercício do direito à informação e prestar a informação solicitada aos membros dos órgãos sociais que exercem
funções de fiscalização sobre deliberações do conselho de administração ou da comissão executiva; h)  Certificar o
conteúdo, total ou parcial, do contrato de sociedade em vigor, bem como a identidade dos membros dos diversos
órgãos da sociedade e quais os poderes de que são titulares; i) Certificar as cópias atualizadas dos estatutos, das
deliberações dos sócios e da administração e dos lançamentos em vigor constantes dos livros sociais, bem como
assegurar que elas sejam entregues ou enviadas aos titulares de ações que as tenham requerido e que tenham
pago o respetivo custo. Cabe-lhe ainda apoiar o fluxo de informação entre o Conselho de Administração e o Órgão
de Fiscalização e assegurar o registo tempestivo das deliberações sociais junto da Conservatória do Registo
Comercial.
As funções de secretariado da Sociedade foram exercidas em pleno e de forma regular durante o exercício de 2021.
III.FISCALIZAÇÃO
a)Composição
30.Identificação do órgão de fiscalização correspondente ao modelo adotado
O Conselho Fiscal e o Revisor Oficial de Contas são, no modelo de governo adotado, os órgãos de fiscalização da
Sociedade.
31.Composição do Conselho Fiscal, com indicação do número estatutário mínimo e máximo de membros,
duração estatutária do mandato, número de membros efetivos, data da primeira designação, e data do
termo de mandato de cada membro
O Conselho Fiscal é designado pela Assembleia Geral, para mandatos com duração de três anos, podendo ser
reeleitos uma ou mais vezes, e é composto por um número par ou ímpar de membros, com um mínimo de três e um
Relatório e Contas 2021
Relatório do Governo da Sociedade
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máximo de cinco, em número a deliberar pela Assembleia Geral, devendo existir um ou dois suplentes consoante a
sua composição for de, respetivamente, três ou mais membros, assumindo, em pleno, as funções que lhe estão
atribuídas por lei, nas quais se inclui a proposta de designação do Revisor Oficial de Contas ou Sociedade de
Revisores Oficiais de Contas, em cumprimento do disposto na alínea b) do número 1 do artigo 413.º do CSC,
cumprindo uma atribuição que legalmente lhe está atribuída nos termos da alínea b) do número 2 do artigo 420.º do
CSC.
No triénio que se iniciou em 2020 e que termina em 2022, este órgão é composto pelos seguintes elementos:
Pedro Nuno Fernandes de Sá Pessanha da Costa – Presidente
António Luís Isidro de Pinho – Vogal
Ana Paula dos Santos Silva e Pinho – Vogal
André Seabra Ferreira Pinto – Suplente
O Presidente do Conselho Fiscal foi eleito, pela primeira vez, em abril de 2014, para o mandato que se iniciou em
2014 e cessou em 2016, tendo sido reeleito em Abril de 2017 para o triénio que se iniciou em 2017 e que cessou em
2019, encontrando-se, por isso, no exercício de um terceiro mandato. Já os restantes membros foram eleitos, para
os cargos descritos, pela primeira vez, em abril de 2017, para o triénio que se iniciou em 2017 e que cessou em
2019, encontrando-se no segundo mandato, com exceção do membro Ana Paula dos Santos Silva e Pinho, que foi
eleita, pela primeira vez, em abril de 2020, para o triénio que se iniciou em 2020 e que cessa em 2022.
32.Identificação dos membros do Conselho Fiscal que se considerem independentes, nos termos do art.º
414.º, n.º 5 do CSC
Como órgão colegial que é, a aferição da independência do Conselho Fiscal é feita a todos aqueles que o
compõem, aferindo-se a independência de cada um dos seus membros de acordo com a definição que é dada nos
termos do n.º 5 do artigo 414.º, sendo eventuais incompatibilidades aferidas de acordo com a definição do n.º 1 do
artigo 414.º-A, ambos do CSC.
Todos os membros que compõem o Conselho Fiscal da Sociedade cumprem assim as regras de independência
acima identificadas. Esta conformidade é declarada pelos respetivos membros em declaração que individualmente
subscrevem e entregam na Sociedade.
33.Qualificações profissionais de cada um dos membros do Conselho Fiscal e outros elementos
curriculares relevantes
Todos os membros que integram o Conselho Fiscal da RAMADA INVESTIMENTOS dispõem da formação,
competência e da experiência necessárias ao pleno exercício das funções, em linha com o disposto no número 4 do
artigo 414.º do CSC e no número 2 do artigo 3.º da Lei 148/2015, de 9 de setembro. O Presidente deste órgão está
adequadamente apoiado pelos restantes membros do Conselho Fiscal.
No Anexo I do Relatório de Gestão são apresentadas as qualificações profissionais e as demais atividades
exercidas pelos membros do Conselho Fiscal.
b)Funcionamento
34.Existência e local onde podem ser consultados os regulamentos de funcionamento do Conselho Fiscal
O regulamento de funcionamento do Conselho Fiscal está disponível para consulta no site da Sociedade
(www.ramadainvestimentos.pt), separador “Investidores”, secção “Governance”.
35.Número de reuniões realizadas e grau de assiduidade às reuniões realizadas de cada membro do
Conselho Fiscal
Durante o ano de 2021, o Conselho Fiscal da Sociedade reuniu oito vezes, tendo a assiduidade correspondido a
100%. As correspondentes atas encontram-se registadas no livro de atas do Conselho Fiscal.
Relatório e Contas 2021
Relatório do Governo da Sociedade
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36.Disponibilidade de cada um dos membros do Conselho Fiscal com indicação dos cargos exercidos em
simultâneo em outras empresas, dentro e fora do grupo, e outras atividades relevantes exercidas
Os membros do Conselho Fiscal assumiram um compromisso com a Sociedade, que têm vindo a cumprir de forma
escrupulosa e que se materializa num nível de disponibilidade totalmente consentâneo com os interesses da
Sociedade. A informação relativa a outros cargos exercidos, qualificações e experiência profissional dos membros
do Conselho Fiscal encontra-se detalhada no Anexo I do Relatório de Gestão.
c)Competências e funções
37.Descrição dos procedimentos e critérios aplicáveis à intervenção do órgão de fiscalização para efeitos
de contratação de serviços adicionais ao auditor externo
É da competência do Conselho Fiscal aprovar previamente a prestação de serviços distintos dos serviços de
auditoria a contratar ao Auditor Externo.
Como prévio, importa referir que o próprio Conselho de Administração, quando põe em causa a possibilidade de
contratar serviços adicionais ao Auditor Externo ou ao Revisor Oficial de Contas, assegura, antes de comunicar a
sua decisão ao Conselho Fiscal, que àqueles ou a entidades que integram a sua rede, não são contratados serviços
que, nos termos da Recomendação da Comissão Europeia n.º C (2002) 1873, de 16 de maio, possam pôr em causa
a sua independência.
Concluindo o Conselho de Administração que estão reunidas as condições para apresentar o tema ao Conselho
Fiscal, este analisa, de forma prévia e aprofundada, o âmbito de tais serviços adicionais a prestar pelo Auditor
Externo e pelo Revisor Oficial de Contas, tomando uma decisão favorável se, da análise levada a cabo resultar que:
(i) a contratação dos serviços adicionais não coloca em causa a independência do Auditor Externo; (ii) está
assegurado um equilíbrio saudável entre os normais serviços de auditoria e os serviços adicionais cuja prestação
está a ser alvo de análise e que (iii) os serviços adicionais cuja prestação se propõe não configuram serviços cuja
prestação esteva vedada nos termos do número 8 do artigo 77.º da Lei número 140/2015. Nesta sua análise o
Conselho Fiscal analisa ainda se (iv) os serviços adicionais serão prestados em cumprimentos dos níveis de
qualidade em vigor no Grupo e tendo sempre como pano de fundo o objetivo de que a prestação dos mesmos, caso
venha a ocorrer, não ponha em causa a independência que se lhe exige no exercício das funções de auditoria.
Importa referir a este propósito que a Deloitte & Associados, SROC, S.A., antes de aceitar a adjudicação dos
serviços, realiza, igualmente, um rigoroso assessment interno para aferir que os serviços que se propõe prestar não
afetem, em nenhuma circunstância, os critérios de independência que se propôs cumprir aquando da aceitação da
eleição para o exercício das funções.
A Sociedade considera assegurado, assim, um exigente grau de controlo, na verificação do não comprometimento
dos critérios de independência, aquando da decisão de contratação de serviços adicionais ao Auditor Externo.
Importa acrescentar que o Conselho Fiscal recebe ainda, anualmente, a declaração de independência do Auditor
Externo e do Revisor Oficial de Contas na qual são descritos os serviços prestados por este e por outras entidades
da mesma rede, respetivos honorários pagos, eventuais ameaças à sua independência e as medidas de
salvaguarda para fazer face às mesmas.
Todas as potenciais ameaças à independência do Auditor Externo, quando existam, assim como as respetivas
medidas de salvaguarda são avaliadas e discutidas, de forma aberta e transparente, entre o Conselho Fiscal e o
Auditor Externo.
38.Outras funções dos órgãos de fiscalização
A fiscalização da Sociedade compete ao Conselho Fiscal que exerce na RAMADA INVESTIMENTOS as
responsabilidades previstas no artigo 420.º do CSC.
Relatório e Contas 2021
Relatório do Governo da Sociedade
61
O Conselho Fiscal, na execução das suas funções estatutárias e legalmente atribuídas, tem, nomeadamente, as
seguintes atribuições:
a)Fiscalizar a administração da Sociedade;
b)Vigiar pela observância da lei e do contrato de sociedade;
c)Elaborar anualmente relatório sobre a sua ação fiscalizadora e dar parecer sobre o relatório, contas e
propostas apresentados pela Administração;
d)Convocar a Assembleia Geral, quando o presidente da respetiva mesa o não faça, devendo fazê-lo;
e)Fiscalizar a eficácia do sistema de gestão de riscos, do sistema de controlo interno e do sistema de
auditoria interna;
f)Receber as comunicações de irregularidades apresentadas por acionistas, colaboradores da Sociedade
ou outros;
g)Contratar a prestação de serviços de peritos que coadjuvem um ou vários dos seus membros no exercício
das suas funções, devendo a contratação e a remuneração dos peritos ter em conta a importância dos
assuntos a eles cometidos e a situação económica da Sociedade;
h)Cumprir as demais atribuições constantes da lei ou do contrato de Sociedade;
i)Fiscalizar o processo de preparação e de divulgação de informação financeira;
j)Propor à Assembleia Geral a nomeação do Revisor Oficial de Contas;
k)Fiscalizar a revisão de contas aos documentos de prestação de contas da Sociedade;
l)Fiscalizar a independência do Revisor Oficial de Contas, designadamente no tocante à prestação de
serviços adicionais.
Para o desempenho destas funções, o Conselho Fiscal:
a)Obtém da Administração, as informações necessárias ao exercício da sua atividade, designadamente à
evolução operacional e financeira da empresa, às alterações de composição do seu portfólio, termos das
operações realizadas e conteúdo das deliberações tomadas;
b)Acompanha o sistema de gestão de risco e controlo interno, elaborando anualmente um relatório de
apreciação e recomendações dirigido à Administração, caso existam matérias que o justifique;
c) Recebe, com uma antecedência mínima de cinco dias sobre a data da sua reunião, os documentos de
prestação de contas, individuais e consolidadas, e os respetivos relatórios da Administração, analisando,
designadamente, as principais variações, as transações relevantes e os correspondentes procedimentos
contabilísticos e esclarecimentos obtidos da Administração, nomeadamente através do Conselho de
Administração e do auditor externo, e emite as suas apreciações e deliberações;
d)Presta conhecimento à Administração das verificações, fiscalizações e diligências que tenha efetuado e do
resultado das mesmas;
e)Assiste às Assembleias Gerais, bem como às reuniões do Conselho de Administração para que seja
convocado ou em que se apreciem as contas do exercício;
f)Efetua anualmente uma autoavaliação da sua atividade e desempenho, incluindo a revisão deste
regulamento, tendo em vista o desenvolvimento e implementação de melhorias no seu funcionamento;
g)Desenvolve os demais deveres de vigilância que lhe são impostos por lei.
O Conselho Fiscal representa ainda a Sociedade junto do Auditor Externo e Revisor Oficial de Contas, competindo-
lhe, designadamente, propor o prestador destes serviços e a respetiva remuneração, zelando igualmente para que
sejam asseguradas, dentro do Grupo, as condições adequadas à prestação daqueles serviços.
O Conselho Fiscal é o primeiro destinatário dos relatórios emitidos pelo Auditor Externo e Revisor Oficial de Contas,
bem como, o interlocutor do Grupo no relacionamento com aquelas entidades, cabendo-lhe ainda pronunciar-se
sobre projetos relevantes e planos de trabalhos e sobre a adequação dos recursos afetos à execução desses
projetos
O Conselho Fiscal é, assim, responsável por elaborar anualmente relatório sobre a sua ação fiscalizadora e dar
parecer sobre o relatório e contas e propostas apresentadas pela administração, bem como por fiscalizar a eficácia
do sistema de gestão de risco e de controlo interno.
Relatório e Contas 2021
Relatório do Governo da Sociedade
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Este órgão, em articulação com o Conselho de Administração, analisa e supervisiona regularmente a elaboração e
divulgação da informação financeira, prestando todo o apoio necessário à equipa de gestão da Sociedade e
assumindo expressamente esse compromisso de que não haja acesso, por parte de terceiros, indevido e
intempestivo, à informação relevante.
Adicionalmente, o órgão de fiscalização é chamado a intervir para emitir parecer sempre que em causa esteja a
realização de transações entre administradores da RAMADA INVESTIMENTOS e a própria Sociedade ou entre a
RAMADA INVESTIMENTOS e sociedades que consigo se encontrem numa relação de domínio ou de grupo, em
que o interveniente é administrador, nos termos do artigo 397.º do CSC.
Esta intervenção do Conselho Fiscal será solicitada independentemente do nível de materialidade da operação em
causa.
O Auditor Externo, por sua vez, e enquanto parte do órgão de fiscalização da Sociedade, no âmbito do processo de
auditoria anual, analisa (i) o funcionamento de mecanismos de controlo interno e reporta deficiências identificadas;
(ii) verifica se os principais elementos dos sistemas de controlo interno e gestão de risco implementados na
Empresa relativamente ao processo de divulgação de informação financeira são apresentados e divulgados na
informação anual sobre o Governo das Sociedades e (iii) emite uma Certificação Legal das Contas e Relatório de
Auditoria, na qual atesta se aquele relatório divulgado sobre a estrutura e as práticas de governo societário inclui os
elementos referidos no artigo 66.º-B do CSC na sua atual redação ou, não incluindo, assegurando que essa
informação consta de relatório separado igualmente disponibilizado aos acionistas, se cumpre as disposições do
artigo 29.º-H do CVM, se obedece à estrutura do Regulamento da CMVM número 4/2013 e ainda se contempla na
informação constante do mesmo, uma declaração sobre o cumprimento do Código de Governo das Sociedades do
IPCG.
Durante o exercício de 2021, o Revisor Oficial de Contas acompanhou o desenvolvimento da atividade da
Sociedade e procedeu aos exames e verificações por si considerados necessários à revisão e certificação legal das
contas, em interação com o Conselho Fiscal, contando sempre com a colaboração plena, no sentido de célere e
expedita, do Conselho de Administração no acesso às informações solicitadas.
Em linha com o que se acaba de referir, o Revisor Oficial de Contas pronunciou-se sobre a atividade por si
desenvolvida no exercício de 2021, informação que fez constar do seu relatório anual de auditoria, o qual será
sufragado pelos Acionistas em Assembleia Geral Anual.
O órgão de fiscalização monitoriza e assegura o cumprimento por parte da RAMADA INVESTIMENTOS e das suas
subsidiárias, da legislação aplicável a cada momento de modo a poder avaliar os níveis de compliance do Grupo
nesta matéria, que tem classificado como elevados e alinhados com os interesses da Sociedade e dos seus
Acionistas.
IV.REVISOR OFICIAL DE CONTAS
39.Identificação do revisor oficial de contas e do sócio revisor oficial de contas que o representa
O Revisor Oficial de Contas da Sociedade para o mandato correspondente ao ano de 2021 foi a Deloitte &
Associados, SROC, S.A., representada por António Manuel Martins Amaral.
40.Indicação do número de anos em que o revisor oficial de contas exerce funções consecutivamente junto
da sociedade e/ou grupo
A Deloitte & Associados, SROC, S.A. é responsável pela revisão oficial de contas da Sociedade e das sociedades
do Grupo desde 2021, tendo sido eleita para o mandato em curso, sob proposta do Conselho Fiscal, na Assembleia
Geral de 30 de abril de 2021.
Relatório e Contas 2021
Relatório do Governo da Sociedade
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41.Descrição de outros serviços prestados pelo ROC à sociedade
O Revisor Oficial de Contas é, simultaneamente, auditor externo da Sociedade conforme detalhados nos pontos
abaixo.
V.AUDITOR EXTERNO
42.Identificação do auditor externo designado para os efeitos do art.º. 8.º e do sócio revisor oficial de
contas que o representa no cumprimento dessas funções, bem como o respetivo número de registo na
CMVM
O auditor externo da Sociedade, designado para os efeitos do art.º 8.º do CVM, é a Deloitte & Associados, SROC,
S.A., registada sob o n.º 20161389 na CMVM, representada por António Manuel Martins Amaral.
43.Indicação do número de anos em que o auditor externo e o respetivo sócio revisor oficial de contas que
o representa no cumprimento dessas funções exercem funções consecutivamente junto da sociedade e/
ou do grupo
O Auditor Externo foi eleito em 2021, tal como o sócio que o representa.
44.Política e periodicidade da rotação do auditor externo e do respetivo sócio revisor oficial de contas que
o representa no cumprimento dessas funções
No que respeita à rotação do Auditor Externo, a Sociedade não tinha estabelecida, até à data de entrada em vigor
do novo Estatuto da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas, aprovado pela Lei n.º 140/2015, de 7 de Setembro,
uma política de rotação do Auditor Externo baseada num número pré-determinado de mandatos, tendo em conta,
designadamente, o facto de tal política de rotação não constituir uma prática comum ou habitual e por a Sociedade,
na monitorização permanente da adequação e justeza do modelo vigente, não ter nunca identificado situações de
perda de independência ou qualquer outras situações que pudessem aconselhar a adoção de uma política formal
que exigisse tal rotação.
A entrada em vigor do novo Estatuto da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas, em 1 de Janeiro de 2016, veio
consagrar um novo regime aplicável à rotação dos revisores oficiais de contas aplicável às sociedades cujas ações
se encontram admitidas à negociação em mercado regulamentado, como é o caso da Sociedade, pelo que o
Conselho Fiscal iniciou, durante o ano de 2016, um processo de seleção com vista à eleição de um novo ROC que,
cumprindo todas as exigências legais ao nível de competências técnicas e de independência, pudesse a sua eleição
ser proposta em Assembleia Geral Anual, o que veio a acontecer na Assembleia Geral Anual de 2017, onde veio a
ser eleita a Ernst & Young Audit & Associados - SROC, S.A., para exercer um primeiro mandato trienal. A Ernst &
Young Audit & Associados - SROC, S.A., veio ulteriormente a ser reeleita para um segundo mandato anual (2020),
tendo a Assembleia Geral Anual de 2021 deliberado eleger a Deloitte & Associados, SROC, S.A., para o mandato
correspondente ao ano de 2021.
Neste sentido, a Sociedade não dispõe de uma política formal, interna, que disponha sobre a rotatividade do Auditor
Externo, considerando-a desnecessária, porquanto cumpre as imposições legais, nesta matéria, em toda a sua
extensão.
45.Indicação do órgão responsável pela avaliação do auditor externo e periodicidade com que essa
avaliação é feita
O Conselho Fiscal, no exercício das suas funções, acompanha, ao longo do exercício, o desempenho das funções
do Auditor Externo, bem como efetua anualmente uma avaliação da independência do mesmo. Adicionalmente, o
Conselho Fiscal promove, sempre que necessário ou adequado em função dos desenvolvimentos da atividade da
Sociedade ou de exigências legais ou de mercado, uma reflexão sobre a adequação do Auditor Externo ao nível que
exige para o exercício das suas funções.
Relatório e Contas 2021
Relatório do Governo da Sociedade
64
46.Identificação de trabalhos, distintos dos de auditoria, realizados pelo auditor externo, bem como
indicação dos procedimentos internos para efeitos de aprovação da contratação de tais serviços e
indicação das razões para a sua contratação
Não foram prestados, pelo auditor externo em 2021, serviços distintos dos de auditoria.
47.Indicação do montante da remuneração anual paga ao auditor e a outras pessoas singulares ou coletivas
pertencentes à mesma rede e discriminação da percentagem respeitante aos seguintes serviços:
31.12.2021
31.12.2020
Pela Sociedade
Valor dos serviços de revisão de contas anuais (€)
30 000
22,9%
10 710
14,7%
Contas anuais
30 000
22,9%
10 710
14,7%
Por entidades que integram o Grupo
Valor dos serviços de revisão de contas anuais (€)
56 000
42,7%
61 905
85,3%
Contas anuais
56 000
42,7%
61 905
85,3%
Valor dos serviços de garantia de fiabilidade (€)
45 000
34,4%
0,0%
Total
Valor dos serviços de revisão de contas (€)
86 000
65,6%
72 615
100,0%
Valor dos serviços de garantia de fiabilidade (€)
45 000
34,4%
0,0%
131 000
72 615
C.ORGANIZAÇÃO INTERNA
I.Estatutos
48.Regras aplicáveis à alteração dos Estatutos da sociedade
As alterações estatutárias seguem os termos legais aplicáveis, nomeadamente no CSC, os quais exigem a maioria
de dois terços dos votos emitidos para a aprovação dessa deliberação.
II.Comunicação de irregularidades
49.Meios e política de comunicação de irregularidades ocorridas na sociedade
O Conselho Fiscal é o órgão ao qual deverão ser dirigidas quaisquer comunicações de irregularidades, por parte de
qualquer Colaborador, Parceiro, Fornecedor ou qualquer outro Stakeholder.
O Grupo RAMADA INVESTIMENTOS dispõe de um mecanismo específico para a comunicação de irregularidades
que consubstanciem violações de natureza ética ou legal com impacto significativo nos domínios da contabilidade,
da luta contra a corrupção e do crime bancário e financeiro (Whistleblowing), que salvaguarda a confidencialidade
das informações transmitidas e da identidade do transmitente, sempre que seja solicitada.
Se ao Conselho de Administração chegar algum pedido de esclarecimento ou manifestação de preocupação
relacionado com o sistema de Whistleblowing, remetê-lo-á este órgão, de imediato, para o Conselho Fiscal.
O reporte ao Conselho Fiscal de qualquer irregularidade ou indício de irregularidade, deverá ser efetuado através de
carta em envelope fechado com a menção da sua confidencialidade, para a seguinte morada: Rua Manuel Pinto de
Azevedo, número 818, 4100-320 Porto. Só serão aceites e tratadas denúncias anónimas a título excecional.
Importa referir que, ao longo do exercício de 2021 não foram reportadas ao Conselho Fiscal da Sociedade
quaisquer comunicações de irregularidades.
Relatório e Contas 2021
Relatório do Governo da Sociedade
65
III.Controlo interno e gestão de riscos
50.Pessoas, órgãos ou comissões responsáveis pela auditoria interna e/ou pela implementação de
sistemas de controlo interno
A gestão de risco, enquanto pedra basilar dos princípios de bom governo da sociedade, é uma área considerada
fundamental na RAMADA INVESTIMENTOS, que promove a consciencialização permanente de todos os seus
colaboradores, nos diferentes níveis da organização, inculcando-lhes tal responsabilidade em todas os processos de
tomada de decisão.
A gestão de risco é levada a cabo numa lógica de criação de valor, com uma identificação clara das situações que
constituem uma ameaça suscetível de afetar os objetivos do negócio.
A gestão ambiental, assente em critérios de sustentabilidade, e a Responsabilidade Social assumem um papel cada
vez mais determinante no seio da organização, sendo que a gestão do risco é monitorizada, também nestas áreas,
com cada vez maior acuidade.
A gestão de risco, apesar de não se consubstanciar num departamento formalmente constituído, está assegurada
no Grupo RAMADA INVESTIMENTOS, ao nível de cada uma das direções, que estão suficiente e
aprofundadamente conscientes da necessidade de identificação e quantificação do risco associado a todas as
decisões, com critérios bem definidos que lhes permitem ajuizar, de modo autónomo e em cada caso concreto, se o
risco pode ser assumido pela direção ou se a decisão da sua assunção, desde logo por critérios de materialidade ou
de exposição do Grupo, deve ser levada a Conselho de Administração da sociedade em causa, seja a RAMADA
INVESTIMENTOS, seja qualquer uma das suas subsidiárias. Desta forma, as equipas operacionais do Grupo atuam
tendo por base critérios claros de (i) níveis de assunção de risco e quem deverá tomar a decisão de os assumir ou
não e (ii) da identificação de formas de mitigação dos mesmos.
A gestão de riscos é, assim, assegurada por todas as direções da RAMADA INVESTIMENTOS, com base na
seguinte metodologia, que inclui várias etapas:
Numa primeira fase são identificados e priorizados, os riscos internos e externos que podem afetar de
forma materialmente relevante a prossecução dos objetivos estratégicos do Grupo;
Os responsáveis operacionais das várias direções do Grupo identificam os fatores de risco e eventos que
podem afetar as operações e atividades da RAMADA INVESTIMENTOS, assim como eventuais
processos e mecanismos de controlo;
Adicionalmente, o impacto e a probabilidade de ocorrência de cada fator de risco são ponderados e,
consoante o nível de exposição, é avaliada a necessidade de resposta ao risco; e
As ações de mitigação de risco são acompanhadas e o nível de exposição aos fatores críticos é
constantemente monitorizado.
Cabe ao Conselho de Administração decidir, a cada momento, qual o nível de exposição assumido pelo Grupo nas
suas diferentes atividades e, sem prejuízo da delegação de funções e responsabilidades, definir limites globais de
risco e assegurar que as políticas e procedimentos de gestão de risco são seguidos.
Na monitorização do processo de gestão de risco o Conselho de Administração, enquanto órgão responsável pela
estratégia da RAMADA INVESTIMENTOS, tem o seguinte quadro de objetivos e responsabilidades:
Conhecer os riscos mais significativos que afetam o Grupo;
Assegurar a existência, no interior do Grupo, de níveis apropriados de conhecimento dos riscos que
afetam as operações e forma de os gerir;
Assegurar a divulgação da estratégia de gestão de risco a todos os níveis hierárquicos;
Assegurar que o Grupo tem capacidade de minimizar a probabilidade de ocorrência e o impacto dos riscos
no negócio; e
Assegurar que o processo de gestão de risco é adequado e que se mantém uma monitorização rigorosa
dos riscos com maior probabilidade de ocorrência e impacto nas operações do Grupo;
Assegurar uma comunicação permanente com o Conselho Fiscal, dando-lhe a conhecer o nível de
exposição do risco assumido e solicitando, sempre que necessário, os pareceres deste órgão que
Relatório e Contas 2021
Relatório do Governo da Sociedade
66
considerar necessários à tomada de decisões conscientes e informadas, assegurando que os riscos
identificados e as políticas definidas, são analisados sob as perspetivas multidisciplinares que norteiam a
atuação do grupo.
As subsidiárias gerem os riscos, dentro dos critérios e delegações estabelecidos.
O Conselho Fiscal acompanha, em permanência, o desempenho do grupo nesta matéria.
Com base nesta metodologia, a RAMADA INVESTIMENTOS tem vindo a concluir que tem conseguido garantir uma
maior consciência na tomada das decisões em todos os níveis da organização, atendendo à responsabilidade
inerente de cada player dentro interno, o que contribui para que as pessoas se sintam mandatadas,
verdadeiramente envolvidas e com uma participação ativa no desempenho da Sociedade.
A RAMADA INVESTIMENTOS, como já por diversas vezes referiu ao longo deste relatório, monitoriza, em
permanência, a adequação do seu modelo também nesta matéria de gestão de risco, tendo concluído, até à data,
que o mesmo que se tem vindo a revelar totalmente adequado face à sua estrutura organizativa.
51.Explicitação das relações de dependência hierárquica e/ou funcional face a outros órgãos ou comissões
da sociedade
Cabe ao Conselho Fiscal avaliar o funcionamento dos mecanismos de gestão de risco, e é a este órgão que são
reportados os procedimentos de controlo considerados adequados à respetiva mitigação. É, assim,
responsabilidade deste órgão a supervisão das ações desencadeadas na Sociedade nestas matérias e a verificação
periódica de que os riscos efetivamente incorridos pela Sociedade são consistentes com o definido pelo Conselho
de Administração.
O Auditor Externo, no exercício das suas funções, verifica a adequação dos mecanismos e procedimentos em causa
assegurando o reporte das suas conclusões ao Conselho Fiscal.
Ao Conselho de Administração cabe a responsabilidade de monitorizar tais mecanismos e procedimentos.
52.Existência de outras áreas funcionais com competências no controlo de riscos
A gestão do risco é assegurada, na RAMADA INVESTIMENTOS, por todas as direções e unidades operacionais,
nos termos amplamente descritos no ponto 51 supra. A Sociedade, como já por diversas vezes referiu ao longo
deste relatório, monitoriza, em permanência, a adequação do seu modelo também nesta matéria de gestão de risco,
tendo concluído, até à data, que o mesmo se tem vindo a revelar totalmente adequado face à estrutura organizativa
da Sociedade.
53.Identificação e descrição dos principais tipos de riscos (económicos, financeiros e jurídicos) a que a
sociedade se expõe no exercício da atividade
O Conselho de Administração considera que o Grupo se encontra exposto aos riscos normais decorrentes da sua
atividade, nomeadamente ao nível das unidades operacionais. Destacam-se os seguintes fatores de risco financeiro,
que se encontram detalhados e analisados no Anexo às Demonstrações Financeiras Consolidadas:
1. Risco de mercado:
1.1 risco de taxa de juro;
1.2 risco da variabilidade nos preços de commodities.
2. Risco de liquidez;
3. Risco de crédito;
4. Risco de capital.
Relatório e Contas 2021
Relatório do Governo da Sociedade
67
54.Descrição do processo de identificação, avaliação, acompanhamento, controlo e gestão de riscos
Tal como descrito no ponto 52, o Conselho de Administração é o órgão responsável pela definição das políticas
estratégicas gerais do Grupo, incluindo a política de gestão de risco, encontrando-se devidamente suportado pelas
equipas de gestão das subsidiárias, que asseguram não só a monitorização permanente, como o reporte, ao
Conselho de Administração da RAMADA INVESTIMENTOS, das situações detetadas, no sentido de assegurar um
controlo permanente e efetivo de risco.
O processo de identificação e avaliação, acompanhamento, controlo e gestão de riscos na RAMADA
INVESTIMENTOS funciona do seguinte modo:
São identificados os riscos que o Grupo enfrenta no normal desempenho da sua atividade. Em relação a todos os
riscos identificados com materialidade relevante, é medido o impacto no desempenho financeiro e no valor do
Grupo. Posteriormente é feito um estudo comparativo do valor em risco com os custos dos instrumentos de
cobertura, se disponíveis e, em consequência, é monitorizada a evolução dos riscos identificados e dos
instrumentos de cobertura, o que decorre, mais ou menos, no respeito pela seguinte metodologia:
Numa primeira fase são identificados e priorizados os riscos internos e externos que podem afetar de forma
materialmente relevante a prossecução dos objetivos estratégicos do Grupo;
Os responsáveis operacionais das várias unidades operacionais do Grupo identificam os fatores de risco e eventos
que podem afetar as operações e atividades da RAMADA INVESTIMENTOS, assim como eventuais processos e
mecanismos de controlo;
Adicionalmente, o impacto e a probabilidade de ocorrência de cada fator de risco são ponderados e consoante o
nível de exposição é avaliada a necessidade de resposta ao risco; e
As ações de mitigação de risco são acompanhadas e o nível de exposição aos fatores críticos é constantemente
monitorizado.
A Sociedade tem vindo a implementar estratégias adicionais de gestão de risco que visam garantir, essencialmente,
que os sistemas e procedimentos de controlo e as políticas instituídas permitem responder às expectativas dos
órgãos de gestão, acionistas e demais stakeholders.
De entre essas estratégias destacam-se as seguintes:
Os sistemas e procedimentos de controlo e as políticas instituídas estão de acordo com todas as leis e
regulamentos aplicáveis e são efetivamente aplicadas;
A informação financeira e operacional é completa, fiável, segura e reportada periódica e atempadamente;
Os recursos da RAMADA INVESTIMENTOS são usados de forma eficiente e racional; e
O valor para o acionista é maximizado e a gestão operacional adota as medidas necessárias para corrigir aspetos
reportados.
Decorrido que esteja todo este processo, a decisão, nesta matéria, cabe ao Conselho de Administração, na sua
qualidade de órgão executivo, atuando nos termos que considerar que, em cada momento, melhor asseguram os
interesses da Sociedade e dos seus Acionistas.
55.Principais elementos dos sistemas de controlo interno e de gestão de risco implementados na sociedade
relativamente ao processo de divulgação de informação financeira
Quanto ao controlo de risco no processo de divulgação de informação financeira apenas um número muito restrito
de colaboradores da RAMADA INVESTIMENTOS está envolvido no processo de divulgação de informação
financeira.
Todos aqueles que estão envolvidos no processo de análise financeira da Sociedade são considerados como tendo
acesso a informação privilegiada, estando formalmente informados sobre o conteúdo das suas obrigações bem
como sobre as sanções decorrentes do uso indevido da referida informação.
As regras internas aplicáveis à divulgação da informação financeira visam garantir a sua tempestividade e impedir a
assimetria do mercado no seu conhecimento.
Relatório e Contas 2021
Relatório do Governo da Sociedade
68
O sistema de controlo interno nas áreas da contabilidade e preparação e divulgação de informação financeira
assenta nos seguintes elementos chave:
A utilização de princípios contabilísticos, detalhados ao longo das notas às demonstrações financeiras,
constitui uma das bases do sistema de controlo;
Os planos, procedimentos e registos da Sociedade e suas subsidiárias permitem uma garantia razoável de
que apenas são registadas transações devidamente autorizadas e que essas transações são registadas
em conformidade com os princípios contabilísticos geralmente aceites;
A informação financeira é analisada, de forma sistemática e regular, pela gestão das unidades
operacionais, garantindo uma monitorização permanente e o respetivo controlo orçamental;
Durante o processo de preparação e revisão da informação financeira, é estabelecido previamente um
calendário de encerramento de contas e partilhado com as diferentes áreas envolvidas, e todos os
documentos são revistos em profundidade;
Ao nível das demonstrações financeiras individuais das várias empresas do Grupo, os registos
contabilísticos e a preparação das demonstrações financeiras são assegurados pelos serviços
administrativos e contabilísticos. As demonstrações financeiras são elaboradas pelos técnicos oficiais de
contas e revistas pela direção financeira de cada subsidiária. Depois da aprovação as demonstrações
financeiras são enviadas para o Auditor Externo, que emite a sua Certificação Legal de Contas;
As demonstrações financeiras consolidadas são preparadas com periodicidade trimestral pela equipa de
consolidação. Este processo constitui um elemento adicional de controlo da fiabilidade da informação
financeira, nomeadamente, garantindo a aplicação uniforme dos princípios contabilísticos e dos
procedimentos de corte de operações assim como a verificação dos saldos e transações entre empresas
do Grupo;
As demonstrações financeiras consolidadas são preparadas sob a supervisão da direção financeira. Os
documentos que constituem o relatório anual são enviados para revisão e aprovação do Conselho de
Administração. Depois da aprovação, os documentos são enviados para o Auditor Externo, que emite a
sua Certificação Legal de Contas e o Relatório de Auditoria; e
O processo de preparação da informação financeira individual e consolidada e o Relatório de Gestão é
coordenado pelo Conselho de Administração e supervisionado pelo Conselho Fiscal. Trimestralmente,
estes órgãos analisam as demonstrações financeiras consolidadas da Sociedade.
No que se refere aos fatores de risco que podem afetar materialmente o reporte contabilístico e financeiro,
salientamos a utilização de estimativas contabilísticas que têm por base a melhor informação disponível à data da
preparação das demonstrações financeiras bem como o conhecimento e experiência de eventos passados e/ou
presentes. Salientamos igualmente os saldos e as transações com partes relacionadas: no Grupo RAMADA
INVESTIMENTOS os saldos e transações com entidades relacionadas referem-se essencialmente às atividades
operacionais correntes das empresas do Grupo, bem como à concessão e obtenção de empréstimos remunerados
a taxas de mercado.
O Conselho de Administração analisa e supervisiona regularmente a elaboração e divulgação da informação
financeira, em articulação com o Conselho Fiscal, no sentido de obviar o acesso, indevido e extemporâneo, de
terceiros, à informação relevante.
IV.Apoio ao Investidor
56.Serviço responsável pelo apoio ao investidor, composição, funções, informação disponibilizada por
esses serviços e elementos para contacto
Em observância das disposições legais aplicáveis, bem como dos regulamentos da CMVM nesta matéria, a
RAMADA INVESTIMENTOS assegura, sempre em primeira mão, a divulgação os seus acionistas e ao mercado em
geral, de todas as informações relativas ao negócio das empresas do grupo que se enquadram no conceito de
informação privilegiada. Desta forma a RAMADA INVESTIMENTOS tem vindo a assegurar, de forma permanente e
tempestiva, a divulgação de informação aos seus acionistas e ao mercado em geral, no preciso momento em que a
mesma assume a natureza de informação privilegiada.
Relatório e Contas 2021
Relatório do Governo da Sociedade
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A Sociedade dispõe de um Gabinete de Apoio ao Investidor do qual fazem parte, o Representante para as Relações
com o Mercado e o Investor Relations.
Os contactos com vista à obtenção de informações por parte de investidores poderão ser efetuados pelas seguintes
vias:
Rua Manuel Pinto de Azevedo, 818
4100-320 Porto
Telefone: 22 83 47 100
E-mail: mvalente@ramadainvestimentos.pt
Através da sua página oficial na Internet (www.ramadainvestimentos.pt), a Ramada Investimentos disponibiliza
informação financeira relativamente à sua atividade individual e consolidada, bem como das suas empresas
participadas. Este website é igualmente utilizado pela empresa para divulgação de comunicados efetuados à
imprensa com indicação sobre quaisquer factos relevantes para a vida societária, os quais são sempre objeto de
divulgação prévia no Sistema de Divulgação de Informação da CMVM. Nesta página encontram-se igualmente
disponíveis os documentos de prestação de contas do Grupo para os últimos exercícios. A generalidade da
informação é disponibilizada no website da Sociedade em português e inglês.
57.Representante para as relações com o mercado
As funções de representante para as relações com o mercado são desempenhadas por Miguel Valente.
58.Informação sobre a proporção e o prazo de resposta aos pedidos de informação entrados no ano ou
pendentes de anos anteriores
Sempre que necessário, o representante das relações com o mercado assegura a prestação de toda a informação
relevante no tocante a acontecimentos marcantes, factos enquadráveis como factos relevantes, divulgação
trimestral de resultados e resposta a eventuais pedidos de esclarecimento por parte dos investidores ou público em
geral sobre informação financeira de carácter público. Todas as informações solicitadas por parte dos investidores
são analisadas e respondidas num prazo máximo de cinco dias úteis.
V.Sítio de Internet
59.Endereço(s)
A Ramada Investimentos tem disponível uma página na Internet com a informação sobre a Sociedade e o grupo. O
endereço é www.ramadainvestimentos.pt.
60.Local onde se encontra informação sobre a firma, a qualidade de sociedade aberta, a sede e demais
elementos mencionados no artigo 171.º do Código das Sociedades Comerciais
www.ramadainvestimentos.pt \ investidores \ identificação da sociedade
61.Local onde se encontram os Estatutos e os regulamentos de funcionamento dos órgãos e/ou comissões
www.ramadainvestimentos.pt \ investidores \ governance
62.Local onde se disponibiliza informação sobre a identidade dos titulares dos órgãos sociais, do
representante para as relações com o mercado, do Gabinete de Apoio ao Investidor ou estrutura
equivalente, respetivas funções e meios de acesso
www.ramadainvestimentos.pt \ investidores \ governance
www.ramadainvestimentos.pt \ investidores \ apoio ao investidor
63.Local onde se disponibilizam os documentos de prestação de contas, que devem estar acessíveis pelo
menos durante cinco anos, bem como o calendário semestral de eventos societários, divulgado no início
Relatório e Contas 2021
Relatório do Governo da Sociedade
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de cada semestre, incluindo, entre outros, reuniões da assembleia geral, divulgação de contas anuais,
semestrais e, caso aplicável, trimestrais
www.ramadainvestimentos.pt \ investidores \ relatórios
www.ramadainvestimentos.pt \ investidores \ calendário financeiro
64.Local onde são divulgados a convocatória para a reunião da assembleia geral e toda a informação
preparatória e subsequente com ela relacionada
www.ramadainvestimentos.pt \ investidores \ assembleias gerais
65.Local onde se disponibiliza o acervo histórico com as deliberações tomadas nas reuniões das
assembleias gerais da sociedade, o capital social representado e os resultados das votações, com
referência aos 3 anos antecedentes
www.ramadainvestimentos.pt \ investidores \ assembleias gerais
D.RELATÓRIO DE REMUNERAÇÕES
O Conselho de Administração apresenta, de seguida, um relatório claro e compreensível, que proporciona uma
visão abrangente das remunerações, incluindo todos os benefícios, independentemente da sua forma, atribuídas ou
devidas durante o último exercício a cada membro dos órgãos de administração e fiscalização, em conformidade
com a política de remuneração referida no artigo 26.º-A do Código dos Valores Mobiliários.
A informação constante do presente relatório cumpre todas as exigências legais aplicáveis, nomeadamente, mas
sem limitar, o artigo 26.º-G do Código dos Valores Mobiliários.
O tratamento, pela Sociedade, dos dados pessoais incluídos no presente relatório sobre as remunerações tem por
objetivo aumentar o seu nível de transparência quanto à remuneração dos respetivos membros dos órgãos de
administração e fiscalização, de forma a reforçar o nível de responsabilização destes últimos e a capacidade de
fiscalização dos acionistas relativamente à remuneração dos membros dos órgãos de administração e fiscalização
da Sociedade.
Este relatório de remunerações é submetido a apreciação na assembleia geral anual seguinte ao exercício a que diz
respeito e explicita de que forma a apreciação da assembleia geral anterior foi tida em conta.
Após a assembleia geral, o relatório sobre as remunerações é publicado em www.ramadainvestimentos.pt,
mantendo-se disponível durante, pelo menos, 10 anos.
I.Competência para a determinação
66.Indicação quanto à competência para a determinação da remuneração dos órgãos sociais
A Comissão de Remunerações é o órgão responsável pela aprovação das remunerações dos membros do
Conselho de Administração e restantes órgãos sociais em representação dos acionistas, de acordo com a
declaração sobre a política de remuneração aprovada pelos acionistas em Assembleia Geral.
Relatório e Contas 2021
Relatório do Governo da Sociedade
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II.Comissão de remunerações
67.Composição da comissão de remunerações, incluindo identificação das pessoas singulares ou coletivas
contratadas para lhe prestar apoio e declaração sobre a independência de cada um dos membros e
assessores
A Ramada Investimentos tem atualmente definida uma Comissão de Remunerações eleita em assembleia geral de
acionistas para integrar um mandato de três anos, com início em 2020 e termo em 2022, e cuja composição é a
seguinte:
João da Silva Natária – Presidente
André Seabra Ferreira Pinto – Vogal
Pedro Nuno Fernandes de Sá Pessanha da Costa – Vogal
Todos os membros da Comissão de Remunerações são independentes em relação aos membros do Conselho de
Administração e a qualquer outro grupo de interesses.
Quanto à identificação das pessoas singulares ou coletivas contratadas para prestar apoio a esta Comissão, importa
referir que cabe nas suas atribuições a autonomia de, a expensas da Sociedade e em observância de critérios de
razoabilidade no que a esta matéria diz respeito, contratar prestadores de serviços externos que, com
independência, possam levar a cabo avaliações, estudos e a elaboração de relatórios que possam coadjuvar aquela
comissão no exercício pleno e cabal das suas funções, nos termos melhor explicitados no ponto 68 infra.
Esta comissão deve apoiar-se em estudos de benchmarking em matéria política retributiva, assegurando que a
Declaração sobre a Política de Remuneração e Compensação dos Órgãos Sociais está alinhadas com as melhores
práticas em uso em empresas de igual relevo e dimensão.
Em 2021 não considerou esta comissão necessária a contratação de quaisquer pessoas ou entidades para apoiar
as suas tomadas de decisão.
68.Conhecimentos e experiência dos membros da comissão de remunerações em matéria de política de
remunerações
A experiência e as qualificações profissionais dos membros da Comissão de Remunerações estão espelhados nos
currículos disponíveis no website da Sociedade em www.ramadainvestimentos.pt, separador “Investidores”, Secção
“Assembleias Gerais/2020/Anexos: Currículos”, os quais foram disponibilizados a propósito da respetiva eleição, na
Assembleia Geral Anual de 2020 e que aí permanecem nos termos legais aplicáveis
A RAMADA INVESTIMENTOS considera que a experiência e percurso profissionais dos membros que integram a
Comissão de Remunerações são plenamente adequados ao exercício das funções que lhe estão acometidas,
permitindo-lhes exercê-las com o rigor e com a eficácia que se exige. Sem prejuízo das qualificações dos demais
membros, faz sentido destacar o Dr. João da Silva Natária, pela elevada experiência e conhecimentos específicos
de que dispões em matéria de avaliação e de política remuneratória.
Adicionalmente, e em complemento do que já se referiu no ponto 67 supra, sempre que tal se revela necessário,
aquela comissão recorre a recursos especializados, internos ou externos, para suportar as suas deliberações.
Nessas situações, a Comissão de Remunerações decide livremente a contratação, pela RAMADA
INVESTIMENTOS, dos serviços de consultadoria considerados necessários ou convenientes, tendo o cuidado de
assegurar que os serviços são prestados com independência e que os respetivos prestadores não serão
contratados para a prestação de quaisquer outros serviços à RAMADA INVESTIMENTOS ou às suas subsidiárias,
sem autorização expressa da Comissão de Remunerações.
Relatório e Contas 2021
Relatório do Governo da Sociedade
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III.Estrutura das remunerações
69.Descrição da política de remuneração dos órgãos de administração e de fiscalização a que se refere o
artigo 26.º-A do Código dos Valores Mobiliários
Tal como estipulado no artigo 26.º-B do Código de Valores Mobiliários, é submetida anualmente à apreciação da
Assembleia Geral uma declaração sobre a política de remunerações dos órgãos de administração e fiscalização.
A política de remuneração e compensação dos órgãos sociais da Ramada Investimentos, aprovada na Assembleia
Geral de 30 de abril de 2021, obedece aos seguintes princípios:
PRINCÍPIOS DA POLÍTICA DE REMUNERAÇÃO DOS ÓRGÃOS SOCIAIS DA RAMADA INVESTIMENTOS
A Política de Remuneração dos Órgãos Sociais da RAMADA INVESTIMENTOS assenta no pressuposto de que a
competência, a dedicação, a disponibilidade e a performance são os elementos determinantes de um bom
desempenho, e que só com um bom desempenho é possível assegurar o necessário alinhamento com os interesses
da sociedade e dos seus acionistas.
Tendo em vista o interesse, a cultura e a estratégia de longo prazo da Sociedade, a Política de Remuneração dos
Órgãos Sociais da RAMADA INVESTIMENTOS visa, tal como estabelecido no artigo 26.º-C, n.º 1, do CVM,
contribuir para a estratégia empresarial da sociedade, para os seus interesses de longo prazo e para a sua
sustentabilidade”:
Atrair e reter os melhores profissionais para as funções a desempenhar, proporcionando as necessárias
condições de estabilidade no exercício das funções;
Premiar o desempenho, mediante uma remuneração adequada aos mecanismos de defesa dos interesses
dos Acionistas, desincentivando a assunção excessiva de riscos, ao prever mecanismos de diferimento da
remuneração variável;
Premiar o foco na melhoria contínua, na produtividade e na criação de valor de longo prazo para os
acionistas;
Premiar a sustentabilidade ambiental e a eficiência energética de atividades relevantes da Sociedade.
A Política está assente em critérios que visam a sustentabilidade da Sociedade, está alinhada com o benchmarking
comparável e, cumprindo os requisitos legais, assenta nos seguintes vetores:
Responsabilidade inerente às funções desempenhadas
As funções desempenhadas e as responsabilidades assumidas por cada membro são, necessariamente, tidas em
consideração na definição da remuneração. Não estão na mesma posição todos os membros entre si o que impõe
uma definição cuidadosamente casuística. Na avaliação do nível de responsabilidade deve-se considerar o tempo
de dedicação, a exigência imposta pelas áreas sob a sua supervisão e as funções desempenhadas nas
subsidiárias.
Situação económica da Sociedade
A definição das remunerações tem que ser compatível com a dimensão e capacidade económica da Sociedade, não
deixando de se assegurar a adequada e justa remuneração.
Critérios de mercado
Relatório e Contas 2021
Relatório do Governo da Sociedade
73
A observância de regras de mercado, através de um exercício comparativo (“benchmark”), é essencial para retribuir
adequadamente e de forma competitiva, tendo em consideração a prática do mercado de referência (a nível
nacional e internacional), em condições de mercado, a atividade desenvolvida e os resultados obtidos.
Alinhamento de interesses da gestão com os objetivos estratégicos da Sociedade
A definição das remunerações deve assentar em critérios de avaliação de desempenho e de objetivos, de natureza
financeira e não financeira, alinhados com a estratégia empresarial da Sociedade e que assegurem a efetiva
sustentabilidade da Sociedade no longo prazo.
Compromisso ESG
Os objetivos associados à definição das remunerações devem estar associados ao desempenho da Sociedade em
indicadores ambientais, sociais e de governo corporativo (ESG), traduzindo o compromisso de desenvolvimento
sustentável, em especial no âmbito da sustentabilidade ambiental, da Sociedade, bem como o permanente
cumprimento dos valores e princípios éticos da Sociedade e que constituem uma pedra angular na forma como esta
se estrutura e relaciona com todos os stakeholders.
Condições de emprego e de remuneração dos trabalhadores
As remunerações definidas devem ter em consideração as condições de emprego e de remuneração dos
trabalhadores da Sociedade, o que é alcançado através de um exercício comparativo (“benchmark”) com o mercado
de referência (a nível nacional e internacional), tendo por referência funções equivalentes, por forma a garantir a
equidade interna e um elevado nível competitivo.
A Comissão de Remunerações RAMADA INVESTIMENTOS entende que estes princípios estão de acordo com o
quadro legislativo e recomendatório em vigor, refletindo, de igual modo, aquela que é a visão da Sociedade sobre
esta matéria.
CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
A Comissão de Remunerações RAMADA INVESTIMENTOS, em linha com o modelo organizativo da Sociedade e
os princípios acima descritos, teve em consideração as seguintes medidas:
i.reforço da necessidade de manutenção de um processo de definição de objetivos e avaliação de
desempenho;
ii.assegurar a coerência entre os objetivos quantitativos e qualitativos;
iii.garantir que os objetivos quantitativos dos Administradores estão alinhados com os objetivos quantitativos
dos quadros mais relevantes da Sociedade;
iv.a remuneração global fixa do Conselho de Administração, nela se incluindo a remuneração que as
sociedades participadas paguem aos membros que integrem o Conselho de Administração, não pode
exceder os 750.000 Euros por ano.
1) Administradores Não Executivos
A remuneração dos membros não executivos do Conselho de Administração corresponde a uma retribuição mensal
fixa, cujo montante é determinado pela Comissão de Remunerações, tendo carácter exclusivamente fixo.
A remuneração individual de qualquer administrador não executivo não pode ultrapassar os 70.000 euros/ano, tendo
carácter exclusivamente fixo.
Relatório e Contas 2021
Relatório do Governo da Sociedade
74
2) Administração executiva
A remuneração dos Administradores Executivos da RAMADA INVESTIMENTOS integra duas componentes:
a) Componente fixa, valor pago mensalmente.
b) Componente variável, que inclui um prémio variável de médio prazo.
A componente variável destina-se a alinhar de forma mais vincada os interesses dos administradores executivos
com os dos acionistas e será calculada cobrindo o período completo de um mandato, correspondente ao período
compreendido entre 2020 e 2022, tendo como base:
Retorno total para o acionista (valorização de ação mais dividendo distribuído)
Somatório dos resultados líquidos dos 3 anos (2020 a 2022)
Evolução dos negócios do Grupo
O valor total da componente de médio prazo não pode ser superior a 50% da remuneração fixa auferida durante o
período dos 3 anos.
A componente variável (de curto prazo e de médio prazo) é apurada de acordo com o desempenho individual de
cada administrador executivo, tendo em conta a respetiva avaliação individual anual, de acordo com os objetivos
quantitativos (de natureza financeira e não financeira) e qualitativos previamente definidos.
Os objetivos quantitativos e qualitativos são, por natureza, de longo prazo e, portanto, têm um calendário que se
pode estender por um ou mais anos.
Os objetivos individuais quantitativos devem refletir o desempenho financeiro da Sociedade, nomeadamente o seu
crescimento e o retorno gerado para os acionistas. Os indicadores financeiros deverão ter em linha de conta os
objetivos estratégicos da Sociedade, em especial a evolução do volume de negócios e dos resultados da Sociedade
e a solidez financeira e de capital da Sociedade.
Os objetivos individuais qualitativos devem refletir o atingimento dos indicadores ambientais, sociais e de governo
corporativo.
O processo de avaliação de desempenho individual de cada administrador executivo é anual, devendo ser
suportado em evidências concretas, disponibilizadas à Comissão de Remunerações RAMADA INVESTIMENTOS.
Em face das diferentes áreas de negócio abrangidas pela Sociedade, julga-se adequado que o pagamento da
remuneração dos administradores executivos, na componente fixa e/ou na componente variável, possa ser repartido
entre a Sociedade e sociedades subsidiárias cujos órgãos de administração sejam por eles integrados, de acordo
com os termos que venham a ser definidos pela Comissão de Remunerações RAMADA INVESTIMENTOS.
Desta forma, e com base nas medidas acima elencadas, é entendimento da Comissão de Remunerações RAMADA
INVESTIMENTOS que a remuneração dos administradores executivos (e, bem assim, dos administradores não
executivos) é adequada e, tal como estabelecido no artigo 26.º-C, n.º 1, do CVM, “contribuir para a estratégia
empresarial da sociedade, para os seus interesses de longo prazo e para a sua sustentabilidade”.
CONSELHO FISCAL
A remuneração dos membros do Conselho Fiscal será baseada em valores anuais fixos, em níveis considerados
adequados para funções similares.
Relatório e Contas 2021
Relatório do Governo da Sociedade
75
ASSEMBLEIA GERAL
A remuneração da mesa da Assembleia Geral será exclusivamente fixa e seguirá as práticas de mercado.
REVISOR OFICIAL DE CONTAS
O Revisor Oficial de Contas terá uma remuneração fixa adequada ao exercício das suas funções e de acordo com a
prática do mercado, sob a supervisão do Conselho Fiscal.
NÚMERO DE AÇÕES E OPÇÕES CONCEDIDAS
Não se encontra em vigor nem está prevista qualquer forma de remuneração em que haja lugar à atribuição de
ações ou opções, ou qualquer outro sistema de incentivos em ações ou opções.
COMPENSAÇÃO PELA CESSAÇÃO DE FUNÇÕES ANTES OU NO TERMO DOS RESPETIVOS MANDATOS E
RESTITUIÇÃO DE REMUNERAÇÃO VARIÁVEL
Em caso de cessação antecipada do termo do mandato dos membros do Conselho de Administração,
genericamente, não existem condições compensatórias adicionais às legalmente estabelecidas, exceto no caso de
existência de contrato de administração que, sobre esta matéria, posso contemplar condições particulares.
Não existem na Sociedade mecanismos que prevejam a possibilidade de solicitar a restituição, a administradores,
de remuneração variável, cumprindo-se assim o disposto na alínea f) do n.º 2 do artigo 26.º-G do Código dos
Valores Mobiliários.
Não foram pagas, em 2021, quaisquer indemnizações a ex-membros do Conselho de Administração, ou membros
dos demais órgãos sociais, por cessação das suas funções.
ABRANGÊNCIA DOS PRINCÍPIOS
Os princípios a que obedecem as políticas de remuneração e compensação constantes da presente declaração
abrangem não só o conjunto das remunerações pagas pela RAMADA INVESTIMENTOS mas também as
remunerações que aos seus membros do Conselho de Administração sejam pagas por sociedades por ela direta ou
indiretamente controladas.
Durante o exercício de 2021 nenhum administrador ou membro dos demais órgãos sociais auferiu remuneração
proveniente das sociedades direta ou indiretamente controladas pela RAMADA INVESTIMENTOS.
70.Informação sobre o modo como a remuneração é estruturada de forma a permitir o alinhamento dos
interesses dos membros do órgão de administração com os interesses de longo prazo da sociedade,
bem como sobre o modo como é baseada na avaliação do desempenho e desincentiva a assunção
excessiva de riscos
A política de remuneração dos administradores executivos visa assegurar uma contrapartida adequada e rigorosa
do desempenho e contribuição de cada administrador para o sucesso da organização, alinhando os interesses dos
administradores executivos com os dos acionistas e da Sociedade. Adicionalmente, a política de remuneração prevê
uma componente variável de médio prazo, indexada ao desempenho da Sociedade, destinada a alinhar de forma
Relatório e Contas 2021
Relatório do Governo da Sociedade
76
mais vincada os interesses dos administradores executivos com os dos Acionistas e com os interesses de longo
prazo da Sociedade.
As propostas de remuneração dos administradores executivos são elaboradas tendo em conta: (i) as funções
desempenhadas na RAMADA INVESTIMENTOS e nas diferentes subsidiárias; (ii) a responsabilidade e o valor
acrescentado pelo desempenho individual; (iii) o conhecimento e a experiência acumulada no exercício da função;
(iv) a situação económica da Empresa; (v) a remuneração auferida em empresas do mesmo sector e noutras
sociedades cotadas na Euronext Lisbon.
Em relação a este último aspeto, a Comissão de Remunerações tem em consideração, nos limites da informação
acessível, todas as sociedades nacionais de dimensão equivalente, designadamente cotadas na Euronext Lisbon, e
também sociedades de outros mercados internacionais com características equivalentes às da RAMADA
INVESTIMENTOS.
Em cumprimento do disposto na alínea c) do n.º 2 do artigo 26.º-G do Código dos Valores Mobiliários, a variação
anual da remuneração dos administradores, do desempenho da Sociedade e da remuneração média de
trabalhadores em termos equivalentes a tempo inteiro da Sociedade, excluindo os membros dos órgãos de
administração e de fiscalização, durante os últimos cinco exercícios, apresenta-se do seguinte modo:
Variações Anuais
2017 vs. 2016
2018 vs. 2017
2019 vs. 2018
2020 vs. 2019
2021 vs. 2020
Remunerações dos Administradores Executivos
João Manuel Matos
Borges de Oliveira
— %
— %
— %
— %
— %
Paulo Jorge dos
Santos Fernandes
— %
— %
— %
— %
— %
Domingos José Vieira
de Matos
— %
— %
— %
— %
— %
Pedro Miguel Matos
Borges de Oliveira
— %
— %
— %
— %
— %
Remunerações dos Administradores Não Executivos
Ana Rebelo de
Carvalho Menéres de
Mendonça
— %
— %
— %
— %
— %
Laurentina da Silva
Martins
N/A
N/A
N/A
N/A
N/A
Desempenho da Sociedade
EBITDA
16,44 %
8,65 %
(17,37 %)
(16,73 %)
70,91 %
Receitas (1)
15,20 %
63,14 %
(11,13 %)
(10,19 %)
40,28 %
Resultado Líquido
307,16 %
22,94 %
(88,34 %)
(14,04 %)
115,90 %
Remuneração Média dos Trabalhadores em Termos Equivalentes a Tempo Inteiro
Trabalhadores do
Grupo
2,84 %
0,14 %
1,59 %
1,19 %
5,15 %
Relatório e Contas 2021
Relatório do Governo da Sociedade
77
71.Referência à existência de uma componente variável da remuneração e informação sobre eventual
impacto da avaliação de desempenho nesta componente
Na Assembleia Geral de 30 de abril de 2021 foi aprovada a política de remunerações conforme detalhado no ponto
69 supra, a qual prevê uma componente variável.
Não estão previstos mecanismos que impeçam os administradores executivos de celebrar contratos que coloquem
em causa a razão de ser da remuneração variável. Contudo, a Comissão de Remunerações tem em conta estes
fatores nos critérios de determinação da remuneração variável.
A Sociedade não celebrou quaisquer contratos com membros do Conselho de Administração que tenham por efeito
mitigar o risco inerente à variabilidade da remuneração, nem tem conhecimento de que existam contratos idênticos
celebrados com terceiros.
72.Diferimento do pagamento da componente variável da remuneração, com menção do período de
diferimento
A informação sobre o deferimento do pagamento da componente variável da remuneração, com menção do perído
de diferimento encontra-se desenvolvida no ponto 69. do presente Relatório.
73.Critérios em que se baseia a atribuição de remuneração variável em ações
Não está prevista a atribuição de remuneração variável em que haja lugar à atribuição de ações ou outro sistema de
incentivos em ações, cumprindo-se assim o disposto na alínea e) do n.º 2 do artigo 26.º-G do Código dos Valores
Mobiliários.
74.Critérios em que se baseia a atribuição de remuneração variável em opções
Não está prevista a atribuição de remuneração variável em que haja lugar à atribuição de opções ou outro sistema
de incentivos em opções, cumprindo-se assim o disposto na alínea e) do n.º 2 do artigo 26.º-G do Código dos
Valores Mobiliários.
75.Principais parâmetros e fundamentos de qualquer sistema de prémios anuais e de quaisquer outros
benefícios não pecuniários
A Ramada Investimentos não tem qualquer sistema de prémios anuais ou outros benefícios não pecuniários para
além da remuneração variável, nos termos descritos supra.
76.Principais características dos regimes complementares de pensões ou de reforma antecipada para os
administradores e data em que foram aprovados em assembleia geral, em termos individuais
A Ramada Investimentos não tem regimes complementares de pensões ou de reforma antecipada para os membros
dos órgãos de administração, fiscalização e demais dirigentes.
IV.Divulgação das remunerações
77.Indicação do montante anual da remuneração auferida, de forma agregada e individual, pelos membros
dos órgãos de administração da sociedade, proveniente da sociedade, incluindo remuneração fixa e
variável e, relativamente a esta, menção às diferentes componentes que lhe deram origem
Em cumprimento do disposto na alínea a) do n.º 2 do artigo 26.º-G do Código dos Valores Mobiliários, explicita-se
que as remunerações auferidas pelos membros do Conselho de Administração foram integralmente pagas por
subsidiárias do Grupo onde exercem funções de administração, não existindo administradores remunerados
diretamente pela Ramada Investimentos, com exceção da Dra. Laurentina Martins, que é remunerada diretamente
pela Ramada Investimentos e que auferiu 28.000 Euros, que respeita apenas a remuneração fixa.
Relatório e Contas 2021
Relatório do Governo da Sociedade
78
78.Montantes a qualquer título pagos por outras sociedades em relação de domínio ou de grupo ou que se
encontrem sujeitas a um domínio comum
Em cumprimento do disposto na alínea d) do n.º 2 do artigo 26.º-G do Código dos Valores Mobiliários, explicita-se
que as remunerações auferidas pelos membros do Conselho de Administração da Ramada Investimentos durante o
exercício de 2021, no exercício das suas funções, incluem apenas remunerações fixas, remuneradas
exclusivamente pela subsidiária F. Ramada II, Imobiliária, S.A. e que ascenderam a 523.500 Euros repartidas como
segue: João Borges de Oliveira – 123.000 Euros; Paulo Fernandes – 123.000 Euros; Domingos Matos – 109.000
Euros; Pedro Borges de Oliveira – 109.000 Euros; Ana Mendonça – 59.500 Euros.
79.Remuneração paga sob a forma de participação nos lucros e/ou de pagamento de prémios e os motivos
por que tais prémios e ou participação nos lucros foram concedidos
Durante o exercício não foram pagas quaisquer remunerações a título de participação nos lucros ou sob a forma de
prémios.
80.Indemnizações pagas ou devidas a ex-administradores executivos relativamente à cessação das suas
funções durante o exercício
Durante o exercício não foram pagos nem são devidos quaisquer montantes relativos a indemnizações a
administradores cujas funções tenham cessado.
81.Indicação do montante anual da remuneração auferida, de forma agregada e individual, pelos membros
dos órgãos de fiscalização da sociedade
A remuneração dos membros do Conselho Fiscal é composta por um montante anual fixo baseado na situação da
Ramada Investimentos e nas práticas correntes de mercado. No exercício findo em 31 de dezembro de 2021 a
remuneração dos membros do Conselho Fiscal ascendeu a 28.620 Euros distribuída como segue: Pedro Pessanha
– 12.000 Euros; António Pinho – 8.310 Euros; Ana Paula Pinho  – 8.310 Euros.
A remuneração auferida pelo Revisor Oficial de Contas encontra-se descrita no ponto 47 atrás.
Em cumprimento do disposto na alínea c) do n.º 2 do artigo 26.º-G do Código dos Valores Mobiliários, a variação
anual da remuneração do Conselho Fiscal, do desempenho da Sociedade e da remuneração média de
trabalhadores em termos equivalentes a tempo inteiro da Sociedade, excluindo os membros dos órgãos de
administração e de fiscalização, durante os últimos cinco exercícios, apresenta-se do seguinte modo:
Relatório e Contas 2021
Relatório do Governo da Sociedade
79
Variações Anuais
2017 vs. 2016
2018 vs. 2017
2019 vs. 2018
2020 vs. 2019
2021 vs. 2020
Remuneração dos Membros do Conselho Fiscal
Pedro Nuno
Fernandes de Sá
Pessanha da Costa
— %
20 %
— %
— %
— %
António Luís Isidro de
Pinho
N/A
N/A
— %
— %
— %
Ana Paula dos Santos
Silva e Pinho
N/A
N/A
N/A
N/A
N/A
Guilherme Paulo
Aires da Mota
Correia Monteiro
N/A
N/A
— %
N/A
N/A
André Seabra
Ferreira Pinto
N/A
N/A
N/A
N/A
N/A
José Guilherme
Barros Silva
N/A
N/A
N/A
N/A
N/A
Desempenho da Sociedade
EBITDA
16,44 %
8,65 %
(17,37 %)
(16,73 %)
70,91 %
Receitas (1)
15,20 %
63,14 %
(11,13 %)
(10,19 %)
40,28 %
Resultado Líquido
307,16 %
22,94 %
(88,34 %)
(14,04 %)
115,90 %
Remuneração Média dos Trabalhadores em Termos Equivalentes a Tempo Inteiro
Trabalhadores do
Grupo
2,84%
0,14%
1,59%
1,19%
5,15%
82.Indicação da remuneração no ano de referência do presidente da mesa da assembleia geral
A remuneração do presidente da mesa da assembleia-geral relativa ao exercício findo em 31 de dezembro de 2021
ascendeu a 3.500 Euros e a remuneração da secretária da mesa ascendeu a 1.500 Euros.
V.Acordos com implicações remuneratórias
83.Limitações contratuais previstas para a compensação a pagar por destituição sem justa causa de
administrador e sua relação com a componente variável da remuneração
A política de remunerações mantém o princípio de não contemplar a atribuição de compensações aos
administradores, ou membros dos demais órgãos sociais, associadas à cessação de funções antecipada ou no
termo do respetivo mandato, sem prejuízo do cumprimento pela Sociedade das disposições legais em vigor nesta
matéria.
84.Referência à existência e descrição, com indicação dos montantes envolvidos, de acordos entre a
sociedade e os titulares do órgão de administração e dirigentes, na aceção do n.º 1 do artigo 29.º-R do
Código dos Valores Mobiliários, que prevejam indemnizações em caso de demissão, despedimento sem
justa causa ou cessação da relação de trabalho na sequência de uma mudança de controlo da sociedade
Não existem acordos entre a Sociedade e os titulares do órgão de administração ou outros dirigentes da RAMADA
INVESTIMENTOS, na aceção do n.º 1 do artigo 29.º-R do Código dos Valores Mobiliários, que prevejam
indemnizações em caso de pedido de demissão, despedimento sem justa causa ou cessação da relação de trabalho
Relatório e Contas 2021
Relatório do Governo da Sociedade
80
na sequência de uma mudança de controlo da Sociedade. Não se encontram igualmente previstos acordos com os
administradores no sentido de assegurar qualquer compensação em caso de não recondução no mandato.
VI.Planos de atribuição de ações ou opções sobre ações (‘stock options’)
85.Identificação do plano e dos respetivos destinatários
A RAMADA INVESTIMENTOS não possui qualquer plano de atribuição de ações ou de opções sobre ações aos
membros dos órgãos sociais, nem aos seus trabalhadores, cumprindo-se assim o disposto na alínea e) do n.º 2 do
artigo 26.º-G do Código de Valores Mobiliários.
86.Caracterização do plano
A RAMADA INVESTIMENTOS não possui qualquer plano de atribuição de ações ou de opções sobre ações de
aquisição de ações.
87.Direitos de opção atribuídos para a aquisição de ações (‘stock options’) de que sejam beneficiários os
trabalhadores e colaboradores da empresa
Não existem quaisquer direitos de opção atribuídos para a aquisição de ações de que sejam beneficiários os
trabalhadores e colaboradores da Sociedade, cumprindo-se assim o disposto na alínea e) do n.º 2 do artigo 26.º-G
do Código de Valores Mobiliários.
88.Mecanismos de controlo previstos num eventual sistema de participação dos trabalhadores no capital na
medida em que os direitos de voto não sejam exercidos diretamente por estes
Não aplicável conforme exposto acima.
E.TRANSAÇÕES COM PARTES RELACIONADAS
I.Mecanismos e procedimentos de controlo
89.Mecanismos implementados pela sociedade para efeitos de controlo de transações com partes
relacionadas
As transações com partes relacionadas, quando existem, e quando assumem uma relevância material, cumprem
todas as exigências legais, nomeadamente, a obtenção prévia de parecer favorável do órgão de fiscalização da
Sociedade.
O órgão de fiscalização da Sociedade tem acesso aos termos da potencial operação a realizar, com um nível
rigoroso de detalhe, podendo ainda solicitar todos os esclarecimentos e informações adicionais que considere
adequados ou necessários.
O seu parecer é, naturalmente, vinculativo.
Por outro lado, a Sociedade pauta a sua atuação, em todos os domínios e em especial neste, por critérios de rigor e
transparência.
A Sociedade aprovou, por deliberação do Conselho de Administração do dia de 24 novembro de 2020, após parecer
prévio do Conselho Fiscal do dia 18 de novembro de 2020, o Regulamento sobre Transações com Partes
Relacionadas e Conflitos de Interesse, e que se encontra disponível no sítio da Sociedade (http://
www.ramadainvestimentos.pt/pt/investidores/governance/governance_1.html).
Importa ainda referir que a Sociedade presta, pelo menos trimestralmente, ao Conselho Fiscal todas as informações
que este solicite, nunca tendo estado em causa a realização de qualquer transação que pudesse pôr em causa o
Relatório e Contas 2021
Relatório do Governo da Sociedade
81
rigor e a transparência que pauta a atuação da Sociedade, sem que tivesse sido observado o procedimento de
solicitação de parecer prévio ao Conselho Fiscal.
90.Indicação das transações que foram sujeitas a controlo no ano de referência
Não foram realizados quaisquer negócios ou operações significativas entre a Sociedade e os membros dos seus
órgãos sociais (de administração e de fiscalização), titulares de participações qualificadas ou sociedades em relação
de domínio ou grupo, exceto os que, fazendo parte da atividade corrente, foram realizados em condições normais
de mercado para operações do mesmo género.
Não houve negócios ou transações com membros do Conselho Fiscal.
As transações com sociedades em relação de domínio ou de grupo não são materiais, foram efetuadas em
condições normais de mercado e fazem parte da atividade corrente da Sociedade, pelo que não são alvo de
divulgação separada.
91.Descrição dos procedimentos e critérios aplicáveis à intervenção do órgão de fiscalização para efeitos
da avaliação prévia dos negócios a realizar entre a sociedade e titulares de participação qualificada ou
entidades que com eles estejam em qualquer relação
As transações com administradores da RAMADA INVESTIMENTOS ou com sociedades que estejam em relação de
grupo ou domínio com aquela em que o interveniente é administrador, independentemente do montante, estão
sujeitas à autorização prévia do Conselho de Administração com parecer favorável do órgão de fiscalização, nos
termos do artigo 397º do Código das Sociedades Comerciais.
As transações com partes relacionadas, quando existem, e quando assumem uma relevância material, cumprem
todas as exigências legais, nomeadamente, a obtenção prévia de parecer favorável do órgão de fiscalização da
Sociedade.
Em 2021 não foi necessário o Conselho Fiscal emitir qualquer parecer dado que não ocorreram transações
passíveis de serem sujeitas à apreciação daquele órgão.
II.Elementos relativos aos negócios
92.Indicação do local dos documentos de prestação de contas onde está disponível informação sobre os
negócios com partes relacionadas
A informação sobre os negócios com partes relacionadas pode ser consultada na Nota 35 do Anexo às Contas
Consolidadas e na Nota 24 do Anexo às contas individuais da Sociedade.
Relatório e Contas 2021
Relatório do Governo da Sociedade
82
PARTE II - AVALIAÇÃO DO GOVERNO SOCIETÁRIO
1.Identificação do Código de governo das sociedades adotado
O presente relatório de governo da sociedade apresenta a descrição da estrutura de governo societário vigente na
RAMADA INVESTIMENTOS, apresentando ainda as políticas e as práticas cuja adoção, na vigência de tal modelo,
se revelam necessárias e adequadas para garantir uma governação alinhada com as melhores práticas nesta
matéria.
A avaliação apresentada cumpre as exigências legais do artigo 29.º-H do CVM bem como divulga, à luz do princípio
comply or explain, o grau de observância das Recomendações do IPCG integradas no Código de Governo das
Sociedades do IPCG, uma vez ser este o Código de Governo da Sociedade adotado pela Sociedade.
São igualmente cumpridos os deveres de informação exigidos pela Lei n.º 50/2020, de 25 de agosto, assim como
pelo artigo 447.º do CSC e pelo Regulamento da CMVM n.º 5/2008, de 2 de outubro de 2008, e pelo Regulamento
(UE) n.º 596/2014 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 16 de Abril.
Todas as disposições legais mencionadas no presente Relatório e as Recomendações constantes do Código de
Governo das Sociedades do IPCG, poderão ser consultadas em www.cmvm.pt e https://cam.cgov.pt/images/
ficheiros/2020/revisao_codigo_pt_2018_ebook-05.11.2020.pdf, respetivamente.
Este Relatório deve ser lido como parte integrante do Relatório Anual de Gestão e Demonstrações Financeiras
Individuais e consolidadas relativas ao exercício social de 2021, bem como com o Relatório de Sustentabilidade que
dá cumprimento ao disposto no artigo 66.º-B do CSC, na redação que lhe foi dada pelo Decreto-Lei 89/2017, de 28
de julho.
2.Análise de cumprimento do Código de Governo das Sociedades adotado
A RAMADA INVESTIMENTOS tem vindo a incentivar e a promover todas as ações tendentes à adoção das
melhores práticas de Corporate Governance, pautando a sua política por elevados padrões éticos de
responsabilidade social, ambiental e com decisões cada vez mais assentes em critérios de sustentabilidade.
A gestão integrada e eficaz do Grupo é um desígnio do Conselho de Administração da RAMADA INVESTIMENTOS
que, estimulando a transparência no relacionamento com os investidores e com o mercado, tem pautado o seu
desempenho pela busca permanente da criação de valor, na promoção dos legítimos interesses dos acionistas, dos
colaboradores da Sociedade e demais Stakeholders.
Para efeitos de cumprimento do disposto na alínea m) do n.º 1 do artigo 29.º-H do CVM, elencam-se, de seguida as
Recomendações constantes do Código de Governo das Sociedades do IPCG a cujo cumprimento a Sociedade se
propôs.
Relatório e Contas 2021
Relatório do Governo da Sociedade
83
Recomendações
Cumprimento
Observações
Capítulo I — Parte Geral
Princípio geral:
O governo societário deve promover e potenciar o desempenho das sociedades, bem como do mercado
de capitais, e sedimentar a confiança dos investidores, dos trabalhadores e do público em geral na
qualidade e transparência da administração e da fiscalização e no desenvolvimento sustentado das
sociedades.
I.1. Relação da sociedade com investidores e informação
Princípio:
As sociedades e, em particular, os seus administradores devem tratar de forma equitativa os acionistas e
restantes investidores, assegurando designadamente mecanismos e procedimentos para o adequado tratamento
e divulgação da informação
Recomendação
I.1.1. A sociedade deve instituir mecanismos que assegurem, de forma
adequada e rigorosa, a atempada divulgação de informação aos seus
órgãos sociais, aos acionistas, aos investidores e demais stakeholders,
aos analistas financeiros e ao mercado em geral
Adotada
Parte 1, pontos
21, 22, 38, 59 a
65
I.2. Diversidade na composição e funcionamento dos órgãos da sociedade
Princípios:
I.2.A As sociedades asseguram a diversidade na composição dos respetivos órgãos de governo e a adoção de
critérios de mérito individual nos respetivos processos de designação, os quais são da exclusiva competência dos
acionistas
I.2.B As sociedades devem ser dotadas de estruturas decisórias claras e transparentes e assegurar a máxima
eficácia do funcionamento dos seus órgãos e comissões
I.2.C As sociedades asseguram que o funcionamento dos seus órgãos e comissões é devidamente registado,
designadamente em atas, que permitam conhecer não só o sentido das decisões tomadas, mas também os seus
fundamentos e as opiniões expressas pelos seus membros
Recomendações
I.2.1. As sociedades devem estabelecer critérios e requisitos relativos
ao perfil de novos membros dos órgãos societários adequados à função
a desempenhar, sendo que, além de atributos individuais (como
competência, independência, integridade, disponibilidade e
experiência), esses perfis devem considerar requisitos de diversidade,
dando particular atenção ao do género, que possam contribuir para a
melhoria do desempenho do órgão e para o equilíbrio na respetiva
composição
Adotada
Parte 1, pontos
16, 19, 26, 33 e
36
I.2.2. Os órgãos de administração e de fiscalização e as suas
comissões internas devem dispor de regulamentos internos —
nomeadamente sobre o exercício das respetivas atribuições,
presidência, periodicidade de reuniões, funcionamento e quadro de
deveres dos seus membros — divulgados na íntegra no sítio da Internet
da sociedade, devendo ser elaboradas atas das respetivas reuniões
Adotada
Parte 1, pontos
22, 27, 29, 34 e
61
I.2.3. A composição e o número de reuniões anuais dos órgãos de
administração, de fiscalização e das suas comissões internas devem
ser divulgados através do sítio Internet da sociedade
Adotada
Parte 1, pontos
23 e 35
I.2.4. Deve ser adotada uma política de comunicação de irregularidades
(whistleblowing) que garanta os meios adequados para a comunicação
e tratamento das mesmas com salvaguarda da confidencialidade das
informações transmitidas e da identidade do transmitente, sempre que
esta seja solicitada
Adotada
Parte 1, ponto 38
e 49
I.3. Relação entre órgãos da sociedade
Relatório e Contas 2021
Relatório do Governo da Sociedade
84
Princípio:
Os membros dos órgãos sociais, mormente os administradores, deverão criar as condições para que, na medida
das responsabilidades de cada órgão, seja assegurada a tomada de medidas ponderadas e eficientes e, de igual
modo, para que os vários órgãos da sociedade atuem de forma harmoniosa, articulada e com a informação
adequada ao exercício das respetivas funções
Recomendações
I.3.1. Os estatutos ou outras vias equivalentes adotadas pela sociedade
devem estabelecer mecanismos para garantir que, dentro dos limites da
legislação aplicável, seja permanentemente assegurado aos membros
dos órgãos de administração e de fiscalização o acesso a toda a
informação e colaboradores da sociedade para a avaliação do
desempenho, da situação e das perspetivas de desenvolvimento da
sociedade, incluindo, designadamente, as atas, a documentação de
suporte às decisões tomadas, as convocatórias e o arquivo das
reuniões do órgão de administração executivo, sem prejuízo do acesso
a quaisquer outros documentos ou pessoas a quem possam ser
solicitados esclarecimentos
Adotada
Parte 1, ponto 18,
38 e 61
I.3.2. Cada órgão e comissão da sociedade deve assegurar, atempada
e adequadamente, o fluxo de informação, desde logo das respetivas
convocatórias e atas, necessário ao exercício das competências legais
e estatutárias de cada um dos restantes órgãos e comissões
Adotada
Parte 1, pontos
18, 23, 28 e 38
I.4. Conflitos de interesses
Princípio:
Deve ser prevenida a existência de conflitos de interesses, atuais ou potenciais, entre os membros de órgãos ou
comissões societárias e a sociedade. Deve garantir-se que o membro em conflito não interfere no processo de
decisão
Recomendações
I.4.1. Por regulamento interno ou via equivalente, os membros dos
órgãos de administração e de fiscalização e das comissões internas
ficam vinculados a informar o respetivo órgão ou comissão sempre que
existam factos que possam constituir ou dar causa a um conflito entre
os seus interesses e o interesse social
Adotada
Parte 1, ponto 49
I.4.2. Deverão ser adotados procedimentos que garantam que o
membro em conflito não interfere no processo de decisão, sem prejuízo
do dever de prestação de informações e esclarecimentos que o órgão,
a comissão ou os respetivos membros lhe solicitarem
Adotada
Parte 1, ponto 49
I.5. Transações com partes relacionadas
Princípio:
Pelos potenciais riscos que comportam, as transações com partes relacionadas devem ser justificadas pelo
interesse da sociedade e realizadas em condições de mercado, sujeitando-se a princípios de transparência e a
adequada fiscalização
Recomendações
I.5.1. O órgão de administração deve divulgar, no relatório de governo
ou por outra via publicamente disponível, o procedimento interno de
verificação das transações com partes relacionadas
Adotada
Parte 1, ponto 89
I.5.2. O órgão de administração deve comunicar ao órgão de
fiscalização os resultados do procedimento interno de verificação das
transações com partes relacionadas, incluindo as transações objeto de
análise, com periodicidade pelo menos semestral
Adotada
Parte 1, ponto 89
Capítulo II — Acionistas e Assembleia Geral
Princípios:
Relatório e Contas 2021
Relatório do Governo da Sociedade
85
II.A O adequado envolvimento dos acionistas no governo societário constitui um fator positivo de governo
societário, enquanto instrumento para o funcionamento eficiente da sociedade e para a realização do fim social
II.B A sociedade deve promover a participação pessoal dos acionistas nas reuniões da Assembleia Geral,
enquanto espaço de comunicação dos acionistas com os órgãos e comissões societários e de reflexão sobre a
sociedade.
II.C A sociedade deve implementar meios adequados para a participação e o voto à distância dos acionistas na
assembleia
Recomendações
II.1. A sociedade não deve fixar um número excessivamente elevado de
ações necessárias para conferir direito a um voto, devendo explicitar no
relatório de governo a sua opção sempre que a mesma implique desvio
ao princípio de que a cada ação corresponde um voto
Adotada
Parte 1, ponto 12
II.2. A sociedade não deve adotar mecanismos que dificultem a tomada
de deliberações pelos seus acionistas, designadamente fixando um
quórum deliberativo superior ao previsto por lei
Adotada
Parte 1, ponto 14
II.3. A sociedade deve implementar meios adequados para a
participação dos acionistas na Assembleia Geral à distância, em termos
proporcionais à sua dimensão
Parcialmente
Adotada
Parte 1, ponto 12
clarificação sobre
recomendação
parcialmente
adotada infra
II.4. A sociedade deve ainda implementar meios adequados para o
exercício do direito de voto à distância, incluindo por correspondência e
por via eletrónica
Parcialmente
Adotada
Parte 1, ponto 12
clarificação sobre
recomendação
parcialmente
adotada infra
II.5. Os estatutos da sociedade que prevejam a limitação do número de
votos que podem ser detidos ou exercidos por um único acionista, de
forma individual ou em concertação com outros acionistas, devem
prever igualmente que, pelo menos de cinco em cinco anos, seja sujeita
a deliberação pela assembleia geral a alteração ou a manutenção
dessa disposição estatutária — sem requisitos de quórum agravado
relativamente ao legal — e que, nessa deliberação, se contam todos os
votos emitidos sem que aquela limitação funcione
Recomendação
não aplicável
Clarificação
sobre
recomendação
não aplicável
infra
II.6. Não devem ser adotadas medidas que determinem pagamentos ou
a assunção de encargos pela sociedade em caso de transição de
controlo ou de mudança da composição do órgão de administração e
que se afigurem suscetíveis de prejudicar o interesse económico na
transmissão das ações e a livre apreciação pelos acionistas do
desempenho dos administradores
Adotada
Parte 1, pontos 4
e 84
Capítulo III — Administração Não Executiva e Fiscalização
Princípios:
III.A Os membros de órgãos sociais com funções de administração não executiva e de fiscalização devem
exercer, de modo efetivo e criterioso, uma função fiscalizadora e de desafio à gestão executiva para a plena
realização do fim social, devendo tal atuação ser complementada por comissões em áreas centrais do governo da
sociedade
III.B A composição do órgão de fiscalização e o conjunto dos administradores não executivos devem proporcionar
à sociedade uma equilibrada e adequada diversidade de competências, conhecimentos e experiências
profissionais
III.C. O órgão de fiscalização deve desenvolver uma fiscalização permanente da administração da sociedade,
também numa perspetiva preventiva, acompanhando a atividade da sociedade e, em particular, as decisões de
fundamental importância para a sociedade
Recomendações
Relatório e Contas 2021
Relatório do Governo da Sociedade
86
III.1. Sem prejuízo das funções legais do presidente do conselho de
administração, se este não for independente, os administradores
independentes devem designar entre si um coordenador para,
designadamente, (i) atuar, sempre que necessário, como interlocutor
com o presidente do conselho de administração e com os demais
administradores, (ii) zelar por que disponham do conjunto de condições
e meios necessários ao desempenho das suas funções; e (iii)
coordená-los na avaliação do desempenho pelo órgão de administração
prevista na recomendação V.1.1.
Não adotada
Clarificação
sobre
recomendação
não adotada infra
III.2. O número de membros não executivos do órgão de administração,
bem como o número de membros do órgão de fiscalização e o número
de membros da comissão para as matérias financeiras deve ser
adequado à dimensão da sociedade e à complexidade dos riscos
inerentes à sua atividade, mas suficiente para assegurar com eficiência
as funções que lhes estão cometidas, devendo constar do relatório de
governo a formulação deste juízo de adequação
Adotada
Parte 1, ponto 18
III.3. Em todo o caso, o número de administradores não executivos
deve ser superior ao de administradores executivos
Não adotada
Clarificação
sobre
recomendação
não adotada infra
III.4. Cada sociedade deve incluir um número não inferior a um terço,
mas sempre plural, de administradores não executivos que cumpram os
requisitos de independência. Para efeitos desta recomendação,
considera-se independente a pessoa que não esteja associada a
qualquer grupo de interesses específicos na sociedade, nem se
encontre em alguma circunstância suscetível de afetar a sua isenção de
análise ou de decisão, nomeadamente em virtude de:
Ter exercido durante mais de doze anos, de forma contínua ou
intercalada, funções em qualquer órgão da sociedade;
Ter sido colaborador da sociedade ou de sociedade que com ela se
encontre em relação de domínio ou de grupo nos últimos três anos;
Ter, nos últimos três anos, prestado serviços ou estabelecido relação
comercial significativa com a sociedade ou com sociedade que com
esta se encontre em relação de domínio ou de grupo, seja de forma
direta ou enquanto sócio, administrador, gerente ou dirigente de pessoa
coletiva;
Ser beneficiário de remuneração paga pela sociedade ou por sociedade
que com ela se encontre em relação de domínio ou de grupo para além
da remuneração decorrente do exercício das funções de administrador;
Viver em união de facto ou ser cônjuge, parente ou afim na linha reta e
até ao 3.º grau, inclusive, na linha colateral, de administradores da
sociedade, de administradores de pessoa coletiva titular de participação
qualificada na sociedade ou de pessoas singulares titulares direta ou
indiretamente de participação qualificada;
Ser titular de participação qualificada ou representante de um acionista
titular de participações qualificadas
Não adotada
Clarificação
sobre
recomendação
não adotada infra
III.5. O disposto no parágrafo (i) da recomendação III.4 não obsta à
qualificação de um novo administrador como independente se, entre o
termo das suas funções em qualquer órgão da sociedade e a sua nova
designação, tiverem entretanto decorrido pelo menos três anos
(cooling-off period).
Recomendação
não aplicável
Clarificação
sobre
recomendação
não aplicável
infra
Relatório e Contas 2021
Relatório do Governo da Sociedade
87
III.6. Com respeito pelas competências que lhe são conferidas por lei, o
órgão de fiscalização avalia e pronuncia-se sobre as linhas estratégicas
e a política de risco, previamente à sua aprovação final pelo órgão de
administração
Adotada
Parte 1, pontos
15 e 38
III.7. As sociedades devem dispor de comissões especializadas em
matéria de governo societário, nomeações e avaliação de desempenho,
separada ou cumulativamente. No caso de ter sido criada a comissão
de remunerações prevista pelo artigo 399º do Código das Sociedades
Comerciais, e de tal não ser proibido por lei, esta recomendação pode
ser cumprida mediante a atribuição a esta comissão de competência
nas referidas matérias
Adotada
Parte 1, Pontos
27 e 29
Capítulo IV — Administração Executiva
Princípios:
IV.A Como forma de aumentar a eficiência e a qualidade do desempenho do órgão de administração e o
adequado fluxo de informação para este órgão, a gestão corrente da sociedade deve pertencer a administradores
executivos com as qualificações, competências e a experiência adequadas à função. À administração executiva
compete gerir a sociedade, prosseguindo os objetivos da sociedade e visando contribuir para o seu
desenvolvimento sustentável
IV.B Na determinação do número de administradores executivos, devem ser ponderados, além dos custos e da
desejável agilidade de funcionamento da administração executiva, a dimensão da empresa, a complexidade da
sua atividade e a sua dispersão geográfica.
Recomendações
IV.1. O órgão de administração deve aprovar, através de regulamento
interno ou mediante via equivalente, o regime de atuação dos
administradores executivos aplicável ao exercício por estes de funções
executivas em entidades fora do grupo
Recomendação
não aplicável
Clarificação
sobre
recomendação
não aplicável
infra
IV.2. O órgão de administração deve assegurar que a sociedade atua
de forma consentânea com os seus objetivos e não deve delegar
poderes, designadamente, no que respeita a: i) definição da estratégia
e das principais políticas da sociedade; ii) organização e coordenação
da estrutura empresarial; iii) matérias que devam ser consideradas
estratégicas em virtude do seu montante, risco ou características
especiais
Adotada
Parte 1, pontos
21 e 28
IV.3. No relatório anual, o órgão de administração explicita em que
termos a estratégia e as principais políticas definidas procuram
assegurar o êxito a longo prazo da sociedade e quais os principais
contributos daí resultantes para a comunidade em geral
Adotada
Parte 1, ponto 21,
50 e 54
Capítulo V — Avaliação de Desempenho, Remunerações e Nomeações
V.1 Avaliação anual de desempenho
Princípio:
A sociedade deve promover a avaliação do desempenho do órgão executivo e dos seus membros individualmente
e ainda do desempenho global do órgão de administração e das comissões especializadas constituídas no seu
seio
Recomendações
Relatório e Contas 2021
Relatório do Governo da Sociedade
88
V.1.1. O órgão de administração deve avaliar anualmente o seu
desempenho, bem como o desempenho das suas comissões e dos
administradores executivos, tendo em conta o cumprimento do plano
estratégico da sociedade e do orçamento, a gestão de riscos, o seu
funcionamento interno e o contributo de cada membro para o efeito, e o
relacionamento entre órgãos e comissões da sociedade
Adotada
Clarificação
sobre
recomendação
adotada infra
V.2 Remunerações
Princípio:
V.2.A A política de remuneração dos membros dos órgãos de administração e de fiscalização deve permitir à
sociedade atrair, a um custo economicamente justificável pela sua situação, profissionais qualificados, induzir o
alinhamento de interesses com os dos acionistas — tomando em consideração a riqueza efetivamente criada pela
sociedade, a situação económica e a do mercado — e constituir um fator de desenvolvimento de uma cultura de
profissionalização, de sustentabilidade, de promoção do mérito e de transparência na sociedade
V.2.B Os administradores devem receber uma remuneração:
que retribua adequadamente a responsabilidade assumida, a disponibilidade e a competência colocadas ao
serviço da sociedade;
que garanta uma atuação alinhada com os interesses de longo prazo dos acionistas e promova a atuação
sustentável da sociedade; e
que premeie o desempenho.
Recomendações
V.2.1. A sociedade deve constituir uma comissão de remunerações,
cuja composição assegure a sua independência em face da
administração, podendo tratar-se da comissão de remunerações
designada nos termos do artigo 399.º do Código das Sociedades
Comerciais
Adotada
Parte 1, pontos
66, 67 e 68
V.2.2. A fixação das remunerações deve competir à comissão de
remunerações ou à assembleia geral, sob proposta daquela comissão
Adotada
Parte 1, pontos
66, 67 e 68
V.2.3. Para cada mandato, a comissão de remunerações ou a
assembleia geral, sob proposta daquela comissão, deve igualmente
aprovar o montante máximo de todas as compensações a pagar ao
membro de qualquer órgão ou comissão da sociedade em virtude da
respetiva cessação de funções, procedendo-se à divulgação da referida
situação e montantes no relatório de governo ou no relatório de
remunerações
Recomendação
não aplicável
Clarificação
sobre
recomendação
não aplicável
infra
V.2.4 A fim de prestar informações ou esclarecimentos aos acionistas, o
presidente ou, no seu impedimento, outro membro da comissão de
remunerações deve estar presente na assembleia geral anual e em
quaisquer outras se a respetiva ordem de trabalhos incluir assunto
conexo com a remuneração dos membros dos órgãos e comissões da
sociedade ou se tal presença tiver sido requerida por acionistas
Adotada
Parte 1, ponto 24
V.2.5. Dentro das limitações orçamentais da sociedade, a comissão de
remunerações deve poder decidir livremente a contratação, pela
sociedade, dos serviços de consultadoria necessários ou convenientes
para o exercício das suas funções
Adotada
Parte 1, ponto 67
V.2.6. A comissão de remunerações deve assegurar que aqueles
serviços são prestados com independência e que os respetivos
prestadores não serão contratados para a prestação de quaisquer
outros serviços à própria sociedade ou a outras que com ela se
encontrem em relação de domínio ou de grupo sem autorização
expressa da comissão
Adotada
Parte 1, ponto 67
Relatório e Contas 2021
Relatório do Governo da Sociedade
89
V.2.7. Tendo em vista o alinhamento de interesses entre a sociedade e
os administradores executivos, uma parte da remuneração destes deve
ter natureza variável que reflita o desempenho sustentado da sociedade
e não estimule a assunção de riscos excessivos
Adotada
Parte 1, pontos
69 a 76
V.2.8. Uma parte significativa da componente variável deve ser
parcialmente diferida no tempo, por um período não inferior a três anos,
associando-a, necessariamente, à confirmação da sustentabilidade do
desempenho, nos termos definidos em regulamento interno da
sociedade
Não adotada
Clarificação
sobre
recomendação
não aplicável
infra
V.2.9. Quando a remuneração variável compreender opções ou outros
instrumentos direta ou indiretamente dependentes do valor das ações, o
início do período de exercício deve ser diferido por um prazo não
inferior a três anos
Recomendação
não aplicável
Clarificação
sobre
recomendação
não aplicável
infra
V.2.10. A remuneração dos administradores não executivos não deve
incluir nenhuma componente cujo valor dependa do desempenho da
sociedade ou do seu valor
Adotada
Clarificação
sobre
recomendação
adotada infra
V.3 Nomeações
Princípio:
Independentemente do modo de designação, o perfil, conhecimentos e currículo dos membros dos órgãos sociais
e dos quadros dirigentes devem adequar-se à função a desempenhar
Recomendações
V.3.1. A sociedade deve, nos termos que considere adequados, mas de
forma suscetível de demonstração, promover que as propostas para
eleição dos membros dos órgãos sociais sejam acompanhadas de
fundamentação a respeito da adequação do perfil, conhecimentos e
currículo à função a desempenhar por cada candidato
Adotada
Parte 1, pontos
16, 19,
22, 29, 31 e 33
V.3.2. A não ser que a dimensão da sociedade o não justifique, a
função de acompanhamento e apoio às designações de quadros
dirigentes deve ser atribuída a uma comissão de nomeações
Recomendação
não aplicável
Clarificação
sobre
recomendação
não aplicável
infra
V.3.3. Esta comissão inclui uma maioria de membros não executivos
independentes
Recomendação
não aplicável
Clarificação
sobre
recomendação
não aplicável
infra
V.3.4. A comissão de nomeações deve disponibilizar os seus termos de
referência e deve induzir, na medida das suas competências, processos
de seleção transparentes que incluam mecanismos efetivos de
identificação de potenciais candidatos, e que sejam escolhidos para
proposta os que apresentem maior mérito, melhor se adequem às
exigências da função e promovam, dentro da organização, uma
diversidade adequada incluindo de género
Recomendação
não aplicável
Clarificação
sobre
recomendação
não aplicável
infra
Capítulo VI — Controlo Interno
Princípio:
Tendo por base a estratégia de médio e longo prazo, a sociedade deverá instituir um sistema de gestão e controlo
de risco e de auditoria interna que permita antecipar e minimizar os riscos inerentes à atividade desenvolvida
Recomendações
Relatório e Contas 2021
Relatório do Governo da Sociedade
90
VI.1. O órgão de administração deve debater e aprovar o plano
estratégico e a política de risco da sociedade, que inclua a fixação de
limites em matéria de assunção de riscos
Adotada
Parte 1, pontos
21, 51
a 54
VI.2. O órgão de fiscalização deve organizar-se internamente,
implementando mecanismos e procedimentos de controlo periódico
com vista a garantir que os riscos efetivamente incorridos pela
sociedade são consistentes com os objetivos fixados pelo órgão de
administração
Adotada
Parte 1, ponto 51
VI.3. O sistema de controlo interno, compreendendo as funções de
gestão de riscos, compliance e auditoria interna, deve ser estruturado
em termos adequados à dimensão da sociedade e à complexidade dos
riscos inerentes à sua atividade, devendo o órgão de fiscalização
avaliá-lo e, no âmbito da sua competência de fiscalização da eficácia
deste sistema, propor os ajustamentos que se mostrem necessários
Adotada
Parte 1, pontos
27, 29, 38 e 50 a
55
VI.4. O órgão de fiscalização deve pronunciar-se sobre os planos de
trabalho e os recursos afetos aos serviços do sistema de controlo
interno, incluindo às funções de gestão de riscos, compliance e
auditoria interna, podendo propor os ajustamentos que se mostrem
necessários.
Adotada
Parte 1, pontos
37, 38 e 50
VI.5. O órgão de fiscalização deve ser destinatário dos relatórios
realizados pelos serviços de controlo interno, incluindo as funções de
gestão de riscos, compliance e auditoria interna, pelo menos quando
estejam em causa matérias relacionadas com a prestação de contas, a
identificação ou a resolução de conflitos de interesses e a deteção de
potenciais irregularidades
Adotada
Parte 1, pontos
37, 38 e 50
VI.6. Tendo por base a sua política de risco, a sociedade deve instituir
uma função de gestão de riscos, identificando (i) os principais riscos a
que se encontra sujeita no desenvolvimento da sua atividade, (ii) a
probabilidade de ocorrência dos mesmos e o respetivo impacto, (iii) os
instrumentos e medidas a adotar tendo em vista a respetiva mitigação e
(iv) os procedimentos de monitorização, visando o seu
acompanhamento
Adotada
Parte 1, pontos
50 a 55
VI.7. A sociedade deve estabelecer procedimentos de fiscalização,
avaliação periódica e de ajustamento do sistema de controlo interno,
incluindo uma avaliação anual do grau de cumprimento interno e do
desempenho desse sistema, bem como da perspetiva de alteração do
quadro de risco anteriormente definido
Adotada
Parte 1, pontos
38 e 50 a 55
Capítulo VII — Informação Financeira
VII.1 Informação Financeira
Princípios:
VII.A. O órgão de fiscalização deve, com independência e de forma diligente, assegurar-se de que o órgão de
administração cumpre as suas responsabilidades na escolha de políticas e critérios contabilísticos apropriados e
no estabelecimento de sistemas adequados para o reporte financeiro, para a gestão de riscos, para o controlo
interno e para a auditoria interna
VII.B. O órgão de fiscalização deve promover uma adequada articulação entre os trabalhos da auditoria interna e
da revisão legal de contas
Recomendações
VII.1.1. O regulamento interno do órgão de fiscalização deve impor que este fiscalize a adequação do
processo de preparação e de divulgação de informação financeira pelo órgão de administração, incluindo
a adequação das políticas contabilísticas, das estimativas, dos julgamentos, das divulgações relevantes e
sua aplicação consistente entre exercícios, de forma devidamente documentada e comunicada
Relatório e Contas 2021
Relatório do Governo da Sociedade
91
VII.2 Revisão Legal de Contas e Fiscalização
Princípio:
Cabe ao órgão de fiscalização estabelecer e monitorizar procedimentos formais, claros e transparentes sobre o
relacionamento da sociedade com o revisor oficial de contas e a fiscalização do cumprimento por este das regras
de independência que a lei e as normas profissionais lhe impõem
Recomendações
VII.2.1. Através de regulamento interno, o órgão de fiscalização deve
definir, nos termos do regime legal aplicável, os procedimentos de
fiscalização destinados a assegurar a independência do revisor oficial
de contas.
Adotada
parte 1, pontos
34, 37, 38 e 42 a
47
VII.2.2. O órgão de fiscalização deve ser o principal interlocutor do
revisor oficial de contas na sociedade e o primeiro destinatário dos
respetivos relatórios, competindo-lhe, designadamente, propor a
respetiva remuneração e zelar para que sejam asseguradas, dentro da
empresa, as condições adequadas à prestação dos serviços
Adotada
parte 1, pontos
37 e 38
VII.2.3. O órgão de fiscalização deve avaliar anualmente o trabalho
realizado pelo revisor oficial de contas, a sua independência e
adequação para o exercício das funções e propor ao órgão competente
a sua destituição ou a resolução do contrato de prestação dos seus
serviços sempre que se verifique justa causa para o efeito
Adotada
parte 1, pontos
37 e 38
Recomendação II.3. A sociedade deve implementar meios adequados para o exercício do direito
de voto por correspondência, incluindo por via eletrónica
Como referido no ponto 12 da Parte 1 do presente Relatório, a Sociedade implementou os meios necessários para
assegurar o direito de voto por correspondência.
No que se refere ao voto por via eletrónica, a Sociedade não desencadeou os mecanismos necessários à sua
implementação (i) porque essa modalidade nunca lhe foi solicitada por qualquer acionista e (ii) por considerar que
tal circunstância não consubstancia qualquer constrangimento ou restrição ao exercício do direito de voto por parte
dos acionistas, exercício esse que a Sociedade promove e incentiva.
A RAMADA INVESTIMENTOS tem vindo a incentivar a participação física dos seus acionistas, por si diretamente ou
através de representantes, nas suas Assembleias Gerais por considerar que as mesmas são o momento, por
excelência, para o contacto entre os seus Acionistas com a equipa de gestão, aproveitando a presença dos
membros que integram os demais órgãos sociais, nomeadamente o Conselho Fiscal e o Revisor Oficial de Contas,
bem como os membros da Comissão de Remunerações. Esta iteração tem-se revelado profícua no seio da
Sociedade.
Recomendação II.4. A sociedade deve ainda implementar meios adequados para o exercício do
direito de voto à distância, incluindo por correspondência e por via eletrónica
Como referido no ponto 12 da Parte 1 do presente Relatório, a Sociedade implementou os meios necessários para
assegurar o direito de voto por correspondência.
No que se refere à possibilidade de realização da Assembleia Geral por meios telemáticos, a Sociedade não
desencadeou os mecanismos necessários à sua implementação porque (i) essa modalidade nunca lhe foi solicitada
por qualquer acionista, (ii) os custos de implementação dos meios telemáticos são elevados e (iii) tal circunstância
não consubstancia qualquer constrangimento ou restrição ao exercício do direito de voto por parte dos acionistas,
exercício esse que a Sociedade promove e incentiva.
Remetendo e reforçando para o que se acabou de referir no ponto anterior, a RAMADA INVESTIMENTOS tem
vindo a incentivar a participação física dos seus acionistas, por si diretamente ou através de representantes, nas
suas assembleias gerais por considerar que as mesmas são o momento, por excelência, para o contacto entre os
Relatório e Contas 2021
Relatório do Governo da Sociedade
92
seus Acionistas com a equipa de gestão, aproveitando a presença dos membros que integram os demais órgãos
sociais, nomeadamente o Conselho Fiscal e o Revisor Oficial de Contas, bem como os membros da Comissão de
Remunerações. Esta iteração tem-se revelado profícua no seio da Sociedade.
Desta forma, entende-se que estão já assegurados todos os meios necessários e adequados a assegurar a
participação na Assembleia Geral.
Recomendação II.5. Os estatutos da sociedade que prevejam a limitação do número de votos que
podem ser detidos ou exercidos por um único acionista, de forma individual ou em concertação
com outros acionistas, devem prever igualmente que, pelo menos de cinco em cinco anos, seja
sujeita a deliberação pela assembleia geral a alteração ou a manutenção dessa disposição
estatutária — sem requisitos de quórum agravado relativamente ao legal — e que, nessa
deliberação, se contam todos os votos emitidos sem que aquela limitação funcione
Os Estatutos da Sociedade não preveem qualquer limitação ao número de votos que podem ser detidos ou
exercidos por um único acionista, de forma individual ou em concertação com outros acionistas
Recomendação III.1. Sem prejuízo das funções legais do presidente do conselho de
administração, se este não for independente, os administradores independentes devem designar
entre si um coordenador (lead independent director) para, designadamente, (i) atuar, sempre que
necessário, como interlocutor com o presidente do conselho de administração e com os demais
administradores, (ii) zelar por que disponham do conjunto de condições e meios necessários ao
desempenho das suas funções; e (iii) coordená-los na avaliação do desempenho pelo órgão de
administração prevista na recomendação V.1.1.
Atendendo à dimensão e à estrutura da Sociedade, tendo sobretudo em conta a concentração da respetiva estrutura
de capital e o número total de administradores que integram o Conselho, que é de apenas 6, e tendo ainda em
conta a performance de atuação do atual presidente do Conselho que se tem revelado perfeitamente adequada e
alinhada com os interesses da Sociedade e dos seus acionistas, a RAMADA INVESTIMENTOS considera que a
designação de um Lead Indpendent Director apenas para efeitos de cumprimento de um critério meramente formal
não acrescentaria valor relevante.
Recomendação III.3 Em todo o caso, o número de administradores não executivos deve ser
superior ao de administradores executivos
Tomando em consideração o perfil pessoal, o percurso e a experiência profissional dos membros que integram o
Conselho de Administração da RAMADA INVESTIMENTOS, considera-se que o número de administradores não
executivos, em relação ao número total de membros que integram o órgão, se revela adequado e equilibrado face à
natureza e dimensão da Sociedade. Neste sentido, a RAMADA INVESTIMENTOS considera que dois
administradores não executivos é adequado e suficiente para garantir um acompanhamento efetivo, bem como uma
verdadeira supervisão e fiscalização, à atividade desenvolvida pelos executivos, sobretudo tendo em conta que a
Sociedade desenvolveu mecanismos tendentes a permitir aos administradores não executivos, tomadas de decisão
independentes e informadas conforme melhor detalhado no ponto 18 do presente Relatório.
Recomendação III.4. Cada sociedade deve incluir um número não inferior a um terço mas sempre
plural, de administradores não executivos que cumpram os requisitos de independência. Para
efeitos desta recomendação, considera-se independente a pessoa que não esteja associada a
qualquer grupo de interesses específicos na sociedade, nem se encontre em alguma circunstância
suscetível de afetar a sua isenção de análise ou de decisão, nomeadamente em virtude de:
(i)Ter exercido durante mais de doze anos, de forma contínua ou intercalada, funções em
qualquer órgão da sociedade;
(ii)Ter sido colaborador da sociedade ou de sociedade que com ela se encontre em relação de
domínio ou de grupo nos últimos três anos;
(iii)Ter, nos últimos três anos, prestado serviços ou estabelecido relação comercial
significativa com a sociedade ou com sociedade que com esta se encontre em relação de
Relatório e Contas 2021
Relatório do Governo da Sociedade
93
domínio ou de grupo, seja de forma direta ou enquanto sócio, administrador, gerente ou
dirigente de pessoa coletiva;
(iv)Ser beneficiário de remuneração paga pela sociedade ou por sociedade que com ela se
encontre em relação de domínio ou de grupo para além da remuneração decorrente do
exercício das funções de administrador;
(v)Viver em união de facto ou ser cônjuge, parente ou afim na linha reta e até ao 3.º grau,
inclusive, na linha colateral, de administradores da sociedade, de administradores de
pessoa coletiva titular de participação qualificada na sociedade ou de pessoas singulares
titulares direta ou indiretamente de participação qualificada;
(vi)Ser titular de participação qualificada ou representante de um acionista titular de
participações qualificadas
A sociedade não dispõe de um terço de administradores independentes, mas considera que a sua estrutura de
Gestão está alinhada com as melhores práticas na medida em que tem estabelecidos mecanismos tendentes a
permitir aos administradores não executivos, tomadas de decisão independentes e informadas, tais como:
Envio prévio e atempado, a todos os membros que integram o Conselho de Administração, das
convocatórias das reuniões daquele órgão, incluindo ordem de trabalhos, mesmo que provisória, da
reunião, acompanhadas da demais informação e documentação relevante;
Disponibilidade dos administradores executivos para o fornecimento, aos administradores não executivos,
de toda a informação adicional que entendam relevante ou necessária, bem como para proceder a
estudos e análises mais aprofundados em relação a todas as matérias que sejam objeto de deliberação ou
que, não o sendo, estejam em análise, de alguma forma, na Sociedade;
Disponibilização dos livros de atas, registos, documentos e restantes antecedentes de operações
realizadas na Sociedade ou nas subsidiárias, para examinação, bem como, disponibilização e promoção
de um canal direto de obtenção de informação junto dos administradores e responsáveis operacionais e
financeiros das várias empresas que integram o Grupo, sem que seja necessária qualquer intervenção dos
administradores executivos nesse processo.
A Sociedade ponderou e refletiu sobre este circunstancialismo considerando, por um lado, o modelo societário
adotado e, por outro, a composição e o modo de funcionamento dos seus órgãos sociais como um todo,
(nomeadamente o Conselho de Administração enquanto órgão colegial, o Conselho Fiscal e o Revisor Oficial de
Contas, com a independência que lhes é inerente) tendo concluído que a eventual designação, por razões
meramente formais, de administradores independentes, não traria valias significativas para o desempenho da
Sociedade, ou para um (eventual) melhor funcionamento do modelo adotado, considerando que quer aquele, quer
este, que se têm vindo a revelar positivos, pertinentes, adequados e eficientes.
Acrescente-se que o relatório de gestão inclui, no seu capítulo “Atividade desenvolvida pelos membros não-
executivos do Conselho de Administração”, uma descrição da atividade desenvolvida pelos administradores não
executivos durante o exercício de 2021.
Recomendação III.5. O disposto no parágrafo (i) da recomendação III.4 não obsta à qualificação
de um novo administrador como independente se, entre o termo das suas funções em qualquer
órgão da sociedade e a sua nova designação, tiverem, entretanto, decorrido pelo menos três
anos (cooling-off period)
A Sociedade não tem nenhum administrador na circunstância descrita.
Relatório e Contas 2021
Relatório do Governo da Sociedade
94
Recomendação IV.1. O órgão de administração deve aprovar, através de regulamento interno ou
mediante via equivalente, o regime de atuação dos executivos e do exercício por estes de
funções executivas em entidades fora do grupo
A RAMADA INVESTIMENTOS, considerando a sua estrutura organizativa, e a reduzida dimensão do Conselho de
Administração que é composto por seis membros, entende desnecessária uma designação formal de uma
Comissão Executiva no seio do Conselho de Administração.
No entanto, e tal como referido no ponto 28 do presente Relatório, dos 6 membros que integram o Conselho de
Administração, 4 desempenham funções de cariz executivo - mais prático ou operacional –, pelo que se considera
que estão garantidas as condições necessárias para que as decisões relativas a matérias estratégicas sejam, tal
como são, tomadas pelo Conselho de Administração enquanto órgão colegial composto pela totalidade dos seus
membros, executivos e não executivos, no normal desempenho das suas funções, de forma esclarecida e
informada, totalmente focada na criação de valor para os acionistas.
Recomendação V.1.1. O órgão de administração deve avaliar anualmente o seu desempenho,
bem como o desempenho das suas comissões e dos administradores executivos, tendo em
conta o cumprimento do plano estratégico da sociedade e do orçamento, a gestão de riscos, o
seu funcionamento interno e o contributo de cada membro para o efeito, e o relacionamento entre
órgãos e comissões da sociedade
A avaliação do desempenho do Conselho de Administração, é submetida à apreciação da Assembleia Geral nos
termos da lei, tendo por referência o cumprimento do plano estratégico e orçamento da Sociedade, a sua gestão de
riscos, funcionamento interno e as suas relações com os demais órgãos da Sociedade. O Conselho de
Administração não elege um momento para, formalmente, proceder de forma documentada a essa autoavaliação,
mas essa autoavaliação é feita regularmente, num órgão que reúne, pelo menos 1 vez por trimestre, e que leva a
cabo um acompanhamento tão próximo e regular da atividade da sociedade, que traduz a justeza e adequação da
atuação do órgão.
Adicionalmente, e como previsto no CSC (artigo 376.º), a Assembleia Geral procede anualmente à apreciação geral
da administração da Sociedade.
Recomendação V.2.3. Para cada mandato, a comissão de remunerações ou assembleia geral, sob
proposta daquela comissão, deve igualmente aprovar o montante máximo de todas as
compensações a pagar ao membro de qualquer órgão ou comissão da sociedade em virtude da
respetiva cessação de funções, procedendo-se à divulgação da referida situação e montantes no
relatório de governo ou no relatório de remunerações
A política de remunerações aprovada não prevê um sistema de benefícios de pensões ou pagamento
compensações.
Recomendação V.2.8. Uma parte significativa da componente variável deve ser parcialmente
diferida no tempo, por um período não inferior a três anos, associando-a, necessariamente, à
confirmação da sustentabilidade do desempenho, nos termos definidos em regulamento interno
da sociedade
A Comissão de Remunerações da Sociedade não definiu uma remuneração variável cujo pagamento tenha sido
diferido.
Relatório e Contas 2021
Relatório do Governo da Sociedade
95
Recomendação V.2.9. Quando a remuneração variável compreender opções ou outros
instrumentos direta ou indiretamente dependentes do valor das ações, o início do período de
exercício deve ser diferido por um prazo não inferior a três anos
A componente variável da retribuição da Sociedade não contempla a atribuição de opções ou outros instrumentos
direta ou indiretamente dependentes do valor das ações.
Recomendação V.2.10. A remuneração dos administradores não executivos não deve incluir
nenhuma componente cujo valor dependa do desempenho da sociedade ou do seu valor
A política de remuneração aprovada pela Assembleia Geral sob proposta da Comissão de Remunerações
estabelece que a remuneração individual de qualquer administrador não executivo tem carácter exclusivamente fixo.
Recomendação V.3.2. A não ser que a dimensão da sociedade o não justifique, a função de
acompanhamento e apoio às designações de quadros dirigentes deve ser atribuída a uma
comissão de nomeações
A Sociedade não dispõe de uma comissão de nomeações, pelas razões elencadas nos pontos 27, 29 e 67 da Parte
I deste Relatório.
Recomendação V.3.3. Esta comissão inclui uma maioria de membros não executivos
independentes
A Sociedade não dispõe de uma comissão de nomeações, pelas razões elencadas nos pontos 27, 29 e 67 da Parte
I deste Relatório.
Recomendação V.3.4. A comissão de nomeações deve disponibilizar os seus termos de
referência e deve induzir, na medida das suas competências, processos de seleção transparentes
que incluam mecanismos efetivos de identificação de potenciais candidatos, e que sejam
escolhidos para proposta os que apresentem maior mérito, melhor se adequem às exigências da
função e promovam, dentro da organização, uma diversidade adequada incluindo de género
A Sociedade não dispõe de uma comissão de nomeações, pelas razões elencadas nos pontos 27, 29 e 67 da Parte
I deste Relatório.
3.Outras informações
Em linha com o que vem sendo dito, a RAMADA INVESTIMENTOS gostaria de fazer notar que o número das
recomendações adotadas e constantes do Código de Governo das Sociedades do IPCG é muito significativo, o que
se materializa numa gestão diligente e cautelosa, absolutamente focada na criação de valor para a Sociedade e,
consequentemente, para os acionistas.
Relatório e Contas 2021
Relatório do Governo da Sociedade
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RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 2021
Relatório e Contas 2021
Relatório de Sustentabilidade
ÍNDICE
Mensagem do Presidente do Conselho de Administração ..............................................................................
Sobre o Relatório .......................................................................................................................................
Ramada Investimentos e Indústria, S.A. ......................................................................................
História e Áreas de Negócio ...................................................................................................................
Onde Estamos ......................................................................................................................................
Missão, Visão e Valores .........................................................................................................................
Governação, Ética, Compliance e Gestão do Risco ........................................................................
Modelo de Governação ..........................................................................................................................
Ética .....................................................................................................................................................
Compliance e Gestão do Risco ...............................................................................................................
Compromissos e Certificações .................................................................................................
Stakeholders ..............................................................................................................................................
Materialidade .............................................................................................................................................
Shaping Industry .................................................................................................................
Investigação, Desenvolvimento e Inovação ..............................................................................................
O nosso compromisso económico................................................................................................................
Crescimento Sustentado ........................................................................................................................
Clientes ................................................................................................................................................
Gestão da Cadeia de Fornecedores ........................................................................................................
O nosso compromisso ambiental .................................................................................................................
Matérias-Primas ....................................................................................................................................
Energia .................................................................................................................................................
Emissões ..............................................................................................................................................
Água e Efluentes ...................................................................................................................................
Resíduos ..............................................................................................................................................
O nosso compromisso social ...................................................................................................
As Pessoas .............................................................................................................................................
Igualdade de Oportunidades e Diversidade ..............................................................................................
Avaliação de Desempenho e Desenvolvimento Pessoal ............................................................................
Formação .............................................................................................................................................
Saúde e Segurança ...............................................................................................................................
Benefícios e Compensações ..................................................................................................................
A Comunidade .........................................................................................................................................
Tabela GRI ..............................................................................................................................................
A Ramada em 2021 ....................................................................................................................................
Relatório e Contas 2021
Relatório de Sustentabilidade
98
A RAMADA EM 2021
             
Relatório e Contas 2021
Relatório de Sustentabilidade
99
MENSAGEM DO PRESIDENTE DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
O Acordo de Paris foi adotado em 2015 após uma maioria significativa das nações mundiais reconhecer a
necessidade de proceder à descarbonização das respetivas economias e comprometer-se a agir para travar o
aquecimento global. Esta adesão global representou uma mudança de paradigma na forma como os países estão
conscientes para a gravidade do problema e estão comprometidos com novas formas de dar resposta aos desafios
das Alterações Climáticas.
Este Acordo, se renova, por um lado, a esperança de todos nós no combate ao problema das alterações climáticas,
aponta, por outro, para a necessidade de uma descarbonização profunda, urgente, da economia mundial.
Pode ler-se no Roteiro para a Neutralidade Carbónica, aprovado pelo Conselho de Ministros, que: “atingir a
neutralidade carbónica em 2050 implica, a par do reforço da capacidade de sequestro de carbono pelas florestas e
por outros usos do solo, a total descarbonização do sistema eletroprodutor e da mobilidade urbana, bem como
alterações profundas na forma como utilizamos a energia e os recursos, apostando numa economia que se sustenta
em recursos renováveis, utiliza os recursos de forma eficiente e assenta em modelos de economia circular,
valorizando o território e promovendo a coesão territorial.”
As empresas, enquanto eixo fundamental do desenvolvimento da sociedade, têm que assumir responsabilidade
direta no alcance deste desígnio. Devem, por isso, nortear as suas decisões tendo por base preocupações de
direitos humanos, ambientais, sociais e de um governo transparente e saudável da sociedade – têm,
verdadeiramente, que desenvolver a sua estratégia de curto, médio e longo prazo, assente em critérios de
sustentabilidade.
No Grupo Ramada estamos perfeitamente conscientes da nossa responsabilidade no combate às alterações
climáticas e acreditamos que a sustentabilidade não é uma opção paras as empresas e para cada um de nós. A
sustentabilidade é o caminho.
Esperamos que o presente Relatório consiga transmitir um retrato fiel dos compromissos que assumimos e do
impacto positivo que nos esforçamos por ter, diariamente, nas pessoas e nas comunidades locais em que
desenvolvemos a nossa atividade, contribuindo para o desiderato global que nos move a todos – garantir a
sustentabilidade do Planeta.
João Borges de Oliveira
Relatório e Contas 2021
Relatório de Sustentabilidade
100
SOBRE O RELATÓRIO
Âmbito, Período e Estrutura de Reporte
A Ramada Investimentos e Indústria, S.A. publica o seu primeiro Relatório de Sustentabilidade, relativo ao seu
desempenho no período compreendido entre 1 de janeiro de 2021 e 31 de dezembro de 2021, contando com
periodicidade anual.
O Relatório inclui informação consolidada da Ramada Investimentos e Indústria, S.A. (Ramada Aços, S.A. |
Universal Afir, S.A. | Planfuro Global, S.A. | F. Ramada II – Imobiliária, S.A. | Socitrel – Sociedade Industrial de
Trefilaria, S.A.). Sempre que possível e relevante foi apresentada informação relativa ao ano anterior, no sentido de
fornecer uma visão da evolução do seu desempenho em matéria de sustentabilidade.
A Ramada Investimentos e Indústria, S.A. realizou a análise de materialidade, no sentido de identificar os temas
mais relevantes e sobre os quais procura concentrar a sua atuação.
Global Reporting Initiative
O Relatório foi desenvolvido com base nos Standards da Global Reporting Initiative, no nível 'de acordo-
essencial' (vide Tabela GRI).
Taxonomia
O Regulamento (UE) 2020/852 do Parlamento Europeu e do Conselho de 18 de junho de 2020 relativo ao
estabelecimento de um regime para a promoção do investimento sustentável e que altera o Regulamento (UE)
2019/2088 estabelece os critérios para determinar se uma atividade económica é qualificada como sustentável do
ponto de vista ambiental, com vista a estabelecer em que grau um investimento é sustentável do ponto de vista
ambiental.
O regulamento aplica-se à Ramada, enquanto empresa sujeita à obrigação de publicar uma demonstração não
financeira nos termos da Diretiva 2013/34/UE do Parlamento Europeu e do Conselho e do Decreto-Lei n.º 89/2017. 
Nesse contexto, numa análise inicial concluiu-se que as atividades principais desenvolvidas pela Ramada não serão
elegíveis de acordo com o ato delegado relativo aos objetivos da mitigação e adaptação às alterações climáticas,
mas a Ramada irá continuar a acompanhar o tema e os seus desenvolvimentos e em 2022 será efetuada uma
análise mais aprofundada, com vista à análise da elegibilidade e alinhamento do volume de negócios, das despesas
de capital (CapEx) ou das despesas operacionais (OpEx).
Contactos
Para qualquer esclarecimento relacionado com o presente Relatório ou com a atuação da Ramada Investimentos e
Indústria, S.A. em matéria de sustentabilidade poderá contactar através do e-mail
sustentabilidade@ramadainvestimentos.pt.
Relatório e Contas 2021
Relatório de Sustentabilidade
101
RAMADA INVESTIMENTOS E INDÚSTRIA, S.A.
HISTÓRIA & ÁREAS DE NEGÓCIO
Constituída em 2008, no âmbito de um projeto de reorganização societária, a Ramada Investimentos e Indústria,
S.A. assume a posição de holding de um grupo empresarial que iniciou, há mais de 85 anos, a sua atividade no
setor das serras e das ferramentas. Hoje transformamos e comercializamos milhares de toneladas de aço por ano,
contando com clientes em 19 países e assumindo uma posição de relevo no comércio a retalho de aço e serviços
associados.
Do aço à gestão de ativos florestais, passando pela trefilaria, o Grupo Ramada conta atualmente com dois
segmentos de negócio:
O segmento Indústria inclui a atividade dos aços especiais e trefilaria e, também, a atividade relacionada com a
gestão de investimentos financeiros relativos a participações em que o Grupo é minoritário. É constituído, a par da
holding, pelas empresas Ramada Aços, S.A., Universal Afir, S.A., Planfuro Global, S.A. e Socitrel S.A..
O segmento Imobiliário é vocacionado para a gestão de ativos imobiliários e é desenvolvido pela empresa F.
Ramada II - Imobiliária, S.A..
Ramada Aços S.A. | Uma sociedade com mais de oito décadas de história que começou por produzir e distribuir
ferramentas para madeira, mas que, em pouco tempo, iniciou a distribuição de aços especiais e a produção de aços
estirados e laminados, disponibilizando, desde então, uma vasta panóplia de produtos, serviços e aplicações. A
Ramada Aços é líder de mercado e reconhecida pelo seu elevado know-how, prestígio e credibilidade nas suas
áreas de atividade.
Localização: Braga | Águeda | Ovar | Marinha Grande | Palmela
Relatório e Contas 2021
Relatório de Sustentabilidade
102
Universal Afir, S.A. | Desenvolve a sua atividade há mais de quarenta anos, fornecendo aços rápidos, aços para
ferramentas, aços para moldes e materiais especiais, assim como uma série de serviços conexos. Possui um forte
prestígio no mercado em que atua, sendo também uma inegável referência de know-how e de qualidade.
Localização: Porto e Marinha Grande
Planfuro Global, S.A | Adquirida em 2016 e especializada na prestação de serviços à indústria de moldes, a Planfuro
Global concentra a sua atividade na maquinação e fabricação de estruturas para moldes. Desenvolve atividade a
partir da unidade de Vieira de Leiria, destacando-se como empresa líder no setor.
Localização: Vieira de Leiria
Socitrel – Sociedade Industrial de Trefilaria, S.A. | Adquirida em 2017, dedica-se ao fabrico e comercialização de
arames de aço para aplicação na indústria, agricultura e construção civil, sendo a única a produzir arame zincado
em Portugal e uma das mais modernas da Europa. É uma sociedade de cariz eminentemente exportador que
desenvolve atividade a partir da sua fábrica em São Romão do Coronado há mais de cinquenta anos.
Localização: S. Romão do Coronado
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F. Ramada II – Imobiliária, S.A. | Constituída em 2004 para concentrar a atividade imobiliária do Grupo,
maioritariamente através da aquisição e arrendamento de ativos florestais, sendo proprietária de terrenos florestais
atualmente arrendados à indústria de produção de pasta de papel.
Localização: Ovar
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Relatório de Sustentabilidade
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ONDE ESTAMOS
Relatório e Contas 2021
Relatório de Sustentabilidade
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MISSÃO, VISÃO E VALORES
Missão
Ser líder de mercado nos produtos e serviços que disponibilizamos. Exceder as expetativas dos nossos clientes,
sendo a referência de mercado em qualidade e competitividade das nossas soluções. Fortalecer o negócio dos
clientes, maximizando os nossos resultados e estabelecendo relações duradouras e responsáveis com os nossos
parceiros.
Visão
Manter a liderança no mercado dos Aços, Estirados e Tratamento Térmico, apoiada nos nossos valores e
alcançando cada vez mais uma posição consolidada, com serviços melhorados e mais diversificados
disponibilizados ao mercado.
Valores
Relatório e Contas 2021
Relatório de Sustentabilidade
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GOVERNAÇÃO, ÉTICA, COMPLIANCE E GESTÃO DO RISCO
MODELO DE GOVERNAÇÃO
A Ramada Investimentos e Indústria, S.A. possui uma estrutura de governance constituída pelos seguintes órgãos:
E pela seguinte comissão:
O Conselho de Administração é atualmente constituído por seis membros, eleitos em Assembleia Geral. Para além
de assegurar um contacto permanente com o Conselho Fiscal e o Revisor Oficial de Contas, o Conselho de
Administração aposta num modelo de gestão integrado, assente na criação de equipas multidisciplinares no seio
das várias direções e áreas operacionais. Ao agilizar os canais de comunicação, o Grupo potencia a conceção e
execução de novos projetos, a identificação dos riscos associados e a definição de uma eventual estratégia de
mitigação, consubstanciando uma perspetiva transversal de criação de valor.
Face à estrutura organizativa e à dimensão e complexidade da Sociedade, o Conselho de Administração
estabeleceu uma única comissão especializada: a Comissão de Remunerações, órgão responsável pela avaliação
de desempenho e aprovação das remunerações dos membros do Conselho de Administração e demais órgãos
sociais.
Relatório e Contas 2021
Relatório de Sustentabilidade
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ÉTICA
A Ética ocupa um posicionamento central na governação do Grupo, norteando a interação entre as várias empresas
e destas com os seus stakeholders. O Código de Ética e de Conduta, implementado pelo Conselho de
Administração, define esses valores comuns, aplicáveis a todos os colaboradores e, com as necessárias
adaptações, a parceiros. O estrito cumprimento da lei e demais regulamentos externos e internos, a integridade e a
transparência na tomada de decisão, a cooperação e o profissionalismo na relação com parceiros e comunidade, a
lealdade, o rigor e a boa-fé na condução do negócio e o dever de confidencialidade são apenas alguns desses
valores comuns. Neste âmbito, qualquer dúvida, pedido de esclarecimento ou comunicação de irregularidades deve
ser endereçado ao Conselho Fiscal, sendo que o Grupo dispõe de um sistema de whistleblowing para garantir os
meios adequados à comunicação e ao tratamento de violações de natureza ética ou legal com impacto nos
domínios da contabilidade, da luta contra a corrupção e do crime bancário e financeiro.
0
denúncias relativas a irregularidades relacionadas com o
estabelecido no Código de Ética e de Conduta
O Código de Ética e de Conduta é, também, o instrumento regulador em matéria de:
Relatório e Contas 2021
Relatório de Sustentabilidade
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Relações com
Colaboradores
Relações com
Autoridades, Instituições
e Comunidades Locais
Relações com
Acionistas
Relações com
Parceiros
. Direitos Humanos: recusa da
discriminação e de quaisquer
tratamentos diferenciados em
função da raça, género, origem
étnica ou social, orientação
sexual, política ou de associação
sindical ou convicção religiosa;
. Presentes, Suborno e
Corrupção: exigência de uma
atuação transparente, livre de
corrupção e suborno, por parte de
colaboradores e parceiros;
. Conflitos de Interesses:
impossibilidade de intervenção em
processos de tomada de decisão
nas quais exista um interesse
económico ou pessoal.
. Concorrência Leal, enquanto
base para o desenvolvimento e
inovação empresariais;
. Promoção do desenvolvimento
socioeconómico das comunidades
em que opera;
. Disponibilidade e cooperação
com Autoridades Públicas,
Instituições e Comunidades
Locais.
. Criação de valor, através da
excelência no desempenho
profissional, boa gestão de
recursos, responsabilidade social
e desenvolvimento sustentável.
. Cumprimento das obrigações
contratuais assumidas, através de
boas práticas comerciais e
deontológicas.
100%
colaboradores recebem o Código de Ética e de Conduta no
momento da contratação
A Ramada Investimentos e Indústria, S.A. conta, também, com o Código de Boa Conduta para a Prevenção e
Combate ao Assédio, que tem como objetivo fundamental contribuir ativamente para a prevenção, identificação,
combate e eliminação de todos os comportamentos que sejam suscetíveis de configurar assédio no trabalho. Este
Código de Boa Conduta aplica-se a todos os colaboradores do Grupo e aborda na sua estrutura: Princípios e
Valores; Definição de assédio; Comportamentos que traduzem assédio; Comportamentos que não traduzem
assédio; e Procedimentos a seguir em caso de alegação de assédio.
0
denúncias relativas a assédio no trabalho
COMPLIANCE E GESTÃO DO RISCO
A Ramada Investimentos e Indústria, S.A. monitoriza e garante o cumprimento da lei, dos seus valores e demais
regulamentos internos, conferindo à área de Jurídico & Compliance a responsabilidade de acompanhar a política de
governo das sociedades, com vista ao cumprimento das melhores práticas neste domínio, e, em paralelo, assegurar
a elaboração e/ou análise de contratos que permitam maximizar a segurança e reduzir riscos legais e custos
potenciais, gerir os aspetos relativos à propriedade intelectual e industrial usados pelo Grupo, tais como marcas e
patentes, logótipos, domínios e direitos de autor, e exercer as funções de secretariado societário numa permanente
Relatório e Contas 2021
Relatório de Sustentabilidade
109
monitorização de conformidade jurídica, apoiando o Conselho de Administração na implementação das suas
estratégias.
Neste contexto, a gestão do risco assume, também, um papel fundamental, permitindo a identificação de ameaças
aos objetivos estratégicos do negócio. A execução é assegurada através de uma metodologia bem definida: 
Enquanto órgão responsável pela estratégia do Grupo, o Conselho de Administração define o nível de exposição a
assumir nas várias atividades, assegurando o cumprimento das políticas e dos procedimentos inerentes à gestão do
risco, cabendo-lhe:
Conhecer os riscos mais significativos que afetam o Grupo;
Assegurar a existência, no interior do Grupo, de níveis apropriados de conhecimento dos riscos que
afetam as operações e forma de os gerir;
Assegurar a divulgação da estratégia de gestão de risco a todos os níveis hierárquicos;
Relatório e Contas 2021
Relatório de Sustentabilidade
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Assegurar que o Grupo tem capacidade de minimizar a probabilidade de ocorrência e o impacto dos riscos
no negócio;
Assegurar que o processo de gestão de risco é adequado e que se mantém uma monitorização rigorosa
dos riscos com maior probabilidade de ocorrência e impacto nas operações do Grupo;
Assegurar uma comunicação permanente com o Conselho Fiscal, dando-lhe a conhecer o nível de
exposição do risco assumido e solicitando, sempre que necessário, os pareceres deste órgão que
considerar necessários à tomada de decisões conscientes e informadas, assegurando que os riscos
identificados e as políticas definidas, são analisados sob as perspetivas multidisciplinares que norteiam a
atuação do grupo.
Nesta ótica, são avaliados os riscos de mercado (taxa de juro e variabilidade nos preços das commodities), riscos
de crédito, liquidez e capital, a par dos riscos ambientais e sociais, sendo que o Grupo promove a
consciencialização permanente dos seus colaboradores para a gestão do risco em cada processo de tomada de
decisão.
Ao nível do combate à corrupção e ao suborno, a atuação ética é, também, um pressuposto essencial, que o
Grupo aplica os seus colaboradores e fornecedores. Estando subjacente a qualquer atividade económica riscos de
corrupção e suborno, com base numa análise de histórico não se identifica um risco notório associado a esta
temática, não sendo conhecidas situações de corrupção e suborno nas empresas que compõe o Grupo Ramada.
Paralelamente, e atendendo aos importantes desafios que as organizações enfrentam atualmente ao nível da
segurança da informação, o Grupo Ramada implementou quatro políticas, que visam fortalecer os seus mecanismos
internos nesta matéria:
Política de backups
A política formal de backup e restauro de dados com procedimentos de suporte ajuda a garantir a segurança e a
proteção dos sistemas de TI e todos os ativos de suporte.
Política de Continuidade de Negócio e Gestão de Incidentes
Descreve os processos de gestão e ciclo de vida dos incidentes de segurança, bem como os responsáveis e
stakeholders do ciclo de vida. A política descreve, ainda, o tipo de tratamento do incidente, de acordo com a sua
categorização e determina os princípios e procedimentos da Gestão de Incidentes, Gestão de Incidentes de
Segurança e Planos de Recuperação e Disaster Recovery.
Políticas de Controlo de Acessos
O controlo de acessos visa respeitar os seguintes princípios da segurança de informação: 1. O acesso a
informações será controlado e orientado pelos requisitos de negócios. O acesso será concedido ou alterado para os
utilizadores de acordo com sua função, apenas até um nível que lhes permita cumprir suas funções. 2. Um
procedimento formal de registo e cancelamento será mantido para acesso a todos os sistemas e serviços de
informação. Tal inclui métodos de autenticação obrigatórios com base na confidencialidade das informações
acedidas, o que incluirá a consideração de vários fatores, conforme apropriado. 3. Controlos específicos serão
implementados para utilizadores com acessos privilegiados, para reduzir o risco de uso negligente ou deliberado
dos sistemas. A segregação de funções será implementada, sempre que possível.
Política de Gestão de Passwords
A política aborda: criação de novos utilizadores, complexidade das passwords dos utilizadores, alteração de
palavras-passe, tentativas de login falhadas, revisão de direitos de acesso de utilizadores em intervalos regulares e
exceções.
Relatório e Contas 2021
Relatório de Sustentabilidade
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COMPROMISSOS E CERTIFICAÇÕES
O Grupo Ramada integra diversas entidades e associações, numa ótica de desenvolvimento técnico e empresarial
contínuo. 
Associações
AEP - Associação Empresarial de Portugal
AIDA - Associação Industrial do Distrito de Aveiro
AIMMAP - Associação dos Industriais Metalúrgicos Metalomecânicos e Afins de Portugal
APGEI - Associação Portuguesa de Gestão e Engenharia Industrial
APQ - Associação Portuguesa para a Qualidade
Associação Pool-Net- Portuguese Tooling & Plastics Network
ATP - Associação dos Trefiladores de Portugal
ESIS/ATA – European Stress Information Service/Asociación de Trefiladores del Acero
Cefamol - Associação Nacional da Indústria de Moldes
GS1 Portugal | CODIPOR - Associação Portuguesa de Identificação e Codificação de Produtos
Porto Business School - Universidade do Porto
SPM - Sociedade Portuguesa de Materiais
Para coadjuvar uma gestão centrada na excelência e diferenciação de produtos e serviços, o Grupo Ramada tem
trabalhado continuamente para a obtenção de certificações que demonstram o seu empenho e know how nas áreas
da qualidade, do ambiente, do produto e da segurança e saúde ocupacional:
Ramada Aços
ISO 9001:2015 (1.ª certificação em 1998)
ISO 14001:2015 (1.ª certificação em 2020)
Universal Afir
ISO 9001:2015
Socitrel
NP EN ISO 9001:2015
1.ª certificação em 1995
NP EN ISO 14001:2015
1.ª certificação em 2010
ISO 45001:2018
1.ª certificação em 2012
BS EN ISO 9001: 2015
1.ª certificação em 2012
Relatório e Contas 2021
Relatório de Sustentabilidade
112
Fio de Aço para Pré-Esforço
CERTIF – 1.ª certificação em 1990
AENOR – 1.ª certificação em 2013
CARES – 1.ª certificação em 2012
ASQPE – 1.ª certificação em 2012
Cordão de Aço para Pré-Esforço
CERTIF – 1.ª certificação em 2009
AENOR – 1.ª Certificação em 2011
CARES – 1.ª Certificação em 2012
ASQPE – 1.ª certificação em 2012
NORDCERT – 1.ª certificação em 2012
Relatório e Contas 2021
Relatório de Sustentabilidade
113
STAKEHOLDERS
Identificação e Envolvimento
Consciente de que o envolvimento com os stakeholders é fundamental para o sucesso da organização, o Grupo
Ramada identificou os seus stakeholders internos e externos mais relevantes, mapeando as diferentes ações de
envolvimento de modo não exaustivo: websites, redes sociais, e-mail, newsletter, intranet, portais para clientes e
fornecedores, inquéritos, formações, comunicados, reuniões e gabinete de apoio ao investidor.
Principais grupos de stakeholders:
Relatório e Contas 2021
Relatório de Sustentabilidade
114
MATERIALIDADE
A matriz de materialidade que apresentamos abaixo resulta do cruzamento dos temas previamente identificados
com base em análise de benchmark a vários peers, assim como em documentação de referência para o setor, e a
importância dada aos temas pelo Grupo Ramada.
Relatório e Contas 2021
Relatório de Sustentabilidade
115
SHAPING INDUSTRY
Com mais de 80 anos de história, o Grupo Ramada encontrou na comercialização e transformação do aço uma
oportunidade de diferenciação num mercado global. Consolidou o negócio e expandiu a atividade, mas continua a
inovar nas soluções e a partilhar com a indústria as oportunidades encontradas, tornando-a mais forte e competitiva.
Com o lema “Shaping Industry”, o Grupo assume uma posição de liderança que é hoje amplamente reconhecida
graças ao seu profundo conhecimento técnico e de negócio.
Ciclo de Vida - Produtos e Serviços | RAMADA AÇOS
INVESTIGAÇÃO, DESENVOLVIMENTO E INOVAÇÃO
Integrar um mercado global, cada vez mais competitivo, exige, muitas vezes, a antecipação de necessidades e a
conceção de soluções técnicas e processuais mais eficientes e eficazes. Para o Grupo Ramada, com clientes em
todo o mundo, pertencentes aos mais diversos setores, a aposta na investigação e no desenvolvimento, com vista à
inovação, é um imperativo do negócio, que gera valor pela diferenciação no mercado. Um desígnio que teve
continuidade ao longo de 2021 com o desenvolvimento de vários projetos:
Trata-se de um projeto em copromoção liderado pela empresa ITJ, com participação da Ramada Aços e das
entidades não empresariais do Sistema de Investigação e Inovação CENTIMFE e Universidade de Coimbra, para
dar resposta a uma elevada competição global, em que os produtos são cada vez mais complexos e os ciclos de
vida cada vez mais curtos, exercendo pressão no preço de venda do molde.
Relatório e Contas 2021
Relatório de Sustentabilidade
116
A investigação centra-se numa nova aplicação dos processos aditivos para a criação de novos sistemas de
arrefecimento baseados na teoria construtal e na criação de novos aços ferramenta com novas composições
químicas e estruturais, compatíveis com a possibilidade de ser atingido um polímero ultra alto de brilho. O Highlight
irá, assim, contribuir para melhorar o desempenho do molde pelo recurso a novas composições de aço ferramenta,
indisponíveis no mercado, reduzindo:
Em 60% o tempo de polimento das superfícies moldantes de alto brilho para peças plásticas;
O número de ensaios para aprovação do molde para peças com superfícies de alto brilho;
O desgaste do aço decorrente da injeção de peças;
Em 30% o número de horas para produção de elementos moldantes pelo recurso à nova técnica de
ligação de materiais.
Um projeto que visa o endurecimento superficial por modificações microestruturais induzidas por laser e por difusão
induzidas por plasma.
O estudo resulta da necessidade de aproveitamento energético dos gases de escape, provenientes dos fornos de
cementação SIB e KOS. Depois da análise do potencial de aproveitamento dos gases de escape encontram-se em
curso as tarefas de projeto de sistemas de aproveitamento de calor para água sanitária, do sistema de vaporização
do metanol e o aquecimento de áreas dos TT. Nesse âmbito será, também, efetuado o projeto do sistema de
exaustão dos gases.
O Grupo Ramada participa em vários estudos, realizados no âmbito de teses de mestrado, contribuindo para o
avanço da tecnologia do setor:
Estudo do Tratamento Térmico de um Aço Inoxidável Martensítico para Moldes
Este trabalho teve como objetivo estudar o efeito da temperatura de austenitização e de revenido, bem como o
arrefecimento criogénico na microestrutura e propriedades do aço Tyrax ESR.
Análise do nível de inclusões em aços usados na indústria dos moldes
Realizado no Departamento de Ciências dos Materiais da Universidade Nova de Lisboa, o estudo analisou amostras
de aços comercializadas pela empresa Ramada Aços, especialmente requeridas na indústria de moldes, de modo a
classificá-los em termos de inclusões não metálicas. Na indústria dos moldes é essencial que os aços utilizados na
conceção possuam determinadas características para um resultado eficaz. O nível de limpeza de um aço é um
parâmetro fundamental para a determinação da qualidade de um aço e está essencialmente associado ao número
de inclusões não metálicas presentes neste. Estes corpos estranhos, presentes na matriz dos aços, podem danificar
as propriedades mecânicas do molde e o acabamento superficial deste, tornando premente a sua classificação.
Aços para Moldes: influência das suas características no grau de polimento e texturização química
Realizado no Departamento de Engenharia Metalúrgica e de Materiais da Faculdade de Engenharia da
Universidade do Porto, o trabalho foi baseado na proposta apresentada pela empresa Ramada Aços, S.A., sendo
que a finalidade será melhorar a resposta da seleção de aços para os seus clientes na área da indústria dos moldes
Relatório e Contas 2021
Relatório de Sustentabilidade
117
para a produção de plásticos consoante especificações de acabamento. Será, ainda, possível perceber a influência
das propriedades e características de aços para a injeção de plásticos nos processos de polimento e texturização.
Portal do Cliente | Ramada Aços
Permite ao cliente seguir a encomenda online e em tempo real, solicitar informação adicional, fazer download de
todos os documentos associados (faturas, guias de remessa ou certificados de qualidade), consultar a conta
corrente e verificar todas as faturas e pagamentos. Possui, ainda, um repositório de documentos, de modo a que o
cliente possa partilhar as suas condições de compra ou informação sobre horários de atendimento.
Portal Interno | Somos Ramada
Concebido para assegurar uma informação uniforme e transversal a toda a organização, o portal interno permite
consultar o planeamento e estado de produção, o envio ao cliente e toda a documentação conexa, funcionando
como uma ferramenta de comunicação, requisição e workflow das tarefas mais comuns entre os diferentes
departamentos e respetivos colaboradores.
Instalação do Armazém Automático de Aços (AAA)
Inaugurado em 2021, permitiu armazenar e disponibilizar aos operadores da área de corte 80% das peças 3D que
existiam no armazém de Ovar dispersas por várias naves. 60% do espaço foi libertado, permitindo, por um lado, a
reorganização dos serrotes e a composição de células corte em volta das oito estações (Load Stations), 2 por cada
nave (nave E à G), e, por outro lado, aumentar o espaço disponível para a operação logística.
Adicionalmente, foi possível aumentar a produtividade da equipa de corte, tornando o trabalho mais organizado,
menos pesado e com menor risco de acidentes. Este aumento de produtividade permitirá que, em momentos de
grande atividade, seja possível absorver mais encomendas, sem prejuízo dos prazos de entrega. 
Relatório e Contas 2021
Relatório de Sustentabilidade
118
Kaizen
2021 marcou o arranque do projeto Kaizen, que conta com dois objetivos fundamentais: redução do leadtime para
os clientes e redução de erros e aumento de produtividade para a equipa. O projeto teve início em três áreas
fundamentais:
Comercial: melhoria de resposta a orçamentos e encomendas; automatização de processos por RPAs,
Kaizen Diário da Equipa Interna;
Produção: desenvolvimento do sequenciador de produção RAMProd para nivelamento automático da
produção, recolha em tempo real do estado de encomendas e input de informação para diferentes áreas
sobre a carga e estimativa de prazo de entrega;
Logística: acelerar o tempo de recolha de todos os artigos sem produção e expedição de todos os
produtos, reduzir o tempo de carga dos camiões e reduzir os erros de falha de carga.
Uma metodologia que permitirá melhorar o serviço ao cliente, elevando o standard do mercado, impactando vendas
e resultados.
O NOSSO COMPROMISSO ECONÓMICO
Relatório e Contas 2021
Relatório de Sustentabilidade
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CRESCIMENTO SUSTENTADO
O Grupo Ramada é, atualmente, uma referência nacional, cuja base do negócio, o aço, remonta a 1935. Desde
então, a Ramada inovou, alargou a gama de produtos e serviços, expandiu as unidades industriais e conquistou
quota de mercado, diversificando o seu portefólio de negócios e assumindo uma posição de liderança.
Pautada por um crescimento sólido e sustentado, a Ramada encontra no relacionamento com o cliente e na gestão
responsável dos fornecedores dois importantes fatores para o seu continuado sucesso.
VALOR ECONÓMICO DIRETO GERADO E DISTRIBUÍDO
2021
VALOR ECONÓMICO DIRETO GERADO (€)
144,909,738
Receitas (1)
144,909,738
VALOR ECONÓMICO DISTRIBUÍDO (€)
138,723,939
Custos Operacionais (2)
107,399,767
Salários e Benefícios dos Colaboradores (3)
13,834,119
Pagamentos a Investidores (4)
15,384,875
Pagamentos/(Recebimentos) ao Estado (5)
2,084,740
Donativos e outros investimentos na comunidade (6)
20,438
VALOR ECONÓMICO ACUMULADO (€)
6,185,799
(1) Vendas + Prestações de serviços + Outros rendimentos (excluindo transações intra-grupo)
(2) Custo das vendas + Fornecimento de serviços externos + Outros gastos (excluindo transações intra-grupo)
(3) Custos com o pessoal (excluindo transações intra-grupo)
(4) Dividendos distribuídos pela Ramada Investimentos
(5) Pagamentos/(Recebimentos) de Imposto sobre o Rendimento Coletivo
(6) Donativos
Relatório e Contas 2021
Relatório de Sustentabilidade
120
CLIENTES
Com clientes em 19 países, as vendas do Grupo Ramada concentraram-se maioritariamente no mercado nacional
(67,5%) em 2021, verificando-se um peso crescente das exportações, com o segmento dos Moldes a assumir o
protagonismo ao nível das vendas.
Perante um mercado cada vez mais global e competitivo, o Grupo Ramada centra atenções no cliente, aliando a
qualidade do produto à excelência do serviço. Como tal, e depois da implementação em 2019 de um novo sistema
ERP - Enterprise Resource Planning, que permitiu reforçar o apoio, acompanhamento e monitorização do serviço ao
cliente, foi lançado em 2021 o Portal Ramada, numa estratégia contínua de qualidade e inovação. A plataforma
Relatório e Contas 2021
Relatório de Sustentabilidade
121
permite aos clientes consultar informações relativas à área comercial, financeira e logística, acompanhar o estado
das encomendas, a data de envio e entrega da mercadoria, assim como outros dados relevantes. Entre os
documentos disponíveis, destacam-se fichas técnicas, certificados, notas de crédito e faturas. O Portal Ramada
assumiu-se, assim, como uma nova forma de comunicação com o cliente, mais direta e transparente, em linha com
a digitalização da economia.
Para reforçar o serviço ao cliente, cada vez mais próximo e personalizado, foi assegurada a continuidade de um
projeto amplamente valorizado: a Academia Ramada, que disponibiliza aos clientes da empresa, de forma gratuita,
uma aprendizagem contínua sobre temas técnicos, essenciais ao cumprimento da sua atividade. Num ano que
voltou a estar marcado pela pandemia, realizaram-se diversas ações de formação, tendo contado com a
participação de 595 profissionais.
Uma aposta compensadora desde há vários anos, com 89% dos clientes inquiridos em novembro de 2020 a indicar
que estão satisfeitos ou muito satisfeitos e 98% a afirmar que fariam uma recomendação.
                                         
       
Grau de Satisfação dos Clientes com a Ramada                         Recomendação da Ramada a outras pessoas        
GESTÃO DA CADEIA DE FORNECEDORES
Com uma forte presença no mercado, respondendo continuamente a novos e importantes desafios por parte dos
seus clientes, o Grupo Ramada conta hoje com uma vasta panóplia de fornecedores, oriundos de vários países.
Relatório e Contas 2021
Relatório de Sustentabilidade
122
Uma diversidade de mercados que exige uma gestão focada na excelência dos produtos adquiridos e dos serviços
prestados com o intuito de criar cada vez mais valor para a organização.
O Grupo aposta na criação de relações comerciais transparentes e responsáveis com os seus fornecedores,
elevando o grau de fidelização, na convicção de que a valorização de parcerias de longa data criam estabilidade no
processo e conhecimento mútuo das instituições.
A aquisição de produtos está sujeita a uma pré-qualificação, qualificação e avaliação dos mesmos, sendo que a
exigência por padrões de qualidade, prazos de entrega e índices de responsabilidade social e ambiental são tidos
em conta. A execução do Sistema Integrado de Gestão de Qualidade e Ambiente permite, de resto, conhecer o
desempenho dos fornecedores ao nível da qualidade, do ambiente - focando produtos químicos, água e efluentes,
energia, resíduos, emissões e ruído - e da saúde e segurança no trabalho, aferindo os serviços, a sinistralidade e o
controlo operacional. Uma metodologia que garante a elegibilidade e a continuidade dos fornecedores mais
alinhados com os princípios da qualidade e da sustentabilidade ambiental, social e económica que caracterizam a
Ramada.
No âmbito da revisão do Sistema de Gestão de Qualidade, Ambiente, Segurança e Saúde no Trabalho 2020/2021,
foi realizada uma Avaliação de Fornecedores que resultou numa diminuição dos Fornecedores A. No caso dos
Fornecedores Negócio, a diminuição terá sido causada, sobretudo, pelo critério “Prazo de Entrega” e, no caso dos
Fornecedores Não Negócio, pelo critério “Índice de Qualidade”.
A - Fornecedor Apto (Sem Limitações)
B - Fornecedor Apto (Aceitável – Recebe um alerta)
C - Fornecedor Insuficiente (Aceite – Deve receber um Plano de Ações)
D - Fornecedor Excluído (Procura de um fornecedor alternativo)
             
Relatório e Contas 2021
Relatório de Sustentabilidade
123
Em 2021, 22% das compras do Grupo Ramada ocorreram no mercado interno, sendo que 83% das compras no
mercado externo ocorreram na Europa, diminuindo as distâncias percorridas pelos nossos materiais com vantagens,
também, ao nível ambiental.
No que respeita à cadeia de fornecimento do aço, este é totalmente certificado e provém maioritariamente do
espaço europeu, onde, à partida, não se anteveem falhas grosseiras relativas à salvaguarda dos direitos
fundamentais. A certificação do aço pode ser solicitada quando surgem dúvidas relativamente à salvaguarda de
adequadas condições de respeito pelos direitos humanos ou laborais, e também para questões do foro ambiental,
como por exemplo níveis de radiação. Adicionalmente, o facto de o aço consumido resultar principalmente da
reciclagem de sucata de aço, alivia algumas preocupações relacionadas com a cadeia de fornecimento. Desta
forma, não existem tantos riscos sociais e ambientais ligados à compra desta matéria-prima.
Destacamos, ainda, o importante trabalho efetuado no acompanhamento do negócio ao longo do ano, quer ao nível
da gestão de preços, quer da gestão de stocks. Pontos fundamentais, dado que a procura de matéria-prima
aumentou significativamente com alertas de constantes subidas de preços e escassez de material, sendo
necessário compreender as movimentações do mercado e a real necessidade da procura, sem comprometer a
capacidade de resposta ao longo de 2021.
Em termos de gestão de risco, o negócio está centralizado em áreas geográficas muito bem definidas, o que, em
caso de instabilidade política ou económica, poderá trazer dificuldades ao processo de compra, razão pela qual já
foi definido como plano estratégico de compras um procurement mais ativo, de modo a reduzir a dependência
dessas áreas.
Ao nível operacional, foi encerrada uma das unidades da Planfuro Global, concentrando-se a atividade desse polo, a
par de novos investimentos, em Vieira de Leiria. Desta forma, foi possível reunir, no mesmo espaço, um importante
conjunto de serviços, na expetativa de criar uma maior capacidade de resposta, bem como uma maior rentabilidade
produtiva e logística.
Relatório e Contas 2021
Relatório de Sustentabilidade
124
O NOSSO COMPROMISSO AMBIENTAL
Segundo o Global Risks Report 2022 do World Economic Forum, as alterações climáticas constituem um dos
principais riscos que as empresas deverão ter em conta no desenvolvimento da sua atividade a curto prazo. Atento
a esta nova realidade, o Grupo Ramada reconhece a sua responsabilidade, enquanto empresa, pelo que tem vindo
a incorporar práticas de melhoria do desempenho ambiental nas suas diversas atividades.
Os objetivos do Grupo Ramada em matéria ambiental são:
Proteger o meio ambiente com a prevenção ou mitigação dos impactos ambientais negativos;
Mitigar os potenciais efeitos adversos das condições ambientais;
Melhorar o desempenho ambiental;
Potenciar projetos com benefícios financeiros e operacionais que resultem na implementação de
alternativas e melhorias ambientais;
Controlar ou influenciar o modo como os produtos e serviços do Grupo são projetados, fabricados,
distribuídos, consumidos e descartados, utilizando uma perspetiva de ciclo de vida.
Neste contexto, a Socitrel iniciou, em 2021, a instalação de uma Central Fotovoltaica de Autoconsumo com a
potência instalada de 3 MWh, composta por 6.800 painéis fotovoltaicos instalados na cobertura de algumas das
suas naves industriais. A Central Fotovoltaica iniciou a exploração de 1MW em maio de 2021, com os restantes
2MW a iniciar em março de 2022, tendo uma produção anual prevista de cerca de 3,6 GWh, permitindo a redução
da fatura energética da Socitrel em cerca de 20%, bem como a redução da emissão de 2.350 tons de CO2 por ano.
O Grupo decidiu, ainda, investir numa Central Fotovoltaica de Autoconsumo (Ramada Solar), estando o arranque da
produção do primeiro Megawatt previsto para o primeiro semestre de 2022.
Paralelamente, e no âmbito da racionalização e gestão do consumo de energia elétrica, a Ramada Aços
implementou o projeto Schneider, que permitiu reduzir, de forma significativa, o consumo na Unidade de
Tratamentos Térmicos e aumentar o rendimento energético do processo. Foi possível avançar com a nivelação da
potência total utilizada na unidade, a par da análise automatizada dos ciclos de tratamento térmico, tendo-se
definido, em cada um deles, fases temporais distintas, consideradas prioritárias ou não prioritárias, ao nível de
necessidades de consumo de energia elétrica, possibilitando assim limitar a potência elétrica, se necessário, em
fases específicas do tratamento térmico. Para mensurar parâmetros e variáveis relevantes do processo foram,
ainda, instalados diversos sensores, utilizando-se outros já existentes nos equipamentos. Em paralelo, foi
desenvolvida uma solução de recolha de dados, de forma massiva e em tempo real, permitindo análises muito mais
céleres e detalhadas, tendo em vista o aumento da competitividade do negócio e, simultaneamente, a preservação
do ambiente.
No sentido de garantir que estão implementados os processos necessários para a correta gestão dos impactos
ambientais, a Ramada Aços e a Socitrel estão certificadas pela ISO 14001. No âmbito desta certificação foram
desenvolvidas ações de sensibilização para os colaboradores sobre a Política de Qualidade, Ambiente e Saúde e
Segurança no Trabalho, assim como outros aspetos significativos da atividade das empresas e respetivos impactos,
algo que se revela fundamental para melhor gerir o tema do ambiente internamente.
MATÉRIAS-PRIMAS
No âmbito das atividades do Grupo Ramada são várias as matérias-primas consumidas, sendo a mais significativa o
aço, que representa cerca de 98% do total.
Ao nível dos processos de produção dos nossos fornecedores, constatamos que, cada vez mais, a dependência da
produção por minério de ferro (alto forno) está a diminuir, sendo substituída por produção a partir da sucata (forno
Relatório e Contas 2021
Relatório de Sustentabilidade
125
elétrico), que beneficia de um processo de fabrico mais limpo e mais económico. Em termos ambientais, permite a
reciclagem da sucata existente no mercado e a racionalização da energia. Em 2021, a reciclagem de sucata
representou, aliás, mais de metade do aço consumido (55%) pelo Grupo.
Registou-se, ainda, um aumento de 4% no total de materiais consumidos, tendo sido consumidas 96.265 toneladas
em 2021 e 92.756 em 2020. Este aumento no consumo registou-se em todas as categorias de materiais, com maior
expressão percentual no consumo de zinco, em consequência do aumento de produção dos produtos que
incorporam este material.
ENERGIA
As atividades de produção representam o impacto mais significativo no total do consumo energético do Grupo, pelo
que a aposta do Grupo Ramada, no sentido de melhorar o seu desempenho, tem sido na melhoria da eficiência do
consumo energético do processo produtivo.
Em 2021 registou-se um aumento no consumo de energia elétrica de 11% em comparação com 2020, tendo sido
registado um consumo de 26 GWh, e no consumo de energia térmica de 16%, com um consumo de 1.441.836 m3
face ao mesmo ano.
Relatório e Contas 2021
Relatório de Sustentabilidade
126
EMISSÕES
No âmbito das emissões de gases de efeito estufa (GEE), as mais relevantes decorrem dos consumos energéticos
relativos aos fornos de tratamento térmicos, à produção de estirados e de ferramentas industriais.
Em 2020 realizou-se a monitorização das chaminés na Ramada Aços, que decorre a cada cinco anos, não tendo
existido quaisquer registos de terem sido ultrapassados os valores limite de emissão. Procuramos minimizar as
nossas emissões de GEE e reduzir os seus impactos através de medidas de controlo, de que são exemplo os
sistemas de filtragem das chaminés e a sua manutenção preventiva.
Naturalmente que o transporte de mercadorias e de pessoas em serviço são, também, fontes de emissões de GEE.
Para redução destes impactos apostámos, por um lado, na sensibilização dos nossos colaboradores e, por outro, na
substituição progressiva da frota automóvel por veículos híbridos plug-in (5) e na instalação de postos de
carregamento (6).
ÁGUAS E EFLUENTES
No Grupo Ramada, 17% do total de água captada é proveniente da rede e os restantes 83% são provenientes de
furos ou outras fontes, o que exige do Grupo uma maior responsabilidade na gestão deste recurso. No total do
Grupo Ramada existem oito furos, a partir dos quais é feita a extração da água e 50% dos efluentes da Socitrel
foram tratados em ETARI própria, revelando uma gestão adequada deste recurso.
Em 2021, o total de água captada aumentou 4% face a 2020, tendo sido captado um total de 68.206 m3.
Relatório e Contas 2021
Relatório de Sustentabilidade
127
RESÍDUOS
No Grupo Ramada, a gestão de resíduos é entendida como essencial para a redução dos impactos ambientais
decorrentes da atividade. Nesse sentido, aposta na reciclagem e valorização dos resíduos, em detrimento do envio
para aterro ou destino final. Prova desse compromisso foi o resultado verificado em 2021, em que 97% dos resíduos
foram enviados para valorização/reciclagem.
Em 2021, registou-se um aumento de 16% no total de resíduos produzidos, resultando em 8.671 toneladas de
resíduos. Do total, 95% são resíduos não perigosos. Registou-se um aumento significativo nos resíduos perigosos
produzidos, que representam apenas 5% do total de resíduos, que foi mais representativo na Ramada Aços e
Socitrel, decorrente da retoma da normal atividade.
Relatório e Contas 2021
Relatório de Sustentabilidade
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O NOSSO COMPROMISSO SOCIAL
AS PESSOAS
Considerados como um ativo fundamental, os 481 colaboradores do Grupo Ramada estão no centro de uma cultura
de proximidade e valorização, que em muito contribuiu para a posição de destaque que o Grupo ocupa atualmente
no seu setor de atividade.
Fruto da tipologia de funções, 88% dos colaboradores são do género masculino e 12% do género feminino, sendo
que 56% integra a faixa etária entre os 35 e os 54 anos. Perante uma predominância, ao nível da escolaridade, do
3.º Ciclo e do Secundário (57%), o Grupo Ramada atribui, todos os anos, vários subsídios de estudo e bolsas de
mérito e excelência, numa ótica de desenvolvimento contínuo dos seus colaboradores e familiares.
IGUALDADE DE OPORTUNIDADES E DIVERSIDADE
A gestão dos Recursos Humanos do Grupo Ramada zela pelo cumprimento de todos os requisitos legais e pela
harmonia da força de trabalho, sendo que a legislação nacional e europeia têm inerente a defesa dos direitos
humanos fundamentais, assegurando o cumprimento das convenções da Organização Internacional do Trabalho.
O respeito pela dignidade humana é, para o Grupo Ramada, um valor inquestionável e inalienável, traduzido na
promoção efetiva da igualdade de oportunidades e na adoção de práticas, processos e procedimentos que repudiam
Relatório e Contas 2021
Relatório de Sustentabilidade
129
a discriminação e quaisquer tratamentos diferenciados em função de ascendência, idade, sexo, orientação sexual,
identidade de género, estado civil, situação familiar, situação económica, instrução, origem ou condição social,
património genético, capacidade de trabalho reduzida, deficiência, doença crónica, nacionalidade, origem étnica ou
raça, território de origem, língua, religião, convicções políticas ou ideológicas e filiação sindical. A este respeito pelos
Direitos Humanos corresponde uma estratégia de recursos humanos que privilegia as competências e o talento de
todos os colaboradores, reconhecendo-os como um elemento fundamental para o sucesso da organização. O Grupo
procura, assim, atrair e reter os melhores talentos, capacitá-los e envolvê-los numa cultura de desempenho, que
mobiliza os colaboradores em prol de uma conduta de excelência, essencial para responder aos desafios do futuro.
Nesse âmbito, a diversidade ocupa, também, uma posição de destaque, sendo que o Conselho de Administração
atua em dois eixos fundamentais:
Recursos Humanos
Áreas Operacionais
Para que:
a.as políticas de progressão na carreira, avaliação de
desempenho e revisões salariais sejam definidas
tendo por base preocupações de promoção da
diversidade;
b.nos processos de recrutamento, procurem promover
essa diversidade, apresentando sempre listas de
potenciais trabalhadores a recrutar suficientemente
representativas de ambos os géneros.
Para que:
a.as equipas multidisciplinares formadas
no âmbito dos mais variados projetos
sejam constituídas tendo sempre por
base a preocupação de uma
equilibrada representatividade.
Adicionalmente, a Ramada Investimentos e Indústria, S.A. publicou, durante o ano de 2021, o Plano para a
Igualdade de Género, a executar durante o ano de 2022, que consubstancia a relevância do tema para a
organização. Impera a convicção de que o equilíbrio de género promove equipas mais dinâmicas e produtivas, pelo
que o Grupo continua a desenvolver esforços no sentido de diminuir o gap de género.
Destacamos que, entre 2020 e 2021, verificou-se um aumento de 11% de mulheres no Grupo Ramada.
Relatório e Contas 2021
Relatório de Sustentabilidade
130
AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO E DESENVOLVIMENTO PESSOAL
No seio do Grupo Ramada, a avaliação de desempenho é feita numa perspetiva de futuro. O colaborador é avaliado
anualmente, através de dois momentos distintos (autoavaliação e avaliação pela chefia), com base nas funções
desempenhadas, metas e resultados a alcançar e potencial de desenvolvimento. Sempre que é detetado um
desempenho abaixo da expetativa, é criado um Plano de Desenvolvimento Pessoal (PDI) com o objetivo de
aumentar a sua produtividade e, simultaneamente, potenciar a qualidade do trabalho. Através do PDI, a Ramada
promove o crescimento e o desenvolvimento dos seus colaboradores, reforçando a sua importância no seio da
organização, mas também do mercado de trabalho, através de: uma maior polivalência, confiança e conhecimento;
uma evolução positiva na qualidade e quantidade do trabalho e, consequentemente, uma melhoria da organização,
planeamento diário e trabalho em equipa. 
O PDI serve, ainda, para promover o desenvolvimento de colaboradores que se autoproponham, ou sejam
propostos, pelos seus line managers para aperfeiçoar determinada área de conhecimento ou avançar na sua
escolaridade ou educação superior.
98%
dos colaboradores abrangidos pela avaliação de
desempenho em 2021
FORMAÇÃO
Num setor em que a expertise técnica é um importante fator distintivo, o investimento contínuo na formação dos
colaboradores assume uma importância acrescida. Em 2021, o Grupo assegurou quase 25 000 horas de formação,
Relatório e Contas 2021
Relatório de Sustentabilidade
131
num esforço de capacitação das suas pessoas em diversas áreas, sendo que a ação em Contexto de Posto de
Trabalho representou 60% do total.
H
M
TOTAL
Média de horas de formação
51,8
51
51,7
Total de horas de formação
21794
3061
24855
SAÚDE E SEGURANÇA
Atendendo às especificidades do setor em que atua, o Grupo Ramada sempre concedeu uma especial atenção ao
bem-estar, saúde e segurança dos seus colaboradores. Proporcionar um ambiente de trabalho seguro e saudável é,
por isso, uma prioridade que se reflete nas múltiplas ações do Grupo neste domínio, como é caso da certificação da
Socitrel pela ISO 45001 – Sistema de Gestão da Segurança e Saúde Ocupacional. O processo, que teve em conta
as expetativas dos colaboradores, assim como os principais aspetos que podem afetar, de forma positiva ou
negativa, a sua saúde ou segurança, permite uma otimização da gestão de perigos, riscos e oportunidades
relacionados com a saúde e segurança dos colaboradores e estabelece controlos que reduzem os riscos e
acidentes no trabalho. Paralelamente, a Comissão de Acompanhamento e Receção do Acidentado promove
reuniões para discussão e reavaliação dos riscos de um posto de trabalho sempre que uma ocorrência é registada,
sendo definidas e implementadas medidas corretivas e de melhoria, e todos os colaboradores podem, sem receio
Relatório e Contas 2021
Relatório de Sustentabilidade
132
de eventuais represálias, comunicar situações perigosas e sugerir áreas de melhoria, com vista à implementação de
medidas preventivas e ações corretivas. As restantes empresas do Grupo encontram-se a finalizar o processo de
certificação pela ISO 45001, sendo que em 2021 foi, mais uma vez, possível atingir o objetivo de zero fatalidades
em consequência de acidentes de trabalho, cujo número diminuiu 27% face a 2019.
Os colaboradores do Grupo contam, ainda, com múltiplos serviços de medicina, enfermagem e fisioterapia,
disponibilizados de forma gratuita, de modo a potenciar a sua saúde e bem-estar.
1.Taxa FA | Metodologia: n.º de acidentes com baixa*1.000.000/N.º de horas-homem trabalhadas
2.Taxa GA | Metodologia: (n.º de dias úteis perdidos/N.º de horas-homem trabalhadas)*1000
3.Índice de acidentes de trabalho | Metodologia: n.º de acidentes de trabalho/horas trabalhadas*1 000 000
Perante a continuidade da pandemia da Covid-19, o Grupo Ramada manteve o seu Plano de Contingência,
cumprindo os procedimentos estabelecidos para o efeito:
Plano de Contingência | Covid-19
Relatório e Contas 2021
Relatório de Sustentabilidade
133
BENEFÍCIOS E COMPENSAÇÕES
Subsídios de Estudo e Bolsas de Mérito e Excelência
Criada em 1963, esta iniciativa possui uma elevada importância no contexto da gestão das pessoas, sendo que, em
2021, 175 colaboradores do Grupo Ramada e 134 dos seus filhos beneficiaram de bolsas de estudo e/ou mérito.
Protocolos
O Grupo Ramada tem estabelecido protocolos com entidades na área do desporto e bem-estar, permitindo aos seus
colaboradores o respetivo acesso com condições especiais. Uma medida que promove um estilo de vida saudável,
assente na prática desportiva e em atividades de bem-estar com benefícios para o desenvolvimento pessoal e
profissional. 
Seguro de Saúde
Os colaboradores do Grupo Ramada, com antiguidade superior a seis meses, possuem um seguro de saúde,
extensível aos restantes membros do agregado familiar.
Fundo de Pensões
A Socitrel proporciona aos seus colaboradores um Fundo de Pensões, de contribuições definidas, e um seguro de
vida aos quais têm acesso todos os colaboradores efetivos.
Cartão Presente
Atribuição de um cartão, associado a uma rede de hipermercados, a cada colaborador com um montante base, ao
qual acresce outro montante por cada dependente.
Serviços de Medicina, Saúde e Bem-Estar
Disponibilização de um leque alargado de serviços, assegurados por profissionais qualificados de forma gratuita,
nas instalações do Grupo.
Relatório e Contas 2021
Relatório de Sustentabilidade
134
COMUNIDADE
Atenta às necessidades da comunidade,  como tem sido prática nos últimos anos, o Grupo Ramada fez donativos a
34 entidades da economia social que, no âmbito da sua missão, prestam um importante serviço à comunidade.
Em paralelo, a Ramada Aços associou-se à E-Cycle - Associação de Produtores de Equipamentos Elétricos e
Eletrónicos, no sentido de angariar fundos a favor da associação A Casa do Caminho. A E-CYCLE tem como
objetivo contribuir para a sustentabilidade, intervindo nos processos de recolha seletiva, transporte, tratamento,
valorização e reciclagem. Este ano, a Casa do Caminho criou a Campanha Solidária de Natal E-Cycle, com o
objetivo de recolher resíduos de equipamentos elétricos e eletrónicos (classificados como REEE), e a Ramada
Aços, como forma de contribuir para a sustentabilidade ambiental e apoiar uma importante causa social, associou-
se à iniciativa. A campanha, dinamizada na Ramada Aços pelo Departamento de Ambiente, Saúde e Segurança no
Trabalho, apelou à participação de todos os colaboradores, que reuniram o máximo de resíduos que conseguiram,
permitindo a realização de um donativo monetário à Casa do Caminho, uma instituição dedicada a acolher e apoiar
crianças em perigo.
Relatório e Contas 2021
Relatório de Sustentabilidade
135
TABELA GRI
GRI 102- Conteúdos Gerais
Divulgações
Localização/Omissão
PERFIL ORGANIZACIONAL
102-1
Nome da organização
Ramada Investimentos e Indústria, S.A.
102-2
Atividades, marcas,
produtos e serviços
Ramada Investimentos e Indústria, S.A. > Áreas de Negócio
102-3
Localização da sede
Rua Manuel Pinto de Azevedo, 818, 4100-320 Porto, Portugal
102-4
Localização das
operações
Portugal
102-5
Propriedade e
natureza legal
S.A.
102-6
Mercados servidos
O nosso compromisso económico > Clientes
102-7
Dimensão da
organização
Ramada Investimentos e Indústria, S.A.
102-8
Informação sobre
colaboradores e
outros trabalhadores
O nosso compromisso social > As Pessoas > Igualdade de Oportunidades e
Diversidade
Ver tabela abaixo.
2021
Masculino
Feminino
Total
Colaboradores com contrato por tempo
indeterminado
386
51
437
Colaboradores com contrato a termo
35
9
44
Estágios decorridos
2
0
2
Subcontratados
35
5
40
Período Integral (full-time)
385
53
438
Período Parcial (part-time)
1
2
3
102-9
Cadeia de
fornecedores
O nosso compromisso económico > Gestão da Cadeia de Fornecedores
102-10
Alterações
significativas na
organização e na
cadeia de
fornecedores
O nosso compromisso económico > Gestão da Cadeia de Fornecedores
102-11
Abordagem ao
princípio de
precaução
Ramada Investimentos e Indústria, S.A. > Governação, Ética, Compliance e
Gestão do Risco > Compliance e Gestão do Risco
102-12
Iniciativas externas
Ramada Investimentos e Indústria, S.A. > Compromissos e Certificações
102-13
Membro de
associações
Ramada Investimentos e Indústria, S.A. > Compromissos e Certificações
ESTRATÉGIA
102-14
Mensagem do
Presidente
Mensagem do Presidente do Conselho de Administração
ÉTICA E INTEGRIDADE
102-16
Valores, princípios,
standards e normas
de conduta
Ramada Investimentos e Indústria, S.A. > Governação, Ética, Compliance e
Gestão do Risco > Ética
102-17
Mecanismos para
aconselhamento e
preocupações sobre
ética
Ramada Investimentos e Indústria, S.A. > Governação, Ética, Compliance e
Gestão do Risco > Ética
GOVERNANCE
Relatório e Contas 2021
Relatório de Sustentabilidade
136
102-18
Estrutura de
Governação
Ramada Investimentos e Indústria, S.A. > Governação, Ética, Compliance e
Gestão do Risco > Governação
ENVOLVIMENTO COM STAKEHOLDERS
102-40
Lista dos grupos de
stakeholders
Stakeholders > Identificação e Envolvimento
102-41
Acordos coletivos de
trabalho
Todos os colaboradores estão abrangidos por acordos de negociação
coletiva
102-42
Identificação e
seleção de
stakeholders
Stakeholders > Identificação e Envolvimento
102-43
Abordagem de
envolvimento com
stakeholders
Stakeholders > Identificação e Envolvimento
102-44
Principais questões e
preocupações
levantadas pelos
stakeholders
Stakeholders > Identificação e Envolvimento
PRÁTICAS DE REPORTE
102-45
Entidades incluídas
nas demonstrações
financeiras
consolidadas
Sobre o Relatório
102-46
Definição do conteúdo
do relatório e dos
limites dos tópicos
Materialidade
102-47
Lista dos tópicos
materiais
Materialidade
102-48
Reformulação de
informação
N.A.
102-49
Alterações no
relatório
N.A.
102-50
Período de reporte
1 de janeiro de 2021 a 31 de dezembro de 2021
102-51
Data do relatório mais
recente
O presente relatório é o primeiro Relatório de Sustentabilidade da Ramada
Investimentos e Indústria, S.A..
102-52
Ciclo de relatórios
Anual
102-53
Contacto para
questões sobre o
relatório
Sobre o Relatório
102-54
Opção “de acordo”
com os GRI
Standards
Sobre o Relatório
102-55
Índice de conteúdo
GRI
Presente tabela
102-56
Verificação externa
N.A.
GRI 200- Divulgações Económicas
Divulgações
Localização/Omissão
201- Desempenho Económico
201-1
Valor Económico
Direto Gerado e
Distribuído
O nosso compromisso económico > Crescimento Sustentado
GESTÃO DE OUTROS TEMAS MATERIAIS DE DESEMPENHO ECONÓMICO / GOVERNANCE
INOVAÇÃO TECNOLÓGICA
103-1
Explicação do tema
material e dos seus
limites
Os temas materiais da Ramada Investimentos e Indústria S.A. foram
definidos conforme descrito no capítulo Materialidade. O tema da Inovação
Tecnológica (designado por Investigação, Desenvolvimento e Inovação) foi
considerado um tema de materialidade elevada.
Relatório e Contas 2021
Relatório de Sustentabilidade
137
103-2
A forma de gestão e
os seus componentes
A Ramada conta com diversas iniciativas relacionadas com o tema da
Inovação Tecnológica, reportando-as no presente relatório, no capítulo
Shaping Industry > Investigação, Desenvolvimento e Inovação.
103-3
Evolução da forma de
gestão
A Ramada monitoriza os indicadores associados ao presente tema e reporta-
os no presente relatório, no capítulo Shaping Industry > Investigação,
Desenvolvimento e Inovação.
ÉTICA
103-1
Explicação do tema
material e dos seus
limites
Os temas materiais da Ramada Investimentos e Indústria S.A. foram
definidos conforme descrito no capítulo Materialidade. O tema da Ética foi
considerado um tema de materialidade elevada.
103-2
A forma de gestão e
os seus componentes
A Ramada conta com diversas iniciativas relacionadas com o tema da Ética,
reportando-as no presente relatório, no capítulo Governação, Ética,
Compliance e Gestão do Risco > Ética.
103-3
Evolução da forma de
gestão
A Ramada monitoriza os indicadores associados ao presente tema e reporta-
os no presente relatório, no capítulo Governação, Ética, Compliance e
Gestão do Risco > Ética.
Denúncias
relativas a
irregularidades
relacionadas
com o
estabelecido
no Código de
Ética e de
Conduta
Governação, Ética,
Compliance e Gestão
do Risco
Governação, Ética, Compliance e Gestão do Risco > Ética
COMPLIANCE
103-1
Explicação do tema
material e dos seus
limites
Os temas materiais da Ramada Investimentos e Indústria S.A. foram
definidos conforme descrito no capítulo Materialidade. O tema da
Compliance foi considerado um tema de materialidade elevada.
103-2
A forma de gestão e
os seus componentes
A Ramada conta com diversas iniciativas relacionadas com o tema da
Compliance, reportando-as no presente relatório, no capítulo Governação,
Ética, Compliance e Gestão do Risco > Compliance e Gestão do Risco.
103-3
Evolução da forma de
gestão
A Ramada monitoriza os indicadores associados ao presente tema e reporta-
os no presente relatório, no capítulo Governação, Ética, Compliance e
Gestão do Risco > Compliance e Gestão do Risco.
GESTÃO DO RISCO
103-1
Explicação do tema
material e dos seus
limites
Os temas materiais da Ramada Investimentos e Indústria S.A. foram
definidos conforme descrito no capítulo Materialidade. O tema da Gestão do
Risco foi considerado um tema de materialidade elevada.
103-2
A forma de gestão e
os seus componentes
A Ramada conta com diversas iniciativas relacionadas com o tema da
Gestão do Risco, reportando-as no presente relatório, no capítulo
Governação, Ética, Compliance e Gestão do Risco > Compliance e Gestão
do Risco
103-3
Evolução da forma de
gestão
A Ramada monitoriza os indicadores associados ao presente tema e reporta-
os no presente relatório, no capítulo Governação, Ética, Compliance e
Gestão do Risco > Compliance e Gestão do Risco.
CADEIA DE ABASTECIMENTO RESPONSÁVEL
103-1
Explicação do tema
material e dos seus
limites
Os temas materiais da Ramada Investimentos e Indústria S.A. foram
definidos conforme descrito no capítulo Materialidade. O tema da Cadeia de
Abastecimento Responsável foi considerado um tema de materialidade
elevada.
103-2
A forma de gestão e
os seus componentes
A Ramada conta com diversas iniciativas relacionadas com o tema da
Cadeia de Abastecimento Responsável, reportando-as no presente relatório,
no capítulo O nosso compromisso económico > Gestão da Cadeia de
Fornecedores.
103-3
Evolução da forma de
gestão
A Ramada monitoriza os indicadores associados ao presente tema e reporta-
os no presente relatório, no capítulo O nosso compromisso económico >
Gestão da Cadeia de Fornecedores.
Relatório e Contas 2021
Relatório de Sustentabilidade
138
204-1
Proporção de
despesa com
fornecedores locais
O nosso compromisso económico > Gestão da Cadeia de Fornecedores
308-1
Novos Fornecedores
selecionados com
base em critérios
ambientais
O nosso compromisso económico > Gestão da Cadeia de Fornecedores
414-1
Novos Fornecedores
selecionados com
base em critérios
sociais
O nosso compromisso económico > Gestão da Cadeia de Fornecedores
GRI 300- Divulgações Ambientais
Divulgações
Localização/Omissão
302- Energia
103-1
Explicação do tema
material e dos seus
limites
Os temas materiais da Ramada Investimentos e Indústria S.A. foram
definidos conforme descrito no capítulo Materialidade. O tema da Energia,
Consumo e Soluções Renováveis (designado no relatório por Energia) foi
considerado um tema de materialidade elevada.
103-2
A forma de gestão e
os seus componentes
A Ramada conta com diversas iniciativas relacionadas com o tema da
Energia, Consumo e Soluções Renováveis (designado no relatório por
Energia), reportando-as no presente relatório, no capítulo O nosso
compromisso ambiental > Energia.
103-3
Evolução da forma de
gestão
A Ramada monitoriza os indicadores associados ao presente tema e reporta-
os no presente relatório, no capítulo O nosso compromisso ambiental >
Energia.
302-1
Consumo de energia
O nosso compromisso ambiental > Energia
302-3
Intensidade
energética
O nosso compromisso ambiental > Energia
303- Água e Efluentes
103-1
Explicação do tema
material e dos seus
limites
Os temas materiais da Ramada Investimentos e Indústria, S.A. foram
definidos conforme descrito no capítulo Materialidade. O tema da Água foi
considerado um tema de materialidade elevada.
103-2
A forma de gestão e
os seus componentes
A Ramada promove diversas iniciativas relacionadas com o tema da Água,
reportando-as no presente relatório, no capítulo O nosso compromisso
ambiental > Água
103-3
Evolução da forma de
gestão
A Ramada monitoriza os indicadores associados ao presente tema e reporta-
os no presente relatório, no capítulo O nosso compromisso ambiental > Água
303-1
Interações com a
água como recurso
partilhado
O nosso compromisso ambiental > Água
303-2
Gestão de impactos
relacionados com os
efluentes
O nosso compromisso ambiental > Água
303-3
Captação de água
O nosso compromisso ambiental > Água
306- Resíduos
103-1
Explicação do tema
material e dos seus
limites
Os temas materiais da Ramada Investimentos e Indústria, S.A. foram
definidos conforme descrito no capítulo Materialidade. O tema dos Resíduos
foi considerado um tema de materialidade elevada.
103-2
A forma de gestão e
os seus componentes
A Ramada promove diversas iniciativas relacionadas com o tema dos
Resíduos, reportando-as no presente relatório, no capítulo O nosso
compromisso ambiental > Resíduos.
103-3
Evolução da forma de
gestão
A Ramada monitoriza os indicadores associados ao presente tema e reporta-
os no presente relatório, no capítulo O nosso compromisso ambiental >
Resíduos.
Relatório e Contas 2021
Relatório de Sustentabilidade
139
306-1
Geração de resíduos
e impactos
significativos
relacionados com
resíduos
O nosso compromisso ambiental > Resíduos
306-2
Gestão de impactos
significativos
relacionados com
resíduos
O nosso compromisso ambiental > Resíduos
306-3
Resíduos gerados
O nosso compromisso ambiental > Resíduos
307- Conformidade Ambiental
307-1
Não conformidade
com leis e
regulamentos
ambientais
Em 2021 não foram registadas não-conformidades ou sanções relativas a
incumprimentos com leis e regulamentos ambientais.
GESTÃO DE OUTROS TEMAS MATERIAIS DE DESEMPENHO AMBIENTAL
REDUÇÃO DAS EMISSÕES
103-1
Explicação do tema
material e dos seus
limites
Os temas materiais da Ramada Investimentos e Indústria, S.A. foram
definidos conforme descrito no capítulo Materialidade. O tema da Redução
das Emissões foi considerado um tema de materialidade elevada.
103-2
A forma de gestão e
os seus componentes
A Ramada conta com diversas iniciativas relacionadas com o tema da
Redução das Emissões, reportando-as no presente relatório, no capítulo O
nosso compromisso ambiental > Emissões.
103-3
Evolução da forma de
gestão
A Ramada monitoriza os indicadores associados ao presente tema e reporta-
os no presente relatório, no capítulo O nosso compromisso ambiental >
Emissões.
GRI 400- Divulgações Sociais
Divulgações
Localização/Omissão
401- Emprego
401-1
Novas contratações e
rotatividade dos
colaboradores
Ver tabela abaixo.
2021
Masculino
Feminino
Total
Taxa de admissões
15 %
15 %
15 %
até 30 anos
8 %
2 %
7 %
30-50 anos
4 %
12 %
5 %
mais de 50 anos
3 %
2 %
2 %
Taxa de saídas
15 %
7 %
14 %
até 30 anos
5 %
— %
4 %
30-50 anos
7 %
7 %
7 %
mais de 50 anos
3 %
— %
2 %
403- Saúde e segurança ocupacional
103-1
Explicação do tema
material e dos seus
limites
Os temas materiais da Ramada Investimentos e Indústria, S.A. foram
definidos conforme descrito no capítulo Materialidade. O tema do Bem-Estar,
Saúde e Segurança (designado por Saúde e Segurança) foi considerado um
tema de materialidade elevada.
103-2
A forma de gestão e
os seus componentes
A Ramada promove diversas iniciativas relacionadas com o tema do Bem-
Estar, Saúde e Segurança, reportando-as no presente relatório, no capítulo
O nosso compromisso social > As Pessoas > Saúde e Segurança.
103-3
Evolução da forma de
gestão
A Ramada monitoriza os indicadores associados ao presente tema e reporta-
os no presente relatório, no capítulo O nosso compromisso social > As
Pessoas > Saúde e Segurança.
Relatório e Contas 2021
Relatório de Sustentabilidade
140
403-1
Sistema de gestão de
saúde e segurança do
trabalho
Compromissos e Certificações e O nosso compromisso social > As Pessoas
> Saúde e Segurança
403-2
Identificação de
perigos, avaliação de
riscos e investigação
de incidentes
O nosso compromisso social > As Pessoas > Saúde e Segurança
403-3
Serviços de saúde do
trabalho
O nosso compromisso social > As Pessoas > Saúde e Segurança
403-4
Participação dos
trabalhadores,
consulta e
comunicação aos
trabalhadores
referentes a saúde e
segurança do trabalho
O nosso compromisso social > As Pessoas > Saúde e Segurança
403-5
Formação de
trabalhadores em
saúde e segurança do
trabalho
O nosso compromisso social > As Pessoas > Formação
403-6
Promoção da saúde
do trabalhador
O nosso compromisso social > As Pessoas > Saúde e Segurança
403-7
Prevenção e
mitigação de impactos
de saúde e segurança
do trabalho
diretamente
vinculados com
relações de negócios
O nosso compromisso social > As Pessoas > Saúde e Segurança
403-9
Acidentes de trabalho
O nosso compromisso social > As Pessoas > Saúde e Segurança
2021
Fatalidades
0
Número de acidentes de trabalho
86
N.º de acidentes de trabalho de consequência grave excepto óbitos
0
Índice de óbitos resultantes de acidente de trabalho
0,00
Índice de acidentes de trabalho
99,38
Índice de acidentes de trabalho com consequência grave (exceto
óbitos)
0,00
Número de horas trabalhadas
865335,45
404- Formação e Educação
103-1
Explicação do tema
material e dos seus
limites
Os temas materiais da Ramada Investimentos e Indústria, S.A. foram
definidos conforme descrito no capítulo Materialidade. O tema da Formação
foi considerado um tema de materialidade elevada.
103-2
A forma de gestão e
os seus componentes
A Ramada promove diversas iniciativas relacionadas com o tema da
Formação, reportando-as no presente relatório, no capítulo O nosso
compromisso social > As Pessoas > Formação
103-3
Evolução da forma de
gestão
A Ramada monitoriza os indicadores associados ao presente tema e reporta-
os no presente relatório, no capítulo O nosso compromisso social > As
Pessoas > Formação
404-1
Médias de horas de
formação por ano e
por colaborador
O nosso compromisso social > As Pessoas > Formação
Relatório e Contas 2021
Relatório de Sustentabilidade
141
404-3
Percentagem de
colaboradores que
recebe avaliações
regulares de
desempenho e
desenvolvimento da
carreira
O nosso compromisso social > As Pessoas > Avaliação de desempenho e
desenvolvimento pessoal
405- Diversidade e Igualdade de Oportunidades
103-1
Explicação do tema
material e dos seus
limites
Os temas materiais da Ramada Investimentos e Indústria, S.A. foram
definidos conforme descrito no capítulo Materialidade. O tema da Igualdade
de Oportunidades e Diversidade foi considerado um tema de materialidade
elevada.
103-2
A forma de gestão e
os seus componentes
A Ramada promove diversas iniciativas relacionadas com o tema da
Igualdade de Oportunidades e Diversidade, reportando-as no presente
relatório, no capítulo O nosso compromisso social > As Pessoas > Igualdade
de Oportunidades e Diversidade
103-3
Evolução da forma de
gestão
A Ramada monitoriza os indicadores associados ao presente tema e reporta-
os no presente relatório, no capítulo O nosso compromisso social > As
Pessoas > Igualdade de Oportunidades e Diversidade
405-1
Diversidade dos
órgãos de
Governação e
colaboradores
Governação, Ética, Compliance e Gestão do Risco > Governação e O nosso
compromisso social > As Pessoas
Nota: Em 2021 não foi possível apresentar informação por categoria
profissional, uma vez que estes dados não são monitorizados de forma
uniforme nas várias empresas do Grupo Ramada.
419- Conformidade Socioeconómica
419-1
Não conformidade
com leis e
regulamentos na área
socioeconómica
Em 2021 não foram registadas não-conformidades ou sanções relativas a
incumprimentos com leis e regulamentos socioeconómicos.
GESTÃO DE OUTROS TEMAS MATERIAIS DE DESEMPENHO SOCIAL
TRABALHADORES
103-1
Explicação do tema
material e dos seus
limites
Os temas materiais da Ramada Investimentos e Indústria foram definidos
conforme descrito no capítulo Materialidade. O tema dos Trabalhadores foi
considerado um tema de materialidade elevada
103-2
A forma de gestão e
os seus componentes
A Ramada promove diversas iniciativas relacionadas com o tema dos
Trabalhadores (designado por As Pessoas) reportando-as no presente
relatório, no capítulo O nosso compromisso social > As Pessoas
103-3
Evolução da forma de
gestão
A Ramada monitoriza os indicadores associados ao presente tema e reporta-
os no presente relatório, no capítulo O nosso compromisso social > As
Pessoas
SOCIEDADE
103-1
Explicação do tema
material e dos seus
limites
Os temas materiais da Ramada Investimentos e Indústria foram definidos
conforme descrito no capítulo Materialidade. O tema da Sociedade foi
considerado um tema de materialidade elevada
103-2
A forma de gestão e
os seus componentes
A Ramada promove diversas iniciativas relacionadas com o tema da
Sociedade (designado por A Comunidade) reportando-as no presente
relatório, no capítulo O nosso compromisso social > A Comunidade
103-3
Evolução da forma de
gestão
A Ramada monitoriza os indicadores associados ao presente tema e reporta-
os no presente relatório, no capítulo O nosso compromisso social > A
Comunidade
DIREITOS HUMANOS
103-1
Explicação do tema
material e dos seus
limites
Os temas materiais da Ramada Investimentos e Indústria, S.A. foram
definidos conforme descrito no capítulo Materialidade. O tema dos Direitos
Humanos foi considerado um tema de materialidade elevada.
Relatório e Contas 2021
Relatório de Sustentabilidade
142
103-2
A forma de gestão e
os seus componentes
A Ramada promove diversas iniciativas relacionadas com o tema dos
Direitos Humanos, reportando-as no presente relatório, nos capítulos
Governação, Ética, Compliance e Gestão de Risco > Ética, O nosso
compromisso económico > Gestão da Cadeia de Fornecedores e O nosso
compromisso social > As Pessoas > Igualdade de Oportunidades e
Diversidade
103-3
Evolução da forma de
gestão
A Ramada monitoriza os indicadores associados ao presente tema e reporta-
os no presente relatório, nos capítulos Governação, Ética, Compliance e
Gestão de Risco > Ética, O nosso compromisso económico > Gestão da
Cadeia de Fornecedores e O nosso compromisso social > As Pessoas >
Igualdade de Oportunidades e Diversidade
Relatório e Contas 2021
Relatório de Sustentabilidade
143
RAMADA INVESTIMENTOS E INDÚSTRIA, S.A.
DEMONSTRAÇÕES DA POSIÇÃO FINANCEIRA CONSOLIDADAS
EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021 E 31 DE DEZEMBRO DE 2020
(Montantes expressos em Euros)
ATIVO
Notas
31 12 2021
31 12 2020
ATIVOS NÃO CORRENTES:
Propriedades de investimento
10
88 687 130
88 687 130
Ativos fixos tangíveis
11
20 523 929
18 593 711
Ativos intangíveis
13
11 133
Ativos sob direito de uso
12
489 321
538 757
Goodwill
8
Investimentos em associadas
6
4 839 788
4 554 735
Outros investimentos
7
Outros ativos financeiros
23 221
20 283
Outras dívidas de terceiros
19
187 833
Outros ativos não correntes
14
1 399 771
1 323 213
Ativos por impostos diferidos
15
3 740 880
3 702 248
Total de ativos não correntes
119 704 040
117 619 043
ATIVOS CORRENTES:
Inventários
16
29 302 877
18 794 784
Clientes
17
47 657 107
34 959 861
Outras dívidas de terceiros
19
3 718 961
1 708 636
Imposto sobre o rendimento
18
Outros ativos correntes
106 087
36 854
Caixa e equivalentes de caixa
20
54 558 017
54 472 220
Total de ativos correntes
135 343 049
109 972 355
Total do ativo
255 047 089
227 591 398
CAPITAL PRÓPRIO E PASSIVO
Notas
31 12 2021
31 12 2020
CAPITAL PRÓPRIO:
Capital social
25 641 459
25 641 459
Reserva legal
7 193 058
7 193 058
Outras reservas
81 604 458
89 926 559
Resultado líquido consolidado do período
15 088 651
6 988 597
Total do capital próprio atribuível aos acionistas da Empresa-Mãe
21
129 527 626
129 749 673
Interesses que não controlam
22
Total do capital próprio
129 527 626
129 749 673
PASSIVO:
PASSIVO NÃO CORRENTE:
Empréstimos bancários
23
31 487 401
37 487 401
Outros empréstimos
23
868 079
2 330 007
Passivo da Locação
12
286 125
213 399
Provisões
27
2 160 000
660 000
Passivos por impostos diferidos
15
915 794
917 310
Total de passivos não correntes
35 717 399
41 608 117
PASSIVO CORRENTE:
Empréstimos bancários
23
6 000 000
6 000 000
Outros empréstimos
23
27 309 887
19 574 183
Passivo da Locação
12
203 196
325 358
Fornecedores
24
43 474 569
24 086 736
Outras dívidas a terceiros
25
4 823 147
2 146 818
Imposto sobre o rendimento
18
2 547 460
296 507
Outros passivos correntes
26
5 443 805
3 804 006
Total de passivos correntes
89 802 064
56 233 608
Total de passivos
125 519 463
97 841 725
Total do passivo e capital próprio
255 047 089
227 591 398
As notas anexas fazem parte integrante das demonstrações financeiras consolidadas.
O Contabilista CertificadoO Conselho de Administração
Relatório e Contas 2021
Demonstrações Financeiras Consolidadas
e Notas Anexas em 31 de dezembro de 2021
(montantes expressos em Euros)
145
RAMADA INVESTIMENTOS E INDÚSTRIA, S.A.
DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS DOS RESULTADOS POR NATUREZAS
PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021 E 2020
(Montantes expressos em Euros)
Notas
31.12.2021
31.12.2020
Vendas e prestações de serviços
37
142 781 540
102 702 170
Outros rendimentos
29
2 128 198
599 839
Custo das vendas e variação da produção
16
(86 964 528)
(63 662 077)
Fornecimentos e serviços externos
30
(19 702 638)
(13 373 008)
Gastos com pessoal
31
(13 834 119)
(10 044 472)
Amortizações e depreciações
32
(3 221 049)
(3 192 290)
Provisões e perdas por imparidade
27
(1 543 798)
(2 686 918)
Outros gastos
33
(713 939)
(574 843)
Resultados relativos a investimentos
6
285 053
54 735
Gastos financeiros
34
(965 218)
(1 189 946)
Rendimentos financeiros
34
83 539
60 357
Resultado antes de impostos
18 333 041
8 693 547
Impostos sobre o rendimento
15
(3 244 390)
(1 704 950)
Resultado líquido consolidado do período
15 088 651
6 988 597
Atribuível a:
Detentores de capital próprio da empresa-mãe
15 088 651
6 988 597
Interesses que não controlam
Resultados por ação:
Básico
36
0,59
0,27
Diluído
36
0,59
0,27
As notas anexas fazem parte integrante das demonstrações financeiras consolidadas.
O Contabilista CertificadoO Conselho de Administração
Relatório e Contas 2021
Demonstrações Financeiras Consolidadas
e Notas Anexas em 31 de dezembro de 2021
(montantes expressos em Euros)
146
RAMADA INVESTIMENTOS E INDÚSTRIA, S.A.
DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS DO RENDIMENTO INTEGRAL
PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021 E 2020
(Montantes expressos em Euros)
Notas
31.12.2021
31.12.2020
Resultado líquido consolidado do período
15 088 651
6 988 597
Outro rendimento integral:
Itens que não serão reclassificados para o resultado líquido:
Variações nos fundos de pensões - valor bruto
14
74 177
(4 356)
Variações nos fundos de pensões - imposto diferido
Itens que futuramente podem ser reclassificados para a demonstração de resultados:
Outros
Outro rendimento integral do período
74 177
(4 356)
Total do rendimento integral consolidado do período
15 162 828
6 984 241
Atribuível a:
Detentores de capital próprio da empresa-mãe
15 162 828
6 984 241
Operações continuadas
15 162 828
6 984 241
As notas anexas fazem parte integrante das demonstrações financeiras consolidadas.
O Conselho de AdministraçãoO Conselho de Administração
Relatório e Contas 2021
Demonstrações Financeiras Consolidadas
e Notas Anexas em 31 de dezembro de 2021
(montantes expressos em Euros)
147
RAMADA INVESTIMENTOS E INDÚSTRIA, S.A.
DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS DAS ALTERAÇÕES NO CAPITAL PRÓPRIO
PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021 e 2020
(Montantes expressos em Euros)
Atribuível aos Acionistas da Empresa-Mãe
Notas
Capital social
Reserva legal
Outras reservas
e
resultados
transitados
Resultado líquido
do
exercício
Total
Interesses que
não
controlam
Total do Capital
Próprio
Saldo em 1 de janeiro de 2020
25 641 459
7 193 058
81 800 669
8 130 246
122 765 432
122 765 432
Total do rendimento integral consolidado
do exercício
(4 356)
6 988 597
6 984 241
6 984 241
Aplicação do resultado líquido
consolidado de 2019:
Transferência para reserva legal e
outras reservas
8 130 246
(8 130 246)
Dividendos distribuídos
Outros
Saldo em 31 de dezembro de 2020
21
25 641 459
7 193 058
89 926 559
6 988 597
129 749 673
129 749 673
Saldo em 1 de janeiro de 2021
25 641 459
7 193 058
89 926 559
6 988 597
129 749 673
129 749 673
Total do rendimento integral consolidado
do exercício
74 177
15 088 651
15 162 828
15 162 828
Aplicação do resultado líquido
consolidado de 2020:
Transferência para reserva legal e
outras reservas
6 988 597
(6 988 597)
Dividendos distribuídos
(15 384 875)
(15 384 875)
(15 384 875)
Outros
Saldo em 31 de dezembro de 2021
21
25 641 459
7 193 058
81 604 458
15 088 651
129 527 626
129 527 626
As notas anexas fazem parte integrante das demonstrações financeiras consolidadas.
O Contabilista certificadoO Conselho de Administração
Relatório e Contas 2021
Demonstrações Financeiras Consolidadas
e Notas Anexas em 31 de dezembro de 2021
(montantes expressos em Euros)
148
RAMADA INVESTIMENTOS E INDÚSTRIA, S.A.
DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS DOS FLUXOS DE CAIXA
PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021 E 2020
(Montantes expressos em Euros)
Notas
31.12.2021
31.12.2020
Atividades operacionais:
Recebimentos de clientes
155 179 953
114 382 912
Pagamentos a fornecedores
(110 693 581)
(67 720 883)
Pagamentos ao pessoal
(7 253 649)
(6 648 105)
Recebimento / Pagamento de imposto sobre o rendimento
(2 084 740)
(1 256 034)
Outros recebimentos / pagamentos
(13 485 583)
21 662 400
(15 759 501)
22 998 389
Fluxos gerados pelas atividades operacionais (1)
21 662 400
22 998 389
Atividades de investimento:
Recebimentos provenientes de:
Ativos fixos tangíveis
335 591
53 372
Propriedades de investimento
Investimentos financeiros
6
Subsídios ao investimento
Juros e proveitos similares
6 118
341 709
13 523
66 895
Pagamentos relativos a:
Investimentos financeiros
6.3 e 7
(522 135)
Ativos intangíveis
(1 497)
Ativos fixos tangíveis
(5 405 330)
(1 001 245)
Propriedades de investimento
(290)
Empréstimos Concedidos
(5 406 827)
(1 523 670)
Fluxos gerados pelas atividades de investimento (2)
(5 065 118)
(1 456 775)
Atividades de financiamento:
Recebimentos provenientes de:
Outras operações de financiamento
Empréstimos obtidos
134 616 713
134 616 713
173 656 102
173 656 102
Pagamentos respeitantes a:
Juros e custos similares
(888 573)
(1 091 757)
Dividendos
21
(15 384 875)
Passivo da Locação
(261 134)
(435 871)
Empréstimos obtidos
(133 097 024)
(149 631 606)
(191 988 044)
(193 515 672)
Fluxos gerados pelas atividades de financiamento (3)
(15 014 893)
(19 859 570)
Caixa e seus equivalentes no início do exercício
20
52 975 628
51 293 584
Variação de caixa e seus equivalentes: (1)+(2)+(3)
1 582 389
1 682 044
Caixa e seus equivalentes no fim do exercício
20
54 558 017
52 975 628
O Anexo faz parte integrante das demonstrações financeiras consolidadas.
O Contabilista CertificadoO Conselho de Administração
Relatório e Contas 2021
Demonstrações Financeiras Consolidadas
e Notas Anexas em 31 de dezembro de 2021
(montantes expressos em Euros)
149
1.NOTA INTRODUTÓRIA
A RAMADA INVESTIMENTOS E INDÚSTRIA, S.A. (“Ramada Investimentos”, "Grupo Ramada" ou “Grupo”, sem
alterações face ao período de reporte anterior) é uma sociedade anónima constituída em 1 de junho de 2008, em
Portugal, com sede na Rua Manuel Pinto de Azevedo, 818, no Porto, em Portugal e tem como atividade principal a
gestão de participações sociais, sendo as suas ações cotadas na Euronext Lisbon, desde 2008.
Como consequência da Assembleia Geral datada de 4 de Maio de 2018 a até então denominada F. Ramada
Investimentos SGPS, S.A., alterou a sua designação, para RAMADA INVESTIMENTOS E INDÚSTRIA, S.A, bem
como o seu objeto social de sociedade gestora de participações sociais para a prestação de serviços de consultoria
de gestão, incluindo financeira e administrativa, realização e gestão de investimentos imobiliários, mobiliários, e
financeiros, aquisição e alienação de valores mobiliários, locação, construção, reabilitação, gestão, administração e
conservação de imóveis.
O Grupo Ramada foi constituído no âmbito do projeto de reestruturação da Altri, SGPS, S.A. através da cisão da
área de negócio de gestão do setor dos aços e soluções de armazenagem, nomeadamente a participação social
detida na Ramada Aços S.A., representativa da totalidade dos direitos de voto dessa empresa participada, na
modalidade de cisão-simples prevista na alínea a) do n.º 1 do art.º 118º do Código das Sociedades Comerciais.
Com este processo foi destacada para a Ramada Investimentos, a parcela do património da Altri, SGPS, S.A.
correspondente à unidade de negócio de gestão de participações no setor dos aços e soluções de armazenagem,
incluindo todos os demais recursos (designadamente pessoas, ativos e passivos) afetos ao respetivo negócio.
Atualmente, a Ramada Investimentos é a empresa-mãe do grupo de empresas indicado na Nota 6 (Grupo Ramada)
que no seu conjunto, exploram dois segmentos de negócio distintos: i) Segmento Indústria, que inclui a atividade
dos aços especiais e trefilaria, assim como a atividade relacionada com a gestão de investimentos financeiros
relativos a participações em que o Grupo é minoritário; e ii) Segmento Imobiliário, vocacionado para a gestão de
ativos imobiliários.
As demonstrações financeiras consolidadas do Grupo Ramada são apresentadas em Euros em valores
arredondados à unidade, sendo esta a divisa utilizada pelo Grupo nas suas operações e como tal considerada a
moeda funcional.
As demonstrações financeiras foram aprovadas pelo Conselho de Administração e autorizadas para emissão no dia
7 de abril de 2022. A sua aprovação final está ainda sujeita a concordância da Assembleia Geral de Acionistas,
sendo expectativa do Grupo e do Conselho de Administração que as mesmas serão aprovadas sem alterações
significativas.
Relatório e Contas 2021
Demonstrações Financeiras Consolidadas
e Notas Anexas em 31 de dezembro de 2021
(montantes expressos em Euros)
150
2.PRINCIPAIS POLÍTICAS CONTABILÍSTICAS
As principais políticas contabilísticas adotadas na preparação das demonstrações financeiras consolidadas anexas
encontram-se descritas abaixo. Estas políticas foram aplicadas de forma consistente nos períodos comparativos.
Adicionalmente, não ocorreram alterações significativas nas principais estimativas utilizadas pelo Grupo na
preparação das demonstrações financeiras consolidadas.
2.1.Bases de apresentação
As demonstrações financeiras consolidadas anexas foram preparadas de acordo com as Normas Internacionais de
Relato Financeiro, tal como adotadas pela União Europeia (“IFRS-UE”) em vigor para o exercício económico iniciado
a 1 de janeiro de 2021. Estas correspondem às Normas Internacionais de Relato Financeiro, emitidas pelo
International Accounting Standards Board (“IASB”) e interpretações emitidas pelo IFRS Interpretations Committee
(“IFRS - IC”) ou pelo anterior Standing Interpretations Committee (“SIC”), que tenham sido adotadas pela União
Europeia à data de publicação de contas.
O Conselho de Administração procedeu à avaliação da capacidade da Empresa, suas subsidiárias e associadas
operarem em continuidade, tendo por base toda a informação relevante, factos e circunstâncias, de natureza
financeira, comercial ou outra, incluindo acontecimentos subsequentes à data de referência das demonstrações
financeiras, disponível sobre o futuro. Em resultado da avaliação efetuada, o Conselho de Administração concluiu
que dispõe de recursos adequados para manter as atividades, não havendo intenção de cessar as atividades no
curto prazo, pelo que considerou adequado o uso do pressuposto da continuidade das operações na preparação
das demonstrações financeiras.
As demonstrações financeiras consolidadas anexas foram preparadas a partir dos livros e registos contabilísticos da
empresa, suas subsidiárias e associadas, ajustados no processo de consolidação, no pressuposto da continuidade
das operações. Na preparação das demonstrações financeiras consolidadas o Grupo tomou por base o custo
histórico.
A preparação das demonstrações financeiras consolidadas em conformidade com as IFRS-UE requer o uso de
estimativas, pressupostos e julgamentos críticos no processo da determinação das políticas contabilísticas a adotar
pelo Grupo, com impacto significativo no valor contabilístico dos ativos e passivos, assim como nos rendimentos e
gastos do período. Apesar de estas estimativas serem baseadas na melhor experiência do Conselho de
Administração e nas suas melhores expectativas em relação aos eventos e ações correntes e futuras, os resultados
atuais e futuros podem diferir destas estimativas. As áreas que envolvem um maior grau de julgamento ou
complexidade, ou áreas em que os pressupostos e as estimativas sejam significativos são apresentadas na Nota 3.
(i)Adoção de normas e interpretações novas, emendadas ou revistas
Até à data de aprovação destas demonstrações financeiras, foram aprovadas (“endorsed”) pela União Europeia as
seguintes normas contabilísticas, interpretações, emendas e revisões, com aplicação obrigatória ao exercício
iniciado em 1 de janeiro de 2021:
Relatório e Contas 2021
Demonstrações Financeiras Consolidadas
e Notas Anexas em 31 de dezembro de 2021
(montantes expressos em Euros)
151
Norma / Interpretação
Aplicável na União
Europeia nos
exercícios iniciados
em ou após
Alterações à IFRS 4 – Contratos de
Seguro
Diferimento da aplicação da IFRS 9
1-jan-21
Esta alteração refere-se às consequências
contabilísticas temporárias que resultam da
diferença entre a data de entrada em vigor da IFRS
9 – Instrumentos Financeiros e da futura IFRS 17 –
Contratos de Seguro. Em concreto, a alteração
efetuada à IFRS 4 adia até 1 de janeiro de 2023 a
data de expiração da isenção temporária da
aplicação da IFRS 9 a fim de alinhar a data efetiva
desta última com a da nova IFRS 17.
A isenção temporária referida é de aplicação
facultativa e apenas disponível para entidades cujo
as suas atividades estão predominantemente
relacionadas com seguros.
Alterações à IFRS 9, IAS 39, IFRS 7,
IFRS 4 e IFRS 16 – Reforma das
taxas de juro de referência - fase 2
1-jan-21
Estas alterações fazem parte da segunda fase do
projeto “IBOR reform” do IASB e permitem
isenções relacionadas com a reforma do
benchmark para as taxas de juro de referência, por
uma taxa de juros alternativa (Risk Free Rate
(RFR)). As alterações incluem os seguintes
expedientes práticos:
Um expediente prático que requeira mudanças
contratuais, ou mudanças nos fluxos de caixa que
são diretamente exigidas pela reforma, sejam
tratadas da mesma forma que uma alteração de
taxa de juro flutuante, equivalente a um movimento
na taxa de juros de mercado;
Permitir que as mudanças exigidas pela reforma
sejam feitas para designações de cobertura e
documentação de cobertura sem que a relação de
cobertura seja descontinuada;
Fornecer alívio operacional temporário às
entidades que tenham de cumprir o requisito
identificável separadamente quando um
instrumento RFR é designado como cobertura de
um componente de risco.
Relatório e Contas 2021
Demonstrações Financeiras Consolidadas
e Notas Anexas em 31 de dezembro de 2021
(montantes expressos em Euros)
152
Alterações à IFRS 16 - Locações -
Concessões relacionadas com a
COVID-19 ao nível das rendas para
além de 30 de junho de 2021
1-abr-21
Em 28 de maio de 2020, a alteração à IFRS 16
denominada ‘Concessões relacionadas com a
COVID-19’ foi emitida, tendo Introduzido o seguinte
expediente prático: um locatário pode optar por não
avaliar se uma concessão de renda relacionada a
Covid-19 é uma modificação de locação.
Os locatários que optem pela aplicação deste
expediente, contabilizam a alteração aos
pagamentos das rendas resultantes de uma
concessão relacionada com a COVID-19 da
mesma forma que contabilizam uma alteração que
não seja uma modificação da locação de acordo
com a IFRS 16.
Inicialmente, o expediente prático aplicava-se a
pagamentos originalmente devidos até 30 de junho
de 2021, no entanto, devido ao prolongamento do
impacto da pandemia, em 31 de março de 2021, o
mesmo foi alargado para pagamentos
originalmente devidos até 30 de junho de 2022. A
alteração aplica-se a períodos de relatório anuais
iniciados em ou após 1 de abril de 2021.
Em suma, o expediente prático pode ser aplicado
deste que estejam cumpridos os seguintes critérios:
a alteração nos pagamentos de locação resulta
numa retribuição revista para a locação que é
substancialmente igual, ou inferior, à retribuição
imediatamente anterior à alteração;
qualquer redução dos pagamentos de locação
apenas afeta pagamentos devidos em, ou até 30
de junho de 2022; e
não existem alterações significativas a outros
termos e condições da locação.
Não foram produzidos efeitos significativos nas demonstrações financeiras do Grupo no exercício findo em 31 de
dezembro de 2021, decorrente da adoção das normas, interpretações, emendas e revisões acima referidas.
Relatório e Contas 2021
Demonstrações Financeiras Consolidadas
e Notas Anexas em 31 de dezembro de 2021
(montantes expressos em Euros)
153
(ii)Normas, interpretações, emendas e revisões que irão entrar em vigor em exercícios futuros
As seguintes normas contabilísticas e interpretações, com aplicação obrigatória em exercícios económicos futuros,
foram, até à data de aprovação destas demonstrações financeiras, aprovadas (“endorsed”) pela União Europeia:
Norma / Interpretação
Aplicável na União
Europeia nos
exercícios iniciados
em ou após
Alterações à IFRS 3 – Referências à
Estrutura Conceptual para o Relato
Financeiro
1-jan-22
Esta alteração atualiza as referências à Estrutura
Conceptual no texto da IFRS 3, não tendo sido
introduzidas alterações aos requisitos
contabilísticos para as concentrações de atividades
empresariais.
É também clarificado o tratamento contabilístico a
adotar relativamente aos passivos e passivos
contingentes no âmbito da IAS 37 e IFRIC 21,
incorridos separadamente versus os que foram
incluídos numa concentração de atividades
empresariais.
A alteração é de aplicação prospetiva.
Alterações à IAS 16 – Rendimentos
obtidos antes da entrada em
funcionamento
1-jan-22
Clarifica o tratamento contabilístico dado à
contraprestação obtida com a venda de produtos
que resultam da produção em fase de teste dos
ativos fixos tangíveis, proibindo a sua dedução ao
custo de aquisição dos ativos. A entidade
reconhece os rendimentos obtidos da venda de tais
produtos e os custos da sua produção nos
resultados.
Alterações à IAS 37 – Contratos
onerosos – custos de cumprir com um
contrato
1-jan-22
Esta alteração especifica que na avaliação sobre
se um contrato é ou não oneroso, apenas podem
ser considerados os gastos diretamente
relacionados com o cumprimento do contrato, como
os custos incrementais relacionados com mão-de-
obra direta e materiais e a alocação de outros
gastos diretamente relacionados como a alocação
dos gastos de depreciação dos ativos tangíveis
utilizados para realizar o contrato.
Os custos gerais e administrativos não se
relacionam diretamente com um contrato e são
excluídos exceto se forem explicitamente debitados
à contraparte de acordo com o contrato.
Esta alteração deverá ser aplicada aos contratos
que, no início do primeiro período anual de relato
ao qual a alteração é aplicada, ainda incluam
obrigações contratuais por satisfazer, sem haver
lugar à reexpressão do comparativo.
Relatório e Contas 2021
Demonstrações Financeiras Consolidadas
e Notas Anexas em 31 de dezembro de 2021
(montantes expressos em Euros)
154
Alterações à IFRS 1 – Subsidiária
enquanto adotante das IFRS pela
primeira vez (incluída nas melhorias
anuais relativas ao ciclo 2018-2020)
1-jan-22
Esta melhoria clarifica que, quando a subsidiária
optar pela mensuração dos seus ativos e passivos
pelos montantes incluídos nas demonstrações
financeiras consolidadas da empresa-mãe
(assumindo que não ocorreu nenhum ajuste no
processo de consolidação), a mensuração das
diferenças de transposição acumuladas de todas
as operações estrangeiras podem ser efetuadas
pelos montantes que seriam registados nas
demonstrações financeiras consolidadas, baseado
na data de transição da empresa-mãe para as
IFRS.
Alterações à IFRS 9 –
Desreconhecimento de passivos
financeiros – Comissões a incluir no
teste dos ‘10 por cento’ de variação
(incluída nas melhorias anuais
relativas ao ciclo 2018-2020)
1-jan-22
Esta melhoria vem clarificar quais as comissões
que uma entidade deve incluir ao avaliar se os
termos de um passivo financeiro são
substancialmente diferentes dos termos do passivo
financeiro original. Esta melhoria clarifica que no
âmbito dos testes de desreconhecimento efetuados
aos passivos renegociados, deverão apenas ser
incluídas as comissões pagas ou recebidas entre o
devedor e o credor, incluindo as comissões pagas
ou recebidas pelo devedor ou pelo credor em nome
do outro.
Alterações à IAS 41 – Tributação e
mensuração do justo valor (incluída
nas melhorias anuais relativas ao ciclo
2018-2020)
1-jan-22
Esta melhoria elimina o requisito de exclusão dos
fluxos de caixa fiscais na mensuração de justo
valor dos ativos biológicos, assegurando a
consistência com os princípios a IFRS 13 – Justo
valor.
IFRS 17 – Contratos de Seguro; inclui
emendas à IFRS 17 (algumas das
quais não aprovadas)
1-jan-23
A IFRS 17 aplica-se a todos os contratos de seguro
(i.e., vida, não vida, seguros diretos e resseguros),
independentemente do tipo de entidades que os
emite, bem como a algumas garantias e a alguns
instrumentos financeiros com características de
participação discricionária. Em termos gerais, IFRS
17 fornece um modelo contabilístico para os
contratos de seguro de maior utilidade e mais
consistente para os emitentes. Contrastando com
os requisitos da IFRS 4, que são baseadas em
políticas contabilísticas locais adotadas
anteriormente, a IFRS 17 fornece um modelo
integral para contratos de seguro, cobrindo todos
os aspetos contabilísticos relevantes.
Alterações à IAS 8 – Definição de
estimativas contabilísticas
1-jan-23
A alteração vem esclarecer qual a distinção entre
alteração de estimativa contabilística, alteração de
política contabilística e a correção de erros.
Adicionalmente, esclarece de que forma uma
entidade usa as técnicas de mensuração e inputs
para desenvolver estimativas contabilísticas.
Relatório e Contas 2021
Demonstrações Financeiras Consolidadas
e Notas Anexas em 31 de dezembro de 2021
(montantes expressos em Euros)
155
Alterações à IAS 1 – Divulgação de
políticas contabilísticas
1-jan-23
Estas alterações pretendem auxiliar a entidade na
divulgação das políticas contabilísticas ‘materiais’,
anteriormente designadas por políticas
'significativas’. No entanto devido à inexistência
deste conceito nas normas IFRS, foi decidido
substituir pelo conceito “materialidade”, um
conceito já conhecido pelos utilizadores das
demonstrações financeiras.
Ao avaliar a materialidade das políticas
contabilísticas, a entidade tem de considerar não
só a dimensão das transações como também
outros eventos ou condições e a natureza dos
mesmos.
Estas emendas apesar de aprovadas (“endorsed”) pela União Europeia, não foram adotadas pelo Grupo em 2021,
em virtude de a sua aplicação não ser ainda obrigatória. Não se estima que da futura adoção das referidas emendas
decorram impactos significativos para as demonstrações financeiras.
(iii)Normas e interpretações novas, emendadas ou revistas não adotadas pela União Europeia
As seguintes normas contabilísticas e interpretações foram emitidas pelo IASB e não se encontravam ainda
aprovadas (“endorsed”) pela União Europeia:
Norma / Interpretação
Aplicável na União
Europeia nos
exercícios iniciados
em ou após
Alterações à IAS 1 – Apresentação
das demonstrações financeiras –
Classificação de passivos correntes e
não correntes
1-jan-23
Esta alteração pretende clarificar a classificação
dos passivos como saldos correntes ou não
correntes em função dos direitos que uma entidade
tem de diferir o seu pagamento, no final de cada
período de relato.
A classificação dos passivos não é afetada pelas
expectativas da entidade (a avaliação deverá
determinar se um direito existe, mas não deverá
considerar se a entidade irá ou não exercer tal
direito), ou por eventos ocorridos após a data de
relato, como seja o incumprimento de um
“covenant”.
No entanto, se o direito de adiar a liquidação por
pelo menos doze meses estiver sujeito ao
cumprimento de determinadas condições após a
data de balanço, esses critérios não afetam o
direito de diferir a liquidação cuja finalidade seja de
classificar um passivo como corrente ou não
corrente.
Esta alteração inclui ainda uma nova definição de
“liquidação” de um passivo e é de aplicação
retrospetiva.
Relatório e Contas 2021
Demonstrações Financeiras Consolidadas
e Notas Anexas em 31 de dezembro de 2021
(montantes expressos em Euros)
156
Alterações à IAS 12 – Imposto diferido
relacionados com ativos e passivos
decorrentes a uma transação única
1-jan-23
As alterações esclarecem que os pagamentos que
liquidem um passivo são fiscalmente dedutíveis,
contudo trata-se de uma questão de julgamento
profissional se tais deduções são atribuíveis ao
passivo que está reconhecido nas demonstrações
financeiras ou ao ativo relacionado. Isto é
importante para determinar se existem diferenças
temporárias no reconhecimento inicial do ativo ou
do passivo.
De acordo com estas alterações, a exceção de
reconhecimento inicial não é aplicável às
transações que originaram diferenças temporárias
tributáveis e dedutíveis iguais. Apenas é aplicável
se o reconhecimento de um leasing ativo e um
leasing passivo derem origem a diferenças
temporárias tributáveis e dedutíveis que não sejam
iguais.
Alterações à IFRS 17 – Contratos de
seguro – Aplicação inicial da IFRS 17
e IFRS 9 – Informação comparativa
1-jan-23
Esta alteração à IFRS 17 refere-se à apresentação
de informação comparativa de ativos financeiros na
aplicação inicial da IFRS 17.
A emenda adiciona uma opção de transição que
permite que uma entidade aplique um ‘overlay’ na
classificação de um ativo financeiro no(s)
período(s) comparativo(s) apresentado(s) na
aplicação inicial da IFRS 17. O ‘overlay’ permite
que todos os ativos financeiros, incluindo aqueles
mantidos em relação a atividades não relacionadas
a contratos dentro do âmbito da IFRS 17 ser
classificado, instrumento a instrumento, no(s)
período(s) comparativo(s) de forma alinhada com a
forma como a entidade espera que esses ativos
sejam classificados na aplicação inicial da IFRS 9.
Estas normas não foram ainda adotadas (“endorsed”) pela União Europeia e, como tal, não foram aplicadas pelo
Grupo no exercício findo em 31 de dezembro de 2021.
Relativamente a estas normas e interpretações, emitidas pelo IASB mas ainda não aprovadas (“endorsed”) pela
União Europeia, não se estima que da futura adoção das mesmas decorram impactos significativos para as
demonstrações financeiras anexas.
Relatório e Contas 2021
Demonstrações Financeiras Consolidadas
e Notas Anexas em 31 de dezembro de 2021
(montantes expressos em Euros)
157
2.2.Bases de Consolidação
Os princípios de consolidação adotados pelo Grupo Ramada na preparação das suas demonstrações financeiras
consolidadas são os seguintes:
a)Investimentos financeiros em subsidiárias
As participações financeiras em empresas nas quais o Grupo Ramada detenha, direta ou indiretamente controlo,
são incluídas nas demonstrações financeiras consolidadas pelo método de consolidação integral. O Grupo detém
controlo das participadas nas situações em que cumulativamente preenche as seguintes condições: i) tem poder
sobre a participada; ii) está exposta a, ou tem direito sobre resultados variáveis por via do seu relacionamento com a
participada; e iii) tem capacidade de utilizar o seu poder sobre a participada para afetar o montante dos seus
resultados.
Geralmente, presume-se que existe controlo quando o Grupo detém a maioria dos direitos de voto. Para suportar
esta presunção e nos casos em que o Grupo não detém a maioria dos direitos de voto da investida, todos os factos
e circunstâncias relevantes são tidos em conta nas avaliações sobre a existência de poder e controlo, tais como: (a)
Acordos contratuais com outros detentores de direitos de voto; (b) Direitos provenientes de outros acordos
contratuais; e(c) Os direitos de voto existentes e potenciais.
O controlo é reavaliado pelo Grupo sempre que se verifiquem factos e circunstâncias que indiquem a ocorrência de
alterações em uma ou mais das condições de controlo referidas acima.
Sempre que necessário, são efetuados ajustamentos às demonstrações financeiras das subsidiárias para adequar
as suas políticas contabilísticas às usadas pelo Grupo. Os saldos e transações e fluxos de caixa entre entidades do
Grupo, bem como os ganhos não realizados em transações entre empresas do Grupo são eliminados. Perdas não
realizadas são também eliminadas exceto se a transação revelar evidência de imparidade de um bem transferido.
O capital próprio e o resultado líquido destas empresas correspondente à participação de terceiros nas mesmas são
apresentados separadamente na demonstração da posição financeira consolidada e na demonstração dos
resultados consolidada nas rubricas “Interesses que não controlam”.
O rendimento integral total é atribuído aos proprietários da empresa-mãe e dos interesses que não controlam,
mesmo que isso resulte num saldo deficitário ao nível dos interesses que não controlam.
Os resultados das subsidiárias adquiridas ou vendidas durante o exercício estão incluídos nas demonstrações dos
resultados desde a data de tomada de controlo ou até à data da cedência de controlo.
b)Investimentos financeiros em empresas associadas
Os investimentos financeiros em empresas associadas (entendendo o Grupo como tal, as empresas onde exerce
uma influência significativa, mas em que não detém o controlo ou o controlo conjunto das mesmas através da
participação nas decisões financeiras e operacionais da Empresa – geralmente investimentos representando entre
20% a 50% do capital de uma empresa) são registados pelo método da equivalência patrimonial.
De acordo com o método da equivalência patrimonial, os investimentos financeiros em empresas associadas são
inicialmente contabilizados pelo custo de aquisição. As participações financeiras são posteriormente ajustadas
anualmente pelo valor correspondente à participação nos resultados líquidos das associadas por contrapartida de
ganhos ou perdas do exercício. Adicionalmente, os dividendos destas empresas são registados como uma
diminuição do valor do investimento, e a parte proporcional nas variações dos capitais próprios é registada como
uma variação do capital próprio do Grupo.
Após a aplicação do método da equivalência patrimonial, o Grupo avalia a existência de indícios de imparidade.
Caso existam, o Grupo calcula o valor recuperável do investimento e reconhece uma perda por imparidade se este
Relatório e Contas 2021
Demonstrações Financeiras Consolidadas
e Notas Anexas em 31 de dezembro de 2021
(montantes expressos em Euros)
158
for inferior ao valor contabilístico do investimento, na linha “Resultados relativos a investimentos” da demonstração
de resultados. Quando as perdas por imparidade reconhecidas em exercícios anteriores deixam de existir são objeto
de reversão.
Quando a proporção do Grupo nos prejuízos acumulados da associada excede o valor pelo qual o investimento se
encontra registado, o investimento é reportado por valor nulo, exceto quando o Grupo tenha assumido
compromissos para com a associada, registando nesses casos uma provisão para fazer face a essas obrigações.
Os ganhos não realizados em transações com empresas associadas são eliminados proporcionalmente ao interesse
do Grupo na associada por contrapartida do investimento nessa mesma associada. As perdas não realizadas são
similarmente eliminadas, mas somente até ao ponto em que a perda não evidencie que o ativo transferido esteja em
situação de imparidade.
As políticas contabilísticas de associadas são alteradas sempre que necessário, de forma a garantir consistência
com as políticas adotadas pelo Grupo.
2.3.Concentrações de atividades empresariais e Goodwill
As diferenças entre o preço de aquisição dos investimentos financeiros em empresas subsidiárias, acrescido do
valor dos interesses que não controlam, e o montante atribuído ao justo valor dos ativos e passivos identificáveis
dessas empresas à data da sua aquisição, quando positivas são registadas na rubrica “Goodwill” e quando
negativas, após uma reavaliação do seu apuramento, são registadas diretamente na demonstração dos resultados.
As diferenças entre o preço de aquisição dos investimentos financeiros em empresas associadas e o montante
atribuído ao justo valor dos ativos e passivos identificáveis dessas empresas à data da sua aquisição, quando
positivas, são mantidas na rubrica “Investimentos em empresas associadas” e, quando negativas, após uma
reavaliação do seu apuramento, são registadas diretamente na demonstração dos resultados, na rubrica
“Resultados relativos a investimentos”.
As diferenças entre o custo de aquisição dos investimentos em subsidiárias sedeadas no estrangeiro e o justo valor
dos ativos e passivos identificáveis dessas subsidiárias à data da sua aquisição, são registadas na moeda de
reporte dessas subsidiárias, sendo convertidas para a moeda de reporte do Grupo (Euro) à taxa de câmbio em vigor
na data da demonstração da posição financeira. As diferenças cambiais geradas nessa conversão são registadas na
rubrica “Reserva de conversão cambial” incluída na rubrica “Outras reservas”.
O Grupo Ramada, numa base de transação a transação (para cada concentração de atividades empresariais), opta
por mensurar qualquer interesse sem controlo na empresa adquirida ou pelo justo valor ou pela parte proporcional
dos interesses sem controlo nos ativos líquidos identificáveis da adquirida. Até 1 de janeiro de 2010, os "interesses
que não controlam" eram valorizados exclusivamente de acordo com a proporção do justo valor dos ativos e
passivos adquiridos.
O valor dos pagamentos contingentes futuros é reconhecido como passivo no momento da concentração
empresarial de acordo com o seu justo valor, sendo que qualquer alteração ao valor reconhecido inicialmente é
registada em contrapartida do valor de “Goodwill”, mas apenas se ocorrer dentro do período de mensuração (12
meses após a data de aquisição) e se estiver relacionada com factos e circunstâncias que existiam à data de
aquisição, caso contrário deverá ser registada por contrapartida da demonstração dos resultados, a menos que esse
pagamento contingente esteja classificado como capital próprio, sendo que neste caso não deve ser remensurado e,
apenas aquando da sua liquidação, será reconhecido o impacto em capital próprio.
Transações de compra ou venda de interesses em entidades já controladas, sem que tal resulte em perda de
controlo são tratadas como transações entre detentores de capital afetando apenas as rubricas de capital próprio
sem que exista impacto na rubrica “Goodwill” ou na demonstração dos resultados.
Quando a combinação de negócios é efetuada em fases, o justo valor na data de aquisição anterior dos interesses
detidos é remensurado para o justo valor na data em que o controlo é obtido, por contrapartida de resultados do
período em que o controlo é atingido, afetando a determinação do Goodwill ou de alocação do preço de compra.
Relatório e Contas 2021
Demonstrações Financeiras Consolidadas
e Notas Anexas em 31 de dezembro de 2021
(montantes expressos em Euros)
159
No momento em que uma transação de venda gerar uma perda de controlo, deverão ser desreconhecidos os ativos
e passivos dessa entidade, e qualquer interesse retido na entidade alienada deverá ser remensurado ao justo valor,
e a eventual perda ou ganho apurada com a alienação é registada na demonstração dos resultados.
O Grupo testa anualmente a existência de imparidade do Goodwill. Os valores recuperáveis das unidades geradoras
de fluxos de caixa são determinados com base no cálculo dos valores de uso. Estes cálculos exigem o uso de
pressupostos que são efetuados com base em estimativas de circunstâncias futuras cuja ocorrência poderá vir a ser
diferente da estimada. As perdas por imparidade do Goodwill não podem ser revertidas.
2.4.Ativos intangíveis
Os ativos intangíveis encontram-se registados ao custo de aquisição, deduzido das amortizações e das perdas por
imparidade acumuladas. Os ativos intangíveis só são reconhecidos se for provável que deles advenham benefícios
económicos futuros para o Grupo, sejam controláveis pelo Grupo e se possa medir razoavelmente o seu valor.
As despesas de desenvolvimento para as quais o Grupo demonstre capacidade para completar o seu
desenvolvimento e iniciar a sua comercialização e/ou uso e relativamente às quais seja provável que o ativo criado
venha a gerar benefícios económicos futuros, são capitalizadas. As despesas de desenvolvimento que não
cumpram estes critérios são registadas como custo no período em que são incorridas.
Os custos internos associados à manutenção e ao desenvolvimento de software são registados como custos na
demonstração dos resultados quando incorridos, exceto na situação em que estes custos estejam diretamente
associados a projetos para os quais seja provável a geração de benefícios económicos futuros para o Grupo.
Nestas situações estes custos são capitalizados como ativos intangíveis.
As amortizações são calculadas, após o início de utilização dos bens, pelo método das quotas constantes em
conformidade com o período de vida útil estimado para cada bem (genericamente 3 a 5 anos).
2.5.Ativos fixos tangíveis
Os ativos fixos tangíveis adquiridos até 1 de Janeiro de 2004 (data de transição para as Normas Internacionais de
Relato Financeiro tal como adotada pela União Europeia) e transferidos como consequência da cisão (Nota
Introdutória) encontram-se registados ao seu “deemed cost”, o qual corresponde ao custo de aquisição, ou ao custo
de aquisição reavaliado de acordo com os princípios contabilísticos geralmente aceites em Portugal até àquela data,
deduzido das amortizações acumuladas e das perdas por imparidade acumuladas.
Os ativos fixos tangíveis adquiridos após aquela data encontram-se registados ao custo de aquisição, deduzido das
correspondentes amortizações e das perdas por imparidade acumuladas.
As amortizações são calculadas, após a data em que os bens estejam disponíveis para serem utilizados, pelo
método das quotas constantes em conformidade com o período de vida útil estimado para cada grupo de bens.
As taxas de amortização utilizadas correspondem aos seguintes períodos de vida útil estimada:
Tipo
Anos
Edifícios e outras construções
10 a 50
Equipamento básico
2 a 15
Equipamento de transporte
2 a 10
Ferramentas e utensílios
4 a 14
Equipamento administrativo
2 a 10
Outros ativos fixos
3 a 10
Relatório e Contas 2021
Demonstrações Financeiras Consolidadas
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(montantes expressos em Euros)
160
As despesas de conservação e reparação que não aumentem a vida útil dos ativos nem resultem em benfeitorias ou
melhorias significativas nos elementos dos ativos fixos tangíveis são registadas como custo do exercício em que são
incorridas.
Os ativos tangíveis em curso representam imobilizado ainda em fase de construção, encontrando-se registados ao
custo de aquisição deduzido de eventuais perdas por imparidade. Estes ativos são amortizados a partir do momento
em que os ativos subjacentes estejam concluídos ou prontos para utilização.
As mais ou menos valias resultantes da venda ou abate de ativos fixos tangíveis são determinadas como a
diferença entre o preço de venda e o valor líquido contabilístico na data de alienação ou abate, sendo registadas na
demonstração dos resultados.
2.6.Locações
Política aplicável desde 1 de janeiro de 2019
O Grupo avalia, no início de cada acordo, se o acordo é, ou contém, uma locação. Isto é, se transmite o direito de
uso de um ativo ou ativos específicos por um determinado período de tempo em troca de uma contrapartida.
Grupo como locatário
O Grupo aplica o mesmo método de reconhecimento e mensuração a todas as locações, exceto para as locações
de curto prazo e locações associadas a ativos de baixo valor. O Grupo reconhece um passivo relativo aos
pagamentos da locação e um ativo identificado como direito de uso do ativo subjacente.
(i)Ativos sob direito de uso
À data de início da locação (isto é, data a partir da qual o ativo está disponível para uso), o Grupo reconhece um
ativo relativo ao direito de uso. Os “Ativos sob direito de uso” são mensurados ao custo, deduzido das depreciações
e perdas por imparidade acumuladas, ajustado pela remensuração do passivo da locação. O custo compreende o
valor inicial da responsabilidade de locação ajustado por quaisquer pagamentos de locação feitos em ou antes da
data de início, além de quaisquer custos diretos iniciais incorridos, assim como uma estimativa dos custos de
desmantelamento e remoção do ativo subjacente (caso aplicável), deduzido de qualquer incentivo concedido (caso
aplicável).
O ativo sob direito de uso é depreciado utilizando o método de depreciação linear, com base no prazo da locação.
Se a propriedade do ativo se transmitir para o Grupo no final do prazo da locação, ou o custo incluir uma opção de
compra, as depreciações são calculadas rendo em conta a vida útil estimada do ativo.
Os Ativos sob direito de uso são ainda sujeitos a perdas por imparidade.
(ii)Passivos da locação
À data de início da locação, o Grupo reconhece um passivo mensurado ao valor presente dos pagamentos de
rendas a efetuar ao longo do acordo. Os pagamentos de locação incluídos na mensuração do passivo de locação
incluem os pagamentos fixos, deduzidos de quaisquer incentivos já recebidos (caso aplicável) e pagamentos
variáveis associados a um índice ou taxa. Os pagamentos incluem ainda, caso aplicável, o preço de exercício de
uma opção de compra, que será exercida pelo Grupo com uma certeza razoável, e pagamentos de penalizações por
terminar o contrato, se os termos da locação refletirem a opção de exercício do Grupo.
O passivo da locação é mensurado pelo custo amortizado, utilizando o método do juro efetivo, sendo remensurado
quando se verificam alterações nos pagamentos futuros derivados de uma alteração da taxa ou índice, bem como
das possíveis modificações dos contratos de locação.
Relatório e Contas 2021
Demonstrações Financeiras Consolidadas
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(montantes expressos em Euros)
161
Pagamentos variáveis que não estejam associados a quaisquer índices ou taxas são reconhecidos como gasto do
exercício, no exercício em que ocorre o evento ou condição que leva ao pagamento.
Para o cálculo do valor presente dos pagamentos futuros da locação, o Grupo usa a sua taxa de juro incremental à
data de início da locação, uma vez que a taxa de juro implícita ao contrato não é prontamente determinável. Após
essa data, o montante do passivo da locação é aumentado por acréscimo de juros e reduzido por pagamentos de
rendas efetuados. Adicionalmente, o valor é remensurado se ocorrer alguma alteração nos termos do acordo, no
valor das rendas (e.g., alterações dos pagamentos futuros causadas por uma alteração de um índice ou taxa
utilizados para determinar esses pagamentos) ou uma alteração da avaliação de uma opção de compra associada
ao ativo subjacente.
(iii)Locações de curto prazo e locações de baixo valor
O Grupo aplica a isenção de reconhecimento às suas locações de curto prazo de ativos (i.e., locações com prazos
de 12 meses ou inferiores e não contêm uma opção de compra). O Grupo aplica igualmente a isenção de
reconhecimento a locações de ativos considerados de baixo valor. Os pagamentos de rendas de locações de curto
prazo e de baixo valor são reconhecidos como gasto do exercício, ao longo do período da locação.
Grupo como locador
Em contraste com a contabilização de locações para locatários, a IFRS 16 mantém substancialmente os princípios
de registo de locações para locadores anteriormente previstos na IAS 17. Pelo que os locadores continuarão a
classificar as locações entre operacionais ou financeiras, sendo que a IFRS 16 não implica alterações substanciais
para tais entidades face ao definido na IAS 17.
Política aplicável antes de 1 de janeiro de 2019
A determinação se um acordo é, ou contém, uma locação deve basear-se na substância do acordo no início do
acordo, que é a data mais antiga entre a data do acordo e a data do compromisso pelas partes em relação aos
principais termos do acordo, com base em todos os factos e circunstâncias. O acordo é, ou contém, uma locação se
o cumprimento do acordo está dependente do uso de um ativo ou ativos específicos e o acordo transmite um direito
de usar o ativo, mesmo que esse ativo não esteja explicitamente identificado no acordo.
A duração da locação é a soma do período durante o qual a locação não pode ser cancelada com um período
adicional que esteja previsto o locatário ter a opção de manter a locação e, no início do contrato, o Grupo tem uma
certeza razoável que o locatário a vá exercer.
Uma locação é classificada no início do acordo como locação financeira ou locação operacional. Uma locação que
transfere substancialmente todos os riscos e vantagens inerentes à propriedade de um ativo para o Grupo é
classificada como locação financeira. Locações financeiras são registadas no ativo pelo justo valor no ativo ou, se
menor, ao valor atual dos pagamentos mínimos da locação. Os pagamentos mínimos da locação são repartidos
entre o encargo financeiro e a redução do passivo pendente de forma a produzir uma taxa de juro periódica
constante sobre o saldo remanescente do passive.
Os encargos financeiros são registados na demonstração dos resultados como gastos financeiros.
O ativo locado é depreciado durante a sua vida útil. No entanto, se não houver certeza razoável de que o locatário
virá a obter a propriedade no fim do prazo da locação, o ativo é depreciado durante o prazo da locação ou da sua
vida útil, dos dois o mais curto.
Uma locação operacional é uma locação que não é financeira. Os pagamentos das locações operacionais são
registados como gasto operacional na demonstração dos resultados em linha reta durante o período da locação.
Relatório e Contas 2021
Demonstrações Financeiras Consolidadas
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(montantes expressos em Euros)
162
2.7.Subsídios governamentais ou de outras entidades públicas
Os subsídios atribuídos no âmbito de programas de formação profissional ou subsídios à exploração, são registados
na rubrica “Outros rendimentos” da demonstração consolidada dos resultados do exercício em que estes programas
são realizados, independentemente da data do seu recebimento, quando estão cumpridas todas as condições
necessárias para o seu recebimento.
Os subsídios atribuídos a fundo perdido para financiamento de ativos fixos tangíveis são registados na
demonstração da posição financeira como “Outros passivos correntes” e “Outros passivos não correntes”
relativamente às parcelas de curto prazo e de médio e longo prazo respetivamente, e reconhecidos na
demonstração dos resultados proporcionalmente às amortizações dos ativos fixos tangíveis subsidiados.
2.8.Imparidade dos ativos não correntes, exceto Goodwill
É efetuada uma análise de imparidade dos ativos do Grupo sempre que seja identificado um evento ou alteração
nas circunstâncias que indiquem que o montante pelo qual o ativo se encontra registado possa não ser recuperável.
Sempre que o montante pelo qual o ativo se encontra registado é superior à sua quantia recuperável, é reconhecida
uma perda por imparidade, registada na demonstração dos resultados na rubrica “Provisões e perdas por
imparidade”.
A quantia recuperável é a mais alta entre o preço de venda líquido e o valor de uso. O preço de venda líquido é o
montante que se obteria com a alienação do ativo, numa transação entre entidades independentes e conhecedoras,
deduzido dos custos diretamente atribuíveis à alienação. O valor de uso é o valor presente dos fluxos de caixa
futuros estimados que são esperados que surjam do uso continuado do ativo e da sua alienação no final da sua vida
útil. A quantia recuperável é estimada para cada ativo, individualmente ou, no caso de não ser possível, para a
unidade geradora de fluxos de caixa à qual o ativo pertence.
A reversão de perdas por imparidade reconhecidas em exercícios anteriores é registada quando se conclui que as
perdas por imparidade reconhecidas anteriormente já não existem ou diminuíram. Esta análise é efetuada sempre
que existam indícios que a perda por imparidade anteriormente reconhecida tenha revertido. A reversão das perdas
por imparidade é reconhecida na demonstração dos resultados na rubrica “Provisões e perdas por imparidade”. Esta
reversão da perda por imparidade é efetuada até ao limite da quantia que estaria reconhecida (líquida de
amortização ou depreciação) caso a perda por imparidade não se tivesse registado em exercícios anteriores.
2.9.Encargos financeiros com empréstimos obtidos
Os encargos financeiros relacionados com empréstimos obtidos são usualmente reconhecidos como custo na
demonstração dos resultados do exercício de acordo com o princípio da especialização dos exercícios.
Nos casos em que são contratados empréstimos com o fim específico de financiar ativos, os juros correspondentes
são capitalizados, fazendo parte do custo do ativo. A capitalização destes encargos inicia-se após o início da
preparação das atividades de construção, e cessa quando o ativo se encontra pronto para utilização ou caso o
projeto seja suspenso.
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020 não existiram encargos financeiros com empréstimos obtidos capitalizados.
2.10.Inventários
As mercadorias e as matérias-primas, subsidiárias e de consumo são valorizadas ao custo médio ponderado,
deduzido do valor dos descontos de quantidade concedidos pelos fornecedores, o qual é inferior ao respetivo valor
de mercado.
Relatório e Contas 2021
Demonstrações Financeiras Consolidadas
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(montantes expressos em Euros)
163
Os produtos acabados e semiacabados, os subprodutos e os produtos e trabalhos em curso são valorizados ao
custo de produção, que inclui o custo das matérias-primas incorporadas, mão-de-obra e gastos gerais de fabrico, e
que é inferior ao valor de mercado.
As empresas do Grupo procederam ao registo das correspondentes perdas por imparidade para reduzir, quando
aplicável, os inventários ao seu valor realizável líquido ou ao preço de mercado.
2.11.Provisões
As provisões são reconhecidas quando, e somente quando, o Grupo (i) tenha uma obrigação presente (legal ou
construtiva) resultante de um evento passado, (ii) seja provável que para a resolução dessa obrigação ocorra uma
saída de recursos e (iii) o montante da obrigação possa ser razoavelmente estimado. As provisões são revistas na
data de cada demonstração da posição financeira e ajustadas de modo a refletir a melhor estimativa a essa data.
As provisões para custos de reestruturação são reconhecidas pelo Grupo sempre que exista um plano formal e
detalhado de reestruturação e que o mesmo tenha sido comunicado às partes envolvidas.
2.12.Ativos e passivos financeiros
Os ativos e passivos financeiros são reconhecidos na demonstração consolidada da posição financeira do Grupo
quando este se torna parte das disposições contratuais do instrumento.
Os ativos e passivos financeiros são inicialmente mensurados pelo seu justo valor. Os custos de transação
diretamente atribuíveis à aquisição ou à emissão dos ativos e passivos financeiros (que não sejam ativos ou
passivos financeiros mensurados pelo justo valor através da demonstração dos resultados) são adicionados ou
deduzidos ao justo valor do ativo ou passivo financeiro, conforme o caso, no reconhecimento inicial.
Os custos de transação diretamente atribuíveis à aquisição de ativos ou passivos financeiros reconhecidos pelo
justo valor através da demonstração dos resultados são reconhecidos imediatamente na demonstração consolidada
dos resultados.
a.Ativos financeiros
Ativos financeiros
Todas as compras e vendas de ativos financeiros são reconhecidas à data da assinatura dos respetivos contratos
de compra e venda, independentemente da data da sua liquidação financeira. Todos os ativos financeiros
reconhecidos são mensurados subsequentemente ao custo amortizado ou, ao seu justo valor, dependendo do
modelo de negócio adotado pelo Grupo e das características dos seus fluxos de caixa contratuais.
No momento inicial, os ativos são classificados e subsequentemente mensurados ao custo amortizado, ao justo
valor através do outro rendimento integral e ao justo valor através dos resultados.
A classificação inicial dos ativos financeiros depende das caraterísticas contratuais dos fluxos de caixa e do modelo
de negócio que o Grupo adota para os gerir. Com exceção das contas a receber de clientes que não contêm uma
componente financeira significativa e para as quais o Grupo adota o expediente prático, o Grupo mensura no
momento inicial um ativo financeiro ao seu justo valor adicionado, no caso de um ativo não classificado como de
justo valor através dos resultados, dos custos de transação.
As contas a receber de clientes que não contêm uma componente financeira significativa e para as quais o Grupo
adota o expediente prático são mensuradas ao preço da transação determinado de acordo com a IFRS 15.
De forma a ser possível que um ativo financeiro seja classificado e mensurado ao custo amortizado ou ao justo valor
através do outro rendimento integral, ele deve proporcionar fluxos de caixa que representem apenas reembolsos de
capital e pagamentos de juros (“solely payments of principal and interest (SPPI)”) sobre o capital em dívida. Esta
avaliação, conhecida como o teste dos “fluxos de caixa apenas de reembolsos de capital e pagamentos de juros”, é
realizada para cada instrumento financeiro.
Relatório e Contas 2021
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e Notas Anexas em 31 de dezembro de 2021
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164
O modelo de negócio estabelecido para a gestão dos ativos financeiros diz respeito ao modo como o Grupo gere os
ativos financeiros com vista a obter os fluxos de caixa. O modelo de negócio pode ser concebido para obter os
fluxos de caixa contratuais, para alienar os ativos financeiros ou ambos.
Classificação de ativos financeiros
(i)Ativos financeiros ao custo amortizado (instrumentos de dívida e contas a receber)
Os instrumentos de dívida de rendimento fixo e as contas a receber que cumpram as seguintes condições são
mensurados subsequentemente pelo custo amortizado:
o ativo financeiro é detido tendo em conta um modelo de negócio cujo objetivo é mantê-lo de forma a
receber os seus fluxos de caixa contratuais; e
os termos contratuais do ativo financeiro dão origem, em datas específicas, a fluxos de caixa que são
apenas pagamentos de capital e juros sobre o valor do capital em dívida.
O método da taxa de juro efetiva é um método de calcular o custo amortizado de um instrumento financeiro e de
alocar o respetivo juro durante o período da sua vigência.
Para os ativos financeiros que não sejam adquiridos ou originados com imparidade (ou seja, ativos com imparidade
no reconhecimento inicial), a taxa de juro efetiva é a taxa que desconta exatamente os fluxos de caixa futuros
estimados (incluindo fees e comissões pagas ou recebidas que fazem parte integrante da taxa de juro efetiva,
custos de transação e outros prémios ou descontos) durante a vida esperada do instrumento na sua quantia
escriturada bruta na data do seu reconhecimento inicial.
O custo amortizado de um ativo financeiro é o montante pelo qual o mesmo é mensurado no reconhecimento inicial
deduzido dos reembolsos de capital, mais a amortização acumulada, utilizando o método da taxa de juro efetiva, de
qualquer diferença entre esse montante inicial e o montante do seu reembolso, ajustado por eventuais perdas por
imparidade.
A receita associada aos juros é reconhecida na demonstração consolidada dos resultados na rubrica "Rendimentos
financeiros”, através do método da taxa de juro efetiva, para os ativos financeiros registados subsequentemente
pelo custo amortizado ou ao justo valor através da demonstração dos resultados. A receita de juros é calculada
aplicando-se a taxa de juro efetiva à quantia escriturada bruta do ativo financeiro.
Os ativos financeiros ao custo amortizado são mensurados subsequentemente através do método do juro efetivo e
são sujeitos a imparidade. Os ganhos e perdas são registados nos resultados quando o ativo é desreconhecido,
modificado ou esteja em imparidade.
(ii)Ativos financeiros ao justo valor através do outro rendimento integral (instrumentos de dívida)
Os instrumentos de dívida e as contas a receber que cumpram as seguintes condições são mensurados
subsequentemente a justo valor através de outro rendimento integral:
o ativo financeiro é detido tendo em conta um modelo de negócio cujo objetivo prevê quer o recebimento
dos seus fluxos de caixa contratuais, quer a sua alienação; e
os termos contratuais do ativo financeiro dão origem, em datas específicas, a fluxos de caixa que são
apenas pagamentos de capital e juros sobre o valor do capital em dívida.
No caso dos instrumentos de dívida mensurados ao justo valor através do outro rendimento integral, os juros
obtidos, as diferenças de câmbio e as perdas e reversões de imparidade são registadas nos resultados e calculadas
do mesmo modo dos ativos financeiros mensurados ao custo amortizado. As alterações de justo valor
remanescentes são registadas no outro rendimento integral.
No momento do desreconhecimento, as alterações no justo valor acumuladas no outro rendimento integral são
transferidas (recicladas) para os resultados.
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e Notas Anexas em 31 de dezembro de 2021
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165
(iii)Ativos financeiros ao justo valor através do outro rendimento integral (instrumentos de capital)
No reconhecimento inicial, o Grupo pode efetuar uma escolha irrevogável (instrumento financeiro a instrumento
financeiro) de designar determinados investimentos em instrumentos de capital próprio (ações) a justo valor através
do outro rendimento integral quando eles satisfazem a definição de capital prevista na IAS 32 Instrumentos
financeiros: Apresentação e não são detidos para negociação. A classificação é determinada instrumento a
instrumento.
A designação a justo valor através de outro rendimento integral não é permitida se o investimento for mantido para
efeitos de negociação ou se resultar de uma contraprestação contingente reconhecida no âmbito de uma
concentração de atividades empresariais.
Um instrumento de capital é mantido para negociação se:
ele for adquirido principalmente com o propósito de alienação no curto prazo;
no reconhecimento inicial, fizer parte de uma carteira de instrumentos financeiros identificados que o
Grupo administra em conjunto e em que existe evidência de um padrão real recente de obtenção de
lucros a curto prazo; ou
se for um instrumento financeiro derivado (exceto se se encontrar afeto a uma operação de cobertura).
Os investimentos em instrumentos de capital próprio reconhecidos ao justo valor através de outro rendimento
integral são mensurados inicialmente pelo seu justo valor acrescido dos custos de transação. Posteriormente, são
mensurados ao seu justo valor com os ganhos e perdas decorrentes da sua variação reconhecidos no outro
rendimento integral. No momento da sua alienação, o ganho ou a perda acumulado gerado com estes instrumentos
financeiros não é reclassificado para a demonstração consolidada dos resultados, mas sim transferido somente para
a rubrica de “Resultados transitados”.
Os dividendos associados a investimentos em instrumentos de capital próprio reconhecidos ao justo valor através
de outro rendimento integral são reconhecidos na demonstração consolidada dos resultados no momento em que
são atribuídos / deliberados, a menos que os mesmos representem claramente uma recuperação de parte do custo
do investimento. Os dividendos são registados na demonstração consolidada dos resultados na rubrica
"Rendimentos financeiros”.
Na primeira aplicação da IFRS 9, o Grupo designou os investimentos em instrumentos de capital próprio que não
eram mantidos para negociação como valorizados ao justo valor através de resultados (ver parágrafo seguinte).
(iv)Ativos financeiros ao justo valor através dos resultados
Os ativos financeiros que não cumpram os critérios para serem mensurados pelo custo amortizado ou ao justo valor
através de outro rendimento integral são mensurados ao justo valor através da demonstração dos resultados. Estes
ativos incluem ativos financeiros detidos para negociação, ativos financeiros designados no momento de
reconhecimento inicial como mensurados ao justo valor através dos resultados, ou os ativos financeiros que
obrigatoriamente têm de ser mensuradas ao justo valor.
Os ativos financeiros registados ao justo valor através da demonstração dos resultados são mensurados pelo justo
valor apurado no final de cada período de relato, sendo os respetivos ganhos ou perdas reconhecidos na
demonstração consolidada dos resultados, exceto se fizerem parte de uma relação de cobertura.
Desreconhecimento de ativos financeiros
Um ativo financeiro (ou, quando aplicável, uma parte do ativo financeiro ou parte de um grupo de ativos financeiros
ativos) é desreconhecido (ou seja, removido da Demonstração da Posição Financeira) quando:
Os direitos contratuais a receber fluxos de caixa resultantes do ativo financeiro expiram; ou
O Grupo transferiu os seus direitos contratuais a receber fluxos de caixa resultantes do ativo financeiro
ou assumiu uma obrigação de pagar os fluxos de caixa recebidos na sua totalidade num curto prazo no
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âmbito de um acordo no qual o Grupo i) não tem qualquer obrigação de pagar quantias aos destinatários
finais a menos que receba quantias equivalentes resultantes do ativo original; ii) está proibido pelos
termos do contrato de transferência de vender ou penhorar o ativo original que não seja como garantia
aos destinatários finais pela obrigação de lhes pagar fluxos de caixa; e  iii) o Grupo tem uma obrigação
de remeter qualquer fluxo de caixa que receba em nome dos destinatários finais sem atrasos
significativos;  e
O Grupo transferiu substancialmente todos os riscos e benefícios do ativo, ou o Grupo não transferiu
nem reteve substancialmente todos os ativos e benefícios do ativo, mas transferiu o controlo sobre o
ativo.
Quando o Grupo transfere os seus direitos de receber fluxos de caixa de um ativo ou é parte de um acordo que
pode possibilitar o desreconhecimento, avalia se, e em que extensão, foram retidos os riscos e benefícios
associados à titularidade do ativo.
Quando não foram transferidos nem retidos substancialmente todos os riscos e benefícios decorrentes da
propriedade de um ativo, nem transferido o controlo do ativo, o Grupo continua a reconhecer o ativo transferido na
medida do seu envolvimento continuado. Nesse caso, o Grupo também reconhece o passivo correspondente. O
ativo transferido e o passivo correspondente são mensurados numa base que reflete os direitos e obrigações que o
Grupo reteve.
Se o envolvimento continuado do Grupo assumir a forma de garantia prestada sobre o ativo transferido, a medida do
envolvimento continuado é a menor entre o valor contabilístico original do ativo e a quantia máxima da retribuição
recebida que o Grupo pode vir a pagar.
Consequentemente, os saldos de clientes titulados por letras descontadas e não vencidas e as contas a receber
cedidas em factoring à data de cada demonstração da posição financeira, com exceção das operações de “factoring
sem recurso” (e para as quais seja inequívoco que são transferidos os riscos e benefícios inerentes a estas contas a
receber) são reconhecidas nas demonstrações financeiras do Grupo até ao momento do seu recebimento.
Imparidade de ativos financeiros
A partir de janeiro de 2018, o Grupo passou a avaliar de forma prospetiva as perdas de imparidade esperadas, de
acordo com a IFRS 9. O Grupo reconhece perdas de imparidade esperadas para instrumentos de dívida
mensurados ao custo amortizado ou ao justo valor através de outro rendimento integral, bem como para contas a
receber de clientes e de outras dívidas de terceiros. A quantia de perdas esperadas de imparidade para os ativos
financeiros acima referidos é atualizada a cada data de relato de forma a refletir as alterações no risco de crédito
ocorridas desde o reconhecimento inicial dos respetivos ativos financeiros.
De acordo com a abordagem simplificada prevista, o Grupo reconhece as perdas por imparidade esperadas para a
vida económica das contas a receber de clientes e outras dívidas de terceiros (“lifetime”). As perdas esperadas
sobre estes ativos financeiros são estimadas utilizando uma matriz de imparidade baseada na experiência histórica
de perdas por imparidade do Grupo, afetada por fatores prospetivos específicos relacionados com o risco de crédito
esperado dos devedores, pela evolução das condições económicas gerais e por uma avaliação das circunstâncias
atuais e perspetivadas à data de reporte financeiro. O Grupo considera 180 dias após a data de vencimento como
“default”.
O modelo utilizado para apuramento das imparidades de contas a receber consiste em:
Estratificação dos clientes por tipo de rédito associado Nacional (Moldes/Outros) e Estrangeiro;
Estruturação por antiguidade, ou seja, número de dias corridos desde a data de vencimento da faturação
à estratificação acima, considerando os seguintes intervalos: < 0 dias, 0 a 30 dias, 30 a 90 dias, 90 a
180 dias, Não Cobrado até 180 dias;
Análise do histórico de incobráveis e “default” para as subpopulações identificadas;
Segregação dos saldos em aberto tendo em consideração a existência de seguro de crédito;
Para os saldos não cobertos por seguro de crédito apuramento da taxa histórica de incobráveis
considerando a faturação dos últimos três anos;
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Ajustar as taxas obtidas acima com uma componente forward looking com base em projeções futuras
que refletem a expectativa do Grupo para a evolução do mercado em que os clientes do Grupo se
inserem, nomeadamente no setor automóvel ou com este relacionado ou localizado na cadeia de valor a
montante deste;
Aplicar as taxas apuradas ao saldo de clientes em aberto na data de relato.
É entendimento do Grupo Ramada que a segregação entre terceiros atendendo à sua nacionalidade e tipologia de
atividade comercial é a que melhor permite segmentar os terceiros de acordo com o seu risco de crédito, e definir
um portfólio homogéneo de contas a receber para a determinação da imparidade por perdas de crédito.
Adicionalmente é entendimento do Grupo, de que a utilização da faturação dos últimos três anos é a que melhor
reflete a experiência no que se refere a perdas de crédito históricas.
Além disso, o Grupo mantém e reconhece imparidades em base casuística, com base em saldos específicos e
eventos passados específicos, tendo em conta a informação histórica das contrapartes, o seu perfil de risco e outros
dados observáveis de forma a aferir se existe indicadores objetivos de imparidade para esses ativos financeiros.
Em certos casos, o Grupo pode também considerar que um ativo financeiro está em incumprimento quando exista
informação interna e externa que indique que é improvável que o Grupo venha a receber a totalidade do crédito sem
que tenha de acionar as garantias que possua.
Para todas as outras situações e naturezas de saldos a receber, o Grupo aplica a abordagem geral do modelo de
imparidade, avaliando a cada data de relato se existiu um aumento significativo do risco de crédito desde a data do
reconhecimento inicial do ativo. Se não tiver existido um aumento do risco de crédito, o Grupo calcula uma
imparidade correspondente à quantia equivalente às perdas esperadas num prazo de 12 meses. Se tiver existido
um aumento do risco de crédito, o Grupo calcula uma imparidade correspondente à quantia equivalente às perdas
esperadas para todos os fluxos de caixa contratuais até à maturidade do ativo. A avaliação do risco de crédito é
efetuada de acordo com os critérios divulgados nas políticas de gestão de risco crédito.
b.Passivos financeiros e instrumentos de capital próprio
Classificação como passivo financeiro ou como instrumento de capital próprio
Os passivos financeiros e os instrumentos de capital próprio são classificados como passivo ou como capital próprio
de acordo com a substância contratual da transação.
Capital próprio
São considerados pelo Grupo instrumentos de capital próprio aqueles em que o suporte contratual da transação
evidencie que o Grupo detém um interesse residual num conjunto de ativos após dedução de um conjunto de
passivos.
Os instrumentos de capital próprio emitidos pelo Grupo são reconhecidos pelo montante recebido, líquido dos
custos diretamente atribuíveis à sua emissão.
A recompra de instrumentos de capital próprio emitidos pelo Grupo (ações próprias) é contabilizada pelo seu custo
de aquisição como uma dedução ao capital próprio. Os ganhos ou perdas inerentes à alienação de ações próprias
são registados na rubrica “Outras reservas”.
Passivos financeiros
Após o reconhecimento inicial, todos os passivos financeiros são mensurados subsequentemente pelo custo
amortizado ou ao justo valor através da demonstração dos resultados.
Os passivos financeiros são registados ao justo valor através da demonstração dos resultados quando:
o passivo financeiro resultar de uma contraprestação contingente decorrente de uma concentração de
atividades empresariais;
quando o passivo for detido para negociação; ou
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quando o passivo for designado para ser registado a justo valor através da demonstração dos
resultados.
Um passivo financeiro é classificado como detido para negociação se:
for adquirido principalmente com o propósito de alienação no curto prazo; ou
no reconhecimento inicial, fizer parte de uma carteira de instrumentos financeiros identificados que o
Grupo administra em conjunto e em que existe evidência de um padrão real recente de obtenção de
lucros a curto prazo; ou
se for um instrumento financeiro derivado (exceto se se encontrar afeto a uma operação de cobertura).
Os passivos financeiros registados ao justo valor através da demonstração consolidada dos resultados são
mensurados pelo seu justo valor com os respetivos ganhos ou perdas decorrentes da sua variação reconhecidos na
demonstração consolidada dos resultados, exceto se estiverem afetos a operações de cobertura.
Passivos financeiros mensurados subsequentemente ao custo amortizado
Os passivos financeiros que não são designados para registo ao justo valor através da demonstração dos
resultados são mensurados subsequentemente pelo custo amortizado utilizando-se o método da taxa de juro
efetiva.
O método da taxa de juro efetiva é um método de calcular o custo amortizado de um passivo financeiro e de alocar
o respetivo juro durante o período da sua vigência.
A taxa de juro efetiva é a taxa que desconta exatamente os fluxos de caixa futuros estimados (incluindo fees e
comissões pagas ou recebidas que fazem parte integrante da taxa de juro efetiva, custos de transação e outros
prémios ou descontos) durante a vida esperada do passivo financeiro na sua quantia escriturada na data do seu
reconhecimento inicial.
Tipologias de passivos financeiros
Os empréstimos sob a forma de emissões de papel comercial são classificados como passivos não correntes
quando têm garantia de colocação por um período superior a um ano e é intenção do Conselho de Administração do
Grupo utilizar essa fonte de financiamento igualmente por um período superior a um ano.
Após o reconhecimento inicial, os empréstimos são subsequentemente mensurados ao custo amortizado através da
utilização do método do juro efetivo. Ganhos e perdas são registados na demonstração dos resultados quando os
passivos são desreconhecidos e através da amortização decorrente do método do juro efetivo. O custo amortizado é
calculado tendo em conta qualquer desconto ou prémio na aquisição e os honorários e outros custos que sejam
parte integral da taxa de juro efetiva. O efeito do juro efetivo é registado nos gastos financeiros na demonstração
dos resultados.
Os outros passivos financeiros referem-se, essencialmente, a passivos da locação, as quais são inicialmente
registadas pelo seu justo valor. Estes passivos financeiros são, subsequentemente ao seu reconhecimento inicial,
mensurados pelo custo amortizado, através do método da taxa de juro efetiva.
Desreconhecimento de passivos financeiros
O Grupo desreconhece passivos financeiros quando, e somente quando, as obrigações do Grupo são liquidadas,
canceladas ou expiraram.
A diferença entre a quantia escriturada do passivo financeiro desreconhecido e a contraprestação paga ou a pagar é
reconhecida na demonstração consolidada dos resultados.
Quando o Grupo troca com um determinado credor um instrumento de dívida por outro com termos
substancialmente diferentes, essa troca é contabilizada como uma extinção do passivo financeiro original e o
reconhecimento de um novo passivo financeiro.
De igual forma, o Grupo contabiliza as modificações substanciais nos termos de uma responsabilidade existente, ou
em parte dela, como uma extinção do passivo financeiro original e o reconhecimento de um novo passivo financeiro.
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Caso a modificação não seja substancial, a diferença entre: (i) a quantia escriturada do passivo antes da
modificação; e (ii) o valor presente dos fluxos de caixa futuros após a modificação é reconhecida na demonstração
consolidada dos resultados como um ganho ou perda da modificação.
c.Instrumentos financeiros derivados e contabilidade de cobertura.
Quando entende relevante o Grupo utiliza instrumentos financeiros derivados, tais como contratos forward de taxas
de câmbio e swaps de taxas de juros para cobrir os seus riscos de câmbio e de juro, respetivamente.
Tais instrumentos financeiros derivados são inicialmente registados ao justo valor na data em que o derivado é
contratado e são subsequentemente mensurados ao justo valor. As alterações de justo valor destes instrumentos
são reconhecidas em capitais próprios na rubrica “Reservas de cobertura”, sendo transferidas para resultados no
mesmo período em que o instrumento objeto de cobertura afeta resultados.
Os derivados são apresentados no ativo quando o seu justo valor é positivo e no passivo quando o seu justo valor é
negativo.
Em termos de contabilidade de cobertura, as coberturas são classificadas como:
Cobertura de justo valor quando a finalidade é cobrir a exposição a alterações de justo valor de um ativo
ou passivo registado ou de um compromisso do Grupo não registado.
Cobertura de fluxos de caixa quando a finalidade é cobrir a exposição à variabilidade dos fluxos de caixa
decorrente de um risco específico associado à totalidade ou a uma componente de um ativo ou passivo
registado ou a uma transação prevista de ocorrência altamente provável ou o risco de câmbio associado
a um compromisso do Grupo não registado.
No início da relação de cobertura, o Grupo formalmente designa e documenta a relação de cobertura para a qual
pretende aplicar a contabilidade de cobertura bem como a finalidade de gestão e estratégia dessa cobertura.
A documentação inclui a identificação do instrumento de cobertura, o item ou transação coberta, a natureza do risco
a ser coberto e o modo como o Grupo avalia se a relação de cobertura cumpre com os requisitos de contabilidade
de cobertura (incluindo a sua análise das fontes de ineficácia da cobertura e a forma como determina a taxa de
cobertura). O relacionamento de cobertura é qualificável para contabilidade de cobertura se satisfaz todos os
seguintes requisitos de eficácia da cobertura:
(i)Existe uma relação económica entre o item coberto e o instrumento de cobertura;
(ii)O efeito do risco de crédito não domina as alterações de valor que resultam dessa relação económica; e
(iii)O rácio de cobertura do relacionamento de cobertura é o mesmo que o que resulta da quantidade do item
coberto que uma entidade cobre efetivamente e da quantidade do instrumento de cobertura que a
entidade utiliza efetivamente para cobrir essa quantidade do item coberto.
Os relacionamentos de cobertura que satisfaçam os critérios de elegibilidade acima, são contabilizados, como
segue:
Cobertura de justo valor
A alteração no justo valor do instrumento de cobertura é registada na demonstração dos resultados. A alteração no
justo valor do item coberto atribuível ao risco coberto é registada como parte do valor contabilístico do item coberto
e também é registada na demonstração dos resultados.
Para cobertura de justo valor de itens mensurados ao custo amortizado, qualquer ajustamento ao valor contabilístico
é amortizado na demostração dos resultados pelo período remanescente da cobertura usando o método do juro
efetivo. A amortização através do método do juro efetivo inicia-se quando existe o ajustamento e nunca mais tarde
do momento no qual o item coberto deixa de ser ajustado pelas alterações no justo valor atribuíveis ao risco que
está sendo coberto.
Se o item coberto é desreconhecido, o justo valor por amortizar é registado imediatamente na demonstração dos
resultados.
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Quando um compromisso não registado é designado como item coberto, as alterações acumuladas subsequentes
no justo valor do compromisso do Grupo atribuíveis ao risco coberto são reconhecidas como um ativo ou passivo e
o correspondente ganho ou perda registado na demonstração dos resultados.
Cobertura de fluxos de caixa
A parcela eficaz do ganho ou perda no instrumento de cobertura é reconhecida no Outro rendimento integral na
reserva de cobertura de fluxos de caixa, enquanto que a parcela ineficaz é reconhecida imediatamente na
demonstração dos resultados. A reserva de cobertura de fluxos de caixa é ajustada para o menor dos valores entre
o ganho ou perda acumulada no instrumento de cobertura e a alteração acumulada no justo valor do item coberto.
O Grupo usa contratos de forward de taxas de câmbio para cobrir a exposição ao risco cambial em transações
esperadas e compromissos assumidos. A parcela ineficaz relacionada com os contratos de taxas de câmbio é
reconhecida na demonstração de resultados.
O Grupo designa apenas o elemento à vista dos contratos forward como instrumento de cobertura. O elemento
forward é reconhecido no Outro rendimento integral e acumulado numa componente separada de capital próprio.
As quantias acumuladas no Outro rendimento integral são contabilizadas em função da natureza da relação de
cobertura respetiva. Se a relação de cobertura subsequentemente se traduz no registo de um item não financeiro, a
quantia acumulada é removida da componente separada de capital próprio e incluída no custo inicial ou valor
contabilístico do ativo ou passivo coberto. Tal não é um ajustamento de reclassificação e não deve ser registado no
Outro rendimento integral do período. Isto também é aplicável quando uma transação esperada coberta de um ativo
não financeiro ou de um passivo não financeiro se converte num compromisso do Grupo sujeito a contabilidade de
cobertura.
Para quaisquer outras coberturas de fluxos de Caixa, a quantia acumulada no Outro rendimento integral é
reclassificada para a demonstração dos resultados como um ajustamento de reclassificação no mesmo período ou
períodos durante os quais os fluxos de caixa cobertos afetam a demonstração dos resultados
Se a contabilidade de cobertura de fluxos de caixa for interrompida, a quantia acumulada no Outro rendimento
integral deve permanecer se se esperar que os fluxos de Caixa futuros cobertos ainda ocorram. Caso contrário, a
quantia acumulada é reclassificada imediatamente para a demonstração dos resultados como um ajustamento de
reclassificação. Após a interrupção, assim que os fluxos de caixa coberto ocorram, qualquer quantia acumulada
remanescente no Outro rendimento integral deve ser contabilizada de acordo com a natureza da transação
subjacente como descrito acima.
Durante o exercício de 2021 e 2020 não foram contratados instrumentos financeiros derivados de cobertura de risco
de taxa de juro, nem de taxa de câmbio.
Compensação de instrumentos financeiros
Ativos financeiros e passivos financeiros são compensados e o respetivo valor líquido é apresentado na
demonstração da posição financeira consolidada se existir um direito presente de cumprimento obrigatório para
compensar as quantias reconhecidas e existe a intenção de ou liquidar numa base líquida, ou realizar o ativo e
liquidar simultaneamente o passivo.
2.13.Caixa e equivalentes de caixa
Os montantes incluídos na rubrica “Caixa e equivalentes de caixa” correspondem aos valores de caixa, depósitos
bancários, depósitos a prazo e outras aplicações de tesouraria, vencíveis a menos de três meses, e que possam ser
imediatamente mobilizáveis sem risco significativo de alteração de valor.
Ao nível da demonstração dos fluxos de caixa, a rubrica “Caixa e equivalentes de caixa” compreende também os
descobertos bancários incluídos na rubrica do passivo corrente “Outros empréstimos”.
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2.14.Demonstração dos fluxos de caixa
A demonstração dos fluxos de caixa é preparada de acordo com a IAS 7, através do método direto.
A demonstração dos fluxos de caixa encontra-se classificada em atividades operacionais (que englobam os
recebimentos de clientes, pagamentos a fornecedores, pagamentos a pessoal e outros relacionados com a atividade
operacional), de financiamento (que incluem, designadamente, os pagamentos e recebimentos referentes a
empréstimos obtidos, passivos da locação e pagamento de dividendos) e de investimento (que incluem,
nomeadamente, aquisições e alienações de investimentos em empresas participadas e recebimentos e pagamentos
decorrentes da compra e da venda de ativos fixos tangíveis).
2.15.Ativos e passivos contingentes
Os ativos contingentes são possíveis ativos que surgem de acontecimentos passados e cuja existência somente
será confirmada pela ocorrência, ou não, de um ou mais eventos futuros incertos não totalmente sob o controlo do
Grupo.
Os ativos contingentes não são reconhecidos nas demonstrações financeiras do Grupo mas unicamente objeto de
divulgação quando é provável a existência de um benefício económico futuro.
Os passivos contingentes são definidos pelo Grupo como (i) obrigações possíveis que surjam de acontecimentos
passados e cuja existência somente será confirmada pela ocorrência, ou não, de um ou mais acontecimentos
futuros incertos não totalmente sob o controlo do Grupo ou (ii) obrigações presentes que surjam de acontecimentos
passados mas que não são reconhecidas porque não é provável que um exfluxo de recursos que incorpore
benefícios económicos seja necessário para liquidar a obrigação ou a quantia da obrigação não pode ser
mensurada com suficiente fiabilidade.
Os passivos contingentes não são reconhecidos nas demonstrações financeiras do Grupo, sendo os mesmos objeto
de divulgação, a menos que a possibilidade de uma saída de fundos afetando benefícios económicos futuros seja
remota, caso este em que não são sequer objeto de divulgação.
2.16.Imposto sobre o rendimento
O imposto sobre o rendimento do exercício é calculado com base nos resultados tributáveis das empresas incluídas
na consolidação e considera a tributação diferida.
O imposto corrente sobre o rendimento é calculado com base nos resultados tributáveis das empresas incluídas na
consolidação de acordo com as regras fiscais em vigor.
A generalidade das subsidiárias incluídas no perímetro de consolidação do Grupo Ramada pelo método integral
sedeadas em Portugal são tributadas segundo o regime especial de tributação de grupos de sociedades, de acordo
com o art.º 69º do Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas.
O montante de impostos sobre o rendimento apurado (corrente e diferido) reconhecido nas demonstrações
financeiras consolidadas reflete o entendimento do Grupo sobre o tratamento fiscal apropriado às transações em
concreto, sendo reconhecidos passivos relativos a impostos sobre rendimentos ou outro tipo de impostos, refletindo
deste modo a interpretação do Grupo do regime tributário aplicável. Nas situações em que tais interpretações
venham a ser questionadas pelas Autoridades Fiscais, no âmbito das suas competências, pelo facto da sua
interpretação ser distinta da do Grupo, tal situação é objeto de reanálise.
Sempre que a perda de um eventual litígio (ou litígio efetivo) não seja provável, o Grupo trata a situação como um
passivo contingente, não reconhecendo qualquer valor de imposto. Nas situações, em que a perda é provável é
reconhecida uma provisão, ou caso tenha sido efetuado o pagamento, é reconhecido o gasto associado.
Nas situações em que tenham sido efetuados pagamentos relativos a imposto sobre o rendimento ao abrigo de
regimes especiais de regularização de dívidas fiscais, e em que se mantenha em aberto a defesa do Grupo e que a
Relatório e Contas 2021
Demonstrações Financeiras Consolidadas
e Notas Anexas em 31 de dezembro de 2021
(montantes expressos em Euros)
172
perda não seja considerada provável, tais pagamentos são reconhecidos como um ativo, por corresponderem a
montantes que serão expectavelmente reembolsados ao Grupo ou que poderão ser utilizados para efetuar o
pagamento do imposto que venha a ser determinado devido.
O Conselho de Administração do Grupo entende que eventuais correções resultantes de revisões/inspeções por
parte das autoridades fiscais àquelas declarações de impostos não terão um efeito significativo nas demonstrações
financeiras consolidadas em 31 de dezembro de 2021 e 2020.
Os impostos diferidos são calculados com base no método da responsabilidade da demonstração da posição
financeira e refletem as diferenças temporárias entre o montante dos ativos e passivos para efeitos de reporte
contabilístico e os respetivos montantes para efeitos de tributação. Os impostos diferidos ativos e passivos são
calculados e anualmente avaliados utilizando as taxas de tributação em vigor ou substancialmente em vigor à data
expectável da reversão das diferenças temporárias.
A mensuração dos ativos e passivos por impostos diferidos:
É efetuada de acordo com as taxas que se espera que sejam de aplicar no período em que o ativo for realizado
ou o passivo liquidado, com base nas taxas fiscais aprovadas à data da demonstração da posição financeira; e
Reflete as consequências fiscais decorrentes da forma como o Grupo espera, à data da demonstração da
posição financeira, recuperar ou liquidar a quantia escriturada dos seus ativos e passivos.
Os ativos por impostos diferidos são reconhecidos unicamente quando existem expectativas razoáveis de lucros
fiscais futuros suficientes para a sua utilização, ou nas situações em que existam diferenças temporárias tributáveis
que compensem as diferenças temporárias dedutíveis no período da sua reversão. No final de cada período é
efetuada uma revisão desses impostos diferidos, sendo os mesmos reduzidos sempre que deixe de ser provável a
sua utilização futura.
Não são reconhecidos impostos diferidos relativos às diferenças temporárias associadas aos investimentos em
associadas por se considerar que se encontram satisfeitas, simultaneamente, as seguintes condições:
O Grupo é capaz de controlar a tempestividade da reversão da diferença temporária; e
É provável que a diferença temporária não se reverterá no futuro previsível.
Os impostos diferidos são registados como custo ou proveito do exercício, exceto se resultarem de valores
registados diretamente em capital próprio, situação em que o imposto diferido é também registado na mesma
rubrica.
2.17.Rédito de contratos com clientes
O rédito no exercício de 2018 passou a ser mensurado de acordo com a retribuição especificada nos contratos
estabelecidos com os clientes. A IFRS 15 estabelece que uma entidade reconheça o rédito para refletir a
transferência de bens e serviços contratados pelos clientes, no montante que corresponda à retribuição que a
entidade espera ter direito a receber como contrapartida da entrega desses bens ou serviços.
No âmbito da tipificação dos canais de rédito do Grupo e consequente identificação de obrigações de desempenho,
foi identificada a venda de aço e similares, em que a obrigação de desempenho identificada se traduz em fornecer
os bens encomendados pelo cliente. Deste modo, o Grupo reconhece o rédito de contratos com clientes quando
transfere o controlo sobre um determinado bem ou serviço para o cliente. A transferência de controlo ocorre na
mesma medida de que os riscos associados são transferidos, de acordo com as condições contratuais
estabelecidas. A transferência de controlo dos bens ocorre quando os bens são entregues nas instalações do
cliente.
Para a obrigação de desempenho identificada o Grupo na medida em que tem a capacidade de dirigir o uso do ativo
e obter substancialmente todos os benefícios económicos associados ao mesmo, que controla efetivamente o ativo/
serviço até à data da transferência, motivo pelo qual atua como principal.
Relatório e Contas 2021
Demonstrações Financeiras Consolidadas
e Notas Anexas em 31 de dezembro de 2021
(montantes expressos em Euros)
173
Venda de produtos de aço e similares
O Grupo reconhece o rédito de acordo com a IFRS 15, com base no modelo de 5 passos abaixo:
1.identificação do contrato com um cliente;
2.identificação das obrigações de desempenho;
3.determinação do preço da transação;
4.alocação do preço da transação a obrigações de desempenho; e
5.reconhecimento do rédito quando ou à medida que a entidade satisfaz uma obrigação de performance.
Descontos de quantidade
O Grupo proporciona pontualmente descontos retrospetivos de volumes a alguns clientes quando uma determinada
quantidade de compras em determinado período excede um determinado limite previsto no contrato. Os descontos
são registados a crédito da respetiva conta a receber do cliente. Para estimar a retribuição variável associada ao
valor esperado de descontos de quantidade a concede, o Grupo baseia-se em dados históricos relativos a cada
cliente.
(ii)Componente financeira significativa
Fazendo uso do expediente prático previsto na IFRS 15, o Grupo não ajusta o valor da retribuição pelo efeito
financeiro quando tem a expetativa, no momento inicial, que o período entre a transferência do bem ou serviço para
o cliente e o momento em que o cliente paga o bem ou o serviço é menor do que um ano. O mesmo acontece
quando o Grupo recebe adiantamentos de curto-prazo dos seus clientes – neste caso, também o valor da retribuição
não é ajustado pelo efeito financeiro. No caso em que o Grupo recebe adiantamento de longo prazo dos seus
clientes, o preço da transação desses contratos é descontado usando uma taxa que reflita o que aconteceria na
transação autónoma de financiamento entre o Grupo e os seus clientes no momento inicial do contrato, de modo a
levar em consideração a componente financeira significativa.
Contas a receber de clientes
Uma conta a receber representa o direito incondicional (ou seja, apenas depende da passagem de tempo até que a
retribuição seja devida) do Grupo em receber a retribuição.
Ativos de contratos com clientes
Um ativo de contrato com clientes é um direito a receber uma retribuição em troca de bens ou serviços transferidos
para o cliente. Se o Grupo entrega os bens ou presta os serviços a um cliente antes do cliente pagar a retribuição ou
antes da retribuição ser devida, o ativo contratual corresponde ao valor da retribuição que é condicional.
Passivos de contratos com clientes
Um passivo de contratos com clientes é a obrigação de transferir bens ou serviços para os quais o Grupo recebeu
(ou tem direito a receber) uma retribuição de um cliente. Se o cliente paga a retribuição antes que o Grupo transfira
os bens ou serviços, um passivo contratual é registado quando o pagamento é efetuado ou quando é devido
(dependendo do que aconteça primeiro). Os passivos contratuais são reconhecidos como rédito quando o Grupo
executa as suas obrigações de desempenho contratuais.
No âmbito da IFRS 15 estão incluídos como rubricas da Demonstração da Posição Financeira a rubrica de clientes,
não existindo para além desta rubrica ativos nem passivos relacionados com contratos com clientes.
2.18.Especialização dos exercícios
As restantes receitas e despesas são registadas de acordo com o princípio da especialização de exercícios pelo
qual estas são reconhecidas à medida que são geradas independentemente do momento em que são recebidas ou
pagas. As diferenças entre os montantes recebidos e pagos e as correspondentes receitas e despesas geradas são
Relatório e Contas 2021
Demonstrações Financeiras Consolidadas
e Notas Anexas em 31 de dezembro de 2021
(montantes expressos em Euros)
174
registadas nas rubricas de acréscimos e diferimentos incluídas nas rubricas “Outros ativos correntes”, “Outros
passivos correntes”, “Outros ativos não correntes” e “Outros passivos não correntes”.
2.19.Propriedades de investimento
As propriedades de investimento, correspondentes a ativos detidos com a finalidade de obtenção de rendas ou
apreciação de capital, são mensuradas ao seu valor de custo, incluindo custos de transação.
As propriedades de investimento detidas pelo Grupo são detidas com o objetivo da obtenção de rendas, não sendo
detidos para fins administrativos ou para venda no decurso da atividade corrente do Grupo.
As propriedades arrendadas localizam-se em terrenos rústicos na sua maioria deslocados de aglomerados
populacionais destinados à plantação de eucalipto (exploração florestal).
Sempre que o Grupo detém propriedades em que uma parte são detidas para obter rendas e outra parte detidas
para uso na produção de bens ou serviços, as mesmas são contabilizadas de forma separada, caso possam ser
vendidas separadamente. Caso não possam ser vendidas separadamente a propriedade só será considerada como
propriedade de investimento apenas se uma parte insignificante for detida para utilização de produção de bens ou
serviços.
2.20.Ativos detidos para venda e operações em descontinuação
Incluem-se nesta categoria os ativos ou grupo de ativos cujo respetivo valor seja realizável através de uma
transação de venda ou, conjuntamente, como um grupo numa transação única, e os passivos diretamente
associados a estes ativos que sejam transferidos na mesma transação. Os ativos e passivos nesta situação são
mensurados ao mais baixo valor entre o respetivo valor contabilístico e o justo valor deduzido dos custos de vender.
Para que esta situação se verifique é necessário que a venda seja muito provável (sendo expectável que se
concretize num prazo inferior a 12 meses), e que o ativo esteja disponível para venda imediata nas atuais
condições, para além de que o Grupo se tenha comprometido na sua venda.
A amortização dos ativos nestas condições cessa a partir do momento em que são classificados como detidos para
venda e são apresentados como correntes em linhas próprias do ativo, passivo e capital próprio. Uma unidade
operacional descontinuada é um componente (unidades operacionais e fluxos de caixa que podem ser claramente
distinguidos, operacionalmente e para finalidades de relato financeiro, do resto da entidade) de uma entidade que ou
foi alienada ou está classificada como detida para venda, e:
(i)representa uma importante linha de negócios ou área geográfica de operações separada;
(ii)é parte integrante de um único plano coordenado para alienar uma importante linha de negócios ou área
geográfica de operações separada; ou
(iii)é uma subsidiária adquirida exclusivamente com vista à revenda.
Os resultados das unidades operacionais descontinuadas são apresentados como uma quantia única na
demonstração dos resultados, compreendendo os lucros ou prejuízos após os impostos das unidades operacionais
descontinuadas, adicionados dos ganhos ou perdas após os impostos reconhecidos na mensuração pelo justo valor
menos os custos de vender ou na alienação de ativos ou de grupo(s) para alienação que constituam a unidade
operacional descontinuada.
Os saldos e transações entre operações continuadas e operações descontinuadas são eliminados na extensão que
representem as operações que deixarão de ser levadas a cabo pelo Grupo.
Não existem ativos nestas condições em 31 de dezembro de 2021 e 2020.
Relatório e Contas 2021
Demonstrações Financeiras Consolidadas
e Notas Anexas em 31 de dezembro de 2021
(montantes expressos em Euros)
175
2.21.Saldos e transações expressos em moeda estrangeira
Todos os ativos e passivos expressos em moeda estrangeira foram convertidos para Euros utilizando as taxas de
câmbio oficiais vigentes à data da demonstração da posição financeira.
As diferenças de câmbio, favoráveis e desfavoráveis, originadas pelas diferenças entre as taxas de câmbio em vigor
na data das transações e as vigentes na data das cobranças, dos pagamentos ou à data da demonstração da
posição financeira são registadas como proveitos e custos na demonstração consolidada dos resultados do
exercício, exceto as relativas a valores não monetários cuja variação de justo valor seja registada diretamente em
capital próprio.
2.22.Eventos subsequentes
Os eventos ocorridos após a data da demonstração da posição financeira que proporcionem provas ou informações
adicionais sobre condições que existiam à data da demonstração da posição financeira (“adjusting events”) são
refletidos nas demonstrações financeiras do Grupo. Os eventos após a data da demonstração da posição financeira
que sejam indicativos de condições que surgiram após a data da demonstração da posição financeira (“non
adjusting events”), quando materiais, são divulgados no anexo às demonstrações financeiras.
2.23.Informação por segmentos
Em cada exercício, são identificados os segmentos relatáveis aplicáveis ao Grupo mais adequados tendo em
consideração as atividades desenvolvidas. Segmento operacional é um grupo de ativos e operações do Grupo cuja
informação financeira é utilizada no processo de decisão desenvolvido pela gestão do Grupo.
Os segmentos operacionais são apresentados nestas Demonstrações financeiras da mesma forma que são
apresentados internamente na análise da evolução da atividade do Grupo.
As políticas contabilísticas do relato por segmentos são as utilizadas consistentemente no Grupo. Todas as vendas
e prestações de serviços intersegmentais são apresentados a preços de mercado e todas as vendas e prestações
de serviços intersegmentais são eliminadas na consolidação.
A informação relativa aos segmentos identificados é apresentada na Nota 37.
2.24.Benefícios a Empregados
Plano para pensão de reforma
A subsidiária Socitrel assumiu compromissos de conceder aos seus empregados prestações pecuniárias a título de
complementos de pensões de reforma por velhice ou invalidez. Para cobrir essas responsabilidades existem os
correspondentes fundos de pensões autónomos, cujos encargos anuais, determinados de acordo com cálculos
atuariais são registados como custos ou proveitos do exercício, em conformidade com a IAS 19 – “Benefícios dos
empregados”.
Planos de benefícios definidos
O passivo reconhecido no balanço relativamente a plano de benefícios definidos é o valor presente da obrigação do
benefício definido à data de balanço. A obrigação do plano de benefícios definidos é calculada anualmente por
atuários independentes, utilizando o método do crédito a unidade projetada. O valor presente da obrigação do
benefício definido é determinado pelo desconto das saídas de caixa futuras, utilizando a taxa de juro de obrigações
de elevada qualidade denominadas na mesma moeda em que os benefícios serão pagos e com termos de
maturidade que se aproximam dos da responsabilidade assumida.
No entanto historicamente no caso da subsidiária Socitrel, a situação patrimonial dos fundos de pensões autónomos
é superior às responsabilidades por serviços passados. Pelo que o Grupo Ramada regista um ativo nas suas
Relatório e Contas 2021
Demonstrações Financeiras Consolidadas
e Notas Anexas em 31 de dezembro de 2021
(montantes expressos em Euros)
176
demonstrações financeiras na medida em que o diferencial corresponda a menores necessidades de dotações para
os fundos de pensões no futuro.
Todos os ganhos e perdas atuariais resultantes de ajustamentos em função da experiência e alterações nas
premissas atuariais são reconhecidos diretamente no capital próprio e apresentados em outro rendimento integral
no exercício em que ocorrem, não sendo reclassificados nos resultados subsequentemente.
Os custos financeiros líquidos e os rendimentos decorrentes dos ativos do plano são reconhecidos nos resultados.
Os custos financeiros são calculados aplicando a taxa de desconto ao passivo de benefício definido ou ativo. O
Grupo reconhece os custos de serviços correntes, passados, os ganhos e perdas nos corte e ou liquidações, bem
como os custos financeiros líquidos na rubrica de “Gastos com Pessoal”.
Os custos de serviços passados são imediatamente reconhecidos em resultados, exceto se as alterações no plano
de pensões são condicionadas pela permanência dos empregados em serviço por um determinado período de
tempo (o período que qualifica para o benefício). Neste caso, os custos de serviços passados são amortizados
numa base de linha reta ao longo do período em causa.
Os ganhos e perdas gerados por um corte ou uma liquidação de um plano de pensões de benefícios definidos são
reconhecidos nos resultados do exercício em que o corte ou a liquidação ocorre. Um corte ocorre quando se verifica
uma redução material no número de empregados ou o plano é alterado para que os benefícios definidos sejam
reduzidos, com efeito material, originando assim uma redução nas responsabilidades com o plano.
Planos de contribuição definida
Os planos de contribuição definida são planos de pensões para os quais se efetua contribuições definidas a
entidades independentes (fundos) e relativamente aos quais não tem obrigação legal ou construtiva de pagar
qualquer contribuição adicional no momento em que os empregados usufruam dos referidos benefícios.
As contribuições consistem numa percentagem da remuneração auferida pelos colaboradores incluídos no plano, a
qual se encontra definida no Regulamento do mesmo e que varia apenas em função da antiguidade e função dos
seus beneficiários. As contribuições para planos de contribuição definida são contabilizadas como custo no período
em que são devidas.
3.JULGAMENTOS E ESTIMATIVAS
Na preparação das demonstrações financeiras consolidadas, em conformidade com o normativo contabilístico em
vigor (Nota 2.1), o Conselho de Administração do Grupo adotou certos pressupostos e estimativas que afetam os
ativos e passivos, bem como os rendimentos e gastos incorridos relativos aos períodos reportados. Todas as
estimativas e assunções efetuadas pelo Conselho de Administração foram efetuadas com base no seu melhor
conhecimento existente, à data de aprovação das demonstrações financeiras, dos eventos e transações em curso.
Os principais juízos de valor e estimativas mais significativas efetuadas utilizadas na preparação nas demonstrações
financeiras consolidadas incluem:
a)Determinação de perdas de imparidade em contas a receber
As perdas de imparidade em contas a receber são apuradas conforme indicado na Nota 2.12. Deste
modo, a determinação da imparidade através da análise individual corresponde ao julgamento do Grupo
quanto à situação económica e financeira dos seus clientes e à sua estimativa sobre o valor atribuído a
eventuais garantias existentes, com o consequente impacto nos fluxos de caixa futuros esperados. Por
outro lado, as perdas de imparidade esperadas no crédito concedido são apuradas tendo em conta um
conjunto de informação histórica e de pressupostos, os quais poderão vir a não ser representativos da
incobrabilidade futura dos devedores do Grupo.
Relatório e Contas 2021
Demonstrações Financeiras Consolidadas
e Notas Anexas em 31 de dezembro de 2021
(montantes expressos em Euros)
177
b)Valorização das propriedades de investimento
Embora a política contabilística seguida pelo Grupo na valorização das propriedades de investimento
seja o seu custo, para efeitos de divulgação do valor de mercado destes ativos e aferição de eventuais
perdas por imparidade, o cálculo do seu valor de mercado inclui julgamentos e estimativas relevantes,
nomeadamente previsão de rendas futuras e taxas de desconto (yields).
As estimativas foram determinadas com base na melhor informação disponível à data da preparação das
demonstrações financeiras consolidadas e com base no melhor conhecimento e na experiência de eventos
passados e/ou correntes. No entanto, poderão ocorrer situações em períodos subsequentes que, não sendo
previsíveis à data, não foram consideradas nessas estimativas. As alterações a essas estimativas, que ocorram
posteriormente à data das demonstrações financeiras consolidadas, serão corrigidas na demonstração dos
resultados de forma prospetiva, conforme disposto pelo IAS 8 – Políticas Contabilísticas, Alterações nas Estimativas
Contabilísticas e Erros.
4.GESTÃO DE RISCO FINANCEIRO
O Grupo Ramada encontra-se exposto essencialmente ao: (i) risco de mercado; (ii) risco de liquidez; (iii) risco de
crédito; e (iv) risco de capital. O principal objetivo do Conselho de Administração ao nível da gestão de risco é o de
reduzir estes riscos a um nível considerado aceitável para o desenvolvimento das atividades do Grupo. As linhas
orientadoras da política de gestão de risco são definidas pelo Conselho de Administração da Ramada, o qual
determina quais os limites de risco aceitáveis. A concretização operacional da política de gestão de risco é levada a
cabo pela Administração e pela Direção de cada uma das empresas participadas.
i.Risco de mercado
Revestem-se de particular importância no âmbito da gestão de risco de mercado o risco de taxa de juro e o risco da
variabilidade nos preços de commodities.
O Grupo, quando entende necessário, utiliza instrumentos derivados na gestão dos seus riscos de mercado a que
está exposto como forma de garantir a sua cobertura, não sendo utilizados instrumentos derivados com o objetivo
de negociação ou especulação.
a)Risco de taxa de juro
O risco de taxa de juro é essencialmente resultante do endividamento do Grupo indexado a taxas variáveis (na sua
maioria indexada à Euribor), que pode expor o custo da dívida a um risco de volatilidade.
O Conselho de Administração do Grupo Ramada aprova os termos e condições dos financiamentos considerados
materiais para o Grupo, analisando para tal a estrutura da dívida, os riscos inerentes e as diferentes opções
existentes no mercado, nomeadamente quanto ao tipo de taxa de juro (fixo/variável).
A análise de sensibilidade abaixo foi calculada com base na exposição à taxa de juro existente à data da
demonstração da posição financeira. Para esta análise foi tido como pressuposto base que a estrutura de
financiamento (ativos e passivos remunerados) se mantém estável ao longo do ano e semelhante à apresentada em
31 de dezembro de 2021 e 2020.
Relatório e Contas 2021
Demonstrações Financeiras Consolidadas
e Notas Anexas em 31 de dezembro de 2021
(montantes expressos em Euros)
178
Deste modo, nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2021 e 2020 a sensibilidade do Grupo a alterações no
indexante da taxa de juro de um incremento / redução em 100 pontos base, medida como a variação nos resultados
financeiros, pode ser analisada com segue:
31.12.2021
31.12.2020
Juros suportados (Nota 34)
826 205
989 106
Variação positiva de 100 pontos base na taxa de juro
aplicada à totalidade do endividamento
105 000
88 000
Variação negativa de 100 pontos base na taxa de juro
aplicada à totalidade do endividamento
105 000
88 000
b)Risco de variabilidade nos preços de commodities
Desenvolvendo a sua atividade num setor que transaciona commodities (aço), o Grupo encontra-se particularmente
exposto a variações de preço, com os correspondentes impactos nos seus resultados. Deste modo, sempre que
considerado necessário para atenuar a volatilidade dos seus resultados, o Grupo poderá procurar efetuar uma
cobertura da sua exposição à variabilidade dos preços através da contratação de instrumentos financeiros
derivados.
Por outro lado, embora o Grupo se encontre efetivamente exposto a este risco no âmbito da aquisição de matérias-
primas, tal impacto é refletido no preço final praticado junto dos clientes, motivo pelo qual uma análise de
sensibilidade não se apresentaria como relevante.
ii.Risco de crédito
A exposição do Grupo ao risco de crédito está maioritariamente associada às contas a receber decorrentes da sua
atividade comercial. O risco de crédito refere-se ao risco da contraparte incumprir com as suas obrigações
contratuais, tal resultando numa perda para o Grupo.
A avaliação do risco de crédito é efetuada numa base regular, tendo em consideração as condições correntes de
conjuntura económica e a situação específica do crédito de cada um dos clientes, sendo adotados procedimentos
corretivos sempre que tal se julgue conveniente.
O Grupo não possui risco de crédito significativo concentrado em nenhum cliente ou grupo de clientes em particular
ou com características semelhantes, na medida em que as contas a receber estão repartidas por um elevado
número de clientes, diferentes áreas de negócio e áreas geográficas.
Dado o montante de crédito concedido a clientes, o Grupo Ramada procura efetuar uma gestão eficiente do seu
volume, estabelecendo um conjunto de regras que permita, por um lado, minimizar o risco de imparidade e, por
outro, manter ativa e saudável uma base de clientes que garanta o fluxo de vendas, presente e futuro.
O risco de crédito é limitado pela gestão da concentração de riscos e uma rigorosa seleção de contrapartes bem
como pela contratação de seguros de crédito junto de instituições especializadas e que cobrem uma parte do crédito
concedido em resultado da atividade desenvolvida pelo Grupo. A definição e aprovação dos valores de “plafond” por
cliente, tem em consideração os seguros de créditos existentes.
Quando o seguro de crédito é insuficiente para as necessidades de crédito a conceder ao cliente, é analisado o seu
historial de pagamentos (caso de clientes existentes) bem como os indicadores financeiros (clientes novos e
existentes). No decorrer da relação comercial com o cliente são aperfeiçoados os valores de plafond bem como a
atribuição de uma notação interna.
Relatório e Contas 2021
Demonstrações Financeiras Consolidadas
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(montantes expressos em Euros)
179
iii.Risco de liquidez
O principal objetivo da política de gestão de risco de liquidez é garantir que o Grupo tem disponível, a todo o
momento, os recursos financeiros necessários para fazer face às suas responsabilidades e prosseguir as
estratégias delineadas honrando todos os compromissos assumidos com terceiros, quando se tornam devidos,
através de uma adequada gestão da maturidade dos financiamentos.
O Grupo define como política ativa de gestão do risco de liquidez: (i) a manutenção de um nível suficiente de
recursos livres e imediatamente disponíveis para fazer face aos pagamentos correntes e no seu vencimento, (ii)
limitar a probabilidade de incumprimento no reembolso de toda as suas aplicações e empréstimos, negociando a
amplitude das cláusulas contratuais e (iii) minimizar o custo de oportunidade de detenção de liquidez excedentária
no curto prazo. O Grupo procura ainda compatibilizar os prazos de vencimento de ativos e passivos, através de uma
gestão agilizada das suas maturidades. Em 31 de dezembro de 2021 e 2020, os ativos financeiros detidos pelo
Grupo referem-se, essencialmente, a contas a receber de clientes e a caixa e depósitos bancários, nomeadamente,
depósitos à ordem imediatamente mobilizáveis. Adicionalmente, o Grupo dispõe de linhas de crédito não utilizadas
de acordo com o descrito na Nota 23.
É mantido pelo Grupo uma reserva de liquidez sob a forma de linhas de crédito com os seus bancos de
relacionamento, de forma a assegurar a capacidade para cumprir com os seus compromissos, sem ter que se
refinanciar em condições desfavoráveis. A 31 de dezembro de 2021, o montante de empréstimos consolidados com
vencimento em 2022 é de 33,3 milhões de euros e em 31 de dezembro de 2021 o Grupo tinha linhas de crédito
consolidadas disponíveis no valor de, aproximadamente, 40 milhões de euros.
Face ao anteriormente exposto, o Grupo espera satisfazer todas as suas necessidades de tesouraria com o recurso
aos fluxos da atividade operacional e das aplicações financeiras, bem como, se necessário, recorrendo a linhas de
crédito disponíveis existentes.
iv.Risco de capital
A estrutura de capital do Grupo Ramada, determinada pela proporção entre o capital próprio e a dívida líquida, é
gerida de forma a assegurar a continuidade e o desenvolvimento das suas atividades operacionais, maximizar o
retorno dos acionistas e otimizar os custos de financiamento.
O Grupo monitoriza periodicamente a sua estrutura de capital, identificando riscos, oportunidades e as necessárias
medidas de ajustamento com vista à concretização dos objetivos acima referidos.
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020, o Grupo Ramada apresenta um rácio de total do capital próprio / dívida líquida,
bastante muito conservador.
(sendo que a dívida líquida, corresponde à soma algébrica das seguintes rubricas da demonstração consolidada da
posição financeira: outros empréstimos; empréstimos bancários; passivo da locação e (-) Caixa e equivalentes de
caixa).
5.ALTERAÇÕES DE POLÍTICAS CONTABILÍSTICAS E CORREÇÃO DE ERROS
A respeito das novas normas, interpretações, emendas e revisões às IFRS ver Nota 2.1.
Não ocorreram durante o exercício alterações voluntárias de políticas contabilísticas, não tendo igualmente sido
reconhecidos erros materiais relativos a exercícios anteriores.
Relatório e Contas 2021
Demonstrações Financeiras Consolidadas
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(montantes expressos em Euros)
180
6.EMPRESAS SUBSIDIÁRIAS INCLUÍDAS NA CONSOLIDAÇÃO,
INVESTIMENTOS EM ASSOCIADAS E OUTROS INVESTIMENTOS
6.1.Empresas subsidiárias incluídas na consolidação
As empresas incluídas na consolidação pelo método integral, respetivas sedes, proporção do capital detido e
atividade desenvolvida em 31 de dezembro de 2021 e 2020 são as seguintes:
Percentagem efectiva de
participação
Denominação social
Sede
31.12.2021
31.12.2020
Atividade
Empresa mãe:
Ramada Investimentos e
Indústria S.A.
Porto
Prestação de serviços de consultoria de
gestão e gestão de participações
financeiras
Grupo Ramada
Ramada Aços, S.A.
Ovar
100%
100%
Comercialização de aço
Planfuro Global, S.A.
Leiria
100%
100%
Fabrico de molde metálicos
Universal Afir, S.A.
Ovar
100%
100%
Comercialização de aço
F. Ramada II, Imobiliária, S.A.
Ovar
100%
100%
Imobiliária
Socitrel - Sociedade Industrial
de Trefilaria, S.A.
Trofa
100%
100%
Fabrico e comercialização de arames
de aço
Socitrel Espana, S.A.
Espanha
100%
100%
Fabrico e comercialização de arames
de aço
Expeliarmus - Consultoria,
Unipessoal, Lda.
Trofa
100%
100%
Sociedade gestora de participações
sociais
Socitrel Solar, Unipessoal,
Lda.1
Trofa
100%
—%
Gestão de instalações de produção e
venda de energia elétrica
Ramada Solar, Unipessoal,
Lda.1
Ovar
100%
—%
Gestão de instalações de produção e
venda de energia elétrica
Estas subsidiárias foram incluídas na consolidação do Grupo Ramada pelo método de consolidação integral,
conforme indicado na Nota 2.2.
Relatório e Contas 2021
Demonstrações Financeiras Consolidadas
e Notas Anexas em 31 de dezembro de 2021
(montantes expressos em Euros)
181
1 Empresas constituídas no exercício de 2021
6.2.Investimentos em associadas
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020, o detalhe e movimento dos “Investimentos em associadas” é como segue:
31 de dezembro de 2021
Empresa
% Detenção
Saldo inicial
Transferências
Aumentos
Diminuições
Saldo final
Fisio Share – Gestão de Clínicas, S.A
39,71%
4 554 735
285 053
4 839 788
4 554 735
285 053
4 839 788
31 de dezembro de 2020
Empresa
% Detenção
Saldo inicial
Transferências
Aumentos
Diminuições
Saldo final
Fisio Share – Gestão de Clínicas, S.A
39,71%
4 500 000
54 735
4 554 735
4 500 000
54 735
4 554 735
Em 31 de dezembro de 2021 o aumento respeita à aplicação do método de equivalência patrimonial da participação
do Grupo na sociedade Fisio Share Gestão de Clínicas, S.A.. Esta participada tem como atividade a prestação de
serviços técnicos e de consultoria nas áreas da gestão e administração da saúde, tendo sido constituída no último
trimestre de 2019.
A informação financeira das contas consolidadas da empresa associada em 31 de dezembro de 2021, de acordo
com as suas demonstrações financeiras disponíveis à mencionada data, pode ser resumida da seguinte forma:
31 de dezembro de 2021
(valores provisórios e não auditados)
Empresas associada
Total do Ativo
Total do Capital
Próprio
Resultado
Líquido do
Exercício
Fisio Share - Gestão de Clínicas, S.A.
16 853 242
12 087 624
717 838
7.Outros investimentos
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020, o valor dos “Outros investimentos” e correspondentes perdas por imparidade
podem ser detalhados como segue:
31.12.2021
31.12.2020
Valor bruto
Saldo inicial
4 967 633
4 445 498
Aumentos
522 135
Saldo Final
4 967 633
4 967 633
Perdas por imparidade acumuladas (Nota 27)
Saldo inicial
(4 967 633)
(4 445 498)
Aumentos
(522 135)
Saldo Final
(4 967 633)
(4 967 633)
Valor líquido
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020 o Grupo tinha um investimento na sociedade CEV, S.A. de 22,52%. Esta
participada tem como atividade o desenvolvimento e respetiva proteção intelectual, produção e comercialização de
Relatório e Contas 2021
Demonstrações Financeiras Consolidadas
e Notas Anexas em 31 de dezembro de 2021
(montantes expressos em Euros)
182
fungicidas orgânicos para a agricultura. Esta participada não é cotada e o Grupo não detém influência significativa,
sobre a referida participação atendendo, nomeadamente, a que:
Não tem representação na Comissão Executiva da Participada;
Não tem poder para participar na definição de políticas operacionais e financeiras;
Não apresenta transações materiais com a Participada;
Não contribui para a Participada com informação técnica.
Face ao acima, é entendimento do Grupo que, não tendo deste modo influência nos órgãos de governo da
sociedade, entendeu relevar a referida participação como outro investimento e não como associada.
A aferição da existência ou não de indícios de imparidade nos investimentos em outros investimentos tem em
consideração entre outros, os indicadores financeiros das Empresas, os seus resultados operacionais e a sua
rentabilidade para o acionista, nomeadamente tendo em conta a capacidade de distribuição de dividendos.
7.1.Pagamentos e recebimentos relativos a investimentos financeiros
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020 os pagamentos referentes a investimentos financeiros detalham-se como
segue:
31.12.2021
31.12.2020
Outros investimentos
522 135
522 135
8.Goodwill
No exercício de 2020, por forma a aferir da existência, ou não, de imparidade para o Goodwill que resultou da
aquisição da Planfuro Global, S.A. no exercício de 2016, no montante de 1.245.520 Euros, o Grupo procedeu à
avaliação desta subsidiária. A avaliação foi efetuada com base no desempenho histórico da subsidiária e numa
estimativa dos fluxos de caixa descontados tendo por base um plano de negócios a cinco anos (através do método
“discounted cash-flow”).
O Grupo procedeu a uma comparação da valorização com o respetivo contributo para as demonstrações financeiras
consolidadas (incluindo goodwill), tendo concluído pela existência de imparidade ao nível do Goodwill.
Desta forma, durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2020 foi registada uma perda por imparidade relativa
à totalidade do valor do Goodwill (Nota 27).
9.CLASSES DE INSTRUMENTOS FINANCEIROS
Os instrumentos financeiros, classificados de acordo com as políticas descritas na Nota 2.12, foram classificados
como segue:
Relatório e Contas 2021
Demonstrações Financeiras Consolidadas
e Notas Anexas em 31 de dezembro de 2021
(montantes expressos em Euros)
183
9.1.Ativos financeiros
31 de Dezembro de 2021
Ativos financeiros
registados ao
custo amortizado
Total
Ativos não correntes
Outras dívidas de terceiros (Nota 19)
Ativos correntes
Clientes
47 657 107
47 657 107
Outras dívidas de terceiros (Nota 19)
295 458
295 458
Outros ativos correntes
106 087
106 087
Caixa e equivalentes de caixa
54 558 017
54 558 017
102 616 669
102 616 669
102 616 669
102 616 669
31 de Dezembro de 2020
Ativos financeiros
registados ao
custo amortizado
Total
Ativos não correntes
Outras dívidas de terceiros (Nota 19)
187 833
187 833
187 833
187 833
Ativos correntes
Clientes
34 959 861
34 959 861
Outras dívidas de terceiros (Nota 19)
446 007
446 007
Outros ativos correntes
36 851
36 851
Caixa e equivalentes de caixa
54 472 220
54 472 220
89 914 939
89 914 939
90 102 772
90 102 772
Relatório e Contas 2021
Demonstrações Financeiras Consolidadas
e Notas Anexas em 31 de dezembro de 2021
(montantes expressos em Euros)
184
9.2.Passivos financeiros
31 de Dezembro de 2021
Passivos financeiros
registados ao custo
amortizado
Total
Passivos não correntes
Empréstimos bancários
31 487 401
31 487 401
Outros empréstimos
868 079
868 079
Passivo da Locação
286 125
286 125
32 641 605
32 641 605
Passivos correntes
Empréstimos bancários
6 000 000
6 000 000
Outros empréstimos
27 309 887
27 309 887
Passivo da Locação
203 196
203 196
Fornecedores
43 474 569
43 474 569
Outras dívidas a terceiros (Nota 25)
758 058
758 058
Outros passivos correntes (Nota 26)
4 849 782
4 849 782
82 595 492
82 595 492
115 237 097
115 237 097
31 de Dezembro de 2020
Passivos financeiros
registados ao custo
amortizado
Total
Passivos não correntes
Empréstimos bancários
37 487 401
37 487 401
Outros empréstimos
2 330 007
2 330 007
Passivo da Locação
213 399
213 399
40 030 807
40 030 807
Passivos correntes
Empréstimos bancários
6 000 000
6 000 000
Outros empréstimos
19 574 183
19 574 183
Passivo da Locação
325 358
325 358
Fornecedores
24 086 736
24 086 736
Outras dívidas a terceiros (Nota 25)
825 223
825 223
Outros passivos correntes (Nota 26)
3 403 500
3 403 500
54 215 000
54 215 000
94 245 807
94 245 807
Os passivos financeiros registados ao custo amortizado, apresentam um valor próximo do seu justo valor.
Relatório e Contas 2021
Demonstrações Financeiras Consolidadas
e Notas Anexas em 31 de dezembro de 2021
(montantes expressos em Euros)
185
10.PROPRIEDADES DE INVESTIMENTO
O movimento ocorrido nesta rubrica nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2021 e 2020 é como segue:
31.12.2021
31.12.2020
Saldo inicial bruto
89 787 130
89 786 840
Aquisições
290
Alienações
Saldo final bruto
89 787 130
89 787 130
Perdas por Imparidade (Nota 27)
(1 100 000)
(1 100 000)
Saldo final
88 687 130
88 687 130
Os terrenos encontram-se arrendados, tendo, durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2021, gerado
receitas, a título de rendas, no montante de, aproximadamente, 6.800.000 Euros (aproximadamente, 6.785.000
Euros em 2020).
As propriedades de investimento detidas pelo Grupo Ramada correspondem essencialmente a terrenos arrendados
a uma parte relacionada (Nota 35) em regime de locação, através de contratos celebrados em 2007 e 2008 com
uma duração média de vinte anos (com a possibilidade de se estenderem por um período adicional de  quatro a seis
anos, consoante os contratos, no caso de necessidade por parte da arrendatária deste período para realizar o
número de cortes definidos em condições usuais), encontrando-se a ser utilizado o método do custo como método
de valorização.
Os recebimentos mínimos futuros relativos a locações de terrenos florestais ascendem a, aproximadamente, 6,8
milhões de euros em cada um dos próximos cinco anos. Após esse período e até ao final dos contratos os
recebimentos mínimos futuros totalizam, aproximadamente 42 milhões de euros. As rendas previstas em cada
contrato de arrendamento são atualizadas no final de cada período de dois anos, contados a partir do início do ano
civil imediatamente subsequente ao da assinatura do presente contrato, tendo por base o índice de preços no
consumidor.
Parte destes terrenos no montante de, aproximadamente, 74 milhões de Euros, estão dados como garantia real dos
empréstimos bancários do Grupo (Nota 23).
Em 31 de dezembro de 2021, o Grupo recorreu à consulta de perito avaliador externo independente no sentido de
suportar o Conselho de Administração na determinação do justo valor dos terrenos registados como propriedades
de investimento para efeitos de divulgação sobre esta matéria e, ainda, para aferir quanto à existência de eventuais
indícios de imparidade.
Os estudos de valor preparados pelo perito avaliador, tiveram como objetivo a identificação de referenciais de
mercado para o valor de renda anual por hectare e yields (taxas de desconto) de mercado. Desta forma, o perito
avaliador, atendendo à dispersão geográfica e características específicas dos terrenos bem como os referenciais de
informação disponíveis no mercado, assumiu como pressuposto para a determinação do valor da renda anual por
hectare utilizando três  métodos distintos:
- Análise de Mercado – com base nos preços de terrenos semelhantes transacionados ou anunciados;
- Análise de Rendimento Fundiário – com base na estimativa de produtividade por região do país para a
plantação de eucaliptos;
- Análise de Contratos de Arrendamento – com base nos valores renda anual por hectare registados nas
suas bases de dados de contratos.
Relatório e Contas 2021
Demonstrações Financeiras Consolidadas
e Notas Anexas em 31 de dezembro de 2021
(montantes expressos em Euros)
186
Com base na informação obtida junto do perito avaliador o Grupo determinou o justo valor das propriedades de
investimento com base numa perpetuidade do valor de renda dos contratos de arrendamento atualmente em vigor
descontados com uma yield de 5,25% (yield de mercado para terrenos com ativos biológicos), atendendo a que as
rendas atualmente em vigor não divergem significativamente das rendas de mercado e é expectável a contínua
renovação destes contratos por parte do atual locatário ou outros operadores do setor de atividade do mesmo, uma
vez que se tratam de ativos imobiliários com uma oferta limitada atendendo à legislação em vigor sobre a cultura do
eucalipto.
De acordo com a análise preparada pelo Grupo, tendo por base a informação obtida do perito externo e as
perspetivas de uso dos terrenos por parte do Conselho de Administração foi determinado um "justo valor" global das
propriedades de investimento florestais de, aproximadamente, 127 milhões de Euros.
Atendendo ao método de valorização adotado pelo Grupo para as Propriedades de investimento (método do custo),
foi ainda efetuada uma comparação do justo valor com o valor líquido contabilístico por terreno, não tendo sido
identificados indícios de imparidade para além do terreno para o qual se encontra registada uma imparidade de,
aproximadamente, 1,1 milhões de euros.
11.ATIVOS FIXOS TANGÍVEIS
Durante os exercícios findos em 31 de dezembro de 2021 e 2020, o movimento ocorrido no valor dos ativos fixos
tangíveis, bem como nas respetivas amortizações e perdas por imparidade acumuladas, foi o seguinte:
2021
Ativo Bruto
Terrenos e
recursos
naturais
Edifícios e
outras
construções
Equipamento
básico
Equipamento
de transporte
Ferramentas
e utensílios
Equipamento
administrativo
Outros ativos
tangíveis
Ativos
tangíveis
em curso
Totais
Saldo inicial
5 845 631
20 534 649
45 691 143
4 008 971
1 572 231
5 097 248
265 449
613 442
83 628 764
Aumentos
533 192
1 752 897
127 255
74 440
91 415
2 569 257
5 148 456
Alienações
(90 480)
(165 200)
(229 526)
(485 206)
Transferências e
Abates
2 227 268
26 845
2 477
(2 256 590)
Saldo final
5 845 631
21 067 841
49 580 828
3 997 871
1 649 148
5 188 663
265 449
696 583
88 292 014
Depreciações e perdas por imparidade acumuladas
Terrenos e
recursos
naturais
Edifícios e
outras
construções
Equipamento
básico
Equipamento
de transporte
Ferramentas
e utensílios
Equipamento
administrativo
Outros ativos
tangíveis
Ativos
tangíveis
em curso
Totais
Saldo inicial
16 124 295
39 049 046
3 383 428
1 461 082
4 959 689
57 514
65 035 054
Aumentos
339 581
2 223 449
232 865
41 205
73 498
53 090
2 963 688
Alienações
(84 114)
(165 200)
(249 314)
Transferências e
Abates
(2 626)
(114 380)
(22 434)
158 097
18 657
Saldo final
16 461 250
41 074 001
3 428 659
1 502 287
5 033 187
110 604
158 097
67 768 085
5 845 631
4 606 591
8 506 827
569 212
146 861
155 476
154 845
538 486
20 523 929
Relatório e Contas 2021
Demonstrações Financeiras Consolidadas
e Notas Anexas em 31 de dezembro de 2021
(montantes expressos em Euros)
187
2020
Ativo Bruto
Terrenos e
recursos
naturais
Edifícios e
outras
construções
Equipamento
básico
Equipamento
de transporte
Ferramentas
e utensílios
Equipamento
administrativo
Outros ativos
tangíveis
Ativos
tangíveis
em curso
Totais
Saldo inicial
5 837 756
20 086 062
45 117 289
3 879 666
1 544 765
4 957 396
265 449
581 506
82 269 889
Aumentos
7 875
448 588
89 129
170 584
5 800
151 945
568 397
1 442 318
Alienações
(50)
(41 279)
(12 093)
(53 422)
Transferências e
Abates
484 775
21 666
(536 461)
(30 020)
Saldo final
5 845 631
20 534 650
45 691 143
4 008 971
1 572 231
5 097 248
265 449
613 442
83 628 765
Depreciações e perdas por imparidade acumuladas
Terrenos e
recursos
naturais
Edifícios e
outras
construções
Equipamento
básico
Equipamento
de transporte
Ferramentas
e utensílios
Equipamento
administrativo
Outros ativos
tangíveis
Ativos
tangíveis
em curso
Totais
Saldo inicial
15 750 712
37 157 226
3 112 981
1 398 140
4 867 509
4 424
62 290 992
Aumentos
373 583
1 894 308
322 883
62 942
104 100
53 090
2 810 906
Alienações
(50)
(41 279)
(11 920)
(53 249)
Transferências e
Abates
(2 438)
(11 157)
(13 595)
Saldo final
16 124 295
39 049 046
3 383 428
1 461 082
4 959 689
57 514
65 035 054
5 845 631
4 410 355
6 642 097
625 543
111 149
137 559
207 935
613 442
18 593 711
Os aumentos do exercício findo em 31 de dezembro de 2021 e 2020 referem-se essencialmente à aquisição de
equipamentos fabris que visam a expansão e aumento de capacidade transformadora e produtiva do Grupo,
nomeadamente ao nível do tratamento de aço, bem como à aquisição de equipamento para produção de energia
destinada a autoconsumo.
Relatório e Contas 2021
Demonstrações Financeiras Consolidadas
e Notas Anexas em 31 de dezembro de 2021
(montantes expressos em Euros)
188
12.ATIVOS SOB DIREITO DE USO
Durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2021 e 2020 o movimento ocorrido no valor dos ativos sob direito
de uso, bem como nas respetivas amortizações, foi o seguinte:
2021
Ativo Bruto
Equipamento de
transporte
Total
Saldo inicial a 1 de janeiro
1 529 220
1 529 220
Aumentos
196 793
196 793
Reclassificações
Reduções
Saldo final
1 726 013
1 726 013
Amortizações acumuladas
Equipamento de
transporte
Total
Saldo inicial a 1 de janeiro
990 463
990 463
Aumentos
246 229
246 229
Reclassificações
Reduções
Saldo final
1 236 692
1 236 692
489 321
489 321
2020
Ativo Bruto
Equipamento de
transporte
Total
Saldo inicial a 1 de janeiro
1 146 624
1 146 624
Aumentos
382 596
382 596
Reclassificações
Reduções
Saldo final
1 529 220
1 529 220
Amortizações acumuladas
Equipamento de
transporte
Total
Saldo inicial a 1 de janeiro
636 036
636 036
Aumentos
354 427
354 427
Reclassificações
Reduções
Saldo final
990 463
990 463
538 757
538 757
Relatório e Contas 2021
Demonstrações Financeiras Consolidadas
e Notas Anexas em 31 de dezembro de 2021
(montantes expressos em Euros)
189
A rubrica “Equipamentos de transporte” respeita a contratos de locação de viaturas por prazos entre 4 a 5 anos.
Durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2021 e 2020 o movimento ocorrido no valor dos passivos da
locação, foi o seguinte:
31.12.2021
31.12.2020
Saldo inicial a 1 de janeiro
538 756
574 133
Locações Financeiras
Aumentos
196 793
382 596
Acréscimos de juros
14 906
17 898
Pagamentos
(261 134)
(435 870)
Saldo final a 31 de dezembro
489 321
538 757
Corrente
203 196
325 358
Não corrente
286 125
213 399
Adicionalmente, foram reconhecidos em 2021 e 2020 os seguintes montantes de gastos relativos a ativos por direito
de uso:
31.12.2021
31.12.2020
Depreciação de ativos sob direito de uso
246 229
354 427
Gastos com juros relacionados com passivos de locação
14 906
17 898
Total do montante reconhecido na demonstração de resultados
261 135
372 325
O prazo de reembolso dos passivos da locação em 31 de dezembro de 2021 e 2020 é como segue:
31/12/2021
2022
2023
2024
2025
>2025
Total
(valor nominal)
Passivo da Locação
203 196
151 674
93 980
35 541
4 930
489 321
203 196
151 674
93 980
35 541
4 930
489 321
31/12/2020
2021
2022
2023
2024
>2024
Total
(valor nominal)
Passivo da Locação
325 358
61 516
50 899
53 914
47 070
538 757
325 358
61 516
50 899
53 914
47 070
538 757
Relatório e Contas 2021
Demonstrações Financeiras Consolidadas
e Notas Anexas em 31 de dezembro de 2021
(montantes expressos em Euros)
190
13.ATIVOS INTANGÍVEIS
Durante os exercícios findos em 31 de dezembro de 2021 e 2020, o movimento ocorrido no valor dos ativos
intangíveis, bem como nas respetivas amortizações e perdas por imparidade acumuladas, foi o seguinte:
2021
Ativo Bruto
Software
Projetos em
desenvolvimento
Total
Saldo inicial
512 559
512 559
Variação de perímetro
Aumentos
Alienações e Abates
Saldo final
512 559
512 559
Amortizações e perdas por imparidade acumuladas
Software
Projetos em
desenvolvimento
Total
Saldo inicial
501 426
501 426
Variação de perímetro
Aumentos
11 133
11 133
Alienações e Abates
Saldo final
512 559
512 559
2020
Ativo Bruto
Software
Projetos em
desenvolvimento
Total
Saldo inicial
512 559
512 559
Variação de perímetro
Aumentos
Alienações e Abates
Saldo final
512 559
512 559
Amortizações e perdas por imparidade acumuladas
Software
Projetos em
desenvolvimento
Total
Saldo inicial
474 468
474 468
Variação de perímetro
Aumentos
26 958
26 958
Alienações e Abates
Saldo final
501 426
501 426
11 133
11 133
Relatório e Contas 2021
Demonstrações Financeiras Consolidadas
e Notas Anexas em 31 de dezembro de 2021
(montantes expressos em Euros)
191
14.OUTROS ATIVOS NÃO CORRENTES
A rúbrica “Outros ativos não correntes”, corresponde ao regime de complementos de pensões - Planos de Pensões
na subsidiária Socitrel com as seguintes características:
(i)São elegíveis todos os trabalhadores do quadro efetivo da Socitrel que, à data da reforma, tenham pelo menos
10 e 5 anos de serviço contínuo para o benefício de reforma por velhice (na idade estabelecida no Regime
Geral da Segurança Social) e invalidez, respetivamente;
(ii)O tempo de serviço pensionável é o número de anos completos de serviço na Empresa à data da reforma,
com o máximo de 20 anos e o salário pensionável é o salário base ilíquido mensal;
(iii)A pensão é calculada com base na seguinte fórmula: P=1%xNxSP (P=pensão mensal de reforma, N=tempo
de serviço pensionável, SP=salário pensionável mensal para a Empresa), sendo que P será no máximo a
diferença entre o salário base líquido mensal e a pensão mensal da Segurança Social. Esta pensão é paga 14
vezes no ano.
Para fazer face às responsabilidades originadas por este regime de benefícios definidos, a Empresa Socitrel
constituiu em anos anteriores o denominado “Fundo de Pensões Socitrel”.
A partir de 1 de janeiro de 2018, com a aprovação da ASF – Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de
Pensões, a Socitrel alterou o seu sistema de pensões passado de sistema de benefícios definidos para um plano de
contribuição definida. Deste modo o Plano de Pensões Socitrel tem duas componentes:
(i)Componente de Benefício Definido – Aplicável aos beneficiários reformados e pensionistas em 31 de
dezembro de 2017 e que tem as mesmas condições do Plano de Pensões que existia até essa data. A 31 de
dezembro de 2021 o número de participantes é de 22 (20 participantes em 31 de dezembro de 2020);
(ii)Componente de Contribuição Definida –Aplicável a todos os colaboradores efetivos da Socitrel, incluindo
órgãos de gestão e outros cargos dirigentes, em 31 de dezembro de 2017 e os admitidos posteriormente e
cujas principais características são:
a.Contribuição inicial da Socitrel que corresponde ao montante das responsabilidades por serviços
passados calculada com efeitos a 31 de dezembro de 2017 (519.984 Euros) afeto a cada
colaborador de acordo com o cálculo atuarial da Sociedade Gestora do Fundo de Pensões, ao qual
a SOCITREL é alheia;
b.Contribuição anual da Socitrel a qual será efetuada tendo em conta o salário base de cada
colaborador efetivo ao serviço da Socitrel e em função da performance da Socitrel;
c.Contribuição individual de cada colaborador que corresponde ao montante que cada colaborador
pode contribuir para o plano de pensões se assim o entender fazer.
A 31 de dezembro de 2021 o número de participantes é de 158 (131 participantes em 31 de
dezembro de 2020).
Relatório e Contas 2021
Demonstrações Financeiras Consolidadas
e Notas Anexas em 31 de dezembro de 2021
(montantes expressos em Euros)
192
O nível de financiamento apurado pela entidade gestora do “Fundo de Pensões Socitrel” à data de 31 de dezembro
de 2021 a 2020, fica a seguir demonstrado:
2021
2020
1 - Total de responsabilidades por serviços passados:
Ativos
Reformados e pensionistas
334 628
354 363
334 628
354 363
2 - Valor do Fundo
1 734 399
1 677 576
Dado que o valor do Fundo de Pensões é superior ao valor atual das responsabilidades por serviços passados, foi
registado um ativo não corrente no montante dessa diferença.
O movimento registado durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2021 e 2020 da diferença entre o valor do
Fundo de Pensões e o valor atual das Responsabilidades por Serviços Passados foi como segue:
31.12.2021
31.12.2020
Excesso de cobertura - Saldo inicial
1 323 213
1 320 964
Valores reconhecidos na demonstração de resultados:
Rendimento dos juros
2 995
8 335
Ganho de rendimento/Custo dos juros
(614)
(1 730)
2 381
6 605
Valores reconhecidos diretamente em rendimento integral:
Variações atuariais
74 177
(4 356)
Excesso de cobertura - Saldo final
1 399 771
1 323 213
No que respeita ao Fundo de Pensões, os riscos podem ser divididos em riscos financeiros e riscos atuariais,
nomeadamente:
(i)Riscos Financeiros - Os riscos financeiros são geridos e monitorizados continuamente pela Sociedade Gestora
do Fundo de Pensões da Socitrel. De acordo com a composição da carteira do Fundo de Pensões Socitrel, os
riscos materiais associados eram:
Risco de Mercado – Ações
Risco de Mercado – Taxa de Juro
Risco de Crédito
Risco Imobiliário (Indireto)
Risco de Investimentos Alternativos
A gestão dos riscos materiais que afetam o fundo de pensões é efetuada através do recurso a produtos derivados
sempre que a Sociedade Gestora entenda relevante. Refira-se, que o risco de mercado é a incerteza quanto a
rendibilidade futura de instrumentos financeiros ou possibilidade de ocorrência de perdas decorrentes de alterações
dos preços de mercado dos ativos, em detalhe:
Ações – Perdas decorrentes de alterações de preços de ações
Taxa de Juro – Perdas decorrentes de alterações de taxas de juro
Câmbio – Perdas decorrentes de alterações de taxas de câmbio
Risco de Crédito – Ocorrência de perdas resultante da possibilidade de a contraparte num
determinado contrato entrar em incumprimento.
Relatório e Contas 2021
Demonstrações Financeiras Consolidadas
e Notas Anexas em 31 de dezembro de 2021
(montantes expressos em Euros)
193
(ii)Riscos Atuariais - Os riscos atuariais são constituídos por responsabilidades de pagamento de pensões,
apresentando vários riscos que podem ter impacto negativo no valor das responsabilidades do Fundo: taxa de
crescimento das pensões, aumento da esperança média de vida e taxa de desconto.
As responsabilidades relativas ao plano de Pensões Socitrel, foram determinadas com base nos seguintes
pressupostos a 31 de dezembro de 2021:
(i)Método de cálculo “Projected Unit Credit”;
(ii)Tábuas de Mortalidade TV 88/90;
(iii)Taxa de desconto 0,51%;
(iv)Taxa de crescimento das pensões 1,5%.
As responsabilidades relativas ao plano de Pensões Socitrel, foram determinadas com base nos seguintes
pressupostos a 31 de dezembro de 2020:
(i)Método de cálculo “Projected Unit Credit”;
(ii)Tábuas de Mortalidade TV 88/90;
(iii)Taxa de desconto 0,18%;
(iv)Taxa de crescimento das pensões 1,5%.
De acordo com a sociedade gestora do Fundo de Pensões da Socitrel, para o cálculo das responsabilidades com
complementos de pensão e benefícios e do valor do respetivo património afeto, para determinação da taxa de
desconto correspondente à duration das responsabilidades, foi utilizada a metodologia, com base nos índices
Market IBoxx Benchmark para obrigações corporate AA e na extrapolação das taxas de desconto através do método
Smith-Wilson (método recomendado pela EIOPA - European Insurance and Occupational Pensions Authority),.
O Grupo Ramada considerou como pressuposto relevante a taxa de desconto, tendo procedido à seguinte análise
de sensibilidade:
O aumento da taxa de desconto utilizada no cálculo do valor atual das responsabilidades por serviços passados em
0,5 pontos percentuais, geraria uma diminuição na estimativa do valor atual das responsabilidades por serviços
passados com referência a 31 de dezembro de 2021 de aproximadamente 18.200 Euros (20.900 Euros a 31 de
dezembro de 2020).
O Fundo de Pensões Socitrel tem a seguinte composição em 31 de dezembro de 2021:
(i)34,1 % ações;
(ii)48,7 % obrigações a taxa fixa;
(iii)12,8 % obrigações a taxa variável; e
(iv)4,4 % Liquidez e outros ativos.
O Fundo de Pensões Socitrel tem a seguinte composição em 31 de dezembro de 2020:
(i)34,2 % ações;
(ii)46,6 % obrigações a taxa fixa;
(iii)11,7 % obrigações a taxa variável; e
(iv)7,4 % Liquidez e outros ativos.
15.IMPOSTOS CORRENTES E DIFERIDOS
De acordo com a legislação em vigor em Portugal, as declarações fiscais estão sujeitas a revisão e correção por
parte das autoridades fiscais durante um período de quatro anos (cinco anos para a Segurança Social), exceto
quando tenham ocorrido prejuízos fiscais, tenham sido concedidos benefícios fiscais, ou estejam em curso
inspeções, reclamações ou impugnações, casos estes em que, dependendo das circunstâncias, os prazos são
alargados ou suspensos. Deste modo, as declarações fiscais da generalidade das empresas do Grupo Ramada dos
anos de 2017 a 2021 poderão vir ainda a ser sujeitas a revisão.
Relatório e Contas 2021
Demonstrações Financeiras Consolidadas
e Notas Anexas em 31 de dezembro de 2021
(montantes expressos em Euros)
194
A Ramada encabeça o grupo de empresas sediadas em Portugal (Grupo Ramada) que são tributadas de acordo
com o Regime Especial de Tributação dos Grupos de Sociedades (“RETGS”).
15.1.Impostos diferidos
O movimento ocorrido nos ativos e passivos por impostos diferidos nos exercícios findos em 31 de dezembro de
2021 e 2020 foi como segue:
2021
2020
Ativos por
impostos diferidos
Passivos por
impostos diferidos
Ativos por
impostos diferidos
Passivos por
impostos diferidos
Saldo em 1 de Janeiro
3 702 248
917 311
3 724 730
922 826
Efeito na demonstração dos resultados
(101 646)
(1 517)
(291 860)
(5 515)
Efeito na demonstração dos resultados -
benefícios fiscais
140 278
269 378
Saldo em 31 de Dezembro
3 740 880
915 794
3 702 248
917 311
O detalhe dos impostos diferidos de acordo com as diferenças temporárias que os geraram, é como segue:
2021
2020
Ativos por
impostos diferidos
Passivos por
impostos diferidos
Ativos por
impostos diferidos
Passivos por
impostos diferidos
Provisões e perdas por imparidade de
ativos não aceites fiscalmente
1 647 870
1 731 659
Prejuízos Fiscais Reportáveis
689 045
1 150 503
Regime Fiscal Apoio Investimento
788 232
Reavaliação Extraordinária de Ativos Fixos
400 122
501 209
Amortizações não aceites como custo fiscal
7 510
9 027
Benefícios fiscais
67 200
170 466
Ajustamentos de justo valor em
concentrações atividades empresariais
148 411
908 284
148 411
908 284
3 740 880
915 794
3 702 248
917 311
A rubrica de “Reavaliação Extraordinária de Ativos Fixos” corresponde ao impacto contabilístico associado ao
reconhecimento do ativo por imposto diferido decorrente da adoção do regime de reavaliação de ativos fixos
publicado pelo Decreto-Lei nº 66/2017, de 3 de novembro.
Nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2021 e 2020 encontram-se registados ativos por impostos diferidos
nos montantes de, aproximadamente, 1.477.000 Euros e 1.150.000 Euros, respetivamente, relativos a prejuízos
fiscais reportáveis, os quais se estima que sejam recuperáveis nos próximos três anos, e regime fiscal de apoio ao
investimento.
Em 31 de dezembro de 2020 a Socitrel tinha prejuízos fiscais reportáveis no montante de, aproximadamente, 25
milhões de Euros, os quais foram gerados em 2015 (aproximadamente 24 milhões de Euros), em 2016
(aproximadamente 491 milhares de Euros) e em 2019 (aproximadamente 818 milhares de Euros) com um período
de reporte de 14 anos para os gerados em 2015 e 2016, ou seja, até 2029 e 2030, respetivamente, e de 7 anos para
os gerados em 2019, ou seja, até 2026. Em resultado de inspeções levadas a cabo pela Autoridade Tributária aos
exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e 2015, a Autoridade Tributária não considerou como custo
fiscalmente dedutível pelo facto de entender não ser um custo indispensável para a obtenção de rendimentos
sujeitos a IRC o montante de, aproximadamente, 19.410.000 Euros relativo a encargos suportados no exercício
findo em 31 de dezembro de 2015 com a desconsideração da dívida do anterior acionista da Socitrel no âmbito dos
acordos incluídos no Processo Especial de Revitalização da Socitrel. Por discordar da decisão da Autoridade
Tributária, a Socitrel deduziu Impugnação Judicial, estando o processo a decorrer os seus trâmites legais.
Relatório e Contas 2021
Demonstrações Financeiras Consolidadas
e Notas Anexas em 31 de dezembro de 2021
(montantes expressos em Euros)
195
É de referir que os prejuízos fiscais acima mencionados não foram até à presente data utilizados, nem deram
origem ao reconhecimento de ativos por impostos diferidos, pelo que não existirá qualquer impacto em resultado de
uma eventual decisão desfavorável. No caso de uma decisão favorável seriam reconhecidos ativos por impostos
diferidos relativos aos prejuízos fiscais, na medida em que os mesmos foram recuperáveis com base no plano de
negócios da Entidade.
15.2.Impostos correntes
Os impostos sobre o rendimento reconhecidos na demonstração dos resultados durante os exercícios findos em 31
de dezembro de 2021 e 2020 são detalhados como segue:
31.12.2021
31.12.2020
Imposto sobre o rendimento do exercício:
Estimativa de imposto do exercício
3 403 511
1 994 993
Excesso estimativa imposto
(58 992)
(3 698)
3 344 519
1 991 295
Imposto diferido
(100 129)
(286 345)
3 244 390
1 704 950
A reconciliação do resultado antes de imposto para o imposto do exercício, é como segue:
31.12.2021
31.12.2020
Resultado antes de impostos
18 333 041
8 693 547
Taxa de imposto
21%
21%
3 849 939
1 825 645
Derrama municipal
101 060
32 444
Derrama estadual
357 581
130 733
Tributação autónoma
105 304
142 763
Excesso estimativa imposto
(58 991)
(3 698)
Benefícios Fiscais
(289 053)
(290 177)
Utilização Prejuízos Fiscais
(699 622)
Outros
(121 828)
(132 760)
Imposto sobre o rendimento
3 244 390
1 704 950
Relatório e Contas 2021
Demonstrações Financeiras Consolidadas
e Notas Anexas em 31 de dezembro de 2021
(montantes expressos em Euros)
196
16.INVENTÁRIOS
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020, o montante registado na rubrica “Inventários” pode ser detalhado como segue:
31.12.2021
31.12.2020
Mercadorias
334 010
339 452
Matérias-primas, subsidiárias e de consumo
27 438 184
18 773 827
Produtos acabados e intermédios
3 610 923
1 254 422
Produtos e trabalhos em curso
980 502
737 825
32 363 619
21 105 526
Perdas por imparidade acumuladas (Nota 27)
(3 060 742)
(2 310 742)
29 302 877
18 794 784
Os montantes registados em inventários relativos a perdas por imparidade acumuladas em 31 de dezembro de 2021
e 2020 correspondem à melhor estimativa do Conselho de Administração para reduzir o valor destes ao seu valor
realizável líquido ou ao preço de mercado.
O custo das vendas e variação da produção dos exercícios findos em 31 de dezembro 2021 e 2020 foi apurado
como segue:
31 de Dezembro de 2021
Matérias primas,
subsidiárias, mercadorias
e outros inventários
Produtos acabados e
intermédios e trabalhos
em curso
Total
Saldo inicial
19 113 279
1 992 245
21 105 524
Compras e regularizações
98 220 633
1 990
98 222 623
Existências finais
(27 772 194)
(4 591 425)
(32 363 619)
Custo das vendas e variação da produção
89 561 718
(2 597 190)
86 964 528
31 de Dezembro de 2020
Matérias primas,
subsidiárias, mercadorias
e outros inventários
Produtos acabados e
intermédios e trabalhos
em curso
Total
Saldo inicial
19 358 013
3 289 470
22 647 483
Compras e regularizações
62 120 118
62 120 118
Existências finais
(19 113 279)
(1 992 245)
(21 105 524)
Custo das vendas e variação da produção
62 364 852
1 297 225
63 662 077
17.CLIENTES
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020, esta rubrica tinha a seguinte composição:
31.12.2021
31.12.2020
Clientes - Valor Bruto
54 741 432
42 750 389
Perdas por Imparidade (Nota 27)
(7 084 325)
(7 790 528)
Saldo final
47 657 107
34 959 861
Relatório e Contas 2021
Demonstrações Financeiras Consolidadas
e Notas Anexas em 31 de dezembro de 2021
(montantes expressos em Euros)
197
A antiguidade dos saldos a receber de clientes, pode ser analisada como segue:
31 de dezembro de 2021
Valor Bruto
Valor Líquido
Indústria
Imobiliária
Total
Indústria
Imobiliária
Total
Não vencido
32 997 036
6 773 364
39 770 400
32 994 319
6 773 364
39 767 683
Vencido
0 - 180 dias
10 742 837
10 742 837
7 877 540
7 877 540
+ 180 dias
4 228 195
4 228 195
11 884
11 884
47 968 068
6 773 364
54 741 432
40 883 743
6 773 364
47 657 107
31 de dezembro de 2020
Valor Bruto
Valor Líquido
Indústria
Imobiliária
Total
Indústria
Imobiliária
Total
Não vencido
26 134 370
6 835 319
32 969 689
23 304 701
6 835 319
30 140 020
Vencido
0 - 180 dias
5 771 747
5 771 747
4 766 134
4 766 134
+ 180 dias
4 008 953
4 008 953
53 707
53 707
35 915 070
6 835 319
42 750 389
28 124 542
6 835 319
34 959 861
A exposição do Grupo ao risco de crédito é atribuível essencialmente às contas a receber da sua atividade
operacional. Os montantes apresentados na demonstração da posição financeira consolidada encontram-se líquidos
das perdas por imparidade acumuladas que foram estimadas pelo Grupo, de acordo com a IFRS 9.
Da totalidade dos saldos brutos de clientes referentes a 31 de dezembro de 2021, expurgando os saldos com
entidades relacionadas, o valor que não está abrangido por um seguro de crédito, garantias bancárias ou créditos
documentários é de, aproximadamente, 50%.
O Grupo não cobra quaisquer encargos de juros enquanto os prazos de pagamento definidos (em média 90 dias)
estejam a ser respeitados. Findos esses prazos, são cobrados os juros que estiverem definidos contratualmente, e
de acordo com a lei em vigor aplicável a cada situação, o que tenderá a ocorrer só em situações extremas. Por
questões de prudência, os juros debitados são diferidos, apenas sendo reconhecidos na demonstração dos
resultados na data em que os mesmos são cobrados.
Relatório e Contas 2021
Demonstrações Financeiras Consolidadas
e Notas Anexas em 31 de dezembro de 2021
(montantes expressos em Euros)
198
18.ESTADO E OUTROS ENTES PÚBLICOS
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020, estas rubricas do ativo e do passivo tinham a seguinte composição:
31.12.2021
31.12.2020
Saldos devedores
Imposto sobre o rendimento
Total imposto sobre o rendimento
Saldos devedores
Imposto sobre o Valor Acrescentado
2 699 315
996 199
Total outros impostos (Nota 19)
2 699 315
996 199
Saldos credores
Imposto sobre o rendimento
2 547 460
296 507
Total imposto sobre o rendimento
2 547 460
296 507
Saldos credores
Imposto sobre o Valor Acrescentado
3 481 356
873 193
Contribuições para a Segurança Social
259 632
225 571
Imposto sobre o Rendimento de Pessoas Singulares
323 448
222 755
Outros Impostos
653
76
Total outros impostos (Nota 25)
4 065 089
1 321 595
19.OUTRAS DÍVIDAS DE TERCEIROS
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020, o detalhe da rubrica “Outras dívidas de terceiros” incluída na demonstração da
posição financeira consolidada era como segue:
31.12.2021
31.12.2020
Outros devedores não correntes
187 833
Adiantamentos a fornecedores
724 168
266 430
Contas a receber de Estado e outros entes públicos (Nota 18)
2 699 315
996 199
Outros devedores correntes
295 458
446 007
3 718 941
1 708 636
Perdas por Imparidade
3 718 941
1 708 636
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020 a rubrica Outros devedores, inclui essencialmente contas a receber
relacionadas com a alienação de investimentos financeiros, que resultaram da alienação das sociedades Base M –
Investimentos e Serviços S.A. e Base Holding SGPS, S.A.. Os montantes registados em Outros Devedores tratam-
se de montantes não vencidos.
Relatório e Contas 2021
Demonstrações Financeiras Consolidadas
e Notas Anexas em 31 de dezembro de 2021
(montantes expressos em Euros)
199
20.CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020, o detalhe da rubrica “Caixa e equivalentes de caixa” incluída na demonstração
da posição financeira consolidada era como segue:
31.12.2021
31.12.2020
Caixa
15 864
14 055
Depósitos bancários
54 542 153
54 458 165
54 558 017
54 472 220
Descobertos bancários (Nota 23)
(1 496 592)
Caixa e equivalentes
54 558 017
52 975 628
21.CAPITAL SOCIAL E RESERVAS
21.1.Capital social
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020, o capital da Ramada, totalmente subscrito e realizado, estava representado
por 25.641.459 ações nominativas de valor nominal unitário de 1 Euro.
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020 não existiam pessoas coletivas com uma participação no capital subscrito de,
pelo menos, 25%.
21.1.Reservas
(I)Reserva legal
A legislação comercial Portuguesa estabelece que pelo menos 5% do resultado líquido anual tem que ser destinado
ao reforço da “Reserva legal” até que esta represente pelo menos 20% do capital social.
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020, as demonstrações financeiras do Grupo apresentavam o montante de
7.193.058 Euros relativo a reserva legal, a qual não pode ser objeto de distribuição aos acionistas a não ser em
caso de liquidação do Grupo, mas pode ser utilizada para absorver prejuízos depois de esgotadas as outras
reservas, ou incorporada em capital.
(II)Outras reservas
A 31 de dezembro de 2021 e 2020 a rubrica de outras reservas e resultados transitados detalha-se como segue:
31.12.2021
31.12.2020
Reservas variações atuariais
(201 607)
(275 784)
Reserva DL 66/2016
1 047 315
1 047 315
Resultados transitados
80 758 750
89 155 028
81 604 458
89 926 559
Nos termos da legislação portuguesa, o montante de reservas distribuíveis é determinado com base nas
demonstrações financeiras individuais da Ramada Investimentos e Indústria, S.A., apresentadas de acordo com as
Normas Internacionais de Relato Financeiro, tal como adotadas pela União Europeia, sendo que, em 31 de
dezembro de 2021, o montante de reservas distribuíveis ascende a, aproximadamente, 81 milhões de Euros.
Relatório e Contas 2021
Demonstrações Financeiras Consolidadas
e Notas Anexas em 31 de dezembro de 2021
(montantes expressos em Euros)
200
22.INTERESSES QUE NÃO CONTROLAM
A 31 de dezembro de 2021 e 2020 não existem saldos nem movimentos associados à rubrica "Interesses que não
controlam".
23.EMPRÉSTIMOS BANCÁRIOS E OUTROS EMPRÉSTIMOS
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020, o detalhe das rubricas “Empréstimos bancários” e “Outros empréstimos” é
como segue:
31.12.2021
31.12.2020
Corrente
Não corrente
Corrente
Não corrente
Empréstimos bancários
6 000 000
31 487 401
6 000 000
37 487 401
Empréstimos bancários
6 000 000
31 487 401
6 000 000
37 487 401
Papel comercial
20 500 000
16 500 000
Contas caucionadas
5 000 000
Descobertos bancários (Nota 20)
1 496 592
Factoring
1 554 460
1 235 681
Subsídios investimento (Nota 29)
255 427
868 079
341 910
2 330 007
Outros empréstimos
27 309 887
868 079
19 574 183
2 330 007
33 309 887
32 355 480
25 574 183
39 817 408
Na sequência do Encerramento Financeiro do projeto de investimento efetuado no âmbito do Portugal 2020, foi
atribuída a isenção máxima prevista no Termo de Aceitação, ou seja, 50% do incentivo reembolsável atribuído, no
montante de, aproximadamente 1.535.000 Euros (Nota 29).
É do entendimento do Conselho de Administração que o valor contabilístico dos empréstimos não difere
significativamente do seu justo valor.
Relatório e Contas 2021
Demonstrações Financeiras Consolidadas
e Notas Anexas em 31 de dezembro de 2021
(montantes expressos em Euros)
201
O valor nominal dos empréstimos bancários registados no passivo tem o seguinte plano de reembolso:
31.12.2021
31.12.2020
Ano de
Reembolso
Montante
Juros
Estimados 1
Ano de
Reembolso
Montante
Juros
Estimados 1
Corrente
Corrente
2021
33 309 887
582 923
2021
25 574 183
447 548
Não Corrente
Não Corrente
2022
6 582 502
460 824
2023
6 255 428
375 574
2023
6 582 502
375 574
2024
6 242 831
290 500
2024
6 569 905
290 500
2025
5 857 222
212 250
2025
6 082 500
212 250
2026
5 500 000
134 000
2026
5 500 000
134 000
2027
3 500 000
67 000
2027
3 500 000
67 000
2028
5 000 000
10 000
2028
5 000 000
10 000
2029
2029
32 355 480
1 089 324
39 817 408
1 550 148
65 665 367
1 672 247
65 391 591
1 997 696
1Juros estimados de acordo com as condições contratuais definidas, assumindo as condições de mercado
verificadas no exercício de 2021 e 2020, respetivamente.
Relatório e Contas 2021
Demonstrações Financeiras Consolidadas
e Notas Anexas em 31 de dezembro de 2021
(montantes expressos em Euros)
202
As linhas de financiamento utilizadas pelo Grupo e os correspondentes montantes máximos autorizados, eram como
segue:
31 de Dezembro 2021
31 de Dezembro 2020
Maturidade
Montante
contratado
Montante
Utilizado
Montante
contratado
Montante
Utilizado
Contas correntes caucionadas
18 000 000
5 000 000
18 000 000
Descobertos bancários autorizados
16 000 000
16 000 000
1 496 592
Factoring
3 500 000
1 554 460
3 500 000
1 235 681
Programas de papel comercial
06/2021
3 000 000
3 000 000
07/2021
4 000 000
4 000 000
11/2021
5 000 000
12/2021
7 500 000
3 000 000
12/2021
5 000 000
12/2021
10 000 000
6 500 000
06/2022
4 000 000
4 000 000
07/2022
4 000 000
4 000 000
12/2022
7 500 000
6 000 000
12/2022
5 000 000
12/2022
10 000 000
6 500 000
30 500 000
20 500 000
34 500 000
16 500 000
Durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2021 e 2020, estes empréstimos venceram juros a taxas normais
de mercado em função da natureza e prazo do crédito obtido.
Durante os exercícios findos em 31 de dezembro de 2021 e 2020 o Grupo não entrou em incumprimento em
qualquer empréstimo obtido. Adicionalmente, em 31 de dezembro de 2021 não existem “covenants” associados aos
empréstimos contratados.
Factoring
O Grupo Ramada tem em vigor um contrato de factoring com uma instituição de crédito, segundo o qual poderá
ceder contas a receber até ao limite de 3.500.000 Euros.
Sobre os valores descontados o Grupo pagará uma taxa de juro de Euribor a 3 meses acrescida de spread, sendo
que em 31 de dezembro de 2021 o montante utilizado ascendia a 1.554.460 Euros (1.235.681 Euros em 31 de
dezembro de 2020).
O Grupo Ramada considera que os riscos e benefícios associados às contas a receber não foram transmitidos para
a entidade com quem realizou este contrato de factoring, facto pelo qual apenas desreconhece as contas a receber
cedidas em factoring no momento em que forem liquidadas pelo devedor original, de acordo com a política
contabilística descrita na Nota 2.12.
Relatório e Contas 2021
Demonstrações Financeiras Consolidadas
e Notas Anexas em 31 de dezembro de 2021
(montantes expressos em Euros)
203
24.FORNECEDORES
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020, esta rubrica podia ser apresentada, tendo em consideração a sua maturidade,
como segue:
31.12.2021
31.12.2020
Indústria
Imobiliária
Total
Indústria
Imobiliária
Total
0 a 90 dias
43 420 493
54 076
43 474 569
23 488 224
598 512
24 086 736
43 420 493
54 076
43 474 569
23 488 224
598 512
24 086 736
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020 esta rubrica inclui saldos a pagar a fornecedores decorrentes da atividade
operacional do Grupo Ramada. O Conselho de Administração entende que o justo valor destes saldos não difere
significativamente do valor contabilístico e que o efeito da atualização destes montantes não é material.
25.OUTRAS DÍVIDAS A TERCEIROS
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020, a rubrica “Outras dívidas a terceiros” podia ser detalhada como segue:
31.12.2021
31.12.2020
Passivo corrente
Fornecedores de Imobilizado
536 192
661 860
Contas a pagar por investimentos financeiros
17 500
17 500
Contas a pagar ao Estado e outros entes públicos (Nota 18)
4 065 089
1 321 595
Outros credores
204 366
145 863
4 823 147
2 146 818
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020, os passivos incluídos na rubrica “Fornecedores de imobilizado” são exigíveis
em menos de 3 meses.
26.OUTROS PASSIVOS CORRENTES
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020, a rubrica “Outros passivos correntes” podia ser detalhada como segue:
31.12.2021
31.12.2020
Acréscimos de custos:
Remunerações a liquidar, prémios e outros encargos para com
colaboradores
2 877 972
2 124 541
Outros acréscimos de custos
1 971 810
1 278 959
Proveitos diferidos
594 023
400 506
5 443 805
3 804 006
Relatório e Contas 2021
Demonstrações Financeiras Consolidadas
e Notas Anexas em 31 de dezembro de 2021
(montantes expressos em Euros)
204
27.MOVIMENTO DAS PROVISÕES E PERDAS POR IMPARIDADE
Os movimentos verificados nas provisões e perdas por imparidade pode ser detalhado como segue:
2021
Provisões
Perdas por
imparidade em
contas a receber
Perdas por
imparidade em
inventários
Perdas por
imparidade em
investimentos
Perdas por
imparidade em
investimentos -
Goodwill
Perdas por
imparidade em
propriedades de
investimentos
Total
(Nota 17)
(Nota 16)
(Nota 7)
(Nota 8)
(Nota 10)
Saldo inicial
660 000
7 790 528
2 310 741
4 967 633
1 245 520
1 100 000
18 074 422
Constituições
1 500 000
292 493
750 000
2 542 493
Reversões
(998 695)
(998 695)
Utilizações
Saldo final
2 160 000
7 084 325
3 060 742
4 967 633
1 245 520
1 100 000
19 618 220
2020
Provisões
Perdas por
imparidade em
contas a receber
Perdas por
imparidade em
inventários
Perdas por
imparidade em
investimentos
Perdas por
imparidade em
investimentos -
Goodwill
Perdas por
imparidade em
propriedades de
investimentos
Total
(Nota 17)
(Nota 16)
(Nota 7)
(Nota 8)
(Nota 10)
Saldo inicial
660 000
7 194 002
2 003 407
4 445 498
1 100 000
15 402 907
Constituições
950 026
322 737
522 135
1 245 520
3 040 418
Reversões
(353 500)
(353 500)
Utilizações
(15 403)
(15 403)
Saldo final
660 000
7 790 528
2 310 741
4 967 633
1 245 520
1 100 000
18 074 422
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020 a reconciliação entre os valores reconhecidos nas rubricas da demonstração
da posição financeira e demonstração dos resultados relativamente a provisões e perdas por imparidade pode ser
desagregada como segue:
2021
Perdas por
imparidade em
contas a receber
Perdas por
imparidade em
inventários
Provisões
Total
Provisões e perdas por imparidade
(706 202)
750 000
1 500 000
1 543 798
Resultado do exercício
(706 202)
750 000
1 500 000
1 543 798
2020
Perdas por
imparidade em
contas a receber
Perdas por
imparidade em
inventários
Perdas por
imparidade em
investimentos
Total
Provisões e perdas por imparidade
596 526
322 737
1 767 653
2 686 918
Resultado do exercício
596 526
322 737
1 767 653
2 686 918
A rubrica “Provisões” em 31 de dezembro de 2021 e 2020 inclui a melhor estimativa do Conselho de Administração
para fazer face a potenciais perdas a incorrer com contingências associadas a processos de importação efetuadas
em exercícios anteriores (660.000 Euros) e para fazer a outros riscos e contingências que o Conselho de
Administração entende como serem prováveis (1.500.000 Euros).
Relatório e Contas 2021
Demonstrações Financeiras Consolidadas
e Notas Anexas em 31 de dezembro de 2021
(montantes expressos em Euros)
205
É entendimento do Conselho de Administração, baseado nos seus assessores legais e fiscais, que a 31 de
dezembro de 2021 não existem ativos ou passivos materiais associados a contingências fiscais prováveis ou
possíveis que devessem ser alvo de reconhecimento ou divulgação nas demonstrações financeiras em 31 de
dezembro de 2021, para além dos que suportam os montantes registados.
28.LOCAÇÕES OPERACIONAIS
No exercício findo em 31 de dezembro de 2019, o Grupo aplicou a IFRS 16 – Locações e as emendas relacionadas
que se encontram efetivas para exercícios iniciados em ou após 1 de janeiro de 2019. A norma estabelece os
princípios para reconhecimento, mensuração, apresentação e divulgação de locações e exige que os locatários
reconheçam a maioria das locações na demonstração da posição financeira de acordo com um modelo único (Nota
2.6 e 12)
29.OUTROS RENDIMENTOS
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020, a rubrica “Outros rendimentos” podia ser detalhada como segue
31.12.2021
31.12.2020
Descontos de pronto pagamento obtidos
8 133
6 175
Diferenças cambiais favoráveis
8 662
403
Ganhos com a alienação de investimentos não financeiros
314 080
31 943
Proveitos Suplementares
123 628
193 999
Recuperação de encargos debitados a clientes
16 781
30 482
Subsídios à exploração
7 401
16 091
Outros rendimentos (Nota 23)
1 649 513
320 746
2 128 198
599 839
Na sequência do Encerramento Financeiro do projeto de investimento efetuado no âmbito do Portugal 2020, foi
atribuída a isenção máxima prevista no Termo de Aceitação, ou seja, 50% do incentivo reembolsável atribuído (Nota
23), no montante de, aproximadamente 1.535.000 Euros. Deste montante, foi reconhecido como proveito do
exercício, na rubrica “Outros rendimentos”, o percentual equivalente à parte do investimento que se encontra
amortizada a 31.12.2021, o que ascendeu a, aproximadamente, 1.380.000 Euros.
Relatório e Contas 2021
Demonstrações Financeiras Consolidadas
e Notas Anexas em 31 de dezembro de 2021
(montantes expressos em Euros)
206
30.FORNECIMENTOS E SERVIÇOS EXTERNOS
A repartição dos fornecimentos e serviços externos nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2021 e 2020 é a
seguinte:
31.12.2021
31.12.2020
Subcontratos e trabalhos especializados
2 865 013
1 937 227
Conservação e reparação
2 578 135
1 732 820
Ferramentas e utensílios de desgaste rápido
902 912
644 938
Eletricidade
4 232 531
2 533 330
Combustíveis e outros fluidos
1 092 978
666 280
Deslocações e estadas
343 552
311 999
Transportes de mercadorias
4 555 019
3 105 003
Rendas e alugueres
480 987
463 598
Seguros
728 323
583 975
Outros serviços diversos
1 923 188
1 393 838
19 702 638
13 373 008
Em 31 de dezembro de 2021 e de 2020 os encargos registados na rubrica “Subcontratos e trabalhos
especializados” dizem essencialmente respeito à contratação de serviços de tratamentos térmicos e maquinação.
31.GASTOS COM PESSOAL
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020, a rubrica “Gastos com pessoal” podia ser detalhada como segue:
31.12.2021
31.12.2020
Remunerações
9 698 968
7 833 206
Indemnizações
30 000
41 528
Encargos sobre remunerações
2 010 792
1 723 060
Encargos suportados com seguros
210 381
199 575
Custo de ação social
158 411
133 568
Outros gastos com pessoal
1 725 567
113 535
13 834 119
10 044 472
NÚMERO MÉDIO DE PESSOAL
Durante os exercícios findos em 31 de dezembro de 2021 e 2020, o número de pessoal ao serviço do Grupo
Ramada foi de 487 e 478, respetivamente.
Relatório e Contas 2021
Demonstrações Financeiras Consolidadas
e Notas Anexas em 31 de dezembro de 2021
(montantes expressos em Euros)
207
32.AMORTIZAÇÕES E DEPRECIAÇÕES
A rubrica da demonstração dos resultados “Amortizações e depreciações” relativa a exercícios findos em 31 de
dezembro de 2021 e 2020 é composta como segue:
31.12.2021
31.12.2020
Ativos fixos tangíveis (Nota 11)
2 963 688
2 810 906
Ativo sob direito de uso (Nota 12)
246 229
354 427
Ativos intangíveis (Nota 13)
11 133
26 957
3 221 049
3 192 290
33.OUTROS GASTOS
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020, a rubrica “Outros gastos” podia ser detalhada como segue:
31.12.2021
31.12.2020
Impostos e taxas
221 292
228 950
Outras despesas e comissões bancárias
197 046
179 432
Diferenças cambiais desfavoráveis
2 651
14 029
Donativos e quotizações
31 973
88 566
Descontos de pronto pagamento concedidos
16 243
15 273
Multas, coimas e outras penalidades
1 061
3 275
Outros gastos
243 673
45 318
713 939
574 843
34.RESULTADOS FINANCEIROS
Os resultados financeiros dos exercícios findos em 31 de dezembro de 2021 e 2020 podem ser detalhados como
segue:
31.12.2021
31.12.2020
Gastos Financeiros:
Juros suportados
826 205
989 106
Outros gastos e perdas financeiros
139 013
200 840
965 218
1 189 946
Rendimentos Financeiros:
Juros obtidos
5 846
13 139
Outros rendimentos e ganhos financeiros
77 693
47 218
83 539
60 357
Os juros suportados registados nas demonstrações financeiras dos exercícios findos em 31 de dezembro de 2021 e
2020 resultam na sua totalidade de empréstimos obtidos.
Os juros obtidos registados nas demonstrações financeiras dos exercícios findos em 31 de dezembro de 2021 e
2020 resultam essencialmente de juros de aplicações financeiras efetuadas durante o exercício.
Relatório e Contas 2021
Demonstrações Financeiras Consolidadas
e Notas Anexas em 31 de dezembro de 2021
(montantes expressos em Euros)
208
35.PARTES RELACIONADAS
35.1.Saldos e transações com partes relacionadas
As participadas do Grupo têm relações entre si que se qualificam como transações com partes relacionadas. Todas
estas transações são efetuadas a preços de mercado.
Nos procedimentos de consolidação as transações entre empresas incluídas na consolidação pelo método integral
(Nota 6) são eliminadas, uma vez que as demonstrações financeiras consolidadas apresentam informação da
detentora e das suas subsidiárias como se de uma única empresa se tratasse.
Os saldos com entidades relacionadas em 31 de dezembro de 2021 e 2020 podem ser detalhados como segue:
31 de Dezembro de 2021
31 de Dezembro de 2020
Entidades relacionadas
Clientes e
Outras dívidas
de terceiros
Fornecedores e
Outras dívidas a
terceiros
Clientes e
Outras dívidas
de terceiros
Fornecedores e
Outras dívidas a
terceiros
Outras partes relacionadas
6 808 945
129 514
6 812 050
129 514
As transações ocorridas nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2021 e 2020 podem ser apresentadas como
segue:
31 de Dezembro de 2021
31 de Dezembro de 2020
Entidades relacionadas
Vendas e
prestações de
serviços
Fornecimento
de Serviços
Externos
Vendas e
prestações de
serviços
Fornecimento
de Serviços
Externos
Outras partes relacionadas
6 870 493
284 514
6 914 848
129 514
Nas “Outras partes relacionadas” estão incluídas as subsidiárias das sociedades do Grupo Altri, Grupo Cofina,
acionistas e outras entidades relacionadas.
Relativamente à atividade Imobiliária, a faturação dos previamente referidos contratos ocorre anualmente, sendo a
cobrança realizada no início do ano subsequente. É entendimento do Grupo que a presente tipologia de faturação e
cobrança é comum nos arrendamentos de terrenos florestais em arrendamentos efetuados a terceiros, em que os
montantes das rendas são definidos por talhão e apresentam por isso montantes individuais reduzidos, sendo a
faturação dos mesmos realizados com periodicidade anual.
Os montantes relativos a Clientes e dívidas de terceiros e Fornecedores e dívidas a terceiros registados nos
exercícios findos em 31 de dezembro de 2021 e 2020, assim como as Vendas e Prestações de serviços referem-se
essencialmente às rendas pelo arrendamento dos terrenos que se encontram classificados na rubrica “Propriedades
de investimento” (Nota 10).
35.2.Remunerações do Conselho de Administração
As compensações atribuídas aos gestores chave, que, dado o modelo de governação do Grupo, correspondem aos
membros do Conselho de Administração da Ramada, durante os exercícios findos em 31 de dezembro de 2021 e
2020 ascenderam a 551.500 Euros e 536.500 Euros, respetivamente, e referem-se unicamente a remunerações
fixas. As remunerações do exercício de 2021 e 2020 foram integralmente pagas pela Sociedade.
Nos termos do artigo 3º da Lei nº 28/2009 de 19 de junho informa-se que as remunerações auferidas pelos
membros do Conselho de Administração podem ser repartidas como segue: João Borges de Oliveira – 123.000
Relatório e Contas 2021
Demonstrações Financeiras Consolidadas
e Notas Anexas em 31 de dezembro de 2021
(montantes expressos em Euros)
209
Euros; Paulo Fernandes – 123.000 Euros; Domingos Matos – 109.000 Euros; Pedro Borges de Oliveira – 109.000
Euros; Ana Mendonça – 59.500 Euros; Laurentina Martins - 28.000 Euros.
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020, não existem: (i) planos ou sistemas de incentivos relacionados com a
atribuição de ações aos membros do Conselho de Administração; (ii) regimes complementares de pensões ou de
reforma antecipada para os administradores; (iii) indemnizações pagas ou devidas a ex-administradores
relativamente à cessão de funções durante o exercício; ou (iv) benefícios não pecuniários considerados como
remuneração.
Não existem a 31 de dezembro de 2021 e 2020 saldos pendentes ou compromissos, sendo que a caução exigível
aos administradores por força do artigo 396.º do Código das Sociedades Comerciais é da responsabilidade de cada
administrador não sendo um encargo do Grupo.
A Ramada Investimentos e Indústria, S.A. não possui qualquer plano de atribuição de ações ou de opções de
aquisição de ações aos membros dos órgãos sociais, nem aos seus trabalhadores.
36.RESULTADOS POR AÇÃO
Os resultados por ação do exercício foram calculados em função dos seguintes montantes:
31.12.2021
31.12.2020
Resultado para efeito do cálculo do resultado líquido por ação básico e
diluído
Operações continuadas
15 088 651
6 988 596
Número médio ponderado de ações para efeito de cálculo do resultado
líquido por ação
25 641 459
25 641 459
Resultado por ação
Das operações continuadas
Básico
0,59
0,27
Diluído
0,59
0,27
Não se verifica no Grupo qualquer situação que possa representar uma redução dos resultados por ação com
origem em opções, warrants, obrigações convertíveis ou outros direitos associados a ações ordinárias.
37.INFORMAÇÃO POR SEGMENTOS
De acordo com a origem e natureza dos rendimentos gerados pelo Grupo, foram definidos como segmentos
principais os seguintes:
Indústria – agrega as atividades de comercialização de aços e a atividade relacionada com a gestão de
investimentos financeiros relativos a participações em que o Grupo é minoritário;
Imobiliária – inclui os ativos e a atividade relacionados com a atividade imobiliária do Grupo.
Estes segmentos foram identificados tendo em consideração as unidades que desenvolvem atividade onde se
podem identificar separadamente as receitas e as despesas em relação às quais é produzida informação financeira
separadamente, os seus resultados operacionais são revistos pela gestão e sendo sobre estes que esta toma
decisões.
Relatório e Contas 2021
Demonstrações Financeiras Consolidadas
e Notas Anexas em 31 de dezembro de 2021
(montantes expressos em Euros)
210
31 de Dezembro de 2021
Indústria
Imobiliária
Anulações
intragrupo
Total
Total do ativo
156 656 412
110 492 391
(12 101 714)
255 047 089
Total do passivo
76 332 945
61 288 232
(12 101 714)
125 519 463
Investimentos realizados no período (a)
5 148 456
5 148 456
Vendas e prestações de serviços e outros rendimentos de
operações com clientes externos
137 289 983
7 619 755
144 909 738
Vendas e prestações de serviços e outros rendimentos de
operações com outros segmentos
440 000
813 331
(1 253 331)
EBITDA (b)
16 118 524
6 032 192
22 150 716
Amortizações e depreciações
(3 044 518)
(176 531)
(3 221 049)
EBIT (c)
13 074 006
5 855 661
18 929 667
Rendimentos financeiros
196 058
20
(112 539)
83 539
Gastos financeiros
(585 599)
(492 158)
112 539
(965 218)
Resultados relativos a investimentos
285 053
285 053
Resultado antes de impostos das operações continuadas
12 969 518
5 363 523
18 333 041
Impostos sobre o rendimento
(1 967 582)
(1 276 808)
(3 244 390)
Resultado líquido consolidado do período
11 001 936
4 086 715
15 088 651
31 de Dezembro de 2020
Indústria
Imobiliária
Anulações
intragrupo
Total
Total do ativo
142 143 990
97 674 659
(12 227 254)
227 591 395
Total do passivo
53 496 638
56 572 341
(12 227 254)
97 841 725
Investimentos realizados no período (a)
998 980
443 338
1 442 318
Vendas e prestações de serviços e outros rendimentos de
operações com clientes externos
95 855 295
7 446 714
103 302 009
Vendas e prestações de serviços e outros rendimentos de
operações com outros segmentos
400 000
830 374
(1 230 374)
EBITDA (b)
6 948 180
6 012 510
12 960 690
Amortizações e depreciações
(2 965 715)
(226 575)
(3 192 290)
EBIT (c)
3 982 465
5 785 935
9 768 400
Rendimentos financeiros
164 734
12
(104 389)
60 357
Gastos financeiros
(788 748)
(505 587)
104 389
(1 189 946)
Resultados relativos a investimentos
54 735
54 735
Resultado antes de impostos das operações continuadas
3 413 186
5 280 360
8 693 546
Impostos sobre o rendimento
(508 106)
(1 196 844)
(1 704 950)
Resultado líquido consolidado do período
2 905 080
4 083 516
6 988 596
(a) - Aquisições no exercício de ativos fixos tangíveis, ativos intangíveis e propriedade de investimento.
(b) - EBITDA = Resultado antes de impostos das operações continuadas + Gastos financeiros – Rendimentos
financeiros + Amortizações e depreciações
(c) - EBIT = EBITDA + Amortizações e depreciações
O passivo atribuído ao segmento Imobiliária prende-se com a dívida que foi contraída especificamente no âmbito da
aquisição das propriedades de investimento, as quais foram inclusive dadas como garantia, encontrando-se o
referido financiamento a ser liquidado progressivamente de acordo com os planos de liquidação estabelecidos.
Relatório e Contas 2021
Demonstrações Financeiras Consolidadas
e Notas Anexas em 31 de dezembro de 2021
(montantes expressos em Euros)
211
Relativamente ao segmento geográfico, a repartição das vendas e prestações de serviços do Grupo, por mercado, é
como segue:
31 de Dezembro de 2021
31 de Dezembro de 2020
Mercado Interno
Mercado Externo
Total
Mercado Interno
Mercado Externo
Total
Vendas e Prestações de Serviços
89 202 771
46 119 014
135 321 785
69 094 044
26 160 204
95 254 248
Rendas
7 459 755
7 459 755
7 447 922
7 447 922
96 662 526
46 119 014
142 781 540
85 727 699
26 160 204
102 702 170
As Vendas e Prestações de Serviços que estão no âmbito da IFRS 15, dizem respeito a:
Comercialização de peças de aço e/ou ligas, de ferramentas de corte e de ferramentas industriais;
Prestação de serviços em peças de aço e/ou ligas, de ferramentas de corte e de ferramentas industriais;
Fabrico e comercialização de arames de aço.
Note-se que as Vendas e Prestações de Serviços referentes às rendas da atividade imobiliária são tratadas ao
abrigo da IFRS 16, desde 1 de janeiro de 2019, até então eram tratadas ao abrigo da IAS 17.
38.PASSIVOS CONTINGENTES E GARANTIAS PRESTADAS
As empresas do Grupo Ramada tinham assumido responsabilidades por garantias bancárias prestadas no montante
de 92.401 Euros em 31 de dezembro de 2021 e 2020.
Adicionalmente, nas garantias reais há que destacar 74 milhões de Euros respeitantes aos terrenos florestais.
Processos judiciais
Tendo conhecimento do desfecho do processo iniciado em 2002 que envolveu empresas europeias do sector do
aço sobre eventuais práticas concertadas nesse mercado, algumas empresas alemãs iniciaram um processo em
que também é demandada a subsidiária Socitrel e contra as outras empresas condenadas no processo de 2002 por
alegadamente terem incorrido em danos e prejuízos pelas eventuais práticas concertadas no mercado do aço. O
processo está, desde 2017, suspenso e, caso tal se revele necessário, a Socitrel apresentará a sua defesa. É
convicção do Conselho de Administração que, pelo facto de nunca ter fornecido quaisquer materiais estas empresas
alemãs, do desfecho deste processo, caso prossiga, não resultarão responsabilidades materialmente relevantes
para o Grupo.
Adicionalmente, no âmbito dos acordos celebrados com o antigo acionista da Socitrel incluídos do Processo
Especial de Revitalização da Empresa, qualquer decisão transitada em julgado relativa a processos sobre factos
anteriores à data de alteração acionista, cujos valores objeto de condenação não estejam provisionados nas contas
da Socitrel serão imputáveis ao seu anterior acionista.
39.APLICAÇÃO DO RESULTADO LÍQUIDO
No que diz respeito ao exercício de 2020, o Conselho de Administração propôs, no seu relatório anual, que o
resultado líquido individual da Ramada Investimentos e Indústria, S.A. no montante de 9.661.224,78 Euros fosse
integralmente distribuído como dividendos. Adicionalmente, foi proposto distribuir como dividendos um montante de
adicional de reservas, no montante de 5.723.650,62 Euros (correspondendo a um dividendo bruto total de 0,60
Euros por ação)
No que diz respeito ao exercício de 2021, o Conselho de Administração propôs, no seu relatório anual, que o
resultado líquido individual da Ramada Investimentos e Indústria, S.A. no montante de 10.167.760 Euros fosse
integralmente distribuído como dividendos. Adicionalmente, foi proposto distribuir como dividendos um montante de
Relatório e Contas 2021
Demonstrações Financeiras Consolidadas
e Notas Anexas em 31 de dezembro de 2021
(montantes expressos em Euros)
212
adicional de reservas, no montante de 5.217.115 Euros (correspondendo a um dividendo bruto total de 0,60 Euros
por ação).
40.EVENTOS SUBSEQUENTES
Importa referir a invasão da Ucrânia pela Federação Russa, que para além da terrível devastação causada com a
perda de vidas e da crise humanitária sobreveniente na região, está a ter um impacto económico a nível mundial,
nomeadamente no aumento significativo nos preços da eletricidade e do gás natural. A indústria de aços europeia
está muito dependente de matérias-primas/sub-produtos produzidos na Rússia e Ucrânia, havendo uma grande
probabilidade desses fornecimentos não acontecerem no ano de 2022. O contínuo aumento do preço da sucata e
da energia está a levar a aumentos de preços históricos em todo o tipo de aços, que terá como consequência
efeitos adversos na procura destes produtos.
Também se dá nota do esforço das economias europeias para albergar os refugiados e o apoio prestado pelas
nações democráticas ao povo ucraniano. A guerra na Ucrânia e as sanções decretadas à Rússia por vários países
Ocidentais deverão contribuir para um agravamento das condicionantes logísticas e inflação generalizada dos
fatores produtivos e de alguns custos variáveis.
O Grupo irá continuar a monitorizar os desenvolvimentos e os impactos na sua cadeia de valor, atento ao seu
caminho e objetivos de aumento de produtividade e ganhos de eficiência.
De 31 de dezembro de 2021 até à data de emissão este relatório, não ocorreram outros factos relevantes que
possam vir a afetar materialmente a posição financeira e os resultados futuros do Grupo Ramada e do conjunto das
empresas subsidiárias e associadas incluídas na consolidação.
Relatório e Contas 2021
Demonstrações Financeiras Consolidadas
e Notas Anexas em 31 de dezembro de 2021
(montantes expressos em Euros)
213
O Contabilista CertificadoO Conselho de Administração
João Manuel Matos Borges de Oliveira – Presidente
Paulo Jorge dos Santos Fernandes
Domingos José Vieira de Matos
Pedro Miguel Matos Borges de Oliveira
Ana Rebelo de Carvalho Menéres de Mendonça
Laurentina da Silva Martins
Relatório e Contas 2021
Demonstrações Financeiras Consolidadas
e Notas Anexas em 31 de dezembro de 2021
(montantes expressos em Euros)
214
RAMADA INVESTIMENTOS E INDÚSTRIA, S.A.
DEMONSTRAÇÕES INDIVIDUAIS DA POSIÇÃO FINANCEIRA
EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021 E 2020
(Montantes expressos em Euros)
ATIVO
Notas
31.12.2021
31.12.2020
ATIVOS NÃO CORRENTES:
Ativos fixos tangíveis
57 067
70 788
Ativos intangíveis
Ativos sob direito de uso
7
181 602
193 832
Investimentos em subsidiárias e associadas
8
70 086 971
74 803 748
Outras dívidas de terceiros
12
187 833
Outros investimentos
9
Total de ativos não correntes
70 325 640
75 256 201
ATIVOS CORRENTES:
Clientes
10
508 252
248 007
Outras dívidas de terceiros
12
3 718 248
1 808 761
Imposto sobre o rendimento
11
Outros ativos correntes
3 160
3 334
Caixa e equivalentes de caixa
13
36 218 530
31 026 270
Total de ativos correntes
40 448 190
33 086 372
Total do ativo
110 773 830
108 342 573
CAPITAL PRÓPRIO E PASSIVO
Notas
31.12.2021
31.12.2020
CAPITAL PRÓPRIO:
Capital social
25 641 459
25 641 459
Reserva legal
5 128 292
5 128 292
Outras reservas
49 243 627
54 967 277
Resultado líquido do exercício
10 167 760
9 661 225
Total do capital próprio
14
90 181 138
95 398 253
PASSIVO:
PASSIVO NÃO CORRENTE:
Empréstimos bancários
15
8 000 000
10 000 000
Passivo da locação
7
134 659
95 835
Provisões
23
8 134 659
10 095 835
PASSIVO CORRENTE:
Empréstimos bancários
15
2 000 000
2 000 000
Passivo da locação
7
48 591
99 272
Fornecedores
16
73 596
63 363
Outras dívidas a terceiros
17
7 597 014
293 820
Imposto sobre o rendimento
11
2 547 460
296 507
Outros passivos correntes
18
191 372
95 523
Total de passivos correntes
12 458 033
2 848 485
Total de passivos
20 592 692
12 944 320
Total do passivo e capital próprio
110 773 830
108 342 573
As notas anexas fazem parte integrante das demonstrações financeiras consolidadas.
O Contabilista CertificadoO Conselho de Administração
Relatório e Contas 2021
Demonstrações Financeiras Individuais
e Notas Anexas em 31 de dezembro de 2021
(montantes expressos em Euros)
216
RAMADA INVESTIMENTOS E INDÚSTRIA, S.A.
DEMONSTRAÇÕES INDIVIDUAIS DOS RESULTADOS POR NATUREZAS
EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021 E 2020
(Montantes expressos em Euros)
Notas
31.12.2021
31.12.2020
Prestações de serviços
19
2 204 675
2 004 530
Resultados relativos a investimentos
20
10 000 000
10 000 000
Outros rendimentos
2 782
4 795
Fornecimentos e serviços externos
21
(790 587)
(507 928)
Gastos com pessoal
22
(888 050)
(835 615)
Amortizações e depreciações
(95 945)
(89 589)
Provisões e perdas por imparidade
23
(522 135)
Outros gastos
(56 752)
(50 019)
Gastos financeiros
(171 461)
(260 403)
Rendimentos financeiros
5 643
9 782
Resultado antes de impostos
10 210 305
9 753 418
Impostos sobre o rendimento
25
(42 545)
(92 193)
Resultado líquido do exercício
10 167 760
9 661 225
Resultados por ação:
Básico
26
0,40
0,38
Diluído
26
0,40
0,38
As notas anexas fazem parte integrante das demonstrações financeiras consolidadas.
O Contabilista CertificadoO Conselho de Administração
Relatório e Contas 2021
Demonstrações Financeiras Individuais
e Notas Anexas em 31 de dezembro de 2021
(montantes expressos em Euros)
217
RAMADA INVESTIMENTOS E INDÚSTRIA, S.A.
DEMONSTRAÇÕES INDIVIDUAIS DO RENDIMENTO INTEGRAL
EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021 E 2020
(Montantes expressos em Euros)
31.12.2021
31.12.2020
Resultado líquido do exercício
10 167 760
9 661 225
Outro rendimento integral:
Itens que não serão reclassificados para o resultado líquido
Itens que futuramente podem ser reclassificados para o resultado líquido
Total do rendimento integral do exercício
10 167 760
9 661 225
As notas anexas fazem parte integrante das demonstrações financeiras consolidadas.
O Contabilista CertificadoO Conselho de Administração
Relatório e Contas 2021
Demonstrações Financeiras Individuais
e Notas Anexas em 31 de dezembro de 2021
(montantes expressos em Euros)
218
RAMADA INVESTIMENTOS E INDÚSTRIA, S.A
DEMONSTRAÇÕES INDIVIDUAIS DAS ALTERAÇÕES NO CAPITAL PRÓPRIO
PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021 E 2020
(Montantes expressos em Euros)
Notas
Capital
social
Ações
próprias
Reserva
legal
Outras reservas e
resultados
transitados
Dividendos
antecipados
Resultado
líquido do
exercício
Total do Capital
Próprio
Saldo em 1 de janeiro de 2020
25 641 459
5 128 292
42 980 723
11 986 554
85 737 028
Total do rendimento integral do exercício
9 661 225
9 661 225
Aplicação do resultado líquido de 2019:
Transferência para reserva legal e outras
reservas
14
11 986 554
(11 986 554)
Dividendos distribuídos
14
Saldo em 31 de dezembro de 2020
25 641 459
5 128 292
54 967 277
9 661 225
95 398 253
Saldo em 1 de janeiro de 2021
25 641 459
5 128 292
54 967 277
9 661 225
95 398 253
Total do rendimento integral do exercício
10 167 760
10 167 760
Aplicação do resultado líquido de 2020:
Transferência para reserva legal e outras
reservas
14
9 661 225
(9 661 225)
Dividendos distribuídos
14
(15 384 875)
(15 384 875)
Saldo em 31 de dezembro de 2021
25 641 459
5 128 292
49 243 627
10 167 760
90 181 138
As notas anexas fazem parte integrante das demonstrações financeiras consolidadas.
O Contabilista CertificadoO Conselho de Administração
Relatório e Contas 2021
Demonstrações Financeiras Individuais
e Notas Anexas em 31 de dezembro de 2021
(montantes expressos em Euros)
219
RAMADA INVESTIMENTOS E INDÚSTRIA, S.A.
DEMONSTRAÇÕES INDIVIDUAIS DOS FLUXOS DE CAIXA
PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021 E 2020
(Montantes expressos em Euros)
Notas
31.12.2021
31.12.2020
Atividades operacionais:
Recebimentos de clientes
2 529 457
3 181 752
Pagamentos a fornecedores
(994 918)
(917 856)
Pagamentos ao pessoal
(432 025)
1 102 514
(397 798)
1 866 098
Recebimento / Pagamento de imposto sobre o
rendimento
218 424
(12 031)
Outros recebimentos / pagamentos
(493 960)
(275 536)
(596 193)
(608 224)
Fluxos gerados pelas atividades operacionais
(1)
826 978
1 257 874
Atividades de investimento:
Recebimentos provenientes de:
Investimentos financeiros
8 e 9
Juros e proveitos similares
5 580
9 409
Dividendos
20
10 000 000
10 005 580
10 000 000
10 009 409
Pagamentos relativos a:
Investimentos financeiros
8 e 9
(572 135)
Ativos fixos tangíveis
(30 600)
(95 000)
Ativos intangíveis
(30 600)
(667 135)
Fluxos gerados pelas atividades de
investimento (2)
9 974 980
9 342 274
Atividades de financiamento:
Pagamentos respeitantes a:
Juros e custos similares
(171 063)
(260 500)
Dividendos
14
(15 384 875)
Passivo da Locação
(53 760)
(44 583)
Financiamentos obtidos
(2 000 000)
(17 609 698)
(6 000 000)
(6 305 083)
Recebimentos provenientes de:
Financiamentos obtidos
15
Realizações de capital e de outros instrumentos de
capital próprio
12 000 000
12 000 000
Fluxos gerados pelas atividades de
financiamento (3)
(5 609 698)
(6 305 083)
Caixa e seus equivalentes no início do exercício
13
31 026 270
26 731 205
Variação de caixa e seus equivalentes: (1)+(2)+(3)
5 192 260
4 295 065
Caixa e seus equivalentes no fim do exercício
13
36 218 530
31 026 270
As notas anexas fazem parte integrante das demonstrações financeiras consolidadas.
O Contabilista CertificadoO Conselho de Administração
Relatório e Contas 2021
Demonstrações Financeiras Individuais
e Notas Anexas em 31 de dezembro de 2021
(montantes expressos em Euros)
220
1.NOTA INTRODUTÓRIA
A RAMADA INVESTIMENTOS E INDÚSTRIA, S.A. (“Ramada Investimentos” ou “Empresa”) é uma sociedade
anónima constituída em 1 de junho de 2008, com sede na Rua Manuel Pinto de Azevedo, 818, no Porto e tem como
atividade principal a gestão de participações sociais, sendo as suas ações cotadas na Euronext Lisbon.
Como consequência da Assembleia Geral datada de 4 de Maio de 2018 a até então denominada F. Ramada
Investimentos SGPS, S.A., alterou a sua designação, para RAMADA INVESTIMENTOS E INDÚSTRIA, S.A, bem
como o seu objeto social de sociedade gestora de participações sociais para a prestação de serviços de consultoria
de gestão, incluindo financeira e administrativa, realização e gestão de investimentos imobiliários, mobiliários, e
financeiros, aquisição e alienação de valores mobiliários, locação, construção, reabilitação, gestão, administração e
conservação de imóveis.
A Ramada Investimentos foi constituída no âmbito do projeto de reestruturação da Altri, SGPS, S.A. através da
cisão da área de negócio de gestão do setor dos aços e soluções de armazenagem, nomeadamente a participação
social detida na Ramada Aços S.A., representativa da totalidade dos direitos de voto dessa empresa participada, na
modalidade de cisão-simples prevista na alínea a) do n.º 1 do art.º 118º do Código das Sociedades Comerciais.
Com este processo foi destacada para a Ramada Investimentos, a parcela do património da Altri, SGPS, S.A.
correspondente à unidade de negócio de gestão de participações no setor dos aços e soluções de armazenagem,
incluindo todos os demais recursos (designadamente pessoas, ativos e passivos) afetos ao respetivo negócio.
Atualmente, a Ramada Investimentos é a empresa-mãe do Grupo de empresas indicado na Nota 8 que no seu
conjunto, exploram dois segmentos de negócio distintos: i) Segmento Indústria, que inclui a atividade dos aços
especiais e trefilaria, assim como a atividade relacionada com a gestão de investimentos financeiros relativos a
participações em que a Empresa é minoritário; e ii) Segmento Imobiliário, vocacionado para a gestão de ativos
imobiliários.
As demonstrações financeiras foram aprovadas pelo Conselho de Administração e autorizadas para emissão no dia
7 de abril de 2022. A sua aprovação final está ainda sujeita a concordância da Assembleia Geral de Acionistas,
sendo expectativa da Empresa e do Conselho de Administração que as mesmas serão aprovadas sem alterações
significativas.
2.PRINCIPAIS POLÍTICAS CONTABILÍSTICAS
As principais políticas contabilísticas adotadas na preparação das demonstrações financeiras anexas encontram-se
descritas abaixo. Estas políticas foram aplicadas de forma consistente nos períodos comparativos.
Adicionalmente, não ocorreram alterações significativas nas principais estimativas utilizadas pela Empresa na
preparação das demonstrações financeiras.
2.1.Bases de apresentação
As demonstrações financeiras anexas foram preparadas de acordo com as Normas Internacionais de Relato
Financeiro, tal como adotadas pela União Europeia (“IFRS-UE”) em vigor para o exercício económico iniciado a 1 de
janeiro de 2021. Estas correspondem às Normas Internacionais de Relato Financeiro, emitidas pelo International
Accounting Standards Board (“IASB”) e interpretações emitidas pelo IFRS Interpretations Committee (“IFRS - IC”) ou
pelo anterior Standing Interpretations Committee (“SIC”), que tenham sido adotadas pela União Europeia à data de
publicação de contas.
Relatório e Contas 2021
Demonstrações Financeiras Individuais
e Notas Anexas em 31 de dezembro de 2021
(montantes expressos em Euros)
221
O Conselho de Administração procedeu à avaliação da capacidade da Empresa operar em continuidade, tendo por
base toda a informação relevante, factos e circunstâncias, de natureza financeira, comercial ou outra, incluindo
acontecimentos subsequentes à data de referência das demonstrações financeiras, disponível sobre o futuro. Em
resultado da avaliação efetuada, o Conselho de Administração concluiu que dispõe de recursos adequados para
manter as atividades, não havendo intenção de cessar as atividades no curto prazo, pelo que considerou adequado
o uso do pressuposto da continuidade das operações na preparação das demonstrações financeiras.
As demonstrações financeiras anexas foram preparadas a partir dos livros e registos contabilísticos da Empresa no
pressuposto da continuidade das operações. As demonstrações financeiras anexas foram preparadas com base no
custo histórico.
A preparação das demonstrações financeiras em conformidade com as IFRS-UE requer o uso de estimativas,
pressupostos e julgamentos críticos no processo da determinação das políticas contabilísticas a adotar pela
Empresa, com impacto significativo no valor contabilístico dos ativos e passivos, assim como nos rendimentos e
gastos do período. Apesar de estas estimativas serem baseadas na melhor experiência do Conselho de
Administração e nas suas melhores expectativas em relação aos eventos e ações correntes e futuras, os resultados
atuais e futuros podem diferir destas estimativas. As áreas que envolvem um maior grau de julgamento ou
complexidade, ou áreas em que os pressupostos e as estimativas sejam significativos são apresentadas na Nota 3.
(i)Adoção de normas e interpretações novas, emendadas ou revistas
Até à data de aprovação destas demonstrações financeiras, foram aprovadas (“endorsed”) pela União Europeia as
seguintes normas contabilísticas, interpretações, emendas e revisões, com aplicação obrigatória ao exercício
iniciado em 1 de janeiro de 2021:
Relatório e Contas 2021
Demonstrações Financeiras Individuais
e Notas Anexas em 31 de dezembro de 2021
(montantes expressos em Euros)
222
Norma / Interpretação
Aplicável na União
Europeia nos
exercícios iniciados
em ou após
Alterações à IFRS 4 – Contratos de
Seguro
Diferimento da aplicação da IFRS 9
1-jan-21
Esta alteração refere-se às consequências
contabilísticas temporárias que resultam da
diferença entre a data de entrada em vigor da IFRS
9 – Instrumentos Financeiros e da futura IFRS 17 –
Contratos de Seguro. Em concreto, a alteração
efetuada à IFRS 4 adia até 1 de janeiro de 2023 a
data de expiração da isenção temporária da
aplicação da IFRS 9 a fim de alinhar a data efetiva
desta última com a da nova IFRS 17.
A isenção temporária referida é de aplicação
facultativa e apenas disponível para entidades cujo
as suas atividades estão predominantemente
relacionadas com seguros.
Alterações à IFRS 9, IAS 39, IFRS 7,
IFRS 4 e IFRS 16 – Reforma das
taxas de juro de referência - fase 2
1-jan-21
Estas alterações fazem parte da segunda fase do
projeto “IBOR reform” do IASB e permitem
isenções relacionadas com a reforma do
benchmark para as taxas de juro de referência, por
uma taxa de juros alternativa (Risk Free Rate
(RFR)). As alterações incluem os seguintes
expedientes práticos:
Um expediente prático que requeira mudanças
contratuais, ou mudanças nos fluxos de caixa que
são diretamente exigidas pela reforma, sejam
tratadas da mesma forma que uma alteração de
taxa de juro flutuante, equivalente a um movimento
na taxa de juros de mercado;
Permitir que as mudanças exigidas pela reforma
sejam feitas para designações de cobertura e
documentação de cobertura sem que a relação de
cobertura seja descontinuada;
Fornecer alívio operacional temporário às
entidades que tenham de cumprir o requisito
identificável separadamente quando um
instrumento RFR é designado como cobertura de
um componente de risco.
Relatório e Contas 2021
Demonstrações Financeiras Individuais
e Notas Anexas em 31 de dezembro de 2021
(montantes expressos em Euros)
223
Alterações à IFRS 16 - Locações -
Concessões relacionadas com a
COVID-19 ao nível das rendas para
além de 30 de junho de 2021
1-abr-21
Em 28 de maio de 2020, a alteração à IFRS 16
denominada ‘Concessões relacionadas com a
COVID-19’ foi emitida, tendo Introduzido o seguinte
expediente prático: um locatário pode optar por não
avaliar se uma concessão de renda relacionada a
Covid-19 é uma modificação de locação.
Os locatários que optem pela aplicação deste
expediente, contabilizam a alteração aos
pagamentos das rendas resultantes de uma
concessão relacionada com a COVID-19 da
mesma forma que contabilizam uma alteração que
não seja uma modificação da locação de acordo
com a IFRS 16.
Inicialmente, o expediente prático aplicava-se a
pagamentos originalmente devidos até 30 de junho
de 2021, no entanto, devido ao prolongamento do
impacto da pandemia, em 31 de março de 2021, o
mesmo foi alargado para pagamentos
originalmente devidos até 30 de junho de 2022. A
alteração aplica-se a períodos de relatório anuais
iniciados em ou após 1 de abril de 2021.
Em suma, o expediente prático pode ser aplicado
deste que estejam cumpridos os seguintes critérios:
a alteração nos pagamentos de locação resulta
numa retribuição revista para a locação que é
substancialmente igual, ou inferior, à retribuição
imediatamente anterior à alteração;
qualquer redução dos pagamentos de locação
apenas afeta pagamentos devidos em, ou até 30
de junho de 2022; e
não existem alterações significativas a outros
termos e condições da locação.
Não foram produzidos efeitos significativos nas demonstrações financeiras da Empresa no exercício findo em 31 de
dezembro de 2021, decorrente da adoção das normas, interpretações, emendas e revisões acima referidas.
Relatório e Contas 2021
Demonstrações Financeiras Individuais
e Notas Anexas em 31 de dezembro de 2021
(montantes expressos em Euros)
224
(ii)Normas, interpretações, emendas e revisões que irão entrar em vigor em exercícios futuros
As seguintes normas contabilísticas e interpretações, com aplicação obrigatória em exercícios económicos futuros,
foram, até à data de aprovação destas demonstrações financeiras, aprovadas (“endorsed”) pela União Europeia:
Norma / Interpretação
Aplicável na União
Europeia nos
exercícios iniciados
em ou após
Alterações à IFRS 3 – Referências à
Estrutura Conceptual para o Relato
Financeiro
1-jan-22
Esta alteração atualiza as referências à Estrutura
Conceptual no texto da IFRS 3, não tendo sido
introduzidas alterações aos requisitos
contabilísticos para as concentrações de atividades
empresariais.
É também clarificado o tratamento contabilístico a
adotar relativamente aos passivos e passivos
contingentes no âmbito da IAS 37 e IFRIC 21,
incorridos separadamente versus os que foram
incluídos numa concentração de atividades
empresariais.
A alteração é de aplicação prospetiva.
Alterações à IAS 16 – Rendimentos
obtidos antes da entrada em
funcionamento
1-jan-22
Clarifica o tratamento contabilístico dado à
contraprestação obtida com a venda de produtos
que resultam da produção em fase de teste dos
ativos fixos tangíveis, proibindo a sua dedução ao
custo de aquisição dos ativos. A entidade
reconhece os rendimentos obtidos da venda de tais
produtos e os custos da sua produção nos
resultados.
Alterações à IAS 37 – Contratos
onerosos – custos de cumprir com um
contrato
1-jan-22
Esta alteração especifica que na avaliação sobre
se um contrato é ou não oneroso, apenas podem
ser considerados os gastos diretamente
relacionados com o cumprimento do contrato, como
os custos incrementais relacionados com mão-de-
obra direta e materiais e a alocação de outros
gastos diretamente relacionados como a alocação
dos gastos de depreciação dos ativos tangíveis
utilizados para realizar o contrato.
Os custos gerais e administrativos não se
relacionam diretamente com um contrato e são
excluídos exceto se forem explicitamente debitados
à contraparte de acordo com o contrato.
Esta alteração deverá ser aplicada aos contratos
que, no início do primeiro período anual de relato
ao qual a alteração é aplicada, ainda incluam
obrigações contratuais por satisfazer, sem haver
lugar à reexpressão do comparativo.
Relatório e Contas 2021
Demonstrações Financeiras Individuais
e Notas Anexas em 31 de dezembro de 2021
(montantes expressos em Euros)
225
Alterações à IFRS 1 – Subsidiária
enquanto adotante das IFRS pela
primeira vez (incluída nas melhorias
anuais relativas ao ciclo 2018-2020)
1-jan-22
Esta melhoria clarifica que, quando a subsidiária
optar pela mensuração dos seus ativos e passivos
pelos montantes incluídos nas demonstrações
financeiras consolidadas da empresa-mãe
(assumindo que não ocorreu nenhum ajuste no
processo de consolidação), a mensuração das
diferenças de transposição acumuladas de todas
as operações estrangeiras podem ser efetuadas
pelos montantes que seriam registados nas
demonstrações financeiras consolidadas, baseado
na data de transição da empresa-mãe para as
IFRS.
Alterações à IFRS 9 –
Desreconhecimento de passivos
financeiros – Comissões a incluir no
teste dos ‘10 por cento’ de variação
(incluída nas melhorias anuais
relativas ao ciclo 2018-2020)
1-jan-22
Esta melhoria vem clarificar quais as comissões
que uma entidade deve incluir ao avaliar se os
termos de um passivo financeiro são
substancialmente diferentes dos termos do passivo
financeiro original. Esta melhoria clarifica que no
âmbito dos testes de desreconhecimento efetuados
aos passivos renegociados, deverão apenas ser
incluídas as comissões pagas ou recebidas entre o
devedor e o credor, incluindo as comissões pagas
ou recebidas pelo devedor ou pelo credor em nome
do outro.
Alterações à IAS 41 – Tributação e
mensuração do justo valor (incluída
nas melhorias anuais relativas ao ciclo
2018-2020)
1-jan-22
Esta melhoria elimina o requisito de exclusão dos
fluxos de caixa fiscais na mensuração de justo
valor dos ativos biológicos, assegurando a
consistência com os princípios a IFRS 13 – Justo
valor.
IFRS 17 – Contratos de Seguro; inclui
emendas à IFRS 17 (algumas das
quais não aprovadas)
1-jan-23
A IFRS 17 aplica-se a todos os contratos de seguro
(i.e., vida, não vida, seguros diretos e resseguros),
independentemente do tipo de entidades que os
emite, bem como a algumas garantias e a alguns
instrumentos financeiros com características de
participação discricionária. Em termos gerais, IFRS
17 fornece um modelo contabilístico para os
contratos de seguro de maior utilidade e mais
consistente para os emitentes. Contrastando com
os requisitos da IFRS 4, que são baseadas em
políticas contabilísticas locais adotadas
anteriormente, a IFRS 17 fornece um modelo
integral para contratos de seguro, cobrindo todos
os aspetos contabilísticos relevantes.
Alterações à IAS 8 – Definição de
estimativas contabilísticas
1-jan-23
A alteração vem esclarecer qual a distinção entre
alteração de estimativa contabilística, alteração de
política contabilística e a correção de erros.
Adicionalmente, esclarece de que forma uma
entidade usa as técnicas de mensuração e inputs
para desenvolver estimativas contabilísticas.
Relatório e Contas 2021
Demonstrações Financeiras Individuais
e Notas Anexas em 31 de dezembro de 2021
(montantes expressos em Euros)
226
Alterações à IAS 1 – Divulgação de
políticas contabilísticas
1-jan-23
Estas alterações pretendem auxiliar a entidade na
divulgação das políticas contabilísticas ‘materiais’,
anteriormente designadas por políticas
'significativas’. No entanto devido à inexistência
deste conceito nas normas IFRS, foi decidido
substituir pelo conceito “materialidade”, um
conceito já conhecido pelos utilizadores das
demonstrações financeiras.
Ao avaliar a materialidade das políticas
contabilísticas, a entidade tem de considerar não
só a dimensão das transações como também
outros eventos ou condições e a natureza dos
mesmos.
Estas emendas apesar de aprovadas (“endorsed”) pela União Europeia, não foram adotadas pela Empresa em
2021, em virtude de a sua aplicação não ser ainda obrigatória. Não se estima que da futura adoção das referidas
emendas decorram impactos significativos para as demonstrações financeiras.
(iii)Normas e interpretações novas, emendadas ou revistas não adotadas pela União Europeia
As seguintes normas contabilísticas e interpretações foram emitidas pelo IASB e não se encontravam ainda
aprovadas (“endorsed”) pela União Europeia:
Norma / Interpretação
Aplicável na União
Europeia nos
exercícios iniciados
em ou após
Alterações à IAS 1 – Apresentação
das demonstrações financeiras –
Classificação de passivos correntes e
não correntes
1-jan-23
Esta alteração pretende clarificar a classificação
dos passivos como saldos correntes ou não
correntes em função dos direitos que uma entidade
tem de diferir o seu pagamento, no final de cada
período de relato.
A classificação dos passivos não é afetada pelas
expectativas da entidade (a avaliação deverá
determinar se um direito existe, mas não deverá
considerar se a entidade irá ou não exercer tal
direito), ou por eventos ocorridos após a data de
relato, como seja o incumprimento de um
“covenant”.
No entanto, se o direito de adiar a liquidação por
pelo menos doze meses estiver sujeito ao
cumprimento de determinadas condições após a
data de balanço, esses critérios não afetam o
direito de diferir a liquidação cuja finalidade seja de
classificar um passivo como corrente ou não
corrente.
Esta alteração inclui ainda uma nova definição de
“liquidação” de um passivo e é de aplicação
retrospetiva.
Relatório e Contas 2021
Demonstrações Financeiras Individuais
e Notas Anexas em 31 de dezembro de 2021
(montantes expressos em Euros)
227
Alterações à IAS 12 – Imposto diferido
relacionados com ativos e passivos
decorrentes a uma transação única
1-jan-23
As alterações esclarecem que os pagamentos que
liquidem um passivo são fiscalmente dedutíveis,
contudo trata-se de uma questão de julgamento
profissional se tais deduções são atribuíveis ao
passivo que está reconhecido nas demonstrações
financeiras ou ao ativo relacionado. Isto é
importante para determinar se existem diferenças
temporárias no reconhecimento inicial do ativo ou
do passivo.
De acordo com estas alterações, a exceção de
reconhecimento inicial não é aplicável às
transações que originaram diferenças temporárias
tributáveis e dedutíveis iguais. Apenas é aplicável
se o reconhecimento de um leasing ativo e um
leasing passivo derem origem a diferenças
temporárias tributáveis e dedutíveis que não sejam
iguais.
Alterações à IFRS 17 – Contratos de
seguro – Aplicação inicial da IFRS 17
e IFRS 9 – Informação comparativa
1-jan-23
Esta alteração à IFRS 17 refere-se à apresentação
de informação comparativa de ativos financeiros na
aplicação inicial da IFRS 17.
A emenda adiciona uma opção de transição que
permite que uma entidade aplique um ‘overlay’ na
classificação de um ativo financeiro no(s)
período(s) comparativo(s) apresentado(s) na
aplicação inicial da IFRS 17. O ‘overlay’ permite
que todos os ativos financeiros, incluindo aqueles
mantidos em relação a atividades não relacionadas
a contratos dentro do âmbito da IFRS 17 ser
classificado, instrumento a instrumento, no(s)
período(s) comparativo(s) de forma alinhada com a
forma como a entidade espera que esses ativos
sejam classificados na aplicação inicial da IFRS 9.
Estas normas não foram ainda adotadas (“endorsed”) pela União Europeia e, como tal, não foram aplicadas pela
Empresa no exercício findo em 31 de dezembro de 2021.
Relativamente a estas normas e interpretações, emitidas pelo IASB mas ainda não aprovadas (“endorsed”) pela
União Europeia, não se estima que da futura adoção das mesmas decorram impactos significativos para as
demonstrações financeiras anexas.
2.2.Ativos intangíveis
Os ativos intangíveis encontram-se registados ao custo de aquisição, deduzido das amortizações e das perdas por
imparidade acumuladas. Os ativos intangíveis só são reconhecidos se for provável que deles advenham benefícios
económicos futuros para a Empresa, sejam controláveis pela Empresa e se possa medir razoavelmente o seu valor.
As despesas de desenvolvimento para as quais a Empresa demonstre capacidade para completar o seu
desenvolvimento e iniciar a sua comercialização e/ou uso e relativamente às quais seja provável que o ativo criado
venha a gerar benefícios económicos futuros, são capitalizadas. As despesas de desenvolvimento que não
cumpram estes critérios são registadas como custo no período em que são incorridas.
Os custos internos associados à manutenção e ao desenvolvimento de software são registados como custos na
demonstração dos resultados quando incorridos, exceto na situação em que estes custos estejam diretamente
Relatório e Contas 2021
Demonstrações Financeiras Individuais
e Notas Anexas em 31 de dezembro de 2021
(montantes expressos em Euros)
228
associados a projetos para os quais seja provável a geração de benefícios económicos futuros para a Empresa.
Nestas situações estes custos são capitalizados como ativos intangíveis.
As amortizações são calculadas, após o início de utilização dos bens, pelo método das quotas constantes em
conformidade com o período de vida útil estimado para cada bem (genericamente 3 a 5 anos).
2.3.Ativos fixos tangíveis
Os ativos fixos tangíveis encontram-se registados ao seu custo de aquisição, deduzido das amortizações
acumuladas e das perdas por imparidade acumuladas.
As amortizações são calculadas, após os bens estarem em condições de serem utilizados, pelo método das quotas
constantes em conformidade com o período de vida útil estimado para cada grupo de bens.
As taxas de amortização utilizadas correspondem aos seguintes períodos de vida útil estimada:
Tipo
Anos
Equipamento de transporte
2 a 10
Equipamento administrativo
2 a 10
As despesas de conservação e reparação que não aumentem a vida útil dos ativos nem resultem em benfeitorias ou
melhorias significativas nos elementos dos ativos fixos tangíveis são registadas como custo do exercício em que são
incorridas.
As mais ou menos valias resultantes da venda ou abate dos ativos fixos tangíveis são determinadas como a
diferença entre preço de venda e o valor líquido contabilístico na data de alienação ou abate, sendo registadas na
demonstração dos resultados nas rubricas “Outros proveitos” ou” Outros custos”.
2.4.Locações
Política aplicável desde 1 de janeiro de 2019
A Empresa avalia, no início de cada acordo, se o acordo é, ou contém, uma locação. Isto é, se transmite o direito de
uso de um ativo ou ativos específicos por um determinado período de tempo em troca de uma contrapartida.
Empresa como locatário
A Empresa aplica o mesmo método de reconhecimento e mensuração a todas as locações, exceto para as locações
de curto prazo e locações associadas a ativos de baixo valor. A Empresa reconhece um passivo relativo aos
pagamentos da locação e um ativo identificado como direito de uso do ativo subjacente.
(i)Ativos sob direito de uso
À data de início da locação (isto é, data a partir da qual o ativo está disponível para uso), a Empresa reconhece um
ativo relativo ao direito de uso. Os “Ativos sob direito de uso” são mensurados ao custo, deduzido das depreciações
e perdas por imparidade acumuladas, ajustado pela remensuração do passivo da locação. O custo compreende o
valor inicial da responsabilidade de locação ajustado por quaisquer pagamentos de locação feitos em ou antes da
data de início, além de quaisquer custos diretos iniciais incorridos, assim como uma estimativa dos custos de
desmantelamento e remoção do ativo subjacente (caso aplicável), deduzido de qualquer incentivo concedido (caso
aplicável).
O ativo sob direito de uso é depreciado utilizando o método de depreciação linear, com base no prazo da locação.
Se a propriedade do ativo se transmitir para a Empresa no final do prazo da locação, ou o custo incluir uma opção
de compra, as depreciações são calculadas rendo em conta a vida útil estimada do ativo.
Relatório e Contas 2021
Demonstrações Financeiras Individuais
e Notas Anexas em 31 de dezembro de 2021
(montantes expressos em Euros)
229
(ii)Passivos da locação
À data de início da locação, a Empresa reconhece um passivo mensurado ao valor presente dos pagamentos de
rendas a efetuar ao longo do acordo. Os pagamentos de locação incluídos na mensuração do passivo de locação
incluem os pagamentos fixos, deduzidos de quaisquer incentivos já recebidos (caso aplicável) e pagamentos
variáveis associados a um índice ou taxa. Os pagamentos incluem ainda, caso aplicável, o preço de exercício de
uma opção de compra, que será exercida pela Empresa com uma certeza razoável, e pagamentos de penalizações
por terminar o contrato, se os termos da locação refletirem a opção de exercício da Empresa.
O passivo da locação é mensurado pelo custo amortizado, utilizando o método do juro efetivo, sendo remensurado
quando se verificam alterações nos pagamentos futuros derivados de uma alteração da taxa ou índice, bem como
das possíveis modificações dos contratos de locação.
Pagamentos variáveis que não estejam associados a quaisquer índices ou taxas são reconhecidos como gasto do
exercício, no exercício em que ocorre o evento ou condição que leva ao pagamento.
Para o cálculo do valor presente dos pagamentos futuros da locação, a Empresa usa a sua taxa de juro incremental
à data de início da locação, uma vez que a taxa de juro implícita ao contrato não é prontamente determinável. Após
essa data, o montante do passivo da locação é aumentado por acréscimo de juros e reduzido por pagamentos de
rendas efetuados. Adicionalmente, o valor é remensurado se ocorrer alguma alteração nos termos do acordo, no
valor das rendas (e.g., alterações dos pagamentos futuros causadas por uma alteração de um índice ou taxa
utilizados para determinar esses pagamentos) ou uma alteração da avaliação de uma opção de compra associada
ao ativo subjacente.
(iii)Locações de curto prazo e locações de baixo valor
A Empresa aplica a isenção de reconhecimento às suas locações de curto prazo de ativos (i.e., locações com
prazos de 12 meses ou inferiores e não contêm uma opção de compra). A Empresa aplica igualmente a isenção de
reconhecimento a locações de ativos considerados de baixo valor. Os pagamentos de rendas de locações de curto
prazo e de baixo valor são reconhecidos como gasto do exercício, ao longo do período da locação.
Política aplicável antes de 1 de janeiro de 2019
A determinação se um acordo é, ou contém, uma locação deve basear-se na substância do acordo no início do
acordo, que é a data mais antiga entre a data do acordo e a data do compromisso pelas partes em relação aos
principais termos do acordo, com base em todos os factos e circunstâncias. O acordo é, ou contém, uma locação se
o cumprimento do acordo está dependente do uso de um ativo ou ativos específicos e o acordo transmite um direito
de usar o ativo, mesmo que esse ativo não esteja explicitamente identificado no acordo.
A duração da locação é a soma do período durante o qual a locação não pode ser cancelada com um período
adicional que esteja previsto o locatário ter a opção de manter a locação e, no início do contrato, a Empresa tem
uma certeza razoável que o locatário a vá exercer.
Uma locação é classificada no início do acordo como locação financeira ou locação operacional. Uma locação que
transfere substancialmente todos os riscos e vantagens inerentes à propriedade de um ativo para a Empresa é
classificada como locação financeira. Locações financeiras são registadas no ativo pelo justo valor no ativo ou, se
menor, ao valor atual dos pagamentos mínimos da locação. Os pagamentos mínimos da locação são repartidos
entre o encargo financeiro e a redução do passivo pendente de forma a produzir uma taxa de juro periódica
constante sobre o saldo remanescente do passivo.
Os encargos financeiros são registados na demonstração dos resultados como gastos financeiros.
O ativo locado é depreciado durante a sua vida útil. No entanto, se não houver certeza razoável de que o locatário
virá a obter a propriedade no fim do prazo da locação, o ativo é depreciado durante o prazo da locação ou da sua
vida útil, dos dois o mais curto.
Relatório e Contas 2021
Demonstrações Financeiras Individuais
e Notas Anexas em 31 de dezembro de 2021
(montantes expressos em Euros)
230
Uma locação operacional é uma locação que não é financeira. Os pagamentos das locações operacionais são
registados como gasto operacional na demostração dos resultados em linha reta durante o período da locação.
2.5.Encargos financeiros com empréstimos obtidos
Os encargos financeiros relacionados com empréstimos obtidos são usualmente reconhecidos como custo na
demonstração dos resultados do exercício de acordo com o princípio da especialização dos exercícios.
Nos casos em que são contratados empréstimos com o fim específico de financiar ativos, os juros correspondentes
são capitalizados, fazendo parte do custo do ativo. A capitalização destes encargos inicia-se após o início da
preparação das atividades de construção, e cessa quando o ativo se encontra pronto para utilização ou caso o
projeto seja suspenso.
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020 não existiram encargos financeiros com empréstimos obtidos capitalizados.
2.6.Provisões
As provisões são reconhecidas quando, e somente quando, a Empresa (i) tenha uma obrigação presente (legal ou
construtiva) resultante de um evento passado, (ii) seja provável que para a resolução dessa obrigação ocorra uma
saída de recursos e (iii) o montante da obrigação possa ser razoavelmente estimado. As provisões são revistas na
data de cada demonstração da posição financeira e ajustadas de modo a refletir a melhor estimativa a essa data.
Quando uma provisão é apurada tendo em consideração os fluxos de caixa necessários para liquidar tal obrigação,
a mesma é registada pelo valor atual dos mesmos.
2.7.Investimentos em subsidiárias e associadas
Os investimentos em partes de capital de empresas subsidiárias e associadas são mensurados de acordo com o
estabelecido na “IAS 27 – Demonstrações Financeiras Separadas”, ao custo de aquisição deduzido de eventuais
perdas por imparidade.
A Ramada realiza testes de imparidade aos investimentos financeiros em subsidiárias e associadas quando existem
indícios de que o ativo possa estar em imparidade, sendo registado como custo na demonstração dos resultados as
perdas de imparidade que se demonstrem existir.
A análise de imparidade é efetuada com base na avaliação das participações financeiras, por recurso ao método
“discounted cash-flow”, tendo como base as projeções financeiras de cash-flow a cinco anos de cada, incluindo o
ano de perpetuidade a partir do quinto ano, deduzido do justo valor dos passivos das entidades.
É entendimento do Conselho de Administração, que a metodologia acima descrita conduz a resultados fiáveis sobre
a existência de eventual imparidade dos investimentos em análise, uma vez que consideram a melhor informação
disponível à data da preparação das demonstrações financeiras.
Os dividendos recebidos destes investimentos são registados como ganhos relativos a investimentos, quando
atribuídos. Os dividendos são registados na demonstração dos resultados na rubrica "Resultados relativos a
investimentos”.
2.8.Ativos e passivos financeiros
a.Ativos financeiros
Reconhecimento inicial e mensuração
No momento inicial, os ativos são classificados e subsequentemente mensurados ao custo amortizado, ao justo
valor através do outro rendimento integral e ao justo valor através dos resultados.
Relatório e Contas 2021
Demonstrações Financeiras Individuais
e Notas Anexas em 31 de dezembro de 2021
(montantes expressos em Euros)
231
A classificação inicial dos ativos financeiros depende das caraterísticas contratuais dos fluxos de caxa e do modelo
de negócio que a Empresa adota para os gerir. Com exceção das contas a receber de clientes que não contêm uma
componente financeira significativa e para as quais a Empresa adota o expediente prático, a Empresa mensura no
momento inicial um ativo financeiro ao seu justo valor adicionado, no caso de um ativo não classificado como de
justo valor através dos resultados, dos custos de transação.
As contas a receber de clientes que não contêm uma componente financeira significativa e para as quais a Empresa
adota o expediente prático são mensuradas ao preço da transação determinado de acordo com a IFRS 15.
De forma a ser possível que um ativo financeiro seja classificado e mensurado ao custo amortizado ou ao justo valor
através do outro rendimento integral, ele deve proporcionar fluxos de caixa que representem apenas reembolsos de
capital e pagamentos de juros (“solely payments of principal and interest (SPPI)” sobre o capital em dívida. Esta
avaliação, conhecida como o teste dos “fluxos de caixa apenas de reembolsos de capital e pagamentos de juros”, é
realizada para cada instrumento financeiro.
O modelo de negócio estabelecido para a gestão dos ativos financeiros diz respeito ao modo como a Empresa gere
os ativos financeiros com vista a obter os fluxos de caixa. O modelo de negócio pode ser concebido para obter os
fluxos de caixa contratuais, para alienar os ativos financeiros ou ambos.
Mensuração subsequente
Para a sua mensuração subsequente, os ativos financeiros são classificados em quatro categorias: i) ativos
financeiros ao custo amortizado (instrumentos de dívida); ii) ativos financeiros ao justo valor através do outro
rendimento integral, com reciclagem dos ganhos e perdas acumulados (instrumentos de dívida); iii) ativos
financeiros ao justo valor através do outro rendimento integral, sem reciclagem dos ganhos e perdas acumulados no
momento do seu desreconhecimento (instrumentos de capital); e iv) ativos financeiros ao justo valor através dos
resultados.
i)Ativos financeiros ao custo amortizado (instrumentos de dívida)
A Empresa mensura os ativos financeiros ao custo amortizado se ambas as seguintes condições se encontrarem
satisfeitas:
O ativo financeiro é detido no âmbito de um modelo de negócio cujo objetivo consiste em deter o
ativo financeiro para obter os fluxos de caixa previstos contratualmente; e
Os termos contratuais do ativo financeiro dão origem, em datas definidas, a fluxos de caixa que
correspondem apenas a reembolsos de capital e pagamentos de juros sobre o capital em dívida.
Os ativos financeiros ao custo amortizado são mensurados subsequentemente através do método do juro efetivo e
são sujeitos a imparidade. Os ganhos e perdas são registados nos resultados quando o ativo é desreconhecido,
modificado ou esteja em imparidade. Os ativos financeiros que a Empresa mensura ao custo amortizado incluem as
contas a receber de clientes e de outros devedores e empréstimos a partes relacionadas (Nota 6.1)
ii)Ativos financeiros ao justo valor através do outro rendimento integral (instrumentos de
dívida)
A Empresa mensura os instrumentos de dívida ao justo valor através do outro rendimento integral se ambas as
seguintes condições se encontrarem satisfeitas:
O ativo financeiro é detido no âmbito de um modelo de negócio cujo objetivo consiste em deter o
ativo financeiro para obter os fluxos de caixa previstos contratualmente e os fluxos de caixa
decorrentes da sua venda; e
Os termos contratuais do ativo financeiro dão origem, em datas definidas, a fluxos de caixa que
correspondem apenas a reembolsos de capital e pagamentos de juros sobre o capital em dívida.
No caso dos instrumentos de dívida mensurados ao justo valor através do outro rendimento integral, os juros
obtidos, as diferenças de câmbio e as perdas e reversões de imparidade são registadas nos resultados e calculadas
do mesmo modo dos ativos financeiros mensurados ao custo amortizado. As alterações de justo valor
remanescentes são registadas no outro rendimento integral. No momento do desreconhecimento, as alterações no
justo valor acumuladas no outro rendimento integral são transferidas (recicladas) para os resultados.
Relatório e Contas 2021
Demonstrações Financeiras Individuais
e Notas Anexas em 31 de dezembro de 2021
(montantes expressos em Euros)
232
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020, a Empresa não detinha ativos financeiros classificados nesta rubrica.
iii)Ativos financeiros ao justo valor através do outro rendimento integral (instrumentos de
capital)
Aquando do reconhecimento inicial, a Empresa pode optar por classificar de forma irrevogável os instrumentos de
capital detidos como instrumentos de capital designados ao justo valor através do outro rendimento integral quando
eles satisfazem a definição de capital prevista na IAS 32 Instrumentos financeiros: Apresentação e não são detidos
para negociação. A classificação é determinada, instrumento a instrumento.
Ganhos e perdas nestes ativos financeiros nunca são recicladas para os resultados. Os dividendos são registados
como ganho financeiro nos resultados quando o direito a receber o pagamento do dividendo estiver estabelecido,
exceto quando a Empresa beneficia desses dividendos como recuperação de parte do custo do ativo financeiro e,
nesse caso, os dividendos são registados no outro rendimento integral. Os instrumentos de capital detidos como
instrumentos de capital designados ao justo valor através do outro rendimento integral não são sujeitos a avaliação
de imparidade.
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020, a Empresa não detinha ativos financeiros classificados nesta rubrica.
iv)Ativos financeiros ao justo valor através da demonstração dos resultados.
Os ativos financeiros ao justo valor através dos resultados incluem ativos financeiros detidos para negociação,
ativos financeiros designados no momento de reconhecimento inicial como mensurados ao justo valor através dos
resultados, ou os ativos financeiros que obrigatoriamente têm de ser mensuradas ao justo valor. Os ativos
financeiros são classificados como detidos para negociação se foram adquiridos com a finalidade de ser vendido ou
recomprado num prazo muito curto. Derivados, incluindo derivados embutidos separados, são também classificados
como detidos para negociação exceto se foram designados como instrumentos de cobertura eficazes.
Os ativos financeiros com fluxos de caixa que não correspondem apenas a reembolsos de capital e pagamentos de
juros sobre o capital em dívida são mensurados ao justo valor independentemente do modelo de negócio
subjacente. Não obstante o critério para a classificação dos instrumentos de dívida ao custo amortizado ou ao justo
valor através do outro rendimento integral descrito acima, os instrumentos de dívida podem ser designados ao justo
valor através dos resultados no momento do reconhecimento inicial se isso eliminar, ou reduzir significativamente
uma incoerência na mensuração ou no reconhecimento. Ativos financeiros ao justo valor através da demonstração
dos resultados são apresentados na Demonstração da Posição Financeira ao justo valor com as alterações líquidas
no justo valor apresentadas nos resultados.
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020, a Empresa não detinha ativos financeiros classificados nesta rubrica.
Desreconhecimento
Um ativo financeiro (ou, quando aplicável, uma parte do ativo financeiro ou parte de um grupo de ativos financeiros
ativos) é desreconhecido (ou seja, removido da Demonstração da Posição Financeira) quando:
Os direitos contratuais a receber fluxos de caixa resultantes do ativo financeiro expiram; ou
A Empresa transferiu os seus direitos contratuais a receber fluxos de caixa resultantes do ativo
financeiro ou assumiu uma obrigação de pagar os fluxos de caixa recebidos na sua totalidade num
curto prazo no âmbito de um acordo no qual a Empresa i) não tem qualquer obrigação de pagar
quantias aos destinatários finais a menos que receba quantias equivalentes resultantes do ativo
original; ii) está proibido pelos termos do contrato de transferência de vender ou penhorar o ativo
original que não seja como garantia aos destinatários finais pela obrigação de lhes pagar fluxos de
caixa; e  iii) a Empresa tem uma obrigação de remeter qualquer fluxo de caixa que receba em nome
dos destinatários finais sem atrasos significativos; e
A Empresa transferiu substancialmente todos os riscos e benefícios do ativo, ou a Empresa não
transferiu nem reteve substancialmente todos os ativos e benefícios do ativo mas transferiu o
controlo sobre o ativo.
Relatório e Contas 2021
Demonstrações Financeiras Individuais
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(montantes expressos em Euros)
233
Quando a Empresa transfere os seus direitos de receber fluxos de caixa de um ativo ou é parte de um acordo que
pode possibilitar o desreconhecimento, avalia se, e em que extensão, foram retidos os riscos e benefícios
associados à titularidade do ativo. Quando não foram transferidos nem retidos substancialmente todos os riscos e
benefícios decorrentes da propriedade de um ativo, nem transferido o controlo do ativo, a Empresa continua a
reconhecer o ativo transferido na medida do seu envolvimento continuado. Nesse caso, a Empresa também
reconhece o passivo correspondente, O ativo transferido e o passivo correspondente são mensurados numa base
que reflete os direitos e obrigações que A Empresa reteve.
Se o envolvimento continuado da Empresa assumir a forma de garantia prestada sobre o ativo transferido, a medida
do envolvimento continuado é a menor entre o valor contabilístico original do ativo e a quantia máxima da retribuição
recebida que a Empresa pode vir a pagar.
Imparidade de ativos financeiros
A partir de 1 de janeiro de 2018, a Empresa avalia, numa base prospetiva, as perdas de crédito esperadas
associadas aos seus ativos financeiros mensurados ao custo amortizados e ao justo valor por outro rendimento
integral, de acordo com a IFRS 9. A metodologia de imparidade aplicada tem em consideração o perfil de risco de
crédito dos devedores, sendo aplicadas diferentes abordagens consoante a natureza dos mesmos.
No que respeita aos saldos a receber nas rubricas “Clientes” e “Outras dívidas de terceiros”, a Empresa aplica a
abordagem simplificada permitida pela IFRS 9, de acordo com a qual as perdas de crédito estimadas são
reconhecidas desde o reconhecimento inicial dos saldos a receber e por todo o período até à sua maturidade,
considerando uma matriz de taxas de incumprimentos históricas para a maturidade dos saldos a receber, ajustada
por estimativas prospetivas. Assim, a Empresa não monitoriza alterações no risco de crédito, mas ao invés
reconhece uma perda por imparidade baseada na perda de crédito esperada ao longo da duração do ativo, a cada
data de relato. A Empresa estabeleceu uma matriz de imparidade baseada os créditos que foram perdidos no
passado, ajustada por fatores prospetivos específicos dos devedores e do ambiente económico.
A Empresa considera que um ativo financeiro está em incumprimento quando está vencido a mais de 90 dias.
Porém, em certos casos, a Empresa pode também considerar que um ativo financeiro está em incumprimento
quando exista informação interna e externa que indique que é improvável que a Empresa venha a receber a
totalidade do crédito sem que tenha de acionar as garantias que possua.
A 31 de dezembro de 2021 e 2020, as rubricas acima mencionadas tratavam-se essencialmente de contas a
receber de entidades do Grupo Ramada (Nota 24).
b.Passivos financeiros
Reconhecimento inicial e mensuração
Os passivos financeiros são classificados, no momento de reconhecimento inicial, como passivos financeiros ao
justo valor através dos resultados, empréstimos, contas a pagar, ou derivados designados como instrumento de
cobertura numa relação de cobertura eficaz.
Todos os passivos financeiros são reconhecidos inicialmente ao justo valor e, no caso dos empréstimos e das
contas a pagar, líquido dos custos de transação diretamente atribuíveis.
Os passivos financeiros da Empresa, incluem contas a pagar a fornecedores, outras dívidas a terceiros e
empréstimos incluindo descobertos bancários.
Mensuração subsequente
Passivos financeiros ao custo amortizado
Após o reconhecimento inicial, os empréstimos são subsequentemente mensurados ao custo amortizado através da
utilização do método do juro efetivo. Ganhos e perdas são registados na demonstração dos resultados quando os
passivos são desreconhecidos e através da amortização decorrente do método do juro efetivo.
Relatório e Contas 2021
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O custo amortizado é calculado tendo em conta qualquer desconto ou prémio na aquisição e os honorários e outros
custos que sejam parte integral da taxa de juro efetiva. O efeito do juro efetivo é registado nos gastos financeiros na
demonstração dos resultados. Esta categoria geralmente é aplicável às contas a pagar a fornecedores, outras
dívidas a terceiros, e aos empréstimos incluindo empréstimos bancários e descobertos bancários.
Os empréstimos sob a forma de papel comercial são classificados como passivos não correntes quando têm
garantia de colocação por um prazo superior a um ano e é intenção do Conselho de Administração de utilizar este
instrumento de financiamento por um prazo superior a um ano. A Empresa em 31 de dezembro de 2021 e 2020 não
apresentava valores de empréstimos sob a forma de papel comercial.
Desreconhecimento
Um passivo financeiro é desreconhecido quando a obrigação subjacente é satisfeita ou cancelada, ou expira.
Quando um passivo financeiro existente é substituído por outro da mesma contraparte e com termos
substancialmente diferentes, ou os termos de um passivo financeiro são substancialmente modificados, a troca ou
modificação são tratadas como um desreconhecimento do passivo financeiro original e o reconhecimento de um
novo passivo. A diferença entre os respetivos valores contabilísticos é reconhecida na demonstração dos
resultados.
c.Compensação de instrumentos financeiros
Ativos financeiros e passivos financeiros são compensados e o respetivo valor líquido é apresentado na
demonstração da posição financeira se existir um direito presente de cumprimento obrigatório para compensar as
quantias reconhecidas e existe a intenção de ou liquidar numa base líquida, ou realizar o ativo e liquidar
simultaneamente o passivo.
d.Instrumentos financeiros derivados
Quando entende relevante a Empresa utiliza instrumentos financeiros derivados, tais como contratos forward de
taxas de câmbio, swaps de taxas de juros e contratos forward sobre matérias-primas, para cobrir os seus riscos de
câmbio, de juro, e de preços de matérias-primas, respetivamente. Tais instrumentos financeiros derivados são
inicialmente registados ao justo valor na data em que o derivado é contratado e são subsequentemente mensurados
ao justo valor. Os derivados são apresentados no ativo quando o seu justo valor é positivo e no passivo quando o
seu justo valor é negativo.
Em termos de contabilidade de cobertura, as coberturas são classificadas como:
Cobertura de justo valor quando a finalidade é cobrir a exposição a alterações de justo valor de um ativo ou
passivo registado ou de um compromisso da Empresa não registado.
Cobertura de fluxos de caixa quando a finalidade é cobrir a exposição à variabilidade dos fluxos de caixa
decorrente de um risco específico associado à totalidade ou a uma componente de um ativo ou passivo registado
ou a uma transação prevista de ocorrência altamente provável ou o risco de câmbio associado a um compromisso
da Empresa não registado
Cobertura de um investimento líquido numa unidade operacional estrangeira (risco de taxa de câmbio).
No início da relação de cobertura, a Empresa formalmente designa e documenta a relação de cobertura para a qual
pretende aplicar a contabilidade de cobertura bem como a finalidade de gestão e estratégia dessa cobertura.
A documentação inclui a identificação do instrumento de cobertura, o item ou transação coberta, a natureza do risco
a ser coberto e o modo como a Empresa avalia se a relação de cobertura cumpre com os requisitos de
contabilidade de cobertura (incluindo a sua análise das fontes de ineficácia da cobertura e a forma como determina
a taxa de cobertura). O relacionamento de cobertura é qualificável para contabilidade de cobertura se satisfaz todos
os seguintes requisitos de eficácia da cobertura:
i)Existe uma relação económica entre o item coberto e o instrumento de cobertura;
ii)O efeito do risco de crédito não domina as alterações de valor que resultam dessa relação económica; e
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iii)O rácio de cobertura do relacionamento de cobertura é o mesmo que o que resulta da quantidade do
item coberto que uma entidade cobre efetivamente e da quantidade do instrumento de cobertura que a
entidade utiliza efetivamente para cobrir essa quantidade do item coberto.
Durante o exercício de 2021 e 2020 não foram contratados instrumentos financeiros derivados de cobertura de risco
de taxa de juro, nem de taxa de câmbio.
(I)Passivos financeiros e instrumentos de capital próprio
Os passivos financeiros e os instrumentos de capital próprio são classificados de acordo com a substância
contratual da transação. São considerados instrumentos de capital próprio os que evidenciam um interesse residual
nos ativos da Empresa após dedução dos passivos, sendo registados pelo valor recebido, líquido dos custos
suportados com a sua emissão.
(II)Caixa e equivalentes de caixa
Os montantes incluídos na rubrica “Caixa e equivalentes de caixa” correspondem aos valores de caixa, depósitos
bancários, depósitos a prazo e outras aplicações de tesouraria, vencíveis a menos de três meses, e que possam ser
imediatamente mobilizáveis sem risco significativo de alteração de valor.
Ao nível da demonstração dos fluxos de caixa, a rubrica “Caixa e equivalentes de caixa” compreende também os
descobertos bancários incluídos na rubrica do passivo corrente “Empréstimos bancários”.
2.9.Ativos e passivos contingentes
Os ativos contingentes são possíveis ativos que surgem de acontecimentos passados e cuja existência somente
será confirmada pela ocorrência, ou não, de um ou mais eventos futuros incertos não totalmente sob o controlo da
Empresa.
Os ativos contingentes não são reconhecidos nas demonstrações financeiras da Empresa mas unicamente objeto
de divulgação quando é provável a existência de um benefício económico futuro.
Os passivos contingentes são definidos pela Empresa como (i) obrigações possíveis que surjam de acontecimentos
passados e cuja existência somente será confirmada pela ocorrência, ou não, de um ou mais acontecimentos
futuros incertos não totalmente sob o controlo da Empresa ou (ii) obrigações presentes que surjam de
acontecimentos passados mas que não são reconhecidas porque não é provável que um exfluxo de recursos que
incorpore benefícios económicos seja necessário para liquidar a obrigação ou a quantia da obrigação não pode ser
mensurada com suficiente fiabilidade.
Os passivos contingentes não são reconhecidos nas demonstrações financeiras da Empresa, sendo os mesmos
objeto de divulgação, a menos que a possibilidade de uma saída de fundos afetando benefícios económicos futuros
seja remota, caso este em que não são sequer objeto de divulgação.
2.10.Imposto sobre o rendimento
A Ramada Investimentos encontra-se abrangida pelo Regime Especial de Tributação de Grupos de Sociedades –
“RETGS” (sociedade dominante), sendo que cada uma das sociedades abrangidas por este regime regista o
imposto sobre o rendimento nas suas contas individuais por contrapartida da rubrica de empresas da Empresa. Nos
casos em que as subsidiárias contribuem com prejuízos, é registado nas contas individuais o montante de imposto
correspondente aos prejuízos que vierem a ser compensados pelos lucros das demais sociedades abrangidas por
este regime.
Os impostos diferidos são calculados com base no método da responsabilidade do balanço e refletem as diferenças
temporárias entre o montante dos ativos e passivos para efeitos de reporte contabilístico e os respetivos montantes
para efeitos de tributação. Os impostos diferidos ativos e passivos são calculados e anualmente avaliados utilizando
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as taxas de tributação em vigor ou anunciadas para estarem em vigor à data expectável da reversão das diferenças
temporárias.
Os ativos por impostos diferidos são reconhecidos unicamente quando existem expectativas razoáveis de lucros
fiscais futuros suficientes para a sua utilização, ou nas situações em que existam diferenças temporárias tributáveis
que compensem as diferenças temporárias dedutíveis no período da sua reversão. No final de cada período é
efetuada uma revisão desses impostos diferidos, sendo os mesmos reduzidos sempre que deixe de ser provável a
sua utilização futura.
Os impostos diferidos são registados como custo ou proveito do exercício, exceto se resultarem de valores
registados diretamente em capital próprio, situação em que o imposto diferido é também registado na mesma
rubrica.
2.11.Rédito de contratos com clientes
A Ramada reconhece o rédito de acordo com a IFRS 15, que estabelece que uma entidade reconheça o rédito para
refletir a transferência de bens e serviços contratados pelos clientes, no montante que corresponda à consideração
que a entidade espera ter direito a receber como contrapartida da entrega desses bens ou serviços, com base no
modelo de 5 passos abaixo:
1)identificação do contrato com um cliente;
2)identificação das obrigações;
3)determinação do preço da transação;
4)alocação do preço da transação a obrigações de performance; e
5)reconhecimento do rédito quando ou à medida que a entidade satisfaz uma obrigação de performance.
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020, o rédito da Ramada refere-se a serviços corporativos prestados às restantes
empresas do Grupo Ramada.
O rédito é reconhecido líquido de bonificações, descontos e impostos (exemplo: descontos comerciais), e refere-se
à consideração recebida ou a receber dos serviços vendidos em linha com a tipologia de negócio identificada. O
rédito é reconhecido pelo montante da obrigação de performance satisfeita. Relativamente, ao preço da transação
este é uma componente fixa.
A Empresa considera os factos e circunstâncias quando analisa os termos de cada contrato com clientes, aplicando
os requisitos que determinam o reconhecimento e mensuração do rédito de forma harmonizada, quando se tratem
de contratos com características e em circunstâncias semelhantes
2.12.Especialização dos exercícios
As restantes receitas e despesas são registadas de acordo com o princípio da especialização de exercícios pelo
qual estas são reconhecidas na medida em que são geradas, independentemente do momento em que são
recebidas ou pagas. As diferenças entre os montantes recebidos e pagos e as correspondentes receitas e despesas
geradas são registadas nas rubricas de acréscimos e diferimentos incluídas nas rubricas “Outros ativos correntes” e
“Outros passivos correntes”.
2.13.Eventos subsequentes
Os eventos ocorridos após a data da demonstração da posição financeira que proporcionem provas ou informações
adicionais sobre condições que existiam à data da demonstração da posição financeira (“adjusting events”) são
refletidos nas demonstrações financeiras da Empresa. Os eventos após a data da demonstração da posição
financeira que sejam indicativos de condições que surgiram após a data da demonstração da posição financeira
(“non adjusting events”), quando materiais, são divulgados no anexo às demonstrações financeiras.
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2.14.Demonstração dos fluxos de caixa
A demonstração dos fluxos de caixa é preparada de acordo com a IAS 7, através do método direto.
A demonstração dos fluxos de caixa encontra-se classificada em atividades operacionais (que englobam os
recebimentos de clientes, pagamentos a fornecedores, pagamentos a pessoal e outros relacionados com a atividade
operacional), de financiamento (que incluem, designadamente, os pagamentos e recebimentos referentes a
empréstimos obtidos, contratos de locação financeira e pagamento de dividendos) e de investimento (que incluem,
nomeadamente, aquisições e alienações de investimentos em empresas participadas e recebimentos e pagamentos
decorrentes da compra e da venda de ativos fixos tangíveis).
3.JULGAMENTOS E ESTIMATIVAS
Na preparação das demonstrações financeiras, em conformidade com o normativo contabilístico em vigor (Nota
2.1), o Conselho de Administração da Empresa adotou certos pressupostos e estimativas que afetam os ativos e
passivos, bem como os rendimentos e gastos incorridos relativos aos períodos reportados. Todas as estimativas e
assunções efetuadas pelo Conselho de Administração foram efetuadas com base no seu melhor conhecimento
existente, à data de aprovação das demonstrações financeiras, dos eventos e transações em curso.
Os principais juízos de valor e estimativas mais significativas efetuadas na preparação nas demonstrações
financeiras corresponde ao registo de provisões e perdas por imparidade.
As estimativas foram determinadas com base na melhor informação disponível à data da preparação das
demonstrações financeiras consolidadas e com base no melhor conhecimento e na experiência de eventos
passados e/ou correntes. No entanto, poderão ocorrer situações em períodos subsequentes que, não sendo
previsíveis à data, não foram consideradas nessas estimativas. As alterações a essas estimativas, que ocorram
posteriormente à data das demonstrações financeiras consolidadas, serão corrigidas na demonstração dos
resultados de forma prospetiva, conforme disposto pelo IAS 8 – Políticas Contabilísticas, Alterações nas Estimativas
Contabilísticas e Erros.
4.GESTÃO DE RISCO FINANCEIRO
A Ramada Investimentos encontra-se exposta essencialmente ao (i) risco de mercado, (ii) risco de crédito e (iii) risco
de liquidez. O principal objetivo da gestão de risco do Conselho de Administração é o de reduzir estes riscos até um
nível considerado aceitável para o desenvolvimento das atividades da Empresa.
As linhas orientadoras da política de gestão de risco são definidas pelo Conselho de Administração da Ramada
Investimentos, o qual determina quais os limites de risco aceitáveis. Os principais riscos aos quais a Empresa
Ramada Investimentos se encontra exposta são os seguintes:
i)Risco de mercado
Reveste-se de particular importância no âmbito da gestão de risco de mercado o risco de taxa de juro.
a)Risco de taxa de juro
O risco de taxa de juro é essencialmente resultante do endividamento da Empresa indexado a taxas variáveis (na
sua maioria indexada à Euribor), que pode expor o custo da dívida a um risco de volatilidade.
O Conselho de Administração da Empresa aprova os termos e condições dos financiamentos considerados
materiais para a Empresa, analisando para tal a estrutura da dívida, os riscos inerentes e as diferentes opções
existentes no mercado, nomeadamente quanto ao tipo de taxa de juro (fixo/variável).
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Análise de sensibilidade a variações de taxa de juro
Tendo em consideração o nível de financiamento e gastos financeiros da Empresa em 31 de dezembro de 2021
durante o exercício findo naquela data, a exposição à taxa de juro existente à data da demonstração da posição
financeira é pouco significativa.
b)Risco de crédito
O risco de crédito é definido como a probabilidade de ocorrer um prejuízo financeiro resultante do incumprimento de
obrigações contratuais de pagamento das contrapartes.
A Empresa é uma sociedade gestora de participações sociais, não tendo qualquer atividade comercial para além
das atividades normais de um gestor de portfólio de participações e de prestação de serviços às suas subsidiárias e
associadas. Como tal numa base regular, a Empresa só está exposta ao risco de crédito decorrente de instrumentos
financeiros (aplicações e depósitos em bancos e outras instituições financeiras ou resultantes da contratação de
instrumentos financeiros derivados celebrados no decurso normal das suas operações de cobertura), ou de
empréstimos concedidos a subsidiárias.
Considera-se que os saldos de empréstimos concedidos têm risco de crédito baixo, pelo que, consequentemente,
as imparidades para perdas de crédito reconhecidas durante o período ficaram limitadas às perdas de crédito
estimadas a 12 meses. Estes ativos financeiros são considerados como tendo “risco de crédito baixo” quando têm
risco de incobrabilidade reduzido e o devedor tem uma elevada capacidade para cumprir com as suas
responsabilidades contratuais de fluxos de caixa no curto prazo.
Para reduzir a probabilidade de incumprimento das obrigações contratuais de pagamento de uma contraparte, a
Empresa cumpre os seguintes princípios:
Só executa operações (investimentos de curto prazo e derivados) com contrapartes que tenham sido selecionadas
de acordo com o prestígio e reconhecimento nacional e internacional, as respetivas notações de rating e tenham
em consideração a natureza, maturidade e dimensão das operações;
Não devem ser contratados instrumentos financeiros que não tenham sido previamente autorizados. A definição
de instrumentos elegíveis quer para a aplicação de excesso de disponibilidades quer para derivados foi efetuada
com base numa abordagem conservadora;
Adicionalmente, em relação aos excedentes de tesouraria: i) esses são preferencialmente utilizados, sempre que
possível onde for mais eficiente, seja no reembolso da dívida existente, ou então investidos de preferência em
bancos de relacionamento reduzindo assim a exposição em termos líquidos a essas Instituições e ii) só podem ser
aplicados em instrumentos previamente autorizados.
Tendo em conta as políticas acima, o Conselho de Administração da Empresa não antevê a possibilidade de
ocorrência de qualquer incumprimento material de obrigações contratuais de pagamento das suas contrapartes
externas.
No caso dos empréstimos a subsidiárias, não existe nenhuma política de gestão risco de crédito específica, uma vez
que a concessão de empréstimos a subsidiárias faz parte da atividade normal da Empresa.
c)Risco de liquidez
O objetivo da política de gestão de risco de liquidez é garantir que a Empresa tem capacidade para liquidar ou
cumprir as suas responsabilidades e prosseguir as estratégias delineadas, cumprindo todos os compromissos
assumidos com terceiros no prazo estipulado.
A Empresa define como política ativa (i) manter um nível suficiente de recursos livres e imediatamente disponíveis
para fazer face aos pagamentos correntes e no seu vencimento, (ii) limitar a probabilidade de incumprimento no
Relatório e Contas 2021
Demonstrações Financeiras Individuais
e Notas Anexas em 31 de dezembro de 2021
(montantes expressos em Euros)
239
reembolso de todas as suas aplicações e empréstimos negociando a amplitude das cláusulas contratuais e (iii)
minimizar o custo de oportunidade de detenção de liquidez excedentária no curto prazo.
A Empresa procura ainda compatibilizar os prazos de vencimento de ativos e passivos, através de uma gestão
agilizada das suas maturidades.
5.ALTERAÇÕES DE POLÍTICAS CONTABILÍSTICAS E CORREÇÃO DE ERROS
A respeito das novas normas, interpretações, emendas e revisões às IFRS ver Nota 2.1.
Durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2021, não ocorreram alterações voluntárias de políticas
contabilísticas não tendo igualmente sido corrigidos erros materiais relativos a exercícios anteriores.
6.CLASSES DE INSTRUMENTOS FINANCEIROS
Os instrumentos financeiros, classificados de acordo com as políticas descritas na Nota 2.7 foram classificados
como segue:
6.1.Ativos financeiros
31 de dezembro de 2021
Nota
Ativos financeiros
registados ao custo
amortizado
Total
Ativos não correntes
Outras dívidas de terceiros
12
Ativos correntes
Clientes
10
508 252
508 252
Outras dívidas de terceiros
12
3 718 248
3 718 248
Caixa e equivalentes de caixa
13
36 218 530
36 218 530
40 445 030
40 445 030
40 445 030
40 445 030
31 de dezembro de 2020
Nota
Ativos financeiros
registados ao custo
amortizado
Total
Ativos não correntes
Outras dívidas de terceiros
12
187 833
Ativos correntes
Clientes
10
248 007
248 007
Outras dívidas de terceiros
12
1 808 761
1 808 761
Caixa e equivalentes de caixa
13
31 026 270
31 026 270
33 083 038
33 083 038
33 270 871
33 083 038
Relatório e Contas 2021
Demonstrações Financeiras Individuais
e Notas Anexas em 31 de dezembro de 2021
(montantes expressos em Euros)
240
6.2.Passivos financeiros
31 de dezembro de 2021
Nota
Passivos
financeiros
registados ao custo
amortizado
Total
Passivos não correntes
Empréstimos bancários
15
8 000 000
8 000 000
Passivo da locação
7
134 659
134 659
8 134 659
8 134 659
Passivos correntes
Empréstimos bancários
15
2 000 000
2 000 000
Passivo da locação
7
48 591
48 591
Fornecedores
16
73 596
73 596
Outras dívidas a terceiros
17
7 597 014
7 597 014
Outros passivos correntes
18
191 373
191 373
9 910 574
9 910 574
18 045 233
18 045 233
31 de dezembro de 2020
Nota
Passivos
financeiros
registados ao custo
amortizado
Total
Passivos não correntes
Empréstimos bancários
15
10 000 000
10 000 000
Passivo da locação
7
95 835
95 835
10 095 835
10 095 835
Passivos correntes
Empréstimos bancários
15
2 000 000
2 000 000
Passivo da locação
7
99 272
99 272
Fornecedores
16
63 363
63 363
Outras dívidas a terceiros
17
190 058
190 058
Outros passivos correntes
18
95 523
95 523
2 448 216
2 448 216
12 544 051
12 544 051
Relatório e Contas 2021
Demonstrações Financeiras Individuais
e Notas Anexas em 31 de dezembro de 2021
(montantes expressos em Euros)
241
7.ATIVOS SOB DIREITO DE USO
Durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2021 e 2020 o movimento ocorrido no valor dos ativos sob direito
de uso, bem como nas respetivas amortizações, foi o seguinte:
2021
Ativo bruto
Edifícios e outras
construções
Equipamento de
transporte
Total
Saldo inicial a 1 de janeiro
81 859
203 519
285 378
Aumentos
39 394
39 394
Reclassificações
Reduções
Saldo final
81 859
242 913
324 772
Amortizações acumuladas
Edifícios e outras
construções
Equipamento de
transporte
Total
Saldo inicial a 1 de janeiro
18 190
73 356
91 546
Aumentos
9 095
42 529
51 624
Reclassificações
Reduções
Saldo final
27 285
115 885
143 170
54 574
127 028
181 602
2020
Ativo bruto
Edifícios e outras
construções
Equipamento de
transporte
Total
Saldo inicial a 1 de janeiro
81 859
100 569
182 428
Aumentos
102 950
102 950
Reclassificações
Reduções
Saldo final
81 859
203 519
285 378
Amortizações acumuladas
Edifícios e outras
construções
Equipamento de
transporte
Total
Saldo inicial a 1 de janeiro
9 095
38 702
47 797
Aumentos
9 095
34 654
43 749
Reclassificações
Reduções
Saldo final
18 190
73 356
91 546
63 669
130 163
193 832
Relatório e Contas 2021
Demonstrações Financeiras Individuais
e Notas Anexas em 31 de dezembro de 2021
(montantes expressos em Euros)
242
A rubrica “Edifícios e outras construções” respeita essencialmente a contratos de locação de ativos relacionados
com um dos imóveis onde a Empresa desenvolve a sua atividade.
A rubrica “Equipamentos de transporte” respeita a contratos de locação de viaturas por prazos entre 4 a 5 anos.
Durante os exercícios findos em 31 de dezembro de 2021 e 2020 o movimento ocorrido no valor dos passivos da
locação, foi o seguinte:
31.12.2021
31.12.2020
Saldo inicial a 1 de janeiro
195 107
135 356
Aumentos
39 394
102 950
Acréscimos de juros
2 509
1 384
Pagamentos
(53 760)
(44 583)
Saldo final a 31 de dezembro
183 250
195 107
Corrente
48 591
99 272
Não corrente
134 659
95 835
Adicionalmente, foram reconhecidos em 2021 e 2020 os seguintes montantes de gastos relativos a ativos por direito
de uso:
31.12.2021
31.12.2020
Depreciação de ativos sob direito de uso
51 624
43 749
Gastos com juros relacionados com passivos de locação
2 509
1 384
Total do montante reconhecido na demonstração de resultados
54 133
45 133
O prazo de reembolso dos Passivos da Locação nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2021 e 2020 é como
segue:
31/12/2021
2022
2023
2024
2025
>2025
Total
(valor nominal)
Passivo da Locação
48 591
48 862
37 779
23 587
24 431
183 250
48 591
48 862
37 779
23 587
24 431
183 250
31/12/2020
2021
2022
2023
2024
>2024
Total
(valor nominal)
Passivo da Locação
99 272
16 905
10 922
18 661
49 347
195 107
99 272
16 905
10 922
18 661
49 347
195 107
Relatório e Contas 2021
Demonstrações Financeiras Individuais
e Notas Anexas em 31 de dezembro de 2021
(montantes expressos em Euros)
243
8.INVESTIMENTOS EM SUBSIDIÁRIAS E ASSOCIADAS
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020, o detalhe e movimento dos “Investimentos em subsidiárias e associadas” é
como segue:
31 de dezembro de 2021
Empresa
% Detenção
Saldo inicial
Transferências
Aumentos
Diminuições
Saldo final
Ramada Aços, S.A.
100 %
38 000 750
38 000 750
Expeliarmus - Consultoria, Unipessoal,
Lda.
100 %
2 302 998
2 302 998
Socitrel - Sociedade Industrial de Trefilaria,
S.A.
100 %
30 000 000
7 283 223
(12 000 000)
25 283 223
Fisio Share - Gestão de Clínicas, S.A
39,71 %
4 500 000
4 500 000
74 803 748
7 283 223
(12 000 000)
70 086 971
31 de dezembro de 2020
Empresa
% Detenção
Saldo inicial
Transferências
Aumentos
Diminuições
Saldo final
Ramada Aços, S.A.
100 %
38 000 750
38 000 750
Expeliarmus - Consultoria, Unipessoal,
Lda.
100 %
252 998
2 050 000
2 302 998
Socitrel - Sociedade Industrial de Trefilaria,
S.A.
66,66 %
30 000 000
30 000 000
Fisio Share - Gestão de Clínicas, S.A
39,71 %
4 500 000
4 500 000
72 753 748
2 050 000
74 803 748
Em 31 de dezembro de 2021 o aumento está relacionado com a aquisição da parte da participação da Socitrel -
Sociedade Industrial de Trefilaria, S.A. que ainda não pertencia à Empresa (Nota 17) e a diminuição respeita à
restituição de prestações acessórias por parte dessa sociedade.
Em 31 de dezembro de 2020 o aumento respeita a aumento de capital e prestações acessórias efetuadas na 
sociedade Expeliarmus - Consultoria, Unipessoal, Lda., no montante de, 2.000.000 Euros e 50.000 Euros,
respetivamente.
A informação financeira das empresas subsidiárias em 31 de dezembro de 2021, de acordo com as suas
demonstrações financeiras à mencionada data, pode ser resumida da seguinte forma:
31 de dezembro de 2021
Empresas subsidiárias
Total do Ativo
Total do Capital
Próprio
Resultado
Líquido do
Exercício
Ramada Aços, S.A.
78 659 524
39 132 369
5 000 215
Planfuro Global, S.A.
3 074 947
2 654 426
276 996
Universal Afir, S.A.
13 223 625
9 743 004
2 683 235
F. Ramada II, Imobiliária, S.A.
106 455 574
45 140 493
4 258 574
Socitrel - Sociedade Industrial de Trefilaria, S.A.
48 180 157
16 677 716
4 954 773
Socitrel España, S.A.
27 914
27 913
(1 656)
Expeliarmus - Consultoria, Unipessoal, Lda.
7 388 059
5 888 058
5 805 150
Socitrel Solar, Unipessoal, Lda.
1 463 964
7 564
2 564
Ramada Solar, Unipessoal, Lda.
5 000
5 000
-
Relatório e Contas 2021
Demonstrações Financeiras Individuais
e Notas Anexas em 31 de dezembro de 2021
(montantes expressos em Euros)
244
Nesta data a Empresa apresenta demonstrações financeiras consolidadas, sendo que as empresas incluídas na
consolidação pelo método integral, respetivas sedes, proporção do capital detido e atividade desenvolvida estão
definidas na nota “6.1. Empresas filiais incluídas na consolidação” do anexo às demonstrações financeiras
consolidadas.
Como referido na nota 2.7., sempre que eventos ou alterações nas condições envolventes indiciem que o valor pelo
qual os investimentos financeiros se encontram registados nas demonstrações financeiras não seja recuperável, a
Empresa realiza testes de imparidade. Para esta análise são preparadas projeções financeiras das subsidiárias são
preparadas com base em pressupostos de evolução da atividade da subsidiária (e respetivas unidades geradoras
de caixa), que o Conselho de Administração entende serem coerentes com o histórico e com a tendência dos
mercados, sendo razoáveis e prudentes e que refletem a sua visão.
No exercício findo em 31 de dezembro de 2021 foram unicamente identificados indícios de imparidade relacionados
com o investimento financeiro na Socitrel - Sociedade Industrial de Trefilaria, S.A., tendo sido efetuado o respetivo
teste de imparidade. A análise, que foi efetuada por recurso ao método “discounted cash-flow” e tendo como base
as projeções financeiras de cash-flow  e pressupostos de mercado, levou a concluir pela inexistência de imparidade
a registar.
No exercício de 2021, o método e os pressupostos utilizados na análise de imparidade acima referida, os quais no
entendimento do Conselho de Administração são os que mais se adequam à conjuntura atual são os seguintes:
31.12.2021
Método utilizado
Cash flows
descontados
Base utilizada
Business Plan
Período de projeção explícito
5 anos
Custo médio ponderado do capital
5,75 %
Crescimento na perpetuidade
1,00 %
Em 31 de dezembro de 2021, em resultado das análises de imparidade efetuadas, com base nas metodologias e
pressupostos acima referidos, não foram reconhecidas perdas por imparidade. É convicção do Conselho de
Administração que o efeito de eventuais desvios que possam ocorrer nos principais pressupostos em que assenta o
valor recuperável da participação financeira, não implicará, em todos os aspetos materialmente relevantes,
reconhecimento de imparidades adicionais de participações financeiras.
Durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2020, em resultado das análises de imparidade efetuadas, com
base nas metodologias e pressupostos acima referidos, o Grupo Ramada reconheceu perdas por imparidade
relativamente ao investimento detido na Planfuro Global, S.A., tal como identificado na nota “27. Movimento das
Provisões e Perdas por Imparidade” do anexo às demonstrações financeiras consolidadas.
É convicção do Conselho de Administração que o efeito de eventuais desvios que possam ocorrer nos principais
pressupostos em que assenta o valor recuperável das participações financeiras, não implicará, em todos os aspetos
materialmente relevantes, reconhecimento de imparidades adicionais de participações financeiras.
Relatório e Contas 2021
Demonstrações Financeiras Individuais
e Notas Anexas em 31 de dezembro de 2021
(montantes expressos em Euros)
245
8.1.Pagamentos de investimentos em subsidiárias e associadas
Durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2021 e 2020 a Empresa efetuou pagamentos relativos a
investimentos em subsidiárias e associadas que se detalham como segue:
31.12.2021
31.12.2020
Constituição de prestações acessórias Expeliarmus
50 000
Aquisição Fisio Share
Adiantamento por conta de aumento de capital
Expeliarmus
50 000
9.Outros investimentos
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020 o valor de “Outros Investimentos” e correspondentes perdas por imparidade
podem ser detalhados como segue:
31.12.2021
31.12.2020
Valor bruto
Saldo inicial
4 967 633
4 445 498
Aumentos
522 135
Saldo Final
4 967 633
4 967 633
Perdas por imparidade acumuladas (Nota 23)
Saldo inicial
(4 967 633)
(4 445 498)
Aumentos
(522 135)
Saldo Final
(4 967 633)
(4 967 633)
Valor líquido
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020 a Empresa tinha um investimento na sociedade CEV, S.A. de 22,52%. Esta
participada tem como atividade o desenvolvimento e respetiva proteção intelectual, produção e comercialização de
fungicidas orgânicos para a agricultura. Esta participada não é cotada e a Empresa não detém influência
significativa, sobre a referida participação atendendo, nomeadamente, a que:
Não tem representação na Comissão Executiva da Participada;
Não tem poder para participar na definição de políticas operacionais e financeiras;
Não apresenta transações materiais com a Participada;
Não contribui para a Participada com informação técnica.
Face ao acima, é entendimento da Empresa que, não tendo deste modo influência nos órgãos de governo da
sociedade, entendeu relevar a referida participação como outro investimento e não como associada.
A aferição da existência ou não de indícios de imparidade nos investimentos em outros investimentos tem em
consideração entre outros, os indicadores financeiros das Empresas, os seus resultados operacionais e a sua
rentabilidade para o acionista, nomeadamente tendo em conta a capacidade de distribuição de dividendos.
Relatório e Contas 2021
Demonstrações Financeiras Individuais
e Notas Anexas em 31 de dezembro de 2021
(montantes expressos em Euros)
246
9.1.Pagamentos de outros investimentos
Durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2021 e 2020 a Empresa efetuou pagamentos relativos a outros
investimentos que se detalham como segue:
31.12.2021
31.12.2020
Suprimentos concedidos CEV
522 135
522 135
10.CLIENTES
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020, o montante registado na rubrica de clientes corresponde essencialmente a
montantes faturados relativos a fees de gestão (Nota 24).
À data da demonstração da posição financeira, não existem contas a receber vencidas e não foram registadas
quaisquer perdas por imparidade, dado não existirem indicações que os clientes não cumpram as suas obrigações.
11.ESTADO E OUTROS ENTES PÚBLICOS
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020, esta rubrica tinha a seguinte composição:
31.12.2021
31.12.2020
Saldos devedores:
Imposto sobre o rendimento
Total imposto sobre o rendimento
31.12.2021
31.12.2020
Saldos credores:
Imposto sobre o rendimento
2 547 460
296 507
Total imposto sobre o rendimento
2 547 460
296 507
Imposto sobre o Valor Acrescentado
132 748
70 892
Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares
29 372
13 705
Contribuições para a Segurança Social
27 267
19 165
Total outros impostos (Nota 17)
189 387
103 762
Relatório e Contas 2021
Demonstrações Financeiras Individuais
e Notas Anexas em 31 de dezembro de 2021
(montantes expressos em Euros)
247
12.OUTRAS DÍVIDAS DE TERCEIROS
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020, esta rubrica tinha a seguinte composição:
31.12.2021
31.12.2020
Ativos não correntes
Contas a receber da alienação de investimentos financeiros
187 833
Ativos correntes
Contas a receber de empresas do Grupo (Nota 24)
3 524 740
1 615 617
Contas a receber da alienação de investimentos financeiros
187 832
187 832
Outros
5 676
5 313
3 718 248
1 808 762
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020, a rubrica “Contas a receber de empresas do Grupo” inclui montantes a receber
de subsidiárias relativos a imposto do exercício apurado individualmente pelas empresas tributadas de acordo com
o “RETGS” – Regime Especial de Tributação de Grupos de Sociedades.
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020 o valor de “Contas a receber da alienação de investimentos financeiros” resulta
da alienação das sociedades Base M – Investimentos e Serviços S.A. e Base Holding SGPS, S.A..
13.CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020, o detalhe da rubrica “Caixa e equivalentes de caixa” incluída na demonstração
da posição financeira era como segue:
31.12.2021
31.12.2020
Depósitos bancários imediatamente mobilizáveis
36 218 530
31 026 270
36 218 530
31 026 270
14.CAPITAL SOCIAL E RESERVAS
14.1.Capital social
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020, o capital da Empresa encontra-se totalmente subscrito e realizado e era
representado por 25.641.459 ações nominativas de valor nominal unitário de 1 Euro.
14.2.Reservas
Reserva legal
A legislação comercial Portuguesa estabelece que pelo menos 5% do resultado líquido anual tem que ser destinado
ao reforço da “reserva legal” até que esta represente pelo menos 20% do capital social. Esta reserva não é
distribuível, a não ser em caso de liquidação da Empresa, mas pode ser utilizada para absorver prejuízos, depois de
esgotadas todas as outras reservas, e para incorporação no capital.
Em 2021 e 2020 a Empresa não transferiu nenhum montante para esta rubrica uma vez que esta já representava
20% do capital social.
Relatório e Contas 2021
Demonstrações Financeiras Individuais
e Notas Anexas em 31 de dezembro de 2021
(montantes expressos em Euros)
248
Outras reservas
Em Assembleia Geral realizada a 30 de abril de 2021 foi deliberada por unanimidade a distribuição de dividendos
ilíquidos de 0,60 Euros por ação, totalizando o montante de 15.384.875 Euros.
Em Assembleia Geral realizada a 30 de abril de 2020 foi deliberada por unanimidade que o resultado líquido
individual de 2019, no montante de 11.986.554 Euros, fosse integralmente transferido para Reservas livres.
15.EMPRÉSTIMOS BANCÁRIOS
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020, o detalhe das rubricas “Empréstimos bancários” é como segue:
31.12.2021
31.12.2020
Corrente
Não corrente
Corrente
Não corrente
Empréstimos bancários
2 000 000
8 000 000
2 000 000
10 000 000
Empréstimos bancários
2 000 000
8 000 000
2 000 000
10 000 000
É do entendimento do Conselho de Administração que o valor contabilístico dos empréstimos não difere
significativamente do seu justo valor, determinado com base na metodologia dos fluxos de caixa descontados.
O valor nominal dos empréstimos bancários registados no passivo tem o seguinte plano de reembolso:
2021
2020
Ano de
Reembolso
Montante
Juros
Estimados 1
Ano de
Reembolso
Montante
Juros
Estimados 1
Corrente
Corrente
2022
2 000 000
138 750
2021
2 000 000
168 750
Não Corrente
Não Corrente
2022
2 000 000
138 750
2023
2 000 000
108 750
2023
2 000 000
108 750
2024
2 000 000
78 750
2024
2 000 000
78 750
2025
2 000 000
48 750
2025
2 000 000
48 750
2026
2 000 000
18 750
2026
2 000 000
18 750
2027
2027
8 000 000
255 000
10 000 000
393 750
10 000 000
393 750
12 000 000
562 500
1Juros estimados de acordo com as condições contratuais definidas, assumindo as condições de mercado
verificadas no exercício de 2021 e 2020.
Durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2021 e 2020 este empréstimo venceu juros a taxas normais de
mercado em função da natureza e prazo do crédito obtido.
Durante os exercícios findos em 31 de dezembro de 2021 e 2020 o Grupo não entrou em incumprimento em
qualquer empréstimo obtido.
Relatório e Contas 2021
Demonstrações Financeiras Individuais
e Notas Anexas em 31 de dezembro de 2021
(montantes expressos em Euros)
249
16.FORNECEDORES
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020 a rubrica de fornecedores apresenta valores a liquidar num prazo não superior
a 90 dias, resultantes de aquisições decorrentes da atividade normal da Empresa.
17.OUTRAS DÍVIDAS A TERCEIROS
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020, a rubrica “Outros credores” tinha a seguinte composição:
31.12.2021
31.12.2020
Contas a pagar empresas do Grupo (Nota 24)
30 355
171 503
Contas a pagar por investimentos financeiros
17 500
17 500
Contas a pagar ao Estado e outros entes públicos (Nota 11)
189 387
103 762
Outras dívidas
7 359 772
1 055
7 597 014
293 820
Em 31 de dezembro de 2021 a rúbrica "Outras Dívidas" incluem conta a pagar relacionada com a aquisição da
participação da Socitrel - Sociedade Industrial de Trefilaria, S.A ocorrida no exercício de 2021 (Nota 8).
18.OUTROS PASSIVOS CORRENTES
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020, a rubrica “Outros passivos correntes” tinha a seguinte composição:
31.12.2021
31.12.2020
Remunerações a liquidar e prémios
91 373
90 322
Outros
100 000
5 200
191 373
95 522
19.PRESTAÇÕES DE SERVIÇOS
O montante relativo a prestações de serviços corresponde a valores faturados por serviços administrativo-
financeiros prestados a empresas em Portugal (Nota 24).
20.RESULTADOS RELATIVOS A INVESTIMENTOS
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020, a rubrica “Resultados relativos a investimentos” inclui os dividendos atribuídos
pela participada Ramada Aços, S.A. (Nota 24).
Relatório e Contas 2021
Demonstrações Financeiras Individuais
e Notas Anexas em 31 de dezembro de 2021
(montantes expressos em Euros)
250
21.FORNECIMENTOS E SERVIÇOS EXTERNOS
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020, a rubrica “Fornecimentos e serviços externos” tinha a seguinte composição:
31.12.2021
31.12.2020
Trabalhos especializados
559 219
310 116
Honorários
17 717
17 291
Deslocações e estadas
34 148
29 890
Rendas e alugueres
8 987
13 170
Conservação e reparação
21 078
18 595
Outros serviços diversos
149 438
118 866
790 587
507 928
22.GASTOS COM PESSOAL
Em 31 de dezembro de 2021 e 2020, a rubrica “Custos com pessoal” tinha a seguinte composição:
31.12.2021
31.12.2020
Remunerações
620 326
559 254
Encargos sobre remunerações
142 990
132 877
Encargos suportados com seguros
4 456
4 357
Custos de ação social
9 618
40 438
Outros gastos com pessoal
110 660
98 689
888 050
835 615
À data de 31 de dezembro de 2021 o número de colaboradores ao serviço da Ramada Investimentos e Indústria,
S.A. era 20 (22 em 31 de dezembro de 2020).
Relatório e Contas 2021
Demonstrações Financeiras Individuais
e Notas Anexas em 31 de dezembro de 2021
(montantes expressos em Euros)
251
23.PROVISÕES E PERDAS POR IMPARIDADE ACUMULADAS
O movimento verificado nas provisões e perdas por imparidade nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2021 e
2020 pode ser detalhado como segue:
2021
Provisões
Perdas por
imparidade em
investimentos
Total
(Nota 9)
Saldo inicial
4 967 633
4 967 633
Constituições
Reversões
Saldo final
4 967 633
4 967 633
2020
Provisões
Perdas por
imparidade em
investimentos
Total
(Nota 9)
Saldo inicial
4 445 498
4 445 498
Constituições
522 135
522 135
Reversões
Saldo final
4 967 633
4 967 633
É entendimento do Conselho de Administração, baseado nos seus assessores legais e fiscais, que a 31 de
dezembro de 2021 não existem ativos ou passivos materiais associados a contingências fiscais prováveis ou
possíveis que não estejam a ser alvo de reconhecimento ou divulgação nas demonstrações financeiras em 31 de
dezembro de 2021.
24.ENTIDADES RELACIONADAS
Os saldos com entidades relacionadas podem ser detalhados como segue:
31 de dezembro de 2021
Contas a receber
Contas a pagar
Empresa do Grupo
Clientes (Nota 10)
Outras dívidas de
terceiros
(Nota 12)
Fornecedores
(Nota 16)
Outras dívidas a
terceiros (Nota 17)
Empresas subsidiárias
507 291
3 524 740
11 073
7 313 578
31 de dezembro de 2020
Contas a receber
Contas a pagar
Empresa do Grupo
Clientes (Nota 10)
Outras dívidas de
terceiros
(Nota 12)
Fornecedores
(Nota 16)
Outras dívidas a
terceiros (Nota 17)
Empresas subsidiárias
247 598
1 615 617
1 419
171 503
Relatório e Contas 2021
Demonstrações Financeiras Individuais
e Notas Anexas em 31 de dezembro de 2021
(montantes expressos em Euros)
252
As transações ocorridas nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2021 e 2020 podem ser apresentadas como
segue:
2021
2020
Empresa do Grupo
Prestações de
serviços
(Nota 19)
Fornecimentos
e Serviços
Externos
Resultados
relativos a
investimentos
(Nota 20)
Prestações de
serviços
(Nota 19)
Fornecimentos
e Serviços
Externos
Resultados
relativos a
investimentos
(Nota 20)
Empresas subsidiárias
Ramada Aços, S.A.
1 320 000
24 462
10 000 000
1 200 000
7 376
10 000 000
Universal Afir, S.A.
440 000
400 000
F.Ramada II Imobiliária, S.A.
440 000
20 031
400 000
22 303
2 200 000
44 493
10 000 000
2 000 000
29 679
10 000 000
Para além das entidades acima referidas, consideram-se “Empresas associadas” e “Outras partes relacionadas”
todas as partes relacionadas identificadas como tal pelos Grupos Ramada Investimentos, Altri e Cofina, conforme
descrito e detalhado na informação pública consolidada disponível destas entidades.
Remuneração do Conselho de Administração
As compensações atribuídas aos gestores chave, que, dado o modelo de governação do Grupo, correspondem aos
membros do Conselho de Administração, durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2021 ascenderam a
551.000 Euros e referem-se unicamente a remunerações fixas.
25.IMPOSTOS SOBRE O RENDIMENTO
De acordo com a legislação em vigor em Portugal, as declarações fiscais estão sujeitas a revisão e correção por
parte das autoridades fiscais durante um período de quatro anos (cinco anos para a Segurança Social), exceto
quando tenham ocorrido prejuízos fiscais, tenham sido concedidos benefícios fiscais, ou estejam em curso
inspeções, reclamações ou impugnações, casos estes em que, dependendo das circunstâncias, os prazos são
alargados ou suspensos. Deste modo, as declarações fiscais da Empresa dos anos de 2017 a 2021 poderão vir
ainda a ser sujeitas a revisão.
O Conselho de Administração da Empresa entende que eventuais correções resultantes de revisões/inspeções por
parte das autoridades fiscais àquelas declarações de impostos não terão um efeito significativo nas demonstrações
financeiras em 31 de dezembro de 2021 e 2020.
A Ramada Investimentos encabeça um grupo de empresas (Grupo Ramada Investimentos) que são tributadas de
acordo com o Regime Especial de Tributação dos Grupos de Sociedades (“RETGS”).
Relatório e Contas 2021
Demonstrações Financeiras Individuais
e Notas Anexas em 31 de dezembro de 2021
(montantes expressos em Euros)
253
A reconciliação do resultado antes de imposto para o imposto do exercício, é como segue:
31.12.2021
31.12.2020
Resultado antes de impostos
10 210 305
9 753 419
Taxa de imposto
21%
21%
2 144 164
2 048 218
Derrama
311
462
Tributação autónoma
17 621
17 892
Eliminação da dupla tributação económica dos dividendos recebidos
(2 100 000)
(2 100 000)
Outros efeitos
(19 551)
125 621
Imposto sobre o rendimento
42 545
92 192
26.RESULTADOS POR AÇÃO
Os resultados por ação foram calculados em função dos seguintes montantes:
31.12.2021
31.12.2020
Resultado para efeito do cálculo do resultado líquido por ação básico e diluído
10 167 760
9 661 225
Número médio ponderado de ações para efeito de cálculo do resultado líquido
por ação
25 641 459
25 641 459
Resultado por ação
Básico
0,40
0,38
Diluído
0,40
0,38
Relatório e Contas 2021
Demonstrações Financeiras Individuais
e Notas Anexas em 31 de dezembro de 2021
(montantes expressos em Euros)
254
27.EVENTOS SUBSEQUENTES
Importa referir a invasão da Ucrânia pela Federação Russa, que para além da terrível devastação causada com a
perda de vidas e da crise humanitária sobreveniente na região, está a ter um impacto económico a nível mundial,
nomeadamente no aumento significativo nos preços da eletricidade e do gás natural. A indústria de aços europeia
está muito dependente de matérias-primas/sub-produtos produzidos na Rússia e Ucrânia, havendo uma grande
probabilidade desses fornecimentos não acontecerem no ano de 2022. O contínuo aumento do preço da sucata e
da energia está a levar a aumentos de preços históricos em todo o tipo de aços, que terá como consequência
efeitos adversos na procura destes produtos.
Também se dá nota do esforço das economias europeias para albergar os refugiados e o apoio prestado pelas
nações democráticas ao povo ucraniano. A guerra na Ucrânia e as sanções decretadas à Rússia por vários países
Ocidentais deverão contribuir para um agravamento das condicionantes logísticas e inflação generalizada dos
fatores produtivos e de alguns custos variáveis.
A empresa irá continuar a monitorizar os desenvolvimentos e os impactos na sua cadeia de valor, atento ao seu
caminho e objetivos de aumento de produtividade e ganhos de eficiência.
De 31 de dezembro de 2021 até à data de emissão deste relatório, não ocorreram outros factos relevantes que
possam vir a afetar materialmente a posição financeira e os resultados futuros da Empresa.
Relatório e Contas 2021
Demonstrações Financeiras Individuais
e Notas Anexas em 31 de dezembro de 2021
(montantes expressos em Euros)
255
O Contabilista CertificadoO Conselho de Administração
João Manuel Matos Borges de Oliveira – Presidente
Paulo Jorge dos Santos Fernandes
Domingos José Vieira de Matos
Pedro Miguel Matos Borges de Oliveira
Ana Rebelo de Carvalho Menéres de Mendonça
Laurentina da Silva Martins
Relatório e Contas 2021
Demonstrações Financeiras Individuais
e Notas Anexas em 31 de dezembro de 2021
(montantes expressos em Euros)
256
RELATÓRIO E PARECER DO CONSELHO FISCAL
Aos Acionistas da
RAMADA INVESTIMENTOS E INDÚSTRIA, S.A.
Em conformidade com a legislação em vigor e com o mandato que nos foi confiado,
submetemos à vossa apreciação o Relatório e Parecer do Conselho Fiscal sobre o Relatório de
Gestão e restantes documentos de prestação de contas individuais e consolidadas da
RAMADA INVESTIMENTOS E INDÚSTRIA, S.A. (“Sociedade”), relativos ao exercício findo em
31 de dezembro de 2021, os quais são da responsabilidade do Conselho de Administração.
1.Relatório sobre a atividade desenvolvida
Ao longo do exercício em apreço, nos termos da sua competência legal e de acordo  com o
estabelecido no Regulamento do Conselho Fiscal, o Conselho Fiscal acompanhou
regularmente a evolução da atividade da Sociedade e das suas participadas, analisou com a
extensão aconselhável a atividade  do Conselho de Administração e respetivas comissões,
nomeadamente a evolução dos negócios, a qualidade do processo de preparação e divulgação 
da informação financeira, das políticas contabilísticas e dos critérios de mensuração, e
acompanhou a regularidade dos registos contabilísticos, o cumprimento do normativo legal e
estatutário em vigor e a eficácia e integridade dos sistemas de gestão de riscos e de controlo
interno, efetuou reuniões, presenciais ou por via telemática, com a periodicidade e extensão
que considerou adequadas, tendo reunido no ano de 2021 oito vezes, em que, de acordo com
a natureza dos assuntos a tratar, contou com a presença de outros membros de órgãos ou
direções da Sociedade, tais como membros do Conselho de Administração da Sociedade, e
obtido da Administração e dos Serviços da Sociedade e das suas participadas as informações
e esclarecimentos solicitados.
O Conselho Fiscal desenvolveu as suas competências e interrelações com os demais órgãos
sociais e serviços da sociedade de acordo com os princípios e as condutas recomendadas nos
dispositivos legais e recomendatórios, não tendo recebido do revisor oficial de contas qualquer
reporte relativo a irregularidades ou dificuldades no exercício das respetivas funções.  Em
particular, no âmbito das suas competências, o Conselho Fiscal obteve do Conselho de
Administração as informações necessárias ao exercício da respetiva atividade de fiscalização e
procedeu às interações necessárias ao cumprimento das competências elencadas na lei e no
Regulamento do Conselho Fiscal.
Em cumprimento do art.º 29.º- S, n.º 1, do Código dos Valores Mobiliários, na versão
introduzida pela Lei n.º 99-A/2021, de 31 de dezembro, na sua reunião de 18 de novembro de
2020 o Conselho Fiscal emitiu parecer prévio vinculativo relativamente à revisão da política
interna em matéria de transações com partes relacionadas, política essa que foi aprovada pelo
Conselho de Administração em 24 de novembro de 2020. No decurso do exercício, as
transações com partes relacionadas ou acionistas qualificados enquadraram-se na atividade
corrente da Sociedade, foram realizadas em condições de mercado, cumprindo os requisitos
legais e regulamentares aplicáveis, não tendo sido identificada a presença de conflitos de
interesses.
No exercício das suas competências, o Conselho Fiscal reuniu regularmente com os
representantes da Sociedade de Revisores Oficiais de Contas, no sentido de acompanhar os
trabalhos de auditoria efetuados e tomar conhecimento das respetivas conclusões, para além
de avaliar a sua independência. Nesta sede o Conselho Fiscal analisou ainda as propostas que
lhe foram presentes para prestação de serviços distintos de auditoria por aquela Sociedade de
Revisores Oficiais de Contas (“SROC”) tendo-as aprovado, desde logo por respeitarem a
serviços permitidos, não afetarem a independência da respetiva SROC e cumprirem os demais
requisitos legais.
No âmbito das suas atribuições, o Conselho Fiscal examinou o Relatório de Gestão, incluindo o
Relatório de Governo da Sociedade e os demais documentos de prestação de contas
individuais e consolidadas, designadamente as Demonstrações Individuais e Consolidadas da
Posição Financeira, dos Resultados, do Rendimento Integral, das Alterações no Capital Próprio
e dos Fluxos de Caixa para o exercício findo em 31 de dezembro de 2021 e os
correspondentes Anexos, preparados pelo Conselho de Administração, considerando que a
informação divulgada satisfaz as normas legais em vigor, é apropriada para a compreensão da
posição financeira e dos resultados da sociedade e do universo da consolidação e procedeu
ainda à apreciação da respetiva Certificação Legal das Contas e do Relatório de Auditoria,
emitidos pela Sociedade de Revisores Oficiais de Contas, documentos esses que foram
emitidos com uma opinião não modificada e que merecem o seu acordo.
O Conselho Fiscal mais apreciou o Relatório do Governo da Sociedade e Relatório de
Sustentabilidade (que dá cumprimento ao reporte da informação não financeira), anexos ao
Relatório de Gestão relativo às demonstrações financeiras consolidadas, nos termos e para os
efeitos do n.º 5 do art.º 420º do Código das Sociedades Comerciais, tendo confirmado que o
mesmo contém os elementos referidos no art.º 29ºH do Código dos Valores Mobiliários.
Em reunião de 7 de abril de 2022 o Conselho de Administração da Sociedade aprovou o
relatório e as contas do exercício. O Conselho Fiscal teve ao longo do exercício disponibilidade
de acesso a toda a informação documental ou pessoal que se afigurou adequada ao exercício
da sua ação fiscalizadora.
O Conselho Fiscal analisou ainda o Relatório Adicional ao Órgão de Fiscalização e demais
documentação emitido pelo representante da Deloitte & Associados, SROC S.A., Revisor
Oficial de Contas e Auditor Externo da Sociedade.
2.Declaração de responsabilidade
De acordo com o disposto na alínea c) do número do artigo 29º- G do Código dos Valores
Mobiliários os membros do Conselho Fiscal, declaram que, tanto quanto é do nosso
conhecimento e convicção, os documentos de prestação de contas individuais e consolidados
atrás referidos foram preparados em conformidade com as normas contabilísticas aplicáveis,
dando uma imagem verdadeira e apropriada do ativo e do passivo, da situação financeira e dos
resultados da RAMADA INVESTIMENTOS E INDÚSTRIA, S.A. e do Grupo por ela liderado, e
que o relatório de gestão expõe fielmente a evolução dos negócios, do desempenho e da
posição do Grupo, contendo uma adequada descrição dos principais riscos e incertezas com
que se defronta.
3.Parecer
Em face do exposto, o Conselho Fiscal é de opinião que estão reunidas as condições para que
a Assembleia Geral aprove:
a)O Relatório de Gestão;
b)As demonstrações financeiras individuais e consolidadas e os correspondentes anexos,
relativos ao exercício findo em 31 de dezembro de 2021;
c)A proposta de aplicação dos resultados apresentada pelo Conselho de Administração.
Desejamos manifestar ao Conselho de Administração e aos diversos Serviços da Sociedade e
das empresas participadas o nosso apreço pela colaboração que nos prestaram.
Porto, 7 de abril de 2022
O Conselho Fiscal
___________________________________
Pedro Pessanha
Presidente do Conselho Fiscal
___________________________________
António Pinho
Vogal do Conselho Fiscal
___________________________________
Ana Paula dos Santos Silva e Pinho
Vogal do Conselho Fiscal