Banco Montepio Relatório e Contas 2021 3 ÍNDICE PARTE I RELATÓRIO DE GESTÃO ....................................................................................................................................................................................4 01 GOVERNO SOCIETÁRIO ................................................................................................................................................................................................5 02 2021 EM RESUMO ..........................................................................................................................................................................................................9 DESTAQUES ................................................................................................................................................................................................................10 SÍNTESE DE INDICADORES .......................................................................................................................................................................................11 MARCOS DE 2021 .......................................................................................................................................................................................................12 03 O GRUPO BANCO MONTEPIO ....................................................................................................................................................................................14 QUEM SOMOS .............................................................................................................................................................................................................15 ESTRUTURA DO GRUPO ............................................................................................................................................................................................15 A MARCA BANCO MONTEPIO ....................................................................................................................................................................................17 PESSOAS .....................................................................................................................................................................................................................19 CANAIS, REDES E RELAÇÃO COM O CLIENTE ........................................................................................................................................................24 INOVAÇÃO E QUALIDADE ..........................................................................................................................................................................................27 SEGMENTOS DE NEGÓCIO .......................................................................................................................................................................................28 PARTICULARES...........................................................................................................................................................................................................30 EMPRESAS ..................................................................................................................................................................................................................31 04 ENQUADRAMENTO DA ATIVIDADE ............................................................................................................................................................................40 ECONOMIA ..................................................................................................................................................................................................................41 MERCADOS FINANCEIROS ........................................................................................................................................................................................42 SISTEMA FINANCEIRO ...............................................................................................................................................................................................43 PRINCIPAIS RISCOS E INCERTEZAS PARA 2022 .....................................................................................................................................................44 INFORMAÇÃO SOBRE A COVID-19 E PERSPETIVAS ...............................................................................................................................................46 05 INFORMAÇÃO FINANCEIRA ........................................................................................................................................................................................51 ATIVIDADE POR SEGMENTOS ...................................................................................................................................................................................52 EMPRESAS PARTICIPADAS E ATIVIDADE INTERNACIONAL ..................................................................................................................................54 CAPITAL E LIQUIDEZ ..................................................................................................................................................................................................61 BALANÇO E RESULTADOS ........................................................................................................................................................................................65 FUNDO DE PENSÕES .................................................................................................................................................................................................82 06 RISCO............................................................................................................................................................................................................................84 GESTÃO DOS RISCOS ................................................................................................................................................................................................85 NOTAÇÕES DE RISCO .............................................................................................................................................................................................. 103 07 INFORMAÇÃO NÃO FINANCEIRA .............................................................................................................................................................................. 104 08 INFORMAÇÃO REGULAMENTAR .............................................................................................................................................................................. 137 DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS ............................................................................................................................................. 138 PROPOSTA DE APLICAÇÃO DOS RESULTADOS - BASE INDIVIDUAL .................................................................................................................. 140 MEDIDAS ALTERNATIVAS DE DESEMPENHO ........................................................................................................................................................ 141 GLOSSÁRIO ............................................................................................................................................................................................................... 149 PARTE II DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS, NOTAS EXPLICATIVAS E PARECERES ÀS CONTAS ....................................................................... 153 DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS E NOTAS EXPLICATIVAS EM BASE CONSOLIDADA .......................................................................................... 154 DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS E NOTAS EXPLICATIVAS EM BASE INDIVIDUAL ................................................................................................ 364 DECLARAÇÃO DE CONFORMIDADE DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO .............................................................................................................. 567 RELATÓRIOS E PARECER DO ÓRGÃO DE FISCALIZAÇÃO ......................................................................................................................................... 568 RELATÓRIO DE ATIVIDADE DA COMISSÃO DE AUDITORIA .................................................................................................................................. 569 PARECER DA COMISSÃO DE AUDITORIA............................................................................................................................................................... 596 RESUMO DO RELATÓRIO DE AUTOAVALIAÇÃO (GRUPO) ................................................................................................................................... 599 RESUMO DO RELATÓRIO DE AUTOAVALIAÇÃO (INDIVIDUAL)............................................................................................................................. 605 CERTIFICAÇÃO LEGAL DAS CONTAS CONSOLIDADAS E RELATÓRIO DE AUDITORIA ........................................................................................... 610 CERTIFICAÇÃO LEGAL DAS CONTAS E RELATÓRIO DE AUDITORIA ........................................................................................................................ 623 PARTE III – RELATÓRIO DE GOVERNO SOCIETÁRIO ................................................................................................................................................. 636
PARTE I RELATÓRIO DE GESTÃO
01 GOVERNO SOCIETÁRIO
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 6 GOVERNO SOCIETÁRIO MODELO DE GOVERNO A Caixa Económica Montepio Geral, caixa económica bancária, S.A. (adiante designada por “CEMG” ou “Banco Montepio”), adotou um modelo de governo monista (anglo-saxónico), conforme o disposto na alínea b) do n.º1 do art.º 278.º, art.º 423.º-B e seguintes da Secção III e art.º 446.º-A e seguintes da Secção VII do Código das Sociedades Comerciais, com um Conselho de Administração que inclui a Comissão de Auditoria (eleita em Assembleia Geral de entre os membros não executivos) e um Revisor Oficial de Contas. ÓRGÃOS SOCIAIS E COMISSÕES DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO Em 31 de dezembro de 2021 a composição dos Órgãos Sociais do Banco Montepio para o mandato 2018-2021 era a seguinte: MESA DA ASSEMBLEIA GERAL Presidente António Tavares Secretário Cassiano Calvão CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO Presidente Carlos Tavares Administradores Manuel Ferreira Teixeira Amadeu Paiva Carlos Ferreira Alves José Nunes Pereira Pedro Alves Rui Heitor * Vítor Martins Pedro Leitão Dulce Mota Helena Soares de Moura Jorge Baião ** José Carlos Mateus Leandro Graça Silva Nuno Mota Pinto Pedro Ventaneira * O Administrador Rui Heitor, eleito em 16/03/2018, renunciou ao mandato com efeitos a partir de 10/01/2022. ** Cooptado pelo Conselho de Administração em 18/02/2021, depois de autorizado para o exercício de funções pelo Banco de Portugal.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 7 COMISSÃO DE AUDITORIA Presidente Manuel Ferreira Teixeira Vogais Amadeu Paiva Carlos Ferreira Alves José Nunes Pereira Vítor Martins REVISOR OFICIAL DE CONTAS PricewaterhouseCoopers & Associados – Sociedade de Revisores Oficiais de Contas, Lda., representada por: x José Manuel Henriques Bernardo, inscrito na Ordem dos Revisores Oficiais de Contas sob o n.º 903 e inscrito na CMVM com o n.º 20160522; x Carlos José Figueiredo Rodrigues, inscrito na Ordem dos Revisores Oficiais de Contas sob o n.º 1737 e inscrito na CMVM com o n.º 20161347. O Conselho de Administração tem Comissões internas, compostas apenas por membros não executivos, na maioria com estatuto de independentes, incluindo os respetivos Presidentes, designadamente a Comissão de Riscos, a Comissão de Remunerações, Nomeações e Avaliações, que exerce as funções atribuídas ao Comité de Nomeações e ao Comité de Remunerações previstos no Regime Geral das Instituições de Crédito e Sociedades Financeiras, e a Comissão de Governo Societário, Ética e Sustentabilidade. Em 31 de dezembro de 2021, a composição das Comissões Internas do Conselho de Administração do Banco Montepio era a seguinte: COMISSÃO DE RISCOS Presidente Vítor Martins Vice-Presidente Carlos Ferreira Alves Vogais Amadeu Paiva Manuel Ferreira Teixeira Rui Heitor * COMISSÃO DE REMUNERAÇÕES, NOMEAÇÕES E AVALIAÇÕES Presidente José Nunes Pereira Vogais Amadeu Paiva Carlos Ferreira Alves Vogais Suplentes Manuel Ferreira Teixeira Rui Heitor * * Renunciou ao mandato com efeitos a partir de 10/01/2022.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 8 COMISSÃO DE GOVERNO SOCIETÁRIO, ÉTICA E SUSTENTABILIDADE Presidente Carlos Tavares Vogais Carlos Ferreira Alves José Nunes Pereira Pedro Alves Rui Heitor * * Renunciou ao mandato com efeitos a partir de 10/01/2022. O Conselho de Administração delegou a gestão corrente do Banco Montepio numa Comissão Executiva, com exceção dos poderes relativos às matérias cuja delegação está vedada por lei ou aqueles que estão reservados ao Conselho de Administração nos termos do seu Regulamento. Em 31 de dezembro de 2021 a composição da Comissão Executiva do Banco Montepio era a seguinte: COMISSÃO EXECUTIVA Presidente Pedro Leitão Vice-Presidente Dulce Mota Vogais Helena Soares de Moura Jorge Baião José Sequeira Mateus Leandro Graça Silva Nuno Mota Pinto Pedro Ventaneira
02 2021 EM RESUMO
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 10 2021 EM RESUMO DESTAQUES NEGÓCIO - Crédito performing aumenta 146 milhões de euros face ao final do ano anterior, evidenciando o compromisso do Banco Montepio no apoio às Famílias, às Empresas e às Entidades da Economia Social numa conjuntura ainda marcada pela pandemia. - Contratação de 430 milhões de euros através de linhas criadas pelo Fundo Europeu de Investimento, com o apoio da Garantia do Fundo Pan Europeu (EGF), dos quais 390 milhões de euros utilizados, destacando-se a adesão expressiva à linha de apoio à Economia Social. RESULTADOS - Regresso aos lucros, que atingiram 6,6 milhões de euros no final do ano, uma evolução favorável face a -80,7 milhões de euros registados em 2020, não obstante os custos não recorrentes (14,7 milhões de euros) relacionados com o programa de ajustamento em curso, evidenciando a melhoria do custo do risco e a sustentabilidade do resultado corrente. - Redução dos Custos operacionais em 4,8% excluindo custos não recorrentes, traduzindo os frutos do plano transformacional e de ajustamento, visando da melhoria dos níveis de eficiência. QUALIDADE DOS ATIVOS - Redução do custo do risco de crédito para 0,4%, face a 1,5% registados em 2020, ano que incorporou o impacto excecional da Covid-19 (designadamente por via da componente forward looking da IFRS 9 e moratórias), espelhando a melhoria do perfil de risco decorrente da redução do crédito não produtivo - O rácio NPE 1 diminuiu para 8,0%, registando uma melhoria de 2,4 p.p. em relação a 2020, acompanhado de um reforço dos níveis de cobertura, situando-se em 96,0%, considerando a imparidade e os colaterais associados. - Desalavancagem de ativos não estratégicos com a alienação das participações acionistas detidas nas sociedades Monteiro Aranha, S.A. (10,31% do respetivo capital social), Almina Holding, S.A. (19,0% do capital social), e Montepio Valor - Sociedade Gestora de Organismos de Investimento Coletivo, S.A.. CAPITAL E LIQUIDEZ - Rácio Common equity tier 1 (CET1) de 12,7% e rácio de Capital total de 15,1% (phasing-in), com folga face ao requisito global de capital (OCR) aplicável, incluindo as reservas combinadas. - Incremento do rácio de cobertura de liquidez (LCR) 2 para 264,1% e do rácio de financiamento estável (NSFR) para 125,3% no final de dezembro 2021, significativamente acima dos níveis regulamentares definidos. MORATÓRIAS - Assumindo o seu desígnio, o compromisso social, o Banco Montepio concedeu 32,9 mil moratórias que totalizaram 2,7 mil milhões de euros, consubstanciando um apoio complementar à gestão da liquidez por parte dos agentes económicos para fazer face ao momento conjunturalmente adverso. TRANSIÇÃO DIGITAL - Lançamento da APProva, aplicação de autenticação forte, autónoma dos canais digitais, disponível nas stores – iOS e Android – para download gratuito, evidenciando a aposta do Banco Montepio na inovação, cumprindo a sua missão de prestar o melhor serviço e simplificar a vida dos Clientes. 1 NPE: non performing exposures, conforme definido no Glossário. Considerando a totalidade dos créditos da operação Gerês. 2 LCR: liquidity coverage ratio, conforme definido no Glossário.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 11 SÍNTESE DE INDICADORES 2019 2020 2021 Var. 2021/2020 ATIVIDADE E RESULTADOS (milhões de euros) Ativo líquido 17 740 17 941 19 713 9,9% Crédito performing (bruto) 10 778 11 068 11 214 1,3% Depósitos de clientes 12 642 12 502 12 787 2,3% Resultado líquido 22 (81) 7 >100% SOLVABILIDADE (a) Rácio common equity tier 1 12,4% 11,6% 12,7% 1,1 p.p. Rácio tier 1 12,4% 11,6% 12,7% 1,1 p.p. Rácio capital total 13,9% 13,8% 15,1% 1,3 p.p. Rácio leverage 7,0% 6,0% 5,6% (0,4 p.p.) Ativos ponderados pelo risco (milhões de euros) 10 299 9 577 8 800 (8,1%) RÁCIOS DE LIQUIDEZ Liquidity coverage ratio (LCR) 179,9% 200,7% 264,1% 63,4 p.p. Net stable funding ratio (NSFR) 105,8% 109,8% 125,3% 15,5 p.p. RÁCIOS DE TRANSFORMAÇÃO DE RECURSOS EM CRÉDITO Crédito a clientes líquido / Depósitos de clientes (b) 91,0% 92,6% 91,2% (1,4 p.p.) Crédito a clientes líquido / Recursos de clientes de balanço (c) 82,0% 83,9% 81,0% (2,9 p.p.) QUALIDADE DO CRÉDITO Custo do risco de crédito 0,9% 1,5% 0,4% (1,1 p.p.) Rácio de crédito e juros vencidos há mais de 90 dias 5,6% 5,1% 3,0% (2,1 p.p.) Cobertura do crédito e juros vencidos há mais de 90 dias 113,7% 124,4% 144,4% 20,0 p.p. Rácio NPE (Non-performing exposures (d) / Crédito a clientes bruto) 12,3% 10,4% 8,0% (2,4 p.p.) Cobertura de NPE (d) por Imparidade para crédito em balanço 51,8% 60,4% 53,5% (6,9 p.p.) Cobertura de NPE (d) por Imparidade para crédito em balanço e Colaterais e garantias financeiras associados 87,4% 93,0% 96,0% 3,0 p.p. Rácio Forborne exposures (Forborne exposures (d) / Crédito a clientes bruto) 7,1% 6,6% 5,1% (1,5 p.p.) RENDIBILIDADE E EFICIÊNCIA Produto bancário / Ativo líquido médio (b) 2,5% 2,2% 2,0% (0,2 p.p.) Rendibilidade bruta do ativo (Resultado antes de impostos e interesses minoritários / Ativo líquido médio (b) 0,3% (0,7%) 0,2% 0,9 p.p. Rendibilidade bruta do capital próprio (Resultado antes de impostos e interesses minoritários / Capitais próprios médios) (b) 3,1% (8,8%) 2,4% 11,2 p.p. Cost-to-income (Custos operacionais / Produto bancário) (b) 57,3% 74,0% 69,7% (4,3 p.p.) Cost-to-Income , sem impactos específicos (e) 68,7% 72,5% 69,0% (3,5 p.p.) Custos com pessoal / Produto bancário (b) 35,3% 48,1% 43,3% (4,8 p.p.) COLABORADORES E REDE DE DISTRIBUIÇÃO (Número) Colaboradores Total do Grupo Banco Montepio 3 962 3 721 3 478 (243) Banco Montepio 3 563 3 326 3 121 (205) Balcões Rede Doméstica - Banco Montepio 332 298 261 (37) Dos quais: Balcões de proximidade e conveniência 7 7 7 0 Dos quais: Espaços Empresa BEM 2 7 7 0 Rede Internacional 24 24 20 (4) Finibanco Angola (f) 24 24 20 (4) Escritórios de representação - Banco Montepio 5 5 5 0 (f) Inclui centros de empresas. (e) Exclui resultados de operações financeiras, outros resultados (resultados de alienação de outros ativos e outros resultados de exploração), e o valor relativo ao incremento nos Custos com pessoal e nos Gastos gerais administrativos gerado pelas medidas de ajustamento operacional de 29,5 M€ em 2020 e de 14,7 M€ em 2021. (a) De acordo com a CRD IV / CRR (phasing-in ). Os rácios incluem o resultado líquido acumulado do período. (b) De acordo com a Instrução do Banco de Portugal n.º 16/2004, na versão em vigor. (c) Recursos de clientes de balanço = Depósitos de clientes e Responsabilidades representadas por títulos. Calculado de acordo com as Demonstrações Financeiras anexas a este Relatório. (d) Definição EBA.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 12 MARCOS DE 2021 x Início de exercício de funções de novos membros dos Órgãos Sociais Em conformidade com a autorização concedida pelo Banco de Portugal, Jorge Baião iniciou funções no início de 2021 como Administrador e Membro da Comissão Executiva do Conselho de Administração do Banco Montepio para o período remanescente do mandato 2018-2021, tendo a sua cooptação sido aprovada em reunião do Conselho de Administração de 18 de fevereiro de 2021 e ratificada em Assembleia Geral de 29 de junho de 2021. x Assembleia Geral Anual No dia 29 de junho de 2021, o Banco Montepio realizou a assembleia geral ordinária de acionistas, tendo sido tomadas as seguintes deliberações: 1. Relatório de Gestão e Contas do Exercício de 2020 – Aprovado por unanimidade. 2. Afetação de resultados do exercício de 2020 – Aprovado por unanimidade. 3. Apreciação geral da administração e fiscalização da sociedade – Aprovado por unanimidade. 4. Ratificação da cooptação do Administrador Jorge Paulo Almeida e Silva Baião – Aprovado por unanimidade. 5. Relatório de avaliação das Políticas de Remuneração e procedimentos adotados pelo Banco Montepio e Grupo Banco Montepio – Aprovado por unanimidade. 6. Revisão anual da Política de Remunerações dos Membros do Órgão de Administração e de Fiscalização (MOAF) – Aprovado por unanimidade. 7. Revisão anual da Política de Seleção e Avaliação da Adequação dos Membros do Órgão de Administração e de Fiscalização e Titulares de Funções Essenciais – Aprovado por unanimidade. 8. Constituição de reserva especial e constituição de direitos de conversão referentes ao exercício de recuperabilidade dos ativos por impostos diferidos, reportado a 31 de dezembro de 2020 – Aprovado por unanimidade. x Redução de ativos não estratégicos o O Banco Montepio alienou as suas participações acionistas na Monteiro Aranha S.A. e na Almina Holding S.A., com impacto favorável nos rácios de capital, materializando a estratégia do Banco Montepio de contínua redução de ativos não estratégicos, uma das medidas constantes do Plano de Financiamento e Capital; o A participada Montepio Holding SGPS vendeu 100% da participação na Montepio Valor ao Montepio Geral - Associação Mutualista, operação que materializou a estratégia de simplificação da estrutura societária do Grupo Banco Montepio; o O Banco Montepio promoveu, junto do Banco de Cabo Verde, o necessário processo de autorização para a adoção da deliberação de dissolução voluntária e consequente liquidação do Banco Montepio Geral Cabo Verde, a qual se estima que fique concluída no decorrer do exercício de 2022. x Redução de ativos não produtivos e reforço dos rácios de capital o Consolidando a estratégia encetada pelo Conselho de Administração de contínua redução da ponderação do risco nos ativos, redução de ativos não produtivos e reforço dos rácios de capital, realizou-se a operação de titularização de créditos Pelican Finance No.2 no montante de 356,8M€ (cedência de créditos ao consumo) co-originada pelo Banco Montepio e Montepio Crédito. o Foram celebrados contratos de compra e venda relativos a uma carteira de créditos não produtivos (Operação Gerês) de €253M (non-performing loans), sob a forma de venda direta a sociedades de investimento.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 13 x Subida do rating da dívida sénior não garantida para B3 e subida do rating das Obrigações Hipotecárias (Mortgage Covered Bonds), pela agência de notação financeira Moody’s. x Transformação digital o O Banco Montepio foi a primeira instituição financeira a criar e lançar simuladores de Linhas Protocoladas, dirigidos às Empresas e às instituições do setor social, representando mais um passo no processo de transformação digital do Banco; o O Banco Montepio adotou um novo sistema de Autenticação Forte para o reforço da segurança das transações dos Clientes, a app APProva, uma aplicação autónoma e complementar aos Canais Digitais e Meios de Pagamento; o Todo o processo de concessão de crédito pessoal é agora online, multicanal, flexível, disponível para todos os Clientes com adesão ao serviço M24; o Possibilidade de serem aceites instruções de Clientes com Assinatura Digital Qualificada do Cartão de Cidadão ou da Chave Móvel Digital (CMD). x Sustentabilidade e expetativas de supervisão sobre os riscos climáticos e ambientais o Com o foco nas diferentes dimensões da sustentabilidade, de forma a integrar os fatores ESG (Environmental, Social and Governance) nas várias áreas de atuação foram disponibilizadas soluções de tesouraria e financiamento a Entidades da Economia Social e Solidária, o investimento social no âmbito dos Projetos de Impacto e o lançamento de campanha de crédito hipotecário com benefícios para habitações com certificado energético A ou A+; o O Banco Montepio correspondeu à iniciativa do Banco de Portugal de identificação de práticas atuais e áreas onde o progresso é mais necessário, com base nas expectativas de supervisão definidas, e planeou ações que contribuem para realizar tais expetativas, ao encontro do Guia do Banco Central Europeu sobre os riscos climáticos e ambientais, e no âmbito do diálogo de supervisão que passará a integrar estas matérias no segundo trimestre de 2022. x Responsabilidade Social o O Banco Montepio patrocinou, pelo 5.º ano consecutivo, a 11.ª edição do maior concurso de empreendedorismo nacional promovido pela associação Acredita Portugal, uma iniciativa sem fins lucrativos, com mais 10 mil projetos empreendedores todos os anos e um total de 100 mil projetos apoiados; o O Pirilampo Mágico volta a voar com o apoio do Banco Montepio, renovando valores e apoiando causas que se empenham em ajudar os outros, selando assim o compromisso de sempre. x Prémios e reconhecimentos o A campanha de crédito pessoal ‘Pouco Pio’ foi distinguida como uma das três mais criativas de 2021 no Festival Clube de Criativos Portugal, vencendo o prémio de criatividade na categoria de publicidade; o O Banco Montepio voltou a receber, pela 12ª vez, a chancela de Superbrand 2021, refletindo os elevados níveis de reputação e avaliação dos Clientes relativamente ao Banco, na qualidade de consumidores dos produtos e serviços; o O Grupo Montepio venceu o Prémio Frota Verde do Ano 2021 - renovou 200 unidades da sua frota automóvel, substituindo-as por viaturas híbridas e elétricas plug-in, e investiu em pontos de carregamento nos parques de estacionamento dos edifícios centrais, alcançando uma redução de emissões de CO2 de 1,5 toneladas e de 25% dos custos anuais, e uma redução dos consumos médios para menos de 4 litros por cada 100 quilómetros; o O Banco Montepio venceu o Prémio Escolha do Consumidor 2022 - De olhos postos na inovação, o Banco Montepio tem vindo a reinventar-se com a ambição de oferecer aos seus Clientes a melhor relação possível com o seu banco, apostando na transformação digital, sem nunca esquecer a importância da proximidade física.
03 O GRUPO BANCO MONTEPIO
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 15 O GRUPO BANCO MONTEPIO QUEM SOMOS O Banco Montepio, fundado em 1844, autorizado por carta régia de Dona Maria II, de 4 de janeiro, como entidade anexa ao Montepio Geral Associação Mutualista é a mais antiga instituição financeira de Portugal. É também único no panorama financeiro nacional pela sua origem e base mutualista e, consequentemente, pela sua vocação de instituição de poupança e de disponibilização de serviços financeiros universais para os Clientes Particulares, em todas as fases da sua vida, bem como para os Clientes do Setor Empresarial e para as Instituições da Economia Social e empreendedores sociais. Ao longo de mais de 177 anos de existência, o Banco Montepio esteve ao lado das Famílias, dos pequenos e médios Empreendedores, das Empresas e da Comunidade. Apoiou ativamente sucessivas gerações de portugueses em muitos momentos críticos, incluindo guerras, crises e revoluções. Fiel à razão de ser da sua existência, mostrou-se sempre capaz de inovar, de crescer e de se expandir, tendo sempre como ideias norteadoras o compromisso com o passado e a sua responsabilidade para com o presente e o futuro de Portugal. Detentor de um legado com quase dois séculos de serviço à comunidade, o Banco Montepio assume o seu lugar na construção de uma sociedade mais justa e sustentada, comprometendo-se a reger a sua atuação pelos mais elevados padrões e condutas de respeito pelos princípios do desenvolvimento sustentável, conforme espelhados na sua Carta de Compromisso Social. ESTRUTURA DO GRUPO Nos termos do Decreto-Lei n.º 190/2015, de 10 de setembro, que aprovou o regime jurídico das Caixas Económicas, a Caixa Económica Montepio Geral passou a ser considerada uma caixa económica bancária, resultando da mesma disposição legal a sua transformação em sociedade anónima. Na sequência deste processo, a sua atual denominação social é Caixa Económica Montepio Geral, caixa económica bancária, S.A., tendo adotado, em 2019, a designação comercial de Banco Montepio. O Banco Montepio é detentor de um conjunto de participações de capital em entidades que prestam serviços bancários e financeiros e que contribuem com os seus resultados para os fins mutualistas, proporcionando deste modo uma oferta abrangente e diversificada de produtos aos Clientes. O Grupo Banco Montepio é um grupo bancário e financeiro diversificado e alinhado com a sua natureza e finalidade mutualista, que lhe conferem características únicas e um posicionamento singular nos setores de atividade em que atua e na sociedade portuguesa. Em 31 de dezembro de 2021, o Grupo Banco Montepio era composto pelas seguintes entidades: x Consolidação integral: Caixa Económica Montepio Geral, caixa económica bancária, S.A.; Montepio Holding, Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A.; Banco Montepio Geral Cabo Verde, Sociedade Unipessoal S.A. – Em Liquidação; Finibanco Angola, S.A.; Montepio Crédito - Instituição Financeira de Crédito, S.A.; Montepio Investimento, S.A. (Banco de Empresas Montepio), e SSAGIncentive – Sociedade de Serviços Auxiliares e Gestão de Imóveis, S.A. x Consolidação por equivalência patrimonial: Montepio Gestão de Activos Imobiliários, ACE; HTA – Hotéis, Turismo e Animação dos Açores, S.A.; Cesource, ACE.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 16 No âmbito da redefinição estratégica das participações internacionais, e com vista a recentrar a abordagem para o mercado africano, o Banco Montepio, continua a desenvolver diligências com vista à desconsolidação do Finibanco Angola, S.A., no qual com referência a 31 de dezembro de 2021 o Grupo detinha o controlo e uma participação efetiva de 80,22%. Por outro lado, considerando o novo enquadramento legal de Cabo Verde e ponderadas todas as opções estratégicas relevantes, o Conselho de Administração do Banco Montepio concluiu pela não promoção das alterações necessárias à adaptação da sua filial Banco Montepio Geral Cabo Verde como um banco de autorização genérica, tendo aprovado o desenvolvimento das iniciativas processuais previstas na Lei tendentes à sua dissolução voluntária e liquidação. No mercado doméstico, no âmbito da simplificação do Grupo, a Caixa Económica Montepio Geral, caixa económica bancária, S.A. vendeu, no dia 30 de dezembro de 2021, a participação detida na Montepio Valor - Sociedade Gestora de Organismos de Investimento Coletivo, S.A., controlada a 100% através da Montepio Holding SGPS, S.A.. Tendo em consideração as deliberações tomadas pelo órgão de administração, visando igualmente a simplificação da estrutura societária do Grupo, bem como o disposto na IFRS 5, as atividades desenvolvidas pelas participadas Banco Montepio Geral Cabo Verde, Sociedade Unipessoal, S.A. – Em Liquidação e Montepio Valor - Sociedade Gestora de Organismos de Investimento Coletivo, S.A. foram consideradas como operações em descontinuação. Em 31 de dezembro de 2021, o perímetro de consolidação do Grupo Banco Montepio inclui outras entidades consolidadas pelo método integral, designadamente: Valor Arrendamento - Fundo de Investimento Imobiliário Fechado; Polaris – Fundo de Investimento Imobiliário Fechado; PEF – Portugal Estates Fund e Carteira Imobiliária – Fundo Especial de Investimento Imobiliário Aberto (FEIIA); Pelican Mortgages No 3; Pelican Mortgages No 4; Aqua Mortgages No 1; Aqua Finance No 4 e Pelican Finance No 2. Serviços complementares e outras participações 100% Atividade Doméstica Atividade Internacional *CEMG 26,0%, Montepio Investimento 1,0% e SSAGIncentive 0,5%. (% de participação no capital) Caixa Económica Montepio Geral, caixa económica bancária, S.A. Finibanco Angola, S.A. Montepio Crédito – Instituição Financeira de Crédito, S.A. Montepio Investimento, S.A. SSAGIncentive – Sociedade de Serviços Auxiliares e Gestão de Imóveis, S.A. Montepio Holding SGPS, S.A. Banco Montepio Geral Cabo Verde, Sociedade Unipessoal, S.A. – Em Liquidação HTA – Hotéis, Turismo e Animação dos Açores, S.A. Montepio Gestão de Activos Imobiliários, ACE 100% 100% 100% 100% 80,22% 27,5%* 20,0% 18,0% Cesource, ACE
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 17 A MARCA BANCO MONTEPIO PRÉMIOS E RECONHECIMENTO Somos Marca N. º1 no Crédito Habitação O Banco Montepio foi eleito pelos portugueses como a “Marca N. º1 na Escolha do Consumidor, na categoria Crédito à Habitação, visto deter a melhor oferta global no panorama financeiro nacional, de acordo com a ConsumerChoice – Centro de Avaliação da Satisfação do Consumidor. Este prémio releva os bons resultados obtidos, com um nível de Satisfação de 81,66% e um nível de Recomendação de 83,06%. Os atributos mais valorizados pelos consumidores foram: “Confiança no Banco”; “Explicação detalhada de produtos”; “Facilidade na entrega de documentos”;” Prazo de crédito flexível” e “Disponibilidade do Gestor para tratar do processo”, relativamente à concorrência. Superbrands 2021 O Banco Montepio voltou a receber, em 2021 e pela 12ª vez, a chancela de Superbrands®. Este reconhecimento reflete o que os Clientes, na qualidade de consumidores dos produtos e serviços, pensam sobre o Banco Montepio e o seu grau de satisfação relativamente à Marca, cuja menção é espontânea e é valorizada a importância de ser Top of Mind e de cinco importantes atributos: proximidade, confiança, afinidade, satisfação e notoriedade, que permitem aferir a relevância das Marcas que os consumidores consideram únicas, em que confiam, com as quais se identificam e que os satisfazem e consideram mais conhecidas. Prémio Frota Verde do Ano O Grupo Montepio foi distinguido com o prémio Frota Verde do Ano pela Fleet Magazine. O reconhecimento acontece na sequência da Associação Mutualista Montepio e o Banco Montepio terem iniciado, em 2019, um processo de substituição do parque automóvel a combustíveis fósseis das várias Empresas do Grupo, por uma frota verde, posicionando-se como o primeiro grupo financeiro português a fazer a descarbonização. Banco Montepio premiado pelo "Reconhecimento de boas práticas em responsabilidade social e sustentabilidade A APEE – Associação Portuguesa de Ética Empresarial distinguiu o Banco Montepio atribuindo uma menção honrosa na categoria “Comunidade”, reconhecendo a implementação de políticas e modelos de boa governação durante o ano de 2021 que criam valor para os seus Stakeholders e que contribuem ativamente para o desenvolvimento sustentável. PROTEÇÃO E REFORÇO DA REPUTAÇÃO DE MARCA De acordo com o estudo realizado pela consultora Scopen, que tem como objetivo a monitorização dos principais KPIs de Equity das marcas e estimar o seu impacto na Eficácia da Comunicação, o Banco Montepio preservou e reforçou uma imagem forte em 2021, tendo aumentado a visibilidade da sua Comunicação para 27% em 2021, uma subida de 2 p.p. face a 2020, sobretudo pelo contributo das Campanhas de Crédito Hipotecário “Ninguém Estava à Espera Disto” e de Crédito Pessoal “Pouco Pio”, ambas com Bruno Nogueira como embaixador da Marca. Verificou-se assim um incremento do recall em campanhas e em media positivo, com o mesmo relatório a mostrar que a Marca melhorou a sua Imagem Global em 2021, subindo para um score de 60%, o que indica que 6 em cada 10 Clientes, avaliam a Imagem do Banco de forma muito positiva.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 18 A Imagem Reputacional - que avalia os atributos Confiança; Solidez; Governance; Ética e Transparência – registou em 2021 uma subida de 6pp face ao ano anterior. O indicador Imagem Relevância e Contributo na Banca, também registou uma subida de 4 p.p., mostrando que o Banco está a melhorar a sua imagem em três atributos: Relevância no setor, Contributo para a Sociedade/Responsabilidade Social e Sustentabilidade. A melhoria destes indicadores contribuiu para que o Banco Montepio tivesse aumentado a valorização da Marca para um Brand Impact de 33%, traduzindo uma subida de 2 p.p. face a 2020, mantendo assim a sua trajetória de crescimento positivo. CAMPANHAS Campanha de Crédito Hipotecário “Ninguém Estava à Espera Disto” O Banco Montepio atingiu recordes internos de nova produção de Crédito Habitação e de notoriedade de Marca na sequência da implementação, desde o início de 2021, de uma estratégia baseada na diferenciação e no Cliente. O Banco Montepio é, tradicional e historicamente, uma referência na concessão de Crédito Habitação no panorama financeiro português, e continua a marcar a diferença ao devolver 1% do valor do crédito hipotecário contratado num cartão pré-pago para usar na Worten, aumentando para 1,1% para casas com certificado energético de A e A+, reforçando as medidas para promover a sustentabilidade ambiental. A campanha multimeios “Ninguém estava à espera disto”, com Bruno Nogueira como embaixador de Marca, chegou a mais de quatro milhões de portugueses e obteve, de acordo com dados do estudo Brand Score, a melhor recordação de campanhas do Banco dos últimos dez anos, tendo arrecadado três prémios de criatividade e contribuído para níveis recorde de negócio e atratividade de novos Clientes. Campanha de Crédito Pessoal “Pouco Pio” com Bruno Nogueira A campanha de crédito pessoal ‘Pouco Pio’, com Bruno Nogueira e uma criatividade improvável, reforça o posicionamento do Banco Montepio como parceiro que apoia os Clientes na realização dos seus projetos, quaisquer que sejam, sem muitas perguntas e de forma responsável. A campanha centrou-se na comunicação da oferta de Crédito Pessoal, apoiada numa funcionalidade multicanal, flexível, simples, rápida, online e disponível a qualquer hora, em que qualquer Cliente pode efetuar um pedido de Crédito Pessoal sem necessidade de se deslocar a um balcão. A campanha foi distinguida como uma das três mais criativas de 2021 no Festival Clube de Criativos Portugal. O filme foi premiado na categoria de publicidade.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 19 Campanha Institucional “177 anos passam a voar” A campanha Institucional de aniversário do Banco Montepio, “177 anos passam a voar”, foi assinalada a 24 de março de 2021, para recordar como a sua história se cruza com a do país. Desde 1844, a Instituição passou por monarquias e repúblicas, revoluções tecnológicas e filosóficas, períodos de guerra, de crise e de prosperidade. A campanha assinala ainda a mensagem que, por muitos anos que passem, há coisas que não mudam. O Banco Montepio continua ao serviço das pessoas e das comunidades, cá e além-fronteiras, para juntos voarmos ainda mais alto. Para continuarmos a crescer com os portugueses e com Portugal. Tem sido um voo e tanto! Obrigado a todas e todos os que fizeram e fazem parte do Banco Montepio. Hoje como ontem, o Banco Montepio continuará a olhar para o futuro. Porque há muito mais história por fazer. Campanha de Natal O Banco Montepio apoiou o Pinheiro Bombeiro e juntou-se à Cais Recicla e à Cercica para celebrar um Natal sustentável e solidário. Os balcões e edifícios centrais foram decorados com árvores de Natal Pinheiro Bombeiro. Ao apoiar esta iniciativa, o Banco Montepio contribuiu para uma tripla missão desta causa: dar uma segunda vida a pinheiros que têm de ser retirados do seu ambiente natural; ajudar a manter as florestas limpas e prevenir incêndios; e apoiar os Bombeiros Voluntários Portugueses. O Pinheiro Bombeiro simboliza muito daquilo que é a génese do Banco Montepio: autenticidade, sustentabilidade e solidariedade. NOVOS PROJETOS Linha de Comunicação para a sustentabilidade A sustentabilidade faz parte do Banco Montepio por princípio e desde o princípio. Chama-se compromisso. E o do Banco Montepio é com a sociedade, com o ser humano e com o planeta. Em 177 anos, o Banco Montepio investiu muito na área da Economia Social, mas o impacto na sociedade não é quantificável e o retorno está muito para além dos números. Assim, no sentido de identificar iniciativas, produtos e serviços do Banco Montepio que contribuam pelo menos para uma das dimensões da sustentabilidade – social, económica e ambiental – o Banco criou um selo “Princípio Sustentável” que é construído de linhas que metaforicamente unem a dimensão da terra e a dimensão humana. Linhas que representam as papilas da pele, numa impressão digital única que o Banco Montepio quer deixar no futuro, ao mesmo tempo que reduz o impacto da sua pegada ecológica. PESSOAS Perseverança é a palavra que melhor define o ano de 2021 no plano das Pessoas do Grupo Banco Montepio. Sendo este o segundo ano de pandemia, muitas das iniciativas continuaram a ser ditadas pela necessidade de assegurar a proteção e a segurança das Pessoas, que apelou a novos e continuados desafios e a uma congregação de forças que a manutenção da situação pandémica exigiu, aos quais os Colaboradores do Grupo Banco Montepio souberam responder ade forma muito positiva. Em continuidade do trabalho iniciado em 2020, o Grupo Banco Montepio prosseguiu o processo de ajustamento e redimensionamento do quadro de pessoal, com o objetivo de convergência para indicadores
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 20 de eficiência alinhados com o sector. Visando acordos justos e equilibrados, o Banco Montepio, e com o desígnio de mitigar o impacto no orçamento familiar dos Colaboradores, concedeu, para além de uma compensação majorada, um conjunto de benefícios complementares, nomeadamente Proteção na Saúde, Manutenção das condições dos Créditos, Serviço de Outplacement e Proteção social no desemprego. No final de 2021, o Grupo Banco Montepio apresentava um quadro de pessoal com 3.478 Colaboradores, tendo-se registado uma redução de 6,5% comparativamente ao período homólogo de 2020, justificada, em grande medida, pela implementação do Programa 2020/2021, e em menor dimensão, pela alienação da Montepio Valor em 30 de dezembro de 2021 (31 Colaboradores). A atividade doméstica em 31 de dezembro de 2021 representava 94,1% dos Colaboradores do Grupo Banco Montepio, dos quais 95,4% estavam afetos ao Banco Montepio. Por sua vez, a atividade Internacional, com um peso de 5,9% refere-se, em 31 de dezembro de 2021, exclusivamente ao Finibanco Angola, na sequência do processo de dissolução voluntária e liquidação do Banco Montepio Geral Cabo Verde em 30 de novembro de 2021. A atividade internacional, assinalou, deste modo, uma redução de 18 Colaboradores face a 31 de dezembro de 2020, 2 relativos ao Banco Montepio Geral Cabo Verde e 16 ao Finibanco Angola. EVOLUÇÃO DO QUADRO DE COLABORADORES N.º % N.º % N.º % N.º % Atividade Doméstica (1) (2) 3 724 94,0 3 498 94,0 3 273 94,1 (225) (6,4) Da qual: Banco Montepio (2) (3) 3 563 89,9 3 326 89,4 3 121 89,7 (205) (6,2) Atividade Internacional 238 6,0 223 6,0 205 5,9 (18) (8,1) Banco Montepio Geral Cabo Verde (4) 2 0,1 2 0,1 0 0,0 (2) - Finibanco Angola 236 6,0 221 5,9 205 5,9 (16) (7,2) Total 3 962 100,0 3 721 100,0 3 478 100,0 (243) (6,5) (4) Em 31 de dezembro de 2021 o Banco Montepio Geral Cabo Verde deixou de ter colaboradores na sequencia do processo de dissolução voluntária e liquidação em 30 de novembro de 2021. (3) Inclui Colaboradores dos Escritórios de Representação. (2) O número de Colaboradores em 31 de dezembro de 2020 considera a saída de 25 Colaboradores que acordaram a sua desvinculação dos quadros do Banco Montepio em 2020 e cuja saída se veio a efetivar no início de janeiro de 2021. Var. 2021/2020 2019 2020 2021 (1) A Atividade Doméstica engloba o Banco Montepio, o Montepio Investimento, o Montepio Crédito, e o Montepio Valor, que a partir de 30 de dezembro de 2021 deixou de fazer parte do perímetro de consolidação. Valor % Outras entidades do Grupo Banco Montepio (1) 184 198 166 (32) (16,2) Montepio Crédito 124 133 133 0 0,0 Montepio Valor (2) 36 33 0 (33) - BEM 24 32 33 1 3,1 (2) A partir de 30 de dezembro de 2021 o Montepio Valor deixou de fazer parte do perímetro de consolidação. 2019 2020 2021 2021/2020 (1) Inclui cedências de Colaboradores do Banco Montepio. 3 962 3 721 3 478 2019 2020 2021 Grupo Banco Montepio -6,5% 3 724 3 498 3 273 2019 2020 2021 Atividade doméstica -6,4% 238 223 205 2019 2020 2021 Atividade internacional -8,1%
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 21 A qualificação dos Colaboradores é uma premissa fundamental para um crescimento moderno e sustentado. No Banco Montepio, assiste-se a um incremento do número de Colaboradores com formação superior, verificando-se um aumento do seu peso para 63% em 31 de dezembro de 2021 face a 61% em 2020. Esta evolução é também consequência da saída de Colaboradores com ensino menos qualificado e em contrapartida das admissões com níveis académicos superiores. A distribuição por género dos Colaboradores do Banco Montepio no final do ano de 2021 evidencia paridade tendencial entre sexos, em que 51% pertencem ao sexo masculino (52% em 2020) e 49% ao sexo feminino (48% em 2020). Relativamente à estrutura etária, assinalou-se um aumento de Colaboradores com idade igual ou superior a 40 anos, de 84% em 2020 para 86% em 2021. DISTRIBUIÇÃO DOS COLABORADORES DO BANCO MONTEPIO No capítulo 7, relativo à informação não financeira, é abordado com maior detalhe a gestão integrada do capital humano no Banco Montepio, que, desde a sua génese, atende aos princípios sociais e de sustentabilidade. FORMAÇÃO, DESENVOLVIMENTO E GESTÃO DO TALENTO Não obstante a singularidade do contexto vivido em 2021, o Banco Montepio assegurou a realização de formação e programas de desenvolvimento, com 81.472 participações num total de 84.244 horas de formação e abrangendo 96,4% dos Colaboradores. Indicadores sobre Formação do Banco Montepio Horas de formação 133 921 74 736 84 244 12,7 Número de participantes 3 165 2 943 3 008 2,2 Número de participações 53 796 26 892 81 472 >100 Investimento em formação (mil euros) 545,0 125,2 479,3 >100 Colaboradores abrangidos por formação 88,8% 88,5% 96,4% 8,9 p.p. 2019 2020 2021 Var. 21/20 (%) No que diz respeito aos temas de natureza regulamentar, em 2021, registou-se um total de 56.930 horas de formação, distribuídas pelos seguintes temas: x Prevenção de Branqueamento de Capitais e Financiamento do Terrorismo, com um conjunto de ações diferenciadas: x Regime Geral de Proteção de Dados, com o lançamento de um programa constituído por conteúdos mensais e que se irá estender até 2022; x Cibersegurança, com ações diferentes e lançadas ao longo do ano; 41% 39% 37% 59% 61% 63% 2019 2020 2021 Formação Superior Outra Formação 48% 48% 49% 52% 52% 51% 2019 2020 2021 Feminino Masculino 18% 16% 14% 82% 84% 86% 2019 2020 2021 < 40 anos ≥ 40 anos Tipo de Qualificação (100%) Género (100%) Estrutura Etária (100%)
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 22 x A continuidade da realização de iniciativas, por forma a dar resposta a obrigações legais e a compromissos assumidos com entidades de supervisão, nomeadamente sobre a Comercialização de Crédito Hipotecário, a Formação Contínua sobre a Diretiva dos Mercados e Instrumentos Financeiros II, o Conhecimento da Nota de Euro e o Conhecimento da Moeda Metálica de Euro. Num contexto de desenvolvimento de competências em Banca e Negócios, destaca-se o Programa Montepio Avança dirigido exclusivamente para Colaboradores da Rede de Balcões visando a atualização de conhecimentos técnicos e sobre tendências do setor e a formação sobre procedimentos e políticas internas. Este Programa abrangeu um total de 190 Colaboradores dos vários grupos funcionais da Rede Comercial. No âmbito da Liderança, foram criados 2 programas destinados aos Diretores de 1ª e de 2ª linha, em parceria com Universidades – Programa Liderança de Excelência com a Católica Lisbon Business & Economics e Programa Transforming for a New Tomorrow com o ISEG Executive Education, com o objetivo de reforçar conhecimento e competências das equipas de liderança. Para consolidar a gestão do talento interno, foi criado o Programa Montepio Potencial que identifica o potencial dos Colaboradores do Banco e define as estratégias necessárias ao seu desenvolvimento, para corresponder de forma adequada aos desafios funcionais e organizacionais. O Banco lançou também uma Oferta de Valor constituída por ações formativas em Liderança, Coaching, Comunicação e Gestão de Tempo, abrangendo 126 Colaboradores identificados com potencial a desenvolver. No âmbito da Transformação Digital, houve também uma forte aposta em aquisição e desenvolvimento de conhecimentos em ferramentas tecnológicas e de tratamento de dados, em formato de ações de formação ou webinars. Na área de Employer Branding & Talent Acquisition, salientam-se 2 iniciativas internas realizadas em 2021: o Programa Erasmus, que proporciona aos Colaboradores a oportunidade de visitar outras áreas e Direções, permitindo uma visão mais integrada da Instituição; e a Banca de Ideias, um concurso interno de apresentação de ideias que visa dar oportunidade aos Colaboradores de contribuírem para a transformação digital do Banco. Na vertente de Talent Acquisition, salienta-se a realização do “Programa de Trainees”, com a integração de 20 estagiários, num programa que permite três rotações por áreas distintas, incluindo a área comercial, bem como o programa de Estágios de Verão, com a integração de 10 Estagiários em diversas áreas. Ambas as iniciativas contribuem para a visibilidade do Banco Montepio enquanto entidade empregadora. RECONHECIMENTO DO MÉRITO E BENEFÍCIOS O reconhecimento não se circunscreve ao plano salarial, pelo que a dimensão de valorização de carreira foi dinamizada através do crescimento orgânico, em oportunidades internas, quer na mesma área, quer em outras áreas do Grupo, através da evolução de carreira, mobilidade funcional e geográfica, bem como interEmpresas do Grupo Montepio, onde o Banco Montepio se insere. No plano da oferta de benefícios, o Grupo Montepio distingue-se pela positiva, pela incorporação de um leque alargado de apoios sociais e de iniciativas de cariz pedagógico através dos seus Serviços Sociais, que apesar das limitações impostas pelo contexto pandémico foi possível manter em 2021. No capítulo 7, relativo à informação não financeira, é prestada informação complementar sobre as iniciativas desenvolvidas no âmbito da gestão do talento e de benefícios. PROMOÇÃO DA SAÚDE E BEM-ESTAR A monitorização permanente e o acompanhamento das situações de doença/infeção por Covid-19, bem como a resposta operacional à evolução da pandemia foram o foco privilegiado da atuação da equipa da Saúde, Segurança e Bem Estar dos Colaboradores do Grupo Banco Montepio, de forma a garantir que os locais de trabalho mantinham níveis elevados de segurança e condições para promover o bem-estar físico e psicológico, assim como os níveis de resposta às mais diversas demandas.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 23 Das iniciativas realizadas em 2021, destacam-se a comemoração de todos os dias com efeméride, como o Dia Mundial da Atividade Física, o Dia Mundial da Saúde e o Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho. Foram reativados os apoios de natureza psicológica, por forma a contribuir para o bem-estar global dos Colaboradores e melhorar a resposta às suas necessidades nos planos social e de Bem-Estar, através da intervenção especializada, disponibilizada a todos os Colaboradores, com apoio permanente de aconselhamento psicológico/pessoal personalizado. Foi assegurada a Campanha de Vacinação Antigripal a todos os Colaboradores inscritos, que habitualmente tem um impacto positivo na redução do absentismo. Eventos de Bem-Estar No âmbito das políticas de Saúde e Bem-Estar, a Direção de Gestão de Pessoas do Banco Montepio promoveu duas iniciativas especialmente dedicadas a este tema, com o objetivo de estimular uma cultura de saúde e bem-estar junto dos Colaboradores do Banco. Weekend Bem Estar Os objetivos do Weekend Bem-Estar estão associados às áreas de promoção da saúde física e mental: incentivar e facilitar o desenvolvimento de práticas pessoais e comportamentos saudáveis através de várias atividades, da partilha de conhecimentos e promoção de reflexões para o bem-estar individual. No fim de semana de 24 a 28 de junho de 2021 foram disponibilizados 2 workshops, um sobre Saúde Mental e outro de Alimentação Saudável «Como planear uma semana saudável». Como atividades de Outdoor os Colaboradores tiveram oportunidade de participar em 9 caminhadas diversas em parceria com a Green Trekker. Semana do Bem Estar Em outubro de 2021 realizou-se a 3.ª Edição da Semana do Bem-Estar, que decorreu num formato híbrido e contou com mais de 3.482 participações nas atividades presenciais, online e visualizações, tendo sido organizada por uma equipa multidisciplinar, composta pelas áreas da Saúde e Segurança no Trabalho, da Comunicação e Cultura Organizacional e Serviços Sociais que levou a cabo vários workshops digitais, diversas ações presenciais de Outdoor e Open Day, em vários pontos do país.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 24 CANAIS, REDES E RELAÇÃO COM O CLIENTE CANAIS E REDES Em 31 de dezembro de 2021 o Banco Montepio detinha uma rede de 261 balcões em Portugal, dos quais 7 balcões de proximidade e conveniência e 7 Espaços Empresa do Banco BEM. No âmbito das medidas implementadas pelo Banco Montepio com vista à otimização dos canais de distribuição, foram encerrados 37 balcões da rede doméstica em 2021. As decisões tomadas pelo Banco Montepio procuram garantir o acesso aos serviços bancários, assegurando uma cobertura equilibrada do território nacional. Na atividade internacional, em 31 de dezembro de 2021, a rede de distribuição do Finibanco Angola também diminuiu, totalizando 20 balcões, incluindo 5 centros de Empresas, menos 4 balcões face a 31 de dezembro de 2020. Em 31 de dezembro de 2021, o Banco Montepio mantinha os 5 escritórios de representação (Frankfurt, Genebra, Paris, Newark e Toronto) que asseguram a presença do Banco junto de comunidades residentes no estrangeiro. O Banco Montepio disponibiliza também aos seus Clientes Particulares e às Empresas um conjunto de canais de distribuição de produtos e serviços em comercialização e de relação com o Cliente, designadamente, o Serviço Montepio24 através de telefone, web, sms, app e o canal dedicado Connect24, a rede interna de caixas automáticas Chave24, as máquinas ATM (Automated Teller Machine) e os equipamentos TPA (Terminais de Pagamento Automático). GESTORES DE CLIENTE A rede de gestores de Cliente do Banco Montepio totalizava 474 gestores em 31 de dezembro de 2021, evidenciando uma redução de 25 gestores face a 31 de dezembro de 2020, relacionada com o ajustamento do modelo de distribuição e reorganização da Rede Comercial, procurando atualizar o modelo de serviço e aumentar a eficiência. 14 2 22 4 2 7 3 4 3 4 19 44 24 6 10 57 12 8 11 5 Balcões* (por distritos e regiões autónomas) FINIBANCO ANGOLA BANCO MG CABO VERDE TORONTO NEWARK FRANKFURT GENEBRA GEN EN EN G G G G G GE E PARIS Escritórios de Representação Luanda (14) Benguela (3) Huambo (1) Lubango (2) * Inclui Espaços Empresa BEM N.º de Balcões e Escritórios de Representação 2019 2020 2021 Rede Doméstica 332 298 261 Dos quais: Balcões de proximidade 7 7 7 Dos quais: Espaços Empresa BEM 2 7 7 Rede Internacional 24 24 20 Finibanco Angola (a) 24 24 20 Escritórios de Representação 5 5 5 (a) Inclui Centros de Empresas.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 25 Em 31 de dezembro de 2021 a distribuição dos gestores por segmento contemplava 176 gestores afetos a Pequenos Negócios, 49 a Pequenas e Médias Empresas com volume de negócios (VN) inferior a 20 milhões de euros, 40 a Institucionais e Economia Social e 30 a Grandes Empresas (com VN igual ou superior a 20 milhões de euros). O Banco Montepio continua a oferecer um serviço personalizado e de proximidade com o Cliente, fatores que o caracterizam. N.º de Gestores por Segmento Valor % Banca de Retalho 428 428 404 (24) (5,6) Particulares 200 184 179 (5) (2,7) Pequenos Negócios 183 191 176 (15) (7,9) Empresas a) 45 53 49 (4) (7,5) Economia Social 29 38 40 2 5,3 Institucionais e Economia Social b) 29 38 40 2 5,3 Banca de Empresas 34 33 30 (3) (9,1) Empresas c) 34 33 30 (3) (9,1) Total de gestores 491 499 474 (25) (5,0) a) Volume de negócios inferior a 20 milhões de euros. b) Inclui os gestores de M icrocrédito. c) Volume de negócios igual ou superior a 20 milhões de euros. Nota: Não considera gestores de acompanhamento preventivo de crédito. 2019 2020 2021 Var. 2021/2020 MONTEPIO 24 O Serviço Montepio24 corresponde a uma plataforma multicanal que integra os canais à distância, tendo registado no final de 2021 um aumento de 8,7% no número de Clientes ativos comparativamente a 31 de dezembro de 2020, totalizando 426.327 utilizadores: 366.877 no segmento de Particulares (+9,6%) e 65.450 no segmento de Empresas (+4,2%). No Connect24, canal dedicado onde o Cliente pode autenticar-se e autorizar o acesso a informações e operações bancárias quando solicitadas por entidades certificadas, registou-se um aumento nas operações provenientes de Third Party Providers (TPP)/Bancos (+31%) face ao final de 2020. Ainda sob influência do contexto pandémico, a importância dos meios digitais continua muito presente, refletindo-se no crescimento do número de adesões (+15%) face ao ano de 2020 e da frequência de utilização, tendo particular destaque o aumento nos acessos (+9,2%) e no número de transações (+42%) no canal Netmóvel24, em comparação com 2020. AUTOMATED TELLER MACHINES (ATM) O parque de ATM do Banco Montepio no final de dezembro de 2021 totalizava 882 máquinas, das quais 296 encontram-se instaladas em balcões e 586 em locais externos. Em termos líquidos, o número de máquinas apresentou uma redução de 45 unidades, quando comparado com o final de 2020, devido, essencialmente, ao programa interno de otimização do parque de máquinas e ao encerramento de balcões. Perante a redução no número de máquinas ATM face a 2020, a quota de mercado do Banco Montepio fixou-se em 7,1% face a 7,4% em 2020. O parque de máquinas ATM disponíveis no mercado nacional da Rede Global SIBS, totalizou 12.484 unidades, valor que compara com 12.539 em 2020. A rede interna Chave24 totalizou 288 máquinas instaladas no final de dezembro de 2021 (306 em 2020), das quais 239 ATM, 8 Selfcheques e 41 atualizadores de Caderneta.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 26 TERMINAIS DE PAGAMENTO AUTOMÁTICO (TPA) O parque de TPA do Banco Montepio ascendeu a 24.900 terminais instalados valor que compara com 24.340 no final de 2020, representando um aumento de 3,4%. A quota de mercado do Banco Montepio em número de TPA situou-se em 5,9% no final de dezembro de 2021, valor que compara com 6,2% registados em 31 de dezembro de 2020. O parque de TPA disponíveis no mercado nacional da Rede Global SIBS totalizou 436.868 unidades, representando um aumento de 36.157 máquinas (+8,3%) face ao número contabilizado no final de 2020. GESTÃO DE RECLAMAÇÕES A gestão das reclamações é da competência do Gabinete do Cliente e Qualidade, cuja missão é propor e dar cumprimento à Política de Gestão de Reclamações no âmbito do Grupo Banco Montepio, assegurando a receção e tratamento das mesmas, bem como a respetiva resposta ao Reclamante e/ou Entidades de Supervisão. Em 2021 registou-se uma diminuição de 16,8% no número de reclamações apresentadas, em parte influenciada pelo acréscimo registado em 2020, para o qual muito contribuiu a situação de pandemia de Covid-19, tendo-se registado, então, reclamações relacionadas com diversas temáticas, como o crédito, a utilização de canais à distância e o condicionamento do atendimento nos Balcões. As reclamações apresentadas no Livro de Reclamações e no Livro de Reclamações Eletrónico registaram uma redução de 12,1%, enquanto as reclamações apresentadas diretamente junto do Banco de Portugal aumentaram 7,5% face a 2020. Indicadores sobre Reclamações Valor % Total de Reclamações 5 685 6 779 5 641 (1 138) (16,8) Das quais: Banco de Portugal 306 279 300 21 7,5 Livro de Reclamações e Livro de Reclamações Eletrónico 745 970 853 (117) (12,1) Nota: Reclamações referentes ao Banco Montepio. 2019 2020 2021 Var. 2021/2020 Em relação ao prazo de resposta registado em 2021, 58% das novas reclamações foram respondidas num prazo igual ou inferior a 5 dias úteis e 94% até 30 dias úteis. O prazo médio de resposta total situou-se em 9 dias úteis representando uma diminuição de 6 dias úteis face a 2020. No que respeita às reclamações efetuadas junto do Banco de Portugal e através do Livro de Reclamações e do Livro de Reclamações Eletrónico, o prazo médio de resposta foi de 16 e 12 dias úteis, respetivamente. De relevar que, o prazo legal de resposta a estas reclamações é de 20 dias úteis (se apresentadas junto do Banco de Portugal) e 15 dias úteis (se apresentadas no Livro de Reclamações e no Livro de Reclamações Eletrónico). No Banco Montepio, as reclamações são encaradas como uma oportunidade de melhoria da qualidade de serviço prestado, pelo que, o Gabinete do Cliente e Qualidade promove, de forma continuada, recomendações e alertas, no sentido da eliminação das causas das reclamações apresentadas. 58% 37% 5% ≤ 5 dias >5 e ≤ 30 dias > 30 dias Novas Reclamações em 2021 Prazo médio de resposta (dias úteis)
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 27 INOVAÇÃO E QUALIDADE O Banco Montepio, cujo ADN assenta em princípios ESG (Environmental, Social and Governance), tem tido a capacidade de se transformar para responder à evolução da sociedade. No ano de 2021 deu continuidade à automação e reengenharia dos processos, avançou na analítica avançada com o arranque da nova plataforma de dados para suporte a processos data-driven, implementou modelos mais avançados de cibersegurança e acelerou a implementação de modelos de arquitetura cloud native. Ao longo de 2021 o Banco Montepio desenvolveu um conjunto de iniciativas que visam melhorar a experiência dos Clientes e aumentar a sua eficiência e eficácia na interação com o Banco, ao mesmo tempo que contribuem para uma maior sustentabilidade do meio ambiente. Entre essas iniciativas, destacaram-se a migração de Clientes que tinham o correio físico como método de comunicação preferencial para o correio digital, e que permitiu reduzir em 81% o número de comunicações em papel, a descontinuação do cartão matriz (físico) e o desenvolvimento da App APPré-pago para consulta de saldos e movimentos de cartões pré-pagos do Banco, possibilitando aos seus titulares aceder à informação sem necessidade de se descolar a uma Caixa Multibanco. Em 2021, a M.A.R.I.A. (Montepio's Automated Real-time Interaction Assistant) continuou progressivamente a alargar a capacidade de atendimento e a capacidade de compreensão das intenções dos Clientes permitindo uma melhor execução do contacto e possibilitando ao Cliente uma experiência mais empática e personalizada, contribuindo para o aumento gradual da confiança. A M.A.R.I.A. começou por efetuar a ativação de Cartões (débito e crédito), passando rapidamente para a receção de ordens para consultas de saldos e movimentos (contas e cartões), transferências entre contas montepio, transferências interbancárias e transferências imediatas. No final de 2021 a M.A.R.I.A. registou um score de grau de satisfação de serviço ao Cliente de 82%, ligeiramente superior com o observado no final de 2020. O Banco Montepio lançou a APProva, uma nova aplicação de autenticação forte que aumenta ainda mais a segurança nas transações online. Esta aplicação tem a vantagem de ser autónoma dos atuais canais digitais e está disponível nas stores – iOS e Android – para download gratuito. Todos os pagamentos online que peçam autenticação forte têm de ser aprovados através da aplicação APProva, em substituição do SMS 3D Secure. A APProva substitui o uso do Cartão Matriz e do SMS Code, quer para validar as transações no serviço Montepio24, quer para fazer a autenticação neste serviço de 90 em 90 dias. A pensar nas transações que necessitam de duas ou mais autorizações, a APProva está preparada para suportar vários dispositivos e utilizadores. Em maio de 2021, o Banco Montepio lançou uma nova funcionalidade multicanal, flexível, simples e disponível a qualquer hora, para pedido de Crédito Pessoal. No seguimento do Crédito Pessoal 100% online, lançado em 2019, para Clientes elegíveis e até ao montante máximo de 5.500 euros, foi desenvolvida uma nova funcionalidade que permite, de forma rápida e online, que qualquer Cliente possa efetuar um pedido de Crédito Pessoal, de acordo com qualquer finalidade ou montante e obter uma decisão, sem deslocação a um balcão do Banco Montepio. Tratou-se de mais um passo para ajudar a simplificar a vida do Clientes e a sua relação com o Banco Montepio, complementado com o lançamento da campanha multimeios de Crédito Pessoal “pouco pio” que promove o apoio às Famílias na concretização dos seus projetos pessoais, sejam eles quais forem. Em 2021, foram disponibilizados dois simuladores de crédito para Empresas a somar aos dois já disponibilizados na segunda metade de 2020. Deste modo, aos simuladores anteriores - Linha de Apoio à Economia COVID-19 - Micro e Pequenas Empresas (08.2020) e Linha de Apoio Setor Social COVID-19 (11.2020), juntou-se a Linha de Apoio à Economia COVID-19 - Agências de Viagens e Operadores Turísticos (03.2021) e a Linha de Apoio à Economia COVID-19 - Médias e Grandes Empresas do Turismo (05.2021). Tratam-se de simuladores acessíveis a partir do site público do Banco Montepio, disponíveis a Clientes e não Clientes, e constituem fator diferenciador atendendo à inexistência de simuladores idênticos nos demais players do setor bancário. São simuladores de fácil experiência digital que apresentam resumo da linha e
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 28 dispõem de comparador para compreensão do impacto das diversas variáveis no plano de prestações, podendo, os Clientes e não Clientes, no final pedirem um contacto sobre o plano pretendido. Com estes simuladores, o Banco Montepio revelou apoiar socialmente os Clientes e não Clientes num contexto de pandemia de Covid-19, quer por via da proteção individual dos utilizadores que podem explorar pelo site o plano de pagamentos que mais se ajusta à sua realidade, que, de outro modo, teriam de se deslocar a um balcão, quer pelo facto de terem acesso rápido à informação de cada uma das linhas de crédito e dar os primeiros passos no sentido da concretização do pedido de crédito. As linhas disponíveis nestes simuladores são de carácter abrangente, incluindo alguns dos setores mais afetados pela pandemia de Covid-19 para os quais o Estado disponibilizou linhas de apoio com Garantia Mútua, incluindo Micro e Pequenas Empresas, Setor Social, Agências de Viagens e Operadores Turísticos bem como Médias e Grandes Empresas do Turismo, sendo que a linha das Agências de Viagens e Operadores Turísticos, para além das Empresas visou o apoio aos Particulares, uma vez que tinha a finalidade muito específica de restituir os valores pagos por viagens não realizadas ou canceladas aos consumidores finais. SEGMENTOS DE NEGÓCIO O Grupo Banco Montepio desenvolve um conjunto de atividades bancárias e de serviços financeiros com especial enfoque na banca de retalho em Portugal, mas também no exterior. Os segmentos de negócio do Grupo englobam: na atividade doméstica, a Banca Comercial, que compreende a Banca de Retalho, a Economia Social, o Crédito especializado, proporcionado pelo Montepio Crédito e a Banca de Empresas e de Investimento, providenciada pelo Banco de Empresas Montepio, bem como serviços complementares, assegurados através da SSAGIncentive, Sociedade de Serviços Auxiliares e de Gestão de Imóveis, S.A., e; no exterior, a atividade desenvolvida pela subsidiária Finibanco Angola e pelo Banco Montepio Geral Cabo Verde, neste caso até 30 de novembro de 2021, data da sua dissolução voluntária e liquidação. Os segmentos de Clientes-alvo do Grupo compreendem o de Particulares e o de Empresas, com ênfase nas Pequenas e Médias Empresas e middle market, e o da Economia Social. O modelo de negócio do Banco Montepio, focado no Cliente, aposta na melhoria do bem-estar das Famílias, no apoio à Economia Social e na atenção às necessidades das Pequenas e Médias Empresas e assenta em valores de proximidade, confiança, solidez, transparência, tradição, inovação e inclusão. O Banco Montepio disponibiliza um conjunto de produtos bancários e serviços financeiros que incluem toda a oferta inerente à atividade bancária universal, designadamente, a captação de depósitos, a concessão de crédito e serviços financeiros a Empresas e a Particulares, a custódia e, ainda, a comercialização de fundos de investimento e de seguros de vida e não vida.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 29 SEGMENTOS DE NEGÓCIO DO GRUPO BANCO MONTEPIO A atividade internacional tem sido desenvolvida através das subsidiárias Finibanco Angola e pelo Banco Montepio Geral Cabo Verde, que, conforme anteriormente referido se encontra, desde 30 de novembro de 2021, em processo de dissolução voluntária e liquidação, e pelos escritórios de representação. Por sua vez, a participação no Finibanco Angola encontra-se em processo de redução, no âmbito da redefinição estratégica das participações internacionais. Em 31 de dezembro de 2021, as operações em Portugal representavam 98,8% do total do ativo, 99,6% do total de Crédito a clientes (bruto) e 98,9% do total de Recursos de clientes; o Banco Montepio detinha uma rede de 261 balcões em Portugal, servindo 1.316 mil Clientes, dos quais 159 mil Empresas e 1.156 mil Particulares, com quotas de mercado de 5% em Depósitos e em Crédito concedido a clientes. Os Depósitos de clientes do Banco Montepio fixaram-se em 12,8 mil milhões de euros, com os Clientes Particulares a representar 76% deste montante, e o Crédito a clientes bruto atingiu 12,2 mil milhões de euros, repartido por 53% de Clientes Particulares e 47% de Clientes Empresas e Institucionais. Em seguida apresentam-se os principais destaques de 2021 no que respeita à oferta de produtos e serviços financeiros do Grupo Banco Montepio, por segmento de Clientes. Particulares Empresas, com foco nas PME e Middle Market Economia Social Atividade Internacional Finibanco Angola Banco MG Cabo Verde * Banca Comercial Banca de Retalho (Particulares e Empresas) Economia Social Crédito Especializado Banca de Empresas e de Investimento * O Banco Montepio Geral Cabo Verde encontra-se desde 30 de novembro de 2021 em processo de dissolução voluntária e liquidação. 53% 47% Estrutura do Crédito (bruto) 31 de dezembro de 2021 Particulares Empresas e Institucionais 76% 24% Estrutura dos Depósitos 31 de dezembro de 2021 Particulares Empresas e Institucionais
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 30 PARTICULARES A oferta do Banco Montepio para o segmento de Particulares privilegia o incentivo à poupança das Famílias, fiel à sua vocação centenária de instituição de poupança, nomeadamente através da captação e retenção de recursos, disponibilizando depósitos com diferentes características e maturidades, bem como a dinamização de soluções de crédito que vão ao encontro das necessidades e desejos dos Clientes. DEPÓSITOS Em 2021, o Banco Montepio continuou a comercializar o depósito a Prazo Poupança +Rendimento com o objetivo de incentivo à poupança dos Clientes através da captação de novos capitais. O Banco Montepio continuou também a disponibilizar uma oferta única, designada por Conta Cresce, com o objetivo de incentivar a poupança dos segmentos mais jovens (dos 0 aos 17 anos). Adicionalmente, com vista a facilitar a diversificação das aplicações por parte dos Clientes, o Banco Montepio disponibilizou vários Depósitos Estruturados, não mobilizáveis antecipadamente, mas com garantia de capital no vencimento (abrangidos pelo Fundo de Garantia de Depósitos). A remuneração potencial é relacionada com o desempenho dos ativos subjacentes, tais como, ações de Empresas previamente selecionadas (Farmacêuticas, Empresas de IT, entre outras). De destacar, neste âmbito o depósito estruturado “Banco Montepio Sustentabilidade Mar.2021”, com remuneração dependente do desempenho de 3 ações de Empresas internacionais ESG (Environmental, Social and Governance). FUNDOS DE INVESTIMENTO E DE PENSÕES No âmbito da oferta de Fundos de Investimento, o Banco Montepio assegura a distribuição de Fundos de Investimento Mobiliário geridos pela Montepio Gestão de Activos, Sociedade Gestora de Fundos de Investimento, S.A. e de dois Fundos de Investimento Imobiliário, o Fundo Valor Prime e o Fundo VIP, geridos respetivamente pelas Sociedades Gestoras Montepio Valor - Sociedade Gestora de Fundos de Investimento, S.A. e SILVIP - Sociedade Gestora de Fundos de Investimento Imobiliário, S.A. A destacar, no decurso de 2021, as seguintes campanhas promovidas pela Futuro - Sociedade Gestora de Fundos de Pensões, S.A.: x "Com Poupanças tudo parece Low-Cost", e x “Realize os seus Planos”, tendo esta última como principal objetivo incentivar a 1.ª subscrição em PPR por Clientes mais jovens, para além da ótica de investimento para a reforma através de entregas livres ou periódicas em Fundos de Pensões PPR/PPA, cuja subscrição pode ser efetuada, via web, no Serviço Montepio24. Em 2021, o Banco Montepio participou enquanto Entidade Colocadora no âmbito de Ofertas Públicas de Subscrição de Obrigações da FUTEBOL CLUBE DO PORTO – FUTEBOL, SAD, e da SIC – SOCIEDADE INDEPENDENTE DE COMUNICAÇÃO, S.A., disponibilizando aos seus Clientes a possibilidade de subscrição de obrigações de entidades reconhecidas e a diversificação dos seus investimentos. MEIOS DE PAGAMENTO EM 2021 concluiu-se a substituição dos Cartões de Débito motivada pela mudança da rede de utilização do cartão, da rede Visa para a rede Mastercard. Para acompanhar a evolução do mercado e atribuir mais alternativas aos Cientes na utilização do Cartão de Crédito e Pré-Pagos, o Banco Montepio alargou a disponibilização do Serviço Apple Pay a estas tipologias de cartões. Este Serviço permite efetuar pagamentos, tanto em terminais de pagamento automático físicos como virtuais (e-commerce) utilizando a wallet da Apple. Apple Pay é uma tecnologia de pagamento da Apple que permite aos dispositivos desta marca a capacidade de efetuar pagamentos contactless e online (para os comerciantes aderentes), através de uma wallet onde
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 31 podem ser adicionados os cartões de todos os emissores que se tenham adaptado a esta tecnologia. Com isto, pretende-se promover a desmaterialização do cartão e facilitar os pagamentos. SEGUROS No âmbito da Banca-Seguros prevalece a simplificação de serviços e processos, em parceria com as seguradoras do Grupo Montepio, Lusitania, Companhia de Seguros S.A. e Lusitania Vida, Companhia de Seguros, S.A., com vista ao aumento da eficiência e a melhoria da experiência dos Clientes. Em 2021 foram lançados dois novos seguros de proteção, com coberturas mistas, Plano Proteção+ e o Plano Proteção Jovem+. CRÉDITO Prosseguindo o objetivo de se reposicionar como banco especialista no produto Crédito Habitação, e considerando que os fatores relevantes na escolha do crédito à habitação são o preço, o serviço e a relação estabelecida entre o Banco e o Cliente, o Banco Montepio continuou a desenvolver iniciativas com vista à dinamização das soluções de crédito à habitação. O Banco Montepio integra as preocupações ambientais e sociais na sua atuação e em 2021 atingiu novos marcos e integrou de forma mais profunda estas preocupações, sendo de salientar: x Crédito à Habitação Escolha n.°1 do Consumidor O Banco Montepio continuou a marcar a diferença devolvendo 1% em cartão, numa parceria com a Worten, podendo chegar a 1,1% nas casas com certificado energético de A e A+, reforçando as medidas para promover a sustentabilidade ambiental. O Banco Montepio foi eleito pelos portugueses como a “Marca número um na Escolha do Consumidor” na categoria “crédito à habitação” pelo facto de deter a melhor oferta do mercado financeiro nacional, de acordo com a ConsumerChoice – Centro de Avaliação da Satisfação do Consumidor. A iniciativa destaca-se pela sua componente inovadora e solidária, com uma oferta que acrescenta valor e que é tangível, contribuindo para a prossecução da missão maior do Banco Montepio - estar ao lado dos portugueses em todas as fases da sua vida. Com foco total em melhorar a experiência na contratação de um crédito habitação, o Banco Montepio lançou um processo mais simples e mais rápido, que começa com uma jornada totalmente digital, no site do Banco, onde Clientes e não Clientes podem fazer uma simulação, com a possibilidade de emissão de uma carta de aprovação condicionada, na hora, com uma pré-análise do crédito, sem custos e sem papel. x Campanha de Crédito Pessoal O Banco Montepio tem apoiado os Clientes na realização dos seus projetos, de forma responsável e com um elevado critério de análise e gestão de risco. Com uma oferta alicerçada numa funcionalidade multicanal, flexível, simples, rápida, online e disponível a qualquer hora, qualquer Cliente pode efetuar um pedido de Crédito Pessoal sem necessidade de se deslocar a um balcão, num processo 100% digital. De relevar o Crédito Energias Renováveis, uma linha de crédito para apoio na aquisição e instalação de equipamentos que utilizam a energia renovável. EMPRESAS A oferta do Banco Montepio para o segmento de Empresas centra-se na simplificação, consistência e facilidade de utilização enquanto fatores críticos de sucesso para a diferenciação no segmento, através de um modelo de acompanhamento comercial baseado na especialização e dimensão dos Clientes. SOLUÇÕES COMERCIAIS Em 2021 o Banco Montepio reformulou as soluções comerciais E.mpreendedor, E.mpresário, E.xpert e E.Social., oferta integrada de produtos e serviços que visa facilitar a gestão financeira diária e assegura em
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 32 simultâneo a relação e a transacionalidade dos Clientes Empresa, reunindo os produtos e serviços mais utilizados a um preço mais vantajoso do que se fossem adquiridos individualmente. CRÉDITO Em 2021, o Banco Montepio, reconhecendo a excecionalidade da situação e emergência desencadeada pela pandemia de Covid-19, aprovou medidas de caráter extraordinário com vista a apoiar os Particulares e as Empresas no sentido da normalização da sua atividade. Neste âmbito, o Banco Montepio reforçou a sua participação nas iniciativas das entidades públicas orientadas para a dinamização do financiamento às Empresas nas suas diferentes vertentes, destacando-se: x Linha de Crédito Empresas Exportadoras da Indústria e do Turismo Linha de crédito, que se destina a apoiar as Empresas exportadoras do setor da indústria e turismo, com a finalidade de apoiar o emprego e a manutenção de postos de trabalho, como medida de auxílio em apoio da economia, no atual contexto de redução da atividade económica decorrente da pandemia de Covid-19. x Linha de Crédito Empresas Montagem Eventos Linha de crédito que se destina a financiar as necessidades de tesouraria das Empresas que desenvolvam o essencial da sua atividade no fornecimento de serviços e bens específicos para apoio à realização de eventos culturais, festivos, desportivos ou corporativos, com a finalidade de apoiar o emprego e a manutenção de postos de trabalho. • Linha de Crédito para a Descarbonização e Economia Circular Linha de crédito que apoiou as Empresas industriais e do setor do turismo a investir em projetos que melhorem a sua eficiência energética e acelerem o processo de transição para uma economia circular. x Linha de Apoio ao Setor Social COVID-19 Linha de crédito que apoiou as necessidades de tesouraria das Entidades da Economia Social afetadas pela pandemia de COVID-19. • Linha de Crédito Fundo para a Inovação Social (FIS) Linha de crédito que facilitou o acesso ao financiamento bancário e a melhores condições de financiamento das Iniciativas de Inovação e Empreendedorismo Social (IIES). • Linha de Crédito +Impacto Social Linha de crédito, para Entidades da Economia Social (EES) e outras Entidades Sociais sem fins lucrativos, que procurou ajudar as instituições a promover a inclusão social. • Linha de Crédito Social Investe Financiamento no âmbito do programa de apoio à Economia Social e incentivo ao desenvolvimento das atividades de natureza social e solidária das entidades sem fins lucrativos que integram o Setor Social. • Apoio ao Empreendedorismo e à Criação do Próprio Emprego Linha de crédito que apoia a criação do próprio negócio de pequena dimensão com garantia e bonificação da taxa de juro. Adicionalmente, o Banco Montepio celebrou um protocolo com o Banco Europeu de Investimento (BEI), direcionada ao financiamento de empréstimos concedidos a PMEs e MIDCAPs, cujos projetos de investimento decorram em Portugal ou em outros países da União Europeia, em diversos setores de atividade económica (agricultura, indústria e serviços). Assegura ainda o financiamento de necessidades de fundo de maneio de médio e longo prazo.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 33 PROGRAMA FINCRESCE | PME LÍDER 2020 Em 2021 foram atribuídos os Estatutos PME Líder 2020. Este selo de reputação de Empresas criado pelo IAPMEI - Agência para a Competitividade e Inovação, I. P. visa distinguir o mérito das PME nacionais com desempenhos superiores e é atribuído em parceria com o Turismo de Portugal, um conjunto de bancos parceiros e as Sociedades de Garantia Mútua, tendo por base as melhores notações de risco e indicadores económico-financeiros. As Entidades Gestoras do Estatuto PME Líder atribuíram ainda, o Estatuto PME Excelência, a um subconjunto de Empresas com o estatuto PME Líder que mais se destacaram pelo mérito do seu desempenho. SERVIÇOS Terminal de Pagamento Automático (TPA) O Banco Montepio continua a disponibilizar terminais de pagamento automático nas várias modalidades: TPA Fixo, TPA Móvel GPRS e TPA WI-FI. Continua a destacar-se a solução mobile POS inovadora (Touch2Pay) que permite aceitar pagamentos de forma rápida e segura, em qualquer lugar. A oferta é composta por uma APP de pagamento que está disponível para IOS e Android e por um Leitor de Cartões, de dimensões reduzidas, que se liga por Bluetooth e permite efetuar pagamentos com cartão EMV (chip), Banda Magnética e Contactless. Serviço Net Global O Banco Montepio continua a disponibilizar um conjunto ilimitado de transferências via web, telefone e app, para Clientes aderentes ao Serviço Montepio24 Empresas, mediante uma única comissão mensal. Após a ativação, o serviço é válido para todas as Contas à Ordem tituladas pela Empresa. Para as demais funcionalidades (Transferências Urgentes, Transferências SPGT ou Transferências a crédito SEPA+ por Ficheiro XML - pagamentos e cobranças), não englobadas no serviço, é mantido o preçário definido. ECONOMIA SOCIAL No ano de 2021, marcado pela permanência da pandemia de Covid-19, verificaram-se impactos económicos e sociais relevantes a afetarem as Famílias, as Empresas e as Entidades da Economia Social e Solidária (EESS). Ao longo de 2021 o Banco Montepio continuou a acompanhar o Setor Social e a manter o seu papel de relevo enquanto Banco da Economia Social em Portugal. As EESS são acompanhadas pela Direção Comercial da Economia Social e do Setor Publico (DCESSP), uma área complementar à rede de balcões do Banco Montepio, composta por uma equipa experiente de norte a sul do país, com conhecimento especializado do setor, das suas necessidades e distintas vertentes de atuação. Em resultado do trabalho desenvolvido pelas equipas comerciais de Gestores dedicados, o Banco Montepio atingiu em 2021 uma taxa de penetração em Clientes da Economia Social e Solidária (com finalidade social) de 28%, concretizando assim a estratégia de contínuo crescimento da base de Clientes do Setor Social enquanto pilar diferenciador. O Banco Montepio reforçou o seu posicionamento enquanto Banco da Economia Social, apresentando-se como uma das instituições mais significativas e relevantes no âmbito da Economia Social, dada a sua génese de cariz mutualista. O apoio oferecido pelo Banco Montepio às EESS tem sido muito significativo e ganhou especial relevância após a eclosão da pandemia de Covid-19. A quota de mercado de crédito às EESS (Entidades da Economia Social e Solidária) atingiu 15% em dezembro de 2021 em resultado do aumento da carteira de crédito às EESS em 24% comparativamente ao período homólogo de 2020, revelando uma evolução notável e elucidativa do trabalho desenvolvido no Setor Social.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 34 A disponibilização de soluções únicas que acrescentam valor ao dia-a-dia das EESS é outro dos fatores diferenciadores do Banco Montepio. Da oferta disponibilizada pelo Banco Montepio destacam-se os seguintes produtos âncora: x Leasing Auto Setor Social, uma modalidade de financiamento do Banco Montepio que foi criada em abril de 2021 através da disponibilização de uma campanha para garantir a mobilidade das EESS e permitir a aquisição de viaturas ligeiras, de passageiros ou mercadorias (transformadas para apoio domiciliário ou mobilidade), por EESS, com condições diferenciadas ao nível do pricing e do seguro; x Solução ESocial, uma solução integrada de produtos, serviços e vantagens exclusivas para as EESS, e que inclui um produto único no mercado, a Conta Acordo; x Conta Acordo, produto exclusivo do Banco Montepio criado para facilitar e assegurar as necessidades de tesouraria que possam surgir antes do recebimento dos fundos estatais. É uma facilidade de descoberto (plafond exclusivo) para as IPSS que facilita a gestão de tesouraria; x Linhas próprias de apoio à tesouraria Covid-19 com foco na disponibilização de liquidez às EESS para que se preocupassem apenas com a resposta aos problemas sociais: o Linha de Apoio ao Setor Social Covid-19, linha de crédito destinada ao apoio à tesouraria das EESS para fazer face à pandemia Covid-19; o Linha de Crédito +Impacto Social, linha de crédito exclusiva do Banco Montepio que procura ajudar as instituições a promover a inclusão social; o Linha de Crédito Fundo para a Inovação Social (FIS), linha que pretende facilitar o acesso ao financiamento bancário e melhorar as condições de financiamento das iniciativas de Inovação e Empreendedorismo Social. Desde o arranque do Programa de Estabilização Económica e Social do Governo e das Linhas Protocoladas, até ao final do ano 2021, o Banco Montepio financiou mais de 65 milhões de euros na Linha Protocolada específica para o Setor Social, direcionada ao apoio à tesouraria e necessidade de fundo de maneio das EESS. Em complemento e na procura de recolocar o investimento na agenda, ao longo de 2021 o Banco Montepio apostou fortemente na Linha de Crédito +Impacto Social, através do financiamento de mais de 55 milhões de euros a projetos que vão contribuir significativamente para o alargamento da rede de equipamentos, para o aumento da qualidade e para a incorporação de inovação e sustentabilidade nas respostas sociais das EESS. Enquanto parceiro financeiro de referência, o Banco Montepio manteve a sua Bolsa de Parceiros Estratégicos que apoiam as EESS, contando com o apoio de quatro consultoras sociais: “Aposta nas Pessoas”, “Turnaround”, “ValeConsultores” e “4Change”. As relações comerciais entre o Banco Montepio e as EESS permitem a continuação dos protocolos comerciais que fazem a diferença na sociedade e na atividade destas instituições. Dos protocolos disponíveis, destacam-se os 11 protocolos com as estruturas representativas da Economia Social e Solidária: x Casa do Professor, a mais antiga associação de solidariedade social do país, criada com a finalidade de apoiar os professores de todos os níveis de ensino; x Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS), a organização confederada das IPSS, de âmbito nacional, que prossegue fins não lucrativos; x Confederação Portuguesa das Colectividades de Cultura, Recreio e Desporto (CPCCRD), que representa as coletividades ou outras associações de cultura, recreio e desporto; x Diocese do Algarve, cujo território corresponde ao distrito de Faro, com uma população de sensivelmente 400.000 residentes habituais; x Diocese do Porto, situada ao Norte do País ao longo do litoral atlântico, engloba 26 concelhos, 17 dos quais pertencem ao distrito do Porto, 8 ao distrito de Aveiro e 1 ao distrito de Braga. A população da Diocese é de cerca de 2.000.000 de habitantes; x Federação Nacional das Associações Juvenis (FNAJ), que possui uma representação política determinante, defendendo e promovendo os interesses do associativismo juvenil perante os poderes públicos, através de uma participação crítica e ativa;
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 35 x Federação Nacional de Cooperativas de Solidariedade Social (Fenacerci), estrutura representativa das cooperativas deste setor, que tem como objetivo estruturar respostas adequadas ao desenvolvimento de pessoas com deficiência intelectual, bem como apoiar e promover a sua inclusão na sociedade; x Federação Nacional do Voluntariado em Saúde (FNVS), que atua na área do Voluntariado em Saúde, desenvolvendo e alargando a base de apoio social no que concerne a este tipo de voluntariado e à melhoria dos serviços que prestam aos beneficiários; x Liga dos Bombeiros Portugueses, fundada em 1930, é a Confederação das Associações e Corpos de Bombeiros de qualquer natureza, voluntárias ou profissionais, que, estando legalmente constituídas e em efetiva atividade, obedeçam aos requisitos da lei geral e dos estatutos da Liga dos Bombeiros Portugueses e se proponham realizar os fins neles preconizados; x Rede de Universidades da Terceira Idade (RUTIS), uma Instituição Particular de Solidariedade Social e de utilidade pública de apoio à Comunidade e aos seniores; x União das Misericórdias Portuguesas (UMP), criada em 1976 para orientar, coordenar, dinamizar e representar as Santas Casas de Misericórdia, defendendo os seus interesses e organizando serviços de interesse comum. Não obstante a continuidade da pandemia, as EESS realizaram vários eventos ao longo de 2021. Face às regras e restrições existentes, as instituições apostaram maioritariamente no formato digital e, pontualmente, realizaram eventos em formato híbrido e/ou presencial. Independentemente do contexto vivido, o Banco Montepio manteve-se ao lado das EESS. Nesse âmbito destacam-se alguns dos projetos e iniciativas realizados durante 2021: x E-Social, uma plataforma de comunicação 360º do Banco Montepio, direcionada a todos os Stakeholders do Setor Social. Com a missão de dinamizar e divulgar esta área e os seus participantes nas mais variadas formas de atuação, as redes sociais Instagram e Facebook (@montepioesocial) do E-Social funcionam como um ponto de encontro de causas, iniciativas, projetos, desafios, exposição e divulgação do que de melhor se faz na Economia Social, no Empreendedorismo, na Inovação Social e na Sustentabilidade em Portugal; x #TodosJuntos, uma iniciativa de solidariedade social, lançada por dez bancos do sistema financeiro português, onde está incluído o Banco Montepio. A campanha solidária #TodosJuntos, que decorreu de 19 de maio a 15 de junho de 2021, angariou 2,5 milhões de euros para apoio alimentar às Famílias mais desprotegidas, no contexto da pandemia Covid-19, através de intermédio de EESS de todo o País. O montante total angariado permitiu a aquisição de alimentos básicos (como, por exemplo, leite, cereais, arroz, azeite, feijão, massa e atum) e 20% do valor total angariado foi destinado à aquisição de medicamentos urgentes; x Campanha Pirilampo Mágico 2021, uma das maiores e mais antigas campanhas de solidariedade social em Portugal com impactos sociais positivos. O Banco Montepio apoiou a campanha, que decorreu de 15 de outubro a 7 de novembro de 2021, através da atribuição de um donativo e da aquisição de um Pirilampo por Colaborador, o que equivaleu à aquisição de 3.150 Pirilampos. O apoio do Banco Montepio a esta causa, desde 2017, simboliza a inclusão, a união e a esperança na vida de todos nós; x XIV Festa da Solidariedade Açores 2021, um marco na história da CNIS – Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade e das suas associadas, que decorreu de 6 a 9 de outubro de 2021 nos Açores. Enquanto Banco da Economia Social e Solidária, o Banco Montepio associou-se novamente à Festa, que já vai na 14.ª edição, e que tem como objetivo juntar as instituições de solidariedade do país para que seja possível confraternizar, trocar ideias, divulgar iniciativas e mostrar as boas práticas no apoio social, cultural e recreativo; x JAP Social Innovation Camp by Banco Montepio, um concurso organizado pela Junior Achievment Portugal e pelo Banco Montepio, que decorreu de 2 a 26 de novembro de 2021. Nesta iniciativa focada na sustentabilidade ambiental e social, o Banco Montepio desafiou os jovens participantes a desenvolverem projetos de cariz ambiental e social, no contexto dos ODS, nas áreas da Economia
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 36 Social, do Consumo Responsável e da Igualdade de Oportunidades. O evento final, que decorreu nos dias 25 e 26 de novembro de 2021, contou com uma experiência online de aprendizagem que combinou momentos de aprendizagem teórica, de trabalho prático, de mentoria e outras dinâmicas. Este projeto pretendeu dar aos alunos do ensino secundário as ferramentas para desenharem, num curto espaço de tempo, projetos que tivessem impacto na sua comunidade (concelho ou distrito da sua escola) e que respondessem a problemas por eles identificados; x Bolsas Sociais EPIS, uma iniciativa com cobertura nacional, que contou com a sua 11.ª Edição, à qual se podem candidatar todas as escolas e alunos de Portugal. Em 2021, as Bolsas contaram com a criação da Categoria Banco Montepio (nos ensinos secundário e superior), o que permitiu a atribuição de 6 Bolsas de Estudo (3 para alunos do ensino secundário e 3 para alunos do ensino superior); x Pinheiro Bombeiro, uma iniciativa que permitiu ao Banco Montepio apoiar os bombeiros voluntários portugueses, mas também decorar a sua rede de balcões com uma árvore de Natal autêntica, sustentável e solidária; x 1.ª Feira Digital Social, uma iniciativa organizada pela NERSANT - Associação Empresarial da Região de Santarém que decorreu durante o mês de março de 2021 e contou com o apoio e participação do Banco Montepio. Dirigida ao setor da Economia Social e Solidária, a Feira Social Digital teve como principal objetivo dar a conhecer as instituições e as suas valências, bem como produtos e serviços das Empresas associadas a este setor de atividade. Esta iniciativa permitiu, ainda, ao Banco Montepio dinamizar três sessões ligadas às áreas da Economia Social, do empreendedorismo social, e também da sustentabilidade. Apoio ao Setor Público As administrações públicas e a totalidade do setor empresarial de capitais total ou maioritariamente públicos são as entidades que constituem o Setor Público, o qual o Banco Montepio considera parte fundamental para criar valor na economia portuguesa. O Setor Público é uma área acompanhada pela DCESSP, que dispõe de uma equipa experiente e detentora de um conhecimento específico, sob o compromisso de estar ao lado de quem tem a missão de assegurar os interesses da comunidade. O Banco Montepio deu continuidade ao acompanhamento deste segmento, em particular na análise de propostas de crédito respeitantes a concursos públicos, tendo neste domínio sido concretizadas adjudicações ao Banco Montepio e propostas de envolvimento global que resultam da estratégia de fidelização de Clientes através de produtos e serviços do dia-a-dia. Apoio ao Empreendedorismo e Inovação Social Depois de um ano em que foi necessário os empreendedores e as Empresas reavaliarem e, em alguns casos, alterarem a sua forma de atuação, o Banco Montepio continuou a ajudar a diminuir o impacto negativo causado pela pandemia de Covid-19 e a estimular o empreendedorismo e a inovação social em Portugal. O papel do Banco Montepio em 2021 manifestou-se através da disponibilização de linhas de financiamento a projetos sustentáveis, mas também com a continuidade de parcerias que permitem promover a igualdade de oportunidades e uma sociedade mais inclusiva e próxima. Enquanto parceiro do Empreendedorismo Social, o Banco Montepio participa ativamente em várias dinâmicas de ideias, projetos e negócios de base tecnológica e inovadora, destacando-se: x Parceria com a <Academia de Código_>, um projeto que tem como objetivo proporcionar uma experiência social através da realização de bootcamps sobre linguagem informática. Para ajudar todos aqueles que querem <re>programar a sua vida iniciando os bootcamps, o Banco Montepio disponibiliza a Linha de Crédito Code Academy, uma linha específica para apoiar os alunos (<Code Cadets>) que frequentam os bootcamps em Lisboa, no Porto, em Aveiro e na Ilha Terceira.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 37 No âmbito da parceria estabelecida e, por consequente, investimento na Linha de Crédito Code Academy, o Banco Montepio apoiou em 2021: x Banco Montepio Acredita Portugal, o maior concurso de empreendedorismo de Portugal e o segundo maior a nível mundial, promovido pelo Banco Montepio e pela organização sem fins lucrativos Acredita Portugal. Ao longo dos cinco anos de parceria, anos que englobam da 7.ª à 11.ª edição do concurso, verificaram-se os seguintes resultados: o 56.063 candidaturas ao concurso Banco Montepio Acredita Portugal, dos quais 10.620 projetos foram submetidos à 11.ª edição da iniciativa, a decorrer entre 2020 e 2021. Para além da categoria de Empreendedorismo Social (Prémio Empreendedorismo Social, apoiado pelo Banco Montepio), o concurso recebeu candidaturas com foco na área de Tecnologia (Prémio K.Tech), Inovação ligada à Água (Prémio H2O Inovação by Águas de Gaia), Mobilidade (Prémio Brisa Mobilidade) e criação de smart cities (Prémio Gaia 3C: Construção Circular da Cidade), e ainda, projetos ao abrigo da categoria geral do Concurso Banco Montepio Acredita Portugal. o 8.252 candidaturas à categoria de Empreendedorismo Social, das quais 1.666 correspondem à 11.ª edição. Esta continua a ser a categoria que recebe o maior número de candidaturas. O Banco Montepio enquanto Investidor Social tem seguido de perto as melhores práticas na área do investimento social e, assumindo-se como o Banco da Economia Social, tem vindo a desenvolver várias iniciativas, das quais se destacam as seguintes: x Projetos de Impacto, uma iniciativa conjunta do Banco Montepio e da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) que visa promover a dinamização do investimento social através de investimento em 9 projetos (2 Títulos de Impacto (TIS) e 7 Parcerias para o Impacto), dois instrumentos financeiros da Estrutura de Missão Portugal Inovação Social (EMPIS), que representem respostas inovadoras aos desafios da sociedade contemporânea e permitem combater as várias formas de exclusão social. Os Títulos de Impacto Social (TIS) têm como objetivo financiar, através de um mecanismo de contratualização e pagamento por resultados, projetos inovadores em áreas prioritárias de política pública, nos domínios do emprego, proteção social, educação, saúde, justiça e inclusão digital. Nesta área, o apoio foi conquistado pelos projetos: o Ubbu (escola de programação para crianças); o Gamezone Lisboa (solução para combater o défice de competências de português e matemática). As Parcerias para o Impacto (PPI) financiam a criação, desenvolvimento ou crescimento de projetos de inovação social, em conjunto com investidores sociais. Nesta categoria, foram apoiados os projetos: o O Mundo é o meu Bairro (inclusão num bairro social); o WeGuide (apoio a doentes oncológicos); o 55+ (trabalho para pessoas com mais de 55 anos); o Skoola (música para inclusão social); o Impulso (criação de micro-negócios); o Robot Pepe (ferramenta terapêutica para envelhecimento ativo); o Na minha praceta (projeto de regeneração de três bairros de Marvila). 54 Alunos Code Academy financiados 292.370 euros de financiamento Code Academy
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 38 x Projecto Família®, um programa de apoio às Famílias com crianças e jovens em risco com vista à preservação familiar. Com o apoio do Banco Montepio e da Fundação Calouste Gulbenkian, financiadores do projeto gerido pela MAZE, e implementado pelo Movimento de Defesa da Vida, 180 crianças e jovens do Porto e Vila Nova de Gaia em risco de serem institucionalizados foram acompanhados entre julho de 2017 e outubro de 2020. Os resultados do projeto foram apresentados em 2021, com um sucesso em 91% dos casos acompanhados, o que significa que 163 das 180 crianças e jovens em risco permaneceram em seio familiar, mais 55 crianças do que o inicialmente acordado com os investidores, ao abrigo do TIS. Com o investimento e monitorização através do TIS, a taxa de sucesso do Projeto Família® passou de 70% para 91%; x Centro de Inovação Social da Fundação Eugénio de Almeida, é um projeto de PPI. Localizado em Évora, este é um polo de apoio a empreendedores e outros atores regionais que pretende testar, desenvolver ou consolidar projetos e iniciativas inovadoras com modelos de negócio sustentáveis com potencial de escalabilidade, focados no impacto social e que contribuam para solucionar os problemas sociais dos territórios de baixa densidade. Depois do coinvestimento efetuado pelo Banco Montepio entre os anos de 2018 e 2020, o Centro de Inovação Social contou com a participação ativa do Banco como orador de iniciativas, júri de projetos, bem como a criação de relações de mentoria entre os Colaboradores do Banco Montepio e as equipas dos projetos incubados no CIS. O Banco Montepio enquanto Parceiro da Inovação Social apoia 5 projetos e espaços destinados à promoção do empreendedorismo, em Portugal: x Acredita Incubação, localizada em Vila Nova de Gaia, é um projeto de incubação destinado a disponibilizar suporte e ferramentas a empreendedores nas áreas das indústrias criativas, do empreendedorismo tecnológico e da Economia Social; x Associação Rede do Progresso, uma organização sem fins lucrativos com o objetivo de promover o bem-estar social e o desenvolvimento nas áreas de empreendedorismo e ação social; x Casa do Impacto, criada pela SCML, é a Casa da nova geração de empreendedores, que acredita em modelos de negócio sustentáveis capazes de criar impacto social e ambiental. O Banco Montepio, enquanto único banco parceiro, faz parte do Conselho de Curadores do projeto Casa do Impacto, uma referência da Inovação Social em Portugal; x Incubadora Regional de Impacto Social (IRIS), situada em Amarante e no Porto, é uma entidade de captação de ideias e projetos, e apoio à criação, desenvolvimento e aceleração de iniciativas de inovação social e empreendedorismo social, promovida pelo Instituto do Banco Europeu de Investimento e pela Associação do Parque de Ciência e Tecnologia do Porto; x Incubadora de Inovação Social do Baixo Alentejo (IISBA), um projeto do Centro Social Nossa Senhora da Graça que visa promover o empreendedorismo e a inovação social no distrito de Beja. Microcrédito A continuação da pandemia de Covid-19 fez com que negócios tradicionais tivessem a necessidade de se transformar e desenvolver em novos formatos. Foram vários os cenários instalados no mercado de trabalho e, de forma a promover o crescimento sustentado em Portugal, o Banco Montepio, que dispõe de uma equipa de gestores especializados de âmbito nacional na área de Microcrédito, disponibilizou os seguintes produtos âncora: x Linha de Apoio ao Empreendedorismo e à Criação do Próprio Emprego (LAECPE), composta por duas linhas de crédito distintas (MicroInvest e Invest+) para diferentes montantes, destina-se a desempregados inscritos nos centros de emprego, com capacidade e disponibilidade para o trabalho. A LAECPE, que resulta de um protocolo de colaboração entre o Banco Montepio, o Instituto de Emprego e Formação Profissional, I.P. (IEFP) e quatro Sociedades de Garantia Mútua (Norgarante, Garval, Lisagarante e Agrogarante), visa combater a exclusão económica e social e o desemprego de longa duração;
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 39 x Solução E.mpreendedor, uma solução do Banco Montepio para novos negócios com menos de 2 anos que apresenta uma seleção de produtos e ser<viços integrados para dar o rumo certo ao negócio; x Solução E.mpresário, a solução que apoia Empresas em fase de crescimento, apresenta uma seleção de produtos e serviços integrados para dar o rumo certo ao negócio; x Microcrédito (Linha Própria), instrumento privilegiado de inserção social daqueles que, tendo capacidade empreendedora, apresentam dificuldades acrescidas no acesso ao crédito e ao mercado de trabalho. O Banco Montepio disponibiliza ainda acesso a um conjunto de 27 protocolos e parcerias com entidades de âmbito nacional, distrital ou local, que se distinguem pela experiência no domínio do empreendedorismo social e linhas protocoladas de financiamento (no capítulo 7, relativo à informação não financera, é apresentado maior detalhe sobre a atuação neste domínio). Além dos protocolos mencionados anteriormente, o Banco Montepio estabeleceu em 2021 um protocolo de colaboração com o Consórcio entre a Universidade da Beira Interior (UBI) e a Universidade de Coimbra (UC), no âmbito do projeto “The Role of Microcredit in Promoting Financial and Social Inclusion”, financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT). O consórcio não só efetua um estudo do impacto do microcrédito em Portugal, como pretende estimular a interdisciplinaridade entre as áreas académicas e a cooperação entre academia e a sociedade, visando, assim, o impacto e a inovação social. No que se refere a financiamento no âmbito do Microcrédito, o Banco Montepio apoiou em 2021: Além do apoio financeiro através das áreas do empreendedorismo e do microcrédito, o Banco Montepio participou em eventos, de forma a contribuir para a mudança positiva daqueles que assistiram, dos quais são exemplo o “Mercado de Financiamento”, organizado pela NERSANT; as “Oportunidades ligadas aos apoios, financiamento e entrada na Europa" e “Speed Meeting Mentores”, organizados pela Acredita Portugal e pelo Turismo de Portugal no âmbito do Programa Aceler@Tech; e o Ciclo de Conversas online, no âmbito dos 10 anos de execução do SOU MAIS – Programa Nacional de Microcrédito. Banco Montepio enquanto líder de mercado no SOU MAIS - Programa Nacional de Microcrédito O SOU MAIS – Programa Nacional de Microcrédito é uma medida que consiste no apoio a projetos de criação de Empresas, promovidos não só por pessoas que tenham especiais dificuldades de acesso ao mercado de trabalho, mas também por microentidades e cooperativas até 10 trabalhadores, que apresentem projetos viáveis com criação líquida de postos de trabalho, em especial na área da Economia Social. Com o principal objetivo de dar continuidade à afirmação do Banco Montepio enquanto instituição de referência nas áreas da Economia Social, do Microcrédito, do Empreendedorismo Social e da Inovação Social, dando igualmente o seu contributo na criação de projetos sustentáveis do ponto de vista financeiro, o Banco Montepio participa no SOU MAIS – Programa Nacional de Microcrédito desde 2011. Esta medida visa a facilitação do acesso ao crédito, através da tipologia MicroInvest, pertencente à LAECPE, para projetos com investimento e financiamento de pequeno montante (até 20.000 euros), e a prestação de apoio técnico à criação e consolidação de projetos. O Relatório de Atividade de 2020 do SOU MAIS, que foi divulgado pela CASES - Cooperativa António Sérgio para a Economia Social em 2021, revela que o Banco Montepio foi a instituição financeira que mais se destacou no Programa Nacional de Microcrédito Sou Mais, com uma percentagem de 34,51% (4.624.743 euros) do total do financiamento (13.400.723 euros) concedido entre 2011 e 2020. 26 Projetos s 418.970 euros de financiamento eu am o 29 Postos de Trabalho h
04 ENQUADRAMENTO DA ATIVIDADE
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 41 ENQUADRAMENTO DA ATIVIDADE ECONOMIA Economia Mundial Na atualização do World Economic Outlook, em 25 de janeiro de 2022, o Fundo Monetário Internacional (FMI) apontou para um crescimento da economia mundial de 5,9% em 2021, depois da contração de 3,1% observada em 2020 – provocada pela grave crise pandémica que assolou todo o globo –, tendo cortado a projeção de crescimento para 2022, de 4,9% para 4,4%. A variante Ómicron do coronavírus SARS-CoV-2, as dificuldades de fornecimento, a escalada da inflação e a elevada incerteza tornaram a recuperação da grave crise provocada pela pandemia da Covid-19 mais lenta do que o esperado pelo FMI em outubro de 2021. O FMI explicou que a revisão em baixa para 2022 se ficou a dever, no fundamental, ao corte de perspetivas para os EUA e a China, sublinhando também o cenário menos positivo para a Alemanha. Face ao novo contexto macroeconómico resultante do risco geopolítico provocada pela guerra na Ucrânia, as perspetivas são de revisão em baixa do crescimento económico global, com o boletim económico do Banco de Portugal de março de 2022 a indicar uma taxa de 4,1% (-0,3% face às previsões anteriores), traduzindo uma maior penalização da Rússia, seguida da Zona Euro e com menor impacto para os EUA. Economia da Zona Euro A atividade económica na região arrancou em 2021 condicionada pelo confinamento adotado no início do ano, tendo contraído ligeiramente no 1.º trimestre de 2021 e registado uma nova recessão técnica, mas regressando posteriormente aos crescimentos, com o PIB trimestral da região, no 4.º trimestre de 2021, a recuperar, finalmente, das perdas da pandemia, fazendo novos níveis máximos históricos. O crescimento médio anual da Zona Euro em 2021 foi de 5,2%, depois da forte contração de 6,5% em 2020, prevendo-se uma expansão em torno de 3,5% para 2022, revista recentemente em baixa com o eclodir da guerra na Ucrânia, mas com estas previsões a permanecerem rodeadas de incerteza, resultante, designadamente, da evolução da situação pandémica e geopolítica. Ao longo do ano de 2021, o Banco Central Europeu (BCE) manteve a sua política monetária bastante expansionista, a qual tinha sido intensificada em 2020, com o intuito de mitigar o impacto da pandemia de Covid-19 sobre a economia, mas tendo no final do ano começado a preparar o mercado para a aproximação do momento da retirada gradual dos estímulos monetários – num contexto de elevada inflação [média anual de 2,6% em 2021, em marcada aceleração face aos 0,3% em 2020, com a inflação homóloga a atingir os 5,0% em dezembro de 2021 (e a voltar a subir já em janeiro deste ano, para 5,1%, renovando níveis máximos desde junho de 1992), tendo um contributo significativo dos preços da energia] –, com o primeiro momento dessa gradual retirada de estímulos a ocorrer no final de março de 2022, com o término do programa de compra de ativos devido à emergência pandémica (pandemic emergency purchase programme – PEPP). Economia Portuguesa O PIB português cresceu 4,9% em 2021, ficando acima da maioria das estimativas, refletindo um crescimento acima do esperado no último trimestre do ano, mas, sobretudo, uma revisão em alta dos dados do início do ano. Tratou-se do mais elevado crescimento desde 1990, mas que ocorre após a diminuição histórica de 8,4% em 2020 (superior à recessão acumulada durante a intervenção da Troika), na sequência dos efeitos marcadamente adversos da pandemia da Covid-19 na atividade económica. -9,0 -6,0 -3,0 0,0 3,0 6,0 2019 2020 2021 2022 (tvma, %) Produto Interno Bruto (PIB) Mundo Zona Euro Portugal Fonte: Thomson Reuters; Banco Montepio e FMI.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 42 Este regresso da economia ao crescimento em 2021 foi acompanhado de uma redução da taxa de desemprego (dos 7,0% de 2020 para 6,6% em 2021), de um agravamento da taxa de inflação (medida pelo IHPC, de -0,1% em 2020 para 0,9% em 2021), ainda que bem menos intenso que o observado na generalidade dos países da Zona Euro, de algum alívio das finanças públicas (redução do défice orçamental e do rácio da dívida pública), embora também de agravamento do défice da balança corrente, com a taxa de poupança dos Particulares, por seu lado, a começar a diminuir, depois da marcada subida observada em 2020, então bastante influenciada pela quebra do consumo originada pelo contexto de pandemia. A economia portuguesa deverá manter a sua trajetória de recuperação durante 2022, estimando-se um crescimento real do PIB de 4,9%, de acordo com as últimas projeções do Banco de Portugal de março de 2022 num contexto em que a guerra na Ucrânia introduz elevada incerteza, com riscos acentuados pela evolução do preço do petróleo, dos efeitos sobre a inflação e de segunda ordem (e.g. sobre os salários) da subida de preços das commodities e da duração da guerra. O crescimento económico em 2022 irá continuar a usufruir da execução do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e da manutenção de condições financeiras ainda favoráveis. De acordo com o último boletim económico divulgado, o crescimento do consumo privado continuará a ser sustentado pelo aumento do rendimento disponível, enquanto as exportações deverão continuar a beneficiar dos fluxos internacionais de turismo, assumindo efeitos limitados do conflito na Ucrânia, com as exportações de serviços a aumentar 38,5% em 2022 – ultrapassando o valor pré-pandemia durante o primeiro semestre. A evolução da pandemia, a subida da inflação e a situação política internacional constituem riscos significativos que acentuam a incerteza sobre a evolução económica. Outras economias Em Angola, o PIB intensificou bastante o ritmo de queda em 2020, para 5,5% (-0,7% em 2019), refletindo, essencialmente, o impacto da crise económica causada pelo Covid-19, com o FMI a estimar uma ligeira subida em 2021, de 0,1% e uma aceleração em 2022, para 2,9%. Já para Cabo Verde, e refletindo, igualmente, o impacto da pandemia, depois da forte queda de 14,8% estimada para 2020, o FMI estima uma subida de 4,0% em 2021, seguida de uma aceleração em 2022 para 6,5%. MERCADOS FINANCEIROS Em 2021 observou-se, de um modo geral, a manutenção da trajetória de recuperação do sentimento dos mercados iniciada em 2020, após um comportamento marcadamente desfavorável observado nos primeiros meses de 2020 – muito afetado pelo efeito inicial da pandemia –, com os preços dos ativos a refletir, durante grande parte do ano, as baixas taxas de juro, a recuperação económica observada e perspetivada, a recuperação dos resultados das Empresas e das perspetivas e o próprio desenrolar do processo de vacinação contra a Covid-19. Esta recuperação estendeu-se mesmo às ações do setor bancário europeu, que seguiram a retoma iniciada no setor nos mercados americanos ainda em 2020, beneficiando das crescentes perspetivas de impactos mais moderados da pandemia sobre as imparidades, da maior probabilidade atribuída a subidas das taxas diretoras dos principais bancos centrais e dos ganhos de eficiência obtidos. Não obstante, o ano de 2021 continuou a ser marcado pela incerteza em torno da evolução da pandemia e dos impactos (económicos e financeiros) das variantes que foram surgindo (como a Delta e a Ómicron), num contexto de agravamento dos preços (da generalidade das commodities e, em especial, da energia) e das expectativas de inflação à escala global, aumentando, assim, a incerteza em torno do crescimento económico e das decisões de política monetária e, já mais próximo do final do ano, provocando um aumento das expectativas de concretização, mais célere que o anteriormente antecipado, do gradual processo de alívio dos estímulos monetários (mais rápido nos EUA que na Zona Euro). Os principais índices de ações dos EUA registaram o 3.º ano consecutivo de fortes retornos anuais, impulsionados pelos estímulos orçamentais e monetários, com o S&P 500 (+26,9% em 2021) a reportar o melhor desempenho em três anos seguidos desde 1999. Já na Europa, o Stoxx 600, que agrega as maiores
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 43 Empresas europeias, fechou o ano de 2021 a ganhar 22,3% e o português PSI-20 valorizou 13,7%, naquele que foi o melhor desempenho anual desde 2017. O índice MSCI global subiu 16,8%, fechando o ano próximo dos níveis máximos históricos registados em 16/11/2021. As yields da dívida pública de referência subiram na Alemanha no curto prazo (2 anos) e no longo prazo (10 anos), mas mais intensamente no último caso (+39 p.b., para -0,177%), tendo também aumentado nos EUA e ainda de forma mais pronunciada (nos 10 anos, +60 p.b. para 1,510%). Os spreads de crédito apresentaram movimentos ligeiramente favoráveis nos índices de CDS (Credit Default Swaps) em investment grade, num contexto de movimentos ascendentes nos spreads dos países periféricos da Zona Euro, com a Grécia a destacar-se pela negativa (+32 p.b., para um spread de 152 p.b.) e Portugal pela positiva, com o menor agravamento (+4 p.b., para 64 p.b.), com a evolução a resultar, nomeadamente, das expectativas de compras de dívida pública em 2022 por parte do BCE. As taxas Euribor apresentaram ligeiras descidas (-3 p.b. nos 3 meses, -2 p.b. nos 6 meses e -0.2 p.b. nos 12 meses), fechando o ano perto dos níveis mínimos históricos em todos os prazos (nos 3 meses observados no dia 10 de dezembro, nos 6 meses em 9 de dezembro e, nos 12 meses, em 2 de fevereiro de 2021). A referir também que os índices gerais de commodities registaram fortes subidas, com o índice compósito CRB Index a avançar 38,5% e o GSCI 37,1%, sendo suportado pelas classes da energia (classe com maior peso no índice e que exibiu a maior subida, de 53,6%, num contexto de aumentos dos preços do brent e do WTI superiores a 50%), dos metais de base, das agrícolas e do gado, sendo apenas penalizado pelos metais preciosos. SISTEMA FINANCEIRO O ano de 2021 foi um ano de recuperação dos resultados do sistema financeiro português devido essencialmente à expansão do crédito à habitação, à constituição de menores imparidades, ao aumento da eficiência, das comissões e dos resultados de operações financeiras. O rácio NPL manteve a tendência de descida e de convergência para a média europeia, tendo atingido 3,6% no final do ano de 2021, o que corresponde a uma redução de 1,3 p.p. face ao final de 2020. Apesar da pandemia iniciada em 2020, o processo de redução dos empréstimos não produtivos (NPL) no sistema bancário português manteve a sua trajetória, uma vez que os fatores contributivos para uma eventual subida do numerador foram, pelo menos para já, mitigados por medidas como as moratórias públicas e privadas. O stock de NPL reduziu 2.384 milhões de euros em 2021, traduzindo uma descida de 16,5% face ao final de 2020, beneficiando do efeito da venda de carteiras de créditos não produtivos. Em termos setoriais, o rácio NPL das sociedades não financeiras (SNF) atingiu 8,1%, o que corresponde a uma melhoria de 1,6 p.p. face ao valor do final de 2020, enquanto o rácio de NPL dos Particulares reduziu-se 0,6 p.p., tendo atingido 2,8%. O ano de 2021 marcou igualmente o início da retirada de algumas medidas temporárias de natureza prudencial, decididas em 2020, nomeadamente, o fim do tratamento especial dos créditos objeto de moratória e a reposição do nível mínimo de 100% para o rácio LCR, bem como o regresso do processo de 3,7% 3,7% 3,6% 3,5% 3,4% 3,4% 3,1% 3,1% 2,8% 12,3% 11,9% 11,1% 10,6% 9,7% 9,2% 8,7% 8,3% 8,1% 6,2% 6,0% 5,5% 5,3% 4,9% 4,6% 4,3% 4,0% 3,6% dez/19 mar/20 jun/20 set/20 dez/20 mar/21 jun/21 set/21 dez/21 Rácios de NPL Particulares SNF Total Fonte: Banco de Portugal
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 44 análise e avaliação pelo supervisor (SREP), que havia sido simplificado em 2020 devido, entre outros fatores, aos desafios operacionais trazidos pela pandemia. No contexto da atual crise pandémica, os reguladores anunciaram também medidas de alívio temporário dos requisitos de capital exigidos aos bancos (em março de 2020), que se traduziram na possibilidade de as instituições poderem operar temporariamente com níveis de capital abaixo da recomendação de fundos próprios e da reserva combinada de fundos próprios, o que se espera que cesse em 2023. PRINCIPAIS RISCOS E INCERTEZAS PARA 2022 No World Economic Outlook de 25 de janeiro de 2022, o FMI considerou que os riscos para as perspetivas de crescimento são no sentido descendente, identificando o aparecimento de novas variantes da Covid-19, que pode levar a um prolongamento da pandemia e a novas perturbações económicas, com potenciais impactos nos sistemas financeiros e bancários, defendendo que o acesso mundial a vacinas, testes e tratamentos é essencial para reduzir o risco de novas variantes. Assinalou, também, que as perturbações nas cadeias de abastecimento e volatilidade nos preços da energia e pressões salariais localizadas leva a que a incerteza em torno da inflação seja elevada, a que acrescem riscos para a estabilidade financeira e para os fluxos de capitais, moedas e situações orçamentais dos mercados emergentes e economias em desenvolvimento com uma possível subida das taxas de juro nas economias avançadas. O FMI alertou ainda que outros riscos globais se podem materializar devido às tensões geopolíticas (v.g, no Leste da Europa e na Ásia) e à emergência climática. A economia portuguesa deverá manter-se condicionada pela pandemia e pelos problemas nas cadeias de fornecimento globais, com o aumento dos riscos políticos domésticos e internacionais e do risco de maiores perturbações nos mercados financeiros. As perspetivas de inflação no país estão também rodeadas de riscos de subida, que decorrem, sobretudo, da possibilidade de uma maior transmissão dos aumentos dos preços das matérias-primas e dos bens intermédios aos preços no consumidor. A subida recente da inflação, a par das dificuldades de recrutamento em alguns setores, poderá traduzir-se em pressões mais fortes sobre os salários do que as consideradas nas atuais previsões. O eventual aumento da taxa de inflação e das taxas de juro poderá também inverter o comportamento do mercado acionista. Essas correções de preços poderão ser ampliadas pela excessiva alavancagem de alguns investidores, que poderão ser forçados à alienação de posições. O expectável início da normalização da política monetária, as pressões inflacionistas, o phasing out de apoios públicos a Famílias e Empresas e o fim das moratórias serão desafios particularmente relevantes em 2022, uma vez que poderá assistir-se à deterioração da situação financeira das Famílias e Estados e ao avolumar de insolvências em alguns setores de atividade. Quanto ao sistema bancário, o Banco Central Europeu (BCE) destacou que a evolução favorável do rácio de NPL do setor em 2021, maioritariamente por via da redução do stock, poderá ser alterada com os impactos da pandemia, que podem ainda não se ter feito sentir integralmente, com a sua magnitude a depender principalmente da qualidade da recuperação económica. A interrupção desta recuperação dos NPL poderá ser forçada pelo surgimento de novas variantes ou de uma eventual subida pronunciada das taxas de juro, nomeadamente nos segmentos onde as taxas de esforço e os rácios LTV são mais elevados, podendo conduzir a uma inversão da trajetória das imparidades em 2022. O cenário de subida de taxas de juro poderá aportar alguns riscos adicionais como a desvalorização dos títulos de dívida pública em balanço nos bancos, quando contabilizados ao justo valor, especialmente aqueles cujos emitentes apresentam uma notação de crédito menos favorável, contribuir para a materialização do risco de desvalorização dos ativos imobiliários em alguns mercados cuja subida dos preços foi mais suportada no recurso ao crédito e ainda contribuir para o aumento do risco de crédito. Estes fatores poderão, no entanto, ser em parte compensados pela maior facilidade em gerar margem financeira. Estarão ainda em destaque os riscos relacionados com fatores ambientais, sociais e de governança (ESG), nomeadamente os desafios trazidos pela aplicação da nova regulamentação europeia nesta área, assim
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 45 como o risco de ciberataques. Também a instabilidade geopolítica em algumas zonas do mundo, nomeadamente no leste da Europa, poderá impactar o sistema bancário, quer seja por via da deterioração das exposições diretas a essas geografias, quer seja por via indireta, através de mudanças na política monetária. O fim da flexibilização dos requisitos de capital, no início de 2023, que havia sido adotada para mitigar impactos da pandemia no sistema bancário poderá trazer alguns desafios aos bancos, apesar da solidez do setor, demonstrada em 2020 e 2021. IMPACTO DA GUERRA NA UCRÂNIA SOBRE AS PRINCIPAIS VARIÁVEIS MACROECONÓMICAS Os desenvolvimentos desde a invasão da Ucrânia pela Rússia, no dia 24 de fevereiro, que provocou a aplicação de sanções económicas à Rússia por parte do Ocidente e uma escalada dos preços das commodities, implicou inevitavelmente uma alteração das perspetivas de crescimento da atividade e dos preços na generalidade das economias, embora em diferentes intensidades. Consequentemente, procedeu-se a uma revisão em baixa do cenário central de crescimento da economia mundial em 2022, com a previsão para a taxa de crescimento real do agregado composto pelo G4 (EUA, Zona Euro, Reino Unido e Japão) e pelos BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) a descer de 4,8% para 4,0% (+6,3% em 2021). Esta revisão em baixa do crescimento em 2022 afeta, naturalmente, com maior intensidade a economia da Rússia (-9,4 p.p., para -6,5%), seguida, mas a uma grande distância, das economias da Zona Euro (-0,7 p.p., para +3,5%), do Reino Unido (-0,6 p.p., para +4,0%) e de outras geografias mais afastadas do centro do conflito e com menos dependência do petróleo e gás russo (entre as quais os EUA, em 0,3 p.p., para +3,7%, o Japão, em 0,3 p.p., para +2,5%, e a China, também em 0,3 p.p., para +5,1%). No caso da economia portuguesa, a guerra em curso no Leste da Europa suscitou uma revisão em baixa da previsão de crescimento do PIB em 2022, dos anteriores 5,5% para um intervalo de [+4,5%; +5,3%], uma revisão (de -0,6 p.p. face ao ponto médio do intervalo) que é apenas ligeiramente inferior à admitida atualmente para a Zona Euro (de -0,7 p.p.), mas com riscos no sentido descendente. O impacto do conflito na atividade económica deverá fazer-se sentir via exportações líquidas, refletindo o abrandamento dos principais parceiros económicos de Portugal, que são principalmente europeus, bem como via investimento e consumo privado, com a incerteza acrescida e o aumento do preço da energia e de outras commodities a impactar sobre as decisões de investimento e consumo. Os efeitos sobre o consumo privado poderão, contudo, ser amortecidos pelas poupanças acumuladas em 2020 e 2021 (quando anteriormente não se considerava a utilização desse excesso de poupança). O impacto da guerra nos preços das commodities, em especial no petróleo e no gás natural, implicou uma revisão em alta da previsão da taxa de inflação para 2022, de 2,4% para um intervalo [+3,9%; +4,9%], com o limite superior desta previsão a ter implícito preços do petróleo em torno dos 140 USD ao longo do ano. Reforça-se que a incerteza é bastante elevada, pelo que as perspetivas permanecem rodeadas de riscos e em permanente revisão, sendo naturalmente muito afetadas pela duração e consequências da guerra, assim como pelas reações de política económica. IMPACTO DA GUERRA NA UCRÂNIA SOBRE O SISTEMA FINANCEIRO PORTUGUÊS A situação criada pela invasão da Ucrânia tem implicações diretas e indiretas no sistema bancário. Nos efeitos diretos, destaca-se o impacto na deterioração da qualidade das exposições diretas a estas geografias ou a outras com estas interconectadas, ampliado pelas sanções internacionais, que também incrementarão o risco operacional. Indiretamente, um conflito com estas características tenderá a impactar desfavoravelmente na geração de resultados por parte dos bancos por via da menor atividade resultante da incerteza acrescida e do aumento do risco de crédito, com potenciais consequências sobre as imparidades. No que respeita à margem financeira, o impacto dependerá das expectativas do mercado sobre a evolução futura das taxas de juro e das decisões de política monetária do BCE, em que o efeito favorável decorrente
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 46 da refixação das carteiras de crédito indexadas às taxas Euribor poderá ser contrariado pelas consequências negativas sobre os níveis de incumprimento e, consequentemente, sobre a imparidade de crédito. Num primeiro momento, os mercados anteciparam o adiamento da eliminação faseada dos estímulos de política monetária introduzidos pelo BCE para fazer face à crise pandémica. No entanto, as decisões tomadas na reunião do BCE de 10 de março de 2022 vieram introduzir alterações nesta leitura, atribuindo-se agora maior probabilidade à adoção de uma política monetária menos acomodatícia, face ao impacto do conflito militar sobre os preços da energia e, consequentemente, sobre a inflação. Adicionalmente, a exposição às economias mais impactadas pela guerra por parte de algumas entidades bancárias sistemicamente relevantes poderá trazer algumas perturbações à estabilidade financeira, existindo ainda uma acentuada incerteza sobre a magnitude destas exposições e das interligações com outras entidades financeiras. No entanto, a informação atualmente disponível indica que a exposição direta do setor bancário português é limitada, assim como o peso das relações comerciais com a Rússia e a Ucrânia, dispondo o setor bancário português de uma posição de solvabilidade e de liquidez sólida. A exposição do Grupo Banco Montepio ao conjunto dos 23 estados-membros da Organização das Nações Unidas (ONU) que integram o Grupo Regional Europa Oriental, onde se incluem a Rússia e a Ucrânia, correspondente às posições da carteira de crédito, é residual, totalizando 0,5 milhões de euros (0,0023% do ativo total do Grupo). No caso da exposição à Rússia e à Ucrânia, a exposição, sob o mesmo critério, é de somente 0,04 milhões de euros e 0,002 milhões de euros, respetivamente, em 31 de dezembro 2021. INFORMAÇÃO SOBRE A COVID-19 E PERSPETIVAS No dia 11 de março de 2020 a Organização Mundial de Saúde qualificou como pandemia a emergência de saúde pública causada pelo coronavírus de SARS-COV-2 (vulgo Covid-19), o que motivou a declaração de estado de emergência em Portugal, através do decreto do Presidente da República n.º 14-A/2020, no dia 18 de março. O primeiro estado de emergência vigorou em Portugal até ao dia 2 de maio de 2020, sucedido por situações de calamidade, de alerta e de contingência que deram lugar a sucessivas renovações do estado de emergência e que têm exigido a adaptação da atividade económica e social à nova realidade sanitária. Foi aprovado um conjunto de medidas excecionais e extraordinárias de apoio à população e à economia, cabendo ao setor financeiro, nomeadamente pela sua função de financiamento, uma participação essencial através de um esforço conjunto entre autoridades e agentes económicos. Deste modo, em simultâneo com o ajuste das suas operações, de modo a fazer face à crise pandémica, os Bancos estiveram presentes no apoio às Famílias e às Empresas, nomeadamente, através da concessão de moratórias e de garantias estatais. A resposta do Banco Montepio Há 177 anos ao serviço das Famílias, Empresas e Entidades do Terceiro Setor, o Banco Montepio, instituição bancária privada, detida a 100% por capital nacional, nunca recorreu a fundos públicos e tem uma direção específica que desenvolve atividade na área da Economia Social, cujo objetivo é estar cada vez mais próximo das Famílias e das Empresas. Neste âmbito, o Banco Montepio lançou, no dia em que foi decretado o regime de confinamento, a “Conta Acordo”, uma linha de apoio à tesouraria para as Entidades da Economia Social no contexto Covid-19, através da qual já apoiou mais de 200 entidades. Num momento em que o voluntariado era essencial, o Banco Montepio mais uma vez agiu e disponibilizou de imediato o “Seguro Voluntários Por Todos” às Instituições Particulares de Solidariedade Social, com o objetivo de salvaguardar e proteger todos aqueles que estavam na primeira linha de combate à pandemia.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 47 Em iniciativa conjunta com a Associação Portuguesa de Bancos (APB), o Banco Montepio contribuiu, em 2020, com 230 mil euros para a aquisição de 100 ventiladores e 100 monitores, doados ao Sistema Nacional de Saúde, para reforçar os meios à disposição dos profissionais de saúde. Face à situação que o país enfrentava em março de 2020, e ainda antes da disponibilização das linhas protocoladas, o Banco Montepio disponibilizou um conjunto de apoios de emergência destinados às Famílias como a duplicação do plafond da conta ordenado, o aumento do limite do cartão de crédito para os Clientes Particulares e uma linha de curto prazo para as Empresas, com maturidade até seis meses. Paralelamente, as equipas do Banco Montepio trabalharam incessantemente para que, no primeiro dia útil após o decreto de confinamento, fosse disponibilizada a todos os seus Clientes uma solução inovadora e totalmente digital que possibilitasse, de forma segura e sem necessidade de deslocação, a adesão à moratória no crédito em apenas quatro passos: pedido de adesão à moratória; envio de documentos; assinatura eletrónica e ativação automática da moratória. No contexto da Covid-19 e ao abrigo do regime especial de auxílio proporcionado às Famílias e às Empresas, com referência a 31 de dezembro de 2021, o Grupo Banco Montepio, assumindo o seu compromisso social, concedeu 32,9 mil moratórias que totalizaram 2,7 mil milhões de euros no final de 2021. As moratórias ao abrigo do regime especial de auxílio proporcionado às Famílias e às Empresas no contexto da pandemia de Covid-19 terminaram no dia 31 de dezembro de 2021. A grande maioria tinha já terminado no final de setembro, tendo sido registada desde essa data e até ao final do ano de 2021 uma diminuição dos NPE de 21 milhões de euros (-6,1%) na carteira de contratos que foram abrangidos pela moratória. Os contactos realizados com os Clientes abrangidos pela moratória, por forma a aferir um eventual aumento do risco de crédito e apresentar propostas para prevenir a entrada dos contratos de crédito em incumprimento mostraram-se profícuos. A grande maioria dos Clientes retomou o plano de pagamento da dívida conforme previsto à data de adesão à moratória e o risco de crédito da carteira que foi abrangida pela moratória reduziu-se significativamente, tendo sido registados, em 31 de dezembro de 2021, 1.047 milhões de euros em stage 2, uma diminuição de 1.023 milhões de euros face ao montante registado no final de 2020, representando 39% do total dos contratos de crédito que estiveram sujeitos a moratória, em comparação com 64% no final de 2020. No final de 2021, o total de contratos que já estiveram sujeitos a moratórias que terminaram até ao final do ano ascendia aos 2.697 milhões de euros e 88% encontravam-se em situação regular (stage 1 e stage 2). O apoio ao tecido empresarial português está na génese do Banco Montepio. Desde o início da pandemia foram subscritas novas linhas protocoladas específicas para as Empresas, sendo que, com referência a 31 de dezembro de 2021, o Banco apoiou as Empresas nacionais com um montante total contratado de 430 milhões de euros, do qual 390 milhões de euros foram utilizados. O Banco Montepio manteve o objetivo de reforçar a sua presença no segmento de Empresas, disponibilizando linhas de crédito com garantia do Estado para fazer face aos desafios e constrangimentos económicos das Empresas portuguesas que operam nos setores mais afetados pelos efeitos da pandemia de Covid-19. Adicionalmente, concedeu a extensão do período de carência, no máximo até 9 meses, a operações de crédito que beneficiam de garantias concedidas pelas Sociedades de Garantia Mútua ou pelo Fundo de Contragarantia Mútuo, contratadas entre 27 de março de 2020 e 22 de março 2021. De igual modo, deu continuidade à estratégia de dinamização das Linhas de Crédito ao abrigo de Protocolos celebrados com o Banco Europeu de Investimento (BEI) e o Fundo Europeu de Investimento (FEI), com especial destaque para a Linha de Crédito BEI Titularização Sintética e Linha de Crédito FEI Uncapped. Foi ainda assinado um novo Protocolo com o BEI, que permitirá a concessão de crédito, no valor global de 150 milhões de euros, a Midcaps e Grandes Empresas, com uma garantia de 65%. Desde o arranque do Programa de Estabilização Económica e Social do Governo e das Linhas Protocoladas, o Banco Montepio financiou mais de 65 milhões de euros na Linha Protocolada específica para o Setor Social. Em complemento, ao longo de 2021 apostou também na Linha de Crédito +Impacto Social, através
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 48 do financiamento de mais de 55 milhões de euros a projetos que contribuem significativamente para o alargamento da rede de equipamentos, para o aumento da qualidade e para a incorporação de inovação e sustentabilidade nas respostas sociais das Entidades da Economia Social e Solidária. O Banco Montepio orgulha-se de ter estado na linha da frente no apoio a todos os portugueses, quer através dos canais digitais, quer através da rede de balcões, tendo mantido sempre aberto pelo menos um balcão em todos os concelhos onde está presente. Esta iniciativa só foi possível graças à dedicação, entrega e resiliência dos Colaboradores da instituição que incessantemente estiveram ao lado de todos os Clientes do Banco Montepio. Ao longo de 2021, o Banco Montepio, de forma a mitigar os efeitos económicos negativos gerados pela pandemia de Covid-19, continuou a apoiar as Empresas nacionais, mediante a disponibilização de linhas de crédito com garantia mútua. Impactos da Covid-19 A atividade do Banco Montepio encontra-se transversalmente marcada pelo impacto provocado pela pandemia de Covid-19 que se fez sentir no final do primeiro trimestre de 2020 nos mercados financeiros e que se materializou posteriormente na economia real, com quedas históricas na atividade económica, em particular por via dos períodos de confinamento. Com efeito, em 2020, o Banco Montepio registou 185,1 milhões de euros de imparidade de crédito, da qual, 77,5 milhões de euros motivada pela pandemia de Covid-19, em resultado do aumento do risco de crédito e pela necessidade de reforço de casos individuais. Este facto contribuiu, em parte, para o resultado líquido negativo de 80,7 milhões de euros em 2020, período que registou o maior impacto da pandemia de Covid-19. Em 2021, o Banco Montepio foi capaz de inverter esta tendência e registou um resultado líquido consolidado de 6,6 milhões de euros, o que representa um aumento de 87,3 milhões de euros face ao valor apurado em 2020. Esta evolução favorável assenta no aumento da margem financeira e das comissões, na redução dos custos operacionais, e nas menores dotações para imparidades e provisões, com destaque para as relacionadas com o risco de crédito, que totalizaram 54,3 milhões de euros (-130,8 milhões de euros em 2020), tendo determinado um custo do risco de 0,4% (1,5% em 2020). Não obstante a evolução favorável observada em 2021, os resultados registados ainda refletem a redução dos níveis de atividade dos agentes económicos, quer das Famílias, quer das Empresas, e a menor transacionalidade aportada pela pandemia, o efeito das moratórias na originação de novas operações de crédito e as medidas de apoio aos Clientes implementadas pelo Banco Montepio. Relevam os impactos diretos decorrentes da Covid-19 relacionados com: x A concessão de moratórias de crédito no valor 2,7 mil milhões de euros em 2021 (22,1% da carteira de crédito bruto), com suspensão de pagamentos e consequente impacto na liquidez por via de menor reembolso de prestações de crédito. x Com referência 31 de dezembro de 2021 o Grupo Banco Montepio concedeu 32.908 moratórias (38.229 moratórias em 2020), no valor de 1,2 mil milhões de euros às Famílias (1,3 mil milhões de euros em 2020) e de 1,5 mil milhões de euros às Empresas (1,9 mil milhões de euros em 2020). x A redução significativa da transacionalidade, tendo ocorrido um segundo confinamento no início de 2021 e as medidas legislativas impostas, entre as quais as moratórias que cessaram no final do ano, com impacto no produto bancário por via de menores comissões cobradas. x A alocação de custos e investimentos, em mais de 2 milhões de euros, para salvaguardar a segurança dos Colaboradores e Clientes e a adaptação dos postos de trabalho a regime de teletrabalho, para o qual passaram mais de 1.400 Colaboradores, envolvendo o reforço dos serviços de limpeza, a aquisição de kits de proteção individual e investimento informático. Neste contexto, o Banco Montepio ativou o Gabinete de Gestão de Crise, assegurando a continuidade do negócio, e estabeleceu logo no primeiro semestre de 2020 um conjunto de medidas de ajustamento
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 49 operacional com vista à melhoria da eficiência e da rendibilidade de forma sustentada. Este Gabinete e a Comissão Executiva continuam a acompanhar de perto a evolução da situação epidemiológica no país, envidando todos os esforços e meios necessários para adequar as medidas internas, sempre com o objetivo de proteger os Colaboradores e os Clientes, e garantir a continuidade da atividade. Perspetivas Apesar da crise pandémica ter condicionado a atividade no início de 2022, a redução da severidade da mesma permitiu um alívio significativo das medidas de condicionamento da atividade, sendo expectável que a economia mundial continue a recuperar, ainda que a um ritmo menos acentuado do que em 2021. O abrandamento esperado do crescimento económico pode ser explicado, por um lado, pelo efeito base de 2020 (queda muito acentuada do PIB) e, por outro, pela alteração da política monetária em resultado das crescentes pressões inflacionistas. O abrandamento da atividade económica (ou eventual redução da mesma), associado a pressões inflacionistas por via de um choque da oferta, influenciará a situação das Famílias portuguesas. O impacto da subida das taxas de juro nos custos financeiros das Famílias e Empresas, associado a uma recuperação económica abaixo do esperado, poderá gerar alguma pressão sobre os níveis de incumprimento, ao que acrescem as implicações da guerra na Ucrânia já referidas anteriormente. Perante a alteração das circunstâncias e os desafios que se colocam ao Banco Montepio, ao sector bancário e à economia portuguesa, o Conselho de Administração havia reavaliado os objetivos e medidas previstos no Plano de Transformação concebido em 2018 e adotado um programa de ajustamento multidimensional e plurianual, através de quatro pilares estratégicos principais – atualização do modelo de negócio, ajustamento operacional, preservação de capital, e simplificação do Grupo. x A atualização do modelo de negócio centra-se no fortalecimento dos serviços bancários orientados para o Cliente e na melhoria do relacionamento de proximidade num mix de canais mais abrangente, no reforço do financiamento à economia, apoiando as necessidades financeiras das Famílias e das PME (de que se destaca as linhas de crédito protocoladas), e do desenvolvimento da capacidade de distribuição e da margem complementar, por forma a recuperar a rendibilidade da operação doméstica do Banco Montepio. x O ajustamento operacional centra-se na aceleração da transição digital do Banco, através da adoção das melhores práticas de mercado, tanto no que diz respeito à experiência do Cliente como à eficiência operacional. No quadro da otimização dos canais de distribuição, o Banco Montepio procedeu ao redimensionamento da sua rede física (encerrando 39 balcões em 2020 e 37 em 2021) em função da cobertura geográfica, da rendibilidade e da dimensão do mercado, sem prejuízo da adequada cobertura da base de Clientes. Paralelamente, o Banco aprovou a redução do quadro de pessoal através de um conjunto de medidas, incluindo reformas antecipadas, rescisões por mútuo acordo e medidas de flexibilidade laboral para acomodar novas formas de trabalho, como o trabalho a tempo parcial e à distância. Para efeitos de alargamento do limite de elegibilidade para proteção social no desemprego, o Banco Montepio foi declarado “Empresa em reestruturação” por despacho da Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, em 31 de dezembro de 2020. x No que diz respeito à preservação de Capital, o Banco procurou melhorar os seus rácios de capital através da adoção de várias medidas visando a redução dos ativos ponderados pelo risco (Risk Weighted Assets - RWA) através de uma carteira de crédito e de títulos mais eficiente e do desinvestimento em ativos não produtivos. x Em termos de simplificação da estrutura societária do Grupo, as medidas de ajustamento têm como objetivo a alienação de participações sociais no mercado nacional e internacional, bem como a modernização e racionalização dos procedimentos internos do Grupo. Neste âmbito, salienta-se, a alienação da totalidade das participações acionistas na Monteiro Aranha S.A., em março de 2021, da Almina Holding S.A., em junho de 2021, e da Montepio Valor - Sociedade Gestora de Organismos de Investimento Coletivo, S.A., em 30 de dezembro de 2021, continuando a desenvolver-se
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 50 diligências com vista à desconsolidação do Finibanco Angola, S.A.. Paralelamente, o Conselho de Administração do Banco Montepio concluiu pela não promoção das alterações necessárias à adaptação do Banco Montepio Geral Cabo Verde como banco de autorização genérica, encontrando-se aquela subsidiária em processo de dissolução voluntária e liquidação desde 30 de novembro de 2021. Em linha com a simplificação da atividade e da operativa do Grupo Banco Montepio, o modelo de operação e de atendimento ao Cliente encontra-se em ajustamento, visando nomeadamente: x Robustecer o modelo de negócio, reforçando a aposta em produtos com maior valor acrescentado para o Cliente; x Acelerar a transição digital, tanto nos processos internos, como nas plataformas de relação com Clientes; x Aumentar a eficiência, nomeadamente através da revisão dos processos e dos normativos internos; x Ajustar o modelo de distribuição com a fusão de balcões redundantes geograficamente; x Implementar novos conceitos e novas formas de trabalhar, valorizando a colaboração e a flexibilidade e promovendo um maior equilíbrio entre a vida pessoal e profissional.
05 INFORMAÇÃO FINANCEIRA
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 52 INFORMAÇÃO FINANCEIRA ATIVIDADE POR SEGMENTOS BANCA DE RETALHO O segmento de Banca de Retalho corresponde a toda a atividade desenvolvida pelo Grupo com os Clientes Particulares, Empresários em Nome Individual, Pequenas e Médias Empresas afetas a este segmento e Microempresas, comercialmente designados por segmento de Particulares e Pequenos Negócios, fundamentalmente originada através da rede de balcões, dos canais eletrónicos e da rede de promotores. A informação financeira deste segmento engloba, entre outros produtos e serviços, o crédito à habitação, o crédito individual, ao consumo, e o crédito a Empresas do retalho, os depósitos à ordem e a prazo e outras aplicações de poupanças, os produtos soluções de reforma, nomeadamente os PPR, os cartões de débito e de crédito, os serviços de gestão de contas e de meios de pagamento, os serviços de colocação de fundos de investimento e de compra e venda de títulos e de custódia, o crédito à tesouraria e ao investimento, o desconto comercial, o leasing, o factoring e o renting, bem como a colocação de seguros e serviços não financeiros. Apresenta-se em seguida uma síntese de indicadores do segmento Banca de Retalho, de acordo com o relato por segmentos ao abrigo da IFRS 8 e apresentado nas notas às demonstrações financeiras do presente relatório. Síntese de indicadores - Banca de Retalho (milhões de euros) Valor % Demonstração de resultados Margem financeira 1) 167,4 156,5 139,2 (17,3) (11,0) Comissões líquidas 102,4 94,3 98,4 4,1 4,4 Produto bancário 270,1 250,9 241,0 (9,9) (3,9) Custos operacionais 2) 91,6 92,3 85,0 (7,3) (7,9) Resultado operacional antes de imparidade 178,5 158,6 156,0 (2,6) (1,6) Balanço Crédito bruto 8 624 8 457 8 630 173,2 2,0 Depósitos 10 908 10 834 11 187 353,1 3,3 2020 2021 Var. 2021/2020 2019 1) Excluindo o prémio de liquidez e neutralização de campanhas. 2) Apenas os Custos operacionais diretos. BANCA DE EMPRESAS E DE INVESTIMENTO O segmento de Banca de Empresas e de Investimento (Empresas e Grupos Económicos com volume de negócios igual ou superior a 20 milhões de euros) agrega a atividade do Grupo com as Pequenas, Médias e Grandes Empresas, com contabilização no Banco Montepio e no Banco Empresas Montepio (BEM), através da estrutura comercial dedicada a este segmento, bem como o negócio com os Clientes institucionais, designadamente do setor financeiro e a atividade desenvolvida na área da Banca de Investimento do BEM. Entre os produtos e serviços oferecidos no âmbito da banca comercial destacam-se os relacionados com o crédito à tesouraria e ao investimento, o desconto comercial, as garantias prestadas, o leasing, o factoring, o renting, as operações de estrangeiro, tais como os créditos documentários, cheques e remessas, os depósitos, os serviços de pagamentos e recebimentos, os cartões e ainda os serviços de custódia. O negócio da Banca de Empresas e de Investimento inclui a componente de Banca Comercial que funciona, no âmbito da estratégia de cross-selling do Grupo, como canal de distribuição de produtos e serviços de outras Empresas do Grupo, bem como o negócio de Banca de Investimentos, com atividade nas áreas de Corporate Finance, Mercado de Capitais, Distribuição de Dívida e Equity, Financiamentos Estruturados, Assessoria Financeira e Estudos de Empresa e Informação.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 53 Apresenta-se em seguida uma síntese de indicadores do segmento Banca de Empresas e de Investimento, refletindo a atividade integrada desenvolvida com as Empresas acompanhadas pelo Banco Empresas Montepio, de acordo com o relato por segmentos ao abrigo da IFRS 8 e apresentado nas notas às demonstrações financeiras do presente relatório. Os indicadores expressos no quadro refletem uma melhoria do nível dos resultados operacionais alcançados face a 2020, num ano particularmente difícil para as Empresas. A quebra verificada nos valores do crédito bruto enquadra-se na estratégia de melhoria da eficiência da utilização do capital disponível, designadamente através da promoção de iniciativas de colocação externa de novas operações e de operações existentes no balanço. Visando a melhoria do perfil de risco, procedeu-se a uma reorientação estratégica com o foco da contratação de novas operações de crédito com bons níveis de risco dos mutuários, a par com operações com menor consumo de capital, designadamente com garantias nacionais e supranacionais, visando a maximização da rendibilidade sobre o capital alocado. No entanto, também nas novas operações foi assumida a orientação de conferir progressivamente às operações de crédito titulado (designadamente empréstimos obrigacionistas e papel comercial) a sua verdadeira vocação de instrumentos de mercado colocados em investidores institucionais. Estas orientações, a par da redução da manutenção de um nível elevado de comissões pelos serviços prestados e da redução dos custos operacionais, conduziram ao referido aumento significativo do resultado operacional (+10%), que se cifrou em cerca de 47 milhões de euros. Síntese de indicadores - Banca de Empresas e de Investimento (milhões de euros) Valor % Demonstração de resultados Margem financeira 1) 41,8 41,1 43,2 2,1 5,1 Comissões líquidas 10,8 12,4 12,0 (0,4) (3,6) Produto bancário 51,3 51,1 54,9 3,8 7,4 Custos operacionais 2) 5,9 8,8 8,2 (0,6) (6,8) Resultado operacional antes de imparidade 45,4 42,3 46,7 4,4 10,4 Balanço Crédito bruto 1 748 1 919 1 794 (125,8) (6,6) Depósitos 306 294 299 5,0 1,7 0 2020 2021 Var. 2021/2020 2019 1) Excluindo o prémio de liquidez e neutralização de campanhas. 2) Apenas os Custos operacionais diretos. Os restantes segmentos, que compreendem, nomeadamente, o crédito especializado e a gestão de ativos (refletindo, neste caso a atividade da Montepio Valor, relevada nas demonstrações financeiras em Operações em descontinuação), apresentam-se analisados individualmente, pela respetiva Empresa participada, na seção “Empresas Participadas” do presente relatório. Em Angola, o Grupo está representado por uma instituição financeira de direito local, que oferece uma vasta gama de produtos e serviços financeiros a Particulares e a Empresas. Em Cabo Verde, o Banco Montepio promoveu, junto do Banco de Cabo Verde, o necessário processo de autorização para a adoção da deliberação de dissolução voluntária e consequente liquidação do Banco Montepio Geral Cabo Verde, a qual se estima que fique concluída no decorrer do exercício de 2022. A atividade internacional é analisada na seção “Atividade Internacional” do presente relatório. ECONOMIA SOCIAL O segmento de Economia Social reforça o papel do Banco Montepio enquanto agente de referência no mercado e com os diferentes Stakeholders, incorporando de forma inata os princípios ESG (Environmental, Social and Governance) na componente social. Em termos de organização da atividade comercial desenvolvida, é ainda promovida pela mesma área o negócio respeitante a entidades do Setor Público.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 54 A síntese de indicadores deste segmento é apresentada na tabela infra. Síntese de indicadores - Economia Social (milhões de euros) Valor % Demonstração de resultados Margem financeira 1) 3,1 4,0 3,6 (0,4) (11,0) Comissões líquidas 1,1 1,8 1,5 (0,3) (13,4) Produto bancário 4,2 5,7 5,1 (0,6) (11,2) Custos operacionais 2) 2,7 3,0 3,3 0,3 9,6 Resultado operacional antes de imparidade 1,5 2,7 1,8 (0,9) (33,9) Balanço Crédito bruto 133,7 187 227 40,4 21,7 Depósitos 604,8 879 752 (126,5) (14,4) 2019 2021 Var. 2021/2020 2020 1) M argem financeira, excluindo o prémio de liquidez e neutralização de campanhas. 2) Apenas os Custos operacionais diretos. EMPRESAS PARTICIPADAS E ATIVIDADE INTERNACIONAL EMPRESAS PARTICIPADAS Montepio Investimento, S.A. – Banco de Empresas Montepio O Montepio Investimento, S.A., banco controlado a 100% pelo Banco Montepio, através da Montepio Holding, SGPS, S.A., adotou em 4 de junho de 2019 a designação comercial de Banco de Empresas Montepio (BEM), passando a desenvolver de forma integrada, e numa lógica multidisciplinar, as atividades de Banca Comercial e de Banca de Investimento, com o objetivo de colocar à disposição do mercado uma oferta de serviços de valor completa, integrada e global. Na génese da criação do BEM esteve subjacente o contributo que o novo modelo aportaria como negócio incremental para o Grupo Banco Montepio. Com o lançamento do Banco de Empresas Montepio, foi criada a Direção de Banca de Empresas (DBE), que assumiu a missão de gerir a relação comercial com os segmentos de Empresas e Institucionais (excluindo as entidades do setor financeiro) com volume de negócios anual igual ou superior a 20 milhões de Euros, área de vocação do desenvolvimento de atividade do BEM, cujo negócio é domiciliado nas duas entidades de acordo com a especialização estabelecida 3 . A área de Banca de Empresas apoia os seus Clientes ao longo de todas as fases do seu ciclo de negócio, com respostas específicas para cada necessidade, nomeadamente em áreas relacionadas com o comércio internacional, o factoring e a gestão de tesouraria. A área de Banca de Investimento - que incorpora áreas de Corporate Finance, Mercado de Capitais, Assessoria e Estruturação Financeira e Distribuição de Dívida e Equity - apoia a reestruturação, a capitalização e o robustecimento das Empresas, contribuindo assim para o investimento e o crescimento sustentável do setor privado português. Para tal, o BEM dispõe de uma equipa de profissionais especializados, que trabalham lado a lado em permanente articulação, para garantir aos Clientes um serviço global e personalizado. Em 2021 o BEM prosseguiu uma atuação orientada para o objetivo de ampliar a oferta de produtos e serviços do Grupo Banco Montepio dirigidos ao segmento de Empresas, sobretudo dos segmentos de PME e middle market, e de continuar a apoiar as suas necessidades emergentes no contexto da pandemia de Covid-19. O BEM conta com 7 Espaços Empresa distribuídos pelo país, onde gestores dedicados recebem os seus Clientes, identificam as suas necessidades e apresentam propostas de valor cultivando uma relação de proximidade. Em 31 de dezembro de 2021 o Ativo líquido do BEM situou-se em 437,7 milhões de euros, apresentando uma redução de 15,3 milhões de euros (-3,4%) face ao valor relevado no final de 2020, que, não obstante o 3 No balanço do BEM são contabilizados os financiamentos de médio e longo prazo, bem como os titulados por instrumentos financeiros; no balanço do Banco Montepio são registadas as restantes operações realizadas com Empresas clientes do BEM.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 55 crescimento do crédito concedido no âmbito da sua vocação de apoio ao tecido empresarial português (+23,7 milhões de euros), fundamentalmente, expressa as diminuições das Disponibilidades em outras instituições de crédito (-28,7 milhões de euros) e da Carteira de títulos (-8,2 milhões de euros). O Crédito a clientes líquido totalizou 340,8 milhões de euros em 31 de dezembro de 2021, valor que compara com 317,1 milhões de euros no final do ano anterior, assinalando um aumento de 23,7 milhões de euros (+7,5%) determinado pelo desempenho do negócio, nomeadamente da evolução favorável das rubricas de Empréstimos e de Créditos titulados (Obrigações e Papel comercial). Como já referido na análise da área de Banca de Empresas e de Investimento, a evolução mais moderada do volume de crédito concedido resulta também da opção de maior utilização dos financiamentos titulados (empréstimos obrigacionistas e papel comercial) numa lógica de mercado, através da sua colocação parcial em investidores institucionais. Em 31 de dezembro de 2021 o Capital próprio (180,8 milhões de euros) e os Recursos de outras instituições de crédito (241,7 milhões de euros) constituíam a principal fonte de financiamento do Ativo, representando 96,5% do Ativo total, face a 97,1% final de 2020. No modelo de negócio adotado para a área de Banca de Empresas e de Investimento, o BEM acompanha as Empresas integradas em Grupos Económicos com volume de negócios igual ou superior a 20 milhões de euros em todas as vertentes do relacionamento, em que a transacionalidade destas Empresas (depósitos, contas correntes, cartões, TPA, entre outras operações) é assegurada pelo Banco Montepio, através dos mesmos interlocutores comerciais (pertencentes aos dois bancos), permitindo sinergias e racionalização dos custos não só nesta área, como de uma forma transversal nas respetivas estruturas organizativas. No ano de 2020, período que assinalou o primeiro ano completo de atividade do BEM sob o novo modelo de negócio, que incorpora as áreas de Banca de Empresas e de Investimento, e também no ano de 2021 a evolução da componente operacional foi marcada pela crise económica e pandémica verificada mundialmente. Não obstante, registou-se o aumento do nível de receitas, em paralelo com o necessário acréscimo dos custos operacionais resultante da afetação de recursos ao crescimento da atividade. O Produto bancário de 2021 alcançou 8,7 milhões de euros, representando um aumento de 4,4 milhões de euros (+102,8%) comparativamente ao valor contabilizado em 2020, beneficiando fundamentalmente do desempenho favorável da Margem financeira (+1,8 milhões de euros), motivado pelo crescimento da carteira de Crédito a clientes, das Comissões líquidas (+1,0 milhões de euros) e dos Resultados de alienação de outros ativos (+0,6 milhões de euros). Verificou-se ainda o contributo favorável dos Resultados de operações financeiras que atingiram 0,3 milhões de euros, face a -1,6 milhões de euros em 2020 (+1,9 milhões de euros), mas ainda penalizados pela evolução do valor das unidades de participação de Fundos de Reestruturação Empresarial registadas no balanço do BEM herdadas da anterior atividade do Montepio Investimento, e que se traduziram em 2021 em perdas de 1,1 milhões de euros. Os Custos operacionais de 2021 diminuíram para 4,8 milhões de euros, face a 5,0 milhões de euros em 2020. A evolução favorável dos Custos operacionais foi determinada pela redução dos Gastos gerais administrativos (-1,1 milhões de euros), que incluem despesas com serviços de consultoria (consultores e auditores externos) e com cedência de pessoal (Banco Montepio), que mais que compensou o acréscimo registado nos Custos com pessoal (+0,7 milhões de euros), em resultado da remuneração dos recursos afetos às novas atividades, e nas Depreciações e amortizações (+0,2 milhões de euros). O Resultado operacional antes de imparidades e provisões de 2021 foi de 3,9 milhões de euros, valor que compara com -0,7 milhões de euros apurados em 2020, traduzindo, fundamentalmente, a evolução favorável do Produto bancário, associada à redução dos Custos operacionais, evidenciando a progressiva capacidade de geração de resultados. As Imparidades e provisões cifraram-se em 0,2 milhões de euros (3,1 milhões de euros em 2020), refletindo o impacto da constituição extraordinária de Imparidades do crédito em 2020 e a boa qualidade da carteira de crédito.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 56 Apresenta-se no quadro seguinte uma síntese de indicadores do BEM: Atividade e Resultados (milhões de euros) Valor % Ativo líquido 210,9 453,0 437,7 (15,3) (3,4) Crédito a clientes, líquido 75,2 317,1 340,8 23,7 7,5 Carteira de títulos 1) 108,0 82,0 73,8 (8,2) (10,1) Capital próprio 183,9 178,5 180,8 2,3 1,3 Produto bancário 2,4 4,3 8,7 4,4 >100 Custos operacionais 2) 2,9 5,0 4,8 (0,2) (4,9) Resultado operacional antes de imparidades e provisões (0,5) (0,7) 3,9 4,6 >100 1) Inclui Ativos financeiros não detidos para negociação obrigatoriamente ao justo valor através de resultados e Ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral. 2) Inclui Custos com pessoal, Gastos gerais administrativos e Amortizações do exercício. 2021 2020 Var. 2021/2020 2019 Montepio Crédito – Instituição Financeira de Crédito, S.A. O Montepio Crédito – Instituição Financeira de Crédito, S.A. (Montepio Crédito), controlado a 100% pelo Banco Montepio, através da Montepio Holding, SGPS, S.A., assegura a oferta de crédito especializado nos ramos automóvel, lar e serviços, e equipamentos, complementada por um conjunto de soluções vocacionadas para os Clientes Particulares, Empresas e Instituições do Setor da Economia Social. O segmento do crédito especializado evidencia um dos vértices da estratégia do Grupo Banco Montepio, refletindo o enfoque no crédito ao consumo. Em resultado do reposicionamento ao nível do Grupo Banco Montepio e da sólida relação estabelecida com os seus parceiros, assente na experiência adquirida ao longo dos anos, o Montepio Crédito continuou a disponibilizar uma oferta abrangente de soluções de crédito especializado nas seguintes áreas: Automóvel, Saúde, Reparação Automóvel, Telecomunicações e Mobiliário, para o segmento dos Particulares; e Logística, Água, Transportes, Energia, Eficiência Energética e Indústria, para o segmento das Empresas. O Montepio Crédito conta com uma alargada equipa de profissionais nas redes em que opera, de forma a prestar o melhor serviço e apoio aos seus Clientes, através da sua diversidade na oferta especializada nas áreas de crédito pessoal, crédito vinculado, leasing mobiliário e aluguer operacional (renting). Toda a equipa conta com o suporte centralizado de um back-office especializado. Em 31 de dezembro de 2021 o Ativo líquido atingiu 616,9 milhões de euros, valor que compara com 613,8 milhões de euros registados no final de 2020, pese embora o fim da operação de titularização Pelican Finance nº.1 com impactos em diversas rubricas do Ativo (impactos em base individual, sem efeito ao nível do Grupo Banco Montepio), com destaque para os Outros ativos financeiros ao custo amortizado (-28,2 milhões de euros). O Crédito a clientes (líquido) ascendeu a 550,2 milhões de euros em 31 de dezembro de 2021, representando um aumento de 38,4 milhões de euros (+7,5%) face ao valor observado no final de 2020. A carteira de títulos situou-se em 55,6 milhões de euros em 31 de dezembro de 2021, o que corresponde a uma diminuição de 31,0 milhões de euros face ao valor do final de 2020, evidenciando o impacto da liquidação da referida operação de titularização ocorrida em março de 2021. O Capital próprio situou-se em 62,4 milhões de euros, revelando um aumento de 5,6 milhões de euros (+9,7%) face ao valor de 56,8 milhões de euros contabilizado no final de 2020, suportado essencialmente pela evolução positiva do Resultado líquido de 2021. O Produto bancário alcançou 21,6 milhões de euros em 2021, representando um acréscimo de 1,5 milhões de euros (+7,2%) face ao valor de 20,1 milhões de euros registado em 2020, determinado pela evolução favorável da Margem financeira, que aumentou 1,6 milhões de euros (+15,8%) e das Comissões líquidas que cresceram 0,2 milhões de euros (+4,4%), e pela diminuição dos Outros resultados de exploração em 0,4 milhões de euros (-236,4%).
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 57 Os Custos operacionais de 2021 totalizaram 12,7 milhões de euros, traduzindo um acréscimo de 0,4 milhões de euros (+3,5%) face a 2020, motivado pelo aumento dos Custos com pessoal em 0,2 milhões de euros (+2,8%) em resultado do acréscimo das Remunerações e Encargos sociais obrigatórios, pelo aumento dos Gastos gerais administrativos em 0,2 milhões de euros (+3,0%) e pelo acréscimo das Depreciações e amortizações em 0,1 milhões de euros (+12,9%). O Resultado operacional antes de imparidades e provisões de 2021 alcançou 8,9 milhões de euros, evidenciando um aumento de 1,0 milhões de euros (+13,0%) face ao valor de 7,9 milhões de euros registado em 2020, suportado no aumento do Produto bancário que mais que compensou o acréscimo registado nos Custos operacionais. Apresenta-se no quadro seguinte uma síntese de indicadores do Montepio Crédito: Atividade e Resultados (milhões de euros) Valor % Ativo líquido 587,5 613,8 616,9 3,1 0,5 Crédito a clientes, líquido 468,1 511,8 550,2 38,4 7,5 Capital próprio 52,9 56,8 62,4 5,6 9,7 Produto bancário 16,7 20,1 21,6 1,5 7,2 Custos operacionais 1) 11,6 12,3 12,7 0,4 3,5 Cost-to-Income 69,7% 60,9% 58,8% Resultado operacional antes de imparidades e provisões 5,0 7,9 8,9 1,0 13,0 1) Inclui Custos com pessoal, Gastos gerais administrativos e Amortizações do exercício. 2020 2019 2021 Var. 2021/2020 (2,1 p.p.) SSAGINCENTIVE - Sociedade de Serviços Auxiliares e Gestão de Imóveis, S.A. A SSAGINCENTIVE, Sociedade de Serviços Auxiliares e de Gestão de Imóveis, S.A. (SSAGINCENTIVE), controlada a 100% pelo Banco Montepio através da Montepio Holding SGPS, S.A., tem por objeto a transação e gestão de imóveis. Em 31 de dezembro de 2021 o Ativo da SSAGINCENTIVE totalizou 54,9 milhões de euros, apresentando uma redução de 3,3% face ao valor de 56,7 milhões de euros registado no final de 2020. A rubrica de Inventários refere-se às aquisições efetuadas ao Banco Montepio, relacionadas nomeadamente com imóveis que se destinam à venda, designadamente frações de imóveis valorizados ao valor de mercado. Em 31 de dezembro de 2021 a rubrica de Inventários totalizou 24,3 milhões de euros, dos quais 10,0 milhões de euros respeitantes a edifícios e 14,3 milhões de euros relativos a terrenos, evidenciando uma redução de 11,8 milhões de euros face ao valor de 36,1 milhões de euros contabilizado em 31 de dezembro de 2020, determinada pelas vendas ocorridas ao longo de 2020. A rubrica de Caixa e depósitos bancários totalizou 30,6 milhões de euros em 31 de dezembro de 2021, representando um aumento de 10,0 milhões de euros face ao valor de 20,6 milhões de euros contabilizado no final de 2020, evidenciando os depósitos efetuados no Banco Montepio. Em 31 de dezembro de 2021 o Capital próprio situou-se em 54,6 milhões de euros, comparando com 56,5 milhões de euros relevado no final de 2020, refletindo o impacto desfavorável do Resultado líquido de 2020 que foi negativo em 1,9 milhões de euros. O Capital próprio constituiu a principal fonte de financiamento do Ativo, representando 99,5% do Ativo total (99,6% em 2020). As Vendas e serviços prestados fixaram-se em 10,5 milhões de euros em 2021, valor que compara com 4,4 milhões de euros relevados em 2020, e que correspondem aos montantes provenientes de vendas de inventários no âmbito da atividade corrente da SSAGINCENTIVE. A rubrica de Custos das mercadorias vendidas e das matérias consumidas atingiu 10,1 milhões de euros em 2021, assinalando um aumento de 5,8 milhões de euros face a 2020, e representa o custo de aquisição dos imóveis alienados, depois de deduzida a respetiva imparidade.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 58 A rubrica Imparidade de inventários totalizou 1,7 milhões de euros em 2021 face ao valor de 0,2 milhões de euros contabilizado em 2020 em resultado do aumento registado na imparidade de imóveis de negociação. A rubrica de Outros rendimentos situou-se em 0,1 milhões de euros em 2021 (0,3 milhões de euros em 2020) e compreende a restituição de impostos (IMT e IS) referentes a imóveis vendidos, rendimentos obtidos de imóveis e outros proveitos. A rubrica de Outros gastos, que inclui os custos com a gestão, manutenção, legalização e promoção da venda de imóveis totalizou 0,6 milhões de euros em 2021, que compara com 1,4 milhões de euros contabilizados em 2020. O Resultado operacional de 2021 fixou-se em -1,9 milhões de euros que compara com o valor de -1,2 milhões de euros apurado em 2020, influenciado, sobretudo, pelo maior nível de imparidade de inventários relevado no exercício. Apresenta-se no quadro seguinte uma síntese de indicadores da SSAGINCENTIVE: Atividade e Resultados (milhões de euros) Valor % Ativo líquido 58,0 56,7 54,9 (1,8) (3,3) Inventários 40,6 36,1 24,3 (11,8) (32,7) Capital próprio 57,8 56,5 54,6 (1,9) (3,3) Resultado operacional (2,2) (1,2) (1,9) (0,7) (51,0) 2019 2020 2021 Var. 21/20 ATIVIDADE INTERNACIONAL A atividade internacional do Grupo Banco Montepio tem sido assegurada pelas participadas Finibanco Angola, S.A. e Banco Montepio Geral Cabo Verde, Sociedade Unipessoal, S.A. – Em Liquidação. No âmbito da redefinição estratégica das participações internacionais, e com vista a recentrar a abordagem para o mercado africano, o Banco Montepio prossegue diligências com vista à desconsolidação do Finibanco Angola, S.A., e, considerando o novo enquadramento legal de Cabo Verde e ponderadas todas as opções estratégicas relevantes, o Conselho de Administração do Banco Montepio concluiu pela não promoção das alterações necessárias à adaptação da sua filial Banco Montepio Geral Cabo Verde como um banco de autorização genérica. Por conseguinte, através de Deliberação Unânime por Escrito de 30 de novembro de 2021, o Banco Montepio, na qualidade de acionista único, aprovou as iniciativas processuais previstas na lei tendentes à dissolução voluntária e liquidação do Banco Montepio Geral Cabo Verde, tendo igualmente aprovado o respetivo Plano de Dissolução e nomeado os liquidatários. Nos termos do Plano de Dissolução os liquidatários deverão proceder até 30 de junho de 2022 à elaboração das contas finais acompanhadas pelo relatório completo da liquidação e pelo projeto de partilha do ativo restante. O Finibanco Angola, S.A., detido a 80,22% pelo Banco Montepio, é um banco de cariz universal de apoio às Pequenas e Médias Empresas, aos Particulares, e ao comércio externo angolano com incidência especial nas transações entre Portugal e Angola, e que procura alicerçar a sua vantagem competitiva na qualidade do seu serviço. No âmbito da sua estratégia, o Finibanco Angola procura dar apoio e financiar Clientes Particulares e Microempresas promovendo iniciativas empresariais viáveis. O Finibanco Angola completou 13 anos de atividade em setembro de 2021, tendo sido constituído em 4 de setembro de 2007 e iniciado a sua atividade na cidade de Luanda no dia 9 de junho de 2008. Em 31 de dezembro de 2021 o Finibanco Angola detinha uma rede de 15 agências (Banca de Retalho e Pequenos Negócios) e 5 centros de Empresas (Banca de Empresas), tendo encerrado 4 agências no início de 2021 com vista à otimização dos seus canais de distribuição.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 59 O Banco Montepio Geral Cabo Verde, Sociedade Unipessoal, S.A. – Em Liquidação, detido a 100% pelo Banco Montepio, disponibilizava, até à data da sua dissolução voluntária e liquidação (30 de novembro de 2021) uma oferta abrangente de produtos e serviços financeiros especializados para o segmento de Particulares com vocação internacional, com destaque para soluções de investimento e poupança diversificadas. O total do Ativo da atividade internacional do Grupo Banco Montepio atingiu 228,2 milhões de euros em 31 de dezembro de 2021, comparando com 354,7 milhões de euros contabilizados no final de 2020. Esta evolução reflete, fundamentalmente, a diminuição no total do Ativo do Banco Montepio Geral Cabo Verde em resultado processo de dissolução voluntária e liquidação iniciado em 30 de novembro de 2021, e em menor dimensão, a redução de 8,1% no total do Ativo do Finibanco Angola, influenciada pela diminuição da carteira de títulos, designadamente dos títulos de Dívida pública angolana em balanço face aos valores alcançados no final de 2020. Em 2021, não obstante o processo de dissolução voluntária e liquidação em curso do Banco Montepio Geral Cabo Verde e a evolução desfavorável dos resultados de reavaliação cambial, o Resultado líquido da atividade internacional do Grupo Banco Montepio atingiu 7,7 milhões de euros (8,8 milhões de euros em 2020), sem considerar interesses que não controlam e efeitos cambiais, com resultados positivos em Angola e em Cabo Verde (6,4 milhões de euros e 1,2 milhões de euros, respetivamente). Apresenta-se no quadro seguinte uma síntese dos principais indicadores da atividade internacional: Atividade e Resultados (milhões de euros) Valor % Ativo líquido 368,5 354,7 228,2 (126,5) (35,7) Crédito a clientes (líquido) 36,2 32,3 41,8 9,5 29,6 Depósitos de clientes 276,5 271,6 140,7 (130,9) (48,2) Produto bancário 22,0 28,4 12,3 (16,1) (56,8) Custos operacionais 9,8 11,5 11,8 0,3 2,6 Cost-to-income 44,3% 40,4% 96,1% Resultado líquido 8,5 8,8 7,7 (1,1) (13,2) Notas: 55,7 p.p. Var. 21/20 2019 2020 2021 1) Para efeitos comparativos as demonstrações financeiras de 2019, 2020 e 2021do Finibanco Angola foram convertidas utilizando as mesmas taxas de câmbio: AOA/EUR 629,015. 2) O Banco M ontepio Geral Cabo Verde encontra-se desde 30 de novembro de 2021em processo de dissolução voluntária e liquidação. Finibanco Angola, S.A. O total do Ativo do Finibanco Angola em 31 de dezembro de 2021, totalizou 218,7 milhões de euros, valor que compara com 238,1 milhões de euros contabilizados no final de 2020 (-8,1%). Esta evolução foi fundamentalmente influenciada pela diminuição da carteira de títulos, designadamente dos títulos de Dívida pública angolana em balanço face aos valores alcançados no final de 2020 (-51,4%), parcialmente compensada pelo aumento da carteira de Crédito concedido a clientes (+29,6%). O Crédito concedido a clientes (líquido) aumentou para 41,8 milhões de euros em 31 de dezembro de 2021, representando um acréscimo de 29,6% face ao valor de 32,3 milhões de euros contabilizado em 31 de dezembro de 2020. Os Depósitos de clientes, em 31 de dezembro de 2021, fixaram-se em 140,7 milhões, face a 163,2 milhões de euros registados em 31 de dezembro de 2020, representando uma redução de 13,8%. O agregado das rubricas de Caixa e disponibilidades em bancos centrais e de Outras instituições de crédito (OIC) engloba os saldos contabilizados em Caixa e disponibilidades junto de bancos centrais e em Disponibilidades e Aplicações em instituições de crédito. Em 31 de dezembro de 2021 aquele agregado
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 60 totalizou 55,0 milhões de euros, acompanhando a diminuição verificada nos Depósitos de clientes previamente referida. Em dezembro de 2021 o Produto bancário alcançou 11,8 milhões de euros diminuindo 15,9 milhões de euros face aos 27,7 milhões de euros apurados em 2020, evidenciando, fundamentalmente, o impacto desfavorável dos Resultados de reavaliação cambial (-15,3 milhões de euros), e com menor expressão o impacto dos Outros resultados de exploração (-1,7 milhões de euros), não obstante o aumento da Margem financeira (+0,9 milhões de euros) e das Comissões líquidas (+0,1 milhões de euros). Os Custos operacionais situaram-se em 11,3 milhões de euros em 2021, revelando um aumento de 0,4 milhões de euros face ao valor apurado em 2020 (10,9 milhões de euros). O aumento verificado nos Custos operacionais em 2021 foi motivado pelos acréscimos assinalados nas componentes Custos com pessoal (+3,7%) e nos Gastos gerais administrativos (+13,9%), não obstante a diminuição das Depreciações e amortizações (-17,2%) face a 2020. Em resultado do desempenho operacional, marcado pela evolução desfavorável dos resultados de reavaliação cambial, o rácio Cost-to-income do Finibanco Angola fixou-se em 96,1% em 2021, valor que compara com 39,4% apurados em 2020. Em 2021, pese embora, a evolução desfavorável dos resultados de reavaliação cambial, o Resultado líquido do Finibanco Angola atingiu 6,4 milhões de euros (9,5 milhões de euros em 2020), sem considerar interesses que não controlam e efeitos cambiais Apresenta-se no quadro seguinte uma síntese dos principais indicadores do Finibanco Angola: Atividade e Resultados (milhões de euros) Valor % Ativo líquido 221,6 238,1 218,7 (19,4) (8,1) Crédito a clientes (líquido) 36,2 32,3 41,8 9,5 29,6 Depósitos de clientes 138,2 163,2 140,7 (22,5) (13,8) Produto bancário 21,4 27,7 11,8 (15,9) (57,5) Custos operacionais 9,1 10,9 11,3 0,4 3,7 Cost-to-income 42,7% 39,4% 96,1% Resultado líquido 8,3 9,5 6,4 (3,1) (32,1) Nota: Para efeitos comparativos as demonstrações financeiras de 2019, 2020 e 2021 do Finibanco Angola foram convertidas utilizando as mesmas taxas de câmbio: AOA/EUR 629,015. 56,7 p.p. Var. 21/20 2019 2020 2021 Banco Montepio Geral Cabo Verde, Sociedade Unipessoal, S.A. – Em Liquidação Conforme acima referido, considerando o novo enquadramento legal de Cabo Verde e ponderadas todas as opções estratégicas relevantes, o Conselho de Administração do Banco Montepio concluiu pela não promoção das alterações necessárias à adaptação da sua filial Banco Montepio Geral Cabo Verde como um banco de autorização genérica, tendo deliberado em 30 de novembro de 2021, na qualidade de acionista único, a aprovação das iniciativas processuais previstas na lei tendentes à dissolução voluntária e liquidação do Banco Montepio Geral Cabo Verde. Neste contexto, as demonstrações financeiras do Banco Montepio Geral Cabo Verde relativas ao exercício de 2021 foram elaboradas na condição de banco em liquidação e em conformidade com as Normas Internacionais de Relato Financeiro (“IFRS”) conforme aprovadas pela União Europeia (“UE") em vigor nessa data, considerando que a atividade do Banco Montepio Geral Cabo Verde integra o perímetro de consolidação do Banco Montepio, seu acionista único. As demonstrações financeiras foram preparadas no pressuposto da não continuidade das operações. Em 31 de dezembro de 2021 o Ativo do Banco Montepio Geral Cabo Verde totalizou 9,5 milhões de euros, e a totalidade das Disponibilidades em instituições de crédito no estrangeiro são junto do Banco Montepio.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 61 Em 2021, o Produto bancário fixou-se em 0,5 milhões de euros, representando uma redução de 0,2 milhões de euros face ao valor registado no período homólogo de 2020, em resultado da diminuição da Margem financeira, dos Resultados de reavaliação cambial e dos Outros resultados de exploração, não obstante a evolução favorável das Comissões líquidas. Os Custos operacionais situaram-se em 0,5 milhões de euros em 31 de dezembro de 2021, representando uma redução de 16,8% comparativamente ao valor apurado no período homólogo de 2020, consubstanciada no decréscimo registado nos Custos com pessoal (-25,2%), nos Gastos gerais administrativos (-12,2%) e nas Amortizações do exercício (-34,2%). Em 2021, o Resultado líquido do Banco Montepio Geral Cabo Verde atingiu 1,2 milhões de euros, que compara com o valor de -0,6 milhões de euros alcançado no período homólogo de 2020, beneficiando da reversão de imparidade para riscos de crédito relativa a aplicações em OIC, na sequência da desmobilização das aplicações em instituições de crédito. Apresenta-se no quadro seguinte uma síntese dos principais indicadores do Banco Montepio Geral Cabo Verde: Atividade e Resultados (milhões de euros) Valor % Ativo líquido 146,9 116,5 9,5 (107,0) (91,9) Disponibilidades em outras instituições de crédito 1,0 1,3 9,1 7,8 >100 Depósitos de clientes 138,3 108,5 0,0 (108,5) - Produto bancário 0,7 0,7 0,5 (0,2) (31,6) Custos operacionais 0,6 0,6 0,5 (0,1) (16,8) Cost-to-income 93,9% 79,7% 96,9% Resultado líquido 0,1 (0,6) 1,2 1,8 >100 Nota: O Banco M ontepio Geral Cabo Verde encontra-se desde 30 de novembro de 2021em processo de dissolução voluntária e liquidação. 17,2 p.p. Var. 21/20 2019 2020 2021 CAPITAL E LIQUIDEZ CAPITAL No âmbito da preservação dos indicadores de solvabilidade, o Banco Montepio prosseguiu em 2021 a execução de um conjunto de medidas que visam a melhoria dos rácios de fundos próprios, através, nomeadamente, da redução dos ativos ponderados pelo risco (RWA - Risk Wheighted Assets), com o foco na desalavancagem do balanço por via do desinvestimento em ativos não produtivos ou não estratégicos, privilegiando o crescimento do negócio core de concessão de crédito em segmentos com menor risco e numa lógica de maximização do retorno sobre o capital afeto. Neste âmbito, salienta-se a redução de ativos não estratégicos concretizada em 2021 através da alienação das participações acionistas detidas nas sociedades Monteiro Aranha, S.A. (10,31% do capital social), em março de 2021, na Almina Holding, S.A. (19,0% do capital social), em junho de 2021, contribuindo para a evolução favorável dos RWA face ao ano anterior. Adicionalmente, no final do ano, o Banco Montepio vendeu uma carteira de créditos não produtivos (Operação Gerês), com impacto positivo de 3 p.b. nos rácios de capital desse ano, assim como concretizou uma operação de titularização de crédito ao consumo (Pelican Finance No.2), medida inscrita no plano de capital e que se revelou determinante para a redução dos RWA, com um impacto global nos rácios de capital de cerca de 40 p.b. Complementarmente, o aumento do crédito concedido com garantias estatais ou supranacionais, com menor risco e menor consumo de capital, contribuíram, igualmente, para a evolução favorável dos rácios de capital. Os RWA registaram uma redução de 777 milhões de euros face ao final de 2020, motivada, fundamentalmente, pela diminuição de ativos não estratégicos, alcançada no stock de crédito não produtivo
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 62 (NPL – Non Performing Loans) e de imobiliário, e pela recomposição do balanço que beneficiou de uma gestão eficiente da alocação do risco nas carteiras de crédito e de títulos de dívida, apesar do contexto adverso da Covid-19. Os Fundos próprios totais aumentaram para 1.328 milhões de euros em 31 de dezembro de 2021, face a 1.321 milhões de euros em 31 de dezembro de 2020, refletindo a evolução favorável dos resultados líquidos do exercício, com impacto na redução dos ativos por impostos diferidos, e dos desvios atuariais apurados ao nível das responsabilidades com pensões, num contexto ainda marcado pelos efeitos adversos exógenos aportados pela pandemia de Covid-19 e pelos impactos desfavoráveis decorrentes do phasing-in da IFRS 9. Assim, fruto da concretização com sucesso do plano de capital aprovado pelo Conselho de Administração, em 31 de dezembro de 2021, os rácios Common equity tier 1 (CET1) e Capital total do Banco Montepio, de acordo com as regras phasing-in, fixaram-se em 12,7% e 15,1%, traduzindo um incremento de 110 p.b. e 130 p.b. respetivamente face ao ano anterior (11,6% e 13,8% no final de 2020). Em base fully implemented, denota-se uma evolução ainda mais favorável face ao ano anterior, uma subida de 170 pb do rácio CET1 para 1,8% e de 190 pb do rácio de Capital total para 14,2%. O diferencial face aos rácios de capital phasing-in é atualmente explicado essencialmente pela componente da IFRS 9, uma vez que no final de 2019 foi registado integralmente o phasing-in relativo aos ativos por impostos diferidos, estando atualmente sujeito apenas ao regime prudencial transitório da IFRS 9. Adicionalmente, o Banco aderiu ao filtro prudencial relativo às reservas de justo valor da dívida pública, cujo impacto é imaterial. Em 31 de dezembro de 2021, o rácio de alavancagem fixou-se em 5,6% (6,0% no final de 2020), de acordo com as regras phasing-in, e em 5,1% em base fully implemented (5,2% em dezembro 2020), mantendo-se acima do mínimo de referência definido pelo Comité de Supervisão Bancária de Basileia (3%). De acordo com as disposições em vigor, em 31 de dezembro de 2021 os rácios regulamentares, considerando os requisitos globais de capital (OCR – Overall Capital Requirements), os quais incluem as reservas combinadas de fundos próprios, eram de 9,02%, 11,13% e 13,94% para o Common equity tier 1, Tier 1 e Capital total, respetivamente. No entanto, em consequência da pandemia de Covid-19, e em linha com a decisão tomada pelo BCE para as instituições significativas, o Banco de Portugal tomou um conjunto de medidas com vista a flexibilizar os requisitos regulatórios e de supervisão, permitindo que as instituições de crédito menos significativas sujeitas à sua supervisão operassem, de forma temporária, pelo menos até final de 2022, com um nível inferior à da reserva combinada de fundos próprios (OCR), considerando que as reservas de capital foram concebidas para permitir que as instituições de crédito resistam a situações especialmente adversas. Desta forma, os rácios mínimos regulamentares a 31 de dezembro de 2021 para o Common equity tier 1, Tier 1 e Capital total eram de 6,328%, 8,438% e 11,25%, respetivamente. Com referência a 31 de dezembro de 2021, os rácios de capital reportados pelo Banco Montepio encontravam-se acima dos níveis prudenciais exigidos, designadamente com folgas significativas face ao 2020 Ativos ponderados pelo risco (phasing-in) Rácios de Capital (phasing-in) 12,4 13,9 11,6 13,8 12,7 15,1 2019 2021 2021 2019 CET1 Capital Total Nota: Os rácios incluem o resultado líquido acumulado do período. % 10 299 9 577 8 800 2019 2020 2021 (M€) -8,1% 2020
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 63 requisito global de capital (OCR), incluindo as reservas combinadas de fundos próprios, não só de acordo com os critérios de phasing in, como também em base fully implemented. Não obstante, o Conselho de Administração permanece comprometido com o reforço dos rácios de capital, tendo encetado um conjunto de iniciativas nesse sentido (de que é exemplo a alienação já efetuada das participações não estratégicas anteriormente referidas). De seguida apresenta-se uma síntese dos rácios de fundos próprios do Grupo Banco Montepio para 2019, 2020 e 2021: RÁCIOS DE FUNDOS PRÓPRIOS (milhões de euros) Valor % Fundos próprios totais Common Equity Tier 1 1 274 1 114 1 122 8 0,7 Tier 1 1 274 1 114 1 122 8 0,7 Fundos próprios totais 1 430 1 321 1 328 7 0,6 Ativos ponderados pelo risco 10 299 9 577 8 800 (777) (8,1) Rácios Phasing-in Common Equity Tier 1 12,4% 11,6% 12,7% 110 pb Tier 1 12,4% 11,6% 12,7% 110 pb Capital Total 13,9% 13,8% 15,1% 130 pb Rácios Fully implemented Common Equity Tier 1 11,2% 10,1% 11,8% 170 pb Tier 1 11,2% 10,1% 11,8% 170 pb Capital Total 12,8% 12,3% 14,2% 190 pb Leverage ratios Phasing-In 7,0% 6,0% 5,6% (40) pb Fully implemented 6,4% 5,2% 5,1% (10) pb Var. 21/20 2019 2021 2020 Nota: Os rácios incluem o resultado líquido acumulado do período. LIQUIDEZ Em 2021 o Banco Montepio continuou a promover medidas de gestão tendo em vista a manutenção de uma posição de liquidez robusta, com níveis bastante acima dos limites regulamentares em vigor. A gestão efetuada do balanço do Banco Montepio permitiu que o rácio de cobertura de liquidez LCR (Liquidity Coverage Ratio) se situasse em 264,1%, evoluindo favoravelmente face ao nível de 200,7% registado em 31 de dezembro de 2020, situando-se 164,1 p.p. acima do requisito mínimo regulamentar de 100%. Paralelamente, o Banco mantém uma confortável base de financiamento estável, determinada pela estrutura de funding delineada, designadamente com recurso a instrumentos de médio e longo prazo, o que possibilitou que o rácio NSFR (Net Stable Funding Ratio) se situasse em 125,3%, um reforço significativo face ao valor de 109,8% registado em 31 de dezembro de 2020. De salientar, neste âmbito, a conclusão da iniciativa de desconto de créditos para efeitos do Eurosistema, por parte do Banco Montepio, e que se traduziu num reforço inicial superior a 500 milhões de euros para a pool de colaterais do BCE. Em 31 dezembro de 2021 o valor da pool de colaterais para operações do Eurosistema era de 3.808 milhões de euros, valor que compara com 3.113 milhões de euros registados no final de 2020, representando um aumento de 695 milhões de euros, No final de 2021, esta pool incluía ativos transacionáveis, nomeadamente instrumentos de dívida elegíveis, no montante de 3.359 milhões de euros, e ativos não transacionáveis, tais como direitos de crédito elegíveis concedidos a Empresas Não Financeiras e Entidades do Setor Público, designadamente empréstimos bancários e linhas de crédito utilizadas, avaliados em 449 milhões de euros. A utilização da pool de ativos elegíveis no final de 2021, no montante de 2.958 milhões de euros, registou um aumento de 1.550 milhões de euros face ao valor de 31 dezembro de 2020, enquadrada na gestão do funding, tendo em vista o reforço do financiamento estável, designadamente, com reflexo ao nível do rácio NSFR. A utilização das operações de política monetária do Eurosistema enquadra-se na lógica de apoio à
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 64 economia, visando uma otimização do funding de longo prazo, nomeadamente através da participação na TLTRO-III (Targeted Longer-term Refinancing Operations), no âmbito das medidas não convencionais de política monetária expansionista implementadas pelo BCE. Em termos de colateral disponível para obtenção de liquidez, a queda observada face ao final de 2020, no montante de 855 milhões, para os 850 milhões de euros, reflete a mobilização efetuada para tomada de funding adicional junto do BCE nas operações da TLTRO III no valor de 1.555 milhões de euros, em cumprimento da estratégia de funding aprovada. O desempenho dos Depósitos de clientes, por um lado, e a progressão do Crédito concedido a clientes (líquido), por outro, determinou um rácio de transformação de depósitos em crédito, calculado de acordo com a Instrução do Banco de Portugal n.º 16/2004, de 91,2% em 31 de dezembro de 2021, face a 92,6% em 31 de dezembro de 2020. Na rubrica dos depósitos junto do Banco de Portugal, que atingiu o montante de 2.788 milhões de euros em 31 dezembro de 2021, verificou-se um aumento de 1.506 milhões face ao final de 2020 decorrente da posição excedentária de liquidez generalizada na zona euro. Assim, numa análise integrada da posição de liquidez importa destacar a evolução da rubrica Caixa e aplicações em bancos centrais, que sofreu um acréscimo de magnitude superior ao decréscimo observado na pool de ativos disponíveis. Neste âmbito, o buffer de liquidez, que reflete a liquidez imediatamente disponível, resultando da agregação do valor dos ativos disponíveis para obtenção de financiamento junto do BCE e caixa e depósitos efetuados junto de bancos centrais, ascendia a 3.818 milhões de euros em 31 de dezembro de 2021, registando um aumento de 646 milhões de euros face ao final de 2020, com reflexo na posição confortável dos rácios de liquidez, designadamente do LCR. POOL DE ATIVOS PARA EFEITOS DE REFINANCIAMENTO JUNTO DO BCE (milhões de euros) Valor % Pool de ativos elegíveis (a) 3 632 3 113 3 808 695 22,3 Utilização da pool 1 308 1 408 2 958 1 550 >100 Pool ativos disponíveis 2 324 1 705 850 (855) (50,1) (a) Inclui ativos elegíveis, livres de ónus, para operações no M IC (M ercado Interbancário Colateralizado). 2020 2021 2019 Var. 21/20 11 507 11 578 11 668 12 642 12 502 12 787 91,0% 92,6% 91,2% 82,0% 83,9% 81,0% 79,0% 84,0% 89,0% 94,0% 99,0% 104,0% 109,0% 114,0% 119,0% 2019 2020 2021 9 000 9 500 10 000 10 500 11 000 11 500 12 000 12 500 13 000 Rácios de transformação Crédito (líq.) Depósitos de Clientes Rácio C/D (a) Rácio C/RCB (b) (M€) (a) Crédito a clientes líq. / Depósitos de clientes. De acordo com a Instrução do Banco de Portugal n.16/2004, na sua versão em vigor. (b) Crédito a clientes líq. / Recursos de clientes de balanço (Depósitos de clientes + responsabilidades representadas por títulos). 179,9% 200,7% 264,1% 105,8% 109,8% 125,3% 2019 2020 2021 Rácios de liquidez Rácio LCR Rácio NSFR
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 65 No mercado monetário interbancário do euro, o Banco Montepio não apresentava qualquer cedência ou tomada de fundos. No mercado interbancário de moeda estrangeira, o Banco Montepio apresentava uma posição de cedência de 70 milhões de dólares americanos. BALANÇO E RESULTADOS Tendo em consideração as deliberações tomadas pelo órgão de administração, visando a simplificação da estrutura societária do Grupo, e não tendo sido intenção do Banco Montepio proceder às alterações necessárias para converter o Banco Montepio Geral Cabo Verde num banco de autorização genérica, foi promovido junto do Banco de Cabo Verde, nos termos legais, o necessário processo de autorização para a adoção da deliberação de dissolução voluntária e consequente liquidação do Banco Montepio Geral Cabo Verde, a qual se encontra em curso desde 30 de novembro de 2021 e se estima concluir no decorrer do exercício de 2022. Em 31 de dezembro de 2021 aquela entidade encontra-se assim apresentada como operação em descontinuação, encontrando-se os seus ativos e passivos apresentados nas rubricas de Ativos e Passivos não correntes detidos para venda – Operações em descontinuação, respetivamente. Em conformidade com o disposto na IFRS 5, a subsidiária Finibanco Angola passou a ser consolidada integralmente linha a linha, de forma retrospetiva, tendo deixado de reunir as condições previstas naquela norma para ser considerada como uma entidade em descontinuação. Em 31 de dezembro de 2020 e até 30 de dezembro de 2021 o Grupo detinha 100% da Montepio Valor, a qual foi alienada à Montepio Geral Associação Mutualista em 30 de dezembro de 2021, deixando de fazer parte do perímetro de consolidação. A atividade do Banco Montepio em 2021 continuou a ser marcada pelo impacto da pandemia de Covid-19. Não obstante, verificou-se uma redução do risco de crédito e a consequente diminuição das dotações para imparidades e provisões comparativamente a 2020, período que registou um impacto mais acentuado da pandemia, tendo o Banco prosseguido a implementação de um conjunto de medidas de ajustamento operacional, cujo objetivo é acelerar a transição digital, ajustar o modelo de serviço e aumentar a eficiência. BALANÇO Perante a alteração das circunstâncias e os desafios que se colocam ao Grupo Banco Montepio, ao sector bancário e à economia portuguesa, o Conselho de Administração reavaliou os objetivos e medidas previstos no Plano de Transformação aprovado em 2018 e adotou um Programa de Ajustamento multidimensional e plurianual, através da adoção de quatro pilares estratégicos principais: revisão do modelo de negócio, ajustamento operacional, preservação de capital, e simplificação do Grupo. Nesse sentido prosseguiu a desalavancagem do balanço, consubstanciada nas reduções dos ativos não produtivos (Non-Performing Assets) e no contínuo reforço da sua posição de liquidez, através da captação e retenção de depósitos de Clientes, e da gestão ativa da carteira de títulos, contribuindo para assegurar os níveis regulamentares de capital e de liquidez em vigor. O conjunto de iniciativas delineadas, nomeadamente o reforço da recuperação de crédito orgânica, permitiu que o Banco Montepio prosseguisse com o plano de redução de créditos não produtivos (non-performing loans), cujo stock atingiu 942 milhões de euros em 31 de dezembro de 2021, uma queda de 25,0% face a 1.256 milhões de euros no final de 2020. Por outro lado, tendo em vista a simplificação da estrutura societária do Grupo Banco Montepio e a redefinição estratégica das participações internacionais, as medidas definidas no programa de ajustamento contemplam nomeadamente a alienação de participações sociais no mercado nacional e internacional. Neste âmbito, salienta-se a alienação da totalidade das participações acionistas detidas na Monteiro Aranha S.A., em março de 2021, na Almina Holding S.A., em junho de 2021, e na Montepio Valor - Sociedade Gestora de Organismos de Investimento Coletivo, S.A., em 30 de dezembro de 2021. Adicionalmente, o Grupo continua a desenvolver diligências com vista à desconsolidação do Finibanco Angola, S.A., e, tendo concluído pela não promoção das alterações necessárias à adaptação do Banco Montepio Geral Cabo Verde como um banco de autorização genérica, esta subsidiária encontra-se, desde 30 de novembro de 2021, em processo de dissolução voluntária e liquidação.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 66 BALANÇO SINTÉTICO (milhões de euros) Valor % Caixa e aplicações em bancos centrais e outras instituições de crédito 1 353 1 793 3 264 1 471 82,1 Crédito a clientes 11 507 11 578 11 668 90 0,8 Carteira de títulos e outros instrumentos* 3 268 3 013 3 339 326 10,8 Ativos n/ correntes detidos p/ venda e prop. investimento 147 131 142 11 7,9 Ativos n/ correntes detidos p/ venda - Op. em descontinuação 0 1 0 (1) (67,3) Ativos por impostos correntes e diferidos 450 500 467 (33) (6,6) Outros 1 015 925 834 (91) (9,8) Ativo líquido 17 740 17 941 19 713 1 772 9,9 Recursos de bancos centrais e de outras instituições de crédito 1 814 2 203 3 457 1 254 56,9 Recursos de clientes 12 642 12 502 12 787 285 2,3 Dívida emitida 1 548 1 516 1 834 318 21,0 Passivos n/ correntes detidos p/ venda - Op. em descontinuação 0 110 0 (110) (99,7) Outros 284 283 271 (12) (4,2) Total do passivo 16 288 16 614 18 350 1 736 10,5 Capital social 2 420 2 420 2 420 0 0,0 Reservas, resultados transitados e outros (990) (1 012) (1 063) (51) (5,1) Resultado líquido 22 (81) 7 88 >100 Total dos capitais próprios 1 452 1 327 1 363 36 2,7 Total do passivo e capitais próprios 17 740 17 941 19 713 1 772 9,9 Var. 21/20 * Inclui instrumentos ao justo valor através de resultados, nomeadamente créditos que não cumprem com os testes SPPI (So lely Payments of Principal and Interest ). 2019 2021 2020 ATIVO O Ativo líquido evidencia um aumento de 1.772 milhões de euros (+9,9%) face ao fecho do ano anterior, determinado, principalmente, pelo acréscimo de aplicações em Bancos Centrais, à qual se associam os aumentos registados nas rubricas Carteira de títulos, traduzindo a estratégia de funding que levou à tomada adicional de 1.555 milhões de euros da TLTRO, bem como o crescimento do crédito performing, assistindo- se em contrapartida à desalavancagem em ativos não produtivos ou não core. 64,9% 64,5% 59,2% 18,4% 16,8% 16,9% 7,6% 10,0% 16,6% 9,1% 8,7% 7,3% 2019 2020 2021 Estrutura do Ativo Outras Aplicações Caixa e aplicações em bancos centrais e OIC Carteira de Títulos e outros instrumentos Crédito a Clientes +9,9% 17 740 19 713 (M€) 17 941
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 67 CAIXA E DISPONIBILIDADES EM BANCOS CENTRAIS E OUTRAS INSTITUIÇÕES DE CRÉDITO O agregado das rubricas de Caixa e disponibilidades em bancos centrais e de Outras instituições de crédito engloba os saldos contabilizados em Caixa e disponibilidades junto de bancos centrais e em Disponibilidades e Aplicações em instituições de crédito. Em 31 de dezembro de 2021, a liquidez depositada em Bancos Centrais e em Outras instituições de crédito situou-se em 3.264 milhões de euros, valor que compara com 1.793 milhões de euros contabilizados no final de 2020, traduzindo um acréscimo de 1.471 milhões de euros (+82,1%), justificado, fundamentalmente, pelo aumento da rubrica Caixa e disponibilidades em bancos centrais, sendo o reflexo do aumento dos Recursos de bancos centrais, de acordo com a estratégia de funding delineada. CRÉDITO A CLIENTES Em 31 de dezembro de 2021, o Crédito a clientes (bruto) totalizou 12.189 milhões de euros, valor que compara com 12.357 milhões de euros registados em 31 de dezembro de 2020, evolução que se encontra impactada pelos créditos abatidos ao ativo (write-offs) no montante de 270 milhões de euros e, adicionalmente, pela cessão de créditos NPL, sendo que a Operação Gerês concretizada em final de 2021, apenas foi desreconhecida parcialmente nesse ano. Em dezembro de 2021 foi celebrada uma escritura pública de venda de uma carteira de créditos não produtivos no valor de 253 milhões de euros, que englobou contratos registados em balanço e fora de balanço (Operação Gerês). O montante em balanço de NPL alienado foi de 133 milhões de euros, dos quais 48 milhões de euros de uma carteira unsecured, desreconhecida em dezembro de 2021. A componente secured da referida operação encontra-se relevada em Ativos não correntes detidos para venda no final do ano transacto, tendo já ocorrido a respetiva liquidação financeira no final de março de 2022. Neste contexto, importa destacar o desempenho positivo do negócio no segmento do Crédito a Particulares, que cresceu 74 milhões de euros, evidenciando a efetividade da estratégia comercial adotada no final de 2020, com a nova produção no crédito à habitação a atingir valores históricos no Banco Montepio. Assinala- se assim que o crédito performing bruto, registou um crescimento de 146 milhões de euros face ao final de 2020 (+1,3%), enquanto o crédito non-performing registou uma diminuição de 315 milhões de euros (- 24,4%), concretizando a estratégia de desalavancagem em ativos não produtivos. Paralelamente, assinalou-se uma melhoria dos indicadores da qualidade do crédito, que beneficiaram de uma rigorosa disciplina de tomada de risco, bem como das medidas que foram aprovadas e adotadas nas áreas de acompanhamento e de recuperação de crédito. Assim, em resultado das medidas que têm vindo a ser implementadas verificou-se uma redução em 2021 quer no número de novos contratos 4 que entraram em incumprimento (-43%), quer no montante em incumprimento (-73%), comparativamente a 2020. Conforme referido, a progressão do Crédito a clientes (bruto) foi influenciada, por um lado, pelo crescimento no crédito concedido aos Particulares que aumentou 74 milhões de euros (+1,2%), dos quais 49 milhões de euros no Crédito à habitação (+0,9%) e 26 milhões de euros em Outros créditos (+3,5%), beneficiando do dinamismo nas novas operações, e por outro, pela diminuição de 241 milhões de euros no segmento de Empresas (-4,0%), cujo contexto de pandemia de Covid-19, altamente penalizador para os agentes económicos, condicionou a trajetória de crescimento do Banco Montepio verificada no final de 2020. Note-se, todavia, que a redução do stock de crédito a empresas foi fortemente determinada pela queda do valor relativo ao setor da Construção e Atividades Imobiliárias, reduzindo assim o peso anormalmente elevado deste sector (de 25,5% em 2019 para 18,6% em 2021), conferindo assim maior equilíbrio à distribuição sectorial do crédito (o peso do crédito às Indústrias Transformadoras passou de cerca de 16% em 2019 para um valor praticamente igual ao do Sector da Construção e Atividades Imobiliárias em 2022). No âmbito do Programa de Ajustamento do Banco Montepio, a melhoria da qualidade do crédito assenta, também, numa gestão mais efetiva e integrada das exposições não produtivas (non-performing), através da maximização de recuperações e soluções de corporate finance, beneficiando do foco estratégico nos 4 Contratos superiores a 90 dias, excluindo depósitos à ordem e cartões.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 68 segmentos dos Particulares, das Empresas, com especial foco nas Pequenas e Médias Empresas (PME), e nas Entidades da Economia Social. CRÉDITO A CLIENTES (por setor de atividade) (milhões de euros) Valor % Particulares 6 551 6 377 6 451 74 1,2 Habitação 5 823 5 636 5 685 49 0,9 Outros 728 740 766 26 3,5 Empresas 5 739 5 980 5 739 (241) (4,0) Indústrias transformadoras 935 981 1 031 50 5,1 Comércio por grosso e a retalho 859 915 860 (55) (6,0) Construção e atividades imobiliárias 1 465 1 363 1 065 (298) (21,9) Atividades de alojamento e restauração 444 533 596 63 11,8 Atividades financeiras e de seguros 572 627 493 (134) (21,5) Transportes e armazenagem 368 404 393 (11) (2,8) Serviços prestados às empresas 400 374 367 (7) (1,7) Outras atividades de serviços coletivos 258 303 340 37 12,2 Outros 438 481 594 113 23,7 Crédito (bruto) 12 289 12 357 12 189 (168) (1,4) Imparidade para crédito 783 780 522 (258) (33,1) Crédito líquido 11 507 11 578 11 668 90 0,8 Var. 21/20 2019 2021 2020 O contexto de pandemia de Covid-19 veio dificultar a cobrança e recuperação de crédito, e reduzir a capacidade do setor privado não financeiro em servir a dívida, assim como dificultando as curas efetivas dos créditos. Não obstante os desafios do contexto, e consubstanciando o efeito das medidas acima referidas, o Banco Montepio foi capaz de reduzir o stock de NPL, traduzindo-se consequentemente na queda do rácio de exposições não produtivas (Non-Performing Exposures - NPE) face ao total do Crédito a clientes bruto, que se situou em 8,0% no final de 2021, comparando com 10,4% em 31 de dezembro de 2020. Esta evolução favorável revela essencialmente, a diminuição do saldo de NPE face ao valor contabilizado no final de 2020, que se fixou em 975 milhões de euros em 31 de dezembro de 2021. Por sua vez, o rácio de NPE líquido de imparidade para crédito em balanço situou-se em 3,7% em 31 de dezembro de 2021, evoluindo favoravelmente face aos 4,1% registados no final de 2020. 1 511 1 290 975 12,3% 10,4% 8,0% 5,9% 4,1% 3,7% 2,0% 7,0% 12,0% 17,0% 22,0% 27,0% 32,0% 37,0% 2019 2020 2021 600 700 800 900 1000 1100 1200 1300 1400 1500 1600 Non-performing exposures (NPE)* NPE NPE / Crédito a clientes bruto NPE líq. de imparidade para crédito em balanço / Crédito a clientes bruto (M€) * Definição EBA -24,4% -35,5% 51,8% 60,4% 53,5% 87,4% 93,0% 96,0% 2019 2020 2021 Cobertura de NPE* Por imparidade para crédito em balanço Por imparidade para crédito em balanço e colaterais e garantias financeiras associados * Definição EBA +3,0 p.p. +8,6 p.p.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 69 A Operação Gerês traduziu se num impacto favorável no rácio de NPE do Banco Montepio, contribuindo decisivamente para a redução de 2,4 p.p. deste indicador, consolidando a estratégia encetada pelo Conselho de Administração de contínua redução de ativos não produtivos. Em 31 de dezembro de 2021, o Banco Montepio reforçou também os níveis de cobertura de NPE por imparidade para crédito em balanço e colaterais e garantias financeiras associados, que atingiram 96,0% no final de dezembro de 2021, comparando com 93,0% em 31 de dezembro de 2020, enquanto a cobertura por imparidade de balanço se situou em 53,5%, face a 60,4% em 31 de dezembro de 2020. CARTEIRA DE TÍTULOS E OUTROS INSTRUMENTOS No âmbito da estratégia de rebalanceamento da estrutura de ativos, o Banco Montepio prosseguiu, em 2021, com a identificação e implementação de medidas com o objetivo de potenciar a melhoria dos níveis de liquidez e de gestão ativa da Carteira de títulos e outros instrumentos. Em 31 de dezembro de 2021, a carteira de títulos e outros instrumentos totalizou 3.339 milhões de euros, valor que compara com 3.013 milhões de euros relevados em 31 de dezembro de 2020. A contribuir positivamente, verificou-se o incremento dos Outros ativos financeiros ao custo amortizado em 641 milhões de euros decorrente do investimento em títulos de dívida pública, refletindo a execução da estratégia de funding e aplicação de liquidez. Por sua vez, refletindo a execução do plano de capital na componente da desalavancagem dos ativos não essenciais, observou-se uma redução da carteira de Ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral em 164 milhões de euros, em resultado da diminuição de exposição em Ações nacionais e estrangeiras (evidenciando a venda das posições na Almina e na Monteiro e Aranha), bem como a diminuição da carteira de Ativos financeiros ao justo valor através dos resultados em 144 milhões de euros, decorrente da redução registada em Unidades de participação de Títulos de rendimento variável, e, com menor expressão, a diminuição da carteira de Ativos financeiros detidos para negociação em 9 milhões de euros, decorrente da redução dos Títulos detidos para negociação. CARTEIRA DE TÍTULOS E OUTROS INSTRUMENTOS (milhões de euros) Valor % Ativos financeiros detidos para negociação 36 17 8 (9) (55,2) Ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral 1 860 287 123 (164) (57,0) Outros ativos financeiros ao custo amortizado 987 2 363 3 004 641 27,2 Ativos financeiros ao justo valor através dos resultados* 385 347 203 (144) (41,4) Total da carteira de títulos e outros instrumentos 3 268 3 013 3 339 326 10,8 * Inclui instrumentos ao justo valor através de resultados, nomeadamente créditos que não cumprem com os testes SPPI (Solely Payments of Principal and Interest ). 2019 2021 2020 Var. 21/20 Na análise da carteira de títulos por tipo de instrumento observou-se um acréscimo face a dezembro de 2020 de 573 milhões de euros nas Obrigações e outros instrumentos de dívida, na qual se inclui a dívida pública, determinando o aumento registado na carteira de títulos e outros instrumentos de 10,8% face a 31 de dezembro de 2020.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 70 CARTEIRA DE TÍTULOS POR TIPO DE INSTRUMENTO (milhões de euros) Valor % Obrigações e outros instrumentos de dívida 2 723 2 532 3 105 573 22,6 Ações 142 126 26 (100) (79,0) Unidades de participação 369 336 189 (147) (43,6) Instrumentos derivados de negociação 23 9 8 (1) (15,8) Crédito a clientes ao justo valor 11 10 10 0 (2,3) Total da carteira de títulos e outros instrumentos 3 268 3 013 3 339 326 10,8 2019 2021 2020 Var. 21/20 A estrutura da carteira de títulos e outros instrumentos permaneceu, em 31 de dezembro de 2021, composta maioritariamente por Obrigações e outros instrumentos de dívida, cujo peso no total da carteira aumentou para 93,0%. Por sua vez, a proporção de Unidades de participação e Ações diminuiu para 5,7% e 0,8% da carteira, respetivamente. ATIVOS NÃO CORRENTES DETIDOS PARA VENDA E PROPRIEDADES DE INVESTIMENTO O agregado das rubricas de Ativos não correntes detidos para venda e de Propriedades de investimento encontra-se influenciado pela reclassificação dos Ativos não correntes detidos para venda, relativos essencialmente a imóveis detidos, para a rubrica de Outros ativos, mas sem alteração em termos da estratégia de redução de exposição ao risco imobiliário. A evolução da exposição a ativos imobiliários, incorporando a reclassificação de imóveis referida, evidenciou uma diminuição de 12,6% em 31 de dezembro de 2021 face ao final de 2020, ao evoluir de 693 milhões de euros em 31 de dezembro de 2020 para 606 milhões de euros em 31 de dezembro de 2021, em linha com a orientação de gestão integrada de imóveis e a consequente redução da exposição a este setor de atividade. A rubrica de Ativos não correntes detidos para venda, juntamente com o valor reclassificado para a rubrica de Outros ativos, evidencia, sobretudo, a redução do montante associado a imóveis resultantes da resolução de contratos de crédito sobre Clientes, que diminuiu 64 milhões de euros (-11,3%) ao evoluir de 567 milhões de euros no final de dezembro de 2020 para 503 milhões de euros em 31 de dezembro de 2021 revelando, essencialmente, o efeito da recuperação de crédito. 83,3% 84,0% 93,0% 11,3% 11,2% 5,7% 4,4% 4,2% 0,8% 1,0% 0,6% 0,5% 2019 2020 2021 Estrutura da Carteira de títulos e outros instrumentos Instrumentos derivados de negociação e Crédito e outros valores a receber Ações Unidades de participação Obrigações e outros instrumentos de dívida +10,8% 3 339 (100%) (M€) 3 268 (100%) 3 013 (100%)
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 71 Relativamente às Propriedades de investimento, rubrica na qual estão contabilizados os imóveis detidos pelos Fundos de Investimento Imobiliário objeto de consolidação no Banco Montepio, registou-se um decréscimo de 18,3%, ao evoluir de 126 milhões de euros no final de dezembro de 2020 para 103 milhões de euros em 31 de dezembro de 2021, prosseguindo-se a concretização do objetivo de redução da exposição ao risco imobiliário. ATIVOS NÃO CORRENTES DETIDOS PARA VENDA - OPERAÇÕES EM DESCONTINUAÇÃO Em 31 de dezembro de 2021 a rubrica de Ativos não correntes detidos para venda - operações em descontinuação totalizou 0,4 milhões de euros, correspondente ao valor do ativo contabilizado pelas operações do Grupo relacionadas com a subsidiária Banco Montepio Geral Cabo Verde, Sociedade Unipessoal, S.A. – Em Liquidação, depois de ajustado dos movimentos necessários ao processo de consolidação, tendo sido relevado na sequência da aplicação da IFRS 5, conforme Nota 59 às demonstrações financeiras consolidadas. ATIVOS POR IMPOSTOS CORRENTES E DIFERIDOS Em 31 de dezembro de 2021 o agregado dos Ativos por impostos correntes e diferidos atingiu o montante de 467 milhões de euros, valor que compara com 500 milhões de euros em 31 de dezembro de 2020. De acordo com a respetiva política contabilística, os Impostos diferidos são calculados com base nas taxas de imposto que se antecipa estarem em vigor à data da reversão das diferenças temporárias, as quais correspondem às taxas aprovadas ou substancialmente aprovadas na data de balanço. Na Assembleia Geral Anual realizada em 29 de junho de 2021 foi aprovada por unanimidade a constituição de reserva especial e constituição de direitos de conversão referentes ao exercício de recuperabilidade dos ativos por impostos diferidos, reportado a 31 de dezembro de 2020, na sequência da deliberação de adesão do Banco Montepio ao regime especial aplicável aos ativos por impostos diferidos previsto na Lei n.º 61/2014, de 26 de agosto (“Lei n.º 61/2014”), tomada em Assembleia Geral de 6 de julho de 2016, e da respetiva adesão pelo Banco Montepio. OUTROS O agregado de Outros apresentado no Ativo do balanço sintético engloba as rubricas de Ativos com acordos de recompra, Derivados de cobertura, Outros ativos tangíveis, Ativos intangíveis, Investimentos em associadas e Outros ativos. Em 31 de dezembro de 2021 o agregado de Outros situou-se em 834 milhões de euros e compara com 925 milhões de euros em 31 de dezembro de 2020, dos quais 464 milhões de euros correspondem a imóveis detidos para venda reclassificados da rubrica de Ativos não correntes detidos para venda para Outros ativos. PASSIVO Em 31 de dezembro de 2021 o total do Passivo fixou-se em 18.350 milhões de euros, revelando um acréscimo de 1.736 milhões de euros (+10,5%) face ao valor de 16.614 milhões de euros registado em 31 de dezembro de 2020, evidenciando, principalmente, o aumento registado nos Recursos de bancos centrais (+1.519 milhões de euros). Em 31 de dezembro de 2021 o Capital próprio financiava 6,9% do Ativo e a Dívida emitida 9,3%, refletindo as emissões realizadas para reforço dos fundos próprios. 611 567 503 145 126 103 4,3% 3,9% 3,1% -5,0% -4,0% -3,0% -2,0% -1,0% 0,0% 1,0% 2,0% 3,0% 4,0% 0 200 400 600 800 1 000 1 200 1 400 2019 2020 2021 Propriedades de investimento Ativos não correntes detidos para venda (Imóveis)* Ativos imobiliários em % do Ativo 606 (M€) Exposição a Ativos Imobiliários -12,6% * Incluindo o valor de imóveis reclassificado para Outros ativos. 693 756
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 72 Os Depósitos de clientes mantiveram-se como a principal fonte de financiamento do balanço, fixando-se em 64,9% do total do passivo e capitais próprios. RECURSOS DE BANCOS CENTRAIS E RECURSOS DE OUTRAS INSTITUIÇÕES DE CRÉDITO Em 31 de dezembro de 2021 o funding obtido junto de Bancos Centrais e de outras instituições de crédito totalizou 3.457 milhões de euros, valor que compara com 2.203 milhões de euros registados no final de 2020 revelando um aumento de 56,9%. Em 31 de dezembro de 2021 a componente Recursos de bancos centrais registou os recursos obtidos junto do Sistema Europeu de Bancos Centrais que se encontravam colateralizados por títulos da carteira de ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral e da carteira de outros ativos financeiros ao custo amortizado, que totalizaram 2.902 milhões de euros, valor que compara com 1.383 milhões de euros em 31 de dezembro de 2020 (+109,8%). O funding obtido junto de Outras instituições de crédito situou-se em 555 milhões de euros em 31 de dezembro de 2021, face a 821 milhões de euros em 31 de dezembro de 2020 (-32,4%), sendo que o Banco Montepio amortizou antecipadamente duas linhas de financiamento, num total de 350 milhões de euros, com prazos residuais curtos, inserida na estratégia de gestão de funding e de liquidez. RECURSOS DE CLIENTES Os Recursos totais de clientes totalizaram 14.041 milhões de euros em 31 de dezembro de 2021, dos quais 12.996 milhões de euros correspondem a Recursos de clientes de balanço, sendo que 98,4% destes se referem a Depósitos de clientes. Em 31 de dezembro de 2021, os Depósitos de clientes atingiram 12.787 milhões de euros, concentrando-se principalmente em Clientes Particulares, segmento que se manteve predominante ao representar 76,4% do total. Em 31 de dezembro de 2021, não obstante o contexto de taxas de juro em níveis historicamente baixos e de redução da atividade económica motivada pela pandemia de Covid-19, os Depósitos de clientes aumentaram 285 milhões de euros face a dezembro 2020, com os Depósitos a 71,3% 69,7% 64,9% 10,2% 12,3% 17,5% 8,2% 7,4% 6,9% 8,7% 8,4% 9,3% 1,6% 2,2% 1,4% 2019 2020 2021 Estrutura do Passivo e Capital Recursos complementares Dívida emitida Capital próprio Recursos de bancos centrais e OIC Depósitos de clientes 19 713 (M€) 17 740 17 941 Estrutura de depósitos de clientes 77,6% 75,5% 76,4% 22,4% 24,5% 23,6% 2019 2020 2021 Particulares Empresas e Institucionais (%)
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 73 prazo a diminuírem 661 milhões de euros e os Depósitos à ordem a aumentarem 946 milhões de euros, mantendo-se a cadência de recomposição da estrutura da carteira de depósitos com a alteração do mix Depósitos à ordem/Depósitos a prazo, que se fixou em 50%/50% em 31 de dezembro de 2021. Em 31 de dezembro de 2021 a rubrica de Títulos colocados em clientes fixou-se em 209 milhões de euros, face a 210 milhões de euros no final de dezembro de 2020. Os Recursos fora de balanço atingiram 1.045 milhões de euros em 31 de dezembro de 2021, valor que compara com 844 milhões de euros apurados no final de dezembro de 2020, representando um aumento de 23,8%, suportado nos acréscimos assinalados nos Fundos de investimento imobiliário (+127 milhões de euros), nos Seguros de Capitalização (+30 milhões de euros), nos Fundos de Pensões (+27 milhões de euros), e nos Fundos de investimento mobiliário (+17 milhões de euros). RECURSOS DE CLIENTES (milhões de euros) Valor % Depósitos de clientes 12 642 12 502 12 787 285 2,3 Depósitos à ordem 4 613 5 482 6 428 946 17,3 Depósitos a prazo 8 029 7 020 6 359 (661) (9,4) Depósitos de clientes (a) 12 504 12 502 12 787 285 2,3 Títulos colocados em clientes 154 210 209 (1) (0,7) Recursos de clientes de balanço 12 796 12 712 12 996 284 2,2 Recursos de clientes de balanço (a) 12 658 12 574 12 996 422 3,4 Recursos fora de balanço 817 844 1 045 201 23,8 Recursos totais de clientes 13 613 13 556 14 041 485 3,6 Recursos totais de clientes (a) 13 475 13 556 14 041 485 3,6 2019 2021 2020 Var. 21/20 (a) Excluindo , para efeito s de co mparabilidade, em 2019 o s depó sito s de clientes do B anco M o ntepio Geral Cabo Verde (138,3M € ) que em 2020 passou a ser classificado em operações em descontinuação. O Banco M ontepio Geral Cabo Verde encontra-se desde 30 de novembro de 2021em processo de dissolução voluntária e liquidação. DÍVIDA EMITIDA A rubrica de Dívida emitida engloba os montantes contabilizados em balanço relacionados com Responsabilidades representadas por títulos e com Passivos subordinados. Em 31 de dezembro de 2021 o montante de Dívida emitida situou-se em 1.834 milhões de euros, representando um acréscimo de 318 milhões de euros (+21,0%) face ao valor de 1.516 milhões de euros registado em 31 de dezembro de 2020, em resultado do aumento assinalado nas Responsabilidades representadas por títulos (+318 milhões de euros). A evolução observada nesta última rubrica face a 2020 9 810 9 443 9 764 2 832 3 059 3 023 12 642 12 502 12 787 2019 2020 2021 Particulares Empresas e Institucionais (M€) Depósitos de clientes 12 504 (a) 12 502 12 787 +2,3% (a) Excluindo os depósitos de clientes do Banco Montepio Geral Cabo Verde (138,3€) que em 2020 passaram a ser classificados em operações em descontinuação.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 74 revela o aumento assinalado nas Securitizações (+324 milhões de euros), na sequência da operação de titularização de créditos ao consumo performing (Pelican Finance No2), originados no Banco Montepio e na Montepio Crédito, no montante de 362 milhões de euros, a par da redução verificada nas Obrigações de caixa (-3 milhões de euros) e nas Obrigações hipotecárias (-3 milhões de euros). Os Outros passivos subordinados situaram-se em 217 milhões de euros, em linha com o valor registado no final de 2020. PASSIVOS NÃO CORRENTES DETIDOS PARA VENDA – OPERAÇÕES EM DESCONTINUAÇÃO Em 31 de dezembro de 2021 a rubrica de Passivos não correntes detidos para venda - operações em descontinuação totalizou 0,3 milhões de euros e corresponde ao valor do passivo contabilizado pelas operações do Grupo relacionadas com a subsidiária Banco Montepio Geral Cabo Verde, Sociedade Unipessoal, S.A. – Em Liquidação depois de ajustado dos movimentos necessários ao processo de consolidação, tendo sido relevado na sequência da aplicação da IFRS 5, conforme Nota 59 às demonstrações financeiras consolidadas. OUTROS O agregado de Outros, apresentado no Passivo do balanço sintético, fixou-se em 271 milhões de euros em 31 de dezembro de 2021 (283 milhões de euros no final de 2020) e engloba as rubricas de Passivos financeiros detidos para negociação, Derivados de cobertura, Provisões, Passivos por impostos correntes e Outros passivos. CAPITAL PRÓPRIO O Capital próprio ascendeu a 1.363 milhões de euros em 31 de dezembro de 2021, assinalando um aumento de 2,7% face ao valor de final de 2020, refletindo, a evolução favorável dos resultados líquidos do exercício, que alcançaram 6,6 milhões de euros (-80,7 milhões de euros em 2020), os desvios atuariais positivos no Fundo de Pensões (+27,4 milhões de euros), e a evolução da reserva de justo valor (+37 milhões de euros). RESULTADOS Em 2021 o Banco Montepio apurou um resultado líquido consolidado de 6,6 milhões de euros, que compara favoravelmente com o valor de -80,7 milhões de euros registado em 2020. A melhoria da rendibilidade reflete por um lado, uma redução dos custos operacionais face ao ano anterior, essencialmente nos custos com pessoal, refletindo não só menores custos com reestruturação mas também uma redução da massa salarial e outros encargos recorrentes, beneficiando dos frutos do programa de ajustamento operacional e, por outro, da melhoria do custo do risco, evidenciando a qualidade da originação de crédito nos últimos anos, não obstante a saída das moratórias que ocorreu durante o ano. Capital Próprio 1 452 1 327 1 363 2019 2020 2021 (M€) +2,7%
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 75 DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS SINTÉTICA (milhões de euros) Valor % Margem financeira 254,2 242,8 243,5 0,7 0,3 Comissões líquidas 122,6 115,3 116,3 1,0 0,9 Produto bancário core 376,8 358,1 359,8 1,7 0,5 Rendimentos de instrumentos de capital 7,6 3,0 1,8 (1,2) (40,0) Resultado de operações financeiras 64,5 17,9 10,8 (7,1) (39,7) Outros resultados 11,5 14,7 6,6 (8,1) (54,9) Produto bancário 460,4 393,7 379,0 (14,7) (3,7) Custos com pessoal 162,4 189,3 164,1 (25,2) (13,3) Gastos gerais administrativos 68,1 67,0 64,7 (2,3) (3,4) Amortizações e depreciações 33,5 35,1 35,3 0,2 0,5 Custos operacionais 264,0 291,4 264,1 (27,3) (9,4) Custos operacionais, sem impactos específicos (a) 264,0 261,9 249,4 (12,5) (4,8) Resultado operacional antes de imparidades 196,4 102,3 114,9 12,6 12,3 Imparidades e provisões líquidas 143,3 220,8 80,5 (140,3) (63,5) Resultados por equivalência patrimonial 0,2 (0,7) 0,0 0,7 >100 Resultado antes de impostos 53,3 (119,2) 34,4 153,6 >100 Impostos 25,6 (42,3) 25,3 67,6 >100 Resultado após impostos de operações em continuação 27,7 (76,9) 9,2 86,1 >100 Resultados de operações em descontinuação (3,5) (1,9) (1,5) 0,4 24,6 Interesses que não controlam 2,5 1,9 1,1 (0,8) (40,2) Resultado líquido 21,7 (80,7) 6,6 87,3 >100 2020 (a) Excluíndo o valor relativo ao incremento nos Custos com pessoal e nos Gastos gerais administrativos gerado pelas medidas de ajustamento o peracio nal de 29,5 M € em 2020 e de 14,7 M € em 2021. 2021 Var. 21/20 2019 PRODUTO BANCÁRIO O Produto bancário de 2021 totalizou 379,0 milhões de euros, comparando com o valor de 393,7 milhões de euros em 2020, em resultado da diminuição do Resultado de operações financeiras, atendendo em que o exercício de 2020 beneficiou de ganhos materiais na venda de carteira de títulos de dívida pública que não se repetiu na mesma magnitude no ano seguinte, não obstante a evolução favorável da Margem financeira e das Comissões líquidas. MARGEM FINANCEIRA A Margem financeira em 2021 situou-se em 243,5 milhões de euros, comparando com o valor de 242,8 milhões de euros apurado em 2020, que, não obstante o abrandamento da atividade económica das Famílias e das Empresas, capturou os efeitos positivos da dinâmica comercial, consubstanciados na evolução favorável do crédito performing e na diminuição do custo dos juros dos Depósitos de clientes. Em sentido oposto, foi impactada pelo efeito negativo relacionado com as baixas taxas de juro de mercado, que condicionam a rendibilidade das operações e o repricing da carteira de crédito e os juros da carteira de títulos, bem como o incremento dos juros com as emissões de dívida subordinada e com a operação de titularização sintética sobre uma carteira de crédito performing concedido a PME iniciada em dezembro de 2020. Como principais fatores negativos na evolução da Margem financeira assinala-se o custo do excesso de liquidez, com a taxa de depósitos junto do Banco Central a situar-se em -0,5%, inserida no contexto de níveis mínimos históricos das taxas de juro. Verificou-se assim uma redução dos juros da carteira do Crédito a clientes em 12,7 milhões de euros em 2021 por via do efeito preço, num contexto em que os principais indexantes continuam em níveis negativos, e a atingir mínimos sucessivos, que foi contudo largamente
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 76 compensado pelo repricing da carteira de depósitos. A Margem financeira em 2021 foi também impactada negativamente pela diminuição de 4,1 milhões de euros observada nos juros da Carteira de títulos, que traduziu a redução da taxa de juro média de 0,55% em 2020 para 0,35% em 2021. Reflexo do plano encetando visando o reforço dos rácios de capital, a margem financeira sofreu, consequentemente, com o custo inerente ao aumento da dívida subordinada e da operação de titularização sintética, ambas com efeito parcial no ano de 2020, completando apenas no ano seguinte 12 meses de relevação contabilística de juros. A estratégia de funding e de aplicação de liquidez preconizada foi determinante para compensar os referidos efeitos desfavoráveis na margem financeira, beneficiando da bonificação dos juros da TLTRO III pelo cumprimento do benchmark net lending, assim como da redução do custo associado aos Depósitos de clientes, da gestão efetuada do pricing na captação de novos depósitos, bem como na renovação dos depósitos existentes, e do incremento da proporção dos depósitos à ordem. Adicionalmente, verificou-se uma gestão ativa do passivo obtido junto das contrapartes, verificando-se uma redução dos juros suportados em 1,8 milhões de euros face ao ano anterior, assim como se procedeu no final de 2021 a uma nova amortização de linhas de financiamento com prazos residuais reduzidos e taxas de juro mais elevadas, no montante global de 350 milhões de euros, que terá repercussão favorável na margem financeira de 2022. Assim, em 2021, a taxa de margem financeira situou-se assim em 1,34%, face a 1,47% em 2020, revelando o contexto de baixas taxas de juro e o ambiente concorrencial altamente competitivo na concessão de crédito, que continuam a condicionar o desempenho deste indicador. DECOMPOSIÇÃO DA MARGEM FINANCEIRA POR ATIVOS E PASSIVOS GERADORES DE JUROS (milhões de euros) Saldo médio Taxa média (%) Juros Saldo médio Taxa média (%) Juros Aplicações Disponibilidades 889 (0,1) (0,6) 2 203 (0,3) (7,3) Aplicações em OIC 303 0,3 0,8 363 0,7 2,6 Crédito a clientes 12 416 2,1 267,5 12 294 2,0 254,7 Carteira de títulos 2 680 0,6 15,1 3 105 0,3 11,0 Outros ativos ao justo valor 10 1,5 0,2 9 1,1 0,1 Outros (inclui derivados) 0 0,0 14,2 0 0,0 14,6 subtotal 16 299 1,8 297,2 17 974 1,5 275,6 Recursos Recursos de bancos centrais 1 452 (0,4) (5,6) 2 532 (0,9) (23,6) Recursos de OIC 587 0,4 2,1 827 0,0 0,3 Depósitos de clientes 12 344 0,2 19,5 12 534 0,1 10,3 Dívida sénior 1 338 0,7 9,3 1 421 0,6 8,8 Dívida subordinada 189 9,1 17,5 216 9,1 19,9 Outros (inclui derivados) 0 0,0 11,7 0 0,0 16,4 subtotal 15 909 0,3 54,4 17 530 0,2 32,1 Margem financeira 1,47 242,8 0,0 1,34 243,5 2020 2021 254,2 242,8 243,5 2019 2020 2021 (M€) Margem Financeira +0,3%
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 77 EXPLICITAÇÃO DA EVOLUÇÃO DA MARGEM FINANCEIRA ENTRE 2020 E 2021 (milhões de euros) Efeito Volume Efeito Preço Efeito Residual Total Aplicações Disponibilidades (0,9) (2,3) (3,4) (6,7) Aplicações em OIC 0,2 1,3 0,3 1,8 Crédito a clientes (2,6) (9,5) (0,6) (12,7) Carteira de títulos 2,4 (5,6) (0,9) (4,1) Outros ativos ao justo valor (0,0) (0,0) 0,0 (0,1) Outros (inclui derivados) 0,0 0,0 0,4 0,4 subtotal 30,5 (46,5) (5,5) (21,5) Recursos Recursos de bancos centrais (4,2) (8,0) (5,9) (18,0) Recursos de OIC 0,9 (1,9) (0,8) (1,8) Depósitos de clientes 0,3 (9,3) (0,2) (9,2) Dívida sénior 0,6 (1,0) (0,1) (0,5) Dívida subordinada 2,6 (0,0) (0,1) 2,5 Outros (inclui derivados) 0,0 0,0 4,8 4,8 subtotal 5,5 (25,1) (2,6) (22,2) Variação na margem financeira 25,0 (21,4) (2,9) 0,7 RENDIMENTOS DE INSTRUMENTOS DE CAPITAL A rubrica Rendimentos de instrumentos de capital inclui os rendimentos associados a títulos de rendimento variável, nomeadamente ações, relacionados com investimentos relevados na carteira de ativos disponíveis para venda. O valor contabilizado em 2021 totalizou 1,8 milhões de euros, face a 3,0 milhões de euros em 2020, onde se incluem 1,4 milhões de euros relativos a dividendos recebidos da Empresa Unicre, 0,2 milhões de euros da SIBS e 0,2 milhões de euros da Monteiro Aranha, S.A., comparados com 1,7 milhões de euros recebidos da Empresa Almina, 1,1 milhões de euros da Monteiro Aranha, S.A. e 0,2 milhões de euros de euros da SIBS recebidos em 2020. COMISSÕES LÍQUIDAS As comissões líquidas de 2021 aumentaram para 116,3 milhões de euros face a 115,3 milhões de euros em 2020 (+0,9%), incorporando, contudo, o impacto negativo da redução dos níveis de atividade dos agentes económicos e a menor transacionalidade aportada pela pandemia de Covid-19, o efeito das moratórias e da legislação aplicável no que respeita à cobrança de comissões de crédito, e as medidas de apoio aos Clientes implementadas pelo Banco Montepio como a suspensão de comissões associadas aos meios de pagamento. A progressão das Comissões líquidas reflete o desempenho favorável das Comissões de mercado 5 , que aumentaram 0,6 milhões de euros (+9,5%) e das Outras comissões 6 , que cresceram 3,6 milhões de euros (+4,4%), e que mais do que compensou a redução de 0,4 milhões de euros (-4,5%) observada nas 5 Incluem comissões de gestão, administração e custódia de ativos e operações sobre títulos. 6 Incluem comissões pela mediação de seguros, prestação de serviços bancários e operações prestadas por conta de terceiros. 122,6 115,3 116,3 2019 2020 2021 (M€) Comissões Líquidas +0,9%
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 78 Comissões de crédito, e a diminuição de 2,7 milhões de euros (-14,9%) nas Comissões de serviços de pagamento 7 . RESULTADOS DE OPERAÇÕES FINANCEIRAS Os Resultados de operações financeiras fixaram-se em 10,8 milhões de euros em 2021, valor que compara com 17,9 milhões de euros contabilizados em 2020, refletindo a diminuição dos Resultados em ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral (-21,7 milhões de euros), que traduzem, nomeadamente, os maiores ganhos na alienação de títulos de dívida pública e de dívida corporate realizados em 2020 e, com menor expressão, a redução dos Resultados da reavaliação cambial (-3,9 milhões de euros), relacionados com a exposição ao Finibanco Angola. Os Resultados de operações financeiras em 2021 refletem, também, a evolução favorável dos resultados com ativos e passivos financeiros avaliados ao justo valor através de resultados, que se situaram em -0,3 milhões de euros face a -18,7 milhões de euros em 2020 devido ao impacto da perda de valor num derivado resultante de uma operação de alienação de créditos, tendo sido registado naquele período uma perda de 12,8 milhões de euros, e com ativos e passivos financeiros ao justo valor através dos resultados, designadamente em unidades de participação, determinada pela antecipação do impacto decorrente da liquidação dos fundos de investimento imobiliário geridos pela Norfin. De referir que, em 2021, os resultados com ativos e passivos financeiros avaliados ao justo valor através de resultados refletem os impactos da reavaliação da cobertura das obrigações hipotecárias, quer do instrumento, quer do derivado, e incorporam o efeito da variação de valor das operações de crédito que não cumprem com o SPPI. RESULTADOS DE OPERAÇÕES FINANCEIRAS (milhões de euros) Valor % Resultados de ativos e passivos avaliados ao justo valor através de resultados 8,5 (18,7) (0,3) 18,4 98,6 Resultados em ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral 42,3 23,7 2,0 (21,7) (91,4) Resultados da reavaliação cambial 13,7 12,9 9,0 (3,9) (30,1) Resultados de operações financeiras 64,5 17,9 10,8 (7,1) (39,7) dos quais: Resultados com alienação de títulos de dívida pública portuguesa 41,3 13,1 1,5 (11,6) (88,5) 2020 2019 2021 Var. 21/20 OUTROS RESULTADOS O agregado Outros resultados incorpora os Resultados de alienação de outros ativos e Outros resultados de exploração, os quais incluem, entre outros, os proveitos obtidos com a revalorização de propriedades de investimento, com a prestação de serviços, com rendas de propriedades de investimento e com o reembolso de despesas, bem como os custos com as contribuições sobre o setor bancário, para o Fundo de Resolução e para o Fundo de Garantia de Depósitos e com serviços de recuperação de crédito. Os Outros resultados situaram-se em 6,6 milhões de euros em 2021, comparando com o valor de 14,7 milhões de euros apurado em 2020 (-8,1 milhões de euros), traduzindo, por um lado, menores proveitos com a alienação de títulos de dívida contabilizados ao custo amortizado (-15,4 milhões de euros), e maiores custos com as Contribuições regulatórias (+1,2 milhões de euros), e por outro, o aumento dos Outros proveitos de exploração (+9,3 milhões de euros), suportado no proveito registado com a valorização do financiamento obtido junto do BCE via TLTRO-III. 7 Incluem comissões de depósito, guarda, administração e cobrança de valores, manutenção de conta, gestão, anuidades, levantamentos comissionáveis e incidências de cartões de crédito.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 79 CUSTOS OPERACIONAIS Os Custos operacionais em 2021 totalizaram 264,1 milhões de euros representando uma redução de 27,3 milhões de euros (-9,4%) face ao valor relevado em 2020, impactados pelos custos relacionados com as medidas de ajustamento do quadro de Colaboradores relativas a reformas antecipadas e rescisões por mútuo acordo (13,8 milhões de euros) e pelos custos incorridos com a redução de ativos não estratégicos (0,9 milhões de euros). Excluindo estes efeitos, os Custos operacionais reduziram 12,5 milhões de euros (-4,8%) comparativamente a 2020. Os Custos com pessoal em 2021 atingiram 164,1 milhões de euros, refletindo uma diminuição de 25,2 milhões de euros (-13,3%) face ao valor de 189,3 milhões de euros contabilizado em 2020, influenciados pelo registo de 13,8 milhões de euros de custos relacionados com as medidas de ajustamento do quadro de Colaboradores. Estes custos incorporam os encargos assumidos com o programa de reformas antecipadas e de rescisões por mútuo acordo, incluindo as componentes do Fundo de Pensões, indemnizações e encargos com saúde. Excluindo este impacto, os Custos com pessoal diminuíram 9,5 milhões de euros face ao período homólogo de 2020 (-5,9%). No agregado Custos com pessoal, é de relevar a rubrica Remunerações, que reduziu 7,0 milhões de euros comparativamente a 2020, e a rubrica Encargos com o Fundo de Pensões, que diminuiu 12,4 milhões de euros, evidenciando o impacto da redução das respetivas responsabilidades. Os Gastos gerais administrativos fixaram-se em 64,7 milhões de euros em 2021 traduzindo uma diminuição de 2,3 milhões de euros face ao valor de 67,0 milhões de euros contabilizados em 2020 (-3,4%), beneficiando, nomeadamente, das reduções registadas com Conservação e reparação (-1,3 milhões de euros), com Água, energia e combustíveis (-0,5 milhões de euros), com Transportes (-0,3 milhões de euros), e com Material de consumo corrente (-0,3 milhões de euros), não obstante o aumento registado com o agregado Serviços especializados, que inclui as rubricas Outros serviços especializados, Informática, e Trabalho independente (+0,4 milhões de euros) e com Formação (+0,3 milhões de euros). Excluindo os custos não recorrentes incorridos com a redução de ativos não estratégicos (0,9 milhões de euros), os Gastos gerais administrativos reduziram 3,2 milhões de euros comparativamente a 2020 (-4,8%). As Amortizações e depreciações totalizaram 35,3 milhões de euros (+0,5%) em 2021, valor que compara com 35,1 milhões de euros contabilizados em 2020, evidenciando o investimento relacionado com o plano de transformação digital e tecnológico. Em 2021 o rácio de eficiência Cost-to-income, corrigido dos custos não recorrentes relacionados com as medidas de ajustamento do quadro de Colaboradores e dos custos incorridos com a redução de ativos não estratégicos, bem como das componentes mais voláteis dos resultados, como sejam os Resultados de operações financeiras e Outros resultados (Resultados de alienação de outros ativos e Outros resultados de exploração), fixou-se em 69,0% valor que compara com 72,5% apurados em 2020, refletindo, fundamentalmente, a evolução favorável dos custos operacionais. Custos Operacionais 261,9 249,4 29,5 14,7 a) 2019 2020 2021 (M€) a) Impacto decorrente dos custos operacionais associados às medidas de ajustamento operacional. 291,4 -9,4% 264,1 -4,8% 264,0
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 80 CUSTOS OPERACIONAIS (milhões de euros) Valor % Custos com pessoal 162,4 189,3 164,1 (25,2) (13,3) Gastos gerais administrativos 68,1 67,0 64,7 (2,3) (3,4) Amortizações e depreciações 33,5 35,1 35,3 0,2 0,5 Custos operacionais 264,0 291,4 264,1 (27,3) (9,4) Custos operacionais, sem impactos específicos (a) 264,0 261,9 249,4 (12,5) (4,8) Rácios de eficiência Cost-to-income (Custos Operacionais / Produto Bancário) (b) 57,3% 74,0% 69,7% Cost-to-income , sem impactos específicos (a) (c) 68,7% 72,5% 69,0% 2020 (4,3 p.p.) (3,5 p.p.) 2019 2021 Var. 21/20 ((a) Excluíndo o valor relativo ao incremento nos Custos com pessoal e e nos Gastos gerais administrativos gerado pelas medidas de ajustamento o peracio nal de 29,5 M € em 2020 e de 14,7 M € em 2021. (b) De acordo com a Instrução do Banco de Portugal n.º 16/2004, na sua versão em vigor. (c) Exclui resultados de operações financeiras e outros resultados (resultados de alienação de outros ativos e outros resultados de exploração). IMPARIDADES E PROVISÕES As dotações para Imparidades e provisões em 2021 totalizaram 80,5 milhões de euros, traduzindo uma diminuição de 140,3 milhões de euros (-63,5%) face a 2020, ano em que se registou o principal impacto da pandemia de Covid-19. A diminuição registada em 2021 é suportada, fundamentalmente, na redução da Imparidade do crédito a clientes e aplicações em instituições de crédito em 130,8 milhões de euros, e em menor dimensão, na diminuição da Imparidade de outros ativos financeiros em 12,4 milhões de euros e das Outras provisões em 8,7 milhões de euros, e por outro, pelo acréscimo da imparidade de outros ativos em 11,6 milhões de euros. As dotações para Imparidades do crédito a clientes e aplicações em instituições de crédito incorporam o resultado da análise individual efetuada às exposições significativas e que evidenciaram sinais de imparidade, por um lado, e o valor resultante do modelo de imparidade utilizado para apuramento da imparidade associada a populações homogéneas, por outro, conforme política contabilística 1.c) descrita nas Notas às Demonstrações Financeiras. Em 2021, a Imparidade do crédito a clientes e aplicações em instituições de crédito (líquida de reversões) fixou-se em 54,3 milhões de euros, que compara com o valor de 185,1 milhões de euros em 2020 (-130,8 milhões de euros), determinada fundamentalmente pela menor dotação de imparidade para risco de crédito a clientes, de 55,6 milhões de euros em 2021, face a 187,8 milhões de euros em 2020, ano que foi impactado extraordinariamente pelos efeitos da pandemia de Covid-19, quer na componente forward looking, quer por via das moratórias e transições de stages. A evolução da Imparidade do crédito em 2021 beneficiou também do maior nível de recuperação de crédito e de juros de créditos já abatidos ao ativo, que atingiram o valor de 4,8 milhões de euros face a 2,6 milhões de euros em 2020. Em paralelo, o Crédito concedido a clientes (bruto) alcançou 12.189 milhões de euros (12.357 milhões de euros contabilizado no final de 2020). Os dois efeitos combinados determinaram uma redução no custo do risco de crédito para 0,4%, face a 1,5% no final de 2020. O agregado das Outras imparidades e provisões, relacionadas com outros ativos financeiros, com outros ativos e com provisões, totalizou 26,2 milhões de euros em 2021 e compara com 35,6 milhões de euros registados em 2020, evidenciando essencialmente as menores dotações efetuadas para outros ativos financeiros e para outras provisões que, neste caso, incluem o provisionamento das exposições off-balance, e o reforço das imparidades para outros ativos resultante das imparidades constituídas para imóveis de negociação. A Imparidade de outros ativos financeiros registou uma reversão de 0,2 milhões de euros (que compara com 12,2 milhões de euros contabilizados em 2020), suportada essencialmente pela reversão de imparidade para
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 81 os títulos de dívida pública angolana detidos pelo Finibanco Angola, na sequência da revisão em alta do rating por parte da agência de notação financeira Moody’s, bem como pela amortização de títulos de dívida angolana, Adicionalmente, em 2020, verificou-se a dotação inicial de imparidade relativa ao reforço de investimento em carteira de dívida pública. Em relação à Imparidade de outros ativos, o valor relevado em 2021 ascendeu a 31,0 milhões de euros (19,4 milhões de euros registados em 2020), sendo maioritariamente constituída por imparidades relativas a imóveis, referentes essencialmente ao processo de atualização das avaliações dos imóveis de negociação e, ainda, um conjunto de espaços no âmbito do processo de redimensionamento da rede de distribuição do Banco Montepio. Por sua vez as Outras provisões totalizaram -4,6 milhões de euros em 2021, revelando uma diminuição de 8,7 milhões de euros comparativamente ao valor de 4,1 milhões de euros contabilizado em 2020. As Outras provisões incluem os impactos da reversão de provisões no âmbito de recompras efetuadas relacionadas com a operação Atlas de 2,4 milhões de euros e da reversão de 2,3 milhões de euros referente a processos judiciais instaurados pelo Banco de Portugal. IMPARIDADES E PROVISÕES (milhões de euros) Valor % Imparidade do crédito a clientes e aplicações em instituições de crédito 114,9 185,1 54,3 (130,8) (70,7) Imparidade de outros ativos financeiros 10,6 12,2 (0,2) (12,4) (<100) Imparidade de outros ativos 11,8 19,4 31,0 11,6 59,9 Outras provisões 6,0 4,1 (4,6) (8,7) (<100) Total das imparidades e provisões líquidas 143,3 220,8 80,5 (140,3) (63,5) 2020 2019 2021 Var. 20/19 IMPOSTOS Os Impostos correntes e diferidos de 2021 totalizaram 25,3 milhões de euros, que comparam com -42,3 milhões de euros relevados em 2020, tendo sido apurados em conformidade com as IAS e observando o enquadramento fiscal aplicável a cada subsidiária do Grupo Banco Montepio. Os ativos por impostos diferidos resultam, por um lado, do facto de o tratamento contabilístico divergir do enquadramento fiscal, designadamente no que respeita à relevação dos custos com imparidades, determinando, desta forma, a relevação de ativos por impostos diferidos associados a diferenças temporárias, assim como de outros custos não fiscalmente aceites. Adicionalmente, decorrente do quadro atual de rendibilidade negativa, foram gerados novos impostos diferidos por prejuízos fiscais. RESULTADOS DE OPERAÇÕES EM DESCONTINUAÇÃO A rubrica de Resultados de operações em descontinuação incorpora o resultado do exercício das subsidiárias Banco Montepio Geral Cabo Verde, Sociedade Unipessoal, S.A. – Em Liquidação e Montepio Valor - Sociedade Gestora de Organismos de Investimento Coletivo, S.A. (vendida em 30 de dezembro de 2021), atribuível ao Grupo Banco Montepio no âmbito da aplicação da política contabilística definida na IFRS 5 , que se situou em -1,47 milhões de euros em 2021 face a -1,94 milhões de euros em 2020, dos quais, -1,34 milhões de euros referentes ao Banco Montepio Geral Cabo Verde e -0,13 milhões de euros relativos à Montepio Valor, líquido de operações intra-grupo, sendo de destacar que, no caso da operação cabo- verdiana, as aplicações realizadas junto da casa-mãe e respetivo rendimento são objeto de anulação nas contas consolidadas e, por sua vez, no que respeita à sociedade gestora, são eliminados os proveitos líquidos relativos aos fundos imobiliários que consolidam integralmente. Em base individual, estas duas entidades registaram resultados líquidos positivos, conforme descrito na seção “Atividade por segmentos”.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 82 INTERESSES QUE NÃO CONTROLAM Os Interesses que não controlam relevados em 2021 (1,1 milhões de euros) correspondem à parcela de capital detida por terceiros na subsidiária Finibanco Angola, S.A.. FUNDO DE PENSÕES As responsabilidades com benefícios pós-emprego e de longo prazo de Colaboradores totalizaram 856,4 milhões de euros em 31 de dezembro de 2021 e comparam com 874,9 milhões de euros apurados em 31 de dezembro de 2020, evidenciando uma diminuição de 18,5 milhões de euros, refletindo o efeito dos programas de reformas antecipadas e de rescisões por mútuo acordo promovidos em 2021. A evolução das responsabilidades foi determinada, por um lado, pelo acréscimo resultante do custo de juros e serviço corrente em 15,3 milhões de euros, pelo impacto dos desvios atuariais em 8,0 milhões de euros, e pela componente Reformas antecipadas, rescisões por mútuo acordo e outros em 4,4 milhões de euros, e por outro lado, pela redução da componente Outros, que inclui as Pensões pagas pelo Fundo, as Pensões pagas pelo Banco Montepio, a Contribuição dos participantes e Outros, em 26,2 milhões de euros, e pelo efeito associado à alteração dos pressupostos atuariais, que se traduziu numa redução de 20,0 milhões de euros, conforme ilustrado no gráfico. O valor dos ativos do Fundo de Pensões registou um aumento de 0,1% totalizando 866,2 milhões de euros em 31 de dezembro de 2021, face aos 865,5 milhões de euros apurados no final de 2020, continuando a apresentar uma distribuição conservadora, com 68,2% desses ativos aplicados em Obrigações, face a 68,5% em 31 de dezembro de 2020. Distribuição da carteira de ativos do fundo de pensões 31 de dezembro 2020 31 de dezembro 2021 Liquidez 5,5% Obrigações 68,5% Imobiliário 4,7% Ações 20,7% Outros 0,7% Liquidez 5,2% Obrigações 68,2% Imobiliário 5,8% Ações 20,5% Outros 0,3% Evolução das responsabilidades com pensões em dezembro 2021 (M€) (1) Inclui Pensões pagas pelo Fundo, Pensões pagas pelo Banco Montepio, Contribuição dos participantes e Outros. 2020 2021 Outros 1) Custo de juros e serviço corrente Reformas antecipadas, rescisões por mútuo acordo e outros Alteração de pressupostos Desvios Atuariais
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 83 Apresenta-se em seguida a evolução dos principais indicadores do Fundo de Pensões com referência a 2019, 2020 e 2021, designadamente das responsabilidades, do valor dos ativos do Fundo de Pensões e dos respetivos níveis de financiamento. FUNDO DE PENSÕES (milhões de euros) Valor % Responsabilidades totais 850,9 874,9 856,4 (18,5) (2,1) Responsabilidades mínimas a financiar 825,5 851,5 835,0 (16,5) (1,9) Valor dos Ativos do Fundo 837,1 865,5 866,2 0,7 0,1 Coberturas: Responsabilidades mínimas (1) 103,2% 102,7% 104,8% Responsabilidades totais (1) 100,1% 100,0% 102,1% (1) Considerando também, em 2019, 2020 e 2021, a componente financiada diretamente pelo Banco M ontepio referente a colaboradores em situação de suspensão temporária de contrato de trabalho e a contribuição para os SAM S (contribuição definida). 2019 2020 2021 Var. 21/20 2,1 p.p. 2,1 p.p. As responsabilidades totais do Banco Montepio encontravam-se totalmente financiadas, evidenciando um grau de cobertura de 102,1% em 31 de dezembro de 2021. A taxa de rendibilidade do Fundo de Pensões em 2021 situou-se em 3,5%, comparando favoravelmente com o pressuposto atuarial assumido. De acordo com a política contabilística do Banco Montepio, e na sequência da apreciação efetuada sobre a adequação dos pressupostos atuariais, a taxa de desconto foi alterada para 1,40% em 31 de dezembro de 2021, face a 1,15% em 31 de dezembro de 2020, tendo em consideração a evolução ocorrida nos principais índices de mercado relativamente a obrigações de elevada qualidade e com a duration das responsabilidades do Fundo de Pensões. Em 31 de dezembro de 2021 a duration média das responsabilidades com pensões dos Colaboradores do Grupo Banco Montepio foi de 17,5 anos (19,0 anos em 31 de dezembro de 2020), incluindo ativos e pensionistas. Os principais pressupostos atuariais utilizados na determinação das responsabilidades em 2019, 2020 e 2021 foram os constantes do quadro seguinte. A informação é complementada com o detalhe constante da Nota 50 às demonstrações financeiras consolidadas. PRESSUPOSTOS ATUARIAIS 2019 2020 2021 Pressupostos financeiros Taxa de evolução salarial 0,75% 0,50% 0,50% Taxa de crescimento das pensões 0,50% 0,30% 0,30% Taxas de rendimento do Fundo 1,50% 1,15% 1,40% Taxa de desconto 1,50% 1,15% 1,40% Taxa de revalorização 0,00% 0,00% 0,00% Taxa de crescimento salários Segurança Social 1,50% 1,25% 1,25% Taxa de crescimento das pensões 1,00% 1,00% 1,00% Pressupostos demográficos e métodos de avaliação Tábua de mortalidade Homens TV 88/90 TV 88/90 TV 88/90 Mulheres TV 88/90 -3 anos TV 88/90 -3 anos TV 88/90 -3 anos Métodos de Valorização Atuarial (1) UCP UCP UCP (1) Método da Unidade de Crédito Projectada.
06 RISCO
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 85 RISCO GESTÃO DOS RISCOS O quadro de gestão de riscos do Grupo Banco Montepio abrange um conjunto de políticas e de procedimentos, a definição de limites no âmbito do apetite ao risco (RAS – Risk Appetite Statement), assim como o estabelecimento de controlos que permitam, de uma forma adequada e integrada, identificar, avaliar, monitorizar, mitigar e reportar os riscos decorrentes das atividades desenvolvidas nas diversas linhas de negócio e entidades do Grupo. A gestão do risco enquadra-se na estratégia global, consubstanciando a definição de apetite ao risco nas várias vertentes, em termos consolidados bem como para as instituições que compõem o Grupo. SISTEMA DE CONTROLO INTERNO Em alinhamento com o Aviso do Banco de Portugal nº 3/2020 e restantes disposições, o sistema de controlo interno do Grupo Banco Montepio integra um conjunto de estratégias, políticas, procedimentos, sistemas e controlos que visam garantir que os seguintes objetivos são alcançados: - Desempenho rentável e sustentável: assegurar o cumprimento dos objetivos estabelecidos no planeamento estratégico, a eficiência das operações, a utilização eficiente dos recursos, a salvaguarda dos ativos e consequentemente a sustentabilidade do negócio no médio e longo prazo. Gestão prudente dos riscos: uma adequada identificação, avaliação, acompanhamento e controlo dos riscos a que o Grupo se encontra ou pode vir a estar exposto. - Informação de qualidade e procedimentos contabilísticos sólidos: a existência de informação contabilística, financeira e de gestão tempestiva, objetiva, completa e fiável e de mecanismos de reporte independente dessa informação aos órgãos de gestão e fiscalização e às funções de controlo interno. - Compliance normativo: o respeito das disposições legais e regulamentares seja de natureza prudencial ou comportamental, incluindo, o cumprimento dos normativos internos do próprio Banco Montepio e das normas e usos profissionais e deontológicos a que este adira. O modelo de governo do sistema de controlo interno e de gestão de risco do Grupo Banco Montepio corresponde ao modelo de três linhas de defesa: Primeira linha: composta pelas unidades geradoras de negócio e áreas conexas, que geram risco para a instituição e que são as primeiras responsáveis pela identificação, avaliação, acompanhamento e controlo dos riscos em que incorrem. Segunda linha: composta pelas funções de suporte e de controlo que incluem, nomeadamente, as funções de gestão de riscos e de conformidade, as quais interagem com as funções da primeira linha com vista à adequada identificação, avaliação, acompanhamento e controlo dos riscos inerentes à atividade desenvolvida pelas funções da primeira linha. Terceira linha: constituída pela função de auditoria interna, sendo responsável por examinar e avaliar de modo independente a adequação e a eficácia das políticas, processos e procedimentos que suportam o sistema de governação, gestão de risco e controlo interno através da realização de testes de efetividade aos controlos implementados. Neste sentido, o sistema de controlo interno tem por base: Um adequado ambiente de controlo suportado numa estrutura organizacional bem definida e salvaguardando a segregação de funções e num código de conduta aplicável a todos os Colaboradores que define os padrões de ética, integridade e profissionalismo; Um sistema de gestão de riscos robusto, destinado a identificar, avaliar, acompanhar e controlar todos os riscos que possam influenciar a estratégia e os objetivos definidos pelo Grupo;
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 86 Um eficiente sistema de informação e comunicação, implementado para garantir a captação, tratamento e troca de dados relevantes, abrangentes e consistentes, num prazo e de uma forma que permitam o desempenho eficaz e tempestivo da gestão e controlo da atividade e dos riscos do Grupo; Um processo de monitorização efetivo, executado com vista a assegurar a adequação e a eficácia do próprio sistema de controlo interno ao longo do tempo, que garanta, nomeadamente, a identificação tempestiva de eventuais deficiências que permitam fortalecer o sistema de controlo interno. O Banco criou, no seio da Comissão Executiva, um Comité de Controlo Interno com o objetivo de robustecer a gestão do sistema de controlo interno, tendo a responsabilidade de promover e apoiar o processo de monitorização e avaliação contínua da eficácia do sistema de controlo interno do Grupo, de modo a assegurar que este promove um ambiente de controlo robusto, uma sólida gestão de riscos, está dotado de um sistema de informação e comunicação fluída e fiável e dispõe de um efetivo e contínuo processo de monitorização e resolução das deficiências detetadas. O Banco criou, com a mesma perspetiva, o Departamento de Controlo Interno, para apoiar a gestão do sistema de controlo interno. Este departamento tem como objetivo promover uma gestão adequada e eficaz do sistema de controlo interno, em estreita articulação com as funções de controlo interno, competindo-lhe nomeadamente monitorizar e centralizar, de forma integrada e global, as deficiências de controlo interno e respetivos planos de ação, dinamizando a sua implementação e realizando o follow-up periódico dos mesmos. O reporte periódico no âmbito do Comité de Controlo Interno, ao Conselho de Administração e à Comissão de Auditoria, permite assegurar uma visão global de todas as deficiências de controlo interno do Grupo – centralizando numa única base de dados todas as deficiências do Grupo - e melhorar a eficiência e eficácia da resolução das mesmas. Foi ainda aprovado o Manual de Controlo Interno que define os procedimentos e responsabilidades de cada um dos intervenientes no processo de sanação de deficiências. SISTEMA DE GESTÃO DE RISCOS O Grupo Banco Montepio dispõe de um sistema de gestão de riscos que constitui um dos pilares em que se sustenta o sistema de controlo interno, e que consiste num conjunto de processos que permitem assegurar a correta compreensão dos riscos materiais a que a instituição se encontra ou pode vir a se encontrar exposta. O sistema de gestão de riscos tem como objetivo identificar, avaliar, acompanhar e controlar todos os riscos materiais a que a instituição se encontra ou pode vir a se encontrar exposta, tanto por via interna como externa, por forma a assegurar que se mantêm dentro dos níveis previamente definidos pelo órgão de administração, e que não deverão impactar a situação financeira da instituição. A estratégia de gestão de risco é estabelecida em conformidade com a declaração de apetite ao risco do Grupo Banco Montepio, considerando dimensões de solvabilidade, liquidez, rendibilidade e qualidade dos ativos, para além de outros riscos financeiros e não financeiros. A função de gestão de riscos, que no Banco Montepio é desempenhada pela Direção de Risco (DRI), é responsável pela aplicação efetiva do sistema de gestão de riscos. A função de gestão de riscos constitui uma das três funções-chave em que assenta o sistema de controlo interno do Banco Montepio, em paralelo com as funções de compliance e de auditoria interna, que conjuntamente constituem os três elementos do modelo das 3 linhas de defesa estabelecido pelas orientações da EBA sobre as melhores práticas de governo interno. A função de gestão de riscos atua como segunda linha de defesa do sistema de controlo interno, assegurando a existência de um sistema de gestão de risco adequado e destinado a obter uma visão do perfil global de risco da instituição e desafiando e apoiando as linhas de negócio na implementação dos processos de controlo de primeira linha. Destacam-se as principais responsabilidades da função de gestão de riscos do Banco Montepio, em conformidade com o regulamento interno da função e os estatutos orgânicos e tendo presente o enquadramento regulamentar e as orientações da EBA:
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 87 a) Garantir que todos os riscos a que o Grupo está ou pode vir a estar exposto são identificados, avaliados, acompanhados e controlados adequadamente e que são devidamente reportados a esta função por todas as unidades de estrutura; b) Desenvolver e apresentar propostas com vista à definição de políticas e de orientações necessárias à gestão e controlo globais do risco, bem como assegurar a sua efetiva implementação; c) Participar na definição da estratégia de risco do Grupo, bem como nas decisões relativas à gestão de riscos, apresentando uma visão global de todos os riscos a que o Grupo está ou pode vir a estar exposto; d) Identificar os riscos inerentes à atividade desenvolvida pelo Banco, de forma individual, agregada, atual e prospetiva, avaliar esses riscos e medir a exposição aos mesmos, através de metodologias apropriadas; e) Desenvolver e implementar mecanismos de alerta tempestivos para situações de desvios ou de incumprimentos dos limites de tolerância ao risco; f) Colaborar na implementação das medidas de gestão de risco a adotar pelas diferentes unidades de estrutura do Banco que sejam tomadoras de riscos, incluindo pelas unidades geradoras de negócio, e monitorizar a sua aplicação, de modo a assegurar que os processos e mecanismos implementados de controlo e gestão dos riscos são adequados e eficazes; g) Dar parecer sobre os riscos associados a novos produtos, serviços e mercados, bem como alteração significativa dos já existentes; h) Coordenar a implementação das estratégias e das políticas de gestão do risco ao nível do Grupo; i) Avaliar regularmente, e numa base integrada, a adequação e a eficácia das diferentes componentes do sistema de gestão de riscos do Grupo, as suas interações e concentrações; j) Analisar previamente as operações com partes relacionadas, identificando e avaliando adequadamente os inerentes riscos reais ou potenciais para o Grupo; k) Analisar previamente e aconselhar os Órgãos de Administração e Fiscalização antes da tomada de decisões que envolvam a assunção de riscos significativos, designadamente quando estejam em causa operações de valor considerado elevado para o Banco, aquisições, alienações, fusões ou o lançamento de novas atividades, produtos ou serviços, com vista a assegurar uma oportuna e apropriada avaliação do impacto das mesmas no perfil de risco do Grupo; l) Fornecer informações, análises e avaliações periciais pertinentes e independentes sobre as posições de risco, além de emitir parecer sobre a compatibilidade das propostas e decisões relativas aos riscos face aos limites de tolerância ao risco definidos pelo Grupo; m) Dar parecer sobre transações excecionais. No âmbito da função de gestão de riscos, destacam-se os seguintes desenvolvimentos durante o ano 2021: x Revisão da Política e Regulamento do Risco de Crédito; Revisão dos modelos de scoring e rating (atividade em curso); x Ajustamento de processos à atividade do BEM, de acordo com a nova estratégia; x Continuação do reforço e melhoria do sistema de informação de gestão de risco e reportes produzidos pela Direção de Risco (DRI); x Continuação de atualização e revisão de normativo interno sobre vários processos relacionados com a gestão de risco (nomeadamente ao nível das políticas de gestão do risco de estratégia e de negócio, fundo de pensões e imobiliário); x Implementação dos novos requisitos regulamentares no âmbito da CRR II; x Disseminação da utilização da ferramenta de pricing no processo de decisão de crédito;
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 88 x Prosseguimento do reforço dos processos de cálculo e reporte de risco de taxa de juro, de acordo com a Instrução do Banco de Portugal nº. 34/2018 e orientações mais recentes da EBA; e x Revisão e atualização da taxonomia de riscos do banco, bem como do processo de identificação dos riscos materiais. A função de compliance, enquanto parte integrante do sistema de controlo interno, e atuando como segunda linha de defesa, assume a responsabilidade da gestão do risco de compliance, ou seja, o risco de sanções legais ou regulatórias e de perda financeira ou reputacional, em consequência do não cumprimento de leis, regulamentos, determinações específicas, contratos, regras de conduta e de relacionamento com Clientes, princípios éticos ou de normas internas do Banco Montepio. A função de compliance do Banco Montepio é exercida pela Direção de Compliance que dispõe da autonomia necessária para desempenhar as suas funções de modo independente, reportando funcionalmente ao Conselho de Administração, bem como à Comissão de Auditoria, nomeadamente em matérias relevantes como sejam os planos de atividades e formação, orçamento, os relatórios de atividades, as políticas de compliance, e, ainda, o reporte sobre quaisquer indícios de violação de obrigações legais ou de regras de conduta que possam fazer incorrer o Banco Montepio num ilícito de natureza contraordenacional. O risco de compliance é mitigado através da promoção de uma cultura de ética e compliance e por uma intervenção da respetiva função nos principais processos do Banco que comportam risco de compliance. Para efeitos da gestão dos riscos de compliance e reputacional, o Banco Montepio dispõe da Política e Abordagem Metodológica para a Gestão de Risco de Compliance e da Política e Abordagem Metodológica para a Gestão de Risco de Reputação, sendo ambas comunicadas a todos os Colaboradores da Instituição. As referidas políticas servem de suporte à adoção de uma cultura de compliance baseada na identificação, avaliação, acompanhamento e mitigação do risco de compliance. O Código de Conduta é também um instrumento fundamental na mitigação do risco de compliance, na medida em que identifica os valores, os princípios de atuação e as normas de conduta profissional que todos os Colaboradores e membros dos órgãos sociais devem observar no desempenho da sua atividade. O Código de Conduta foi revisto em outubro de 2021 no sentido de o tornar mais simples, claro, sintético e mais capaz de proporcionar orientação à conduta dos seus destinatários sendo, para o efeito, apresentados alguns exemplos de comportamentos esperados, bem como de comportamentos não aceitáveis. A adoção de uma conduta ética nos negócios é para o Banco Montepio um elemento essencial para servir bem os Clientes, corresponder às expetativas dos seus Acionistas e demais Stakeholders, satisfazer e motivar os seus Colaboradores e contribuir, de um modo geral, para consolidar a sua afirmação como uma instituição financeira única no panorama nacional pela sua origem e base mutualista e, consequentemente, pela sua vocação de instituição de poupança e de disponibilização de serviços financeiros universais para os Clientes Particulares, em todas as fases do seu ciclo de vida, para todos os Clientes do Sector Empresarial e, com particular destaque, para as instituições da Economia Social e empreendedores sociais. Ainda no âmbito da gestão do risco de compliance importa destacar a revisão de um vasto conjunto de Políticas e melhoria dos processos a elas associados de forma a responder eficazmente aos requisitos legais, regulamentares e às orientações dos reguladores nacionais e europeus. Neste particular merecem relevo a revisão da Política de Gestão de Conflitos de Interesses, da Política de Transações com Partes Relacionadas, da Política de Comunicação de Irregularidade (whistleblowing), da Política aplicável a estruturas e atividades não convencionais ou não transparentes, da Política de Subcontratação e da Política de Controlo Interno. No início de 2021, a função de compliance foi alvo de reorganização interna, visando segregar a função de gestão da conformidade da função de gestão de risco de compliance e reputacional e monitorização, de forma a reforçar os processos de controlo e monitorização a posteriori, permanecendo os processos de gestão da conformidade, mais baseados em controlos prévios e aconselhamento em matéria regulatória, numa área autónoma.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 89 Ao nível da monitorização foram também reforçados os mecanismos de acompanhamento das filiais do Grupo Banco Montepio (numa ótica de conformidade), tendo sido implementado um reporting package que visa obter informação para efetuar uma gestão dos riscos de compliance numa ótica consolidada. Complementarmente, foram também encetados novos projetos para a implementação de soluções de controlo, designadamente de controlo dos reportes regulamentares e de plataforma conjunta para as unidades de controlo interno, a qual incluirá um módulo específico para a gestão de risco de compliance e gestão das ações de monitorização da conformidade. De modo a acomodar as novas exigências legais e regulamentares, em especial as decorrentes da implementação do Aviso do Banco de Portugal n.º 3/2020, a Direção de Compliance passou a integrar desde junho de 2021 um departamento autónomo para apoiar a gestão do sistema de controlo interno. Este departamento tem como objetivo promover uma gestão adequada e eficaz do sistema de controlo interno, em estreita articulação com as funções de controlo interno, competindo-lhe especialmente monitorizar e centralizar, de forma integrada e global, as deficiências de controlo interno e respetivos planos de ação, dinamizando a sua implementação e realizando o follow-up periódico dos mesmos. Com a criação desta unidade de estrutura foi possível melhorar o acompanhamento do sistema de controlo interno. Foi criado, por delegação da Comissão Executiva, um Comité de Controlo Interno, o que contribuiu para uma maior interação entre as funções de controlo interno, a gestão executiva e as demais áreas do Banco responsáveis pela mitigação das deficiências. Deste modo, os temas de controlo interno viram a sua preponderância ser reforçada no quadro da gestão de riscos do Banco Montepio. No âmbito da prevenção do branqueamento de capitais e do combate ao financiamento do terrorismo (PBC/CFT), destaca-se a alteração da estrutura do Departamento de Prevenção ao Crime Financeiro, com a criação dos núcleos de filtragem, monitorização, Clientes e contrapartes e prevenção do abuso de mercado. Realce ainda para o reforço dos mecanismos de controlo das pessoas politicamente expostas, bem como para a melhoria contínua dos demais processos e controlos implementados. A este respeito, importa salientar ter-se iniciado em 2021, com o apoio de um consultor externo, a realização de um diagnóstico ao funcionamento dos principais sistemas de PBC/CFT e sanções, ou seja, ao sistema de filtragem (screening) e ao sistema de monitorização de Clientes e transações (Client Due Diligence e Transaction Monitoring). Pretende-se, com este projeto, rever e calibrar os modelos de risco usados para a PBC/CFT, bem como as regras e os cenários implementados nas ferramentas de filtragem e monitorização de forma a melhorar a sua eficácia. Paralelamente será igualmente revisto o modelo operativo tendo em vista a identificação de oportunidades de melhoria e otimização. No Grupo Banco Montepio, a função de auditoria interna é assegurada pela Direção de Auditoria e Inspeção (DAI) do Banco Montepio, que assegura numa lógica de serviços partilhados, a função de auditoria das restantes entidades do Grupo, com exceção, de entidade no exterior em que existe função de auditoria própria. Nesta situação, a DAI assegura a função corporativa, através da coordenação funcional da função local, com o objetivo de garantir o alinhamento de práticas e procedimentos ao nível do Grupo, incluindo a realização de ações de auditoria locais. Em termos de missão, a função de auditoria interna assiste o Grupo Banco Montepio no cumprimento dos seus objetivos através da utilização de uma abordagem sistemática e disciplinada para a avaliação e melhoria da eficácia dos processos de gestão de risco, controlo e governação. A função de auditoria interna constitui parte integrante do processo de monitorização da cultura organizacional, dos sistemas de governo e controlo interno e, enquanto terceira linha de defesa, realiza análises independentes e orientadas para o risco às atividades, sistemas e processos, incluindo a função de gestão de riscos e a função de compliance. Risk Appetite Framework (RAF) O RAF constitui o principal elemento do sistema de gestão de riscos do Grupo, consistindo numa abordagem geral, segundo a qual o apetite e estratégia do risco são estabelecidos, comunicados e monitorizados, incluindo as políticas, processos, controlos e sistemas necessários. Os limites de risco, que suportam a estratégia de gestão de risco e a manutenção de níveis adequados de capital e de liquidez, são
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 90 documentados numa declaração de apetite pelo risco (Risk Appetite Statement – RAS) aprovada pelos órgãos de administração. O sistema de gestão de risco faz parte do sistema de controlo interno do Grupo Banco Montepio, que tem como objetivo o desenvolvimento da atividade de uma forma sustentada e alinhada com o RAS estabelecido. Regularmente, é realizada a monitorização da evolução do perfil de risco do Grupo Banco Montepio face ao apetite ao risco estabelecido, existindo o respetivo reporte ao órgão de administração, e acompanhamento por parte do órgão de fiscalização. MODELO DE GOVERNO DA GESTÃO DE RISCO No Banco Montepio, a função de gestão de risco é da responsabilidade da Direção de Risco (DRI), unidade orgânica que assegura essa função de forma independente relativamente às áreas funcionais sujeitas à avaliação. No atual modelo de governo interno do Banco Montepio, o responsável da DRI reporta hierarquicamente ao membro da Comissão Executiva com o pelouro do risco, existindo igualmente um reporte funcional à Comissão de Riscos, à Comissão de Auditoria, enquanto órgão de fiscalização do Banco Montepio e ao Conselho de Administração. As linhas de reporte hierárquico e funcional encontram-se descritas na estrutura de governo interno definida na Política de Gestão de Risco do Grupo Banco Montepio. O Conselho de Administração é responsável pela estratégia e pelas políticas a adotar relativamente à gestão dos riscos incluindo-se, neste âmbito, a aprovação de políticas de mais alto nível que deverão ser seguidas na gestão da mesma. A função de gestão de riscos reporta funcionalmente à Comissão de Riscos (constituída exclusivamente por Administradores não executivos), à Comissão de Auditoria, enquanto órgão de fiscalização do Banco Montepio, e ao Conselho de Administração. Os órgãos de administração das subsidiárias do Grupo Banco Montepio são responsáveis por aprovar estratégias próprias de gestão de risco, alinhadas com a estratégia de negócio definida para cada subsidiária e em termos consolidados, assim como a estratégia de risco global do Grupo Banco Montepio. Comissão de Auditoria A Comissão de Auditoria é o órgão de fiscalização do Banco Montepio, cujas competências incluem a fiscalização da administração da Sociedade, a supervisão das atividades de auditoria, do processo de preparação e divulgação de informação financeira, da eficácia dos sistemas de controlo interno, a elaboração de pareceres sobre as políticas e procedimentos de apoio ao sistema de gestão de riscos prévios a aprovação pelo Conselho de Administração, de controlo da conformidade (compliance) e da atividade e a independência do revisor oficial de contas e do auditor externo. Comissão de Riscos O Conselho de Administração nomeia a Comissão de Riscos, incluindo a designação do seu Presidente, cujas funções, exercidas de forma independente, estão vertidas nos respetivos estatutos. A Comissão de Riscos tem como missão acompanhar em permanência a definição e execução da estratégia de risco e a apetência pelo risco da instituição e verificar se estas são compatíveis com uma estratégia sustentável de médio e longo prazos e com o programa de ação e orçamento aprovados, aconselhando a Comissão Executiva e o Conselho de Administração nestes domínios. Comités de Apoio à Comissão Executiva Estão constituídos Comités de Apoio à Comissão Executiva, constituindo-se como fóruns de debate e de suporte à tomada de decisão, através da formulação de propostas e recomendações nas áreas do seu âmbito de intervenção. O Comité de Crédito (COMCRED) reúne com uma periodicidade semanal, onde são apreciadas e decididas as operações de crédito de acordo com a política e regulamento de concessão de crédito. O Comité de Ativos e Passivos (COMALCO), que reúne com periodicidade mensal, é responsável pelo acompanhamento da gestão do Capital, do Balanço e da Demonstração dos Resultados. Entre as suas
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 91 funções, destacam-se a emissão de propostas ou recomendações tendo em vista a gestão das posições de liquidez ou de capital, considerando os cenários de evolução da atividade, o contexto macroeconómico e os indicadores referentes à evolução real e projetada dos diferentes riscos. No âmbito da sua função de gestão de risco, a DRI participa igualmente no Comité de Imparidade (COMIMP), no Comité de Acompanhamento de Ativos Não Produtivos (COMAANP), no Comité de Negócio (COMNEG), no Comité de Acompanhamento de Fundo de Pensões (COMAFP), Comité de Tecnologia (COMTECH), Comité de Controlo Interno (COMCI) e Comité de Cyber Segurança (COMCS), assim como nas reuniões regulares do Gabinete de Gestão de Crise e recuperação de negócio ativados no âmbito da resposta do Banco à crise pandémica de Covid-19 de modo a assegurar a continuidade operacional das funções críticas do Banco bem como a continuidade do negócio. Direção de Risco (DRI) A DRI é a unidade do Banco Montepio responsável pelo exercício da função de gestão de riscos, sendo responsável pelo acompanhamento de todos os riscos financeiros e risco operacional, exercendo as suas funções de forma independente e conforme as melhores práticas e as exigências regulamentares. A DRI assegura a análise e gestão dos riscos, prestando aconselhamento ao órgão de administração, designadamente através da proposta de normativos e de modelos de gestão dos diferentes riscos, da elaboração de reportes de gestão que servem de base à tomada de decisão e da participação em Comités de Apoio ao Conselho de Administração e à Comissão Executiva. A DRI assegura igualmente o cumprimento de um conjunto de reportes prudenciais à autoridade de supervisão, designadamente no domínio dos requisitos de fundos próprios, controlo de grandes riscos, risco de liquidez, risco de taxa de juro, risco de contraparte, monitorização da evolução do impacto da crise pandémica de Covid-19 nas demonstrações financeiras e nos processos operacionais do Banco, autoavaliação da adequação de capital e liquidez, Disciplina de Mercado, Plano de Recuperação e Plano de Resolução. Empresas Subsidiárias Com vista a assegurar uma efetiva gestão dos riscos associados às atividades do Grupo, a DRI é responsável por assegurar que todas as Empresas do Grupo Banco Montepio, incluindo aquelas localizadas no estrangeiro, adotam sistemas de gestão de risco coerentes entre si e em conformidade com os requisitos definidos no Regulamento Interno da função gestão de riscos do Banco Montepio, na Política de Risco Global do Grupo Banco Montepio e nas restantes políticas e normativos internos aplicáveis, sem prejuízo do respetivo enquadramento legal e regulamentar. A DRI é responsável por monitorizar a atividade de gestão de risco das Empresas do Grupo Banco Montepio, numa base consolidada e individual, tendo em vista garantir a consistência dos conceitos de risco utilizados, das metodologias de identificação, avaliação e controlo de risco, dos normativos de suporte e respetivos processos de monitorização do perfil de risco, assim como o cumprimento dos requisitos regulamentares e prudenciais aplicáveis, designadamente em termos consolidados. Estas atividades devem ser asseguradas diretamente pelas funções de gestão de risco dessas entidades, exceto naquelas em que o órgão de Administração do Banco Montepio decida que o desenvolvimento dessas responsabilidades pela DRI do Banco Montepio apresenta uma maior eficácia e eficiência. Gabinete de Validação de Modelos O Gabinete de Validação de Modelos (GVM) é responsável pela validação independente dos modelos desenvolvidos no Grupo, garantindo o cumprimento dos requisitos internos e externos aplicáveis. Esta estrutura reporta funcionalmente à Comissão de Riscos e hierarquicamente ao administrador com o pelouro do risco, salvaguardando desta forma a independência face a outras estruturas orgânicas responsáveis pelo desenvolvimento e monitorização de modelos. O GVM é ainda responsável pela gestão de risco de modelo do Grupo, assegurando a atualização da Política Corporativa de Gestão de Risco de Modelo e o cumprimento dos requisitos definidos, garantindo a existência de um inventário de modelos do Grupo centralizado e atualizado e procedendo à verificação da aplicação
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 92 adequada da classificação de nível de risco dos modelos por parte dos model owners, de acordo com a metodologia de risk tiering definida, com a monitorização contínua e o reporte do risco de modelo. No primeiro semestre de 2021, o GVM concluiu um conjunto de procedimentos de validação referentes a diversos modelos, dos quais se destacam as validações periódicas dos modelos, metodologias e resultados dos processos de ICAAP e ILAAP e a validação inicial da metodologia de calibração e Masterscale do Banco. No segundo semestre do ano, o GVM concluiu os trabalhos de validação referentes ao modelo de imparidade para as exposições individualmente significativas, ao modelo de rendibilidade e ao modelo de scoring aplicacional de crédito automóvel do Montepio Crédito. O Gabinete procedeu ainda ao início da validação dos modelos de scoring aplicacional para os segmentos de crédito à habitação e small business e dos modelos de rating de construção e promoção imobiliária e Small, Mid e Large Corporate. No que respeita à sua função global de gestão de risco de modelo do Grupo, procedeu ainda ao controlo do inventário de modelos, à execução de follow-up de recomendações junto dos model owners e análise de overrides de modelos de rating com os respetivos reportes quadrimestrais, e à monitorização de limites de risco de modelo. O Gabinete de Validação de Modelos elaborou o relatório anual de risco de modelo do Grupo, e com o apoio dos diversos model owners e da função de Auditoria Interna, assegurou a apresentação e reporte à Comissão de Riscos e à Comissão Executiva, de acordo com os requisitos definidos na Política Corporativa de Gestão de Risco de Modelo que o Gabinete criou em 2018. O relatório anual incluiu o inventário e a caracterização de modelos do Grupo ao nível da ficha técnica e do risk tiering, as principais atividades realizadas em 2020 em matéria de desenvolvimento, alteração, validação e auditoria de modelos, o planeamento de atividades para 2021 ao nível do desenvolvimento, revisão, validação e auditoria de modelos, o ponto de situação de insuficiências ao nível dos modelos emitidas pela validação, sejam estas identificadas pelo Gabinete de Validação de Modelos, pela função de Auditoria Interna ou por entidades externas, e a avaliação global de risco de modelo através da avaliação qualitativa do risco de modelo e de situações de ultrapassagem dos limites de risco de modelo definidos. Gestão de Informação O Banco Montepio tem definida uma política de dados e o respetivo modelo operativo implementado. Esta política encontra-se alinhada com o quadro de referência DAMA DMBOK (DAMA International Guide to Data Management Body of Knowledge) e com os princípios do BCBS 239 (Principles of effective risk data aggregation and risk reporting) tendo sido objeto de revisão e alinhamento no âmbito do Aviso do Banco de Portugal nº. 3/2020. Durante o ano de 2021, prolongando-se por 2022, mantiveram-se os investimentos na modernização da infraestrutura tecnológica e em ferramentas de software para suportar os processos de governação e qualidade de dados. O Gabinete de Gestão de Informação, responsável pela implementação da política de dados, viu neste contexto adverso reforçada a sua equipa, demonstrando o compromisso do Banco Montepio em estar fortemente empenhado no suporte efetivo de uma estratégia de gestão de dados e no seu compromisso com a fiabilidade, tempestividade e qualidade da informação, suportando eficazmente os processos de tomada de decisão, bem como na resposta aos requisitos de reporte interno e externo, assegurando o cumprimento dos requisitos regulamentares neste âmbito. RISCO DE CRÉDITO O risco de crédito encontra-se associado ao grau de incerteza dos retornos esperados, por incapacidade quer do tomador do empréstimo (e do seu garante, se existir), quer do emissor de um título ou da contraparte de um contrato em cumprir com as suas obrigações. A gestão de risco de crédito beneficia de um processo robusto de análise e decisão de crédito, suportado num conjunto de ferramentas de apoio ao processo de decisão de crédito. A quantificação do risco de crédito encontra-se também suportada no modelo de cálculo das perdas por imparidade. No decurso do ano de 2021 prosseguiram os trabalhos de revisão dos modelos e políticas de gestão de risco de crédito, acompanhando as alterações no quadro regulamentar, e as orientações emitidas pelos supervisores e reguladores nacionais e europeus e as melhores práticas de mercado.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 93 O processo de decisão de operações de crédito baseia-se num conjunto de políticas recorrendo a modelos de scoring para as carteiras de retalho e negócios e a modelos de rating para o segmento de Empresas. Estes modelos, desenvolvidos a partir de dados históricos internos, permitem obter uma avaliação que se traduz na atribuição de uma classe de risco ao Cliente/operação, agregadas numa escala única de risco, refletindo a probabilidade de incumprimento respetiva. Os referidos modelos são sujeitos a validação por unidade independente da unidade responsável pelo seu desenvolvimento, que tem reporte à Comissão de Riscos (composta por administradores não executivos) onde são aprovados os respetivos relatórios de validação e pareceres para alteração aos modelos. A monitorização dos modelos implementados é feita numa base regular pela DRI, existindo também um processo de atualização regular à luz dos resultados obtidos, alterações de negócio ou regulamentares que se traduzam numa necessidade de revisão dos mesmos. Além dos modelos de rating e scoring, o processo de decisão de operações de crédito baseia-se também em determinados filtros ou regras de rejeição ou de escalonamento. As rejeições ou filtros em termos dos níveis de decisão são determinados pela ocorrência de eventos de crédito no sistema financeiro, incumprimento de regras de crédito (por exemplo, o indicador de análise de solvabilidade de Clientes Particulares definido pelo Banco de Portugal, designado DSTI - Debt-Service-to-Income) e sempre que o pricing associado a uma determinada operação represente um risco de seleção adversa. No segmento do crédito à habitação, a concessão em 2021 registou um acréscimo, face a 2020, dos níveis do rácio LTV (Loan-to-Value – valor de financiamento sobre valor de avaliação da garantia) para 74,3% (73,1% em 2020 e 71,6% em 2019), excluindo financiamento de imóveis detidos pelo Banco Montepio, explicado essencialmente pela componente de habitação própria e permanente. Refira-se que em julho de 2018 entrou em vigor a recomendação macro prudencial do Banco de Portugal, sendo que relativamente ao cumprimento do critério do LTV, o cálculo do rácio neste âmbito passou a considerar como valor do imóvel o mínimo entre o valor de aquisição e o valor de avaliação, que provocou naturalmente um aumento no rácio divulgado. Distribuição do crédito à habitação concedido por nível de LTV Em 31 de dezembro de 2021, o peso das exposições não produtivas (NPE - Non-Performing Exposures) medido com base na rubrica de Crédito a clientes bruto registou uma redução face a 31 de dezembro de 2020 de 2,4 p.p., situando-se em 8,0%, determinada pelo efeito positivo da redução das exposições não produtivas em 314 milhões de euros, não obstante a redução da carteira de Crédito a clientes em 168 milhões de euros no período. O montante de imparidades para risco de crédito totalizou 522 milhões de euros em 31 de dezembro de 2021, proporcionando um rácio de cobertura do crédito e juros vencidos há mais de 90 dias de 144,4%, um reforço de 20,0 p.p. face a 2020. Adicionalmente, a cobertura de NPE situou-se em 53,5%, enquanto o rácio 15,3% 13,2% 12,9% 53,2% 47,6% 39,3% 30,6% 37,2% 47,4% 0,9% 2,0% 0,4% 2019 2020 2021 ≤ 50% > 50% e ≤ 80% > 80% e ≤ 90% > 90% e ≤ 100%
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 94 de cobertura, considerando também o total de colaterais e garantias financeiras associadas, ascendeu a 96,0%. INDICADORES DE QUALIDADE DO CRÉDITO (milhões de euros) Valor % Crédito a clientes bruto 12 289 12 357 12 189 (168) (1,4) Crédito e juros vencidos há mais de 90 dias 688 627 361 (266) (42,3) Imparidade para crédito 783 780 522 (258) (33,1) Rácios (%) Custo do risco de crédito 0,9 1,5 0,4 Crédito e juros vencidos há mais de 90 dias 5,6 5,1 3,0 Non-performing exposures (NPE) (a) / Crédito a clientes bruto 12,3 10,4 8,0 Forborne exposures (d) / Crédito a clientes bruto 7,1 6,6 5,1 Cobertura por imparidade para crédito em balanço (%) Crédito e juros vencidos há mais de 90 dias 113,7 124,4 144,4 Non-performing exposures (NPE) (a) 51,8 60,4 53,5 Non-performing exposures (NPE) (a) , incluindo colaterais e garantias financeiras associados 87,4 93,0 96,0 (a) Definição EBA. 2021 2019 2020 20,0 p.p. (6,9 p.p.) 3,0 p.p. Var. 21/20 (1,1 p.p.) (2,1 p.p.) (2,4 p.p.) (1,5 p.p.) RISCO DE CONCENTRAÇÃO DE CRÉDITO O risco de concentração decorre da existência de fatores de risco comuns ou correlacionados entre diferentes entidades ou carteiras, de tal modo que a deterioração de algum desses fatores pode ter um efeito negativo simultâneo na qualidade de crédito de cada uma das contrapartes ou nos resultados de cada classe de ativos e passivos. Num cenário de concentração, o efeito das perdas num número reduzido de exposições pode ser desproporcionado, confirmando a importância da gestão deste risco na manutenção de níveis adequados de solvabilidade. No Grupo Banco Montepio, a monitorização do risco de concentração incide principalmente sobre os riscos de concentração de crédito. Existem diversos procedimentos relacionados com a identificação, quantificação e gestão do risco de concentração de crédito. O risco de concentração de crédito refere-se ao grau de concentração do risco de incumprimento no crédito concedido, proveniente de eventuais sobre-exposições a contrapartes individuais ou grupos de contrapartes relacionadas, a contrapartes a operar no mesmo setor de atividade, na mesma área geográfica ou exposições com colaterais ou ativos em exploração comuns, excluindo-se as Empresas do Grupo. Por forma a limitar o risco de crédito de concentração de exposição a um Cliente / grupo de Clientes relacionados entre si, foram definidos limites máximos de exposição para as posições agregadas das carteiras de crédito e investimento, para as várias entidades do Grupo Banco Montepio. A gestão do risco de concentração é realizada de forma centralizada, com uma monitorização regular de métricas do risco assegurada pela DRI. No âmbito do apetite ao risco estabelecido (RAS), foram definidos limites e objetivos para indicadores chave, sendo o risco de concentração uma das dimensões relevantes. Em termos de monitorização, é realizado um acompanhamento regular do risco de concentração de crédito tendo em conta indicadores de risco relevantes (concentração individual e setorial), em comparação com períodos anteriores para se acompanhar a evolução. A identificação e acompanhamento das maiores
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 95 exposições e dos acréscimos de exposição mais significativos da carteira de crédito são efetuados com periodicidade mensal. RISCO DE MERCADO O conceito de risco de mercado reflete a perda potencial que pode ser registada por uma determinada carteira em resultado de alterações de taxas (de juro e de câmbio) e/ou dos preços dos diferentes instrumentos financeiros que a compõem, considerando quer as correlações existentes entre eles quer as respetivas volatilidades. O Value-at-Risk (VaR) é uma das principais métricas utilizadas para mensurar e monitorizar o risco de mercado. O Grupo calcula o VaR numa base diária, quer para a sua carteira de negociação quer para a carteira de ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral, sendo o mesmo apurado com base num horizonte temporal de 10 dias úteis e num nível de significância de 99%, pelo método da simulação histórica. Os tipos de risco considerados nesta metodologia são o risco de taxa de juro, o risco cambial, o risco de preço, o risco de spread e o risco de mercadorias. No que respeita à informação e análise de risco de mercado, é assegurado o reporte regular sobre as carteiras próprias do Banco Montepio e de outras entidades do Grupo, encontrando-se definidos diversos limites de risco incluindo limites globais de VaR e limites de Stop Loss e Loss Trigger para as posições detidas para negociação e em outro rendimento integral, bem como limites de exposição por emitente e por tipo/classe de ativo. Nos relatórios produzidos efetua-se o controlo dos diversos limites de exposição, analisando-se os riscos de concentração, de crédito, de taxa de juro e de variação de preços dos ativos, entre outros. Estas análises contemplam a análise de cenários, designadamente as sensibilidades da carteira de títulos a variações de taxas de juro, de spreads, bem como análises de cenários de stress baseados em acontecimentos extremos ocorridos no passado, incluindo já o cenário “Covid do período de 19 de fevereiro a 31 de março de 2020”. No domínio do risco de mercado, em acréscimo ao relatório de risco da carteira global do Banco Montepio, são igualmente realizados relatórios de risco específicos para a carteira de negociação, bem como para as carteiras proprietárias de ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral. Para efeitos de uma gestão de risco mais efetiva, as posições em carteira são desagregadas entre carteira de ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral, carteira de outros ativos financeiros ao custo amortizado, carteiras de ativos financeiros não detidos para negociação obrigatoriamente ao justo valor através de resultados e carteira de ativos detidos para negociação (de onde se excluem as coberturas hedge e fair value option), sendo definidos diversos limites de risco conforme o tipo de carteira. Os limites aplicáveis às carteiras estão definidos em normativos internos, cuja atualização tem uma periodicidade anual, ou outra, sempre que as alterações ao nível dos riscos de mercado assim o justifiquem. Encontram-se igualmente definidos limites de stop loss e de loss trigger aplicáveis às carteiras. Sempre que um destes limites é atingido é obrigatória a reanálise da estratégia intrínseca a essa posição.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 96 Apresenta-se em seguida um resumo dos indicadores de VaR em dezembro de 2020 e de 2021, com a nota de que a carteira de negociação não apresentava posições em ações ou obrigações a 31 de dezembro de 2021: INDICADORES VaR (1) Carteira Bancária Carteira Negociação Carteira Bancária Carteira Negociação VaR de Mercado (1) (2) (3) 1.28% n.a. 3.78% 20.52% Risco de Taxa de Juro 0.87% n.a. 2.31% 0.40% Risco de Taxa de Câmbio 0.00% n.a. 0.00% 2.06% Risco de Preço 0.03% n.a. 0.00% 20.55% Risco de Crédito (spread ) 0.69% n.a. 3.19% 0.73% Risco de Commodity 0.00% n.a. 0.00% 0.00% (1) Horizonte temporal de 10 dias e nível de significância de 99%; Percentagem sobre total do ativo da carteira; Inclui carteira do BM e do BEM . (2) Inclui o efeito de diversificação. (3) Exclui posições do Finibanco Angola. dez-21 dez-20 Adicionalmente são realizadas análises de cenários e de stress (baseados em acontecimentos extremos passados) sobre a carteira de negociação como complemento à análise dos restantes indicadores de risco. RISCO CAMBIAL No que se refere ao risco cambial da carteira bancária, procede-se, em regra, à aplicação dos recursos captados nas diversas moedas em ativos no mercado monetário respetivo e por prazos não superiores aos dos recursos, pelo que os gaps cambiais existentes decorrem essencialmente de eventuais desajustamentos entre os prazos das aplicações e dos recursos. A exposição cambial atual do Grupo Banco Montepio em termos consolidados resulta essencialmente das posições decorrentes da conversão dos balanços das subsidiárias nas suas moedas principais, designadamente, o Kwanza e o Dólar Americano no que diz respeito ao Finibanco Angola. No que diz respeito ao risco cambial da carteira bancária, encontram-se definidos limites de exposição, que são acompanhados pelos órgãos de gestão e fiscalização e em sede do Comité ALCO, sendo que uma eventual ultrapassagem dos limites estabelecidos segue o circuito definido, incluindo a aprovação pelo órgão de administração ou da implementação de medidas de cobertura do referido risco. Os limites definidos para o risco cambial, incluem limites de posição por moeda, em termos consolidados e individuais, assim como em termos de VaR, encontrando-se ainda desagregado por carteira de negociação e carteira bancária. RISCO DE TAXA DE JURO NA CARTEIRA BANCÁRIA A avaliação do risco de taxa de juro originado por operações da carteira bancária é efetuada por análise de sensibilidade ao risco, em base individual e consolidada para as subsidiárias que integram o balanço consolidado do Grupo. O risco de taxa de juro é aferido de acordo com os impactos na margem financeira, no valor económico e nos fundos próprios causados por variações nas taxas de juro de mercado. Os principais fatores de risco decorrem do desfasamento de prazos para refixação da taxa e/ou maturidades residuais entre ativos e passivos (repricing risk), das variações não paralelas nas curvas de taxa de juro (yield curve risk), da inexistência de correlação perfeita entre diferentes indexantes com o mesmo prazo de repricing (basis risk) e das opções associadas a instrumentos que permitam uma atuação diversa dos intervenientes dependentes do nível de taxas contratadas e praticadas no momento (option risk). No seguimento das recomendações de Basileia e da Instrução do Banco de Portugal n.º 34/2018, o Grupo calcula, com uma periodicidade mínima trimestral, a sua exposição ao risco de taxa de juro de balanço
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 97 baseado na metodologia do Bank of International Settlements (BIS) classificando todas as rubricas do ativo, passivo e extrapatrimoniais que não pertençam à carteira de negociação, por escalões de repricing. Neste âmbito, encontram-se definidos limites para a exposição aos fatores de risco de taxa de juro, que são acompanhados em sede de Comité ALCO, sendo que uma eventual ultrapassagem de qualquer dos limites estabelecidos, ainda que temporária, carece de aprovação do órgão de administração ou de aplicação de medidas de cobertura da exposição. Paralelamente, é realizado um stress test com seis cenários de choque na curva de taxa de juro. O mesmo, mede impactos na margem financeira a um ano e no valor económico dos choques na curva de taxa de juro prescritos no documento do BIS de abril de 2016 Standards – Interest rate risk in the banking book. Com base nas características financeiras de cada contrato é efetuada a respetiva projeção dos fluxos de caixa esperados, de acordo com as datas de refixação de taxa e eventuais pressupostos comportamentais considerados. RISCO DE LIQUIDEZ A avaliação do risco de liquidez é efetuada utilizando indicadores regulamentares definidos pelas autoridades de supervisão, assim como outras métricas internas para as quais se encontram definidos, igualmente, limites de exposição. Este controlo é reforçado com a execução de stress tests, com o objetivo de caracterizar o perfil de risco do Banco Montepio e assegurar que o Grupo cumpre as suas obrigações num cenário de crise de liquidez. O controlo dos níveis de liquidez tem como objetivo manter um nível satisfatório de disponibilidades para fazer face às necessidades financeiras no curto, médio e longo prazos. O risco de liquidez é monitorizado semanalmente, sendo elaborados diversos relatórios para efeitos de controlo e para acompanhamento e apoio à tomada de decisão em sede de Comité ALCO. No âmbito do controlo dos níveis de risco, estão definidos limites para vários indicadores do risco de liquidez, que são monitorizados através de relatórios mensais. A evolução da situação de liquidez é monitorizada, em particular, com base nos fluxos de caixa futuros estimados para vários horizontes temporais, tendo em conta o balanço do Banco Montepio. Aos valores apurados é adicionada a posição de liquidez do dia de análise e o montante de ativos considerados altamente líquidos existentes na carteira de títulos descomprometidos, determinando-se assim o gap de liquidez acumulado para vários horizontes temporais. Adicionalmente, é efetuado o acompanhamento do nível de cumprimento dos indicadores prudenciais de liquidez, Liquidity Coverage Ratio (LCR), Net Stable Funding Ratio (NSFR) e Additional Liquidity Monitoring Metrics (ALMM), e de rácios internos como, por exemplo, de transformação de depósitos em crédito, de concentração de fontes de financiamento, de financiamento de curto prazo e de ativos elegíveis. Em dezembro de 2021, os gaps de liquidez até 12 meses apresentavam-se conforme quadro seguinte. GAPS DE POSIÇÃO DE LIQUIDEZ EM DEZEMBRO DE 2021 (milhões de euros) À vista e até 1 semana Superior a 1 semana e até 1 mês Superior a 1 mês e até 3 meses Superior a 3 meses e até 6 meses Superior a 6 meses e até 12 meses Mismatches acumulados 3 940 3 931 4 118 4 071 3 227 Posições à data de referência + valores previsionais Intervalos temporais
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 98 Os Recursos de clientes constituem a principal fonte de funding, representando 69,7% do total das fontes de financiamento em dezembro de 2021. Passivo % Recursos de bancos centrais 15,8% Recursos de outras instituições de crédito 3,0% Recursos de clientes 69,7% Responsabilidades representadas por títulos 8,8% Outros passivos 2,7% Total 100,0% O rácio LCR (Liquidity Coverage Ratio) atingiu 264,1% em dezembro de 2021, acima do requisito mínimo de 100%. Destaca-se ainda a adequação do gap comercial com o rácio de transformação, considerando o crédito líquido e os depósitos de Clientes, a situar-se em nível inferior a 100%. No que se refere ao rácio de financiamento estável – Net Stable Funding Ratio (NSFR) – o mesmo situou-se em 125,3% em dezembro de 2021, face ao requisito mínimo de 100%. RISCO IMOBILIÁRIO O risco imobiliário resulta de possíveis impactos negativos nos resultados ou nos fundos próprios do Banco Montepio, devido a oscilações no preço de mercado dos bens imobiliários. A exposição ao risco imobiliário advém dos ativos imobiliários em balanço, quer sejam provenientes de dação ou arrematação judicial no âmbito do processo de recuperação de crédito, e de unidades de participação de fundos imobiliários detidos na carteira de títulos. Estas exposições são acompanhadas com base em análises de cenários que procuram estimar potenciais impactos de alterações no mercado imobiliário nas carteiras destes ativos imobiliários, disponibilizando elementos de informação necessários para a definição da política de gestão do risco imobiliário. Em 2021 a exposição do Grupo Banco Montepio ao risco imobiliário, nas componentes descritas anteriormente, reduziu-se em cerca de 263,8 milhões de euros, passando de 945,9 milhões de euros, no final de 2020, para 682,1 milhões de euros. RISCO DO FUNDO DE PENSÕES O risco do Fundo de Pensões resulta da desvalorização potencial da carteira de ativos do Fundo ou da diminuição dos respetivos retornos esperados, bem como do acréscimo das responsabilidades do fundo em resultado da evolução dos diferentes pressupostos atuariais. Perante cenários deste tipo, o Banco Montepio terá que efetuar contribuições não previstas de modo a manter os benefícios definidos pelo Fundo. A análise e monitorização regulares da gestão do Fundo de Pensões do Banco Montepio estão a cargo do Comité de Acompanhamento do Fundo de Pensões. Complementarmente, a DRI assegura a produção de relatórios mensais com a evolução do valor de mercado da carteira do Fundo de Pensões e de indicadores de risco associados. No ano de 2021 os desvios atuariais negativos acumulados do Fundo de Pensões situaram-se em 273,8 milhões de euros, face aos 301,2 milhões de euros em dezembro de 2020. RISCO OPERACIONAL E CONTINUIDADE DE NEGÓCIO O risco operacional corresponde à perda potencial resultante de falhas ou inadequações nos processos internos, nas pessoas ou nos sistemas, ou ainda às perdas potenciais resultantes de eventos externos. O Banco Montepio adota o método padrão para a quantificação dos seus requisitos de fundos próprios para risco operacional, suportado na existência de um sistema de gestão de risco operacional que se baseia na identificação, avaliação, acompanhamento, medição, mitigação e reporte deste tipo de risco. O modelo de gestão de risco operacional implementado obedece ao princípio das 3 linhas de defesa.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 99 A Direção de Risco exerce a função corporativa de gestão de risco operacional do Banco Montepio que é suportada pela existência de interlocutores em diferentes unidades orgânicas que asseguram a adequada implementação da gestão de risco operacional. A avaliação do perfil de risco operacional para novos produtos, processos e sistemas e a sua monitorização, numa base regular, têm permitido a identificação prévia e a mitigação de situações de risco operacional. No que respeita à monitorização do risco operacional em 2021, o perfil dos eventos de perda manteve a relação inversamente proporcional entre frequência e severidade das perdas, típica do Risco Operacional, onde, por um lado, 7% dos eventos com impacto financeiro representam cerca de 80% da perda líquida total. Em 2021, observou-se uma redução significativa dos eventos com fraude externa quer em termos de quantidade, quer em termos de valor. Um dos aspetos essenciais na gestão deste tipo específico de risco consiste na identificação prévia dos riscos operacionais relevantes sempre que se implementa ou revê um produto, um processo ou um sistema, bem como o acompanhamento de planos de ação tendentes a evitar ou mitigar os efeitos da materialização dos riscos com maior frequência / severidade de eventos de perda ou com maior valor residual no âmbito do processo de self-assessment. Monitorização No âmbito do Sistema de Gestão de Risco Operacional do Banco Montepio, os indicadores chave de risco (Key Risk Indicators - KRI) visam monitorizar os fatores de exposição associados aos principais riscos, permitindo medir e acompanhar o apetite ao risco e antecipar a ocorrência de perdas através de ações preventivas. Nesse sentido, foram monitorizados regularmente os limites definidos e promovidos planos de ação nos casos em que foram ultrapassados. Estes indicadores fazem parte dos Relatórios de Risco Operacional apresentados à Comissão de Riscos e Comissão Executiva. Autoavaliação dos Riscos Operacionais O ciclo de gestão do risco operacional implementado no Banco Montepio assenta na elaboração de um mapa de atividades e respetivos riscos operacionais e controlos permitindo identificar a exposição potencial de cada órgão / unidade orgânica ao risco operacional, determinar o seu perfil de risco e priorizar eventuais 12,0% 16,9% 71,1% 32,7% 12,4% 54,8% 07 Execução, entrega e gestão dos processos 05 Danos em ativos físicos 02 Fraude externa Tipologias de Risco Operacional por frequência e severidade 2021 Severidade Frequência
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 100 ações de mitigação. Os riscos operacionais são mapeados considerando sete categorias principais: fraude interna; fraude externa; práticas de emprego e segurança no trabalho; Cliente, produtos e práticas comerciais; danos em ativos físicos; perturbações das atividades e falhas de sistemas; e execução, entrega e gestão dos processos. Os riscos operacionais e respetivos controlos são autoavaliados com regularidade, em regra em regime de workshops com os representantes de cada órgão / unidade orgânica e o apoio da Direção de Risco. Com base nos resultados das autoavaliações - realizadas em termos de impactos e frequências para os riscos e de percentagem de eficácia para os controlos - é estabelecida uma matriz de tolerância ao risco residual, que sustentará o nível de risco considerado aceitável para a instituição e que permitirá identificar os riscos para os quais terão de ser equacionadas medidas adicionais de mitigação. Gestão da Continuidade de Negócio O ciclo de gestão da continuidade de negócio é suportado por um conjunto de atividades de avaliação, desenho, implementação e monitorização, integradas num ciclo de melhoria contínua que tem por objetivo tornar os processos de negócio mais resilientes, permitindo assegurar a continuidade das operações no caso de ocorrência de eventos que provoquem a interrupção da atividade. A situação epidemiológica relacionada com a pandemia de Covid-19 continuou a marcar a atividade do primeiro semestre de 2021. O Banco Montepio manteve um acompanhamento constante das normas emitidas pela Direção Geral de Saúde, considerando a necessária adaptação às mesmas sempre que se verificava necessário. O Gabinete de Gestão de Crise, que é responsável pela gestão da crise, pela gestão e execução dos Planos de Continuidade Operacional e pela coordenação das equipas de recuperação do negócio, manteve-se em funcionamento, numa vertente de continuidade operacional e de acompanhamento de recuperação de negócio. O Banco Montepio seguiu sempre uma estratégia conservadora que teve como princípio fundamental a salvaguarda da segurança e saúde dos seus Clientes e dos seus Colaboradores. Gestão de Continuidade de Negócio e de Recuperação de Negócio PESSOAS E PROTEÇÃO (SAÚDE) NEGÓCIO E PROCEDIMENTOS SISTEMAS E ESTRATÉGIAS DE CONTINUIDADE COMUNICAÇÃO INTERNA E EXTERNA MEDIDAS EXCECIONAIS E OFERTA DE EMERGÊNCIA Acompanhamento regular da Continuidade de Negócio (Reuniões de ponto de situação bissemanais) GABINETE DE GESTÃO DE CRISE
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 101 PROCESSO DE AUTO-AVALIAÇÃO DA ADEQUAÇÃO DO CAPITAL INTERNO (ICAAP) O processo de autoavaliação da adequação do capital interno (ICAAP) constitui uma componente essencial na gestão de risco do Grupo e visa uma análise sobre a evolução verificada nas práticas de avaliação qualitativa e quantitativa dos riscos a que o Grupo se encontra exposto, a aferição dos controlos internos e de efeitos que permitem mitigar a exposição ao risco, a simulação de situações adversas com impactos na solvabilidade do Grupo e a avaliação da adequação de capital interno. O exercício de ICAAP do Banco Montepio é efetuado a nível consolidado e tem como principais objetivos: x Promover o ICAAP como ferramenta de suporte à tomada de decisão estratégica no Grupo; x Dinamizar uma cultura de risco que fomente a participação de toda a organização na gestão do capital interno (órgão de administração, áreas de negócio e funções de controlo interno); x Garantir a adequação do capital interno face ao seu perfil de risco e estratégias de risco e de negócio; x Garantir uma adequada identificação, quantificação, controlo e mitigação dos riscos materiais a que o Grupo se encontra exposto; x Garantir uma adequada documentação dos resultados demonstrados, através do reforço da integração dos processos de gestão de risco na cultura de risco do Grupo e nos processos de tomada de decisão; x Prever um plano de contingência para assegurar a gestão da atividade e a adequação do capital interno perante uma recessão ou uma crise. Os resultados do ICAAP permitem aferir se a capitalização do Grupo é, de forma sustentável, adequada aos riscos decorrentes da sua atividade. Esta adequação de capital é avaliada com base na comparação entre o capital interno disponível e os requisitos de capital económico, tendo em conta o nível de apetite ao risco estabelecido pelo órgão de administração. Numa primeira fase são identificados, com base em critérios quantitativos e qualitativos, os riscos materiais aos quais a atividade do Grupo está sujeita com base numa taxonomia interna de riscos, em alinhamento com a Instrução do Banco de Portugal 18/2020. Todos os riscos identificados como materiais e os riscos considerados no Pilar I de Basileia, independentemente de serem considerados materiais ou não, são integrados no processo ICAAP. Numa segunda fase, os riscos materiais são modelizados com vista à quantificação dos respetivos requisitos de capital económico, tendo por base um cenário adverso extremo em linha com o nível de apetite ao risco definido. Os riscos são, assim, incorporados através de add-on sobre o capital regulamentar, quer por via de incremento dos requisitos de capital para riscos comtemplados em Pilar I quer por via de incorporação de requisitos de capital para outros riscos. A adequação de capital é avaliada com base na comparação entre os requisitos de capital económico e o capital interno disponível para absorção dos riscos, apurados tendo em conta o nível de apetite ao risco estabelecido. O resultado da avaliação da adequação de capital é complementado com os valores obtidos através de reverse stress tests e em cenários de stress test. O objetivo é o de avaliar a capacidade do Grupo em absorver perdas não esperadas, devendo ser identificados potenciais planos de contingência para fazer face a eventuais insuficiências de capital interno, devidamente alinhados com outros exercícios de planeamento de capital, nomeadamente o Funding and Capital Plan e o Plano de Recuperação. Em face do plano estratégico definido e revisto periodicamente, não se antecipam alterações significativas na materialidade dos diversos tipos de riscos. Adicionalmente estão planeadas em sede de Funding and Capital Plan medidas que permitirão reforçar os níveis de solvabilidade do Grupo.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 102 TESTES DE ESFORÇO (STRESS TESTS) Em termos regulamentares, o Grupo realiza testes de esforço, no âmbito do Plano de Recuperação do Grupo, do ILAAP e do ICAAP submetidos ao Banco de Portugal. No Plano de Recuperação do Grupo são analisados e medidos impactos decorrentes de cenários adversos, considerando eventos sistémicos, eventos idiossincráticos do Grupo e uma combinação de ambos. Da análise anterior resulta um conjunto de opções estratégicas e medidas de recuperação a serem postas em prática a fim de assegurar a preservação e solidez dos níveis de capital, liquidez, rendibilidade e atividades operacionais do Grupo, perante situações de contingência ou de crise financeira. O ILAAP fornece ao Conselho de Administração, à Comissão Executiva e ao órgão de supervisão uma perspetiva adequada sobre a evolução do perfil de risco de liquidez e financiamento, bem como a sua exposição global ao risco. Adicionalmente, disponibiliza informação sobre as fontes de liquidez disponíveis e a adequação de liquidez do Grupo Banco Montepio. No processo ICAAP, de modo a avaliar insuficiências de capital em períodos de stress, é definido um conjunto de testes de esforço (reverse stress tests e de cenários adversos) sobre os modelos de quantificação de risco e sobre a adequação de capital. O resultado dos referidos testes permite atestar a adequação de níveis de capital interno adequados aos cenários adversos testados. Para além dos testes de esforço reportados ao Banco de Portugal, o Grupo realiza regularmente outros estudos de impacto que pretendem proporcionar uma visão analítica da sua posição em termos de liquidez, resultados do exercício e de capital quando sujeita a cenários adversos decorrentes de alterações em fatores de risco como taxas de juro, spreads de crédito, reembolsos de depósitos, margens de avaliação de ativos elegíveis aplicadas pelo BCE, notações de rating (do Grupo e das contrapartes), sinistralidade das carteiras, colaterais, entre outros. Os testes de esforço e análises de cenários são divulgados e debatidos com a gestão do Grupo, sendo as conclusões retiradas posteriormente incorporadas nos processos de tomada de decisões estratégicas, nomeadamente na determinação de níveis de solvabilidade, liquidez, exposição a riscos específicos (riscos de contraparte e de preço) e globais (riscos de taxa de juro, cambial e de liquidez). A expansão da Covid-19 a nível global gerou uma crise sanitária que desencadeou também uma crise financeira de características ímpares, sendo um evento extraordinário não antecipado pelo sistema financeiro, em geral, e que levou a alteração das perspetivas do desempenho financeiro e com impactos esperados ao nível da evolução e perfil de risco do Banco Montepio. Os mecanismos e ferramentas utilizados no âmbito dos testes de esforço suportaram a gestão do Banco nesta conjuntura, designadamente nos efeitos mais imediatos ao nível dos riscos de liquidez e de mercado. O Banco Montepio dispõe de planos de contingência e continuidade de negócio para situações de crise, e que foram ativados tempestivamente na atual crise da Covid-19, de forma a mitigar os impactos na componente operacional e de negócio.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 103 NOTAÇÕES DE RISCO Eventos de rating referentes ao ano de 2021 A 25 de março de 2021 a agência de notação financeira Moody’s anunciou a conclusão da revisão periódica das notações de risco atribuídas ao Banco Montepio, tendo confirmado todos os ratings. Adicionalmente, em comunicado datado de 13 de julho de 2021, a agência subiu a notação de risco das obrigações sénior não garantidas (Senior Unsecured MTN) e da dívida sénior não preferencial (Junior Senior Unsecured MTN), emitidas ao abrigo do Programa de Euro Medium Term Note (EMTN) do Banco Montepio, de (P)Caa1 para (P)B3, na sequência da revisão da metodologia na análise dos bancos, por forma a refletir de forma mais adequada o risco destas classes de dívida. A 21 de setembro de 2021, a agência Moody’s subiu a notação de risco das obrigações hipotecárias de A1 para Aa3. As agências DBRS e a Fitch Ratings reconfirmaram os ratings atribuídos ao Banco Montepio; a DBRS em comunicado de 2 de julho de 2021 e a Fitch Ratings através de uma atualização (Rating Report update) divulgada no dia 13 de julho de 2021. Em 11 de outubro de 2021, a Fitch Ratings confirmou a notação de B- para o Issuer Default Rating (IDR) com Outlook Negativo. As notações de risco atribuídas ao Banco Montepio pelas agências de rating com referência a 31 de dezembro de 2020 e 31 de dezembro de 2021 são as que se apresentam no quadro abaixo: Agências de Rating 31 de dezembro de 2020 31 de dezembro de 2021 31 de dezembro de 2020 31 de dezembro de 2021 31 de dezembro de 2020 31 de dezembro de 2021 31 de dezembro de 2020 31 de dezembro de 2021 Fitch Ratings AA- AA- B- B- B B Negativo Negativo Moody's Investors Service A1 Aa3 b3 b3 B1 B1 Estável Estável DBRS Ratings Limited BBB (high) BBB (high) B B B (high) B (high) Negativo Negativo (1) Conditional Pass-through Covered Bond Programme. (2) Issuer Default Rating (IDR) da Fitch, Baseline Credit Assessment (BCA) da Moody's e Intrinsic Assessment (IA) da DBRS. Obrigações Hipotecárias (CPT) (1) Longo Prazo (2) Outlook Depósitos
07 INFORMAÇÃO NÃO FINANCEIRA
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 105 INFORMAÇÃO NÃO FINANCEIRA Fundado em 1844, o Banco Montepio é a instituição financeira mais antiga de Portugal e a única no panorama financeiro nacional de origem e base mutualista. O Banco Montepio afirma-se como um Banco próximo e humano que disponibiliza serviços universais para as Famílias, as Empresas e as Entidades da Economia Social e Solidária (EESS), através da rede de balcões e dos canais digitais. Atento às necessidades dos seus Clientes e da economia nacional, o Banco Montepio assegura as necessidades financeiras do dia-a-dia, apresentando também soluções e produtos ajustados à situação pandémica que ainda se vive no país e no mundo. O Banco Montepio inclui na sua estratégia uma componente de sustentabilidade e responsabilidade social que assenta no desenvolvimento sustentável. No âmbito dessa estratégia, a Instituição implementa iniciativas ligadas às componentes ambientais e sociais no Plano de Ações específico para a Sustentabilidade. Ao longo de 2021, e enquanto Banco da Economia Social em Portugal, o Banco Montepio deu continuidade ao trabalho que tem vindo a efetuar através de uma equipa específica que pensa e atua no dia-a-dia para as EESS. O trabalho realizado nesta vertente pode também ser consultado na seção “Economia social” do subcapítulo “Segmentos de Negócio” do presente Relatório de Gestão. Na área ambiental, o Banco executou várias ações, onde se destacam a disponibilização de produtos indutores de boas práticas ambientais para os Clientes, a continuidade do plano de substituição da frota automóvel e a implementação do projeto de recolha seletiva de resíduos sólidos da Instituição. Com o contributo do Banco Montepio, o Grupo Montepio, onde o primeiro se insere, venceu o Prémio Frota Verde nos Prémios Fleet Magazine 2021, iniciativa que posicionou o Grupo Montepio como grupo financeiro português com boas práticas de defesa do ambiente. O Banco Montepio recebeu ainda uma menção honrosa na categoria “Comunidade” na 7.ª Edição do Reconhecimento de Práticas em Responsabilidade Social e Sustentabilidade da Associação Portuguesa de Ética Empresarial. Na envolvente externa, considerando a Carta de Compromisso para o Financiamento Sustentável em Portugal e a Carta de Compromisso Social do Banco Montepio, o Banco manteve-se empenhado em incorporar um novo paradigma de criação de valor que influencia positivamente os modelos de negócio, os produtos e serviços, as pessoas e o planeta. A Demonstração Não Financeira do Relatório de Gestão de 2021 do Grupo Banco Montepio destaca temas como as finanças sustentáveis, o negócio responsável, a gestão integrada do capital humano, a inclusão interna/externa e o respeito pela diversidade e desenho universal, a criação de valor para a sociedade e o desempenho de 2021. Os destaques apresentados sobre a atividade do Banco Montepio nestas vertentes permitem que o Banco cumpra os requisitos do Decreto-Lei n.º 89/2017, publicado a 28 de julho de 2017, o qual prevê a divulgação de informações não financeiras que possibilitem a compreensão das atividades do Banco Montepio nas áreas da sustentabilidade e da responsabilidade social. A presente Demonstração permite igualmente iniciar o alinhamento com o Regulamento da Taxonomia (Regulamento UE n.º 2020/852), que estabelece requisitos em termos de divulgação com o objetivo de proporcionar transparência ao desempenho ambiental. O Grupo Banco Montepio recolheu e sintetizou a informação não financeira referente ao ano 2021 junto das Empresas participadas que consolidam de forma integral (ver subcapítulo “Estrutura do Grupo” do presente Relatório de Gestão). A informação é apresentada na presente Demonstração Não Financeira. FINANÇAS SUSTENTÁVEIS Os serviços financeiros têm um papel crucial a desempenhar na transição para uma sociedade global sustentável que se alinha com os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas (ODS), nomeadamente nas áreas de regeneração ambiental, inclusão social e prosperidade económica. Com o
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 106 objetivo de contribuir positivamente para o meio ambiente e para as diferentes comunidades, o Banco Montepio elenca as principais representações externas, constituídas em grupos de trabalho, comités e conselhos, os compromissos subscritos e os reconhecimentos recebidos. Nesse sentido, são também apresentados os destaques do Plano de Ações de Sustentabilidade e o desempenho relativo a 2021. REPRESENTAÇÕES EXTERNAS Entidade Representação APB – Associação Portuguesa de Bancos Vogal da Direção Membro do Grupo de Trabalho Financiamento Sustentável APEE – Associação Portuguesa de Ética Empresarial Membro da Comissão Técnica 217 - Finanças Sustentáveis Associação GRACE | Empresas Responsáveis Membro do Cluster Financeiro Centro Nacional de Competências para a Inovação Social Membro do Conselho Consultivo Comité de Responsabilidade Social do ESBG - European Savings Banks Group Membro do Conselho Membro do Comité de Coordenação Fundação da Juventude Membro do Conselho de Fundadores JAP - Junior Achievement Portugal Membro da Direção Ministério do Ambiente e da Transição Energética Membro do Grupo Técnico de Reflexão para o Financiamento Sustentável COMPROMISSOS SUBSCRITOS Carta de Compromisso para o Financiamento Sustentável em Portugal O Banco Montepio é um dos signatários da Carta de Compromisso para o Financiamento Sustentável em Portugal, um documento constituído em 2019, que define o modo como o setor financeiro deverá integrar de forma mais profunda as preocupações ambientais e sociais na sua atuação. Enquanto signatário da Carta de Compromisso para o Financiamento Sustentável em Portugal, o Banco Montepio comprometeu-se a integrar as preocupações ambientais e sociais na sua atuação, através da concretização dos compromissos assumidos: x Promover o debate sobre a sustentabilidade, os riscos e as oportunidades ambientais, sociais e de governação ao nível dos Conselhos de Administração das Instituições Financeiras, tendo em vista que esses riscos e oportunidades sejam considerados na definição das respetivas estratégias; x Promover a formação em financiamento sustentável dirigida aos seus Colaboradores nos diversos níveis de organização (incluindo ao Conselho de Administração), com enfoque para a área de risco de crédito, produtos financeiros, comercial e/ou produção; x Acompanhar a revisão dos critérios da PME Líder e PME Excelência, de forma a incorporar, gradualmente os temas da sustentabilidade nesses critérios e aceitar a possibilidade de se criar uma categoria de PME Verde ou PME Sustentável; x Promover a gradual integração dos critérios ambientais, sociais e de governação nas análises de financiamento e Investimento; x Acompanhar e participar nos trabalhos futuros decorrentes do Grupo de Reflexão para o Financiamento Sustentável. Carta de Compromisso Social Tendo ainda em consideração os compromissos subscritos em 2020 na Carta de Compromisso Social do Banco Montepio em «Ser o banco de inspiração mutualista do país, por outros 175 anos», a Instituição deverá continuar a:
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 107 x Servir bem e privilegiar o interesse de todos os seus Clientes, entre os quais se incluem, com predominância e fator de diferenciação, os que são também associados do Montepio Geral - Associação Mutualista (MGAM) e representam a sua base mutualista, prestando um serviço eficiente e rigoroso e cumprindo as suas expetativas em matéria de segurança nos compromissos, responsabilidade no investimento, e acesso a instrumentos e serviços que permitam melhorar a qualidade de vida das pessoas e das Famílias e a produtividade das Empresas; x Dar cumprimento à sua vocação histórica de proporcionar serviços financeiros com valor acrescentado e adequados à natureza das instituições da Economia Social e para os empreendedores sociais; x Promover a inovação tecnológica nos seus serviços e operações, no entendimento de que a tecnologia deve estar ao serviço das pessoas e comunidades para melhoria da sua qualidade de vida, e apoiar os processos de inovação social; x Tratar de forma justa e ética os seus fornecedores; x Valorizar os seus Colaboradores, dando-lhes condições de trabalho que permitam conciliar as suas vidas profissionais e pessoais, adotando o critério do mérito para fins de recrutamento, remuneração e progressão na carreira, bem como promovendo as suas formação e valorização profissional e pessoal e fomentando a igualdade de género; x Adotar as melhores práticas internacionais e os padrões éticos mais elevados em matérias de cumprimento da lei ou dos contratos, designadamente no que respeita a práticas de branqueamento de capitais, de financiamento ao terrorismo, de evasão fiscal, violações da legislação laboral ou da legislação ambiental; x Respeitar e proteger o meio ambiente, adotando práticas sustentáveis nas suas operações, e promover a sustentabilidade económica, social e ambiental junto de todos os seus Stakeholders; x Disponibilizar serviços bancários e instrumentos de financiamento ajustados a situações de crise grave ou calamidade pública, nacional, regional ou local, com afetação severa dos circuitos económicos e perturbação do normal funcionamento das estruturas sociais, por forma a prover em permanência as necessidades da comunidade e a contribuir para a confiança e a segurança do sistema bancário. RECONHECIMENTOS Ao longo de 2021, o caminho percorrido pelo Banco Montepio e a integração dos fatores Ambiente, Social e Governo (Environmental, Social and Governance - ESG) na sua forma de atuação, reverteram-se em dois reconhecimentos na área da sustentabilidade ambiental e social, bem como um prémio que reconhece o trabalho desenvolvido pela Instituição: x Prémio Frota Verde do Ano 2021, atribuído pela Fleet Magazine, na sequência da substituição do parque automóvel movido a combustíveis fósseis por uma frota verde, processo iniciado em 2019 nas várias Empresas do Grupo Montepio, que se posicionou como grupo financeiro português com boas práticas sustentáveis de defesa do ambiente. A frota automóvel do Grupo obteve a melhor classificação energética na avaliação desenvolvida pela ADENE - Agência para a Energia com a metodologia MOVE+, um sistema de análise e classificação do desempenho energético de frotas automóveis desenvolvido por aquela agência. A ADENE classificou o trabalho realizado pelo Grupo Montepio na sua frota de viaturas ligeiras, destacando o facto de a transição energética em curso, que já conta com mais de 200 viaturas híbridas ou elétricas, ter possibilitado uma redução do consumo médio da frota para menos de 4 litros por cada 100 quilómetros. x Menção honrosa na categoria “Comunidade” na 7.ª Edição do RPRSS - Reconhecimento de Práticas em Responsabilidade Social e Sustentabilidade da APEE.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 108 O reconhecimento recebido deve-se ao papel crucial que o Banco Montepio tem tido, ao longo dos últimos anos, como parceiro do empreendedorismo social, mas também como investidor social. Nesse sentido, a menção conquistada foi atribuída no âmbito da apresentação da prática “Apoio ao Empreendedorismo e Investimento Social”, resultante da parceria com a Acredita Portugal, o concurso Banco Montepio Acredita Portugal, mas também o investimento efetuado em Títulos de Impacto Social e Parcerias Para o Impacto. Podem ser consultadas mais informações sobre estas práticas na seção “Economia social” do subcapítulo “Segmentos de Negócio” do presente Relatório de Gestão. x Superbrands 2021 O Banco Montepio voltou a receber, em 2021, pela 12.ª vez, a chancela de Superbrand. Este prémio reflete a opinião dos Clientes, na qualidade de consumidores dos produtos e serviços do Banco Montepio, evidenciando o valor de uma marca bancária que se mantém fiel à origem e raiz mutualista, ao seu propósito e valores, estando ao lado das Famílias, das Empresas e das EESS desde 1844. DESTAQUES DO PLANO DE AÇÕES DE SUSTENTABILIDADE O Banco Montepio continua focado em trabalhar a dimensão da sustentabilidade, de forma a integrar os fatores ESG nas várias áreas de atuação dentro da Instituição. Paralelamente ao projeto em curso, o Banco Montepio promoveu, assegurou e reforçou o seu papel enquanto agente de referência da sustentabilidade no mercado e com os diferentes Stakeholders através de várias iniciativas internas e externas, das quais se destacam as seguintes: Environmental e Social x Aproximar o posicionamento da marca Banco Montepio à temática da sustentabilidade; x Disponibilizar oferta de produtos indutores de boas práticas ambientais e sociais; x Consultar fornecedores tendo em conta os padrões de sustentabilidade e preferência por marcas nacionais. Environmental x Lançamento de campanha de Crédito à Habitação com benefícios para habitações com certificado energético A ou A+; x Contribuição para o aumento da adesão à banca digital; x Campanha de incentivo à adesão a documentação digital; x Diminuição do número de cartas físicas enviadas a Clientes; x Desmaterialização de comunicação externa e interna; x Implementação do projeto de recolha seletiva de resíduos sólidos; x Distribuição de equipamentos de água filtrada (com ligação à rede pública) nos edifícios centrais; x Medidas de redução do consumo de combustíveis, de eletricidade e de papel; x Utilização de produtos de consumo mais sustentáveis; x Substituição de equipamentos AVAC (a gás refrigerante R22) nos balcões, por equipamentos mais eficientes com gases refrigerantes menos agressivos para o ambiente (R410a e R32); x Substituição de máquinas ATM por máquinas mais modernas e detentoras da certificação RoHS (Restriction of Certain Hazardous Substances); x Plano de substituição da frota automóvel; x Candidatura para atribuição da Certificação MOVE+/Selo Mobilidade Eficiente; x Integração de critérios de sustentabilidade nas consultas ao mercado. Social x Apoio e investimento a entidades e projetos ligados à inovação e empreendedorismo social;
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 109 x Apoio a projetos e iniciativas da Economia Social e Solidária; x Financiamento em microcrédito e apoio à criação do próprio emprego; x Lançamento da nova rubrica do programa de literacia financeira - O Banco Explica; x Alargamento da penetração do mercado de Economia Social e clara diferenciação de produtos bancários e seguradores para esta área; x Visibilidade das EESS, através da plataforma E-Social, powered by Banco Montepio; x Protocolos e parcerias; x Garantir a gestão integrada do capital humano; x Implementar uma perspetiva de inclusão interna e externa, respeito pela diversidade e desenho universal. Além das ações mencionadas, o Banco Montepio integrou e participou ao longo de 2021 em diferentes fóruns ligados às Finanças Sustentáveis, elencados na tabela seguinte. Organização Iniciativa APEE - Associação Portuguesa de Ética Empresarial Conferência “O Pilar Social das Finanças Sustentáveis” 16.ª Edição da Semana da Responsabilidade Social (SRS) - Conferência “Finanças Sustentáveis: Impacte Social do Investimento Local” EY - Ernst & Young EY - Economia em Movimento – Mesa Redonda sobre Sustentabilidade Financeira OROC - Ordem dos Revisores Oficiais de Contas Seminário “A importância do ESG na sustentabilidade futura das Empresas” - Painel 2 sobre as Tendências e Desafios emergentes na dinâmica ESG REGULAMENTO DA TAXONOMIA DA UNIÃO EUROPEIA No âmbito do Plano de Ação da Comissão Europeia para as Finanças Sustentáveis, foi publicado, em 22 de junho de 2020, o Regulamento (UE) 2020/852 que estabelece um regime para a promoção do investimento sustentável, introduzindo requisitos de divulgação para entidades financeiras e não financeiras. O Regulamento referido foi complementado posteriormente por vários atos delegados da Comissão Europeia que especificam os critérios técnicos relevantes, nomeadamente: O Regulamento Delegado (UE) 2021/2139, publicado em 9 de dezembro de 2021 e aplicável a partir de 1 de janeiro de 2022, que define os critérios técnicos de avaliação para (i) determinar em que condições uma atividade económica é qualificada como contribuindo substancialmente para a mitigação das alterações climáticas ou para a adaptação às alterações climáticas e (ii) estabelecer se essa atividade económica não prejudica significativamente o cumprimento de nenhum dos outros objetivos ambientais estabelecidos no artigo 9º do mesmo Regulamento. O Regulamento Delegado (UE) 2021/2178, publicado em 10 de dezembro de 2021 e aplicável entre 1 de janeiro de 2022 e 1 de janeiro de 2026, que especifica o teor e a apresentação das informações a divulgar pelas Empresas abrangidas pelos artigos 19º-A ou 29º-A da Diretiva 2013/34/EU (obrigação de divulgação de informação não financeira) relativamente às atividades económicas sustentáveis do ponto de vista ambiental, bem como a metodologia para dar cumprimento a essa obrigação de divulgação. Em 2 de fevereiro de 2022, a Comissão Europeia publicou uma nota informativa sobre a interpretação de algumas normas do Regulamento Delegado (UE) 2021/2178 com vista a apoiar a implementação do mesmo. Em 9 de março de 2022, a Comissão Europeia adotou um ato delegado complementar ao Regulamento Delegado (UE) 2021/2139, que introduz na taxonomia atividades económicas adicionais do setor da energia, bem como requisitos de divulgação específicos, nomeadamente sobre certas atividades nos setores do gás e da energia nuclear. Se não houver objeções por parte do Parlamento Europeu e do Conselho, este ato delegado complementar entrará em vigor no prazo de quatro meses, prorrogável por mais dois meses, sendo aplicável a partir de 1 de janeiro de 2023.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 110 O Regulamento da Taxonomia prevê, designadamente através do Regulamento Delegado (UE) 2021/2178, que as instituições financeiras divulguem entre 1 de janeiro de 2022 e 31 de dezembro de 2023, nomeadamente: a proporção do total dos seus ativos ligada a posições em risco sobre atividades económicas elegíveis e não elegíveis para taxonomia; a proporção do total dos seus ativos ligada a posições em risco referidas nos números 1, 2 e 3 do artigo 7º; e, no caso das instituições de crédito, também a proporção da respetiva carteira de negociação e dos empréstimos interbancários à vista no total dos seus ativos. Na oportunidade de publicação da presente Demonstração Não Financeira, o Banco Montepio procede à divulgação de indicadores e de informação respeitante ao cumprimento do Regulamento da Taxonomia, sem prejuízo do progresso em curso no âmbito dos recentes desenvolvimentos do quadro legislativo: Indicador 2021 (i) Proporção do total dos ativos ligada a exposição a governos centrais, bancos centrais e emitentes supranacionais 30% (ii) Proporção do total dos ativos ligada a exposição a Empresas que não são obrigadas a publicar informações não financeiras nos termos do artigo 19-A ou 29-A da Diretiva 2013/34/UE 20% (iii) Proporção da carteira de negociação no total dos ativos 0% (iv) Proporção da exposição a derivados no total dos ativos 0% (v) Proporção dos empréstimos interbancários à vista no total dos ativos 0% Indicador Metodologia de apuramento (i) Considera no numerador: cash balances e outros demand deposits a bancos centrais, títulos e crédito a governos centrais, bancos centrais e emitentes supranacionais; Considera no denominador: ativo total. (ii) Considera no numerador: títulos, participações e crédito a Empresas não obrigadas a publicar informações não financeiras; Considera no denominador: ativo total. Considera-se como Empresas não obrigadas a publicar informações não financeiras as Pequenas e Médias Empresas. (iii) Considera no numerador: trading portfolio, excluindo derivados; Considera no denominador: ativo total. (iv) Considera no numerador: derivatives - hedge accounting; Considera no denominador: ativo total. (v) Considera no numerador: empréstimos interbancários on demand; Considera no denominador: ativo total. Fonte: FINREP consolidado Grupo Banco Montepio, com referência a 31 de dezembro de 2021. No que se refere à proporção do total dos ativos ligada a posições em risco sobre atividades económicas elegíveis e não elegíveis para taxonomia, o Banco ainda não possui a informação relativa à elegibilidade das suas posições, pelo que, no contexto, o seu apuramento teria que ser estimado. Desta forma, e em conformidade com as orientações da Comissão Europeia, o reporte dos indicadores associados às atividades elegíveis e não elegíveis revela-se voluntário. No âmbito dos grupos de trabalho em que participa, nomeadamente em sede da APB e do Ministério do Ambiente e da Transição Energética, o Banco Montepio tem acompanhado as matérias em apreço e desenvolvido internamente os trabalhos relevantes com vista ao alinhamento da sua atividade com o Regulamento da Taxonomia, tendo presente o âmbito e períodos de aplicabilidade, e à integração daquele na componente da estratégia do Grupo dedicada à sustentabilidade. Os esforços alocados a estas matérias encontram-se em curso e continuarão no médio prazo, atentos, por um lado, ao foco do Banco Montepio no desenvolvimento sustentável, e, por outro, ao quadro legislativo entretanto alargado. NEGÓCIO RESPONSÁVEL Enquanto agente de referência da sustentabilidade social, o Banco Montepio continua focado em integrar as preocupações ambientais na sua forma de atuação, no leque de produtos disponíveis e nas relações existentes com os diferentes públicos-alvo, impactando positivamente a vida de todos os envolvidos, mas também do planeta. PROXIMIDADE E INCLUSÃO FINANCEIRA A capacidade, a determinação e o talento dos profissionais do Banco Montepio reforçaram a contínua adaptabilidade e resiliência perante um período desafiante da história da Instituição.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 111 A digitalização, forçada e acelerada pelo contexto pandémico, ditou uma mudança nos modelos de negócio em todos os setores de atividade, com especial relevância no setor bancário, impondo inúmeros desafios, mas também imensas oportunidades. O Banco Montepio, cujo ADN assenta nos princípios ESG, tem tido a capacidade de se transformar para responder à evolução socioeconómica. No ano de 2021, deu continuidade à automação e reengenharia dos processos, progrediu na analítica avançada com o arranque da nova plataforma de dados para suporte a processos data-driven, implementou modelos mais avançados de cibersegurança e acelerou a implementação de modelos de arquitetura cloud native. Durante este período, foi desenvolvido um conjunto de iniciativas que visam melhorar a experiência do Cliente e aumentar a proximidade, a eficiência e a eficácia da sua interação com o Banco, ao mesmo tempo que contribuem para uma maior sustentabilidade do meio ambiente. Entre estas iniciativas, destacam-se a migração massiva de Clientes que tinham o correio físico como método de comunicação preferencial para o correio digital, que reduziu em 81% o número de comunicações em papel, a descontinuação do cartão matriz (físico) e o desenvolvimento da App APPré-pago para consulta de saldos e movimentos de cartões pré- pagos do Banco, possibilitando que os seus titulares acedam a esta informação sem necessidade de se descolar a uma máquina ATM. O Serviço Montepio24 - plataforma que integra os vários canais do Banco para interação à distância com os seus Clientes – continuou a evoluir, tendo sido implementadas soluções de fácil, rápida e simples utilização e que conferem um maior grau de autonomia aos Clientes na gestão e acompanhamento da sua relação com o Banco. Em 2021, este serviço registou um aumento de 8,7% no número de Clientes ativos, totalizando 426.327 utilizadores - 366.877 no segmento de Particulares (+9,6%) e 65.450 no segmento de Empresas (+4,2%). O número de transações realizadas através dos canais digitais no ano de 2021 também aumentou: 4% na plataforma de Internet Banking Net24, para 44,5 milhões (42,8 milhões no final de 2020); e 42% na plataforma de Mobile Banking App24, para 26,2 milhões (18,5 milhões no final de 2020). Ao longo do ano, a M.A.R.I.A. (Montepio's Automated Real-time Interaction Assistant) continuou a alargar a capacidade de atendimento e de compreensão das intenções dos Clientes, permitindo uma melhor execução do contacto e possibilitando uma experiência mais empática, personalizada e de construção gradual de confiança. No final de 2021, a M.A.R.I.A. registou um grau de satisfação de serviço ao Cliente de 82%. O Banco Montepio, que integra as preocupações ambientais e sociais na sua atuação, disponibilizou produtos indutores de boas práticas ambientais, atingindo também novos marcos: x Crédito à Habitação Certificado Energético A ou A+ Escolha n.°1 do Consumidor O Banco Montepio continuou a marcar a diferença devolvendo 1,1% do montante do empréstimo para casas com certificado energético de A e A+, reforçando as medidas de promoção da sustentabilidade ambiental. Foi eleito pelos portugueses como a “Marca número um na Escolha do Consumidor” na categoria “crédito à habitação” em virtude de possuir a melhor oferta do panorama financeiro nacional, de acordo com a ConsumerChoice – Centro de Avaliação da Satisfação do Consumidor. A iniciativa destaca-se pela sua componente inovadora e solidária, com uma oferta tangível, que acrescenta valor e que permitiu prosseguir a missão maior - estar ao lado dos portugueses em todas as fases da sua vida. Com foco em melhorar a experiência na contratação de um crédito habitação, o Banco lançou um processo mais simples e mais rápido, que começa com uma jornada totalmente digital, no sítio da Internet do Banco, onde Clientes e não Clientes podem fazer uma simulação, com a possibilidade de emissão de uma carta de aprovação condicionada, na hora, com uma pré-análise do crédito, sem custos e sem papel. x Campanha de Crédito Pessoal O Banco Montepio tem apoiado os Clientes na realização dos seus projetos, de forma responsável e com um elevado critério de análise e gestão de risco. Com uma oferta apoiada numa funcionalidade
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 112 multicanal, flexível, simples, rápida, online e disponível a qualquer hora, o Cliente pode efetuar um pedido de Crédito Pessoal sem necessidade de se deslocar a um balcão, num processo 100% digital. Destaca- se o Crédito Energias Renováveis, uma linha de crédito para apoio na aquisição e instalação de equipamentos que utilizam a energia renovável. x Linha de Crédito para a Descarbonização e Economia Circular A linha de crédito que apoiou as Empresas industriais e do setor do turismo a investir em projetos que melhorem a sua eficiência energética e acelerem o processo de transição para uma economia circular. No que se refere à componente social, o Banco Montepio voltou a distinguir-se como Banco da Economia Social em Portugal. Do trabalho efetuado, destaca-se a continuidade de uma Direção Comercial única com gestores focados e especializados neste segmento, mas também da disponibilização de oferta de produtos e serviços diferenciados para o Setor Social: x Linha de Apoio ao Setor Social COVID-19, a linha de crédito que apoiou as necessidades de tesouraria das EESS afetadas pela pandemia de Covid-19; x Linha de Crédito +Impacto Social, para EESS e outras entidades sociais sem fins lucrativos, que procurou ajudar as instituições a promover a inclusão social; x Linha de Crédito Fundo para a Inovação Social (FIS), que facilitou o acesso ao financiamento bancário e a melhores condições de financiamento das Iniciativas de Inovação e Empreendedorismo Social (IIES); x Linha de Crédito Social Investe, que proporciona financiamento no âmbito do programa de apoio à Economia Social, incentivando o desenvolvimento das atividades de natureza social e solidária das entidades sem fins lucrativos que integram o setor social; x Conta Acordo, um produto exclusivo do Banco Montepio criado para facilitar e assegurar as necessidades de tesouraria que possam surgir antes do recebimento dos fundos estatais. Com o objetivo de reforçar o seu papel como Banco da Economia Social, na sua génese social e de responsabilidade social, o Banco Montepio lançou a Campanha Conta Acordo que doa 0,50% do valor pago pelo Estado às IPSS titulares deste produto; x Solução ESocial, uma solução de produtos e serviços para a gestão do dia-a-dia das várias EESS. O Banco Montepio é único no panorama nacional a disponibilizar esta oferta, lançada pela primeira vez em 2010 e melhorada em 2021 no âmbito do novo contexto pandémico. Dando também continuidade ao trabalho na área do microcrédito, o Banco Montepio continuou a apoiar a criação do próprio emprego e os respetivos empreendedores na concretização dos seus projetos e ideias de negócio sustentáveis. Dos produtos disponibilizados, destaca-se a Linha de Apoio ao Empreendedorismo e à Criação do Próprio Emprego, uma linha de crédito que apoia a criação do próprio negócio de pequena dimensão com garantia e bonificação da taxa de juro. A diversidade de áreas que fazem parte do Setor Social tem permitido ao Banco Montepio não só apoiar as EESS e os empreendedores, mas também aumentar a qualidade dos projetos nas diferentes comunidades, gerar emprego sustentável e criar valor para a sociedade. A informação detalhada sobre a área da Economia Social pode ser consultada no subcapítulo Segmentos de Negócio do presente Relatório de Gestão. GESTÃO DE RISCOS Os principais riscos decorrentes da própria atividade podem, direta ou indiretamente, afetar a vertente de sustentabilidade e de responsabilidade social do Grupo Banco Montepio. Dos riscos existentes, que são descritos no capítulo Gestão de Riscos do presente Relatório de Gestão, destacam-se o risco de corrupção e tentativa de suborno, o risco de branqueamento de capitais e de financiamento ao terrorismo, o risco de conflito de interesses, o risco de abuso de mercado, o risco de quebra de privacidade, o risco de compliance e o risco reputacional. Existem ainda riscos operacionais e riscos de mercado, bem como riscos especificamente associados à pandemia de Covid-19 que eclodiu em 2020 e se prolongou por 2021.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 113 Para além da identificação destes (e de outros) riscos, o Banco Montepio tem implementado um sistema de controlo interno que inclui políticas, regulamentos e procedimentos para sinalizar e prevenir a sua ocorrência, complementados pelas funções de compliance e de auditoria interna. Nesse sentido, mas também no contexto de crise pandémica, o Banco Montepio implementou um Plano de Continuidade de Negócio (PCN), no qual se inclui um Plano específico para a pandemia. Desde a ativação do PCN, em março de 2020, o Gabinete de Gestão de Crise adotou todas as diretrizes e recomendações emanadas pela Direção-Geral da Saúde (DGS) e pelo Governo, tomando medidas que tinham como principal preocupação a salvaguarda da saúde dos Colaboradores e dos Clientes. Na gestão de riscos, o Grupo Banco Montepio incluiu um conjunto de políticas, procedimentos, definição de limites no âmbito do apetite ao risco e controlos que permitem, de uma forma adequada e integrada, identificar, medir, avaliar, monitorizar, mitigar e reportar os riscos decorrentes das atividades desenvolvidas nas diversas linhas de negócio e entidades do Grupo. As diferentes dimensões de risco abrangidas pela função de gestão de riscos e seu respetivo governo podem ser consultadas no capítulo Gestão de Riscos do Relatório de Gestão, sendo que a presente secção destaca o risco operacional na sua correspondência em matéria de responsabilidade social. O Banco Montepio tem vindo a comprometer-se cada vez mais com os princípios de sustentabilidade. Em várias dimensões, entre as quais a financeira, este movimento é visto como aquele que pode mudar o comportamento da sociedade e das suas organizações em direção à ética e à responsabilidade. Na Gestão de Risco, estes princípios têm vindo a ser operacionalizados pela adoção de medidas com vista à melhoria da eficiência da gestão de risco operacional. COMBATE À CORRUPÇÃO E TENTATIVA DE SUBORNO O sistema de controlo interno do Banco Montepio tem como pressuposto uma segregação de funções entre as funções de execução, decisão e controlo, o que contribui para a mitigação de riscos de corrupção ou suborno por parte dos seus Colaboradores. Para o efeito, o Banco dispõe de políticas e procedimentos, em que se incluem designadamente o Código de Conduta, a Política de Gestão de Conflitos de Interesses, a Política de Comunicação de Irregularidades (Whistleblowing) e a Política aplicável a Estruturas e Atividades Não Convencionais ou Não Transparentes. A prática de crimes de corrupção, peculato, tráfico de influência e outros crimes conexos geram fundos que são subsequentemente introduzidos no mercado financeiro através de operações que configuram a prática do crime de branqueamento de capitais. A prevenção e a repressão da corrupção é, por conseguinte, realizada através do combate ao branqueamento de capitais, desenvolvendo o Banco Montepio a sua atividade comercial seguindo políticas e aplicando controlos que visam precisamente a prevenção da utilização do Banco para esses fins em conformidade com a legislação em vigor, nomeadamente a Lei n.º 83/2017 e respetiva regulamentação. AS NOSSAS POLÍTICAS No Banco Montepio existem Políticas regulando as seguintes matérias: x Implantação geográfica; x Seleção e avaliação da adequação dos membros do Órgão de Administração e Fiscalização e dos Titulares de Funções Essenciais; x Remuneração dos Colaboradores relevantes; x Remuneração dos membros do Órgão de Administração e Fiscalização; x Sucessão dos Membros do Órgão de Administração e Fiscalização; x Sucessão dos Titulares de Funções Essenciais; x Diversidade e Inclusão; x Avaliação de Desempenho; x Crédito a Colaboradores;
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 114 x Função de Auditoria Interna (FAI); x Função de Compliance (FCOMP); x Gestão do risco de branqueamento de capitais e do financiamento ao terrorismo; x Aceitação de Clientes; x Identificação de Clientes; x Sanções; x Controlo interno; x Subcontratação; x Gestão de conflitos de interesse; x Transações com partes relacionadas; x Estruturas e atividades não convencionais ou não transparentes; x Reporte de compliance das filiais do Grupo Banco Montepio; x Prevenção de abuso do mercado; x Comunicação de irregularidades (Whistleblowing); x Receção, transmissão e execução de ordens; x Segurança da informação; x Privacidade; x Proteção de dados - gestão de cookies; x Gestão de reclamações; x Função de Gestão de Risco; x Risco de Crédito; x Apetite ao Risco do Grupo Banco Montepio; x Gestão do Risco de Modelo de Negócio/Estratégia; x Gestão de risco do Grupo Banco Montepio; x Análise e monitorização de Clientes de risco elevado; x Investimento e Gestão de Risco de Mercado; x Gestão do Risco de Fundo de Pensões; x Gestão do Risco Imobiliário; x Gestão de exposições não produtivas (non-performing exposures - NPE); x Gestão de Risco de Taxa de Juro da Carteira Bancária; x Gestão de Risco Cambial; x Exposição em Incumprimento, Exposição Não Produtiva (NPE), Exposição em Imparidade (IFRS 9) e reestruturados por dificuldades financeiras; x Gestão do Risco de Liquidez; x Recuperação de Crédito; x Desreconhecimento Contabilístico de Ativos Financeiros (Write Off). GESTÃO INTEGRADA DO CAPITAL HUMANO Durante o ano de 2021, e em circunstâncias extraordinárias relacionadas com a pandemia de Covid-19, o Banco Montepio manteve o empenho na adoção de medidas que vão ao encontro dos ODS, promovendo a boa saúde e o bem-estar, a formação de qualidade e o emprego digno e crescimento económico, bem como a igualdade de género.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 115 Num ano de retorno progressivo aos locais de trabalho, mas também de medidas no sentido inverso, aliadas a períodos de pico da pandemia no país, a Instituição procurou garantir as melhores condições de trabalho para os seus Colaboradores em teletrabalho. Neste contexto, manteve a rede de Balcões maioritariamente em funcionamento, com sistema de atendimento condicionado e de atendimento por marcação. Para tal, a Instituição assegurou as condições de segurança individual para o atendimento comercial, que se manteve na linha da frente ao prestar um serviço essencial às Famílias e às Empresas portuguesas, e reforçou a necessidade de todos respeitarem as indicações das autoridades de saúde e as normas internas em vigor. A Direção de Gestão de Pessoas (DGP) assegurou assim a sua atividade em várias áreas-chave, cumprindo o objetivo de manter os Colaboradores seguros e conectados com a organização. CONDIÇÕES DE TRABALHO, SAÚDE E SEGURANÇA A equipa da Saúde, Segurança e Bem Estar dos Colaboradores do Grupo Banco Montepio continuou a monitorizar e a acompanhar a evolução da pandemia de Covid-19, por forma a garantir níveis elevados de segurança e condições nos locais de trabalho para promover o bem-estar físico e psicológico dos Colaboradores. Destacam-se as seguintes ações em 2021: x Programa de Assistência Psicossocial com acompanhamento psicológico e social integrados. A intervenção é realizada por psicólogo e assistente social, sendo os contactos totalmente confidenciais; x Campanha de Vacinação Antigripal a todos os Colaboradores inscritos, que habitualmente se traduz na redução do absentismo; x Proteção aos Colaboradores incluídos no Grupo de Risco e acompanhamento das situações de doença/infeção por Covid-19. COMUNICAÇÃO INTERNA E ENVOLVIMENTO DA ORGANIZAÇÃO Em 2021, a Cultura e Comunicação a Colaboradores manteve o seu propósito de reforçar a comunicação com os Colaboradores e o sentimento de pertença, através de iniciativas de proximidade e ligação entre as áreas. A preocupação em manter os canais de comunicação à distância ativos foi uma constante e, apesar do regresso progressivo ao escritório, a existência de diferentes modelos de trabalho reafirmou a importância de manter ligações entre equipas, colegas e áreas. Das iniciativas realizadas, destacam-se as seguintes: x E-Coffee with the CEO: 31 sessões com periodicidade semanal envolvendo participantes de diferentes áreas funcionais do Banco Montepio. Debateram-se temas como os desafios que a Banca tradicional enfrenta na sua preparação para o futuro, a evolução do teletrabalho e a gestão de talento; x #JuntosàDistância: 20 newsletters publicadas com conteúdos e rúbricas inovadoras, entre elas o Business as Usual, vídeos curtos explicativos sobre diferentes temas do negócio e o Desafio Juntos com diferentes quebra-cabeças, que premiaram os vencedores com infinite books em todas as edições; x Employer Value Proposition: foi realizado um estudo com 55 Colaboradores, representativo das diferentes áreas do Banco, incluindo serviços comerciais e centrais, áreas de controlo, elementos da Comissão Executiva e áreas estratégicas de recursos humanos, para a definição da proposta de valor da Instituição enquanto marca empregadora. O objetivo principal foi o de definir a proposta de valor do Banco Montepio enquanto empregador e desenhar uma linha de comunicação a Colaboradores que reforce os “valores que crescem connosco”.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 116 3.ª EDIÇÃO DA SEMANA DO BEM-ESTAR REALIZADA COM OS COLABORADORES A 3.ª edição da Semana do Bem-Estar aconteceu em outubro de 2021 sob o mote “Se estamos bem, somos próximos, se estamos bem, somos inovadores, se estamos bem, somos responsáveis”. O bem-estar integrado e a saúde mental foram os temas-chave desta edição organizada pela Saúde e Segurança no Trabalho, Cultura e Comunicação a Colaboradores e Serviços Sociais. A agenda de oito dias contou com workshops, dicas de culinária, conselhos sobre ergonomia, open days de osteopatia, massagens e ainda atividades outdoor em diferentes pontos do país, que preencheram as rotinas dos Colaboradores do Banco Montepio. O envolvimento dos Colaboradores foi considerado uma prioridade nas suas várias dimensões designadamente ao nível da comunicação e da estruturação e planeamento, tendo em conta o feedback recolhido na 2.ª edição da Semana do Bem-Estar. CAPITAL HUMANO E FORMAÇÃO A Academia Montepio, pilar estratégico e crítico de valorização dos Colaboradores do Banco Montepio, promoveu um conjunto de programas e iniciativas que contribuíram para o desenvolvimento e o alinhamento dos Colaboradores com o Modelo de Gestão Integrada de Talento. Com a pandemia de Covid-19, os diversos programas foram realizados em versão online ou presencial, mediante flexibilidade ajustada ao contexto do momento. O número global de horas de formação correspondeu a 84.244 horas e incluiu 3.008 Colaboradores. Em temas regulamentares, realizou-se um total de 56.930 horas de formação para todo o Banco sobre matérias relacionadas com a Prevenção de Branqueamento de Capitais e Financiamento ao Terrorismo; o Regime Geral de Proteção de Dados e a Cibersegurança. Para efeitos de cumprimento das obrigações legais, destacou-se a formação sobre a Comercialização de Crédito Hipotecário, a Diretiva dos Mercados e Instrumentos Financeiros II (formação contínua), o conhecimento da Nota de Euro e o conhecimento da Moeda Metálica de Euro. Nesta matéria foi privilegiado o regime online através das plataformas de apoio. Num contexto de Banca e Negócios, foi lançado o Programa Montepio Avança que abrangeu 190 Colaboradores dos vários grupos funcionais da Rede de Balcões e com foco em 3 pilares de desenvolvimento: I. Atualização técnica com conteúdos específicos e sobre tendências da Banca na atualidade, realizado em parceria com a Nova SBE e o ISCTE-IUL; II. Desenvolvimento de competências comportamentais no âmbito da relação com Clientes e equipas; III. Formação realizada por áreas do Banco, mais focada no aprofundamento do conhecimento de procedimentos e políticas internas. No âmbito da Liderança, foram criados 2 programas em parceria com Universidades: x Programa Liderança de Excelência, realizado em parceria com a Católica Lisbon Business & Economics, que contou com 22 Diretores de 1.ª Linha da estrutura do Banco; x Programa Transforming for a New Tomorrow destinado aos Diretores de 2.ª Linha do Banco Montepio e realizado em parceria com o ISEG Executive Education. A 1.ª edição contou com 27 participantes. Ambos os programas tiveram como objetivo permitir a aquisição de conhecimentos e competências importantes para a gestão dos desafios resultantes das transformações no setor, bem como alavancar competências de liderança que permitam conduzir as equipas de forma inspiradora e comprometida.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 117 Integrado no Programa Montepio Potencial e para responder às necessidades de evolução e desenvolvimento do potencial identificado, lançámos uma oferta de valor constituída por ações formativas em Liderança, Coaching, Comunicação e Gestão de Tempo para 126 Colaboradores identificados com potencial a desenvolver. No âmbito da Transformação Digital, houve também uma forte aposta na aquisição/desenvolvimento de conhecimentos em ferramentas tecnológicas e de tratamento de dados, em formato de ações de formação ou webinars. GESTÃO DO POTENCIAL E DO DESEMPENHO O sistema de gestão de desempenho do Banco Montepio, designado por Modelo 3D, encontra-se consolidado e foi aplicado para o ciclo 2020 com uma participação de 99%, o que revela o envolvimento global dos Colaboradores e suas chefias no processo anual de avaliação/feedback do desempenho e alinhamento com os objetivos institucionais. Procedeu-se também à abertura do Ciclo 2021 com as fases de definição e follow-up de objetivos do ano. Para consolidar a gestão do talento interno, o Programa Montepio Potencial, acima referido, integra de forma sistematizada a identificação e mapeamento do potencial dos Colaboradores do Banco e define as estratégias necessárias ao seu desenvolvimento, para corresponder de forma adequada aos desafios funcionais e organizacionais. Em 2021, o foco foi colocado no processo de desenvolvimento de um conjunto de Colaboradores identificados em 2019 através da oferta formativa já referida. Employer Branding & Talent Acquisition Na área de Employer Branding & Talent Acquisition, responsável por garantir a captação e retenção de talento, bem como elevar os níveis de motivação e de engagement dos seus Colaboradores, salientam-se duas iniciativas internas realizadas em 2021: x Programa Erasmus que teve como objetivo proporcionar aos Colaboradores a oportunidade de visitar e exercer as suas funções habituais a partir de outras áreas geográficas e direções. Esta iniciativa permitiu a aquisição de conhecimentos para uma visão mais integrada da Instituição, valorizando outras necessidades e prioridades fora da função/área dos Colaboradores. Realizou-se uma 1.ª Edição deste Programa com o objetivo de aproximar as áreas de Serviços Centrais às áreas de Negócio, que integrou os Diretores de 1.ª Linha do Banco em visita aos Departamentos Regionais da área Comercial, sendo recebidos pelo Responsável Regional num programa de 4 dias; x Banca de Ideias que teve como propósito criar a oportunidade para os Colaboradores do Banco Montepio contribuírem para a transformação digital do Banco e serem impulsionadores da inovação. Nesse sentido, foi criado um concurso interno aberto à participação de todos os Colaboradores do Banco. Nesta edição foram apresentados 46 projetos, avaliados por um júri constituído pelas várias áreas do Banco e como resultado foram premiados 4 projetos. Na vertente de Talent Acquisition, salienta-se a realização de iniciativas que contribuem para a visibilidade do Banco Montepio enquanto entidade empregadora: x Programa de Trainees, com a integração de 20 estagiários num programa que permite três rotações por áreas distintas, incluindo a área comercial; x Programa de Estágios de Verão, com a integração de 10 Estagiários em diversas áreas.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 118 INCLUSÃO INTERNA/EXTERNA E O RESPEITO PELA DIVERSIDADE E DESENHO UNIVERSAL DIVERSIDADE NOS ORGÃOS SOCIAIS Os órgãos de administração e fiscalização do Grupo Banco Montepio, designadamente do Banco Montepio, Montepio Holding, Banco de Empresas Montepio, Montepio Crédito e SSAGIncentive, apresentam a seguinte diversidade (em termos de género e de formação): Género Formação Em termos de habilitações literárias, mais de 80% dos membros dos órgãos de administração e fiscalização do Grupo Banco Montepio detém um grau igual ou superior à Licenciatura, sendo as áreas predominantes a Economia, o Direito, a Gestão de Empresas e as Finanças. São considerados Titulares de Funções essenciais (TFE) os responsáveis que, não sendo membros do Conselho de Administração, são titulares de cargos que, pelas funções exercidas, lhes confiram uma influência significativa na gestão da instituição. São TFE os responsáveis máximos das seguintes Direções: Direção de Auditoria e Inspeção (Função de Auditoria Interna); Direção de Compliance (Função de Compliance); Direção de Risco (Função de Gestão de Risco); Direção de Planeamento Estratégico e Controlo; Direção de Contabilidade e Reporte Financeiro; Direção Financeira e Internacional (a nomear); Direção de Análise Especializada de Crédito; e Direção de Análise de Crédito (a nomear). No que respeita aos TFE, a diversidade em termos de género é a que se apresente em seguida. Banco Montepio Género Nº de elementos % F 2 13% M 14 88% Montepio Holding Género Nº de elementos % F 3 33% M 6 67% Banco de Empresas Montepio Género Nº de elementos % F 4 33% M 8 67% Montepio Crédito Género Nº de elementos % F 5 45% M 6 55% SSAGIncentive Género Nº de elementos % F 1 33% M 2 67% Género Nº de elementos % F 3 21% M 11 79%
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 119 DIVERSIDADE NOS COLABORADORES O quadro de Colaboradores apresenta a seguinte diversidade (em termos de categoria profissional, género e faixa etária). Colaboradores por faixa etária (n.º) Total % Diretivas e chefias % Técnicas % Administrativas % 3 107 718 1 320 1 069 < 30 anos 106 3% 0 0% 66 5% 40 4% Dos 30 aos 50 anos 2 169 70% 406 57% 974 74% 789 74% > 50 anos 832 27% 312 43% 280 21% 240 22% Colaboradores por género (n.º) Total % Diretivas e chefias % Técnicas % Administrativas % 3 107 718 1 320 1 069 Feminino 1 516 49% 240 33% 673 51% 603 56% Masculino 1 591 51% 478 67% 647 49% 466 44% Número de Colaboradores por género e faixa etária (n.º) Total % Feminino % Masculino % 3 107 1 516 1 591 < 30 anos 106 3% 60 4% 46 3% Dos 30 aos 50 anos 2 169 70% 1 111 73% 1 058 66% > 50 anos 832 27% 345 23% 487 31% DIVERSIDADE E IGUALDADE DE GÉNERO Em 29 de julho de 2021, foi aprovada pelo Conselho de Administração a fixação de objetivo e metas na representação de género sub-representado, a considerar no âmbito da revisão da Política de Seleção e Avaliação da Adequação de MOAF e TFE e a submeter a aprovação da assembleia geral de acionistas em 2022. Em 16 de dezembro de 2021, foi aprovada pelo Conselho de Administração a 1ª Política de Diversidade e inclusão a aplicar no Grupo Banco Montepio. Esta política define os objetivos da Instituição nas dimensões em causa e os seguintes compromissos: x Promover a diversidade, incluindo na composição dos diversos níveis hierárquicos e órgãos sociais; x Promover o enriquecimento da organização atraindo e reunindo uma diversidade de perfis (com culturas, género e idades diferentes), com o objetivo de estimular a criatividade e a inovação; x Garantir um ambiente de trabalho livre de preconceitos e discriminação, respeito e valorização pelas individualidades e pautado pela equidade; x Monitorizar o alinhamento da presente Política, com os princípios inseridos no Código de Conduta, bem como com as melhores práticas e legislação aplicáveis, nomeadamente: o Implementar medidas de discriminação positiva e proibição de quaisquer formas de discriminação ou assédio, em função do género, da idade, da nacionalidade e residência, entre outros; o Promover a igualdade de tratamento e de oportunidades no processo de recrutamento e seleção, na formação e desenvolvimento profissional, na avaliação de desempenho, na progressão na carreira e nas condições remuneratórias; o Implementar medidas que permitam a integração de pessoas portadoras de necessidades especiais e que promovam a adaptação dos postos de trabalho, sempre que necessário. BENEFÍCIOS PARA OS COLABORADORES No plano da oferta de benefícios, o Grupo Montepio, onde o Banco Montepio se insere, distingue-se pela positiva, pela incorporação de um leque alargado de apoios sociais, merecendo destaque os benefícios destinados aos filhos dos Colaboradores, quer em idade pré-escolar, quer escolar, tendo mantido em 2021 o apoio reforçado para os filhos que se encontram a estudar. Foram ainda mantidos apoios escolares para filhos, na aquisição de livros, assim como distribuídos mais de 1.800 presentes para os filhos dos 0 aos 12 anos de idade.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 120 Através dos seus Serviços Sociais, o Grupo Montepio assegura um conjunto de atividades/iniciativas de cariz social e pedagógico, que apesar das limitações impostas pelo contexto pandémico foi possível manter em 2021. No plano da cultura, foram disponibilizados para leitura, gratuitamente, mais de 100 livros por mês, e promovida a participação em mais de 30 eventos culturais. Acresce ainda que, face à necessidade de serem asseguradas refeições num espaço seguro, mantiveram-se os refeitórios sempre abertos. CRIAÇÃO DE VALOR PARA A SOCIEDADE O Banco Montepio continuou a implementar ações cujo objetivo é a criação de valor para as comunidades e a preservação do meio ambiente. COMUNIDADE O Grupo Banco Montepio continuou a participar em iniciativas de voluntariado, com a devida adaptação ao contexto de pandemia que condicionou nomeadamente a presença física de voluntários nas atividades propostas para o ano 2021. No âmbito do Grupo Montepio, continuaram a ser promovidas diversas iniciativas que contaram com o apoio de Empresas e Colaboradores do Grupo Banco Montepio, destacando-se: x O Portal do Voluntariado, que disponibilizou um conjunto de projetos de voluntariado de competências a serem lançados em 2022, nomeadamente em 4 áreas: Literacia Financeira (crianças e adultos), Mutualista, Empreendedorismo e Liderança Cidadã; x Projeto “Gincana: Sempre Juntos Comunidade. Comunidade Montepio 2021. Online e resilientes”, lançado em outubro de 2021 e destinado aos cerca de 100 Dinamizadores Locais do Programa de Voluntariado Corporativo do Grupo Montepio, que contou com a apresentação de 3 candidaturas integradas no Plano de Atividades para 2022; x Integrado na Semana da Saúde e do Bem-Estar promovida pela DGP do Banco Montepio, em estreita colaboração com os Serviços Sociais, o Gabinete de Responsabilidade Social, em parceria com a Confederação Portuguesa de Voluntariado, promoveu o webinar “A nossa pegada ecológica: Como a reduzir?”, que se realizou no dia 15 de outubro e que contou com a participação de 40 Colaboradores do Grupo Montepio; x Lançamento da 11.ª Edição do Prémio Voluntariado Jovem do Montepio em novembro de 2021, na qual 10 entidades apresentaram em formato digital 15 projetos de soluções de intervenção social local, elaborados por jovens estudantes ou residentes em comunidades que abrangem Portugal Continental. Os projetos mereceram a avaliação de um Júri maioritariamente externo, constituído por representantes do GRACE, da Confederação Portuguesa de Voluntariado, do Centro Português de Fundações e da APPDI - Associação Portuguesa Para a Diversidade e Inclusão. A aplicabilidade e operacionalidade dos 3 projetos vencedores serão acompanhadas nos respetivos territórios pelos Dinamizadores Locais, voluntários do Grupo Montepio. COMUNIDADE ESCOLAR E EDUCATIVA Desde 2006 que o Banco Montepio se associa à Junior Achievement Portugal (JAP), a congénere portuguesa da Junior Achievement, a maior e mais antiga organização mundial de educação para o empreendedorismo. No âmbito do voluntariado de competências e enquanto associado desta organização sem fins lucrativos, os Colaboradores do Grupo Banco Montepio tiveram a oportunidade de se inscreverem como voluntários para continuarem a fazer a diferença e a criarem impacto na comunidade escolar e educativa. Em 2021, 20 voluntários do Grupo Montepio concluíram as sessões dos programas da JAP, em formato digital, impactando um total de 732 alunos, o correspondente a um total de 131 horas de voluntariado empresarial. A participação dos voluntários fez crescer os programas de voluntariado da JAP: Ensino Básico; A Empresa (e suas competições); Start Up Programme (Competição Nacional) e; Braço Direito.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 121 Além das horas de voluntariado realizadas nos programas mencionados, o Banco Montepio e a JAP realizaram pela primeira vez o JAP Social Innovation Camp by Banco Montepio, um concurso focado na sustentabilidade ambiental e social, que decorreu de 2 a 26 de novembro de 2021. Neste evento, o Banco Montepio desafiou os jovens participantes a desenvolverem projetos de cariz ambiental e social, no contexto dos ODS, nas áreas da Economia Social, do Consumo Responsável e da Igualdade de Oportunidades. O evento final, que decorreu nos dias 25 e 26 de novembro, contou com uma experiência online de aprendizagem que combinou momentos de aprendizagem teórica, de trabalho prático, de mentoria e outras dinâmicas. Este projeto pretendeu dar aos alunos do ensino secundário as ferramentas para desenharem, num curto espaço de tempo, projetos que tivessem impacto na sua comunidade (concelho ou distrito da sua escola) e que respondessem a problemas por eles identificados. DIREITOS HUMANOS O Código de Conduta adotado pelo Banco Montepio prevê salvaguardar a proteção dos direitos humanos, nomeadamente dos seus Colaboradores, Clientes e demais Stakeholders. Dos Colaboradores e entre os mesmos, exige-se a observação diária entre pares ou para com terceiros, do dever de respeito, cortesia, tolerância, urbanidade, zelo, diligência, disciplina e lealdade. O Banco Montepio e os seus Colaboradores, nas relações que estabelecem, não praticam qualquer tipo de discriminação, nomeadamente em função de ascendência, idade, sexo, orientação sexual, identidade de género, estado civil, situação familiar, situação económica, instrução, origem ou condição social, património genético, capacidade de trabalho reduzida, deficiência, doença crónica, nacionalidade, origem étnica ou raça, território de origem, língua, religião, convicções políticas ou ideológicas e filiação sindical, respeitando, a todo o momento, a igualdade de tratamento para com todos os Clientes ou outras entidades com quem se relacionem. Nas relações com os Clientes, devem proceder com educação, competência, diligência, neutralidade, lealdade, discrição e respeito consciencioso tendo sempre presente os interesses que lhes estão confiados, não fazendo qualquer tipo de discriminação. Por forma a promover a qualidade de vida dos Colaboradores e suas Famílias, o Banco Montepio proporciona um ambiente de trabalho que considera o desenvolvimento pessoal dos Colaboradores e a conciliação das exigências do trabalho com as necessidades da vida pessoal e familiar. Os membros do órgão de administração devem, ainda, promover a disponibilização aos Colaboradores dos meios adequados para a sua valorização pessoal e profissional e desenvolver o apoio a iniciativas da sociedade nos mais diversos domínios, desde a cultura, à solidariedade social ou ao empreendedorismo. Entende-se por assédio o comportamento indesejado, nomeadamente o baseado em fator de discriminação, praticado aquando do acesso ao emprego ou no próprio emprego, trabalho ou formação profissional, com o objetivo ou o efeito de perturbar ou constranger a pessoa, afetar a sua dignidade, ou de lhe criar um ambiente intimidativo, hostil, degradante, humilhante ou desestabilizador. O assédio pode ser de tipo moral e/ou sexual com o objetivo de intimidar, coagir ou ameaçar a dignidade de outra pessoa. No Banco Montepio é proibida a prática de assédio, moral ou sexual (comportamento indesejado de caráter sexual, sob forma verbal, não verbal ou física), que constitui um comportamento indesejado, tratando-se de um conjunto de comportamentos percecionados como abusivos. Para garantir o cumprimento ou para sancionar o eventual incumprimento destes princípios, existe monitorização e mecanismos implementados. Todas as ocorrências que venham a suceder, em qualquer área, relativas a incumprimento destes (e de outros) princípios, independentemente de outros procedimentos que se mostrem necessários, nomeadamente para efeitos disciplinares, deverão ser imediatamente reportados. O diretor da área em questão deve reportar à Direção de Compliance que, atuando de forma independente e imparcial, desencadeará as medidas que considere necessárias, perante os temas que lhe forem reportados, por forma a cessar o incumprimento e eventualmente promover a reparação dos prejuízos e minimizar o risco de novos acontecimentos similares. A Direção de Compliance elabora e apresenta ao
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 122 órgão de administração um relatório periódico com a descrição das situações de inobservância do Código de Conduta. CONSUMIDORES O Banco Montepio assegura aos seus Clientes o direito à manifestação formal de qualquer eventual insatisfação, mediante a apresentação de uma reclamação, diretamente junto dos serviços do Banco Montepio, ou através das entidades de regulação e/ou de supervisão. Sem prejuízo do legalmente estabelecido em relação ao Livro de Reclamações, o Banco Montepio disponibiliza um serviço que analisa as reclamações dos Clientes sempre que estes considerem ter existido alguma irregularidade na proteção dos seus interesses ou incumprimento de obrigações por parte do Banco. Os Clientes ou Utentes poderão apresentar as suas reclamações junto de qualquer balcão, do Contact Center (exclusivo para Clientes aderentes ao Serviço Montepio24), do sítio institucional ou ainda do Gabinete do Cliente e Qualidade. Em qualquer caso, assiste sempre ao Cliente o direito de reclamação junto das Autoridades de Supervisão (Banco de Portugal, Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões). A gestão das reclamações é da competência do Gabinete do Cliente e Qualidade, que tem como missão propor e dar cumprimento à Política de Gestão de Reclamações no âmbito do Grupo Banco Montepio, assegurando a receção e tratamento das mesmas, bem como a respetiva resposta ao Reclamante e/ou Entidades de Supervisão. O Banco Montepio encara as reclamações como uma oportunidade de melhoria contínua da qualidade de serviço prestado e de aprofundamento das relações com os seus Clientes. Nesse sentido, o Gabinete do Cliente e Qualidade promove, de forma continuada, recomendações e alertas vários, tendentes a eliminar, na génese, as causas das reclamações apresentadas. AMBIENTE Na área ambiental, o Grupo Banco Montepio adota boas práticas ambientais assentes numa postura responsável e consciente, que promove iniciativas próprias ou em colaboração com parceiros com quem trabalha para diminuir a pegada ecológica. Neste contexto, o Grupo Banco Montepio contribui para a proteção do meio ambiente e a promoção de comportamentos responsáveis. Para 2021, foram estabelecidas metas e objetivos tendo como base as seguintes áreas de atuação: reduzir e repor a pegada ecológica; criar produtos amigos do ambiente, indutores de boas práticas ambientais; sensibilizar todos os Stakeholders para o cumprimento das medidas de proteção ambiental definidas; envolver os Colaboradores na implementação de boas práticas; valorizar explicitamente a dimensão ambiental na apreciação das operações de negócio; e incluir a dimensão ambiental na definição de produtos e processos das Empresas do Grupo Banco Montepio. Durante este ano, a pandemia de Covid-19 manteve-se como fator influenciador nas questões ambientais, nomeadamente com os consumos de combustíveis ainda abaixo dos níveis pré-pandemia. Neste quadro, naturalmente, o Banco Montepio foi também impactado tanto nos seus consumos como no seu desempenho em diversos descritores ambientais. O consumo de eletricidade em 2021 manteve a tendência decrescente observada no ano anterior, verificando-se uma redução de 22,4% comparativamente a 2020. Para esta diminuição, contribuíram várias causas, destacando-se o impacto da pandemia, com a movimentação dos recursos humanos para teletrabalho, o encerramento de balcões e respetiva diminuição de consumos, e a implementação de medidas de substituição de equipamentos obsoletos por tecnologia energeticamente mais eficiente.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 123 No que diz respeito ao consumo de combustíveis, o aumento da frota verde, em conjunto com o efeito da pandemia de Covid-19 (embora em níveis inferiores a 2020), permitiram uma redução de 10,8% no consumo de combustíveis da frota automóvel comparativamente com o ano anterior. Em linha com a diminuição do consumo de eletricidade e combustíveis, também as emissões de Dióxido de Carbono (CO2) diminuíram face a 2020. Em 2021, verificou-se uma redução de 929 toneladas de CO2, o que equivale a uma redução de 19,4% face ao ano anterior. A título de comparação, o valor de 929 toneladas de CO2 equivale a mais de 3.200 viagens individuais de avião de Lisboa a Paris (ida e volta). 24 710 17 278 15 405 24 425 15 027 12 198 285 2 251 3 207 2019 2020 2021 Consumo Combustíveis (GJ) Combustíveis Total Gasóleo Gasolina -10,8% 5 516 4 788 3 859 3 781 3 572 2 772 1 735 1 217 1 087 2019 2020 2021 Emissões de CO2 (tCO2) Total Emissões CO2 De âmbito 1 De âmbito 2 -19,4% 48 354 45 672 35 453 2019 2020 2021 Consumo de eletricidade (GJ) -22,4%
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 124 Energia Unidade Fator Fonte Eletricidade kg CO 2 /GJ 78,2 International Energy Agency (2015) - CO 2 Emissions from Fuel Combustion Gasóleo Kg CO 2 /GJ 70,2 Gasolina Kg CO 2 /GJ 71,9 Fatores de emissão APA (2020) National Inventory Report 2020 Portugal - Road transportation energy based implied emission factors for 2018 Climate Change (2007). The Physical Science Basis | Changes in Atmospheric Constituents and in Radiative Forcing - Global Warming Potential Relativamente ao consumo de papel, as medidas em curso no âmbito da desmaterialização de processos e o aumento da adesão à banca digital por parte dos Clientes, possibilitaram uma redução de 37,6% comparativamente a 2020, tendo sido consumidas menos 99 toneladas de papel. No que se refere aos resíduos produzidos pelo Banco Montepio, estes são maioritariamente classificados como “Não perigosos” e têm como destino final a valorização. Dentro deste grupo, está contemplada a recolha de papel confidencial, tonners e contentores asséticos (Cannon). Em 2021, verificou-se um aumento de produção de resíduos, comparativamente com o ano anterior de 10,2%. Este aumento de resíduos está diretamente relacionado com o programa de encerramento de balcões e o envio de papel confidencial para tratamento. 248 263 164 2019 2020 2021 Consumo de papel (t) -37,6% 103 128 141 2019 2020 2021 Resíduos (t) +10,2%
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 125 Energia Unidade Fator Fonte Eletricidade GJ/KWh 0,0036 International Energy Agency – Basic Conversions Densidade (Kg/l) 0,84 APA (2014) -Tabela dos valores de densidade dos combustíveis (2013) PCI (GJ/t) 42,6 APA (2017) Portuguese National Inventory Report on Greenhouse Gases, 1990-2015 (pág.102) Densidade (Kg/l) 0,75 Decreto-Lei nº 142/2010, de 31 de dezembro PCI (GJ/t) 44 APA (2017) Portuguese National Inventory Report on Greenhouse Gases, 1990-2015 (pág.102) Fatores de conversão Gasóleo Gasolina O NOSSO DESEMPENHO As Empresas participadas do Grupo Banco Montepio, que se encontram despertas para os impactos ambientais no planeta, apresentam informação relativamente aos seguintes indicadores: x Consumo total de papel em toneladas; x Consumo total de eletricidade consumida dentro da Instituição (incluindo aquecimento, refrigeração e vapor) em kilowatts; x Consumo total de combustível em litros. Sem prejuízo da melhoria contínua que o Banco Montepio preconiza implementar, apresenta-se na presente demonstração não financeira a informação relevante para as subsidiárias do Banco Montepio com maior materialidade: 2019 2020 2021 2019 2020 2021 2019 2020 2021 Papel (ton) 248 263 164 6 5 2 1 0 0 Eletricidade (kwh) 13 431 589 12 686 542 9 848 010 123 459 113 732 114 874 60 199 57 665 168 726 Combustível (litros) 693 679 489 863 439 607 65 035 60 844 41 100 4 035 8 740 7 252 2019 2020 2021 Papel (ton) 14 7 7 Eletricidade (kwh) 750 013 954 710 1 070 123 Combustível (litros) 191 123 110 083 89 524 BEM Montepio Crédito Consumo Total: Atividade Doméstica Finibanco Angola Consumo Total: Atividade Internacional Banco Montepio Projeto de Desmaterialização Em 2021, o Banco Montepio continuou a desenvolver iniciativas que visassem o aumento da eficiência energética, reforçando assim a proteção do meio ambiente e, em simultâneo, potenciassem e representassem uma diminuição de custos. Nesse sentido, o Banco deu continuidade ao Projeto de Desmaterialização de Comunicação e Processos, que tem como principais objetivos a melhoria do serviço prestado aos Clientes e a eliminação da necessidade de utilização de papel, através da redução dos consumos de papel, dos consumíveis de impressão e de arquivo. Em 2021, destacam-se os seguintes pontos:
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 126 Projeto de Desmaterialização de Comunicação e de Processos Iniciativas • Implementação de instruções não presenciais de Clientes (possibilidade de o Cliente dar instruções por meios digitais, obviando deslocações e presença física); • Desmaterialização de processos através da dinamização da desmaterialização das operações de caixa; • Alargamento da desmaterialização aos serviços centrais através da geração de pdf por substituição de certificados de operação físicos (impressos tipográficos); • Alargamento da desmaterialização a novos processos/ transações: • Requisição, entrega e personalização de cheques; • Entrega de cartões de débito e pagamento adicional em cartões de crédito; • Pedido, transferência de saldo e carregamento de cartões pré-pagos; • Liquidação, cativação e descativação de contas DO; • Contratação, cancelamento e cobrança de despesas em contratos de crédito; • Movimentos SEPA. • Desmaterialização de processos através da adoção de assinaturas digitais qualificadas de Cartão de Cidadão e Chave Móvel Digital. Objetivos • Desmaterialização de processos, com eliminação da impressão e circulação de papel; • Melhoria da jornada e experiência do Cliente; • Agilização do tratamento processual, contribuindo para a melhoria do serviço prestado e a redução de custos; • Posicionamento da marca Banco Montepio com uma imagem de modernidade e inovação; • Preocupação ambiental, contribuindo para redução da pegada ecológica; • Acompanhamento das melhores tendências de mercado, indo ao encontro das expectativas dos Clientes. Resultados • Diminuição do consumo de papel: cerca de 620.500 folhas de papel/impressões não consumidas em 2021, através da desmaterialização do processo de abertura de conta e de manutenção de dados de Cliente/conta DO, representando um aumento de 52% na poupança de papel face a 2020; • Redução no consumo de cerca de 3.070.000 impressos tipográficos, representando um acréscimo de 26% na poupança desses suportes físicos face a 2020; • Redução do gasto de consumíveis ligados à geração de documentos em suporte papel (toners de impressoras, pastas de arquivo, entre outros). AS NOSSAS POLÍTICAS Em 2021, o Banco Montepio deu continuidade ao conjunto de regras existentes relacionadas com a temática da sustentabilidade, nomeadamente o Código de Conduta. Verificou-se também o início da implementação do Processo de Qualificação de Fornecedores, que incluirá a adesão ao Código de Conduta, no propósito de contribuir positiva e responsavelmente para o desenvolvimento sustentável da economia e das comunidades. O reconhecimento da importância dos impactos económicos, ambientais e sociais produzidos, vem conduzindo a uma gestão sustentável da cadeia de valor. Foi aprovada, em 29 de abril de 2021, uma Política de Subcontratação, observando-se o respeito por princípios fundamentais como: x Ética e integridade no negócio; x Cumprimento das regras sociais e laborais; e x Sustentabilidade ambiental. A seleção criteriosa dos fornecedores terá em consideração um conjunto de critérios, designadamente nas temáticas: x Conformidade legal e conduta ética; x Direitos humanos; x Direitos laborais; x Prevenção, saúde e segurança;
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 127 x Ambiente; e x Gestão. O não cumprimento destes critérios originará a exclusão de fornecedores como parceiros, por apresentarem práticas opostas aos valores estabelecidos no Banco Montepio. AS NOSSAS PARCERIAS O Banco Montepio procura levar mais longe a vontade de muitos, promovendo projetos, ambições e iniciativas que fazem a diferença na sociedade e na construção de um futuro mais sustentável e inclusivo. A tabela seguinte apresenta as parcerias mantidas ao longo de 2021: Área Parceiro Quem são Empreendedorismo <Academia de Código_> Startup portuguesa, fundada em 2015, que tem como missão ajudar desempregados a entrar no mercado de trabalho. Microcrédito e Empreendedorismo Acredita Incubação Projeto de incubação que integra dois espaços, um na área das indústrias criativas e outro orientado para o empreendedorismo tecnológico e para a Economia Social. Os espaços são dinamizados pela associação sem fins lucrativos Acredita Portugal. Microcrédito ACM - Alto Comissariado para as Migrações Instituto público que intervém na execução das políticas públicas em matéria de migrações. O ACM procura olhar para o mundo de uma forma criativa com o objetivo de responder às crescentes necessidades dos diferentes perfis dos migrantes e da sua integração. Microcrédito Amadora Inova Instituição pública, detida integralmente pela Câmara Municipal da Amadora, que apoia os empreendedores e comerciantes do concelho da Amadora. Economia Social Aposta nas Pessoas Trabalha com ONG e o Setor Social na análise e melhoria dos processos organizacionais, criação e implementação de respostas sociais especializadas, criação de negócios sociais geradores de valor, criação e implementação de projetos de intervenção social nacionais e transnacionais, certificação de qualidade, formação e projetos de investimento no âmbito do P2020, PARES 3.0 ou FIS. Microcrédito ACB - Associação Comercial de Braga Associação que agrega e representa todos os setores de atividade económica da região de Braga. A ACB tem como missão defender os interesses dos associados e promover o desenvolvimento empresarial. Microcrédito AERLIS - Associação Empresarial da Região de Lisboa Associação sem fins lucrativos, que atua em seis principais eixos: representação dos interesses dos associados, informação, internacionalização, formação profissional, serviço de apoio às Empresas e desenvolvimento regional. Economia Social 4Change Catalisadora de impacto social que atua através de consultoria e de desenvolvimento de projetos, a 4Change procura apoiar o Setor Social a criar e a gerir projetos transformadores. Com o objetivo de criar mais impacto social, a FIS é um instrumento que se encontra disponível para as Entidades da Economia Social e para os empreendedores alavancarem a inovação e o impacto social. Microcrédito ACIS - Associação Empresarial dos Concelhos de Vila Franca de Xira e Arruda dos Vinhos Instituição sem fins lucrativos com o objetivo de ser uma referência no apoio às Empresas e aos empresários locais, nomeadamente pela representação e defesa dos interesses comuns de todos os associados, tendo em vista o respetivo progresso técnico, económico e social. Microcrédito AEBA - Associação Empresarial do Baixo Ave Associação de direito privado, sem fins lucrativos, com o objetivo de criar uma estrutura capaz de apoiar e representar as Empresas e os empresários, de todos os setores de atividade, oriundos da região denominada de Baixo Ave. Microcrédito AEFAFE - Associação Empresarial de Fafe, Cabeceiras de Basto e Celorico de Basto Associação criada em 1920 por um grupo de empresários locais, reconhecida por vários organismos regionais, nacionais e associativos pelas suas ações de informação, formação, divulgação e sensibilização. Microcrédito AEP - Associação Empresarial Penafiel Entidade centenária de duração ilimitada e sem fins lucrativos, que assume a representação e defesa dos interesses da atividade empresarial e dos agentes económicos, com vista ao desenvolvimento e progresso técnico, económico e social. Microcrédito AESintra - Associação Empresarial de Sintra Tem como missão estudar e defender os interesses relativos ao comércio, indústria e serviços, no sentido de promover e praticar tudo quanto possa e deva contribuir para o seu progresso técnico, económico e/ou social.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 128 Microcrédito ANJE - Associação Nacional de Jovens Empresários Associação de direito privado e utilidade pública, pioneira na promoção do empreendedorismo jovem em Portugal. Nos últimos anos, notabilizou- se no incentivo à adoção de modelos empresariais baseados na inovação, investigação e desenvolvimento. Sustentabilidade APEE - Associação Portuguesa de Ética Empresarial Fundada em novembro de 2002, a APEE tem como objetivo promover o desenvolvimento da ética nas organizações, com plena integração nas suas práticas de gestão e, consequentemente, no seu meio envolvente. Empreendedorismo Associação Rede do Progresso Organização sem fins lucrativos com o objetivo de promover o bem-estar social e o desenvolvimento nas áreas de empreendedorismo e ação social. Microcrédito B2A – Business Advisors Association Primeira associação de âmbito nacional formada por consultores organizacionais. Os associados da B2B são detentores de forte experiência de intervenção em Empresas e especializados em PME e organizações do setor social. Empreendedorismo Banco Montepio Acredita Portugal Promovido pela Acredita Portugal em parceria com o Banco Montepio, o maior concurso de empreendedorismo de Portugal pretende ser um espaço de capacitação em empreendedorismo, que permite gerar novas ideias, estruturar ideias em projetos, testar conceitos, elaborar planos de negócio e apresentar os projetos a investidores. Microcrédito Beira Serra - Associação de Desenvolvimento Organização sem fins lucrativos, com a missão de promover o desenvolvimento e a coesão social, económica, cultural e ambiental do território. A sua área de intervenção geográfica tem-se inscrito na sub- região da Cova da Beira: concelhos de Belmonte, Covilhã e Fundão. Empreendedorismo Casa do Impacto Projeto de empreendedorismo social da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, com a principal missão de contribuir para o desenvolvimento de projetos com impacto e soluções inovadoras que possam contribuir para a construção de uma sociedade mais sustentável. Empreendedorismo Centro de Inovação Social Polo de apoio a empreendedores e outros atores regionais que pretende testar, desenvolver ou consolidar projetos e iniciativas inovadoras com modelos de negócio sustentáveis com potencial de escalabilidade, focados no impacto social e que contribuam para solucionar os problemas sociais dos territórios de baixa densidade. Microcrédito Centro Empresarial INOVAGAIA Instituição de referência no fomento do empreendedorismo e no apoio ao tecido económico de Vila Nova de Gaia. Apoia os candidatos a empreendedores, proporcionando-lhes um ambiente propício à concretização dos seus projetos. Microcrédito Consórcio entre a UBI - Universidade da Beira Interior e a UC - Universidade de Coimbra O Consórcio entre a Universidade da Beira Interior (UBI) e a Universidade de Coimbra (UC), no âmbito do projeto “The Role of Microcredit in Promoting Financial and Social Inclusion”, é financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT). O Consórcio não só efetua um estudo do impacto do microcrédito em Portugal, como pretende estimular a interdisciplinaridade entre áreas académicas, a cooperação entre academia e a sociedade, visando, assim, o impacto e inovação social. Microcrédito DNA Cascais Associação sem fins lucrativos, com a missão de contribuir para a promoção, incentivo e desenvolvimento do empreendedorismo em geral, com especial incidência para a promoção do empreendedorismo jovem e social no concelho de Cascais. Microcrédito DOLMEN - Desenvolvimento Local e Regional Entidade local gestora do subprograma 3 do ProDeR para o território Douro Verde. Tem como missão a promoção do desenvolvimento da região numa perspetiva integrada, valorizando os seus recursos endógenos naturais, culturais e humanos, assente na preservação dos seus valores. Economia Social EPIS - Empresários Pela Inclusão Social Criada em 2006, a EPIS é uma associação que escolheu a Educação como forma de concretização da sua missão principal de promoção da inclusão social em Portugal. Microcrédito FISOOT - Formação, Integração Social e Ofertas de Oportunidades de Trabalho Cooperativa de solidariedade social, que visa executar atividades e projetos direcionados à promoção dos direitos e igualdade de oportunidades, promoção da igualdade de género, prevenção e combate à violência e ao tráfico de seres humanos. Microcrédito e Empreendedorismo IISBA - Incubadora de Inovação Social do Baixo Alentejo Entidade centenária de duração ilimitada e sem fins lucrativos, que assume a representação e defesa dos interesses da atividade empresarial e dos agentes económicos, com vista ao desenvolvimento e progresso técnico, económico e social.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 129 Microcrédito e Empreendedorismo IRIS - Incubadora Regional de Impacto Social Entidade de captação de ideias e projetos, e de apoio à criação, desenvolvimento e aceleração de iniciativas de inovação social e empreendedorismo social, promovida pelo Instituto Banco Europeu de Investimento e pela Associação do Parque de Ciência e Tecnologia do Porto. Empreendedorismo JAP - Junior Achievement Portugal Organização sem fins lucrativos, congénere portuguesa da Junior Achievement, que implementa em Portugal programas de educação para o empreendedorismo desta organização não governamental mundial. Economia Social Liga-te Rede jovem de intervenção e combate à COVID-19, lançada pela Federação Nacional das Associações Juvenis (FNAJ), que funciona através de uma plataforma de contacto de jovens e associações juvenis e uma rede de apoio à solidão e isolamento social da juventude. Microcrédito Lions Clube de Coimbra Parte do Lions Clubs International, a maior organização de clubes de serviço do mundo, com mais de 1,4 milhão de associados em aproximadamente 46.000 clubes localizados em mais de 200 países e áreas geográficas. Economia Social e Microcrédito NERSANT - Associação Empresarial da Região de Santarém Uma das mais dinâmicas associações do país, que conta, atualmente, com mais de 2.600 Empresas associadas na sua estrutura associativa. Tem como missão promover a capacidade empresarial do distrito de Santarém. Microcrédito Novos Percursos Organização sem fins lucrativos que atua no ramo da solidariedade social e da prestação de serviços. A Novos Percursos tem como missão apoiar microempresas e auxiliar pessoas, promovendo a sua (re)inserção no mercado de trabalho através da criação do próprio emprego ou pequeno negócio. Microcrédito Penha Empreende Programa da Junta de Freguesia da Penha de França que visa promover o empreendedorismo na freguesia. O objetivo principal do Penha Empreende passa pela estimulação da economia local, a criação de emprego e a modernização das Empresas existentes. Microcrédito Querer Ser - Associação para o Desenvolvimento Social Associação sem fins lucrativos, com a missão de intervir na área social, através de respostas e serviços adequados às necessidades das pessoas da comunidade onde se integra ao longo do seu percurso de vida, promovendo o seu bem-estar e qualidade de vida. Microcrédito RedOeiras+ Consórcio de Empresas, associações, instituições de ensino, cooperativas e instituições de solidariedade social. Tem como missão o desenvolvimento socioeconómico local, constituindo-se como uma parceria habilitada, empenhada e de ação integrada na promoção da empregabilidade e no fomento do empreendedorismo. Microcrédito Sol do Ave - Associação para o desenvolvimento integrado do Vale do Ave Associação que contribui para a promoção do desenvolvimento integrado do Vale do Ave, adotando práticas de trabalho em rede e de relacionamentos de proximidade, promovendo iniciativas mais inovadoras, inclusivas e de reforço da coesão territorial. Microcrédito Talentus – Associação Nacional de Formadores e Técnicos de Formação Criada em 1996, a Talentus é a principal entidade associativa representativa dos profissionais da formação em Portugal, orientando toda a sua atividade para apoiar o desenvolvimento e qualificação profissional dos intervenientes no sistema de formação profissional. Economia Social Turnaround Empresa de consultoria e formação, com abrangência territorial nacional, dedicada à criação de valor no Setor Social. A Turnaround Social procura desenhar soluções ajustadas a cada problema e criar projetos integrados, desenvolvendo projetos orientados para a sustentabilidade, a inovação e o impacto social das Instituições, como é o caso da Linha de Crédito Fundo para a Inovação Social (FIS) e do Programa de Alargamento da Rede de Equipamentos Sociais (PARES). Economia Social ValeConsultores Consultora social focada no desenvolvimento de novas estratégias para o Setor Social, de forma a que sejam produzidas melhorias significativas no funcionamento das estruturas e na prestação de serviços. A ValeConsultores tem como propósito auxiliar as Instituições da Economia Social e as Autarquias nas mais diversas situações e, ainda, através da disponibilização da FIS e do PARES.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 130 OS NOSSOS PROTOCOLOS O Banco Montepio deu continuidade aos protocolos comerciais existentes com instituições que fazem a diferença na sociedade, procurando contribuir de forma positiva para a atividade daquelas. A tabela seguinte apresenta os 11 protocolos existentes com as estruturas representativas da Economia Social e Solidária: Parceiro Quem são Casa do Professor A Casa do Professor é a mais antiga associação de solidariedade social do país, criada com a finalidade de apoiar os professores de todos os níveis de ensino, através da promoção de iniciativas de caráter social, científico, formativo, cultural e recreativo. Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS) A CNIS é a organização confederada das IPSS, de âmbito nacional, que prossegue fins não lucrativos. Esta entidade de natureza associativa tem como missão estar ao serviço das populações que se encontram em situação de maior fragilidade social. Confederação Portuguesa das Colectividades de Cultura, Recreio e Desporto (CPCCRD) A CPCCRD representa as coletividades ou outras associações de cultura, recreio e desporto e é constituída por um número ilimitado de coletividades ou outras associações que pratiquem atividades nas áreas cultural, recreativa, desportiva e social. Diocese do Algarve A Diocese do Algarve foi, sucessivamente, sufragânea de Mérida, S. Tiago de Compostela, Braga, Sevilha, Lisboa e, por último, de Évora. O seu território corresponde ao do distrito de Faro, com uma população de sensivelmente 400.000 residentes habituais, registando-se uma notável subida na época alta do turismo. Diocese do Porto A Diocese do Porto, situada ao Norte do País ao longo do litoral atlântico, engloba 26 concelhos, 17 dos quais pertencem ao distrito do Porto, 8 ao distrito de Aveiro e 1 ao distrito de Braga. Tem 4 regiões pastorais, 22 vigararias e 477 paróquias. A população da Diocese é de cerca de 2.000.000 de habitantes. Federação Nacional das Associações Juvenis (FNAJ) A FNAJ possui uma representação política determinante, defendendo e promovendo os interesses do associativismo juvenil perante os poderes públicos, através de uma participação crítica e ativa. Federação Nacional de Cooperativas de Solidariedade Social (Fenacerci) A FENACERCI, estrutura representativa das cooperativas deste setor, tem como objetivo estruturar respostas adequadas ao desenvolvimento de pessoas com deficiência intelectual, bem como apoiar e promover a sua inclusão na sociedade. Federação Nacional do Voluntariado em Saúde (FNVS) A FNVS atua na área do Voluntariado em Saúde, desenvolvendo e alargando a base de apoio social no que concerne a este tipo de voluntariado e à melhoria dos serviços que prestam aos beneficiários. Em simultâneo, integra, representa, promove os valores, preserva a identidade e defende os interesses de organizações que atuam neste âmbito. Liga dos Bombeiros Portugueses Fundada em 1930, a Liga dos Bombeiros Portugueses é a Confederação das Associações e Corpos de Bombeiros de qualquer natureza, voluntárias ou profissionais, que, estando legalmente constituídas e em efetiva atividade, obedeçam aos requisitos da lei geral e dos estatutos da Liga dos Bombeiros Portugueses e se proponham realizar os fins neles preconizados. Rede de Universidades da Terceira Idade (RUTIS) A RUTIS é uma Instituição Particular de Solidariedade Social e de utilidade pública de apoio à comunidade e aos seniores. Tem atualmente 305 UTIs como membros, 45.000 alunos seniores e 5.000 professores voluntários nas universidades seniores. União das Misericórdias Portuguesas (UMP) A UMP foi criada em 1976 para orientar, coordenar, dinamizar e representar as Santas Casas de Misericórdia, defendendo os seus interesses e organizando serviços de interesse comum. DESEMPENHO DE 2021 O Plano de Ações de Sustentabilidade 2021 é o resultado de um trabalho contínuo na área da Sustentabilidade que teve início em 2014 com a criação e publicação do primeiro Relatório de Sustentabilidade do Grupo Montepio. No universo do Grupo Banco Montepio, o plano implementado em 2021 é constituído por ações e KPIs definidos e classificados pelos fatores ESG. O quadro abaixo apresenta também a meta estabelecida para o ano indicado, bem como os resultados à data de 31 de dezembro de 2021:
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 131 Fatores ESG – Ambiente – Social - Governo Ação KPI Meta 2021 Resultado 2021 Ponto de Situação [%] Aproximar o posicionamento da marca Banco Montepio à temática da sustentabilidade Desenvolvimento do Relatório e Contas do Grupo Banco Montepio enquanto peça de comunicação inspirada na linha da sustentabilidade Publicação do Relatório e Contas Concluído. Publicação do Relatório e Contas do 1.º S de 2021 100% Desenvolvimento de landing page dedicada à sustentabilidade no site Landing page sobre sustentabilidade Concluído. Divulgação de área específica para a sustentabilidade com destaque na homepage do site 100% Lançamento da linha de sustentabilidade Lançamento da linha Divulgação efetuada nos canais do Banco Montepio 100% Consultar fornecedores tendo em conta os padrões de sustentabilidade e preferência por marcas nacionais Aumento do número de fornecedores com preocupações ambientais/sociais Reformulação de área institucional A decorrer. Contratação de serviços tendo em conta a sustentabilidade 100% Oferta de produtos indutores de boas práticas ambientais e sociais Produtos e serviços incluídos no portefólio [#] 14 12 86% Ambiente Ação KPI Meta 2021 Resultado 2021 Ponto de Situação [%] Lançamento de campanha de CH com benefícios para habitações com certificado energético A ou A+ Contribuir para o número de contratos Lançamento da campanha Concluído 100% Incentivo à utilização dos canais digitais Tráfego do site [# de visualizações] 80.000.000 87.166.218 >100% Campanha de Incentivo à adesão a documentação digital Contribuir para a documentação digital Lançamento da campanha Concluído 100% Desmaterialização de comunicação externa Clientes com documentação digital [#] 676.000 1.270.368 >100% Produtos indutores da adesão ao serviço de documentação digital [#] 2 3 >100% Produtos e iniciativas de transformação digital [#] 6 8 >100% Desmaterialização de processos através da adoção de assinaturas digitais qualificadas de Cartão de Cidadão e Chave Móvel Digital Implementação dos processos mencionados 100% 100% Desmaterialização de comunicação interna Publicação do preçário em suportes digitais [#] 30 11 37% Desmaterialização de processos através da dinamização da desmaterialização das operações de caixa 60% (incremento de 25% face a 2020) 75% >100% Alargamento da desmaterialização aos serviços centrais através da geração de pdf por substituição de certificados de operação N.A. 100% 100% Alargamento da desmaterialização a novos processos/ transações N.A. 100% 100%
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 132 Preparação de informação relacionada com o clima em discussão na EBA Preparação da informação para suporte à comunicação de informação relacionada com o clima em discussão na EBA Levantamento dos gaps e definição do plano de ação Por iniciar 0% Implementação do projeto de recolha seletiva de resíduos sólidos % de locais (nos serviços centrais) com recolha seletiva de resíduos Colocação dos ecopontos nos serviços centrais; Garantir a recolha dos resíduos dos Serviços Centrais para estações de tratamento de resíduos, por parte das Câmaras Municipais; Articulação de plano de comunicação Implementado 100% Distribuição de equipamentos de água filtrada (com ligação à rede pública) nos edifícios centrais Número de locais substituídos Identificação de novos locais (copas dos Serviços Centrais) com capacidade para substituição dos equipamentos existentes (garrafão) e colocação de equipamentos ligados à rede pública nos locais identificados 1/18 6% Medidas de redução do consumo de combustíveis % de redução do consumo -12% Concretizado parcialmente: redução de 10,8% 90% Medidas de redução do consumo de eletricidade % de redução do consumo -13% Redução de 22,4% >100% Medidas de redução do consumo de papel % de redução do consumo -20% Redução de 37,6% >100% Utilização de produtos de consumo mais sustentáveis Cumprimento das metas definidas para 2021 Distribuição de garrafas de vidro pelos Serviços Comerciais Distribuição efetuada 100% Substituição de equipamentos AVAC (a gás refrigerante R22) nos balcões, por equipamentos mais eficientes com gases refrigerantes menos agressivos para o ambiente (R410a e R32) Nº de equipamentos substituídos nos balcões 55 7 Balcões substituídos 13% Substituição de máquinas ATM por máquinas mais modernas e detentoras da certificação RoHS - Restriction of Certain Hazardous Substances Número de máquinas substituídas 50 Implementado 100% Manter o plano de substituição da frota automóvel Substituir os veículos a combustão por viaturas plug in, híbrido e 100% elétricas N.A. Em 2021, existiam 213 viaturas plug in, híbrido e 100% elétricas de um total de 577 veículos 37% Candidatura para atribuição da Certificação MOVE+/Selo Mobilidade Eficiente Candidatura à categoria Frota Verde dos Prémios Fleet Magazine 100% Candidatura realizada, que se traduziu na conquista do troféu “Frota Verde” nos Prémios Fleet Magazine 2021 100%
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 133 Integrar critérios de sustentabilidade nas consultas ao mercado Negociar de modo a corresponder com as diversas iniciativas das áreas internas 100% A integração de critérios de sustentabilidade nas consultas ao mercado é um processo contínuo 100% Social Ação KPI Meta 2021 Resultado 2021 Ponto de Situação [%] Apoio e investimento a entidades e projetos ligados à inovação e empreendedorismo social Apoio a entidades e projetos da área da inovação e empreendedorismo social [#] 15 29 >100 Investimento em projetos de inovação e empreendedorismo social [€] 172.648,26 € 170.854,86€ 99% Apoio a projetos e iniciativas da Economia Social e Solidária Número de projetos apoiados [#] 30 24 80% Apoio a projetos e iniciativas da Economia Social e Solidária [€] 30.000€ 250.049.564,00€ >100% Financiamento em microcrédito e apoio à criação do próprio emprego Projetos de microcrédito apoiados [#] 70 26 37% Montante de microcrédito concedido [€] 1.000.000€ 418.970€ 42% Empregos criados - microcrédito [#] 100 29 29% Lançamento da nova rubrica do programa de literacia financeira - O Banco Explica Criação de nova rubrica do programa para aumentar a literacia financeira dos Clientes Lançamento do programa Concluído 100% Alargamento da penetração do mercado de Economia Social e clara diferenciação de produtos bancários e seguradores para esta área Clientes da Economia Social e Solidária [#] 8.350 8.265 99% Taxa de crescimento de Clientes [%] 2,5% 1,45% 58% Clientes da Economia Social e Solidária [% de penetração] 12% 12% 100% Novo crédito concedido N.A. 105.893.290 N.A. Variação no volume de crédito concedido N.A. -0,14% N.A. Visibilidade das entidades da Economia Social Número de seguidores do Facebook do E-Social 8.500 8.246 97% Número de seguidores do Instagram do E-Social 2.000 1.555 78% Protocolos e parcerias Protocolos e parcerias com entidades promotoras da inovação e do empreendedorismo social [#] 30 34 >100% Protocolos comerciais com entidades promotoras da Economia Social e Solidária [#] 15 11 73% Garantir a gestão integrada do capital humano Atividades ou iniciativas de bem-estar (webinares e sessões presenciais) 20 39 >100% Equipamentos ergonómicos disponibilizados aos Colaboradores > 75% 92 100% Apoio psicossocial 100% 100% 100%
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 134 Campanha de vacinação antigripal 95% 91% 96% Realização de programas de atração de talento (Trainees, Summer, entre outros) 3 3 100% Taxa de participação na avaliação de desempenho 95% 99% >100% Nº de horas de formação por Colaborador 40h 27h 68% Nº de participações em iniciativas de envolvimento dos Colaboradores (E-Coffee; Breakfast; Lunch with the Board; Banca de Ideias, Academia e Erasmus) > 400 439 100% Implementar uma perspetiva de inclusão interna e externa, respeito pela diversidade e desenho universal Colaboradores com idade igual ou inferior a 30 anos [%] > 3% 3,80% 100% Integração de Colaboradores com deficiência [%] > 2% 2,16% 100% Mulheres a desempenhar cargos de Administração Executiva e Direção 1.ª linha [%] 34% 34,09% >100% Nº participações nas iniciativas relacionadas com o Plano de Igualdade de Género do Banco Montepio [#] 100 151 >100% Dinamização da comunicação interna (M Talks, Newsletters Internas e Encontros M) 54 61 >100% Governo Ação KPI Meta 2021 Resultado 2021 Ponto de Situação [%] Associação a uma entidade internacional de referência na área da sustentabilidade Alinhar a atividade do setor financeiro com os ODS e o acordo de Paris sobre as alterações climáticas 1 Iniciou-se o processo para o Banco Montepio aderir à United Nations Global Compact (UN Global Compact) na qualidade de participante dos seus princípios. O processo será concluído em 2022 50% Promover a participação do Banco Montepio em iniciativas que reconheçam a sustentabilidade das Empresas Nº de prémios para o Banco Montepio concorrer [#] 1 2 >100%
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 135 TABELA DE CORRESPONDÊNCIA COM O DECRETO LEI N.º 89/2017 Requisito Resposta Modelo Empresarial DL 89/2017 - Artº3º (Remetido para o Nº2 do Artº508º-G do CSC) - Diretiva 2014/95/EU - Art. 19a (1)(a) Pág. Modelo empresarial da empresa O Grupo Banco Montepio - estrutura do Grupo 15 Segmentos de Negócio 28 Atividade por Segmentos 52 Empresas Participadas e Atividade Internacional 54 Finanças sustentáveis 105 Negócio responsável 109 Diversidade nos órgãos de governo DL 89/2017 - Artº4º (Remetido para o Artº 245.º- N.º 1 r) e N.º2 do CVM) - Diretiva 2014/95/EU - Art. 20 (1)(g) Política de diversidade aplicada pela sociedade relativamente aos seus órgãos de administração e de fiscalização Inclusão interna/externa e o respeito pela diversidade e desenho universal – diversidade nos órgãos sociais 118 Questões ambientais DL 89/2017 - Nº2 do Artº3º (Remetido para o Nº2 do Artº508º-G do CSC) - Diretiva 2014/95/EU - Art. 19a (1)(a-e) Políticas específicas relacionadas com questões ambientais Criação de valor para a sociedade - as nossas políticas 126 Resultados da aplicação das políticas Criação de valor para a sociedade - ambiente 122 Principais riscos associados e a forma como esses riscos são geridos Risco - gestão dos riscos 85 Negócio responsável - gestão de riscos 112 Indicadores-chave de desempenho Criação de valor para a sociedade - ambiente - tabelas de consumos 122 Criação de valor para a sociedade - o nosso desempenho 125 Desempenho de 2021 – Fatores ESG – Ambiente – Social - Governo 131 Questões sociais e relativas aos trabalhadores DL 89/2017 - Nº2 do Artº3º (Remetido para o Nº2 do Artº508º-G do CSC) - Diretiva 2014/95/EU - Art. 19a (1)(a-e) Políticas específicas relacionadas com questões sociais e relativas aos trabalhadores Gestão integrada do capital humano – condições de trabalho, saúde e segurança 115 Gestão integrada do capital humano – comunicação interna e envolvimento da organização 115 Gestão integrada do capital humano – 3.ª edição da semana do bem-estar realizada com os Colaboradores 116 Resultados da aplicação das políticas O Grupo Banco Montepio - pessoas 19 Gestão integrada do capital humano – 3.ª edição da semana do bem-estar realizada com os Colaboradores 116 Gestão integrada do capital humano – capital humano e formação 116 Gestão integrada do capital humano – gestão do potencial e do desempenho 117 Gestão integrada do capital humano – capital humano e formação 116 Criação de valor para a sociedade – comunidade 120 Criação de valor para a sociedade – comunidade escolar e educativa 120 Principais riscos associados e a forma como esses riscos são geridos Risco - gestão dos riscos 84 Negócio responsável - gestão de riscos 112 Indicadores-chave de desempenho O Grupo Banco Montepio - pessoas - tabelas com a evolução do quadro de Colaboradores 19 O Grupo Banco Montepio - pessoas - gráficos com a distribuição dos Colaboradores do Banco Montepio 21 O Grupo Banco Montepio - pessoas - tabela com indicadores sobre formação 21 Criação de valor para a sociedade - o nosso desempenho 125 Gestão integrada do capital humano – capital humano e formação 116 Gestão integrada do capital humano – gestão do potencial e do desempenho Desempenho de 2021 – Social 117 133
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 136 Igualdade entre mulheres e homens e não discriminação Nº2 do Artº3º do DL 89/2017 (Remetido para o Nº2 do Artº508º-G do CSC) - Diretiva 2014/95/EU - Art. 19a (1)(a-e) Políticas específicas relacionadas com questões de igualdade entre mulheres e homens e não discriminação Inclusão interna/externa e o respeito pela diversidade e desenho universal – diversidade nos Colaboradores 119 Inclusão interna/externa e o respeito pela diversidade e desenho universal – diversidade e igualdade de género 119 Resultados da aplicação das políticas Inclusão interna/externa e o respeito pela diversidade e desenho universal – benefícios para os Colaboradores 119 Criação de valor para a sociedade – direitos humanos 121 Principais riscos associados e a forma como esses riscos são geridos Risco - gestão dos riscos 85 Negócio responsável - gestão de riscos 112 Indicadores-chave de desempenho O Grupo Banco Montepio - pessoas - gráficos com a distribuição dos Colaboradores do Banco Montepio 21 Gestão integrada do capital humano - gestão do potencial e do desempenho 117 Políticas específicas relacionadas com o respeito dos Direitos Humanos Gestão integrada do capital humano - condições de trabalho, saúde e segurança 115 Criação de valor para a sociedade – direitos humanos 121 Resultados da aplicação das políticas Gestão integrada do capital humano – comunicação interna e envolvimento da organização 115 Principais riscos associados e a forma como esses riscos são geridos Risco - gestão dos riscos 85 Negócio responsável - gestão de riscos 112 Indicadores-chave de desempenho Gestão integrada do capital humano – gestão do potencial e do desempenho Políticas específicas relacionadas com o combate à corrupção e tentativas de suborno Negócio responsável - as nossas políticas 113 Resultados da aplicação das políticas Negócio responsável - combate à corrupção e tentativa de suborno 113 Principais riscos associados e a forma como esses riscos são geridos Risco - gestão dos riscos 85 Negócio responsável - gestão de riscos 112 Indicadores-chave de desempenho Gestão integrada do capital humano – capital humano e formação 116 Desempenho de 2021 – Social 133
08 INFORMAÇÃO REGULAMENTAR
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 138 DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS BL 2021 2020 Ativo Caixa e disponibilidades em bancos centrais 2 967 996 1 466 250 Disponibilidades em outras instituições de crédito 67 360 33 660 Aplicações em instituições de crédito 229 065 293 004 Crédito a clientes 11 667 688 11 577 702 Ativos financeiros detidos para negociação 7 582 16 923 Ativos financeiros ao justo valor através dos resultados 203 427 346 892 Ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral 123 338 286 797 Derivados de cobertura 5 411 10 693 Outros ativos financeiros ao custo amortizado 3 004 196 2 362 616 Investimentos em associadas 3 952 3 872 Ativos não correntes detidos para venda 38 862 5 484 Ativos não correntes detidos para venda - operações em descontinuação 429 1 310 Propriedades de investimento 102 933 125 893 Outros ativos tangíveis 231 610 259 162 Ativos intangíveis 40 150 35 829 Ativos por impostos correntes 6 714 3 584 Ativos por impostos diferidos 459 871 496 223 Outros ativos 552 576 615 112 Total do Ativo 19 713 160 17 941 006 Passivo Recursos de bancos centrais 2 902 003 1 382 545 Recursos de outras instituições de crédito 555 412 820 638 Recursos de clientes 12 786 886 12 501 973 Responsabilidades representadas por títulos 1 617 125 1 299 188 Passivos financeiros detidos para negociação 7 470 13 598 Derivados de cobertura 335 397 Passivos não correntes detidos para venda - operações em descontinuação 329 109 619 Provisões 34 133 38 654 Passivos por impostos correntes 2 351 4 486 Outros passivos subordinados 217 265 216 896 Outros passivos 226 718 225 853 Total do Passivo 18 350 027 16 613 847 Capitais próprios Capital social 2 420 000 2 420 000 Reservas de justo valor 9 267 (28 295) Outras reservas e resultados transitados (1 085 607) (993 159) Resultado líquido consolidado do exercício atribuível aos acionistas Total dos Capitais Próprios atribuíveis aos acionistas 1 350 230 1 317 860 Interesses que não controlam 12 903 9 299 Total dos Capitais Próprios 1 363 133 1 327 159 Total do Passivo e dos Capitais Próprios 19 713 160 17 941 006 O CONTABILISTA CERTIFICADO O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO 6 570 (80 686) Banco Montepio Balanço consolidado em 31 de dezembro de 2021 e 2020 Valores expressos em milhares de euros)
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 139 DR (Valores expressos em milhares de euros) 2020 Juros e rendimentos similares 306 685 303 680 Juros e encargos similares 63 182 60 886 Margem financeira 243 503 242 794 Rendimentos de instrumentos de capital 1 801 3 052 Resultados de serviços e comissões 116 336 115 311 Resultados de ativos e passivos financeiros ao justo valor através dos resultados Resultados em ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral Resultados de reavaliação cambial 8 996 12 864 Resultados de alienação de outros ativos 29 778 43 020 Outros resultados de exploração (23 144) (28 295) Total de proveitos operacionais 379 044 393 744 Custos com pessoal 164 154 189 255 Gastos gerais administrativos 64 679 66 989 Depreciações e amortizações 35 292 35 118 264 125 291 362 Imparidade de crédito a clientes e aplicações em instituições de crédito 54 333 185 126 Imparidade de outros ativos financeiros (223) 12 173 Imparidade de outros ativos 31 014 19 457 Outras provisões (4 621) 4 076 Resultado operacional 34 416 (118 450) Resultados por equivalência patrimonial 3 (662) Resultado antes de impostos 34 419 (119 112) Impostos Correntes (4 144) (1 791) Diferidos (21 115) 44 041 Resultado após impostos de operações em continuação 9 160 (76 862) Resultados de operações em descontinuação (1 465) (1 943) Resultado líquido consolidado após impostos 7 695 (78 805) Resultado líquido consolidado do período atribuível aos acionistas 6 570 (80 686) Interesses que não controlam 1 125 1 881 Resultado líquido consolidado do exercício 7 695 (78 805) Resultado por ação (em euros) Operações em continuação Básico 0,004 (0,032) Diluído 0,004 (0,032) Operações em descontinuação Básico (0,001) (0,002) Diluído (0,001) (0,002) O CONTABILISTA CERTIFICADO O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO Banco Montepio Demonstração consolidada dos resultados para os exercícios findos em 31 de dezembro de 2021 e 2020 2021 2 037 (263) (18 695) 23 693
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 140 PROPOSTA DE APLICAÇÃO DOS RESULTADOS - BASE INDIVIDUAL Tendo em consideração as recomendações das autoridades de supervisão e de regulação, as disposições legais e estatutárias referentes à Reserva legal, os resultados líquidos apurados pela Caixa Económica Montepio Geral, caixa económica bancária, S.A. no exercício de 2021 foram de 6.569.645,44 euros em base consolidada e de -7.903.029,59 euros em base individual, o Conselho de Administração propõe que, nos termos da alínea f) do n.º 5 do artigo 66.º, e para efeitos da alínea b) do n.º 1 do artigo 376.º do Código das Sociedades Comerciais, o resultado líquido apurado no balanço individual seja transferido para resultados transitados. CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO Presidente Carlos Tavares Administradores Manuel Ferreira Teixeira Amadeu Paiva Carlos Ferreira Alves José Nunes Pereira Pedro Alves Rui Heitor Vítor Martins Pedro Leitão Dulce Mota Helena Soares de Moura Jorge Baião José Carlos Mateus Leandro Graça Silva Nuno Mota Pinto Pedro Ventaneira Lisboa, 07 de abril de 2022
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 141 MEDIDAS ALTERNATIVAS DE DESEMPENHO Em 5 de outubro de 2015, a Autoridade Europeia dos Valores Mobiliários e dos Mercados (European Securities and Markets Autority – ESMA) publicou um conjunto de orientações – ESMA/2015/1415 – referentes à divulgação de informação pelas entidades, que não Estados, cujos títulos estejam admitidos à negociação em mercado regulamentado e seja requerida a publicação de informação regulada tal como definido pela Diretiva da Transparência 2004/109/EC do Parlamento Europeu e do Conselho. Estas orientações são de aplicação obrigatória a emitentes a partir de 3 de julho de 2016, e têm como objetivo promover a transparência e esclarecer a utilidade dos indicadores utilizados pelos emitentes para medir o seu desempenho – Medidas Alternativas de Desempenho (Alternative Performance Measures – APM), contribuindo para melhorar a comparabilidade, credibilidade e compreensão das APM apresentadas. O presente capítulo serve o propósito de dar cumprimento às orientações da ESMA sobre Medidas Alternativas de Desempenho relativas à informação financeira de 2021, com remissões para os diversos capítulos deste Relatório. BALANÇO E EXTRAPATRIMONIAIS CARTEIRA DE TÍTULOS E OUTROS INSTRUMENTOS Definição Somatório das rubricas ‘Ativos financeiros detidos para negociação’, ‘Ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral’, ‘Outros ativos financeiros ao custo amortizado, e ‘Ativos financeiros ao justo valor através dos resultados’. Utilidade Analisar o peso relativo desta rubrica numa ótica de estrutura do ativo. Referência para DFs e Notas explicativas Pág. 138 (notas 22, 23, 24, 26) Componentes e cálculo (milhares de euros) 2 0 19 2020 2021 (a) Ativos financeiros detidos para negociação 35 905 16 923 7 582 (b) Ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral 1859 758 286 797 123 338 (c) Outros ativos financeiros ao custo amortizado 987 325 2 362 616 3 004 196 (d) Ativos financeiros ao justo valor através dos resultados* 384 675 346 892 203 427 (e) Carteira de títulos e outros instrumentos (a + b + c + d) 3 267 663 3 013 228 3 338 543 (f) Total do ativo líquido 17 740 142 17 941006 19 713 160 % da Carteira de títulos e outros instrumentos (e / f) 18,4% 16,8% 16,9% * Inclui instrumentos ao justo valor através de resultados, nomeadamente créditos que não cumprem com os testes SPPI (Solely Payments of Principal and Interest).
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 142 OUTRAS APLICAÇÕES Definição Total do Ativo líquido subtraído das rubricas ‘Caixa e aplicações em bancos centrais e OIC’, ‘Crédito a clientes’, ‘Ativos financeiros detidos para negociação’, ‘Ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral’, ‘Outros ativos financeiros ao custo amortizado, e ‘Ativos financeiros ao justo valor através dos resultados. Utilidade Analisar o peso relativo desta rubrica, comparativamente com o Crédito a clientes e a carteira de títulos e outros instrumentos, numa ótica de estrutura do ativo. Referência para DFs e Notas explicativas Pág. 138, (notas 18, 19, 20, 21, 23, 24, 26) Componentes e cálculo (milhares de euros) 2 0 19 2020 2021 (a) Total do ativo líquido 17 740 142 17 941006 19 713 160 (b) Caixa e aplicações em bancos centrais e OIC 1352 852 1792 914 3 264 421 (c) Crédito a clientes (líquido) 11506 668 11577 702 11667 688 (d) Ativos financeiros detidos para negociação 35 905 16 923 7 582 (e) Ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral 1859 758 286 797 123 338 (f) Outros ativos financeiros ao custo amortizado 987 325 2 362 616 3 004 196 (g) Ativos financeiros ao justo valor através dos resultados 384 675 346 892 203 427 (h) Outras aplicaçõ es (a - b - c - d - e - f - g) 1612 959 1557 162 1442 508 % de Outras aplicações (h / a) 9 ,1% 8,7% 7,3% DÍVIDA EMITIDA Definição Somatório das rubricas de balanço ‘Responsabilidades representadas por títulos’ e ‘Outros passivos subordinados’. Utilidade Analisar o peso relativo destas rubricas no total das fontes de financiamento. Referência para DFs e Notas explicativas Pág. 138, (notas 37, 39) Componentes e cálculo (milhões de euros) 2 0 19 2020 2021 (a) Responsabilidades representadas por títulos 1389 980 1299 188 1617 125 (b) Outros passivos subordinados 157 847 216 896 217 265 (c) Dívida emitida (a + b) 1547 827 1516 084 1834 390 (d) Total do passivo 16 288 154 16 613 847 18 350 027 % de Dívida emitida (c / d) 9,5% 9 ,1% 10,0%
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 143 RECURSOS COMPLEMENTARES Definição Total do Passivo subtraído dos ‘Recursos de bancos centrais e OIC’, ‘Recursos de clientes, ‘Responsabilidades representadas por títulos’ e ‘Outros passivos subordinados’. Utilidade Analisar o peso relativo desta rubrica comparativamente com os Recursos de clientes e a emissão de dívida no total das fontes de financiamento. Referência para DFs e Notas explicativas Pág. 138, (notas 34, 35, 36, 37, 39) Componentes e cálculo (milhares de euros) 2 0 19 2020 2021 (a) Total do passivo 16 288 154 16 613 847 18 350 027 (b) Recursos de bancos centrais e OIC 1813 824 2 203 183 3 457 415 (c) Recursos de clientes 12 642 446 12 501973 12 786 886 (d) Responsabilidades representadas por títulos 1389 980 1299 188 1617 125 (e) Outros passivos subordinados 157 847 216 896 217 265 (f) Recursos complementares (a - b - c - d - e) 284 057 392 607 271336 % de Recursos complementares (f / a) 1,7 % 2,4% 1,5 % RECURSOS FORA DE BALANÇO Definição Recursos de desintermediação geridos pelas Empresas do Grupo (ativos sob gestão), sendo parte constituinte dos Recursos totais de clientes. Excluindo os fundos de investimento mobiliário e imobiliário inseridos na carteira própria. Utilidade Contribuir para a análise da evolução dos Recursos totais de clientes. Referência para DFs e Notas explicativas (nota 50) Componentes e cálculo (milhares de euros) 2 0 19 2020 2021 (a) Fundos de investimento mobiliário 182 078 158 724 175 839 (b) Fundos de investimento imobiliário 385 468 417 915 545 128 (c) Fundos de pensões 249 258 265 616 292 638 (d) Seguros de Capitalização/Bancaseguros 996 955 30 729 Recursos fora de balanço (a + b + c + d) 817 800 843 210 1 044 334
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 144 DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS MARGEM FINANCEIRA COMERCIAL Definição Margem proveniente dos juros recebidos de clientes relacionado com a concessão de crédito, e dos juros pagos a clientes no âmbito da remuneração de recursos captados. Utilidade Analisar a evolução da atividade bancária de intermediação financeira entre concessão de crédito e captação de depósitos. Referência para DFs e Notas explicativas (nota 2) Componentes e cálculo (milhares de euros) 2 0 19 2020 2021 (a) Juros recebidos de créditos a clientes 290 323 267 459 254 724 (b) Juros pagos de recursos de clientes 34 435 19 454 10 286 M argem financeira comercial (a - b) 255 888 248 005 244 438 CUSTOS OPERACIONAIS (PÁG. 92, 97, 98) Definição Somatório dos custos com pessoal, gastos gerais administrativos e amortizações e depreciações. Utilidade Analisar a evolução dos custos operacionais subjacentes ao desenvolvimento da atividade bancária. Referência para DFs e Notas explicativas Pág. 139, (notas 10, 11, 12) Componentes e cálculo (milhares de euros) 2 0 19 2020 2021 (a) Custos com pessoal 162 352 189 255 164 154 (b) Gastos gerais administrativos 68 131 66 989 64 679 (c) Amortizações e depreciações 33 534 35 118 35 292 Custos operacionais (a + b + c) 264 017 291 362 264 125 RESULTADOS DA ATIVIDADE COMERCIAL Definição Somatório da margem financeira comercial com as comissões líquidas, subtraído dos custos operacionais necessários ao desenvolvimento do negócio. Utilidade Analisar a evolução da atividade bancária principal. Referência para DFs e Notas explicativas Pág. 139 (notas 2, 4, 10, 11, 12) Componentes e cálculo (milhares de euros) 2 0 19 2020 2021 (a) M argem financeira comercial 255 888 248 005 244 438 (b) Comissões líquidas 122 558 115 311 116 336 (c) Custos operacionais 264 017 291362 264 125 Resultados da atividade comercial (a + b - c) 114 4 2 9 71 954 96 649
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 145 RÁCIOS RÁCIO DE TRANSFORMAÇÃO DE RECURSOS EM CRÉDITO: CRÉDITO A CLIENTES LÍQUIDO / RECURSOS DE CLIENTES DE BALANÇO Definição Percentagem do Crédito líquido concedido a clientes que é financiada pelo total de Recursos de balanço captados junto de clientes. Utilidade Analisar o grau de alavancagem do negócio bancário através da relação entre os Recursos captados junto de clientes e o Crédito concedido a clientes. Referência para DFs e Notas explicativas Pág. 138, (notas 21, 36, 37) Componentes e cálculo (milhares de euros) 2 0 19 2020 2021 (a) Crédito a clientes (líquido) 11506 668 11577 702 11667 688 (b) Recursos de clientes 12 642 446 12 501973 12 786 886 (c) Responsabilidades representadas por títulos 1389 980 1299 188 1617 125 Rácio de transformação (a / (b + c)) 82,0% 83,9% 81,0% RÁCIO DE EFICIÊNCIA: COST-TO-INCOME, SEM IMPACTOS ESPECÍFICOS Definição Rácio de eficiência operativa medido através da parcela do produto bancário que é absorvida pelos custos operacionais, não considerando os resultados de operações financeiras, os resultados de alienação de outros ativos e os outros resultados de exploração. Utilidade Analisar a evolução da eficiência operacional no desempenho da atividade bancária, retirando o efeito da volatilidade subjacente aos resultados de operações financeiras, resultados de alienação de outros ativos e os outros resultados de exploração. Referência para DFs e Notas explicativas Pág. 139 (notas 5, 6,7,8, 9, 10, 11, 12) Componentes e cálculo (milhares de euros) 2 0 19 2020 2021 (a) Produto bancário 460 387 393 744 379 044 (b) Resultado s de o peracõ es financeiras (i + ii + iii) 64 443 17 862 10 770 (i) Resultados de ativos e passivos avaliados ao justo valor através dos resultados 8 510 (18 695) (263) (ii) Resultados em ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral 42 269 23 693 2 037 (iii) Resultados de reavaliação cambial 13 664 12 864 8 996 (c) Outro s resultado s (i + ii) 11527 14 725 6 634 (i) Resultados de alienação de outros ativos 22 931 43 020 29 778 (ii) Outros resultados de exploração (11404) (28 295) (23 144) (d) Custos operacionais, sem impactos específicos 1) 264 017 261862 249 439 Cost-to-Income, sem impactos específicos ((d ) / (a - b - c )) 68,7% 72,5% 69,0% 1) Excluíndo o valor relativo ao incremento nos Custos com pessoal e nos Gastos gerais administrativos gerado pelas medidas de ajustamento o peracio nal de 29,5 M € em 2020 e de 14,7 M € em 2021.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 146 CUSTO DO RISCO DE CRÉDITO Definição Indicador que mede o custo reconhecido no período, contabilizado como imparidade de crédito na demonstração de resultados, para cobrir o risco de incumprimento na carteira de Crédito a clientes. Utilidade Medida de avaliação da qualidade da carteira de crédito através do custo suportado com o risco de incumprimento da carteira de crédito. Referência para DFs e Notas explicativas (notas 13, 21) Componentes e cálculo (milhares de euros) 2 0 19 2020 2021 (a) Imparidade do crédito a clientes e aplicações em instituições de crédito (anualizada 1 ) 114 905 185 126 54 333 (b) Saldo médio 2 do crédito a clientes (bruto) 12 598 953 12 416 390 12 364 618 Custo do risco de crédito (a / b) 0,9% 1,5 % 0,4% 1) Valores anualizados, quando aplicável, considerando o número de dias decorridos e total do ano. 2) Saldo médio do perío do em análise (2019: 365 dias /2020: 366 dias /2021: 365 dias). RÁCIO DE CRÉDITO E JUROS VENCIDOS (CJV) HÁ MAIS DE 90 DIAS Definição Indicador de avaliação da qualidade da carteira de crédito. Utilidade Medir a proporção do crédito e juros em atraso há mais de 90 dias face ao total da carteira de Crédito a clientes. Referência para DFs e Notas explicativas (nota 21) Componentes e cálculo (milhares de euros) 2 0 19 2020 2021 (a) Crédito e juros vencidos há mais de 90 dias 688 208 626 784 361418 (b) Crédito a clientes (bruto) 12 289 173 12 357 216 12 189 465 Rácio de CJV há mais de 90 dias (a / b) 5,6% 5 ,1% 3,0% COBERTURA DO CRÉDITO E JUROS VENCIDOS (CJV) HÁ MAIS DE 90 DIAS POR IMPARIDADE PARA RISCOS CRÉDITO EM BALANÇO Definição Indicador que mede a proporção de imparidade para riscos de crédito acumulada em balanço face ao saldo de crédito e juros em atraso há mais de 90 dias. Utilidade Analisar a capacidade da instituição absorver as perdas potenciais decorrentes de incumprimento de crédito e juros em atraso há mais de 90 dias. Referência para DFs e Notas explicativas (nota 21) Componentes e cálculo (milhares de euros) 2 0 19 2020 2021 (a) Imparidade para riscos de crédito em balanço 782 505 779 514 521777 (b) Crédito e juros vencidos há mais de 90 dias 688 208 626 784 361418 Cobertura do CJV há mais de 90 dias por imparidade (a / b) 113 ,7 % 124,4% 144,4%
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 147 NON-PERFORMING EXPOSURES / CRÉDITO A CLIENTES BRUTO Definição Indicador de avaliação da qualidade da carteira de crédito. Utilidade Medir a proporção de exposições não produtivas (NPE - non-performing exposures, de acordo com a definição da EBA) face ao total da carteira de Crédito a clientes. Referência para DFs e Notas explicativas (nota 54) Componentes e cálculo (milhares de euros) 2 0 19 2020 2021 (a) Stock de Exposições não produtivas 1511060 1289 555 975 302 (b) Crédito a clientes bruto 12 289 173 12 357 216 12 189 465 Non-performing exposures / Crédito a clientes bruto (a / b) 12,3% 10,4% 8,0% NON-PERFORMING EXPOSURES LÍQUIDAS DE IMPARIDADE PARA RISCOS DE CRÉDITO EM BALANÇO/ CRÉDITO A CLIENTES BRUTO Definição Indicador de avaliação da qualidade da carteira de crédito. Utilidade Medir a proporção de exposições não produtivas (NPE - non-performing exposures, de acordo com a definição da EBA) líquidas de imparidade para riscos de crédito acumulada em balanço face ao total da carteira de Crédito a clientes. Referência para DFs e Notas explicativas (nota 54) Componentes e cálculo (milhares de euros) 2 0 19 2020 2021 (a) Stock de Exposições não produtivas 1511060 1289 555 975 302 (b) Imparidade para riscos de crédito em balanço 782 505 779 514 521777 (c) Crédito a clientes bruto 12 289 173 12 357 216 12 189 465 Non-performing exposures líquidas de imparidade para riscos de crédito em balanço/ Crédito a clientes bruto (a-b)/c 5,9% 4 ,1% 3,7% COBERTURA DE NON-PERFORMING EXPOSURES POR IMPARIDADE PARA RISCOS DE CRÉDITO EM BALANÇO Definição Indicador que mede a proporção de imparidade para riscos de crédito acumulada em balanço face ao saldo de exposições não produtivas (NPE - non-performing exposures, de acordo com a definição da EBA). Utilidade Analisar a capacidade de a instituição absorver as perdas potenciais decorrentes de incumprimento da carteira de NPE. Referência para DFs e Notas explicativas (nota 54) Componentes e cálculo (milhares de euros) 2 0 19 2020 2021 (a) Imparidade para riscos de crédito em balanço 782 505 779 514 521777 (b) Stock de Exposições não produtivas 1511060 1289 555 975 302 Cobertura de Non-performing exposures por Imparidade para riscos de crédito em balanço (a / b) 51,8% 60,4% 53,5%
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 148 COBERTURA DE NON-PERFORMING EXPOSURES POR IMPARIDADE PARA RISCOS DE CRÉDITO EM BALANÇO E COLATERAIS E GARANTIAS ASSOCIADOS Definição Indicador que mede a proporção entre o somatório da imparidade para riscos de crédito acumulada em balanço com o valor dos colaterais e garantias financeiras associados face ao saldo de exposições não produtivas (NPE - non-performing exposures, de acordo com a definição da EBA). Utilidade Analisar a capacidade de a instituição absorver as perdas potenciais decorrentes de incumprimento da carteira de NPE. Referência para DFs e Notas explicativas (nota 54) Componentes e cálculo (milhares de euros) 2019 2020 2021 (a) Imparidade para riscos de crédito em balanço 782 505 779 514 521 777 (b) Colaterais e garantias financeiras associados 538 010 420 001 414 074 (c) Stock de Exposições não produtivas 1 511 060 1 289 555 975 302 Cobertura de Non-performing exposures por Imparidade para riscos de crédito em balanço e Colaterais e garantias financeiras associados ((a + b) / c) 87,4% 93,0% 96,0% FORBORNE EXPOSURES / CRÉDITO A CLIENTES BRUTO Definição Indicador de avaliação da qualidade da carteira de crédito. Utilidade Medir a proporção das exposições diferidas (Forborne exposures, de acordo com a definição da EBA) face ao total da carteira de Crédito a clientes. Referência para DFs e Notas explicativas (nota 54) Componentes e cálculo (milhares de euros) 2019 2020 2021 (a) Stock de Exposições diferidas 877 953 815 895 623 791 (b) Crédito a clientes bruto 12 289 173 12 357 216 12 189 465 Forborne exposures / Crédito a clientes bruto (a / b) 7,1% 6,6% 5,1%
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 149 GLOSSÁRIO ATM: sigla do inglês Automated Teller Machine (em português, Caixa automática). AVAC: sigla de aquecimento, ventilação e ar condicionado. Carteira de títulos: somatório das rubricas de balanço Ativos financeiros detidos para negociação, Ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral, Outros ativos financeiros ao custo amortizado, e Ativos financeiros ao justo valor através dos resultados. CET1: sigla do inglês Common equity tier 1 (em português, Fundos próprios principais de nível 1). CO2: símbolo de dióxido de carbono. Cobertura de NPE por imparidade para crédito em balanço e colaterais e garantias financeiras associados: rácio entre o somatório da imparidade para crédito acumulada (valor de balanço) e os colaterais e garantias financeiras associados e o saldo de exposições não produtivas (NPE, sigla do inglês de non-performing exposures, de acordo com a definição da EBA). Cobertura de NPE por imparidade para crédito em balanço: Rácio entre as exposições não produtivas (NPE, sigla do inglês de non-performing exposures, de acordo com a definição da EBA), líquidas de imparidade para crédito acumulada (valor de balanço) e o total do Crédito a clientes (bruto). Cobertura do crédito e juros vencidos há mais de 90 dias por imparidade para crédito em balanço: Rácio entre a Imparidade para crédito acumulada (valor de balanço) e o total do Crédito e juros vencidos há mais de 90 dias. Comissões líquidas: corresponde à rubrica da demonstração de resultados Resultados de serviços e comissões. Crédito a clientes (bruto): corresponde ao Crédito a clientes antes de deduzir a Imparidade para riscos de crédito (valor contabilístico de balanço). Crédito a clientes (líquido): corresponde ao Crédito a clientes (bruto) deduzido da Imparidade para riscos de crédito (valor de balanço). Crédito e juros vencidos há mais de 90 dias: corresponde ao Crédito com prestações de capital ou juros em atraso por um período superior a 90 dias. Crédito performing: corresponde ao Crédito a clientes (bruto) deduzido das exposições não produtivas (do inglês non-performing exposures, de acordo com a definição da EBA). CRR quick-fix: sigla do inglês Capital Requirements Regulation quick-fix (em português, Regulamento de Requisitos de capital solução rápida). Custo do risco de crédito: Rácio entre a rubrica da demonstração de resultados Imparidade do crédito a clientes e aplicações em instituições de crédito (valor anualizado) e o saldo médio do Crédito a clientes (bruto). Custos operacionais: somatório das rubricas da demonstração de resultados Custos com pessoal, Gastos gerais administrativos e Amortizações e depreciações. Dívida emitida: somatório das rubricas de balanço Responsabilidades representadas por títulos e Outros passivos subordinados. DTA: sigla do inglês Deferred Tax Assets (em português, Ativos por impostos diferidos). EBA: sigla do inglês European Banking Authority (em português, Autoridade Bancária Europeia). EMTN: sigla do inglês Euro Medium Term Note Programme (em português, Programa de Emissão de Títulos Euro de Médio Prazo).
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 150 Fully implemented: em português totalmente implementado. Diz respeito à implementação total das regras prudenciais previstas na legislação em vigor na União Europeia, que foi produzida com base nos padrões definidos pelo Comité de Supervisão Bancária de Basileia, nos acordos conhecidos como Basileia II e Basileia III. GJ: sigla de Gigajoule. IFRS: sigla do inglês International Financial Reporting Standards (em português, Normas Internacionais de Relato Financeiro). Imparidades e provisões: somatório das rubricas da demonstração de resultados Imparidade do crédito a clientes e aplicações em instituições de crédito, Imparidade de outros ativos financeiros, Imparidade de outros ativos e Outras provisões. Kg: sigla de quilograma. L: sigla de litro. LED: sigla do inglês Light-emiting diode (em português, Diodo emissor de luz). Margem financeira: somatório das rubricas da demonstração de resultados Juros e rendimentos e similares e Juros e encargos similares. Margem financeira comercial: corresponde à diferença entre os Juros recebidos de Crédito concedido a clientes e os Juros pagos pelos Depósitos de clientes. NPE: sigla do inglês non-performing exposures (em português, exposições não produtivas, de acordo com a definição da EBA). NPL: sigla do inglês non-performing loans (em português, créditos não produtivos, de acordo com a definição da EBA). OCR: sigla do inglês overall capital requirements (em português, requisito global de fundos próprios). Outlook: em português Perspetiva. Outras aplicações: somatório das rubricas de balanço Derivados de cobertura, Ativos não correntes detidos para venda, Ativos não correntes detidos para venda - operações em descontinuação, Propriedades de investimento, Outros ativos tangíveis, Ativos intangíveis, Investimentos em associadas, Ativos por impostos correntes, Ativos por impostos diferidos e Outros ativos. Outras imparidades e provisões: somatório das rubricas da demonstração de resultados Imparidade de outros ativos financeiros, Imparidade de outros ativos e Outras provisões. Outros resultados: somatório das rubricas da demonstração de resultados Resultados de alienação de outros ativos e Outros resultados de exploração. PCI: sigla de poder calorífico inferior. Phasing-in: em português Período transitório. Diz respeito à implementação faseada das regras prudenciais nos termos previstos na legislação em vigor na União Europeia. POS: sigla do inglês Point of Sale (em português, TPA, Terminal de Pagamento Automático). Produto bancário: somatório das rubricas da demonstração de resultados Margem financeira, Resultados de serviços e comissões, Rendimentos de instrumentos de capital, Resultados de operações financeiras, Outros resultados de exploração e Resultados de alienação de outros ativos. Rácio de capital total: Rácio entre os fundos próprios totais e os Ativos ponderados pelo risco. Rácio CET1: sigla do inglês common equity tier 1 ratio (em português, Rácio de fundos próprios principais de nível 1). Rácio entre os fundos próprios principais de nível 1 e os Ativos ponderados pelo risco.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 151 Rácio de crédito e juros vencidos há mais de 90 dias: Rácio entre o Crédito e juros vencidos há mais de 90 dias e o Crédito a clientes (bruto). Rácio cost-to-income: Rácio entre os Custos operacionais e o Produto bancário, conforme Instrução do Banco de Portugal n.º 16/2004. Rácio de forborne exposures: Rácio entre as exposições diferidas (forborne exposures, em inglês, de acordo com a definição da EBA) e o Crédito a clientes (bruto). Rácio leverage: do inglês Leverage ratio (em português, Rácio de alavancagem). Rácio entre os fundos próprios de nível 1 e a Exposição não ponderada. Rácio de LCR: sigla do inglês Liquidity coverage ratio (em português, Rácio de cobertura de liquidez). Rácio entre o Buffer de ativos líquidos e os Outflows líquidos num período de stress de 30 dias. Rácio LTV: sigla do inglês Loan-to-value ratio (em português, Rácio entre o montante do empréstimo e o valor do imóvel dado em garantia). Rácio de NPE: Rácio entre as exposições não produtivas (NPE, sigla do inglês de non-performing exposures, de acordo com a definição da EBA) líquidas de imparidade para crédito acumulada (valor de balanço) e o Crédito a clientes (bruto). Rácio de transformação de depósitos em crédito: Rácio entre o Crédito a clientes (líquido) e os Recursos de clientes, conforme Instrução do Banco de Portugal n.º 16/2004. Rácio de transformação de recursos em crédito: Rácio entre o Crédito a clientes (líquido) e somatório da rubrica de balanço Recursos de clientes e dos Títulos colocados em clientes. Rácio NSFR: sigla do inglês Net stable funding ratio (em português, Rácio de financiamento líquido estável). Rácio entre o Financiamento estável disponível e o Financiamento estável requerido. Rácio tier 1: do inglês Tier 1 ratio (em português, Rácio de fundos próprios de nível 1). Rácio entre os fundos próprios de nível 1 e os Ativos ponderados pelo risco. Recursos de clientes de balanço: somatório das rubricas de balanço Recursos de clientes e dos Títulos colocados em clientes. Recursos de clientes fora do balanço: corresponde aos Recursos de desintermediação geridos pelas Empresas do Grupo (ativos sob gestão), excluindo os fundos de investimento mobiliário e imobiliário inseridos na carteira própria, i.e., ao somatório dos Fundos de investimento mobiliário, Fundos de investimento imobiliário, Fundos de pensões e Seguros de capitalização. Recursos totais de clientes: somatório dos Recursos de clientes de balanço e dos Recursos de clientes fora do balanço. Recursos complementares: somatório das rubricas de balanço Passivos financeiros detidos para negociação, Derivados de Cobertura, Passivos não correntes detidos para venda - operações em descontinuação, Provisões, Passivos por impostos correntes e Outros passivos. Rendibilidade bruta do capital próprio: Rácio entre o Resultado antes de impostos e de Interesses minoritários e os Capitais próprios médios, conforme Instrução do Banco de Portugal n.º 16/2004. Rendibilidade bruta do ativo: Rácio entre o Resultado antes de impostos e de Interesses minoritários e o Ativo líquido médio, conforme Instrução do Banco de Portugal n.º 16/2004. Resultados da atividade comercial: somatório das rubricas da demonstração de resultados Juros e rendimentos similares, Juros e encargos similares, Resultados de serviços e comissões, Custos com pessoal, Gastos gerais administrativos e Amortizações e depreciações. Resultados de operações financeiras: somatório das rubricas da demonstração de resultados Resultados de ativos e passivos avaliados ao justo valor através de resultados, Resultados em ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral e Resultados de reavaliação cambial.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 152 Resultado operacional antes de imparidades: somatório das rubricas da demonstração de resultados Margem financeira, Resultados de serviços e comissões, Rendimentos de instrumentos de capital, Resultados de operações financeiras, Outros resultados de exploração, Resultados de alienação de outros ativos, Custos com pessoal, Gastos gerais administrativos e Amortizações e depreciações. RWA: sigla do inglês Risk-Weighted Assets (em português Ativos ponderados pelo risco). t: sigla em português de tonelada. TPA: sigla em português de Terminal de Pagamento Automático. TLTRO: sigla do inglês Targeted Longer-Term Refinancing Operations, (em português Operações de refinanciamento de prazo alargado direcionadas). Write-offs: em português Créditos abatido ao ativo. O Grupo reconhece um crédito abatido ao ativo quando não tem expectativas razoáveis de recuperar esse ativo total ou parcialmente. Este registo ocorre após todas as ações de recuperação desenvolvidas pelo Grupo se revelarem infrutíferas. Os créditos abatidos ao ativo são registados em contas extrapatrimoniais.
PARTE II DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS, NOTAS EXPLICATIVAS E PARECERES ÀS CONTAS
DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS E NOTAS EXPLICATIVAS EM BASE CONSOLIDADA
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 155 (Valores expressos em milhares de euros) Notas 2020 Juros e rendimentos similares 2 306 685 303 680 Juros e encargos similares 2 63 182 60 886 Margem financeira 2 243 503 242 794 Rendimentos de instrumentos de capital 3 1 801 3 052 Resultados de serviços e comissões 4 116 336 115 311 Resultados de ativos e passivos financeiros ao justo valor através dos resultados Resultados em ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral Resultados de reavaliação cambial 7 8 996 12 864 Resultados de alienação de outros ativos 8 29 778 43 020 Outros resultados de exploração 9 (23 144) (28 295) Total de proveitos operacionais 379 044 393 744 Custos com pessoal 10 164 154 189 255 Gastos gerais administrativos 11 64 679 66 989 Depreciações e amortizações 12 35 292 35 118 264 125 291 362 Imparidade de crédito a clientes e aplicações em instituições de crédito 13 54 333 185 126 Imparidade de outros ativos financeiros 14 (223) 12 173 Imparidade de outros ativos 15 31 014 19 457 Outras provisões 16 (4 621) 4 076 Resultado operacional 34 416 (118 450) Resultados por equivalência patrimonial 17 3 (662) Resultado antes de impostos 34 419 (119 112) Impostos Correntes 32 (4 144) (1 791) Diferidos 32 (21 115) 44 041 Resultado após impostos de operações em continuação 9 160 (76 862) Resultados de operações em descontinuação 59 (1 465) (1 943) Resultado líquido consolidado após impostos 7 695 (78 805) Resultado líquido consolidado do período atribuível aos acionistas 6 570 (80 686) Interesses que não controlam 46 1 125 1 881 Resultado líquido consolidado do exercício 7 695 (78 805) Resultado por ação (em euros) Operações em continuação Básico 0,004 (0,032) Diluído 0,004 (0,032) Operações em descontinuação Básico (0,001) (0,002) Diluído (0,001) (0,002) O CONTABILISTA CERTIFICADO O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO Banco Montepio Demonstração consolidada dos resultados para os exercícios findos em 31 de dezembro de 2021 e 2020 2021 6 2 037 5 (263) (18 695) 23 693 Para ser lido com as notas anexas às Demonstrações Financeiras Consolidadas
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 156 (Valores expressos em milhares de euros) Notas Operações em continuação Operações em descontinuação Total Acionistas Interesses que não controlam Reservas de justo valor Ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral Instrumentos de dívida 44 703 - 703 703 - Crédito a clientes 44 (103) - (103) (103) - Risco de crédito próprio 44 (18) - (18) (18) - Impostos relativos a variações de justo valor 32 93 - 93 93 - Diferença cambial resultante da consolidação 44 12 020 - 12 020 9 541 2 479 12 695 - 12 695 10 216 2 479 Ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral Instrumentos de capital 44 (2 225) - (2 225) (2 225) - 49 21 892 - 21 892 21 892 - 19 667 - 19 667 19 667 - Outro rendimento integral do exercício 32 362 - 32 362 29 883 2 479 Resultado líquido consolidado do exercício 9 160 (1 465) 7 695 6 570 1 125 Total do rendimento integral consolidado do exercício 41 522 (1 465) 40 057 36 453 3 604 O CONTABILISTA CERTIFICADO Itens que não irão ser reclassificados para a demonstração dos resultados O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO Remensurações de benefícios pós-emprego e de longo prazo Banco Montepio Demonstração consolidada do rendimento integral para o exercício findo em 31 de dezembro de 2021 2021 Itens que poderão vir a ser reclassificados para a demonstração dos resultados Para ser lido com as notas anexas às Demonstrações Financeiras Consolidadas
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 157 (Valores expressos em milhares de euros) Notas Operações em continuação Operações em descontinuação Total Acionista Interesses que não controlam Reservas de justo valor Ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral e crédito a clientes Instrumentos de dívida 44 (18 907) - (18 907) (18 907) - Crédito a clientes 44 (454) - (454) (454) - Risco de crédito próprio 44 (139) - (139) (139) - Impostos relativos a variações de justo valor 32 6 892 - 6 892 6 892 - Diferença cambial resultante da consolidação 44 (22 972) - (22 972) (18 840) (4 132) (35 580) - (35 580) (31 448) (4 132) Ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral e crédito a clientes Instrumentos de capital 44 (12 746) - (12 746) (12 746) - 49 8 917 - 8 917 8 917 - (3 829) - (3 829) (3 829) - Outro rendimento integral do exercício (39 409) - (39 409) (35 277) (4 132) Resultado líquido consolidado do exercício (76 862) (1 943) (78 805) (80 686) 1 881 Total do rendimento integral consolidado do exercício (116 271) (1 943) (118 214) (115 963) (2 251) O CONTABILISTA CERTIFICADO Banco Montepio Demonstração consolidada do rendimento integral para o exercício findo em 31 de dezembro de 2020 2020 Itens que poderão vir a ser reclassificados para a demonstração dos resultados Itens que não irão ser reclassificados para a demonstração dos resultados O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO Remensurações de benefícios pós-emprego e de longo prazo Para ser lido com as notas anexas às Demonstrações Financeiras Consolidadas
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 158 Notas 2021 2020 Ativo Caixa e disponibilidades em bancos centrais 18 2 967 996 1 466 250 Disponibilidades em outras instituições de crédito 19 67 360 33 660 Aplicações em instituições de crédito 20 229 065 293 004 Crédito a clientes 21 11 667 688 11 577 702 Ativos financeiros detidos para negociação 22 7 582 16 923 Ativos financeiros ao justo valor através dos resultados 23 203 427 346 892 Ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral 24 123 338 286 797 Derivados de cobertura 25 5 411 10 693 Outros ativos financeiros ao custo amortizado 26 3 004 196 2 362 616 Investimentos em associadas 27 3 952 3 872 Ativos não correntes detidos para venda 28 38 862 5 484 Ativos não correntes detidos para venda - operações em descontinuação 59 429 1 310 Propriedades de investimento 29 102 933 125 893 Outros ativos tangíveis 30 231 610 259 162 Ativos intangíveis 31 40 150 35 829 Ativos por impostos correntes 32 6 714 3 584 Ativos por impostos diferidos 32 459 871 496 223 Outros ativos 33 552 576 615 112 Total do Ativo 19 713 160 17 941 006 Passivo Recursos de bancos centrais 34 2 902 003 1 382 545 Recursos de outras instituições de crédito 35 555 412 820 638 Recursos de clientes 36 12 786 886 12 501 973 Responsabilidades representadas por títulos 37 1 617 125 1 299 188 Passivos financeiros detidos para negociação 22 7 470 13 598 Derivados de cobertura 25 335 397 Passivos não correntes detidos para venda - operações em descontinuação 59 329 109 619 Provisões 38 34 133 38 654 Passivos por impostos correntes - 2 351 4 486 Outros passivos subordinados 39 217 265 216 896 Outros passivos 40 226 718 225 853 Total do Passivo 18 350 027 16 613 847 Capitais próprios Capital social 41 2 420 000 2 420 000 Reserva legal 43 193 266 193 266 Reservas de justo valor 44 9 267 (28 295) Outras reservas e resultados transitados 44 (1 278 873) (1 186 425) Resultado líquido consolidado do exercício atribuível aos acionistas Total dos Capitais Próprios atribuíveis aos acionistas 1 350 230 1 317 860 Interesses que não controlam 46 12 903 9 299 Total dos Capitais Próprios 1 363 133 1 327 159 Total do Passivo e dos Capitais Próprios 19 713 160 17 941 006 O CONTABILISTA CERTIFICADO O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO 6 570 (80 686) Banco Montepio Balanço consolidado em 31 de dezembro de 2021 e 2020 (Valores expressos em milhares de euros) Para ser lido com as notas anexas às Demonstrações Financeiras Consolidadas
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 159 (Valores expressos em milhares de euros) 2021 2020 reexpresso Fluxos de caixa de atividades operacionais Juros recebidos 254 702 305 535 Pagamento de juros (68 401) (62 715) Comissões recebidas 142 032 138 110 Pagamento de comissões (25 697) (22 799) Despesas com pessoal e fornecedores (235 407) (247 949) Recuperação de crédito e juros 4 820 2 634 Outros pagamentos e recebimentos (1 177) (9 123) Pagamento de imposto sobre o rendimento 4 158 8 410 75 030 112 103 (Aumentos) / diminuições de ativos operacionais Créditos sobre instituições de crédito e clientes (98 335) (268 998) (Compra) / Venda de ativos financeiros de negociação 11 562 6 580 (Compra) / Venda de ativos financeiros ao justo valor através dos resultados 141 320 33 476 (Compra) / Venda de ativos financeiros ao justo valor através do outro rendimento integral 117 918 1 555 074 (Compra) / Venda de outros ativos ao custo amortizado (626 805) (1 337 874) Outros ativos 142 939 16 467 (311 401) 4 725 Aumentos / (diminuições) de passivos operacionais Recursos de clientes 180 246 (26 102) Recursos de instituições de crédito (264 319) 297 523 Recursos de Bancos Centrais 1 554 830 77 160 1 470 757 348 581 1 234 386 465 409 Fluxos de caixa de atividades de investimento Dividendos recebidos (nota 3) 1 801 3 052 Aquisição de imobilizações (nota 30 e 31) (29 881) (2 971) (28 080) 81 Fluxos de caixa de atividades de financiamento Outros instrumentos de capital - (292) Emissão de obrigacões de caixa e títulos subordinados (notas 37 e 39) 362 028 50 000 Reembolso de obrigacões de caixa e títulos subordinados (notas 37 e 39) (40 672) (90 129) Contratos de locação (1 212) (470) 320 144 (40 891) Efeitos de alterações da taxa de câmbio em caixa e seus equivalentes 8 996 3 762 Variação líquida em caixa e equivalentes 1 535 446 428 361 Caixa e equivalentes no início do exercício Caixa e disponibilidades em bancos centrais (nota 18) 1 466 250 1 041 652 Disponibilidades em outras instituições de crédito (nota 19) 33 660 29 897 1 499 910 1 071 549 Caixa e equivalentes no fim do exercício Caixa e disponibilidades em bancos centrais (nota 18) 2 967 996 1 466 250 Disponibilidades em outras instituições de crédito (nota 19) 67 360 33 660 3 035 356 1 499 910 O CONTABILISTA CERTIFICADO Demonstração consolidada dos fluxos de caixa para os exercícios findos em 31 de dezembro de 2021 e 2020 Banco Montepio O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO Para ser lido com as notas anexas às Demonstrações Financeiras Consolidadas
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 160 (Valores expressos em milhares de euros) Capital social (Nota 41) Outros instrume ntos de capital (Nota 42) Reservas de justo valor (Nota 44) Reserva geral e legal (Nota 43) Outras reservas e resultados transitados (Nota 44) Resultado do exercício Capital próprio atribuível aos acionistas Interesses que não controlam (Nota 46) Total dos capitais próprios Saldos em 01 de janeiro de 2020 2 420 000 6 323 809 191 969 (1 200 347) 21 684 1 440 438 11 550 1 451 988 Outro rendimento integral: - - (29 104) 1 297 14 214 (21 684) (35 277) (4 132) (39 409) Diferença cambial resultante da consolidação - - - - (18 840) - (18 840) (4 132) (22 972) Incorporação em reservas do resultado líquido de 2019 - - - 1 297 20 387 (21 684) - - - Remensurações de benefícios pós-emprego e longo prazo (nota 49) - - - - 8 917 - 8 917 - 8 917 Alterações de justo valor (nota 44) - - (35 996) - 3 750 - (32 246) - (32 246) Impostos relativos a variações de justo valor (nota 32 e 44) - - 6 892 - - - 6 892 - 6 892 Resultado líquido consolidado do exercício - - - - - (80 686) (80 686) 1 881 (78 805) Total do rendimento integral do exercício - - (29 104) 1 297 14 214 (102 370) (115 963) (2 251) (118 214) Custo financeiro relativo à emissão de valores mobiliários perpétuos - - - - (292) - (292) - (292) Reclassificação dos valores mobiliários perpétuos (nota 42) - (6 323) - - - - (6 323) - (6 323) Saldos em 31 de dezembro de 2020 2 420 000 - (28 295) 193 266 (1 186 425) (80 686) 1 317 860 9 299 1 327 159 Outro rendimento integral: - - 37 562 - (88 365) 80 686 29 883 2 479 32 362 Diferença cambial resultante da consolidação - - - - 9 541 - 9 541 2 479 12 020 Incorporação em reservas do resultado líquido de 2020 - - - - (80 686) 80 686 - - - Remensurações de benefícios pós-emprego e longo prazo (nota 49) - - - - 21 892 - 21 892 - 21 892 Alterações de justo valor (nota 44) - - 37 469 - (39 112) - (1 643) - (1 643) Impostos relativos a variações de justo valor (nota 32 e 44) - - 93 - - - 93 - 93 Resultado líquido consolidado do exercício - - - - - 6 570 6 570 1 125 7 695 Total do rendimento integral do exercício - - 37 562 - (88 365) 87 256 36 453 3 604 40 057 Outros movimentos de consolidação - - (4 083) (4 083) (4 083) Saldos em 31 de dezembro de 2021 2 420 000 - 9 267 193 266 (1 278 873) 6 570 1 350 230 12 903 1 363 133 O CONTABILISTA CERTIFICADO Banco Montepio Demonstração consolidada das alterações dos capitais próprios para os exercícios findos em 31 de dezembro de 2021 e 2020 O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO Para ser lido com as notas anexas às Demonstrações Financeiras Consolidadas
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 161 Introdução A Caixa Económica Montepio Geral, caixa económica bancária, S.A. (doravante designada por “Banco Montepio”) com sede na Rua Castilho, n.º 5, 1250 - 066 Lisboa, é uma instituição de crédito detida maioritariamente pelo Montepio Geral Associação Mutualista (doravante designado por “MGAM”), que foi constituída em 24 de março de 1844. O Banco Montepio está autorizado a operar no âmbito do disposto no Decreto-Lei n.º 298/92, de 31 de dezembro, bem como no Decreto-Lei n.º 136/79, de 18 de maio, que regulamentam a atividade das caixas económicas e estabelecem algumas restrições à sua atividade. O Banco Montepio pode realizar operações bancárias, mesmo para além das enunciadas nos seus estatutos, desde que genericamente autorizadas pelo Banco de Portugal, o que na prática se traduz na possibilidade de realizar a universalidade das operações bancárias. Em 10 de setembro de 2015, foi publicado o Decreto-Lei n.º 190/2015, que introduz alterações no Regime Geral das Instituições de Crédito e Sociedades Financeiras e no Código das Associações Mutualistas. Na sequência da publicação deste Decreto-Lei, o Banco Montepio passou a classificar-se como “caixa económica bancária”. Em 14 de setembro de 2017 realizou-se a escritura dos estatutos que transformou a Caixa Económica Montepio Geral em sociedade anónima, alterando a sua designação para Caixa Económica Montepio Geral, caixa económica bancária, S.A. As demonstrações financeiras do Banco Montepio são consolidadas nas demonstrações financeiras do MGAM. Em 31 de dezembro de 2021 fazem parte do Grupo Banco Montepio as seguintes entidades: Montepio Holding, S.G.P.S, S.A. A Montepio Holding agrega Empresas que oferecem um conjunto de produtos e serviços financeiros para Empresas e investidores institucionais e Particulares. Em 31 de dezembro de 2021 a Montepio Holding, S.G.P.S detém participações financeiras em 100% do capital e dos direitos de voto do Montepio Investimento, S.A., Montepio Crédito – Instituição Financeira de Crédito, S.A. (Montepio Crédito) e da Ssagincentive, Sociedade de Serviços Auxiliares e de Gestão de Imóveis, S.A. e uma participação de 80,22% no Finibanco Angola, S.A. (Finibanco Angola). Até 30 de dezembro de 2021 a Montepio Holding detinha igualmente 100% do capital e dos direitos de voto da Montepio Valor – Sociedade Gestora de Organismos de Investimento Coletivo, S.A. As Empresas participadas pela Montepio Holding desenvolvem assim um conjunto de atividades diversificadas, incluindo a atividade bancária, prestação de serviços financeiros complementares na área de seguros, crédito especializado ao consumo e aluguer de longa duração. Banco Montepio Geral Cabo Verde, Sociedade Unipessoal, S.A. – Em Liquidação O Banco Montepio Geral Cabo Verde – Em Liquidação disponibiliza aos seus Clientes uma oferta especializada de produtos e serviços, soluções de investimento e poupança diversificadas. A Lei n.º 79/IX/2020 de 23 de março estabeleceu um período transitório para que as instituições de crédito de autorização restrita, constituídas e autorizadas a operar no sistema financeiro cabo-verdiano, querendo que procedessem até 31 de dezembro de 2021 às alterações estatutárias e organizacionais necessárias para passarem a operar como bancos de autorização genérica, sob pena de revogação da respetiva
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 162 autorização findo tal prazo. Não tendo sido intenção do Banco Montepio proceder às alterações necessárias para convertê-lo num banco de autorização genérica, foi promovido junto do Banco de Cabo Verde, nos termos legais, o necessário processo de autorização para a adoção da deliberação de dissolução voluntária e consequente liquidação do Banco Montepio Geral Cabo Verde – Em Liquidação, a qual se estima que fique concluída no decorrer do exercício de 2022. Em 31 de dezembro de 2021 esta entidade encontra-se assim apresentada como operação em descontinuação, encontrando-se os seus ativos e passivos apresentados nas rubricas de Ativos e Passivos não correntes detidos para venda – Operações em descontinuação, respetivamente. Finibanco Angola, S.A. O Finibanco Angola, controlado a 80,22% pela Montepio Holding, detida, por sua vez, a 100% pelo Banco Montepio, dedica-se à obtenção de recursos de terceiros sob a forma de depósitos ou outros, os quais aplica, juntamente com os seus recursos próprios, na concessão de empréstimos, em depósitos no Banco Nacional de Angola, em aplicações em instituições de crédito, na aquisição de títulos e em outros ativos, atividades para as quais se encontra devidamente autorizado. O Finibanco Angola presta ainda outros serviços bancários e realiza diversos tipos de operações em moeda estrangeira. Montepio Crédito – Instituição Financeira de Crédito, S.A. O Montepio Crédito, controlado a 100% pela Montepio Holding, SGPS, detida, por sua vez, a 100% pelo Banco Montepio, assegura a oferta de crédito especializado nos ramos automóvel, equipamentos, lar e serviços, complementada por um conjunto de soluções vocacionadas para os Clientes Particulares, Empresas e instituições do setor da Economia Social. O segmento do crédito especializado evidencia um dos vértices do Plano de Transformação do Grupo Banco Montepio, refletindo o enfoque no crédito ao consumo. Em resultado do reposicionamento efetuado ao nível do Grupo Banco Montepio e da forte e sólida relação estabelecida com os seus parceiros, assente na experiência adquirida ao longo dos anos, o Montepio Crédito desenvolveu a oferta de soluções de crédito especializado nas seguintes áreas: Automóvel, Saúde, Reparação Automóvel, Telecomunicações e Mobiliário, para o segmento dos Particulares e Logística, Água, Transportes, Energia, Eficiência Energética e Indústria, para o segmento das Empresas. Banco de Empresas Montepio O Montepio Investimento, S.A., banco controlado a 100% pela Montepio Holding, SGPS, detida, por sua vez, a 100% pelo Banco Montepio, promoveu em 2019 uma abordagem estratégica orientada para a Banca de Investimento, com o objetivo de complementar a oferta de produtos e serviços do Grupo. Em 4 de junho de 2019 adotou a designação comercial de Banco de Empresas Montepio (“BEM”), passando a desenvolver, de forma integrada, as atividades de Banca Comercial (para Empresas com volume de negócios superior a 20 milhões de euros) e de Banca de Investimentos, com atividade nas áreas de “Corporate Finance”, Mercado de Capitais, Financiamentos Estruturados, Assessoria Financeira e Estudos de Empresa e Informação. No domínio da banca comercial, destaca-se ainda o desenvolvimento das áreas de negócio relacionadas com o comércio internacional, o factoring e a gestão de tesouraria das Empresas.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 163 Ssagincentive, Sociedade de Serviços Auxiliares e de Gestão de Imóveis, S.A. A Ssagincentive tem por objeto a transação e gestão de imóveis, bem como a gestão e a compra para revenda de imóveis adquiridos pelas sociedades do Grupo em resultado do reembolso de crédito próprio das mesmas. Cabe ainda à Ssagincentive a aquisição para gestão ou revenda de imóveis em processo de execução movido pelas sociedades do Grupo. Montepio - Gestão de Activos Imobiliários, A.C.E. A Montepio - Gestão Activos Imobiliários tem como objetivo realizar a gestão integrada de toda a carteira de ativos imobiliários do Grupo. H.T.A. – Hotéis, Turismo e Animação dos Açores, S.A A H.T.A. tem como atividade principal a promoção, realização, exploração e gestão de quaisquer atividades e investimentos turísticos, incluindo a construção, remodelação e exploração de unidades hoteleiras casinos e casas de jogos, a exploração de jogos de fortuna ou azar, a compra de imóveis para revenda, importação e exportação de bens, a exploração de termas, bem como todas as restantes atividades relacionadas com as acima referidas. CESource O objeto deste Agrupamento consiste na prestação de serviços especializados na área de tecnologias informáticas, contribuindo, através da otimização da referida gestão, para a melhoria das condições e meios do exercício ou de resultado das atividades económicas dos membros deste Agrupamento. Montepio Valor – Sociedade Gestora de Organismos de Investimento Coletivo, S.A. (“Montepio Valor”) Em 31 de dezembro de 2020 e até 30 de dezembro de 2021 o Grupo detinha 100% da Montepio Valor, a qual foi alienada à Montepio Geral Associação Mutualista em 30 de dezembro de 2021. A Montepio Valor tem por objeto a gestão de Fundos de investimento imobiliário. As restantes entidades do perímetro de consolidação são divulgadas na nota 58. 1 Políticas Contabilísticas a) Bases de apresentação No âmbito do disposto no Regulamento (“CE”) n.º 1606/2002 do Parlamento Europeu e do Conselho de 19 de julho e do Aviso do Banco de Portugal n.º 5/2015, de 7 de dezembro, as demonstrações financeiras consolidadas do Grupo Banco Montepio (doravante designado por “Grupo”) são preparadas de acordo com as Normas Internacionais de Relato Financeiro (“IFRS”) conforme aprovadas pela União Europeia (“UE"). As IFRS incluem as normas emitidas pelo International Accounting Standards Board (“IASB”) bem como as interpretações emitidas pelo International Financial Reporting Interpretations Committee (“IFRIC”) e pelos respetivos órgãos antecessores. O Grupo adotou na preparação das demonstrações financeiras consolidadas referentes a 31 de dezembro de 2021 as normas emitidas pelo IASB e as interpretações de IFRIC de aplicação obrigatória desde 1 de janeiro de 2021.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 164 As demonstrações financeiras consolidadas e as notas anexas agora apresentadas foram aprovadas pelo Conselho de Administração do Banco Montepio em 31 de março de 2022. As demonstrações financeiras consolidadas agora apresentadas reportam-se a 31 de dezembro de 2021 e serão submetidas para aprovação da Assembleia Geral, que tem o poder de as alterar. No entanto, é convicção do Conselho de Administração do Banco Montepio que as mesmas venham a ser aprovadas sem alterações significativas. As demonstrações financeiras consolidadas são apresentadas em euros arredondados ao milhar mais próximo. Todas as referências deste documento a quaisquer normativos reportam sempre à respetiva versão vigente. As demonstrações financeiras foram preparadas de acordo com o princípio da continuidade e do custo histórico, modificado pela aplicação do justo valor para os instrumentos financeiros derivados, ativos financeiros e passivos financeiros reconhecidos ao justo valor através dos resultados, ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral e propriedades de investimento. Os ativos financeiros e passivos financeiros que se encontram cobertos no âmbito da contabilidade de cobertura são apresentados ao justo valor relativamente ao risco coberto. A preparação das demonstrações financeiras de acordo com as IFRS requer que o Conselho de Administração formule julgamentos, estimativas e pressupostos que afetam a aplicação das políticas contabilísticas e o valor dos ativos, passivos, proveitos e custos. As estimativas e pressupostos associados são baseados na experiência histórica e noutros fatores considerados razoáveis de acordo com as circunstâncias e formam a base para os julgamentos sobre os valores dos ativos e passivos cuja valorização não é evidente através de outras fontes. Os resultados reais podem diferir das estimativas. As principais estimativas e pressupostos que requerem um maior índice de julgamento ou complexidade, ou para as quais os pressupostos e estimativas são considerados significativos, são apresentados na política contabilística descrita na nota 1aa). Comparabilidade da informação O Grupo adotou as IFRS e interpretações de aplicação obrigatória para os períodos que se iniciaram em ou após 1 de janeiro de 2021, conforme descrito na nota 55. As políticas contabilísticas foram aplicadas de forma consistente a todas as entidades do Grupo, e são consistentes com as utilizadas na preparação das demonstrações financeiras do exercício anterior, com exceção da demonstração consolidada dos fluxos de caixa que foram ajustadas em 2020.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 165 Em 2021, na Demonstração consolidada dos fluxos de caixa, foram reclassificadas as Disponibilidades em bancos centrais da rubrica de Depósitos detidos com fins de controlo monetário para a rubrica Caixa e disponibilidades em bancos centrais, sendo a reexpressão apresentada como segue: 2020 reexpresso Depósitos detidos com fins de controlo monetário - 455 415 (455 415) Caixa e equivalentes no início do período Caixa e disponibilidades em bancos centrais (nota 18) 1 041 652 844 972 196 680 Disponibilidades em outras instituições de crédito (nota 19) 29 897 - 29 897 1 071 549 844 972 226 577 Caixa e equivalentes no fim do período Caixa e disponibilidades em bancos centrais (nota 18) 1 466 250 1 300 387 165 863 Disponibilidades em outras instituições de crédito (nota 19) 33 660 - 33 660 1 499 910 1 300 387 199 523 Ajustamento 2020 (milhares de euros) b) Bases de consolidação As demonstrações financeiras consolidadas agora apresentadas refletem os ativos, passivos, proveitos e custos do Banco Montepio e das suas subsidiárias (“Grupo”) e os resultados atribuíveis ao Grupo referentes às participações financeiras em Empresas associadas, assim como o valor contabilístico destas participações financeiras mensuradas pelo método de equivalência patrimonial, para os exercícios findos em 31 de dezembro de 2021 e 2020. Subsidiárias Subsidiárias são entidades (incluindo fundos de investimento e veículos de securitização) controladas pelo Grupo. O Grupo controla uma entidade quando está exposto, ou tenha direitos, à variabilidade nos retornos provenientes do seu envolvimento com essa entidade, possa apropriar-se dos mesmos através do poder que detém sobre as atividades relevantes dessa entidade (controlo de facto) e tem a capacidade de afetar esses retornos variáveis através do poder que exerce sobre as atividades relevantes da entidade. Conforme estabelecido na IFRS 10, o Grupo procede à análise do objetivo e da estruturação do modo como as operações de uma entidade são desenvolvidas na avaliação do controlo sobre a mesma. As demonstrações financeiras das subsidiárias são consolidadas integralmente desde a data em que o Grupo adquire o controlo até à data em que o controlo termina. A participação de terceiros nestas Empresas é apresentada na rubrica Interesses que não controlam. As perdas acumuladas são atribuídas aos interesses que não controlam nas proporções detidas, o que poderá implicar o reconhecimento de interesses que não controlam negativos. Numa operação de aquisição por fases/etapas (step acquisition) que resulte na aquisição de controlo, aquando do cálculo do goodwill, a reavaliação de qualquer participação anteriormente adquirida é reconhecida por contrapartida de resultados. No momento de uma venda parcial, da qual resulte a perda de controlo sobre uma subsidiária, a participação remanescente é reavaliada ao valor de mercado na data da venda e o ganho ou perda resultante dessa reavaliação é registado por contrapartida de resultados.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 166 As políticas contabilísticas das subsidiárias são alteradas, sempre que necessário, de forma a garantir, que as mesmas são aplicadas de forma consistente por todas as Empresas do Grupo. Associadas As Empresas associadas são registadas pelo método de equivalência patrimonial desde a data em que o Grupo adquire a influência significativa até ao momento em que a mesma termina. As Empresas associadas são entidades nas quais o Grupo tem influência significativa, mas não exerce controlo sobre a sua política financeira e operacional. Presume-se que o Grupo exerce influência significativa quando detém o poder de exercer mais de 20% dos direitos de voto da associada. Caso o Grupo detenha, direta ou indiretamente, menos de 20% dos direitos de voto, presume-se que o Grupo não possui influência significativa, exceto quando essa influência possa ser claramente demonstrada. A existência de influência significativa por parte do Grupo é normalmente demonstrada pelo menos por uma das seguintes formas: 1. representação no Conselho de Administração ou órgão de direção equivalente; 2. participação em processos de definição de políticas, incluindo a participação em decisões sobre dividendos ou outras distribuições; 3. transações materiais entre o Grupo e a participada; 4. intercâmbio de pessoal de gestão; e 5. fornecimento de informação técnica essencial. As demonstrações financeiras consolidadas incluem a parte atribuível ao Grupo do total das reservas e dos lucros e prejuízos reconhecidos da associada contabilizada de acordo com o método da equivalência patrimonial. Na aplicação do método da equivalência patrimonial os ganhos ou perdas não realizadas em transações entre o Grupo e as suas Associadas são eliminados. Os dividendos atribuídos pelas Associadas são reduzidos ao valor do investimento, no balanço consolidado. As políticas contabilísticas das Associadas são alteradas, sempre que necessário, de forma a garantir, que as mesmas são aplicadas de forma consistente por todas as Empresas do Grupo. Quando a parcela dos prejuízos atribuíveis excede o valor contabilístico da associada, o valor contabilístico da participação e de quaisquer outros interesses de médio e longo prazo nessa associada, deve ser reduzido a zero e o reconhecimento de perdas futuras é descontinuado, exceto na parcela em que o Grupo incorra numa obrigação legal de assumir essas perdas em nome da associada. Entidades Estruturadas O Grupo consolida pelo método integral determinadas entidades de finalidade especial, nomeadamente veículos e fundos criados no âmbito de operações de titularizações, constituídas especificamente para o cumprimento de um objetivo restrito e bem definido, quando a substância da relação com tais entidades indicia que o Grupo exerce controlo sobre as suas atividades, ou seja, quando detém a maior parte dos riscos e benefícios associados às suas atividades, nomeadamente por via das obrigações emitidas com maior grau de subordinação.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 167 Goodwill As concentrações de atividades empresariais são registadas pelo método da compra. O custo de aquisição equivale ao justo valor determinado à data da compra, dos ativos cedidos e passivos incorridos ou assumidos. O registo dos custos diretamente relacionados com a aquisição de uma subsidiária é diretamente imputado a resultados. O goodwill positivo resultante de aquisições é reconhecido como um ativo e registado ao custo de aquisição, não sendo sujeito a amortização. O goodwill resultante da aquisição de participações em Empresas subsidiárias e associadas é definido como a diferença entre o valor total ou o valor do custo de aquisição e o justo valor total ou proporcional dos ativos e passivos e passivos contingentes da adquirida, respetivamente, consoante a opção tomada. Quando à data de aquisição do controlo o Grupo já detém uma participação adquirida previamente, o justo valor dessa participação concorre para a determinação do goodwill ou badwill. Caso o goodwill apurado seja negativo este é registado diretamente em resultados do exercício em que a concentração de atividades ocorre. O valor recuperável do goodwill é avaliado anualmente, independentemente da existência de indicadores de imparidade. As eventuais perdas de imparidade determinadas são reconhecidas em resultados do exercício. O valor recuperável é determinado com base no maior entre o valor em uso dos ativos e o valor de mercado deduzido dos custos de venda, sendo calculado com recurso a metodologias de avaliação, suportadas em técnicas de fluxos de caixa descontados, considerando as condições de mercado, o valor temporal e os riscos de negócio. O goodwill é alocado às unidades geradoras de caixa a que pertence, para efeitos de realização dos testes de imparidade, os quais são efetuados pelo menos uma vez por ano. As perdas de imparidade no goodwill não são reversíveis. Quando o Grupo reorganiza a sua atividade, implicando a alteração da composição das suas unidades geradoras de caixa, às quais tenha sido imputado o goodwill, é efetuada, sempre que exista um racional, a revisão da alocação do goodwill às novas unidades geradoras de caixa. A realocação é efetuada através de uma abordagem do justo valor relativo, das novas unidades geradores de caixa que resultam da reorganização. O goodwill não é corrigido em função da determinação final do valor do preço contingente pago, sendo este impacto reconhecido por contrapartida de resultados, ou capitais próprios se aplicável, quando a determinação do preço contingente final ocorrer um ano após a data de aquisição de controlo do negócio, ou caso a determinação deste preço ocorra a menos de um ano após a data referida, quando os ajustamentos digam respeito a informações obtidas relativas a factos ocorridos após a data de aquisição. Aquisição e diluição de interesses que não controlam A aquisição de interesses que não controlam da qual não resulte uma alteração de controlo sobre uma subsidiária, é contabilizada como uma transação com acionistas e, como tal, não é reconhecido goodwill adicional resultante desta transação. A diferença entre o custo de aquisição e o justo valor dos interesses que não controlam adquiridos é reconhecida diretamente em reservas. De igual forma, os ganhos ou perdas decorrentes de alienações de interesses que controlam, das quais não resulte uma perda de controlo sobre uma subsidiária, são sempre reconhecidos por contrapartida de reservas. Perda de controlo Os ganhos ou perdas decorrentes da diluição ou venda de uma parte da participação financeira numa subsidiária, com perda de controlo, são reconhecidos na demonstração dos resultados.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 168 Nas diluições de interesses que controlam sem perda de controlo, as diferenças entre o valor de aquisição e o justo valor dos interesses que não controlam adquiridos são registadas por contrapartida de reservas. Investimentos em subsidiárias e associadas residentes no estrangeiro As demonstrações financeiras das subsidiárias e associadas do Grupo residentes no estrangeiro são preparadas na sua moeda funcional, definida como a moeda da economia onde estas operam ou como a moeda em que as subsidiárias obtêm os seus proveitos ou financiam a sua atividade. Na consolidação, o valor dos ativos e passivos, incluindo o goodwill, de subsidiárias residentes no estrangeiro que não sejam consideradas de moeda funcional de uma economia hiperinflacionária, é registado pelo seu contravalor em euros à taxa de câmbio oficial em vigor na data de balanço. Se a moeda funcional de uma unidade operacional estrangeira é a moeda de uma economia hiperinflacionária, então as suas demonstrações financeiras são ajustadas primeiramente para refletir o poder de compra à data do balanço atual e depois convertidas na moeda de apresentação utilizando a taxa de câmbio à data do balanço atual. Nesse sentido, os itens não monetários são atualizados, no final do período de relato, através da aplicação de um índice geral de preços, desde a data de aquisição ou da última data de revalorização, conforme o que tiver ocorrido mais recentemente. Os itens de rendimentos e gastos, incluindo outro rendimento integral, são igualmente atualizados, sendo apurado o ganho e perda na posição monetária líquida, que reflete o ganho ou perda da posição líquida monetária da unidade operacional estrangeira. Relativamente a Angola, em 31 de dezembro de 2018, a taxa de inflação acumulada nos últimos três anos aproximou-se de 100% o que é uma condição quantitativa objetiva, para além da existência de outras condições previstas na IAS 29, que a moeda funcional das demonstrações financeiras do Finibanco Angola a essa data corresponde à moeda de uma economia hiperinflacionária, à semelhança do que havia acontecido em 31 de dezembro de 2017. Desta forma as demonstrações financeiras do Finibanco Angola foram ajustadas pelos índices de inflação, antes de serem transpostas para a moeda de apresentação do Grupo e antes da sua integração na consolidação, com: i) as quantias dos itens não monetários do balanço do Finibanco Angola ao custo ou custo menos a depreciação reexpressas pela aplicação do índice geral de preços em Angola; e ii) a perda na posição monetária líquida incluída no resultado líquido do Banco Montepio. Desde 2019 não se verificaram as condições previstas na IAS 29 para a qualificação da economia angolana como hiperinflacionária. O término da aplicação da IAS 29 resulta da inflação em Angola no final de 2019 situar-se nos 16,9% e a inflação acumulada nos últimos três anos ser inferior a 100%. Assim, o Grupo cessou a aplicação dos índices de inflação com referência a 1 de janeiro de 2019. Relativamente às participações expressas em moeda estrangeira em que se aplicam os métodos de consolidação integral e equivalência patrimonial, as diferenças cambiais apuradas entre o valor de conversão em euros da situação patrimonial no início do ano e o seu valor convertido à taxa de câmbio em vigor na data de balanço a que se reportam as contas consolidadas são relevadas por contrapartida de reservas - diferenças cambiais. As diferenças cambiais resultantes dos instrumentos de cobertura relativamente às participações expressas em moeda estrangeira são registadas em capitais próprios em relação àquelas participações financeiras. Sempre que a cobertura não seja totalmente efetiva, a diferença apurada é registada em resultados do exercício.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 169 Os resultados destas participadas são transpostos pelo seu contravalor em euros a uma taxa de câmbio aproximada das taxas em vigor na data em que se efetuaram as transações. As diferenças cambiais resultantes da conversão em euros dos resultados do exercício, entre as taxas de câmbio utilizadas na demonstração dos resultados e as taxas de câmbio em vigor na data de balanço, são registadas em reservas - diferenças cambiais. Na alienação de participações financeiras em subsidiárias residentes no estrangeiro para as quais existe perda de controlo, as diferenças cambiais associadas à participação financeira e à respetiva operação de cobertura previamente registadas em reservas são transferidas para resultados, como parte integrante do ganho ou perda resultante da alienação. Saldos e transações eliminadas na consolidação Os saldos e transações entre Empresas do Grupo, bem como os ganhos e perdas não realizados resultantes dessas transações, são anulados na preparação das demonstrações financeiras consolidadas. Os ganhos e perdas não realizados de transações com associadas e entidades controladas conjuntamente são eliminados na proporção da participação do Grupo nessas entidades. c) Instrumentos financeiros – IFRS 9 c.1) Classificação dos ativos financeiros O Grupo classifica os seus ativos financeiros numa das seguintes categorias de valorização: x Ativos financeiros ao custo amortizado; x Ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral; x Ativos financeiros ao justo valor através dos resultados. Os requisitos de classificação para instrumentos de dívida e de capital são apresentados como se segue: c.1.1) Instrumentos de dívida Instrumentos de dívida são instrumentos que satisfazem a definição de passivo financeiro na perspetiva do emitente, tais como empréstimos, obrigações públicas e privadas e contas a receber adquiridas de Clientes com contratos de factoring sem recurso. A classificação e valorização subsequente destes instrumentos nas categorias anteriores é efetuada com base nos dois elementos seguintes: x o modelo de negócios do Grupo para a gestão de ativos financeiros, e x as características dos fluxos de caixa contratuais de ativos financeiros.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 170 Com base nestes elementos, o Grupo classifica os seus instrumentos de dívida, para efeitos da sua valorização, em uma das três categorias seguintes: a) Ativos financeiros ao custo amortizado, quando são cumpridas as duas condições seguintes: x é gerido com um modelo de negócio cujo objetivo é manter ativos financeiros para receber fluxos de caixa contratuais, e x as condições contratuais dão origem a fluxos de caixa em datas específicas, que são apenas pagamentos de capital e juros sobre o montante do capital em dívida. Adicionalmente aos instrumentos de dívida geridos com base num modelo de negócio cujo objetivo é o do recebimento dos seus fluxos de caixa contratuais, os quais se encontram registados na rubrica Outros ativos financeiros ao custo amortizado, a categoria de ativos financeiros ao custo amortizado inclui também Aplicações em outras instituições de crédito e Crédito a clientes. b) Ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral, quando são cumpridas as duas condições seguintes: x é gerido como um modelo de negócio cujo objetivo combina o recebimento de fluxos de caixa contratuais dos ativos financeiros e a sua venda, e x as condições contratuais dão origem a fluxos de caixa em datas específicas, que são apenas pagamentos de capital e juros sobre o montante do capital em dívida. c) Ativos financeiros ao justo valor através dos resultados, sempre que, devido ao modelo de negócio do Grupo ou às características dos seus fluxos de caixa contratuais, não seja apropriado classificar os ativos financeiros em nenhuma das categorias anteriores. Na data de transição, para classificar ativos financeiros nesta categoria, o Grupo também teve em consideração se espera recuperar o valor contabilístico do ativo através da venda a um terceiro. Nesta carteira são igualmente incluídos todos os instrumentos para os quais se cumpra alguma das seguintes características: x sejam originados ou adquiridos com o objetivo de os transacionar no curto prazo. x sejam parte de um grupo de instrumentos financeiros identificados e geridos conjuntamente para os quais existem evidências de ações recentes com o objetivo de obter ganhos no curto prazo. x sejam instrumentos derivados que não cumpram a definição de contrato de garantia financeira nem tenham sido designados como instrumentos de cobertura. Avaliação do modelo de negócio O modelo de negócio reflete a forma como o Grupo gere os seus ativos numa ótica de geração de fluxos de caixa. Assim, importa perceber se o objetivo do Grupo é apenas receber os fluxos de caixa contratuais dos ativos ou se pretende receber os fluxos de caixa
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 171 contratuais e os fluxos de caixa resultantes da venda dos ativos. Se nenhuma destas situações é aplicável (e.g. os ativos financeiros são detidos para negociação), então os ativos financeiros são classificados como parte de “outro” modelo de negócio e reconhecidos ao justo valor através dos resultados. Os fatores considerados pelo Grupo na identificação do modelo de negócio para um conjunto de ativos, incluem a experiência passada no que diz respeito à forma (i) como os fluxos de caixa são recebidos, (ii) como o desempenho dos ativos é avaliado e reportado ao órgão de administração, (iii) como os riscos são avaliados e geridos e (iv) como os administradores são remunerados. Os títulos detidos para negociação enquadram-se, essencialmente, com o objetivo de serem vendidos no curto prazo, ou de fazerem parte de um portefólio de instrumentos financeiros geridos em conjunto, para os quais há uma evidência clara de um padrão recente de ganhos de curto prazo. Estes títulos são classificados em “outros” modelos de negócio e reconhecidos ao justo valor através dos resultados. A avaliação do modelo de negócio não depende das intenções para um instrumento individual, mas sim para um conjunto de instrumentos, tendo em consideração a frequência, o valor, o calendário de vendas em exercícios anteriores, os motivos das referidas vendas e as expetativas em relação a vendas futuras. As vendas próximas do vencimento do ativo e as motivadas por aumento do risco de crédito dos ativos financeiros, ou para gerir o risco de concentração, entre outras, podem ser compatíveis com o modelo de deter ativos para receber fluxos de caixa contratuais, se essas vendas forem pouco frequentes (ainda que significativas em valor) ou se forem de valor imaterial, tanto individualmente como quando agregadas (ainda que frequentes). Para este efeito o Banco Montepio considera pouco frequente uma venda até 10% do valor nominal das vendas do portfólio e como infrequente 4 vendas por ano, independentemente do intervalo temporal entre as transações. Se um ativo financeiro contém uma cláusula contratual que pode modificar o calendário ou o valor dos fluxos de caixa contratuais (tais como cláusulas de amortização antecipada ou extensão da duração), o Grupo determina se os fluxos de caixa que serão gerados durante o período de vida do instrumento, devido ao exercício da referida cláusula contratual, são apenas pagamentos de capital e juros sobre o valor do capital em dívida. No caso de um ativo financeiro contemplar um ajuste periódico da taxa de juro, mas a frequência desse ajuste não coincide com o prazo da taxa de juro de referência (por exemplo, a taxa de juro é ajustada a cada três meses), o Grupo avalia, no momento do reconhecimento inicial, essa incoerência na componente dos juros para determinar se os fluxos de caixa contratuais representam apenas pagamentos de capital e juro sobre o valor do capital em dívida. As condições contratuais que, no momento do reconhecimento inicial, tenham um efeito mínimo sobre os fluxos de caixa ou dependam da ocorrência de eventos excecionais ou altamente improváveis (como a liquidação por parte do emissor) não impedem a sua classificação nas carteiras ao custo amortizado ou ao justo valor através de outro rendimento integral.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 172 Avaliação SPPI Quando o modelo de negócio consiste em deter ativos com o intuito de (i) receber os fluxos de caixa contratuais ou (ii) receber os fluxos de caixa contratuais e vender estes ativos, o Grupo avalia se os fluxos de caixa do instrumento financeiro correspondem unicamente a pagamentos de capital e juros sobre o capital em dívida (o teste solely payments of principal and interest “SPPI”). Nesta avaliação o Grupo considera se os fluxos de caixa contratuais são consistentes com um contrato de empréstimo básico, ou seja, o juro inclui apenas considerações relativas ao valor temporal do dinheiro, risco de crédito, outros riscos normais de crédito e uma margem de lucro que é consistente com um contrato de crédito básico. Quando os termos contratuais introduzem exposição a risco ou variabilidade dos fluxos de caixa que são inconsistentes com um simples contrato de empréstimo, o instrumento financeiro é classificado e mensurado ao justo valor através dos resultados. Os ativos financeiros com derivados embutidos são considerados, na sua totalidade, aquando da determinação, se os fluxos de caixa correspondem unicamente a pagamentos de capital e juros sobre o capital em dívida (teste “SPPI”). c.1.2) Instrumentos de capital Instrumentos de capital são instrumentos que satisfazem a definição de capital na perspetiva do emitente, isto é, são instrumentos que não contêm uma obrigação contratual de pagamento e que evidenciam um interesse residual no ativo líquido do emissor. Um exemplo de instrumentos de capital próprio são as ações ordinárias. Os investimentos em instrumentos de capital, são uma exceção aos critérios gerais de valorização descritos acima. O Grupo exerce a opção de, no reconhecimento inicial, designar irrevogavelmente na categoria de ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral, os investimentos em instrumentos de capital que não se classificam como detidos para negociação e que, no caso de não exercer a dita opção, se classificariam como ativos ao justo valor através dos resultados. As perdas de imparidade (e reversões de imparidade) não são registadas separadamente de outras alterações de justo valor. c.2) Classificação dos passivos financeiros Um instrumento é classificado como passivo financeiro, quando existe uma obrigação contratual da sua liquidação ser efetuada mediante a entrega de dinheiro ou de outro ativo financeiro, independentemente da sua forma legal. Os passivos financeiros são classificados nas seguintes categorias: (i) Passivos financeiros ao custo amortizado Esta categoria inclui os recursos de bancos centrais e de outras instituições de crédito, recursos de clientes e outros empréstimos; (ii) Passivos financeiros detidos para negociação Esta categoria inclui os instrumentos financeiros derivados com justo valor negativo, conforme nota 1 d); (iii) Passivos financeiros ao justo valor através dos resultados (Fair Value Option).
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 173 Esta categoria inclui os instrumentos financeiros designados pelo Banco no seu reconhecimento inicial nesta categoria desde que se verifique pelo menos um dos seguintes requisitos: x os passivos financeiros são geridos, avaliados e analisados internamente com base no seu justo valor; x são contratadas operações de derivados com o objetivo de efetuar a cobertura económica desses ativos ou passivos, assegurando-se assim a consistência na valorização dos ativos ou passivos e dos derivados (accounting mismatch); x os passivos financeiros contêm derivados embutidos. c.3) Reconhecimento e valorização inicial dos instrumentos financeiros No momento do seu reconhecimento inicial todos os instrumentos financeiros são registados pelo seu justo valor. Para os instrumentos financeiros que não são registados pelo justo valor através dos resultados, o justo valor é ajustado, adicionando ou subtraindo os custos de transação diretamente atribuíveis à sua aquisição ou emissão. No caso dos instrumentos financeiros ao justo valor através dos resultados, os custos de transação diretamente atribuíveis são reconhecidos imediatamente em resultados. Os custos de transação são definidos como gastos diretamente atribuíveis à aquisição ou alienação de um ativo financeiro, ou à emissão ou assunção de um passivo financeiro, que não teriam sido incorridos se o Grupo não tivesse efetuado a transação. Estes incluem, por exemplo, comissões pagas a intermediários (tais como promotores) e despesas de formalização de hipotecas. Os ativos financeiros são reconhecidos no balanço na data de transação – data em que o Grupo se compromete a comprar os ativos, exceto se existir estipulação contratual ou figura legal aplicável que determine que a transferência dos direitos ocorre em data posterior. No reconhecimento inicial, quando o justo valor dos ativos e passivos financeiros difere do preço de transação, a entidade deve reconhecer esta diferença da seguinte forma: x Quando o justo valor é evidenciado pela cotação num mercado ativo de um ativo ou passivo equivalente (ou seja, inputs de nível 1) ou com base numa técnica de valorização que usa apenas dados de mercado observáveis, a diferença é reconhecida como ganho ou perda, e x Nos restantes casos, a diferença é diferida e o momento do reconhecimento inicial do ganho ou perda é determinado individualmente. Esta diferença pode então ser (i) amortizada ao longo da vida do instrumento, (ii) diferida até que o justo valor do instrumento possa ser determinado usando dados observáveis de mercado, ou (iii) reconhecida através da liquidação do ativo ou passivo. O Grupo reconhece em resultados os ganhos decorrentes da margem de intermediação (day one profit), gerados fundamentalmente na intermediação de produtos financeiros derivados e cambiais, uma vez que o justo valor destes instrumentos, quer na data do seu reconhecimento inicial quer subsequentemente, é determinado apenas com base em variáveis observáveis no mercado e reflete o acesso do Banco Montepio ao mercado financeiro grossista (wholesale market).
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 174 c.4) Valorização subsequente dos instrumentos financeiros Após o seu reconhecimento inicial, o Grupo valoriza os seus ativos financeiros (i) ao custo amortizado, (ii) ao justo valor através de outro rendimento integral ou (iii) ao justo valor através dos resultados. Os valores a receber de operações comerciais que não possuem uma componente significativa de financiamento e os créditos comerciais e instrumentos de dívida de curto prazo que são inicialmente valorizados pelo preço de transação ou pelo capital em dívida, respetivamente, são valorizados pelo referido valor deduzido de perdas por imparidade. Imediatamente após o reconhecimento inicial, é também reconhecida uma imparidade para perdas de crédito esperadas (ECL), para ativos financeiros mensurados ao custo amortizado e investimentos em instrumentos de dívida mensurados ao justo valor através de outro rendimento integral, resultando no reconhecimento de uma perda em resultados quando o ativo é originado. Os passivos financeiros são registados inicialmente pelo seu justo valor deduzido dos custos de transação incorridos e subsequentemente ao custo amortizado, com base no método da taxa de juro efetiva, com a exceção dos passivos financeiros designados ao justo valor através dos resultados, os quais são registados ao justo valor. Sempre que existe uma alteração de estimativa dos cash-flows futuros, é descontada a nova estimativa de cash-flows futuros à taxa de juro efetiva inicialmente estimada. A diferença entre o somatório deste novos cash-flows futuros descontados à taxa de juro efetiva inicialmente estimada e o valor atualmente em balanço é reconhecida em resultados. Subsequentemente, o os juros continuam a ser periodificados com base na taxa efetiva original considerando os novos cash-flows estimados e o custo amortizado do passivo recalculado. TLTRO III No momento inicial do reconhecimento da facilidade TLTRO III o Grupo definiu a sua taxa de juro efetiva tendo por base a sua melhor estimativa quanto ao cumprimento das métricas definidas pela facilidade. Subsequentemente, tendo o Grupo assegurado no segundo semestre de 2021 o cumprimento das métricas de variação do volume de crédito elegível definidas pelo BCE referentes ao período de referência especial decorrido entre 1 de março de 2020 e 31 de março de 2021, o qual foi confirmado pelo BCE em setembro de 2021, em conformidade com o disposto na IFRS 9 e na medida em que existiu uma alteração significativa dos fluxos de caixa futuros, o Grupo atualizou a estimativa do valor de balanço deste passivo financeiro tendo para o efeito descontado a nova estimativa de fluxos de caixa futuros à taxa efetiva inicialmente estimada. A diferença entre o somatório dos novos fluxos de caixa futuros descontados à taxa de juro efetiva inicialmente estimada e o valor atualmente em balanço foi reconhecida diretamente em resultados na rubrica de Outros resultados de exploração (ver Nota 9). Não obstante já ter terminado o período especial adicional de observação em 31 de dezembro de 2021, importa ressalvar que a política seguida pelo Grupo nesta matéria tem sido de apenas
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 175 atualizar a taxa de juro efetiva da facilidade TLTRO III após o recebimento da confirmação formal por parte do BCE, encontrando-se presentemente o Grupo a aguardar a referida validação. c.5) Reconhecimento de juros Os resultados referentes a juros de instrumentos financeiros ativos e passivos mensurados ao custo amortizado são reconhecidos nas rubricas de juros e rendimentos similares ou juros e encargos similares (margem financeira), pelo método da taxa de juro efetiva. Os juros de ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral são calculados à taxa de juro efetiva e reconhecidos na margem financeira assim como os juros dos ativos e passivos financeiros ao justo valor através dos resultados. A taxa de juro efetiva corresponde à taxa que desconta os pagamentos ou recebimentos futuros estimados durante a vida esperada do instrumento financeiro (ou, quando apropriado, por um período mais curto) para o valor líquido atual de balanço do ativo ou passivo financeiro. Para a determinação da taxa de juro efetiva, o Grupo procede à estimativa dos fluxos de caixa futuros considerando todos os termos contratuais do instrumento financeiro (por exemplo opções de pagamento antecipado), não considerando eventuais perdas por imparidade. O cálculo inclui as comissões pagas ou recebidas consideradas como parte integrante da taxa de juro efetiva, custos de transação e todos os prémios ou descontos diretamente relacionados com a transação, exceto para ativos e passivos financeiros ao justo valor através dos resultados. Os proveitos com juros reconhecidos em resultados associados a contratos classificados no Estágio 1 ou 2 são apurados aplicando a taxa de juro efetiva de cada contrato sobre o seu valor de balanço bruto. O valor de balanço bruto de um contrato é o seu custo amortizado antes da dedução da respetiva imparidade. Para os ativos financeiros incluídos no Estágio 3, os juros são reconhecidos em resultados com base no seu valor de balanço líquido de imparidade. O reconhecimento de juros é sempre realizado de forma prospetiva, i.e., para os ativos financeiros que entrem em Estágio 3, os juros são reconhecidos sobre o custo amortizado (líquido de imparidade) nos períodos subsequentes. Para ativos financeiros originados ou adquiridos em imparidade de crédito (POCIs), a taxa de juro efetiva reflete as perdas de crédito esperadas na determinação dos fluxos de caixa futuros expectáveis a receber do ativo financeiro. Para os instrumentos financeiros derivados, com exceção daqueles que forem classificados como instrumentos de cobertura do risco de taxa de juro, a componente de juro não é autonomizada das alterações no seu justo valor, sendo classificada em Resultados de ativos e passivos avaliados ao justo valor através dos resultados. Para derivados de cobertura do risco de taxa de juro e associados a ativos financeiros ou passivos financeiros reconhecidos na categoria de Fair Value Option, a componente de juro é reconhecida em juros e rendimentos similares ou em juros e encargos similares (margem financeira).
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 176 c.6) Reclassificações entre categorias de instrumentos financeiros As reclassificações de ativos financeiros só pode ocorrer quando o Grupo alterar o seu modelo de negócio de gestão de ativos financeiros, alterações essas que se esperam que sejam muito pouco frequentes. Nesse caso, todos os ativos financeiros afetados deverão ser reclassificados. A reclassificação deve ser aplicada prospetivamente a partir da data da reclassificação, não devendo reexpressar quaisquer ganhos, perdas (incluindo ganhos ou perdas de imparidade) ou juros anteriormente reconhecidos. A IFRS 9 não permite a reclassificação de investimentos em instrumentos de capital mensurados ao justo valor através de outro rendimento integral ou quando a opção pelo justo valor foi exercida para ativos ou passivos financeiros. Os passivos financeiros não podem ser reclassificados de categoria. Modificação de créditos Ocasionalmente o Grupo renegoceia ou modifica os fluxos de caixa contratuais de créditos a clientes. Nesta situação, o Grupo avalia se os novos termos do contrato são substancialmente diferentes dos termos originais. O Grupo faz esta análise considerando, entre outros, os seguintes fatores: x se o devedor está em dificuldades financeiras, se a modificação apenas reduz os fluxos de caixa contratuais para um montante que é expectável que o devedor consiga pagar; x se foi introduzido algum novo termo significativo, tal como a participação nos resultados ou equity-based return, que afete substancialmente o risco do crédito; x extensão significativa da maturidade do contrato quando o devedor não está em dificuldades financeiras; x alteração significativa da taxa de juro; x alteração da moeda em que o crédito foi contratado; x inclusão de um colateral, uma garantia ou outra melhoria associada ao crédito, que afete significativamente o risco de crédito associado ao empréstimo. Se os termos do contrato forem significativamente diferentes, o Banco desreconhece o ativo financeiro original e reconhece o novo ativo ao justo valor, calculando a sua nova taxa de juro efetiva. Na data de renegociação é considerada a data de reconhecimento inicial para efeitos do cálculo de imparidade, incluindo para o propósito de aferir se ocorreu um aumento significativo do risco de crédito. O Banco também avalia se o novo ativo financeiro reconhecido está em imparidade no reconhecimento inicial (designando-o como ativo financeiro comprado ou originado em imparidade), especialmente quando a renegociação está relacionada com o facto de o devedor não ter efetuado os pagamentos originalmente acordados. As diferenças no montante contabilístico são reconhecidas em resultados, como um ganho ou perda de desreconhecimento. Os ativos financeiros comprados ou originados em imparidade, no reconhecimento inicial não tem imparidade. Em vez disso, as perdas de crédito esperadas ao longo da vida são incorporadas no cálculo da taxa de juro efetiva. Consequentemente, no reconhecimento inicial, o valor contabilístico bruto deste ativo é igual ao valor contabilístico líquido.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 177 Se os termos do contrato não forem significativamente diferentes, a renegociação, ou a modificação, não resulta em desreconhecimento e o Grupo recalcula o montante contabilístico bruto com base nos fluxos de caixa revistos do ativo financeiro e reconhece um ganho ou perda desta modificação em resultados. O novo montante contabilístico bruto é recalculado descontando os fluxos de caixa modificados à taxa de juro efetiva original. Após a modificação, o Grupo pode determinar que o risco de crédito melhorou significativamente e que os ativos passaram de Estágio 3 para Estágio 2 (ECL lifetime) ou de Estágio 2 para Estágio 1 (ECL 12 meses), com exceção dos ativos financeiros comprados ou originados em imparidade que estão classificados em Estágio 3. Sendo que esta situação apenas pode ocorrer quando o desempenho do ativo modificado estiver de acordo com os novos termos do contrato durante um período de doze meses consecutivos. Adicionalmente, o Banco continua a monitorizar se houve um aumento significativo do risco de crédito destes ativos, aplicando modelos específicos para ativos modificados. c.7) Desreconhecimento que não resulte de uma modificação Os ativos financeiros concedidos são desreconhecidos quando os fluxos de caixa que lhes estão associados se extinguem, são cobrados ou alienados a terceiros e (i) o Grupo transfere substancialmente todos os riscos e benefícios associados à detenção do ativo, ou (ii) o Grupo nem transfere nem detém substancialmente todos os riscos e benefícios associados à detenção do ativo e não detém o controlo sobre o ativo. Os ganhos e perdas obtidos na alienação de créditos a clientes a título definitivo são registados em Outros resultados de exploração. Estes ganhos ou perdas correspondem à diferença entre o valor de venda fixado e o valor contabilístico desses ativos, líquido de perdas de imparidade. O Grupo participa em transações em que detém o direito contratual de receber fluxos de caixa de ativos, mas assume uma obrigação contratual de pagar esses fluxos de caixa a outras entidades e transfere substancialmente todos os riscos e benefícios. Estas transações resultam no desreconhecimento do ativo se o Grupo: x Não tiver qualquer obrigação de efetuar pagamentos, a não ser que receba montantes equivalentes dos ativos; x Estiver proibido de vender ou penhorar os ativos; x Tiver a obrigação de remeter qualquer fluxo de caixa que receba dos ativos sem atrasos materiais. As garantias concedidas pelo Grupo (ações e obrigações) através de acordos de recompra e operações de concessão e de contratação de empréstimos de valores mobiliários não são desreconhecidas porque o Grupo detém substancialmente todos os riscos e benefícios com base no preço de recompra pré-estabelecido, não se observando assim os critérios de desreconhecimento. Os passivos financeiros são desreconhecidos quando a obrigação subjacente é liquidada, expira ou é cancelada.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 178 c.8) Política de abates O Grupo reconhece um crédito abatido ao ativo quando não tem expectativas razoáveis de recuperar esse ativo total ou parcialmente. Este registo ocorre após todas as ações de recuperação desenvolvidas pelo Grupo se revelarem infrutíferas. Os créditos abatidos ao ativo são registados em contas extrapatrimoniais. c.9) Imparidade de ativos financeiros O Grupo determina perdas por imparidade para os instrumentos de dívida que são mensurados ao custo amortizado e ao justo valor através de rendimento integral, bem como para outras exposições que tenham risco de crédito associado tais como garantias bancárias e compromissos assumidos. Os requisitos da IFRS 9 têm como objetivo o reconhecimento de perdas esperadas das operações, avaliadas em base individual ou coletiva, tendo em consideração todas as informações razoáveis, fiáveis e devidamente fundamentadas que estejam disponíveis, incluindo ainda informação numa perspetiva forward looking. As perdas por imparidade dos instrumentos de dívida que estão mensurados ao custo amortizado são reconhecidas por contrapartida de uma rubrica de imparidade acumulada de balanço, que reduz o valor contabilístico do ativo, enquanto a imparidade dos ativos mensurados ao justo valor por outro rendimento integral é reconhecida em contrapartida de outro rendimento integral. As perdas por imparidade do exercício de crédito a clientes e de aplicações em instituições de crédito, mensurados ao custo amortizado, são reconhecidas na demonstração de resultados na rubrica Imparidade de crédito a clientes e aplicações em instituições de crédito, enquanto que as dos restantes ativos financeiros são reconhecidas na rubrica Imparidade de outros ativos financeiros. As perdas por imparidade das exposições que tenham risco de crédito associado e que não se tratem de posições registadas no ativo (e.g. garantias bancárias e compromissos assumidos) são registadas como uma provisão na rubrica Provisões no passivo do balanço. As dotações e reversões são registadas na rubrica Outras provisões na demonstração de resultados. Para efeitos do registo contabilístico das perdas por imparidade dos instrumentos de dívida, devem ser tidas em consideração as seguintes definições: a) Perdas de crédito: correspondem à diferença entre todos os fluxos de caixa em dívida ao Grupo, de acordo com as condições contratuais do ativo financeiro e todos os fluxos de caixa que o Grupo espera receber (ou seja, a totalidade da insuficiência de fluxo de caixa), descontados à taxa de juro efetiva original ou à taxa de juro efetiva na data a que as demonstrações financeiras se referem, quando a taxa é variável. Para ativos financeiros comprados ou originados em imparidade com perdas de crédito, os fluxos de caixa são descontados à taxa de juro efetiva ajustada pela qualidade do crédito. No caso de compromissos assumidos, comparam-se os fluxos de caixa contratuais em dívida ao Grupo que se esperam receber no caso de utilização do compromisso e os fluxos de caixa que se esperam receber aquando do reconhecimento do ativo. No caso de garantias bancárias,
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 179 consideram-se os pagamentos que o Grupo espera realizar menos os fluxos de caixa que espera receber do ordenador. O Grupo estima os fluxos de caixa tendo em consideração o prazo contratual definido para as operações ou a maturidade comportamental. Para efeitos de determinação dos fluxos de caixa são ainda incluídos os decorrentes da venda de garantias reais recebidas, tendo em conta os fluxos que seriam obtidos da sua venda, deduzidos dos custos necessários para a sua obtenção, manutenção e posterior venda, ou outras garantias que façam parte integrante das condições contratuais, tais como os colaterais financeiros. b) Perdas esperadas de crédito: correspondem à média ponderada das perdas de crédito, utilizando como ponderador a probabilidade de ocorrência de eventos de incumprimento (default), tendo em consideração (i) perdas de crédito esperadas durante a vida da operação (lifetime) para operações classificadas em Estágio 2 ou 3: são as perdas de crédito esperadas que resultam de possíveis eventos de incumprimento durante a vida esperada da operação; (ii) perdas de crédito esperadas num prazo de doze meses para operações classificadas em Estágio 1: são parte das perdas de crédito esperadas ao longo da duração do instrumento que representa as perdas de crédito esperadas que resultam de situações de incumprimento relativamente a um instrumento financeiro suscetíveis de ocorrer no prazo de doze meses a contar da data de referência. c.10.1) Modelo de imparidade de crédito a clientes A IFRS 9 considera as perdas expectáveis ao longo da vida dos instrumentos financeiros. Desta forma, na determinação da ECL são tidos em consideração cenários macroeconómicos prospetivos, cujas alterações impactam as perdas esperadas. O modelo de imparidade é aplicável ao seguinte conjunto de instrumentos financeiros do Grupo que não se encontram mensurados ao justo valor através dos resultados: x Ativos financeiros ao custo amortizado (incluindo Crédito a clientes, Aplicações em instituições de crédito e Outros ativos financeiros ao custo amortizado); x Ativos financeiros classificados como instrumentos de dívida ao justo valor através de outro rendimento integral; x Compromissos e garantias financeiras emitidas. Os instrumentos sujeitos ao cálculo da imparidade são divididos em três Estágios tendo em consideração o seu nível de risco de crédito, conforme segue: x Estágio 1: sem aumento significativo do risco de crédito desde o momento de reconhecimento inicial. Neste caso, a imparidade reflete as perdas de crédito esperadas resultantes de eventos de default que poderão ocorrer nos doze meses seguintes à data de reporte; x Estágio 2: instrumentos em que se considera que ocorreu um aumento significativo do risco de crédito desde o reconhecimento inicial, mas para os quais ainda não existe evidência objetiva de imparidade. Neste caso, a imparidade reflete as perdas de crédito
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 180 esperadas resultantes de eventos de default que poderão ocorrer ao longo do período de vida residual esperado do instrumento; x Estágio 3: instrumentos para os quais existe evidência objetiva de imparidade como resultado de eventos que originaram perdas. Neste caso, o montante de imparidade reflete as perdas de crédito esperadas ao longo do período de vida residual esperado do instrumento. O cálculo de imparidade é complexo e requer decisões da Gestão, estimativas e pressupostos, particularmente nas seguintes áreas: x Avaliação da existência de um aumento de risco significativo desde o momento de reconhecimento inicial; e x Incorporação de informação forward-looking no cálculo da ECL. Cálculo da ECL A ECL corresponde a uma estimativa ponderada não enviesada de perdas de crédito que são determinadas da seguinte forma: x Ativos financeiros sem sinais de imparidade à data de reporte: o valor atual da diferença entre os fluxos de caixa contratuais e os fluxos de caixa que o Grupo espera receber; x Ativos financeiros com sinais de imparidade à data de reporte: a diferença entre o valor bruto contabilístico e o valor atual dos fluxos de caixa estimados; x Compromissos de crédito não utilizados: o valor atual da diferença entre os fluxos de caixa contratuais resultantes, caso o compromisso seja realizado, e os fluxos de caixa que o Grupo espera receber; x Garantias financeiras: o valor atual dos pagamentos a reembolsar esperados menos os valores que o Grupo espera recuperar. c.10.2) Definição de incumprimento O Grupo alinhou a definição utilizada na ótica regulamentar com a perspetiva contabilística, sendo que os ativos financeiros classificados no Estágio 3 correspondem à definição interna de incumprimento (ou default). Os principais critérios de classificação em default considerados pelo Grupo são os seguintes: • Crédito vencido acima dos limites de materialidade definidos há mais de 90 dias consecutivos. Para este efeito, são considerados os seguintes limites de materialidade: (i) limite relativo de 1%; (ii) limite absoluto de 100€ para exposições de retalho e 500€ para exposições de não retalho. • Clientes individualmente significativos com imparidade individual. • Clientes em falência/insolvência. • Clientes com crédito abatido ao ativo no Grupo.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 181 • Operações com reestruturações por dificuldades financeiras, que cumpram os critérios definidos para identificação de incumprimento (e.g. diminuição do justo valor do crédito). c.10.3) Aumento significativo de risco de crédito (SICR) De forma a determinar se ocorreu um aumento significativo no risco de crédito desde o momento de reconhecimento inicial do instrumento financeiro (i.e., risco de incumprimento), o Grupo considera como informação relevante toda a que se encontre disponível e sem custos e/ou esforço excessivo, incluindo tanto informação quantitativa e qualitativa como uma análise baseada no histórico do Grupo (expert judgement). A identificação do aumento significativo de risco de crédito é realizada através da comparação entre: x A notação de risco da exposição no momento da data de reporte, e x A notação de risco da exposição, que foi atribuída no momento inicial de reconhecimento da exposição. O Grupo identifica a ocorrência de um aumento significativo de risco de crédito para uma exposição através da comparação entre a notação de risco atual e a notação de risco atribuída no momento de reconhecimento do contrato, sendo que a variação de notações necessária para se identificar um aumento significativo do risco de crédito é menor quanto mais gravosa for a notação original. O Grupo considera igualmente o critério da existência de mais 30 dias de atraso na aferição do aumento significativo de risco de crédito, assim como outros indicadores sobre o comportamento dos Clientes perante o Grupo e/ou o sistema financeiro (e.g. reestruturações por dificuldades financeiras que não cumpram os critérios para classificação em Estágio 3, crédito vencido na Central de Responsabilidades de Crédito do Banco de Portugal). c.10.4) Critérios de Estágio adicionais para exposições que beneficiaram de moratória No contexto da atual crise pandémica, e com o objetivo de antecipar a degradação de risco associada a exposições que beneficiaram de moratória, foram considerados os seguintes critérios adicionais ao nível de classificação em Estágios 2 e 3: Estágio 2 • Clientes para os quais o Banco, através de uma análise específica sobre a qualidade creditícia dos Clientes que beneficiaram de moratória, conclui que será necessário conceder alterações contratuais ou refinanciamentos que cumpram os critérios de classificação como reestruturação por dificuldades financeiras; • Operações com mais de 0 dias de atraso; • Clientes do segmento Empresas e ENI: Em 31 de dezembro de 2021 encontram-se classificadas em Estágio 2 os Clientes que beneficiaram de moratória de capital e juros até setembro de 2021;
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 182 • Clientes do segmento Particulares: agravamento da notação de scoring comportamental de Clientes que beneficiaram de moratória até setembro de 2021, tendo em conta o ajuste a determinadas variáveis de input, nomeadamente relacionadas com a evolução dos recursos dos clientes ou com situação profissional de desemprego. • Estágio 3 • Antecipação da classificação em estágio 3 dos Clientes para os quais o Banco concluiu que será expectável a marcação em default por via dos critérios previstos na definição de incumprimento (e.g. reestruturações urgentes; falência/insolvência). c.10.5) Mensuração da ECL – Análise coletiva Os principais inputs utilizados para a mensuração das perdas esperadas ECLs numa base coletiva incluem as seguintes variáveis: x Probabilidade de Incumprimento (Probability of Default – PD); x Perda dado o Incumprimento (Loss Given Default – LGD); e x Exposição dado o Incumprimento (Exposure at Default – EAD). Estes parâmetros são obtidos através de modelos estatísticos internos, e outros dados históricos relevantes, tendo em conta modelos regulamentares já existentes e ajustados de forma a refletir a informação forward-looking. De forma simplificada, a mensuração da ECL através da análise coletiva resulta do produto da PD do ativo financeiro, da LGD e da EAD, descontado à taxa de juro efetiva original do contrato, ou à taxa de juro efetiva na data a que as demonstrações financeiras se referem, quando a taxa é variável. Para as carteiras de títulos e outros ativos, dada a sua natureza, a abordagem de estimação de imparidade coletiva inclui parâmetros fornecidos por fontes externas, os quais consideram as características das exposições (e.g. rating, tipologia da contraparte). As PDs são estimadas com base num determinado período histórico e são calculadas com suporte em modelos estatísticos. Estes modelos são baseados em dados internos, compreendendo tanto fatores quantitativos como qualitativos. Caso exista uma alteração da notação da contraparte ou da exposição, a estimativa da PD associada também é alterada. São estimados os seguintes tipos de PD: • PD a 12 meses: a probabilidade de um incumprimento ocorrer nos próximos 12 meses, considerando informação prospetiva a um ano (para contratos pertencentes ao Estágio 1); • PD Lifetime: a probabilidade de um incumprimento ocorrer durante a vida remanescente do crédito (para contratos pertencentes ao Estágio 2). Neste caso são utilizados parâmetros lifetime e que consideram informação prospetiva para um horizonte até 3 anos (forward looking) e para os restantes anos considera-se a PD histórica; e
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 183 • PD = 100% para todos os contratos pertencentes ao Estágio 3. Os graus de risco, definidos com base na mastercale interna, são um input de elevada relevância para a determinação das PDs associadas a cada exposição. O Grupo recolhe indicadores de performance e default acerca das suas exposições de risco de crédito com análises por tipos de Clientes e produtos. A segmentação das PDs consideradas pelo Grupo encontra-se em linha com a segmentação utilizada na gestão de risco, nomeadamente no que respeita ao tipo de Cliente e ao produto (e.g. Particulares vs. Empresas, crédito à habitação, consumo). Adicionalmente, é considerado um nível de segmentação adicional para cada segmento suportado em análises estatísticas, com base em variáveis de risco, tais como notação de risco, código de atividade económica e indicadores de atraso. A LGD é a magnitude da perda que se espera que ocorra caso a exposição entre em incumprimento. O Grupo estima os parâmetros de LGD com base no histórico de taxas de recuperação após a entrada em default de contrapartes. Os modelos de LGD consideram os colaterais associados e o tempo em incumprimento, bem como os custos de recuperação. No caso de contratos garantidos por imóveis, os rácios de LTV (loan-to-value) são um parâmetro de elevada relevância na determinação da LGD. A segmentação das LGDs consideradas pelo Grupo encontra-se em linha com a segmentação utilizada na gestão de risco, nomeadamente no que respeita ao tipo de Cliente e ao produto (e.g. Particulares vs. Empresas, crédito à habitação, consumo). Adicionalmente, é considerado um nível de segmentação adicional para cada segmento suportado em análises estatísticas, com base em variáveis de risco, tais como nível de colateralização, EAD ou tipo de produto. A EAD representa a perda esperada caso a exposição e/ou Cliente entre em incumprimento. O Grupo obtém os valores de EAD a partir da exposição atual da contraparte e de alterações potenciais ao valor atual permitido de acordo com as condições contratuais, incluindo amortizações e pagamentos antecipados. Para compromissos e garantias financeiras, o valor da EAD considera tanto o valor de crédito utilizado como a expectativa do valor potencial futuro que poderá vir a ser utilizado de acordo com o contrato. Para este efeito são estimados fatores de conversão de crédito (CCF) com base em dados históricos internos, os quais são ajustados de forma a refletir a informação forward-looking. Como descrito anteriormente, com exceção dos ativos financeiros que consideram uma PD a 12 meses por não apresentarem um aumento significativo do risco de crédito, o Grupo Banco Montepio calcula o valor da ECL tendo em conta o risco de incumprimento durante o período máximo de maturidade do contrato, ou em determinadas situações específicas, com base na maturidade comportamental. Para efeitos da incorporação da componente forward-looking, são considerados 3 cenários, de acordo com as seguintes características:
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 184 1. Cenário base, com 60% de probabilidade de ocorrência: 2. Cenário pessimista, com 20% de probabilidade de ocorrência; 3. Cenário otimista, com 20% de probabilidade de ocorrência. c.10.6) Mensuração da ECL – Análise individual No grupo dos Clientes individualmente significativos, as exposições dos Clientes estão sujeitas a análise individual. Esta análise incide sobre a qualidade creditícia do devedor, bem como sobre as expetativas de recuperação de crédito, atendendo, designadamente, à viabilidade económico-financeira do devedor, aos colaterais e garantias existentes e aos restantes fatores considerados relevantes para esta análise. Para os ativos financeiros de contrapartes/Clientes individualmente significativos classificados em Estágio 3, o valor de imparidade é apurado através do método de discounted cash-flows, correspondendo o valor de imparidade à diferença entre o valor do crédito e o somatório dos cash-flows esperados relativos às diversas operações do Cliente, atualizados segundo as taxas de juro originais de cada operação. Para os ativos financeiros de contrapartes/Clientes individualmente significativos classificadas em Estágio 1 e 2, é atribuída a perda esperada (ECL) de acordo com a metodologia da análise coletiva, dado que individualmente não se observa qualquer nível de imparidade. Critérios para o apuramento de imparidade para os créditos individualmente significativos São objeto de análise individual todos os Clientes ou grupos económicos que verifiquem as seguintes condições: 1. Grupos Económicos com um montante de exposição global ≥ 0,5 M€ em que pelo menos um dos participantes é titular de operações classificadas em Estágio 3, sendo selecionados os Clientes com um montante de exposição ≥ 0,1 M€; 2. Clientes titulares de operações em Estágio 2 com um montante de exposição ≥ 1,0 M€ e Clientes com montante de exposição ≥ 1,0 M€ que integrem o mesmo Grupo Económico; 3. Clientes titulares de operações em Estágio 1 com um montante de exposição ≥ 2,5 M€; 4. Clientes correspondentes a Sociedades Gestoras de Participações Sociais (SGPS) e/ou Clientes titulares de créditos em regime de Project Finance com um montante de exposição ≥ 1,0 M€; 5. Outros Clientes quando devidamente justificados. Para a exposição dos Clientes ou grupos económicos consideram-se todas as operações creditícias ativas (on balance e off balance), excluindo as operações em write-off.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 185 A análise individual é da responsabilidade da Direção de Análise Especializada de Crédito e na avaliação das perdas de imparidade consideram-se, essencialmente, os seguintes fatores: x Exposição total de cada Cliente e/ou grupo económico, notação de risco interna do Cliente e/ou grupo económico, staging associado a cada operação e a existência de sinais de imparidade; x Viabilidade económico-financeira do Cliente ou grupo económico e a capacidade de geração de cash-flows futuros para fazer face ao pagamento da dívida; x Existência de colaterais associados a cada crédito e respetiva avaliação; x Património dos Clientes ou avalistas; x Situação de falência ou insolvência dos Clientes e/ou dos avalistas; x Expetativa do prazo de recuperação da dívida. O valor recuperável é determinado pelo somatório dos cash-flows esperados, estimados de acordo com as condições contratuais em vigor e de acordo com as expetativas de cobrabilidade subjacentes, descontados à taxa de juro efetiva original do contrato. O ajustamento de imparidade materializa-se quando o valor recuperável é inferior ao valor atual dos cash-flows contratuais devidos pelo Cliente. Para a determinação dos cash-flows esperados utilizam-se diferentes estratégias de recuperação, as quais podem contemplar o método da “continuidade de negócio” (going concern) e/ou o método da “cessação da atividade” da Empresa (gone concern): - No caso de continuidade de negócio (going concern) é realizada uma análise crítica aos planos de negócios das Empresas ou outros elementos disponíveis para análise, os quais devem incluir informação sobre eventos passados, condições atuais e previsões de condições económicas futuras (cenários forward-looking), devendo os mesmos ser representativos da situação económico-financeira presente e futura do Cliente. Para o cálculo da imparidade destes Clientes são considerados os fluxos de caixa anualmente previstos, após ajustamento dos pressupostos inicialmente estimados e/ou da aplicação de haircuts, se necessário, tendo em consideração os desvios dos valores reais face aos inicialmente projetados, descontados à taxa de juro original efetiva das operações; - No caso da cessação da atividade (gone concern), assume-se a liquidação por colaterais, caso existam, sendo realizada uma análise exaustiva aos mesmos, designadamente ao valor de hipoteca/penhor, ao valor de avaliação, à data de avaliação e à necessidade de aplicação de haircuts, em função da antiguidade da avaliação ou outros fatores, ao prazo para a dação/execução e ao prazo para a venda, assim como aos custos de manutenção e de venda e custos processuais associados, conforme aplicável. Para o cálculo da imparidade destes Clientes são considerados os fluxos de caixa anualmente previstos, após os ajustamentos considerados, descontados à taxa de juro original efetiva das operações;
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 186 - Para cada estratégia de recuperação, é efetuado o cálculo da respetiva perda esperada, tendo por base diferentes cenários forward-looking, ponderados pela respetiva probabilidade de ocorrência; Para casos específicos é possível a utilização de estratégias que combinem quer o método going concern, quer o método gone concern. c.11) Crédito titularizado não desreconhecido O Grupo não desreconhece do ativo os créditos vendidos nas operações de titularização quando: x mantém o controlo sobre as operações; x continua a receber parte substancial da sua remuneração; e x mantém parte substancial do risco sobre os créditos transferidos. Os créditos vendidos e não desreconhecidos são registados na rubrica Crédito a clientes e são sujeitos a critérios contabilísticos idênticos às restantes operações de crédito. A manutenção do risco e/ou benefício é representada pelas obrigações com grau de risco mais elevado emitidas pelo veículo de titularização. O valor registado no ativo e no passivo do Banco Montepio ao nível das suas demonstrações financeiras individuais representa a proporção do risco/benefício detido pelo Banco Montepio (envolvimento continuado). As obrigações emitidas pelos veículos de titularização e detidas pelo Banco Montepio são eliminadas no processo de consolidação. c.12) Securitização sintética O Grupo contratou uma operação que configura uma estrutura de securitização sintética. A operação iniciou-se em 18 de dezembro de 2020 tem como base uma carteira de créditos de Pequenas e Médias Empresas (PME). A operação em causa tem como objetivo o reforço do rácio CET1, não gerando qualquer acréscimo de liquidez. Nesta operação não existiu qualquer venda de créditos a terceiros, emissão de obrigações ou participação de Sociedades de Titularização de Créditos, Veículos de Titularização de Créditos e Fundos de Titularização de Créditos, ou necessidade de manter Reserve Accounts. Da mesma forma, não existiu qualquer transferência de collections. A operação obedece a um trancheamento de risco à semelhança do que acontece numa titularização tradicional, tendo-se subdivido nas seguintes tranches: sénior (80,3% do portfolio), mezzanine (18% do portfólio), júnior (1,7% do portfólio) e synthetic Excess Spread (0,54%). Para a tranche sénior e mezzanine o Grupo procedeu à transmissão do risco para terceiros através da contratação de duas garantias financeiras que constituem um hedge de crédito não sujeito a MtM. Para o efeito, o BEI e o EIF são os garantes da tranche sénior e mezzanine, suportando o Grupo uma comissão de 0,3% e 4,5% para garantia de cada uma das tranches, respetivamente. O Grupo Montepio reteve o risco da tranche júnior e do excess spread. Com esta operação o Grupo reduziu os ativos ponderados pelo risco (RWAs) associados à carteira de crédito a clientes, contudo, na medida em que a maioria dos riscos e benefícios associados aos
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 187 créditos em questão não foram transferidos, não estão reunidos os critérios de desreconhecimento dos ativos financeiros definidos na política contabilística apresentada em c.7) acima apresentada. d) Instrumentos financeiros derivados e contabilidade de cobertura O Grupo designa derivados e outros instrumentos financeiros para cobertura do risco de taxa de juro e risco cambial resultantes de atividades de financiamento e de investimento. Os derivados que não se qualificam para contabilidade de cobertura são registados como de negociação. Os instrumentos financeiros derivados de cobertura podem ser classificados contabilisticamente como de cobertura desde que cumpram, cumulativamente, com as seguintes condições: (i) Os instrumentos de cobertura e os itens cobertos são elegíveis para o relacionamento de cobertura; (ii) À data de início da transação, a relação de cobertura encontra-se identificada e formalmente documentada, incluindo a identificação do item coberto, do instrumento de cobertura, a natureza do risco coberto e a avaliação da efetividade da cobertura; (iii) Existe uma relação económica entre o item coberto e o instrumento de cobertura; (iv) O efeito do risco de crédito não domina as alterações de valor que resultam dessa relação económica; (v) A eficácia da cobertura possa ser mensurada com fiabilidade à data de início da transação e ao longo da vida da operação. Cobertura de justo valor (fair value hedge) Numa operação de cobertura de justo valor de um ativo ou passivo, o valor de balanço desse ativo ou passivo, determinado com base na respetiva política contabilística, é ajustado por forma a refletir a variação do seu justo valor atribuível ao risco coberto. As variações do justo valor dos derivados de cobertura são reconhecidas em resultados, conjuntamente com as variações de justo valor dos ativos ou dos passivos cobertos, atribuíveis ao risco coberto. Nos casos em que o instrumento de cobertura cobre um instrumento de capital próprio designado ao justo valor através de outro rendimento integral, as variações de justo valor são também reconhecidas em outro rendimento integral. Se a cobertura deixar de cumprir com o requisito da eficácia, mas o objetivo da gestão de risco se mantiver, o Grupo pode proceder ao ajustamento da cobertura para cumprir com os critérios de elegibilidade. Se a cobertura deixar de cumprir com os critérios exigidos para a contabilidade de cobertura (no caso do instrumento de cobertura expirar, ser vendido, terminado ou exercido, sem que se tenha procedido à sua substituição de acordo com objetivo de gestão do risco documentado da entidade), o instrumento financeiro derivado é transferido para a carteira de negociação e a contabilidade de cobertura é descontinuada prospectivamente. Caso o ativo ou passivo coberto corresponda a um instrumento de rendimento fixo, o ajustamento de revalorização é amortizado em resultados até à sua maturidade pelo método da taxa efetiva. Cobertura de fluxos de caixa Numa operação de cobertura de fluxos de caixa futuros de elevada probabilidade, a parte efetiva das variações de justo valor do derivado de cobertura é reconhecida em reservas, sendo transferida para resultados nos exercícios em que o respetivo item coberto afeta resultados. A parte inefetiva da cobertura é registada em resultados. Quando um instrumento de cobertura expira ou é vendido, ou quando a cobertura deixa de cumprir os critérios exigidos para a contabilidade de cobertura, as variações de justo valor do
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 188 derivado acumuladas em reservas são reconhecidas em resultados quando a operação coberta também afetar resultados. Se for previsível que a operação coberta não se efetuará, os montantes ainda registados em capital próprio são imediatamente reconhecidos em resultados e o instrumento de cobertura é transferido para a carteira de negociação. e) Instrumentos de capital Um instrumento financeiro é classificado como instrumento de capital quando não existe uma obrigação contratual de a sua liquidação ser efetuada mediante a entrega de dinheiro ou de outro ativo financeiro a terceiros, independentemente da sua forma legal, evidenciando um interesse residual nos ativos de uma entidade após a dedução de todos os seus passivos. Os custos de transação diretamente atribuíveis à emissão de instrumentos de capital são registados por contrapartida do capital próprio como uma dedução ao valor da emissão. Os valores pagos e recebidos pelas compras e vendas de instrumentos de capital são registados no capital próprio, líquidos dos custos de transação. As distribuições efetuadas por conta de instrumentos de capital são deduzidas ao capital próprio como dividendos quando declaradas. f) Garantias financeiras e garantias de performance Garantias Financeiras São considerados como garantias financeiras os contratos que requerem que o seu emitente efetue pagamentos com vista a compensar o detentor por perdas incorridas decorrentes de incumprimentos dos termos contratuais de instrumentos de dívida, nomeadamente o pagamento do respetivo capital e/ou juros. As garantias financeiras emitidas são inicialmente reconhecidas pelo seu justo valor. Subsequentemente estas garantias são mensuradas pelo maior (i) do justo valor reconhecido inicialmente e (ii) do montante de qualquer obrigação decorrente do contrato de garantia, mensurada à data do balanço. Qualquer variação do valor da obrigação associada a garantias financeiras emitidas é reconhecida em resultados. As garantias financeiras emitidas pelo Grupo normalmente têm maturidade definida e uma comissão periódica cobrada antecipadamente, a qual varia em função do risco de contraparte, montante e período do contrato. Nessa base, o justo valor das garantias na data do seu reconhecimento inicial é aproximadamente equivalente ao valor da comissão inicial recebida tendo em consideração que as condições acordadas são de mercado. Assim, o valor reconhecido na data da contratação iguala o montante da comissão inicial recebida a qual é reconhecida em resultados durante o exercício a que diz respeito. As comissões subsequentes são reconhecidas em resultados no exercício a que dizem respeito. Garantias de Performance As garantias de performance são contratos que resultam na compensação de uma das partes caso a mesma não cumpra a obrigação contratual. As garantias de performance são inicialmente reconhecidas ao justo valor, que é normalmente evidenciado pelo valor das comissões recebidas no período de duração do contrato. Aquando da quebra contratual, o Grupo tem o direito de reverter a garantia, sendo os valores reconhecidos em Crédito a Clientes após a transferência da compensação de perdas para o beneficiário da garantia.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 189 g) Empréstimo de títulos e transações com acordo de recompra Empréstimo de títulos Os títulos cedidos através de acordos de empréstimo de títulos continuam a ser reconhecidos no balanço e são reavaliados de acordo com a política contabilística da categoria a que pertencem. O montante recebido pelo empréstimo de títulos é reconhecido como um passivo financeiro. Os títulos obtidos através de acordos de empréstimo de títulos não são reconhecidos patrimonialmente. O montante cedido pelo empréstimo de títulos é reconhecido como um débito para com Clientes ou para com instituições de crédito. Os proveitos ou custos resultantes de empréstimo de títulos são periodificados durante o período das operações e são incluídos em juros e rendimentos similares ou juros e encargos similares (margem financeira). Acordos de recompra O Grupo realiza compras/vendas de títulos com acordo de revenda/recompra de títulos substancialmente idênticos numa data futura a um preço previamente definido. Os títulos adquiridos que estiverem sujeitos a acordos de revenda (reverse repos) numa data futura não são reconhecidos em balanço. Os montantes pagos são reconhecidos em crédito a clientes ou aplicações em instituições de crédito. Os valores a receber são colateralizados pelos títulos associados. Os títulos vendidos através de acordos de recompra (repos) continuam a ser reconhecidos no balanço e são reavaliados de acordo com a política contabilística da categoria a que pertencem. Os recebimentos da venda de investimentos são considerados como depósitos de clientes ou de outras instituições de crédito. A diferença entre as condições de compra/venda e as de revenda/recompra é periodificada durante o período das operações e é registada em juros e rendimentos similares ou juros e encargos similares. h) Ativos recebidos por recuperação de crédito, ativos não correntes detidos para venda e operações descontinuadas Os ativos não correntes, grupos de ativos não correntes detidos para venda (grupos de ativos em conjunto com os respetivos passivos, que incluem pelo menos um ativo não corrente) e operações descontinuadas são classificados como detidos para venda quando existe a intenção de alienar os referidos ativos e passivos e os ativos ou grupos de ativos estão disponíveis para venda imediata e a sua venda é altamente provável. O Grupo também classifica como ativos não correntes detidos para venda os ativos não correntes, ou grupos de ativos, adquiridos apenas com o objetivo de venda posterior, que estejam disponíveis para venda imediata e cuja venda seja altamente provável. Imediatamente antes da sua classificação como ativos não correntes detidos para venda, a mensuração de todos os ativos não correntes e todos os ativos e passivos incluídos num grupo de ativos para venda é efetuada de acordo com as IFRS aplicáveis. Subsequentemente, estes ativos ou grupos de ativos são mensurados ao menor valor entre o seu custo e o seu justo valor deduzido dos custos de venda com a exceção de ativos por impostos diferidos, ativos por benefícios aos empregados, ativos financeiros no âmbito da IFRS 9 e ativos não correntes contabilizados ao justo valor conforme a IAS 40 (Propriedades de Investimento), sendo as perdas não realizadas registadas em resultados do exercício. Quando o valor contabilístico corresponde ao justo valor menos os custos de venda, o nível de justo valor da hierarquia da IFRS 13 corresponde ao nível 3.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 190 Embora o Grupo tenha como objetivo a venda imediata de todos os imóveis e outros ativos recebidos em dação, o Grupo procede à classificação destes ativos na rubrica de Outros ativos, devido ao tempo de permanência dos mesmos em carteira ser superior a 12 meses. O método de contabilização mantém-se face ao disposto acima, sendo registados no seu reconhecimento inicial pelo menor valor entre o seu justo valor deduzido dos custos esperados de venda e o valor de balanço do crédito concedido objeto de recuperação. No que se refere à classificação de participações financeiras como detidas para venda: I. no caso das subsidiárias, estas continuam a ser consolidadas até à data da sua alienação, sendo o conjunto dos seus ativos e passivos classificado como Ativos não correntes detidos para venda e Passivos não correntes detidos para venda, mensurados ao menor entre o valor contabilístico e o justo valor menos custos de vender, cessando o registo de depreciações/ amortizações; II. no caso das associadas mensuradas pelo método da equivalência patrimonial, estas passam a ser mensurados ao menor entre o valor contabilístico e o justo valor menos custos de vender, cessando a aplicação da equivalência patrimonial. Quando, devido a alterações de circunstâncias do Grupo, os ativos não correntes detidos para venda, e/ou Grupos para alienação deixam de cumprir com as condições para ser classificados como detidos para venda, estes são reclassificados de acordo com a natureza subjacente dos ativos e mensurados pelo menor entre: i) o valor contabilístico antes de terem sido classificados como detidos para venda, ajustado por quaisquer gastos de depreciação / amortização, ou valores de reavaliação que teriam sido reconhecidos, caso esses ativos não tivessem sido classificados como detidos para venda; e ii) os valores recuperáveis dos itens na data em que são reclassificados de acordo com a sua natureza subjacente. Estes ajustamentos serão reconhecidos nos resultados do exercício. No caso das participações financeiras em associadas mensurados ao método de equivalência patrimonial, a cessação da classificação como detida para venda implica a reposição do método de equivalência patrimonial retrospetivamente. i) Locações (IFRS 16) Definição de locação A definição de locação acarreta um enfoque no controlo do ativo identificado, ou seja, um contrato constitui ou contém uma locação se transmitir o direito de controlar a utilização de um ativo identificado, ou seja, obtendo substancialmente todos os benefícios económicos da utilização do mesmo e o direito de orientar o uso desse ativo identificado, durante um certo período de tempo em troca de uma retribuição. Ótica do locatário O Grupo reconhece para todas as locações, com exceção das locações com um período inferior a 12 meses ou para as locações que incidam sobre ativos de valor unitário reduzido: - um ativo sob direito de uso, inicialmente mensurado ao custo, tendo em conta o Net Present Value (NPV) do passivo da locação, acrescido de pagamentos efetuados (fixos e/ou variáveis) deduzidos de incentivos à locação recebidos, penalidades por término (se razoavelmente certas), bem como eventuais estimativas de custo a serem suportadas pelo locatário com o desmantelamento e remoção do ativo subjacente e/ou
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 191 com a restauração do local onde este está localizado. Subsequentemente é mensurado de acordo com o modelo do custo (sujeito a depreciações de acordo com o prazo de locação de cada contrato e a testes de imparidade); - um passivo da locação, registado inicialmente pelo valor presente dos fluxos de caixa futuros da locação (NPV), o que inclui: - pagamentos fixos, deduzidos os incentivos à locação a receber; - pagamentos de locação variáveis que dependam de um índice ou taxa, mensurados inicialmente e utilizando o índice ou a taxa à data de início do contrato; - as quantias que deverão ser pagas pelo locatário a título de garantias de valor residual; - o preço do exercício de uma opção de compra, se o locatário estiver razoavelmente certo de exercer essa opção; - pagamentos de penalidades por rescisão da locação, se o prazo da locação refletir o exercício de uma opção de rescisão da locação pelo locatário. Quando não é possível determinar facilmente a taxa de juro implícita na locação (parágrafo 26 da IFRS 16), os pagamentos da locação são descontados segundo a taxa de juro incremental de financiamento do locatário a qual incorpora a curva de taxa de juro sem risco (curva swap), acrescido de um spread de risco do Grupo, aplicada sobre o prazo médio ponderado de cada contrato de locação. Para os contratos com termo é considerada essa data como data fim da locação e para os outros contratos sem termo é avaliado o prazo no qual o mesmo terá força executória. Na avaliação da força executória são consideradas as cláusulas particulares dos contratos bem como a legislação vigente relativamente ao Arrendamento Urbano. Subsequentemente é mensurado da seguinte forma: - pelo aumento da sua quantia escriturada de forma a refletir os juros sobre o mesmo; - pela diminuição da sua quantia escriturada de forma a refletir os pagamentos de locação; - a quantia escriturada é remensurada de forma a refletir quaisquer reavaliações ou alterações da locação, bem como para incorporar a revisão de pagamentos de locação fixos em substância e a revisão do prazo da locação. O Grupo remensura um passivo de locação, e calcula o respetivo ajustamento relacionado ao ativo sob direito de uso, sempre que houver: - uma alteração do prazo da locação, ou na avaliação de uma opção de compra do ativo subjacente. Nesta situação o passivo de locação é remensurado, descontando os pagamentos de locação revistos e utilizando uma taxa de desconto também revista; - uma alteração dos montantes a pagar ao abrigo de uma garantia de valor residual, ou dos pagamentos futuros de locação resultantes da alteração de um índice ou taxa utilizados para determinar esses pagamentos. Nesta situação o passivo de locação é remensurado, descontando os pagamentos de locação revistos utilizando uma taxa de desconto inalterada (a menos que a alteração dos pagamentos de locação resulte de uma alteração das taxas de juro variáveis, nesse caso deverá ser utilizada uma taxa de desconto revista);
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 192 - uma alteração do contrato de locação mas essa alteração à locação não é contabilizada como uma locação distinta. Nesta situação o passivo de locação é remensurado, descontando os pagamentos de locação revistos utilizando uma taxa de desconto revista. O Grupo não efetuou quaisquer ajustamentos para os exercícios apresentados. Os ativos sob direito de uso são depreciados desde a data de entrada em vigor até ao fim da vida útil do ativo subjacente, ou até ao final do prazo da locação, caso este seja anterior. Se a locação transferir a propriedade do ativo subjacente, ou se o custo do ativo sob direito de uso refletir o facto de o Grupo ir exercer uma opção de compra, o ativo sob direito de uso dever ser depreciado/amortizado desde a data de entrada em vigor até ao fim da vida útil do ativo subjacente. A depreciação começa na data de entrada em vigor da locação. O registo dos contratos de locação na demonstração consolidada dos resultados é efetuado nas seguintes rubricas: (i) registo em Margem financeira do gasto de juros relativo aos passivos de locação; (ii) registo em Outros gastos administrativos dos montantes relativos a contratos de locação de curto prazo e contratos de locação de ativos de baixo valor; e (iii) registo em Depreciações e amortizações do exercício do custo de depreciação dos ativos sob direito de uso. O registo dos contratos de locação no balanço consolidado é efetuado nas seguintes rubricas: (i) registo em Outros ativos tangíveis, pelo reconhecimento dos ativos sob direito de uso; e (ii) registo em Outros passivos pelo valor dos passivos de locação reconhecidos. Relativamente à classificação dos fluxos de caixa originados pelos contratos de locação, estes são registados na demonstração consolidada dos fluxos de caixa: (i) na rubrica “Fluxos de caixa de atividades operacionais - Despesas com pessoal e fornecedores”, que inclui os montantes relativos a contratos de locação de curto prazo e a contratos de locação de ativos de baixo valor; (ii) na rubrica “Fluxos de caixa de atividades de financiamento - Contratos de locação”, que inclui os montantes relativos a pagamentos de partes de capital do passivo de locações. Ótica do locador De acordo com a IFRS 16, os locadores continuarão a classificar as locações como financeiras ou operacionais. No âmbito da sua atividade, o Grupo classifica como locações financeiras, as operações em que, substancialmente, todos os riscos e vantagens que recaem sobre o bem objeto de locação se transferem para o locatário. São registados como um empréstimo concedido na rúbrica Crédito a clientes do balanço pela soma do valor atual de todas as prestações a receber por parte do locatário durante o prazo da locação e qualquer valor residual não garantido que corresponda ao locador. Incluem as prestações fixas (menos os pagamentos realizados ao locatário) bem como as prestações variáveis determinadas com referência a um índice ou
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 193 taxa, assim como o preço do exercício da opção de compra, se houver uma razoável certeza de que esta será exercida pelo locatário, e as penalizações por rescisão do locatário se o prazo da locação refletir o exercício da opção de rescisão. Os rendimentos financeiros obtidos como locador são registados na demonstração de resultados na rubrica Juros e rendimentos similares. j) Resultados de operações financeiras (Resultados em ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral e Resultados de ativos e passivos avaliados ao justo valor através de resultados) O Resultado de operações financeiras reflete os ganhos e perdas dos ativos e passivos financeiros ao justo valor através de resultados, isto é, variações de justo valor e juros de derivados de negociação e de derivados embutidos, assim como os dividendos recebidos associados a estas carteiras. Inclui igualmente mais ou menos valias de alienações de instrumentos de dívida de ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral e de outros ativos financeiros ao custo amortizado. As variações de justo valor dos derivados afetos a carteiras de cobertura e dos itens cobertos, quando aplicável a cobertura de justo valor, também são aqui reconhecidas. k) Reconhecimento de proveitos resultantes de serviços e comissões Os proveitos resultantes de serviços e comissões são reconhecidos como rédito de contratos com Clientes na medida em que as obrigações de performance são satisfeitas: 1. Quando são obtidos e à medida que os serviços são prestados, o seu reconhecimento em resultados é efetuado no exercício a que respeitam (por exemplo: proveitos com a manutenção de contas); 2. Quando resultam de uma prestação de serviços, o seu reconhecimento é efetuado quando o referido serviço esteja concluído e são registadas em resultados no momento da cobrança (por exemplo: câmbio de moeda, consultoria ou montagem/sindicação de empréstimos); 3. Quando são uma parte integrante da taxa de juro efetiva de um instrumento financeiro, os proveitos resultantes de serviços e comissões são registados na margem financeira. As suas caraterísticas são: (i) Comissões recebidas na realização de operações de crédito que não são avaliadas ao justo valor através de resultados (por exemplo: avaliação de garantias, preparação e processamento da documentação). Estas comissões são recebidas antecipadamente e são diferidas e reconhecidas ao longo da vida da operação; (ii) Comissões acordadas pelo compromisso de conceder financiamento e é provável a concessão de crédito. São comissões recebidas antecipadamente e são diferidas pela vida esperada do financiamento. Se o compromisso expirar sem a concretização da operação, a comissão é reconhecida em resultados; (iii) Comissões pagas na emissão de passivos financeiros ao custo amortizado. São incluídas no valor do passivo financeiro, sendo reconhecidas em resultados pelo custo efetivo da operação.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 194 l) Atividades fiduciárias Os ativos detidos no âmbito de atividades fiduciárias não são reconhecidos nas demonstrações financeiras consolidadas do Grupo. Os resultados obtidos com serviços e comissões provenientes destas atividades são reconhecidos na demonstração dos resultados no exercício em que ocorrem. m) Outros ativos tangíveis Os outros ativos tangíveis encontram-se registados ao custo de aquisição, deduzido das respetivas amortizações acumuladas e perdas por imparidade. Os custos subsequentes são reconhecidos como um ativo separado apenas se for provável que deles resultarão benefícios económicos futuros para o Grupo. As despesas com manutenção e reparação são reconhecidas como custo à medida que são incorridas de acordo com o princípio da especialização dos exercícios. As amortizações são calculadas pelo método das quotas constantes, de acordo com os seguintes períodos de vida útil esperada: Número de anos Imóveis de serviço próprio 50 Outros ativos fixos 4 a 10 Sempre que exista uma indicação de que um ativo fixo tangível possa ter imparidade, é efetuada uma estimativa do seu valor recuperável, devendo ser reconhecida uma perda por imparidade sempre que o valor líquido desse ativo exceda o valor recuperável. O valor recuperável é determinado como o mais elevado entre o seu justo valor deduzido dos custos de venda e o seu valor de uso, sendo este calculado com base no valor atual dos fluxos de caixa estimados futuros que se espera vir a obter com o uso continuado do ativo e da sua alienação no final da vida útil. As perdas por imparidade de ativos fixos tangíveis são reconhecidas em resultados do exercício. Os ganhos ou perdas na alienação dos ativos são determinados pela diferença entre o valor de realização e o valor contabilístico do ativo, sendo reconhecidos na demonstração dos resultados. n) Propriedades de investimento Os imóveis detidos pelos fundos de investimento consolidados pelo Grupo são reconhecidos como propriedades de investimento, dado que estes imóveis têm como objetivo a valorização do capital a longo prazo e não a venda a curto prazo, nem são destinados à venda no curso ordinário do negócio nem para sua utilização. Estes investimentos são inicialmente reconhecidos ao custo de aquisição, incluindo os custos de transação, e subsequentemente são reavaliados ao justo valor. O justo valor das propriedades de investimento reflete as condições de mercado à data do balanço. As variações de justo valor são reconhecidas em resultados do exercício na rubrica de Outros resultados de exploração. O nível de justo valor da hierarquia da IFRS 13 corresponde ao nível 3. O apuramento do justo valor é efetuado por avaliadores independentes, devidamente certificados para o efeito, encontrando-se inscritos na CMVM, os quais devem usar pelo menos dois dos seguintes métodos: x Método comparativo de mercado – Este método tem por referência valores de transação de imóveis semelhantes e comparáveis ao imóvel objeto de estudo obtidos através de prospeção de mercado realizada na zona onde o imóvel se encontra localizado.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 195 x Método do rendimento - Este método tem por finalidade estimar o valor do imóvel a partir da capitalização da sua renda líquida, atualizada para o momento presente, através do método dos fluxos de caixa descontados, devendo ser utilizado quando o imóvel se destina a arrendamento, quando o mercado de arrendamento está ativo para o tipo de bem em avaliação ou quando o imóvel se destina a exploração económica. x Método do custo - O método do custo consiste na determinação do valor de substituição do imóvel em análise tendo em consideração o custo de construir outro com idêntica funcionalidade, deduzido do montante relativo à depreciação/obsolescência funcional, física e económica verificada. Para os imóveis detidos por fundos de investimento dentro do perímetro de consolidação, e de acordo com a Lei nº 16/2015, de 24 de fevereiro, considera-se o seu justo valor como a média aritmética simples de duas avaliações efetuadas por peritos independentes, determinada de acordo com o melhor preço que poderia ser obtido se fosse colocado para venda, em condições normais de mercado, no momento das avaliações, o qual é revisto com uma periodicidade mínima anual ou, no caso de organismos de investimento coletivo abertos, com a periodicidade dos resgates se inferior àquela, e sempre que ocorram aquisições ou alienações ou ainda alterações significativas do valor do imóvel. o) Ativos intangíveis Software O Grupo regista em ativos intangíveis os custos associados ao software adquirido a entidades terceiras e procede à sua amortização linear pelo período de vida útil estimado entre 3 e 6 anos. O Grupo não capitaliza custos gerados internamente relativos ao desenvolvimento de software. p) Demonstração dos fluxos de caixa e equivalentes Para efeitos da demonstração dos fluxos de caixa, a caixa e seus equivalentes englobam os valores registados no balanço com maturidade inferior a três meses a partir da data da contratação, e com risco insignificante de variações de justo valor, onde se incluem a caixa, as disponibilidades junto de bancos centrais e as disponibilidades em outras instituições de crédito. Os conceitos utilizados na apresentação das demonstrações de fluxo de caixa são os seguintes: - Fluxos de caixa: Caixa e equivalentes de caixa incluem caixa, disponibilidades em bancos centrais e disponibilidades em outras instituições de crédito; - Atividades operacionais: utiliza-se o método indireto para a apresentação dos fluxos de caixa de atividades operacionais, refletindo o fluxo das atividades típicas das instituições de crédito, bem como outras atividades que não são qualificadas como de investimento ou financiamento; - Atividades de investimento: a aquisição, venda ou outras alienações de ativos de longo prazo, tais como participações em Empresas filiais e associadas, aquisição de ativos tangíveis e intangíveis e outros investimentos estratégicos não incluídos nas atividades operacionais; - Atividades de financiamento: atividades que produzem alterações nas operações de financiamento de médio e longo prazo do Grupo que não fazem parte das atividades operacionais, tais como dívida titulada e subordinada, pagamento de contratos de locação, aumentos de capital e distribuição de dividendos.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 196 q) Compensação de instrumentos financeiros Os ativos e passivos financeiros são compensados e reconhecidos pelo seu valor líquido em balanço quando o Grupo tem um direito legal de compensar os valores reconhecidos e as transações podem ser liquidadas pelo seu valor líquido, simultaneamente. r) Transações em moeda estrangeira As transações em moeda estrangeira são convertidas para a moeda funcional à taxa de câmbio em vigor na data da transação. Os ativos e passivos monetários denominados em moeda estrangeira, são convertidos para a moeda funcional à taxa de câmbio em vigor na data de balanço. As diferenças cambiais resultantes da conversão são reconhecidas em resultados. Os ativos e passivos não monetários denominados em moeda estrangeira e registados ao custo histórico são convertidos para a moeda funcional à taxa de câmbio em vigor na data da transação. Os ativos e passivos não monetários registados ao justo valor são convertidos para a moeda funcional à taxa de câmbio em vigor na data em que o justo valor é determinado e reconhecido por contrapartida de resultados, com exceção daqueles que se encontram reconhecidos em ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral, cuja diferença é registada por contrapartida de capitais próprios. s) Benefícios pós-emprego e de longo prazo Plano de benefícios definidos O Banco Montepio e o Montepio Crédito têm a responsabilidade de pagar aos seus colaboradores pensões de reforma por velhice, invalidez, sobrevivência, benefícios de saúde e subsídio de morte, nos termos do Acordo Coletivo de Trabalho (“ACT”) que outorgaram. Em 2016 foram introduzidas alterações a esse acordo, nomeadamente a alteração da idade de reforma, alinhando com o Regime Geral da Segurança Social, e a atribuição de um prémio de final de carreira que corresponde a 1,5 vezes a retribuição mensal auferida na data da reforma. Decorrente da assinatura do ACT e subsequentes alterações, o Grupo constituiu um Fundo de Pensões tendo em vista assegurar a cobertura das responsabilidades assumidas para com pensões de reforma por velhice, invalidez, sobrevivência, benefícios de saúde e subsídio de morte. A partir de 1 de janeiro de 2011, os empregados bancários foram integrados no Regime Geral da Segurança Social, que passou a assegurar a proteção dos colaboradores nas eventualidades de maternidade, paternidade, adoção e ainda de velhice, permanecendo sob a responsabilidade dos bancos a proteção na doença, invalidez, sobrevivência e morte (Decreto-Lei n.º 1-A/2011, de 3 de janeiro). A taxa contributiva é de 25,4%, cabendo 22,4% ao Grupo e 3,0% aos colaboradores, em substituição da Caixa de Abono de Família dos Empregados Bancários (CAFEB) que foi extinta por aquele mesmo diploma. Em consequência desta alteração o direito à pensão dos colaboradores no ativo passou a ser coberto nos termos definidos pelo Regime Geral da Segurança Social, tendo em conta o tempo de serviço prestado desde 1 de janeiro de 2011 até à idade da reforma, passando os bancos a suportar o diferencial necessário para a pensão garantida nos termos do Acordo Coletivo de Trabalho. Na sequência da aprovação pelo Governo do Decreto-Lei n.º 127/2011, de 31 de dezembro, foi estabelecido um Acordo Tripartido entre o Governo, a Associação Portuguesa de Bancos e os Sindicatos dos
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 197 trabalhadores bancários sobre a transferência, para a esfera da Segurança Social, das responsabilidades das pensões em pagamento dos reformados e pensionistas a 31 de dezembro de 2011. Este Decreto-Lei estabeleceu que as responsabilidades a transferir correspondiam às pensões em pagamento em 31 de dezembro de 2011, a valores constantes (taxa de atualização 0%) na componente prevista no Instrumento de Regulação Coletiva de Trabalho (“IRCT”) dos reformados e pensionistas. As responsabilidades relativas às atualizações das pensões, a benefícios complementares, às contribuições para os Serviços de Assistência Médico-Social (SAMS) sobre as pensões de reforma e sobrevivência, ao subsídio de morte e à pensão de sobrevivência diferida continuaram a cargo das Instituições. Em dezembro de 2016 o Grupo outorgou um novo ACT, tendo introduzido um conjunto de alterações ao nível dos benefícios dos colaboradores, nomeadamente a alteração da idade de reforma, em linha com o Regime Geral de Segurança Social, e a atribuição de um prémio de final de carreira, em substituição do prémio de antiguidade que foi extinto, conforme descrito na nota 49. O cálculo atuarial é efetuado com base no método de crédito da unidade projetada e utilizando pressupostos atuariais e financeiros de acordo com os parâmetros exigidos pela IAS 19. A cobertura das responsabilidades é assegurada através do Fundo de Pensões gerido pela Futuro – Sociedade Gestora de Fundos de Pensões, S.A. A responsabilidade líquida do Grupo relativa ao plano de pensões de benefício definido e outros benefícios é calculada separadamente para cada plano através da estimativa do valor de benefícios futuros que cada colaborador deve receber em troca pelo seu serviço no exercício corrente e em exercícios passados. O benefício é descontado de forma a determinar o seu valor atual, sendo aplicada a taxa de desconto correspondente à taxa de obrigações de alta qualidade e com maturidade semelhante à da data do termo das obrigações do plano. A responsabilidade líquida é determinada após a dedução do justo valor dos ativos do Fundo de Pensões. O proveito/custo de juros com o plano de pensões é calculado multiplicando o ativo/responsabilidade líquido com pensões de reforma (responsabilidades deduzidas do justo valor dos ativos do Fundo) pela taxa de desconto utilizada para efeitos da determinação das responsabilidades com pensões de reforma atrás referida. Nessa base, o proveito/custo líquido de juros inclui o custo dos juros associado às responsabilidades com pensões de reforma e a quota parte do juro líquido dos ativos do Fundo, ambos mensurados com base na taxa de desconto utilizada no cálculo das responsabilidades. Os ganhos e perdas de remensuração, nomeadamente (i) os ganhos e perdas atuariais, resultantes das diferenças entre os pressupostos atuariais utilizados e os valores efetivamente verificados (ganhos e perdas de experiência) e das alterações de pressupostos atuariais e (ii) os ganhos e perdas decorrentes da diferença entre a quota parte do juro líquido dos ativos do Fundo e os valores obtidos, são reconhecidos por contrapartida de capital próprio na rubrica de outro rendimento integral. O Grupo reconhece na sua demonstração dos resultados um valor total líquido que inclui (i) o custo do serviço corrente, (ii) o proveito/custo líquido de juros com o plano de pensões, (iii) o efeito das reformas antecipadas, (iv) custos com serviços passados e (v) os efeitos de qualquer liquidação ou corte ocorridos no exercício. Os encargos com reformas antecipadas correspondem ao aumento de responsabilidades decorrente da reforma ocorrer antes do colaborador atingir a idade da reforma.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 198 Outros benefícios que não de pensões, nomeadamente os encargos de saúde dos colaboradores na situação de reforma e benefícios atribuíveis ao cônjuge e descendentes por morte e os encargos com o crédito à habitação, são igualmente considerados no cálculo das responsabilidades. Os pagamentos ao Fundo de Pensões são efetuados pelo Grupo de forma a assegurar a solvência do Fundo. O financiamento mínimo das responsabilidades é de 100% para as pensões em pagamento e 95% para os serviços passados do pessoal no ativo. Plano de contribuição definida Em 31 de dezembro de 2021 e 2020, o Grupo tem um plano de contribuição definida para os colaboradores que tenham sido admitidos após 3 de março de 2009. Para este plano, designado contributivo, são efetuadas contribuições mensais e iguais a 1,5% da remuneração efetiva a cargo da Empresa e 1,5% a cargo do colaborador. Remunerações variáveis aos colaboradores e órgãos de administração (bónus) De acordo com a IAS 19 – Benefícios dos empregados, as remunerações variáveis (participação nos lucros, prémios e outras) atribuídas aos colaboradores e aos membros dos órgãos de administração são contabilizadas em resultados do exercício no ano a que respeitam. Benefícios de cessação de emprego A ocorrência que dá lugar a esta obrigação é (i) a cessação do vínculo laboral entre o Banco e o colaborador como consequência de uma decisão do Banco, (ii) a criação de expetativa válida para o colaborador ou a (iii) decisão de um colaborador de aceitar benefícios por uma oferta irrevogável do Banco por contrapartida de dar por terminado o contrato laboral. Os benefícios de cessação de emprego são reconhecidos como um passivo e um custo não recorrente a partir do momento em que o Banco não pode retirar a oferta realizada ao colaborador ou desde o momento em que se reconhecem os custos com uma reestruturação que supõe o pagamento de benefícios por cessação do contrato laboral. Estes benefícios são registados como um passivo na rubrica “Encargos a pagar – Custos com pessoal” do balanço até ao momento da liquidação ou até à transferência para as Responsabilidades com pensões. Prémio de final de carreira Decorrente da assinatura do novo ACT em 5 de julho de 2016, o prémio de antiguidade terminou, tendo o Grupo procedido ao pagamento aos seus colaboradores dos proporcionais respeitantes ao prémio que seria devido à data de entrada em vigor do novo ACT. Em substituição do prémio de antiguidade, o novo ACT prevê o pagamento por parte do Grupo de um prémio de final de carreira, devido no momento imediatamente anterior ao da reforma do colaborador caso o mesmo se reforme ao serviço do Grupo, correspondente a 1,5 da sua retribuição mensal no momento do pagamento. O prémio de final de carreira é contabilizado pelo Grupo de acordo com a IAS 19 como outro benefício de longo prazo a empregados. Os efeitos das remensurações e custos de serviços passados deste benefício são reconhecidos em resultados do exercício à semelhança do modelo de contabilização dos prémios de antiguidade.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 199 O valor das responsabilidades do Grupo com este prémio de final de carreira é igualmente estimado periodicamente com base no método da unidade de crédito projetada, utilizando pressupostos atuariais baseados em expetativas de futuros aumentos salariais e nas tábuas de mortalidade. A taxa de desconto utilizada neste cálculo é determinada com base na mesma metodologia descrita para apuramento das responsabilidades com pensões de reforma. t) Impostos sobre lucros Até 31 de dezembro de 2011, o Grupo encontrava-se isento de Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas (“IRC”), nos termos da alínea a) do n.º 1 do artigo 10º do Código do IRC, tendo tal isenção sido reconhecida por Despacho de 3 de dezembro de 1993, do Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais e confirmada pela Lei n.º 10-B/96, de 23 de março, que aprovou o Orçamento do Estado para 1996. Com efeitos a partir de 1 de janeiro de 2012, o Grupo passou a estar sujeito ao regime estabelecido no Código do IRC. Adicionalmente são registados impostos diferidos resultantes das diferenças temporárias entre os resultados contabilísticos e os resultados fiscalmente aceites para efeitos de IRC sempre que haja uma probabilidade razoável de que tais impostos venham a ser pagos ou recuperados no futuro. Os impostos sobre lucros registados em resultados incluem o efeito dos impostos correntes e dos impostos diferidos. Os impostos sobre lucros são reconhecidos na demonstração dos resultados, exceto quando relacionados com itens que sejam movimentados em capitais próprios, facto que implica que o reconhecimento dos impostos sobre lucros seja também efetuado em capitais próprios. Os impostos diferidos reconhecidos nos capitais próprios decorrem da reavaliação de ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral e de derivados de cobertura de fluxos de caixa. Apenas os impostos diferidos relativos aos instrumentos derivados de cobertura de fluxos de caixa são posteriormente reconhecidos em resultados no momento em que forem reconhecidos em resultados os ganhos e perdas que lhes deram origem. Os impostos correntes correspondem ao valor apurado relativamente ao rendimento tributável do exercício, utilizando a taxa de imposto em vigor ou substancialmente aprovada pelas autoridades à data de balanço e quaisquer ajustamentos aos impostos de exercícios anteriores. Os impostos diferidos são calculados sobre as diferenças temporárias entre os valores contabilísticos dos ativos e passivos e a sua base fiscal, utilizando as taxas de imposto aprovadas ou substancialmente aprovadas à data de balanço e que se espera que venham a ser aplicadas quando as diferenças temporárias se reverterem. Os impostos diferidos passivos são reconhecidos para todas as diferenças temporárias tributáveis com exceção dos ativos intangíveis sem vida finita, não dedutíveis para efeitos fiscais, das diferenças resultantes do reconhecimento inicial de ativos e passivos que não afetem quer o lucro contabilístico quer o fiscal, e de diferenças relacionadas com investimentos em subsidiárias na medida em que não seja provável que se revertam no futuro, e na medida em que o Grupo não exerça controlo sobre o período de reversão das diferenças. Os ativos por impostos diferidos são reconhecidos quando é provável a existência de lucros tributáveis futuros que absorvam as diferenças temporárias dedutíveis para efeitos fiscais (incluindo prejuízos fiscais reportáveis). O Grupo procede, conforme estabelecido na IAS 12, parágrafo 74, à compensação dos ativos e passivos por impostos diferidos sempre que: (i) tenha o direito legalmente executável de compensar ativos por
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 200 impostos correntes e passivos por impostos correntes; e (ii) os ativos e passivos por impostos diferidos se relacionarem com impostos sobre o rendimento lançados pela mesma autoridade fiscal sobre a mesma entidade tributável ou diferentes entidades tributáveis que pretendam liquidar passivos e ativos por impostos correntes numa base líquida, ou realizar os ativos e liquidar os passivos simultaneamente, em cada exercício futuro em que os passivos ou ativos por impostos diferidos se esperem que sejam liquidados ou recuperados. No ano de 2018, o Banco Montepio passou a ser a sociedade dominante do Grupo tributado em sede de Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas no âmbito do Regime Especial de Tributação dos Grupos de Sociedades (“RETGS”), constituído pelas Empresas em que detém uma participação igual ou superior a 75% e que cumprem as condições previstas no artigo 69.º e seguintes do Código do IRC. As Empresas incluídas no RETGS apuram e registam o imposto sobre o rendimento tal como se fossem tributadas numa ótica individual. As responsabilidades apuradas são, no entanto, devidas à sociedade dominante do grupo fiscal, o Grupo, a quem compete o apuramento global e a autoliquidação do imposto. Os ganhos ou perdas decorrentes da aplicação deste regime são registados em cada uma das sociedades que os originam. O registo dos impactos fiscais das transações realizadas pelo Grupo corresponde ao entendimento da gestão sobre o tratamento fiscal aplicável à luz da legislação emitida. Nas situações em que haja lugar a interpretação e tal venha a ser questionado pela Administração Fiscal, a gestão procede à sua reanálise, avaliando a probabilidade de existir uma responsabilidade a registar, consoante a probabilidade de pagar seja superior ou inferior ao 50%. u) Relato por segmentos O Grupo adotou a IFRS 8 – Segmentos Operacionais para efeitos de divulgação da informação financeira por segmentos operacionais. Um segmento operacional é uma componente do Grupo: (i) que desenvolve atividades de negócio de que pode obter réditos ou gastos; (ii) cujos resultados operacionais são regularmente revistos pelo principal responsável pela tomada de decisões operacionais do Grupo para efeitos de tomada de decisões sobre imputação de recursos ao segmento e avaliação do seu desempenho; e (iii) relativamente ao qual esteja disponível informação financeira distinta. O Grupo controla a sua atividade através dos seguintes segmentos operacionais: Banca Comercial, Banca de Investimento, Atividade Internacional, Mercados e Outros segmentos. O Grupo também prepara informação financeira com base geográfica para efeitos de Gestão, conforme apresentado na nota 53 v) Provisões, ativos e passivos contingentes Provisões As provisões são reconhecidas quando (i) o Grupo tem uma obrigação presente (legal ou decorrente de práticas passadas ou políticas publicadas que impliquem o reconhecimento de certas responsabilidades), (ii) seja provável que o seu pagamento venha a ser exigido, e (iii) quando possa ser efetuada uma estimativa fiável do valor dessa obrigação. A mensuração das provisões tem em conta os princípios definidos na IAS 37 no que respeita à melhor estimativa do custo expectável, ao resultado mais provável das ações em curso e tendo em conta os riscos
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 201 e incertezas inerentes ao processo, tendo em consideração a melhor informação disponível sobre as consequências do evento que levou à sua constituição. Nos casos em que o efeito do desconto é material, as provisões correspondem ao valor atual dos pagamentos futuros esperados, descontados a uma taxa que considera o risco associado à obrigação. As provisões são revistas no final de cada data de reporte e ajustadas para refletir a melhor estimativa, sendo revertidas por contrapartida de resultados na proporção dos pagamentos que não sejam prováveis. Esta rubrica inclui ainda as perdas por imparidade relativas a exposições que tenham risco de crédito associado tais como garantias bancárias e compromissos assumidos. Ativos contingentes Um ativo contingente é um ativo possível que decorre de acontecimentos passados e cuja existência apenas será confirmada pela ocorrência ou não de um ou mais acontecimentos futuros incertos que não estão totalmente sob controlo da entidade. Passivos contingentes Um passivo contingente é uma obrigação: - Possível, que decorre de acontecimentos passados e cuja existência apenas será confirmada pela ocorrência ou não de um ou mais acontecimentos futuros incertos, que não estão totalmente sob controlo da entidade; ou - Presente, que decorre de acontecimentos passados, mas não é reconhecida porque: - Não é provável que seja exigido um exfluxo de recursos incorporando benefícios económicos para liquidar essa obrigação; - A quantia da obrigação não pode ser mensurada com suficiente fiabilidade. Os passivos contingentes não são reconhecidos nas demonstrações financeiras, sendo enquadrados na norma IAS 37 e divulgados sempre que a possibilidade de existir uma saída de recursos englobando benefícios económicos não seja remota. w) Prestação do serviço de mediação de seguros ou de resseguros O Grupo é uma entidade autorizada pela Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (“ASF”) para a prática da atividade de mediação de seguros, na categoria de Mediador de Seguros Ligado, de acordo com o Artigo 8º, alínea a), subalínea i), do Decreto-Lei n.º 144/2006, de 31 de julho, desenvolvendo a atividade de intermediação de seguros nos ramos vida e não vida. No âmbito dos serviços de mediação de seguros, o Grupo efetua a venda de contratos de seguros. Como remuneração pelos serviços prestados de mediação de seguros, o Grupo recebe comissões de mediação de contratos de seguros e contratos de investimento, as quais estão definidas em acordos/protocolos estabelecidos entre o Grupo e as Seguradoras. As comissões recebidas pelos serviços de mediação de seguros têm a seguinte tipologia: 1. comissões que incluem uma componente fixa e uma componente variável. A componente fixa é calculada pela aplicação de uma taxa pré-determinada sobre o valor das subscrições efetuadas pelo
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 202 Grupo e a componente variável é calculada mensalmente segundo critérios pré-estabelecidos, sendo a comissão total anual igual à soma das comissões calculadas mensalmente; 2. comissões por participação nos resultados de seguros, as quais são apuradas anualmente e pagas pela Seguradora no início do ano seguinte àquele a que respeitam. As comissões recebidas pelos serviços de mediação de seguros são reconhecidas de acordo com o princípio da especialização dos exercícios, pelo que as comissões cujo pagamento ocorre em momento diferente do exercício a que respeitam são objeto de registo como valor a receber numa rubrica de Outros ativos por contrapartida da rubrica Rendimentos de serviços e comissões – Por serviços de mediação de seguros. x) Resultado por ação Os resultados por ação básicos são calculados dividindo o resultado líquido atribuível aos acionistas do Grupo pelo número médio ponderado de ações ordinárias em circulação. Para o cálculo dos resultados por ação diluídos, quando aplicável, o número médio ponderado de ações ordinárias em circulação é ajustado de forma a refletir o efeito de todas as potenciais ações ordinárias diluidoras, como as resultantes de dívida convertível e de opções sobre ações próprias concedidas aos colaboradores. O efeito da diluição traduz-se numa redução nos resultados por ação, resultante do pressuposto de que os instrumentos convertíveis são convertidos ou de que as opções concedidas são exercidas. y) Eventos subsequentes O Banco analisa os eventos ocorridos após a data de balanço, ou seja, os acontecimentos favoráveis e/ou desfavoráveis que ocorram entre a data do balanço e a data em que as demonstrações financeiras foram autorizadas para emissão. Neste âmbito podem ser identificados dois tipos de eventos: i) aqueles que proporcionam prova de condições que existiam à data de balanço (eventos após a data de balanço que dão lugar a ajustamentos); e ii) aqueles que sejam indicativos das condições que surgiram após a data de balanço (eventos após a data de balanço que não dão lugar a ajustamentos). Os eventos ocorridos após a data das demonstrações financeiras que não sejam considerados eventos ajustáveis, se significativos, são divulgados no anexo às demonstrações financeiras. z) Julgamentos e estimativas significativas na aplicação das políticas contabilísticas As IFRS estabelecem um conjunto de tratamentos contabilísticos que requerem que o Conselho de Administração utilize o julgamento e faça as estimativas necessárias de forma a decidir qual o tratamento contabilístico mais adequado. Estas estimativas foram apuradas tendo em consideração a melhor informação disponível à data de preparação das demonstrações financeiras, considerando o contexto da incerteza e ambiente económico que resulta do impacto da atual pandemia COVID-19. As principais estimativas contabilísticas e julgamentos utilizados na aplicação dos princípios contabilísticos pelo Grupo são analisados nos parágrafos seguintes, no sentido de melhorar o entendimento de como a sua aplicação afeta os resultados reportados do Grupo e a sua divulgação. Considerando que em algumas situações as normas contabilísticas permitem um tratamento contabilístico alternativo em relação ao adotado pelo Conselho de Administração, os resultados reportados pelo Grupo poderiam ser diferentes caso um tratamento distinto fosse escolhido. O Conselho de Administração
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 203 considera que os critérios adotados são apropriados e que as demonstrações financeiras apresentam de forma adequada a posição financeira do Grupo e das suas operações em todos os aspetos materialmente relevantes. Os resultados das alternativas de seguida analisados são apresentados apenas para assistir o leitor no entendimento das demonstrações financeiras e não têm intenção de sugerir que outras alternativas ou estimativas possam ser mais apropriadas. Perdas por imparidade em ativos financeiros ao custo amortizado e instrumentos de dívida ao justo valor através de outro rendimento integral A determinação das perdas por imparidade para instrumentos financeiros envolve julgamentos e estimativas relativamente aos seguintes aspetos, entre outros: a) Aumento significativo do risco de crédito: As perdas por imparidade correspondem às perdas esperadas em caso de default num horizonte temporal de doze meses, para os ativos em Estágio 1, e às perdas esperadas considerando a probabilidade de ocorrência de um evento de default em algum momento até à data de maturidade do instrumento financeiro, para os ativos em Estágio 2 e 3. Um ativo é classificado em Estágio 2 sempre que se verifique um aumento significativo no respetivo risco de crédito desde o seu reconhecimento inicial. Na avaliação da existência de um aumento significativo do risco de crédito, o Grupo tem em consideração informação qualitativa e quantitativa, razoável e sustentável. b) Definição de grupos de ativos com caraterísticas de risco de crédito comuns: Quando as perdas de crédito esperadas são mensuradas numa base coletiva, os instrumentos financeiros são agrupados com base em caraterísticas de risco comuns. O Grupo monitoriza a adequação das caraterísticas de risco de crédito numa base regular para avaliar se mantém a sua similaridade. Este procedimento é necessário para assegurar que, no caso de se verificar uma alteração das caraterísticas de risco de crédito, a segmentação dos ativos é revista. Esta revisão pode resultar na criação de novos portfólios ou na transferência dos ativos para portfólios já existentes, que reflitam melhor as suas caraterísticas de risco de crédito. c) Definição do número de cenários e respetiva ponderação relativa da informação prospetiva para cada segmento e determinação de informação prospetiva relevante: Na estimativa das perdas de crédito esperadas o Grupo utiliza informação prospetiva razoável e sustentável que é baseada em pressupostos sobre a evolução futura de diferentes drivers económicos e a forma como cada um dos drivers impacta os restantes. d) Probabilidade de incumprimento: A probabilidade de incumprimento representa um fator determinante na mensuração das perdas de crédito esperadas. A probabilidade de incumprimento corresponde a uma estimativa da probabilidade de incumprimento num determinado período temporal, cujo cálculo é efetuado com base em dados históricos, pressupostos e expetativas sobre as condições futuras.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 204 e) Perda dado o incumprimento: Corresponde a uma estimativa de perda num cenário de incumprimento, sendo apurada pela diferença entre os fluxos de caixa contratuais e os que o Grupo espera receber por via dos fluxos de caixa gerados pelo negócio do Cliente ou dos colaterais do crédito. O apuramento da estimativa de perda dado o incumprimento tem por base, entre outros aspetos, os diferentes cenários de recuperação, informação histórica, os custos envolvidos no processo de recuperação e a estimativa de valorização dos colaterais associados às operações de crédito. Pandemia COVID-19 No contexto da crise pandémica provocada pelo COVID-19, e em conformidade com o estipulado na IFRS 9, o Grupo Banco Montepio procedeu, para efeitos da mensuração das perdas por imparidade do crédito, à atualização da informação prospetiva relacionada com os dados macroeconómicos disponíveis nos parâmetros de risco, determinando impactos ao nível da perda de crédito esperada (ver Notas 14 e 62). Metodologias alternativas e a utilização de outros pressupostos e estimativas poderiam resultar em níveis diferentes das perdas por imparidade reconhecidas e apresentadas nas notas 20, 21, 24 e 26, com o consequente impacto nos resultados do Grupo. Justo valor dos instrumentos financeiros derivados e outros ativos financeiros valorizados ao justo valor O justo valor é baseado em cotações de mercado, quando disponíveis, sendo, na sua ausência, determinado com base na utilização de preços de transações recentes, semelhantes e realizadas em condições de mercado ou com base em metodologias de avaliação, baseadas em técnicas de fluxos de caixa futuros descontados considerando as condições de mercado, o efeito do tempo, a curva de rendibilidade e fatores de volatilidade. Estas metodologias podem requerer a utilização de pressupostos ou julgamentos na estimativa do justo valor. Consequentemente, a utilização de diferentes metodologias ou de diferentes pressupostos ou julgamentos na aplicação de determinado modelo poderiam originar resultados financeiros diferentes dos reportados nas notas 22, 23, 24 e 25. O detalhe do cálculo do justo valor dos instrumentos financeiros derivados e outros ativos financeiros valorizados ao justo valor é apresentado na nota 48. Entidades incluídas no perímetro de consolidação Para determinação das entidades a incluir no perímetro de consolidação, o Grupo avalia em que medida está exposto, ou tenha direitos, à variabilidade nos retornos provenientes do seu envolvimento com essa entidade e possa apoderar-se dos mesmos através do poder que detém sobre essa entidade (controlo de facto). A decisão de que uma entidade tem que ser consolidada pelo Grupo requer a utilização de julgamento, pressupostos e estimativas para determinar em que medida o Grupo está exposto à variabilidade do retorno e à capacidade de se apropriar dos mesmos através do seu poder. Outros pressupostos e estimativas poderiam levar a que o perímetro de consolidação do Grupo fosse diferente, com impacto direto nos resultados consolidados, conforme nota 58.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 205 Impostos sobre os lucros O Grupo encontra-se sujeito ao pagamento de impostos sobre lucros em diversas jurisdições. Para determinar o montante global de impostos sobre os lucros foi necessário efetuar determinadas interpretações e estimativas. Existem diversas transações e cálculos para os quais a determinação dos impostos a pagar é incerta durante o ciclo normal de negócios. O Grupo cumpre as orientações da IFRIC 23 - Incertezas relativas ao tratamento do imposto sobre o rendimento relativo à determinação do lucro tributável, das bases fiscais, dos prejuízos fiscais a reportar, dos créditos fiscais a usar e das taxas de imposto em cenários de incerteza quanto ao tratamento em sede de imposto sobre o rendimento, não tendo resultado da aplicação da mesma qualquer impacto material nas suas demonstrações financeiras. Outras interpretações e estimativas poderiam resultar num nível diferente de impostos sobre os lucros, correntes e diferidos, reconhecidos no exercício e apresentados na nota 32. Este aspeto assume uma relevância acrescida para efeitos da análise de recuperabilidade dos impostos diferidos, na qual o Grupo considera projeções de lucros tributáveis futuros baseados num conjunto de pressupostos, incluindo a estimativa de resultado antes de imposto, ajustamentos à matéria coletável, a evolução da legislação fiscal e a respetiva interpretação. Desta forma, a recuperabilidade dos impostos diferidos ativos depende da concretização da estratégia do Conselho de Administração do Banco, nomeadamente da capacidade de gerar os resultados tributáveis estimados, da evolução da legislação fiscal e da respetiva interpretação. A Assembleia da República aprovou na Reunião Plenária n.º 108 em 19 de julho de 2019 a Proposta de Lei n.º 178/XIII, que veio estabelecer o regime fiscal das imparidades de crédito e das provisões para garantias para os períodos de tributação iniciados em ou após 1 de janeiro de 2019, prevendo a aproximação entre as regras contabilísticas e fiscais para efeitos de dedutibilidade dos gastos com o reforço das imparidades de crédito. Até ao final do exercício de 2023 continuarão a ser aplicadas as regras em vigor até 2018, salvo se for exercida antecipadamente a opção pela aplicação do novo regime. Na estimativa de lucro tributável do exercício foi considerada a manutenção das regras fiscais em vigor até 2018, assumindo-se o não exercício antecipado da opção pela aplicação do novo regime. Nas projeções de lucros tributáveis futuros, nomeadamente para efeitos da análise de recuperabilidade dos impostos diferidos ativos realizada com referência a 31 de dezembro de 2021, foram observadas as regras fiscais decorrentes da Lei n.º 98/2019 de 4 de setembro, tendo sido consideradas regras fiscais idênticas às vigentes nos exercícios entre 2015 e 2019, na medida em que o Banco Montepio não aderiu ao regime definitivo das imparidades, de onde decorre que os limites previstos no Aviso do Banco de Portugal n.º 3/95 e outras normas específicas devem ser considerados para efeitos do apuramento dos montantes máximos das perdas por imparidade aceites para efeitos fiscais. A Autoridade Tributária e Aduaneira tem a possibilidade de rever o cálculo da matéria coletável efetuado pelas suas subsidiárias residentes em Portugal durante um período de quatro anos, exceto em caso de ter sido efetuada qualquer dedução ou crédito de imposto em que o período é o do exercício desse direito. No caso da subsidiária com sede em Angola o prazo anteriormente referido é de 3 anos. Desta forma, é possível que haja correções à matéria coletável, resultantes principalmente de diferenças na interpretação da
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 206 legislação fiscal que, pela sua probabilidade, o Conselho de Administração considera que não terão efeito materialmente relevante ao nível das demonstrações financeiras. Pensões e outros benefícios pós-emprego e de longo prazo A determinação das responsabilidades pelo pagamento de pensões requer a utilização de pressupostos e estimativas, incluindo a utilização de projeções atuariais e outras, tais como a taxa de desconto, taxa de crescimento de pensões e salários e tábuas de mortalidade, rendibilidade estimada dos investimentos e outros fatores que podem ter impacto nos custos e nas responsabilidades do plano de pensões. Alterações a estes pressupostos poderiam ter um impacto significativo nos valores determinados e apresentados na nota 49. Classificação e valorização de ativos recebidos por recuperação de crédito, ativos não correntes detidos para venda e Propriedades de investimento A classificação dos imóveis recebidos por recuperação de crédito e ativos não correntes detidos para venda é avaliada à luz da IFRS 5 e as propriedades de investimento à luz da IAS 40. Os ativos recebidos por recuperação de crédito e os ativos não correntes detidos para venda são mensurados pelo menor valor entre o seu justo valor líquido de custos de venda e o valor contabilístico do crédito existente na data em que foi efetuada a dação. As propriedades de investimento são mensuradas ao justo valor tendo por base avaliações periódicas efetuadas por peritos externos registados na CMVM. Metodologias e pressupostos distintos teriam impacto na classificação e na determinação do justo valor dos ativos, os quais são apresentados nas notas 28, 29 e 33. Provisões e passivos contingentes A mensuração das provisões tem em conta os princípios definidos na IAS 37 no que respeita à melhor estimativa do custo expectável, ao resultado mais provável das ações em curso e tendo em conta os riscos e incertezas inerentes ao processo. Pressupostos e julgamentos distintos teriam impacto na determinação do montante das provisões, as quais são apresentadas na nota 38. Valor recuperável dos imóveis próprios A mensuração da imparidade tem em conta os princípios definidos na IAS 36, que exige que o seu valor recuperável seja determinado como o menor entre o seu justo valor e o seu valor de uso, sendo calculado com base no valor atual dos fluxos de caixa estimados futuros que se esperam obter do uso continuado do ativo e da sua alienação. Metodologias alternativas e a utilização de diferentes pressupostos e estimativas poderiam resultar em diferentes conclusões sobre o valor recuperável dos imóveis próprios do Banco, os quais são apresentados na nota 30.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 207 2 Margem financeira O valor desta rubrica é composto por: (milhares de euros) 2021 2020 Juros e rendimentos similares Crédito a clientes 254 724 267 459 Aplicações em instituições de crédito e depósitos em bancos centrais 26 332 6 750 Outros ativos financeiros ao custo amortizado 9 933 12 864 Ativos financeiros detidos para negociação 8 112 7 962 Derivados de cobertura 6 580 6 566 Ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral 896 1 920 Ativos financeiros ao justo valor através de resultados 96 154 Outros juros e rendimentos similares 12 5 306 685 303 680 Juros e encargos similares Outros passivos subordinados 19 939 17 468 Recursos de clientes 10 286 19 454 Responsabilidades representadas por títulos 8 761 9 287 Passivos financeiros detidos para negociação 7 764 7 239 Recursos de outras instituições de crédito e depósitos em bancos centrais 7 753 3 001 Derivados de cobertura 2 050 3 187 Locações 707 1 152 Outros juros e encargos similares 5 922 98 63 182 60 886 Margem financeira 243 503 242 794 A rubrica Crédito a clientes, relevada no agregado Juros e rendimentos similares, inclui em 31 de dezembro de 2021 comissões no montante de 16.851 milhares de euros (31 de dezembro de 2020: 16.912 milhares de euros) e outros custos/proveitos no montante de 11.193 milhares de euros (31 de dezembro de 2020: 8.988 milhares de euros) contabilizados de acordo com o método da taxa de juro efetiva, conforme referido na política contabilística descrita na nota 1 c). A rubrica Ativos financeiros ao justo valor através de resultados, relevada no agregado Juros e rendimentos similares, inclui em 31 de dezembro de 2021 o montante de 96 milhares de euros (31 de dezembro de 2020: 154 milhares de euros) referentes aos créditos que não cumprem com o critério SPPI e que se encontram contabilizados ao justo valor através de resultados. Para as linhas de financiamento provenientes da facilidade TLTRO III, o Banco considera as taxas de juro aplicáveis a cada operação no período decorrido e a estimativa do Banco quanto ao cumprimento das metas de variação do volume de crédito elegível definidas pelo BCE. Durante o exercício de 2021, o Banco atualizou a taxa de remuneração deste passivo, situação que justifica, na sua maioria, o aumento dos juros e rendimentos similares destas operações no montante de 13.343 milhares de euros. A rubrica Locações, relevada no agregado de Juros e encargos similares, refere-se ao gasto de juros relativo aos passivos de locação reconhecidos no âmbito da IFRS 16, conforme indicado na política contabilística 1 i).
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 208 A rubrica Juros e encargos similares – Outros juros e encargos similares inclui em 31 de dezembro de 2021 o montante de 5.950 milhares de euros referentes ao custo com a titularização sintética. 3 Rendimentos de instrumentos de capital O valor desta rubrica é composto por: (milhares de euros) 2021 2020 Ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral 1 801 3 052 1 801 3 052 Em 31 de dezembro de 2021 esta rubrica regista o montante de 1.801 milhares de euros (31 de dezembro de 2020: 3.052 milhares de euros) onde se incluem 1.386 milhares de euros relativos a dividendos recebidos da Empresa Unicre, 171 milhares de euros da SIBS e 161 milhares de euros da Monteiro Aranha, S.A. (31 de dezembro de 2020: 1.710 milhares de euros recebidos da Empresa Almina, 1.112 milhares de euros da Empresa Monteiro Aranha, S.A. e 193 milhares de euros da SIBS). 4 Resultados de serviços e comissões O valor desta rubrica é composto por: (milhares de euros) 2021 2020 Rendimentos de serviços e comissões Serviços bancários prestados 99 589 95 242 Operações realizadas por conta de terceiros 21 827 21 875 Serviços de mediação de seguros 12 069 13 250 Garantias prestadas 3 548 4 254 Compromissos assumidos perante terceiros 1 642 1 279 Operações com instrumentos financeiros 198 329 Outros rendimentos de serviços e comissões 3 159 1 881 142 032 138 110 Encargos com serviços e comissões Serviços bancários prestados por terceiros 21 815 19 407 Operações realizadas com títulos 893 315 Outros encargos com serviços e comissões 2 988 3 077 25 696 22 799 Resultados de serviços e comissões líquidos 116 336 115 311
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 209 Em 2021 e 2020, a rubrica Serviços de mediação de seguros apresenta a seguinte composição: (milhares de euros) 2021 2020 Ramo Vida 6 125 5 595 Ramo Não Vida 5 944 7 655 12 069 13 250 As remunerações por serviços de mediação de seguros resultaram fundamentalmente da intermediação de seguros da Lusitania, Companhia de Seguros, S.A. e da Lusitania Vida, Companhia de Seguros, S.A. 5 Resultados de ativos e passivos financeiros ao justo valor através dos resultados O valor desta rubrica é composto por: (milhares de euros) Proveitos Custos Total Proveitos Custos Total Ativos e passivos detidos para negociação Títulos Obrigações e outros títulos de rendimento fixo De emissores públicos 1 656 1 126 530 3 469 2 516 953 De outros emissores 304 77 227 289 1 288 Ações 1 281 710 571 1 486 1 816 (330) Unidades de participação 347 237 110 917 733 184 3 588 2 150 1 438 6 161 5 066 1 095 Instrumentos financeiros derivados Contratos sobre taxas de juro 68 392 68 053 339 67 870 71 192 (3 322) Contratos sobre taxas de câmbio 27 159 27 307 (148) 32 668 32 876 (208) Contratos de futuros 3 836 4 040 (204) 3 662 4 347 (685) Contratos de opções 869 759 110 1 436 1 876 (440) Contratos sobre commodities e outros 562 132 430 589 12 982 (12 393) 100 818 100 291 527 106 225 123 273 (17 048) Ativos financeiros ao justo valor através dos resultados Unidades de participação 7 447 10 007 (2 560) 8 870 13 192 (4 322) Crédito a clientes 550 787 (237) 632 448 184 7 997 10 794 (2 797) 9 502 13 640 (4 138) Outros ativos financeiros ao justo valor através de resultados Obrigações e outros títulos de rendimento fixo De outros emissores 63 404 62 507 897 11 969 11 970 (1) Ações 102 - 102 - 131 (131) Crédito a clientes 165 143 22 35 72 (37) 63 671 62 650 1 021 12 004 12 173 (169) Passivos financeiros ao justo valor através de resultados Recursos de clientes 131 284 (153) - - - Responsabilidades representadas por títulos 39 - 39 225 52 173 170 284 (114) 225 52 173 Derivados de cobertura Contratos sobre taxas de juro 17 353 22 159 (4 806) 22 534 22 799 (265) 17 353 22 159 (4 806) 22 534 22 799 (265) Passivos financeiros cobertos Responsabilidades representadas por títulos 4 468 - 4 468 5 955 4 298 1 657 4 468 - 4 468 5 955 4 298 1 657 198 065 198 328 (263) 162 606 181 301 (18 695) 2021 2020
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 210 No exercício de 2020 o resultado de instrumentos financeiros derivados evidencia o impacto da perda de valor num derivado resultante de uma operação de alienação de créditos, englobando as respetivas garantias hipotecárias, na sequência da não concretização da performance daquela carteira face ao que havia sido inicialmente perspetivado, tendo sido registada uma perda de 12.840 milhares de euros. Os ativos financeiros ao justo valor através dos resultados incluem, em 2021, em unidades de participação um impacto negativo de 2.450 milhares de euros (2020: negativo de 4.138 milhares de euros), determinado pelos efeitos negativos do Fundo Arrendamento Mais de 5.217 milhares de euros, do Fundo Solução Arrendamento de 1.588 milhares de euros, do Fundo Vega de 1.346 milhares de euros, do Fundo VIP de 1.058 milhares de euros, parcialmente compensado pelo efeito positivo do Fundo CR Revitalizar Centro de 1.479 milhares de euros. 6 Resultados em ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral O valor desta rubrica é composto por: (milhares de euros) Proveitos Custos Total Proveitos Custos Total Títulos de rendimento fixo Obrigações Emissores públicos 2 615 642 1 973 29 186 9 953 19 233 Outros emissores 64 - 64 4 733 273 4 460 2 679 642 2 037 33 919 10 226 23 693 2021 2020 Em 2021, a rubrica Obrigações – Emissores públicos inclui valias líquidas positivas obtidas na alienação de obrigações de dívida pública portuguesa no montante de 1.507 milhares de euros, de obrigações de dívida pública italiana, espanhola, alemã, grega, belga e europeia no montante de 466 milhares de euros. Em 2020 esta rubrica incluía valias líquidas positivas obtidas na alienação de obrigações de dívida pública portuguesa de 13.118 milhares de euros, de obrigações de dívida pública grega de 4.058 milhares de euros e de obrigações de dívida pública croata, italiana, chilena e espanhola de 2.057 milhares de euros. 7 Resultados de reavaliação cambial O valor desta rubrica é composto por: (milhares de euros) Proveitos Custos Total Proveitos Custos Total Reavaliação cambial 34 786 25 790 8 996 78 025 65 161 12 864 2021 2020 Esta rubrica inclui os resultados decorrentes da reavaliação cambial de ativos e passivos monetários expressos em moeda estrangeira apurados de acordo com a política contabilística descrita na nota 1 r).
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 211 8 Resultados de alienação de outros ativos O valor desta rubrica é composto por: (milhares de euros) 2021 2020 Alienação de ativos financeiros ao custo amortizado 14 775 30 220 Alienação de outros ativos 13 303 13 134 Alienação de crédito a clientes 1 700 (334) 29 778 43 020 No primeiro semestre de 2021 o Banco Montepio alienou 511 milhões de euros de valor nominal de dívida soberana portuguesa classificada na carteira de hold to collect. Esta operação está enquadrada nos limites definidos no normativo interno do Banco Montepio para este modelo de negócio, sendo classificada como pouco frequente, mas significativa em termos de valor. A rubrica Alienação de ativos financeiros ao custo amortizado regista as mais-valias realizadas obtidas com obrigações de dívida pública portuguesa de 14.356 milhares de euros, essencialmente decorrente da operação acima descrita, de dívida pública italiana de 380 milhares de euros e de dívida pública espanhola de 39 milhares de euros. No exercício de 2020, as mais-valias realizadas com a alienação de obrigações de dívida pública portuguesa foram de 29.849 milhares de euros e dívida pública grega de 327 milhares de euros e dívida pública italiana de 44 milhares de euros. A rubrica Alienação de outros ativos considera o resultado da venda de imóveis referentes a ativos por recuperação de crédito.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 212 9 Outros resultados de exploração O valor desta rubrica é composto por: (milhares de euros) 2021 2020 Outros proveitos de exploração Reembolso de despesas 6 431 6 183 Revalorização de propriedades de investimento 3 926 4 898 Prestação de serviços 5 787 4 418 Gestão de contas de depósitos à ordem 3 187 3 374 Rendas de propriedades de investimento 1 416 1 637 Recompra de emissões próprias - 380 Proveitos com a valorização de passivos financeiros 11 749 - Outros 9 849 12 077 42 345 32 967 Outros custos de exploração Contribuições Setor bancário 10 318 10 839 Ex-ante para o Fundo Único de Resolução 7 687 6 162 Fundo de Resolução 4 713 4 441 Fundo de Garantia de Depósitos 26 23 Perdas com a revalorização de propriedades de investimento 3 075 4 164 Servicing e despesas com recuperação e alienação de crédito 5 862 4 568 Impostos 2 030 3 022 Encargos com emissões 2 449 1 915 Donativos e quotizações 531 564 Outros 28 798 25 564 65 489 61 262 Outros resultados de exploração líquidos (23 144) (28 295) Em 2021, a rubrica Outros proveitos de exploração – Outros inclui essencialmente proveitos com a recuperação de crédito no montante de 3.482 milhares de euros (2020: 3.346 milhares de euros). Em 2020, esta rubrica inclui também proveitos com a cedência de colaboradores – desvios atuariais no montante de 362 milhares de euros. A rubrica Outros, relevada no agregado Outros proveitos de exploração, inclui a recuperação de alguns valores de Clientes. A rubrica de Outros proveitos de exploração – proveitos com a valorização de passivos financeiros corresponde a um ganho extraordinário decorrente da alteração da estimativa do valor de balanço das linhas de financiamento provenientes da facilidade TLTRO III ocorrido no segundo semestre de 2021 (ver Nota 1 c.4) A rubrica Contribuição do setor bancário é estimada de acordo com o disposto na Lei n.º 55-A/2010. A determinação do montante a pagar incide sobre: (i) o passivo médio anual apurado em balanço deduzido dos fundos próprios de base (Tier 1) e dos fundos próprios complementares (Tier 2) e os depósitos abrangidos pelo Fundo de Garantia de Depósitos; e (ii) o valor nocional dos instrumentos financeiros derivados.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 213 A rubrica Contribuição ex-ante para o Fundo Único de Resolução corresponde à contribuição anual, apurada nos termos do disposto no artigo 153.º-H, n.º 1, do Regime Geral das Instituições de Crédito e Sociedades Financeiras que transpôs os artigos 100.º, n.º 4, alínea a), e 103.º, n.º 1, da Diretiva 2015/59/EU do Parlamento Europeu e do Conselho, de 15 de maio de 2014, e do artigo 20.º, do Regulamento Delegado (EU) n.º 2015/63 da Comissão, de 21 de outubro de 2014 (“Regulamento Delegado”) e com as condições previstas no Regulamento de Execução 2015/81 do Conselho de 19 de dezembro de 2014 (“Regulamento de Execução”). Esta contribuição foi determinada pelo Banco de Portugal, na qualidade de autoridade de resolução, com base na metodologia definida no Regulamento Delegado nos termos do disposto nos artigos 4.º, 13.º e 20.º. No âmbito do Mecanismo Único de Resolução esta contribuição deve ser transferida para o Fundo Único de Resolução até 30 de junho de cada ano, em conformidade com o Acordo relativo à Transferência e Mutualização das contribuições para o Fundo Único de Resolução, assinado em Bruxelas em 21 de maio de 2014, aprovado pela Resolução da Assembleia da República 129/2015, de 3 de setembro, nos termos do disposto do n.º 4 do artigo 67.º do Regulamento (EU) n.º 806/2014 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 15 de julho de 2014 (“Regulamento MUR”). Adicionalmente, compete ao Conselho Único de Resolução (“CUR”), em estreita cooperação com o Banco de Portugal, na qualidade de autoridade nacional de resolução, proceder anualmente ao cálculo dessas contribuições, nos termos e para os efeitos do n.º 2 do artigo 70.º do Regulamento MUR. O Banco Montepio, nos exercícios de 2021 e 2020 optou pela utilização de compromissos irrevogáveis de pagamento, na proporção de 15% do valor da contribuição, nos termos previstos no n.º 3 do artigo 8.º do Regulamento de Execução. Nesta base, e com referência a 31 de dezembro de 2021, o Banco Montepio tinha procedido à liquidação de 8.424 milhares de euros (31 de dezembro de 2020: 7.093 milhares de euros) sob a forma de compromissos irrevogáveis de pagamento, encontrando-se registado na rubrica Aplicações sobre instituições de crédito no estrangeiro - Depósitos a prazo, conforme na nota 20. Para efeitos dos compromissos irrevogáveis de pagamento apenas é aceite como colateral numerário (cash colateral). A rubrica Contribuição para o Fundo de Resolução corresponde a contribuições periódicas obrigatórias, nos termos do disposto no Decreto-Lei n.º 24/2013. As contribuições periódicas são calculadas anualmente tendo em conta uma taxa base, determinada por Instrução do Banco de Portugal, podendo ser ajustada em função do perfil de risco da instituição, aplicada sobre a base de incidência objetiva das referidas contribuições. As contribuições periódicas incidem sobre o passivo das instituições participantes do Fundo, definido nos termos do artigo 10.º do referido Decreto-Lei, deduzido dos elementos do passivo que integram os fundos próprios de base e complementares e dos depósitos cobertos pelo Fundo de Garantia de Depósitos. A rubrica Servicing e despesas com recuperação e alienação de crédito regista os custos com o servicing aplicado a uma carteira de créditos non-performing efetuados por terceiras entidades. A rubrica Outros custos exploração - Outros inclui, em 2021, o montante de 3.136 milhares de euros (2020: 3.125 milhares de euros) relativos a serviços prestados pelo Montepio - Gestão de Activos Imobiliários, A.C.E. Esta inclui também custos com a manutenção de equipamento e de viaturas em operações de locação operacional, despesas com imóveis recebidos por recuperação de crédito, contabilizados na rubrica Outros ativos (nota 33), e com despesas judiciais.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 214 10 Custos com pessoal O valor desta rubrica é composto por: (milhares de euros) 2021 2020 Remunerações 110 716 117 676 Encargos sociais obrigatórios 33 038 32 567 Encargos com o Fundo de Pensões 9 838 22 230 Outros custos 10 562 16 782 164 154 189 255 Em 2021, no âmbito do Plano de Ajustamento do quadro de colaboradores, as rubricas de Encargos com o Fundo de Pensões e de Outros custos incluem, respetivamente, os montantes de 4.365 milhares de euros (2020: 14.180 milhares de euros) e de 4.959 milhares de euros (2020: 14.163 milhares de euros), relacionados com os encargos resultantes dos programas de reformas antecipadas e de rescisões por mútuo acordo. Nos exercícios de 2021 e 2020 não foram atribuídas aos Órgãos de Gestão e Outro pessoal chave de gestão importâncias a título de remuneração variável. Considera-se Outro pessoal chave de gestão os diretores de primeira linha. Os custos com as remunerações e outros benefícios, incluindo os respetivos encargos, atribuídos à Mesa da Assembleia Geral, ao Conselho Fiscal, ao Conselho de Administração (incluindo os membros da Comissão de Auditoria), ao Conselho de Administração das subsidiárias do Banco Montepio e ao Outro pessoal chave de gestão do Grupo, durante o exercício de 2021, são apresentados como segue: (milhares de euros) Mesa da Assembleia Geral Conselho Fiscal Conselho de Administração Conselho de Admin. das Subsid. do Banco Montepio Outro pessoal chave de gestão Total Remunerações e outros benefícios 7 253 3 380 1 194 7 061 11 895 Custos com pensões de reforma - - 748 109 402 1 259 Custos com SAMS - - 19 9 185 213 Encargos com Segurança Social 1 52 729 274 1 561 2 617 8 305 4 876 1 586 9 209 15 984
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 215 Os custos com as remunerações e outros benefícios, incluindo os respetivos encargos, atribuídos à Mesa da Assembleia Geral, ao Conselho Fiscal, ao Conselho de Administração (incluindo os membros da Comissão de Auditoria), ao Conselho de Administração das subsidiárias do Banco Montepio e ao Outro pessoal chave de gestão do Grupo, durante o exercício de 2020, são apresentados como segue: (milhares de euros) Mesa da Assembleia Geral Conselho Fiscal Conselho de Administração Conselho de Admin. das Subsid. do Banco Montepio Outro pessoal chave de gestão Total Remunerações e outros benefícios 7 233 3 202 1 306 5 268 10 016 Custos com pensões de reforma - - 892 20 118 1 030 Custos com SAMS - - 17 7 105 129 Encargos com Segurança Social 1 46 681 278 1 159 2 165 8 279 4 792 1 611 6 650 13 340 A 31 de dezembro de 2021, o valor do crédito concedido ao Conselho de Administração do Banco Montepio (incluindo os membros da Comissão de Auditoria) ascendeu a 588 milhares de euros (31 de dezembro de 2020: 622 milhares de euros), aos Conselhos de Administração das subsidiárias do Banco Montepio atingiu 2.618 milhares de euros (31 de dezembro de 2020: 2.555 milhares de euros) e ao pessoal chave de gestão ascendeu a 3.349 milhares de euros (31 de dezembro de 2020: 3.905 milhares de euros). O efetivo médio de colaboradores ao serviço do Grupo durante os exercícios de 2021 e 2020, distribuído por grandes categorias profissionais, foi o seguinte: 2021 2020 Direção e coordenação 244 275 Chefia e gerência 538 645 Técnicos 1 433 1 576 Administrativos 1 150 1 373 Auxiliares e outros 26 54 3 391 3 923
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 216 11 Gastos gerais administrativos O valor desta rubrica é composto por: (milhares de euros) 2021 2020 Rendas e alugueres 699 799 Serviços especializados Outros serviços especializados 21 834 21 209 Informática 12 535 12 813 Trabalho independente 3 144 3 070 Comunicações e expedição 6 285 6 618 Conservação e reparação 5 444 6 657 Publicidade e publicações 3 086 3 369 Água, energia e combustíveis 3 069 3 565 Transportes 1 956 2 319 Seguros 1 088 1 087 Material de consumo corrente 567 929 Deslocações, estadias e despesas de representação 670 732 Formação 823 456 Outros gastos administrativos 3 479 3 366 64 679 66 989 A rubrica Rendas e alugueres inclui, em 2021, o montante de 410 milhares de euros (2020: 459 milhares de euros) relativo a contratos de locação de curto prazo, dos quais 56 milhares de euros (2020: 49 milhares de euros) correspondem a rendas pagas sobre imóveis e 354 milhares de euros (2020: 410 milhares de euros) referem-se a rendas pagas sobre viaturas, em ambos os casos utilizados pelo Grupo Banco Montepio na condição de arrendatário. No âmbito do desenvolvimento da sua atividade, o Grupo regista na rubrica Outros serviços especializados os custos assumidos com a contratação de consultores externos, com o pagamento de serviços relacionados com bancos de dados, com encargos associados a processamentos efetuados pela SIBS e ainda com custos relacionados com o pagamento de honorários e avenças.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 217 A rubrica Outros serviços especializados inclui os honorários faturados pelo Revisor Oficial de Contas do Grupo no âmbito das suas funções de revisão legal de contas, bem como outros serviços, incluindo os prestados pela sua rede, conforme segue (excluindo IVA): (milhares de euros) 2021 2020 Serviços da revisão legal de contas 1 074 1 216 Serviços distintos de auditoria exigidos por lei 371 473 Serviços distintos de auditoria não exigidos por lei 642 50 2 087 1 739 12 Depreciações e amortizações O valor desta rubrica é composto por: (milhares de euros) 2021 2020 Ativos intangíveis (nota 31) Software 18 499 16 058 Outros ativos tangíveis (nota 30) Imóveis De serviço próprio 3 662 4 356 Obras em imóveis arrendados 595 707 Equipamento Equipamento informático 2 747 3 209 Instalações interiores 1 691 1 622 Mobiliário e material 261 260 Equipamento de transporte 230 179 Equipamento de segurança 145 163 Máquinas e ferramentas 55 61 Ativos sob direito de uso Imóveis 5 639 6 820 Viaturas 1 760 1 678 Outros ativos tangíveis 8 5 16 793 19 060 35 292 35 118 A rubrica Ativos sob direito de uso corresponde essencialmente a imóveis (balcões e edifícios centrais) e à frota de viaturas, sendo depreciados de acordo com o prazo de locação de cada contrato, conforme indicado na política contabilística 1 i).
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 218 13 Imparidade de crédito a clientes e aplicações em instituições de crédito O valor desta rubrica é composto por: (milhares de euros) 2021 2020 Aplicações em instituições de crédito (nota 20) Dotação do exercício 7 362 3 696 Reversão do exercício (3 811) (3 720) 3 551 (24) Crédito a clientes (nota 21) Dotação do exercício líquida de reversões 55 602 187 784 Recuperação de crédito e de juros (4 820) (2 634) 50 782 185 150 54 333 185 126 Esta rubrica regista a estimativa de perdas esperadas determinadas de acordo com a política contabilística descrita na nota 1 c). O Grupo Banco Montepio, no exercício de 2020, registou um impacto derivado da pandemia de COVID-19 na Imparidade do crédito no montante de 77,5 milhões de euros. 14 Imparidade de outros ativos financeiros O valor desta rubrica é composto por: (milhares de euros) 2021 2020 Ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral (nota 24) Dotação do exercício líquida de reversões 512 8 091 Outros ativos financeiros ao custo amortizado (nota 26) Dotação do exercício líquida de reversões (735) 4 082 ( 223) 12 173
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 219 15 Imparidade de outros ativos O valor desta rubrica é composto por: (milhares de euros) 2021 2020 Ativos não correntes detidos para venda (nota 28) Dotação do exercício 75 170 Reversão do exercício (107) (151) (32) 19 Outros ativos tangíveis (nota 30) Dotação do exercício 5 912 11 941 Reversão do exercício (269) - 5 643 11 941 Outros ativos (nota 33) Dotação do exercício 29 921 12 216 Reversão do exercício (4 518) (4 719) 25 403 7 497 31 014 19 457 No âmbito do Plano de redimensionamento da rede de distribuição o Banco encerrou um conjunto de balcões, tendo, consequentemente, promovido a obtenção do valor de mercado daqueles espaços junto de avaliadores independentes. Com base nos valores evidenciados por aquelas avaliações foi necessário efetuar em 2021 uma dotação líquida de reversões de imparidade de 5.643 milhares de euros (2020: 11.941 milhares de euros), conforme referido na rubrica Ativos tangíveis do quadro acima. 16 Outras provisões O valor desta rubrica é composto por: (milhares de euros) 2021 2020 Garantias e compromissos assumidos (nota 38) Dotação do exercício 27 742 71 567 Reversão do exercício (28 678) (69 081) (936) 2 486 Outros riscos e encargos (nota 38) Dotação do exercício 4 032 3 020 Reversão do exercício (7 717) (1 430) (3 685) 1 590 (4 621) 4 076
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 220 17 Resultados por equivalência patrimonial Os contributos contabilizados pelo método de equivalência patrimonial são analisados como segue: (milhares de euros) 2021 2020 HTA - Hotéis, Turismo e Animação dos Açores, S.A. 3 (662) 18 Caixa e disponibilidades em bancos centrais Esta rubrica é apresentada como segue: (milhares de euros) 2021 2020 Caixa 157 755 165 863 Depósitos em bancos centrais Banco de Portugal 2 788 426 1 282 692 Outros bancos centrais 21 815 17 695 2 967 996 1 466 250 A rubrica Depósitos em bancos centrais - Banco de Portugal inclui o montante para satisfazer as exigências legais de reservas mínimas de caixa, calculadas com base no valor dos depósitos e outras responsabilidades efetivas. O regime de constituição de reservas de caixa, de acordo com as diretrizes do Sistema Europeu de Bancos Centrais da Zona Euro, obriga à manutenção de um saldo em depósito junto do Banco Central equivalente a 1% sobre o montante médio dos depósitos e outras responsabilidades ao longo de cada período de constituição de reservas. 19 Disponibilidades em outras instituições de crédito Esta rubrica é apresentada como segue: (milhares de euros) 2021 2020 Em instituições de crédito no país 6 431 1 373 Em instituições de crédito no estrangeiro 46 573 17 449 Valores a cobrar 14 356 14 838 67 360 33 660 A rubrica Valores a cobrar diz respeito a cheques sacados por terceiros sobre outras instituições de crédito e que se encontram em cobrança. Em 2021 as Disponibilidades em outras instituições de crédito foram remuneradas à taxa média de -0,33% (2020: -0,07%).
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 221 20 Aplicações em instituições de crédito Esta rubrica é apresentada como segue: (milhares de euros) 2021 2020 Aplicações em instituições de crédito no país Depósitos a prazo 8 690 5 963 8 690 5 963 Aplicações em instituições de crédito no estrangeiro Depósitos a prazo 89 658 63 722 CSA's 25 139 27 949 Operações de compra com acordo de revenda 39 272 62 719 Aplicações de muito curto prazo 44 - Outras aplicações 66 726 132 938 220 839 287 328 229 529 293 291 Imparidade para riscos de crédito sobre aplicações em instituições de crédito (464) (287) 229 065 293 004 Em 31 de dezembro de 2021, a rubrica Depósitos a prazo, relevada em Aplicações em instituições de crédito no estrangeiro, inclui o montante de 8.424 milhares de euros (31 de dezembro de 2020: 7.093 milhares de euros) referente a um depósito efetuado e aceite como colateral no âmbito da contribuição ex-ante para o Fundo Único de Resolução, conforme nota 9. A variação na rubrica Aplicações sobre instituições de crédito no estrangeiro – Depósitos a prazo, corresponde, essencialmente, a aplicações de muito curto prazo em moeda estrangeira. Os Credit Support Annex (CSA’s) são contratos que regulam a entrega, receção e monitorização do colateral entregue/recebido para fazer face à exposição de uma das contrapartes do contrato à outra, na sequência das posições abertas em derivados transacionados em mercado de balcão. Conforme previsto na grande maioria dos CSA’s celebrados pelo Grupo, esse colateral poderá revestir a forma de valores mobiliários (securities) ou dinheiro (cash), sendo que, no caso do Grupo, os colaterais são todos em dinheiro. Os colaterais em dinheiro entregues (constituição ou reforço do colateral) ou recebidos (libertação do colateral) resultam das variações do justo valor dos vários instrumentos de derivados que o Grupo negociou com cada uma das contrapartes e consubstanciam-se pela transferência efetiva de fundos (cash), via transferências TARGET2 para cada uma das contrapartes em causa, como forma de garantia/ caução da exposição do Banco Montepio face à contraparte. Nesta base, e no âmbito das operações de instrumentos financeiros derivados com contrapartes institucionais, e de acordo com o definido nos respetivos contratos, em 31 de dezembro de 2021, o Grupo detém o montante de 25.139 milhares de euros (31 de dezembro de 2020: 27.949 milhares de euros) de aplicações em instituições de crédito dadas como colateral das referidas operações. A rubrica Outras aplicações, relevada em Aplicações em instituições de crédito no estrangeiro, inclui os valores depositados por veículos constituídos para efeito das operações de titularização do Grupo.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 222 Os movimentos de imparidade para riscos de crédito sobre aplicações em instituições de crédito são analisados como segue: (milhares de euros) 2021 2020 Saldo inicial 287 178 Dotação do exercício líquida de reversões 3 551 (24) Outros (3 374) 133 Saldo final 464 287 A análise da rubrica Aplicações em instituições de crédito pelo período remanescente das operações é a seguinte: (milhares de euros) 2021 2020 Até 3 meses 206 109 204 045 De 3 a 6 meses 8 424 54 032 De 6 meses a 1 ano - 19 027 De 1 ano a 5 anos - 1 000 Mais de 5 anos 4 000 4 000 Duração indeterminada 10 996 11 187 229 529 293 291 Na rubrica Aplicações sobre instituições de crédito no estrangeiro - Outras aplicações e no período remanescente de duração indeterminada estão incluídas cauções no âmbito da atividade bancária. Em 2021 as Aplicações em outras instituições de crédito foram remuneradas à taxa média de 0,70% (2020: 0,27%).
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 223 21 Crédito a clientes Esta rubrica é apresentada como segue: (milhares de euros) 2021 2020 Empresas Créditos não titulados Empréstimo 3 069 650 2 903 260 Créditos em conta corrente 383 186 436 808 Locação financeira 433 157 442 071 Desconto e outros créditos titulados por efeitos 26 524 35 443 Factoring 197 770 184 904 Descobertos em depósitos à ordem 723 601 Outros créditos 361 695 433 772 Créditos titulados Papel comercial 197 906 333 963 Obrigações 300 700 270 045 Particulares Habitação 5 538 792 5 580 462 Locação financeira 46 555 52 211 Consumo e outros créditos 1 184 526 983 900 11 741 184 11 657 440 Crédito ao exterior Empresas 42 042 25 820 Particulares 3 287 1 626 45 329 27 446 Correção de valor de ativos que sejam objeto de operações de cobertura Outros créditos 30 8 Crédito e juros vencidos Menos de 90 dias 41 504 45 538 Mais de 90 dias 361 418 626 784 402 922 672 322 12 189 465 12 357 216 Imparidade para riscos de crédito (521 777) (779 514) 11 667 688 11 577 702 Em 31 de dezembro de 2021, a rubrica Crédito a clientes inclui créditos afetos à emissão de obrigações hipotecárias realizadas pelo Grupo no montante de 2.746.685 milhares de euros (31 de dezembro de 2020: 2.739.544 milhares de euros), conforme descrito na nota 37. Em 31 de dezembro de 2021, o crédito que o Grupo concedeu aos seus acionistas e a partes relacionadas ascendeu a 12.214 milhares de euros (31 de dezembro de 2020: 16.346 milhares de euros), conforme descrito na nota 51. A celebração de negócios entre o Grupo e os acionistas ou pessoas singulares ou coletivas com estes relacionados, nos termos do disposto no artigo 20.º do Código dos Valores Mobiliários, independentemente do valor, é sempre objeto de deliberação e apreciação do Conselho de Administração e da Comissão de Auditoria, por proposta da rede comercial, suportadas em análise e parecer sobre o cumprimento do limite estabelecido no artigo 109.º do Regime Geral das Instituições de Crédito e Sociedades
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 224 Financeiras emitido pela Direção de Risco. O montante de imparidade para riscos de crédito constituído para estes contratos ascende a 362 milhares de euros em 31 de dezembro de 2021 (31 de dezembro de 2020: 638 milhares de euros). Em 31 de dezembro de 2021, o Crédito a clientes inclui 994.467 milhares de euros (31 de dezembro de 2020: 1.843.677 milhares de euros) relativos a créditos que foram objeto de securitização e que, de acordo com a política contabilística descrita na nota 1 c), não foram objeto de desreconhecimento, conforme descrito na nota 52. Na rubrica Correção de valor de ativos que sejam objeto de operações de cobertura está registado o justo valor da parte da carteira coberta. Esta valorização é registada por contrapartida de resultados de acordo com a política contabilística descrita na nota 1 c). O Grupo realiza periodicamente testes de efetividade das relações de cobertura existentes. O justo valor da carteira de crédito a clientes encontra-se apresentado na nota 48. A análise da rubrica Crédito a clientes por tipo de taxa de juro em 31 de dezembro de 2021 e 2020 é apresentada como segue: (milhares de euros) 2021 2020 Crédito contratado a taxa variável 10 281 439 10 553 862 Crédito contratado a taxa fixa 1 908 026 1 803 354 12 189 465 12 357 216 A análise da rubrica Crédito e juros vencidos, por tipo de crédito, é apresentada como segue: (milhares de euros) 2021 2020 Crédito com garantias reais 277 161 468 552 Crédito com outras garantias 56 699 119 971 Crédito titulado 5 362 33 950 Crédito em locação financeira 33 000 7 021 Outros créditos 30 700 42 828 402 922 672 322
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 225 A análise do Crédito e juros vencidos, de acordo com o tipo de Cliente e finalidade, é apresentada como segue: (milhares de euros) 2021 2020 Empresas Construção/Produção 55 818 136 990 Investimento 190 187 285 173 Tesouraria 88 822 144 853 Outras finalidades 17 667 22 743 Particulares Habitação 27 587 45 058 Crédito ao consumo 16 366 22 322 Outras finalidades 6 475 15 183 402 922 672 322 A análise da rubrica Crédito a clientes, por prazos de maturidade e por tipo de Cliente, para o exercício findo em 31 de dezembro de 2021, é a seguinte: (milhares de euros) Até 1 ano De 1 a 5 anos A mais de 5 anos Vencido Total Crédito com outras garantias 129 135 584 351 8 368 463 277 161 9 359 110 Crédito titulado 352 722 151 263 259 765 56 699 820 449 Crédito com garantias reais 31 308 223 426 224 978 5 362 485 074 Crédito em locação financeira 197 905 204 429 96 272 33 000 531 606 Outros créditos 202 794 155 346 604 386 30 700 993 226 913 864 1 318 815 9 553 864 402 922 12 189 465 Crédito a clientes A análise da rubrica Crédito a clientes, por prazos de maturidade e por tipo de crédito, para o exercício findo em 31 de dezembro de 2020, é a seguinte: (milhares de euros) Até 1 ano De 1 a 5 anos A mais de 5 anos Vencido Total Crédito com outras garantias 359 267 204 167 313 768 119 971 997 173 Crédito titulado 333 962 188 007 82 039 33 950 637 958 Crédito com garantias reais 134 299 624 873 8 035 683 468 552 9 263 407 Crédito em locação financeira 26 788 237 648 229 846 7 021 501 303 Outros créditos 205 202 150 937 558 408 42 828 957 375 1 059 518 1 405 632 9 219 744 672 322 12 357 216 Crédito a clientes
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 226 O crédito vincendo em locação financeira, em 31 de dezembro de 2021, em termos de prazos residuais é apresentado como segue: (milhares de euros) Até 1 ano De 1 a 5 anos A mais de 5 anos Total Rendas vincendas 61 350 250 327 128 459 440 136 Juros vincendos (8 840) (29 042) (24 481) (62 363) Valores residuais 21 996 48 450 31 493 101 939 74 506 269 735 135 471 479 712 Crédito em locação O crédito vincendo em locação financeira, em 31 de dezembro de 2020, em termos de prazos residuais é apresentado como segue: (milhares de euros) Até 1 ano De 1 a 5 anos A mais de 5 anos Total Rendas vincendas 56 739 258 911 116 571 432 221 Juros vincendos (10 202) (33 725) (20 537) (64 464) Valores residuais 18 848 60 488 47 189 126 525 65 385 285 674 143 223 494 282 Crédito em locação Em relação à locação operacional, o Grupo não apresenta contratos relevantes como locador. Os movimentos de imparidade para riscos de crédito são analisados como segue: (milhares de euros) 2021 2020 Saldo inicial 779 514 782 505 Dotação do exercício líquida de reversões 55 602 187 784 Utilização (280 507) (190 124) Variação cambial 4 843 (651) Transferências e outros (39 192) - Juros do estágio 3 1 517 - Saldo final 521 777 779 514 A rubrica Transferências inclui, em 2021, a imparidade associada aos créditos incluídos na operação Gerês Secured que, em conformidade com a IFRS 5 foi registada em Ativos não correntes detidos para venda (ver nota 28). A utilização de imparidade corresponde aos créditos abatidos em 2021 e 2020. A imparidade para riscos de crédito, por tipo de crédito, é apresentada como segue: (milhares de euros) 2021 2020 Crédito com garantias reais e locação 377 624 559 616 Crédito com outras garantias 83 897 150 902 Crédito sem garantias 60 256 68 996 521 777 779 514
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 227 A utilização da imparidade, analisada por tipo de crédito, é a seguinte: (milhares de euros) 2021 2020 Crédito com garantias reais e locação 165 936 108 085 Crédito com outras garantias 69 260 47 106 Crédito sem garantias 45 311 34 933 280 507 190 124 O Grupo Banco Montepio tem vindo a adotar medidas e práticas de forbearence, alinhadas ao contexto de risco, no sentido de ajustar o rendimento disponível ou a capacidade financeira dos Clientes ao seu serviço da dívida. Nesta base, foram adotadas as recomendações entretanto legisladas no âmbito dos regimes de incumprimento (Decreto-Lei n.º 227/2012) e nas Empresas (SIREVE, PER) e que estão amplamente divulgadas no site institucional, nas comunicações e normativos internos, para divulgação e implementação junto dos Clientes que apresentem indícios de dificuldades financeiras. No que diz respeito às medidas de forbearence, de acordo com o Regulamento de Execução (UE) 2015/227, de 9 de janeiro de 2015, foram consideradas alterações contratuais (carência de capital, alargamento do prazo, diferimento de capital, etc.) e consolidação de dívidas noutro contrato com condições ajustadas à situação atual do Cliente. A 31 de dezembro de 2021 a carteira de crédito inclui créditos que, face a dificuldades financeiras do Cliente, foram objeto de alteração das condições iniciais do contrato no montante de 622.252 milhares de euros (31 de dezembro de 2020: 817.234 milhares de euros) os quais apresentam uma imparidade de 255.198 milhares de euros (31 de dezembro de 2020: 368.095 milhares de euros). Adicionalmente, a carteira de créditos reestruturados inclui contratos que resultaram de uma reestruturação formal com os Clientes e consequente constituição de novo financiamento em substituição dos anteriores. A reestruturação pode resultar de um reforço de garantias e/ou liquidação de parte do crédito e implicar uma prorrogação de vencimentos ou alteração de taxa de juro. A análise dos créditos reestruturados efetivados em 31 de dezembro de 2021 e 2020 por tipo de crédito, é apresentada como segue: (milhares de euros) 2021 2020 Empresas Crédito não titulado Empréstimos 104 069 175 732 Créditos em conta corrente 3 241 9 669 Locação financeira 3 503 1 276 Outros créditos 5 137 949 Particulares Habitação 11 602 2 778 Consumo e outros créditos 17 598 6 993 145 150 197 397 Em 31 de dezembro de 2021, relativamente aos créditos reestruturados vincendos, o montante de imparidade associado a estas operações ascende a 54.773 milhares de euros, a que corresponde uma taxa de imparidade de 37,7% (31 de dezembro de 2020: 79.044 milhares de euros, taxa de imparidade de 40%).
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 228 Securitização sintética Em 18 de dezembro de 2020, o Grupo Banco Montepio realizou uma operação que configura uma estrutura de securitização sintética, a qual tem como base uma carteira de créditos de Pequenas e Médias Empresas (PME). A data de maturidade legal da operação é 25 março de 2036 e o respetivo montante ascendia a 358.661 milhares de euros a 31 de dezembro de 2021 (31 de dezembro de 2020: 415.315 milhões de euros). Conforme referido na política contabilística c.12) o Banco Montepio contratou duas garantias do BEI e do FEI para proteção das tranches sénior e mezzanine da operação de securitização sintética, suportando respetivamente, uma comissão de 0,3% e 4,0% com pagamentos trimestrais. 22 Ativos e passivos financeiros detidos para negociação A rubrica Ativos e passivos financeiros detidos para negociação é apresentada como segue: (milhares de euros) 2021 2020 Ativos financeiros detidos para negociação Títulos Ações - 3 397 Obrigações - 1 053 Unidades de participação - 3 074 - 7 524 Derivados Instrumentos financeiros derivados com justo valor positivo 7 582 9 399 7 582 16 923 Passivos financeiros detidos para negociação Derivados Instrumentos financeiros derivados com justo valor negativo 7 470 13 598 7 470 13 598 Conforme disposto na IFRS 13, os instrumentos financeiros em 31 de dezembro de 2021 e 2020, mensurados de acordo com os níveis de valorização descritos na nota 48, são os seguintes: (milhares de euros) Nível 1 Nível 2 Nível 3 Total Ativos financeiros detidos para negociação Títulos Ações - - - Obrigações - - - Unidades de participação - - - - - - - Derivados Instrumentos financeiros derivados com justo valor positivo - 1 376 6 206 7 582 - 1 376 6 206 7 582 Passivos financeiros detidos para negociação Derivados Instrumentos financeiros derivados com justo valor negativo - 949 6 521 7 470 - 949 6 521 7 470 2021
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 229 (milhares de euros) Nível 1 Nível 2 Nível 3 Total Ativos financeiros detidos para negociação Títulos Ações 3 397 - - 3 397 Obrigações 1 053 - - 1 053 Unidades de participação 3 074 - - 3 074 7 524 - - 7 524 Derivados Instrumentos financeiros derivados com justo valor positivo - 2 147 7 252 9 399 7 524 2 147 7 252 16 923 Passivos financeiros detidos para negociação Derivados Instrumentos financeiros derivados com justo valor negativo - 1 997 11 601 13 598 - 1 997 11 601 13 598 2020 A análise da carteira de títulos registada em Ativos financeiros detidos para negociação, por maturidade, em 31 de dezembro de 2020 é apresentada como segue: (milhares de euros) Inferior a 3 meses Entre 3 meses e 1 ano Entre 1 e 5 anos Superior a 5 anos Indeterminado Total Títulos de rendimento fixo Obrigações Estrangeiras - - - 1 053 - 1 053 Títulos de rendimento Variável Ações Nacionais - - - - 226 226 Estrangeiras - - - - 3 171 3 171 Unidades de participação - - - - 3 074 3 074 - - - 1 053 6 471 7 524 2020 Em 31 de dezembro de 2020 no âmbito do empréstimo obtido junto do BEI fazem parte do colateral um conjunto de obrigações soberanas italianas e espanholas ao valor nominal de 1.000 milhares de euros, em 31 de dezembro de 2020, conforme descrito na nota 35. Em 31 de dezembro de 2021 não existem títulos dados em colateral classificados com detidos para negociação.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 230 O valor de balanço dos instrumentos financeiros derivados em 31 de dezembro de 2021 e a sua comparação com os respetivos ativos e passivos registados ao justo valor, no caso específico dos derivados para a gestão de risco, pode ser analisado como segue: (milhares de euros) Produto derivado Ativo / Passivo financeiro associado Nocional Justo valor positivo Justo valor negativo Justo valor total Variação de justo valor no período (1) Justo valor Variação de justo valor no período Valor de balanço Valor de reembolso na maturidade Swap de taxa de juro Swap de taxa de juro Recursos de clientes 25 018 - (82) (82) (82) 153 153 25 009 24 856 Swap de taxa de juro Crédito a clientes 1 068 4 (26) (22) 43 30 22 1 004 1 041 Swap de taxa de juro - 682 386 7 529 (7 853) (324) 4 026 - - - - Swap Cambial (Short ) - 24 479 Swap Cambial (Long ) - 24 597 Futuros (Short ) - - Futuros (Long ) - - Forwards (Short) - 745 Forwards (Long) - 745 Opções (Short) - 55 709 Opções (Long ) - 55 956 870 703 7 582 (7 470) 112 4 311 183 166 26 013 25 897 - - - - - (9) - Responsabilidades representadas por títulos - (110) - - 108 108 - - - (1) Inclui o resultado dos derivados divulgado na nota 5. - - - - - - 2021 432 434 - - Derivado Ativo / Passivo associado - - - - - - - - - - (59) - - - 491 Os derivados para a gestão de risco incluem os derivados contratados com o objetivo de efetuar a cobertura económica de determinados ativos e passivos financeiros, mas que não foram designados como derivados de cobertura. O valor de balanço dos instrumentos financeiros derivados em 31 de dezembro de 2020 e a sua comparação com os respetivos ativos e passivos registados ao justo valor, no caso específico dos derivados para a gestão de risco, pode ser analisado como segue: (milhares de euros) Produto derivado Ativo / Passivo financeiro associado Nocional Justo valor positivo Justo valor negativo Justo valor total Variação de justo valor no período (1) Justo valor Variação de justo valor no período Valor de balanço Valor de reembolso na maturidade Swap de taxa de juro Swap de taxa de juro Crédito a clientes 1 174 4 (69) (65) (16) 8 (38) 1 207 1 200 Swap de taxa de juro Outros 1 644 869 9 168 (13 518) (4 350) (1 049) - - - - Swap Cambial (Short ) - 50 171 Swap Cambial (Long ) - 50 390 Futuros (Short ) - 1 776 Futuros (Long ) - 355 Forwards (Short) - 29 064 Forwards (Long) - 28 889 Opções (Short) - 59 675 Opções (Long ) - 64 433 1 930 796 9 399 (13 598) (4 199) (13 727) 17 (46) 4 313 4 160 - 3 (6) - - (5) - - - - - - - 2020 (2) (12 386) - - Derivado Ativo / Passivo associado - - (1) Inclui o resultado dos derivados divulgado na nota 5. - - - - - - Responsabilidades representadas por títulos - (85) - - 218 224 - - - 2 960 - - (191) 9 (8) 3 106 O justo valor das opções corresponde a derivados negociados em mercados organizados, cujo valor de mercado é liquidado diariamente por contrapartida da conta margem e o justo valor dos Forwards – Derivados cambiais com maturidades residuais curtas, a liquidar. A análise dos instrumentos financeiros derivados de negociação, por maturidade, em 31 de dezembro de 2021 é a seguinte:
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 231 (milhares de euros) Inferior a 3 meses Entre 3 meses e 1 ano Superior a 1 ano Total Ativo Passivo Contratos sobre taxas de juro Swap de taxa de juro - 50 620 657 852 708 472 7 533 7 961 Opções - 603 86 043 86 646 (67) (499) Contratos sobre taxas de câmbio Swap cambial 49 076 - - 49 076 108 - Forwards 1 490 - - 1 490 - - Contratos sobre índices / ações Opções - - 25 019 25 019 8 8 50 566 51 223 768 914 870 703 7 582 7 470 2021 Nocionais com prazo remanescente Justo valor A análise dos instrumentos financeiros derivados de negociação, por maturidade, em 31 de dezembro de 2020 é a seguinte: (milhares de euros) Inferior a 3 meses Entre 3 meses e 1 ano Superior a 1 ano Total Ativo Passivo Contratos sobre taxas de juro Swap de taxa de juro - - 1 646 043 1 646 043 9 172 13 587 Opções 5 245 54 891 63 972 124 108 3 5 Contratos sobre taxas de câmbio Swap cambial 100 561 - - 100 561 224 6 Forwards 57 630 323 - 57 953 - - Contratos sobre índices / ações Futuros 2 131 - - 2 131 - - 165 567 55 214 1 710 015 1 930 796 9 399 13 598 2020 Nocionais com prazo remanescente Justo valor 23 Ativos financeiros ao justo valor através dos resultados A rubrica Ativos financeiros ao justo valor através dos resultados é apresentada como segue: (milhares de euros) 2021 2020 Títulos de rendimento variável Unidades de participação 193 659 337 226 Crédito a clientes ao justo valor Crédito não titulado 9 768 9 666 203 427 346 892 As Unidades de participação incluídas na rubrica Títulos de rendimento variável incluem em 31 de dezembro de 2021 o montante de 63.783 milhares de euros (31 de dezembro de 2020: 69.937 milhares de euros) referente a unidades de participação em fundos especializados de crédito adquiridas no âmbito da cedência de créditos a clientes, conforme referido na nota 56.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 232 Conforme disposto na IFRS 13, os instrumentos financeiros são mensurados de acordo com os níveis de valorização descritos na nota 48, conforme segue: (milhares de euros) Nível 1 Nível 2 Nível 3 Total Títulos de rendimento variável Unidades de participação - - 193 659 193 659 Crédito a clientes ao justo valor Crédito não titulado - - 9 768 9 768 - - 203 427 203 427 2021 (milhares de euros) Nível 1 Nível 2 Nível 3 Total Títulos de rendimento variável Unidades de participação - - 337 226 337 226 Crédito a clientes ao justo valor Crédito não titulado - - 9 666 9 666 - - 346 892 346 892 2020 Em 31 de dezembro de 2021, os ativos de nível 3, referentes a unidades de participação da rubrica Títulos de rendimento variável incluem os investimentos efetuados em unidades de participação em fundos de investimento imobiliário, em fundos especializados de recuperação de crédito e em fundos de capital de risco, encontrando-se valorizados de acordo com o valor divulgado sobre o Valor Líquido Global do Fundo (VLGF) determinado pela entidade gestora, no montante de 193.659 milhares de euros (31 de dezembro de 2020: 337.226 milhares de euros), dos quais 111.329 milhares de euros (31 de dezembro de 2020: 252.621 milhares de euros) são relativos a fundos de investimento imobiliário. O património dos fundos especializados de recuperação de crédito resulta de um conjunto diversificado de ativos e passivos, os quais se encontram valorizados ao justo valor nas contas dos respetivos fundos através de metodologias internas utilizadas pela entidade gestora. O património dos fundos de investimento imobiliário encontra-se valorizado pela entidade gestora com base nos relatórios de avaliação elaborados por peritos registados na CMVM. Em 31 de dezembro de 2021, para os Títulos de rendimento varável registados no nível 3, a análise de sensibilidade efetuada considerou uma variação do valor do ativo financeiro de 10%, tendo sido, consequentemente, apurado um impacto de 19.366 milhares de euros (31 de dezembro de 2020: 33.723 milhares de euros).
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 233 Os movimentos ocorridos no nível 3 nos ativos financeiros ao justo valor através dos resultados – Títulos de rendimento variável são analisados como segue: (milhares de euros) 2021 2020 Saldo inicial 337 226 365 669 Aquisições 1 372 313 Revalorizações (50 739) (15 622) Alienações (94 200) (13 134) Saldo final 193 659 337 226 Os movimentos ocorridos no nível 3 dos créditos a clientes ao justo valor dizem respeito na sua totalidade a revalorizações nos exercícios de 2021 e 2020. 24 Ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral Esta rubrica, no exercício de 2021, é apresentada como segue: (milhares de euros) Títulos de rendimento fixo Obrigações de emissores públicos Nacionais 31 779 448 (22) (62) 32 143 Estrangeiros 41 889 314 - (78) 42 125 Obrigações de outros emissores Nacionais 16 419 956 (422) (1 453) 15 500 Estrangeiros 1 328 - (13) (3) 1 312 Papel comercial 10 047 1 257 - (1 257) 10 047 Títulos de rendimento variável Ações Nacionais 5 200 9 985 - - 15 185 Estrangeiras 6 228 1 214 (416) - 7 026 112 890 14 174 (873) (2 853) 123 338 (1) Custo de aquisição no que se refere a títulos de rendimento variável e custo amortizado por títulos de dívida. Reserva de justo valor 2021 Positiva Negativa Perdas por imparidade Custo (1) Valor de balanço
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 234 Esta rubrica, no exercício de 2020, é apresentada como segue: (milhares de euros) Títulos de rendimento fixo Obrigações de emissores públicos Nacionais 31 693 973 - (82) 32 584 Estrangeiros 119 899 1 200 - (300) 120 799 Obrigações de outros emissores Nacionais 12 735 291 (637) (786) 11 603 Estrangeiros 3 097 13 (25) (13) 3 072 Títulos de rendimento variável Ações Nacionais 74 489 9 685 (1 750) - 82 424 Estrangeiras 71 598 2 045 (37 328) - 36 315 313 511 14 207 (39 740) (1 181) 286 797 (1) Custo de aquisição no que se refere a títulos de rendimento variável e custo amortizado por títulos de dívida. Reserva de justo valor 2020 Positiva Negativa Perdas por imparidade Custo (1) Valor de balanço Em 4 de março de 2021, o Grupo Banco Montepio participou no leilão de oferta pública de aquisição de ações por aumento de participação (“OPA”) lançada pela Sociedade Técnica Monteiro Aranha S.A. (a “Oferente”), realizado pela B3 S.A. – Brasil, Bolsa, Balcão. No âmbito do referido leilão, o Grupo alienou a totalidade da sua participação acionista na Monteiro Aranha S.A. (a “Companhia”), correspondente a 1.262.743 ações ordinárias, equivalente a cerca de 10,31% do capital social da Companhia. A venda proporcionou um encaixe financeiro de 25.944 milhares de euros (31 de dezembro de 2020: valor da participação de 27.980 milhares de euros). No exercício de 2021, o Grupo alienou a totalidade da sua participação acionista na Almina Holding S.A. (Almina), correspondente a 9.500 ações ordinárias, equivalente a 19,0% do capital social da Almina. A venda proporcionou um encaixe financeiro de 67.000 milhares de euros (31 de dezembro de 2020: valor da participação de 67.600 milhares de euros). SIBS O justo valor da participação de 1,74% detida pelo Banco no capital social da SIBS, relevado nas demonstrações financeiras de 31 de dezembro de 2021, está suportado numa avaliação que considera as metodologias dos múltiplos de Empresas comparáveis (mercado e transação) e Discounted Cash Flows (DCF). Para a avaliação da SIBS com referência a 31 de dezembro de 2021, foi considerada a informação constante nos relatórios e contas em base consolidada com referência aos exercícios de 2019 e 2020, os documentos preparados pela gestão e atualizados a junho de 2021, relativos ao orçamento e previsões para o ano fiscal de 2021, assim como informações sobre múltiplos de transações de Empresas comparáveis, nomeadamente dos setores das Redes e Sistemas de pagamentos. Para esta avaliação foi considerado um horizonte previsional de quatro anos, para os quais foi necessário calcular os cash-flows previsionais, tendo por base os cash-flows históricos e as taxas de crescimento estimadas, estas últimas a apresentarem um forte crescimento de recuperação para 2022, sendo que, de 2023 em diante, evoluem em linha com o potencial de crescimento da Empresa. No método de avaliação através da metodologia DCF foi assumido o pressuposto da continuidade das operações para além do horizonte previsional, tendo sido considerado um cenário conservador para a
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 235 variação anual dos cash-flows em perpetuidade bem como para os níveis de Investimento em CAPEX e depreciações e amortizações. Os cash-flows foram descontados à taxa equivalente do custo médio ponderado do capital, refletindo, assim, o valor temporal do dinheiro e o risco específico da indústria, e que se situou em 8,1%, com referência a 31 de dezembro de 2021 (31 de dezembro de 2020: 8,2%). Na avaliação através do método dos múltiplos de mercado, foram considerados múltiplos referentes aos exercícios de 2020 e 2021, e que incluem Empresas de diferentes geografias, suportados na base de dados MergerMarket. Unicre O justo valor da participação de 3,84% detida pelo Banco no capital social da Unicre, relevado nas demonstrações financeiras de 31 de dezembro de 2021, está suportado numa avaliação que considera a metodologia de Discounted cash flows (DCF) que teve por base a performance através dos Cash-flows projetados, para um horizonte provisional de cinco anos, uma vez que à data de avaliação a informação da Empresa referente ao exercício de 2021 ainda não era pública, e baseou-se nas informações provenientes dos Relatórios e contas da Unicre referentes aos exercícios de 2019 e 2020. Devido ao modelo de negócio da Empresa, o Banco Montepio optou por considerar na sua avaliação os fluxos financeiros em termos de receitas, bem como o custo do financiamento para suportar a atividade da Unicre. A 31 dezembro de 2021 a taxa de desconto considerada na avaliação foi de 10,1% (31 de dezembro de 2020: 10,6%), o que corresponde ao custo de oportunidade do capital próprio da Empresa, estimado de acordo com a metodologia do modelo CAPM. As componentes desta taxa foram estimadas tendo por base os dados do Professor Damodaran e da plataforma Bloomberg. ABANCA O justo valor da participação de 0,0848% detida no capital social da ABANCA, relevado nas demonstrações financeiras de 31 de dezembro de 2021, está suportado numa avaliação que considera a metodologia de Discounted cash flows (DCF), que teve por base a performance através dos Cash-flows projetados, para um horizonte provisional de cinco anos, tendo-se baseado nas informações provenientes das Apresentações de resultados e dos Relatórios e contas da ABANCA referentes aos exercícios de 2019, 2020 e terceiro trimestre de 2021. Devido ao modelo de negócio da Empresa, o Banco Montepio optou por considerar na sua avaliação os fluxos financeiros em termos dos resultados operacionais, tendo-se mantido a estrutura de financiamento estável face aos anos anteriores, bem como o pressuposto de desaceleração do crescimento da atividade e da rendibilidade da Empresa em relação à performance histórica. A 31 de dezembro de 2021 a taxa de desconto considerada na avaliação foi de 8,7%, o que corresponde ao custo de oportunidade do capital próprio da Empresa, estimado de acordo com a metodologia do modelo CAPM. As componentes desta taxa foram estimadas tendo por base os dados do Professor Damodaran e da plataforma Bloomberg.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 236 A análise dos ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral, líquido de imparidade, por níveis de valorização, com referência aos exercícios de 2021 e 2020 é apresentada como segue: (milhares de euros) Nível 1 Nível 2 Nível 3 Instrumentos financeiros ao custo Total Títulos de rendimento fixo Obrigações de emissores públicos Nacionais 31 550 1 034 - - 32 584 Estrangeiros 120 799 - - - 120 799 Obrigações de outros emissores Nacionais 4 036 - 7 567 - 11 603 Estrangeiros 1 018 2 054 - - 3 072 157 403 3 088 7 567 - 168 058 Títulos de rendimento variável Ações Nacionais - - 81 600 824 82 424 Estrangeiras 27 980 - 7 818 517 36 315 27 980 - 89 418 1 341 118 739 185 383 3 088 96 985 1 341 286 797 2020 Conforme disposto na IFRS 13, os instrumentos financeiros estão mensurados de acordo com os níveis de valorização descritos na nota 48. Para a totalidade dos ativos financeiros registados no nível 3 a análise de sensibilidade efetuada considerou uma variação do valor do ativo financeiro de 10%, tendo sido, consequentemente, apurado um impacto de 4.251 milhares de euros em 31 de dezembro de 2021 (31 de dezembro de 2020: 9.699 milhares de euros). Os instrumentos classificados no nível 3 têm associados ganhos e perdas não realizados no montante positivo de 12.695 milhares de euros (31 de dezembro de 2020: montante positivo de 9.630 milhares de euros) registadas em reservas de justo valor. Nesta rubrica o Grupo detém alguns títulos mensurados ao custo de aquisição. É entendimento do Grupo que o valor contabilístico apresentado para os instrumentos financeiros ao custo não difere de forma substancial do justo valor, não tendo sido apurado o respetivo justo valor dada a reduzida expressão das posições. (milhares de euros) Nível 1 Nível 2 Nível 3 Instrumentos financeiros ao custo Total Títulos de rendimento fixo Obrigações de emissores públicos Nacionais 31 119 1 024 - - 32 143 Estrangeiros 42 125 - - - 42 125 Obrigações de outros emissores Nacionais 4 066 - 11 434 - 15 500 Estrangeiros - 1 312 - - 1 312 Papel comercial - - 10 047 - 10 047 77 310 2 336 21 481 - 101 127 Títulos de rendimento variável Ações Nacionais - - 14 300 885 15 185 Estrangeiras - - 6 730 296 7 026 - - 21 030 1 181 22 211 77 310 2 336 42 511 1 181 123 338 2021
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 237 Os movimentos ocorridos no nível 3 nos ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral são analisados como segue: (milhares de euros) 2021 2020 Saldo inicial 96 985 95 581 Aquisições 15 076 5 150 Revalorizações (789) (2 671) Alienações (67 600) - Reembolso (1 161) (1 075) Saldo final 42 511 96 985 Os movimentos ocorridos nas perdas por imparidade nos ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral são analisados como segue: (milhares de euros) 2021 2020 Saldo inicial 1 181 5 327 Dotação do exercício 522 8 093 Reversão do exercício (10) (2) Utilização de imparidade (863) (12 237) Outros movimentos 2 023 - Saldo final 2 853 1 181 A análise dos ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral, por maturidade, em 31 de dezembro de 2021 é a seguinte: (milhares de euros) Inferior a 3 meses Entre 3 meses e 1 ano Entre 1 ano e 5 anos Superior a 5 anos Indeterminado Total Títulos de rendimento fixo Obrigações de emissores públicos Nacionais - 10 276 1 024 20 843 - 32 143 Estrangeiros 42 125 - - 42 125 Obrigações de outros emissores Nacionais - - 10 102 4 066 1 332 15 500 Estrangeiros - - - 1 312 - 1 312 Papel comercial 10 047 - - - - 10 047 10 047 10 276 53 251 26 221 1 332 101 127 Títulos de rendimento variável Ações Nacionais - - - - 15 185 15 185 Estrangeiras - - - - 7 026 7 026 - - - - 22 211 22 211 10 047 10 276 53 251 26 221 23 543 123 338 2021
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 238 A análise dos ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral, por maturidade, em 31 de dezembro de 2020 é a seguinte: (milhares de euros) Inferior a 3 meses Entre 3 meses e 1 ano Entre 1 ano e 5 anos Superior a 5 anos Indeterminado Total Títulos de rendimento fixo Obrigações de emissores públicos Nacionais - - 12 245 20 339 - 32 584 Estrangeiros 57 012 - 63 787 - - 120 799 Obrigações de outros emissores Nacionais - - 5 151 5 197 1 255 11 603 Estrangeiros - 1 018 - 2 054 - 3 072 57 012 1 018 81 183 27 590 1 255 168 058 Títulos de rendimento variável Ações Nacionais - - - - 82 424 82 424 Estrangeiras - - - - 36 315 36 315 - - - - 118 739 118 739 57 012 1 018 81 183 27 590 119 994 286 797 2020 Os títulos dados em garantia, registados em Ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral, são apresentados como segue: - O valor nominal dos ativos dados em garantia ao Banco Central Europeu no âmbito de operações de cedência de liquidez ascende, em 31 de dezembro de 2021, a 67.877 milhares de euros após a aplicação de haircut (31 de dezembro de 2020: 84.750 milhares de euros), conforme descrito na nota 34; - Em 31 de dezembro de 2020, no âmbito do empréstimo obtido junto do BEI fazem parte do colateral um conjunto de obrigações soberanas portuguesas, espanholas, gregas, dos países baixos, francesas e alemãs ao valor nominal de 545.677 milhares de euros, conforme descrito na nota 35. Estes ativos financeiros dados em garantia podem ser executados em caso de incumprimento das obrigações contratuais assumidas pelo Grupo nos termos e condições dos contratos celebrados. 25 Derivados de cobertura Esta rubrica é apresentada como segue: (milhares de euros) 2021 2020 Ativo Swap de taxas de juro 5 411 10 550 Swap de taxas de câmbio - 143 5 411 10 693 Passivo Swap de taxas de juro 335 397 Valor líquido 5 076 10 296 O Banco Montepio contratou um swap de taxa de juro para cobrir a sua exposição a risco de taxa de juro de uma obrigação emitida à taxa fixa. O tratamento contabilístico depende da natureza do risco coberto, nomeadamente se o Grupo está exposto às variações de justo valor, ou se se encontra perante coberturas
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 239 de transações futuras. O Grupo realiza periodicamente testes de efetividade às relações de cobertura existentes. A análise da carteira de derivados de cobertura, por maturidades, em 31 de dezembro de 2021 e 2020, é apresentada como segue: (milhares de euros) outubro de 2022 Total outubro de 2022 Total Derivados de cobertura de justo valor com risco de taxa de juro: Swap de taxa de juro 750 000 750 000 5 076 5 076 750 000 750 000 5 076 5 076 2021 Nocionais Justo valor Por prazo remanescente (milhares de euros) outubro de 2022 Total outubro de 2022 Total Derivados de cobertura de justo valor com risco de taxa de juro: Swap de taxa de juro 750 000 750 000 10 153 10 153 Derivados de cobertura de justo valor com risco de taxa de câmbio: Swap de taxa de câmbio 27 830 27 830 143 143 777 830 777 830 10 296 10 296 2020 Nocionais Justo valor Por prazo remanescente A operação de cobertura de justo valor em 31 de dezembro de 2021 e 2020 pode ser analisada como segue: (milhares de euros) Produto derivado Produto coberto Risco coberto Nocional Justo valor do derivado (1) Variação do justo valor do derivado Justo valor do elemento coberto (2) Variação do justo valor do elemento coberto (2) Swap de taxa de juro Responsabilidades representadas por títulos Taxa de juro 750 000 5 076 (5 077) (3 099) 4 468 Swap de taxa de câmbio Ações Cambial - - (143) - - 750 000 5 076 (5 220) (3 099) 4 468 (1) Inclui o juro corrido. (2) Atribuível ao risco coberto. 2021
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 240 (milhares de euros) Produto derivado Produto coberto Risco coberto Nocional Justo valor do derivado (1) Variação do justo valor do derivado Justo valor do elemento coberto (2) Variação do justo valor do elemento coberto (2) Swap de taxa de juro Responsabilidades representadas por títulos Taxa de juro 750 000 10 153 (448) (7 567) 1 657 Swap de taxa de câmbio Ações Cambial 27 830 143 143 - - 777 830 10 296 (305) (7 567) 1 657 (1) Inclui o juro corrido. (2) Atribuível ao risco coberto. 2020 26 Outros ativos financeiros ao custo amortizado Esta rubrica é apresentada como segue: (milhares de euros) 2021 2020 Títulos de rendimento fixo Obrigações de emissores públicos 669 851 1 360 498 Nacionais 2 339 750 1 011 084 Estrangeiros 3 009 601 2 371 582 Imparidade para outros ativos financeiros ao custo amortizado (5 405) (8 966) 3 004 196 2 362 616 O justo valor da carteira de Outros ativos financeiros ao custo amortizado encontra-se apresentado na nota 48.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 241 Os Outros ativos financeiros ao custo amortizado podem ser analisados, à data de 31 de dezembro de 2021, como segue: (milhares de euros) Denominação Data de emissão Data de reembolso Taxa de juro Valor nominal Valor de Balanço OT 1.950% 15JUN2029 16 janeiro 2019 15 junho 2029 1,950% 143 500 163 696 OT 0.700% 15OCT2027 8 abril 2020 15 outubro 2027 0,700% 25 000 25 919 OT 0.475% 18OCT2030 15 janeiro 2020 18 outubro 2030 0,475% 210 000 213 381 OT 2.250% 18APR2034 18 abril 2018 18 abril 2034 2,250% 15 000 18 620 OT 0.900% 12OCT2035 8 julho 2020 12 outubro 2035 0,900% 95 000 100 181 OT 3,875% 15-FEB-2030 10 setembro 2014 15 fevereiro 2030 3,875% 105 000 139 515 OT 1.000% 12APR2052 - 12 abril 2052 1,000% 7 500 7 512 BONOS 0,350% 30JUL2023 22 maio 2018 30 julho 2023 0,350% 166 000 165 837 ADIF 1.875% 28JAN2025 4 março 2015 28 janeiro 2025 1,875% 15 200 16 143 BONOS 1.950% 30JUL2030 1 março 2017 30 julho 2030 1,950% 85 000 98 114 BONOS 5.350% 30JUL2033 24 março 2015 30 julho 2033 5,350% 65 000 80 512 BTP 1.650% 01MAR2032 1 agosto 2016 01 março 2032 1,650% 34 000 37 014 BTP 1,250% 01-DEC-2026 1 agosto 2018 01 dezembro 2026 1,250% 70 000 73 376 BTP 2,800% 01DEC2028 17 setembro 2018 01 dezembro 2028 2,800% 153 800 178 656 BTP 2,500% 15NOV2025 2 setembro 2019 15 novembro 2025 2,500% 33 000 35 994 BTP 1.350% 01APR2030 10 junho 2020 01 abril 2030 1,350% 82 000 86 993 BTP 1.650% 01DEC2030 16 julho 2020 01 dezembro 2030 1,650% 34 000 36 850 BTP 0.950% 15SEP2027 1 setembro 2020 15 setembro 2027 0,950% 105 000 108 768 BTP 0.500% 01FEB2026 1 outubro 2020 02 fevereiro 2026 0,500% 14 500 14 725 BTP 0.900% 01APR2031 11 novembro 2020 01 abril 2031 0,900% 36 000 36 542 BONOS 0.500% 30APR2030 21 janeiro 2020 30 abril 2030 0,500% 105 000 107 993 BONOS 1,250% 31OCT2030 30 abril 2020 31 outubro 2030 1,250% 80 000 86 910 BONOS 0.000% 31MAY2024 12 janeiro 2021 31 maio 2024 0,000% 250 000 252 207 BONOS 0.100% 30APR2031 20 janeiro 2021 30 abril 2031 0,100% 115 000 112 782 BONOS 0,500% 31OCT2031 29 junho 2021 31 outubro 2031 0,500% 50 000 51 376 GREECE 3,750% 30JAN2028 5 dezembro 2017 30 janeiro 2028 3,750% 12 000 14 987 IRELAND 0,000% 18OCT2031 12 janeiro 2021 18 outubro 2031 0,000% 103 000 101 804 BTP 0,250% 15MAR2028 18 janeiro 2021 15 março 2028 0,250% 105 000 105 136 BTP 0.000% 15APR2024 15 março 2021 15 abril 2024 0,000% 495 000 496 438 OT USD 7.5% 01Mar22 - 01 março 2022 7,500% 1 604 1 620 OT USD 7.5% Nov22 13 novembro 2017 13 novembro 2022 7,500% 2 673 2 659 OT ME 5% Dez2022 10 dezembro 2015 10 dezembro 2022 5,000% 13 852 13 451 OTME 3.7% 11/2023 25 novembro 2021 25 novembro 2023 3,700% 776 768 OTME 3.7% 2/12/2023 2 dezembro 2021 02 dezembro 2023 3,700% 953 942 OTME 3.7% 9/12/2023 9 dezembro 2021 09 dezembro 2023 3,700% 882 871 OTME 3.7% 16-12-2023 16 dezembro 2021 16 dezembro 2023 3,700% 812 801 OTME 3.7% 23-12-2023 23 dezembro 2021 23 dezembro 2023 3,700% 494 487 OTME 3.7% 30.12.2023 30 dezembro 2021 30 dezembro 2023 3,700% 459 452 OT MN 16.25% 02/2022 - 28 fevereiro 2022 16,250% 191 198 OTMN 15.75% 10/2022 16 abril 2021 16 outubro 2022 15,750% 4 769 4 589 OT MN 15.75%11/22 12 maio 2021 12 novembro 2022 15,750% 3 180 3 010 BT_16/02/2022 - 16 fevereiro 2022 - 2 305 2 218 BT_10/10/2022 11 outubro 2021 10 outubro 2022 - 4 769 4 149 2 847 219 3 004 196
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 242 Os Outros ativos financeiros ao custo amortizado podem ser analisados, à data de 31 de dezembro de 2020, como segue: (milhares de euros) Denominação Data de emissão Data de reembolso Taxa de juro Valor nominal Valor de Balanço OT 4,95% 25-OCT-2023 10 junho 2008 25 outubro 2021 4,950% 188 000 211 802 OT APR21 23 fevereiro 2005 14 abril 2021 3,850% 120 000 124 318 OT 2,200% 17-OCT-2022 9 setembro 2015 17 outubro 2022 2,200% 212 500 220 012 OT 5.65% 15-FEV-2024 14 maio 2013 15 fevereiro 2024 5,650% 109 500 132 714 OT 1.950% 15JUN2029 16 janeiro 2019 15 junho 2029 1,950% 143 500 166 120 OT 0.700% 15OCT2027 8 abril 2020 15 outubro 2027 0,700% 25 000 26 060 OT 0.475% 18OCT2030 15 janeiro 2020 18 outubro 2030 0,475% 210 000 213 639 OT 2.250% 18APR2034 18 abril 2018 18 abril 2034 2,250% 15 000 18 885 OT 0.900% 12OCT2035 8 julho 2020 12 outubro 2035 0,900% 95 000 100 712 OT 3,875% 15-FEB-2030 10 setembro 2014 15 fevereiro 2030 3,875% 105 000 143 261 BONOS 0,750% 30JUL2021 8 março 2016 30 julho 2021 0,750% 35 000 35 219 BONOS 0,350% 30JUL2023 22 maio 2018 30 julho 2023 0,350% 166 000 165 727 BOTS ZERO COUPON 14APR2021 14 abril 2020 14 abril 2021 - 25 000 24 927 BOTS ZERO COUPON 14MAY2021 14 maio 2020 14 maio 2021 - 45 000 44 871 BOTS ZERO COUPON 14JUN2021 12 junho 2020 14 junho 2021 - 104 000 103 842 ADIF 1.875% 28JAN2025 4 março 2015 28 janeiro 2025 1,875% 15 200 16 366 BONOS 1.950% 30JUL2030 1 março 2017 30 julho 2030 1,950% 20 000 23 665 BONOS 5.350% 30JUL2033 14 março 2015 30 julho 2033 5,350% 65 000 81 812 BTP 1.650% 01MAR2032 1 agosto 2016 1 março 2032 1,650% 34 000 37 286 BTP 1,250% 01-DEC-2026 1 agosto 2018 1 dezembro 2026 1,250% 70 000 74 049 BTP 2,800% 01DEC2028 17 setembro 2018 1 dezembro 2028 2,800% 53 800 63 566 BTP 2,500% 15NOV2025 2 setembro 2019 15 novembro 2025 2,500% 33 000 36 743 BTP 1.350% 01APR2030 10 junho 2020 1 abril 2030 1,350% 82 000 87 553 BTP 1.650% 01DEC2030 16 julho 2020 1 dezembro 2030 1,650% 34 000 37 159 BTP 0.950% 15SEP2027 1 setembro 2020 15 setembro 2027 0,950% 60 000 62 296 BTP 0.500% 01FEB2026 1 outubro 2020 2 fevereiro 2026 0,500% 14 500 14 774 BTP 0.900% 01APR2031 11 novembro 2020 1 abril 2031 0,900% 36 000 36 587 OT USD 7.75% Mai2021 - 25 maio 2021 7,750% 3 697 3 416 OT USD 7.75% 01Nov21 - 1 novembro 2021 7,750% 2 465 2 289 OT USD 7.75% 02Ago21 - 2 agosto 2021 7,750% 2 465 2 336 OT USD 7.75% 11Out21 - 11 outubro 2021 7,750% 2 465 2 300 OT USD 7.75% 04Out21 - 4 outubro 2021 7,750% 2 465 2 304 OT USD 7.75% 10Mai21 - 10 maio 2021 7,750% 1 232 1 142 OT USD 7.75% 25Out21 - 25 outubro 2021 7,750% 2 465 2 293 OT USD 7.75% 27Set21 - 27 setembro 2021 7,750% 2 465 2 308 OT USD 7.75% 18Out21 - 18 outubro 2021 7,750% 2 465 2 296 OT USD 7.75% 19Abr21 - 19 abril 2021 7,750% 2 465 2 296 OT USD 7.75% 29Nov21 - 29 novembro 2021 7,750% 6 632 6 118 OT USD 7.75% 19Jul21 - 19 julho 2021 7,750% 2 465 2 342 OT USD 7.75% 08Nov21 - 8 novembro 2021 7,750% 2 465 2 285 OT USD 7.5% 01Mar22 - 1 março 2022 7,500% 1 479 1 392 OT USD 7.5% Nov22 - 13 novembro 2022 7,500% 2 465 2 282 OT ME 5% Dez2022 - 10 dezembro 2022 5,000% 12 887 11 940 OT MN 16% 10/2021 - 4 outubro 2021 16,000% 109 91 OT MN 16.25% 02/2022 - 28 fevereiro 2022 16,250% 150 128 Bilhete do Tesouro - 4 março 2021 - 2 254 2 192 Bilhete do Tesouro - 22 fevereiro 2021 - 1 503 1 467 Bilhete do Tesouro - 8 março 2021 - 2 623 2 543 Bilhete do Tesouro - 29 março 2021 - 656 629 Bilhete do Tesouro - 30 março 2021 - 2 361 2 262 2 178 698 2 362 616 Os outros ativos financeiros ao custo amortizado são reconhecidos de acordo com a política contabilística descrita na nota 1 c). Em 31 de dezembro de 2021 fazem parte do colateral do empréstimo obtido junto do BEI um conjunto de obrigações soberanas portuguesas, italianas, gregas, irlandesas e espanholas com o valor nominal de 537.614 milhares de euros (31 de dezembro de 2020: 120.000 milhares de euros de obrigações soberanas portuguesas e espanholas), dadas como garantia e registadas na rubrica Outros ativos financeiros ao custo amortizado, conforme descrito na nota 35. O valor nominal dos ativos dados em garantia ao Banco Central Europeu no âmbito de operações de cedência de liquidez ascende em 31 de dezembro de 2021 a 3.778.298 milhares de euros (31 de dezembro de 2020: 1.991.814 milhares de euros) após a aplicação de haircut, conforme descrito na nota 34.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 243 Os títulos dados em garantia à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários no âmbito do Sistema de Indemnização aos Investidores, registados em Outros ativos financeiros ao custo amortizado, apresentam um valor nominal de 1.000 milhares de euros em 31 de dezembro de 2021 e 2020. O valor nominal dos títulos dados em garantia ao Fundo de Garantia de Depósitos foi de 24.000 milhares de euros (31 de dezembro de 2020: 23.000 milhares de euros), conforme nota 47. Os movimentos de imparidade para outros ativos financeiros ao custo amortizado são analisados como segue: (milhares de euros) 2021 2020 Saldo inicial 8 966 3 135 Dotação do exercício líquida de reversões (735) 4 082 Utilização e variação cambial (2 826) - Outros - 1 749 Saldo final 5 405 8 966 27 Investimentos em associadas Esta rubrica é apresentada como segue: (milhares de euros) 2021 2020 HTA - Hotés, Turismo e Animação dos Açores, S.A. 3 278 3 198 Montepio - Gestão de Activos Imobiliários, A.C.E. 674 674 Naviser - Transportes Marítimos Internacionais, S.A. - 150 3 952 4 022 Imparidade para investimentos em associadas - (150) 3 952 3 872 A relação das associadas que integram o perímetro do Grupo é apresentada na nota 58. A informação relativa às Empresas associadas, é apresentada no quadro seguinte: (milhares de euros) Ativo Passivo Capitais Próprios Proveitos Resultado líquido Custo da participação 31 de dezembro de 2021 HTA - Hóteis, Turismo e Animação dos Açores, S.A. 37 455 21 061 16 394 7 989 14 3 278 Montepio Gestão de Activos Imobiliários, A.C.E. 3 613 1 163 2 450 - - 674 CESource, ACE - - - - - - 31 de dezembro de 2020 HTA - Hóteis, Turismo e Animação dos Açores, S.A. 35 646 19 653 15 993 3 755 (3 309) 3 198 Montepio Gestão de Activos Imobiliários, A.C.E. 3 640 1 190 2 450 - 674 CESource, A.C.E. - - - - - - (milhares de euros) 2021 2020 2021 2020 2021 2020 HTA - Hóteis, Turismo e Animação dos Açores, S.A. 20,0% 20,0% 3 278 3 198 3 (662) Montepio Gestão de Activos Imobiliários, A.C.E. 27,5% 29,0% 674 674 - - Naviser - Transportes Marítimos Internacionais, S.A. 20,0% 20,0% - - - - Cesource, A.C.E. 18,0% 18,0% - - - - Percentagem detida Valor de balanço Resultados de associadas A redução da participação na Montepio Gestão de Activos Imobiliários, A.C.E. resultou da alienação do Montepio Valor, S.G.O.I.C, S.A. ao Montepio Geral Associação Mutualista em 30 de dezembro de 2021.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 244 O movimento verificado nesta rubrica é analisado como segue: (milhares de euros) 2021 2020 Saldo inicial 3 872 4 439 Aquisições - 12 Resultados de associadas 3 (662) Outras reservas e resultados transitados 77 120 Transferências associadas a operações em descontinuação - (37) Saldo final 3 952 3 872 O Grupo procede com regularidade à análise da imparidade relativamente aos investimentos em associadas. No primeiro semestre de 2020 ocorreu uma transmissão de participação da Montepio Imóveis – Sociedade Imobiliária, S.A. para a Ssagincentive de 0,5%, do Montepio - Gestão de Activos Imobiliários, ACE, no montante de 12 milhares de euros. Durante o ano de 2021 a NAVISER – Transportes Marítimos Internacionais, S.A. foi dissolvida e liquidada. 28 Ativos não correntes detidos para venda Em 31 de dezembro de 2021 e 2020, esta rubrica é apresentada como segue: (milhares de euros) 2021 2020 Imóveis e outros ativos resultantes da resolução de contratos de crédito sobre clientes 38 920 5 573 Imparidade para ativos não correntes detidos para venda (58) (89) 38 862 5 484 Os ativos registados nesta rubrica estão contabilizados de acordo com a política contabilística descrita na nota 1 h). A nota 59 apresenta informação complementar sobre os Ativos não correntes detidos para venda. A resolução de contratos de crédito sobre clientes decorre de (i) dação simples, com opção de recompra ou com locação financeira, sendo contabilizada com a celebração do contrato de dação ou com a promessa de dação e respetiva procuração irrevogável emitida pelo Cliente em nome do Grupo; ou (ii) adjudicação dos bens em consequência do processo judicial de execução das garantias, sendo contabilizada com o título de adjudicação ou na sequência do pedido de adjudicação após registo de primeira penhora. O Grupo tem implementado um plano com vista à venda imediata dos ativos não correntes detidos para venda. De acordo com a expetativa do Grupo, pretende-se que os referidos ativos estejam disponíveis para venda num prazo inferior a 1 ano, existindo uma estratégia para a sua alienação. No entanto, face às atuais condições de mercado, não é possível em algumas situações concretizar essas alienações no prazo esperado. No dia 29 de dezembro de 2021 o Banco assinou um contrato promessa de compra e venda de um conjunto de créditos em incumprimento (“NPLs”) com garantia (tranche Secured) e um conjunto de imóveis obtidos através de dação em cumprimento, incluindo depósitos de preço. Não tendo sido cumpridas as condições previstas na IFRS 9 para assegurar o seu desreconhecimento do balanço em 31 de dezembro de 2021, concluiu-se, no entanto, que se encontravam reunidas as condições previstas na IFRS 5 para a sua
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 245 transferência para Ativos não correntes detidos para venda na medida em que a venda da operação é expectável que ocorra no curto prazo. O valor global bruto e as perdas por imparidade dos ativos incluídos na Operação Gerês detalham-se como segue: Crédito on balance Depósitos preço Imóveis recebidos em dação Ativos financeiros ao justo valor através de resultados Total Valor bruto 82 336 1 314 1 613 114 85 377 Imparidade (45 568) (904) (69) - (46 541) Valor líquido 36 768 410 1 544 114 38 836 (milhares de euros) Os movimentos dos ativos não correntes detidos para venda em 31 de dezembro de 2021 e no exercício de 2020 são analisados como segue: 2021 2020 Saldo inicial 5 573 2 021 Aquisições - 4 317 Alienações (5 489) (765) Transferências 38 836 - Saldo final 38 920 5 573 Os movimentos da imparidade para ativos não correntes detidos para venda são analisados como segue: (milhares de euros) 2021 2020 Saldo inicial 89 106 Dotação do exercício 75 170 Reversão do exercício (107) (151) Utilização e outros 1 (36) Saldo final 58 89 29 Propriedades de investimento A rubrica Propriedades de Investimento inclui os imóveis detidos pelo Valor Arrendamento – Fundo de Investimento Imobiliário Fechado, pelo Polaris – Fundo de Investimento Imobiliário Fechado de Subscrição Particular, pelo Portugal Estates Fund – Fundo de Investimento Imobiliário Fechado de Subscrição Particular e pela Carteira Imobiliária – Fundo Especial de Investimento Imobiliário Aberto, os quais são consolidados integralmente conforme política contabilística descrita na nota 1 b), e também os imóveis detidos pela SSAGINCENTIVE – Sociedade de Serviços Auxiliares e de Gestão de Imóveis, S.A.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 246 Em 31 de dezembro de 2021 o montante das rendas recebidas referente aos imóveis registados como propriedades de investimento ascende a 1.416 milhares de euros (31 de dezembro de 2020: 1.637 milhares de euros) e as despesas de manutenção relativas a imóveis arrendados e não arrendados totalizam 3.567 milhares de euros (31 de dezembro de 2020: 2.887 milhares de euros). A movimentação desta rubrica é analisada como segue: (milhares de euros) 2021 2020 Saldo inicial 125 893 144 868 Aquisições 229 1 451 Reavaliações (570) 2 771 Alienações (18 158) (22 568) Transferências (4 461) ( 629) Saldo final 102 933 125 893 A nota 54 apresenta informação adicional sobre Propriedades de Investimento. 30 Outros ativos tangíveis Esta rubrica é apresentada como segue: (milhares de euros) 2021 2020 Investimentos Imóveis De serviço próprio 193 034 226 454 Obras em imóveis arrendados 29 202 29 655 Equipamento Equipamento informático 88 893 96 862 Instalações interiores 31 425 34 210 Mobiliário e material 18 467 19 201 Equipamento de segurança 4 411 7 861 Máquinas e ferramentas 2 937 2 930 Equipamento de transporte 2 218 2 135 Outro equipamento 5 5 Património artístico 2 870 2 870 Ativos em locação operacional 58 74 Ativos sob direito de uso Imóveis 23 852 34 787 Viaturas 12 589 7 161 Outros ativos tangíveis 16 555 14 520 Outros ativos tangíveis em curso 10 583 8 468 437 099 487 193 Depreciações acumuladas Relativas ao exercício corrente (16 793) (19 060) Relativas a exercícios anteriores (187 813) (196 712) (204 606) (215 772) Imparidade para Outros ativos tangíveis (883) (12 259) 231 610 259 162 A rubrica Ativos sob direito de uso corresponde essencialmente a imóveis (balcões e edifícios centrais) e à frota de viaturas, sendo depreciados de acordo com o prazo de locação de cada contrato, conforme indicado na política contabilística 1 i).
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 247 Os movimentos da rubrica Outros ativos tangíveis, durante o exercício de 2021, são analisados como segue: (milhares de euros) Investimentos Imóveis De serviço próprio 226 454 1 609 90 (34 939) 193 034 Obras em imóveis arrendados 29 655 97 550 - 29 202 Equipamento Equipamento informático 96 862 3 175 11 149 5 88 893 Instalações interiores 34 210 74 3 919 1 060 31 425 Mobiliário e material 19 201 48 782 - 18 467 Equipamento de segurança 7 861 35 3 485 - 4 411 Máquinas e ferramentas 2 930 14 7 - 2 937 Equipamento de transporte 2 135 955 872 - 2 218 Outro equipamento 5 - - - 5 Património artístico 2 870 - - - 2 870 Ativos em locação operacional 74 - 16 - 58 Ativos sob direito de uso Imóveis 34 787 471 10 751 (655) 23 852 Viaturas 7 161 5 804 385 9 12 589 Outros ativos tangíveis 14 520 3 305 1 305 35 16 555 Outros ativos tangíveis em curso 8 468 3 216 - (1 101) 10 583 487 193 18 803 33 311 (35 586) 437 099 Depreciações acumuladas Imóveis De serviço próprio 24 412 3 662 3 (3 457) 24 614 Obras em imóveis arrendados 27 628 595 486 (87) 27 650 Equipamento Equipamento informático 92 900 2 747 11 150 75 84 572 Instalações interiores 23 114 1 691 3 774 7 21 038 Mobiliário e material 18 528 261 782 36 18 043 Equipamento de segurança 7 907 145 3 485 150 4 717 Máquinas e ferramentas 2 757 55 7 10 2 815 Equipamento de transporte 991 230 314 101 1 008 Outro equipamento 7 - - - 7 Ativos em locação operacional 74 - 16 - 58 Ativos sob direito de uso - Imóveis 12 718 5 639 2 740 (351) 15 266 Viaturas 2 651 1 760 385 1 4 027 Outros ativos tangíveis 2 085 8 1 304 2 791 215 772 16 793 24 446 (3 513) 204 606 Imparidade de Outros ativos tangíveis (12 259) (883) 259 162 231 610 Saldo em 1 janeiro Regularizações / Transferências Saldo em 31 dezembro Alienações / Abates Aquisições/ Dotações
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 248 Os movimentos da rubrica Outros ativos tangíveis, durante o exercício de 2020, são analisados como segue: (milhares de euros) Investimentos Imóveis De serviço próprio 222 572 3 938 56 - 226 454 Obras em imóveis arrendados 40 944 230 - (11 519) 29 655 Equipamento Equipamento informático 96 488 1 299 658 (267) 96 862 Instalações interiores 32 687 84 - 1 439 34 210 Mobiliário e material 19 687 106 283 (309) 19 201 Equipamento de segurança 7 822 108 - (69) 7 861 Máquinas e ferramentas 2 968 15 5 (48) 2 930 Equipamento de transporte 2 177 957 804 (195) 2 135 Outro equipamento 5 - - - 5 Património artístico 2 870 - - - 2 870 Ativos em locação operacional 109 - 35 - 74 Ativos sob direito de uso Imóveis 28 038 8 270 1 547 26 34 787 Viaturas 240 7 083 157 (5) 7 161 Outros ativos tangíveis 20 478 1 128 - (7 086) 14 520 Outros ativos tangíveis em curso 12 623 - - (4 155) 8 468 489 708 23 218 3 545 (22 188) 487 193 Depreciações acumuladas Imóveis De serviço próprio 26 704 4 356 6 648 - 24 412 Obras em imóveis arrendados 27 071 707 131 (19) 27 628 Equipamento Equipamento informático 90 658 3 209 967 - 92 900 Instalações interiores 21 602 1 622 110 - 23 114 Mobiliário e material 18 783 260 515 - 18 528 Equipamento de segurança 7 868 163 124 - 7 907 Máquinas e ferramentas 2 732 61 36 - 2 757 Equipamento de transporte 1 436 179 624 - 991 Outro equipamento 7 - - - 7 Ativos em locação operacional 109 - 35 - 74 Ativos sob direito de uso - Imóveis 7 275 6 820 1 476 99 12 718 Viaturas 78 1 678 157 1 052 2 651 Outros ativos tangíveis 2 090 5 12 2 2 085 206 413 19 060 10 835 1 134 215 772 Imparidade de Outros ativos tangíveis (469) (12 259) 282 826 259 162 Saldo em 1 janeiro Regularizações / Transferências Saldo em 31 dezembro Alienações / Abates Aquisições/ Dotações
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 249 Os movimentos da imparidade para Outros ativos tangíveis são analisados como segue: (milhares de euros) 2021 2020 Saldo inicial 12 259 469 Dotação do exercício 5 912 11 941 Reversão do exercício (269) - Utilização e outros 85 (151) Transferências (17 104) - Saldo final 883 12 259 Em 2021 foi efetuado um reforço de imparidade de 5.912 milhares de euros (2020:11.941 milhares de euros) relacionado com balcões encerrados e com parqueamentos e escritórios (em pisos superiores), conforme referido na nota 15. A rubrica Transferências refere-se a balcões encerrados que foram transferidos para Outros ativos - Ativos recebidos por recuperação de crédito, conforme descrito na nota 33. 31 Ativos intangíveis Esta rubrica é apresentada como segue: (milhares de euros) 2021 2020 Investimento Software 175 730 156 460 Outros ativos intangíveis 3 146 3 109 Ativos intangíveis em curso 7 326 3 690 186 202 163 259 Amortizações acumuladas Relativas ao exercício corrente (18 499) (16 058) Relativas a exercícios anteriores (127 553) (111 372) (146 052) (127 430) 40 150 35 829 Os movimentos da rubrica de Ativos intangíveis, durante o exercício de 2021, são analisados como segue: (milhares de euros) Custo Software 156 460 - 19 270 175 730 Outros ativos intangíveis 3 109 - - 37 3 146 Ativos intangíveis em curso 3 690 21 935 - (18 299) 7 326 163 259 21 935 - 1 008 186 202 Amortizações acumuladas Software 126 919 18 193 - 123 145 235 Outros ativos intangíveis 511 306 - - 817 127 430 18 499 - 123 146 052 35 829 40 150 2021 Saldo em 1 janeiro Alienações / Abates Regularizações / Transferências Saldo em 31 dezembro Aquisições/ Dotações
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 250 Os movimentos da rubrica de Ativos intangíveis, durante o exercício de 2020, são analisados como segue: (milhares de euros) Custo Software 139 377 249 118 16 952 156 460 Outros ativos intangíveis 2 445 - - 664 3 109 Ativos intangíveis em curso 4 749 17 104 (18 163) 3 690 146 571 17 353 118 (547) 163 259 Amortizações acumuladas Software 111 582 15 748 410 (1) 126 919 Outros ativos intangíveis 204 310 - (3) 511 111 786 16 058 410 (4) 127 430 34 785 35 829 2020 Saldo em 1 janeiro Alienações / Abates Regularizações / Transferências Saldo em 31 dezembro Aquisições/ Dotações 32 Impostos Os ativos e passivos por impostos diferidos reconhecidos em balanço em 31 de dezembro de 2021 e 2020 podem ser analisados como segue: (milhares de euros) Ativo Passivo Líquido Impostos diferidos não dependentes de rendibilidade futura: Imparidade em crédito concedido 42 625 44 095 - - 42 625 44 095 Benefícios pós-emprego e longo prazo 22 746 22 815 - - 22 746 22 815 Crédito tributário 2020 (4 319) - - - (4 319) - 61 052 66 910 - - 61 052 66 910 Impostos diferidos dependentes de rendibilidade futura: Instrumentos financeiros 9 127 5 119 (10 045) (9 652) (918) (4 533) Outros ativos tangíveis - - (44) (7) (44) (7) Provisões / Imparidades: Imparidade em crédito concedido 119 213 168 077 - - 119 213 168 077 Outros riscos e encargos 3 521 9 292 - - 3 521 9 292 Imparidade em títulos e ativos não financeiros 5 833 3 653 - - 5 833 3 653 Imparidade em ativos financeiros 4 469 1 788 - - 4 469 1 788 Benefícios pós-emprego e longo prazo 48 945 48 798 - - 48 945 48 798 Outros 3 456 1 485 3 456 1 485 Prejuízos fiscais reportáveis 214 344 200 760 - - 214 344 200 760 Imposto diferido ativo/(passivo) líquido 469 960 505 882 (10 089) (9 659) 459 871 496 223 2020 2021 2020 2021 2020 2021 Regime especial aplicável aos ativos por impostos diferidos No dia 6 de julho de 2016 teve lugar a Assembleia Geral Extraordinária do Banco Montepio que aprovou a adesão ao Regime Especial Aplicável aos Ativos por Impostos Diferidos (REAID), aprovado pela Lei n.º 61/2014, de 26 de agosto, o qual é aplicável aos gastos e variações patrimoniais negativas contabilizados nos períodos de tributação que se iniciem em ou após 1 de janeiro de 2015, bem como aos ativos por impostos diferidos registados nas contas anuais relativas ao último período de tributação anterior àquela data e à parte dos gastos e variações patrimoniais negativas que lhe estejam associados. Nos termos da Lei n.º 23/2016, de 19 de agosto, o REAID não é aplicável aos gastos e às variações patrimoniais negativas contabilizados nos períodos de tributação que se iniciem em ou após 1 de janeiro de 2016 nem aos ativos por impostos diferidos a estes associados. A Lei n.º 61/2014, de 26 de agosto, prevê um enquadramento opcional e com possibilidade de renúncia subsequente, nos termos do qual, em certas situações (resultado líquido negativo nas contas individuais anuais ou de liquidação por dissolução voluntária, insolvência decretada judicialmente ou revogação da respetiva autorização), haverá conversão em créditos tributários dos ativos por impostos diferidos que
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 251 tenham resultado da não dedução de gastos e de deduções de valor de ativos resultantes de perdas por imparidade em créditos e de benefícios pós-emprego ou a longo prazo de empregados. Neste caso, deverá ser constituída uma reserva especial correspondente a 110% do seu montante, a qual implica a constituição simultânea de direitos de conversão atribuíveis ao Estado de valor equivalente, direitos esses que podem ser adquiridos pelos acionistas mediante pagamento ao Estado desse mesmo valor. Os créditos tributários poderão ser compensados com dívidas tributárias dos beneficiários (ou de entidade com sede em Portugal do mesmo perímetro de consolidação prudencial) ou reembolsáveis pelo Estado. A recuperação dos ativos por impostos diferidos abrangidos pelo regime aprovado pela Lei n.º 61/2014, de 26 de agosto, não está dependente de lucros futuros. O enquadramento legal antes descrito foi regulamentado pela Portaria n.º 259/2016, de 4 de outubro, sobre o controlo e utilização dos créditos tributários, e pela Portaria n.º 293-A/2016, de 18 de novembro, esta última alterada pela Portaria n.º 272/2017, de 13 de setembro, que estabelece as condições e os procedimentos para a aquisição por parte dos acionistas dos referidos direitos do Estado. De acordo com esta legislação, entre outros aspetos, aqueles direitos estão sujeitos a um direito de aquisição por parte dos acionistas na data de criação dos direitos do Estado, exercível em períodos que serão estabelecidos pelo Conselho de Administração até 10 anos após a data da respetiva criação, devendo o banco emitente depositar em nome do Estado o montante do preço correspondente à totalidade dos direitos emitidos, no prazo de 3 meses a contar da data da confirmação da conversão do ativo por imposto diferido em crédito tributário. Este depósito será resgatado quando e na medida em que os direitos do Estado sejam adquiridos pelos acionistas, ou exercidos pelo Estado. Tendo em consideração que o Banco Montepio apurou um resultado líquido contabilístico negativo em 2020, e na sequência da aprovação das contas anuais pelos órgãos sociais e da aplicação do referido REAID, no exercício de 2021 deu-se lugar à conversão em créditos tributários dos ativos por impostos diferidos que tenham resultado da não dedução de gastos e de deduções de valor de ativos resultantes de perdas por imparidade em créditos e de benefícios pós-emprego ou a longo prazo de empregados, tendo, para o efeito, sido constituída uma reserva especial correspondente a 110% do seu montante (ver nota 44). Neste sentido, nos termos do artigo 8.º do anexo à Lei n.º 61/2014, de 26 de agosto, o Banco Montepio procedeu, no exercício de 2021, à constituição de uma reserva especial no montante de 4.750 milhares de euros, a que corresponde um crédito tributário de 4.319 milhares de euros, e que em 31 de dezembro de 2021 faz parte integrante do total de ativos por impostos correntes. Estes montantes podem vir a ser alterados no contexto da certificação que a Autoridade Tributária e Aduaneira vai efetuar. Os impostos diferidos são apurados com base nas taxas de imposto que se antecipa estejam em vigor à data da reversão das diferenças temporárias, as quais correspondem às taxas aprovadas/conhecidas na data de balanço. A referida rubrica inclui igualmente, em 31 de dezembro de 2021, o montante de 2.317 milhares de euros (31 de dezembro de 2020: 2.468 milhares de euros) relativo a impostos diferidos associados ao gasto decorrente da transferência das responsabilidades com os pensionistas para o Regime Geral da Segurança Social.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 252 O gasto decorrente da transferência das responsabilidades com os pensionistas para o Regime Geral da Segurança Social é dedutível para efeitos fiscais, em partes iguais, a partir de 1 de janeiro de 2012, em função do número de anos de esperança de vida dos pensionistas cujas responsabilidades foram transferidas (20 anos no caso do Grupo do Banco Montepio). Em 31 de dezembro de 2021, os impostos diferidos associados aos Benefícios a empregados incluem o montante de 30.099 milhares de euros (31 de dezembro de 2020: 31.479 milhares de euros) relativos a benefícios dos empregados em excesso face aos limites existentes. Nos exercícios de 2021 e 2020, e em função de (i) as taxas em vigor, (ii) a expetativa de conversão em custos e proveitos aceites fiscalmente, e (iii) a perspetiva de prejuízo ou lucro fiscal em cada um dos exercícios futuros, a taxa (considerando a taxa base e as derramas) utilizada pelo Banco Montepio no cálculo de impostos diferidos, consoante as situações específicas associadas a diferenças temporárias ou a reporte de prejuízos fiscais, corresponde, respetivamente, a 30,5% e a 21,0%. Análise da recuperabilidade dos ativos por impostos diferidos Os ativos por impostos diferidos relativos a prejuízos fiscais reportáveis são reconhecidos quando existe uma expetativa razoável de haver lucros tributáveis futuros, pelo que qualquer incerteza quanto à recuperação de prejuízos fiscais reportáveis é considerada aquando do apuramento do valor dos ativos por impostos diferidos. Conforme referido na política contabilística descrita na nota 1 t), e de acordo com os requisitos definidos na IAS 12, os ativos por impostos diferidos que foram reconhecidos nas demonstrações financeiras do Banco Montepio têm subjacente uma expetativa elevada quanto à sua recuperabilidade. A avaliação da recuperabilidade dos ativos por impostos diferidos está suportada no plano de negócio que sustentou a elaboração do exercício orçamental e que considera as expetativas dos impactos da pandemia ao nível dos mercados financeiros, da atividade económica e da evolução do risco de crédito. A recuperação dos níveis de rendibilidade, liquidez e capital do Grupo Banco Montepio, encontra-se preconizada em quatro focos estratégicos, tendo como primeira condição a sustentação da posição de capital, o crescimento em áreas de negócio estratégicas, com menores consumos de capital e risco mais reduzido, a melhoria da eficiência e da rendibilidade, com enfoque no controlo de custos e a simplificação da estrutura organizativa e processos. Neste contexto, as perspetivas da melhoria sustentada dos níveis de rendibilidade decorrem dos seguintes itens principais: x Redução dos custos operacionais, com eliminação de redundâncias, aproveitamento de sinergias e simplificação da estrutura organizativa. x Incremento do negócio da rede comercial com crescimento em carteiras de crédito com menor risco e menor consumo de capital, numa gestão adequada da rendibilidade sobre o capital, explorando o potencial de crescimento da margem complementar em cross-selling e novas áreas de negócio, e alavancando o potencial da base de Clientes que o Grupo Banco Montepio usufrui, beneficiando de um posicionamento ímpar de uma instituição quase bicentenária e de cariz mutualista.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 253 x A estratégia delineada traduz-se num efeito favorável ao nível da margem financeira, bem como das comissões, estas últimas evidenciando os impactos de uma gestão do preçário mediante a adequação do mesmo à proposta de valor do Grupo Banco Montepio para cada segmento, definida em função do seu ciclo de vida e perfil financeiro, bem como pelo crescimento da quota de primeiro banco, induzindo o aumento progressivo da base de Clientes com maior transacionalidade e nível de vinculação. x Gestão do custo de funding, tendo em conta a adequação da posição de liquidez e fontes de financiamento vis a vis as condições de mercado, O aumento da carteira de depósitos traduz o objetivo de reforçar os recursos de clientes como principal fonte de financiamento da atividade, a par da redução gradual do custo dos depósitos, nomeadamente via do mix entre depósitos à ordem e a prazo. x Desalavancagem em ativos não estratégicos com o objetivo de potenciar a rendibilidade sobre o ativo, quer por via da descida sustentada do crédito non performing assente na melhoria dos processos de recuperação de crédito e na alienação de carteiras, quer por via da redução dos imóveis de negociação. x Evolução positiva do perfil de risco da carteira de crédito na componente da nova originação, decorrente da alteração da política de concessão de crédito, assim como da estratégia de crescimento em segmentos de negócio com menor risco, com impactos favoráveis ao nível do custo do risco prospetivo e da rendibilidade face ao capital alocado. x Melhoria da eficiência e do rácio de cost-to-income suportada essencialmente pela redução dos custos operacionais, assente na racionalização e implementação de um conjunto de medidas delineadas pelo Conselho de Administração, assim como pelo efeito do crescimento do produto bancário core. Na sequência desta avaliação, e com referência a 31 de dezembro de 2021 e 2020, o Grupo Banco Montepio reconheceu a totalidade dos ativos por impostos diferidos, não existindo, deste modo, impostos diferidos ativos por reconhecer. Adicionalmente foi elaborada uma análise de sensibilidade considerando um cenário em que os resultados antes de impostos evoluíam a um ritmo inferior em 10%, face aos considerados nas projeções anteriormente referidas, não tendo sido apurado qualquer impacto ao nível dos impostos diferidos.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 254 Os impostos diferidos ativos associados a prejuízos fiscais, por ano de caducidade, são analisados como segue: (milhares de euros) Ano de caducidade 2021 2020 2026 11 239 13 106 2029 46 542 44 439 2030 127 998 128 830 2032 15 629 14 385 2033 12 936 - 214 344 200 760 Os anos de caducidade acima indicados refletem o estipulado no Orçamento do Estado Suplementar para 2020 (Lei n.º 27-A/2020, de 24 julho), nos termos do qual os prejuízos fiscais apurados nos períodos de tributação de 2020 e 2021 passaram a ser dedutíveis em um ou mais dos 12 períodos de tributação posteriores (ao invés do prazo de reporte de 5 períodos de tributação), sendo que para os períodos de tributação de 2020 e 2021, a dedução de prejuízos fiscais reportáveis pode ascender a 80% do lucro tributável (ao invés de 70%). Adicionalmente a contagem do prazo de reporte dos prejuízos fiscais reportáveis apurados até ao período de tributação de 2019, inclusive, fica suspensa durante os períodos de tributação de 2020 e 2021. O imposto reconhecido em resultados e reservas durante os exercícios de 2021 e 2020 teve as seguintes origens: (milhares de euros) 2021 2020 Reconhecido em resultados Reconhecido em reservas e resultados transitados Reconhecido em resultados Reconhecido em reservas e resultados transitados Instrumentos financeiros 172 93 10 973 6 892 Imparidade / Provisões (45.637) - (1.582) - Benefícios pós-emprego e longo prazo 5 734 (5.533) 5 763 8 875 Prejuízos fiscais reportáveis 18 777 - 29 094 - Outros (161) - (207) - Imposto diferido reconhecido como proveito / (custo) (21.115) (5.440) 44 041 15 767 Impostos correntes (4.144) - (1.791) - (25.259) (5.440) 42 250 15 767
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 255 A reconciliação da taxa de imposto, na parte respeitante ao montante reconhecido em resultados, pode ser analisada como segue: (milhares de euros) % Valor % Valor Resultado antes de impostos 34 419 (119 112) Imposto apurado com base na taxa nominal vigente (21,0) (7 228) (21,0) 25 014 Mais e menos valias fiscais (0,4) (135) - - Contribuição extraordinária sobre o setor bancário (6,5) (2 249) 1,9 (2 269) Benefícios pós-emprego e Fundo de Pensões (0,0) (8) 1,8 (2 102) Constituição/reversão de provisões/imparidades tributadas (15,8) (5 435) 8,3 (9 895) Tributações autónomas (1,6) (561) 0,7 (839) Justo Valor de ativos financeiros - - (10,1) 11 992 Correções relativas a exercícios anteriores 1,0 344 (2,3) 2 752 Efeito das diferenças de taxa de imposto (42,9) (14 761) (0,8) 920 Deduções/(Acréscimos) para efeito do lucro tributável (*) (1,4) (495) (12,3) 14 709 Outros 15,3 5 269 (1,7) 1 968 Imposto do exercício (73,4) (25 259) (35,5) 42 250 (*) Corresponde aos prejuizos apurados por fundos de investimento incluídos no perimetro e outros ajustamentos de consolidação. 2021 2020 A Lei n.º 98/2019, de 4 de setembro, altera as regras aplicáveis às perdas por imparidade reconhecidas a partir de 1 de janeiro de 2019, bem como às perdas por imparidade registadas nos períodos de tributação com início anterior a 1 de janeiro de 2019 e ainda não aceites fiscalmente. O novo regime contempla um período de adaptação máximo de 5 anos, ou seja, até 31 de dezembro de 2023. O Banco Montepio não optou pela aplicação do novo regime fiscal das imparidades, pelo que, no que respeita ao apuramento de imposto corrente e diferido a 31 de dezembro de 2021 e 2020, efetuou a sua estimativa de impostos com base no regime que vigorou até 31 de dezembro de 2018. A entidade Montepio Crédito adotou o novo regime fiscal das imparidades. A Autoridade Tributária pode proceder à revisão do resultado fiscal do Banco Montepio durante um período de quatro anos, exceto em caso de ter sido efetuado reporte de prejuízos fiscais, bem como de qualquer outra dedução ou crédito de imposto em que o período é o do exercício desse direito. O Grupo Banco Montepio foi objeto de ação inspetiva pela Autoridade Tributária ao abrigo do Regime Especial de Tributação dos Grupos de Sociedades RETGS) até ao exercício de 2018, inclusive, encontrando-se presentemente em curso a inspeção ao exercício de 2019. No ano de 2018, o Banco Montepio passou a ser a sociedade dominante do Grupo tributado em sede de Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas no âmbito RETGS, cuja sociedade dominante era anteriormente o Montepio Holding, S.G.P.S., S.A. Neste âmbito, é considerado pelo Grupo que os efeitos do apuramento da matéria coletável de acordo com o RETGS são refletidos no apuramento do imposto corrente do período de cada uma das entidades, incluindo o efeito no apuramento do imposto corrente do período por se utilizar prejuízo fiscal gerado por outra entidade do Grupo.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 256 A rubrica Ativos por impostos correntes no montante de 6.714 milhares de euros (31 de dezembro de 2020: 3.584 milhares de euros) releva essencialmente IRC a recuperar, pagamentos adicionais por conta, pagamentos especiais por conta e pagamentos por conta. 33 Outros ativos Esta rubrica é apresentada como segue: (milhares de euros) 2021 2020 Ativos recebidos por recuperação de crédito 603 714 694 438 Benefícios pós-emprego 9 776 - Outros devedores 39 323 39 723 Contas diversas 37 410 14 820 Depósitos de preço 11 492 11 473 Bonificações a receber do Estado Português 10 521 8 054 Despesas com custo diferido 4 374 4 796 Outros valores a receber 2 809 3 443 719 419 776 747 Imparidade para outros ativos (166 843) (161 635) 552 576 615 112 A rubrica Ativos recebidos por recuperação de crédito é apresentada como se segue: (milhares de euros) 2021 2020 Ativos recebidos por recuperação de crédito 603 714 694 438 Imparidade para ativos recebidos por recuperação de crédito (140 124) (132 536) 463 590 561 902 Os ativos registados na rubrica Ativos recebidos por recuperação de crédito estão contabilizados de acordo com a política contabilística descrita na nota 1 h). A 31 de dezembro de 2021 a rubrica Ativos recebidos por recuperação de crédito inclui o montante de 1.675 milhares de euros (31 de dezembro de 2020: 1.745 milhares de euros) relativos a equipamento resultantes da resolução de contratos de crédito sobre clientes e que estão provisionados na sua totalidade. A resolução de contratos de crédito sobre clientes decorre de (i) dação simples, com opção de recompra ou com locação financeira, sendo contabilizadas com a celebração do contrato de dação ou promessa de dação e respetiva procuração irrevogável emitida pelo Cliente em nome do Grupo; ou (ii) adjudicação dos bens em consequência do processo judicial de execução das garantias, sendo contabilizadas com o título de adjudicação ou na sequência do pedido de adjudicação após registo de primeira penhora. O Grupo tem implementado um plano com vista à venda imediata dos Ativos recebidos por recuperação de crédito. De acordo com a expetativa do Grupo, pretende-se que os referidos ativos sejam alienados num prazo inferior a um ano, existindo uma estratégia para esse fim. No entanto, face às atuais condições de mercado, não é possível em algumas situações concretizar essas alienações no prazo esperado. A referida rubrica inclui em 31 de dezembro de 2021 imóveis para os quais foram já celebrados contratos de promessa de compra e venda no montante de 29.531 milhares de euros (31 de dezembro de 2020: 28.659 milhares de euros).
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 257 Os movimentos dos Ativos recebidos por recuperação de crédito nos exercícios de 2021 e 2020 são analisados como segue: 2021 2020 Saldo inicial 694 438 740 584 Aquisições 28 380 24 950 Alienações (145 866) (71 212) Outros movimentos (3 107) 116 Transferências 29 869 - Saldo final 603 714 694 438 (milhares de euros) Os movimentos da imparidade para Ativos recebidos por recuperação de crédito são analisados como segue: 2021 2020 Saldo inicial 132 536 128 100 Dotação do exercício 26 596 9 098 Reversão do exercício (910) (1 652) Utilização e outros (35 133) (3 010) Transferências 17 035 - Saldo final 140 124 132 536 (milhares de euros) A rubrica Transferências refere-se a balcões encerrados que foram transferidos de Outros ativos tangíveis, conforme descrito na nota 30. A rubrica Benefícios pós-emprego corresponde ao valor líquido dos ativos e responsabilidades do Fundo de Pensões. Em 31 de dezembro de 2021 e 2020, a rubrica Outros devedores pode ser detalhada como segue: (milhares de euros) 2021 2020 Prestações acessórias 14 910 14 910 Outros 24 413 24 813 39 323 39 723 A rubrica Prestações acessórias considera as prestações acessórias subscritas no âmbito de uma operação de cedência de créditos no montante de 14.910 milhares de euros, as quais se encontram totalmente provisionadas em 31 de dezembro de 2021 e 2020. A rubrica Outros inclui os montantes por liquidar relacionados com operações de factoring, confirming, adiantamentos a fornecedores e outros devedores. A rubrica Bonificações a receber do Estado Português corresponde aos valores referentes a contratos de crédito à habitação e PME’s, apurados de acordo com os dispositivos legais aplicáveis ao crédito bonificado. Estes montantes não vencem juros e são reclamados mensalmente.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 258 Nos exercícios de 2021 e 2020, a rubrica Bonificações a receber do Estado Português pode ser detalhada como segue: (milhares de euros) 2021 2020 Bonificações vencidas e ainda não reclamadas 2 061 2 486 Bonificações reclamadas ao Estado e ainda não liquidadas 7 909 5 033 Bonificações processadas e ainda não reclamadas 551 535 10 521 8 054 Os movimentos da imparidade para Outros ativos são analisados como segue: (milhares de euros) 2021 2020 Saldo inicial 29 099 28 997 Dotação do exercício 3 325 3 118 Reversão do exercício (3 608) (3 067) Utilizações (1 193) - Outros (904) 51 Saldo final 26 719 29 099 Em 31 de dezembro de 2021, a imparidade para Outros ativos inclui as exposições de Prestações acessórias (14.910 milhares de euros), de Depósitos de preço (5.004 milhares de euros) e de Outros devedores (6.805 milhares de euros). A expetativa dos recebimentos associados aos depósitos preço é avaliada regularmente pela DRC, considerando. Nomeadamente, o estado de cada processo e a informação conhecida/disponibilizada pelos administradores de insolvência. Consequentemente, a estimativa de imparidade associada a estes depósitos de preço é ajustada sempre que necessário. 34 Recursos de bancos centrais Em 31 de dezembro de 2021 e 2020, esta rubrica regista os recursos obtidos junto do Sistema Europeu de Bancos Centrais que se encontram colateralizados por títulos da carteira de ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral e da carteira de outros ativos financeiros ao custo amortizado, conforme descrito nas notas 24 e 26. Para as linhas de financiamento provenientes da facilidade TLTRO III, a taxa de juro efetiva utilizada nos exercícios de 2021 e 2020 considera as taxas de juro aplicáveis a cada operação no período decorrido e a estimativa do Banco quanto ao cumprimento das metas de variação do volume de crédito elegível definidas pelo BCE. Este procedimento implica periodificar por tranches a taxa de juro de cada uma das operações TLTRO III. Em 31 de dezembro de 2021, estes recursos são compostos por cinco operações com maturidades em março de 2023, no montante de 280.375 milhares de euros, em junho de 2023, no montante de 887.344 milhares de euros, em setembro de 2023, no montante de 187.367 milhares de euros, em dezembro de
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 259 2023, no montante de 9.938 milhares de euros, em março de 2024, no montante de 1.482.157 milhares de euros e em dezembro de 2024, no montante de 54.822 milhares de euros. A análise da rubrica Recursos de bancos centrais pelo período remanescente das operações a 31 de dezembro de 20201e 2020, é apresentada como segue: (milhares de euros) 2021 2020 Mais de 6 meses 2 902 003 1 382 545 2 902 003 1 382 545 As operações são remuneradas às taxas vigentes do Banco de Portugal à data de contratação. 35 Recursos de outras instituições de crédito Esta rubrica é apresentada como segue: O empréstimo do BEI, no montante de 300.000 milhares de euros, tem como principal objetivo o financiamento de PME’s, com um prazo de doze anos, carência de quatro anos e amortização constante e com taxa de 0,019%. A análise da rubrica Recursos de outras instituições de crédito, pelo período remanescente das operações, é a seguinte: (milhares de euros) 2021 2020 Até 3 meses 253 405 40 953 De 3 meses até 6 meses - 114 416 De 6 meses a 1 ano - 4 502 De 1 ano até 5 anos - 350 812 Mais de 5 anos 300 007 300 007 Duração indeterminada 2 000 9 948 555 412 820 638 O montante do empréstimo obtido junto do BEI encontra-se colaterizado por obrigações dos estados português, espanhol e italiano, no valor nominal de 537.614 milhares de euros (31 de dezembro de 2020: (milhares de euros) Não remunerados Remunerados Total Não remunerados Remunerados Total Recursos de instituições de crédito no país Depósitos à ordem 34 620 - 34 620 22 170 - 22 170 Depósitos a prazo - - - 9 207 9 207 34 620 - 34 620 22 170 9 207 31 377 Recursos de instituições de crédito no estrangeiro Empréstimo BEI - 300 007 300 007 - 650 819 650 819 Depósitos à ordem 24 521 - 24 521 18 781 - 18 781 Operações de venda com acordo de recompra - 190 741 190 741 - 109 712 109 712 Outros recursos 5 523 - 5 523 9 949 - 9 949 30 044 490 748 520 792 28 730 760 531 789 261 64 664 490 748 555 412 50 900 769 738 820 638 2021 2020
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 260 666.677 milhares de euros de obrigações soberanas portuguesas, gregas, espanholas, países baixos e italianas, registadas na rubrica de Ativos financeiros detidos para negociação, Ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral e Outros ativos financeiros ao custo amortizado, conforme descrito nas notas 22, 24 e 26, respetivamente. 36 Recursos de clientes Esta rubrica é apresentada como segue: (milhares de euros) Não remunerados Remunerados Total Não remunerados Remunerados Total Depósitos à ordem 6 407 275 55 6 407 330 5 163 440 48 5 163 488 Depósitos a prazo - 6 224 784 6 224 784 - 6 892 642 6 892 642 Depósitos de poupança - 134 123 134 123 - 127 809 127 809 Outros recursos 20 496 - 20 496 318 034 - 318 034 Correções de valor por operações ao fair value option 153 - 153 - - - 6 427 924 6 358 962 12 786 886 5 481 474 7 020 499 12 501 973 2021 2020 Nos termos da Portaria n.º 180/94, de 15 de dezembro, foi constituído o Fundo de Garantia de Depósitos, cuja finalidade é a garantia, em determinadas condições, de reembolso de depósitos constituídos nas Instituições de Crédito autorizadas a receber depósitos. Os critérios a que obedecem os cálculos das contribuições anuais para o referido Fundo estão definidos no Aviso do Banco de Portugal n.º 11/94, de 29 de dezembro. A análise da rubrica Recursos de clientes pelo período remanescente das operações é a seguinte: (milhares de euros) 2021 2020 Depósitos à ordem 6 407 330 5 163 488 Depósitos a prazo e de poupança Até 3 meses 1 463 925 1 719 960 3 meses até 6 meses 1 105 137 1 237 465 6 meses até 1 ano 1 354 223 1 852 201 1 ano até 5 anos 2 408 971 2 184 167 Mais de 5 anos 26 651 26 658 12 766 237 12 183 939 Outros recursos Até 3 meses 20 496 318 034 Correções de valor por operações ao fair value option 153 - 12 786 886 12 501 973 Em 2021 os recursos de clientes foram remunerados à taxa média de 0,08% (2020: 0,16%).
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 261 37 Responsabilidades representadas por títulos A análise das Responsabilidades representadas por títulos decompõe-se como segue: (milhares de euros) 2021 2020 Obrigações de caixa - 3 123 Obrigações hipotecárias 1 215 119 1 218 375 Securitizações 402 006 77 690 1 617 125 1 299 188 O justo valor das responsabilidades representadas por títulos encontra-se divulgado na nota 48. A rubrica Responsabilidades representadas por títulos, em 31 de dezembro de 2020, incluía emissões de obrigações de caixa no montante de 3.123 milhares de euros, reconhecidas ao justo valor através dos resultados de acordo com metodologias de valorização internas, considerando maioritariamente dados observáveis de mercado. Assim, de acordo com a hierarquização das fontes de valorização, e conforme o disposto na IFRS 13, estes instrumentos estão categorizados no Nível 2. Os passivos financeiros ao justo valor através dos resultados incluídos nesta rubrica encontram-se reavaliados de acordo com a política contabilística na nota 1 c), tendo-se reconhecido em 2021 uma ganho no montante de 39 milhares de euros (2020: ganho de 173 milhares de euros). Os prazos residuais da rubrica Responsabilidades representadas por títulos, a 31 de dezembro de 2021 e 2020, é como segue: (milhares de euros) 2021 2020 Até 6 meses - 3 103 De 6 meses até 1 ano 751 405 1 423 De 1 ano até 5 anos 460 615 1 209 386 Mais de 5 anos 402 006 77 690 1 614 026 1 291 602 Correções de valor por operações ao fair value option 3 099 7 586 1 617 125 1 299 188 No âmbito do Programa de Emissão de Obrigações Hipotecárias, cujo montante máximo é de 5.000.000 milhares de euros, o Grupo apresenta emissões vivas que totalizam 2.300.000 milhares de euros ao valor nominal em 31 de dezembro de 2021 e 2020.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 262 As caraterísticas das emissões de obrigações hipotecárias vivas a 31 de dezembro de 2021, são apresentadas como segue: (milhares de euros) Designação Valor nominal Valor ao custo amortizado Valor de balanço Data de emissão Data de reembolso Periodicidade do pagamento dos juros Taxa de juro Rating (Moody´s/Fitch/Dbrs) Obrig. hipotecárias - 6S 300 000 300 101 - novembro 2016 novembro 2023 trimestral Euribor 3M + 0,80% A1/AA-/BBBh Obrig. hipotecárias - 8S 500 000 500 062 - dezembro 2016 dezembro 2026 trimestral Euribor 3M + 0,90% A1/AA-/BBBh Obrig. hipotecárias - 9S 250 000 250 077 - maio 2017 maio 2024 trimestral Euribor 3M + 0,85% A1/AA-/BBBh Obrig. hipotecárias - 10S 750 000 754 033 754 033 outubro 2017 outubro 2022 anual Fixa em 0,875% A1/AA-/BBBh Obrig. hipotecárias - 11S 500 000 461 086 461 086 novembro 2019 novembro 2024 anual Fixa em 0,125% A1/AA-/BBBh 2 300 000 2 265 359 1 215 119 As caraterísticas das emissões vivas a 31 de dezembro de 2020, são apresentadas como segue: (milhares de euros) Designação Valor nominal Valor ao custo amortizado Valor de balanço Data de emissão Data de reembolso Periodicidade do pagamento dos juros Taxa de juro Rating (Moody´s/Fitch/Dbrs) Obrig. hipotecárias - 6S 300 000 300 123 - novembro 2016 novembro 2023 trimestral Euribor 3M + 0,80% A1/AA-/BBBh Obrig. hipotecárias - 8S 500 000 500 074 - dezembro 2016 dezembro 2026 trimestral Euribor 3M + 0,90% A1/AA-/BBBh Obrig. hipotecárias - 9S 250 000 250 085 - maio 2017 maio 2024 trimestral Euribor 3M + 0,85% A1/AA-/BBBh Obrig. hipotecárias - 10S 750 000 757 933 757 933 outubro 2017 outubro 2022 anual Fixa em 0,875% A1/AA-/BBBh Obrig. hipotecárias - 11S 500 000 460 442 460 442 novembro 2019 novembro 2024 anual Fixa em 0,125% A1/AA-/BBBh 2 300 000 2 268 657 1 218 375 As obrigações hipotecárias são garantidas por um conjunto de créditos à habitação que se encontram segregados como património autónomo nas contas do Grupo, conferindo assim privilégios creditórios especiais aos detentores destes títulos sobre quaisquer outros credores. O enquadramento legal e regulamentar destas obrigações encontra-se vertido no Decreto-Lei n.º 59/2006, nos Avisos do Banco de Portugal n.º 5/2006 de 20 de junho, n.º 6/2006 de 11 de outubro, n.º 7/2006 de 11 de outubro e n.º 8/2006 de 11 de outubro e na Instrução do Banco de Portugal n.º 13/2006 de 15 de novembro. Em 31 de dezembro de 2021, o valor dos créditos que contragarantem estas emissões ascende a 2.746.685 milhares de euros (31 de dezembro de 2020: 2.739.544 milhares de euros) de acordo com a nota 21. O movimento ocorrido durante o exercício de 2021 nas Responsabilidades representadas por títulos foi o seguinte: (milhares de euros) Saldo em 1 de janeiro Emissões Reembolsos Compras (Líquidas) Outros movimentos (a) Saldo em 31 de dezembro Obrigações de caixa 3 123 - (2 960) - (163) - Obrigações hipotecárias 1 218 375 - - - (3 256) 1 215 119 Securitizações 77 690 362 028 (37 712) - - 402 006 1 299 188 362 028 (40 672) - (3 419) 1 617 125 (a) Incluem a movimentação do juro corrido no balanço, correções por operações ao fair value option e variação cambial.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 263 O movimento ocorrido durante o exercício de 2020 nas Responsabilidades representadas por títulos foi o seguinte: (milhares de euros) Saldo em 1 de janeiro Reembolsos Compras (Líquidas) Outros movimentos (a) Saldo em 31 de dezembro Obrigações de caixa 7 357 (4 000) - (234) 3 123 Obrigações hipotecárias 1 255 904 - (37 100) (429) 1 218 375 Securitizações 126 719 (49 029) - - 77 690 1 389 980 (53 029) (37 100) (663) 1 299 188 (a) Incluem a movimentação do juro corrido no balanço, correções por operações ao fair value option e variação cambial. As compras de títulos representativos de responsabilidades do Grupo, de acordo com a política contabilística descrita na nota 1 c), são anuladas no passivo e a diferença entre o valor de compra e o respetivo valor de balanço é reconhecido em resultados. Em 31 de dezembro de 2021, a rubrica Responsabilidades representadas por títulos é composta pelas seguintes emissões: (milhares de euros) Descrição da emissão Data de emissão Data de reembolso Taxa de juro Valor de balanço OBRIGAÇÕES HIPOTECÁRIAS - 10S 17/10/2017 17/10/2022 Taxa Fixa Anual de 0,875% 750 000 PELICAN MORTGAGES n.º 3 30/03/2007 15/09/2054 Euribor 3M + 0.13% 30 618 AQUA FINANCE n.º 4 B 11/07/2017 23/06/2035 Euribor 3M + 2,65% 9 174 PELICAN FINANCE no 2 A 06/12/2021 25/01/2035 Euribor 1M + 0,7% 287 155 PELICAN FINANCE no 2 B 06/12/2021 25/01/2035 Euribor 1M +1,35% 20 711 PELICAN FINANCE no 2 C 06/12/2021 25/01/2035 Euribor 1M + 2,25% 17 521 PELICAN FINANCE no 2 D 06/12/2021 25/01/2035 Euribor 1M + 4,25% 19 350 PELICAN FINANCE no 2 E 06/12/2021 25/01/2035 Taxa fixa 6,4% 17 477 OBRIGAÇÕES HIPOTECÁRIAS - 11S 14/11/2019 14/11/2024 Taxa Fixa Anual de 0,125% 500 000 1 652 006 Correções de valor por operações de cobertura 3 099 Recompras de Obrigações hipotecárias - 11S (37 100) Periodificações, custos e proveitos diferidos (880) 1 617 125 Em 31 de dezembro de 2020, a rubrica Responsabilidades representadas por títulos é composta pelas seguintes emissões: (milhares de euros) Descrição da emissão Data de emissão Data de reembolso Taxa de juro Valor de balanço OBRIGAÇÕES CAIXA-MG CAPITAL CERTO 2013/2021-1.SERIE 28/02/2013 01/03/2021 Taxa Fixa Anual: 5,15% (3º ano Taxa: 5,30%; 4º ano Taxa: 5,30%; 5º ano Taxa: 5,90%; 6.º cupão Max[5,95%; Min (IPC+2%;8,25%)];7.º cupão Max[6,15%; Min (IPC+2%;8,50%)]; 8.º cupão Max[6,45%; Min (IPC+2%;8,50%)]) 2 148 OBRIGS CAIXA-MG CAPITAL CERTO 2013/2021-2.SERIE 28/06/2013 29/06/2021 Taxa Fixa Anual de 4,9% (3º ano Taxa: 5,1%, 4º ano Taxa: 5,1%, 5º ano Taxa: 5,65% e do 6º ao 8ºano Taxa: Max(5,95%;Min(IPC+2%;8,15%) ) 812 OBRIGAÇÕES HIPOTECÁRIAS - 10S 17/10/2017 17/10/2022 Taxa Fixa Anual de 0,875% 750 000 PELICAN MORTGAGES n.º 3 30/03/2007 15/09/2054 Euribor 3M + 0,13% 38 667 AQUA FINANCE n.º 4 A 11/07/2017 23/06/2035 Euribor 3M + 1,05% 24 023 AQUA FINANCE n.º 4 B 11/07/2017 23/06/2035 Euribor 3M + 2,65% 15 000 OBRIGAÇÕES HIPOTECÁRIAS - 11S 14/11/2019 14/11/2024 Taxa Fixa Anual de 0,125% 500 000 1 330 650 Correções de valor por operações de cobertura 7 586 Recompras de Obrigações hipotecárias - 11S (37 100) Periodificações, custos e proveitos diferidos (1 948) 1 299 188
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 264 38 Provisões Esta rubrica é apresentada como segue: (milhares de euros) 2021 2020 Provisões para garantias e compromissos assumidos 21 262 21 218 Provisões para outros riscos e encargos 12 871 17 436 34 133 38 654 As Outras provisões para riscos e encargos foram constituídas tendo como base a probabilidade da ocorrência de certas contingências relacionadas com riscos inerentes à atividade do Grupo, sendo revistas em cada data de reporte de forma a refletir a melhor estimativa do montante de perda. Esta rubrica inclui provisões para contingências fiscais (Impostos selo, IRC, IVA e IMI), processos judiciais e fraudes. O movimento das provisões para garantias e compromissos assumidos em 2021 e 2020 é analisado como segue: (milhares de euros) 2021 2020 Saldo inicial 21 218 20 660 Dotação do exercício 27 742 71 567 Reversão do exercício (28 678) (69 081) Utilização e variação cambial 980 (1 928) Saldo final 21 262 21 218 Os movimentos das provisões para outros riscos e encargos são analisados como segue: (milhares de euros) 2021 2020 Saldo inicial 17 436 17 887 Dotação do exercício 4 032 3 020 Reversão do exercício (7 717) (1 430) Utilização e variação cambial (880) (2 041) Saldo final 12 871 17 436
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 265 39 Outros passivos subordinados As características dos passivos subordinados, em 31 de dezembro de 2021 e 2020 são apresentadas como segue: (milhares de euros) Descrição da emissão Data de emissão Maturidade Valor de emissão Taxa de juro 2021 2020 MONTEPIO EMTN SUB 2018/2028 dez 2018 dez 2028 50 000 8,0% nos primeiros 5 anos e a Taxa EurSwap a 5y + 7.77% nos restantes 50 044 50 044 MONTEPIO EMTN SUB 2019/2029 abr 2019 abr 2029 100 000 10,5% nos primeiros 5 anos e a Taxa EurSwap a 5y + Fixing ICE (FFT 11:00 AM) + 10,514% 107 825 107 824 MONTEPIO EMTN SUB 2020/2030 jun 2020 jun 2030 50 000 9,5% nos primeiros 5 anos e a Taxa EurSwap a 5y + Fixing ICE (FFT 11:00 AM) + 9,742% 52 705 52 705 FINIBANCO VALOR INVEST 2010 fev 2010 - 15 000 7,0% nas primeiras 4 datas de pagamento de juros e Euribor 6M acrescida de 2,75%, com um mínimo de 5% nas seguintes 6 691 6 323 217 265 216 896 O movimento ocorrido durante os exercícios de 2021 e 2020 na rubrica de Outros passivos subordinados foi o seguinte: (milhares de euros) Saldo em 1 de janeiro Emissões Outros movimentos (a) Saldo em 31 de dezembro MONTEPIO EMTN SUB 2018/2028 50 044 - - 50 044 MONTEPIO EMTN SUB 2019/2029 107 824 - 1 107 825 MONTEPIO EMTN SUB 2020/2030 52 705 - - 52 705 FINIBANCO VALOR INVEST 2010 6 323 - 368 6 691 216 896 - 369 217 265 Saldo em 1 de janeiro Emissões Outros movimentos (a) Saldo em 31 de dezembro MONTEPIO EMTN SUB 2018/2028 50 044 - - 50 044 MONTEPIO EMTN SUB 2019/2029 107 803 - 21 107 824 MONTEPIO EMTN SUB 2020/2030 - 50 000 2 705 52 705 FINIBANCO VALOR INVEST 2010 - - 6 323 6 323 157 847 50 000 9 049 216 896 2021 (a) Incluem o juro corrido no balanço. 2020 (a) Incluem o juro corrido no balanço. No primeiro semestre de 2020, ao abrigo do Euro Medium Term Note Programme (EMTN) do Banco Montepio, foram emitidas obrigações no montante de 50.000 milhares de euros, com um prazo de 10 anos, com a taxa de 9,5% nos primeiros cinco anos e a opção de call ao par no 5.º ano.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 266 A emissão da “Finibanco Valor Invest 2010” foi transferida para esta categoria de passivos, conforme descrito na nota 42. As principais caraterísticas desta emissão são as seguintes: - Taxa juro: taxa fixa de 7% nas primeiras 4 datas de pagamento de juro e nas datas de pagamento de juros seguintes, taxa variável correspondente à taxa Euribor para o prazo de 6 meses acrescida de 2,75%, com um mínimo de 5%; - Vencimento: Não aplicável (não sujeito a reembolso obrigatório); - Montante de reembolso: Reembolso ao valor nominal. Em resultado de leis ou regulamentos aplicáveis, incluindo quaisquer Diretivas ou regulamentos da União Europeia, que venham estabelecer um regime jurídico da recuperação e liquidação de instituições de crédito (Diretiva 2015/59/EU do Parlamento Europeu e do Conselho, de 15 de maio de 2014 e Lei n.º 23-A/2015, de 26 de março), ou qualquer implementação daqueles em Portugal, os valores poderão ser usados para cobrir as perdas do emitente, podendo ser chamados a absorver prejuízos. 40 Outros passivos Esta rubrica é apresentada como segue: (milhares de euros) 2021 2020 Operações a liquidar nacionais e estrangeiras 93 598 84 801 Contas diversas 45 975 39 442 Encargos com o pessoal a pagar 35 757 40 310 Outros custos a pagar 13 817 14 628 Passivos de locação 8 945 15 367 Setor Público Administrativo 12 085 10 656 Fornecedores 16 064 10 493 Receitas antecipadas 477 526 Benefícios pós-emprego - 9 630 226 718 225 853 A 31 de dezembro de 2021, a rubrica Encargos com o pessoal a pagar inclui o valor de 18.374 milhares de euros (31 de dezembro de 2020: 19.789 milhares de euros), relativo à especialização de férias e subsídio de férias. Adicionalmente, a 31 de dezembro de 2021 esta rubrica inclui também o montante de 2.573 milhares de euros (31 de dezembro de 2020: 2.523 milhares de euros) referente ao prémio de final de carreira e o valor de 8.266 milhares de euros (31 de dezembro de 2020: 13.331 milhares de euros) do programa de ajustamento do quadro de colaboradores. Em 31 de dezembro de 2021, a rubrica Passivos de locação corresponde ao valor dos passivos de locação reconhecidos no âmbito da IFRS 16, conforme descrito na política contabilística 1 i), e respeita a contratos de locação operacional de imóveis e de viaturas.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 267 A maturidade dos passivos de locação é como se segue: 2021 2020 Até 1 ano 1 316 4 1 ano até 5 anos 7 629 13 690 Mais de 5 anos - 1 673 8 945 15 367 (milhares de euros) 41 Capital social Em 31 de dezembro de 2021 e 2020 o capital social do Banco Montepio é de 2.420.000 milhares de euros e encontra-se integralmente realizado. A estrutura acionista do capital social do Banco Montepio em 31 de dezembro de 2021 e 2020 é a seguinte: Quantidade de ações Percentagem Quantidade de ações Percentagem Montepio Geral Associação Mutualista 2 419 830 580 99,9930% 2 419 830 580 99,9930% Outros acionistas 169 420 0,0070% 169 420 0,0070% 2 420 000 000 100,0% 2 420 000 000 100,0% 2021 2020 42 Outros instrumentos de capital A emissão de 15.000 milhares de euros ocorrida no primeiro trimestre de 2010 de Valores Mobiliários Perpétuos Subordinados com juros condicionados (“Finibanco Valor Invest 2010” - ISIN: PTFNI1OM0011) efetuada pelo Montepio Investimento, S.A. (ex-Finibanco, S.A.) e que, no âmbito do processo de aquisição do Montepio Holding, S.G.P.S., S.A. (ex-Finibanco Holding, S.G.P.S., S.A.) e das suas subsidiárias, passou a integrar os capitais próprios do Banco Montepio. Na Assembleia de Obrigacionistas que decorreu a 29 de janeiro de 2020, ratificado na Assembleia Geral de 30 de junho de 2020, foi deliberado alterar a ficha técnica da obrigação de forma a adequar as suas condições ao tratamento prudencial adotado. No âmbito das alterações propostas, este instrumento foi reclassificado para a rubrica Outros passivos subordinados. 43 Reserva legal De acordo com o disposto no art.º 97.º do Regime Geral das Instituições de Crédito e Sociedades Financeiras, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 298/92, de 31 de dezembro e alterado pelo Decreto-Lei n.º 201/2002, o Banco Montepio deverá reforçar anualmente a reserva legal com pelo menos 10% dos lucros líquidos anuais, até um limite igual ao valor do capital social ou ao somatório das reservas livres constituídas e dos resultados transitados, se superior, não podendo normalmente esta reserva ser distribuída. Em 31 de dezembro de 2021 e 2020, a reserva legal é de 193.266 milhares de euros.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 268 44 Reservas de justo valor, outras reservas e resultados transitados Esta rubrica é apresentada como segue: (milhares de euros) 2021 2020 Reservas de justo valor Reserva de justo valor Ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral Instrumentos de dívida 2 518 1 815 Instrumentos de capital 10 783 (27 348) Crédito a clientes - 103 Risco de crédito próprio - 18 Cobertura de reserva cambial - 1 244 13 301 (24 168) Impostos Ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral (4 034) (4 096) Crédito a clientes - (31) (4 034) (4 127) 9 267 (28 295) Outras reservas e resultados transitados Regime especial aplicável aos ativos por imposto diferido 4 750 - Benefícios pós-emprego (273 786) (301 211) Reservas cambiais de consolidação (103 351) (112 892) Outras reservas e resultados transitados (906 486) (772 322) (1 278 873) (1 186 425) As reservas de justo valor relativas a ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral representam as mais e menos valias potenciais relativas à carteira de ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral. A rubrica Crédito a clientes regista o montante da reserva de justo valor relativo à carteira de crédito reclassificada de outros ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral reclassificada para Crédito a clientes. A movimentação da reserva de justo valor relativa a ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral durante o exercício de 2021 é apresentada como segue: (milhares de euros) Saldo em 1 de janeiro Reavaliação Aquisições Alienações Variação de imparidade Saldo em 31 de dezembro Títulos de rendimento fixo Obrigações de emissores públicos nacionais 973 (533) (21) (13) 20 426 Obrigações de emissores públicos estrangeiros 1 200 (322) - (786) 222 314 Obrigações de outros emissores: Nacionais (346) 301 1 438 (192) (667) 534 Estrangeiros (12) (6) - (5) 10 (13) Papel comercial - - 2 514 - (1 257) 1 257 1 815 (560) 3 931 (996) (1 672) 2 518 Títulos de rendimento variável Ações Nacionais 7 935 300 - 1 750 - 9 985 Estrangeiras (35 283) (1 253) 14 37 320 - 798 (27 348) (953) 14 39 070 - 10 783 (25 533) (1 513) 3 945 38 074 (1 672) 13 301
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 269 A movimentação da reserva de justo valor relativa a ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral durante o exercício de 2020 é apresentada como segue: (milhares de euros) Saldo em 1 de janeiro Reavaliação Aquisições Alienações Variação de imparidade Saldo em 31 de dezembro Títulos de rendimento fixo Obrigações de emissores públicos nacionais 15 115 (200) 464 (15 684) 1 278 973 Obrigações de emissores públicos estrangeiros 5 742 (3 309) 1 200 (5 742) 3 309 1 200 Obrigações de outros emissores: Nacionais (1 785) 1 591 195 264 (611) (346) Estrangeiros 1 650 (188) - (1 644) 170 (12) 20 722 (2 106) 1 859 (22 806) 4 146 1 815 Títulos de rendimento variável Ações Nacionais 7 735 200 - - - 7 935 Estrangeiras (17 345) (17 938) - - - (35 283) (9 610) (17 738) - - - (27 348) 11 112 (19 844) 1 859 (22 806) 4 146 (25 533) As reservas de justo valor relativas a ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral explicam-se da seguinte forma: (milhares de euros) 2021 2020 Custo amortizado dos ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral 112 890 313 511 Imparidade acumulada reconhecida (2 853) (1 181) Custo amortizado dos ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral líquidos de imparidade 110 037 312 330 Valor de mercado dos ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral 123 338 286 797 Ganhos/ (Perdas) potenciais reconhecidos na reserva de justo valor 13 301 (25 533) A movimentação nos exercícios de 2021 e 2020 ao nível dos resultados transitados encontra-se apresentada na Demonstração consolidada das alterações dos capitais próprios. 45 Distribuição de resultados Nos exercícios de 2021 e 2020 o Banco Montepio não procedeu à distribuição de resultados. 46 Interesses que não controlam Esta rubrica é apresentada como segue: (milhares de euros) 2021 2020 2021 2020 Finibanco Angola, S.A. 12 903 9 299 1 125 1 881 Balanço Demonstração dos Resultados
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 270 A movimentação desta rubrica é apresentada como segue: (milhares de euros) 2021 2020 Saldo inicial 9 299 11 550 Diferenças cambiais 2 479 (4 132) 11 778 7 418 Resultado atribuível a interesses que não controlam 1 125 1 881 12 903 9 299 Nome Sede Segmento 2021 2020 Finibanco Angola, S.A. Luanda Banca 19,78% 19,78% Percentagem detida por interesses que não controlam 47 Garantias e outros compromissos Esta rubrica é apesentada como segue: (milhares de euros) 2021 2020 Garantias e avales prestados 479 831 507 617 Compromissos perante terceiros 1 569 331 1 561 957 Custódia e guarda de valores 7 757 554 7 639 492 9 806 716 9 709 066 Os montantes de garantias e avales prestados e os compromissos perante terceiros são analisados como segue: (milhares de euros) 2021 2020 Garantias e avales prestados Garantias e avales 428 523 463 536 Créditos documentários 51 308 44 081 479 831 507 617 Compromissos perante terceiros Compromissos irrevogáveis Linhas de crédito irrevogáveis 694 072 721 300 Subscrição de títulos 903 1 209 Responsabilidade a prazo para o Fundo de Garantia de Depósitos 22 768 23 957 Responsabilidade potencial para com o Sistema de Indemnização aos Investidores 6 007 6 606 Compromissos revogáveis Linhas de crédito revogáveis 845 581 808 885 1 569 331 1 561 957
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 271 As garantias bancárias e avales prestados são operações bancárias que não se traduzem necessariamente por mobilizações de fundos por parte do Grupo. Os créditos documentários são compromissos irrevogáveis, por parte do Grupo, por conta dos seus Clientes, de pagar/mandar pagar um montante determinado ao fornecedor de uma dada mercadoria ou serviço, dentro de um prazo estipulado, contra a apresentação de documentos referentes à expedição da mercadoria ou prestação do serviço. A condição de irrevogável consiste no facto de não ser viável o seu cancelamento ou alteração sem o acordo expresso de todas as partes envolvidas. Os compromissos revogáveis e irrevogáveis apresentam acordos contratuais para a concessão de crédito com os Clientes do Grupo (por exemplo linhas de crédito não utilizadas) os quais, de forma geral, são contratados por prazos fixos ou com outros requisitos de expiração e, normalmente, requerem o pagamento de uma comissão. Substancialmente todos os compromissos de concessão de crédito em vigor requerem que os Clientes mantenham determinados requisitos verificados aquando da contratualização dos mesmos. Não obstante as particularidades destes compromissos, a apreciação destas operações obedece aos mesmos princípios básicos de uma qualquer outra operação comercial, nomeadamente o da solvabilidade, quer do Cliente, quer do negócio que lhe está subjacente, sendo que o Grupo requer que estas operações sejam devidamente colateralizadas quando necessário. Uma vez que é expectável que a maioria dos mesmos expire sem ter sido utilizado, os montantes indicados não representam necessariamente necessidades de caixa futuras. O saldo da rubrica Responsabilidades a prazo para o Fundo de Garantia de Depósitos em 31 de dezembro de 2021 e 2020 refere-se ao compromisso irrevogável que o Grupo assumiu, por força da lei aplicável, de entregar àquele Fundo, em caso de solicitação deste, as parcelas não realizadas das contribuições anuais. Em 31 de dezembro de 2021, no âmbito do Fundo de Garantia de Depósitos, o Grupo deu como penhor obrigações do tesouro (OT outubro de 2024 e OT fevereiro de 2030), registadas como Outros ativos financeiros ao custo amortizado, com um valor nominal de 24.000 milhares de euros (31 de dezembro de 2020: 23.000 milhares de euros), conforme descrito na nota 26. O saldo da rubrica Responsabilidade potencial - Sistema de Indemnização aos Investidores, em 31 de dezembro de 2021 e 2020, diz respeito à obrigação irrevogável que o Grupo assumiu, por força da lei aplicável, de entregar àquele Sistema, em caso de acionamento deste, os montantes necessários para pagamento da sua quota-parte nas indemnizações que forem devidas aos investidores. Os instrumentos financeiros contabilizados como Garantias e outros compromissos estão sujeitos aos mesmos procedimentos de aprovação e controlo aplicados à carteira de crédito, nomeadamente quanto à avaliação da adequação da imparidade constituída tal como referido na política contabilística descrita na nota 1 c), sendo a exposição máxima de crédito representada pelo valor nominal que poderia ser perdido relativo aos passivos contingentes e outros compromissos assumidos pelo Grupo na eventualidade de incumprimento pelas respetivas contrapartes, sem ter em consideração potenciais recuperações de crédito ou colaterais.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 272 48 Justo valor O justo valor tem como base as cotações de mercado, sempre que estas se encontrem disponíveis. Caso estas não existam, como acontece em muitos dos produtos colocados junto de Clientes, o justo valor é estimado através de modelos internos baseados em técnicas de desconto de fluxos de caixa. A geração de fluxos de caixa dos diferentes instrumentos comercializados é feita com base nas respetivas características financeiras e as taxas de desconto utilizadas incorporam quer a curva de taxas de juro de mercado, quer as atuais condições da política de pricing do Grupo. Assim, o justo valor obtido encontra-se influenciado pelos parâmetros utilizados no modelo de avaliação, que necessariamente incorporam algum grau de subjetividade, e reflete exclusivamente o valor atribuído aos diferentes instrumentos financeiros. Não considera, no entanto, fatores de natureza prospetiva, como por exemplo a evolução futura de negócio. Nestas condições, os valores apresentados não podem ser entendidos como uma estimativa do valor económico do Grupo. Instrumentos financeiros registados no balanço ao justo valor Os instrumentos financeiros relevados contabilisticamente no balanço ao justo valor foram classificados por níveis em conformidade com o disposto na IFRS 13, conforme segue: Títulos de dívida e instrumentos de capital - Nível 1: São incluídos nesta categoria, para além dos instrumentos financeiros admitidos à negociação em mercado regulamentado, as obrigações e unidades de participação em fundos harmonizados, valorizados com base em preços / cotações de mercados ativos, divulgados através de plataformas de negociação, considerando ainda a liquidez e a qualidade dos preços. Os instrumentos financeiros supramencionados são negociados em mercado ativo, sempre que seja dada cotação para os instrumentos financeiros em causa através de fontes multi-contribuídas para obrigações e o primary exchange para ações. - Nível 2: São considerados de nível 2 os instrumentos financeiros que não sejam transacionados em mercado ativo ou que sejam valorizados a partir de técnicas de avaliação suportadas em dados observáveis em mercados ativos, sejam dados diretos (preços, taxas, spreads, etc.) ou indiretos (derivados), e pressupostos de valorização semelhantes aos que uma parte não relacionada usaria na estimativa do justo valor do mesmo instrumento financeiro. A classificação do justo valor de nível 2 é efetuada de acordo com as seguintes regras: a) Os instrumentos financeiros serão classificados em nível 2 se forem: i. valorizados com base em modelos que utilizam dados observáveis no mercado (como por exemplo curvas de taxas de juro ou taxas de câmbio). As taxas de juro de mercado são apuradas com base em informação difundida pelos fornecedores de conteúdos financeiros, por exemplo a Bloomberg, mais concretamente as que resultam das cotações dos swaps de taxa de juro. Os valores respeitantes às taxas de muito curto prazo são obtidos de fonte semelhante, mas referentes ao mercado monetário interbancário. A curva de taxa de juro obtida é ainda calibrada contra os valores dos futuros de taxa de juro de curto prazo. As taxas de juro para os prazos específicos dos fluxos de caixa são determinadas por métodos de interpolação adequados. As mesmas
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 273 curvas de taxa de juro são ainda utilizadas na projeção dos fluxos de caixa não determinísticos, como por exemplo os indexantes; ou ii. valorizados por recurso a preços de compra indicativos de terceiros, baseados em dados observáveis no mercado. b) Para instrumentos financeiros que não possuam histórico de 30 dias de calendário disponível no sistema, a atribuição do nível de justo valor será realizada atendendo o histórico disponível. - Nível 3: Os instrumentos financeiros são classificados no nível 3 sempre que não cumpram os critérios para ser classificados como nível 1 ou nível 2, ou o justo valor é determinado com base em dados não observáveis em mercados ativos, com recurso a técnicas e pressupostos que os participantes do mercado utilizariam para avaliar os mesmos instrumentos, designadamente: a) instrumentos financeiros não admitidos à negociação em mercado regulamentado, que sejam valorizados com recurso a modelos de avaliação e não exista no mercado um consenso geralmente aceite sobre os critérios a utilizar, nomeadamente: i. avaliação preparada de acordo com o Net Asset Value de fundos não harmonizados, atualizados e divulgados pelas respetivas sociedades gestoras; ii. avaliação preparada de acordo com preços indicativos divulgados pelas entidades que participaram na emissão de determinados instrumentos financeiros, sem mercado ativo; ou iii. avaliação preparada de acordo com a realização de testes de imparidade, recorrendo a indicadores de performance das operações subjacentes (e.g. grau de proteção por subordinação às tranches detidas, taxas de delinquência dos ativos subjacentes, evolução dos ratings, etc.). b) instrumentos financeiros valorizados através de preços de compra indicativos baseados em modelos de avaliação teóricos, divulgados por entidades terceiras especializadas. Instrumentos financeiros derivados As operações de derivados financeiros, sob a forma de contratos sobre taxas de câmbio, sobre taxas de juro, sobre ações ou índices de ações, sobre a inflação ou sobre uma combinação destes subjacentes são efetuadas em mercados de balcão (OTC – Over-the-counter) e em mercados organizados (especialmente em bolsas de valores). Para as operações de derivados OTC (swaps e opções), a respetiva valorização é efetuada com base em métodos geralmente aceites, privilegiando sempre valores provenientes do mercado. - Nível 1: Esta classificação inclui os futuros e as opções e outros instrumentos financeiros derivados transacionados em mercado regulamentado. - Nível 2: Neste nível encontram-se classificados os instrumentos financeiros derivados, negociados em mercado não regulamentado (mercado de balcão / OTC) que não têm componente opcional. A valorização destes derivados é efetuada através do desconto dos cash-flows das operações, usando como base para o desconto as curvas de taxa de juro de mercado consideradas adequadas para a moeda em causa, vigentes no momento do cálculo. As taxas de juro são obtidas junto da Bloomberg ou Reuters. As taxas de juro de mercado são apuradas com base em informação difundida pelos fornecedores de conteúdos financeiros – Bloomberg ou Reuters - mais concretamente as que resultam das cotações dos swaps de taxa de juro. Os valores respeitantes às taxas de muito curto prazo são obtidos de fonte
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 274 semelhante, mas referentes ao mercado monetário interbancário. A curva de taxa de juro obtida é ainda calibrada contra os valores dos futuros de taxa de juro de curto prazo. As taxas de juro para os prazos específicos dos fluxos de caixa são determinadas por métodos de interpolação adequados. As curvas de taxa de juro são ainda utilizadas na projeção dos fluxos de caixa não determinísticos como por exemplo os indexantes. - Nível 3: Neste nível encontram-se classificadas as opções e os derivados negociados em mercado não regulamentado (mercado de balcão/ OTC), que incorporem elementos opcionais. A valorização das opções é efetuada a partir de modelos estatísticos que consideram o valor de mercado dos ativos subjacentes e as respetivas volatilidades (considerando-se que estas últimas não são dados observáveis diretamente no mercado). Os modelos teóricos utilizados na valorização de derivados classificados no nível 3 são apresentados conforme segue: i. Para opções simples, é utilizado o modelo Black-Scholes, Black, Ho e outros considerando as superfícies de volatilidade aplicáveis e seus derivados (modelos normalmente usados pelo mercado na valorização deste tipo de operações). Os inputs não observáveis em mercado utilizados na valorização (volatilidades implícitas do subjacente) são recolhidos na Bloomberg. ii. Para opções exóticas ou para derivados complexos com elementos opcionais incorporados para os quais não existam modelos de valorização disponíveis, o Banco Montepio contrata entidades especializadas que valorizam tais ativos recorrendo a modelos específicos que desenvolvem segundo os critérios e metodologias geralmente aceites. As valorizações assim obtidas são, no caso de operações interbancárias, avaliadas contra as usadas pelas contrapartes e sempre que se entenda que não existem referências de mercado de qualidade suficiente ou que os modelos disponíveis não se aplicam integralmente face às características do instrumento financeiro, utilizam-se cotações específicas fornecidas por uma entidade externa, tipicamente a contraparte do negócio. A valorização de componentes não opcionais, não ajustadas pelo risco de crédito (cash-flows das operações), é efetuada a partir do respetivo desconto, usando metodologia similar à utilizada para os derivados sem componente opcional, não deixando por isso o derivado em causa de ser considerado no nível 3. Instrumentos financeiros registados no balanço ao custo amortizado Para os instrumentos financeiros registados no balanço ao custo amortizado, o Banco Montepio apura o respetivo justo valor com recurso a técnicas de valorização que procuram ter por base as condições de mercado aplicáveis a operações similares na data de referência das demonstrações financeiras, nomeadamente o valor dos respetivos cash-flows descontados com base nas taxas de juro consideradas mais apropriadas, ou seja: - Aplicações em Instituições de Crédito, Recursos de Bancos Centrais, Recursos de outras instituições de crédito e Ativos com Acordos de Recompra O justo valor destes instrumentos financeiros é calculado com base na atualização dos fluxos de caixa de capital e juros esperados no futuro para os referidos instrumentos, considerando que os pagamentos de prestações ocorrem nas datas contratualmente definidas.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 275 Para os Recursos de Bancos Centrais foi considerado que o valor de balanço é uma estimativa razoável, atendendo à tipologia das operações e ao prazo associado. A taxa de remuneração das tomadas de fundos junto do Banco Central Europeu é negativa em 0,60% para as operações vivas em 31 de dezembro de 2021 (31 de dezembro de 2020: negativa em 0,33%). Para os restantes recursos de Instituições de Crédito, a taxa de desconto utilizada reflete as atuais condições praticadas pelo Grupo em idênticos instrumentos para cada um dos diferentes prazos de maturidade residual. A taxa de desconto incorpora as taxas de mercado para os prazos residuais (taxas do mercado monetário ou do mercado de swaps de taxa de juro, no final do exercício). Em 31 de dezembro de 2021 a taxa média de desconto foi negativa de 0,60% (31 de dezembro de 2020: negativa de 0,21%). Para as aplicações em Instituições de crédito foi aplicada uma taxa de desconto que reflete as condições praticadas pelo Banco Montepio para as operações de prazo residual mais significativas. Atendendo ao curto prazo associado a estes instrumentos financeiros, o valor do balanço é uma razoável estimativa do seu justo valor. - Outros ativos financeiros ao custo amortizado Estes investimentos estão contabilizados ao custo amortizado líquido de imparidade. O justo valor tem como base as cotações de mercado, sempre que estas se encontrem disponíveis. Caso estas não existam, o cálculo do justo valor assenta na utilização de modelos numéricos, baseados em técnicas de desconto de fluxos de caixa que, para estimar o justo valor, utilizam as curvas de taxa de juro de mercado ajustadas pelos fatores associados, predominantemente o risco de crédito e o risco de liquidez, determinados de acordo com as condições de mercado e prazos respetivos. - Crédito a clientes sem maturidade definida e Débitos à vista para com clientes Atendendo ao curto prazo deste tipo de instrumentos, as condições desta carteira são semelhantes às praticadas à data de reporte, pelo que o seu valor de balanço é uma razoável estimativa do seu justo valor. - Crédito a clientes com maturidade definida O justo valor destes instrumentos financeiros é calculado com base na atualização dos fluxos de caixa de capital e juros esperados no futuro para os referidos instrumentos. Considera-se que os pagamentos de prestações ocorrem nas datas contratualmente definidas. Para os créditos em situação de incumprimento, considera-se que o valor líquido de imparidade destas operações é uma estimativa razoável do seu justo valor, tendo em conta a avaliação económica que é realizada no apuramento desta imparidade no caso dos Clientes individualmente significativos. A taxa de desconto utilizada é a que reflete as taxas atuais do Grupo para cada uma das classes homogéneas deste tipo de instrumentos e com maturidade residual semelhante. A taxa de desconto incorpora as taxas de mercado para os prazos residuais (taxas do mercado monetário ou do mercado de swaps de taxa de juro, no final do exercício) e o spread praticado à data de reporte, calculado através da média da produção observada no último trimestre. A 31 de dezembro de 2021 a taxa média de desconto foi de 2,20% para o crédito habitação (31 de dezembro de 2020: 2,067%), de 7,19% para o crédito individual (31 de dezembro de 2020: 6,45%) e de 3,38% para os restantes créditos (31 de dezembro de 2020: 2,89%),
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 276 assumindo uma projeção das taxas variáveis que se baseia em fundamentais macroeconómicos e nas taxas forward de mercado. Os cálculos efetuados incorporam o spread de risco de crédito. - Recursos de clientes O justo valor destes instrumentos financeiros é calculado com base na atualização dos fluxos de caixa de capital e juros esperados no futuro para os referidos instrumentos. Considera-se que estes fluxos de caixa ocorrem nas datas contratualmente definidas. A taxa de desconto utilizada é a que reflete as taxas atuais do Grupo para este tipo de instrumentos e com maturidade residual semelhante. A taxa de desconto incorpora as taxas de mercado para os prazos residuais (taxas do mercado monetário ou do mercado de swaps de taxa de juro, no final do exercício) e o spread do Grupo à data de reporte, calculado através da média da produção registada no último trimestre. A taxa média de desconto em 31 de dezembro de 2021 foi negativa de 0,04% (31 de dezembro de 2020: 0,08%). - Responsabilidades representadas por títulos e Outros passivos subordinados Para estes instrumentos financeiros foi calculado o justo valor para as componentes cujo justo valor ainda não se encontra refletido em balanço. Nos instrumentos que são a taxa fixa, e para os quais o Grupo adota contabilisticamente uma política de hedge-accounting, o justo valor relativamente ao risco de taxa de juro já se encontra registado. Para o cálculo do justo valor foram levadas em consideração as outras componentes de risco, para além do risco de taxa de juro já registado. O justo valor tem como base as cotações de mercado, sempre que estas se encontrem disponíveis. Caso estas não existam, o cálculo do justo valor assentou na utilização de modelos internos, baseados em técnicas de desconto de fluxos de caixa que, para estimar o justo valor, utilizam as curvas de taxa de juro de mercado ajustadas pelos fatores associados, predominantemente o risco de crédito e a margem comercial, esta última apenas no caso de emissões colocadas nos Clientes não institucionais do Grupo. Como referência original utilizaram-se as curvas resultantes do mercado de swaps de taxa de juro para cada moeda específica. O risco de crédito (spread de crédito) é representado por um excesso à curva de swaps de taxa de juro apurado especificamente para cada prazo e classe de instrumentos tendo como base preços de mercado sobre instrumentos equivalentes. No caso das emissões de obrigações hipotecárias, o justo valor é apurado com base nas cotações difundidas pelo fornecedor de conteúdos financeiros Bloomberg. No que respeita às emissões subordinadas o justo valor foi apurado de forma a refletir os spreads observáveis em mercado de comparáveis adicionados de um prémio de liquidez, tendo em conta a menor profundidade de mercado da dívida subordinada emitida pelo Banco Montepio. - Caixa e Disponibilidades em Bancos Centrais e Disponibilidades em outras Instituições de Crédito Atendendo ao prazo extremamente curto associado a estes instrumentos financeiros, o valor de balanço é uma razoável estimativa do seu justo valor. Refira-se que o justo valor apresentado pode não corresponder ao valor de realização destes instrumentos financeiros num cenário de venda ou de liquidação, não tendo sido determinado com esse objetivo.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 277 Os principais métodos de valorização, hipóteses e inputs utilizados no cálculo da estimativa do justo valor para os níveis 2 e 3, em função do tipo de instrumento financeiro são apresentados conforme segue: Métodos de valorização Principais assunções Swaps Método de atualização dos fluxos de caixa 2 Curvas de taxa de juro Opções sobre taxa de câmbio Modelo Black- Scholes Volatilidades implícitas Opções sobre taxa de juro Modelo normal Probabilidade de default para cálculo de CVA e DVA Curvas de taxa de juro Prémios de risco Ativos comparáveis 3 Preços observáveis em mercado Curvas de taxa de juro Prémios de risco Ativos comparáveis 3 Preços observáveis em mercado Curvas de taxa de juro Prémios de risco Ativos comparáveis 3 Curvas de taxa de juro Ativos comparáveis 3 Empréstimos e valores a cobrar Spreads Curvas de taxa de juro Volatilidades implícitas Probabilidade de default para cálculo de CVA e DVA Depósitos a prazo Curvas de taxa de juro Spreads Método de atualização dos fluxos de caixa 2 Ativos financeiros ao justo valor através dos resultados Instrumentos financeiros representativos de dívida Derivados - Contabilidade de cobertura Valores representativos de dívida Método de atualização dos fluxos de caixa 2 Swaps 1 Método de atualização dos fluxos de caixa 2 Instrumentos financeiros representativos de capital próprio Ativos e passivos financeiros detidos para negociação Derivados 1 Instrumentos financeiros representativos de dívida Valores representativos de dívida emitidos Ativos financeiros pelo justo valor através de outro rendimento integral Tipo de instumentos Método de atualização dos fluxos de caixa 2 Ativos financeiros pelo custo amortizado Método de atualização dos fluxos de caixa 2 Passivos financeiros mensurados pelo custo amortizado Método de atualização dos fluxos de caixa 2 Instrumentos financeiros representativos de dívida Instrumentos financeiros representativos de capital próprio (1) Na valorização de derivados é feito um ajustamento à valorização para tomar em conta o risco de crédito da contraparte quando a exposição é do Banco ou o risco de crédito do Banco quando a exposição é da contraparte (geralmente designados pelas siglas CVA iniciais de Credit Valuation Adjustment e DVA de Debit Valuation Adjustment). (2) Método da atualização dos fluxos de caixa (valor atual líquido): este modelo utiliza os fluxos de caixa de cada instrumento, estabelecidos nos diferentes contratos, e desconta-os para calcular o respetivo valor atual. (3) Ativos comparáveis (preços de ativos similares): utiliza-se preços de instrumentos financeiros comparáveis ou índices de referência (benchmarks) de mercado para calcular o rendimento desde o preço de compra até à sua valorização atual, realizando ajustes posteriores para considerar as possíveis diferenças entre o instrumento valorizado e o instrumento de referência. Também se pode assumir que o preço de um instrumento equivale ao do outro.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 278 Ajustamentos à valorização por Risco de Crédito Os ajustamentos à valorização por Risco de Crédito da Contraparte (“CVA”) e os ajustamentos à valorização por Risco de Crédito do Banco (“DVA”) são incorporados na valorização dos derivados OTC em consequência do risco associado à exposição creditícia da contraparte e própria, respetivamente. O valor do CVA é apurado considerando a exposição esperada para cada contraparte em cada prazo futuro, sendo o CVA por contraparte calculado através da soma dos vários valores de CVA nos diversos prazos futuros. Os ajustamentos são então determinados através da estimativa da exposição da contraparte (EAD), da respetiva probabilidade de incumprimento (PD) e perda esperada em caso de incumprimento (LGD), para todos os instrumentos financeiros derivados transacionados ao abrigo de um mesmo contrato negociado com o Grupo com cláusula de compensação (do mesmo netting set). Analogamente, o DVA corresponde ao produto da exposição negativa esperada pela probabilidade de incumprimento e pela LGD do Grupo Banco Montepio. Os valores da PD e da LGD são calibrados através de dados de mercado, utilizando para esse efeito o rating e o setor da contraparte ou informação histórica de probabilidade de incumprimento. As variações dos ajustamentos de CVA/FVA e DVA/FVA são contabilizadas na rubrica ganhos ou perdas de ativos e passivos detidos para negociação da conta de resultados. O detalhe dos movimentos dos ajustamentos CVA e DVA é apresentado como segue: (milhares de euros) CVA DVA CVA DVA Ajustamento 239 671 393 394 Do qual: Vencimento de derivados 111 (62) 1 - 2021 2020 Justo valor dos ativos recebidos por recuperação de créditos e de Propriedades de investimento O justo valor e as imparidades constituídas para ativos imobiliários recebidos por recuperação de crédito são função do valor de avaliação e do valor contabilístico dos imóveis. O valor de avaliação é igual ao menor dos seguintes valores: - Valor de avaliação presencial; - Valor de venda (se celebrado contrato para compra e venda). As avaliações e as reavaliações de imóveis deverão ser efetuadas por peritos avaliadores, regulados pela Lei n.º 153/2015, de 14 de setembro. Nos termos do Decreto-Lei n.º 74-A/2017, de 23 de junho, e para os efeitos previstos no seu artigo 18.º, nos contratos de crédito aos consumidores para imóveis destinados a habitação, o mutuário pode requerer ao Banco a realização de uma segunda avaliação ao imóvel. Dado que os mesmos avaliadores devem realizar as vistorias às obras em curso sujeitas a financiamento para determinar o montante dos trabalhos realizados a financiar, atendendo à natureza deste tipo de avaliação, a formação e a qualificação profissional destes peritos deverá, cumulativamente, respeitar as qualificações profissionais definidas pela Lei n.º 31/2009, de 3 de julho, com as alterações introduzidas pela Lei n.º 40/2015, de 1 de junho.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 279 Empresas de avaliação externas A seleção das Empresas de avaliação é realizada com base no universo de entidades registadas como “peritos avaliadores” junto da CMVM e procurando-se sempre assegurar uma adequada diversificação e rotação na realização das avaliações. As avaliações externas independentes seguem os princípios definidos pelo: - Aviso n.º 5/2006 do Banco de Portugal (Avaliação de Imóveis Hipotecados em Garantia de Créditos Afetos a Obrigações Hipotecárias); - Regulamento n.º 575/2013 do Parlamento Europeu e do Conselho (Requisitos Prudenciais). O apuramento do justo valor é feito por avaliadores independentes devidamente certificados para o efeito, encontrando-se inscritos na CMVM, os quais devem usar pelo menos dois dos seguintes métodos. Método comparativo de mercado Este método determina uma estimativa do montante pelo qual se entende que uma determinada propriedade possa ser transacionada, após um período adequado de comercialização, entre um vendedor e um comprador interessados, em que ambas as partes atuam de forma esclarecida, prudente e não condicionada ou sem coação. O valor do imóvel é determinado após análise de valores de transação e de oferta de propriedades comparáveis, obtidos através do conhecimento de mercado local e da recolha exaustiva de dados do mercado imobiliário que permitam conhecer a situação da oferta e da procura para imóveis semelhantes e que se constituem fator decisivo no apuramento do Valor de Mercado do imóvel em avaliação. Método do rendimento Neste método, o valor de mercado de uma propriedade corresponde ao valor atual de todos os direitos a benefícios futuros decorrentes da sua posse. Este método parte do princípio que a gestão e exploração do imóvel se baseia em princípios de legalidade, racionalidade e competência. A análise tem como objetivo a determinação da respetiva capacidade em gerar fluxos de receitas, bem como a periodicidade de ocorrência dos mesmos, inferindo ainda todas as despesas inerentes. Método do custo Neste método, a estimativa de valor de uma propriedade corresponde ao custo de construção de um imóvel que cumpra as mesmas funções e com iguais características, materiais e de tecnologia, a preços correntes de mercado. O valor apurado inclui o valor do terreno, os custos inerentes à construção e a margem de lucro de promoção do investimento, bem como inclui uma dedução que corresponde à depreciação, ou perda de valor do imóvel, que resulte de obsolescência física, funcional, económica ou ambiente ou de combinação entre eles. Para todas as avaliações em que não são utilizados os 3 métodos de avaliação, o perito avaliador deve ter em conta as características do mercado local e as características específicas do imóvel em avaliação. O valor da avaliação adotado será o menor dos valores apurados por ser o mais prudente em termos de garantia.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 280 Propriedades de Investimento O apuramento do justo valor é feito por avaliadores independentes devidamente certificados para o efeito, encontrando-se inscritos na CMVM, os quais devem usar pelo menos dois dos seguintes métodos: • Método comparativo de mercado; • Método do rendimento; • Método do custo; conforme descrito na nota 1 n). No quadro seguinte apresenta-se, com referência a 31 de dezembro de 2021, a tabela com os valores da taxa de juro utilizadas no apuramento da curva taxa de juro das principais moedas, nomeadamente Euro, Dólar Norte-Americano, Libra Esterlina, Franco Suíço e Iene Japonês utilizadas para a determinação do justo valor dos ativos e passivos financeiros do Grupo: Euro Dólar Norte- Americano Libra Esterlina Franco Suíço Iene Japonês 1 dia -0,500000 0,135000 0,210000 -0,755000 -0,110000 7 dias -0,478356 0,076250 0,230000 -0,695000 -0,081500 1 mês -0,478356 0,140000 0,240000 -0,650000 -0,250000 2 meses -0,478356 0,150000 0,250000 -0,650000 -0,220000 3 meses -0,478356 0,180000 0,390000 -0,650000 -0,220000 6 meses -0,478356 0,290000 0,610000 -0,650000 -0,240000 9 meses -0,478356 0,410000 0,670000 -0,650000 -0,150000 1 ano -0,485000 0,530000 0,840000 -0,670000 -0,150000 2 anos -0,295000 0,947000 1,232000 -0,487500 -0,006300 3 anos -0,145000 1,186000 1,338000 -0,375000 -0,001300 5 anos 0,016000 1,383000 1,328000 -0,230000 0,016300 7 anos 0,130000 1,491000 1,275000 -0,080000 0,043800 10 anos 0,303000 1,602000 1,241000 0,090000 0,106300 15 anos 0,492000 1,730000 1,216000 0,232500 0,223800 20 anos 0,548000 1,734000 1,216000 0,232500 0,223800 30 anos 0,479000 1,710300 1,216000 0,232500 0,223800 Moedas
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 281 No quadro seguinte apresenta-se, com referência a 31 de dezembro de 2020, a tabela com os valores da taxa de juro utilizadas no apuramento da curva taxa de juro das principais moedas, nomeadamente Euro, Dólar Norte-americano, Libra Esterlina, Franco Suíço e Iene Japonês utilizadas para a determinação do justo valor dos ativos e passivos financeiros do Grupo: Euro Dólar Norte- Americano Libra Esterlina Franco Suíço Iene Japonês 1 dia -0,495000 0,165000 0,090000 -0,725000 -0,150000 7 dias -0,578000 0,098000 0,090000 -0,595000 -0,330000 1 mês -0,554000 0,170000 0,090000 -0,600000 -0,330000 2 meses -0,549800 0,180000 0,090000 -0,745000 -0,310000 3 meses -0,545000 0,190000 0,090000 -0,600000 -0,280000 6 meses -0,526000 0,220000 0,145000 -0,690000 -0,270000 9 meses -0,512500 0,250000 0,195000 -0,630000 -0,210000 1 ano -0,499000 0,280000 0,195000 -0,640000 -0,260000 2 anos -0,524000 0,349698 0,194905 -0,712500 -0,260163 3 anos -0,508000 0,419396 0,194905 -0,675000 -0,260163 5 anos -0,457500 0,558983 0,194905 -0,561000 -0,260163 7 anos -0,384500 0,698378 0,194905 -0,441000 -0,260163 10 anos -0,265000 0,907854 0,194905 -0,287500 -0,260163 15 anos -0,072000 1,145451 0,194905 -0,112500 -0,260163 20 anos 0,009000 1,309000 0,194905 -0,112500 -0,260163 30 anos -0,025000 1,398350 0,194905 -0,112500 -0,260163 Moedas Câmbios e volatilidades cambiais Seguidamente apresentam-se as taxas de câmbio (Banco Central Europeu) à data de balanço e as volatilidades implícitas (at the Money) para os principais pares de moedas, utilizadas na avaliação dos derivados: Cambial 2021 2020 1 mês 3 meses 6 meses 9 meses 1 ano EUR/USD 1,1326 1,2271 5,250 5,500 5,675 5,688 5,700 EUR/GBP 0,84028 0,89903 5,300 5,835 6,190 6,400 6,535 EUR/CHF 1,0331 1,0802 4,475 4,775 5,025 5,130 5,075 EUR/JPY 130,38 126,49 6,113 6,550 7,000 7,010 7,225 EUR/AOA 635,7510 797,1291 - - - - - Volatilidade (%) Relativamente às taxas de câmbio, o Grupo utiliza nos seus modelos de avaliação a taxa spot observada no mercado no momento da avaliação.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 282 O justo valor dos ativos e passivos financeiros do Grupo, a 31 de dezembro de 2021 e 2020 é apresentado como segue: (milhares de euros) Ao justo valor através dos resultados Ao justo valor através de reservas Custo amortizado Valor contabilístico Justo valor Ativos Financeiros Caixa e disponibilidades em bancos centrais - - 2 967 996 2 967 996 2 967 996 Disponibilidades em outras instituições de crédito - - 67 360 67 360 67 360 Aplicações em instituições de crédito - - 229 065 229 065 229 065 Crédito a clientes 1 004 - 11 666 684 11 667 688 11 570 592 Ativos financeiros detidos para negociação 7 582 - - 7 582 7 582 Ativos financeiros ao justo valor através dos resultados 203 427 - - 203 427 203 427 Ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral - 123 338 - 123 338 123 338 Ativos não correntes detidos para venda - - 38 862 38 862 38 836 Derivados de cobertura 5 411 - - 5 411 5 411 Outros ativos financeiros ao custo amortizado - - 3 004 196 3 004 196 2 981 738 217 424 123 338 17 974 163 18 314 925 18 195 345 Passivos financeiros Recursos de bancos centrais - - 2 902 003 2 902 003 2 902 003 Recursos de outras instituições de crédito - - 555 412 555 412 542 920 Recursos de clientes 25 009 - 12 761 877 12 786 886 12 795 865 Responsabilidades representadas por títulos - - 1 617 125 1 617 125 1 616 593 Passivos financeiros detidos para negociação 7 470 - - 7 470 7 470 Derivados de cobertura 335 - - 335 335 Outros passivos subordinados - - 217 265 217 265 218 957 32 814 - 18 053 682 18 086 496 18 084 143 2021 (milhares de euros) Ao justo valor através dos resultados Ao justo valor através de reservas Custo amortizado Valor contabilístico Justo valor Ativos Financeiros Caixa e disponibilidades em bancos centrais - - 1 466 250 1 466 250 1 466 250 Disponibilidades em outras instituições de crédito - - 33 660 33 660 33 660 Aplicações em instituições de crédito - - 293 004 293 004 293 004 Crédito a clientes 1 207 - 11 576 495 11 577 702 11 494 189 Ativos financeiros detidos para negociação 16 923 - - 16 923 16 923 Ativos financeiros ao justo valor através dos resultados 346 892 - - 346 892 346 892 Ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral - 286 797 - 286 797 286 797 Derivados de cobertura 10 693 - - 10 693 10 693 Outros ativos financeiros ao custo amortizado - - 2 362 616 2 362 616 2 412 670 375 715 286 797 15 732 025 16 394 537 16 361 078 Passivos financeiros Recursos de bancos centrais - - 1 382 545 1 382 545 1 382 545 Recursos de outras instituições de crédito - - 820 638 820 638 816 225 Recursos de clientes - - 12 501 973 12 501 973 12 509 680 Responsabilidades representadas por títulos 6 212 - 1 292 976 1 299 188 1 295 243 Passivos financeiros detidos para negociação 13 598 - - 13 598 13 598 Derivados de cobertura 397 - - 397 397 Outros passivos subordinados - - 216 896 216 896 200 803 20 207 - 16 215 028 16 235 235 16 218 491 2020
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 283 O quadro seguinte resume, por níveis de valorização, para cada grupo de ativos e passivos financeiros do Grupo, os seus justos valores com referência a 31 de dezembro de 2021: (milhares de euros) Nível 1 Nível 2 Nível 3 Instrumentos financeiros ao custo Justo valor Ativos Financeiros Caixa e disponibilidades em bancos centrais 2 967 996 - - - 2 967 996 Disponibilidades em outras instituições de crédito 67 360 - - - 67 360 Aplicações em instituições de crédito - - 229 065 - 229 065 Crédito a clientes - 1 004 11 569 588 - 11 570 592 Ativos financeiros detidos para negociação - 1 376 6 206 - 7 582 Ativos financeiros ao justo valor através de resultados - - 203 427 - 203 427 Ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral 77 310 2 336 42 511 1 181 123 338 Ativos não correntes detidos para venda - - 38 836 - 38 836 Derivados de cobertura - 5 411 - - 5 411 Outros ativos financeiros ao custo amortizado 2 981 738 - - - 2 981 738 6 094 404 10 127 12 089 633 1 181 18 195 345 Passivos financeiros Recursos de bancos centrais 2 902 003 - - - 2 902 003 Recursos de outras instituições de crédito - - 542 920 - 542 920 Recursos de clientes - - 12 795 865 - 12 795 865 Responsabilidades representadas por títulos - - 1 616 593 - 1 616 593 Passivos financeiros detidos para negociação - 949 6 521 - 7 470 Derivados de cobertura - 335 - - 335 Outros passivos subordinados - - 218 957 - 218 957 2 902 003 1 284 15 180 856 - 18 084 143 2021 O quadro seguinte resume, por níveis de valorização, para cada grupo de ativos e passivos financeiros do Grupo, os seus justos valores com referência a 31 de dezembro de 2020: (milhares de euros) Nível 1 Nível 2 Nível 3 Instrumentos financeiros ao custo Justo valor Ativos Financeiros Caixa e disponibilidades em bancos centrais 1 466 250 - - - 1 466 250 Disponibilidades em outras instituições de crédito 33 660 - - - 33 660 Aplicações em instituições de crédito - - 293 004 - 293 004 Crédito a clientes - 1 207 11 492 982 - 11 494 189 Ativos financeiros detidos para negociação 7 524 3 984 5 415 - 16 923 Ativos financeiros ao justo valor através de resultados - - 346 892 - 346 892 Ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral 185 383 3 088 97 041 1 285 286 797 Derivados de cobertura - 10 693 - - 10 693 Outros ativos financeiros ao custo amortizado 2 412 670 - - - 2 412 670 4 105 487 18 972 12 235 334 1 285 16 361 078 Passivos financeiros Recursos de bancos centrais 1 382 545 - - - 1 382 545 Recursos de outras instituições de crédito - - 816 225 - 816 225 Recursos de clientes - - 12 509 680 - 12 509 680 Responsabilidades representadas por títulos - 6 212 1 289 031 - 1 295 243 Passivos financeiros detidos para negociação - 13 598 - - 13 598 Derivados de cobertura - 397 - - 397 Outros passivos subordinados - - 200 803 - 200 803 1 382 545 20 207 14 815 739 - 16 218 491 2020 49 Benefícios pós-emprego e de longo prazo O Banco Montepio e o Montepio Crédito assumiram a responsabilidade de pagar aos seus colaboradores e membros dos Órgãos de Administração pensões de reforma por velhice e por invalidez e outros benefícios, de acordo com a política contabilística descrita na nota 1 s).
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 284 De acordo com a mesma política, o Grupo calcula pelo menos uma vez ao ano com referência a 31 de dezembro de cada ano, as responsabilidades com pensões de reforma e outros benefícios e sempre que as variações consubstanciadas pelos principais pressupostos atuariais assim o determinem. O plano de pensões geral dos colaboradores do Grupo refere-se às responsabilidades com benefícios de reforma previstas no Acordo Coletivo de Trabalho para o Setor Bancário e é um plano complementar do regime público de Segurança Social. Nos termos do Acordo Coletivo de Trabalho (“ACT”) para o Setor Bancário, os colaboradores admitidos após 1 de janeiro de 1995 contribuem para o Fundo de Pensões com 5% da sua remuneração mensal. O plano de pensões existente corresponde a um plano de benefício definido, uma vez que estipula os critérios de determinação do valor da pensão que um colaborador receberá durante a reforma, usualmente dependente de um ou mais fatores como sejam a idade, os anos de serviço e a retribuição. Os benefícios garantidos por este plano de pensões são os seguintes: - Reforma por invalidez presumível (velhice); - Reforma por invalidez; e - Pensão de sobrevivência. Aos respetivos beneficiários são garantidos todos os benefícios sociais, nos termos, condições e valores constantes do plano de pensões na qualidade de colaboradores que à data de reforma estejam ao serviço do Grupo, bem como os que tenham pertencido ao seu quadro efetivo e que à data da reforma reúnam os requisitos de exigibilidade definidos no plano de pensões. A pensão a cargo do Fundo de Pensões é a correspondente ao nível do colaborador na reforma e respetivas diuturnidades, de acordo com a tabela salarial aplicável. No caso de o colaborador ter direito a uma pensão a cargo da Caixa Geral de Aposentações ou do Centro Nacional de Pensões, esta será deduzida à pensão garantida pelo presente plano de pensões. Em caso de morte de um colaborador no ativo ou de um pensionista, o plano de pensões garante uma pensão de sobrevivência igual a 40% da remuneração a que o colaborador teria direito se passasse à situação de reforma ou da pensão que auferiria, respetivamente. Os ex-trabalhadores do Grupo, quando atingirem na situação de reforma por velhice ou invalidez, têm direito ao pagamento pelo Fundo de Pensões de uma pensão calculada nos termos anteriores, proporcional ao tempo de serviço que prestaram no Grupo. Adicionalmente, o plano de pensões garante os encargos com o Serviço de Assistência Médico-Social (SAMS) e com o subsídio por morte, ao abrigo do ACT. O Grupo não detém outros mecanismos que assegurem a cobertura das responsabilidades assumidas com pensões de reforma por velhice, invalidez, sobrevivência, benefícios de saúde e subsídio de morte dos seus colaboradores. Em dezembro de 2016 o Grupo outorgou um novo ACT, tendo introduzido um conjunto de alterações ao nível dos benefícios no emprego, nomeadamente a alteração da idade de reforma, em linha com o Regime
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 285 Geral de Segurança Social, e a atribuição de um prémio final de carreira, em substituição do prémio de antiguidade que foi extinto. Decorrente da alteração do ACT, as contribuições para o SAMS passaram a ser efetuadas tendo por base um valor fixo por colaborador, deixando, assim, de estar indexadas aos salários. Os principais pressupostos atuariais utilizados no cálculo das responsabilidades são como segue: 2021 2020 Pressupostos financeiros Taxa de evolução salarial 0,50% 0,50% Taxa de crescimento das pensões 0,30% 0,30% Taxas de rendimento do Fundo 1,40% 1,15% Taxa de desconto 1,40% 1,15% Taxa de revalorização Taxa de crescimento salários Segurança Social 1,25% 1,25% Taxa de crescimento das pensões 1,00% 1,00% Pressupostos demográficos e métodos de avaliação Tábua de mortalidade Homens TV 88/90 TV 88/90 Mulheres TV 88/90 - 3 anos TV 88/90 -3 Anos Métodos de valorização atuarial UCP UCP Pressupostos Os pressupostos utilizados no cálculo do valor atual das responsabilidades estão de acordo com os requisitos definidos pela IAS 19. A determinação da taxa de desconto teve em consideração: (i) a evolução ocorrida nos principais índices, relativamente a high quality corporate bonds e (ii) duration das responsabilidades. Em 31 de dezembro de 2021, a duration média das responsabilidades com pensões dos colaboradores ascende a 17,5 anos (31 de dezembro de 2020: 19,0 anos), incluindo ativos e pensionistas. Os participantes no plano de pensões são desagregados da seguinte forma: 2021 2020 Ativos 2 916 3 204 Reformados e pensionistas 1 552 1 473 4 468 4 677 (milhares de euros)
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 286 As responsabilidades por pensões e outros benefícios e respetivos níveis de cobertura são analisados como segue: 2021 2020 Ativos / (Responsabilidades) líquidos reconhecidos em balanço Responsabilidades com benefícios de reforma Pensionistas (397 975) (390 463) Ativos (388 409) (409 548) (786 384) (800 011) Responsabilidades com benefícios de saúde Pensionistas (27 493) (27 022) Ativos (38 595) (43 811) (66 088) (70 833) Responsabilidades com subsídio por morte Pensionistas (2 236) (2 240) Ativos (1 719) (1 799) (3 955) (4 039) Total das responsabilidades (856 427) (874 883) Coberturas Valor do Fundo 866 203 865 523 Ativos / (Passivos) líquidos em Balanço 9 776 (9 360) Remensurações acumulados reconhecidas em outro rendimento integral 273 786 301 211 (milhares de euros) A evolução das responsabilidades com pensões de reforma, benefícios de saúde e subsídio por morte é apresentada como segue: (milhares de euros) Pensões de reforma Benefícios de saúde Subsídio por morte Total Pensões de reforma Benefícios de saúde Subsídio por morte Total Responsabilidades no início do exercício 800 011 70 833 4 039 874 883 780 415 66 757 3 738 850 910 Reconhecidos em resultados (Nota 10) Custo do serviço corrente 3 415 1 770 77 5 262 5 579 1 850 81 7 510 Custo dos juros 9 193 814 47 10 054 11 699 1 001 56 12 756 Reformas antecipadas, rescisões por mútuo acordo e outros 4 365 - - 4 365 14 179 - - 14 179 Reconhecidos em capitais próprios (Nota 44) (Ganhos) / Perdas atuariais Alterações de pressupostos (16 227) (3 501) (246) (19 974) 1 801 2 399 205 4 405 Não decorrentes de alteração de pressupostos 11 647 (3 687) 41 8 001 6 881 (1 174) (41) 5 666 Outros Pensões pagas pelo Fundo (24 993) - - (24 993) (20 556) - - (20 556) Pensões pagas pelo Banco Montepio (1 932) - - (1 932) (2 395) - - (2 395) Contribuição dos participantes 2 398 - - 2 398 2 408 - - 2 408 Outros (1 493) (141) (3) (1 637) - - - - Responsabilidades no final do exercício 786 384 66 088 3 955 856 427 800 011 70 833 4 039 874 883 2021 2020
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 287 A evolução do valor do Fundo de Pensões no exercício findo em 31 de dezembro de 2021 e 2020 pode ser analisada como segue: 2021 2020 Valor do Fundo no início do exercício 865 523 837 103 Reconhecidos em resultados Quota parte do juro líquido 9 843 12 215 Reconhecidos em capitais próprios Desvios financeiros 15 452 9 738 Outros Contribuições do Banco Montepio - 24 615 Contribuições dos participantes 2 398 2 408 Pensões pagas pelo Fundo (24 993) (20 556) Alienação do Montepio Valor (2 020) - Valor do Fundo no fim do exercício 866 203 865 523 (milhares de euros) Não estão previstas contribuições adicionais para os planos de benefícios definidos para o exercício seguinte, uma vez que se espera que o rendimento do Fundo de Pensões seja suficiente para cobrir as variações das responsabilidades. A 31 de dezembro de 2021 e 2020, os ativos do Fundo de Pensões, repartidos entre os que evidenciam, ou não, cotação de mercado, podem ser analisados como segue: (milhares de euros) Ativos do Fundo % Com cotação de mercado Sem cotação de mercado Ativos do Fundo % Com cotação de mercado Sem cotação de mercado Título de rendimento varíavel Ações 54 100 6% 54 100 - 48 386 6% 48 386 - Fundos de investimento de ações 123 063 14% - 123 063 130 640 15% - 130 640 Obrigações 591 118 68% 479 693 111 425 592 530 68% 521 857 70 673 Imóveis 5 393 1% - 5 393 5 629 1% - 5 629 Fundos de investimento imobiliário 44 590 5% - 44 590 34 820 4% 34 820 Fundos de capital de risco 2 979 0% - 2 979 6 334 1% - 6 334 Aplicações em bancos e outras 44 960 5% - 44 960 47 184 5% - 47 184 866 203 100% 533 793 332 410 865 523 100% 570 243 295 280 2021 2020 Os ativos do Fundo de Pensões relacionados com títulos, imóveis e aplicações em bancos de entidades do Grupo são detalhados como seguem: 2021 2020 Aplicações em bancos e outras 39 211 47 184 Imóveis 5 393 5 629 Obrigações 2 118 2 138 46 722 54 951 (milhares de euros)
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 288 A evolução das remensurações em balanço pode ser analisada como segue: (milhares de euros) 2021 2020 Remensurações no início do exercício 301 211 300 878 (Ganhos)/ Perdas de experiência e perdas atuariais no exercício Alteração da taxa de desconto (37 970) 55 079 Atualização da taxa de crescimento de salários - (22 635) Atualização da taxa de crescimento das pensões - (28 039) Desvios financeiros (15 452) (9 738) Outros desvios 8 001 5 666 Resultantes de alterações nas condições do plano 17 996 - Remensurações reconhecidas em outro rendimento integral 273 786 301 211 Os custos com pensões de reforma, benefícios de saúde e subsídios por morte podem ser analisados como segue: (milhares de euros) 2021 2020 Custo do serviço corrente 5 262 7 510 Custos / (Proveitos) dos juros líquidos no saldo da cobertura das responsabilidades 211 541 Custo com reformas antecipadas, rescisões mútuo acordo e outros 4 365 14 179 Custos do exercício 9 838 22 230 A evolução dos ativos / (responsabilidades) líquidos em balanço pode ser analisada em 31 de dezembro de 2021 e 2020 como segue: (milhares de euros) 2021 2020 No início do exercício (9 360) (13 807) Contribuições do Banco Montepio - 24 615 Custo do serviço corrente (5 262) (7 510) Custos / (Proveitos) dos juros líquidos no saldo da cobertura das responsabilidades (211) (541) Ganhos / (Perdas) atuariais 11 973 (10 071) Ganhos / (Perdas) financeiras 15 452 9 738 Pensões pagas pelo Banco Montepio 1 932 2 395 Reformas antecipadas, rescisões mútuo acordo e outros (4 365) (14 179) Alienação do Montepio Valor (383) - No final do exercício 9 776 (9 360)
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 289 Os pressupostos atuariais têm um impacto significativo nas responsabilidades com pensões e outros benefícios. Neste sentido, procedeu-se a uma análise de sensibilidade a uma variação positiva e a uma variação negativa de 25 pontos base em alguns pressupostos atuariais com vista a determinar o efeito no valor das responsabilidades com pensões cujo impacto é analisado como segue: (milhares de euros) Incremento Decréscimo Incremento Decréscimo Taxa de desconto (0,25% de variação) (35 232) 37 537 (36 803) 39 332 Taxa de crescimento dos salários (0,25% de variação) 23 723 (21 259) 28 682 (26 214) Taxa de crescimento das pensões (0,25% de variação) 31 597 (30 094) 34 886 (33 239) Contribuição para o SAMS (0,25% de variação) 3 417 (3 417) 3 741 (3 741) Mortalidade futura (1 ano de variação) (25 338) 25 345 (27 703) 26 730 Responsabilidades 2021 2020 Responsabilidades Em 31 de dezembro de 2021 o prémio final de carreira ascendeu a 2.573 milhares de euros (31 de dezembro de 2020: 2.523 milhares de euros), de acordo com a política contabilística descrita na nota 1 s) e conforme nota 40. 50 Desintermediação De acordo com a legislação em vigor as sociedades gestoras, em conjunto com o banco depositário, respondem solidariamente perante os participantes dos fundos pelo incumprimento das obrigações assumidas nos termos da lei e nos regulamentos dos fundos geridos. À data de 31 de dezembro de 2021 e 2020, os montantes em que o Grupo atua como banco depositário são analisados como segue: (milhares de euros) 2021 2020 Fundos de investimento mobiliário 175 839 158 724 Fundos de investimento imobiliário 629 741 594 370 Fundos de pensões 292 638 265 616 Bancasseguros 30 729 955 1 128 947 1 019 665 Os valores incluídos nestas rubricas encontram-se valorizados ao justo valor determinado à data do balanço.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 290 51 Partes relacionadas Conforme definido na IAS 24, são consideradas partes relacionadas do Grupo as Empresas detalhadas na nota 58, o Fundo de Pensões, os membros dos Órgãos de Gestão, Administração e Fiscalização e os elementos chave de gestão. Para além dos membros dos Órgãos de Gestão, Administração e Fiscalização e dos elementos chave de gestão são igualmente consideradas partes relacionadas as pessoas que lhes são próximas (relacionamentos familiares) e as entidades por eles controladas ou em cuja gestão exercem influência significativa. De acordo com a legislação portuguesa, e nomeadamente no âmbito do artigo 85º do Regime Geral das Instituições de Crédito e Sociedades Financeiras (RGICSF), são ainda consideradas partes relacionadas os detentores do capital social do Banco Montepio, bem como as pessoas singulares relacionadas com estas categorias e entidades por eles controladas ou em cuja gestão exercem influência significativa. Os diretores de primeira linha do Grupo estão considerados em Outros elementos chave de gestão. Nas operações efetuadas entre as entidades do Grupo Banco Montepio que se encontram em situação de relações especiais, são contratados, aceites e praticados termos e condições substancialmente idênticos aos que normalmente seriam contratados, aceites e praticados entre entidades independentes em operações comparáveis, ou seja, preços de mercado.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 291 Nesta base, com referência a 31 de dezembro de 2021, o conjunto de partes relacionadas consideradas pelo Grupo é apresentado como segue: Acionista maioritário Conselho de Administração de Outras Montepio Geral Associação Mutualista Partes Relacionadas (cont.) Paulo Martins da Silva Conselho de Administração Pedro Crespo Presidente do Conselho de Administração Pedro Líbano Monteiro Carlos Tavares Pedro Simão Vogais não executivos Ricardo Carvalho Manuel Ferreira Teixeira Rui Pereira Amadeu Paiva Tereza Amado Carlos Ferreira Alves Virgílio Lima José Nunes Pereira Vitor Filipe Pedro Alves Rui Heitor (1) Outro Pessoal chave de Gestão Vítor Martins Alexandra Ponciano Comissão Executiva Alexandra Rolo Presidente executivo Ana Mendonça Neves Pedro Leitão António Carlos Machado Vogais executivos António Coelho Dulce Mota António Figueiredo Lopes Helena Soares de Moura Armando Cardoso Jorge Baião (2) Armando Lopes José Carlos Mateus Bruno Magalhães Leandro Graça Silva Carla Sousa Nuno Mota Pinto Carlos Figueiral Azevedo Pedro Ventaneira Conceição Barbosa Comissão de Auditoria Daniel Caçador Presidente Fabienne Lehuédé Manuel Ferreira Teixeira Fernanda Correia Vogais Fernando Alexandre Amadeu Paiva Fernando Amaro (3) Carlos Ferreira Alves Fernando Teixeira José Nunes Pereira Filipa Costa Vítor Martins Helder Reis Helena Valente Conselho de Administração de Outras Hélio Marques Partes Relacionadas Inês Dargan Alice Pinto Isabel Silva Amândio Coelho Jaquelina Rodrigues Ana Sá Couto Joaquim Canhoto António Gouveia Jorge Barros Luís Carlos Beato José Jesus Dalila Teixeira Luis Filipe Nunes Edite Cheira Luís Melo Fernanda Brázia Luís Sena Fernando Santo Manuel Castanho Fernão Thomaz Maria Eduarda Osório Francisco Simões Miguel Mello Idália Serrão Miguel Oliveira Isabel Brito Miguel Teixeira Coelho Isabel Cidrais Guimarães Mónica Araújo João Almeida Gouveia Nuno Cavilhas João Andrade Lopes Nuno Soares João Carvalho das Neves Patrícia Fernandes João Costa Pinto Patrícia Medeiros João Neves Paula Maia Fernandes Jorge Oliveira Paula Pinheiro José António Gonçalves Paulo Jorge Rodrigues José Luís Leitão Paulo Trindade José Mendes Alfaia Pedro Araújo Laura Duarte Pedro Pires Lúcia Bica Pedro Vieira Luís Almeida Ricardo Chorão Luís Antunes Ricardo Silva Ribeiro Luís Filipe Costa Rui Calheiros Gama Manuel Baptista Rui Jorge Santos Manuel Carlos Silva Rui Magalhães Moura Manuela Rodrigues Sandra Brito Pereira Margarida Andrade Sanguini Shirish Margarida Duarte Susana Pinheiro Nuno Coelho Tânia Madeira Nuno Marques da Silva Tiago Coito Nuno Mendes Tiago Martins Nuno Van Zeller Tiago Teixeira Paulo Raimundo Vânia Fernandes Rosa Rodrigues Vasco Almeida Vítor Ventura (1) O Dr. Rui Heitor foi eleito Vogal Executivo do Conselho de Administração do Montepio Geral Associação Mutualista, [1] em 17 de dezembro de 2021, para o quadriénio de 2022-2025. (2) O Dr. Jorge Baião foi designado por cooptação em 18 de fevereiro de 2021 e autorizado pelo Banco de Portugal [1] em 09 de fevereiro de 2021, tendo iniciado funções como Vogal Executivo em 22 de fevereiro de 2021. (3) O Dr. Fernando Amaro foi eleito Vogal Executivo do Conselho de Administração do Montepio Geral Associação Mutualista, [1] em 17 de dezembro de 2021, para o quadriénio de 2022-2025.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 292 Outras partes relacionadas Bem Comum, Sociedade de Capital de Risco, S.A. Bolsimo - Gestão de Activos, S.A. CESource, ACE Clínica CUF Belém, S.A Empresa Gestora de Imóveis da Rua do Prior S.A. Fundação Montepio Geral Fundo de Pensões - Montepio Geral Futuro – Sociedade Gestora de Fundos de Pensões, S.A. H.T.A. - Hoteis, Turismo e Animação dos Açores, S.A. Lusitania Vida, Companhia de Seguros, S.A. Lusitania, Companhia de Seguros, S.A. Moçambique, Companhia de Seguros, S.A. Montepio Residências para Estudantes, S.A. Montepio Gestão de Activos - S.G.O.I.C., S.A. Montepio Gestão de Ativos Imobiliários, ACE Montepio Seguros, S.G.P.S., S.A. Montepio Valor - Sociedade Gestora de Organismos de Investimento Coletivo, S.A. (a) Nova Câmbios - Instituição de Pagamento, S.A. Residências Montepio, Serviços de Saúde, S.A. SAGIES - Segurança e Higiene no Trabalho, S.A. SILVIP - Sociedade Gestora de Fundos de Investimento Imobiliários, S.A. Sociedade Portuguesa de Administrações, S.A. Entidades relacionadas resultantes da participação detida no Finibanco Angola, S.A. Banco de Negócios Internacional, S.A. (BNI) (a) A participada Montepio Valor foi alienada ao Montepio Greal Associação Mutualista em 30 de dezembro de 2021.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 293 À data de 31 de dezembro de 2021, os ativos detidos pelo Grupo sobre partes relacionadas, ao abrigo do artigo 109.º, representadas ou não por títulos, incluídos nas rubricas de Crédito a clientes, Imparidade de crédito a clientes, Ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral, Imparidade de Ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral, Outros ativos, Garantias e compromissos prestados e Provisões para garantias e compromissos assumidos, são analisados como segue: (milhares de euros) Empresas Crédito a clientes Imparidade de crédito a clientes Ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral Imparidade de ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral Outros ativos Garantias e compromissos prestados Provisões para garantias e compromissos assumidos Total Conselho de Administração 588 - - - - - - 588 Conselho de Administração de Outras Partes Relacionadas 2 618 - - - - - - 2 618 Outro Pessoal Chave de Gestão 3 349 - - - - - - 3 349 Bolsimo - Gestão de Activos, S.A. 3 346 300 - - 22 8 681 - 11 749 CESource, A.C.E. - - - - 83 - - 83 Futuro – Sociedade Gestora de Fundos de Pensões, S.A. 1 1 - - - - - - Lusitania Vida, Companhia de Seguros, S.A. 20 3 - - - - - 17 Lusitania, Companhia de Seguros, S.A. - - 2 079 747 - 46 - 1 378 Moçambique Companhia de Seguros, S.A.R.L. - - 250 - - - - 250 Montepio Geral Associação Mutualista 5 7 - - 3 949 120 - 4 067 Montepio Gestão de Activos - S.G.O.I.C, S.A. - - 1 - 5 - - 6 Montepio Gestão de Activos Imobiliários, A.C.E. - - - - 607 - - 607 Montepio Valor, S.G.O.I.C., S.A. 1 - - - - - - 1 Montepio Residências para Estudantes, S.A. - - - - 4 - - 4 NovaCâmbios - Instituição de Pagamento, S.A. 775 35 - - - 1 386 4 2 122 Residências Montepio, Serviços de Saúde, S.A. 1 511 16 - - 29 750 - 2 274 12 214 362 2 330 747 4 699 10 983 4 29 113 2021 À data de 31 de dezembro de 2020, os ativos detidos pelo Grupo sobre partes relacionadas, ao abrigo do artigo 109.º, representadas ou não por títulos, incluídos nas rubricas de Crédito a clientes, Imparidade de crédito a clientes, Ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral, Imparidade de Ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral, Outros ativos, Garantias e compromissos prestados e Provisões para garantias e compromissos assumidos, são analisados como segue: (milhares de euros) Empresas Crédito a clientes Imparidade de crédito a clientes Ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral Imparidade de ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral Outros ativos Garantias e compromissos prestados Provisões para garantias e compromissos assumidos Total Conselho de Administração 622 - - - - - - 622 Conselho de Administração de Outras Partes Relacionadas 2 555 2 - - - - 2 553 Outro Pessoal Chave de Gestão 3 905 4 - - - - - 3 901 Bolsimo - Gestão de Activos, S.A. 7 483 393 - - 22 5 431 - 12 543 CESource, A.C.E. - - - - 48 - - 48 Futuro – Sociedade Gestora de Fundos de Pensões, S.A. 1 - - - 26 - - 27 H.T.A. - Hoteis, Turismo e Animação dos Açores, S.A. - - - - - 500 - 500 Lusitania, Companhia de Seguros, S.A. - - 1 867 612 86 46 - 1 387 Moçambique Companhia de Seguros, S.A.R.L. - - 415 - - - - 415 Montepio Geral Associação Mutualista 2 8 - - 1 947 120 1 2 060 Montepio Gestão de Activos - S.G.O.I.C, S.A. - - 1 - 10 - - 11 Montepio Gestão de Activos Imobiliários, A.C.E. - - - - 648 - - 648 NovaCâmbios - Instituição de Pagamento, S.A. 830 92 - - - 1 446 8 2 176 Residências Montepio, Serviços de Saúde, S.A. 948 139 - - 47 500 7 1 349 16 346 638 2 283 612 2 834 8 043 16 28 240 2020
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 294 À data de 31 de dezembro de 2021, os passivos do Grupo sobre partes relacionadas, ao abrigo do artigo 109.º, incluídos nas rubricas Recursos de clientes, Responsabilidades representadas por títulos e Outros passivos subordinados, são analisados como segue: (milhares de euros) Empresas Recursos de clientes Responsabilidades representadas por títulos e Outros passivos subordinados Total Conselho de Administração 1 704 - 1 704 Conselho de Administração de Outras Partes Relacionadas 3 281 - 3 281 Outro Pessoal Chave de Gestão 2 795 - 2 795 Bolsimo - Gestão de Activos, S.A. 1 359 - 1 359 Clínica CUF Belém, S.A. 13 - 13 Empresa Gestora de Imóveis da Rua do Prior S.A 207 - 207 Fundação Montepio Geral 1 748 - 1 748 Fundo de Pensões - Montepio Geral 38 652 2 115 40 767 Futuro – Sociedade Gestora de Fundos de Pensões, S.A. 1 923 - 1 923 H.T.A. - Hotéis, Turismo e Animação dos Açores, S.A. 124 - 124 Lusitania Vida, Companhia de Seguros, S.A. 20 221 - 20 221 Lusitania, Companhia de Seguros, S.A. 4 121 - 4 121 Montepio Geral Associação Mutualista 151 962 201 076 353 038 Montepio Gestão de Activos - S.G.O.I.C., S.A. 2 974 - 2 974 Montepio Gestão de Activos Imobiliários, A.C.E. 2 406 - 2 406 Montepio Residências para Estudantes, S.A: 396 - 396 Montepio Seguros, S.G.P.S., S.A. 721 - 721 Montepio Valor, S.G.O.I.C., S.A. 4 578 - 4 578 NovaCâmbios - Instituição de Pagamento, S.A. 451 - 451 Residências Montepio, Serviços de Saúde, S.A. 466 - 466 SAGIES - Segurança e Higiene no Trabalho, S.A. 85 - 85 SILVIP - Sociedade Gestora de Fundos de Investimento Imobiliários, S.A. 2 756 - 2 756 Sociedade Portuguesa de Administrações, S.A. 357 - 357 243 300 203 191 446 491 2021
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 295 À data de 31 de dezembro de 2020, os passivos do Grupo sobre partes relacionadas, ao abrigo do artigo 109.º, incluídos nas rubricas Recursos de clientes, Responsabilidades representadas por títulos e Outros passivos subordinados, são analisados como segue: (milhares de euros) Empresas Recursos de clientes Responsabilidades representadas por títulos e Outros passivos subordinados Total Conselho de Administração 1 757 - 1 757 Conselho de Administração de Outras Partes Relacionadas 3 479 - 3 479 Outro Pessoal Chave de Gestão 2 406 - 2 406 Bolsimo - Gestão de Activos, S.A. 1 902 - 1 902 Clínica CUF Belém, S.A. 10 - 10 Empresa Gestora de Imóveis da Rua do Prior S.A 166 - 166 Fundação Montepio Geral 838 - 838 Fundo de Pensões - Montepio Geral 39 188 2 103 41 291 Futuro – Sociedade Gestora de Fundos de Pensões, S.A. 493 - 493 H.T.A. - Hotéis, Turismo e Animação dos Açores, S.A. 89 - 89 In Posterum, A.C.E. 93 - 93 Lusitania Vida, Companhia de Seguros, S.A. 10 396 - 10 396 Lusitania, Companhia de Seguros, S.A. 4 031 - 4 031 Montepio Geral Associação Mutualista 140 129 200 388 340 517 Montepio Gestão de Activos - S.G.O.I.C., S.A. 1 600 - 1 600 Montepio Gestão de Activos Imobiliários, A.C.E. 2 450 - 2 450 Montepio Residências para Estudantes, S.A: 537 - 537 Montepio Seguros, S.G.P.S., S.A. 2 028 - 2 028 NovaCâmbios - Instituição de Pagamento, S.A. 512 - 512 Residências Montepio, Serviços de Saúde, S.A. 138 - 138 SAGIES - Segurança e Higiene no Trabalho, S.A. 45 - 45 SILVIP - Sociedade Gestora de Fundos de Investimento Imobiliários, S.A. 3 122 - 3 122 Sociedade Portuguesa de Administrações, S.A. 148 - 148 215 557 202 491 418 048 2020
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 296 À data de 31 de dezembro de 2021, os custos e proveitos do Grupo sobre partes relacionadas, ao abrigo do artigo 109.º, incluídos nas rubricas de Juros e rendimentos similares, Juros e encargos similares, Resultados de serviços e comissões, Custos com pessoal, Outros resultados de exploração e Gastos Gerais Administrativos, são analisados como segue: (milhares de euros) Empresas Juros e rendimentos similares Juros e encargos similares Resultados de serviços e comissões Custos com pessoal Outros resultados de exploração Gastos gerais administrativos Conselho de Administração - 1 1 - - - Conselho de Administração de Outras Partes Relacionadas 10 3 4 - 1 - Outro Pessoal Chave de Gestão 15 3 4 - 1 - Bolsimo -Gestão de Activos, S.A. 206 - 1 (264) - - CESource, A.C.E. - - - (542) - - Fundo de Pensões - Montepio Geral - 8 - - - - Futuro – Sociedade Gestora de Fundos de Pensões, S.A. - - 3 050 - - - H.T.A. - Hoteis, Turismo e Animação dos Açores, S.A. 4 - 2 - - - Lusitania Vida, Companhia de Seguros, S.A. - - 4 919 - - - Lusitania, Companhia de Seguros, S.A. - - 5 945 - 7 - Montepio Geral Associação Mutualista 2 18 413 2 288 (10.356) (1.108) 1 922 Montepio Gestão de Activos - S. G. O. I. C., S.A. - - 914 - 16 - Montepio Gestão de Activos Imobiliários, A.C.E. - - - (2.312) (3.296) - Montepio Residências para Estudantes, S.A. - - - (26) - - Montepio Valor, S.G.O.I.C., S.A. - - 254 (604) 8 - NovaCâmbios - Instituição de Pagamento, S.A. 58 - 59 - 6 - Residências Montepio, Serviços de Saúde, S.A. 65 - 53 (113) 4 - SAGIES - Segurança e Higiene no Trabalho, S.A. - - 1 - - - SILVIP - Sociedade Gestora de Fundos de Investimento Imobiliários, S.A. - 2 1 - - - 360 18 430 17 496 (14.217) (4.361) 1 922 2021 À data de 31 de dezembro de 2020, os custos e proveitos do Grupo sobre partes relacionadas, ao abrigo do artigo 109.º, incluídos nas rubricas de Juros e rendimentos similares, Juros e encargos similares, Resultados de serviços e comissões, Custos com pessoal, Outros resultados de exploração e Gastos Gerais Administrativos, são analisados como segue: (milhares de euros) Empresas Juros e rendimentos similares Juros e encargos similares Resultados de serviços e comissões Custos com pessoal Outros resultados de exploração Gastos gerais administrativos Conselho de Administração - 2 1 - - - Conselho de Administração de Outras Partes Relacionadas 9 5 3 - - - Outro Pessoal Chave de Gestão 24 4 3 - 1 - Bolsimo -Gestão de Activos, S.A. 424 3 1 (110) - - CESource, A.C.E. - - - (578) - - Fundo de Pensões - Montepio Geral - 15 - - - - Futuro – Sociedade Gestora de Fundos de Pensões, S.A. - - 2 729 - - - H.T.A. - Hoteis, Turismo e Animação dos Açores, S.A. 6 - 1 - - - Lusitania Vida, Companhia de Seguros, S.A. - - 4 136 - - - Lusitania, Companhia de Seguros, S.A. - - 6 810 - 9 - Montepio Geral Associação Mutualista 8 15 818 1 245 (14 896) 1 2 171 Montepio Gestão de Activos - S. G. O. I. C., S.A. - - 2 - - - Montepio Gestão de Activos Imobiliários, A.C.E. - - - (4 057) (3 125) 83 Montepio Residências para Estudantes, S.A. - 1 - - - - Montepio Seguros, S.G.P.S., S.A. - - 38 - - - NovaCâmbios - Instituição de Pagamento, S.A. 37 - 62 - 6 - Residências Montepio, Serviços de Saúde, S.A. 36 - 24 (113) - - SILVIP - Sociedade Gestora de Fundos de Investimento Imobiliários, S.A. - 5 1 - - - 544 15 853 15 056 (19 754) (3 108) 2 254 2020 Em 31 de dezembro de 2021 e 2020 não se efetuaram transações com o Fundo de Pensões do Grupo.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 297 52 Securitização de ativos Em 31 de dezembro de 2021, existem cinco operações de titularização, das quais três foram originadas no Banco Montepio e uma no Montepio Crédito – Instituição Financeira de Crédito, S.A. e uma em conjunto do Banco Montepio e o Montepio Crédito. Apresentamos de seguida alguns detalhes adicionais dessas operações de titularização vivas a 31 de dezembro de 2021. Em 30 de março de 2007, o Banco Montepio celebrou com a Sagres – Sociedade de Titularização de Créditos, S.A (Sagres), um contrato de titularização de créditos hipotecários Pelican Mortgages No. 3. O prazo total da operação é de 47 anos, sem revolving period e com um limite (Aggregate Principal Amount Outstanding) fixado em 762.375 milhares de euros. A venda foi efetuada ao par, tendo os custos do processo de venda inicial representado 0,0165% do par. Em 20 de maio de 2008, o Banco Montepio celebrou com a Sagres, um contrato de titularização de créditos hipotecários Pelican Mortgages No. 4. O prazo total da operação é de 48 anos, sem revolving period e com um limite (Aggregate Principal Amount Outstanding) fixado em 1.028.600 milhares de euros. A venda foi efetuada ao par, tendo os custos do processo de venda inicial representado 0,083% do par. Em 9 de dezembro de 2008, o Montepio Investimento, S.A. vendeu uma carteira de créditos hipotecários à Tagus – Sociedade de Titularização de Créditos, S.A. (Tagus), no montante total de 236.500 milhares de euros (Aqua Mortgages No. 1). O prazo total da operação é de 55 anos, com um revolving period de 2 anos. Em 11 de julho de 2017, o Montepio Crédito celebrou com a Tagus, um contrato de titularização de créditos ao consumo Aqua Finance n.º 4. O prazo total da operação é de 18 anos, com revolving period de 18 meses e com um limite (Aggregate Principal Amount Outstanding) fixado em 200.200 milhares de euros. A venda foi efetuada ao par, tendo os custos do processo de venda inicial representado 0,6991% das Asset Backed Notes. Em 6 de dezembro de 2021, o Banco Montepio e o Montepio Crédito celebraram, com a Ares Lusitani – STC, S.A., os contratos conducentes à titularização de um portefólio de crédito ao consumo. A operação de titularização, com a denominação Pelican Finance No. 2, tem uma maturidade legal 13 anos (25 de janeiro de 2035), tendo as obrigações associadas uma Weighted Average Life de 2,76 anos (assumindo-se um CPR de 7.5%). O capital vincendo dos créditos titularizados (Aggregate Principal Amount Outstanding) era, à data de referência de 31 de outubro de 2021 (Portfolio Determinativo Date), 356.774 milhares de euros, tratando- se de um portfólio estático, sem mecanismos de revolving. A venda foi efetuada mediante um modelo de colocação pública sindicada, tendo a classe A sido colocada acima do par (100,606%) e as restantes ao par. A entidade que garante o serviço da dívida (servicer) das operações de titularização tradicionais é o Banco Montepio, assumindo a cobrança dos créditos cedidos e canalizando os valores recebidos, por via da efetivação do respetivo depósito para as respetivas Sociedades de Titularização de Créditos (Pelican Mortgages No. 3, Pelican Mortgages No. 4, Aqua Mortgages No. 1 e Pelican Finance No 2). As operações de titularização de créditos Pelican Finance No 1, em 25 de março de 2021, Pelican Mortgages No 5, em 10 de dezembro de 2021, e Pelican Mortgages, No 6, em 29 de dezembro de 2021, foram liquidadas.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 298 O Grupo não detém qualquer participação direta ou indireta nas sociedades Tagus, Sagres e Ares Lusitani. Os créditos abrangidos pelas operações de titularização acima não foram desreconhecidos do balanço uma vez que o Grupo manteve a maioria dos riscos e benefícios associados aos créditos securitizados. Caso o Grupo transfira substancialmente os riscos e benefícios associados à sua detenção, as operações de titularização são desreconhecidas. À data de 31 de dezembro de 2021, as operações de titularização efetuadas pelo Grupo são apresentadas como segue: (milhares de euros) Emissão Data de início Moeda Ativo cedido Montante inicial Montante atual Valor nominal inicial Valor nominal atual Valores colocados em terceiros * Pelican Mortgages No. 3 março de 2007 euro Crédito à habitação 762 375 116 091 762 375 119 898 30 618 Pelican Mortgages No. 4 maio de 2008 euro Crédito à habitação 1 028 600 407 525 1 028 600 438 986 - Aqua Mortgage No. 1 dezembro de 2008 euro Crédito à habitação 236 500 68 130 236 500 70 542 - Pelican Finance No.2 dezembro de 2021 euro Crédito à habitação 360 301 354 894 360 301 360 301 362 214 Aqua Finance No. 4 julho de 2017 euro Crédito ao consumo e outros 200 200 47 827 200 200 54 374 9 174 2 587 976 994 467 2 587 976 1 044 101 402 006 * Inclui valor nominal, juros corridos e outros ajustamentos. Crédito Títulos emitidos À data de 31 de dezembro de 2020, as operações de titularização efetuadas pelo Grupo são apresentadas como segue: (milhares de euros) Emissão Data de início Moeda Ativo cedido Montante inicial Montante atual Valor nominal inicial Valor nominal atual Valores colocados em terceiros * Pelican Mortgages No. 3 março de 2007 euro Crédito à habitação 762 375 145 122 762 375 150 653 38 677 Pelican Mortgages No. 4 maio de 2008 euro Crédito à habitação 1 028 600 452 144 1 028 600 482 450 - Aqua Mortgage No. 1 dezembro de 2008 euro Crédito à habitação 236 500 76 148 236 500 79 203 - Pelican Mortgages No. 5 março de 2009 euro Crédito à habitação 1 027 500 452 911 1 027 500 478 456 - Pelican Mortgages No. 6 fevereiro de 2012 euro Crédito à habitação 1 107 000 570 033 1 107 000 648 080 - Pelican Finance No. 1 maio de 2014 euro Crédito ao consumo 308 700 74 659 308 700 85 149 - Aqua Finance No. 4 julho de 2017 euro Crédito ao consumo e outros 200 200 72 660 200 200 84 223 39 013 4 670 875 1 843 677 4 670 875 2 008 214 77 690 * Inclui valor nominal, juros corridos e outros ajustamentos. Crédito Títulos emitidos
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 299 Adicionalmente, o detalhe dos créditos titularizados não desreconhecidos, por operação de titularização e natureza dos contratos a 31 de dezembro de 2021 é apresentado como segue: (milhares de euros) Pelican Mortgage n.º 3 Pelican Mortgage n.º 4 Aqua Mortgage n.º 1 Pelican Finance n.º 2 Aqua Finance n.º 4 Total Crédito interno A empresas Outros créditos - - - - 14 324 14 324 A particulares Habitação 115 193 405 999 67 285 - - 588 477 Consumo e outros créditos - - - 354 875 31 143 386 018 115 193 405 999 67 285 354 875 45 467 988 819 Crédito e juros vencidos Menos de 90 dias 96 546 540 15 49 1 246 Mais de 90 dias 802 980 305 4 2 311 4 402 898 1 526 845 19 2 360 5 648 116 091 407 525 68 130 354 894 47 827 994 467 Operações de titularização não desreconhecidas Adicionalmente, o detalhe dos créditos titularizados não desreconhecidos, por operação de titularização e natureza dos contratos a 31 de dezembro de 2020 é apresentado como segue: (milhares de euros) Pelican Mortgage n.º 3 Pelican Mortgage n.º 4 Aqua Mortgage n.º 1 Pelican Mortgage n.º 5 Pelican Mortgage n.º 6 Pelican Finance n.º 1 Aqua Finance n.º 4 Total Crédito interno A empresas Outros créditos - - - - - - 24 880 24 880 A particulares Habitação 143 949 450 648 75 641 451 592 561 277 - - 1 683 107 Consumo e outros créditos - - - - - 69 748 44 932 114 680 143 949 450 648 75 641 451 592 561 277 69 748 69 812 1 822 667 Crédito e juros vencidos Menos de 90 dias 107 648 540 344 2 260 263 29 4 191 Mais de 90 dias 1 169 848 243 975 6 497 4 648 2 439 16 819 1 276 1 496 783 1 319 8 757 4 911 2 468 21 010 145 225 452 144 76 424 452 911 570 034 74 659 72 280 1 843 677 Operações de titularização não desreconhecidas Como forma de financiamento, os veículos de securitização criados (Pelican Mortgages No. 3, Pelican Mortgages No. 4 e Aqua Mortgages No. 1) emitiram obrigações cujo valor nominal se encontra detalhado em seguida, as quais foram subscritas na sua totalidade pelo Banco Montepio no que diz respeito ao Aqua Mortgages No. 1, Pelican Mortgages No. 4, e parcialmente no que diz respeito ao Pelican Mortgages No. 3, Aqua Finance No. 4 e Pelican Finance No 2: As obrigações detidas pelo Banco Montepio ou pelas entidades que integram o perímetro de consolidação do Grupo Banco Montepio (“Interesses retidos pelo Grupo”) são eliminadas no processo de consolidação, pelo que apenas são apresentadas em seguida a título informativo.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 300 Os títulos emitidos pelos veículos de titularização podem ser analisados, à data de 31 de dezembro de 2021, como segue: Valor nominal inicial Valor nominal atual Interesses retidos pelo Grupo (valor nominal) Emissão Obrigações euros euros euros Fitch Moodys S&P DBRS Fitch MoodysS&P DBRS Pelican Mortgages No 3 Class A 717 375 000 109 311 458 78 693 431 2054 AAA Aaa AAA n.a. BBB A1 AA n.a. Class B 14 250 000 2 822 267 2 822 267 2054 AA- Aa2 AA- n.a. BBB Baa3 BBB n.a. Class C 12 000 000 2 376 646 2 376 646 2054 A A3 A n.a. BB+ B3 BB n.a. Class D 6 375 000 1 262 593 1 262 593 2054 BBB Baa3 BBB n.a. BB B3 B+ n.a. Class E 8 250 000 - - 2054 BBB- n.a. BBB- n.a. PIF n.a. n.a. n.a. Class F 4 125 000 4 125 000 4 125 000 2054 n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. Pelican Mortgages No 4 Class A 832 000 000 323 657 030 323 657 030 2056 AAA n.a. n.a. AAA A+ n.a. n.a. AAA Class B 55 500 000 28 651 332 28 651 332 2056 AA n.a. n.a. A+ A+ n.a. n.a. n.a. Class C 60 000 000 30 974 413 30 974 413 2056 A- n.a. n.a. BBB BBB+ n.a. n.a. n.a. Class D 25 000 000 12 906 006 12 906 006 2056 BBB n.a. n.a. B+ B- n.a. n.a. n.a. Class E 27 500 000 14 196 606 14 196 606 2056 BB n.a. n.a. B B- n.a. n.a. n.a. Class F 28 600 000 28 600 000 28 600 000 2056 n.a. n.a. n.a. n.a. B- n.a. n.a. n.a. Pelican Finance nº2 Class A 285 400 000 285 400 000 2035 AA- n.a. n.a. AA AA- n.a. n.a. AA Class B 20 700 000 20 700 000 2035 A n.a. n.a. A A n.a. n.a. A Class C 17 500 000 17 500 000 2035 BBB+ n.a. n.a. BBB BBB+ n.a. n.a. BBB Class D 19 300 000 19 300 000 2035 BB+ n.a. n.a. BH BB+ n.a. n.a. BH Class E 17 400 000 17 400 000 2035 n.a. n.a. n.a. n.a. B- n.a. n.a. n.a. Class X 1 000 1 000 1 000 2035 n.a. n.a. n.a. n.a. B- n.a. n.a. n.a. Aqua Mortgage No 1 Class A 203 176 000 49 446 848 49 446 848 2063 n.a. n.a. AAA AAA n.a. n.a. A+ AAA Class B 29 824 000 17 594 980 17 594 980 2063 n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. Class C 3 500 000 3 500 000 3 500 000 2063 n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. Aqua Finance n.º 4 Class A 140 000 000 - - 2035 n.a. A3 n.a. AL n.a. A1 n.a. AA Class B 15 000 000 9 174 340 - 2035 n.a. Ba2 n.a. BBBL n.a. Baa3 n.a. AH Class C 45 200 000 45 200 000 45 200 000 2035 n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. Data de reembolso Rating das obrigações (inicial) Rating das obrigações (atual) Os títulos emitidos pelos veículos de titularização podem ser analisados, à data de 31 de dezembro de 2020, como segue: Valor nominal inicial Valor nominal atual Interesses retidos pelo Grupo (valor nominal) Emissão Obrigações euros euros euros Fitch Moodys S&P DBRS Fitch Moodys S&P DBRS Pelican Mortgages No 3 Class A 717 375 000 138 350 012 99 598 316 2054 AAA Aaa AAA n.a. BBB- A3 BBB- n.a. Class B 14 250 000 3 572 001 3 572 001 2054 AA- Aa2 AA- n.a. BBB- Ba1 B- n.a. Class C 12 000 000 3 008 001 3 008 001 2054 A A3 A n.a. BB B2 B- n.a. Class D 6 375 000 1 598 001 1 598 001 2054 BBB Baa3 BBB n.a. B Caa1 B- n.a. Class E 8 250 000 - - 2054 BBB- n.a. BBB- n.a. PIF n.a. n.a. n.a. Class F 4 125 000 4 125 000 4 125 000 2054 n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. Pelican Mortgages No 4 Class A 832 000 000 357 936 501 357 936 501 2056 AAA n.a. n.a. AAA A+ n.a. n.a. AA Class B 55 500 000 31 685 880 31 685 880 2056 AA n.a. n.a. A+ A+ n.a. n.a. n.a. Class C 60 000 000 34 255 005 34 255 005 2056 A- n.a. n.a. BBB BBB n.a. n.a. n.a. Class D 25 000 000 14 272 919 14 272 919 2056 BBB n.a. n.a. B+ BB n.a. n.a. n.a. Class E 27 500 000 15 700 211 15 700 211 2056 BB n.a. n.a. B B n.a. n.a. n.a. Class F 28 600 000 28 600 000 28 600 000 2056 n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. Pelican Mortgages No 5 Class A 750 000 000 314 319 574 314 319 574 2061 AAA n.a. n.a. n.a. A+ n.a. n.a. AAA Class B 195 000 000 110 086 392 110 086 392 2061 BBB- n.a. n.a. n.a. A- n.a. n.a. n.a. Class C 27 500 000 15 525 004 15 525 004 2061 B n.a. n.a. n.a. BBB n.a. n.a. n.a. Class D 27 500 000 15 525 004 15 525 004 2061 n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. Class E 4 500 000 - - 2061 n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. Class F 23 000 000 23 000 000 23 000 000 2061 n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. Pelican Mortgages No 6 Class A 750 000 000 292 879 799 292 879 799 2063 A n.a. A- AA A+ n.a. AA AAH Class B 250 000 000 250 000 000 250 000 000 2063 n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. Class C 1 800 000 - - 2063 n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. Class D 65 000 000 65 000 000 65 000 000 2063 n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. Class S 40 200 000 40 200 000 40 200 000 2063 n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. Aqua Mortgage No 1 Class A 203 176 000 57 093 499 57 093 499 2063 n.a. n.a. AAA AAA n.a. n.a. A AAA Class B 29 824 000 18 609 200 18 609 200 2063 n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. Class C 3 500 000 3 500 000 3 500 000 2063 n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. Pelican Finance No 1 Class A 202 900 000 43 715 916 43 715 916 2028 A n.a. n.a. A A+ n.a. n.a. AAL Class B 91 100 000 26 732 717 26 732 717 2028 n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. Class C 14 700 000 14 700 000 14 700 000 2028 n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. Aqua Finance n.º 4 Class A 140 000 000 24 023 487 - 2035 n.a. A3 n.a. AL n.a. A1 n.a. A Class B 15 000 000 15 000 000 - 2035 n.a. Ba2 n.a. BBBL n.a. Baa3 n.a. BBBH Class C 45 200 000 45 200 000 45 200 000 2035 n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. Data de reembolso Rating das obrigações (inicial) Rating das obrigações (atual) Em cada data de pagamento de juros, a Tagus e a Sagres têm a faculdade de proceder à amortização parcial das obrigações, sendo esta efetivada de forma sequencial e em função do grau de subordinação das obrigações.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 301 O Banco tem uma operação que configura estrutura de securitização sintética. A operação iniciou-se em 18 de dezembro de 2020, tem como base uma carteira de créditos de Pequenas e Médias Empresas (PME). A data de maturidade legal da operação é 25 março de 2036 e o respetivo montante ascende a 358.661 milhares de euros em 31 de dezembro de 2021. (31 de dezembro de 2020: 415.315 milhares de euros). Esta operação têm uma maturidade média estimada de 2,85 anos. 53 Indicadores do balanço e demonstração dos resultados por segmentos operacionais e geográficos O relato por segmentos apresentado segue o disposto na IFRS 8. Em conformidade com o modelo de gestão do Grupo, os segmentos apresentados correspondem aos segmentos utilizados para efeitos de gestão. O Grupo desenvolve um conjunto de atividades bancárias e de serviços financeiros em Portugal e no estrangeiro, com especial enfoque no mercado doméstico através da abordagem dos segmentos de negócio do Retalho, da Economia Social e da Banca de Empresas e Investimento. Os produtos e serviços comercializados incluem toda a oferta inerente à atividade bancária universal, designadamente, a captação de depósitos, a concessão de crédito e a prestação de serviços financeiros e de custódia a Empresas e a Particulares e, ainda, a comercialização de fundos de investimento e de seguros de vida e não vida. Adicionalmente, o Grupo realiza investimentos de curto, médio e longo prazo nos mercados financeiro e cambial como forma de tirar vantagens das oscilações de preços ou como meio para rendibilizar os recursos financeiros disponíveis. Em 31 de dezembro de 2021, o Grupo Banco Montepio detinha (i) uma rede doméstica de 261 balcões (inclui 7 Espaços Empresa do BEM) e (ii) um banco em Angola com 20 balcões. A informação por segmentos operacionais em 31 de dezembro de 2021 reflete o modelo organizacional e de gestão do Grupo Banco Montepio, o qual segue as orientações estratégicas aprovadas. O controlo do desempenho das atividades desenvolvida pelo Grupo segue a repartição pelos segmentos operacionais, com a respetiva informação de gestão conciliando as políticas contabilísticas subjacentes à elaboração das demonstrações financeiras, bem como os critérios de gestão interna. É da responsabilidade da Direção de Planeamento Estratégico e Controlo desenvolver, produzir e reportar a informação de gestão relativa ao desempenho dos vários segmentos operacionais e o respetivo controlo face aos objetivos definidos, com reporte hierárquico ao Chief Financial Officer (CFO). A Comissão Executiva procede ao acompanhamento tempestivo da performance dos segmentos operacionais do modelo organizacional interno, bem como o do respetivo controlo orçamental. A informação de gestão é reportada à Comissão Executiva e ao Conselho de Administração de acordo com o modelo estabelecido, bem como às unidades orgânicas competentes. Na avaliação do desempenho por áreas de negócio o Grupo considera os seguintes segmentos operacionais: 1) Banca de Retalho, que inclui os subsegmentos de Particulares, Empresários em Nome Individual, Pequenas e Médias Empresas afetas a este segmento, e Microempresas; 2) Economia Social, que incorpora os Clientes afetos as áreas de negócio da Economia Social e do Setor Público;
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 302 3) Crédito especializado, que inclui o negócio de crédito ao consumo desenvolvido essencialmente por via da subsidiária Montepio Crédito; 4) Gestão de Ativos, refletindo a atividade da Montepio Valor, relevada nas demonstrações financeiras em Operações em descontinuação; 5) A Banca de Empresas e de Investimento, que engloba as Grandes Empresas, as Pequenas e Médias Empresas afetas e este segmento, e as Instituições Financeiras, bem como a atividade atualmente desenvolvida na área da Banca de Investimento desenvolvida pelo Banco de Empresas Montepio (BEM); 6) Atividade Internacional, incorporando o contributo do Montepio Geral Cabo Verde – Em Liquidação, relevada nas demonstrações financeiras em Operações em descontinuação e do Finibanco Angola; 7) Mercados, que engloba as operações referentes à Carteira própria de Títulos, às Aplicações em Instituições de Crédito e Wholesale Funding; 8) Não core, que considera as operações relacionadas com a gestão dos imóveis de negociação e dos non-performing loans; e 9) Outros Segmentos, que agrupa as operações não incluídas nos outros segmentos. Cada segmento engloba as estruturas do Grupo que se encontram direta e indiretamente dedicadas, bem como as unidades autónomas do Grupo cuja atividade também é imputada. Em termos geográficos, embora concentrando a sua atividade em Portugal, a atividade internacional do Grupo é assegurada por: (i) Finibanco Angola, S.A. e (ii) Banco Montepio Geral Cabo Verde – Em Liquidação, Sociedade Unipessoal, S.A. Descrição dos segmentos operacionais Em base consolidada, cada um dos segmentos operacionais relatáveis inclui os proveitos e os custos relacionados com as seguintes atividades, produtos, Clientes e estruturas do Grupo: Banca de Retalho Este segmento operacional corresponde a toda a atividade desenvolvida pelo Grupo, com os Clientes Particulares, Empresários em Nome Individual, Pequenas e Médias Empresas afetas a este segmento e microempresas, comercialmente designados por segmento de Particulares e Pequenos Negócios, fundamentalmente originada através da rede de balcões, dos canais eletrónicos e rede de promotores. A informação financeira deste segmento engloba, entre outros, produtos e serviços, tais como o crédito à habitação, o crédito individual, ao consumo e ao crédito a Empresas do retalho, os depósitos à ordem e a prazo e outras aplicações de poupanças, os produtos soluções de reforma, nomeadamente os PPR, os cartões de débito e de crédito, os serviços de gestão de contas e de meios de pagamento e os serviços de colocação de fundos de investimento e de compra e venda de títulos e de custódia, bem como a colocação de seguros e serviços não financeiros. Economia Social Este segmento operacional reforça o papel do Grupo enquanto agente de referência da Economia Social, no mercado e com os diferentes stakeholders, incorporando a atividade respeitante às áreas de negócio da Economia Social e do Setor Público.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 303 Crédito Especializado Este segmento operacional evidencia um dos vértices do Plano de Transformação, refletindo o enfoque no crédito ao consumo. Este segmento reflete a atividade desenvolvida pelo Montepio Crédito. Gestão de Ativos Este segmento operacional incorpora a atividade desenvolvida pela subsidiária Montepio Valor até 30 de dezembro de 2021, data em que a subsidiária foi alienada (ver nota 59). Banca de Empresas e Investimento Este segmento operacional agrega a atividade desenvolvida do Grupo com as Pequenas, Médias e Grandes Empresas, através da estrutura comercial dedicada a este segmento. Inclui também o negócio com os Clientes institucionais, designadamente do setor financeiro. Entre os produtos e serviços oferecidos destacam-se os relacionados com o crédito à tesouraria e ao investimento, o desconto comercial, as garantias prestadas, o leasing, o factoring, o renting, as operações de estrangeiro, tais como os créditos documentários, cheques e remessas, os depósitos, os serviços de pagamentos e recebimentos, os cartões e ainda os serviços de custódia. O negócio da Banca de Empresas inclui o segmento Empresas em Portugal que funciona, no âmbito da estratégia de cross-selling do Grupo, como canal de distribuição de produtos e serviços de outras Empresas do Grupo. Este segmento operacional inclui, adicionalmente, a atividade desenvolvida na área da Banca de Investimento desenvolvida pelo Banco de Empresas Montepio (Banco BEM). Atividade Internacional Este segmento reflete o contributo do Montepio Geral Cabo Verde – Em Liquidação e do Finibanco Angola. Mercados Este segmento engloba as operações referentes à Carteira própria de Títulos, às Aplicações em Instituições de Crédito e Wholesale Funding. Não Core Este segmento engloba as operações referentes às operações relacionadas com a gestão dos imóveis de negociação e dos non-performing loans. Outros segmentos Neste segmento inclui-se toda a atividade desenvolvida de suporte às atividades principais que constituem o core business dos segmentos anteriores. Os riscos de taxa de juro, cambial, de liquidez e outros, excluindo o risco de crédito, são imputados a este segmento. Critérios de imputação dos resultados aos segmentos A informação financeira consolidada apresentada para cada segmento foi preparada tendo por referência os critérios usados para a produção de informação interna com base na qual são tomadas as decisões do Grupo, tal como preconizado pela IFRS 8 – Segmentos Operacionais.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 304 As políticas contabilísticas seguidas na preparação da informação relativa aos segmentos operacionais são as mesmas que as utilizadas na preparação das demonstrações financeiras e que se encontram descritas nas políticas contabilísticas descritas na nota 1, tendo sido adotados ainda os seguintes princípios: Mensuração dos lucros ou prejuízos dos segmentos O Grupo utiliza o resultado líquido como medida de mensuração dos lucros e prejuízos para a avaliação do desempenho de cada um dos segmentos operacionais. Unidades operacionais autónomas Como referido anteriormente, cada unidade operacional autónoma é avaliada isoladamente atendendo a que estas unidades são consideradas centros de investimento. Complementarmente, atendendo às características do negócio que maioritariamente desenvolvem, os seus ativos, passivos, proveitos e custos são englobadas nos correspondentes Segmentos Operacionais. Estruturas do Grupo dedicadas ao segmento A atividade do Grupo abrange a generalidade dos segmentos operacionais pelo que é objeto de desagregação em conformidade. Na preparação da informação financeira são utilizados os seguintes critérios: (i) A originação das operações é imputada a cada segmento de negócio em função da sua originação pelas estruturas comerciais, mesmo que, numa fase posterior e a título de exemplo, seja decidido titularizar alguns dos ativos neles originados; (ii) O cálculo da margem financeira é efetuado em função do negócio contratado com Clientes e outras contrapartes que se encontra relevado em cada um dos segmentos, tendo em conta as respetivas taxas de juro associadas; (iii) O apuramento da margem financeira considera ainda o efeito do impacto da cedência dos ativos e passivos de cada produto/segmento a uma pool, que procede ao seu balanceamento e ajuste dos juros, tendo em conta as taxas de juro de mercado em cada momento, ou seja, a Euribor para os diversos prazos; (iv) A afetação dos custos diretos das respetivas estruturas dedicadas a cada segmento; (v) A imputação dos custos indiretos (serviços centrais de apoio e informáticos), em função de critérios previamente definidos; (vi) A alocação do risco de crédito é efetuada de acordo com o modelo de imparidade utilizado pelo Grupo. (vii) A imputação da carga fiscal aos segmentos operacionais resulta, com exceção da atividade internacional, da aplicação da taxa marginal de imposto de 25,5% ao resultado antes de impostos, sendo afeto aos outros segmentos operacionais o remanescente do valor dos impostos relevado na conta de exploração. As operações entre as unidades juridicamente autónomas do Grupo são realizadas a preços de mercado. O preço das prestações efetuadas entre cada segmento, designadamente os preços estabelecidos para o fornecimento ou cedência interna de fundos, é determinado pelo sistema de ajuste através da pool acima referida (que variam em função da relevância estratégica do produto e do equilíbrio das estruturas entre a
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 305 função de captação de recursos e da concessão de crédito). As restantes prestações são alocadas aos segmentos com base em critérios definidos. Os riscos de taxa de juro, cambial, de liquidez e outros, excluindo o risco de crédito, são imputados ao segmento Outros Segmentos. Juros ativos e passivos Sendo a atividade consolidada do Grupo exercida essencialmente através do negócio bancário, a maior parte das receitas geradas decorre da diferença entre os juros auferidos dos seus ativos e os juros suportados pelos recursos financeiros que capta. Esta circunstância, e o facto de a atividade dos segmentos representar o negócio direto desenvolvido pelas unidades de negócio para cada produto, significa que os proveitos da atividade de intermediação são apresentados, tal como permitido pelo parágrafo 23 da IFRS 8, pelo valor líquido dos juros sob a designação de Resultado Financeiro. Investimentos apresentados pelo método de equivalência patrimonial Os investimentos em associadas pelo método de equivalência patrimonial estão incluídos no segmento designado por Operações de outros Segmentos. Ativos não correntes Os ativos não correntes, na ótica preconizada na IFRS 8, incluem os Outros ativos tangíveis e os Ativos intangíveis. No Grupo, estes ativos encontram-se afetos ao segmento em que desenvolvem maioritariamente o seu negócio. Ativos e passivos por benefícios pós-emprego Atendendo a que os fatores que influenciam quer as responsabilidades quer o valor dos ativos do Fundo de Pensões do Grupo correspondem, fundamentalmente, às variáveis externas à atuação da gestão de cada segmento, o Grupo considera que os referidos impactos não devem influenciar o desempenho dos Segmentos Operacionais cuja atividade se desenvolve com Clientes. Áreas Doméstica e Internacional Na apresentação da informação financeira por área geográfica, as unidades operacionais que integram a Área Internacional são: (i) o Finibanco Angola, S.A. e (ii) o Banco Montepio Geral – Cabo Verde, Sociedade Unipessoal, S.A, - Em Liquidação. Os elementos patrimoniais e económicos relativos à área internacional são os que constam das demonstrações financeiras daquelas unidades com os respetivos ajustamentos e eliminações de consolidação.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 306 O reporte por segmentos operacionais em 31 de dezembro de 2021, é apresentado como segue: (milhares de euros) Retalho Economia Social Crédito especializado Gestão Ativos Sub-total Juros e rendimentos similares 160 609 4 261 20 679 - 185 549 48 074 11 839 44 081 15 523 1 619 306 685 Juros e encargos similares 21 399 684 524 - 22 607 4 874 2 093 45 680 5 741 (17 813) 63 182 MARGEM FINANCEIRA 139 210 3 577 20 155 - 162 942 43 200 9 746 (1 599) 9 782 19 432 243 503 Rendimentos de instrumentos de capital - - - - - - - - - 1 801 1 801 Comissões líquidas 98 403 1 519 4 568 - 104 490 11 987 1 647 1 550 (2 849) (489) 116 336 Resultados de operações financeiras - - (10) - (10) (866) (73) 5 693 - 6 026 10 770 Outros resultados de exploração 3 383 (40) (3 330) - 13 535 (1 136) 14 775 10 133 (17 687) 6 634 PRODUTO BANCÁRIO 240 996 5 056 21 383 - 267 435 54 856 10 185 20 419 17 066 9 084 379 044 Custos com pessoal 67 367 2 946 6 576 - 76 889 6 304 5 051 1 450 5 763 68 697 164 154 Gastos gerais administrativos 16 475 301 4 955 - 21 731 1 143 3 429 1 928 2 357 34 091 64 679 Depreciações e amortizações do exercício 1 151 4 929 - 2 084 713 1 236 1 2 31 256 35 292 CUSTOS OPERACIONAIS 84 993 3 251 12 460 - 100 704 8 160 9 716 3 379 8 122 134 044 264 125 Total de provisões e imparidade (30 851) 598 2 051 - (28 202) (126) (5 538) 4 391 114 290 (4 312) 80 503 Resultados por equivalência patrimonial - - - - - - - - - 3 3 RESULTADOS ANTES DE IMPOSTO E INTERESSES QUE NÃO CONTROLAM 186 854 1 207 6 872 - 194 933 46 822 6 007 12 649 (105 346) (120 646) 34 419 Impostos 47 648 308 1 905 - 49 861 11 691 320 3 225 (25 437) (14 401) 25 259 Interesses que não controlam - - - - - - 1 125 - - - 1 125 Resultados de operações em descontinuação - - - (196) (196) - (121) - - (1 148) (1 465) RESULTADO LÍQUIDO 139 206 899 4 967 (196) 144 876 35 131 4 441 9 424 (79 909) (107 393) 6 570 Ativo 8 630 439 227 006 590 074 - 9 447 519 1 888 488 228 202 6 602 963 1 663 025 (117 037) 19 713 160 Passivo 11 187 221 752 498 527 558 - 12 467 277 555 728 153 844 5 291 805 - (118 627) 18 350 027 Investimentos em associadas - - - - - - - 3 952 - - 3 952 Total Grupo Banco Montepio Banca de Empresas e Investimento Banca comercial Atividade Internacional Mercados Não Core Outros A rubrica Resultados de operações em descontinuação inclui o contributo do Banco Montepio Geral Cabo Verde, S.A. – Em Liquidação, e da Montepio Valor, S.G.O.I.C., S.A. cujo impacto nas diversas rubricas da Demonstração dos Resultados é apresentado na nota 59. A preparação da informação por segmento, obedece ao racional de contributo para o consolidado, encontrando-se os segmentos relatáveis deduzidos dos respetivos saldos intra-companhia, identificados na nota 51. O reporte por segmentos operacionais em 31 de dezembro de 2020, é apresentado como segue: (milhares de euros) Retalho Economia Social Crédito especializado Gestão Ativos Sub-total Juros e rendimentos similares 187 801 4 767 19 077 - 211 645 47 332 12 698 28 576 15 586 (12 157) 303 680 Juros e encargos similares 31 341 750 776 - 32 867 6 245 2 615 39 133 8 113 (28 087) 60 886 MARGEM FINANCEIRA 156 460 4 017 18 301 - 178 778 41 087 10 083 (10 557) 7 473 15 930 242 794 Rendimentos de instrumentos de capital - - - - - - - - - 3 052 3 052 Comissões líquidas 94 290 1 754 4 576 - 100 620 12 441 1 701 - (3 093) 3 642 115 311 Resultados de operações financeiras - - 28 - 28 (1 646) 14 783 11 047 (3) (6 347) 17 862 Outros resultados de exploração 121 (75) (2 348) - (2 302) (817) 51 30 220 8 297 (20 724) 14 725 PRODUTO BANCÁRIO 250 871 5 696 20 557 - 277 124 51 065 26 618 30 710 12 674 (4 447) 393 744 Custos com pessoal 73 428 2 695 6 398 - 82 521 6 017 5 469 1 416 6 540 87 292 189 255 Gastos gerais administrativos 17 713 268 4 958 - 22 939 2 198 3 329 1 803 1 583 35 137 66 989 Depreciações e amortizações do exercício 1 110 4 823 - 1 937 536 1 613 1 3 31 028 35 118 CUSTOS OPERACIONAIS 92 251 2 967 12 179 - 107 397 8 751 10 411 3 220 8 126 153 457 291 362 Total de provisões e imparidade 35 006 2 364 1 380 - 38 750 16 805 4 349 8 238 155 700 (3 010) 220 832 Resultados por equivalência patrimonial - - - - - - - - - (662) (662) RESULTADOS ANTES DE IMPOSTO E INTERESSES QUE NÃO CONTROLAM 123 614 365 6 998 - 130 977 25 509 11 858 19 252 (151 152) (155 556) (119 112) Impostos 31 522 93 1 903 - 33 518 6 591 2 354 4 909 (37 345) (52 277) (42 250) Interesses que não controlam - - - - - - 1 881 - - - 1 881 Resultados de operações em descontinuação - - - (213) (213) - 238 - - (1 968) (1 943) RESULTADO LÍQUIDO 92 092 272 5 095 (213) 97 246 18 918 7 861 14 343 (113 807) (105 247) (80 686) Ativo 8 457 236 186 576 550 405 6 028 9 200 245 2 056 269 304 148 4 806 141 1 977 179 (402 976) 17 941 006 Passivo 10 834 085 879 027 491 791 1 056 12 205 959 569 105 249 271 3 719 269 - (129 757) 16 613 847 Investimentos em associadas - - - - - - - 3 872 - - 3 872 Total Grupo Banco Montepio Banca de Empresas e Investimento Banca comercial Atividade Internacional Mercados Não Core Outros
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 307 Em 2021, a contribuição líquida das principais áreas geográficas para a demonstração os resultados é apresentada como segue: (milhares de euros) Demonstração dos resultados doméstica internacional Total Juros e rendimentos similares 294 846 11 839 306 685 Juros e encargos similares 62 263 919 63 182 Inter-segmento 1 174 (1 174) - Margem financeira 233 757 9 746 243 503 Rendimentos de instrumentos de capital 1 801 - 1 801 Resultados de serviços e comissões 114 689 1 647 116 336 Resultados de ativos e passivos avaliados ao justo valor através de resultados (263) - (263) Resultados de ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral 2 037 - 2 037 Resultados de reavaliação cambial 9 069 (73) 8 996 Resultados de alienação de outros ativos 29 778 - 29 778 Outros resultados de exploração (22 009) (1 135) (23 144) Total de proveitos operacionais 368 859 10 185 379 044 Custos com o pessoal 159 103 5 051 164 154 Gastos gerais administrativos 61 250 3 429 64 679 Depreciações e amortizações do exercício 34 056 1 236 35 292 254 409 9 716 264 125 Imparidade do crédito 54 540 (207) 54 333 Imparidade de outros ativos financeiros 4 384 (4 607) (223) Imparidade de outros ativos 31 014 - 31 014 Outras provisões (3 897) (724) (4 621) Resultado operacional 28 409 6 007 34 416 Resultados por equivalência patrimonial 3 - 3 Resultados antes de impostos e interesses que não controlam 28 412 6 007 34 419 Impostos correntes 3 142 1 002 4 144 Impostos diferidos 21 797 (682) 21 115 Resultado de operações em descontinuação - (1 465) (1 465) Resultado de operações em descontinuação: inter-segmento (1 344) 1 344 - Interesses que não controlam - 1 125 1 125 Resultado líquido consolidado atribuível aos acionistas 2 129 4 441 6 570 Atividade
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 308 Em 2021, a contribuição líquida das principais áreas geográficas para o balanço é apresentada como segue: (milhares de euros) Balanço doméstica internacional Total Caixa, disponibilidades e aplicações em outras instituições de crédito 3 148 491 115 930 3 264 421 Crédito a clientes 11 625 843 41 845 11 667 688 Investimentos em ativos financeiros e em associadas 3 311 620 36 286 3 347 906 Ativos não correntes detidos para venda 38 862 - 38 862 Propriedades de investimento 102 933 - 102 933 Ativos não correntes detidos para venda - operações em descontinuação - 429 429 Outros ativos 1 257 209 33 712 1 290 921 Total do Ativo 19 484 958 228 202 19 713 160 Recursos de bancos centrais e outras instituições de crédito 3 456 571 844 3 457 415 Recursos de clientes 12 646 186 140 700 12 786 886 Responsabilidades representadas por títulos e outros passivos subordinados 1 834 390 - 1 834 390 Passivos não correntes detidos para venda - operações em descontinuação - 329 329 Outros passivos 259 037 11 970 271 007 Total do Passivo 18 196 184 153 843 18 350 027 Interesses que não controlam - 12 903 12 903 Total dos Capitais Próprios atribuíveis aos acionistas 1 288 774 61 456 1 350 230 Total dos Capitais Próprios 1 288 774 74 359 1 363 133 Total do Passivo e Capitais Próprios 19 484 958 228 202 19 713 160 Atividade
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 309 Em 2020, a contribuição líquida das principais áreas geográficas para a demonstração dos resultados é apresentada como segue: (milhares de euros) Demonstração dos resultados doméstica internacional Total Juros e rendimentos similares 290 982 12 698 303 680 Juros e encargos similares 59 410 1 476 60 886 Inter-segmento 1 139 (1 139) - Margem financeira 232 711 10 083 242 794 Rendimentos de instrumentos de capital 3 052 - 3 052 Resultados de serviços e comissões 113 610 1 701 115 311 Resultados de ativos e passivos avaliados ao justo valor através de resultados (18 695) - (18 695) Resultados de ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral 23 693 - 23 693 Resultados de reavaliação cambial (1 919) 14 783 12 864 Resultados de alienação de outros ativos 43 020 - 43 020 Outros resultados de exploração (28 346) 51 (28 295) Total de proveitos operacionais 367 126 26 618 393 744 Custos com o pessoal 183 786 5 469 189 255 Gastos gerais administrativos 63 660 3 329 66 989 Depreciações e amortizações do exercício 33 505 1 613 35 118 280 951 10 411 291 362 Imparidade do crédito 185 831 (705) 185 126 Imparidade de outros ativos financeiros 8 314 3 859 12 173 Imparidade de outros ativos 19 457 - 19 457 Outras provisões 2 881 1 195 4 076 Resultado operacional (130 308) 11 858 (118 450) Resultados por equivalência patrimonial (662) - (662) Resultados antes de impostos e interesses que não controlam (130 970) 11 858 (119 112) Impostos correntes (563) 2 354 1 791 Impostos diferidos (44 041) - (44 041) Resultado de operações em descontinuação (213) (1 730) (1 943) Resultado de operações em descontinuação: inter-segmento (1 968) 1 968 - Interesses que não controlam - 1 881 1 881 Resultado líquido consolidado atribuível aos acionistas (88 547) 7 861 (80 686) Atividade
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 310 Em 2020, a contribuição líquida das principais áreas geográficas para o balanço é apresentada como se segue: (milhares de euros) Balanço doméstica internacional Total Caixa, disponibilidades e aplicações em outras instituições de crédito 1 606 272 186 642 1 792 914 Crédito a clientes 11 552 262 25 440 11 577 702 Investimentos em ativos financeiros e em associadas 2 969 087 58 706 3 027 793 Ativos não correntes detidos para venda 154 5 330 5 484 Propriedades de investimento 125 893 - 125 893 Ativos não correntes detidos para venda - operações em descontinuação - 1 310 1 310 Outros ativos 1 382 235 27 675 1 409 910 Total do Ativo 17 635 903 305 103 17 941 006 Recursos de bancos centrais e outras instituições de crédito 2 202 514 669 2 203 183 Recursos de clientes 12 373 421 128 552 12 501 973 Responsabilidades representadas por títulos e outros passivos subordinados 1 516 084 - 1 516 084 Passivos não correntes detidos para venda - operações em descontinuação - 109 619 109 619 Outros passivos 271 602 11 386 282 988 Total do Passivo 16 363 621 250 226 16 613 847 Interesses que não controlam - 9 299 9 299 Total dos Capitais Próprios atribuíveis aos acionistas 1 272 282 45 578 1 317 860 Total dos Capitais Próprios 1 272 282 54 877 1 327 159 Total do Passivo e Capitais Próprios 17 635 903 305 103 17 941 006 Atividade 54 Gestão de riscos Objetivos da Política de Gestão de Risco O Grupo encontra-se exposto a um conjunto de riscos, sendo considerados os mais relevantes em termos da componente financeira, o risco de crédito, o risco de concentração, o risco de mercado, o risco de taxa de juro, o risco de mercado da carteira bancária, o risco cambial, o risco de liquidez, o risco imobiliário e o risco de Fundo de Pensões. Adicionalmente, o Grupo encontra-se sujeito a outros riscos de natureza não financeira, como o risco operacional, risco tecnologias de informação e comunicação, o risco de estratégia e o risco de negócio bem como a outros riscos emergentes, nomeadamente os riscos Environmental, Social and Governance (ESG) onde se destacam os riscos climáticos. Consoante a natureza e relevância do risco, são elaborados planos, programas ou ações, apoiados por sistemas de informação e procedimentos que proporcionam um elevado grau de fiabilidade relativamente às medidas de gestão de risco oportunamente definidas. Para todos os riscos identificados como materiais, o Banco Montepio tem implementado um processo de identificação e revisão dos mesmos, estando sujeitos a um controlo regular e a ações de mitigação, a fim de reduzir as perdas potenciais para o Grupo. O controlo e a gestão eficiente dos riscos desempenham um papel fundamental no desenvolvimento equilibrado e sustentado do Banco Montepio. Para além de contribuírem para a otimização do binómio rendibilidade/risco das várias linhas de negócio, asseguram também a manutenção de um perfil de risco adequado ao nível da solvabilidade e da liquidez.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 311 A monitorização desses riscos é centralizada na Direção de Risco, unidade responsável pela função de gestão de risco do Grupo, que informa regularmente o Órgão de Administração e de fiscalização da evolução do perfil de risco da instituição e se necessário propõe ações de mitigação/ redução de exposição ao risco. A política de gestão de risco do Grupo é da competência do Órgão de Administração, que define os níveis de tolerância e limites máximos de risco para cada risco específico considerado materialmente relevante, de acordo com os objetivos estratégicos e o plano de negócios definido, sendo esta política revista regularmente. É igualmente da competência do Órgão de Administração, assegurar a existência de um controlo de riscos adequado ao nível do Grupo, nomeadamente através dos respetivos órgãos de fiscalização. A Comissão de Riscos é um órgão não executivo com a função de supervisão da gestão de riscos, tendo por missão o acompanhamento da definição e execução da estratégia de risco e a apetência ao risco do Grupo e verificar se estas são compatíveis com a estratégia sustentável no médio e longo prazos, aconselhando o Conselho de Administração e a Comissão Executiva nestes domínios. O Órgão de Administração, com o apoio da Comissão de Auditoria (órgão de fiscalização do Banco Montepio), deve assegurar a existência de um nível de capitalização adequado da instituição de forma a responder aos requisitos regulatórios e garantida cobertura de perdas potenciais decorrentes da atividade, bem como uma estrutura de balanço otimizada que permita manter uma capacidade de financiamento e um perfil de liquidez estáveis e seguros, que permitam enfrentar situações de stress, garantindo a continuidade das suas operações e a proteção dos seus depositantes e detentores de dívida não subordinada O Grupo tem objetivos claros e bem definidos no seu plano estratégico, nomeadamente quanto aos rácios de capital, de transformação de depósitos em crédito e de liquidez e financiamento, tendo por base a implementação de um modelo de negócio viável e sustentável alinhado com o seu apetite ao risco. Nesse sentido, a definição do apetite ao risco é suportada em determinados princípios – nomeadamente solidez, sustentabilidade e rendibilidade - sendo elaborada em função do plano estratégico e do posicionamento pretendido no mercado, assim como dos riscos associados à atividade que sejam considerados materialmente relevantes. Para estes, são estabelecidos objetivos em função do nível desejado de retorno e da estratégia de negócio, níveis de tolerância, isto é, intervalos de variação do risco que podem originar decisões sobre medidas corretivas e limites que, sendo ultrapassados, originam medidas corretivas imediatas. Na definição do apetite ao risco, o Órgão de Administração assegura o alinhamento com as outras componentes organizacionais (estratégia de negócio e vetores globais da estratégia de risco). Adicionalmente, o Órgão de Administração procura assegurar que o apetite ao risco é bem compreendido por toda a organização, principalmente pelas unidades de negócio responsáveis pela tomada de decisão e que possam afetar a exposição ao risco e a sua monitorização. A política de gestão de risco do Grupo visa a manutenção, em permanência, de uma adequada relação entre os seus fundos próprios e a atividade desenvolvida, assim como a correspondente avaliação do perfil de risco/retorno por linha de negócio, assumindo particular relevância, neste âmbito, o acompanhamento e controlo dos principais tipos de riscos financeiros e não financeiros - crédito, mercado, liquidez, imobiliário e operacional - a que se encontra sujeita a atividade do Grupo. Com vista a assegurar uma efetiva gestão dos riscos associados às atividades do Grupo, a Direção de Risco é responsável por promover que todas as Empresas do Grupo, incluindo aquelas localizadas no estrangeiro,
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 312 implementam sistemas de gestão de risco coerentes entre si e em conformidade com os requisitos definidos no Regulamento Interno da função gestão de riscos do Banco Montepio, na Política de Gestão de Risco do Grupo Banco Montepio e nas restantes políticas e normativos internos aplicáveis, sem prejuízo do respetivo enquadramento legal e regulamentar. A Direção de Risco é responsável por monitorizar a atividade de gestão de risco das Empresas do Grupo, numa base consolidada e individual, tendo em vista garantir a consistência dos conceitos de risco utilizados, das metodologias de identificação, avaliação e controlo de risco, dos normativos de suporte e respetivos processos de monitorização do perfil de risco, assim como o cumprimento dos requisitos regulamentares e prudenciais aplicáveis, designadamente em termos consolidados. Estas atividades devem ser asseguradas diretamente pelas funções de gestão de risco dessas entidades, exceto naquelas em que o Órgão de Administração do Banco Montepio decida que o desenvolvimento dessas responsabilidades pela Direção de Risco do Banco Montepio apresenta uma maior eficácia e eficiência. Risco de crédito O Risco de Crédito é probabilidade de ocorrência de impactos negativos nos resultados ou no capital, devido à incapacidade de uma contraparte cumprir os seus compromissos financeiros perante a instituição, incluindo possíveis restrições à transferência de pagamentos do exterior. O risco de crédito existe, principalmente, nas exposições em crédito (incluindo o titulado), linhas de crédito, garantias e derivados. A gestão de risco de crédito beneficia de um processo robusto de análise e decisão de crédito, suportado num conjunto de ferramentas de apoio ao processo de decisão de crédito. A quantificação do risco de crédito encontra-se também suportada no modelo de cálculo das perdas por imparidade (perda esperada) e na estimação dos requisitos de capital regulamentar e económico (perdas não esperadas). O princípio fundamental da análise de risco de crédito é a independência face às decisões de negócio. Na análise são utilizados instrumentos e definidas regras de acordo com a materialidade das exposições, a familiaridade com os tipos de risco em causa (e.g. a capacidade de modelização desses riscos) e a liquidez dos instrumentos. Os modelos de risco de crédito desempenham um papel essencial no processo de decisão de crédito. Assim, o processo de decisão de operações da carteira de crédito baseia-se num conjunto de políticas recorrendo a modelos de scoring para as carteiras de retalho e a modelos de rating para o segmento de não retalho. No âmbito do risco de crédito, relativamente às metodologias de análise, as técnicas e modelos de controlo de risco assentam em modelos econométricos, tendo por base a experiência da instituição na concessão de diversos tipos de crédito e, sempre que possível, também ao nível da recuperação. As decisões de crédito dependem das classificações de risco e do cumprimento de diversas regras sobre a capacidade financeira e o comportamento dos proponentes. Existem modelos de scoring de admissão para o crédito a particulares nas carteiras de retalho, designadamente para o crédito à habitação, para o crédito individual e para cartões de crédito. Relativamente aos Empresários em nome individual (ENI) e Microempresas, são considerados retalho, pelo que são aplicados os modelos de scoring respetivos.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 313 ara as carteiras de retalho, existem também modelos de scoring comportamental, que são utilizados na monitorização da carteira de crédito, bem como na avaliação de novas propostas de crédito, sendo, nos casos aplicáveis, conjugados com informação do scoring aplicacional. No domínio do crédito ao segmento não retalho, são utilizados modelos de rating interno para Empresas de pequena, média e grande dimensão, com diferenciação por setores de atividade, como o terceiro setor, ou por antiguidade da atividade da Empresa, designadamente Empresas startup. Independentemente da tipologia do modelo aplicável, qualquer proposta, contrato ou Cliente de crédito é classificado numa classe da escala única de risco, ordenada por ordem crescente da Probabilidade de Incumprimento, sendo esta escala composta por 19 classes, das quais as 15 primeiras correspondem a classes de risco performing, as classes 16 a 18 correspondem a incidentes de crédito/registo de atraso no sistema financeiro e a classe 19 a situações de incumprimento, de acordo com a definição interna em vigor, a qual segue as orientações dos reguladores em termos de requisitos prudenciais. Permite-se que exista derrogação à resposta que resulta dos sistemas de scoring, ratings internos e das tabelas de preçário interno, apenas por níveis de decisão mais elevados, de acordo com princípios de delegação de competências estabelecidos. As situações de rejeição são definidas de modo a minimizar o risco de seleção adversa, sendo que existem definidas classes de risco de rejeição. Estão também definidos limites delegados por diferentes escalões de decisão, por montante de operação e de exposição global de Cliente, tipo de operação/colateral e da notação de risco atribuída. Neste âmbito, as maiores exposições têm de escalar para níveis de decisão superiores. Os níveis e limites são aprovados pelo Órgão de Administração, sendo que o escalão de decisão mais elevado corresponde ao Órgão de Administração. Nos escalões intermédios é obrigatória a intervenção colegial de pelo menos dois intervenientes, um pertencente à rede comercial e o outro à Direção de Análise de Crédito, órgão independente da estrutura comercial. A Direção de Risco é a unidade responsável pelo desenvolvimento dos modelos de risco de crédito (scoring e rating), e pelo controlo e monitorização do risco do Grupo Banco Montepio, em termos globais. No âmbito do acompanhamento do risco de crédito são elaborados reportes internos com os principais indicadores de risco das carteiras de crédito e métricas sobre a utilização dos modelos de rating/scoring. Em termos do acompanhamento preventivo encontra-se em vigor um sistema de alertas para indicadores de agravamento do risco perfil de risco de crédito de uma determinada contraparte (Early Warning Signs). O Grupo Banco Montepio utiliza colaterais físicos e colaterais financeiros como instrumentos de mitigação do risco de crédito. Os colaterais físicos correspondem maioritariamente a hipotecas sobre imóveis residenciais no âmbito de operações de crédito à habitação e hipotecas sobre outros tipos de imóveis no âmbito de outros tipos de operações de crédito. De forma a refletir o valor de mercado dos mesmos, estes colaterais são revistos regularmente com base em avaliações efetuadas por entidades avaliadoras certificadas e independentes ou através da utilização de coeficientes de reavaliação que refletem a tendência de evolução do mercado para o tipo de imóvel e a área geográfica respetiva. A grande maioria dos colaterais físicos são reavaliados com uma periodicidade mínima anual. Os colaterais financeiros são reavaliados com base nos valores de mercado dos respetivos ativos, quando disponíveis, sendo aplicados determinados coeficientes de desvalorização de forma a refletir a sua volatilidade.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 314 O processo de mensuração da perda esperada segue os princípios gerais definidos na IFRS 9. As políticas contabilísticas consideradas neste processo são descritas na nota 1 c.10.4). No âmbito do cálculo da estimativa de perdas por imparidade, foram realizadas análises de sensibilidade sobre as variáveis macroeconómicas consideradas nos modelos forward-looking tendo-se obtido os seguintes resultados: 1. Cenário de degradação das projeções macroeconómicas de 10%: impacto de 3,11% da imparidade total da carteira de crédito; 2. Cenário de melhoria das projeções macroeconómicas de 10%: impacto de -2,93% da imparidade total da carteira de crédito. Adicionalmente, foram também realizadas análises de sensibilidade diretamente sobre os parâmetros PD e LGD, tendo-se obtido os seguintes resultados: 1. Cenário de degradação dos parâmetros de 5%: impacto de 6,56% da imparidade total da carteira de crédito; 2. Cenário de melhoria dos parâmetros de 5%: impacto de -6,54% da imparidade total da carteira de crédito. No que se refere ao processo de incorporação das projeções macroeconómicas nos parâmetros de estimação de imparidade, o processo estabelecido prevê que as projeções sejam atualizadas com uma periodicidade mínima anual.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 315 Abaixo, apresenta-se o resumo da evolução das principais variáveis macroeconómicas consideradas nos modelos: . Seguidamente apresenta-se a informação relativa à exposição do Grupo ao risco de crédito: (milhares de euros) 2021 2020 Disponibilidades em outras instituições de crédito 67 360 33 660 Aplicações em instituições de crédito 229 065 293 004 Crédito a clientes 11 667 688 11 577 702 Ativos financeiros detidos para negociação 7 582 10 452 Ativos financeiros ao justo valor através de resultados 9 768 9 666 Ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral 101 128 168 058 Derivados de cobertura 5 411 10 693 Outros ativos financeiros ao custo amortizado 3 004 196 2 362 616 Outros ativos 76 406 48 103 Garantias e avales prestados 479 831 507 617 Linhas de crédito irrevogáveis 694 072 721 300 Linhas de crédito revogáveis 845 581 808 885 17 188 088 16 551 756 2021 2022 2023 Taxa de Desemprego (1) Cenário Base 6,76% 5,89% 5,61% Cenário Pessimista 6,76% 11,22% 10,66% Cenário Otimista 6,76% 5,84% 5,44% Taxa de Crescimento do PIB (1) Cenário Base 3,76% 3,95% 2,13% Cenário Pessimista 3,76% -1,04% 2,70% Cenário Otimista 3,76% 5,92% 2,17% Taxa de Crescimento do Investimento Direto em Ativos (2) Cenário Base 1540,00% 27,08% -13,66% Cenário Pessimista 1540,00% 8,33% 8,33% Cenário Otimista 1540,00% 20,83% -1,72% Taxa de Crescimento da Despesa de Consumo Privado (1) Cenário Base 6,31% 3,11% 2,10% Cenário Pessimista 6,31% -0,56% 2,30% Cenário Otimista 6,31% 4,67% 1,84% Taxa de Crescimento do Saldo do Governo em percentagem do PIB (3) Cenário Base 15,70% 54,39% 41,28% Cenário Pessimista 15,70% -8,79% 46,92% Cenário Otimista 15,70% 67,57% 52,90% Taxa de Crescimento do Índice PSI (4) Cenário Base 21,14% -1,41% 2,29% Cenário Pessimista 21,14% -23,44% 12,06% Cenário Otimista 21,14% 8,10% 0,38% (1) Fonte: Instituto Nacional de Estatística; Projeções: Moody's Analytics (2) Fonte: International Monetary Fund; Projeções Moody's Analytics (3) Fonte: Eurostat; Projeções: Moody's Analytics (4) Fonte: SIX Financial Information; Projeções Moody's Analytics
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 316 A repartição por setores de atividade das principais exposições ao risco de crédito, para o exercício de 2021, encontra-se apresentada como segue: (milhares de euros) Setor de atividade Disponib. em outras instituições de crédito Ativos financeiros detidos para negociação Ativos financeiros ao justo valor através de resultados Derivados de cobertura Garantias e avales prestados Linhas de crédito irrevogáveis Valor de Balanço Valor bruto Imparid ade Valor bruto Imparida de Valor de Balanço Valor de Balanço Valor bruto Imparid ade Valor de Balanço Valor bruto Imparid ade Empresas Agricultura, silvicultura e pesca - - - 104 781 5 223 - - 5 126 53 - - - 947 6 286 - Indústrias extractivas - - - 16 232 589 - - - - - - - 1 314 2 535 124 Indústrias transformadoras - - - 1 030 727 87 057 - 845 - - - - - 24 544 117 864 8 Produção e distribuição de eletricidade, gás, vapor e ar condicionado - - - 84 765 5 208 - - 3 995 444 - - - 1 073 11 002 1 661 Abastecimento de água - - - 67 766 1 310 - - - - - - - 1 926 6 056 5 Construção - - - 447 676 65 506 470 - - - - - 102 402 96 886 13 Comércio por grosso e a retalho - - - 859 602 74 691 - 5 163 - - - - - 40 742 149 636 7 666 Transportes e armazenagem - - - 393 291 19 558 - - - - - - - 6 099 16 871 1 540 Atividades de alojamento e restauração - - - 595 740 26 944 - - - - - - - 8 966 27 879 188 Informação e comunicação - - - 63 083 2 431 - - - - 5 411 - - 1 725 24 559 569 Atividades financeiras e de seguros 67 360 229 529 464 492 837 94 249 7 582 9 388 1 560 - - 231 750 19 212 122 Atividades imobiliárias - - - 617 246 27 599 87 - - - - - 17 080 115 413 273 Atividades de consultoria, científicas, técnicas e similares - - - 245 467 6 700 - 2 614 - - - - - 15 958 32 293 1 006 Atividades administrativas e de serviços de apoio - - - 122 026 4 107 - 263 - - - - - 5 497 26 529 289 Administração pública e defesa, segurança social obrigatória - - - 37 629 573 - 74 408 141 - 3 009 601 5 405 112 311 913 Educação - - - 63 399 2 485 - - - - - - - 200 4 783 13 Serviços de saúde humana e atividades de ação social - - - 279 399 8 262 - - 4 091 24 - - - 1 653 18 184 36 Atividades artísticas, de espetáculos e recreativas - - - 60 403 3 108 - - - - - - - 10 775 8 305 399 Outros serviços - - - 154 284 17 379 - 126 - - - - - 3 382 9 468 683 Particulares 5 023 Crédito à habitação - - - 5 679 811 38 526 - - 1 315 2 - - - - - - Outros - - - 773 301 30 272 - 200 5 658 629 - - - 3 686 - 731 67 360 229 529 464 12 189 465 521 777 7 582 9 768 103 981 2 853 5 411 3 009 601 5 405 479 831 694 072 21 262 2021 Aplicações em instituições de crédito Crédito a clientes Ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral Outros ativos financeiros ao custo amortizado Provisões para resp. extrapatrimon iais Valor extrapatrimonial Provisões A repartição por setores de atividade das principais exposições ao risco de crédito, para o exercício de 2020, encontra-se apresentada como segue: (milhares de euros) Setor de atividade Disponib. em outras instituições de crédito Ativos financeiros detidos para negociação Ativos financeiros ao justo valor através de resultados Derivados de cobertura Garantias e avales prestados Linhas de crédito irrevogáveis Valor de Balanço Valor bruto Imparid ade Valor bruto Imparidad e Valor de Balanço Valor de Balanço Valor bruto Imparid ade Valor de Balanço Valor bruto Imparid ade Empresas Agricultura, silvicultura e pesca - - - 97 319 4 045 - - 5 204 54 - - - 652 6 071 241 Indústrias extractivas - - - 14 704 625 - - - - - - - 1 477 1 928 21 Indústrias transformadoras - - - 980 759 94 182 1 440 - - - 20 155 120 572 1 477 Produção e distribuição de eletricidade, gás, vapor e ar condicionado - - - 68 620 4 558 - - - - 1 057 9 789 21 Abastecimento de água - - - 69 130 2 623 - - - - - - - 2 219 4 854 40 Construção - - - 626 502 167 744 588 - - - - - 100 554 106 874 5 798 Comércio por grosso e a retalho - - - 914 706 107 021 - 3 364 - - - 50 476 152 587 6 527 Transportes e armazenagem - - - 404 431 46 455 - 6 - - - - - 5 290 16 637 285 Atividades de alojamento e restauração - - - 532 779 23 429 - - - - - - - 14 814 33 665 606 Informação e comunicação - - - 58 844 3 394 - - - - 10 693 - - 1 769 22 845 112 Atividades financeiras e de seguros 33 660 293 291 287 627 449 102 668 9 399 150 4 143 708 - - 236 663 49 054 403 Atividades imobiliárias - - - 736 415 86 826 - 85 - - - - - 24 524 109 396 1 595 Atividades de consultoria, científicas, técnicas e similares - - - 263 921 10 082 - 2 943 - - - - - 20 908 29 126 654 Atividades administrativas e de serviços de apoio - - - 109 996 6 848 - 47 - - - - - 5 927 21 492 313 Administração pública e defesa, segurança social obrigatória - - - 45 737 272 1 053 904 153 765 382 - 2 371 582 8 966 116 557 14 Educação - - - 63 262 2 922 - - - - - - - 254 4 809 34 Serviços de saúde humana e atividades de ação social - - - 236 059 9 356 - - 4 060 24 - - - 4 301 15 525 404 Atividades artísticas, de espetáculos e recreativas - - - 66 829 10 590 - - - - - - - 9 172 5 303 179 Outros serviços - - - 62 884 381 - 139 - - - - - 3 674 10 148 74 Particulares Crédito à habitação - - - 5 636 438 55 782 - - 2 067 13 - - - - - - Outros - - - 740 432 39 711 - - - - - - - 3 615 68 2 420 33 660 293 291 287 12 357 216 779 514 10 452 9 666 169 239 1 181 10 693 2 371 582 8 966 507 617 721 300 21 218 2020 Aplicações em instituições de crédito Crédito a clientes Ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral Outros ativos financeiros ao custo amortizado Provisões para resp. extrapatrimoni ais Valor extrapatrimonial Provisões
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 317 A exposição de crédito total do Grupo, inclui a rubrica de crédito a clientes (incluindo as entidades sujeitas à aplicação da IFRS 5), as garantias e os avales prestados no montante agregado de 479.831 milhares de euros (31 de dezembro de 2020: 507.617 milhares de euros), as linhas de crédito irrevogáveis no montante de 694.072 milhares de euros (31 de dezembro de 2020: 721.300 milhares de euros) e crédito revogável no montante de 845.581 milhares de euros (31 de dezembro de 2020: 808.885 milhares de euros), discriminada entre análise coletiva e análise individual, é apresentada como segue: (milhares de euros) Imparidade Valor líquido Imparidade Valor líquido Análise Coletiva 10 598 513 191 867 10 406 646 9 481 692 235 950 9 245 742 Estágio 1 8 780 406 21 695 8 758 711 6 810 916 14 105 6 796 811 Estágio 2 1 519 143 42 375 1 476 768 2 337 423 60 661 2 276 762 Estágio 3 298 964 127 797 171 167 333 353 161 184 172 169 Análise Individual 3 610 437 351 172 3 259 265 4 913 326 564 782 4 348 544 Estágio 1 1 982 421 11 761 1 970 660 2 429 191 14 195 2 414 996 Estágio 2 836 536 26 603 809 933 1 402 593 47 962 1 354 631 Estágio 3 791 480 312 808 478 672 1 081 542 502 625 578 917 14 208 950 543 039 13 665 911 14 395 018 800 732 13 594 286 2020 Impactos por Estágio Valor bruto 2021 Valor bruto Em 31 de dezembro de 2021 e 2020, o detalhe da aplicação dos Estágios aos outros ativos financeiros é apresentado como segue: (milhares de euros) Custo Amortizado (CA) 3 009 601 5 405 3 004 196 2 371 582 8 966 2 362 616 Estágio 1 2 994 627 5 042 2 989 585 2 371 582 8 966 2 362 616 Estágio 2 14 974 363 14 611 - - - Justo Valor (JVOIC) 103 980 2 853 101 127 169 239 1 181 168 058 Estágio 1 101 493 2 103 99 390 165 570 556 165 014 Estágio 2 2 487 750 1 737 3 669 625 3 044 Aplicações IC 229 529 464 229 065 293 291 287 293 004 Estágio 1 219 726 319 219 407 293 291 287 293 004 Estágio 2 9 803 145 9 658 - - - 3 343 110 8 722 3 334 388 2 834 112 10 434 2 823 678 2021 2020 Impactos por Estágio Valor bruto Valor bruto Imparidade Valor líquido Imparidade Valor líquido
318 Em 31 de dezembro de 2021 e 2020, o detalhe dos créditos alvo de análise coletiva, estruturado por segmento e por Estágios, é apresentada como segue: (milhares de euros) Particulares 6 853 094 65 024 6 788 070 6 724 600 90 275 6 634 325 Habitação 5 775 736 35 356 5 740 380 5 684 769 54 989 5 629 780 Estágio 1 5 030 978 608 5 030 370 4 421 719 1 211 4 420 508 Estágio 2 652 167 6 286 645 881 1 159 477 15 052 1 144 425 Estágio 3 92 591 28 462 64 129 103 573 38 726 64 847 Consumo 811 469 28 083 783 386 773 569 31 147 742 422 Estágio 1 694 457 2 443 692 014 531 389 2 376 529 013 Estágio 2 77 168 4 600 72 568 203 655 8 312 195 343 Estágio 3 39 844 21 040 18 804 38 525 20 459 18 066 Cartões 265 889 1 585 264 304 266 262 4 139 262 123 Estágio 1 244 940 536 244 404 151 607 714 150 893 Estágio 2 18 615 205 18 410 109 679 1 012 108 667 Estágio 3 2 334 844 1 490 4 976 2 413 2 563 Empresas 3 745 419 126 843 3 618 576 2 757 092 145 675 2 611 417 Não Construção 3 351 644 113 071 3 238 573 2 498 936 131 308 2 367 628 Estágio 1 2 512 375 16 614 2 495 761 1 541 359 8 938 1 532 421 Estágio 2 709 042 29 249 679 793 803 845 33 714 770 131 Estágio 3 130 227 67 208 63 019 153 732 88 656 65 076 Construção 393 775 13 772 380 003 258 156 14 367 243 789 Estágio 1 297 656 1 494 296 162 164 841 867 163 974 Estágio 2 62 151 2 035 60 116 60 767 2 571 58 196 Estágio 3 33 968 10 243 23 725 32 548 10 929 21 619 10 598 513 191 867 10 406 646 9 481 692 235 950 9 245 742 2020 Segmento Valor bruto 2021 Valor bruto Imparidade Valor líquido Imparidade Valor líquido Em 31 dezembro de 2021 e 2020, o detalhe da imparidade, é apresentado como segue: (milhares de euros) Valor do crédito Imparidade Valor do crédito Imparidade Valor do crédito Imparidade Crédito líquido de imparidade Crédito a empresas 3 593 093 345 196 3 745 418 126 843 7 338 511 472 039 6 866 472 Crédito a particulares – Habitação 6 748 1 046 5 775 737 35 356 5 782 485 36 402 5 746 083 Crédito a particulares – Outros 10 596 4 930 1 077 358 29 668 1 087 954 34 598 1 053 356 3 610 437 351 172 10 598 513 191 867 14 208 950 543 039 13 665 911 Imparidade calculada em base indivídual Imparidade calculada em base portfólio Total 2021 (milhares de euros) Valor do crédito Imparidade Valor do crédito Imparidade Valor do crédito Imparidade Crédito líquido de imparidade Crédito a empresas 4 890 291 559 562 2 756 514 145 676 7 646 805 705 238 6 941 567 Crédito a particulares – Habitação 12 489 794 5 684 769 54 988 5 697 258 55 782 5 641 476 Crédito a particulares – Outros 10 546 4 426 1 040 409 35 286 1 050 955 39 712 1 011 243 4 913 326 564 782 9 481 692 235 950 14 395 018 800 732 13 594 286 Imparidade calculada em base indivídual Imparidade calculada em base portfólio Total 2020 Em 31 de dezembro de 2021 a transferência entre Estágios, relativa a crédito a clientes (crédito bruto e imparidade), é apresentada como segue:
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 319 (milhares de euros) Estágio 1 Estágio 2 Estágio 3 Total Valor bruto a 1 de janeiro 9 240 107 3 740 016 1 414 895 14 395 018 Transferência para Estágio 1 1 361 842 (1 355 795) (6 047) - Transferência para Estágio 2 (403 420) 417 342 (13 922) - Transferência para Estágio 3 (35 271) (156 412) 191 683 - Write-Offs (521) (1 199) (292 906) (294 626) Exposição de novos créditos líquida de desreconhecimentos, reembolsos e outras variações 600 090 (288 273) (203 259) 108 558 Valor bruto a 31 de dezembro 10 762 827 2 355 679 1 090 444 14 208 950 (milhares de euros) Estágio 1 Estágio 2 Estágio 3 Total Perdas por imparidade a 1 de janeiro 28 300 108 623 663 809 800 732 Transferência para Estágio 1 5 679 (5 656) (23) - Transferência para Estágio 2 (10 791) 11 240 (449) - Transferência para Estágio 3 (9 423) (38 552) 47 975 - Write-Offs (521) (1 199) (292 906) (294 626) Exposição de novos créditos líquida de desreconhecimentos, reembolsos e outras variações 20 212 (5 478) 22 199 36 933 Perdas por imparidade a 31 de dezembro 33 456 68 978 440 605 543 039 2021 2021 A 31 de dezembro de 2021 e 2020, a análise do justo valor dos colaterais associados à carteira de crédito total do Grupo é apresentada como segue: (milhares de euros) Análise individual Títulos e outros ativos financeiros 145 092 188 701 Imóveis residenciais - Crédito à habitação 12 436 17 902 Imóveis - Construção e CRE 2 096 777 2 463 666 Outros imóveis 1 714 721 2 056 725 Outras garantias 458 920 518 479 Análise coletiva - Estágio 1 Títulos e outros ativos financeiros 416 670 144 592 Imóveis residenciais - Crédito à habitação 11 134 569 9 722 902 Imóveis - Construção e CRE 503 130 177 846 Outros imóveis 795 665 455 927 Outras garantias 351 445 345 403 Análise coletiva - Estágio 2 Títulos e outros ativos financeiros 76 282 66 706 Imóveis residenciais - Crédito à habitação 1 346 240 2 172 996 Imóveis - Construção e CRE 150 022 143 358 Outros imóveis 529 691 527 784 Outras garantias 37 392 44 433 Análise coletiva - Estágio 3 Títulos e outros ativos financeiros 3 044 1 941 Imóveis residenciais - Crédito à habitação 169 224 155 858 Imóveis - Construção e CRE 36 889 63 409 Outros imóveis 68 177 66 588 Outras garantias 17 350 12 016 20 063 737 19 347 232 Justo valor dos colaterais 2021 2020
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 320 O Grupo utiliza colaterais reais e colaterais financeiros como instrumentos de mitigação do risco de crédito. Os colaterais físicos correspondem maioritariamente a hipotecas sobre imóveis residenciais no âmbito de operações de crédito à habitação e hipotecas sobre outros tipos de imóveis no âmbito de outros tipos de operações de crédito. De forma a refletir o valor de mercado dos mesmos, estes colaterais são revistos regularmente com base em avaliações efetuadas por entidades avaliadoras certificadas e independentes ou através da utilização de coeficientes de reavaliação que refletem a tendência de evolução do mercado para o tipo de imóvel e a área geográfica respetiva. Os colaterais financeiros são reavaliados com base nos valores de mercado dos respetivos ativos, quando disponíveis, sendo aplicados determinados coeficientes de desvalorização de forma a refletir a sua volatilidade. A grande maioria dos colaterais físicos é reavaliada com uma periodicidade mínima anual. A carteira de crédito total do Grupo, por segmento e respetiva imparidade, constituída nos exercícios de 2021 e 2020, é apresentada como segue: (milhares de euros) Segmento Exposição total Imparidade total Exposição total Imparidade total Corporate 5 853 034 369 900 5 872 809 442 887 Construção e CRE 1 485 477 102 139 1 773 996 262 351 Particulares - Habitação 5 782 485 36 402 5 697 258 55 782 Particulares - Outros 1 087 954 34 598 1 050 955 39 712 14 208 950 543 039 14 395 018 800 732 2021 2020 A carteira de crédito viva, por segmento e por ano de produção, no exercício de 2021 é apresentada como segue: (milhares de euros) Ano de produção Número de operações Montante Imparidade constituída Número de operações Montante Imparidade constituída Número de operações Montante Imparidade constituída Número de operações Montante Imparidade constituída 2004 e anteriores 658 35 925 1 223 634 55 729 19 903 39 015 1 117 385 8 452 20 502 16 840 495 2005 185 12 526 609 160 13 124 3 710 9 898 462 546 3 916 5 366 5 285 149 2006 270 24 143 1 949 160 17 767 5 851 11 976 575 170 6 708 13 843 19 558 3 662 2007 482 24 389 1 216 206 33 797 9 277 12 354 585 519 6 820 37 374 41 690 933 2008 1 257 42 021 1 886 368 16 432 1 396 6 420 304 371 3 127 58 866 77 269 610 2009 2 001 79 867 2 795 419 24 498 3 889 3 486 186 193 1 434 46 504 51 000 1 873 2010 1 817 76 721 4 101 327 29 917 6 078 3 545 214 278 1 564 33 898 23 335 716 2011 2 435 95 891 3 294 383 15 688 2 234 1 309 76 413 468 27 462 25 403 1 760 2012 2 106 82 943 5 417 366 24 575 6 952 807 47 585 421 19 725 12 842 465 2013 4 283 248 629 30 948 388 24 554 1 726 1 038 60 129 243 19 219 21 000 1 238 2014 5 798 369 934 32 428 1 450 67 484 3 731 1 233 75 025 195 22 812 29 446 2 694 2015 6 025 304 369 83 867 670 26 935 1 669 1 452 90 178 146 20 538 33 623 2 875 2016 7 936 491 740 29 880 1 012 80 612 10 231 2 041 148 682 398 32 822 51 752 2 551 2017 10 616 411 499 25 428 1 004 242 770 8 248 2 818 219 124 332 26 731 59 478 2 068 2018 12 026 479 002 46 694 1 741 90 582 2 757 2 973 242 758 525 39 325 99 311 2 292 2019 12 441 650 128 40 062 1 964 172 173 7 429 3 604 307 446 900 33 189 120 526 3 372 2020 15 683 1 055 832 36 557 2 045 268 773 4 402 3 866 370 281 366 33 212 160 533 3 563 2021 19 794 1 367 475 21 546 2 515 280 067 2 656 6 686 699 402 387 43 925 239 063 3 282 105 813 5 853 034 369 900 15 812 1 485 477 102 139 114 521 5 782 485 36 402 535 313 1 087 954 34 598 Particulares - Outros Particulares - Habitação Construção e CRE Corporate
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 321 A carteira de crédito viva, por segmento e por ano de produção, no exercício de 2020 é apresentada como segue: (milhares de euros) Ano de produção Número de operações Montante Imparidade constituída Número de operações Montante Imparidade constituída Número de operações Montante Imparidade constituída Número de operações Montante Imparidade constituída 2004 e anteriores 722 34 476 1 899 722 104 664 49 993 43 356 1 290 591 13 504 24 721 18 531 742 2005 219 13 656 997 183 33 980 21 320 10 605 514 350 6 580 8 180 6 564 238 2006 355 26 832 2 415 200 72 121 44 618 13 018 639 510 10 057 18 426 21 522 2 846 2007 542 31 616 1 564 243 45 590 13 401 13 290 650 172 10 048 43 156 46 180 1 318 2008 1 467 52 249 5 829 433 23 454 5 689 6 933 340 173 5 111 64 762 83 952 1 267 2009 2 377 88 014 4 800 514 41 906 17 155 3 767 207 113 2 279 50 099 55 196 2 146 2010 2 008 102 620 12 687 377 37 967 10 708 3 796 236 546 2 278 36 198 25 931 1 277 2011 2 900 109 888 6 858 447 22 123 5 932 1 446 86 627 587 29 800 28 111 2 136 2012 3 119 108 384 10 885 323 30 143 10 061 886 53 770 521 21 315 15 261 1 227 2013 5 258 326 066 69 487 484 30 282 3 619 1 146 69 600 457 21 521 22 850 2 371 2014 7 277 430 598 41 303 1 592 120 970 14 531 1 361 86 147 341 25 780 40 165 4 628 2015 7 934 387 469 83 661 854 39 329 5 994 1 600 103 279 290 24 015 46 940 4 021 2016 10 179 634 649 51 659 1 884 165 579 19 042 2 242 167 242 660 38 303 72 824 4 085 2017 12 902 485 115 33 770 1 330 289 639 9 085 3 077 248 667 732 32 126 84 768 3 411 2018 13 610 567 699 51 222 1 795 160 646 16 877 3 247 272 373 826 43 773 128 871 2 913 2019 14 062 804 675 37 529 1 896 241 793 8 150 3 841 335 814 1 096 37 967 152 899 3 163 2020 21 693 1 668 803 26 322 2 464 313 810 6 176 4 003 395 284 415 37 447 200 390 1 923 106 624 5 872 809 442 887 15 741 1 773 996 262 351 117 614 5 697 258 55 782 557 589 1 050 955 39 712 Particulares - Outros Particulares - Habitação Construção e CRE Corporate O valor da exposição bruta de crédito e imparidade individual e coletiva por segmento, nos exercícios de 2021 e 2020, é apresentado como segue: (milhares de euros) Exposição Imparidade Exposição Imparidade Exposição Imparidade Exposição Imparidade Exposição Imparidade Avaliação Individual 2 751 977 262 510 841 116 82 687 6 748 1 046 10 596 4 930 3 610 437 351 173 Coletiva 3 101 057 107 390 644 361 19 452 5 775 737 35 356 1 077 358 29 668 10 598 513 191 866 5 853 034 369 900 1 485 477 102 139 5 782 485 36 402 1 087 954 34 598 14 208 950 543 039 2021 Corporate Construção e CRE Particulares - Habitação Particulares - Outros Total (milhares de euros) Exposição Imparidade Exposição Imparidade Exposição Imparidade Exposição Imparidade Exposição Imparidade Avaliação Individual 3 507 162 317 800 1 383 128 241 761 12 489 794 10 546 4 426 4 913 325 564 781 Coletiva 2 365 647 125 087 390 868 20 590 5 684 769 54 988 1 040 409 35 286 9 481 693 235 951 5 872 809 442 887 1 773 996 262 351 5 697 258 55 782 1 050 955 39 712 14 395 018 800 732 2020 Corporate Construção e CRE Particulares - Habitação Particulares - Outros Total O valor da exposição bruta de crédito e imparidade individual e coletiva por setor de atividade para as Empresas, nos exercícios de 2021 e 2020, é apresentado como segue: (milhares de euros) Exposição Imparidade Exposição Imparidade Exposição Imparidade Exposição Imparidade Exposição Imparidade Exposição Imparidade Avaliação Individual 356 536 61 460 483 925 63 910 231 249 43 334 499 788 22 442 2 021 595 154 051 3 593 093 345 197 Coletiva 393 774 13 771 793 257 30 043 910 601 34 477 251 260 6 183 1 396 526 42 368 3 745 418 126 842 750 310 75 231 1 277 182 93 953 1 141 850 77 811 751 048 28 625 3 418 121 196 419 7 338 511 472 039 2021 Total Construção Indústrias Comércio Atividades imobiliárias Outras atividades (milhares de euros) Exposição Imparidade Exposição Imparidade Exposição Imparidade Exposição Imparidade Exposição Imparidade Exposição Imparidade Avaliação Individual 647 123 159 530 646 846 57 933 340 800 56 726 751 998 82 231 2 503 524 203 142 4 890 291 559 562 Coletiva 258 157 14 367 573 570 39 289 783 441 43 464 135 992 6 222 1 005 354 42 334 2 756 514 145 676 905 280 173 897 1 220 416 97 222 1 124 241 100 190 887 990 88 453 3 508 878 245 476 7 646 805 705 238 2020 Total Construção Indústrias Comércio Atividades imobiliárias Outras atividades
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 322 O valor dos reestruturados por estágio e por segmento, a 31 de dezembro de 2021 e 2020, é apresentado como segue: Exposição Imparidade Exposição Imparidade Exposição Imparidade Exposição Imparidade Exposição Imparidade Estágio 2 29 256 1 639 9 949 420 21 698 133 7 346 324 68 249 2 516 Estágio 3 370 707 181 007 124 670 49 475 41 789 12 919 18 274 9 800 555 440 253 201 399 963 182 646 134 619 49 895 63 487 13 052 25 620 10 124 623 689 255 717 Exposição Imparidade Exposição Imparidade Exposição Imparidade Exposição Imparidade Exposição Imparidade Estágio 2 37 257 2 353 14 027 841 28 284 302 6 338 382 85 906 3 879 Estágio 3 425 507 206 073 248 317 133 111 45 907 18 341 10 258 6 552 729 989 364 077 462 763 208 426 262 345 133 953 74 191 18 643 16 596 6 934 815 895 367 956 (milhares de euros) 2021 Corporate Construção e CRE Particulares - Habitação Particulares - Outros Total 2020 Corporate Construção e CRE Particulares - Habitação Particulares - Outros Total A exposição bruta em cumprimento e incumprimento, nos exercícios de 2021 e 2020 é apresentada como segue: (milhares de euros) Crédito titulado (a) 3 645 187 - - 33 000 33 000 33 000 - 12 311 - 14 272 - - - Outras exposições de crédito em balanço (b) 14 774 758 31 812 68 070 942 302 942 302 941 322 555 721 92 542 2 514 411 375 253 180 414 074 290 678 Exposições fora de balanço (c) 2 019 484 1 341 280 117 002 117 002 117 002 419 6 738 2 14 524 21 - - (a) Inclui i) títulos de dívida e ii) papel comercial e obrigações reconhecidas na rubrica de crédito a clientes. (b) Inclui Crédito a clientes, Disponibilidades e aplicações em Bancos Centrais e em Outras instituições de crédito e Operações de bolsa a regularizar. (c) Inclui Linhas de crédito revogáveis e irrevogáveis, Garantias e avales e Créditos documentários prestados. (milhares de euros) Crédito titulado (a) 3 178 778 - - 33 950 33 950 33 950 - 13 633 - 15 147 - 45 - Outras exposições de crédito em balanço (b) 13 356 649 35 436 86 159 1 255 605 1 248 476 1 253 943 729 736 123 782 3 882 637 386 364 235 419 956 319 659 Exposições fora de balanço (c) 2 037 802 1 757 199 127 061 94 223 127 061 571 10 374 5 10 844 41 - - (a) Inclui i) títulos de dívida e ii) papel comercial e obrigações reconhecidas na rubrica de crédito a clientes. (b) Inclui Crédito a clientes, Disponibilidades e aplicações em Bancos Centrais e em Outras instituições de crédito e Operações de bolsa a regularizar. (c) Inclui Linhas de crédito revogáveis e irrevogáveis, Garantias e avales e Créditos documentários prestados. 2020 Exposição bruta em cumprimento e incumprimento Imparidade acumulada e outros ajustamentos de justo valor negativos associados ao risco de crédito Colaterais e garantias financeiras recebidas dos quais em cumprimento com atraso >30 dias e <= 90 dias dos quais reestruturados em cumprimento dos quais em incumprimento para exposições em cumprimento para exposições em incumprimento para exposições em incumprimento dos quais reestruturados dos quais em default dos quais com imparidade dos quais reestruturados dos quais reestruturados dos quais reestruturados 2021 Exposição bruta em cumprimento e incumprimento Imparidade acumulada e outros ajustamentos de justo valor negativos associados ao risco de crédito Colaterais e garantias financeiras recebidas dos quais em cumprimento com atraso >30 dias e <= 90 dias dos quais reestruturados em cumprimento dos quais em incumprimento para exposições em cumprimento para exposições em incumprimento para exposições em incumprimento dos quais reestruturados dos quais em default dos quais com imparidade dos quais reestruturados dos quais reestruturados dos quais reestruturados O justo valor dos colaterais subjacentes à carteira de crédito dos segmentos de Corporate, Construção e Commercial Real Estate (CRE) e Habitação, com referência a 31 de dezembro de 2021, é apresentado como segue: (milhares de euros) Justo valor Número Montante Número Montante Número Montante Número Montante < 0,5 M€ 4 808 628 938 11 117 465 112 91 220 12 233 331 251 6 801 >= 0,5 M€ e <1M€ 503 351 564 167 107 629 528 327 626 1 500 >= 1 M€ e <5M€ 540 1 178 782 125 237 921 60 88 696 - - >= 5 M€ e <10M€ 72 506 711 12 88 911 2 12 816 - - >= 10 M€ e <20M€ 50 683 882 2 28 578 - - - - >= 20 M€ e <50M€ 16 493 070 3 116 000 - - - - >= 50M€ 15 1 821 281 3 201 080 - - - - 6 004 5 664 228 11 429 1 245 231 91 810 12 662 469 252 7 301 Corporate, Construção e CRE Habitação Imóveis Outros colaterais reais Imóveis Outros colaterais reais
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 323 O justo valor dos colaterais subjacentes à carteira de crédito dos segmentos de Corporate, Construção e Commercial Real Estate (CRE) e Habitação, com referência a 31 de dezembro de 2020, é apresentado como segue: (milhares de euros) Justo valor Número Montante Número Montante Número Montante Número Montante < 0,5 M€ 5 791 720 350 8 928 274 255 92 015 11 734 884 287 8 123 >= 0,5 M€ e <1M€ 503 353 890 112 70 366 416 258 140 1 500 >= 1 M€ e <5M€ 545 1 161 105 111 214 268 43 62 434 - - >= 5 M€ e <10M€ 72 500 621 16 116 787 2 13 781 - - >= 10 M€ e <20M€ 53 718 575 2 23 318 - - - - >= 20 M€ e <50M€ 22 677 071 3 116 000 - - - - >= 50M€ 11 1 612 389 3 201 080 - - - - 6 997 5 744 001 9 175 1 016 074 92 476 12 069 239 288 8 623 Corporate , Construção e CRE Habitação Imóveis Outros colaterais reais Imóveis Outros colaterais reais O rácio de LTV (loan to value) dos segmentos de Corporate, Construção e CRE e Habitação, a 31 de dezembro de 2021 e 2020, é apresentado como segue: (milhares de euros) Segmento/ Rácio Número de imóveis Exposição total Imparidade Número de imóveis Exposição total Imparidade Corporate Sem imóvel associado (*) - 4 507 606 258 625 - 4 433 124 284 115 < 60% 2 370 486 691 32 128 2 691 463 818 39 732 >= 60% e < 80% 688 387 690 35 152 820 430 862 35 688 >= 80% e < 100% 803 419 585 39 340 816 487 691 52 432 >= 100% 7 51 462 4 655 17 57 314 30 921 Construção e CRE Sem imóvel associado (*) - 569 555 25 350 - 602 530 56 507 < 60% 980 448 088 22 800 1 231 557 265 84 485 >= 60% e < 80% 456 254 997 16 863 494 309 091 33 903 >= 80% e < 100% 634 186 439 27 184 781 250 737 49 170 >= 100% 66 26 398 9 944 147 54 373 38 287 Habitação Sem imóvel associado (*) - 36 076 2 586 - 58 952 2 692 < 60% 61 434 2 621 080 9 297 61 293 2 487 298 11 662 >= 60% e < 80% 22 990 1 968 716 8 728 23 684 1 943 146 12 495 >= 80% e < 100% 7 067 1 119 245 10 632 7 053 1 158 647 17 748 >= 100% 319 37 368 5 159 446 49 215 11 185 (*) Inclui operações com outro tipo de colaterais associados, nomeadamente colaterais financeiros. 2021 2020
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 324 O justo valor e o valor líquido dos imóveis recebidos em dação/execução, por tipo de ativo, registados na rubrica de Outros ativos (nota 33) a 31 de dezembro de 2021 e 2020 são apresentados como segue: (milhares de euros) Ativo Número de imóveis Justo valor do ativo Valor contabilístico Terreno 1 451 280 007 253 865 Urbano 1 177 233 839 210 219 Rural 274 46 168 43 646 Edifícios em desenvolvimento 394 59 515 52 918 Comerciais 43 5 391 5 185 Habitação 253 53 440 47 083 Outros 98 684 650 Edifícios construídos 1 524 175 028 156 807 Comerciais 715 99 905 89 625 Habitação 410 67 672 59 226 Outros 399 7 451 7 956 3 369 514 550 463 590 2021 (milhares de euros) Ativo Número de imóveis Justo valor do ativo Valor contabilístico Terreno 1 754 345 776 306 503 Urbano 1 467 292 982 257 527 Rural 287 52 794 48 976 Edifícios em desenvolvimento 491 71 661 63 933 Comerciais 53 6 716 6 193 Habitação 332 64 191 57 024 Outros 106 754 716 Edifícios construídos 1 633 218 334 191 466 Comerciais 747 131 513 115 693 Habitação 502 78 847 68 840 Outros 384 7 974 6 933 3 878 635 771 561 902 2020
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 325 O tempo decorrido desde a dação/execução dos imóveis recebidos em dação/execução, registados na rubrica de Outros ativos (nota 33), a 31 de dezembro de 2021 e 2020, é apresentado como segue: (milhares de euros) Tempo decorrido desde a dação/ execução < 1 ano >= 1 ano e < 2,5 anos >= 2,5 anos e < 5 anos >= 5 anos Total Terreno 2 467 8 037 87 904 155 457 253 865 Urbano 908 7 322 79 536 122 453 210 219 Rural 1 559 715 8 368 33 004 43 646 Edifícios em desenvolvimento 59 4 352 17 984 30 523 52 918 Comerciais 59 358 2 518 2 250 5 185 Habitação - 3 819 15 466 27 798 47 083 Outros - 175 - 475 650 Edifícios construídos 25 984 16 025 29 237 85 561 156 807 Comerciais 14 143 8 891 19 520 47 071 89 625 Habitação 11 201 4 756 8 999 34 270 59 226 Outros 640 2 378 718 4 220 7 956 28 510 28 414 135 125 271 541 463 590 2021 (milhares de euros) Tempo decorrido desde a dação/ execução < 1 ano >= 1 ano e < 2,5 anos >= 2,5 anos e < 5 anos >= 5 anos Total Terreno 9 287 17 629 116 369 163 218 306 503 Urbano 8 571 14 587 101 766 132 603 257 527 Rural 716 3 042 14 603 30 615 48 976 Edifícios em desenvolvimento 5 444 13 398 14 580 30 511 63 933 Comerciais 667 1 755 1 657 2 114 6 193 Habitação 4 594 11 624 12 892 27 914 57 024 Outros 183 19 31 483 716 Edifícios construídos 20 784 16 798 53 274 100 610 191 466 Comerciais 10 115 10 085 35 867 59 626 115 693 Habitação 8 156 6 385 14 903 39 396 68 840 Outros 2 513 328 2 504 1 588 6 933 35 515 47 825 184 223 294 339 561 902 2020 Risco de Concentração O risco de concentração decorre da existência de fatores de risco comuns ou correlacionados entre diferentes entidades ou carteiras, de tal modo que a deterioração de algum desses fatores pode ter um efeito negativo simultâneo na qualidade de crédito de cada uma das contrapartes ou nos resultados de cada classe de ativos e passivos. Num cenário de concentração, o efeito das perdas num número reduzido de exposições pode ser desproporcionado, confirmando a importância da gestão deste risco na manutenção de níveis adequados de solvabilidade. No Grupo, a monitorização do risco de concentração incide principalmente sobre os riscos de concentração de crédito, da carteira de investimentos, de financiamento, de taxa de juro e de risco operacional. O risco de concentração no crédito é o mais relevante para o Grupo e, como tal, existem diversos procedimentos relacionados com a sua identificação, quantificação e gestão. Por forma a limitar o risco de crédito de concentração de exposição a um Cliente / grupo de Clientes relacionados entre si, foram definidos
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 326 limites máximos de exposição para as posições agregadas das carteiras de crédito e investimento, para as várias entidades do Grupo. De modo a minimizar o risco de concentração, o Grupo procura diversificar as suas áreas de atividade e fontes de proveitos, bem como as suas exposições e fontes de financiamento. A gestão do risco de concentração é realizada de forma centralizada, com uma monitorização regular dos índices de concentração pela Direção de Risco do Banco Montepio. Em particular, o nível de concentração dos maiores depositantes e, no que diz respeito à carteira de crédito, o grau de diversificação regional, o nível de concentração individual e o grau de diversificação da qualidade da carteira de Empresas são monitorizados regularmente pela Direção de Risco. Encontram-se estabelecidos limites máximos de exposição por Cliente/grupo de Clientes relacionados entre si, sectores de atividade, assim como limites para a concentração dos maiores depositantes. Risco de mercado O conceito de risco de mercado reflete a perda potencial que pode ser registada por uma determinada carteira em resultado de alterações de taxas (de juro e de câmbio) e/ou dos preços dos diferentes instrumentos financeiros que a compõem, considerando quer as correlações existentes entre eles quer as respetivas volatilidades. O Grupo calcula de forma regular o VaR quer para a sua carteira de negociação quer para a carteira de ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral, sendo o mesmo apurado com base num horizonte temporal de 10 dias úteis e num nível de significância de 99%, pelo método da simulação histórica. Os tipos de risco considerados nesta metodologia são o risco de taxa de juro, o risco cambial, o risco de preço, o risco de spread e o risco de mercadoria. A carteira de investimento do Grupo está principalmente concentrada em obrigações, sendo que em 31 de dezembro de 2021 representavam 93,5% (31 de dezembro de 2020: 84,6%) do total da carteira, mantendo- se a posição dominantemente em obrigações de emitentes soberanos, essencialmente de Portugal, de Espanha e de Itália. No que respeita a derivados de crédito, Banco Montepio não detinha qualquer posição nestes instrumentos a 31 de dezembro de 2021 e 2020. Ao nível da qualidade do crédito dos títulos de dívida verifica-se que 97,8% da carteira se encontra em níveis de investment grade (31 de dezembro de 2020: 96,8%). Destaque para as obrigações soberanas espanholas, portuguesas e italianas notadas com ratings BBB+, BBB e BBB-, respetivamente, que representam 94,0% (31 de dezembro de 2020: 84,1%) da carteira. No que respeita à composição da carteira, verificou-se um decréscimo da exposição a dívida pública de Portugal (de 55,8% para 22,6%), compensada pelo acréscimo de exposições a dívida soberana de Itália e de Espanha.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 327 A distribuição da carteira de obrigações, registada nas rubricas de ativos financeiros detidos para negociação, ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral e outros ativos financeiros ao custo amortizado, encontra-se apresentada no quadro seguinte: (milhares de euros) 2021 2020 Variação Valor % Valor % Valor % AA+ 453 - 779 - (326) (41,8) AA- 454 - - - 454 - A+ 406 - 1 090 - (684) (62,8) A 101 804 3,3 1 018 - 100 786 9 900,4 BBB+ 955 731 30,9 306 424 12,1 649 307 211,9 BBB 695 932 22,5 16 366 0,6 679 566 4 152,3 BBB- 1 273 794 41,2 2 128 612 84,1 (854 818) (40,2) BB - - 185 - (185) (100,0) BB- 14 987 0,5 7 001 0,3 7 986 114,1 CCC 36 215 1,2 58 650 2,3 (22 435) (38,3) NR 15 500 0,4 11 602 0,5 3 898 33,6 Total 3 095 276 100,0 2 531 727 100,0 563 549 22,3 Rating A posição em obrigações registada na carteira de Ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral ascende a 91.080 milhares de euros (31 de dezembro de 2020: 168.058 milhares de euros), a posição em outros ativos financeiros ao custo amortizado ascende a 3.004.196 milhares de euros (31 de dezembro de 2020: 2.362.616 milhares de euros). Em 2020 a posição em Ativos financeiros detidos para negociação ascende 1.053 milhares de euros. Em relação à carteira de negociação em 31 de dezembro de 2021 apresentam-se seguidamente os principais indicadores de VaR: 2021 Média Mínimo Máximo 2020 VaR de Mercado 7 617 7 2 411 1 545 Risco de taxa de juro - 223 - 589 30 Risco cambial 6 63 6 201 155 Risco de preço - 324 - 1 494 1 548 Risco de spread (crédito) - 383 - 886 55 Efeito de diversificação - (378) - (758) (243) (milhares de euros) O valor residual do VaR da carteira de negociação à data de 31 de dezembro de 2021 decorre de se ter procedido no final do ano ao fecho das posições em ações e obrigações da carteira. A descida do VaR diário médio em 2021, face a 2020, reflete a menor volatilidade nos mercados financeiros, após um ano de 2020 marcado pela instabilidade associada ao início da pandemia do Covid-19. Risco de Taxa de Juro da Carteira Bancária A avaliação do risco de taxa de juro originado por operações da carteira bancária é efetuada por análise de sensibilidade ao risco, numa ótica consolidada para as entidades que integram o Grupo (incluindo a subsidiária registada em operações em descontinuação). O risco de taxa de juro é aferido de acordo com os impactos na margem financeira, no valor económico e fundos próprios causados por variações nas taxas de juro de mercado. Os principais fatores de risco decorrem do desfasamento de prazos para refixação da taxa e/ou maturidades residuais entre ativos e
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 328 passivos (repricing risk), das variações não paralelas nas curvas de taxa de juro (yield curve risk), da inexistência de correlação perfeita entre diferentes indexantes com o mesmo prazo de repricing (basis risk) e das opções associadas a instrumentos que permitam uma atuação diversa dos intervenientes dependentes do nível de taxas contratadas e praticadas no momento (option risk). Com base nas características financeiras de cada contrato, é feita a respetiva projeção dos fluxos de caixa esperados, de acordo com as datas de refixação de taxa e eventuais pressupostos comportamentais. A agregação, para cada uma das moedas analisadas, dos fluxos de caixa esperados em cada um dos intervalos de tempo permite determinar os gaps de taxa de juro por prazo de repricing. Apresentam-se nos quadros seguintes os gaps de taxa de juro numa ótica consolidada nos exercícios de 2021 e 2020: (milhares de euros) Até três meses Três a seis meses Seis meses a um ano Um a cinco anos Mais de cinco anos 31 de dezembro de 2021 Ativo Títulos de dívida 26 612 43 212 23 528 1 186 064 1 875 387 Empréstimos e adiantamentos 6 449 591 3 049 157 1 328 189 919 705 390 425 Outros 89 599 - - - 50 375 Fora de balanço 1 041 - 756 654 25 018 - Total 6 566 843 3 092 369 2 108 371 2 130 787 2 316 187 Passivo Títulos de dívida emitidos 349 223 - 811 226 651 267 36 545 Depósitos com maturidade definida 1 718 686 1 107 354 1 471 616 2 041 259 - Outros 195 311 - - 2 961 326 274 358 Fora de balanço 758 996 - 15 119 1 145 Total 3 022 216 1 107 354 2 282 857 5 653 971 312 048 GAP (Ativos - Passivos) 3 544 627 1 985 015 (174 486) (3 523 184) 2 004 139 31 de dezembro de 2020 Ativo Títulos de dívida 89 347 287 945 59 950 920 554 1 168 720 Empréstimos e adiantamentos 6 740 103 3 010 619 1 171 148 775 080 305 812 Outros 89 290 - - - 38 945 Fora de balanço 1 148 - 6 654 756 654 - Total 6 919 888 3 298 564 1 237 752 2 452 288 1 513 477 Passivo Títulos de dívida emitidos 8 584 812 57 283 1 408 516 19 398 Depósitos com maturidade definida 2 803 388 1 491 623 2 133 847 720 428 - Outros 460 548 54 245 392 1 609 929 301 096 Fora de balanço 750 008 - 16 131 1 295 Total 4 022 528 1 546 680 2 191 538 3 739 004 321 789 GAP (Ativos - Passivos) 2 897 360 1 751 884 (953 786) (1 286 716) 1 191 688 (milhares de euros) dezembro Média anual Máximo Mínimo dezembro Média anual Máximo Mínimo Gap de taxa de juro 3 836 113 3 665 365 3 836 113 3 494 618 3 600 429 3 834 051 4 067 673 3 600 429 2021 2020 A sensibilidade ao risco de taxa de juro do balanço é calculada pela diferença entre o valor atual do mismatch de taxa de juro descontado às taxas de juro de mercado e o valor descontado dos mesmos fluxos de caixa, simulando deslocações paralelas da curva de taxa de juro de mercado
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 329 Face aos gaps de taxa de juro observados em 31 de dezembro de 2021, uma variação positiva instantânea das taxas de juro em 100 pontos base motivaria uma diminuição do valor económico esperado da carteira bancária de 88.244 milhares de euros (31 de dezembro de 2020: redução 55.508 milhares de euros). No quadro seguinte apresentam-se as taxas médias de juro verificadas para as grandes categorias de ativos e passivos financeiros do Grupo, nos exercícios de 2021 e 2020, bem como os respetivos saldos médios e os proveitos e custos do exercício: (milhares de euros) Saldo médio Taxa de juro média (%) Juros Saldo médio Taxa de juro média (%) Juros Ativos geradores de juros Disponibilidades em bancos centrais e OIC 2 203 341 -0,33 (7 298) 888 935 -0,07 (618) Aplicações em OIC 362 932 0,70 2 591 303 081 0,27 841 Crédito a clientes 12 294 397 2,04 254 724 12 416 349 2,12 267 459 Carteira de títulos 3 104 502 0,35 10 971 2 680 256 0,55 15 108 Outros ativos ao justo valor 9 010 1,05 96 9 937 1,52 154 Outros (Inclui derivados) - - 14 562 - - 14 209 17 974 182 1,51 275 646 16 298 558 1,79 297 153 Passivos geradores de juros Recursos BCE 2 531 639 -0,92 (23 623) 1 452 221 -0,38 (5 620) Recursos OIC 827 124 0,04 337 586 711 0,35 2 094 Depósitos de clientes 12 533 808 0,08 10 286 12 344 078 0,16 19 454 Dívida senior 1 421 161 0,61 8 761 1 337 543 0,68 9 287 Dívida subordinada 216 406 9,09 19 939 188 656 9,11 17 468 Outros (Inclui derivados) - - 16 443 - - 11 676 17 530 138 0,18 32 143 15 909 209 0,34 54 359 Margem Financeira 1,34 243 503 1,47 242 794 2021 2020 Risco Cambial No que se refere ao risco cambial da carteira bancária, procede-se, em regra, à aplicação dos recursos captados nas diversas moedas, através de ativos no mercado monetário respetivo e por prazos não superiores aos dos recursos, pelo que os gaps cambiais existentes decorrentes da atividade resultam essencialmente de eventuais desajustamentos entre os prazos das aplicações e dos recursos.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 330 A repartição dos ativos e passivos, nos exercícios de 2021 e 2020, por moeda, é analisado como segue: (milhares de euros) Euro Dólar Norte Americano Kwanza Angolano Franco suiço Libra esterlina Outras moedas estrangeiras Valor total Ativo por moeda Caixa e disponibilidades em bancos centrais 2 934 603 10 663 16 223 3 241 1 998 1 268 2 967 996 Disponibilidades em outras instituições de crédito 2 512 38 807 - 926 1 106 24 009 67 360 Aplicações em instituições de crédito 88 957 67 485 72 607 16 - - 229 065 Crédito a clientes 11 579 489 48 495 39 704 - - 11 667 688 Ativos financeiros detidos para negociação 7 582 - - - - - 7 582 Outros ativos financeiros ao justo valor através dos resultados 203 427 - - - - - 203 427 Ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral 123 338 - - - - - 123 338 Derivados de cobertura 5 411 - - - - - 5 411 Outros ativos financeiros ao custo amortizado 2 968 614 22 067 13 515 - - - 3 004 196 Investimentos em associadas 3 952 - - - - - 3 952 Ativos não correntes detidos para venda 38 862 - - - - - 38 862 Ativos não correntes detidos para venda - Operações em descontinuação 429 - - - 429 Propriedades de Investimento 102 933 - - - - - 102 933 Outros ativos tangíveis 201 799 - 29 811 - - - 231 610 Ativos intangíveis 40 150 - - - - - 40 150 Ativos por impostos correntes 6 714 - - - - - 6 714 Ativos por impostos diferidos 459 871 - - - - - 459 871 Outros ativos 517 669 30 978 3 173 681 7 68 552 576 Total Ativo 19 286 312 218 495 175 033 4 864 3 111 25 345 19 713 160 Passivo por moeda Recursos de bancos centrais 2 902 003 - - - - - 2 902 003 Recursos de outras instituições de crédito 527 452 27 137 - 25 87 711 555 412 Recursos de clientes 12 501 400 168 735 66 784 2 804 13 714 33 449 12 786 886 Responsabilidades representadas por títulos 1 617 125 - - - - - 1 617 125 Passivos financeiros detidos para negociação 7 470 - - - - - 7 470 Derivados de cobertura 335 - - - - - 335 Passivos não correntes detidos para venda - Operações em descontinuação 329 - - - 329 Provisões 29 124 - 5 009 - - - 34 133 Passivos por impostos correntes 2 351 - - - - - 2 351 Outros passivos subordinados 217 265 - - - - - 217 265 Outros passivos 215 445 1 944 6 533 45 80 2 671 226 718 Total Passivo 18 020 299 197 816 78 326 2 874 13 881 36 831 18 350 027 Operações Cambiais a Prazo - (22 343) - (2 033) 10 711 11 753 - Gap Cambial - (1 664) 96 707 (43) (59) 267 - Stress Test - 333 (19 341) 8 12 (53) - 2021
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 331 O resultado do stress test apresentado corresponde ao impacto esperado (antes de impostos) nos capitais próprios, incluindo interesses que não controlam, devido a uma desvalorização de 20,0% no câmbio de cada moeda contra o euro. Risco de Liquidez O risco de liquidez reflete a incapacidade do Grupo cumprir com as suas obrigações no momento do respetivo vencimento, sem incorrer em perdas significativas decorrentes de uma degradação das condições de financiamento (risco de financiamento) e/ou de venda dos seus ativos por valores inferiores aos valores de mercado (risco de liquidez de mercado). A avaliação do risco de liquidez é feita utilizando indicadores regulamentares definidos, assim como outras métricas internas para as quais se encontram definidos limites internos. Este controlo é reforçado com a execução mensal de stress tests, com o objetivo de caracterizar o perfil de risco do Banco Montepio e assegurar que o Grupo cumpre as suas obrigações num cenário de crise de liquidez, e o cálculo do rácio prudencial do LCR e NSFR numa base mensal. O valor verificado do LCR em 31 de dezembro de 2021 foi de 264,1% (31 de dezembro de 2020: 200,7%). No que se refere ao rácio de financiamento estável, designado por NSFR, o mesmo situou-se em 125,3% (31 de dezembro de 2020: 109,8%). (milhares de euros) Euro Dólar Norte Americano Kwanza Angolano Franco suiço Libra esterlina Real Brasileiro Outras moedas estrangeiras Valor total Ativo por moeda Caixa e disponibilidades em bancos centrais 1 440 072 5 534 17 043 1 931 908 - 762 1 466 250 Disponibilidades em outras instituições de crédito 791 29 226 - 2 377 426 - 840 33 660 Aplicações em instituições de crédito 206 888 55 657 30 459 - - - - 293 004 Crédito a clientes 11 500 506 51 481 25 706 - 9 - - 11 577 702 Ativos financeiros detidos para negociação 12 722 3 600 - 134 467 - - 16 923 Outros ativos financeiros ao justo valor através dos resultados 346 892 - - - - - - 346 892 Ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral 258 817 - - - - 27 980 - 286 797 Derivados de cobertura 10 693 - - - - - - 10 693 Outros ativos financeiros ao custo amortizado 2 303 815 58 801 - - - - - 2 362 616 Investimentos em associadas 3 872 - - - - - - 3 872 Ativos não correntes detidos para venda 5 484 - - - - - - 5 484 Ativos não correntes detidos para venda - Operações em descontinuação 1 292 10 - - 1 - 7 1 310 Propriedades de Investimento 125 893 - - - - - - 125 893 Outros ativos tangíveis 227 813 - 31 349 - - - - 259 162 Ativos intangíveis 35 829 - - - - - - 35 829 Ativos por impostos correntes 3 584 - - - - - - 3 584 Ativos por impostos diferidos 496 223 - - - - - - 496 223 Outros ativos 557 484 55 308 2 319 - 1 - - 615 112 Total Ativo 17 538 670 259 617 106 876 4 442 1 812 27 980 1 609 17 941 006 Passivo por moeda Recursos de bancos centrais 1 382 545 - - - - - - 1 382 545 Recursos de outras instituições de crédito 788 975 31 246 - 29 124 - 264 820 638 Recursos de clientes 12 246 044 162 281 60 375 3 972 9 926 - 19 375 12 501 973 Responsabilidades representadas por títulos 1 299 188 - - - - - - 1 299 188 Passivos financeiros detidos para negociação 13 598 - - - - - - 13 598 Derivados de cobertura 397 - - - - - - 397 Passivos não correntes detidos para venda - Operações em descontinuação 95 774 10 253 - - 3 592 - 109 619 Provisões 33 765 - 4 889 - - - - 38 654 Passivos por impostos correntes 4 486 - - - - - - 4 486 Outros passivos subordinados 216 896 - - - - - - 216 896 Outros passivos 218 082 776 5 812 412 438 - 333 225 853 Total Passivo 16 299 750 204 556 71 076 4 413 14 080 - 19 972 16 613 847 Operações Cambiais a Prazo - (50 171) - (69) 12 013 (28 007) 38 377 - Gap Cambial - 4 890 35 800 (40) (255) (27) 20 014 - 2020
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 332 Em 31 de dezembro de 2021, o financiamento do Grupo apresentava a seguinte estrutura: (milhares de euros) 2021 não determinado até 3 meses 3 - 6 meses 6 - 12 meses > 12 meses Recursos de bancos centrais 2 902 003 - - - - 2 902 003 Recursos de outras instituições de credito 555 412 - 255 405 - - 300 007 Recursos de clientes 12 786 886 - 7 891 904 1 105 137 1 354 223 2 435 622 Responsabilidades representadas por títulos 1 617 125 - - 751 405 460 616 405 104 Passivos financeiros detidos para negociação 7 470 - - (267) 246 7 491 Passivos não correntes detidos para venda - - Operações em descontinuação 329 329 - - - - Outros passivos subordinados 217 265 - - - 10 942 206 323 Outros passivos 226 718 226 718 - - - - Total de financiamento 18 313 208 227 047 8 147 309 1 856 275 1 826 027 6 256 550 Em 31 de dezembro de 2020, o financiamento do Grupo apresentava a seguinte estrutura: (milhares de euros) 2020 não determinado até 3 meses 3 - 6 meses 6 - 12 meses > 12 meses Recursos de bancos centrais 1 382 545 - - - - 1 382 545 Recursos de outras instituições de credito 820 638 - 50 901 114 416 4 502 650 819 Recursos de clientes 12 501 973 - 7 201 482 1 237 465 1 852 201 2 210 825 Responsabilidades representadas por títulos 1 299 188 - 9 852 837 1 423 1 287 076 Passivos financeiros detidos para negociação 13 598 - 10 13 588 Passivos não correntes detidos para venda - - Operações em descontinuação 109 619 109 619 - - - - Outros passivos subordinados 216 896 - - - 10 573 206 323 Outros passivos 225 853 225 853 - - - - Total de financiamento 16 570 310 335 472 7 262 245 1 352 718 1 868 699 5 751 176 No âmbito da Instrução do Banco de Portugal n.º 28/2014, de 15 de janeiro de 2015, que incide sobre a orientação da Autoridade Bancária Europeia relativa à divulgação de ativos onerados e ativos não onerados (EBA/GL/2014/3), e tendo em consideração a recomendação efetuada pelo Comité Europeu do Risco Sistémico, apresentamos a seguinte informação, com referência a 31 de dezembro de 2021 e 2020, relativa aos ativos e respetivos colaterais: (milhares de euros) Ativos Quantia escriturada dos ativos onerados Justo valor dos ativos onerados Quantia escriturada dos ativos não onerados Justo valor dos ativos não onerados Ativos da instituição que presta a informação 6 005 589 - 13 707 571 - Instrumentos de capital próprio - - 215 870 215 870 Títulos de dívida 2 122 218 1 900 039 1 496 387 1 169 494 Outros ativos - - 1 607 845 - (milhares de euros) Ativos Quantia escriturada dos ativos onerados Justo valor dos ativos onerados Quantia escriturada dos ativos não onerados Justo valor dos ativos não onerados Ativos da instituição que presta a informação 3 103 517 - 14 837 489 - Instrumentos de capital próprio - - 462 435 462 374 Títulos de dívida 783 897 880 019 2 367 154 1 596 005 Outros ativos - - 1 732 038 - 2021 2020
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 333 (milhares de euros) 2021 2020 Ativos onerados, colateral recebido onerado e passivos associados Passivos associados, passivos contingentes e títulos emprestados 3 209 480 1 800 701 Ativos, colateral recebido e títulos de dívida própria emitidos que não covered bonds próprias ou ABS oneradas 5 977 700 3 076 570 Quantia escriturada dos passivos financeiros selecionados Os ativos onerados estão na sua maioria relacionados com operações de financiamento do Grupo, nomeadamente do BCE, em operações de Repo, através da emissão de obrigações hipotecárias e de programas de securitização. Os ativos utilizados como colateral nos programas de securitização e de emissões de obrigações hipotecárias, quer as colocadas fora do Grupo, quer as destinadas a reforçar a pool de colateral junto do BCE, são constituídos por contratos de crédito sobre clientes. As operações de Repo no mercado monetário são colateralizadas, essencialmente, por obrigações hipotecárias e de securitização, em que Banco Montepio é a originadora, e por operações de crédito titulado. Os valores apresentados nos quadros anteriores correspondem à posição nos exercícios de 2021 e 2020, e refletem o elevado nível de colateralização do financiamento wholesale do Grupo. O buffer de ativos elegíveis para efeitos do BCE, após haircuts, descomprometido e disponível para utilização em novas operações, ascende, em 31 de dezembro de 2021, a 850.282 milhares de euros (31 de dezembro de 2020: 1.705.570 milhares de euros). De referir que o valor global de colaterais disponíveis no Banco Central Europeu (BCE), em 31 de dezembro de 2021 ascende a 3.788.708 milhares de euros (31 de dezembro de 2020: 3.107.546 milhares de euros) com uma utilização de 2.957.530 milhares de euros (31 de dezembro de 2020: 1.407.650 milhares de euros): (milhares de euros) 2021 2020 Colateral total elegível 4 586 821 4 296 080 Colateral total na pool 3 788 708 3 107 546 Colateral fora da pool 798 113 1 188 534 Colateral utilizado 3 736 539 2 590 510 Colateral utilizado para BCE 2 957 530 1 407 650 Colateral comprometido noutras operações de financiamento 779 009 1 182 860 Colateral disponível para BCE 831 178 1 699 896 Colateral disponível Total 850 282 1 705 570 Nota: valor do colateral considera haircuts aplicados Risco Imobiliário O risco imobiliário resulta de possíveis impactos negativos nos resultados ou nos fundos próprios do Banco Montepio, devido a oscilações no preço de mercado dos bens imobiliários. O risco imobiliário decorre da exposição em ativos imobiliários, quer sejam provenientes de dação ou de arrematação judicial no âmbito do processo de recuperação de crédito ou de unidades de participação de fundos imobiliários detidos na carteira de títulos. Estas exposições são acompanhadas com base em análises de cenários que procuram estimar potenciais impactos de alterações no mercado imobiliário nas carteiras destes ativos imobiliários e disponibilizar os elementos de informação necessários para a definição da política de gestão do risco imobiliário.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 334 A exposição a imóveis e unidades de participação de fundos imobiliários em 31 de dezembro de 2021 e 2020 apresentava os seguintes valores: (milhares de euros) 2021 2020 Ativos não correntes detidos para venda 26 5 484 Imóveis recebidos em dação de crédito (Outros ativos) 463 590 567 386 Propriedades de investimento 102 933 125 893 Unidades de Participação de Fundos Imobiliários 115 568 252 621 682 117 951 384 Stress test (68 212) (95 138) O resultado do stress test apresentado corresponde ao impacto esperado (antes de impostos) nos capitais próprios devido a uma variação negativa de 10,0% nos valores dos imóveis e fundos imobiliários. Não obstante, o descrito na política contabilística divulgada na nota 1 h) relativamente aos imóveis, que o valor realizável líquido dos inventários é determinado com base numa valorização de um avaliador independente. As avaliações imobiliárias têm por base pressupostos cuja influência da conjuntura económica e financeira e capacidade do mercado em transacionar a oferta disponível, a cada momento, são determinantes. Deste modo, a concretização do valor de avaliação determinado pelos peritos independentes está dependente da verificação dos pressupostos utilizados nas respetivas avaliações pelo que a evolução das condições macroeconómicas e do mercado imobiliário poderá traduzir-se na alteração destes mesmos pressupostos, e consequentemente, ter impacto na recuperabilidade do valor de avaliação dos imóveis. Os relatórios de avaliação imobiliária, considerados para valorização dos referidos inventários, têm em conta a situação pandémica global vivida neste momento, não sendo identificados fatores de incerteza adicional nos mesmos Risco Operacional e continuidade de negócio O risco operacional corresponde à perda potencial resultante de falhas ou inadequações nos processos internos, nas pessoas ou nos sistemas, ou ainda às perdas potenciais resultantes de eventos externos. O Banco Montepio adota o método padrão para a quantificação dos seus requisitos de fundos próprios para risco operacional, suportado na existência de um sistema de gestão de risco operacional que se baseia na identificação, avaliação, acompanhamento, medição, mitigação e reporte deste tipo de risco. O modelo de gestão de risco operacional implementado obedece ao princípio das 3 linhas de defesa. A Direção de Risco exerce a função corporativa de gestão de risco operacional do Banco Montepio que é suportada pela existência de interlocutores em diferentes unidades orgânicas que asseguram a adequada implementação da gestão de risco operacional. A avaliação do perfil de risco operacional para novos produtos, processos e sistemas e a sua monitorização, numa base regular, têm permitido a identificação prévia e a mitigação de situações de risco operacional. No que respeita à monitorização do risco operacional em 31 de dezembro de 2021, mantiveram-se as atividades de recolha e análise de eventos de perda. Um dos aspetos essenciais na gestão deste tipo específico de risco consiste na identificação prévia dos riscos operacionais relevantes sempre que se implementa ou revê um produto, um processo ou um sistema, bem como o acompanhamento de planos de ação tendentes a evitar ou mitigar os efeitos da materialização
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 335 dos riscos com maior frequência / severidade de eventos de perda ou com maior valor residual no âmbito do processo de self-assessment. Monitorização No âmbito do Sistema de Gestão de risco Operacional do Banco Montepio, os indicadores chave de risco (Key Risk Indicators - KRIs) visam monitorizar os fatores de exposição associados aos principais riscos, permitindo medir e acompanhar o apetite ao risco e antecipar a ocorrência de perdas através de ações preventivas. Nesse sentido, foram monitorizados regularmente os limites definidos e promovidos planos de ação nos casos em que foram ultrapassados. Estes indicadores fazem parte dos Relatórios de Risco Operacional apresentados à Comissão de Riscos e Comissão Executiva. Autoavaliação dos Riscos Operacionais O ciclo de gestão do risco operacional implementado no Banco Montepio assenta na elaboração de um mapa de atividades e respetivos riscos operacionais e controlos permitindo identificar a exposição potencial de cada órgão/unidade orgânica ao risco operacional, determinar o seu perfil de risco e priorizar eventuais ações de mitigação. Os riscos operacionais são mapeados considerando sete categorias principais: fraude interna; fraude externa; práticas de emprego e segurança no trabalho; Cliente, produtos e práticas comerciais; danos em ativos físicos; perturbações das atividades e falhas de sistemas; e execução, entrega e gestão dos processos. Os riscos operacionais e respetivos controlos são autoavaliados com regularidade, em regra em regime de workshops com os representantes de cada órgão/unidade orgânica e o apoio da Direção de Risco. Com base nos resultados das autoavaliações - realizadas em termos de impactos e frequências para os riscos e de percentagem de eficácia para os controlos - é estabelecida uma matriz de tolerância ao risco residual, que sustentará o nível de risco considerado aceitável para a instituição e que permitirá identificar os riscos para os quais terão de ser equacionadas medidas adicionais de mitigação. Gestão da Continuidade de Negócio O ciclo de gestão da continuidade de negócio é suportado por um conjunto de atividades de avaliação, desenho, implementação e monitorização, integradas num ciclo de melhoria contínua que tem por objetivo tornar os processos de negócio mais resilientes, permitindo assegurar a continuidade das operações no caso de ocorrência de eventos que provoquem a interrupção da atividade. A situação epidemiológica relacionada com a pandemia de Covid-19 continuou a marcar a atividade exercício de 2021. O Banco Montepio manteve um acompanhamento constante das normas emitidas pela Direção Geral de Saúde, considerando a necessária adaptação às mesmas sempre que se verificava necessário. O Gabinete de Gestão de Crise, que é responsável pela gestão da crise, pela gestão e execução dos Planos de Continuidade Operacional e pela coordenação das equipas de recuperação do negócio, manteve-se em funcionamento, numa vertente de continuidade operacional e de acompanhamento de recuperação de negócio.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 336 O Grupo Banco Montepio seguiu sempre uma estratégia conservadora que teve como princípio fundamental a salvaguarda da segurança e saúde dos seus Clientes e dos seus Colaboradores. Risco do Fundo de Pensões O risco do Fundo de Pensões resulta da desvalorização potencial da carteira de ativos do fundo ou da diminuição dos respetivos retornos esperados, bem como do acréscimo das responsabilidades do fundo em consequência da evolução dos diferentes pressupostos atuariais. Perante cenários deste tipo, o Banco Montepio terá que efetuar contribuições não previstas, de modo a manter os benefícios definidos pelo Fundo. A análise e monitorização regulares da gestão do Fundo de Pensões do Banco Montepio estão a cargo do Comité de Acompanhamento do Fundo de Pensões. Em acréscimo, a Direção de Risco assegura a produção de relatórios mensais com a evolução do valor de mercado da carteira do Fundo de Pensões e de indicadores de risco associados. Considerando as disposições da política de investimento do Fundo de Pensões Montepio Geral relativas à exposição aos diversos riscos e às diferentes disposições legais, o Banco assegura uma monitorização diária do controlo dos limites legais, através de uma análise detalhada dos “limites legais e investimentos excedidos”, existindo um conjunto de procedimentos que são efetuados caso sejam excedidos os limites. A Direção de Risco monitoriza o efeito de eventuais medidas adotadas e o seu impacto na política de investimento. Simultaneamente são também monitorizados os níveis de exposição aos limites legais e prudenciais que regulamentam o Fundo de Pensões Montepio Geral. Para além da verificação do cumprimento da política de investimento e dos limites legais e prudenciais, a entidade gestora (Futuro) reforçou o controlo e a monitorização recorrendo a diversas medidas de risco e a um conjunto de procedimentos internos que visam manter a gestão prudente do risco. Nesta base, é utilizado um modelo de gestão de risco fundamentado na perspetiva técnica dos estudos “QIS Fundos de Pensões” da EIOPA. O desenvolvimento de indicadores de tolerância para este modelo permite monitorizar as variações desses indicadores, de acordo com a política de investimento definida para o Fundo de Pensões. A monitorização do risco de mercado assenta no cálculo do VaR, com um intervalo de confiança de 99,5% para o horizonte temporal a um ano. Dado o VaR não constituir uma garantia total de que os riscos não excedem a probabilidade usada, são também efetuados Stress Tests, com o objetivo de calcular o impacto de diversos cenários extremos sobre o valor da carteira. A avaliação do nível de liquidez da componente acionista e obrigacionista do Fundo de Pensões é feita através de um liquidity test. No caso das ações, esta análise é feita em número de dias para a liquidação, tendo em conta os ativos em carteira. Este teste consiste na verificação do grau de liquidez do segmento acionista, avaliando quantos dias são necessários para a sua liquidação no mercado, tendo em conta os custos associados a essas transações e o volume médio histórico das transações nos diversos mercados. Complementarmente, no segmento obrigacionista é feito o cálculo dos recebimentos (cash-flows positivos) decorrentes dos pagamentos de cupões (juros) de obrigações e amortizações ou eventuais exercícios de call, para o período de um mês. O conjunto destes testes permite avaliar o grau de liquidez a curto prazo e monitorizar ou atuar perante a possível escassez de liquidez atempadamente.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 337 Outros riscos Em relação a outros riscos – risco reputacional, risco de compliance, risco de estratégia e negócio – também estes são acompanhados pelo Órgão de Administração, sendo os riscos controlados e tomadas as medidas corretivas em função dos resultados obtidos face aos objetivos/limites estabelecidos, sendo de relevar, designadamente, o acompanhamento e controlo dos desvios face ao plano estratégico e orçamento aprovados. Políticas de Cobertura e Redução do Risco Para efeitos de redução do risco de crédito, são tidos em conta os elementos de mitigação do risco associados a cada operação. Em particular, são relevantes as garantias reais hipotecárias e os colaterais financeiros, assim como a prestação de proteção pessoal de crédito, nomeadamente de garantias. Em termos de redução direta do valor em exposição, estão contempladas as operações de crédito colateralizadas por cauções financeiras, nomeadamente, depósitos a prazo. Nos colaterais financeiros é relevado o risco de mercado, e eventual risco cambial, dos ativos envolvidos, procedendo-se, quando aplicável, ao ajustamento do valor do colateral. Relativamente às garantias reais hipotecárias, o Banco Montepio tem definidos modelos de avaliação e de reavaliação aplicados aos imóveis que venham a constituir ou que constituam garantias reais das operações de crédito. As avaliações dos bens são realizadas por peritos avaliadores independentes, sendo que a gestão das avaliações e das vistorias encontra-se centralizada numa unidade independente da área comercial. De acordo com o disposto no Regulamento (UE) nº 575/2013 (CRR), é assegurado o cumprimento dos requisitos em matéria de verificação e reavaliação do valor dos bens, consoante os casos, quer por métodos estatísticos e informatizados quer através da revisão ou reavaliação do valor de avaliação por perito avaliador. Em relação às garantias de crédito, aplica-se na posição em risco o princípio da substituição do risco do Cliente pelo do prestador da proteção, desde que o risco deste último seja inferior ao do primeiro. O Grupo não utiliza habitualmente processos de compensação patrimonial e extrapatrimonial, assim como não detém derivados de crédito sobre posições na sua carteira. As técnicas de mitigação do risco de mercado da carteira de trading consistem, essencialmente, na cobertura de posições em risco por produtos financeiros com risco simétrico para reduzir o risco total das exposições ou na venda parcial ou total das posições em risco para reduzir a exposição ou anulá-la por completo. No que respeita à carteira bancária, as técnicas de mitigação do risco de taxa de juro e do risco cambial correspondem à negociação de operações de cobertura com derivados e ao fecho de posições por meio da venda das posições em risco abertas. Fundos Próprios e Rácios de Capital O processo de monitorização e gestão de capital do Grupo Banco Montepio tem como objetivo garantir o rigor da determinação e avaliação do nível de capital regulamentar e económico, tendo em consideração o perfil de risco determinado pelo Conselho de Administração e os add-on do Banco de Portugal no âmbito do SREP, bem como avaliar os efeitos potenciais, nas condições financeiras do Grupo, resultantes de alterações nos fatores de risco em função de acontecimentos excecionais, mas plausíveis (stress tests).
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 338 O processo de acompanhamento da evolução da adequação de capital regulamentar é efetuado mensalmente, enquanto que a adequação de capital económico é monitorizada trimestralmente. A monitorização global do perfil de risco e da respetiva adequação de capital fazem parte integrante dos reportes regulares à Comissão de Riscos, Comissão Executiva, Comissão de Auditoria e Conselho de Administração bem como do quadro de Apetite ao Risco do Grupo. Este processo dispõe de uma estrutura de governo e de procedimentos para monitorizar a evolução de capital (dentro dos limites objetivo e de tolerância ao risco definidos pelo Conselho de Administração), incluindo a definição de funções e responsabilidades para escalonamento e resolução das quebras dos limites definidos. A responsabilidade pela identificação de quebras dos limites de risco definidos ao nível do Grupo, assim como das entidades em que assume a função de gestão de risco, é da Direção de Risco. Sempre que for identificada uma situação de incumprimento dos referidos limites, a Direção de Risco efetua uma análise dessa situação incluindo os seguintes elementos: • Identificação do limite quebrado; • Identificação dos fatores de risco que justificam a referida violação; • Informação sobre a perspetiva de evolução futura desses fatores de risco; • Proposta de medidas de redução, assunção, mitigação ou transferência de risco, conforme aplicável; • Proposta de realocação dos limites de risco, se aplicável. A responsabilidade de definição de planos de ação de modo a sanar as quebras de limite verificados é da Direção de Risco, em conjunto com as unidades orgânicas de primeira linha. Os fundos próprios do Grupo são apurados de acordo com as normas regulamentares aplicáveis, nomeadamente com a Diretiva 2013/36/EU (CRD IV) e o Regulamento (EU) n.º 575/2013 (CRR) aprovadas pelo Parlamento Europeu e pelo Conselho, o Aviso do Banco de Portugal n.º 10/2017 e o Regulamento 2020/873 do Parlamento Europeu e Conselho, que veio introduzir alguns ajustamentos à CRR em resposta à pandemia COVID-19. Os fundos próprios incluem os fundos próprios de nível 1 (tier 1) e fundos próprios de nível 2 (tier 2). O tier 1 compreende os fundos próprios principais de nível 1 (common equity tier 1 – CET1) e os fundos próprios adicionais de nível 1 com a seguinte composição: - Fundos Próprios Principais de Nível 1 ou Common Equity Tier 1 (CET1): Esta categoria inclui o capital realizado (com dedução de títulos próprios eventualmente detidos), as reservas elegíveis (incluindo as reservas de justo valor), os resultados transitados, os resultados retidos do período quando positivos e certificados ou pela totalidade se negativos. No que se refere às reservas de justo valor, no âmbito do Regulamento 2020/873 o Banco Montepio aderiu à possibilidade de aplicação de filtro prudencial sobre as reservas de justo valor associadas à dívida soberana. O valor de reservas e resultados transitados é corrigido da reversão dos resultados com passivos financeiros avaliados ao justo valor através dos resultados na parte referente ao risco de crédito próprio da instituição. Os interesses minoritários são apenas elegíveis na medida necessária para a cobertura dos requisitos de capital do Grupo atribuíveis aos minoritários. É deduzido o valor de balanço dos montantes relativos a goodwill apurado, outros ativos intangíveis (não associados a programas informáticos), bem como a diferença, se positiva, entre o ativo e a responsabilidade do Fundo de Pensões. É igualmente sujeito a dedução o valor relativo à avaliação prudente apurado de acordo com o artigo n.º 34 e 105 da CRR, bem como os ativos por impostos diferidos associados a prejuízos fiscais. São igualmente realizadas as deduções ao abrigo artigo 36º alínea k), relativas em
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 339 alternativa à aplicação do ponderador de risco de 1.250%. No que respeita a participações financeiras em entidades do setor financeiro e aos ativos por impostos diferidos por diferenças temporárias que dependem da rendibilidade futura, são deduzidos os valores destas rubricas que individualmente sejam superiores a 10% do CET1, ou posteriormente a 15,0% do CET1 quando consideradas em agregado (apenas na parte não deduzida na primeira barreira de 10,0% e considerando apenas as participações significativas). Os valores não deduzidos ficam sujeitos a ponderação de 250% para o total dos ativos ponderados pelo risco. Relativamente às participações em instituições financeiras, a eventual dedução é realizada proporcionalmente nos correspondentes níveis de capitais detidos. No âmbito da implementação dos requisitos definidos no Regulamento (EU) n.º 575/2013 foi definido um plano transitório que permitiu o reconhecimento gradual de algumas das deduções, sendo que nesta data de referência apenas se mantém o plano transitório aplicável aos ativos por impostos diferidos, que não dependem da rendibilidade futura, em balanço em 1 de janeiro de 2014. Esta plano permite um reconhecimento gradual do valor apurado sujeito a dedução, sendo que em 2021 esse valor é de 70%. Com a revisão da Regulamento (EU) n.º 575/2013, em 27/06/2019, passou a ser alvo de dedução o montante aplicável de cobertura insuficiente para as exposições não produtivas se a exposição tiver sido originada após 26 de abril de 2019. - Fundos Próprios de Nível 1 ou Tier 1 (T1): Incorpora os instrumentos equiparados a capital, cujas condições cumpram os requisitos definidos no artigo 52º do Regulamento 575/2013 e que tenham obtido aprovação pelo Banco de Portugal. São igualmente elegíveis os interesses não controlados referentes aos requisitos mínimos de fundos próprios adicionais das instituições para as quais o Grupo não detém a participação pela totalidade. A este capital são deduzidas as eventuais detenções de capital T1 de instituições financeiras sujeitas a dedução. - Fundos Próprios de Nível 2 ou Tier 2 (T2): Incorpora instrumentos equiparados a capital, cujas condições cumpram os requisitos definidos no artigo 63.º da CRR e que tenham obtido aprovação pelo Banco de Portugal. São igualmente elegíveis os interesses não controlados referentes aos requisitos mínimos de fundos próprios totais das instituições para as quais o Grupo não detém a participação pela totalidade. A este capital são deduzidas as eventuais detenções de capital T2 de instituições financeiras sujeitas a dedução. Os Fundos Próprios Totais ou Capital Total são constituídos pela soma dos três níveis de fundos próprios referidos anteriormente. No que respeita ao apuramento dos ativos ponderados pelo risco, além dos requisitos de risco de crédito, operacional e de mercado, destaque para a ponderação a 250% dos ativos por impostos diferidos de diferenças temporárias que dependem da rentabilidade futura e de participações financeiras que estejam dentro do limite estabelecido para não dedução a CET1. No que respeita aos ativos por impostos diferidos de diferenças temporárias que não dependem da rendibilidade futura, os mesmos estão sujeitos a ponderação de 100% para efeitos de requisitos de capital. É igualmente apurado o requisito de CVA (Credit Valuation Adjustment). Com a aplicação da norma internacional de relato financeiro IFRS 9 – Instrumentos Financeiros, com efeitos a 1 de janeiro de 2018, e considerando o Regulamento (UE) 2017/2395 do Parlamento Europeu e do Conselho, o Banco Montepio optou por aplicar numa base contínua durante um período de 5 anos
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 340 o plano prudencial de phasing-in definido no referido Regulamento. Consequentemente em 31 de dezembro de 2021 o Banco Montepio apenas reconhece prudencialmente 30,0% do impacto inicial relativo à adoção da norma IFRS 9. Tal como referido, os efeitos da nova regulamentação de Basileia III relativos aos ativos por impostos diferidos, que não dependem da rendibilidade futura (ainda que pouco significativos), bem como os efeitos resultantes da adoção da norma contabilística IFRS 9, ainda estão sujeitos a um reconhecimento gradual. Este processo de reconhecimento gradual designa-se por phase-in. A assunção total da nova regulamentação, sem considerar planos transitórios é designada por full implementation. Atualmente encontra-se em vigor o processo de phase, sendo nesta base que é verificado se determinada entidade dispõe de fundos próprios num montante não inferior ao dos respetivos requisitos de fundos próprios, certificando assim a adequação do seu capital. Esta relação é refletida nos diferentes rácios de capital, nomeadamente o rácio CET1, rácio T1 e rácio de capital total (rácio correspondente ao respetivo nível de capital em percentagem do montante correspondente a 12,5 vezes dos requisitos de fundos próprios). Para estes rácios são indicados mínimos regulamentares pela CRD IV/CRR de 4,5% para o CET1, de 6% para o Tier 1 e de 8% para o Capital total. Contudo, sobre estes mínimos regulamentares são aplicadas reservas de fundos próprios (como por exemplo, a Reserva de Conservação, a Reserva Contracíclica e a Reserva para Outras Instituições Sistémicas) cujo valor é definido pelo Banco de Portugal, e um add-on de capital no âmbito do exercício anual do Supervisory Review and Evaluation Process (SREP) cujo valor é definido pelo Banco de Portugal. De acordo com o definido pelo Banco de Portugal, os rácios mínimos exigidos podem ser apresentados como segue: Rácios Rácio Pilar 1 Pilar 2 Reservas (1) Rácio Pilar 1 Pilar 2 Reservas (1) CET1 9,02% 4,50% 1,83% 2,69% 9,08% 4,50% 1,83% 2,76% T1 11,13% 6,00% 2,44% 2,69% 11,19% 6,00% 2,44% 2,76% Total 13,94% 8,00% 3,25% 26,90% 14,01% 8,00% 3,25% 2,76% (1) Reserva de conservação de 2,5%; (1) Reserva O SII de 0,1875% (0,25% após 01 de janeiro de 2022); (1) Reserva Contra-cíclica atualmente fixada em 0% em Portugal, contudo apresenta o valor de 0,006% (1) dada a distribuição geográfica das exposições do Grupo Banco Montepio em dezembro de 2021. 2021 2022 (1) Considera: De acordo com estas disposições, em 31 de dezembro de 2021 os rácios regulamentares, considerando todas as reservas, para o Common Equity Tier 1, Tier 1 e Total eram 9,02%, 11,13% e 13,94%, respetivamente, incluindo as reservas de fundos próprios. No entanto, em consequência da pandemia do vírus COVID-19, em linha com a decisão tomada pelo BCE para as instituições significativas, o Banco de Portugal permite que as instituições de crédito menos significativas sujeitas à sua supervisão operem, de forma temporária, com um nível inferior à da reserva combinada de fundos próprios (OCR), considerando que as reservas de capital foram concebidas para permitir que as instituições de crédito resistam a situações especialmente adversas. Desta forma, os rácios mínimos regulamentares a 31 de dezembro de 2021 e 2020 para o Common Equity Tier 1, Tier 1 e Total eram 6,328%, 8,438% e 11,25%, respetivamente.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 341 Um sumário dos cálculos de requisitos de capital do Grupo para 31 de dezembro de 2021 e 2020, em phasing-in, apresenta-se como segue: (milhares de euros) 2021 2020 Capital Common Equity Tier 1 Capital realizado 2 420 000 2 420 000 Resultados, Reservas e Resultados não distribuídos (1 069 770) (1 102 140) Interesses minoritários elegíveis para CET1 4 007 3 064 Outros ajustamentos regulamentares (232 716) (206 736) 1 121 521 1 114 188 Capital Tier 1 Interesses minoritários elegíveis para Tier 1 199 225 1 121 720 1 114 413 Capital Tier 2 Empréstimos subordinados 206 323 206 323 Interesses minoritários elegíveis para Tier 2 199 225 206 522 206 548 Fundos próprios totais 1 328 242 1 320 961 Requisitos de Fundos Próprios Risco de crédito 606 992 667 306 Riscos de mercado - 4 402 Risco operacional 50 841 55 046 Outros requisitos 46 165 39 401 703 998 766 155 Rácios Prudenciais Rácio Common Equity Tier 1 12,7% 11,6% Rácio Tier 1 12,7% 11,6% Rácio de Capital Total 15,1% 13,8% De referir que os rácios a 31 de dezembro de 2021 e 2020 consideram o impacto da adesão ao regime especial de ativos por impostos diferidos, conforme descrito na nota 32.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 342 Com a aplicação da norma internacional de relato financeiro IFRS 9 – Instrumentos Financeiros, com efeitos a 1 de janeiro de 2018, e considerando o Regulamento (UE) 2017/2395 do Parlamento Europeu e do Conselho, o Banco Montepio optou por aplicar numa base contínua durante um período de 5 anos o plano prudencial de phase-in definido no referido Regulamento. Caso não aplicasse o referido plano transitório, bem como o recente plano transitório definido no Regulamento 2020/873, aos impactos decorrentes da adoção da IFRS 9, os rácios prudenciais do Grupo Banco Montepio em 31 de dezembro de 2021 e 2020 seriam: (milhares de euros) 2021 2020 Capital Common Equity Tier 1 1 032 520 958 502 Capital Tier 1 1 032 719 958 727 Fundos próprios totais 1 239 242 1 165 275 Requisitos de Fundos Próprios 697 342 754 937 Rácios Prudenciais Rácio Common Equity Tier 1 11,85% 10,16% Rácio Tier 1 11,85% 10,16% Rácio de Capital Total 14,22% 12,35% Caso apenas fosse aplicado o plano transitório aos impactos iniciais da adoção da IFRS9, não se considerasse o plano transitório aplicável ao acréscimo de imparidade Estágios 1 e 2 após 01 de janeiro de 2020, os rácios prudenciais do Banco Montepio em 31 de dezembro de 2021 e 2020 seriam: (milhares de euros) 2021 2020 Capital Common Equity Tier 1 1 099 878 1 055 057 Capital Tier 1 1 100 078 1 055 282 Fundos próprios totais 1 306 600 1 261 830 Requisitos de Fundos Próprios 702 267 762 280 Rácios Prudenciais Rácio Common Equity Tier 1 12,53% 11,07% Rácio Tier 1 12,53% 11,08% Rácio de Capital Total 14,88% 13,24% 55 Normas contabilísticas recentemente emitidas 1. Impacto da adoção de novas normas, alterações às normas que se tornaram efetivas para os períodos anuais que se iniciaram em 1 de janeiro de 2021: a) IFRS 16 (alteração), ‘Locações - Bonificações de rendas relacionadas com a COVID-19’. Esta alteração introduz um expediente prático para os locatários (mas não para os locadores), que os isenta de avaliar se as bonificações atribuídas pelos locadores no âmbito da COVID-19, qualificam como “modificações” quando estejam cumpridos cumulativamente três critérios: i) a alteração nos pagamentos de locação resulta numa retribuição revista para a locação que é substancialmente igual, ou inferior, à retribuição imediatamente anterior à alteração; ii) qualquer redução dos pagamentos de locação apenas afeta pagamentos devidos em, ou até 30 de junho de 2021; e iii) não existem alterações significativas a outros
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 343 termos e condições da locação. Os locatários que optem pela aplicação desta isenção, contabilizam a alteração aos pagamentos das rendas, como rendas variáveis de locação no(s) período(s) no(s) qual(ais) o evento ou condição que aciona a redução de pagamento ocorre. Esta alteração é aplicada retrospetivamente com os impactos refletidos como um ajustamento nos resultados transitados (ou noutra componente de capital próprio, conforme apropriado) no início do período de relato anual em que o locatário aplica a alteração pela primeira vez. b) IFRS 4 (alteração), ‘Contratos de seguro – diferimento da aplicação da IFRS 9’. Esta alteração refere- se às consequências contabilísticas temporárias que resultam da diferença entre a data de entrada em vigor da IFRS 9 – Instrumentos Financeiros e da futura IFRS 17 – Contratos de Seguro. Em especial, a alteração efetuada à IFRS 4 adia até 2023 a data de expiração da isenção temporária da aplicação da IFRS 9 a fim de alinhar a data efetiva desta última com a da nova IFRS 17. c) IFRS 9, IAS 39, IFRS 7, IFRS 4 e IFRS 16 (alterações) 'Reforma das taxas de juro de referência - fase 2. Estas alterações tratam de questões que surgem durante a reforma de uma taxa de juro de referência, incluindo a substituição de uma taxa de juro de referência por outra alternativa, permitindo a adoção de isenções como: i) alterações na designação e documentação de cobertura; ii) valores acumulados na reserva de cobertura de fluxo de caixa; iii) avaliação retrospetiva da eficácia de uma relação de cobertura no âmbito da IAS 39; iv) alterações nas relações de cobertura para grupos de itens; v) presunção de que uma taxa de juro de referência alternativa, designada como uma componente de risco não especificada contratualmente, é identificável separadamente e qualifica como um risco coberto; e vi) atualizar a taxa de juro efetiva, sem reconhecer ganho ou perda, para os instrumentos financeiros mensurados ao custo amortizado com variações nos fluxos de caixa contratuais em consequência da reforma da IBOR, incluindo locações que são indexadas a uma IBOR. As autoridades reguladoras financeiras a nível mundial têm vindo a promover durante os últimos anos o abandono da utilização dos indexantes IBOR e a sua substituição por indexantes sem risco, o que originou a necessidade de uma transição dos indexantes Libor para os novos indexantes recomendados pelos grupos de trabalho criados nas diferentes jurisdições. Esta transição acelerou-se com a comunicação da cessação de indexantes Libor a partir do início de 2022, o que implica que os participantes de mercado passem a utilizar novos indexantes sem risco e alterarem os contratos afetados pela cessação da publicação dos indexantes Libor. No final de dezembro 2021 ocorreu de facto a cessação da publicação das Libor para algumas moedas e prazos e está previsto que em junho 2023, ocorra a cessação da publicação das LIBOR remanescentes. No que diz respeito à alteração de metodologia da Euribor, as alterações foram aplicadas desde 1 de janeiro de 2021 sem impactos significativos. Desde 15 de abril de 2021 o Banco Central Europeu começou a publicar a €STR (taxa de curto prazo em Euro) no formato de taxa média composta para os prazos de 1 semana, e de 1, 3, 6 e 12 meses. As abordagens para a transição variam de produto para produto e de contraparte para contraparte. Ao nível dos contratos com derivados, é esperado que as contrapartes centrais de compensação sigam
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 344 uma abordagem padronizada de todo o mercado para a reforma, enquanto os contratos de derivados bilaterais, contratos de empréstimo e outros títulos em dinheiro devem ser negociados em grande parte de forma bilateral com as contrapartes. O Banco tem procurado identificar e colmatar os riscos inerentes à transição das taxas de referência por forma a assegurar uma transição adequada, nomeadamente no que diz respeito a riscos legais e de litigância, decorrentes dos contratos com referência a indexantes que serão descontinuados e à necessidade de alteração de redação, riscos operacionais decorrentes da necessidade de adaptações tecnológicas, de processos e controlo, riscos financeiros e contabilísticos pela utilização e alteração de indexantes, assim como risco reputacional. Dada a imaterialidade da exposição aos indexantes afetados, não houve necessidade de alteração da estratégia de mitigação de risco de taxa de juro. A curva EUR OIS, utilizada na bloomberg para valorização de derivados, foi alterada, deixando de estar disponível a curva 133 (Eonia) tendo passado o Banco Montepio a utilizar a curva 514 (€str). O Banco tem uma exposição elevada ao indexante Euribor que não será afetada pela transição dado que este indexante, após alteração da sua metodologia em 2021, recebeu a aprovação dos supervisores e reguladores. O Banco utiliza a Euribor em contratos de crédito a clientes. Não obstante, tanto o grupo de trabalho europeu sobre taxas de juro sem risco como as autoridades europeias, recomendam que os contratos baseados na Euribor incluam cláusulas de substituição em caso de uma eventual cessação futura da Euribor, que se baseiem em indexantes sem risco para o EUR, nomeadamente, em estruturas temporais baseadas no indexante €STR. Ao nível dos GMRAs e CSAs relevantes foi efetuada a alteração da indexação da taxa para remuneração das margens de Eonia para €str. O Banco considera a sua exposição à Libor imaterial no contexto das suas demonstrações financeiras, dado o reduzido volume de instrumentos financeiros ativos e passivos relacionados com estes indexantes. A Libor do USD é o único indexante em termos de exposição. Estas modificações não tiveram impacto relevante nas demonstrações financeiras do Grupo Banco Montepio. 2. Normas (novas e alterações) publicadas, cuja aplicação é obrigatória para períodos anuais que se iniciem após 1 de janeiro de 2021, mas que a União Europeia ainda não endossou: a) IAS 16 (alteração) ‘Rendimentos obtidos antes da entrada em funcionamento’ (a aplicar nos exercícios que se iniciem em ou após 1 de janeiro de 2022). Alteração do tratamento contabilístico dado à contraprestação obtida com a venda de produtos que resultam da produção em fase de teste dos ativos fixos tangíveis, proibindo a sua dedução ao custo de aquisição dos ativos. Esta alteração é de aplicação retrospetiva, sem reexpressão dos comparativos.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 345 b) IAS 37 (alteração) ’Contratos onerosos – custos de cumprir com um contrato’ (a aplicar nos exercícios que se iniciem em ou após 1 de janeiro de 2022). Esta alteração especifica que na avaliação sobre se um contrato é ou não oneroso, apenas podem ser considerados os gastos diretamente relacionados com o cumprimento do contrato, como os custos incrementais relacionados com mão-de-obra direta e materiais e a alocação de outros gastos diretamente relacionados como a alocação dos gastos de depreciação dos ativos tangíveis utilizados para realizar o contrato. Esta alteração deverá ser aplicada aos contratos que, no início do primeiro período anual de relato ao qual a alteração é aplicada, ainda incluam obrigações contratuais por satisfazer, sem haver lugar à reexpressão do comparativo. c) IFRS 3 (alteração) ‘Referências à Estrutura conceptual’ (a aplicar nos exercícios que se iniciem em ou após 1 de janeiro de 2022). Esta alteração atualiza as referências à Estrutura Conceptual no texto da IFRS 3, não tendo sido introduzidas alterações aos requisitos contabilísticos para as concentrações de atividades empresariais. Esta alteração também clarifica o tratamento contabilístico a adotar relativamente aos passivos e passivos contingentes no âmbito da IAS 37 e IFRIC 21 e proíbe o registo de ativos contingentes da adquirida numa concentração de atividades empresariais. Esta alteração é de aplicação prospetiva. d) IFRS 16 (alteração), ‘Locações - Bonificações de rendas relacionadas com a COVID-19 após 30 de junho de 2021’ (a aplicar nos exercícios que se iniciem em ou após 1 de abril de 2021). A alteração estende a data de aplicação da alteração à IFRS 16 – ‘Locações - Bonificações de rendas relacionadas com a COVID-19’ de 30 de junho de 2021 até 30 de junho de 2022. As condições de aplicação do expediente prático mantêm-se, sendo que: i) caso o locatário já estiver a aplicar o expediente prático de 2020, terá de continuar a aplicá-lo a todos os contratos de locação com características similares, e em condições comparáveis; e ii) caso o locatário não tenha aplicado o expediente prático às bonificações de rendas elegíveis de 2020, não poderá aplicar esta extensão à alteração de 2020. Esta alteração é aplicada retrospetivamente com os impactos refletidos como um ajustamento ao saldo de abertura dos resultados transitados do período de relato anual em que o locatário aplica esta alteração pela primeira vez. e) IFRS 17 (nova), ‘Contratos de seguro’ (a aplicar nos exercícios que se iniciem em ou após 1 de janeiro de 2023). Esta nova norma substitui o IFRS 4 e é aplicável a todas as entidades que emitam contratos de seguro, contratos de resseguro e contratos de investimento com características de participação discricionária. A IFRS 17 baseia-se na mensuração corrente das responsabilidades técnicas, as quais são reavaliadas a cada data de relato. A mensuração corrente pode ser efetuada pela aplicação do modelo completo (“building block approach”) ou simplificado (“premium allocation approach”). O modelo completo baseia-se em cenários de fluxos de caixa descontados ponderados pela probabilidade de ocorrência e ajustados pelo risco, e uma margem de serviço contratual, a qual representa a estimativa do lucro futuro do contrato. Alterações subsequentes dos fluxos de caixa estimados são ajustados contra a margem de serviço contratual, exceto se esta se tornar negativa. A IFRS 17 é de aplicação retrospetiva com algumas isenções na data da transição. f) IFRS 17 (alteração), ‘Contratos de seguro’ (a aplicar nos exercícios que se iniciem em ou após 1 de janeiro de 2023. Esta alteração compreende alterações específicas em oito áreas da IFRS 17, tais como: i) âmbito; ii) nível de agregação dos contratos de seguros; iii) reconhecimento; iv) mensuração; v) modificação e desreconhecimento; vi) apresentação da Demonstração da posição financeira; vii)
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 346 reconhecimento e mensuração da Demonstração dos resultados; e viii) divulgações. Esta alteração também inclui clarificações, que têm como objetivo simplificar alguns dos requisitos desta norma e agilizar a sua implementação. g) Melhorias às normas 2018 – 2020 (a aplicar nos exercícios que se iniciem em ou após 1 de janeiro de 2022). Este ciclo de melhorias altera os seguintes normativos: IFRS 1, IFRS 9, IFRS 16 e IAS 41. O Grupo Banco Montepio não antecipa qualquer impacto significativo decorrente da aplicação destas alterações nas suas demonstrações financeiras. 3. Normas (novas e alterações) publicadas, cuja aplicação é obrigatória para períodos anuais que se iniciem em ou após 1 de janeiro de 2022, e que a União Europeia ainda não endossou: a) IAS 1 (alteração), ‘Apresentação das demonstrações financeiras - classificação de passivos’ (a aplicar nos exercícios que se iniciem em ou após 1 de janeiro de 2023). Esta alteração ainda está sujeita ao processo de endosso pela União Europeia. Esta alteração pretende clarificar a classificação dos passivos como saldos correntes ou não correntes em função dos direitos que uma entidade tem de diferir o seu pagamento, no final de cada período de relato. A classificação dos passivos não é afetada pelas expectativas da entidade (a avaliação deverá determinar se um direito existe, mas não deverá considerar se a entidade irá ou não exercer tal direito), ou por eventos ocorridos após a data de relato, como seja o incumprimento de um “covenant”. Esta alteração inclui ainda uma nova definição de “liquidação” de um passivo. Esta alteração é de aplicação retrospetiva. b) IAS 1 (alteração), ‘Divulgação de políticas contabilísticas’ (a aplicar nos exercícios que se iniciem em ou após 1 de janeiro de 2023). Esta alteração ainda está sujeita ao processo de endosso pela União Europeia. Alteração aos requisitos de divulgação de políticas contabilísticas baseadas na definição de “material” em detrimento de “significativo”. A informação relativa a uma política contabilística considera- se material caso, na ausência da mesma, os utilizadores das demonstrações financeiras não tenham a capacidade de compreender outras informações financeiras incluídas nessas mesmas demonstrações financeiras. As informações imateriais relativas a políticas contabilísticas não precisam de ser divulgadas. O IFRS Practice Statement 2, foi também alterado para clarificar como se aplica o conceito de “material” à divulgação de políticas contabilísticas. c) IAS 8 (alteração), ‘Divulgação de estimativas contabilísticas’ (a aplicar nos exercícios que se iniciem em ou após 1 de janeiro de 2023). Esta alteração ainda está sujeita ao processo de endosso pela União Europeia. Introdução da definição de estimativa contabilística e a forma como esta se distingue das alterações de políticas contabilísticas. As estimativas contabilísticas passam a ser definidas como valores monetários sujeitos a incerteza na sua mensuração, utilizadas para concretizar o(s) objetivo(s) de uma política contabilística. d) IAS 12 (alteração), ‘Imposto diferido relacionado com ativos e passivos associados a uma única transação’ (a aplicar nos exercícios que se iniciem em ou após 1 de janeiro de 2023). Esta alteração ainda está sujeita ao processo de endosso pela União Europeia. A IAS 12 passa a exigir que as entidades reconheçam imposto diferido sobre determinadas transações específicas, quando o seu reconhecimento inicial dê origem a valores iguais de diferenças temporárias tributáveis e diferenças temporárias dedutíveis. As transações sujeitas referem-se ao registo de: i) ativos sob direito de uso e
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 347 passivos de locação; e ii) provisões para desmantelamento, restauro ou passivos semelhantes, e os correspondentes valores reconhecidos como parte do custo do ativo relacionado, quando na data do reconhecimento inicial não relevem para efeitos fiscais. Estas diferenças tributáveis deixam de ser sujeitas à isenção de reconhecimento inicial de impostos diferidos. O efeito acumulado da aplicação inicial desta alteração é reconhecido como um ajustamento ao saldo de abertura dos resultados transitados (ou outro componente do capital próprio, conforme apropriado) do período comparativo mais antigo apresentado. e) IFRS 17 (alteração), ‘Aplicação inicial da IFRS 17 e IFRS 9 - Informação Comparativa’ (em vigor para períodos anuais com início em ou após 1 de janeiro de 2023). Esta alteração ainda está sujeita ao processo de endosso pela União Europeia. Esta alteração aplica-se apenas às seguradoras na transição para a IFRS 17 e permite a adoção de um “overlay” na classificação de um ativo financeiro para o qual a entidade não efetue a aplicação retrospetiva, no âmbito da IFRS 9. Esta alteração visa evitar desfasamentos contabilísticos temporários entre ativos financeiros e passivos de contratos de seguro, na informação comparativa apresentada na aplicação inicial da IFRS 17, prevendo: (i) a aplicação ativo financeiro a ativo financeiro; (ii) a apresentação da informação comparativa como se os requisitos de classificação e mensuração da IFRS 9 tivessem sido aplicados a esse ativo financeiro, mas sem exigir que uma entidade aplique os requisitos de imparidade da IFRS 9; e (iii) a obrigação de utilizar informações razoáveis e suportadas disponíveis na data de transição, para determinar como a entidade espera que esse ativo financeiro seja classificado de acordo com a IFRS 9. O Grupo Banco Montepio não antecipa qualquer impacto significativo decorrente da aplicação destas alterações nas suas demonstrações financeiras. 56 Cedência de ativos O Grupo realizou um conjunto de operações de cedência de ativos financeiros, nomeadamente crédito a clientes, para fundos especializados de recuperação de crédito. Estes fundos assumem a gestão das sociedades mutuárias ou dos ativos recebidos em colateral com o objetivo de garantir uma administração pró-ativa através da implementação de planos de exploração/valorização dos mesmos. Os ativos financeiros cedidos nestas operações foram desreconhecidos do balanço do Grupo, uma vez que foi transferida para os fundos parte substancial dos riscos e benefícios associados bem como o respetivo controlo. Os fundos especializados na recuperação de crédito que adquiriram os ativos financeiros ao Grupo são fundos fechados, em que os participantes não têm a possibilidade de pedir o reembolso das suas unidades de participação durante a vida do mesmo. Estas unidades de participação são detidas pelos vários bancos do mercado que cederam os créditos, em percentagens que vão variando ao longo da vida dos fundos, mas garantindo que cada banco, isoladamente, não detém títulos representativos de mais de 50% do capital do fundo. Os fundos têm uma estrutura de gestão específica (General Partner), totalmente autónoma dos bancos cedentes, que é selecionada na data de constituição do fundo. A estrutura de gestão do fundo tem como principais responsabilidades: - definir o objetivo do fundo; e
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 348 - administrar e gerir em regime exclusivo o fundo, determinar os objetivos e política de investimento e o modo de conduta da gestão e negócios do fundo. A estrutura de gestão é remunerada através de comissões de gestão cobradas aos fundos. Na sua maioria, estes fundos, em que o Grupo detém uma posição minoritária nas unidades de participação, constituem sociedades de direito português com vista à aquisição dos créditos aos bancos, a qual é financiada através da emissão de títulos sénior e de títulos júnior. O valor dos títulos sénior, subscritos integralmente pelos fundos que detêm o capital social, iguala o justo valor do ativo objeto de cedência, determinado mediante um processo negocial baseado em avaliações efetuadas por ambas as partes. Estes títulos são remunerados a uma taxa de juro que reflete o risco da sociedade detentora dos ativos. O valor dos títulos júnior é equivalente à diferença entre o justo valor que teve por base a valorização do título sénior e o valor de cedência dos créditos às sociedades de direito português. Estes títulos júnior, sendo subscritos pelo Grupo, dão direito a um valor positivo contingente caso o valor dos ativos transferidos ultrapasse o montante das prestações sénior acrescidos da remuneração das mesmas. Contudo, considerando que estes títulos júnior refletem um diferencial de avaliação dos ativos cedidos tendo por base avaliações efetuadas por entidades independentes e um processo negocial entre as partes, os mesmos encontram-se a ser integralmente provisionados. Assim, na sequência das operações de cedência de ativos ocorridas, o Grupo subscreveu: - Unidades de participação dos fundos em que os cash flows que vão permitir a sua recuperação são provenientes de um conjunto alargado de ativos cedidos pelos vários bancos participantes (onde o Grupo é claramente minoritário). Estes títulos encontram-se assim registados na carteira de ativos financeiros ao justo valor através dos resultados sendo avaliados ao justo valor com base no valor da cotação, o qual é divulgado pelos fundos e auditado no final de cada ano; - Títulos júnior (com maior grau de subordinação), emitidos pelas sociedades de direito português controladas pelos fundos, encontram-se a ser totalmente provisionados por refletirem a melhor estimativa da imparidade dos ativos financeiros cedidos. Neste contexto, não tendo controlo mas permanecendo algum risco e benefício, o Grupo, nos termos da IFRS 9 procedeu a uma análise da exposição à variabilidade de riscos e benefícios nos ativos transferidos, antes e após a operação, tendo sido concluído que não reteve substancialmente todos os riscos e benefícios.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 349 Considerando que também não detém o controlo, já que não exerce qualquer influência sobre os fundos ou as sociedades que detêm os ativos, o Grupo procedeu ao desreconhecimento dos ativos transferidos e ao reconhecimento dos ativos recebidos como contrapartida nos seguintes termos: (milhares de euros) 2021 2020 Ativos líquidos cedidos Valor recebido Resultado acumulado apurado com a transferência Ativos líquidos cedidos Valor recebido Resultado acumulado apurado com a transferência Fundo Vega, FCR 27 857 43 124 15 267 27 857 43 124 15 267 Fundo Aquaris, FCR 13 060 13 485 425 13 060 13 485 425 45 349 45 509 160 45 349 45 509 160 99 964 117 533 17 569 99 964 117 533 17 569 Fundo de Reestruturação Empresarial, FCR 13 698 15 415 1 717 1 717 Valores associados à cedência de ativos Valores associados à cedência de ativos Discovery Portugal Real Estate Fund 13 698 15 415 A 31 de dezembro de 2021 e 2020, os ativos recebidos no âmbito dessas operações são analisados como se segue (ver nota 23): (milhares de euros) 2021 2020 Fundo Vega, FCR 23 985 25 107 Discovery Portugal Real Estate Fund 12 569 15 844 Fundo Aquarius, FCR 10 484 11 748 Fundo de Reestruturação Empresarial, FCR 16 745 17 238 63 783 69 937 Títulos sénior Apesar de os títulos de natureza subordinada se encontrarem totalmente provisionados, o Grupo mantém também uma exposição indireta aos ativos financeiros cedidos, no âmbito de uma participação minoritária na pool de todos os ativos cedidos por outras instituições financeiras, por via das ações e das unidades de participação nos fundos adquiridas no âmbito das operações (denominadas no quadro como títulos sénior).
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 350 57 Contingências Fundo de Resolução O Fundo de Resolução é uma pessoa coletiva de direito público com autonomia administrativa e financeira, criado pelo Decreto-Lei n.º 31-A/2012, de 10 de fevereiro, que se rege pelo Regime Geral das Instituições de Crédito e Sociedades Financeiras (“RGICSF”) e pelo seu regulamento e que tem como missão prestar apoio financeiro às medidas de resolução aplicadas pelo Banco de Portugal, na qualidade de autoridade nacional de resolução, e para desempenhar todas as demais funções conferidas pela lei no âmbito da execução de tais medidas. O Grupo, a exemplo da generalidade das instituições financeiras a operar em Portugal, é uma das instituições participantes no Fundo de Resolução, efetuando contribuições que resultam da aplicação de uma taxa definida anualmente pelo Banco de Portugal tendo por base, entre outros, o montante dos seus passivos. Em 2021, a contribuição periódica efetuada pelo Grupo ascendeu a 4.713 milhares de euros (2020: 4.441 milhares de euros), tendo por base uma taxa contributiva de 0,060%. Medida de resolução do Banco Espírito Santo, S.A. (BES) No âmbito da sua responsabilidade enquanto autoridade de supervisão e resolução do setor financeiro português, o Banco de Portugal, em 3 de agosto de 2014, decidiu aplicar ao Banco Espírito Santo, S.A. (“BES”) uma medida de resolução, ao abrigo do n. º 5 do artigo 145º-G do RGICSF, que consistiu na transferência da generalidade da sua atividade para um banco de transição, denominado Novo Banco, S.A. (“Novo Banco”), criado especialmente para o efeito. Para realização do capital social do Novo Banco, o Fundo de Resolução, enquanto acionista único, disponibilizou 4.900 milhões de euros, dos quais 365 milhões de euros correspondiam a recursos financeiros próprios. Foi ainda concedido um empréstimo por um sindicato bancário ao Fundo de Resolução, no montante de 635 milhões de euros, sendo a participação de cada instituição de crédito ponderada em função de diversos fatores, incluindo a respetiva dimensão. O restante montante (3.900 milhões de euros) teve origem num empréstimo reembolsável concedido pelo Estado Português. Na sequência da aplicação da referida medida de resolução, a 7 de julho de 2016, o Fundo de Resolução declarou que iria analisar e avaliar as diligências a tomar na sequência da publicação do relatório sobre os resultados do exercício de avaliação independente, realizado para estimar o nível de recuperação de crédito para cada classe de credores no cenário hipotético de um processo de insolvência normal do BES a 3 de agosto de 2014. Nos termos da lei aplicável, caso se venha a verificar que os credores cujos créditos não tenham sido transferidos para o Novo Banco assumem um prejuízo superior ao que hipoteticamente teriam caso o BES tivesse entrado em processo de liquidação em momento imediatamente anterior ao da aplicação da medida de resolução, esses credores têm direito a receber a diferença do Fundo de Resolução. A 31 de março de 2017, o Banco de Portugal comunicou ter selecionado o Fundo Lone Star para a compra do Novo Banco, a qual foi concluída em 17 de outubro de 2017, mediante a injeção pelo novo acionista de 750 milhões de euros, à qual se seguirá uma nova entrada de capital de 250 milhões de euros, a concretizar num período de até três anos. Com esta operação cessou o estatuto de banco de transição do Novo Banco, tendo o Fundo Lone Star passado a deter 75% do capital social do Novo Banco e o Fundo de Resolução os remanescentes 25%, ainda que sem os correspondentes direitos de voto.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 351 No dia 26 de fevereiro de 2018, a Comissão Europeia divulgou a versão não confidencial da decisão de aprovação do auxílio do Estado subjacente ao processo de venda do Novo Banco, a qual contempla um mecanismo de capitalização contingente, nos termos do qual o Fundo de Resolução poderá ser chamado a realizar injeções de capital no caso de se materializarem certas condições relacionadas com o desempenho de um conjunto restrito de ativos do Novo Banco e com a evolução dos níveis de capital do banco. Este mecanismo é acionado anualmente, com base nas contas anuais do Novo Banco certificadas pelo respetivo auditor, estando prevista a possibilidade de apuramentos intra-anuais apenas no caso de incumprimento, pelo Novo Banco, dos requisitos prudenciais. Para efeitos deste mecanismo, são consideradas as diferenças de valorização dos ativos (positivas ou negativas) face ao seu valor contabilístico, líquido de imparidades, registado a 30 de junho de 2016 (cerca de 7,9 mil milhões de euros de acordo com a informação prestada pelo Novo Banco). Assim, são consideradas perdas ou ganhos económicos, resultantes, por exemplo, da venda de ativos ou da reestruturação de créditos, mas também as imparidades, ou a sua reversão, registadas pelo Novo Banco, nos termos das normas de contabilidade, bem como os custos de financiamento associados à manutenção dos ativos no balanço do Novo Banco. Ao abrigo do referido mecanismo foram utilizados recursos financeiros próprios resultantes das contribuições pagas, direta ou indiretamente pelo setor bancário, complementados por um empréstimo do Estado no montante de 430 milhões de euros no âmbito do acordo-quadro celebrado entre o Estado Português e o Fundo de Resolução. De acordo com a informação prestada pelo Novo Banco, à data de 31 de dezembro de 2017, o valor líquido dos ativos abrangidos pelo perímetro do mecanismo de capitalização contingente ascendia a cerca de 5,4 mil milhões de euros. Em 6 de maio de 2019, o Fundo de Resolução efetuou o pagamento de 1.149 milhões de euros ao Novo Banco com referência às contas de 2018, tendo utilizado os seus recursos próprios, resultantes de contribuições devidas, direta e indiretamente pelo setor bancário, e recorreu a um empréstimo junto do Estado no montante de 850 milhões de euros, que corresponde ao limite máximo de financiamento anual acordado entre o Fundo de Resolução e o Estado em outubro de 2017. Em maio de 2020, o Fundo de Resolução efetuou o pagamento de 1.035 milhões de euros ao Novo Banco com referência às contas de 2019, que resultou da execução dos acordos celebrados em 2017, no quadro da venda de 75% da participação do Fundo de Resolução no Novo Banco e respeitou todos os procedimentos e limites aí definidos, e recorreu a um empréstimo junto do Estado no montante de 850 milhões de euros. Em 4 de junho de 2021, o Fundo de Resolução realizou o pagamento ao Novo Banco de 317 milhões de euros, referente às contas do exercício de 2020, que foi integralmente financiado com recursos provenientes de um empréstimo obtido junto de sete instituições de crédito nacionais. O valor apurado pelo Fundo de Resolução para efeitos de pagamento ao Novo Banco foi de 429 milhões de euros. A parcela de 112 milhões de euros ficou dependente da conclusão de uma averiguação suplementar, que inclua a obtenção de uma opinião externa, relativamente à opção do Novo Banco de não aplicar a política de contabilidade de cobertura aos instrumentos financeiros derivados contratados para cobrir risco de taxa de juro resultante da exposição e dívida soberana de longo prazo. Este mecanismo vigora até 31 de dezembro de 2025 (podendo ser estendido até 31 de dezembro de 2026) e está limitado a um máximo absoluto de 3.890 milhões de euros.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 352 Medida de resolução do Banif – Banco Internacional do Funchal, S.A. (Banif) Em 19 de dezembro de 2015, o Conselho de Administração do Banco de Portugal deliberou declarar que o Banif – Banco Internacional do Funchal, S.A. (“Banif”) se encontrava «em risco ou em situação de insolvência» e iniciar um processo de resolução urgente da instituição na modalidade de alienação parcial ou total da sua atividade, e que se materializou na alienação em 20 de dezembro de 2015 ao Banco Santander Totta S.A. (“Santander Totta”) dos direitos e obrigações, constituindo ativos, passivos, elementos extrapatrimoniais e ativos sob gestão do Banif por 150 milhões de euros. A maior parte dos ativos que não foram objeto de alienação foram transferidos para um veículo de gestão de ativos, denominado Oitante, S.A. (“Oitante”), criado especificamente para o efeito, o qual tem como acionista único o Fundo de Resolução. A Oitante procedeu à emissão de obrigações representativas de dívida, no montante de 746 milhões de euros, tendo sido prestada uma garantia pelo Fundo de Resolução e uma contragarantia pelo Estado Português. Esta operação envolveu um apoio público estimado em 2.255 milhões de euros que visou cobrir contingências futuras e que foi financiado em 489 milhões de euros pelo Fundo de Resolução e 1.766 milhões de Euros diretamente pelo Estado Português. A 21 de julho de 2016, o Fundo de Resolução efetuou um pagamento ao Estado, no montante de 163.120 milhares de Euros, a título de reembolso parcial antecipado da medida de resolução aplicada ao Banif, permitindo que o valor em dívida baixasse de 489 milhões de euros para 353 milhões de euros. Tal como referido acima para o BES, caso se venha a verificar que os credores assumem um prejuízo superior ao que hipoteticamente teriam caso o Banif tivesse entrado em processo de liquidação em momento imediatamente anterior ao da aplicação da medida de resolução, esses credores têm direito a receber a diferença do Fundo de Resolução. Responsabilidades e financiamento do Fundo de Resolução Na sequência das medidas de resolução aplicadas ao BES e ao Banif e do acordo de venda do Novo Banco à Lone Star, o Fundo de Resolução contraiu os empréstimos referidos acima e assumiu responsabilidades e passivos contingentes resultantes de: x efeitos da aplicação do princípio de que nenhum credor da instituição de crédito sob resolução pode assumir um prejuízo maior do que aquele que assumiria caso essa instituição tivesse entrado em liquidação; x efeitos negativos decorrentes do processo de resolução de que resultem responsabilidades ou contingências adicionais para o Novo Banco que têm que ser neutralizados pelo Fundo de Resolução; x processos judiciais contra o Fundo de Resolução; x garantia prestada às obrigações emitidas pela Oitante. Esta garantia está contragarantida pelo Estado Português; x mecanismo de capitalização contingente associado ao processo de venda do Novo Banco à Lone Star. Por forma a preservar a estabilidade financeira por via da promoção das condições que conferem previsibilidade e estabilidade ao esforço contributivo para o Fundo de Resolução, o Governo Português
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 353 chegou a acordo com a Comissão Europeia no sentido de serem alteradas as condições dos financiamentos concedidos pelo Estado Português e pelos bancos participantes ao Fundo de Resolução. Para o efeito, foi formalizado um aditamento aos contratos de financiamento ao Fundo de Resolução, que introduziu um conjunto de alterações sobre os planos de reembolso, as taxas de remuneração, e outros termos e condições associados a esses empréstimos, por forma a que os mesmos se ajustem à capacidade do Fundo de Resolução cumprir integralmente as suas obrigações com base nas suas receitas regulares, isto é, sem necessidade de serem cobradas, aos bancos participantes no Fundo de Resolução, contribuições especiais ou qualquer outro tipo de contribuição extraordinária. De acordo com o comunicado do Fundo de Resolução de 31 de março de 2017, a revisão das condições dos financiamentos concedidos pelo Estado Português e pelos bancos participantes visou assegurar a sustentabilidade e o equilíbrio financeiro do Fundo de Resolução, com base num encargo estável, previsível e comportável para o setor bancário. Com base nesta revisão, o Fundo de Resolução considerou estar assegurado o pagamento integral das suas responsabilidades, bem como a respetiva remuneração, sem necessidade de recurso a contribuições especiais ou qualquer outro tipo de contribuições extraordinárias por parte do setor bancário. Não obstante a possibilidade prevista na legislação aplicável de cobrança de contribuições especiais, atendendo à renegociação das condições dos empréstimos concedidos ao Fundo de Resolução pelo Estado Português e por um sindicato bancário, no qual o Banco se inclui, e aos comunicados públicos efetuados pelo Fundo de Resolução e pelo Gabinete do Ministro das Finanças, as presentes demonstrações financeiras consolidadas refletem a expectativa do Conselho de Administração de que não serão exigidas ao Banco contribuições especiais ou qualquer outro tipo de contribuições extraordinárias para financiamento do Fundo de Resolução. Eventuais alterações significativas relativamente a esta matéria podem ter implicações relevantes nas presentes demonstrações financeiras. Autoridade da Concorrência Em 9 de setembro de 2019 a Caixa Económica Montepio Geral, caixa económica bancária, S.A. (“Banco Montepio”) foi notificada da Decisão final da Autoridade da Concorrência no processo contraordenacional PRC/2012/9 (“Decisão”), na qual esta entidade concluiu que mais de uma dezena de instituições bancárias com atividade em Portugal, de entre elas o Banco Montepio, participaram numa prática concertada, restritiva da concorrência, de intercâmbio de informações comerciais sensíveis, em violação do artigo 9.º da Lei n.º 19/2012, de 8 de maio e do artigo 101.º do Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia, tendo aplicado ao Banco Montepio uma coima de 13 milhões de euros. A Decisão era suscetível de recurso para o Tribunal da Concorrência, Regulação e Supervisão por parte de todas as visadas, incluindo o Banco Montepio. A interposição do recurso determinaria a suspensão da obrigação de pagamento da coima até a Decisão ter transitado em julgado desde que requerida a suspensão da obrigação da prestação de caução, em valor a fixar pelo tribunal, decisão que se aguarda. À semelhança de várias outras instituições visadas que anunciaram publicamente essa intenção, o Banco Montepio interpôs Recurso de Impugnação Judicial desta Decisão em 21 de outubro de 2019. Recebido o Recurso de impugnação por parte do Tribunal da Concorrência, Regulação e Supervisão, e tendo este decidido pela prestação de caução com vista à suspensão da obrigação de pagamento
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 354 imediato da coima aplicada, o Banco Montepio prestou tal caução junto daquele tribunal, tendo este decidido pela sua aceitação e consequente suspensão da obrigação supra referida. A audiência de discussão e julgamento iniciou-se em outubro de 2021 e ainda está em curso. O tribunal comunicou que a leitura da sentença será realizada até ao final de abril de 2022. Tendo em conta todas as circunstâncias relevantes, emergentes do recurso apresentado pelo Banco Montepio bem como pelos demais bancos Arguidos, seguidos da Audiência de Discussão e Julgamento em curso, considera-se existir uma probabilidade séria e significativa de a responsabilidade contraordenacional do Banco Montepio a coima aplicada à CEMG vir a ser anulada, em particular pelo Tribunal da Relação. Não temos conhecimento de que, até à data, tenha sido intentada qualquer ação judicial de indemnização relacionada com a Decisão ou os factos a ela respeitantes. À luz de todas as circunstâncias relevantes, considera-se que as hipóteses de sucesso de eventuais ações judiciais eventualmente a serem propostas contra o Banco Montepio com fundamento na Decisão seriam reduzidas. Banco de Portugal A 31 de dezembro de 2021 e 2020, o Banco encontra-se demandado em diversos processos de contraordenação instaurados pelo Banco de Portugal, por alegadas práticas e infrações em matérias de regulação que são aplicáveis ao Banco, num montante de possíveis coimas que ascende a aproximadamente 9 milhões de euros. A evolução desses processos é regularmente acompanhada pelo Conselho de Administração do Banco, com intervenção técnico-jurídica a cargo da sua Direção Jurídica e, em certos processos, por sociedades de advogados, cuja prestação de serviços é causisticamente contratada. Para alguns desses processos, o Banco de Portugal proferiu decisões em processo sumaríssimo, mediante as quais propôs uma coima única de valor substancialmente inferior ao montante de potencial coima máxima. Outros processos, encontram-se ainda numa fase preliminar, não tendo ainda sido produzida a prova requerida pelos arguidos, o que limita de forma relevante a análise de risco, entendendo-se ainda assim que o Banco tem linhas de Defesa sérias e razoáveis, quer em termos de suporte factual, quer em termos de enquadramento jurídico, no que diz respeito à generalidade das infrações que lhe são imputadas. Nessa medida, o Conselho de Administração admite como possível que as linhas de Defesa do Banco possam vir a ter sucesso, total ou parcial, em relação a muitas das infrações que lhe são imputadas, ainda que continue a existir o respetivo risco de condenação, também em relação a algumas das infrações imputadas, não excedendo, contudo, o montante de provisões reconhecido pelo Banco em 31 de dezembro de 2021.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 355 58 Empresas subsidiárias e associadas A 31 de dezembro de 2021, as Empresas que consolidam pelo método integral no Grupo são apresentadas como segue: Designação Sede Capital social Moeda Atividade % de controlo % de part. efetiva Banco Montepio Geral – Cabo Verde, Sociedade Unipessoal, S.A. -Em Liquidação Praia 992 000 000 Escudo Cabo Verdiano Banca 100,00% 100,00% Finibanco Angola, S.A. Luanda 7 516 296 830 Kwanza Banca 51,00% 80,22% Montepio Crédito - Instituição Financeira de Crédito, S.A. Porto 30 000 000 euro Créditos especializados 100,00% 100,00% Montepio Holding, S.G.P.S., S.A. Lisboa 175 000 000 euro Gestão de participações sociais 100,00% 100,00% Montepio Investimento, S.A. Lisboa 180 000 000 euro Banca 100,00% 100,00% SSAGINCENTIVE - Sociedade de Serviços Auxiliares e de Gestão de Imóveis, S.A. Lisboa 100 000 euro Gestão de imóveis 100,00% 100,00% Grupo A 31 de dezembro de 2020, as Empresas que consolidam pelo método integral no Grupo são apresentadas como segue: Designação Sede Capital social Moeda Atividade % de controlo % de part. efetiva Banco Montepio Geral – Cabo Verde, Sociedade Unipessoal, S.A. - Em liquidação Praia 992 000 000 Escudo Cabo Verdiano Banca 100,00% 100,00% Finibanco Angola, S.A. Luanda 7 516 296 830 Kwanza Banca 51,00% 80,22% Montepio Crédito - Instituição Financeira de Crédito, S.A. Porto 30 000 000 euro Créditos especializados 100,00% 100,00% Montepio Holding, S.G.P.S., S.A. Lisboa 175 000 000 euro Gestão de participações sociais 100,00% 100,00% Montepio Investimento, S.A. Lisboa 180 000 000 euro Banca 100,00% 100,00% Montepio Valor - Sociedade Gestora de Organismos de Investimento Coletivo, S.A. Lisboa 1 550 000 euro Gestão de fundos de investimento 100,00% 100,00% SSAGINCENTIVE - Sociedade de Serviços Auxiliares e de Gestão de Imóveis, S.A. Lisboa 100 000 euro Gestão de imóveis 100,00% 100,00% Grupo
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 356 A 31 de dezembro de 2021, as Empresas associadas, contabilizadas pelo método de equivalência patrimonial do Grupo, são apresentadas como segue: (euros) Designação Sede Capital social Atividade % detida HTA - Hotéis, Turismo e Animação dos Açores, S.A. Ilha de São Miguel 10 000 000 Alojamento, restauração e similares / hotéis com restaurante 20,00% Montepio Gestão de Activos Imobiliários, A.C.E. Lisboa 2 449 707 Gestão de ativos imobiliários 27,50% CESource, ACE Lisboa - Gestão de recursos informáticos 18,00% A 31 de dezembro de 2020, as Empresas associadas, contabilizadas pelo método de equivalência patrimonial do Grupo, são apresentadas como segue: (euros) Designação Sede Capital social Atividade % detida HTA - Hotéis, Turismo e Animação dos Açores, S.A. Ilha de São Miguel 10 000 000 Alojamento, restauração e similares / hotéis com restaurante 20,00% Montepio Gestão de Activos Imobiliários, A.C.E. Lisboa 2 449 707 Gestão de ativos imobiliários 29,00% CESource, ACE Lisboa - Gestão de recursos informáticos 18,00% A NAVISER – Transportes Marítimos Internacionais, S.A. foi dissolvida e liquidada. Finibanco Angola Em 2015 foi estabelecido um contrato para a alienação de 1.727.782 ações do Finibanco Angola, representativas de 30,57% do capital social, por 26.346.178 dólares americanos. A alienação dos 30,57% do Finibanco Angola foi efetuada sem existir qualquer pagamento associado. Os direitos associados à detenção das ações ficaram na posse do Grupo, incluindo o direito de voto e o direito ao dividendo. Desta forma, considerando que não ocorreu uma transferência substantiva dos riscos e dos benefícios associados, o Grupo não procedeu ao desreconhecimento das ações objeto da transação, ou seja, não reconheceu a alienação da participação financeira, até que seja efetuada a respetiva liquidação financeira. Em 2017, foi realizada a liquidação financeira correspondente a 11.476 ações, representativas de 0,20% do capital social, no montante de 174.984 dólares americanos, passando o Grupo a deter 80,37% da subsidiária Finibanco Angola. Em maio de 2018 foi efetuada a liquidação financeira correspondente a 65.040 ações, representativas de 1,15% do capital social, no montante de 991.764 dólares americanos, passando o Grupo a deter 80,22% da subsidiária Finibanco Angola. Após a liquidação financeira das duas transações, o Grupo continuou a deter o controlo do Finibanco Angola. O Finibanco Angola deixou de cumprir no exercício de 2020 com os critérios previstos na IFRS 5 para ser considerada como entidade em descontinuação. Nesse sentido, e em conformidade com o disposto na IFRS 5, passou a ser consolidada integralmente, linha a linha, de forma retrospetiva.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 357 Em 31 de dezembro de 2021, o perímetro de consolidação do Grupo inclui as seguintes entidades de finalidade especial e fundos de investimento: Empresa Subsidiária Ano de Constituição Ano de Aquisição Sede % de interesse económico Método de consolidação Valor Arrendamento - Fundo de Investimento Imobiliário Fechado 2013 2013 Lisboa 100% Integral Polaris - Fundo de Investimento Imobiliário Fechado 2009 2012 Lisboa 100% Integral PEF - Portugal Estates Fund 2013 2013 Lisboa 100% Integral Carteira Imobiliária - Fundo Especial de Investimento Imobiliário Aberto (FEIIA) 2013 2013 Lisboa 100% Integral Pelican Mortgages No 3 2007 2007 Lisboa 100% Integral Pelican Mortgages No 4 2008 2008 Lisboa 100% Integral Aqua Mortgages No 1 2008 2008 Lisboa 100% Integral Aqua Finance No 4 2017 2017 Lisboa 100% Integral Pelican Finance No 2 2021 2021 Lisboa 100% Integral Os Fundos Montepio Arrendamento – Fundo de Investimento Imobiliário Fechado para Arrendamento Habitacional e Montepio Arrendamento II – Fundo de Investimento Imobiliário Fechado para Arrendamento Habitacional foram liquidados em 30 de dezembro de 2021. Em 31 de dezembro de 2020, o perímetro de consolidação do Grupo inclui as seguintes entidades de finalidade especial e fundos de investimento: Empresa Subsidiária Ano de Constituição Ano de Aquisição Sede % de interesse económico Método de consolidação Montepio Arrendamento – Fundo de Investimento Imobiliário Fechado para Arrendamento Habitacional (FIIAH) 2011 2011 Lisboa 100% Integral Montepio Arrendamento – Fundo de Investimento Imobiliário Fechado para Arrendamento Habitacional II (FIIAH) 2013 2013 Lisboa 100% Integral Valor Arrendamento - Fundo de Investimento Imobiliário Fechado 2013 2013 Lisboa 100% Integral Polaris - Fundo de Investimento Imobiliário Fechado 2009 2012 Lisboa 100% Integral PEF - Portugal Estates Fund 2013 2013 Lisboa 100% Integral Carteira Imobiliária - Fundo Especial de Investimento Imobiliário Aberto (FEIIA) 2013 2013 Lisboa 100% Integral Pelican Mortgages No 3 2007 2007 Lisboa 100% Integral Pelican Mortgages No 4 2008 2008 Lisboa 100% Integral Aqua Mortgages No 1 2008 2008 Lisboa 100% Integral Pelican Mortgages No 5 2009 2009 Lisboa 100% Integral Pelican Mortgages No 6 2012 2012 Lisboa 100% Integral Aqua Finance No 4 2017 2017 Lisboa 100% Integral Os Fundos Montepio Arrendamento – Fundo de Investimento Imobiliário Fechado para Arrendamento Habitacional e Montepio Arrendamento II – Fundo de Investimento Imobiliário Fechado para Arrendamento Habitacional foram liquidados em 30 de dezembro de 2021.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 358 59 Ativos e passivos não correntes detidos para venda - operações em descontinuação Com referência a 31 de dezembro de 2021 e 2020 é apresentado como segue: Banco Montepio Geral - Cabo Verde - Em Liquidação Banco Montepio Geral - Cabo Verde - Em Liquidação Montepio Valor Total Caixa e disponibilidades em Bancos Centrais e instituições de crédito 84 152 - 152 Outros ativos tangíveis 60 64 325 389 Ativos por impostos diferidos 13 - 140 140 Outros ativos 272 29 600 629 Total do ativo 429 245 1 065 1 310 Recursos de clientes - 108 462 - 108 462 Provisões 107 - 46 46 Passivos por impostos correntes 2 8 - 8 Outros passivos 220 138 965 1 103 Total do passivo 329 108 608 1 011 109 619 2021 (milhares de euros) 2020 As principais rubricas da demonstração dos resultados, relativas a estas operações em descontinuação, são analisadas conforme segue: Banco Montepio Geral - Cabo Verde - Em Liquidação Montepio Valor Total Banco Montepio Geral - Cabo Verde - Em Liquidação Montepio Valor Total Margem financeira (832) (4) (836) (1 255) (7) (1 262) Resultados de serviços e comissões 1 2 980 2 981 - 3 028 3 028 Resultados em operações financeiras (19) (19) 6 - 6 Outros proveitos \ (custos) de exploração - 5 5 2 (21) (19) Total de proveitos operacionais (850) 2 981 2 131 (1 247) 3 000 1 753 Custos com pessoal 147 2 190 2 337 196 2 252 2 448 Outros gastos administrativos 238 521 759 272 1 217 1 489 Depreciações e amortizações 3 143 146 5 161 166 Total de custos operacionais 388 2 854 3 242 473 3 630 4 103 Imparidade de crédito, de outros ativos e outras provisões 106 (25) 81 2 (564) (562) Resultado operacional (1 344) 152 (1 192) (1 722) (66) (1 788) Resultado antes de impostos (1 344) 152 (1 192) (1 722) (66) (1 788) Impostos 4 (277) (273) (8) (147) (155) Resultado do exercício (1 340) (125) (1 465) (1 730) (213) (1 943) 2021 2020 (milhares de euros) No âmbito das deliberações tomadas pelos Órgãos de Gestão e de Administração no Banco Montepio, nomeadamente a análise de um conjunto de opções estratégicas para o Banco Montepio Geral Cabo Verde – Em Liquidação em consequência da alteração do enquadramento legal para as entidades bancárias a operar em Cabo Verde, a participação financeira nesta entidade foi reclassificada para Ativos não correntes detidos para venda. Face a esta imposição legal, os Órgãos competentes do Grupo Banco Montepio deliberaram proceder à dissolução voluntária e liquidação do Banco Montepio Geral Cabo Verde – Em Liquidação, tendo, para tal, sido iniciados os respetivos procedimentos junto das autoridades cabo-verdianas. Em 30 de dezembro de 2021, a Montepio Holding S.G.P.S., S.A. vendeu 310.00 ações ordinárias e escriturais e nominativas e representativas de 100% do capital social e direitos de votos da Montepio Valor
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 359 S.G.O.I.C., S.A. ao Montepio Geral Associação Mutualista por um montante de 3.734 milhares de euros. O impacto estimado desta venda nos resultados consolidados no Grupo e no rácio de capital é nulo na medida em que foi vendido ao valor contabilístico. 60 NPL Disclosures No seguimento das recomendações da Autoridade Bancária Europeia explicitadas no documento EBA/GL/2018/10, as instituições de crédito com rácio de NPL (Non Performing Loans) superior a 5% devem publicar um conjunto de informação relativa a NPE (Non Performing Exposures), créditos reestruturados e ativos recebidos em dação, de acordo com um formato uniformizado, que se apresenta de seguida, com referência a 31 de dezembro de 2021: Qualidade de crédito das exposições reestruturadas (milhares de euros) Sobre exposições reestruturadas produtivas Das quais, em incumprimento Das quais, em situações de imparidade Empréstimos e adiantamentos 68 070 555 721 555 721 555 721 (2 514) (253 180) 290 678 242 692 Outras sociedades financeiras 359 48 324 48 324 48 324 (23) (12 119) 36 362 36 194 Sociedades não financeiras 37 376 421 251 421 251 421 251 (1 970) (209 410) 177 526 154 947 Agregados familiares 30 335 86 146 86 146 86 146 (521) (31 651) 76 790 51 551 Compromissos de empréstimo conce 280 398 398 398 (2) (17) - - 68 350 556 119 556 119 556 119 (2 516) (253 197) 290 678 242 692 Montante escriturado bruto das exposições objeto de medidas de reestruturação Imparidades acumuladas, variações negativas acumuladas do justo valor resultantes do risco de crédito e provisões Colaterais e garantias financeiras recebidas sobre exposições reestruturadas Sobre exposições reestruturadas não produtivas Sobre exposições reestruturada s produtivas Sobre exposições reestruturadas não produtivas Das quais, colaterais e garantias financeiras recebidas sobre exposições não produtivas com medidas de reestruturação Qualidade de crédito das exposições produtivas e não produtivas por dias em atraso (milhares euros) Sem atraso ou em atraso <= 30 dias Em atraso > 30 dias <= 90 dias Probabilidade reduzida de pagamento que não está em atrso ou em atraso há <=90 dias Em atraso > 90 dias <= 180 dias Em atraso > 180 dias <= 1 ano Em atraso > 1 ano <= 2 anos Em atraso > 2 anos <= 5 anos Em atraso > 5 anos <= 7 anos Em atraso > 7 anos Das quais, em incumprimento Empréstimos e adiantamentos 13 832 456 13 800 645 31 812 942 302 537 847 15 647 33 548 78 715 118 599 81 931 76 015 942 302 Bancos centrais 2 862 579 2 862 579 - - - - - - - Administrações centrais 104 408 104 408 - - - - - - - - - Instituições de crédito 244 551 244 551 - - - - - - - - - - Outras sociedades financeiras 37 542 37 541 2 49 571 49 504 1 - 19 47 - - 49 571 Sociedades não financeiras 3 935 578 3 927 607 7 971 707 797 366 229 7 170 24 635 67 534 103 494 73 314 65 421 707 797 Das quais PME 3 416 939 3 408 980 7 960 678 053 336 610 7 170 24 635 67 534 103 425 73 314 65 421 678 053 Agregados familiares 6 647 798 6 623 959 23 839 184 934 122 114 8 476 8 913 11 162 15 058 8 617 10 594 184 934 Títulos de dívida 3 612 187 3 612 187 - 33 000 - - - - 33 000 - - 33 000 Administrações centrais 3 067 854 3 067 854 - - - - - - - - - Outras sociedades financeiras 10 894 10 894 - - - - - - - - - - Sociedades não financeiras 533 439 533 439 - 33 000 - - - - 33 000 - 33 000 Exposições Extrapatrimoniais 1 902 482 - - 117 002 - - - - - Administrações centrais 2 676 - - Instituições de crédito 212 342 - - Outras sociedades financeiras 20 144 5 - Sociedades não financeiras 1 174 387 114 100 - Agregados familiares 492 933 2 897 - 19 347 125 17 412 832 31 812 1 092 304 537 847 15 647 33 548 78 715 151 599 81 931 76 015 975 302 Montante escriturado bruto Exposições produtivas Exposições não produtivas
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 360 Qualidade de crédito das exposições produtivas e não produtivas e respetivas provisões (milhares de euros) Das quais, Estágio 1 Das quais, Estágio 2 Das quais, Estágio 3 Das quais, Estágio 2 Das quais, Estágio 3 Das quais, Estágio 3 Empréstimos e adiantamentos 13 832 456 11 870 828 1 952 840 942 302 941 322 (92 543) (27 576) (64 965) (411 375) (411 375) (198 495) 8 538 884 414 074 Bancos centrais 2 862 579 2 862 579 - - - - - - - - - - - Administrações centrais 104 408 103 280 1 128 - - (579) (398) (181) - - - 512 - Instituições de crédito 244 551 244 551 - - - (464) (464) - - - - - - Outras sociedades financeiras 37 542 35 575 1 967 49 571 49 571 (188) (91) (97) (12 198) (12 198) - 14 734 37 246 Sociedades não financeiras 3 935 578 2 836 477 1 090 513 707 797 706 943 (71 286) (22 448) (48 837) (331 842) (331 842) (198 495) 2 455 667 276 117 Das quais PME 3 416 939 2 503 954 910 497 678 053 677 199 (59 872) (20 214) (39 657) (318 050) (318 050) - 2 263 705 270 031 Agregados familiares 6 647 798 5 788 366 859 232 184 934 184 808 (20 026) (4 175) (15 850) (67 335) (67 335) - 6 067 971 100 711 Títulos de dívida 3 612 187 3 595 302 16 886 33 000 33 000 (12 311) (10 994) (1 317) (14 272) (14 272) - 8 786 - Administrações centrais 3 067 854 3 067 854 - - - (5 533) (5 533) - - - - - - Outras sociedades financeiras 10 894 8 408 2 487 - - (794) (44) (750) - - - - - Sociedades não financeiras 533 439 519 040 14 399 33 000 33 000 (5 984) (5 417) (567) (14 272) (14 272) - 8 786 - Exposições Extrapatrimoniais 1 902 483 1 515 098 387 383 117 002 117 002 (6 737) (3 294) (3 444) (14 524) (14 524) - - - Administrações centrais 2 676 2 664 12 - - (1) (1) - - - - - - Instituições de crédito 212 342 59 855 152 487 - - - - - - - - - - Outras sociedades financeiras 20 144 12 499 7 644 5 5 (152) (4) (148) - - - - - Sociedades não financeiras 1 174 387 987 250 187 137 114 100 114 100 (5 130) (2 542) (2 589) (14 488) (14 488) - - - Agregados familiares 492 934 452 830 40 103 2 897 2 897 (1 454) (747) (707) (36) (36) - - - 19 347 126 16 981 228 2 357 109 1 092 304 1 091 324 (111 591) (41 864) (69 726) (440 171) (440 171) (198 495) 8 547 670 414 074 Montante escriturado Imparidades acumuladas, variações negativas acumuladas do justo valor resultantes do risco de crédito e provisões Abatimento do ativo parcial acumulado Colaterais e garantias financeiras e recebidas Exposições produtivas Exposições não produtivas Exposições produtivas - imparidades acumuladas e provisões Exposições não produtivas - Imparidades acumuladas, variações negativas acumuladas do justo valor resultantes do risco de crédito e provisões Sobre exposições produtivas Sobre exposições não produtivas Garantias obtidas por tomada de posse e processos de execução (milhares de euros) Valor no reconhecimento inicial Variações negativas acumuladas Ativos fixos tangíveis 789 (51) Outros, exceto ativos fixos tangíveis 603 162 (138 576) Bens imóveis de habitação 392 494 (71 621) Bens imóveis comerciais 200 200 (63 866) Bens móveis (automóvel, embarcação, etc.) 74 (58) Outros, exceto ativos fixos tangíveis 10 394 (3 031) 603 951 (138 627) Garantias obtidas por aquisição de posse Esta rubrica, em 31 de dezembro de 2020, é apresentada como segue: Qualidade de crédito das exposições reestruturadas (milhares de euros) Sobre exposições reestruturadas produtivas Das quais, em incumprimento Das quais, em situações de imparidade Empréstimos e adiantamentos 86 159 729 736 727 451 729 694 (3 881) (364 235) 319 658 254 830 Outras sociedades financeiras - 55 265 55 265 55 265 - (8 359) 46 903 46 903 Sociedades não financeiras 47 324 598 937 596 698 598 895 (3 011) (323 420) 204 011 172 574 Agregados familiares 38 835 75 534 75 488 75 534 (870) (32 456) 68 744 35 353 86 159 729 736 727 451 729 694 (3 881) (364 235) 319 658 254 830 Montante escriturado bruto das exposições objeto de medidas de reestruturação Imparidades acumuladas, variações negativas acumuladas do justo valor resultantes do risco de crédito e provisões Colaterais e garantias financeiras recebidas sobre exposições reestruturadas Sobre exposições reestruturadas não produtivas Sobre exposições reestruturada s produtivas Sobre exposições reestruturadas não produtivas Das quais, colaterais e garantias financeiras recebidas sobre exposições não produtivas com medidas de reestruturação
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 361 Qualidade de crédito das exposições produtivas e não produtivas por dias em atraso (milhares euros) Sem atraso ou em atraso <= 30 dias Em atraso > 30 dias <= 90 dias Probabilidade reduzida de pagamento que não está em atrso ou em atraso há <=90 dias Em atraso > 90 dias <= 180 dias Em atraso > 180 dias <= 1 ano Em atraso > 1 ano <= 2 anos Em atraso > 2 anos <= 5 anos Em atraso > 5 anos <= 7 anos Em atraso > 7 anos Das quais, em incumprimento Empréstimos e adiantamentos 12 101 045 12 065 609 35 436 1 255 605 469 039 15 415 138 165 126 590 223 528 188 800 94 070 1 248 477 Bancos centrais 1 317 306 1 317 306 - - - - - - - - - - Administrações centrais 114 610 114 610 - - - - - - - - - - Instituições de crédito 310 419 310 419 - - - - - - - - - - Outras sociedades financeiras 28 259 28 217 43 55 324 55 257 10 8 46 3 - - 55 324 Sociedades não financeiras 3 810 050 3 800 104 9 946 1 012 143 333 041 8 406 123 629 104 328 189 536 171 195 82 009 1 005 120 Das quais PME 3 316 916 3 306 970 9 946 906 868 266 928 7 983 118 242 104 108 156 697 170 901 82 009 899 845 Agregados familiares 6 520 401 6 494 953 25 447 188 138 80 741 6 999 14 528 22 216 33 989 17 605 12 061 188 033 Títulos de dívida 3 144 828 3 144 828 - 33 950 - - - 950 33 000 - - 33 950 Administrações centrais 2 508 967 2 508 967 - - - - - - - - - - Instituições de crédito 1 018 1 018 - - - - - - - - - - Outras sociedades financeiras 21 032 21 032 - - - - - - - - - - Sociedades não financeiras 613 811 613 811 - 33 950 - - - 950 33 000 - - 33 950 Exposições Extrapatrimoniais 1 910 740 127 060 94 223 Administrações centrais 1 453 - - Instituições de crédito 218 444 - - Outras sociedades financeiras 50 000 2 2 Sociedades não financeiras 1 187 709 122 713 89 878 Agregados familiares 453 134 4 345 4 343 17 156 613 15 210 437 35 436 1 416 615 469 039 15 415 138 165 127 540 256 528 188 800 94 070 1 376 650 Montante escriturado bruto Exposições produtivas Exposições não produtivas Qualidade de crédito das exposições produtivas e não produtivas e respetivas provisões (milhares de euros) Das quais, Estágio 1 Das quais, Estágio 2 Das quais, Estágio 3 Das quais, Estágio 2 Das quais, Estágio 3 Das quais, Estágio 3 Empréstimos e adiantamentos 12 101 045 8 994 330 3 098 710 1 255 605 1 255 605 (123 782) (21 995) (101 787) (637 386) (637 386) (69 151) 8 284 180 419 956 Bancos centrais 1 317 306 1 317 306 - - - - - - - - - - - Administrações centrais 114 610 111 176 2 530 - - (295) (226) (68) - - - 1 344 - Instituições de crédito 310 419 310 419 - - - (287) (287) - - - - - - Outras sociedades financeiras 28 259 19 589 8 670 55 324 55 324 (478) (88) (390) (8 398) (8 398) - 19 681 46 903 Sociedades não financeiras 3 810 050 2 147 966 1 655 184 1 012 143 1 012 143 (89 495) (16 633) (72 863) (549 517) (549 517) (69 151) 2 265 336 286 899 Das quais PME 3 316 916 1 846 466 1 467 011 906 868 906 868 (78 417) (14 608) (63 808) (480 083) (480 083) - 2 099 698 262 961 Agregados familiares 6 520 401 5 087 874 1 432 326 188 138 188 138 (33 227) (4 761) (28 466) (79 471) (79 471) - 5 997 819 86 154 Títulos de dívida 3 144 828 3 140 661 4 167 33 950 33 950 (13 633) (13 002) (631) (15 147) (15 147) - 6 835 45 Administrações centrais 2 508 967 2 508 967 - - - (9 334) (9 334) - - - - - - Instituições de crédito 1 018 - 1 018 - - - - - - - - - - Outras sociedades financeiras 21 032 18 381 2 651 - - (736) (112) (624) - - - - - Sociedades não financeiras 613 811 613 313 498 33 950 33 950 (3 563) (3 556) (7) (15 147) (15 147) - 6 835 45 Exposições Extrapatrimoniais 1 910 741 1 270 046 640 695 127 061 127 060 (10 375) (3 546) (6 830) (10 844) (10 844) - - - Administrações centrais 1 453 1 399 54 - - (1) (1) - - - - - - Instituições de crédito 218 444 66 338 152 107 - - (12) - (12) - - - - - Outras sociedades financeiras 50 000 42 379 7 621 2 2 (366) (28) (338) - - - - - Sociedades não financeiras 1 187 709 905 014 282 695 122 713 122 713 (7 084) (2 783) (4 301) (10 834) (10 834) - - - Agregados familiares 453 135 254 916 198 218 4 346 4 345 (2 912) (734) (2 179) (10) (10) - - - 17 156 614 13 405 037 3 743 572 1 416 616 1 416 615 (147 790) (38 543) (109 248) (663 377) (663 377) (69 151) 8 291 015 420 001 Montante escriturado Imparidades acumuladas, variações negativas acumuladas do justo valor resultantes do risco de crédito e provisões Abatimento do ativo parcial acumulado Colaterais e garantias financeiras e recebidas Exposições produtivas Exposições não produtivas Exposições produtivas - imparidades acumuladas e provisões Exposições não produtivas - Imparidades acumuladas, variações negativas acumuladas do justo valor resultantes do risco de crédito e provisões Sobre exposições produtivas Sobre exposições não produtivas Garantias obtidas por tomada de posse e processos de execução (milhares de euros) Valor no reconhecimento inicial Variações negativas acumuladas Ativos fixos tangíveis 5 330 - Outros, exceto ativos fixos tangíveis 304 650 (86 506) Bens imóveis de habitação 62 593 (14 480) Bens imóveis comerciais 221 254 (67 966) Outros, exceto ativos fixos tangíveis 20 803 (4 060) 309 980 (86 506) Garantias obtidas por aquisição de posse 61 Exposições e impactos resultantes de medidas relacionadas com a pandemia COVID-19 No seguimento das recomendações da Autoridade Bancária Europeia, e de acordo com a Instrução n.º 19/2020 relativa ao relato e divulgação de informação sobre exposições objeto de medidas aplicadas em resposta à crise da COVID-19 conforme orientações da EBA (EBA/GL/2020/07), de seguida apresentamos os seguintes detalhes referentes a moratórias e empréstimos concedidos no âmbito dos novos planos de garantias públicas, com referência a 31 de dezembro de 2021:
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 362 Informações sobre os empréstimos e adiantamentos objeto de moratórias legislativas e não legislativas (milhares de euros) Das quais: exposições objeto de medidas de reestruturação Das quais: Instrumentos com aumento significativo do risco de crédito desde o reconhecimento inicial mas sem imparidade de crédito (Estágio 2) Das quais: exposições objeto de medidas de reestruturação Das quais: Probabilidade reduzida de pagamento que não estão vencidos ou estão vencidos há <= 90 dias Das quais: exposições objeto de medidas de reestruturação Das quais: Instrumentos com aumento significativo do risco de crédito desde o reconhecimento inicial mas sem imparidade de crédito (Estágio 2) Das quais: exposições objeto de medidas de reestruturação Das quais: Probabilidade reduzida de pagamento que não estão vencidos ou estão vencidos há <= 90 dias Entradas para exposições não produtivas Empréstimos e adiantamentos objeto de uma moratória 5 810 5 694 - 1 156 116 - 116 (328) (285) - (243) (42) - (42) 61 dos quais: particulares 248 248 - 233 - - - (5) (5) - (5) - - - - dos quais: caucionados por imóveis de habitação 41 41 - 27 - - - - - - - - - - - dos quais: sociedades não financeiras 5 562 5 446 - 922 116 - 116 (323) (280) - (237) (42) - (42) 61 dos quais: PME 5 562 5 446 - 922 116 - 116 (323) (280) - (237) (42) - (42) 61 dos quais: caucionados por imóveis comerciais - - - - - - - - - - - - - - - Exposições produtivas Exposições produtivas Imparidades acumuladas, var.negativas acumuladas do justo valor resultantes do risco de crédito e provisões Montante escriturado bruto Exposições não produtivas Exposições não produtivas Repartição dos empréstimos e adiantamentos objeto de moratórias legislativas e não legislativas por prazo residual das moratórias <= 3 meses >3 meses <= 6 meses > 6 meses <= 9 meses > 9 meses <= 12 meses Empréstimos e adiantamentos para os quais foi solicitada moratória 33 741 2 717 862 Empréstimos e adiantamentos para os quais foi aceite a moratória 32 908 2 696 585 5 810 2 690 775 2 696 585 - - - dos quais: particulares 1 153 787 248 1 153 539 1 153 787 - - - dos quais: caucionados por imóveis de habitação 996 107 41 996 066 996 107 - - - dos quais: sociedades não financeiras 1 540 134 5 562 1 534 572 1 540 134 - - - dos quais: PME 1 324 487 5 562 1 318 925 1 324 487 - - - dos quais: caucionados por imóveis comerciais 916 342 - 916 342 916 342 - - - (milhares de euros) Número de devedores Montante escriturado bruto Dos quais: moratórias legislativas Dos quais: expiradas Prazo residual das moratórias Esta rubrica, em 31 de dezembro de 2020, é apresentada como segue: Informações sobre os empréstimos e adiantamentos objeto de moratórias legislativas e não legislativas (milhares de euros) Das quais: exposições objeto de medidas de reestruturação Das quais: Instrumentos com aumento significativo do risco de crédito desde o reconhecimento inicial mas sem imparidade de crédito (Estágio 2) Das quais: exposições objeto de medidas de reestruturação Das quais: Probabilidade reduzida de pagamento que não estão vencidos ou estão vencidos há <= 90 dias Das quais: exposições objeto de medidas de reestruturação Das quais: Instrumentos com aumento significativo do risco de crédito desde o reconhecimento inicial mas sem imparidade de crédito (Estágio 2) Das quais: exposições objeto de medidas de reestruturação Das quais: Probabilidade reduzida de pagamento que não estão vencidos ou estão vencidos há <= 90 dias Entradas para exposições não produtivas Empréstimos e adiantamentos objeto de uma moratória 2 938 388 2 690 743 51 560 2 040 479 247 645 177 906 234 470 (157 813) (70 969) (2 373) (68 560) (86 844) (70 734) (82 009) 43 003 dos quais: particulares 1 194 139 1 156 054 15 611 820 095 38 086 29 183 33 488 (26 938) (14 961) (347) (14 690) (11 977) (9 711) (10 540) 4 232 dos quais: caucionados por imóveis de habitação 1 027 040 1 001 055 11 413 700 374 25 985 19 966 22 055 (16 320) (9 512) (164) (9 402) (6 808) (5 412) (5 916) 2 342 dos quais: sociedades não financeiras 1 741 469 1 531 909 35 948 1 217 614 209 559 148 723 200 982 (130 745) (55 877) (2 026) (53 739) (74 868) (61 023) (71 470) 38 771 dos quais: PME 1 456 568 1 309 770 34 095 1 046 412 146 798 88 548 139 470 (91 300) (46 918) (1 927) (45 062) (44 382) (31 879) (41 709) 37 118 dos quais: caucionados por imóveis comerciais 992 171 838 929 21 601 651 584 153 242 112 504 150 322 (75 624) (28 201) (932) (27 139) (47 423) (41 201) (46 251) 23 984 Exposições produtivas Exposições produtivas Montante escriturado bruto Imparidades acumuladas, var.negativas acumuladas do justo valor resultantes do risco de crédito e provisões Montante escriturado bruto Exposições não produtivas Exposições não produtivas Repartição dos empréstimos e adiantamentos objeto de moratórias legislativas e não legislativas por prazo residual das moratórias <= 3 meses >3 meses <= 6 meses > 6 meses <= 9 meses > 9 meses <= 12 meses Empréstimos e adiantamentos para os quais foi solicitada moratória 41 275 3 379 003 Empréstimos e adiantamentos para os quais foi aceite a moratória 38 229 3 208 626 2 898 484 270 238 473 493 33 638 2 018 2 699 478 dos quais: particulares 1 263 129 1 154 236 68 990 99 866 33 100 2 018 1 128 145 dos quais: caucionados por imóveis de habitação 1 068 630 1 024 083 41 590 63 749 39 - 1 004 842 dos quais: sociedades não financeiras 1 942 581 1 741 469 201 112 373 317 537 - 1 568 726 dos quais: PME 1 646 033 1 456 568 189 465 350 951 537 - 1 294 545 dos quais: caucionados por imóveis comerciais 1 109 925 992 171 117 753 204 333 - - 905 592 Número de devedores Montante escriturado bruto Dos quais: moratórias legislativas Dos quais: expiradas Prazo residual das moratórias (milhares de euros) 62 Eventos subsequentes O Grupo Banco Montepio analisa os eventos ocorridos após a data de balanço, ou seja, os acontecimentos favoráveis e desfavoráveis que ocorram entre a data do balanço e a data em que as demonstrações financeiras foram autorizadas para emissão. Consequentemente, podem ser identificados dois tipos de eventos: - Aqueles que proporcionam prova de condições que existiam à data de balanço (eventos que dão lugar a ajustamentos); - Aqueles que sejam indicativos das condições que surgiram após a data de balanço (eventos após a data de balanço que não dão lugar a ajustamentos). Os eventos ocorridos após a data das demonstrações financeiras que não sejam considerados eventos ajustáveis, se significativos, são divulgados no anexo às demonstrações financeiras. Em 29 de março de 2022 foram realizadas as escrituras relacionadas com a operação Gerês Secured proporcionando o desreconhecimento dos ativos englobados nesta operação no mês de março de 2022, conforme descrito na nota 28.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 363 Não se verificaram transações e/ou acontecimentos relevantes, após 31 de dezembro de 2021, que mereçam relevância de divulgação e/ou ajustamentos nas demonstrações financeiras. Como é do conhecimento generalizado, os desenvolvimentos desde a invasão da Ucrânia pela Rússia, no dia 24 de fevereiro de 2022, que provocou a aplicação de sanções económicas à Rússia por parte do Ocidente e uma escalada dos preços das commodities, implicaram uma alteração das perspetivas de crescimento da atividade e dos preços na generalidade das economias mundiais, embora em diferentes intensidades. A revisão de perspetivas afeta naturalmente com maior intensidade a economia da Rússia, seguida, mas a uma grande distância, das economias da Zona Euro, do Reino Unido e de outras geografias mais afastadas do centro do conflito e com menos dependência do petróleo e gás fornecido pela Rússia (entre as quais os EUA, o Japão e a China). A incerteza é, no entanto, bastante elevada, pelo que as perspetivas permanecem rodeadas de riscos descendentes e em permanente revisão, sendo muito afetadas pela duração do conflito em curso e respetivo impacto nos mercados financeiros, sobretudo de commodities, assim como pelas reações de política económica. Neste enquadramento, tendo presente não apenas a atividade desenvolvida pelo Grupo Banco Montepio, mas também a informação disponível à presente data, o Conselho de Administração não estima efeitos materiais ao nível das demonstrações financeiras do exercício de 2021 decorrentes do conflito. Contudo, dada a incerteza sobre o desenrolar do conflito e os eventuais efeitos, não é possível estimar e quantificar à presente data, os impactos futuros do mesmo na economia portuguesa, e em particular ao nível do negócio bancário, pelo que o Conselho de Administração vai continuar a avaliar esta situação de forma cuidada ao longo do próximo exercício.
DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS E NOTAS EXPLICATIVAS EM BASE INDIVIDUAL
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 365 (Valores expressos em milhares de euros) Notas Juros e rendimentos similares 2 271 010 273 286 Juros e encargos similares 2 77 226 78 682 Margem financeira 193 784 194 604 Rendimentos de instrumentos de capital 3 1 801 3 052 Resultados de serviços e comissões 4 112 240 112 644 Resultados de ativos e passivos financeiros ao justo valor através dos resultados 5 Resultados em ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral Resultados de reavaliação cambial 7 3 044 4 428 Resultados de alienação de outros ativos 8 29 648 43 643 Outros resultados de exploração 9 (21 695) (29 702) Total de proveitos operacionais 333 355 342 692 Custos com pessoal 10 149 317 173 471 Gastos gerais administrativos 11 53 227 56 603 Depreciações e amortizações 12 32 312 31 873 234 856 261 947 Imparidade de crédito a clientes e aplicações em instituições de crédito 13 Imparidade de outros ativos financeiros 14 4 391 8 238 Imparidade de outros ativos 15 28 788 33 031 Outras provisões 16 (4 004) 2 733 Resultado operacional 15 818 (150 886) Impostos Correntes 29 1 700 1 939 Diferidos 29 (25 421) 32 326 Resultado líquido (7 903) (116 621) Resultado por ação (em euros) Básico (0,003) (0,0047) Diluído (0,003) (0,0047) O CONTABILISTA CERTIFICADO O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO 12 498 187 629 6 2 035 23 671 (9 648) 53 506 Banco Montepio Demonstração individual dos resultados para os exercícios findos em 31 de dezembro de 2021 e 2020 2021 2020 Para ser lido com as notas anexas às Demonstrações Financeiras Individuais
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 366 (Valores expressos em milhares de euros) Notas Reservas de justo valor Ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral Instrumentos de dívida 42 (461) (18 792) Crédito a clientes 42 (103) (454) Risco de crédito próprio 42 (19) (138) Impostos relativos a alteração de justo valor 29 e 42 (7) 6 868 (590) (12 516) Reservas de justo valor Ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral Instrumentos de capital 42 (880) (12 746) Remensurações de beneficios pós-emprego e de longo prazo 46 21 105 8 601 20 225 (4 145) Outro rendimento integral do exercício 19 635 (16 661) Resultado líquido (7 903) (116 621) Total do rendimento integral do exercício 11 732 (133 282) O CONTABILISTA CERTIFICADO O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO Banco Montepio Demonstração individual do rendimento integral para os exercícios findos em 31 de dezembro de 2021 e 2020 Itens que poderão vir a ser reclassificados para a demonstração dos resultados Itens que não irão ser reclassificados para a demonstração dos resultados 2021 2020 Para ser lido com as notas anexas às Demonstrações Financeiras Individuais
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 367 (Valores expressos em milhares de euros) Notas Ativo Caixa e disponibilidades em bancos centrais 17 2 943 744 1 446 314 Disponibilidades em outras instituições de crédito 18 84 240 53 498 Aplicações em instituições de crédito 19 388 459 858 704 Crédito a clientes 20 11 004 029 10 732 604 Ativos financeiros detidos para negociação 21 1 376 11 508 Ativos financeiros ao justo valor através dos resultados 22 288 340 569 612 Ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral 23 103 157 265 320 Derivados de cobertura 24 5 411 10 693 Outros ativos financeiros ao custo amortizado 25 3 530 569 3 981 949 Investimentos em subsidiárias e associadas 26 319 648 319 648 Ativos não correntes detidos para venda 26 47 833 8 997 Outros ativos tangíveis 27 183 798 215 839 Ativos intangíveis 28 37 474 33 104 Ativos por impostos correntes 29 6 539 2 313 Ativos por impostos diferidos 29 470 602 510 364 Outros ativos 30 648 185 694 024 Total do Ativo 20 063 404 19 714 491 Passivo Recursos de bancos centrais 31 2 892 065 1 372 546 Recursos de outras instituições de crédito 32 598 620 1 006 828 Recursos de clientes 33 12 781 474 12 549 423 Responsabilidades representadas por títulos 34 1 215 119 1 221 498 Passivos financeiros associados a ativos transferidos 35 730 253 1 721 697 Passivos financeiros detidos para negociação 21 7 470 11 761 Derivados de cobertura 24 335 397 Provisões 36 27 886 33 000 Passivos por impostos correntes - 561 812 Outros passivos subordinados 37 217 265 216 896 Outros passivos 38 207 226 206 235 Total do Passivo 18 678 274 18 341 093 Capitais Próprios Capital social 39 2 420 000 2 420 000 Reserva legal 41 193 266 193 266 Reservas de justo valor 42 8 974 (28 867) Outras reservas e resultados transitados 42 (1 229 207) (1 094 380) Resultado líquido (7 903) (116 621) Total dos Capitais Próprios 1 385 130 1 373 398 Total do Passivo e dos Capitais Próprios 20 063 404 19 714 491 O CONTABILISTA CERTIFICADO O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO 2020 Banco Montepio Balanço individual em 31 de dezembro 2021 e 2020 2021 Para ser lido com as notas anexas às Demonstrações Financeiras Individuais
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 368 (Valores expressos em milhares de euros) reexpresso Fluxos de caixa de atividades operacionais Juros recebidos 230 910 261 209 Pagamento de juros (67 438) (61 487) Comissões recebidas 134 603 131 638 Pagamento de comissões (22 363) (19 307) Despesas com pessoal e fornecedores (194 224) (221 754) Recuperação de crédito e juros 3 581 1 493 Outros pagamentos e recebimentos 4 327 (27 195) Pagamento de imposto sobre o rendimento 6 024 9 205 95 420 73 802 (Aumentos) / diminuições de ativos operacionais Créditos sobre instituições de crédito e clientes 120 952 (326 899) (Compra) / Venda de ativos financeiros de negociação 11 145 6 580 (Compra) / Venda de ativos financeiros ao justo valor através dos resultados 267 288 66 430 (Compra) / Venda de ativos financeiros ao justo valor através do outro rendimento integral 164 598 1 555 329 (Compra) / Venda de outros ativos financeiros ao custo amortizado (536 770) (1 352 028) Outros ativos 47 499 27 668 74 712 (22 920) Aumentos / (diminuições) de passivos operacionais Recursos de clientes 236 653 26 773 Recursos de outras instituições de crédito (407 246) 304 762 Recursos de Bancos Centrais 1 554 830 67 160 1 384 237 398 695 1 554 369 449 577 Fluxos de caixa de atividades de investimento Dividendos recebidos (nota 3) 1 801 3 052 Aquisição de imobilizações (nota 27 e 28) (25 679) (20 522) (23 878) (17 470) Fluxos de caixa de atividades de financiamento Outros instrumentos e capital - (292) Emissão de obrigacões de caixa e títulos subordinados (notas 34 e 37) - 50 000 Reembolso de obrigacões de caixa e títulos subordinados (notas 34 e 37) (2 960) (41 100) Contratos de locação (1 160) (306) (4 120) 8 302 Efeitos de alterações da taxa de câmbio em caixa e seus equivalentes 1 801 3 762 Variação líquida em caixa e equivalentes 1 528 172 444 171 Caixa e equivalentes no início do exercício Caixa e disponibilidades em bancos centrais (nota 17) 1 446 314 1 003 648 Disponibilidades em outras instituições de crédito (nota 18) 53 498 51 993 1 499 812 1 055 641 Caixa e equivalentes no fim do exercício Caixa e disponibilidades em bancos centrais (nota 17) 2 943 744 1 446 314 Disponibilidades em outras instituições de crédito (nota 18) 84 240 53 498 3 027 984 1 499 812 O CONTABILISTA CERTIFICADO O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO Banco Montepio Demonstração individual dos fluxos de caixa para os exercícios findos em 31 de dezembro de 2021 e 2020 2021 2020 Para ser lido com as notas anexas às Demonstrações Financeiras Individuais
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 369 (valores expressos em milhares de euros) Saldos em 31 de dezembro de 2019 2 420 000 6 323 191 968 145 (1 105 141) 1 513 295 Outro rendimento integral: - - - (29 012) 12 351 (16 661) Remensurações de benefícios pós-emprego e longo prazo (nota 46) - - - - (274) (274) Impostos (nota 29) - - - - 8 875 8 875 Alterações de justo valor (nota 42) - - - (35 880) - (35 880) Reservas realizadas - Ações - - - - 3 750 3 750 Impostos relativos a variações de justo valor (nota 29) - - - 6 868 - 6 868 Resultado líquido do exercício - - - - (116 621) (116 621) Total do rendimento integral do exercício - - - (29 012) (104 270) (133 282) Custo financeiro relativo à emissão de valores mobiliários perpétuos (nota 40) - - - - (292) (292) Reclassificação dos valores mobiliários perpétuos - (6 323) - - - (6 323) Constituição de reserva legal - - 1 298 - (1 298) - Saldos em 31 de dezembro de 2020 2 420 000 - 193 266 (28 867) (1 211 001) 1 373 398 Outro rendimento integral: - - - 37 841 (18 206) 19 635 Remensurações de benefícios pós-emprego e longo prazo (nota 46) - - - - 21 105 21 105 Alterações de justo valor (nota 42) - - - 37 848 - 37 848 Reservas realizadas - Ações - - - - (39 311) (39 311) Impostos relativos a variações de justo valor (nota 29) - - - (7) - (7) Resultado líquido do exercício - - - - (7 903) (7 903) Total do rendimento integral do exercício - - - 37 841 (26 109) 11 732 Saldos em 31 de dezembro de 2021 2 420 000 - 193 266 8 974 (1 237 110) 1 385 130 O CONTABILISTA CERTIFICADO O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO Banco Montepio Demonstração individual das alterações dos capitais próprios para os exercícios findos em 31 de dezembro de 2021 e 2020 Capital social (nota 39) Outros intrumentos de capital (nota 40) Reserva legal (nota 41) Reservas de justo valor (nota 42) Resultados acumulados (nota 42) Total dos capitais próprios Para ser lido com as notas anexas às Demonstrações Financeiras Individuais
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 370 Introdução A Caixa Económica Montepio Geral, caixa económica bancária, S.A. (doravante designada por “Banco Montepio”) com sede na Rua Castilho, n.º 5, 1250 - 066 Lisboa, é uma instituição de crédito detida maioritariamente pelo Montepio Geral Associação Mutualista (doravante designado por “MGAM”), que foi constituída em 24 de março de 1844. O Banco Montepio está autorizado a operar no âmbito do disposto no Decreto-Lei n.º 298/92, de 31 de dezembro, bem como no Decreto-Lei n.º 136/79, de 18 de maio, que regulamentam a atividade das caixas económicas e estabelecem algumas restrições à sua atividade. O Banco Montepio pode realizar operações bancárias, mesmo para além das enunciadas nos seus Estatutos, desde que genericamente autorizadas pelo Banco de Portugal, o que na prática se traduz na possibilidade de realizar a universalidade das operações bancárias. Em 10 de setembro de 2015, foi publicado o Decreto-Lei n.º 190/2015, que introduz alterações no Regime Geral das Instituições de Crédito e Sociedades Financeiras e no Código das Associações Mutualistas. Na sequência da publicação deste Decreto-Lei, o Banco Montepio passou a classificar-se como “caixa económica bancária”. Em 14 de setembro de 2017 realizou-se a escritura dos estatutos que transformou Caixa Económica Montepio Geral em sociedade anónima, alterando a sua designação para Caixa Económica Montepio Geral, caixa económica bancária, S.A. 1 Políticas contabilísticas a) Bases de apresentação No âmbito do disposto no Regulamento (“CE”) n.º 1606/2002 do Parlamento Europeu e do Conselho de 19 de julho e do Aviso do Banco de Portugal n.º 5/2015, de 7 de dezembro, as demonstrações financeiras do Banco Montepio são preparadas de acordo com as Normas Internacionais de Relato Financeiro (“IFRS”) conforme aprovadas pela União Europeia (“UE"). As IFRS incluem as normas emitidas pelo International Accounting Standards Board (“IASB”) bem como as interpretações emitidas pelo International Financial Reporting Interpretations Committee (“IFRIC”) e pelos respetivos órgãos antecessores. O Banco Montepio adotou na preparação das demonstrações financeiras individuais, referentes a 31 de dezembro de 2021, as normas emitidas pelo IASB e as interpretações de IFRIC de aplicação obrigatória desde 1 de janeiro de 2021. As demonstrações financeiras individuais e as notas anexas agora apresentadas foram aprovadas pelo Conselho de Administração do Banco Montepio em 7 de abril de 2022. As demonstrações financeiras individuais agora apresentadas reportam-se a 31 de dezembro de 2021 e serão submetidas para aprovação da Assembleia Geral, que tem o poder de as alterar. No entanto, é convicção do Conselho de Administração do Banco Montepio que as mesmas venham a ser aprovadas sem alterações significativas. As demonstrações financeiras são apresentadas em euros arredondados ao milhar mais próximo.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 371 Todas as referências deste documento a quaisquer normativos reportam sempre à respetiva versão vigente. As demonstrações financeiras foram preparadas de acordo com o princípio da continuidade e do custo histórico, modificado pela aplicação do justo valor para os instrumentos financeiros derivados, ativos financeiros e passivos financeiros reconhecidos ao justo valor através dos resultados e ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral. Os ativos financeiros e passivos financeiros que se encontram cobertos no âmbito da contabilidade de cobertura são apresentados ao justo valor relativamente ao risco coberto. A preparação das demonstrações financeiras de acordo com as IFRS requer que o Conselho de Administração formule julgamentos, estimativas e pressupostos que afetam a aplicação das políticas contabilísticas e o valor dos ativos, passivos, proveitos e custos. As estimativas e pressupostos associados são baseados na experiência histórica e noutros fatores considerados razoáveis de acordo com as circunstâncias e formam a base para os julgamentos sobre os valores dos ativos e passivos cuja valorização não é evidente através de outras fontes. Os resultados reais podem diferir das estimativas. As principais estimativas e pressupostos que requerem um maior índice de julgamento ou complexidade, ou para as quais os pressupostos e estimativas são considerados significativos, são apresentados na política contabilística descrita na nota 1 y). As políticas contabilísticas aplicadas ao exercício findo em 31 de dezembro de 2021, apresentadas em seguida, são consistentes com as utilizadas na preparação das demonstrações financeiras no exercício anterior, com exceção da demonstração dos fluxos de caixa que foram ajustadas em 2020. Em 2021, na Demonstração consolidada dos fluxos de caixa, foram reclassificadas as Disponibilidades em bancos centrais da rubrica de Depósitos detidos com fins de controlo monetário para a rubrica Caixa e disponibilidades em bancos centrais, sendo a reexpressão apresentada como segue: 2020 reexpresso Depósitos detidos com fins de controlo monetário - 473 573 (473 573) Caixa e equivalentes no início do período Caixa e disponibilidades em bancos centrais (nota 17) 1 003 648 809 119 194 529 Disponibilidades em outras instituições de crédito (nota 18) 51 993 - 51 993 1 055 641 809 119 246 522 Caixa e equivalentes no fim do período Caixa e disponibilidades em bancos centrais (nota 17) 1 446 314 1 282 692 163 622 Disponibilidades em outras instituições de crédito (nota 18) 53 498 - 53 498 1 499 812 1 282 692 217 120 Ajustamento 2020
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 372 b) Instrumentos financeiros – IFRS 9 b.1) Classificação dos ativos financeiros O Banco classifica os seus ativos financeiros numa das seguintes categorias de valorização: x Ativos financeiros ao custo amortizado; x Ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral; x Ativos financeiros ao justo valor através dos resultados. Os requisitos de classificação para instrumentos de dívida e de capital são apresentados como se segue: b.1.1) Instrumentos de dívida Instrumentos de dívida são instrumentos que satisfazem a definição de passivo financeiro na perspetiva do emitente, tais como empréstimos, obrigações públicas e privadas e contas a receber adquiridas de Clientes com contratos de factoring sem recurso. A classificação e valorização subsequente destes instrumentos nas categorias anteriores são efetuadas com base nos dois elementos seguintes: x o modelo de negócios do Banco para a gestão de ativos financeiros, e x as características dos fluxos de caixa contratuais de ativos financeiros. Com base nestes elementos, o Banco classifica os seus instrumentos de dívida, para efeitos da sua valorização, em uma das três categorias seguintes: a) Ativos financeiros ao custo amortizado, quando são cumpridas as duas condições seguintes: x é gerido com um modelo de negócio cujo objetivo é manter ativos financeiros para receber fluxos de caixa contratuais, e x as condições contratuais dão origem a fluxos de caixa em datas específicas, que são apenas pagamentos de capital e juros sobre o montante do capital em dívida. Adicionalmente aos instrumentos de dívida geridos com base num modelo de negócio cujo objetivo é o do recebimento dos seus fluxos de caixa contratuais, os quais se encontram registados na rubrica Outros ativos financeiros ao custo amortizado, a categoria de ativos financeiros ao custo amortizado inclui também Aplicações em outras instituições de crédito e Crédito a clientes.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 373 b) Ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral, quando são cumpridas as duas condições seguintes: x é gerido como um modelo de negócio cujo objetivo combina o recebimento de fluxos de caixa contratuais dos ativos financeiros e a sua venda, e x as condições contratuais dão origem a fluxos de caixa em datas específicas, que são apenas pagamentos de capital e juros sobre o montante do capital em dívida. c) Ativos financeiros ao justo valor através dos resultados, sempre que, devido ao modelo de negócio do Banco ou às características dos seus fluxos de caixa contratuais, não seja apropriado classificar os ativos financeiros em nenhuma das categorias anteriores. Na data de transição, para classificar ativos financeiros nesta categoria, o Banco também teve em consideração se espera recuperar o valor contabilístico do ativo através da venda a um terceiro. Nesta carteira são igualmente incluídos todos os instrumentos para os quais se cumpra alguma das seguintes características: x sejam originados ou adquiridos com o objetivo de os transacionar no curto prazo. x sejam parte de um grupo de instrumentos financeiros identificados e geridos conjuntamente para os quais existem evidências de ações recentes com o objetivo de obter ganhos no curto prazo. x sejam instrumentos derivados que não cumpram a definição de contrato de garantia financeira nem tenham sido designados como instrumentos de cobertura. Avaliação do modelo de negócio O modelo de negócio reflete a forma como o Banco gere os seus ativos numa ótica de geração de fluxos de caixa. Assim, importa perceber se o objetivo do Banco é apenas receber os fluxos de caixa contratuais dos ativos ou se pretende receber os fluxos de caixa contratuais e os fluxos de caixa resultantes da venda dos ativos. Se nenhuma destas situações é aplicável (e.g. os ativos financeiros são detidos para negociação), então os ativos financeiros são classificados como parte de “outro” modelo de negócio e reconhecidos ao justo valor através dos resultados. Os fatores considerados pelo Banco, na identificação do modelo de negócio para um conjunto de ativos, incluem a experiência passada no que diz respeito à forma (i) como os fluxos de caixa são recebidos, (ii) como o desempenho dos ativos é avaliado e reportado ao órgão de administração, (iii) como os riscos são avaliados e geridos e (iv) como os administradores são remunerados.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 374 Os títulos detidos para negociação enquadram-se, essencialmente, com o objetivo de serem vendidos no curto prazo, ou de fazerem parte de um portefólio de instrumentos financeiros geridos em conjunto, para os quais há uma evidência clara de um padrão recente de ganhos de curto prazo. Estes títulos são classificados em “outros” modelos de negócio e reconhecidos ao justo valor através dos resultados. A avaliação do modelo de negócio não depende das intenções para um instrumento individual, mas sim para um conjunto de instrumentos, tendo em consideração a frequência, o valor, o calendário de vendas em exercícios anteriores, os motivos das referidas vendas e as expetativas em relação a vendas futuras. As vendas próximas do vencimento do ativo e as motivadas por aumento do risco de crédito dos ativos financeiros, ou para gerir o risco de concentração, entre outras, podem ser compatíveis com o modelo de deter ativos para receber fluxos de caixa contratuais, se essas vendas forem pouco frequentes (ainda que significativas em valor) ou se forem de valor imaterial, tanto individualmente como quando agregadas (ainda que frequentes). Para este efeito o Banco Montepio considera pouco frequente uma venda até 10% valor nominal das vendas do portfólio e como infrequente 4 vendas por ano, independentemente do intervalo temporal entre as transações. Se um ativo financeiro contém uma cláusula contratual que pode modificar o calendário ou o valor dos fluxos de caixa contratuais (tais como cláusulas de amortização antecipada ou extensão da duração), o Banco determina se os fluxos de caixa que serão gerados durante o período de vida do instrumento, devido ao exercício da referida cláusula contratual, são apenas pagamentos de capital e juros sobre o valor do capital em dívida. No caso de um ativo financeiro contemplar um ajuste periódico da taxa de juro, mas a frequência desse ajuste não coincide com o prazo da taxa de juro de referência (por exemplo, a taxa de juro é ajustada a cada três meses), o Banco avalia, no momento do reconhecimento inicial, essa incoerência na componente dos juros para determinar se os fluxos de caixa contratuais representam apenas pagamentos de capital e juro sobre o valor do capital em dívida. As condições contratuais que, no momento do reconhecimento inicial, tenham um efeito mínimo sobre os fluxos de caixa ou dependam da ocorrência de eventos excecionais ou altamente improváveis (como a liquidação por parte do emissor) não impedem a sua classificação nas carteiras ao custo amortizado ou ao justo valor através de outro rendimento integral. Avaliação SPPI Quando o modelo de negócio consiste em deter ativos com o intuito de (i) receber os fluxos de caixa contratuais ou (ii) receber os fluxos de caixa contratuais e vender estes ativos, o Banco avalia se os fluxos de caixa do instrumento financeiro correspondem
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 375 unicamente a pagamentos de capital e juros sobre o capital em dívida (o teste solely payments of principal and interest “SPPI”). Nesta avaliação o Banco considera se os fluxos de caixa contratuais são consistentes com um contrato de empréstimo básico, ou seja, o juro inclui apenas considerações relativas ao valor temporal do dinheiro, risco de crédito, outros riscos normais de crédito e uma margem de lucro que é consistente com um contrato de crédito básico. Quando os termos contratuais introduzem exposição a risco ou variabilidade dos fluxos de caixa que são inconsistentes com um simples contrato de empréstimo, o instrumento financeiro é classificado e mensurado ao justo valor através dos resultados. Os ativos financeiros com derivados embutidos são considerados na sua totalidade, aquando da determinação, se os fluxos de caixa correspondem unicamente a pagamentos de capital e juros sobre o capital em dívida (teste “SPPI”). b.1.2) Instrumentos de capital Instrumentos de capital são instrumentos que satisfazem a definição de capital na perspetiva do emitente, isto é, são instrumentos que não contêm uma obrigação contratual de pagamento e que evidenciam um interesse residual no ativo líquido do emissor. Um exemplo de instrumentos de capital próprio são as ações ordinárias. Os investimentos em instrumentos de capital são uma exceção aos critérios gerais de valorização descritos acima. O Banco exerce a opção de, no reconhecimento inicial, designar irrevogavelmente na categoria de ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral, os investimentos em instrumentos de capital que não se classificam como detidos para negociação e que, no caso de não exercer a dita opção, se classificariam como ativos financeiros ao justo valor através dos resultados. As perdas de imparidade (e reversões de imparidade) não são registadas separadamente de outras alterações de justo valor. b.2) Classificação dos passivos financeiros Um instrumento é classificado como passivo financeiro, quando existe uma obrigação contratual da sua liquidação ser efetuada mediante a entrega de dinheiro ou de outro ativo financeiro, independentemente da sua forma legal. Os passivos financeiros são classificados nas seguintes categorias: (i) Passivos financeiros ao custo amortizado Esta categoria inclui os recursos de bancos centrais e de outras instituições de crédito, recursos de clientes e outros passivos subordinados;
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 376 (ii) Passivos financeiros detidos para negociação Esta categoria inclui os instrumentos financeiros derivados com justo valor negativo, conforme nota 1 c); (iii) Passivos financeiros ao justo valor através dos resultados (Fair Value Option) Esta categoria inclui os instrumentos financeiros designados pelo Banco no seu reconhecimento inicial nesta categoria desde que se verifique pelo menos um dos seguintes requisitos: x os passivos financeiros são geridos, avaliados e analisados internamente com base no seu justo valor; x são contratadas operações de derivados com o objetivo de efetuar a cobertura económica desses ativos ou passivos, assegurando-se assim a consistência na valorização dos ativos ou passivos e dos derivados (accounting mismatch); x os passivos financeiros contêm derivados embutidos. (iv) Passivos financeiros associados a ativos transferidos Esta categoria inclui os passivos associados a operações de titularização de créditos que não foram desreconhecidos na sequência da aplicação da IFRS 9 – Instrumentos financeiros. Estes passivos são inicialmente registados pelo valor recebido, na cessão de créditos, sendo posteriormente valorizados pelo custo amortizado, de forma coerente com a valorização dos correspondentes ativos e as condições definidas na operação de titularização. b.3) Reconhecimento e valorização inicial dos instrumentos financeiros No momento do seu reconhecimento inicial todos os instrumentos financeiros são registados pelo seu justo valor. Para os instrumentos financeiros que não são registados pelo justo valor através dos resultados, o justo valor é ajustado, adicionando ou subtraindo os custos de transação diretamente atribuíveis à sua aquisição ou emissão. No caso dos instrumentos financeiros ao justo valor através dos resultados, os custos de transação diretamente atribuíveis são reconhecidos imediatamente em resultados. Os custos de transação são definidos como gastos diretamente atribuíveis à aquisição ou alienação de um ativo financeiro, ou à emissão ou assunção de um passivo financeiro, que não teriam sido incorridos se o Banco não tivesse efetuado a transação. Estes incluem, por exemplo, comissões pagas a intermediários (tais como promotores) e despesas de formalização de hipotecas.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 377 Os ativos financeiros são reconhecidos no balanço na data de transação – data em que o Banco se compromete a comprar os ativos, exceto se existir estipulação contratual ou figura legal aplicável que determine que a transferência dos direitos ocorre em data posterior. No reconhecimento inicial, quando o justo valor dos ativos e passivos financeiros difere do preço de transação, a entidade deve reconhecer esta diferença da seguinte forma: x Quando o justo valor é evidenciado pela cotação num mercado ativo de um ativo ou passivo equivalente (ou seja, inputs de nível 1) ou com base numa técnica de valorização que usa apenas dados de mercado observáveis, a diferença é reconhecida como ganho ou perda, e x Nos restantes casos, a diferença é diferida e o momento do reconhecimento inicial do ganho ou perda é determinado individualmente. Esta diferença pode então ser (i) amortizada ao longo da vida do instrumento, (ii) diferida até que o justo valor do instrumento possa ser determinado usando dados observáveis de mercado, ou (iii) reconhecida através da liquidação do ativo ou passivo. O Banco Montepio reconhece em resultados os ganhos decorrentes da margem de intermediação (day one profit), gerados fundamentalmente na intermediação de produtos financeiros derivados e cambiais, uma vez que o justo valor destes instrumentos, quer na data do seu reconhecimento inicial quer subsequentemente, é determinado apenas com base em variáveis observáveis no mercado e reflete o acesso do Banco Montepio ao mercado financeiro grossista (wholesale market). b.4) Valorização subsequente dos instrumentos financeiros Após o seu reconhecimento inicial, o Banco valoriza os seus ativos financeiros (i) ao custo amortizado, (ii) ao justo valor através de outro rendimento integral ou (iii) ao justo valor através dos resultados. Os valores a receber de operações comerciais que não possuem uma componente significativa de financiamento e os créditos comerciais e instrumentos de dívida de curto prazo que são inicialmente valorizados pelo preço de transação ou pelo capital em dívida, respetivamente, são valorizados pelo referido valor deduzido de perdas por imparidade. Imediatamente após o reconhecimento inicial, é também reconhecida uma imparidade para perdas de crédito esperadas (ECL), para ativos financeiros mensurados ao custo amortizado e investimentos em instrumentos de dívida mensurados ao justo valor através de outro rendimento integral, resultando no reconhecimento de uma perda em resultados quando o ativo é originado. Os passivos financeiros são registados inicialmente pelo seu justo valor deduzido dos custos de transação incorridos e subsequentemente ao custo amortizado, com base no método da taxa de juro efetiva, com a exceção dos passivos financeiros designados ao justo valor através dos resultados, os quais são registados ao justo valor.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 378 Sempre que existe uma alteração de estimativa dos cash-flows futuros, é descontada a nova estimativa de cash-flows futuros à taxa de juro efetiva inicialmente estimada. A diferença entre o somatório deste novos cash-flows futuros descontados à taxa de juro efetiva inicialmente estimada e o valor atualmente em balanço é reconhecida em resultados. Subsequentemente, o os juros continuam a ser periodificados com base na taxa efetiva original considerando os novos cash-flows estimados e o custo amortizado do passivo recalculado. TLTRO III No momento inicial do reconhecimento da facilidade TLTRO III o Banco definiu a sua taxa de juro efetiva tendo por base a sua melhor estimativa quanto ao cumprimento das métricas definidas pela facilidade. Subsequentemente, tendo o Banco assegurado no segundo semestre de 2021 o cumprimento das métricas de variação do volume de crédito elegível definidas pelo BCE referentes ao período de referência especial decorrido entre 1 de março de 2020 e 31 de março de 2021, o qual foi confirmado pelo BCE em setembro de 2021, em conformidade com o disposto na IFRS 9 e na medida em que existiu uma alteração significativa dos fluxos de caixa futuros, o Banco atualizou a estimativa do valor de balanço deste passivo financeiro tendo para o efeito descontado a nova estimativa de fluxos de caixa futuros à taxa efetiva inicialmente estimada. A diferença entre o somatório dos novos fluxos de caixa futuros descontados à taxa de juro efetiva inicialmente estimada e o valor atualmente em balanço foi reconhecida diretamente em resultados na rubrica de Outros resultados de exploração (ver Nota 9). Não obstante já ter terminado o período especial adicional de observação em 31 de dezembro de 2021, importa ressalvar que a política seguida pelo Banco nesta matéria tem sido de apenas atualizar a taxa de juro efetiva da facilidade TLTRO III após o recebimento da confirmação formal por parte do BCE, encontrando-se presentemente o Banco a aguardar a referida validação. b.5) Reconhecimento de juros Os resultados referentes a juros de instrumentos financeiros ativos e passivos mensurados ao custo amortizado são reconhecidos nas rubricas de juros e rendimentos similares ou juros e encargos similares (margem financeira), pelo método da taxa de juro efetiva. Os juros de ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral são calculados à taxa de juro efetiva e reconhecidos na margem financeira assim como os juros dos ativos e passivos financeiros ao justo valor através dos resultados. A taxa de juro efetiva corresponde à taxa que desconta os pagamentos ou recebimentos futuros estimados durante a vida esperada do instrumento financeiro (ou, quando apropriado, por um período mais curto) para o valor líquido atual de balanço do ativo ou passivo financeiro. Para a determinação da taxa de juro efetiva, o Banco Montepio procede à estimativa dos fluxos de caixa futuros considerando todos os termos contratuais do instrumento financeiro (por exemplo opções de pagamento antecipado), não considerando eventuais perdas por imparidade. O cálculo inclui as comissões pagas ou recebidas consideradas como parte integrante da taxa de juro efetiva,
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 379 custos de transação e todos os prémios ou descontos diretamente relacionados com a transação, exceto para ativos e passivos financeiros ao justo valor através dos resultados. Os proveitos com juros reconhecidos em resultados associados a contratos classificados no Estágio 1 ou 2 são apurados aplicando a taxa de juro efetiva de cada contrato sobre o seu valor de balanço bruto. O valor de balanço bruto de um contrato é o seu custo amortizado antes da dedução da respetiva imparidade. Para os ativos financeiros incluídos no Estágio 3, os juros são reconhecidos em resultados com base no seu valor de balanço líquido de imparidade. O reconhecimento de juros é sempre realizado de forma prospetiva, i.e., para os ativos financeiros que entrem em Estágio 3, os juros são reconhecidos sobre o custo amortizado (líquido de imparidade) nos períodos subsequentes. Para ativos financeiros originados ou adquiridos em imparidade de crédito (POCIs), a taxa de juro efetiva reflete as perdas de crédito esperadas na determinação dos fluxos de caixa futuros expectáveis a receber do ativo financeiro. Para os instrumentos financeiros derivados, com exceção daqueles que forem classificados como instrumentos de cobertura do risco de taxa de juro, a componente de juro não é autonomizada das alterações no seu justo valor, sendo classificada em Resultados de ativos e passivos financeiros ao justo valor através dos resultados. Para derivados de cobertura do risco de taxa de juro e associados a ativos financeiros ou passivos financeiros reconhecidos na categoria de Fair Value Option, a componente de juro é reconhecida em juros e rendimentos similares ou em juros e encargos similares (margem financeira). b.6) Reclassificações entre categorias de instrumentos financeiros As reclassificações de ativos financeiros só podem ocorrer quando o Banco Montepio alterar o seu modelo de negócio de gestão de ativos financeiros, alterações essas que se esperam que sejam muito pouco frequentes. Nesse caso, todos os ativos financeiros afetados deverão ser reclassificados. A reclassificação deve ser aplicada prospetivamente a partir da data da reclassificação, não devendo reexpressar quaisquer ganhos, perdas (incluindo ganhos ou perdas de imparidade) ou juros anteriormente reconhecidos. A IFRS 9 não permite a reclassificação de investimentos em instrumentos de capital mensurados ao justo valor através de outro rendimento integral ou quando a opção pelo justo valor foi exercida para ativos ou passivos financeiros. O Banco Montepio não deverá reclassificar nenhum passivo financeiro. Os passivos financeiros não podem ser reclassificados de categoria. Modificação de créditos Ocasionalmente o Banco renegoceia ou modifica os fluxos de caixa contratuais de créditos a clientes. Nesta situação, o Banco avalia se os novos termos do contrato são substancialmente
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 380 diferentes dos termos originais. O Banco faz esta análise considerando, entre outros, os seguintes fatores: x Se o devedor está em dificuldades financeiras, se a modificação apenas reduz os fluxos de caixa contratuais para um montante que é expectável que o devedor consiga pagar; x Se foi introduzido algum novo termo significativo, tal como a participação nos resultados ou equity-based return, que afete substancialmente o risco do crédito; x Extensão significativa da maturidade do contrato quando o devedor não está em dificuldades financeiras; x Alteração significativa da taxa de juro; x Alteração da moeda em que o crédito foi contratado; x Inclusão de um colateral, uma garantia ou outra melhoria associada ao crédito, que afete significativamente o risco de crédito associado ao empréstimo. Se os termos do contrato forem significativamente diferentes, o Banco desreconhece o ativo financeiro original e reconhece o novo ativo ao justo valor, calculando a sua nova taxa de juro efetiva. Na data de renegociação é considerada a data de reconhecimento inicial para efeitos do cálculo de imparidade, incluindo para o propósito de aferir se ocorreu um aumento significativo do risco de crédito. O Banco também avalia se o novo ativo financeiro reconhecido está em imparidade no reconhecimento inicial (designando-o como ativo financeiro comprado ou originado em imparidade), especialmente quando a renegociação está relacionada com o facto de o devedor não ter efetuado os pagamentos originalmente acordados. As diferenças no montante contabilístico são reconhecidas em resultados, como um ganho ou perda de desreconhecimento. Os ativos financeiros comprados ou originados em imparidade, no reconhecimento inicial não tem imparidade. Em vez disso, as perdas de crédito esperadas ao longo da vida são incorporadas no cálculo da taxa de juro efetiva. Consequentemente, no reconhecimento inicial, o valor contabilístico bruto deste ativo é igual ao valor contabilístico líquido. Se os termos do contrato não forem significativamente diferentes, a renegociação, ou a modificação, não resulta em desreconhecimento e o Banco recalcula o montante contabilístico bruto com base nos fluxos de caixa revistos do ativo financeiro e reconhece um ganho ou perda desta modificação em resultados. O novo montante contabilístico bruto é recalculado descontando os fluxos de caixa modificados à taxa de juro efetiva original. Após a modificação, o Banco pode determinar que o risco de crédito melhorou significativamente e que os ativos passaram de Estágio 3 para Estágio 2 (ECL lifetime) ou de Estágio 2 para Estágio 1 (ECL 12 meses), com exceção dos ativos financeiros comprados ou originados em imparidade que estão classificados em Estágio 3. Sendo que esta situação apenas pode ocorrer quando o desempenho do ativo modificado estiver de acordo com os novos termos do contrato durante um período de doze meses consecutivos. Adicionalmente, o Banco continua a monitorizar se houve um aumento significativo do risco de crédito destes ativos, aplicando modelos específicos para ativos modificados.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 381 b.7) Desreconhecimento que não resulte de uma modificação Os ativos financeiros concedidos são desreconhecidos quando os fluxos de caixa que lhes estão associados se extinguem, são cobrados ou alienados a terceiros e (i) o Banco transfere substancialmente todos os riscos e benefícios associados à detenção do ativo, ou (ii) o Banco nem transfere nem detém substancialmente todos os riscos e benefícios associados à detenção do ativo e não detém o controlo sobre o ativo. Os ganhos e perdas obtidos na alienação de créditos a clientes a título definitivo são registados em Outros resultados de exploração. Estes ganhos ou perdas correspondem à diferença entre o valor de venda fixado e o valor contabilístico desses ativos, líquido de perdas de imparidade. O Banco participa em transações em que detém o direito contratual de receber fluxos de caixa de ativos, mas assume uma obrigação contratual de pagar esses fluxos de caixa a outras entidades e transfere substancialmente todos os riscos e benefícios. Estas transações resultam no desreconhecimento do ativo se o Banco: x Não tiver qualquer obrigação de efetuar pagamentos, a não ser que receba montantes equivalentes dos ativos; x Estiver proibido de vender ou penhorar os ativos; x Tiver a obrigação de remeter qualquer fluxo de caixa que receba dos ativos sem atrasos materiais. As garantias concedidas pelo Banco (ações e obrigações) através de acordos de recompra e operações de concessão e de contratação de empréstimos de valores mobiliários não são desreconhecidas porque o Banco detém substancialmente todos os riscos e benefícios com base no preço de recompra pré-estabelecido, não se observando assim os critérios de desreconhecimento. Os passivos financeiros são desreconhecidos quando a obrigação subjacente é liquidada, expira ou é cancelada. b.8) Política de abates O Banco Montepio reconhece um crédito abatido ao ativo quando não tem expectativas razoáveis de recuperar esse ativo total ou parcialmente. Este registo ocorre após todas as ações de recuperação desenvolvidas pelo Banco Montepio se revelarem infrutíferas. Os créditos abatidos ao ativo são registados em contas extrapatrimoniais. b.9) Imparidade de ativos financeiros O Banco determina perdas por imparidade para os instrumentos de dívida que são mensurados ao custo amortizado e ao justo valor através de rendimento integral, bem como para outras
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 382 exposições que tenham risco de crédito associado tais como garantias bancárias e compromissos assumidos. Os requisitos da IFRS 9 têm como objetivo o reconhecimento de perdas esperadas das operações, avaliadas em base individual ou coletiva, tendo em consideração todas as informações razoáveis, fiáveis e devidamente fundamentadas que estejam disponíveis, incluindo ainda informação numa perspetiva forward looking. As perdas por imparidade dos instrumentos de dívida que estão mensurados ao custo amortizado são reconhecidas por contrapartida de uma rubrica de imparidade acumulada de balanço, que reduz o valor contabilístico do ativo, enquanto a imparidade dos ativos mensurados ao justo valor por outro rendimento integral é reconhecida em contrapartida de outro rendimento integral. As perdas por imparidade do exercício de crédito a clientes e de aplicações em instituições de crédito, mensurados ao custo amortizado, são reconhecidas na demonstração de resultados na rubrica Imparidade de crédito a clientes e aplicações em instituições de crédito, enquanto que as dos restantes ativos financeiros são reconhecidas na rubrica Imparidade de outros ativos financeiros. As perdas por imparidade das exposições que tenham risco de crédito associado e que não se tratem de posições registadas no ativo (e.g. garantias bancárias e compromissos assumidos) são registadas como uma provisão na rubrica Provisões no passivo do balanço. As dotações e reversões são registadas na rubrica Outras provisões na demonstração de resultados. Para efeitos do registo contabilístico das perdas por imparidade dos instrumentos de dívida, devem ser tidas em consideração as seguintes definições: c) Perdas de crédito: correspondem à diferença entre todos os fluxos de caixa em dívida ao Banco, de acordo com as condições contratuais do ativo financeiro e todos os fluxos de caixa que o Banco espera receber (ou seja, a totalidade da insuficiência de fluxo de caixa), descontados à taxa de juro efetiva original ou à taxa de juro efetiva na data a que as demonstrações financeiras se referem, quando a taxa é variável. Para ativos financeiros comprados ou originados em imparidade com perdas de crédito, os fluxos de caixa são descontados à taxa de juro efetiva ajustada pela qualidade do crédito. No caso de compromissos assumidos, comparam-se os fluxos de caixa contratuais em dívida ao Banco que se esperam receber no caso de utilização do compromisso e os fluxos de caixa que se esperam receber aquando do reconhecimento do ativo. No caso de garantias bancárias, consideram-se os pagamentos que o Banco espera realizar menos os fluxos de caixa que espera receber do ordenador. O Banco estima os fluxos de caixa tendo em consideração o prazo contratual definido para as operações ou a maturidade comportamental.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 383 Para efeitos de determinação dos fluxos de caixa são ainda incluídos os decorrentes da venda de garantias reais recebidas, tendo em conta os fluxos que seriam obtidos da sua venda, deduzidos dos custos necessários para a sua obtenção, manutenção e posterior venda, ou outras garantias que façam parte integrante das condições contratuais, tais como os colaterais financeiros. d) Perdas esperadas de crédito: correspondem à média ponderada das perdas de crédito, utilizando como ponderador a probabilidade de ocorrência de eventos de incumprimento (default), tendo em consideração: (i) perdas de crédito esperadas durante a vida da operação (lifetime) para operações classificadas em Estágio 2 ou 3: são as perdas de crédito esperadas que resultam de possíveis eventos de incumprimento durante a vida esperada da operação; (ii) perdas de crédito esperadas num prazo de doze meses para operações classificadas em Estágio 1: são parte das perdas de crédito esperadas ao longo da duração do instrumento que representa as perdas de crédito esperadas que resultam de situações de incumprimento relativamente a um instrumento financeiro suscetíveis de ocorrer no prazo de doze meses a contar da data de referência. b.10.1) Modelo de imparidade de crédito a clientes A IFRS 9 considera as perdas expectáveis ao longo da vida dos instrumentos financeiros. Desta forma, na determinação da ECL são tidos em consideração cenários macroeconómicos prospetivos, cujas alterações impactam as perdas esperadas. O modelo de imparidade é aplicável ao seguinte conjunto de instrumentos financeiros do Banco Montepio que não se encontram mensurados ao justo valor através dos resultados: x Ativos financeiros ao custo amortizado (incluindo Crédito a clientes, Aplicações em instituições de crédito e Outros ativos financeiros ao custo amortizado); x Ativos financeiros classificados como instrumentos de dívida ao justo valor através de outro rendimento integral; x Compromissos e garantias financeiras emitidas. Não é reconhecida imparidade em instrumentos de capital em virtude de estarem mensurados ao justo valor e das valias resultantes da sua alienação serem reconhecidas em outro rendimento integral. Os instrumentos sujeitos ao cálculo da imparidade são divididos em três Estágios tendo em consideração o seu nível de risco de crédito, conforme segue: x Estágio 1: sem aumento significativo do risco de crédito desde o momento de reconhecimento inicial. Neste caso, a imparidade reflete as perdas de crédito
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 384 esperadas resultantes de eventos de default que poderão ocorrer nos doze meses seguintes à data de reporte; x Estágio 2: instrumentos em que se considera que ocorreu um aumento significativo do risco de crédito desde o reconhecimento inicial, mas para os quais ainda não existe evidência objetiva de imparidade. Neste caso, a imparidade reflete as perdas de crédito esperadas resultantes de eventos de default que poderão ocorrer ao longo do período de vida residual esperado do instrumento; x Estágio 3: instrumentos para os quais existe evidência objetiva de imparidade como resultado de eventos que originaram perdas. Neste caso, o montante de imparidade reflete as perdas de crédito esperadas ao longo do período de vida residual esperado do instrumento. O cálculo de imparidade é complexo e requer decisões da Gestão, estimativas e pressupostos, particularmente nas seguintes áreas: x Avaliação da existência de um aumento de risco significativo desde o momento de reconhecimento inicial; x Incorporação de informação forward-looking no cálculo da ECL. Cálculo da ECL A ECL corresponde a uma estimativa ponderada não enviesada de perdas de crédito que são determinadas da seguinte forma: x Ativos financeiros sem sinais de imparidade à data de reporte: o valor atual da diferença entre os fluxos de caixa contratuais e os fluxos de caixa que o Banco Montepio espera receber; x Ativos financeiros com sinais de imparidade à data de reporte: a diferença entre o valor bruto contabilístico e o valor atual dos fluxos de caixa estimados; x Compromissos de crédito não utilizados: o valor atual da diferença entre os fluxos de caixa contratuais resultantes, caso o compromisso seja realizado, e os fluxos de caixa que o Banco Montepio espera receber; x Garantias financeiras: o valor atual dos pagamentos a reembolsar esperados menos os valores que o Banco Montepio espera recuperar.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 385 b.10.2) Definição de incumprimento O Banco Montepio alinhou a definição utilizada na ótica regulamentar com a perspetiva contabilística, sendo que os ativos financeiros classificados no Estágio 3 correspondem à definição interna de incumprimento (ou default). Os principais critérios de classificação em default considerados pelo Banco Montepio são os seguintes: x Crédito vencido acima dos limites de materialidade definidos há mais de 90 dias consecutivos. Para este efeito, são considerados os seguintes limites de materialidade: (i) limite relativo de 1%; (ii) limite absoluto de 100 euros para exposições de retalho e 500 euros para exposições de não retalho. x Clientes individualmente significativos com imparidade individual x Clientes em falência/insolvência x Clientes com crédito abatido ao ativo no Banco Montepio nos últimos 5 anos x Operações com reestruturações por dificuldades financeiras, que cumpram os critérios definidos para identificação de incumprimento (e.g. diminuição do justo valor do crédito). b.10.3) Aumento significativo de risco de crédito (SICR) De forma a determinar se ocorreu um aumento significativo no risco de crédito desde o momento de reconhecimento inicial do instrumento financeiro (i.e., risco de incumprimento), o Banco Montepio considera como informação relevante toda a que se encontre disponível e sem custos e/ou esforço excessivo, incluindo tanto informação quantitativa e qualitativa como uma análise baseada no histórico do Banco Montepio (expert judgement). A identificação do aumento significativo de risco de crédito é realizada através da comparação entre: x A notação de risco da exposição no momento da data de reporte, e x A notação de risco da exposição, que foi atribuída no momento inicial de reconhecimento da exposição. O Banco Montepio identifica a ocorrência de um aumento significativo de risco de crédito para uma exposição através da comparação entre a notação de risco atual e a notação de risco atribuída no momento de reconhecimento do contrato, sendo que a variação de notações necessária para se identificar um aumento significativo do risco de crédito é menor quanto mais gravosa for a notação original.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 386 O Banco Montepio considera igualmente o critério da existência de mais 30 dias de atraso na aferição do aumento significativo de risco de crédito, assim como outros indicadores sobre o comportamento dos Clientes perante o Banco Montepio e/ou o sistema financeiro (e.g. reestruturações por dificuldades financeiras que não cumpram os critérios para classificação em Estágio 3, crédito vencido na Central de Responsabilidades de Crédito do Banco de Portugal). b.10.4) Critérios de Estágio adicionais para exposições que beneficiaram de moratória No contexto da atual crise pandémica, e com o objetivo de antecipar a degradação de risco associada a exposições que beneficiaram de moratória, foram considerados os seguintes critérios adicionais ao nível de classificação em Estágios 2 e 3: Estágio 2 • Clientes para os quais o Banco, através de uma análise específica sobre a qualidade creditícia dos Clientes que beneficiaram de moratória, conclui que será necessário conceder alterações contratuais ou refinanciamentos que cumpram os critérios de classificação como reestruturação por dificuldades financeiras; • Operações com mais de 0 dias de atraso; • Clientes do segmento Empresas e ENI: Em 31 de dezembro de 2021 encontram-se classificadas em Estágio 2 os Clientes que beneficiaram de moratória de capital e juros até setembro de 2021; • Clientes do segmento Particulares: agravamento da notação de scoring comportamental de Clientes que beneficiaram de moratória até setembro de 2021, tendo em conta o ajuste a determinadas variáveis de input, nomeadamente relacionadas com a evolução dos recursos dos clientes ou com situação profissional de desemprego. Estágio 3 • Antecipação da classificação em estágio 3 dos Clientes para os quais o Banco concluiu que será expectável a marcação em default por via dos critérios previstos na definição de incumprimento (e.g. reestruturações urgentes; falência/insolvência). b.10.5) Mensuração da ECL – Análise coletiva Os principais inputs utilizados para a mensuração das perdas esperadas (ECL) numa base coletiva incluem as seguintes variáveis: x Probabilidade de Incumprimento (Probability of Default – PD); x Perda dado o Incumprimento (Loss Given Default – LGD); e x Exposição dado o Incumprimento (Exposure at Default – EAD).
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 387 Estes parâmetros são obtidos através de modelos estatísticos internos, e outros dados históricos relevantes, tendo em conta modelos regulamentares já existentes e ajustados de forma a refletir a informação forward-looking. De forma simplificada, a mensuração da ECL através da análise coletiva resulta do produto da PD do ativo financeiro, da LGD e da EAD, descontado à taxa de juro efetiva original do contrato, ou à taxa de juro efetiva na data a que as demonstrações financeiras se referem, quando a taxa é variável. Para as carteiras de títulos e outros ativos, dada a sua natureza, a abordagem de estimação de imparidade coletiva inclui parâmetros fornecidos por fontes externas, os quais consideram as características das exposições (e.g. rating, tipologia da contraparte). As PDs são estimadas com base num determinado período histórico e são calculadas com suporte em modelos estatísticos. Estes modelos são baseados em dados internos, compreendendo tanto fatores quantitativos como qualitativos. Caso exista uma alteração da notação de risco da contraparte ou da exposição, a estimativa da PD associada também é alterada. São estimados os seguintes tipos de PD: • PD a 12 meses: a probabilidade de um incumprimento ocorrer nos próximos 12 meses, considerando informação prospetiva a um ano (para contratos pertencentes ao Estágio 1); • PD Lifetime: a probabilidade de um incumprimento ocorrer durante a vida remanescente do crédito (para contratos pertencentes ao Estágio 2). Neste caso são utilizados parâmetros lifetime e que consideram informação prospetiva para um horizonte até 3 anos (forward looking) e para os restantes anos considera-se a PD histórica; e • PD = 100% para todos os contratos pertencentes ao Estágio 3. Os graus de risco, definidos com base na masterscale interna, são um input de elevada relevância para a determinação das PDs associadas a cada exposição. O Banco Montepio recolhe indicadores de performance e default acerca das suas exposições de risco de crédito com análises por tipos de Clientes e produtos. A segmentação das PDs consideradas pelo Banco encontra-se em linha com a segmentação utilizada na gestão de risco, nomeadamente no que respeita ao tipo de Cliente e ao produto (e.g. Particulares vs. Empresas, crédito à habitação, consumo). Adicionalmente, é considerado um nível de segmentação adicional para cada segmento
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 388 suportado em análises estatísticas, com base em variáveis de risco, tais como notação de risco, código de atividade económica e indicadores de atraso. A LGD é a magnitude da perda que se espera que ocorra caso a exposição entre em incumprimento. O Banco Montepio estima os parâmetros de LGD com base no histórico de taxas de recuperação após a entrada em default de contrapartes. Os modelos de LGD consideram os colaterais associados e o tempo em incumprimento, bem como os custos de recuperação. No caso de contratos garantidos por imóveis, os rácios de LTV (loan-to-value) são um parâmetro de elevada relevância na determinação da LGD. A segmentação das LGDs consideradas pelo Banco encontra-se em linha com a segmentação utilizada na gestão de risco, nomeadamente no que respeita ao tipo de Cliente e ao produto (e.g. Particulares vs. Empresas, crédito à habitação, consumo). Adicionalmente, é considerado um nível de segmentação adicional para cada segmento suportado em análises estatísticas, com base em variáveis de risco, tais como nível de colateralização, EAD ou tipo de produto. A EAD representa a perda esperada caso a exposição e/ou Cliente entre em incumprimento. O Banco Montepio obtém os valores de EAD a partir da exposição atual da contraparte e de alterações potenciais ao valor atual permitido de acordo com as condições contratuais, incluindo amortizações e pagamentos antecipados. Para compromissos e garantias financeiras, o valor da EAD considera tanto o valor de crédito utilizado como a expectativa do valor potencial futuro que poderá vir a ser utilizado de acordo com o contrato. Para este efeito são estimados fatores de conversão de crédito (CCF) com base em dados históricos internos, os quais são ajustados de forma a refletir a informação forward-looking. Como descrito anteriormente, com exceção dos ativos financeiros que consideram uma PD a 12 meses por não apresentarem um aumento significativo do risco de crédito, o Banco Montepio calcula o valor da ECL tendo em conta o risco de incumprimento durante o período máximo de maturidade do contrato, ou em determinadas situações específicas, com base na maturidade comportamental. Para efeitos da incorporação da componente forward-looking, são considerados 3 cenários, de acordo com as seguintes características: 1. Cenário base, com 60% de probabilidade de ocorrência: 2. Cenário pessimista, com 20% de probabilidade de ocorrência; 3. Cenário otimista, com 20% de probabilidade de ocorrência.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 389 b.10.6) Mensuração da ECL – Análise individual No grupo dos Clientes individualmente significativos, as exposições dos Clientes estão sujeitas a análise individual. Esta análise incide sobre a qualidade creditícia do devedor, bem como sobre as expetativas de recuperação de crédito, atendendo, designadamente, à viabilidade económico-financeira do devedor, aos colaterais e garantias existentes e aos restantes fatores considerados relevantes para esta análise. Para os ativos financeiros de contrapartes/Clientes individualmente significativos classificados em Estágio 3, o valor de imparidade é apurado através do método de discounted cash-flows, correspondendo o valor de imparidade à diferença entre o valor do crédito e o somatório dos cash-flows esperados relativos às diversas operações do Cliente, atualizados segundo as taxas de juro originais de cada operação. Para os ativos financeiros de contrapartes/Clientes individualmente significativos classificadas em Estágio 1 e 2, é atribuída a perda esperada (ECL) de acordo com a metodologia da análise coletiva, dado que individualmente não se observa qualquer nível de imparidade. Critérios para o apuramento de imparidade para os créditos individualmente significativos São objeto de análise individual todos os Clientes ou grupos económicos que verifiquem as seguintes condições: 1. Grupos Económicos com um montante de exposição global ≥ 0,5 M€ em que pelo menos um dos participantes é titular de operações classificadas em Estágio 3, sendo selecionados os Clientes com um montante de exposição ≥ 0,1 M€; 2. Clientes titulares de operações em Estágio 2 com um montante de exposição ≥ 1,0 M€ e Clientes com montante de exposição ≥ 1,0 M€ que integrem o mesmo Grupo Económico; 3. Clientes titulares de operações em Estágio 1 com um montante de exposição ≥ 2,5 M€; 4. Clientes correspondentes a Sociedades Gestoras de Participações Sociais (SGPS) e/ou Clientes titulares de créditos em regime de Project Finance com um montante de exposição ≥ 1,0 M€; 5. Outros Clientes quando devidamente justificados.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 390 Para a exposição dos Clientes ou grupos económicos consideram-se todas as operações creditícias ativas (on balance e off balance), excluindo as operações em write- off. A análise individual é da responsabilidade da Direção de Análise Especializada de Crédito e na avaliação das perdas de imparidade consideram-se, essencialmente, os seguintes fatores: x Exposição total de cada Cliente e/ou grupo económico, notação de risco interna do Cliente e/ou grupo económico, staging associado a cada operação e a existência de sinais de imparidade; x Viabilidade económico-financeira do Cliente ou grupo económico e a capacidade de geração de cash-flows futuros para fazer face ao pagamento da dívida; x Existência de colaterais associados a cada crédito e respetiva avaliação; x Património dos Clientes ou avalistas; x Situação de falência ou insolvência dos Clientes e/ou dos avalistas; x Expetativa do prazo de recuperação da dívida. O valor recuperável é determinado pelo somatório dos cash-flows esperados, estimados de acordo com as condições contratuais em vigor e de acordo com as expetativas de cobrabilidade subjacentes, descontados à taxa de juro efetiva original do contrato. O ajustamento de imparidade materializa-se quando o valor recuperável é inferior ao valor atual dos cash-flows contratuais devidos pelo Cliente. Para a determinação dos cash-flows esperados utilizam-se diferentes estratégias de recuperação, as quais podem contemplar o método da “continuidade de negócio” (going concern) e/ou o método da “cessação da atividade” da Empresa (gone concern): No caso de continuidade de negócio (going concern) é realizada uma análise crítica aos planos de negócios das Empresas ou outros elementos disponíveis para análise, os quais devem incluir informação sobre eventos passados, condições atuais e previsões de condições económicas futuras (cenários forward-looking), devendo os mesmos ser representativos da situação económico-financeira presente e futura do Cliente. Para o cálculo da imparidade destes Clientes são considerados os fluxos de caixa anualmente previstos, após ajustamento dos pressupostos inicialmente estimados e/ou da aplicação de haircuts, se necessário, tendo em consideração os desvios dos valores reais face aos inicialmente projetados, descontados à taxa de juro original efetiva das operações;
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 391 No caso da cessação da atividade (gone concern), assume-se a liquidação por colaterais, caso existam, sendo realizada uma análise exaustiva aos mesmos, designadamente ao valor de hipoteca/penhor, ao valor de avaliação, à data de avaliação e à necessidade de aplicação de haircuts, em função da antiguidade da avaliação ou outros fatores, ao prazo para a dação/execução e ao prazo para venda, assim como aos custos de manutenção e de venda associados e custos processuais associados, conforme aplicável. Para o cálculo da imparidade destes Clientes são considerados os fluxos de caixa anualmente previstos, após os ajustamentos considerados, descontados à taxa de juro original efetiva das operações; Para cada estratégia de recuperação, é efetuado o cálculo da respetiva perda esperada, tendo por base diferentes cenários forward-looking, ponderados pela respetiva probabilidade de ocorrência; Para casos específicos é possível a utilização de estratégias que combinem quer o método going concern, quer o método gone concern. b.11) Crédito titularizado não desreconhecido O Banco Montepio não desreconhece do ativo os créditos vendidos nas operações de titularização quando: x mantém o controlo sobre as operações; x continua a receber parte substancial da sua remuneração; e x mantém parte substancial do risco sobre os créditos transferidos. Os créditos vendidos e não desreconhecidos são registados na rubrica Crédito a clientes e são sujeitos a critérios contabilísticos idênticos às restantes operações de crédito. A manutenção do risco e/ou benefício é representada pelas obrigações com grau de risco mais elevado emitidas pelo veículo de titularização. O valor registado no ativo e no passivo do Banco Montepio ao nível das suas demonstrações financeiras individuais representa a proporção do risco/benefício detido pelo Banco Montepio (envolvimento continuado). As obrigações emitidas pelos veículos de titularização e detidos pelo Banco Montepio são eliminadas no processo de consolidação. b.12) Securitização sintética O Banco contratou uma operação que configura uma estrutura de securitização sintética. A operação iniciou-se em 18 de dezembro de 2020 tem como base uma carteira de créditos de Pequenas e Médias Empresas (PME).
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 392 A operação em causa tem como objetivo o reforço do rácio CET1, não gerando qualquer acréscimo de liquidez. Nesta operação não existiu qualquer venda de créditos a terceiros, emissão de obrigações ou participação de Sociedades de Titularização de Créditos, Veículos de Titularização de Créditos e Fundos de Titularização de Créditos, ou necessidade de manter Reserve Accounts. Da mesma forma, não existiu qualquer transferência de collections. A operação obedece a um trancheamento de risco à semelhança do que acontece numa titularização tradicional, tendo-se subdivido nas seguintes tranches: sénior (80.3% do portfolio), mezzanine (18% do portfólio), júnior (1,7% do portfólio) e synthetic Excess Spread (0,54%). Para a tranche sénior e mezzanine o Banco procedeu à transmissão do risco para terceiros através da contratação de duas garantias financeiras que constituem um hedge de crédito não sujeito a MtM. Para o efeito, o BEI e o EIF são os garantes da tranche sénior e mezzanine, suportando o Banco uma comissão de 0,3% e 4,5% para garantia de cada uma das tranches, respetivamente. O Banco Montepio reteve o risco da tranche júnior e do excess spread. Com esta operação o Banco reduziu os ativos ponderados pelo risco (RWAs) associados à carteira de crédito a clientes, contudo, na medida em que a maioria dos riscos e benefícios associados aos créditos em questão não foram transferidos, não estão reunidos os critérios de desreconhecimento dos ativos financeiros definidos na política contabilística apresentada em b.7) acima apresentada. c) Instrumentos financeiros derivados e contabilidade de cobertura O Banco Montepio designa derivados e outros instrumentos financeiros para cobertura do risco de taxa de juro e risco cambial resultantes de atividades de financiamento e de investimento. Os derivados que não se qualificam para contabilidade de cobertura são registados como de negociação. Os instrumentos financeiros derivados de cobertura podem ser classificados contabilisticamente como de cobertura desde que cumpram, cumulativamente, com as seguintes condições: (i) Os instrumentos de cobertura e os itens cobertos são elegíveis para o relacionamento de cobertura; (ii) À data de início da transação, a relação de cobertura encontra-se identificada e formalmente documentada, incluindo a identificação do item coberto, do instrumento de cobertura, a natureza do risco coberto e a avaliação da efetividade da cobertura; (iii) Existe uma relação económica entre o item coberto e o instrumento de cobertura; (iv) O efeito do risco de crédito não domina as alterações de valor que resultam dessa relação económica; (v) A eficácia da cobertura possa ser mensurada com fiabilidade à data de início da transação e ao longo da vida da operação. Cobertura de justo valor (fair value hedge) Numa operação de cobertura de justo valor de um ativo ou passivo, o valor de balanço desse ativo ou passivo, determinado com base na respetiva política contabilística, é ajustado por forma a refletir a variação do seu justo valor atribuível ao risco coberto. As variações do justo valor dos derivados de cobertura são reconhecidas em resultados, conjuntamente com as variações de justo valor dos ativos ou dos passivos cobertos, atribuíveis ao risco coberto. Nos casos em que o instrumento de cobertura cobre um instrumento de capital próprio designado ao justo valor através de outro rendimento integral, as variações de justo valor
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 393 são também reconhecidas em outro rendimento integral. Se a cobertura deixar de cumprir com o requisito da eficácia, mas o objetivo da gestão de risco se mantiver, o Banco Montepio pode proceder ao ajustamento da cobertura para cumprir com os critérios de elegibilidade. Se a cobertura deixar de cumprir com os critérios exigidos para a contabilidade de cobertura (no caso do instrumento de cobertura expirar, ser vendido, terminado ou exercido, sem que se tenha procedido à sua substituição de acordo com objetivo de gestão do risco documentado da entidade), o instrumento financeiro derivado é transferido para a carteira de negociação e a contabilidade de cobertura é descontinuada prospectivamente. Caso o ativo ou passivo coberto corresponda a um instrumento de rendimento fixo, o ajustamento de revalorização é amortizado em resultados até à sua maturidade pelo método da taxa efetiva. Cobertura de fluxos de caixa Numa operação de cobertura de fluxos de caixa futuros de elevada probabilidade, a parte efetiva das variações de justo valor do derivado de cobertura é reconhecida em reservas, sendo transferida para resultados nos exercícios em que o respetivo item coberto afeta resultados. A parte inefetiva da cobertura é registada em resultados. Quando um instrumento de cobertura expira ou é vendido, ou quando a cobertura deixa de cumprir os critérios exigidos para a contabilidade de cobertura, as variações de justo valor do derivado acumuladas em reservas são reconhecidas em resultados quando a operação coberta também afetar resultados. Se for previsível que a operação coberta não se efetuará, os montantes ainda registados em capital próprio são imediatamente reconhecidos em resultados e o instrumento de cobertura é transferido para a carteira de negociação. d) Instrumentos de capital Um instrumento financeiro é classificado como instrumento de capital quando não existe uma obrigação contratual de a sua liquidação ser efetuada mediante a entrega de dinheiro ou de outro ativo financeiro a terceiros, independentemente da sua forma legal, evidenciando um interesse residual nos ativos de uma entidade após a dedução de todos os seus passivos. Os custos de transação diretamente atribuíveis à emissão de instrumentos de capital são registados por contrapartida do capital próprio como uma dedução ao valor da emissão. Os valores pagos e recebidos pelas compras e vendas de instrumentos de capital são registados no capital próprio, líquidos dos custos de transação. As distribuições efetuadas por conta de instrumentos de capital são deduzidas ao capital próprio como dividendos quando declaradas. e) Garantias financeiras e garantias de performance Garantias Financeiras São considerados como garantias financeiras os contratos que requerem que o seu emitente efetue pagamentos com vista a compensar o detentor por perdas incorridas decorrentes de incumprimentos dos termos contratuais de instrumentos de dívida, nomeadamente o pagamento do respetivo capital e/ou juros. As garantias financeiras emitidas são inicialmente reconhecidas pelo seu justo valor. Subsequentemente estas garantias são mensuradas pelo maior (i) do justo valor reconhecido inicialmente e (ii) do montante de
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 394 qualquer obrigação decorrente do contrato de garantia, mensurada à data do balanço. Qualquer variação do valor da obrigação associada a garantias financeiras emitidas é reconhecida em resultados. As garantias financeiras emitidas pelo Banco normalmente têm maturidade definida e uma comissão periódica cobrada antecipadamente, a qual varia em função do risco de contraparte, montante e período do contrato. Nessa base, o justo valor das garantias na data do seu reconhecimento inicial é aproximadamente equivalente ao valor da comissão inicial recebida tendo em consideração que as condições acordadas são de mercado. Assim, o valor reconhecido na data da contratação iguala o montante da comissão inicial recebida a qual é reconhecida em resultados durante o exercício a que diz respeito. As comissões subsequentes são reconhecidas em resultados no exercício a que dizem respeito. Garantias de performance As garantias de performance são contratos que resultam na compensação de uma das partes caso a mesma não cumpra a obrigação contratual. As garantias de performance são inicialmente reconhecidas ao justo valor, que é normalmente evidenciado pelo valor das comissões recebidas no período de duração do contrato. Aquando da quebra contratual, o Banco tem o direito de reverter a garantia, sendo os valores reconhecidos em Crédito a Clientes após a transferência da compensação de perdas para o beneficiário da garantia. f) Empréstimo de títulos e transações com acordo de recompra Empréstimo de títulos Os títulos cedidos através de acordos de empréstimo de títulos continuam a ser reconhecidos no balanço e são reavaliados de acordo com a política contabilística da categoria a que pertencem. O montante recebido pelo empréstimo de títulos é reconhecido como um passivo financeiro. Os títulos obtidos através de acordos de empréstimo de títulos não são reconhecidos patrimonialmente. O montante cedido pelo empréstimo de títulos é reconhecido como um débito para com Clientes ou para com instituições de crédito. Os proveitos ou custos resultantes de empréstimo de títulos são periodificados durante o período das operações e são incluídos em juros e rendimentos similares ou juros e encargos similares (margem financeira). Acordos de recompra O Banco Montepio realiza compras/vendas de títulos com acordo de revenda/recompra de títulos substancialmente idênticos numa data futura a um preço previamente definido. Os títulos adquiridos que estiverem sujeitos a acordos de revenda (reverse repos) numa data futura não são reconhecidos em balanço. Os montantes pagos são reconhecidos em crédito a clientes ou aplicações em instituições de crédito. Os valores a receber são colateralizados pelos títulos associados. Os títulos vendidos através de acordos de recompra (repos) continuam a ser reconhecidos no balanço e são reavaliados de acordo com a política contabilística da categoria a que pertencem. Os recebimentos da venda de investimentos são considerados como depósitos de clientes ou de outras instituições de crédito.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 395 A diferença entre as condições de compra/venda e as de revenda/recompra é periodificada durante o período das operações e é registada em juros e rendimentos similares ou juros e encargos similares. g) Investimentos em subsidiárias e associadas Os investimentos em subsidiárias e associadas são contabilizados nas demonstrações financeiras individuais do Banco Montepio ao seu custo histórico deduzido de quaisquer perdas por imparidade. As Empresas subsidiárias são entidades (incluindo fundos de investimento e veículos de securitização) controladas pelo Banco Montepio. O Banco Montepio controla uma entidade quando está exposta, ou tenha direitos, à variabilidade nos retornos provenientes do seu envolvimento com essa entidade e possa apoderar- se dos mesmos através do poder que detém sobre as atividades relevantes dessa entidade (controlo de facto). As Empresas associadas são entidades nas quais o Banco Montepio tem influência significativa, mas não exerce controlo sobre a sua política financeira e operacional. Presume-se que o Banco Montepio exerce influência significativa quando detém o poder de exercer mais de 20% dos direitos de voto da associada. Caso o Banco Montepio detenha, direta ou indiretamente, menos de 20% dos direitos de voto, presume-se que o Banco Montepio não possui influência significativa, exceto quando essa influência possa ser claramente demonstrada. A existência de influência significativa por parte do Banco Montepio é normalmente demonstrada por uma ou mais das seguintes formas: x representação no Conselho de Administração ou órgão de direção equivalente; x participação em processos de definição de políticas, incluindo a participação em decisões sobre dividendos ou outras distribuições; x transações materiais entre o Banco Montepio e a participada; x intercâmbio de pessoal de gestão; e x fornecimento de informação técnica essencial. Imparidade O valor recuperável dos investimentos em subsidiárias e associadas é avaliado sempre que existam sinais de evidência de imparidade. As perdas de imparidade são apuradas tendo por base a diferença entre o valor recuperável dos investimentos em subsidiárias ou associadas e o seu valor contabilístico. As perdas por imparidade identificadas são registadas por contrapartida de resultados, sendo subsequentemente revertidas por resultados caso se verifique uma redução do montante da perda estimada num período posterior. O valor recuperável é determinado com base no maior entre o valor em uso dos ativos e o justo valor deduzido dos custos de venda, sendo calculado com recurso a metodologias de avaliação, suportadas
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 396 em técnicas de fluxos de caixa descontados, considerando as condições de mercado, o valor temporal e os riscos de negócio. h) Ativos recebidos por recuperação de crédito, ativos não correntes detidos para venda e operações descontinuadas Os ativos não correntes, grupos de ativos não correntes detidos para venda (grupos de ativos em conjunto com os respetivos passivos, que incluem pelo menos um ativo não corrente) e operações descontinuadas são classificados como detidos para venda quando existe a intenção de alienar os referidos ativos e passivos e os ativos ou grupos de ativos estão disponíveis para venda imediata e a sua venda é altamente provável. O Banco Montepio também classifica como ativos não correntes detidos para venda os ativos não correntes, ou grupos de ativos, adquiridos apenas com o objetivo de venda posterior, que estejam disponíveis para venda imediata e cuja venda seja altamente provável. Imediatamente antes da sua classificação como ativos não correntes detidos para venda, a mensuração de todos os ativos não correntes e todos os ativos e passivos incluídos num grupo de ativos para venda é efetuada de acordo com as IFRS aplicáveis. Subsequentemente, estes ativos ou grupos de ativos são mensurados ao menor valor entre o seu custo e o seu justo valor deduzido dos custos de venda, sendo as perdas não realizadas assim registadas em resultados do exercício. Quando o valor contabilístico corresponde ao justo valor menos os custos de venda, o nível de justo valor da hierarquia da IFRS 13 corresponde ao nível 3. Embora o Banco tenha como objetivo a venda imediata de todos os imóveis e outros ativos recebidos em dação, o Banco procede à classificação na rubrica de Outros ativos, devido ao tempo de permanência dos mesmos em carteira ser superior a 12 meses. O método de contabilização mantém-se face ao disposto acima, sendo registados no seu reconhecimento inicial pelo menor valor entre o seu justo valor deduzido dos custos esperados de venda e o valor de balanço do crédito concedido objeto de recuperação. i) Locações (IFRS 16) Definição de locação A definição de locação acarreta um enfoque no controlo do ativo identificado, ou seja, um contrato constitui ou contém uma locação se transmitir o direito de controlar a utilização de um ativo identificado, ou seja, obtendo substancialmente todos os benefícios económicos da utilização do mesmo e o direito de orientar o uso desse ativo identificado, durante um certo período de tempo em troca de uma retribuição. Ótica do locatário O Banco Montepio reconhece para todas as locações, com exceção das locações com um período inferior a 12 meses ou para as locações que incidam sobre ativos de valor unitário reduzido: - um ativo sob direito de uso, inicialmente mensurado ao custo, tendo em conta o Net Present Value (NPV) do passivo da locação, acrescido de pagamentos efetuados (fixos e/ou variáveis) deduzidos de
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 397 incentivos à locação recebidos, penalidades por término (se razoavelmente certas), bem como eventuais estimativas de custo a serem suportadas pelo locatário com o desmantelamento e remoção do ativo subjacente e/ou com a restauração do local onde este está localizado. Subsequentemente é mensurado de acordo com o modelo do custo (sujeito a depreciações de acordo com o prazo de locação de cada contrato e a testes de imparidade); - um passivo da locação, registado inicialmente pelo valor presente dos fluxos de caixa futuros da locação (NPV), o que inclui: pagamentos fixos, deduzidos os incentivos à locação a receber; pagamentos de locação variáveis que dependam de um índice ou taxa, mensurados inicialmente e utilizando o índice ou a taxa à data de início do contrato; - as quantias que deverão ser pagas pelo locatário a título de garantias de valor residual; - o preço do exercício de uma opção de compra, se o locatário estiver razoavelmente certo de exercer essa opção; - pagamentos de penalidades por rescisão da locação, se o prazo da locação refletir o exercício de uma opção de rescisão da locação pelo locatário. Quando não é possível determinar facilmente a taxa de juro implícita na locação (parágrafo 26 da IFRS 16), os pagamentos da locação são descontados segundo a taxa de juro incremental de financiamento do locatário a qual incorpora a curva de taxa de juro sem risco (curva swap), acrescido de um spread de risco do Banco Montepio, aplicada sobre o prazo médio ponderado de cada contrato de locação. Para os contratos com termo é considerada essa data como data fim da locação e para os outros contratos sem termo é avaliado o prazo no qual o mesmo terá força executória. Na avaliação da força executória são consideradas as cláusulas particulares dos contratos bem como a legislação vigente relativamente ao Arrendamento Urbano. Subsequentemente é mensurado da seguinte forma: - pelo aumento da sua quantia escriturada de forma a refletir os juros sobre o mesmo; - pela diminuição da sua quantia escriturada de forma a refletir os pagamentos de locação; - a quantia escriturada é remensurada de forma a refletir quaisquer reavaliações ou alterações da locação, bem como para incorporar a revisão de pagamentos de locação fixos em substância e a revisão do prazo da locação. O Banco Montepio remensura um passivo de locação, e calcula o respetivo ajustamento relacionado ao ativo sob direito de uso sempre que houver: - uma alteração do prazo da locação ou na avaliação de uma opção de compra do ativo subjacente. Nesta situação o passivo de locação é remensurado, descontando os pagamentos de locação revistos e utilizando uma taxa de desconto também revista; - uma alteração dos montantes a pagar ao abrigo de uma garantia de valor residual, ou dos pagamentos futuros de locação resultantes da alteração de um índice ou taxa utilizados para determinar esses pagamentos. Nesta situação o passivo de locação é remensurado, descontando os pagamentos de locação revistos utilizando uma taxa de desconto inalterada (a menos que a alteração dos pagamentos
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 398 de locação resulte de uma alteração das taxas de juro variáveis, nesse caso deverá ser utilizada uma taxa de desconto revista); - uma alteração do contrato de locação, mas essa alteração à locação não é contabilizada como uma locação distinta. Nesta situação o passivo de locação é remensurado, descontando os pagamentos de locação revistos utilizando uma taxa de desconto revista. O Banco Montepio não efetuou quaisquer ajustamentos para os exercícios apresentados. Os ativos sob direito de uso são depreciados desde a data de entrada em vigor até ao fim da vida útil do ativo subjacente, ou até ao final do prazo da locação, caso este seja anterior. Se a locação transferir a propriedade do ativo subjacente, ou se o custo do ativo sob direito de uso refletir o facto de o Banco Montepio ir exercer uma opção de compra, o ativo sob direito de uso dever ser depreciado/amortizado desde a data de entrada em vigor até ao fim da vida útil do ativo subjacente. A depreciação começa na data de entrada em vigor da locação. O registo dos contratos de locação na demonstração dos resultados é efetuado nas seguintes rubricas: (i) registo em Margem financeira do gasto de juros relativo aos passivos de locação; (ii) registo em Outros gastos administrativos dos montantes relativos a contratos de locação de curto prazo e contratos de locação de ativos de baixo valor; e (iii) registo em Depreciações e amortizações do exercício do custo de depreciação dos ativos sob direito de uso. O registo dos contratos de locação no balanço é efetuado nas seguintes rubricas: (i) registo em Outros ativos tangíveis, pelo reconhecimento dos ativos sob direito de uso; e (ii) registo em Outros passivos pelo valor dos passivos de locação reconhecidos. Relativamente à classificação dos fluxos de caixa originados pelos contratos de locação, estes são registados na demonstração dos fluxos de caixa: - na rubrica “Fluxos de caixa de atividades operacionais – Despesas com pessoal e fornecedores”, que inclui os montantes relativos a contratos de locação de curto prazo e a contratos de locação de ativos de baixo valor; - na rubrica “Fluxos de caixa de atividades de financiamento – Contratos de locação”, que inclui os montantes relativos a pagamentos de partes de capital do passivo de locações. Ótica do locador De acordo com a IFRS 16, os locadores continuarão a classificar as locações como financeiras ou operacionais. No âmbito da sua atividade, o Banco classifica como locações financeiras, as operações em que, substancialmente, todos os riscos e vantagens que recaem sobre o bem objeto de locação se transferem para o locatário.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 399 São registados como um empréstimo concedido na rúbrica Crédito a clientes do balanço pela soma do valor atual de todas as prestações a receber por parte do locatário durante o prazo da locação e qualquer valor residual não garantido que corresponda ao locador. Incluem as prestações fixas (menos os pagamentos realizados ao locatário) bem como as prestações variáveis determinadas com referência a um índice ou taxa, assim como o preço do exercício da opção de compra, se houver uma razoável certeza de que esta será exercida pelo locatário, e as penalizações por rescisão do locatário se o prazo da locação refletir o exercício da opção de rescisão. Os rendimentos financeiros obtidos como locador são registados na demonstração de resultados na rubrica Juros e rendimentos similares. j) Resultados de operações financeiras (Resultados em ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral e Resultados de ativos e passivos financeiros ao justo valor através dos resultados) O Resultado de operações financeiras reflete os ganhos e perdas dos ativos e passivos financeiros ao justo valor através dos resultados, isto é, variações de justo valor e juros de derivados de negociação e de derivados embutidos, assim como os dividendos recebidos associados a estas carteiras. Inclui igualmente mais ou menos valias de alienações de instrumentos de dívida de ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral. As variações de justo valor dos derivados afetos a carteiras de cobertura e dos itens cobertos, quando aplicável a cobertura de justo valor, também são aqui reconhecidas. k) Reconhecimento de proveitos resultantes de serviços e comissões Os proveitos resultantes de serviços e comissões são reconhecidos como rédito de contratos com Clientes na medida em que as obrigações de performance são satisfeitas: 1. Quando são obtidos e à medida que os serviços são prestados, o seu reconhecimento em resultados é efetuado no exercício a que respeitam (por exemplo: proveitos com a manutenção de contas); 2. Quando resultam de uma prestação de serviços, o seu reconhecimento é efetuado quando o referido serviço esteja concluído e são registadas em resultados no momento da cobrança (por exemplo: câmbio de moeda, consultoria ou montagem/sindicação de empréstimos); 3. Quando são uma parte integrante da taxa de juro efetiva de um instrumento financeiro, os proveitos resultantes de serviços e comissões são registados na margem financeira. As suas caraterísticas são: (i) Comissões recebidas na realização de operações de crédito que não são avaliadas ao justo valor através de resultados (por exemplo: avaliação de garantias, preparação e processamento da documentação). Estas comissões são recebidas antecipadamente e são diferidas e reconhecidas ao longo da vida da operação; (ii) Comissões acordadas pelo compromisso de conceder financiamento e é provável a concessão de crédito. São comissões recebidas antecipadamente e são diferidas pela vida esperada do financiamento. Se o compromisso expirar sem a concretização da operação, a comissão é reconhecida em resultados; (iii) Comissões pagas na emissão de passivos financeiros ao custo amortizado. São incluídas no valor de passivo financeiro, sendo reconhecidas em resultados pelo custo efetivo da operação.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 400 l) Atividades fiduciárias Os ativos detidos no âmbito de atividades fiduciárias não são reconhecidos nas demonstrações financeiras do Banco Montepio. Os resultados obtidos com serviços e comissões provenientes destas atividades são reconhecidos na demonstração dos resultados no exercício em que ocorrem. m) Outros ativos tangíveis Os outros ativos tangíveis encontram-se registados ao custo de aquisição, deduzido das respetivas amortizações acumuladas e perdas por imparidade. Os custos subsequentes são reconhecidos como um ativo separado apenas se for provável que deles resultarão benefícios económicos futuros para o Banco Montepio. As despesas com manutenção e reparação são reconhecidas como custo à medida que são incorridas de acordo com o princípio da especialização dos exercícios. As amortizações são calculadas pelo método das quotas constantes, de acordo com os seguintes períodos de vida útil esperada: Número de anos Imóveis de serviço próprio 50 Outros ativos fixos 4 a 10 Sempre que exista uma indicação de que um ativo fixo tangível possa ter imparidade, é efetuada uma estimativa do seu valor recuperável, devendo ser reconhecida uma perda por imparidade sempre que o valor líquido desse ativo exceda o valor recuperável. O valor recuperável é determinado como o mais elevado entre o seu justo valor deduzido dos custos de venda e o seu valor de uso, sendo este calculado com base no valor atual dos fluxos de caixa estimados futuros que se espera vir a obter com o uso continuado do ativo e da sua alienação no final da vida útil. As perdas por imparidade de ativos fixos tangíveis são reconhecidas em resultados do exercício. Os ganhos ou perdas na alienação dos ativos são determinados pela diferença entre o valor de realização e o valor contabilístico do ativo, sendo reconhecidos na demonstração dos resultados. n) Ativos intangíveis Software O Banco Montepio regista em ativos intangíveis os custos associados ao software adquirido a entidades terceiras e procede à sua amortização linear pelo período de vida útil estimado entre 3 e 6 anos. O Banco Montepio não capitaliza custos gerados internamente relativos ao desenvolvimento de software. o) Demonstração de fluxos de caixa e equivalentes Para efeitos da demonstração dos fluxos de caixa, a caixa e seus equivalentes englobam os valores registados no balanço com maturidade inferior a três meses a partir da data da contratação, e com risco insignificante de variações de justo valor, onde se incluem a caixa, as disponibilidades junto de bancos centrais e as disponibilidades em outras instituições de crédito.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 401 Os conceitos utilizados na apresentação das demonstrações de fluxo de caixa são os seguintes: - Fluxos de caixa: Caixa e equivalentes de caixa incluem caixa, disponibilidades em bancos centrais e disponibilidades em outras instituições de crédito; - Atividades operacionais: utiliza-se o método indireto para a apresentação dos fluxos de caixa de atividades operacionais, refletindo o fluxo das atividades típicas das instituições de crédito, bem como outras atividades que não são qualificadas como de investimento ou financiamento; - Atividades de investimento: a aquisição, venda ou outras alienações de ativos de longo prazo, tais como participações em Empresas filiais e associadas, aquisição de ativos tangíveis e intangíveis e outros investimentos estratégicos não incluídos nas atividades operacionais; - Atividades de financiamento: atividades que produzem alterações nas operações de financiamento de médio e longo prazo do Banco Montepio que não fazem parte das atividades operacionais, tais como dívida titulada e subordinada, aumentos de capital e distribuição de dividendos. p) Compensação de instrumentos financeiros Os ativos e passivos financeiros são compensados e reconhecidos pelo seu valor líquido em balanço quando o Banco Montepio tem um direito legal de compensar os valores reconhecidos e as transações podem ser liquidadas pelo seu valor líquido, simultaneamente. q) Transações em moeda estrangeira As transações em moeda estrangeira são convertidas para a moeda funcional à taxa de câmbio em vigor na data da transação. Os ativos e passivos monetários denominados em moeda estrangeira são convertidos para a moeda funcional à taxa de câmbio em vigor na data de balanço. As diferenças cambiais resultantes da conversão são reconhecidas em resultados. Os ativos e passivos não monetários denominados em moeda estrangeira e registados ao custo histórico são convertidos para a moeda funcional à taxa de câmbio em vigor na data da transação. Os ativos e passivos não monetários registados ao justo valor são convertidos para a moeda funcional à taxa de câmbio em vigor na data em que o justo valor é determinado e reconhecido por contrapartida de resultados, com exceção daqueles que se encontram reconhecidos em ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral, cuja diferença é registada por contrapartida de capitais próprios. r) Benefícios pós-emprego e de longo prazo Plano de benefícios definidos O Banco Montepio tem a responsabilidade de pagar aos seus colaboradores pensões de reforma por velhice, invalidez, sobrevivência, benefícios de saúde e subsídio de morte, nos termos do Acordo Coletivo de
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 402 Trabalho (“ACT”) que outorgaram. Em 2016 foram introduzidas alterações a esse acordo, nomeadamente a alteração da idade de reforma, alinhando com o Regime Geral da Segurança Social e a atribuição de um prémio de final de carreira que corresponde a 1,5 vezes a retribuição mensal auferida na data da reforma. Decorrente da assinatura ACT e subsequentes alterações, o Banco Montepio constituiu um Fundo de Pensões tendo em vista assegurar a cobertura das responsabilidades assumidas para com pensões de reforma por velhice, invalidez, sobrevivência, benefícios de saúde e subsídio de morte. A partir de 1 de janeiro de 2011, os empregados bancários foram integrados no Regime Geral da Segurança Social, que passou a assegurar a proteção dos colaboradores nas eventualidades de maternidade, paternidade, adoção e ainda de velhice, permanecendo sob a responsabilidade dos bancos a proteção na doença, invalidez, sobrevivência e morte (Decreto-Lei n.º 1-A/2011, de 3 de janeiro). A taxa contributiva é de 25,4%, cabendo 22,4% ao Banco Montepio e 3,0% aos colaboradores, em substituição da Caixa de Abono de Família dos Empregados Bancários (CAFEB) que foi extinta por aquele mesmo diploma. Em consequência desta alteração o direito à pensão dos colaboradores no ativo passou a ser coberto nos termos definidos pelo Regime Geral da Segurança Social, tendo em conta o tempo de serviço prestado desde 1 de janeiro de 2011 até à idade da reforma, passando os bancos a suportar o diferencial necessário para a pensão garantida nos termos do Acordo Coletivo de Trabalho. Na sequência da aprovação pelo Governo do Decreto-Lei n.º 127/2011, de 31 de dezembro, foi estabelecido um Acordo Tripartido entre o Governo, a Associação Portuguesa de Bancos e os Sindicatos dos trabalhadores bancários sobre a transferência, para a esfera da Segurança Social, das responsabilidades das pensões em pagamento dos reformados e pensionistas a 31 de dezembro de 2011. Este Decreto-Lei estabeleceu que as responsabilidades a transferir correspondiam às pensões em pagamento em 31 de dezembro de 2011, a valores constantes (taxa de atualização 0%) na componente prevista no Instrumento de Regulação Coletiva de Trabalho (“IRCT”) dos reformados e pensionistas. As responsabilidades relativas às atualizações das pensões, a benefícios complementares, às contribuições para os Serviços de Assistência Médico-Social (SAMS) sobre as pensões de reforma e sobrevivência, ao subsídio de morte e à pensão de sobrevivência diferida continuaram a cargo das Instituições. Em dezembro de 2016 o Banco Montepio outorgou um novo ACT, tendo introduzido um conjunto de alterações ao nível dos benefícios dos colaboradores, nomeadamente a alteração da idade de reforma, em linha com o Regime Geral de Segurança Social, e a atribuição de um prémio de final de carreira, em substituição do prémio de antiguidade que foi extinto, conforme descrito na nota 46. O cálculo atuarial é efetuado com base no método de crédito da unidade projetada e utilizando pressupostos atuariais e financeiros de acordo com os parâmetros exigidos pela IAS 19. A cobertura das responsabilidades é assegurada através do Fundo de Pensões gerido pela Futuro – Sociedade Gestora de Fundos de Pensões, S.A.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 403 A responsabilidade líquida do Banco Montepio relativa ao plano de pensões de benefício definido e outros benefícios é calculada separadamente para cada plano através da estimativa do valor de benefícios futuros que cada colaborador deve receber em troca pelo seu serviço no exercício corrente e em exercícios passados. O benefício é descontado de forma a determinar o seu valor atual, sendo aplicada a taxa de desconto correspondente à taxa de obrigações de alta qualidade e com maturidade semelhante à da data do termo das obrigações do plano. A responsabilidade líquida é determinada após a dedução do justo valor dos ativos do Fundo de Pensões. O proveito/custo de juros com o plano de pensões é calculado multiplicando o ativo/responsabilidade líquido com pensões de reforma (responsabilidades deduzidas do justo valor dos ativos do Fundo) pela taxa de desconto utilizada para efeitos da determinação das responsabilidades com pensões de reforma atrás referida. Nessa base, o proveito/custo líquido de juros inclui o custo dos juros associado às responsabilidades com pensões de reforma e o rendimento esperado dos ativos do Fundo, ambos mensurados com base na taxa de desconto utilizada no cálculo das responsabilidades. Os ganhos e perdas de remensuração, nomeadamente (i) os ganhos e perdas atuariais, resultantes das diferenças entre os pressupostos atuariais utilizados e os valores efetivamente verificados (ganhos e perdas de experiência) e das alterações de pressupostos atuariais e (ii) os ganhos e perdas decorrentes da diferença entre o rendimento esperado dos ativos do Fundo e os valores obtidos, são reconhecidos por contrapartida de capital próprio na rubrica de outro rendimento integral. O Banco Montepio reconhece na sua demonstração dos resultados um valor total líquido que inclui (i) o custo do serviço corrente, (ii) o proveito/custo líquido de juros com o plano de pensões, (iii) o efeito das reformas antecipadas, (iv) custos com serviços passados e (v) os efeitos de qualquer liquidação ou corte ocorridos no exercício. Os encargos com reformas antecipadas correspondem ao aumento de responsabilidades decorrente da reforma ocorrer antes do colaborador atingir a idade da reforma. Outros benefícios que não de pensões, nomeadamente os encargos de saúde dos colaboradores na situação de reforma e benefícios atribuíveis ao cônjuge e descendentes por morte e os encargos com o crédito à habitação, são igualmente considerados no cálculo das responsabilidades. Os pagamentos ao Fundo de Pensões são efetuados pelo Banco Montepio de forma a assegurar a solvência do Fundo. O financiamento mínimo das responsabilidades é de 100% para as pensões em pagamento e 95% para os serviços passados do pessoal no ativo. Plano de contribuição definida O Banco Montepio tem um plano de contribuição definida para os colaboradores que tenham sido admitidos após 3 de março de 2009. Para este plano, designado contributivo, são efetuadas contribuições mensais e iguais a 1,5% da remuneração efetiva a cargo da Empresa e 1,5% a cargo do colaborador.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 404 Remunerações variáveis aos colaboradores e órgãos de administração (bónus) De acordo com a IAS 19 – Benefícios dos empregados, as remunerações variáveis (participação nos lucros, prémios e outras) atribuídas aos colaboradores e aos membros dos órgãos de administração são contabilizadas em resultados do exercício no ano a que respeitam. Benefícios de cessação de emprego A ocorrência que dá lugar a esta obrigação é (i) a cessação do vínculo laboral entre o Banco e o colaborador como consequência de uma decisão do Banco, (ii) a criação de expetativa válida para o colaborador ou (iii) a decisão de um colaborador de aceitar benefícios por uma oferta irrevogável do Banco por contrapartida de dar por terminado o contrato laboral. Os benefícios de cessação de emprego são reconhecidos como um passivo e um custo não recorrente a partir do momento em que o Banco não pode retirar a oferta realizada ao colaborador ou desde o momento em que se reconhecem os custos com uma reestruturação que supõe o pagamento de benefícios por cessação do contrato laboral. Estes benefícios são registados como um passivo na rubrica “Encargos a pagar – Custos com pessoal” do balanço até ao momento da liquidação ou até à transferência para as Responsabilidades com pensões. Prémio de final de carreira Decorrente da assinatura do novo ACT em 5 de julho de 2016, o prémio de antiguidade terminou, tendo o Banco Montepio procedido ao pagamento aos seus colaboradores dos proporcionais respeitantes ao prémio que seria devido à data de entrada em vigor do novo ACT. Em substituição do prémio de antiguidade, o novo ACT prevê o pagamento por parte do Banco Montepio de um prémio de final de carreira, devido no momento imediatamente anterior ao da reforma do colaborador caso o mesmo se reforme ao serviço do Banco Montepio, correspondente a 1,5 da sua retribuição mensal no momento do pagamento. O prémio de final de carreira é contabilizado pelo Banco Montepio de acordo com a IAS 19 como outro benefício de longo prazo a empregados. Os efeitos das remensurações e custos de serviços passados deste benefício são reconhecidos em resultados do exercício à semelhança do modelo de contabilização dos prémios de antiguidade. O valor das responsabilidades do Banco Montepio com este prémio de final de carreira é igualmente estimado periodicamente com base no método da unidade de crédito projetada, utilizando pressupostos atuariais baseados em expetativas de futuros aumentos salariais e nas tábuas de mortalidade. A taxa de desconto utilizada neste cálculo é determinada com base na mesma metodologia descrita para o apuramento das responsabilidades com pensões de reforma. s) Impostos sobre lucros Até 31 de dezembro de 2011, o Banco Montepio encontrava-se isento de Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas (“IRC”), nos termos da alínea a) do n.º 1 do artigo 10º do Código do IRC, tendo tal isenção
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 405 sido reconhecida por Despacho de 3 de dezembro de 1993, do Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais e confirmada pela Lei n.º 10-B/96, de 23 de março, que aprovou o Orçamento do Estado para 1996. Com efeitos a partir de 1 de janeiro de 2012, o Banco Montepio passou a estar sujeito ao regime estabelecido no Código do IRC. Adicionalmente são registados impostos diferidos resultantes das diferenças temporárias entre os resultados contabilísticos e os resultados fiscalmente aceites para efeitos de IRC sempre que haja uma probabilidade razoável de que tais impostos venham a ser pagos ou recuperados no futuro. Os impostos sobre lucros registados em resultados incluem o efeito dos impostos correntes e dos impostos diferidos. Os impostos sobre lucros são reconhecidos na demonstração dos resultados, exceto quando relacionados com itens que sejam movimentados em capitais próprios, facto que implica que o reconhecimento dos impostos sobre lucros seja também efetuado em capitais próprios. Os impostos diferidos reconhecidos nos capitais próprios decorrem da reavaliação de ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral e de derivados de cobertura de fluxos de caixa. Apenas os impostos diferidos relativos aos instrumentos derivados de cobertura de fluxos de caixa são posteriormente reconhecidos em resultados no momento em que forem reconhecidos em resultados os ganhos e perdas que lhes deram origem. Os impostos correntes correspondem ao valor apurado relativamente ao rendimento tributável do exercício, utilizando a taxa de imposto em vigor ou substancialmente aprovada pelas autoridades à data de balanço e quaisquer ajustamentos aos impostos de exercícios anteriores. Os impostos diferidos são calculados sobre as diferenças temporárias entre os valores contabilísticos dos ativos e passivos e a sua base fiscal, utilizando as taxas de imposto aprovadas ou substancialmente aprovadas à data de balanço e que se espera que venham a ser aplicadas quando as diferenças temporárias se reverterem. Os impostos diferidos passivos são reconhecidos para todas as diferenças temporárias tributáveis com exceção dos ativos intangíveis sem vida finita, não dedutíveis para efeitos fiscais, das diferenças resultantes do reconhecimento inicial de ativos e passivos que não afetem quer o lucro contabilístico quer o fiscal, e de diferenças relacionadas com investimentos em subsidiárias na medida em que não seja provável que se revertam no futuro, e na medida em que o Banco Montepio não exerça controlo sobre o período de reversão das diferenças. Os ativos por impostos diferidos são reconhecidos quando é provável a existência de lucros tributáveis futuros que absorvam as diferenças temporárias dedutíveis para efeitos fiscais (incluindo prejuízos fiscais reportáveis). O Banco Montepio procede, conforme estabelecido na IAS 12, parágrafo 74, à compensação dos ativos e passivos por impostos diferidos sempre que: (i) tenha o direito legalmente executável de compensar ativos por impostos correntes e passivos por impostos correntes; e (ii) os ativos e passivos por impostos diferidos se relacionarem com impostos sobre o rendimento lançados pela mesma autoridade fiscal sobre a mesma entidade tributável ou diferentes entidades tributáveis que pretendam liquidar passivos e ativos por impostos
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 406 correntes numa base líquida, ou realizar os ativos e liquidar os passivos simultaneamente, em cada exercício futuro em que os passivos ou ativos por impostos diferidos se esperem que sejam liquidados ou recuperados. No ano de 2018, o Banco Montepio passou a ser a sociedade dominante do Grupo tributado em sede de Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas no âmbito do Regime Especial de Tributação dos Grupos de Sociedades (“RETGS”), constituído pelas Empresas em que detém uma participação igual ou superior a 75% e que cumprem as condições previstas no artigo 69.º e seguintes do Código do IRC. As Empresas incluídas no RETGS apuram e registam o imposto sobre o rendimento tal como se fossem tributadas numa ótica individual. As responsabilidades apuradas são, no entanto, devidas à sociedade dominante do grupo fiscal, o Banco Montepio, a quem compete o apuramento global e a autoliquidação do imposto. Os ganhos ou perdas decorrentes da aplicação deste regime são registados em cada uma das sociedades que os originam. O registo dos impactos fiscais das transações realizadas pelo Banco Montepio corresponde ao entendimento da gestão sobre o tratamento fiscal aplicável à luz da legislação emitida. Nas situações em que haja lugar a interpretação e tal venha a ser questionado pela Administração Fiscal, a gestão procede à sua reanálise, avaliando a probabilidade de existir uma responsabilidade a registar, consoante a probabilidade de pagar seja superior ou inferior ao 50%. t) Relato por segmentos O Banco Montepio adotou a IFRS 8 – Segmentos Operacionais para efeitos de divulgação da informação financeira por segmentos operacionais. Um segmento operacional é uma componente do Banco: (i) que desenvolve atividades de negócio de que pode obter réditos ou gastos; (ii) cujos resultados operacionais são regularmente revistos pelo principal responsável pela tomada de decisões operacionais do Banco para efeitos de tomada de decisões sobre imputação de recursos ao segmento e avaliação do seu desempenho; e (iii) relativamente ao qual esteja disponível informação financeira distinta. Considerando que as demonstrações financeiras individuais são apresentadas conjuntamente com as do Grupo, à luz do parágrafo 4 da IFRS 8, o Banco Montepio está dispensado de apresentar informação em base individual relativa aos segmentos. u) Provisões, ativos e passivos contingentes Provisões As provisões são reconhecidas quando (i) o Banco Montepio tem uma obrigação presente (legal ou decorrente de práticas passadas ou políticas publicadas que impliquem o reconhecimento de certas responsabilidades, (ii) seja provável que o seu pagamento venha a ser exigido, e (iii) quando possa ser efetuada uma estimativa fiável do valor dessa obrigação. A mensuração das provisões tem em conta os princípios definidos na IAS 37 no que respeita à melhor estimativa do custo expectável, ao resultado mais provável das ações em curso tendo em conta os riscos e incertezas inerentes ao processo. Nos casos em que o efeito do desconto é material, as provisões
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 407 correspondem ao valor atual dos pagamentos futuros esperados, descontados a uma taxa que considera o risco associado à obrigação. As provisões são revistas no final de cada data de reporte e ajustadas para refletir a melhor estimativa, sendo revertidas por contrapartida de resultados na proporção dos pagamentos que não sejam prováveis. Ativos contingentes Um ativo contingente é um ativo possível que decorre de acontecimentos passados e cuja existência apenas será confirmada pela ocorrência ou não de um ou mais acontecimentos futuros incertos que não estão totalmente sob controlo da entidade. Passivos contingentes Um passivo contingente é uma obrigação: - Possível, que decorre de acontecimentos passados e cuja existência apenas será confirmada pela ocorrência ou não de um ou mais acontecimentos futuros incertos, que não estão totalmente sob controlo da entidade; ou - Presente, que decorre de acontecimentos passados, mas não é reconhecida porque: - Não é provável que seja exigido um exfluxo de recursos incorporando benefícios económicos para liquidar essa obrigação; - A quantia da obrigação não pode ser mensurada com suficiente fiabilidade. Os passivos contingentes não são reconhecidos nas demonstrações financeiras, sendo enquadrados na norma IAS 37 e divulgados sempre que a possibilidade de existir uma saída de recursos englobando benefícios económicos não seja remota. v) Prestação do serviço de mediação de seguros ou de resseguros O Banco Montepio é uma entidade autorizada pela Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (“ASF”) para a prática da atividade de mediação de seguros, na categoria de Mediador de Seguros Ligado, de acordo com o Artigo 8º, alínea a), subalínea i), do Decreto-Lei n.º 144/2006, de 31 de julho, desenvolvendo a atividade de intermediação de seguros nos ramos vida e não vida. No âmbito dos serviços de mediação de seguros, o Banco Montepio efetua a venda de contratos de seguros, recebendo como remuneração pelos serviços prestados comissões de mediação de contratos de seguros e contratos de investimento, as quais estão definidas em acordos/protocolos estabelecidos entre o Banco Montepio e as Seguradoras. As comissões recebidas pelos serviços de mediação de seguros têm a seguinte tipologia: - comissões que incluem uma componente fixa e uma componente variável. A componente fixa é calculada pela aplicação de uma taxa pré-determinada sobre o valor das subscrições efetuadas pelo
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 408 Banco Montepio e a componente variável é calculada mensalmente segundo critérios pré- estabelecidos, sendo a comissão total anual igual à soma das comissões calculadas mensalmente; - comissões por participação nos resultados de seguros, as quais são apuradas anualmente e pagas pela Seguradora no início do ano seguinte àquele a que respeitam. As comissões recebidas pelos serviços de mediação de seguros são reconhecidas de acordo com o princípio da especialização dos exercícios, pelo que as comissões cujo pagamento ocorre em momento diferente do exercício a que respeitam são objeto de registo como valor a receber numa rubrica de Outros ativos por contrapartida da rubrica Rendimentos de serviços e comissões – Serviços de mediação de seguros. w) Resultados por ação Os resultados por ação básicos são calculados dividindo o resultado líquido atribuível aos acionistas do Banco Montepio pelo número médio ponderado de ações ordinárias em circulação. Para o cálculo dos resultados por ação diluídos, quando aplicável, o número médio ponderado de ações ordinárias em circulação é ajustado de forma a refletir o efeito de todas as potenciais ações ordinárias diluidoras, como as resultantes de dívida convertível e de opções sobre ações próprias concedidas aos colaboradores. O efeito da diluição traduz-se numa redução nos resultados por ação, resultante do pressuposto de que os instrumentos convertíveis são convertidos ou de que as opções concedidas são exercidas. x) Eventos subsequentes O Banco analisa os eventos ocorridos após a data de balanço, ou seja, os acontecimentos favoráveis e/ou desfavoráveis que ocorram entre a data do balanço e a data em que as demonstrações financeiras foram autorizadas para emissão. Neste âmbito podem ser identificados dois tipos de eventos: i) aqueles que proporcionam prova de condições que existiam à data de balanço (eventos após a data de balanço que dão lugar a ajustamentos); e ii) aqueles que sejam indicativos das condições que surgiram após a data de balanço (eventos após a data de balanço que não dão lugar a ajustamentos). Os eventos ocorridos após a data das demonstrações financeiras que não sejam considerados eventos ajustáveis, se significativos, são divulgados no anexo às demonstrações financeiras. y) Julgamentos e estimativas significativas na aplicação das políticas contabilísticas As IFRS estabelecem um conjunto de tratamentos contabilísticos que requerem que o Conselho de Administração utilize o julgamento e faça as estimativas necessárias de forma a decidir qual o tratamento contabilístico mais adequado. Estas estimativas foram apuradas tendo em consideração a melhor informação disponível à data de preparação das demonstrações financeiras, considerando o contexto da incerteza e ambiente económico que resulta do impacto da atual pandemia COVID-19. As principais estimativas contabilísticas e julgamentos utilizados na aplicação dos princípios contabilísticos pelo Banco
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 409 Montepio são analisados nos parágrafos seguintes, no sentido de melhorar o entendimento de como a sua aplicação afeta os resultados reportados no Banco Montepio e a sua divulgação. Considerando que em algumas situações as normas contabilísticas permitem um tratamento contabilístico alternativo em relação ao adotado pelo Conselho de Administração, os resultados reportados pelo Banco Montepio poderiam ser diferentes caso um tratamento distinto fosse escolhido. O Conselho de Administração considera que os critérios adotados são apropriados e que as demonstrações financeiras apresentam de forma adequada a posição financeira do Banco Montepio e das suas operações em todos os aspetos materialmente relevantes. Os resultados das alternativas de seguida analisadas são apresentados apenas para assistir o leitor no entendimento das demonstrações financeiras e não têm intenção de sugerir que outras alternativas ou estimativas possam ser mais apropriadas. Perdas por imparidade em ativos financeiros ao custo amortizado e instrumentos de dívida ao justo valor através de outro rendimento integral A determinação das perdas por imparidade para instrumentos financeiros envolve julgamentos e estimativas relativamente aos seguintes aspetos, entre outros: a) Aumento significativo do risco de crédito: As perdas por imparidade correspondem às perdas esperadas em caso de default num horizonte temporal de doze meses, para os ativos em Estágio 1, e às perdas esperadas considerando a probabilidade de ocorrência de um evento de default em algum momento até à data de maturidade do instrumento financeiro, para os ativos em Estágio 2 e 3. Um ativo é classificado em Estágio 2 sempre que se verifique um aumento significativo no respetivo risco de crédito desde o seu reconhecimento inicial. Na avaliação da existência de um aumento significativo do risco de crédito, o Banco tem em consideração informação qualitativa e quantitativa, razoável e sustentável. b) Definição de grupos de ativos com caraterísticas de risco de crédito comuns: Quando as perdas de crédito esperadas são mensuradas numa base coletiva, os instrumentos financeiros são agrupados com base em caraterísticas de risco comuns. O Banco monitoriza a adequação das caraterísticas de risco de crédito numa base regular para avaliar se mantém a sua similaridade. Este procedimento é necessário para assegurar que, no caso de se verificar uma alteração das caraterísticas de risco de crédito, a segmentação dos ativos é revista. Esta revisão pode resultar na criação de novos portfólios ou na transferência dos ativos para portfólios já existentes, que reflitam melhor as suas caraterísticas de risco de crédito. c) Definição do número de cenários e respetiva ponderação relativa da informação prospetiva para cada segmento e determinação de informação prospetiva relevante:
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 410 Na estimativa das perdas de crédito esperadas o Banco utiliza informação prospetiva razoável e sustentável que é baseada em pressupostos sobre a evolução futura de diferentes drivers económicos e a forma como cada um dos drivers impacta os restantes. d) Probabilidade de incumprimento: A probabilidade de incumprimento representa um fator determinante na mensuração das perdas de crédito esperadas. A probabilidade de incumprimento corresponde a uma estimativa da probabilidade de incumprimento num determinado período temporal, cujo cálculo é efetuado com base em dados históricos, pressupostos e expetativas sobre as condições futuras. e) Perda dado o incumprimento: Corresponde a uma estimativa de perda num cenário de incumprimento, sendo efetuada pela diferença entre os fluxos de caixa contratuais e os que o Banco espera receber por via dos fluxos de caixa gerados pelo negócio do Cliente ou dos colaterais do crédito. O apuramento da estimativa de perda dado o incumprimento tem por base, entre outros aspetos, os diferentes cenários de recuperação, informação histórica, os custos envolvidos no processo de recuperação e a estimativa de valorização dos colaterais associados às operações de crédito. Metodologias alternativas e a utilização de outros pressupostos e estimativas poderiam resultar em níveis diferentes das perdas por imparidade reconhecidas e apresentadas nas notas 19, 20, 23 e 25, com o consequente impacto nos resultados do Banco Montepio. Pandemia COVID-19 No contexto da crise pandémica provocada pelo COVID-19, e em conformidade com o estipulado na IFRS 9, o Banco Montepio procedeu, para efeitos da mensuração das perdas por imparidade do crédito, à atualização da informação prospetiva relacionada com os dados macroeconómicos disponíveis nos parâmetros de risco, determinando impactos ao nível perda de crédito esperada (ver Nota 13). Justo valor dos instrumentos financeiros derivados e outros ativos financeiros valorizados ao justo valor O justo valor é baseado em cotações de mercado, quando disponíveis, sendo, na sua ausência, determinado com base na utilização de preços de transações recentes, semelhantes e realizadas em condições de mercado ou com base em metodologias de avaliação, baseadas em técnicas de fluxos de caixa futuros descontados considerando as condições de mercado, o efeito do tempo, a curva de rendibilidade e fatores de volatilidade. Estas metodologias podem requerer a utilização de pressupostos ou julgamentos na estimativa do justo valor. Consequentemente, a utilização de diferentes metodologias ou de diferentes pressupostos ou julgamentos na aplicação de determinado modelo poderiam originar resultados financeiros diferentes dos reportados nas notas 21, 22, 23 e 24. O detalhe do cálculo do justo valor dos instrumentos financeiros derivados e outros ativos financeiros valorizados ao justo valor é apresentado na nota 45.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 411 Imparidade para investimentos em subsidiárias e associadas O Banco Montepio avalia o valor recuperável quando existem sinais de evidência de imparidade. As perdas de imparidade são apuradas tendo por base a diferença entre o valor recuperável dos investimentos em subsidiárias ou associadas e o seu valor contabilístico. As perdas por imparidade identificadas são registadas por contrapartida de resultados, sendo subsequentemente revertidas por resultados caso se verifique uma redução do montante da perda estimada num período posterior. O valor recuperável é determinado com base no maior entre o valor em uso dos ativos e o justo valor deduzido dos custos de venda, sendo calculado com recurso a metodologias de avaliação, suportadas em técnicas de fluxos de caixa descontados, considerando as condições de mercado, o valor temporal e os riscos de negócio, os quais requerem a utilização de determinados pressupostos ou julgamento no estabelecimento de estimativas de justo valor. Metodologias alternativas e a utilização de diferentes pressupostos e estimativas poderiam resultar num nível diferente de perdas por imparidade reconhecidas e apresentadas na nota 26, com o consequente impacto nos resultados do Banco Montepio. Impostos sobre os lucros Para determinar o montante global de impostos sobre os lucros foi necessário efetuar determinadas interpretações e estimativas. Existem diversas transações e cálculos para os quais a determinação dos impostos a pagar é incerta durante o ciclo normal de negócios. O Banco cumpre as orientações da IFRIC 23 - Incertezas relativas ao tratamento do imposto sobre o rendimento relativo à determinação do lucro tributável, das bases fiscais, dos prejuízos fiscais a reportar, dos créditos fiscais a usar e das taxas de imposto em cenários de incerteza quanto ao tratamento em sede de imposto sobre o rendimento, não tendo resultado da aplicação da mesma qualquer impacto material nas suas demonstrações financeiras. Outras interpretações e estimativas poderiam resultar num nível diferente de impostos sobre os lucros, correntes e diferidos, reconhecidos no exercício e apresentados na nota 29. Este aspeto assume uma relevância acrescida para efeitos da análise de recuperabilidade dos impostos diferidos, na qual o Banco considera projeções de lucros tributáveis futuros baseados num conjunto de pressupostos, incluindo a estimativa de resultado antes de imposto, ajustamentos à matéria coletável, a evolução da legislação fiscal e a respetiva interpretação. Desta forma, a recuperabilidade dos impostos diferidos ativos depende da concretização da estratégia do Conselho de Administração do Banco, nomeadamente da capacidade de gerar os resultados tributáveis estimados, da evolução da legislação fiscal e da respetiva interpretação. Foi aprovada a Lei n.º 98/2019, de 4 de setembro, a qual veio estabelecer o novo regime fiscal das imparidades de crédito e das provisões para garantias para os períodos de tributação iniciados em ou após 1 de janeiro de 2019, contemplando a aproximação entre as regras contabilísticas e fiscais para efeitos de dedutibilidade dos gastos com o reforço das imparidades de crédito. Até ao final do exercício de 2023 continuarão a ser aplicadas as regras em vigor até 2018, salvo se for exercida antecipadamente a opção pela aplicação do novo regime. O Banco Montepio optou pela não aplicação do novo regime fiscal das
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 412 imparidades, pelo que na estimativa de resultado tributável foi considerada a manutenção das regras fiscais em vigor até 2018. Nas projeções de lucros tributáveis futuros, nomeadamente para efeitos da análise de recuperabilidade dos impostos diferidos ativos realizada com referência a 31 de dezembro de 2021, foram observadas as regras fiscais decorrentes da Lei n.º 98/2019 de 4 de setembro, tendo sido consideradas regras fiscais idênticas às vigentes nos exercícios entre 2015 e 2019, na medida em que o Banco Montepio não aderiu ao regime definitivo das imparidades, de onde decorre que os limites previstos no Aviso do Banco de Portugal n.º 3/95 e outras normas específicas devem ser considerados para efeitos do apuramento dos montantes máximos das perdas por imparidade aceites para efeitos fiscais. A Autoridade Tributária e Aduaneira tem a possibilidade de rever o cálculo da matéria coletável efetuado pelo Banco Montepio durante um período de quatro anos, exceto em caso de ter sido efetuada qualquer dedução ou crédito de imposto em que o período é o do exercício desse direito. Desta forma, é possível que haja correções à matéria coletável, resultantes principalmente de diferenças na interpretação da legislação fiscal que, pela sua probabilidade, o Conselho de Administração considera que não terão efeito materialmente relevante ao nível das demonstrações financeiras. Pensões e outros benefícios pós-emprego e de longo prazo A determinação das responsabilidades pelo pagamento de pensões requer a utilização de pressupostos e estimativas, incluindo a utilização de projeções atuariais e outras, tais como a taxa de desconto, taxa de crescimento de pensões e salários e tábuas de mortalidade, rendibilidade estimada dos investimentos e outros fatores que podem ter impacto nos custos e nas responsabilidades do plano de pensões. Alterações a estes pressupostos poderiam ter um impacto significativo nos valores determinados e apresentados na nota 46. Classificação e valorização de ativos recebidos por recuperação de crédito A classificação dos imóveis recebidos por recuperação de crédito é avaliada à luz da IFRS 5. Os ativos recebidos por recuperação de crédito são mensurados pelo menor valor entre o seu justo valor líquido de custos de venda e o valor contabilístico do crédito existente na data em que foi efetuada a dação. O justo valor é determinado tendo por base avaliações periódicas efetuadas por peritos externos registados na CMVM. Metodologias e pressupostos distintos teriam impacto na classificação e na determinação do justo valor dos ativos, os quais são apresentados na nota 30. Provisões A mensuração das provisões tem em conta os princípios definidos na IAS 37 no que respeita à melhor estimativa do custo expectável, ao resultado mais provável das ações em curso e tendo em conta os riscos e incertezas inerentes ao processo. Pressupostos e julgamentos distintos teriam impacto na determinação do montante das provisões, as quais são apresentadas na nota 36.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 413 Valor recuperável dos imóveis próprios A mensuração da imparidade tem em conta os princípios definidos na IAS 36, que exige que o seu valor recuperável seja determinado como o menor entre o seu justo valor e o seu valor de uso, sendo calculado com base no valor atual dos fluxos de caixa estimados futuros que se esperam obter do uso continuado do ativo e da sua alienação. Metodologias alternativas e a utilização de diferentes pressupostos e estimativas poderiam resultas em diferentes conclusões sobre o valor recuperável dos imóveis próprios do Banco, os quais são apresentados na nota 27. 2 Margem financeira O valor desta rubrica é composto por: (milhares de euros) 2021 2020 Juros e rendimentos similares Crédito a clientes 225 310 239 528 Outros ativos financeiros ao custo amortizado 5 897 9 452 Aplicações em instituições de crédito e depósitos de bancos centrais 24 694 8 503 Ativos financeiros detidos para negociação 8 112 7 962 Derivados de cobertura 6 580 6 566 Ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral 400 1 252 Outros ativos financeiros ao justo valor através dos resultados 6 18 Outros juros e rendimentos similares 11 5 271 010 273 286 Juros e encargos similares Recursos de clientes 9 608 18 654 Outros passivos subordinados 19 939 17 256 Passivos financeiros associados a ativos transferidos 14 022 17 943 Responsabilidades representadas por títulos 8 401 8 653 Passivos financeiros detidos para negociação 7 764 7 239 Recursos de outras instituições de crédito e depósitos em bancos centrais 8 870 4 766 Derivados de cobertura 2 050 3 187 Locações 621 887 Outros juros e encargos similares 5 951 97 77 226 78 682 Margem financeira 193 784 194 604 A rubrica Juros e rendimentos similares - Crédito a clientes inclui em 31 de dezembro de 2021 comissões no montante de 13.721 milhares de euros (31 de dezembro de 2020: 14.207 milhares de euros) e outros custos/proveitos no montante de 2.044 milhares de euros (31 de dezembro de 2020: 1.513 milhares de euros) contabilizados de acordo com o método da taxa de juro efetiva, conforme referido na política contabilística descrita na nota 1 b).
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 414 A rubrica Juros e rendimentos similares – Outros ativos financeiros ao justo valor através dos resultados inclui em 31 de dezembro de 2021 o montante de 6 milhares de euros (31 de dezembro de 2020: 18 milhares de euros) referentes aos créditos que não cumprem com o critério SPPI e que se encontram contabilizados ao justo valor através dos resultados. Para as linhas de financiamento provenientes da facilidade TLTRO III, o Banco considera as taxas de juro aplicáveis a cada operação no período decorrido e a estimativa do Banco quanto ao cumprimento das metas de variação do volume de crédito elegível definidas pelo BCE. Durante o exercício de 2021, o Banco atualizou a taxa de remuneração deste passivo, situação que justifica, na sua maioria, o aumento dos juros e rendimentos similares destas operações no montante de 13.343 milhares de euros. A rubrica Juros e encargos similares – Outros juros e encargos similares inclui em 31 de dezembro de 2021 o montante de 5.950 milhares de euros referentes ao custo com a titularização sintética. A rubrica Locações refere-se ao gasto de juros relativo aos passivos de locação reconhecidos no âmbito da IFRS 16, conforme indicado na política contabilística 1 i). 3 Rendimentos de instrumentos de capital O valor desta rubrica é composto por: (milhares de euros) 2021 2020 Ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral 1 801 3 052 1 801 3 052 Em 31 de dezembro de 2021, esta rubrica inclui 1.386 milhares de euros relativos a dividendos recebidos da Empresa Unicre, 171 milhares de euros da SIBS e 161 milhares de euros da Monteiro Aranha, S.A. (31 de dezembro de 2020: 1.710 milhares de euros recebidos da Empresa Almina, 1.112 milhares de euros da Empresa Monteiro Aranha, S.A. e 193 milhares de euros da SIBS).
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 415 4 Resultados de serviços e comissões O valor desta rubrica é composto por: (milhares de euros) 2021 2020 Rendimentos de serviços e comissões Serviços bancários prestados 97 154 93 766 Operações realizadas por conta de terceiros 21 860 21 281 Serviços de mediação de seguros 9 626 10 947 Garantias prestadas 3 511 4 200 Outros rendimentos de serviços e comissões 2 452 1 444 134 603 131 638 Encargos com serviços e comissões Serviços bancários prestados por terceiros 19 630 16 698 Operações realizadas com títulos 875 312 Outros encargos com serviços e comissões 1 858 1 984 22 363 18 994 Resultados de serviços e comissões líquidos 112 240 112 644 Em 31 de dezembro de 2021 e 2020, a rubrica Serviços de mediação de seguros tem a seguinte composição: (milhares de euros) 2021 2020 Ramo Vida 4 402 4 136 Ramo Não Vida 5 224 6 811 9 626 10 947 As remunerações por serviços de mediação de seguros foram recebidas integralmente e a totalidade das comissões resultaram da intermediação de seguros da Lusitania, Companhia de Seguros, S.A. e da Lusitania Vida, Companhia de Seguros, S.A.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 416 5 Resultados de ativos e passivos financeiros ao justo valor através dos resultados O valor desta rubrica é composto por: (milhares de euros) 2021 2020 Proveitos Custos Total Proveitos Custos Total Ativos e passivos detidos para negociação Títulos Obrigações e outros títulos de rendimento fixo Emissores públicos 1 656 1 126 530 3 469 2 516 953 Outros emissores 304 77 227 289 1 288 Ações 1 281 709 572 1 486 1 816 (330) Unidades de participação 347 237 110 917 733 184 3 588 2 149 1 439 6 161 5 066 1 095 Instrumentos financeiros derivados Contratos sobre taxas de juro 68 392 66 916 1 476 67 870 68 765 (895) Contratos sobre taxas de câmbio 27 159 27 307 (148) 32 668 32 876 (208) Contratos de futuros 3 836 4 040 (204) 3 662 4 347 (685) Contratos de opções 869 892 (23) 1 436 2 015 (579) Contratos sobre commodities e outros 562 - 562 589 12 840 (12 251) 100 818 99 155 1 663 106 225 120 843 (14 618) Ativos financeiros ao justo valor através dos resultados Unidades de participação 7 329 14 690 (7 361) 8 651 16 292 (7 641) Crédito a clientes 551 777 (226) 602 448 154 7 880 15 467 (7 587) 9 253 16 740 (7 487) Outros ativos financeiros ao justo valor através dos resultados Ações 102 - 102 - 131 (131) Unidades de titularização 79 859 62 548 17 311 20 945 10 980 9 965 Crédito a clientes 165 143 22 35 72 (37) 80 126 62 691 17 435 20 980 11 183 9 797 Passivos financeiros ao justo valor através dos resultados Recursos de clientes 131 284 (153) - - - Responsabilidades representadas por títulos 39 - 39 225 52 173 170 284 (114) 225 52 173 Derivados de cobertura Contratos sobre taxas de juro 17 353 22 159 (4 806) 22 534 22 799 (265) 17 353 22 159 (4 806) 22 534 22 799 (265) Passivos financeiros cobertos Responsabilidades representadas por títulos 4 468 - 4 468 5 955 4 298 1 657 4 468 - 4 468 5 955 4 298 1 657 214 403 201 905 12 498 171 333 180 981 (9 648) No exercício de 2020 o resultado de instrumentos financeiros derivados evidencia o impacto da perda de valor num derivado resultante de uma operação de alienação de créditos, englobando as respetivas garantias hipotecárias, na sequência da não concretização da performance daquela carteira face ao que havia sido inicialmente perspetivado, tendo sido registado uma perda de 12.840 milhares de euros. Os ativos financeiros ao justo valor através dos resultados, em 2021, em unidades de participação um impacto negativo em 7.251 milhares de euros (2020: negativo de 7.457 milhares de euros), determinado pelos efeitos negativos do fundo Arrendamento Mais de 5.217 milhares de euros, do Fundo Solução Arrendamento de 1.490 milhares de euros, do Fundo Vega de 1.346 milhares de euros, de Carteira
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 417 Imobiliária 1.296 milhares de euros, do Fundo VIP de 1.058 milhares de euros, parcialmente compensado pelo efeito positivo do Fundo CR Revitalizar Centro de 1.479 milhares de euros. Em 31 de dezembro de 2021, o resultado das unidades de titularização reflete a evolução do volume do crédito titularizado no montante de 733.868 milhares de euros (31 de dezembro de 2020: 1.741.366 milhares de euros). 6 Resultados em ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral O valor desta rubrica é composto por: (milhares de euros) 2021 2020 Proveitos Custos Total Proveitos Custos Total Títulos de rendimento fixo Obrigações Emissores públicos 2 614 642 1 972 29 183 9 953 19 230 Outros emissores 63 - 63 4 714 273 4 441 2 677 642 2 035 33 897 10 226 23 671 Em 2021, a rubrica Obrigações – Emissores públicos inclui valias líquidas positivas obtidas na alienação de obrigações de dívida pública portuguesa no montante de 1.506 milhares de euros e de obrigações de dívida pública grega, europeia, alemã, belga, italiana e espanhola no montante de 466 milhares de euros. Em 2020 esta rubrica inclui valias líquidas positivas obtidas na alienação de obrigações de dívida pública portuguesa no montante de 13.115 milhares de euros, de obrigações de dívida pública grega no montante de 4.058 milhares de euros e de obrigações de dívida pública croata, italiana, chilena e espanhola no montante de 2.057 milhares de euros. 7 Resultados de reavaliação cambial O valor desta rubrica é composto por: (milhares de euros) 2021 2020 Proveitos Custos Total Proveitos Custos Total Reavaliação cambial 18 343 15 299 3 044 47 412 42 984 4 428 Esta rubrica inclui os resultados decorrentes da reavaliação cambial de ativos e passivos monetários expressos em moeda estrangeira apurados de acordo com a política contabilística descrita na nota 1 q).
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 418 8 Resultados de alienação de outros ativos O valor desta rubrica é composto por: (milhares de euros) 2021 2020 Alienação de outros ativos financeiros ao custo amortizado 14 775 30 220 Alienação de outros ativos 13 173 13 757 Alienação de crédito a clientes 1 700 (334) 29 648 43 643 No primeiro semestre de 2021 o Banco Montepio alienou 511 milhões de euros de valor nominal de dívida soberana portuguesa classificada na carteira de hold to collect. Esta operação está enquadrada nos limites definidos no normativo interno do Banco Montepio para este modelo de negócio, sendo classificada como pouco frequente, mas significativa em termos de valor. A rubrica Alienação de ativos financeiros ao custo amortizado regista as mais-valias realizadas obtidas com obrigações de dívida pública portuguesa de 14.356 milhares de euros, essencialmente decorrente da operação acima descrita, de dívida pública italiana de 380 milhares de euros e de dívida pública espanhola de 39 milhares de euros. No exercício de 2020, as mais-valias realizadas com a alienação de obrigações de dívida pública portuguesa foram de 29.849 milhares de euros e dívida pública grega de 327 milhares de euros e dívida pública italiana de 44 milhares de euros. No exercício de 2020, a rubrica Alienação de outros ativos considera o resultado da venda de imóveis referentes a ativos por recuperação de crédito, sendo de destacar uma mais-valia de 7.096 milhares de euros registada com a alienação de um terreno na zona da Grande Lisboa.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 419 9 Outros resultados de exploração O valor desta rubrica é composto por: (milhares de euros) 2021 2020 Outros proveitos de exploração Gestão de contas de depósitos à ordem 3 187 3 374 Prestação de serviços 6 717 5 419 Reembolso de despesas 1 857 1 797 Recompra de emissões próprias - 380 Proveitos com a valorização de passivos financeiros 11 749 - Outros 6 708 6 179 30 218 17 149 Outros custos de exploração Contribuições Setor bancário 9 536 10 365 Ex-ante para o Fundo Único de Resolução 7 591 6 099 Fundo de Resolução 4 357 4 263 Fundo de Garantia de Depósitos 26 22 Despesas com imóveis de negociação 8 786 8 780 Servicing e despesas com recuperação de crédito 7 363 4 568 Encargos com emissões 2 449 1 915 Impostos 433 598 Donativos e quotizações 492 527 Outros 10 880 9 714 51 913 46 851 Outros resultados de exploração líquidos (21 695) (29 702) Em 2021, a rubrica Outros proveitos de exploração – Outros inclui essencialmente proveitos com a recuperação de crédito no montante de 3.482 milhares de euros (2020: 3.346 milhares de euros). Em 2020 esta rubrica inclui também proveitos com a cedência de colaboradores – desvios atuariais no montante de 362 milhares de euros. A rubrica Outros, relevada no agregado Outros proveitos de exploração, inclui a recuperação de alguns valores de Clientes. A rubrica de Outros proveitos de exploração – proveitos com a valorização de passivos financeiros corresponde a um ganho extraordinário decorrente da alteração da estimativa do valor de balanço das linhas de financiamento provenientes da facilidade TLTRO III ocorrido no segundo semestre de 2021 (ver Nota 1 b.4) A rubrica Contribuição do setor bancário é estimada de acordo com o disposto na Lei n.º 55-A/2010. A determinação do montante a pagar incide sobre: (i) o passivo médio anual apurado em balanço deduzido dos fundos próprios de base (Tier 1) e dos fundos próprios complementares (Tier 2) e os depósitos abrangidos pelo Fundo de Garantia de Depósitos; e (ii) o valor nocional dos instrumentos financeiros derivados.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 420 A rubrica Contribuição ex-ante para o Fundo Único de Resolução corresponde à contribuição anual, apurada nos termos do disposto no artigo 153.º-H, n.º 1, do Regime Geral das Instituições de Crédito e Sociedades Financeiras que transpôs os artigos 100.º, n.º 4, alínea a), e 103.º, n.º 1, da Diretiva 2015/59/EU do Parlamento Europeu e do Conselho, de 15 de maio de 2014, e do artigo 20.º, do Regulamento Delegado (EU) n.º 2015/63 da Comissão, de 21 de outubro de 2014 (“Regulamento Delegado”) e com as condições previstas no Regulamento de Execução 2015/81 do Conselho de 19 de dezembro de 2014 (“Regulamento de Execução”). Esta contribuição foi determinada pelo Banco de Portugal, na qualidade de autoridade de resolução, com base na metodologia definida no Regulamento Delegado nos termos do disposto nos artigos 4.º, 13.º e 20.º. No âmbito do Mecanismo Único de Resolução esta contribuição deve ser transferida para o Fundo Único de Resolução até 30 de junho de cada ano, em conformidade com o Acordo relativo à Transferência e Mutualização das contribuições para o Fundo Único de Resolução, assinado em Bruxelas em 21 de maio de 2014, aprovado pela Resolução da Assembleia da República 129/2015, de 3 de setembro, nos termos do disposto do n.º 4 do artigo 67.º do Regulamento (EU) n.º 806/2014 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 15 de julho de 2014 (“Regulamento MUR”). Adicionalmente, compete ao Conselho Único de Resolução, em cooperação com o Banco de Portugal, na qualidade de autoridade nacional de resolução, proceder anualmente ao cálculo dessas contribuições, nos termos e para os efeitos do n.º 2 do artigo 70.º do Regulamento MUR. O Banco Montepio, nos exercícios de 2021 e 2020 optou pela utilização de compromissos irrevogáveis de pagamento, na proporção de 15% do valor da contribuição, nos termos previstos no n.º 3 do artigo 8.º do Regulamento de Execução. Nesta base, em 2021, o Banco Montepio procedeu à liquidação de 8.424 milhares de euros (2020: 7.093 milhares de euros) sob a forma de compromissos irrevogáveis de pagamento registado na rubrica Aplicações sobre instituições de crédito no estrangeiro - Depósitos a prazo, conforme nota 19. Para efeitos dos compromissos irrevogáveis de pagamento apenas é aceite como colateral numerário (cash colateral). A rubrica Contribuição para o Fundo de Resolução corresponde a contribuições periódicas obrigatórias, nos termos do disposto no Decreto-Lei n.º 24/2013. As contribuições periódicas são calculadas anualmente tendo em conta uma taxa base, determinada por Instrução do Banco de Portugal, podendo ser ajustada em função do perfil de risco da instituição, aplicada sobre a base de incidência objetiva das referidas contribuições. As contribuições periódicas incidem sobre o passivo das instituições participantes do Fundo, definido nos termos do artigo 10.º do referido Decreto-Lei, deduzido dos elementos do passivo que integram os fundos próprios de base e complementares e dos depósitos cobertos pelo Fundo de Garantia de Depósitos. A rubrica Outros custo de exploração - Servicing e despesas com recuperação de crédito regista os custos com servicing aplicado a uma carteira de créditos non-performing efetuados por terceiras entidades. A rubrica Outros custos de exploração – Despesas com imóveis de negociação inclui, em 2021, o montante 3.014 milhares de euros (2020: 2.988 milhares de euros) relativos a serviços prestados pelo Montepio - Gestão de Activos Imobiliários, A.C.E.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 421 A rubrica Outros, relevada no agregado Outros custos de exploração, inclui custos com emissões de cartões, restituição de comissões, taxa de supervisão do BCE, operação da alienação dos títulos da Monteiro Aranha, S.A. e outros gastos operacionais. Adicionalmente, esta rubrica inclui em 2021 um custo de 1.268 milhares de euros relacionado com a imputação dos desvios atuariais relacionados com os colaboradores cedidos ao MGAM e ao MGAI (em 2020 havia sido um proveito que foi registado na rubrica Outros proveitos de exploração – Outros). 10 Custos com pessoal O valor desta rubrica é composto por: (milhares de euros) 2021 2020 Remunerações 97 548 103 518 Encargos sociais obrigatórios 31 762 31 360 Encargos com o Fundo de Pensões 9 734 21 485 Outros custos 10 273 17 108 149 317 173 471 Em 2021, no âmbito do Programa de Ajustamento do quadro de colaboradores, as rubricas de Encargos com o Fundo de Pensões e de Outros custos incluem, respetivamente, os montantes de 4.365 milhares de euros (2020: 14.180 milhares de euros) e de 9.459 milhares de euros (2020: 14.163 milhares de euros), relacionados com os encargos resultantes dos programas de reformas antecipadas e de rescisões por mútuo acordo. Em 2021 e 2020 não foram atribuídas aos membros dos Órgãos de Gestão quaisquer importâncias a título de remuneração variável. Considera-se como Outro pessoal chave de gestão os diretores de primeira linha. Os custos com as remunerações e outros benefícios, incluindo os respetivos encargos, atribuídos à Mesa da Assembleia Geral, ao Conselho de Administração (incluindo os membros da Comissão de Auditoria) e ao Outro pessoal chave de gestão, em 2021, são apresentados como segue: (milhares de euros) Mesa da Assembleia Geral Conselho de Administração Outro pessoal chave de gestão Total Remunerações e outros benefícios 7 3 380 4 934 8 321 Custos com pensões de reforma - 748 331 1 079 Custos com SAMS - 19 106 125 Encargos com Segurança Social 1 729 1 084 1 814 8 4 876 6 455 11 339
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 422 Os custos com as remunerações e outros benefícios, incluindo os respetivos encargos, atribuídos à Mesa da Assembleia Geral, ao Conselho de Administração (incluindo os membros da Comissão de Auditoria) e ao Outro pessoal chave de gestão, em 2020, são apresentados como segue: (milhares de euros) Mesa da Assembleia Geral Conselho de Administração Outro pessoal chave de gestão Total Remunerações e outros benefícios 7 3 202 3 205 6 414 Custos com pensões de reforma - 892 93 985 Custos com SAMS - 17 54 71 Encargos com Segurança Social 1 681 707 1 389 8 4 792 4 059 8 859 Em 2021, o valor do crédito concedido pelo Banco Montepio ao Conselho de Administração (incluindo os membros da comissão de auditoria) ascendeu a 588 milhares de euros (2020: 622 milhares de euros) e ao Outro pessoal chave de gestão ascendeu a 3.349 milhares de euros (2020: 3.905 milhares de euros), conforme descrito na nota 48. O efetivo médio de colaboradores ao serviço do Banco Montepio durante os exercícios de 2021 e 2020, distribuído por grandes categorias profissionais, foi o seguinte: 2021 2020 Direção e coordenação 255 228 Chefia e gerência 535 600 Técnicos 1 446 1 413 Administrativos 1 142 1 238 Auxiliares e outros 26 39 3 404 3 518
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 423 11 Gastos gerais administrativos O valor desta rubrica é composto por: (milhares de euros) 2021 2020 Rendas e alugueres 694 755 Serviços especializados Informática 11 326 11 469 Trabalho independente 6 469 4 794 Outros serviços especializados 14 080 15 298 Comunicações e expedição 5 547 6 010 Conservação e reparação 4 289 5 299 Água, energia e combustíveis 2 851 3 369 Publicidade e publicações 2 158 2 614 Transportes 1 895 2 264 Material de consumo corrente 487 877 Deslocações, estadias e despesas de representação 509 557 Seguros 917 918 Formação 577 372 Outros gastos administrativos 1 428 2 007 53 227 56 603 A rubrica Rendas e alugueres inclui, em 2021, o montante de 351 milhares de euros (2020: 400 milhares de euros) relativo a contratos de locação de curto prazo, dos quais 56 milhares de euros (2020: 42 milhares de euros) correspondem a rendas pagas sobre imóveis e 295 milhares de euros (2020: 358 milhares de euros) referem-se a rendas pagas sobre viaturas, em ambos os casos utilizados pelo Banco Montepio na condição de arrendatário. No âmbito do desenvolvimento da sua atividade, o Banco regista na rubrica Outros serviços especializados os custos assumidos com a contratação de consultores externos, com o pagamento de serviços relacionados com bancos de dados e com encargos associados a processamentos efetuados pela SIBS.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 424 A rubrica Outros serviços especializados inclui os honorários faturados pelo Revisor Oficial de Contas do Grupo no âmbito das suas funções de revisão legal de contas, bem como outros serviços, incluindo os prestados pela sua rede, conforme segue (excluindo IVA): (milhares de euros) 2021 2020 Serviços de auditoria 886 1 108 Serviços distintos de auditoria exigidos por lei 289 423 Serviços distintos de auditoria não exigidos por lei 642 50 1 817 1 581 12 Depreciações e amortizações O valor desta rubrica é composto por: (milhares de euros) 2021 2020 Ativos intangíveis (nota 28) Software 17 455 15 157 Outros ativos tangíveis (nota 27) Imóveis Serviço próprio 2 716 3 079 Obras em imóveis arrendados 478 583 Equipamento Equipamento informático 2 599 3 076 Instalações interiores 1 610 1 542 Mobiliário e material 118 117 Equipamento de segurança 112 131 Máquinas e ferramentas 37 43 Equipamento de transportes 8 8 Ativos sob direito de uso Imóveis 5 473 6 486 Viaturas 1 706 1 651 14 857 16 716 32 312 31 873 A rubrica Ativos sob direito de uso corresponde essencialmente a imóveis (balcões e edifícios centrais) e à frota de viaturas, sendo amortizados de acordo com o prazo de locação de cada contrato, conforme indicado na política contabilística 1 i).
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 425 13 Imparidade de crédito a clientes e aplicações em instituições de crédito O valor desta rubrica é composto por: (milhares de euros) 2021 2020 Aplicações em instituições de crédito (nota 19) Dotação do exercício líquida de reversões (2 547) 6 481 Crédito a clientes (nota 20) Dotação do exercício líquida de reversões 59 634 182 641 Recuperação de crédito e de juros (3 581) (1 493) 56 053 181 148 53 506 187 629 Esta rubrica regista a estimativa de perdas esperadas determinadas de acordo com a política contabilística descrita na nota 1 b). 14 Imparidade de outros ativos financeiros O valor desta rubrica é composto por: (milhares de euros) 2021 2020 Ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral (nota 23) Dotação do exercício líquida de reversões 2 546 3 682 Outros ativos financeiros ao custo amortizado (nota 25) Dotação do exercício líquida de reversões 1 845 4 556 4 391 8 238
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 426 15 Imparidade de outros ativos O valor desta rubrica é composto por: 2021 2020 Investimentos em subsidiárias e associadas e Ativos não correntes detidos para venda (nota 26) Dotação do exercício - 12 363 - 12 363 Outros ativos tangíveis (nota 27) Dotação do exercício 5 912 11 941 Reversão do exercício (269) - 5 643 11 941 Outros ativos (nota 30) Dotação do exercício 26 503 12 667 Reversão do exercício (3 358) (3 940) 23 145 8 727 28 788 33 031 Em 2020, a rubrica Outros ativos tangíveis inclui a imparidade de 11.941 milhares de euros relacionada com balcões encerrados, parqueamentos e escritórios (em pisos superiores), evidenciando também o impacto da pandemia do COVID-19 que, na sequência da redução dos níveis de atividade, nomeadamente nos bens não alimentares que se situou em 10%, determinou um aumento do número de imóveis disponíveis em mercado e uma descida do valor das rendas, com particular impacto nas zonas de comércio fora de Lisboa e do Porto, onde, em alguns casos, se situou em 20%, conforme descrito na nota 27. 16 Outras provisões O valor desta rubrica é composto por: (milhares de euros) 2021 2020 Garantias e compromissos assumidos (nota 36) Dotação do exercício 26 932 46 614 Reversão do exercício (27 449) (45 475) (517) 1 139 Outros riscos e encargos (nota 36) Dotação do exercício 4 121 2 982 Reversão do exercício (7 608) (1 388) (3 487) 1 594 (4 004) 2 733
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 427 17 Caixa e disponibilidades em bancos centrais Esta rubrica é apresentada como segue: (milhares de euros) 2021 2020 Caixa 155 318 163 622 Depósitos em bancos centrais Banco de Portugal 2 788 426 1 282 692 2 943 744 1 446 314 A rubrica Depósitos em bancos centrais - Banco de Portugal inclui o montante para satisfazer as exigências legais de reservas mínimas de caixa, calculadas com base no valor dos depósitos e outras responsabilidades efetivas. O regime de constituição de reservas de caixa, de acordo com as diretrizes do Sistema Europeu de Bancos Centrais da Zona euro, obriga à manutenção de um saldo em depósito junto do Banco Central equivalente a 1% sobre o montante médio dos depósitos e outras responsabilidades ao longo de cada período de constituição de reservas. 18 Disponibilidades em outras instituições de crédito Esta rubrica é apresentada como segue: (milhares de euros) 2021 2020 Em instituições de crédito no país 613 1 264 Em instituições de crédito no estrangeiro 68 776 36 449 Valores a cobrar 14 851 15 785 84 240 53 498 A rubrica Valores a cobrar diz respeito a cheques sacados por terceiros sobre outras instituições de crédito e que se encontram em cobrança. Em 2021 as Disponibilidades em outras instituições de crédito foram remuneradas à taxa média de -0,33% (2020: 0,62%).
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 428 19 Aplicações em instituições de crédito Esta rubrica é apresentada como segue: (milhares de euros) 2021 2020 Aplicações sobre instituições de crédito no país Empréstimos 274 189 699 093 Depósitos a prazo 8 690 5 963 282 879 705 056 Aplicações sobre instituições de crédito no estrangeiro Depósitos a prazo 77 735 61 843 CSA's 25 139 27 949 Operações de compra com acordo de revenda - 54 216 Outras aplicações 4 800 17 750 107 674 161 758 390 553 866 814 Imparidade para riscos de crédito sobre aplicações em instituições de crédito (2 094) (8 110) 388 459 858 704 Em 2020 e 2021, a rubrica de Empréstimos, incluída nas Aplicações sobre instituições de crédito no país, regista o financiamento a Empresas subsidiárias do Banco Montepio. A variação na rubrica Aplicações sobre instituições de crédito no estrangeiro – Depósitos a prazo, corresponde, essencialmente, a aplicações de muito curto prazo em moeda estrangeira. Os Credit Support Annex (CSA’s) são contratos que regulam a entrega, receção e monitorização do colateral entregue/recebido para fazer face à exposição de uma das contrapartes do contrato à outra, na sequência das posições abertas em derivados transacionados em mercado de balcão. Conforme previsto na grande maioria dos CSA’s celebrados pelo Banco Montepio, esse colateral poderá revestir a forma de valores mobiliários (securities) ou dinheiro (cash), sendo que, no caso do Banco Montepio, os colaterais são todos em dinheiro. Os colaterais em dinheiro entregues (constituição ou reforço do colateral) ou recebidos (libertação do colateral) resultam das variações do justo valor dos vários instrumentos de derivados que o Banco Montepio negociou com cada uma das contrapartes e consubstanciam-se pela transferência efetiva de fundos (cash), as quais são processadas via TARGET2 para cada uma das contrapartes em causa, como forma de garantia/ caução da exposição do Banco Montepio face à contraparte. Nesta base, e no âmbito das operações de instrumentos financeiros derivados com contrapartes institucionais, e de acordo com o definido nos respetivos contratos, em 31 de dezembro de 2021, o Banco Montepio detém o montante de 25.139 milhares de euros (31 de dezembro de 2020: 27.949 milhares de euros) de aplicações em instituições de crédito dadas como colateral das referidas operações.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 429 Em 2021, a rubrica de Depósitos a prazo relevada em Aplicações sobre instituições de crédito no estrangeiro inclui o montante de 8.424 milhares de euros (31 de dezembro de 2020: 7.093 milhares de euros), referente ao depósito efetuado a título de colateral no âmbito da contribuição ex-ante para o Fundo Único de Resolução, conforme descrito na nota 9. Os movimentos de imparidade para riscos de crédito sobre aplicações em instituições de crédito são analisados como segue: (milhares de euros) 2021 2020 Saldo inicial 8 110 1 629 Dotação do exercício líquida de reservões (2 547) 6 481 Transferências (3 471) - Variação cambial 2 - Saldo final 2 094 8 110 A análise da rubrica Aplicações sobre instituições de crédito pelo período remanescente das operações é a seguinte: (milhares de euros) 2021 2020 Até 3 meses 92 945 440 446 De 3 a 6 meses 282 612 94 082 De 6 meses a 1 ano - 263 067 De 1 ano a 5 anos - 54 032 Mais de 5 anos 4 000 4 000 Duração indeterminada 10 996 11 187 390 553 866 814 Na rubrica Aplicações sobre instituições de crédito no estrangeiro - Outras aplicações e no período remanescente de duração indeterminada estão incluídas cauções no âmbito da atividade bancária. Em 2021 as Aplicações em outras instituições de crédito foram remuneradas à taxa média de 0,13% (2020: 0,39%).
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 430 20 Crédito a clientes Esta rubrica é apresentada como segue: (milhares de euros) 2021 2020 Empresas Créditos não titulados Empréstimos 2 915 141 2 798 952 Créditos em conta corrente 645 002 436 689 Locação financeira 288 448 286 980 Desconto e outros créditos titulados por efeitos 26 530 35 447 Factoring 197 532 184 667 Descobertos em depósitos à ordem 723 601 Outros créditos 337 220 411 384 Créditos titulados Papel Comercial 148 383 242 957 Obrigações 175 801 162 944 Particulares Habitação 5 538 793 5 580 462 Locação financeira 30 156 32 977 Consumo e outros créditos 811 443 661 653 11 115 172 10 835 713 Correção de valor de ativos que sejam objeto de operações de cobertura 30 8 Crédito e juros vencidos Menos de 90 dias 41 265 45 238 Mais de 90 dias 347 033 611 090 388 298 656 328 11 503 500 11 492 049 Imparidade para riscos de crédito (499 471) (759 445) 11 004 029 10 732 604 Em 31 de dezembro de 2021, a rubrica Crédito a clientes inclui créditos afetos à emissão de obrigações hipotecárias, realizadas pelo Banco Montepio no montante de 2.746.685 milhares de euros (31 de dezembro de 2020: 2.739.544 milhares de euros), conforme nota 34. Em 31 de dezembro de 2021, o crédito que o Banco Montepio concedeu aos acionistas e a partes relacionadas incluindo Empresas do perímetro de consolidação, eram de 274.114 milhares de euros (31 de dezembro de 2020: 16.346 milhares de euros), conforme descrito na nota 48. A celebração de negócios entre o Banco Montepio e os seus acionistas ou pessoas singulares ou coletivas com estes relacionados, nos termos do disposto no artigo 20.º do Código dos Valores Mobiliários, independentemente do montante, é sempre, por proposta da rede comercial, objeto de deliberação e apreciação do Conselho de Administração e da Comissão de Auditoria suportadas em análise e parecer sobre o cumprimento do limite estabelecido no artigo 109.º do Regime Geral das Instituições de Crédito e Sociedades Financeiras emitido pela Direção de
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 431 Risco. O montante de imparidade para riscos de crédito constituído para estes contratos ascende a 4.305 milhares de euros em 31 de dezembro de 2021 (31 de dezembro de 2020: 638 milhares de euros). Em 31 de dezembro de 2021, a rubrica de Crédito a clientes inclui 734.868 milhares de euros (31 de dezembro de 2020: 1.741.366 milhares de euros) relativo a créditos que foram objeto de securitização e que, de acordo com a política contabilística descrita na nota 1 b), não foram objeto de desreconhecimento, conforme descrito na nota 49. Na rubrica Correção de valores de ativos que sejam objeto de operações de cobertura está registado o justo valor da parte da carteira coberta. Esta valorização é registada por contrapartida de resultados de acordo com a política contabilística descrita na nota 1 c). O Banco Montepio realiza periodicamente testes de efetividade das relações de cobertura existentes. O justo valor da carteira de crédito a clientes encontra-se apresentado na nota 45. A análise da rubrica Crédito a clientes, por tipo de taxa de juro em 31 de dezembro de 2021 e 2020, é apresentada como segue: (milhares de euros) 2021 2020 Crédito contratado a taxa variável 10 207 110 10 291 555 Crédito contratado a taxa fixa 1 296 390 1 200 494 11 503 500 11 492 049 A análise da rubrica Crédito e juros vencidos, por tipo de crédito, é apresentada como segue: (milhares de euros) 2021 2020 Crédito com garantias reais 273 701 465 252 Crédito com outras garantias 56 584 119 756 Crédito em locação financeira 3 474 4 235 Crédito titulado 33 000 33 950 Outros créditos 21 539 33 135 388 298 656 328
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 432 A análise do Crédito e juros vencidos, de acordo com o tipo de Cliente e finalidade, é apresentada como segue: (milhares de euros) 2021 2020 Empresas Construção/Produção 55 818 136 990 Investimento 188 055 284 401 Tesouraria 87 936 143 272 Outras finalidades 15 073 18 969 Particulares Habitação 27 550 45 007 Crédito ao consumo 7 497 12 587 Outras finalidades 6 369 15 102 388 298 656 328 A análise da rubrica Crédito a clientes, por prazos de maturidade e por tipo de crédito, em 31 de dezembro de 2021, é a seguinte: (milhares de euros) Até 1 ano De 1 a 5 anos A mais de 5 anos Vencidos Total Crédito com garantias reais 123 965 507 091 8 044 418 273 701 8 949 175 Crédito com outras garantias 352 713 132 968 259 765 56 584 802 030 Crédito em locação financeira 4 778 102 226 211 600 3 474 322 078 Crédito titulado 148 383 94 531 81 270 33 000 357 184 Outros créditos 458 185 99 850 493 459 21 539 1 073 033 1 088 024 936 666 9 090 512 388 298 11 503 500 Crédito a clientes A análise da rubrica Crédito a clientes, por prazos de maturidade e por tipo de crédito, em 31 de dezembro de 2020, é a seguinte: (milhares de euros) Até 1 ano De 1 a 5 anos A mais de 5 anos Vencidos Total Crédito com garantias reais 131 505 546 766 7 784 182 465 252 8 927 705 Crédito com outras garantias 359 235 189 538 313 768 119 756 982 297 Crédito em locação financeira 4 199 101 116 214 642 4 235 324 192 Crédito titulado 242 957 95 907 67 037 33 950 439 851 Outros créditos 200 473 110 465 473 931 33 135 818 004 938 369 1 043 792 8 853 560 656 328 11 492 049 Crédito a clientes
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 433 O crédito vincendo em locação financeira, em termos de prazos residuais por prestação, em 31 de dezembro de 2021, é apresentado como segue: (milhares de euros) Até 1 ano De 1 a 5 anos A mais de 5 anos Total Rendas vincendas 53 291 157 525 114 501 325 317 Juros vincendos (8 030) (20 878) (15 110) (44 018) Valores residuais 1 113 9 499 26 693 37 305 46 374 146 146 126 084 318 604 Crédito em locação O crédito vincendo em locação financeira, em termos de prazos residuais por prestação, em 31 de dezembro de 2020, é apresentado como segue: (milhares de euros) Até 1 ano De 1 a 5 anos A mais de 5 anos Total Rendas vincendas 48 752 160 041 108 920 317 713 Juros vincendos (8 868) (23 318) (18 285) (50 471) Valores residuais 1 161 9 673 41 881 52 715 41 045 146 396 132 516 319 957 Crédito em locação Em relação à locação operacional, o Banco Montepio não apresenta contratos relevantes como locador. Os movimentos de imparidade para riscos de crédito são analisados como segue: (milhares de euros) 2021 2020 Saldo inicial 759 445 762 877 Dotação do exercício líquida de reversões 59 634 182 641 Utilização de imparidade (278 143) (183 790) Variação cambial 2 178 (651) Transferências (42 097) - Passivos financeiros associados a ativos financeiros e juros estágio 3 (1 546) (1 632) Saldo final 499 471 759 445 A rubrica Transferências inclui, em 2021, a imparidade associada aos créditos incluídos na operação Gerês Secured que, em conformidade com a IFRS 5 foi registada em Ativos não correntes detidos para venda (ver nota 26). A utilização de imparidade corresponde aos créditos abatidos em 2021 e 2020.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 434 A imparidade para riscos de crédito, por tipo de crédito, é apresentada como segue: (milhares de euros) 2021 2020 Crédito com garantias reais e locação 364 749 549 233 Crédito com outras garantias 83 187 150 229 Crédito sem garantias 51 535 59 983 499 471 759 445 A utilização da imparidade, analisada por tipo de crédito, é a seguinte: (milhares de euros) 2021 2020 Crédito com garantias reais e locação 164 864 106 186 Crédito com outras garantias 69 188 47 029 Crédito sem garantias 44 091 30 575 278 143 183 790 O Banco Montepio tem vindo a adotar medidas e práticas de forbearence, alinhadas ao contexto de risco, no sentido de ajustar o rendimento disponível ou a capacidade financeira dos Clientes ao seu serviço da dívida. Nesta base, foram adotadas as recomendações entretanto legisladas no âmbito dos regimes de incumprimento (Decreto-Lei n.º 227/2012) e nas Empresas (SIREVE, PER) e que estão amplamente divulgadas no site institucional, nas comunicações e normativos internos, para divulgação e implementação junto dos Clientes que apresentem indícios de dificuldades financeiras. No que diz respeito às medidas de forbearence, de acordo com o Regulamento de Execução (UE) 2015/227, de 9 de janeiro de 2015, foram consideradas alterações contratuais (carência de capital, alargamento do prazo, diferimento de capital, etc.) e consolidação de dívidas noutro contrato com condições ajustadas à situação atual do Cliente. A 31 de dezembro de 2021, a carteira de crédito inclui créditos que, face a dificuldades financeiras do Cliente, foram objeto de alteração das condições iniciais do contrato no montante de 597.239 milhares de euros (31 de dezembro de 2020: 796.329 milhares de euros) os quais apresentam uma imparidade de 252.564 milhares de euros (31 de dezembro de 2020: 365.517 milhares de euros).
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 435 Adicionalmente, a carteira de créditos reestruturados, inclui contratos que resultaram de uma reestruturação formal com os Clientes e consequente constituição de novo financiamento em substituição dos anteriores. A reestruturação pode resultar de um reforço de garantias e/ou liquidação de parte do crédito e implicar uma prorrogação de vencimentos ou alteração de taxa de juro. A análise dos créditos reestruturados efetivados nos exercícios de 2021 e 2020, por tipo de crédito, é apresentada como segue: (milhares de euros) 2021 2020 Empresas Crédito não titulado Empréstimos 99 196 169 210 Créditos em conta corrente 3 241 9 669 Locação financeira 2 951 569 Outros créditos 5 137 938 Particulares Habitação 11 601 2 427 Consumo e outros créditos 14 382 1 034 136 508 183 847 Em 31 de dezembro de 2021, nos créditos reestruturados vincendos, o montante de imparidade associado a estas operações ascende a 53.885 milhares de euros, a que corresponde uma taxa de imparidade de 39,5% (31 de dezembro de 2020: 77.568 milhares de euros, taxa de imparidade de 42,2%). Securitização sintética Em 18 de dezembro de 2020, o Banco Montepio realizou uma operação que configura uma estrutura de securitização sintética, a qual tem como base uma carteira de créditos de Pequenas e Médias Empresas (PME). A data de maturidade legal da operação é 25 março de 2036 e o respetivo montante ascendia a 358.661 milhares de euros a 31 de dezembro de 2021 (31 de dezembro de 2020: 415.315 milhares de euros). Conforme referido na política contabilística b.12) o Banco Montepio contratou duas garantias do BEI e do FEI para proteção das tranches sénior e mezzanine da operação de securitização sintética, suportando respetivamente, uma comissão de 0,3% e 4,0% com pagamentos trimestrais.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 436 21 Ativos e passivos financeiros detidos para negociação A rubrica Ativos e passivos financeiros detidos para negociação é apresentada como segue: (milhares de euros) 2021 2020 Ativos financeiros detidos para negociação Títulos Ações - 3 397 Obrigações - 1 053 Unidades de participação - 3 074 - 7 524 Derivados Instrumentos financeiros derivados com justo valor positivo 1 376 3 984 1 376 11 508 Passivos financeiros detidos para negociação Derivados Instrumentos financeiros derivados com justo valor negativo 7 470 11 761 7 470 11 761 Conforme disposto na IFRS 13, os instrumentos financeiros mensurados de acordo com os seguintes níveis de valorização descritos na nota 45, em 31 de dezembro de 2021 e 2020 apresentam-se como se segue: (milhares de euros) Nível 1 Nível 2 Nível 3 Total Ativos financeiros detidos para negociação Títulos Ações - - - Obrigações - - - Unidades de participação - - - - - - - Derivados Instrumentos financeiros derivados com justo valor positivo - 1 376 1 376 - 1 376 - 1 376 Passivos financeiros detidos para negociação Derivados Instrumentos financeiros derivados com justo valor negativo - 949 6 521 7 470 - 949 6 521 7 470 2021
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 437 (milhares de euros) Nível 1 Nível 2 Nível 3 Total Ativos financeiros detidos para negociação Títulos Ações 3 397 - - 3 397 Obrigações 1 053 - - 1 053 Unidades de participação 3 074 - - 3 074 7 524 - - 7 524 Derivados Instrumentos financeiros derivados com justo valor positivo - 2 147 1 837 3 984 7 524 2 147 1 837 11 508 Passivos financeiros detidos para negociação Derivados Instrumentos financeiros derivados com justo valor negativo - 1 996 9 765 11 761 - 1 996 9 765 11 761 2020 A análise da carteira de títulos registada em Ativos financeiros detidos para negociação, por maturidade, em 31 de dezembro de 2020 é apresentada como segue: (milhares de euros) Inferior a 3 meses Entre 3 meses e 1 ano Entre 1 e 5 anos Superior a 5 anos Indeterminado Total Títulos de rendimento fixo Obrigações Estrangeiras - - - 1 053 - 1 053 Títulos de rendimento Variável Ações Nacionais - - - - 226 226 Estrangeiras - - - - 3 171 3 171 Unidades de participação - - - - 3 074 3 074 - - - 1 053 6 471 7 524 2020 Em 31 de dezembro de 2020, no âmbito do empréstimo obtido junto do BEI fazem parte do colateral um conjunto de obrigações soberanas italianas ao valor nominal de 1.000 milhares de euros, em 31 de dezembro de 2020, conforme descrito na nota 32. Em 31 de dezembro de 2021 não existem títulos dados em colateral classificados como detidos para negociação.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 438 O valor de balanço dos instrumentos financeiros derivados em 31 de dezembro de 2021 e a comparação com os respetivos ativos e passivos registados ao justo valor, no caso específico dos derivados para a gestão de risco, podem ser analisados como segue: (milhares de euros) Produto derivado Ativo / Passivo financeiro associado Nocional Justo valor positivo Justo valor negativo Justo valor total Variação de justo valor no período (1) Justo valor Variação de justo valor no período Valor de balanço Valor de reembolso na maturidade Swap de taxa de juro Responsabilidades representadas por títulos - - - - - - (9) - - Swap de taxa de juro Recursos de clientes 25 018 - (82) (82) (82) 153 153 25 009 24 856 Swap de taxa de juro Crédito a clientes 1 068 4 (26) (22) 43 30 22 1 004 1 041 Swap de taxa de juro - 682 386 1 323 (7 853) (6 530) 1 398 - - - - Swap Cambial (Short ) - 24 479 Swap Cambial (Long ) - 24 597 Futuros (Short ) - - Futuros (Long ) - - Forwards (Short) - 745 Forwards (Long) - 745 Opções (Short) - 55 709 Opções (Long ) - 55 956 870 703 1 376 (7 470) (6 094) 1 683 183 166 26 013 25 897 - (59) - - - 491 - - - - - - - 2021 432 434 - - Derivado Ativo / Passivo associado - - (1) Inclui o resultado dos derivados divulgado na nota 5. - - - - - - - (110) - - 108 108 - Os derivados para a gestão de risco incluem os derivados contratados com o objetivo de efetuar a cobertura económica de determinados ativos e passivos financeiros, mas que não foram designados como derivados de cobertura.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 439 O valor de balanço dos Instrumentos financeiros derivados em 31 de dezembro de 2020, e a comparação com os respetivos ativos e passivos registados ao justo valor, podem ser analisados como segue: (milhares de euros) Produto derivado Ativo / Passivo financeiro associado Nocional Justo valor positivo Justo valor negativo Justo valor total Variação de justo valor no período (1) Justo valor Variação de justo valor no período Valor de balanço Valor de reembolso na maturidade Swap de taxa de juro - - - - (191) 9 (8) 3 106 2 960 Swap de taxa de juro Crédito a clientes 1 174 4 (69) (65) (16) 8 (38) 1 207 1 200 Swap de taxa de juro - 1 644 869 3 753 (11 681) (7 928) (895) - - - - Swap Cambial (Short ) - 50 171 Swap Cambial (Long ) - 50 390 Futuros (Short ) - 1 776 Futuros (Long ) - 355 Forwards (Short) - 29 064 Forwards (Long) - 28 889 Opções (Short) - 59 675 Opções (Long ) - 64 433 1 930 796 3 984 (11 761) (7 777) (13 574) 17 (46) 4 313 4 160 - 3 (6) - - (5) - - - - - - - 2020 (2) (12 387) - - Derivado Ativo / Passivo associado - - (1) Inclui o resultado dos derivados divulgado na nota 5. - - - - - - Responsabilidades representadas por títulos - (85) - - 218 224 - O justo valor das opções corresponde a derivados negociados em mercados organizados, cujo valor de mercado é liquidado diariamente por contrapartida da conta margem e o justo valor dos Forwards – Derivados cambiais com maturidades residuais curtas, a liquidar. A análise dos instrumentos financeiros derivados de negociação, por maturidade, em 31 de dezembro de 2021 é a seguinte: (milhares de euros) Inferior a 3 meses Entre 3 meses e 1 ano Superior a 1 ano Total Ativo Passivo Contratos sobre taxas de juro Swap de taxa de juro - 50 620 657 852 708 472 1 327 7 961 Opções - 603 86 043 86 646 (67) (499) Contratos sobre taxas de câmbio Swap cambial 49 076 - - 49 076 108 - Forwards 1 490 - - 1 490 - - Contratos sobre índices / ações Opções - - 25 019 25 019 8 8 50 566 51 223 768 914 870 703 1 376 7 470 2021 Nocionais com prazo remanescente Justo valor
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 440 A análise dos instrumentos financeiros derivados de negociação, por maturidade, em 31 de dezembro de 2020 é a seguinte: (milhares de euros) Inferior a 3 meses Entre 3 meses e 1 ano Superior a 1 ano Total Ativo Passivo Contratos sobre taxas de juro Swap de taxa de juro - - 1 646 043 1 646 043 3 757 11 750 Opções 5 245 54 891 63 972 124 108 3 5 Contratos sobre taxas de câmbio Swap cambial 100 561 - - 100 561 224 6 Forwards 57 630 323 - 57 953 - - Contratos sobre índices / ações Futuros 2 131 - - 2 131 - - 165 567 55 214 1 710 015 1 930 796 3 984 11 761 2020 Nocionais com prazo remanescente Justo valor 22 Ativos financeiros ao justo valor através dos resultados Esta rubrica é apresentada como segue: (milhares de euros) 2021 2020 Títulos de rendimento variável Unidades de participação 257 459 467 267 Unidades de titularização 28 857 98 920 Crédito a clientes ao justo valor Crédito não titulado 2 024 3 425 288 340 569 612 A rubrica Títulos de rendimento variável - Unidades de participação inclui em 31 de dezembro de 2021 o montante de 28.775 milhares de euros (31 de dezembro de 2020: 30.038 milhares de euros) referente a unidades de participação em fundos especializados de crédito adquiridas no âmbito da cedência de créditos a clientes, conforme referido na nota 52. As unidades de titularização correspondem às notas residuais que foram adquiridas pelo Banco Montepio.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 441 Conforme disposto na IFRS 13, os instrumentos financeiros são mensurados de acordo com os níveis de valorização descritos na nota 45, conforme segue: (milhares de euros) Nível 1 Nível 2 Nível 3 Total Títulos de rendimento variável Unidades de participação - - 257 459 257 459 Unidades de titularização - - 28 857 28 857 Crédito a clientes ao justo valor Crédito não titulado - - 2 024 2 024 - - 288 340 288 340 2021 (milhares de euros) Nível 1 Nível 2 Nível 3 Total Títulos de rendimento variável Unidades de participação - - 467 267 467 267 Unidades de titularização - - 98 920 98 920 Crédito a clientes ao justo valor Crédito não titulado - - 3 425 3 425 - - 569 612 569 612 dez 2020 Em 31 de dezembro de 2021, os ativos de nível 3, referentes a Unidades de participação da rubrica Títulos de rendimento variável incluem os investimentos efetuados em fundos de investimento imobiliário, em fundos especializados de recuperação de crédito e em fundos de capital de risco, encontrando-se valorizados de acordo com o valor divulgado sobre o Valor Líquido Global do Fundo (VLGF) determinado pela entidade gestora e totalizam 257.459 milhares de euros (31 de dezembro de 2020: 467.267 milhares de euros), dos quais 216.979 milhares de euros (31 de dezembro de 2020: 425.383 milhares de euros) são relativos a fundos de investimento imobiliário. O património dos fundos especializados de recuperação de crédito resulta de um conjunto diversificado de ativos e passivos, os quais se encontram valorizados ao justo valor nas contas dos respetivos fundos, através de metodologias internas utilizadas pela entidade gestora. O património dos fundos de investimento imobiliário encontra-se valorizado pela entidade gestora com base nos relatórios de avaliação elaborados por peritos registados na CMVM. Em 31 de dezembro de 2021, para os Títulos de rendimento variável registados no nível 3, a análise de sensibilidade efetuada considerou uma variação do valor do ativo financeiro de 10%, tendo sido, consequentemente, apurado um impacto de 28.834 milhares de euros (31 de dezembro de 2020: 56.961 milhares de euros).
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 442 Os movimentos ocorridos no nível 3 dos títulos classificados em ativos financeiros ao justo valor através dos resultados são analisados como segue: (milhares de euros) 2021 2020 Saldo inicial 566 187 641 572 Aquisições 2 788 211 Revalorizações (45 146) (25 561) Alienações (237 513) (50 035) Saldo final 286 316 566 187 Os movimentos ocorridos no nível 3 dos créditos a clientes ao justo valor dizem respeito na sua totalidade a revalorizações nos exercícios de 2021 e 2020. 23 Ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral Esta rubrica, em 31 de dezembro de 2021, é apresentada como segue: (milhares de euros) 2021 Títulos de rendimento fixo Obrigações de emissores públicos Nacionais 21 025 198 - (46) 21 177 Estrangeiros 41 889 314 - (78) 42 125 Obrigações de outros emissores Nacionais 7 350 809 (422) (1 376) 6 361 Estrangeiros 1 327 - (13) (2) 1 312 Papel Comercial 10 047 1 257 - (1 257) 10 047 Títulos de rendimento variável Ações Nacionais 5 124 9 985 - - 15 109 Estrangeiras 6 242 1 200 (416) - 7 026 93 004 13 763 (851) (2 759) 103 157 (1) Custo de aquisição no que se refere a títulos de rendimento variável e custo amortizado para títulos de dívida. Custo (1) Reserva de justo valor Positiva Negativa Perdas por imparidade Valor de balanço Esta rubrica, em 31 de dezembro de 2020, é apresentada como segue: (milhares de euros) 2020 Títulos de rendimento fixo Obrigações de emissores públicos Nacionais 21 025 406 - (58) 21 373 Estrangeiros 119 899 1 200 - (300) 120 799 Obrigações de outros emissores Nacionais 3 661 96 (633) (707) 2 417 Estrangeiros 2 088 4 (25) (13) 2 054 Títulos de rendimento variável Ações Nacionais 74 484 9 685 (1 750) - 82 419 Estrangeiras 71 542 2 045 (37 329) - 36 258 292 699 13 436 (39 737) (1 078) 265 320 (1) Custo de aquisição no que se refere a títulos de rendimento variável e custo amortizado para títulos de dívida. Custo (1) Reserva de justo valor Positiva Negativa Perdas por imparidade Valor de balanço
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 443 Em 4 de março de 2021, o Banco Montepio participou no leilão de oferta pública de aquisição de ações por aumento de participação (“OPA”) lançada pela Sociedade Técnica Monteiro Aranha S.A. (a “Oferente”), realizado pela B3 S.A. – Brasil, Bolsa, Balcão. No âmbito do referido leilão, o Banco Montepio alienou a totalidade da sua participação acionista na Monteiro Aranha S.A. (a “Companhia”), correspondente a 1.262.743 ações ordinárias, equivalente a cerca de 10,31% do capital social da Companhia. A venda proporcionou um encaixe financeiro de 25.944 milhares de euros (31 de dezembro de 2020: valor da participação de 27.980 milhares de euros). No exercício de 2021, o Banco Montepio alienou a totalidade da sua participação acionista na Almina Holding S.A. (Almina), correspondente a 9.500 ações ordinárias, equivalente a 19,0% do capital social da Almina. A venda proporcionou um encaixe financeiro de 67.000 milhares de euros (31 de dezembro de 2020: valor da participação de 67.600 milhares de euros). Os principais pressupostos utilizados na avaliação das ações são apresentados conforme segue: SIBS O justo valor da participação de 1,74% detida pelo Banco no capital social da SIBS, relevado nas demonstrações financeiras de 31 de dezembro de 2021, está suportado numa avaliação que considera as metodologias dos múltiplos de Empresas comparáveis (mercado e transação) e Discounted Cash Flows (DCF). Para a avaliação da SIBS com referência a 31 de dezembro de 2021, foi considerada a informação constante nos relatórios e contas em base consolidada com referência aos exercícios de 2019 e 2020, os documentos preparados pela gestão e atualizados a junho de 2021, relativos ao orçamento e previsões para o ano fiscal de 2021, assim como informações sobre múltiplos de transações de Empresas comparáveis, nomeadamente dos setores das Redes e Sistemas de pagamentos. Para esta avaliação foi considerado um horizonte previsional de quatro anos, para os quais foi necessário calcular os cash-flows previsionais, tendo por base os cash-flows históricos e as taxas de crescimento estimadas, estas últimas a apresentarem um forte crescimento de recuperação para 2022, sendo que, de 2023 em diante, evoluem em linha com o potencial de crescimento da Empresa. No método de avaliação através da metodologia DCF foi assumido o pressuposto da continuidade das operações para além do horizonte previsional, tendo sido considerado um cenário conservador para a variação anual dos cash-flows em perpetuidade bem como para os níveis de Investimento em CAPEX e depreciações e amortizações. Os cash-flows foram descontados à taxa equivalente do custo médio ponderado do capital, refletindo, assim, o valor temporal do dinheiro e o risco específico da indústria, e que em 31 de dezembro de 2021 se situou em 8,1% (31 de dezembro de 2020: 8,2%). Na avaliação através do método dos múltiplos de mercado, foram considerados múltiplos referentes aos exercícios de 2020 e 2021, e que incluem Empresas de diferentes geografias, suportados na base de dados MergerMarket. Unicre O justo valor da participação de 3,84% detida pelo Banco no capital social da Unicre, relevado nas demonstrações financeiras de 31 de dezembro de 2021, está suportado numa avaliação que considera a
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 444 metodologia de Discounted cash flows (DCF) que teve por base a performance através dos Cash-flows projetados, para um horizonte provisional de cinco anos, uma vez que à data de avaliação a informação da Empresa referente ao exercício de 2021 ainda não era pública, e baseou-se nas informações provenientes dos Relatórios e contas da Unicre referentes aos exercícios de 2019 e 2020. Devido ao modelo de negócio da Empresa, o Banco Montepio optou por considerar na sua avaliação os fluxos financeiros em termos de receitas, bem como o custo do financiamento para suportar a atividade da Unicre. A taxa de desconto considerada na avaliação foi de 10,1% (31 de dezembro de 2020: 10,6%), o que corresponde ao custo de oportunidade do capital próprio da Empresa, estimado de acordo com a metodologia do modelo CAPM. As componentes desta taxa foram estimadas tendo por base os dados do Professor Damodaran e da plataforma Bloomberg. ABANCA O justo valor da participação de 0,0848% detida no capital social da ABANCA, relevado nas demonstrações financeiras de 31 de dezembro de 2021, está suportado numa avaliação que considera a metodologia de Discounted cash flows (DCF), que teve por base a performance através dos Cash-flows projetados, para um horizonte provisional de cinco anos, tendo-se baseado nas informações provenientes das Apresentações de resultados e dos Relatórios e contas da ABANCA referentes aos exercícios de 2019, 2020 e terceiro trimestre de 2021. Devido ao modelo de negócio da Empresa, o Banco Montepio optou por considerar na sua avaliação os fluxos financeiros em termos dos resultados operacionais, tendo-se mantido a estrutura de financiamento estável face aos anos anteriores, bem como o pressuposto de desaceleração do crescimento da atividade e da rendibilidade da Empresa em relação à performance histórica. A 31 de dezembro de 2021, a taxa de desconto considerada na avaliação foi de 8,7%, o que corresponde ao custo de oportunidade do capital próprio da Empresa, estimado de acordo com a metodologia do modelo CAPM. As componentes desta taxa foram estimadas tendo por base os dados do Professor Damodaran e da plataforma Bloomberg. A análise dos ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral, líquido de imparidade, por níveis de valorização, com referência a 31 de dezembro de 2021 e 2020, é apresentada como segue: (milhares de euros) Nível 1 Nível 2 Nível 3 Instrumentos financeiros ao custo Total Títulos de rendimento fixo Obrigações de emissores públicos Nacionais 20 153 1 024 - - 21 177 Estrangeiros 42 125 - - - 42 125 Obrigações de outros emissores Nacionais - - 6 361 - 6 361 Estrangeiros - 1 312 - - 1 312 Papel comercial - - 10 047 - 10 047 62 278 2 336 16 408 - 81 022 Títulos de rendimento variável Ações Nacionais - - 14 300 809 15 109 Estrangeiras - - 6 730 296 7 026 - - 21 030 1 105 22 135 62 278 2 336 37 438 1 105 103 157 2021
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 445 (milhares de euros) Nível 1 Nível 2 Nível 3 Instrumentos financeiros ao custo Total Títulos de rendimento fixo Obrigações de emissores públicos Nacionais 20 339 1 034 - - 21 373 Estrangeiros 120 799 - - - 120 799 Obrigações de outros emissores Nacionais - - 2 417 - 2 417 Estrangeiros - 2 054 - - 2 054 141 138 3 088 2 417 - 146 643 Títulos de rendimento variável Ações Nacionais - - 81 600 819 82 419 Estrangeiras 27 979 - 7 818 461 36 258 27 979 - 89 418 1 280 118 677 169 117 3 088 91 835 1 280 265 320 2020 Conforme disposto na IFRS 13, os instrumentos financeiros estão mensurados de acordo com os níveis de valorização descritos na nota 45. Para a totalidade dos ativos financeiros registados no nível 3 a análise de sensibilidade efetuada considerou uma variação do valor do ativo financeiro de 10%, tendo sido, consequentemente, apurado um impacto de 3.744 milhares de euros em 31 de dezembro de 2021 (31 de dezembro de 2020: 9.184 milhares de euros). Os instrumentos classificados no nível 3 têm associados ganhos e perdas não realizados no montante positivo de 11.322 milhares de euros (31 de dezembro de 2020: montante positivo de 9.435 milhares de euros) registadas em reservas de justo valor. Nesta rubrica o Banco Montepio detém alguns títulos (ações) mensurados ao custo de aquisição. É entendimento do Banco Montepio que o valor contabilístico apresentado para os instrumentos financeiros ao custo não difere de forma substancial do justo valor, não tendo sido apurado o respetivo justo valor dada a reduzida expressão das posições. Em 31 de dezembro de 2021, o montante de imparidade registado para os títulos de nível 3 ascende a 1.376 milhares de euros (31 de dezembro de 2020: 708 milhares de euros). Os movimentos ocorridos nos ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral e classificados no nível 3 são analisados como segue: (milhares de euros) 2021 2020 Saldo inicial 91 835 95 581 Aquisições 15 076 - Revalorizações (712) (2 671) Alienações (67 600) - Amortização ao valor nominal (1 161) (1 075) Saldo final 37 438 91 835
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 446 Os movimentos ocorridos nas perdas por imparidade nos ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral são analisados como segue: (milhares de euros) 2021 2020 Saldo inicial 1 078 5 279 Dotação do exercício líquida de reversões 2 546 3 682 Utilização (865) (7 883) Saldo final 2 759 1 078 A análise dos Ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral, por maturidade, em 31 de dezembro de 2021 é a seguinte: (milhares de euros) Inferior a 3 meses Entre 1 ano e 5 anos Superior a 5 anos Indeterminado Total Títulos de rendimento fixo Obrigações de emissores públicos Nacionais - 21 177 - - 21 177 Estrangeiros - 42 125 - - 42 125 Obrigações de outros emissores Nacionais - 5 029 - 1 332 6 361 Estrangeiros - - 1 312 - 1 312 Papel comercial 10 047 - - - 10 047 10 047 68 331 1 312 1 332 81 022 Títulos de rendimento variável Ações de empresas Nacionais - - - 15 109 15 109 Estrangeiras - - - 7 026 7 026 - - - 22 135 22 135 10 047 68 331 1 312 23 467 103 157 2021 A análise dos Ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral, por maturidade, em 31 de dezembro de 2020 é a seguinte: (milhares de euros) Inferior a 3 meses Entre 3 meses e 1 ano Entre 1 ano e 5 anos Superior a 5 anos Indeterminado Total Títulos de rendimento fixo Obrigações de emissores públicos Nacionais - - 1 034 20 339 - 21 373 Estrangeiros 57 012 - 63 787 - - 120 799 Obrigações de outros emissores Nacionais - - - 1 161 1 256 2 417 Estrangeiros - - - 2 054 - 2 054 57 012 - 64 821 23 554 1 256 146 643 Títulos de rendimento variável Ações de empresas Nacionais - - - - 82 419 82 419 Estrangeiras - - - - 36 258 36 258 - - - - 118 677 118 677 57 012 - 64 821 23 554 119 933 265 320 2020
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 447 Os títulos dados em garantia registados em ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral são apresentados como segue: - O valor nominal dos ativos dados em garantia ao Banco Central Europeu para efeitos de operações de cedência de liquidez ascende, em 31 de dezembro de 2021, a 57.721 milhares de euros após a aplicação de haircut (31 de dezembro de 2020: 74.713 milhares de euros), conforme descrito na nota 31; e - Em 31 de dezembro de 2020, no âmbito do empréstimo obtido junto do BEI fazem parte do colateral um conjunto de obrigações soberanas portuguesas, espanholas, gregas, dos países baixos, francesas e alemãs ao valor nominal de 545.677 milhares de euros, conforme descrito na nota 32. Estes ativos financeiros dados em garantia podem ser executados em caso de incumprimento das obrigações contratuais assumidas pelo Banco Montepio nos termos e condições dos contratos celebrados. 24 Derivados de cobertura Esta rubrica é apresentada como segue: (milhares de euros) 2021 2020 Ativo Swap de taxas de juro 5 411 10 550 Swap de taxa de câmbio - 143 5 411 10 693 Passivo Swap de taxas de juro 335 397 Valor líquido 5 076 10 296 O Banco Montepio contratou um swap de taxa de juro para cobrir a sua exposição a risco de taxa de juro de uma obrigação emitida à taxa fixa. O tratamento contabilístico depende da natureza do risco coberto, nomeadamente se o Banco Montepio está exposto às variações de justo valor, ou a variações de fluxos de caixa, ou se encontra perante coberturas de transações futuras. O Banco Montepio realiza periodicamente testes de efetividade das relações de cobertura existentes. A análise da carteira de derivados de cobertura, por maturidades, nos exercícios de 2021 e 2020, é apresentada como segue: (milhares de euros) outubro de 2022 Total outubro de 2022 Total Derivados de cobertura de justo valor com risco de taxa de juro: Swap de taxa de juro 750 000 750 000 5 076 5 076 2021 Nocionais Justo valor Por prazo remanescente
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 448 (milhares de euros) outubro de 2022 Total outubro de 2022 Total Derivados de cobertura de justo valor com risco de taxa de juro: Swap de taxa de juro 750 000 750 000 10 153 10 153 Derivados de cobertura de justo valor com risco de câmbio: Swap de taxa de câmbio 27 830 27 830 143 143 777 830 777 830 10 296 10 296 2020 Nocionais Justo valor Por prazo remanescente As operações de cobertura de justo valor em 31 de dezembro de 2021 podem ser analisadas como segue: (milhares de euros) Produto derivado Produto coberto Risco coberto Nocional Justo valor do derivado (1) Variação do justo valor do derivado Justo valor do elemento coberto (2) Variação do justo valor do elemento coberto (2) Swap de taxa de juro Responsabilidades representadas por títulos Taxa de juro 750 000 5 076 (5 077) (3 099) 4 468 Swap de taxa de câmbio Ações Taxa de câmbio - - (143) - - 750 000 5 076 (5 220) (3 099) 4 468 (1) Inclui o juro corrido. (2) Atribuível ao risco coberto. 2021 A operação de cobertura de justo valor em 31 de dezembro de 2020 pode ser analisada como segue: (milhares de euros) Produto derivado Produto coberto Risco coberto Nocional Justo valor do derivado (1) Variação do justo valor do derivado Justo valor do elemento coberto (2) Variação do justo valor do elemento coberto (2) Swap de taxa de juro Responsabilidades representadas por títulos Taxa de juro 750 000 10 153 (448) (7 567) 1 657 Swap de taxa de câmbio Ações Taxa de câmbio 27 830 143 143 - - 777 830 10 296 (305) (7 567) 1 657 (1) Inclui o juro corrido. (2) Atribuível ao risco coberto. 2020
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 449 25 Outros ativos financeiros ao custo amortizado Esta rubrica é apresentada como segue: (milhares de euros) 2021 2020 Títulos de rendimento fixo Obrigações de emissores públicos Nacionais 669 851 1 360 498 Estrangeiros 2 302 749 948 159 Obrigações de outros emissores Estrangeiros 562 588 1 677 982 3 535 188 3 986 639 Imparidade para outros ativos financeiros ao custo amortizado (4 619) (4 690) 3 530 569 3 981 949 O justo valor da carteira de outros ativos financeiros ao custo amortizado encontra-se apresentado na nota 45.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 450 A rubrica Outros ativos financeiros ao custo amortizado pode ser analisada, em 31 de dezembro de 2021, como segue: (milhares de euros) Denominação Data de emissão Data de reembolso Taxa de juro Valor nominal Valor de Balanço Pelican Mortgages 07/15-09-2054_3_A 30 março 2007 15 setembro 2054 - 78 693 78 693 Pelican Mortgages 07/15-09-2054_3_B 30 março 2007 15 setembro 2054 - 2 822 2 822 Pelican Mortgages 07/15-09-2054_3_C 30 março 2007 15 setembro 2054 - 2 377 2 377 Pelican Mortgages 07/15-09-2054_3_D 30 março 2007 15 setembro 2054 0,072% 1 263 1 263 Pelican Mortgages 08/15-09-2056_4_A 20 maio 2008 15 setembro 2056 - 323 657 323 657 Pelican Mortgages 08/15-09-2056_4_B 20 maio 2008 15 setembro 2056 - 28 651 28 651 Pelican Mortgages 08/15-09-2056_4_C 20 maio 2008 15 setembro 2056 - 30 974 30 974 Pelican Mortgages 08/15-09-2056_4_D 20 maio 2008 15 setembro 2056 0,297% 12 908 12 908 Pelican Mortgages 07/15-09-2056_4_E 20 maio 2008 15 setembro 2056 0,647% 14 201 14 201 Aqua Mortgages 08/15-12-2063_1_A 9 dezembro 2008 15 dezembro 2063 - 49 447 49 447 Aqua Mortgages 08/15-12-2063_1_B 9 dezembro 2008 15 dezembro 2063 - 17 595 17 595 OT 1.950% 15JUN2029 16 janeiro 2019 15 junho 2029 1,950% 143 500 163 696 OT 0.700% 15OCT2027 8 abril 2020 15 outubro 2027 0,700% 25 000 25 919 OT 0.475% 18OCT2030 15 janeiro 2020 18 outubro 2030 0,475% 210 000 213 381 OT 2.250% 18APR2034 18 abril 2018 18 abril 2034 2,250% 15 000 18 620 OT 0.900% 12OCT2035 8 julho 2020 12 outubro 2035 0,900% 95 000 100 181 OT 3,875% 15-FEB-2030 10 setembro 2014 15 fevereiro 2030 3,875% 105 000 139 515 OT 1.000% 12APR2052 0 janeiro 1900 12 abril 2052 1,000% 7 500 7 512 BONOS 0,350% 30JUL2023 22 maio 2018 30 julho 2023 0,350% 166 000 165 837 ADIF 1.875% 28JAN2025 4 março 2015 28 janeiro 2025 1,875% 15 200 16 143 BONOS 1.950% 30JUL2030 1 março 2017 30 julho 2030 1,950% 85 000 98 114 BONOS 5.350% 30JUL2033 24 março 2015 30 julho 2033 2,350% 65 000 80 512 BTP 1.650% 01MAR2032 1 agosto 2016 1 março 2032 1,650% 34 000 37 014 BTP 1,250% 01-DEC-2026 1 agosto 2018 1 dezembro 2026 1,250% 70 000 73 376 BTP 2,800% 01DEC2028 17 setembro 2018 1 dezembro 2028 2,800% 153 800 178 656 BTP 2,500% 15NOV2025 2 setembro 2019 15 novembro 2025 2,500% 33 000 35 994 BTP 1.350% 01APR2030 10 junho 2020 1 abril 2030 1,350% 82 000 86 993 BTP 1.650% 01DEC2030 16 julho 2020 1 dezembro 2030 1,650% 34 000 36 850 BTP 0.950% 15SEP2027 1 setembro 2020 15 setembro 2027 0,950% 105 000 108 768 BTP 0.500% 01FEB2026 1 outubro 2020 2 fevereiro 2026 0,500% 14 500 14 725 BTP 0.900% 01APR2031 11 novembro 2020 1 abril 2031 0,900% 36 000 36 542 BONOS 0.500% 30APR2030 21 janeiro 2020 30 abril 2030 0,500% 105 000 107 993 BONOS 1,250% 31OCT2030 30 abril 2020 31 outubro 2030 1,250% 80 000 86 910 BONOS 0.000% 31MAY2024 12 janeiro 2021 31 maio 2024 0,000% 250 000 252 207 BONOS 0.100% 30APR2031 20 janeiro 2021 30 abril 2031 0,100% 115 000 112 782 BONOS 0,500% 31OCT2031 29 junho 2021 31 outubro 2031 0,500% 50 000 51 376 GREECE 3,750% 30JAN2028 5 dezembro 2017 30 janeiro 2028 3,750% 12 000 14 987 IRELAND 0,000% 18OCT2031 12 janeiro 2021 18 outubro 2031 0,000% 103 000 101 804 BTP 0,250% 15MAR2028 18 janeiro 2021 15 março 2028 0,250% 105 000 105 136 BTP 0.000% 15APR2024 15 março 2021 15 abril 2024 - 495 000 496 438 3 372 088 3 530 569
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 451 A rubrica Outros ativos financeiros ao custo amortizado pode ser analisada, em 31 de dezembro de 2020, como segue: (milhares de euros) Denominação Data de emissão Data de reembolso Taxa de juro Valor nominal Valor de Balanço Pelican Mortgages 07/15-09-2054_3_A 30 março 2007 15 setembro 2054 - 99 598 99 598 Pelican Mortgages 07/15-09-2054_3_B 30 março 2007 15 setembro 2054 - 3 572 3 572 Pelican Mortgages 07/15-09-2054_3_C 30 março 2007 15 setembro 2054 - 3 008 3 008 Pelican Mortgages 07/15-09-2054_3_D 30 março 2007 15 setembro 2054 0,132% 1 598 1 598 Pelican Mortgages 08/15-09-2056_4_A 20 maio 2008 15 setembro 2056 - 357 937 357 937 Pelican Mortgages 08/15-09-2056_4_B 20 maio 2008 15 setembro 2056 - 31 686 31 686 Pelican Mortgages 08/15-09-2056_4_C 20 maio 2008 15 setembro 2056 0,057% 34 255 34 256 Pelican Mortgages 08/15-09-2056_4_D 20 maio 2008 15 setembro 2056 0,357% 14 273 14 275 Pelican Mortgages 07/15-09-2056_4_E 20 maio 2008 15 setembro 2056 0,707% 15 700 15 705 Pelican Mortgages 09/15-12-2061_5_A 25 março 2009 15 dezembro 2061 - 314 320 314 320 Pelican Mortgages 09/15-12-2061_5_B 25 março 2009 15 dezembro 2061 - 110 086 110 086 Pelican Mortgages 09/15-12-2061_5_C 25 março 2009 15 dezembro 2061 0,357% 15 525 15 528 Pelican Mortgages 09/15-12-2061_5_D 25 março 2009 15 dezembro 2061 0,707% 15 525 15 530 Aqua Mortgages 08/15-12-2063_1_A 9 dezembro 2008 15 dezembro 2063 - 57 094 57 094 Aqua Mortgages 08/15-12-2063_1_B 9 dezembro 2008 15 dezembro 2063 - 18 609 18 609 Pelican Mortgages 12/02-12-2063_6_A 5 março 2012 2 dezembro 2063 - 292 880 292 880 Pelican Mortgages 12/02-12-2063_6_B 5 março 2012 2 dezembro 2063 - 250 000 250 000 PEL FIN A 12/28 7 maio 2014 25 junho 2028 3,000% 26 242 26 247 PEL FIN B 12/28 7 maio 2014 25 junho 2028 - 16 051 16 055 OT 4,95% 25-OCT-2023 10 junho 2008 25 outubro 2023 4,950% 188 000 211 802 OT APR21 23 fevereiro 2005 15 abril 2021 3,850% 120 000 124 318 OT 2,200% 17-OCT-2022 9 setembro 2015 17 outubro 2022 2,200% 212 500 220 012 OT 5.65% 15-FEV-2024 14 maio 2013 15 fevereiro 2024 5,650% 109 500 132 714 OT 1.950% 15JUN2029 16 janeiro 2019 15 junho 2029 1,950% 143 500 166 120 OT 0.700% 15OCT2027 8 abril 2020 15 outubro 2027 0,700% 25 000 26 060 OT 0.475% 18OCT2030 15 janeiro 2020 18 outubro 2030 0,475% 210 000 213 639 OT 2.250% 18APR2034 18 abril 2018 18 abril 2034 2,250% 15 000 18 885 OT 0.900% 12OCT2035 8 julho 2020 12 outubro 2035 0,900% 95 000 100 712 OT 3,875% 15-FEB-2030 10 setembro 2014 15 fevereiro 2030 3,875% 105 000 143 261 BONOS 0,750% 30JUL2021 8 março 2016 30 julho 2021 0,750% 35 000 35 219 BONOS 0,350% 30JUL2023 22 maio 2018 30 julho 2023 0,350% 166 000 165 727 BOTS ZERO COUPON 14APR2021 14 abril 2020 14 abril 2021 - 25 000 24 927 BOTS ZERO COUPON 14MAY2021 14 maio 2020 14 maio 2021 - 45 000 44 871 BOTS ZERO COUPON 14JUN2021 12 junho 2020 14 junho 2021 - 104 000 103 842 ADIF 1.875% 28JAN2025 4 março 2015 28 janeiro 2025 1,875% 15 200 16 366 BONOS 1.950% 30JUL2030 1 março 2017 30 julho 2030 1,950% 20 000 23 665 BONOS 5.350% 30JUL2033 24 março 2015 30 julho 2033 5,350% 65 000 81 812 BTP 1.650% 01MAR2032 1 agosto 2016 1 março 2032 1,650% 34 000 37 286 BTP 1,250% 01-DEC-2026 1 agosto 2018 1 dezembro 2026 1,250% 70 000 74 049 BTP 2,800% 01DEC2028 17 setembro 2018 1 dezembro 2028 2,800% 53 800 63 566 BTP 2,500% 15NOV2025 2 setembro 2019 15 novembro 2025 2,500% 33 000 36 743 BTP 1.350% 01APR2030 10 junho 2020 1 abril 2030 1,350% 82 000 87 553 BTP 1.650% 01DEC2030 16 julho 2020 1 dezembro 2030 1,650% 34 000 37 159 BTP 0.950% 15SEP2027 1 setembro 2020 15 setembro 2027 0,950% 60 000 62 296 BTP 0.500% 01FEB2026 1 outubro 2020 2 fevereiro 2026 0,500% 14 500 14 774 BTP 0.900% 01APR2031 11 novembro 2020 1 abril 2031 0,900% 36 000 36 587 3 793 959 3 981 949 Os outros ativos financeiros ao custo amortizado são reconhecidos de acordo com a política contabilística descrita na nota 1 b). Em 31 de dezembro de 2021 fazem parte do colateral do empréstimo obtido junto do BEI um conjunto de obrigações soberanas portuguesas, italianas, espanholas, irlandesas e gregas com o valor nominal de 537.614 milhares de euros (31 de dezembro de 2020: 120.000 milhares de euros de obrigações soberanas
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 452 portuguesas e espanholas), dadas como garantia e registadas na rubrica Outros ativos financeiros ao custo amortizado, conforme descrito na nota 32. O valor nominal dos ativos dados em garantia ao Banco Central Europeu para efeitos de operações de cedência de liquidez ascende, em 31 de dezembro de 2021, a 3.778.298 milhares de euros (31 de dezembro de 2020: 1.991.814 milhares de euros) após a aplicação de haircut. Em 31 de dezembro de 2021, o valor nominal dos títulos dados em garantia ao Fundo de Garantia de Depósitos foi de 24.000 milhares de euros (31 de dezembro de 2020: 23.000 milhares de euros), conforme nota 44. Em 31 de dezembro de 2021 e 2020, os títulos dados em garantia à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários no âmbito do Sistema de Indemnização aos Investidores, registados em Outros ativos financeiros ao custo amortizado, apresentam um valor nominal de 1.000 milhares de euros. Os movimentos de imparidade para outros ativos financeiros ao custo amortizado são analisados como segue: (milhares de euros) 2021 2020 Saldo inicial 4 690 1 750 Dotação do exercício líquida de reversões 1 845 4 556 Utilização (1 916) (1 616) Saldo final 4 619 4 690 26 Investimentos em subsidiárias e associadas e Ativos não correntes detidos para venda Esta rubrica é apresentada como segue: (milhares de euros) 2021 2020 Investimentos em subsidiárias e associadas Montepio Holding, S.G.P.S., S.A. 413 750 413 750 HTA – Hotéis, Turismo e Animação dos Açores, S.A. 3 200 3 200 Montepio Gestão de Activos Imobiliários, A.C.E. 637 637 CESource, A.C.E. - - 417 587 417 587 Imparidade para investimentos em subsidiárias e associadas (97 939) (97 939) 319 648 319 648 Ativos não correntes detidos para venda Banco Montepio Geral – Cabo Verde, Sociedade Unipessoal, S.A. 8 997 8 997 Crédito - Operação Gerês Secured 38 836 - 47 833 8 997
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 453 No âmbito das deliberações tomadas pelos Órgãos de Gestão e de Administração no Banco Montepio, nomeadamente a análise de um conjunto de opções estratégicas para o Banco Montepio Geral Cabo verde – Em Liquidação em consequência da alteração do enquadramento legal para as entidades bancárias a operar em Cabo Verde, a participação financeira nesta entidade foi reclassificada para Ativos não correntes detidos para venda. Face a esta imposição legal, os Órgãos competentes do Grupo Banco Montepio deliberaram proceder à dissolução voluntária e liquidação do Banco Montepio Geral Cabo Verde – Em Liquidação, tendo, para tal, sido iniciados os respetivos procedimentos junto das autoridades cabo-verdianas. O Banco Montepio procedeu à análise da imparidade relativamente aos investimentos realizados nas suas subsidiárias, considerando o valor recuperável dos negócios desenvolvidos por cada uma. O valor recuperável, de acordo com a política contabilística descrita neste relatório, foi determinado pelo maior valor entre o justo valor líquido de custos de venda e o valor em uso, no caso das subsidiárias em continuação e pelo justo valor líquido de custos de venda, no caso das subsidiárias em descontinuação. O valor em uso foi determinado tendo por base o plano de negócios aprovado pela gestão, tendo também sido considerados, consoante a especificidade dos negócios e os mercados onde as subsidiárias do Banco Montepio desenvolvem a sua atividade, níveis diferenciados para a taxa de desconto, para os níveis de solvência exigidos para a atividade bancária e para o crescimento na perpetuidade dos resultados líquidos. A verificação dos pressupostos utilizados e a evolução das condições macroeconómicas e do mercado poderão traduzir-se na alteração destes mesmos pressupostos e, consequentemente, no valor recuperável apurado para as subsidiárias objeto desta análise. As demonstrações financeiras foram preparadas no pressuposto da continuidade das respetivas operações, as quais dependem da evolução futura dos pressupostos subjacentes ao valor recuperável das suas participações financeiras bem como ao sucesso das iniciativas que vierem a ser tomadas pelo Conselho de Administração com vista ao reforço da situação líquida. Montepio Holding, S.G.P.S., S.A. Na sequência das análises efetuadas, concluímos pela relevação nas demonstrações financeiras 31 de dezembro de 2021 e 2020 de uma imparidade no Banco Montepio no montante de 97.939 milhares de euros relacionada com a participação financeira detida na Montepio Holding, S.G.P.S., S.A. (Montepio Holding). A Montepio Holding é uma sociedade que detém participações financeiras em 100% do capital e dos direitos de voto do Montepio Investimento, S.A., Montepio Crédito – Instituição Financeira de Crédito, S.A. e da Ssagincentive, Sociedade de Serviços Auxiliares e de Gestão de Imóveis, S.A. e uma participação de 80,22% no Finibanco Angola, S.A. A valorização da Montepio Holding foi efetuada considerando que a melhor estimativa para a determinação do seu justo valor correspondia ao montante dos seus capitais próprios corrigidos pelo efeito do justo valor de ativos e passivos registados ao custo amortizado ou ao custo histórico, com exceção da participação no Montepio Investimento, S.A. (Banco Empresas Montepio) que considerou o plano de negócios do próximo triénio.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 454 Os movimentos de imparidade para investimentos em subsidiárias e associadas são analisados como segue: (milhares de euros) 2021 2020 Saldo inicial 97 939 85 576 Dotação do exercício - 12 363 Saldo final 97 939 97 939 A informação relativa às Empresas subsidiárias e associadas é apresentada no quadro seguinte: (milhares de euros) Participação Valor direta unitário no capital euros 31 de dezembro de 2021 Investimentos em subsidiárias e associadas Montepio Holding, S.P.G.S., S.A. 175 000 000 100,00% 1,00 413 750 HTA – Hotéis, Turismo e Animação dos Açores, S.A. 400 001 20,00% 5,00 3 200 Montepio - Gestão de Activos Imobiliários, A.C.E. 636 924 26,00% 1,00 637 CESource, A.C.E. - 18,00% - - 417 587 Ativos não correntes detidos para venda Banco Montepio Geral – Cabo Verde, Sociedade Unipessoal, S.A. 99 200 100,00% 90,69 8 997 31 de dezembro de 2020 Investimentos em subsidiárias e associadas Montepio Holding, S.P.G.S., S.A. 175 000 000 100,00% 1,00 413 750 HTA – Hotéis, Turismo e Animação dos Açores, S.A. 400 001 20,00% 5,00 3 200 Montepio - Gestão de Activos Imobiliários, A.C.E. 636 924 26,00% 1,00 637 CESource, A.C.E. - 18,00% - - 417 587 Ativos não correntes detidos para venda Banco Montepio Geral – Cabo Verde, Sociedade Unipessoal, S.A. 99 200 100,00% 90,69 8 997 Custo da participação Número de ações A relação das Empresas subsidiárias e associadas do Banco Montepio é apresentada na nota 54. No dia 29 de dezembro de 2021 o Banco assinou um contrato promessa de compra e venda de um conjunto de créditos em incumprimento (“NPLs”) com garantia (tranche Secured) e um conjunto de imóveis obtidos através de dação em cumprimento, incluindo depósitos de preço. Não tendo sido cumpridas as condições previstas na IFRS 9 para assegurar o seu desreconhecimento do balanço em 31 de dezembro de 2021, concluiu-se, no entanto, que se encontravam reunidas as condições previstas na IFRS 5 para a sua transferência para Ativos não correntes detidos para venda na medida em que a venda da operação é expectável que ocorra no curto prazo.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 455 O valor global bruto e as perdas por imparidade dos ativos incluídos na Operação Gerês detalham-se como segue: Crédito on balance Depósitos preço Imóveis recebidos em dação Ativos financeiros ao justo valor através de resultados Total Valor bruto 82 336 1 314 1 613 114 85 377 Imparidade (45 568) (904) (69) - (46 541) Valor líquido 36 768 410 1 544 114 38 836 (milhares de euros) 27 Outros ativos tangíveis Esta rubrica é apresentada como segue: (milhares de euros) 2021 2020 Investimentos Imóveis De serviço próprio 171 357 206 236 Obras em imóveis arrendados 28 301 28 851 Equipamento Equipamento informático 86 015 94 614 Instalações interiores 30 626 33 452 Mobiliário e material 17 417 18 189 Equipamento de segurança 4 222 7 686 Máquinas e ferramentas 2 691 2 697 Equipamento de transporte 298 472 Outro equipamento 1 1 Património artístico 2 870 2 870 Ativos em locação operacional 58 74 Ativos sob direito de uso Imóveis 23 220 26 160 Viaturas 6 907 6 948 Outros ativos tangíveis 539 1 844 Ativos tangíveis em curso 785 750 375 307 430 844 Depreciações acumuladas Relativas ao exercício corrente (14 857) (16 716) Relativas a exercícios anteriores (176 172) (186 348) (191 029) (203 064) Imparidade de Outros ativos tangíveis (480) (11 941) 183 798 215 839
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 456 A rubrica Ativos sob direito de uso corresponde essencialmente a imóveis (balcões e edifícios centrais) e à frota de viaturas, sendo depreciados de acordo com o prazo de locação de cada contrato, conforme indicado na nota 1 i). Os movimentos da rubrica Outros ativos tangíveis, durante o exercício de 2021, são analisados como segue: (milhares de euros) Saldo em 1 janeiro Aquisições/ Dotações Alienações / Abates Regularizações/ Transferências Saldo em 31 dezembro Investimentos Imóveis De serviço próprio 206 236 150 90 (34 939) 171 357 Obras em imóveis arrendados 28 851 - 550 - 28 301 Equipamento Equipamento informático 94 614 2 545 11 149 5 86 015 Instalações interiores 33 452 31 3 917 1 060 30 626 Mobiliário e material 18 189 3 775 - 17 417 Equipamento de segurança 7 686 21 3 485 - 4 222 Máquinas e ferramentas 2 697 1 7 - 2 691 Equipamento de transporte 472 2 176 - 298 Outro equipamento 1 - - - 1 Património artístico 2 870 - - - 2 870 Ativos em locação operacional 74 - 16 - 58 Ativos sob direito de uso - - Imóveis 26 160 - 2 286 (654) 23 220 Viaturas 6 948 370 376 (35) 6 907 Outros ativos tangíveis 1 844 - 1 305 - 539 Ativos tangíveis em curso 750 1 101 - (1 066) 785 430 844 4 224 24 132 (35 629) 375 307 Depreciações acumuladas Imóveis De serviço próprio 17 158 2 716 3 (3 056) 16 815 Obras em imóveis arrendados 27 602 478 486 - 27 594 Equipamento Equipamento informático 90 910 2 599 11 150 - 82 359 Instalações interiores 22 541 1 610 3 772 - 20 379 Mobiliário e material 17 733 118 775 - 17 076 Equipamento de segurança 7 467 112 3 485 - 4 094 Máquinas e ferramentas 2 570 37 7 - 2 600 Equipamento de transporte 438 8 176 - 270 Outro equipamento 1 - - - 1 Ativos em locação operacional 74 - 16 - 58 Ativos sob direito de uso Imóveis 12 134 5 473 2 286 - 15 321 Viaturas 2 624 1 706 376 - 3 954 Outros ativos tangíveis 1 812 - 1 304 - 508 203 064 14 857 23 836 (3 056) 191 029 Imparidade de Outros ativos tangíveis (11 941) (480) 215 839 183 798
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 457 Os movimentos da rubrica Outros ativos tangíveis, durante o exercício de 2020, são analisados como segue: (milhares de euros) Saldo em 1 janeiro Aquisições/ Dotações Alienações / Abates Regularizações/ Transferências Saldo em 31 dezembro Investimentos Imóveis De serviço próprio 206 292 - 56 - 206 236 Obras em imóveis arrendados 28 851 - - - 28 851 Equipamento Equipamento informático 94 056 1 202 644 - 94 614 Instalações interiores 31 766 82 - 1 604 33 452 Mobiliário e material 18 425 49 280 (5) 18 189 Equipamento de segurança 7 607 89 - (10) 7 686 Máquinas e ferramentas 2 698 2 3 - 2 697 Equipamento de transporte 601 - 129 - 472 Outro equipamento 1 - - - 1 Património artístico 2 870 - - - 2 870 Ativos em locação operacional 109 - 35 - 74 Ativos sob direito de uso - - - Imóveis 27 658 33 1 547 16 26 160 Viaturas 5 339 1 771 157 (5) 6 948 Outros ativos tangíveis 1 877 - - (33) 1 844 Ativos tangíveis em curso 1 228 1 128 - (1 606) 750 429 378 4 356 2 851 (39) 430 844 Depreciações acumuladas Imóveis De serviço próprio 14 083 3 079 4 - 17 158 Obras em imóveis arrendados 27 019 583 - - 27 602 Equipamento Equipamento informático 88 477 3 076 643 - 90 910 Instalações interiores 20 999 1 542 - - 22 541 Mobiliário e material 17 896 117 280 - 17 733 Equipamento de segurança 7 336 131 - - 7 467 Máquinas e ferramentas 2 530 43 3 - 2 570 Equipamento de transporte 560 8 130 - 438 Outro equipamento 1 - - - 1 Ativos em locação operacional 109 - 35 - 74 Ativos sob direito de uso Imóveis 7 124 6 486 1 476 - 12 134 Viaturas 1 130 1 651 157 - 2 624 Outros ativos tangíveis 1 812 - - - 1 812 189 076 16 716 2 728 - 203 064 Imparidade de Outros ativos tangíveis - (11 941) 240 302 215 839 Os movimentos de imparidade para Outros ativos tangíveis são analisados como segue: (milhares de euros) 2021 2020 Saldo inicial 11 941 - Dotação do exercício 5 912 11 941 Reversão do exercício (269) - Transferências (17 104) - Saldo final 480 11 941 A rubrica Transferências refere-se a balcões encerrados que foram transferidos para Outros ativos - Ativos recebidos por recuperação de crédito, conforme descrito na nota 30.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 458 28 Ativos intangíveis Esta rubrica é apresentada como segue: (milhares de euros) 2021 2020 Investimentos Software 169 039 150 662 Outros ativos intangíveis 2 049 2 049 Ativos intangíveis em curso 6 210 2 761 177 298 155 472 Amortizações acumuladas Relativas ao exercício corrente (17 455) (15 157) Relativas a exercícios anteriores (122 369) (107 211) (139 824) (122 368) 37 474 33 104 Os movimentos da rubrica Ativos intangíveis, durante o exercício de 2021, são analisados como segue: (milhares de euros) Saldo em 1 janeiro Aquisições/ Dotações Regularizações/ Transferências Saldo em 31 dezembro Custo Software 150 662 - 18 377 169 039 Outros ativos intangíveis 2 049 - - 2 049 Ativos intangíveis em curso 2 761 21 826 (18 377) 6 210 155 472 21 826 - 177 298 Amortizações acumuladas Software 122 368 17 455 1 139 824 122 368 17 455 1 139 824 33 104 37 474 Os movimentos da rubrica Ativos intangíveis, durante o exercício de 2020, são analisados como segue: (milhares de euros) Saldo em 1 janeiro Aquisições/ Dotações Regularizações/ Transferências Saldo em 31 dezembro Custo Software 134 350 - 16 312 150 662 Outros ativos intangíveis 1 319 - 730 2 049 Ativos intangíveis em curso 3 365 16 438 (17 042) 2 761 139 034 16 438 - 155 472 Amortizações acumuladas Software 107 212 15 157 (1) 122 368 107 212 15 157 (1) 122 368 31 822 33 104
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 459 29 Impostos Os ativos e passivos por impostos diferidos reconhecidos em balanço nos exercícios de 2020 e 2021 podem ser analisados como segue: (milhares de euros) Ativo Passivo Líquido Impostos diferidos não dependentes de rendibilidade futura: Imparidade em crédito concedido 42 625 44 095 - - 42 625 44 095 Benefícios pós-emprego e longo prazo 22 746 22 815 - - 22 746 22 815 Crédito tributário 2020 (4 319) - - - (4 319) - 61 052 66 910 - - 61 052 66 910 Impostos diferidos dependentes de rendibilidade futura: Instrumentos financeiros 21 745 22 110 (9 122) (9 652) 12 623 12 458 Outros ativos tangíveis - - (6) (7) (6) (7) Provisões / Imparidades: Imparidade em crédito concedido 119 213 166 835 - - 119 213 166 835 Outros riscos e encargos 8 414 9 292 - - 8 414 9 292 Imparidade em títulos e ativos não financeiros 2 967 3 653 - - 2 967 3 653 Imparidade em ativos financeiros 2 323 1 788 - - 2 323 1 788 Benefícios pós-emprego e longo prazo 48 945 48 545 - - 48 945 48 545 Outros - 130 - - - 130 Prejuízos fiscais reportáveis 215 071 200 760 - - 215 071 200 760 418 678 453 113 (9 128) (9 659) 409 550 443 454 Imposto diferido ativo/(passivo) líquido 479 730 520 023 (9 128) (9 659) 470 602 510 364 2020 2021 2020 2021 2020 2021 Regime especial aplicável aos ativos por impostos diferidos No dia 6 de julho de 2016 teve lugar a Assembleia Geral Extraordinária do Banco Montepio que aprovou a adesão ao Regime especial aplicável aos ativos por impostos diferidos (Regime), aprovado pela Lei n.º 61/2014, de 26 de agosto, o qual é aplicável aos gastos e variações patrimoniais negativas contabilizados nos períodos de tributação que se iniciem em ou após 1 de janeiro de 2015, bem como aos ativos por impostos diferidos registados nas contas anuais relativas ao último período de tributação anterior àquela data e à parte dos gastos e variações patrimoniais negativas que lhe estejam associados. Nos termos da Lei n.º 23/2016, de 19 de agosto, o REAID não é aplicável aos gastos e às variações patrimoniais negativas contabilizados nos períodos de tributação que se iniciem em ou após 1 de janeiro de 2016 nem aos ativos por impostos diferidos a estes associados. A Lei n.º 61/2014, de 26 de agosto, prevê um enquadramento opcional e com possibilidade de renúncia subsequente, nos termos do qual, em certas situações (resultado líquido negativo nas contas individuais anuais ou de liquidação por dissolução voluntária, insolvência decretada judicialmente ou revogação da respetiva autorização), haverá conversão em créditos tributários dos ativos por impostos diferidos que tenham resultado da não dedução de gastos e de deduções de valor de ativos resultantes de perdas por imparidade em créditos e de benefícios pós-emprego ou a longo prazo de empregados. Neste caso, deverá ser constituída uma reserva especial correspondente a 110% do seu montante, a qual implica a constituição simultânea de direitos de conversão atribuíveis ao Estado de valor equivalente, direitos esses que podem ser adquiridos pelos acionistas mediante pagamento ao Estado desse mesmo valor. Os créditos tributários poderão ser compensados com dívidas tributárias dos beneficiários (ou de entidade com sede em Portugal do mesmo perímetro de consolidação prudencial) ou reembolsáveis pelo Estado. A recuperação dos ativos
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 460 por impostos diferidos abrangidos pelo regime aprovado pela Lei n.º 61/2014, de 26 de agosto, não está dependente de lucros futuros. O enquadramento legal antes descrito foi regulamentado pela Portaria n.º 259/2016, de 4 de outubro, sobre o controlo e utilização dos créditos tributários, e pela Portaria n.º 293-A/2016, de 18 de novembro, esta última alterada pela Portaria n.º 272/2017, de 13 de setembro, que estabelece as condições e os procedimentos para a aquisição por parte dos acionistas dos referidos direitos do Estado. De acordo com esta legislação, entre outros aspetos, aqueles direitos estão sujeitos a um direito de aquisição por parte dos acionistas na data de criação dos direitos do Estado, exercível em períodos que serão estabelecidos pelo Conselho de Administração até 10 anos após a data da respetiva criação, devendo o banco emitente depositar em nome do Estado o montante do preço correspondente à totalidade dos direitos emitidos, no prazo de 3 meses a contar da data da confirmação da conversão do ativo por imposto diferido em crédito tributário. Este depósito será resgatado quando e na medida em que os direitos do Estado sejam adquiridos pelos acionistas, ou exercidos pelo Estado. Tendo em consideração que o Banco Montepio apurou um resultado líquido contabilístico negativo em 2020, e na sequência da aprovação das contas anuais pelos órgãos sociais e da aplicação do referido REAID, no exercício de 2021 deu-se lugar à conversão em créditos tributários dos ativos por impostos diferidos que tenham resultado da não dedução de gastos e de deduções de valor de ativos resultantes de perdas por imparidade em créditos e de benefícios pós-emprego ou a longo prazo de empregados, tendo, para o efeito, sido constituída uma reserva especial correspondente a 110% do seu montante (ver nota 42). Neste sentido, nos termos do artigo 8.º do anexo à Lei n.º 61/2014, de 26 de agosto, o Banco Montepio procedeu, no exercício de 2021, à constituição de uma reserva especial no montante de 4.750 milhares de euros, a que corresponde um crédito tributário de 4.319 milhares de euros, e que em 31 de dezembro de 2021 faz parte integrante do total de ativos por impostos correntes. Estes montantes podem vir a ser alterados no contexto da certificação que a Autoridade Tributária e Aduaneira vai efetuar. Os impostos diferidos são apurados com base nas taxas de imposto que se antecipa estejam em vigor à data da reversão das diferenças temporárias, as quais correspondem às taxas aprovadas ou substancialmente aprovadas na data de balanço. A rubrica Benefícios pós-emprego e de longo prazo a empregados inclui o montante de 2.317 milhares de euros (31 de dezembro de 2020: 2.554 milhares de euros) relativo a impostos diferidos associados ao gasto decorrente da transferência das responsabilidades com os pensionistas para o Regime Geral da Segurança Social. O gasto decorrente da transferência das responsabilidades com os pensionistas para o Regime Geral da Segurança Social é dedutível para efeitos fiscais, em partes iguais, a partir de 1 de janeiro de 2012, em função do número de anos de esperança de vida dos pensionistas cujas responsabilidades foram transferidas (20 anos no caso do Banco Montepio).
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 461 No exercício de 2021, os impostos diferidos associados aos Benefícios pós-emprego e de longo prazo a empregados incluem o montante de 30.099 milhares de euros (31 de dezembro de 2020: 31.479 milhares de euros) relativos a benefícios pós-emprego e de longo prazo em excesso face aos limites existentes. Nos exercícios de 2021 e 2020, e em função de (i) as taxas em vigor, (ii) a expetativa de conversão em custos e proveitos aceites fiscalmente, e (iii) a perspetiva de prejuízo ou lucro fiscal em cada um dos exercícios futuros, a taxa (considerando a taxa base e as derramas) utilizada pelo Banco Montepio no cálculo de impostos diferidos, consoante as situações específicas associadas a diferenças temporárias ou a reporte de prejuízos fiscais, corresponde, respetivamente, a 30,5% e a 21,0%. Análise da recuperabilidade dos ativos por impostos diferidos Os ativos por impostos diferidos relativos a prejuízos fiscais reportáveis são reconhecidos quando existe uma expetativa razoável de haver lucros tributáveis futuros, pelo que qualquer incerteza quanto à recuperação de prejuízos fiscais reportáveis é considerada aquando do apuramento do valor dos ativos por impostos diferidos. Conforme referido na política contabilística descrita na nota 1 s), e de acordo com os requisitos definidos na IAS 12, os ativos por impostos diferidos que foram reconhecidos nas demonstrações financeiras do Banco Montepio têm subjacente uma expetativa elevada quanto à sua recuperabilidade. A avaliação da recuperabilidade dos ativos por impostos diferidos está suportada no plano de negócio que sustentou a elaboração do exercício orçamental e que considera as expetativas dos impactos da pandemia ao nível dos mercados financeiros, da atividade económica e da evolução do risco de crédito. A recuperação dos níveis de rendibilidade, liquidez e capital do Banco Montepio, encontra-se preconizada em quatro focos estratégicos, tendo como primeira condição a sustentação da posição de capital, o crescimento em áreas de negócio estratégicas, com menores consumos de capital e risco mais reduzido, a melhoria da eficiência e da rendibilidade, com enfoque no controlo de custos e a simplificação da estrutura organizativa e processos. Neste contexto, as perspetivas da melhoria sustentada dos níveis de rendibilidade decorrem dos seguintes itens principais: x Redução dos custos operacionais, com eliminação de redundâncias, aproveitamento de sinergias e simplificação da estrutura organizativa. x Incremento do negócio da rede comercial com crescimento em carteiras de crédito com menor risco e menor consumo de capital, numa gestão adequada da rendibilidade sobre o capital, explorando o potencial de crescimento da margem complementar em cross-selling e novas áreas de negócio, e alavancando o potencial da base de Clientes que o Banco Montepio usufrui, beneficiando de um posicionamento ímpar de uma instituição quase bicentenária e de cariz mutualista. x A estratégia delineada traduz-se num efeito favorável ao nível da margem financeira, bem como das comissões, estas últimas evidenciando os impactos de uma gestão do preçário mediante a adequação do mesmo à proposta de valor do Banco Montepio para cada segmento, definida em função do seu ciclo de vida e perfil financeiro, bem como pelo crescimento da quota de primeiro
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 462 banco, induzindo o aumento progressivo da base de Clientes com maior transacionalidade e nível de vinculação. x Gestão do custo de funding, tendo em conta a adequação da posição de liquidez e fontes de financiamento vis a vis as condições de mercado, O aumento da carteira de depósitos traduz o objetivo de reforçar os recursos de clientes como principal fonte de financiamento da atividade, a par da redução gradual do custo dos depósitos, nomeadamente via do mix entre depósitos à ordem e a prazo. x Desalavancagem em ativos não estratégicos com o objetivo de potenciar a rendibilidade sobre o ativo, quer por via da descida sustentada do crédito non performing assente na melhoria dos processos de recuperação de crédito e na alienação de carteiras, quer por via da redução dos imóveis de negociação. x Evolução positiva do perfil de risco da carteira de crédito na componente da nova originação, decorrente da alteração da política de concessão de crédito, assim como da estratégia de crescimento em segmentos de negócio com menor risco, com impactos favoráveis ao nível do custo do risco prospetivo e da rendibilidade face ao capital alocado. x Melhoria da eficiência e do rácio de cost-to-income suportada essencialmente pela redução dos custos operacionais, assente na racionalização e implementação de um conjunto de medidas delineadas pelo Conselho de Administração, assim como pelo efeito do crescimento do produto bancário core. Na sequência desta avaliação, e com referência aos exercícios de 2021 e 2020, o Banco Montepio reconheceu a totalidade dos ativos por impostos diferidos, não existindo, deste modo, impostos diferidos ativos por reconhecer. Adicionalmente foi elaborada uma análise de sensibilidade considerando um cenário em que os resultados antes de impostos evoluíam a um ritmo inferior em 10%, face aos considerados nas projeções anteriormente referidas, não tendo sido apurado qualquer impacto ao nível dos impostos diferidos. Os impostos diferidos ativos associados a prejuízos fiscais, por ano de caducidade, são analisados como segue: (milhares de euros) Ano de caducidade 2021 2020 2026 11 966 13 106 2029 46 542 44 439 2030 127 998 128 830 2032 15 629 14 385 2033 12 936 - 215 071 200 760 Os anos de caducidade acima indicados refletem o estipulado no Orçamento do Estado Suplementar para 2020 (Lei n.º 27-A/2020, de 24 julho), nos termos do qual os prejuízos fiscais apurados nos períodos de tributação de 2020 e 2021 passaram a ser dedutíveis em um ou mais dos 12 períodos de tributação posteriores (ao invés do prazo de reporte de 5 períodos de tributação), sendo que para os períodos de
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 463 tributação de 2020 e 2021, a dedução de prejuízos fiscais reportáveis pode ascender a 80% do lucro tributável (ao invés de 70%). Adicionalmente a contagem do prazo de reporte dos prejuízos fiscais reportáveis apurados até ao período de tributação de 2019, inclusive, fica suspensa durante os períodos de tributação de 2020 e 2021. O imposto reconhecido em resultados e reservas durante os exercícios de 2021 e 2020 teve as seguintes origens: (milhares de euros) 2021 2020 Reconhecido em resultados Reconhecido em reservas e resultados transitados Reconhecido em resultados Reconhecido em reservas e resultados transitados Instrumentos financeiros 172 (7) (949) 6 868 Imparidade / Provisões (45 637) - (1 582) - Benefícios pós-emprego e longo prazo 5 734 (5 533) 5 763 8 875 Prejuízos fiscais reportáveis 14 310 - 29 094 - Imposto diferido reconhecido como proveito / (custo) (25 421) (5 540) 32 326 15 743 Impostos correntes 1 700 - 1 939 - (23 721) (5 540) 34 265 15 743 A reconciliação da taxa de imposto, na parte respeitante ao montante reconhecido em resultados, pode ser analisada como segue: (milhares de euros) 2021 2020 % Valor % Valor Resultado antes de impostos 15 818 (150 886) Imposto apurado com base na taxa nominal vigente (21,0) (3 322) (20,8) 31 318 Mais e menos valias fiscais (0,9) (135) - - Contribuição extraordinária sobre o setor bancário (12,7) (2 003) 1,4 (2 177) Benefícios pós-emprego e Fundo de Pensões (0,1) (8) 1,4 (2 119) Constituição/reversão de provisões/imparidades tributadas (34,4) (5 435) 6,1 (9 273) Tributações autónomas (3,5) (561) 0,5 (812) Correções relativas a exercícios anteriores 2,2 344 (1,8) 2 752 Efeito das diferenças de taxa de imposto (93,3) (14 761) (0,6) 920 Impostos diferidos de prejuízos fiscais reportáveis (17,9) (2 828) (9,7) 14 709 Outros 31,5 4 988 0,7 (1 053) Imposto do exercício (150,0) (23 721) (22,7) 34 265 A Lei n.º 98/2019, de 4 de setembro, veio alterar as regras aplicáveis às perdas por imparidade reconhecidas a partir de 1 de janeiro de 2019, bem como às perdas por imparidade registadas nos períodos de tributação com início anterior a 1 de janeiro de 2019 e ainda não aceites fiscalmente, contemplando um período de adaptação máximo de 5 anos, ou seja, até 31 de dezembro de 2023. O Banco Montepio não optou pela aplicação do novo regime fiscal das imparidades, pelo que, no que respeita ao apuramento de imposto corrente e diferido aos exercícios de 2021 e 2020, efetuou a sua estimativa de impostos com base no regime que vigorou até 31 de dezembro de 2018.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 464 A Autoridade Tributária pode proceder à revisão do resultado fiscal do Banco Montepio durante um período de quatro anos, exceto nos casos em que tenha sido efetuado reporte de prejuízos fiscais, bem como de qualquer outra dedução ou crédito de imposto em que o período relevante corresponde ao do exercício desse direito. O Banco Montepio foi objeto de ação inspetiva pela Autoridade Tributária até ao exercício de 2019, inclusive. No ano de 2018, o Banco Montepio passou a ser a sociedade dominante do Grupo tributado em sede de Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas no âmbito do Regime Especial de Tributação dos Grupos de Sociedades (RETGS), cuja sociedade dominante era anteriormente o Montepio Holding, S.G.P.S., S.A. Neste âmbito, é considerado pelo Grupo que os efeitos do apuramento da matéria coletável de acordo com o RETGS são refletidos no valor do imposto corrente do período de cada uma das entidades, incluindo o efeito no cálculo do imposto corrente do período por se utilizar prejuízo fiscal gerado por outra entidade do Grupo. Os Ativos por impostos correntes, no montante de 6.539 milhares de euros (31 de dezembro de 2020: 2.313 milhares de euros) incluem o montante de 4.319 milhares de euros relacionados com o valor do crédito tributário relativo ao exercício de 2020 apurado no âmbito do REAID e IRC a recuperar no montante de 2.221 milhares de euros, dos quais, 2.194 milhares de euros (31 de dezembro de 2020: 105 milhares de euros) respeitam a pagamentos por conta, pagamentos adicionais por conta e pagamentos especiais por conta. 30 Outros ativos Esta rubrica é apresentada como segue: (milhares de euros) 2021 2020 Ativos recebidos por recuperação de crédito 571 228 649 807 Benefícios pós-emprego 8 961 - Suprimentos - Montepio Holding 130 019 127 708 Outros devedores 36 780 35 109 Contas diversas 30 669 7 320 Depósitos de preço 11 492 11 740 Bonificações a receber do Estado Português 10 521 8 054 Despesas com custo diferido 2 978 3 179 Outros valores a receber 2 548 3 289 805 196 846 206 Imparidade para ativos recebidos por recuperação de crédito (133 653) (126 342) Imparidade para outros ativos (23 358) (25 840) 648 185 694 024
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 465 A rubrica Ativos recebidos por recuperação de crédito é apresentada como segue: (milhares de euros) 2021 2020 Ativos recebidos por recuperação de crédito 571 228 649 807 Imparidade para ativos recebidos por recuperação de crédito (133 653) (126 342) 437 575 523 465 Os ativos registados na rubrica Ativos recebidos por recuperação de crédito estão contabilizados de acordo com a política contabilística descrita na nota 1 h). A rubrica Ativos recebidos por recuperação de crédito inclui o montante de 1.218 milhares de euros (31 de dezembro de 2020: 1.289 milhares de euros) relativos a equipamento resultantes da resolução de contratos de crédito sobre clientes e estão provisionados na sua totalidade. A resolução de contratos de crédito sobre clientes decorre de (i) dação simples, com opção de recompra ou com locação financeira, sendo contabilizada com a celebração do contrato de dação ou promessa de dação e respetiva procuração irrevogável emitida pelo Cliente em nome do Banco Montepio; ou (ii) adjudicação dos bens em consequência do processo judicial de execução das garantias, sendo contabilizada com o título de adjudicação ou na sequência do pedido de adjudicação após registo de primeira penhora. O Banco Montepio tem implementado um plano com vista à venda imediata dos ativos recebidos por recuperação de crédito. De acordo com a expetativa do Banco Montepio, pretende-se que os referidos ativos sejam alienados num prazo inferior a um ano, existindo uma estratégia para esse fim. No entanto, face às atuais condições de mercado, não é possível em algumas situações concretizar essas alienações no prazo esperado. A referida rubrica inclui em 31 de dezembro de 2021 imóveis para os quais foram já celebrados contratos de promessa de compra e venda no montante de 29.531 milhares de euros (31 de dezembro de 2020: 28.659 milhares de euros). Os movimentos dos Ativos recebidos por recuperação de crédito nos exercícios de 2021 e 2020 são analisados como segue: (milhares de euros) 2021 2020 Saldo inicial 649 807 687 852 Aquisições 26 737 24 452 Alienações (132 581) (63 039) Outros movimentos (3 004) 542 Transferências 30 269 - Saldo final 571 228 649 807
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 466 Os movimentos da imparidade para Ativos recebidos por recuperação de crédito são analisados como segue: (milhares de euros) 2021 2020 Saldo inicial 126 342 124 184 Dotação do exercício 24 345 9 118 Reversão do exercício (120) (1 208) Utilização (33 949) (5 752) Transferências 17 035 - Saldo final 133 653 126 342 A rubrica Transferências refere-se a balcões encerrados que foram transferidos de Outros ativos tangíveis, conforme descrito na nota 27. A rubrica Benefícios pós-emprego corresponde ao valor líquido dos ativos e responsabilidades do Fundo de Pensões. Adicionalmente às perdas por imparidade observadas, o Banco Montepio reconheceu em resultados, no exercício de 2021, ganhos no montante de 13.053 milhares de euros (31 de dezembro de 2020: 13.758 milhares de euros), incluído na rubrica Alienação de outros ativos na nota 8. Em 31 de dezembro de 2021 e 2020, a rubrica Outros devedores pode ser detalhada como segue: (milhares de euros) 2021 2020 Prestações acessórias 14 910 14 910 Outros 21 870 20 199 36 780 35 109 A rubrica Prestações acessórias considera as prestações acessórias subscritas no âmbito de uma operação de cedência de créditos no montante de 14.910 milhares de euros, as quais se encontram totalmente provisionadas em 31 de dezembro de 2021 e 2020. A rubrica Outros inclui os montantes por liquidar relacionados com operações de factoring, confirming, adiantamentos a fornecedores e outros devedores. Adicionalmente, o valor relevado em Outros, em 31 de dezembro de 2021, incluído na rubrica Outros devedores, considera ainda os valores a receber relacionados com operações de venda de ativos não produtivos, em conformidade com os contratos firmados, e também valores faturados pelo Banco Montepio com liquidação financeira em 2022.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 467 Em 31 de dezembro de 2021 e 2020, a rubrica Bonificações a receber do Estado Português pode ser detalhada como segue: (milhares de euros) 2021 2020 Bonificações vencidas e ainda não reclamadas 2 062 2 486 Bonificações reclamadas ao Estado e ainda não liquidadas 8 408 5 533 Bonificações processadas e ainda não reclamadas 51 35 10 521 8 054 A rubrica Bonificações a receber do Estado Português corresponde aos valores referentes a contratos de crédito à habitação e PME’s, apuradas de acordo com os dispositivos legais aplicáveis ao crédito bonificado. Estes montantes não vencem juros e são reclamados mensalmente. Os movimentos da imparidade para Outros ativos são analisados como segue: 2021 2020 Saldo inicial 25 840 26 597 Dotação do exercício 2 158 3 549 Reversão do exercício (3 238) (2 732) Utilização (1 402) (1 574) Saldo final 23 358 25 840 Em 31 de dezembro de 2021, a imparidade para Outros ativos inclui as exposições de Prestações acessórias (14.910 milhares de euros), de Depósitos de preço (5.004 milhares de euros), de Comissões de garantias (424 milhares de euros), de Operações factoring (498 milhares de euros) e de Outros devedores (2.522 milhares de euros). A expetativa dos recebimentos associados aos depósitos preço é avaliada regularmente pela DRC, considerando. nomeadamente. o estado de cada processo e a informação conhecida/disponibilizada pelos administradores de insolvência. Consequentemente, a estimativa de imparidade associada a estes depósitos de preço é ajustada sempre que necessário. 31 Recursos de bancos centrais Esta rubrica regista os recursos do Sistema Europeu de Bancos Centrais que se encontram colateralizados por títulos da carteira de ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral e da carteira de outros ativos financeiros ao custo amortizado, conforme descrito nas notas 23 e 25. Para as linhas de financiamento provenientes da facilidade TLTRO III, a taxa de juro efetiva utilizada nos exercícios de 2021 e 2020 considera as taxas de juro aplicáveis a cada operação no período decorrido e a estimativa do Banco quanto ao cumprimento das metas de variação do volume de crédito elegível definidas pelo BCE. Este procedimento implica periodificar por tranches a taxa de juro de cada uma das operações TLTRO III.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 468 Em 31 de dezembro de 2021 estes recursos são compostos por quatro operações com maturidades em março de 2023, no montante de 280.375 milhares de euros, em junho de 2023, no montante de 887.344 milhares de euros, em setembro de 2023, no montante de 187.367 milhares de euros, em março de 2024, no montante de 1.482.157 milhares de euros e em dezembro de 2024, no montante de 54.822 milhares de euros. As operações são remuneradas às taxas vigentes do Banco de Portugal à data de contratação. A análise da rubrica Recursos de bancos centrais pelo período remanescente a 31 de dezembro de 2021 e 2020, é apresentada como segue: (milhares de euros) 2021 2020 Mais de 6 meses 2 892 065 1 372 546 2 892 065 1 372 546 32 Recursos de outras instituições de crédito Esta rubrica é apresentada como segue: (milhares de euros) Não remunerados Remunerados Total Não remunerados Remunerados Total Recursos de instituições de crédito no país Depósitos à ordem 39 027 - 39 027 55 350 - 55 350 Depósitos a prazo - - - - 9 207 9 207 39 027 - 39 027 55 350 9 207 64 557 Recursos de instituições de crédito no estrangeiro Empréstimo BEI - 300 007 300 007 - 650 819 650 819 Depósitos à ordem 59 866 - 59 866 55 973 - 55 973 Depósitos a prazo - - - - 116 487 116 487 Operações de venda com acordo de recompra - 190 616 190 616 - 109 712 109 712 Recursos de Repos - 2 125 2 125 - - - Outros recursos 6 979 - 6 979 9 280 - 9 280 66 845 492 748 559 593 65 253 877 018 942 271 105 872 492 748 598 620 120 603 886 225 1 006 828 2021 2020 O empréstimo do BEI, no montante de 300.000 milhares de euros, tem como principal objetivo o financiamento de PME’s, com um prazo de doze anos, carência de quatro anos e amortização constante e com taxa de 0,019%.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 469 A análise da rubrica Recursos de outras instituições de crédito, pelo período remanescente das operações, é a seguinte: (milhares de euros) 2021 2020 Até 3 meses 292 313 227 813 De 3 meses até 6 meses - 114 416 De 6 meses a 1 ano - 4 502 De 1 ano até 5 anos - 350 812 Mais de 5 anos 300 007 300 007 Prazo indeterminado 6 300 9 278 598 620 1 006 828 O montante do empréstimo obtido junto do BEI encontra-se colaterizado por obrigações dos estados português, espanhol, italiano, irlandês e grego no valor nominal de 537.614 milhares de euros (31 de dezembro de 2020: 666.677 milhares de euros de obrigações soberanas portuguesas, gregas, espanholas, dos países baixos, italianas, francesas e alemãs), registadas na rubrica de Ativos financeiros detidos para negociação, Ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral e Outros ativos financeiros ao custo amortizado, conforme descrito nas notas 21, 23 e 25 respetivamente. 33 Recursos de clientes Esta rubrica é apresentada como segue: (milhares de euros) Não remunerados Remunerados Total Não remunerados Remunerados Total Depósitos à ordem 6 417 488 55 6 417 543 5 233 897 48 5 233 945 Depósitos a prazo - 6 209 159 6 209 159 - 6 869 635 6 869 635 Depósitos de poupança - 134 123 134 123 - 127 809 127 809 Outros recursos 20 496 - 20 496 318 034 - 318 034 Correções de valor por operações ao fair value option 153 - 153 - - - 6 438 137 6 343 337 12 781 474 5 551 931 6 997 492 12 549 423 2021 2020 Nos termos da Portaria n.º 180/94, de 15 de dezembro, foi constituído o Fundo de Garantia de Depósitos, cuja finalidade é a garantia de reembolso de depósitos constituídos nas Instituições de Crédito. Os critérios a que obedecem os cálculos das contribuições anuais para o referido Fundo estão definidos no Aviso do Banco de Portugal n.º 11/94 de 29 de dezembro.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 470 A análise da rubrica Recursos de clientes pelo período remanescente das operações é a seguinte: (milhares de euros) 2021 2020 Depósitos à ordem 6 417 543 5 233 945 Depósitos a prazo e de poupança Até 3 meses 1 460 502 1 714 007 3 meses até 6 meses 1 103 629 1 234 285 6 meses até 1 ano 1 343 738 1 849 069 1 ano até 5 anos 2 408 762 2 173 425 Mais de 5 anos 26 651 26 658 12 760 825 12 231 389 Outros recursos Até 3 meses 20 496 318 034 Correções de valor por operações ao fair value option 153 - 12 781 474 12 549 423 Em 2021 os recursos de clientes foram remunerados à taxa média de 0,08% (2020: 0,15%). 34 Responsabilidades representadas por títulos A análise das Responsabilidades representadas por títulos decompõe-se como segue: (milhares de euros) 2021 2020 Obrigações de caixa - 3 123 Obrigações hipotecárias 1 215 119 1 218 375 1 215 119 1 221 498 O justo valor das responsabilidades representadas por títulos encontra-se divulgado na nota 45. Em 2020, a rubrica Responsabilidades representadas por títulos inclui emissões de obrigações de caixa no montante de 3.123 milhares de euros reconhecido ao justo valor através dos resultados de acordo com metodologias de valorização internas, considerando maioritariamente dados observáveis de mercado. Assim, de acordo com a hierarquização das fontes de valorização, e conforme o disposto na IFRS 13, estes instrumentos estão categorizados no Nível 2. Os passivos financeiros ao justo valor através dos resultados incluídos nesta rubrica encontram-se reavaliados de acordo com a política contabilística descrita na nota 1 b), tendo-se reconhecido em 2021 um ganho no montante de 39 milhares de euros (2020: um ganho no montante de 173 milhares de euros) relativo às variações de justo valor.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 471 Os prazos residuais da rubrica Responsabilidades representadas por títulos, a 31 de dezembro de 2021 e 2020, é como segue: (milhares de euros) 2021 2020 Até 6 meses - 3 103 De 6 meses até 1 ano 751 405 1 423 De 1 ano até 5 anos 460 615 1 209 386 1 212 020 1 213 912 Correções de valor por operações ao fair value option 3 099 7 586 1 215 119 1 221 498 No âmbito do Programa de Emissão de Obrigações Hipotecárias, cujo montante máximo é de 5.000.000 milhares de euros, o Banco Montepio apresenta emissões que totalizaram 2.300.000 milhares de euros ao valor nominal nos exercícios de 2021 e 2020. As caraterísticas das emissões vivas, a 31 de dezembro de 2021, são apresentadas como segue: (milhares de euros) Designação Valor nominal Valor ao custo amortizado Valor de balanço Data de emissão Data de reembolso Periodicidade do pagamento dos juros Taxa de juro Rating (Moody´s/Fitc h/Dbrs) Obrig. hipotecárias - 6S 300 000 300 101 - novembro 2016 novembro 2023 trimestral Euribor 3M + 0,80% A1/AA-/BBBh Obrig. hipotecárias - 8S 500 000 500 062 - dezembro 2016 dezembro 2026 trimestral Euribor 3M + 0,90% A1/AA-/BBBh Obrig. hipotecárias - 9S 250 000 250 077 - maio 2017 maio 2024 trimestral Euribor 3M + 0,85% A1/AA-/BBBh Obrig. hipotecárias - 10S 750 000 754 033 754 033 outubro 2017 outubro 2022 anual Fixa em 0,875% A1/AA-/BBBh Obrig. hipotecárias - 11S 500 000 461 086 461 086 novembro 2019 novembro 2024 anual Fixa em 0,125% A1/AA-/BBBh 2 300 000 2 265 359 1 215 119 As caraterísticas das emissões de obrigações hipotecárias vivas a 31 de dezembro de 2020 são apresentadas como segue: (milhares de euros) Designação Valor nominal Valor ao custo amortizado Valor de balanço Data de emissão Data de reembolso Periodicidade do pagamento dos juros Taxa de juro Rating (Moody´s/Fitc h/Dbrs) Obrig. hipotecárias - 6S 300 000 300 123 - novembro 2016 novembro 2023 trimestral Euribor 3M + 0,80% A1/AA-/BBBh Obrig. hipotecárias - 8S 500 000 500 074 - dezembro 2016 dezembro 2026 trimestral Euribor 3M + 0,90% A1/AA-/BBBh Obrig. hipotecárias - 9S 250 000 250 085 - maio 2017 maio 2024 trimestral Euribor 3M + 0,85% A1/AA-/BBBh Obrig. hipotecárias - 10S 750 000 757 933 757 933 outubro 2017 outubro 2022 anual Fixa em 0,875% A1/AA-/BBBh Obrig. hipotecárias - 11S 500 000 460 442 460 442 novembro 2019 novembro 2024 anual Fixa em 0,125% A1/AA-/BBBh 2 300 000 2 268 657 1 218 375 As obrigações hipotecárias são garantidas por um conjunto de créditos à habitação que se encontram segregados como património autónomo nas contas do Banco Montepio, conferindo assim privilégios creditórios especiais aos detentores destes títulos sobre quaisquer outros credores. O enquadramento legal e regulamentar destas obrigações encontra-se vertido no Decreto-Lei n.º 59/2006, nos Avisos do Banco de Portugal n.º 5/2006 de 20 de março, n.º 6/2006 de 11 de outubro, n.º 7/2006 de 11
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 472 de outubro e n.º 8/2006 de 11 de outubro e na Instrução do Banco de Portugal n.º 13/2006 de 15 de novembro. Em 31 de dezembro de 2021 o valor dos créditos que contragarantem estas emissões ascendem a 2.746.685 milhares de euros (31 de dezembro de 2020: 2.739.544 milhares de euros), de acordo com a nota 20. O movimento ocorrido para o exercício findo em 31 de dezembro de 2021 nas Responsabilidades representadas por títulos foi o seguinte: (milhares de euros) Saldo em 1 de janeiro Emissões Reembolsos Compras (Líquidas) Outros movimentos (a) Saldo em 31 de dezembro Obrigações de caixa 3 123 - (2 960) - (163) - Obrigações hipotecárias 1 218 375 - - (3 256) 1 215 119 1 221 498 - (2 960) - (3 419) 1 215 119 (a) Incluem a movimentação do juro corrido no balanço, correções por operações ao fair value option. O movimento ocorrido para o exercício findo em 31 de dezembro de 2020 nas Responsabilidades representadas por títulos foi o seguinte: (milhares de euros) Saldo em 1 de janeiro Emissões Reembolsos Compras (Líquidas) Outros movimentos (a) Saldo em 31 de dezembro Obrigações de caixa 7 357 - (4 000) - (234) 3 123 Obrigações hipotecárias 1 255 904 - - (37 100) (429) 1 218 375 1 263 261 - (4 000) (37 100) (663) 1 221 498 (a) Incluem a movimentação do juro corrido no balanço, correções por operações ao fair value option. As compras de títulos representativos de responsabilidades do Banco Montepio, de acordo com a política contabilística descrita na nota 1 b), são anuladas no passivo e a diferença entre o valor de compra e o respetivo valor de balanço é reconhecido em resultados. Em 31 de dezembro de 2021, a rubrica Responsabilidades representadas por títulos é composta pelas seguintes emissões: (milhares de euros) Descrição da emissão Data de emissão Data de reembolso Taxa de juro Valor de balanço OBRIGAÇÕES HIPOTECÁRIAS - 10S 17/11/2017 17/11/2022 Taxa Fixa Anual de 0,875% 750 000 OBRIGAÇÕES HIPOTECÁRIAS - 11S 14/11/2019 14/11/2024 Taxa Fixa Anual de 0,125% 500 000 1 250 000 Correções de valor por operações de cobertura 3 099 Recompras das Obrigações hipotecárias - 11S (37 100) Periodificações, custos e proveitos diferidos (880) 1 215 119
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 473 Em 31 de dezembro de 2020, a rubrica Responsabilidades representadas por títulos é composta pelas seguintes emissões: (milhares de euros) Descrição da emissão Data de emissão Data de reembolso Taxa de juro Valor de balanço OBRIGAÇÕES CAIXA-MG CAPITAL CERTO 2013/2021-1.SERIE 28/02/2013 01/03/2021 Taxa Fixa Anual: 5,15% (3º ano Taxa: 5,30%; 4º ano Taxa: 5,30%; 5º ano Taxa: 5,90%; 6.º cupão Max[5,95%; Min (IPC+2%;8,25%)];7.º cupão Max[6,15%; Min (IPC+2%;8,50%)]; 8.º cupão Max[6,45%; Min (IPC+2%;8,50%)]) 2 148 OBRIGS CAIXA-MG CAPITAL CERTO 2013/2021-2.SERIE 28/06/2013 29/06/2021 Taxa Fixa Anual de 4,9% (3º ano Taxa: 5,1%, 4º ano Taxa: 5,1%, 5º ano Taxa: 5,65% e do 6º ao 8ºano Taxa: Max(5,95%;Min(IPC+2%;8,15%) ) 812 OBRIGAÇÕES HIPOTECÁRIAS - 10S 17/11/2017 17/11/2022 Taxa Fixa Anual de 0,875% 750 000 OBRIGAÇÕES HIPOTECÁRIAS - 11S 14/11/2019 14/11/2024 Taxa Fixa Anual de 0,125% 500 000 1 252 960 Correções de valor por operações de cobertura 7 586 Recompras das Obrigações hipotecárias - 11S (37 100) Periodificações, custos e proveitos diferidos (1 948) 1 221 498 35 Passivos financeiros associados a ativos transferidos No âmbito das operações de titularização descritas na nota 49, das quais o Banco Montepio manteve a maioria dos riscos e benefícios associados aos créditos titularizados, e procedeu ao registo de passivos financeiros associados à totalidade dos ativos transferidos, os quais se detalham como segue: (milhares de euros) 2021 2020 Pelican Mortgages No 3 115 377 144 119 Pelican Mortgages No 4 405 906 449 981 Aqua Mortgages No 1 67 309 75 354 Pelican Finance No 2 141 661 - Pelican Finance No 1 - 41 700 Pelican Mortgages No 5 - 451 081 Pelican Mortgages No 6 - 559 462 730 253 1 721 697 36 Provisões Esta rubrica é apresentada como segue: (milhares de euros) 2021 2020 Provisões para garantias e compromissos assumidos 16 076 16 594 Provisões para outros riscos e encargos 11 810 16 406 27 886 33 000 As Outras provisões para riscos e encargos foram constituídas tendo como base a probabilidade da ocorrência de certas contingências relacionadas com riscos inerentes à atividade do Banco Montepio, sendo
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 474 revistas em cada data de reporte de forma a refletir a melhor estimativa do montante de perda. Essa rubrica inclui provisões para contingências para Contingências fiscais (Impostos de selo, IVA e IMI), processos judiciais e fraudes. O movimento das provisões para garantias e compromissos assumidos em 2021 e 2020 é analisado como segue: (milhares de euros) 2021 2020 Saldo inicial 16 594 15 456 Dotação do exercício 26 932 46 614 Reversão do exercício (27 449) (45 475) Outros movimentos (1) (1) Saldo final 16 076 16 594 Os movimentos das provisões para outros riscos e encargos são analisados como segue: (milhares de euros) 2021 2020 Saldo inicial 16 406 14 812 Dotação do exercício 4 121 2 982 Reversão do exercício (7 608) (1 388) Utilização (1 109) - Saldo final 11 810 16 406 37 Outros passivos subordinados As características dos passivos subordinados são apresentadas como seguem: (milhares de euros) Descrição da emissão Data de emissão Maturidade Valor de emissão Taxa de juro 2021 2020 MONTEPIO EMTN SUB 2018/2028 dez 2018 dez 2028 50 000 8,0% nos primeiros 5 anos e a Taxa EurSwap a 5y + 7.77% nos restantes 50 044 50 044 MONTEPIO EMTN SUB 2019/2029 abr 2019 abr 2029 100 000 10,5% nos primeiros 5 anos e a Taxa EurSwap a 5y + Fixing ICE (FFT 11:00 AM) + 10,514% 107 825 107 824 MONTEPIO EMTN SUB 2020/2030 jun 2020 jun 2030 50 000 9,5% nos primeiros 5 anos e a Taxa EurSwap a 5y + Fixing ICE (FFT 11:00 AM) + 9,742% 52 705 52 705 FINIBANCO VALOR INVEST 2010 fev 2010 - 15 000 7,0% nas primeiras 4 datas de pagamento de juros e Euribor 6M acrescida de 2,75%, com um mínimo de 5% nas seguintes 6 691 6 323 217 265 216 896
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 475 O movimento ocorrido nos exercícios de 2021 e 2020 na rubrica de Outros passivos subordinados foi o seguinte: (milhares de euros) Saldo em 1 de janeiro Emissões Outros movimentos (a) Saldo em 31 de dezembro MONTEPIO EMTN SUB 2018/2028 50 044 - - 50 044 MONTEPIO EMTN SUB 2019/2029 107 824 - 1 107 825 MONTEPIO EMTN SUB 2020/2030 52 705 - - 52 705 FINIBANCO VALOR INVEST 2010 6 323 - 368 6 691 216 896 - 369 217 265 Saldo em 1 de janeiro Emissões Outros movimentos (a) Saldo em 31 de dezembro MONTEPIO EMTN SUB 2018/2028 50 044 - - 50 044 MONTEPIO EMTN SUB 2019/2029 107 803 - 21 107 824 MONTEPIO EMTN SUB 2020/2030 - 50 000 2 705 52 705 FINIBANCO VALOR INVEST 2010 - - 6 323 6 323 157 847 50 000 9 049 216 896 2021 2020 (a) Incluem o juro corrido no balanço. No exercício de 2020, ao abrigo do Euro Medium Term Note Programme (EMTN) do Banco Montepio, foram emitidas obrigações no montante de 50.000 milhares de euros, com um prazo de 10 anos, com a taxa de 9,5% nos primeiros cinco anos e a opção de call ao par no 5.º ano. A emissão da “Finibanco Valor Invest 2010” foi transferida para esta categoria de passivos, conforme descrito na nota 40. As principais caraterísticas desta emissão são as seguintes: - Taxa juro: taxa fixa de 7% nas primeiras 4 datas de pagamento de juro e nas datas de pagamento de juros seguintes, taxa variável correspondente à taxa Euribor para o prazo de 6 meses acrescida de 2,75%, com um mínimo de 5%; - Vencimento: Não aplicável (não sujeito a reembolso obrigatório); - Montante de reembolso: Reembolso ao valor nominal. Em resultado de leis ou regulamentos aplicáveis, incluindo quaisquer Diretivas ou regulamentos da União Europeia, que venham estabelecer um regime jurídico da recuperação e liquidação de instituições de crédito (Diretiva 2015/59/EU do Parlamento Europeu e do Conselho, de 15 de maio de 2014 e Lei n.º 23-A/2015, de 26 de março), ou qualquer implementação daqueles em Portugal, os valores poderão ser usados para cobrir as perdas do emitente, podendo ser chamados a absorver prejuízos.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 476 38 Outros passivos Esta rubrica é apresentada como segue: (milhares de euros) 2021 2020 Operações a liquidar nacionais e estrangeiras 93 597 84 799 Contas diversas 38 239 28 233 Passivos de locação 10 479 18 296 Benefícios pós-emprego - 9 875 Encargos com pessoal a pagar 32 334 37 558 Valores a pagar 10 348 10 647 Fornecedores 11 145 6 939 Setor Público Administrativo 10 798 9 553 Receitas antecipadas 286 335 207 226 206 235 Em 31 de dezembro de 2021, a rubrica Passivos de locação corresponde ao valor dos passivos de locação reconhecidos no âmbito da IFRS 16, conforme descrito na política contabilística 1 i), e respeita a contratos de locação operacional de imóveis e de viaturas. A maturidade dos passivos de locação é como se segue: (milhares de euros) 2021 2020 Até 1 ano 1 312 - 1 ano até 5 anos 9 167 16 623 Mais de 5 anos - 1 673 10 479 18 296 A 31 de dezembro de 2021, a rubrica Encargos com pessoal a pagar inclui o valor de 17.336 milhares de euros (31 de dezembro de 2020: 18.416 milhares de euros), relativo à especialização de férias e subsídio de férias. Adicionalmente, a 31 de dezembro de 2021 esta rubrica inclui também o montante de 2.462 milhares de euros (31 de dezembro de 2020: 2.251 milhares de euros) referente ao prémio de final de carreira, conforme nota 46, e o valor de 8.266 milhares de euros (31 de dezembro de 2020: 13.331 milhares de euros) do programa de ajustamento do quadro de colaboradores. A rubrica Valores a pagar corresponde, essencialmente, à especialização de Gastos gerais administrativos. 39 Capital social Em 31 de dezembro de 2021 e 2020 o capital social do Banco Montepio é de 2.420.000 milhares de euros e encontra-se integralmente realizado.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 477 A estrutura acionista do capital social do Banco Montepio, em 31 de dezembro de 2021 e 2020, é o seguinte: Quantidade de ações Percentagem Quantidade de ações Percentagem Montepio Geral Associação Mutualista 2 419 830 580 99,9930% 2 419 830 580 99,9930% Outros acionistas 169 420 0,0070% 169 420 0,0070% 2 420 000 000 100,0% 2 420 000 000 100,0% 2021 2020 40 Outros instrumentos de capital A emissão de 15.000 milhares de euros ocorrida no primeiro trimestre de 2010 de Valores Mobiliários Perpétuos Subordinados com juros condicionados (“Finibanco Valor Invest 2010” - ISIN: PTFNI1OM0011) efetuada pelo Montepio Investimento, S.A. (ex-Finibanco, S.A.) e que, no âmbito do processo de aquisição do Montepio Holding, S.G.P.S., S.A. (ex-Finibanco Holding, S.G.P.S., S.A.) e das suas subsidiárias, passou a integrar os capitais próprios do Banco Montepio. Na assembleia de obrigacionistas que decorreu a 29 de janeiro de 2020, ratificado na Assembleia Geral de 30 de junho de 2020, foi deliberado alterar a ficha técnica da obrigação de forma a adequar as suas condições ao tratamento prudencial adotado. No âmbito das alterações propostas, este instrumento foi reclassificado para a rubrica Outros passivos subordinados. 41 Reserva legal De acordo com o disposto no art.º 97.º do Regime Geral das Instituições de Crédito e Sociedades Financeiras, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 298/92 de 31 de dezembro e alterado pelo Decreto-Lei n.º 201/2002, o Banco Montepio deverá reforçar anualmente a reserva legal com pelo menos 10% dos lucros líquidos anuais, até um limite igual ao valor do capital social ou ao somatório das reservas livres constituídas e dos resultados transitados, se superior, não podendo normalmente esta reserva ser distribuída. Em 31 de dezembro de 2021 e 2020, a reserva legal é de 193.266 milhares de euros.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 478 42 Reservas de justo valor, outras reservas e resultados transitados Esta rubrica é apresentada como segue: (milhares de euros) 2021 2020 Reservas de justo valor Reserva de justo valor Ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral 12 912 (26 301) Crédito a clientes - 103 Risco de crédito próprio - 19 Cobertura de reserva cambial - 1 243 12 912 (24 936) Impostos Ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral (3 938) (3 900) Crédito a clientes - (31) (3 938) (3 931) Reserva de justo valor líquida de impostos 8 974 (28 867) Outras reservas e resultados transitados Regime especial aplicável aos ativos por imposto diferido 4 750 - Benefícios pós-emprego (264 493) (291 131) Outros reservas e resultados transitados (934 170) (807 267) Resultados realizados em instrumentos de capital (35 294) 4 018 (1 229 207) (1 094 380) As reservas de justo valor relativas a ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral representam as mais e menos valias potenciais relativas à carteira de ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral e regista também o montante da reserva de justo valor relativo à carteira de crédito reclassificada de Outros ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral para crédito a clientes. A rubrica Crédito a clientes regista o montante da reserva de justo valor relativo à carteira de crédito reclassificada para Outros ativos financeiros ao justo através do rendimento integral. A movimentação da reserva de justo valor relativa a ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral durante o exercício de 2021 é apresentada como segue: (milhares de euros) Saldo em 1 de janeiro Reavaliação Aquisições Alienações Variação de imparidade Saldo em 31 de dezembro Títulos de rendimento fixo Obrigações de emissores públicos nacionais 406 (219) - - 11 198 Obrigações de emissores públicos estrangeiros 1 200 (322) - (786) 222 314 Obrigações de outros emissores Nacionais (537) 347 1 438 (193) (668) 387 Estrangeiros (21) (6) - 4 10 (13) Papel Comercial - - 2 514 - (1 257) 1 257 1 048 (200) 3 952 (975) (1 682) 2 143 Títulos de rendimento variável Ações Nacionais 7 935 60 240 1 750 - 9 985 Estrangeiras (35 284) (1 253) - 37 321 - 784 (27 349) (1 193) 240 39 071 - 10 769 (26 301) (1 393) 4 192 38 096 (1 682) 12 912
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 479 O montante de 39.071 milhares de euros refere-se às alienações da Monteiro Aranha, S.A. e da Almina Holding, S.A., conforme descrito na nota 23. A movimentação da reserva de justo valor relativa a ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral durante o exercício de 2020 é apresentada como segue: (milhares de euros) Saldo em 1 de janeiro Reavaliação Aquisições Alienações Variação de imparidade Saldo em 31 de dezembro Títulos de rendimento fixo Obrigações de emissores públicos nacionais 14 344 - 464 (15 678) 1 276 406 Obrigações de emissores públicos estrangeiros 5 739 - 1 499 (9 346) 3 308 1 200 Obrigações de outros emissores: Nacionais (1 793) 1 594 - 202 (540) (537) Estrangeiros 1 550 2 - (1 730) 157 (21) 19 840 1 596 1 963 (26 552) 4 201 1 048 Títulos de rendimento variável Ações Nacionais 7 735 200 - - - 7 935 Estrangeiras (17 345) (17 939) - - - (35 284) (9 610) (17 739) - - - (27 349) 10 230 (16 143) 1 963 (26 552) 4 201 (26 301) As reservas de justo valor relativas a ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral explicam-se da seguinte forma: (milhares de euros) 2021 2020 Custo amortizado dos ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral 93 004 292 699 Imparidade acumulada reconhecida (2 759) (1 078) Custo amortizado dos ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral líquidos de imparidade 90 245 291 621 Valor de mercado dos ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral 103 157 265 320 Ganhos/ Perdas potenciais reconhecidos na reserva de justo valor 12 912 (26 301) 43 Distribuição de resultados Nos exercícios 2021 e 2020 o Banco Montepio não procedeu à distribuição de resultados. A Assembleia Geral Anual realizada em 29 de junho de 2021 aprovou o Resultado Líquido do Exercício de 2020, no montante de negativo de 116 621 milhares de euros, para resultados transitados.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 480 44 Garantias e outros compromissos Os saldos destas contas são analisados como segue: (milhares de euros) 2021 2020 Garantias e avales prestados 448 366 474 469 Compromissos perante terceiros 1 801 777 1 878 882 Custódia e guarda de valores 7 757 554 7 639 492 10 007 697 9 992 843 Os montantes de garantias e avales prestados e os compromissos perante terceiros são analisados como segue: (milhares de euros) 2021 2020 Garantias e avales prestados Garantias e avales 432 385 463 458 Créditos documentários 15 981 11 011 448 366 474 469 Compromissos perante terceiros Compromissos irrevogáveis Linhas de crédito irrevogáveis 958 453 1 058 335 Responsabilidade potencial - Sistema de Indemnização de Investidores 903 1 209 Responsabilidade a prazo para o Fundo de Garantia de Depósitos 22 768 23 957 Subscrição de títulos 2 277 2 552 Compromissos revogáveis Linhas de crédito revogáveis 817 376 792 829 1 801 777 1 878 882 As garantias e os avales prestados são operações bancárias que não se traduzem necessariamente por mobilização de fundos por parte do Banco Montepio. Os créditos documentários são compromissos irrevogáveis, por parte do Banco Montepio, por conta dos seus Clientes, de pagar / mandar pagar um montante determinado ao fornecedor de uma dada mercadoria ou serviço, dentro de um prazo estipulado, contra a apresentação de documentos referentes à expedição da mercadoria ou prestação do serviço. A condição de irrevogável consiste no facto de não ser viável o seu cancelamento ou alteração sem o acordo expresso de todas as partes envolvidas. Os compromissos revogáveis e irrevogáveis representam acordos contratuais para a concessão de crédito aos Clientes do Banco Montepio, por exemplo linhas de crédito não utilizadas, os quais, de forma geral, são contratados por prazos fixos ou com outros requisitos de expiração e, normalmente, requerem o pagamento de uma comissão. Substancialmente todos os compromissos de concessão de crédito em vigor requerem que os Clientes observem o cumprimento de determinados requisitos definidos aquando da contratualização dos mesmos.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 481 Não obstante as particularidades destes compromissos, a apreciação destas operações obedece aos mesmos princípios de uma qualquer outra operação comercial, nomeadamente o da solvabilidade, quer do Cliente, quer do negócio que lhe está subjacente, sendo que o Banco Montepio requer, quando necessário, que estas operações sejam devidamente colaterizadas. Uma vez que é expectável que a maioria dos mesmos expire sem ter sido utilizado, os montantes indicados não representam necessariamente necessidades de caixa futuras. O saldo da rubrica Responsabilidades a prazo para o Fundo de Garantia de Depósitos em 31 de dezembro de 2021 e 2020 refere-se ao compromisso irrevogável que o Banco Montepio assumiu, por força da lei aplicável, de entregar àquele Fundo, em caso de solicitação deste, as parcelas não realizadas das contribuições anuais. Em 31 de dezembro de 2021, no âmbito do Fundo de Garantia de Depósitos, o Banco Montepio deu como penhor obrigações do tesouro (OT outubro 2024 e OT fevereiro 2030), registadas como Outros ativos financeiros ao custo amortizado, com um valor nominal de 24.000 milhares de euros (31 de dezembro de 2020: 23.000 milhares de euros), conforme descrito na nota 25. O saldo da rubrica Responsabilidade potencial - Sistema de Indemnização aos Investidores, em 31 de dezembro de 2021 e 2020, diz respeito à obrigação irrevogável que o Banco Montepio assumiu, por força da lei aplicável, de entregar àquele Sistema, em caso de acionamento deste, os montantes necessários para pagamento da sua quota-parte nas indemnizações que forem devidas aos investidores. Os instrumentos financeiros contabilizados como Garantias e outros compromissos estão sujeitos aos mesmos procedimentos de aprovação e controlo aplicados à carteira de crédito, nomeadamente quanto à avaliação da adequação da imparidade constituída tal como referido na política contabilística descrita na nota 1 b), sendo a exposição máxima de crédito representada pelo valor nominal que poderia ser perdido relativo aos passivos contingentes e a outros compromissos assumidos pelo Banco Montepio na eventualidade de incumprimento pelas respetivas contrapartes, sem ter em consideração potenciais recuperações de crédito ou colaterais. 45 Justo valor O justo valor tem como base as cotações de mercado, sempre que estas se encontrem disponíveis. Caso estas não existam, como acontece em muitos dos produtos colocados junto de Clientes, o justo valor é estimado através de modelos internos baseados em técnicas de desconto de fluxos de caixa. A geração de fluxos de caixa dos diferentes instrumentos comercializados é feita com base nas respetivas características financeiras e as taxas de desconto utilizadas incorporam quer a curva de taxas de juro de mercado, quer as atuais condições da política de pricing do Banco Montepio. Assim, o justo valor obtido encontra-se influenciado pelos parâmetros utilizados no modelo de avaliação, que necessariamente incorporam algum grau de subjetividade, e reflete exclusivamente o valor atribuído aos diferentes instrumentos financeiros. Não considera, no entanto, fatores de natureza prospetiva, como
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 482 por exemplo a evolução futura de negócio. Nestas condições, os valores apresentados não podem ser entendidos como uma estimativa do valor económico do Banco Montepio. Instrumentos financeiros registados no balanço ao justo valor Os instrumentos financeiros relevados contabilisticamente no balanço ao justo valor foram classificados por níveis em conformidade com o disposto na IFRS 13. Títulos de dívida e instrumentos de capital - Nível 1: São incluídos nesta categoria, para além dos instrumentos financeiros admitidos à negociação em mercado regulamentado, as obrigações e unidades de participação em fundos harmonizados, valorizados com base em preços / cotações de mercados ativos, divulgados através de plataformas de negociação, considerando ainda a liquidez e a qualidade dos preços. Os instrumentos financeiros supramencionados são negociados em mercado ativo, sempre que seja dada cotação para os instrumentos financeiros em causa através de fontes multi-contribuídas para obrigações e o primary exchange para ações. - Nível 2: São considerados de nível 2 os instrumentos financeiros que não sejam transacionados em mercado ativo ou que sejam valorizados a partir de técnicas de avaliação suportadas em dados observáveis em mercados ativos, sejam dados diretos (preços, taxas, spreads, etc.) ou indiretos (derivados), e pressupostos de valorização semelhantes aos que uma parte não relacionada usaria na estimativa do justo valor do mesmo instrumento financeiro. A classificação do justo valor de nível 2 é efetuada de acordo com as seguintes regras: a) Os instrumentos financeiros serão classificados em nível 2 se forem: i. valorizados com base em modelos que utilizam dados observáveis no mercado (como por exemplo curvas de taxas de juro ou taxas de câmbio). As taxas de juro de mercado são apuradas com base em informação difundida pelos fornecedores de conteúdos financeiros, por exemplo a Bloomberg, mais concretamente as que resultam das cotações dos swaps de taxa de juro. Os valores respeitantes às taxas de muito curto prazo são obtidos de fonte semelhante, mas referentes ao mercado monetário interbancário. A curva de taxa de juro obtida é ainda calibrada contra os valores dos futuros de taxa de juro de curto prazo. As taxas de juro para os prazos específicos dos fluxos de caixa são determinadas por métodos de interpolação adequados. As mesmas curvas de taxa de juro são ainda utilizadas na projeção dos fluxos de caixa não determinísticos, como por exemplo os indexantes; ou ii. valorizados por recurso a preços de compra indicativos de terceiros, baseados em dados observáveis no mercado. - Nível 3: Os instrumentos financeiros são classificados no nível 3 sempre que não cumpram os critérios para ser classificados como nível 1 ou nível 2, ou o justo valor é determinado com base em dados não observáveis em mercados ativos, com recurso a técnicas e pressupostos que os participantes do mercado utilizariam para avaliar os mesmos instrumentos, designadamente:
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 483 a) instrumentos financeiros não admitidos à negociação em mercado regulamentado, que sejam valorizados com recurso a modelos de avaliação e não exista no mercado um consenso geralmente aceite sobre os critérios a utilizar, nomeadamente: i. avaliação preparada de acordo com o Net Asset Value de fundos não harmonizados, atualizados e divulgados pelas respetivas sociedades gestoras; ii. avaliação preparada de acordo com preços indicativos divulgados pelas entidades que participaram na emissão de determinados instrumentos financeiros, sem mercado ativo; ou iii. avaliação preparada de acordo com a realização de testes de imparidade, recorrendo a indicadores de performance das operações subjacentes (e.g. grau de proteção por subordinação às tranches detidas, taxas de delinquência dos ativos subjacentes, evolução dos ratings, etc.); b) instrumentos financeiros valorizados através de preços de compra indicativos baseados em modelos de avaliação teóricos, divulgados por entidades terceiras especializadas. De seguida são apresentados os principais métodos e pressupostos usados na estimativa do justo valor dos ativos e passivos financeiros. Instrumentos financeiros derivados As operações de derivados financeiros, sob a forma de contratos sobre taxas de câmbio, sobre taxas de juro, sobre ações ou índices de ações, sobre a inflação ou sobre uma combinação destes subjacentes são efetuadas em mercados de balcão (OTC – Over-the-counter) e em mercados organizados (especialmente em bolsas de valores). Para as operações de derivados OTC (swaps e opções), a respetiva valorização é efetuada com base em métodos geralmente aceites, privilegiando sempre valores provenientes do mercado. - Nível 1: Esta classificação inclui os futuros, as opções e outros instrumentos financeiros derivados transacionados em mercado regulamentado. - Nível 2: Neste nível encontram-se classificados os instrumentos financeiros derivados, negociados em mercado não regulamentado (mercado de balcão / OTC) que não têm componente opcional. A valorização destes derivados é efetuada através do desconto dos cash-flows das operações, usando como base para o desconto as curvas de taxa de juro de mercado consideradas adequadas para a moeda em causa, vigentes no momento do cálculo. As taxas de juro são obtidas junto da Bloomberg ou Reuters. As taxas de juro de mercado são apuradas com base em informação difundida pelos fornecedores de conteúdos financeiros – Bloomberg ou Reuters - mais concretamente as que resultam das cotações dos swaps de taxa de juro. Os valores respeitantes às taxas de muito curto prazo são obtidos de fonte semelhante, mas referentes ao mercado monetário interbancário. A curva de taxa de juro obtida é ainda calibrada contra os valores dos futuros de taxa de juro de curto prazo. As taxas de juro para os prazos específicos dos fluxos de caixa são determinadas por métodos de interpolação adequados. As curvas
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 484 de taxa de juro são ainda utilizadas na projeção dos fluxos de caixa não determinísticos como por exemplo os indexantes. Nível 3: Neste nível encontram-se classificadas as opções e os derivados negociados em mercado não regulamentado (mercado de balcão/ OTC), que incorporem elementos opcionais. A valorização das opções é efetuada a partir de modelos estatísticos que consideram o valor de mercado dos ativos subjacentes e as respetivas volatilidades (considerando-se que estas últimas não são dados observáveis diretamente no mercado). Os modelos teóricos utilizados na valorização de derivados classificados no nível 3 são apresentados conforme segue: i. Para opções simples, é utilizado o modelo Black-Scholes, Black, Ho e outros considerando as superfícies de volatilidade ii. aplicáveis e seus derivados (modelos normalmente usados pelo mercado na valorização deste tipo de operações). Os inputs não observáveis em mercado utilizados na valorização (volatilidades implícitas do subjacente) são recolhidos na Bloomberg. iii. Para opções exóticas ou para derivados complexos com elementos opcionais incorporados para os quais não existam modelos de valorização disponíveis, o Banco Montepio contrata entidades especializadas que valorizam tais ativos recorrendo a modelos específicos que desenvolvem segundo os critérios e metodologias geralmente aceites. As valorizações assim obtidas são, no caso de operações interbancárias, avaliadas contra as usadas pelas contrapartes e sempre que se entenda que não existem referências de mercado de qualidade suficiente ou que os modelos disponíveis não se aplicam integralmente face às características do instrumento financeiro, utilizam-se cotações específicas fornecidas por uma entidade externa, tipicamente a contraparte do negócio. A valorização de componentes não opcionais, não ajustadas pelo risco de crédito (cash-flows das operações), é efetuada a partir do respetivo desconto, usando metodologia similar à utilizada para os derivados sem componente opcional, não deixando por isso o derivado em causa de ser considerado no nível 3. Instrumentos financeiros registados no balanço a custo amortizado Para os instrumentos financeiros registados no balanço ao custo amortizado, o Banco Montepio apura o respetivo justo valor com recurso a técnicas de valorização que procuram ter por base as condições de mercado aplicáveis a operações similares na data de referência das demonstrações financeiras, nomeadamente o valor dos respetivos cash-flows descontados com base nas taxas de juro consideradas mais apropriadas, ou seja: - Aplicações em Instituições de Crédito, Recursos de Bancos Centrais, Recursos de outras instituições de crédito e Ativos com Acordos de Recompra
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 485 O justo valor destes instrumentos financeiros é calculado com base na atualização dos fluxos de caixa de capital e juros esperados no futuro para os referidos instrumentos, considerando que os pagamentos de prestações ocorrem nas datas contratualmente definidas. Para os Recursos de Bancos Centrais foi considerado que o valor de balanço é uma estimativa razoável, atendendo à tipologia das operações e ao prazo associado. A taxa de remuneração das tomadas de fundos junto do Banco Central Europeu é negativa em 0,60% para as operações vivas em 31 de dezembro de 2021 (31 de dezembro de 2020: negativa em 0,33%). Para os restantes recursos de Instituições de Crédito, a taxa de desconto utilizada reflete as atuais condições praticadas pelo Banco Montepio em idênticos instrumentos para cada um dos diferentes prazos de maturidade residual. A taxa de desconto incorpora as taxas de mercado para os prazos residuais (taxas do mercado monetário ou do mercado de swaps de taxa de juro, no final do exercício). Em 31 de dezembro de 2021 a taxa média de desconto em 0,60% (31 de dezembro de 2020: 0,21%) para os restantes recursos. Para as aplicações em Instituições de Crédito foi aplicada uma taxa de desconto que reflete as condições praticadas pelo Banco Montepio para as operações de prazo residual mais significativas. Atendendo ao curto prazo associado a estes instrumentos financeiros, o valor do balanço é uma razoável estimativa do seu justo valor. - Outros ativos financeiros ao custo amortizado Estes investimentos estão contabilizados ao custo amortizado líquido de imparidade. O justo valor tem como base as cotações de mercado, sempre que estas se encontrem disponíveis. Caso estas não existam, o cálculo do justo valor assenta na utilização de modelos numéricos, baseados em técnicas de desconto de fluxos de caixa que, para estimar o justo valor, utilizam as curvas de taxa de juro de mercado ajustadas pelos fatores associados, predominantemente o risco de crédito e o risco de liquidez, determinados de acordo com as condições de mercado e prazos respetivos. - Crédito a clientes sem maturidade definida e Débitos à vista para com clientes Atendendo ao curto prazo deste tipo de instrumentos, as condições desta carteira são semelhantes às praticadas à data de reporte, pelo que o seu valor de balanço é uma razoável estimativa do seu justo valor. - Crédito a clientes com maturidade definida O justo valor destes instrumentos financeiros é calculado com base na atualização dos fluxos de caixa de capital e juros esperados no futuro para os referidos instrumentos. Considera-se que os pagamentos de prestações ocorrem nas datas contratualmente definidas. Para os créditos em situação de incumprimento, considera-se que o valor líquido de imparidade destas operações é uma estimativa razoável do seu justo valor, tendo em conta a avaliação económica que é realizada no apuramento desta imparidade no caso dos Clientes individualmente significativos. A taxa de desconto utilizada é a que reflete as taxas atuais do Banco Montepio para cada uma das classes homogéneas deste tipo de
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 486 instrumentos e com maturidade residual semelhante. A taxa de desconto incorpora as taxas de mercado para os prazos residuais (taxas do mercado monetário ou do mercado de swaps de taxa de juro, no final do exercício) e o spread praticado à data de reporte, calculado através da média da produção observada no último trimestre. A 31 de dezembro de 2021 a taxa média de desconto foi de 2,20% para o crédito habitação (31 de dezembro de 2020: 2,06%), de 7,15% para o crédito individual (31 de dezembro de 2020: 6,59%) e de 3,50% para os restantes créditos (31 de dezembro de 2020: 2,89%), assumindo uma projeção das taxas variáveis que se baseia em fundamentais macroeconómicos e nas taxas forward de mercado. Os cálculos efetuados incorporam o spread de risco de crédito. - Recursos de clientes O justo valor destes instrumentos financeiros é calculado com base na atualização dos fluxos de caixa de capital e juros esperados no futuro para os referidos instrumentos. Considera-se que estes fluxos de caixa ocorrem nas datas contratualmente definidas. A taxa de desconto utilizada é a que reflete as taxas atuais do Banco Montepio para este tipo de instrumentos e com maturidade residual semelhante. A taxa de desconto incorpora as taxas de mercado para os prazos residuais (taxas do mercado monetário ou do mercado de swaps de taxa de juro, no final do exercício) e o spread do Banco Montepio à data de reporte, calculado através da média da produção registada no último trimestre. A taxa média de desconto em 31 de dezembro de 2021 foi negativa de 0,08% (31 de dezembro de 2020: 0,05%). - Responsabilidades representadas por títulos e Outros passivos subordinados Para estes instrumentos financeiros foi calculado o justo valor para as componentes cujo justo valor ainda não se encontra refletido em balanço. Nos instrumentos que são a taxa fixa, e para os quais o Banco Montepio adota contabilisticamente uma política de hedge-accounting, o justo valor relativamente ao risco de taxa de juro já se encontra registado. Para o cálculo do justo valor foram levadas em consideração as outras componentes de risco, para além do risco de taxa de juro já registado. O justo valor tem como base as cotações de mercado, sempre que estas se encontrem disponíveis. Caso estas não existam, o cálculo do justo valor assentou na utilização de modelos internos, baseados em técnicas de desconto de fluxos de caixa que, para estimar o justo valor, utilizam as curvas de taxa de juro de mercado ajustadas pelos fatores associados, predominantemente o risco de crédito e a margem comercial, esta última apenas no caso de emissões colocadas nos Clientes não institucionais do Banco Montepio. Como referência original utilizaram-se as curvas resultantes do mercado de swaps de taxa de juro para cada moeda específica. O risco de crédito (spread de crédito) é representado por um excesso à curva de swaps de taxa de juro apurado especificamente para cada prazo e classe de instrumentos tendo como base preços de mercado sobre instrumentos equivalentes. No caso das emissões de obrigações hipotecárias, o justo valor é apurado com base nas cotações difundidas pelo fornecedor de conteúdos financeiros Bloomberg.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 487 No que respeita às emissões subordinadas o justo valor foi apurado de forma a refletir os spreads observáveis em mercado de comparáveis adicionados de um prémio de liquidez, tendo em conta a menor profundidade de mercado da dívida subordinada emitida pelo Banco Montepio. - Caixa e Disponibilidades em Bancos Centrais e Disponibilidades em outras Instituições de Crédito Atendendo ao prazo extremamente curto associado a estes instrumentos financeiros, o valor de balanço é uma razoável estimativa do seu justo valor. Refira-se que o justo valor apresentado pode não corresponder ao valor de realização destes instrumentos financeiros num cenário de venda ou de liquidação, não tendo sido determinado com esse objetivo.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 488 Os principais métodos de valorização, hipóteses e inputs utilizados no cálculo da estimativa do justo valor para os níveis 2 e 3, em função do tipo de instrumento financeiro são apresentados conforme segue: Métodos de valorização Principais assunções Swaps Método de atualização dos fluxos de caixa 2 Curvas de taxa de juro Opções sobre taxa de câmbio Modelo Black- Scholes Volatilidades implícitas Opções sobre taxa de juro Modelo normal Probabilidade de default para cálculo de CVA e DVA Curvas de taxa de juro Prémios de risco Ativos comparáveis 3 Preços observáveis em mercado Curvas de taxa de juro Prémios de risco Ativos comparáveis 3 Preços observáveis em mercado Curvas de taxa de juro Prémios de risco Ativos comparáveis 3 Curvas de taxa de juro Ativos comparáveis 3 Empréstimos e valores a cobrar Spreads Curvas de taxa de juro Volatilidades implícitas Probabilidade de default para cálculo de CVA e DVA Depósitos a prazo Curvas de taxa de juro Spreads Passivos financeiros mensurados pelo custo amortizado Método de atualização dos fluxos de caixa 2 Instrumentos financeiros representativos de capital próprio Ativos e passivos financeiros detidos para negociação Derivados 1 Instrumentos financeiros representativos de dívida Instrumentos financeiros representativos de dívida Instrumentos financeiros representativos de capital próprio Valores representativos de dívida emitidos Tipo de instumentos Valores representativos de dívida Método de atualização dos fluxos de caixa 2 Instrumentos financeiros representativos de dívida Derivados - Contabilidade de cobertura Método de atualização dos fluxos de caixa 2 Ativos financeiros ao justo valor através dos resultados Método de atualização dos fluxos de caixa 2 Swaps 1 Método de atualização dos fluxos de caixa 2 Método de atualização dos fluxos de caixa 2 Ativos financeiros pelo custo amortizado Ativos financeiros pelo justo valor através de outro rendimento integral (1) Na valorização de derivados é feito um ajustamento à valorização para tomar em conta o risco de crédito da contraparte quando a exposição é do Banco ou o risco de crédito do Banco quando a exposição é da contraparte (geralmente designados pelas siglas CVA iniciais de Credit Valuation Adjustment e DVA de Debit Valuation Adjustment). (2) Método da atualização dos fluxos de caixa (valor atual líquido): este modelo utiliza os fluxos de caixa de cada instrumento, estabelecidos nos diferentes contratos, e desconta-os para calcular o respetivo valor atual. (3) Ativos comparáveis (preços de ativos similares): utiliza-se preços de instrumentos financeiros comparáveis ou índices de referência (benchmarks) de mercado para calcular o rendimento desde o preço de compra até à sua valorização atual, realizando ajustes
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 489 posteriores para considerar as possíveis diferenças entre o instrumento valorizado e o instrumento de referência. Também se pode assumir que o preço de um instrumento equivale ao do outro. Ajustamentos à valorização por Risco de Crédito Os ajustamentos à valorização por Risco de Crédito da Contraparte (“CVA”) e os ajustamentos à valorização por Risco de Crédito do Banco (“DVA”) são incorporados na valorização dos derivados OTC em consequência do risco associado à exposição creditícia da contraparte e própria, respetivamente. O valor do CVA é apurado considerando a exposição esperada para cada contraparte em cada prazo futuro, sendo o CVA por contraparte calculado através da soma dos vários valores de CVA nos diversos prazos futuros. Os ajustamentos são então determinados através da estimativa da exposição da contraparte (EAD), da respetiva probabilidade de incumprimento (PD) e perda esperada em caso de incumprimento (LGD), para todos os instrumentos financeiros derivados transacionados ao abrigo de um mesmo contrato negociado com o Banco Montepio com cláusula de compensação (do mesmo netting set). Analogamente, o DVA corresponde ao produto da exposição negativa esperada pela probabilidade de incumprimento e pela LGD do Banco Montepio. Os valores da PD e da LGD são calibrados através de dados de mercado, utilizando para esse efeito o rating e o setor da contraparte ou informação histórica de probabilidade de incumprimento. As variações dos ajustamentos de CVA/FVA e DVA/FVA são contabilizadas na rubrica ganhos ou perdas de ativos e passivos detidos para negociação da conta de resultados. O detalhe dos movimentos destes ajustamentos é apresentado no quadro. Movimentos de CVA e DVA CVA DVA CVA DVA Ajustamento 239 671 393 394 Do qual: Vencimento de derivados 111 (62) 1 - 2021 2020 (milhares de euros) Justo valor dos ativos recebidos por recuperação de créditos O justo valor e as imparidades constituídas para ativos imobiliários recebidos por recuperação de crédito são função do valor de avaliação e do valor contabilístico dos imóveis. O valor de avaliação é igual ao menor dos seguintes valores: - Valor de avaliação presencial; - Valor de venda (se celebrado contrato para compra e venda). As avaliações e as reavaliações de imóveis deverão ser efetuadas por peritos avaliadores, regulados pela Lei n.º 153/2015, de 14 de setembro.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 490 Nos termos do Decreto-Lei n.º 74-A/2017, de 23 de junho, e para os efeitos previstos no seu artigo 18.º, nos contratos de crédito aos consumidores para imóveis destinados a habitação, o mutuário pode requerer ao Banco a realização de uma segunda avaliação ao imóvel. Dado que os mesmos avaliadores devem realizar as vistorias às obras em curso sujeitas a financiamento para determinar o montante dos trabalhos realizados a financiar, atendendo à natureza deste tipo de avaliação, a formação e a qualificação profissional destes peritos deverá, cumulativamente, respeitar as qualificações profissionais definidas pela Lei n.º 31/2009, de 3 de julho, com as alterações introduzidas pela Lei n.º 40/2015, de 1 de junho. Empresas de avaliação externas A seleção das Empresas de avaliação é realizada com base no universo de entidades registadas como “peritos avaliadores” junto da CMVM e procura assegurar uma adequada diversificação e rotação na realização das avaliações. As avaliações externas independentes seguem os princípios definidos pelo: - Aviso n.º 5/2006 do Banco de Portugal (Avaliação de Imóveis Hipotecados em Garantia de Créditos Afetos a Obrigações Hipotecárias); - Regulamento n.º 575/2013 do Parlamento Europeu e do Conselho (Requisitos Prudenciais). O apuramento do justo valor é feito por avaliadores independentes devidamente certificados para o efeito, encontrando-se inscritos na CMVM, os quais devem usar pelo menos dois dos seguintes métodos. Método comparativo de mercado Este método determina uma estimativa do montante pelo qual se entende que uma determinada propriedade possa ser transacionada, após um período adequado de comercialização, entre um vendedor e um comprador interessados, em que ambas as partes atuam de forma esclarecida, prudente e não condicionada ou sem coação. O valor do imóvel é determinado após análise de valores de transação e de oferta de propriedades comparáveis, obtidos através do conhecimento de mercado local e da recolha exaustiva de dados do mercado imobiliário que permitam conhecer a situação da oferta e da procura para imóveis semelhantes e que se constituem fator decisivo no apuramento do Valor de Mercado do imóvel em avaliação. Método do rendimento Neste método, o valor de mercado de uma propriedade corresponde ao valor atual de todos os direitos a benefícios futuros decorrentes da sua posse. Este método parte do princípio que a gestão e exploração do imóvel se baseiam em princípios de legalidade, racionalidade e competência. A análise tem como objetivo a determinação da respetiva capacidade em gerar
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 491 fluxos de receitas, bem como a periodicidade de ocorrência dos mesmos, inferindo ainda todas as despesas inerentes. Método do custo Neste método, a estimativa de valor de uma propriedade corresponde ao custo de construção de um imóvel que cumpra as mesmas funções e com iguais características, materiais e de tecnologia, a preços correntes de mercado. O valor apurado inclui o valor do terreno, os custos inerentes à construção e a margem de lucro de promoção do investimento, bem como inclui uma dedução que corresponde à depreciação, ou perda de valor do imóvel, que resulte de obsolescência física, funcional, económica ou ambiente ou de combinação entre eles. Para todas as avaliações em que não são utilizados os 3 métodos de avaliação, o perito avaliador deve ter em conta as características do mercado local e as características específicas do imóvel em avaliação. O valor da avaliação adotado será o menor dos valores apurados por ser o mais prudente em termos de garantia. No quadro seguinte apresenta-se, com referência a 31 de dezembro de 2021, a tabela com os valores da taxa de juro utilizadas no apuramento da curva taxa de juro das principais moedas, nomeadamente Euro, Dólar Norte-Americano, Libra Esterlina, Franco Suíço e Iene Japonês utilizadas para a determinação do justo valor dos ativos e passivos financeiros do Banco Montepio: Euro Dólar Norte- Americano Libra Esterlina Franco Suíço Iene Japonês 1 dia -0,500000 0,135000 0,210000 -0,755000 -0,110000 7 dias -0,478356 0,076250 0,230000 -0,695000 -0,081500 1 mês -0,478356 0,140000 0,240000 -0,650000 -0,250000 2 meses -0,478356 0,150000 0,250000 -0,650000 -0,220000 3 meses -0,478356 0,180000 0,390000 -0,650000 -0,220000 6 meses -0,478356 0,290000 0,610000 -0,650000 -0,240000 9 meses -0,478356 0,410000 0,670000 -0,650000 -0,150000 1 ano -0,485000 0,530000 0,840000 -0,670000 -0,150000 2 anos -0,295000 0,947000 1,232000 -0,487500 -0,006300 3 anos -0,145000 1,186000 1,338000 -0,375000 -0,001300 5 anos 0,016000 1,383000 1,328000 -0,230000 0,016300 7 anos 0,130000 1,491000 1,275000 -0,080000 0,043800 10 anos 0,303000 1,602000 1,241000 0,090000 0,106300 15 anos 0,492000 1,730000 1,216000 0,232500 0,223800 20 anos 0,548000 1,734000 1,216000 0,232500 0,223800 30 anos 0,479000 1,710300 1,216000 0,232500 0,223800 Moedas
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 492 No quadro seguinte apresenta-se, com referência a 31 de dezembro de 2020, a tabela com os valores da taxa de juro utilizadas no apuramento da curva taxa de juro das principais moedas, nomeadamente Euro, Dólar Norte-americano, Libra Esterlina, Franco Suíço e Iene Japonês utilizadas para a determinação do justo valor dos ativos e passivos financeiros do Banco Montepio: Euro Dólar Norte- Americano Libra Esterlina Franco Suíço Iene Japonês 1 dia -0,495000 0,165000 0,090000 -0,725000 -0,150000 7 dias -0,578000 0,098000 0,090000 -0,595000 -0,330000 1 mês -0,554000 0,170000 0,090000 -0,600000 -0,330000 2 meses -0,549800 0,180000 0,090000 -0,745000 -0,310000 3 meses -0,545000 0,190000 0,090000 -0,600000 -0,280000 6 meses -0,526000 0,220000 0,145000 -0,690000 -0,270000 9 meses -0,512500 0,250000 0,195000 -0,630000 -0,210000 1 ano -0,499000 0,280000 0,195000 -0,640000 -0,260000 2 anos -0,524000 0,349698 0,194905 -0,712500 -0,260163 3 anos -0,508000 0,419396 0,194905 -0,675000 -0,260163 5 anos -0,457500 0,558983 0,194905 -0,561000 -0,260163 7 anos -0,384500 0,698378 0,194905 -0,441000 -0,260163 10 anos -0,265000 0,907854 0,194905 -0,287500 -0,260163 15 anos -0,072000 1,145451 0,194905 -0,112500 -0,260163 20 anos 0,009000 1,309000 0,194905 -0,112500 -0,260163 30 anos -0,025000 1,398350 0,194905 -0,112500 -0,260163 Moedas Câmbios e volatilidades cambiais Seguidamente apresentam-se as taxas de câmbio (Banco Central Europeu) à data de balanço e as volatilidades implícitas (at the Money) para os principais pares de moedas, utilizadas na avaliação dos derivados: Cambial 2021 2020 1 mês 3 meses 6 meses 9 meses 1 ano EUR/USD 1,1326 1,2271 5,250 5,500 5,675 5,688 5,700 EUR/GBP 0,84028 0,89903 5,300 5,835 6,190 6,400 6,535 EUR/CHF 1,0331 1,0802 4,475 4,775 5,025 5,130 5,075 EUR/JPY 130,38 126,49 6,113 6,550 7,000 7,010 7,225 EUR/AOA 635,7510 797,1291 - - - - - Volatilidade (%) Relativamente às taxas de câmbio, o Banco Montepio utiliza nos seus modelos de avaliação a taxa spot observada no mercado no momento da avaliação.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 493 O justo valor dos Ativos e passivos financeiros do Banco Montepio, a 31 de dezembro de 2021 e 2020, é apresentado como segue: (milhares de euros) Ao justo valor através dos resultados Ao justo valor através de reservas Custo amortizado Valor contabilístico Justo valor Ativos Financeiros Caixa e disponibilidades em bancos centrais - - 2 943 744 2 943 744 2 943 744 Disponibilidades em outras instituições de crédito - - 84 240 84 240 84 240 Aplicações em instituições de crédito - - 388 459 388 459 388 841 Crédito a clientes 1 004 - 11 003 025 11 004 029 10 918 990 Ativos financeiros detidos para negociação 1 376 - - 1 376 1 376 Ativos financeiros ao justo valor através de resultados 288 340 - - 288 340 288 340 Ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral - 103 157 - 103 157 103 157 Ativos não correntes detidos para venda - - 47 833 47 833 38 836 Derivados de cobertura 5 411 - - 5 411 5 411 Outros ativos financeiros ao custo amortizado - - 3 530 569 3 530 569 3 491 454 296 131 103 157 17 997 870 18 397 158 18 264 389 Passivos financeiros Recursos de bancos centrais - - 2 892 065 2 892 065 2 892 065 Recursos de outras instituições de crédito - - 598 620 598 620 586 128 Recursos de clientes 25 009 - 12 756 465 12 781 474 12 793 438 Responsabilidades representadas por títulos - - 1 215 119 1 215 119 1 215 365 Passivos financeiros associados a ativos transferidos - 730 253 730 253 748 812 Passivos financeiros detidos para negociação 7 470 - - 7 470 7 470 Derivados de cobertura 335 - - 335 335 Outros passivos subordinados - - 217 265 217 265 218 957 32 814 - 18 409 787 18 442 601 18 462 570 2021 (milhares de euros) Ao justo valor através dos resultados Ao justo valor através de reservas Custo amortizado Valor contabilístico Justo valor Ativos Financeiros Caixa e disponibilidades em bancos centrais - - 1 446 314 1 446 314 1 446 314 Disponibilidades em outras instituições de crédito - - 53 498 53 498 53 498 Aplicações em instituições de crédito - - 858 704 858 704 864 077 Crédito a clientes 1 207 - 10 731 397 10 732 604 10 652 227 Ativos financeiros detidos para negociação 11 508 - - 11 508 11 508 Ativos financeiros ao justo valor através de resultados 569 612 - - 569 612 568 383 Ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral - 265 320 - 265 320 265 320 Derivados de cobertura 10 693 - - 10 693 10 693 Outros ativos financeiros ao custo amortizado - - 3 981 949 3 981 949 4 034 119 593 020 265 320 17 071 862 17 930 202 17 906 139 Passivos financeiros Recursos de bancos centrais - - 1 372 546 1 372 546 1 372 546 Recursos de outras instituições de crédito - - 1 006 828 1 006 828 1 002 430 Recursos de clientes - - 12 549 423 12 549 423 12 558 283 Responsabilidades representadas por títulos 3 106 - 1 218 392 1 221 498 1 226 099 Passivos financeiros associados a ativos transferidos - - 1 721 697 1 721 697 1 720 394 Passivos financeiros detidos para negociação 11 761 - - 11 761 11 761 Derivados de cobertura 397 - - 397 397 Outros passivos subordinados - - 216 896 216 896 200 803 15 264 - 18 085 782 18 101 046 18 092 713 2020
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 494 O quadro seguinte resume, por níveis de valorização, para cada grupo de ativos e passivos financeiros do Banco Montepio, os seus justos valores com referência a 31 de dezembro de 2021: (milhares de euros) Nível 1 Nível 2 Nível 3 Instrumentos financeiros ao custo Justo valor Ativos Financeiros Caixa e disponibilidades em bancos centrais 2 943 744 - - - 2 943 744 Disponibilidades em outras instituições de crédito 84 240 - - - 84 240 Aplicações em instituições de crédito - - 388 841 - 388 841 Crédito a clientes - 1 004 10 917 986 - 10 918 990 Ativos financeiros detidos para negociação - 1 376 - - 1 376 Ativos financeiros ao justo valor através de resultados - - 288 340 - 288 340 Ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral 62 278 2 336 37 438 1 105 103 157 Ativos não correntes detidos para venda - - 38 836 - 38 836 Derivados de cobertura - 5 411 - - 5 411 Outros ativos financeiros ao custo amortizado 3 491 454 - - 3 491 454 6 581 716 10 127 11 671 441 1 105 18 264 389 Passivos financeiros Recursos de bancos centrais 2 892 065 - - - 2 892 065 Recursos de outras instituições de crédito - 586 128 - 586 128 Recursos de clientes - - 12 793 438 - 12 793 438 Responsabilidades representadas por títulos - - 1 215 365 - 1 215 365 Passivos financeiros associados a ativos transferidos - - 748 812 - 748 812 Passivos financeiros detidos para negociação - 949 6 521 - 7 470 Derivados de cobertura - 335 - - 335 Outros passivos subordinados - - 218 957 - 218 957 2 892 065 1 284 15 569 221 - 18 462 570 2021 O quadro seguinte resume, por níveis de valorização, para cada grupo de ativos e passivos financeiros do Banco Montepio, os seus justos valores com referência a 31 de dezembro de 2020: (milhares de euros) Nível 1 Nível 2 Nível 3 Instrumentos financeiros ao custo Justo valor Ativos Financeiros Caixa e disponibilidades em bancos centrais 1 446 314 - - - 1 446 314 Disponibilidades em outras instituições de crédito 53 498 - - - 53 498 Aplicações em instituições de crédito - - 864 077 - 864 077 Crédito a clientes - 1 207 10 651 020 - 10 652 227 Ativos financeiros detidos para negociação 7 524 3 984 - 11 508 Ativos financeiros ao justo valor através de resultados - - 568 383 568 383 Ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral 169 117 3 088 91 835 1 280 265 320 Derivados de cobertura - 10 693 - - 10 693 Outros ativos financeiros ao custo amortizado 4 034 119 - - - 4 034 119 5 710 572 18 972 12 175 315 1 280 17 906 139 Passivos financeiros Recursos de bancos centrais 1 372 546 - - - 1 372 546 Recursos de outras instituições de crédito - - 1 002 430 - 1 002 430 Recursos de clientes - - 12 558 283 - 12 558 283 Responsabilidades representadas por títulos - 3 106 1 222 993 - 1 226 099 Passivos financeiros associados a ativos transferidos - 1 720 394 - 1 720 394 Passivos financeiros detidos para negociação - 11 761 - - 11 761 Derivados de cobertura - 397 - - 397 Outros passivos subordinados - - 200 803 - 200 803 1 372 546 15 264 16 704 903 - 18 092 713 2020
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 495 46 Benefícios pós-emprego e de longo prazo O Banco Montepio assumiu a responsabilidade de pagar aos seus colaboradores e membros dos Órgãos de Administração pensões de reforma por velhice e por invalidez e outros benefícios, de acordo com a política contabilística descrita na nota 1 r). De acordo com a mesma política, o Banco Montepio calcula pelo menos uma vez ao ano com referência a 31 de dezembro de cada ano, as responsabilidades com pensões de reforma e outros benefícios e sempre que as variações consubstanciadas pelos principais pressupostos atuariais assim o determinem. O plano de pensões geral dos colaboradores do Banco Montepio refere-se às responsabilidades com benefícios de reforma previstas no Acordo Coletivo de Trabalho para o Setor Bancário e é um plano complementar do regime público de Segurança Social. Nos termos do Acordo Coletivo de Trabalho (“ACT”) para o Setor Bancário, os colaboradores admitidos após 1 de janeiro de 1995 contribuem para o Fundo de Pensões com 5% da sua remuneração mensal. O plano de pensões existente corresponde a um plano de benefício definido, uma vez que estipula os critérios de determinação do valor da pensão que um colaborador receberá durante a reforma, usualmente dependente de um ou mais fatores como sejam a idade, os anos de serviço e a retribuição. Os benefícios garantidos por este plano de pensões são os seguintes: - Reforma por invalidez presumível (velhice); - Reforma por invalidez; e - Pensão de sobrevivência. Aos respetivos beneficiários são garantidos todos os benefícios sociais, nos termos, condições e valores constantes do plano de pensões na qualidade de colaboradores que à data de reforma estejam ao serviço do Banco Montepio, bem como os que tenham pertencido ao seu quadro efetivo e que à data da reforma reúnam os requisitos de exigibilidade definidos no plano de pensões. A pensão a cargo do Fundo de Pensões é a correspondente ao nível do colaborador na reforma e respetivas diuturnidades, de acordo com a tabela salarial aplicável. No caso de o colaborador ter direito a uma pensão a cargo da Caixa Geral de Aposentações ou do Centro Nacional de Pensões, esta será deduzida à pensão garantida pelo presente plano de pensões. Em caso de morte de um colaborador no ativo ou de um pensionista, o plano de pensões garante uma pensão de sobrevivência igual a 40% da remuneração a que o colaborador teria direito se passasse à situação de reforma ou da pensão que auferiria, respetivamente.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 496 Os ex-trabalhadores do Banco Montepio, quando atingirem colocados na situação de reforma por velhice ou invalidez, têm direito ao pagamento pelo Fundo de Pensões de uma pensão calculada nos termos anteriores, proporcional ao tempo de serviço que prestaram no Banco Montepio. Adicionalmente, ao abrigo do ACT, o plano de pensões garante os encargos com o Serviço de Assistência Médico-Social (SAMS) e com o subsídio por morte. O Banco Montepio não detém outros mecanismos que assegurem a cobertura das responsabilidades assumidas com pensões de reforma por velhice, invalidez, sobrevivência, benefícios de saúde e subsídio de morte dos seus colaboradores. Em dezembro de 2016 o Banco Montepio outorgou um novo ACT, tendo introduzido um conjunto de alterações ao nível dos benefícios no emprego, nomeadamente a alteração da idade de reforma, em linha com o Regime Geral de Segurança Social, e a atribuição de um prémio final de carreira, em substituição do prémio de antiguidade que foi extinto. Decorrente da alteração do ACT, as contribuições para o SAMS passaram a ser efetuadas tendo por base um valor fixo por colaborador, deixando, assim, de estar indexadas aos salários. Os principais pressupostos atuariais utilizados no cálculo do valor atual das responsabilidades são como segue: 2021 2020 Pressupostos financeiros Taxa de evolução salarial 0,50% 0,50% Taxa de crescimento das pensões 0,30% 0,30% Taxas de rendimento do Fundo 1,40% 1,15% Taxa de desconto 1,40% 1,15% Taxa de revalorização Taxa de crescimento salários Segurança Social 1,25% 1,25% Taxa de correção monetária 1,00% 1,00% Pressupostos demográficos e métodos de avaliação Tábua de mortalidade Homens TV 88/90 TV 88/90 Mulheres TV 88/90 -3 anos TV 88/90 -3 Anos Métodos de valorização atuarial UCP UCP Pressupostos Os pressupostos utilizados no cálculo do valor atual das responsabilidades estão de acordo com os requisitos definidos pela IAS 19. A determinação da taxa de desconto teve em consideração: (i) a evolução ocorrida nos principais índices, relativamente a high quality corporate bonds e (ii) duration das responsabilidades. Em 31 de dezembro de 2021, a duration média das responsabilidades com pensões dos colaboradores ascende a 17,5 anos (31 de dezembro de 2020: 19,0 anos), incluindo ativos e pensionistas.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 497 Os participantes no plano de pensões são desagregados da seguinte forma: 2021 2020 Ativos 2 811 2 999 Reformados e pensionistas 1 548 1 469 4 359 4 468 As responsabilidades por pensões e outros benefícios e respetivos níveis de cobertura são analisados como segue: 2021 2020 Ativos / (Responsabilidades) líquidos reconhecidos em balanço Responsabilidades com benefícios de reforma Pensionistas (381 036) (400 792) Ativos (397 327) (389 474) (778 363) (790 266) Responsabilidades com benefícios de saúde Pensionistas (27 411) (26 933) Ativos (37 269) (42 235) (64 680) (69 168) Responsabilidades com subsídio por morte Pensionistas (2 230) (2 235) Ativos (1 676) (1 752) (3 906) (3 987) Total das responsabilidades (846 949) (863 421) Coberturas Valor do Fundo 855 910 853 546 Ativos líquidos em Balanço 8 961 (9 875) Remensurações acumuladas reconhecidas em outro rendimento integral 264 493 291 131 (milhares de euros)
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 498 A evolução das responsabilidades com pensões de reforma, benefícios de saúde e subsídio por morte é apresentada como segue: Pensões de reforma Benefícios de saúde Subsídio por morte Total Pensões de reforma Benefício s de saúde Subsídio por morte Total Responsabilidades no início do período 790 266 69 168 3 987 863 421 771 532 65 335 3 694 840 561 Reconhecidos em resultados (Nota 10) Custo do serviço corrente 3 385 1 694 74 5 153 4 902 1 778 79 6 759 Custo dos juros 9 088 795 46 9 929 11 573 980 55 12 608 Reformas antecipadas, rescisões por mútuo acordo e outros 4 365 - - 4 365 14 180 - - 14 180 Reconhecidos em capitais próprios (Nota 42) (Ganhos) / Perdas atuariais Alterações de pressupostos e condições do plano (15 405) (3 334) (239) (18 978) 1 983 2 270 200 4 453 Não decorrentes de alteração de pressupostos 11 192 (3 643) 38 7 587 6 656 (1 196) (41) 5 419 Outros Pensões pagas pelo Fundo (24 948) - - (24 948) (20 527) - - (20 527) Pensões pagas pelo Banco Montepio (1 932) - - (1 932) (2 395) - - (2 395) Contribuição de participantes 2 352 - - 2 352 2 362 - - 2 362 Outros - - - - 1 - 1 Responsabilidades no final do período 778 363 64 680 3 906 846 949 790 266 69 168 3 987 863 421 2021 2020 (milhares de euros) A evolução do valor do Fundo de Pensões em 31 de dezembro de 2021 e 2020 pode ser analisada como segue: 2021 2020 Valor do Fundo no início do exercício 853 546 826 051 Reconhecido em resultados (nota 10) Quota parte do juro líquido 9 713 12 062 Reconhecido em capitais próprios (nota 42) Desvios financeiros 15 247 9 598 Outros Contribuições do Banco Montepio - 24 000 Contribuições dos participantes 2 352 2 362 Pensões pagas pelo Fundo (24 948) (20 527) Valor do Fundo no fim do exercício 855 910 853 546 (milhares de euros) Não estão previstas contribuições adicionais para os planos de benefícios definidos para o exercício seguinte, uma vez que se espera que o rendimento do Fundo de Pensões seja suficiente para cobrir as variações das responsabilidades. Em 31 de dezembro de 2021 e 2020, o Banco Montepio participa em 98,7% no Fundo de Pensões gerido pela Futuro – Sociedade Gestora de Fundos de Pensões, S.A.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 499 Em 31 de dezembro de 2021 e 2020, os ativos do Fundo de Pensões, repartidos entre os que evidenciam, ou não, cotação de mercado, podem ser analisados como segue: Ativos do Fundo % Com cotação de mercado Sem cotação de mercado Ativos do Fundo % Com cotação de mercado Sem cotação de mercado Títulos de rendimento variável Ações 53 458 6% 53 458 - 47 743 6% 47 743 - Fundos de investimento de ações 121 600 14% - 121 600 128 906 15% - 128 906 Obrigações 584 094 68% 473 993 110 101 584 665 68% 514 929 69 736 Imóveis 5 329 1% - 5 329 5 554 1% - 5 554 Fundos de investimento imobiliário 44 060 5% - 44 060 34 358 4% - 34 358 Fundos de capital de risco 2 943 0% - 2 943 6 250 1% - 6 250 Aplicações em bancos e outras 44 426 5% - 44 426 46 070 5% - 46 070 855 910 100% 527 451 328 459 853 546 100% 562 672 290 874 (milhares de euros) 2021 2020 Os ativos do Fundo de Pensões relacionados com títulos, imóveis e aplicações em bancos de entidades do Banco Montepio são detalhados como seguem: 2021 2020 Aplicações em bancos e outras 38 701 46 070 Imóveis 5 329 5 554 Obrigações 2 092 2 109 46 122 53 733 (milhares de euros) A evolução das remensurações em balanço pode ser analisada como segue: (milhares de euros) 2021 2020 Remensurações no início do exercício 291 131 290 857 (Ganhos)/Perdas de experiência e perdas atuariais no exercício Alteração da taxa de desconto (36 974) 54 437 Atualização da taxa de crescimento dos salários - (21 970) Atualização da taxa de crescimento das pensões - (28 014) Desvios de rendimento do Fundo de Pensões (15 247) (9 598) Resultantes de alterações nas condições do plano 17 996 - Outros desvios 7 587 5 419 Remensurações reconhecidas em outro rendimento integral 264 493 291 131 Os custos do exercício com pensões de reforma, benefícios de saúde e subsídios por morte podem ser analisados como segue: (milhares de euros) 2021 2020 Custo do serviço corrente 5 153 6 759 Custos / (Proveitos) dos juros líquidos no saldo da cobertura das responsabilidades 216 546 Custo com reformas antecipadas e rescisões por mútuo acordo 4 365 14 180 Custos do exercício 9 734 21 485
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 500 A evolução dos ativos / (responsabilidades) líquidos em balanço pode ser analisada em 31 de dezembro de 2021 e 2020 como segue: (milhares de euros) 2021 2020 No início do exercício (9 875) (14 510) Contribuições do Banco Montepio - 24 000 Custo do serviço corrente (5 153) (6 759) Custos / (Proveitos) dos juros líquidos no saldo da cobertura das responsabilidades (216) (546) Ganhos / (Perdas) atuariais 11 391 (9 872) Ganhos / (Perdas) financeiras 15 247 9 598 Pensões pagas pelo Banco Montepio 1 932 2 395 Reformas antecipadas, rescisões mútuo acordo e outros (4 365) (14 180) Outros - (1) No final do exercício 8 961 (9 875) Os pressupostos atuariais têm um impacto significativo nas responsabilidades com pensões e outros benefícios. Neste sentido, procedeu-se a uma análise de sensibilidade a uma variação positiva e a uma variação negativa de 25 pontos base em alguns pressupostos atuariais com vista a determinar o efeito no valor das responsabilidades com pensões cujo impacto é analisado como segue: (milhares de euros) Incremento Decréscimo Incremento Decréscimo Taxa de desconto (0,25% de variação) (34 712) 36 979 (36 385) 38 880 Taxa de crescimento dos salários (0,25% de variação) 23 184 (20 795) 28 180 (25 738) Taxa de crescimento das pensões (0,25% de variação) 31 231 (29 749) 34 557 (32 928) Contribuição para o SAMS (0,25% de variação) 3 321 (3 321) 3 666 (3 666) Mortalidade futura (1 ano de variação) (25 133) 25 143 (27 015) 27 074 2021 2020 Responsabilidades Responsabilidades Em 31 de dezembro de 2021 o prémio de final de carreira ascendeu a 2.462 milhares de euros (31 de dezembro de 2020: 2.251 milhares de euros), de acordo com a política contabilística descrita na nota 1 r) e conforme nota 38. 47 Desintermediação De acordo com a legislação em vigor as sociedades gestoras, em conjunto com o banco depositário, respondem solidariamente perante os participantes dos fundos pelo incumprimento das obrigações assumidas nos termos da lei e nos regulamentos dos fundos geridos.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 501 À data de 31 de dezembro de 2021 e 2020, os montantes em que o Banco Montepio atua como banco depositário são analisados como segue: (milhares de euros) 2021 2020 Fundos de investimento mobiliário 175 839 158 724 Fundos de investimento imobiliário 629 741 594 370 Fundos de pensões 292 638 265 616 Bancasseguros 30 729 955 1 128 947 1 019 665 Os valores incluídos nestas rubricas encontram-se valorizados ao justo valor determinado à data do balanço. 48 Partes relacionadas Conforme definido na IAS 24, são consideradas partes relacionadas do Banco Montepio as Empresas detalhadas na nota 54, o Fundo de Pensões, os membros dos Órgãos de Gestão, Administração e Fiscalização e os elementos chave de gestão. Para além dos membros dos Órgãos de Gestão, Administração e Fiscalização e dos elementos chave de gestão são igualmente consideradas partes relacionadas as pessoas que lhes são próximas (relacionamentos familiares) e as entidades por eles controladas ou em cuja gestão exercem influência significativa. De acordo com a legislação portuguesa, e nomeadamente no âmbito do artigo 85.º do Regime Geral das Instituições de Crédito e Sociedades Financeiras (RGICSF), são ainda consideradas partes relacionadas, os detentores do capital social do Banco Montepio, bem como as pessoas singulares relacionadas com estas categorias e entidades por eles controladas ou em cuja gestão exercem influência significativa. Os diretores de primeira linha do Banco Montepio estão considerados em Outros elementos chave de gestão. Nas operações efetuadas entre as entidades do Banco Montepio que se encontram em situação de relações especiais, são contratados, aceites e praticados termos e condições substancialmente idênticos aos que normalmente seriam contratados, aceites e praticados entre entidades independentes em operações comparáveis, ou seja, preços de mercado.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 502 Nesta base, com referência a 31 de dezembro de 2021, o conjunto de partes relacionadas consideradas pelo Banco Montepio é apresentado como se segue: Acionista maioritário Conselho de Administração de Outras Montepio Geral Associação Mutualista Partes Relacionadas (cont.) Paulo Martins da Silva Conselho de Administração Pedro Crespo Presidente do Conselho de Administração Pedro Líbano Monteiro Carlos Tavares Pedro Simão Vogais não executivos Ricardo Carvalho Manuel Ferreira Teixeira Rui Pereira Amadeu Paiva Tereza Amado Carlos Ferreira Alves Virgílio Lima José Nunes Pereira Vitor Filipe Pedro Alves Rui Heitor (1) Outro Pessoal chave de Gestão Vítor Martins Alexandra Ponciano Comissão Executiva Alexandra Rolo Presidente executivo Ana Mendonça Neves Pedro Leitão António Carlos Machado Vogais executivos António Coelho Dulce Mota António Figueiredo Lopes Helena Soares de Moura Armando Cardoso Jorge Baião (2) Armando Lopes José Carlos Mateus Bruno Magalhães Leandro Graça Silva Carla Sousa Nuno Mota Pinto Carlos Figueiral Azevedo Pedro Ventaneira Conceição Barbosa Comissão de Auditoria Daniel Caçador Presidente Fabienne Lehuédé Manuel Ferreira Teixeira Fernanda Correia Vogais Fernando Alexandre Amadeu Paiva Fernando Amaro (3) Carlos Ferreira Alves Fernando Teixeira José Nunes Pereira Filipa Costa Vítor Martins Helder Reis Helena Valente Conselho de Administração de Outras Hélio Marques Partes Relacionadas Inês Dargan Alice Pinto Isabel Silva Amândio Coelho Jaquelina Rodrigues Ana Sá Couto Joaquim Canhoto António Gouveia Jorge Barros Luís Carlos Beato José Jesus Dalila Teixeira Luis Filipe Nunes Edite Cheira Luís Melo Fernanda Brázia Luís Sena Fernando Santo Manuel Castanho Fernão Thomaz Maria Eduarda Osório Francisco Simões Miguel Mello Idália Serrão Miguel Oliveira Isabel Brito Miguel Teixeira Coelho Isabel Cidrais Guimarães Mónica Araújo João Almeida Gouveia Nuno Cavilhas João Andrade Lopes Nuno Soares João Carvalho das Neves Patrícia Fernandes João Costa Pinto Patrícia Medeiros João Neves Paula Maia Fernandes Jorge Oliveira Paula Pinheiro José António Gonçalves Paulo Jorge Rodrigues José Luís Leitão Paulo Trindade José Mendes Alfaia Pedro Araújo Laura Duarte Pedro Pires Lúcia Bica Pedro Vieira Luís Almeida Ricardo Chorão Luís Antunes Ricardo Silva Ribeiro Luís Filipe Costa Rui Calheiros Gama Manuel Baptista Rui Jorge Santos Manuel Carlos Silva Rui Magalhães Moura Manuela Rodrigues Sandra Brito Pereira Margarida Andrade Sanguini Shirish Margarida Duarte Susana Pinheiro Nuno Coelho Tânia Madeira Nuno Marques da Silva Tiago Coito Nuno Mendes Tiago Martins Nuno Van Zeller Tiago Teixeira Paulo Raimundo Vânia Fernandes Rosa Rodrigues Vasco Almeida Vítor Ventura (1) O Dr. Rui Heitor foi eleito Vogal Executivo do Conselho de Administração do Montepio Geral Associação Mutualista, [1] em 17 de dezembro de 2021, para o quadriénio de 2022-2025. (2) O Dr. Jorge Baião foi designado por cooptação em 18 de fevereiro de 2021 e autorizado pelo Banco de Portugal [1] em 09 de fevereiro de 2021, tendo iniciado funções como Vogal Executivo em 22 de fevereiro de 2021. (3) O Dr. Fernando Amaro foi eleito Vogal Executivo do Conselho de Administração do Montepio Geral Associação Mutualista, [1] em 17 de dezembro de 2021, para o quadriénio de 2022-2025.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 503 Outras partes relacionadas Banco Montepio Geral – Cabo Verde, Sociedade Unipessoal, S.A. - Em Liquidação Bem Comum, Sociedade de Capital de Risco, S.A. Bolsimo - Gestão de Activos, S.A. Carteira Imobiliária - Fundo Especial Investimento Imobiliário Aberto CESource, A.C.E. Clínica CUF Belém, S.A. Empresa Gestora de Imóveis da Rua do Prior, S.A. Finibanco Angola, S.A. Fundação Montepio Geral Fundo de Pensões - Montepio Geral Futuro – Sociedade Gestora de Fundos de Pensões, S.A. HTA – Hoteis, Turismo e Animação dos Açores, S.A. Lusitania Vida, Companhia de Seguros, S.A. Lusitania, Companhia de Seguros, S.A. Moçambique, Companhia de Seguros, S.A. Montepio Arrendamento - Fundo de Investimento Imobiliário Fechado para Arrendamento Habitacional (a) Montepio Arrendamento II - Fundo de Investimento Imobiliário Fechado para Arrendamento Habitacional (a) Montepio Crédito - Instituição Financeira de Crédito, S.A. Montepio Gestão de Activos - Sociedade Gestora de Organismos de Investimento Coletivo, S.A. Montepio Gestão de Activos Imobiliários, A.C.E. Montepio Holding, S.G.P.S., S.A. Montepio Investimento, S.A. Montepio Residências para Estudantes, S.A. Montepio Seguros, S.G.P.S., S.A. Montepio Valor - Sociedade Gestora de Organismos de Investimento Coletivo, S.A. (b) NovaCâmbios - Instituição de Pagamento, S.A. Polaris - Fundo de Investimento Imobiliário Fechado Portugal Estates Fund - Fundo de Investimento Imobiliário Fechado Residências Montepio, Serviços de Saúde, S.A. SAGIES - Segurança e Higiene no Trabalho, S.A. SILVIP - Sociedade Gestora de Fundos de Investimento Imobiliários, S.A. Sociedade Portuguesa de Administrações, S.A. Ssagincentive - Sociedade de Serviços Auxiliares e Gestão de Imóveis S.A. Valor Arrendamento - Fundo de Investimento Imobiliário Fechado Entidades relacionadas resultantes da participação detida no Finibanco Angola, S.A. Banco de Negócios Internacional, S.A. (BNI) (a) Estes Fundos foram liquidados em 30 de dezembro de 2021. (b) A participada Montepio Valor foi alienada ao Montepio Greal Associação Mutualista em 30 de dezembro de 2021.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 504 À data de 31 de dezembro de 2021 os ativos detidos pelo Banco Montepio sobre partes relacionadas, representadas ou não por títulos, incluídos nas rubricas Disponibilidades em outras instituições de crédito, Aplicações em outras instituições de crédito, Crédito a clientes, Imparidade de crédito a clientes, Ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral, Imparidade de ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral, Outros ativos, Garantias e compromissos assumidos e Provisões para garantias e compromissos assumidos são apresentadas como segue: (milhares de euros) Empresas Disponib. em outras instituições de crédito Aplicações em outras instituições de crédito Crédito a clientes Imparidade de crédito a clientes Ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral Imparidade de ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral Outros ativos Garantias e compromissos assumidos Provisões para garantias e compromissos assumidos Total Conselho de Administração - - 588 - - - - - - 588 Conselho de Administração de Outras Partes Relacionadas - - 2 618 - - - - - - 2 618 Outro Pessoal Chave de Gestão - - 3 349 - - - - - - 3 349 Banco Montepio Geral – Cabo Verde, Sociedade Unipessoal, S.A. - Em Liquidação - - - - - - 14 - - 14 Bolsimo - Gestão de Activos, S.A. - - 3 346 300 - - 22 8 681 - 11 749 Carteira Imobiliária - Fundo Especial de Investimento Imobiliário Aberto - - - - - 23 - - 23 CESource, A.C.E. - - - - - - 83 - - 83 Finibanco Angola, S.A. 22 905 - - - - - - 39 017 - 61 922 Futuro - Sociedade Gestora de Fundo de Pensões, S.A. - - 1 1 - - - - - - Lusitania Vida, Companhia de Seguros, S.A. - - 20 3 - - - - - 17 Lusitania, Companhia de Seguros, S.A. - - - - 2 079 747 - 46 - 1 378 Moçambique Companhia de Seguros, S.A.R.L. - - - - 250 - - - - 250 Montepio Crédito - Instituição Financeira de Crédito, S.A. - 32 518 261 900 3 943 - - 167 226 100 - 516 742 Montepio Geral Associação Mutualista - - 5 7 - - 3 949 120 - 4 067 Montepio Gestão de Activos - S.G.O.I.C., S.A. - - - - 1 - 5 - - 6 Montepio Gestão de Ativos Imobiliários, A.C.E. - - - - - 607 - - 607 Montepio Holding, S.G.P.S., S.A. - - - - - - 130 035 - - 130 035 Montepio Investimento, S.A. - 241 919 - - - - 3 83 262 - 325 184 Montepio Residências para Estudantes, S.A. - - - - - - 4 - - 4 Montepio Valor - S.G.O.I.C., S.A. - - 1 - - - - - - 1 NovaCâmbios - Instituição de Pagamento, S.A. - - 775 35 - - - 1 386 4 2 122 Polaris-Fundo de Investimento Imobiliário Fechado - - - - - - - 150 - 150 Residências Montepio, Serviços de Saúde, S.A. - - 1 511 16 - - 29 750 - 2 274 Ssagincentive - Sociedade de Serviços Auxiliares e Gestão de Imóveis, S - - - - - - 41 - - 41 22 905 274 437 274 114 4 305 2 330 747 134 982 359 512 4 1 063 224 2021
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 505 À data de 31 de dezembro de 2020, os ativos detidos pelo Banco Montepio sobre partes relacionadas, representadas ou não por títulos, incluídos nas rubricas Disponibilidades em outras instituições de crédito, Aplicações em outras instituições de crédito, Crédito a clientes, Imparidade de crédito a clientes, Ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral, Imparidade de ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral, Outros ativos, Garantias e compromissos assumidos e Provisões para de garantias e compromissos assumidos são apresentadas como segue: (milhares de euros) Empresas Disponib. em outras instituições de crédito Aplicações em outras instituições de crédito Crédito a clientes Imparidade de crédito a clientes Ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral Imparidade de ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral Outros ativos Garantias e compromissos assumidos Provisões para garantias e compromissos assumidos Total Conselho de Administração - - 622 - - - - - - 622 Conselho de Administração de Outras Partes Relacionadas - - 2 555 2 - - - - - 2 553 Outro Pessoal Chave de Gestão - - 3 905 4 - - - - - 3 901 Banco Montepio Geral – Cabo Verde, Sociedade Unipessoal, S.A. - Em Liquidação - - - - - - 55 - - 55 Bolsimo - Gestão de Activos, S.A. - - 7 483 393 - - 22 5 431 - 12 543 Carteira Imobiliária - Fundo Especial de Investimento Imobiliário Aberto - - - - - 29 - - 29 CESource, A.C.E. - - - - - - 48 - - 48 Finibanco Angola, S.A. 20 938 - - - - - 85 35 615 - 56 638 Futuro - Sociedade Gestora de Fundo de Pensões, S.A. - - 1 - - - 26 - - 27 H.T.A. - Hoteis, Turismo e Animação dos Açores, S.A. - - - - - - - 500 - 500 Lusitania, Companhia de Seguros, S.A. - - - - 1 867 612 86 46 - 1 387 Moçambique Companhia de Seguros, S.A.R.L. - - - - 415 - - - - 415 Montepio Crédito - Instituição Financeira de Crédito, S.A. - 437 501 - - - - 131 99 700 - 537 332 Montepio Geral Associação Mutualista - - 2 8 - - 1 947 120 1 2 060 Montepio Gestão de Activos - S.G.O.I.C., S.A. - - - - 1 - 10 - - 11 Montepio Gestão de Ativos Imobiliários, A.C.E. - - - - - 648 - - 648 Montepio Holding, S.G.P.S., S.A. - - - - - - 127 736 - - 127 736 Montepio Investimento, S.A. - 262 067 - - - - 1 548 238 181 2 501 794 Montepio Valor - S.G.O.I.C., S.A. - - - - - - 45 - - 45 NovaCâmbios - Instituição de Pagamento, S.A. - - 830 92 - - - 1 446 8 2 176 PEF - Fundo de Investimento Imobiliário Fechado - - - - - - - 200 7 193 Polaris-Fundo de Investimento Imobiliário Fechado - - - - - - - 150 5 145 Residências Montepio, Serviços de Saúde, S.A. - - 948 139 - - 47 500 7 1 349 20 938 699 568 16 346 638 2 283 612 132 463 381 889 30 1 252 207 2020
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 506 À data de 31 de dezembro de 2021 os passivos do Banco Montepio sobre partes relacionadas, incluídos nas rubricas de Recursos de outras instituições de crédito, Recursos de clientes, Responsabilidades representadas por títulos e Outros passivos subordinados e Outros passivos são analisados como segue: (milhares de euros) Empresas Recursos de outras instituições de crédito Recursos de clientes Responsabilidades representadas por títulos e Outros passivos subordinados Outros passivos Total Conselho de Administração - 1 704 - - 1 704 Conselho de Administração de Outras Partes Relacionadas - 3 281 - - 3 281 Outro Pessoal Chave de Gestão - 2 795 - - 2 795 Banco Montepio Geral – Cabo Verde, Sociedade Unipessoal, S.A. - Em Liquidação 9 029 - - - 9 029 Bolsimo - Gestão de Activos, S.A. - 1 359 - - 1 359 Carteira Imobiliária - Fundo Especial Investimento Imobiliário Aberto - 7 032 - - 7 032 Clínica CUF Belém, S.A. - 13 - - 13 Empresa Gestora de Imóveis da Rua do Prior S.A - 207 - - 207 Finibanco Angola, S.A. 30 616 - - - 30 616 Fundação Montepio Geral - 1 748 - - 1 748 Fundo de Pensões - Montepio Geral - 38 652 2 115 - 40 767 Futuro – Sociedade Gestora de Fundos de Pensões, S.A. - 1 923 - - 1 923 H.T.A. - Hoteis, Turismo e Animação dos Açores, S.A. - 124 - - 124 Lusitania Vida, Companhia de Seguros, S.A. - 20 221 - - 20 221 Lusitania, Companhia de Seguros, S.A. - 4 121 - - 4 121 Valor Arrendamento - Fundo de Investimento Imobiliário Fechado - 1 840 - - 1 840 Montepio Crédito - Instituição Financeira de Crédito, S.A. - 2 828 - - 2 828 Montepio Geral Associação Mutualista - 151 962 201 076 - 353 038 Montepio Gestão de Activos - S. G. O. I. C., S.A. - 2 974 - - 2 974 Montepio Gestão de Activos Imobiliários, A.C.E. - 2 406 - - 2 406 Montepio Holding, S.G.P.S., S.A. - 29 065 - - 29 065 Montepio Investimento, S.A. 4 463 - - 350 4 813 Montepio Residências para Estudantes, S.A. - 396 - - 396 Montepio Seguros, S.G.P.S., S.A. - 721 - - 721 Montepio Valor - S.G.O.I.C., S.A. - 4 578 - - 4 578 NovaCâmbios - Instituição de Pagamento, S.A. - 451 - - 451 PEF - Fundo de Investimento Imobiliário Fechado - 482 - - 482 Polaris-Fundo de Investimento Imobiliário Fechado - 132 - - 132 Residências Montepio, Serviços de Saúde, S.A. - 466 - - 466 SAGIES - Segurança e Higiene no Trabalho, S.A. - 85 - - 85 SILVIP - Sociedade Gestora de Fundos de Investimento Imobiliários, S.A. - 2 756 - - 2 756 Sociedade Portuguesa de Administrações, S.A. - 357 - - 357 SSAGINCENTIVE - Sociedade de Serviços Auxiliares e Gestão de Imóveis, S.A. - 30 556 - - 30 556 44 108 315 235 203 191 350 562 884 2021
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 507 À data de 31 de dezembro de 2020, os passivos do Banco Montepio sobre partes relacionadas, incluídos nas rubricas de Recursos de outras instituições de crédito, Recursos de clientes, Responsabilidades representadas por títulos e Outros passivos subordinados e Outros passivos são analisados como segue: (milhares de euros) Empresas Recursos de outras instituições de crédito Recursos de clientes Responsabilidades representadas por títulos e Outros passivos subordinados Outros passivos Total Conselho de Administração - 1 757 - - 1 757 Conselho de Administração de Outras Partes Relacionadas - 3 479 - - 3 479 Outro Pessoal Chave de Gestão - 2 406 - - 2 406 Banco Montepio Geral – Cabo Verde, Sociedade Unipessoal, S.A. -Em Liquidação 117 619 - - - 117 619 Bolsimo - Gestão de Activos, S.A. - 1 902 - - 1 902 Carteira Imobiliária - Fundo Especial Investimento Imobiliário Aberto - 9 447 - - 9 447 Clínica CUF Belém, S.A. - 10 - - 10 Empresa Gestora de Imóveis da Rua do Prior S.A - 166 - - 166 Finibanco Angola, S.A. 36 059 - - 4 300 40 359 Fundação Montepio Geral - 838 - - 838 Fundo de Pensões - Montepio Geral - 39 188 2 103 - 41 291 Futuro – Sociedade Gestora de Fundos de Pensões, S.A. - 493 - - 493 H.T.A. - Hoteis, Turismo e Animação dos Açores, S.A. - 89 - - 89 In Posterum, A.C.E. - 93 - - 93 Lusitania Vida, Companhia de Seguros, S.A. - 10 396 - - 10 396 Lusitania, Companhia de Seguros, S.A. - 4 031 - - 4 031 Montepio Arrendamento - Fundo de Investimento Imobiliário Fechado para Arrendamento Habitacional - 17 984 - - 17 984 Montepio Arrendamento II - Fundo de Investimento Imobiliário Fechado para Arrendamento Habitacional - 7 697 - - 7 697 Valor Arrendamento - Fundo de Investimento Imobiliário Fechado - 29 320 - - 29 320 Montepio Crédito - Instituição Financeira de Crédito, S.A. - 6 393 - - 6 393 Montepio Geral Associação Mutualista - 140 129 200 388 - 340 517 Montepio Gestão de Activos - S. G. O. I. C., S.A. - 1 600 - - 1 600 Montepio Gestão de Activos Imobiliários, A.C.E. - 2 450 - - 2 450 Montepio Holding, S.G.P.S., S.A. - 23 540 - - 23 540 Montepio Investimento, S.A. 33 181 - - 31 33 212 Montepio Residências para Estudantes, S.A. - 537 - - 537 Montepio Seguros, S.G.P.S., S.A. - 2 028 - - 2 028 Montepio Valor - S.G.O.I.C., S.A. - 4 825 - - 4 825 NovaCâmbios - Instituição de Pagamento, S.A. - 512 - - 512 PEF - Fundo de Investimento Imobiliário Fechado - 3 635 - - 3 635 Polaris-Fundo de Investimento Imobiliário Fechado - 192 - - 192 Residências Montepio, Serviços de Saúde, S.A. - 138 - - 138 SAGIES - Segurança e Higiene no Trabalho, S.A. - 45 - - 45 SILVIP - Sociedade Gestora de Fundos de Investimento Imobiliários, S.A. - 3 122 - - 3 122 Sociedade Portuguesa de Administrações, S.A. - 148 - - 148 SSAGINCENTIVE - Sociedade de Serviços Auxiliares e Gestão de Imóveis, S.A. - 20 584 - 20 584 186 859 339 174 202 491 4 331 732 855 2020
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 508 À data de 31 de dezembro de 2021, os custos e os proveitos do Banco Montepio sobre partes relacionadas, incluídos nas rubricas Juros e rendimentos similares, Juros e encargos similares, Resultados de serviços e comissões, Outros resultados de exploração, Resultados de ativos e passivos financeiro ao justo valor através dos resultados, Custos com pessoal e Gastos gerais administrativos, são analisados como segue: (milhares de euros) Empresas Juros e rendimentos similares Juros e encargos similares Resultados de serviços e comissões Outros resultados de exploração Resultados de ativos e passivos financeiros ao justo valor através dos resultados Custos com pessoal Gastos gerais administrativos Conselho de Administração - 1 1 - - - - Conselho de Administração de Outras Partes Relacionadas 10 3 4 1 - - - Outro Pessoal Chave de Gestão 15 3 4 1 - - - Banco Montepio Geral – Cabo Verde, Sociedade Unipessoal, S.A. - Em Liquidação - 1 344 1 91 - (94) - Bolsimo - Gestão de Ativos, S.A. 206 - 1 - - (264) - Carteira Imobiliária - Fundo Especial de Investimento Imobiliário Aberto - - 101 - 893 - - CESource, A.C.E. - - - - - (542) - Finibanco Angola, S.A. - - 1 - - (51) - Fundo de Pensões - Montepio Geral - 8 - - - - - Futuro – Sociedade Gestora de Fundos de Pensões, S.A. - - 3 050 - - - - H.T.A. - Hoteis, Turismo e Animação dos Açores, S.A. 4 2 - - - - Iberpartners Cafés, S.G.P.S., S.A. - - - - - - Lusitania Vida, Companhia de Seguros, S.A. - - 4 919 - - - - Lusitania, Companhia de Seguros, S.A. - - 5 945 7 - - - Montepio Arrendamento - Fundo de Investimento Imobiliário Fechado para Arrendamento Habitacional - - 57 1 - - - Montepio Arrendamento II - Fundo de Investimento Imobiliário Fechado para Arrendamento Habitacional - - 27 1 - - - Valor Arrendamento - Fundo de Investimento Imobiliário Fechado - - 73 1 - - - Montepio Crédito - Instituição Financeira de Crédito, S.A. 2 353 - 383 - (297) - Montepio Geral Associação Mutualista 2 18 413 2 288 (1.108) - (10.356) 1 922 Montepio Gestão de Activos - S. G. O. I. C., S.A. - - 914 16 - - - Montepio Gestão de Activos Imobiliários, A.C.E. - - - (3.174) - (2.312) - Montepio Hording, S.G.P.S., S.A. - - 18 - - - Montepio Investimento, S.A. 984 353 39 422 - (841) - Montepio Residências para Estudantes, S.A. - - - - (26) - Montepio Seguros, S.G.P.S., S.A. - - - - - - - Montepio Valor - S.G.O.I.C., S.A. - - 254 8 - (604) - NovaCâmbios - Instituição de Pagamento, S.A. 58 - 59 6 - - - PEF - Fundo de Investimento Imobiliário Fechado - 12 - - - - Polaris-Fundo de Investimento Imobiliário Fechado 2 - 3 - - - - Residências Montepio, Serviços de Saúde, S.A. 65 - 53 4 - (113) - SILVIP - Sociedade Gestora de Fundos de Investimento Imobiliários, S.A. - 2 1 - - - - SAGIES - Segurança e Higiene no Trabalho, S.A. - - 1 - - - - Ssagincentive - Sociedade de Serviços Auxiliares e Gestão de Imóveis S.A. - - - 33 - - - 3 699 20 127 18 211 (3.690) 893 (15.500) 1 922 2021
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 509 À data de 31 de dezembro de 2020, os custos e os proveitos do Banco Montepio sobre partes relacionadas, incluídos nas rubricas Juros e rendimentos similares, Juros e encargos similares, Resultados de serviços e comissões, Outros resultados de exploração, Custos com pessoal e Gastos gerais administrativos, são analisados como segue: (milhares de euros) Empresas Juros e rendimentos similares Juros e encargos similares Resultados de serviços e comissões Outros resultados de exploração Resultados de ativos e passivos financeiros ao justo valor através dos resultados Custos com pessoal Gastos gerais administrativos Conselho de Administração - 2 1 - - - - Conselho de Administração de Outras Partes Relacionadas 9 5 3 - - - - Outro Pessoal Chave de Gestão 24 4 3 1 - - - Banco Montepio Geral – Cabo Verde, Sociedade Unipessoal, S.A. - Em Liquidação - 1 968 1 99 - (72) - Bolsimo - Gestão de Ativos, S.A. 424 3 1 - - (110) - Carteira Imobiliária - Fundo Especial de Investimento Imobiliário Aberto - 7 125 - 2 583 - - CESource, A.C.E. - - - - - (578) - Finibanco Angola, S.A. - - 1 - - (112) - Fundo de Pensões - Montepio Geral - 15 - - - - - Futuro – Sociedade Gestora de Fundos de Pensões, S.A. - 2 729 - - - - H.T.A. - Hoteis, Turismo e Animação dos Açores, S.A. 6 - 1 - - - - Lusitania Vida, Companhia de Seguros, S.A. - 4 136 - - - - Lusitania, Companhia de Seguros, S.A. - 6 810 9 - - - Montepio Arrendamento - F.I.I. Fechado para Arrendamento Habitacional - - 59 1 - - - Montepio Arrendamento II - F.I.I. Fechado para Arrendamento Habitacional - - 28 1 - - - Montepio Arrendamento III - F.I.I. Fechado para Arrendamento Habitacional - - 104 1 - - - Montepio Crédito - Instituição Financeira de Crédito, S.A. 2 473 - 13 278 - (287) - Montepio Geral Associação Mutualista 8 15 818 1 245 1 - (14 896) 2 171 Montepio Gestão de Activos - S. G. O. I. C., S.A. - - 2 - - - - Montepio Gestão de Activos Imobiliários, A.C.E. - - - (2 988) - (4 057) - Montepio Hording, S.G.P.S., S.A. - - 13 51 - (790) - Montepio Investimento, S.A. 668 - 24 422 - - - Montepio Residências para Estudantes, S.A. - 1 - - - - - Montepio Seguros, S.G.P.S., S.A. - - 38 - - - - Montepio Valor - S.G.O.I.C., S.A. - - 294 172 - (575) - NovaCâmbios - Instituição de Pagamento, S.A. 37 - 62 6 - - - PEF - Fundo de Investimento Imobiliário Fechado 1 - 12 - - - - Polaris-Fundo de Investimento Imobiliário Fechado 1 - 3 - - - - Residências Montepio, Serviços de Saúde, S.A. 36 - 24 - - (113) - SILVIP - Sociedade Gestora de Fundos de Investimento Imobiliários, S.A. - 5 1 - - - - 3 687 17 828 15 733 (1 946) 2 583 (21 590) 2 171 2020 As remunerações e encargos com o Conselho de Administração (incluindo os membros da Comissão de Auditoria) e com o Outro pessoal chave de gestão encontram-se detalhados na nota 10. Nos exercícios de 2021 e 2020, não se efetuaram transações com o Fundo de Pensões do Banco Montepio. 49 Securitização de ativos Em 31 de dezembro de 2021, existem quatro operações de titularização, das quais três foram originadas no Banco Montepio, uma no Montepio Investimento, S.A., e uma em conjunto do Banco Montepio com o Montepio Crédito. Apresentamos em seguida alguns detalhes adicionais dessas operações de titularização vivas em 31 de dezembro de 2021. Em 30 de março de 2007, o Banco Montepio celebrou com a Sagres – Sociedade de Titularização de Créditos, S.A. (Sagres), um contrato de titularização de créditos hipotecários Pelican Mortgages No. 3. O prazo total da operação é de 47 anos, sem revolving period e com um limite (Aggregate Principal Amount Outstanding) fixado em 762.375 milhares de euros. A venda foi efetuada ao par, tendo os custos do processo de venda inicial representado 0,0165% do par. Em 20 de maio de 2008, o Banco Montepio celebrou com a Sagres um contrato de titularização de créditos hipotecários Pelican Mortgages No. 4. O prazo total da operação é de 48 anos, sem revolving period e com
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 510 um limite (Aggregate Principal Amount Outstanding) fixado em 1.028.600 milhares de euros. A venda foi efetuada ao par, tendo os custos do processo de venda inicial representado 0,083% do par. Em 9 de dezembro de 2008, o Montepio Investimento, S.A. (à data, Finibanco, S.A.) vendeu uma carteira de créditos hipotecários à Tagus – Sociedade de Titularização de Créditos, S.A. (Tagus), no montante total de 236.500 milhares de euros (Aqua Mortgages No. 1). O prazo total da operação é de 55 anos, com um revolving period de 2 anos. De referir que o Montepio Investimento alienou em 2011 esta titularização ao Banco Montepio. Em 6 de dezembro de 2021, o Banco Montepio e o Montepio Crédito celebraram, com a Ares Lusitani – STC, S.A., os contratos conducentes à titularização de um portefólio de crédito ao consumo. A operação de titularização, com a denominação Pelican Finance No. 2, tem uma maturidade legal 13 anos (25 de janeiro de 2035), tendo as obrigações associadas uma Weighted Average Life de 2,76 anos (assumindo-se um CPR de 7.5%). O capital vincendo dos créditos titularizados (Aggregate Principal Amount Outstanding) era, à data de referência de 31 de outubro de 2021 (Portfolio Determination Date), 356.774 milhares de euros, tratando- se de um portfólio estático, sem mecanismos de revolving. A venda foi efetuada mediante um modelo de colocação pública sindicada, tendo a classe A sido colocada acima do par (100,606%) e as restantes ao par. A entidade que garante o serviço da dívida (servicer) das operações de titularização tradicionais é o Banco Montepio, assumindo a cobrança dos créditos cedidos e canalizando os valores recebidos, por via da efetivação do respetivo depósito para as respetivas Sociedades de Titularização de Créditos (Pelican Mortgages No. 3, Pelican Mortgages No. 4, Pelican Finance No. 2 e Aqua Mortgages No. 1). As operações de titularização de créditos Pelican Finance No 1, em 25 de março de 2021, Pelican Mortgages No 5, em 10 de dezembro de 2021, e Pelican Mortgages No 6, em 29 de dezembro de 2021, foram liquidadas. O Banco Montepio não detém qualquer participação direta ou indireta nas Sociedades Tagus, Sagres. Os créditos abrangidos pelas operações de titularização acima não foram desreconhecidos do balanço uma vez que o Banco manteve a maioria dos riscos e benefícios associados aos créditos securitizados. Caso o Banco transfira substancialmente os riscos e benefícios associados à sua detenção, as operações de titularização são desreconhecidas.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 511 À data de 31 de dezembro de 2021, as operações de titularização efetuadas pelo Banco Montepio são apresentadas como segue: (milhares de euros) Emissão Data de início Moeda Ativo cedido Montante inicial Montante atual Valor nominal inicial Valor nominal atual Valores colocados em terceiros * Pelican Mortgages No. 3 março de 2007 euro Crédito à habitação 762 375 116 091 762 375 119 898 30 618 Pelican Mortgages No. 4 maio de 2008 euro Crédito à habitação 1 028 600 407 525 1 028 600 438 985 - Aqua Mortgage No. 1 dezembro de 2008 euro Crédito à habitação 236 500 68 130 236 500 70 542 - Pelican Finance No. 2** dezembro 2021 euro Crédito ao consumo 360 301 142 122 360 301 360 301 362 214 2 387 776 733 868 2 387 776 989 726 392 832 * Inclui valor nominal, juros corridos e outros ajustamentos. ** Os valores apresentados correspondem ao total da emissão (conjunto do Banco Montepio com o Montepio Crédito). Crédito Títulos emitidos Adicionalmente, o detalhe dos créditos titularizados não desreconhecidos, por operação de titularização e natureza dos contratos a 31 de dezembro de 2021 é apresentado como segue: (milhares de euros) Pelican Mortgage n.º 3 Pelican Mortgage n.º 4 Aqua Mortgage n.º 1 Pelican Finance n.º 2 Total Crédito interno A particulares Habitação 115 193 405 999 67 285 - 588 477 Consumo e outros créditos - - - 142 117 142 117 115 193 405 999 67 285 142 117 730 594 Crédito e juros vencidos Menos de 90 dias 96 546 540 - 1 182 Mais de 90 dias 802 980 305 5 2 092 898 1 526 845 5 3 274 116 091 407 525 68 130 142 122 733 868 Operações de titularização não desreconhecidas À data de 31 de dezembro de 2020, as operações de titularização efetuadas pelo Banco Montepio são apresentadas como segue: (milhares de euros) Emissão Data de início Moeda Ativo cedido Montante inicial Montante atual Valor nominal inicial Valor nominal atual Valores colocados em terceiros * Pelican Mortgages No. 3 março de 2007 euro Crédito à habitação 762 375 145 225 762 375 111 901 38 667 Pelican Mortgages No. 4 maio de 2008 euro Crédito à habitação 1 028 600 452 144 1 028 600 482 450 - Aqua Mortgage No. 1 dezembro de 2008 euro Crédito à habitação 236 500 76 424 236 500 79 203 - Pelican Mortgages No. 5 março de 2009 euro Crédito à habitação 1 027 500 452 911 1 027 500 478 456 - Pelican Mortgages No. 6 fevereiro de 2012 euro Crédito à habitação 1 107 000 570 033 1 107 000 648 080 - Pelican Finance No. 1 maio de 2014 euro Crédito ao consumo 185 300 44 629 185 300 51 094 - 4 347 275 1 741 366 4 347 275 1 851 184 38 667 * Inclui valor nominal, juros corridos e outros ajustamentos. Crédito Títulos emitidos
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 512 Adicionalmente, o detalhe dos créditos titularizados não desreconhecidos, por operação de titularização e natureza dos contratos a 31 de dezembro de 2020 é apresentado como segue: (milhares de euros) Pelican Mortgage n.º 3 Pelican Mortgage n.º 4 Aqua Mortgage n.º 1 Pelican Mortgage n.º 5 Pelican Mortgage n.º 6 Pelican Finance n.º 1 Total Crédito interno A particulares Habitação 143 949 450 648 75 641 451 592 561 276 - 1 683 106 Consumo e outros créditos - - - - - 42 348 42 348 143 949 450 648 75 641 451 592 561 276 42 348 1 725 454 Crédito e juros vencidos Menos de 90 dias 107 648 540 344 2 260 243 4 142 Mais de 90 dias 1 169 848 243 975 6 497 2 038 11 770 1 276 1 496 783 1 319 8 757 2 281 15 912 145 225 452 144 76 424 452 911 570 033 44 629 1 741 366 Operações de titularização não desreconhecidas Como forma de financiamento, os veículos de securitização criados (Pelican Mortgages No. 3, Pelican Mortgages No. 4, Pelican Finance No. 2 e Aqua Mortgages No. 1) emitiram obrigações cujo valor nominal se encontra detalhado em seguida, as quais foram subscritas na sua totalidade pelo Banco Montepio no que diz respeito ao Aqua Mortgages No. 1 e Pelican Mortgages No. 4) e parcialmente no que diz respeito ao Pelican Mortgages No. 3 e Pelican Finance No. 2. As obrigações emitidas pelos veículos de securitização Pelican Morgages No. 5 e Pelican Morgages No. 6, os quais foram liquidados no decorrer do exercício de 2021, encontravam-se igualmente subscritas na sua totalidade pelo Banco Montepio em 31 de dezembro de 2020. No caso das notas mais seniores, as obrigações encontram-se registadas como Outros ativos financeiros ao custo amortizado (nota 25), relativamente às notas residuais estas foram relevadas contabilisticamente na rubrica de Ativos financeiros ao justo valor através dos resultados (nota 22), e à data de 31 de dezembro de 2021 detalham-se como segue: Valor nominal inicial Valor nominal atual Interesse retido pela CEMG (valor nominal) Emissão Obrigações euros euros euros Fitch Moodys S&P DBRS Fitch MoodysS&P DBRS Pelican Mortgages No 3 Class A 717.375.000 109.311.458 78.693.431 2054 AAA Aaa AAA n.a. BBB A1 AA n.a. Class B 14.250.000 2.822.267 2.822.267 2054 AA- Aa2 AA- n.a. BBB Baa3 BBB n.a. Class C 12.000.000 2.376.646 2.376.646 2054 A A3 A n.a. BB+ Ba3 BB n.a. Class D 6.375.000 1.262.593 1.262.593 2054 BBB Baa3 BBB n.a. BB B3 B+ n.a. Class E 8.250.000 - - 2054 BBB- n.a. BBB- n.a. PIF n.a. n.a. n.a. Class F 4.125.000 4.125.000 4.125.000 2054 n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. Pelican Mortgages No 4 Class A 832.000.000 323.657.030 323.657.030 2056 AAA n.a. n.a. AAA A+ n.a. n.a. AAA Class B 55.500.000 28.651.332 28.651.332 2056 AA n.a. n.a. A+ A+ n.a. n.a. n.a. Class C 60.000.000 30.974.413 30.974.413 2056 A- n.a. n.a. BBB BBB+ n.a. n.a. n.a. Class D 25.000.000 12.906.006 12.906.006 2056 BBB n.a. n.a. B+ B- n.a. n.a. n.a. Class E 27.500.000 14.196.606 14.196.606 2056 BB n.a. n.a. B B- n.a. n.a. n.a. Class F 28.600.000 28.600.000 28.600.000 2056 n.a. n.a. n.a. n.a. B- n.a. n.a. n.a. Aqua Mortgage No 1 Class A 203.176.000 49.446.848 49.446.848 2063 n.a. n.a. AAA AAA n.a. n.a. A+ AAA Class B 29.824.000 17.594.980 17.594.980 2063 n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. Class C 3.500.000 3.500.000 3.500.000 2063 n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. Pelican Finance n.º 2 Class A 285.400.000 285.400.000 - 2035 AA- n.a. n.a. AA AA- n.a. n.a. AA Class B 20.700.000 20.700.000 - 2035 A n.a. n.a. A A n.a. n.a. A Class C 17.500.000 17.500.000 - 2035 BBB+ n.a. n.a. BBB BBB+ n.a. n.a. BBB Class D 19.300.000 19.300.000 - 2035 BB+ n.a. n.a. BH BB+ n.a. n.a. BH Class E 17.400.000 17.400.000 - 2035 n.a. n.a. n.a. n.a. B- n.a. n.a. n.a. Class X 1.000 1.000 400 2035 n.a. n.a. n.a. n.a. B- n.a. n.a. n.a. Data de reembolso Rating das obrigações (inicial) Rating das obrigações (atual)
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 513 Os títulos emitidos pelos veículos de titularização podem ser analisados, à data de 31 de dezembro de 2020, como segue: Valor nominal inicial Valor nominal atual Interesse retido pela CEMG (valor nominal) Emissão Obrigações euros euros euros Fitch Moodys S&P DBRS Fitch MoodysS&P DBRS Pelican Mortgages No 3 Class A 717 375 000 138 350 012 99 598 316 2054 AAA Aaa AAA n.a. BBB- A3 BBB- n.a. Class B 14 250 000 3 572 001 3 572 001 2054 AA- Aa2 AA- n.a. BBB- Ba1 B- n.a. Class C 12 000 000 3 008 001 3 008 001 2054 A A3 A n.a. BB B2 B- n.a. Class D 6 375 000 1 598 001 1 598 001 2054 BBB Baa3 BBB n.a. B Caa1 B- n.a. Class E 8 250 000 - - 2054 BBB- n.a. BBB- n.a. PIF n.a. n.a. n.a. Class F 4 125 000 4 125 000 4 125 000 2054 n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. Pelican Mortgages No 4 Class A 832 000 000 357 936 501 357 936 501 2056 AAA n.a. n.a. AAA A+ n.a. n.a. AA Class B 55 500 000 31 685 880 31 685 880 2056 AA n.a. n.a. A+ A+ n.a. n.a. n.a. Class C 60 000 000 34 255 005 34 255 005 2056 A- n.a. n.a. BBB BBB n.a. n.a. n.a. Class D 25 000 000 14 272 919 14 272 919 2056 BBB n.a. n.a. B+ BB n.a. n.a. n.a. Class E 27 500 000 15 700 211 15 700 211 2056 BB n.a. n.a. B B n.a. n.a. n.a. Class F 28 600 000 28 600 000 28 600 000 2056 n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. Aqua Mortgage No 1 Class A 203 176 000 57 093 499 57 093 499 2063 n.a. n.a. AAA AAA n.a. n.a. A+ AAA Class B 29 824 000 18 609 200 18 609 200 2063 n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. Class C 3 500 000 3 500 000 3 500 000 2063 n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. Pelican Mortgages No 5 Class A 750 000 000 314 319 574 314 319 574 2061 AAA n.a. n.a. n.a. A+ n.a. n.a. AAH Class B 195 000 000 110 086 392 110 086 392 2061 BBB- n.a. n.a. n.a. A- n.a. n.a. n.a. Class C 27 500 000 15 525 004 15 525 004 2061 B n.a. n.a. n.a. BBB n.a. n.a. n.a. Class D 27 500 000 15 525 004 15 525 004 2061 n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. Class E 4 500 000 - - 2061 n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. Class F 23 000 000 23 000 000 23 000 000 2061 n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. Pelican Mortgages No 6 Class A 750 000 000 292 879 799 292 879 799 2063 A n.a. A- AA A+ n.a. A AAA Class B 250 000 000 250 000 000 250 000 000 2063 n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. Class C 1 800 000 - - 2063 n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. Class D 65 000 000 65 000 000 65 000 000 2063 n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. Class S 40 200 000 40 200 000 40 200 000 2063 n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. Pelican Finance No 1 Class A 202 900 000 43 715 916 26 242 477 2028 A n.a. n.a. A A+ n.a. n.a. AAL Class B 91 100 000 26 732 717 16 051 368 2028 n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. Class C 14 700 000 14 700 000 8 800 000 2028 n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. Data de reembolso Rating das obrigações (inicial) Rating das obrigações (atual) Em cada data de pagamento de juros, a Tagus e a Sagres têm a faculdade de proceder à amortização parcial das obrigações, sendo esta efetivada de forma sequencial e em função do grau de subordinação das obrigações.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 514 50 Gestão de riscos Objetivos da Política de Gestão de Risco O Banco Montepio encontra-se exposto a um conjunto de riscos, sendo considerados os mais relevantes em termos da componente financeira, o risco de crédito, o risco de concentração, o risco de mercado, o risco de taxa de juro, o risco de mercado da carteira bancária, o risco cambial, o risco de liquidez, o risco imobiliário e o risco de Fundo de Pensões. Adicionalmente, o Banco Montepio encontra-se sujeito a outros riscos de natureza não financeira, como o risco operacional, o risco reputacional, risco tecnologias de informação e comunicação, o risco de estratégia e o risco de negócio bem como a outros riscos emergentes, nomeadamente os riscos Environmental, Social and Governance (ESG) onde se destacam os riscos climáticos. Consoante a natureza e relevância do risco, são elaborados planos, programas ou ações, apoiados por sistemas de informação e procedimentos que proporcionam um elevado grau de fiabilidade relativamente às medidas de gestão de risco oportunamente definidas. Para todos os riscos identificados como materiais, o Banco Montepio tem implementado um processo de identificação e revisão dos mesmos, estando sujeitos a um controlo regular e a ações de mitigação, a fim de reduzir as perdas potenciais para o Banco Montepio. O controlo e a gestão eficiente dos riscos desempenham um papel fundamental no desenvolvimento equilibrado e sustentado do Banco Montepio. Para além de contribuírem para a otimização do binómio rendibilidade/risco das várias linhas de negócio, asseguram também a manutenção de um perfil de risco adequado ao nível da solvabilidade e da liquidez. A monitorização desses riscos é centralizada na Direção de Risco, unidade responsável pela função de gestão de risco do Banco Montepio, que informa regularmente o Órgãos de Administração e de fiscalização da evolução do perfil de risco da instituição e se necessário propõe ações de mitigação/ redução de exposição ao risco. A política de gestão de risco do Banco Montepio é da competência do Órgão de Administração, que define os níveis de tolerância e limites máximos de risco, para cada risco específico considerado materialmente relevante, de acordo com os objetivos estratégicos e o plano de negócios definido, sendo esta política revista regularmente. É igualmente da competência do Órgão de Administração assegurar a existência de um controlo de riscos adequado ao nível do Grupo, nomeadamente através dos respetivos órgãos de fiscalização. A Comissão de Riscos é um órgão não executivo com a função de supervisão da gestão de riscos, tendo por missão o acompanhamento da definição e execução da estratégia de risco e a apetência ao risco do Banco Montepio e verificar se estas são compatíveis com a estratégia sustentável no médio e longo prazos, aconselhando o Conselho de Administração e a Comissão Executiva nestes domínios. O Órgão de Administração, com o apoio da Comissão de Auditoria (órgão de fiscalização do Banco Montepio), deve assegurar a existência de um nível de capitalização adequado da instituição de forma a responder aos requisitos regulatórios e garantir a cobertura de perdas potenciais decorrentes da atividade, bem como uma estrutura de balanço otimizada que permita manter uma capacidade de financiamento e um
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 515 perfil de liquidez estáveis e seguros, que permitam enfrentar situações de stress, garantindo a continuidade das suas operações e a proteção dos seus depositantes e detentores de dívida não subordinada. O Banco Montepio tem objetivos claros e bem definidos no seu plano estratégico, nomeadamente quanto aos rácios de capital, de transformação de depósitos em crédito e de liquidez e financiamento, tendo por base a implementação de um modelo de negócio viável e sustentável alinhado com o seu apetite ao risco. Nesse sentido, a definição do apetite ao risco é suportada em determinados princípios – nomeadamente solidez, sustentabilidade e rendibilidade – sendo elaborada em função do plano estratégico e do posicionamento pretendido no mercado, assim como dos riscos associados à atividade que sejam considerados materialmente relevantes. Para estes, são estabelecidos objetivos em função do nível desejado de retorno e da estratégia de negócio, níveis de tolerância, isto é, intervalos de variação do risco que podem originar decisões sobre medidas corretivas e limites que, sendo ultrapassados, originam medidas corretivas imediatas. Na definição do apetite ao risco, o Órgão de Administração assegura o alinhamento com as outras componentes organizacionais (estratégia de negócio e vetores globais da estratégia de risco). Adicionalmente, o Órgão de Administração procura assegurar que o apetite ao risco é bem compreendido por toda a organização, principalmente pelas unidades de negócio responsáveis pela tomada de decisão e que possam afetar a exposição ao risco e a sua monitorização. A política de gestão de risco do Banco Montepio visa a manutenção, em permanência, de uma adequada relação entre os seus fundos próprios e a atividade desenvolvida, assim como a correspondente avaliação do perfil de risco/retorno por linha de negócio, assumindo particular relevância, neste âmbito, o acompanhamento e controlo dos principais tipos de riscos financeiros e não financeiros - crédito, mercado, liquidez, imobiliário e operacional - a que se encontra sujeita a atividade do Banco Montepio. Risco de crédito O Risco de Crédito é probabilidade de ocorrência de impactos negativos nos resultados ou no capital, devido à incapacidade de uma contraparte cumprir os seus compromissos financeiros perante a instituição, incluindo possíveis restrições à transferência de pagamentos do exterior. O risco de crédito existe, principalmente, nas exposições em crédito (incluindo o titulado), linhas de crédito, garantias e derivados. A gestão de risco de crédito beneficia de um processo robusto de análise e decisão de crédito, suportado num conjunto de ferramentas de apoio ao processo de decisão de crédito. A quantificação do risco de crédito encontra-se também suportada no modelo de cálculo das perdas por imparidade (perda esperada) e na estimação dos requisitos de capital regulamentar e económico (perdas não esperadas). O princípio fundamental da análise de risco de crédito é a independência face às decisões de negócio. Na análise são utilizados instrumentos e definidas regras de acordo com a materialidade das exposições, a familiaridade com os tipos de risco em causa (e.g. a capacidade de modelização desses riscos) e a liquidez dos instrumentos.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 516 Os modelos de risco de crédito desempenham um papel essencial no processo de decisão de crédito. Assim, o processo de decisão de operações da carteira de crédito baseia-se num conjunto de políticas recorrendo a modelos de scoring para as carteiras de retalho e a modelos de rating para o segmento de não retalho. No âmbito do risco de crédito, relativamente às metodologias de análise, as técnicas e modelos de controlo de risco assentam em modelos econométricos, tendo por base a experiência da instituição na concessão de diversos tipos de crédito e, sempre que possível, também ao nível da recuperação. As decisões de crédito dependem das classificações de risco e do cumprimento de diversas regras sobre a capacidade financeira e o comportamento dos proponentes. Existem modelos de scoring de admissão para o crédito a particulares nas carteiras de retalho, designadamente para o crédito à habitação, para o crédito individual e para cartões de crédito. Relativamente aos Empresários em nome individual (ENI) e Microempresas, são considerados retalho, pelo que são aplicados os modelos de scoring respetivos. Para as carteiras de retalho, existem também modelos de scoring comportamental, que são utilizados na monitorização da carteira de crédito, bem como na avaliação de novas propostas de crédito, sendo, nos casos aplicáveis, conjugados com informação do scoring aplicacional. No domínio do crédito ao segmento não retalho, são utilizados modelos de rating interno para Empresas de pequena, média e grande dimensão, com diferenciação por setores de atividade, como o terceiro setor, ou por antiguidade da atividade da Empresa, designadamente Empresas startup. Independentemente da tipologia do modelo aplicável, qualquer proposta, contrato ou Cliente de crédito é classificado numa classe da escala única de risco, ordenada por ordem crescente da Probabilidade de Incumprimento, sendo esta escala composta por 19 classes, das quais as 15 primeiras correspondem a classes de risco performing, as classes 16 a 18 correspondem a incidentes de crédito/registo de atraso no sistema financeiro e a classe 19 a situações de incumprimento, de acordo com a definição interna em vigor, a qual segue as orientações dos reguladores em termos de requisitos prudenciais. Permite-se que exista derrogação à resposta que resulta dos sistemas de scoring, ratings internos e das tabelas de preçário interno, apenas por níveis de decisão mais elevados, de acordo com princípios de delegação de competências estabelecidos. As situações de rejeição são definidas de modo a minimizar o risco de seleção adversa, sendo que existem definidas classes de risco de rejeição. Estão também definidos limites delegados por diferentes escalões de decisão, por montante de operação e de exposição global de Cliente, tipo de operação/colateral e da notação de risco atribuída. Neste âmbito, as maiores exposições têm de escalar para níveis de decisão superiores. Os níveis e limites são aprovados pelo Órgão de Administração, sendo que o escalão de decisão mais elevado corresponde ao Órgão de Administração. Nos escalões intermédios é obrigatória a intervenção colegial de pelo menos dois intervenientes, um pertencente à rede comercial e o outro à Direção de Análise de Crédito, órgão independente da estrutura comercial. A Direção de Risco é a unidade responsável pelo desenvolvimento
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 517 dos modelos de risco de crédito (scoring e rating), e pelo controlo e monitorização do risco do Banco Montepio, em termos globais. No âmbito do acompanhamento do risco de crédito são elaborados reportes internos com os principais indicadores de risco das carteiras de crédito e métricas sobre a utilização dos modelos de rating/scoring. Em termos do acompanhamento preventivo encontra-se em vigor um sistema de alertas para indicadores de agravamento do perfil de risco de crédito de uma determinada contraparte (Early Warning Signs). O Banco Montepio utiliza colaterais físicos e colaterais financeiros como instrumentos de mitigação do risco de crédito. Os colaterais físicos correspondem maioritariamente a hipotecas sobre imóveis residenciais no âmbito de operações de crédito à habitação e hipotecas sobre outros tipos de imóveis no âmbito de outros tipos de operações de crédito. De forma a refletir o valor de mercado dos mesmos, estes colaterais são revistos regularmente com base em avaliações efetuadas por entidades avaliadoras certificadas e independentes ou através da utilização de coeficientes de reavaliação que refletem a tendência de evolução do mercado para o tipo de imóvel e a área geográfica respetiva. A grande maioria dos colaterais físicos são reavaliados com uma periodicidade mínima anual. Os colaterais financeiros são reavaliados com base nos valores de mercado dos respetivos ativos, quando disponíveis, sendo aplicados determinados coeficientes de desvalorização de forma a refletir a sua volatilidade. O processo de mensuração da perda esperada segue os princípios gerais definidos na IFRS 9. As políticas contabilísticas consideradas neste processo são apresentadas na nota 1 b.10.4). No âmbito do cálculo da estimativa de perdas por imparidade, foram realizadas análises de sensibilidade sobre as variáveis macroeconómicas consideradas nos modelos forward-looking tendo-se obtido os seguintes resultados: 1. Cenário de degradação das projeções macroeconómicas de 10%: impacto de 2,77% da imparidade total da carteira de crédito; 2. Cenário de melhoria das projeções macroeconómicas de 10%: impacto de -2,56% da imparidade total da carteira de crédito. Adicionalmente, foram também realizadas análises de sensibilidade diretamente sobre os parâmetros PD e LGD, tendo-se obtido os seguintes resultados: 1. Cenário de degradação dos parâmetros de 5%: impacto de 6,61% da imparidade total da carteira de crédito; 2. Cenário de melhoria dos parâmetros de 5%: impacto de -6,55% da imparidade total da carteira de crédito. No que se refere ao processo de incorporação das projeções macroeconómicas nos parâmetros de estimação de imparidade, o processo estabelecido prevê que as projeções sejam atualizadas com uma periodicidade mínima anual.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 518 Abaixo, apresenta-se o resumo da evolução das principais variáveis macroeconómicas consideradas nos modelos: Seguidamente apresenta-se a informação relativa à exposição do Banco Montepio ao risco de crédito: (milhares de euros) 2021 2020 Disponibilidades em outras instituições de crédito 84 240 53 498 Aplicações em instituições de crédito 388 459 858 704 Crédito a clientes 11 004 029 10 732 604 Ativos financeiros detidos para negociação 1 376 5 037 Ativos financeiros ao justo valor através de resultados 30 881 102 345 Ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral 81 023 146 643 Derivados de cobertura 5 411 10 693 Outros ativos financeiros ao custo amortizado 3 530 569 3 981 949 Outros ativos 192 597 164 909 Garantias e avales prestados 448 373 474 469 Linhas de crédito irrevogáveis 958 453 1 058 335 Linhas de crédito revogáveis 871 346 792 800 17 596 757 18 381 986 2021 2022 2023 Taxa de Desemprego (1) Cenário Base 6,76% 5,89% 5,61% Cenário Pessimista 6,76% 11,22% 10,66% Cenário Otimista 6,76% 5,84% 5,44% Taxa de Crescimento do PIB (1) Cenário Base 3,76% 3,95% 2,13% Cenário Pessimista 3,76% -1,04% 2,70% Cenário Otimista 3,76% 5,92% 2,17% Taxa de Crescimento do Investimento Direto em Ativos (2) Cenário Base 1540,00% 27,08% -13,66% Cenário Pessimista 1540,00% 8,33% 8,33% Cenário Otimista 1540,00% 20,83% -1,72% Taxa de Crescimento da Despesa de Consumo Privado (1) Cenário Base 6,31% 3,11% 2,10% Cenário Pessimista 6,31% -0,56% 2,30% Cenário Otimista 6,31% 4,67% 1,84% Taxa de Crescimento do Saldo do Governo em percentagem do PIB (3) Cenário Base 15,70% 54,39% 41,28% Cenário Pessimista 15,70% -8,79% 46,92% Cenário Otimista 15,70% 67,57% 52,90% Taxa de Crescimento do Índice PSI (4) Cenário Base 21,14% -1,41% 2,29% Cenário Pessimista 21,14% -23,44% 12,06% Cenário Otimista 21,14% 8,10% 0,38% (1) Fonte: Instituto Nacional de Estatística; Projeções: Moody's Analytics (2) Fonte: International Monetary Fund; Projeções Moody's Analytics (3) Fonte: Eurostat; Projeções: Moody's Analytics (4) Fonte: SIX Financial Information; Projeções Moody's Analytics
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 519 A repartição por setores de atividade das principais exposições ao risco de crédito, para o exercício de 2021, encontra-se apresentada como segue: Setor de atividade Disponib. em outras instituições de crédito Ativos financeiros detidos para negociação Ativos financeiros ao justo valor através de resultados Derivados de cobertura Garantias e avales prestados Linhas de crédito irrevogáveis Provisões para resp. extrapatrim oniais Valor de Balanço Valor bruto Imparidade Valor bruto Imparidade Valor de Balanço Valor de Balanço Valor bruto Imparidade Valor de Balanço Valor bruto Imparidade Provisões Empresas Agricultura, silvicultura e pesca - - - 90 453 5 064 - - - - - - - 876 5 598 124 Indústrias extractivas - - - 15 187 587 - - - - - - - 1 216 2 258 8 Indústrias transformadoras - - - 935 192 85 984 - 845 3 995 444 - - - 22 707 109 367 1 638 Produção e distribuição de eletricidade, gás, vapor e ar condicionado - - - 84 430 5 204 - - - - - - - 993 10 798 5 Abastecimento de água - - - 48 245 1 072 - - - - - - - 1 782 5 393 13 Construção - - - 423 019 65 230 470 - - - 94 739 88 734 7 578 Comércio por grosso e a retalho - - - 819 467 73 470 - 233 - - - 41 393 144 362 1 559 Transportes e armazenagem - - - 295 505 18 137 - - - - - - - 5 643 15 075 188 Atividades de alojamento e restauração - - - 571 107 26 122 - - - - - - 8 295 24 828 508 Informação e comunicação - - - 51 789 2 007 - - - - 5 411 - - 1 596 21 872 122 Atividades financeiras e de seguros 84 240 390 553 2 094 677 963 97 793 1 376 - 9 388 1 560 - - 214 588 333 942 214 Atividades imobiliárias - - - 582 032 27 180 87 - - - - - 15 802 102 784 1 006 Atividades de consultoria, científicas, técnicas e similares - - - 201 491 6 349 - - - - - - - 14 764 32 509 286 Atividades administrativas e de serviços de apoio - - - 103 693 3 766 263 - - - - - 5 086 23 626 913 Administração pública e defesa, segurança social obrigatória - - - 37 452 572 - - 63 426 124 - 2 972 600 4 619 104 277 13 Educação - - - 62 656 2 471 - - - - - - - 185 4 260 36 Serviços de saúde humana e atividades de ação social - - - 273 206 8 107 - - - - - - - 1 529 16 944 388 Atividades artísticas, de espetáculos e recreativas - - - 56 758 3 021 - - - - - - - 9 969 7 396 683 Outros serviços - - - 82 660 6 556 - 126 - - - - - 3 698 8 430 77 Particulares Crédito à habitação - - - 5 675 514 37 804 - 28 857 1 315 2 - - - - - - Outros - - - 415 681 22 975 - - 5 658 629 - 562 588 - 3 408 - 717 84 240 390 553 2 094 11 503 500 499 471 1 376 30 881 83 782 2 759 5 411 3 535 188 4 619 448 373 958 453 16 076 Valor extrapatrimonial 2021 Aplicações em instituições de crédito Crédito a clientes Ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral Outros ativos financeiros ao custo amortizado A repartição por setores de atividade das principais exposições ao risco de crédito, para o exercício de 2020 encontra-se apresentada como segue: Setor de atividade Disponib. em outras instituições de crédito Ativos financeiros detidos para negociação Ativos financeiros ao justo valor através de resultados Derivados de cobertura Garantias e avales prestados Linhas de crédito irrevogáveis Provisões para resp. extrapatrim oniais Valor de Balanço Valor bruto Imparidade Valor bruto Imparidade Valor de Balanço Valor de Balanço Valor bruto Imparidade Valor de Balanço Valor bruto Imparidade Provisões Empresas Agricultura, silvicultura e pesca - - - 81 052 3 879 - - - - - - - 600 6 071 241 Indústrias extractivas - - - 13 721 621 - - - - - - - 1 378 1 928 21 Indústrias transformadoras - - - 864 350 92 671 1 440 - - - - - 18 769 120 572 1 475 Produção e distribuição de eletricidade, gás, vapor e ar condicionado - - - 68 620 4 558 - - - - - - 983 9 789 21 Abastecimento de água - - - 65 389 2 596 - - - - - - - 2 070 4 854 40 Construção - - - 605 170 167 257 588 - - - 94 000 106 874 5 798 Comércio por grosso e a retalho - - - 820 105 100 284 - 217 - - - 46 993 152 587 1 956 Transportes e armazenagem - - - 303 588 44 748 - 6 - - - - - 4 834 16 637 285 Atividades de alojamento e restauração - - - 510 627 22 862 - - - - - - 14 166 33 665 602 Informação e comunicação - - - 52 840 3 126 - - - - 10 693 - - 1 675 22 845 112 Atividades financeiras e de seguros 53 498 866 814 8 110 547 071 102 330 3 984 - 3 125 708 - - 221 088 387 104 419 Atividades imobiliárias - - - 711 455 86 364 - 85 - - - - - 22 936 109 396 1 581 Atividades de consultoria, científicas, técnicas e similares - - - 226 727 9 710 - - - - - - - 19 486 29 126 629 Atividades administrativas e de serviços de apoio - - - 92 319 6 599 - 47 - - - - - 5 537 21 492 313 Administração pública e defesa, segurança social obrigatória - - - 45 486 272 1 053 904 142 529 357 - 2 308 656 4 690 109 557 14 Educação - - - 62 433 2 900 - - - - - - - 236 4 809 34 Serviços de saúde humana e atividades de ação social - - - 229 913 9 186 - - - - - - - 4 048 15 525 404 Atividades artísticas, de espetáculos e recreativas - - - 64 967 10 347 - - - - - - - 8 485 5 303 179 Outros serviços - - - 65 979 821 - 138 - - - - - 3 702 9 133 75 Particulares Crédito à habitação - - - 5 631 703 55 654 - 98 920 2 067 13 1 677 983 - - - - Outros - - - 428 534 32 660 - - - - - - - 3 374 68 2 395 53 498 866 814 8 110 11 492 049 759 445 5 037 102 345 147 721 1 078 10 693 3 986 639 4 690 474 469 1 058 335 16 594 Valor extrapatrimonial 2020 Aplicações em instituições de crédito Crédito a clientes Ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral Outros ativos financeiros ao custo amortizado No que respeita a risco de crédito, a carteira de ativos financeiros ao custo amortizado mantém a sua posição dominantemente em obrigações de emitentes soberanos, essencialmente da República Portuguesa.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 520 Ao nível da qualidade do crédito, observou-se uma subida do nível médio das contrapartes, por melhoria do rating da dívida pública Portuguesa. A carteira de crédito total do Banco Montepio, incluindo para além do crédito a clientes, as garantias e os avales prestados e os créditos documentários no montante agregado de 448.193 milhares de euros (31 de dezembro 2020: 474.288 milhares de euros), o crédito irrevogável no montante de 875.372 milhares de euros (31 de dezembro de 2020: 720.635 milhares de euros) e crédito revogável no montante de 817.346 milhares de euros (31 de dezembro de 2020: 792.800 milhares de euros), discriminada entre análise coletiva e análise individual, é apresentada como segue: Valor líquido Imparidade Valor líquido Análise Coletiva 10 511 703 180 314 10 331 389 8 987 835 222 574 8 765 261 Estágio 1 8 743 003 23 405 8 719 598 6 378 650 12 122 6 366 528 Estágio 2 1 493 972 40 674 1 453 298 2 299 358 59 113 2 240 245 Estágio 3 274 728 116 235 158 493 309 827 151 339 158 488 Análise Individual 3 132 707 335 233 2 797 474 4 491 936 553 465 3 938 471 Estágio 1 1 606 830 9 958 1 596 872 2 099 112 12 284 2 086 828 Estágio 2 794 413 25 092 769 321 1 358 335 46 376 1 311 959 Estágio 3 731 464 300 183 431 281 1 034 489 494 805 539 684 13 644 410 515 547 13 128 863 13 479 771 776 039 12 703 732 (milhares de euros) Impactos por estágio Valor bruto Valor bruto 2020 2021 Imparidade Em 31 de dezembro de 2021 e 2020, o detalhe da aplicação dos Estágios aos outros ativos financeiros é apresentado como segue: (milhares de euros) 2021 Custo Amortizado (CA) 3 535 188 4 619 3 530 569 3 986 639 4 690 3 981 949 Estágio 1 3 535 188 4 619 3 530 569 3 986 639 4 690 3 981 949 Justo Valor (JVOIC) 83 781 2 759 81 022 147 721 1 078 146 643 Estágio 1 81 294 2 009 79 285 145 070 454 144 616 Estágio 2 2 487 750 1 737 2 651 624 2 027 Aplicações IC 390 553 2 094 388 459 866 814 8 110 858 704 Estágio 1 390 553 2 094 388 459 823 806 7 617 816 189 Estágio 2 - - - 43 008 493 42 515 4 009 522 9 472 4 000 050 5 001 174 13 878 4 987 296 2020 Impactos por Estágio Valor bruto Valor bruto Imparidade Valor líquido Imparidade Valor líquido
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 521 Em 31 de dezembro de 2021 e 2020, o detalhe dos créditos alvo de análise coletiva, estruturado por segmento e por Estágios, é apresentada como segue: (milhares de euros) Imparidade Valor líquido Imparidade Valor líquido Particulares 6 488 362 56 205 6 432 157 6 404 109 83 139 6 320 970 Habitação 5 771 440 35 180 5 736 260 5 680 033 54 860 5 625 173 Estágio 1 5 029 547 604 5 028 943 4 419 967 1 208 4 418 759 Estágio 2 649 708 6 246 643 462 1 156 757 14 999 1 141 758 Estágio 3 92 185 28 330 63 855 103 309 38 653 64 656 Consumo 456 139 19 483 436 656 462 136 24 182 437 954 Estágio 1 366 771 1 078 365 693 241 204 906 240 298 Estágio 2 64 579 3 537 61 042 195 469 7 518 187 951 Estágio 3 24 789 14 868 9 921 25 463 15 758 9 705 Cartões 260 783 1 542 259 241 261 940 4 097 257 843 Estágio 1 240 176 520 239 656 147 512 691 146 821 Estágio 2 18 530 195 18 335 109 577 1 002 108 575 Estágio 3 2 077 827 1 250 4 851 2 404 2 447 Empresas 4 023 341 124 109 3 899 232 2 583 726 139 435 2 444 291 Não Construção 3 645 772 111 077 3 534 695 2 336 767 125 486 2 211 281 Estágio 1 2 822 938 19 761 2 803 177 1 414 052 8 481 1 405 571 Estágio 2 700 208 28 729 671 479 778 316 33 055 745 261 Estágio 3 122 626 62 587 60 039 144 399 83 950 60 449 Construção 377 569 13 032 364 537 246 959 13 949 233 010 Estágio 1 283 570 1 443 282 127 155 915 836 155 079 Estágio 2 60 948 1 966 58 982 59 239 2 539 56 700 Estágio 3 33 051 9 623 23 428 31 805 10 574 21 231 10 511 703 180 314 10 331 389 8 987 835 222 574 8 765 261 2021 2020 Segmento Valor bruto Valor bruto Em 31 de dezembro de 2021 e 2020, o detalhe da imparidade, é apresentado como segue: (milhares de euros) Valor do crédito Imparidade Valor do crédito Imparidade Valor do crédito Imparidade Crédito líquido de imparidade Crédito a empresas 3 119 089 330 331 4 023 342 124 108 7 142 431 454 439 6 687 992 Crédito a particulares – Habitação 6 748 1 046 5 771 440 35 181 5 778 188 36 227 5 741 961 Crédito a particulares – Outros 6 870 3 856 716 921 21 025 723 791 24 881 698 910 3 132 707 335 233 10 511 703 180 314 13 644 410 515 547 13 128 863 Imparidade calculada em base indivídual Imparidade calculada em base portfólio Total 2021 (milhares de euros) Valor do crédito Imparidade Valor do crédito Imparidade Valor do crédito Imparidade Crédito líquido de imparidade Crédito a empresas 4 468 382 548 290 2 583 726 139 435 7 052 108 687 725 6 364 383 Crédito a particulares – Habitação 12 489 794 5 680 033 54 860 5 692 522 55 654 5 636 868 Crédito a particulares – Outros 11 065 4 381 724 076 28 279 735 141 32 660 702 481 4 491 936 553 465 8 987 835 222 574 13 479 771 776 039 12 703 732 Imparidade calculada em base indivídual Imparidade calculada em base portfólio Total 2020
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 522 Em 31 de dezembro de 2021 a transferência entre Estágios, relativa a crédito a clientes (crédito bruto e imparidade), é apresentada como segue: (milhares de euros) Estágio 1 Estágio 2 Estágio 3 Total Valor bruto a 1 de janeiro 8 477 762 3 657 693 1 344 316 13 479 771 Transferência para Estágio 1 1 328 465 (1 323 188) (5 277) - Transferência para Estágio 2 (393 522) 406 310 (12 788) - Transferência para Estágio 3 (28 948) (146 664) 175 612 - Write-Offs (521) (1 198) (291 127) (292 846) Exposição de novos créditos líquida de desreconhecimentos, reembolsos e outras variações 966 597 (304 568) (204 544) 457 484 Valor bruto a 31 de dezembro 10 349 833 2 288 385 1 006 192 13 644 409 (milhares de euros) Estágio 1 Estágio 2 Estágio 3 Total Perdas por imparidade a 1 de janeiro 24 406 105 489 646 144 776 039 Transferência para Estágio 1 5 526 (5 513) (13) - Transferência para Estágio 2 (10 181) 10 528 (347) - Transferência para Estágio 3 (7 833) (33 349) 41 182 - Write-Offs (521) (1 198) (291 127) (292 846) Exposição de novos créditos líquida de desreconhecimentos, reembolsos e outras variações 21 966 (10 191) 20 579 32 354 Perdas por imparidade a 31 de dezembro 33 363 65 766 416 418 515 547 2021 2021
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 523 Em 31 de dezembro de 2021 e 2020 a análise do justo valor dos colaterais associados à carteira total do Banco Montepio é apresentada como segue: (milhares de euros) Análise individual Títulos e outros ativos financeiros 139 411 186 504 Imóveis residenciais - Crédito à habitação 12 436 17 902 Imóveis - Construção e CRE 2 035 380 2 473 058 Outros imóveis 1 510 202 1 815 245 Outras garantias 403 414 475 019 Análise coletiva - Estágio 1 Títulos e outros ativos financeiros 416 589 144 527 Imóveis residenciais - Crédito à habitação 11 134 391 9 722 413 Imóveis - Construção e CRE 498 013 199 467 Outros imóveis 792 495 423 300 Outras garantias 98 601 41 905 Análise coletiva - Estágio 2 Títulos e outros ativos financeiros 76 282 66 706 Imóveis residenciais - Crédito à habitação 1 346 240 2 172 996 Imóveis - Construção e CRE 150 022 156 836 Outros imóveis 462 332 478 838 Outras garantias 28 379 25 967 Análise coletiva - Estágio 3 Títulos e outros ativos financeiros 3 044 1 941 Imóveis residenciais - Crédito à habitação 169 224 155 858 Imóveis - Construção e CRE 36 889 66 543 Outros imóveis 66 634 61 690 Outras garantias 3 825 3 136 19 383 803 18 689 851 Justo valor dos colaterais 2021 2020 O Banco Montepio utiliza colaterais físicos e colaterais financeiros como instrumentos de mitigação do risco de crédito. Os colaterais físicos correspondem maioritariamente a hipotecas sobre imóveis residenciais no âmbito de operações de crédito à habitação e hipotecas sobre outros tipos de imóveis no âmbito de outros tipos de operações de crédito. De forma a refletir o valor de mercado dos mesmos, estes colaterais são revistos regularmente com base em avaliações efetuadas por entidades avaliadoras certificadas e independentes ou através da utilização de coeficientes de reavaliação que refletem a tendência de evolução do mercado para o tipo de imóvel e a área geográfica respetiva. Os colaterais financeiros são reavaliados com base nos valores de mercado dos respetivos ativos, quando disponíveis, sendo aplicados determinados coeficientes de desvalorização de forma a refletir a sua volatilidade. A grande maioria dos colaterais físicos é reavaliada com uma periodicidade mínima anual.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 524 A carteira de crédito total do Banco Montepio, por segmento e respetiva imparidade, constituída a 31 de dezembro de 2021 e 2020, é apresentada como segue: (milhares de euros) Segmento Exposição total Imparidade total Exposição total Imparidade total Corporate 5 733 584 353 082 5 324 412 426 336 Construção e CRE 1 408 847 101 357 1 727 696 261 389 Particulares - Habitação 5 778 188 36 227 5 692 522 55 654 Particulares - Outros 723 791 24 881 735 141 32 660 13 644 410 515 547 13 479 771 776 039 2021 2020 A carteira de crédito, por segmento e por ano de produção, a 31 de dezembro de 2021 é apresentada como segue: (milhares de euros) Ano de produção Número de operações Montante Imparidade constituída Número de operações Montante Imparidade constituída Número de operações Montante Imparidade constituída Número de operações Montante Imparidade constituída 2004 e anteriores 483 35 720 1 202 602 55 238 19 872 39 002 1 116 660 8 447 19 829 16 799 467 2005 130 12 434 603 151 12 967 3 705 9 891 462 157 3 914 5 093 5 244 125 2006 193 23 930 1 937 148 17 730 5 850 11 963 574 524 6 681 13 524 19 556 3 662 2007 400 22 677 1 095 187 33 155 9 241 12 343 584 744 6 716 37 006 41 679 922 2008 1 177 39 080 1 302 355 16 203 1 369 6 407 303 618 3 119 58 564 77 267 607 2009 1 880 78 816 2 491 414 21 804 3 746 3 481 185 900 1 434 46 307 50 994 1 867 2010 1 642 75 149 3 822 317 29 917 6 079 3 540 214 091 1 554 33 467 23 315 696 2011 2 219 94 945 3 105 365 15 432 2 201 1 307 76 273 467 26 958 25 342 1 702 2012 1 954 82 344 4 720 354 24 576 6 952 807 47 585 421 19 278 12 575 343 2013 4 065 247 303 29 956 376 22 388 1 699 1 038 60 129 243 18 586 17 229 1 088 2014 5 493 366 089 29 589 1 428 67 465 3 724 1 232 74 983 194 21 486 26 900 2 137 2015 5 560 297 652 80 909 637 26 852 1 650 1 450 89 891 131 18 713 28 321 2 554 2016 7 336 488 479 29 363 968 80 411 10 199 2 041 148 682 398 29 661 39 330 1 949 2017 9 314 397 554 24 822 904 242 218 8 215 2 818 219 124 332 21 554 32 992 1 357 2018 10 477 465 625 41 444 1 608 89 584 2 730 2 973 242 758 525 32 120 57 782 1 391 2019 10 579 572 767 38 815 1 786 168 726 7 400 3 603 307 386 898 24 702 65 300 1 605 2020 13 544 1 269 976 36 974 1 815 238 814 4 231 3 866 370 281 366 20 793 71 610 1 514 2021 17 794 1 163 044 20 933 2 257 245 367 2 494 6 686 699 402 387 27 633 111 556 895 94 240 5 733 584 353 082 14 672 1 408 847 101 357 114 448 5 778 188 36 227 475 274 723 791 24 881 Particulares - Outros Particulares - Habitação Construção e CRE Corporate
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 525 A carteira de crédito, por segmento e por ano de produção, a 31 de dezembro de 2020 é apresentada como segue: (milhares de euros) Ano de produção Número de operações Montante Imparidade constituída Número de operações Montante Imparidade constituída Número de operações Montante Imparidade constituída Número de operações Montante Imparidade constituída 2004 e anteriores 552 34 252 1 878 689 104 162 49 944 43 342 1 289 781 13 500 20 998 17 957 723 2005 165 13 522 990 171 33 779 21 315 10 595 513 857 6 577 5 340 5 938 218 2006 279 26 468 2 398 183 71 949 44 614 12 997 638 786 10 031 14 184 20 579 2 845 2007 467 29 506 1 389 226 44 802 13 355 13 278 649 321 9 989 39 574 45 398 1 293 2008 1 381 48 858 5 130 420 23 144 5 659 6 920 339 344 5 092 62 491 83 539 1 244 2009 2 233 86 905 4 359 509 39 181 17 033 3 762 206 819 2 277 49 560 55 110 2 120 2010 1 814 97 723 12 219 361 37 731 10 695 3 791 236 348 2 268 35 597 25 799 1 172 2011 2 654 108 778 6 708 426 21 728 5 678 1 443 86 479 587 29 132 27 764 1 902 2012 2 948 107 655 10 088 309 30 142 10 061 886 53 770 522 20 746 14 686 967 2013 4 967 324 362 68 544 465 28 079 3 586 1 146 69 600 457 20 607 21 439 2 086 2014 6 877 426 791 39 691 1 564 120 936 14 525 1 361 86 112 339 24 039 35 536 4 034 2015 7 300 380 741 83 005 800 39 144 5 975 1 598 102 974 286 21 591 37 424 3 505 2016 9 217 625 308 51 190 1 813 165 237 19 023 2 242 167 242 660 34 287 54 139 3 374 2017 11 118 458 807 33 031 1 174 288 383 9 048 3 077 248 667 732 24 896 46 562 2 570 2018 11 840 501 581 46 345 1 637 158 893 16 851 3 247 272 372 826 35 254 73 383 2 107 2019 11 988 721 271 36 603 1 709 237 371 8 110 3 841 335 765 1 096 26 893 81 355 1 822 2020 19 366 1 331 884 22 768 2 228 283 035 5 917 4 003 395 285 415 22 171 88 533 678 95 166 5 324 412 426 336 14 684 1 727 696 261 389 117 529 5 692 522 55 654 487 360 735 141 32 660 Particulares - Outros Particulares - Habitação Construção e CRE Corporate O valor da exposição bruta de crédito e imparidade individual e coletiva por segmento, a 31 de dezembro de 2021 e 2020 é apresentado como segue: (milhares de euros) Exposição Imparidade Exposição Imparidade Exposição Imparidade Exposição Imparidade Exposição Imparidade Avaliação Individual 2 331 878 248 056 787 211 82 275 6 748 1 046 6 870 3 856 3 132 707 335 233 Coletiva 3 401 706 105 026 621 636 19 082 5 771 440 35 181 716 921 21 025 10 511 703 180 314 5 733 584 353 082 1 408 847 101 357 5 778 188 36 227 723 791 24 881 13 644 410 515 547 2021 Corporate Construção e CRE Particulares - Habitação Particulares - Outros Total (milhares de euros) Exposição Imparidade Exposição Imparidade Exposição Imparidade Exposição Imparidade Exposição Imparidade Avaliação Individual 3 117 910 306 967 1 350 473 241 322 12 489 794 11 065 4 381 4 491 937 553 464 Coletiva 2 206 502 119 369 377 223 20 067 5 680 033 54 860 724 076 28 279 8 987 834 222 575 456 160 5 324 412 426 336 1 727 696 261 389 5 692 522 55 654 735 141 32 660 13 479 771 776 039 2020 Corporate Construção e CRE Particulares - Habitação Particulares - Outros Total O valor da exposição bruta de crédito e imparidade individual e coletiva por setor de atividade para as Empresas, a 31 de dezembro de 2021 e 2020, é apresentado como segue: (milhares de euros) Exposição Imparidade Exposição Imparidade Exposição Imparidade Exposição Imparidade Exposição Imparidade Exposição Imparidade Avaliação Individual 315 446 60 120 395 882 58 823 200 134 42 781 471 765 22 155 1 734 962 146 451 3 118 189 330 330 Coletiva 377 569 13 032 768 898 29 403 883 678 32 255 244 066 6 050 1 750 031 43 369 4 024 242 124 109 693 015 73 152 1 164 780 88 226 1 083 812 75 036 715 831 28 205 3 484 993 189 820 7 142 431 454 439 2021 Total Construção Indústrias Comércio Atividades imobiliárias Outras atividades (milhares de euros) Exposição Imparidade Exposição Imparidade Exposição Imparidade Exposição Imparidade Exposição Imparidade Exposição Imparidade Avaliação Individual 636 917 159 462 541 036 56 164 322 097 56 372 728 098 81 861 2 240 235 194 431 4 468 383 548 290 Coletiva 246 959 13 949 552 046 38 629 758 070 42 360 133 480 6 116 893 170 38 381 2 583 725 139 435 883 876 173 411 1 093 082 94 793 1 080 167 98 732 861 578 87 977 3 133 405 232 812 7 052 108 687 725 2020 Total Construção Indústrias Comércio Atividades imobiliárias Outras atividades
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 526 O valor dos reestruturados por estágio e por segmento, a 31 de dezembro de 2021 e 2020, é apresentado como segue: Exposição Imparidade Exposição Imparidade Exposição Imparidade Exposição Imparidade Exposição Imparidade Estágio 2 27 904 1 557 5 082 259 21 590 133 5 371 241 59 947 2 190 Estágio 3 355 534 179 128 124 670 49 475 41 583 12 857 15 901 8 914 537 688 250 374 383 438 180 685 129 752 49 734 63 173 12 990 21 272 9 155 597 635 252 564 Exposição Imparidade Exposição Imparidade Exposição Imparidade Exposição Imparidade Exposição Imparidade Estágio 2 35 183 2 189 10 883 826 28 177 302 4 394 276 78 637 3 593 Estágio 3 361 993 180 861 299 079 156 678 45 691 18 292 9 056 6 092 715 819 361 923 397 176 183 050 309 962 157 505 73 868 18 594 13 450 6 368 794 456 365 517 2020 Corporate Construção e CRE Particulares - Habitação Particulares - Outros Total (milhares de euros) 2021 Corporate Construção e CRE Particulares - Habitação Particulares - Outros Total A exposição bruta em cumprimento e incumprimento, nos exercícios de 2021 e 2020, é apresentada como segue: (milhares de euros) Crédito titulado (a) 4 005 011 - - 33 000 33 000 33 000 - 9 959 - 14 272 - - - Outras exposições de crédito em balanço (b) 14 411 559 27 741 59 768 891 952 891 952 891 038 537 968 92 250 2 188 392 464 250 354 393 710 270 609 Exposições fora de balanço (c) 2 224 202 1 285 280 81 433 81 433 81 433 419 6 788 2 9 270 21 - - (a) Inclui i) títulos de dívida e ii) papel comercial e obrigações reconhecidas na rubrica de crédito a clientes. (b) Inclui Crédito a clientes, Disponibilidades e aplicações em Bancos Centrais e em Outras instituições de crédito e Operações de bolsa a regularizar. (c) Inclui Linhas de crédito revogáveis e irrevogáveis, Garantias e avales e Créditos documentários prestados. 2021 Imparidade acumulada e outros ajustamentos de justo valor negativos associados ao risco de crédito Colaterais e garantias financeiras recebidas Exposição bruta em cumprimento e incumprimento dos quais em cumprimento com atraso >30 dias e <= 90 dias dos quais reestruturados em cumprimento dos quais em incumprimento para exposições em cumprimento para exposições em incumprimento para exposições em incumprimento dos quais reestruturados dos quais em default dos quais com imparidade dos quais reestruturados dos quais reestruturados dos quais reestruturados (milhares de euros) Crédito titulado (a) 4 673 131 - - 33 950 33 950 33 950 - 8 190 - 15 147 - 45 - Outras exposições de crédito em balanço (b) 13 258 863 31 276 78 309 1 217 630 1 210 800 1 216 043 716 147 125 782 3 589 624 204 361 881 405 826 302 848 Exposições fora de balanço (c) 2 325 634 1 678 199 94 392 94 112 94 392 571 10 233 5 6 361 41 - - (a) Inclui i) títulos de dívida e ii) papel comercial e obrigações reconhecidas na rubrica de crédito a clientes. (b) Inclui Crédito a clientes, Disponibilidades e aplicações em Bancos Centrais e em Outras instituições de crédito e Operações de bolsa a regularizar. (c) Inclui Linhas de crédito revogáveis e irrevogáveis, Garantias e avales e Créditos documentários prestados. 2020 Imparidade acumulada e outros ajustamentos de justo valor negativos associados ao risco de crédito Colaterais e garantias financeiras recebidas Exposição bruta em cumprimento e incumprimento dos quais em cumprimento com atraso >30 dias e <= 90 dias dos quais reestruturados em cumprimento dos quais em incumprimento para exposições em cumprimento para exposições em incumprimento para exposições em incumprimento dos quais reestruturados dos quais em default dos quais com imparidade dos quais reestruturados dos quais reestruturados dos quais reestruturados O justo valor dos colaterais subjacentes à carteira de crédito dos segmentos de Corporate, Construção e Commercial Real Estate (CRE) e Habitação, com referência a 31 de dezembro de 2021 é apresentado como segue: (milhares de euros) Justo valor Número Montante Número Montante Número Montante Número Montante < 0,5 M€ 4 792 625 484 6 063 390 010 91 219 12 233 154 250 6 749 >= 0,5 M€ e <1M€ 499 348 414 155 98 906 528 327 626 1 500 >= 1 M€ e <5M€ 533 1 155 548 106 197 327 60 88 696 - - >= 5 M€ e <10M€ 66 466 117 10 72 622 2 12 816 - - >= 10 M€ e <20M€ 46 627 572 2 28 578 - - - - >= 20 M€ e <50M€ 16 493 070 3 116 000 - - - - >= 50M€ 14 1 671 872 3 201 080 - - - - 5 966 5 388 077 6 342 1 104 523 91 809 12 662 292 251 7 249 Corporate , Construção e CRE Habitação Imóveis Outros colaterais reais Imóveis Outros colaterais reais
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 527 O justo valor dos colaterais subjacentes à carteira de crédito dos segmentos de Corporate, Construção e Commercial Real Estate (CRE) e Habitação, com referência a 31 de dezembro de 2020 é apresentado como segue: (milhares de euros) Justo valor Número Montante Número Montante Número Montante Número Montante < 0,5 M€ 5 776 717 248 3 697 185 753 92 013 11 734 813 287 8 123 >= 0,5 M€ e <1M€ 499 350 672 97 60 581 416 258 140 1 500 >= 1 M€ e <5M€ 543 1 157 573 99 192 571 43 62 434 - - >= 5 M€ e <10M€ 70 490 460 13 95 522 2 13 781 - - >= 10 M€ e <20M€ 53 718 575 2 23 318 - - - - >= 20 M€ e <50M€ 22 677 071 3 116 000 - - - - >= 50M€ 10 1 389 045 3 201 080 - - - - 6 973 5 500 644 3 914 874 824 92 474 12 069 168 288 8 623 Corporate , Construção e CRE Habitação Imóveis Outros colaterais reais Imóveis Outros colaterais reais O rácio de LTV (loan to value) dos segmentos de Corporate, Construção e CRE e Habitação, a 31 de dezembro de 2021 e 2020, é apresentado como segue: (milhares de euros) Segmento/ Rácio Número de imóveis Exposição total Imparidade Número de imóveis Exposição total Imparidade Corporate Sem imóvel associado (*) 4 438 919 246 059 - 3 908 913 268 885 < 60% 2 349 461 128 28 124 2 673 450 888 38 468 >= 60% e < 80% 681 363 052 35 045 819 430 737 35 687 >= 80% e < 100% 802 419 426 39 207 813 476 960 52 382 >= 100% 6 51 059 4 647 16 56 914 30 915 Construção e CRE Sem imóvel associado (*) 523 074 24 746 - 566 532 55 697 < 60% 973 422 414 22 638 1 230 550 491 84 417 >= 60% e < 80% 456 254 997 16 863 494 309 091 33 903 >= 80% e < 100% 633 181 964 27 166 781 247 209 49 085 >= 100% 66 26 398 9 944 147 54 373 38 287 Habitação Sem imóvel associado (*) 31 840 2 413 - 54 272 2 563 < 60% 61 433 2 621 020 9 295 61 292 2 487 250 11 662 >= 60% e < 80% 22 990 1 968 716 8 728 23 684 1 943 146 12 495 >= 80% e < 100% 7 067 1 119 245 10 632 7 053 1 158 646 17 748 >= 100% 319 37 368 5 159 445 49 208 11 185 (*) Inclui operações com outro tipo de colaterais associados, nomeadamente colaterais financeiros. 2021 2020
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 528 O justo valor e o valor líquido dos imóveis recebidos em dação, por tipo de ativo, a 31 de dezembro de 2021 e 2020 são apresentados como segue: (milhares de euros) Ativo Número de imóveis Justo valor do ativo Valor contabilístico Terreno 1 319 262 753 244 145 Urbano 1 085 219 141 202 841 Rural 234 43 612 41 304 Edifícios em desenvolvimento 377 57 549 51 064 Comerciais 41 5 043 4 846 Habitação 238 51 822 45 568 Outros 98 684 650 Edifícios construídos 1 359 159 660 142 366 Comerciais 584 86 667 78 155 Habitação 398 66 210 58 026 Outros 377 6 783 6 185 3 055 479 962 437 575 2021 (milhares de euros) Ativo Número de imóveis Justo valor do ativo Valor contabilístico Terreno 1 603 324 070 293 513 Urbano 1 356 274 066 247 084 Rural 247 50 004 46 429 Edifícios em desenvolvimento 469 66 988 59 491 Comerciais 50 6 223 5 713 Habitação 313 60 011 53 062 Outros 106 754 716 Edifícios construídos 1 447 193 248 170 461 Comerciais 596 112 328 99 879 Habitação 485 73 641 64 207 Outros 366 7 279 6 375 3 519 584 306 523 465 2020
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 529 O tempo decorrido desde a dação/execução dos imóveis recebidos em dação, a 31 de dezembro de 2021 e 2020, é apresentado como segue: (milhares de euros) Tempo decorrido desde a dação/ execução < 1 ano >= 1 ano e < 2,5 anos >= 2,5 anos e < 5 anos >= 5 anos Total Terreno 2 467 8 037 73 585 160 056 244 145 Urbano 908 7 322 67 097 127 514 202 841 Rural 1 559 715 6 488 32 542 41 304 Edifícios em desenvolvimento 59 4 352 16 225 30 428 51 064 Comerciais 59 358 2 179 2 250 4 846 Habitação - 3 819 14 046 27 703 45 568 Outros - 175 - 475 650 Edifícios construídos 25 984 15 960 19 964 80 458 142 366 Comerciais 14 143 8 891 11 441 43 680 78 155 Habitação 11 201 4 691 8 209 33 925 58 026 Outros 640 2 378 314 2 853 6 185 28 510 28 349 109 774 270 942 437 575 2021 (milhares de euros) Tempo decorrido desde a dação/ execução < 1 ano >= 1 ano e < 2,5 anos >= 2,5 anos e < 5 anos >= 5 anos Total Terreno 9 287 17 614 97 275 169 337 293 513 Urbano 8 571 14 572 84 755 139 186 247 084 Rural 716 3 042 12 520 30 151 46 429 Edifícios em desenvolvimento 5 444 13 398 10 233 30 416 59 491 Comerciais 667 1 755 1 177 2 114 5 713 Habitação 4 594 11 624 9 025 27 819 53 062 Outros 183 19 31 483 716 Edifícios construídos 20 693 15 538 38 172 96 058 170 461 Comerciais 10 115 8 825 25 458 55 481 99 879 Habitação 8 065 6 385 10 644 39 113 64 207 Outros 2 513 328 2 070 1 464 6 375 35 424 46 550 145 680 295 811 523 465 2020
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 530 Risco de concentração O risco de concentração decorre da existência de fatores de risco comuns ou correlacionados entre diferentes entidades ou carteiras, de tal modo que a deterioração de algum desses fatores pode ter um efeito negativo simultâneo na qualidade de crédito de cada uma das contrapartes ou nos resultados de cada classe de ativos e passivos. Num cenário de concentração, o efeito das perdas num número reduzido de exposições pode ser desproporcionado, confirmando a importância da gestão deste risco na manutenção de níveis adequados de solvabilidade. No Banco Montepio, a monitorização do risco de concentração incide principalmente sobre os riscos de concentração de crédito, da carteira de investimentos, de financiamento, de taxa de juro e de risco operacional. O risco de concentração no crédito é o mais relevante para o Banco Montepio e, como tal, existem diversos procedimentos relacionados com a sua identificação, quantificação e gestão. Por forma a limitar o risco de crédito de concentração de exposição a um Cliente / grupo de Clientes relacionados entre si, foram definidos limites máximos de exposição para as posições agregadas das carteiras de crédito e investimento. De modo a minimizar o risco de concentração, o Banco Montepio procura diversificar as suas áreas de atividade e fontes de proveitos, bem como as suas exposições e fontes de financiamento. A gestão do risco de concentração é realizada de forma centralizada, com uma monitorização regular dos índices de concentração pela Direção de Risco. Em particular, o nível de concentração dos maiores depositantes e, no que diz respeito à carteira de crédito, o grau de diversificação regional, o nível de concentração individual e o grau de diversificação da qualidade da carteira de Empresas são monitorizados regularmente pela Direção de Risco. Encontram-se estabelecidos limites máximos de exposição por Cliente/grupo de Clientes relacionados entre si, sectores de atividade, assim como limites para a concentração dos maiores depositantes. Risco de mercado O conceito de risco de mercado reflete a perda potencial que pode ser registada por uma determinada carteira em resultado de alterações de taxas (de juro e de câmbio) e/ou dos preços dos diferentes instrumentos financeiros que a compõem, considerando quer as correlações existentes entre eles quer as respetivas volatilidades. O Banco Montepio calcula de forma regular o VaR quer para a sua carteira de negociação quer para a carteira de ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral (estas carteiras representam pouca materialidade no total do ativo Banco), sendo o mesmo apurado com base num horizonte temporal de 10 dias úteis e num nível de significância de 99%, pelo método da simulação histórica. Os tipos de risco considerados nesta metodologia são o risco de taxa de juro, o risco cambial, o risco de preço, o risco de spread e o risco de mercadorias. A carteira de investimento do Banco Montepio está principalmente concentrada em obrigações, sendo que em 31 de dezembro de 2021 representavam 91,6% (31 de dezembro de 2020: 86,0%) do total da carteira,
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 531 (excluindo as notes detidas de titularizações próprias não desreconhecidas) mantendo-se a posição dominantemente em obrigações de emitentes soberanos da zona euro. No que respeita a derivados de crédito, o Banco Montepio não detinha qualquer posição nestes instrumentos 31 de dezembro de 2021 e 2020. Relativamente ao nível da qualidade do crédito dos títulos de dívida verifica-se que cerca de 99,2% da carteira se encontra em níveis de investment grade (31 de dezembro de 2020: 99,6%). Destaque para as obrigações soberanas espanholas, portuguesas e italianas notadas com rating BBB+, BBB e BBB, respetivamente, que representam 95,4% (31 de dezembro de 2020: 86,4%) da carteira de obrigações. No que respeita à composição da carteira, verificou-se um decréscimo de exposição à dívida soberana portuguesa (de 54,6% para 22,7%), compensada pelo acréscimo de exposições a dívida soberana de Itália e de Espanha. A distribuição da carteira de obrigações, registada nas rubricas de ativos financeiros detidos para negociação, ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral (excluindo notes de titularizações próprias detidas) e outros ativos financeiros ao custo amortizado, encontra-se apresentada no quadro seguinte: (milhares de euros) Valor % Valor % Valor % AAA - - - - - - AA+ 453 - 779 - (326) (41,8) AA - - - - - - AA- 454 - - - 454 - A+ 406 - 1 090 - (684) (62,8) A 101 804 3,3 - - 101 804 - A- - - - - - - BBB+ 955 731 31,5 306 424 12,5 649 307 211,9 BBB 684 967 22,6 16 366 0,7 668 601 4 085,3 BBB- 1 273 794 41,9 2 117 400 86,4 (843 606) (39,8) BB+ - - 185 - (185) (100,0) BB 14 987 0,5 7 001 0,3 7 986 114,1 B+ - - - - - NR 6 360 0,2 2 418 0,1 3 942 163,0 Total 3 038 956 100,0 2 451 663 100,0 587 293 24,0 Rating 2021 2020 Variação A posição em obrigações (excluindo notes detidas de titularizações próprias não desreconhecidas) registada na carteira de ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral ascende a 70.975 milhares de euros (31 de dezembro de 2020: 146.643 milhares de euros), a posição em outros ativos financeiros ao custo amortizado ascende a 2.967.981 milhares de euros (31 de dezembro de 2020: 2.303.967 milhares de euros). Em 2020 a posição em Ativos financeiros detidos para negociação no montante 1.053 milhares de euros.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 532 Em relação à carteira de negociação em 31 de dezembro de 2021 e 2020 apresentam-se seguidamente os principais indicadores de VaR: 2021 Média Mínimo Máximo 2020 VaR de Mercado 7 617 7 2 411 1 545 Risco de taxa de juro - 223 - 589 30 Risco cambial 6 63 6 201 155 Risco de preço - 320 - 1 494 1 548 Risco de spread (crédito) - 383 - 886 55 Efeito de diversificação - (373) - (758) (243) (milhares de euros) O valor residual do VaR da careteira de negociação à data de 31 de dezembro de 2021 decorre do facto de, no âmbito da estratégia de negociação, se ter procedido ao fecho da das posições em ações e obrigações da carteira. Refira-se que a descida do VaR diário médio em 2021, face a 2020, reflete essencialmente a menor volatilidade nos mercados financeiros, após um ano de 2020, em especial no período de março a abril, marcado pelo choque decorrente do início da pandemia que ainda vivemos. Risco de taxa de juro da carteira bancária A avaliação do risco de taxa de juro originado por operações da carteira bancária é efetuada por análise de sensibilidade ao risco, numa ótica consolidada para as entidades que integram o Banco Montepio (incluindo a subsidiária registada em operações em descontinuação). O risco de taxa de juro é aferido de acordo com os impactos na margem financeira, no valor económico e fundos próprios causados por variações nas taxas de juro de mercado. Os principais fatores de risco decorrem do desfasamento de prazos para refixação da taxa e/ou maturidades residuais entre ativos e passivos (repricing risk), das variações não paralelas nas curvas de taxa de juro (yield curve risk), da inexistência de correlação perfeita entre diferentes indexantes com o mesmo prazo de repricing (basis risk) e das opções associadas a instrumentos que permitam uma atuação diversa dos intervenientes dependentes do nível de taxas contratadas e praticadas no momento (option risk). Com base nas características financeiras de cada contrato, é feita a respetiva projeção dos fluxos de caixa esperados, de acordo com as datas de refixação de taxa e eventuais pressupostos comportamentais. A agregação, para cada uma das moedas analisadas, dos fluxos de caixa esperados em cada um dos intervalos de tempo permite determinar os gaps de taxa de juro por prazo de repricing.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 533 Apresentam-se nos quadros seguintes os gaps de taxa de juro em 31 de dezembro de 2021 e 2020: (milhares de euros) Até três meses Três a seis meses Seis meses a um ano Um a cinco anos Mais de cinco anos 31 de dezembro de 2021 Ativos Títulos de dívida 22 544 38 162 13 305 1 186 064 1 875 387 Empréstimos e adiantamentos 6 422 001 2 907 608 1 255 067 512 749 310 041 Outros 89 599 32 537 - - 50 375 Fora de balanço 1 041 - 756 654 25 018 - Total 6 535 185 2 978 307 2 025 026 1 723 831 2 235 803 Passivos Títulos de dívida emitidos 349 223 - 811 226 651 267 36 545 Depósitos com maturidade definida 1 712 280 1 153 293 1 444 060 2 040 140 - Outros 195 311 - - 2 951 505 274 358 Fora de balanço 758 996 - 15 119 1 145 Total 3 015 811 1 153 293 2 255 301 5 643 031 312 048 GAP (Ativos - Passivos) 3 519 374 1 825 014 (230 275) (3 919 200) 1 923 755 31 de dezembro de 2020 Ativo Títulos de dívida 84 967 281 557 59 727 910 333 1 168 720 Empréstimos e adiantamentos 6 744 415 2 875 481 1 099 129 430 811 233 954 Outros 105 890 32 546 - - 38 945 Fora de balanço 1 148 - 6 654 756 654 - Total 6 936 419 3 189 584 1 165 509 2 097 798 1 441 619 Passivo Títulos de dívida emitidos 8 584 150 809 57 283 1 258 516 19 398 Depósitos com maturidade definida 2 760 525 1 471 272 2 099 714 687 524 - Outros 577 054 54 245 392 1 600 005 301 096 Fora de balanço 750 008 - 16 131 1 295 Total 4 096 171 1 676 326 2 157 407 3 546 177 321 789 GAP (Ativos - Passivos) 2 840 249 1 513 258 (991 897) (1 448 380) 1 119 830 Apresentam-se seguidamente os gaps de taxa de juro nos exercícios de 2021 e 2020: dezembro Média anual Máximo Mínimo dezembro Média anual Máximo Mínimo Gap de taxa de juro 3 118 670 2 987 559 3 118 670 2 856 447 3 033 060 3 830 089 4 627 117 3 033 060 (milhares de uros) 2021 2020 A sensibilidade ao risco de taxa de juro do balanço é calculada pela diferença entre o valor atual do mismatch de taxa de juro descontado às taxas de juro de mercado e o valor descontado dos mesmos fluxos de caixa, simulando deslocações paralelas da curva de taxa de juro de mercado. Face aos gaps de taxa de juro observados em 31 de dezembro de 2021, uma variação positiva instantânea e paralela das taxas de juro em 100 pontos bases motivaria uma variação do valor económico esperado da carteira bancária no montante negativo de 73.388 milhares de euros (31 de dezembro de 2020: no montante negativo de 47.793 milhares de euros). Risco cambial No que se refere ao risco cambial da carteira bancária, procede-se, em regra, à aplicação dos recursos captados nas diversas moedas, através de ativos no mercado monetário respetivo e por prazos não superiores aos dos recursos, pelo que os gaps cambiais existentes decorrentes da atividade resultam essencialmente de eventuais desajustamentos entre os prazos das aplicações e dos recursos.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 534 No quadro seguinte apresentam-se as taxas médias de juro verificadas para as grandes categorias de ativos e passivos financeiros do Banco Montepio, nos exercícios de 2021 e 2020, bem como os respetivos saldos médios e juros do exercício: (milhares de euros) Saldo médio Taxa de juro média (%) Juros Saldo médio Taxa de juro média (%) Juros Ativos geradores de juros Disponibilidades em bancos centrais e OIC 2 195 913 -0,33 (7 414) 886 629 0,62 5 621 Aplicações em OIC 849 546 0,13 1 129 720 087 0,39 2 882 Crédito a clientes 11 481 378 1,94 225 310 11 657 287 2,02 239 528 Carteira de títulos 4 503 759 0,14 6 439 4 482 625 0,44 18 Outros ativos ao justo valor 2 279 0,26 6 4 012 0,24 11 029 Outros (inclui derivados) - - 14 561 - - 14 208 19 032 875 1,24 240 031 17 750 640 1,51 273 286 Passivos geradores de juros Recursos BCE 2 522 430 -0,92 (23 563) 1 451 452 0,06 907 Recursos OIC 973 206 0,15 1 454 756 191 0,50 3 859 Depósitos de clientes 12 539 982 0,08 9 608 12 367 576 0,15 18 654 Dívida senior 2 762 186 0,80 22 423 3 060 867 0,85 26 596 Dívida subordinada 216 406 9,09 19 939 188 646 9,00 17 256 Outros (inclui derivados) - - 16 386 - - 11 410 19 014 210 0,24 46 247 17 824 732 0,43 78 682 Margem Financeira 1,00 193 784 1,08 194 604 2021 2020 A repartição dos ativos e passivos, a 31 de dezembro de 2021 e 2020, por moeda, é analisado como segue: Euro Dólar Norte Americano Libra Esterlina Dolár Canadiano Franco Suiço Real Brasileiro Outras Moedas Estrangeiras Valor total Ativo por moeda Caixa e disponibilidades em bancos centrais 2 926 574 10 663 1 998 937 3 241 - 331 2 943 744 Disponibilidades em outras instituições de crédito 22 892 35 339 1 099 23 468 911 - 531 84 240 Aplicações em instituições de crédito 320 958 67 485 - - 16 - - 388 459 Crédito a clientes 10 955 565 48 464 - - - - - 11 004 029 Ativos financeiros detidos para negociação 1 376 - - - - - - 1 376 Outros ativos financeiros ao justo valor através dos resultados 288 340 - - - - - - 288 340 Ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral 103 157 - - - - - 103 157 Derivados de cobertura 5 411 - - - - - - 5 411 Outros ativos financeiros ao custo amortizado 3 530 569 - - - - - - 3 530 569 Investimentos em subsidiárias e associadas 319 648 - - - - - - 319 648 Ativos não correntes detidos para venda 47 833 - - - 47 833 Outros ativos tangíveis 183 798 - - - - - - 183 798 Ativos intangíveis 37 474 - - - - - - 37 474 Ativos por impostos correntes 6 539 - - - - - - 6 539 Ativos por impostos diferidos 470 602 - - - - - - 470 602 Outros ativos 617 481 30 021 2 - 681 - - 648 185 Total Ativo 19 838 217 191 972 3 099 24 405 4 849 - 862 20 063 404 Passivo por moeda Recursos de bancos centrais 2 892 065 - - - - - - 2 892 065 Recursos de outras instituições de crédito 567 436 30 360 87 14 25 - 698 598 620 Recursos de clientes 12 615 452 116 057 13 714 28 780 2 804 - 4 667 12 781 474 Responsabilidades representadas por títulos 1 215 119 - - - - - - 1 215 119 Passivos financeiros associados a ativos tansferidos 730 253 - - - - - - 730 253 Passivos financeiros detidos para negociação 7 470 - - - - - - 7 470 Derivados de cobertura 335 - - - - - - 335 Provisões 27 886 - - - - - - 27 886 Passivos por impostos correntes 561 - - - - - - 561 Outros passivos subordinados 217 265 - - - - - - 217 265 Outros passivos 202 557 1 915 77 2 632 45 - 207 226 Total Passivo 18 476 399 148 332 13 878 31 426 2 874 - 5 365 18 678 274 Operações Cambiais a Prazo (22 343) 10 711 6 948 (2 033) - 4 805 Gap Cambial 21 297 (68) (73) (58) - 302 Stress Test (4 259) 14 15 12 - (60) 2021
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 535 (milhares de euros) Euro Dólar Norte Americano Libra Esterlina Dolár Canadiano Franco Suiço Real Brasileiro Outras Moedas Estrangeiras Valor total Ativo por moeda Caixa e disponibilidades em bancos centrais 1 437 178 5 535 908 459 1 931 - 303 1 446 314 Disponibilidades em outras instituições de crédito 23 887 26 003 408 228 2 362 - 610 53 498 Aplicações em instituições de crédito 803 047 55 657 - - - - - 858 704 Crédito a clientes 10 681 494 51 101 9 - - - - 10 732 604 Ativos financeiros detidos para negociação 7 307 3 600 467 - 134 - - 11 508 Outros ativos financeiros ao justo valor através dos resultados 569 612 - - - - - - 569 612 Ativos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral 237 340 - - - - 27 980 - 265 320 Derivados de cobertura 10 693 - - - - - - 10 693 Outros ativos financeiros ao custo amortizado 3 981 949 - - - - - - 3 981 949 Investimentos em subsidiárias e associadas 319 648 - - - - - - 319 648 Ativos não correntes detidos para venda 8 997 8 997 Outros ativos tangíveis 215 839 - - - - - - 215 839 Ativos intangíveis 33 104 - - - - - - 33 104 Ativos por impostos correntes 2 313 - - - - - - 2 313 Ativos por impostos diferidos 510 364 - - - - - - 510 364 Outros ativos 639 534 54 489 1 - - - - 694 024 Total Ativo 19 482 306 196 385 1 793 687 4 427 27 980 913 19 714 491 Passivo por moeda Recursos de bancos centrais 1 372 546 - - - - - 1 372 546 Recursos de outras instituições de crédito 930 780 52 111 3 737 20 132 29 - 39 1 006 828 Recursos de clientes 12 409 904 106 249 9 925 16 102 3 972 - 3 271 12 549 423 Responsabilidades representadas por títulos 1 221 498 - - - - - - 1 221 498 Passivos financeiros associados a ativos tansferidos 1 721 697 - - - - - - 1 721 697 Passivos financeiros detidos para negociação 11 761 - - - - - - 11 761 Derivados de cobertura 397 - - - - - - 397 Provisões 33 000 - - - - - - 33 000 Passivos por impostos correntes 812 - - - - - - 812 Outros passivos subordinados 216 896 - - - - - - 216 896 Outros passivos 204 277 776 438 300 412 - 32 206 235 Total Passivo 18 123 568 159 136 14 100 36 534 4 413 - 3 342 18 341 093 Operações Cambiais a Prazo (50 171) 12 013 35 630 (69) (28 007) 2 747 Gap Cambial (12 922) (294) (217) (55) (27) 318 Stress Test 2 585 59 44 11 5 (63) 2020 O resultado do stress test apresentado corresponde ao impacto esperado (antes de impostos) nos capitais próprios, incluindo interesses minoritários, devido a uma desvalorização de 20% no câmbio de cada moeda contra o euro. Risco de liquidez O risco de liquidez reflete a incapacidade do Banco Montepio cumprir com as suas obrigações no momento do respetivo vencimento, sem incorrer em perdas significativas decorrentes de uma degradação das condições de financiamento (risco de financiamento) e/ou de venda dos seus ativos por valores inferiores aos valores de mercado (risco de liquidez de mercado). A avaliação do risco de liquidez é feita utilizando indicadores regulamentares definidos, assim como outras métricas internas para as quais se encontram definidos limites internos. Este controlo é reforçado com a execução mensal de stress tests, com o objetivo de caracterizar o perfil de risco do Banco Montepio e assegurar que o Grupo cumpre as suas obrigações num cenário de crise de liquidez, e o cálculo do rácio prudencial do LCR numa base mensal. Em 31 de dezembro de 2021, o valor verificado no LCR foi de 260,9% (31 de dezembro de 2020: 191,0%). Em 31 de dezembro de 2021, o rácio de financiamento estável, designado por NSFR, situou-se em 123,6% (31 de dezembro de 2020: 110,5%).
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 536 Em 31 de dezembro de 2021, o financiamento do Banco Montepio apresentava a seguinte estrutura: (milhares de euros) Passivos Total não determinado até 3 meses 3 - 6 meses 6 - 12 meses > 12 meses Recursos de bancos centrais 2 892 065 - - - - 2 892 065 Recursos de outras instituições de credito 598 620 - 298 613 - - 300 007 Recursos de clientes 12 781 474 - 7 898 694 1 103 629 1 343 738 2 435 413 Responsabilidades representadas por títulos 1 215 119 - 3 099 - 751 405 460 615 Passivos financeiros associados a ativos transferidos 730 253 - - - - 730 253 Passivos financeiros detidos para negociação 7 470 - - ( 267) 246 7 491 Outros passivos subordinados 217 265 - - - 10 942 206 323 Outros passivos 207 226 207 226 - - - - Total de Passivos 18 649 492 207 226 8 200 406 1 103 362 2 106 331 7 032 167 Em 31 de dezembro de 2020, o financiamento do Banco Montepio apresentava a seguinte estrutura: (milhares de euros) Passivos Total não determinado até 3 meses 3 - 6 meses 6 - 12 meses > 12 meses Recursos de bancos centrais 1 372 546 - - - - 1 372 546 Recursos de outras instituições de credito 1 006 828 - 237 091 114 416 4 502 650 819 Recursos de clientes 12 549 423 - 7 265 986 1 234 285 1 849 069 2 200 083 Responsabilidades representadas por títulos 1 221 498 - 9 852 837 1 423 1 209 386 Passivos financeiros associados a ativos transferidos 1 721 697 - - - - 1 721 697 Passivos financeiros detidos para negociação 11 761 - 10 - - 11 751 Outros passivos subordinados 216 896 - - - 10 573 206 323 Outros passivos 206 235 206 235 - - - - Total de Passivos 18 306 884 206 235 7 512 939 1 349 538 1 865 567 7 372 605
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 537 No âmbito da Instrução do Banco de Portugal n.º 28/2014, que incide sobre a orientação da Autoridade Bancária Europeia relativa à divulgação de ativos onerados e ativos não onerados (EBA/GL/2014/3), e tendo em consideração a recomendação efetuada pelo Comité Europeu do Risco Sistémico, apresentamos a seguinte informação, com referência a 31 de dezembro de 2021 e 2020, relativa aos ativos e respetivos colaterais: (milhares de euros) Ativos Quantia escriturada dos ativos onerados Justo valor dos ativos onerados Quantia escriturada dos ativos não onerados Justo valor dos ativos não onerados Ativos da instituição que presta a informação 5 995 075 - 14 068 328 - Instrumentos de capital próprio - - 279 593 279 593 Títulos de dívida 2 111 704 1 889 571 1 869 077 1 715 235 Outros ativos - - 1 876 185 - (milhares de euros) Ativos Quantia escriturada dos ativos onerados Justo valor dos ativos onerados Quantia escriturada dos ativos não onerados Justo valor dos ativos não onerados Ativos da instituição que presta a informação 3 103 517 - 16 613 169 - Instrumentos de capital próprio - - 592 414 592 414 Títulos de dívida 783 897 880 019 3 865 721 3 371 655 Outros ativos - - 1 965 152 - 2020 2021 (milhares de euros) Colateral recebido Ativos da instituição que presta a informação Títulos de dívida - 17 473 2021 2020 Justo valor do colateral recebido onerado ou de títulos de dívida própria emitidos - 17 473 (milhares de euros) 2021 2020 Ativos onerados, colateral recebido onerado e passivos associados Passivos associados, passivos contingentes e títulos emprestados 3 390 158 1 785 772 Ativos, colateral recebido e títulos de dívida própria emitidos que não covered bonds próprias ou ABS oneradas 5 967 186 3 094 043 Quantia escriturada dos passivos financeiros selecionados Os ativos onerados estão na sua maioria relacionados com operações de financiamento do Banco Montepio, nomeadamente do BCE, em operações de Repo, através da emissão de obrigações hipotecárias e de programas de securitização. Os ativos utilizados como colateral nos programas de securitização e de emissões de obrigações hipotecárias, quer as colocadas fora do Grupo, quer as destinadas a reforçar a pool de colateral junto do BCE, são constituídos por contratos de crédito sobre clientes. As operações de Repo no mercado monetário são colateralizadas, essencialmente, por obrigações hipotecárias e de securitização, em que o Banco Montepio é a originadora, e por operações de crédito titulado. Os valores apresentados nos quadros anteriores correspondem à posição em 31 de dezembro de 2021 e 2020 refletem o elevado nível de colateralização do financiamento wholesale do Banco Montepio. O buffer de ativos elegíveis para efeitos de financiamento junto do BCE, após haircuts, descomprometido e disponível
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 538 para utilização em novas operações, ascende em 31 de dezembro de 2021 a 839.871milhares de euros (31 de dezembro de 2020: 1.694.981 milhares de euros). De referir que o valor global de colaterais disponíveis no Banco Central Europeu (BCE), em 31 de dezembro de 2021 ascende a 3.778.297 milhares de euros (31 de dezembro de 2020: 3.096.957 milhares de euros) com uma utilização de 2.957.530 milhares de euros (31 de dezembro de 2020: 1.407.650 milhares de euros): (milhares de euros) 2021 2020 Colateral total elegível 4 576 410 4 285 491 Colateral total na pool 3 778 297 3 096 957 Colateral fora da pool 798 113 1 188 534 Colateral utilizado 3 736 539 2 590 510 Colateral utilizado para BCE 2 957 530 1 407 650 Colateral comprometido noutras operações de financiamento 779 009 1 182 860 Colateral disponível para BCE 820 767 1 689 307 Colateral disponível Total 839 871 1 694 981 Nota: valor do colateral considera haircuts aplicados Risco imobiliário O risco imobiliário resulta de possíveis impactos negativos nos resultados ou nos fundos próprios do Banco Montepio, devido a oscilações no preço de mercado dos bens imobiliários. O risco imobiliário decorre da exposição em ativos imobiliários, quer sejam provenientes de dação ou de arrematação judicial no âmbito do processo de recuperação de crédito ou de unidades de participação de fundos imobiliários detidos na carteira de títulos. Estas exposições são acompanhadas com base em análises de cenários que procuram estimar potenciais impactos de alterações no mercado imobiliário nas carteiras destes ativos imobiliários e disponibilizar os elementos de informação necessários para a definição da política de gestão do risco imobiliário. A exposição a imóveis e unidades de participação de fundos imobiliários em 31 de dezembro de 2021 e 2020 apresentava os seguintes valores: 2021 2020 Imóveis recebidos em dação de crédito 437 575 523 465 Unidades de Participação de Fundos Imobiliários 216 979 425 383 654 554 948 848 Stress test (65 455) (94 885) (milhares de euros) O resultado do stress test apresentado corresponde ao impacto esperado (antes de impostos) nos capitais próprios devido a uma variação negativa de 10,0% nos valores dos imóveis e fundos imobiliários. Não obstante, o descrito na política contabilística divulgada na nota 1 h) relativamente aos imóveis, que o valor realizável líquido dos inventários é determinado com base numa valorização de um avaliador
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 539 independente. As avaliações imobiliárias têm por base pressupostos cuja influência da conjuntura económica e financeira e capacidade do mercado em transacionar a oferta disponível, a cada momento, são determinantes. Deste modo, a concretização do valor de avaliação determinado pelos peritos independentes está dependente da verificação dos pressupostos utilizados nas respetivas avaliações pelo que a evolução das condições macroeconómicas e do mercado imobiliário poderá traduzir-se na alteração destes mesmos pressupostos, e consequentemente, ter impacto na recuperabilidade do valor de avaliação dos imóveis. Os relatórios de avaliação imobiliária, considerados para valorização dos referidos inventários, têm em conta a situação pandémica global vivida neste momento, não sendo identificados fatores de incerteza adicional nos mesmos. Risco operacional e continuidade de negócio O risco operacional corresponde à perda potencial resultante de falhas ou inadequações nos processos internos, nas pessoas ou nos sistemas, ou ainda às perdas potenciais resultantes de eventos externos. O Banco Montepio adota o método padrão para a quantificação dos seus requisitos de fundos próprios para risco operacional, suportado na existência de um sistema de gestão de risco operacional que se baseia na identificação, avaliação, acompanhamento, medição, mitigação e reporte deste tipo de risco. O modelo de gestão de risco operacional implementado obedece ao princípio das 3 linhas de defesa. A Direção de Risco exerce a função corporativa de gestão de risco operacional do Banco Montepio que é suportada pela existência de interlocutores em diferentes unidades orgânicas que asseguram a adequada implementação da gestão de risco operacional. No que respeita à monitorização do risco operacional em 31 de dezembro de 2021, mantiveram-se as atividades de recolha e análise de eventos de perda. Um dos aspetos essenciais na gestão deste tipo específico de risco consiste na identificação prévia dos riscos operacionais relevantes sempre que se implementa ou revê um produto, um processo ou um sistema, bem como o acompanhamento de planos de ação tendentes a evitar ou mitigar os efeitos da materialização dos riscos com maior frequência / severidade de eventos de perda ou com maior valor residual no âmbito do processo de self-assessment. Monitorização No âmbito do Sistema de Gestão de risco Operacional do Banco Montepio, os indicadores chave de risco (Key Risk Indicators - KRIs) visam monitorizar os fatores de exposição associados aos principais riscos, permitindo medir e acompanhar o apetite ao risco e antecipar a ocorrência de perdas através de ações preventivas. Nesse sentido, forma monitorizados regularmente os limites definidos e promovidos planos de ação nos casos em que foram ultrapassados. Estes indicadores fazem parte dos Relatórios de Risco Operacional apresentados à Comissão de Riscos e Comissão Executiva.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 540 Autoavaliação dos Riscos Operacionais O ciclo de gestão do risco operacional implementado no Banco Montepio assenta na elaboração de um mapa de atividades e respetivos riscos operacionais e controlos permitindo identificar a exposição potencial de cada órgão/unidade orgânica ao risco operacional, determinar o seu perfil de risco e priorizar eventuais ações de mitigação. Os riscos operacionais são mapeados considerando sete categorias principais: fraude interna; fraude externa; práticas de emprego e segurança no trabalho; Cliente, produtos e práticas comerciais; danos em ativos físicos; perturbações das atividades e falhas de sistemas; e execução, entrega e gestão dos processos. Os riscos operacionais e respetivos controlos são autoavaliados com regularidade, em regra em regime de workshops com os representantes de cada órgão/unidade orgânica e o apoio da Direção de Risco. Com base nos resultados das autoavaliações - realizadas em termos de impactos e frequências para os riscos e de percentagem de eficácia para os controlos - é estabelecida uma matriz de tolerância ao risco residual, que sustentará o nível de risco considerado aceitável para a instituição e que permitirá identificar os riscos para os quais terão de ser equacionadas medidas adicionais de mitigação. Gestão da Continuidade de Negócio O ciclo de gestão da continuidade de negócio é suportado por um conjunto de atividades de avaliação, desenho, implementação e monitorização, integradas num ciclo de melhoria contínua que tem por objetivo tornar os processos de negócio mais resilientes, permitindo assegurar a continuidade das operações no caso de ocorrência de eventos que provoquem a interrupção da atividade. A situação epidemiológica relacionada com a pandemia de Covid-19 continuou a marcar a atividade em 2021. O Banco Montepio manteve um acompanhamento constante das normas emitidas pela Direção Geral de Saúde, considerando a necessária adaptação às mesmas sempre que se verificava necessário. O Gabinete de Gestão de Crise, que é responsável pela gestão da crise, pela gestão e execução dos Planos de Continuidade Operacional e pela coordenação das equipas de recuperação do negócio, manteve-se em funcionamento, numa vertente de continuidade operacional e de acompanhamento de recuperação de negócio. O Banco Montepio seguiu sempre uma estratégia conservadora que teve como princípio fundamental a salvaguarda da segurança e saúde dos seus Clientes e dos seus Colaboradores. Risco do Fundo de Pensões O risco do Fundo de Pensões resulta da desvalorização potencial da carteira de ativos do fundo ou da diminuição dos respetivos retornos esperados, bem como do acréscimo das responsabilidades do Fundo em consequência da evolução dos diferentes pressupostos atuariais. Perante cenários deste tipo, o Banco Montepio terá que efetuar contribuições não previstas, de modo a manter os benefícios definidos pelo Fundo. A análise e monitorização regulares da gestão do Fundo de Pensões do Banco Montepio estão a cargo do Comité de Acompanhamento do Fundo de Pensões. Em acréscimo, a Direção de Risco assegura a produção de relatórios mensais com a evolução do valor de mercado da carteira do Fundo de Pensões e de indicadores de risco associados.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 541 A análise e monitorização regulares da gestão do Fundo de Pensões do Banco Montepio estão a cargo do Comité de Acompanhamento do Fundo de Pensões. Em acréscimo, a Direção de Risco assegura a produção de relatórios mensais com a evolução do valor de mercado da carteira do Fundo de Pensões e de indicadores de risco associados. A análise e monitorização regulares da gestão do Fundo de Pensões do Banco Montepio estão a cargo do Comité de Acompanhamento do Fundo de Pensões. Em acréscimo, a Direção de Risco assegura a produção de relatórios mensais com a evolução do valor de mercado da carteira do Fundo de Pensões e de indicadores de risco associados. Para além da verificação do cumprimento da política de investimento e dos limites legais e prudenciais, a entidade gestora (Futuro) reforçou o controlo e a monitorização recorrendo a diversas medidas de risco e a um conjunto de procedimentos internos que visam manter a gestão prudente do risco. Nesta base, é utilizado um modelo de gestão de risco fundamentado na perspetiva técnica dos estudos “QIS Fundos de Pensões” da EIOPA. O desenvolvimento de indicadores de tolerância para este modelo permite monitorizar as variações desses indicadores, de acordo com a política de investimento definida para o Fundo de Pensões. A monitorização do risco de mercado assenta no cálculo do VaR, com um intervalo de confiança de 99,5% para o horizonte temporal a um ano. Dado o VaR não constituir uma garantia total de que os riscos não excedem a probabilidade usada, são também efetuados stress Tests, com o objetivo de calcular o impacto de diversos cenários extremos sobre o valor da carteira. A avaliação do nível de liquidez da componente acionista e obrigacionista do Fundo de Pensões é feita através de um liquidity test. No caso das ações, esta análise é feita em número de dias para liquidar, tendo em conta os ativos em carteira. Este teste consiste na verificação do grau de liquidez do segmento acionista, avaliando quantos dias são necessários para a sua liquidação no mercado, tendo em conta os custos associados a essas transações e o volume médio histórico das transações nos diversos mercados. Complementarmente, no segmento obrigacionista é feito o cálculo dos recebimentos (cash-flows positivos) decorrentes dos pagamentos de cupões (juros) de obrigações e amortizações ou eventuais exercícios de call, para o período de um mês. O conjunto destes testes permite avaliar o grau de liquidez a curto prazo e monitorizar ou atuar perante a possível escassez de liquidez atempadamente. Outros riscos Em relação a outros riscos – risco reputacional, risco de compliance, risco de estratégia e negócio – também são acompanhados pelo Órgão de Administração, sendo os riscos controlados e tomadas as medidas corretivas em função dos resultados obtidos face aos objetivos/limites estabelecidos, sendo de relevar, designadamente, o acompanhamento e controlo dos desvios face ao plano estratégico e orçamento aprovados. No âmbito dos riscos emergentes, onde se destacam os riscos ESG, o Banco encontra-se a implementar uma framework própria para a gestão destes riscos, assegurando a interligação dos mesmos com os riscos de crédito, mercado, liquidez, operacional e imobiliário, entre outros. No âmbito dessa framework os órgãos de administração e fiscalização irão acompanhar a evolução atual e prospetiva do perfil de risco da instituição
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 542 a esses riscos. Devemos assinalar que no âmbito da revisão do apetite ao risco do Banco para o ano 2022, já forma incluídos KRI’s para regular a exposição em risco aos riscos ESG (nomeadamente, riscos climáticos). Políticas de Cobertura e Redução do Risco Para efeitos de redução do risco de crédito, são tidos em conta os elementos de mitigação do risco associados a cada operação. Em particular, são relevantes as garantias reais hipotecárias e os colaterais financeiros, assim como a prestação de proteção pessoal de crédito, nomeadamente de garantias. Em termos de redução direta do valor em exposição, estão contempladas as operações de crédito colateralizadas por cauções financeiras, nomeadamente, depósitos a prazo. Nos colaterais financeiros é relevado o risco de mercado, e eventual risco cambial, dos ativos envolvidos, procedendo-se, quando aplicável, ao ajustamento do valor do colateral. Relativamente às garantias reais hipotecárias, o Banco Montepio tem definidos modelos de avaliação e de reavaliação aplicados aos imóveis que venham a constituir ou que constituam garantias reais das operações de crédito. As avaliações dos bens são realizadas por peritos avaliadores independentes, sendo que a gestão das avaliações e das vistorias se encontra centralizada numa unidade independente da área comercial. De acordo com o disposto no Regulamento (UE) nº 575/2013 (CRR), é assegurado o cumprimento dos requisitos em matéria de verificação e reavaliação do valor dos bens, consoante os casos, quer por métodos estatísticos e informatizados quer através da revisão ou reavaliação do valor de avaliação por perito avaliador. Em relação às garantias de crédito, aplica-se na posição em risco o princípio da substituição do risco do Cliente pelo do prestador da proteção, desde que o risco deste último seja inferior ao do primeiro. O Banco Montepio não utiliza habitualmente processos de compensação patrimonial e extrapatrimonial, assim como não detém derivados de crédito sobre posições na sua carteira. As técnicas de mitigação do risco de mercado da carteira de trading consistem, essencialmente, na cobertura de posições em risco por produtos financeiros com risco simétrico para reduzir o risco total das exposições ou na venda parcial ou total das posições em risco para reduzir a exposição ou anulá-la por completo. No que respeita à carteira bancária, as técnicas de mitigação do risco de taxa de juro e do risco cambial correspondem à negociação de operações de cobertura com derivados e ao fecho de posições por meio da venda das posições em risco abertas. Fundos Próprios e Rácios de Capital O processo de monitorização e gestão de capital do Banco Montepio tem como objetivo garantir o rigor da determinação e avaliação do nível de capital regulamentar e económico, tendo em consideração o perfil de risco determinado pelo Conselho de Administração e os add-on do Banco de Portugal no âmbito do SREP, bem como avaliar os efeitos potenciais, nas condições financeiras do Grupo, resultantes de alterações nos fatores de risco em função de acontecimentos excecionais, mas plausíveis (stress tests).
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 543 O processo de acompanhamento da evolução da adequação de capital regulamentar é efetuado mensalmente, enquanto que a adequação de capital económico é monitorizada trimestralmente. A monitorização global do perfil de risco e da respetiva adequação de capital fazem parte integrante dos reportes regulares à Comissão de Riscos, Comissão Executiva, Comissão de Auditoria e Conselho de Administração bem como do quadro de Apetite ao Risco do Banco. Este processo dispõe de uma estrutura de governo e de procedimentos para monitorizar a evolução de capital (dentro dos limites objetivo e de tolerância ao risco definidos pelo Conselho de Administração), incluindo a definição de funções e responsabilidades para escalonamento e resolução das quebras dos limites definidos. A responsabilidade pela identificação de quebras dos limites de risco definidos ao nível do Banco, assim como das entidades em que assume a função de gestão de risco, é da Direção de Risco. Sempre que for identificada uma situação de incumprimento dos referidos limites, a Direção de Risco efetua uma análise dessa situação incluindo os seguintes elementos: • Identificação do limite quebrado; • Identificação dos fatores de risco que justificam a referida violação; • Informação sobre a perspetiva de evolução futura desses fatores de risco; • Proposta de medidas de redução, assunção, mitigação ou transferência de risco, conforme aplicável; • Proposta de realocação dos limites de risco, se aplicável. A responsabilidade de definição de planos de ação de modo a sanar as quebras de limite verificados é da Direção de Risco, em conjunto com as unidades orgânicas de primeira linha. Os fundos próprios do Banco Montepio são apurados de acordo com as normas regulamentares aplicáveis, nomeadamente com a Diretiva 2013/36/EU (CRD IV) e o Regulamento (EU) n.º 575/2013 (CRR) aprovadas pelo Parlamento Europeu e pelo Conselho, o Aviso do Banco de Portugal n.º 10/2017 e o Regulamento 2020/873 do Parlamento Europeu e Conselho, que veio introduzir alguns ajustamentos à CRR em resposta à pandemia COVID-19. Os fundos próprios incluem os fundos próprios de nível 1 (tier 1) e fundos próprios de nível 2 (tier 2). O tier 1 compreende os fundos próprios principais de nível 1 (common equity tier 1 – CET1) e os fundos próprios adicionais de nível 1 com a seguinte composição: - Fundos Próprios Principais de Nível 1 ou Common Equity Tier 1 (CET1). Esta categoria inclui o capital realizado (com dedução de títulos próprios se eventualmente detidos), as reservas elegíveis (incluindo as reservas de justo valor), os resultados transitados, os resultados retidos do período quando positivos e certificados ou pela totalidade se negativos. No que se refere às reservas de justo valor, no âmbito do Regulamento 2020/873 o Banco Montepio aderiu à possibilidade de aplicação de filtro prudencial sobre as reservas de justo valor associadas à dívida soberana. O valor de reservas e resultados transitados é corrigido da reversão dos resultados com passivos financeiros avaliados ao justo valor através dos resultados na parte referente ao risco de crédito próprio da instituição. É deduzido o valor de balanço dos montantes relativos ao goodwill apurado, outros ativos intangíveis (que não associados a programas informáticos), bem como a diferença, se positiva, entre o ativo e a responsabilidade do fundo de pensões. É igualmente sujeito a dedução o valor relativo à avaliação prudente apurado de acordo com o artigo nº 34 e 105 da CRR, bem como os ativos por impostos diferidos associados a prejuízos fiscais. É deduzido o valor da tranche equity de acordo com o artigo n.º 36 alínea k) da CRR, resultante da titularização sintética e tradicional efetuadas entre 2020 e 2021. No que respeita a participações financeiras em entidades do setor financeiro e
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 544 aos ativos por impostos diferidos por diferenças temporárias que dependem da rendibilidade futura, são deduzidos os valores destas rubricas que individualmente sejam superiores a 10,0% do CET1, ou posteriormente a 15,0% do CET1 quando consideradas em agregado (apenas na parte não deduzida na primeira barreira de 10,0% e considerando apenas as participações significativas). Os valores não deduzidos ficam sujeitos a ponderação de 250,0% para o total dos ativos ponderados pelo risco. Relativamente às participações em instituições financeiras, a eventual dedução é realizada proporcionalmente nos correspondentes níveis de capitais detidos. No âmbito da implementação dos requisitos definidos no Regulamento (EU) n.º 575/2013 foi definido um plano transitório que permitiu o reconhecimento gradual de algumas das deduções, sendo que nesta data de referência apenas se mantém o plano transitório aplicável aos ativos por impostos diferidos, que não dependem da rendibilidade futura, em balanço em 1 de janeiro de 2014. Esta plano permite um reconhecimento gradual do valor apurado sujeito a dedução, sendo que em 2021 esse valor é de 70%. Com a revisão do Regulamento (EU) n.º 575/2013, em 27/06/2019, passou a ser alvo de dedução o montante aplicável de cobertura insuficiente para as exposições não produtivas, se a exposição tiver sido originada após 26 de abril de 2019. - Fundos Próprios de Nível 1 ou Tier 1 (T1): Incorpora os instrumentos equiparados a capital, cujas condições cumpram os requisitos definidos no artigo 52º do Regulamento 575/2013 e que tenham obtido aprovação pelo Banco de Portugal. São igualmente elegíveis, se existirem, os interesses não controlados referentes aos requisitos mínimos de fundos próprios adicionais das instituições para as quais o Banco Montepio não detém a participação pela totalidade. A este capital são deduzidas as eventuais detenções de capital T1 de instituições financeiras sujeitas a dedução. - Fundos Próprios de Nível 2 ou Tier 2 (T2): Incorpora instrumentos equiparados a capital, cujas condições cumpram os requisitos definidos no artigo 63º do Regulamento n.º 575/2013 da União Europeia e que tenham obtido aprovação pelo Banco de Portugal. São igualmente elegíveis, se existirem, os interesses não controlados referentes aos requisitos mínimos de fundos próprios totais das instituições para as quais o Banco Montepio não detém a participação pela totalidade. A este capital são deduzidas as eventuais detenções de capital T2 de instituições financeiras sujeitas a dedução. Os Fundos Próprios Totais ou Capital Total são constituídos pela soma dos três níveis de fundos próprios referidos anteriormente. No que respeita ao apuramento dos ativos ponderados pelo risco, além dos requisitos de risco de crédito, operacional e de mercado, destaque para a ponderação a 250,0% dos ativos por impostos diferidos de diferenças temporárias que dependem da rendibilidade futura e de participações financeiras que estejam dentro do limite estabelecido para não dedução a CET1. No que respeita aos ativos por impostos diferidos de diferenças temporárias que não dependem da rendibilidade futura, os mesmos estão sujeitos a ponderação de 100,0% para efeitos de requisitos de capital. É igualmente apurado o requisito de CVA (Credit Valuation Adjustment). Com a aplicação da norma internacional de relato financeiro IFRS 9 – Instrumentos Financeiros, com efeitos a 1 de janeiro de 2018, e considerando o Regulamento (UE) 2017/2395 do Parlamento Europeu e do
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 545 Conselho, o Banco Montepio optou por aplicar numa base contínua durante um período de 5 anos o plano prudencial de phase-in definido no referido Regulamento. Com a entrada em vigor do Regulamento 2020/873 do Parlamento Europeu e Conselho, foi revista a componente dinâmica do plano transitório aplicado aos impactos IFRS9 (Regulamento (UE) 2017/2395) sendo introduzido plano adicional relativo aos impactos de acréscimo de imparidade IFRS9 ocorridos após 1 de janeiro de 2020 nos Estágios 1 e 2. Estes acréscimos encontram-se sujeitos a um plano transitório de desreconhecimento desses impactos de 100% em 2020 e 2021, 75% em 2022, 50% em 2023 e 25% em 2024. Tal como referido, os efeitos da regulamentação relativos aos ativos por impostos diferidos, que não dependem da rendibilidade futura (ainda que pouco significativo), bem como os efeitos resultantes da adoção da norma contabilística IFRS 9 ainda estão sujeitos a um reconhecimento gradual. Este processo de reconhecimento gradual designa-se por phase-in. A assunção total da nova regulamentação, sem considerar planos transitórios é designada por full implementation. Atualmente encontra-se em vigor o processo de phase-in, sendo nesta base que é verificado se determinada entidade dispõe de fundos próprios num montante não inferior ao dos respetivos requisitos de fundos próprios, certificando assim a adequação do seu capital. Esta relação é refletida nos diferentes rácios de capital, nomeadamente o rácio CET1, rácio T1 e rácio de capital total (rácio correspondente ao respetivo nível de capital em percentagem do montante correspondente a 12,5 vezes dos requisitos de fundos próprios). Para estes rácios são indicados mínimos regulamentares pela CRD IV/CRR de 4,5% para o CET1, de 6,0% para o Tier 1 e de 8,0% para o Capital total. Contudo, sobre estes mínimos regulamentares são aplicadas reservas de fundos próprios (como por exemplo, a Reserva de Conservação, a Reserva Contracíclica e a Reserva para Outras Instituições Sistémicas). Para 2021, o Banco de Portugal definiu uma Reserva Contracíclica de 0% para as exposições a Empresas não financeiras portuguesas. No entanto, tendo em conta a dispersão geográfica das suas exposições e requisitos de capita, o BM a 31 de dezembro de 2021 apresentava uma Reserva Contracíclica de 0,005%. No que respeita à Reserva de Conservação o seu valor é de 2,5%. De acordo com estas disposições, em 31 de dezembro de 2021 e 2020, os rácios regulamentares considerando todas as reservas para o Common Equity Tier 1, Tier 1 e Total eram 7,0%, 8,5% e 10,5%. No entanto, em consequência da pandemia do vírus COVID-19, em linha com a decisão tomada pelo BCE para as instituições significativas, o Banco de Portugal permite que as instituições de crédito menos significativas sujeitas à sua supervisão operem, de forma temporária, com um nível inferior à da reserva combinada de fundos próprios (OCR), considerando que as reservas de capital foram concebidas para permitir que as instituições de crédito resistam a situações especialmente adversas. Desta forma, os rácios mínimos regulamentares em 31 de dezembro de 2021 e 2020 para o Common Equity Tier 1, Tier 1 e Total eram 4,5%, 6,0% e 8,0%, respetivamente.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 546 Um sumário dos cálculos de requisitos de capital do Banco Montepio para 31 de dezembro de 2021 e 2020, em phasing-in, apresenta-se como segue: (milhares de euros) 2021 2020 Capital Common Equity Tier 1 Capital realizado 2 420 000 2 420 000 Resultados, Reservas e Resultados não distribuídos (1 034 866) (1 046 602) Outros ajustamentos regulamentares (235 732) (543 308) 1 149 402 830 090 Capital Tier 1 1 149 402 830 090 Capital Tier 2 Empréstimos subordinados 206 323 206 323 206 323 206 323 Fundos próprios totais 1 355 725 1 036 413 Requisitos de Fundos Próprios Risco de crédito 565 222 601 539 Riscos de mercado - 1 114 Risco operacional 43 624 46 140 Outros requisitos 40 700 39 830 649 546 688 623 Rácios Prudenciais Rácio Common Equity Tier 1 14,16% 9,64% Rácio Tier 1 14,16% 9,64% Rácio de Capital Total 16,70% 12,04% De referir que os rácios a 31 de dezembro de 2021 e 2020 consideram o impacto da adesão ao regime especial de ativos por impostos diferidos, conforme descrito na nota 29.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 547 Com a aplicação da norma internacional de relato financeiro IFRS 9 – Instrumentos Financeiros, com efeitos a 1 de janeiro de 2018, e considerando o Regulamento (UE) 2017/2395 do Parlamento Europeu e do Conselho, o Banco Montepio optou por aplicar numa base contínua durante um período de cinco anos o plano prudencial de phasing-in definido no referido Regulamento. Caso não aplicasse o referido plano transitório, bem como o recente plano transitório definido no Regulamento 2020/873, aos impactos decorrentes da adoção da IFRS 9, os rácios prudenciais do Banco Montepio em 31 de dezembro de 2021 e 2020 seriam: (milhares de euros) 2021 2020 Capital Common Equity Tier 1 1 060 884 669 157 Capital Tier 1 1 060 884 669 157 Fundos próprios totais 1 267 207 875 480 Requisitos de Fundos Próprios 642 982 675 332 Rácios Prudenciais Rácio Common Equity Tier 1 13,20% 7,93% Rácio Tier 1 13,20% 7,93% Rácio de Capital Total 15,77% 10,37% Caso apenas fosse aplicado o plano transitório aos impactos iniciais da adoção da IFRS9, não se considerasse o plano transitório aplicável ao acréscimo de imparidade Estágio 1 e 2 após 01 de janeiro de 2020, os rácios prudenciais do Banco Montepio em 31 de dezembro de 2021 e 2020 seriam: (milhares de euros) 2021 2020 Capital Common Equity Tier 1 1 125 713 770 539 Capital Tier 1 1 125 713 770 539 Fundos próprios totais 1 332 036 976 862 Requisitos de Fundos Próprios 647 995 683 999 Rácios Prudenciais Rácio Common Equity Tier 1 13,90% 9,01% Rácio Tier 1 13,90% 9,01% Rácio de Capital Total 16,45% 11,43% 51 Normas contabilísticas recentemente emitidas 1. Impacto da adoção de novas normas, alterações às normas que se tornaram efetivas para os períodos anuais que se iniciaram em 1 de janeiro de 2021: a) IFRS 16 (alteração), ‘Locações - Bonificações de rendas relacionadas com a COVID-19’. Esta alteração introduz um expediente prático para os locatários (mas não para os locadores), que os isenta de avaliar se as bonificações atribuídas pelos locadores no âmbito da COVID-19, qualificam como “modificações” quando estejam cumpridos cumulativamente três critérios: i) a alteração nos pagamentos de locação resulta numa retribuição revista para a locação que é substancialmente igual, ou inferior, à retribuição
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 548 imediatamente anterior à alteração; ii) qualquer redução dos pagamentos de locação apenas afeta pagamentos devidos em, ou até 30 de junho de 2021; e iii) não existem alterações significativas a outros termos e condições da locação. Os locatários que optem pela aplicação desta isenção, contabilizam a alteração aos pagamentos das rendas, como rendas variáveis de locação no(s) período(s) no(s) qual(ais) o evento ou condição que aciona a redução de pagamento ocorre. Esta alteração é aplicada retrospetivamente com os impactos refletidos como um ajustamento nos resultados transitados (ou noutra componente de capital próprio, conforme apropriado) no início do período de relato anual em que o locatário aplica a alteração pela primeira vez. b) IFRS 4 (alteração), ‘Contratos de seguro – diferimento da aplicação da IFRS 9’. Esta alteração refere- se às consequências contabilísticas temporárias que resultam da diferença entre a data de entrada em vigor da IFRS 9 – Instrumentos Financeiros e da futura IFRS 17 – Contratos de Seguro. Em especial, a alteração efetuada à IFRS 4 adia até 2023 a data de expiração da isenção temporária da aplicação da IFRS 9 a fim de alinhar a data efetiva desta última com a da nova IFRS 17. c) IFRS 9, IAS 39, IFRS 7, IFRS 4 e IFRS 16 (alterações) 'Reforma das taxas de juro de referência - fase 2. Estas alterações tratam de questões que surgem durante a reforma de uma taxa de juro de referência, incluindo a substituição de uma taxa de juro de referência por outra alternativa, permitindo a adoção de isenções como: i) alterações na designação e documentação de cobertura; ii) valores acumulados na reserva de cobertura de fluxo de caixa; iii) avaliação retrospetiva da eficácia de uma relação de cobertura no âmbito da IAS 39; iv) alterações nas relações de cobertura para grupos de itens; v) presunção de que uma taxa de juro de referência alternativa, designada como uma componente de risco não especificada contratualmente, é identificável separadamente e qualifica como um risco coberto; e vi) atualizar a taxa de juro efetiva, sem reconhecer ganho ou perda, para os instrumentos financeiros mensurados ao custo amortizado com variações nos fluxos de caixa contratuais em consequência da reforma da IBOR, incluindo locações que são indexadas a uma IBOR. As autoridades reguladoras financeiras a nível mundial têm vindo a promover durante os últimos anos o abandono da utilização dos indexantes IBOR e a sua substituição por indexantes sem risco, o que originou a necessidade de uma transição dos indexantes Libor para os novos indexantes recomendados pelos grupos de trabalho criados nas diferentes jurisdições. Esta transição acelerou-se com a comunicação da cessação de indexantes Libor a partir do início de 2022, o que implica que os participantes de mercado passem a utilizar novos indexantes sem risco e alterarem os contratos afetados pela cessação da publicação dos indexantes Libor. No final de dezembro 2021 ocorreu de facto a cessação da publicação das Libor para algumas moedas e prazos e está previsto que em junho 2023, ocorra a cessação da publicação das LIBOR remanescentes. No que diz respeito à alteração de metodologia da Euribor, as alterações foram aplicadas desde 1 de janeiro de 2021 sem impactos significativos. Desde 15 de abril de 2021 o Banco Central Europeu começou a publicar a €STR (taxa de curto prazo em Euro) no formato de taxa média composta para os prazos de 1 semana, e de 1, 3, 6 e 12 meses.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 549 As abordagens para a transição variam de produto para produto e de contraparte para contraparte. Ao nível dos contratos com derivados, é esperado que as contrapartes centrais de compensação sigam uma abordagem padronizada de todo o mercado para a reforma, enquanto os contratos de derivados bilaterais, contratos de empréstimo e outros títulos em dinheiro devem ser negociados em grande parte de forma bilateral com as contrapartes. O Grupo tem procurado identificar e colmatar os riscos inerentes à transição das taxas de referência por forma a assegurar uma transição adequada, nomeadamente no que diz respeito a riscos legais e de litigância, decorrentes dos contratos com referência a indexantes que serão descontinuados e à necessidade de alteração de redação, riscos operacionais decorrentes da necessidade de adaptações tecnológicas, de processos e controlo, riscos financeiros e contabilísticos pela utilização e alteração de indexantes, assim como risco reputacional. Dada a imaterialidade da exposição aos indexantes afetados, não houve necessidade de alteração da estratégia de mitigação de risco de taxa de juro. A curva EUR OIS, utilizada na bloomberg para valorização de derivados, foi alterada, deixando de estar disponível a curva 133 (Eonia) tendo passado o Grupo Banco Montepio a utilizar a curva 514 (€str). O Grupo tem uma exposição elevada ao indexante Euribor que não será afetada pela transição dado que este indexante, após alteração da sua metodologia em 2021, recebeu a aprovação dos supervisores e reguladores. O Grupo utiliza a Euribor em contratos de crédito a clientes. Não obstante, tanto o grupo de trabalho europeu sobre taxas de juro sem risco como as autoridades europeias, recomendam que os contratos baseados na Euribor incluam cláusulas de substituição em caso de uma eventual cessação futura da Euribor, que se baseiem em indexantes sem risco para o EUR, nomeadamente, em estruturas temporais baseadas no indexante €STR. Ao nível dos GMRAs e CSAs relevantes foi efetuada a alteração da indexação da taxa para remuneração das margens de Eonia para €str. O Banco considera a sua exposição à Libor imaterial no contexto das suas demonstrações financeiras, dado o reduzido volume de instrumentos financeiros ativos e passivos relacionados com estes indexantes. A Libor do USD é o único indexante em termos de exposição. Estas modificações não tiveram impacto relevante nas demonstrações financeiras do Banco Montepio. 2. Normas (novas e alterações) publicadas, cuja aplicação é obrigatória para períodos anuais que se iniciem em ou após 1 de janeiro de 2022, e que a União Europeia já endossou: a) IAS 16 (alteração) ‘Rendimentos obtidos antes da entrada em funcionamento’ (a aplicar nos exercícios que se iniciem em ou após 1 de janeiro de 2022). Alteração do tratamento contabilístico dado à contraprestação obtida com a venda de produtos que resultam da produção em fase de teste dos ativos fixos tangíveis, proibindo a sua dedução ao custo de aquisição dos ativos. Esta alteração é de aplicação retrospetiva, sem reexpressão dos comparativos. b) IAS 37 (alteração) ’Contratos onerosos – custos de cumprir com um contrato’ (a aplicar nos exercícios que se iniciem em ou após 1 de janeiro de 2022). Esta alteração especifica que na avaliação sobre se um contrato é ou não oneroso, apenas podem ser considerados os gastos diretamente relacionados
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 550 com o cumprimento do contrato, como os custos incrementais relacionados com mão-de-obra direta e materiais e a alocação de outros gastos diretamente relacionados como a alocação dos gastos de depreciação dos ativos tangíveis utilizados para realizar o contrato. Esta alteração deverá ser aplicada aos contratos que, no início do primeiro período anual de relato ao qual a alteração é aplicada, ainda incluam obrigações contratuais por satisfazer, sem haver lugar à reexpressão do comparativo. c) IFRS 3 (alteração) ‘Referências à Estrutura conceptual’ (a aplicar nos exercícios que se iniciem em ou após 1 de janeiro de 2022). Esta alteração atualiza as referências à Estrutura Conceptual no texto da IFRS 3, não tendo sido introduzidas alterações aos requisitos contabilísticos para as concentrações de atividades empresariais. Esta alteração também clarifica o tratamento contabilístico a adotar relativamente aos passivos e passivos contingentes no âmbito da IAS 37 e IFRIC 21 e proíbe o registo de ativos contingentes da adquirida numa concentração de atividades empresariais. Esta alteração é de aplicação prospetiva. d) IFRS 16 (alteração), ‘Locações - Bonificações de rendas relacionadas com a COVID-19 após 30 de junho de 2021’ (a aplicar nos exercícios que se iniciem em ou após 1 de abril de 2021). A alteração estende a data de aplicação da alteração à IFRS 16 – ‘Locações - Bonificações de rendas relacionadas com a COVID-19’ de 30 de junho de 2021 até 30 de junho de 2022. As condições de aplicação do expediente prático mantêm-se, sendo que: i) caso o locatário já estiver a aplicar o expediente prático de 2020, terá de continuar a aplicá-lo a todos os contratos de locação com características similares, e em condições comparáveis; e ii) caso o locatário não tenha aplicado o expediente prático às bonificações de rendas elegíveis de 2020, não poderá aplicar esta extensão à alteração de 2020. Esta alteração é aplicada retrospetivamente com os impactos refletidos como um ajustamento ao saldo de abertura dos resultados transitados do período de relato anual em que o locatário aplica esta alteração pela primeira vez. e) IFRS 17 (nova), ‘Contratos de seguro’ (a aplicar nos exercícios que se iniciem em ou após 1 de janeiro de 2023). Esta nova norma substitui o IFRS 4 e é aplicável a todas as entidades que emitam contratos de seguro, contratos de resseguro e contratos de investimento com características de participação discricionária. A IFRS 17 baseia-se na mensuração corrente das responsabilidades técnicas, as quais são reavaliadas a cada data de relato. A mensuração corrente pode ser efetuada pela aplicação do modelo completo (“building block approach”) ou simplificado (“premium allocation approach”). O modelo completo baseia-se em cenários de fluxos de caixa descontados ponderados pela probabilidade de ocorrência e ajustados pelo risco, e uma margem de serviço contratual, a qual representa a estimativa do lucro futuro do contrato. Alterações subsequentes dos fluxos de caixa estimados são ajustados contra a margem de serviço contratual, exceto se esta se tornar negativa. A IFRS 17 é de aplicação retrospetiva com algumas isenções na data da transição. f) IFRS 17 (alteração), ‘Contratos de seguro’ (a aplicar nos exercícios que se iniciem em ou após 1 de janeiro de 2023. Esta alteração compreende alterações específicas em oito áreas da IFRS 17, tais como: i) âmbito; ii) nível de agregação dos contratos de seguros; iii) reconhecimento; iv) mensuração; v) modificação e desreconhecimento; vi) apresentação da Demonstração da posição financeira; vii) reconhecimento e mensuração da Demonstração dos resultados; e viii) divulgações. Esta alteração também inclui clarificações, que têm como objetivo simplificar alguns dos requisitos desta norma e agilizar a sua implementação.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 551 g) Melhorias às normas 2018 – 2020 (a aplicar nos exercícios que se iniciem em ou após 1 de janeiro de 2022). Este ciclo de melhorias altera os seguintes normativos: IFRS 1, IFRS 9, IFRS 16 e IAS 41. O Banco Montepio não antecipa qualquer impacto significativo decorrente da aplicação destas alterações nas suas demonstrações financeiras. 3. Normas (novas e alterações) publicadas, cuja aplicação é obrigatória para períodos anuais que se iniciem em ou após 1 de janeiro de 2022, e que a União Europeia ainda não endossou: a) IAS 1 (alteração), ‘Apresentação das demonstrações financeiras - classificação de passivos’ (a aplicar nos exercícios que se iniciem em ou após 1 de janeiro de 2023). Esta alteração ainda está sujeita ao processo de endosso pela União Europeia. Esta alteração pretende clarificar a classificação dos passivos como saldos correntes ou não correntes em função dos direitos que uma entidade tem de diferir o seu pagamento, no final de cada período de relato. A classificação dos passivos não é afetada pelas expectativas da entidade (a avaliação deverá determinar se um direito existe, mas não deverá considerar se a entidade irá ou não exercer tal direito), ou por eventos ocorridos após a data de relato, como seja o incumprimento de um “covenant”. Esta alteração inclui ainda uma nova definição de “liquidação” de um passivo. Esta alteração é de aplicação retrospetiva. b) IAS 1 (alteração), ‘Divulgação de políticas contabilísticas’ (a aplicar nos exercícios que se iniciem em ou após 1 de janeiro de 2023). Esta alteração ainda está sujeita ao processo de endosso pela União Europeia. Alteração aos requisitos de divulgação de políticas contabilísticas baseadas na definição de “material” em detrimento de “significativo”. A informação relativa a uma política contabilística considera- se material caso, na ausência da mesma, os utilizadores das demonstrações financeiras não tenham a capacidade de compreender outras informações financeiras incluídas nessas mesmas demonstrações financeiras. As informações imateriais relativas a políticas contabilísticas não precisam de ser divulgadas. O IFRS Practice Statement 2, foi também alterado para clarificar como se aplica o conceito de “material” à divulgação de políticas contabilísticas. c) IAS 8 (alteração), ‘Divulgação de estimativas contabilísticas’ (a aplicar nos exercícios que se iniciem em ou após 1 de janeiro de 2023). Esta alteração ainda está sujeita ao processo de endosso pela União Europeia. Introdução da definição de estimativa contabilística e a forma como esta se distingue das alterações de políticas contabilísticas. As estimativas contabilísticas passam a ser definidas como valores monetários sujeitos a incerteza na sua mensuração, utilizadas para concretizar o(s) objetivo(s) de uma política contabilística. d) IAS 12 (alteração), ‘Imposto diferido relacionado com ativos e passivos associados a uma única transação’ (a aplicar nos exercícios que se iniciem em ou após 1 de janeiro de 2023). Esta alteração ainda está sujeita ao processo de endosso pela União Europeia. A IAS 12 passa a exigir que as entidades reconheçam imposto diferido sobre determinadas transações específicas, quando o seu reconhecimento inicial dê origem a valores iguais de diferenças temporárias tributáveis e diferenças temporárias dedutíveis. As transações sujeitas referem-se ao registo de: i) ativos sob direito de uso e passivos de locação; e ii) provisões para desmantelamento, restauro ou passivos semelhantes, e os correspondentes valores reconhecidos como parte do custo do ativo relacionado, quando na data do reconhecimento inicial não relevem para efeitos fiscais. Estas diferenças tributáveis deixam de ser sujeitas à isenção de reconhecimento inicial de impostos diferidos. O efeito acumulado da aplicação
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 552 inicial desta alteração é reconhecido como um ajustamento ao saldo de abertura dos resultados transitados (ou outro componente do capital próprio, conforme apropriado) do período comparativo mais antigo apresentado. e) IFRS 17 (alteração), ‘Aplicação inicial da IFRS 17 e IFRS 9 - Informação Comparativa’ (em vigor para períodos anuais com início em ou após 1 de janeiro de 2023). Esta alteração ainda está sujeita ao processo de endosso pela União Europeia. Esta alteração aplica-se apenas às seguradoras na transição para a IFRS 17 e permite a adoção de um “overlay” na classificação de um ativo financeiro para o qual a entidade não efetue a aplicação retrospetiva, no âmbito da IFRS 9. Esta alteração visa evitar desfasamentos contabilísticos temporários entre ativos financeiros e passivos de contratos de seguro, na informação comparativa apresentada na aplicação inicial da IFRS 17, prevendo: (i) a aplicação ativo financeiro a ativo financeiro; (ii) a apresentação da informação comparativa como se os requisitos de classificação e mensuração da IFRS 9 tivessem sido aplicados a esse ativo financeiro, mas sem exigir que uma entidade aplique os requisitos de imparidade da IFRS 9; e (iii) a obrigação de utilizar informações razoáveis e suportadas disponíveis na data de transição, para determinar como a entidade espera que esse ativo financeiro seja classificado de acordo com a IFRS 9. O Banco Montepio não antecipa qualquer impacto significativo decorrente da aplicação destas alterações nas suas demonstrações financeiras. 52 Cedência de ativos O Banco Montepio realizou um conjunto de operações de cedência de ativos financeiros, nomeadamente crédito a clientes, para fundos especializados de recuperação de crédito. Estes fundos assumem a gestão das sociedades mutuárias ou dos ativos recebidos em colateral com o objetivo de garantir uma administração pró-ativa através da implementação de planos de exploração/valorização dos mesmos. Os ativos financeiros cedidos nestas operações foram desreconhecidos do balanço do Banco Montepio, uma vez que foi transferida para os fundos parte substancial dos riscos e benefícios associados, bem como o respetivo controlo. Os fundos especializados na recuperação de crédito que adquiriram os ativos financeiros ao Banco Montepio são fundos fechados, em que os participantes não têm a possibilidade de pedir o reembolso das suas unidades de participação durante a vida do mesmo. Estas unidades de participação são detidas pelos vários bancos do mercado que cederam os créditos, em percentagens que vão variando ao longo da vida dos fundos, mas garantindo que cada banco, isoladamente, não detém títulos representativos de mais de 50% do capital dos fundos. Os fundos têm uma estrutura de gestão específica (General Partner), totalmente autónoma dos bancos cedentes, que é selecionada na data de constituição dos fundos.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 553 A estrutura de gestão dos fundos tem como principais responsabilidades: - Definir o objetivo dos fundos; e - Administrar e gerir em regime exclusivo os fundos, determinar os objetivos e política de investimento e o modo de conduta da gestão e negócios dos fundos. A estrutura de gestão é remunerada através de comissões de gestão cobradas aos fundos. Na sua maioria, estes fundos, em que o Banco Montepio detém uma posição minoritária nas unidades de participação, constituem sociedades de direito português com vista à aquisição dos créditos aos bancos, a qual é financiada através da emissão de títulos sénior e de títulos júnior. O valor dos títulos sénior, subscritos integralmente pelos fundos que detêm o capital social, iguala o justo valor do ativo objeto de cedência, determinado mediante um processo negocial baseado em avaliações efetuadas por ambas as partes. Estes títulos são remunerados a uma taxa de juro que reflete o risco da sociedade detentora dos ativos. O valor dos títulos júnior é equivalente à diferença entre o justo valor que teve por base a valorização do título sénior e o valor de cedência dos créditos às sociedades de direito português. Estes títulos júnior, sendo subscritos pelo Banco Montepio, dão direito a um valor positivo contingente caso o valor dos ativos transferidos ultrapasse o montante das prestações sénior acrescidos da remuneração das mesmas. Contudo, considerando que estes títulos júnior refletem um diferencial de avaliação dos ativos cedidos tendo por base avaliações efetuadas por entidades independentes e um processo negocial entre as partes, os mesmos encontram-se a ser integralmente provisionados. Assim, na sequência das operações de cedência de ativos ocorridas, o Banco Montepio subscreveu: - Unidades de participação dos fundos em que os cash-flows que vão permitir a sua recuperação são provenientes de um conjunto alargado de ativos cedidos pelos vários bancos participantes (onde o Banco Montepio é claramente minoritário). Estes títulos encontram-se assim registados na carteira de ativos financeiros ao justo valor através de resultados sendo avaliados ao justo valor com base no valor da cotação, o qual é divulgado pelos fundos e auditado no final de cada ano; e - Títulos júnior (com maior grau de subordinação), emitidos pelas sociedades de direito português controladas pelos fundos, encontram-se a ser totalmente provisionados por refletirem a melhor estimativa da imparidade dos ativos financeiros cedidos. Neste contexto, não tendo controlo, mas permanecendo algum risco e benefício, o Banco Montepio, nos termos da IFRS 9 procedeu a uma análise da exposição à variabilidade de riscos e benefícios nos ativos transferidos, antes e após a operação, tendo sido concluído que não reteve substancialmente todos os riscos e benefícios.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 554 Considerando que também não detém o controlo, já que não exerce qualquer influência sobre os fundos ou as sociedades que detêm os ativos, o Banco Montepio procedeu ao desreconhecimento dos ativos transferidos e ao reconhecimento dos ativos recebidos como contrapartida nos seguintes termos: (milhares de euros) Ativos líquidos cedidos Valor recebido Resultado acumulado apurado com a transferência Ativos líquidos cedidos Valor recebido Resultado acumulado apurado com a transferência Fundo Vega, FCR 27 857 43 124 15 267 27 857 43 124 15 267 49 406 64 714 15 308 49 406 64 714 15 308 Fundo de Reestruturação Empresarial, FCR 2021 2020 21 549 21 590 41 21 549 21 590 41 Valores associados à cedência de ativos Valores associados à cedência de ativos À data de 31 de dezembro de 2021 e 2020 os ativos recebidos no âmbito dessas operações são analisados como segue: (milhares de euros) 2021 2020 Fundo Vega, FCR 23 985 25 107 Fundo de Reestruturação Empresarial, FCR 4 790 4 931 28 775 30 038 Títulos sénior Apesar de os títulos de natureza subordinada se encontrarem totalmente provisionados, o Banco Montepio mantém também uma exposição indireta aos ativos financeiros cedidos, no âmbito de uma participação minoritária na pool de todos os ativos cedidos por outras instituições financeiras, por via das ações e das unidades de participação nos fundos adquiridas no âmbito das operações (denominadas no quadro como títulos sénior). 53 Contingências Fundo de Resolução O Fundo de Resolução é uma pessoa coletiva de direito público com autonomia administrativa e financeira, criado pelo Decreto-Lei n.º 31-A/2012, de 10 de fevereiro, que se rege pelo Regime Geral das Instituições de Crédito e Sociedades Financeiras (“RGICSF”) e pelo seu regulamento e que tem como missão prestar apoio financeiro às medidas de resolução aplicadas pelo Banco de Portugal, na qualidade de autoridade nacional de resolução, e para desempenhar todas as demais funções conferidas pela lei no âmbito da execução de tais medidas. O Banco Montepio, a exemplo da generalidade das instituições financeiras a operar em Portugal, é uma das instituições participantes no Fundo de Resolução, efetuando contribuições que resultam da aplicação de uma taxa definida anualmente pelo Banco de Portugal tendo por base, entre outros, o montante dos seus
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 555 passivos. Em 2021, a contribuição periódica efetuada pelo Banco Montepio ascendeu a 4.357 milhares de euros (2020: 4.263 milhares de euros), tendo por base uma taxa contributiva de 0,060%. Medida de resolução do Banco Espírito Santo, S.A. (BES) No âmbito da sua responsabilidade enquanto autoridade de supervisão e resolução do setor financeiro português, o Banco de Portugal, em 3 de agosto de 2014, decidiu aplicar ao Banco Espírito Santo, S.A. (“BES”) uma medida de resolução, ao abrigo do n. º 5 e do artigo 145º-G do RGICSF, que consistiu na transferência da generalidade da sua atividade para um banco de transição, denominado Novo Banco, S.A. (“Novo Banco”), criado especialmente para o efeito. Para realização do capital social do Novo Banco, o Fundo de Resolução, enquanto acionista único, disponibilizou 4.900 milhões de euros, dos quais 365 milhões de euros correspondiam a recursos financeiros próprios. Foi ainda concedido um empréstimo por um sindicato bancário ao Fundo de Resolução, no montante de 635 milhões de euros, sendo a participação de cada instituição de crédito ponderada em função de diversos fatores, incluindo a respetiva dimensão. O restante montante (3.900 milhões de euros) teve origem num empréstimo reembolsável concedido pelo Estado Português. Na sequência da aplicação da referida medida de resolução, a 7 de julho de 2016, o Fundo de Resolução declarou que iria analisar e avaliar as diligências a tomar na sequência da publicação do relatório sobre os resultados do exercício de avaliação independente, realizado para estimar o nível de recuperação de crédito para cada classe de credores no cenário hipotético de um processo de insolvência normal do BES a 3 de agosto de 2014. Nos termos da lei aplicável, caso se venha a verificar que os credores cujos créditos não tenham sido transferidos para o Novo Banco assumem um prejuízo superior ao que hipoteticamente teriam caso o BES tivesse entrado em processo de liquidação em momento imediatamente anterior ao da aplicação da medida de resolução, esses credores têm direito a receber a diferença do Fundo de Resolução. A 31 de março de 2017, o Banco de Portugal comunicou ter selecionado o Fundo Lone Star para a compra do Novo Banco, a qual foi concluída em 17 de outubro de 2017, mediante a injeção pelo novo acionista de 750 milhões de euros, à qual se seguirá uma nova entrada de capital de 250 milhões de euros, a concretizar num período de até três anos. Com esta operação cessou o estatuto de banco de transição do Novo Banco, tendo o Fundo Lone Star passado a deter 75% do capital social do Novo Banco e o Fundo de Resolução os remanescentes 25%, ainda que sem os correspondentes direitos de voto. No dia 26 de fevereiro de 2018, a Comissão Europeia divulgou a versão não confidencial da decisão de aprovação do auxílio do Estado subjacente ao processo de venda do Novo Banco, a qual contempla um mecanismo de capitalização contingente, nos termos do qual o Fundo de Resolução poderá ser chamado a realizar injeções de capital no caso de se materializarem certas condições relacionadas com o desempenho de um conjunto restrito de ativos do Novo Banco e com a evolução dos níveis de capital do banco. Este mecanismo é acionado anualmente, com base nas contas anuais do Novo Banco certificadas pelo respetivo auditor, estando prevista a possibilidade de apuramentos intra-anuais apenas no caso de incumprimento, pelo Novo Banco, dos requisitos prudenciais. Para efeitos deste mecanismo, são consideradas as diferenças de valorização dos ativos (positivas ou negativas) face ao seu valor
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 556 contabilístico, líquido de imparidades, registado a 30 de junho de 2016 (cerca de 7,9 mil milhões de euros de acordo com a informação prestada pelo Novo Banco). Assim, são consideradas perdas ou ganhos económicos, resultantes, por exemplo, da venda de ativos ou da reestruturação de créditos, mas também as imparidades, ou a sua reversão, registadas pelo Novo Banco, nos termos das normas de contabilidade, bem como os custos de financiamento associados à manutenção dos ativos no balanço do Novo Banco. Ao abrigo do referido mecanismo foram utilizados recursos financeiros próprios resultantes das contribuições pagas, direta ou indiretamente pelo setor bancário, complementados por um empréstimo do Estado no montante de 430 milhões de euros no âmbito do acordo-quadro celebrado entre o Estado Português e o Fundo de Resolução. De acordo com a informação prestada pelo Novo Banco, à data de 31 de dezembro de 2017, o valor líquido dos ativos abrangidos pelo perímetro do mecanismo de capitalização contingente ascendia a cerca de 5,4 mil milhões de euros. Em 6 de maio de 2019, o Fundo de Resolução efetuou o pagamento de 1.149 milhões de euros ao Novo Banco com referência às contas de 2018, tendo utilizado os seus recursos próprios, resultantes de contribuições devidas, direta e indiretamente pelo setor bancário, e recorreu a um empréstimo junto do Estado no montante de 850 milhões de euros, que corresponde ao limite máximo de financiamento anual acordado entre o Fundo de Resolução e o Estado em outubro de 2017. Em maio de 2020, o Fundo de Resolução efetuou o pagamento de 1.035 milhões de euros ao Novo Banco com referência às contas de 2019, que resultou da execução dos acordos celebrados em 2017, no quadro da venda de 75% da participação do Fundo de Resolução no Novo Banco e respeitou todos os procedimentos e limites aí definidos, e recorreu a um empréstimo junto do Estado no montante de 850 milhões de euros. Em 4 de junho de 2021, o Fundo de Resolução realizou o pagamento ao Novo Banco de 317 milhões de euros, referente às contas do exercício de 2020, que foi integralmente financiado com recursos provenientes de um empréstimo obtido junto de sete instituições de crédito nacionais. O valor apurado pelo Fundo de Resolução para efeitos de pagamento ao Novo Banco foi de 429 milhões de euros. A parcela de 112 milhões de euros ficou dependente da conclusão de uma averiguação suplementar, que inclua a obtenção de uma opinião externa, relativamente à opção do Novo Banco de não aplicar a política de contabilidade de cobertura aos instrumentos financeiros derivados contratados para cobrir risco de taxa de juro resultante da exposição e dívida soberana de longo prazo. Este mecanismo vigora até 31 de dezembro de 2025 (podendo ser estendido até 31 de dezembro de 2026) e está limitado a um máximo absoluto de 3.890 milhões de euros. Medida de resolução do Banif – Banco Internacional do Funchal, S.A. (Banif) Em 19 de dezembro de 2015, o Conselho de Administração do Banco de Portugal deliberou declarar que o Banif – Banco Internacional do Funchal, S.A. (“Banif”) se encontrava «em risco ou em situação de insolvência» e iniciar um processo de resolução urgente da instituição na modalidade de alienação parcial ou total da sua atividade, e que se materializou na alienação em 20 de dezembro de 2015 ao Banco
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 557 Santander Totta S.A. (“Santander Totta”) dos direitos e obrigações, constituindo ativos, passivos, elementos extrapatrimoniais e ativos sob gestão do Banif por 150 milhões de euros. A maior parte dos ativos que não foram objeto de alienação foram transferidos para um veículo de gestão de ativos, denominado Oitante, S.A. (“Oitante”), criado especificamente para o efeito, o qual tem como acionista único o Fundo de Resolução. A Oitante procedeu à emissão de obrigações representativas de dívida, no montante de 746 milhões de euros, tendo sido prestada uma garantia pelo Fundo de Resolução e uma contragarantia pelo Estado Português. Esta operação envolveu um apoio público estimado em 2.255 milhões de euros que visou cobrir contingências futuras e que foi financiado em 489 milhões de euros pelo Fundo de Resolução e 1.766 milhões de euros diretamente pelo Estado Português. A 21 de julho de 2016, o Fundo de Resolução efetuou um pagamento ao Estado, no montante de 163.120 milhares de euros, a título de reembolso parcial antecipado da medida de resolução aplicada ao Banif, permitindo que o valor em dívida baixasse de 489 milhões de euros para 353 milhões de euros. Tal como referido acima para o BES, caso se venha a verificar que os credores assumem um prejuízo superior ao que hipoteticamente teriam caso o Banif tivesse entrado em processo de liquidação em momento imediatamente anterior ao da aplicação da medida de resolução, esses credores têm direito a receber a diferença do Fundo de Resolução. Responsabilidades e financiamento do Fundo de Resolução Na sequência das medidas de resolução aplicadas ao BES e ao Banif e do acordo de venda do Novo Banco à Lone Star, o Fundo de Resolução contraiu os empréstimos referidos acima e assumiu responsabilidades e passivos contingentes resultantes de: x efeitos da aplicação do princípio de que nenhum credor da instituição de crédito sob resolução pode assumir um prejuízo maior do que aquele que assumiria caso essa instituição tivesse entrado em liquidação; x efeitos negativos decorrentes do processo de resolução de que resultem responsabilidades ou contingências adicionais para o Novo Banco que têm que ser neutralizados pelo Fundo de Resolução; x processos judiciais contra o Fundo de Resolução; x garantia prestada às obrigações emitidas pela Oitante. Esta garantia está contragarantida pelo Estado Português; x mecanismo de capitalização contingente associado ao processo de venda do Novo Banco à Lone Star. Por forma a preservar a estabilidade financeira por via da promoção das condições que conferem previsibilidade e estabilidade ao esforço contributivo para o Fundo de Resolução, o Governo Português chegou a acordo com a Comissão Europeia no sentido de serem alteradas as condições dos financiamentos concedidos pelo Estado Português e pelos bancos participantes ao Fundo de Resolução. Para o efeito, foi
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 558 formalizado um aditamento aos contratos de financiamento ao Fundo de Resolução, que introduziu um conjunto de alterações sobre os planos de reembolso, as taxas de remuneração, e outros termos e condições associados a esses empréstimos, por forma a que os mesmos se ajustem à capacidade do Fundo de Resolução cumprir integralmente as suas obrigações com base nas suas receitas regulares, isto é, sem necessidade de serem cobradas, aos bancos participantes no Fundo de Resolução, contribuições especiais ou qualquer outro tipo de contribuição extraordinária. De acordo com o comunicado do Fundo de Resolução de 31 de março de 2017, a revisão das condições dos financiamentos concedidos pelo Estado Português e pelos bancos participantes visou assegurar a sustentabilidade e o equilíbrio financeiro do Fundo de Resolução, com base num encargo estável, previsível e comportável para o sector bancário. Com base nesta revisão, o Fundo de Resolução considerou estar assegurado o pagamento integral das suas responsabilidades, bem como a respetiva remuneração, sem necessidade de recurso a contribuições especiais ou qualquer outro tipo de contribuições extraordinárias por parte do setor bancário. Não obstante a possibilidade prevista na legislação aplicável de cobrança de contribuições especiais, atendendo à renegociação das condições dos empréstimos concedidos ao Fundo de Resolução pelo Estado Português e por um sindicato bancário, no qual o Banco se inclui, e aos comunicados públicos efetuados pelo Fundo de Resolução e pelo Gabinete do Ministro das Finanças, as presentes demonstrações financeiras refletem a expectativa do Conselho de Administração de que não serão exigidas ao Banco contribuições especiais ou qualquer outro tipo de contribuições extraordinárias para financiamento do Fundo de Resolução. Eventuais alterações significativas relativamente a esta matéria podem ter implicações relevantes nas presentes demonstrações financeiras. Autoridade da Concorrência Em 9 de setembro de 2019 a Caixa Económica Montepio Geral, caixa económica bancária, S.A. (“Banco Montepio”) foi notificada da Decisão final da Autoridade da Concorrência no processo contraordenacional PRC/2012/9 (“Decisão”), na qual esta entidade concluiu que mais de uma dezena de instituições bancárias com atividade em Portugal, de entre elas o Banco Montepio, participaram numa prática concertada, restritiva da concorrência, de intercâmbio de informações comerciais sensíveis, em violação do artigo 9.º da Lei n.º 19/2012, de 8 de maio e do artigo 101.º do Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia, tendo aplicado ao Banco Montepio uma coima de 13 milhões de euros. A Decisão era suscetível de recurso para o Tribunal da Concorrência, Regulação e Supervisão por parte de todas as visadas, incluindo o Banco Montepio. A interposição do recurso determinaria a suspensão da obrigação de pagamento da coima até a Decisão ter transitado em julgado desde que requerida a suspensão da obrigação da prestação de caução, em valor a fixar pelo tribunal, À semelhança de várias outras instituições visadas que anunciaram publicamente essa intenção, o Banco Montepio interpôs Recurso de Impugnação Judicial desta Decisão em 21 de outubro de 2019. Recebido o Recurso de impugnação por parte do Tribunal da Concorrência, Regulação e Supervisão, e tendo este decidido pela prestação de caução com vista à suspensão da obrigação de pagamento imediato
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 559 da coima aplicada, o Banco Montepio prestou tal caução junto daquele tribunal, tendo este decidido pela sua aceitação e consequente suspensão da obrigação supra referida. A audiência de discussão e julgamento iniciou-se em outubro de 2021 e ainda está em curso. O tribunal comunicou que a leitura da sentença será realizada até ao final de abril de 2022. Tendo em conta todas as circunstâncias relevantes, emergentes do recurso apresentado pelo Banco Montepio bem como pelos demais bancos Arguidos, seguidos da Audiência de Discussão e Julgamento em curso, considera-se existir uma probabilidade séria e significativa de a responsabilidade contraordenacional do Banco Montepio a coima aplicada à CEMG vir a ser anulada, em particular pelo Tribunal da Relação. Não temos conhecimento de que, até à data, tenha sido intentada qualquer ação judicial de indemnização relacionada com a Decisão ou os factos a ela respeitantes. À luz de todas as circunstâncias relevantes, considera-se que as hipóteses de sucesso de eventuais ações judiciais eventualmente a serem propostas contra o Banco Montepio com fundamento na Decisão seriam reduzidas. Banco de Portugal A 31 de dezembro de 2021 e 2020, o Banco encontra-se demandado em diversos processos de contraordenação instaurados pelo Banco de Portugal, por alegadas práticas e infrações em matérias de regulação que são aplicáveis ao Banco, num montante de possíveis coimas que ascende a aproximadamente 9 milhões de euros. A evolução desses processos é regularmente acompanhada pelo Conselho de Administração do Banco, com intervenção técnico-jurídica a cargo da sua Direção Jurídica e, em certos processos, por sociedades de advogados, cuja prestação de serviços é casuisticamente contratada. Para alguns desses processos, o Banco de Portugal proferiu decisões em processo sumaríssimo, mediante as quais propôs uma coima única de valor substancialmente inferior ao montante de potencial coima máxima. Outros processos, encontram-se ainda numa fase preliminar, não tendo ainda sido produzida a prova requerida pelos arguidos, o que limita de forma relevante a análise de risco, entendendo-se ainda assim que o Banco tem linhas de Defesa sérias e razoáveis, quer em termos de suporte factual, quer em termos de enquadramento jurídico, no que diz respeito à generalidade das infrações que lhe são imputadas. Nessa medida, o Conselho de Administração admite como possível que as linhas de Defesa do Banco possam vir a ter sucesso, total ou parcial, em relação a muitas das infrações que lhe são imputadas, ainda que continue a existir o respetivo risco de condenação, também em relação a algumas das infrações imputadas, não excedendo, contudo, o montante de provisões reconhecido pelo Banco em 31 de dezembro de 2021.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 560 54 Empresas subsidiárias e associadas e Ativos não correntes detidos para venda do Banco Montepio Em 31 de dezembro de 2021 e 2020 as Empresas detidas direta ou indiretamente pelo Banco Montepio são as seguintes: Banco Designação Sede Capital social Moeda Atividade % de controlo % de part. efetiva % de part. direta Banco Montepio Geral – Cabo Verde, Sociedade Unipessoal, S.A. - Em Liquidação Praia 992 000 000 escudo cabo verdiano Banca 100,00% 100,00% 100,00% Montepio Holding, S.G.P.S., S.A. Porto 175 000 000 euro Gestão de participações sociais 100,00% 100,00% 100,00% Grupo (euros) Designação Sede Capital social Atividade % detida HTA - Hotéis, Turismo e Animação dos Açores, S.A. Ilha de São Miguel 10 000 000 Alojamento, Restauração e Similares / Hotéis com Restaurante 20,00% Montepio Gestão de Activos Imobiliários, A.C.E. Lisboa 2 449 707 Gestão de ativos imobiliários 26,00% CESource, ACE Lisboa - Gestão de recursos informáticos 18,00% Em 31 de dezembro de 2021, o Banco Montepio detinha unidades de participação em fundos de investimento conforme segue: Empresa Subsidiária Ano de Constituição Ano de Aquisição Sede % de interesse económico Método de consolidação Valor Arrendamento – Fundo de Investimento Imobiliário Fechado 2013 2013 Lisboa 100% Integral Polaris - Fundo de Investimento Imobiliário Fechado 2009 2012 Lisboa 100% Integral PEF - Portugal Estates Fund 2013 2013 Lisboa 100% Integral Carteira Imobiliária - Fundo Especial de Investimento Imobiliário Aberto (FEIIA) 2013 2013 Lisboa 100% Integral
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 561 Em 31 de dezembro de 2020, o Banco Montepio detinha unidades de participação em fundos de investimento conforme segue: Empresa Subsidiária Ano de Constituição Ano de Aquisição Sede % de interesse económico Método de consolidação Montepio Arrendamento – Fundo de Investimento Imobiliário Fechado para Arrendamento Habitacional (FIIAH) 2011 2011 Lisboa 100% Integral Montepio Arrendamento – Fundo de Investimento Imobiliário Fechado para Arrendamento Habitacional II (FIIAH) 2013 2013 Lisboa 100% Integral Valor Arrendamento – Fundo de Investimento Imobiliário Fechado 2013 2013 Lisboa 100% Integral Polaris - Fundo de Investimento Imobiliário Fechado 2009 2012 Lisboa 100% Integral PEF - Portugal Estates Fund 2013 2013 Lisboa 100% Integral Carteira Imobiliária - Fundo Especial de Investimento Imobiliário Aberto (FEIIA) 2013 2013 Lisboa 100% Integral 55 NPL Disclosures No seguimento das recomendações da Autoridade Bancária Europeia explicitadas no documento EBA/GL/2018/10, as instituições de crédito com rácio de NPL (Non Performing Loans) superior a 5% devem publicar um conjunto de informação relativa a NPE (Non Performing Exposures), créditos reestruturados e ativos recebidos em dação, de acordo com um formato uniformizado, a 31 de dezembro de 2021, que se apresenta de seguida: (milhares de euros) Das quais, em incumprimento Das quais, em situações de imparidade Empréstimos e adiantamentos 59 767 537 968 537 968 537 968 (2 188) (250 354) 270 609 228 781 Outras sociedades financeiras 359 48 324 48 324 48 324 (23) (12 119) 36 362 36 194 Sociedades não financeiras 31 357 406 380 406 380 406 380 (1 729) (207 612) 159 366 141 940 Agregados familiares 28 051 83 264 83 264 83 264 (436) (30 623) 74 881 50 647 Compromissos de empréstimo concedido 280 398 398 398 (2) (17) - - 60 047 538 366 538 366 538 366 (2 190) (250 371) 270 609 228 781 Montante escriturado bruto das exposições objeto de medidas de reestruturação Imparidades acumuladas, var.negativas acumuladas do justo valor resultantes do risco de crédito e provisões Colaterais e garantias financeiras recebidas sobre exposições reestruturadas Sobre exposições reestruturadas não produtivas Sobre exposições reestruturadas produtivas Sobre exposições reestruturadas não produtivas Das quais, colaterais e garantias financeiras recebidas sobre exposições não produtivas com medidas de reestruturação Sobre exposições reestruturadas produtivas
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 562 Qualidade de crédito das exposições produtivas e não produtivas por dias em atraso (milhares euros) Sem atraso ou em atraso <= 30 dias Em atraso > 30 dias <= 90 dias Probabilidade reduzida de pagamento que não está em atrso ou em atraso há <=90 dias Em atraso > 90 dias <= 180 dias Em atraso > 180 dias <= 1 ano Em atraso > 1 ano <= 2 anos Em atraso > 2 anos <= 5 anos Em atraso > 5 anos <= 7 anos Em atraso > 7 anos Das quais, em incumprimento Empréstimos e adiantamentos 13 519 607 13 491 866 27 741 891 952 507 425 11 850 28 617 75 008 113 328 80 714 75 010 891 952 Bancos centrais 2 857 815 2 857 815 - - - - - - - - - - Administrações centrais 104 408 104 408 - - - - - - - - - - Instituições de crédito 405 404 405 404 - - - - - - - - - - Outras sociedades financeiras 284 495 284 494 2 49 571 49 504 1 - 19 47 - - 49 571 Sociedades não financeiras 3 603 125 3 595 573 7 551 676 474 342 917 6 438 22 712 66 947 100 690 72 193 64 577 676 474 Das quais PME 3 161 710 3 154 170 7 540 646 797 313 298 6 438 22 710 66 892 100 688 72 193 64 577 646 797 Agregados familiares 6 264 360 6 244 172 20 188 165 907 115 004 5 411 5 905 8 042 12 591 8 521 10 433 165 907 Títulos de dívida 3 972 012 3 972 012 - 33 000 - - - - 33 000 - - 33 000 Administrações centrais 3 019 871 3 019 871 - - - - - - - - - - Outras sociedades financeiras 595 339 595 339 - - - - - - - - - - Sociedades não financeiras 356 802 356 802 - 33 000 - - - - 33 000 - - 33 000 Exposições Extrapatrimoniais 2 142 769 - - 81 433 - - - - - - - - Administrações centrais 2 676 - - Instituições de crédito 295 625 - - Outras sociedades financeiras 246 403 5 - Sociedades não financeiras 1 111 929 78 790 - Agregados familiares 486 136 2 638 - 19 634 388 17 463 878 27 741 1 006 385 507 425 11 850 28 617 75 008 146 328 80 714 75 010 924 952 Montante escriturado bruto Exposições produtivas Exposições não produtivas Qualidade de crédito das exposições produtivas e não produtivas e respetivas provisões (milhares de euros) Das quais, Estágio 1 Das quais, Estágio 2 Das quais, Estágio 3 Das quais, Estágio 1 Das quais, Estágio 2 Das quais, Estágio 3 Empréstimos e adiantamentos 13 519 607 11 627 439 1 891 057 891 952 891 039 (92 250) (30 423) (61 828) (392 464) (392 464) (198 495) 8 231 154 393 710 Bancos centrais 2 857 815 2 857 815 - - - - - - - - - - - Administrações centrais 104 408 103 280 1 128 - - (579) (398) (181) - - - 512 - Instituições de crédito 405 404 405 404 - - - (2 094) (2 094) - - - - - - Outras sociedades financeiras 284 495 282 528 1 967 49 571 49 571 (4 114) (4 018) (97) (12 198) (12 198) - 14 734 37 246 Sociedades não financeiras 3 603 125 2 556 402 1 045 612 676 474 675 686 (68 122) (21 237) (46 885) (319 891) (319 891) (198 495) 2 339 658 260 170 Das quais PME 3 161 710 2 285 636 875 323 646 797 646 009 (57 498) (19 251) (38 247) (306 167) (306 167) - 2 154 140 254 084 Agregados familiares 6 264 360 5 422 010 842 350 165 907 165 782 (17 341) (2 676) (14 665) (60 375) (60 375) - 5 876 250 96 294 Títulos de dívida 3 972 012 3 931 295 11 859 33 000 33 000 (9 958) (8 700) (1 259) (14 272) (14 272) - 6 086 - Administrações centrais 3 019 871 3 019 871 - - - (4 730) (4 730) - - - - - - Outras sociedades financeiras 595 339 563 995 2 487 - - (750) (1) (750) - - - - - Sociedades não financeiras 356 802 347 429 9 372 33 000 33 000 (4 478) (3 969) (509) (14 272) (14 272) - 6 086 - Exposições Extrapatrimoniais 2 142 770 1 755 861 386 907 81 433 81 433 (6 806) (3 377) (3 428) (9 270) (9 260) - - - Administrações centrais 2 676 2 664 12 - - (1) (1) - - - - - - Instituições de crédito 295 625 142 957 152 668 - - - - - - - - - - Outras sociedades financeiras 246 403 238 599 7 804 5 5 (156) (4) (152) - - - - - Sociedades não financeiras 1 111 929 925 532 186 396 78 790 78 790 (5 219) (2 645) (2 573) (9 235) (9 225) - - - Agregados familiares 486 137 446 109 40 027 2 638 2 638 (1 430) (727) (703) (35) (35) - - - 19 634 389 17 314 595 2 289 823 1 006 385 1 005 472 (109 014) (42 500) (66 515) (416 006) (415 996) (198 495) 8 237 240 393 710 Montante escriturado Imparidades acumuladas, variações negativas acumuladas do justo valor resultantes do risco de crédito e provisões Abatimento do ativo parcial acumulado Colaterais e garantias financeiras e recebidas Exposições produtivas Exposições não produtivas Exposições produtivas - imparidades acumuladas e provisões Exposições não produtivas - Imparidades acumuladas, variações negativas acumuladas do justo valor resultantes do risco de crédito e provisões Sobre exposições produtivas Sobre exposições não produtivas Esta rubrica, em 31 de dezembro de 2020, é apresentada como segue: (milhares de euros) Das quais, em incumprimento Das quais, em situações de imparidade Empréstimos e adiantamentos 78 309 716 147 713 863 716 106 (3 588) (361 880) 302 848 244 529 Outras sociedades financeiras - 55 265 55 265 55 265 - (8 359) 46 903 46 903 Sociedades não financeiras 41 917 586 925 584 687 586 884 (2 831) (321 621) 189 304 162 958 Agregados familiares 36 392 73 957 73 911 73 957 (757) (31 900) 66 641 34 668 78 309 716 147 713 863 716 106 (3 588) (361 880) 302 848 244 529 Montante escriturado bruto das exposições objeto de medidas de reestruturação Imparidades acumuladas, var.negativas acumuladas do justo valor resultantes do risco de crédito e provisões Colaterais e garantias financeiras recebidas sobre exposições reestruturadas Sobre exposições reestruturadas não produtivas Sobre exposições reestruturadas produtivas Sobre exposições reestruturadas não produtivas Das quais, colaterais e garantias financeiras recebidas sobre exposições não produtivas com medidas de reestruturação Sobre exposições reestruturadas produtivas
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 563 Qualidade de crédito das exposições produtivas e não produtivas por dias em atraso (milhares euros) Sem atraso ou em atraso <= 30 dias Em atraso > 30 dias <= 90 dias Probabilidade reduzida de pagamento que não está em atrso ou em atraso há <=90 dias Em atraso > 90 dias <= 180 dias Em atraso > 180 dias <= 1 ano Em atraso > 1 ano <= 2 anos Em atraso > 2 anos <= 5 anos Em atraso > 5 anos <= 7 anos Em atraso > 7 anos Das quais, em incumprimento Empréstimos e adiantamentos 12 041 234 12 009 957 31 276 1 217 630 448 858 11 399 134 938 123 678 218 934 186 384 93 440 1 210 800 Bancos centrais 1 320 405 1 320 405 - - - - - - - - - - Administrações centrais 114 610 114 610 - - - - - - - - - - Instituições de crédito 882 835 882 835 - - - - - - - - - - Outras sociedades financeiras 28 260 28 217 43 55 324 55 257 10 8 46 3 - - 55 324 Sociedades não financeiras 3 512 673 3 503 211 9 462 989 743 319 447 6 019 122 433 103 433 187 322 169 622 81 467 983 018 Das quais PME 3 084 969 3 075 507 9 462 884 536 253 334 5 596 117 047 103 274 154 489 169 328 81 467 877 811 Agregados familiares 6 182 451 6 160 679 21 771 172 563 74 154 5 370 12 497 20 199 31 609 16 762 11 973 172 458 Títulos de dívida 4 639 181 4 639 181 - 33 950 - - - 950 33 000 - - 33 950 Administrações centrais 2 434 806 2 434 806 - - - - - - - - - - Outras sociedades financeiras 1 782 844 1 782 844 - - - - - - - - - - Sociedades não financeiras 421 531 421 531 - 33 950 - - - 950 33 000 - - 33 950 Exposições Extrapatrimoniais 2 231 241 94 392 94 112 Administrações centrais 1 453 - - Instituições de crédito 556 437 - - Outras sociedades financeiras 50 390 2 2 Sociedades não financeiras 1 176 122 90 155 89 877 Agregados familiares 446 839 4 235 4 233 18 911 656 16 649 138 31 276 1 345 972 448 858 11 399 134 938 124 628 251 934 186 384 93 440 1 338 862 Montante escriturado bruto Exposições produtivas Exposições não produtivas Qualidade de crédito das exposições produtivas e não produtivas e respetivas provisões (milhares de euros) Das quais, Estágio 1 Das quais, Estágio 2 Das quais, Estágio 3 Das quais, Estágio 1 Das quais, Estágio 2 Das quais, Estágio 3 Empréstimos e adiantamentos 12 041 234 8 958 611 3 080 784 1 217 630 1 217 630 (125 783) (26 613) (99 169) (624 204) (624 204) (69 151) 7 984 446 405 826 Bancos centrais 1 320 405 1 299 467 20 938 - - - - - - - - - - Administrações centrais 114 610 111 176 2 530 - - (295) (226) (68) - - - 1 344 - Instituições de crédito 882 835 839 827 43 008 - - (8 110) (7 617) (493) - - - - - Outras sociedades financeiras 28 260 19 589 8 671 55 324 55 324 (478) (88) (390) (8 398) (8 398) - 19 681 46 903 Sociedades não financeiras 3 512 673 1 924 797 1 586 942 989 743 989 743 (86 172) (15 501) (70 671) (541 864) (541 864) (69 151) 2 180 528 276 316 Das quais PME 3 084 969 1 674 778 1 409 257 884 536 884 536 (75 593) (13 672) (61 921) (472 496) (472 496) - 2 016 300 252 379 Agregados familiares 6 182 451 4 763 755 1 418 695 172 563 172 563 (30 728) (3 181) (27 547) (73 942) (73 942) - 5 782 893 82 607 Títulos de dívida 4 639 181 4 537 112 3 149 33 950 33 950 (8 190) (7 559) (631) (15 147) (15 147) - 6 836 45 Administrações centrais 2 434 806 2 434 806 - - - (5 034) (5 034) - - - - - - Outras sociedades financeiras 1 782 844 1 681 273 2 651 - - (721) (97) (624) - - - - - Sociedades não financeiras 421 531 421 033 498 33 950 33 950 (2 435) (2 428) (7) (15 147) (15 147) - 6 836 45 Exposições Extrapatrimoniais 2 231 240 1 591 017 640 225 94 392 94 392 (10 235) (3 427) (6 806) (6 360) (6 361) - - - Administrações centrais 1 453 1 399 54 - - (1) (1) - - - - - - Instituições de crédito 556 437 404 149 152 288 - - (15) (1) (14) - - - - - Outras sociedades financeiras 50 390 42 409 7 981 2 2 (379) (28) (351) - - - - - Sociedades não financeiras 1 176 122 894 323 281 799 90 155 90 155 (6 955) (2 683) (4 272) (6 350) (6 351) - - - Agregados familiares 446 838 248 737 198 103 4 235 4 235 (2 885) (714) (2 169) (10) (10) - - - 18 911 655 15 086 740 3 724 158 1 345 972 1 345 972 (144 208) (37 599) (106 606) (645 711) (645 712) (69 151) 7 991 282 405 871 Montante escriturado Imparidades acumuladas, variações negativas acumuladas do justo valor resultantes do risco de crédito e provisões Abatimento do ativo parcial acumulado Colaterais e garantias financeiras e recebidas Exposições produtivas Exposições não produtivas Exposições produtivas - imparidades acumuladas e provisões Exposições não produtivas - Imparidades acumuladas, variações negativas acumuladas do justo valor resultantes do risco de crédito e provisões Sobre exposições produtivas Sobre exposições não produtivas 56 Exposições e impactos resultantes de medidas relacionadas com a pandemia COVID-19 No seguimento das recomendações da Autoridade Bancária Europeia, e de acordo com a Instrução n.º 19/2020 relativa ao relato e divulgação de informação sobre exposições objeto de medidas aplicadas em resposta à crise da COVID-19 conforme orientações da EBA (EBA/GL/2020/07), de seguida apresentamos os seguintes detalhes referentes a moratórias e empréstimos concedidos no âmbito dos novos planos de garantias públicas, com referência a 31 de dezembro de 2021: Informações sobre os empréstimos e adiantamentos objeto de moratórias legislativas e não legislativas (milhares de euros) Dos quais: exposições objeto de medidas de reestruturação Dos quais: Instrumentos com aumento significativo do risco de crédito desde o reconhecimento inicial mas sem imparidade de crédito (stage 2) Dos quais: exposições objeto de medidas de reestruturação Dos quais: Probabilidade reduzida de pagamento que não estão vencidos ou estão vencidos há <= 90 dias Dos quais: exposições objeto de medidas de reestruturação Dos quais: Instrumentos com aumento significativo do risco de crédito desde o reconhecimento inicial mas sem impariddae de crédito (stage 2) Dos quais: exposições objeto de medidas de reestruturação Dos quais: Probabilidade reduzida de pagamento que não estão vencidos ou estão vencidos há <= 90 dias Entradas para exposições não produtivas Empréstimos e adiantamentos objeto de uma moratória 5 629 5 513 - 974 116 - 116 (328) (285) - (242) (42) - (42) 61 dos quais: particulares 66 66 - 52 - - - (5) (5) - (5) - - - - dos quais: caucionados por imóveis de habitação 41 41 - 27 - - - - - - - - - - - dos quais: sociedades não financeiras 5 562 5 446 - 922 116 - 116 (323) (280) - (237) (42) - (42) 61 dos quais: PME 5 562 5 446 - 922 116 - 116 (323) (280) - (237) (42) - (42) 61 dos quais: caucionados por imóveis comerciais - - - - - - - - - - - - - - - Montante escriturado bruto Imparidades acumuladas, var.negativas acumuladas do justo valor resultantes do risco de crédito e provisões Montante escriturado bruto Não produtivos Não produtivos Produtivos Produtivos
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 564 Repartição dos empréstimos e adiantamentos objeto de moratórias legislativas e não legislativas por prazo residual das moratórias (milhares de euros) <= 3 meses >3 meses <= 6 meses > 6 meses <= 9 meses > 9 meses <= 12 meses Empréstimos e adiantamentos para os quais foi solicitada moratória 30 957 2 640 795 Empréstimos e adiantamentos para os quais foi aceite a moratória 30 601 2 623 931 5 629 2 618 303 2 623 931 dos quais: particulares 1 135 746 66 1 135 680 1 135 746 dos quais: caucionados por imóveis de habitação 995 256 41 995 215 995 256 dos quais: sociedades não financeiras 1 485 520 5 562 1 479 958 1 485 520 dos quais: PME 1 281 343 5 562 1 275 781 1 281 343 dos quais: caucionados por imóveis comerciais 908 498 - 908 498 908 498 Número de devedores Montante escriturado bruto Dos quais: moratórias legislativas Dos quais: expiradas Prazo residual das moratórias Esta rubrica, em 31 de dezembro de 2020, é apresentada como segue: Informações sobre os empréstimos e adiantamentos objeto de moratórias legislativas e não legislativas (milhares de euros) Dos quais: exposições objeto de medidas de reestruturação Dos quais: Instrumentos com aumento significativo do risco de crédito desde o reconhecimento inicial mas sem imparidade de crédito (stage 2) Dos quais: exposições objeto de medidas de reestruturação Dos quais: Probabilidade reduzida de pagamento que não estão vencidos ou estão vencidos há <= 90 dias Dos quais: exposições objeto de medidas de reestruturação Dos quais: Instrumentos com aumento significativo do risco de crédito desde o reconhecimento inicial mas sem impariddae de crédito (stage 2) Dos quais: exposições objeto de medidas de reestruturação Dos quais: Probabilidade reduzida de pagamento que não estão vencidos ou estão vencidos há <= 90 dias Entradas para exposições não produtivas Empréstimos e adiantamentos objeto de uma moratória 2 887 585 2 635 670 47 689 1 983 092 251 915 189 951 238 998 (155 951) (69 092) (2 337) (66 651) (86 859) (72 492) (82 104) 43 496 dos quais: particulares 1 200 326 1 161 984 15 614 816 575 38 342 30 738 33 877 (26 895) (14 911) (347) (14 639) (11 984) (9 931) (10 582) 4 261 dos quais: caucionados por imóveis de habitação 1 038 523 1 011 989 11 592 701 871 26 534 20 338 22 725 (16 672) (9 633) (165) (9 518) (7 040) (5 624) (6 179) 2 370 dos quais: sociedades não financeiras 1 684 649 1 471 075 32 074 1 163 916 213 573 159 213 205 121 (128 937) (54 061) (1 991) (51 893) (74 875) (62 561) (71 522) 39 235 dos quais: PME 1 409 491 1 258 523 30 219 1 003 947 150 967 99 198 143 765 (89 647) (45 430) (1 893) (43 643) (44 217) (33 248) (41 591) 37 584 dos quais: caucionados por imóveis comerciais 981 770 826 479 20 370 645 155 155 291 116 466 152 444 (73 052) (27 777) (951) (26 739) (45 275) (40 186) (44 125) 24 825 Montante escriturado bruto Imparidades acumuladas, var.negativas acumuladas do justo valor resultantes do risco de crédito e provisões Montante escriturado bruto Não produtivos Não produtivos Produtivos Produtivos Repartição dos empréstimos e adiantamentos objeto de moratórias legislativas e não legislativas por prazo residual das moratórias (milhares de euros) <= 3 meses >3 meses <= 6 meses > 6 meses <= 9 meses > 9 meses <= 12 meses Empréstimos e adiantamentos para os quais foi solicitada moratória 33 867 2 949 720 Empréstimos e adiantamentos para os quais foi aceite a moratória 33 513 2 932 223 2 848 177 44 638 221 655 13 736 2 695 944 889 dos quais: particulares 1 204 511 1 160 918 4 185 45 937 13 736 1 144 026 812 dos quais: caucionados por imóveis de habitação 1 042 254 1 035 563 3 731 20 226 - 1 021 237 791 dos quais: sociedades não financeiras 1 724 908 1 684 649 40 259 175 524 - 1 549 307 77 dos quais: PME 1 449 173 1 409 491 39 683 165 384 - 1 283 712 77 dos quais: caucionados por imóveis comerciais 983 727 981 770 1 957 78 081 - 905 646 - Número de devedores Montante escriturado bruto Dos quais: moratórias legislativas Dos quais: expiradas Prazo residual das moratórias 57 Eventos subsequentes O Banco Montepio analisa os eventos ocorridos após a data de balanço, ou seja, os acontecimentos favoráveis e desfavoráveis que ocorram entre a data do balanço e a data em que as demonstrações financeiras foram autorizadas para emissão. Consequentemente, podem ser identificados dois tipos de eventos: - Aqueles que proporcionam prova de condições que existiam à data de balanço (eventos que dão lugar a ajustamentos); - Aqueles que sejam indicativos das condições que surgiram após a data de balanço (eventos após a data de balanço que não dão lugar a ajustamentos). Os eventos ocorridos após a data das demonstrações financeiras que não sejam considerados eventos ajustáveis, se significativos, são divulgados no anexo às demonstrações financeiras. Em 29 de março de 2022 foram realizadas as escrituras relacionadas com a operação Gerês Secured proporcionando o desreconhecimento dos ativos englobados nesta operação no mês de março de 2022, conforme descrito na nota 26. Não se verificaram transações e/ou acontecimentos relevantes, após 31 de dezembro de 2021, que mereçam relevância de divulgação e/ou ajustamentos nas demonstrações financeiras.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 565 Como é do conhecimento generalizado, os desenvolvimentos desde a invasão da Ucrânia pela Rússia, no dia 24 de fevereiro de 2022, que provocou a aplicação de sanções económicas à Rússia por parte do Ocidente e uma escalada dos preços das commodities, implicaram uma alteração das perspetivas de crescimento da atividade e dos preços na generalidade das economias mundiais, embora em diferentes intensidades. A revisão de perspetivas afeta naturalmente com maior intensidade a economia da Rússia, seguida, mas a uma grande distância, das economias da Zona Euro, do Reino Unido e de outras geografias mais afastadas do centro do conflito e com menos dependência do petróleo e gás fornecido pela Rússia (entre as quais os EUA, o Japão e a China). A incerteza é, no entanto, bastante elevada, pelo que as perspetivas permanecem rodeadas de riscos descendentes e em permanente revisão, sendo muito afetadas pela duração do conflito em curso e respetivo impacto nos mercados financeiros, sobretudo de commodities, assim como pelas reações de política económica. Neste enquadramento, tendo presente não apenas a atividade desenvolvida pelo Banco Montepio, mas também a informação disponível à presente data, o Conselho de Administração não estima efeitos materiais ao nível das demonstrações financeiras do exercício de 2021 decorrentes do conflito. Contudo, dada a incerteza sobre o desenrolar do conflito e os eventuais efeitos, não é possível estimar e quantificar à presente data, os impactos futuros do mesmo na economia portuguesa, e em particular ao nível do negócio bancário, pelo que o Conselho de Administração vai continuar a avaliar esta situação de forma cuidada ao longo do próximo exercício.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 567 DECLARAÇÃO DE CONFORMIDADE DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO A presente declaração é emitida nos termos da alínea c) do n.º 1 do artigo 245.º do Código dos Valores Mobiliários aprovado pelo Decreto-Lei n.º 486/99, de 13 de novembro, e republicado pela Lei n.º 35/2018. É da responsabilidade do Conselho de Administração a elaboração do relatório de gestão e a preparação das demonstrações financeiras e que estas apresentem, de forma verdadeira e apropriada, a posição financeira da Caixa Económica Montepio Geral, caixa económica bancária, S.A. (Banco Montepio), o resultado das operações, bem como a adoção de políticas e critérios contabilísticos adequados e a manutenção de um sistema de controlo interno apropriado que permita prevenir e detetar eventuais erros ou irregularidades. Confirmamos, tanto quanto é o nosso conhecimento e nossa convicção, que: x Toda a informação financeira individual e consolidada contida nos documentos de prestação de contas, com referência a 31 de dezembro de 2021, foi elaborada em conformidade com as normas contabilísticas aplicáveis, dando uma imagem verdadeira e apropriada do ativo e do passivo, da situação financeira e dos resultados do Banco Montepio e das Empresas incluídas no perímetro de consolidação; x O relatório de gestão expõe fielmente a evolução dos negócios, o desempenho e a posição da Instituição e das Empresas incluídas no perímetro da consolidação, e contém uma descrição dos principais riscos e incertezas com que se defrontam. CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO Presidente Carlos Manuel Tavares da Silva Administradores Manuel Ferreira Teixeira Amadeu Ferreira de Paiva Carlos Francisco Ferreira Alves José da Cunha Nunes Pereira Pedro Jorge Gouveia Alves Rui Pedro Brás de Matos Heitor * Vítor Manuel do Carmo Martins Pedro Manuel Moreira Leitão Dulce Maria Pereira Cardoso Mota Jorge Jacinto Helena Catarina Gomes Soares de Moura Costa Pina Jorge Paulo Almeida e Silva Baião ** José Carlos Sequeira Mateus Leandro Rodrigues da Graça Silva Nuno Cardoso Correia da Mota Pinto Pedro Miguel Nunes Ventaneira * O Administrador Rui Heitor, eleito em 16/03/2018, renunciou ao mandato com efeitos a partir de 10/01/2022. ** Cooptado pelo Conselho de Administração em 18/02/2021, depois de autorizado para o exercício de funções pelo Banco de Portugal. Lisboa, 07 de abril de 2022
RELATÓRIOS E PARECER DO ÓRGÃO DE FISCALIZAÇÃO
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Banco Montepio Relatório e Contas 2021 599 RESUMO DO RELATÓRIO DE AUTOAVALIAÇÃO (GRUPO)
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Banco Montepio Relatório e Contas 2021 610 CERTIFICAÇÃO LEGAL DAS CONTAS CONSOLIDADAS E RELATÓRIO DE AUDITORIA
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Banco Montepio Relatório e Contas 2021 636 PARTE III – RELATÓRIO DE GOVERNO SOCIETÁRIO
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 637 RELATÓRIO DE GOVERNO SOCIETÁRIO ÍNDICE 1. Introdução 2. Missão e objetivos 3. Estrutura acionista I Participações qualificadas no capital social da Sociedade (artigo 245º-A alínea c) do Código dos Valores Mobiliários - CVM) II Identificação de acionistas titulares de direitos especiais e descrição desses direitos (artigo 245º-A, alínea d) do CVM) III Eventuais restrições em matéria de direito de voto, tais como limitações ao exercício do voto dependente da titularidade de um número ou percentagem de ações, prazos impostos para o exercício do direito de voto ou sistemas de destaque de direitos de conteúdo patrimonial (artigo 245º-A, alínea f) do CVM) IV Regras aplicáveis à nomeação e substituição dos membros do órgão de administração e à alteração dos Estatutos da Sociedade (artigo 245º-A, alínea h) do CVM) V Poderes do órgão de administração, nomeadamente no que respeita a deliberações de aumento do capital (artigo 245º-A, alínea i) do CVM) 4. Modelo de governo I Grupo Banco Montepio II Órgãos Sociais e estatutários a) Modelo de governo b) Composição dos órgãos sociais c) Comissões Internas do Conselho de Administração d) Comissão Executiva e) Distribuição de Pelouros f) Fiscalização g) Procedimentos e critérios aplicáveis à intervenção do órgão de fiscalização para efeitos de contratação de serviços adicionais ao auditor externo h) Identificação do Revisor Oficial de Contas e sócios que o representam i) Outros serviços prestados pelo ROC à Sociedade j) Apoio ao Conselho de Administração k) Demais Titulares de Funções Essenciais l) Elementos curriculares relevantes dos membros do Conselho de Administração m) Acumulação de cargos pelos membros do Conselho de Administração
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 638 5. Organização interna I Sistema de Controlo Interno a) Principais elementos dos sistemas de controlo interno e de gestão de risco (artigo 245º-A, alínea m) do CVM) b) Política de comunicação de irregularidades II Sítio na Internet para consulta: Estatutos, Regulamentos e informação societária III Número de reuniões realizadas 6. Divulgação das remunerações I Competência para a determinação II Informação quantitativa dos valores de remunerações anuais pagas em 2021 pelo Banco Montepio III Processo anual de avaliação individual e coletiva da adequação ANEXOS AO RELATÓRIO DE GOVERNO SOCIETÁRIO: Anexo I - Elementos curriculares relevantes dos membros do Conselho de Administração. Anexo II - Acumulação de cargos pelos membros do Conselho de Administração.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 639 1. Introdução Fundada em 1844 como entidade anexa ao Montepio Geral - Associação Mutualista, a Caixa Económica Montepio Geral, caixa económica bancária, S.A. (CEMG), é uma instituição de crédito que, nos termos do Decreto-Lei n.º 190/2015, de 10 de setembro, assume a forma de caixa económica bancária, tendo resultado do mesmo diploma legal a sua transformação em sociedade anónima. No seguimento da transformação da CEMG em sociedade anónima e da alteração do seu capital institucional para capital social, representado por ações, criaram-se condições para a entrada no capital social da Instituição de Entidades da Economia Social, o que se verificou com a entrada de 33 entidades do setor social no seu capital em 31 de dezembro de 2018, reforçada com a entrada de mais 3 entidades em 2019 e 1 entidade em 2020, num total de 37 entidades do setor social, todas sem participações qualificadas. Em Assembleia Geral Extraordinária da CEMG, realizada a 16 de março de 2018, foi alterada a natureza do modelo de governo, passando de um modelo dualista para um modelo monista, com um Conselho de Administração, uma Comissão de Auditoria (eleita em Assembleia Geral) e um Revisor Oficial de Contas. A mesma Assembleia Geral elegeu os novos membros de órgãos sociais para o mandato 2018-2021, de acordo com o nº 3 do artigo 5º dos Estatutos da CEMG, que estabelece como duração de mandato de quatro anos, sendo permitida a reeleição. A Mesa da Assembleia Geral iniciou funções no dia 16 de março de 2018 e os demais membros dos órgãos sociais eleitos entraram em funções no dia 21 de março de 2018. Na Assembleia Geral de 16 março 2018 que aprovou os novos estatutos, foram eleitos 12 administradores, tendo ocorrido ao longo do mandato as seguintes alterações que, em 31 de dezembro de 2021, determinaram a composição do Conselho de Administração com um total de 16 membros, a saber: x Em 30 de outubro de 2018, iniciou funções o Dr. Leandro Rodrigues da Graça Silva e a Dra. Dulce Maria Pereira Mota Jorge Jacinto a 23 de novembro de 2018; x Em 15 de janeiro de 2019, iniciou funções o Doutor Carlos Ferreira Alves como administrador não executivo; x Em 30 de setembro de 2019, o membro não executivo e Presidente da Comissão de Auditoria, Dr. Luís Guimarães renunciou às suas funções, tendo sido eleito Presidente da Comissão de Auditoria o Dr. Manuel Ferreira Teixeira, até então Presidente da Comissão de Riscos, e tendo sido designado o Dr. Vítor Martins Presidente da Comissão de Riscos; x Em 9 de janeiro de 2020, iniciou funções o Dr. Pedro Leitão, nomeado Presidente da Comissão Executiva; x Em 31 de março de 2020, o administrador executivo, Dr. Carlos Leiria Pinto, renunciou funções; x Em 1 de abril de 2020, o Dr. José Nunes Pereira iniciou funções como administrador não executivo; e x Em 22 de fevereiro de 2021, o Conselho cooptou um novo administrador executivo, o Dr. Jorge Baião, ratificado em assembleia geral de 29 de junho de 2021. Excecionalmente, e por autorização do Banco de Portugal, o Presidente do Conselho de Administração, Dr. Carlos Tavares, acumulou, até janeiro de 2020, os cargos de Presidente do Conselho de Administração e de Presidente da Comissão Executiva. No início do atual mandato, em março de 2018, foi adotada uma nova estratégia para o Banco e o Conselho de Administração aprovou um Plano de Transformação com o objetivo de posicionar a CEMG como Instituição de referência no apoio às Famílias, Empresas e Entidades da Economia Social, assente numa abordagem multidisciplinar, visando desenvolver as várias vertentes do negócio bancário, e que adotou para o efeito, em fevereiro de 2019, a designação comercial de “Banco Montepio”. Nesta sequência, mudou o quadro das participações internacionais, com a alienação da participação no Banco Terra Moçambique e a concretização dos primeiros passos no processo de alienação da participação no Finibanco Angola. Numa lógica original de serviço completo às Empresas, em maio de 2019, o Montepio Investimento, SA, adotou a designação comercial de Banco Empresas Montepio (BEM), visando responder a uma das falhas
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 640 há muito identificadas no sistema financeiro português, proporcionando o acesso a serviços integrados de banca comercial e de banca de investimento que pudessem suportar a sua capitalização e o reforço da sua competitividade. Os anos de 2020 e 2021 ficam sinalizados pela grave crise sanitária e económica devido à pandemia de Covid-19, com marcadas consequências sobre todos os agentes económicos, incluindo os bancos, que se confrontaram com um enquadramento macroeconómico bastante adverso e de elevada incerteza, o que colocou em causa não apenas as estratégias definidas, mas também a sustentabilidade e os paradigmas de vida de pessoas e de organizações. Neste cenário, em 2020, o Banco Montepio ativou o Gabinete de Gestão de Crise, com vista a garantir a continuidade do negócio e a sua recuperação, e aprovou um Plano de Ajustamento, assente em 4 pilares – Foco 1: Maximização da margem complementar; Foco 2: Ajustamento operacional; Foco 3: Preservação do capital; e Foco 4: Simplificação do grupo e da oferta -, que envolveu a otimização da rede de balcões, de redimensionamento dos quadros e de aceleração da transição digital que, de forma integrada com o Plano de Transformação inicial, visou alcançar um modelo de serviço e de negócio que permita assegurar o aumento sustentado da eficiência do Grupo Banco Montepio. No início de 2021, a crise pandémica intensificou-se e o Governo foi obrigado a adotar fortes medidas de confinamento, o que se refletiu nos resultados e atividade do Grupo Banco Montepio, sendo o impacto das contingências nas principais atividades da instituição regularmente acompanhado e monitorizado com procedimentos para aceleração da transição digital e otimização e inovação dos seus processos, de modo a aumentar a sua eficiência, quer na resposta aos Clientes, quer na organização interna. Conforme previsto no Plano de Ajustamento, o Banco tem vindo a reduzir de forma expressiva o resultado consolidado negativo e, no terceiro trimestre de 2021, o Banco Montepio regressou aos resultados trimestrais positivos. Ainda no decorrer de 2021, na qualidade de acionista único do Banco Montepio Geral - Cabo Verde, Sociedade Unipessoal, S.A. (BMGCV) e na sequência do novo enquadramento legal aplicável às instituições de crédito em Cabo Verde, o Banco Montepio iniciou o processo de dissolução voluntária e liquidação dessa sua participada junto das Autoridades Locais, tendo a 30 de novembro de 2021 ocorrido o encerramento da sua atividade. A terminar o ano de 2021, a 30 de dezembro, a Montepio Holding SGPS, S.A., participada do Banco Montepio, vendeu a Montepio Valor - Sociedade Gestora de Organismos de Investimento Coletivo, S.A. (“Montepio Valor”) à Montepio Geral - Associação Mutualista, acionista maioritário do Banco Montepio, sem impacto nos resultados consolidados do Banco Montepio e nos rácios de capital. Enquanto agente de referência da sustentabilidade social, o Banco Montepio continuou focado em integrar as preocupações ambientais na sua forma de atuação, impactando positivamente a vida das Famílias, das Empresas, das Entidades da Economia Social e Solidária, incorporando também os fatores ESG (Environmental, Social e Governance) nas várias áreas de atuação dentro da instituição. Com este propósito, o Banco Montepio promoveu ao longo do ano de 2021 a disponibilização de soluções únicas que acrescentam valor ao dia-a-dia das Entidades da Economia Social e Solidária e à concessão de crédito, quer para apoio à tesouraria, quer para apoio a projetos de investimento no Setor Social. Com o presente Relatório de Governo Societário, o Banco Montepio dá cumprimento ao dever de prestar informação anual sobre a estrutura e práticas de Governo Societário, previsto no n.º 1, alíneas c), d), f), h), i) e m) e n.º 6 do artigo 245º-A do Código do Mercado de Valores Mobiliários, normas aplicáveis às sociedades com valores mobiliários, distintos de ações, admitidos à negociação em mercado regulamentado situado ou a funcionar em Portugal, como é o caso do Banco Montepio. Foram igualmente considerados, entre outros, os seguintes normativos: o Regime Geral das Instituições de Crédito e Sociedades Financeiras (RGICSF); o Código dos Valores Mobiliários (CVM); o Código das Sociedades Comerciais (CSC); a Lei n.º 50/2020, de 25 de agosto, que revogou a Lei 28/2009, de 19 de junho; a Lei n.º 148/2015, de 9 de setembro, no que concerne às obrigações das entidades de interesse
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 641 público; o Regulamento da CMVM n.º 7/2018, no âmbito dos deveres de informação; e o Aviso 3/2020, que regulamenta os sistemas de governo e controlo interno e a regulamentação e orientações das entidades europeias de regulação e supervisão competentes. 2. Missão e objetivos O Banco Montepio, sociedade anónima desde 2017, alterou os seus Estatutos e consequente modelo de governo de forma a corresponder a um quadro de maior exigência regulamentar e concorrencial, mantendo- se vinculado aos valores essenciais da sua fundação, nomeadamente quanto ao importante papel que desempenha no contexto da Economia Social. Nesse sentido, o Banco Montepio afirma-se como uma instituição financeira única no panorama nacional pela sua origem e base mutualistas e, consequentemente, pela sua vocação enquanto Instituição de poupança e de disponibilização de serviços financeiros universais para os Clientes Particulares, em todas as fases do seu ciclo de vida, para todos os Clientes do setor empresarial e, com particular destaque, para as instituições da Economia Social e empreendedores sociais, de base local, regional e nacional. A Assembleia Geral de 30 de junho de 2020 aprovou a seguinte Carta de Compromisso Social do Banco Montepio “Ser o banco de inspiração mutualista do país, por outros 175 anos”: O Banco Montepio foi fundado em 1844, tendo sido autorizado, por carta régia de Dona Maria II, de 4 de janeiro, como entidade anexa ao Montepio Geral - Associação Mutualista. É, por isso, a mais antiga instituição financeira de Portugal. O Banco Montepio é também único no panorama financeiro nacional pela sua origem e base mutualista e, consequentemente, pela sua vocação de instituição de poupança e de disponibilização de serviços financeiros universais para os Clientes Particulares, em todas as fases da sua vida, para os Clientes do setor empresarial e para as instituições da Economia Social e empreendedores sociais. Ao longo dos mais de 175 anos de existência, o Banco Montepio esteve ao lado das Famílias, dos pequenos e médios empreendedores, das Empresas e da comunidade em geral. Apoiou ativamente sucessivas gerações de portugueses em muitos momentos críticos, incluindo guerras, crises de saúde pública, crises de financiamento público, revoluções e crises políticas. Fiel à razão de ser da sua existência, mostrou-se capaz de inovar, de crescer e de se expandir, tendo sempre como ideias norteadoras o compromisso com o passado, presente e futuro de Portugal, a origem mutualista, a tradição, a proximidade, a solidez, a confiança, a transparência, a inovação e a inclusão. Assim, consciente de que é detentor de um património de quase dois séculos de serviço à comunidade, de que resultam acrescidas responsabilidades sociais e em matéria de desenvolvimento sustentável, o Banco Montepio vem comprometer-se perante a comunidade e todos os seus Stakeholders a reger a sua atividade pelos seguintes padrões e condutas: x Servir bem e privilegiar o interesse de todos os seus Clientes, entre os quais se incluem, com predominância e fator de diferenciação, os que são também associados do MGAM e representam a sua base mutualista, prestando um serviço eficiente e rigoroso e cumprindo as suas expetativas em matéria de segurança nos compromissos, responsabilidade no investimento, e acesso a instrumentos e serviços que permitam melhorar a qualidade de vida das pessoas e das Famílias e a produtividade das Empresas; x Dar cumprimento à sua vocação histórica de proporcionar serviços financeiros com valor acrescentado e adequados à natureza das instituições da Economia Social e para os empreendedores sociais; x Promover a inovação tecnológica nos seus serviços e operações no entendimento de que a tecnologia deve estar ao serviço das pessoas e comunidades para melhoria da sua qualidade de vida e apoiar os processos de inovação social; x Tratar de forma justa e ética os seus fornecedores; x Valorizar os seus Colaboradores, dando-lhes condições de trabalho que permitam conciliar as suas vidas profissionais e pessoais, adotando o critério do mérito para fins de recrutamento, remuneração e
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 642 progressão na carreira, bem como promovendo as suas formação e valorização profissional e pessoal e fomentando a igualdade de género; x Adotar as melhores práticas internacionais e os padrões éticos mais elevados em matérias de cumprimento da lei ou dos contratos, designadamente no que respeita a práticas de branqueamento de capitais, de financiamento de terrorismo, de evasão fiscal, violações da legislação laboral ou da legislação ambiental; x Respeitar e proteger o meio ambiente, adotando práticas sustentáveis nas suas operações, e promover a sustentabilidade económica, social e ambiental junto de todos os seus Stakeholders; e x Disponibilizar serviços bancários e instrumentos de financiamento ajustados a situações de crise grave ou calamidade pública, nacional, regional ou local, com afetação severa dos circuitos económicos e perturbação do normal funcionamento das estruturas sociais, por forma a prover em permanência as necessidades da comunidade e a contribuir para a confiança e a segurança do sistema bancário. Por fim, mas não menos importante, criar valor para todos os seus acionistas, proporcionando a justa remuneração do capital investido, tendo sempre presentes os princípios que presidiram à criação da Caixa Económica do Montepio Geral, agora com a marca Banco Montepio. No desenvolvimento desses diversos segmentos do seu negócio, o Banco Montepio afirma-se como Instituição de confiança e atenta às necessidades dos seus Clientes e da economia nacional, maximizando o aproveitamento das suas diversas capacidades. Sendo a prioridade o mercado doméstico, é acautelada uma gestão prudente das participações internacionais já existentes – designadamente nos países lusófonos – privilegiando possíveis alianças com instituições internacionais com filosofia semelhante, designadamente dos setores cooperativo e da Economia Social. O enquadramento social do Banco Montepio dá particular destaque ao relacionamento interpessoal e a sua atividade funda-se na “banca de relação” entre pessoas, quer em termos de presença geográfica, quer através de canais à distância, com um posicionamento intergeracional e interclassista. Neste contexto, é fundamental a adaptação dos modelos de negócio com recurso à inovação tecnológica que permita combinar o aumento da eficiência com a preservação da relação personalizada com os Clientes. Os compromissos assumidos assentam sobre pilares de exigência, rigor e sentido ético, no estrito cumprimento de respeito pelos valores humanos e pelas pessoas que trabalham para a Instituição, potenciando o seu capital humano e de talento como fatores incontornáveis de desenvolvimento sustentado. A condução dos destinos da Instituição tem sempre presentes os princípios da ética nos negócios, do primado do interesse dos Clientes e da proteção das poupanças que nos confiam; da lealdade para com Clientes, investidores e autoridades de supervisão; mas também da solidariedade e da responsabilidade social que a sua vocação e a sua origem centenária exigem.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 643 3. Estrutura acionista I. Participações qualificadas no capital social da Sociedade (artigo 245º-A alínea c) do Código dos Valores Mobiliários - CVM) Em 31 de dezembro de 2021, o capital social do Banco Montepio era de 2.420.000.000 Euros, representado por 2.419.830.580 ações detidas por Montepio Geral - Associação Mutualista (MGAM), que corresponde a uma participação qualificada de 99,99% no capital social, encontrando-se o capital remanescente (0,01%), correspondente a 169.420 ações, disperso pelas seguintes 37 Entidades da Economia Social: Acionistas N.º de Ações 1 Santa Casa da Misericórdia de Albufeira 1 000 2 Santa Casa da Misericórdia de Alhos Vedros 1 000 3 Irmandade da Santa Casa da Misericórdia de Vila Cova de Alva 1 000 4 Santa Casa da Misericórdia do Barreiro 1 000 5 Fundação INATEL 10 000 6 A "Benéfica e Previdente" - Associação Mutualista 1 000 7 Associação e Socorros Mútuos João Deus 1 500 8 A Lacobrigense - Associação de Socorros Mútuos 1 500 9 Irmandade da Santa Casa da Misericórdia de Grândola 5 000 10 Santa Casa da Misericórdia de Évora 1 000 11 Santa Casa da Misericórdia do Porto 10 000 12 Santa Casa da Misericórdia de Boticas 1 000 13 Santa Casa da Misericórdia de Idanha-a-Nova 1 000 14 Santa Casa da Misericórdia de Vagos 1 000 15 Santa Casa da Misericórdia de Soure 1 000 16 Santa Casa da Misericórdia de Lisboa 75 000 17 CSC - Associação de Socorros Mútuos de Empregados no Comércio de Lisboa 10 000 18 União Mutualista Nossa Senhora da Conceição - Associação Mutualista 3 000 19 Santa Casa da Misericórdia de Santiago do Cacém 1 000 20 Santa Casa da Misericórdia de Vila Verde 1 000 21 CEEPS - Centro de Estudos em Economia Pública e Social 1 000 22 Santa Casa da Misericórdia da Vila de São Sebastião 1 000 23 Santa Casa da Misericórdia de Póvoa do Lanhoso 2 420 24 Santa Casa da Misericórdia de Arganil 1 000 25 Mutualidade Popular - Associação Mutualista 5 000 26 Santa Casa da Misericórdia de Alcácer do Sal 1 500 27 Santa Casa da Misericórdia de Tomar 1 000 28 Santa Casa da Misericórdia de Castelo Branco 1 000 29 A Mutualidade da Moita - Associação Mutualista 1 000 30 Montepio Rainha D. Leonor - Associação Mutualista 5 000 31 A Associação Vilanovense de Socorro Mútuo 1 000 32 AME - Associação Mutualista dos Engenheiros 5 000 33 Liga das Associações de Socorros Mútuos de Vila Nova de Gaia 5 000 34 Santa Casa da Misericórdia do Bom Jesus de Matosinhos 1 000 35 Associação de Intervenção Social de Grândola (AISGRA) 1 000 36 Santa Casa da Misericórdia de Arcos de Valdevez 1 000 37 União das Misericórdias Portuguesas 7 500 TOTAL DE AÇÕES 169 420
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 644 II. Identificação de acionistas titulares de direitos especiais e descrição desses direitos (artigo 245º- A, alínea d) do CVM) Não existem acionistas titulares de direitos especiais. O Banco Montepio é uma Caixa Económica Bancária regida pelo Regime Jurídico das Caixas Económicas (DL 190/2015, de 10 de setembro). Fundada em 1844 como Caixa Económica de Lisboa, em 1989 alterou a sua denominação para Caixa Económica Montepio Geral. Antes da transformação em sociedade anónima, o capital do Banco Montepio era constituído por capital institucional (2.020 milhões de euros) correspondente a entregas em dinheiro do Montepio Geral Associação Mutualista e por um Fundo de Participação (400 milhões de euros dos quais 85,4% detidos pelo Montepio Geral Associação Mutualista). A transformação em sociedade anónima – ocorrida em 2017 de acordo com o Decreto-Lei n.º 190/2015, de 10 de setembro que aprova o regime jurídico das caixas económicas – marca a alteração dos seus Estatutos e consequente modelo de governo, tendo o Fundo de Participação e o capital institucional sido convertidos em ações ordinárias representativas do capital social. Seguiu-se a oferta pública de aquisição (OPA) do Montepio Geral Associação Mutualista (MGAM) e a aquisição potestativa que permitiram ao MGAM deter os 100% das ações a partir de novembro de 2017. É, desde 31 de dezembro de 2018, representado por ações nominativas escriturais, detido em 99,99% por esta associação, estando o capital remanescente disperso pelas 37 Entidades da Economia Social, detentoras de uma participação no capital social de 0,01%. III. Eventuais restrições em matéria de direito de voto, tais como limitações ao exercício do voto dependente da titularidade de um número ou percentagem de ações, prazos impostos para o exercício do direito de voto ou sistemas de destaque de direitos de conteúdo patrimonial (artigo 245º- A, alínea f) do CVM) A Assembleia Geral é constituída pelos acionistas com direito a voto, e a cada ação corresponde um voto. Os acionistas poderão exercer o seu direito de voto por correspondência, mas não é admissível o voto por meios eletrónicos (cfr. artigos 6º e 7º dos Estatutos do Banco Montepio). Nos termos do artigo 10º dos Estatutos do Banco Montepio, as deliberações da Assembleia Geral são tomadas por maioria simples dos votos emitidos. As deliberações da Assembleia Geral tomadas em sessão extraordinária que respeitem a alteração de estatutos, fusão, cisão, dissolução e incorporação de ou no Banco Montepio, exigem a aprovação por uma maioria de dois terços dos votos emitidos. IV. Regras aplicáveis à nomeação e substituição dos membros do Órgão de Administração e à alteração dos Estatutos da Sociedade (artigo 245º-A, alínea h) CVM) Cabe à Assembleia Geral eleger os membros dos Órgãos Sociais e aprovar a alteração dos Estatutos. Compete ao Conselho de Administração em caso de falta definitiva, nos termos do nº 2, alínea l) do artigo 7º do Regulamento do Conselho de Administração, proceder à substituição de administradores por cooptação. Nos termos dos Estatutos do Banco Montepio, artigo 13º n.º 1 alínea m), compete ao Conselho de Administração constituir, entre outras, uma Comissão de Remunerações, Nomeações e Avaliações (CRNA) composta por três membros de entre os administradores sem funções executivas, incluindo o seu Presidente, devendo a maioria destes, incluindo o Presidente, ter o estatuto de independentes. Pode ainda o Conselho de Administração designar até dois membros suplentes, administradores sem funções executivas, que participam nas reuniões sem direito a voto, podendo suprir ausências e impedimentos dos membros efetivos e coordenar trabalhos que lhes sejam cometidos. O processo de seleção e avaliação da adequação de candidatos a integrar o Conselho de Administração, quer sejam administradores com funções não executivas ou administradores com funções executivas, assegura o cumprimento da legislação aplicável e rege-se pelos princípios da diversidade, proporcionalidade, da excelência, da pluralidade e comparabilidade dos candidatos e pelo princípio da não discriminação. A CRNA é responsável pela condução dos processos de avaliação da adequação, nos termos
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 645 previstos no Regime Geral das Instituições de Crédito e Sociedades Financeiras, e de acordo com as competências definidas no seu Regulamento Interno. Em matéria de nomeações, compete à CRNA formular e transmitir ao Conselho de Administração recomendações sobre candidatos a membros dos Órgãos de Administração e de Fiscalização, incluindo o processo de avaliação de adequação e idoneidade (Fit & Proper), avaliando o respetivo perfil em termos de idoneidade, qualificação profissional, independência e disponibilidade para o exercício do cargo, pronunciar- se sobre as alterações supervenientes ou nomeações para novas funções e sobre as nomeações em termos de conhecimentos, competências, diversidade e experiência. V. Poderes do Órgão de Administração, nomeadamente no que respeita a deliberações de aumento do capital (artigo 245º-A, alínea i) CVM) Compete à Assembleia Geral deliberar sobre o aumento do capital social, sob proposta do Conselho de Administração. No entanto, o Conselho de Administração poderá deliberar aumentar o capital social, por entradas em dinheiro, por uma ou mais vezes, até um montante máximo correspondente a 10% do capital social em vigor. 4. Modelo de governo I. Grupo Banco Montepio O Grupo Banco Montepio é um grupo bancário e financeiro diversificado e alinhado com a sua natureza e finalidade mutualista, o que lhe confere características únicas e um posicionamento singular nos setores de atividade em que atua e na sociedade portuguesa. Em 31 de dezembro de 2021, o Grupo Banco Montepio era composto pelas seguintes entidades: x Consolidação integral: Caixa Económica Montepio Geral, caixa económica bancária, S.A. (Banco Montepio); Montepio Holding, Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A.; Banco Montepio Geral Cabo Verde, Sociedade Unipessoal S.A. – em liquidação; Finibanco Angola, S.A.; Montepio Crédito - Instituição Financeira de Crédito, S.A.; Montepio Investimento, S.A. (Banco Empresas Montepio), e SSAGIncentive – Sociedade de Serviços Auxiliares e Gestão de Imóveis, S.A. x Consolidação por equivalência patrimonial: Montepio Gestão de Activos Imobiliários, ACE; HTA – Hotéis, Turismo e Animação dos Açores, S.A.; Cesource, ACE. Serviços complementares e outras participações 100% Atividade Doméstica Atividade Internacional *CEMG 26,0%, Montepio Investimento 1,0% e SSAGIncentive 0,5%. (% de participação no capital) Caixa Económica Montepio Geral, caixa económica bancária, S.A. Finibanco Angola, S.A. Montepio Crédito – Instituição Financeira de Crédito, S.A. Montepio Investimento, S.A. SSAGIncentive – Sociedade de Serviços Auxiliares e Gestão de Imóveis, S.A. Montepio Holding SGPS, S.A. Banco Montepio Geral Cabo Verde, Sociedade Unipessoal, S.A. – Em Liquidação HTA – Hotéis, Turismo e Animação dos Açores, S.A. Montepio Gestão de Activos Imobiliários, ACE 100% 100% 100% 100% 80,22% 27,5%* 20,0% 18,0% Cesource, ACE
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 646 II. Órgãos Sociais e estatutários a) Modelo de governo A estrutura da Administração e de Fiscalização do Banco Montepio corresponde à modalidade prevista na alínea b) do n.º 1 do artigo 278º do Código das Sociedades Comerciais, com um Conselho de Administração que inclui a Comissão de Auditoria (eleita em Assembleia Geral de entre os membros não executivos) e um Revisor Oficial de Contas. Nos termos do n.º 3 do artigo 5º dos Estatutos do Banco Montepio, a duração dos mandatos é de quatro anos, sendo permitida a reeleição. Compete ao Conselho de Administração deliberar sobre qualquer assunto de administração da Sociedade, podendo encarregar especialmente algum ou alguns administradores de se ocuparem de certas matérias de administração, estando autorizado pelos Estatutos a criar comissões e/ou comités especializados que entenda necessários para o exercício das suas funções e a delegar num ou mais administradores ou numa comissão executiva a gestão corrente da Sociedade (de que expressamente se excetua o previsto no n.º 2 do artigo 7º do Regulamento do Conselho de Administração). O Conselho de Administração do Banco Montepio criou comissões internas, compostas apenas por administradores não executivos, na maioria com estatuto de independentes, incluindo os respetivos Presidentes, como a Comissão de Riscos, a Comissão de Remunerações, Nomeações e Avaliações, que exerce as funções atribuídas ao Comité de Nomeações e ao Comité de Remunerações previstos no Regime Geral das Instituições de Crédito e Sociedades Financeiras e a Comissão de Governo Societário, Ética e Sustentabilidade. A Comissão de Auditoria, eleita em Assembleia Geral, fiscaliza a administração da Sociedade, supervisiona as atividades de auditoria, o processo de preparação e divulgação de informação financeira, a eficácia dos sistemas de controlo interno, de gestão de risco, de controlo do cumprimento (“compliance”) e a atividade e a independência do Revisor Oficial de Contas e do auditor externo. O Conselho de Administração delegou poderes de gestão numa Comissão Executiva, cujos termos em vigor constam da deliberação de 21 de maio de 2020, com exceção das matérias da competência reservada do Conselho, nos termos do disposto no artigo 7º e 13º do Regulamento do Conselho de Administração, e de acordo com o previsto no artigo 14º dos Estatutos. b) Composição dos Órgãos Sociais Nos termos do n.º 1 do artigo 12º dos Estatutos do Banco Montepio, o Conselho de Administração é composto por um mínimo de doze e um máximo de dezanove membros, compreendendo um Presidente sem funções executivas, todos eleitos em Assembleia Geral. A Comissão de Auditoria, nos termos do n.º 1 do artigo 17º dos Estatutos, é composta por um mínimo de três e um máximo de cinco membros, eleitos em Assembleia Geral de entre os membros sem funções executivas do elenco do Conselho de Administração. No ano de 2021, em reunião do Conselho de Administração de 18 de fevereiro, e na sequência da autorização concedida pelo Banco de Portugal, foi aprovada a cooptação de Jorge Paulo Almeida e Silva Baião como Administrador do Conselho de Administração do Banco Montepio para o período remanescente do mandato 2018/2021, tendo iniciado funções como Administrador Executivo a 22 de fevereiro de 2021.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 647 A 31 de dezembro de 2021, a composição dos órgãos sociais do Banco Montepio era a seguinte: Mesa da Assembleia Geral Funções António Tavares Presidente Cassiano Galvão Secretário Conselho de Administração Nomes Funções Eleição Início de Funções Carlos Tavares Administrador – Presidente do CA 16/03/2018 21/03/2018 Manuel Ferreira Teixeira Administrador 16/03/2018 21/03/2018 Amadeu Paiva Administrador 16/03/2018 21/03/2018 Carlos Ferreira Alves Administrador 30/10/2018 15/01/2019 José Nunes Pereira Administrador 05/12/2019 01/04/2020 Pedro Alves Administrador 16/03/2018 23/08/2018 Rui Heitor * Administrador 16/03/2018 21/03/2018 Vítor Martins Administrador 16/03/2018 21/03/2018 Pedro Leitão Administrador 05/12/2019 09/01/2020 Dulce Mota Administrador 23/11/2018 09/01/2019 Helena Soares de Moura Administrador 16/03/2018 21/03/2018 Jorge Baião Administrador 18/02/2021 22/02/2021 José Carlos Mateus Administrador 16/03/2018 21/03/2018 Leandro Graça Silva Administrador 30/10/2018 09/11/2018 Nuno Mota Pinto Administrador 16/03/2018 21/03/2018 Pedro Ventaneira Administrador 16/03/2018 21/03/2018 NOTA: x O Administrador Rui Heitor, eleito em 16/03/2018, renunciou ao mandato com efeitos a partir de 10/01/2022, de modo a iniciar funções em mandato no Montepio Geral Associação Mutualista, para o qual foi eleito como vogal do Conselho de Administração. Comissão de Auditoria Funções Manuel Ferreira Teixeira Presidente Amadeu Paiva Vogal Carlos Ferreira Alves Vogal José Nunes Pereira Vogal Vítor Martins Vogal No exercício das suas competências, a Comissão de Auditoria fiscaliza a administração da Sociedade, supervisiona as atividades de auditoria, quer internas, quer externas, supervisiona a integridade da informação financeira e de reporte, o processo de preparação e divulgação dessa informação, a eficácia dos sistemas de controlo interno, de gestão de risco, de controlo do cumprimento (“compliance”) e a atividade e a independência do Revisor Oficial de Contas e do auditor externo. Sem prejuízo das demais competências que lhe sejam atribuídas pela lei ou pelos Estatutos, à Comissão de Auditoria compete ainda exercer um papel de avaliação contínua do Banco Montepio, em particular quanto ao desempenho financeiro, à definição da estratégia e das políticas gerais da Instituição, da estrutura empresarial do Grupo e das decisões que devam ser consideradas estratégicas devido ao seu montante e risco e em especial: a) Fiscalizar a administração do Banco Montepio; b) Vigiar a observância da lei e dos Estatutos; c) Verificar a regularidade dos livros, registos contabilísticos e documentos que lhes servem de suporte e a exatidão dos documentos de verificação de contas; d) Verificar se as políticas contabilísticas e os critérios valorimétricos adotados pelo Banco Montepio conduzem a uma correta avaliação do património e dos resultados;
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 648 e) Elaborar anualmente relatório sobre a sua ação fiscalizadora e dar parecer sobre o relatório, as contas e as propostas apresentadas pela Administração, bem como sobre a proposta respeitante ao plano de ação e orçamento; f) Selecionar e submeter à deliberação da Assembleia Geral a eleição do Revisor Oficial de Contas, bem como dar parecer sobre os honorários a pagar pela prestação de serviços de revisão legal das contas e de auditoria do Grupo Banco Montepio e de serviços adicionais a prestar pelos mesmos; g) Apreciar anualmente o plano de auditoria às contas individuais e consolidadas e ao sistema de controlo interno do Banco Montepio e do Grupo Banco Montepio, bem como fiscalizar a revisão de contas; h) Reunir regularmente com o Revisor Oficial de Contas, nomeadamente aquando da apreciação das contas individuais e consolidadas do Grupo Banco Montepio; i) Apreciar com a Comissão Executiva, e o Revisor Oficial de Contas, quaisquer assuntos e decisões materialmente relevantes para a preparação dos documentos de prestação de contas, incluindo quaisquer mudanças significativas de normas regulatórias, de políticas contabilísticas ou de julgamentos; j) Participar na reunião da Comissão de Executiva em que são finalizadas as apresentações anuais de contas a submeter ao Conselho de Administração; k) Elaborar anualmente parecer para o Banco de Portugal emitindo opinião detalhada sobre a adequação e a eficácia do sistema de controlo interno do Banco Montepio e do Grupo Banco Montepio; l) Cumprir as demais atribuições constantes das disposições regulamentares do Banco de Portugal e da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, nomeadamente, promover, no Banco Montepio e demais Empresas do Grupo sujeitas a supervisão em base consolidada, a prossecução dos objetivos fundamentais fixados em matéria de controlo interno e gestão de riscos. Revisor Oficial de Contas PricewaterhouseCoopers & Associados (PwC)* Representada por: José Manuel Henriques Bernardo Inscrito na Ordem dos Revisores Oficiais de Contas sob o n.º 903 Carlos José Figueiredo Rodrigues Inscrito na Ordem dos Revisores Oficiais de Contas sob o n.º 1737 Sociedade PricewaterhouseCoopers & Associados eleita em Assembleia Geral realizada a 27-05-2019, como Revisor Oficial de Contas do Banco Montepio para o triénio 2019-2021. c) Composição das comissões internas do Conselho de Administração Conforme previsto no Capítulo IV do Regulamento do Conselho de Administração (CA), as comissões internas de apoio ao CA são as seguintes: x Comissão de Riscos (CR) x Comissão de Remunerações, Nomeações e Avaliações (CRNA) x Comissão de Governo Societário, Ética e Sustentabilidade (CGSES)
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 649 A 31 de dezembro de 2021, as composições das Comissões eram as seguintes: Comissão de Riscos Funções Vítor Martins Presidente Carlos Ferreira Alves Vice-Presidente Amadeu Paiva Vogal Manuel Ferreira Teixeira Vogal Rui Heitor * Vogal NOTA: * O Vogal Rui Heitor renunciou ao mandato com efeitos a partir de 10/01/2022, de modo a iniciar funções em mandato no Montepio Geral Associação Mutualista, para o qual foi eleito como vogal do Conselho de Administração. A Comissão de Riscos tem como missão acompanhar em permanência a definição e a execução da estratégia de risco e a apetência pelo risco da Instituição e verificar se estas são compatíveis com uma estratégia sustentável no médio e longo prazo e com o programa de ação e orçamento aprovados, aconselhando a Comissão Executiva e o Conselho de Administração nestes domínios, competindo-lhe designadamente: a) Aconselhar o Conselho de Administração e a Comissão Executiva sobre a apetência para o risco e a estratégia de risco do Banco Montepio, tendo em consideração todas as categorias de risco, avaliando o seu alinhamento com a estratégia de negócio, os objetivos, a cultura corporativa e os valores do Banco Montepio; b) Auxiliar o Conselho de Administração na supervisão da execução da estratégia de risco do Banco Montepio e no cumprimento dos respetivos limites estabelecidos; c) Rever, periodicamente, o perfil de risco e as estratégias e políticas de risco da Instituição; d) Avaliar a consistência entre o modelo de negócio, a estratégia, o plano de recuperação, as políticas de remuneração e o orçamento, bem como a eficácia e a efetividade da estrutura, os procedimentos e instrumentos associados à implementação e à execução das estratégias de risco; e) Emitir recomendações, designadamente, sobre ajustamentos necessários à estratégia de risco resultante de alterações do modelo de negócio, da evolução do mercado ou do contexto de negócio onde a CEMG atua, assim como outras no âmbito das suas atribuições; f) Analisar e avaliar a metodologia e respetivos resultados de suporte ao processo de identificação, de avaliação e de mensuração de riscos; g) Proceder à análise de cenários, incluindo stress tests, com o intuito de determinar o seu impacto no perfil de risco do Banco Montepio e avaliar a resiliência da Instituição a alterações provocadas por fatores idiossincráticos, sistémicos ou mistos; h) Analisar se as condições dos produtos e serviços oferecidos aos Clientes têm em consideração o modelo de negócio e a estratégia de risco do Banco Montepio e apresentar ao Órgão de Administração um plano de correção, quando daquela análise resulte que as referidas condições não refletem adequadamente os riscos; i) Examinar se os incentivos estabelecidos na política de remuneração do Banco Montepio têm em consideração o risco, o capital, a liquidez e as expectativas quanto aos resultados, incluindo as datas das receitas; j) Avaliar a existência de processos eficazes de controlo do risco e acompanhar as deficiências de controlo interno relacionadas com o quadro de gestão de riscos; k) Avaliar as condições de autoridade e independência que suportam o exercício de responsabilidades em matéria de gestão de riscos, incluindo a aprovação do plano de trabalho da função de gestão de riscos; l) Ao nível do Grupo, rever e monitorizar, periodicamente, o âmbito e a natureza das atividades desenvolvidas pelo Grupo CEMG relacionadas com a gestão de risco; e
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 650 m) Avaliar se a função de gestão de risco dispõe de recursos adequados para o desempenho das suas funções. Comissão de Remunerações, Nomeações e Avaliações Funções José Nunes Pereira Presidente Amadeu Paiva Vogal Carlos Ferreira Alves Vogal Manuel Ferreira Teixeira Vogal Suplente Rui Heitor * Vogal Suplente NOTA: * O Vogal Suplente Rui Heitor renunciou ao mandato com efeitos a partir de 10/01/2022, de modo a iniciar funções em mandato no Montepio Geral Associação Mutualista, para o qual foi eleito como vogal do Conselho de Administração. A Comissão de Remunerações, Nomeações de Avaliações, no âmbito da sua atividade, observa os interesses do Banco Montepio, atendendo aos interesses de longo prazo dos acionistas e dos investidores e ponderando os interesses de outros sujeitos relevantes para a sustentabilidade da Instituição, bem como o interesse público, a fim de evitar que a tomada de decisões do Órgão de Administração seja dominada por qualquer pessoa ou pequeno grupo de pessoas em detrimento dos interesses gerais do Banco Montepio. São também da sua competência as matérias atribuídas por lei, pelos Estatutos e pelo Conselho de Administração, designadamente um conjunto de processos relativos a remunerações, nomeações e avaliações, abrangendo membros do Órgão de Administração e de Fiscalização (MOAF), titulares de funções essenciais (TFE) que incluem as funções de controlo (compliance, gestão de risco e auditoria interna) e outras funções assim qualificadas pelo Conselho, e ainda Colaboradores que desempenhem funções de direção de topo com reporte direto à Administração, e outros que estejam colocados no escalão remuneratório da direção de topo e dos MOAF, desde que a sua atividade tenha um impacto material no perfil de risco do Banco Montepio. Comissão de Governo Societário, Ética e Sustentabilidade Funções Carlos Tavares Presidente Carlos Ferreira Alves Vogal José Nunes Pereira Vogal Pedro Alves Vogal Rui Heitor * Vogal NOTA: * O Vogal Rui Heitor renunciou ao mandato com efeitos a partir de 10/01/2022, de modo a iniciar funções em mandato no Montepio Geral Associação Mutualista, para o qual foi eleito como vogal do Conselho de Administração. A Comissão de Governo Societário, Ética e Sustentabilidade tem como missão apoiar o Conselho de Administração na definição de políticas e de estruturas de governo, de políticas de sustentabilidade e de responsabilidade social e de políticas de conflitos de interesses, princípios éticos e de códigos de conduta a adotar pelo Banco Montepio e suas participadas, sendo da sua competência, designadamente: a) na área do Governo Societário, apoiar o Conselho de Administração na definição da estrutura dos Órgãos de Administração e de Fiscalização, incluindo as respetivas comissões, do Banco Montepio e das suas participadas, bem como avaliar a política de governo da Sociedade do Banco Montepio e suas participadas; b) na área da Ética, apoiar o Conselho de Administração em matéria de códigos de conduta aplicáveis ao Banco Montepio e às suas participadas, bem como apoiar o Conselho de Administração na definição e avaliação dos sistemas de identificação e de resolução de conflitos de interesses; c) na área da sustentabilidade, apoiar o Conselho de Administração na definição de uma política de sustentabilidade, incluindo princípios e valores de responsabilidade social e de proteção ambiental, com salvaguarda dos interesses dos acionistas, investidores, Clientes, trabalhadores e demais interessados na Instituição.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 651 d) Comissão Executiva Compete à Comissão Executiva exercer os poderes de gestão corrente do Banco que lhe forem delegados pelo Conselho de Administração, com exceção dos poderes relativos às matérias cuja delegação está vedada por lei, ou aqueles que o Conselho de Administração reserve para si, nos termos do seu Regulamento. Compete especialmente ao Presidente da Comissão Executiva propor ao Conselho de Administração a distribuição de pelouros, alocando a um ou mais dos seus membros executivos a responsabilidade direta por áreas específicas, representar a Comissão Executiva e assegurar que seja prestada a informação relevante aos demais membros do Conselho de Administração relativamente à sua atividade e deliberações, bem como assegurar o cumprimento dos limites da delegação de competências, da estratégia aprovada para o Banco e o seu Grupo, e dos deveres de colaboração perante o Conselho de Administração e, em particular, perante o seu Presidente. A 31 de dezembro de 2021, a composição da Comissão Executiva era a seguinte: Comissão Executiva Funções Pedro Leitão Presidente Dulce Mota Vice-Presidente Helena Soares de Moura Vogal Jorge Baião Vogal José Carlos Mateus Vogal Leandro Graça Silva Vogal Nuno Mota Pinto Vogal Pedro Ventaneira Vogal A Comissão Executiva encarregou, do acompanhamento permanente de certas matérias específicas, os seguintes Comités operacionais: x Comité ALCO (COMALCO), com a missão de propor ao Conselho de Administração (i) as políticas de gestão da liquidez; (ii) a estratégia de financiamento para o Grupo e (iii) as políticas de adequação de capital, bem como de acompanhar a respetiva execução, de modo a assegurar a sua plena eficácia; x Comité de Imparidade (COMIMP), com a missão de analisar as imparidades de crédito do Banco Montepio, monitorizar a carteira de crédito e acompanhar Non Performing Exposures (NPE); x Comité de Crédito (COMCRED), com a competência de decisão delegada na Comissão Executiva sobre as operações de crédito que não estejam reservadas nos termos do Regulamento do Conselho de Administração e que tenham correspondente enquadramento no Regulamento e Política de Crédito; x Comité de Negócio, Distribuição e Produtos (COMNEG), com a missão de: (i) analisar e propor para deliberação as propostas de produção e distribuição de novos produtos e serviços e/ou alterações significativas da oferta em comercialização (novos produtos) com vista a submeter à aprovação do Conselho de Administração; (ii) acompanhar o cumprimento dos objetivos de negócio definidos, analisar e propor as prioridades de ação comercial; (iii) monitorizar as ações estratégicas aprovadas para o desenvolvimento de negócio; x Comité de Custos e Investimentos (COMCINTO), com a competência de desenvolver, acompanhar e monitorizar os programas de ação tendentes a assegurar uma otimização dos custos e dos investimentos aprovados no âmbito de cada exercício orçamental; x Comité de Acompanhamento do Fundo de Pensões (COMAFP), com delegação da Comissão Executiva para acompanhamento do fundo de pensões; x Comité de Acompanhamento de Ativos Não Produtivos (COMAANP), com competências para propor a estratégia para gestão do portefólio de Non Performing Assets (NPA) e acompanhar a evolução e propor as medidas para uma adequada gestão;
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 652 x Comité de Controlo Interno (COMCI) tem a missão principal de apoiar a Comissão Executiva do Banco Montepio no processo de implementação de um sistema de controlo interno eficaz, ao nível do Grupo Banco Montepio, designadamente através de um contínuo e efetivo processo de acompanhamento e de monitorização das deficiências detetadas, contribuindo para promover um ambiente de controlo robusto e uma sólida gestão de riscos, bem como apoiar no acompanhamento e gestão de riscos não financeiros, designadamente, risco operacional, de compliance, de sistemas de informação e reputacional; x Comité de Tecnologia (COMTECH) com competência para propor a estratégia para o desenvolvimento dos SI e da base tecnológica, acompanhar e gerir o desenvolvimento e operação dos sistemas de suporte e promover o constante levantamento de necessidades e definir as prioridades de implementação; e x Comité de Cibersegurança (COMCIBER) tem como missão principal de apoiar a Comissão Executiva do Banco Montepio na definição e acompanhamento dos objetivos para a gestão da cibersegurança (segurança da informação), alinhada com os requisitos de negócio e com os requisitos e expetativas das partes interessadas, leis e regulamentações relevantes, bem como apoiar no acompanhamento da implementação e melhoria contínua do sistema de gestão da segurança da informação (SGSI). A composição dos comités encontra-se estabelecida nos respetivos regulamentos de funcionamento e preveem as seguintes presenças: Comité ALCO (COMALCO) Funções N.º de reuniões previstas nos regulamentos Total de reuniões realizadas em 2021 José Carlos Mateus - Preside ao Comité Chief Financial Officer (CFO) Periodicidade: mensal Total anual: 12 Total de reuniões efetivas: 12 Pedro Ventaneira Chief Risk Officer (CRO) Pedro Leitão (presença facultativa) Chief Executive Officer (CEO) Dulce Mota Administrador Pelouro DC´s Leandro Graça Silva Administrador Pelouro DRC Helena Soares de Moura (presença facultativa) Administrador Pelouro DCOMP Comité de Imparidade (COMIMP) Funções N.º de reuniões previstas nos regulamentos Total de reuniões realizadas em 2021 Pedro Leitão (presença facultativa) Chief Executive Officer (CEO) Periodicidade: mensal Total anual: 12 Total de reuniões efetivas: 12 Pedro Ventaneira – Preside ao Comité Chief Risk Officer (CRO) José Carlos Mateus Chief Credit Officer (CCO) Dulce Mota Administrador Pelouro DC´s Leandro Graça Silva Chief Credit Recovery Officer (CCRO) Pedro Ventaneira Administrador Pelouro DCRF Nuno Mota Pinto Administrador Pelouro DCESSP Comité de Imparidade (COMIMP) Funções N.º de reuniões previstas nos regulamentos Total de reuniões realizadas em 2021 Pedro Ventaneira – Preside ao Comité Administrador Pelouro DCRF Periodicidade: mensal Total anual: 12 Total de reuniões efetivas: 12 José Carlos Mateus Chief Credit Officer (CCO) Pedro Ventaneira Chief Risk Officer (CRO) José Carlos Mateus Chief Financial Officer (CFO) Leandro Graça Silva Administrador Pelouro DRC
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 653 Comité de Crédito (COMCRED) Funções N.º de reuniões previstas nos regulamentos Total de reuniões realizadas em 2021 Pedro Ventaneira - Preside ao Comité Chief Risk Officer (CRO) Periodicidade: Até duas vezes por semana Total anual: cfr. calendário aprovado Total de reuniões efetivas: 53 José Carlos Mateus Chief Credit Officer (CCO) Leandro Graça Silva Chief Credit Recovery Officer (CCRO) Dulce Mota (presença facultativa) Administrador Pelouro DC´s Nuno Mota Pinto (presença facultativa) Administrador Pelouro DCESSP/DBE Comité de Crédito (COMCRED) Funções N.º de reuniões previstas nos regulamentos Total de reuniões realizadas em 2021 Pedro Ventaneira - Preside ao Comité Chief Risk Officer (CRO) Periodicidade: Até duas vezes por semana Total anual: cfr. calendário aprovado Total de reuniões efetivas: 53 José Carlos Mateus Chief Credit Officer (CCO) Leandro Graça Silva Chief Credit Recovery Officer (CCRO) Comité de Negócio, Distribuição e Produtos (COMNEG) Funções N.º de reuniões previstas nos regulamentos Total de reuniões realizadas em 2021 Pedro Leitão - Preside ao Comité Chief Marketing Officer (CMO) Periodicidade: mensal Total anual: 12 Total de reuniões efetivas: 0 José Carlos Mateus Chief Financial Officer (CFO) Pedro Ventaneira Chief Risk Officer (CRO) Helena Soares de Moura Chief Legal Officer (CLO) Jorge Baião Chief Operating Officer (COO) e Chief Technical Officer (CTO) Comité de Custos e Investimentos (COMCINTO) Funções N.º de reuniões previstas nos regulamentos Total de reuniões realizadas em 2021 Pedro Leitão (presença facultativa) Chief Executive Officer (CEO) Periodicidade: semanal Total anual: 52 Total de reuniões efetivas: 57 Jorge Baião - Preside ao Comité Administrador Pelouro CCOMP José Carlos Mateus Chief Financial Officer (CFO) Helena Soares de Moura (presença facultativa) Administrador Pelouro DCOMP Comité de Acompanhamento Fundo Pensões (COMAFP) Funções N.º de reuniões previstas nos regulamentos Total de reuniões realizadas em 2021 Pedro Leitão (presença facultativa) Chief Executive Officer (CEO) Periodicidade: trimestral Total anual: 4 Total de reuniões efetivas: 4 Helena Soares de Moura - Preside ao Comité Administrador DGP Pedro Ventaneira Chief Risk Officer (CRO) José Carlos Mateus Chief Financial Officer (CFO) Comité de Acompanhamento de Ativos Não Produtivos (COMAANP) Funções N.º de reuniões previstas nos regulamentos Total de reuniões realizadas em 2021 Pedro Leitão (presença facultativa) Chief Executive Officer (CEO) Periodicidade: mensal Total anual: 12 Total de reuniões efetivas: 11 Leandro Graça Silva - Preside ao Comité Administrador Pelouro DRC Pedro Ventaneira Chief Risk Officer (CRO) José Carlos Mateus Chief Financial Officer (CFO)
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 654 Comité de Controlo Interno (COMCI) Funções N.º de reuniões previstas nos regulamentos Total de reuniões realizadas em 2021 Pedro Leitão Chief Executive Officer (CEO) Periodicidade: bimestral (entrada em vigor em 21.06.2021) Total de reuniões efetivas: 4 Helena Soares de Moura - Preside ao Comité Administrador Pelouro DCOMP Pedro Ventaneira Chief Risk Officer (CRO) Jorge Baião Administrador Pelouro DSI Comité de Tecnologia (COMTECH) Funções N.º de reuniões previstas nos regulamentos Total de reuniões realizadas em 2021 Pedro Leitão (presença facultativa) Chief Executive Officer (CEO) Periodicidade: mensal (entrada em vigor em 14.10.2021) Total de reuniões efetivas: 2 Jorge Baião - Preside ao Comité Administrador Pelouro DSI Dulce Mota Administrador Pelouro DC´s Pedro Ventaneira Chief Risk Officer (CRO) Comité de Cibersegurança (COMCIBER) Funções N.º de reuniões previstas nos regulamentos Total de reuniões realizadas em 2021 Pedro Leitão Chief Executive Officer (CEO) Periodicidade: trimestral (entrada em vigor em 01.10.2021) Total de reuniões efetivas: 2 Jorge Baião - Preside ao Comité Administrador Pelouro GCS Pedro Ventaneira Chief Risk Officer (CRO) e) Distribuição de pelouros O Conselho de Administração aprovou a distribuição de pelouros que, a 31 de dezembro de 2021, eram os seguintes: Pelouros Substituição Carlos Tavares Presidente do Conselho de Administração Gabinete do Conselho de Administração (GCA) Pedro Leitão Secretaria Geral da Sociedade (SGS) Gabinete de Estudos Económicos e Financeiros (GEEF) Direção de Auditoria e Inspeção (DAI) Pedro Leitão Presidente da Comissão Executiva Direção de Gestão de Pessoas (DGP) (1) Helena Soares de Moura (1) Direção de Marketing Estratégico (DME) Direção de Marketing Operacional (DMO) Direção de Comunicação e Marca (DCM) Gabinete de Relações com o Mercado (GRM) José Carlos Mateus Dulce Mota Vice-Presidente da Comissão Executiva Direção Comercial Norte e Centro (DCNC) Nuno Mota Pinto Direção Comercial Sul e Ilhas (DCSI) Direção de Dinamização Comercial (DDC) Helena Soares de Moura Vogal da Comissão Executiva Direção de Gestão de Pessoas (DGP) (1) Pedro Ventaneira Direção de Assessoria Jurídica (DAJ) Direção de Contencioso (DCONT) Direção de Compliance (DCOMP) Gabinete de Proteção de Dados (GPD) Gabinete do Cliente e Qualidade (GC) Jorge Baião Vogal da Comissão Executiva Centro de Transformação e Inovação (CTI) Leandro Silva Direção de Sistemas de Informação (DSI) Direção de Serviços e Operações (DSO) Unidade de Serviços Partilhados (USP) (2) Central de Compras (CCOMP) (2) José Carlos Mateus Vogal da Comissão Executiva Direção Financeira e Internacional (DFI) Nuno Mota Pinto Gabinete de Acompanhamento de Ativos Financeiros (GAAF) Direção de Planeamento Estratégico e Controlo (DPEC) Jorge Baião Direção de Análise de Crédito (DAC) Leandro Graça Silva Vogal da Comissão Executiva Direção de Recuperação de Crédito (DRC) Jorge Baião Área do Imobiliário (MGAI) (2)
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 655 Nuno Mota Pinto Vogal da Comissão Executiva Direção da Banca de Empresas (DBE) Dulce Mota Direção Comercial da Economia Social e do Setor Público (DCESSP) Pedro Ventaneira Vogal da Comissão Executiva Direção de Risco (DRI) Helena Soares de Moura Direção de Análise Especializada de Crédito (DAEC) Gabinete de Validação de Modelos (GVM) Direção de Contabilidade e Reporte Financeiro (DCRF) Gabinete de Gestão de Informação (GGI) José Carlos Mateus (1) Com delegação de acompanhamento por Helena Soares de Moura. (2) Áreas de serviços partilhados que não integram o organograma do Banco Montepio. f) Fiscalização De acordo com o modelo de governo da Instituição, a Comissão de Auditoria é o órgão que fiscaliza a administração do Banco Montepio, exercendo um papel de avaliação contínua, em particular quanto ao desempenho financeiro; à definição da estratégia e das políticas gerais da Instituição, da estrutura empresarial do Grupo e das decisões que devam ser consideradas estratégicas devido ao seu montante e risco; e todas as definidas no artigo 5º do seu Regulamento, que supervisiona as atividades de auditoria, quer internas, quer externas; os processos de preparação e divulgação de informação financeira; a eficácia do sistema de controlo interno, de gestão de riscos e de controlo do cumprimento (compliance); além da atividade e independência do Revisor Oficial de Contas, conforme previsto nos Estatutos do Banco Montepio e no Regulamento da Comissão de Auditoria. g) Procedimentos e critérios aplicáveis à intervenção do Órgão de Fiscalização para efeitos de contratação de serviços adicionais ao auditor externo De acordo com o disposto no Regulamento da Comissão de Auditoria, este órgão tem a faculdade de, por sua iniciativa, solicitar pareceres independentes ou contratar serviços de assessoria especializados ou de consultoria externa. A negociação dos honorários e a contratação dos serviços a executar são da competência do Conselho de Administração. h) Identificação do Revisor Oficial de Contas e dos sócios que o representam Tendo em conta a política de rotação prevista no novo Estatuto da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas, aprovado pela Lei n.º 140/2015 de 7 de setembro, que entrou em vigor em 1 de janeiro de 2016, e com vista a assegurar a manutenção do elevado grau de qualidade e de independência, no início de 2019, e nos termos do artigo 21º dos Estatutos do Banco Montepio, a Comissão de Auditoria conduziu um processo de seleção e avaliação da adequação de um novo Revisor Oficial de Contas, que culminou com a eleição, em Assembleia Geral realizada a 27 de maio de 2019, da Sociedade PricewaterhouseCoopers & Associados (PwC) para o triénio 2019-2021, representada por José Manuel Henriques Bernardo, ROC n.º 903 e por Carlos José Figueiredo Rodrigues, ROC n.º 1737. i) Outros serviços prestados pelo ROC à Sociedade A PricewaterhouseCoopers & Associados (PwC), como Revisor Oficial de Contas do Banco Montepio, exerce as funções de auditor externo da Instituição e outros serviços distintos de auditoria, no cumprimento dos requisitos legais de independência previstos no artigo 77º da Lei n.º 140/2015, de 7 de setembro. Os serviços contratados à PwC são prestados em regime de completa independência funcional e hierárquica em relação ao Banco Montepio, conforme normas regulamentares e profissionais aplicáveis. Quaisquer serviços que não sejam de revisão legal de contas são previamente aprovados pela Comissão de Auditoria e respeitam a serviços de apoio técnico, nomeadamente na interpretação e revisão dos procedimentos necessários para a apresentação por parte do Banco Montepio ao processo de candidatura da utilização do método das notações internas para efeitos de cálculo de rácios de solvabilidade.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 656 Compete à Comissão de Auditoria, nos termos do Regulamento, aprovar os honorários a pagar pela prestação de serviços de revisão legal das contas e auditoria do Grupo Banco Montepio e de serviços adicionais a prestar pelos mesmos. j) Apoio ao Conselho de Administração A Secretaria Geral da Sociedade (SGS) é o órgão responsável pelo apoio funcional ao Conselho de Administração, à Comissão Executiva e aos restantes órgãos colegiais do Banco, incluindo a Secretária Geral, assegurando o secretariado das reuniões em cumprimento do Aviso 3/2020, assim como o reporte às entidades de supervisão da informação de carácter obrigatório relativa à Sociedade e aos membros dos órgãos sociais, o registo dos atos societários e o apoio à administração no exercício da sua função acionista junto das Empresas do Grupo nas matérias de gestão societária. Nos termos do Estatuto Orgânico da SGS e do Regulamento da Comissão de Remunerações, Nomeações e Avaliações, cabe ainda à Secretária Geral apoiar esta Comissão do Conselho de Administração no desenvolvimento das atividades que lhe estão atribuídas por lei ou no seu Regulamento. O Gabinete do Conselho de Administração (GCA) tem como principal missão assessorar o Conselho de Administração na gestão da agenda das reuniões, na formação, divulgação e seguimento das deliberações, na prestação de informação de gestão e no acompanhamento da relação com acionistas, reguladores e outras entidades institucionais, bem como assessorar os Órgãos de Administração e de Fiscalização nas matérias do âmbito do governo do sistema de controlo interno e apoiar na articulação entre as entidades integrantes do Grupo Banco Montepio. k) Titulares de Funções Essenciais No cumprimento do previsto no artigo 63º do Aviso do Banco de Portugal 3/2020, e do disposto no nº 1, alínea e) e nº 4 do Anexo a este Aviso, foram classificados como titulares de funções essenciais as seguintes Direções: A Direção de Contabilidade e de Reporte Financeiro (DCRF) é uma unidade orgânica de primeira linha na estrutura do Banco Montepio, com reporte hierárquico ao Administrador de pelouro da Comissão Executiva, e tem como missão apoiar no controlo interno e assegurar o sistema e processo de registo contabilístico, bem como o cumprimento dos deveres fiscais e de reporte financeiro e estatístico. A Direção de Planeamento Estratégico e Controlo (DPEC) é uma unidade orgânica de primeira linha na estrutura do Banco Montepio, com reporte hierárquico ao Administrador de pelouro da Comissão Executiva, e tem como responsabilidade a elaboração de planeamento com projeções financeiras e definição de objetivos adequados para a atividade global e para cada área de negócio, abrangendo as principais atividades e produtos, bem como produzir informação de gestão e controlo que assegure uma visão integral da situação financeira global, com a evolução das principais linhas de negócio e de custos, em linha com a estratégia e o cumprimento dos objetivos definidos do Banco Montepio, em base individual e consolidada. A Direção de Análise Especializada de Crédito (DAEC) é igualmente uma unidade orgânica de primeira linha na estrutura do Banco Montepio, com reporte hierárquico ao Administrador de pelouro da Comissão Executiva e tem como responsabilidade contribuir para uma visão integral e consistente dos Clientes Empresa para efeitos de avaliação de risco (rating), reconhecimento de nível de imparidade individual e avaliação das operações de envolvimento creditício, para o apoio e suporte do processo de decisão de crédito, contribuindo para o seu robustecimento e fundamentação técnica, funcionando como centro de excelência técnica na avaliação do risco de crédito, contexto em que contribui para uma estratégia de abordagem proactiva ao mercado. A Direção Financeira e Internacional (DFI) constitui uma unidade orgânica de primeira linha na estrutura organizativa do Banco Montepio, com reporte hierárquico ao Administrador de pelouro da Comissão Executiva, tendo como missão assegurar a execução das políticas financeiras do Grupo Banco Montepio (GBM), ao nível individual e consolidado, em conformidade com o Plano de Financiamento e de Capital (PFC) e com o Plano de Ação e Orçamento (PAO) aprovados pelo Conselho de Administração, através de uma intervenção ativa junto dos mercados monetários, cambiais, de capitais e de derivados, promovendo a
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 657 estreita ligação do Banco com as várias contrapartes, nomeadamente com outros Bancos e com Organismos Internacionais, com vista à negociação e contratação de operações e abertura de linhas de crédito destinadas ao financiamento da atividade do GBM projetada no PFC e no PAO, com vista à representação do Banco Montepio junto de Instituições não residentes no quadro do relacionamento institucional subjacente à estratégia do GBM. A Direção de Análise de Crédito (DAC) é uma unidade orgânica de primeira linha, com reporte direto ao Administrador de pelouro da Comissão Executiva, Direção com a responsabilidade da execução da política de subscrição e prevenção de risco, de recuperação de situações de incumprimento, atuando ao nível da concessão, renovação e/ou alterações contratuais de exposições creditícias a pessoas singulares ou coletivas. Participa no processo de análise e de decisão de crédito em articulação com as Direções Comerciais, contribui para a melhoria sustentada da qualidade da carteira de crédito do GBM, garantindo a execução das políticas definidas. Titulares de Funções Essenciais CEMG MC BEM FNBA Responsável Responsável Responsável Responsável Auditoria Interna Fernanda Correia Exercida pela CEMG Exercida pela CEMG Telma Cabral Compliance Miguel Oliveira Paulo Trindade Fernando Alexandre Guilherme Abreu Loureiro Gestão de risco Bruno Magalhães Rui Jorge Santos Exercida pela CEMG Pedro Simão Contabilidade e Reporte António Figueiredo Lopes - Exercida pela CEMG Rafael Matias Planeamento e Controlo Jaquelina Rodrigues - Exercida pela CEMG - Análise Especializada de Crédito Miguel Teixeira Coelho - - - Financeira e Internacional a designar - - Teófilo Quintino Análise de Crédito a designar - - - l) Elementos curriculares relevantes dos atuais membros do Conselho de Administração Vide ANEXO I m) Acumulação de cargos pelos membros do Conselho de Administração Vide ANEXO II 5. Organização interna I. Sistema de controlo interno a) Principais elementos dos sistemas de controlo interno e de gestão de risco implementados na Sociedade relativamente ao processo de divulgação de informação financeira (artigo 245º-A, alínea m) do CVM) Por força do Aviso 3/2020, as instituições passaram a estar vinculadas a uma autoavaliação da adequação e da eficácia da sua cultura organizacional e dos seus sistemas de governo e de controlo interno, promovendo uma reflexão regular em que é ponderada a adoção das medidas necessárias para ultrapassar
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 658 eventuais deficiências identificadas, tendo sido clarificadas as exigências do Órgão de Fiscalização, cuja avaliação passa a abranger, entre outros aspetos, a cultura organizacional e os sistemas de governo e de controlo interno, determinando igualmente uma revisão e clarificação do papel do Revisor Oficial de Contas no que concerne ao processo de preparação e divulgação de informação financeira. Neste âmbito, o Banco Montepio instituiu um Steering Committee composto pelos Presidentes do Conselho de Administração, da Comissão de Auditoria, da Comissão de Riscos e da Comissão Executiva, bem como pelo Chief Risk Officer e o Chief Compliance Officer, e ainda pelos responsáveis das áreas de controlo interno – Direção de Auditoria Interna (DAI), Direção de Risco (DRI) e Direção de Compliance (DCOMP) – incluindo o Gabinete do Conselho de Administração que coordena os trabalhos de acompanhamento do sistema de controlo interno e de elaboração do Relatório de Autoavaliação, devido anualmente entregar ao supervisor conforme o disposto no Aviso 3/2020 do Banco de Portugal. O Conselho de Administração é responsável pela implementação e a manutenção de um sistema de controlo interno adequado e eficaz que garanta o cumprimento dos objetivos de desempenho, de informação e de compliance. À Comissão de Auditoria compete exercer um papel de avaliação contínua da Instituição, em particular quanto ao desempenho financeiro e a decisões que devam ser consideradas estratégicas devido ao seu montante e risco. Compete à Comissão de Auditoria cumprir as demais atribuições constantes das disposições regulamentares do Banco de Portugal e da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, nomeadamente, promover no Banco Montepio e demais Empresas do Grupo sujeitas a supervisão em base consolidada a prossecução dos objetivos fundamentais fixados em matéria de controlo interno e gestão de riscos, e elaborar anualmente parecer para o Banco de Portugal, emitindo opinião detalhada sobre a adequação e a eficácia do sistema de controlo interno do Banco Montepio e do Grupo Banco Montepio. A Comissão de Riscos tem como missão acompanhar em permanência a definição e a execução da estratégia de risco e a apetência pelo risco da Instituição e verificar se estas são compatíveis com uma estratégia sustentável no médio e longo prazo e com o programa de ação e orçamento aprovados, aconselhando a Comissão Executiva e o Conselho de Administração nestes domínios. Ao nível do Grupo Banco Montepio, compete à Comissão de Riscos rever e monitorizar, periodicamente, o âmbito e natureza das atividades desenvolvidas pelo Grupo Banco Montepio, relacionadas com a gestão de risco. Compete à Direção de Auditoria e Inspeção (DAI) a responsabilidade pela função de auditoria interna, integrada no processo de monitorização do sistema de controlo interno, com uma função de caráter permanente e presta, de uma forma independente e objetiva, serviços de avaliação e de consultoria, os quais visam acrescentar valor e melhorar a operacionalidade do Grupo Banco Montepio a cumprir os seus objetivos através da utilização de uma abordagem sistemática e disciplinada para a avaliação e melhoria da eficácia dos processos de gestão de risco, controlo e governação. Assim, a função de auditoria interna constitui parte integrante do processo de monitorização do sistema de controlo interno e, enquanto terceira linha de defesa, são objeto da sua avaliação as atividades, os sistemas e processos, incluindo a função de gestão de riscos e a função de compliance. A Direção de Risco (DRI) é uma unidade orgânica de primeira linha na estrutura do Banco Montepio, sendo responsável pela função de gestão de risco, e tem reporte hierárquico a um dos membros da Comissão Executiva. Tem reporte funcional ao Conselho de Administração, do qual procedem a Comissão de Auditoria, o Órgão de Fiscalização do Banco, e a Comissão de Riscos, órgão especializado de aconselhamento ao CA e à CE nas matérias de risco, aos quais a DRI tem igualmente reporte funcional no exercício das suas funções. Direção Função Nome Direção de Auditoria Interna (DAI) Diretor Fernanda Correia
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 659 A Direção de Compliance (DCOMP) tem como missão principal a função de compliance para a prevenção e/ou deteção de situações que causem, ou possam vir a causar, risco de cumprimento de conformidade para o Banco Montepio (entre outras, sanções penais ou contraordenacionais e/ou prejuízos financeiros ou de ordem reputacional, numa base individual e consolidada), devendo atuar de forma a prevenir a existência de situações de fraude interna ou externa, atuações tendentes a prejudicar o controlo interno, obstruções à informação que deve ser conhecida pelos Órgãos de Administração e de Fiscalização, entre outras. Cabe destacar que, em junho de 2021, foi criado o Departamento de Controlo Interno, integrado na DCOMP, com o objetivo de apoiar a comissão executiva no acompanhamento das deficiências de Controlo Interno. b) Política de comunicação de irregularidades O Banco Montepio implementou os meios específicos, independentes e autónomos adequados de receção, tratamento e arquivo das participações de irregularidades graves relacionadas com a sua administração, organização contabilística e fiscalização interna, e de indícios sérios de infrações a deveres previstos no Regime Geral das Instituições de Crédito e Sociedades Financeiras, no Regulamento (UE) n.º 575/2013, de 26/6 do Parlamento Europeu e do Conselho, no Regulamento (UE) n.º 596/2014, de 16/4 do Parlamento Europeu e do Conselho, abril de 2014, e respetiva regulamentação e atos delegados, factos respeitantes às matérias referidas no n.º 3 do artigo 388º do Código dos Valores Mobiliários e, ainda, dos deveres impostos pela Lei n.º 83/2017 de 18 de agosto. Nessa conformidade, os Colaboradores da Instituição devem comunicar à Comissão de Auditoria, Órgão de Fiscalização, quaisquer práticas irregulares que detetem ou de que tenham conhecimento, ou fundadas suspeitas, de forma a prevenir ou impedir irregularidades que possam provocar danos financeiros ou reputacionais ao Banco Montepio. O Regulamento de Comunicação de Irregularidades em vigor, revisto em abril de 2021, e publicado com disponibilização a todos os Colaboradores, define os procedimentos e termos em que a comunicação pode ser efetuada, presencialmente ou por escrito (por correio eletrónico ou por via postal), com indicação de todos os elementos e informações de que o Colaborador disponha e que julgue necessários para a avaliação da irregularidade. As comunicações são efetuadas ao Presidente da Comissão de Auditoria, sob regime de anonimato, podendo ser feitas através de correio eletrónico - comunicar.irregularidades@montepio.pt -, ou por via postal para o Presidente da Comissão de Auditoria (Rua Castilho n.º 5, Piso 10, sala 80, 1250-066 Lisboa). É garantida a confidencialidade das participações recebidas e a proteção dos dados pessoais do autor da comunicação, podendo o Banco transmitir os dados pessoais recolhidos a entidades de supervisão ou entidades judiciárias, nos casos em que esses dados se mostrem relevantes. Compete à Comissão de Auditoria manter um registo de todas as comunicações de irregularidades abrangidas pelo âmbito de aplicação do Regulamento de Comunicação de Irregularidades (www.bancomontepio.pt/politicas-regulamentos). II. Sítio na internet para consulta: estatutos, regulamentos e informação societária O Banco Montepio disponibiliza as informações essenciais para garantir um conhecimento adequado da sua atividade através dos endereços www.bancomontepio.pt/institucional/informacao-investidores (versão em português) e www.bancomontepio.pt/institucional/investor-relations (versão em inglês). Direção Função Nome Direção de Risco Diretor Bruno Magalhães Direção Função Nome Direção de Compliance Diretor Miguel Oliveira
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 660 No website da Instituição - www.bancomontepio.pt - pode ser consultada toda a informação geral societária do Banco Montepio, e entre outros, os estatutos, os regulamentos do Conselho de Administração, da Comissão de Auditoria, da Comissão Executiva e das restantes comissões, bem como as políticas, regulamentos diversos e código e norma de conduta. No portal interno da intranet, são também divulgados os normativos internos para conhecimento de todos os Colaboradores, que incluem, além de disposições legais, estatutárias e regulamentares, regras de conduta e normas deontológicas. No que respeita ao cumprimento das normas prudenciais em vigor e respetivos prazos de reporte às entidades de supervisão, a Ordem de Serviço 38/2021 reúne e sistematiza o conjunto de reportes de informação, os prazos e direções responsáveis por assegurar o cumprimento do respetivo dever de reporte. Com a aprovação em 2019 da marca comercial Banco Montepio, a imagem e acessos ao website foram reformulados e, no decorrer dos anos 2020 e 2021, foi possível melhorar a organização dos acessos e dos conteúdos da área institucional, designadamente no que respeita à informação aos investidores e ao governo da Sociedade. III. Número de reuniões realizadas Os Estatutos do Banco Montepio estabelecem que o Conselho de Administração deve reunir pelo menos uma vez por mês, muito embora o Conselho tenha reunido, durante o ano de 2021, quinzenalmente, e em sessão extraordinária sempre que, para tal, foi convocado pelo Presidente. Durante o ano de 2021, o Conselho de Administração reuniu em 27 sessões, tendo sido lavradas atas em que foram registadas as presenças dos seus membros e as seguintes ausências pontuais decorrentes de formação devidamente justificadas e aceites pelo Conselho: Amadeu Ferreira de Paiva (1) e Jorge Baião (1). O Regulamento da Comissão de Auditoria prevê que esta comissão reúna pelo menos uma vez por mês, tendo reunido durante o ano de 2021, quinzenalmente e, em sessão extraordinária, sempre que para tal foi convocada pelo seu Presidente ou algum dos restantes membros. Durante o ano de 2021 a Comissão de Auditoria reuniu em 29 sessões, tendo sido lavradas atas em que foram registadas as presenças dos membros em que nelas participaram, incluindo as seguintes ausências pontuais decorrentes de formação devidamente justificadas e aceites pela Comissão: Dr. Amadeu Ferreira de Paiva (1). A Comissão Executiva, nos termos do respetivo Regulamento, reúne semanalmente e sempre que, para tal, é convocada pelo seu Presidente ou por quem o substitua. Durante o ano de 2021 a Comissão Executiva reuniu em 50 reuniões, tendo sido lavradas atas em que foram registadas as presenças dos membros em que nelas participaram, incluindo as seguintes ausências pontuais, decorrentes de férias, doença, formação, deslocações em serviço ao estrangeiro ou outros motivos devidamente justificados e aceites pela Comissão Executiva: Nuno Mota Pinto (1), José Carlos Mateus (1), Pedro Ventaneira (1), Leandro Graça Silva (4) e Jorge Baião (1). O Regulamento da Comissão de Riscos prevê que esta comissão reúna ordinariamente, mensalmente, e extraordinariamente sempre que tal se revele adequado ao bom desempenho das suas funções, a requerimento fundamentado de qualquer um dos órgãos societários do Banco Montepio ou de qualquer um dos membros da Comissão. Durante o ano de 2021, a Comissão de Riscos reuniu em 12 sessões, tendo sido lavradas atas, em que foram registadas as presenças de todos os seus membros. O Regulamento da Comissão de Remunerações, Nomeações e Avaliações prevê que esta reúna mensalmente e sempre que for convocada pelo seu Presidente, por sua iniciativa ou por solicitação do Presidente do Conselho de Administração ou de qualquer dos membros da Comissão.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 661 Durante o ano de 2021, a Comissão de Remunerações, Nomeações e Avaliações reuniu em 35 sessões, tendo sido lavradas atas em que foram registadas as presenças dos membros em que nelas participaram, incluindo as seguintes ausências pontuais decorrentes de formação devidamente justificadas e aceites pela Comissão: Dr. Amadeu Ferreira de Paiva (1). O Regulamento da Comissão de Governo Societário, Ética e Sustentabilidade prevê que esta comissão reúna pelo menos uma vez por trimestre, preferencialmente nos meses de março, junho, setembro e dezembro, e sempre que o Presidente o entender ou algum dos restantes membros o solicitar. Durante o ano de 2021, a Comissão de Governo Societário, Ética e Sustentabilidade reuniu em 8 sessões, tendo sido lavradas atas em que foram registadas as presenças de todos os seus membros. Apresenta-se quadro que resume a informação sobre as reuniões realizadas: Comissões do CA N.º de reuniões previstas nos regulamentos Total de reuniões realizadas em 2021 Comissão de Auditoria (CAD) Periodicidade: mensal Total anual: 12 Total de reuniões efetivas: 29 Comissão de Riscos (CR) Periodicidade: bimestral Total anual: 6 Total de reuniões efetivas: 12 Comissão de Remunerações, Nomeações e Avaliações (CRNA) Periodicidade: bimestral Total anual: 6 Total de reuniões efetivas: 35 Comissão de Governo Societário, Ética Sustentabilidade (CGSES) Periodicidade: trimestral Total anual: 4 Total de reuniões efetivas: 8 6. Divulgação das Remunerações I. Competência para a determinação Nos termos do artigo 11º, alínea c) dos Estatutos do Banco Montepio, compete à Assembleia Geral eleger uma Comissão de Remunerações composta por três membros independentes e com poderes para a fixação das remunerações dos membros dos Órgãos Sociais conforme artigo 399º, n.º 1 do Código das Sociedades Comerciais. Considerando que a referida Comissão de Remunerações não se encontra designada pelos acionistas, a competência para fixar as remunerações dos membros dos órgãos sociais do Banco Montepio compete, nos termos da lei, à Assembleia Geral. II. Informação quantitativa dos valores de remunerações anuais pagas em 2021 pelo Banco Montepio No cumprimento do disposto no Artigo 47º do Aviso 3/2020 do Banco de Portugal, passa a indicar-se a informação quantitativa relativa aos valores de remunerações pagas em 2021 pelo Banco Montepio às diversas categorias de Colaboradores previstas no artigo 115º-C n.º 2 do Regime Geral das Instituições de Crédito e Sociedades Financeiras (RGICSF), a saber: a) Membros do Órgão de Administração e de Fiscalização (MOAF); b) Direção de topo; c) Responsáveis pela assunção de riscos; d) Responsáveis pelas funções de controlo; e e) Colaboradores cuja remuneração os coloque no mesmo escalão de remuneração que as categorias anteriores a), b) ou c), desde que as atividades profissionais tenham impacto material no perfil de risco da Instituição. a) Membros do Órgão de Administração e de Fiscalização (MOAF) Em 2021, não foi deliberada pela Assembleia Geral, nem paga, qualquer componente variável de remuneração aos MOAF e os dados quantitativos agregados sobre as remunerações anuais que foram
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 662 processadas aos membros do Órgão de Administração e de Fiscalização, durante o ano de 2021, estão em conformidade com os requisitos do artigo 47º do Aviso do Banco de Portugal nº 3/2020 e o previsto nas alíneas g) a j) do nº 1 do artigo 450º do Regulamento (UE) n.º 575/2013. No exercício de 2021, o montante de remuneração fixa auferida, de forma agregada e individual, pelos Membros do Órgão de Administração e de Fiscalização do Banco, consta do quadro seguinte: Membros do Órgão de Administração e de Fiscalização Nomes Funções Totais remunerações fixas pagas em 2021 (€) Carlos Tavares Presidente do Conselho de Administração 401 457,29 € Manuel Ferreira Teixeira Presidente da Comissão de Auditoria 159 600,00 € Amadeu Ferreira de Paiva Vogal do Conselho de Administração 126 000,00 € Carlos Ferreira Alves Vogal do Conselho de Administração 126 000,00 € José Nunes Pereira Presidente da Comissão Rem., Nom. e Av. 126 000,00 € Pedro Gouveia Alves Vogal do Conselho de Administração 84 000,00 € Rui Heitor Vogal do Conselho de Administração 126 000,00 € Vítor do Carmo Martins Presidente da Comissão de Riscos 126 000,00 € Pedro Leitão Presidente da Comissão Executiva 361 557,15 € Dulce Mota Vice-Presidente da Comissão Executiva 254 457,29 € Helena Soares Moura Vogal Executivo 254 321,21 € Jorge Baião Vogal Executivo 217 044,85 € José Carlos Mateus Vogal Executivo 254 203,66 € Leandro Graça Silva Vogal Executivo 254 408,69 € Nuno Mota Pinto Vogal Executivo 254 457,29 € Pedro Ventaneira Vogal Executivo 254 457,29 € Nº de titulares: 16 3 379 964,72 € b) Direção de topo, responsáveis pela assunção de riscos e responsáveis pelas funções de controlo e outras cujas ações tenham impacto significativo no perfil de risco da Instituição: Os valores agregados das remunerações pagas em 2021 aos Colaboradores em referência, em conformidade com os requisitos do artigo 47º do Aviso do Banco de Portugal nº 3/2020 e o previsto nas alíneas g) a j) do nº 1 do artigo 450º do Regulamento (UE) n.º 575/2013, foram os seguintes: Remuneração fixa Remuneração Variável N.º Titulares Direção de topo 3 943 555,82 € Não aplicável 41 Responsáveis pela assunção de riscos 380 040,15 € Não aplicável 6 Responsáveis pelas funções de controlo 610 817,25 € Não aplicável 8 Colaboradores cuja remuneração os coloque no mesmo escalão de remuneração que as categorias anteriores a), b) ou c), desde que as atividades profissionais tenham impacto material no perfil de risco da Instituição. Não aplicável Não aplicável Não aplicável As remunerações pagas em 2021 às referidas categorias de Colaboradores foram reportadas à CRNA pela Direção de Gestão de Pessoas que assegura o processamento das remunerações da Instituição. No que refere à informação quantitativa prestada, a Direção de Gestão de Pessoas informou que não foram identificadas outras situações a reportar nas seguintes alíneas do artigo 450º do Regulamento (UE) n.º 575/2013, a saber: i) O número de indivíduos com remuneração igual ou superior a 1 milhão de EUR por exercício financeiro, repartido por escalões de remuneração de 500 000 EUR para as remunerações entre 1 milhão e 5 milhões
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 663 de EUR, e repartido por escalões de remuneração de 1 milhão de EUR para as remunerações iguais ou superiores a 5 milhões de EUR.; e j) A pedido do Estado-membro ou da autoridade competente, a remuneração total de cada um dos membros do Órgão de Administração ou da direção de topo. Compete à Comissão de Remunerações, Nomeações e Avaliações (CRNA) formular, com periodicidade mínima anual, juízos informados e independentes sobre a política e as práticas de remuneração e os respetivos critérios para a fixação das componentes fixa e variável ou de outros incentivos remuneratórios existentes, bem como propor ao Conselho de Administração os critérios a utilizar no processo anual de avaliação e de fixação da componente variável da remuneração dos membros da Comissão Executiva, os quais devem incluir a adequada ponderação do mérito, do desempenho individual e do contributo para a eficiência do órgão. A CRNA irá preparar para submeter à Assembleia Geral anual um Relatório de avaliação sobre o cumprimento das políticas e dos procedimentos de remuneração adotados pelo Banco Montepio em 2021, no quadro da formulação de um juízo informado e independente sobre a política e as práticas de remuneração, e de incentivos criados para efeitos de gestão de riscos, de capital e de liquidez, de acordo com o previsto no artigo 115º C n.º 6 do RGICSF e no artigo 44º do Aviso 3/2020. Políticas de remuneração do Banco Montepio Por deliberação unânime por escrito da Assembleia Geral de 23 de abril de 2018, foram fixadas para o mandato 2018-2021 as remunerações dos membros do Órgão de Administração e de Fiscalização (MOAF) do Banco Montepio, incluindo o valor anual pago aos membros da Mesa da Assembleia Geral, nos termos da lei. De acordo com o artigo 16º dos Estatutos do Banco Montepio, as remunerações dos MOAF e do ROC são fixadas pela Comissão de Remunerações prevista no artigo 11º alínea c) dos Estatutos e que corresponde à estabelecida no artigo 399º do Código das Sociedades Comerciais, mediante a preparação das decisões pela CRNA, comissão interna do Conselho de Administração, prevista no artigo 19º dos Estatutos, e conforme previsto na Política de Remunerações dos MOAF aprovada em Assembleia Geral. Uma vez que a referida Comissão de Remunerações não se encontra designada pelos acionistas, a competência para fixar as remunerações dos MOAF do Banco Montepio compete, nos termos da lei, exclusivamente à Assembleia Geral. A Política de Remuneração dos Membros do Órgão de Administração e de Fiscalização do Banco Montepio em vigor encontra-se publicada no site institucional do Banco, e foi aprovada em Assembleia Geral de 29 de junho de 2021, tendo sido objeto de revisão anual pela CRNA, conforme previsto no ponto 11.2 da política, revisão a aprovar pelo Conselho de Administração para ser submetida à próxima Assembleia Geral de 2022, em data a agendar nos termos da lei. As revisões à Política de Remuneração dos MOAF do Banco Montepio a submeter na próxima Assembleia Geral Anual, conforme acima referido, continua a assegurar a compatibilidade dos mecanismos de remuneração definidos com a estratégia, os objetivos e os interesses de longo prazo do Banco Montepio e a garantir uma gestão de riscos sã e prudente que desincentive a assunção excessiva e imprudente de riscos. A Política de Remuneração dos MOAF do Banco Montepio estabelece práticas remuneratórias adequadas, estabelecendo critérios para a atribuição, determinação do valor, limites e composição da componente variável da remuneração, alinhamento desta com o desempenho e os riscos incorridos, no caso de, cumpridos todos os requisitos de atribuição, a mesma ser deliberada pelos acionistas. Em 2021, a CRNA elaborou um Regulamento de Execução da Política de Remunerações dos Membros dos Órgãos de Administração e Fiscalização (MOAF), a aprovar pelo Conselho de Administração e pela Assembleia Geral, que estabelece as normas de execução da Política de Remunerações dos Membros dos Órgãos de Administração e Fiscalização (MOAF), abrangendo a remuneração fixa anual, a remuneração variável anual e outros benefícios atribuíveis aos Membros do Conselho de Administração.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 664 A Política de Remuneração dos Colaboradores Relevantes em vigor foi aprovada pelo Conselho de Administração em sessão de 29 de abril de 2021, encontrando-se publicada na área institucional do site da Instituição. A versão em vigor resultou do processo de revisão anual a que se procedeu em 2021 no qual foram designadamente acomodadas as recomendações emitidas pelo regulador. Encontra-se também em vigor uma Política de Remuneração dos Colaboradores, aprovada pelo Conselho de Administração em 5 de novembro de 2019 (O.S. nº116/2019, de 30/12/2019), que coexiste com as outras duas políticas de remunerações no Banco Montepio acima referidas. III. Processo anual de avaliação individual e coletiva da adequação Entre julho e dezembro de 2021, a CRNA conduziu o processo de avaliação anual da adequação, da idoneidade, da independência e da disponibilidade dos membros do Conselho de Administração, bem como a avaliação coletiva do Conselho, Comissão Executiva, Comissão de Auditoria, Comissão de Risco, Comissão de Governo Societário Ética e Sustentabilidade, e a sua própria autoavaliação, à luz das normas gerais de Governo Societário e do artigo 115º B n.º 2 alínea c) e d) do RGICSF (Regime Geral das Instituições de Crédito e Sociedades Financeiras), bem como das políticas do Banco Montepio aplicáveis. Em conclusão, a CRNA emitiu um Relatório do Processo de Avaliação que foi analisado em reunião do Conselho de Administração, tendo sido apreciados os resultados. Anexo I - Elementos curriculares relevantes dos membros do Conselho de Administração. Anexo II - Acumulação de cargos pelos membros do Conselho de Administração.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 665 Anexo I Elementos curriculares relevantes dos membros do Conselho de Administração x CARLOS MANUEL TAVARES DA SILVA Formação académica: Licenciatura em Economia pela Faculdade de Economia do Porto; Programa “Governance & The Future of Banking”, pelo INSEAD - Institut Européen d'administration des affaires (2019). Atividade profissional exercida nos últimos anos: Presidente do Conselho de Administração e Presidente da Comissão de Governo Societário, Ética e Sustentabilidade do Banco Montepio (desde 2018); Presidente do Conselho de Administração do Montepio Holding, SGPS (desde 2018); Presidente do Conselho de Administração do Montepio Investimento, S.A. (desde 2018); Coordenador do Grupo de Trabalho para a Reforma do Modelo de Supervisão Financeira (2017); Assessor do CA da CGD (2016-2018); Presidente do Conselho Diretivo/Conselho de Administração da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (2005-2016); Vice-Presidente da European Securities and Markets Authority (ESMA) (2011-2016); Presidente do Committee of European Securities Regulators (CESR) (2010-2011); Vice-Presidente do Committee of European Securities Regulators (CESR) (2007-2010); Presidente do Committee of Economic and Markets Analysis do CESR (2007-2010); Presidente do Standing Committee on Risk and Research / Committee on Emerging Risks da IOSCO (2011-2015); Presidente do European Regional Committee da IOSCO (2010-2015); Membro do Board da International Organization of Securities Commissions (IOSCO) (2010-2015); Membro do Conselho de Curadores da Universidade do Porto (2009-2014); Diretor do Bureau of European Policy Advisers da Comissão Europeia (2004-2005); Ministro da Economia, do XV Governo Constitucional (2002/2004); Vice-Presidente da Comissão Executiva do Banco Santander de Negócios Portugal e Administrador Executivo dos Bancos Totta e Crédito Predial Português (2000-2002); Presidente do CA da BSN Dealer e da Totta Finance (2000-2002); Vice-Presidente do Banco Totta & Açores e Banco Pinto e Sotto Mayor (1999-2000); Vice-Presidente do CA do Banco Chemical Finance, S.A.; Administrador do Banco Pinto Sotto Mayor, Banco Totta e Açores e Crédito Predial Português (1998-1999); Administrador do Banco CISF (1996-1998); Presidente do Conselho de Administração do Banco Nacional Ultramarino (1992-1996); Administrador da CGD (1992-1993); Vice- Presidente da CGD (1993-1996); Administrador da SIBS - Sociedade Interbancária de Serviços (1992-1993); Presidente do CA de Unicre - Cartão Internacional de Crédito, S.A. (1992-1993); Presidente do Conselho de Administração da Espaço Atlântico - Formação Financeira (1992-1995); Administrador do Banco Português do Atlântico (1992); Secretário de Estado do Tesouro, do XI Governo Constitucional (1989/1991); Membro do Comité Monetário e do Grupo de Coordenação das Políticas Económicas das Comunidades Europeias (1986-1991); Administrador do INGA - Instituto Nacional de Garantia Agrícola (1986-1987); Diretor do Departamento de Estudos Económicos do Ministério das Finanças (1988-1989); Diretor do Gabinete de Análise e do Financiamento do Estado e das Empresas Públicas (1987-1989); Presidente do Conselho Fiscal da Companhia de Seguros Bonança (1986-1989); Assessor e Consultor do Ministro das Finanças (1985- 1989); Membro da Direção de Estudos Económicos do Banco Português do Atlântico (1980-1985), onde desempenhou funções de coordenador do Departamento de Macroeconomia e de coordenador da equipa de projeto de construção de um modelo macroeconómico da economia portuguesa; Assistente da Faculdade de Economia do Porto (1975/1985).
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 666 x MANUEL FERREIRA TEIXEIRA Formação académica: Licenciatura em Economia pelo Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade Técnica de Lisboa (1981); Pós-graduação em Economia Europeia, pela Universidade Católica de Lisboa (1985); Mestrado em Economia, pelo Instituto Superior de Economia e Gestão, Universidade Técnica de Lisboa (1989); Programa “Corporate Governance – A Liderança de Boards” pela Nova - School of Business and Economics (2018); Programa “Governance & The Future of Banking” pelo INSEAD - Institut Européen d'administration des affaires (2020). Atividade profissional exercida nos últimos anos: Administrador, Presidente da Comissão de Auditoria (desde 2018), Membro da Comissão de Riscos (desde 2019), Membro Suplente da Comissão de Remunerações, Nomeações e Avaliações (desde outubro de 2020) e Presidente da Comissão de Remunerações, Nomeações e Avaliações (2019 a outubro 2020) do Banco Montepio; Vogal Executivo do Conselho de Administração do Hospital da Cruz Vermelha - CVP - Sociedade de Gestão Hospitalar, S.A. (desde dezembro de 2020); Professor Convidado da Universidade Nova - IMS (desde 2015); Consultor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (2015-2020); Secretário de Estado da Saúde do XIX Governo Constitucional (2011-2015) e Secretário de Estado Adjunto do Ministro da Saúde do XX Governo Constitucional (2015); Presidente da Administração Central do Sistema de Saúde (2005-2011); Secretário de Estado do Orçamento do XVI Governo Constitucional (2004-2005); Presidente do Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social (2002-2004); Membro do Conselho Consultivo do Instituto de Gestão dos Fundos de Capitalização da Segurança Social (2002-2004); Membro do CA do Fundo para a Revitalização e Modernização do Tecido Empresarial, SGPS, SA (2002-2004); Presidente do Instituto de Gestão Informática e Financeira da Saúde (1999-2002); Vogal do IFADAP-Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas (1998-1999); Diretor Geral da Contabilidade Pública e posteriormente Diretor Geral do Orçamento (1996-1998); Presidente da Comissão Revisora de Contas da Fundação Calouste Gulbenkian (1996-1998); Vogal da Comissão de Fiscalização da Fundação Ricardo Espírito Santo (1996-1998); Subdiretor Geral da Junta do Crédito Público (1992-1996); Membro do Conselho de Auditoria da Santa Casa Misericórdia de Lisboa (1996-2004); Consultor do Ministério das Finanças (1989-1992); Assistente no ISEG - Instituto Superior de Economia e Gestão (1982-1994). x AMADEU FERREIRA DE PAIVA Formação académica: Licenciatura em Economia pelo Instituto Superior de Economia (ISE) da Universidade Técnica de Lisboa (1978); parte letiva do doutoramento em Relações Internacionais-Geopolítica e Geoeconomia da Universidade Autónoma de Lisboa (2016); Programa Corporate Governance: Board Leadership (8ª edição), pela Nova Business School & Economics (2021). Atividade profissional exercida nos últimos anos: Administrador, Membro da Comissão de Auditoria (desde 2018), Membro da Comissão de Remunerações, Nomeações e Avaliações (desde 2019) e Membro da Comissão de Riscos (desde 2020) do Banco Montepio; Presidente do Conselho de Administração do Comité Português para a UNICEF (anterior Vice-Presidente) (desde 2018); Professor na Universidade Autónoma de Lisboa (1995-1999 e desde 2007 até ao presente); Board Advisor na SIBS Internacional, S.A. (2017-2018); Membro do Conselho Geral do Montepio Geral - Associação Mutualista (2015-2018); Diretor, Diretor Geral Adjunto e Diretor Geral (1990-2002) e Administrador Executivo da Unicre, IFIC, S.A (2002-2014); Presidente da Mesa da Assembleia Geral da ACEPI – Associação do Comércio Eletronico e da Publicidade Interativa (desde 2013); Vogal do CA da Paywatch (2009-2013); Vogal do CA da Visa Portugal - Associação Nacional dos Operadores de Cartões Visa (2004-2008); Membro do Products and Marketing Advisers Group (1992-2013) e do Acquirer Forum da Visa Europe, Ltd.; Administrador Executivo do Banco Comercial dos Açores (1989-1990); Coordenador do Montepio Geral-Associação Mutualista (1986-1988). Professor no ISE, depois ISEG, e professor visitante na
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 667 Universidade dos Açores e na Universidade Eduardo Mondlane (1976-2005). Investigador no CEDEP - Centro de Estudos de Economia Internacional e seu Diretor Executivo (1978-2009). x CARLOS FRANCISCO FERREIRA ALVES Formação académica: Licenciado, Mestre e Doutor em Economia pela Faculdade de Economia da Universidade do Porto. Agregação em Gestão (Finanças) pela mesma universidade. Atividade profissional exercida nos últimos anos: Administrador, Vice-Presidente da Comissão de Riscos (desde 2020), Membro da Comissão de Auditoria (desde 2019), Membro da Comissão de Remunerações, Nomeações e Avaliações e Membro da Comissão de Governo Societário, Ética e Sustentabilidade (desde 2019) do Banco Montepio; Membro do Conselho Coordenador da SEDES - Associação para o Desenvolvimento Económico e Social (desde 2018); Presidente do Conselho Académico da Porto Business School (desde 2015); Professor Associado na Faculdade de Economia da Universidade do Porto (desde 2014); Presidente e Membro do Conselho Nacional de Supervisão de Auditoria (CNSA) (2012-2015); Presidente do Committee for Economic and Markets Analysis (CEMA) e da European Securities and Markets Authority (ESMA) (2011-2015); Representante da CMVM no Conselho Geral do European Systemic Risk Board (ESBR) (2010-2016); Deputy Member do Conselho de Supervisores da ESMA (2010-2016); Docente na Porto Business School (desde 2009); Vice-Presidente do ECONET (2009-2010); Vogal do CA da CMVM - Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (2008-2016); Vogal da Direção do Instituto Português de Corporate Governance (2007-2010); Vogal do CA da Associação Portuguesa de Analistas Financeiros (2002-2008); Consultor do Conselho Diretivo da CMVM (2000-2008); Presidente do Conselho Consultivo da Comissão Gestora dos Índices de Bolsa da Euronext Lisboa (2000-2003); Vice-Presidente da Comissão Gestora dos Índices de Bolsa da Euronext Lisboa (2000-2003); Vogal do Conselho Diretivo da CMVM (1998-2000); Presidente da Comissão de Fiscalização do Instituto Nacional de Estatística (1997-1998); Adjunto do Secretário de Estado do Tesouro e das Finanças, do XIII Governo Constitucional (1995-1998); Diretor do Instituto Mercado de Capitais (1994-1995); Membro do Gabinete de Estudos da Bolsa de Valores do Porto (1990-1994); Integrou a Comissão que redigiu o Livro Branco sobre Corporate Governance em Portugal. x JOSÉ DA CUNHA NUNES PEREIRA Formação académica: Licenciatura em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Atividade profissional exercida nos últimos anos: Administrador, Presidente da Comissão de Remunerações, Nomeações e Avaliações, Membro da Comissão de Auditoria e Membro da Comissão de Governo Societário, Ética e Sustentabilidade (desde 2020) do Banco Montepio; Membro do Conselho Orientador do Instituto de Valores Mobiliários da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (desde 2020); Vogal da Comissão de Ética do Banco de Portugal (2016-2019); Presidente da Delegação Portuguesa do GAFI - Grupo de Ação Financeira Internacional (2011-2014); Diretor do Departamento de Averiguação e Ação Sancionatória do Banco de Portugal (2011-2014); Diretor do Departamento de Supervisão Bancária do Banco de Portugal (2009-2010); Diretor do Departamento de Auditoria Interna do Banco de Portugal e Membro do Comité dos Auditores Internos do Sistema Europeu de Bancos Centrais, tendo presidido à “Audit Task Force on Banknotes” (2001-2009); Membro do Conselho Consultivo da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (2000-2003); Vice-Presidente do Comité Executivo da Organização Internacional das Comissões de Valores (OICV/IOSCO) (1998-2000); Presidente da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (1996-2000); Vice-Presidente da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (1995); Integrou equipa técnica de nomeação ministerial para elaboração do Regime Geral das Instituições de Crédito e Sociedades Financeiras (1991); Vogal da Comissão de Fiscalização da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (1991-1994); Consultor Jurídico do Ministro das Finanças (1990-1993); Consultor jurídico no Banco de Portugal (1983-1989); Integrou equipa técnica de nomeação
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 668 ministerial para elaboração do Código do Mercado de Valores Mobiliários (1988); Assistente de Direito das Obrigações e Direito Comercial na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra (1973-1978). x PEDRO JORGE GOUVEIA ALVES Formação académica: Licenciatura em Economia pela Faculdade de Economia da Universidade Católica Portuguesa, em Lisboa; Pós-graduação em Gestão de Marketing pelo Instituto Superior de Gestão; Pós-graduação em Gestão da Informação e Comércio Eletrónico pela Universidade Católica Portuguesa, em Lisboa; Mestrado em Finanças (Programa Curricular Completo, sem Dissertação) pelo Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE), Instituto Universitário de Lisboa; Advanced Executive Education de Big Data to Decision: Artificial Intelligence and Machine Learning pela London Business School; Blue Ocean Strategy Program, INSEAD, Fontainebleau; Programa “Governance & The Future of Banking” pelo INSEAD - Institut Européen d'administration des affaires (2020). Atividade profissional exercida nos últimos anos: Administrador (desde 2018) e Membro da Comissão de Governo Societário, Ética e Sustentabilidade (desde 2020) do Banco Montepio; Presidente do Conselho de Administração da Montepio Crédito, S.A. (desde 2018); Membro da Direção da ASFAC – Associação Portuguesa de Instituições de Crédito Especializado (desde 2021); Coordenador Geral do Centro Corporativo do Montepio Geral Associação Mutualista - MGAM (2016-2018); Vogal não Executivo do CA da Bolsimo, S.A., em representação do acionista MGAM (2016- 2018); Membro do Conselho de Gerência da ASFAC Logalty (desde 2015); Vogal não Executivo do CA da Portugal Venture Capital Initiative, SICAV, FIS/AIFM (REG), em representação do acionista MGAM (2009- 2018); Administrador Delegado (CEO) do Montepio Crédito, IFIC, S.A. (2014-2016); Presidente Executivo do CA (CEO) do Finicrédito, IFIC, S.A. (2012-2014); Presidente do Conselho Fiscal da ASFAC (2012-2016); Membro da Direção da ALF - Associação Portuguesa de Leasing, Factoring e Renting (2015-2016); Diretor da Direção Comercial de Empresas e Instituições do Banco Montepio (2011-2012); Vogal Executivo do CA Finibanco, S.A. (2011); Vogal não Executivo do CA do Finicrédito, IFIC, S.A. (2011-2012); Vogal não Executivo do CA do Finibanco Holding, SGSP, S.A. (2011-2013); Vogal não Executivo do CA da Lestinvest, SGPS, S.A. (2011-2012); Diretor da Direção de Planeamento e Estudos Económicos do Banco Montepio (2008-2010); Diretor da Direção de Marketing e Novos Canais do Banco Montepio (2004-2008); Diretor do Departamento de Novos Canais de Distribuição do Banco Montepio (1999-2004); Diretor Adjunto do Departamento de Marketing Estratégico do BES - Banco Espírito Santo, S.A. (1998-1999); Subdiretor do Departamento de Marketing Estratégico do BES (1995-1997). x RUI PEDRO BRÁS MATOS HEITOR Formação académica: Licenciatura em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa; Frequência da Pós-graduação em Arbitragem pela Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa; Pós-graduação em Corporate Governance pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa – Centro de Investigação de Direito Privado; Programa Corporate Governance - A Liderança de Boards pela Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa; Programa Inspiring Strategic Reflection pela Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa. Atividade profissional exercida nos últimos anos: Administrador (desde 2018), Membro da Comissão de Riscos, Membro da Comissão de Governo Societário, Ética e Sustentabilidade (desde 2019) e Membro Suplente da Comissão de Remunerações, Nomeações e Avaliações (desde 2020) do Banco Montepio; Administrador não Executivo dos HTA - Hotéis Turismo e Animação dos Açores, S.A. (desde 2018); Secretário da Mesa da Assembleia Geral do Montepio Gestão de Ativos, Sociedade Gestora de Fundos de Investimento, S.A. (desde 2018); Secretário da Mesa da Assembleia Geral da Futuro - Sociedade Gestora de Fundos de Pensões, S.A. (desde 2018); Secretário da Mesa da Assembleia Geral das Residências Montepio, Serviços de Saúde, S.A. (desde 2018); Vogal do Conselho Geral e de Supervisão do Banco Montepio (2015-2018); Colaborador do Banco Montepio, com
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 669 funções de advogado no Departamento de Recuperação de Crédito e Departamento de Contencioso, da Direção Jurídica e de Recuperação de Crédito; Responsável pela área de advogados do Montepio Recuperação de Crédito, A.C.E.; Responsável do Departamento de Recuperação Contenciosa e de Advogados da Direção de Recuperação de Crédito, e Secretário-Geral Adjunto da Montepio Geral Associação Mutualista-MGAM (desde 2005). x VÍTOR MANUEL DO CARMO MARTINS Formação académica: Licenciado em Finanças pelo I.S.C.E.F. - Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras; Auditoria nos Hautes Études Commerciales em Jouy-en-Josas, França; Contabilidade Financeira na Arthur Andersen & Co., em Madrid; Curso de Preparação para Revisores Oficiais de Contas – C.R.O.C.; Análise de Projetos Industriais – I.P.E.; Curso da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas no âmbito da formação contínua; Pós- graduação em Corporate Governance, pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. Atividade profissional exercida nos últimos anos: Administrador, Presidente da Comissão de Riscos (desde 2019) e Membro da Comissão de Auditoria (desde 2018) do Banco Montepio; Vogal do Conselho Geral e de Supervisão da Caixa Económica Montepio Geral (2015-2018); Revisor Oficial de Contas em Empresas de diversos setores de atividade económica, industriais, comerciais, SPGS e financeiras (de 1983-2018); Auditor na Arthur Anderson & Co. (1973-1974). x PEDRO MANUEL MOREIRA LEITÃO Formação académica: Licenciatura em Economia pela Universidade de Évora; Pós-graduação em e-Business, Mestrado em Gestão e MBA, todos pelo Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade Técnica de Lisboa; Pós-graduação em Management Consulting, pelo Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE), em Lisboa; Leading Businesses into the Future e Senior Executive Program, pela London Business School, Londres; Leading Digital Business Transformation, pela IMD, Suíça; Value Creation for Owners and Directors – Corporate Governance for Long Term Value Creation, pela INSEAD, França; Customer Focused Innovation, pela Stanford University, EUA. Atividade profissional exercida nos últimos anos: Presidente da Comissão Executiva (desde 2020) do Banco Montepio; Vice-Presidente do Conselho de Administração do Montepio Holding, SGPS (desde 2021); Vogal do Conselho Fiscal da Oeiras Internacional School (desde 2019); Administrador Executivo do Banco Atlântico EUROPA, Portugal (2015-2019); Administrador Executivo do Banco Millennium Atlântico, Angola (2011-2016); Partner da Deloitte em financial services (2001-2011); Docente na Porto Business School (2008-2011) e no ISEG - Licenciatura em Economia e em Pós-Graduações para Executivos (2002-2010); Diretor e, previamente, Gerente e Gestor de Cliente do Banco Bilbao Vizcaya Argentaria (1997-2001). x DULCE MARIA PEREIRA CARDOSO MOTA JORGE JACINTO Formação académica: Licenciatura em Organização e Gestão de Empresas pelo Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE); Programa de Alta Direção da AESE Business School; Programa de Top Management do INSEAD; Programa “Governance & The Future of Banking” pelo INSEAD - Institut Européen d'administration des affaires (2020). Atividade profissional exercida nos últimos anos: Vice-Presidente da Comissão Executiva (desde 2019) do Banco Montepio; CEO do Banco Activobank, S.A. (2018); Vogal do CA da Fundação Millennium BCP (2013-2018); no Banco Comercial Português, S.A.: Diretora de Comunicação (2016-2017), Chefe de Gabinete do Presidente do CA (2012-2017), Diretora de
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 670 Marketing Private Banking (2012-2016), Responsável pela Área de Internet Particulares (2004-2005), Responsável da Unidade de Produto Investimento (2003-2004), Responsável da Unidade de Produto de Crédito Imobiliário (2003) e Responsável da Unidade de Produto Corretagem e Títulos (2002); Membro do CA do Banco Activobank, S.A. (2006-2010); Membro do CA da AF Investimentos - Sociedade Gestora de Fundos (1995-2010); Diretora de Comunicação e Marketing da AF Investimentos (1995-2000); Nos CTT - Correios de Portugal, S.A.: Diretora da Unidade de Negócios (1995); Diretora Central Comercial e de Marketing (1994); Diretora Central de Marketing (1992-1994); Diretora de Correspondências (1989-1991); Professora Universitária no ISCTE (cadeiras de Matemática e Investigação Operacional). x HELENA CATARINA GOMES SOARES DE MOURA COSTA PINA Formação académica: Licenciatura em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (FDUL); Pós-graduação em Estudos da Sociedade de Informação e Comércio Eletrónico pela FDUL; Frequência de Pós-graduação em Direito Industrial pela FDUL; Frequência do curso Cross-Border dispute Resolution, no Lex Mundi Institute, EUA; Programa Corporate Governance - A Liderança de Boards pela Nova School of Business and Economics, Lisboa; International Directors Banking Programme pelo INSEAD - Institut Européen D'Administration des Affaires. Atividade profissional exercida nos últimos anos: Administradora com funções executivas (desde 2018) do Banco Montepio; Vogal do Conselho de Administração da SIBS, SGPS, S.A., enquanto representante do Banco Montepio (2018-2021); Vogal do Conselho de Administração da SIBS, Forward Payment Solutions, S.A., enquanto representante do Banco Montepio (2018-2021); Diretora de Contencioso do Grupo Ageas em Portugal (2017-2018); Membro do Conselho Empresarial da Associação Portuguesa de Arbitragem (desde 2017); Sócia (2013-2017), Advogada Sénior (2009-2013), Associada Principal (2005-2008), Advogada Associada (1999-2004) e Advogada (1997-1999) na Sociedade de Advogados Morais Leitão, Galvão Teles, Soares da Silva & Associados (anteriormente designada Morais Leitão & Galvão Telles). x JORGE PAULO ALMEIDA E SILVA BAIÃO Formação académica: Frequência Universitária ISPA – 4.º ano Psicologia Aplicada – Ramo Social e das Organizações; Diploma de Especialização em Gestão Bancária do Instituto de Formação Bancária. Atividade profissional exercida nos últimos anos: Administrador com funções executivas (desde 2021) do Banco Montepio; Vogal do Conselho de Administração da SIBS, SGPS, S.A., enquanto representante do Banco Montepio (desde 2021); Vogal do Conselho de Administração da SIBS, Forward Payment Solutions, S.A., enquanto representante do Banco Montepio (desde 2021); CIO do Grupo Crédito Agrícola - CA Serviços, ACE e CFO do CA Serviços, ACE e CA Informática, SA (2013-2021); Administrador-Delegado (CEO) e responsável pela prática de Corporate Finance, M&A, Private Equity e Assessoria Financeira e de Gestão do Grupo Crédito Agrícola na CA Consult, S.A. (2006-2013); Diretor Executivo pela prática de consultoria para os setores Financeiro e Saúde - (Build & Buy Strategies for Private Equity, Value Growth Strategy e Value Based Management) na Arthur D. Little (2004-2006); Professor convidado no Instituto Superior de Economia e Gestão e no Instituto para o Desenvolvimento de Estudos Económicos, Financeiros e Empresariais - (IT Governance e IT Strategy) (2003-2019); Diretor de Business Development, nas áreas de Value Growth Strategy, Risk Management e OPEX/CAPEX reduction programs para os setores Financeiro, Saúde e Público na Deloitte Consulting, Grupo Deloitte (2001-2004); Executive Board Member do Banco Uno-e - Espanha, do Grupo Financeiro BBVA (1999-2001); Diretor com a responsabilidade pelo desenvolvimento e implementação de modelos de Controlo de Gestão, Risk Management e IT Framework para diversos Bancos do Grupo Santander na América Latina (Argentina, Chile, Venezuela e Brasil) (1995-1999); Coordenador das áreas de Análise de Risco de Crédito e Risco de Mercado e de Sistemas de Informação aplicado ao Controlo de Gestão no Banco Santander Portugal (1992-1995); Gestor de Área para as Tecnologias de Informação e Operações de
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 671 suporte ao negócio nas áreas de Risco de Crédito, Risco de Mercado e de Controlo de Gestão no Banco Comércio e Indústria (1991-1992); Analista Sénior de Organização, Processos e Competências no Banco Comércio e Indústria (1988-1991). x JOSÉ CARLOS SEQUEIRA MATEUS Formação académica: Licenciatura em Economia pelo Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG), da Universidade Técnica de Lisboa; Mestrado em Matemáticas Aplicadas à Economia e Gestão (sem apresentação de dissertação), pelo Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG), da Universidade Técnica de Lisboa; Programa “Governance & The Future of Banking”, pelo INSEAD - Institut Européen d'administration des affaires (2020). Atividade profissional exercida nos últimos anos: Administrador com funções executivas (desde 2018) do Banco Montepio; Administrador Delegado (anterior executivo) do Conselho de Administração do Montepio Holding, SGPS (desde 2018); Administrador não executivo do Conselho de Administração do Montepio Investimento, S.A. (desde 2018); Administrador não executivo do Conselho de Administração do Banco Montepio Geral Cabo Verde, Sociedade Unipessoal, S.A. (2017-2021); Administrador não Executivo do Montepio Valor - Sociedade Gestora de Fundos de Investimento, S.A. (2015-2017); Administrador não Executivo da Finivalor - Sociedade Gestora de Fundos de Investimento, S.A. (2011-2013); Vogal do CA do Montepio Investimento (ex-Finibanco) (2011); Administrador não Executivo da Montepio Gestão de Ativos (2008-2012); Diretor da Direção Financeira e Internacional do Banco Montepio (2008-2018); Administrador Executivo do Banco Montepio Geral Cabo Verde (2008); Administrador não Executivo da Futuro - Sociedade Gestora de Fundos de Pensões, S.A. (2008-2018); Subdiretor Central - Direção de Global Markets, no Millennium BCP (2007-2008); Diretor do Departamento de Tesouraria do Bank Millennium, na Polónia (2001-2007); Diretor Responsável pelo Funding & Liquidity no Departamento de Tesouraria do Banco Comercial Português (2000-2001); Diretor, Subdiretor e Técnico no Banco Mello de Investimentos (1996-2000); Técnico no Banco Totta & Açores (1990- 1995). x LEANDRO RODRIGUES DA GRAÇA SILVA Formação académica: Licenciatura em Economia pelo Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade Técnica de Lisboa. Atividade profissional exercida nos últimos anos: Administrador com funções executivas (desde 2018) do Banco Montepio; Administrador Delegado do Montepio Investimento, S.A. (desde 2021); Vogal do Conselho de Administração do Montepio Gestão de Ativos Imobiliários, ACE, em representação do Banco Montepio (desde 2020); Administrador Executivo do CA do Banco Nacional Ultramarino, S.A., em Macau (2014-2018); Vogal do CA e Responsável Executivo do Sogrupo, Compras e Serviços Partilhados, ACE, S.A. (2008-2014); Diretor Coordenador da Direção de Clientes do Caixa Banco de Investimento, S.A. (2007-2008); Vogal do CA e da Comissão Executiva do Banco Comercial do Atlântico, S.A. e da Companhia de Seguros Garantia, S.A., em Cabo Verde (2004-2007); Vogal do CA da SISP - Sociedade Interbancária e Sistemas de Pagamento, S.A., em representação do Banco Comercial do Atlântico, S.A. (2004-2007); Adjunto, Chefe de Gabinete e Conselheiro do Ministro da Economia do XV Governo Constitucional (2002-2004); Diretor Adjunto da Direção de Research da Caixa Valores do Caixa Banco de Investimento, S.A. (Banco Totta & Sottomayor Investimentos) (1999-2002); Técnico da Direção de Research de Empresas e da Direção de Planeamento e Controlo do Banco CISF, S.A., Grupo Banco Comercial Português, S.A. (1991-1999).
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 672 x NUNO CARDOSO CORREIA DA MOTA PINTO Formação académica: Licenciatura em Economia pela Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra; Master in Business Administration (MBA), pelo INSEAD, Fontainebleau; Programa “Corporate Governance – A Liderança de Boards”, pela Nova - School of Business and Economics (2018); Programa “Governance & The Future of Banking”, pelo INSEAD - Institut Européen d'administration des affaires (2020). Atividade profissional exercida nos últimos anos: Administrador com funções executivas (desde 2018) do Banco Montepio; Administrador Delegado (anterior executivo) do Conselho de Administração do Montepio Investimento, S.A. (desde 2019); Administrador não executivo (anterior executivo) do Conselho de Administração do Montepio Holding, SGPS (desde 2018); Administrador não executivo do Conselho de Administração do Montepio Crédito, S.A. (desde 2018); Presidente do Conselho de Administração do Finibanco Angola, S.A. (desde 2018); Administrador Alternante do Grupo Banco Mundial (2003-2018); Membro da Administração do Grupo Banco Mundial (2003-2018); Membro da Administração do International Bank for Reconstruction and Development - IBRD (2003-2018); Membro da Administração da International Finance Corporation - IFC (2003-2018); Membro da Administração da Multilateral Investment Guarentee Agency - MIGA (2003-2018); Membro alternante do Conselho de Administração do Global Environment Facility (desde 2003); Conselheiro Financeiro ex-officio na Embaixada de Portugal em Washington DC (2011-2014); Representante de Portugal no Comité de Doadores do Multilateral Investment Fund do Grupo Banco Inter-Americano de Desenvolvimento (2009- 2015); Membro do Conselho Consultivo do Programa de Parcerias para o Desenvolvimento da Fundação Calouste Gulbenkian (2013-2017); Membro do Conselho Consultivo da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (desde 2010); Diretor no Banco Português de Investimento, S.A. e Banco BPI, S.A. (1994-2003). x PEDRO MIGUEL NUNES VENTANEIRA Formação académica: Licenciatura em Organização e Gestão de Empresas, pelo Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE), Lisboa; Pós-graduação em Gestão Financeira Internacional, pelo FUTOP – Formação e IESF; Strategic Management in Banking and International Directors Banking Programmes pelo INSEAD - Institut Européen D'Administration des Affaires. Atividade profissional exercida nos últimos anos: Administrador com funções executivas (desde 2018) do Banco Montepio; Administrador Delegado Chief Risk Officer do Montepio Holding, SGPS (desde 2021); Administrador Encarregado do Controlo de Riscos Chief Risk Officer (anterior Executivo) do Conselho de Administração do Montepio Investimento, S.A. (desde 2019); Representante do Banco Montepio na Direção B da APB - Associação Portuguesa de Bancos (desde 2019); Administrador não Executivo do Conselho de Administração e Coordenador do Comité de Riscos e Gestão de Ativos e Passivos do Finibanco Angola, S.A. (desde 2018); Haitong Bank, S.A. (antes designado de Banco Espírito Santo de Investimento, S.A.): Group Chief Risk Officer / Senior Managing Director (2016- 2017), Diretor na Central / Senior Managing e na Direção e Coordenação do Departamento de Informação de Gestão (2005-2016), Diretor na Direção e Coordenação do Departamento de Contabilidade e Fiscalidade (2002-2016) e Diretor de Implementação e Direção da Área de Controlo de Risco do Grupo (2000-2016); Sénior na PricewaterhouseCoopers – Divisão de Auditoria e Assessoria Financeira (1996-1999); Contabilista certificado n.º 38845; CF 28, Financial Conduct Authority (FCA), emitido em fevereiro de 2017.
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 673 Anexo II - Acumulação de cargos pelos membros do Conselho de Administração Cargos em acumulação, incluindo responsabilidades adicionais em comissões e comités Membros do CA No perímetro de consolidação – Grupo Banco Montepio Fora do perímetro de consolidação Carlos Tavares Caixa Económica Montepio Geral - Presidente do Conselho de Administração - Presidente da Comissão de Governo Societário, Ética e Sustentabilidade Montepio Holding, SGPS Presidente do Conselho de Administração Montepio Investimento, S.A. Presidente do Conselho de Administração x Fundação Montepio Geral (Membro do Conselho de Curadores) x Fundação da AEP - Associação Empresarial de Portugal (Representante do Banco Montepio no Conselho de Curadores) x Fundação Casa da Música (Membro do Conselho de Fundadores) x Fundação Benjamim Dias Costa (Presidente do Conselho de Curadores) Manuel Ferreira Teixeira Caixa Económica Montepio Geral - Presidente da Comissão de Auditoria - Membro da Comissão de Riscos - Membro Suplente da Comissão de Remunerações, Nomeações e Avaliações x Universidade Nova de Lisboa - Information Management School (Professor Convidado) x Hospital da Cruz Vermelha - CVP - Sociedade de Gestão Hospitalar, S.A. (Vogal Executivo do Conselho de Administração) Amadeu Paiva Caixa Económica Montepio Geral - Administrador - Membro da Comissão de Auditoria - Membro da Comissão de Riscos - Membro da Comissão de Remunerações, Nomeações e Avaliações x Universidade Autónoma de Lisboa (Professor) x Associação do Comércio Eletrónico e da Publicidade Interativa (Presidente da Mesa da Assembleia Geral) x Casa do Concelho de Castro Daire (Presidente da Mesa da Assembleia Geral) x Comité Português para a UNICEF - Fundação das Nações Unidas para a Infância (Presidente do Conselho de Administração) Carlos Ferreira Alves Caixa Económica Montepio Geral - Administrador - Vice-Presidente da Comissão de Riscos - Membro da Comissão de Auditoria - Membro da Comissão de Remunerações, Nomeações e Avaliações - Membro da Comissão de Governo Societário, Ética e Sustentabilidade x Faculdade de Economia da Universidade do Porto (Professor Associado com Agregação) x CEF.UP - Centro de Economia e Finanças da Universidade do Porto (Investigador) x Porto Business School (Presidente do Conselho Académico e Professor) x Futebol Clube de Paços de Ferreira (Presidente do Conselho Fiscal) x SEDES - Associação para o Desenvolvimento Económico e Social (Membro do Conselho Coordenador) José Nunes Pereira Caixa Económica Montepio Geral - Administrador - Presidente da Comissão de Remunerações, Nomeações e Avaliações - Membro da Comissão de Auditoria - Membro da Comissão de Governo Societário, Ética e Sustentabilidade x Instituto de Valores Mobiliários (Membro do Conselho Orientador) Pedro Alves Caixa Económica Montepio Geral - Administrador - Membro da Comissão de Governo Societário, Ética e Sustentabilidade Montepio Crédito, S.A. Presidente Executivo do Conselho de Administração x ASFAC Logalty (Membro do Conselho de Gerência) x ASFAC (Membro da Direção) Rui Heitor Caixa Económica Montepio Geral – Administrador - Membro da Comissão de Riscos - Membro da Comissão de Governo Societário, Ética e Sustentabilidade - Membro Suplente da Comissão de Remunerações, Nomeações e Avaliações HTA - Hotéis Turismo e Animação dos Açores S.A.* Administrador não executivo * Consolidação por equivalência patrimonial x Futuro - Sociedade Gestora de Fundos de Pensões, S.A. (Secretário da Mesa da Assembleia Geral) x Residências Montepio, Serviços de Saúde, S.A. (Secretário da Mesa da Assembleia Geral) x Montepio Gestão de Ativos, Sociedade Gestora de Fundos de Investimento, S.A.* (Secretário da Mesa da Assembleia Geral) * Consolidação por equivalência patrimonial
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 674 Membros do CA No perímetro de consolidação – Grupo Banco Montepio Fora do perímetro de consolidação Vítor Martins Caixa Económica Montepio Geral - Administrador - Presidente da Comissão de Riscos - Membro da Comissão de Auditoria x Floresta Atlântica, Soc. Gestora Fundos Investimento Imobiliário, SA (Presidente do Conselho Fiscal) x Vítor Martins & Ahmad, SROC, Lda (Sócio) x CA Capital SCR, S.A. (Vogal do Conselho Fiscal) Pedro Leitão Caixa Económica Montepio Geral – Presidente da Comissão Executiva - Presidente do Comité de Negócio - Membro do Comité de Controlo Interno - Membro do Comité de Cibersegurança - Membro do Comité ALCO * - Membro do Comité de Imparidade * - Membro Comité de Custos e Investimentos * - Membro Comité Acompanhamento Fundo de Pensões * - Membro do Comité de Acompanhamento de Ativos Não Produtivos * - Membro do Comité de Crédito * - Membro do Comité de Tecnologia * * Presença facultativa Montepio Holding, SGPS Vice-Presidente do Conselho de Administração x APB – Associação Portuguesa de Bancos (Vogal da Direção A – enquanto representante do Banco Montepio) x AEM - Associação de Empresas Emitentes de Valores Cotados em Mercado (Vogal do Conselho Geral, em representação do Banco Montepio) x Oeiras Internacional School (Vogal do Conselho Fiscal) Dulce Mota Caixa Económica Montepio Geral – Administradora - Vice-Presidente da Comissão Executiva - Membro do Comité ALCO - Membro do Comité de Imparidade - Membro do Comité de Tecnologia - Membro do Comité de Crédito * * Presença facultativa x Alumni ISCTE (Membro do Advisor Board) x AFIP - Associação Fintech e Insurtech Portugal (Membro do Conselho Consultivo) x Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa (Vogal da Direção, em representação do Banco Montepio) Helena Soares de Moura Caixa Económica Montepio Geral - Administradora - Membro da Comissão Executiva - Presidente Comité Acompanhamento Fundo Pensões - Presidente do Comité de Controlo Interno - Membro do Comité de Negócio - Membro do Comité ALCO * - Membro do Comité de Custos e Investimentos * - Membro do Comité de Crédito * Presença facultativa x APA - Associação Portuguesa de Arbitragem (Membro do Conselho Empresarial) Jorge Baião Caixa Económica Montepio Geral - Administrador - Membro da Comissão Executiva - Presidente do Comité de Custos e Investimentos - Presidente do Comité de Tecnologia - Presidente do Comité de Cibersegurança - Membro do Comité de Negócio - Membro do Comité de Controlo Interno - Membro do Comité de Crédito * * Presença facultativa x Plenário da CISP - Comissão Interbancária para os Sistemas de Pagamentos (em representação do Banco Montepio) x Fórum de Resiliência e Cibersegurança (enquanto representante do Banco Montepio) x SIBS, SGPS, SA (Vogal do Conselho de Administração, em representação do Banco Montepio) x SIBS, Forward Payment Solutions, SA (Vogal do Conselho de Administração, em representação do Banco Montepio) x SOPRUS – Consultoria Unipessoal, Lda. (Sócio Gerente)
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 675 Membros do CA No perímetro de consolidação – Grupo Banco Montepio Fora do perímetro de consolidação José Carlos Mateus Caixa Económica Montepio Geral – Administrador - Membro da Comissão Executiva - Presidente do Comité ALCO - Membro do Comité de Imparidade - Membro do Comité de Crédito - Membro do Comité de Negócio - Membro do Comité de Custos e Investimentos - Membro do Comité de Acompanhamento do Fundo de Pensões - Membro do Comité de Acompanhamento de Ativos Não Produtivos Montepio Holding, SGPS - Administrador Delegado Montepio Investimento, S.A. - Administrador Executivo Banco Montepio Geral Cabo Verde, Sociedade Unipessoal, S.A. (entidade que cessou a atividade em dia 30/11/2021, por decisão de dissolução voluntária) - Administrador Executivo Leandro Graça Silva Caixa Económica Montepio Geral – Administrador - Membro da Comissão Executiva - Presidente do Comité de Acompanhamento de Ativos Não Produtivos - Membro do Comité ALCO - Membro do Comité de Imparidade - Membro do Comité de Crédito Montepio Investimento S.A. - Administrador Delegado Montepio Gestão de Ativos Imobiliários, ACE - Vogal do Conselho de Administração, em representação do Banco Montepio x Comité Olímpico de Portugal (Presidente do Conselho Fiscal) x Federação Portuguesa de Orientação (Presidente do Conselho Fiscal) Nuno Mota Pinto Caixa Económica Montepio Geral – Administrador - Membro da Comissão Executiva - Membro do Comité ALCO - Membro do Comité de Imparidade - Membro do Comité de Crédito * * Presença facultativa Montepio Holding, SGPS - Administrador Não Executivo Montepio Investimento S.A. - Administrador Delegado Montepio Crédito, S.A. - Administrador Não Executivo Finibanco Angola, S.A. - Presidente do Conselho de Administração x Startup Lisboa (AIEL - Associação Para a Inovação e Empreendedorismo de Lisboa; Vogal da Direção enquanto representante do Banco Montepio)
Banco Montepio Relatório e Contas 2021 676 Membros do CA No perímetro de consolidação – Grupo Banco Montepio x Fora do perímetro de consolidação Pedro Ventaneira Caixa Económica Montepio Geral – Administrador - Membro da Comissão Executiva - Presidente do Comité de Imparidade - Presidente do Comité de Crédito - Membro do Comité ALCO - Membro do Comité de Negócio - Membro do Comité de Acompanhamento do Fundo de Pensões - Membro do Comité de Acompanhamento de Ativos Não Produtivos - Membro do Comité de Controlo Interno - Membro do Comité de Tecnologia - Membro do Comité de Cibersegurança Montepio Holding, SGPS - Administrador Delegado (CRO) Montepio Investimento S.A. - Administrador Encarregado Controlo de Riscos (CRO) Finibanco Angola, S.A. - Administrador Não Executivo e Coordenador do Comité de Riscos e Gestão de Ativos e Passivos x APB - Associação Portuguesa de Bancos (integra a Direção B, como representante do Banco Montepio)
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